tag:blogger.com,1999:blog-75125197924656848842008-07-25T22:09:04.924-05:00El Mono AulladorGrupo de Altamirahttp://www.blogger.com/profile/11173561159405744148noreply@blogger.comBlogger33125tag:blogger.com,1999:blog-7512519792465684884.post-90801847428566597182008-03-14T14:25:00.002-05:002008-03-14T14:51:01.437-05:00Pessoas bem intencionadas que tentam fazer sua parte na conservação do planeta<strong><em>Érica Montenegro </em></strong><br /><strong><em>Da equipe do Correio</em></strong><br /><strong><em>Brasil</em></strong><br /><br /><span style="font-size:130%;"><strong>Estamos engolindo </strong></span><br /><span style="font-size:130%;"><strong><em>o cerrado</em></strong></span><br /><br />As cidades, as fazendas e os condomínios irregulares já comeram 362 mil hectares do cerrado brasiliense, de acordo com as mais recentes informações do relatório Probio (veja mapa nesta página). Apenas 37% da paisagem original de arbustos e árvores tortas continua intocada no Distrito Federal.<br />Estas reservas de vida selvagem estão restritas às unidades de conservação e aos morros, onde o relevo acidentado dificulta a ocupação de pessoas e a introdução de culturas agrícolas.<br />"Estamos no limite de ocupação do território", reconhece Edson Sano, pesquisador da Embrapa Cerrados. Ele foi um dos responsáveis pelo relatório Probio, que usou imagens de satélite para avaliar os estragos causados na savana brasileira.<br />"Na hipótese de aumento populacional, o DF teria de transformar áreas agrícolas em cidades", avalia o pesquisador. Na prática, isso já vem acontecendo, com os parcelamentos nas áreas rurais. Projetado para ter 500 mil habitantes, a capital do país tem 2,4 milhões de moradores, segundo a última contagem populacional feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<br />Desde a inauguração, devastamos o equivalente a oito cidades do tamanho do Plano Piloto - o único núcleo urbano que estava pensado por Lucio Costa no projeto original. Quando comparado aos outros estados brasileiros em que o cerrado também está presente, o DF é, proporcionalmente, o quarto maior destruidor do ecossistema (veja quadro).<br />Está atrás apenas de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. "A velocidade da destruição preocupa, o DF ainda não completou cinco décadas", alerta o professor da Universidade de Brasília (UnB), Donald Sawyer. Edson Sano é um desenvolvimentista. Significa que, para ele, os recursos naturais devem ser aproveitados economicamente e de maneira racional.<br />"Não precisamos desmatar nenhum hectare de cerrado a mais. Basta aplicarmos as tecnologias existentes para aumentar a produtividade", defende o pesquisador. Donald Sawyer aposta no desenvolvimento com conservação.<br />Na opinião dele, a vegetação precisa ser mantida para assegurar os serviços ambientais. "Não é por estética que as árvores devem estar de pé. É por sobrevivência, pela nossa sobrevivência", defende.<br />Serviços ambientais são favores que a natureza nos presta. A regulação da temperatura, o regime de chuvas, a absorção e a filtragem da água são exemplos de serviços ambientais. "Já temos fortes evidências de que o uso que estamos fazendo do planeta está desregulando as funções ecossistêmicas", explica Sawyer.<br />As árvores do cerrado arrancadas servem de exemplo para entender às mudanças provocadas pelo homem no meio ambiente. Quando substituímos árvores por cimento e asfalto, impermeabilizamos o solo. Com a impermeabilização, a água da chuva não infiltra e, conseqüentemente, não recarrega os lençóis freáticos. Ela escorre pela superfície, provocando as erosões e o assoreamento.<br />O resultado disso podem ser futuros problemas no abastecimento de água ou no fornecimento de energia elétrica. Ao desmatar para construir ou para plantar, o homem também influencia no ciclo do carbono, já que as raízes das espécies do cerrado são as principais fixadoras de dióxido de carbono da região. "Se a planta morre, o dióxido de carbono que ela fixava vai para a atmosfera. Quando a árvore é queimada, a emissão é imediata", conta Sawyer.<br />O dióxido de carbono ou gás carbônico é um dos causadores do "efeito estufa", que está provocando alterações na temperatura e no regime de chuvas. "Não é só São Pedro que está mandando chuva. É o Seu Pedro também", completa o professor da Universidade de Brasília.<br /><br /><strong><span style="font-size:130%;">Destruição </span></strong><br />Na região de São Sebastião - densamente povoada na última década, os danos ambientais são comprovados em um simples passeio de carro. Os condomínios irregulares avançaram até a beira dos côrregos, provocando erosões e prejudicando a qualidade da água. A infra-estrutura é ineficiente, não há rede de captação de águas pluvias, tampouco esgoto ou coleta de lixo adequada. No final, toda sujeira acaba caindo dentro dos cursos d´água.<br />"Se a legislação ambiental tivesse sido respeitada, a mata ciliar estaria protegendo o côrrego", detalha o engenheiro florestal Helmo Lopes Tavares, perito do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Por lei, a ocupação urbana ou agrícola deveria manter pelo menos 30 metros de distância em relação às margens dos côrregos.<br />A função desta faixa de vegetação seria a de amortecer o impacto ambiental provocado pelo homem. Outro problema relacionado ao desmatamento é a destruição dos corredores ecológicos. Importantes para a sobrevivência das espécies e para a manutenção da biodiversidade, os corredores são caminhos usados pelos animais para passar de uma área natural à outra.<br />Os bichos transitam pelos corredores para buscar locais com comida mais farta e também para se reproduzirem. "A margens dos cursos d´água são corredores ecológicos naturais. Ao destruí-las, estamos confinando as espécies nas áreas de conservação", detalha Helmo Lopes Tavares.<br />No mapa da ProBio reproduzido nesta página, o leitor pode imaginar a sensação de pressão que os outros seres vivos que habitam o DF estão vivendo. Basta fazer de conta que ele vive em uma das áreas pintadas de verde, com o agravante de não ter ruas por onde transitar quando quiser dar um passeio.<br /><br /><strong><span style="font-size:130%;">Bom exemplo</span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"><em>Ela cultiva mudas</em></span></strong><br /><br />Ao entrar na casa de Beatriz Agostini Shakty, 61 anos, o visitante se surpreende com o nível de consciência ambiental. Tudo ali foi pensado para diminuir o impacto dela e dos outros moradores da casa na natureza.<br />A água é captada da chuva, o aquecimento do chuveiro vem de um painel de energia solar, o banheiro tem descarga seca (sistema que utiliza pó de serragem no lugar de água), o lixo orgânico vira adubo e o jardim é um cerrado vivo e, por isso mesmo, desordenado.<br />"Tem vizinho que estranha o meu jardim. Pensa que é descuido", brinca ela. Beatriz, mais conhecida como Shatky, é ecológica por gosto e não por profissão.<br />"Trabalhei a vida inteira em saúde, dentro de hospital. Comecei como faxineira, fui instrumentadora e cheguei a musicoterapeuta", conta a gaúcha, nascida em Erexim (RS).<br />"Mas, acho que tem a ver sim. Quando a relação entre a pessoa e o meio ambiente é ruim, ela tende a adoecer", completa o raciocínio. Presidente da Patrulha Ecológica - grupo brasiliense de voluntários fundado em 1985, Shakty também se encarrega de produzir mudas de cerrado no quintal de casa.<br />Trabalho que faz com a ajuda da amiga, vizinha e "patrulheira", Olinda de Melo. As plantinhas crescem sob um grande embiruçu, aguardando a hora de serem repostas à natureza. O cultivo começa com expedições ao cerrado para coletar sementes.<br />Logo depois, as sementes são plantadas em embalagens velhas de leite. Em seguida, serão mimadas com água e adubo orgânico para germinarem. "Para mim é uma alegria trabalhar com as plantas. Elas sempre te respondem", conta Shakty.<br />A Patrulha Ecológica adotou quatro nascentes no DF e também faz plantio de árvores em áreas públicas. É para estas áreas que a vida cultivada ali será transplantada. Mas, uma pergunta não pode deixar de ser feita.<br />A ecologista vive em um condomínio não regularizado, o Condomínio Verde, localizado na área da ESAF.<br />Ela diz que o endereço foi a resposta encontrada para a falta de políticas habitacionais voltadas à classe média. Conta também que seu esforço em minimizar os danos ambientais é para provar que os condomínios podem ser ecologicamente sustentáveis.<br />"Quero mostrar que podemos viver em harmonia com a natureza, sem destruí-la." <br /><br /><strong><span style="font-size:130%;">Estamos enterrando </span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"><em>a barragem</em></span></strong><em> </em><br /><br />Uma garrafa de 300 ml com aproximadamente três dedos preenchidos por areia. A imagem serve para que se entenda o que está acontecendo com a barragem do Descoberto, principal fonte de abastecimento do Distrito Federal. Desde sua construção, em 1974, o lago do Descoberto já perdeu 17% de seu volume hídrico. Em outras palavras, a capacidade de armazenamento de água diminuiu de 91,9 milhões de metros cúbicos para 76 milhões de metros cúbicos.<br />A água que deveria estar no espaço perdido (15,9 milhões de metros cúbicos) é mais do que suficiente para abastecer todas as residências do DF durante um mês. A grande quantidade de terra e areia que hoje ocupa o fundo da barragem chegou ali por conta da ocupação urbana desenfreada.<br />"Apesar de ser uma área protegida, a pressão por moradia sempre foi enorme na região", relata o responsável pela Gerência de Proteção de Recursos Hídricos da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Márcio Niemeyer Borges. Do lado do Distrito Federal, estão os condomínios irregulares que apareceram em Ceilândia e em Brazlândia e o parcelamento de chácaras na área conhecida como Incra 8. Do lado goiano, a situação é ainda pior.<br />A cidade de Águas Lindas, com mais de 130 mil habitantes, de acordo com a última contagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), continua a crescer sem infra-estrutura urbana e novos núcleos urbanos aparecem próximos a Padre Bernardo. Ao transformar um ambiente natural em urbano, o homem impermeabiliza o solo com asfalto e cimento.<br />A água da chuva que infiltraria na terra e abasteceria o lençol freático acaba escorrendo pela superfície. E, junto com ela, carrega areia, terra, vegetação e até lixo. Pelo caminho, a força da água provoca grandes cicatrizes no solo - as erosões, até chegar a um espaço onde fique armazenada. O lago formado pela barragem do Descoberto está numa área de relevo mais baixo, então todo o fluxo de água que vem das áreas urbanas próximas escoa para o reservatório ou seus tributários.<br />"O ritmo do assoreamento na bacia do Descoberto está muito acentuado e a tendência é que aumente ", alerta Sérgio Koide, professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em recursos hídricos. Ele avisa que se o poder público não fiscalizar o uso do solo na APA do Descoberto, o DF vai ter problemas de abastecimento no futuro. "Estamos em uma das regiões com menor disponibilidade de recursos hídricos do país. É essencial cuidarmos daqueles que temos ", avisa. <br />No lado mais próximo de Águas Lindas, os prejuízos ambientais provocados à bacia do Descoberto já são visíveis. Vários processos de erosão estão presentes nas proximidades da BR-070 e nos terrenos que rodeiam a cidade. Para Márcio Niemeyer Borges, da Caesb, a criação de um sistema de captação de águas pluviais no município goiano é o problema mais urgente. "Precisamos de uma solução imediata. Um terço da cidade está dentro da APA, isso não deveria ter acontecido. É preciso encontrar uma solução para diminuir o impacto das águas da chuva", aponta.<br />Em agosto do ano passado, atendendo a uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF), a prefeitura de Águas Lindas se comprometeu a aumentar a vigilância da ocupação do solo e a construir um sistema de contenção para as águas pluviais. Mas, até agora, as obras não começaram. Qualidade E não é só a capacidade de armazenamento do lago que vem diminuindo.<br />O índice de qualidade da água (IQA) captada na barragem do Descoberto também está piorando. Em 2000, o IQA médio da água era de 81,2 - o que a classificava como muito boa. No ano passado, o IQA médio foi de 72,2, na faixa imediatamente inferior, a de boa (veja quadro). "O declínio é pequeno.<br />Mas, mostra que já há uma interferência provocada pela ocupação da APA", explica Cláudia Morato Álvares, gerente de Monitoramento da Qualidade da Água da CAESB. Também influenciam no IQA, as técnicas agrícolas utilizadas pelos chacareiros estabelecidos ao redor da barragem. O uso de fertilizantes afeta a qualidade da água. <br />Por enquanto, o declínio do IQA não traz problemas para a água que é distribuída para 65% do DF. Mas, a médio prazo, pode gerar dificuldades durante o processo de tratamento. Se o IQA piora é necessário trabalhar mais na purificação da água, o que resulta em um aumento na conta que chega ao cidadão. "Já existe tecnologia para tratar água de qualquer qualidade.<br />Na Europa, eles tratam água que recebe esgotamento sanitário. Temos água de boa qualidade aqui, nossa obrigação é cuidar para mantê-la", explica Cláudia Morato. "Se o IQA continuar caindo, teremos que gastar mais no processo de tratamento. Este custo, inevitavelmente, será repassado ao consumidor final", completa a gerente de Monitoramento da Qualidade de Água da CAESB. <br />O curioso é que se a água da chuva tivesse sido absorvida pela terra, ela passaria por um processo de filtragem natural e chegaria bastante limpa à barragem do Descoberto. "O processo natural de purificação da água é eficiente. O problema são as modificações que o homem provoca no meio", lamenta o professor Sérgio Koide.<br />Depois de tratada, a água do Descoberto é distribuída para Ceilândia, Taguatinga, Gama, Guará, Samambaia, Riacho Fundo, Recanto das Emas, Águas Claras, Santa Maria, Núcleo Bandeirante e Candangolândia. O sistema Descoberto também reforça o abastecimento do Plano Piloto, Cruzeiro, Sudoeste e Lago Sul. <br /><br /><strong><span style="font-size:130%;">Bom exemplo</span></strong><br /><em><strong><span style="font-size:130%;">Ele cuida de nascentes</span></strong> </em><br /><br />Ao entrar no Sítio das Neves, na BR-060, Eugênio Giovenardi , 73 anos, avisa que estamos penetrando em propriedade alheia. "Por favor, respeito. Aqui é a terra das árvores, dos bichos e das águas", ensina o escritor e sociólogo. Na propriedade de cem hectares, estão oito das nascentes que alimentam o Ribeirão das Lajes, um dos tributários do rio Santo Antônio do Descoberto. Ao encontrar uma delas - a dos Currais, Eugênio, com vigor físico de menino, ajoelha e prova um pouco da água.<br />"É uma delícia. Naturalmente pura", comemora. Comprado há 35 anos, o sítio das Neves é motivo de orgulho para Eugênio e a família. Quando ele chegou ali praticamente não havia vegetação nativa. "O dono anterior queimava o cerrado para fazer carvão. Era um homem muito humilde, não sabia o mal que estava fazendo", relata o ex-funcionário da Organização Internacional do Trabalho (OIT). As árvores retorcidas e as flores amarelas, chamadas de douradinhas do campo, que atualmente enfeitam a terra dão testemunho de que Eugênio Geovenardi está vencendo a destruição.<br />"Eu encontrei tudo devastado, agora vejo vida", conta ele que vai lançar o livro "A saga de um sítio", detalhando a história da recuperação da área. Para que o cerrado voltasse a florescer, Eugênio ocupou-se de assegurar a vida das nascentes. Plantou algumas sementes de espécies endêmicas perto de onde havia água. Também cuidou de criar pequenas barragens, usando pedras, para amortecer o impacto causado pelas águas da chuva. "Assim a água infiltra, eu a devolvo ao lençol freático", ensina ele. O resultado do esforço já se vê, é o início de uma mata de galeria nas áreas onde a água é mais abundante. <br />A consciência ambiental que Eugênio demonstra foi adquirida em suas andanças pelo mundo. "Como todo brasileiro, eu achava que para desenvolver era preciso desmatar", relata. "Mas, este tipo de desenvolvimento é falso. Destrói mais do que produz". Na Colômbia, onde trabalhou no atendimento a pequenos agricultores, ele percebeu que as áreas com mais água eram as mais prósperas na produção de alimentos. Os moradores delas não passavam fome. Nas ilhas Galápagos, ele entendeu que os seres humanos são apenas um dos inquilinos do planeta terra.<br />"Lá a vida é tanta que você é que desvia dos pássaros. E não, eles de você", recorda. Sempre que as chuvas chegam, Eugênio encontra lixo no Ribeirão das Lajes. São sacos plásticos, restos de construção e até tampas de privada. Estas desagradáveis vestígios da civilização no santuário do sociólogo se tornaram mais comuns nos últimos cinco anos, quando um loteamento surgiu logo acima do Sítio das Neves. Eugênio lamenta a existência deles, mas não capitula diante de sua proposta de preservar. "Desistir é uma tentação que volta e meia nos ataca. Mas, eu resisto porque sou parte disso.<br />Um dia voltarei ao solo e quero que ele esteja em boa qualidade para me receber", diz, bem humorado, o escritor e sociólogo.Periodista Científica y Ambientalhttp://www.blogger.com/profile/03816191308522543567periodistambiental@gmail.comtag:blogger.com,1999:blog-7512519792465684884.post-17363583354894900612008-02-02T10:18:00.004-05:002008-03-14T20:07:33.458-05:00Caura amenazada<a href="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUuKxh8I/AAAAAAAAA9U/myP7ZWcfRBA/s1600-h/Copia+de+caura_saltopara3pg.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177766637443581890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUuKxh8I/AAAAAAAAA9U/myP7ZWcfRBA/s200/Copia+de+caura_saltopara3pg.jpg" border="0" /></a><em>La megadiversidad biológica, la diversidad cultural, la alta producción hídrica y los servicios ambientales prestados a la humanidad, no son razones suficientes para conservar la cuenca del río Caura, cuando de extracción de oro se trata<br /></em><br /><strong>Evelyn Guzmán Bigott</strong> <div><div><strong>Venezuela</strong><br /><em><br /></em>Aunque su superficie representa sólo un cinco por ciento del territorio venezolano, la cuenca del río Caura es considerada por muchos científicos como una de las últimas fronteras forestales de bosques húmedos del planeta, que se conserva prístina.<br />Sin embargo, su megadiversidad biológica, su diversidad cultural, su alta producción hídrica y los servicios ambientales prestados a la humanidad, no son razones suficientes para su conservación, cuando de extracción de oro se trata.<br />En días pasados, cerca de 600 mineros fueron desalojados por las autoridades militares en una nueva incursión a este ecosistema único en el mundo, luego que miembros de la organización indígena yek'wana "Kuyujani", denunciaran ante la Asamblea Nacional y los organismos de seguridad del Estado la presencia de mineros en la zona.<br />“Reconocemos que el trabajo es un derecho humano y como tal lo respetamos, pero debe ejercerse con responsabilidad, porque las consecuencias de esta práctica amenazan los derechos que todos tenemos, de contar con un ambiente sano, agua limpia, seguridad, tranquilidad y a una vida en armonía que tenemos los yek'wana y sanema que allí vivimos”, aseveró el coordinador general de Kuyujani, Arturo Rodríguez.<br />Aunque son diversas las amenazas que se ciernen sobre esta cuenca, desde el avance de la frontera agrícola y ganadera, la explotación ilegal de madera, la creación de una ciudad y hasta un posible aprovechamiento hidroeléctrico; la minería es la única actividad económica que está totalmente prohibida por las leyes venezolanas.<br />Tal como lo advierten científicos locales, el incremento de la actividad minera en esta cuenca, comprometería este ecosistema que presta un valioso servicio ambiental contra el calentamiento global al garantizar aproximadamente, el 0.14 % del oxigeno del planeta (la Amazonía aporta el 20%).</div><div>La cuenca del C<a href="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUOKxh4I/AAAAAAAAA80/tnQQlqtvZdQ/s1600-h/Copia+(2)+de+Caura+1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177766628853647234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUOKxh4I/AAAAAAAAA80/tnQQlqtvZdQ/s200/Copia+(2)+de+Caura+1.jpg" border="0" /></a>aura se ubica al suroeste de Venezuela, abarcando los Municipios Sucre y Cedeño del estado Bolívar, el más grande de los 23 estados que conforman la geografía nacional. Se estima que el caudal promedio anual del río Caura es de 3.500 metros cúbicos por segundo, de los cuales 2.050 salen del Salto Para y los restantes 1.500 son aportados por los ríos Nichare, Mato, Tacoto, Sipao, Cucharo y Tigrera.<br /><br /><strong>ESTADO MINERO</strong><br />Desde la llegada de los españoles a estas tierras, han sido varios los intentos por explorar la misteriosa cuenca del Caura, pero lo intrincado de su selva y lo abrupto del Salto Para, la hicieron impenetrable, hasta que en los siglos 18 y 19, la avaricia de los explotadores de los aceites, las resinas, el balatá y la sarrapia impactaron negativamente no sólo sobre los frondosos bosques de la cuenca, sino también diezmando los grupos indígenas de la zona. Ahora, en pleno siglo 21, la “leyenda del Dorado” amenaza nuevamente la cuenca del Caura.<br />El director estadal del Ministerio de Ambiente, Hugo Núñez recuerda que desde hace 300 años, Bolívar ha sido un territorio minero, una actividad que va irrumpiendo en sitios de donde son desalojados por la fuerza militar, no obstante ser “una actividad que está absolutamente prohibida en la cuenca del Caura”. Explica que la labor del Ministerio se ha centrado en desarrollar programas de educación ambiental en los sectores mineros e indígenas del estado.<br />Pero la misma historia da cuenta de que ante una “bulla minera”, no hay conciencia ambiental que detenga al minero.<br />Para la antropóloga e investigadora de la Universidad Nacional Experimental de Guayana (Uneg) Nalúa Silva Monterrey, no existe tradición minera en la cuenca del Caura, es por ello qu “los mineros ilegales han sido denunciados ante las autoridades y capturados infraganti", pero a su juicio, "una cierta parálisis institucional hace que se les deje libre y ellos regresen a cometer sus fechorías, sin embargo es una de las responsabilidades del Estado a través de sus instituciones resguardar esta zona y garantizar su conservación”.<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUuKxh7I/AAAAAAAAA9M/R_ZEcmy-zOg/s1600-h/Copia+de+Caura+6.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177766637443581874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUuKxh7I/AAAAAAAAA9M/R_ZEcmy-zOg/s200/Copia+de+Caura+6.jpg" border="0" /></a><br /><strong>BOSQUES ÚNICOS</strong><br />“Los bosques del Caura poseen características que los hacen únicos. Por un lado en la parte baja presentan características orinoquenses y en la parte alta se presentan como los bosques amazónicos”, explica la antropóloga.<br />En efecto, un estudio científico llevado a cabo por el Instituto de Investigaciones Ecológicas Orinoco-Esequibo, Fundación La Salle, Wildlife Conservation Society y el Instituto de Estudios Ambientales de la Universidad de Wisconsin (USA), da cuenta de la variedad de zonas de vida que existen en esta cuenca, las cuales van desde el bosque tropical seco al bosque montano húmedo.<br />En sus 5 millones de hectáreas, la cuenca del Caura alberga cinco áreas bajo régimen de administración especial: el parque nacional Jawa Sarisariñama, ecosistema de tepuyes (mesetas) únicos en cuyas cimas se encuentran las enigmáticas cavernas de 350 metros de profundidad vertical, con flora y fauna altamente endémica; el Monumento Natural Serranía de Maigualida e Ichún Guanacoco, además de la Zona Protectora Sur del Estado Bolívar, importante reservorio de agua donde se ubica la cabecera de varios ríos; y la Reserva Forestal El Caura, decretada así desde 1969 dado los valiosos bosques que posee.<br />Además, conserva el 17 por ciento de las especies florísticas del país y más del 32 por ciento de la fauna nacional y reporta una diversidad étnica representada actualmente por siete grupos indígenas: Ye`kwana, Sanema, Hotï, Pemón, Guajibo, Piapoco y Kariña.<br />La antropóloga Silva Monterrey advierte que la presencia minera pone en peligro todo esto e incluso la supervivencia de los pueblos indígenas.<br />Dijo que la obligación de resguardar este patrimonio, no sólo para los lugareños sino también para nuestros hijos y sus descendientes, los ye’kwana y sanema del Caura, llevó a los organismos de investigación regionales y a las instituciones con competencia en la zona, a comprometerse en buscar soluciones oportunas, “las cuáles parten de la toma de conciencia colectiva sobre la importancia de este reservorio de vida para nuestro país y del compromiso de todos para evitar su destrucción”.<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUeKxh5I/AAAAAAAAA88/izFUvKcbM7o/s1600-h/Copia+(2)+de+Caura.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177766633148614546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUeKxh5I/AAAAAAAAA88/izFUvKcbM7o/s200/Copia+(2)+de+Caura.jpg" border="0" /></a> CONSECUENCIAS PARA EL ECOSISTEMA RIBEREÑO<br />El impacto de la actividad minera en este ecosistema único viene siendo evaluado por un grupo de investigadores de la Uneg y Fundación La Salle, los cuales advierten sobre la inexistencia de medidas de descontaminación y reconstrucción, “económicamente viables”, para ser aplicados en este hábitat.<br />Los científicos explican que tanto los bosques ribereños como otras comunidades arbustivas actúan como reguladores de las características físicas y químicas de los ecosistemas acuáticos adyacentes, influenciando a su vez la biodiversidad de los mismos, a través de las cadenas biológicas: bacteria, fito y zooplancton, macroalgas, invertebrados terrestres y acuáticos, peces, mamíferos de agua dulce, batracios, reptiles, aves, así como algunos vertebrados terrestres.<br />Asimismo, explican que la minería dispersa en grandes áreas, tóxicos mercuriales generando una devastación ecológica por cuanto:<br /><span style="font-size:130%;">1</span> Destruyen los suelos<br /><span style="font-size:130%;">2</span> Aumentan la carga sedimentaria en los ríos con la consecuente alteración de su dinámica hidráulica, de los hábitat y biota ribereña existente<br /><span style="font-size:130%;">3</span> Desaparecen y extinguen las especies locales<br /><span style="font-size:130%;">4</span> Contaminan los peces con mercurio y por ende a las poblaciones humanas que los consumen<br /><span style="font-size:130%;">5</span> Disminuyen el recurso pesquero que es la principal fuente de sustento d<a href="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sg0eKxh9I/AAAAAAAAA9c/MxhTkK9_XDU/s1600-h/Miner%C3%ADa2.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177768282416056274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sg0eKxh9I/AAAAAAAAA9c/MxhTkK9_XDU/s200/Miner%C3%ADa2.JPG" border="0" /></a>e las poblaciones del área<br /><span style="font-size:130%;">6</span> Sobreexplotan los recursos naturales por el aumento súbito de la población en la región<br /><span style="font-size:130%;">7</span> Promueven un aumento de la incidencia de enfermedades emergentes y endémicas.<br /><br /><strong>ACTIVIDAD VERGONZOSA</strong><br />El geólogo venezolano Henry Briceño, investigador de la Universidad Internacional de Florida es un crítico de la manera de actuar de los mineros ilegales. Sabe por experiencia que su actividad y proceder, violan con flagrancia toda la legislación ambiental, por eso expresa, sin ambigüedades, que esta actividad a la que califica de “vergonzosa”, es “ejecutada y financiada por extranjeros, especialmente brasileros, guyaneses y colombianos, en su mayoría ilegales, sin contar a los venezolanos que se unen a ellos sin importarles que se destruya el patrimonio natural del país”.<br />Como especialista en la materia ambiental, considera que “una actividad minera, al igual que cualquier actividad industrial debería: beneficiar al hombre que la realiza y a su sociedad; proteger el entorno natural donde se desarrolla, para que la actividad sea sostenible y crear riqueza, en el contexto de mejora de calidad y nivel de vida para la sociedad”.<br />Sin embargo, para Briceño la realidad es otra. Desde lo social, asegura que “el hombre que la realiza se va destruyendo moral, física y económicamente. El botiquín y la prostitución, el juego y las drogas van sustituyendo a su núcleo familiar y social”.<br />En el aspecto ambiental, opina que “la tala y la quema de bosques; la cacería y la pesca sin control; la remoción de suelos; la destrucción de cauces de quebradas y rí<a href="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sg0uKxh-I/AAAAAAAAA9k/s-dngx7Tnt0/s1600-h/Miner%C3%ADa6.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177768286711023586" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sg0uKxh-I/AAAAAAAAA9k/s-dngx7Tnt0/s200/Miner%C3%ADa6.JPG" border="0" /></a>os; la contaminación con desechos de todo tipo y la contaminación irreversible con mercurio, de nefastas consecuencias para todos los ecosistemas”; y finalmente, Briceño se pregunta si al final se ha creado riqueza. “Pues no, no existen comunidades asociadas a esas actividades que muestren ningún signo de mejora en términos de salud, educación, higiene, servicios y permanencia”.<br />Briceño explica que este problema no se resuelve con operativos, por cuanto “al operativo y los abusos de ambas partes le seguirán las comisiones de alto nivel y ya saldrán los defensores de derechos humanos y de derecho al trabajo a abogar para que se les permita a los garimpeiros explotar la Cuenca del Caura bajo "vigilancia" del ejército o la Guardia Nacional y la "supervisión y asistencia técnica" del Ministerio de Minas y del Ministerio del Ambiente”.<br />Considera que sólo la existencia de líderes indígenas apoyados por los organismos del Estado, “serios y comprometidos con sus comunidades, concientes del peligro que representa esta depredación para el futuro de sus pueblos y ellos, si deciden con coraje bloquear el acceso a como de lugar, a este desvarío, será posible detener la afrenta y preservar el Caura”.<br /><br /><strong>MEJOR ECOTURISMO QUE MINERÍA</strong><br />Para el director de la Fundación para el Desarrollo de las Ciencias Físicas, Matemáticas y Naturales (Fudeci), Omar Hernández el desarrollo sustentable al sur de Venezuela no debe basarse en la minería sino en un impulso al ecoturismo.<br />“Miles de turistas desean conocer la selva y sobre todo ver su fauna, con la minería lo primero que desaparece es la fauna”.<br />Considera que el turismo genera empleos y trae divisas sin aniquilar el ambiente, quedando la selva intacta. “La minería es pan para hoy y hambre para mañana, con el detalle que la selva quedará destruida y ya no podremos atraer a los turistas. Además el Caura es una reserva forestal, lo cual es peor, porque la minería acaba con el hábitat de miles de especies y al final no queda nada, sólo mucha gente pobre y un millonario. Como ejemplo están todas las reservas forestales que se explotaron en el país, ninguna fue recuperada como exige la ley”.<br />Hernández recuerda que la historia venezolana revela que la explotación minera y forestal siempre ha sido desastrosa para el ambiente y para los propios mineros y leñadores.<br />Al respecto señala que la situación en el Estado Amazonas es más crítica: “durante varias décadas ha sido imposible sacar a los mineros del Parque Nacional Yapacana, río Ventuari y recientemente en el río Siapa. Pareciera que los intereses pueden más que los gobiernos”.<br />El titular de Fudeci recuerda que en los países “civilizados” ya existen técnicas de extracción de oro que son cónsonas con el ambiente, pero muy costosas “y en Venezuela donde no existe fiscalización ambiental ni siquiera en Caracas; que le dejamos a las remotas zonas mineras”.<br />Hernández es pesimista con la posibilidad de aplicar alternativas ambientales de minería en Venezuela, “te lo digo por el caso de Amazonas donde la minería es ilegal y todo el mundo sabe donde están las minas y ahí siguen”.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sg0-Kxh_I/AAAAAAAAA9s/BuKGq13qKao/s1600-h/Miner%C3%ADa8.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177768291005990898" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sg0-Kxh_I/AAAAAAAAA9s/BuKGq13qKao/s200/Miner%C3%ADa8.JPG" border="0" /></a><br /><strong>URGE UNA POLÍTICA DE ESTADO<br /></strong>Para el biólogo e investigador de la Uneg, Darío Bermúdez, la minería artesanal es de muy difícil control por lo que este tipo de actividad, con el apoyo de mineros de mayores recursos económicos, es la que ha venido ocasionando serios daños en sitios ambientalmente frágiles en el Estado Bolívar.<br />“Existe bastante consenso en la región de que la causa principal de los problemas mencionados obedece a la ausencia de una política minera por parte del estado venezolano”, asevera Bermúdez para quien dicha política debe estar orientada hacia “la elaboración y aprobación de un Plan Integral de Desarrollo Minero con sujeción a las directrices y lineamientos del Plan Estadal de Ordenamiento del Territorio, así como también a la elaboración y aprobación de los planes de ordenamiento de las Áreas Bajo Régimen de Administración Especial y sus respectivos reglamentos de usos”.<br />En tal sentido, el investigador reiteró que el manejo ambiental de la pequeña minería de oro y diamante de aluvión en el estado Bolívar debe realizarse “a través de una figura que maneje los problemas desde una visión holística y esto sólo lo podremos lograr desde una institución que maneje en forma clara, el concepto de la interdisciplinariedad”.</div><br /><div><strong>ENFOQUE SOCIOCULTURAL</strong><br />El antropólogo e investigador de la Uneg, Sergio Milano apuesta por una perspectiva sociocultural y psicosocial sin olvidar el componente ecológico.<br />“Unos de los principales problemas de que ha adolecido la política minera oficial desde que la conozco, es asumir que el problema minero es de característica técnico-económicas, por tanto, que debe ser dentro de este ámbito donde se encuentra la solución. Repetidas veces hemos sugerido a las autoridades competentes que el eje de acción debe ser cultural”.<br />“El pequeño minero se sustenta sobre elementos culturales mágico-religiosos que es donde se organiza el proceso productivo, lo que implica que cambiar estos modos de producción chocarían con modos de ser, de pensar, y de organización familiar”.<br />Las experiencias que ha tenido como investigador social en el área minera de Las Claritas, Km. 88 y del Bajo Caroní, así lo confirman. Aún más, Milano destaca la importancia del papel de la mujer en la organización familiar, “eso obliga a que el plan de diversificación económica tenga como eje a la mujer, es un elemento cohesionador del núcleo familiar. La mujer va a nuclear al niño y lo inserta en otro modo de producción al cual progresivamente se sumará el marido minero”. </div><div><strong></strong> </div><div><strong>CRISIS PARA REFLEXIONAR</strong><br />“Las crisis son buenas porque sirven para que la gente reflexione”, dijo alguna vez la antropóloga Nalúa Silva Monterrey y este es el momento de asumir el compromiso de la corresponsabilidad que obliga en su artículo 125, la Carta Magna de Venezuela: “proteger el ambiente en beneficio de sí misma y del mundo futuro”. ¿Cómo hacerlo?<br />“Bueno, si ustedes conocen a alguien con poder para actuar en esta problemática llámelo y plantéele la situación, no podemos permanecer impasibles. Pongamos entre todos nuestro granito de arena”, menciona tajante Silva Monterrey, defensora a ultranza de la última cuenca prístina del mun<a href="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUeKxh6I/AAAAAAAAA9E/mDKvIZtizXE/s1600-h/Copia+(2)+de+Caura+3.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177766633148614562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/R9sfUeKxh6I/AAAAAAAAA9E/mDKvIZtizXE/s200/Copia+(2)+de+Caura+3.jpg" border="0" /></a>do tropical.</div><div>Lo cierto es que, como una espada de Damocles, la minería ilegal amenaza permanentemente, no sólo los ecosistemas del Escudo de Guayana, sino también la diversidad cultural y el desarrollo turístico del estado Bolívar. Sin embargo, hablar de la minería ilegal genera toda clase de contraposiciones, más aún cuando se está consciente de la potencialidad minera de un estado como Bolívar donde a la vez, y en demasía, se encuentra el 82% de los bosques del país, las más imponentes bellezas naturales que son Patrimonio Mundial de la Humanidad y la cuenca hidrográfica con mayor extensión de pristinidad del mundo tropical, como es la cuenca del río Caura.<br />Lograr crear la sinergia necesaria para integrar el sistema humano y el sistema natural en búsqueda de un manejo racional, apegado a las leyes venezolanas, será el reto y el compromiso que debe asumir el Estado venezolano... y el Estado somos todos.</div></div>Periodista Científica y Ambientalhttp://www.blogger.com/profile/03816191308522543567periodistambiental@gmail.comtag:blogger.com,1999:blog-7512519792465684884.post-2638511739630702562007-10-04T17:23:00.000-05:002007-10-04T20:05:43.120-05:00Un jardín de infancia lleno de ballenas<a href="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrpOV_bI/AAAAAAAAAjs/ondFDMfGPzE/s1600-h/ballenas5.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117617148144254386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrpOV_bI/AAAAAAAAAjs/ondFDMfGPzE/s200/ballenas5.JPG" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><strong><em>Son madres dedicadas, madres tan pesadas como siete elefantes. Pero sus hijos no se quejan. Cada año, más de mil ballenas de la variedad franca austral arriban a las aguas bajas y limpias del Golfo Nuevo, en Chubut, para aparearse, con sus crías o listas para parir. Allí, de mayo a diciembre, un imponente jardín de infantes despliega sus secretos marinos ante el ejército de turistas y científicos que se vuelven chiquitos, de tanto asombro que tienen</em></strong><br /><br /><div><strong>Ximena Pascutti y Patricia Veltri</strong></div><div>Revista Rumbos</div><div>Grupo La Nación<br />Argentina<br /></div><br /><div align="justify"><span style="font-size:180%;">H</span>ay que ser ballena franca o trabajar en Hollywood para saber qué se siente. Solo en el año 2006 ingresaron al área natural protegida de Península de Valdés cerca de 110 mil turistas para conocerlas, según datos de la Sub<a href="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVt8pOV_cI/AAAAAAAAAj0/wt8cuUVb3MI/s1600-h/ballenas6.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117617440202030530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVt8pOV_cI/AAAAAAAAAj0/wt8cuUVb3MI/s200/ballenas6.JPG" border="0" /></a>secretaría de Turismo de Chubut. Casi un Gran Hermano que las espía. “El avistaje de ballenas y la visita a la colonia de pingüinos de Punta Tombo son los principales atractivos que busca el turista y generan importantes ingresos a la provincia, junto con las regalías petroleras”, asegura Hernán Moroni, licenciado en ciencias naturales y asesor del ente en cuestiones de conservación. “En concepto de canon, Chubut recibió el año pasado de las empresas de avistaje unos 500 mil pesos, a los que se suman más de un millón y medio de pesos por entradas al área natural”, precisa el experto. Además de lindas y buenas, las ballenas traen suerte.<br /><br /><strong>Antonia, mon amour</strong><br />Como los padres de gemelos capaces de distinguir a golpe de vista a sus hijos, el biólogo cordobés Mariano Sironi puede reconocer a Antonia, Cassiopeia, Espuma o a cualquiera de las 1.800 ballenas francas identificadas en las últimas décadas en la Argentina, a partir del dibujo de sus callosidades y de las horas eternas de fotografías y observaciones en Península de Valdés. Hoy es el director científico del Instituto de Conservación de Ballenas (ICB), la única ONG que se dedica exclusivamente a la protección y estudio de estos cetáceos, y tal vez el argentino qué más los conoce.<br />Egresado de la Universidad Nacional de Córdoba con el primer promedio en su carrera, Premio Universidad por sus calificaciones, doctorado en ballenas por la Universidad de Wisconsin, Estados U<a href="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrJOV_YI/AAAAAAAAAjU/FQrflXfvALM/s1600-h/ballenas2.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117617139554319746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrJOV_YI/AAAAAAAAAjU/FQrflXfvALM/s200/ballenas2.JPG" border="0" /></a>nidos (gracias a una beca de la Fundación Fulbright), Sironi pertenece al grupo de los que desde siempre supieron qué iban a ser cuando fueran grandes. Aunque no pudo ser así desde el principio, casi por una cuestión práctica: vivía –vive- en la capital de una provincia mediterránea. Fueron entonces los bichos serranos sus primeros “estudios de campo”, como denomina al trabajo de relevamiento, captura y devolución de anfibios, reptiles, aves y mamíferos de la reserva natural Dique de la Quebrada en Río Ceballos que realizó durante cinco años.<br />Unos cuantos meses al año habita otra casa, lejos de Córdoba, sobre un acantilado chubutense que domina el territorio de las ballenas. Allí se queda desde principios de septiembre hasta el día de diciembre en que parte la última de ellas de Península de Valdés.<br />“Lo más cerca civilizado que tengo es Puerto Pirámides, a 40 kilómetros, y a 90, Puerto Madryn -describe enfundado en un buzo polar con apliques del ICB- adonde voy a comprar provisiones cada dos semanas en un jeep que ya pide pista. Hace un frío de morirse, no hay calefacción, ni luz eléctrica, ni teléfono ni internet. Muchos se preguntan cómo puedo pasar tantas horas solo y sin hablar con nadie. A mí me encanta. Me levanto cuando amanece, desayuno, preparo una vianda que llevo en la mochila y ahí parto con cámara de fotos, birome y cuaderno. Camino un kilómetro y medio hasta el observatorio que yo llamo mi oficina: el borde de un acantilado desde donde hago el trabajo de avistaje y observación”.<br />Para el común de los mortales, vive en la más absoluta de las soledades, a menos que se considere compañía una huerta de rabanitos y el sonido que emiten las ballenas. “Ellas (lo dice como si fueran sus mascotas) se comportan como si uno no existiera. Pero la fantasía es que hay una interrelación con uno. Cuando hago el trabajo desde el bote se quedan muy cerca, las madres se pasean o amamantan a sus crías. Eso nos permite, por ejemplo, tomar muestras de piel con dardos”, ejemplifica.<br />Unas 300 muestras de piel permiten realizar estudios y sacar conclusiones. Por ejemplo, determinar de qué se alimentó la ballena antes de su arribo, y de ahí que se pueda saber de dónde viene. Sin embargo, cuando parten, es un misterio. Jamás se conoce el destino. Se mueven solitarias. Pueden ir a 500 metros o dos kilómetros sep<a href="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVt9JOV_fI/AAAAAAAAAkM/txcKE2VPMC4/s1600-h/Investigadores.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117617448791965170" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVt9JOV_fI/AAAAAAAAAkM/txcKE2VPMC4/s200/Investigadores.JPG" border="0" /></a>aradas una de otra. Se comunican por percepción acústica. La hembra siempre va acompañada por la cría. En cambio, el macho lo hace solo. Copulan en grupo, por lo que se dice que las ballenas son “promiscuas”. Nunca se sabe cuál es el padre. Por lo tanto, el padre tampoco cuida.<br />En 1993, unos meses antes de recibirse, Sironi fue a trabajar como asistente de campo en un proyecto sobre lobos marinos, en Punta Norte, en Península de Valdés. “Fue una experiencia hermosa, pero a mí me gustaban las ballenas. Al año siguiente, conocí a la experta Victoria Rowtree. Justo estaban buscando sumar a un biólogo argentino. Paralelamente, otros especialistas, Roxana Schteinbarg y Diego Taboada ya habían conocido al fotógrafo John Atkinson y se habían enganchado con el trabajo. Así fue que coincidimos y formamos la sede Argentina”.<br />Antes, a los 23 años, Sironi había hecho una experiencia de tres meses en los Alpes Suizos en un instituto de conservación de murciélagos. En su casa de Córdoba, en la bañadera, estudiaba a unas 50 0 60 boas constrictoras.<br /><br /><strong>Ballenas con DNI</strong><br />“La primera experiencia de campo en Península de Valdés –recuerda- fue en el ‘95. El trabajo se divide en tres partes. Primero, y durante unos tres días, se hace un relevamiento aéreo, se sobrevuela todo el perímetro de la costa fotografiando cada ejemplar. El objetivo es la foto identificación. Lo hacemos en la segunda semana de septiembre que es cuando se concentran la mayor cantidad de ejemplares (los primeros comienzan a llegar en abril). Ese material luego se clasifica. Cada ballena tiene un dibujo único que aportan las callosidades, que es eso blanco que se ve a simple vista y distingue a la ballena franca. Por eso, podemos identificarlas. Inclusive tienen nombre”.<br />El paso siguiente es el que se realiza por agua, en bote, cuando se toman las muestras de piel. El último es por tierra: el avistaje y observación que parecen ubicar a Sironi en su lugar en el mundo.<br /><br /><strong>Las callosidades son como las huellas dactilares</strong></div><div align="justify">Es su característica exclusiva. Fueron descubiertas por el investigador Roger Payne, a comienzos de los ’70, y suelen estar cubiertas por unos crustáceos anfípodos llamados “ciámidos”, que son como los piojos de las ballenas. La madre se los contagia a la cría apenas nace. Se las reconoce, tam<a href="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrJOV_XI/AAAAAAAAAjM/L-sa_wAt_WQ/s1600-h/ballenas1.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117617139554319730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrJOV_XI/AAAAAAAAAjM/L-sa_wAt_WQ/s200/ballenas1.JPG" border="0" /></a>bién, por la cabeza grande (un tercio del largo del cuerpo), aletas pectorales anchas y cortas; no tiene aleta dorsal; el cuerpo es normalmente negro, a veces con manchas blancas, grises o marrones; y porque tiene manchas irregulares blancas en el vientre.<br />El área de cría es la península. La gestación dura un año y pueden volver a procrear cada tres. En las primeras semanas de vida las crías pueden aumentar hasta 150 kilos por día, y se amamantan durante un año. Está en condiciones de procrear a partir de los 7 años. Se calcula que tienen una longevidad de 65 años, aunque podrían ser más añosas: “En Alaska, donde hay poblaciones indígenas que viven de la caza de ballena, recientemente se encontraron, dentro de animales muertos, arpones y puntas de flechas de esquimales, de hace más de 200 años”, indica Diego Taboada, director del ICB.<br />Desde que se la protege, se estima que la población aumenta por año en un 7 por ciento: unos 5.000 ejemplares en la actualidad, de las cuales casi 2.000 están identificadas por el ICB.<br />La población está dividida en tercios. Es decir, cada año llega a Chubut una tercera parte de lo que se calcula, según el principio de captura y recaptura.<br /><strong><br />Peligro en las aguas</strong><br />Pero no todo es idilio en la vida de estos cetáceos. En el ICB reconocen que hubo épocas en las que a la ballena franca austral se la cazaba para utilizar su carne, considerada de alto valor. “Porque nadaba cerca de las costas, era lenta y cuando moría flotaba debido a su gran cantidad de grasa corporal. De allí su nombre, ballena franca, o correcta, porque era fácil de atrapar”, aclara Boada.<br />A principios de la década de los ‘70, la especie corrió serio peligro: solo se conocían vivos unos 400 ejemplares. Pero en 1982 se prohibió finalmente la cacería comercial de ballenas en todo el mundo: no se cumple a rajatabla, pero limita en algo la matanza. “Hay contradicciones jurídicas, porque la caza para consumo está prohibida, pero no la comercialización de la carne, que se sigue vendiendo en Corea y Noruega, entre otros”, advierte Taboada, quien asegura que los choques con embarcaciones y las profundas heridas con las hélices también son problemas frecuentes. Pero uno de los más graves, dice, es el continuo ataque de las gaviotas cocineras a las ballenas: se comen sus crías y horadan el lomo de las madres, donde provocan heridas profundas, como agujeros. “Es un problema de los últimos diez años, prácticamente únic<a href="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVt85OV_dI/AAAAAAAAAj8/Fazw3n2wnPk/s1600-h/ballenas7.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117617444496997842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVt85OV_dI/AAAAAAAAAj8/Fazw3n2wnPk/s200/ballenas7.JPG" border="0" /></a>o en el mundo –sostiene Taboada-. Sabemos que en Sudáfrica ha pasado, y está totalmente asociado al descarte pesquero y a los basurales a cielo abierto. Si los Estados no toman medidas es muy difícil revertirlo”.<br />Otras veces se las molesta, poniendo en riesgo su hábitat y su enorme paciencia. Aunque en Chubut existe ley provincial 4722, que protege y preserva a la ballena franca austral, “algunos operadores turísticos permiten o estimulan el buceo alrededor de las ballenas, algo que incluso puede llegar a ser peligroso para el nadador”, previene Taboada. “También es un problema importante la contaminación acústica de la zona, provocada por los barcos. No nos gustaría que las ballenas decidieran migrar con sus crías hacia otras zonas”.<br />Desde la otra campana, la de los operadores turísticos, se jura respeto sagrado por ese templo azulado de la costa argentina. “No nos acercamos cuando están copulando ni las molestamos”, asegura Gustavo Walter, gerente comercial de Cuyuncó Turismo, quien desde hace 35 años desarrolla su actividad en la Península de Valdez.<br />La excursión completa (traslado terrestre y avistaje) ronda los 200 pesos, en lanchas de casco en v de 75 pasajeros. Un paseo solo de avistaje, pero exclusivo -solo 20 personas y en botes semirrígidos-, cuesta unos 160. El uso de salvavidas y cascos especiales no inflamables es, según Walter, obligatorio. Las lanchas deben tener además balsas salvavidas para todo el pasaje y tanques de combustible con una sustancia, Expocontrol, que reduce el riesgo de fuego.<br />Al encuentro mágico con estas señoras del agua se puede llegar volando: hasta el aeropuerto de Trelew, por Aerolíneas Argentinas (Buenos Aires-Calafate-Usuhaia) y hasta el aeropuerto de Puerto Madryn por Lan (Buenos Aires- Trelew-Usuhaia) o Andes Líneas Aéreas (Buenos Aires-Madryn).<br />“Todo el mundo busca la foto del salto, de la cola”, asegura el operador turístico. “Hay muchas teorías sobre <a href="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrZOV_aI/AAAAAAAAAjk/faFi8YiLEMY/s1600-h/ballenas4.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117617143849287074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrZOV_aI/AAAAAAAAAjk/faFi8YiLEMY/s200/ballenas4.JPG" border="0" /></a>estos gestos… que son formas de comunicarse entre ellas, que así se liberan de algunos parásitos que tienen en la piel. Otras, menos creíbles, dicen que levantan izan la cola como vela o que así les circula mejor la sangre”, se ríe. El Golfo Nuevo acuna a las ballenas francas hasta mediados de diciembre, cuando parten en rutinario sigilo hacia lugares remotos. Mientras, ellas nos miran pacientes, y se dejan mirar con su nueva prole. Tal vez no se asombren de parecer tan lindas. Tan lindo misterio.</div><br /><div align="justify"><strong><span style="font-size:180%;">La caza de ballenas: víctimas eternas</span></strong>Peines de pelo de ballena, collares de hueso de ballena. Velas de ballena. La historia de estos misteriosos animales está tristemente ligada a la de su persecución y su caza. Hace casi mil años se les daba muerte con arpones de mano y desde pequeños barcos. Después las llevaban hasta la costa, en donde se derretía la grasa en gigantescas ollas. En 1868 empezó a usarse el arpón explosivo y los barcos más rápidos. Y desde 1925 no se llevaron más a los cetáceos hasta las costas: eran procesadas en los barcos factoría en alta mar.<br />“Con el descubrimiento del gas, la electricidad y el petróleo, podría haber terminado la cacería de ballenas, pero continuó. En el siglo XX, poblaciones enteras desaparecieron y algunas especies de ballenas llegaron al borde de la extinción”, explica un estudio del ICB, elaborado para transmitir a niños y adolescentes la importancia de protegerlas.<br />En 1936, varios países acordaron reglamentar la cacería y crearon la Comisión Ballenera Internacional. Pero hubo que esperar hasta 1982 para que se prohibiera la cacería comercial de ballenas en todo el mundo, aunque Islandia y Noruega continuaron con la<a href="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVt85OV_eI/AAAAAAAAAkE/D_OXi1AVZXc/s1600-h/gaviota+cocinera.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117617444496997858" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVt85OV_eI/AAAAAAAAAkE/D_OXi1AVZXc/s200/gaviota+cocinera.JPG" border="0" /></a> matanza. Japón, en tanto, bajo el pretexto de investigación científica, captura cada año más de 1000 ballenas cuya carne termina, sin secretos, en los mercados y restaurantes.<br />Los expertos del ICB estiman que antes de la cacería comercial había entre 55 mil y 70 mil ballenas francas australes. Para el año 2003 solo quedaban unas 11.300 en todo el hemisferio sur. “La situación de la ballena franca del Atlántico Norte es peor, ya que quedan solo unas 350 y es muy difícil que se recupere –advierten los expertos-. No queremos que ocurra lo mismo con la del sur”.<br /></div><br /><div align="justify"><span style="font-size:180%;"><strong>Una ballena llamada Garra</strong></span>El Día Nacional de la Ballena tiene un lugar en el calendario: el 25 de septiembre. Quien da lugar a la celebración se llama Garra, una ballena juvenil. Y tiene relación con Mariano Sironi. En el 2003 el biólogo fotografió una ballena de dos semanas a la que bautizó con el nombre de Garra, en alusión al dibujo de las callosidades que se le antojaron un zarpazo.<br />Al año siguiente, ya convertida en un ejemplar juvenil, se acercó a jugar a una lancha que había detenido su ma<a href="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrZOV_ZI/AAAAAAAAAjc/sldiSFkjkhk/s1600-h/ballenas3.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117617143849287058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVtrZOV_ZI/AAAAAAAAAjc/sldiSFkjkhk/s200/ballenas3.JPG" border="0" /></a>rcha para que los turistas disfrutaran su propio espectáculo (desde entonces la metodología está prohibida). El juego terminó en tragedia: se enredó en la cadena del ancla. Pese a los esfuerzos de los buzos no había manera de liberarla en el agua. Se decidió llevarla a la rastra hasta la costa, vararla e intentar allí el salvataje.<br />Fue el único caso de varamiento “inducido”. Entre profesionales idóneos que supieron desamarrarla, turistas y vecinos que le arrojaron agua, lograron que sobreviviera. Si faltaba sumar una curiosidad fue que la rebautizaron Garra, sin saberlo. Unos días después, un amigo le mostró a Sironi un video del rescate y las notas del evento. El catálogo confirmó que Garra era Garra.<br /><br /><strong>QUE ES EL ICB</strong><br /><span style="font-size:180%;">1. </span>El Instituto de Conservación de Ballenas es una organización sin fines de lucro fundada con el propósito de proteger a los cetáceos y su medio ambiente a través de<a href="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVvZJOV_hI/AAAAAAAAAkc/Tu1iMegMf54/s1600-h/Rogeroddisey.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117619029339930130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVvZJOV_hI/AAAAAAAAAkc/Tu1iMegMf54/s200/Rogeroddisey.JPG" border="0" /></a> la investigación y la educación. </div><div align="justify"><span style="font-size:180%;">2. </span>Representa en la Argentina como única filiar en el mundo al Ocean Alliance/Whale Conservation Institute, organización fundada en 1971 por Roger Payne, quien vivió 40 años en la Patagonia. </div><div align="justify"><span style="font-size:180%;">3. </span>Mediante el Programa de Investigación Ballena Franca Austral, se monitorea la salud y distibución de esta especie en Península de Valdés y se profundiza el conocimento sobre su biología, comportamiento, ecología y uso de habitat.<br /><span style="font-size:180%;">4. </span>Trabajan en equipos intercomunicados entre Chubut, Córdoba, Buenos Aires y Estados Unidos. Se elaboran programas específicos para investigar y estudiar particularidades de la ballena que son dirigidos por Mariano Sironi directamente en contacto con los ejemplares.<br /><span style="font-size:180%;">5. </span>Su sitio web es <a href="http://www.icb.org.ar/">http://www.icb.org.ar/</a><br /><br /><strong><span style="font-size:180%;">PROGRAMA ADOPTE UNA BALLENA</span></strong>Desde 1970 se identificaron 1.800 ballenas francas en Península de Valdés. Hay bisabuelas, abuelas, madres e hijas. Algunas de ellas son Antonia, Docksider, Cassiopeia, Espuma, Troff, Mochita, Victoria y Gabriela. El doctor Payne descubrió que a partir de la identificación de las ballenas se podía hacer mucho más por ellas. Es decir, se aprende más a partir de la vida que de la muerte de un ejemplar. Este programa de identificación es dirigido por la investigadora Victoria Rowntree.<br />Dado lo costoso del emprendimiento, a la vez que fomentar conciencia del cuidado y protección, se diseñó el programa Quiero Adoptar una Ballena. Consiste en, justamente, convertirse en padrino a partir de una donación mensual que varía de 5 a 15 pesos mensuales o la variante anual de 60 a 180 pesos. Cada adoptante, protector o benefactor recibe toda la información actualizada y puede hacer el seguimiento de su mascota. La adhesión se hace a través de un cupón on line en <a href="http://www.icb.org.ar/">http://www.icb.org.ar/</a> y se puede requerir mayor información a <a href="mailto:adoptantes@icb.org.ar">adoptantes@icb.org.ar</a></div>Periodista Científica y Ambientalhttp://www.blogger.com/profile/03816191308522543567periodistambiental@gmail.comtag:blogger.com,1999:blog-7512519792465684884.post-88218947111130734152007-10-04T17:13:00.000-05:002007-10-04T17:21:53.911-05:00Bacterias de fondos marinos sorprenden a la ciencia<div><a href="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVmmpOV_VI/AAAAAAAAAi8/EddbMt5vVH4/s1600-h/actinomicetos1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117609365663513938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVmmpOV_VI/AAAAAAAAAi8/EddbMt5vVH4/s200/actinomicetos1.jpg" border="0" /></a><span style="font-size:85%;">Alejandra Prieto, bióloga marina del Centro de Biotecnología Marina y Biomedicina del Instituto Scrippts de Oceanografía de San Diego, California (EEUU), enseña la muestra de bacterias (actinomicetos) cultivadas.<br /></span><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div><div><strong></strong> </div><div><strong>El interés por volver a la naturaleza para encontrar nuevos fármacos está motivando a los científicos como Alejandra Prieto, una mexicana dedicada al estudio de bacterias provenientes de las profundidades del mar</strong><br /><br />Evelyn Guzmán Bigott</div><div>El Diario de Guayana</div><a href="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVnLZOV_WI/AAAAAAAAAjE/B-BoZri4znM/s1600-h/actinomicetos2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117609997023706466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVnLZOV_WI/AAAAAAAAAjE/B-BoZri4znM/s200/actinomicetos2.jpg" border="0" /></a> <div>Venezuela </div><div align="justify"><br /><span style="font-size:180%;">E</span>se olor a tierra mojada que sentimos luego de una pertinaz lluvia en realidad se debe a los actinomicetos, microorganismos que se encuentran en la tierra y son las responsables de la producción del 70% de los antibióticos que se utilizan en el mundo entero. Los actinomicetos tienen una importante función ecológica dentro de la tierra porque degradan los residuos de plantas y animales. Siempre ha sido difícil clasificar a estos microorganismos porque en su estructura presentan similitudes a los hongos y a las bacterias. No obstante, la ciencia los ubica dentro de la familia de las bacterias, perteneciente a la clase de los Esquizomicetos, conformando el orden de los Actinomicetales.<br />El interés por volver a la naturaleza para encontrar nuevos fármacos está motivando a los científicos como Alejandra Prieto, una mexicana dedicada al estudio de estas bacterias provenientes de las profundidades del mar. “Mucha gente se hace un té de manzanilla antes de tomarse una pastilla para el dolor de estómago”, recuerda esta joven oriunda de la ciudad de Ensenada que está consciente del uso de la medicina natural como medio curativo. Sin embargo, eso de usar los organismos como fuentes de productos naturales, no es nada nuevo.<br /><br />DESDE FLEMING A FENICAL<br />Esta bióloga marina que cursa el doctorado en el Centro de Biotecnología Marina y Biomedicina del Instituto Scrippts de Oceanografía de la Universidad de California en San Diego, nos remonta al episodio m<a href="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVmMpOV_UI/AAAAAAAAAi0/Gurq17XeXq8/s1600-h/fleming_4.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117608918986915138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVmMpOV_UI/AAAAAAAAAi0/Gurq17XeXq8/s200/fleming_4.jpg" border="0" /></a>ás importante vivido por la medicina moderna en el año 1928, cuando Alexander Fleming, utilizando compuestos naturales, descubre la penicilina. “Por casualidad” estudiando el estafilococo, -una bacteria nociva para los humanos-, Fleming encontró que éste desaparecía por efecto del hongo Penicillium notatum. Una casualidad “que salvó millones de personas durante la Segunda Guerra Mundial y marcó una de las grandes pautas en el estudio de la medicina”. Asimismo, nos refiere el segundo evento importante en la investigación con microorganismos ocurrido en 1940 con el científico Selman Waksman quien empezó a estudiar al grupo de los actinomicetos. “El investigador descubrió que estos microorganismos producen compuestos muy interesantes como la estreptomicina que es un antibiótico y la actinomicina que es un compuesto anticancerígeno”.<br />Para la estudiante de doctorado este descubrimiento de los actinomicetos marcó lo que se llamó la época de oro de los antibióticos -desde los años 40 hasta los años 90 se extraían los compuestos de estas bacterias-, sin embargo “a principios de los años 80 el descubrimiento de nuevas moléculas fue disminuyendo drásticamente”.<br />Pero fue en esta época cuando el investigador William Fenical irrumpe en la ciencia con los estudios que venía haciendo desde el Instituto Scripps de Oceanografía como químico en productos naturales especialmente en algas marinas. Su interés se centró en buscar estas bacterias en el fondo del mar y a buscar los compuestos que se producían. De hecho, Fenical tiene en su haber dos descubrimientos con microoganismos del género <a href="http://web.umr.edu/~microbio/BIO221_2003/salinospora.htm" target="_blank">Salinospora</a> y del género <a href="http://scrippsnews.ucsd.edu/article_detail.cfm?article_num=715" target="_blank">Marinispora</a>. Del primero se obtiene un compuesto, salinosporamida A, que se usa en el tratamiento de un tipo de cáncer de médula ósea; y del segundo microorganismo se producen compuestos co<a href="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVmMpOV_TI/AAAAAAAAAis/u2MNIT23mZE/s1600-h/actinomicetos4.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117608918986915122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVmMpOV_TI/AAAAAAAAAis/u2MNIT23mZE/s200/actinomicetos4.jpg" border="0" /></a>n capacidad antibiótica y anticancerosa.<br />“De los microorganismos se han derivado aproximadamente 17 mil antibióticos conocidos. Estos microorganismos tienen una actividad biológica no sólo contra enfermedades infecciosas sino también potencial anticancerígeno”.<br />No obstante, Alejandra Prieto se empeña en investigar aquellos compuestos que provienen de los actinomicetos “poco comunes”. Una condición que tal como ella misma lo señala, la obliga a llegar hasta el fondo del mar, algo que resulta difícil de lograr. “La profundidad promedio es de 4 mil metros con trincheras de hasta 11 mil metros, por eso trabajamos en cómo acceder a estas profundidades, haciendo adaptaciones de aparatos que ya existen y que permiten una vez tocan el fondo marino, penetran dentro de él y extraer la muestra”.<br /><br />AISLANDO BACTERIAS<br />Los químicos orgánicos aíslan los actinomicetos a partir de los datos que arrojan una serie de aparatos como r<a href="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVmMZOV_SI/AAAAAAAAAik/QOWaUwnqsIw/s1600-h/actinomicetos3.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117608914691947810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RwVmMZOV_SI/AAAAAAAAAik/QOWaUwnqsIw/s200/actinomicetos3.jpg" border="0" /></a>esonancia magnética, espectrómetro, entre otros y consigue la estructura de los compuestos. “Esto se dice fácil pero a los químicos orgánicos les toma años llegar a estos resultados”. Su tutor, el científico microbiólogo Paul Gensen aportó nuevas ideas para conocer las interacciones entre los microorganismos y las algas; así como el de utilizar las nuevas técnicas moleculares para identificar las bacterias que se aíslan.<br />Prieto explicó que para poder diferenciar las bacterias, existen técnicas moleculares que permiten utilizar información genética ya clasificada, procesarla y obtener una secuencia de las letras que conforman el código genético y después, en base a esa información, crear el árbol filogenético -como un árbol genealógico- de la relación evolutiva que hay entre las bacterias. Ahora Prieto se dedica al estudio del genoma de los actinomicetos provenientes de los sedimentos marinos y a la búsqueda de nuevas técnicas moleculares con el fin de descubrir nuevos compuestos con potencial anticancerígeno.<br /><br /><strong>Características de los actinomicetos</strong><br />· Predominan en forma libre en suelos secos y cálidos en cantidades de millones por cada gramo de suelo.<br />· Los géneros predominantes de este grupo son Nocardia, Streptomyces y Micromonospora.<br />· Estos organismos son los causantes del olor característico a mohoso o a tierra de los campos recién arados.<br />· Son capaces de degradar muchas sustancias complejas y consecuentemente juegan un papel muy importante en la química del suelo.<br />· También son notables por su capacidad para sintetizar y excretar antibióticos. </div><div>Fuente http://www.bioland.cl/mo-biobac.htm</div></div></div>Periodista Científica y Ambientalhttp://www.blogger.com/profile/03816191308522543567periodistambiental@gmail.comtag:blogger.com,1999:blog-7512519792465684884.post-34522730882924774272007-07-02T16:27:00.000-05:002007-07-02T16:41:28.414-05:00Los efectos del cambio climático en Argentina<em><strong>Imagine un territorio de tormentas devastadoras y calores insoportables. Donde las vacas se secan de leche y los peces migran. Donde desaparece el maíz y la tierra se vuelve infértil por la sal de los mares que avanzan sin control. Donde escasea el agua potable. Tal vez esté imaginando a la Argentina en un puñado de décadas</strong></em><br /><br /><strong>Ximena Pascutti</strong><br />Revista Rumbos<br />Argentina<br /><br /><span style="font-size:180%;"><strong>E</strong></span>n su último informe, de enero, los científicos del Panel Intergubernamental de Cambio Climático (IPCC) de Naciones Unidas fueron muy claros: si hombres y mujeres no comienzan a revertir los efectos de algunos de sus hábitos e industrias sobre el ambiente, el mundo, tal cual lo conocemos, desaparecerá. En este rincón del mapa se esperan subas de temperatura de hasta 1,4 grados en 2020 y de hasta 5,8 en 2080, provocadas por gases de “efecto invernadero” como el dióxido de carbono y el metano. Un aumento para el cual muchos cultivos y animales, de principal consumo, no están preparados. “El clima de los próximos 20 a 30 años está determinado”, asegura la climatóloga Inés Camilloni, docente del Departamento de Ciencias de la Atmósfera de la Facultad de Ciencias Exactas y Naturales de la UBA. “Los gases que fuimos emitiendo a la atmósfera permanecen lo suficiente como para que su efecto quede, más allá de que dejemos de emitirlos –aclara Camilloni-. Sólo si hacemos algo ahora, podríamos revertir un poco el cambio luego del 2030”.<br />Las consecuencias, dicen los expertos, pueden ser muy variables porque se combinan condicionantes estacionales, geográficos, demográficos y sociales, y malas prácticas productivas. Pero el futuro, en pequeñas dosis, ya llegó.<br /><br /><strong>Cuenta regresiva</strong><br />Inundaciones donde la tierra se resquebrajaba; sequía en antiguos paraísos fértiles. Veranos más largos que se prolongan en el otoño, e inviernos templados. De la mano del calor, un vistazo futurista de la Argentina podría revelar un panorama muy alejado de aquel “granero del mundo” que hizo famoso a este territorio.<br />“Todos los cultivos tienen un rango de temperaturas entre las cuales se desarrollan, y el trigo está cerca de su tope de temperatura máxima”, advierte la doctora Graciela Magrin, experta del Instituto de Clima y Agua del INTA. Y aclara: “Un estudio reciente demostró que el rendimiento del trigo se está reduciendo a una tasa de 28 kilos por año debido, principalmente, al aumento de la temperatura. Por ahora, los científicos están compensando este efecto con modificaciones genéticas, que producen cultivos más resistentes”, explica Magrin, quien coordinó junto con el prestigioso meteorólogo Osvaldo Canziani el Grupo de Trabajo II del IPCC sobre América Latina. <br />Las vacas, símbolo por excelencia de la abundancia argentina, ya son un blanco fácil del cambio climático. Además de alterar la calidad de las pasturas, las subas de temperatura provocan la muerte a miles de cabezas de ganado, víctimas de las inundaciones y sequías prolongadas que se repiten como espasmos de mal agüero. “A las vacas les cuesta mucho recuperarse de eventos extremos, como las olas de calor. Se estresan, y esto podría afectar mucho la producción lechera en las provincias de Córdoba, Santa Fe, Buenos Aires y también en la región del Gran Chaco, donde ya hay problemas de ese tipo”, se adelanta Magrin.<br />Oráculos del cambio climático, los expertos auguran unos cuantos problemas más: los daños por tormentas y granizos sorpresivos e intensos, y tornados desde Santa Rosa, La Pampa, hacia el norte del país. También proyectan cambios en el nivel del mar, inundaciones severas en toda la cuenca del Plata y reducciones de la energía hidroeléctrica por falta de agua en la zona de Cuyo, el Noroeste y una parte de la Patagonia. Esto último los preocupa especialmente: toda la economía de las provincias de Mendoza y San Juan, por ejemplo, se basa en sus ríos. Las proyecciones ya hablan de disminución de caudal -de hasta el 50 por ciento, en algunos casos-, de los ríos San Juan, De los Patos y Atuel, en Cuyo, y de los ríos Negro, Limay, Neuquén y Colorado. Además, se sabe, cuando hace más calor se incrementa la demanda de agua. Esto afectaría la producción de electricidad y de frutales como manzana y peras. Y también cultivos como la papa semitardía, arvejas, porotos, cebollas, ajíes y pimientos, muchos de ellos de subsistencia. Y las pequeñas parcelas cultivadas con trigo, maíz, avena, lúpulo y alfalfa. En el Comahue, de donde proviene el 15 por ciento de la electricidad producida en el país, ya se está generando un 30 por ciento menos de energía que en la década de 1940.<br /><br /><strong>Cultivos en riesgo</strong><br />El fenómeno muestra otra de sus caras injustas en las zonas históricamente húmedas: allí, el exceso hídrico pudre raíces, dificulta las cosechas y, a largo plazo, lava los suelos quitándole sus nutrientes. “Las lluvias anuales en la cuenca del Plata aumentaron entre el 10 y el 40 por ciento en los últimos 40 años, con mayores incrementos en el norte de Corrientes y el sur de Misiones”, asegura Camilloni. ¿Cultivos comprometidos? Trigo, maíz, centeno, cebada, avena, arroz y lino. “Si el ambiente es húmedo, aumentan las enfermedades como hongos y bacterias en los cultivos. Esto significa más tratamientos con agrotóxicos o pérdidas por las pestes”, acota el ingeniero agrónomo Adolfo Boy, profesor de la Universidad Nacional de Morón y miembro del Grupo de Reflexión Rural. “Si permanece el agua mucho tiempo en la tierra, las raíces se asfixian pues necesitan oxígeno, y la planta muere. Este es un problema que afecta a todo el país porque hay cultivos de Chubut a la Quiaca”, dice.<br />Los vinos también sufrirán su embestida climática. Según el último informe del IPCC de las Naciones Unidas, los llanos mendocinos experimentarán, en el transcurso de este siglo, un aumento de 3 grados durante el verano y algo menos en invierno. “Cada vez son menos frecuentes en Mendoza los inviernos con gruesas capas de hielo en las acequias, algo que era común hace 40 años, y cada vez hay más eventos extremos. Será necesario que los productores mendocinos compensen la erosión de los suelos provocada por las lluvias intensas”, aconseja el doctor en geografía Ricardo Villalba, director del Instituto Argentino de Nivología, Glaciología y Ciencias Ambientales. Allí, en Mendoza, las lluvias intensas –mucha agua en poco tiempo- también aumentarán entre un 40 y 60 por ciento para fines de siglo. “También habrá que trabajar genéticamente en la búsqueda de variedades más resistentes a las enfermedades criptogámicas que vienen de la mayo de la mayor humedad ambiental”, dice el investigador. “Un estudio reciente indica que la producción de vinos de primera calidad en los Estados Unidos podría declinar hasta en un 81 por ciento a fines del slgio XXI –comenta Villalba-. El aumento de días extremadamente cálidos, con temperaturas mayores a 35º, pareciera ser el principal factor asociado a la reducción de áreas productivos de vinos”.<br /><br /><strong>Cóctel peligroso</strong><br />Aumento de las enfermedades cardiovasculares y de las muertes por fallas cardíacas. Proliferación del paludismo, el dengue y la fiebre amarilla en pleno siglo XXI y muy lejos de la Edad Media. Según el último informe del Panel Intergubernamental sobre Cambio Climático de las Naciones Unidas (IPCC), el cóctel formado por el aumento de la temperatura y los eventos extremos, mayores humedades relativas y la contaminación atmosférica, podrían provocar un nuevo mapa de enfermedades difícil de controlar.<br />Aunque para la Argentina no hay estimaciones sobre los problemas que acarrarían estas enfermedades, la generalidad del fenómeno (que ya está afectando a la Argentina y al resto del mundo) prevé algunos cambios en el mapa de las enfermedades. Por ejemplo, el impacto será mayor en áreas urbanas y afectará sobre todo a los enfermos, a los ancianos y a quienes no tengan acceso a sistemas de aire acondicionado.<br />El incremento en la frecuencia y la intensidad de inundaciones y sequúias aumentará el riesgo de diarreas y de enfermedades respiratorias. Inundaciones ocurridas en California, por ejemplo, fomentaron la proliferación de hongos del suelo que contaminaron las fuentes de agua para uso doméstrico. En Indonesia, las cenizas producidas por invencidos forestales producjeros transtornos respiratorios en personas que vivían a 900 kilómetros del lugar. En nuestra Pampa Húmeda, tras las lluvias que recientemente anegaron 4 millones de hectáreas, el desborde de los pozos ciegos originó un estado de alerta hospitalaria ante el riesgo de la aparición masiva de enfermedades como la disentería, la salmonelosis y el cólera.<br />Muchas enfermedades infecciosas que se contraen a tra´ves de los alimentos o el agua son muy sensibles a las condiciones climáticas. En Blangladesh, los casos de cólera aumentan cuando aumenta la temperatura de la superficie del océano en e. Golfo de Bengala. El microorganismo que produce la enfermedad, el Vibrio cholerae, vive en la maeria mucosa que recubre ciertas algoas marinas que proliferan al subir la temperatura.<br />Según Paul Epstein, que fue miembro del IPCC y trabaja en la Escuela de Medicina de la Universidad de Harvard, la secuencia de inviernos templados seguidos de veranos secos y cálidos se hará másfrecuente a medida que aumente el calentamiento global. Estas condiciones favorecerán la transmisión de la encefalitis de Saint Lous y otras enfermedades en cuyo ciclo intervienen aves, mosquitos urbanos y seres humanos.<br />La temperatura tiene una influencia directa sobre los ciclos de vida y la distribución geográfica de los animales vectores de enfermedades.<br />Los mosquitos Anopheles que transmiten la malaria (también conocida como paludismo) son los animales más peligrosos para la humanidad):la enfermedad mata unas 3000 personas por día. El área habitada por los Anopheles contiene el 45 por ciento de la población del planeta. A causa del calentamiento global, los mosquitos podrán colonizar regiones a las que actualmente no pueden acceder porque son demasiado frías o secas. Se estima que a fines del siglo XXI, el 60 por ciento dela población mundial estará en riesgo de contraer la malaria.También se ha detectadola dispersión de mosqitos hacia regiones más altas, que hasta hace poco les estaban vedadeas a causa de la baja temperatura. Durante la última década del siglo XX, el dengue amplió considerablemente su área de incidencia en la Argentina y países limítrofes. Transmitido por los mosquitos Aedes aegypti,esta enfermedad estaba limitada a una altura de 1000 metros sobre el nivel del mar. Pero ya se han producido casos a 1700 metros en México y los mosquitos fueron detectados a 2200 metros en Colombia.<br />En la Argentina no se detectaba casos de dengue desde 1916 y el mosquito fue erradicado en los años 6º. Pero volvió. Ahora hay dengue en Salta desde 1998, y en Misiones desde el año pasado. Aunque la enfermedad se mantenía a raya en estas dos provincias, en marzo de este año ya se manifestaron unos 40 casos en la provincia de Buenos Aires.<br /><br /><strong>Y las vacas?</strong><br />La vaca nos da la leche y las milanesas, la manteca y el yogurt. Es una institución argentina, de orgullo a la parrilla y prestigio de los empresarios for export. Pero también, aunque cueste creerlo, es la muda responsable de 20 por ciento de emisiones de gas metano que se generan en el país. Sucede que, básicamente a través de sus eructos, las 55 millones de cabezas vacunas de la Argentina liberan a la atmósfera, por día, entre 350 y 750 litros de gas metano, producto de sus complejos sistemas digestivos. Y con quedada distracción, aportan su granito de arena a la contaminación planetaria.<br />El metano es uno de los seis gases llamados de efecto invernadero, grandes culpables del calentamiento global, y tiene un poder de calentamiento 21 veces superior al del dióxido de carbono. Al igual que este, este contaminante se concentra en la atmósfera, obstaculizando a los rayos del sol que deben salir de la Tierra. El resultado: las subas de temperatura, y con ellas la proliferación de eventos extremos que acarrean deterioro ecológico y grandísimas pérdidas económicas a los productores e industriales.<br />¿Amordazarlas? ¿Qué hacer para evitar la contaminación? Una opción es modificar la alimentación de las vacas, combinándola con alimentos balanceados, ya que el pasto complica la digestión y las hace eructar demasiado, aseguran los expertos.<br /><br /><strong>Nuevo mundo</strong><br />Pero no todas las regiones son iguales ante el cambio climático. “En el Gran Chaco se agudizará la degradación del suelo, que es especialmente vulnerable ante el avance de la desertización y la salinización, es decir, la acumulación excesiva de sales del agua”, recalca Magrin. “Esto es muy preocupante para las zonas de producción agrícola y ganadera, ya que afecta a los cultivos, reduce la calidad del suelo y limita los usos potenciales de las aguas subterráneas”, agrega la Magrin. El agrónomo Boy precisa: “El problema de la salinidad es que las raíces tienen algo llamado tensión osmótica. Al aumentar la salinidad, las plantas no pueden absorber nutrientes porque esta tensión es mayor en el terreno que dentro de las raíces. Las plantas se marchitan y mueren”.<br />Esta región registra, además, otra tendencia que preocupa en toda Latinoamérica: el corrimiento de la frontera agrícola. “Por este aumento de lluvias hacia el oeste y la incorporación de nuevas tecnologías, este límite se expandió muy violentamente hacia el Gran Chaco, que es ambientalmente muy frágil”, insiste Magrin. “Aumentó la temperatura, favoreciendo el cultivo de soja, pero también los eventos extremos, como grandes lluvias seguidas de sequías severas. Si a esto uno le suma los desmontes, que nunca se planificó hasta dónde podían llegar, hablamos de una zona muy amenazada”.<br />¿Qué nos queda a los argentinos ante tamaña saga futurista? ¿Debemos prepararnos para lo peor? La climatóloga Matilde Rusticucci, experta en fenómenos climáticos extremos, acota: “Las lluvias extremas lavan los suelos. A corto plazo, debemos estudiar mejor el tema en nuestro país, para interpretar región por región cuáles serán los escenarios del cambio y proponer medidas de adaptación acorto plazo y de mitigación a largo”, propone. “Por ejemplo, consumir menos combustibles fósiles y usar energías alternativas”, añade Rusticucci, uno de los 152 científicos que elaboraron el informe mundial del IPCC.<br />“No hay que ser apocalíptico”, resume su colega Magrin. “La agricultura no va a desaparecer tan fácilmente. La genética avanza y nosotros podríamos cuidar más nuestras tierras. Debemos evitar tanto fuego y deforestación, porque si desaparecemos los árboles, impedimos que esos chupen el carbono de la atmósfera”, advierte la agrónoma. Y va más allá: “El uso abusivo de fertilizantes también contamina. Los nitrogenados, por ejemplo, emiten óxido de nitrógeno, que es otro gas de efecto invernadero. En la Argentina, las emisiones del sector agropecuario, incluyendo la ganadería, llegan casi al 50 por ciento de las emisiones del país, que de por sí son altas –dice la experta-. Además de mitigar tendremos que pensar en adaptarnos a este nuevo mundo”.<br /><br /><strong>Bonos de carbono</strong><br />El 16 de febrero de 2005 entró en vigor el Protocolo de Kioto –firmado en 1997- un acuerdo mundial para reducir las emisiones de gases contaminantes. Como en el mundo actual, lo que no conviene económicamente, parece no convenir a secas, en esta búsqueda verde se crearon mecanismos económicos para tentar a países ricos y beneficiar a los más pobres.<br />El Protocolo establece el compromiso de 35 naciones desarrolladas de reconvertir sus industrias para frenar el calentamiento global. El objetivo: lograr que para el 2008-2012 estas hayan disminuido sus emisiones a un 5 por ciento menos del nivel de 1990.<br />Pero esas empresas pueden cumplir en cualquier lugar del planeta, no necesariamente en su territorio de origen. También pueden comprar bonos de carbono de países que superen las metas exigidas. Se trata del mercado de carbono, un sistema de comercio a través del cual los gobiernos, empresas o individuos pueden vender o adquirir reducciones de gases contaminantes. Estas reducciones se miden en toneladas de dióxido carbono, y formalmente se traducen en Certificados de Emisiones Reducidas (CER). Un CER equivale a una tonelada de dióxido carbono que se deja de emitir a la atmósfera.<br />En la Argentina, los proyectos para reducir estas emisiones contaminantes deben ser remitidos a la Oficina Argentina del Mecanismo para un Desarrollo Limpio, dependiente de la Secretaría de Ambiente y Desarrollo Sustentable.<br /><ul><li>El cambio climático es un fenómeno general de calentamiento del planeta como consecuencia del incremento, por acción del hombre, del dióxido de carbono y otros gases de efecto de invernadero en la atmósfera. </li><li>La Tierra siempre vivió ciclos alternados de recalentamiento y glaciación. Pero desde hace 30 años se aceleró este aumento, a un ritmo de 0,2 por década, 100 veces más que el ritmo considerado natural.</li><li>A fines del siglo XXI, las temperaturas podrían aumentar entre 1,4 º y 5,8º, y el nivel de los océanos subiría entre 15 y 80 centímetros, según el último informe de IPCC.</li><li>El cambio climático ya se ve: retroceden los glaciares, hay menos nevadas y aumentan los fenómenos extremos, como las lluvias torrenciales, las sequías intensas y los huracanes.</li><li>Se puede frenar reduciendo las emisiones de gases de efecto invernadero. De todas formas, la persistencia de los gases en la atmósfera y la inercia térmica prolongarían el cambio climático por más de un siglo.</li><li>156 países suscribieron el Protocolo de Kyoto, que obliga a 36 naciones industrializadas a retrotraer las emisiones de los seis gases más contaminantes a los niveles de 1990, para 2012. Pero no lo han firmado ni Australia ni EE.UU. (responsable del 25 por ciento de las emisiones mundiales). </li></ul><p><br /><strong><span style="font-size:180%;"><br />Biodiversidad y cambio climático</span></strong></p><p>Por Adolfo Boy (*)</p><p><span style="color:#666666;">Durante años los agrónomos, taxónomos y antropólogos hemos coleccionado germoplasma (genes de que representan la biodiversidad) de las especies de interés alimenticio, textil y medicinal, entre otros usos.Una vez colectado, clasificado y acondicionado según se trate de semillas o trozos vegetales (en las especies de reproducción asexual o agámica), se las almacena en los denominados bancos de germoplasma. Allí son conservados para su evaluación, descarte de duplicados, identificación de caracteres y eventualmente su utilización ante necesidades dentro de los programas de mejoramiento de las instituciones públicas y privadas. Como es lógico imaginar, ese caudal de biodiversidad “envasado” en un paquete, un frasco o un tubo de ensayo, no interactúa con el ambiente para ir “adaptándose” al mismo y sus posibles modificaciones.Cuando ese material vegetal estaba “in situ”, formaba parte de un sistema donde el hombre juzgaba desde su necesidad qué plantas de esa “variabilidad poblacional” debía seleccionar para guardar semilla: por su sanidad, su rendimiento, gusto o conservación. En una palabra, por su adaptación tanto al lugar como para satisfacer las necesidades de quien la cultivaba. Esta relación planta - ambiente - hombre es la que nos dejó como herencia la biodiversidad que hoy tenemos. O habría que hablar en pasado, pues al instalarse la mentalidad de la revolución verde, los agricultores fueron abandonando su relación directa con los cultivos y delegaron en las empresas semilleras la tarea del mejoramiento. Estas empresas eliminaron de sus catálogos los cultivos de “polinización abierta”, o sea la biodiversidad de la poblaciones, y se concentraron en la producción de híbridos, que justamente son locontrario de la variabilidad y exigen del agricultor que les aporte todas las condiciones agronómica para mostrar su rendimiento. De lo contrario su rendimiento puede ser menor que las poblaciones. La pérdida de esa biodiversidad es una preocupación que ha tomado el Instituto de la Pequeña Agricultura Familiar (IPAF) del INTA, convocando y alentado a pequeños agricultores que poseen semillas adaptadas a condiciones locales particulares, para que las multipliquen y sigan seleccionando, con su experiencia y saber.<br />Esta actividad es fundamental para el futuro de la humanidad, pues será esa biodiversidad la que tal vez nos salve de morir de hambre, a pesar del calentamiento global y el cambio climático.</span> * Ingeniero agrónomo, profesor de la Universidad Nacional de Morón y miembro del Grupo de Reflexión Rural.</p><p> </p>Grupo de Altamirahttp://www.blogger.com/profile/11173561159405744148noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7512519792465684884.post-28825843398563432692007-05-30T09:21:00.000-05:002007-05-30T10:16:16.601-05:00Tráfico de fósiles : negocio redondo<div><a href="http://bp1.blogger.com/_9efm7R8W1q4/Rl2KNnTo_sI/AAAAAAAAAP4/Cfew2cG7uxg/s1600-h/fosil-concha.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070360721983340226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_9efm7R8W1q4/Rl2KNnTo_sI/AAAAAAAAAP4/Cfew2cG7uxg/s320/fosil-concha.jpg" border="0" /></a><br /><strong>por Ximena Pascutti</strong><br /><em>Diario Perfil</em><br /><em>Argentina</em><br /><br /><br /><span style="font-size:130%;"><strong>Ulrich D. es alemán</strong></span> y amante de los fósiles. En enero de 2002, un viaje de tres meses por la Argentina le alcanzó para hurgar con sus dedos expertos en suelo santacruceño. De sus cunas de tierra milenaria extrajo huesos de dinosaurios rellenos con ágata, conos de araucaria petrificadas -únicos en el mundo- y otras tres mil piezas paleontológicas invalorables para la ciencia, que terminaron en su museo privado en la ciudad de Heppenheim. Verdaderos hallazgos, salvo por un detalle: en la Argentina, fósiles y yacimientos son propiedad del Estado según establecen las leyes locales desde hace casi cien años.<br />La ecuación es sencilla:<br />a. El tráfico de fósiles ocupa el tercer puesto a nivel mundial luego de las drogas y las armas. Y según la INTERPOL, en la Argentina mueve unos 2 millones de dólares al año.<br />b. El territorio argentino está sembrado de joyas prehistóricas, desde el surgimiento de los dinosaurios hasta su extinción, quizás solo comparables con las de yacimientos de China y Canadá. Y es difícil controlar.<br />Conclusión: la Argentina es la meca de los traficantes.<br />El circuito. Huevos de dinosaurios, dientes, garras. La semana pasada y a través de la Cancillería argentina, el Juzgado Federal Nº1 de Río Gallegos envió a Alemania un exhorto solicitando el secuestro y la restitución de las piezas extraídas por Ulrich D. en 2002. INTERPOL, que participó de la investigación, halló la punta del ovillo en el lugar más insólito: el prólogo de un libro científico escrito por él a partir de sus viajes de “acopio” a la Argentina. Allí se ufanaba de haber sacado las piñas del aeropuerto de Ezeiza “envueltas en ropa interior”. <a href="http://bp2.blogger.com/_9efm7R8W1q4/Rl2SJ3To_tI/AAAAAAAAAQA/7ABlmTuOsHk/s1600-h/huevos+fosiles+confiscados,+cortesia+del+ICES.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070369453651853010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_9efm7R8W1q4/Rl2SJ3To_tI/AAAAAAAAAQA/7ABlmTuOsHk/s200/huevos+fosiles+confiscados,+cortesia+del+ICES.jpg" border="0" /></a><br />El caso de Ulrich D. no es el único. Desde 2003, se decomisaron en el país más de 50.000 fósiles camuflados en containers de fruta y piedras semipreciosas, dobles fondos autos y valijas, y en mochilas de turistas. Los registros policiales también hablan de 39 causas, cuatro detenidos y dos condenados con “probation”. Pero el goteo ilegal sigue, hasta en Internet: en sitios como Ebay se ofrecen fragmentos de hueso de “Saltasaurus” a 189 dólares de “Carnotaurus” por 359 dólares (ver recuadro), todos oriundos de la Argentina.<br />“Los traficantes de fósiles tienen una especial fascinación por los fragmentos de huevos de dinosaurios, seguramente porque son fáciles de extraer y transportar. No es como excavar un fémur de 1,50 de largo, que pesa 90 kilos. Ese trabajo nos lo tomamos solo nosotros”, explica José Bonaparte, un paleontólogo y biólogo de 79 años, referente de los 350 paleontólogos que ejercen la actividad en el país. “La Argentina desde tiempos de Rosas fue un lugar donde se extraían piezas y se mandaban al exterior –prosigue Bonaparte-. El mismo Rosas regaló a europeos una colección muy grande recogida por Muñiz. Pero en esa época no estaba prohibido”, aclara.<br /><strong>El periplo ilegal</strong> de estas piezas es similar al de otros tráficos: hay un acopiador primario, un intermediario y un vendedor que ofrece sus productos en ferias o negocios. “Se aprovechan de la pobreza de algunos pobladores y les pagan un par de zapatillas para que les recolecten fósiles cercas de sus casas”, apunta el licenciado en biología Ernesto Rodrigo Paz, del Registro Nacional de Yacimientos, Colecciones y Piezas Paleontológicas, con sede en el Museo de Ciencias Naturales “Bernardino Rivadavia”. “Un par de veces al año esos intermediarios pasan a retirar lo acopiado, lo traen a Buenos Aires y lo venden por internet, en casas de subastas o negocios de gemas o antiguedades de San Telmo”, precisa Paz. “El traficante tiene su circuito, gente que siempre le compra. Pero básicamente trabaja con coleccionistas del exterior”.<br />De 2003 también data la ley 25.743 (Protección de bienes arqueológicos y paleontológicos) que prohibe en el territorio argentino el transporte, almacenamiento, compra o venta de fósiles locales y extranjeros. A diferencia de su antecesora, de 1913, esta norma establece penas de dos meses a dos años e inhabilitaciones de hasta cinco para quien la vulnere.<br />Japón, Suiza, Alemania y Austria son algunos de los destinos habituales del mercado ilegal. Pero sobre todo Estados Unidos, donde no está prohibida la extracción ni la venta de piezas paleontológicas. Allí, en Tucson, Arizona, funciona una de las ferias de fósiles más importante del mundo, donde en enero de 2006 se decomisaron siete toneladas de piezas argentinas.<br />“Todos los fósiles son únicos, aunque no todos importantes. Para el científico el valor está en el objeto, pero también en su contexto. Por eso, cuando la pieza es robada toda esa información registrada en el substrato o en la roca huésped se pierde para siempre”, advierte Bonaparte, quien en 1985 descubrió el “Carnotaurus”, el primer ejemplar conocido de dinosaurio carnívoro con cuernos, entre una docena de descubrimientos de fama mundial. “Además, se priva a las generaciones futuras de datos que seguramente ellas podrían conocer c<a href="http://bp3.blogger.com/_9efm7R8W1q4/Rl2SZHTo_uI/AAAAAAAAAQI/kc_Vlbb501I/s1600-h/fosil.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070369715644858082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_9efm7R8W1q4/Rl2SZHTo_uI/AAAAAAAAAQI/kc_Vlbb501I/s200/fosil.jpg" border="0" /></a>on nuevas tecnologías”.<br /><strong>La paleontóloga</strong> Silvia Césari, presidenta de la Asociación Paleontológica Argentina, acuerda: “los fósiles que se reintegran a nuestro patrimonio no podrán ser objeto de estudios científicos relevantes y solo podrán, en muchos casos, formar parte de material didáctico para clases o de vitrinas de museos”.<br />Fuego cruzado. En diciembre, la Secretaría de Cultura de la Nación lanzó una campaña para concientizar a los ciudadanos sobre la necesidad de proteger los bienes culturales, que empapela 14 aeropuertos y dos puertos internacionales, así como 50 pasos de frontera y museos nacionales. Para los expertos no alcanza. “Tendrían que otorgar más presupuesto para que no sean los empleados de los museos locales y los científicos los que cuiden las reservas fosilíferas de todo el país. Esa no es su tarea”, protestan en el Museo de Ciencias Naturales de La Plata. “Se dice mucho y se invierte poco. Por ejemplo, las cuatro personas contratadas en el Registro Nacional de Yacimientos, dos paleontólgos, un abogado y un administrativo, tienen dedicación full time, pero ganan 800 pesos y deben documentar las piezas de todo el país. ¿No será demasiado?”, adiverte.<br />El paleontólogo Rodolfo Coria, del museo “Carmen Funes” de Plaza Huincul, Neuquén, va más allá: “Llama la atención la inacción en las operaciones de control en zonas fronterizas, así como rutas y caminos internos del país. Los minuciosos controles de la Policía Aeroportuaria en las terminales aéreas contrastan con la virtual carta blanca que existe en las terminales de ómnibus”, expresa Coria. “En las bauleras de los micros de larga distancia se puede transportar cualquier cosa: huesos de dinosaurios, troncos fósiles, momias, vasijas, y ni hablar de drogas, armas, explosivos. Las máquinas de rayos X brillan por su ausencia”, remarca.<br /><strong>Otro problema</strong>, dice el experto, es que la ley vigente no facilita el trabajo de los científicos. “En algunas provincias se debe esperar no menos de un año (y algunos siguen esperando) para que las autoridades de aplicación de las leyes se expidan con los permisos de exploración o de préstamo de materiales para su estudio. Esto es grave porque es el estudio lo que transforma un fósil en patrimonio cultural. Las exigencias para la concesión de permisos en algunos casos son de cumplimentación casi imposible, y la consecuencia es, en el mejor de los casos, la parálisis de la actividad científica, cuando no, la decisión desesperada de actuar sin el dichoso permiso”.<br />Los coleccionistas. En el mundo “paleo” los únicos que no protestan son los caracoles fósiles. “A nosotros nadie nos consultó a la hora de escribir la ley de 2003”, se queja Eduardo Jawerbaum, coleccionista desde hace 30 años. “La ley no hace distinción entre piezas recolectadas aquí o en el exterior. Nos impide engrosar nuestras colecciones. Es insólito, porque existen millones de fósiles de escaso valor científico y el costo de nuestro país al registrarlos es más alto que el valor de los mismos”, asegura. Y propone: “La mayoría de los museos del mundo nacieron como colecciones privadas. Un coleccionismo controlado por los museos es la solución. Su personal debería acompañarnos a buscar fósiles: así incorporarían fondos al cobrar la expedición y obtendrían piezas nuevas”.<br />También hay quejas en el museo de Parque Centenario, pero por otros motivos: “No participamos de la redacción de la ley, que vino de tres provincias, con empuje de los arqueólogos”, admite en off un experto reconocido. “La mayoría de la comunidad paleontológica no está de acuerdo con esta ley; no queremos que se venda nada. El artículo 19 permite a los coleccionistas ofrecer al Estado cualquiera de su piezas, para que vuelvan a este, pero nadie les pregunta cómo las consiguieron”, protestan, en imaginada trinchera.<br />“Hazte fama y échate a dormir”, dice el dicho. Lástima que a los dinosaurios nadie los deja.<br /><br /><span style="color:#ff6600;"><strong><em><span style="font-size:130%;">Recuadro</span> </em></strong></span><a href="http://bp2.blogger.com/_9efm7R8W1q4/Rl2S_3To_vI/AAAAAAAAAQQ/rWu352pofoo/s1600-h/foto+del+contrabando+de+fosiles+del+sueco.jpg"><span style="color:#ff6600;"><strong><em><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070370381364788978" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_9efm7R8W1q4/Rl2S_3To_vI/AAAAAAAAAQQ/rWu352pofoo/s200/foto+del+contrabando+de+fosiles+del+sueco.jpg" border="0" /></em></strong></span></a><br /><br />El sitio <a href="http://www.dinostore.com/" target="_blank">http://www.dinostore.com/</a> muestra algo parecido a una piedrita, pero que cuesta tanto como un televisor de plasma o un pasaje a España.<br />La descripción aclara: “Trozo de huevo de saltasaurus robustus, formación de Allen, Patagonia argentina, 1295 dólares”.<br />Otra página, <a href="http://www.fossilplants.com/" target="_blank">http://www.fossilplants.com/</a>, publica la foto de una piña de conífera, de esas que tapizan los bosques patagónicos en otoño. Pero más abajo indica: “Cono de araucaria mirabilis, Jurásico, Bosque Petrificado, Cerro Cuadrado, Argentina: 299 dólares”.<br />Es que en Internet casi todo es posible. Incluso que se ofrezcan a la venta, en sus aguas hoscas, fósiles argentinos cuyo comercio y traslado están prohibido por las leyes locales.<br />Cientos de tesoros paleontológicos sustraídos del territorio argentinos -sobre todo patagónicos-, aparecen diariamente publicados, a la venta, en un puñado de sitios de aquí y de allá. Y aunque las autoridades policiales lo saben, la virtualidad del delito les complica la tarea. Desde trilobites a 100 dólares, hasta dientes de tiburones prehistóricos, conos de araucaria hasta pesuñas y huevos de dinosaurios. Por la antigüedad y la variedad de sus piezas, la Patagonia es una de las zonas más habituales de recolección. También por su extensión y la dificultad de las autoridades para controlar los yacimientos. Los ejemplos abundan. En la página <a href="http://es.clasificados.st/" target="_blank">http://es.clasificados.st/</a> puede leerse: “Vendo tronco fósil conífera, data de 150 a 200 m de años, Patagonia argentina, observar detalles de corteza y nudos de rama, anillos, solo para coleccionistas. (mi localidad es Córdoba)”, anuncia alguien que se esconde en el cyber espacio.</div>Gloryhttp://www.blogger.com/profile/08680958615272596937gloribeld@gmail.comtag:blogger.com,1999:blog-7512519792465684884.post-435354898735619552007-04-26T07:19:00.000-05:002007-04-27T13:47:04.078-05:00Los aires contaminados de Ciudad Guayana<a href="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCgXHcwaEI/AAAAAAAAATs/RQaqP2fwdzo/s1600-h/INDUSTRIA.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057718700534163522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px" height="141" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCgXHcwaEI/AAAAAAAAATs/RQaqP2fwdzo/s200/INDUSTRIA.jpg" width="263" border="0" /></a> <strong><em>Evelyn Guzmán Bigott</em></strong> <div><div>El Diario de Guayana</div><div align="justify">Ciudad Guayana<br />Venezuela<br /><br /><span style="font-size:180%;">L</span>a contaminación atmosférica de Ciudad Guayana -asiento de la industria pesada del país- volvió a ser noticia esta semana en los diarios regionales. Aunque es un problema de vieja data, esta vez las palabras del Presidente de la República llamando la atención sobre el “horror” que le causó presenciar, durante un vuelo de helicóptero, la contaminación generada por las principales industrias pesadas públicas y privadas del país, apuraron una fiscalización que estuvo rezagada desde 1998 cuando fueron aprobados los cronogramas de adecuación ambiental para las empresas de Guayana, por parte del Ministerio del Ambiente.<br />De tal forma que el ente rector de la política ambiental del país hizo presencia en la zona para ordenar el cierre preventivo de algunas de las áreas de producción de la empresa estadal CVG Alcasa y de la empresa privada Hevensa por carecer de los sistemas de control de emisiones atmosféricas. Una medida que sorprendió a muchos porque la memoria colectiva sólo recuerda el cierre de CVG Fesilven en el año 1997, única acción emprendida por la dirección estadal de Ambiente del Ministerio del Ambiente.<br />Los cronogramas de adecuación ambiental se establecieron en 1998 con el fin de adecuar las empresas del holding CVG a las normativas ambientales exigidas por el Estado venezolano debido a que para la fecha en que se crearon estas empresas no existía un ministerio ni normas que regularan el comportamiento ambiental de las mismas. Estos compromisos se fijaron en 1998 y se contempló un periodo de cinco años para que las empresas se adecuaran a la norma de acuerdo a lo establecido en dichos cronogramas, los cuales fueron elaborados por la CVG y aprobados por el Ministerio del Ambiente, ente encargado de hacerle seguimiento a estos compromisos adquiridos. Al respecto, la bióloga Riolama Fernández de la Unidad de Calidad Ambiental de la<a href="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCjG3cwaHI/AAAAAAAAAUE/FLWmbqDh-bg/s1600-h/F6+domingo+18+marzo.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057721719896172658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px" height="203" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCjG3cwaHI/AAAAAAAAAUE/FLWmbqDh-bg/s320/F6+domingo+18+marzo.JPG" width="141" border="0" /></a> Dirección Estadal de Ambiente del estado Bolívar (DEA Bolívar), defiende las mejoras obtenidas a raíz de la implementación de los cronogramas de adecuación ambiental de las empresas de Guayana. A su juicio sería “muy injusto” calificar de inservibles estos instrumentos que en su momento fueron “el primer paso a nivel nacional para que las empresas del Estado se adecuaran ambientalmente. Que hace falta atender otras fuentes que en ese momento no se atendieron, es cierto, pero los cronogramas que se hicieron y las fuentes que estuvieron contempladas, esas se corrigieron. Hay que ser demasiado mezquino para no reconocer ese primer intento de país que hicimos con esos cronogramas de adecuación ambiental”.</div><div align="justify"><strong>¿La DEA Bolívar tiene registros que evidencien alguna mejoría en los niveles de contaminación atmosférica con la implementación de los cronogramas de adecuación ambiental de las empresas de Guayana?<br /></strong>-No tenemos un registro exacto de si ha disminuido o no la calidad del aire, porque aunque algunas fuentes de contaminación se han corregido con los cronogramas de adecuación ambiental también es cierto que han surgido nuevas fuentes de contaminación. En los estudios que estoy llevando a cabo en conjunto con unos pasantes de la Universidad de Oriente se han determinado que muchas fuentes nuevas de contaminación no tienen tanto que ver con las fuentes fijas o chimeneas sino que hay mucha generación de polvo de emisiones fugitivas por el manejo, apilamiento de materiales, almacenamiento por cintas transportadoras que no son medibles a nivel de chimenea sino que son fuentes de contaminación ambiental que se miden a través de un estudio de calidad de aire y que se reflejan en la Red de Monitoreo de Calidad de Aire de la CVG. Hay zonas que aparecen con aire muy contaminado por ejemplo en los puntos donde están los rellenos sanitarios de Sidor, Venalum y a veces hasta altamente contaminado.<br /><strong>¿Qué es lo que está faltando en los cronogramas de adecuación ambiental?</strong><br />-Que muchas de esas plantas han aumentado su capacidad de producción y a veces los sistemas de control que tienen instalados no son suficientes para contener toda esa contaminación que generan, a veces hay que ampliar estos sistemas de control porque algunos equipos que se instalaron en aquella oportunidad se han vuelto a deteriorar. Por un lado estamos adecuando, pero por otro estamos creando nuevas fuentes de contaminación. Además, algunos estudios que hemos realizado en la DEA Bolívar y que no han sido publicados determinan que el acumulado de cada una de esas industrias es lo que está causando la contaminación.<br /><strong>¿Hay especialistas que exponen la necesidad de adecuar esos parámetros que señala la norma?<br /></strong>-Uno de los planteamientos que la DEA Bolívar ha emitido a nivel central, a la Dirección de Calidad de Aire del Ministerio del Ambiente es que la norma debe ser específica para la zona industrial Matanzas, porque el problema es que ahí lo que hay es un acumulado que contamina aún cuando sus emisiones estén por debajo de lo estipulado por la norma.<br /><strong>¿Están trabajando en esa norma específica?</strong> </div><div align="justify">-En la DEA Bolívar tenemos ya diez años haciendo esta petición, no es desde hoy, y el 15 de noviembre de 2006 obtuvimos una respuesta al planteamiento que hicimos el 18 de septiembre de ese mismo año donde nos dicen que en la reformulación del Decreto 638 están contemplando nuestra petición y que la solución es hacer una norma específica para Matanzas, pero para eso nosotros tenemos que recoger datos para demostrar que necesitamos una norma específica</div><div><strong></strong></div><div><strong></strong></div><div><strong>VIENTO A FAVOR</strong> </div><div align="justify">Pero, ¿Qué aires se respiran en una zona industrial como Ciudad Guayana? Eso dependerá de la dirección del viento, de la ubicación del área industrial, la época del año y de lo que genere cada industria. Los distintos estudios de calidad de aire realizados en Ciudad Guayana por la Red de Monitoreo instalada y operada por la Corporación V<a href="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCksXcwaKI/AAAAAAAAAUc/ab33kae7YRI/s1600-h/F6+domingo+25+marzo.png"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057723463652894882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" height="134" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCksXcwaKI/AAAAAAAAAUc/ab33kae7YRI/s200/F6+domingo+25+marzo.png" width="234" border="0" /></a>enezolana de Guayana señalan que en general, las zonas industriales de Puerto Ordaz se encuentran entre “moderada y altamente contaminadas”, por efecto de las emisiones, siendo las más afectadas aquellas ubicadas en los alrededores de Sidor y en las áreas portuarias considerando estas últimas como zonas “moderadamente contaminadas”.<br />Según estos análisis, dependiendo de las condiciones meteorológicas hay épocas del año en que la dirección del viento favorece la dispersión hacia el sur oeste de la ciudad manteniendo a San Félix y a una parte de Puerto Ordaz con un aire con niveles bajos de contaminación. Sin embargo, el mismo estudio advierte que las zonas del Core 8, La Casona, Campo C y Cambalache están en condiciones “no aceptables para la salud y el ambiente”, lo que incluye áreas residenciales ubicadas al sur y al noreste de Puerto Ordaz.<br />Por su parte, Matanzas, lugar donde están asentadas las principales industrias privadas y del Estado venezolano está clasificada como “altamente contaminada”. Asimismo, frente a esta zona industrial, en la margen izquierda del río Orinoco se respira un aire moderadamente contaminado por cuanto durante el periodo de viento suave y cielo claro las brisas hacia las riberas del río crean condiciones que favorecen la dispersión hacia la ribera izquierda generando zonas de aire ligeramente contaminado.<br />Lo bueno del clima es que durante la época de lluvia las zonas de aire con esta clasificación de “moderadamente contaminado” reducen en gran parte sus niveles incluso por debajo de 200mg/m3. No así durante el periodo de sequía cuando se extiende aún más la zona de aire contaminado, llegando alcanzar niveles superiores a los 300mg/m3 en la zona industrial.<br />Es por eso que en estos momentos, se respira un aire con mayor índice de contaminación, activándose las voces de alerta de ambientalistas, especialistas de la sal<a href="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCjHHcwaJI/AAAAAAAAAUU/F03ujU5fntk/s1600-h/F5+domingo+25+marzo.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057721724191139986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCjHHcwaJI/AAAAAAAAAUU/F03ujU5fntk/s320/F5+domingo+25+marzo.JPG" border="0" /></a>ud respiratoria y vecinos que sufren las consecuencias de vivir en las zonas de influencia de sectores industriales clasificados como contaminados.<br /><br /><strong>LO QUE GENERA LA INDUSTRIA</strong><br />¿Qué genera cada industria para tener estos aires contaminados? La respuesta se encuentra en el Centro de Documentación de la Dirección Estatal del Ministerio de Ambiente (DEA Bolívar) donde un estudio sobre la caracterización de emisiones atmosféricas, fuentes fijas y calidad del aire del Municipio Caroní, enumera una gran cantidad de gases perjudiciales para la salud como: monóxido de carbono, óxidos de azufre, óxido de nitrógeno, óxido de zinc, óxido de plomo, óxido de cobre, óxido de magnesio, óxido de potasio, óxido de silicio, óxido de aluminio, óxido de calcio, oxido de sodio, óxido de cromo, óxido de manganeso, óxido de hierro, fluoruros y sulfuro de hidrógeno; así como material particulado conocido como PTS (partículas totales suspendidas).<br />Este estudio llevado a cabo por la Unidad de Calidad Ambiental de la DEA Bolívar bajo la tutoría de Riolama Fernández, responsable de esta unidad, se basó en el análisis detallado de los datos suministrados tanto por las empresas públicas y privadas del sector industrial de Matanzas y los resultados de la Red de Monitoreo de Calidad de Aire de la CVG a lo largo de estos últimos seis años, de 2000 a 2006.<br /><br /><strong>CARACTERIZACIONES EN ROJO<br /></strong>El estudio revela que las empresas del sector aluminio son las que aportan la mayor concentración de contaminantes al ambiente. De las 117 fuentes de contaminación (fijas o chimeneas) evaluadas por los técnicos ambientales de un total de 18 empresas que presentaron caracterización de emisiones atmosféricas entre los años 2000 y 2006, se constató que los parámetros valorados cumplen en un alto porcentaje con los límites de calidad que establece la norma.<br /><strong>Para el parámetro de partículas totales suspendidas</strong> (PTS) se reportaron datos de 47 chimeneas de las cuales seis se encuentran fuera de la norma correspondiente a las empresas Ferroven, Venalum y Alcasa.<br /><strong>Con relación al monóxido de carbono</strong> se obtuvieron registros de 94 chimeneas de las cuales 83 están dentro de los límites permisibles mientras que 11 correspondiente (dos a la empresa Orinoco Iron, dos de Matessi, cinco de Venalum, una de Alcasa y una de Carbonorca) no cumplen<a href="http://bp2.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCfaHcwZ7I/AAAAAAAAASk/y0eQT1Hz0oQ/s1600-h/ALUMINA.jpg"></a> con<a href="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCgW3cwaDI/AAAAAAAAATk/iMLlWEkN7Iw/s1600-h/F4+domingo+18+marzo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057718696239196210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px" height="194" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_vIlx_8SHm1g/RjCgW3cwaDI/AAAAAAAAATk/iMLlWEkN7Iw/s200/F4+domingo+18+marzo.jpg" width="151" border="0" /></a> la norma.<br /><strong>Para los óxidos de azufre</strong> de las 91 fuentes analizadas, 13 chimeneas del tipo PTH (diez de Venalum y tres de Alcasa) no cumplen con el límite que regula este parámetro para la producción de aluminio, el cual según la norma debe ser menor o igual de 6mg/m3. No obstante, cinco fuentes (dos de Venalum, dos de Alcasa y una de Carbonorca) cumplen con la normativa. De igual forma, una fuente de Alcasa (celda II) cumple con la normativa de 6mg/m3. El informe de la DEA Bolívar señala que la emisión de este gas no se encuentra regulado en otras actividades en las cuales se cuentan por lo menos 72 fuentes que lo generan sin ninguna regulación como es el caso de la producción de hierro y acero, actividad preponderante junto a la producción de aluminio en Matanzas.<br /><strong>En lo que respecta al óxido de nitrógeno</strong>, el estudio analizó un total de 94 fuentes fijas las cuales cumplen con los límites de la norma. Sin embargo, destaca que para la Planta Planos en Caliente de Sidor éste parámetro no se encuentra regulado.<br /><strong>Respecto a los fluoruros</strong>, se analizaron un total de 19 fuentes, estando 15 de ellas dentro de norma (nueve de Venalum, una de Pianmeca y una Comsigua); mientras que tres fuentes de Venalum y una de Carbonorca no cumplen la norma.<br /><strong>La emisión de fluoruro gaseoso</strong> analizada en la empresa Venalum, específicamente en dos fuentes (Lurgi I y II), presentaron valores muy cercanos al límite de la norma de 1.2 mg/m3.<br />Para el sulfuro de hidrógeno se analizaron un total de 11 fuentes fijas (dos de Comsigua, tres de Orinoco Iron, seis de Grafito del Orinoco), pero este parámetro no se encuentra reglamentado para las actividades que realizan estas empresas (producción de acero y procesamiento de coque).<br /><strong>Otros gases </stron