<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221</id><updated>2009-12-09T14:42:50.532-08:00</updated><title type='text'>CURTA-METRAGEM</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>108</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-608756871906965144</id><published>2009-12-09T14:42:00.001-08:00</published><updated>2009-12-09T14:42:50.545-08:00</updated><title type='text'>Rubens Lucchetti</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-608756871906965144?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/608756871906965144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=608756871906965144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/608756871906965144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/608756871906965144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/12/rubens-lucchetti.html' title='Rubens Lucchetti'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-8491582152822128458</id><published>2009-12-01T11:17:00.001-08:00</published><updated>2009-12-04T04:44:55.315-08:00</updated><title type='text'>Antônio Petrin</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SxVsCK3_E9I/AAAAAAAAAVM/KkwVlgWgqMw/s1600/antoniopetrin+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410349311890232274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SxVsCK3_E9I/AAAAAAAAAVM/KkwVlgWgqMw/s400/antoniopetrin+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 12 de outubro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrin atuou em 35 programas entre telenovelas e especiais para a televisão e em 12 filmes nacionais. Foi indicado para os mais importantes prêmios como melhor ator.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual que é a sua opinião sobre o curta-metragem? Você acha que ele é marginalizado pelo próprio meio cinematográfico: atores, diretores, produtores?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olha, eu acho que a palavra marginalizado é um pouco forte, porque na verdade todo cineasta no seu início passa por esse processo, ele começa seu treinamento no curta-metragem. Porque como o cinema é uma indústria cara, precisa investir muito dinheiro. O futuro cineasta não pode expor de arriscar dinheiro sem antes ter um processo preparatório quando estudante, na faculdade de cinema, é tudo muito teórico, para colocar as coisas na prática é muito complicado, porque dinheiro, você tem que comprar o filme virgem, você tem que ter uma câmera, você tem que ter uma pequena iluminação, você tem que ter um custo, por mais simples que seja esse aprendizado vai custar. Então fica tudo na teoria, no final do curso coroa-se esse tempo fazendo um experimento que é o famoso curta-metragem. Daí o que costuma-se desenvolver um roteiro que ele aprendeu a técnica do roteiro durante toda a aprendizagem, ele vai aprender iluminar, enfim, colocar numa câmera, o tempo. E tem daquilo um resultado, em todos esses sentidos, do roteiro, da história que ele está montando, da maneira como ele cria essa imagem. Enfim, sem esse aprendizado não tem nenhuma possibilidade futura. A não ser que seja um pequeno gênio que de repente que nunca precisou da escola, como tem muitos diretores que nunca precisaram da escola, mas devido à aprendizagem diária, assistindo outros diretores foram aprendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo mais fácil é o curta-metragem, é claro que o curta geralmente sempre é feito por estudantes, em finais de cursos na faculdade e por conseqüência não tem uma qualidade que se espera, porque não tem esse estudo. Agora tem outros diretores que já tentam a experimentação do longa-metragem, ele já se arrisca a fazer uma pequena história que chama-se curta-metragem, mas com uma qualidade excelente. Então eu não vejo como marginal. E tem outro aspecto também que o elenco que é escolhido para esses curtas, a principio partes da colaboração desses atores, que sabem que é um estudante e que vai fazer um filme de experimentação, que não vai ser vinculado comercialmente, então todos, de uma certa forma, facilitam a execução desse curta-metragem e a gente vai percebendo se a pessoa tem um grande talento. Você já começa a perceber no curta-metragem qual vai ser o caminho dele. É por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O ator quer que seu trabalho seja visto pelo público, pela crítica. O curta tem pouco espaço no cinema e a na mídia, não sai uma crítica, não sai uma matéria, dificilmente sai. O que leva um ator a fazer um curta-metragem, a embarcar nessa aventura?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porque o ator precisa estar sempre treinando a sua profissão e precisa estar sempre representando. Então quando surge uma pequena oportunidade, e principalmente, no quesito cinema. Sempre o ator não tem um agendamento muito grande para cinema e o ator tem uma curiosidade no poder exercitar nessa expressão e ver como é que é. Porque o ator se prepara para o teatro, ninguém faz um curso de ator para o cinema, onde ele vai aprender todas as expressões para o teatro. Então o cinema começa como uma curiosidade, como eu quase não vou ter oportunidade, então eu quero fazer uma experimentação aqui. Então ele vai ter esse material, porque quem faz o filme dá a ele uma fita, e você guarda e isso serve para você mostrar no seu currículo para alguém e oura muito interessante é que você está apostando naquela pessoa. Quem sabe se o cara que está filmando naquele curta-metragem daqui a cinco anos ele não será um grande cineasta consagrado, e você colaborou para a formação desse grande diretor. Então não entra nessa questão a minha preocupação, ou de qualquer outro ator, se eu vou ter divulgação, se eu vou ganhar dinheiro ou se eu não vou ganhar dinheiro, essa questão é colocada de lado. O primeiro interesse é você colaborar, e você também tirar proveito próprio dessa situação e fazer um exercício próprio de frente para a câmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conta um pouco da sua relação com o curta-metragem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu vou dizer uma coisa, eu tenho colaborado com muitas histórias, eu acabei de fazer um com uma menina que se formou na FAAP, eu tenho já programado para o início do ano que vem um outro curta-metragem, e sempre quando eu sou solicitado eu nunca me nego, a não ser quando eu não tenho tempo, que eu estou em outro projeto que não dá, aí não tem como. Mas sempre eu faço, eu já tenho no meu currículo eu tenho com certeza uns 10 a 12 curtas-metragens, alguns deles muito bons. O que é interessante é que alguns diretores, esses meninos que começam a fazer curta-metragem, às vezes você vai encontrá-lo futuramente não sendo diretor de um filme, mas trabalhando em outro setor do filme. No caso um dos que eu fiz há muito tempo, hoje ele é um grande diretor de áudio, então ele se especializou em áudio, então hoje filmes que tenham o nome dele no áudio, já é uma grande referência para a qualidade do filme. Então você veja, esse menino queria ser diretor de cinema, e ele acabou dentro do cinema, sendo diretor de áudio. E assim você vai encontrar pessoas dedicadas à cenografia, dedicadas a escrever roteiro, nesse ultimo filme que eu fiz, uma menina escreveu o roteiro, e o colega dela é que dirigiu. Mas por que você não dirigiu? Não porque o meu interesse é roteiro. Então tem essa questão, o cinema proporciona uma infinidade de possibilidades para o profissional. È só perceber aonde é que eu vou estar colocado, a arte tem esse leque de possibilidades de cada um poder exercer de um lado ou de outro e ser feliz no seu futuro profissionalismo. E o cinema é uma arte de uso, de tecnologia muito refinada, o teatro já é uma atividade mais artesanal, o cinema já não, o cinema você precisa conhecer foco, câmera. Agora eu estou fazendo um filme com a HBO, que é uma série de 13 capítulos, eu vejo a complicação de você estar em um espaço e você precisa acertar o foco a cada passo. Você tem que se adaptar a isso, é claro que às vezes, volta e meia eu estou fazendo uma cena, em que nós estamos em quatro, e o diretor falou assim, agora eu to muito próximo, então você faça pouco movimento, então você sente restritivo no seu movimento, quanto ao palco, você tem uma linguagem corporal muito mais ampla. No cinema às vezes o diretor fala, agora segura, sem muito movimento porque não pode, e outro dado interessante é que eu noto que o pessoal que está saindo das escolas, hoje o sexo feminino é o que está predominando, você vê a equipe inteira composta de 90% de mulheres e 10% de homens. Isso é um dado que deve ser levado em considerações em um estudo como você está fazendo. Nesse outro curta-metragem que eu fiz a equipe era inteiramente de mulher, inteiramente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-8491582152822128458?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/8491582152822128458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=8491582152822128458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8491582152822128458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8491582152822128458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/12/antonio-petrin.html' title='Antônio Petrin'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SxVsCK3_E9I/AAAAAAAAAVM/KkwVlgWgqMw/s72-c/antoniopetrin+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-4730015917153222164</id><published>2009-11-25T11:02:00.001-08:00</published><updated>2009-12-04T04:42:07.281-08:00</updated><title type='text'>Ênio Gonçalves</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Sw1_ahOIzAI/AAAAAAAAAVE/eZdmbggcby8/s1600/eniogon%C3%83%C2%A7alves+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408118821112826882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Sw1_ahOIzAI/AAAAAAAAAVE/eZdmbggcby8/s400/eniogon%C3%83%C2%A7alves+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 22 de julho.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Ênio Gonçalves iniciou sua carreira na TV Tupi de São Paulo e participou de vários filmes brasileiros, entre eles: ‘Viúvas Precisam de Consolo’, ‘Garotas do ABC’, etc.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de um curta-metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tem a experimentação, não pretendendo imitar o longa-metragem. É um trabalho diferenciado, eu tenho feito algum trabalho com alunos da FAAP, um trabalho bem interessante. Acho que é essa a função o exercício do cineasta. Nem sempre é só fazer o longa. Isso é muito importante. Tem um pessoal que está só fazendo curtas. E tem coisas maravilhosas que você consegue fazer com um curta. Mesmo aqui no Brasil. Tem um campo maravilhoso de experimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Você disse no começo que os jovens começam com o curta e, e depois saem do curta, obtém um sucesso, vão para o longa e nunca mais voltam para o curta. Em muitos casos é isso que acontece. O curta, na sua opinião, é marginalizado até no próprio meio?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;De certa forma sim, porque se o diretor quer obter sucesso comercial, se ele fica só fazendo curta ele não ganha mercado, então é uma passagem. O mercado exige que o sujeito vá para o longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;E para o ator, o que o leva a fazer um curta-metragem?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para o ator também, na verdade, estão pagando cachê para a gente fazer curtas, é interessante exercitar a profissão. Os curtas oferecem um campo muito interessante para um ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual foi um curta que mexeu com a sua cabeça, que você saiu de uma sessão impressionado com o que viu?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu fiz um curta chamado “O andar de Elizabeth Taylor”, isso faz uns 15 anos. Baseado no conto do Roberto Drummond. Esse conto ganhou um prêmio no festival do Rio de Janeiro, melhor ator, fazendo esse personagem. Para mim foi muito importante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-4730015917153222164?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/4730015917153222164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=4730015917153222164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/4730015917153222164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/4730015917153222164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/11/enio-goncalves.html' title='Ênio Gonçalves'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Sw1_ahOIzAI/AAAAAAAAAVE/eZdmbggcby8/s72-c/eniogon%C3%83%C2%A7alves+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-2036634708362321733</id><published>2009-11-18T13:57:00.000-08:00</published><updated>2009-11-21T16:14:18.982-08:00</updated><title type='text'>Graziella Moretto</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SwRubiRmF8I/AAAAAAAAAU8/qIn4uraTXbM/s1600/grazielamoretto+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405566872087566274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SwRubiRmF8I/AAAAAAAAAU8/qIn4uraTXbM/s400/grazielamoretto+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 22 de julho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de atuar nos longas da O2 Filmes (Cidade de Deus e Domésticas), fez vários filmes publicitários para a produtora, hoje é um dos nomes mais lembrados pelas produtoras de cinema.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Conte a sua história dentro do cinema.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei assistindo, porque quando eu tinha 17 para 18 anos, eu entrei na USP,e comecei a fazer curta-metragem, publicidade e aí acabei fazendo muita publicidade em São Paulo, numa época que eu estava na Faculdade, lá na EAD, na Escola de Arte Dramática, depois eu sai da escola também, eu me formei. Eu fazia muito filme na O2 Filmes, muitos comerciais da O2, que é a produtora do Fernando Meirelles. Daí uma coisa foi levando à outra, fizeram um longa que foi o ‘Domésticas’, que foi o primeiro longa que foi produzido pela O2, que o Fernando dirigia, e a gente já se conhecia, já era amigo há bastante tempo, eu estava morando fora do Brasil, mas eu vim passar um tempo aqui e eles me convidaram para fazer um teste para esse filme. E acabou que eu fiz esse filme, que foi meu primeiro longa. Depois disso eu fiz vários filmes na O2 mesmo, e alguns outros em outras produtoras também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Sua relação com o curta começou bem cedo. Conta um pouco dessa história, dessa paixão por essa arte do cinema?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A minha irmã, ela é formada em cinema pela FAAP, então quando eu entrei na EAD, ela estava entrando na FAAP ao mesmo tempo. De certa forma, isso foi uma coisa que me colocou muito em contato com as pessoas que estavam começando a fazer cinema naquela época, 1990, 91, então eu fiz uns curtas universitários, conheci o pessoal que estava fazendo os filmes de estudantes nessas faculdades e saindo da escola e fazendo outros cursos, batalhando para produzir seus filmes. Então isso já ampliou minha convivência com o cinema, então sempre fez parte da minha vida. A publicidade, que eu fiz durante muitos anos, também foi uma escola, porque a gente filmava muito, foram alguns anos, um mercado super aquecido, e que muitos diretores de cinema, que hoje estão produzindo longas e tal, naquela época estava produzindo comercial quase que integralmente. Então acabei conhecendo muito mais gente na publicidade que hoje está dirigindo cinema. A minha relação é assim porque é praticamente familiar, a minha irmã é figurinista de cinema, o meu cunhado é montador, meu marido é técnico de som, a gente tem uma equipe completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual  é o grande barato de fazer um curta-metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que todo mundo fala, é quase que uma crônica, um conto curto, alguma coisa que você pode concluir com mais facilidade, isso no nosso cinema que é bastante precário, a gente sabe que faz bastante diferença. Viabiliza e possibilita, tanto que o cinema no Brasil durante um tempo ficou voltado aos curtas, porque se não dava para fazer um longa, você vai fazendo vários curtinhas. Acho que a possibilidade exercitar, e a linguagem, que eu acho que tem uma coisa que o curta promove que é a essencialidade, que é fundamental no cinema, você poder contar muito com pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para uma atriz, imprimir uma personagem em tão pouco tempo de metragem. Esse trabalho diferencia de um longa, de uma novela, de um teatro? Como é sua preparação para atuar em um curta e imprimir as características que o papel pede para aquela personagem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não sei, acho um pouco subjetivo isso, na verdade tudo é a caixa de ferramenta que você tem como artista, você vai aperfeiçoando a cada linguagem, é lógico que você ao atuar em um filme da mesma maneira que você precisa atuar, física e espacial, no teatro por exemplo. A televisão também, ela te acomoda de outro jeito na tela, você tem outra velocidade, não só de fazer da televisão, mas também um ritmo, nos cortes e tal. Então eu acho que é muito mais a gente se adequar, do que de ter uma diferença, você é o artista que vai se adequando a cada veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual  é o curta que fez a sua cabeça, você assistiu e saiu da sessão impressionada, que tenha gostado bastante?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Te um curtinha de animação que eu adoro, que passa antes daquele desenho das “Formigas” eu acho, que tem um cara que joga xadrez com ele mesmo, aquilo é um curta de animação. Acho aquilo tão... é que ai a gente está falando de uma tecnologia, mas eu me lembro de tantos curtas que eu assisti na minha vida e fizeram diferença. Estou tentando lembrar de um agora, qual que era o “Dov`e Meneghetti”, não sei quem fazia acho que era o Luiz Ramalho, foi um curta que eu vi que me impactou bastante. Não sei agora, não estou lembrando de mais nada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-2036634708362321733?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/2036634708362321733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=2036634708362321733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/2036634708362321733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/2036634708362321733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/11/graziella-moretto.html' title='Graziella Moretto'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SwRubiRmF8I/AAAAAAAAAU8/qIn4uraTXbM/s72-c/grazielamoretto+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-7204715074196989879</id><published>2009-11-11T12:15:00.001-08:00</published><updated>2009-11-14T09:08:04.256-08:00</updated><title type='text'>Clara Carvalho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvsbYd-PLmI/AAAAAAAAAU0/MrHYyUv72vY/s1600-h/claracarvalho+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402942285137522274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvsbYd-PLmI/AAAAAAAAAU0/MrHYyUv72vY/s400/claracarvalho+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada no dia 22 de julho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara Carvalho faz parte do renomado Grupo Teatral Tapa. Atuou em filmes como ‘O Maior Amor do Mundo’ e ‘Quanto Vale ou é por Quilo?’.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de um curta-metragem?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O curta-metragem eu acho que é como se fosse um conto. Eu acho que o longa-metragem é como se fosse um romance, uma novela, e o curta-metragem é como se fosse um conto. Então ele pode ser tão perfeito quanto um longa, só que ele é compacto, ele é mais Maikai, é uma coisa mais rápida. Eu acho que é tão envolvente, tão encantador quando, só que mais curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O curta tem um poder de síntese muito grande, isso para um ator é mais difícil trabalhar, trabalhar personagem e tudo mais?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu acho que é, não sei se é mais difícil, acho que você tem que ser mais preciso, você tem menos chance de se explicar, de contar história. Então você tem que ser muito preciso no que você está fazendo, tem que dar a entender de cara o que é. Às vezes é como fazer um personagem pequeno numa peça, precisa ser muito bem feito, para que aquilo imprima rapidamente alguma coisa, você não tem a oportunidade de ficar voltando, e repetindo e refazendo. Então eu acho que acaba tendo que ser muito bem feito para ser bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual foi o curta que fez a sua cabeça?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ahh, eu adorei o “Frankenstein Punk” da Eliana Fonseca, eu adoro a Eliana Fonseca, eu gosto muito da “Revolta dos Carnudos” também da Eliana Fonseca. Filmes da Andréia Beltrão que foram feitos nos anos 80, que são maravilhosos, eu vi esses curtas depois eu nunca mais encontrei. Tem tantas jóias perdidas, mas eu citaria esses dois da Eliana Fonseca e do Cao Hamburger que eu acho muito legais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-7204715074196989879?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/7204715074196989879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=7204715074196989879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/7204715074196989879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/7204715074196989879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/11/clara-carvalho.html' title='Clara Carvalho'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvsbYd-PLmI/AAAAAAAAAU0/MrHYyUv72vY/s72-c/claracarvalho+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-1655940076855523447</id><published>2009-11-05T13:55:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T08:12:44.152-08:00</updated><title type='text'>O Blog Recomenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvNJ9wUjHiI/AAAAAAAAAUs/cb5su-goYdw/s1600-h/foto2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400741703439293986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 392px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvNJ9wUjHiI/AAAAAAAAAUs/cb5su-goYdw/s400/foto2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvNJ6dEP4pI/AAAAAAAAAUk/zTKWHVpXRTA/s1600-h/foto1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400741646731043474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 336px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvNJ6dEP4pI/AAAAAAAAAUk/zTKWHVpXRTA/s400/foto1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;PAREM DE FALAR MAL DA ROTINA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro Jaraguá (271 lugares)&lt;br /&gt;Rua Martins Fontes, 71 – Bela Vista.&lt;br /&gt;Tel. 3255-4380&lt;br /&gt;Aceita Visa e Mastercard, crédito e débito; Não aceita cheque.&lt;br /&gt;Bilheteria: de terça à quinta, das 14h às 19h; de sexta a domingo, das 14h até início do espetáculo.&lt;br /&gt;Ingresso Rápido: 4003.1212&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sextas-feiras às 21h.&lt;br /&gt;Ingressos: R$ 50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duração: 150 minutos.&lt;br /&gt;Classificação etária: 12 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Temporada: até 18 de dezembro.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;(o blog irá sortear um par de ingressos para este espetáculo)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;A Natureza do Olhar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Teatro Jaraguá (271 lugares)&lt;br /&gt;Rua Martins Fontes, 71 – Bela Vista.&lt;br /&gt;Tel. 3255-4380&lt;br /&gt;Aceita Visa e Mastercard, crédito e débito; Não aceita cheque.&lt;br /&gt;Bilheteria: de terça à quinta, das 14h às 19h; de sexta a domingo, das 14h até início do espetáculo.&lt;br /&gt;Ingresso Rápido: 4003.1212&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábados às 21h; Domingo às 19h.&lt;br /&gt;Ingressos: R$ 50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duração: 80 minutos.&lt;br /&gt;Classificação etária: 12 anos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Temporada: até 20 de dezembro.&lt;br /&gt; CASA POEMA - &lt;a href="http://www.escolalucinda.com.br/" target="_blank"&gt;www.escolalucinda.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;(o blog irá sortear um par de ingressos para este espetáculo)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-1655940076855523447?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/1655940076855523447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=1655940076855523447' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1655940076855523447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1655940076855523447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/11/o-blog-recomenda.html' title='O Blog Recomenda'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvNJ9wUjHiI/AAAAAAAAAUs/cb5su-goYdw/s72-c/foto2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-8257949882318174691</id><published>2009-11-04T07:57:00.001-08:00</published><updated>2009-11-07T08:09:07.429-08:00</updated><title type='text'>Emílio Orciollo Netto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvGkeabtn9I/AAAAAAAAAUU/ezLa_eB4LWk/s1600-h/em%C3%83%C2%ADlioorciollonetto+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400278270592524242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvGkeabtn9I/AAAAAAAAAUU/ezLa_eB4LWk/s400/em%C3%83%C2%ADlioorciollonetto+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 22 de junho de 2007.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt; Emilio construiu sua carreira na televisão e no teatro. Seu trabalho no cinema ainda é tímido.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qual é o grande barato de um curta-metragem?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu acho que o curta-metragem é primeiro passo para um longa, para um filme maior, eu acho que é sempre bom poder estar experimentando novas linguagens, novas alternativas de cinema, e o curta-metragem é uma grande possibilidade, porque se gasta menos, se tem uma porção menor, uma equipe menor, então facilita a viabilização do projeto. Você vê hoje em dia, curtas-metragens com cara de longa, que são absolutamente bem cuidados, bem-feitos, e engraçado que hoje você acaba vendo longas com cara de curtas de quinta, que deveriam ser bem cuidados e não são. Mas eu acho que um curta-metragem é sempre um grande primeiro-passo para um longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E para um ator, o que leva um ator a fazer um curta-metragem? É uma maneira de experimentar, tem mais liberdade para atuar, sai um pouco da TV e do cinemão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu como ator não tenho nenhum preconceito com linguagens, eu trabalho muito bem no teatro, no cinema e na televisão. Transito numa boa nesses três veículos, e sem preconceito nenhum, acho que quem tem preconceito, é quem cospe para cima e cai na testa, é gente que se acha “pseudointelectualóide”. Cada linguagem tem a sua diferença, seus prós e seus contras, agora o cinema é sempre bom você estar fazendo. A gente diz que para o ator é sempre um luxo poder fazer cinema, porque a câmera te eterniza, você passa ali e fica para sempre , o negativo te prende aquele instante. A televisão não, tem o vídeotape, tem o digital, o teatro te possibilita a relação com o público mais intensa, na hora, então você tem que estar ali, guardado na alma, então são três linguagens que eu acho que para um ator é necessário experimentar fazer, sem nenhum tipo preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas eu tinha perguntado de atuar, a linguagem que dá mais liberdade...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não, eu acho que um ator quando ele vai fazer um trabalho, ele não está pensando em, pelo menos eu vejo assim, ele está ou apaixonado com o texto que ele vai fazer, ou apaixonado pela possibilidade de trabalhar com o diretor X ou com a diretora X, que vai me acrescentar possibilidades dentro de um trabalho. Então o curta-metragem, assim como o longa, assim como um teatro de rua, ou assim como a novela da Globo, ou a novela da Record, ou a novela do SBT ou seja lá o que for, tudo depende do trabalho que você vai fazer, do que você quer fazer. Qual o recado que você quer passar no determinado momento X da sua vida. Então essa é a escolha na vida de um ator, e acho que na vida de todos numa maneira geral, é feita de escolhas, o curta-metragem é um recurso maravilhoso, que se tem uma possibilidade maravilhosa melhor dizendo, de se trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De curtas que você já assistiu, qual que te chamou atenção, qual que fez a sua cabeça quando você saiu da sessão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha , eu vi o curta que o Selton Mello fez, agora ele acabou de rodar um longa, o “Feliz Natal”. Eu esqueci qual é o nome do curta, mas é um curta que quem participou foi o Zé Bonitinho, não foi um documentário, foi um curta, uma ficção mesmo, muito legal, mas eu não vou lembrar o nome agora, mas era o Zé Bonitinho e o Álvaro Diniz, muito lindo o curta-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cada vez mais é freqüente ver ator indo para trás das câmeras e produzindo filmes, curtas e tudo mais. Você pensa, tem idéias de pôr em prática um curta para rodar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rapaz, eu tenho muitas idéias na cabeça, nem sempre elas são viáveis, nem sempre se é possível se realizar, mas eu tenho muitas coisas escritas ai, há um desejo, há um tesão de fazer cinema, sempre. De fazer um curta de fazer um longa, não sei se dirigir, mas quem sabe produzir e estar de alguma forma por trás e pela frente das câmeras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-8257949882318174691?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/8257949882318174691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=8257949882318174691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8257949882318174691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8257949882318174691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/11/emilio-orciollo-netto.html' title='Emílio Orciollo Netto'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SvGkeabtn9I/AAAAAAAAAUU/ezLa_eB4LWk/s72-c/em%C3%83%C2%ADlioorciollonetto+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-1574826682051782018</id><published>2009-10-28T09:57:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T16:18:35.378-07:00</updated><title type='text'>Débora Falabella</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Suh4MuOyODI/AAAAAAAAAUM/2gsjcCPOCfg/s1600-h/deborafalabella+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397696313367345202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Suh4MuOyODI/AAAAAAAAAUM/2gsjcCPOCfg/s400/deborafalabella+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 23 de junho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Débora é uma das atrizes mais talentosas do teatro brasileiro. Sua marca é no teatro, mas aos poucos vai construindo uma importante trajetória no cinema.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Fale da sua trajetória no cinema especificamente com o curta-metragem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois é, eu fiz um curta-metragem na minha vida. Mas esse curta-metragem que eu fiz foi essencial para todo o resto da minha história no cinema. O primeiro trabalho que eu fiz no cinema foi esse curta, de um mineiro chamado Rafael Conde, chamado “Françoise” (2001), e além de ter sido meu primeiro trabalho no cinema, foi uma história que me rendeu coisas que eu nem imaginava, porque o curta tem esse forma, até na maneira de ser lançado, as pessoas não assistem muito, porque não tem muito veículo para assistir. Às vezes é difícil você ir a um festival de curtas, então era um filme que tinha certa distância por isso, não era um filme que as pessoas assistiam. Só que ele foi para dois festivais, e eu acabei ganhando dois prêmios, foram os meus primeiros prêmios no cinema, e foi com esse curta, ele acabou sendo um cartão de visitas para mim maravilhoso, além de ser um curta muito bacana, ele acabou sendo um cartão de visitas muito bom para mim, para minha história no cinema. Porque quando um diretor de cinema vai escolher uma atriz para fazer um filme, ele quer ver o trabalho dessa atriz no cinema também, porque realmente é completamente diferente de fazer outras coisas, então para mim foi maravilhosa essa história, apesar de ter sido um só, ainda, foi uma história muito bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E para se preparar para um papel de um curta é diferente de um papel de uma novela, de uma peça, de um longa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O curta como tem um tempo de exibição, o tempo em que ele é feito geralmente é menor, talvez ele tenha uma intensidade maior, às vezes é tudo mais rápido, mas com uma intensidade grande. Por exemplo, o “Françoise” eu fiz em uma semana, no máximo. E a preparação eu trabalhei até mesmo com a Yara de Novaes, que é uma atriz que faz até a peça comigo hoje (A Serpente), já me dirigiu em outros trabalhos, e foi um trabalho muito legal, porque tinha o diretor, o Rafael Conde, mas ela fazia parte da direção dos atores, e da preparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O curta está bem à margem, tanto na imprensa quanto até das próprias pessoas do meio, porque ele não tem muita visibilidade. Isso de certa forma te chateia para aceitar futuras participações em um curta, ou o que te levaria a fazer um curta?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Primeiro, que eu acho que tem muitas pessoas, não só começando, mas que começam pelo curta, acho que a maioria delas, quando começam a trabalhar com cinema, ou dirigir cinema, começam pelo curta. Vários talentos já foram revelados, muitos deles. Acho que todo mundo começou a fazer cinema com o curta. Eu acho que é mesmo uma forma um pouco mais alternativa. Acho que hoje em dia ela tem um pouco mais de abertura, por ter uma televisão, que é o próprio Canal Brasil, que tem uma programação de curta, hoje em dia a internet ajuda muito nisso como o ‘Porta Curtas’. Eu só não aceito porque às vezes não tem, acho que principalmente pelas pessoas que trabalham com o curta às vezes são pessoas que estão começando ou que vão fazer um trabalho um pouco menor, muitas vezes não chegam até a mim. Às vezes não acham que eu vou aceitar fazer, e eu adoro fazer, principalmente por ser um trabalho que é viável para mim, mesmo no meio de um trabalho que o tempo é menor, eu adoro fazer. Sem contar que eu acho que é isso, você pode fazer um trabalho que é muito intenso num curto espaço de tempo, e acaba sendo muito marcante, que eu acho que é a característica do curta, ele contar uma história bem contada em vinte, quinze minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você é uma atriz que destoa dessa nova geração que vem surgindo por aí. Você pensa em um dia ir para trás das câmeras e produzir ou dirigir um curta, tem idéias, pensa nisso?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu penso, acho que dirigir até então eu não teria muita capacidade, teria que aprender pra caramba, é diferente, porque cinema você tem que saber muito da técnica, apesar de todos os filmes que eu faço,eu gostar dessa parte, observar, para mim ainda é muito difícil. Mas eu penso sim, talvez seja um futuro, igual hoje em dia eu posso produzir teatro, que é o caso do que eu estou fazendo agora, acho que um dia os atores, se eles tiverem vontade, eles podem produzir também cinema, por que não? Começando pelo curta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-1574826682051782018?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/1574826682051782018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=1574826682051782018' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1574826682051782018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1574826682051782018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/10/debora-falabella.html' title='Débora Falabella'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Suh4MuOyODI/AAAAAAAAAUM/2gsjcCPOCfg/s72-c/deborafalabella+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-1767693624139360041</id><published>2009-10-21T08:32:00.001-07:00</published><updated>2009-10-25T16:39:27.627-07:00</updated><title type='text'>Ângelo Antônio</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/St8ps6YWupI/AAAAAAAAAT8/xK_O2vJXDso/s1600-h/angeloantonio+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395076730175535762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/St8ps6YWupI/AAAAAAAAAT8/xK_O2vJXDso/s400/angeloantonio+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 23 de junho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ângelo foi protagonista do filme ‘2 Filhos de Francisco’, que conta a história de Zezé di Camargo e Luciano.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é o seu método de preparação para um papel, quando você vai encarar um curta, difere quando você vai encarar uma peça de teatro, uma novela, um longa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que para preparar um personagem independe de que veículo que a gente vai usar, se vai ser cinema, se var ser teatro ou se vai ser televisão. A princípio, eu pego o texto e depois a partir do texto começo a construir o universo desse personagem, e a partir do universo que esse personagem tem, começo a pesquisar o que traz isso de fora, literatura que tenha a ver, filmes que tenha a ver, música que tenha a ver. Então independe de onde vai fazer. É claro que a realização depois da pesquisa desse personagem, desenvolver a linguagem é que vai modificar, o teatro tem uma qualidade com especificidade, na TV outro, no cinema outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que dá sim, existem festivais de minuto, em um minuto você consegue contar uma história. Você tem condições de contar uma história a partir de um minuto. Acho que é bem possível sim. Eu fiz até documentários, fazendo câmera, editando, eu fiz documentários que tinham dezoito minutos, vinte e poucos minutos, e consegui contar a história, consegui dizer o que eu queria dizer, apesar de ser uma coisa minha, pessoal e amadora. Mandei para festivais, foi para festivais fora do Brasil. Mais eu acho que é possível sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cada vez mais os atores estão indo para trás das câmeras para produzir filmes com barateamento de recursos, câmeras digitais e tudo mais. Você tem idéias de fazer um curta ou um filme talvez um dia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz esses documentários, tenho três documentários prontos, com luz e com legenda. Isso eu fiz desse jeito que eu estou te falando. Agora, pensar numa coisa mais profissional, dirigir, fazer um filme, não que não passe pela minha cabeça, acho que a gente vai envelhecendo, tem que abrir as possibilidades, mas acho que daqui a pouco eu vou amadurecer isso um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual que é o curta que fez a sua cabeça?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro assim para te falar.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-1767693624139360041?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/1767693624139360041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=1767693624139360041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1767693624139360041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1767693624139360041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/10/angelo-antonio.html' title='Ângelo Antônio'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/St8ps6YWupI/AAAAAAAAAT8/xK_O2vJXDso/s72-c/angeloantonio+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-4385687105382793849</id><published>2009-10-14T16:44:00.001-07:00</published><updated>2009-10-15T07:32:12.344-07:00</updated><title type='text'>Cléo De Páris</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/StZiafKo4AI/AAAAAAAAATs/21HaQgd6Zbs/s1600-h/cleodeparis+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392605811004989442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/StZiafKo4AI/AAAAAAAAATs/21HaQgd6Zbs/s400/cleodeparis+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt; &lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 21 de junho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cléo é uma das principais atrizes da nova geração do teatro e a grande musa dos Sátyros.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Seus trabalhos invariavelmente são recebidos com bastante atenção não só pelo público como também pela crítica especializada.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de um curta-metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que uma qualidade especial de um curta-metragem é contar uma história rapidamente, e também como experimentação. Eu acho que todo grande diretor passou por uma experimentação bacana de curta-metragem que vai dando uma bagagem, e eu acho que é um terreno que a gente fica muito livre, ou deveria ficar, pelo menos, atores, diretores, para aproveitar para experimentar mesmo, para brincar, para ter coragem de fazer coisas que a gente não faria num projeto com muita grana, com muita responsabilidade. Eu acho mais bacana isso, quando pode se usar como experimentação mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O curta é considerado o grande movimento do cinema, porque ele tem um poder de experimentação que está um pouco longe dos cânones do cinemão. Isso para uma atriz favorece o que você tinha falado de experimentação, o que te leva a aceitar um papel no curta, é esse desafio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de ser mais desafiada pelos curtas-metragistas, eu quase não tenho aceito nenhum, eu sou chamada, também muitas coisas de estudantes, de faculdade de cinema, e não vejo problema nenhum nisso, faria como já fiz curtas de faculdade, coisas legais. Mas às vezes eu não vejo desafio no que eles me propõe, e eu penso que se eu fizer uma coisa boba, careta não vai acrescentar nada, aprender a gente sempre aprende, mas que eu acho que eu vou perder meu tempo, eu acabo não aceitando. Então fico um pouco chateada com isso, acho que as pessoas deveriam ousar mais. Você começou perguntando o que eu gosto, porque eu acho bacana fazer, é por isso, o poder que o curta tem de instigar em você uma ousadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fala mais sobre a sua história no curta, os curtas que você fez e gravou.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz mais em Porto Alegre quando eu morava lá. Eu fiz um que chamava “A Vida do Outro” que foi um trabalho de uns estudantes de jornalismo, que tinham uma parte da faculdade que era sobre cinema, daí eles fizeram o curta, e foi uma coisa assim, eu li, achei muito bacana a idéia, fiz teste, e fiz por isso, porque eu acreditei na idéia, comprei a idéia com eles. E eu acabei ganhando o Kikito de melhor atriz em Gramado. É por isso que eu falo, não acho que é para fazer um curta que um grande diretor me chamar para fazer, e não vou fazer um curta que um estudante me chame, não é? Quando a idéia é legal e você vê que a pessoa está empenhada, no meu caso eu aceito fazer. Então eu fiz esse curta, eu fiz mais alguns, eu fiz “Making”, eu fiz “Outros” que foi um curta que é num plano seqüência o filme inteiro, foi bem premiado. Não lembro agora de todos, nem foram tantos assim, mas aqui não trabalhei muito com cinema, nem curta-metragem, eu fiz um curta de um estudante de Piracicaba de Radio e TV, nem era cinema, mas eles trabalham bastante com isso. E foi bem legal de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é o seu método de preparo, você que trabalha com teatro, com cinema, curtas e tudo mais. Tem alguma diferença de preparação do papel para o curta em relação ao teatro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sempre depende do diretor, tem diretores que querer trabalhar muito e tem diretores que preferem não, acham que não precisa, enfim, fazer umas leituras, e vamos fazer o filme, nem isso, e tem diretor que é empenhado, faz o trabalho quase teatral de busca de personagem, de achar o clima da cena. Então é bem relativo. E eu também não acho que um método é melhor que o outro, acho que diferentes roteiros pedem diferentes metodologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cada vez mais freqüente um ator ir para trás das câmeras e fazer um filme. Você pensa um dia, em gravar um curta, tem alguma idéia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Dirigir? Não, pelo menos por enquanto não tenho essa pretensão, escrever acho que sim. Tenho idéias que talvez um dia virem algum roteiro enfim, talvez com colaboração de alguém que já tenha alguma experiência, mas dirigir, acho que não. A gente está querendo fazer, a gente fez o Sátyros educação, tem o infantil que a gente está fazendo nos Céu’s e agora vai estrear uma nova peça. E a gente pensa em fazer o Sátyros cinema, que seria outro segmento e daí investir nisso, tem várias pessoas no grupo que trabalham um pouco com cinema, que já fizeram coisas além de atuação, de direção, de fotografia enfim. E a gente está querendo entrar nesse terreno, pode ser que seja bem bacana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-4385687105382793849?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/4385687105382793849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=4385687105382793849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/4385687105382793849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/4385687105382793849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/10/cleo-de-paris.html' title='Cléo De Páris'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/StZiafKo4AI/AAAAAAAAATs/21HaQgd6Zbs/s72-c/cleodeparis+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-8954574072136250317</id><published>2009-10-07T09:42:00.001-07:00</published><updated>2009-10-09T07:55:15.363-07:00</updated><title type='text'>Cássio Scapin</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SszFGRJ5goI/AAAAAAAAATc/MdITENHU7Nc/s1600-h/cassioscapim+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389899565530448514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SszFGRJ5goI/AAAAAAAAATc/MdITENHU7Nc/s400/cassioscapim+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 16 de junho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cássio Scapin é ator e produtor de teatro, porém, seu trabalho mais conhecido é o personagem Nino do programa infantil da TV Cultura Castelo Rá Tim Bum.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de um curta-metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olha, o curta-metragem eu acho que é o veículo de praticar o cinema de uma forma também artística, com propostas inovadoras que você pode ter um pouquinho mais da possibilidade de pirar, sem preocupação de um mercado comercial. E você pode exercitar um pouco mais a arte do cinema, eu acho que o curta dá essa possibilidade para quem trabalha, para quem faz curtas. O mercado do cinema para a gente ainda hoje, para execução, ele é muito difícil, o custo de uma produção de cinema é muito grande, então você tem grandes talentos que estão podendo exercitar a prática do cinema através do curta-metragem. Eu acho um grande barato, o curta-metragem dá essa possibilidade de um vôo criativo e bem amplo para o realizador, tanto para os atores que estão fazendo, quanto para a direção, enfim, para o pessoal de arte que pode inventar coisas, então eu acho bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O curta está desprendido da pressão de mídia, de mercado mesmo, isso para o ator facilita? Porque o curta é considerado um grande movimento do cinema, justamente por uma dessas razões. Você acha que isso é o desafio que vocês aceitam ao fazer um curta? Porque ele é pouco visto...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois é, para gente o curta, claro que a gente entende essa questão quer é muito desvinculado da grande mídia, mas é um exercício de cinema. Então você tem contato, de falar com o diretor novo, com o pensamento novo, com uma proposta nova de cinema, com uma visão nova sobre o mundo. O cinema ajuda a ter esse olhar amplo sobre a realidade. Então é muito bacana a gente fazer, muitas vezes agente faz curta sem nenhuma grana, sem nenhum dinheiro, pelo simples prazer do exercício do cinema. Eu acredito nisso, é um intercâmbio muito positivo para o ator, e para o diretor que está se propondo a fazer um curta, e você poder participar de um filme assim, com essa definição que tem o curta metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o modo de preparação para um papel no curta, ele difere de outras artes, do teatro, de uma novela, de um longa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Claro que difere, isso é um pouco relativo, às vezes para um curta você tem um tempo de preparação antes de entrar num set de filmagem muito maior, você tem a possibilidade de discutir muito mais amplamente com o diretor por não ter as necessidades mercadológicas que um longa exige. Então quando você vai fazer um curta, o teu trabalho como ator acaba sendo muito mais artesanal e de um determinado ponto de vista, você muito mais dono do seu trabalho. Você também fazer um trabalho muito mais autoral em um curta metragem, porque você tem um contato com o diretor muito mais próximo, é muito pela própria característica do filme, de ser um curta-metragem, as vezes um tempo de preparação muito maior, a gente ensaia bastante o curta-metragem, nos curtas que eu participei agente acaba ensaiando o filme muito mais vezes do que quando você faz um longa, porque você tem a preocupação com a diária da produção, com a diária técnica muito maior. Como o custo dos próprios atores, porque quando você vai fazer um curta-metragem você já entra numa perspectiva muito mais profissional e a tua relação com o trabalho também acaba sendo um pouco diferenciada pelas próprias questões que exigem este tipo de postura que exige esse mercado. Então quando você está fazendo o curta-metragem você passa a ser mais parceiro da criação do personagem e do trabalho com o diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu sei que é difícil destacar um ou outro curta que você tenha participado que pudesse indicar para as pessoas que estão vendo a entrevista, mas qual que você destaca, indica, um que marcou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz um curta com a Laís Bodansky, chamado “Cachorros me Mordam”, um dos primeiros curtas da Laís. Eu fiz “Até a Eternidade” que é um curta bacana, que é uma direção do Luis Villaça com a Denise Fraga, eu acho que eu destaco esses que são super legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você pensa um dia de ir para trás das câmeras e produzir um curta. Tem idéias?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É claro que eu tenho, eu tenho fascínio por cinema, eu tenho muitos pequenos roteirinhos escritos, de idéias possíveis para que se fizesse um curta, inclusive tem um programa que eu acho que passa na Sony que chama 48 horas, que eles tem 48 horas para fazer um curta-metragem, eu acompanho e acho muito interessante essa proposta de mostrar através da televisão os bastidores de um possível curta, as dificuldades, como se executa a produção de um curta. Eu tenho muita vontade de ir para trás e começar experimentar essa linguagem diferenciada, porque eu sou muito mais um ator de teatro, mais do que televisão eu sou um ator de teatro, então eu tenho muita vontade de experimentar, ir atrás das câmeras e botar a mão em um curta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-8954574072136250317?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/8954574072136250317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=8954574072136250317' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8954574072136250317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8954574072136250317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/10/cassio-scapin.html' title='Cássio Scapin'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SszFGRJ5goI/AAAAAAAAATc/MdITENHU7Nc/s72-c/cassioscapim+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-9030447651312467268</id><published>2009-10-06T10:55:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T10:59:25.725-07:00</updated><title type='text'>Pelé, o 10 no Cinema</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SsuE9H2QWDI/AAAAAAAAATU/W69nw26GGD8/s1600-h/Programa+1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389547564692428850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SsuE9H2QWDI/AAAAAAAAATU/W69nw26GGD8/s400/Programa+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Essa mostra de filmes com o Pelé, irá acontecer durante todo esse mês no Sesc Santo André. Também montamos uma pequena exposição com vinte e três fotos que captam Pelé nos filmes ou em seus bastidores. A programação é gratuita.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-9030447651312467268?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/9030447651312467268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=9030447651312467268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/9030447651312467268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/9030447651312467268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/10/pele-o-10-no-cinema.html' title='Pelé, o 10 no Cinema'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SsuE9H2QWDI/AAAAAAAAATU/W69nw26GGD8/s72-c/Programa+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-2956351157624334732</id><published>2009-09-30T17:25:00.001-07:00</published><updated>2009-10-02T17:39:15.897-07:00</updated><title type='text'>Cláudio Fontana</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SsP3FO0umBI/AAAAAAAAATM/REpNJYboXmo/s1600-h/claudiofontana+002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387421248515905554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SsP3FO0umBI/AAAAAAAAATM/REpNJYboXmo/s400/claudiofontana+002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada no dia 16 de junho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudio Fontana é ator e produtor de teatro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de fazer um curta-metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que o curta tem a vantagem da objetividade, você tem mais vantagem em relação ao longa em termos de experimentação do roteiro, em termos de produção, evidentemente, e ao mesmo tempo pode ter mais conteúdo, pode ser mais dinâmico, a edição mais objetiva. Eu gosto de curta. Eu prefiro às vezes assistir um curta (às vezes assisto na televisão quando passa, no Canal Brasil festival de curtas) do que assistir um longa, eu acho muito legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho, a história necessariamente não precisa ser careta, assim começo, meio e fim. Às vezes um olhar, uma parte de uma história, sob uma visão de um diretor, eu acho muito interessante o curta justamente por isso, porque ele não tem o compromisso de ter começo, meio e fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muitas pessoas consideram o curta-metragem como o grande movimento do cinema, porque não tem a pressão dos trâmites do cinema comercial, nem da mídia então dá para experimentar mais. Você acha que isso é o grande método para fazer um curta, para poder participar de um curta, esse poder experimentação, de ousadia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Eu acho, como eu falei no começo, eu acho que o curta tem essa grande vantagem, você poder brincar, experimentar, sem compromisso com bilheteria, com o resultado comercial. Enquanto o longa não, você tem compromisso às vezes com o patrocinador, dar retorno de bilheteria, então é mais complicado. Por isso que o curta às vezes atrai atores, agente fala, pô, como esse cara vai fazer um curta, esse ator? É porque ele está lá para experimentar, ele monta, às vezes ele mesmo produz, o ator produtor gosta de curta também por isso, porque ele é mais fácil produzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;E para um ator que gosta de ver seu trabalho sendo visto por milhares pessoas, o curta é meio restrito, o publico é seleto, e ele não tem o poder de distribuição. Como o longa que também encontra dificuldade, e o curta pior ainda. Isso de certa forma chateia quando as vezes a intenção de fazer um curta, e fala putz, eu vou fazer e ninguém vai ver. Isso às vezes é um impositivo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu acho que não, acho que quando me chamam para fazer um curta eu não penso nisso, não penso no retorno que isso vai ter na minha carreira, ou no retorno financeiro. Penso justamente o que me atrai no roteiro, se o roteiro for legal eu até topo fazer numa boa, justamente pelo roteiro e pela possibilidade de inovar, experimentar novas coisas. Seria um risco muito maior se eu tivesse que experimentar em um longa, em um roteiro que tenha o compromisso de ser mostrado. Como o curta é descompromissado, às vezes o resultado é instigante para o ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como deveria ser uma solução para esse fato, tem o Youtube que está ai. Você acha que tem que ter outras formas de incentivo de exibição?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que sempre, o governo não faz a parte dele. Em termos de cultura, o governo é completamente omisso, principalmente nos últimos anos. Para artes cênicas nem se fala, acho que para cinema também, não aproveitou o boom que teve no cinema há algum tempo atrás, deixou a peteca cair. Acho que não há incentivo para o cinema, os festivais de curtas não existes praticamente, mesmo os de longas. Acho que o governo tem que fazer a parte dele para estimular a criatividade e a criação, estimular os roteiristas principalmente. É isso que falta no Brasil, roteirista de cinema, dramaturgo ainda consegue, eu acho que os dramaturgos vão aparecendo para o teatro, para cinema os roteiristas estão inibidos porque não tem incentivo financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tem muitos atores que vão para trás das câmeras e realizam, fazem experimentação. Você pensa em produzir e dirigir um curta futuramente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não sei, uma vez eu pensei em dirigir teatro, mas eu ainda olho um texto de teatro, da mesma forma que eu olho o roteiro de cinema, eu olho sempre com a visão do personagem, do ator. É difícil para eu olhar como diretor, você precisa mudar um pouco, você precisa ter o que dizer de uma forma muito mais, você precisa estar muito mais preparado, para poder dirigir. E eu acho que eu ainda não tenho esse preparo, eu preciso ler mais, estudar mais, para poder chegar e ter peito para poder dirigir. Mas eu acho que isso vai acontecer na minha carreira como acontece na maioria da carreira artistas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-2956351157624334732?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/2956351157624334732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=2956351157624334732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/2956351157624334732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/2956351157624334732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/09/claudio-fontana.html' title='Cláudio Fontana'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SsP3FO0umBI/AAAAAAAAATM/REpNJYboXmo/s72-c/claudiofontana+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-5399909260396722332</id><published>2009-09-23T17:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T16:39:08.988-07:00</updated><title type='text'>Eva Wilma</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Srq5Crxw7ZI/AAAAAAAAATE/RL69TIhu1us/s1600-h/evawilma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384819760237178258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 350px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Srq5Crxw7ZI/AAAAAAAAATE/RL69TIhu1us/s400/evawilma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt; Entrevista realizada no dia 15 de Junho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A premiada atriz tem em seu currículo uma série de atuações em filmes históricos do cinema nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1952, o diretor italiano Luciano Salce convidou-a para fazer um participação como figurante no filme ‘Uma Pulga na Balança’ na Companhia Cinematográfica Vera Cruz, simultaneamente, participou do documentário do IV Centenário de São Paulo ‘Se a Cidade Cantasse’, do diretor Tito Banini.&lt;br /&gt; Eva Wilma, participou também do filme ‘São Paulo S/A’ do diretor Luiz Sérgio Person.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Eva, conte-nos sobre a sua relação com o cinema nacional.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois é, eu acho até que foi no cinema que eu falei pela primeira vez, ou seja, o trabalho de atriz. Porque eu programava uma carreira de bailarina clássica, tinha vivido uma grande vitória que foi ser aprovada nos exames para o ballet do ‘IV Centenário’, eu estava em plenas aulas, isso em 1953, porque o ballet se apresentaria só no fim de 1954, e então no começo de 53, eu já aprovada e fazendo aulas, amando o coreógrafo húngaro, foram 600 candidatos para 40 vagas, eram 40 bailarinas e 20 bailarinos, mais ou menos 600 candidatos do Brasil inteiro para 60 vagas, e eu fui aprovada, mas acho que a primeira grande vitória semi-profissional. Só que na época eu conheci esse jovem, pai dos meus filhos com quem eu fui casada durante 21 anos, o John Herbert que já tinha feito estudos cinematográficos, junto com o José Renato que foi o fundador do Teatro de Arena... E eu vou retroagir, antes do balé ‘IV Centenário’, quando o grupo de 14 moças da Madame Olenewa, que era a idealizadora do corpo de baile do teatro Municipal do Rio de Janeiro, que fundou, que organizou. Ai ela veio para São Paulo e eu era uma das alunas dela, nós fizemos uma viagem dançando de um navio do loide brasileiro que saiu de Santos e foi até Manaus. Nós fomos em todos os teatros pela costa brasileira, foi a primeira vez que eu tive a oportunidade de me apresentar nesses verdadeiros templos, nos quais eu voltei várias vezes. Só que naquela ocasião, nós fizemos como bailarinas, aí as 14 moças que tinham feito essa viagem com Madame Olenewa, que era um navio, acho que em 1949, levava uma exposição da indústria paulista a bordo, navio de ‘Don Pedro I’, e levava essa exposição. Meu marido conseguiu incluir uma pequena exposição de arte paulista que era o ‘São Paulo Ballet de Maria Olenewa’, quando nós voltamos depois de dois meses, nós gritamos liberdade ou morte e formamos o grupo experimental de ballet. Eu estava ensaiando os três espetáculos com esse grupo na qual nós nos apresentamos em três espetáculos no Municipal de São Paulo, e eu estava no palco ensaiando e na platéia havia uma filmagem, para o filme ‘Ângela’, do Tom Payne , Vera Cruz, ele foi casado com e Eliane Lage, que está viva e feliz, morando em Goiás. Bom eu sei que o Tom subiu no palco e me chamou para um pequeno papel nesse filme ‘Ângela’, e lá fui eu para Vera Cruz, e lá cheguei a filmar uma cena, e com muito medo do namorado repressor. Eu consegui um atestado médico e não voltei nunca mais para concluir o filme ‘Ângela’, causei um prejuízo para o produtor do filme. Só que posteriormente nesse momento, que eu estava começando nosso papo, eu estava novamente no Teatro Municipal, ensaiando novamente, não me lembro o que, e tem novamente um grupo de rapazes da faculdade de direito filmando na platéia e ao beber água no corredor um deles aproveita-se do filho do meu padrinho, padrinho de batismo mesmo. E é apresentado a mim e acaba conseguindo meu telefone, veja você. Isso restou fazendo exames para o ballet do ‘IV Centenário’, uma vez aprovada depois de três meses, esse jovem que continuou telefonando, me convidou para ir um domingo ver as filmagens, ele saia do centro do estúdio cinema dos Tráficos e já estava filmando ‘Uma Pulga na Balança’, do Luciano Salce, o diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Cruz novamente, e eu fui passear um domingo na Vera Cruz. Começou com Anselmo Duarte me pedindo para, se eu permitia fazer algumas fotos, eu fiquei meio tímida, mas deixei fazer essas fotos, eu tenho essas fotos. Depois durante as filmagens, os quatro irmãos, Paulo Autran, Maurício Barroso, Rui Affonso e John Herbert, o Salce me viu assistindo e pediu, perguntou se eu não topava fazer uma figuração, uma pequena fala, numa cena de um velório, veja você. Eu topei, me vestiram, eu tenho um chapeuzinho, eu tenho foto dessa personagem, da roupinha, do chapeuzinho, e a fala eu lembro muito bem, que foi a primeira vez que eu falei como atriz, a fala era, um dos quatro dizia assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Precisava meu pai morrer para eu rever minha linda priminha?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E eu respondia – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;mas agora eu sou uma mulher casada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Essa foi minha primeira fala como atriz, paralelamente eu já começava a assistir os ensaios do teatro de arena, e o José Renato fez um teste comigo e eu comecei a representar mesmo dirigida pelo José Renato. Mas depois paralelamente, eu conheci e fui chamada por um sujeito fantástico, enorme, gordo, vermelhão, chamado Mário Civelli, e eu assinei o contrato de dois anos com a Multifilmes. O que se pode imaginar que tudo isso me fez pedir demissão do ballet do ‘IV Centenário’ que foi o primeiro passo dificílimo da minha vida, mas realmente eu deixei a bailarina quietinha dentro de mim e comecei a dançar representando e falando. Os três filmes da Multifilmes, o primeiro foi o “O Homem dos Papagaios”, e eu tive a oportunidade de contracenar e conviver com Procópio, o segundo foi “O Craque”, se eu não me engano, com Carlos Alberto, que foi um dos primeiros filmes sobre futebol, e o terceiro foi “A Sogra”, novamente com Procópio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso são, digamos assim, a primeira figuração e os primeiros três filmes, de uma carreira de 21 para 22 filmes com um a ser lançado ainda. E desses todos, a minha experiência, que eu gosto muito de relembrar foi com “Cidade Ameaçada” de Roberto Farias. Eu acho que o Roberto é um grande cineasta, um grande diretor e para mim foi uma experiência maravilhosa o ‘Cidade Ameaçada’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, evidentemente é impossível não citar “A Ilha” do Khouri, Walter Hugo Khouri, eu acho que Máximo Barro está nesses aí. Um abraço para você Máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, eu falo disso no livro biográfico, porque o Khouri era um esteta antes de mais nada, ele tinha um prazer imenso do lado estético, e ele era muito delicado, muito exigente. Depois disso eu venho com o fabuloso artista cineasta, o teatrólogo, abriu o ‘Teatro Augusta’, ele morava em um sítio onde tinha uma placa – cuidado cachorro bravo e dono louco, e ele me convidou para um filme “São Paulo S.A.”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-5399909260396722332?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/5399909260396722332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=5399909260396722332' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/5399909260396722332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/5399909260396722332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/09/eva-wilma.html' title='Eva Wilma'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Srq5Crxw7ZI/AAAAAAAAATE/RL69TIhu1us/s72-c/evawilma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-5504310974610807686</id><published>2009-09-16T13:56:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T17:59:32.021-07:00</updated><title type='text'>Mira Haar</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SrFRQkQsI6I/AAAAAAAAAS8/u5pQkgCJHg8/s1600-h/mirahaar+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382172374737888162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SrFRQkQsI6I/AAAAAAAAAS8/u5pQkgCJHg8/s400/mirahaar+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada no dia 14 de junho de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira atuou na série infanto-juvenil Mundo da Lua, da TV Cultura São Paulo, ao lado de Antônio Fagundes e Gianfrancesco Guarnieri.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de um curta-metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que eu acho que é bacana de um curta-metragem é que a idéia não fica a perder de um filme longa-metragem, porque um curta sempre tem a história dele sucinta, mas sempre eu gosto muito de ver, porque é como um telegrama onde você onde você tem as emoções, os sentimentos, mas não tem tanto tempo para fazer as divagações. Então as idéias e a comunicação são diretas, e eu gosto muito porque eu gosto muito de ler contos. Eu acho que tem a ver, porque ele em si é uma história quase que como um conto porque ele se fecha nele mesmo, você assiste e eu gosto muito, eu acho legal, acho que deveria sempre passar antes do filme, importantíssimo. Não passa, não tem espaço para o curta-metragem, eu já fiz alguns, eu gosto muito, videoclipes também conta, mas não é a mesma coisa. Videoclipe é uma coisa e curta-metragem é outra, porque o curta tem mais tempo que o videoclipe e a gente acaba vendo em festivais e coisas assim, mas no cinema é raríssimo você ver um curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nossa, existe o vídeo minuto que tem uma história inteira contada. Depende da perspicácia de quem faz, de saber mandar uma idéia, uma mensagem porque pode ser, cinema é tudo, é som, é cor, é movimento, então, imagina, com literatura tudo junto dá para fazer coisas incríveis. Dá para contar os dez mandamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale da sua história com o curta-metragem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu participava de um grupo em São Paulo o “Pod Minoga” dos anos 70 e naquela época a gente fazia uns curtas em super 8, tinha festival de super 8 então era mais fácil, porque como hoje que tem essas handcam, que é essas camerinhas agora digital, mas antes não. O que apareceu de mais prático era o super 8 que era uma câmera na mão, super pequenininha, e as pessoas começaram a poder ter isso e a gente fazia filminhos. E eu fiz faculdade de artes plásticas e também tinha trabalhos que eu resolvia com filmes super 8, participava, era convidada por colegas que faziam, como eu era atriz, eu participei de alguns desses super 8 e depois fiz curta-metragem no cinema mesmo. Fiz “Atirador de Facas”, com a Carla Camurati e fiz “Cintos com o Vento” que é um trabalho do Marcio Kogan, “Cerviter” que, aliás, é o cenógrafo dessa peça aqui. Eu fiz outro que eu não me lembro agora, do Inácio Zatz que é um rapaz muito legal, que faz uns trabalhos muito bons, eles eram da equipe e eu era amiga dele. Eles estimulavam muito as pessoas a fazerem trabalhos com o cinema, e eles faziam com o curta-metragem. Eu tenho um filho que estuda cinema nos Estados Unidos, e toda semana eu assisto, porque ele faz um curso onde eles têm que fazer um curta-metragem por semana. Muito legal, para ele é uma coisa fantástica poder estar trabalhando assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E para uma atriz qual que é o processo, diferença, por exemplo, do teatro, do curta, de uma novela, do longa. Qual que é a preparação para poder encarar um curta-metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que a preparação do personagem sempre é a mesma, porque você tem que entrar dentro daquele clima, daquele ambiente proposto, da história e tal, como você faz para câmera e como você faz para o público é diferente, porque no teatro você faz para várias câmeras, mas estão todas na sua frente, por exemplo, quando o palco é italiano. Agora no cinema tem aquela coisa de você estar exatamente enquadrada em um lugar específico, porque não é só você, o diretor está pensando, está olhando o todo, seu fundo, o lado, como você está, não está, a imagem inteira, então você tem que, além de estar dentro da personagem, além do que lembrar o que você tem que fazer, você tem que estar em sintonia com o diretor na hora de fazer o filme. E o filme é assim: aquela hora é a hora mais importante quando fala rodando, assim pode ter uma, duas, três tomadas, mas aquela hora é a hora de você render. E o teatro você pode, um dia você faz, outro dia você aprimora, no cinema é mais complicado, então tua concentração tem que ser muito grande no cinema, e o jeito de falar com a câmera, não é com a câmera, mas é falar para o que está te captando a imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você tem algum trabalho que está em vista com o curta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu queria transformar essa peça em um curta-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça “Mammy vai à lua” você acha que dá para encaixar, porque a peça tem 80 minutos, e  o curta tem até 30. Então, o que eu pensei era assim, pegar alguns quadros, aí precisa fazer um jeito de encaixe, onde essas cenas aconteçam realmente de algum jeito sucinto, que é o mundo de uma dona-de-casa numa cozinha. Não é difícil de por tudo ali. Na verdade acho que seria muito melhor, mas eu não queria fazer aqui, eu queria fazer numa cozinha mesmo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-5504310974610807686?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/5504310974610807686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=5504310974610807686' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/5504310974610807686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/5504310974610807686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/09/mira-haar.html' title='Mira Haar'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SrFRQkQsI6I/AAAAAAAAAS8/u5pQkgCJHg8/s72-c/mirahaar+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-8545803954144516786</id><published>2009-09-12T10:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T05:47:01.091-07:00</updated><title type='text'>Jean-Claude Bernardet</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SqveByAjGqI/AAAAAAAAAS0/DepQzwy8hKs/s1600-h/jeanclaudebernardet+001.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380638302009498274" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SqveByAjGqI/AAAAAAAAAS0/DepQzwy8hKs/s400/jeanclaudebernardet+001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada no dia 14 de junho de 2007. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Jean-Claude é um dos melhores críticos de cinema do país. Já, inclusive, dirigiu e participou de alguns clássicos do nosso cinema.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é a importância do curta-metragem para o cinema mundial, especialmente no Brasil? &lt;/strong&gt;Houve uma época, quando não existia escola de cinema, em que a formação dos cineastas era feita através do curtas, nos anos 50. Glauber, Saraceni, Joaquim Pedro, Leon Hirszman. Todos eram referenciados pelo curta-metragem, portanto, no curta que eles aprendiam a construção, começaram a trabalhar... Em meados dos anos 60, formaram-se as escolas de cinema profissionalizantes nas universidades, e uma grande parte da produção de curtas acabou sendo realizada nas escolas. Nos anos 80, houve o chamado boom dos curtas, que eram em parte feito por alunos das escolas, em parte com produção e equipamento das escolas, em parte com recursos obtidos fora das escolas, e que tinham uma característica, que em geral o curta-metragem, é mais indicado, ou é filme experimental, ou tem os temas documentários. Nos anos 80, o curta-metragem no Brasil, se torna muito um documentário de ficção, porque o que era bastante novo, e houve uma série de filmes muito bons, que deu uma repercussão muito grande sobre o curta-metragem brasileiro, e nesse momento, em São Paulo pelo menos, se forma as mostras de cinema, porque essa produção de curta-metragem, a produção estudantil, e a produção geral, não tinha muita vazão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existia uma lei, chamada ‘Lei do Curta’, que fazia com que se pudesse colocar um curta antes de cada longa. No qual o curta-metragem recebia uma porcentagem da receita do longa, isso possibilitou a existência de um fundo que caia recursos para produção de um curta-metragem. Isso não ajudou a criar um público para o curta-metragem, porque muitas vezes o curta-metragem associado ao longa, se nenhuma relação, os exibidores não queriam cogitar esses filmes, então eles pegavam os filmes, pagavam os 5% e não exibiam o filme. De forma que o público de curta-metragem acaba se formando através mostras do tipo das que são iniciada no MIS (Museu da Imagem e do Som) ou trabalhos do Chiquinho, que teve bastante repercussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alguns cineastas começam com o curta-metragem, obtém sucesso, vão para o longa e nunca mais voltam para o curta. Você acha que o curta é marginalizado no próprio meio cinematográfico?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu acho que a duração do curta não é fácil dentro do mercado, não há propriamente uma exibição de curtas, a não ser em algumas cidades, que alguns cinemas vêm passando. Na literatura, o conto, que seria uma novela curta, que seria um romance curto, principalmente no Brasil, tem como ser editados, porque tem escritores, como Dalton Trevisan, que está absolutamente especializado em contos. O mercado cinematográfico não possibilita esse tipo de divulgação e não tem muita circulação de forma mais estável, e claro, que algumas coisas foram criadas, do tipo Curtas às 6 horas, ou o que fez o Unibanco com a Petrobrás para criar um espaço de visibilidade para esses filmes. Mas é relativamente restrito isso. Há também alguns problemas, porque quando você faz a programação por exemplo, dos festivais de curta-metragem, você percebe o seguinte, que as sessões não podem ser muito longas, porque a partir de certo momento o público começa a embaralhar os temas, não se lembra qual é o filme que viu, porque uma projeção de 1 hora e meia de um longa metragem é diferente de 1 hora e meia de curtas, dá 6, 8 filmes de curta-metragem é uma coisa completamente diferente. De forma que não há propriamente um mecanismo de colocar esses filmes em contato com o público, de vez em quando a TV Cultura ou o Canal Brasil apresentam filmes de curta-metragem. Mas por outro lado, eu pessoalmente acho o curta-metragem uma expressão plena em si. Não é apenas uma preparação para o longa, eu não vi o atual filme de longa-metragem do filho do Barsinski, que está em cartaz atualmente, mas os curtas anteriores dele, são filmes plenamente organizados, são filmes como ‘Janela’, portanto acho que é um gênero plenamente válido, mas por não ter meios assegurados de circulação acaba sendo mais usado como uma fase de transição, um momento de passagem em direção ao longa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O senhor acha que isso acaba contaminando a própria critica, porque não sai quase nada de matéria sobre curta-metragem, tem poucas pesquisas sobre curtas. Você acha que isso contamina o meio?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu acho que sim. O curta-metragem em geral, na imprensa aparece em duas situações: quando há algum evento, tipo festival internacional do cinema curta-metragem, mostra paulista ou desse tipo aí há comentários, ou então quando se comenta um longa-metragem de um cineasta, e que se relembra, você faz uma citação dos seus trabalhos anteriores, senão não tem espaço específico. Não tem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Eu estava na reserva cultural na mostra sobre o senhor, seu trabalho, e não tem um curta ali. Você nunca trabalhou com curta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu pessoalmente nunca fiz um curta, o eu já fiz foi um ou outro curta como ator, mas como realizador não fiz. Tem um vídeo que está na mostra que é sobre os anos 60, que tem 30 minutos. Pela definição legal, ele é um curta-metragem, porque curta-metragem vai até 30 minutos, o outro “São Paulo Sinfonia e Cacofonia” que tem 40 minutos, esse São Paulo não entra em nenhuma categoria, porque ele é longo demais para ser um curta, e curto demais para ser um média, porque o média atualmente tem 50 minutos, e evidentemente não é um longa-metragem. Essa duração de 40 minutos é uma catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O curta metragem é o grande movimento do cinema? Porque ele é mais experimental, porque ele foge um pouco dos cânones do cinema longa-metragem...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em tese deveria ser assim, mas na prática eu acredito que não seja. Na produção recente em São Paulo tem muitos filmes que não estão totalmente prontos ou que estão em finalização, como “Otávio e as letras” do Massagão que é um longa-metragem, como o “Fim da Picada” do Christian Saghaard, são filmes experimentais, acho bastante corajosos, bastante interessantes, e são longas-metragens. E às vezes agente pensa que o curta fosse de menor produção, freqüentemente de estudantes, de escolas, representariam uma área de representação mais audaciosa que o longa, mas eu não acredito que isso de fato esteja ocorrendo. Isso não quer dizer que não haja curtas experimentais e arriscados, mas eu acho que não é uma regra, apesar de que aparentemente deveria ser assim, mas na prática não é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de metragem?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dá, às vezes na escola, eu como professor de roteiro, como professor associado a disciplinas de produção, que você nota que freqüentemente os curtas são longas comprimidos. O curta deve ser pensado na sua duração, você tem um estilo, uma narrativa, seja lá o que for, que seja condizente com a sua duração, se não isso não vai caber em 10 minutos tem que cortar isso, tem que comprimir essa cena, ai as informações acabam não passando. Há uma maneira de pensar, o curta, existe a relação dele em literatura, você vê o trabalho feito pelo Dalton Trevisan, no sentido de passar contos de meia página, contos de um ou dois parágrafos. O pensar na duração do curta, e trabalhar a duração curta, não significa trabalhar numa duração longa comprimida, o curta tem que ter o seu ritmo específico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-8545803954144516786?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/8545803954144516786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=8545803954144516786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8545803954144516786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8545803954144516786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/09/jean-claude-bernardet.html' title='Jean-Claude Bernardet'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SqveByAjGqI/AAAAAAAAAS0/DepQzwy8hKs/s72-c/jeanclaudebernardet+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-9187709084902688072</id><published>2009-09-02T14:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-05T09:08:38.694-07:00</updated><title type='text'>Carlos Reichenbach</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Sp7fGmxcj0I/AAAAAAAAASs/iR5xdRpSSMU/s1600-h/carlosreichembach+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376980309707099970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Sp7fGmxcj0I/AAAAAAAAASs/iR5xdRpSSMU/s400/carlosreichembach+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 06 de junho de 2007.&lt;br /&gt;Carlão, como é mais conhecido, dirigiu diversos filmes e fotografou dezenas de trabalhos cinematográficos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é a grande importância que o curta-metragem deu para o cinema?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que antes de mais nada, o curta-metragem é o grande espaço de experimentação, o curta-metragem é realmente o espaço onde envolve o futuro cineasta ter condições de poder arriscar, de investir na linguagem, na experimentação, na inserção, não tem obrigação com o mercado, ele não tem obrigação com a sala de projeção, ele tem obrigação consigo mesmo. Acho que não existe espaço mais livre do que o curta-metragem, acho que isso é um pouco porque ele pode ser enxergado como um campo de experimentação, um campo de experimento, não apenas como um portfólio, como uma espécie de cartão de visitas, ou como um vestibular para o longa-metragem, eu acho que inclusive, existem cineastas que enxergam o curta-metragem como um gênero específico, que inclusive realizam um determinado tipo de trabalho e voltar para o curta-metragem, voltar para aquela obrigação, aquele tempo determinado, e aquelas possibilidades infinitas de poder arriscar aquilo que ele não podia fazer no longa-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;No começo você falou que o começo do trabalho de um futuro cineasta, e às vezes tem muitos cineastas, que começam com o curta, a depender do sucesso, vão para o longa e não voltam nunca mais para o curta, e tem cineasta que vira e mexe faz curtas. Por que você acha que a grande maioria não volta para o curta, ele é marginalizado dentro do próprio meio talvez?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não, porque no fundo no fundo, 90% de quem pretende fazer cinema e enxergam o curta-metragem como o portfólio, enxergam o curta como a mostra do seu conhecimento de cinema, e não como um gênero em si. No meu caso específico, no meu caso pessoal e muito específico, eu nunca fui muito interessado pelo documentário, não pelo curta, pelo documentário, eu fui fazer, embora na verdade o meu primeiro filme tenha sido um curta-metragem, ainda foi como exercício de faculdade, eu fui trabalhar mais com o curta-metragem depois de pressurizado, porque eu enxergava que a possibilidade do curta-metragem era exatamente essa, exatamente fazer com o curta o que eu não podia fazer, ou seja, fazer um cinema de experimentação e investigação. No fundo o curta-metragem para mim é a possibilidade fazer um cinema mais conceitual, coisa que o longa-metragem não me permite. Não me permite ou eu não quero fazer, o longa-metragem tem um pouco esse caminho, essa característica de coisa mais narrativa, enquanto o curta-metragem não tem esse compromisso. Os últimos curtas-metragens que eu realizei foram curtas como ‘Olhar e Sensação’, ‘Equilíbrio &amp;amp; Graça’, são curtas conceituais, eu fiz pela necessidade de exprimir alguma coisa dentro de uma bitola, que me possibilitasse não ter compromisso com o mercado, o único compromisso é comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu não enxergo o curta-metragem com essa visão de contar história, você pode aproximar o curta-metragem da literatura como um conto, tudo bem, é possível. Agora eu não me vejo muito, é que eu não enxergo o curta como uma experimentação de narrativa na verdade, para mim esse espaço, esses 10 minutos, não tem uma obrigatoriedade de trazer uma concisão, tem que ser uma idéia muito centrada. Para mim o curta-metragem é um espaço mesmo de experimentação, essa possibilidade que eu tenho de poder, inclusive refletir sobre determinadas coisas que o longa-metragem não me propicia. Foi no ultimo curta-metragem que eu fiz, que foi sobre o entendimento sobre duas religiões, na certa forma o catolicismo e o budismo. E como fazer isso? Só no curta mesmo. Em um certo sentido, aquilo tudo era sobre entendimento, sobre harmonia, e não sei se um filme meu de duas horas ia ter fôlego para falar sobre isso, eu acho que um filme de nove minutos tinha fôlego, por isso que eu chamo o curta-metragem não como um apêndice, mas sim indiscutivelmente, como num gênero próprio. O curta-metragem que eu busco assistir tem que ter um pouco esse caráter de conceituação desse cinema e também enxergado como uma forma de contar na verdade narrativamente um espaço que você não consegue ocupar em um longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Os seus filmes, os longas, são mais conhecidos que os curtas apesar de você ter um trabalho em curta-metragem, isso de certa forma te chateia? Não só pela mídia que não divulga um curta-metragem, que não sai uma critica para um curta, e que as pessoas também pouco assistem, a não ser aquele grupo restrito que vai em busca, ele é pouco divulgado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Isso tem que considerar, a gente tem um problema com o espaço até no longa-metragem, o curta por exatamente por não ter esse vínculo comercial, esse vínculo industrial, esse vínculo com a distribuição e exibição cinematográfica, na verdade é distribuído para poucas pessoas. Isso não me chateia porque eu enxergo os curtas-metragens como uma complementação da obra, como recurso de comunicação de complemento de uma obra de vários filmes, não enxergo isso como um filme isolado na verdade, não sei dizer se isso me chateia, os filmes são exibidos e estão a disposição em alguns lugares, um dos curtas-metragens, por exemplo chamado ‘Arte Cidade’ o outro que foi anexado a convite da Petrobrás como projeto de vários curtas, e eu sempre faço questão de incluir esses filmes nos DVDs dos longas por exemplo, então você pega o DVD de “Dois Córregos” e você tem o ‘Olhar e Sensação’, você pega o DVD de “Garota do ABC” você tem ‘Equilíbrio &amp;amp; Graça’. Eu gostaria sempre fazer um curta-metragem, eu não tenho condições de fazer isso, mas se em cada filme que tiver sido lançado ter um complemento, como a gente faz no cinema, mesmo porque o filme conceitual, na verdade para mim, surge como uma oportunidade, nem sempre eu tenho essa oportunidade de poder realizar, eu não estou interessado em fazer curta-metragem narrativo, de contar historinha através do curta, estou interessado realmente em refletir sobre a minha época, isso é o grande espaço que o curta-metragem te propõe. Isso é um pouco como diz o cineasta... até júri de cinema: “não é importante você se comunicar com muita gente, em um certo sentido, o importante é você comunicar uma coisa importante para pouca gente que esteja preparada para essa conversa, para essa relação”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidente que no caso específico dos filmes conceituais o que revisa é o publico mais informado. É como se através do curta eu tivesse a possibilidade de dialogar com pessoas que tem o meu repertório, ou que tem uma informação próxima a minha, acho que todo mundo tem a necessidade de fazer isso, nos longas eu faço isso. Alguns longas que eu tento abranger públicos mais amplos, mais populares, outros que eu tento me comunicar com meia dúzia de pessoas que tenham tido uma experiência de vida parecida com a sua. Isso tem em qualquer meio de expressão, qualquer arte existe a mesma preocupação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E tem algum curta que você esteja pensando em fazer, algum plano nessa área de curta?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu tenho muito interesse de fazer um terceiro curta que fecharia uma trilogia com ‘Olhar e Sensação’ e ‘Equilíbrio &amp;amp; Graça’, que se chamaria “Arquitetura e Fineza”, um filme sobre espaço, fiz um filme sobre o tempo, um filme sobre harmonia, eu queria fazer um filme sobre espaço, espaço físico, essa uma idéia ampla de tudo que é o espaço na verdade, também um filme conceitual, esse é um curta metragem que me possibilitaria isso, para poder fechar uma espécie de trilogia, e dá tempo em um determinado momento, de serem exibidos juntos, fechando uma idéia conjunta. Como eu digo assim: eu exerci várias atividades na minha vida, de qualquer forma o cinema chega muito próximo de outras manifestações culturais do qual eu já fiz parte, um bico em literatura, muito grande minha formação e totalmente literária, sou filho, neto, sobrinho de editor, tenho uma formação musical, eu estudei música clássica, estudei também música popular... eu tive grupo musical, eu faço música, eu estudei composição e arranjo, e minha grande frustração é não saber desenhar uma casinha, eu não tenho a menor habilidade para pintura. E através do cinema eu consigo de certa forma sublimar essa frustração, excluo inclusive fotógrafo, diretor de fotografia, operador de câmera. Vários longas metragens, 35 longas-metragem, onde eu estou de fotografia. Mas através dos curtas, onde eu consigo trazer, me estabelecer, consigo me manifestar, como pintor que eu sou, por isso que para mim , sei lá, o curta-metragem é tanto de experimentação e eu acho extremamente amplo, e como eu sou, vários cineastas também enxergam o curta-metragem como um gênero em si, e não como um trampolim para fazer o longa-metragem. Você quer ver um artista multimídia, numa amplitude, por exemplo de Arthur Omar, que realmente fez curtas-metragem extraordinários e conceituais, Joel Pizzini, tem uma série de outros, Fernando Severo. Existem vários realizadores que trabalham o curta-metragem como um gênero específico, isso que é importante. Talvez por isso mesmo, Carlos Adriano, vários cineastas para quem o curta-metragem é o gênero de cinema que agrada eles. É, na verdade, a bitola que ele encontrou para poder se manifestar, e não mostrar realmente um cartão de apresentação, olha como eu sei fazer um longa-metragem, como eu sei ser publicitário, como eu sei fazer uma novela de televisão. Eu vejo o longa-metragem como um meio de expressão, um filme conceitual se torna uma coisa enfadonha quando passa de um determinado tempo. Então esses cineastas citados acho que são os que melhor entenderam, enxergaram o curta-metragem como um gênero em si, são os nossos verdadeiros curta-metragistas, no sentido mais adulto da palavra. Eles perceberam o curta como um gênero mesmo, eu não quero fazer longa, eu quero fazer um filme de dez minutos, mas exatamente que estabelece um tipo de comunicação que não seja apenas narrativa, nem uma carta de apresentação para produtores, enxergam o gênero como um gênero em si. A grande possibilidade é de eu ter em dez minutos, estabelecer contato com pessoas que possuam a minha informação, o meu repertório, que possui determinado nível cultural. Para você estabelecer esse contato, vai fazer um vídeo de duas horas que é caríssimo, energia, para fazer um filme que vai atingir meia dúzia de pessoas privilegiadas, faz um curta. Não tem problema, em dez minutos, vinte, trinta minutos, o filme é muito amplo, a gente não pode ficar limitado a um tempo pré-determinado. Agora, eu acho que independentemente de qualquer coisa, esses filmes em algum momento chegam ao espectador buscado, seja o filme que for, o curta que for, na bitola que for.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-9187709084902688072?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/9187709084902688072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=9187709084902688072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/9187709084902688072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/9187709084902688072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/09/carlos-reichenbach.html' title='Carlos Reichenbach'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Sp7fGmxcj0I/AAAAAAAAASs/iR5xdRpSSMU/s72-c/carlosreichembach+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-1933252642551672651</id><published>2009-08-25T12:11:00.001-07:00</published><updated>2009-08-25T12:17:37.429-07:00</updated><title type='text'>Maurício de Sousa</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SpQ3cE7NeZI/AAAAAAAAAOA/E4MLpRGvBl0/s1600-h/mauriciodesousa+002.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373981210857798034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SpQ3cE7NeZI/AAAAAAAAAOA/E4MLpRGvBl0/s400/mauriciodesousa+002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 22 de maio de 2007 com Maurício de Sousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano Mauricio de Sousa comemora 50 anos de carreira. É um dos artistas mais celebrados do país. Viva!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Maurício, eu fico imaginando que para criar a ‘Turma da Mônica’, você saiu do plano das idéias, da criação, pôs no papel, foi uma sensação, um momento diferente de ver um personagem ali desenhado. E daí quando está esse personagem desenhado, é uma tira, é uma história em quadrinhos, gibi, e livros, qual que foi sua sensação de ver esse desenho sair do papel, ganhando vida, com voz e movimento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que a expressão é ganhar vida mesmo, é como o personagem que tivesse deitadinho no papel, em 2D, em seguida ele se descolasse, ficasse de pé, se movendo, falando e pedindo logicamente, o entorno dele, o entorno seria os outros personagens também se movimentando, os cenários, aquela história, música, ambiente, outro ambiente, outro mundo, outro universo. E pedindo, logicamente, vôos muito mais ousados da criatividade, se nos quadrinhos tudo é possível, na animação, o impossível é possível. Eu acho que é uma coisa mágica, é um momento mágico, e sempre, desde que eu comecei a desenhar, eu sou louco por animação. E também, desde que eu comecei a desenhar eu sabia que era muito difícil fazer animação no Brasil, e quem dera foi difícil, sempre foi difícil, e será, é uma concorrência, e animação é cara, é um produto caro, hoje principalmente, aparelhos sofisticados, softwares complexos, o pessoal também muito bem preparado, principalmente na parte de computação gráfica hoje, então, a animação foi o personagem ganhar vida e ele exigir todo o entorno necessário para a animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando você desenha, pode ser que você já imagine a voz, os jeitos, os trejeitos dos personagens, daí quando ele vai para a animação qual foi o trabalho mais difícil para caracterizar uma voz, um estilo de corrida, de andar, de se mexer, esse é o processo mais trabalhoso talvez?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não sei se eu já contei para você isso, você ver uma pessoa que vem falar com você, e você imagina que essa pessoa tem um timbre, um tipo de voz e, de repente, aquele gordão grandão fala com voz fininha perto de você, bom não é bem assim, não combina, e o contrário também. No desenho animado eu esbarrei com isso, eu imaginava mais ou menos a voz dos personagens, bem logicamente, eu teria que ir atrás das vozes existentes, os artistas, os dubladores que já são profissionais e eu fui buscar as vozes mais próximas das vozes que eu sonhava, e essa busca confirma até hoje, quando eu vou escolher as vozes para os personagens em outros países, quando nós entramos em outros países vamos fazer a dublagem, na Itália, na Coréia, na Espanha, no Reino Unido, as vezes o pessoal até escolhe umas vozes que não combinam, por exemplo, a voz da Mônica tem que ser firme, forte, na Argentina puseram uma menina que falava assim bem suavezinho, não combinava, aí a gente mandou trocar, daí na Itália escolheram vozes ótimas para todos os personagens, tão boas que podem servir de referência em muitos outros países também. Então há essa preocupação da voz combinar com o desenho, e às vezes, já que é desenho animado, já que é uma coisa que deve surpreender, fazer uma voz que não combine com o personagem, principalmente em personagem secundário, daí a surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você falou em voz, falou também em trejeito, menino anda de um jeito, menina anda de outro jeito, adulto se movimenta de outra maneira, então realmente a expressão corporal ela é muito bem estudada em nossos filmes, e nem sempre estou satisfeito com o que nós estamos fazendo. É um processo dinâmico que vive sendo consertado, arrumado, reciclado e aperfeiçoado, mas sobre a história em quadrinho, onde eu sempre peço para os desenhistas, antes eu desenhava sozinho, hoje eu tenho uma equipe. Eu peço para eles levarem em consideração a expressão corporal necessária para emoção imprimida naquele momento, isso tem que estar visível com o corpo que eu estou falando, vivendo, vivenciando a sua frente, isso vale para o desenho animado também, aonde é muito mais importante.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu vivo dizendo para o meu pessoal que eles devem se basear, mesmo em quadrinhos e depois na animação, nas grandes emissões de desenhos indianos do cinema mudo. O cinema mudo nos ensinou trejeitos, expressões, movimentação, ensinou o artista a falar com o público. Um dos modelos que eu peço para o pessoal estudar aqui com as histórias em quadrinhos, é o “Gordo e o Magro”. Todos os filmes do “Gordo e o Magro” são ótimas lições de mímicas, expressões corporais, e até de layout, repare nos filmes do “Gordo e o Magro”, há poucos cortes, pouquíssimas vezes, o programa americano, geralmente é o cenário e eles todos na cena com o ambiente em volta. Isso dá exata compreensão do que eles estão vivendo, do que eles estão fazendo e onde estão. É isso que eu quero na minha história em quadrinhos, e é isso que está na minha história em quadrinhos na medida do possível. Essas emissões de antigos aristas de quadrinhos, de cinema, de comédia, música, e tudo mais, estão todos aqui para o pessoal ir buscar e repetir, não tem importância nenhuma repetir coisas boas, repetir nos nossos filmes, e mesmo na história em quadrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A história em quadrinhos é quase um history board, porque o cineasta desenha faz e tudo mais. É até um parente, o curta-metragem é um parente da crônica, history board é um parente do quadrinho. E daí agora para contar uma história, um longa-metragem e um desenho animado, o que vale apena falar mais? Porque o longa-metragem dá para desenvolver uma história mais longa e o desenho animado seria uma história mais curta, que seria o curta-metragem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de fazer desenho curto, tanto que eu estou planejando um para televisão com 7 minutos, eu acho que 7 minutos dá para você contar uma bela história e não cansa ninguém. Você pega um bom filme, uma boa história e você vai usando, e na hora de fazer o longa você tem que usar o recurso que você possa ver que é bem usado por causa de verba. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tem que ter a escada, tem que ter personagem que dá a chance ao outro aparecer mais, o outro de falar outra coisa, situações cômicas, ousadas, afetuosas. Então eu acho que dá para escrever muito bem, sintetizar uma história, de preferência bem ágil, uma aventura, e com um tema gostoso e muito humor que é o nosso caso, em 7 minutos. Se quer esticar a história? Um tema que... aonde você possa enredar os diversos personagens em situações diversificadas.. e você tem uma linha mestra, um fio condutor, onde as coisas andam sem sair desse fio, e você faz uma boa história, mas acho que conseguimos isso no filme da turma da Mônica  “Caminho no Túnel do Tempo” quando há uma linha, eles vão buscar alguma coisa no tempo, e cada um vai para um lado, e tem uma ligação entre todos eles o tempo todo. Temos que fazer essa ginástica sempre, eu acho teria que para se fazer um longa-metragem, os condimentos, o molho, o tempero necessário para ter aquela Abelhinha que os americanos usam para você ter o início, o problema, a perseguição, o caso de usar também a solução, o final feliz, com alegria, existe várias formas, sempre com muita criatividade, e de preferência, usar os personagens todos, que podem se transformar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O senhor não tem muita dificuldade de fazer um roteiro, nem longo nem curto, porque tem um poder de síntese, você trabalha com o poder de síntese, porque na tirinha tem três quadros em média, que tem que contar uma história do começo, meio e fim rápido, na tirinha de jornal, ou no final do gibi. No gibi a história um pouco mais longa, que seria o curta, e quando é aquele gibisão é uma história mais longa, então não tem tanta dificuldade de trabalhar tanto com o raciocínio rápido, com uma histórias rápidas, quanto para uma história longa, não é?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não, não é não, mas de qualquer maneira tem que me identificar como desenhista de tira de jornal, eu faço tudo mais, mas eu sou um desenhista de tira de jornal, porque eu fiquei muitos anos só fazendo isso e adorei, gostei. A tira de jornal para mim é como se fosse, quando termino de fazer a tira, de desenhar e escrever a tira, é como se eu tivesse terminado de fazer uma palavra cruzada, um joguinho de sudoku, alguma coisa assim que você dá um esforço, você chega ao fim e tem a gratificação de olhar e terminei, gostei, saiu legal, saiu gostoso. A tira para mim é isso, é uma satisfação pessoal,e alma, não só porque eu criei, mas porque saiu bem feito, saiu com uma técnica boa, com humor, no nosso caso e tudo mais. Então para mim, é fácil fazer síntese, mas também dá para escrever bem, eu já tenho 3 filmes, não canso de explicar, você tem que manter ritmo, se você não tiver ritmo é a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nos desenhos animados, Simpsons, que tem uma fama internacional, os desenhos americanos que chegam aqui, o público brasileiro gosta. Por que a indústria de desenho animado, agora com o Ziraldo e o senhor que está agora começando, ainda não engrenou de vez. Qual é a dificuldade, você acha que o público brasileiro ainda tem essa mente colonizada de apreciar o que vem de fora, mesmo que seja familiarizado com as histórias aqui nacionais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não, o público não tem culpa disso, o sistema econômico, mundiais tem culpa disso. E também nem televisões, nem a TV Globo, ninguém tem culpa, a culpa é do custo. Desenho animado é caro e chega aqui material estrangeiro depois, e chega baratinho, já atravessou o mundo, já se pagou 2, 3 vezes, pode ser dado, de qualquer maneira, pode ser exibido gratuitamente pelas nossas televisões. Eu não forneço gratuitamente porque tem os representantes aqui e os representantes precisam ganhar algum dinheiro, tem que ganhar alguma coisa, então tem um custo. Esse custo é pago pelo baixo preço que tem esse material, conseqüentemente é muito difícil concorrer com esse material. Temos que ao invés de ficar dando murro em ponta de faca, criar condições de fazer a mesma coisa. Fazer desenho animado, não dá para distribuir, vamos dizer que esses desenhos que não dá para distribuir, vamos de pouco em pouco, e agente consegue custear a produção, e é esse o nosso projeto atual. Nós estamos abrindo o mercado promocional para podermos realizar desenhos animados e levar para todo o Brasil, não adianta, eu vou ter que produzir e vender barato, para que renda também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz isso com o jornal e funcionou, eu fiz isso com tira de gibi e funcionou, e hoje temos a liderança de histórias em quadrinhos brasileira e não era assim, a anos atrás. Está faltando agora, não sei, talvez agente não chegue uma liderança, mas se fizer mais um pouquinho está bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor vai continuar fazendo filmes e qual tua pretensão na área de cinema em relação à ‘Turma da Mônica’?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nós vamos continuar, nesse momento discutimos já um contrato novo com a Dagostini do Rio de Janeiro, espero que agente chegue a um acordo, para continuar fazendo, mas agora o desejo é para a televisão, nós fazemos filmes também, longa-metragem, e já estamos iniciando os preparativos para a produção do Horácio, um filme em relação ao Horácio, totalmente em computação gráfica, com a empresa digital 21, aqui de São Paulo. Então o filme vem aí, desenho animado de televisão, e muito material para a norma no portal da internet, que nós estamos planejando, até mesmo com filmes de Rush, já que é o último nós queremos aumentar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-1933252642551672651?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/1933252642551672651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=1933252642551672651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1933252642551672651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1933252642551672651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/08/mauricio-de-sousa.html' title='Maurício de Sousa'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SpQ3cE7NeZI/AAAAAAAAAOA/E4MLpRGvBl0/s72-c/mauriciodesousa+002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-3803764751968959134</id><published>2009-08-21T09:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T09:30:10.853-07:00</updated><title type='text'>Diário de Produção</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Comecei a trabalhar na Produtora Mukeca filmes em fevereiro. Em meados de março estava acontecendo uma reunião do comercial sobre a Nota Fiscal Paulista. Como estagiário da produtora, queria ajudar ou pelo menos acompanhar a produção. Fui junto com a equipe passear por alguns shoppings de São Paulo para achar a locação ideal para a propaganda. O personagem deveria chegar pela escada rolante e caminhar por um corredor com lojas enquanto ia apresentando os ganhadores do prêmio da Nota Fiscal Paulista. O diretor Cesar Netto estava tirando fotos da escada rolante e do corredor de lojas, simulando o enquadramento e o movimento da câmera filmadora. A câmera tem que mostrar as lojas, para falar sobre consumo, mas não pode mostrar as marcas. Achamos o lugar ideal, mas tinha uma C&amp;amp;A no final do corredor que tava matando a cena. Como a gravação só ia acontecer com o shopping fechado, tínhamos que pedir para deixarem as lojas abertas, ou pelo menos com as luzes acesas. Foi quando percebemos que o portão de ferro da C&amp;amp;A ia ficar muito feio na cena. Podíamos imprimir uma paisagem bem grande e colocar na frente do portão, o problema estaria solucionado. O diretor de fotografia estava com um aparelho medindo a luz do ambiente. O Bruno estava anotando os comentários do pessoal e eu fingi ser o ator enquanto o diretor tirava fotos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt; O local da gravação estava escolhido, quando fosse o dia de começar a produção propriamente dida, já sabíamos que seria possível gravar lá e quais os problemas que teríamos que enfrentar no dia. O casting era com pessoas que ganharam o prêmio da Nota fiscal Paulista. O pessoal que ganhou R$30.000,oo aceitou participar da propaganda. O pessoal que ganhou R$50.000,oo também aceitou participar da propaganda. Porém o cara que ganhou R$120.000,oo ficou com medo de falar isso em público e ser reconhecido por pessoas má intencionadas depois. Como o comercial é para o governo do estado, tudo o que se é dito tem que ser verdadeiro. Ou seja, não podemos contratar um ator, o casting tinha que ser com o premiado.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O comercial foi cancelado e o dinheiro gasto o momento foi perdido. Os profissionais também perderam o dia para não ganhar nenhum centavo por isso, mas, pelo menos para alguém, o dia não tinha sido totalmente desperdiçado. O diretor Cesar Netto percebeu, enquanto tirava fotos, que tinha encontrado o protagonista ideal para um dos curtas que ele mesmo escreveu. Ninguém mais, ninguém menos do que eu. Eu... Eu! Mas tinha que ser bem eu? Poxa, já participei de dois comerciais, mas eu ficava de fundo e nem olhava para câmera. Eu não estou cursando cinema para ser ator. Já participei de uma peça de teatro da Rapunzel, mas eu era um dos guardas do rei, não fazia quase nada. Por outro lado. Por que não? foi uma coincidência, o papel também não deve ser difícil. É um curta.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Alguns dias depois o diretor voltou na Mukeca. Dessa vez ele me mostrou um arquivo que ele tinha gravado com os pensamentos do personagem que eu vou interpretar. Eu gostei na hora, comecei a perceber que não era uma piadinha de escritório. O roteiro tem título “Gelatina’s Crazy” e uma idéia concreta. É um personagem confuso, mas é uma confusão que tem sentido artístico. Mesmo sendo o ator, eu terei a chance de ajudar na produção que é exatamente o que eu quero. O diretor precisa saber se comunicar com os atores para conseguir o melhor deles. Talvez, atuando, eu entenda melhor os obstáculos que um ator enfrenta frente à câmera. E além de tudo, com certeza, vai ser divertido. De um jeito ou de outro, é uma chance de viver, uma história para contar. Não vou deixar passar.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Conversamos com o dono da produtora, e ele se mostrou interessado em ajudar com a produção do curta. Infelizmente este curta não será lucrativo, muito pelo contrario, terá apenas gastos. Mesmo sabendo disso Osmar Muradas não se importou. Ele não vai sair bancando tudo o que quisermos para a produção, mas para o essencial nós podemos contar com ele. Ele não impôs nenhum limite e nem disse quanto quer gastar, disse apenas que se alguém precisar de dinheiro para trabalhar podemos oferecer R$100,oo. Claro que estamos querendo conseguir gravar sem gastar nada, mas isso é impossível. Depois que fiquei sabendo de um cara que gravou um longa-metragem que ganhou até premio com cinqüenta euros, percebi que estava errado. &lt;br /&gt;Produção tem que ter jogo de cintura, é ai que esta o mais divertido de produzir no Brasil. Por exemplo, eu e o Bruno estávamos discutindo alguns dos pontos mais importantes e de maior dificuldade para a produção. A locação tem algumas peculiaridades que a tornam mais difícil de encontrar. Como o personagem mora em uma república, fomos atrás de republicas de amigos, e de amigos de amigos. Comecei a telefonar, enviar mensagens por MSN, Orkut, e-mail e falar com amigos que eu encontrava no bar. Consegui alguns contatos e gravei a casa de dois amigos para o diretor. Uma ele não gostou por que não tinha corredor. A outra estava perfeita, só não tinha uma banheira, e nem espaço para colocar uma. Precisamos também de uma geladeira Brastemp antiga, e uma banheira antiga. Procuramos em todos os lugares e não conseguimos, quando fomos falar com o dono da produtora, Osmar Muradas, ele só passou uma sugestão. O vizinho do andar de baixo da casa dele. O Bruno foi com a câmera lá e gravou todos os ambientes. Perfeita, além do corredor e dos ambientes já com cara de republica ele ainda por cima tem uma geladeira Brastemp antiga e uma banheira. Três coelhos com uma cajadada só!  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Uma outra área bem difícil será o casting, mas parece que o Cesar Netto têm uma amiga que esta fazendo isso para nós. De qualquer jeito entrei no meu Orkut e procurei entre os meus amigos uma Lolita, loira de olho azul. Segundo o diretor a lolita é uma mulher sedutora e jovem, como referência ele disse para procurar uma cena do filme “De olhos bem fechados”. No meu Orkut achei a Stella, uma amiga que fazia Objetivo comigo. Ela é muito extrovertida com certeza não se sentirá intimidada pela câmera. O diretor gostou da sugestão, mas a amiga dele encontrara mais lolitas, loiras de olho azul. Precisamos também de uma morena, pele escura, mas não achei ninguém no Orkut para indicar.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Entre os objetos de cena teremos apenas dois grandes desafios. O Netto quer uma cena de eu vomitando na privada com a câmera gravando de dentro da privada. Para isso, vamos precisar de uma privada avulsa e colocaremos um pedaço de vidro para segurar a água dentro. A mãe da melhor amiga da minha irmã esta reformando o banheiro do escritório, coincidência ou não ela vai trocar a privada dela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;A história tem um leve toque surrealista, algumas cenas é realidade em outras é sonho do protagonista. Em uma das cenas que mostra o sonho dele a loira esta deitada na banheira que esta cheia de gelatina de morango. Uma banheira de gelatina de morango. E ai, quanta gelatina eu vou precisar para encher uma banheira? Se a banheira mede 0,66m X 0,80m X 1,75m = 0,924m = 924 litros. Nossa, é muita gelatina. Como eu vou preparar tanta gelatina? Essa conta esta um pouco acima do que vamos precisar de verdade. A banheira não estará cheia até a boca, e ela é arredondada, não quadrada. Mas que sejam 800L de gelatina, ainda é muita gelatina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Também já estamos ficando preparados para o dia da estréia do curta metragem. Este filme não esta sendo produzido para entrar em nenhum circuito de apresentações nem foi encomendado por ninguém. Estamos fazendo para nos divertimos e descobrirmos do que somos capazes. Por isso estou fazendo contato com todos os bloggeiros que conseguir. Vamos fazer contato com o Portacurtas.com.br, youtube, vimeo, comunidades do Orkut, enfim todos os meios de internet. Queremos que se torne um viral e todos os internautas possam se divertir com ele. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;O diretor veio na produtora e ficamos conversando sobre o filme. Para a reunião o Bruno Romboli preparou um arquivo onde ele agrupou cenas de cama, geladeira, banheira, loira, dos filmes “Beleza Americana”, “Efeito Borboleta” e “Requien para um Sonho”. O arquivo é ajudou bastante para imaginarmos como as cenas podem ser gravadas. Pudemos discutir e entender qual a linguagem que o diretor pretende. Mesmo as cenas que não gostamos ajuda e entendermos melhor como será a gravação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Tudo isso é só a preparação para a produção, estamos apenas esquentando. A produção começa mesmo quando montarmos a equipe de produção. Eu e o Bruno estamos fazendo contato com o maior numero de pessoas interessadas em trabalhar de graça. Encontrei uma amiga que trabalhou como estagiaria de maquiagem na rede Record. Ela mora a dois quarteirões de casa. Encontrei no ponto de ônibus uma outra amiga, da quinta serie, mora a três quarteirões de casa, que esta trabalhando com eventos. É uma área que enfrenta desafios parecidos com os de produção. Também falei com um amigo da faculdade de cinema que quer estagio nessa área. O Bruno Romboli trabalhou vários anos na Rede TV e deve estar fazendo contato com bastante gente que ele conheceu por lá. A reunião, para montarmos a equipe, esta marcada para sexta-feira dia sete de agosto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pedro Andrade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(ator e produtor, está começando a produzir um curta-metragem agora)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-3803764751968959134?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/3803764751968959134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=3803764751968959134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/3803764751968959134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/3803764751968959134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/08/diario-de-producao.html' title='Diário de Produção'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-1278509855105606091</id><published>2009-08-12T14:07:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T14:10:36.828-07:00</updated><title type='text'>Djin Sganzerla</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SoMvSpCo6SI/AAAAAAAAANw/EC2r2NDxNbU/s1600-h/djin+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369187178056837410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SoMvSpCo6SI/AAAAAAAAANw/EC2r2NDxNbU/s400/djin+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 22 de maio de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com trabalhos respeitáveis no teatro e cinema, Djin é uma atriz de destaque no cenário brasileiro. Seus trabalhos merecem ser acompanhados com atenção.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de um curta-metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O curta-metragem possibilita fazer todas as experiências, você pode em um curta colocar suas idéias, a sua criatividade de uma forma muito mais abrangente com custo, entre aspas, zero, isso a gente já está começando a fazer com o longa, imagina ter uma câmera na mão, conseguir fitas HD ou mini DV, uma turma bacana, com uma idéia bacana e fazer as vezes um filme realmente criativo, original, inventivo, porque o curta, ele possibilita você, a exercitar sua imaginação, sua criatividade, sua linguagem, e já num longa é um pouco mais complexo, não falando da questão financeira, estrutural de como fazer um longa-metragem, mas também a questão de estrutura mesmo, do roteiro, de como manter um história interessante, então o curta ele é a porta de entrada para você se tornar um criativo e bom cineasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O curta tem um poder de síntese muito grande. Você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo? Passar uma mensagem em tão pouco tempo de metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esse é que é o lado interessante e contraditório, ao mesmo tempo você fala, ah isso é fácil fazer um curta, mas tem esse outro lado, esses dias eu estava pensando no ‘Festival do Minuto’, como é que você conta uma história, não de uma forma, enfim, você pode contar de diversas formas, pode não ser uma história linear, pode ser uma história que não seja uma história, mas que passe sensações, que passe imagens, em um minuto, como é que você consegue em um minuto passar uma idéia, ou uma sugestão, o que você consegue passar em um minuto. Isso é um exercício fabuloso, porque como é que você conta sua proposta em tão pouco tempo, e o curta-metragem é mais ou menos isso, as vezes você tem 10 minutos, mas como é que você sintetiza um pensamento, uma idéia em um tempo mais curto, de uma forma objetiva, criativa interessante, eu acho que quando é bem feito, é fabuloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para uma atriz, para um diretor, ele gosta de ver o seu filme sendo visto por milhares de pessoas, e o curta é meio marginalizado, tem pouco espaço, agora recentemente com sites, como o ‘Porta Curtas’ e o próprio Youtube! consegue dar uma alavancada. O que você acha que tem que fazer para o curta ser mais visto mais visto, tanto pelo público quanto pela crítica dos jornais que não saem quase nada de matéria?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esse público, jovens, o público mesmo, não só pessoas relacionadas a nossa área, a área audiovisual, mas se interessam pelo curta, eu vejo amigos meus que se formaram em áreas distantes da área digamos assim, cultural, e tem interesse em curtas, acho que a questão maior é a forma de ser colocada, entre aspas, no mercado, na verdade o curta não vem com essa proposta de você ganhar dinheiro, de você ficar rico, enfim, já é difícil com o longa, imagine com o curta, é você conseguir inserir ele dentro da própria programação da semana, teve uma época que no espaço Unibanco estava exibindo em certos horários uma sessão de curtas, incentivar cada vez mais, inserção dos curtas-metragens antes dos filmes, como foram feitos nos festivais, em todos os festivais você vai ver um longa-metragem, mas se antes não tiver dois curtas, então isso é um exercício que deve ser feito por esses pensadores e pelo Ministério da Cultura, pelo Audiovisual que insira mais, não uma coisa obrigatória, mas prazerosa de ter dentro da programação dos cinemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que te faz aceitar participar de um curta, de fazer um curta, o que te leva a fazer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sempre é a proposta, o que é o tema, como é feito, escolha uma linguagem, para mim sempre me chama atenção o personagem e o contexto, o que está propondo, qual é a mensagem, se tem mensagem, se não tem mensagem, se é uma linguagem menos convencional, isso é o que acho que atrai sempre um ator a querer fazer um trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O curta, isso eu tenho visto com as próprias pessoas do meio, ele é marginalizado até pelas pessoas, às vezes o diretor começa com o curta, ganha projeção, vai para o longa e nunca mais volta para o curta, uma atriz quando ela não está com uma peça, não está em uma novela, não está com um filme em longa, ai aparece de fazer um curta, aí ela faz, assim, mas nunca é uma coisa que está em primeiro plano. Você acha que o curta é considerado até um gênero menor pelas pessoas do próprio meio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não, acho que um gênero menor não, claro que eu não posso responder por todos, mas isso é uma pena se o pensamento for assim, pelo contrário, como eu volto a dizer, é um exercício interessantíssimo e quantos maravilhosos grandes cineastas não fizeram um curtas, melhores que muitos longas, então é ingênuo você achar o diretor, claro que há uma tendência dos diretores começaram através do curta e depois exercerem enfim, longa-metragem, mas você pode ter a chance de trabalhar com um cara extremamente talentoso, criativo, bacanérrimo, se você achar, nossa é curta eu não vou fazer, isso é muito pequeno para o ator, tem que nesse sentido, eu acho que é um pensamento menos interessante, e eu procuro não pensar assim,  é de você achar que, ah porque o curta, entre aspas, não tem uma visibilidade tão grande então eu não vou fazer, uma questão mercadológica. Se você tem essa postura perante o seu trabalho sempre, claro, tem atores que são completamente comerciais, querendo analisar um retorno de dinheiro, mídia, não é o meu caso, eu optei para essa carreira por uma paixão, por um ideal, então se eu tiver a chance de fazer um curta criativo, interessante, eu faço, é um desafio tão interessante quanto um longa-metragem, mesmo que seja menos visto, porque eu vou batalhar para que o filme seja visto, para que passe nos festivais, que alguma coisa fechada, enfim, que não é para o grande público, mas é um trabalho que eu vou ter todo orgulho de ter feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você estava falando da linguagem do curta, eu conversei se eu não me engano foi com João Batista de Andrade, e eu falou que o curta é o grande movimento de cinema que temos hoje, porque os longas estão dentro dos tramites do cinemão e o curta permite fazer experimentações, tanto dar uma liberdade para o ator, quanto para o diretor. Você acha que talvez essa não pressão do mercado favorece a experimentação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que não é a questão da não pressão do mercado, eu acho que tem uma pulsação que a maioria é jovem que está ali buscando sua identidade, buscando a sua linguagem mesmo, digamos assim, não digo que todos, mas uma boa parte sim, então o curta permite isso, você se expressar como você é, eu acho que alguns tendem, depois de certo tempo que entram no mercado, tem que responder por um certo nome, e acaba entrando para um caminho que eu acho menos interessante, e o que agente tem visto é que o público de alguma forma também percebe isso, porque fica um negócio quadrado, sem nenhum charme , igual a todos os outros, então acaba nem ficando interessante, e também não tem retorno de público, fica algo no meio do caminho, eu acho que os cineastas jovens, hoje que estão procurando uma linguagem ou algo menos convencional, do que tem sido feito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Você falou que optou pela carreira por ideal e tudo mais, você já pensou que atrás das câmeras talvez um dia produza um curta, um filme, ou você acha que a sua tarefa é na frente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Direção sempre foi uma coisa que, naturalmente, instintivamente, sempre me rondou, e até no teatro eu produzi um programa, morei dois anos na minha terra, e produzi um programa cultural sobre a cidade de Londres, sempre tive um ‘Q’. Acho interessantíssimo, acompanhei todas as filmagens, tenho um projeto, que agora ficou um pouco de lado, chamado ‘Peixe Pequeno’, na verdade era uma co-direção e eu sempre tive um olhar apaixonado pela direção, eu quero exercer essa função de estar atrás das câmeras, um olhar para os planos, para a direção de atores, algo que me fascina, eu até brinco, que eu gostaria de ser no futuro, com pessoas muito próximas, que eu gostaria de trabalhar, e ter um trabalho quase que como um colt, que é uma direção pessoal com o ator, que é extremamente interessante, buscar os estímulos, o que faz o ator agir dessa forma e não assim, e da mesma forma em um plano maior, na direção da misancene, entender um pouco mais sobre luz, eu tenho muita vontade sim de passar por essa fronteira e no futuro dirigir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-1278509855105606091?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/1278509855105606091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=1278509855105606091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1278509855105606091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/1278509855105606091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/08/djin-sganzerla.html' title='Djin Sganzerla'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SoMvSpCo6SI/AAAAAAAAANw/EC2r2NDxNbU/s72-c/djin+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-4210656148652316843</id><published>2009-08-05T09:59:00.001-07:00</published><updated>2009-08-05T10:02:46.774-07:00</updated><title type='text'>João Batista de Andrade</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Snm6lsNwgeI/AAAAAAAAANo/zfh_JRBUAgY/s1600-h/joaobatistadeandrade+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366525587675447778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Snm6lsNwgeI/AAAAAAAAANo/zfh_JRBUAgY/s400/joaobatistadeandrade+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 10 de maio de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de sua produção cinematográfica e literária, atuou sempre em diversas frentes do cinema e da cultura brasileira, tendo sido por duas vezes presidente da Associação de Cineastas de São Paulo, presidente da Cinemateca Brasileira, conselheiro do Museu da Imagem e do Som (SP) e coordenador geral da primeira e terceira edições (1999 e 2001) do Fica (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental), que acontece em Goiás. Atualmente preside duas entidades não-governamentais de cinema e meio ambiente: Icumam (Instituto de Cultura e Meio Ambiente, em Goiás) e Cinemar (Instituto do Homem, Audiovisual e Meio Ambiente, em São Paulo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Batista de Andrade é diretor do curta "Portinari, Um Pintor de Brodowsky" (1968).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de fazer um curta-metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou fazer uma piada: é porque acaba logo, acaba rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curta tem uma história importante no Brasil e de várias maneiras, uma delas é evidente: de informação. Os cineastas começaram com curtas-metragens, com narrativas menores, e custo menor também, muitas vezes dá para fazer, com participação de profissionais que sempre ajuda, empresas, equipamentos, câmeras, é uma espécie de porta de entrada. Por outro lado é uma forma de expressão como é o conto na literatura, quer dizer o que dá o sentido de qualidade para uma obra não é o tamanho dela, às vezes até você tem um momento no cinema brasileiro em que os curtas eram muito melhores que o longa metragem, então não tem nada a ver com qualidade. E o curta possibilita um numero muito maior para os cineastas para fazerem, até porque como ele tem um custo menor, você às vezes tem mais liberdade de fazer, e muitas pessoas que não conseguem, ou que teriam muito mais dificuldade de chegar ao mercado, podem realizar um desses filmes, até encontrar sua brecha de entrar no mercado, porque o mercado está limitado, chega uma hora que você  tem um certo número de filmes possíveis e não adianta fazer mais que você não tem como colocar, então vai virando um pouco aquela irracionalidade do sistema de produção, o produto vai acumulando e vai ficando aquela reserva e a produção começa a cair, cair, cair até ficar faltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Você disse no começo que o curta é a porta de entrada para os cineastas e geralmente o cineasta começa com o curta, daí obtêm um sucesso vai para o longa e nunca mais faz um curta, ele é marginalizado no próprio meio do cinema?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu acho que sim, eu acho que até porque agente não conseguiu criar um espaço próprio para o curta-metragem, o espaço do curta-metragem no Brasil hoje é Festival, então felizmente existe uma quantidade imensa de Festivais no Brasil, mais de 100 Festivais no Brasil, então o curta-metragem pode ficar circulando aí o ano inteiro, quando lança de Festival em Festival... sempre tem seleção, então nem sempre o curta consegue passar na seleção oficial, às vezes passa numa mostra. Nós, nos anos 70, tentamos... eu participei dessa luta e briguei muito por ela, para que houvesse um espaço nas programações de cinema, nós fizemos a ‘Lei do Curta’ nos anos 70, mas aquilo desencadeou. A lei 70 para quem não lembra é a obrigatoriedade exibir um curta primeiro, junto de todo filme longa estrangeiro, e realmente era maravilhoso, esse público que está acostumado com a linguagem do cinema americano de repente poder ver do lado um filme com uma linguagem brasileira, com uma temática brasileira. O que aconteceu foi que de um lado, houve um aproveitamento da própria lei por parte de muita picaretagem e dos próprios exibidores, já que tinha que fazer, eles conseguiam um patrocínio lá e faziam umas porcarias lá para poder exibir, cumprir a lei no cinema, e isso gerando uma desmoralização muito grande que também era em parte estratégia dos próprios exibidores e distribuidores americanos, porque eles entraram com uma guerrilha de ações judiciais contra a lei. Eu chamo de guerrilha porque derrubava uma, entrava outra ação, então não parava, a ‘Lei do Curta’ estava permanentemente sob judice, então não funcionava aquilo, e além de tudo como estava invadido pela picaretagem, o público começava a vaiar, e acabou criando uma coisa negativa par o curta-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que nós queríamos que fosse uma voz fantástica, seria uma voz fantástica, exigiria portanto uma nova regulamentação, um controle dos filmes, acabou virando uma coisa negativa para a população. Então, caindo a lei, aliás eu quero lembrar uma coisa, o cinema americano é tão violento o seu mercado, que na época ameaçou o Brasil de cortar corredores de exportação de laranja, aço, café, e foi descobrindo que até no acordo de exportação existia itens que diziam ao governo brasileiro, obrigava a não criar nenhum empecilho para o cinema americano no mercado, mas eles impunham muito o cinema, eles sabem que o cinema carrega ideologia e transmite a sociedade de consumo americana e tal, então eles levam muito a sério isso e jogavam pesado, tanto é que ai virou uma brincadeira do governo que dizia o seguinte: de ficar com a lei de curta e perder o corredor de exportação do aço por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o governo sabia, não tinha diálogo, aquilo foi sendo jogado no bueiro. E aí ficamos sem esse passo, na televisão, exemplos raros de TVs mais educativas, e no Sul tem uma experiência a NDS que é positiva para curta-metragem, mas se você for somar essas pequenas coisas de curta metragem na televisão é quase zero, então na verdade o curta não tem mercado, o mercado são os festivais. Isso é claro que cria um problema, você não pode viver disso, daí cria também um desnível de importância, você faz um longa-metragem e vai para o mercado, então você tem a avaliação crítica, tem a programação no jornal, outro nível. Então nem sempre os próprios cineastas aceitam muito, quando conseguem passar do curta para o longa não quere voltar, eu acho uma bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pessoalmente, isso é para deixar para você registrado, eu nunca fui pessoalmente muito adepto, eu batalhei pelo curta, defendi, participei da luta, agora pessoalmente nunca gostei muito de fazer, eu tenho um curta-metragem que é  1968, é o único filme que existe sobre Portinari, único documentário sobre Portinari, e acabou de ser usado na Itália uma imagem, interpõe meus filmes sempre foram 16mm e atualmente é digital, sem tempo indeterminado, eu começo um filme e o tempo que der é aquele lá, a não ser na época da televisão que eu era obrigado a cortar o filme dentro do tempo do ‘Globo Repórter’, ou o tempo de noticia ‘TV Cultura’, mas aí é um tempo livre, na Cultura como nós éramos do noticiário, eu entrava com um pequeno documentário todo dia, e ai 5 minutos, 7 minutos, 3, que era o que desse ali. No ‘Globo Repórter’ não, mas eram maiores, ‘Globo Reporter’ é um programa bem maior, tinha 38 minutos, 40 minutos de filme. Nunca me interessei pessoalmente, sempre achei importante, sempre gostei, mas não era muito meu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Essa não predileção pelo curta se deve talvez pelo poder de síntese de contar uma história em tão pouco tempo de metragem, e o senhor ser um pouco mais prolixo para poder fazer um filme?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Talvez, eu acho que eu não me sinto muito livre com as cenas de muita ação ali, na verdade, depois, eu não sei porque, mas eu fiquei sempre com a sensação do curta de um certo formalismo, para você se enquadrar em um curta, e depois os curtas eram 35mm sempre foi 35mm, a idéia do curta, da ‘Lei do Curta’ para passar em cinema naquele tempo era 35mm, e eu não gostava muito de 35mm, eu tenho isso de documentarista até para o longa-metragem, então eu fui mais para o 16mm e ficava no 16mm, nos primeiros anos, anos 60, anos 70 principalmente, a circulação do 16mm era muito grande, qualquer escola tinha o aparelho de 16mm, qualquer sindicato, igreja, clubes, todos tinham o aparelho de 16mm, então os filmes que eu fazia em 16 circulavam demais, eram até campeões de saída, greves, migrantes, os filmes de cinema de rua, e também eram curtas, mas saíam com 16mm e circulavam com 16mm, e depois também a cópia dos filmes que eu fiz para televisão, então a circulação era impressionante em 16mm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale do seu curta, o único curta da carreira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Portinari, esse filme foi produzido até pelo INC, ‘Instituto Nacional de Cinema’, na época não foi nem produzido por mim, foi produzido pelo Jorge Wonan, Jorge Teixeira, eram produtores, e eles me convidaram para, eu tinha esse projeto aliás, e eu queria fazer, e comecei a procurar como produzir esse filme, aí eu pensava em fazer 35mm, eu apresentei o projeto para eles e eles entraram lá no INC e conseguiram o dinheiro para fazer o filme, e eu realizei. É um filme chamado “Portinari, o pintor de Brodósqui” eu filmei muito na cidade de Brodósqui, tem reconstituições dos quadros, futebolzinho, que ele se inspirou para fazer a tela do futebol, papagaio e tal, Brodósqui, e depois as telas dele em São Paulo, Rio, então é um filme muito interessante, é um filme muito de idéias, de análise, e muito da época, muito marcado pela época de 68 e tal, achei engraçado, porque até na abertura tinha som de metralhadora, e essa visão muito politizada do Portinari acabou fazendo com que o instituto tenha encostado o filme, primeiro eles queriam que eu mudasse o filme, eu não quis mudar, eles receberam o filme encostaram, nunca exibiram o filme. Então o filme foi absolutamente encostado, o filme só foi apresentado na verdade em um festival em Brasília há uns 10 anos atrás, fechamos em 1968, muitos anos depois da produção e era uma mostra de filmes de arte, e é engraçado porque tinha um prêmio de público, a votação do público para cinco filmes, tinha lá uma quantidade grande de filmes e o Portinari foi escolhido como um dos 5 melhores filmes. E também não continuou, não circulou, ficou nisso, aí o pessoal da Itália, tinha umas pessoas que queriam fazer algo ligado a pintura, artes plásticas queriam fazer uma homenagem a Portinari lá, e eles descobriram pela internet, a estética desse filme que eu nem lembrava mais, e eles me localizaram e pediram informação sobre filme e eu tive que procurar esse filme para dar informação, e acabei achando no CPAV, porque veio do INC para a Embrafilme, foi passando de entidade para entidade, até cair no CPAV, ai o CPAV inclusive me deu uma cópia digital e mandou para lá e passou a Itália, agora o ano passado, ai saiu noticia, jornal tal, o pessoal de Brodósqui ficou sabendo,a i o filme foi exibido em Brodósqui em praça pública e foi muito bonito, porque o publico de lá, as pessoas de lá viram e se reconheciam, quantos anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano passado, o filme é de 1968, é 40, 38 anos depois, tinha garotos naquela época, tinham uns 10 anos, que estavam por exemplo na praça, no futebolzinho que eu filmei de criança, e que estavam com 46, 50 anos. Foi fantástico, realmente uma repercussão maravilhosa, mas que também ficou lá, a gente viu lá e acabou o filme, então você vê que é difícil, mas não sei se essa experiência também me marcou, eu sempre tive um espírito muito militante no cinema e queria ter um filme num processo mais agressivo de distribuição, de levar aos lugares, não limitando no conteúdo do cinema, tanto que meus filmes são muito críticos, mas no sentido da carreira, de ser cineasta, e aquela produção, aquilo me prendeu, fiquei preso a uma estrutura, a um produtor, um INC, se estivesse comigo eu teria brigado com o INC, teria exibido o filme na rua, ou cineclube, teria colocado o filme para distribuir, teria mais liberdade, talvez isso tenha ajudado a criar uma pequena rejeição, eu tinha feito o filme anterior, ‘Liberdade de Imprensa’, em 16mm, meu primeiro filme sozinho depois do meu grupo é de 1963, mas acabou com o golpe de estado e em 1966 eu fiz meu primeiro filme sozinho que é o ‘Liberdade de Imprensa’, e fiquei com o 16mm com muita liberdade, muita invenção, um filme bastante saudado pelos historiadores, mas também foi apreendido logo em seguida, mas pelo exército, fica a diferença no cérebro não são muito gratificantes, mas de qualquer maneira eu achava melhor aquilo, único problemas era como estava apreendido eu não ia poder ficar exibindo o filme sem criar problema, aquela época era uma época muito pesada, mas o fato é que a partir daí a minha preferência foi pelo 16mm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Você estava falando de distribuição, hoje você tem o Youtube! que você pode fazer um curta pelo celular, pela máquina fotográfica também grava vídeo, câmeras digitais também se proliferam e tem uma grande quantidade de curtas no, que de certa forma, você coloca no computador e distribui para o mundo todo e que as pessoas podem assistir, você acha que tem uma avalanche de curtas, nesse sentido, você acha que é uma revolução o que está acontecendo, que é bem diferente do que aconteceu, nas dificuldades que você encontrou naquela época?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Bom, eu sou uma pessoa bem adepta dos avanços tecnológicos, aliás eu posso dizer até que eu sou meio pioneiro disso, porque como eu sou veterano eu filmei em digital, fiz um filme em digital há muitos anos, eu ganhei prêmio com o longa digital que eu fiz em 2001, que é o ‘Vida de Artista’, e todo mundo achava que eu ia passar para o 35mm, e eu disse na época que eu não ia passar, que eu achava um absurdo, nós estamos em um mundo digital e é um absurdo, é retroativo você estar no cinema digital e passar para a mecânica de novo, mesma coisa que você usar o computador e chegar uma fórmula, e você pegar aquilo e jogar numa maquininha de calcular, para checar o computador, é uma coisa pirada, eu achava um absurdo e achava o sistema de exibição que estava atrasado, o que tinha era que já ter um processo de exibição digital. Então eu não aceito isso, o filme ficou circulando em DVD, gerou muita polemica, o cineasta é muito tradicional, muito cheio de preconceito, então quando o cinema era mudo e passou para sonoro, ah acabou o cinema, quando passou para cor, ah acabou o cinema, o cinema era branco e preto, ai quando veio a televisão, ah acabou o cinema, é tudo cinema para mim, mesmo televisão, tudo vem do cinema, então quem vem do cinema e foi para a televisão continua fazendo cinema, fica criando imagem, colocando imagem na tela, quando apareceu ‘Vida...’, ah ‘Vida’ não é cinema, é uma câmera filma até uns quaro segundos, é um quadro, uma forma de enquadrar a realidade, de editar, criar tempos, é o próprio cinema, é o avanço tecnológico, quando veio o digital então, ah teve gente, famosos e tal, destrói a conquista pictórica do cinema, isso é pictórico de papel Kodak, nós somos obrigados a ter padrão Kodak a vida inteira, a tecnologia muda, muda o padrão também, dá até para olhar esse padrão Kodak e achar aquilo antigo como a gente acha da fotografia branca e preta antiga, a gente olha a fotografia branca e preta em algum lugar e vê aquele ar antigo, é isso que a gente vai sentir também com esse padrão Kodak, a questão de qualidade é uma coisa mais complexa, não tem esse conservadorismo, quem mantém  esse conservadorismo é o sistema de poder, quem tem poder sobre isso não quer perder, sendo cineasta que tem o linho naquilo, então não quer perder, seja a indústria que domina tudo e não quer perder para outra tecnologia, então vocês criam uma mente horrorosa, agora que problemas que tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é para as pessoas, só dele viver com isso, Deus me livre ter uma visão totalmente elite, se o cara é dentista e gosta de cinema e faz filmes, nas horas vagas exibe, o cara perde para ele, a profissão dele é dentista, o cara vai fazer cinema e as vezes se sai muito bem, não tem domínio, não tem reserva de mercado, ah porque eu sou cineasta e agora eu acho que a pessoa tem que ser cineasta com a minha formação para poder fazer filme, você obtém equipamento em qualquer banca de rua hoje, se o cara compra tem todo o direito de pegar aquele equipamento e fazer o que ele quiser, filmar do jeito que ele quiser, montar ou não montar, isso é problema dele. Então, eu acho que hoje a questão do cinema, é um pouco como cada um encara aquilo ali, você encara como profissão então você vai batalhar profissionalmente e vai viver daquilo, então você vai se enturmar, vai buscar aquilo, vai trabalhar, buscar patrocínio em indústria, empresa, montar, captar recursos, procurar mercado, formas de exibir, ta certo, o problema é só isso, qual a diferença? Sempre foi assim, agora é um absurdo não abraçar as conquistas, as novidades que tem nessa área, acho que no fundo é essas coisas, se a pessoa faz um filme num curta e dá sucesso, pode acontecer o que for com ele, ele pode fazer a partir daquilo trazer uma carreira, e essa carreira pode ser continuar fazendo curtas agora com um pessoal que me siga, para o curta, pode fazer o longa-metragem dele, pode fazer o que quiser , pode continuar como dentista e fazer nas horas vagas belos filmes dele no Youtube! fazendo sucesso no e continue sendo dentista e vivendo daquilo lá, eu acho que é o cronometro de cada um, porque as coisas estão colocadas cada um que escolhe o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para os fãs de curtas, o pessoal que gosta de assistir curtas, você tem esperança de um dia voltar a fazer um novo curta, como que acontece, só vai ficar com o longa ou pode ser que mais para frente tenha uma idéia de um curta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olha, vou frustrar as pessoas, mas eu não tenho projeto de um curta-metragem agora, eu tenho vários projetos, tem vários documentários, a idéia é ser longas, embora que tenha a literatura, na literatura tenho muitos contos, não publico, mas escrevo muitos contos, vou publicar uma hora, mas o cinema eu pessoalmente não tenho muita vontade, eu gosto muito de ver os filmes, acho importante e gosto, tem muitos curtas que eu gosto demais, é vocação pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-4210656148652316843?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/4210656148652316843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=4210656148652316843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/4210656148652316843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/4210656148652316843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/08/joao-batista-de-andrade.html' title='João Batista de Andrade'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Snm6lsNwgeI/AAAAAAAAANo/zfh_JRBUAgY/s72-c/joaobatistadeandrade+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-7518950640357265063</id><published>2009-07-29T12:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T13:02:18.791-07:00</updated><title type='text'>Paulo César Pereio</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SnCqFLfv07I/AAAAAAAAANg/9upFDABhIbM/s1600-h/paulocesarpereio+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363974162160276402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SnCqFLfv07I/AAAAAAAAANg/9upFDABhIbM/s400/paulocesarpereio+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 7 de maio de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuou em quase cem filmes como ator, participando de muitas de suas obras decisivas, passando por suas correntes artísticas importantes como o Cinema Novo, Cinema Marginal, Pornochanchada, e imprimindo a seus personagens traços de sua personalidade: a irreverência, a corrosiva ironia, a anarquia e o deboche.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Você já fez uma porrada de curtas, qual que é o grande barato de um curta-metragem?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu acho que é a mesma coisa, é fazer cinema, é um filme curto, em geral o orçamento é proporcionalmente muito menor, porque você vê que um curta que pode ter 15, 20 minutos, e um longa tem 90 minutos pode até um pouco mais, então quer dizer é mais técnica sempre e o orçamento é muito menos do que 10% o orçamento do longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curta no Brasil inclusive, não tinha possibilidade de veiculação, agora se abriu com a projeção digital, com exibição na televisão, no Canal Brasil, principalmente, e nos festivais de curtas, mas o prazer é o prazer de fazer cinema, não muda muita coisa, tem uma vantagem que fica mais relaxado e que em geral tem um aspecto experimental, e eu sou chegado a isso, e não trabalhar com cara muito rígido, poder experimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Por não tem tanta pressão do mercado e da crítica... talvez seja um grande fator de fazer um curta, não ficar tanto naqueles padrões do cinemão...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu acabei de dizer isso cara, engraçado eu acabei de dizer isso, que tem mais liberdade de experimentação, agora trabalhar com jovem não é necessariamente bom, não, tem jovens que são insuportáveis, um dia um cara que estava viajando, um curta aí que eu fiz, estava viajando em estar na direção mais do que estar dirigindo, ele falou assim para mim, eu estava na Praça da Sé ao sol, era verão de terno azul marinho, e ele falou assim para mim, não sue, tem umas coisas as vezes com jovem que enche um pouco o saco, mas tudo bem, eu não acho que seja assim, o que eu tinha acabado de dizer foi a sua pergunta seguinte, eu tinha dito que o curta é mais livre, dá para experimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro, existem novelas, existem contos, eu vi um curta uma vez que tinha, eu acho que tinha 2 minutos e era bem interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E você acha que também os veículos de divulgação, tem o Canal Brasil, a própria TV Cultura que exibe, mas tem poucas salas de cinema que exibem o curta, ele é pouco visto, isso de certa forma te chateia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não, eu acho que isso é uma luta que o pessoal que realiza curta e tal, tem que fazer, eu sempre gostei de curta, eu amo muito e eu amei um clube de cinema em Porto Alegre que passava muitos curtas, quando eles exibiam inclusive da Inglaterra, documentários, curtas etc., eu acho que isso é um fenômeno do brasileiro... esse negócio de não dar importância para o curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E da crítica, você acha que é uma crítica viciada que só quer falar do cinemão, e não quer falar do curta, é meio marginalizado do próprio meio da imprensa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que a crítica, não deve ser uma crítica adjetiva, acho que a crítica de cinema deve ser uma crítica estimulante, o papel do crítico ser muito mais de dar estímulo, agora evidentemente, que o jornal coloca o crítico que tem a ver com o processo comercial da coisa, não se dá muito ao trabalho de ficar criticando, dando livre interferência, recomendando ou desencomendando um negócio que está dando mercado, absolutamente, mas eu acho que o papel do crítico é de estímulo não de adjetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E os cineastas, a maioria dos cineastas famosos, grandes diretores, eles começam com o curta e tem uma projeção, um grande sucesso, vão para o longa e nunca mais faz um curta, e alguns atores, quando não tem muito o que fazer, fazem um curta. Você acha que o curta é marginalizado no próprio meio artístico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que não, eu acho que isso que você está dizendo não acontece, eu me lembro que teve uma época que teve uma sessão inteira de cinema com vários curtas, tinha um que era “história extraordinária”, sei lá, tudo cineasta consagrado... eu me lembro que Fellini fazia curtas e  juntava com outros diretores, e isso já aconteceu no Brasil também, três diretores do cinemão, numa sessão inteira de cinema, dessas de 2 horas, com curtas-metragens, é evidente que pelo desprestígio que tem pela falta, pela coisa não estar armada direito para a comercialização, o cara que faz o cinemão, ele fica no cinemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dos curtas que o senhor fez, qual que o senhor destaca?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro que eu gravei um recentemente sobre o Camboja, que eu achei muito interessante, porque eu não trabalho só como um ator eu trabalho também como narrador, eu recentemente gravei um do André Ferezini, sobre o Camboja que eu gostei muito, mas eu não boto na minha cabeça, as coisas em ordem, é ordem da memória, ordem afetiva entende? Porque eu não exercito a crítica adjetiva, essa crítica que eu falei mal, eu não exercito, isso é bom? Isso é ruim, mas eu não exercito isso, e hoje e sinto a arte, se eu começar a ficar crítico adjetivamente eu jogo tudo que eu critico para dentro da minha cabeça e me proíbo de fazer aquilo. Eu não posso mais pisar na bola, então eu evito o exercício da classificação qualitativa disso, daquilo, as vezes eu tenho prazer numa filmagem e isso é o que importa entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tem algum curta em vista que o senhor vai fazer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Atualmente não sei, as coisas aparecem assim subitamente, eu estou sempre de olho, para você ver, o ano, nesses últimos anos, eu devo ter feito uns 40 curtas, então eles vão surgindo e eu vou fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E o que te leva a aceitar um convite?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de trabalhar com gente nova, com gente que futuramente vai estar no cinemão, porque o pessoal do cinemão já enjoou um pouco de mim, então a chance que eu tenho de ter um trabalho no futuro, uma espécie de aposentadoria. Essa gurizada ainda vai fazer bons filmes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-7518950640357265063?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/7518950640357265063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=7518950640357265063' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/7518950640357265063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/7518950640357265063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/07/paulo-cesar-pereio.html' title='Paulo César Pereio'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SnCqFLfv07I/AAAAAAAAANg/9upFDABhIbM/s72-c/paulocesarpereio+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-8666894349433215155</id><published>2009-07-22T12:13:00.001-07:00</published><updated>2009-07-22T12:16:12.373-07:00</updated><title type='text'>Fernanda D'Umbra</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SmdlAw4oCeI/AAAAAAAAANY/Negr7YlF3-k/s1600-h/fernandadumbra+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361364945204677090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SmdlAw4oCeI/AAAAAAAAANY/Negr7YlF3-k/s400/fernandadumbra+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt; Entrevista realizada no dia 07 de maio de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda já fez mais de 40 peças com o grupo ‘Cemitério de Automóveis’, uma das mais underground e ovacionadas do teatro brasileiro contemporâneo , é conhecida pela influência da literatura beatnik, dos quadrinhos, do cinema e do blues .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu trabalho em outras mídias com televisão e cinema também é extremamente interessante. Vale acompanhá-la&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Fernanda, você que é uma atriz de teatro, o que você acha que o teatro pode ajudar no cinema especificamente no curta-metragem?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu acho que o ator de teatro é um cara que aprende a interpretar porque ele tem que saber mesmo, a linguagem de teatro depende muito dele. A gente não tem os recursos que nos favorecem, como tem no cinema e na TV, que é uma edição, que é uma câmera que vem te ajudar, no teatro a gente tem que aprender a ser bom quase que sozinho ali, então um ator de teatro via de regra é um ator que sabe interpretar, o que ele precisa quando vai para o cinema de curta-metragem, é conseguir adaptar aquele saber que ele tem da interpretação para aquela linguagem e jogar com ela, porque ao mesmo tempo que o cinema te favorece, porque ele te dá os recursos que o teatro não tem, ele também pode te passar a perna porque tem que também saber lidar com esses recursos. No quesito interpretação eu acho que o ator de teatro tem muito a oferecer para o cinema, curta, média e longa-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;E você pensa, por exemplo, em enveredar para essa área? Por que eu sei que o Ivan Cabral já fez curtas, o pessoal do Sátyros, tem essa vontade de experimentar, de contestar o que está por aí dessa linguagem cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Olha, depois que eu comecei a fazer TV, que eu estou fazendo agora uma série na GNT, muito me interessava por esse assunto câmera, e ele começou a mexer com meu imaginário, se eu disser que já tive idéia de fazer um curta, é mentira, nunca tive, mas agora eu posso te dizer que eu devo vir a ter interesse em enveredar por aí, porque as tecnologias estão mais fáceis, o acesso está mais fácil e a gente vai acabar fazendo alguma besteira uma hora ou outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você falou de tecnologia, tanto do celular que dá para gravar curta, câmeras digitais, tem uma proliferação muito grande. O que você acha que uma pessoa tem que fazer para diferenciar um trabalho, fazer um trabalho bacana, nessa avalanche de curtas que tem por aí?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se o cara quer ser diferente tem que ser bom, e ser bom significa ter um certo talento para a coisa, não é o equipamento que faz o bom cineasta, é a cabeça dele, é o que ele tem lá dentro, é o que ele quer mostrar do jeito que ele quer mostrar. Então o que eu acho que vai diferenciar no final das contas, como o acesso está fácil, todo mundo vai sair fazendo, o que vai diferenciar é a cabeça de quem tá com aquele negócio na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de um curta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;È de contar de maneira sucinta uma boa história, eu gosto de história, eu acho a coisa da linguagem pela linguagem bem sacal, mas também pode ser que seja até uma limitação minha estética, não estou aqui me colocando, estou assumindo até uma possível limitação, mas um curta que me conte uma boa história eu acho bem bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O curta tem um poder de síntese muito grande, você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de metragem? O teatro geralmente é de 50 minutos para cima, se pudesse ser filmado, nunca seria um curta, você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho que dá, dá para você fazer isso de várias formas, dá para você fazer isso no roteiro, na montagem, e eu acho que dá sim, acho que dá fácil para contar uma história curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você também é autora, interpreta e tudo mais, você acha que poderia escrever, e produzir, dirigir um curta, já que você me falou que pode vir a ter essa idéia no futuro? Se tivesse agora uma idéia que tivesse que fazer um curta agora, qual o curta que você faria?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Idéia de um curta agora, eu acho que eu faria uma curta sobre uma pessoa que abandona todas as tecnologias e tenta continuar vivendo na cidade grande assim, sem celular, sem internet, pelo menos por um tempo e ver o que acontece na vida dela, é uma experiência que eu estou tentando fazer comigo agora, mas na verdade você me pegou de surpresa, eu não sei que idéia teria, agora eu acho que eu não teria problema nenhum em escrever e dirigir se eu conseguisse alguém para fazer uma direção de fotografia comigo, e fazer uma parceria ai comigo, resta saber se eu vou achar esse alguém, se eu achar eu vou fazer sim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-8666894349433215155?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/8666894349433215155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=8666894349433215155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8666894349433215155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8666894349433215155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/07/fernanda-dumbra.html' title='Fernanda D&apos;Umbra'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/SmdlAw4oCeI/AAAAAAAAANY/Negr7YlF3-k/s72-c/fernandadumbra+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-6847177728853063895</id><published>2009-07-15T13:36:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T13:39:44.155-07:00</updated><title type='text'>Clarisse Abujamra</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Sl4-HixrtuI/AAAAAAAAANI/GvRSpbJCkEQ/s1600-h/clarisseabujamra+001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358788905932666594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Sl4-HixrtuI/AAAAAAAAANI/GvRSpbJCkEQ/s400/clarisseabujamra+001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt; Entrevista realizada, pessoalmente, no dia 29 de abril de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro contato de Clarisse com câmera de cinema foi em 1968 no filme ‘As Amorosas’, de Walter Hugo Khouri. Em 79, participou de ‘Gaijin’, de Tizuca Yamasaki. Mas, o seu mais importante trabalho foi no filme ‘Anjos do Arrabalde’, de Carlos Reichenback, que lhe rendeu o Prêmio Governador do Estado como a melhor atriz do ano de 1987.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Clarisse, o curta para uma atriz que está em televisão e está em teatro ele é pouco visto, pela pouca divulgação que tem na própria mídia e também nos cinemas e tudo mais, isso de certa forma chateia, porque para uma atriz ela quer ser vista por milhões de pessoas, ela quer ver seu trabalho amplificado, isso de certa forma te chateia para aceitar um convite, e o que te faz aceitar um convite para um curta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não me chateia em absoluto, me chateia usando essa palavra que você usou, num quadro geral da falta de divulgação que um artista não estou falando só de teatro, o interprete, todos ocupam um espaço mínimo dentro da mídia, isso é uma grande lástima, nesse sentido sim, quanto a atriz fazer, acho que todo o ator ou interprete, ele não perde a chance, nunca, de um personagem, é sempre o prazer, eu fiz só dois curtas para o pessoal de faculdade, etc, mas foi um prazer enorme porque é um exercício, cada veículo requer um tipo de preocupação, então você está sempre se exercitando, eu nunca penso nesse setor, talvez eu esteja até errada, mas quando me convidam para fazer se isso pintar na minha cabeça vai ser uma coisa bem depois, mas nunca é uma premissa, nunca é uma questão para dizer não, se vai ter divulgação ou não, porque  eu estou nessa vida a muito tempo e eu sei como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O curta, algumas pessoas dizem que ele é o grande movimento do cinema, devido a muitos cineasta ou não cineastas fazerem curtas porque tem muita facilidade com a mídia tanto com celular, câmeras digitais e tudo mais e tem uma vazão para experimentação. Você acha que isso é o que instiga a um trabalho de curta? Porque a TV já tem um formato padrão, ao autor, a interprete e tudo mais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que sim, porque ele por si só, já abre uma certa facilidade e depois eu tenho uma fé muito grande nessa garotada que faz curtas ou não, que você vê que com certeza amanhã vai querer fazer um longa, por mais que ele se especialize, que seja só paixão o curta, fatalmente é um laboratório para ele encarar um longa metragem, ou mesmo se aperfeiçoar naquilo e conseguir uma síntese maravilhosa, eu acho o curta uma coisa super interessante e fértil, e agora com essa facilidade que está tendo agora de fazer, não estranho que ele ganhe um terreno maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o poder de síntese do curta, você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de metragem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu acabei de ler um conto e uma autora francesa, o livro é assim pequenininho, o texto é uma página, e ela cona tudo,daí cabe o saber fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No seu trabalho, você que teve dois curtas , o modo de preparação para atuar em um curta é diferente de um filme, de uma novela ou de uma peça?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não, obviamente a diferença é do modo interpretar, eu não vou interpretar no cinema da maneira que eu interpreto no palco, como nesse teatro que onde nós estamos agora aqui, esse palco tem 150 lugares eu não vou soltar a voz tanto quanto eu tivesse em um teatro com 700 lugares, então só nesse sentido que muda, e as vezes o curta tem uma certa liberdade para o interprete de voar um pouquinho mais, de prosperar mais com o diretor, as vezes é até mais fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você acha que o curta é um gênero menor dentro do cinema?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não em absoluto, você pode ter um longa-metragem, eu sou fascinada pela competência, então se o cara é competente ele vai ser absolutamente maravilhoso, se ele for incompetente ele vai ser em um longa, em um curta, e no que ele quiser, e eu acho que ele é belíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual é o grande barato de curta-metragem, tanto o que te leva a assistir um curta, e qual que você acha que é o grande barato de um curta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que me excita num curta é que você vê a coisa da síntese do pensamento, o cara tem que ir na mosca, porque se ele não for ele está ferrado, esse talento de conseguir no curta-metragem uma idéia, isso me fascina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-6847177728853063895?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/6847177728853063895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=6847177728853063895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/6847177728853063895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/6847177728853063895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/07/clarisse-abujamra.html' title='Clarisse Abujamra'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Naxy80yCuRY/Sl4-HixrtuI/AAAAAAAAANI/GvRSpbJCkEQ/s72-c/clarisseabujamra+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7471356625949021221.post-8074259527614883655</id><published>2009-06-14T08:09:00.000-07:00</published><updated>2009-06-14T08:14:24.573-07:00</updated><title type='text'>Férias!!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Olá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro em férias hoje e retorno no dia 15 de julho, quando voltarei a postar mais entrevistas sobre curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de publicar um texto raro do Lucchetti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço e até mais,&lt;br /&gt;Rafael.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7471356625949021221-8074259527614883655?l=oscurtosfilmes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/feeds/8074259527614883655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7471356625949021221&amp;postID=8074259527614883655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8074259527614883655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7471356625949021221/posts/default/8074259527614883655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oscurtosfilmes.blogspot.com/2009/06/ferias.html' title='Férias!!!'/><author><name>Rafael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17092252946495567230</uri><email>rafael_spaca@yahoo.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11029788805987871592'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>