tag:blogger.com,1999:blog-71915802007-05-02T10:41:33.444-04:00hormoniosasRubya Rubihttp://www.blogger.com/profile/15011358469570581957noreply@blogger.comBlogger472125tag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1140204182347535382006-02-17T14:29:00.000-04:002006-02-17T15:23:02.670-04:00So Long Farewell<span style="font-family:verdana;color:#3333ff;">Ah... é pra cantar? Então tá, vamos lá!</span><br /><span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"></span><br /><span style="font-family:verdana;color:#3333ff;">Em algum lugar da Austria, mas precisamente, Salzburg...</span><br /><br /><p align="center"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img style="WIDTH: 392px; HEIGHT: 343px" height="332" alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Hormos3.jpg" width="342" border="0" /></a></p><span style="font-family:verdana;"><span style="color:#3333ff;">Valentina is singing</span></span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Valentina.jpg" border="0" /></a> </span>There's a sad sort of clanging from the clock in the hall<br />And the bells in the steeple too<br />And up in the nursery an absurd little bird<br />Is poping out to say cuckoo<br /><br /><span style="color:#3333ff;">Rubya sings so sweet</span></span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Rubya.jpg" border="0" /></a> </span>Cuckoo, cuckoo<br />Regretfully they tell us<br />But firmly they compel us<br />To say goodbye<br />To you...<br />So long, farewell, auf Wiedersehen, good night<br /><br /><span style="color:#3333ff;">Now, Amelie</span></span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Amelie2.jpg" border="0" /></a> </span>I hate to go and leave this pretty sight<br />So long, farewell, auf Wiedersehen, adieu<br /><br /><span style="color:#3333ff;">Sorella untied the voice</span></span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Sorella.jpg" border="0" /></a> </span>Adieu, adieu, to yieu and yieu and yieu<br />So long, farewell, au revoir, auf wiedersehen<br /><br /><span style="color:#3333ff;">Callas with emotion</span></span><br /><span style="font-family:verdana;"><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Callas.jpg" border="0" /></a> </span>Liesl<br />I'd like to stay and taste my first champagne<br />Yes?<br /><br /><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"></a>Valentina <a href="http://photobucket.com" target="_blank"></a><br /></span>No!<br />So long, farewell, auf Wiedersehen, good bye<br /><br /><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"></a>Sorella<br /></span>I leave and heave a sigh and say good bye<br />Goodbye...<br /><br /><span style="color:#3333ff;">Amelie<a href="http://photobucket.com" target="_blank"></a><br /></span>I'm glad to go, I cannot tell a lie<br /><br /><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"></a>Rubya<a href="http://photobucket.com" target="_blank"></a><br /></span>I flit, I float, I fleetly flee, I fly<br /><br /><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"></a>Callas <a href="http://photobucket.com" target="_blank"></a><br /></span>The sun has gone to bed and so must I<br />So long, farewell, auf Wiedersehen, good bye<br /><br /><br /></span><span style="font-family:verdana;"></span><p align="center"><span style="font-family:verdana;"><span style="color:#3333ff;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/nota2.gif" border="0" /></a></a></span></span></p><div align="center"><span style="font-family:verdana;"><span style="color:#3333ff;">Everybody<a href="http://photobucket.com" target="_blank"></a></span></span> </div><div align="center"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img style="WIDTH: 425px; HEIGHT: 346px" height="224" alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Horms.jpg" width="287" border="0" /></a><br /><span style="font-family:verdana;">Good bye, good bye, good bye... </span><br /></div><p align="right"><span style="font-family:verdana;"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/piupiu.jpg" border="0" /></a></p></span>Callas de Paquetáhttp://www.blogger.com/profile/02915280919517696209noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1140109271129417412006-02-16T12:49:00.000-04:002006-02-16T13:01:11.200-04:00Começo, meio e fim<div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><br /><br />Em nome das <span style="color:#990000;">Hormoniosas</span>, estou aqui para agradecer a companhia e participação de todos durante o tempo de nossa curta, mas deliciosa experiência.<br />Lembro-me, como se fosse ontem, da euforia que vivemos para fazer o <span style="color:#993300;">Hormoniosas</span>: a escolha do nome, <em>layout</em>, <em>template</em>, epígrafe... seríamos nós mesmas ou criaríamos personagens com novas identidades? Publicaríamos nossas fotos?<br /><br /><span style="font-size:85%;"><strong>Segredinho: nunca nos mostramos porque somos muito humildes e altruístas. Odiaríamos ver a ex-Gisele di Carprio e a Ana Hickman definhando ou tentando o suicídio.</strong></span><br /><br />Vocês não sabem o trabalhão que foi para selecionar fotos, textos, nomes. Afinal, estamos em regiões geograficamente distintas: Rio, São Paulo, Paraná e Distrito Federal.<br /><br />Decidido que seríamos ficção, fomos atrás do <a href="http://www.adaoonline.com.br">Adão</a>, o Iturusgarai, para fazer a charge dos nossos desenhos... foi um longo namoro, até ele bater o martelo e dizer sim. Contudo, nos informou que todas teríamos a cara da <em>Aline</em>, o que mudaria seria a cor dos cabelos. Aí pensamos melhor e declinamos do acordo (cá entre nós, economizamos uns bons cobres... hahaha).<br />Obrigada, Adão, pela paciência :)<br /><br />Aí surgiu, pelas mãos da Rubya, a doce e linda <a href="http://www.meltoni.com/">Carmela</a>. Ela foi a responsável pelo nosso <em>template</em> e de quebra, ainda me ajudou lá no <a href="http://glossolalias.blogspot.com">Glossolalias.<br /></a>Obrigada, docinho!<br /><br />De todas, eu sempre fui a mais resistente à idéia de ter um blogue e, por ironia do destino, hoje estou participando de quatro, três deles mais efetivamente! Coisa de doido, minha gente!<br /><br />Bem, como vocês bem notaram, estes <em>posts</em> anteriores foram uma preparação para a despedida.<br />Nos reunimos e decidimos pacificamente que o <span style="color:#993300;">Hormoniosas</span> já havia cumprido a sua missão: passamos do papo mulherzinha até onde foi possível chegarmos.<br /><br />Sinto o fim do nosso blogue, eu disse isso para as manas, como a conclusão de uma graduação. Hoje vivemos o dia do grande baile, vestidos bonitos, orgulho, tudo lindo, mas também uma saudadezinha de saber que nossos caminhos vão tomar rumos próprios, diferentes um dos outros. Há um pouco de medo nisso, mas há muito de desafiante.<br /><br /><strong><span style="font-size:85%;">Mas como uma boa turma de faculdade, nos reuniremos anualmente para o baile da saudade, não é garotas? ;o)<br /></span></strong><br />Essas meninas são ouro, gente! Sabem aquelas pessoas especiais que a vida nos reserva? Pura delicadeza do destino!<br />Bem, é isso aí.<br />Nada de tristezas. Estamos felizes pelos bons amigos que fizemos por aqui. Nem vou citar porque sei que vou fazer feio ao esquecer algum nome e eu não quero ser injusta.<br /><br />Antes de fecharmos o cafofo, vou informar nossos paradeiros, caso vocês queiram manter o contato:<br /><br /><br />Amélie está indo para o alto Xingu estudar as comunidades indígenas e seus hábitos, mas como não é boba nem nada, vai levar seu poderoso <em>Sweet Poison</em> para encantar.<br /><br />Callas finalmente teve seu <em>Código de Paquetá</em> publicado e agora está ensandecida com a quantidade de convites das celebridades para que ela os agencie. Inclusive Mick Jagger, vulgo maracujá velho de gaveta, e o Bono Vox ficarão uma semana na ilha sob os cuidados militares de nossa musa.<br /><br />Rubya candidatou-se para ir ao espaço fazer pesquisas sobre o mais novo planeta descoberto em nosso sistema solar. Claro que nada é de graça, nem o pão nem a cachaça, já disse Zeca, o baleiro, então seu pagamento virá em forma de patrocínio para pesquisas envolvendo os novos tons ruivos da sua linha cosmética.<br /><br />Bionda ruma para Paris, onde ficará alguns anos ensinando aos melhores chefs, o preparo dos molhos exóticos para miojo. Seus trunfos são o sabor lagosta marinada e faisão dourado da Mongólia.<br /><br />Eu, essa figura absoluta que vos escreve, estacionarei no nirvana por tempo indeterminado. Vocês não sabem a trabalheira que é ficar viajando por tantos planos astrais, a fim de edificar a alma humana e equilibrar os chacras do mundo. Uia!<br /> </span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1140052309911850862006-02-15T20:52:00.000-04:002006-02-15T21:11:49.923-04:00MORRER PARA RENASCER<div align="left"><span style="font-size:180%;color:#009900;">Drão<br /></span><span style="font-size:85%;">(Caetano Veloso - Gilberto Gil)</span></div><div align="left"><br />Drão o amor da gente é como um grão </div><div align="left">Uma semente de ilusão </div><div align="left">Tem que morrer pra germinar<br />Plantar n’algum lugar </div><div align="left">Ressuscitar no chão nossa semeadura </div><div align="left">Quem poderá fazer, aquele amor morrer </div><div align="left">Nossa caminha dura </div><div align="left">Dura caminhada, pela estrada escura </div><div align="left"></div><div align="left">Drão não pense na separação </div><div align="left">Não despedace o coração </div><div align="left">O verdadeiro amor é vão<br />Estende-se, infinito, imenso monolito<br />Nossa arquitetura </div><div align="left">Quem poderá fazer, aquele amor morrer</div><div align="left">Nossa caminha dura, cama de tatame</div><div align="left">Pela vida afora </div><div align="left"></div><div align="left">Drão os meninos são todos sãos </div><div align="left">Os pecados são todos meus </div><div align="left">Deus sabe a minha confissão<br />Não há o que perdoar </div><div align="left">Por isso mesmo é que há<br />De haver mais compaixão </div><div align="left">Quem poderá fazer aquele amor morrer </div><div align="left">Se o amor é como um grão </div><div align="left">Morre nasce trigo</div><div align="left">Vive morre pão </div><div align="left">Drão, Drão</div><div align="left"></div><div align="right"><strong><span style="color:#009900;">Até mais minhas queridas!</span></strong></div><div align="right"><strong><span style="color:#009900;">Gracias y sorte!</span></strong></div>Amélie Pulantehttp://www.blogger.com/profile/00666022192487917573noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1140014497737563852006-02-15T10:37:00.000-04:002006-02-15T10:43:22.020-04:00<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4627/461/1600/trem.jpg"><img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4627/461/320/trem.jpg" border="0" /></a><br /><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4627/461/1600/pateta.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4627/461/320/pateta.jpg" border="0" /></a><br /><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4627/461/1600/ciao.jpg"></a><br /><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4627/461/1600/beijoadeus.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4627/461/320/beijoadeus.jpg" border="0" /></a> <strong><span style="color:#ff0000;">Obrigada pela audiência!</span></strong>Sorella Biondahttp://www.blogger.com/profile/03644151447969366805noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1139935690284632202006-02-14T12:44:00.000-04:002006-02-14T12:48:10.300-04:00<div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"><em><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/vidasemovimento.jpg" border="0" alt="Image hosting by Photobucket" /></a></em></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:85%;"><em>Vidas em movimento</em>, <strong>Jorge Casais</strong><br /></span><br />Queridos, algo se anuncia sob o céu hormonioso...<br />Há tantas rotas para trilhar, há tanto céu, tanto mar.<br />Do amanhã nada sei, nem quero saber. O que importa, no fim, é o amor que une nossas vidas, que tece novas manhãs e novas estações.<br /><br /><strong>Encontros e Despedidas</strong><br />(M. Nascimento E F. Brant)<br /><br />Mande notícias do mundo de lá<br />Diz quem fica<br />Me dê um abraço<br />Venha me apertar<br />Tô chegando<br />Coisa que gosto é poder partir<br />Sem ter planos<br />Melhor ainda é poder voltar<br />Quando quero</span></div><span style="font-family:verdana;"><div align="justify"><br />Todos os dias é um vai-e-vem<br />A vida se repete na estação<br />Tem gente que chega pra ficar<br />Tem gente que vai pra nunca mais<br />Tem gente que vem e quer voltar<br />Tem gente que vai e quer ficar<br />Tem gente que veio só olhar<br />Tem gente a sorrir e a chorar</div><div align="justify"><br />E assim, chegar e partir<br />São só dois lados<br />Da mesma viagem<br />O trem que chega<br />É o mesmo trem da partida<br />A hora do encontro<br />É também despedida<br />A plataforma dessa estação<br />É a vida desse meu lugar<br />É a vida desse meu lugar<br />É a vida </span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1139490551950990822006-02-09T09:05:00.000-04:002006-02-09T09:09:11.976-04:00<div align="justify"><a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/bobo3.jpg" border="0" alt="Image hosting by Photobucket" /></a> <a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/bobo2.jpg" border="0" alt="Image hosting by Photobucket" /></a> <a href="http://photobucket.com" target="_blank"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/bobo1.jpg" border="0" alt="Image hosting by Photobucket" /></a></div><div align="justify"><a href="http://www.1000imagens.com">www.1000imagens.com</a></div><div align="justify"><br /> <br /><span style="font-family:verdana;">O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><br />Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo, estou pensando”. Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.</span></div><span style="font-family:verdana;"><div align="justify"><br />O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo parece nunca ter tido ver. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski. Há desvantagem, obviamente.</div><div align="justify"> <br />Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. </div><div align="justify"><br />Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu. Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?" </span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><br />Bobo não reclama. Em compensação, como exclama! Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz. O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. </span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><br />Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem. Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil).<br /><br />Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!<br /><br />Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar o excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.<br /><br />“Das vantagens de ser bobo” in <em>A descoberta do mundo</em>. <strong>Clarice Lispector</strong>.</span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1139416014712894202006-02-08T11:44:00.000-04:002006-02-08T12:26:54.796-04:00A Delicadeza de Vinícius...<div align="left"><span style="font-family:verdana;"><span style="color:#3333ff;"><em>“No tempo dos olhares pétreos, ser um delicado sentimental é belamente triste”</em></span></span> <span style="font-family:verdana;">(Rubens da Cunha)<br /><em><span style="font-family:Verdana;color:#3333ff;"></span></em></span><br /><span style="font-family:Verdana;color:#993300;"><a href="http://photobucket.com"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/vinicius02.jpg" border="0" /></a></span><br /><strong><span style="font-family:Verdana;color:#993300;"></span></strong><br /><span style="font-family:Verdana;color:#993300;"><strong>O Haver</strong></span><br /><span style="font-family:verdana;">Vinicius de Moraes</span><br /><span style="font-family:verdana;"><br />Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura<br />Essa intimidade perfeita com o silêncio<br />Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo<br />- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...<br /><br />Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo<br />Essa mão que tateia antes de ter, esse medo<br />De ferir tocando, essa forte mão de homem<br />Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.<br /><br />Resta essa imobilidade, essa economia de gestos<br />Essa inércia cada vez maior diante do Infinito<br />Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível<br />Essa irredutível recusa à poesia não vivida.<br /><br />Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento<br />Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade<br />Do tempo, essa lenta decomposição poética<br />Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.<br /><br />Resta esse coração queimando como um círio<br />Numa catedral em ruínas, essa tristeza<br />Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria<br />Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.<br /><br />Resta essa vontade de chorar diante da beleza<br />Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido<br />Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa<br />Piedade de si mesmo e de sua força inútil.<br /><br />Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado<br />De pequenos absurdos, essa capacidade<br />De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil<br />E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.<br /><br />Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza<br />De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser<br />E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa<br />Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.<br /><br />Resta essa faculdade incoercível de sonhar<br />De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade<br />De aceitá-la tal como é, e essa visão<br />Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante<br /><br />E desnecessária presciência, e essa memória anterior<br />De mundos inexistentes, e esse heroísmo<br />Estático, e essa pequenina luz indecifrável<br />A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.<br /><br />Resta esse desejo de sentir-se igual a todos<br />De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória<br />Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade<br />De não querer ser príncipe senão do seu reino.<br /><br />Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade<br />Pelo momento a vir, quando, apressada<br />Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante<br />Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...<br /><br />Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto<br />Esse eterno levantar-se depois de cada queda<br />Essa busca de equilíbrio no fio da navalha<br />Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo<br />Infantil de ter pequenas coragens.<br /><br />15/04/1962<br /></span><br /></div></span>Callas de Paquetáhttp://www.blogger.com/profile/02915280919517696209noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1139409293901868992006-02-08T10:23:00.000-04:002006-02-08T10:34:53.936-04:00<a href="http://photobucket.com"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/stupid.jpg" border="0" alt="Image hosting by Photobucket"></a>Rubya Rubihttp://www.blogger.com/profile/15011358469570581957noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1139341150054032992006-02-07T15:25:00.000-04:002006-02-07T15:39:10.096-04:00Plágio<div align="justify"><span style="font-family:verdana;">Li no blogue do <a href="http://apor.blogspot.com">Carlos</a> e não resisti em reproduzir.<br /><br /><a href="http://photobucket.com"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Bastien_Alfred_A_Floral_Still_Life_.jpg" border="0" alt="Image hosting by Photobucket" /></a></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:85%;"><em>A floral still life with sculpture</em>, <strong>Alfred Bastien</strong><br /></span><br /><span style="color:#663366;"><strong>A revolução da delicadeza<br /></strong>(Rubens da Cunha)<br /><br />O poeta Dennis Radünz afirma que a delicadeza é a última das atitudes revolucionárias que cabem neste mundo. Estamos no tempo da indiferença, no tempo em que a banalidade veste a violência, o sexo, a religião, a política, as artes. Elementos fomentadores de grandes revoluções no passado, mas agora não passam de capricho nas mãos de uns poucos, ou idiotice nas mãos de muitos.<br />O que resta para um revolucionário de verdade é provocar algum medo, susto, mudança ou nojo, sendo um delicado.<br />É uma atividade ingrata, feita apenas por sujeitos que serão sempre acusados de não terem razão aparente, de serem desconectados da vida real. A falta de espaço para este tipo de gente é gritante. Experimente não crescer algumas horas por dia. Jogue sobre seu sorriso um pouco de infância: doce de chocolate, bolas de gude, pandorga; retire de seu peito a responsabilidade e brinque de boneca, carrinho, casinha, pique-esconde. Primeiro te chamarão de irresponsável, depois de vadio, por fim de louco. Isso tudo porque você deteve-se na infância durante três horas numa segunda-feira. Faça isso mais vezes por mais tempo em dias úteis. É praticamente uma tarefa impossível. É bem mais fácil matar alguém toda manhã do que descrescer.<br />Outros delicados que sofrem muito são os observadores. Não podem ver dálias, lírios, pedras cobertas de musgo, insetos azuis, folhas secas ainda nas árvores, pássaros dormindo, nuvens, relâmpagos, abstrações dentro do arco-íris, postes, búfalos na beira do asfalto, jardins, abelhas, malabaristas no sinal que param tudo que estão fazendo e olham, olham, até atrapalhar a pressa de alguém que normalmente os chama de inúteis. São empurrados e achincalhados, mas não desistem.<br />Há ainda os delicados que fazem coisas estranhas: assoviam, jogam pedras nos rios, caminham de trás pra frente, plantam bananeiras, descascam a laranja sem romper a casca, riem felizes porque conseguiram se superar, choram porque alguém os mandou jogar no lixo e lavar as mãos pois não suportam o cheiro. Os delicados fazedores também visitam cemitérios na busca de epitáfios e anjos, escrevem declarações e fazem castelos de areia na praia. São muito hábeis com barquinhos de papel em dias de chuva.<br />Por fim, os delicados sentimentais. Tudo lhes ataca diretamente ao coração. Os sentimentos são poços em que estes delicados caem e ficam, ficam, pedem socorro vez em quando, bebem alguma esperança vinda do céu, e agüentam o quanto podem. No tempo dos olhares pétreos, ser um delicado sentimental é belamente triste.<br />Muitos dos delicados se alojam nos poemas, na música, na dança, outros não agüentam o peso e suicidam-se: não falo da morte física, falo do suicídio de alma, falo dos delicados que se encapuzaram na insensibilidade. Uma pena! Tantos sucumbirem e desistirem da revolução pela delicadeza. Parece que nunca ouviram o nosso irmão maior, Arthur Rimbaud, dizer, "por delicadeza, perdi minha vida". Eis a grande honra e alegria dos delicados revolucionários.<br /> </span></span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1138995654926983182006-02-03T15:28:00.000-04:002006-02-03T15:43:25.326-04:00Bizarro ou interessante?<div align="justify"><span style="font-family:verdana;">Vocês lembram do filme </span><a href="http://www.webcine.com.br/filmessi/labirint.htm"><span style="font-family:verdana;">Labirinto: a magia do tempo</span></a><span style="font-family:verdana;">?</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;">Qualé pessoal, remexa bem o fundo do baú! O elenco contava com os nomes de David Bowie e Jennifer Connely. Lembraram?</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;">Pois é, o mestre dos efeitos especiais, </span><a href="http://images.google.com.br/images?q=Ron+Mueck&hl=pt-BR&amp;lr=lang_pt&sa=N&amp;tab=ii&amp;oi=imagest"><span style="font-family:verdana;">Ron Mueck</span></a><span style="font-family:verdana;">, é o responsável por estas esculturas hiper-realistas!</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/rm1.jpg" /></span></div><div align="justify"><em><span style="font-family:verdana;">Big man</span></em></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/rm2.jpg" /></span></div><div align="justify"><em><span style="font-family:verdana;">Two women</span></em></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"></span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1138799486083836072006-02-01T09:03:00.000-04:002006-02-01T09:11:26.103-04:00<div align="justify"><span style="font-family:verdana;">É verdade. Eu jurei que nunca mais escreveria um post sobre a turba esfaimada do Big Brother, mas eu sou fraca e caio em tentação, então, atirem a primeira pedra.<br />Para não ser muito chata, eu vou colar aqui um texto que a mana Rubya compartilhou conosco e que gerou esse meu e-mail ultrapassado e decadente.<br />Beijocas.<br /><br /><strong>O texto:<br /></strong><br />REFLETE-ME EM TEU OLHO<br /><br />Sim, quero ver a tua vida em detalhes, minuto a minuto, e ouvir as palavras que jorram de tua boca, rir o teu riso e enraivecer-me com o teu rancor, assistir à tua paquera, ao teu namoro, ao teu gesto de carinho, à tua transa, espelhando tua beleza em minha pobreza. Quero abandonar amizades, trabalhos, livros e lazer e, de olhos pregados em tua magia, absorver a tua arte de movimentar-se no labirinto da quimera, livre de dores e afazeres, mergulhado na fama e na fortuna.<br />Venerarei o teu ócio na vitrine, exibindo-se sem pudor a milhões de olhos, despido por infinitas imaginações, liberto das grades odiosas dessa existência de penúria, anônima, escrava da rotina atroz de quem jamais aprendeu a voar.<br /><br />Abrirei em meu monitor a porta da tua casa mágica e, sob o peso de minhas carências, ingressarei virtualmente em tua liberdade, no teu gozo, no teu charme, como quem toca com os olhos os veneráveis ícones que nos fazem transcender da mediocridade cotidiana.</span></div><span style="font-family:verdana;"><div align="justify"><br />Minha fidelidade ao teu exibicionismo será a chancela que proclamará a tua vida como real e, do lado de cá, buscarei a alforria de minha indigência em tuas loucuras, em teus jogos e em tuas danças. Quero decifrar em ti a minha própria intimidade, rasgar a minha alma em tuas mãos e deixar a minha mente impregnar-se dessa ilusão que faz de mim teu pequeno irmão. </div><div align="justify"><br />Recobrirei a minha realidade com a tua fantasia e farei de teu espetáculo o brilho de meus olhos vazados, nessa permuta hipnótica de quem busca a complacência com seus próprios limites para tentar encobrir a mesquinhez que me corrói.</div><div align="justify"><br />Ficarei atento ao teu banho, ao teu sexo, à tua ira e às tuas refeições, fiel à exposição perene deste teu ser desprovido de preocupações e conteúdos, entregue a esta liberdade que faz de ti o que não sou, e me permite projetar em teu vigor as minhas fraquezas e em teu esplendor o sabor amargo de meu anonimato. Verei em tua janela, que se abre para a minha casa, a subversão de todos os valores, como se nos cômodos que te abrigam findassem todos os princípios, escorrendo pelo ralo tudo aquilo que num lar soa como sinônimo de família. Ampliados pela eletrônica, meus olhos contemplarão as tuas intimidades mais ousadas. Sentirei os teus odores e beberei o teu suor, ouvirei tuas queixas e amarguras, acolherei tuas frustrações e vitórias. </div><div align="justify"><br />Esticarei o meu olhar até os limites proibitivos do escárnio e, quem sabe, verei o teu rancor extirpar toda a agressividade que jaz em meu peito e a tua voracidade explodir em taras que haverão de suprir os meus desejos mais ignóbeis e saciar as minhas pulsões mais abjetas.</div><div align="justify"><br />Deste lado da tela, sentirei os teus sentimentos e comungarei as tuas emoções, vendo-te virar pelo avesso nesse zoológico de luxo, exposto à multidão como carne no açougue, a engordar no balcão do voyeurismo a fabulosa soma dos teus patrocinadores em tua ânsia de embolsar um milhão e enterrar o teu passado nessa árida mesquinhez de meu presente.</div><div align="justify"><br />Em ti livrar-me-ei de todo ideal que não seja fazer da vida um jogo de entretenimentos, a seduçãoepidérmica como sucedâneo de quem não atinge as profundezas do amor, vendo-te representar a ti mesmo sob os aplausos invejosos de meu olhar sequioso, preso ao teu desempenho huit-clos.</div><div align="justify"><br />Aprisionarei a tua vida em meu olhar, torna-me-ei teu carcereiro eletrônico, decidindo o teu presente e o teu futuro, absolvendo-te ou condenando-te, juiz supremo que se ignora refém do próprio equívoco.</div><div align="justify"><br />Inebriado com as tuas loucuras, te elegerei objeto supremo de minha admiração, de minha cupidez, de minha inveja, deixando-me devorar pelo teu sucesso, do qual farei tema de todas as minhas conversas.</div><div align="justify"><br />À espera de que os corvos venham devorar o meu coração, quero ser consumido e consumado por ti, arrancando de meus olhos todas as escamas, até que eu possa ver também o marido espancar a mulher, o filho estuprar a mãe, o pai assassinar a filha, enfim, o horror, o horror, o horror, pois sei que o show não pode parar e que o seu limite é não ter limites.<br /><br /><strong>O email:</strong></div><strong></strong><div align="justify"><br />Obrigada, mana.</div><div align="justify"><br />Li e gostei, mas sou suspeita porque sou fã das análises do Frei Betto. Considero-o um talento dentro da Instituição Igreja Católica, além de ser um ser humano que tem todo o meu respeito.</div><div align="justify"><br />Eu leio essas coisas e um misto de cansaço e indignação me toma.</div><div align="justify"><br />Cansaço porque sei que essa historinha vai se repetir <em>ad nauseum</em>. Enquanto existirem pessoas que não têm vida própria (e elas parecem multiplicar-se por meiose), esses programas farão imenso sucesso.<br />Não, não vou discutir - até porque, mana, inteligência não te falta para isso - o motivo, as razões pelas quais as pessoas cada dia estão mais vazias, plastificadas, rasas, sem estofo... eu olho e acho tudo triste, muito triste. Triste é pouco, é deprimente.</div><div align="justify"><br />Uma emissora que tem tanto poder de fogo e que não dedica míseros 30 minutos de sua programação diária para um programa de verdade!<br />Tudo bem, é uma empresa capitalista visando lucros, mas não é possível que não sobre no orçamento meia pataca para fazer um meio de campo, uma "caridade intelectual". Considero isso o pior tipo de capitalismo porque é burro! Afinal não diz o ditado que o capitalismo acende uma vela pro diabo e outra para Deus? Tem alma que tá ficando sem reza, mana.</div><div align="justify"><br /> O pior mesmo é ver o Pedro Bial contemporizando as asneiras com seu discurso cínico e hipócrita ou como pérolas como esta: "vocês estão sendo julgados pela moral e pelos moralistas".</div><div align="justify"><br />Agora querer qualidade na programação e dizer o que pensa do comportamento execrável que é ensinado neste programa virou moralismo?</div><div align="justify"><br />Ah, esqueci! Somos moralistas e repressores. A Rede Globo é que é democrática e libertária! Exatamente como no Regime Militar. Os militantes da resistência eram comunistas e o Estado (com a ajuda fraterna das Organizações Globo) era o guardião da Moral e dos Bons Costumes.</div><div align="justify"><br />É impressionante como alguns segmentos estão sempre do lado certo, independente das merdas que fazem!</div><div align="justify"><br /> Bem, tem o outro lado da moeda... ainda tenho esperança enquanto existir meia dúzia de gatos pingados - como o Frei Betto - que dizem o que pensam, nadam contra a corrente e se fazem ouvir ainda que por poucos, ainda que sua voz se perca na multidão, mas sempre há alguém ao lado e porque existem esses poucos ao lado é que ainda vale a pena.</div><div align="justify"><br />O sábio Osman Lins diz uma coisa linda em relação à opressão, pela boca da personagem Abel, lá no <em>Avalovara:</em></div><div align="justify"><br /><em><strong>“Busco as respostas dentro da noite e é como se estivesse nos intestinos de um cão. A sufocação e a sujeira, por mais que procure defender-me, fazem parte de mim - de nós. Pode o espírito a tudo sobrepor-se? Posso manter-me limpo, não-infeccionado dentro das tripas do cão? Ouço: 'A indiferença reflete um acordo, tácito e dúbio, com os excrementos'. Não, não serei indiferente".</strong></em></div><div align="justify"><br />Beijocas, mana!<br /> </span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1138712650523111542006-01-31T08:58:00.000-04:002006-01-31T09:04:10.540-04:00<div align="justify"><span style="font-family:verdana;color:#990000;"><strong>Puta da vida<br /><br />Cara, fala a verdade, tem coisa pior, mais abominável do que acordar de bem com a vida, sorri largo e dizer bom dia e a pessoa virar pra você com cara de quem comeu merda e responder: "só se for pra você?"<br /><br />Quer saber? Tomara que coma muito cocô na vida!<br /><br />Valentina Balboa</strong></span></div><span style="font-family:verdana;"><div align="center"><br /><br /><strong>***</strong></div><div align="justify"><br /><br />Agora que já desabafei e mandei o serzinho abjeto para casa do cacete, voltemos para os bons modos e minha doce fase brejeira.</div><div align="justify"><br />People, eu tirei foto, mas vocês terão que ser pacientes, muuuito pacientes.<br />Tia Valentina não tem máquina digital, pasmem! (By the way, em julho faço 15 anos e vocês - amigos caridosos - podem fazer uma vaquinha para me tirar do mundo retrógrado em que me encontro). Então, preciso arrumar um <em>scanner</em> e assim que possível divido os dias de Paraíso em Porto de Galinhas.</div><div align="justify"><br />Manas, fiquem tranqüilas, minha vida não foi só camarão, água de côco, praia e sol, não. Eu ralei muito para não ficar em forma de esfera. Fiz hidroginástica todo dia, tentei até me confundir com os nativos e fui fazer aula de forró... caceta, sou um caso perdido mesmo.<br />Sabem qual é o meu problema mais grave? Eu sou destra fajuta! Isso quer dizer que eu tenho mais força no braço e na perna esquerda, meu ponto de apoio para a dança está no lado que é do cavalheiro e não da dama, então além da minha ótima coordenação motora e talento nato para a dança, eu não consigo um par!! Mas se conseguisse, pisaria nos pés do coitado até ele pedi penico.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">Alguém aí se habilita? </div><div align="justify">:o)</div><div align="justify"><br /> </span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1138642510057346292006-01-30T13:25:00.000-04:002006-01-30T13:35:10.106-04:00<img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/book.jpg" alt="Image hosting by Photobucket"><br /><br />Via Fal.<br />1. Pegue o livro mais próximo de você<br />2. Abra na página 23 <br />3. Ache a quinta frase<br />4. Poste o texto em seu blog junto com essas instruções<br /><br />"Na estação ferroviária de Florença, Guignard a aguarda com um buquê de flores. Casaram-se há pouco e Anna Döring já o abandona. Vai viver com outro homem,<br />músico como ela. Guignard parece compreender tudo. É um homem feio. Seu lábio leporino mal lhe permite falar. Tem mesmo pouco a esperar da vida."<br /><br />O filantropo. Rodrigo NavesRubya Rubihttp://www.blogger.com/profile/15011358469570581957noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1138279973698823192006-01-26T08:51:00.000-04:002006-01-26T08:52:53.713-04:00<div align="justify"><span style="font-family:verdana;">Voooooooooooooltei, people!<br /><br />Tô vendo que as manas fizeram o dever de casa... digam-me, cuidaram direitinho docês?<br /><br />Já estava roxinha de saudades... minto, estou bronzeada de saudades!<br />Uia, inveja, né?<br /><br />Nem conto pra vocês... ou conto? Tá bom, eu conto.<br />Estive em Porto de Galinhas e resumo tudo numa única palavra: lindo!<br /><br />A gente vai conversando durante a semana, porque agora vou trabalhar. Tem coisa atrasada pra burro!<br /><br />P.S.: Ah, só para vossa informação, eu estava perdida em algum lugar bem aqui!<br /> <img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/portodegalinhas_muroalto.jpg" alt="Image hosting by Photobucket" /><br /><strong><span style="font-size:85%;">Muro Alto, Porto de Galinhas – PE</span></strong></span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1137774637713773682006-01-20T11:51:00.000-04:002006-01-20T12:35:07.376-04:00The Producers<div align="justify"><span style="font-family:verdana;color:#3333ff;">Para quem pretende passar um final de semana leve e descontraído, uma boa dica é assistir </span><span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"><strong>“Os Produtores”</strong> (The Producers). </span></div><p><span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"></span></p><p align="center"><span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"><img style="WIDTH: 541px; HEIGHT: 287px" height="550" alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/osprodutores4.jpg" width="775" /></p><div align="justify"><br />Fui assistir movida pela curiosidade de saber como agem meus colegas de profissão mais abastados. E não é que são iguaizinhos a muitos que, infelizmente, atuam do lado de cá?<br />Me lembrei tanto de Guilherme Fontes, Norma Benguel... </div><div align="justify"><br />“O Produtores” é uma comédia/musical simplesmente e deliciosamente hilária, que traz no elenco principal Matthew Broderick, Nathan Lane, Uma Thurman (belíssima!), Will Ferrell (brilhante!!), Gary Beach, Roger Bart, entre outros merecedores de igual destaque.<br /><br />Com a direção de Susan Stroman, roteiro e produção de Mel Brooks, trata-se de uma refilmagem do clássico da comédia “Primavera para Hitler”, do próprio Mel Brooks.<br />Na verdade não é uma adaptação direta do filme de 1968 e sim uma “adaptação da adaptação” para o teatro.<br />Em 2001, Mel Brooks e Thomas Meehan (que co-roteirizam o novo filme) levaram “Primavera para Hitler” para a Broadway, fazendo um enorme sucesso, conquistando inclusive 12 prêmios Tony.<br />A peça contava com as presenças de Nathan Lane e Matthew Broderick interpretando os papéis que um dia foram de Zero Mostel e Gene Wilder, e que agora revivem na telona.<br /><br />Acho que foi a primeira vez que vi Matthew Broderick atuando sem me lembrar do encapetado Ferris Bueller, de “Curtindo a vida adoidado” (Ferris Bueller's Day Off).<br />E mais surpresa fiquei em vê-lo cantando! Não é que ele canta direitinho? Voz pequena, mas afinada e bem colocada.<br /><br />O filme, é irrepreensível: figurino impecável, direção inteligente, coreografia primorosa com referências aos grandes filmes/musicais de Fred Astaire e Gene Kelly.<br /><br />Dispensável mesmo, só as legendas em português, de tradução medonha.<br />Se o seu inglês estiver em dia, ignore-as.<br /><br />Não deixem de assistir “Os Produtores” e quando o fizerem, não deixem a sala antes do término dos créditos, em que, dentre outras coisas, pode-se conferir uma participação do brilhante Mel Brooks.<br />Ah... e se vocês se ligam em CDs de trilhas sonoras, o deste filme certamente é indispensável!</div><div align="justify"></div><div align="justify">Divirtam-se!!</div><div align="justify"></div><p align="center"><img style="WIDTH: 426px; HEIGHT: 310px" height="219" alt="Image hosting by Photobucket" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/osprodutores2.jpg" width="300" /></p></span>Callas de Paquetáhttp://www.blogger.com/profile/02915280919517696209noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1137588660395396192006-01-18T08:42:00.000-04:002006-01-18T08:51:00.406-04:00Por favor, me vê um livro para quem tem 36 anos e 4 meses<img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/reading.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com"><br /><br />Li na Entrelivros.<br /><br /><br />Escrita para adultos, lida por crianças<br /><br />No começo do século XIX, um pub em Belfast, na Irlanda, costumava receber escritores que se reuniam para trocar idéias. Entre eles, dois que despontariam, no século XXI, fazendo sucesso entre o público infanto-juvenil: J.R.R. Tolkien e C. S. Lewis. <br /><br />Além do fato de assinarem apenas as iniciais e o sobrenome, os dois amigos partilhavam a idéia de que contos de fadas não são, necessariamente, literatura infanto- juvenil. Inicialmente, eram feitos para adultos, mas passaram para o quarto das crianças quando saíram de moda nos círculos literários, assim como acontecia com a mobília nas casas vitorianas. <br /><br />Para Lewis, autor de As crônicas de Nárnia - que deu origem ao filme em cartaz, há três maneiras de escrever para crianças: a inconcebível, na qual o adulto considera texto infantil como um departamento especial, em que o autor dá às crianças o que acha que elas querem, tentando identificar seus hábitos como faria um antropólogo; a segunda - praticada por Lewis Carroll, Keneth Grahame e Tolkien -, em que o livro publicado nasce de uma história contada de viva voz a uma criança; e a terceira, "a única que sou capaz de usar", como diz, que consiste em escrever uma história para crianças "porque é a melhor forma artística de expressar algo que você quer dizer". Para ele, a classificação de livros em faixas etárias tem uma relação muito vaga com os hábitos dos leitores reais.<br /><br /><br />Compreendeu, pequeno gafanhoto?Rubya Rubihttp://www.blogger.com/profile/15011358469570581957noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1137010106823735652006-01-11T16:06:00.000-04:002006-01-11T16:08:26.836-04:00<div align="justify"><span style="font-family:verdana;">Ficarei ausente nos próximos dias e impossibilitada de postar.<br />O ano mal começou e zilhões de mudanças já chegaram com ele. Estou meio zonza, sem saber ao certo como agir, então, nos próximos 10 dias, ficarei na companhia das pessoinhas que me devolvem a paz e serenidade que preciso.<br />Retornarei dia 25, mas até lá mantenham a casa assim, sempre aconchegante e calorosa.<br /><br />Beijocas</span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1137001545855711412006-01-11T13:26:00.000-04:002006-01-11T13:45:45.916-04:00<div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/bolo_aniversarios01g.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /><br /><br />Hoje, o João está de aniversário.<br /><br />Aos que já conhecem o João – que também é Gabriel – e seu extenso histórico sabem que eu sempre fico emocionada com a data. A cada ano celebro em toda a plenitude sua vida, alegria, coragem...<br />Aos que não o conhecem, saibam, João é um garotinho de muitos atributos, tem nas mãos a delicadeza e a força do milagre.<br /><br />Acreditem, eu sou mais absoluta porque ele existe.<br />Juju, aí vai meu presentinho. Gostaria de saber colocar a musiquinha tocando, mas...<br /><br /><strong><span style="color:#990000;">Oito</span> <span style="color:#990000;">anos<br /></span></strong><span style="color:#990000;"><em>Dunga / Paula Toller<br /></em><br />Por que você é Flamengo<br />E meu pai Botafogo</span><br /><span style="color:#990000;">O que significa<br />"Impávido colosso"?</span></span></div><span style="font-family:verdana;"><div align="justify"><br /><span style="color:#990000;">Por que os ossos doem<br />enquanto a gente dorme<br />Por que os dentes caem<br />Por onde os filhos saem</span></div><div align="justify"><br /><span style="color:#990000;">Por que os dedos murcham<br />quando estou no banho<br /></span><span style="color:#990000;">Por que as ruas enchem<br /></span><span style="color:#990000;">quando está chovendo</span></div><div align="justify"><br /><span style="color:#990000;">Quanto é mil trilhões<br />vezes infinito<br />Quem é Jesus Cristo<br />Onde estão meus primos</span></div><div align="justify"><br /><span style="color:#990000;">Well, well, well<br />Gabriel...</span></div><div align="justify"><span style="color:#990000;"></span> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"><span style="color:#990000;">Por que o fogo queima<br />Por que a lua é branca<br />Por que a terra roda<br />Por que deitar agora</span></div><div align="justify"><br /><span style="color:#990000;">Por que as cobras matam<br />Por que o vidro embaça<br />Por que você se pinta</span><br /><span style="color:#990000;">Por que o tempo passa</span></div><div align="justify"><br /><span style="color:#990000;">Por que que a gente espirra<br />Por que as unhas crescem<br />Por que o sangue corre<br />Por que que a gente morre</span></div><div align="justify"><br /><span style="color:#990000;">Do que é feita a nuvem<br />Do que é feita a neve<br />Como é que se escreve<br />Réveillon<br /> </span></span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1136998796203601442006-01-11T12:55:00.000-04:002006-01-11T12:59:56.216-04:00<img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/estilo_brecho_dolly1.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com"><br />Sabem que há uma ONG que trabalha pelas prostitutas, a Davida?<br />Elas têm site http://www.beijodarua.com.br e têm grife. A Daspu. No final do ano, devem ter ouvido falar que aquela outra grife ficou ofendidinha com a parecência do nome, certo?<br />A Daspu é uma jovem grife para prostitutas e simpatizantes. Tem roupa de batalha, de festa e dia-a-dia.<br />E daí que a reação da mulherada do trabalho foi um festival variado. Teve a política correta, a incorreta, a resolvida imediata, a que ia pensar, a que franziu o nariz e quase se jogou do segundo andar etc.<br />Olha pra mim e diz: você, mulher, usaria?<br />E aí, rapaz, o que acha da namorada sair com uma sainha da marca?Rubya Rubihttp://www.blogger.com/profile/15011358469570581957noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1136824060882707002006-01-09T12:25:00.000-04:002006-01-09T12:27:40.903-04:00<div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><strong><span style="color:#990000;">Extra! Extra!</span></strong><br /><br /><br />O Hormoniosas orgulhosamente apresenta:<br /><a href="http://www.sincron.blogspot.com">Sincronicidade</a>: o mais novo blogue do pedaço!<br /> </span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/BANNERSINC.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><br />Dois amigos já conhecidos nossos, o gajo <a href="http://www.opovoebomtipo.blogspot.com">Leal</a> e a <a href="http://www.glossolalias.blogspot.com">Lu</a>, resolveram unir-se e publicar o registro de uma amizade.<br />Vem coisa bonita por aí.<br />Não deixem de visitá-los!</span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1136554371026471452006-01-06T08:37:00.000-04:002006-01-06T09:39:55.073-04:00Prestação de contas<div align="justify"><span style="font-family:trebuchet ms;">E cá estou eu para prestar contas da tarefa que me foi confiada.<br /><br />A festa da Rubyazita no Grand Hyatt Hotel (por total impossibilidade de acontecer no Waldorf Astoria) foi simplesmente deslumbrante, assim como a aniversariante e, com perdão da pouca modéstia, suas hormoniosas irmãs.<br />Respeitando a cláusula contratual que nos impossibilita revelar nossas faces, posto aqui a foto da nossa chegada triunfal ao evento, que certamente marcará para sempre a sociedade paulistana.<br />Da esquerda para a direita:<br />Callas, Valentina, Sorella e... ela! A aniversariante e seu generosíssimo decote.</span><br /></div><p align="center"><span style="font-family:trebuchet ms;"><img style="WIDTH: 479px; HEIGHT: 310px" height="475" alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/RubyaFesta.jpg" width="777" /></span></p><span style="font-family:trebuchet ms;"><p align="justify"><br />Infelizmente Amélie não pode comparecer, pois está na aldeia Yawalapiti, Alto Xingu, cuidando dos preparativos do Quarup pra ver se desencarna logo a índia global Serena, que não sabe se vai ou se fica, se fica Luna ou se vai Serena.<br />Tomara que vá logo serenar em outro lugar!<br /><br />Mas voltando ao meu objetivo principal... (eu sempre fujo dele... rs)<br />Fiquei encarregada de comprar os presentes da Rubya, e lá fui eu tentar fazer milagres nas ruas do Saara e depois, na famosa 25 de março, no sol quente, no empurra-empurra, enquanto as manas se entregavam a tarefas árduas, tais como fazer unhas, limpeza de pele, chapinha... oops... quer dizer, penteados artísticos, etc. e tal.<br /><br />Mas enfim, por que tive eu que fazer milagres? E eu respondo:<br />Porque a vaquin... ehrr... quer dizer... a “coleta benemérita” realizada entre nós, não me possibilitou alçar vôos mais altos.<br />Eu sei, eu sei... era pra comprar este colar Chanel de rubis, pérola e diamantes, algo assim, bem simplesinho...</p><p align="center"><img style="WIDTH: 166px; HEIGHT: 162px" height="474" alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/ColarChanel.jpg" width="302" /></p><p align="justify">Mas com aquela merreq... quer dizer... aquele “cartão de crédito” que vocês me deram manas, só deu mesmo pra comprar este vidrinho de alfazema, um pó-de-arroz Coty</p><p><img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Alfazema.jpg" /> <img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/coty.jpg" /></p><p>um creminho pra pele e um sabonetinho Eucalol.</p><p> <img height="215" alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/creme.jpg" width="179" /> <img style="WIDTH: 194px; HEIGHT: 222px" height="236" alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/Eucalol.jpg" width="209" /></p><p>Tudo para tornar a Rubirosa mais bonita do que já é!</p><p align="justify">Aproveitei pra comprar também aquele sabão que a Sorella (nossa lavadeira oficial) pediu e o teu leite de colônia, viu Valentinha?</p><p><img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/sabo.jpg" /> </p><p align="center"><img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/leitedecolnia.jpg" /></p><p align="justify"><br />Pra mim, depois de andar tanto, senti fome e comprei um pacotinho de biscoitos, um chocolatinho politicamente correto...</p><p><img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/biscoito.jpg" /> </p><p align="center"><img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/chocolate.jpg" /></p><p align="justify">Biotônico pra ficar fortinha e colírio pra aliviar meus olhos ardidos de tanto chorar pechinchando!</p><p><img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/biotnico.jpg" /> </p><p align="right"><img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/colrio.jpg" /><br /></p><p align="left">Fiz milagre ou não? </p><p align="justify">E olha que está tudo dentro do prazo de validade! O dono do empório me garantiu.<br />E eu acreditei....</span></p>Callas de Paquetáhttp://www.blogger.com/profile/02915280919517696209noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1136470751669564612006-01-05T10:14:00.000-04:002006-01-05T10:19:11.683-04:00<img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/microfone.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com"> Rhã, rhã:<br />Meus queridos e minhas queridas: o meu muito obrigada! Valeu, comentaristas queridos. Valeu, de novo, manas, pelos posts lindos e por tudo. Parti o bolo em dois, sim? e o próprio Ray cantou para nós... dá licença que eu sou um luxo e o Fá tem que descansar a voz... hou sonho meu, sonho meu, sonho só meu.<br /><br />A todos vocês um 2006 super legal.Rubya Rubihttp://www.blogger.com/profile/15011358469570581957noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1136310421470381042006-01-04T21:09:00.000-04:002006-01-04T07:09:49.006-04:00E pra Rubya, nada?<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4627/461/1600/popup_infantil_hello_kitty.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4627/461/320/popup_infantil_hello_kitty.jpg" border="0" /></a><br />TUUUUDOOOOOOOO!<br />Então como é que é?<br />FELIZ ANO NOVO, DE NOVO!Sorella Biondahttp://www.blogger.com/profile/03644151447969366805noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1136382564177587742006-01-04T09:39:00.000-04:002006-01-04T09:49:24.193-04:00<div align="justify"><span style="font-family:verdana;">Rubya, minha lindona, eu gostaria de saber usar melhor as ferramentas da internet, mas eu não sei. Ponto. Pronto.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><br /></span><span style="font-family:verdana;">Receba meu humilde presentinho, leia a letra, feche os olhos e imagine a voz do Ray Charles cantando somente para você.</span></div><div align="justify"><br /><span style="font-family:verdana;">O par… bem, o par é por sua conta e risco, mas a xampã é oferta minha.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Verdana;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;">Tintin ;-)</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><img src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/xampa.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /><br /><br /></span><span style="font-family:verdana;"><strong>Ruby<br /></strong>(Ray Charles)</span></div><div align="justify"><br /><span style="font-family:verdana;">They say, Ruby you're like a dream<br />Not always what you seem<br />And though my heart may break when I awake<br />Let it be so, I only know<br />Ruby, it's you</span></div><span style="font-family:verdana;"><div align="justify"><br />They say, Ruby you're like a song<br />You just don't know right from wrong<br />And in your eyes I see heartaches for me<br />Right from the start, who stole my heart?<br />Ruby, it's you</div><div align="justify"><br />I hear your voice and I must come to you (must come to you)<br />I have no choice, so what else can I do ? (what else can I do?)</div><div align="justify"><br />They say, Ruby you're like a flame<br />Into my life you came<br />And though I should beware, still I just don't care<br />You thrill me so, I only know<br />Ruby, it's you</div><div align="justify"><br />(I hear your voice and I must come to you)<br />(I have no choice, what else can I do ? -what can I do?)</div><div align="justify"><br />They say, Ruby you're like a flame<br />Into my life you came<br />And though I should beware, still I don't care<br />You thrill me so, I only know<br />Ruby, it's you </span></div>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7191580.post-1136293063363830582006-01-03T08:52:00.000-04:002006-01-03T08:59:20.566-04:00Feliz Conto Novo<div align="justify"><a href="http://lefumoir.com/cafe.html"><img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://img.photobucket.com/albums/v314/hormoniosas/fumoir-bar.gif" /></a></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"><a href="http://lefumoir.com/cafe.html">http://lefumoir.com/cafe.html</a></span></div><div align="justify"><br /><span style="font-family:verdana;"><br />Aqui estou eu, sentado numa praça, tomando um café e fingindo serenidade, mas minhas mãos estão trêmulas e geladas. Ondas de calor e lufadas de ar frio revezam-se em mim como se quisessem espantar todas as indagações que pululam na minha mente.</span></div><span style="font-family:verdana;"><div align="justify"><br />"Como surgirá? O que estará vestindo? Serão ainda seus cabelos bichos ferozes a seduzir?"</div><div align="justify"><br />Combinamos não nos descrevermos ou nos identificarmos. Somente trocamos número de telefone caso não sejamos mais capazes de nos reconhecermos, afinal a última vez que a vi foi há 30 anos, mas uma beleza como a dela, o tempo não apaga.</div><div align="justify"><br />Lembro-me como era bela. Não falo dessa beleza plastificada, das passarelas, com prazo de validade, perecível.</div><div align="justify"><br />Há mulheres que causam dor e cegueira, são tão escancaradamente belas que chegam a agredir os comuns, parecem gritar ao mundo, em sons estridentes, seus desenhos e contornos.</div><div align="justify"><br />Hannah era bela de outra forma.<br />Sua beleza não desfilava por aí, nem se revelava a toda hora. Para vê-la era preciso um olhar atento, quase arqueológico. Por baixo daquele invólucro agradável havia uma outra camada a escandir.</div><div align="justify"><br />Descobri sua beleza ao longo de três breves anos.</div><div align="justify"><br />Era cinicamente bela quando estávamos rodeados de pessoas, mas era impossível um comentário, então ela arqueava a sobrancelha direita, ensaiava um sorriso que não se completava e tudo estava dito.</div><div align="justify"><br />Como era linda quando se arrumava toda para uma ocasião especial! E a maneira como sentava-se? E quando folheava as páginas de um livro?<br />Existia algo etéreo quando conversava; se o tema era de seu interesse então, seus olhos faiscavam, abria um sorriso largo, gesticulava muito, assumia uma postura avantajada.</div><div align="justify"><br />Mas ela era bonita mesmo quando durante uma única semana em todo o mês inventava que precisava fazer exercícios físicos. Acordava cedo e ia correr. Voltava atrasada e faminta. Tomava um banho rápido, mas tinha tempo para sentar-se à mesa, servir-se de <em>capuccino</em> e devorar um pão inteiro com requeijão e mortadela!<br />Depois vestia seus jeans e saía apressada e feliz, acreditando-se mais magra.</div><div align="justify"><br />Aos domingos, costumava ela mesma fazer a faxina da casa. Algumas vezes cheguei intencionalmente sem aviso e flagrei-a descalça, de shorts, camiseta velha e num coque pra lá de desalinhado preso por um lápis. Ela olhava-me fingindo desaprovação, balançava a cabeça negativamente e dizia toda mandona: “veio atrapalhar ou ajudar? Se veio atrapalhar, se manda, mas se ficar com a segunda alternativa, na cozinha tem balde e vassoura te esperando”. Virava-se de uma só vez e quando eu voltava da cozinha, completamente munido, ela piscava o olho e gargalhava.<br />Ainda hoje escuto aquele som, a música...<br />Olhei para o relógio, meia hora se passara e ninguém se aproximou. Pensei em telefonar, mas desisti.</div><div align="justify"><br />Olhei para os lados, reparei nas mesas e não vi ninguém que pudesse se parecer com ela.</div><div align="justify"><br />Pedi outro café, começou a chover e resolvi entrar e sentar no balcão. Ao lado, mas sentada de costas para mim, uma mulher de cabelos muito curtos – “não era ela, não com esses cabelos” – parecia tentar convencer a garçonete a trazer-lhe algo fora do cardápio. Para me distrair da longa espera, comecei a prestar atenção na conversa de ambas. A moça não brigava, não havia bate-boca, como uma criança que quer ser atendida, ela dizia com olhos pidões: “não quero <em>croissant</em> de ervas finas, para mim, o único acompanhamento que vai bem com <em>capuccino</em> é pão com mortadela!”</div><div align="justify"><br />- Pão com mortadela?!?</div><div align="justify"><br />A estranha virou-se, sorriu cinicamente e arqueou a sobrancelha direita.</div><div align="justify"><br />Tudo estava dito.<br /></div><div align="right">Luciana Melo.</div></span>Valentinahttp://www.blogger.com/profile/09078808742837264366noreply@blogger.com