tag:blogger.com,1999:blog-70304050406725617842008-07-16T21:38:34.413-03:00SOBRE O SERMARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comBlogger35125tag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-30391052065346807072008-02-21T11:29:00.003-03:002008-02-21T11:35:27.948-03:00INTRODUÇÃO A MIM MESMO<a href="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R72MJDpbznI/AAAAAAAAAFo/fYgLfX0S1TY/s1600-h/silence.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169442034517003890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R72MJDpbznI/AAAAAAAAAFo/fYgLfX0S1TY/s320/silence.gif" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Meu existir exige a cada dia uma dose muito forte de enfrentamento diante do que eu sei que não sou. Embora nas muitas facetas que me apresento, encarar-me diante de nudez do meu interior, requer, para além da religião, um forte senso de superação. Sou uma criatura complexa. Complexa não só no DNA da biologia, pois esse a cada dia, anda sendo desvendado. Complexo não diante do olhar Divino, que paira sobre minha completa existência terrena, pois deste olhar, nada foge.<br /><br />Complexo sim diante de mim. Diante desta impossibilidade chamada eu. Deveras perguntam alguns que isto lerem: Que isso? Isso, digo a você, é o que todos sentem, mas não tem coragem de dizer, pois as complexidades que vivemos como questões de nossa existência, não são bem vindas na superfície do nosso viver diário, e como ficam submersas, pouco importa, se não me incomoda num dado espaço de tempo.<br /><br />Entretanto eu me importo. Por que sou assim? Não sei. Falta-me fé? Talvez. Pois quanto mais busco a Deus, mais de Deus vejo pouco em mim. Por isso minha busca é continua.<br /><br />Mas faço as perguntas que me são pertinentes, mesmo quando não as formulo na semântica necessária, entretanto elas permanecem vivas e fundidas dentro de mim. Quero me entender e por isso, busco fazer, num momento oportuno, uma introdução a mim mesmo.</span></div><br /><br /><div align="justify"><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Isto foi apenas um desabafo.</span></div><br /><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Obrigado.</span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-52431005653701849262008-02-15T10:45:00.002-02:002008-02-15T10:47:19.216-02:00AUSÊNCIA = REFLEXÃOSempre que Deixo de escrever no blog, sempre que há esta ausência é porque estou em processo de reflexão.<br />Quando terminá-lo, eis-me aqui novamente.<br />Até lá.<br /><br />Abraços.MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-80733835425278062002008-02-01T14:20:00.000-02:002008-02-01T14:45:25.026-02:00OS FARÓIS DO CORPO.<a href="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R6NLQdCz2HI/AAAAAAAAAFM/DvblFmrdnH0/s1600-h/2006-06-28-%4014-53-49.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162052343943125106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R6NLQdCz2HI/AAAAAAAAAFM/DvblFmrdnH0/s320/2006-06-28-%4014-53-49.jpg" border="0" /></a> <div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"><em>"A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grande serão tais trevas!" <strong>Mateus 6.22-23</strong></em></span></div><div align="justify"> </div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Jesus afirma que nossos olhos são os faróis do nosso corpo.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">São eles que nos iluminam. Nossa tendência é caminhar por onde houver claridade. Entretanto, o fato de haver claridade, não significa que estamos caminhando em luz. Algumas vezes somos iludidos opticamente e a realidade do que vemos, não é a realidade do que é. Algumas vezes, as luzes, são na verdade trevas.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Aquilo que vemos, segundo Jesus Cristo, é aquilo que somos. Nada mais verdadeiro. Olhe a sua volta e verá que, você é justamente aquilo que te cerca, pois nossa tendência é ir em direção aquilo que vemos. Nos tornamos aquilo que vemos.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Por isso, nada mais urgente do que higienizar nossos olhos (modo de ver e como ver as coisas). Existe uma certa arrogancia em nosso olhar, quando desprezamos as reais perspectivas das coisas. Olhos bons, nos levará as coisas boas. Olhos maus, nos conduzirá à coisas más. O interessante de tudo isso, é que esta experiencia não é externa a nós, é interna. É sentida no corpo. No viver diário. Na Existencia.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Pense nisso.</span></div><div></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-27974751497442201512008-01-30T14:33:00.000-02:002008-01-30T14:43:22.434-02:00REMEMBER - PORQUE SOMOS FEITOS DE LEMBRANÇAS.<a href="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R6CojNCz2GI/AAAAAAAAAFE/LKIzJE5E0sw/s1600-h/Nova+imagem3.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161310495716923490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R6CojNCz2GI/AAAAAAAAAFE/LKIzJE5E0sw/s400/Nova+imagem3.JPG" border="0" /></a><br /><div><div> <span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Muito lindo! É claro que falo da ponte.</span></div><div><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"> Londres - Inverno de 2007.</span></div><br /><br /><div></div></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-66332162832203404902008-01-30T13:52:00.000-02:002008-01-30T14:05:50.089-02:00O MAPA DO TESOURO<span style="color:#ff0000;">"<em>Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração. (Lucas 12.34)</em></span><a href="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R6CfwNCz2EI/AAAAAAAAAE0/oylHERkUS6Q/s1600-h/images.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161300823450572866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="125" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R6CfwNCz2EI/AAAAAAAAAE0/oylHERkUS6Q/s320/images.jpg" width="169" border="0" /></a><br /><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Podemos passar toda uma vida buscando algo de valor, que corrobore nossa existência. Nesta ânsia busca, às vezes, tomamos caminhos que não tem volta, e ainda, corremos o risco de não achar o tão esperado tesouro.<br /><br />Jesus, em sua singularidade, apresenta-nos o mapa do nosso tesouro: O coração. Nosso coração tende a ser, aquilo que buscamos. Onde estiver o nosso tesouro, lá vai estar nosso coração.<br /><br />O segredo é olharmos mais para dentro de nós, e identificarmos o que realmente somos (ou estamos nos transformados) e, como ainda temos tempo por que estamos vivos, corrigir o curso de nossa busca. Um coração azedo, amargurado, insatisfeito – pode até estar nadando em ouro – mas ainda não encontrou o verdadeiro tesouro, que avaliza a própria existência.<br /><br />É preciso uma espiritualidade transcendente. Que esteja além da estética e do palpável. Nosso tesouro não é aquilo que é medido pelos padrões humanos e monetários, mas tem sim, é com absoluta certeza, correlação com nossa interioridade. Nada é pior que a falta de propósito em nosso viver.<br /><br />O tesouro mais precioso que existe é a serenidade do coração.<br /><br />O coração é o mapa do nosso tesouro.<br /><br />Pense nisso.</span>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-11103196416525220022008-01-28T11:59:00.000-02:002008-01-28T12:11:08.397-02:00O MITO DE SI MESMO<div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R53iO9Cz2DI/AAAAAAAAAEs/00ItlbV4Pgk/s1600-h/mito-caverna.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160529494568851506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R53iO9Cz2DI/AAAAAAAAAEs/00ItlbV4Pgk/s320/mito-caverna.gif" border="0" /></a><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Perigoso é quando pensamos de nós mais do que somos. Quando permitimos que, na nossa fisiológica vaidade, a visão de nós mesmos torna-se megalômaniaca. Algumas vezes mitificamos nossa existência, como se, toda a humanidade dependesse de nós.<br /></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Corremos o risco de que nossa compreenção de nós mesmos, ultrapasse o limite de segurança, e queremos viver como modelo para outros, e nesta ânsia lânguida, tornamos seres insuportáveis, apenas por conceber a respeito de nós mesmos, aquilo que não somos.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-size:85%;"></span></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Singularirade ainda é o melhor remédio para nossa existência. Seja você apenas o que é, e não queira ser modelo pra nada, a não ser pra você mesmo. Não faça da sua existência um mito. Isso pode destrui-lo.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-size:85%;"></span></span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Pense nisso.</span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-83286384618101115382008-01-24T11:19:00.000-02:002008-01-24T11:42:57.186-02:00DAS COISAS FUNDAMENTAIS E ESSENCIAIS<a href="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R5iVntCz2CI/AAAAAAAAAEk/HPyLHfOiQtc/s1600-h/untitled.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159037882491721762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R5iVntCz2CI/AAAAAAAAAEk/HPyLHfOiQtc/s200/untitled.bmp" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Pense naquilo que é fundamental pra você. Fundamento é aquilo que forma toda a estrutura de algo. Fundamento é aquilo que torna possível a existência de alguma coisa. Pense num bolo. Podemos juntar a farinha, os ovos, o leite, a manteiga, o açúcar e etc, misturar tudo e teremos um bolo. Estes ingredientes são fundamentais para que tal objeto - o bolo - exista.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Pense naquilo que é essencial pra você. Essencial é aquilo que dá vida a toda estrutura formada. O essencial não é a fundamentação do objeto, mas sem ele, o objeto não terá plena realização, enquanto meio de satisfação. Podemos ter um bolo só com farinha. Ele vai alimentar como qualquer outro bolo, mas será apenas um bolo. Agora experimente colocar, no bolo, algumas gotas de baunilha, ou então algumas colheres de chocolate. Fundamentalmente ele continuará sendo um bolo, mas na sua essência terá vida própria. Sabor singular.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Nossa existência é formada por coisas fundamentais e essenciais. Das coisas fundamentais, podemos dizer que todos somos iguais. Somos homens. Seres racionais (quase sempre). Nas coisas essenciais, e são nestas que habitam todas as nossas diferenças, somos singulares. Cabe a cada um de nós, lançar sempre os verdadeiros fundamentos de nossa existência, e jamais esquecermos sobre o que estamos fundados: Nossa humanidade. Entretanto, e penso nisso com certo pesar, já não basta apenas sabermos que somos humanos, é preciso ser mais humanizado em nossa essência. Por isso, e afirmo com toda a minha certeza voraz, que é de máxima urgência que neste nosso bolo da existência, acrescentemos os sabores essenciais de uma existência mais rica em seus diversos sabores.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Das coisas fundamentais e essenciais ninguém pode decidir pelo outro. Então meu chamado neste pequeno texto é para que você, como eu, reflita sobre o que realmente é importante neste desafio de existir.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">E, se preciso for, resolva colocar mais essência nesta receita, fantástica, que é sua existência.</span><br /></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"></span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">O mais, acredite, Deus fará acontecer.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Abraços</span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-525584602486956962008-01-23T11:35:00.000-02:002008-01-23T11:46:26.062-02:00DAS PALAVRAS E OUTRAS CONSOANTES<div align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R5dEv9Cz2BI/AAAAAAAAAEc/_ZQ_hRBWkzY/s1600-h/palavras.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158667488807082002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R5dEv9Cz2BI/AAAAAAAAAEc/_ZQ_hRBWkzY/s320/palavras.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Palavras, algumas vezes, dizem tudo. Mas em outras, são absolutamente, desnecessárias.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Nesta sutileza de suas utilidades vale mais, apenas, um gesto do que um discurso.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Entretanto, algumas coisas nunca poderão ser ditas sem as vogais e consoantes, que compõe toda nossa dialética humana.</span></div><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Penso, que as vezes, tudo se resume ao silêncio, mas contrariando meu próprio pensamento, ouço os gritos ensurdecedores de todas as palavras, que passei a vida inteira, tentando calá-las. Então, concluo que, tudo deve ser dito ainda que as palavras ressoem na interpretação errada.</span><br /><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Diga tudo o que tem pra dizer, e diga logo. </span><br /><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">A vida é curta.</span><br /><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"></span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Então curta.</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">(Mas nunca esqueça de Deus. Não o deus da religião, pois este é desilusão pura.Mas no Deus que é proposta de vida.)</span><br /><br /><span style="font-size:85%;">Tenha um ótimo dia.</span><br /></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-2347252251019576572008-01-22T11:32:00.000-02:002008-01-22T11:40:58.653-02:00HOJE É MAIS UM DIA<span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Passado o alvoroço interior da reflexão natalícia, volto-me ao <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0">cotidiano</span> das coisas primeiras. Nada de feroz, a não ser o desejo <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1">algoz </span>de voltar a pegar o fio da meada.</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Enfrento uma pequena turbulência neste <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2">voo</span> rumo ao centro do meu <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3">próprio</span> viver.</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Nesta busca inquietante por entender tudo ao mesmo tempo agora, percebo que não compreendo as coisas como elas realmente são.</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Por que será que precisamos de uma tragédia em nossa vida, para podermos entender o mundo, ou será que é o mundo a tragédia?</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Seria este o tempo de pensar?</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Mas será que vale a pena tentar <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4">entender</span> o mundo?</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Ou é melhor ficar assistindo o <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5">BBB</span> 8?</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Pense nisso, e aprenda a olhar para dentro de si.</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Um pequeno facho de luz, pode acabar com todo tipo de trevas.</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"></span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Abraços.</span>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-26226053898825000712008-01-21T11:31:00.000-02:002008-01-21T11:35:48.053-02:00HOJE É MEU ANIVERSÁRIO!<a href="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R5SfZ53oBbI/AAAAAAAAAEU/ia0_X0o4XmQ/s1600-h/cronometro.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157922740625737138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_imZrSClJUQw/R5SfZ53oBbI/AAAAAAAAAEU/ia0_X0o4XmQ/s320/cronometro.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://bp0.blogger.com/_imZrSClJUQw/R5SfQp3oBaI/AAAAAAAAAEM/E2zWFX9SsrA/s1600-h/cronometro.jpg"></a><br /><br /><div><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Pois é. Hojé completo 36 anos de idade.</span></div><br /><div><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Alguns anos mal vividos, outros cheios de plenas realizações.</span></div><br /><div><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Frustrações e erros, mas também alguns acertos, pois a vida não é só feita de fracassos.</span></div><br /><div><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Todavia uma coisa é certa. Estou em contagem regressiva.</span></div><br /><div><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Só eu sei.</span></div><br /><div><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Então, parabéns pra mim.</span></div></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-7446538174029236272008-01-21T11:26:00.000-02:002008-01-21T11:31:45.978-02:00HÁ TEMPO PARA TODAS AS COISAS<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R5SeIJ3oBZI/AAAAAAAAAEE/mfCsYYVlVx8/s1600-h/tempo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157921336171431314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R5SeIJ3oBZI/AAAAAAAAAEE/mfCsYYVlVx8/s320/tempo.jpg" border="0" /></a><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Tudo tem seu tempo determinado,e há tempo para todo o proposito. </span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">há tempo de nascer e tempo de morrer;</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de plantar e tempo de se arrancar o que se plantou; </span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de matar e tempo de curar;</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de derrubar e tempo de edificar; </span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de chorar e tempo de rir;</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de plantear e tempo de saltar; </span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras;</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; </span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de buscar e tempo de perder;</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de guardar e tempo de jogar fora;</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de rasgar e tempo de coser;</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de estar calado e tempo de falar; </span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de amar e tempo de aborrecer;</span></div><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">tempo de guerra e tempo de paz. </span></div><div align="justify"><span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"><em>Provérbios de Salomão</em></span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-55866615923623311882008-01-16T14:32:00.000-02:002008-01-16T14:35:29.623-02:00CARPE DIEM<div align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R44yK53oBYI/AAAAAAAAAD8/KQlVk4IPCY4/s1600-h/a%2520estrada%2520da%2520vida%2520-%2520Elliott%2520Erwitt.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156113786300007810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R44yK53oBYI/AAAAAAAAAD8/KQlVk4IPCY4/s320/a%2520estrada%2520da%2520vida%2520-%2520Elliott%2520Erwitt.jpg" border="0" /></a> <span style="font-family:verdana;font-size:85%;">A fragilidade da vida é algo fantástico. Digo fantástico, por que somente diante de tal fragilidade, nos deparamos com o tamanho da beleza das coisas que nos rodeiam. Longe de ser melancólico ou até melodramático, num estilo de novela mexicana, quero dizer que, nada é tão precioso quanto à vida.<br /><br />Tenho alguns traços existencialista, confesso, entretanto creio na eternidade com toda a força do meu coração. Uma continuidade da nossa existência. A existência não termina com o fim da vida.<br />Bom, o que quero dizer é que, aproveite o máximo a sua existência nesta vida. Existe uma citação do latim, que diz: “<em><strong>CARPE DIEM"</strong></em>, que, quer dizer: “APROVEITE O DIA”“. Faça isso. Faça de hoje o seu melhor dia.<br /><br />Fracassos, medos, incertezas, desespero, angustia, sofrimento são apenas parte do pacote. Não dê muito valor a eles e nem os ignore, pelo contrario quando se dispõe a viver, vamos aprendendo – a duras provas – que eles fazem parte do nosso próprio crescimento.<br /><br />AH! Quanto à fragilidade da vida, esqueça. Ao invés de pensar sobre o fim da vida, comece a viver hoje, como se fosse o primeiro dia do resto dela. O mais acredite, Deus fará acontecer.<br /><br />Então, <em>carpe diem</em> para você!<br /><br />Abraços.</span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-75693393117280552152008-01-15T13:54:00.000-02:002008-01-15T14:22:33.937-02:00SILÊNCIO<a href="http://bp0.blogger.com/_imZrSClJUQw/R4zdUp3oBXI/AAAAAAAAAD0/TbFhncmcZmg/s1600-h/triste-vida.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155739020338660722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_imZrSClJUQw/R4zdUp3oBXI/AAAAAAAAAD0/TbFhncmcZmg/s200/triste-vida.jpg" border="0" /></a> <span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Estou passando por um período de silêncio reflexivo.</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"></span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Já faz alguns dias que não entro aqui.</span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"></span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Algumas coisas acontecem em nossa vida e nos leva ao terreno deserto da reflexão.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-size:85%;"></span></span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Espero, após sair deste período de viagem para dentro de mim mesmo, ter algo de oportuno e produtivo para oferecer.</span><br /><span style="font-family:verdana;"><br /><span style="font-size:85%;"></span></span><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">No momento, só ofereço-lhe o meu silêncio.</span>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-90484807682617885492008-01-15T13:42:00.000-02:002008-01-15T13:48:25.673-02:00DEPOIS DE ALGUM TEMPO - Willian Shakespeare<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R4zVkJ3oBVI/AAAAAAAAADo/I4YrxTjfZ7Q/s1600-h/shakespeare9.jpg"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155730490533610834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R4zVkJ3oBVI/AAAAAAAAADo/I4YrxTjfZ7Q/s320/shakespeare9.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando, e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longa distância. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não deve se comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se tornar a pessoa que você quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo; mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.<br /></span></div><div align="justify"><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que chute, quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer, não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém - algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que, com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você junte os seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"</span></div><div align="justify"><br /></div><div align="justify"><br />Willian Shakespeare</div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-65009258253896105652008-01-05T19:46:00.000-02:002008-01-05T20:01:21.044-02:00REFLETINDO SOBRE O FRACASSO<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R3_-BZ3oBUI/AAAAAAAAADg/D8ZFeJ5q89o/s1600-h/imagem-fracasso.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152115798812656962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R3_-BZ3oBUI/AAAAAAAAADg/D8ZFeJ5q89o/s320/imagem-fracasso.jpg" border="0" /></a> <span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Sinto-me arremessado num muro que eu mesmo construí, mas tinha a plena certeza psíquica que o havia destruído. Algumas vezes somos arremessados contra nossa própria vaidade, a vaidade de pensar que podemos, por nós mesmo, vencer-nos.<br /><br />A existência, e suas variantes que se manifestam numa tentativa continua de viver bem, no mais amplo sentido moral do objeto em questão, torna-se um grande desafio que tem sua fundamentação no fracasso. Há certo fracasso nesta tentativa de alcançar objetivos proposto pelo próprio existente. Não posso conceber a certeza do triunfo quando vejo o próprio muro da limitação, que outrora pensava estar ruído, ser o principal fator de toda limitação no desenvolvimento do existir.<br /><br />Este sentimento, entretanto, pode ser condensado numa única frase: é impossível vencer os limites da existência por si só. Nesta nossa existência, somente o encontro diário e continuo com nossas mais profundas fragilidades, nos torna apto ao encontro com nosso ser verdadeiro, e neste assustador encontro, dá-se nosso re-encontro com Deus. A verdadeira cura esta na consciência de nossa doença.<br /><br />Jesus disse que não veio para os sãos, mas para os doentes. Ele disse que os sãos não necessitam de médicos e sim os enfermos. Quanto mais você tiver a consciência de sua doença, maior será a possibilidade de sua cura.<br /><br />Pense nisso.</span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-32978063315353922072008-01-01T18:28:00.000-02:002008-01-01T18:36:40.927-02:00O QUE DESEJO EM 2008<a href="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R3qkM53oBTI/AAAAAAAAADY/uM8IrlfUXuw/s1600-h/aae.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150609665451099442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R3qkM53oBTI/AAAAAAAAADY/uM8IrlfUXuw/s320/aae.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-size:85%;">É, começamos 2008.<br /><br />Acredito que ele traz, como todos os outros anos, novas perspectivas pessoais. Digo isso, pois ele trouxe pra mim.<br /><br />Este ano promete. Promete porque quero fazer dele um ano de contemplação. Sim, quero pensar muito este ano e meditar a respeito das coisas, e principalmente da própria existência. Paralelamente a isso, quero que este ano, seja o ano da tolerância, do entendimento, da redenção que muitas vezes nosso coração necessita para poder continuar a bater. Uma redenção com outros e conosco mesmo. Quero também que seja o ano da dedicação. Dedicação à família e aqueles cujas causas são dignas.<br /><br />É necessário a cada um de nós, um esforço mais intenso no sentido de vermos o outro. Em 2008 quero ver mais o outro e exercitar mais a alteridade. Quero ser mais humano e observar mais as pessoas, não somente no seu vai e vem diário, mas na sua essência, sua humanidade, que muitas vezes por causa do corre-corre frenético de um mundo capitalista, oculta-se diante de nossos olhos.<br /><br />Quero em 2008 mergulhar num encontro com Deus para um reencontro comigo. Somente nos encontrando com a Divindade é que podemos suportar nossa própria humanidade. Quero uma espiritualidade sadia, sem as neuroses psicóticas da religião de consumo.<br /><br />Quero ser um promotor da paz. Não num ativismo político, mas no nível dos relacionamentos humano-pessoal. Não quero só promover a paz, como produto, mas quero levar a paz em mim mesmo.<br /><br />Enfim, quero muitas coisas em 2008, mas enumerá-las aqui seria pura perda de tempo, pois para vivermos um ano melhor, não precisamos fazer listas de boas ações, mas sim, tomarmos atitudes corajosas e leais, e botarmos o rosto pra fora de casa, num profundo desejo que cada um também, queira um mundo melhor.<br /><br />Desejo a você um feliz 2008.<br /></span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-54565896528956375522007-12-27T15:19:00.000-02:002007-12-27T15:40:59.224-02:00NEGRITUDE E IDENTIDADE<a href="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R3PgAp3oBSI/AAAAAAAAADE/DfGBV3-Q7_k/s1600-h/55.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148705100858393890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R3PgAp3oBSI/AAAAAAAAADE/DfGBV3-Q7_k/s320/55.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-size:85%;">Há alguns <span style="font-family:verdana;">dias</span> atrás, foi me feita a seguinte pergunta: Como você sendo negro é protestante? Como fica a sua identidade étnica cultural, em relação às religiões de matizes africanas? A pergunta tinha um caráter investigativo. Quem perguntou possui certa indignação em relação a minha espiritualidade, por ser de uma linha protestante, e na concepção do meu interlocutor, a religião do branco. A questão se agravou mais, pelo fato de que eu trabalho diretamente com povos africanos e na mobilização de afro-descendentes brasileiros.<br /><br />No entanto, naquele momento, até por falta de oportunidade e tempo, não me foi possível responder esta pergunta, ocasião esta que o faço.<br /><br />Primeiramente é bem certo que religião e identidade são coisas que são muito intímas. Só temos uma identidade religiosa, quando nos identificamos com nossas próprias raízes. Digo isso, pois conheço uma infinidade de pessoas que freqüentam algumas religiões ou cultos, tanto protestantes, como católicos ou umbandistas, mas como um legado de família (o avô, a avó, o pai, a mãe sempre foram de tal culto, então a pessoa carrega consigo o legado familiar, que o atrela a suas raízes familiares, suas tradições, e coloca quase que inconscientemente o peso do continuísmo), do que por convicções de fé.<br /><br />Um outro fator interessante, é que as condições sócios culturais sofrem mudanças no decorrer dos tempos. Se olharmos estatisticamente veremos que, no Brasil, a religiosidade afro-descendente não está, em sua manifestação mais intensa, ligada aos cultos africanos, mas sim ao protestantismo, e em especial ao pentecostalismo evangélico. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) existem cerca de 11.000.000 de afro-descendentes nas igrejas pentecostais e neo-pentecostais do Brasil, contra 253.000 adeptos de cultos afro-brasileiros. Se concluíssemos baseado nesta estatística do IBGE, poderíamos afirmar que a identidade religiosa de um negro brasileiro é pentecostal. Não é minha intenção discutir estes dados e nem este assunto neste espaço.<br /><br />O que quero afirmar é que a identidade de um indivíduo não está atrelhada a determinadas práticas, mas sim a consciência. Não é pelo fato de fazer isso ou aquilo, freqüentar esse ou aquele culto ou religião, que o indivíduo deixa de ser mais ou menos negro. A negritude antes de ser estética ou promotora de determinadas práticas, ela é essência, consciência, conteúdo.<br /><br />A afirmação da negritude não está nos objetos ou roupas, ou músicas, ou comidas – isso compõe a negritude, mas não é a negritude. O que eu como, ou bebo ou ouço não determina o que sou na essência do ser. A negritude está na consciência. Posso perfeitamente estar numa roda de samba ou num concerto de música clássica, ou então posso estar vestido com um traje tradicional africano, cheio de cores e estampas, ou mesmo vestido num terno de corte italiano, e mesmo assim ser um negro consciente da minha negritude, da minha identidade, da minha raiz. Posso usar um terno Armani e mesmo assim entender, perfeitamente, minha condição de afro-descendente que já esteve amarrado no pelourinho e viveu de pés descalços na senzala. A senzala não é apenas uma dimensão geográfica aprisionante, é vivência existencial contemporânea.<br /><br />O negro antes de tudo precisa aprender a ocupar seu espaço. E ocupar seu espaço, não é fugir dos espaços ‘embranquecidos” pela condição atual, mas mostrar de forma consciente, que o negro não está mais na senzala.<br /><br />Não posso ser tão racista como o meu opressor.<br /><br />Gosto de roupas africanas, mas gosto de terno e gravata. Gosto de musica black, mas aprecio o jazz e o canto gregoriano. Gosto de feijoada suculenta, mas gosto de macarronada regada a um bom vinho tinto, sem, entretanto, perder a minha essência africana. Essência é consciência de que, eu mesmo não posso me marginalizar. Ando cansado de um discurso marginalizante. Um discurso que vem de dentro vem dos negros. Eu não quero mais ficar lamentando e apresentado os motivos de não seguir adiante. Então, o que devo fazer? Devo me apropriar desta minha condição, por isso estudo, busco conhecimento, atualização, corro mais que muitos e tento chegar com todos – brancos ou negros-, esforço-me muito mais – conseqüência de um espírito escravocrata que ainda opera no inconsciente do homem branco – e não perco a oportunidade de ocupar meu lugar, numa sociedade embranquecida e do embranqueci mento – quando ela se apresenta.<br /><br />Bom, para concluir, sabendo que acabei de criar novos “inimigos” negros por causa das afirmações deste texto, quero dizer que ao invés de ficarmos preocupados com o que devemos fazer ou deixar de fazer para afirmar nossa negritude, nós devemos é lutar, estudar, conscientizar-nos, e enquanto a sociedade não reconhece o imenso valor do negro na construção do nosso Brasil, devemos nos esforçar mais, mais que qualquer outro na afirmação de que o negro está na sociedade brasileira e ajuda de forma atuante e orgânica, na construção de um Brasil de igualdade e oportunidade para todas as raças.<br /><br />É! Eu sou o Marcelo e sou negro.</span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-2630642797595370132007-12-25T13:32:00.000-02:002007-12-25T13:45:50.795-02:00O NATAL E A NATALIDADE DE CRISTO<div align="justify"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:85%;"><em>“Por que um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilho, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz...”</em> (Isaías 9.6)<br /><br /><br />Hoje é natal. O natal na sua concepção mais festiva que existe. Uma época de festas, perus, vinhos e muita comida. Uma comemoração que remota-nos a uma reflexão do imenso contraste desta ocasião , deste natal, em relação aos milhões de famintos no mundo (cerca de 815 milhões segundo a ONU). Longe de ser melancólico nesta data, pois seria eu taxado de inoportuno em estragar a festa dos outros, eu fico pensando que, enquanto alguns comem e bebem, exageradamente, outros morrem de fome e carentes de paz. Ainda que não falasse nem do espírito que existe por trás deste natal. Um espírito capitalista que gera um fervor frenético, quase compulsivo, as compras e aos moldes de uma sociedade consumista. Este é o natal. Desde que me entendo por um ser pensante, vejo isso acontecer. O comércio comemora o recorde de vendas, as pessoas trocam presentes, e no coração de muitos, Jesus ainda continua na manjedoura. Num presépio.<br /><br />A Natalidade de Cristo é diferente. Ela não é consumista, capitalista, oportunista e excludente. O profeta Isaías, quando prevê o nascimento de Jesus, quase 700 anos antes do seu acontecimento, também fornece alguns dos títulos de sua pessoa que o identificariam como o Deus-homem, entre os homens, num profundo ato de identidade. A natalidade de Cristo é voltada aos interesses da pessoa e não das coisas. As coisas criaram o natal, as pessoas é o motivo da natalidade de Cristo. Dentre os nomes que Isaias apresenta, vemos as possibilidades de um Deus que ama:<br /><br /><strong>1-NA NATALIDADE CRISTO SE MANIFESTA COMO O MARAVILHOSO.</strong><br />Geralmente significa sobrenatural.<br />No livro bíblico de Juizes 13.18, Manoá, o pai de Sansão, tem uma visão sobrenatural de um homem, e quando ele indaga o seu nome, o Ser sobrenatural diz: “Por que perguntas pelo meu nome? Visto que é maravilhoso.”<br />Esta além do entendimento humano.<br />O Cristo não pode ser concebido como algo plausível e mensurável pelos ideais humanos.<br />Ele esta acima das minhas coisas.<br />Seu caráter é manifesto por suas obras e seus milagres.<br />A natalidade de Cristo é transcendente.<br />Ela sai da mesa farta e atinge um coração faminto por justiça e graça.<br />Ele é Maravilhoso.<br /><br /><strong>2- NA NATALIDADE CRISTO SE MANISFESTA COMO O CONSELHEIRO.</strong><br />A Personificação da perfeita sabedoria.<br />O Cristo revela o plano perfeito da Salvação.<br />O apóstolo Pedro, no evangelho de São João 6.68, afirma a eternidade e a sabedoria salvífica de Jesus Cristo: “... Tu tens as palavras da vida eterna.”.<br />O melhor conselho não é aquele que nos motiva. O melhor é aquele nos leva de volta as origens de nosso propósito.<br />Não preciso de um amigo secreto, preciso de um verdadeiro conselheiro.<br /><br /></span></span><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:85%;"><strong>3- NA NATALIDADE CRISTO SE MANISFESTA COMO O DEUS FORTE.<br /></strong>Prediz a vitória definitiva sobre o mal.<br />Jesus Cristo é também a personificação da Divindade.<br /><br /><em>“Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. E recebestes a plenitude em Cristo, que é o cabeça de todo principado e potestade.”</em> Colossenses 2.9-10<br /><br /><em>“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos sua glória, a glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”</em> São João 1.14<br /><br />Um Deus que se fez homem e que conhece todos os desafios de ser humano, com suas nuances malignas.<br />Um Deus que vence o mal, na própria raiz da maldade: O coração do homem.<br />Um Deus forte que se faz homem e que vence o mal, combatendo o mal através do próprio homem.<br />Um Deus que não precisa das coisas e nem das ferramentas externas, mas que pede-nos a única arma que pode, através de nós mesmo, derrotar o mal em nós: a fé.<br /><br /></span></span><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:85%;"><strong>4- NA NATALIDADE CRISTO SE MANIFESTA COMO O PAI DA ETERNIDADE.<br /></strong>Ou seja, um pai eterno.<br />Que cuida eternamente.<br />Que protege eternamente.<br />Que provê eternamente.<br />Que ama eternamente.<br />Sendo a eternidade imensurável e fora do nosso âmbito de racionalização, apenas uma atitude de completa confiança e quietude, pode nos catapultar para uma dimensão tão grande de amor.<br />Num tempo de amores virtuais, relacionamentos cibernéticos, comunhão orkutiana, coisas fúteis e passageiras, sem raízes e sem entregas. Num tempo de virtualidades, celulares e micro-ondas a continuidade do eterno passa diante de nós, como uma proposta de consolidação de nós mesmos, em Cristo. Este que não sai de nossa vida, quando mudamos de “site” ou saímos de um Chat de bate papo.<br />Ele continua conosco em todos os instantes, sejam eles quais forem.<br /><br /></span></span><span style="font-family:verdana;"><span style="font-size:85%;"><strong>5- NA NATALIDADE CRISTO SE MANISFESTA COMO O PRÍNCIPE DA PAZ.<br /></strong>O Messias é o autor da Paz.<br />Ele traz a paz.<br />A paz com Deus: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5.1<br />A paz conosco: “Pois ele é a nossa Paz...” Efésios 2.14<br />Num mundo carente de Paz, podemos encontrar uma paz que provém de um Cristo que conhece a paz.<br />A fonte da paz é Deus.<br />O reflexo da paz somos nós.<br /><br /><br />Concluindo, eu digo que, existe uma grande diferença entre o natal promocional, fruto da inescrupulosa ganância humana que faz de dezembro um mês de alegria para o mundo capitalista, que nas suas premissas excluem os que nada tem, e a natalidade de Jesus Cristo, que tomando caminho inverso, vai ao encontro daqueles que nada possuem, mas que quando reconhecem a natalidade de Cristo, como manifestação máxima de amor, de um Deus que tem prazer na humanidade, e a quer resgatá-la do pecado e de todas suas misérias, inclusive dela mesma, aqueles que nada tem, e com certeza não comerão peru e nem beberão champanhe, eles, paradoxalmente, possuirão tudo.<br /><br />Desejo a você uma feliz natalidade.</span></span><br /> </div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-20702832187325991732007-12-24T12:16:00.000-02:002007-12-24T12:23:51.090-02:00UMA LEITURA ÉTICO-FILOSÓFICA DA ORAÇÃO DO PAI NOSSO.<a href="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R2_A6p3oBPI/AAAAAAAAACw/qpn57EnxPfQ/s1600-h/orandoporperdao.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147545013011875058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R2_A6p3oBPI/AAAAAAAAACw/qpn57EnxPfQ/s320/orandoporperdao.jpg" border="0" /></a><br /><div><br /><em><strong>“Pai nosso que estás no céu...”<br /></strong></em>A transcendência.<br />O sair do comum, do terrenal e atingir o celeste.<br />A necessidade de transcender-se é essencial para a vivência humana numa proposta sadia de espiritualidade.<br /><br /><em><strong>“... Santificado seja o vosso nome...”.<br /></strong></em>Santidade é separação.<br />Separar-se é estar em uso exclusivo.<br />Exclusividade é a primazia do querer.<br />Deus nós quer com exclusividade.<br />Tudo em nós é de interesse Divino, E este interesse deve gera-nos temor.<br />Medo é medo. É pavor.<br />Temor é respeito = Amor reverente.<br />Quando santifico o nome de Deus em mim eu o reverencio como aquele que detém primazia sobre mim.<br /><br /><em><strong>“...venha a nós o vosso reino...”<br /></strong></em>Transformação.<br />Transforme nossa existência limitada pelas ações humanas, e nos possibilite a paz e a ilimitada alegria da vossa presença.<br />Transformação integral.<br /><br /><em><strong>“...seja feita a vossa vontade, assim na terra, como no céu...”<br /></strong></em>Dê-nos referenciais de obediência.<br />Precisamos de critérios que nós conduza de volta ao propósito da existência.<br />Obedecer é afirmar que queremos algo melhor do que temos.<br /><br /><em><strong>“...o pão nosso de cada dia nos daí hoje...”<br /></strong></em>Ajuda-me a viver minha vida com ética e cidadania.<br />Quando invoco a Deus a me ajudar apropriar-me do pão cotidiano – metaforicamente fala-nos do trabalho – peço a Deus que me conduza com ética nos afazeres diários.<br />Evite-me dos caminhos da arrogância, ganância, corrupção, dissimulação, roubo e a espoliação do outro.<br /><em><strong><br />“...perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...”<br /></strong></em>O ser aceito é o resultado da aceitação do outro.<br />Perdoar é aceitar o outro como o outro é.<br />Nem sempre o que o outro é, é o que eu quero.<br />A dimensão aqui é a da transcendentalidade.<br />Só podemos ser aceitos e perdoados nesta alteridade Divino-humano.<br />Eu com Deus nos homens.<br /><br /><em><strong>“...e não nos deixe cair em tentação...”<br /></strong></em>Equilíbrio.<br />Equilíbrio emocional, psicológico e físico.<br />Tentação é a atração àquilo que transtorna meu padrão de conduta que me remete ao processo de culpa.<br />Quando sou tentado, estou indo contra a natureza do meu padrão de equilíbrio espiritual, emocional, psicológico e físico.<br />Eu fujo do meu normal.<br /><br /><em><strong>“...mas livrai-nos do mal, amém...”<br /></strong></em>Segurança.<br />A questão do mal me remete ao homem mau.<br />O homem mau é o promotor da violência e beligerância.<br />Numa época de insegurança. A oração é promotora da paz no íntimo.</div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-52386325136746541032007-12-23T18:17:00.000-02:002007-12-23T18:22:49.848-02:00NOVA ESPIRITUALIDADE: O QUE É ISSO?<div align="justify"><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">O termo novo, quando o assunto é espiritualidade, causa certo desconforto, pois para alguns, remete a algo que é “novidade doutrinária ou teológica”. Em resumo, alguém querendo “criar” uma nova doutrina ou até mesmo uma nova religião, se bem que religião não se cria, religião em último caso, já se compra como pacote pronto. Entretanto, numa época de aforismos velhos e rotos e de buscas sem encontros, nunca o novo foi tão, absurdamente procurado, não só como novidade, mas quase como um último grito por socorro. As pessoas estão cansadas de religiosidade morta. Existe, e falo de mim ( em nome de muitos), um anseio muito grande de um encontro com o Sagrado. Nossa busca por Deus, ainda que no nível da inconsciência de alguns, nunca foi tão intensa, viva e presente. Nem quero nomear as causas que geram isso, seriam inúmeras, mas pelo menos, afirmo que existe em nossa jornada existencial um anseio insubstituível pelo Divino. Por Deus.<br /><br />Uma nova espiritualidade é esta busca antiga, mas com um anseio novo. Eu chamo de espiritualidade a busca espiritual de um individuo e seu encontro único e singular com Deus. Não posso conceber uma espiritualidade pronta, de gaveta, ou mesmo uma pseudo-religiosidade mercantilista que inibe a real espiritualidade do individuo, quando o mantém apenas na dimensão do aqui e agora. Uma nova espiritualidade é metafísica, é transcendente. Está além do aqui e agora, mesmo sendo vivenciada no cotidiano e nas nuances da nossa vivência diária.<br /><br />Ora alguém pode dizer: “Que novidade há nisso?”. A novidade disso é que nesta proposta o pacote “religioso” não tem importância, e sim, o encontro do individuo com Deus, na sua própria individualidade. Não posso ser crente (crer) no outro, preciso ser crente em mim (crer a partir de mim), nisso minha busca é pessoal, por mais coletiva que se manifesta na religiosidade.<br /><br />Religião é o <em>re-ligare</em> , o re-encontro. Na Nova espiritualidade a religão não aferramenta a busca pelo Divino. A religião, enquanto ferramenta de mediação de homem com Deus, não tem papel fundamental. Mesmo em sua objetividade óbvia, a subjetividade é que predomina nesta nova busca, e neste novo re-encontro.<br /><br />Sim, há muito que se trabalhar. Sendo uma busca individual é necessário que o indivíduo, antes de tudo, queira viver uma nova espiritualidade. Queira uma nova busca. Um novo encontro com Deus. Não o Deus da religião, que é opressor, controlador, manipulador, pois foi “pintado” por agentes humanos num sacerdócio carnal falido, mas um Deus bíblico, amoroso, compassivo, justo e acima de tudo perdoador. A Nova Espiritualidade não promove a culpa como mantenedora da religião, mas vive a graça como libertadora do ser. Da individualidade.<br /><br />Escrevo isso, para que todos aqueles que lerem o conteúdo deste blog, possam pelo menos, subjetivamente, entenderem que aqui não haverá nenhum tratado teológico ou doutrinário de qualquer espécie. O que lerão aqui será apenas a manisfetação de um individuo que busca um re-encontro com Deus e sua criação. Não nos encontraremos com o sagrado e o Divino, se não nos re-encontrarmos com sua criação. Por isso é impossível ignorar os fatos, os acontecimentos, as tragédias, as vivencias e tudo o que compõe a existência humana, bem como a ecologia, as ciências, as artes, a literatura, a política, e etc. A integralidade do individuo faz parte de um novo projeto de espiritualidade.<br /><br />Existe um templo, uma igreja onde se vive essa nova espiritualidade? Sim, existe. Este templo, essa “igreja” somos nós. O maior altar que pode ser oferecido a Deus é nossa própria vida. É nela que se manifesta a totalidade de toda nossa transcendência. Podemos ir além de nós mesmo, quando buscamos, através de nos, a realização do outro. Somos projetados para a eternidade, e nesta atual temporalidade de nossa vida, manifestamos toda eternidade quando nos oferecemos como templo, a um Deus pessoal.<br /><br />Não precisamos de blocos e nem de concreto para expressarmos que estamos num espaço sacramental. O espaço sacro, santificado e de culto é minha própria vida, e vida vivida no corpo, no contexto de toda a minha existência. Portanto, todos os aspectos da vida, sejam eles os mais triviais até os que determinam os caminhos que levam á vida ou à morte, tem intrínseca importância dentro de uma nova espiritualidade. Não sou feito de partes ou metades, sou um todo diante da grandeza divina.</span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-90956263933501620042007-12-23T18:06:00.000-02:002007-12-23T18:17:04.031-02:00É IMPOSSIVEL AMAR A DEUS SEM PERCEBER O OUTRO<a href="http://bp0.blogger.com/_imZrSClJUQw/R27B5J3oBOI/AAAAAAAAACo/H42BAzQ1cRk/s1600-h/entrevista.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147264611776988386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_imZrSClJUQw/R27B5J3oBOI/AAAAAAAAACo/H42BAzQ1cRk/s400/entrevista.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"><em>“... Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo semelhante a esse, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” <strong>Evangelho de Mateus, capitulo 22 versos 37 a 39</strong>.<br /></em><br /><br />Num tempo de tanta indiferença nunca o texto bíblico acima fez tanta diferença.<br />Cada vez mais a ignorância do outro é evidente. É, hoje, possivelmente natural, transitarmos nas ruas das grandes cidades, sem sermos notados. Um individualismo narcisístico tem tomado conta das pessoas, e somente o reflexo dela própria lhe importa. O que acontece com o outro e com as coisas do outro não me diz respeito, até utilizando-se das leis morais da privacidade: Não devemos nos intrometer nos negócios alheios. Porém não falo dos negócios, como de um intrometido que mete o nariz onde não foi chamado, falo de ver (que esta além do olhar). Um ver que percebe, nota respeita e facilita a convivência.<br /><br />Jesus ao afirmar que é impossível amar a Deus sem um encontro com o Eu em intima relação com o outro, problematiza a questão da individualidade e da indiferença. Existem pelos menos três coisas importantes aqui:<br /><br /><em><strong>Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.</strong></em><br /><strong>1- O AMOR A DEUS É O VEÍCULO DA TRANSCENDENCIA</strong>. Esta acima de tudo e de todos. Ultrapassa os limites corporais, psíquicos, éticos, geográficos, morais. Está acima de tudo isso, entretanto, paradoxalmente se manifesta através de tudo isso. Quem ama a Deus não conhece limites. Se o limite, seja ele de qual espécie for (corporal, psíquico, ético, geográficos, etc.) é o agente promotor de indiferença, o amor quando se manifesta em sua plenitude leva consigo as fronteiras alfandegárias da ignorância quanto ao outro.<br /><br /><strong><em>Amarás o teu próximo como a ti mesmo</em>.<br />2-O AMOR A DEUS É REFERENCIA DO ENCONTRO DO EU COM O OUTRO</strong>. Se, se ama a Deus, este amor é manifesto de dentro para fora. Sai de mim e vai até o outro. Ele é referencia de percepção do outro. Não tenho eu como referência de amor, mas o outro. Vejo-me nele e nele amo a Deus. Poderíamos perfeitamente (e este comentário e estritamente pessoal) trocar as imagens e os ícones sagrados, pela percepção mais viva e apurada do outro. Enquanto se adoram imagens, se despreza o outro, que é a maior expressão da imagem de Deus. Num tempo de intolerância, impessoalidade, indiferença, egoísmo e ignorância do outro a espiritualidade do amor, este amor que é reflexo de uma busca genuína por Deus, tem a chave libertadora do enclausuramento do nosso próprio individualismo.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"><br /><em><strong>Amarás o teu próximo como a ti mesmo</strong><br /></em><strong>3-O AMOR A DEUS É O ENCONTRO DO EU COMIGO MESMO EM ACEITAÇÃO</strong>. Amar a si mesmo é a prerrogativa da essência da aceitação. Aceitar-se como tal é o desafio filosófico da existência temporal. Nem todos gostam de si como são, e vivem numa intensa busca de ser o outro. O ser o outro, sem a referencia do amor é o agente promotor da inveja. Como não posso ser o outro, então, quero tudo o que o outro tem. No ato de amar a Deus, o próximo (o outro) torna-se meu referencial de amor próprio. Não tem como aceitar-me, sem antes aceitar o outro. A individualidade do outro é a minha base de aceitação pessoal. Eu te amo do jeito que você é, e com isso, me aceito como sou.<br /><br />Ora nisso tudo existe uma totalidade de complementação existencial (enquanto ser que existe e vive). Deus, O outro e Eu. Um integrando-se no outro e se complementado (completando) em Deus. É impossível viver de uma forma completa quando não se busca a Deus e não se percebe o outro. Isto é essência numa nova espiritualidade.<br /><br />Conceituações:<br /><br /><em><strong>INDIVIDUALIDADE</strong></em>: O encontro do individuo com ele mesmo e com toda a essência de sua liberdade e as condições que lhe possibilitem a manutenção de sua existência.<br /><br /><strong><em>INDIVIDUALISMO</em></strong>: Egoísmo anacrônico. Impessoalidade. Ignorância do outro.</span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-18606917713775710672007-12-22T16:44:00.000-02:002007-12-22T16:47:38.859-02:00BREVE PENSAMENTO DE QUEM NÃO QUER VIVER A VIDA AMARGURADO<span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Quero derramar todas as lágrimas<br />Que não chorei no meio da noite desta agonia.<br />E chorar todas as lágrimas que segurei em tua companhia,<br />Vida. </span><br /><br /><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Quero beber as gotas doces<br />Da felicidade que não provei<br />E embebedar-me em suas seivas<br />No gosto azedo de tudo que deixei de falar.<br /><br />Recordo a corda do balanço velho<br />E noite adentro, e afora, e tudo do lado de fora do meu ser.<br />Chega tão depressa à hora de ir embora<br />E o vento passa e não balança a corda.<br /><br />Simbora lá.<br />E nesta vida só resta o epitáfio.<br />Eu que não vou ser o ser amargo,<br />Enquanto posso a toda hora,<br />Desenfreado,<br />Viver feliz agora.<br />(Marcelo Satiro)</span>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-25563983505863995902007-12-20T15:26:00.000-02:002007-12-20T15:28:38.934-02:00DESABAFO ABAFADO DE UM FINAL DE ANO FELIZ<a href="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R2qmGp3oBNI/AAAAAAAAACY/cwkKDKMfI9w/s1600-h/2050356-lg.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146108157472802002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R2qmGp3oBNI/AAAAAAAAACY/cwkKDKMfI9w/s400/2050356-lg.jpg" border="0" /></a><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Este ano foi um dos mais difíceis que passei.<br />Coisas inimagináveis aconteceram, como se todo o mistério da existência, se manifestasse em situações de crises. Também este foi o ano das decepções. Decepções que vem como fruto de uma expectativa que colocamos, tanto nas coisas como nas pessoas, e esquecemos que como nós, elas são apenas humanas. A humanidade é feroz, contudo, ainda acredito nela, pois Deus deu a vida de seu filho, em redenção por ela.<br /><br />Também este foi o ano da crise da fé. Nunca coloquei tão em questão o meu chamado. Vivemos cerceados por estatísticas polivalentes, que priorizam mais os resultados quantitativos, do que as qualidades daquilo que se faz pra Deus, ou seja, para ser abençoado e ter sucesso, você deve ganhar o mundo inteiro, ainda que isso lhe faça perder a alma. Este ano, foi um ano de poucos resultados. Mesmo eu tendo viajado para a Europa, África e de norte a sul do Brasil, não contabilizamos números, mas fomos enriquecidos em relacionamentos.<br /><br />Pessoas desconhecidas aproximaram-se de nós e pessoas que estavam próximas, e pensava ser queridas e nos querer bem, se afastaram. Tudo isso compõe a vida.<br /><br />Entretanto, nunca me senti tão seguro daquilo que devo fazer. Rever prioridades, direções, estratégias, mas acima de tudo, rever a postura do coração e da fé, será fundamental para um 2008 repleto de vitória. Sinto-me feliz, motivado e sóbrio, apesar de ter escrito tudo isso acima.<br /><br />Quero lhe dizer com essas palavras que nada pode usurpar os propósitos de Deus em nossas vidas, até mesmo, quando não queremos, ou pensamos que não queremos.<br /><br />Agradeço sua companhia durante o ano de 2007. Através de suas orações, sua comunhão, sua palavra amiga, num momento de solidão, enfim tudo que sua consciência afirma que me fez. Desejo a você vitórias, paz, amor e graça abundante, pois sem ela, nada somos.<br /><br />Que o poder de Deus corrobore sua alma.<br /><br />Um grande abraço, um feliz natal e um abençoado ano novo, sem as neuroses de uma religiosidade inconseqüente.<br /><br /><br />MARCELO SATIRO<br /></span><a href="http://blogdosatiro.blogspot.com/"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">http://blogdosatiro.blogspot.com/</span></a>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-5465969809296031192007-12-20T13:37:00.000-02:002007-12-20T13:40:26.802-02:00A ORAÇÃO COMO EXERCÍCIO DA VERDADE<a href="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R2qM2p3oBLI/AAAAAAAAACI/ivz169FCOP8/s1600-h/oracao.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146080394804200626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_imZrSClJUQw/R2qM2p3oBLI/AAAAAAAAACI/ivz169FCOP8/s400/oracao.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Orar é o exercício, de uma espiritualidade sadia, mais difícil que existe e ao mesmo tempo é a maior das alegrias que a alma pode experimentar.<br /><br />A dificuldade consiste no fato de que, na oração, a verdade deve estar à tona. A verdade do coração. Entretanto no suposto exercício diário da dissimulação pelo qual passamos continuamente, sempre no afã de escondermos de fato quem somos, daqueles que, pensamos, querem nos anular ou subjugar-nos pelas nossas próprias fraquezas, ou mesmo naquelas situações onde é mais conveniente não ser, e deixar rolar como se fossemos. (quem ler entenda); Ou nas subjetividades das vontades; ou nas manipulações dos fatos e palavras, enfim, no viver diário, podemos trazer isso para nossas orações e assim, não sermos verdadeiros.<br /><br />Porém quando o coração encontra o refúgio da verdade na própria segurança de um Deus verdadeiro, que é pura verdade, a oração é o remédio da alma.<br /><br />Nela também encontramos a maior fonte de alegria, pois nenhum outro elemento pode desintoxicar-nos tão profundamente, como alguns momentos a sós, em oração. Na confissão diante de Deus, mas na presença de nós mesmos, quando em oração contamos a Deus nossas fraquezas, temores, anseios, desejos e frustrações, também somos confrontados com nossas limitações, e é através do orar que conseguimos transcender a própria realidade do tempo, e nos catapultar para o celeste, o eterno e o porvir. Tal ação gera em nós uma propulsão sagrada, que nos faz ir além de onde estamos, sem ao menos nos movermos do lugar. Isso é transcendência. É vida. É verdade. É cura.<br /><br />Por isso somos exortados pelas Escrituras Sagradas: “Orai sem cessar”</span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-7030405040672561784.post-22627045408406525842007-12-20T13:29:00.000-02:002007-12-20T13:48:47.170-02:00HUMANIDADE DA COR<a href="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R2qOx53oBMI/AAAAAAAAACQ/OGO1-ZDbWao/s1600-h/untitled.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146082512223077570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_imZrSClJUQw/R2qOx53oBMI/AAAAAAAAACQ/OGO1-ZDbWao/s400/untitled.bmp" border="0" /></a><br /><div><span style="font-family:verdana;font-size:85%;">Da negrura da pele<br />Faz-se a força que absolve o mal,<br />Que sem cor e tal<br />Criou uma história fatal.<br /><br />Papel e jornal<br />E coisa e tal<br />Não mais tem a cor do formal.<br /><br />E não se mede a graça pelo tom da cor<br />É a cor que pode mostrar toda a graça.<br /><br />E me força a porta fechada<br />E correntes, e chicote e enxada.<br /><br />Nem meio fio<br />À noite, a luz e pavio.<br />O medo da liberdade.<br /><br />Nesta tenra idade sofre a fome da justiça<br />E dilacera o útero do ser livre<br />E morde os dentes, a mão em riste.<br /><br />Forte é a cor que vence o medo,<br />O desprezo,<br />O preconceito.<br /><br />E mais conceitos têm quem tem a força de ver além,<br />Ver além de si mesmo,<br />Enxergar a beleza do outro.<br /><br />Nem mesmo a morte pode segurar<br />A alma livre que ama,<br />Ama a ordem, a liberdade,<br />Não existe cor, não existe idade.<br />Tudo nisso se resume,<br />Existe humanidade.<br /><br /><br /></span></div>MARCELO SATIROhttp://www.blogger.com/profile/10736090137771487394noreply@blogger.com