tag:blogger.com,1999:blog-66251082009-07-08T21:44:04.785+01:00O Pasquim da Reacção"Não cuideis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada." Mat 10:34O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comBlogger1546125tag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-77067601725194498152009-07-08T21:41:00.001+01:002009-07-08T21:44:04.794+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Pedro Arroja - Um Percurso</span></strong><br /><br /><a href="http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2009/07/perfeitamente.html">De economista a Papa...</a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-7706760172519449815?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-38535978615091493922009-07-06T23:07:00.003+01:002009-07-06T23:11:25.290+01:00<strong><span style="font-size:130%;">A Democracia Cristã – Convencionalidade e Natureza</span></strong><br /><br /><strong><span style="font-size:130%;"><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SlJ2JRuGhfI/AAAAAAAABGM/_x3Mu4OSV8A/s1600-h/Christian-Faith-Modern-Democracy-the-conservatives-club-1455907-120-120.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355472808644609522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SlJ2JRuGhfI/AAAAAAAABGM/_x3Mu4OSV8A/s200/Christian-Faith-Modern-Democracy-the-conservatives-club-1455907-120-120.jpg" border="0" /></a></span></strong><br /></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><br /><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SlJ2JRuGhfI/AAAAAAAABGM/_x3Mu4OSV8A/s1600-h/Christian-Faith-Modern-Democracy-the-conservatives-club-1455907-120-120.jpg"></a></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><br /><br />Depois de ler com atenção o texto de <a href="http://viriatos.blogspot.com/2009/07/nao-democracia-crista-em-portugal.html">José Silva </a>sobre a Democracia Cristã, sobram-me as questões. Nunca apreciei muito a Democracia Cristã ideológica, por esta ser mais uma forma de encontrar justificação para o tempo presente nas diversas tradições cristãs, do que uma séria reflexão política de inspiração cristã.<br />A questão pode ser resumida numa observação do estado presente dos partidos democrata-cristãos. Os que não desapareceram transformaram-se em partidos populares (partidos sem inspiração ideológica marxista, mas que representam as classes médias num contexto progressista, desenvolvimentista, capitalista-moderado, social), abandonando a sua matriz pretensamente cristã. As causas para este processo são, como é costume, a falta de solidez matricial do seu pensamento.<br />No caso da democracia cristã protestante a causa é evidente. A transformação de cada cristão num Papa, numa entidade máxima de interpretação lícita dos princípios do Cristianismo, cria uma total incomunicabilidade entre as várias interpretações. Residindo na leitura o reduto máximo da inteligibilidade, cada uma das leituras torna-se incomensurável, resultando daí o esvaziamento total do elemento substantivo (o Cristianismo). Tudo pode ser Cristão. Daí que qualquer das propostas de sociedade, mesmo as que violam mais gritantemente todo o princípio cristão, possam ser apelidadas de Cristãs. Nestas sociedades cristãs, a própria inversão de tudo o que é tido como Cristão é feita a partir do Cristianismo. Um dos exemplos mais evidentes foi a recente afirmação da “homossexualidade como dom”, por um pastor protestante no programa de Oprah Winfrey. Qualquer apelo a um princípio cristão no protestantismo é impossível.<br />Já no Catolicismo, a Democracia Cristã nunca deixou de ser um conjunto de premissas não-cristãs (protestantes), mascaradas pela referência católica. A máxima “Deus e Liberdade” de Lamennais esconde a realidade sombria de que para os seus proponentes Deus não é Liberdade, aceitando-se a concepção moderna de libertação autonómica como máxima social. O Personalismo de Mounier separa a pessoa do conjunto conceptual que permite afirmar o que é a Pessoa, ao tomar a possibilidade de um Estado Neutro muito semelhante ao liberal. O Maritanianismo parte da soberania da Vontade Humana na Política, aceitando que o critério do político seja o “querer” em vez do “dever” fundado na ontologia católica. Em suma, Revolução e não Cristianismo.<br />A fundamentação da Revolução na Teologia, através da amputação do Cristianismo.<br />Mais importante do que a democracia cristã é o Catolicismo na democracia e saber o que ainda têm os católicos como projecto de sociedade, como bem escreveu o José Silva. O Cristianismo nunca foi o actuar em mundos perfeitos.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-3853597861509149392?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-45331509098507444412009-07-01T18:54:00.003+01:002009-07-01T19:00:06.978+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Crises e Ignorâncias</span></strong><br /><br /><a href="http://3.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SkujHNGBa8I/AAAAAAAABGE/keYY86JIQ4E/s1600-h/midlife_crisis.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353551926229298114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SkujHNGBa8I/AAAAAAAABGE/keYY86JIQ4E/s200/midlife_crisis.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Certa figurinha da blogosfera anda muito preocupada com o facto de um clérigo acreditar que os ateus e agnósticos não realizam perfeitamente a sua humanidade.<br />A questão é evidente e deveria estar ao alcance de qualquer pessoa letrada (não confundir Letras com mundanidades da classe média lisboeta).<br />A concepção Cristã de humanidade significa a potencialidade para a santidade, algo que só é possível quando existe uma clara concepção de que o mundo tem um princípio, uma origem, que esta origem é benevolente e cognoscível e que a própria conduta humana deve ser conduzida no sentido de se adequar a essa luz que move a Criação. Como está claro, a incapacidade de compreender fronteiras exteriores do Eu é um agravo severo à compreensão de si próprio e o não reconhecimento de quaisquer limitações inscritas na natureza do Ser Humano (que escapem aos dogmas modernos da limitação corpórea) inscritas pela ordenação superior, cria no Homem a capacidade de se auto-definir. E se o Homem tem a capacidade de decidir o que o próprio é, por não se inscrever em qualquer estrutura dogmática, resta saber por que razão não poderá o senhor Cardeal decidir quem é Humano e o não é (não foi nada disso que o Cardeal O’Connor disse, mas aceitemos a depauperada interpretação da figurinha).<br />No fundo não existe grande diferença para o grande dogma liberal de que só pode ser cidadão aquele que crê na existência de um ente superior que o coage a cumprir a palavra, a respeitar a propriedade, aceitar a repressão política. Mas a ignorância ou a “agenda” de quem manda não o lembrou de tal.<br />Excita-se com pouco, como é próprio da idade.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-4533150909850744441?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-66618825822865811182009-06-30T12:15:00.001+01:002009-06-30T12:15:54.705+01:00<strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://domdichote.blogspot.com/">DOM DICHOTE</a></span></strong><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-6661882582286581118?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-25012917027097379882009-06-26T00:58:00.001+01:002009-06-26T01:00:11.727+01:00<strong><span style="font-size:130%;">No </span></strong><a href="http://sagradahispania.blogspot.com/"><strong><span style="font-size:130%;">Sagrada Hispânia</span></strong></a><br /><br /><a href="http://sagradahispania.blogspot.com/2009/06/trova-do-cavaleiro-negro.html">A Trova do Cavaleiro Negro</a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-2501291702709737988?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-58494576985160112072009-06-25T23:09:00.003+01:002009-06-25T23:45:20.078+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Passos</span></strong><br /><br />O <a href="http://esplanadaaosol.blogspot.com/2009/06/qualquer-meio-passo-e-melhor-que-passo.html">Diogo</a> diz que qualquer pequeno passo é melhor do que nenhum. Não concordo. Como há muito venho a dizer, é sempre melhor não fazer nada do que fazer pior.<br />E quando se dão passos no sentido errado (no caminho do socialismo, do desprezo pela tradição, no sentido de uma espiritualidade que representa a antítese do que é Portugal, a ideia de que o cidadão é superior à comunidade) qualquer passo é indiferente ou nocivo.<br />Não ver que o sentido dos passos tomados por esta forma de nacionalismo são o mesmo ou pior, não trazendo uma única solução para o problema essencial de Portugal, é pactuar com isso. Eu não apoio o Portugal do PNR (discurso, programa, preocupações, estilo). Não gostaria de viver nesse país, da mesma forma que nunca apoiaria o apelo soberanista do PCP ou do PCTP-MRPP. Ainda que digam às vezes as mesmas palavras que eu digo, o sentido em que caminham é completamente oposto do meu.<br />Pode, quem quiser, lamentar-se com a ausência do contributo deste ou daquele. Ouço a mesma conversa de gente do CDS e do PSD, dizendo que fora dos partidos do MFA nada é possível fazer, que afastado deles se é inútil. É um erro. Hoje em dia a coisa que mais diferença faz é dizer a verdade e aquilo que se pensa. Algo que não vejo ninguém no plano das Direitas fazer há muito tempo. Uns fazem indiferentemente publicidade ao pensamento cristão e a concertos de incentivo ao ódio. Outros mascaram-se de progressistas para serem mais palatáveis à formulação mental presente. Outros lançam-se aos pés de qualquer disparate que creiam dar visibilidade. Os partidários falam da parte de um “pastelão” ideológico que não tem qualquer sentido real e que foi apenas o consenso a que se chegou na última reunião lá na sede.<br />Tudo menos ter lógica, princípios e fins.<br />Se os passos que são dados vão no sentido oposto do correcto, nada se ganha. Pelo contrário. E o regime vai tendo os nacionalistas que merece e precisa…<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-5849457698516011207?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-17581441312625837662009-06-24T15:23:00.003+01:002009-06-24T15:27:35.540+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Actos de Reflexo</span></strong><br /><br /><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SkI3rxiSTiI/AAAAAAAABF0/P31JQ8R377A/s1600-h/n.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350900532440616482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SkI3rxiSTiI/AAAAAAAABF0/P31JQ8R377A/s320/n.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SkI3rxiSTiI/AAAAAAAABF0/P31JQ8R377A/s1600-h/n.jpg"></a><br /><br /><br /><br /><br /><br />O Diogo <a href="http://esplanadaaosol.blogspot.com/2009/06/diz-o-corcunda.html">discorda</a> de que o povo português não se reveja no PNR. Diz que para não se rever seria preciso conhecê-lo. Espero que quando alguém vier afirmar que o Diogo está loucamente apaixonado por uma nonagenária de Lamego, ele diga o mesmo, “que não se pode afirmar que não estejam apaixonados por não se conhecerem”.<br />Como é evidente, a única utilidade de se afirmar tal coisa é tapar o sol com a peneira.<br />Daí a que o problema do PNR seja apenas a desigualdade de meios e oportunidades, vai um pulinho. Um pulinho que esquece o total ostracismo a que o Partido Humanista ou o MPT que, com menor difusão e menos membros, têm votações superiores. Por mim, utilizem a peneira que quiserem e continuem a sonhar com deputados. É-me indiferente.<br />O que já me não é indiferente é a forma como se apresenta o PNR como solução patriótica, nacionalista-portuguesa, consensual dentro da direita, de unidade portuguesa. Isso é simplesmente falso.<br />O PNR não é um partido do nacionalismo português porque (1) não reconhece a primazia de um Bem Comum Histórico – crendo caber aos vivos e presentes a determinação de quem é português e quem o não é, (2) aceita os fenómenos de paganismo e de idolatria da comunidade, ao bom estilo esquerdista, contra tudo o que sempre foi Portugal até às catástrofes dos últimos séculos, (3) crê que os Portugueses (o povo) são superiores à Nação (ente moral), não defendendo uma moral prévia aos desejos da população (a tal segurança com que se identificam os portugueses), (4) defende a posse estatal do tecido produtivo como forma de preservar emprego.<br />O Portugal que o PNR defende é, em suma, a Democracia, o Paganismo Comunitário, o Populismo e o Socialismo. O Anti-Portugal, como é evidente.<br />Se o Diogo se quer unir contra os princípios de Portugal com quem quiser, faça o favor. Mas quando invocar a Graça de Deus para a construção desta Nação pense um pouco sobre o lugar que há para a Graça no Portugal que quer construir com os seus camaradas (uns que odeiam Cristo, outros que o consideram irrelevante politicamente).<br />Deixar para trás a perspectiva Cristã, a favor de um qualquer culto da acção comunitária, é um acto de soberba. Típico de quem se admira ao espelho e, vaidoso, acredita mais importante o meio (o próprio) do que a finalidade (o Bem)…<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-1758144131262583766?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-13878205300459886882009-06-23T01:17:00.001+01:002009-06-23T01:18:38.474+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Mais Vítimas para o Altar</span></strong><br /><br />O Irão é a grande distracção destes dias. Entre monarquias de ladrões e a psicose muçulmana, entre a obsessão progressista subjugada ao jogo dos interesses estrangeiros e a amálgama islâmico-terceiro mundista dos revolucionários, entre os que falseiam resultados e os que pretendem mandar no jogo pelo ataque às próprias instituições que os deixaram jogar, vai-se percebendo de que forma as várias forças mundiais vão aceitando e incentivando regimes patológicos com o único intuito de servirem propósitos seus.<br />É certo que muitos dirão que esse jogo se chama política. São precisamente esses, os que não distinguem “política” de “domínio”, que agora aparecem jurando que a democracia é o bem comum mundial. Por um lado o seu cosmopolitismo não respeita as premissas e finalidades dos outros, e, por outro lado, consideram que o bem dos outros é a rejeição dos vários bens que constituem a comunidade. O seu critério surge sempre da sua própria narrativa e impondo-se sobre a narrativa alheia.<br />Ver a Esquerda Modernaça a defender a “Revolução da Internet” e da Coca-Cola é uma radiografia da mente dessa gente que fala como proprietária da Teoria Crítica e da Pós-Modernidade, mas que não receia pôr a sociedade do espectáculo como grande arma para a destruição do imaginário alheio e em pôr os louvores de Foucault à Revolução Iraniana na gaveta, conseguindo assim uma vitória decisiva para as conquistas do Progresso na área.<br />É verdade que a base futura de apoio do regime está em perigo. Mas o apoio não é legitimidade. Moussawi tem a legitimidade de ser contra o que está. Mas que legitimações irão na cabeça dos jovens que se colocam na frente das manifestações e em que medida o débil imaginário progressista poderá produzir, num Irão com armas nucleares, um regime que seja algo mais que um estado-de-piratas com anseios de Progresso? O Progressismo e o doce comércio poderão gerar algo muito diferente do Irão presente?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-1387820530045988688?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-88767763563420443812009-06-18T23:07:00.001+01:002009-06-18T23:10:17.116+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Mais Vale Só<br /></span></strong><br />As últimas eleições dão muito que pensar. A “direita” que constituiu a massa eleitoral do PND de Monteiro amancebou-se com o partido mais idiota e vazio, o MEP, mostrando realmente a sua sólida formação política e doutrinária. O MMS, partido de meia-dúzia de oportunistas que nada mais faz senão repetir chavões de certa classe média portuguesa, veio substituir o Movimento do Doente, na substância e nos votantes.<br />Os Monárquicos perderam também em duas frentes. Perdeu o PPM que mostrou que as possibilidades de crescer e de se apresentar como alternativa de direita, são nulas. Perderam os da Causa, que não conseguiram, como desejavam, destruir através da detracção do partido toda a base eleitoral do partido.<br />O PNR demonstrou mais uma vez ser um partido (e um partido é a sua gente) em que os portugueses não se revêem, tendo ficado, apesar da linguagem moderada e da serenidade de HNO, atrás da seita “pós-hippie” do Luís Filipe Guerra, o que dificilmente abrirá perspectivas para o tal deputado da próxima legislatura (há quatro anos não se falava de outra coisa na blogosfera...).<br />O CDS desideologizado sobrevive e com ele morre toda a esperança de um partido representativo da Direita que acredita na Independência Nacional, num país Cristão, numa Constituição Portuguesa, numa Justiça que transcenda a funcionalidade do Estado, numa comunidade que despreza as abstracções progressistas (a democracia, a igualdade material, o estado-social, como valores-em-si).<br />Admitamos isto sem fazer concessões ao materialismo de todas as formas novas de socialismo e comunismo nacional, a abjectas formas de sentir a comunidade que atentam contra a Ideia de Portugal, que isso de falar da Nação e defender o seu contrário é estratégia velha do Companheiro Vasco e do tal partido da Soberania.<br />Fica o desafio para alguns “cristãos”: expliquem que Nacionalismo é esse que compagina gente que despreza o Cristianismo como seiva da Portugalidade.<br />E se acham que a Soberania é um valor-em-si, podem todos ir votar no Garcia Pereira...<br />Olhar a questão religiosa como se fosse politicamente irrelevante ou questão de segundo grau, é coisa pouco cristã. Falar de alianças com a antítese do Cristianismo que é a sacralidade do Sangue e do Homem, e achar que qualquer bem pode daí vir, é cair nos disparates de tantos portugueses dos anos 30 que pactuaram com ideologias sob o pretexto de defender os resquícios de Vida Cristã, apoiando o sacrifício da Igreja nos altares do Leviatã.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-8876776356342044381?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-78560786143190243482009-06-02T11:23:00.000+01:002009-06-02T11:24:34.169+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Um Blogue de Que Gosto Muito</span></strong><br /><br /><a href="http://albergueportugues.blogspot.com/">Albergue Português</a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-7856078614319024348?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-20057455678060204402009-06-01T19:29:00.003+01:002009-06-01T19:33:01.114+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Domenico Fisichella e o Elogio da Monarquia</span></strong>
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<br /><p><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SiQeekeBVDI/AAAAAAAABFs/EssF-oOuiHM/s1600-h/elogiodamonarquia.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342428568502752306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 122px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SiQeekeBVDI/AAAAAAAABFs/EssF-oOuiHM/s320/elogiodamonarquia.jpg" border="0" /></a></span></strong></p>
<br /><strong><span style="font-size:130%;"><p><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SiQeekeBVDI/AAAAAAAABFs/EssF-oOuiHM/s1600-h/elogiodamonarquia.jpg"></a></span></strong> </p></span></strong><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p>
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<br /><p><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SiQeekeBVDI/AAAAAAAABFs/EssF-oOuiHM/s1600-h/elogiodamonarquia.jpg"></a></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></p>
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<br />Por sugestão do <a href="http://tribunaonline.blogs.sapo.pt/">Afonso</a> debati-me no fim-de-semana com a dita obra.
<br />O livro debate alguns dos principais pontos da posição monárquica actual e que serão de extrema utilidade para a miríade de doutrinadores democráticos da blogosfera e dos principais círculos actuantes do movimento.
<br />Fisichella descreve com acutilância as vantagens da Monarquia no contexto do mundo moderno, consistindo isso na possibilidade de evitar a total desagregação do político no pluralismo moderno (a inexistência de referência agregadora e posição pública concreta) ou a emergência de tendências oligárquicas que desvirtuem a liberdade (bem-comum) da comunidade. Significa isto o contrário do que os nossos monárquicos têm vindo a afirmar nos tempos mais recentes, ou seja, que o Rei e a Instituição terão de ser sempre um contra-poder contra o povo, a ofensiva desagregadora, e contra os que gerem a desagregação no interesse próprio, a ofensiva oligárquica.
<br />Contra o provedor popular que os neo-monárquicos da democracia coroada pretendem promover, Fisichella vê na independência real a incorporação do Estado e dos seus princípios perenes numa personalidade e a mais importante fonte de estabilidade do Bem Comum num procedimento político e jurídico que rejeita a submissão ao critério numérico e quantitativo da oligarquia e da demagogia.
<br />Ainda assim, neste livro muito fica por dizer, nomeadamente na forma como a política que rejeita a submissão ao princípio da Igualdade Imaginária (a falsa igualdade de condições) pode e tem de se submeter a uma concepção do real que não é compatível com o anti-fundacionalismo e o liberalismo de serviço em que se funda o momento contemporâneo que os nossos monárquicos tanto veneram e dão por adquirido.
<br />Se é certo que a Monarquia é aristocraticamente servir, para que o servir não seja obedecer, mas buscar o Bem de algo, é fundamental um catálogo de Bens, uma concepção do que este é (uma forma exterior ao indivíduo de selecção entre finalidades), e tal não se encontra explícito no texto. Tudo isso, sendo o mais importante, escapa completamente ao autor que se refugia num poder moderador que, em consonância com o disparate modernista, dispensa as finalidades na determinação dos excessos e defeitos. Fisichella afirma que o Rei deve evitar os excessos de democracia e das várias oligarquias, mas infelizmente não explica o critério para que o faça (se o critério for a democracia dificilmente qualquer demagogia deverá ser suprimida, p.ex.).
<br />Apesar de ecoar muito do silêncio dos monárquicos modernos sobre o que deve ser a monarquia (o autor escreve sobre os benefícios da moderna visão pluralista, mas esquece-se de discorrer sobre como a existência de limitação das finalidades privadas é semelhante na política antiga e moderna) o livro de Fisichella tem a excelente função de nos fazer aperceber a pobreza da reflexão dos monárquicos portugueses que desejam a monarquia mesmo onde esta confirma as piores tendências demagógicas do regime.
<br />
<br /></span></strong></span></strong><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-2005745567806020440?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-3114412856298787352009-05-28T23:43:00.005+01:002009-05-29T00:07:54.870+01:00<strong><span style="font-size:130%;">28/25</span></strong><br /><br />Milagre Económico/Reforma Agrária e Expropriações.<br />Estado Moral-Cristão/"O Estado somos nós".<br />Império/Abandono.<br />Elites sociais/Partidocracia.<br />Cultura/Passagens administrativas.<br />Cultura Cristã/Cultura de Morte.<br />Heróis da Portugalidade/Grandes Antifascistas.<br />Igrejas/Xafaricas.<br />Governo/Governança Internacional.<br />Cristo-Rei/Cristiano Ronaldo.<br />Valores/Gratuito.<br />Direitos nascidos do Dever/Direitos Absolutos e Inalianáveis.<br />Nação/Povo.<br />Salazar/Sócrates, Cavaco, Soares.<br />Família/LGBT.<br />Pobreza com Asseio/Vasco Lourenço.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-311441285629878735?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-22010226343338867162009-05-25T23:15:00.006+01:002009-05-25T23:19:27.629+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Para a Análise Política Livre de Ideologia </span></strong><br /><br /><p><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/ShsY_PgGs-I/AAAAAAAABFc/1d1qUTIKxtg/s1600-h/hellas_431bc_shepherd.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339889257949869026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/ShsY_PgGs-I/AAAAAAAABFc/1d1qUTIKxtg/s200/hellas_431bc_shepherd.jpg" border="0" /></a></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></p></span></strong><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Num <a href="http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/2009/05/realismo-ou-liberalismo-eis-questao.html">“post” sobre RI </a>a Magdalia analisa as duas tradições contemporâneas predominantes, liberalismo e realismo, e apercebe as insuficiências de ambas. Ao realismo, na sua formulação quase mecanicista, falta uma alma, uma incapacidade “normativa” de determinar qualquer perspectiva que transcenda a insondabilidade dos desejos individuais e colectivos. Segundo esta perspectiva o mundo internacional, mas também toda a realidade humana (infra-estatal, familiar, grupal...) tem como base unidades de vontade e a compreensão das interacções sobre as várias unidades de poder em que se articulam vontades comuns.<br />Existe aqui uma parcela grande de verdade. Os homens agregam-se em desígnios comuns e o resultado dos conflitos entre elas são a parte humana da História. Mas o realismo tem, na verdade, origens bastante sombrias na filosofia de Hobbes e na sua concepção profundamente errada da Natureza Humana. Mas o problema da Natureza em Hobbes não é a sua visão da inerência malévola da Natureza Humana, mas aquilo que constituiria o estado angélico do homem e que se consubstancia numa substituição de concepções de Bem por interesses insondáveis. Na análise que procede de Hobbes não existe certo ou errado, elevado ou baixo, mas uma visão mecânica, quantitativa, das várias perspectivas e vontades em conflito, sem apreço pela qualidade de cada uma das vontades. A sua ausência de alma corresponde à sua incapacidade de dotar o estudioso ou o agente de qualquer formulação não-maquiavélica. Os agentes estão enclausurados nas suas próprias vontades sem possibilidade de compreender as formulações que transcendam e permitam estabelecer outras fórmulas de cooperação que não sejam as dos “contentores de poder”.<br />Por seu lado o Liberalismo apresenta uma formulação com muito menor percepção sobre a realidade. Por um lado dá ao Homem uma finalidade comum que agrada a todos os idealistas, mas encontra nesta finalidade uma intra-mundanidade inaceitável para o Cristão. No Liberalismo aplicado às RI existem dois paraísos terrenos: um que considera que a cooperação gera bens e que a cooperação internacional gerará inevitavelmente bens fundamentais (paz, justiça, segurança, progresso), outra que considera que a própria unificação, não trazendo inevitavelmente bens, é melhor por aproximar o Homem da unificação de género que é desígnio do Ser Humano.<br />A primeira destas formas provém de algumas interpretações pós-kantianas e socialistas progressistas, que colocam na unidade a chave para a obtenção de bens. Como é evidente esta é uma formulação mágica que acredita que, como afirmou muito bem Manent na sua Democracy Amongst Nations, a comunicação gera comunidade. Este é um erro básico. A ideia de que a comunicação é sempre geradora de sentidos partilhados é uma balela que apenas serve a formação de instituições internacionais com objectivos pouco confessáveis (a UE que se afirma neutra em termos de princípios não-partilhados pelos Estados-membro, profere constantemente “fatwas” contra a recusa irlandesa do aborto, p.ex.).<br />O outro paraíso por seu turno, considera que a validade de uma norma depende da esfera de aplicabilidade de que esta dispõe. Por isso, é mais importante que a norma emane de uma jurisdição universal, do que defenda isto ou aquilo. Esta fórmula, que provém de determinada interpretação progressista da obra de Hegel é ridícula e acredita que a legitimidade de algo se mede pelo seu âmbito. É evidente que esta percepção da realidade pode ser encontrada na obra de Teilhard de Chardin e de muitos católicos progressistas, bem como de muitos jusnaturalistas seculares, que acreditam que aquilo que é natural provém, não de uma visão do Bem, mas de uma visão partilhada por todos os seres humanos. Como é evidente esta posição, um rousseaunianismo global, precisa de gerar unanimidade e traz, por isso, a exclusão do direito a possuir perspectivas divergentes. Traz consigo, portanto, uma visão secular do certo e do errado, bem como a possibilidade de excluir da Humanidade, como o fizeram de Sade, Hitler ou Stalin, todos os que impossibilitam esse magno consenso.<br /><br />É seguro que o Cristão não pode senão rejeitar ambas as perspectivas, aceitando as partes de senso comum que em ambas se encontram e rejeitando as suas teorias mais profundas. Inserindo-se uma axiologia Cristã, torna-se possível, sem aceitar os determinismos realistas acerca do Estado, perceber as interacções entre os actores com uma percepção sobre as finalidades humanas e descrendo nos vários paraísos terrenos.<br />A tradição aristotélica-tomista, que ainda no século XX influenciou uma análise institucionalista dos fenómenos políticos, com recurso à filosofia política e sérias implicações no Direito Constitucional, ainda é o ponto de partida mais seguro e a certeza de uma teoria que mantém uma conceptualidade mais estável e fiável.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-2201022634333886716?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-44142910978505804122009-05-23T00:05:00.000+01:002009-05-23T00:06:28.654+01:00<a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/Shcv7Ac-AeI/AAAAAAAABFM/l1bpDFez5dM/s1600-h/cooper_bruhn.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338788574051303906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/Shcv7Ac-AeI/AAAAAAAABFM/l1bpDFez5dM/s400/cooper_bruhn.jpg" border="0" /></a><br /><div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-4414291097850580412?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-31828672407149558922009-05-22T00:39:00.006+01:002009-05-22T00:55:44.399+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Burke e os Subsídios para um Vitorianismo Português</span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><a href="http://1.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/ShXpuxRSDHI/AAAAAAAABFE/C4IXy7bgqGA/s1600-h/350px-JoshuaReynoldsParty.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338429923026668658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/ShXpuxRSDHI/AAAAAAAABFE/C4IXy7bgqGA/s320/350px-JoshuaReynoldsParty.jpg" border="0" /></a><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/ShXpuxRSDHI/AAAAAAAABFE/C4IXy7bgqGA/s1600-h/350px-JoshuaReynoldsParty.jpg"></a></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><br />No <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/4608-o-misterio-ingles-e-corrente-ouro-ii">i </a>do passado sábado o <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/4608-o-misterio-ingles-e-corrente-ouro-ii">Prof. JC Espada deixou um resumo da interpretação neoconservadora do legado de Edmund Burke</a>. O texto é interessante pela descrição das características essenciais da obra de Burke, mas sobretudo por um conjunto omissões que denunciam os propósitos de certa forma pseudo-britânica de justificação do liberalismo e que é responsável por que em Portugal não exista uma séria facção conservadora na opinião pública.<br /><br />Pode parecer irrelevante, mas em verdade, Burke não era, em 1790, líder parlamentar ou intelectual dos “whigs”. Era um deputado em grande decadência de influência. Desgastado pelo arrastar do processo movido a Hastings e pela morte do seu grande benfeitor em 1792, ultrapassado pela ascensão de Fox, que o desprezava em termos de ideário (a proximidade, mesmo familiar, de Fox com as ideias dos “dissenters” e todo o tipo de “gauchismes” que Burke desprezava, é evidente), Burke não estava de facto no topo da cadeia alimentar. Foi precisamente na altura da Revolução Francesa que Burke voltou a um lugar de proeminência, influenciando a cisão nos “whigs” e dando real importância em termos governativos à sua acção.<br /><br />Outro ponto importante descrito por JCE é a ideia de que para Burke a Revolução Francesa tem uma natureza diferente da inglesa de 1688. É perfeitamente correcto, mas insuficiente. É certo que para Burke 1688 é uma revolução lícita e a de 1789 o não é. Mas o que aqui falta explicitar é a forma como ambas exprimem sentidos diferentes para o que significa ser liberal. É por isso que não se percebe qual a diferença entre uns liberais e outros. E entre conservadores e liberais. Se no liberalismo aceitável existe um fundamento comunitário, como Burke sempre defende, como se pode aceitar o liberalismo dos mestres-pensadores do século XIX? Não iremos descobrir em breve que ou não há liberais ou não há conservadores? O desafio seria então encontrar um laivo de burkeanismo no pensamento de qualquer liberal contemporâneo.<br /><br />Mas o mais importante vem na divisão das três teses essenciais da obra de Burke.<br />Burke não condena a revolução total, como afirma JCE. Condena totalmente a Revolução. A diferença é evidente. JCE implicitamente aceita que Burke legitimaria a revolução parcial, o que é um dano grave. Burke estabelece uma antinomia entre dois conceitos de mudança: Reforma e Revolução. Na primeira forma não há uma mudança de natureza, mas uma adaptação do contingente ao ambiente. Muda-se o exterior para que a essência não mude. Na Revolução, porém, muda-se a natureza do objecto, mesmo que a forma exterior se mantenha. É contra esta destruição da natureza contínua da identidade da comunidade, a possibilidade de se reinventar “sem mais” que Burke escreve, assumindo que esta reinvenção coloca o homem num estado de absoluto que gera o Terror.<br />O problema da Revolução não é, em Burke, ser dirigida por uma entidade centralizada (prefigurando o “descentralismo” de Popper ou Hayek) ou gerar consequências não pretendidas. Esse argumento é absurdo (se Burke não quisesse a Revolução pelas consequências não-pretendidas desta, não poderia defender uma ética de virtude que não se baseia em “consequencialismos”, mas na teleologia aristotélica ou não teria tentado restaurar a monarquia através de um “directório” da nobreza no exílio). O que Burke está realmente a dizer é que a Revolução não é mudar, ao contrário do que JCE afirma no texto (dizendo que Burke quer mudança e permanência), mas que a Revolução é uma mudança de outra natureza. É por essa razão que os neoconservadores são incapazes de discernir a diferença de importância do uso de roupa branca em Wimbledon e das prescrições Cristianismo. Tudo é permanência e tudo é mudança. Critério é que nem vê-lo.<br /><br />Burke também defendeu uma política de “accountability”. Mas como é evidente essa relação não era uma política de representação imperativa, onde, como no nosso sistema, os deputados se encontram cada vez mais vinculados pelos desejos das massas populares. Representar não significa agir em nome, mas em prol de. E como tal, a representação é feita com vista a bens que são externos ao indivíduos e que são compreendidos no núcleo de crenças que suportam a comunidade política e se consubstanciam na religião (aquilo que distingue o contrato político dos contratos privados). Isto significa que a relação de representação só existe quando impera um enquadramento de justiça que ultrapassa a vontade contratual de governantes e governados. Algo que muitos dos liberais que se consideram conservadores (a tal conservação do liberalismo) obliteram completamente das suas interpretação do irlandês.<br />Se esse contrato político é consubstanciado na própria Fé, como é que podemos falar da democracia como forma de preservar as instituições da sociedade civil em sentido burkeano, quando estas instituições têm a sua própria origem e fundamentação na sociedade anterior à Democracia?<br />Como é possível que JCE esqueça no seu texto que a destruição das estruturas da sociedade civil que a Revolução implicou, venha, segundo Burke, da destruição do Cristianismo operada por um conjunto de abstracções filosóficas de liberais e de princípios? E que os liberais-conservadores defendam como princípios estruturantes o liberalismo que se apoiam num conjunto de premissas com a mesma arbitrariedade da democracia?<br />É também interessante como o argumento "neocon" de que a democracia funciona como tese explicativa e fundamento da comunidade, que motiva a crítica central das Reflexões, os liberais-conservadores esqueçam como um pequeno pormenor da obra de um autor que terá apenas como virtude preceder autores menores como Hayek, Popper ou Polanyi.<br /><br />Um dia trago aqui o que Burke escreveu sobre Hume no fim da vida...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-3182867240714955892?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-91845367493506293802009-05-15T02:14:00.006+01:002009-05-15T02:20:18.122+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Cidadania Cristã</span></strong>
<br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong>
<br /><a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgzCp_2ih5I/AAAAAAAABEs/56gF609aQ_Y/s1600-h/456px-Rembrandt_Harmensz__van_Rijn_079.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335853685297809298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgzCp_2ih5I/AAAAAAAABEs/56gF609aQ_Y/s200/456px-Rembrandt_Harmensz__van_Rijn_079.jpg" border="0" /></a>
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<br /><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p>
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<br /><p><strong><span style="font-size:130%;"></p></span></strong><strong><span style="font-size:130%;"><p></span></strong></p>
<br />A <a href="http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/">Magdalia</a> colocou-me o desafio de explicar a estranha relação entre o catolicismo e a sociedade democrática. Obviamente que o tema não cabe nesta pequena coluna. Há apenas algumas coisas que deveriam ser evidentes para todos os católicos e que o não são, dada a ânsia de fazer, o sonho de mando ou a superficialidade das crenças dos que dispõem de posições de relevo na nossa sociedade.
<br />O Catolicismo não é uma mera fé individual, mas uma proposta relacional. Por isso, aqueles que pretendem aceitar a suposta neutralidade do político (quer como resultado da vontade social, quer como norma que existe em formulação abstracta que derrama sobre a ordenação) para determinar que a norma cristã apenas vincula aqueles que voluntariamente a perfilham, aceitam que a comunidade política tem o direito de restringir ou mesmo proibir a Caridade. Ao aceitarem a divergência entre a comunidade política e qualquer princípio fundado na ontologia, aceitam viver numa comunidade onde a força legítima vive em esquizofrenia, defendendo uma coisa e o seu contrário, restringindo coercivamente a acção independentemente da benevolência da mesma.
<br />As consequências desta acção são a catástrofe dos massacres e a dissolução da própria comunidade. O massacre vem na capacidade de cada uma das comunidades de possuir uma visão própria da justiça (aceitar a morte como pena para transgressões menores, a dotação jurídica do valor de vida humana apenas a partir do nascimento, da puberdade ou da maioridade, etc.). A destruição da comunidade, vem, por consequência lógica, da destruição do sentido comum que tal cisão acarreta. Onde o que era nosso semelhante comete os actos mais bárbaros, o seu carácter civilizacional degrada-se e a “semelhança política” dá lugar à indiferença.
<br />A incapacidade de perceber a não-neutralidade do nosso estado liberal «de facto» (do nosso socialismo constitucional nem vale a pena falar) e a forma como este degrada as relações entre os homens de uma comunidade, com a sua formulação de amor bidireccional (Homem-Homem, em vez de Homem-Homem-Deus) tem como consequência a aceitação do plano político absoluto. Aí encontramo-nos no domínio da concepção política protestante: a salvação como questão individual, a independência política de qualquer concepção de Bem (a redução do Bem ao poder e à quantidade), a política como artefacto humano.
<br />Esta é a escolha que todo o “cidadão cristão” tem de fazer...
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<br /></span></strong>
<br /><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-9184536749350629380?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-3251049252153264052009-05-14T10:08:00.006+01:002009-05-14T12:16:20.259+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Durante a Interrupção</span></strong><br /><br /><a href="http://1.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgvhTfBmHqI/AAAAAAAABEk/h-714DiDxfU/s1600-h/mira+t%C3%A9cnica.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335605908412440226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgvhTfBmHqI/AAAAAAAABEk/h-714DiDxfU/s320/mira+t%C3%A9cnica.bmp" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Fiz o <a href="http://do-futuro.blogspot.com/2009/05/premio-deus-patria-e-rei-da-semana.html">Tri</a>, li este notável <a href="http://casadesarto.blogspot.com/2009/05/san-nuno-alvares-pereira-carta-abierta.html">texto do Rafael </a>(quem diria que o melhor nacionalismo português reside num espanhol?), vi o <a href="http://tribunaonline.blogs.sapo.pt/">Afonso Miguel mudar de casa</a>, não pude responder a mensagens e e-mails, estudei coisas que não me apetecia e recebi livros novos.<br />Volto assim que possa.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-325104925215326405?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-84144909680371047952009-05-07T12:25:00.005+01:002009-05-07T12:35:45.608+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Uma Monarquia de Muitos?</span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgLF61OapGI/AAAAAAAABEc/AwYxjg_NITo/s1600-h/asoka.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333042523270718562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgLF61OapGI/AAAAAAAABEc/AwYxjg_NITo/s320/asoka.bmp" border="0" /></a></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgLF61OapGI/AAAAAAAABEc/AwYxjg_NITo/s1600-h/asoka.bmp"></a></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><br /><br /><br /><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><br /><br /><p></p><br />O <a href="http://oinsurgente.org/">Rui A.</a> <a href="http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2009/05/algumas-duvidas-legitimistas.html">pergunta-me o que acho das monarquias modernas</a>. Creio que adivinhou. Não existem quaisquer resquícios de monarquia em regimes em que o Monarca é mero espantalho, obrigado a acatar todas as vontades do verdadeiro soberano. É um funcionário público ou um procurador e não um Rei que incorpora princípios que, por definição, são prévios ao processo político, a Verdadeira Constituição. Onde isso não existe, não há monarquia. Há democracias representativas, parlamentarismos vários, um procurador não-electivo que dá muito jeito para manter as coesões comunitárias, mas nada que ligue a Instituição a uma Constituição. Retire-se a Monarquia a qualquer dessas democracias e o que é que deixa de funcionar? Agora experimente-se retirar qualquer um dos outros poderes e imagine-se o que acontece. A diferença entre ambas as experiências caracteriza a diferença entre a forma monárquica de organização política e as outras.<br />Quando definimos uma Monarquia, Aristocracia ou Democracia, observamos onde reside o poder político e nas Democracias esta reside muito longe do monarca. Não são sequer “monarquias restauradas a botox”, para citar a feliz expressão do Afonso, por não disporem de qualquer característica monárquica. O poder ou a fonte deste não passa sequer por aquela instituição.<br />Por essa razão, todo o monarca legítimo é um monarca constitucional, desde que se entenda por Constituição as condições prévias (históricas e morais) de unidade da comunidade política. Por isso mesmo, não faz qualquer sentido falar de uma reunião da Nação em Cortes para elaborar constituições. A própria aceitação da necessidade de Cortes implica uma consciência de uma Legislação Suprema e anterior ao período constituinte, que é, em pleno sentido, a própria Constituição e a assumpção da Tradição. O que significa que um Rei, exceptuando o de faz-de-conta das democracias, é, em si e por si mesmo, uma Constituição. Ora, se a mesma é vertida ou não para um conjunto de documentos de outorga régia que consubstanciam esses princípios, submetidos à sanção popular, é uma discussão interessante e nesse ponto, estou com Aristóteles e São Paulo: a letra mata, mas o espírito vivifica. Digo-isto, porém, num plano ideal, porque onde o espírito está exangue, a letra tem, por vezes, a força para manter o edifício.<br />De isto se depreende que será Rei a primeira pessoa da linha de sucessão disposta a jurar as obrigações impostas pela Fé e pelos Antepassados. A Monarquia é uma forma política muito simples.<br /><br />PS. Acrescento ainda, para os liberais que ficarem escandalizados, que o que digo em termos de forma constitucional é idêntico ao que Locke escreveu sobre o contratualismo. O Contrato Político é uma fórmula condicionada por obrigações anteriores. Pensem nisso antes de falarem sobre contratos democráticos-liberais e demais enfabulações tardo-burguesas.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-8414490968037104795?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-87040708645281038972009-05-05T23:41:00.006+01:002009-05-05T23:46:48.184+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Coisas Gastas - O Novíssimo Poder Moderador</span></strong><br /><br /><a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgDA5R9IWMI/AAAAAAAABEU/MwEZJpwP1zw/s1600-h/Silvestre_Pinheiro_Ferreira.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332474049111546050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 185px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgDA5R9IWMI/AAAAAAAABEU/MwEZJpwP1zw/s320/Silvestre_Pinheiro_Ferreira.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><a href="http://4.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SgDA5R9IWMI/AAAAAAAABEU/MwEZJpwP1zw/s1600-h/Silvestre_Pinheiro_Ferreira.jpg"></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Os <a href="http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2009/05/monarquia-conclusoes.html">textos do Rui A.</a> sobre a Monarquia não me suscitam qualquer indignação, simplesmente por não existir nelas qualquer ponta de apologia da instituição monárquica. Mascarado, o erro é sempre o mesmo e pode ser já encontrado nas velhinhas obras de Silvestre Pinheiro Ferreira. Destroem-se as instituições para que estas sirvam os propósitos do Progresso, para que se dobrem às mãos dos novos ditadores colectivos e individuais, mas, ao bom estilo meias-tintas luso, mantêm-se as estruturas de obediência para que a Revolução seja mais fácil. Num povo ritualista e absorvido com a magnificência do Poder, esta estratégia continua a ser a mais frequente para a imposição de novos diktats.<br /><br />O Rui A. nada escreve que seja diferente da ofensiva liberal de Pinheiro Ferreira. Imitar os outros (Constant, Locke), mas utilizando a estratégia de conquista do povo pela sua absorção com a pompa e circunstância da Instituição. Inventar poderes inexistentes (o Poder Conservador que defendia caber ao Rei) para lhe retirar o verdadeiro poder. Adulteração das características existenciais da representação (o homem que encarna a constituição) para a sua transformação em mandato popular (ao bom estilo da melhor esquerda, o povo é o melhor julgador). Mascarar o mais absoluto utilitarismo na concepção de felicidade da Nação.<br />Tudo isto não é novo. É uma estratégia liberal bem antiga. E por isso, quando o Rui A. considera que os monárquicos não evoluíram muito desde 1834, é caso para indagar se os liberais o fizeram.<br /><br />O Rui estranha a forte presença dos legitimistas na blogosfera. Eu não. Os monárquicos que defendem a indiferencialidade política da Monarquia Portuguesa são os descendentes dessa linhagem pouco nobre, dessa absorção com a Forma que lhes oblitera o pensamento sobre a Realidade. Podem ter escrito coisas de valor sobre o liberalismo, sobre a democracia, sobre a autonomia individual. Sobre Monarquia escreveram, quanto muito, coisas úteis. Para eles, é claro...<br />Já os outros, os legitimistas, foram os que não se renderam à mentalidade do resultado e, por isso, mantêm-se na certeza de que a Monarquia ou é, ou não vale a pena. Os que são indiferentes politicamente, simplesmente nada têm a dizer. Por isso escrevem livros de banalidades, acham mais importante o ecossistema monárquico de ascensão social, discutem formas de organização em vez de princípios, bandeiras em vez de fé. Culpam Salazar por não lhes ter dado um Rei, mas vivem felizes sem ter uma sociedade com os princípios de Justiça e Portugalidade que a Monarquia representa.<br />A vida corre sempre bem aos que nela não encontram sentido.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-8704070864528103897?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-27853942858716970172009-04-29T23:34:00.004+01:002009-04-29T23:41:30.353+01:00<strong><span style="font-size:130%;">O Problema do Bigode Monárquico</span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><a href="http://3.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SfjXSIiYxsI/AAAAAAAABEM/w2NZxNc0M8U/s1600-h/moustache.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330246865522312898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 114px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SfjXSIiYxsI/AAAAAAAABEM/w2NZxNc0M8U/s320/moustache.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Anda meia blogosfera preocupada preocupada com o problema do Bigode Monárquico. O problema não é despiciendo, dada a importância da estética em todas as coisas políticas.<br />Nada tenho contra o fomento do Bigode Monárquico. Conheço grandes monárquicos de bigode lustroso, outros de bigode aparado, outros de suissas, outros já sem qualquer protecção pilosa. Os primeiros fazem do reviver do tufo capilar uma questão de honra, encrustada nos armoriais dos avoengos e do espírito novecentista que gostariam de reviver. Os segundos e terceiros fazem-no para esconder algumas imperfeições faciais, insuficiências e inseguranças.<br />Há porém uma nova moda monárquica. O bigode na cabeça. É a estética do século XXI!<br />O bigode na cabeça caracteriza-se pela ideia de que se pode usar o bigode onde se quiser. Os defensores desta nova moda vivem obcecados com os bigodes nas caras dos outros, por acharem que o bigode deve existir onde o proprietário queira. O pé direito, a testa, o bícepe, são os grandes candidatos à localização do bigode, segundo os defensores desta perspectiva actualizadora. Bigode sim, mas só consoante a moda do Progresso e da Democracia.<br />Neste momento sou um defensor de todos os que ainda acreditam que o bigode deve estar entre a boca e o nariz, de todos os que acreditam que a Monarquia, como o bigode, tem um lugar que não nos compete escolher e que foi ditado pela Natureza, de todos os que não fazem plásticas para disfarçar o bigode no sovaco e o possuírem “sob a sua asa”.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-2785394285871697017?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-50966720663730279192009-04-24T22:36:00.006+01:002009-04-24T22:42:00.969+01:00<strong><span style="font-size:130%;">O Santo do 26 de Abril</span></strong><br /><br /><a href="http://3.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SfIxowf7MfI/AAAAAAAABEE/J6sJfUE2Zjk/s1600-h/sc.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328375885416051186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 147px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SfIxowf7MfI/AAAAAAAABEE/J6sJfUE2Zjk/s200/sc.bmp" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><a href="http://3.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/SfIxowf7MfI/AAAAAAAABEE/J6sJfUE2Zjk/s1600-h/sc.bmp"></a><br /><br /><br />Os próximos dois dias serão um bizarro momento na vida dos portugueses.<br />Amanhã celebra-se o Anti-Portugal. O momento em que os portugueses decidiram abandonar às mãos do terror do totalitarismo comunista uma parte significativa da sua população, o momento em que Portugal se transformou numa região europeia, em que adoptámos uma Constituição abjecta, em que o Socialismo se tornou o nosso regime, em que abjuramos todos os princípios que fizeram Portugal.<br />No Domingo, porém, a conversa é outra. Celebraremos Portugal como se ainda o tivéssemos entre nós. Na memória do Condestável vive a Fé de um homem de vida casta, a consciência do Dever do político e da Nação ao serviço da Justiça Divina, o combate num espírito de caridade ilimitada pelo inimigo, o amor do Rei, a consciência absoluta da comunidade na amizade cristã. No Santo repousa tudo aquilo que repugna ao homem moderno e por isso não podemos deixar de rir um bom bocado com as recentes loas de todos os quadrantes da sociedade, sempre pronta a aproveitar uma boleia para o mundo do “faz de conta que temos um país”.<br />No 26 de Abril devemos pôr os olhos no passado, para olhar de frente o futuro e vencer o Anti-Portugal.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-5096672066373027919?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-84400352153853223092009-04-22T12:26:00.005+01:002009-04-22T12:35:35.725+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Deuses e Demónios do Populismo</span></strong><br /><br /><br /><p><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/Se8AoSRzUVI/AAAAAAAABD8/yjMr-Mdykpw/s1600-h/eussr.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327477576303858002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/Se8AoSRzUVI/AAAAAAAABD8/yjMr-Mdykpw/s200/eussr.jpg" border="0" /></a></span></strong></p><br /><br /><br /><br /><p><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/Se8AoSRzUVI/AAAAAAAABD8/yjMr-Mdykpw/s1600-h/eussr.jpg"></a></span></strong></p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><p><strong><span style="font-size:130%;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Cj3FbjK7V9k/Se8AoSRzUVI/AAAAAAAABD8/yjMr-Mdykpw/s1600-h/eussr.jpg"></a></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><p><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong></p><br /><br /><br /><br />Uma das maiores demonstrações de impotência da Esquerda é a forma como vê os seus adversários. O “fáchismo” que descrevem nos seus oponentes é uma visão infantil do que foi o Fascismo na realidade, com toda a sua moral popular, estatista, restruturadora, centralizadora. Para a Esquerda, o “fáchista” é aquele que defende um conjunto de normas que não vêm da soberania popular, que não se submete ao papel instrumental da racionalidade como forma de elevar a Humanidade ao papel de realidade transcendente, que rejeita que o objectivo da vida humana seja a criação de uma sociedade em que se cumpre a panaceia do indivíduo (em que este ultrapassa a escassez e vive como Deus no seu universo particular). É evidente que os fascistas não partilhavam esse credo, mas a infantilidade mental que preside a esta dicotomia é apenas um reflexo de visões simples do mundo que reflectem a forma populista da esquerda de contemporânea.<br />A forma como Hitler é descrito como um inimigo da razão esclarecida (um contra-iluminista, portanto), um mero caso clínico de loucura ou um defensor do preconceito social populista (que a Esquerda veio destruir) é apenas uma forma de varrer para baixo do tapete os problemas levantados pelo paradigma moderno de que Hitler foi consequência lógica.<br />Afirmar que o problema de Hitler se encontra no seu desprezo pela Razão é apenas o primeiro acto da paródia. É verdade que Hitler foi um crítico da razão iluminista enquanto forma de ordenar a comunidade política. Mas também o foram Rousseau, Nietzsche ou Sartre. Não se consegue vislumbrar de que forma é que o anti-racionalismo de Nietzsche, que se encontra tão em voga nesta época pós-moderna, pode ser a causa de uma mal tão grande e de tantas bençãos (Foucault, Deleuze, etc.). E quem mais do que Hitler, transformou as ciências numa forma de religiosidade política, forçando nas descrições científicas as distinções que a necessidade política forçava? O segundo acto está montado. A diferença entre o mau e os bons está na forma como os segundos fazem uso dessa racionalidade. Os maus matam pela raça, os bons pela classe social. Sartre, santificado na Europa Ocidental, afirmava o seu pacifismo enquanto defendia os campos de concentração onde se empilhavam inimigos do povo. Estaline, o maior assassino da História, era um santo que fazia o mundo adequar-se ao sonho de Marx. A diferença entre o populismo de uns (do povo, com toda a fúria socialista) e o que é dirigido a outros (a pequena burguesia, com todo o seu ódio racial) é, para o Esquerdista, toda a diferença do mundo. Mas qual é a diferença real, ou o critério para avaliar a diferença entre os preconceitos de Robespierre ou Marx, a necessidade do Terror e da destruição física e social da burguesia ou da nobreza e ou de um outro qualquer povo?<br />É curioso que num mundo obcecado com os campos de concentração, a abertura ao Leste tenha vindo com a total incorporação da máquina estatal comunista. Sem culpados, sem crimes, sem dias da memória histórica...<br />Estão nos a preparar para o quê?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-8440035215385322309?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-47994100741246347122009-04-20T23:04:00.002+01:002009-04-21T01:08:56.999+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Imaginação</span></strong><br /><br />Diz-se que a Conferência Episcopal Portuguesa prepara um documento onde irá explicar por que razão os católicos não devem votar por políticas que confrontam a Doutrina. É estranho que a CEP tenha de referir algo que deveria ser evidente para qualquer católico, mas nos tempos que vivemos, em que há empresários comunistas, socialistas-católicos, social-democratas liberais e democratas-cristãos a favor do socialismo, a coisa pode ter algum préstimo.<br />A advertência é bem estranha, dado que, ao que se diz, incluirá uma referência ao dever (religioso?) de votar.<br />Não vale a pena entrar nas especificidades da relação entre o voto e o descalabro em que Portugal se encontra, na forma como durante tantos anos o silêncio da Igreja parece ter permitido a crença de que as políticas e as concepções religiosas estariam desligadas ou na forma como a CEP achou que o regime que referenda a vida de terceiros seria matéria susceptível de votação. Só iríamos chegar onde chegámos.<br />Vale a pena, sim, analisar de que forma as propostas dos vários partidos podem ser susceptíveis de qualquer compatibilização com a Doutrina da Igreja.<br />Sobre a Esquerda dos direitos ao aborto, da destruição da família, da transformação do amor em desejo, não preciso de falar. Mas será que falar de um PSD que toma o preservativo panaceia para a felicidade humana (é só ver qual o partido que defendeu o plano de luta contra a SIDA sem uma palavra sobre qualquer preceito Cristão)? Será que vale a pena falar de um CDS que afirma que se afirma como pós-ideológico e possui nas suas fileiras apologistas dos casamentos homossexuais, defensores do paraíso anarco-capitalista, gente que acredita que o Mercado é a melhor forma de obter o paraíso do progressismo mercantilista? Será que vale a pena falar do MEP que se apresenta como uma comunidade de santinhos a defender exactamente o mesmo que o PS, mas com pedigree na acção social? E do PNR, onde o seu líder afirma que o facto de ser católico é irrelevante para as políticas que defende? E do MMS, em que se escondem dezenas de charlatães endinheirados a falar sobre mérito, solidariedade, contra o neo-liberalismo, num emaranhado de idiotices sem nexo?<br />O facto da CEP fingir que existe alguma proposta consentânea com a Doutrina no panorama político, quer dizer que não a têm em apreço suficiente ou que sobrestimam os partidos e a democracia portuguesa? Nunca o saberemos, provavelmente.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-4799410074124634712?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-30269725152740402492009-04-20T23:02:00.000+01:002009-04-20T23:04:07.670+01:00<strong><span style="font-size:130%;">A Profunda Religiosidade de Obama</span></strong><br /><br /><a href="http://www.cnsnews.com/public/content/article.aspx?RsrcID=46667">Aqui</a>.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-3026972515274040249?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6625108.post-90627376751634128172009-04-16T11:19:00.001+01:002009-04-16T11:19:58.759+01:00<strong><span style="font-size:130%;">Com Imperdoável Atraso</span></strong><br /><br /><a href="http://do-futuro.blogspot.com/2009/04/premio-deus-patria-e-rei-da-semana_08.html">Muito obrigado, João!</a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6625108-9062737675163412817?l=lusavoz.blogspot.com'/></div>O Corcundahttp://www.blogger.com/profile/11101232543591176383noreply@blogger.com