tag:blogger.com,1999:blog-65666642008-10-06T22:16:10.958+01:00Povo de BaháMarcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comBlogger1527125tag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-6414361441540073082008-10-06T07:58:00.000+01:002008-10-06T07:58:00.585+01:00Que mal é que fizeram as árvores?A profanação de cemitérios tem sido uma das formas de atacar e intimidar a Comunidade Baha’i no Irão. O mais recente acto de vandalismo sobre cemitérios Baha’is deu-se no passado dia 27 de Setembro em Isfahan, onde foram cortadas as árvores ali existentes. As imagens que se seguem ilustram a situação:<br /><br /><div><embed src="http://widget-7f.slide.com/widgets/slideticker.swf" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="cy=2738188573453204095&amp;il=1&amp;channel=2738188573453204095&amp;site=widget-7f.slide.com" style="width: 600px; height: 475px;" name="flashticker" align="middle"></embed><div style="width: 600px; text-align: left;"><a href="http://www.slide.com/pivot?cy=2738188573453204095&amp;at=un&amp;id=2738188573453204095&amp;map=1" target="_blank"><img src="http://widget-7f.slide.com/p1/2738188573453204095/xx_t011_v000_s0un_f00/images/xslide1.gif" ismap="ismap" border="0" /></a> <a href="http://www.slide.com/pivot?cy=2738188573453204095&amp;at=un&amp;id=2738188573453204095&amp;map=2" target="_blank"><img src="http://widget-7f.slide.com/p2/2738188573453204095/xx_t011_v000_s0un_f00/images/xslide2.gif" ismap="ismap" border="0" /></a> <a href="http://www.slide.com/pivot?cy=2738188573453204095&amp;at=un&amp;id=2738188573453204095&amp;map=F" target="_blank"><img src="http://widget-7f.slide.com/p4/2738188573453204095/xx_t011_v000_s0un_f00/images/xslide42.gif" ismap="ismap" border="0" /></a></div></div><br /><br />No fundo isto é mais uma prova da falsidade e hipocrisia do presidente Ahmadinedjad que recentemente afirmou que as minorias religiosas do Irão fazem parte da “<a href="http://www.topnews.in/ahmadinejad-religious-minorities-all-part-iranian-family-272748">grande família iraniana</a>”. Foram palavras bonitas, sim senhor. Mas este acto mostra que nessa família há uns que são filhos e outros são enteados.<br /><br />E a propósito: que mal é que fizeram as árvores?Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-86297317391944394372008-10-03T22:24:00.006+01:002008-10-06T20:45:19.778+01:00Gato escondido com o rabo de fora...O novo ano lectivo recomeça no Irão e todos os alunos retomam os seus afazeres escolares. Todos os alunos... não será bem assim! Na verdade continua a existir <a href="http://denial.bahai.org/">aquela minoria para a qual está vedado o acesso ao ensino superior</a>. E por muito que o Governo iraniano afirme que os Bahá’ís são livre de frequentar o ensino superior, as informações surgidas nas duas últimas semanas provam que a política de bloqueio de acesso dos Bahá’ís ao ensino superior continua em vigor<br /><br />O esquema aplicado é simples: primeiro todos os estudantes realizam o exame de acesso ao Ensino Superior no qual devem identificar a sua filiação religiosa. Posteriormente, quando são publicados os resultados oficiais, os estudantes baha'is verificam que o seu processo de candidatura se encontra classificado como "<u>incompleto</u>". E recordemo-nos que os estudantes que no ano passado foram vítimas do mesmo esquema e decidiram levar o caso a tribunal, acabaram por ver os tribunais a rejeitar as suas queixas.<br /><br />E mais estranho ainda é que o site oficial consultado por estes alunos ao apresentar a mensagem de erro de "ficheiro incompleto" faz um redireccionamento para um link que termina com as palavras <span style="background-color: rgb(255, 255, 0);">error_bah</span>, uma aparente referência ao facto da candidatura estar incorrecta pelo facto do aluno ser Bahá'í. (se tiver dúvidas consulte o site: <a href="http://82.99.202.139/karsarasari/87/index.php?msg=error_bah">http://82.99.202.139/karsarasari/87/index.php?msg=error_bah</a> e veja <a href="http://www.bahaiworldnews.org/sites/news.bahai.org/files/documentlibrary/01_webpage_en.pdf">aqu</a>i a tradução dessa página em inglês). Como se diz em bom português: Gato escondido com o rabo de fora...<br /><br /><div style="text-align: center;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SOaO031yfUI/AAAAAAAABbQ/49AErZz2iqk/s1600-h/Site_Iraniano_Error_Bah.JPG"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SOaO031yfUI/AAAAAAAABbQ/49AErZz2iqk/s400/Site_Iraniano_Error_Bah.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253043054368161090" border="0" /></a><span style="font-size:85%;"><span style="font-weight: bold;">O site oficial iraniano apresentando a mensagem de erro para os Bahá'ís.</span></span><br /><span style="font-size:85%;"><span style="font-weight: bold;">(clique na imagem para ampliar)</span></span><br /></div><br />Recorde-se que no processo de candidatura e avaliação para o ano lectivo 2007-2008 mais de 1000 estudantes baha’is iranianos candidataram-se ao Ensino Superior, mas cerca de 800 foram excluídos devido ao alegado problema dos "ficheiros incompletos".<br /><br />Bani Dugal, a representante da Comunidade Internacional Bahá’í junto das Nações Unidas descreveu o caso como a continuação de uma política de segregação educativa baseada na discriminação religiosa: "<span style="font-style: italic;">O efeito destas políticas do Governo Iraniano é fechar as portas das Universidades aos Bahá'ís, apesar do Irão ser signatário de leis e convenções internacionais que defendem o direito à educação. Apelamos à Comunidade Internacional, em especial às universidades, aos professores e aos alunos que protestem em defesa dos jovens estudantes baha’is iranianos.</span>"<br /><br />Sobre esta situação, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Batebi">Ahmad Batebi</a>, um conhecido activista iraniano de direitos humanos escreveu um artigo intitulado “Os Baha’is e o Ensino Superior no Irão”, onde expressa a sua indignação perante este caso. Esse artigo foi referido <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2008/09/ahmad-batebi-dem-liberdade-aos-bahs.html">aqui neste blog</a>.Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-70562644544066574142008-10-03T21:26:00.001+01:002008-10-03T21:26:56.349+01:00Spread the story. Stop the disease.<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yj8KZNI6-W8&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/yj8KZNI6-W8&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-75503390697109435382008-10-02T06:54:00.000+01:002008-10-02T06:54:00.589+01:00Manos que dan vida<object height="355" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ksv2QYg0oIw&amp;rel=1&amp;border=0"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://www.youtube.com/v/ksv2QYg0oIw&amp;rel=1&amp;border=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"></embed></object><br /><br />Encontrado <a href="http://mauxito.blogspot.com/">aqui</a>.Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-55713841636295855422008-10-01T08:22:00.000+01:002008-10-01T08:22:00.200+01:00Manuel Clemente: Portugal e os Portugueses (1)O livro “Portugal e os Portugueses”, de Manuel Clemente (Editora: <a href="http://www.assirio.pt/">Assírio e Alvim</a>) despertou a minha curiosidade logo que foi publicado. Existiam dois motivos para essa curiosidade: por um lado era da autoria do Bispo do Porto (considerado por muitos católicos como uma figura de grande prestigio); por outro, abordava um tema tão complexo com a arte de ser português, e a nossa relação com a Pátria.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMQfl29WvbI/AAAAAAAABY4/TaX59VenhMs/s1600-h/Livro_M_Clemente.png"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243350601434578354" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMQfl29WvbI/AAAAAAAABY4/TaX59VenhMs/s320/Livro_M_Clemente.png" border="0" /></a>Durante várias semanas o livro ficou na minha lista de "livros para ler". Acabei por o comprar e li-o durante o verão passado. Apesar de discordar com o Bispo do Porto em diversos assuntos, não posso deixar de considerar interessante uma obra em que se reflecte sobre o lugar para o Divino na história de Portugal e dos Portugueses.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">OS CULTOS MARIANOS</span><br /><br />Um dos aspectos abordados com maior detalhe é a identificação do povo português com os cultos marianos. O autor dedica dois capítulos do livro a este tema. Cita diversas obras; enumera os diversos monarcas devotos desse culto; refere diversas localidades fundadas e monumentos construídos em honra de “Nossa Senhora”; descreve episódios históricos que de alguma forma sustentam a identificação de diversas gerações de portugueses com o culto Mariano. Percebe-se nas entrelinhas que o Bispo do Porto também é um devoto da mãe de Cristo.<br /><br />Na minha opinião, a insistência de D. Manuel Clemente para encontrar o lugar de “Nossa Senhora” na história de Portugal é manifestamente exagerado. Veja-se por exemplo, a tentativa de justificar o facto de no momento mais crítico da Batalha de Aljubarrota, o rei D. João I ter invocado S. Jorge e não “Nossa Senhora”, para dar ânimo à tropa (p.52-53). Esta exegese religiosa das palavras atribuídas a um monarca português num texto histórico corre o risco de descredibilizar o esforço de encontrar um lugar do divino na História do povo português.<br /><br />Claro que a história religiosa de Portugal não se pode resumir aos cultos marianos; o que D. Manuel Clemente nos apresenta é apenas uma perspectiva possível sobre alguns acontecimentos históricos. Em qualquer bom livro de História de Portugal encontramos diversos episódios em que o relacionamento entre o Reino de Portugal e a cúpula da Igreja Católica foi marcado por tensões e até mesmo corte de relações. Recorde-se por exemplo, a excomunhão de D. João IV, já cadáver e feito perante a família real.<br /><br />A história do Divino e a história de Portugal cruzam-se em episódios brilhantes e em momentos trágicos, onde podemos encontrar heróis e vilões. A verdade é que em dois capítulos deste livro o Bispo do Porto deu uma ênfase especial ao Marianismo, quase dando a entender que este é o ponto alto da história religiosa de Portugal.<br /><br />Sobre o Marianismo, lembro que já referi neste blog a posição oficial da Fé Bahá’í sobre a virgem Maria (<span style="font-style: italic;">ver links em baixo</span>); e também dei a minha opinião pessoal sobre o tema. Mas a reflexão apresentada pelo Bispo do Porto neste livro leva-me a colocar duas questões que também me parecem merecedoras de reflexão:<br /><br />1 - Não tem havido, ao longo da nossa história, uma tentativa de substituir o Cristianismo pelo Marianismo?<br /><br />2 - E a proliferação de santuários marianos no nosso país não será um sinónimo de uma religiosidade popular mal-informada, cuja multiplicidade e diversidade assume carácter quase-politeísta?<br /><br />Admito que estas questões possam soar a provocação para alguns leitores católicos; mas penso que na religião não deve haver temas inquestionáveis. Além disso, uma análise objectiva da história religiosa de Portugal tem necessariamente de conseguir algumas respostas para estas questões. Uma exposição idílica sobre o Marianismo é manifestamente insuficiente.<br /><br /><span style="font-size:85%;">-------------------------------<br /><span style="font-weight: bold;">Sobre este assunto</span>:<br /><a href="http://povodebaha.blogspot.com/2006/06/kitb-i-qn-20.html">Kitab-i-Iqan – A Virgem Maria</a><br /><a href="http://povodebaha.blogspot.com/2005/12/experiencia-religiosa-e-o.html">A experiencia religiosa e o enquadramento humano</a> (Moojan Momen)<br /><a href="http://povodebaha.blogspot.com/2005/02/ftima.html">Fátima</a><br /><a href="http://povodebaha.blogspot.com/2005/02/ainda-sobre-ftima.html">Ainda sobre Fátima</a></span>Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-68110635602200063162008-09-29T07:23:00.000+01:002008-09-29T07:23:00.709+01:00Machado de AssisFaleceu há 100 anos.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SN4TDqg_MQI/AAAAAAAABaw/0BIuTwyO5f8/s1600-h/Machado_de_Assis.gif"><img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SN4TDqg_MQI/AAAAAAAABaw/0BIuTwyO5f8/s400/Machado_de_Assis.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250655169233760514" border="0" /></a>Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-8113440685792551132008-09-28T11:52:00.003+01:002008-09-28T12:12:27.112+01:00La libertad de religión no existe en IránPublicado no jornal <a href="http://www.elpais.com/articulo/sociedad/libertad/religion/existe/Iran/elpepisoc/20080928elpepisoc_3/Tes">El Pais</a>, 28/09/2008<br />ÁNGELES ESPINOSA<br /><br />Suníes y no musulmanes se enfrentan a un clima amenazante en Irán. Así lo afirma el último informe anual sobre libertad religiosa internacional que acaba de publicar el Departamento de Estado norteamericano. Aunque cristianos, judíos y otras minorías pueden celebrar su culto, educar a sus hijos en su religión y disponer de centros culturales o recreativos propios, la comunidad bahai o los cristianos evangélicos sufren el acoso de las autoridades.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SN9l6K7XChI/AAAAAAAABbI/DC8_IEnU654/s1600-h/El_Pais_logotipo.JPG"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SN9l6K7XChI/AAAAAAAABbI/DC8_IEnU654/s200/El_Pais_logotipo.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251027740577434130" border="0" /></a>Además, los miembros de las minorías religiosas son de facto ciudadanos de segunda. Para la República Islámica, <span style="background-color: #FFFF00">Los bahais no constituyen una comunidad religiosa sino una organización política, a la que a menudo vinculan con el régimen del sha y acusan de espionaje, a pesar de sus orígenes locales y de que también en tiempo del sha estuvieron discriminados. Sus entre 300.000 y 350.000 fieles, la mayor minoría no musulmana, tienen dificultades para obtener documentos de identidad (hay que hacer constar la religión), lo que les impide encontrar trabajo y casarse, extremo que da pie a condenas por adulterio en un país que prohíbe cualquier relación sexual fuera del matrimonio.</span><br /><br />Otro grupo en el punto de mira de las autoridades es la comunidad protestante. Si bien representa apenas un 5% de los 200.000 cristianos, su vocación evangelizadora sirve para justificar su persecución. Ese empeño es el responsable de un goteo de conversiones desde mediados del siglo XX que, a partir de la revolución islámica de 1979, se ha castigado con pena de muerte, la condena que el islam establece para la apostasía. Durante los años noventa, varios de sus pastores murieron asesinados.<br /><br />Las comunidades cristianas autóctonas (armenios y asirios) no realizan proselitismo. Además estos grupos, al igual que los judíos o los zoroastrianos, rara vez exponen los agravios de que son víctimas para evitar represalias. Sin embargo, resulta significativo que desde la revolución islámica la comunidad judía se haya reducido 80.000 a 20.000 personas.<br /><br />Las autoridades iraníes niegan que exista discriminación y refieren a la representación que estas minorías tienen en el Parlamento (cristianos, judíos y zoroastrianos tienen reservados cinco escaños, a pesar de apenas sumar un 2% de la población entre todos ellos) y su protección en la Constitución. Lo que no dicen es que ningún miembro de una minoría, ni siquiera un suní, puede ser elegido presidente. Los no musulmanes también están excluidos de la judicatura, la seguridad o la dirección de centros escolares. Incluso los directores de las escuelas judías o cristianas son musulmanes chiíes. El examen de teología islámica necesario para entrar en la universidad y en el funcionariado limita el acceso de las minorías. Sólo pueden servir en los escalones más bajos de la administración.<br /><br />Durante un viaje a Kermanshah, al oeste de Irán, un grupo de universitarios expresaba su malestar porque "las materias obligatorias incluyen la historia sagrada de los chiíes, tan ajena a nosotros".Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-28465195811081473382008-09-27T15:12:00.006+01:002008-10-01T22:31:02.789+01:00Mais uma declaração da UE...<span style="font-weight: bold;">Declaração da Presidência em nome da União Europeia sobre situação das pessoas que pertencem às minorias religiosas no Irão.</span><br /><br />A União Europeia está muito preocupada com a deterioração do exercício da liberdade religiosa ou de crença, e em especial a liberdade de adoração, no Irão, onde a pressão sobre as pessoas que pertencem às minorias religiosas se tem agravado nos últimos meses.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SN5Bh7MFSpI/AAAAAAAABbA/EJzUrpLGga0/s1600-h/Europa_Irao_Bandeiras.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250706266640435858" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SN5Bh7MFSpI/AAAAAAAABbA/EJzUrpLGga0/s200/Europa_Irao_Bandeiras.jpg" border="0" /></a>A União Europeia está profundamente perturbada pelas detenções efectuaas desde o mês de Abril, de convertidos iranianos ao Cristianismo e aos membros da comunidade de Baha'i. Apela à sua libertação imediata e incondicional e à cessação de todas as formas da violência e da discriminação contra elas.<br /><br />Têm surgido muitos relatórios sobre pessoas pertencentes às minorias Cristã, Baha'i, do Sufi e Sunita do Irão sofrem regularmente formas de perseguição como confiscação de propriedades, profanação dos seus lugares de culto, encarceramento e numerosos actos de violência numerosos, incluindo algumas ameaças de morte..<br /><br />A União Europeia está preocupada com a decisão do Parlamento Iraniano em debater um projecto-lei que faz da apostasia um dos crimes punível com a morte. Se for adoptada, essa lei seria uma séria infracção da liberdade religiosa ou de crença, que inclui o direito a mudar a religião e o direito não ter religião. Violaria o artigo 18º do Acordo Internacional sobre direitos Políticos e Civis, que foi livremente ratificado pelo Irão, e ameaçaria as vidas de vários iranianos que foram detidos e presos sem julgamento durante meses por meses devido às suas convicções religiosas.<br /><br />A União Europeia insta a República Islâmica do Irão reconsiderar a sua decisão e a examinar a lei em questão, a libertar todos o aqueles que foram detidos devido à sua filiação religiosa e a permitir que todos os seus cidadãos exerçam planamente a sua liberdade religiosa ou de crença.<br /><br />Os países candidatos Turquia, Croácia* e a antiga Republica Jugoslava da Macedónia *, os países do Processo de Estabilização e Associação, os potenciais candidatos Albânia e Montenegro, os países de EFTA Islândia, Liechtenstein e Noruega, os membros da Área Económica Europeia, assim como a Ucrânia e a República da Moldova estão alinhadas com esta declaração.<br /><br /><span style="font-size:85%;">--------------------------------------------<br /><span style="font-weight: bold;">Sobre este assunto:</span><br /><a href="http://www.ue2008.fr/PFUE/lang/en/accueil/PFUE-09_2008/PFUE-26.09.2008/PESC_Iran_minorites_religieuses">Declaration by the Presidency on behalf of the European Union on the situation of people belonging to religious minorities in Iran</a> (UE)<br /><a href="http://ap.google.com/article/ALeqM5iqSwo0BIT8BBu2hy-7iD5Xm1GuxwD93EIVI80">EU worried about freedom of religion in Iran</a> (AP)<br /><a href="http://www.religiousintelligence.co.uk/news/?NewsID=2924">EU worry over Iran’s lack of religious freedom</a> (Religious Intelligence)<br /><a href="http://www.christianitytoday.com/ct/2008/septemberweb-only/140-21.0.html">Iran Parliament Requires Death for 'Apostates' As Crackdown Continues</a> (Christianity Today)<br /><a href="http://www.christianpost.com/article/20081001/eu-lauded-for-pressing-iran-to-drop-apostasy-bill.htm">EU Lauded for Pressing Iran to Drop Apostasy Bill</a> (The Christian Post)<br /></span>Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-39678238309073848002008-09-27T12:21:00.003+01:002008-09-27T12:35:24.788+01:00Dietrich BonhoefferOntem à noite a RTP2, exibiu um excelente documentário sobre o teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer. O vídeo que se segue é um pequeno excerto desse documentário.<br /><br /><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N-hS_90axHg&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/N-hS_90axHg&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br /><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dietrich_Bonhoeffer"><br />Dietrich Bonhoeffer</a> foi pastor luterano, pacifista e autor de diversos livros e ensaios. É recordado por ter sido uma das primeiras vozes que se levantou contra Hitler. Viajou por diversos países europeus e também pelos Estados Unidos. Foi membro fundador da "Igreja Confessante" e envolveu-se no movimento de resistência alemã contra o Nazismo. Foi preso em Março de 1943 e acabou por ser enforcado três semanas antes da guerra acabar.Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-86907410134961070322008-09-25T21:59:00.003+01:002008-09-25T22:04:50.651+01:00Se muito come o tonto...Conheço três pessoas que não sabem governar o seu dinheiro. São “endividados crónicos”, gente que ciclicamente pede dinheiro emprestado a amigos e conhecidos; por causa disso já criaram inimizades e em algumas lojas têm contas por pagar. A razão, a experiência ou a intuição, dizem-nos que se lhes emprestar-mos dinheiro, nunca mais o vemos de volta.<br /><br />Curiosamente, há alguns meses atrás, vi um dessas "endividados crónicos" uma nova carrinha. "Consegui um empréstimo no banco e pude comprá-la", disse-me ele todo orgulhoso. "Não sei se tenho pena de ti ou do banco...", respondi. E ainda hoje não percebo como é que aquela alma conseguiu o tal empréstimo.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNv8SGq0NGI/AAAAAAAABao/mXCsTYUzcWI/s1600-h/joao_salgueiro.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNv8SGq0NGI/AAAAAAAABao/mXCsTYUzcWI/s320/joao_salgueiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250067178588484706" border="0" /></a>Vem isto a propósito, das <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&amp;id=332726">declarações do Dr. João Salgueiro</a>, presidente da Associação Portuguesa de Bancos, que culpou os portugueses pelo excesso de endividamento das famílias. E apesar de reconhecer que os bancos lançaram campanhas publicitárias que estimularam o endividamento das pessoas, não deixou de apontar o dedo ao que designou como a "cultura do desenrasca", muito própria do povo lusitano, que não faz contas à vida, também não ajuda.<br /><br />São acusações espantosas! Se uma pessoa com dois dedos de inteligência não empresta dinheiro a "endividados crónicos" como é que uma instituição financeira, gerida pelos “profissionais do dinheiro” não consegue definir o perfil de um cliente e calcular adequadamente o risco de concessão de crédito. Será que a nossa banca também é gerida por gente que vive a “cultura do desenrasca”?<br /><br />Vejamos as coisas como elas são: nesta história da concessão do crédito quem é o maior (ir)responsável? O indivíduo “cronicamente endividado” que pede um empréstimo ou a instituição financeira que o concede? Não é caso para aplicar o ditado popular <span style="background-color: rgb(255, 255, 0);">"Se muito come o tonto, mais tonto é quem lho dá"</span>?Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-73447628281895201872008-09-25T07:22:00.000+01:002008-09-25T07:22:00.193+01:00Pluralismo ReligiosoPrograma "A Fé dos Homens", 22-Setembro-2008.<br /><br /><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vj-DAavPCtc&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/vj-DAavPCtc&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-11562338780830849132008-09-24T01:03:00.001+01:002008-09-24T01:03:00.214+01:00Jantar com o Diabo!Num <a href="http://frontpagemagazine.com/Articles/Read.aspx?GUID=B7B55F30-5F87-46F0-8B01-162A82858E4B">artigo</a> publicado hoje na <a href="http://frontpagemagazine.com/">FrontPageMagazine</a>, Faith McDonnell, a directora do Religious Liberty Programs no <a href="http://www.ird-renew.org/">Institute on Religion &amp; Democracy</a> em Washington, chama a atenção para a inacreditável contradição (ou mesmo hipocrisia!) subjacente a um convite feito por um grupo de igrejas para um jantar com o presidente Ahmadinejad num hotel de luxo em Nova Iorque.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNlhIdSiUHI/AAAAAAAABag/v_VfcOjWdpw/s1600-h/Ahmadinedjad.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNlhIdSiUHI/AAAAAAAABag/v_VfcOjWdpw/s320/Ahmadinedjad.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249333638606246002" border="0" /></a>É sabido que o Governo Iraniano <a href="http://www.news.bahai.org/human-rights/iran/iran-update.html">persegue Bahá’ís</a>, Cristãos, Judeus e Muçulmanos. É também do conhecimento geral que o parlamento iraniano se prepara para aprovar <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2008/02/o-novo-cdigo-penal-iraniano.html">um novo código penal</a> que torna a apostasia um crime punível com a pena de morte. E é também óbvio que as autoridades políticas e religiosas iranianas vão usar esta lei contra baha’is sempre que se queiram ver livres deles.<br /><br />Faith McDonnell questiona: o que leva grupos religiosos como o <a href="http://www.afsc.org/">American Friends Service Committee</a>, o <a href="http://mcc.org/">Mennonite Central Committee</a>, o <a href="http://www.quno.org/">Quaker United Nations Office</a>, o <a href="http://www.wcrp.org/">Religions for Peace</a>, e o<a href="http://www.oikoumene.org/"> World Council of Churches</a> podem partilhar a mesa com um dirigente mundial conhecido por ser o inspirador destes ataques à liberdade religiosa?<br /><br />E acrescenta:<br /><blockquote>Talvez valesse a pena suster a respiração e jantar com o diabo se isso significasse uma oportunidade para falar abertamente sobre a repressão e a perseguição no Irão, para ser uma voz para aqueles que sofrem, e para exigir que o Islão ofereça a reciprocidade pela liberdade religiosa e decência de tratamento que os Muçulmanos receberam de Cristãos, Judeus, e do Baha'is. Com o Irão no limiar de um novo nível de repressão, e as minorias religiosas iranianas a enfrentarem um novo isolamento por causa do proposto código penal, é necessário um líder cristão americano falar com a coragem e a frontalidade durante um jantar.</blockquote>Existem iranianos muçulmanos - como a Prémio Nobel da Paz, <a href="http://nobelpeaceprize.org/eng_lau_biography2003.html">Shirin Ebadi</a> - que arriscam a sua reputação (e a vida!) para falar em defesa dos Baha’is e de outras minorias religiosas perseguidas no Irão. Muito me surpreenderia se algum destes comensais do Sr. Ahmadinejad tivesse a coragem de lhe dizer - olhos nos olhos - que os ataques à liberdade de consciência e de religião no Irão são completamente inaceitáveis. Na verdade, esta gente cobre-se de vergonha, envergonham os seus companheiros de fé e minam os esforços dos defensores dos Direitos Humanos – em particular aqueles que tanto se dedicam defesa da liberdade religiosa!Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-59434488753593773502008-09-23T08:02:00.000+01:002008-09-23T08:02:51.842+01:00Richard Dawkins e A Desilusão de Deus (6)<font style="font-weight: bold;" size="4">QUEM ORGANIZA AS RELIGIÕES?</font><br /><br />No livro "<a href="http://www.byblos.pt/detail.aspx?productId=9989">A Desilusão de Deus</a>" ("<a href="http://www.digestivocultural.com/arquivo/nota.asp?codigo=1344">Deus, um delírio</a>", na edição brasileira), <a href="http://www.richarddawkins.net/">Richard Dawkins </a>escreve a propósito das religiões:<br /><blockquote>As religiões são organizadas por pessoas: por padres e bispos, rabinos, imãs e aiatolas. Mas, repetindo o que disse a respeito de Martinho Lutero, tal não quer dizer que elas resultaram da concepção ou do desígnio de pessoas concretas. [p.246]</blockquote><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNZ0dFRaqQI/AAAAAAAABaQ/SxMByPXK1j8/s1600-h/Dawkins_03.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNZ0dFRaqQI/AAAAAAAABaQ/SxMByPXK1j8/s200/Dawkins_03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248510458727147778" border="0"></a>Parece-me importante nestas palavras o facto do Prof. Dawkins sentir a necessidade de fazer distinção entre a religião enquanto instituição e a religião na sua forma revelada/inspirada. Temos de reconhecer que os ensinamentos, leis, rituais e dogmas das instituições religiosas encontram-se - não raramente - afastados daquilo que são os ensinamentos originais de um Manifestante de Deus (como Moisés, Jesus, Maomé, Buda); em alguns casos, as leis e ensinamentos das religiões são uma autêntica perversão dos ensinamentos originais do Mensageiro fundador dessa religião.<br /><br />No fundo o Prof. Dawkins aponta para a grande tragédia da religião: os crentes recordam o Mensageiro e esquecem a Mensagem.<br /><br />Na minha opinião a religião onde existe uma articulação consistente entre a revelação e a instituição é a <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2005/01/o-que-religio-bah.html">Fé Baha’i</a>. Na verdade, as figuras centrais desta religião definiram de forma clara e precisa a forma como os crentes se deviam organizar enquanto comunidade religiosa (que instituições deveriam existir, que competências teriam, como se relacionariam com os crentes, quem teria o poder de interpretação sobre as Escrituras,...). Este facto devia merecer a atenção de todos os que se entregam ao estudo da Ciência das Religiões.Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-34206049568260008292008-09-21T17:06:00.001+01:002008-09-21T17:08:55.582+01:00Emigrou? Então... calou!<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNZxTndEH1I/AAAAAAAABaA/L60j48WL8lw/s1600-h/emigrante.jpg"><img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNZxTndEH1I/AAAAAAAABaA/L60j48WL8lw/s320/emigrante.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248506997569232722" /></a><br /><br />Alguém me explica porque é que <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1343324&idCanal=12">acabaram com o voto por correspondência dos emigrantes</a>? Sacrificámos o Direito Fundamental de milhares de Portugueses que vivem fora do País para acabar com as poucas e limitadas "irregularidades"!? Se isto é uma maneira de resolver os problemas, então talvez se pudesse acabar com os impostos para pôr termo às fraudes que se vão cometendo! Proíba-se o futebol profissional que também é "potencialmente permeável à fraude"!Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-10075919747933729682008-09-21T00:52:00.004+01:002008-09-21T01:00:15.949+01:00A petição anti-Bahá'íAs fotos abaixo foram divulgadas pelos media iranianos e mostram várias pessoas a assinar a petição anti-bahá'í que referi <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2008/09/teero-petio-anti-bah-nas-oraes-de-sexta.html">neste post</a>.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.leithjb.net/blog/wp-content/uploads/2008/09/Anti-Bahai_petition.jpg"><img style="cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.leithjb.net/blog/wp-content/uploads/2008/09/Anti-Bahai_petition.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.leithjb.net/blog/wp-content/uploads/2008/09/Anti-Bahai_petition_2.jpg"><img style="cursor: pointer; width: 400px;" src="http://www.leithjb.net/blog/wp-content/uploads/2008/09/Anti-Bahai_petition_2.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br />Como eu não ser ler persa, será que algum leitor me pode traduzir o que se encontra escrito naqueles cartazes?Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-46042110883449257172008-09-19T22:41:00.003+01:002008-09-19T22:46:31.586+01:00Teerão: Petição anti-Bahá'í nas Orações de Sexta-Feira<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNQdcvOMspI/AAAAAAAABZ4/PxU7JX8pvbQ/s1600-h/iran-friday-prayers.jpg"><img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNQdcvOMspI/AAAAAAAABZ4/PxU7JX8pvbQ/s400/iran-friday-prayers.jpg" alt="Orações de Sexta-Feira, em Teerão" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247851845343031954" border="0" /></a><br /><br />Um dos melhores sites para acompanhar a actualidade relacionada com a situação da Comunidade Baha’i no Irão, intitula-se <a href="http://iranpresswatch.wordpress.com/">Iran Press Watch: The Bahá’í Community</a>. O seu autor, Ahang Rabbani, dava-nos conta de que na passada quarta-feira o site <a href="http://www.shahabnews.com/vdcc.1qma2bqxsla82.html">Shahabnews.com</a> (um órgão da República Islâmica do Irão que se orgulha de ser uma mistura de fundamentalismo e reformismo), anunciou que iria fazer circular uma petição durante as orações de sexta-feira (hoje) em Teerão, apelando à dissolução ou interdição da administração da comunidade Baha’i.<br /><br />Simultaneamente, foi anunciado aos media que o Ayatollah Ali Khamenei iria presidir às Orações de Sexta-Feira, sugerindo, ainda que de forma implícita que existiria uma relação entre as duas notícias.<br /><br />Parte da petição citada pelos Media é uma repetição da tradicional propaganda anti-baha’i (de acusações de espionagem, sionismo, ameaça à cultura iraniana, etc, etc, etc....); outra parte sugere que a dissolução da administração Baha’i no Irão deve ser um primeiro passo que o Governo e as suas instituições devem considerar nas suas iniciativas contra a comunidade Baha’i.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Nas entrelinhas...</span><br /><br />Podemos questionar “Mas qual administração Bahá'í?” A verdade é que a administração Baha’i no Irão ter sido extinta em 1980. O que existe hoje é uma liderança informal a nível local e nacional, tendo os membros desta última sido detidos no passado mês de Maio. Mas a questão correcta é “Qual a intenção desta petição?”<br /><br />Ahang Rabbani sugere que esta petição é mais um sinal da influência da Sociedade Hojjatieh no Governo Iraniano. Uma vez assinada a petição, esta poderia ser invocada como uma manifestação da vontade popular para aplicação de medidas mais duras contra os Baha’is. Ao aplicar essas medidas, o Governo poderia sempre justificar-se dizendo que estava apenas a aplicara vontade do povo.<br /><br />Enquanto aguardamos desenvolvimentos sobre esta petição, podem ler o blog de Ahang Rabbani, <a href="http://iranpresswatch.wordpress.com/2008/09/18/petition-for-dissolution-of-the-baha%E2%80%99i-administration-in-iran/">aqui</a>.Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-20841565696166274432008-09-18T13:41:00.002+01:002008-09-18T13:42:45.665+01:00Porque não desce o preço da Gasolina?<a href="http://4.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNJMp700jlI/AAAAAAAABZw/yHX9d1HfyLs/s1600-h/PrecosCombustiveis.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNJMp700jlI/AAAAAAAABZw/yHX9d1HfyLs/s400/PrecosCombustiveis.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247340799157636690" /></a><br />Pedro Santos Guerreiro escreve hoje no <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=331592">Jornal de Negócios</a>:<br /><br />«Se nos últimos três meses a cotação do petróleo desceu quase 40%, por que é que o preço de venda da gasolina em Portugal caiu quase dez vezes menos?" A Galp pode achar que a pergunta é impertinência de ignorantes e a Autoridade da Concorrência entender que no pasa nada, mas devem ser os únicos à face da Terra a pensá-lo.<br /><br />(...)<br /><br />Seja qual for a forma como se calcula, a descida dos preços na bomba é sempre mínima. De 4 de Junho para cá, em euros, o petróleo caiu 31%; as cotações internacionais do gasóleo e da gasolina desceram 23% e 13%, respectivamente; o preço médio na bomba em Portugal diminuiu 8% no gasóleo e 4% nas gasolinas, o que antes de impostos significa menos 16% e 8%.»Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-15545506466014898192008-09-17T23:47:00.003+01:002008-09-17T23:52:10.549+01:00A auto-regulação dos PitbullsTenho acompanhado a actual crise que vai abalando o sistema financeiro mundial. Naturalmente que estou apreensivo em relação ao futuro. Para além das notícias sobre os factos em si, tem surgido informações avulsas (como a divulgação dos <a href="http://arrastao.org/eua/a-nossa-crise-nao-chega-a-eles/">prémios dos administradores</a> das empresas que entraram em colapso) e alguns comentários que surpreendem pelo absurdo.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNGJlxUEGzI/AAAAAAAABZo/PaJZZdynh_Q/s1600-h/Pitbull+-+luta.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SNGJlxUEGzI/AAAAAAAABZo/PaJZZdynh_Q/s320/Pitbull+-+luta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247126322848996146" border="0" /></a>Chocam-me, sobretudo, os comentários de alguns académicos, aqueles que nunca trabalharam numa grande instituição financeira, vivem confortavelmente nos gabinetes e salas de aula das universidades, e não se cansam de divinizar as “leis do mercado” e demonizar tudo o que seja regulamentação e intervenção do Estado.<br /><br />Estes teóricos do capitalismo ignoram, certamente, o que é trabalhar numa grande instituição financeira. Pelo teor das suas opiniões percebe-se que desconhecem o que é a chantagem exercida sobre funcionários para que trabalhem horas extra que não serão remuneradas, ignoram o que significa o atrasar de pagamentos a pequenos fornecedores, e até talvez prefiram ignorar todo o tipo de ilegalidades se vão fazendo para atrapalhar a concorrência (que no nosso país podem ir até à espionagem informática).<br /><br />Para lá desta ignorância, também fico estupefacto a forma como repetidamente tentam evangelizar as virtudes das leis do mercado e da auto-regulamentação. Como se pode imaginar que pessoas sem escrúpulos (<a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/7525724.stm">banqueiros gananciosos</a>, como lhes chamaram analistas da BBC) interagindo entre si, possam, de alguma forma, auto-regular o funcionamento desses mercados onde actuam?<br /><br />Quem trabalha (ou já trabalhou!) com (ou para) este mundo da finança sabe que nos últimos anos a competição desenfreada (e desregulada!) entre os grupos financeiros se assemelha a uma luta de pitbulls. É um combate onde um dos intervenientes acaba por ficar seriamente ferido, e eventualmente morre. Estas são as regras produzidas pela auto-regulamentação.<br /><br />Tal como os pregadores de seitas fanáticas que se agarram obstinadamente aos seus dogmas e se recusam a encarar a realidade, também os apóstolos do capitalismo financeiro continuam a pregar as suas teorias económicas e preferem ignorar os frutos da tão glorificada auto-regulação do mercado: dezenas de milhares de desempregados... milhares de falências... Uma crise que há muito tempo se podia antecipar e cuja dimensão ainda não conseguimos perceber.Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-25640458924502397782008-09-16T07:18:00.000+01:002008-09-16T07:59:05.001+01:00Eric HarperAlguns dos melhores momentos da actuação de Eric Harper na Escola de Verão que a Comunidade Bahá'í realizou em Santarém, no mês passado.<br /><br /><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/k7kZyc-JsrU&amp;hl=en&amp;fs=1"><param name="allowFullScreen" value="true"><embed src="http://www.youtube.com/v/k7kZyc-JsrU&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></embed></object><br /><br /><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gyMarDXB_TM&amp;hl=en&amp;fs=1"><param name="allowFullScreen" value="true"><embed src="http://www.youtube.com/v/gyMarDXB_TM&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></embed></object><br /><br /><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M3q1vGBOD8s&amp;hl=en&amp;fs=1"><param name="allowFullScreen" value="true"><embed src="http://www.youtube.com/v/M3q1vGBOD8s&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></embed></object><br /><br /><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UNEpBDv1JKw&amp;hl=en&amp;fs=1"><param name="allowFullScreen" value="true"><embed src="http://www.youtube.com/v/UNEpBDv1JKw&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></embed></object><br /><br /><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H7wtjpHpuMY&amp;hl=en&amp;fs=1"><param name="allowFullScreen" value="true"><embed src="http://www.youtube.com/v/H7wtjpHpuMY&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"></embed></object>Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-71353489489753171222008-09-15T07:54:00.001+01:002008-09-15T07:54:00.857+01:00Ter orgulho na minha humanidade...<span style="font-size:85%;">Reza Fani-Yazdi é um activista Iraniano-Americano dos direitos humanos e um escritor freelancer que tem publicado muitas coisas sobre a situação dos iranianos sob o regime actual. Fani-Yazdi não está ligado à Comunidade de Baha’i. Mas em 8 de Agosto 2008, publicou um artigo no jornal persa online Irão-Emrooz: <a href="http://www.iran-emrooz.net/index.php?/politic/more/16525/">iran-emrooz.net</a>. Esse artigo foi traduzido por Ahang Rabbani e publicado no <a href="http://www.iranian.com/main/2008/if-i-were-shiite">Iranian.com</a>. O texto que se segue apresenta excertos desse artigo.<br />-----------------------------------------------</span><br /><br /><span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold;">CONFISSÃO: Se eu fosse xiita...</span></span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Poderei expressar o meu orgulho em ser um muçulmano que está disposto a defender os direitos civis do Bahais?</span><br /><br />por Reza Fani-Yazdi<br />11-Set-2008<br /><br />Se eu fosse Xiita, se eu fosse um alto-clérigo Xiita, se eu ocupasse um lugar objecto da veneração dos Xiitas, então, ao mesmo tempo que amasse o credo Xiita, também pensaria na humanidade. O meu coração condoer-se-ia com todas as atrocidades cometidas sobre os povos, Xiitas ou outros. E quando visse registos das torturas bárbaras que foram feitas nas prisões da República Islâmica, as lágrimas jorrariam dos meus olhos.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SM000RWgq7I/AAAAAAAABZQ/1QbyFMiUHwU/s1600-h/Reza+Fani-Yazdi.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SM000RWgq7I/AAAAAAAABZQ/1QbyFMiUHwU/s320/Reza+Fani-Yazdi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245907213572156338" border="0" /></a>Ao mesmo tempo, se eu tivesse alguma coragem e tivesse a posição de um alto-clérigo religioso, se a sede de poder político e a cobiça pela liderança não tivessem cegado os meus olhos e não tivessem transformado o meu coração em pedra, eu faria o mesmo coisa que o Ayatollah Montazeri fez nos anos 80, com a sua coragem incomparável e sem preocupações com as implicações do seu acto sobre a sua pessoa.<br /><br />Quando agiu, o Ayatollah Montazeri não era membro dos Mujahedins,[1] nem era um apoiante de qualquer do grupo marxista ou esquerdista. Era um dos arquitectos do regime islâmico; ocupou o lugar do Líder Supremo delegado e a “esperança dos povos e do Imã”. Mas quando testemunhou a carnificina realizada pelo regime e pelas torturas desumanas nas prisões da nação e quando ouviu sobre os massacres que ocorrem dentro das paredes da prisão, então não só o seu coração se condoeu e os seus olhos choraram, como também ele abriu a boca e protestou fortemente e opôs-se a essa tirania.<br /><br />(...)<br /><br />O recente esforço do Ayatollah Montazeri na defesa dos direitos civis dos Baha’is é mais outra evidência da sua coragem histórica. [2]<br /><br /><span style="background-color: rgb(255, 255, 0);">O significado da sua notável defesa da comunidade Baha’i e dos direitos civis dos baha’is é ainda mais acentuado quando, mesmo depois da sua declaração, ainda encontramos apenas uma mão cheia de intelectuais religiosos que concordam em apoiar os direitos civis dos baha'is.</span> E um ou dois que tiveram coragem de falar em apoio dos direitos civis da comunidade baha'i, apenas tiveram essa coragem após a declaração corajosa do Ayatollah Montazeri; caso contrário, continuariam, provavelmente, remetidos ao silêncio neste assunto vital.<br /><br />A defesa da comunidade Baha’i pelo Ayatollah Montazeri expressa o seu profundo compromisso com os direitos humanos.<br /><br />Como clérigo xiita, ou como devoto xiita, é evidente que o Ayatollah Montazeri não tem simpatia pela comunidade Baha’i ou pelos seguidores dessa religião. De facto, na sua perspectiva religiosa e convicção jurisprudente, provavelmente ele considera a Fé Baha’i como uma seita perversa, oponente e inimiga do credo xiita.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SM013sm3xoI/AAAAAAAABZY/ZDaho9DC8ck/s1600-h/Montazeri_02.JPG"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SM013sm3xoI/AAAAAAAABZY/ZDaho9DC8ck/s200/Montazeri_02.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245908371939772034" border="0" /></a>Mas não obstante, ele defendeu os direitos cívicos dos Baha’is do Irão, querendo com isso dizer que ele possuem todos os direitos inerentes à sua cidadania.<br /><br /><span style="background-color: rgb(255, 255, 0);">A importância histórica deste veredicto reside no facto de que durante 150 anos, nenhuma autoridade religiosa ter mostrado a mesma coragem na defesa dos direitos dos Baha’is , particularmente num momento em que o Governo em nome do “Islão” se tem dedicado a suprimir os seguidores dessa religião.</span><br /><br />O acto do Ayatollah Montazeri representa um novo capítulo na defesa dos direitos civis dos Baha’is, tornando-se direitos reconhecidos por uma das mais altas autoridades religiosas dos meios Xiitas. Não sei se eu fosse um clérigo de nível tão elevado, ou se me tivesse tornado alvo de tanto respeito entre os Xiitas, ou se tivesse sido Líder Supremo delegado, se teria a coragem, a humanidade e a profunda convicção nas virtudes e direitos humanos que levaram o Ayatollah Montazeri a defender os seus opositores detidos. Não sei se eu seria capaz de agir de forma tão nobre quanto ele.<br /><br />(...)<br /><br />Durante estes anos, uma corajosa advogada, a Sra. Shirin Ebadi, tem consentido defender aqueles que têm sido frequentemente rejeitados como clientes por outros advogados. Repetidamente ela tem demonstrado esta audácia.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SM02cRpRpDI/AAAAAAAABZg/GMW_aq1Ti-s/s1600-h/Shirin-Ebadi.png"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SM02cRpRpDI/AAAAAAAABZg/GMW_aq1Ti-s/s200/Shirin-Ebadi.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245909000357258290" border="0" /></a>Aceitar a defesa dos Bahá’ís detidos foi o seu mais recente gesto de coragem.<br /><br />(...)<br /><br />Para neutralizar uma maliciosa campanha dirigida contra si, a Sra Ebadi anunciou numa conferência de imprensa que ela é xiita e tem orgulho de pertencer a essa religião, mas que ao mesmo tempo vai continuar a defender os direitos civis dos Baha’is.<br /><br />(...)<br /><br />Não sei quantos entre nós, se vivêssemos no Irão e se fossemos Xiitas (e se acreditássemos verdadeiramente na nossa religião!), e se fossemos advogados, e se a nossa vida estivesse constantemente ameaçada pelas autoridade oficiais e pelos seus capangas contratados, continuaríamos, tal como a Sra Ebadi, a defender os Baha’is. Existem centenas, talvez milhares, de advogados Xiitas no Irão e poucos deles ponderaram aceitar um caso destes.<br /><br />Quando a Sra Ebadi afirma que é Xiita, ela não está a mentir. Ela é Xiita, da mesma maneira que o Ayatollah Montazeri é Xiita. Ela aceitou defender os Baha’is e os seus dirigentes nos tribunais da Republica islâmica após três décadas em que os Baha’is têm sido brutalmente suprimidos, apesar de existirem milhares de outros advogados e juristas no Irão.<br /><br /><span style="background-color: rgb(255, 255, 0);">Porque é que ela não pode expressar o seu orgulho em ser Xiita ao mesmo tempo em que se levanta para defender os direitos dos Baha’is? Deveria seguir a situação que os editores do jornal Kayhan insistem, nomeadamente que se insiste em defender a situação dos Bahá’is, então deve abandonar a sua fé xiita? Está escrito nalgum lado que apenas os Baha’is podem defender os Baha’is?</span><br /><br />Eu posso ser judeu e ter orgulho em ser judeu. Eu posso ser cristão e ter orgulho em ser cristão. Eu posso ser xiita e ter orgulho em ser xiita. Eu posso não ter religião e ter orgulho em não ter religião.<br /><br />Mas ao mesmo tempo que tenho orgulho das minhas convicções, se me levantar para defender os direitos de outros, então também posso ter orgulho da minha humanidade.<br /><br /><span style="font-size:85%;">--------------------------------------------<br /><span style="font-weight: bold;">NOTAS</span><br />[1] Existem diversos grupos no Irão que se intitulam Mujahedin (guerreiros santos). O mais conhecido destes grupos é o Mujahedin do Povo do Irão, que actualmente são uma organização sediada no Iraque e que defende o derrube do actual regime iraniano e acredita que o socialismo e a religião podem viver lado a lado.<br />[2] – Sobre a iniciativa do Ayatollah Montazeri em defender os Baha’is, ver <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2008/05/o-ayatollah-montazeri-defende-os-bahais.html">este post</a>.</span>Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-13883674981055691122008-09-13T22:51:00.005+01:002008-09-13T23:02:24.559+01:00Aquela frase...José Tolentino Mendonça, um dos melhores teólogos portugueses da actualidade rendido à humildade e e espiritualidade de Nelson Évora:<br /><span style="font-weight: bold;"><br /><span style="font-size:130%;">Sempre que salto, salto para o infinito</span></span><br /><br />Deste Verão português surdamente incompatível, com conflitualidades, embaraços e pessimismo, resgato uma frase que seria pena ficar perdida entre a cinza. Foi proferida pelo atleta Nelson Évora, e representa, creio, não apenas a descrição de uma técnica ou de um método, mas é uma espécie de razão onde a vida, a inteira vida, se pode decidir. "Sempre que salto, salto para o infinito", disse ele. No triplo salto dos Jogos Olímpicos de Pequim esse infinito correspondeu a 17,67 metros, e valeu-lhe a medalha de ouro. Mas o infinito é esse aberto que não acaba...<br /><br />Nos programas biográficos que, em seguida, as televisões dedicaram ao atleta, comovi-me a olhar para as instalações desportivas mais do que precárias num centro escolar, para o ziguezague árido e incaracterístico das estradas suburbanas, para o exíguo futuro que se avista das florestas de apartamentos colados a apartamentos. Aquele cenário poderia servir para contar uma história completamente diferente. Por isso a frase de Nelson Évora é tão importante. Aos miúdos que hoje têm a idade que o campeão olímpico então teria, e que as televisões entrevistam naqueles mesmos lugares, como é fundamental testemunhar-lhes o que significa "saltar para o infinito". Transcender-se, ir além, ir mais longe, sabendo que isso implica que cada um se tenha encontrado humildemente com os seus limites e plenamente com as suas possibilidades. Num tempo de tectos baixos e de metas imediatas, como parecem ser os nossos, "saltar para o infinito" constitui talvez uma impopular aposta. Mas a esperança, a verdadeira esperança, pede de nós risco e coragem.<br /><span style="font-size:85%;"><br />----------------------------------<br />Texto publicado no site da <a href="http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia.asp?noticiaid=63836">Agência Ecclesia</a></span>Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-86912964770482101642008-09-11T07:59:00.000+01:002008-09-11T08:00:43.831+01:00Camelia Entekhabifard: O Preço da Liberdade<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMQjUgiyOfI/AAAAAAAABZI/acF5txYuVOQ/s1600-h/Camelia+Entekhabifard+-+O+Pre%C3%A7o+da+Liberdade.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMQjUgiyOfI/AAAAAAAABZI/acF5txYuVOQ/s200/Camelia+Entekhabifard+-+O+Pre%C3%A7o+da+Liberdade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243354701406288370" border="0" /></a> Surgem por vezes nas livrarias alguns livros que relatam as experiências pessoais de quem viveu no Irão sob o regime dos Ayatollahs. Invariavelmente esses livros referem os hábitos paranóicos de um regime que vê inimigos em toda e qualquer pessoa que seja suspeita de ter convicções políticas ou religiosas diferentes daqueles que regem o regime teocrático iraniano.<br /><br />Recentemente, foi publicado em Portugal mais um desses livros. Trata-se da obra <a href="http://www.asa.pt/produtos/produto.php?id_produto=9789892301891">O Preço da Liberdade</a> (Edições ASA), de autoria de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Camelia_Entekhabifard">Camélia Entekhabifard</a>, uma jornalista iraniana, nascida numa família da alta classe média, que testemunhou em primeira mão as enormes transformações sociais e políticas que se seguiram no Irão após a revolução Islâmica de 1979.<br /><br />Certos episódios da história recente do Irão merecem alguma atenção especial neste livro: a partida do Xá (alguns membros da família Entekhabifard eram monárquicos), as consequências da guerra com o Iraque sobre a juventude iraniana, a repressão sobre as mulheres, a islamização da vida social e cultural e a demonização de tudo o que pudesse simbolizar o mundo ocidental.<br /><br />No final da década de 1990, e aproveitando uma relativa tolerância da presidência de Ali Khamenei, Camélia começa a escrever em jornais reformistas, até que foi presa em 1999. Encarcerada na prisão de Towid, foi sujeita a diversas formas de tortura física e psicológica, acabando por trair amigos e família, e confessando uma série de crimes que nunca cometera. Uma oportunidade de fuga e exílio nos Estados Unidos, permite-lhe prosseguir a sua actividade de escritora, poetisa e jornalista, e ainda dar a conhecer ao mundo a sua experiência pessoal sobre o drama que hoje se vive no Irão.Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-34960517183942437652008-09-10T06:19:00.001+01:002008-09-10T06:23:07.309+01:00Um pouco mais de rigor, sff.<a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2008/09/pior-no-poderia-ser.html">Pior não poderia ser</a>, brada Vital Moreira ao referir-se ontem a uma notícia divulgada pela agência Financeira, segundo a qual “<a href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=989090&amp;div_id=1730">Portugal é 2º país de 27 com mais empregados sem qualificação</a>”. Tal como o Professor de Coimbra, também eu lamento «os anos perdidos e a irresponsabilidade passada»<br /><br />Só acho estranho que Vital Moreira não perceba os números... Afinal qual é a diferença entre primeiro e segundo? Pergunto-me se esta incapacidade para perceber o simples título de uma notícia fará parte da irresponsabilidade que marca uma certa classe política. Ou será mais um sinal da demagogia tão característica de um certo grupo de comentadores e analistas políticos?Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-26447841972343927232008-09-10T02:00:00.000+01:002008-09-10T02:00:00.689+01:00Ainda o 3º Colóquio...A propósito do 3º Colóquio Internacional "O Contributo das Religiões para a Paz" realizado no passado mês de Junho em Lisboa (referido <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2008/05/o-contributo-das-religies-para-paz.html">aqui</a>, <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2008/06/mrio-soares-alerta-para-risco-de-guerra.html">aqui</a>, <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2008/06/arte-de-fazer-ttulos.html">aqui</a>, <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2008/06/o-contributo-das-religies-para-paz.html">aqui</a> e <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2008/06/apreciaes-sobre-o-3-colquio-da-clr.html">aqui</a>), aqui fica o programa Fé dos Homens que a Comunidade Bahá'í dedicou a este evento.<br /><br /><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pPNkYpDq6vc&amp;hl=en&amp;fs=1"><param name="allowFullScreen" value="true"><embed src="http://www.youtube.com/v/pPNkYpDq6vc&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6566664.post-61719397852037102132008-09-05T22:21:00.009+01:002008-09-06T11:49:57.823+01:00Ahmad Batebi: Dêem liberdade aos Bahá’ís!<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGj87cuXHI/AAAAAAAABYQ/U5vohS5cJYE/s1600-h/batebi.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGj87cuXHI/AAAAAAAABYQ/U5vohS5cJYE/s200/batebi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242651708381617266" border="0" /></a>Imagino que para a maioria dos leitores deste blog, Ahmad Batebi seja um nome que nada diz. Mas provavelmente associarão este nome com uma imagem, se vos disser que ele é um antigo estudante iraniano que ficou conhecido internacionalmente quando apareceu em Julho de 1999 na capa da revista <a href="http://www.economist.com/opinion/displayStory.cfm?source=hptextfeature&amp;story_id=11707464">The Economist</a>, exibindo a camisa manchada de sangue de um colega seu.<br /><br />Essa foto correu o mundo, através de jornais, revistas e agências noticiosas; tornou-se um ícone do movimento reformista de estudantes iranianos. Posteriormente, Batebi foi preso, e condenado à morte. Devido enormes a protestos internos e internacionais, a sua pena foi reduzida a 15 anos de prisão.<br /><br />Em Junho de 2008, durante uma saída temporária da prisão para tratamento médico, Batebi conseguiu fugir do Irão e obteve asilo político nos Estados Unidos.<br /><br />Surpreendentemente, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Batebi">Ahmad Batebi</a> é o nome que hoje surgiu em diversos blogs bahá'ís; vários emails trocados entre Bahá'ís também referem o seu nome. Tudo isto de deve a um artigo de sua autoria (publicado no dia 2 de Setembro no <a href="http://www.roozonline.com/archives/2008/09/post_8980.php">RoozOnline</a>), e cuja tradução para inglês foi publicada hoje no site <a href="http://www.iranian.com/main/2008/freedom-all">Iranian.com</a>. Neste artigo Batebi - que não é Bahá'í - questiona todos os motivos que levam os Xiitas a perseguir os Bahá'ís no Irão, e expressa uma grande solidariedade e simpatia para com a actual situação dos Bahá'íis iranianos.<br /><br />No artigo em causa, Batebi cita extensamente uma carta de um jovem bahá'í chamado Hesam Mithaqi que lutou contra a demente insanidade ideológica do governo iraniano após ser expulso do Instituto Sanai de Estudos Superiores, em Isfahan, em 2006. É um documento comovente, especialmente porque Mithaqi escreve sem rancor.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">A CARTA DE MITHAQI</span><br /><br />"Em 1385 [2006] participei no exame nacional de acesso à universidade e entrei no Bacharelato em Tradução Inglesa, no Instituto Sanai de Estudos Superiores, em Isfahan”<br /><br /><span style="background-color: rgb(255, 255, 0);">"Logo no primeiro semestre, o nosso professor da cadeira de Estudos islâmicos perguntou-nos: «Temos minorias religiosas nesta turma?».</span> A menina Rezai [uma Bahai], um estudante cristão e eu declarámos que pertencíamos às minorias religiosas. Também acrescentei que iria dar pouca importância aos Estudos Islâmicos. O professor pediu-me então que identificasse a minha religião, mas como eu sabia que seria pouco prudente mencionar a palavra «Bahai», evitei responder de forma directa. Mas o professor insistiu, e eu indiquei que seguia a <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2005/01/o-que-religio-bah.html">Fé Baha’i</a>.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGn8m1LMOI/AAAAAAAABYY/fOT_b5anZok/s1600-h/Universidadestehran.gif"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGn8m1LMOI/AAAAAAAABYY/fOT_b5anZok/s200/Universidadestehran.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242656100893536482" border="0" /></a>"Depois dessa aula, a menina Rezai e eu fomos falar com o professor e sugerimos que dadas as circunstâncias prevalecentes seria melhor evitar debater a Fé Baha’i na aula e na universidade, pois poderia causar problemas para nós e para ele. Ele aceitou e desde então nenhuma discussão teve lugar durante as nossas aulas.<br /><br />"No final do segundo semestre, e depois de recebermos um certificado com as nossas notas, fomos notificados em 14/4/86 [05 Julho 2007] que no anterior mês de Farvadin [Março 2007] a universidade tinha recebido instruções oficiais para nos expulsar. Em resposta, a universidade tinha explicado às autoridades superiores que tinha relutância em expulsar qualquer estudante a meio de um semestre, e solicitaram uma reavaliação da decisão inicial. No entanto, foram confrontados com uma resposta hostil. E consequentemente, decidiram enviar-nos, juntamente com uma carta, à Organização de Avaliação para determinar a nossa situação.<br /><br />"Algum tempo depois da nossa ida à Organização [de Avaliação] foi-nos dito para ir à universidade pois eles iram comunicar-nos a sua decisão. Mas nós dissemos: «Temos de regressar à escola com a vossa decisão». Foi-nos, então dito que procurássemos uma resposta junto do gabinete da Organização [de Avaliação] em Teerão, na avenida Karim-Khan Zand. Também nos foi indicado o número de referência de uma carta (86/4/18, m/1/270) e fomos informados que essa carta já tinha sido enviada para o gabinete em Teerão.<br /><br />"Quando fomos ao escritório da Organização em Teerão, reunimo-nos com Dr. Nurbakhsh. Ele disse que tinha trabalhado diligentemente para garantir os direitos dos Bahais e estava a trabalhar para garantir uma forma de podermos frequentar a universidade. Também nos sugeriu que não abordássemos outros gabinetes governamentais pois isso não daria fruto algum.<br /><br />"Depois de visitar o escritório acima mencionado, fomos ao Ministério da Ciência e aí soubemos que a carta enviada pela nossa universidade para esse Ministério tinha desaparecido! No entanto, um dos funcionários indicou que a dita carta estava com o Dr. Muslemi. Quando nós abordámos o Dr. Muslemi, este negou ter qualquer conhecimento e disse que tinha emitido o ficheiro para a Organização de Avaliação.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGvP3OKngI/AAAAAAAABYo/9EsfTGgMJ1g/s1600-h/iranian_parliament.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGvP3OKngI/AAAAAAAABYo/9EsfTGgMJ1g/s200/iranian_parliament.jpg" alt="Parlamento Iraniano" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242664128292232706" border="0" /></a>"Simultaneamente, escrevi uma carta ao representante de Isfahan no Parlamento Islâmico, Dr. Kamran, embora sua secretária não me tenha dado o número de referência da carta. Também escrevi por email a muitos outros membros do Parlamento e ao gabinete do Presidente; nenhuma destas mensagens obteve resposta.<br /><br />"Até hoje continuo a deslocar-me aos escritórios do Ministério da Ciência, da Organização para a Avaliação, da Agência para a Instrução Revolucionária, aos escritórios dos membros do Parlamento e de outras agências governamentais. Porém, nunca me foi dada nenhuma resposta lógica até à data; todos afirmam que não estão envolvidos no processo e encaminham-se para outros escritórios.<br /><br />"Agora que passaram dois semestres desde minha ausência da universidade, ainda não recebi a carta oficial da expulsão. De acordo com os regulamentos do Ministério da Ciência, se um estudante não frequenta dois semestres a sua expulsão é accionada automaticamente. Consequentemente, agora sou considerado agora um estudante expulso.<br /><br />"Também tentei requerer a isenção do serviço militar e - inacreditavelmente! – eles têm o meu registo de estudante no Instituto de Sanai de Estudos Avançados. Por causa de minha isenção como um «estudante», recusaram conceder-me uma isenção geral.<br /><br /><span style="background-color: rgb(255, 255, 0);">"É estranho que a juventude de Bahai esteja impedida de frequentar as universidades, mas tenha que cumprir serviço militar."</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">PORQUE É QUE OS BAHÁ'ÍS SÃO PERSEGUIDOS?</span><br /><br />Ahmad Batebi explica de forma admiravelmente clara porque é que, de acordo com a Constituição Iraniana, os Bahá'ís não devem ser privados do Ensino Superior. Também demonstra porque é que os Bahá'ís estão sujeitos a este e a muitos outros actos persecutórios pelos mullahs de Irão.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">INVESTIGAÇÃO INDEPENDENTE DA VERDADE TAMBÉM É PARA MUÇULMANOS</span><br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGqd_MM7qI/AAAAAAAABYg/gYWs2Z3NwX8/s1600-h/Rooz_20080902.JPG"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGqd_MM7qI/AAAAAAAABYg/gYWs2Z3NwX8/s200/Rooz_20080902.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242658873391509154" border="0" /></a>É uma tradição do Islão Xiita que o crente escolha um ayatollah apropriado como um objecto da excelência, e que aceite o seu juízo em matérias de fé e de conduta. Mas Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í, proibiu completamente esta prática. Bahá'u'lláh ensina que todos devem investigar a verdade por si próprios e chegar ao seu próprio juízo em matérias de fé e de consciência.<br /><br />Batebi argumenta que isto é igualmente verdadeiro para Muçulmanos. As pessoas não podem ser forçadas a aceitar a filiação religiosa maioritária no país.<br /><br />De acordo com uma certa leitura tradicional da lei Xiita, numa sociedade maioritariamente muçulmana, ao “Povo do Livro” não é permitido para fazer proselitismo da sua religião. Consequentemente, de acordo com esse mesmo entendimento, nessa sociedade o debate das crenças Baha’is também é proibido. No entanto, é importante ter presente que a compreensão é um acto pessoal; uma pessoa não pode pensar por outra.<br /><br />Deste modo, cada crença é pessoal; e as convicções religiosas são pessoais e não sociais. Isto significa que a fé em matéria de convicção pessoal não é algo que se obtenha solicitando, ou rejeitando, determinadas crenças. Também uma sociedade não pode ser conduzida através de declarações ou anúncios públicos, a reforçar ou a mudar as convicções de uma pessoa. <span style="background-color: rgb(255, 255, 0);">Por outras palavras: torna-se evidente que em matérias religiosas, as opiniões de um determinado líder, de uma escola de pensamento, ou mesmo de um governo, não podem sobrepor-se à vontade dos indivíduos.</span><br /><br />A fé atinge-se com um exercício muito pessoal e profundo da consciência. Cada um de nós tem a sua própria maneira de reconhecer e aceitar uma verdade religiosa; isto envolve aspectos psicológicos e espirituais muito íntimos. Como é que isto pode ser delegado noutra pessoa?<br /><br />E Batebi continua: na verdade, os Muçulmanos Xiitas têm a obrigação de investigar as pretensões de todos os que reivindiquem ser o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Al-Qa%27im_%28person%29">Qa’im</a> (Aquele que se levantará), a figura messiânica do Islão Xiita.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGwi2AXywI/AAAAAAAABYw/MlGPQ5xyb6w/s1600-h/Batebi_04.JPG"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Xvy2HrnuNg8/SMGwi2AXywI/AAAAAAAABYw/MlGPQ5xyb6w/s200/Batebi_04.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242665553895082754" border="0" /></a>Os Bahá'ís acreditam que o Qa’im da Casa de Maomé se manifestou em 1844 e deixou um extenso corpo das escrituras. Além disso, o Qa’im profetizou o iminente surgimento de uma outra Pessoa e essa Pessoa é <a href="http://povodebaha.blogspot.com/2005/01/bahullh.html">Baha'u'llah</a>, fundador da Fé Baha’i. Os Baha’is também acreditam que os ensinamentos e as exortações da Fé Baha’i são consistentes com as necessidades do momento actual da humanidade, do actual estado de maturidade e de desenvolvimento do mundo, e as exigências dos povos no decorrer dos próximos séculos, e que é esta religião que preparará a humanidade para uma nova etapa da sua existência: a civilização global.<br /><br />Isto significa que os muçulmanos xiitas devem investigar por si próprios as reivindicações da Fé Bahá'í e não confiar no juízos dos seus clérigos.<br /><br />Batebi conclui: <span style="background-color: rgb(255, 255, 0);">Não é verdade que um Muçulmano deve poder fazer as suas perguntas aos outros em completa liberdade, e que os outros também devem ter liberdade para partilhar e expor, sem nenhum restrição ou constrangimento, as suas opiniões e convicções religiosas? Tendo isto presente, então os Baha’is em todas as sociedades islâmicas devem ter completa e ilimitada liberdade de expressão.</span><br /><br />-----------------------------------------------------<br /><br /><span style="font-weight: bold;">NOTA</span>: Leiam o <a href="http://www.iranian.com/main/2008/freedom-all">artigo de Ahmad Batebi na sua totalidade</a>. Além de vos permitir perceber porque é que os Baha’is são perseguidos no Irão, também vos permitirá perceber o que é a frustração de viver numa sociedade profundamente dominada por uma ideologia religiosa.Marcohttp://www.blogger.com/profile/17869587541406850153noreply@blogger.com