tag:blogger.com,1999:blog-62389864051986212722009-05-11T11:31:32.925-07:00DiJornalismoDiolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.comBlogger14125tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-23627149402658479112009-05-01T11:57:00.000-07:002009-05-01T11:57:01.404-07:00Sem direito de viver<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_S7s_-hyCDuo/SfsOFGtt8yI/AAAAAAAAAHo/wGvaCwyBeiQ/s1600-h/violencia.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 198px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_S7s_-hyCDuo/SfsOFGtt8yI/AAAAAAAAAHo/wGvaCwyBeiQ/s200/violencia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330870064787616546" /></a><br /><br /><div align="justify">Volto para reclamar (o que não é novidade). Se fosse para render elogios a esse bairro talvez não tivesse linhas (dubiedade necessária).<br />O tema deste talvez seja o de muitos outros que ainda virão. É o mesmo dos quais sofri, me indignei, mas não escrevi.<br />A Terra-Firme (sob meu olhar) é uma terra de boatos (que podem ser fatos). As notícias de jornais chegam sempre ultrapassadas, e quando chegam. Sempre procuro no grito do jornaleiro pela manhã, a violência de ontem a tarde.<br />Vou lhes contar um fato que aconteceu há alguns meses. Não me recordo à data (a mente esquece o que não queremos lembrar). Depois conto o fato que me trouxe aqui.<br />Um rapaz da minha rua, de família trabalhadora (o que designa que não são bandidos), cheio de sonhos, queria se jogador de futebol e estudar Educação Física na Universidade. Estava num treino a noite, vinha de bicicleta de carona. Vinham pela temida rua denominada Ligação...<br />Abro um parêntese para tentar explicar o que não entendo também, mas que ouço falar: Traficantes, gangues, ou bandidos, não sei a denominação, pra mim são invisíveis. Sei que brigam e matam pela dominação de dois pólos desse bairro. Os da ligação matam os da Celso Malcher e vice-versa. Mas matam e ferem inocentes também.<br />...Vinham de bicicletas, as vozes invisíveis gritaram perguntando se os meninos eram da Ligação, e saíram atirando mesmo sem resposta.<br />A vítima que eu falara levou um tiro na coluna, ou perto não tenho certeza. O irmão dele conseguiu correr e se salvar, mas se perdeu do que foi baleado, ele achava que o irmão tinha corrido também. Quando chegou em casa, depois de muito correr, soube do ocorrido e foi ao hospital. Lá encontrou o irmão baleado e ALGEMADO, ALGEMADO pelo preconceito, e por algemas (sem metáforas).<br />O irmão que foi visitar pediu para um policial que tirasse as algemas, disse que o irmão não era bandido, e por isso apanhou, APANHOU!!!! Deixando ali as duas vítimas o policial fugiu. Só foram tiradas as algemas porque um parente deles advogado interviu.<br />Essa história me dói, principalmente quando o vejo saindo para a fisioterapia, carregado para o taxi. Dói saber que a violência não tem limites. Somos formigas prestes a serem esmagadas.<br />Vozes que me contaram esse fato, me contaram quando cheguei, que ontem um rapaz que foi visitar o tio e veio de carro pra cá, voltou sem vida. Na saída, na Av. Perimetral, homens invisíveis desse bairro o abordaram. Como ele não parou, atiraram e mataram. Essa história que ainda não saiu no jornal (eu acho), é que me trouxe aqui. A anterior eu sempre quis contar.<br />Hoje não falo de música, mas falo do mesmo assunto: O desrespeito, dessa vez ao direito de viver.<br /><br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-2362714940265847911?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-28064389759040371342009-04-25T13:29:00.000-07:002009-04-25T14:53:23.081-07:00Respeitar - verbo não conjugado na Terra-Firme<div align="justify">Por que eu escreveria nesse blog em pleno sábado chuvoso de Belém? Só a inquietação daquele sentido que não obedece a nossa vontade, a audição, para fazer-me voltar a este blog depois de tanto tempo.<br />A muito não escrevo pelos excessivos deveres que tenho desempenhado. Coisa que meus queridos vizinhos também não devem conhecer, ou ao menos onde termina seus direitos e começam os dos outros.<br />Justificativa do parágrafo acima: vizinhos – porque não sei exatamente de onde vem o barulho que me atormenta, não são os dos lados da minha casa. Generalizo para não ofender quem não merece. Afirmo que eles não têm deveres sociais, numa atitude leviana de um momento de raiva, e porque só desocupados fazem da sua casa uma aparelhagem que toca a qualquer chance, começa no sábado e só termina na madrugada da segunda; ou mesmo em qualquer feriado. Na terceira linha coloco a palavra também, num acordo com meus pensamentos, de que eles (os vizinhos) não conhecem o respeito primeiramente, desconhecem os deveres posteriormente.<br />Sendo ainda mais clara, confesso a minha natureza inquieta com esse bairro. Sou aqui um peixe fora d’água, e acho que muitos outros são. E como eu, se acovardam diante da possibilidade de se rebelar. Esse é o primeiro motivo por eu estar aqui, e não na frente da casa de meu infeliz vizinho. <br />Se é pra ser claro (estabeleci esse acordo), vou ser: Não acho que aqui seja o único lugar em que a lei não se faz, mas é o lugar de onde falo... Na Terra-Firme, não se sabe quem está a seu lado, todo mundo é suspeito. Então... Porque eu, covarde, iria me rebelar? Para não parecer assim tão medrosa, posso me justificar dizendo que me expor pode custar a segurança da minha família. Os mártires venceram seus medos pra lutar por uma causa. Não sou mártir, por isso desabafo num blog.<br />Reconstituindo o fato: Desde cedo os atores principais desse texto estão com um volume alto do som. Não se importam com a situação das famílias ao redor, a minha por acaso está sentindo a perda de uma querida amiga da família, meus pais tentam descansar e eu tento estudar.<br />Apesar de minha ira, tento nutrir o sentimento que tenho pela maioria desses moradores. Pessoas íntegras, com histórias de vida difíceis. Penso em formas de ajudá-los. A minha reclamação não tem caráter de denegrir os moradores. E nem precisa, a imagem já é bastante denegrida. Reclamo mesmo é desses "espíritos de porco", às vezes gentilmente chamados por mim, de meus algozes.<br />Para meu texto não terminar assim como um desabafo sem muita informação acrescento um último parágrafo sobre poluição sonora: A poluição sonora ocorre quando num determinado ambiente o som altera a condição normal de audição. Embora ela não se acumule no meio ambiente, como outros tipos de poluição causam vários danos ao corpo e à qualidade de vida das pessoas.<br />Não resisti a mais um parágrafo. Vou me comprometer a visitar mais este blog, e a desempenhar a função que lhe cabe, ser escrito pelo prazer de escrever. Espero que ainda com meu tímpano resistente. Bom sábado.<br />Informação sobre poluição sonora: site www.suapesquisa.com<br /><br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-2806438975904037134?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-53028916061044696802008-06-26T18:08:00.001-07:002008-06-26T18:08:58.453-07:00<span xmlns=''><p/></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-5302891606104469680?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-73734442982776599952008-06-14T17:06:00.001-07:002008-06-14T17:06:55.546-07:00Uma Rajada de Vento<p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Os dias passam, </font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">A lua muda.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Uma rajada de vento.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">O que se apaga </font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Se constr&#243;i</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Indo rumo ao firmamento.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Aqui se pede,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Aqui se implora;</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Aqui tu ris,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Ali na frente algu&#233;m chora.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Se desmontar e remontar</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">&#201; porque h&#225; inconst&#226;ncia.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra destruir algum caminho</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">&#201; s&#243; usar a ignor&#226;ncia.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">E os dias passam,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">A lua muda,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Com uma rajada de vento</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Se estais aqui e n&#227;o ali</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">&#201; a mudan&#231;a de um momento.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra n&#227;o morrer,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra n&#227;o perder,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra n&#227;o mudar,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra n&#227;o amanhecer...</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">&#201; s&#243; rezar:</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pro dia n&#227;o passar</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra lua n&#227;o mudar</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra n&#227;o desaparecer </font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Em uma rajada de vento!</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><em>Diolene Machado</em></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-7373444298277659995?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-8170134068335573302008-06-01T19:00:00.000-07:002008-06-01T19:04:58.100-07:00Menina Desaparecida<p><a href="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SENVGAVEczI/AAAAAAAAAFk/mRP4gapvtJk/image%5B6%5D.png"><img height="274" alt="image" src="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SEAPywVEcwI/AAAAAAAAAFs/Zu9_gce_hls/image_thumb%5B5%5D.png" width="217" /></a></p> <p align="justify">Quando vemos casos como esses de desaparecimento fica dif&#237;cil acreditar que o ser humano ainda tem jeito. Mas os que ainda tem um pouco de sanidade devem se unir em favor dos que precisam. A maldade ficaria mais fraca diante da uni&#227;o dos justos. Olhem para essa menina linda e cheia de vida. Se voc&#234; a ver&#160; por favor entre em contato com os pais dela. Podem ligar a cobrar. </p> <p align="justify"><strong><font size="4">&quot;Para o triunfo do mal basta que o bem n&#227;o fa&#231;a nada&quot;</font></strong></p> <p align="justify">Por Favor, Ajudem esses pais. Se a ver ligue para <font size="4"><strong>(21) 7826-9408</strong></font></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-817013406833557330?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-1233845772822004512008-06-01T18:29:00.000-07:002008-06-01T18:53:30.414-07:00Série Profissões - O jornalista<p align="justify">Oi blogueiros, hoje eu come&#231;o uma s&#233;rie sobre as profiss&#245;es. Quem nunca se deparou com d&#250;vidas a cerca deste assunto? E aquele frio na barriga do dia do vestibular... Voc&#234; pensa, &#8220;ser&#225; que serei feliz com essa escolha?&#8221; O que determina a escolha de uma profiss&#227;o depende das caracter&#237;sticas pessoais de cada pessoa, e de tudo o que a envolveu at&#233; aquele momento. Nada impede, no entanto, que algu&#233;m desista de um curso e resolva prestar vestibular novamente. O pior profissional &#233; aquele que n&#227;o se sente realizado com o seu trabalho. A conseq&#252;&#234;ncia sobre sua decis&#227;o recai tamb&#233;m sobre as pessoas que se envolver&#227;o com ela. Mas para n&#227;o restar d&#250;vidas o melhor &#233; pesquisar bastante antes de decidir. Essa s&#233;rie vai ajud&#225;-lo.</p> <p align="justify"><strong><font size="4">O jornalismo</font></strong></p> <p align="justify"><strong><font size="4"><a href="http://lh3.ggpht.com/diolenemachado/SENSfwVEcxI/AAAAAAAAAFU/R6oWYRsfQiU/Jornalista1%5B9%5D.jpg"><img style="margin: 10px 15px 5px 5px" height="159" alt="Jornalista1" src="http://lh5.ggpht.com/diolenemachado/SENSkQVEcyI/AAAAAAAAAFc/eanVgwLCBSs/Jornalista1_thumb%5B7%5D.jpg" width="186" align="left" /></a></font></strong></p> <p align="justify">Quem decidir ser jornalista dificilmente vai ter uma frase de incentivo para se apoiar. Os profissionais dessa &#225;rea tentam a todo custo te fazer desistir. O sal&#225;rio n&#227;o condiz com o esfor&#231;o di&#225;rio. &#201; necess&#225;rio paci&#234;ncia, estudo, pesquisar bastante e ter uma lista de contatos bem rechonchuda. </p> <p align="justify">Essa profiss&#227;o &#233; para os apaixonados, por ela claro. Porque n&#227;o d&#225; para curtir outras paix&#245;es, sem ser chamado durante este tempo para uma reportagem urgente. Ou ser acordado em plena madrugada para fazer uma mat&#233;ria.</p> <p align="justify">Os escritores s&#227;o imortais porque se eternizam atrav&#233;s de suas palavras. J&#225; os jornalistas s&#227;o os maiores dos mortais. E como morrem!!! S&#227;o torturados, humilhados, e outras cossitas mais, justamente por suas palavras. Morrer n&#227;o significa ser consagrado. Significa ser calado, no direito mais importante do ser humano, o de falar. </p> <p align="justify">Por isso quem espera o glamour da profiss&#227;o, n&#227;o vai se decepcionar totalmente, porque voc&#234; realmente vai ter oportunidades que poucos possuem. Como falar com o presidente, visitar lugares inusitados ou estudar assuntos variados continuamente. Mas quem espera ser modelo cuja fun&#231;&#227;o &#233; ler TP (aparelho localizado em baixo da c&#226;mera para ajudar na leitura da mat&#233;ria), tire o cavalinho da chuva. Aquelas belas pessoas que apresentam o jornal s&#227;o muito inteligentes e preparadas. N&#227;o &#8220;subiram ao palco&#8221; desfilando em passarelas, eles estudaram bastante para isso (nada contra a profiss&#227;o de modelo).</p> <p align="justify">O jornalista &#233; um adaptador dos fatos. Cada not&#237;cia tem que ser dada de u&#160; ma forma determinada por cada meio. N&#227;o basta escrever bem tem que saber comunicar. O jornal impresso tem que aprofundar e dar not&#237;cias. A revista aprofunda mais que o jornal impresso e fala sobre assuntos que fogem do factual. O r&#225;dio tem que ter uma linguagem mais simples, com um texto mais curto e direto. A Tv segue o padr&#227;o do r&#225;dio, mas exige um cuidado com imagens. A internet tem que ser mais imediata, com not&#237;cias curta, porque o internauta quer agilidade. E o jornalista tem que estar adaptado a cada uma dessas exig&#234;ncias, e das que vir&#227;o.</p> <p align="justify">Claro que s&#243; quem realmente &#233; apaixonado por essa profiss&#227;o chegou ao final deste texto. Existem in&#250;meras raz&#245;es para voc&#234; desistir. E outras para continuar. S&#243; sua determina&#231;&#227;o e afinidade &#233; que o far&#225; decidir por essa ou aquela profiss&#227;o.</p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-123384577282200451?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-51802171877365541072008-05-19T18:55:00.001-07:002008-05-19T18:55:08.798-07:00Vocabulário Pattyco<p><b>Abalar</b>: Arrasar, estar linda.</p> <p><b>Anyway</b>: Do ingl&#234;s, de qualquer forma.</p> <p><b>Antipattyco</b>: pessoas que n&#227;o gostam de pattys e boys.</p> <p><b>Babado</b>: express&#227;o arrancada do vocabul&#225;rio gls e clubber, significa confus&#227;o.</p> <p><b>Balada</b>: sair para se divertir, geralmente &#224; noite, festa.</p> <p><b>B&#225;sico</b>: quase como &#8220;clean&#8221;, visual limpo.</p> <p><b>Boy</b>: Playboy.</p> <p><b>Clean</b>: visual limpo, sem exageros.</p> <p><b>Chocar</b>: Impressionar.</p> <p><b>Coc&#243;</b>: Menina Galinha, que fica com muitos meninos.</p> <p><b>Cocota</b>: Menina que usa cal&#231;a lil&#225;s da Riachuelo.</p> <p><b>Dar um tapa</b>: Levantar o visual, se produzir.</p> <p><b>Eco</b>: Jovens aspirantes a patty ou boy.</p> <p><b>Fashion</b>: Tudo o que est&#225; realmente no grito da moda.</p> <p><b>Fashion-Victim</b>: V&#237;timas da moda, pessoas viciadas em moda que jogam o guarda roupa inteiro fora a cada cole&#231;&#227;o.</p> <p><b>Fifi</b>: &#201; aquela patty excessivamente peruinha, que vai para o col&#233;gio de bota.</p> <p><b>Fofo:</b> Bonito.</p> <p><b>Fofy&#8217;s</b>: fofa ou querida.</p> <p><b>Hi</b>: cumprimento, ola.</p> <p><b>Hype</b>: O que est&#225; em alta, na boca do mundo. &#218;ltimo grito da moda.</p> <p><b>&#205;mpar</b>: Alguma coisa que n&#227;o tem igual, que &#233; o m&#225;ximo.</p> <p><b>In</b>: Tudo o que est&#225; no auge da moda.</p> <p><b>Look</b>: Visual, apar&#234;ncia.</p> <p><b>Mano</b>: Suburbano.</p> <p><b>Miga</b>: Amiga.</p> <p><b>Mina</b>: Garota.</p> <p><b>M&#244;re</b>: Amor ou amiga.</p> <p><b>Na night</b>: Qualquer lugar &#224; noite.</p> <p><b>Necessaire</b>: bolsinha salva-patty-e-boy, onde est&#225; tudo o que eles precisam para se manter em ordem mesmo estando fora de casa.</p> <p><b>Out:</b> Tudo o que est&#225; fora de moda, como brega e unfashion. Est&#225; por fora, feio.</p> <p><b>Passado</b>: Que est&#225; fora de moda.</p> <p><b>Show</b>: Aquilo que &#233; legal, quase como &#8220;tudo&#8221;. De mais.</p> <p><b>Tudo</b>: aquilo que &#233; realmente maravilhoso.</p> <p><b>Unfashion</b>: O contr&#225;rio de fashion. Uma pessoa brega, que n&#227;o &#233; patty.</p> <p><b>Well</b>: Do ingl&#234;s, bem.</p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-5180217187736554107?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-92233575101437440272008-05-08T16:54:00.001-07:002008-05-08T16:54:27.727-07:00Entrevista com a Estátua – Ruy Barata<h3 align="justify"><a href="http://lh5.ggpht.com/diolenemachado/SCOSmCqBJjI/AAAAAAAAAE0/nuOxlGRA3sU/P9240007%5B37%5D.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="177" alt="P9240007" src="http://lh5.ggpht.com/diolenemachado/SCOSrCqBJkI/AAAAAAAAAE8/55u2-VukIoY/P9240007_thumb%5B35%5D.jpg" width="215" border="0" /></a> </h3> <p align="justify">Em uma ensolarada manh&#227; amaz&#244;nica, o bo&#234;mio, dvogado, cartor&#225;rio, revolucion&#225;rio, futebolista, jornalista,sambista, letrista, (Ufa!), professor, escritor, pesquisador, tradutor, ator, tenor, corregedor, consultor e &#8220;mocorongo*&#8221; <b>Ruy Guilherme Paranatinga Barata</b> (1920 - 1990) abriu as portas do Parque da Resid&#234;ncia, sua atual moradia, e nos recepcionou em seu confort&#225;vel banco para um descontra&#237;do papo.</p> <p align="justify"><strong>Como uma pessoa pode ser tantas coisas em uma s&#243; vida?</strong></p> <p align="justify">Eu n&#227;o planejei passar por tantas profiss&#245;es. O Paranatinga (o Rio de &#193;guas Claras) me levou...&#160; Acho que meu senso de justi&#231;a social e o exemplo de meu pai me levaram ao Direito, ao Jornalismo e &#224; Pol&#237;tica. Naquela &#233;poca Direito e Literatura possu&#237;am grandes afinidades, a bem dizer andavam de bra&#231;os dados(...). E a m&#250;sica &#233; consequ&#234;ncia do fazer po&#233;tico.</p> <p align="justify"><strong>N&#227;o bastou pra voc&#234; ser letrista, era preciso ter um filho m&#250;sico.</strong></p> <p align="justify">A quem passaria meu canto quando meu canto passasse? O Paulo Andr&#233; foi um <u>parceir&#227;o</u>. Costumo dizer que nossa arte &#233; uma tr&#225;gica &#243;pera tapuia, prenunciadora de um mundo que vai desaparecendo.</p> <p align="justify">&#160;<strong>Voc&#234; recitou e cantou a Amaz&#244;nia. Santar&#233;m foi sua maior inspira&#231;&#227;o?</strong></p> <p align="justify"><b>Ruy Barata</b> &#8211; Santar&#233;m, essa velha cantiga...(pausa)</p> <p align="justify">Acho que o clima musical de Santar&#233;m, algumas aulas de piano, a ruma de seresteiros, o conjunto que tocava m&#250;sicas de ernesto Nazareth tudo isso junto, deve ter fabricado em mim o gosto de compor.</p> <p align="justify"><strong>Voc&#234; tem fama de bo&#234;mio. Porque ser&#225;?</strong></p> <p align="justify">(Cantando) &#8220;Rio abaixo, rio acima, minha sina cana &#233;, s&#243; de pensar na mardita me alembrei de Abaet&#233;**&#8221; (risos).</p> <p align="justify">N&#227;o sou literariamente um bo&#234;mio. Nem sei se sou bo&#234;mio. Honestamente n&#227;o sei. S&#243; sei que bebo e frequento bares. <i>Bar do Parque?</i> Excelente cobertura &#8211; o c&#233;u de Bel&#233;m. &#201; o lugar onde bebo. E o lugar onde bebo &#233; um lugar sagrado. O poeta gosta de birita. Tranquilo. Certa vez em um jantar em minha casa, D. Noca aproximou-se zelosa e disse: - &#8220;Meu filho, n&#227;o beba demais&#8221;. E eu respondi: - &#8220;Nem de menos, mam&#227;e&#8221;.</p> <p align="justify"><strong>E o &#8220;pap&#227;o&#8221;? Tem jeito?</strong></p> <p align="justify">Nossa! Nem me fale, &#233; lament&#225;vel! Sou &#8220;pap&#227;o&#8221; doente. &#192;s vezes fico aqui parado (literalmente), pensando quanto desgosto para o seu Alarico. Logo o papai, que foi um dos fundadores do Paissandu (Era assim mesmo que se escrevia Paysandu).</p> <p align="justify"><strong>O que voc&#234; considera o seu lado B?</strong></p> <p align="justify">Adoro cozinhar. Cozinhar supre pra mim uma habilidade manual que nunca tive. Quem n&#227;o sabe da cozinha de um povo, nada sabe sobre sua cultura. A dona Ven&#226;ncia, minha cozinheira, costumava dizer que eu era cobr&#227;o numa salada.</p> <p align="justify">* Nascido ou natural da cidade de Santar&#233;m, Par&#225;.</p> <p align="justify">** Cidade produtora de cacha&#231;a.</p> <p align="justify"><b>Por Diolene Machado</b></p> <p align="justify"><b>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Raphael Pacheco</b></p> <p align="justify"><b>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; Suzana C. Lopes</b></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-9223357510143744027?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-72286393609897557382008-04-28T17:13:00.001-07:002008-04-28T17:13:32.727-07:00SOB A MIRA DO PRECONCEITO<p align="justify"><strong>Texto e fotos por Dandara Almeida</strong></p> <p align="justify"><a href="http://lh6.ggpht.com/diolenemachado/SBZntwucUaI/AAAAAAAAAEU/h3rHEUQBIeI/image%5B30%5D.png"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="171" alt="image" src="http://lh3.ggpht.com/diolenemachado/SBZn3AucUbI/AAAAAAAAAEc/6LvvVsJRs4E/image_thumb%5B26%5D.png" width="141" border="0" /></a>&#160;<a href="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SBZn-QucUcI/AAAAAAAAAEk/KoMWeecsHgc/image%5B27%5D.png"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="167" alt="image" src="http://lh6.ggpht.com/diolenemachado/SBZoEwucUdI/AAAAAAAAAEs/W0a9BWVeYt8/image_thumb%5B23%5D.png" width="165" border="0" /></a> H&#225; mil&#234;nios, o mundo viu a hansen&#237;ase com abomina&#231;&#227;o, um sinal de impureza. De l&#225; pra c&#225; n&#227;o mudou muita coisa. Existem registros dos primeiros lepros&#225;rios desde o s&#233;culo XVIII, s&#243; no Brasil havia 101 deles. Mesmo depois de muitas d&#233;cadas, o pa&#237;s ainda n&#227;o conseguiu erradicar a hansen&#237;ase e nem o preconceito por tr&#225;s dela. A Amaz&#244;nia, por exemplo, &#233; um dos maiores focos da doen&#231;a.</p> <p align="justify">No dia 20 de janeiro de 1942 foi inaugurado o mais novo centro de sofrimento, dor e desespero, tamb&#233;m chamado Hospital Col&#244;nia de Marituba. Isolado do resto da sociedade, tinha como finalidade internar pessoas portadoras de hansen&#237;ase. Mas havia um detalhe: a Col&#244;nia n&#227;o era um hospital comum, mas uma pris&#227;o. Os doentes eram obrigados a viver trancafiados naquele lugar, sem nenhum contato com o mundo exterior.</p> <p align="justify">Havia relatos de pessoas que eram la&#231;adas no meio da rua, um pequeno exemplo da</p> <p align="justify">humilha&#231;&#227;o que os hansenianos passaram por muito tempo. </p> <p align="justify">O governo alegava que essa era a melhor forma de evitar o aumento no n&#250;mero de pessoas contaminadas, mas n&#227;o se preocupava em propor iniciativas de tratamento adequado para os internos. Ao contr&#225;rio, eram tratados como &#8220;monstros do inferno&#8221;, como afirma seu Juvenal que chegou a viver na Col&#244;nia de Marituba. Essa imagem de dem&#244;nios impuros estigmatizada pela sociedade, inclusive pelos pr&#243;prios familiares dos enfermos, e a repugn&#226;ncia que a doen&#231;a causava, fazia com que muitos doentes se entregassem aos guardas para serem levados ao lepros&#225;rio mais pr&#243;ximo.</p> <p align="justify">Muitos foram obrigados a abandonar a fam&#237;lia, tiveram seus filhos tomados, comiam alimentos estragados e trabalhavam com suas &#250;lceras expostas &#224;s moscas. Embora resignados, contam com tristeza o que passaram dentro das col&#244;nias de isolamento. Quem tentava fugir era perseguido pelos guardas e levado para a cadeia. Colocavam sal no ch&#227;o, para torturar ainda mais os rebeldes.</p> <p align="justify">Todo esse horror durou aproximadamente 34 anos. Em 1976, a nova pol&#237;tica de sa&#250;de prop&#244;s que o portador de hansen&#237;ase n&#227;o deveria mais ser segregado e sim tratado e reinserido no meio social. Com essa proposta, as 101 col&#244;nias em todo o Brasil</p> <p align="justify">deveriam ser transformadas em hospitais gerais e asilos.</p> <p align="justify"><b></b></p> <p align="justify"><b>VIDA NOVA</b></p> <p align="justify">Mesmo com essa nova medida, a Col&#244;nia de Marituba continuou funcionando com o regime de interna&#231;&#227;o compuls&#243;ria por mais 8 anos. O processo de transforma&#231;&#227;o foi gradual e s&#243; finalizou em 1983 com a inaugura&#231;&#227;o do Abrigo Jo&#227;o Paulo II ,que sendo uma unidade especial da SESPA (Secretaria de Estado de Sa&#250;de P&#250;blica), tinha como principal objetivo prestar assist&#234;ncia m&#233;dica e social aos pacientes oriundos da Col&#244;nia.</p> <p align="justify">Al&#233;m disso, a &#225;rea foi aberta a todas as pessoas que quisessem morar de forma independente. Ocorre que, com essa abertura os pacientes recuperaram o direito de viver com seus familiares, mas perderam a seguran&#231;a. As terras vizinhas ao abrigo ome&#231;aram a ser invadidas, assim como o sistema de abastecimento de &#225;gua e a luz tamb&#233;m passaram a ser usados indiscriminadamente.</p> <p align="justify">Considerando a inseguran&#231;a e a precariedade das instala&#231;&#245;es f&#237;sicas do Abrigo, foi elaborado um projeto de reforma geral pela SESPA em parceria com a SPSDP (Sociedade Pobres Servos da Divina Provid&#234;ncia). O projeto teve como objetivo melhorar as condi&#231;&#245;es de assist&#234;ncia geral aos pacientes idosos, portadores de defici&#234;ncia f&#237;sica, seq&#252;elados da hansen&#237;ase ou outras patologias.</p> <p align="justify">Em 4.638,80 m2 est&#227;o distribu&#237;dos o pr&#233;dio da administra&#231;&#227;o, um bloco onde funciona a cozinha, refeit&#243;rio e vesti&#225;rio, e outros onze pavilh&#245;es classificados de cordo com a condi&#231;&#227;o f&#237;sica dos pacientes (dependentes, semi-dependentes e independentes). Somado a isso, o Abrigo Jo&#227;o Paulo II disp&#245;e de uma equipe multiprofissional com assistentes sociais, m&#233;dicos, enfermeiros, psic&#243;logos, nutricionistas e dentistas.</p> <p align="justify">Al&#233;m da melhoria do espa&#231;o, em 2000 o abrigo come&#231;ou a oferecer atividades como oficinas de pintura, alfabetiza&#231;&#227;o para a terceira idade, passeios tur&#237;sticos, entre outros. Todavia, por falta de recursos financeiros, tiveram de ser suspensos em 2007. &#8220;A dire&#231;&#227;o j&#225; est&#225; providenciando a retomada da alfabetiza&#231;&#227;o. Por&#233;m, promover certas programa&#231;&#245;es n&#227;o depende s&#243; de dinheiro, mas tamb&#233;m da disponibilidade dos pr&#243;prios pacientes. Muitos n&#227;o participam por debilidade f&#237;sica, e geralmente os mais velhos n&#227;o t&#234;m interesse. Por isso, &#233; dif&#237;cil promover uma maior integra&#231;&#227;o entre os pr&#243;prios internos&#8221;, afirma Cl&#225;udia Gomes, assistente social.</p> <p align="justify">Mas essas n&#227;o s&#227;o as &#250;nicas dificuldades vividas por eles. Os moradores do Abrigo t&#234;malgumas necessidades materiais. Muletas,cadeiras de rodas, bengalas e pr&#243;teses s&#227;o pagas do dinheiro deles. Muitas vezes, quem n&#227;o pode comprar ou trocar esses instrumentos, convive com improvisos e precariedade.</p> <p align="justify"><b>OS PACIENTES</b></p> <p align="justify">O perfil dos pacientes do Abrigo se caracteriza pelo sexo masculino, paraenses com mais de 61 anos, com alto grau de incapacidade f&#237;sica, residindo h&#225; mais de 30 anos na &#225;rea. A maioria tem alta por cura, mas permanece no local por problemas sociais ligados a perda do v&#237;nculo familiar. A renda &#233; de dois sal&#225;rios m&#237;nimos com base na pens&#227;o do Estado e na aposentadoria por invalidez.</p> <p align="justify">Al&#233;m dessas caracter&#237;sticas, seu Juvenal com 89 anos ainda traz uma virtude que poucos no Abrigo preservam: a alegria de viver. Apesar de todas as seq&#252;elas deixadas pela hansen&#237;ase, ele fala com carinho dos seus amigos e n&#227;o tem problemas em falar de sua vida.</p> <p align="justify">&#8220;Ah! Minha inf&#226;ncia foi muito triste. Quando tinha 13 anos fui tirado da escola porque apareceu uma mancha bem aqui (apontando para as costas). Os m&#233;dicos me diziam que eu n&#227;o podia andar na rua porque eu era leproso&#8221;,desabafa emocionado.&#8221;At&#233; em casa minhas coisas eram separadas, me davam comida por debaixo da porta&#8221;, lembra e confessa seu desespero.&#8221;Quis me matar. Coloquei uma faca no meu peito e contei 1,2,3,4...Mas lembrei do sofrimento de Jesus por n&#243;s. Fui pro banheiro, lavei meu rosto e agora sou outra pessoa&#8221;. Seu Juvenal est&#225; no Abrigo Jo&#227;o Paulo II desde o dia 5 de abril de 1942, n&#227;o tem mais as duas pernas, nem os dedos das m&#227;os e apresenta s&#233;rios problemas de vis&#227;o. Agora sua fam&#237;lia &#233; seu &#250;nico filho que o visita todo segundo domingo do m&#234;s.</p> <p align="justify">Pelos preconceitos sofridos e por vergonha das marcas da hansen&#237;ase, muitos internos n&#227;o aceitam falar com estranhos, chegam a se esconder dentro de seus quartos para evitar qualquer aproxima&#231;&#227;o. As mulheres s&#227;o as mais resistentes.</p> <p align="justify">Por&#233;m, dona Raimunda Barros, 69 anos, aceitou apresentar sua casa. As deformidades nas m&#227;os n&#227;o a impediu de mostrar sua habilidade na cozinha, al&#233;m de n&#227;o interferir na sua vaidade, vive bem arrumada para receber suas visitas. Ela &#233; maranhense e aos 19 anos contraiu a doen&#231;a, mas s&#243; come&#231;ou o tratamento quando veio para o Abrigo em 1960.</p> <p align="justify">Dona Raimunda tem a sorte que poucos hansenianos t&#234;m: o apoio dos parentes. &#8220;Minha</p> <p align="justify">fam&#237;lia n&#227;o tem medo de mim. Sou tratada com muito carinho quando a gente se encontra&#8221;, revela saudosa.</p> <p align="justify">Pelos corredores do Abrigo, Ant&#244;nio Brasil, 96 anos, se locomove com um carrinho especial. Perdeu a perna direita depois de um c&#226;ncer e a outra por problemas de circula&#231;&#227;o. Maranhense, seu Brasil, como &#233; chamado, conta com entusiasmo que trabalhou em Porto Velho, Rond&#244;nia, na &#233;poca da Borracha. &#8220;Vivia no meio do mato, n&#227;o tinha medo&#8221;, diz mostrando com as m&#227;os como fazia para &#8220;sangrar a &#225;rvore&#8221;.</p> <p align="justify">Mas a alegria d&#225; lugar a uma express&#227;o de des&#226;nimo misturado com conformismo quando fala da falta que sua fam&#237;lia faz. &#8220;Agora sou sozinho&#8221;, comenta mostrando as poucas fotos que guarda.</p> <p align="justify">A assistente social Cl&#225;udia Gomes confirma que &#8220;eles , al&#233;m de sofrerem pela doen&#231;a, sofrem mais ainda pela falta da fam&#237;lia. Muitos s&#227;o abandonados, perderam a refer&#234;ncia familiar, s&#227;o muito solit&#225;rios&#8221;.</p> <p align="justify"><b>CALMA, ELA TEM CURA!</b></p> <p align="justify">A falta de informa&#231;&#227;o e o preconceito s&#227;o respectivamente causa e conseq&#252;&#234;ncia que aumenta o sofrimento dos hansenianos. Mas o que muitas pessoas n&#227;o sabem, por exemplo, &#233; que a partir do in&#237;cio do tratamento, o paciente n&#227;o transmite mais a enfermidade. Conhe&#231;a mais sobre essa doen&#231;a milenar.</p> <p align="justify">ADQUIRINDO A DOEN&#199;A</p> <p align="justify">Uma pessoa com o organismo vulner&#225;vel pode contrair o bacilo de Hanse atrav&#233;s de got&#237;culas de tosse, espirro, pela poeira ou em contato direto e freq&#252;ente com um paciente positivo que n&#227;o iniciou o tratamento adequadamente.</p> <p align="justify">SINTOMAS</p> <p align="justify">Os primeiros sinais da hansen&#237;ase s&#227;o manchas esbranqui&#231;adas ou avermelhadas em qualquer parte do corpo , com formigamento, diminui&#231;&#227;o ou perda da sensa&#231;&#227;o de calor. Num est&#225;gio mais avan&#231;ado, o doente apresenta um engrossamento e dor nos nervos dos bra&#231;os, pernas e p&#233;s. Al&#233;m disso, o enfraquecimento das m&#227;os e dos p&#233;s somado com caro&#231;os e incha&#231;os no rosto e nas orelhas s&#227;o outras caracter&#237;sticas .</p> <p align="justify">TRATAMENTO</p> <p align="justify">Em princ&#237;pio, deve-se fazer o exame da linfa (l&#237;quido que circula nos vasos linf&#225;ticos) que pode ser colhida nos gl&#243;bulos das orelhas, nos joelhos, cotovelos ou nas pr&#243;prias les&#245;es. Caso o resultado seja positivo, o paciente deve</p> <p align="justify">come&#231;ar a se tratar o mais r&#225;pido poss&#237;vel.</p> <p align="justify">Doses supervisionadas de Dapsona, Clofazimina e Rifampicina uma vez por m&#234;s</p> <p align="justify">durante 6 meses para os casos com poucos bacilos e o dobro do tempo para os com muitos bacilos, v&#227;o provocar a fragmenta&#231;&#227;o desses micr&#243;bios. Depois desse processo &#233; feito um novo exame, se a doen&#231;a persistir o paciente retomar&#225; o tratamento.</p> <p align="justify">SE CUIDE</p> <p align="justify">Ao menor sinal de hansen&#237;ase deve-se procurar um posto de sa&#250;de para saber se est&#225; com a doen&#231;a. O tratamento &#233; feito em ambulat&#243;rios sem a necessidade de interna&#231;&#227;o. Os exames e os medicamentos s&#227;o gratuitos, &#233; um direito do cidad&#227;o. E lembre-se: pessoa em tratamento pode e deve conviver com a fam&#237;lia.</p> <p align="justify">Ajude a combater esse mal.</p> <p align="justify"></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-7228639360989755738?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-75941277466755503562008-04-23T13:21:00.001-07:002008-04-23T13:22:23.272-07:00A Primeira Rua de Belém<p><a href="http://lh5.ggpht.com/diolenemachado/SA-aKQucUWI/AAAAAAAAADs/n4xOXIfVSrg/IMAG0015%5B22%5D.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="126" alt="IMAG0015" src="http://lh3.ggpht.com/diolenemachado/SA-aMwucUXI/AAAAAAAAAD0/abnBzk2gYts/IMAG0015_thumb%5B20%5D.jpg" width="151" align="left" border="0" /></a> Santa Maria de Bel&#233;m do Gr&#227;o Par&#225; nasceu com a constru&#231;&#227;o do Forte de Santo Cristo (do Castelo) pelo Francisco Caldeira Castelo Branco em 1616. Nessa &#233;poca a cidade tinha apenas dois bairros: o da Campina e o da Cidade (Cidade Velha), onde foi aberto seu primeiro caminho, chamado Rua do Norte.</p> <p align="justify">A primeira rua de Bel&#233;m foi demarcada logo ap&#243;s a constru&#231;&#227;o do Forte de Santo Cristo no s&#233;c. XVII. Come&#231;ava no Forte e terminava no in&#237;cio de uma mata fechada. L&#225; morava o capit&#227;o-mor Bento Maciel Parente, que acompanhava Castelo Branco na funda&#231;&#227;o do Par&#225;. O capit&#227;o doou as suas posses aos Carmelitas Cal&#231;ados e eles constru&#237;ram uma igreja em homenagem &#224; Nossa Senhora do Carmo.</p> <p align="justify">A Rua do Norte, hoje &#233; a Siqueira Mendes. De acordo com a Lei n&#176; 294, de 18 de junho de 1895 e votada pelo Congresso Estadual, foi autorizado ao Governo do Par&#225; que fosse erguida uma est&#225;tua em homenagem a Manuel Jos&#233; Siqueira Mendes. Mas isso nunca aconteceu, e como pr&#234;mio de consola&#231;&#227;o, lhe deram uma rua. </p> <p align="justify">O Padre Siqueira Mendes nem mesmo era belenense. Nasceu em Camet&#225; em seis de setembro de 1825, e ingressou no Semin&#225;rio de Bel&#233;m depois de terminar o prim&#225;rio (hoje o ensino fundamental) em Camet&#225;.Ele atuou na pol&#237;tica, jornalismo e educa&#231;&#227;o. Ainda destacou-se como deputado provincial, deputado geral, vice-presidente de prov&#237;ncia e senador do Imp&#233;rio do Brasil. </p> <p align="justify">A Siqueira Mendes se inicia no Forte, &#233; percorrida por um vasto com&#233;rcio e termina na Igreja do Carmo. Um retrato peculiar da &#233;poca &#233; contado pela pr&#243;pria rua. A guerra, o com&#233;rcio e a religi&#227;o eram as &#8220;palavras-chaves&#8221; da &#233;poca em que ela surgiu.</p> <p align="justify">Estar no caminho que originou a nossa hist&#243;ria nos empreguina de coragem, ambi&#231;&#227;o e f&#233;. L&#225; ainda est&#227;o tra&#231;os da col&#244;nia misturados aos pontos comerciais, &#233; como se pud&#233;ssemos viver ao mesmo tempo o absolutismo na arquitetura e o capitalismo no com&#233;rcio portu&#225;rio. </p> <p><strong>Autoria: Dandara Almeida e Diolene Machado</strong></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-7594127746675550356?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-77504254379462832322008-04-18T10:24:00.001-07:002008-04-18T10:29:58.297-07:00Um ciclo de catástrofes<p><b></b></p> <p align="justify"><a href="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SAjZOldlhwI/AAAAAAAAADQ/90OzmOuypGk/clip_image002%5B11%5D.jpg"><img style="margin: 0px" height="61" alt="clip_image002" src="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SAjZQldlhxI/AAAAAAAAADY/TDfYQmogTjc/clip_image002_thumb%5B8%5D.jpg" width="83" align="left" /></a></p> <p align="justify">Ela j&#225; foi aquela paisagem pura, intocada pelas m&#227;os devastadoras do homem. Mas foi s&#243; ele se apropriar da Amaz&#244;nia, assim como do mundo, que um ciclo de destrui&#231;&#227;o se estabeleceu. Um desses desastres &#233; o superaquecimento global provocado pelo &#8220;efeito estufa&#8221;; efeito este que tem entre suas causas o desmatamento de grandes &#225;reas florestais. N&#243;s precisamos tirar as vendas dos olhos e procurar sa&#237;das para evitar um futuro sem perspectivas.</p> <p align="justify">Na regi&#227;o amaz&#244;nica a substitui&#231;&#227;o de mata pela pastagem tem predominado no processo de desmatamento. Para os pequenos agricultores, ela &#233; a alternativa imediata para a valoriza&#231;&#227;o da terra degradada logo ap&#243;s as primeiras planta&#231;&#245;es anuais. Para os grandes latifundi&#225;rios &#233; uma forma de legitima&#231;&#227;o jur&#237;dica, aplicando-a para o estabelecimento da pecu&#225;ria. A concentra&#231;&#227;o de terra &#233; o elemento fundamental no processo de degrada&#231;&#227;o regional, porque expulsa pequenos agricultores para novas frentes, onde novos focos de desmatamento se iniciar&#227;o.</p> <p align="justify">As florestas amaz&#244;nicas representam um reservat&#243;rio significativo de carbono (cerca de 20% de carbono do planeta), absorvendo grande parte desse g&#225;s, considerado o principal causador do &#8220;efeito estufa&#8221; (aquecimento gradual da atmosfera provocado pela absor&#231;&#227;o e reten&#231;&#227;o do calor solar por certos gases). Isto significa que sua queima pode levar a um aumento substancial na concentra&#231;&#227;o relativa de CO2 na atmosfera. Al&#233;m disso, s&#227;o liberadas grandes quantidades de gases causadores do efeito como o metano e o &#243;xido nitroso.</p> <p align="justify">Tratando-se de um ciclo n&#227;o podemos descartar o fato de que o fen&#244;meno &#8220;efeito estufa&#8221; volta-se contra nossas a&#231;&#245;es. Afirmam especialistas, a exemplo do Instituto Nacional de Pesquisas espacial (ENPE), que a Amaz&#244;nia pode virar Cerrado devido ao aquecimento global. Os efeitos das mudan&#231;as clim&#225;ticas podem lev&#225;-la a um ambiente mais quente e seco, o que provavelmente levar&#225; a uma redu&#231;&#227;o significativa das chuvas em grande parte da regi&#227;o. Essas mudan&#231;as poderiam causar grandes altera&#231;&#245;es nos tipos de ecossistemas encontrados na regi&#227;o &#8211; de florestas tropicais para Cerrado &#8211; e, conseq&#252;entemente, extin&#231;&#227;o de esp&#233;cies em v&#225;rias partes da Amaz&#244;nia.</p> <p align="justify">O governo brasileiro conseguiu reduzir em 52% o desmatamento da Amaz&#244;nia nos &#250;ltimos dois anos. Outra atitude para evitar as queimadas foi a cria&#231;&#227;o de novas unidades de conserva&#231;&#227;o federal, que atualmente j&#225; superam 50 milh&#245;es de hectares. N&#227;o podemos esquecer das Organiza&#231;&#245;es N&#227;o Governamentais (ONGs) que travam uma luta incans&#225;vel rumo a preserva&#231;&#227;o. O consumidor, por sua vez, tamb&#233;m pode contribuir para a diminui&#231;&#227;o das queimadas; o cidad&#227;o &#233; quem consome a madeira que muitas vezes &#233; extra&#237;da ilegalmente, com desmatamentos ilegais; ou ent&#227;o consome a carne da pecu&#225;ria que invadiu a floresta com queimadas ilegais para plantar pastos. Se n&#227;o protestarmos e nos movimentarmos contra a destrui&#231;&#227;o da nossa Amaz&#244;nia, no futuro a esp&#233;cie humana s&#243; a conhecer&#225; por fotografias, se existirmos para tal.</p> <p align="justify"></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-7750425437946283232?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-3480609840841992432008-04-14T19:14:00.001-07:002008-04-17T13:51:51.523-07:00Além do Horizonte<p><a href="http://lh6.ggpht.com/diolenemachado/SAe3sVdlhvI/AAAAAAAAADI/OsLmAt-YCIs/Forte%20do%20Castelo%5B29%5D.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="205" alt="Forte do Castelo" src="http://lh6.ggpht.com/diolenemachado/SAQPcFdlhnI/AAAAAAAAADM/m2ygxC2R3xw/Forte%20do%20Castelo_thumb%5B29%5D.jpg" width="291" border="0" /></a></p> <p><strong>Foto: Rafael dos Santos Furtado</strong></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-348060984084199243?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-54049023068306944462008-04-13T19:19:00.002-07:002008-04-17T19:10:30.271-07:00A interferência humana no aquecimento global<p align="justify"><span>&#8220;A extin&#231;&#227;o da esp&#233;cie humana&#8221;. O aquecimento global &#233; um fen&#244;meno clim&#225;tico de larga extens&#227;o, um aumento da temperatura m&#233;dia da superf&#237;cie da terra. &#201; um processo natural que est&#225; relacionado com a &#243;rbita terrestre, mas que vem se acelerando pela interfer&#234;ncia do homem. A a&#231;&#227;o do homem est&#225; relacionada principalmente com as emiss&#245;es de gases de efeito estufa pelo desmatamento de florestas. O aquecimento global deve ser controlado, uma vez que, causar&#225; o aumento de enchentes e de regi&#245;es des&#233;rticas. <br />Esse fen&#244;meno provoca o derretimento das calotas polares inundando as cidades costeiras. O n&#237;vel do mar, por exemplo, subiria num n&#237;vel catastr&#243;fico. Estudos sobre o assunto relataram que os 38 milh&#245;es de quil&#244;metros c&#250;bicos de gelo ao se derreterem, se transformariam em 33 milh&#245;es de quil&#244;metros c&#250;bicos de &#225;gua que iriam parar no oceano. <br />O aquecimento global tem grande influ&#234;ncia sobre o surgimento de regi&#245;es des&#233;rticas. O aumento da temperatura provoca a morte de v&#225;rias esp&#233;cies de animais e vegetais fundamentais para a sobreviv&#234;ncia do homem. De acordo com o relat&#243;rio da ONU, todo ano mais de 2000 quil&#244;metros quadrados de terra se transformariam em deserto, pela falta de chuva. <br />No caso de n&#227;o se tomarem medidas dr&#225;sticas, de forma a controlar o aquecimento global &#233; certo que teremos que enfrentar graves conseq&#252;&#234;ncias. A diminui&#231;&#227;o da cobertura de gelo, aumento do n&#237;vel do mar, mudan&#231;as dos padr&#245;es clim&#225;ticos, s&#227;o exemplos de como o aquecimento global pode influenciar n&#227;o somente as atividades humanas, mas tamb&#233;m os ecossistemas. O desenvolvimento de novas fontes renov&#225;veis de energia e a diminui&#231;&#227;o na emiss&#227;o de CO2 na atmosfera &#233; um grande passo para tentar amenizar a situa&#231;&#227;o. Uma simples mudan&#231;a hoje far&#225; uma enorme diferen&#231;a amanh&#227;. </span></p> <p align="justify"><span>&#160;</span><span></span></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-5404902306830694446?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Rafael dos Santos Furtadohttp://www.blogger.com/profile/06938764251429568568noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-41911411926087875602008-04-10T16:12:00.000-07:002008-04-14T14:04:17.897-07:00Cotas para negros na universidade: mais uma forma de preconceito<p align="justify">Vivemos em um pa&#237;s de mesti&#231;os, o que torna um absurdo o preconceito racial. As cotas para negros s&#227;o ainda mais: &#233; um preconceito intelectual, nos remete a s&#233;culos de escravid&#227;o. Nos s&#233;culos dessa pr&#225;tica vergonhosa, o homem era subestimado n&#227;o em sua capacidade f&#237;sica, mas considerado limitado intelectualmente para conseguir sua liberdade. O Darwinismo social ditava uma superioridade branca em rela&#231;&#227;o a negros e mesti&#231;os que nunca existiu. Ser&#225; que certas medidas do governo, como as cotas, n&#227;o est&#227;o nos fazendo voltar no tempo? <br />N&#227;o sabemos qual &#233; a cara do brasileiro, somos um pa&#237;s mesti&#231;o. Temos os tra&#231;os das tr&#234;s etnias que formaram esse pa&#237;s: o &#237;ndio, o portugu&#234;s e o negro. Determinar quem &#233; ou n&#227;o negro aqui, chega a ser uma arbitrariedade. Durante a inscri&#231;&#227;o para participar da cota bastar&#225; declarar-se negro e apontar esta ou aquela caracter&#237;stica. Na verdade o que ir&#225; ocorrer &#233; uma escolha entre depender da cota ou passar com muito estudo e for&#231;a de vontade, que s&#227;o as reais condi&#231;&#245;es para alcan&#231;ar o espa&#231;o universit&#225;rio. S&#243; h&#225; gl&#243;ria no que conquistamos com muito esfor&#231;o. Fazer um curso superior pressup&#245;e fazer-se superior por meio de muitas horas de estudo e as cotas est&#227;o a&#237; para banalizar a universidade e faz&#234;-la excludente. <br />Os acad&#234;micos que passarem por meio dessa &#8220;vantagem&#8221; poder&#227;o sofrer exclus&#227;o e preconceito pelos colegas de curso. Qualquer falha poder&#225; ser atribu&#237;da a um despreparo intelectual. E uma estadia que deve ser prazerosa no ambiente universit&#225;rio pode tornar-se um inferno. N&#227;o podemos incluir atrav&#233;s da exclus&#227;o <br />O negro nunca ter&#225; seu espa&#231;o se delimitar fronteiras entre etnias. Devemos lutar por sermos iguais apesar de cada peculiaridade. &#201; em cada rosto diferente que reside a beleza desse povo. Somos iguais perante os direitos e n&#227;o podemos tirar vagas daquele que merece por seu esfor&#231;o, para dar essa vaga a outro apenas pela diferen&#231;a de cor de pele. <br />Devemos lutar pela melhoria da educa&#231;&#227;o. Essa base que &#233; muitas vezes esquecida pelo governo &#233; quem vai liderar a sociedade do futuro. Se melhorarmos as condi&#231;&#245;es das escolas p&#250;blicas n&#227;o precisaremos delimitar um espa&#231;o, uma fronteira entre negros e brancos, n&#227;o precisaremos voltar ao passado. Devemos lutar pela democracia de nossas diferen&#231;as e pela peculiaridade do nosso &#8220;rosto&#8221; brasileiro. </p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-4191141192608787560?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0