tag:blogger.com,1999:blog-62389864051986212722009-05-11T11:31:32.925-07:00DiJornalismoDiolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.comBlogger14125tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-23627149402658479112009-05-01T11:57:00.000-07:002009-05-01T11:57:01.404-07:00Sem direito de viver<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_S7s_-hyCDuo/SfsOFGtt8yI/AAAAAAAAAHo/wGvaCwyBeiQ/s1600-h/violencia.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 198px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_S7s_-hyCDuo/SfsOFGtt8yI/AAAAAAAAAHo/wGvaCwyBeiQ/s200/violencia.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330870064787616546" /></a><br /><br /><div align="justify">Volto para reclamar (o que não é novidade). Se fosse para render elogios a esse bairro talvez não tivesse linhas (dubiedade necessária).<br />O tema deste talvez seja o de muitos outros que ainda virão. É o mesmo dos quais sofri, me indignei, mas não escrevi.<br />A Terra-Firme (sob meu olhar) é uma terra de boatos (que podem ser fatos). As notícias de jornais chegam sempre ultrapassadas, e quando chegam. Sempre procuro no grito do jornaleiro pela manhã, a violência de ontem a tarde.<br />Vou lhes contar um fato que aconteceu há alguns meses. Não me recordo à data (a mente esquece o que não queremos lembrar). Depois conto o fato que me trouxe aqui.<br />Um rapaz da minha rua, de família trabalhadora (o que designa que não são bandidos), cheio de sonhos, queria se jogador de futebol e estudar Educação Física na Universidade. Estava num treino a noite, vinha de bicicleta de carona. Vinham pela temida rua denominada Ligação...<br />Abro um parêntese para tentar explicar o que não entendo também, mas que ouço falar: Traficantes, gangues, ou bandidos, não sei a denominação, pra mim são invisíveis. Sei que brigam e matam pela dominação de dois pólos desse bairro. Os da ligação matam os da Celso Malcher e vice-versa. Mas matam e ferem inocentes também.<br />...Vinham de bicicletas, as vozes invisíveis gritaram perguntando se os meninos eram da Ligação, e saíram atirando mesmo sem resposta.<br />A vítima que eu falara levou um tiro na coluna, ou perto não tenho certeza. O irmão dele conseguiu correr e se salvar, mas se perdeu do que foi baleado, ele achava que o irmão tinha corrido também. Quando chegou em casa, depois de muito correr, soube do ocorrido e foi ao hospital. Lá encontrou o irmão baleado e ALGEMADO, ALGEMADO pelo preconceito, e por algemas (sem metáforas).<br />O irmão que foi visitar pediu para um policial que tirasse as algemas, disse que o irmão não era bandido, e por isso apanhou, APANHOU!!!! Deixando ali as duas vítimas o policial fugiu. Só foram tiradas as algemas porque um parente deles advogado interviu.<br />Essa história me dói, principalmente quando o vejo saindo para a fisioterapia, carregado para o taxi. Dói saber que a violência não tem limites. Somos formigas prestes a serem esmagadas.<br />Vozes que me contaram esse fato, me contaram quando cheguei, que ontem um rapaz que foi visitar o tio e veio de carro pra cá, voltou sem vida. Na saída, na Av. Perimetral, homens invisíveis desse bairro o abordaram. Como ele não parou, atiraram e mataram. Essa história que ainda não saiu no jornal (eu acho), é que me trouxe aqui. A anterior eu sempre quis contar.<br />Hoje não falo de música, mas falo do mesmo assunto: O desrespeito, dessa vez ao direito de viver.<br /><br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-2362714940265847911?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-28064389759040371342009-04-25T13:29:00.000-07:002009-04-25T14:53:23.081-07:00Respeitar - verbo não conjugado na Terra-Firme<div align="justify">Por que eu escreveria nesse blog em pleno sábado chuvoso de Belém? Só a inquietação daquele sentido que não obedece a nossa vontade, a audição, para fazer-me voltar a este blog depois de tanto tempo.<br />A muito não escrevo pelos excessivos deveres que tenho desempenhado. Coisa que meus queridos vizinhos também não devem conhecer, ou ao menos onde termina seus direitos e começam os dos outros.<br />Justificativa do parágrafo acima: vizinhos – porque não sei exatamente de onde vem o barulho que me atormenta, não são os dos lados da minha casa. Generalizo para não ofender quem não merece. Afirmo que eles não têm deveres sociais, numa atitude leviana de um momento de raiva, e porque só desocupados fazem da sua casa uma aparelhagem que toca a qualquer chance, começa no sábado e só termina na madrugada da segunda; ou mesmo em qualquer feriado. Na terceira linha coloco a palavra também, num acordo com meus pensamentos, de que eles (os vizinhos) não conhecem o respeito primeiramente, desconhecem os deveres posteriormente.<br />Sendo ainda mais clara, confesso a minha natureza inquieta com esse bairro. Sou aqui um peixe fora d’água, e acho que muitos outros são. E como eu, se acovardam diante da possibilidade de se rebelar. Esse é o primeiro motivo por eu estar aqui, e não na frente da casa de meu infeliz vizinho. <br />Se é pra ser claro (estabeleci esse acordo), vou ser: Não acho que aqui seja o único lugar em que a lei não se faz, mas é o lugar de onde falo... Na Terra-Firme, não se sabe quem está a seu lado, todo mundo é suspeito. Então... Porque eu, covarde, iria me rebelar? Para não parecer assim tão medrosa, posso me justificar dizendo que me expor pode custar a segurança da minha família. Os mártires venceram seus medos pra lutar por uma causa. Não sou mártir, por isso desabafo num blog.<br />Reconstituindo o fato: Desde cedo os atores principais desse texto estão com um volume alto do som. Não se importam com a situação das famílias ao redor, a minha por acaso está sentindo a perda de uma querida amiga da família, meus pais tentam descansar e eu tento estudar.<br />Apesar de minha ira, tento nutrir o sentimento que tenho pela maioria desses moradores. Pessoas íntegras, com histórias de vida difíceis. Penso em formas de ajudá-los. A minha reclamação não tem caráter de denegrir os moradores. E nem precisa, a imagem já é bastante denegrida. Reclamo mesmo é desses "espíritos de porco", às vezes gentilmente chamados por mim, de meus algozes.<br />Para meu texto não terminar assim como um desabafo sem muita informação acrescento um último parágrafo sobre poluição sonora: A poluição sonora ocorre quando num determinado ambiente o som altera a condição normal de audição. Embora ela não se acumule no meio ambiente, como outros tipos de poluição causam vários danos ao corpo e à qualidade de vida das pessoas.<br />Não resisti a mais um parágrafo. Vou me comprometer a visitar mais este blog, e a desempenhar a função que lhe cabe, ser escrito pelo prazer de escrever. Espero que ainda com meu tímpano resistente. Bom sábado.<br />Informação sobre poluição sonora: site www.suapesquisa.com<br /><br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-2806438975904037134?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-53028916061044696802008-06-26T18:08:00.001-07:002008-06-26T18:08:58.453-07:00<span xmlns=''><p/></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-5302891606104469680?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-73734442982776599952008-06-14T17:06:00.001-07:002008-06-14T17:06:55.546-07:00Uma Rajada de Vento<p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Os dias passam, </font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">A lua muda.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Uma rajada de vento.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">O que se apaga </font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Se constrói</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Indo rumo ao firmamento.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Aqui se pede,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Aqui se implora;</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Aqui tu ris,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Ali na frente alguém chora.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Se desmontar e remontar</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">É porque há inconstância.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra destruir algum caminho</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">É só usar a ignorância.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">E os dias passam,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">A lua muda,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Com uma rajada de vento</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Se estais aqui e não ali</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">É a mudança de um momento.</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra não morrer,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra não perder,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra não mudar,</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra não amanhecer...</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">É só rezar:</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pro dia não passar</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra lua não mudar</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Pra não desaparecer </font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4">Em uma rajada de vento!</font></p> <p><font face="Harlow Solid Italic" size="4"></font></p> <p><em>Diolene Machado</em></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-7373444298277659995?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-8170134068335573302008-06-01T19:00:00.000-07:002008-06-01T19:04:58.100-07:00Menina Desaparecida<p><a href="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SENVGAVEczI/AAAAAAAAAFk/mRP4gapvtJk/image%5B6%5D.png"><img height="274" alt="image" src="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SEAPywVEcwI/AAAAAAAAAFs/Zu9_gce_hls/image_thumb%5B5%5D.png" width="217" /></a></p> <p align="justify">Quando vemos casos como esses de desaparecimento fica difícil acreditar que o ser humano ainda tem jeito. Mas os que ainda tem um pouco de sanidade devem se unir em favor dos que precisam. A maldade ficaria mais fraca diante da união dos justos. Olhem para essa menina linda e cheia de vida. Se você a ver  por favor entre em contato com os pais dela. Podem ligar a cobrar. </p> <p align="justify"><strong><font size="4">"Para o triunfo do mal basta que o bem não faça nada"</font></strong></p> <p align="justify">Por Favor, Ajudem esses pais. Se a ver ligue para <font size="4"><strong>(21) 7826-9408</strong></font></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-817013406833557330?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-1233845772822004512008-06-01T18:29:00.000-07:002008-06-01T18:53:30.414-07:00Série Profissões - O jornalista<p align="justify">Oi blogueiros, hoje eu começo uma série sobre as profissões. Quem nunca se deparou com dúvidas a cerca deste assunto? E aquele frio na barriga do dia do vestibular... Você pensa, “será que serei feliz com essa escolha?” O que determina a escolha de uma profissão depende das características pessoais de cada pessoa, e de tudo o que a envolveu até aquele momento. Nada impede, no entanto, que alguém desista de um curso e resolva prestar vestibular novamente. O pior profissional é aquele que não se sente realizado com o seu trabalho. A conseqüência sobre sua decisão recai também sobre as pessoas que se envolverão com ela. Mas para não restar dúvidas o melhor é pesquisar bastante antes de decidir. Essa série vai ajudá-lo.</p> <p align="justify"><strong><font size="4">O jornalismo</font></strong></p> <p align="justify"><strong><font size="4"><a href="http://lh3.ggpht.com/diolenemachado/SENSfwVEcxI/AAAAAAAAAFU/R6oWYRsfQiU/Jornalista1%5B9%5D.jpg"><img style="margin: 10px 15px 5px 5px" height="159" alt="Jornalista1" src="http://lh5.ggpht.com/diolenemachado/SENSkQVEcyI/AAAAAAAAAFc/eanVgwLCBSs/Jornalista1_thumb%5B7%5D.jpg" width="186" align="left" /></a></font></strong></p> <p align="justify">Quem decidir ser jornalista dificilmente vai ter uma frase de incentivo para se apoiar. Os profissionais dessa área tentam a todo custo te fazer desistir. O salário não condiz com o esforço diário. É necessário paciência, estudo, pesquisar bastante e ter uma lista de contatos bem rechonchuda. </p> <p align="justify">Essa profissão é para os apaixonados, por ela claro. Porque não dá para curtir outras paixões, sem ser chamado durante este tempo para uma reportagem urgente. Ou ser acordado em plena madrugada para fazer uma matéria.</p> <p align="justify">Os escritores são imortais porque se eternizam através de suas palavras. Já os jornalistas são os maiores dos mortais. E como morrem!!! São torturados, humilhados, e outras cossitas mais, justamente por suas palavras. Morrer não significa ser consagrado. Significa ser calado, no direito mais importante do ser humano, o de falar. </p> <p align="justify">Por isso quem espera o glamour da profissão, não vai se decepcionar totalmente, porque você realmente vai ter oportunidades que poucos possuem. Como falar com o presidente, visitar lugares inusitados ou estudar assuntos variados continuamente. Mas quem espera ser modelo cuja função é ler TP (aparelho localizado em baixo da câmera para ajudar na leitura da matéria), tire o cavalinho da chuva. Aquelas belas pessoas que apresentam o jornal são muito inteligentes e preparadas. Não “subiram ao palco” desfilando em passarelas, eles estudaram bastante para isso (nada contra a profissão de modelo).</p> <p align="justify">O jornalista é um adaptador dos fatos. Cada notícia tem que ser dada de u  ma forma determinada por cada meio. Não basta escrever bem tem que saber comunicar. O jornal impresso tem que aprofundar e dar notícias. A revista aprofunda mais que o jornal impresso e fala sobre assuntos que fogem do factual. O rádio tem que ter uma linguagem mais simples, com um texto mais curto e direto. A Tv segue o padrão do rádio, mas exige um cuidado com imagens. A internet tem que ser mais imediata, com notícias curta, porque o internauta quer agilidade. E o jornalista tem que estar adaptado a cada uma dessas exigências, e das que virão.</p> <p align="justify">Claro que só quem realmente é apaixonado por essa profissão chegou ao final deste texto. Existem inúmeras razões para você desistir. E outras para continuar. Só sua determinação e afinidade é que o fará decidir por essa ou aquela profissão.</p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-123384577282200451?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-51802171877365541072008-05-19T18:55:00.001-07:002008-05-19T18:55:08.798-07:00Vocabulário Pattyco<p><b>Abalar</b>: Arrasar, estar linda.</p> <p><b>Anyway</b>: Do inglês, de qualquer forma.</p> <p><b>Antipattyco</b>: pessoas que não gostam de pattys e boys.</p> <p><b>Babado</b>: expressão arrancada do vocabulário gls e clubber, significa confusão.</p> <p><b>Balada</b>: sair para se divertir, geralmente à noite, festa.</p> <p><b>Básico</b>: quase como “clean”, visual limpo.</p> <p><b>Boy</b>: Playboy.</p> <p><b>Clean</b>: visual limpo, sem exageros.</p> <p><b>Chocar</b>: Impressionar.</p> <p><b>Cocó</b>: Menina Galinha, que fica com muitos meninos.</p> <p><b>Cocota</b>: Menina que usa calça lilás da Riachuelo.</p> <p><b>Dar um tapa</b>: Levantar o visual, se produzir.</p> <p><b>Eco</b>: Jovens aspirantes a patty ou boy.</p> <p><b>Fashion</b>: Tudo o que está realmente no grito da moda.</p> <p><b>Fashion-Victim</b>: Vítimas da moda, pessoas viciadas em moda que jogam o guarda roupa inteiro fora a cada coleção.</p> <p><b>Fifi</b>: É aquela patty excessivamente peruinha, que vai para o colégio de bota.</p> <p><b>Fofo:</b> Bonito.</p> <p><b>Fofy’s</b>: fofa ou querida.</p> <p><b>Hi</b>: cumprimento, ola.</p> <p><b>Hype</b>: O que está em alta, na boca do mundo. Último grito da moda.</p> <p><b>Ímpar</b>: Alguma coisa que não tem igual, que é o máximo.</p> <p><b>In</b>: Tudo o que está no auge da moda.</p> <p><b>Look</b>: Visual, aparência.</p> <p><b>Mano</b>: Suburbano.</p> <p><b>Miga</b>: Amiga.</p> <p><b>Mina</b>: Garota.</p> <p><b>Môre</b>: Amor ou amiga.</p> <p><b>Na night</b>: Qualquer lugar à noite.</p> <p><b>Necessaire</b>: bolsinha salva-patty-e-boy, onde está tudo o que eles precisam para se manter em ordem mesmo estando fora de casa.</p> <p><b>Out:</b> Tudo o que está fora de moda, como brega e unfashion. Está por fora, feio.</p> <p><b>Passado</b>: Que está fora de moda.</p> <p><b>Show</b>: Aquilo que é legal, quase como “tudo”. De mais.</p> <p><b>Tudo</b>: aquilo que é realmente maravilhoso.</p> <p><b>Unfashion</b>: O contrário de fashion. Uma pessoa brega, que não é patty.</p> <p><b>Well</b>: Do inglês, bem.</p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-5180217187736554107?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-92233575101437440272008-05-08T16:54:00.001-07:002008-05-08T16:54:27.727-07:00Entrevista com a Estátua – Ruy Barata<h3 align="justify"><a href="http://lh5.ggpht.com/diolenemachado/SCOSmCqBJjI/AAAAAAAAAE0/nuOxlGRA3sU/P9240007%5B37%5D.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; margin: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="177" alt="P9240007" src="http://lh5.ggpht.com/diolenemachado/SCOSrCqBJkI/AAAAAAAAAE8/55u2-VukIoY/P9240007_thumb%5B35%5D.jpg" width="215" border="0" /></a> </h3> <p align="justify">Em uma ensolarada manhã amazônica, o boêmio, dvogado, cartorário, revolucionário, futebolista, jornalista,sambista, letrista, (Ufa!), professor, escritor, pesquisador, tradutor, ator, tenor, corregedor, consultor e “mocorongo*” <b>Ruy Guilherme Paranatinga Barata</b> (1920 - 1990) abriu as portas do Parque da Residência, sua atual moradia, e nos recepcionou em seu confortável banco para um descontraído papo.</p> <p align="justify"><strong>Como uma pessoa pode ser tantas coisas em uma só vida?</strong></p> <p align="justify">Eu não planejei passar por tantas profissões. O Paranatinga (o Rio de Águas Claras) me levou...  Acho que meu senso de justiça social e o exemplo de meu pai me levaram ao Direito, ao Jornalismo e à Política. Naquela época Direito e Literatura possuíam grandes afinidades, a bem dizer andavam de braços dados(...). E a música é consequência do fazer poético.</p> <p align="justify"><strong>Não bastou pra você ser letrista, era preciso ter um filho músico.</strong></p> <p align="justify">A quem passaria meu canto quando meu canto passasse? O Paulo André foi um <u>parceirão</u>. Costumo dizer que nossa arte é uma trágica ópera tapuia, prenunciadora de um mundo que vai desaparecendo.</p> <p align="justify"> <strong>Você recitou e cantou a Amazônia. Santarém foi sua maior inspiração?</strong></p> <p align="justify"><b>Ruy Barata</b> – Santarém, essa velha cantiga...(pausa)</p> <p align="justify">Acho que o clima musical de Santarém, algumas aulas de piano, a ruma de seresteiros, o conjunto que tocava músicas de ernesto Nazareth tudo isso junto, deve ter fabricado em mim o gosto de compor.</p> <p align="justify"><strong>Você tem fama de boêmio. Porque será?</strong></p> <p align="justify">(Cantando) “Rio abaixo, rio acima, minha sina cana é, só de pensar na mardita me alembrei de Abaeté**” (risos).</p> <p align="justify">Não sou literariamente um boêmio. Nem sei se sou boêmio. Honestamente não sei. Só sei que bebo e frequento bares. <i>Bar do Parque?</i> Excelente cobertura – o céu de Belém. É o lugar onde bebo. E o lugar onde bebo é um lugar sagrado. O poeta gosta de birita. Tranquilo. Certa vez em um jantar em minha casa, D. Noca aproximou-se zelosa e disse: - “Meu filho, não beba demais”. E eu respondi: - “Nem de menos, mamãe”.</p> <p align="justify"><strong>E o “papão”? Tem jeito?</strong></p> <p align="justify">Nossa! Nem me fale, é lamentável! Sou “papão” doente. Às vezes fico aqui parado (literalmente), pensando quanto desgosto para o seu Alarico. Logo o papai, que foi um dos fundadores do Paissandu (Era assim mesmo que se escrevia Paysandu).</p> <p align="justify"><strong>O que você considera o seu lado B?</strong></p> <p align="justify">Adoro cozinhar. Cozinhar supre pra mim uma habilidade manual que nunca tive. Quem não sabe da cozinha de um povo, nada sabe sobre sua cultura. A dona Venância, minha cozinheira, costumava dizer que eu era cobrão numa salada.</p> <p align="justify">* Nascido ou natural da cidade de Santarém, Pará.</p> <p align="justify">** Cidade produtora de cachaça.</p> <p align="justify"><b>Por Diolene Machado</b></p> <p align="justify"><b>       Raphael Pacheco</b></p> <p align="justify"><b>       Suzana C. Lopes</b></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-9223357510143744027?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-72286393609897557382008-04-28T17:13:00.001-07:002008-04-28T17:13:32.727-07:00SOB A MIRA DO PRECONCEITO<p align="justify"><strong>Texto e fotos por Dandara Almeida</strong></p> <p align="justify"><a href="http://lh6.ggpht.com/diolenemachado/SBZntwucUaI/AAAAAAAAAEU/h3rHEUQBIeI/image%5B30%5D.png"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="171" alt="image" src="http://lh3.ggpht.com/diolenemachado/SBZn3AucUbI/AAAAAAAAAEc/6LvvVsJRs4E/image_thumb%5B26%5D.png" width="141" border="0" /></a> <a href="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SBZn-QucUcI/AAAAAAAAAEk/KoMWeecsHgc/image%5B27%5D.png"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="167" alt="image" src="http://lh6.ggpht.com/diolenemachado/SBZoEwucUdI/AAAAAAAAAEs/W0a9BWVeYt8/image_thumb%5B23%5D.png" width="165" border="0" /></a> Há milênios, o mundo viu a hanseníase com abominação, um sinal de impureza. De lá pra cá não mudou muita coisa. Existem registros dos primeiros leprosários desde o século XVIII, só no Brasil havia 101 deles. Mesmo depois de muitas décadas, o país ainda não conseguiu erradicar a hanseníase e nem o preconceito por trás dela. A Amazônia, por exemplo, é um dos maiores focos da doença.</p> <p align="justify">No dia 20 de janeiro de 1942 foi inaugurado o mais novo centro de sofrimento, dor e desespero, também chamado Hospital Colônia de Marituba. Isolado do resto da sociedade, tinha como finalidade internar pessoas portadoras de hanseníase. Mas havia um detalhe: a Colônia não era um hospital comum, mas uma prisão. Os doentes eram obrigados a viver trancafiados naquele lugar, sem nenhum contato com o mundo exterior.</p> <p align="justify">Havia relatos de pessoas que eram laçadas no meio da rua, um pequeno exemplo da</p> <p align="justify">humilhação que os hansenianos passaram por muito tempo. </p> <p align="justify">O governo alegava que essa era a melhor forma de evitar o aumento no número de pessoas contaminadas, mas não se preocupava em propor iniciativas de tratamento adequado para os internos. Ao contrário, eram tratados como “monstros do inferno”, como afirma seu Juvenal que chegou a viver na Colônia de Marituba. Essa imagem de demônios impuros estigmatizada pela sociedade, inclusive pelos próprios familiares dos enfermos, e a repugnância que a doença causava, fazia com que muitos doentes se entregassem aos guardas para serem levados ao leprosário mais próximo.</p> <p align="justify">Muitos foram obrigados a abandonar a família, tiveram seus filhos tomados, comiam alimentos estragados e trabalhavam com suas úlceras expostas às moscas. Embora resignados, contam com tristeza o que passaram dentro das colônias de isolamento. Quem tentava fugir era perseguido pelos guardas e levado para a cadeia. Colocavam sal no chão, para torturar ainda mais os rebeldes.</p> <p align="justify">Todo esse horror durou aproximadamente 34 anos. Em 1976, a nova política de saúde propôs que o portador de hanseníase não deveria mais ser segregado e sim tratado e reinserido no meio social. Com essa proposta, as 101 colônias em todo o Brasil</p> <p align="justify">deveriam ser transformadas em hospitais gerais e asilos.</p> <p align="justify"><b></b></p> <p align="justify"><b>VIDA NOVA</b></p> <p align="justify">Mesmo com essa nova medida, a Colônia de Marituba continuou funcionando com o regime de internação compulsória por mais 8 anos. O processo de transformação foi gradual e só finalizou em 1983 com a inauguração do Abrigo João Paulo II ,que sendo uma unidade especial da SESPA (Secretaria de Estado de Saúde Pública), tinha como principal objetivo prestar assistência médica e social aos pacientes oriundos da Colônia.</p> <p align="justify">Além disso, a área foi aberta a todas as pessoas que quisessem morar de forma independente. Ocorre que, com essa abertura os pacientes recuperaram o direito de viver com seus familiares, mas perderam a segurança. As terras vizinhas ao abrigo omeçaram a ser invadidas, assim como o sistema de abastecimento de água e a luz também passaram a ser usados indiscriminadamente.</p> <p align="justify">Considerando a insegurança e a precariedade das instalações físicas do Abrigo, foi elaborado um projeto de reforma geral pela SESPA em parceria com a SPSDP (Sociedade Pobres Servos da Divina Providência). O projeto teve como objetivo melhorar as condições de assistência geral aos pacientes idosos, portadores de deficiência física, seqüelados da hanseníase ou outras patologias.</p> <p align="justify">Em 4.638,80 m2 estão distribuídos o prédio da administração, um bloco onde funciona a cozinha, refeitório e vestiário, e outros onze pavilhões classificados de cordo com a condição física dos pacientes (dependentes, semi-dependentes e independentes). Somado a isso, o Abrigo João Paulo II dispõe de uma equipe multiprofissional com assistentes sociais, médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e dentistas.</p> <p align="justify">Além da melhoria do espaço, em 2000 o abrigo começou a oferecer atividades como oficinas de pintura, alfabetização para a terceira idade, passeios turísticos, entre outros. Todavia, por falta de recursos financeiros, tiveram de ser suspensos em 2007. “A direção já está providenciando a retomada da alfabetização. Porém, promover certas programações não depende só de dinheiro, mas também da disponibilidade dos próprios pacientes. Muitos não participam por debilidade física, e geralmente os mais velhos não têm interesse. Por isso, é difícil promover uma maior integração entre os próprios internos”, afirma Cláudia Gomes, assistente social.</p> <p align="justify">Mas essas não são as únicas dificuldades vividas por eles. Os moradores do Abrigo têmalgumas necessidades materiais. Muletas,cadeiras de rodas, bengalas e próteses são pagas do dinheiro deles. Muitas vezes, quem não pode comprar ou trocar esses instrumentos, convive com improvisos e precariedade.</p> <p align="justify"><b>OS PACIENTES</b></p> <p align="justify">O perfil dos pacientes do Abrigo se caracteriza pelo sexo masculino, paraenses com mais de 61 anos, com alto grau de incapacidade física, residindo há mais de 30 anos na área. A maioria tem alta por cura, mas permanece no local por problemas sociais ligados a perda do vínculo familiar. A renda é de dois salários mínimos com base na pensão do Estado e na aposentadoria por invalidez.</p> <p align="justify">Além dessas características, seu Juvenal com 89 anos ainda traz uma virtude que poucos no Abrigo preservam: a alegria de viver. Apesar de todas as seqüelas deixadas pela hanseníase, ele fala com carinho dos seus amigos e não tem problemas em falar de sua vida.</p> <p align="justify">“Ah! Minha infância foi muito triste. Quando tinha 13 anos fui tirado da escola porque apareceu uma mancha bem aqui (apontando para as costas). Os médicos me diziam que eu não podia andar na rua porque eu era leproso”,desabafa emocionado.”Até em casa minhas coisas eram separadas, me davam comida por debaixo da porta”, lembra e confessa seu desespero.”Quis me matar. Coloquei uma faca no meu peito e contei 1,2,3,4...Mas lembrei do sofrimento de Jesus por nós. Fui pro banheiro, lavei meu rosto e agora sou outra pessoa”. Seu Juvenal está no Abrigo João Paulo II desde o dia 5 de abril de 1942, não tem mais as duas pernas, nem os dedos das mãos e apresenta sérios problemas de visão. Agora sua família é seu único filho que o visita todo segundo domingo do mês.</p> <p align="justify">Pelos preconceitos sofridos e por vergonha das marcas da hanseníase, muitos internos não aceitam falar com estranhos, chegam a se esconder dentro de seus quartos para evitar qualquer aproximação. As mulheres são as mais resistentes.</p> <p align="justify">Porém, dona Raimunda Barros, 69 anos, aceitou apresentar sua casa. As deformidades nas mãos não a impediu de mostrar sua habilidade na cozinha, além de não interferir na sua vaidade, vive bem arrumada para receber suas visitas. Ela é maranhense e aos 19 anos contraiu a doença, mas só começou o tratamento quando veio para o Abrigo em 1960.</p> <p align="justify">Dona Raimunda tem a sorte que poucos hansenianos têm: o apoio dos parentes. “Minha</p> <p align="justify">família não tem medo de mim. Sou tratada com muito carinho quando a gente se encontra”, revela saudosa.</p> <p align="justify">Pelos corredores do Abrigo, Antônio Brasil, 96 anos, se locomove com um carrinho especial. Perdeu a perna direita depois de um câncer e a outra por problemas de circulação. Maranhense, seu Brasil, como é chamado, conta com entusiasmo que trabalhou em Porto Velho, Rondônia, na época da Borracha. “Vivia no meio do mato, não tinha medo”, diz mostrando com as mãos como fazia para “sangrar a árvore”.</p> <p align="justify">Mas a alegria dá lugar a uma expressão de desânimo misturado com conformismo quando fala da falta que sua família faz. “Agora sou sozinho”, comenta mostrando as poucas fotos que guarda.</p> <p align="justify">A assistente social Cláudia Gomes confirma que “eles , além de sofrerem pela doença, sofrem mais ainda pela falta da família. Muitos são abandonados, perderam a referência familiar, são muito solitários”.</p> <p align="justify"><b>CALMA, ELA TEM CURA!</b></p> <p align="justify">A falta de informação e o preconceito são respectivamente causa e conseqüência que aumenta o sofrimento dos hansenianos. Mas o que muitas pessoas não sabem, por exemplo, é que a partir do início do tratamento, o paciente não transmite mais a enfermidade. Conheça mais sobre essa doença milenar.</p> <p align="justify">ADQUIRINDO A DOENÇA</p> <p align="justify">Uma pessoa com o organismo vulnerável pode contrair o bacilo de Hanse através de gotículas de tosse, espirro, pela poeira ou em contato direto e freqüente com um paciente positivo que não iniciou o tratamento adequadamente.</p> <p align="justify">SINTOMAS</p> <p align="justify">Os primeiros sinais da hanseníase são manchas esbranquiçadas ou avermelhadas em qualquer parte do corpo , com formigamento, diminuição ou perda da sensação de calor. Num estágio mais avançado, o doente apresenta um engrossamento e dor nos nervos dos braços, pernas e pés. Além disso, o enfraquecimento das mãos e dos pés somado com caroços e inchaços no rosto e nas orelhas são outras características .</p> <p align="justify">TRATAMENTO</p> <p align="justify">Em princípio, deve-se fazer o exame da linfa (líquido que circula nos vasos linfáticos) que pode ser colhida nos glóbulos das orelhas, nos joelhos, cotovelos ou nas próprias lesões. Caso o resultado seja positivo, o paciente deve</p> <p align="justify">começar a se tratar o mais rápido possível.</p> <p align="justify">Doses supervisionadas de Dapsona, Clofazimina e Rifampicina uma vez por mês</p> <p align="justify">durante 6 meses para os casos com poucos bacilos e o dobro do tempo para os com muitos bacilos, vão provocar a fragmentação desses micróbios. Depois desse processo é feito um novo exame, se a doença persistir o paciente retomará o tratamento.</p> <p align="justify">SE CUIDE</p> <p align="justify">Ao menor sinal de hanseníase deve-se procurar um posto de saúde para saber se está com a doença. O tratamento é feito em ambulatórios sem a necessidade de internação. Os exames e os medicamentos são gratuitos, é um direito do cidadão. E lembre-se: pessoa em tratamento pode e deve conviver com a família.</p> <p align="justify">Ajude a combater esse mal.</p> <p align="justify"></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-7228639360989755738?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-75941277466755503562008-04-23T13:21:00.001-07:002008-04-23T13:22:23.272-07:00A Primeira Rua de Belém<p><a href="http://lh5.ggpht.com/diolenemachado/SA-aKQucUWI/AAAAAAAAADs/n4xOXIfVSrg/IMAG0015%5B22%5D.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="126" alt="IMAG0015" src="http://lh3.ggpht.com/diolenemachado/SA-aMwucUXI/AAAAAAAAAD0/abnBzk2gYts/IMAG0015_thumb%5B20%5D.jpg" width="151" align="left" border="0" /></a> Santa Maria de Belém do Grão Pará nasceu com a construção do Forte de Santo Cristo (do Castelo) pelo Francisco Caldeira Castelo Branco em 1616. Nessa época a cidade tinha apenas dois bairros: o da Campina e o da Cidade (Cidade Velha), onde foi aberto seu primeiro caminho, chamado Rua do Norte.</p> <p align="justify">A primeira rua de Belém foi demarcada logo após a construção do Forte de Santo Cristo no séc. XVII. Começava no Forte e terminava no início de uma mata fechada. Lá morava o capitão-mor Bento Maciel Parente, que acompanhava Castelo Branco na fundação do Pará. O capitão doou as suas posses aos Carmelitas Calçados e eles construíram uma igreja em homenagem à Nossa Senhora do Carmo.</p> <p align="justify">A Rua do Norte, hoje é a Siqueira Mendes. De acordo com a Lei n° 294, de 18 de junho de 1895 e votada pelo Congresso Estadual, foi autorizado ao Governo do Pará que fosse erguida uma estátua em homenagem a Manuel José Siqueira Mendes. Mas isso nunca aconteceu, e como prêmio de consolação, lhe deram uma rua. </p> <p align="justify">O Padre Siqueira Mendes nem mesmo era belenense. Nasceu em Cametá em seis de setembro de 1825, e ingressou no Seminário de Belém depois de terminar o primário (hoje o ensino fundamental) em Cametá.Ele atuou na política, jornalismo e educação. Ainda destacou-se como deputado provincial, deputado geral, vice-presidente de província e senador do Império do Brasil. </p> <p align="justify">A Siqueira Mendes se inicia no Forte, é percorrida por um vasto comércio e termina na Igreja do Carmo. Um retrato peculiar da época é contado pela própria rua. A guerra, o comércio e a religião eram as “palavras-chaves” da época em que ela surgiu.</p> <p align="justify">Estar no caminho que originou a nossa história nos empreguina de coragem, ambição e fé. Lá ainda estão traços da colônia misturados aos pontos comerciais, é como se pudéssemos viver ao mesmo tempo o absolutismo na arquitetura e o capitalismo no comércio portuário. </p> <p><strong>Autoria: Dandara Almeida e Diolene Machado</strong></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-7594127746675550356?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-77504254379462832322008-04-18T10:24:00.001-07:002008-04-18T10:29:58.297-07:00Um ciclo de catástrofes<p><b></b></p> <p align="justify"><a href="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SAjZOldlhwI/AAAAAAAAADQ/90OzmOuypGk/clip_image002%5B11%5D.jpg"><img style="margin: 0px" height="61" alt="clip_image002" src="http://lh4.ggpht.com/diolenemachado/SAjZQldlhxI/AAAAAAAAADY/TDfYQmogTjc/clip_image002_thumb%5B8%5D.jpg" width="83" align="left" /></a></p> <p align="justify">Ela já foi aquela paisagem pura, intocada pelas mãos devastadoras do homem. Mas foi só ele se apropriar da Amazônia, assim como do mundo, que um ciclo de destruição se estabeleceu. Um desses desastres é o superaquecimento global provocado pelo “efeito estufa”; efeito este que tem entre suas causas o desmatamento de grandes áreas florestais. Nós precisamos tirar as vendas dos olhos e procurar saídas para evitar um futuro sem perspectivas.</p> <p align="justify">Na região amazônica a substituição de mata pela pastagem tem predominado no processo de desmatamento. Para os pequenos agricultores, ela é a alternativa imediata para a valorização da terra degradada logo após as primeiras plantações anuais. Para os grandes latifundiários é uma forma de legitimação jurídica, aplicando-a para o estabelecimento da pecuária. A concentração de terra é o elemento fundamental no processo de degradação regional, porque expulsa pequenos agricultores para novas frentes, onde novos focos de desmatamento se iniciarão.</p> <p align="justify">As florestas amazônicas representam um reservatório significativo de carbono (cerca de 20% de carbono do planeta), absorvendo grande parte desse gás, considerado o principal causador do “efeito estufa” (aquecimento gradual da atmosfera provocado pela absorção e retenção do calor solar por certos gases). Isto significa que sua queima pode levar a um aumento substancial na concentração relativa de CO2 na atmosfera. Além disso, são liberadas grandes quantidades de gases causadores do efeito como o metano e o óxido nitroso.</p> <p align="justify">Tratando-se de um ciclo não podemos descartar o fato de que o fenômeno “efeito estufa” volta-se contra nossas ações. Afirmam especialistas, a exemplo do Instituto Nacional de Pesquisas espacial (ENPE), que a Amazônia pode virar Cerrado devido ao aquecimento global. Os efeitos das mudanças climáticas podem levá-la a um ambiente mais quente e seco, o que provavelmente levará a uma redução significativa das chuvas em grande parte da região. Essas mudanças poderiam causar grandes alterações nos tipos de ecossistemas encontrados na região – de florestas tropicais para Cerrado – e, conseqüentemente, extinção de espécies em várias partes da Amazônia.</p> <p align="justify">O governo brasileiro conseguiu reduzir em 52% o desmatamento da Amazônia nos últimos dois anos. Outra atitude para evitar as queimadas foi a criação de novas unidades de conservação federal, que atualmente já superam 50 milhões de hectares. Não podemos esquecer das Organizações Não Governamentais (ONGs) que travam uma luta incansável rumo a preservação. O consumidor, por sua vez, também pode contribuir para a diminuição das queimadas; o cidadão é quem consome a madeira que muitas vezes é extraída ilegalmente, com desmatamentos ilegais; ou então consome a carne da pecuária que invadiu a floresta com queimadas ilegais para plantar pastos. Se não protestarmos e nos movimentarmos contra a destruição da nossa Amazônia, no futuro a espécie humana só a conhecerá por fotografias, se existirmos para tal.</p> <p align="justify"></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-7750425437946283232?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-3480609840841992432008-04-14T19:14:00.001-07:002008-04-17T13:51:51.523-07:00Além do Horizonte<p><a href="http://lh6.ggpht.com/diolenemachado/SAe3sVdlhvI/AAAAAAAAADI/OsLmAt-YCIs/Forte%20do%20Castelo%5B29%5D.jpg"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="205" alt="Forte do Castelo" src="http://lh6.ggpht.com/diolenemachado/SAQPcFdlhnI/AAAAAAAAADM/m2ygxC2R3xw/Forte%20do%20Castelo_thumb%5B29%5D.jpg" width="291" border="0" /></a></p> <p><strong>Foto: Rafael dos Santos Furtado</strong></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-348060984084199243?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-54049023068306944462008-04-13T19:19:00.002-07:002008-04-17T19:10:30.271-07:00A interferência humana no aquecimento global<p align="justify"><span>“A extinção da espécie humana”. O aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão, um aumento da temperatura média da superfície da terra. É um processo natural que está relacionado com a órbita terrestre, mas que vem se acelerando pela interferência do homem. A ação do homem está relacionada principalmente com as emissões de gases de efeito estufa pelo desmatamento de florestas. O aquecimento global deve ser controlado, uma vez que, causará o aumento de enchentes e de regiões desérticas. <br />Esse fenômeno provoca o derretimento das calotas polares inundando as cidades costeiras. O nível do mar, por exemplo, subiria num nível catastrófico. Estudos sobre o assunto relataram que os 38 milhões de quilômetros cúbicos de gelo ao se derreterem, se transformariam em 33 milhões de quilômetros cúbicos de água que iriam parar no oceano. <br />O aquecimento global tem grande influência sobre o surgimento de regiões desérticas. O aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies de animais e vegetais fundamentais para a sobrevivência do homem. De acordo com o relatório da ONU, todo ano mais de 2000 quilômetros quadrados de terra se transformariam em deserto, pela falta de chuva. <br />No caso de não se tomarem medidas drásticas, de forma a controlar o aquecimento global é certo que teremos que enfrentar graves conseqüências. A diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos, são exemplos de como o aquecimento global pode influenciar não somente as atividades humanas, mas também os ecossistemas. O desenvolvimento de novas fontes renováveis de energia e a diminuição na emissão de CO2 na atmosfera é um grande passo para tentar amenizar a situação. Uma simples mudança hoje fará uma enorme diferença amanhã. </span></p> <p align="justify"><span> </span><span></span></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-5404902306830694446?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Rafael dos Santos Furtadohttp://www.blogger.com/profile/06938764251429568568noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-6238986405198621272.post-41911411926087875602008-04-10T16:12:00.000-07:002008-04-14T14:04:17.897-07:00Cotas para negros na universidade: mais uma forma de preconceito<p align="justify">Vivemos em um país de mestiços, o que torna um absurdo o preconceito racial. As cotas para negros são ainda mais: é um preconceito intelectual, nos remete a séculos de escravidão. Nos séculos dessa prática vergonhosa, o homem era subestimado não em sua capacidade física, mas considerado limitado intelectualmente para conseguir sua liberdade. O Darwinismo social ditava uma superioridade branca em relação a negros e mestiços que nunca existiu. Será que certas medidas do governo, como as cotas, não estão nos fazendo voltar no tempo? <br />Não sabemos qual é a cara do brasileiro, somos um país mestiço. Temos os traços das três etnias que formaram esse país: o índio, o português e o negro. Determinar quem é ou não negro aqui, chega a ser uma arbitrariedade. Durante a inscrição para participar da cota bastará declarar-se negro e apontar esta ou aquela característica. Na verdade o que irá ocorrer é uma escolha entre depender da cota ou passar com muito estudo e força de vontade, que são as reais condições para alcançar o espaço universitário. Só há glória no que conquistamos com muito esforço. Fazer um curso superior pressupõe fazer-se superior por meio de muitas horas de estudo e as cotas estão aí para banalizar a universidade e fazê-la excludente. <br />Os acadêmicos que passarem por meio dessa “vantagem” poderão sofrer exclusão e preconceito pelos colegas de curso. Qualquer falha poderá ser atribuída a um despreparo intelectual. E uma estadia que deve ser prazerosa no ambiente universitário pode tornar-se um inferno. Não podemos incluir através da exclusão <br />O negro nunca terá seu espaço se delimitar fronteiras entre etnias. Devemos lutar por sermos iguais apesar de cada peculiaridade. É em cada rosto diferente que reside a beleza desse povo. Somos iguais perante os direitos e não podemos tirar vagas daquele que merece por seu esforço, para dar essa vaga a outro apenas pela diferença de cor de pele. <br />Devemos lutar pela melhoria da educação. Essa base que é muitas vezes esquecida pelo governo é quem vai liderar a sociedade do futuro. Se melhorarmos as condições das escolas públicas não precisaremos delimitar um espaço, uma fronteira entre negros e brancos, não precisaremos voltar ao passado. Devemos lutar pela democracia de nossas diferenças e pela peculiaridade do nosso “rosto” brasileiro. </p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6238986405198621272-4191141192608787560?l=dijornalismo.blogspot.com'/></div>Diolene Machadohttp://www.blogger.com/profile/11260526600419753413noreply@blogger.com0