tag:blogger.com,1999:blog-61894812009-02-21T17:02:25.706Z.Bugsnoreply@blogger.comBlogger78125tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1147104365711575562006-05-08T16:56:00.000+01:002006-05-10T03:58:36.196+01:00Sem Aproveitamento Oiço o murmúrio,Baixo ruído que incomodaMente inquieta que reageToque de saída,Dispara a ansiedade,Não consigo controlarÉ mais forte que eu.Os fins que tenho e quero atingir,Parecem muros altosDa fortaleza impenetrável que me encerra…Esforço-me pouco, assim não chego lá,Mas vontade é algo que falhaQue não tenho, ou escasseia.Voar quero mas não consigo sair do Bugsnoreply@blogger.com24tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1146179097364078852006-04-27T23:58:00.000+01:002006-04-28T00:04:57.383+01:00Noite A noite inspira-me calmaNoite de cheiro a verãoAgradável, serena,Estar só, hoje não queriaMas teve de ser…O ruído desta horaEnche a rua de vida própriaSeres da noite que vagueiamCalçada abaixo, sem destino certo. Vejo deus ao dobrar da esquinaEm todo o lado,No mendigo que pede esmolaNo miúdo que morre de fomeNa pobre mãe que enterra mais Bugsnoreply@blogger.com12tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1144898773469271502006-04-13T04:06:00.000+01:002006-04-13T04:26:13.603+01:00Procissão da penúria A fé saiu à ruaAprumada de luxúriaDe cobiça, de escárnio e mal dizer…Agrupam-se em filasDesnudam o Cristo que lá vaiDelatam a vida do vizinhoQue cego e surdo não vê, não ouve.Custa caminhar sem olhar para o lado?Não se vive sem destruir?Porquê falar do que não nos competeFalar do que a outros até compromete…Porquê?Bocas de língua Bugsnoreply@blogger.com14tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1144480390743380432006-04-08T08:04:00.000+01:002006-04-10T12:35:03.490+01:00Bom dia A luz ainda ténueSacode o ar da noite friaRompe o opaco crepúsculo,O orvalho que canta doce melodiaDe pequenas gotas pautada,Lava a cara de uma cidade que acordaE ainda se espreguiça num último bocejo.Se há cidades que nunca dormemA minha repousa quando pode.Ouço o chilrear dos pássarosPor entre a neblina que levantaUm dia em cheio que Bugsnoreply@blogger.com8tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1144148236816394032006-04-04T11:48:00.000+01:002006-04-04T11:57:16.826+01:00 Procuro padrões nos rostos que passam,Sequencias lógicas de conceitosAlgo que explique o porquê da ignorância.Quantos não queriam ter mais sorte?Desacatos simples sem causa aparentePara alem da clara falta de saber…Encho-me de maus sentimentosDisparo em todas as direcçõesAcerto onde quero mas principalmenteOnde não quero, em quem não quero.Será sina magoar Bugsnoreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1143539611027913232006-03-28T10:50:00.000+01:002006-03-28T11:30:54.300+01:00Minha GueixaO sol rompeu no limiar dos céusComo gueixa que se insinuaE dança por detrás do biombo de nuvens,Seduz – me como homem que anseia seu toqueO calor que alenta mais um dia.De gestos leves, delicados,Raios de luz ténue, morna,Que aquece a alma, pouco mais…O vento quase que seu dono,Hoje mais frio,Corta-me o rosto,Proxeneta sagaz aguarda o lucroNão a deixa abusar do seu poderDe dama sedutora, sol que Bugsnoreply@blogger.com9tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1142940283542992632006-03-21T11:19:00.000Z2006-03-21T12:13:33.500ZParar o tempo Já quis parar o tempo,Suster as águas,Soprar contra o vento…Louco fui enquanto acreditei!Mas um pouco mais feliz por certo!Imagino um instante fixoO mundo bloqueado numa fracção de nadaO som abafado que deixa de se propagarNo vácuo que criei,Gestos presos no meio de uma qualquer acçãoQue agora pouco importamPois eu sou oBugsnoreply@blogger.com10tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1142208781489471192006-03-13T00:01:00.000Z2006-03-13T00:18:21.306ZMarcha Fúnebre Pela janela vejo o velório que passaO céu escuro que choraA minha falta de esperança.O desânimo mata cada pedacinho de mimAté à mais ínfima réstia de força.Um passo para a frente a tentar chegarDois para trás, sinto-me desesperar.Pouco é o que me restaJá muito tenteiMas na balança do mundoO contrapeso não esta para mim…Em marcha fúnebre Bugsnoreply@blogger.com9tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1141166800945669562006-02-28T22:31:00.000Z2006-02-28T22:46:40.990ZSilencioA magia perde-se a cada segundoCada momento a maisArrasta o que já foiPara o que nunca mais será…O silencio que me atrapalhaQuando a dois não sei o que falarÉ agora apenas o que precisoPara me encontrar, tentar voltar.Preciso da solidãoDo recanto escondido, a sós,Minha alma exposta a si mesmaNada mais, apenas eu,Quero estar só, reflectirAfastar os demónios antigosLembranças passadas de más Bugsnoreply@blogger.com6tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1139800217495749282006-02-13T03:05:00.000Z2006-02-13T03:10:17.506ZDestinoO que é preciso para ser grande?Para ser melhor? Para ser o quero ser?Sinto raiva a pulsar-me no corpoO ódio que me sintoPor esta apatia,Por esta estupidez que não entendo…Será o meu destino?Ser um inútil ou quase?Se for que venha eleE dele não vou fugirPara quê? “Servo -…senhor esta manha no mercado senti um toque nas costas por entre a multidão, quando me voltei era a Morte, ela fez-me um Bugsnoreply@blogger.com8tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1139367436296370522006-02-08T02:53:00.000Z2006-02-08T02:57:16.306ZFuturoParo e observo o passadoO meu passadoTantas alegrias, tantas tristezas,Sou feliz? Talvez…Sou feliz!O meu presenteUm instante ténueEntre uma inspiraçãoE a expiração seguinteO saldo entre vitórias e derrotasSucessos e insucessos,Estou com saldo negativoEstou farto de perseguir sonhosObjectivos que insisto em falharUm depois do outro,Um dia acordarei já no futuroQue então será presenteE desta Bugsnoreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1139038242343579882006-02-04T07:27:00.000Z2006-02-04T07:33:33.553ZCansado Chego ao fim de mais uma noite,Cansado, quase morto, faz parte…Recolho o último copoComo se recolhesse a minha própria almaAgora neste preciso momento,Cheia de nada, de tudo quanto a não encheOca, como cada copo com restos de tudo.Brilho que se perde quando as luzes se apagam,Quando as estrelas no céu não Bugsnoreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1138875487814278392006-02-02T10:12:00.000Z2006-02-02T10:22:28.506ZRetratosPinto retratos no céu,desenhando traços teus...Junto estrelas e rosase formo áurease luas formosas...Rasgo corese cozo amores...Planto jardinsde eterno amor...Queria poder esquecer-tee de ti não depender,Mas amo-te de tal forma,que sem ti não dá para viver...in Syncope/2004Agora finalmente em casa!!Red Boys ESTAÇÃOnoreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1138660223901513722006-01-30T22:29:00.000Z2006-01-31T11:10:06.050ZDo Zero<?xml:namespace prefix = o />Olho para trás, o caminho ja vai longoDesde a ultima visita a esta paragem.Muita coisa mudou, muita coisa permaneceu,Muito perdi, muito ganhei…Das verdades que tinha com certasComo inalteráveis, nada ficou.Como aquele demónio que me encheuDe falsas alegrias,Que me disse ao ouvidoTu já não és teoria zeroTu já não és…E tudo foi bem e tudo foi,Como o efeito de uma droga Bugsnoreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1089400857977648132004-07-09T20:20:00.000+01:002004-07-09T20:20:57.976+01:00Por um momento...Estou parado no transito,
Não resisto à tentação deste momento.
Pego na caneta e na folha em branco,
E deixo que ganhem vida.
O sinal não quer abrir lá fora,
Mas cá dentro a luz verde do pensamento
Há muito que acendeu,
E as emoções brotam em mim.
Olho em volta,
Pessoas apressadas, perdidas no tempo,
Sufocadas com o seu quotidiano,
Atrasadas por este sinal que não cede.
Vejo estandartes de Bugsnoreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1088450086435448862004-06-28T20:10:00.000+01:002004-06-28T20:14:46.436+01:00Cuidado...Não consigo dormir,
Não sei que se passa,
Talvez porque me chegaram rumores
De outros tempos, que sem querer,
Remexem no entulho de uma antiga rua,
Por onde um dia minha alma vagueara.
Não que me faça relembrar com saudade,
Pelo contrario, até receio,
de tudo ver de novo acontecer
com alguém que prezo,
um “rato” amigo cá da vizinhança.
E que esse pobre “rato”,
Sabendo eu manhoso e sabido
Não Bugsnoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1087443494470786562004-06-17T04:37:00.000+01:002004-06-17T04:38:14.470+01:00Com TempoMais um objectivo com data marcada,
Nova cruzada contra o tempo
Que cavalga desenfreado contra si mesmo.
Desta vez algo mudou
Garanhão bravo de passo arisco,
Hoje seguro as tuas rédeas, selvagem animal
Que corres sem parar…
Garanto o controlo sobre a negra fera
Que me rouba em cada instante
Escassos e preciosos momentos de uma vida
Que como todas caminha para o fim,
Só não parece se aperceber Bugsnoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1086834946299321392004-06-10T03:35:00.000+01:002004-06-10T03:35:46.300+01:00Aprendo o SimplesOlho a folha em branco
E atento na pureza do simples.
As linhas da tristeza antiga já não se lêem.
Desbotaram folha fora
Depois de tantas lágrimas vertidas…
Confuso passado de que agora me rio.
Hoje igualo dois termos na minha vida
Felicidade e simplicidade.
Ás vezes complicamos o que não devíamos,
Quase que como um a habilidade
Que aprendemos ainda novos,
E depressa se torna um vício enraizado Bugsnoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1086053929538479292004-06-01T01:18:00.000+01:002004-06-01T02:38:49.540+01:00Missão quase impossivelSerá assim tão difícil?
Por vezes o instinto humano
Torna isto quase impossível…
Se um dia Outro partilhara com doze o seu atroz destino,
Hoje eu partilho convosco,
Cinco novos apóstolos deste meu testamento,
De amizade, amor,
Desta imensurável felicidade que se nos apruma.
Se as minhas mãos fechasse agora
As vossas sentiria,
Transmitiam-me o calor dos vossos corações…
Calor de puro sentimento
Bugsnoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-108493364023705982004-05-19T03:24:00.000+01:002004-05-19T03:40:11.550+01:00Sopro de VidaJá passou tempo desde que tudo mudou,
As lágrimas secaram à pressa
E por estranho que pareça ainda respiro…
Sinto-me mais vivo até,
Tão vivo que por vezes tento aspirar de uma só vez,
Toda a alegria que me rodeia.
Os dias eram cinzentos, tristes, tétricos, de tormenta…
Os dias mudaram e eu também.
Olhei-te na ponta do balcão calma, confiante, cordial.
Por momentos ainda hesitei mas nos teus Bugsnoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1084512709211231432004-05-14T06:22:00.000+01:002004-05-14T13:29:41.026+01:00FatalidadesPromessas incompridas,
Hipocrisia eterna...
Vil mundo feroz,
No qual sou apenas um servo.
Incompreensão fatal...
Rastejo no asfalto,
Esvaiado em sangue...
A cada facada morro,
Uma vez mais...
Sou a cunha da árvore,
Inútil naco na sua vida.
Mas porquê?Porquê???
Que momento me condenou,
A esta sôfrega clausura pedinte?
Fria e calculista...
Complexa e sabotada...
Chegou a morte,
Arritmia emotiva...Joaonoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1084029760045311752004-05-08T15:31:00.000+01:002004-05-08T16:27:09.496+01:00ConcertoNo palco brilham,
Como estrelas no céu.
Inundam a sala de ornatos...
Jogos de luz percorrem o teatro...
Silhuetas formam-se a cada foco...
Uma leve voz levita...
Eruditas palavras ecoam...
Acalmia impulsiva.
Abundantes instrumentos,
Compõem a música,
Sedutora, suave, simbólica,
Que penetra, no corpo anestesiado,
Através de ondas em espiral,
Alcançando o coração... (toca-o)
...libertando emoções..Joaonoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1083696097736650022004-05-04T18:59:00.000+01:002004-05-04T19:45:29.700+01:00IntrospecçãoEscrevo sem rumo,
Vivo o deserto de palavras,
Clausurado nos monólogos,
Encenados com o ego.
Neste inóspito local,
Sobrevivo a cada dia,
Graças ao soro biótico,
Que corre nas veias.
A tristeza colou em mim,
Tormenta de emoções,
Sensíveis a cada impulso...
Morram!!! Morram!!!
Sentimentos vãos...
Causas do caos neurótico.
Reviro conflitos intrapsíquicos,
Distorcidos pelo tempo...
Indago o Joaonoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1083199897703192302004-04-29T01:24:00.000+01:002004-04-29T01:55:53.500+01:00SaudadesOlá! Rapariga destemida,
Viajas em busca da sorte,
Repleta de coragem e determinação.
Flutuas suavemente nos céus,
Impregnas o ar do teu perfume,
Que inalo de olhos fechados,
Desviando por instantes as saudades.
Milhas naúticas nos separam,
O mar, ondula ao teu jeito,
Desconcertado, brilhante, imenso,
Enérgico na rebentação.
Olho os céus...
Rogo a uma nuvem que te traga,
Empurrada pela brisa Joaonoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-6189481.post-1082693743108056322004-04-23T05:15:00.000+01:002004-04-23T05:26:34.750+01:00Peça de BarroOs dias sobrepõem-se penosamente
Em camadas de entulho humano.
Despojos do meu ser que se me apartam e petrificam…
Reparo no sujeito do vidro,
Uma sombra do que já foi.
O tempo que passou sem se ver,
Dia após dia, noite após noite.
Sonho após sonho…
Olho-me com desprezo, questiono-me:
Quem sou?
Quem é este personagem em que vivo?
Que é este vil ser que me tornei?
Não me reconheço…
Moldaste-me Bugsnoreply@blogger.com0