tag:blogger.com,1999:blog-60126082008-07-24T11:44:08.135+01:00O MonárquicoDiogonoreply@blogger.comBlogger328125tag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-86583378789178643362008-07-24T11:19:00.009+01:002008-07-24T11:44:08.157+01:00<strong>A mentira da verdade</strong><br /><div></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226525107217298450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SIhY5MlY9BI/AAAAAAAAAMs/5NXnP1BulbE/s320/09_MVG_mun_maddie.jpg" border="0" />O caso McCann foi um caso notável de dinheiro dos contribuintes mal gasto. Entre diligências intermináveis que não resultaram em nada, poderes mal concentrados e muitos recuos, eis que o processo chega ao fim. Não sei o que aconteceu a Maddie McCann, nem me atrevo a fazer conjecturas, mas sei que um crime foi cometido e os culpados andam à solta.<br /><div><br />Gonçalo Amaral é o homem que apareceu na comunicação social de todo o mundo com a camisa aberta a mostrar o peito e o cordão de ouro. Tem aquele ar típicamente português que normalmente é enxovalhado lá fora. O caso que apresenta no livro <em>A verdade da mentira </em>não tem ponta por onde se lhe pegue e assusta pensar que qualquer crime em Portugal possa ser provado de forma tão superficial e ligeira. Mas mais difícil de aceitar é o seu tom vingativo. Faz pensar. Sabemos que na teoria a justica foi criada para proteger a sociedade de pessoas que atentam contra a sua estabilidade, paz e harmonia. Mas perguntamo-nos agora quem defende os cidadãos da investigação descontrolada e da justiça que é tudo menos cega. Ninguém, adianto eu.<br /><br />Acredito que a PJ do Algarve faça um excelente serviço em matérias como o contrabando de droga, mas esta não foi a primeira vez que revelou problemas em casos de homicídio. Pode até não ser tão incompetente como parece, mas não revelou qualquer sensibilidade a trabalhar com a imprensa. Pior, mostrou estupidez crónica. Tentou utilizar a comunicação social, mas a forma como o fez foi precipitada e inconsistente. Quem pagou foi Gonçalo Amaral e foi possivelmente injusto pelo curriculum que foi acumulando, em outras áreas, ao longo dos tempos. </div><div></div><div></div><div></div><div>Neste caso a única verdadeira vítima foi uma pequena criança a quem foi brutalmente roubado o futuro, de seu nome Madeleine McCann. Onde quer que esteja, costuma dizer-se que estará melhor do que aqui. Mas há um mundo inteiro que sentirá a sua falta.</div>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-32204250462646304332008-06-19T23:32:00.003+01:002008-06-19T23:47:25.816+01:00<strong>Abre os olhos!</strong><br /><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213724409817298402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SFreuivxdeI/AAAAAAAAAMk/jjmKAqDHY04/s320/ricky.bmp" border="0" /><br />19h20, Av. Boavista, Porto. O trânsito está insuportável e uma possessão demoníaca invade os condutores, que passam sinais vermelhos e buzinam por tudo e por nada. Cataclismo? Terramoto? Meteoro? – Não, é a selecção nacional de futebol que vai jogar, “a equipa de todos nós”! Os heróis nacionais, aqueles por quem se põe a bandeira vermelha e verde às janelas e nos carros, aqueles por quem o povo suspira.<br /><br />O assunto do mês é a selecção portuguesa, não o futebol. Mesmo para quem odeia desporto, apoiar a selecção nacional é uma forma superior de patriotismo e de amor pela nação. Nunca um investigador que passa os dias a descobrir formas de lutar contra o cancro, ou um homem que o superou. Estes normalmente são sujeitos à habitual inveja e mediocridade do povo, que arranja sempre motivos de crítica.<br /><br />Quem nunca está sujeito a críticas é o “onze maravilha” - ao fim e ao cabo um bando de meninos mimados, pôdres de ricos, ganhando mensalmente valores impensáveis para um português que ganha uma miséria. Meninos mimados que não têm noção da labuta diária e do sofrimento por que passam milhões de portugueses, só para porem pão à mesa. Meninos mimados que não têm a mínima ideia sobre o que é o patriotismo, o amor pela bandeira, que jamais morreriam pelo país no mato da Guiné ou nas ruas de qualquer região perdida no mundo.<br /><br />Portugal merece a alucinação colectiva destes dias, os jogadores de futebol (por mais geniais e formidáveis que sejam) não. Portugal merecia que esta alucinação se prolongasse no tempo e no espaço, que se falasse do país por razões válidas. E que não se criticasse tanto e se fizesse tão pouco, principamente na altura das eleições. Portugal merecia que o povo se mobilizasse para ultrapassar a República Checa no índice de desenvolvimento humano, que tentasse ter maior confiança económica do que Marrocos, que pudesse chegar ao PIB per capita do Chipre.<br /><br />O jogo está quase a terminar e o comentador diz, “Portugal está partido em dois” – mas logo depois tem um segundo de lucidez, “Portugal? Salvo seja, a selecção portuguesa de futebol!”.<br /><br />Coloquei esta fotografia, não para crucificar o mesmo homem que há dois e quatro anos foi herói nacional. Esta fotografia é a imagem do povo português, que é levada ao extremo nestes eventos futebolisticos: fechar os olhos quando uma crise se aproxima. Fechar os olhos aos problemas do país, à miséria na saúde, na economia e na educação. Fechar os olhos e colocar a esperança em algo que lhes é inatingível e supérfluo. Abre os olhos!Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-43709512382183735632008-06-07T12:20:00.002+01:002008-06-07T12:38:26.093+01:00<strong>A invasão do Porto</strong><br /><br />Ontem foi dia de protesto no Porto. Centenas de camionistas bloquearam a cidade, as suas entradas e saídas, com buzinões fortes, muito barulho e confusão. O pretexto foi a subida da gasolina e uma forma de chamar a atenção ao Governo autista que temos.<br />O Porto, sempre o Porto. Foi preciso vir para o Porto fazer barulho, para se ouvir em Lisboa? O Porto, que tantas vezes tem sido ostracizado ao longo dos anos pelo poder central, que tem pago as obras públicas a sul e também quem mais sofre com os erros governamentais, as portagens e o incompetência sulista. <br /><br />Fazia muito mais sentido terem bloqueado as grandes distribuidoras, tal como foi falado a certa altura. Pelo contrário, o que se promoveu foi um dia para o gasto desregado e idiota do combustível que tanta falta nos faz: filas e mais filas, pára e arranca, buzinas e buzinões. E incomodando a população em geral, que não tem culpa nenhuma e paga todos os dias pela actual crise.<br /><br />A solução para este tipo de situações é difícil e só se poderá fazer face no futuro a crises semelhantes, através da prevenção e do estudo adequado dos mecanismos de preços. E isto aplica-se aos cereiais, ao petróleo e a qualquer outro bem essencial. Não sou a favor da regulamentação da economia por parte do Estado, mas é necessário que este intervenha sempre que há (como é o caso) desiquilibrios exógenos que afectem o sistema mundial.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-24068404169961726072008-05-09T23:50:00.000+01:002008-05-10T08:18:30.880+01:00<strong>Ensaio sobre a cegueira (de um escritor)</strong><br /><br /><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/r9S2KwhKGO8&hl=en&rel=0&color1=0x2b405b&color2=0x6b8ab6"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/r9S2KwhKGO8&hl=en&rel=0&color1=0x2b405b&color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object><br /><br />O livro "Ensaio sobre a cegueira" chega a Hollywood pelas mãos do realizador brasileiro Fernando Meirelles ("O Paciente Inglês", "A Cidade de Deus"). Protagonizado por Julianne Moore, Mark Rufallo e Danny Glover, "Blindness" é um thriller adaptado do romance do Nobel português da Literatura, José Saramago, que parte do caso de um homem que subitamente fica cego.<br /><br />Quando saiu o livro, fiz uma crítica para um blogue, em que dizia estarmos perante uma vulgar obra apocalíptica, da mesma estirpe que qualquer outro comum livro de bolso ou banda desenhada. Parece que o meu comentário foi premonitório.<br /><br />O realizador brasileiro revelou que fez pelo menos dez montagens do <a href="http://www.blindness-themovie.com/">filme</a>, depois de várias projecções nos Estados Unidos e Canadá, nas quais muitas pessoas abandonaram a sala por causa da cenas de violência.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-13849650370152160882008-05-08T17:33:00.000+01:002008-05-10T07:45:05.551+01:00<strong>The Hitcher</strong><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198635608785642178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SCVDiupdYsI/AAAAAAAAAMc/QvlwChY6PIg/s320/hitcher.bmp" border="0" />Dois estudantes viajam de carro numa estrada chuvosa e resolvem dar boleia a um desconhecido, aparentemente respeitável. Um pouco mais tarde vão perceber que acabam de tomar a pior decisão das suas vidas.<br /><div>É um remake de uma obra de 1986, realizado desta vez por Dave Meyers - que com um orçamento pequeno, consegue fazer algo mais do que muitos outros. Uma surpresa. Provavelmente um dos melhores filmes de terror do ano passado, com um magnifico Sean Bean.<br />Mais uma vez, a forma explícita como a violência decorre é absolutamente gratuita e desnecessária. Num ano em que foi rei um filme extremamente violento (Este País Não É Para Velhos), parece cada mais ser moda, o que é duplamente mau.</div>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-22438221593443719762008-05-07T07:24:00.001+01:002008-05-10T07:32:35.789+01:00<strong>Número 23</strong><br /><div></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198632924431082162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SCVBGepdYrI/AAAAAAAAAMU/BunSWuByfEM/s320/numero23.jpg" border="0" />Vigésima terceira realização de Joel Schumacher. Walter Sparrow (Carrey) fica obsessivo quando lê um livro chamado "Número 23", modificando a sua vida e mergulhando num mundo de manias e paranóia.<br />Jim Carrey está aqui muito bem, mas não é desta que tem uma performance que o faça ser desejado para um Óscar. Aliás, argumentos deste tipo só muito raramente são apreciados pela crítica e não estamos perante nenhum “Silêncio dos Inocentes”.<br />O argumento de “Número 23” esforça-se para ser original. Mas esforça-se demasiado e o resultado é uma sucessão de frases feitas e lugares comuns. Vulgar.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-19825144215192532102008-05-06T20:17:00.000+01:002008-05-07T20:22:13.898+01:00<strong>30 Days of Night</strong><br /><div><strong></strong></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197718306392920050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SCIBQs8YT_I/AAAAAAAAAMM/8JBooB9wb7s/s320/30-days-of-night-poster-0.jpg" border="0" />Uma cidade do Alasca fica um mês na escuridão, cenário vantajoso para um grupo de sedentos vampiros. Realizado por David Slade, com Josh Hartnett, Melissa George e Danny Huston.<br /><div>Alguns dos actores são imprevisíveis para uma obra como esta, mas é exactamente essa surpresa que acaba por benificiar bastante a (falta) de seriedade do argumento.<br />Há algumas situações neste filme que são absolutamente caricatas: por exemplo, a forma como passam os trinta dias com a temporalidade real de um. Mas se esquecermos esse tipo de problemas, vemos alguns ângulos positivos neste filme: suponho que nunca foi tão bem conseguida a caracterização de alguns vampiros como aqui e vislumbra-se o dedo de alguém apaixonado pelo tema.</div>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-51041555335375246692008-05-05T23:29:00.000+01:002008-05-06T08:33:04.686+01:00<strong>Resident Evil III: Extinção</strong> <div> </div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197164272275745906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SCAJXrBY7HI/AAAAAAAAAME/-YxNC-JDl5Q/s320/02_MHG_cuult_milla_capa.jpg" border="0" />Milla Jovovich e Oded Fehr são as estrelas de serviço da ambiciosa terceira parte da série de filmes para os mais jovens. Já toda a gente sabe que é uma sequela com base num jogo, mas desta vez a produção exagerou em modelos com penteados intocáveis, péssimas paisagens apocalípticas feitas em computador e frases espampanantes sem significado.<br /><br />Provavelmente foi a parte mais cara e a primeira feita quase completamente ao ar livre, fora da claustrofobia dos estúdios. O que até poderia ser benéfico. Mas não é. As imperfeições dos “zombies” são mais visíveis e até os golpes da esforçada Jovovich parecem toques frágeis sem violência. O argumento não ajuda, pelo contrário: o escritor do Noddy faria melhor com menos esforço. Demasiado refém das explicações do jogo, tem nessa lealdade a sua melhor qualidade.<br /><br />O resultado final é estéril. Não foi desta que saiu um grande filme, nem sequer um filme médio. Ficamos à espera dos próximas vinte e sete partes desta sequela.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-49837969705300300122008-05-04T23:34:00.000+01:002008-05-05T05:37:15.864+01:00<strong>The Eye</strong><br /><br /><div></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196748008340384866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SB6Ox7BY7GI/AAAAAAAAAL8/cVT01nQMta4/s320/theeyeposteryk9.jpg" border="0" />Remake de um filme asiático sobre uma mulher que faz um transplante de olhos para finalmente ver, passados vinte anos. O problema é que ela vai ver mais do que queria à partida.<br /><br />Não vi o original, mas posso dizer que o extremo-oriente tem sido palco dos melhores filmes de terror e suspense dos últimos tempos. De facto, a Ásia pode não ter grande sensibilidade para dramas ou romances, mas tem mostrado que sabe assustar os espectadores – talvez fruto de todas as lendas e histórias que fazem parte da sua cultura.<br /><br />Realce para a excelente produção sonora, que sustenta a maior parte do filme. De resto, a realização cumpre plenamente o que se esperava dela, mas não deixa de ser uma obra sem conteúdo ou motivação. Quem viu a primeira versão, diz que esta é uma réplica exacta – e toda a gente sabe o valor real das imitações.<br /><br />Jessica Alba tenta aqui dar um ímpeto mais sério à sua carreira, depois de todas as comédias e filmes ligeiros do costume. É uma viragem estratégica inteligente: em vez de um drama ou romance, tenta ir por um filme de terror. Outras actrizes de grande sucesso conseguiram grandes frutos através de tácticas semelhantes – mas não quer dizer que todos os actores o consigam. E apetece mandar a pobre Jessica de volta para as comédias para adolescentes.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-67168080909123055542008-05-03T00:05:00.000+01:002008-05-03T00:05:00.510+01:00<strong>Nome de código: Cloverfield</strong><br /><br /><div></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195911456085306450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SBuV8LBY7FI/AAAAAAAAAL0/Fhopck13E7Y/s320/cloverfield-poster.jpg" border="0" />Nunca visitei Nova Iorque, mas como dizem (e cantam) Paul Simon e Art Garfunkel, “New York, Like a scene from all those movies, but you’re real enough to me”. Depois de todos os filmes, sinto conhecer bem Manhattan, as suas ruas e bairros, o Central Park, as suas pontes e esconderijos.<br /><br />Este filme é sobre uma situação apocalíptica em Manhattan, onde um gigantesco monstro ataca e se prepara para destruir toda a cidade. O objectivo é também metafórico, fazendo um paralelismo com todos os ataques terroristas a que a “Big Apple” tem sido sujeita nos últimos tempos. Um pouco distanciados do “11 de Setembro”, os espectadores são levados a recordar aquele dia fatídico e a desenterrar memórias terríveis. E é, portanto, a meu ver de profundo mau gosto esta produção, mas entendo que esta é uma forma terapêutica de exorcizar os males do “país do cinema” e do exibicionismo.<br /><br />Quando comecei a ver este filme, lembrei-me porque nunca vi o “Blairwitch Project”. Só o deve ver quem não enjoa com as câmaras amadoras, que tremem a todo o momento, se viram repentinamente e não acompanham totamente o enquadramento do cenário - mesmo para quem gosta, deve ser extremamente cansativo acompanhá-lo desta forma. Muitos dos cinemas norte-americanos colocaram cartazes à entrada a dizer, “Warning: hand held camera movements may cause motion sickness”.<br /><br />Filmar o filme desta maneira é uma boa forma de reduzir os custos e disfarçar a falta de qualidade dos efeitos especiais e os potenciais defeitos duma produção. Ora bem, o que não parece faltar a este filme é exactamente o esbanjamento de dinheiro nos mais avançados truques tecnológicos. Por isso é uma contradição, um risco muito discutivelmente conseguido, porque em qualquer circunstância é no mínimo . Aliás, é um trabalho que foi obviamente muito bem planeado, cena a cena, mais do que numa obra de cinema “normal”.<br /><br />Os actores não são conhecidos (com experiências anteriores só em televisão) e não será por aqui que alcançarão a fama, porque este tipo de filmagem não beneficia em nada o trabalho dos actores. O realizador chama-se Matt Reeves e é um nome a (não) fixar, até porque acredito firmemente que toda a gente tem direito a uma segunda oportunidade.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-76194117572517106762008-05-02T23:16:00.007+01:002008-05-02T23:33:03.470+01:00Na semana de 3 a 9 de Maio, iremos ter a <em>I Semana de Filmes de Terror do Monárquico</em>. Uma forma de tirarmos um pouco de férias dos assuntos mais sérios e relaxarmos. <div></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195909248472116274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SBuT7rBY7DI/AAAAAAAAALk/bO87-q8yoRM/s320/terror.JPG" border="0" />Durante sete dias, teremos aqui uma espécie de Fantasporto, onde aparecerão alguns dos filmes mais recentes da àrea. Fundamental para os fãs do Fantástico, inevitável para os apreciadores de cinema.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-76957348661517950992008-04-27T21:20:00.005+01:002008-04-28T21:39:51.087+01:00<strong>Visita Temática a Trás-os-Montes</strong><br /><br /><a href="http://www.realistas.org/forumv3/download/file.php?id=4&mode=view"></a>No dia 25 de Abril de 2008, o Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) deslocou-se ao alto Douro, com o seu presidente honorário, Dom Duarte de Bragança, a Direcção, associados e colaboradores, para realizar uma visita temática cuja preparação logística esteve a cargo do comandante Temes de Oliveira. Esta visita foi o culminar de contactos e trabalhos anteriores, com o objectivo de colaborar com Munícipios da região por forma a identificar pontos fortes e oportunidades e a fim de reduzir as assimetrias regionais e potenciar projectos que sirvam as populações do interior Norte.<br /><br /><div><div><div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194396006939683794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SBYzpbBY69I/AAAAAAAAAK0/XKdsJH9-U9A/s320/DSC_0101.JPG" border="0" /> Às 17 horas teve lugar a recepção pelo sr. Presidente da Câmara de Bragança, o engº Jorge Nunes. Após declarações à comunicação social que acorreu em grande número, a comitiva do IDP assistiu a uma magnífica apresentação em video sobre Bragança, o seu passado, momento actual e potencialidades futuras.<br /><br />Na sessão de trabalho, o Comandante Beça Gil fez uma apresentação audio visual sobre a navegabilidade do rio Douro, realçando o papel que poderá vir a ter no transporte de mercadorias e passageiros. A existência de uma plataforma logística, idealmente no centro multimodal do Pocinho, juntamente com outros investimentos a nível fluvial, podem fazer a diferença e reduzir custos de forma significativa no transporte e cargas a granel, promovendo um meio de transporte mais económico, mais ecológico e mais seguro, face à rodovia. Um batelão fluvial com 2.500 toneladas transporta tanto como 100 camiões com 25 toneladas cada.<br /></div><div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194396213098114018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SBYz1bBY6-I/AAAAAAAAAK8/ou_WZhI9Ev0/s320/DSC_0141.JPG" border="0" /> O eng.º Frederico Brotas de Carvalho apresentou uma comunicação sobre as ferrovias na plataforma Transduriense, focando aspectos de relevância para o desenvolvimento da região e referindo que a região pode parecer periférica face a Lisboa e Porto, mas não o é relativamente à proximidade geográfica com o resto da Europa. Foi salientado que o “D” do desenvolvimento do 25 de Abril está ainda por cumprir. Com a implementação da alta velocidade ferroviária em Espanha, Bragança será a capital portuguesa mais europeia, a 2 horas de Madrid e a 6 horas de Paris. O eng.º Rui Rodrigues complementou o anterior e fez referência às linhas aéreas de "low-cost", de interesse para a região.<br /><br />Seguiu-se uma discussão salutar e proveitosa entre a comitiva do IDP e o presidente e vereadores da Câmara de Bragança presentes na reunião. A permuta de ideias estabelecida estreitou ainda mais a colaboração futura, ficando agendado um próximo contacto. A finalizar, o professor Mendo Castro Henriques fez uma análise da actividade do IDP e SAR D. Duarte agradeceu a simpatia com que o Instituto foi recebido, enfatizando a importância do trabalho que tem sido feito.<br /><br /><a href="http://www.realistas.org/forumv3/download/file.php?id=6&mode=view"></a>A comitiva com SAR sr. D. Duarte, a vereação e o sr. Presidente da Câmara, e a que se agregou a Real Associação de Trás Os Montes, realizou uma visita pela cidade, seguindo para o Castelo, com paragem no Museu Ibérico do Traje e depois ao Centro Ciência Viva, respectivamente de enorme interesse cultural e ecológico. O dia terminou com um jantar, oferecido pela Câmara Municipal no solar de Bragança a SAR e comitiva, em que foram reforçados os laços entre os presentes.<br /></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194396449321315314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SBY0DLBY6_I/AAAAAAAAALE/MtLEdFabPlw/s320/DSC_0177.JPG" border="0" />No dia 26 de Abril, às 10H00 teve início a sessão de trabalho na Câmara de Mirandela. Junto à entrada reuniu-se uma pequena multidão e foram realizadas entrevistas pela comunicação social. Quando começou a reunião camarária, cerca de cento e vinte mirandelenses e muitos transmontanos vindos de vários pontos do pais esgotaram a sala.O sr. Dr. José Silvano, Presidente da Câmara, começou por apresentar a cidade através de recursos audio-visuais e fez uma apresentação do trabalho desenvolvido até agora. Fez ainda referências sobre o grande valor da linha ferroviária do Tua que se inicia em Mirandela e da polémica construção da barragem de Foz Tua.<br /><br /><a href="http://www.realistas.org/forumv3/download/file.php?id=8&mode=view"></a>O sr. comandante Beça Gil, e o eng.º Frederico Brotas de Carvalho apresentaram mais dados técnicos sobre a navegabilidade do Douro e as melhorias da linha do Tua na plataforma Transduriense que sirva a cidade e a região complementando vários elementos. Os mirandelenses responderam a esta chamada com grande entusiasmo e fervor, participando no debate que se seguiu e intervindo com apontamentos que muito valorizaram a situação.O Presidente da Assembleia Municipal, dr. José Manuel Pavão enfatizou o momento de cidadania que se viveu naquela sala. O padre António Ribeiro falou sobre as comportas das barragens do Douro, o engº António Meneres Manso sobre o complexo agroindustrial do Cachão, o dr. Sarmento e o o dr. Trigo de Negreiros sobre questões agrícolas, e o dr. Mário Sales de Carvalho sobre a linha do Tua. Todos os intervenientes manifestaram a sua oposição à construção da barragem. </div><div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194396810098568194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SBY0YLBY7AI/AAAAAAAAALM/tmA8heRxJDQ/s320/DSC_0184.JPG" border="0" /> A sessão de trabalho terminou com o discurso de SAR D. Duarte e os aplausos vigorosos dos mirandelenses. Aliás, tanto em Mirandela como em Bragança, todo o povo se rendeu à sua simpatia e não faltaram as demonstrações de afecto e mesmo ofertas por parte da população que passava na rua. O Movimento Cívico de Defesa da Linha do Tua apresentou uma petição que foi assinada por D. Duarte e pelos presentes e reportada pela comunicação social nacional.<br /><a href="http://www.realistas.org/forumv3/download/file.php?id=10&mode=view"></a>Seguiu-se pelas 13H30 um almoço oferecido pela Presidência da Câmara à comitiva do IDP, onde foi dado a conhecer um pouco mais da região, sua gastronomia e seus projectos para o futuro, nomeadamente pelo sr. Vice Presidente da Câmara. <div><br /><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194397132221115410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SBY0q7BY7BI/AAAAAAAAALU/BPUcgj8TAVw/s320/DSC_0185.JPG" border="0" />Às 16H15 principiou o percurso ferroviário num troço do metropolitano desde a estação de Mirandela até Abreiro, acompanhado pelo engº Milheiro, administrador delegado do Metropolitano do Tua. A única carruagem disponibilizada pela CP estava completamente cheia, com passageiros vindos de todos os pontos do país, uma boa parte em pé, e que se manifestaram contra o eventual fecho da linha.A visita temática ao alto Douro terminou, e passou-se à fase seguinte. Como disse o prof. Mendo Castro Henriques, presidente do IDP, no final da sessão camarária de Mirandela: "Viemos para aprender, estamos aqui a reflectir, saímos daqui para agir". O trabalho iniciado pelo IDP será sucedido pela apresentação de um conceito estratégico para o desenvolvimento da região que será uma marca para a redução das assimetrias e a promoção da democracia através do território.</div></div></div>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-28359954178415347542008-04-17T11:52:00.003+01:002008-04-17T12:00:53.589+01:00<a href="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SActduXaACI/AAAAAAAAAKs/Z1UBwbOni_s/s1600-h/realistas_logo.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190167084253446178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/SActduXaACI/AAAAAAAAAKs/Z1UBwbOni_s/s320/realistas_logo.gif" border="0" /></a>Surgiu um novo Fórum de discussão da Democracia Portuguesa feito por membros de várias áreas da sociedade civil.<br /><div></div><br /><div>Pretende aprofundar a discussão sobre a vida de mais de sessenta personalidades conhecidas da nossa sociedade - que acima de tudo eram Realistas (monárquicos). Para tal pretende fazê-lo de forma isenta, democrática, honesta e com o rigor a que a História obriga.</div><br /><div>Para participar <a href="http://realistas.org/forumv3/">clique aqui.</a></div>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-81408720120092023432008-04-10T03:40:00.007+01:002008-04-10T03:54:54.268+01:00<strong>Especial Bruce Willis</strong><br /><br /><a href="http://bp0.blogger.com/_BiURjY1WPjk/R_1-ucFAVvI/AAAAAAAAAKk/DBlWk25Vy0E/s1600-h/bw.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187441682076948210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_BiURjY1WPjk/R_1-ucFAVvI/AAAAAAAAAKk/DBlWk25Vy0E/s320/bw.bmp" border="0" /></a><br /><em>A Estranha Perfeita - The Perfect Stranger<br /></em><br />Rowena Price (Halle Berry) é uma destemida repórter de um jornal nova-iorquino. Quando a sua investigação sobre um senador homossexual é abafada, demite-se e começa a trabalhar no sórdido assassinato da sua melhor amiga. E o dono de uma agência de publicidade, Harrison Hill (Bruce Willis), é o principal suspeito.<br /><br />A crítica americana tem dois ódios de estimação: um pelo Bruce Willis, que vem desde o tempo em que o actor passou da televisão para o cinema – transformação normalmente maldita na meca do cinema; outro por Halle Berry, por não fazer nenhum papel sério desde que se tornou a primeira actriz negra a ganhar o óscar principal – optou por papéis juvenis, descartáveis e financeiramente rentáveis.<br /><br />Este filme começa por ser interessante exactamente por juntar Willis e Berry, um par imprevisível, mas juntos na falta de sorte recente. Como seria de esperar, a crítica massacrou o filme, o argumento e os actores. No entanto, foi extremamente injusta, porque Bruce Willis tem aqui umas das melhores interpretações da sua carreira, num papel diferente do habitual polícia duro, mas que lhe assenta como uma luva: o de empresário implacável, bem sucedido e mulherengo. Por sua vez, Halle Berry mostra a excelente actriz que é, num esforço que merecia a redenção. Por último, Giovanni Ribisi demonstra porque é que é um dos jovens actores mais requisitados do momento, não deixando que a sua personagem seja simplesmente secundária e elevando-a alguns degraus, como fez em “Lost in Translation”.<br /><br />O argumento tem muitas qualidades, criando um policial rico em suspense e capaz de prender os espectadores do primeiro ao último minuto. O seu principal aliado é a realização brilhante de James Foley, exponencializando as melhores virtudes da história e capitalizando o trabalho dos actores.<br /><br /><br />________________________________________________<br /><br /><em>16 Blocks</em><br /><br />Um polícia envelhecido (Bruce Willis na foto) tem a tarefa rotineira de levar uma testemunha (Mos Def) a um tribunal, a 16 quarteirões de distância da esquadra. No entanto, há forças dentro da própria policia que tentarão dissuadi-lo.<br /><br />Bruce Willis regressa aos grandes filmes de acção, num papel que já está habituado e que repete, depois dos “Die Hard’s” e “Fúria do Último Escuteiro”, o de polícia incorruptível. Richard Donner realiza e cumpre plenamente, fazendo um filme de entretenimento a nível das produções anteriores de Willis e da “Arma Mortífera”. Outro aspecto positivo é a participação de David Morse, que aparece sempre como actor secundário, tanto na televisão como no “grande écran”, mas sempre cumprindo de forma exemplar a sua tarefa. O pior do filme é a voz de Mos Def, provavelmente a mais irritante da história do cinema e que nunca se cala.<br /><br />O filme decorre praticamente em tempo real, o que só abona em favor do argumento e da produção. As cenas são quase todas electrizantes e conseguem agarrar o público. Outra coisa não seria de esperar de Donner ou de Willis. Aspecto particularmente interessante é a forma como este último se apresenta desde a primeira cena: decadente e cansado - mais ainda do que em “Unbreakable”, com um visual a roçar o ridículo e sem o aspecto de herói a que nos habituou – interpreto isto como uma prova de humildade eficaz e serena, que neste “16 Blocks” resulta na perfeição.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-87924974399340499682008-04-02T01:00:00.001+01:002008-04-02T01:03:12.816+01:00<strong>Desmentido da notícia de 1.º de Abril</strong><br /><br />A notícia que publicitei sobre a realização de um referendo sobre a Monarquia era, evidentemente, brincadeira de 1.º de Abril.<br /><br />Não sei se houve muita gente a acreditar, mas quero agradecer a todos os que leram a mensagem e se riram de forma genuina.<br /><br />Num país onde nem sempre há razões para rir, ou sequer sorrir, é bom termos a oportunidade para exercitar o nosso humor de forma saudável.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-2547627994683036902008-04-01T13:54:00.002+01:002008-04-01T13:59:42.461+01:00<strong>Restauração da Monarquia para breve?</strong><br /><br />Em breve será anunciado ao país a realização de um referendo que perguntará aos portugueses se querem viver em Monarquia. Sabe-se que a pergunta incluirá ainda os elementos necessários para as mudanças que daí poderão advir, como a alteração do próprio nome do país, de República Portuguesa para simplesmente Portugal.<br /><br />Tal como no resto da Europa, o Rei terá função representativa e sabe-se que promoverá a cultura e a identidade portuguesas, dentro e fora do nosso território, impulsionará um novo estilo nas relações luso-brasileiras e com as ex-colónias, e procurará defender a preservação da nossa língua no contexto da globalização.<br /><br />Ainda não há data definitiva para a consulta popular, mas prevê-se que seja já no próximo ano, um ano antes das Legislativas e Europeias de 2009. Esta será uma forma de não politizar a discussão pela forma de representação do regime.<br /><br />Em primeiro lugar, a Constituição da República Portuguesa irá desde já ser alterada, mais concretamente o artigo 288 alínea b), que obriga a haver um estado republicano.<br /><br />Sabe-se agora que esta alteração já estava a ser equacionada há muito tempo e a data será antecipada em relação ao que se poderia prever, pois os republicanos querem desde já um referendo para evitar o desgaste com o segundo mandato presidencial de Cavaco Silva e as previsíveis quezílias com o Primeiro-Ministro a partir de 2010.<br /><br />Os boatos dizem que foi o próprio Presidente da República que terá forçado o Primeiro-Ministro José Sócrates a apresentar a proposta para alteração da Constituição no Parlamento, depois do recente debate do “Prós e Contras” da RTP.Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-42426773242217684092008-03-27T09:35:00.006Z2008-03-27T09:51:41.278Z<strong>Pretendentes ao Trono?</strong><br /><br />Tem circulado pela internet uma fotografia onde se vêem dois pretensos "pretendentes" ao trono português de braço dado: o Sr. Rosário Poidimani e o Sr. Duque de Loulé. Este blog não a publicou e não o fará. Aliás, em todos estes anos online, nem sequer mencionámos o nome ou admitimos a existência de mais algum pretendente, além do Sr. Dom Duarte de Bragança. Estamos à espera que exista uma manifestação de vontade credível, planeada e sóbria.<br /><br />Abriremos uma única excepção hoje, para falar de um comunicado da Casa de Loulé, a respeito da mencionada fotografia, que tem sido veículado desde ontem.<br /><br />"<br />Tendo sido produzidos comentários incorrectos e tendenciosos a propósito de uma fotografia divulgada no forum monárquicos.com, na qual eram vistos o Duque de Loulé, Luis Bivar e o Sr. Rosário Poidimani, cumpre esclarecer o seguinte:<br /><br />1. Nunca houve qualquer pacto ou acordo entre o Duque de Loulé e o Sr. Rosário Poidimani.<br /><br />2. Houve, de facto, um encontro entre o Duque de Loulé, Luis Bivar e o Sr. Rosário Poidimani, que ocorreu em Verona, em Fevereiro de 2007.<br /><br />3. A aceitação, por parte do Duque de Loulé e de Luis Bivar, para a realização desse encontro radicou na convicção de que seria ainda possível, tendo em conta sinais claros nesse sentido, demover o Sr. Rosário Poidimani das suas insustentáveis pretensões relativamente à Casa Real de Portugal e levá-lo a orientar o seu tão apregoado interesse por Portugal para projectos credíveis no nosso país.<br /><br />4. Considerando, por outro lado, que uma das razões invocadas pelo Sr. Rosário Poidimani para insistir naquelas pretensões era a reabilitação da memória da alegada filha ilegítima do Rei D. Carlos, conhecida quer por Ilda Toledano, quer por Maria Pia de Saxe-Coburgo-Bragança, o Duque de Loulé e Luis Bivar manifestaram, então, a sua disponibilidade para apoiarem tal reabilitação, desde que essa filiação fosse comprovada, através de processos medico-legais (ADN) idóneos, embora tivessem, desde logo, advertido que, face ao direito aplicável, mesmo que fosse comprovada a filiação, não assistiam àquela senhora quaisquer direitos dinásticos.<br /><br />5. Não tendo o Sr. Rosário Poidimani aceite as sugestões e conselhos que, de boa-fé, lhe foram transmitidos pelo Duque de Loulé e por Luis Bivar, entenderam estes que o assunto estava definitivamente encerrado e, desde então, apenas sabem sobre o Sr. Poidimani o que a imprensa relata.<br /><br />6. As especulações geradas, agora, à volta de uma fotografia tirada há um ano e desde sempre conhecida, revelam bem as intenções e os métodos daqueles que, em desespero de causa, tudo têm feito para desviar atenções e evitar que a questão dinástica seja conhecida e debatida publicamente.<br /><br />7. Tomara que, ao longo dos muitos anos de humilhantes e infrutíferas disputas judiciais e extra-judiciais travadas com o Sr. Rosário Pouidimani, cujos contornos ainda são desconhecidos publicamente, tivesse havido a dignidade, a isenção e a segurança demonstradas pelo Duque de Loulé no referido encontro de há um ano.<br /><br /><em>Luis Bivar de Azevedo </em><br /><em>Porta-Voz do Duque de Loulé</em><br />"<br />___________________________________________________<br /><br />Sobre este Esclarecimento, temos pois alguns comentários e perguntas a fazer, nunca duvidando da boa-fé do Sr. Duque de Loulé ou do Sr. Luís Bivar.<br /><br /><br />1) Se o encontro teve o objectivo exposto, então porque é que foi necessário secretismo?<br /><br />2) Se o Sr. Duque de Loulé queria unicamente "demover o Sr. Rosário Poidimani das suas insustentáveis pretensões", então porque é que se deixou fotografar numa pose tão amigável?<br /><br />Claro que é o próprio comunicado que responde a esta pergunta quando acrescenta que queria simplesmente "levá-lo a orientar o seu tão apregoado interesse por Portugal para projectos credíveis no nosso país". Ficámos então todos a saber que o Sr. Duque de Loulé é o novo orientador do Sr. Poidimani e que o quer ajudar nos seus empreendimentos. Já agora, que "sinais claros" o Sr. Duque de Loulé conhecia, que pudessem demover o Sr. Poidiminai?<br /><br />3) O ponto 4 do comunicado é o que tem mais contradições. No caso da "reabilitação da memória da alegada filha ilegítima do Rei D. Carlos", primeiro o Sr. Duque de Loulé e o Sr. Bivar "manifestaram a sua disponibilidade para apoiarem tal reabilitação", mas depois acrescentam que "embora tivessem, desde logo, advertido que, face ao direito aplicável, mesmo que fosse comprovada a filiação, não assistiam àquela senhora quaisquer direitos dinásticos". Ninguém de boa-fé consegue entender porque é que seriam necessários testes de ADN sem utilidade prática. Ou haveria de facto outro interesse subjacente?<br /><br />4) O comunicado refere que o sr. Duque de Loulé e o sr. Podimani "entenderam que o assunto estava definitivamente encerrado e, desde então, apenas sabem sobre o Sr. Poidimani o que a imprensa relata." Se é verdade que esta foi realmente a sucessão temporal de eventos, então porque é que foi preciso uma fotografia perdida a desvendar o que aconteceu? Porque é que o sr. Duque de Loulé não se preocupou em fazer um comunicado "em Fevereiro de 2007"?<br /><br />5) Quando o comunicado refere que se pretende "desviar atenções e evitar que a questão dinástica seja conhecida e debatida publicamente", a que debate se refere exactamente? Na internet, espaço priveligiado de comunicação dos tempos actuais, tem havido um amplo debate sober as mais diversas questões monárquicas. De que forma o Sr. Duque de Loulé tem participado?<br /><br />Há uma nova geração que quer discutir a Monarquia em Portugal, promovendo debates com grande audiência, descobrindo novas formas de formar e educar a cultura histórica dos portugueses, encontrando soluções reais para os problemas do nosso país e mobilizando monárquicos que têm andado adormecidos há quase cem anos. Qual o contributo para tudo isto do Sr. Duque de Loulé?<br /><br />Melhores cumprimentos,<br /><em>Diogo Araújo Dantas</em>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-26318403040964547702008-03-23T10:27:00.004Z2008-03-23T10:32:13.709Z<strong>Ressuscitou!</strong><a href="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/R-YwxLrJtwI/AAAAAAAAAKc/sMSQSFnJIzY/s1600-h/RubensResurrection.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180882042841839362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/R-YwxLrJtwI/AAAAAAAAAKc/sMSQSFnJIzY/s320/RubensResurrection.jpg" border="0" /></a><br /><div></div>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-16570617361143537162008-03-21T23:16:00.000Z2008-03-22T09:56:41.318Z<strong>Via Sacra</strong><br /><div></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179968112455956178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_BiURjY1WPjk/R-LxjbrJttI/AAAAAAAAAKE/BpI0ZTi-YMs/s320/via_sacra_Bill_Ross_p.jpg" border="0" /><br /><div></div><div>1ª estação – Jesus é condenado à morte</div><div><em>Texto: Jo 19, 12-16</em></div><div><br />2ª estação – Jesus recebe a cruz</div><div><em>Texto: Jo 19, 16-17</em></div><div><br />3ª estação – Jesus cai pela primeira vez</div><div><em>Texto: Is 50, 5-7</em></div><div><br />4ª estação – Jesus encontra-se com sua mãe</div><div><em>Texto: Lc 11, 34-35</em></div><div><br />5ª estação – Jesus é ajudado por Cireneu</div><div><em>Texto: Lc 23, 26</em></div><div><br />6ª estação – Verônica enxuga o rosto de Jesus</div><div><em>Texto: Is 53, 3</em></div><div><br />7ª estação – Jesus cai pela segunda vez</div><div><em>Texto: Is 53, 4-5</em></div><div><br />8ª estação – Jesus encontra as santas mulheres</div><div><em>Texto: Lc 23, 17-18</em></div><div><br />9ª estação – Jesus cai pela terceira vez</div><div><em>Texto: Is 53, 8-9</em></div><div><br />10ª estação – Jesus é despojado de suas vestes</div><div><em>Texto: Mc 15, 24</em></div><div><br />11ª estação – Jesus é pregado na cruz</div><div><em>Texto: Lc 23, 33-34</em></div><div><br />12ª estação – Jesus morre na cruz</div><div><em>Texto: Jo 19, 28</em></div><div><br />13ª estação – Jesus é descido da cruz</div><div><em>Texto: Jo 19, 38</em></div><div><br />14ª estação – Jesus é sepultado</div><div><em>Texto: Jo 19, 40-42</em></div><div><br />15ª estação – A ressurreição de Jesus</div><div><em>Texto: Mt 28, 1-6</em></div>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-61871061786476092172008-03-20T23:34:00.005Z2008-03-20T23:41:55.613Z<strong>A Última Ceia</strong><br /><br /><div align="center"><a href="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/R-L1jLrJtvI/AAAAAAAAAKU/-qSzZu7SKgU/s1600-h/davinc1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179972506207500018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_BiURjY1WPjk/R-L1jLrJtvI/AAAAAAAAAKU/-qSzZu7SKgU/s400/davinc1.jpg" border="0" /></a><em> E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos. (Lucas 22:14)<br /></em></div>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-52917887052934204272008-03-14T10:16:00.002Z2008-03-14T21:18:05.648Z<strong>Que energias para o nosso futuro?</strong><br /><em>Por Dom Duarte de Bragança</em><br /><br />Há a impressão generalizada que o problema dos recursos energéticos é tratado de modo pouco coerente com o interesse nacional.<br /><br />Desistimos de acabar a barragem de Foz Côa, com a louvável preocupação de salvar as gravuras? Ou terá sido por motivos político-eleitorais? Poderiam deslocar as principais gravuras e cobrir as outras com uma camada protectora. Quando no futuro essa fonte de energia for dispensável, a barragem poderia ser esvaziada e as gravuras expostas, se tal for o desejo dos portugueses dessa época...<br /><br />Quanto à “opção nuclear”, deveria ser abordada não de modo emocional, mas após um amplo debate científico, considerando a experiência dos países mais avançados e as inovações tecnológicas que tornaram as centrais mais seguras, apesar de não terem resolvido todos os problemas. Por essa opção de lado por ser incómoda, não é inteligente.<br /><br />O gás natural nos automóveis é menos poluente e mais vantajoso? Pois não somos encorajados nesse sentido, as bombas são difíceis de encontrar e os estacionamentos discriminam os seus utilizadores, por motivos discutíveis...<br /><br />Nas regiões rurais seria fácil e barato produzir o gás metano através dafermentação de resíduos agrícolas e florestais, tanto de modo artesanal como industrial, mas não tem havido encorajamentos nesse sentido, pelo contrário… Em todo o caso para os automóveis a melhor solução parece ser a dos motores eléctricos, mas não recebem qualquer apoio fiscal que os torne mais baratos.<br /><br />Quanto à electricidade eólica a situação é pouca clara. Ela é paga emPortugal de uma forma exageradamente favorável às empresas e fica muito cara Até pode ser uma boa solução, se cuidarmos da defesa de algumas das nossas paisagens.<br /><br />A produção da matéria-prima para os "bio combustíveis" vai competir com a produção de alimentos, levando à escassez destes e ao aumento da fome no Mundo, e o seu uso produz a mesma quantidade de CO2 que a gasolina. A médio prazo a solução preferível seria melhorar a eficiência energética.Nos transportes os mais eficientes são claramente os navios e os comboios. Mas por cá encorajamos o transporte rodoviário e individual, dando sempre prioridade às auto-estradas antes de melhorar os transportes ferroviários.<br /><br />Segundo o Professor Delgado Domingos, do Partido da Terra, vivemos acima das nossas possibilidades.Gastamos, por habitante, apenas menos 10% de energia que no Reino da Dinamarca, mas consumimos cerca do dobro da energia para produzir a mesma unidade de riqueza.Graças à U.E. vemos alguns encorajamentos para que a indústria economize, mas a construção civil moderna pouco se preocupa com isso e depende cada vez mais do ar condicionado altamente consumidor de energia.<br /><br />Temos que nos preparar para as alterações climáticas que virão em breve. Precisamos de uma “revolução cultural” para que o bem comum, a “respublica“, possa passar à frente dos interesses privados. Essa mudança de atitudes terá que partir dos portugueses mais lúcidos e interessados no nosso futuro colectivo!<br /><br /><em>Dom Duarte de Bragança</em>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-12544527784433629292008-03-13T22:01:00.001Z2008-03-13T22:04:20.205Z<strong>Pelo Direito à Saúde e Educação no Interior</strong><br /><br />Para: Assembleia da República e Governo<br /><br />A saúde e a educação em Portugal, em particular no Interior, são áreas de especial fragilidade que constantemente têm sido postas em causa. Pela sua importância, pelo caracter humano, esta é uma causa de todos nós!<br /><br />Não queremos fazer nosso o discurso do Interior ostracizado. Sabemos, isso sim, que um Sistema de Saúde eficiente e de Educação de excelência são requisitos fundamentais para desenvolver as potencialidades do Interior e melhorar as condições de vida dos seus habitantes. Para um Portugal de e com futuro, para um País que se orgulhe de sí mesmo, que progrida e avance, é necessário que todos os seus cidadãos possam usufruir de serviços de qualidade, independentemente da sua localização geográfica.<br /><br />Face aos constantes e injustificados encerramentos na área de saúde e à teimosia que impera na tutela da educação, torna-se fundamental agir. Pela racionalização, desenvolvimento e melhoria dos serviços à população nestas áreas, contamos com a sua subscrição.<br /><br /><a href="http://www.petitiononline.com/Interior/petition.html">Assine aqui</a>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-83430467305173203932008-03-13T00:12:00.001Z2008-03-13T00:13:47.233Z<strong>O tempo na prisão</strong><br /><br /><em>“O tempo é lento, menos quando estamos aqui nas oficinas, porque na ala ficamos malucas. Quando pensamos demais, vem tudo de mau à cabeça, todas aquelas coisas que não queremos relembrar”, lamenta, num suspiro aliviado, uma reclusa. A pena é uma hipoteca da vida e só tem uma forma de pagamento: o tempo.</em><br /><br />Aqui o tempo tem um conceito completamente diferente do normal. Esqueçamos as teorias de Darwin e Einstein, porque na prisão os minutos são horas, as horas são dias e os dias são o principal inimigo do recluso. O ponteiro dos segundos do relógio é um torturador sádico que teima em relembrar que a pena afinal é eterna. Para a sociedade, e sobretudo para o recluso, a prisão é um purgatório de expiação de pecados muitas vezes inconfessáveis. A diferença em relação à concepção teológica é que no final não irá existir um paraíso, mas sim o regresso a outro inferno qualquer. E enquanto isto não acontece, a espera é tudo o que resta – uma espera que parece interminável, numa vida que parou algures no caminho.<br /><br />A principal arma contra o tempo é o trabalho, disto não tenhamos dúvidas. Além de tirar da mente os pensamentos que arrastam consigo toda a espécie de problemas psicossomáticos, é um estímulo imprescindível para o aumento da auto-estima e da valorização pessoal. O próprio conceito adjacente a quem é detentor duma profissão, implica o estabelecimento duma identidade activa e participativa no contexto social. A partir do momento em que o recluso se insere, de forma continuada, em determinada brigada laboral, está a incluir-se num grupo profissional particular – e, embora não estejamos a falar dum emprego dum cidadão “normal”, contém em si muitos dos pressupostos básicos que formam a estrutura mental de qualquer trabalhador: o prazer na visão do produto final; a integração no esquema de procedimentos normalizados; a realização pessoal; a construção de hierarquias; o companheirismo ou conflituosidade nas relações localizadas; e as expectativas de reconhecimento do esforço.<br /><br />Mesmo que muitas das circunstâncias sejam redutoras, já que estamos a falar de alguém que está privado da liberdade, não podemos minimizar a evolução do desenvolvimento comportamental do recluso em diferentes espaços de tempo – e muito menos deixar de analisar o que passa concretamente nas oficinas prisionais. Mais ainda: a observação da reclusa, na sua rotina diária do trabalho, deve ser ferramenta essencial para se poder aferir das reais condições de reinserção em diferentes momentos da pena.<br /><br /><em>Diogo Dantas</em><br /><em>"Está alguém aí fora – estudo sobre o trabalho oficinal numa cadeia”</em><br /><em>© Revista Temas Penitenciários, 2005</em>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-77134838014366449412008-03-11T21:03:00.003Z2008-03-11T21:05:44.713Z<strong>Aniversário do 11 M</strong><br /><div><strong></strong></div><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176592938728684914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_BiURjY1WPjk/R9bz2du3_XI/AAAAAAAAAJ8/0_uwLKr4-uM/s320/PrincipalCabecera.jpg" border="0" /><br /><div></div>Diogonoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-6012608.post-66220056510151616112008-03-11T01:20:00.003Z2008-03-11T02:32:45.424Z<div align="left"><strong>Debate Monarquia/República na RTP1</strong></div><div align="left"></div><div align="left">Em primeiro lugar devo dizer que os republicanos estavam muito mal preparados, o que se entende. Os monárquicos estavam quase tão mal, o que não se perdoa. A nossa melhor organização, dos últimos tempos, foi mal utilizada.<br /><br />Temia que as Reais e a velha guarda tivessem a voz. E foi o que aconteceu, para muita pena minha. Lamento muito não ter ouvido mais o Professor Mendo Castro Henriques. O Paulo Teixeira Pinto ainda não tinha provas dadas entre os monárquicos e, a meu ver, não as deu. Falta-lhe motivação.<br /><br />Os republicanos carregaram na mesma tecla de sempre, da pretensa igualdade entre os cidadãos para chegar ao topo. Os monárquicos falaram demasiado em identidade nacional, no passado e nas questões afectivas. Gonçalo Ribeiro Telles, o mais velho presente, foi o que mais falou de futuro. Faço também referência a um facto: o mais jovem dos monárquicos a falar foi o Paulo Teixeira Pinto, com quase cinquenta anos.<br /><br />O circulo fechado da oligarquia do poder político foi raramente falado, esqueceu-se completamente os benefícios económicos da Monarquia, alguns argumentos ridículos republicanos não foram aproveitados.<br /><br />O António Sousa Cardozo esteve muito bem, provavelmente o melhor entre os monárquicos. O Adelino Maltez cumpriu muito bem o seu papel e como orador foi o melhor, explicando muito bem as suas ideias. Os defendores da República foram altivos e civilizados, exactamente porque não foram espicaçados e porque se lhes deu essa oportunidade.<br /><br />Termino a elogiar a Fátima Campos Ferreira - tirando o reparo sobre a escolha. Foi isenta e colocou bem as perguntas. Esta foi uma oportunidade única - que não foi bem aproveitada, quer queiramos quer não.</div>Diogonoreply@blogger.com