tag:blogger.com,1999:blog-59810174855403862852009-07-20T12:16:34.568-03:00BoteclandoDe bar em barMiguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.comBlogger183125tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-40648777502421834482009-07-15T20:34:00.002-03:002009-07-15T20:40:03.167-03:00A palheta do Ron Wood e os galetos de Copacabana<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/stones-739599.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 200px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/stones-739589.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Foi depois do show dos Rolling Stones na praia de Copacabana. Eu me lembro, eu era um entre 1,2 milhão de pessoas que naquela noite de 18 de fevereiro de 2006 haviam acabado de assistir ao maior concerto de rock de todos os tempos.<br /><br />Eu estava bem perto do palco, que por sua vez foi montado em frente ao Copacabana Palace. Perto mesmo, a ponto de ver Ron Wood atirar a palheta da sua guitarra e ela vir parar na areia aos pés do meu amigo e guitarrista Felipe Machado. Se decidisse sair dali da diretamente para o Leblon, onde estava hospedado, só iria chegar na manhã seguinte, pois teria de atravessar toda a orla. Acabei tendo a ideia de seguir até o Cervantes para comer um sanduba antes de arriscar uma saída pela esquerda.<br /><br />Acontece que naquele fim de noite o Cervantes estava fechado. Com a cara na porta e quase morrendo de fome, acabei sendo guiado pelo cheiro que vinha da brasa do estabelecimento vizinho, o <span style="font-weight: bold;">Galeto Sat’s</span>. O corredor estava lotado, as mesas também, mas logo consegui um banquinho no balcão, bem de frente para a churrasqueira na qual douravam alguns franguinhos (R$ 9,50).<br /><br />Além do cheiro e da cor, foi um prazer danado escutar o chiado que vinha da brasa ardendo. Cheiroso, com a carne tenra e a pele crocante, devorei um inteiro, enquanto tomava uma ou duas crevejas. Não estou certo se pedi algum acompanhamento.<br /><br />No fim de semana passado estive novamente no Rio de Janeiro para o casamento de um amigo. Fim de tarde de sábado, só tinha uma hora para enrolar antes de me preparar para a cerimônia. Caminhei pela Domingos Ferreira, a rua do hotel e que fica a um quarteirão da Avenida Atlântica, e após alguns metros dei de cara com duas galeterias. Imediatamente me veio a lembrança do Sat’s.<br /><br />De um lado da rua fica o <span style="font-weight: bold;">Crack dos Galetos</span> (R$ 10,00). Chamou-me a atenção um grupinho de garotas que, ao balcão, conversava bastante, bebia cerveja (ou chope?, agora não lembro) e, óbvio, encarava um galetinho.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/frango-730240.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 313px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/frango-730232.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Depois de cinco horas de estrada, acabei atravessando a rua e parando no <span style="font-weight: bold;">Braseiro</span> (R$ 8,00), que estava mais vazio. Queria comer logo. Mais simples que o concorrente, tem um salão pequeno, sem mesas, apenas um balcão. Um velho balcão, rodeado por aquelas cadeiras giratórias antigas, acolchoadas. No canto esquerdo, a churrasqueira mantinha a brasa bem acesa.<br /><br />A toalha de papel colocada à minha frente pelo garçom entregava a idade do lugar: “48 anos de tradição em galetos”. Para mim, a longevidade de lugares como esse, que de certa forma prescindem da chancela de críticos (como eu) e de indicação em roteiros gastronômicos para se manter funcionando, já é um certificado de qualidade. Afinal, ninguém mantém a porta aberta de um boteco ao longo de tanto tempo se não servir algo de bom.<br /><br />O que sei é que dez minutos depois de fazer o pedido – galetinho (R$ 8,00!) com salada de batata (R$ 7,50) e molhinho de vinagre com azeite, cebola e tomate finalizado na hora – só sobravam os ossinhos para contar história.<br /><br />Sei também que Copacabana mantém algumas outras dessas deliciosas bibocas. Nas próximas visitas à cidade, espero explorar todas elas.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Braseiro</span>. Rua Domingos Ferreira, 214, Copacabana, tel. (21) 2236-3890 e 2547-9843.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Crack dos Galetos</span>. Rua Domingos Ferreira, 197, Copacabana, tel. (21) 2236-7001.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Galeto Sat’s</span>. Rua Barata Ribeiro, 7, loja D, Copacabana, tel. (21) 2275-6197.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-4064877750242183448?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-70553934147736424672009-07-07T22:41:00.003-03:002009-07-08T14:04:13.349-03:00Fuja de la vaca<div align="center"><img src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/vaca.jpg" /></div><br /><br />Cuidado! Ao chegar ao <span style="font-weight: bold;">Siga La Vaca! Brasil</span> não vá pensando que se trata de uma filial brasileira da famosa rede de churrascarias argentinas (que, a bem da verdade, também não é lá essas coisas...). A diferença é sutil, uma vaquinha malhada ilustra as duas empresas, mas a marca portenha dispensa a exclamação no nome. E o bar-restaurante aberto em São Paulo pertence à empresária Lílian Gonçalves.<br /><br />Tenha mais cuidado ainda com aquilo que pedir ao garçom. Diferentemente do que acontece no Frango com Tudo, bar vizinho que também é mantido por Lílian e que prepara um franguinho bem-assado e temperado no capricho, o serviço e a cozinha do Siga La Vaca! Brasil são desastrosos.<br /><br />O sistema de bip, pelo qual o cliente deve chamar os garçons, se mostra ineficaz. De costas para o salão ou conversando entre si, eles raramente atendem à mesa imediatamente após o cliente acionar o equipamento.<br /><br />O chopinho – disponível naquelas torres de 2 litros – não chega a empolgar mas não compromete.<br /><br />Agora, o que você espera de um lugar que se diz especializado em carnes? Que a carne, não importa que tipo ou corte, seja assada no ponto exato, certo? Mas não foi isso que testemunhei.<br /><br />Como já era fim de tarde do sábado e eu voltava do clube faminto, quis provar algo de preparo rápido. Minha namorada pediu um cheesebúrguer e eu, um sanduíche com pedaços de picanha.<br /><br />Servidos num pão de hambúrguer de péssima qualidade, carregados na maionese, os dois bifes – o do cheesebúrguer, para piorar, era como esses que a gente compra comgelados, no supermercado –vieram completamente torrados, imprestáveis.<br /><br />Será que isso aconteceu porque eu pedi sanduíches (que custaram em torno de 9 reais) em vez de algum corte mais caro? Pelo jeito, se pedisse a parrillada completa, com carnes variadas, o prejuízo teria sido maior.<br /><br />Resolvemos chamar a gerente que, constrangida, quis que não pagássemos, o que evidentemente recusei. Acertei a conta mas pedi a ela que orientasse a cozinha a caprichar, para que os próximos clientes não precisem fugir de la vaca.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Siga La Vaca!</span> Rua Canuto do Val, 97, Santa Cecília, tel. (11) 3224-0586.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-7055393414773642467?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-53676948990774765212009-07-02T20:08:00.004-03:002009-07-03T01:15:54.930-03:00Comida de passarinhoNeto e filho de mineiras, confesso que demorei algum, na verdade muito tempo para criar coragem e experimentar algumas receitas que via prepararem minha vó Leonor, a tia Alicinha e a mãe de alguns amigos no ano em que morei em Contagem, cidade que está para Beagá assim como Osasco está para São Paulo.<br /><br />Em terrenos baldios das ruas de terra do bairro, depois da chuva, a diversão da turma era caçar tanajura. Entrávamos no mato carregando latas de óleo vazias e só voltávamos para casa quando conseguíssemos enchê-las dessas formigas graúdas e bundudinhas. Chegando em casa, a mãe dos meus amigos até convidava para provar o traseiro torrado desses bichinhos (na verdade, são fêmeas!), preparadas com farinha de mandioca e arroz, mas... preferia mesmo voltar para ver minha vó tirar do forno o pão de queijo quentinho e corado.<br /><br />Vó Leonor que, quando inventava de fazer dobradinha, putz, deixava a casa inteira com aquele cheiro azedo, intenso, horrível da tripa cozinhando na pressão. Mimado, eu pedia que fritasse um bife e a situação estava resolvida. Mal sabia eu que passaria a gostar do prato, ainda mais de ter provado uma cumbuquinha um tempo atrás no <span style="FONT-WEIGHT: bold">Bar do Caldo</span> (o Bar do Nei, para os íntimos), ali no Mandaqui.<br /><br />Pois na segunda-feira à noite, durante uma breve passagem por Belo Horizonte, só tive tempo de correr até o <span style="FONT-WEIGHT: bold">Salsa Parrilha</span>, bar no bairro Santo Antônio apontado como o melhor para petiscar na edição passada de VEJA BELO HORIZONTE.<br /><br />Além de fazer uma seleção dos acepipes frios expostos no balcão (R$ 45,90 o quilo), não dispensei o revigorante caldo de canjiquinha mineira (R$ 6,00) que aquecia sobre a mesa. Não se engane quem estiver achando que estou falando daquele grão de milho branco cozido, normalmente servido doce, com leite e leite de coco.<br /><br />Estou falando de canjiquinha, que vem a ser o grão de milho triturado, a popular quirera, vendida em mercados como comida de passarinho.<br /><br />Na hora em que vi aquele caldo engrossado borbulhando na panela de barro, imediatamente lembrei do magistral almoço da semana passada na casa das doces Mazzô e Aninha França Pinto, mãe e filha, a quem tive a honra de ser apresentado por minha namorada. À mesa foi <a href="http://www.bei.com.br/bei/index.asp">Mazzô</a>, cozinheira abençoada, mineira, é claro, quem discorreu sobre a procedência desse ingrediente ao servir uma cumbuquinha a cada um dos comensais.<br /><br />Se naquele almoço a educação e a vergonha me impediram de repetir o prato, ainda que a anfitriã insistisse para que o fizesse, no Salsa Parrilha não deixei barato.<br /><br />Da próxima vez vou ser menos mineiro, certo, Mazzô?<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">Bar do Caldo</span>. Rua Judith Zumkeller, 152, Mandaqui, São Paulo, (11) 6203-5475.<br /><br /><span style="FONT-WEIGHT: bold">Salsa Parrilha</span>. Rua São Domingos da Prata, 453, Santo Antônio, Belo Horizonte, (31) 3225-7758.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-5367694899077476521?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-2786147846160679212009-06-25T21:47:00.002-03:002009-06-25T21:59:57.256-03:00Uma cerveja made in... Havaí?Esta semana está sendo uma daquelas ocasiões mais do que especiais para quem gosta de cerveja. E, sem muita enrolação, vou dizer o porquê: já na segunda-feira, o <span style="font-weight: bold;">Melograno</span>, na Vila Madalena, recebeu três barris de 50 litros da inigualável Urquell. A quem não estiver ligando o nome à pessoa, basta dizer que esta é a cerveja-símbolo da República Checa, país que apresentou ao resto do mundo as cervejas do tipo pilsen (a Brahma nossa de cada dia, por exemplo, é uma pilsen). Pilsner, aliás, é uma região localizada a sudoeste de Praga, no meio do caminho para a Áustria e a Alemanha.<br /><br />No ano passado passei por Praga, infelizmente não fui a Pilsner, mas lembro que em quatro dias tomei pelo menos umas dez canecas dessa cerveja – e ainda dei um jeito de esconder umas garrafinhas na mala... Durante alguns anos a Zahil, importadora paulista de vinhos, trazia o rótulo diretamente do leste europeu.<br /><br />Infelizmente os três barris servidos no Melogranodevem estar sequinhos a esta altura porque foram abertos apenas para um encontro com representantes do consulado checo.<br /><br />A boa notícia é que o bar inaugurou uma série de eventos mensais dedicada a cada país notadamente reconhecido pela produção da bebida. Para o 14 de julho, data que marca a queda da Bastilha, está prevista uma degustação de rótulos franceses.<br /><br />Na noite de ontem foi a vez de o <span style="font-weight: bold;">Frangó</span> colocar para gelar algumas garrafas e latas de produçaõ artesanal apresentadas pela comitiva liderada por Bob Pease, vice-presidente da Associação Americana de Cervejeiros (Brewers Association of USA) e da Associação dos Produtores de Lúpulo dos Estados Unidos.<br /><br />Chamou a atenção a profusão de marcas do tipo pale ale e IPA (India Pale Ale), que parecem ser, aliás, as categorias de cervejas mais promissoras nos EUA.<br /><br />Essas cervejas costumam ser amargas, uma consequência da presença marcante de lúpulo em sua composição. No aroma de muitas delas, percebi notas florais (mais) e frutadas (menos). Com teor alcoólico médio entre 6,2% e 7,5%, as amostras tinham em geral cor âmbar a cobre.<br /><br />A maioria dos rótulos, aliás, veio dos estados do Colorado (como a Titan, para mim a melhor, aromática, 7,1% de álcool), Califórnia (Boont Amber Ale, do produtor <a href="http://www.rogue.com/beers/dead-guy-ale.php">Anderson Valley</a>, seca, passagem breve pela boca) e Oregon (<a href="http://www.rogue.com/beers/dead-guy-ale.php">Rogue Dead Guy Ale</a>, amarga sem incomodar, com personalidade, mas aroma tímido).<br /><br />Incrível, porém, foi ver que até no Havaí há cerveja das boas. Com nome mais que apropriado, a <a href="http://mauibrewingco.com/mbc/beers.php">Big Swell IPA</a>, feita em Maui, tem 6,2% de álcool, aroma de frutas, lúpulo equilibrado e amargor sem ser agressivo. <br /><br />E para quem acha que a viagem ao mundo das cervejas acabou aqui, vai a dica: o <span style="font-weight: bold;">All Black</span> estica até 31 de julho o seu festival de cervejas latinas. Da mexicana Dos Esquis (R$ 7,50) à Colorado Demoiselle (R$ 19,00), há rótulos da Argentina e do Uruguai.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">All Black</span>. Rua Oscar Freire, 163, Jardim Paulista, tel. (11) 3088-7990.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Frangó</span>. Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia do Ó, tel. (11) 3932-4818.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Melograno</span>. Rua Aspicuelta, 436, Vila Madalena, tel. (11) 3034-1837.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-278614784616067921?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-24977335023183192092009-06-22T19:11:00.004-03:002009-06-22T20:05:43.188-03:00O vinho da Copa<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/vinho-da-copa-733152.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/vinho-da-copa-733141.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br />Se as garrafas já estivessem à venda por aqui, este blogueiro recomendaria que brindássemos com o vinho oficial da Copa de 2010 a cada um dos 3 gols que a Seleção Canarinho marcou ontem contra a Itália.<br /><br />Elaborados na África do Sul pela vinícola Nederburg, o branco, o tinto e o rosé Twenty10 devem ser lançados em agosto num evento no Museu do Futebol (a confirmar). Os rótulos serão vendidos ao consumidor por R$ 35,00 cada um, importados pela Casa Flora (www.casaflora.com.br).<br /><br />Não se ouve falar tanto em nosso mercado das etiquetas vindas do país-sede da próxima Copa do Mundo (se compararmos com a quantidade de argentinos, chilenos, portugueses, italianos e franceses), mas as principais importadoras brasileiras mantêm boas opções sulafricanas em seus catálogos (confira alguns endereços no <a href="http://veja.abril.com.br/comer-e-beber/colunista/vinho/">blog do vinho de veja.com</a>).<br /><br />Oitavo maior produtor de vinhos do mundo, a África do Sul é famosa por cultivar as uvas chenin blanc (branca) e pinotage, uma variedade tinta. Durante o regime do apartheid o país sofreu, merecidamente, sanções internacionais e o produto não podia ser exportado. Não havia quem quisesse comprar.<br /><br />Com a chegada de Nelson Mandela ao poder, em 1994, a indústria do vinho ganhou impulso. Um ano antes, quando Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz, celebrou a conquista com um exemplar da região da Península do Cabo.<br /><br />Feitos com a uva cabernet sauvignon, o tinto e o rosé Twenty10 podem acompanhar bem petiscos como frango assado, uma boa bisteca e queijos como parmesão e brie. Já o branco, sauvignon blanc, deve ir bem com lulas no bafo, pro exemplo.<br /><br />Para o ano que vem, lembre-se dessas dicas quando estiver – se Deus quiser! – diante da TV pronto para comemorar os gols de Luís Fabiano, Kaká &amp; cia.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-2497733502318319209?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-73075559652518815172009-06-19T20:16:00.001-03:002009-06-19T20:18:49.925-03:00PSCCaros leitores:<br /><br />Faz uns cinco minutos que o Boteclando está no Twitter.<br />Bom fim de semana.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-7307555965251881517?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-21494993500325813352009-06-19T14:07:00.005-03:002009-06-19T15:18:50.965-03:00Em Maceió: acarajé baiano, pizza e chope paulistas (ou réquiem tricolor)<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/alagoana-790783.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 265px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/alagoana-790768.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Pode ser apenas uma primeira impressão, mas nos dois dias que passei em Maceió, de domingo a terça, notei a presença de muitos casais, jovens casais, caminhando pra lá e pra cá na belíssima orla, da Pajuçara a Jatiúca.<br /><br />É provável, portanto, que a capital alagoana seja uma espécie de meca brasileira dos casais em lua-de-mel. Se minha tese pudesse ser confirmada por dados estatísticos, a cidade mereceria o título, pois atributos não lhe faltam: mar verdinho, temperatura média entre 25 e 29 graus a uma semana do inverno, com sol a maior parte do dia, e um clima algo sossegado.<br /><br />Como eu não estava por ali em lua-de-mel, mas, sim, por causa de trabalho, tratei de aproveitar o tempo livre para calar algum lugar em que pudesse provar alguma coisinha da gastronomia local. Acabei, na verdade, experimentando três legítimos exemplos da culinária e da boemia forasteira.<br /><br />Na noite de domingo me atraquei com um acarajé no <span style="font-weight: bold;">Akuaba</span>. Com todo respeito às soteropolitanas Dinha (que Oxalá a tenha) e Cira, o quitute dali não faria feio diante do delas. Nesse bar-restaurante instalado a duas quadras da praia, o bolinho tem uma circunferência do tamanho da palma da mão e vem bem apresentado, numa bandeja, ao lado dos pertences. Camarão defumado, vatapá e caruru e uma pimentinha bem boa chegam à parte, para que o próprio comensal o tempere. Por R$ 4,00, estava bom demais! Perfeito para ser dividido por duas pessoas, como entrada.<br /><br />Dali segui para o <span style="font-weight: bold;">Armazém Guimarães</span>, pizzaria local que exportou sua expertise para Recife. Num clima de bar e aquele zunzunzum de casa da nonna, encarei uma pizza brotinho light (no cardápio constavam 300 calorias, de peito de peru, R$ 11,90) acompanhada de uma taça de Paso El Portillo (R$ 9,00), um vinho branco argentino fresquinho – sem trocadilhos. Caiu bem como parceiro para fazer matar o tempo.<br /><br />Na noite seguinte baixei no <span style="font-weight: bold;">Alagoana Casa de Chopp &amp; Botequim</span> (foto). Vencedor da categoria chope na edição passada de VEJA MACEIÓ, o bar pertence a Cadu Gardel, empresário que comanou casas de sucesso na Vila Olímpia (bairro paulistano que já foi dominado por casinhas, depois por bares e hoje por prédios comerciais monstruosos), como o Rabo de Peixe e o Moça Bonita.<br /><br />Para minha surpresa, Gardel conseguiu levar o know-how para esse local. Arrisco dizer que é o chopinho mais bem tirado do Nordeste. Com temperatura e colarinho ideais, o líquido dourado e cremoso vai à mesa numa caldeireta idêntica à do bar Amigo Leal, outro símbolo de SP. Isto é: o copo é mais alto e mais longilíneo que o usual.<br /><br />Minha intenção era tomar dois copos e voltar ao hotel. Quando me dei conta, percebi que uma roda de samba e choro se formou, em plena segundona, ali numa mesinha de canto.<br /><br />Em volume e cadência adequados, o quarteto de cavaco, violão, atabaque e pandeiro foi despejanto Paulinho da Viola, Jackson do Pandeiro e outros lordes, entre eles, Paulo Vanzolini que, aliás, é tema de um documentário que está em cartaz.<br /><br />Como diz seu <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nJ8ELz2s6v4">samba</a>, é isso aí, Tricolor: “reconhece a queda e não desanima/ levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Akuaba</span>. Avenida Álvaro Calheiros, 6, Mangabeiras, Maceió, tel. (82) 3325-6199.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Alagoana Casa de Chopp &amp; Botequim</span>. Rua Deputado Luiz Gonzaga Coutinho, 125, esquina com a antiga Avenida Amélia Rosa, Jatiúca, Maceió, tel. (82) 3235-1678.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Armazém Guimarães</span>. Avenida Doutor Antônio Gomes de barros, 188, Jatiúca, Maceió, tel. (82) 3325-4545.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-2149499350032581335?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-60901376220227268332009-06-12T00:37:00.005-03:002009-06-12T00:56:17.715-03:00Brasil, 38 graus<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/choupana-748711.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 350px; height: 235px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/choupana-748702.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Um dia depois de encarar os 7 graus de Curitiba, desembarquei em Manaus sob amenos – amenos sim, pois estou levando em conta o fato de já ter visto os termômetros marcarem 37, 38 graus por lá – 32 graus.<br /><br />(Se um dia tiver de morar na capital amazonense e equipar minha casa, meus dois primeiros eletrodomésticos serão um frigobar para gelar a cerveja e um aparelho de ar-condicionado.)<br /><br />De mala e sem cuia, saí do aeroporto diretamente para o <span style="font-weight: bold;">Choupana</span>, um dos restaurantes mais famosos da cidade, vencedor da categoria por quatro anos seguidos. Minha ideia era me esbaldar com umas costelas de tambaqui. Ainda estão na minha memória as que comi – e pelas quais paguei a bagatela de R$ 5,00! – dois anos atrás numa das barracas do porto de Manaus.<br /><br />Mas, para meu profundo desapontamento, o Choupana só faz pratos para duas pessoas. Tentei argumentar com a garçonete que estava sozinho e perguntei se poderia pedir meia-porção, já que a inteira me custaria R$ 82,00. Ela disse que sim, mas o desconto seria apenas de R$ 10,00.<br /><br />Triste, desisti e optei pelo filé de pirarucu com legumes, purê de batata e arroz (R$ 56,00). Estava Ok, já provei melhores ali mesmo em Manaus, logo saí frustrado. Deveria ter pedido uma porção inteira de bolinho de bacalhau, já que o que experimentei de entrada estava muito bom.<br /><br />De volta a São Paulo na sexta-feira, quase não acreditei quando vi um desses termômetros digitais de rua marcando 22 graus no comecinho da noite. Coloquei meus óculos e chequei: não, não estava vendo coisas.<br /><br />Já em casa, abri uma garrafa de Super Bock Abadia Gold (essa supreendente cerveja portuguesa já pode ser encontrada por aqui, na importadora Adega Alentejana – www.alentejana.com.br) e relaxei. Por via das dúvidas, não tirei o cachecol. E se o tempo virasse de novo?<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Choupana</span>. Rua Recife, 790, Adrianópolis, tel. (92) 3635-3878<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-6090137622022726833?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-49852688310236297672009-06-09T15:18:00.002-03:002009-06-09T15:21:01.742-03:00Brasil, 2 graus negativos<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/jacobina-731597.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 370px; height: 250px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/jacobina-731583.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Quarta-feira da semana passada, 7 da manhã. Assim que o despertador tocou, liguei a TV no <span style="font-style: italic;">Bom Dia Brasil</span> e, bingo!, a Michele Loretto (a moça do tempo) deu a notícia, ao vivo:<br />- Em Curitiba os termômetros marcam 1 grau, mas a sensação térmica é de 2 graus negativos.<br /><br />Como dali a duas horas eu tomaria um voo com destino à capital paranaense, tratei de desencaixotar o meu casaco de frio – na verdade, é mais velho do que eu, já que herdei do meu avô – e segui para o aeroporto.<br /><br />Pouco antes de aterrissar, o comandante reportou:<br />- Tempo bom em Curitiba, 6 graus.<br /><br />Já que eu tinha saído de São Paulo com 10 graus, achei que não sentiria muita diferença. Que nada! Só tirei mesmo o casacão para conduzir a reunião com os jornalistas que desde já estão trabalhando na ediçaõ deste ano de VEJA CURITIBA “Comer &amp; Beber”.<br /><br />Encerrada a reunião, eu tinha duas horas livres antes de seguir para o aeroporto e pegar o voo de volta à calorenta São Paulo. Por isso, decidi conhecer o <span style="font-weight: bold;">Jacobina</span>, bar que no ano passado foi o vencedor em três categorias: boteco, happy hour e para petiscar.<br /><br />O relógio marcava já 3 da tarde, por isso o salão estava bem vazio. Pude observar com calma os detalhes da decoração: máquinas de escrever antigas, disco de 78 RPM, vitrolas e todo tipo de tralha pendurada na parede, que torna o ambiente bem aconchegante, apesar do frio.<br /><br />A bem da verdade, o Jacobina não é assim um boteco. Não pude esperar para conferir a happy hour mas tive a chance de experimentar um dos itens da cozinha.<br /><br />E não me arrependi. Pedi um prato de baião-de-dois que estava absolutamente delicioso. Não cronometrei, mas a refeição chegou à mesa antes dos 8 minutos prometidos no site, caso sejam pedidos os pratos do dia. Queijo bem derretido, linguiça bem temperada, apenas o arroz estava um pouco além do ponto al dente – compreensível, já que era tarde.<br /><br />Do chopinho não guardo nenhuma lembrança marcante. Na verdade, eu já começava a me preocupar com os 30 e poucos graus que provavelmente iria encontrar em Manaus, no dia seguinte. Dessa breve experiência, conto num próximo texto.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Jacobina</span>. Rua Almirante Tamandaré, 1365, Juvevê, Curitiba, tel. (41) 3016-6111.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-4985268831023629767?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-80990416821070220392009-06-02T18:03:00.005-03:002009-06-02T18:28:52.188-03:00Na estrada real dos botecosDepois de celebrar os dez anos de sucesso na capital mineira, o Festival Comida de Buteco chega pela segunda vez com sua caravana ao Rio de Janeiro. Tempo não vai faltar aos cariocas que quiserem nos próximos 27 dias – a farra começou na sexta-feira, 29 de maio –, testar e eleger os melhores botequins da cidade nos quesitos: qualidade do tira-gosto, temperatura da bebida, higiene e atendimento. Veja a lista dos concorrentes<a href="http://www.comidadibuteco.com.br/"> aqui</a>.<br /><br />Entre os concorrentes deste ano, já tive a honra conhecer o Bar Brasil, o Bar Urca (leia o post “Ressaca? Não, não, nada disso”, de fevereiro de 2009), o Bracarense, o Jobi e o Bar do Mineiro). Espero poder visitar logo o Original do Brás, vencedor do ano passado e que participou, como convidado de honra, da saideira do Comida di Buteco de Belo Horizonte, no fim de semana de 22 a 24 de maio.<br /><br />Apesar do atraso, pelo qual me desculpo, não poderia deixar de falar desse evento que a cada ano fica mais legal. A Saideira é uma festa que reúne todas as casas participantes. Ao fim de três dias, são anunciados os vencedores. Desta vez, aconteceu no Centro Esportivo Universitário, uma ampla área anexa ao campus da UFMG, entre o Mineirão e a Lagoa da Pampulha. São Pedro ajudou e a origanização deu conta de atender, dentro dos conformes, aos 10000 visitantes que passara por ali em cada um dos três dias.<br /><br />Num clima pacífico, as barracas de cada um dos 41 botecos de Beagá puderam ser ser visitadas com calma (e alguma fila, nos mais disputados). De quebra, a moçada curtiu shows de Luiz Melodia, Moacir Luz e da atleticana Beth Carvalho.<br /><br />Ao desembarcar, segui diretamente do aeroporto de Confins, na tarde do sábado, para o evento. Muito bem recebido pelo anfitrião Eduardo Maya, fui guiado até a barraca do <span style="font-weight: bold;">Bartiquim</span>. Ali, comecei os trabalhos pelo rabo no mato (rabada com mostarda).<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/rabada-793232.JPG"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/rabada-793216.JPG" alt="" border="0" /></a><br /><br />Em seguida, e logo ao lado, experimentei no <span style="font-weight: bold;">Bar da Lora</span> o potente “mercadão da lora ao molho dos bohemios”, um prataço de fígado com jiló, linguiça com couve e pernil com conserva.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/lora-730036.JPG"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/lora-730023.JPG" alt="" border="0" /></a><br /><br />Depois de uma volta de reconhecimento, parei no <span style="font-weight: bold;">Agosto Butiquim</span> para conhecer dona berinjela e seus dois quitutes (cubos de carne marinados, berinjela crocante e bolinhas de angu com taioba). Que me lembre, foi a primeira vez na vida que comi berinjela frita daquela forma – em palitos, como batatas do McDonald’s). Genial também a ideia das bolinhas de angu,<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/berinjela-753973.JPG"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/berinjela-753960.JPG" alt="" border="0" /></a><br /><br />Antes de zarpar, tive tempo de dividir com a minha Camila, no <span style="font-weight: bold;">Bar Sabor do Nordeste</span>, uma porção de sinfonia nordestina, carne de sol na brasa com pirão de queijo (não sei não, mas poderia jurar que naquela hora eu estava em Recife...).<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/carne-de-sol-782102"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/carne-de-sol-782087" alt="" border="0" /></a><br /><br />No dia seguinte – sem a chance de ser repreendido –, me atraquei com o tropeiro bandeirante do <span style="font-weight: bold;">Bar do Dondinho</span> (feijão tropeiro om couve).<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/trop-717918.JPG"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/trop-717904.JPG" alt="" border="0" /></a><br /><br />Antes de correr para o aeroporto, experimentei ainda uma joia: o fondi mineiro do <span style="font-weight: bold;">Boteco da Carne</span>, uma porção combinada de linguicinha, pernil e almôndega molhados no angu molinho (para os paulistanos, angu = polenta) e queijo parmesão. Uma delícia!<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/fondi-742105.JPG"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/fondi-742089.JPG" alt="" border="0" /></a><br /><br />Depois dessa epopeia, não, não sei quantos quilos fiquei mais gordo.<br /><br />PS: Ah, para conferir os vencedores, visite www.comidadibuteco.com.br<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-8099041682107022039?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com8tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-22146744661040772382009-05-19T23:51:00.004-03:002009-05-20T12:47:23.632-03:00Lambrecagens<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/europa---para-o-boteclando-1-031-700714.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/europa---para-o-boteclando-1-031-700551.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><div> </div><br /><div>Conversando há pouco com uma amiga pelo MSN, ela me conta que seu fihote, de poucos meses, babou biscoito de maisena sobre o teclado do computador. </div><br /><div>O pequeno desastre doméstico me fez lembrar do glutãozinho lambusado na foto do cantinho desta foto.</div><br /><div>Tirei-a, aliás, quase um ano atrás, quando estive com minha Camila na região do Lago Maggiore, na divisa da Itália com a Suíça. O tal <span style="font-weight: bold;">Chez Manue</span>l fica na encantadora Isola Dei Pescatori, uma das que ficam no meio do imenso lago.</div><br /><div>Paramos para o almoço e comemos uma memorável lasanha - com gosto daquelas que nossa mãe faz pra gente num domingão de São Paulo e Parmêra, precedida por um prato de presunto cru, daqueles de desmanchar no esfrega-esfrega entre a língua e o céu da boca. </div><br /><div>Viva!, por lá é primavera.</div><br /><div><span style="font-weight: bold;">Chez Manuel</span>. Via Di Mezzo, 41, Isola Dei Pescatori, província de Varese, Lombardia, Itália, tel. 00XX39 032332534</div><br /><div> </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-2214674466104077238?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-62640344003481403052009-05-15T20:06:00.004-03:002009-05-15T20:47:02.554-03:00TarimbaUm brinde ao tarimbado vô Antoninho, com quem dividi algumas taças de vinho, uns copos de cerveja mas, infelizmente, nenhum dry martini.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-6264034400348140305?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-2314144948962166882009-05-15T14:26:00.004-03:002009-05-15T15:46:41.791-03:00Eu só queria tomar um chope<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/homer-702337.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/homer-702335.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br />Parafraseando meu amigo Luiz Américo Camargo, editor e <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/luizamerico/">colunist</a><a href="http://blog.estadao.com.br/blog/luizamerico/">a</a> do caderno Paladar do Estadão, na noite de terça passada “eu só queria tomar um chope” depois do trabalho.<br /><br />Saí da redação lá pelas 11 da noite e resolvi conhecer a filial do <span style="font-weight: bold;">Bar do Juarez</span> aberta meses atrás em Pinheiros.<br /><br />A bem da verdade, a casa fica numa rebarbinha da Vila Madalena, numa região cercada de residências térreas, bem mais tranquila que o miolo da Rua Aspicuelta. É talvez a maior das quatro unidades (as outras ficam em Moema, no Brooklin e na Vila Olímpia), se não a mais ajeitada. Tem um salão interno e uma enorme área a céu aberto, com teto retrátil.<br /><br />Fazia uma noite bonita, embora não muito quente, e resolvi pegar uma mesinha no espaço descoberto.<br /><br />À medida que eu caminhava pelos diversos ambientes, até chegar à mesa, percebi que um garçom carregava uma bandeja com alguns copos de chope. De um lado ao outro ia, voltava e descarregava um copo numa e noutra mesa – sem que nenhum cliente o pedisse.<br /><br />Há quem veja nesse hábito um exemplo de eficiência no serviço.<br />–Putz, como esses caras são rápidos! Meu chope mal acabou e eles já vieram repor!, dirão.<br /><br />Mas eu sou da turma que detesta esse expediente, pelo simples fato de que, depois de uns bons minutos levando o copo para lá e pra cá, a bebida vai chegar à mesa deteriorada: mais quente e sem o colarinho protetor.<br /><br />Dito e feito: assim que me sentei, o cidadão veio com o último copo da bandeja. Agradeci, disse que sim, queria um chope, mas não aquele. E pedi que fosse tirar um zerinho.<br /><br />Depois de umas doze horas na luta, e por R$ 4,50 a caldeireta, convenhamos, eu merecia um chopinho decente, não?<br /><br />Já acomodado, xeretei o bom cardápio e resolvi pedir um caldinho de feijão (inacreditáveis R$ 9,00!) e um sanduíche de filé com molho acebolado (R$ 13,00).<br /><br />Hummm!, pensei, o caldinho vai forrar o estômago e o sanduba vai ser um belo arremate!<br /><br />Que nada...<br /><br />Um quinze minutos depois, vejo à minha frente, ao mesmo tempo, os dois pedidos!<br /><br />Será que o garçom (era outro, por isso achei que não era nada pessoal) pensou que eu estava esperando alguém? Estaria eu com cara de quem voltou da guerra? Haveria um ectoplasma na outra ponta da mesa? Não, eu estava sozinho...<br /><br />Resultado: a cada duas colheradas no caldinho – de feijão preto, muito bom, e acompanhado de torresminho picado e quentinho –, eu tascava uma mordida no lanche, para que nem um nem outro esfriassem.<br /><br />Depois de mais um chope, veio a conta (R$ 34,10, já com os 10% do serviço) e a, por assim dizer, vingança: deixei R$ 34,00 contadinhos, com duas notas de R$ 2,00 e três de R$ 10,00.<br /><br />Bar do Juarez. Rua Deputado Lacerda Franco, 642, Pinheiros, tel. (11) 3578-5228.<br /><br />PS: quem circula pela Vila Madalena, aliás, deve ficar atento. A 1 da manhã de hoje, ao sair da redação, vi uma blitz na Rua Pedroso de Moraes, e motoristas sendo parados para fazer o teste do bafômetro. À Vila, vá de táxi, portanto.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-231414494896216688?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-5046944951118490222009-05-08T11:41:00.002-03:002009-05-08T11:50:19.197-03:00Sobre chope e vinho<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/dirceu-784041.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 206px; height: 230px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/dirceu-784039.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br />– Cara, olha isso! Quantos bares abertos! E ainda é terça-feira!<br /><br />As exclamações acima foram ditas a este blogueiro, “ao vivo”, por Dirceu Vianna Jr. (na foto acima), o primeiro brasileiro a receber o título de Master of Wine na Inglaterra (o contexto das exclamações eu explico já, já). Convidado para comandar uma degustação na Expovinis, feira de vinhos que se encerrou ontem no Transamérica Expo, Vianna vive na Grã-Bretanha há duas décadas.<br /><br />Para ter uma ideia da façanha do paranaense, basta dizer que existem menos de 300 masters of wine no planeta. Ele alcançou o título após passar os últimos doze anos estudando tudo o que diz respeito ao vinho. Se fizermos uma comparação, esse é o tempo que alguém que deseja seguir a área acadêmica leva para concluir a graduação, o mestrado e o doutorado.<br /><br />Conheci Dirceu já no apagar das luzes do primeiro dia da Expovinis. Sobre o evento, disse-me que achou o nível altíssimo, tanto no que diz respeito à organização quanto à qualidade das bebidas apresentadas e ao portfólio dos expositores e importadores. Queixou-se apenas sobre o cigarro – fosse na Europa, seria proibido fumar. Faz sentido, afinal uma degustação de vinho passa pelos exames visual, olfativo e, aí sim, de paladar. (Que o Serra não nos ouça)<br /><br />Como ele teria não mais que duas horas livres por aqui, já que no dia seguinte embarcaria para Londres, sugeri que esquecêssemos um pouco de vinho e fôssemos tomar um chope. De pronto aceitou o convite e também juntou-se a nós o jornalista Nuno Vaz Pires, diretor da belíssima revista portuguesa Wine.<br /><br />Seguimos para a Vila Madalena e, mal estacionamos o carro na Rua Mourato Coelho, o neolondrino Vianna já arregalou os olhos com a movimentação do Posto 6, do Boteco São Bento e da Costelaria Patriarca. Torcedor do Arsenal e morador do norte de Londres, costuma cruzar com vizinhos como Rod Stewart e um dos caras do Oasis nos pubs perto de sua casa, no norte da cidade.<br /><br />Paramos primeiro no <span style="font-weight: bold;">São Cristóvão</span> para tentar comer uma alheira (Nuno imediatamente aprovou) e tomar um chopinho. Não havia mesas livres, por isso nos acomodamos na quina do balcão, ao lado da chopeira. Com tantos quadrinhos e fotos antigas de times e jogadores de futebol cobrindo as paredes, Vianna não sabia para onde olhar.<br /><br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/saocristovao-754036.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 301px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/saocristovao-754025.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br />– São Paulo é demais! São Paulo é demais! A essa hora Londres já está dormindo.<br /><br />Era quase meia-noite e, como não havia lugar para sentarmos, caminhamos um quarteirão e meio até o <span style="font-weight: bold;">Filial</span>. Fomos recebidos pelo Ailton – sim, ele voltou mesmo! –, que imediatamente nos colocou numa mesinha bem bacana. Mais uma rodada de chope, duas canecas de caldinho de feijão, uma porção de bolinho de carne seca, dois espetos de picanha e uma dose da cachaça Claudionor.<br /><br />– Bem aromática! – desta vez o comentário foi de Nuno, torcedor do Porto.<br /><br />Contava-lhes rapidamente que o Filial costuma resistir até 4, 5 da manhã, ainda que não seja um fim de semana, quando chegaram dois distintíssimos exemplares da beleza paulistana e sentaram-se em banquetas ao lado do balcão. Ailton ganhou beijinhos no rosto e duas caldeiretas imediatamente desceram à frente das moças.<br /><br />Era apenas mais uma terça-feira em São Paulo.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Filial</span>. Rua Fidalga, 254, Vila Madalena, tel. 3813-9226.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">São Cristóvão</span>. Rua Aspicuelta, 533, Vila Madalena, tel. 3097-9904.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-504694495111849022?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-66365584452000268862009-05-04T19:23:00.002-03:002009-05-04T19:26:39.728-03:00Cadê o senhor, seu Elídio?Eu vinha adiando há tempos uma visita ao reformado <span style="font-weight: bold;">Elídio Bar</span>, pelo receio de encontrar um lugar irreconhecível. Sabia que isso poderia acontecer. E foi mais ou menos isso o que aconteceu na tarde de sábado.<br /><br />Como meu colega Fabio Wright havia adiantado em um texto para a coluna 50 Bares, na <span style="font-style: italic;">Vejinha</span> de 10 de setembro de 2008, a casinha mooquense do velho Elídio Raimondi ganhou balcões de mármore travertino, TVs de plasma e uma ligação direta entre os salões do piso superior e do térreo. Ficou linda.<br /><br />Se era um dos mais autênticos botecos da cidade, com cara, alma e paredes sujas pela bagagem de seus 36 anos de vida, agora o Elídio mais parece um clone de si mesmo, com aquelas paredes brancas sem graça e os quadros corretamente alinhados sobre elas.<br /><br />Se o senhor me permite, seu Elídio, quero fazer umas perguntas: por que o velho néon foi desligado? Cadê as fotos dos magníficos balões, seu Elídio? E as velhas banquetas de plástico? Onde foi parar a coleção de canecas?<br /><br />Graças a Deus, o senhor não descuidou do chope – que continua distintíssimo – nem do inimitável balcão de petiscos, muito menos da feijoada (embora os R$ 83,00 cobrados pela cumbuca, para duas pessoas, sejam um tanto exagerados, né?).<br /><br />Mas, pelo jeito, não fui eu o único a desgostar da belezura em que se transformou o seu bar. Afinal, esta foi a primeira vez que voltei à Mooca e não encontrei o senhor ali, atrás do balcão, mostrando para a gente como é que se tira um copo de leite.<br /><br />Gostaria de ter-lhe dito tudo isso pessoalmente. Mas o senhor não estava lá, seu Elídio.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Elídio Bar</span>. Rua Isabel Dias, 57, Mooca, tel. 2966-5805.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-6636558445200026886?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-77525481078255114312009-04-29T20:14:00.001-03:002009-04-29T20:17:05.268-03:00Curitibanas<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/Chama_o_garcom-788501.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 277px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/Chama_o_garcom-788498.jpg" alt="" border="0" /></a><br />– Uma mulher bem vestida chega ao balcão do bar e pede um chope escuro. Coisa rara, mulher sozinha tomando chope no balcão. Assim que o copo foi entregue, ela se dirige calmamente a uma mesa onde havia um senhor de meia-idade sentado com uma garota e lentamente derrama todo o conteúdo na cabeça dele, que aguentou impávido o jorro gelado. Nenhuma palavra, nenhum escândalo. Ela virou as costas e saiu. Ninguém foi cobrar o chope.<br /><br />A história acima é verídica e foi contada por Robert Amorim, o Beto Batata, dono do famoso bar homônimo aberto em Curitiba dez anos atrás, às jornalistas Marcia Luz e Simone Mattos, autoras do livro <span style="font-style: italic;">Chama o garçom</span>.<br /><br />Com fotos de Kraw Penas, a empreitada traz, nas palavras das moças, “apenas histórias, bem humoradas, verídicas e que registram alguns momentos memoráveis” dos bares e botecos mais fantásticos da capital paranaense.<br /><br />Mais que um relato emocional, o livro é um GPS para aqueles que, como este blogueiro, acredita que os melhores botequins estão escondidos nos lugares mais improváveis. Estão ali o <span style="font-weight: bold;">Stuart Bar </span>(aberto em 1904!), o <span style="font-weight: bold;">Armazém Santa Ana</span> (como muitas casas da região sul, funciona dentro de uma construção de madeira) e o <span style="font-weight: bold;">Bar do Alemão</span>, o primeiro bar que conheci em Curitiba, lá por 1995, 1996.<br /><br />Meninas, obrigado pela dedicatória. Na próxima vez que eu for a Curitiba, sei que não vou me perder pelo Alto da XV, Portão, Juvevê, Xaxim...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-7752548107825511431?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-51595979660780454382009-04-16T19:00:00.006-03:002009-04-20T16:12:33.496-03:00A lei antifumo e o jeitinho alemão<a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/europa---para-o-boteclando-1-010-799626.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 300px; text-align: center;" alt="" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/europa---para-o-boteclando-1-010-798816.jpg" border="0" /></a><br /><div></div><br /><div></div><br /><div>Domingão tem São Paulo e Corinthians, a crise ainda taí, as paulistanas continuam lindas mas, nesta semana, o assunto que entrou na pauta dos filósofos e desiludidos de botequim foi mesmo a tal lei antifumo baixada pelo governador José Serra.<br /><br />Já escrevi uma vez neste blog sobre o quanto fico irritado quando saio de um bar e percebo que estou, inteirinho, cheirando a tabaco. Razão pela qual defendo, obviamente, a criação de fumódromos nesses locais. Se você que me lê é fumante, acho justíssimo o seu direito de acender um cigarro – longe, bem longe de mim e de quem não fuma.<br /><br />Leis como essa não são novidade, bem lembra a reportagem na VEJA desta semana. Desde 2007 o cigarro está proibido nos pubs londrinos, nos cafés de Paris e em bares alemães. Como na Europa o respeito às leis é, digamos, maior do que no Brasil, já que muita gente sabe que pode ir para a cadeia por pouco, não se veem mais fumantes em lugares fechados.<br /><br />Maaasss... Se por aqui ainda não foi descoberta nenhuma brecha na lei Xô, Fumaça do Serra, os frequentadores do <span style="font-weight: bold;">Dreyer</span>, em Hamburgo, deram um jeitinho para continuar dando suas pitadas no ponto de encontro de todas as noites.<br /><br />Esse botecão tornou-se a sede de um certo “Clube da Fraternidade Entre os Povos”. Diz a lei tedesca que algumas entidades privadas estão desobrigadas de vetar o cigarro. Ocorre mais ou menos o seguinte: fumar no bar, não pode. Num clube, tudo bem. Logo, o Dreyer cumpre a lei e mantém a freguesia satisfeita.<br /><br />Tornei-me sócio do tal Clube – depois de pagar a taxa de adesão de 1 Euro e de não ter levado bola preta – no mesmo dia em que estive lá: 23 de julho de 2008. Antes que me acusem de demagogia, afinal não sou fumante, digo que o fiz simplesmente para fincar minha bandeira num dos mais autênticos knipes hamburgueses.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/postal-alemao-717528.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 278px; height: 400px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/postal-alemao-717526.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><br />Fundado em 1923 no bairro de Saint Pauli (a Vila Madalena de lá), o Dreyer tem essa carona de pub aí da foto acima. As paredes e alguns armários expõem uma coleção de 160 relógios. A cozinha, por sua vez, prepara um genuíno frikadelle. Trata-se de um bolinho de carne frito, temperado com cebola, ervas e manteiga, do tamanho de um bifão de hambúrguer.<br /><br />Nas duas ou três primeiras mordidas, estranhei um pouco, porque o negócio me foi servido completamente gelado. Disse-me uma amiga, porém, que é assim mesmo. Segui adiante, temperando com mostarda escura, intercalando uns goles de cerveja. E fumando um cigarrinho por tabela.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Dreyer</span>. Martin Luther Strasse, 4, tel. (00XX49) 040-36090553, Hamburgo, Alemanha.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-5159597966078045438?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-55975194018424513082009-04-08T23:17:00.003-03:002009-04-08T23:19:40.808-03:00I wanna rock & roll and sanduba de pernil<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/methooool-739403.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 350px; height: 247px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/methooool-739401.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Se por acaso eu encontrasse hoje algum caderno que tivesse usado na segunda série do primário, é provável que, em meio a repetidas tabuadas do 7 e lições sobre fotossíntese, eu encontre em cada página a seguinte inscrição: Kiss.<br /><br />Fiz a segunda série em 1983, ano em que o Kiss esteve pela primeira vez no Brasil. Eu não tinha a menor idéia de que música eles cantavam na época mas, sob influência de um primo mais velho, fiquei absolutamente maluco com aqueles cabeludos cd caras-pintada. Provavelmente minha discoteca ainda era composta por LPs do Roberto Leal, da Turma do Balão Mágico e d’As Melindrosas, mas todo aquele visual me impressionou, a ponto de eu querer copiar o traço, digamos, elétrico, da marca da banda.<br /><br />Aliás, se fizerem uma pesquisa na linha Top of Mind sobre as marcas de rock mais valiosas, acho que a do Kiss e a do AC/DC batem fácil a dos Beatles.<br /><br />Pois ontem, com 25 anos de atraso, finalmente assisti a um show do Kiss. Como era de se esperar, o Anhemibi viu e ouviu, naquelas duas horas, de tudo um pouco: a língua e a boca ensangüentada por groselha do baixista Gene Simmons, o vôo do guitarrista Paul Stanley, a guitarra pirotécnica do Tommy Thayer, fogos e decibéis bem acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde.<br /><br />Foi legal também perceber muitos pais acompanhando os filhos, ver o Casagrande curtindo o show na pista VIP, em paz, e sacar que em se tratando de rock, guitarra demais nunca é demais.<br /><br />Já que o show merecia uma esticada, saí dali direto para o <span style="font-weight: bold;">Estadão Bar e Lanches</span>, no centro. Na época em que eu freqüentava semanalmente a Galeria do Rock, no começo dos anos 90, algumas vezes saí de lá direto para o Estadão. O almoço daqueles sábados costumava se resumir a sanduíche de pernil (hoje a R$ 7,50) acompanhado de uma latinha de Coca-Cola (R$ 2,50).<br /><br />Quase vinte anos depois, esse foi o glorioso menu de meu jantar de ontem.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Estadão</span>. Viaduto 9 de Julho, 193, centro, tel. 911) 3257-7121.<br /><br />PS: http://www.youtube.com/watch?v=TWkLOrfDAo4<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-5597519401842451308?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-3490320070223183922009-04-02T00:42:00.003-03:002009-04-02T15:23:44.262-03:00Montado, não batido<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/007-785609.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 260px; height: 400px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/007-785376.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Cena 1: James Bond se aproxima do balcão e, em vez do costumeiro dry martini, pede ao barman para preparar uma caipirinha.<br /><br />Cena 2: O barman começa a colocar na coqueteleira, um a um, o limão, o gelo, o açúcar e a cachaça. Tampa o utensílio e, com aquele ar solene, leva-o com as duas mãos sobre o ombro esquerdo e sacode uma, duas, três vezes, em movimentos ritmados.<br /><br />Cena 3: James Bond larga uma nota de 20 reais sobre o balcão, acena para o barman e deixa o ambiente sem tocar no copo.<br /><br />Se a sequência acima fosse filmada, James Bond mereceria o meu e o seu cumprimento. Afinal, diferentemente do dry martini, a caipirinha é um drinque que deve ser montado diretamente no copo. Nunca mexido. Jamais batido.<br /><br />Todo barman deveria saber disto: que a caipirinha requer cuidado, concentração no momento de distribuir os itens no copo, mais jeito do que força na hora de apiloá-los.<br /><br />Mas não é o que a gente está acostumado a ver. Para servir mais rápido, por preguiça ou sabe lá o porquê, o sujeito apanha o copo da coqueteleira como se fosse o do liquidificador, joga tudo de qualquer jeito, shake, shake, shake e despeja no copo.<br /><br />Invariavelmente, esse modo de preparo causa alguns danos à caipira. Primeiro, o gelo tende a picar e a se transformar em água mais cedo. Depois, como o limão vai se espatifar além da conta, a mistura pode ficar mais azeda que o desejado.<br /><br />Pois foi uma caipirinha dessas que tomei na segunda-feira à noite, em Vitória, no <span style="font-weight: bold;">Saidera Bar</span>. Fazia um calor danado, eu voltaria para São Paulo na manhã seguinte, o bar ficava distante poucos quarteirões do hotel, daí a minha decisão. Quando percebi o barman dançando com a coqueteleira, era tarde demais. Nos primeiros goles, pude constatar os estragos que descrevi aí em cima...<br /><br />Como os pasteizinhos de camarão e o sanduba de pernil com shoyu demoraram a sair da cozinha, tive tempo de me redimir, tomando duas caldeiretas do chope da casa, eleito o melhor da cidade na edição passada de Veja Espírito Santo.<br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/saidera-754965.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 380px; height: 253px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/saidera-754962.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Minhas curtíssimas 24 horas em Vitória – que está cada vez mais bem-cuidada, ao menos naquele pedaço da Praia do Canto – mereciam mesmo um bota-fora mais legal.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Saidera Bar</span>. Rua João da Cruz, 241, lojas 2, 3, 4 e 5 (esquina com Rua Aleixo Neto), Praia do Canto, Vitória, tel. (27) 3235-2687.<br /><br />PS: 007 se daria bem em Vitória. As capixabas continuam lindas<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-349032007022318392?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-1450390927741244942009-03-18T13:58:00.004-03:002009-03-18T16:40:50.404-03:00São Pedro, São Paulo, Saint Patrick<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/saopedro_miguel-731750.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 380px; height: 260px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/saopedro_miguel-731748.jpg" alt="" border="0" /></a><br />O relógio do computador marcava 0h02 de hoje, quando deixei a redação. Devoto que sou, e ainda que fosse tarde, não poderia ir para casa sem antes erguer um brinde e rezar um Pai Nosso em nome de Saint Patrick.<br /><br />Como todo botequeiro há de saber – e há de ter um santinho na carteira –,17 de março é o dia desse que é, de certa forma, um dos padroeiros da boemia. E da Irlanda, que nos deu a cultura do pub. Só por zelar para que voltemos sãos e salvos para casa todos os dias, ele já merece seu lugar no céu. E tanta devoção.<br /><br />Ao fim de um dia como o de ontem, em que Noé quase ancorou sua arca aqui na margem do Rio Pinheiros, resolvi muito coerentemente tomar meu pint de Guinness (R$ 19,00 a lata) no <span style="font-weight: bold;">São Pedro São Paulo</span>.<br /><br />Acompanhado do Sílvio Nascimento, editor de Veja.com e boêmio da melhor estirpe, baixei no bar no momento em que o garçom recolhia as mesas da calçada. Dia atípico, resignou-se o dono, movimento fraco por causa do dilúvio.<br /><br />Lá dentro, alguns bravos entornavam seus scotchs – a fenomenal carta de uísques lista setenta rótulos – e outros solitários puxavam papo com quem quer que se aproximasse do balcão.<br /><br />Nesse clima de paz, certamente Saint Patrick estava olhando por nós.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">São Pedro São Paulo</span>. Rua Doutor Renato Paes de Barros, 127, Itaim Bibi, tel. (11) 3079-4028.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-145039092774124494?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-90142901752840899832009-03-11T12:37:00.002-03:002009-03-11T12:41:11.921-03:00Cedo, em pé e de graça<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/studiosp-797963.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 275px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/studiosp-797947.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Hoje, a partir das 22 horas, a cantora Tiê faz, no <span style="font-weight: bold;">Studio SP</span>, o segundo show de lançamento de seu CD <span style="font-style: italic;">Sweet Jardim</span>. Ela toca e canta ali, aliás, também nos dias 18 e 25 de março, com entrada grátis.<br /><br />A apresentação faz parte do projeto Cedo e Sentado, em que o bar leva ao palco atrações tidas como revelação no cenário musical alternativo. E num clima mais sossegado em relação à balada que costuma se seguir na casa, célebre por seus shows arrasa-quarteirão, após a 1 da manhã, ainda que seja na virada de uma segunda para terça-feira.<br /><br />O novo Studio SP traz muitas diferenças em relação ao endereço que ocupava na Vila Madalena. Se naquele local os espaços eram mais bem distribuídos – área do palco num andar, chill-out no outro, terraço etc –, na Rua Augusta tudo fica concentrado numa espécie de galpão. Com pé-direito alto, o espaço abriga um bar ao fundo do salão, sob um mezanino. O palco toma quase toda a lateral esquerda. À direita, fica uma espécie de arquibancada.<br /><br />Essa configuração bem que me fez relembrar do velho Blen Blen, que no fim dos anos 90 existiu na Rua Cardeal Arcoverde.<br /><br />Quanto ao show de Tiê, você pode escutar a doce voz da moça <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7ZGE3AfRNQc&amp;feature=channel_page">aqui</a>. Na quarta-feira passada, com casa cheia, houve quem a acompanhasse, em coro, quando entoou um cover do Balão Mágico.<br /><br />É, fomos inocentes um dia.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Studio SP</span>. Rua Augusta, 591, Consolação, tel. (11) 3129-7040.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-9014290175284089983?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com6tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-15990343564626564152009-03-09T20:19:00.003-03:002009-03-09T20:26:24.306-03:00O velho e novo Jacaré<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/file-722627.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/file-722614.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Segundo ele próprio me disse, seu relógio marcava 4 da tarde de sábado, quando foi deixado o recado na caixa postal do celular. Era o meu amigo Felipe Machado (metaleiro, jura que gostou do show da Madonna), convidando-me para tomar uma cerveja no <span style="font-weight: bold;">Jacaré Grill</span>.<br /><br />Depois de meia hora na piscina, 1000 metrinhos, era tudo que eu precisava para fechar o dia, antes de correr para cumprir com minhas obrigações domésticas – no caso, fazer supermercado...<br /><br />A ideia era boa não só por que iria rever os amigos – além do Felipe, ficaria feliz por encontrar também o John, um globetrotter recém-chegado de uma temporada em Assunção – mas também por que era a oportunidade de conferir a nova cara do bar, que foi ampliado há pouco mais de um mês.<br /><br />Basicamente, o Jacaré cresceu para o lado – esquerdo. Ganhou mais um salão, luminoso e arejado. Esse aumento de área, porém, não significa que a costumeira muvuca de motoqueiros, trintões, balzacas e que tais em frente ao bar, na rua, tenha cessado.<br /><br />Não, nada disso. No Jacaré, também faz parte do programa fazer aquela pressão, ficar em pé ali no meio fio, com o periscópio ligado em quem chega e quem sai. Só vai para a mesa quem quer pedir uma porção de linguiça calabresa com molho de maracujá ou da picanha fatiada, que continuam sendo boas desculpas para acompanhar a cerveja sempre gelada.<br /><br />Esse era o meu caso.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Jacaré Grill</span>. Rua Harmonia, 321/337, Vila Madalena, tel. (11) 3816-0400.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-1599034356462656415?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-50137224795004323552009-03-05T18:33:00.005-03:002009-03-05T19:23:18.536-03:00Ômega-3, sardinha 2<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/sardinhas-775821.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 252px;" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/sardinhas-775815.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Nos últimos quatro dias, meu organismo certamente consumiu mais ômega-3 do que em todos os outros 33 anos, dois meses e dezoito dias de sua vida.<br /><br />A razão é simples: tanto no almoço tardio de domingo como no da terça-feira, meu cardápio incluiu quantidades generosas de sardinha. O peixe preferido do meu vira-latas Thobias tem esse nome, vejam só, pois costumava nadar em cardumes pelo Mediterrâneo, na costa da Sardenha. Uma espécie migratória, é encontrada também no litoral japonês, no do Chile, na Califórnia, na África e no Brasil.<br /><br />Diz a revista <span style="font-style: italic;">Saúde!</span>, a sardinha é um dos mais ricos fornecedores do ácido graxo ômega-3, que ajuda o corpo humano a prevenir doenças no coração, no intestino e nas articulações. Cada 100 gramas de sardinha fornece de 1,5 a 2,5 gramas de ômega-3 – mais que o salmão, o atum e o bacalhau!<br /><br />Bacalhau, aliás, também fez parte do meu menu nesses dois dias. No <span style="font-weight: bold;">Jabuti</span>, onde estive no domingo, comecei com dois bons bolinhos para acompanhar o chope que, ali, nunca esteve tão cremoso. Na seqüência, pedi sardinhas escabeche, acompanhadas de um pãozinho francês crocante, cujas rodelas combinadas com o molho transformaram-se em óbvios canapés.<br /><br />Na terça-feira, o almoço mensal da minha confraria – que se reúne em botecos ou restaurantes com alma boêmia a fim de combinar a cozinha desses lugares com bons vinhos (leia mais sobre a confraria <a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/2008_02_01_arquivo.shtml">aqui</a>) – chegou à <span style="font-weight: bold;">Casa Santos</span>. Notei que o estabelecimento, um dos mais antigos do Pari, passou por reforma nos últimos anos. O salão, providencialmente climatizado, ganhou pintura nova e mais fotos antigas da cidade e do bairro.<br /><br />Precedidas por excelentes bolinhos de bacalhau – graúdos, com casca crocante e regados por um bom azeite –, as sardinhas desembarcaram sobre a mesa preparadas à portuguesa (temperadas com limão e sal, na grelha, e guarnecidas de rodelas de cebola e pimentão). Dessa forma, o sabor marcante, mineral e levemente defumado do pescado pareceu destacar-se ainda mais. Dos vinhos degustados, apenas o argentino Salentein sauvignon blanc/chardonnay foi páreo para as ditas cujas.<br /><br />Confesso que depois de ler a reportagem da <span style="font-style: italic;">Saúde! </span>não consigo conter a alegria e a vontade de tirar uma casquinha dos patrulheiros das gorduras e pseudomales contidos em certas comidas de botequim.<br /><br />Taí a prova de que Homer Simpson está certo: “salada não leva a nada!”<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Casa Santos</span>. Rua Conselheiro Dantas, 92, Pari, tel. (11) 3228-5971.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Jabuti</span>. Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1315, Vila Mariana, tel. (11) 5549-8304.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-5013722479500432355?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com6tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-54019556222053253792009-03-03T21:19:00.004-03:002009-03-04T12:20:44.404-03:00De lutoNarciso Moreno, fundador, proprietário, fazedor de batidas e alma do <span style="FONT-WEIGHT: bold">Bar das Batidas</span> morreu na segunda-feira de carnaval.<br /><br />Quem conta é meu amigo Edmundo Leite, jornalista do portal Estadão, num texto (leia <a href="http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid332205,0.htm">aqui</a>) que, na verdade, presta um tributo à figura que era Narciso.<br /><br />Sempre bem-humorado, com bonezinho displicentemente jogado sobre a cabeça, à la Waldick Soriano, Narciso conseguiu a proeza de fazer com que seu cinqüentenário boteco fosse mais conhecido pelo apelido – C... do Padre – do que pelo nome de batismo. Jurou, certa vez, que até um vigário foi freguês da casa.<br /><br />Abraço, Sócio!<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-5401955622205325379?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5981017485540386285.post-84873689586861911932009-02-28T13:58:00.002-03:002009-02-28T14:03:19.301-03:00Bacalhau X Pirarucu<div align="center"><a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/pirarucu2-769301.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 397px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/boteclando/uploaded_images/pirarucu2-769298.jpg" border="0" /></a><span style="font-size:78%;">Foto: whozoo.org/www.whozoo.org</span><br /><div align="left"><br /><br />Cheguei a Manaus em plena hora do almoço da quarta-feira de cinzas. Antes de reunir-me com os jornalistas que vão fazer a apuração dos bares, restaurantes e casas de comidinhas para a edição especial <em>Veja Manaus – Comer &amp; Beber</em>, tomei um táxi desde o hotel e segui ao centro da cidade.<br /><br />Da primeira vez em que estive na capital amazonense, já tinha a intenção de conhecer o restaurante <strong>Calçada Alta</strong>, que fica a poucos quarteirões do Teatro Amazonas.<br /><br />De fato, para chegar ao salão deste restaurante de culinária portuguesa, que mais parece uma tasca, já que suas instalações são de uma simplicidade enorme, é preciso subir alguns degraus até a varanda, que fica um metro acima do nível do passeio.<br /><br />Acomodei-me em uma das cadeiras de ferro e assento redondo florido e pedi o cardápio. A especialidade da casa está nas receitas com bacalhau, preparado em porções para três pessoas. Assim, custam em média 150 reais. Como eu não queria gastar todo esse dinheiro nem desperdiçar comida, negociei uma sugestão alternativa.<br /><br />Por 30 reais, comi um ótimo bolinho de bacalhau, com pouca batata e muito peixe, além de um prato feito com arroz, batatas cortadas à moda portuguesa e uma patanisca absolutamente deliciosa. Essa versão manauara da receita lusitana mais se parece com um bifão à milanesa, ao menos no tamanho. No preparo, misturam-se lascas de bacalhau, ovos, farinha e creme de leite, ingrediente que atribuiu maciez ao prato.<br /><br />Enquanto almoçava, fiquei pensando em algo que me parece, ao menos, curioso. Como é que diante de uma oferta gigantesca de peixes da região, há quem se aventure a montar um restaurante especializado em bacalhau? Mais curioso é lembrar que na edição de Veja Manaus 2007/2008, o Bernardino’s, outro português, foi eleito o melhor restaurante da cidade.<br /><br />Para o jantar, fui ao bar <strong>Açaí &amp; Cia.</strong>, que serve petiscos e pratos regionais. Como entrada, devorei uma porção de pastéis de pato, antes de encarar um filé de pirarucu com purê de macaxeira (mandioca). Esse peixe, conhecido como “bacalhau amazônico”, tem uma textura que lembra a do cod ghadus morhua. O fato de ser conservado no sal justifica a comparação.<br /><br />Se me perguntassem qual seria o vencedor nessa disputa entre o bacalhau do Porto e o amazônico, apostaria num empate.<br /><br /><strong>Açaí &amp; Cia</strong>. Rua Acre, 98, Conjunto Vieiralves, Nossa Senhora das Graças, Manaus, tel. (92) 3584-0188.<br /><br /><strong>Calçada Alta</strong>. Rua Costa Azevedo, 102, centro, Manaus, tel. (92)3234-4081. </div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5981017485540386285-8487368958686191193?l=vejasaopaulo.abril.com.br%2Fred%2Fblogs%2Fboteclando%2Findex.shtml'/></div>Miguel Icassattihttp://www.blogger.com/profile/02607813085084424566noreply@blogger.com0