<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728</id><updated>2009-11-11T18:23:28.351-02:00</updated><title type='text'>Clio &amp; Dionísio</title><subtitle type='html'>Devaneios e Utopias, sobretudo, Vivências.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>189</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-4979165901857778020</id><published>2009-08-30T23:48:00.003-03:00</published><updated>2009-08-31T00:00:20.344-03:00</updated><title type='text'>Emplasto Brás Cubas...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sps8dLO08lI/AAAAAAAAA3c/ORa0tHpKW6A/s1600-h/emplasto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sps8dLO08lI/AAAAAAAAA3c/ORa0tHpKW6A/s400/emplasto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375957052125672018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;As luzes da cidade são mesmo imprevisíveis, ainda mais quando estão sob o efeito de alguma chuva fina. A beleza que essas tênues gotas projetam sobre o arcabouço concreto e metálico de formas mortas e, por vezes, sujas, nos hipnotiza, traça-nos uma linha absurda entre o estado de consciência e o inconsciente. São luzes que, como vida, correm diante de nossos olhos... são luzes da cidade, vistas pelo carro em movimento, sob uma noite escura e molhada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;A criação absurda de um romance sem heróis ou vilões..., apenas a reprodução de uma estrutura fria e morta, entretanto, é capaz de abrigar o calor de corpos em movimento, no instante mágico do clímax orgasmical. Como também de corpos inertes, embebidos pelo torpor do tempo, acrescido de algum líquido alcoólico, em dosagens dispensáveis. É essa criação absurda, mas ao mesmo tempo ordinária, que não pode ser glosada pelos romances, ou mesmo libelos, fantásticos ou absurdos. A absurdez da vida não consegue deixar-se retratar pelas mãos estranhas de um corpo, também estranho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;Dentro deste turbilhão de idéias, a cabeça de Tina não se deixa subjugar, tudo passa, porém, tudo vê... a criança que chora ao fundo... a chuva fina que insiste em fustigar a arquitetura mórbida de uma grande cidade... o motor de um carro em velocidade estável... É tão vazia essa paisagem que as vezes o sentimento é de abismo, no entanto, Tina está alegre e, apesar de absorta em seus pensamentos, sorri para os seus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;A busca pueril do esquecimento faz com que Albertina mantenha o delírio temporal ordenado, enrubescendo suas faces com a febre do mundo, aliás, a febre de viver nesse mundo; tal como Nietzsche, busca o esquecimento para não morrer de verdades. Pois, a verdade do mundo é opressora e opera em nossos sentidos uma válvula de efusão; tem-se a consciência de viver em absurdo, achando-se normal. As vezes isso nos oprime, eis o motivo de tentarmos o esquecimento. Talvez ele nos joga em face a este absurdo sem o ver, mantêm nossa consciência ocupada, tentando se lembrar dos fatos, fixa-nos à mente algumas aventuras, tão absurdas quanto, também como válvula de escape à loucura gélida e metálica da cidade fria e morta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;Esse esquecimento pueril faz os homens criarem seus mundos; esforçando-se por imitar e ensaiar a liberdade, não imaginam que é justamente dentro deste absurdo que podem encontrar seu emplasto... como fez um dia, antes de morrer, Brás Cubas, trazendo á memória dos homens de seu tempo, as dores da alma. O &lt;i style=""&gt;Emplasto Brás Cubas&lt;/i&gt;, com efeitos anti-hipocondríacos, tinha a valorosa e nobre proposição de &lt;i style=""&gt;aliviar a nossa melancólica humanidade&lt;/i&gt;. Seria este, o remédio do século?, único capaz de curar a loucura temporal? Acho que não, o melhor emplasto do mundo ficou clarividente para mim, e imagino, também, que tenha ficado claro para Tina...; o melhor emplasto do mundo é reconhecer a loucura que ele é, embrenhando-se de vez nesse absurdo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;Ao criarmos nossa realidade, adquirimos o rosto da mesma, a ponto de fazer de nossa vida uma imitação desmedida da máscara do absurdo. Bem, são conjecturas, entretanto, aqueles que encararem como proposta... que assim o façam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;Segundo Camus, &lt;i style=""&gt;para o homem absurdo,&lt;/i&gt; este estágio de criação,&lt;i style=""&gt; já não se trata de explicar e de resolver, mas de sentir e de descrever&lt;/i&gt;. Precisamos aprender a descrever nossa ambição em pensamentos absurdos, porém abertos. Uma vez que nossa máscara vital já tenha assumido o caráter de absurdo, também poderemos usar de nossa vida para a efetivação deste absurdo; eis o emplasto mencionado anteriormente e tão desejado pelo senhor Brás Cubas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;É engraçado..., de todos os pensamentos que partem do absurdo, são poucos os que aí se mantém. Isso pode ser encarado como uma falha do emplasto, no entanto, não é este o caso de Tina, sua imaginação em pessoa é a personificação do absurdo, em um corpo ordinário e simplório. Talvez seja a máscara adentrando a alma, sua imitação é tão perfeita que assume o caráter de realidade existencial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;Todavia, retornando, a grande questão em mérito é o caráter transitório de alguns pensamentos que enveredaram pelo absurdo, o que será que os leva a essa transitoriedade? Serão, talvez, a falta de identificação com o absurdo e, também, a falsa existência da maioria dos homens? Pelo que penso, o raciocínio vago e a futilidade da vida são sintomas inquietantes, porém trágicos, da falsa existência... vivem, entretanto, não sabem disso. Mantém sua liberdade presa à transitoriedade de suas quimeras e vontades. Não têm consciência da força de suas faculdades mentais e de seu intelecto, preferem mediocrizar os grandes anseios da alma. Pode-se dizer que vivem uma vida desgarrada e subserviente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;O existir, para estas pessoas, deixou de significar... por isso elas insignificam... fazem parte das fronteiras entre a angústia e a expansão da alma. A brevidade de tempo por que passa seu espírito, oprime sua vida, vive-se em dissonância com anseios e vontades, ou melhor, auto-oprimem sua liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;color:navy;"   &gt;É necessário buscar o absurdo, vestir sua máscara, e embrenhar-se neste vale..., a validade da vida começa a existir quando existimos para nós mesmos...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-4979165901857778020?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/4979165901857778020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=4979165901857778020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/4979165901857778020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/4979165901857778020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/08/emplasto-bras-cubas.html' title='Emplasto Brás Cubas...'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sps8dLO08lI/AAAAAAAAA3c/ORa0tHpKW6A/s72-c/emplasto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-7556545636351302617</id><published>2009-08-17T08:53:00.005-03:00</published><updated>2009-08-17T09:04:24.357-03:00</updated><title type='text'>Sociedades Maias, Incas e Astecas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SolF_-ZtlNI/AAAAAAAAA3U/sl5XNC8dsjo/s1600-h/mapaCivilizacao.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 275px; DISPLAY: block; HEIGHT: 292px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370900996000945362" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SolF_-ZtlNI/AAAAAAAAA3U/sl5XNC8dsjo/s400/mapaCivilizacao.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Maias&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;No início do século XVI, quando os espanhóis chegaram na região do atual México, o território era habitado também pelos Maias. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Os Maias construíram cidades com Tikal, Copán e Chichén Itzá. Nas cidades havia templos, casas de governantes e sacerdotes, monumentos e praças onde se realização celebrações religiosas. A maior parte da população vivia em pequenas casas fora dos centros urbanos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A economia Maia era agrícola, eles comercializavam cacau, peles de animais, cerâmicas, tecidos de algodão e objetos feitos de pedras como obsidiana, jade e sílex. O povo pagava tributos aos governantes, trabalhando nas minas, na construção de pirâmides, no cultivo dos campos e na abertura e conservação de estradas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Tidos como deuses, os governantes eram muito respeitados. Os Maias eram conhecedores de arquitetura, fizeram belíssimos templos e magníficos palácios, tinham também conhecimentos astronômicos e matemáticos. Criaram um calendário e um sistema de escrita bastante edificantes e coesos, e assim puderam registrar os acontecimentos da história do povo que julgavam importante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quando os conquistadores espanhóis chegaram ao continente americano, a civilização Maia já tinha perdido seu esplendor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Incas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na Cordilheira dos Andes e nas regiões banhadas pelo Oceano Pacífico havia, no início do século XVI, um Império sediado na cidade de Cuzco. Esse território pertence hoje ao Peru, Equador, Bolívia, Chile, Colômbia e Argentina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O governante Inca era um imperador tido como divindade, ele governava com o auxílio de conselheiros escolhidos entre os membros de sua própria família. Os parentes também ocupavam cargos de prestígio no Império, como o de juízes, sacerdotes, generais e altos funcionários do Estado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A economia do Império Inca era baseada na agricultura. As lavouras mais importantes eram a batata, o milho, o tomate e o feijão. Os Incas desenvolveram uma técnica de cultivo em terraços, aproveitando as encostas das montanhas andinas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Estado era dono de todas as terras, e os camponeses dependiam dele para poder trabalhar. Por isso tinham que pagar tributo em espécie (mercadorias) e em trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A sociedade Inca não era igualitária. O luxo e a riqueza da elite contrastava com a vida simples da maioria da população.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Império Inca, assim como o Asteca, era formado por várias aldeias. Por razões de defesa ficavam no alto de montanhas. Esse rico Império despertou a admiração, mas atiçou também a enorme cobiça dos espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Astecas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No século XVI, a região centro-sul do México abrigava um conjunto de sociedades (os Astecas). A principal cidade da região era Tenochtitlán. A Cidade do México, atual capital mexicana, foi erguida sobre as ruínas de Tenochtitlán.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Essas cidades eram habitadas por diferentes povos, que falavam diversas línguas, mas tinham em comum as técnicas utilizadas na agricultura, as relações comerciais e as crenças religiosas. Outra característica comum era a cobrança de impostos a partir de guerras e alianças militares. Os derrotados na guerra eram obrigados a pagar impostos aos vencedores em produtos ou em trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Além da cobrança de impostos também ocorriam guerras por motivos religiosos, nas quais o objetivo era fazer prisioneiros para sacrificar aos deuses. A religião tinha um relevante papel na civilização Asteca. Havia vários deuses, e os Astecas acreditavam que eles garantiriam a sobrevivência do seu povo, por isso a quantidade enorme de sacrifícios. Acreditavam também que os deuses orientavam a decisão do seu chefe supremo. Por isso construíam templos luxuosíssimos, decorados com objetos de ouro e prata, tão-somente para agradá-los. O sacrifício humano de prisioneiros era comum como oferenda aos deuses.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A sociedade Asteca era hierarquizada. A condição social do indivíduo era dada pela sua profissão ou atividade. Eles conheciam um tipo de escrita e criaram u calendário preciso. Eram hábeis artesãos e excelentes construtores. Todavia, foi rapidamente conquistada e dominada pelos espanhóis por volta de 1520.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-7556545636351302617?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/7556545636351302617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=7556545636351302617' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/7556545636351302617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/7556545636351302617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/08/sociedades-maias-incas-e-astecas.html' title='Sociedades Maias, Incas e Astecas'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SolF_-ZtlNI/AAAAAAAAA3U/sl5XNC8dsjo/s72-c/mapaCivilizacao.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-2894100238182058581</id><published>2009-08-15T19:20:00.004-03:00</published><updated>2009-08-15T19:29:13.805-03:00</updated><title type='text'>Já Aos Sete...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Soc2dySR8lI/AAAAAAAAA3M/01Q1kofnU24/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370320966005158482" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Soc2dySR8lI/AAAAAAAAA3M/01Q1kofnU24/s400/imagem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre Tarso...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A vida não é madrasta, é por isso que Augusto e Mátria não escondem de ninguém vossa humilde choupana. O teto, por mais simplório que pareça, constrói uma unidade para aquele casal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A ordem dos móveis, a coerência da vida... exemplos de unidade familiar, microcosmo de uma célula bela e fértil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Tal como a terra que aquece e umedece a semente da vida, o teto abriga e consolida a célula familiar. Quando nosso casal de heróis enterrou o primeiro torrão daquele lar, também plantou as bases de uma estrutura familiar proba e correta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Naquele rincão, a corrupção da cidade não entraria. &lt;em&gt;Um mundo exemplo de bondade e respeito, onde o verdadeiro amor é capaz&lt;/em&gt;, eis o mundo que Mátria e Augusto plantaram naquele torrão de terra. Este torrão de terra seria o exemplo... o primeiro de um contexto maior; o contexto do progresso e da união.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E a unidade, sugerida através de bases sólidas e corriqueiras, proporcionaria a criação desta vida. O suor diário, a labuta edificante... um mesmo cosmo de solidez e esperança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A significação mística de humilde choupana sacralizaria a história daquela família. Servindo de exemplo aos frutos do amor familiar, apresentaria também a sabedoria dos serviços diários. Aprendizado consistente, amparado na sagrada instituição familiar, arma capaz de afastar daquela seara a contaminação do pecado, estruturando uma vida cansativa e suarenta, porém, única responsável pela consolidação da fraternidade humana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O tempo seria testemunha ocular deste torrão puro e benquisto, e que nenhuma vergonha mundana suje os lençóis amarelecidos de sacro existir. Era obrigação daquele casal não permitir a entrada da desordem e da subversão... os valores cristãos eram os únicos doutores da pureza. O sagrado... carro-chefe da existência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Unidade e ordem são os sinais do tempo, este infinito e imortal, presidido pelo Ser Supremo do Universo; Deus único que doou Seu filho aos martírios do homem, para libertar a humanidade, permitindo-lhe a redenção, perdida após a maldição de Adão. Já dizia um pensador medieval: Tudo aquilo ajustável à convicção pessoal é pecado, logo, o trabalho deve ser encarado como redenção deste pecado. Se o homem nasce pecador, faz-se mister expurgar do espírito tão grave maledicência, eis porém, o motivo da ressurreição de Cristo... expurgar os pecados da Terra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;No entanto, o homem ainda é muito vil; para que saia dessa vileza de espírito, deve-se dispor, incondicionalmente ao castigo referendado por Deus... o trabalho, se tínhamos tudo e não soubemos dar valor, temos que resgatar nossa sina, uma vez que ela conferirá a liberdade... transpiração e louvor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Neste espírito de louvores cristãos e orações diuturnas nasce a criança Tarso. Bebê forte e com os mesmos preceitos morais de seu pai. Forte senso de justiça, labor e ordem. Já aos 7 anos de idade acompanhava o pai no roçado, bendita sorte aquela, pois seu pai não teria muitos anos de vida e (a contar daquele dia fatídico), entretanto, a família era volumosa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Caberia ao jovem Tarso zelar por seus irmãos mais moços. Mesmo em imberbes anos sua presença era indispensável na lida. Muitas bocas, grande responsabilidade e poucos braços.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mátria, nova chefe da família acompanharia nosso herói até o roçado, enquanto a irmã mais velha (8 anos apenas) cuidaria das outras crianças. Uma vida que surge esguia e uniforme. Uma criança e outras crianças... reflexos da responsabilidade à porta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Um morte trágica, porém justa... Augusto, pai exemplar, marido honesto, cansado do trabalho fatigante resolvera descansar sob a frondosa gameleira. Tempo fechado... raios e trovões riscando os céus. Uma escuridão momentânea e definitiva, um raio, uma vida... seria castigo? Pode ser, mesmo que o cansaço nos subordine, não podemos largar o labor... um momento de descanso... uma eternidade para descansar..., é a morte sorrateira e justa. Deus e Sua justiça divina, a vida eterna e o paraíso perdido. Finalmente Augusto poderia voltar ao seu mundo... seu verdadeiro mundo, estupidamente arrancado por suas próprias mãos... o Criador chamou a criatura de volta...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Seu ciclo se encerrou!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-2894100238182058581?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/2894100238182058581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=2894100238182058581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/2894100238182058581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/2894100238182058581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/08/ja-aos-sete.html' title='Já Aos Sete...'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Soc2dySR8lI/AAAAAAAAA3M/01Q1kofnU24/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-8927993853041455541</id><published>2009-08-08T22:25:00.003-03:00</published><updated>2009-08-08T22:36:23.765-03:00</updated><title type='text'>Depois de Os Sertões!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sn4n9w20qkI/AAAAAAAAA3E/YY4lUsT51M0/s1600-h/imagem.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 221px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367771747912559170" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sn4n9w20qkI/AAAAAAAAA3E/YY4lUsT51M0/s400/imagem.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;PÁDUA LOPES&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O dia 15 de agosto de 1909 era domingo. Na cidade do Rio de Janeiro, chuviscava insistentemente e fazia frio. Do Bairro Copacabana, um homem franzino, de tez amorenada, de bigode, saiu cedo de casa. Estava irrequieto, com seu guarda-chuva preto. Passou em casa da tia Carolina para pedir aos primos Nestor e Arnaldo um revólver emprestado. Seria para "&lt;em&gt;matar um cão hidrófobo que está rondando minha casa&lt;/em&gt;", explicou, ao receber o Smith &amp;amp; Wesson, calibre 22, que meteu rápido no bolso do paletó. Dirigiu-se à Estação Central, comprando o bilhete de ida e volta para a Estação da Piedade. Lá saltou e saiu indagando a esmo, onde moravam dois tenentes, que eram irmãos. Não foi difícil encontrar quem soubesse o endereço. Os irmãos eram bastante conhecidos no local, por serem atletas esportivos. Dilermando de Assis ganhara o título de campeão de esgrima e de tiro ao alvo; Dinorah era goleiro do Botafogo. Alguém informou: "&lt;em&gt;É ali adiante, na casa nº 214 da Estrada Real de Santa Cruz&lt;/em&gt;" (atual Avenida Suburbana).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Para lá, em passo sôfrego, se dirigiu o homem franzino com revólver no bolso. As portas e as janelas da casa ainda estavam fechadas. Pendurou o guarda-chuva preto no portão de ferro da entrada e bateu palmas, fortes. Dinorah foi atendê-lo, abrindo a porta lateral. Ao adentrar, o homem franzino sacou o revólver do bolso e anunciou: "&lt;em&gt;Vim para matar ou morrer!&lt;/em&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Deu três tiros em Dilermando e, depois, três tiros em Dinorah, que tentou contê-lo. A sétima bala falhou. Apesar de ferido, Dilermando desferiu quatro tiros de revólver calibre 32, uma das balas perfurando o pulmão já enfraquecido pela tuberculose do homem franzino, que caiu em agonia. Um médico foi chamado às pressas. Conta-se que, quando chegou, depois de auscultar o corpo estendido na cama, o médico sentenciou: "&lt;em&gt;Este homem está morto&lt;/em&gt;". Por curiosidade, indagou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- Quem era este homem?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- O doutor Euclides da Cunha.O médico espantou-se com a revelação do nome. Procurou certificar-se sobre a identidade da pessoa:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- O autor de &lt;strong&gt;Os Sertões&lt;/strong&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Era ele mesmo. Assim morreu o autor do mais consagrado livro brasileiro do início do século XX, vítima de uma tragédia amorosa provocada pela infidelidade de sua mulher, Anna da Cunha, conhecida como Sianinha. Dezessete anos mais novo, o amante Dilermando de Assis foi preso no quartel, submetido a júri popular e absolvido do crime por ter prevalecido a tese da legítima defesa. Libertado da prisão, logo no dia seguinte, em 12 de maio de 1911, casou-se com a viúva que se torna a senhora Anna de Assis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas a tragédia não termina. O cadete Euclides da Cunha Filho, o Quidinho, foi incitado por parente e amigos a vingar a morte do pai, cuja honra continuava a ser afrontada com o casamento de sua mãe com o amante matador. Cheio de ódio e precaução, no dia 4 de junho de 1916, com uniforme militar, ele alvejou pelas costas o padastro, quando este consultava o processo de inventário de Euclides da Cunha no Cartório da Vara de Órfãos no Fórum. Quase desfalecendo, o campeão de tiro, também trajando uniforme militar, sacou de sua arma e abateu o enteado vingador com uma bala na cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Apesar do desespero de mãe, Anna de Assis se colocou ao lado do marido, que conseguiu sobreviver ao ataque. Submetido a Conselho de Guerra, Dilermando de Assis foi absolvido por unanimidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Contudo, desde a morte de Quidinho, o casamento não foi mais o mesmo. A vida em comum tumultuou-se e Dilermando de Assis procurou conforto nos braços da jovem Marieta. Descobrindo a infidelidade, Anna saiu de casa com os filhos, para viver na pobreza. Ela, que traíra Euclides, não tolerou a traição de Dilermando e abandonou o antigo amante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Enredo de novela?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Poderia ser. Mas são fatos históricos que remetem ao acontecimento editorial que fez do diligente engenheiro de obras do governo de São Paulo, que construiu uma ponte metálica na cidade de São José do Rio Pardo, um dos maiores escritores do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O livro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sete anos antes da tragédia da Piedade, em 1902, Euclides da Cunha abalara o meio intelectual do País, com a publicação do livro &lt;strong&gt;Os Sertões (Campanha de Canudos)&lt;/strong&gt;, que imediatamente provocou admiração e aplauso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De um momento para outro, virou celebridade, colhendo elogios gerais, inclusive de críticos exigentes como José Veríssimo e Sílvio Romero. Antes, o autor era vagamente conhecido pelos artigos que publicava no jornal &lt;strong&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/strong&gt;. Por causa desses artigos, sempre bem escritos, em 1897, ele fora designado correspondente desse jornal paulista na Guerra de Canudos, travada no interior da Bahia entre o Exército brasileiro e os seguidores do místico cearense Antônio Conselheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A história da campanha militar, a experiência adquirida no contato com o meio agreste e com o sertanejo lhe inspiraram a obra, só que ela transpôs os limites da cobertura jornalística, para se situar numa fronteira entre o ensaio científico e a ficção literária. A obra foi dividida em três partes: "A Terra", "O Homem" e "A Luta", formando uma complexa unidade, com os dois primeiros temas justificando o terceiro. O texto foi surpreendente para seus contemporâneos, vazado em termos técnicos, recheado de palavras arcaicas; uma linguagem barroca, com antíteses, hipérboles e oxímoros, ao lado de descrições vigorosas, coloridas e poéticas. Parte da obra sofreu influência dos preconceitos raciais da época, induzidos pela filosofia determinista. No entanto, excetuado esse conteúdo superado, o livro se preserva extraordinariamente atual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É preceito que um livro é considerado clássico quando ele admite, com o passar dos anos, interpretação atualizada de sua mensagem. Ou seja, o seu conteúdo é rejuvenescido com as releituras, que encontram nele uma verdade permanente ou uma fonte de sabedoria e beleza. O caso de "Os Sertões" é paradigma desse preceito. O ensaísta José Guilherme Merquior, com sua autoridade na matéria, afirmou que o livro é "&lt;em&gt;o clássico de ciências humanas no Brasil&lt;/em&gt;". Como obra sociológica pioneira, descobriu os dois brasis, com as civilizações do litoral (progressista) e do interior (atrasada). Como obra histórica, registrou os erros políticos e militares que levaram o País a uma guerra civil. O estilo refinado da linguagem e a alta qualidade de seu texto lhe conferem lugar destacado como obra literária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não encontrando interessados na publicação do seu livro sobre a Campanha de Canudos, Euclides da Cunha pagou do próprio bolso a edição contratada com a casa Laemmert, do Rio de Janeiro. Pronta a impressão, ao fazer a revisão do livro, ficou desesperado com os erros tipográficos. Empreendeu a insana tarefa de emendá-los manualmente, acrescentando o que faltava com tinta de caneta e raspando com canivete o que sobrava no texto impresso de cada exemplar, para assombro e zombaria dos operários da oficina. Somente depois é que autorizou a editora a expor o livro na vitrine.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sob tanta expectativa, o autor ficou nervoso, porque "&lt;em&gt;tinha certeza&lt;/em&gt;" que a obra seria "&lt;em&gt;um desastre&lt;/em&gt;". Conforme recordou depois, não aguentando a ansiedade, ele deixou o Rio de Janeiro e foi para a cidade de Lorena (SP), onde residia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mal chegou, saiu sem destino, a cavalo, vagando pelo interior de São Paulo, procurando não ver ninguém, esconder-se, para não ter notícia do "&lt;em&gt;desastre&lt;/em&gt;" do livro. Ao cabo de oito dias, cansado e com saudade da família, resolveu voltar. Foi para a estação de Taubaté esperar o trem que vinha do Rio de Janeiro. Estava no restaurante quando avistou um passageiro com um livro debaixo do braço. Fixou os olhos no volume meio encoberto e não acreditava no que estava vendo. Num impulso, abordou o desconhecido, pedindo-lhe para mostrar a capa do livro. Era &lt;strong&gt;Os Sertões&lt;/strong&gt;, era a primeira manifestação do sucesso editorial que se mantém há 100 anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-8927993853041455541?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/8927993853041455541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=8927993853041455541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/8927993853041455541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/8927993853041455541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/08/depois-de-os-sertoes.html' title='Depois de Os Sertões!'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sn4n9w20qkI/AAAAAAAAA3E/YY4lUsT51M0/s72-c/imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-4081788003675837748</id><published>2009-08-07T19:49:00.003-03:00</published><updated>2009-08-07T19:55:50.110-03:00</updated><title type='text'>Seção D'Outro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SnywjSDl-NI/AAAAAAAAA28/cWfEvuuTr_w/s1600-h/nadista.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 338px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367358976107608274" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SnywjSDl-NI/AAAAAAAAA28/cWfEvuuTr_w/s400/nadista.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.futepoca.com.br/2009/08/em-assis-desemprego-e-motivo-de-cadeia.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Em Assis, desemprego é motivo de cadeia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fico com medo de dar divulgação a esse tipo de coisa, para não dar idéia pra bandido, mas aí vai. Uma notinha no &lt;strong&gt;Estadão&lt;/strong&gt; dá conta de uma nova “política social” aplicada em Assis, no interior paulista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A polícia da cidade decidiu utilizar-se do crime de vadiagem, previsto no &lt;em&gt;artigo 59&lt;/em&gt; da &lt;strong&gt;Lei de Contravenções Penais&lt;/strong&gt;. A lei prevê pena de 15 dias a três meses de prisão para o ato de “entregar-se alguém habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência, ou prover a própria subsistência mediante ocupação ilícita”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em 30 dias, 51 pessoas já foram fichadas pela polícia de Assis e estão sendo monitoradas pela prefeitura – comandada por Ézio Spera, do DEM (espero que o Kassab eo Serra não andem conversando com ele). Elas têm 30 dias para conseguir emprego ou poderão ser presas. Simples, não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Se fizessem a mesma coisa no país todo, 15,6 milhões de pessoas ou 8,1% da população deveriam estar sob monitoria, segundo a taxa de desemprego do IBGE de julho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-4081788003675837748?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/4081788003675837748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=4081788003675837748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/4081788003675837748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/4081788003675837748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/08/secao-doutro.html' title='Seção D&apos;Outro'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SnywjSDl-NI/AAAAAAAAA28/cWfEvuuTr_w/s72-c/nadista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-4179455112374889627</id><published>2009-08-03T20:17:00.005-03:00</published><updated>2009-08-03T20:34:09.314-03:00</updated><title type='text'>Crônicas de Iniciação...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SndzIU4pPnI/AAAAAAAAA20/tksxKgWjzBs/s1600-h/Boris20Vallejo20-20197720-20Primeva.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365884067917676146" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SndzIU4pPnI/AAAAAAAAA20/tksxKgWjzBs/s400/Boris20Vallejo20-20197720-20Primeva.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a id="zoomedLink" class="menuTrigger hover" title="Click to zoom out." href="javascript:void(0);"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quando a luz desceu do céu e começou a freqüentar a vida das pessoas, o universo ganhou uma nova significação. A partir de então, sua contextura adquiriu uma concepção humanizante. Este é o momento onde os homens começaram a enxergar o universo interior que é sua vida, com suas felicidades, tristezas e conflitos. Então, a vida começou a se perder no infinito, sobremaneira, quando era pensada e racionalizada. A única certeza destes homens é a de que, a vida é muito mais que um ciclo insosso e pré-estabelecido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Junto com o universo, a vida ganhou infinitude, tornou-se possibilidade. Dizem que os homens começaram a ponderar acerca de eventos e pensamentos. Surgiu, aí, o &lt;/em&gt;homo sapiens&lt;em&gt;, porém, sua sabedoria começou a ser moldada pela recorrência, assumindo um caráter ordinariamente absurdo. Estamos predispostos ao desconhecido e à surpresa.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Tina, assim que descobriu essa possibilidade, se transformou. Sua vida, outrora vazia e supérflua, tornou-se absurda e ambígua... ela descobrira o elo perdido, descera da árvore e começara a plantar, dominando a natureza e seus instrumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;# # #&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A porta acabara de se abrir após um longo tempo, recheado de gritos e blasfêmias, os pais de Albertina resolveram apresentar-lhe a situação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Frederica e Jean, após dez anos de constantes atritos, estavam prestes a tomar a maior decisão de suas vidas e, consequentemente, da vida daquela pobre criança de onze anos. A situação tornara-se insustentável, nem mesmo o patrimônio e sua prestigiosa posição de destaque, acumulado por anos ininterruptos de trabalho, e a inocente presença de Tina (era assim que carinhosamente era chamada pelos pais), eram capazes de, falsamente, manter aquele acordo matrimonial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A vida daquele jovem casal se transformara mui rapidamente, da noite para o dia uma herança batera à porta deles. Um fato inesperado tirara a vida do avô de Tina... recorrência de uma vida imprevisível, como ele mesmo gostava de ressaltar aos ouvidos inocentes de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A falibilidade da vida humana é o fato mais absurdo de nossa existência. Ao mesmo tempo que apresentamos o segredo do genoma humano e a vacina para alguma doença fatídica, não sabemos o devir de nosso tempo. Sabemos, sim, que temos nosso próprio tempo, no entanto, as dobras de nosso existir não nos pertence, apesar de incitarmos nossa consciência à normalidade do pertencimento. Uma vida tão normal, mas, ao mesmo tempo, tão surpreendente. Essa é a centelha da vida de Tina, mesmo sem saber, esta máxima impera em sua vida com uma constância quase empedernida, senão teimosa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A morte do avô e o desenlace de um matrimônio com bases sólidas, e confiante num futuro de realizações, como de fato aconteceu por algum tempo, eclodira o mecanismo absurdo de uma existência, explodindo a catarse diuturna de Tina. As recorrências de sua absurda vida normal deram a guinada necessária, o mundo se abriu num estado de recorrência... o absurdo passaria a conduzi-la, e a vida... desconduzida. Não existem vítimas nem culpados; o maniqueísmo da vida não pode ser encarado como único fio condutor de nossa existência, o que existe é recorrência de vazio e solidão, como também, recorrência de absurdo e ambíguo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A vida de Tina fora isso; um ponto inicial com convergência entre o maniqueísmo mecanicista das relações humanas e a recorrência absurda do não pertencimento de uma vida normal. Seu existir consegue convergir com o existir dos homens, porém, estes últimos não conseguem enxergar tal convergência, uma vez que o maniqueísmo mecanicista fixou morada em seu cognoscente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A notícia de inesperada separação, apesar de trágica para a vida de uma criança, não conseguira tirar Albertina do carrossel que entrastes. Após o falecimento de seu avô – um homem culto, sendo o primeiro educador de Tina e também o primeiro a apresentar a absurdez que é a vida –, nada mais poderia pegar Tina de surpresa. Mesmo porque, após a experiência com os livros, sentira em pelo, os ensinamentos do avô. A estupidez em que morreu... apenas exemplo de uma leitura antiga e altaneira..., pregressa ao tempo do elo perdido. A vida, segundo Wilhelm – seu avô –, era a efetivação da absurdez do universo, sendo assim, o homem não passa de protótipo racional dessa absurdez. Ou talvez, mecanismo de construção do insensato.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Da mesma forma que abriu, a porta se fechara, todavia, Albertina não saíra de sua posição... de seu casulo. Apenas levantara a cabeça para confirmar a recorrência de seu espírito. É fato que possuía tudo aquilo que pedia... só não sabia porque pedia. Seu quarto era a confirmação do maniqueísmo simplista de sua vida, aliás, da vida que seus pais lhe dera. Sendo eles a matriz conformadora deste maniqueísmo, são também a edificação triunfal de uma sombra... a sombra da esfinge de nariz quebrado... altaneira e débil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A surpresa, minha cara Tina, é se surpreender com o devir, ou melhor, com o futuro... tudo pode ser possível desde que adentremos a este mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;# # #&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Somos instrumentos; minha querida netinha, não sei se você entende o que estou dizendo, mas quando parardes para refletir sobre isso, poderá me compreender melhor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;É por isso que te digo, os homens, apesar de &lt;/em&gt;sapiens&lt;em&gt;, precisam se utilizar melhor dessa faculdade mental. Acho que, ao evitarmos tal faculdade, estamos evitando nossa vida; e nossa vida pode apresentar muito mais que simples paredes em branco. Somos a base de nosso absurdo e a quintessência de nosso saber. Espero que, dentro deste saber, a sua vida seja melhor aproveitada.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ainda uma criança de oito anos, porém com olhos curiosos e brilhantes. Não é a toa que seu avô começou a se aproximar. Notara nessa criança uma capacidade cognoscente extremamente produtiva, por isso resolvera, pessoalmente, desde os seis anos, apresentá-la ás letras... primeiro com a cartilha, notando que, em pouco tempo, não era mais suficiente para saciar a sua curiosidade, sendo fonte interminável de sentidos, passou para obras mais imponentes, aguçando seus sensores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Lia-as como se estivesse contando uma estória de fadas e anões. Sentia que a saciedade de seu espírito, cansado e carcomido, poderia ser recompensada e suprida com a aprendizagem dessa garota precoce. Nunca, em sua vida, investira tanto em alguém, nem mesmo com seu filho Jean se envolvera tanto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;No entanto, sabia que Tina era diferente, apesar dos regalos, a menina não se contentaria com isso, somente. E, pelo visto, dera certo... sentira que a semente estava germinando e isso era como sorver o néctar, característico das refeições do Olimpo... Se embriagava com tão doce beberagem. Fustigava seu opositor como quem passeia com um bebê, pela pracinha ensolarada. E seu opositor era seu mundo... que planava sobre suas dores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Mas vovô, como é que podemos descobrir estes sinais? Se eu sou um instrumento da natureza, qual é o papel do universo nisso? Aquela luz que desceu do céu entrou dentro de mim?&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Entrou sim, minha querida, e neste momento a vejo despontar em seus olhos. O brilho que deles emana é tão intenso e belo, que chega a cegar as gastas pupilas de seu avô...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Você não precisa ir muito longe para descobrir esta luz, sua presença é a personificação da mesma, e seus olhos são o caleidoscópio do saber.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mal sabia, a doce Albertina, que essa seria a última de suas entrevistas com o vovô. Entretanto, só depois dessa entrevista que nossa criança começaria a reconhecer os raios de luz que despontavam de seu espírito, e digo mais, após essa entrevista, mas, personificado no corpo frio de seu avô, dentro do gélido ataúde. Ninguém vira, porém Tina enxergara no corpo gelado do avô, o instrumento iluminado que daí saíra, entrando em seu corpinho moço e puro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A partir deste momento, essa jovem criança começaria a se maravilhar com a absurda normalidade que é a vida humana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O momento surpreende mesmo os que o esperam...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-4179455112374889627?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/4179455112374889627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=4179455112374889627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/4179455112374889627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/4179455112374889627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/08/cronicas-de-iniciacao.html' title='Crônicas de Iniciação...'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SndzIU4pPnI/AAAAAAAAA20/tksxKgWjzBs/s72-c/Boris20Vallejo20-20197720-20Primeva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-749636473472382337</id><published>2009-07-28T12:03:00.003-03:00</published><updated>2009-07-28T12:08:16.039-03:00</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm8T9izQUgI/AAAAAAAAA2s/YY27wD_OCSw/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 197px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363527629256282626" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm8T9izQUgI/AAAAAAAAA2s/YY27wD_OCSw/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Diário de um daltônico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu preciso ver o mundo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O que acontece para além da minha janela trêmula e sem foco&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Que é uma sobrancelha que se enruga com o vento&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Ou o meu olhar que se envergonha com o seu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Preciso sentir o mundo correr pela estrada a fora&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Ver o que eu posso fazer&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Conseguir o que eu quero&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas eu não sei o que eu quero&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Nem sei se sei querer&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O meu desejo não dura muito tempo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;É como um orgasmo precoce, um sorriso sem graça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O que eu quero é só de vez em quando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O sorriso da serpente deslizou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Até chegar no seu destino&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Não quero o amanhã sem graça de todos os dias&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero ficar onde estou e ao mesmo tempo sinto vontade de correr&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Para todos os lados que meu nariz apontar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Não quero obrigações ou imposições&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero amanhecer quando puder&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Não quero viver a mercê da sociedade,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Dos seus costumes estúpidos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O que eu quero é te ter no meio da rua&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Para que todo mundo veja inclusive quem você ama&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero ser como os cães&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Que fazem o que querem e quando querem&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Não precisam de ritos para dissimular o que mais desejam&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;São autênticos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;E é isso que eu quero.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Não quero disfarçar o que penso ou esconder o que sinto&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero poder dizer qual a cor do meu céu...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Pelo menos é isso que eu quero agora&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O antes e o depois eu já não sei&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Só existe o agora&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O ontem é só lembrança e o amanhã é só sonho&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Enquanto não se tornar o hoje.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;25/07/91&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-749636473472382337?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/749636473472382337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=749636473472382337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/749636473472382337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/749636473472382337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/07/poesia_28.html' title='Poesia'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm8T9izQUgI/AAAAAAAAA2s/YY27wD_OCSw/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-6110102758780263362</id><published>2009-07-28T12:00:00.004-03:00</published><updated>2009-07-28T12:03:00.284-03:00</updated><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm8S1ThRhDI/AAAAAAAAA2k/jIrVzA2E99Q/s1600-h/350px-Gustav_Klimt_016.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; DISPLAY: block; HEIGHT: 352px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363526388203750450" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm8S1ThRhDI/AAAAAAAAA2k/jIrVzA2E99Q/s400/350px-Gustav_Klimt_016.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;JANELA PARA AS ESTRELAS&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;Todo mundo deveria ter uma janela para as estrelas.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Às vezes nós dois ficamos tão solitários&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Eu não escolhi esse caminho&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Eu sempre quis caminhar a beira mar&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Sentir as ondas beijar os meus pés&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Eu não posso dar-lhe além do que recebo&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;E o silêncio de seus olhos machuca-me a alma&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Seu sorriso é tão doce e tão raro...&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;E o vento continua a varrer o mundo&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Como se nada tivesse acontecido.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;1999&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-6110102758780263362?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/6110102758780263362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=6110102758780263362' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/6110102758780263362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/6110102758780263362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/07/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm8S1ThRhDI/AAAAAAAAA2k/jIrVzA2E99Q/s72-c/350px-Gustav_Klimt_016.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-8073218808986536823</id><published>2009-07-28T11:53:00.002-03:00</published><updated>2009-07-28T11:59:37.435-03:00</updated><title type='text'>Meninos e Meninas e os conflitos da sexualidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm8SSOIo14I/AAAAAAAAA2c/08R77QFJqAo/s1600-h/stonewall.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363525785462822786" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm8SSOIo14I/AAAAAAAAA2c/08R77QFJqAo/s400/stonewall.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em tempos de passeata gay, de intolerâncias e violências contra as minorias, é sempre bom lembrar e refletir sobre alguns versos de uma música que fez muito sucesso no final dos anos 80 na voz de Renato Russo da Legião Urbana. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre várias letras que falavam de sua condição como homem e gay, Renato Russo em “Meninos e Meninas” se destaca por tocar num conflito que praticamente todos jovens passam, digamos, o ritual de passagem entre a puberdade e a fase adulta, qual seja, a construção da sexualidade, da relação com a família, com os outros de sua idade e com os mais velhos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A canção narra o conflito entre a formação religiosa da personagem da música narrada em 1ª pessoa, que é proveniente de uma família católica e os sentimentos novos e confusos: o gostar diferente em relação a meninos e meninas e como ser aceito pela família, pela sociedade e, espiritualmente, pela crença religiosa de seus pais, nesse último conflito, como superar o preconceito religioso que insiste em rotular o homossexualismo, ainda hoje (e não se restringe apenas ao catolicismo), como uma anormalidade, uma promiscuidade, enfim, como um pecado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como é próprio da modernidade sexista descrita por Foucault em sua trilogia: “História da Sexualidade” em que contestou a tese da repressão sexual de autores como Marcuse, revelando que, para além da repressão, o poder age como incentivador do discurso sexual, modelando, acomodando, fiscalizando, punindo sim, mas, sobretudo, formando regras de conduta baseadas em um saber sexual, com seus dispositivos de poder e verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É sobre essa ótica, a do centralismo sexual, que os adolescentes do Ocidente começam a tatear e a fazer a leitura de mundo, a julgar os colegas e a si mesmo, a condenar certas condutas e a se espelharem em outras, para se formar enquanto indivíduo. É um aprendizado tortuoso, pois, por um lado, são cobrados por todos, acerca de sua conduta ética, julgados, em grande parte, pelo comportamento sexual que adotam e, por outro, se vêem sozinhos, desassistidos e, concomitantemente, direcionados por um discurso de saber sexual que diz a hora, o local e para quem devem se expressar, não certamente, para pessoas da mesma faixa etária.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além de todo o ensejo para refletirmos, proporcionado pela letra de Renato Russo, há também as ambigüidades, um colega meu diria: a canção é polissêmica, pois a cada nova audição, permite que você a perceba de outra forma, com ênfase em outros aspectos. Nesse sentido, “Meninos e Meninas” transcende os clichês do pop e não pode ser simplesmente descartada, muito pelo contrário, é uma legítima poesia que expressa os anos 80, mas também o ultrapassa em sua temática ainda atual (talvez, os anos 80 também continuem atuais).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abaixo a intolerância!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-8073218808986536823?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/8073218808986536823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=8073218808986536823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/8073218808986536823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/8073218808986536823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/07/meninos-e-meninas-e-os-conflitos-da.html' title='Meninos e Meninas e os conflitos da sexualidade'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm8SSOIo14I/AAAAAAAAA2c/08R77QFJqAo/s72-c/stonewall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-8780613091656799735</id><published>2009-07-26T22:24:00.004-03:00</published><updated>2009-07-26T22:35:00.837-03:00</updated><title type='text'>Onde Tudo Começa...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm0EGvkUbhI/AAAAAAAAA2U/vTSTB4FY_ak/s1600-h/ernst3.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 260px; DISPLAY: block; HEIGHT: 376px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362947245162655250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm0EGvkUbhI/AAAAAAAAA2U/vTSTB4FY_ak/s400/ernst3.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Àquela hora da manhã, o silêncio parecia um mal presságio... até mesmo a patrulha assoprava fumaça no ar. Por incrível que pareça, nem mesmo o odor acre da putrefação, incomodava aqueles homens... não sei se por rotina ou mesmo por estranhezas de guerra. A única certeza é a de que, estranhamente, o ambiente parecia festivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ainda assim, o que se nota é um ambiente extremamente hostil. Nem mesmo as roupas utilizadas faziam parte da realidade daqueles homens. Uma sensação de máscara pairava sobre os ares destas terras estrangeiras... seus habitantes, naquele momento, eram estranhos à paisagem. Apesar de serem homens com características físicas, mais ou menos universais, tal universo era como suas roupas... largas e desconfortáveis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A divertida sensação de estranhamento acometia vários homens, mas um em especial, ainda nem tinha percebido a hostilidade do terreno, importava apenas a curiosidade do momento. E o momento era um sentimento de surpresa e deslumbre, ou ainda, a sensação de plenitude comportamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;# # #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O palco estava montado e a encenação era perfeita, porém nosso anti-herói não conhecia os fatos. E foram estes fatos o ponto de partida de uma consciência futura. Foram estes fatos que jogaram Edrid ao desconhecido e à surpresa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Contava então com 18 anos, acabara de sair da casa dos pais, e aquele ato de desobediência psicológica tinha a caracterização de um ritual libertador, mas, ao mesmo tempo, imprevisível. Todavia, fora esta imprevisibilidade que impulsionara aquele jovem de cabelos rebeldes e ar sério, ao local onde se encontrava.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sem noção de espaço futuro, porém, forte ímpeto de presente, aquela situação ora vivida, significava o enterro de um passado impessoal. Aliás, o enterro de uma vida hostil e sufocante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Entretanto, o que levou este jovem a sair da companhia dos pais e arriscar-se numa campanha obscura e incerta? Tentarei explicar: desde auroras passadas, esta criança inquieta sentia-se dispersa e fragmentária; mesmo sem saber do que se tratava, a inquietação era para sua vida uma presença constante. Cá em meus pensamentos imagino que, sendo como é, uma partícula do mundo, os homens, devemos ter raízes resistentementes sulcadas na terra, com suas intermináveis ramificações existenciais; as mesmas, permitindo-nos esclarecer nossa ligação intimista e fragmentária com o mundo, esclarecem também a incompatibilidade de vivermos em platôs suspensos...com raízes aéreas, tais como os jardins da lendária Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Talvez, este espírito de estranheza seja a premissa de nosso existir. Assim como Edrid, nossa quintessência tem como fundação o inquieto e o suspenso... por isso a necessidade de raízes saldáveis e volumosas... E mesmo nesta fila, onde Edrid confirma o enterro de seu passado impessoal, queiramos ou não, está lançando uma lanterna até seu futuro. Por mais que seja incerto, traz para ele o conforto da surpresa... embora não saiba, é esta surpresa o símbolo fundante de seu ritual, quiçá, sua personalidade. O desenlace dera-se a partir do momento em que o jovem Edrid entrou na fila.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O palco montado, as personagens silenciosas e a fila... tudo recorrência de uma trama incerta e muito bem representada... a encenação perfeita fora o ponto de partida e Edrid o primeiro passo.&lt;br /&gt;"O tempo, segundo uma bela fórmula de Platão, é a imagem móvel da eternidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;# # #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O momento, definitivamente, é aquilo que nossas sensações criam. Para Edrid, nem o mal cheiro da trincheira à sua frente tirava-lhe seu estupor. A sensualidade daquele ambiente, sua força psicológica... sua ramagem nunca vista antes, enfim, tudo á sua volta era novidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Desembarcara no dia anterior; imaginava que aquela fila traria surpresas, contudo, sua expectativa fora superada. Aqueles corpos... vivos e mortos, dividindo o mesmo espaço, apresentando uma estranheza no ar, mostrando um mundo impreciso, porém, ao mesmo tempo impetuoso... a busca do tempo perdido se confirma na perda final. O tempo é móvel, no entanto traz a eternidade, e aqueles corpos confirmam a sistemática do limite... a certeza de nossa falibilidade. Nem mesmo isso fora capaz de arrancar a sensação de Edrid... seu primeiro dia começara bem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;De repente, como que saindo de um sonho, um barulho estrondoso invade os ouvidos de Edrid, um clarão faz suas vistas turvarem por segundos... minutos... horas... dias! A seqüência é apresentada por gritos, novos estrondos, sombras voam sobre sua cabeça e um novo ruído invade seu estado de espírito. A sensação de escuro toma o ambiente, uma dor insuportável o joga no chão, passam-se vultos sobre sua face... As palavras ouvidas começam a se distanciar, neste momento as trevas preenchem sua memória... suas retinas estão opacas e vão se perdendo no infinito... apagão total!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;# # #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Foram horas de agonia, paramédicos com armas em punho. Grandes lança-foguetes tentando revidar... o caos em formato de sangue!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A contar do instante em que aconteceu o ataque aéreo até os olhos se abrirem novamente, foram dias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas, antes de enxergar a luz novamente, muita coisa aconteceu...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Aquela sensação de euforia e novidade fora brutalmente interrompida por uma bomba, a perna sendo despedaçada e o sentido da morte se mostrando tanto quanto da vida que acabara de ganhar... e tão belo quanto! Achava que tinha encontrado a liberdade, no entanto, só a possibilidade da dor, tardiamente sentida, fora capaz de mostrar à sua torpe consciência, a farsa daquela dramaturgia oficialesca.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Foram horas de esquecimento, nada se via, nada se sentia... apenas escurecia. A dor não existia mais, era a própria existência. Contudo, não era uma dor física, pois seu corpo se encontrava dormente e ensangüentado... era a dor da alma, da desilusão e da surpresa. A dor que rondava seu espírito era existencial, algo intenso e, por incrível que pareça... libertador! Aliás, a vida era sofrer, era sentir dor. Sensações como essa começavam a se processar na mente adormecida de Edrid. Apesar de dormente, seus pensamentos despontavam, pulavam aos borbotões sobre aquele vazio escuro e estranho. Erigiam castelos de areia... rompiam a normalidade da vida... apenas pensamentos, todavia, com a força hercúlea do assalto e da plenitude... no entanto, apenas dor!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Se um papel em branco aparecesse á frente da consciência de Edrid, em segundos seria como essa página que o leitor aprecia... cheia de letras e signos... símbolos de dor e sofrimento. Eis o suplício, segundo os olhos de Gutenberg, seu legado se confunde com os sentimentos de Edrid.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E nosso anti-herói? Reflexo da encenação oficialesca de uma conjuntura fascista, medíocre e hipócrita... será que acabou?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Para Edrid acabou, trouxe-lhe surpresas, traçando definitivamente as linhas de uma vida em suplício, aliás, de um suplício eterno no formato de vida...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-8780613091656799735?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/8780613091656799735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=8780613091656799735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/8780613091656799735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/8780613091656799735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/07/onde-tudo-comeca.html' title='Onde Tudo Começa...'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sm0EGvkUbhI/AAAAAAAAA2U/vTSTB4FY_ak/s72-c/ernst3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-4568627666319812688</id><published>2009-07-23T12:30:00.001-03:00</published><updated>2009-07-23T12:32:08.601-03:00</updated><title type='text'>Disque M para Matar: uma trama perfeita de um crime quase perfeito</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SmiCaRguyZI/AAAAAAAAA2E/KiCGbhDOgyw/s1600-h/disque-m-para-matar-poster01.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361678744273471890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SmiCaRguyZI/AAAAAAAAA2E/KiCGbhDOgyw/s400/disque-m-para-matar-poster01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Disque M para Matar” é a história de um crime quase perfeito, mas é, por outro lado também, uma filmagem sincronizada e dramaticamente bem construída que se amarra até nos mínimos detalhes. Entre outras cenas em que se pode comprovar isso, está aquela em que o matador contratado/chantageado deve deixar a chave para que o marido entre depois e encontre sua mulher morta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Toda a trama depende desse detalhe que é registrado em poucos segundos na seqüência em que o aspirante a assassino pega a chave escondida sob o tapete da escada, gira a chave, mas demora alguns instantes para abrir a porta, esses instantes, como a câmera está dentro da casa esperando a porta se abrir, é a comprovação técnica de que a chave é colocada de volta no lugar, antes que o homem, encarregado de assassinar Margot (Grace Kelly) entrasse na casa, conforme havia combinado com Tony (Ray Milland) seu marido, para que este ficasse com a herança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando Tony, então, com seu álibi perfeito no clube, o ex-amante de sua mulher, Mark, descobre, preocupado e apreensivo, que seu plano não havia dado certo, começa a pensar no que faria para evitar que a polícia não desconfiasse que a tentativa de assassinato a sua pessoa tivesse motivações passionais ou econômicas, pois era o seu ex-colega de faculdade que estava morto no chão de sua sala. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, Tony acha que o Swan, o assassino contratado, como não conseguiu matar sua mulher, estava ainda de posse da chave, por isso, é que ele diz a ela para não chamar a polícia, para que tenha tempo de pegar a chave e assim tirar qualquer possibilidade de ser incriminado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse sentido, a chave poderia está representada com muita justiça no título do filme, pois, tal qual o “M” que representa o código do bairro da casa de Tony onde ele liga para que o assassino surpreenda sua mulher, quando esta fosse atender ao telefone, e por isso representa o acionamento da cena principal; é também, em torno da chave, que gira toda a trama dirigida com toda a maestria por Hitchcock.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-4568627666319812688?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/4568627666319812688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=4568627666319812688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/4568627666319812688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/4568627666319812688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/07/disque-m-para-matar-uma-trama-perfeita.html' title='Disque M para Matar: uma trama perfeita de um crime quase perfeito'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SmiCaRguyZI/AAAAAAAAA2E/KiCGbhDOgyw/s72-c/disque-m-para-matar-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-277323259915406782</id><published>2009-07-23T12:26:00.001-03:00</published><updated>2009-07-23T12:28:48.805-03:00</updated><title type='text'>O Terror “Cult” do Iluminado Stanley Kubrick</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SmiBlTTGREI/AAAAAAAAA18/s553wKie6Ew/s1600-h/iluminado.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361677834220094530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SmiBlTTGREI/AAAAAAAAA18/s553wKie6Ew/s400/iluminado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O “Iluminado” de Stanley Kubrick é um daqueles filmes em que somos, a cada cena, manipulados a sentir temor, suspense, surpresa e dúvida, com tal volúpia, que é bom estarmos sempre com o controle na mão para que possamos parar o filme e pensarmos a respeito. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se no clássico “Dom Casmurro” de Machado de Assis, a dúvida é sobre se Capitu traiu ou não seu marido, no filme de Kubrick, a questão reside em saber se os acontecimentos são sobrenaturais ou psicológicos, da imaginação de Jack, o pai escritor, e de seu filho Danny. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na cena que Jack escapa misteriosamente da câmara fria onde sua mulher o prendeu preventivamente depois de ser atacada por ele, parece-nos que finalmente o diretor optou pela interpretação sobrenatural, mas, em uma das últimas cenas do filme, a câmera começa a se mover lentamente para o painel de fotos de hóspedes do hotel e numa das fotos podemos ver Jack ao lado do garçom supostamente imaginado por ele. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jack Torrance então estava no hotel quando ocorreram os assassinatos das filhas gêmeas e da mulher do funcionário? &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Será que a cena em que Jack imagina estar abraçado a uma mulher nua e é flagrado pelas gêmeas não seria uma lembrança, um trauma não superado e, sendo assim, o crime teria sido cometido por Jack para que as filhas não tivessem a chance de contar ao pai? Talvez... &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assista ao filme e tire suas próprias conclusões!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-277323259915406782?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/277323259915406782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=277323259915406782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/277323259915406782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/277323259915406782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/07/o-terror-cult-do-iluminado-stanley.html' title='O Terror “Cult” do Iluminado Stanley Kubrick'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SmiBlTTGREI/AAAAAAAAA18/s553wKie6Ew/s72-c/iluminado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-1014145857852767270</id><published>2009-07-23T12:24:00.002-03:00</published><updated>2009-07-23T12:29:49.922-03:00</updated><title type='text'>Brancaleone: O brilhante dom Quixote de Monicelli</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SmiA5kJ72II/AAAAAAAAA10/HS5pJBTa9Fc/s1600-h/branca.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361677082830821506" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SmiA5kJ72II/AAAAAAAAA10/HS5pJBTa9Fc/s400/branca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há algum tempo, um amigo me indicara um filme com a seguinte recomendação: “assista Brancaleone, é uma comédia sobre a Idade Média!”. Lembro que ao ouvir tal frase me dirigi imediatamente para a locadora mais próxima. Fiquei encantado com o filme e não temo em dizer que é, não só, a melhor comédia, como o melhor filme sobre a Idade Média que assisti. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lá você encontra todos os principais elementos do fim do feudalismo. O filme conta a história de um cavaleiro medieval pobre, Brancaleone, que procura ganhar um torneio e casar-se com a princesa, até aí um clichê legítimo. Mas, a maneira como é narrada, pelo brilhante Monicelli, e as várias idas e vindas da trama é o que faz a diferença. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A película começa com uma invasão bárbara a um feudo que é salvo por um cavaleiro solitário, que ferido, é atacado por alguns sobreviventes que ele salvou. Assim, quando se encontrava à beira da morte, roubam-lhe a armadura, a espada e um misterioso pergaminho. Na cena seguinte os assaltantes levam os despojos do crime para vendê-los a um mercador judeu, que quando lê o manuscrito, percebe a encrenca em que ambos se meteram, tratava-se da concessão de um feudo ao cavaleiro portador do manuscrito que, naquele momento, se encontrava morto. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tais personagens então partem em busca de um cavaleiro que possa tomar o feudo de Alencastro, é aí que encontrarão Brancaleone que deu vexame no torneio devido a não conseguir dominar seu cavalo. Monicelli ainda vai acrescentar outros elementos no filme: um cavaleiro de Bizâncio que irá duelar com Brancaleone pelo direito de passagem, uma das melhores cenas do filme; um monge que arrebanha voluntários para lutar na terra santa; um castelo abandonado cheio de vítimas da Peste Negra; as invasões árabes às vilas litorâneas do Mediterrâneo e muito mais. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso regido por Brancaleone que personifica dom Quixote de Cervantes, o honrado e atrapalhado cavaleiro medieval que, na literatura, marca a transição entre Idade Média e modernidade, como também é uma das intenções de Monicelli. A continuação da história, ou melhor, do filme, ninguém pode perder, principalmente, quem gosta de história e de dar umas boas gargalhadas em alto nível.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-1014145857852767270?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/1014145857852767270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=1014145857852767270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/1014145857852767270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/1014145857852767270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/07/brancaleone-o-brilhante-dom-quixote-de.html' title='Brancaleone: O brilhante dom Quixote de Monicelli'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SmiA5kJ72II/AAAAAAAAA10/HS5pJBTa9Fc/s72-c/branca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-433136927437483035</id><published>2009-06-28T21:57:00.002-03:00</published><updated>2009-06-28T22:14:55.776-03:00</updated><title type='text'>Capítulo de Um Homem Só!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SkgVcJ5cuCI/AAAAAAAAA1s/hK5Fr4ZTiKc/s1600-h/Andaril.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352551730567231522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 314px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SkgVcJ5cuCI/AAAAAAAAA1s/hK5Fr4ZTiKc/s400/Andaril.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eddie...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Tem urubu na torre da igreja... defuntos e carcaças semeiam sua ideologia falida. A sacristia esconde restos pútridos das catedrais... somos homens órfãos, deuses sem anjos... O Pai morreu e os filhos não conseguem delimitar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt; seu norte... a maldição ronda os mortais, somos mortais, sou mortal...&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A torre da igreja pode esconder muito mais que belos vitrais. As cidades se apresentam como uma visão de apocalipse..., o tempo sabe que o ciclo dos homens se findou, deixemos de ser homem... fujamos do apocalipse, eis a origem do homem transbordante... Eddie não observa, mas foge, sabe que o monte e a floresta são mais sábios, e também que é neste monte e nesta floresta que poderá transbordar seu espírito e deixar de ser homem, sendo mortal, porém esgotando o campo do possível. Seu pulsar não se assemelha às asas negras do urubu, na torre da igreja... mas pulsa como Heráclito e suas águas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um mundo enterrado, repleto de pó e morte... talvez por isso nosso andarilho prefira o silêncio inquieto das noites em vida. Seu espírito cheira a vida... por isso, o mal-cheiro enegrecido dos urubus não perturba. Entretanto, a torre continua infestada... sem vida!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A contaminação é geral, dentro das narinas um odor podre de carne morta... carne humana, repleta de hematomas.&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É assim que o espírito de nosso andarilho vê o resto ilegítimo que tornou-se o ser humano. Dali do alto o mundo parece minúsculo sob seus pés... o ar rarefeito das altitudes refrigera e purifica o ar pútrido da humanidade em decadência, com sua torre em asas negras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os pulmões de Eddie se abrem, suas entranhas são expostas... contudo, nem mesmo a visão dantesca, de cena tão marcante, consegue ultrapassar a imagem diuturna do hecatombe humano... são os homens causa e reflexo desse hecatombe, sua putrefação doentia exasperou o senso de limite, do frágil universo. Apenas Eddie vê e fustiga esse limite. Ele o reconhece, no entanto, o esmaga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Junto com as entranhas de nosso andarilho, a exposição de sua noção de espaço fulgura como uma luz, em noite de chuva. Não que Eddie queira iluminar o caminho dos homens, longe disso, sua luz se mostra como caminho palatável de suas entranhas feridas. A luz que emana de sua entranha, somente a ela própria se preza, sua única pretensão é permitir que seus pulmões consigam encontrar o ar rarefeito das alturas. Só na montanha, dentro da caverna, é que nosso andarilho vê suas entranhas e as saboreia. O alimento diário é a exposição de vísceras, em assombro com a baixeza do vale e com a tíbia existência dos homens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os sertões de sua maturidade, juntamente com a luminosidade de suas vísceras expostas, são exemplos concretos da noção de limite de Eddie. Apenas as alturas conseguem, junto com o silencioso escuro da caverna, proteger nosso andarilho da putrefacta existência... o homem é podre, e está totalmente contaminado com sua ignorante mediocridade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dentro da hipotética conciliação deste homem, com seu primevo existir, vários são os fatores que emperram sua plena liberdade. Mesmo sabendo onde buscar, estando tão próximo de seus instintos e paixões, o mesmo se deixa levar pela podre existência de seu vizinho de/em miséria... não uma miséria física, senão a miséria do espírito. Falta aristocracia aos atos humanos, porém, não confundemos aristocracia de espírito por filisteísmo de alma. O que é o filisteísmo da alma? É a própria hipocrisia de uma vida ilusória e aparente... a aristocracia do espírito não deve ser confundida, jamais, com a hipócrita aparência de uma alma ilusória e enganadora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O homem só atingiu esse estágio de putrefação, quando se esqueceu de sua primeva aristocracia de espírito, enveredando-se pelo filisteísmo dos atos, uma vez que, a aparência passou a valer mais que a essência. Já dizia um filósofo francês do século XX, a existência precede a essência..., será preciso buscarmos nossa verdadeira existência, aquela que pulsa entre nossos dedos e transborda nosso espírito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao buscar suas origens, os homens tornaram-se caranguejos, começando a acreditar para trás. A verdade, em suas múltiplas facetas, tornou-se representação de mundo... o mundo da representação ilusória passou a ser o mundo verdadeiro! O quebra-cabeça está se construindo... precisamos repensá-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A morte do espírito trouxe à vida o imperar da moral filistéica burguesa, nossas paixões foram subjugadas. O mundo burguês conseguiu esmagar as vontades do homem, seu instinto primordial se perdeu. Esta vilania existencial (a vilania do mundo filisteu burguês e utilitarista) trouxe para a humanidade ranços e limites. A doença tomou o corpo e o jogou na cama... isso fede, sinto-me mal... A língua ferina, a acidez das palavras... precisamos deste emplasto!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O corpo exala vontade, paixão e desejo, todavia, temos apresentado alienação, razão em demasia e controle. Talvez, o mal-cheiro que exala da humanidade tenha obrigado o homem a controlar seus instintos, deixando no ar este odor putrefacto que tanto incomoda Eddie, a ponto de fazê-lo fugir dos homens. Trazendo para a cidade os urubus, com suas asas negras e pestilentas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O silêncio e a solidão ainda são os melhores elixires da doença do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Infantis e loucos... se deixamos de existir, tornamo-nos racionais e adultos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O homem é podre!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-433136927437483035?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/433136927437483035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=433136927437483035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/433136927437483035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/433136927437483035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/capitulo-de-um-homem-so.html' title='Capítulo de Um Homem Só!'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SkgVcJ5cuCI/AAAAAAAAA1s/hK5Fr4ZTiKc/s72-c/Andaril.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-5457429178783577902</id><published>2009-06-24T10:55:00.004-03:00</published><updated>2009-06-24T11:03:51.759-03:00</updated><title type='text'>Escrever Para Quê?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SkIyH7fWi7I/AAAAAAAAA1k/ZdZ6fp6w7Ug/s1600-h/Guarda-Livros.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350894419079236530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 358px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SkIyH7fWi7I/AAAAAAAAA1k/ZdZ6fp6w7Ug/s400/Guarda-Livros.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;A escrita e produção de textos, desde sempre, foram uma constante dentre as preocupações daqueles que entraram na escola nos anos de 1940, nos anos de 1960 e nos anos de 1980 – o que significa que hoje não é, nem será, diferente. No entanto, o grande imbroglio é: o que escrever e como produzir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para se escrever, para a produção textual, muitos elementos acabam por alimentar seu percurso construtivo. O resultado final, além de criticidade, deve ser pensado como autonomia, principalmente. Mas antes de se atingir este constructo, o caminho percorrido necessita de algumas novas experiências e novas referências. Não dá pra ensinar nossas crianças a escrever como fomos ensinados; não no atual contexto de nossa sociedade, tão enleada e cheia de informações como é hoje. Não é à toa que a Internet tornou-se uma realidade para a identidade de nossa sociedade atual, principalmente entre os mais jovens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As preocupações com a produção de texto, como referido acima, não são preocupações de agora, tão-somente, são, sim, desde sempre, uma máxima a ser buscada entre os educandos, independente de seu grau de ensino, nem tampouco de sua vocação técnica. Além do mais, uma nova preocupação, além da de outrora, com tanta informação em circulação no mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre se tem a &lt;em&gt;obrigatoriedade&lt;/em&gt; de fazer de nossos alunos bons leitores, automaticamente, bons escrevinhadores. E que as informações que eles tiverem acesso, atualmente, sejam informações recebidas a partir de certa reflexão e autonomia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A partir disso pode-se, de fato, falarmos em escrever de verdade, todavia, só não se tem tão claro o seguinte: escrever o quê, sobre o quê e, principalmente (maior de todas as perguntas); como seria escrever de verdade? É com base neste questionamento que se propõe o teor deste texto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As três linhas mestras de construção textual, desde sempre, são: narração, descrição e dissertação. Afinal de contas, há alguma preocupação dos educadores em oferecer aos seus educandos subsídios de como escrever bem, ou subsídios do que seriam estes três estilos de texto? E ainda, como colocar na alma de algum aluno a &lt;em&gt;vocação&lt;/em&gt; para escrever a respeito de qualquer um destes temas, tendo à sua frente esta gama de informações as mais variadas, que muitos deles já têm acesso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao lidar com os três estilos, muitos professores, simplesmente, não tentavam considerar quem seriam os leitores destes três estilos – primeira preocupação para se ensinar, de fato, um leitor a tornar-se um escritor –, não havendo, com isso, qualquer reflexão sobre a melhor estratégia para se colocar isso no papel.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ademais, uma outra grande incógnita, com relação a esta produção de textos, e principalmente, à criação de um educando crítico e conhecedor das realidades que o circundam, é a grande e maior máxima da educação nos dias de hoje: trazer a criança para a produção de conhecimentos a partir de uma realidade sua, toda peculiar, ou seja, enfocar o dia-a-dia e a realidade por esta criança vivenciada, para que isso seja um subsídio para seus textos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como uma criança participaria de forma eficiente de uma criação e produção que surge dela, mas não pode ficar vinculada, somente, à ela? A realidade quotidiana é muito importante para a vivência deste texto, entretando, e se esta criança chegar à escola a partir de um universo totalmente estéril, do ponto de vista de vivências saudáveis? E ainda, como falar em narração, dissertação e descrição para alguém que não sabe, sequer, o que é um livro, muito menos, como acessar a Internet?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dificuldade maior enfrentamos quando da transposição deste universo peculiar e familiar para um universo ainda mais grandioso, cheio de vida própria, e que clama por ser ouvido para, logo em seguida, fazer-se ouvir pelas mãos desta criança. E este universo é a sala de aula com sua multiplicidade identitária e social, local de regras e novas e variadas informações. Um ambiente que apresneta a estas crianças as mais variadas realidades e facetas de uma vida que, para ela, sempre foi algo minúsculo e só.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saindo dos problemas e já pensando num possível caminho, esta criança, quando deste primeiro contato, com tão novo mundo, precisaria aprender a se envolver com seu entorno, sem que este entorno se torne para si um problema, um trauma, ou mesmo uma sensação de não-pertencimento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para isso há a necessidade de a transportar a um novo universo, que coloque esta criança do lado de fora de sua realidade quotidiana. Olhando do lado de fora fica mais fácil interagir e modificar; e um texto pode muito bem fazer este papel. Leitura e escrita devem estar inteiramente envolvidas na vida social deste novo membro leitor, nesta nova sociedade que ela também tornar-se-á membro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cada informação recebida por esta criança envolve certo tipo de texto, e novas informações são necessárias para o melhor reconhecimento deste novo ambiente. A partir deste momento, talvez, se poderia começar a falar em estilos literários, pois, cada informação corresponde a certa intromissão deste indivíduo em seu universo. E a mesma deve estar preparada para entender seus signos, produzindo sobre o mesmo, com suas significações próprias e críticas. Ao menos, do ponto de vista da formação educacional, esta deveria ser a máxima a se levantar – e efetivar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tendo estes aspectos como vislumbre de conhecimento, e objetivo de conquista, é condição mínima para se escrever sobre, aliás, escrever bem e sobre algo. Donde então se busca tais informações? Donde surge tais interrogações? Primeiro das atuais necessidades desta sociedade que já é conhecida como sociedade da informação e, segundo, que é um tema muito em voga no dia-a-dia das atuais discussões acerca da educação (vide a revista – &lt;strong&gt;Jan./Fev. 2009&lt;/strong&gt; – reportagem de capa da revista &lt;strong&gt;Nova Escola&lt;/strong&gt;, fonte principal de informações de referido texto).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para se falar em sociedade da informação, num primeiro momento temos que desvendar que tipo de informações tal sociedade está a nos oferecer, e como isso é recebido pela criança que começa a se envolver com tais informações. O discurso precisa ser elaborado de forma que seja ouvido e compreendido. Não importando qual o universo social que o produtor deste discurso está partindo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A leitura e, consequentemente, a escrita, precisam de um incentivo. O principal deles é quando a produção de textos é feita para alguém. A criança estará criando um discurso para levar onde? Apenas dentro do escaninho de seu professor? Com certeza não. Até mesmo o adulto quando escreve não o faz para guardar, mas para informar alguém sobre certa discussão. O escritor precisa de um leitor. Para crianças que estão começando a deslindar este universo não é diferente: “&lt;em&gt;O objetivo é fazer com que um leitor ausente no momento da produção compreenda o que se quis comunicar – e esse desafio requer diferentes aprendizagens&lt;/em&gt;.” (&lt;strong&gt;GURGEL, 2009: Escrever de Verdade; 39&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A ausência do leitor, no momento em que um texto é escrito, talvez seja o grande obstáculo do escritor. Se não há objetivo para escrita – ou alguém para ler – não faz sentido criar aquele determinado discurso. Afinal de contas: estás a fazer um discurso para quem? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, esta preocupação deve estar clara para o educador, até mesmo para que ele consiga levar isso para o educando. Escrever requer presença, e não ausência; ou ainda, incerteza de presença.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A criança, sabendo para qual objetivo está produzindo um texto, também sente a necessidade de se comportar como um leitor e um escritor dentro de situações práticas, e não em meras verbalizações. O objetivo da escrita deve estar intimamente ligado com o universo prático de onde surge tal discurso e para onde o mesmo se direciona. Daí, ainda com base em Gurgel, a importância em percorrer três caminhos: a construção das condições didáticas, a revisão e a criação de um percurso de autoria (&lt;strong&gt;2009: 40&lt;/strong&gt;), e junto com a autoria, de forma automática, também a autonomia; processo consequente de todo este percurso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A produção textual, ademais, necessita de condições didáticas. As condições podem ser trazidas pelo educador, ou mesmo pela criança. Ela só precisa saber de onde está patindo. Um texto, quando escrito, não surge do nada, nem vem como uma visão. Há a necessidade de que haja condições concretas, destinação clara e principalmente intermediação identitária (do conhecimento do educador com relação ao universo social da criança) para que a produção tenha sentido, e faça sentido para a criança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento em que este universo, e este percurso, sejam uma constante no quotidiano das produções, um segundo passo pode ser apresentar os vários estilos. Também de forma concreta, para que a criança reconheça e se reconheça. O gênero, ou estilo, só precisa surgir neste universo da criança, quando de seu reconhecimento: seja na escola, ou fora dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nenhum gênero surge sozinho na cabeça da criança, nem no seu universo de casa (talvez em alguns casos isso possa acontecer, como se verá adiante), a criança precisa entrar em contato com estes gêneros. Para só depois se aventurar em reconhecê-los e diferenciá-los.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando se há um contato da criança com a cultura letrada, ainda em casa, ou acesso a alguma biblioteca, este trabalho se torna menos traumático. Nesse sentido, quando ela levar este unvierso para a sala de aula, até mesmo o reconhecimento ficará mais fácil. O universo familiar pode tanto ajudar quanto atrapalhar, quando nos referimos a este reconhecimento didático-textual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para além do reconhecimento deste universo textual, partindo de casa, ou sendo adquirido na escola, há também a necessidade de fazer desta produção uma interação coletiva. Daí a importância em saber para quem e para quê se escreve. Quando esta interação acontece, a produção textual passa a fazer sentido para estas crianças.também há como entender esta interação como revisão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A criança revê o que escreveu, e vê o que seus colegas também fizeram, lendo algo próximo – o tema –, mas advindo de outro, ou seja, também de outro universo social. Se cria com isso dois sentidos: aquele que é o objetivo da escrita, a leitura por um terceiro; e o reconhecimento de seu próprio discurso, primeiro passo para a autonomia textual. Dado o objetivo, tem-se como consequência o reconhecimento (automaticamente, também o aumento de repertório do educando).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A produção de um texto deve ser encarada como a resolução de um problema. Seja um problema advindo do próprio universo social do aluno, como também deste novo universo – o do discurso e o da leitura – que esta criança está tendo seus primeiros contatos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E este &lt;em&gt;outro&lt;/em&gt; universo é o da sociedade da informação, tão premente em seu dia-a-dia e, ao mesmo tempo, tão distante de suas preocupações e reconhecimento. O primeiro contato com esta sociedade tal como ela é pode ser traumático, pois aí há o entendimento, todavia, esta criança já saberá lidar com isso, devido justamente sua autonomia textual recentemente adquirida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há ainda os comportamentos escritores: “&lt;em&gt;Produzir textos é um processo que envolve diferentes etapas: planejar, escrever, revisar e re-escrever&lt;/em&gt;.” (&lt;strong&gt;GURGEL, 2009: 42&lt;/strong&gt;). Comportamentos estes fundamentais para a produção e compreensão escrita, e que necessitam ficar muito bem esclarecidos para as crianças: futuros leitores e escritores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando se tem o pleno domínio destes comportamentos leitores, ainda mais fácil fica para a criança encarar a sociedade da informação e saber lidar com ela sem sustos nem traumas. Mesmo porque isso afetará intimamente sua vida futura: o que seria deste adulto se não soubesse, ao menos, compreender minimamente os códigos escritos que enfrentará durante toda sua vida?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um outro elemento que deve ser despertado nas crianças é o estranhamento: “&lt;em&gt;Quando volta para a própria produção e faz a revisão, a criança tem mais condição de criar distanciamento dela e enxergar fragilidades&lt;/em&gt;.” (&lt;strong&gt;GURGEL, 2009: 43&lt;/strong&gt;), vendo dessa forma haverá, inclusive, a possibilidade desta criança reconhecer as mazelas a que ela, em muitos casos, se viu obrigada a passar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seu texto é como um albúm de fotografia da alma. Sua vida está toda ali exposta, resta a ela compreender os vários caminhos e várias nuances porque passou esta sua vida. O estranhamento, como dito no início, é o olhar vindo de fora, mesmo tendo em mente que aquele universo é o que pertence. Há a consciência de pertencimento a referido universo ao mesmo tempo em que se toma contato com as deficiências e problemas deste mesmo universo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-5457429178783577902?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/5457429178783577902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=5457429178783577902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/5457429178783577902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/5457429178783577902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/escrever-para-que.html' title='Escrever Para Quê?'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SkIyH7fWi7I/AAAAAAAAA1k/ZdZ6fp6w7Ug/s72-c/Guarda-Livros.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-1674418749607555814</id><published>2009-06-21T20:23:00.006-03:00</published><updated>2009-06-21T20:38:30.938-03:00</updated><title type='text'>Temos Que Rever Nossos Ídolos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sj7DkSJQvfI/AAAAAAAAA1c/KsSt4z8ayzA/s1600-h/Fladriano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349928435476119026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sj7DkSJQvfI/AAAAAAAAA1c/KsSt4z8ayzA/s400/Fladriano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Uma Curta Resposta!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A alegria pode durar uma semana, um mês, quarenta e cinco minutos. Vejo que é assim que conseguimos manter o bom ou o mal humor. Em segundos o tempo vira e a chuva vem... chuva de gols (4)! Depois dela o broto novo e a semente arrebentando o solo. E sempre é bom ver o broto surgir de novo. Nem que venha depois da morte... a morte de um sonho, a morte de um solo... a morte do extao instante de outrora (5 e 4)! Ontem e hoje já são PASSADO, meu medo é do futuro... na mesma toada a morte pode vir de novo. Acho que o segredo é olhá-la com o canto do olho... o soslaio da certeza e da incerteza. Seu capuz não pode amedrontar, e sua foice, depois do corte, traz o broto... abre caminho para o enxerto. Que seja bem-vindo!, e que os quatro virem, cada, novos quatro. Nada como uma semana após a outra!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-1674418749607555814?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/1674418749607555814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=1674418749607555814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/1674418749607555814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/1674418749607555814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/temos-que-rever-nossos-idolos_21.html' title='Temos Que Rever Nossos Ídolos...'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sj7DkSJQvfI/AAAAAAAAA1c/KsSt4z8ayzA/s72-c/Fladriano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-8648056891509484597</id><published>2009-06-21T19:28:00.004-03:00</published><updated>2009-06-21T19:34:49.105-03:00</updated><title type='text'>Temos Que Rever Nossos Ídolos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sj61JFae91I/AAAAAAAAA1U/Ao_kLBhZ0Xo/s1600-h/SoldadoPrussiano.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349912575039436626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 344px; CURSOR: hand; HEIGHT: 344px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sj61JFae91I/AAAAAAAAA1U/Ao_kLBhZ0Xo/s400/SoldadoPrussiano.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Desabafos de um Torcedor-Sofredor!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Floriano Lott&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Ninguém morre uma só vez. A morte é uma sucessão de falecimentos.Dias desses eu estava contando as vezes que morri.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Comecei o ginásio aos treze anos, sem nunca ter cursado o primário.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu tinha um professor de latim que me reprovou na terceira série. Posso dizer que ambos não tivemos culpa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Só que eu ia prestar concurso para a Escola Preparatória de Cadetes, e com essa reprovação a idade estourou, lá na quarta série. Foi a minha primeira morte.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pobre não pode ter essa besteira de vocação, e eu quis ser dentista. Qual o chefe que vai dispensar um cara para fazer horário integral – de manhã e à tarde – numa faculdade? Tive que abandonar a odonto. Foi quando morri pela segunda vez.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um dia eu saí direto do trabalho para a sede da polícia federal. Era o primeiro dia de inscrição para delegado. O cara que estava lá olhou para a minha cara e disse que eu não tinha mais idade. Eu não sabia que a lei que havia permitido entrar para o serviço público até aos setenta anos, limitara a idade para delegado federal. Sai dali morto mais uma vez.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E assim, morrendo uma vez aqui, outra vez ali, eu ia vivendo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um a um os amigos foram me matando. Depois os colegas, depois muita gente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ninguém sabe, não deu nos jornais nem na telinha. Na saída de um jogo, mataram a tiros três torcedores na entrada do metrô estação Maracanã. A Imprensa comeu em boca.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Afastei-me do estádio. Telefonei para a NET e a garota me disse que por cinqüenta reais por mês eu via todos os jogos ao vivo, inclusive os jogados no Maracanã.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas para ver os jogos por cinquenta, tem que entrar num plano de trezentos reais. Entrei.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Semana passada ia eu dentro de um ônibus que trafegava pela ponte Rio-Niterói, e lá nos bancos da frente uns torcedores discutiam a saída de um jogador do meu time para outro. Todos eram unânimes que o tal craque da pelota era um tremendo perna de pau. Metiam a lenha nas qualidades futebolísticas dele sem dó nem piedade, e eu lá detrás, fiquei matutando que o ídolo da bola baixara seus próprios vencimentos para possibilitar a transação, e que eu ia a Niterói a fim de levantar uma grana, coisa se concretizada, eu levaria uns cinco anos para pagar, mas que acertaria a minha vida para sempre;... E a quantia que eu precisava era só a metade do que o tal perna de pau ganhava por mês.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fiquei matutando que eu precisava rever meus ídolos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Durante a semana eu fuxiquei a Internet para saber o dia e a hora do jogo do Flamengo. Quem não é versado em futebol e pensa que é, vai dizer que a coisa é fácil, mas quem torce de verdade sabe que as tabelas são modificadas de um dia para o outro pela Globo, e a mudança sacramentada pela serviçal CBF.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Comprei as táticas latinhas de cerveja e usando da prerrogativa de pagar trezentas pratas por mês, afundei-me no sofá, tirei o som da tevê e liguei o radim de pilha.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Flamengo fez um a zero. Dois a zero e o Sport fez um, dois, três e quatro. Aí eu desliguei a tevê e fui dar um banho alternativo num dos gatos que estava fedendo à bessa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Interrompamos o chororô para falar sobre o à bessa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bessa era um governador de estado nordestino, loquaz e ferrenho adversário do Barão do Rio Branco. O Bessa sabia discursar.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um dia um cidadão comum reivindicou um seu direito ao Governador aqui do Rio de Janeiro, mas com tanta eloqüência que o nosso governador disse: você reivindicou à Bessa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aí o jargão pegou, mas depois ganhou a conotação de designar grande quantidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas vamos aos fatos:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Gato com o banho tomado, liguei a telinha e soube que a partida terminara quatro a dois.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Morri mais uma vez.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Das três filhas, duas são Flamengo. Uma é cidadã americana, mora nos Esteites e está fora de cogitação. Peguei minhas camisas rubro-negras, a caneca de coleção idem, o chaveiro com o urubu, tudo o mais, juntei tudo e vou dar para a que mora lá do outro lado do brejo, ou seja, em Niterói.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nessa data, sete de junho de dois mil e nove, deixo de ser Flamengo, para não torcer por nenhum outro clube.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mas morri Flamengo...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-8648056891509484597?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/8648056891509484597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=8648056891509484597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/8648056891509484597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/8648056891509484597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/temos-que-rever-nossos-idolos.html' title='Temos Que Rever Nossos Ídolos...'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Sj61JFae91I/AAAAAAAAA1U/Ao_kLBhZ0Xo/s72-c/SoldadoPrussiano.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-3381848986039470824</id><published>2009-06-17T13:13:00.004-03:00</published><updated>2009-06-17T13:19:47.379-03:00</updated><title type='text'>Eddie e o Rebanho...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjkXIs-SEWI/AAAAAAAAA1M/eV0Zw0Fk_kY/s1600-h/andarilho.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348331470757957986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 361px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjkXIs-SEWI/AAAAAAAAA1M/eV0Zw0Fk_kY/s400/andarilho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Este odor verde, recém-saído de uma chuva gostosa, as águas escorrendo pelo corpo..., como é bom. Se a liberdade existe, é dela que compartilho agora. Sua força renova-me... sinto que essa força foi-me e será para mim, matéria-prima de minhas sandices. Pouco me importa a decadência e o filisteísmo dessa vida que me rodeia, estranha e torpe... mal sabem eles que sou ovelha desgarrada... tenho vontade própria.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;O rebanho é grande, muitos são os caminhos que arranca-os do pasto, no entanto, apenas em um caminho prosseguem. Sua vida é o reflexo de um caminho pisado, amassado até o endurecimento da razão e o esfriamento da paixão. Nada muda no percurso das ovelhas e, como tal, a vida se mostra inalterada, repetitiva e entediante..., como antes, o amanhã é o mesmo. E o presente? Confirmação de uma situação anterior, provida com a internação institucional da família burguesa e filistéia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Esta vida regrada, cronometrada e supérflua... como as pessoas suportam esta situação? Onde estão os anseios, prazeres... será que não sentem vontade de viver?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Acho que não... esta vida que partilho, o faço comigo e minhas vontades... sou todo vontade!&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A noite é linda, entretanto, este chamariz não é o suficiente para, docemente, penetrar no espírito distante e inflexivo de Eddie. Ele avança com desdém, o caminho não é conhecido, o destino muito menos... nada importa, antes de mais nada, importa a vida. Se sua vida caminha a passos largos pelas pradarias deste vale, sua finalidade é a montanha... o importante é atingir seu cume.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Uma nova concepção de mundo? Infinitas vezes me pergunto... será que faço parte deste velho mundo, alimentado por excrementos? Não, sei que minha cabeça não se confunde com a calda, o eterno regresso do mundo não pode ser encarado como fato inevitável, outrossim como recorrência... não sois um derrotado! A forma como conduzem este mundo, é que dele fazem esta situação. Uma concepção mecanicista que trai sua vocação... sua brônzea grandeza de força é vontade de potência... como um jogo de forças que a tudo consome.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Sou espírito bravio, tento, com isso, emparelhar-me à verdadeira vocação daquilo que acredito, mas no entanto, fostes contaminado por aqueles que o conduzem.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;“&lt;em&gt;Sou como o mundo em sua verdadeira vocação, um vir-a-ser que não conhece nenhuma saciedade.&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Eddie passa a notar uma pequena elevação no terreno, algumas pedras maiores começam a aparecer, o caminho torna-se mais irregular... até mesmo o esforço físico faz com que seu ofegar seja mais carregado. Em contrapartida, o vento que começa a balançar seus cabelos... revoltando seus fios, torna-se mais constante. O ar apresenta-se mais límpido... as irregularidades do terreno surgem à frente... é uma noite clara... a lua, altaneira, convida o mundo para observá-la.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Todavia, Eddie mantêm-se envolto com seus pensamentos, uma vez que toda essa beleza só é possível a partir do homem. É o homem que vê a beleza nas coisas... sem alguém para olhar, a mais bela paisagem não passa de ramagem verde. A mais bela cachoeira não passa de água em movimento, em direção a uma queda, e o mais belo luar, de luz sobre a Terra. A natureza tem seu ciclo, o homem também, cada um com suas peculiaridades... a lua está alta e a caverna próxima, o pouso da noite abre os braços para nosso andarilho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;# # #&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao olharmos no abismo, avistamos uma imagem brilhante da natureza. Eis o ponto em que devemos arrancar dela sua luminosidade. Ao transgredir, estamos forçando-a a entregar seus segredos. Ou seja, a força estrondosa da sabedoria só pode ser advinda e captada, do inatural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Como afirma Nietzsche, ao alcançar-se o titânico, o homem conquista por si próprio a sua cultura, obrigando os deuses a aliarem-se a ele. Pode-se dizer que a sabedoria produz autonomia ao homem, para que tenha em mãos a existência e seus limites.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao fugir para a montanha, Eddie quer alçar-se ao Olimpo, criando para si uma existência finita, porém, dona de seus próprios limites. Se a natureza, em seu ciclo, tem interferido na existência dos homens, é chegado o momento do homem buscar seu próprio ciclo que, em essência, já existe, entretanto, está adormecido... Vagando pela noite Eddie engana Orfeu, mantendo-se acordado, logo, evitando o adormecimento do espírito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O homem, ao assumir a inatural existência de seus impulsos, busca para si o caráter de centro e núcleo do universo, assumindo, também, formas de multiplicidade fenomenal, isto é, evoca para o espírito, formas e construções múltiplas, com o propósito de refletir o mundo tal como sua vontade enseja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A caverna é escura, suas paredes são frias e inertes... ao alcance dos olhos, somente as imagens retidas na retina de nosso andarilho; são reflexos de um mundo estranho..., um mundo onde a existência de seu espírito não existe... onde faz parte de um não-pertencimento. Reflexos de uma existência insidiosa, mas, ao mesmo tempo, possível de ser derrubada. Que dessas ruínas surja uma espécie diferente de livres-pensadores (será que somos mesmo livres?)... são menções a um mundo de devir. Estas imagens velhas e encarquilhadas precisam ser quebradas, para isso, Eddie busca o martelo de seus desvarios...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Este mundo de livres-pensadores é para os homens a extinção de sua espécie... todavia, pode ser também a passagem sobre o abismo... a corda está estendida, resta-nos utilizá-la!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-3381848986039470824?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/3381848986039470824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=3381848986039470824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/3381848986039470824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/3381848986039470824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/eddie-e-o-rebanho.html' title='Eddie e o Rebanho...'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjkXIs-SEWI/AAAAAAAAA1M/eV0Zw0Fk_kY/s72-c/andarilho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-2598113007027240095</id><published>2009-06-14T20:59:00.004-03:00</published><updated>2009-06-14T21:06:36.983-03:00</updated><title type='text'>Albertina e o Fundo de sua Alma!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjWQR0EB9EI/AAAAAAAAA1E/v3w0TWOx4Jw/s1600-h/Dali-Salvador.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347338768280056898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 295px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjWQR0EB9EI/AAAAAAAAA1E/v3w0TWOx4Jw/s400/Dali-Salvador.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;As luzes da cidade são mesmo imprevisíveis, ainda mais quando estão sob o efeito de alguma chuva fina. A beleza que essas tênues gotas projetam sobre o arcabouço concreto e metálico de formas mortas e, por vezes, sujas, nos hipnotiza, traça-nos uma linha absurda entre o estado de consciência e o inconsciente. São luzes que, como vida, correm diante de nossos olhos... são luzes da cidade, vistas pelo carro em movimento, sob uma noite escura e molhada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A criação absurda de um romance sem heróis ou vilões..., apenas a reprodução de uma estrutura fria e morta, entretanto, é capaz de abrigar o calor de corpos em movimento, no instante mágico do clímax orgasmical. Como também de corpos inertes, embebidos pelo torpor do tempo, acrescido de algum líquido alcóolico, em dosagens dispensáveis. É essa criação absurda, mas ao mesmo tempo ordinária, que não pode ser glosada pelos romances, ou mesmo libelos, fantásticos ou absurdos. A absurdez da vida não consegue deixar-se retratar pelas mãos estranhas de um corpo, também estranho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dentro deste turbilhão de idéias, a cabeça de Tina não se deixa subjugar, tudo passa, porém, tudo vê... a criança que chora ao fundo... a chuva fina que insiste em fustigar a arquitetura mórbida de uma grande cidade... o motor de um carro em velocidade estável... É tão vazia essa paisagem que as vezes o sentimento é de abismo, no entanto, Tina está alegre e, apesar de absorta em seus pensamentos, sorri para os seus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A busca pueril do esquecimento faz com que Albertina mantenha o delírio temporal ordenado, enrubescendo suas faces com a febre do mundo, aliás, a febre de viver nesse mundo; tal como Nietzsche, busca o esquecimento para não morrer de verdades. Pois, a verdade do mundo é opressora e opera em nossos sentidos uma válvula de efusão; tem-se a consciência de viver em absurdo, achando-se normal. As vezes isso nos oprime, eis o motivo de tentarmos o esquecimento. Talvez ele nos joga em face a este absurdo sem o ver, mantêm nossa consciência ocupada, tentando se lembrar dos fatos, fixa-nos à mente algumas aventuras, tão absurdas quanto, também como válvula de escape à loucura gélida e metálica da cidade fria e morta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Esse esquecimento pueril faz os homens criarem seus mundos; esforçando-se por imitar e ensaiar a liberdade, não imaginam que é justamente dentro deste absurdo que podem encontrar seu emplasto... como fez um dia, antes de morrer, Brás Cubas, trazendo á memória dos homens de seu tempo, as dores da alma. O &lt;em&gt;Emplasto Brás Cubas&lt;/em&gt;, com efeitos anti-hipocondríacos, tinha a valorosa e nobre proposição de &lt;em&gt;aliviar a nossa melancólica humanidade&lt;/em&gt;. Seria este, o remédio do século?, único capaz de curar a loucura temporal? Acho que não, o melhor emplasto do mundo ficou clarividente para mim, e imagino, também, que tenha ficado claro para Tina...; o melhor emplasto do mundo é reconhecer a loucura que ele é, embrenhando-se de vez nesse absurdo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao criarmos nossa realidade, adquirimos o rosto da mesma, a ponto de fazer de nossa vida uma imitação desmedida da máscara do absurdo. Bem, são conjecturas, entretanto, aqueles que encararem como proposta... que assim o façam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Segundo Camus, &lt;em&gt;para o homem absurdo&lt;/em&gt;, este estágio de criação, &lt;em&gt;já não se trata de explicar e de resolver, mas de sentir e de descrever&lt;/em&gt;. Precisamos aprender a descrever nossa ambição em pensamentos absurdos, porém abertos. Uma vez que nossa máscara vital já tenha assumido o caráter de absurdo, também poderemos usar de nossa vida para a efetivação deste absurdo; eis o emplasto mencionado anteriormente e tão desejado pelo senhor Brás Cubas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É engraçado..., de todos os pensamentos que partem do absurdo, são poucos os que aí se mantém. Isso pode ser encarado como uma falha do emplasto, no entanto, não é este o caso de Tina, sua imaginação em pessoa é a personificação do absurdo, em um corpo ordinário e simplório. Talvez seja a máscara adentrando a alma, sua imitação é tão perfeita que assume o caráter de realidade existencial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Todavia, retornando, a grande questão em mérito é o caráter transitório de alguns pensamentos que enveredaram pelo absurdo, o que será que os leva a essa transitoriedade? Serão, talvez, a falta de identificação com o absurdo e, também, a falsa existência da maioria dos homens? Pelo que penso, o raciocínio vago e a futilidade da vida são sintomas inquietantes, porém trágicos, da falsa existência... vivem, entretanto, não sabem disso. Mantém sua liberdade presa à transitoriedade de suas quimeras e vontades. Não têm consciência da força de suas faculdades mentais e de seu intelecto, preferem mediocrizar os grandes anseios da alma. Pode-se dizer que vivem uma vida desgarrada e subserviente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O existir, para estas pessoas, deixou de significar... por isso elas insignificam... fazem parte das fronteiras entre a angústia e a expansão da alma. A brevidade de tempo por que passa seu espírito, oprime sua vida, vive-se em dissonância com anseios e vontades, ou melhor, auto-oprimem sua liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É necessário buscar o absurdo, vestir sua máscara, e embrenhar-se neste vale..., a validade da vida começa a existir quando existimos para nós mesmos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-2598113007027240095?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/2598113007027240095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=2598113007027240095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/2598113007027240095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/2598113007027240095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/albertina-e-o-fundo-de-sua-alma.html' title='Albertina e o Fundo de sua Alma!'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjWQR0EB9EI/AAAAAAAAA1E/v3w0TWOx4Jw/s72-c/Dali-Salvador.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-1031304575385788546</id><published>2009-06-13T20:28:00.004-03:00</published><updated>2009-06-13T20:44:30.957-03:00</updated><title type='text'>Imbricamento Entre Política e Liberdade!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjQ5dqgDLaI/AAAAAAAAA08/RsTJrgt7API/s1600-h/Dali-1977.bmp"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346961839383326114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjQ5dqgDLaI/AAAAAAAAA08/RsTJrgt7API/s400/Dali-1977.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Nietzsche e Espinosa - Parte IV - Final&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A Razão humana, tende unicamente à verdadeira utilidade e conservação da espécie. Estando a Natureza acima disso, e o indivíduo inserido nessa Natureza, o faz afirmar sua liberdade. Tão-somente por fazer parte desta Natureza, estando, com isso, vinculado à plena liberdade. Dessa forma, não dá para pensar o homem senão como partícula do Todo, ou seja, elemento fragmentário da Natureza. Pensando-se o homem assim, afirma-se sua liberdade... até a sua entrada na submissão às leis da Razão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É, pois, apenas pela necessidade da ordem eterna, isto é, da Natureza, que todos os indivíduos estão determinados, de uma certa maneira, a existir e agir. Existindo para si, e em prol do grupo, e agindo para que o coletivo se mantenha (&lt;strong&gt;ESPINOSA, 2004: II, § 8&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Assim, todas as paixões humanas, ou mesmo tudo que na Natureza nos parece ridículo, absurdo ou mau, em momento algum pode ser pensado como um pecado. Sendo o homem parte da Natureza, é-lhe necessário que demonstre estes elementos, em seu ser, e inserido no coletivo; isso é Natural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não podemos querer que tudo seja dirigido conforme nossa Razão, mas conforme nossa dependência para com o outro. Em Espinosa parece que seria isso que determina o estado político.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Todavia, essa nossa dependência para com o outro só pode ser pensada por um viés racional. Ao invocarmos esse viés, estaríamos contribuindo para a instituição do coletivo – seria um contrato social às avessas, o que o pensamento de Espinosa nos apresenta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Na medida em que o outro pode repudiar qualquer violência, cabe ao indivíduo, pertencente ao Todo, o mesmo repúdio. Isso colocaria uma racionalidade nessas relações humanas. &lt;em&gt;E assim chamo livre a um homem na medida em que vive sob a conduta da Razão porque, nesta mesma medida, é determinado a agir por causas que podem ser adequadamente conhecidas unicamente através da sua natureza, ainda que essas causas o determinem necessariamente a agir. A liberdade, com efeito, não suprime mas, pelo contrário, coloca a necessidade da ação&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;ESPINOSA, 2004: II, § 11&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Enfim, pensando-se a liberdade em Espinosa como sendo, a necessidade da ação, e, como tal, conseqüência da Natureza, todavia, em prol do grupo; podemos afirmar ainda que é deste elemento comum que ele pensa o contrato social. Sendo este último, portanto, a concordância de um maior número de homens, colocando as suas forças em comum, garantindo, ainda mais, mais direito a todos. Isso garante ao grupo um maior e mais pleno direito sobre a Natureza, que cada uma dessas pessoas, individualmente, não possui sozinha (&lt;strong&gt;2004: II, § 13&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Amar e compreender a Natureza, segundo Espinosa, é amar e compreender o que conserva o homem. E aqui, de novo, fazemos a ponte com Nietzsche; quando da efetivação do homem, na conservação – e potencialização – de sua existência. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Encerrando Espinosa, é sobre Nietzsche que me referirei a partir de agora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A “Grande Política” nietzscheana, surgida da liberdade do indivíduo, se faria – e se daria – a partir da &lt;em&gt;vontade de potência&lt;/em&gt; deste homem, com vislumbres à construção de &lt;em&gt;filósofos de futuro&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Desde o instante em que o homem reconhece sua força, efetivando sua vontade, ele estaria confirmando esta “Grande Política”. &lt;em&gt;Para &lt;/em&gt;novos filósofos&lt;em&gt;, não resta nenhuma escolha: para espíritos suficientemente fortes e originários para dar os impulsos a avaliações antagônicas e transvalorar 'valores eternos'; a precursores, a homens de futuro, que atem no presente a coação e o nó, que constranja a vontade de milênios a seguir novas rotas. Para ensinar ao homem que o futuro do homem é vontade sua, que depende de uma vontade humana, e para preparar grandes ousadias e tentativas globais de disciplina e seleção, destinados a acabar com aquele horrível domínio de absurdo e acaso que até agora se chamou 'história'&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;NIETZSCHE, BM, 2003: § 203&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em Nietzsche a afimação da liberdade viria a ser bem mais importante que qualquer contrato social. E ao inserir-se no Estado, este indivíduo livre traria novos ares ao coletivo – apesar de manter este coletivo sob sua conduta –, confirmando que o homem seria o ponto de partida, e não o ponto de chegada; no entanto, não qualquer homem, mas um &lt;em&gt;homem de futuro&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E a contradição, tal como em Espinosa, seria necessária e inerente ao fazer deste homem, pois, com todo seu crescimento em grandeza e elevação, o mais terrível e o mais profundo deste saber, também se elevariam. Esta elevação não pode ser pensada, nem sem o profundo, nem tampouco sem o terrível. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mormente, quanto mais fundamentalmente se quer uma coisa, tanto mais fundamentalmente se alcança, precisamente, a outra, ou seja, quanto mais profundamente este homem se debruçar sobre si – e não conforme o coletivo –, mais rapidamente chegará a este elemento terrível: que seria o surgimento de uma aristocracia do espírito (&lt;strong&gt;NIETZSCHE, KSA, 1887: § 9[154]&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A atual sociedade, a partir da constituição desse elemento terrível, deixaria de &lt;em&gt;existir por causa de si mesma&lt;/em&gt;, passando a existir como, e ainda somente, &lt;em&gt;meio&lt;/em&gt; de uma &lt;em&gt;raça mais forte&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Raça&lt;/em&gt; essa que viria a se constituir com base no crescente apequenamento do homem comum e medíocre, e que ainda pertence ao &lt;em&gt;rebanho&lt;/em&gt;, uma vez que isso se mostraria, dentro da dialética &lt;em&gt;a marteladas&lt;/em&gt; de Nietzsche, como ponto de criação do homem forte; &lt;em&gt;filósofo do futuro&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Apenas quando toda a espécie se tornar fraca, o grande homem poderia se mostrar, instituindo, com isso, um mundo de futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pensando ainda nos &lt;em&gt;meios&lt;/em&gt;, citado acima: &lt;em&gt;Os meios&lt;/em&gt; seriam aqueles que a história ensina&lt;em&gt;: o isolamento &lt;/em&gt;[isolation]&lt;em&gt;, por intermédio de interesses de conservação inversos àqueles vigentes hoje em média; o adestramento em avaliações inversas; a distância como Pathos; a livre consciência [Gewissen] a respeito daquilo que hoje é o mais sub-avaliado e o mais proibido&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;NIETZSCHE, KSA, 1887: § 9[153]&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Enfim, há em Nietzsche e Espinosa, como sendo algo comum, a conservação, contudo, enquanto este pensa na conservação do indivíduo dentro de um contrato racional, aquele pensa na conservação do mais forte, como sendo o único capaz de referendar a “Grande Política”. E alicerçar um mundo de futuro, para homens de futuro que, sobremaneira, poderiam, de fato, se utilizarem de sua real vontade, tornando-se Homens; com letra maiúscula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-1031304575385788546?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/1031304575385788546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=1031304575385788546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/1031304575385788546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/1031304575385788546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/imbricamento-entre-politica-e-liberdade_13.html' title='Imbricamento Entre Política e Liberdade!'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjQ5dqgDLaI/AAAAAAAAA08/RsTJrgt7API/s72-c/Dali-1977.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-99101748184295722</id><published>2009-06-12T09:53:00.003-03:00</published><updated>2009-06-12T10:00:55.220-03:00</updated><title type='text'>Seção D'Outro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjJRbqwnG7I/AAAAAAAAA00/M3erLqoree0/s1600-h/Dali-HomemGeografico.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346425243418696626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 352px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjJRbqwnG7I/AAAAAAAAA00/M3erLqoree0/s400/Dali-HomemGeografico.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;O BAIXO CLERO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;Walmir Carvalho - mano blogueiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Rapaz, me dá pena quando há consenso de xingamento pra cima de um deputado do baixo clero. Adoro o pessoal do baixo clero. Adoro os discursos deles. Ligo, vejo, dou risada. E entendo eles. Eles e os seus discursos e os seus atos.&lt;br /&gt;Vai que o Roberto Da Matta, antropólogo afamado, escreveu no jornal Globo esculachando com o cabra que falou: “&lt;em&gt;tou me lixando para a opinião pública&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;Comparou ele com um professor que se lixasse para os seus alunos ou com um médico que se lixasse para os seus pacientes.&lt;br /&gt;Discordei.&lt;br /&gt;Eu, apreciador de todas as burradas, jequices e malandragens desses deputadozinhos quase anônimos, entendo que ele entende assim: "&lt;em&gt;Opinião Pública é aquela dos jornais e das tvs e do povo-cabeça. A Opinião que me interessa é do pessoal da minha base&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;A base é uma paroquiazinha onde ele convive com umas remelas interioranas espalhadas em alguns municípios, bairros e distritos, se ajusta com um e outro prefeitinho, com uns vereadores e deputados estaduais, se liga a pastores ou padres, atende umas creches, faz discurso numa rádio que ninguém a não ser o povo daquela cidade ouviu falar, consegue encascalhar uma estradinha, doar uma kombi para uma associação, quebra galho em defesa de alguns comerciantes, fazendeirões e fazenderinhos, abre um posto de saúde, uma agência da Caixa ou posto do BB, ajuda numa obras, num rodeio, apresenta rapazes e moças para alguma possibilidade de emprego, faz lobbie numa empresa para captar recursos para algum projeto municipal seja de grupos culturais, ambientais, assistenciais, leva vereadores e prefeitos para um seminário, e um tanto de outras miudezas, mistura bondade e sacanagem.&lt;br /&gt;Aí eles chegam no Congresso e a opinião publicada diz que são obrigados a pensar em projetos nacionais, ajustes internacionais, LDOs, aprovação de medidas do governo, mais isso e aquilo.&lt;br /&gt;E fazem o quê?&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Me dá o meu, pra mim e pra minha paroquiazinha, e voto no que vocês quiserem&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;Negocia.&lt;br /&gt;Os mais espertos enricam, outros, que não conseguem compensar sua paróquia, ficam um mandato só, desaparecem.&lt;br /&gt;Vendo o noticiário, a opinião publicada, parece que todo político fica rico, com a vida feita e pode mesmo se lixar pra sociedade.&lt;br /&gt;Pode, não.&lt;br /&gt;Cada 4 anos tem que correr atrás de voto.&lt;br /&gt;E voto custa caro, rapaz. Custa obra, benefícios, contatos demais, conchavos, discursos, atuação pra base, adulação e atendimentos aos caciquinhos paroquiais, um empreguinho aqui outro ali.&lt;br /&gt;São estórias impagáveis que cada cabra do baixo clero tem.&lt;br /&gt;Mas são eleitos.&lt;br /&gt;E o judiciário que não é eleito?&lt;br /&gt;E o STJ que nunca condenou ninguém. Devia ser &lt;strong&gt;STS = Supremo Tribunal de Soltura&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Camarada nomeado pra lá faz mais cocô num ano do que um deputadinho do baixo clero na vida inteira.&lt;br /&gt;Bom, talvez haja aqui algum exagero.&lt;br /&gt;Mas xingar deputado é bom demais, não é?&lt;br /&gt;Dá boas manchetes, boas matérias, boas chamadas na tv, gera umas revoltas.&lt;br /&gt;Revoltar é outra coisa boa, é ou não é?&lt;br /&gt;O Congresso está se lixando para a Opinião Pública!&lt;br /&gt;É assim que ficou estampado depois do que disse o deputadinho.&lt;br /&gt;E tome revolta. Desde a cara de nojinho treinado dos apresentadores de TV.&lt;br /&gt;Mas eu acho que quem representa mesmo o voto popular é o deputado do baixo clero. Podem apedrejar (literariamente), mas acho.&lt;br /&gt;Ele não tem espaço na mídia corporativa que nem o Mercadante, o Suplicy, o Temer, o Sarney e mais um tanto de cobra criada.&lt;br /&gt;Ele só conta com sua base.&lt;br /&gt;Só aparece na mídia quando esmaga os bagos do politicamente correto ou se mete numa enrolada qualquer.&lt;br /&gt;Ele tem base.&lt;br /&gt;Cobra criada - os cabeças coroadas - não tem base, tem é poder eleitoral, não pedem voto em cidadezinhas, distritos, bairros.&lt;br /&gt;O cabra do baixo clero tem base, sim.&lt;br /&gt;E tem que ficar esperto senão a base se larga dele.&lt;br /&gt;Ele não se lixa para a sua base.&lt;br /&gt;Ele se lixa para a Opinião Pública, esta que conhece o Sarney, o Temer, o Mercadante.&lt;br /&gt;Não dá pra comparar o professor se lixando para seus alunos com o deputadinho que se lixa para a Opinião Pública.&lt;br /&gt;Não é assim, não, Da Matta.&lt;br /&gt;Ele é justamente o professor que não se lixa para os seus alunos, pelo contrário, ele é o vendedor que só se lixa para os seus clientes. Os outros são "&lt;em&gt;a opinião pública&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Paz e bom humor, malandragem.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-99101748184295722?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/99101748184295722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=99101748184295722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/99101748184295722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/99101748184295722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/secao-doutro.html' title='Seção D&apos;Outro'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjJRbqwnG7I/AAAAAAAAA00/M3erLqoree0/s72-c/Dali-HomemGeografico.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-2654823744623516342</id><published>2009-06-11T16:34:00.003-03:00</published><updated>2009-06-11T16:49:04.433-03:00</updated><title type='text'>Imbricamento Entre Política e Liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjFff5VlgtI/AAAAAAAAA0s/OLfxbb8jAW4/s1600-h/Dali-The-Enigma-Of-William-Tell.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346159234237432530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjFff5VlgtI/AAAAAAAAA0s/OLfxbb8jAW4/s400/Dali-The-Enigma-Of-William-Tell.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;Nietzsche e Espinosa - Parte III&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Outro elemento que diferenciará Espinosa dos outros modernos é o fator História. Na Política, é a história das sociedades humanas que é o dado inicial e que é preciso ajustar ao nível de Razão, nem que esta Razão seja a do Estado; como visto anteriormente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E esta história das humanidades, em Espinosa, estaria estabelecida na prática dos homens para com seus iguais, e não num elemento que precedesse essa prática. Parte-se do homem e de sua liberdade racional para, logo em seguida, pensar-se no Estado. Novamente temos um elemento que estaria próximo de Nietzsche.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Se, com os outros modernos, a preocupação primeira seria o Estado, em Espinosa e Nietzsche esta preocupação estaria direcionada para os homens e para sua história. Em Nietzsche isso iria além: teria que se pensar, também, num futuro, desde que pensado como potencialidade de vontades presentes, e que não sejam tão comuns – desde que, por comum, entendamos a constituição valorativa do momento presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Como Nietzsche, também Espinosa justifica as vontades humanas, tratando-as não de forma pejorativa, mas as compreendendo como essenciais e inerentes ao homem. E isso poderia ser uma pista para a consecução do Estado que se quer construir. Bem como, da grande política que isso poderia acarretar. &lt;em&gt;Seja qual for a perturbação que possam ter para nós estas intempéries&lt;/em&gt; [referindo-se às paixões humanas]&lt;em&gt;, elas são necessárias, pois têm causas determinadas de que nos preocupamos em conhecer a natureza, e quando a alma possui o verdadeiro conhecimento destas coisas, usufrui dele tal como do conhecimento do que dá prazer aos nossos sentidos.&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;ESPINOSA, 2004: I, § 4&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;As paixões, decorrentes da natureza humana, teriam elementos de homogeneização da grande política, voltada para o homem, e não para a instituição, de forma direta. Ao contrário, a instituição seria o constructo dessa paixões, portanto, totalmente laica e humana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Esta sim, seria uma construção coletiva – e aqui está a justificação moderna do pensamento de Espinosa, uma vez que tal constructo, novamente, surgiria para administrar o arrebanhamento humano, &lt;em&gt;a posteriori&lt;/em&gt; (como se verá na noção que Espinosa tem de liberdade, bem como o reforço que Nietzsche faz).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Como um dos temas recorrente desse texto é a noção de liberdade, há que se compreender, ao menos em pequena medida, esta referência nos dois autores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Algo que é recorrente em ambos autores é a questão da conservação do indivíduo – mas não necessariamente da espécie –, visto que, seria a mesma que daria instrumentalização a este indivíduo, para que ele possa efetivar sua vontade de futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E o fato do homem se subordinar aos anseios do Estado, definitivamente, exclui-se-lhe a posisbilidade de sua liberdade (apesar de, em Espinosa, a descrição acima não é tão clara). Mais que isso, faz com que este homem se apresente como componente desse todo. Pertencimento esse que se mostra muito mais como uma máquina – em Nietzsche – que propriamente um ser vivente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em Espinosa, esta situação de liberdade acaba tendo uma condição: condição essa que está vinculada à questão de sua natureza – talvez pelo fato de o homem pertencer à Natureza, aliás, de ser um fragmento, no todo que é a Natureza – e como a Razão serve de instrumental para esta efetivação da liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E, por liberdade condicionada entendamos: &lt;em&gt;Por conseguinte, o homem não pode de maneira alguma ser qualificado como livre, porque pode não existir ou porque pode não usar da Razão; não o pode ser senão na medida em que tem o poder de existir e de agir segundo as leis da natureza humana.&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;2004: II, § 7&lt;/strong&gt;), ou seja, a liberdade teria como condição o uso reto da Razão, segundo as leis da natureza humana, e jamais contra o homem. E aqui se mostra uma diferença gritante com o pensamento de Nietzsche, uma vez que, estando neste estado de liberdade, o homem se mantém enquanto humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em Nietzsche a coisa não é bem assim, pois, ao ser utilizável, deixa de exercer sua liberdade. Em Espinosa, se essa utilização viesse por meio da Razão, e segundo as leis da natureza, tem-se a afirmação dessa liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Portanto, a tentativa de fazer do homem um ser utilizável, nesse sentido, lhe confere apenas uma contra-face econômica, jamais um componente do Estado, enquanto ser autônomo. [Quer-se fazê-lo &lt;strong&gt;EAA&lt;/strong&gt;] &lt;em&gt;tanto quanto possível utilizável e, na medida em que isso de algum modo importa, aproximá-lo de uma máquina infalível: para essa finalidade, ele tem que ser equipado com&lt;/em&gt; virtudes de máquina &lt;em&gt;(– ele tem que aprender a sentir os estados em que trabalha de maneira maquinalmente utilizável como os de supremo valor: para tanto, é necessário que os&lt;/em&gt; outros&lt;em&gt; &lt;/em&gt;[estados &lt;strong&gt;OGJ&lt;/strong&gt;]&lt;em&gt; sejam tornados tanto quanto possível penosos para ele, tanto quanto possível perigosos e suspeitos...).&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;NIETZSCHE, KSA, 1887: § 10[11]&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nietzsche, ao referir-se à plenificação da liberdade, sempre teve como referencial o que denominava &lt;em&gt;vontade de poder&lt;/em&gt;. Ao se submeter a este Estado – diferente de Espinosa que ainda reconhece que, de um uso correto da Razão, ele estaria afirmando sua liberdade – teria diminuída sua maior justificação filosófica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E a “Grande Política” de Nietzsche só poderia existir quando dessa justificação ideológico-filosófica. Afora isso, o homem continuaria sendo uma pequena engrenagem dessa maquinaria global, e seu espírito criativo se resumiria a uma adaptação ao todo – como em Espinosa somos uma parte pequena, inerente, da Natureza, neste momento, não haveria problema nenhum, pelo contrário, estaríamos apenas afirmando nossa liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não se permite, nesse caso, que o homem invente para si sua &lt;em&gt;forma superior de ser&lt;/em&gt;. Se este seria o caminho recorrente do homem, no que tange sua liberdade, um contra-movimento estaria se fazendo aí. E cada vez mais, sua situação de engrenagem ainda mais se adpata à máquina. &lt;em&gt;Dito moralmente, aquela maquinaria global, a solidariedade de todas as engrenagens, representa um maximum na &lt;/em&gt;exploração do homem&lt;em&gt;: porém, ela pressupõe aqueles, por causa de quem essa exploração tem &lt;/em&gt;sentido&lt;em&gt;. Em outro caso, ela seria, de fato, meramente o rebaixamento&lt;/em&gt; de valor do tipo homem &lt;em&gt;– um&lt;/em&gt; fenômeno de regressão &lt;em&gt;no maior estilo&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;NIETZSCHE, KSA, 1887: § 10[17]&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Esta solidariedade de todos, que seria o contrato social – mais que uma solidariedade, uma dominação sobre as paixões humanas –, apenas tornaria o homem mais máquina ainda. Se, nalgum momento dessa situação de maquinaria, o homem tivesse um lapso de liberdade, mais ainda a teria perdido; tornando-se, ao final, um não-homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Situação que apenas reforça a exploração que se faz patente na coletivização desse homem, junto ao contrato social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao invés de se pensar no lucro de todos, após a entrada neste coletivo, Nietzsche vê isso como o prejuízo de todos. Diria mais, este seria o grande prejuízo da espécie. Nada mais que degenerescência do espírito é que se faria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E vai ainda mais longe: &lt;em&gt;Quem adivinha a fatalidade que se oculta na estúpida falta de suspicácia e credulidade das 'idéias modernas', e mais ainda em toda a moral cristã européia: esse padece de uma ansiedade com a qual nenhuma outra se deixa comparar&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;BM, 2003: § 203&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O padecimento; eis a palavra que melhor exprime o ser político do homem moderno. Padecimento por estar determinado por uma máquina, e que o mantém no patamar de engrenagem menor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Este homem, que dessa modernidade política compartilha, não consegue nem mesmo obedecer a si próprio. Mas, ao outro, sempre distante e, ao mesmo tempo, sempre presente. É uma sombra que traz névoa para cobrir o sol do &lt;em&gt;possível&lt;/em&gt; homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Conforme Giacóia Jr.: &lt;em&gt;Ou o homem moderno assume o encargo de determinar-se, enquanto homem, ou terá que renunciar à sua autonomia e ser determinado por outrem: pelos deuses ou pelos homens. Nos termos de Zaratustra: comandado deve ser sempre aquele que não é capaz de obedecer a si próprio&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;2005: 15&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E novamente temos uma pequena aproximação entre Nietzsche e Espinosa, especialmente no que diz respeito ao uso da liberdade. Apesar de, em Espinosa, já termos detectado a condicionante que encarcera a liberdade (isso dentro do coletivo), o ser, enquanto indivíduo, a exerce (a liberdade) quando da afirmação de sua potência e vontade, e que se faz, segundo Espinosa, na afirmação da Natureza, a qual o homem faz parte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-2654823744623516342?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/2654823744623516342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=2654823744623516342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/2654823744623516342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/2654823744623516342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/imbricamento-entre-politica-e-liberdade_11.html' title='Imbricamento Entre Política e Liberdade'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SjFff5VlgtI/AAAAAAAAA0s/OLfxbb8jAW4/s72-c/Dali-The-Enigma-Of-William-Tell.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-3691911992851053169</id><published>2009-06-10T15:11:00.002-03:00</published><updated>2009-06-10T15:15:23.508-03:00</updated><title type='text'>Rastros de Ódio: o bandido-e-mocinho com requinte</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Si_4LodQoEI/AAAAAAAAA0k/tFKhU4A9xzw/s1600-h/wayne.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 264px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345764161434460226" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Si_4LodQoEI/AAAAAAAAA0k/tFKhU4A9xzw/s400/wayne.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vi recentemente o filme “Rastros de Ódio” (The Searchers) de John Ford e vou aqui escrever sobre alguns pontos que considero positivo e outros que nem tanto. Primeiramente, é um filme que mostra uns Estados Unidos pouco unidos, uma terra de ninguém ou de vários donos que tentava se formar como Nação. Era o período imediatamente posterior a guerra de secessão vencida pelos Yankees, o que permite ao diretor uma história repleta de ressentimentos, como a mal digerida derrota dos confederados do sul tão cruamente retratada pelo seco John Wayne, que ainda por cima, revela o típico racismo sulista desta vez não pelos negros, habituais alvos, mas contra os índios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É quase insuportável aturar a conduta politicamente incorreta da personagem principal e o estereótipo criado pelo diretor de que o índio é ignorante, mal e incivilizado, enquanto o branco, embora, também seja mal e ignorante, tenha, contudo, sempre um motivo para agir assim: a terra hostil que valentemente, como pioneiro e empreendedor (características forjadas da nacionalidade estadunidense) desbrava e vive, outro motivo é vingança, pois o mocinho ele não ataca, vinga, ele não agride, apenas revida o mal sofrido. Nessa perspectiva é inegável a herança grifitthiana de John Ford.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O filme, enfim, vale a pena pela habilidade narrativa do diretor e a grande fotografia que mostra com rigor a beleza selvagem do Texas e do Novo México, quando ainda (período da história do filme) não tinha sido tomado dos mexicanos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-3691911992851053169?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/3691911992851053169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=3691911992851053169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/3691911992851053169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/3691911992851053169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/rastros-de-odio-o-bandido-e-mocinho-com.html' title='Rastros de Ódio: o bandido-e-mocinho com requinte'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/Si_4LodQoEI/AAAAAAAAA0k/tFKhU4A9xzw/s72-c/wayne.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-829210336824145543</id><published>2009-06-07T11:55:00.004-03:00</published><updated>2009-06-07T12:13:05.595-03:00</updated><title type='text'>Imbricamento Entre Política e Liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SivYtmXw_EI/AAAAAAAAA0c/-tMHX3YuxBc/s1600-h/Anarkismo_settimanarossa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344603660711164994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 289px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SivYtmXw_EI/AAAAAAAAA0c/-tMHX3YuxBc/s400/Anarkismo_settimanarossa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Nietzsche e Espinosa - Parte II&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;O futuro do homem, enquanto uma vontade de realização, só se mostraria na forma de um aprimoramento, a partir do momento em que essa vontade de futuro se tornasse importante. Diria mais: num momento em que esta vontade de homem seria importante e inerente ao fazer político. E por vontade (seja de futuro, seja de homem) poderíamos dizer: uma potencialização de valores que trariam ao homem a possibilidade de libertação de seu ser, do coletivo, mesmo estando dentro do coletivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Um indivíduo – e não o Estado – que investe em sua liberdade, este sim, teria qualidades de estadista. Esta noção pode parecer-nos um tanto quanto aristocrática, todavia, é isso mesmo que acontece com o pensamento de Nietzsche. Em face disso, imagino que o filósofo não tenha se preocupado tanto, de forma direta, com a Política. Pelo fato de ele estar muito mais interessado no indivíduo que, posteriormente, faria esta “Grande Política”. Daí o imbricamento tão íntimo com a questão da liberdade, e a preocupação em pensar valores que gerariam fruto num futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Giacóia Jr. (na &lt;strong&gt;introdução&lt;/strong&gt; de textos políticos de Nietzsche, com sua tradução) é bem explícito quando dessa preocupação de Nietzsche, para com as idéias políticas da modernidade contratualista; momento em que se instituiu o quesito democracia nos discursos políticos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Vejamos: &lt;em&gt;Ao instituir-se como valor absoluto, submetendo a si toda e qualquer outra forma de sentimento de valor e parâmetros de avaliação, as 'idéias modernas', ao mesmo tempo em que levam a efeito o nivelamento massivo do homem ocidental, satisfazem seu impulso inconscientemente tirânico. Expressões desse movimento são a estéril auto suficiência do moderno filisteísmo cultural, a redução utilitarista do ideal de felicidade e conforto, segurança e bem estar, a hipócrita auto compreensão do europeu civilizado como sendo o sentido do progresso e o 'final da história'&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;2005: p. 12&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Talvez, o que mais Giacóia Jr. nos chama a atenção, ao comentar sobre os fragmentos políticos de Nietzsche, seria a própria crítica que o filósofo estaria direcionando à sua sociedade, herdeira do movimento moderno que pensa a Política como benfeitora, e responsável por trazer em seu seio a preocupação “&lt;em&gt;do ideal de felicidade e conforto, segurança e bem estar&lt;/em&gt;”, quando, numa confirmação, Nietzsche resolve pensar noutra direção; aquela do nivelamento e mediocrização do homem, e como isso se torna importante para certa dominação e, principalmente, um maior controle das possíveis liberdades humanas – fonte de uma possível revolução cultural e política de determinado povo –; esta última, sim, grande e maior preocupação de Nietzsche para a efetivação da “Grande Política”. A qual se propõe, mesmo que de forma indireta; orientando seu pensamento de forma direta no indivíduo, e não no coletivo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O grande anátema para Nietzsche nem seria o pretenso bem estar que esta modernidade traria, mas a constituição de uma &lt;em&gt;moral de rebanho&lt;/em&gt;, onde o pastor poderia continuar controlando as liberdades alheias e individuais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E essa preocupação de Nietzsche tem seu fundamento na obra de Espinosa, intitulada &lt;strong&gt;Tratado Político&lt;/strong&gt;, e que será nosso contraponto de constatação. Embora um fundamento tão-somente no que concerne à questão da liberdade, uma vez que Espinosa reconhece esta liberdade, a colocando no patamar de &lt;em&gt;paixões necessárias&lt;/em&gt; para a constituição do Estado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Por outro lado, Espinosa reconhece que o homem faz parte da Natureza, e que é esta Natureza que o determina, dentro de suas paixões, como sendo constitutiva do Estado. Visto que, a Natureza é que traz estas paixões e as possíveis contradições humanas; que acaba não sendo tão contraditórias assim, uma vez que, todos estes elementos da paixão, logo, desta pretensa contradição, advém desta Natureza, sendo o homem um fragmento da mesma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em Espinosa há claramente a efetivação do Estado, enquanto gestor da razão coletiva. E é neste ponto que a liberdade poderia ganhar fundamentação prática e, principalmente, poderia se tornar arma de consolidação e constituição do Estado moderno.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Antes, porém, de seguir adiante nesta discussão, gostaria de apresentar o que Espinosa denomina de Razão coletiva, ou mesmo, Razão do Estado: &lt;em&gt;(...) como a Razão ensina a praticar a moralidade, a viver na tranqüilidade e na paz interior, o que só é possível com a existência de um poder público, e como, por outro lado, não se pode conceder que as massas sejam conduzidas como por um só estatuto, tal como é requerido no Estado, se não existissem leis estabelecidas de acordo com as prescrições da Razão, não será abusivo chamar pecado ao que é contrário à injunção da Razão, pois que as leis do Estado melhor ordenado devem ser estabelecidas conforme a Razão. (...)&lt;/em&gt; [De forma que]&lt;em&gt; aquele que detém o poder público e dispõe do direito natural&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a class="sdfootnoteanc" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=597491222806223728#sdfootnote1sym" name="sdfootnote1anc"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt; pode, segundo este direito, ser controlado pelas leis e pecar&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;Tratado Político, 2004: II, § 21&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Pelo que se percebe, a Razão do Estado estaria intimamente ligada à Razão do homem. Sendo o homem responsável pela constituição do Estado, esta mesma razão não pode estar submetida por outra lei, senão a lei humana. Jamais a lei divina, pois esta traz ao cerne do homem a noção de pecado e de livre-arbítrio, colocando-o num patamar de mero joguete dos desígnios divinos. Por desígnios, portanto, apenas aquilo que faz parte da Natureza, ou melhor, aquilo que está concentrado na capacidade do homem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Diferente de Nietzsche, Espinosa também vê o Estado como um contrato, não aos moldes de Deus, ou para coibir a natureza humana, mas, nos moldes da Natureza e da laicidade. Passa-se, também, pelas paixões do indivíduo, não para coibí-las, como se vê em Rousseau, Montesquieu, Locke e Hobbes, mas para submetê-las à sua real necessidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Constatemos pois, na obra de Espinosa, esta afirmação: &lt;em&gt;Há o costume de chamar poder público a este direito que define o poder do número, e possui absolutamente este poder quem, pela vontade geral, cuida da coisa pública, isto é, tem a tarefa de estabelecer, interpretar e revogar as leis, defender as cidades, decidir da guerra e da paz etc&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;2004: II § 17&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Apesar de esta ser uma obra inacabada, há grandes possibilidades de elucidar certos preceitos de Espinosa, no que concerne à Política. Espinosa que, apesar de tentar dar outro direcionamento, àquilo proposto pelos modernos, acaba reforçando certa máxima dos outros, que o faz compactuar com as teorias modernas – até mesmo por estar inserido neste tempo. Máxima essa que já expomos e que diz respeito ao papel de salvo-conduto do Estado, papel esse utilizado para salvaguardar as liberdades individuais, propondo uma certa racionalização do bem estar dos outros, ou seja, do bem estar do coletivo. E isso nos basta para contra-argumentar com parâmetros da “Grande Política” de Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E como justificativa, ao expor Espinosa como estando na outra margem do rio, e corroborando com a afirmação de que, apesar de moderno, ainda tem métodos distintos dos outros pensadores do período, podemos detectar que o autor, ao trazer à baila a questão política, o faz sem que o elemento natureza humana sirva de justificação para o controle da conduta dos indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E esse preterimento do quesito natureza humana – o que o faz pensar, também, em certa liberdade humana, apesar de uma liberdade mais voltada à questão moral que propriamente coletivo-social, traz novos elementos para se compreender o indivíduo com uma maior autonomia, apesar de ainda ter em mente a constituição de certo Estado coletivo – pode ser bem compreendido no fragmento abaixo: &lt;em&gt;Os filósofos concebem as emoções que se combatem entre si, em nós, como vícios em que os homens caem por erro próprio; é por isso que se habituaram a ridicularizá-los, deplorá-los, reprová-los ou, quando querem parecer mais morais, detestá-los. Julgam assim agir divinamente e elevar-se ao pedestal da sabedoria, prodigalizando toda espécie de louvores a uma natureza humana que em parte alguma existe, e atacando através dos seus discursos a que realmente existe. Concebem os homens, efetivamente, não tais como são, mas como eles próprios gostariam que fossem&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;ESPINOSA, 2004: I, § 1&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Presumo que o grande diferencial de Espinosa, com relação aos modernos tradicionais, esteja justamente na laicização do Estado, preterindo desta Instituição toda e qualquer pecha religiosa. Pois, o que a maioria destes modernos fez, foi, com base na noção de natureza humana, institucionalizar religiosamente o elemento representativo do Estado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao salvaguardar uma maior liberdade, não permitindo que culpas religiosas recaíssem sobre o sujeito, Espinosa, de certa forma, apesar de ainda moderno, é o que mais se aproxima de Nietzsche. E seria basicamente este “respiro” de liberdade que o diferencia dos outros modernos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A questão da culpa é tão preponderante na constituição do Estado Moderno, que nem mesmo em nossos dias vimos isso desaparecer por completo. A começar pela organização de nossas instituições contemporâneas. E isso Espinosa, ao contrário de seus contemporâneos, já havia detectado. Daí a preocupação em escrever um tratado político que, sabemos, apesar de diferente, ainda se encontra baseado em premissas modernas – e não custa relembrar que premissas são essas: a noção de representatividade e delegação de deveres (e direitos), bem com de valores; e da própria liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;----------------------------&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=597491222806223728#sdfootnote1anc" name="sdfootnote1sym"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Por direito natural, portanto, entendo as próprias leis ou regras da Natureza segundo as quais tudo acontece, isto é, o próprio poder da Natureza. Por conseguinte, o direito natural da Natureza inteira, e conseqüentemente de cada indivíduo, estende-se até onde vai a sua capacidade, e, portanto, tudo o que faz um homem, seguindo as leis da sua própria natureza, fá-lo em virtude de um direito natural soberano e tem sobre a Natureza tanto direito quanto poder&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;ESPINOSA, 2004: II, § 4&lt;/strong&gt;). Como se percebe, a noção de direito natural, empregada por Espinosa, se difere sobremaneira da noção tradicional. Por direito natural podemos entender toda a capacidade que o homem tem de se utilizar racionalmente de suas paixões. Estando o homem inserido na Natureza, automaticamente, também aquilo que o homem faz, faz parte do direito natural. Também sua virtude estaria agindo sobre este direito natural.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-829210336824145543?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/829210336824145543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=829210336824145543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/829210336824145543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/829210336824145543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/imbricamento-entre-politica-e-liberdade_07.html' title='Imbricamento Entre Política e Liberdade'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SivYtmXw_EI/AAAAAAAAA0c/-tMHX3YuxBc/s72-c/Anarkismo_settimanarossa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-597491222806223728.post-2956832265932058469</id><published>2009-06-06T09:27:00.002-03:00</published><updated>2009-06-06T09:36:04.794-03:00</updated><title type='text'>Imbricamento Entre Política e Liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SipihnjUZnI/AAAAAAAAA0U/DkEPGAaJdUs/s1600-h/SalvadorDalli.bmp"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344192237520840306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 386px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SipihnjUZnI/AAAAAAAAA0U/DkEPGAaJdUs/s400/SalvadorDalli.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Nietzsche e Espinosa - Parte I&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Como a obra de Nietzsche não deixa bem claro o lado político de sua filosofia, priorizando muito mais a questão ética; a faceta deste texto versará sobre a noção de liberdade, tendo como contraponto Nietzsche e Espinosa, e como isso pode nos servir de pista para entender a questão política, referida por ambos autores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Porquanto, veremos que, quando fala-nos de liberdade, há latente em Nietzsche um imbricamento com a questão política, notadamente quando temos como molde a estrutura democrática. Parece-nos que nesse ponto, a democratização de um viver político obstrui a liberdade desse homem. E isso pode parecer-nos mais evidente no fragmento abaixo: &lt;em&gt;(...) creio que tudo o que hoje na Europa estamos habituados a venerar como 'humanidade', 'moralidade', 'humanitarismo', 'compaixão', justiça, com efeito pode ter um valor de fachada, como enfraquecimento e mitigação de certos impulsos fundamentais poderosos e perigosos, porém, a despeito disso, a longo prazo, não é nada além do que o apequenamento do inteiro tipo 'homem', sua definitiva mediocrização, se me quiserem excusar uma palavra desesperada num assunto desesperado&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;KSA, vol. 12, 1885-6: § 2[13])&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dessa forma, ao se utilizar de termos como “desesperado”, fica-nos bastante claro o quanto Nietzsche preocupa-se com a questão da liberdade, e como a democracia pode ser daninha à mesma – em especial, este tipo de democracia que foi inaugurada com os Modernos. Ainda mais quando Nietzsche vê nesta questão a efetivação de uma moral de rebanho; grosso modo, um nivelamento por baixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Uma outra palavra que poderia nos remeter o real horror que Nietzsche tem deste tipo de democracia pode ser a justiça, mesmo porque, é baseado na questão dos direitos comuns que ela se subscreve como sendo a responsável por dar uma certa ordenação a este tipo de sociedade, e como a mesma, de uma forma genalógica, serviu de interesses bastante direcionados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ademais, esta mesma justiça surgirá a partir de uma negativação das paixões humanas; e neste ponto começa-se a aproximação que nos dispomos a fazer com relação à Espinosa, visto que, também em Espinosa, a questão da culpa sempre norteou a constituição dos sistemas políticos modernos, o que o faz, em pequena medida, se distanciar de pensadores como Rousseau, Hobbes, Montesquieu e Locke; responsáveis pela constituição teórica da moderna noção de Política. Além disso, o papel que a religião tem para estes últimos, e como isso fica preterido por Espinosa, que propõe uma laicidade das constituições políticas civis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E isso fica bem claro no seguinte aforisma: &lt;em&gt;La justicia vengadora. El cristianismo ha puesto en una misma balanza la desgracia y la culpa, de forma que, cuando la desgracia que sigue a una falta es grande, la magnitud de ésta última se establece involuntariamente em función del grado de gravedad de aquélla. Sin embargo, esta apreciación no es antigua, porque la tragedia grega, donde tanto se habla de desgracias y de faltas, aunque sea en otro sentido, constituye una de las grandes liberaciones del espiritu, en una medida que ni los mismos antiguos eran capaces de entender. Éstos no se preocupaban de señalar una relación adecuada entre la falta y la desgracia. La falta de los héroes trágicos viene a ser como la piedra em la que tropezamos, rompiéndonos un brazo o una pierna. Ante ella, según la forma antigua de pensar, se decía: &lt;&lt;¡La verdad es que tenía que haber caminado con más precaución y menos orgullo!&gt;&gt;. Pero estaba reservado al cristianismo decir: &lt;&lt;detrás&gt;&gt;&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;NIETZSCHE, A, 1998: § 78&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Esta forma de encarar a justiça como sendo fruto de um desígnio divino, e que a punição a nossos atos também deveria vir deste mesmo Deus, é a forma como fora constituída a noção política moderna. E neste caso, a noção de culpa tem um papel mais que necessário, senão essencial para que as paixões humanas – responsáveis pela efetivação da liberdade humana – não dominem o relacionar-se político de certa comunidade civil. Todos os modernos se utilizaram deste subterfúgio, nas constituições políticas que teorizaram. Já Espinosa descarta a noção de culpa e Nietzsche, principalmente, mais que descarta, a expulsa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Neste aforisma de &lt;strong&gt;Aurora&lt;/strong&gt; fica claro o quanto o autor “reconhece” a força disso para as constituições jurídico-sociais do &lt;em&gt;corpus politicus&lt;/em&gt;, e o quanto isso ainda é importante no que tange à não-efetivação da liberdade humana e, automaticamente, na preterição de indivíduos com espírito livre, destas comunidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E os valores dessa democracia, bem como sua legitimidade jurídica, ainda mais, acabariam contribuindo para este apequenamento do homem, logo, também o de sua liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Há em Nietzsche um grande valor ao espírito livre do homem: isso sim o faria forte, não permitindo que ele caia na cilada da mediocrização de seu ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A liberdade, nesse sentido, seria muito mais importante que qualquer outro elemento da propensão à democracia. Pois seria esta liberdade a efetivação de valores mais fortes, ao homem; como bem expresso em &lt;strong&gt;Além do Bem e do Mal&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Ensinar ao homem o futuro do homem como sua vontade, como dependente de uma vontade humana, e preparar grandes empresas e tentativas globais de disciplinação e cultivo, para desse modo pôr um fim a esse pavoroso domínio do acaso e do absurdo que até o momento se chamou 'história' – o absurdo do 'maior número' é apenas sua última forma –: para isto será necessária, algum dia, uma nova espécie de filósofos e comandantes, em vista dos quais tudo o que já houve de espíritos ocultos, terríveis, benévolos, parecerá pálido e mirrado&lt;/em&gt;. (&lt;strong&gt;NIETZSCHE, BM, 2003: § 203&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Valores esses que poderiam possibilitar o homem a pensar numa “Grande Política”, jamais numa mediocrização política que, conseqüentemente, minimizaria este homem. Por outro lado, quer-se olhar para o lado do “maior número”, deixando o homem aquém de seu real e grande futuro, mantendo-o no constante estágio de rebanho. Uma política que, acima de qualquer outra coisa, apenas tenta se manter como detentora da liberdade alheia. Uma liberdade que, como visto acima, se usa da falta e da culpa para poder punir. Uma política que não permite a este homem um outro futuro, senão este que o Estado Moderno inaugurou: o Estado do rebanho e da manipulação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mais que pensar no coletivo, há que se pensar primeiro no indivíduo, cabendo a um segundo momento, aí sim, preocupar-se com o “gerenciamento” da espécie.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/597491222806223728-2956832265932058469?l=clioedionisio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clioedionisio.blogspot.com/feeds/2956832265932058469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=597491222806223728&amp;postID=2956832265932058469' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/2956832265932058469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/597491222806223728/posts/default/2956832265932058469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clioedionisio.blogspot.com/2009/06/imbricamento-entre-politica-e-liberdade.html' title='Imbricamento Entre Política e Liberdade'/><author><name>Clio &amp;amp; Dionísio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17405119663399118200</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='06051837228356507931'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Vx2udT52wJI/SipihnjUZnI/AAAAAAAAA0U/DkEPGAaJdUs/s72-c/SalvadorDalli.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry></feed>