tag:blogger.com,1999:blog-56256722009-07-18T21:41:24.798+01:00Ruminaçœs Digitais<i>Morrerás em breve. É incontestável. E quanta verdade morrerá contigo sem saberes que a sabias. Só por não teres tido a sorte de num simples encontro ou encontrão ta fazerem vir ao de cima</i> - Vergílio FerreirasLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.comBlogger709125tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-66969096969804585822009-07-18T21:40:00.000+01:002009-07-18T21:41:24.809+01:00Absolutamente<div style="text-align: justify;">Kant sistematizou uma ponte entre razão e moral. Ao fazê-lo, fundou-as no absoluto sem restrições dos deveres, regras e do imperativo categórico. Mas, tanto nas leis como na argumentação, há um acumular de prioridades que estabelecem excepções umas às outras, e cujo grau de prioridade depende, em última análise, do subtil de cada caso concreto. Não nos escapamos à constante fricção do presente com um bem pensado conjunto de regras. É preciso a sua constante invocação, interacção, aplicação e revisão para conseguirmos chegar ao fim do dia sem a consciência muito pesada.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-6696909696980458582?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-20283884662195697382009-07-14T12:55:00.002+01:002009-07-16T07:43:28.887+01:00Prioridades<div style="text-align: justify;">"The reason that we spend more [on healthcare] than our grandparents did is not waste, fraud and abuse, b<span style="text-decoration: underline;"></span>ut advances in medical technology and growth in incomes. Science has consistently found new ways to extend and improve our lives. Wonderful as they are, they do not come cheap. Fortunately, our incomes are growing, and it makes sense to spend this growing prosperity on better health." <a href="http://www.nytimes.com/2007/11/04/business/04view.html"><span style="font-weight: bold;">Greg Mankin</span></a><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-2028388466219569738?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-23433368056078510822009-07-13T15:02:00.001+01:002009-07-13T15:04:29.294+01:00Agência<div style="text-align: justify;">Entre a norma e a descrição, entre o desejo e o facto, entre o que devia ser e o que é, uma luta incessante entre nós, os outros e a realidade. Sempre fácil a separação binária, dois lados a fazerem-se opostos: a autoridade e a autonomia, a cooperação e o egoísmo, a igualdade e a liberdade, esquerda e direita. Olhamo-nos como pontos numa linha recta, projectando e comprimindo, com excessiva simplicidade, as matizes que em cada um nos destingue. Mas como evitar as fronteiras? Mesmo que multipliquemos essa linha sobre novos planos ortogonais, mesmo que o número de dimensões seja suficiente para satisfazer a nossa sede de complexidade, mesmo considerando o nevoeiro que sempre a esbate, ainda que por nós seja traçada, como evitar a classificação que se impõe, quando o tempo acaba e é necessário escolher um lado, responsabilizar uma acção, decidir? <br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-2343336805607851082?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-29943009577276042592009-07-06T21:00:00.004+01:002009-07-11T10:00:55.311+01:00Três E's<div style="text-align: justify;">Para muitos dos problemas actuais há três áreas do saber fulcrais para sermos capazes de analisar as informações que nos estão disponíveis e formar uma opinião crítica. Elas são a Estatística, a Economia e a Ética. Vejamos brevemente cada uma. A matemática como é dada presentemente, depois da aritmética, geometria e álgebra, tem muito do seu tempo atribuído ao estudo das funções, dos limites e do contínuo, i.e., das bases da análise e do cálculo que, apesar da sua importância na tecnologia e em muitas ciências, não é relevante no dia-a-dia da maioria das pessoas e, deste modo, fornece argumentos à sua falta de utilidade prática. Porém, as noções de probabilidade, os defeitos e virtudes do aleatório e da informação incompleta, as estimativas e outros conceitos relacionados encontram-se diariamente nos jornais, na recolha e avaliação dos factos, nas decisões legais, médicas ou políticas. E sendo conceitos que os seres humanos têm dificuldade inata (estudada e documentada) em analisar e comparar, mais um motivo haveria para a sua relevância e urgência. Já a importância da Economia, numa sociedade complexa como a nossa, onde decisões ideológicas que sacrificam a razão económica só não são consideradas crime (nos cenários aquém da catástrofe explícita) pela nossa razoável ignorância nesta área. Mesmo que diferentes prioridades económicas sejam resultado de políticas igualmente defensáveis (por exemplo, investir mais na saúde do que na educação, ou vice versa), outras decisões há, populares, eleitoralistas, sectoriais, que são objectivamente prejudiciais à riqueza comum da sociedade, favorecendo poucos e prejudicando muitos. Somente uma população informada do ABC económico seria capaz de distinguir estes tipos de decisões e impedir políticas empobrecedoras que, deste modo, escapam ao escrutínio público. Finalmente, a Ética: aprender os fundamentos deste saber, analisar a sua história passada para melhor ver as limitações do presente, entender o quão relevante é a liberdade do outro e reflectir nos argumentos sobre a justiça, a igualdade política ou a dimensão e as restrições do estado. Tudo isto é essencial para esclarecer e justificar uma base às questões e problemas que se nos deparam como indivíduos, como elementos de maiorias e minorias, como sociedade. É uma coincidência todas começarem por E mas a Estatística, a Economia e a Ética possuem outra coisa em comum e esta não é por acaso: todas são exercícios racionais sobre recursos limitados. Também, nesse aspecto, são pontes importantes entre nós e a realidade que gerimos, dádivas a esse difícil de se ser adulto.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-2994300957727604259?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-64293357412664606492009-07-03T10:16:00.001+01:002009-07-11T10:00:40.054+01:00Rebordo<div style="text-align: justify;">Considerar alternativas é um dos motes da inteligência. Argumentar decisões e crenças também. Na busca infinda da verdade - e nesse ideal de procura uma obtenção de sentido - colaboramos, aplicamos o que de nós é possível, oferecemos ou trocamos possibilidades, julgamos, gerimos probabilidades, factos, quase certezas. O Dr. Spleen vê neste processo (ideal, ainda assim, porque se sabe o quão ignóbeis, porque fáceis, são a estupidez e a ignorância) a virtude de uma rede, da ligação necessária entre iguais para combater o vazio gelado, o turbilhão que se encontra para lá da fronteira humana. Mas nessa rede também a ansiedade da diferença, o necessário reconhecer do abismo, desse caos sem significado, o deteriorar constante que provém de um inimigo sem olhos, sem vontade, uma maré apenas, só que imensa. Spleen não se espelha nessa rede nem sequer no infinito, que admite não ter capacidade de apreender, restando-lhe assim a fronteira. Nesse desenhar fluido, na geometria rendilhada, fractal, dessa linha, tem diariamente de encontrar espaço suficiente para estancar a dissipação, a evaporação do eu que, apesar de tudo, o define.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-6429335741266460649?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-8237986018227901662009-07-01T08:17:00.001+01:002009-07-11T10:00:34.673+01:00Mistura<div style="text-align: justify;">Somos movidos por entre vagas de razões e emoções. Sem as primeiras seríamos um mover de causas e efeitos sem nada em nós, um sobrepor de tudo em todos. Sem as segundas apenas estátuas, redes lógicas infinitas mas incapazes de justificar um motivo, escolher uma palavra, mover um dedo.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-823798601822790166?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-38889878985145343602009-06-29T09:59:00.001+01:002009-07-11T10:00:26.205+01:00Cocktail<div style="text-align: justify;">O nosso cérebro tem uma enorme capacidade de procurar padrões. Ao mesmo tempo, há suficiente evidência científica que é comum ao ser humano acreditar e tomar acções de forma irracional (ler, por exemplo, <a href="http://www.amazon.co.uk/Irrationality-Stuart-Sutherland/dp/1905177070/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1245833552&amp;sr=8-1">Irrationality</a> de Stuart Sutherland). Se juntarmos a isto a possibilidade de extrair padrões de mero ruído aleatório, i.e., sem ser resultado de uma regularidade mais profunda, temos uma mistura explosiva que possibilita as superstições, o pensamento mágico, o concretizar de uma qualquer imaginação.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-3888987898514534360?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-48477752859200115692009-06-25T10:00:00.002+01:002009-07-11T10:00:09.831+01:00Padrões e Combinatórios<div style="text-align: justify;">As leis científicas são simplificações de certas regularidades, estando abertas a refutação ou reforço. A Ciência produz conhecimento sob a forma de leis científicas e, por isso e acima de tudo, é um método, ou família de métodos, uma forma de perceber e lidar com a realidade (e, assim, prever ou controlar eventos futuros). Porque somos irremediavelmente falíveis, parciais e preconceituosos, cada cientista deve adoptar uma posição de cepticismo e usar apenas a argumentação racional e a recolha sistemática de informação na construção de evidências, seja para criar, desmontar ou reforçar novas ou velhas reivindicações (certas leis recolhem tanta evidência a seu favor que se tornam, para além de qualquer dúvida razoável, factos, como a teoria heliocêntrica, a esfericidade da terra, a deriva dos continentes, ou a evolução das espécies). Há algo na Ciência que a torna para-pessoal: as leis científicas descrevem regularidades que, <i>grosso modo</i>, podem ser redescobertas por mais vezes que o conhecimento se perca (o mesmo se sucede na Matemática e, creio, na Filosofia). Isso não ocorre noutras áreas do saber humano como na Literatura, na Música, na Arte em geral, onde a combinatória permite uma infinidade de produtos que a cultura do momento permite e filtra - através dos seus tabus, desejos e superstições, dos resultados imprevisíveis de uma História contingente - e que uma miríade de acasos revela ou eclipsa.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-4847775285920011569?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-49965158267913043252009-06-23T16:09:00.003+01:002009-07-11T09:59:56.374+01:00Máscaras<div style="text-align: justify;">Entre o que acreditar e o comportamento que nos classifica, entre o edíficio justificado da epistemologia e as redes enlaçadas aos outros dessa nossa ética, o mundo testa as crenças que nos sustentam e pelas quais nos restringe. Usamos o possível da razão perante a realidade que a sempre desafia, nos seus quase infinitos de tempo, espaço e matéria. E no entanto, por muito concreta e coerente que seja a filosofia, são aos impulsos, às pulsões mais fortes porque antigas, à neurose encarnada que se desvenda neles, que a vítima cede e que o Dr. Spleen, por fim, tão atentamente estuda. É quando as escolhas se esvaem, quando o sonho do livre arbitrio finalmente dá de si e, no seu lugar, o vazio que lá sempre esteve só que antes opaco, que o gesto último (e perfeito) do bisturi na sua mão revela o verdadeiro individuo que, como a espiral quebrada do fumo de um cigarro que termina, se desvenda única e, nesse logo, se esvai. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-4996515826791304325?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-32954773985212835542009-06-20T17:59:00.001+01:002009-07-11T09:59:52.226+01:00Metafísica Mínima<div style="text-align: justify;">A realidade (conceito coreáceo) é a fonte e restrição do nosso conhecer. As abstracções que fazemos são ou simplificações ou extensões de coisas concretas ou possíveis. Há apenas um total constante de energia que, sujeito à teimosia de certas regularidades locais, teve milhares de milhões de anos para se combinar e criar inúmeras complexidades. Para além disso, o nada. Como se fosse preciso mais alguma coisa.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-3295477398521283554?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-15316982266944861182009-06-17T18:47:00.002+01:002009-07-11T09:59:38.231+01:00Expansão<div style="text-align: justify;">Restringir as minhas próprias acções pode ser visto como um compromisso feito aos outros para que o futuro me seja mais fácil. Mas dizer-se que o altruísmo é apenas um egoísmo calculista, geneticamente programado ou culturalmente aprendido, é dar demasiada importância ao conceito largamente sobrevalorizado do 'eu'. Apesar da evidente utilidade da noção do 'eu', o conceito da individualidade como aquilo único em nós é apenas uma perspectiva que nos ajuda a organizar o complexo do mundo social mas que, visto de perto, tende a dissolver-se. A facilidade de identificar uma pessoa deve-se mais à persistência do corpo e dos seus atributos (o nosso aspecto, o timbre da voz, toda uma colecção de gestos e hábitos) do que ao conjunto de comportamentos e memórias que cada um encerra (em resumo, a personalidade), colecção esta muito mais volátil, contraditória e de díficil catalogação do que as respectivas propriedades físicas. Se aceitarmos que o eu é o instanciar arbitrário de algo mais difuso no tempo e no espaço, e que essa difusão pode atravessar e até intersectar os que nos são próximos (a família, os amigos, os membros da comunidade), o acto de ajuda ao próximo é uma generalização do acto de auto-ajuda, onde o que varia é o desenhar da fronteira entre o que é interior e o resto (nós e os outros). Esta variação pode ser reduzida ao mínimo, como a decisão imediata que nos prejudica amanhã ("vou apostar todas as minhas poupanças nesta mão de <span style="font-style: italic;">poker</span>"), sendo ampliada progressivamente desde os actos que me auxiliam no futuro, que ajudam um filho, um amigo, a comunidade, passando pelo apoio a desconhecidos de outros países (desenhando-se a fronteira na espécie humana), chegando mesmo a actos universais (suporte ao ambiente, lutar pelos direitos dos animais) onde se apagam as fronteiras que a nossa cultura, hoje, identifica. Desta perspectiva a reciprocidade é um efeito de até onde eu me considero. Poderíamos traduzir a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ethic_of_reciprocity">Regra de Ouro</a> em algo como "Amplia esse eu antes de o ajudares".</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-1531698226694486118?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-44107543464821962812009-06-09T16:34:00.002+01:002009-07-11T09:59:27.550+01:00Partilha<div style="text-align: justify;">Aquilo que em mim se chama 'eu' é um fluxo que se reflecte no corpo que habita. Como um conquistador, mexo-lhe os braços, pernas, uso-lhe os sentidos, gerindo o melhor possível a sua manutenção pois sei, como qualquer monarca, que nada sou sem o domínio que me sustenta e, socialmente, me define. Chamo a isto tudo 'eu' porque é fácil desenhar a fronteira na pele que nos separa do mundo, e porque assim me ensinaram enquanto criança. Mas porque chamar estranho àquilo que não domino? Porquê este sobrevalorizar do controle? Não seria melhor estender aos outros, ao mundo, esse cuidado que me mantém?</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-4410754346482196281?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-70530404784279429772009-06-07T08:44:00.002+01:002009-07-11T09:59:18.599+01:00Realidade<div style="text-align: justify;">"[..] Estou confiante que a noite em que Lisboa seja considerado um sitio tão espectacular para o país como o afamado "país real" precederá o dia em que todos compreenderemos que se as "elites" são elites é porque são elites e que, portanto, sendo elites, será bom que lhes demos mais atenção que aos que não são elites. Toda a deselitização que havia a fazer fez-se com a democracia, agradecendo, nomeadamente, que não a <i>aprofundem, </i>como estão sempre a ameçar aqueles gajos da esquerda, com o objectivo e a irresponsabilidade que todos bem conhecemos." <span style="font-weight: bold;">maradona</span>, <a href="http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/269922.html">A Causa foi Modificada</a><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-7053040478427942977?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-90663632313767199002009-06-03T08:19:00.001+01:002009-07-11T09:59:07.098+01:00AVC<div style="text-align: justify;">Um ser vivo precisa do seu ambiente como uma pessoa da sua cultura. A relação entre cérebro e mente é ainda mais íntima, mas suponhamos admissível a analogia. Quando há uma falha, um precipício inesperado, um terramoto que altera a geografia, em todos eles esse esforço inevitável de um novo hábito.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-9066363231376719900?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-69201519570689753502009-06-01T11:08:00.003+01:002009-07-11T09:58:53.885+01:00O elo mais fraco<div style="text-align: justify;">O individual e o social são dois aspectos inseparáveis e antagónicos à pessoa humana. Inseparáveis porque um sem o outro ser-nos-ia insuportável (a anarquia absoluta ou um qualquer 1984 são falhanços extremos de uma cultura). Antagónicas porque são inevitáveis os momentos em que expandir um implica necessariamente restringir o outro (e daí a necessidade da política). A liberdade e a igualdade têm de ser geridas por políticas baseadas numa ética que determina certos aspectos inalienáveis fora do âmbito de qualquer lei escrita ou tradicional (como o direito à vida ou da liberdade de expressão), que estejam cientes das limitações naturais (por exemplo, da fisiologia humana ou das leis científicas, o que eliminaria desde já políticas baseadas no sobrenatural, como a religião), e que utilizem argumentos racionais para decidir qual dos aspectos, em cada nova situação, deve ser privilegiado (se for o caso em que não podem ser ambos satisfeitos). A meu ver, nos casos de fronteira (que os haverá sempre) quando não há argumentos mais fortes de um lado nem do outro, deve-se tomar o lado do mais fraco, i.e., do individuo, não do social.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-6920151957068975350?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-11140240161762359002009-05-29T16:58:00.005+01:002009-07-11T09:58:38.991+01:00ASAE et al.<div style="text-align: justify;">[Uma] ameaça [à liberdade] provém da enorme variedade de «pequenas» restrições às nossas liberdades pessoais que são continuamente introduzidas em nome da segurança, saúde e outros elevados ideais. Cada um deles, por si só, parece trivial. Juntos constituem um ataque indiscriminado à nossa independência. O objectivo da lei foi distorcido, e agora o Estado, em vez de «proteger, o melhor que possa, cada elemento da sociedade da injustiça ou opressão dos restantes membros da mesma», como Adam Smith disse, tenta proteger os indivíduos <i>de si mesmos</i>, destruindo o próprio conceito de responsabilidade individual no processo.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"> O estado-providência tem gradualmente imposto a noção que não somos donos da nossa saúde. Os resultados são esquizofrénicos. Por um lado, o aumento da esperança média de vida torna-se um caso de ansiedade nacional, porque o envelhecimento da população impõe custos «à sociedade». [...] Por outro lado, como «o governo» paga os nossos cuidados médicos, não somos livres de viver uma vida de uma forma considerada não saudável pelas autoridades. O argumento standard para a panóplia de restrições a actividades não saudáveis é que as pessoas que as fazem tem maior probabilidade de ficar doentes e, assim, impõem um maior custo aos outros. Desta forma, o que é considerado perigoso é banido, e o que é considerado saudável ou benéfico é tornado obrigatório: limites de velocidade, capacetes para os motociclistas, restrições à venda de pornografia, ao consumo de drogas, álcool e tabaco, etc. Caminhamos para uma sociedade onde os desportos perigosos não serão permitidos, os pedestres terão de ter licenças, a obesidade será ilegal, e o que é permitido comer determinado pela Comissão da Dieta Nacional. <b>António Martino</b>, <i>Liberalism in the Coming Decade</i>, c.1990. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-1114024016176235900?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-54087155779588994032009-05-27T09:18:00.004+01:002009-07-11T09:58:22.407+01:00Sinónimos forçados<div style="text-align: justify;">Para a maioria, os conceitos 'pessoa' e 'ser humano' (i.e., <i>homo sapiens</i>) representam o mesmo. Discordo: não acho que ser-se humano seja, desde logo, condição suficiente nem necessária para ser-se pessoa. Na condição necessária, consigo imaginar contra-exemplos do passado (o homem de Neanderthal, pela sua inteligência aparente, seria naturalmente considerado uma pessoa hoje em dia); do presente (a maioria dos primatas superiores e cetáceos como as baleias e os golfinhos, possuem personalidade e capacidade cognitivas suficientes bem como estruturas sociais, no caso dos primatas, que só por especismo não são considerados como pessoas); e do eventual futuro (o advento da inteligência artificial ou um encontro de civilizações extraterrestres forçar-nos-ia a reformular esta equivalência). Na condição suficiente confesso que há seres humanos, pelo seu comportamento social e/ou pela inteligência que demonstram, precisam, dos outros, de muita boa vontade para a equivalência se manter...</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-5408715577958899403?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-9098122015969235712009-05-25T13:35:00.002+01:002009-07-11T09:58:07.832+01:00Sacrifício<div style="text-align: justify;">Houve sempre quem namorasse a distância entre o sublime e o obsceno. Talvez seja a mesma tensão de, do alto, ao ver-se o abismo convulso aos nossos pés, inspirar fundo, de olhos fechados, e imaginar o vento, a velocidade e a vertigem dessa queda última. Trocar a eternidade por esse instante. Eis a provocação máxima, o acto individual absoluto.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-909812201596923571?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-5650169871573384202009-05-22T13:08:00.001+01:002009-07-11T09:57:54.890+01:00Conhecimento<div style="text-align: justify;">A <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Semantic_web">rede semântica</a> pretende, no futuro, dar mais significado às relações expostas na internet do que as actuais hiperligações da <i>world wide web</i>. A ideia é cada um poder escrever, numa notação apropriada, as propriedades e as relações relevantes entre conceitos, objectos e pessoas. Este mecanismo, a funcionar, facilitaria a criação de conhecimento e a promoção de serviços (melhores buscas, fusão de diferentes ontologias para a descoberta de padrões demasiado subtis ou complexos para os humanos) que, de outra forma, não podem ser obtidos. Há, claro, várias críticas que expõem a excessiva ambição ou, outras, a falta de generalidade do projecto. Se me for possível criar protótipos de conceitos, por exemplo, definir o que faz um dado objecto ser uma cadeira, o que me garante ser esse protótipo aceitável para a noção de cadeira de outro utilizador? Ou, posto de outra forma, será que a intersecção dos nossos protótipos é possível ou, sendo, produz algo não trivial e útil? Havendo incompatibilidade entre famílias agregadas de protótipos, disputar-se-ão as respectivas virtudes e fraquezas entre adeptos como as antigas discussões filosóficas entre ontologias da Antiguidade e da Modernidade, até que uma vença e se torne um <i>standard de facto</i>? Havendo uma linguagem para definir, fundir e, eventualmente, combinar protótipos (uma lógica de ideais agradaria simultaneamente Platão e Aristóteles?) é tentador imaginar a produção de novo conhecimento a partir da experiência codificada entre diferentes mundos de saber. Mas a promessa parece demasiado grande que se consiga, um dia, servir tão grande almoço. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-565016987157338420?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-28406239165797001352009-05-20T07:01:00.001+01:002009-07-11T09:57:31.367+01:00Limites<div style="text-align: justify;">Haverá limite para a ciência? Esta pergunta que já teve várias respostas definitivas ao longo do século XX, contém, pelo menos, uma ambiguidade: que limites são esses? Se nos referimos ao objecto de estudo, à realidade, e tendo em conta que nos situamos num mundo finito (até ver), a resposta é um desinteressante sim, pois é possível conter toda a informação num sistema limitado (até já existe um, o universo). Se os limites da pergunta referem-se à nossa ciência, esta feita por pessoas, a resposta deve também ser positiva, porque haverá sempre restrições <span id="gtbmisp_8" style="border: 0pt none ; margin: 0pt; padding: 0pt; background: transparent none repeat scroll 0% 0%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; position: static; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; text-align: left; text-indent: 0pt; text-transform: none; text-decoration: underline; cursor: pointer;font-family:serif;font-size:100%;color:green;" ></span>económicas ao que se pode testar e investigar (os limites impostos pelos rendimentos decrescentes de um progressivo esforço), ou seja, o limite encontra-se numa questão prática: haverá sempre assuntos demasiado dispendiosos de explorar, <span id="gtbmisp_9" style="border: 0pt none ; margin: 0pt; padding: 0pt; background: transparent none repeat scroll 0% 0%; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: bold; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; position: static; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial; text-align: left; text-indent: 0pt; text-transform: none; text-decoration: underline; cursor: pointer;font-family:serif;font-size:100%;color:red;" ></span>independentemente das prioridades politicas da cultura em questão. Terceira opção: se os limites se referem à nossa capacidade de fazer ciência (os limites da inteligência, do cérebro humano) o problema mostra-se mais complexo. Uma sugestão de resposta: os nossos cérebros são fisicamente limitados, tanto em tempo de vida, na velocidade e concentração do pensamento, em número de neurónios e ligações sinápticas. Parece razoável que isto limite a capacidade de cada mente humana. Apesar da nossa plasticidade cognitiva ser assombrosa, cada individuo não pode aspirar a muito quando isolado. Aqui, porém, entra a sociedade que mantém o contexto cultural e a rede social que o define e sustém. Nela é guardado uma condensação de conhecimento e informação histórica muito superior ao que cada individuo é capaz de apreender. O que uma sociedade é capaz de concretizar encontra-se muito além da capacidade individual dos seus cidadãos e mais até que a soma das suas partes. Nesse sentido, a capacidade da sociedade poderá estar apenas restrita aos recursos existentes, sejam eles físicos, culturais ou organizacionais e, pelo menos os dois últimos, poderão ser ilimitados (ou seja, melhorados continuamente). Quando falamos dos limites humanos falamos verdadeiramente dos limites sociais onde as pessoas que fazem ciência se inserem. E aqui caímos novamente nos limites económicos (e noutros anteriores, como em preconceitos partilhados ou na ética vigente que impeçam determinados caminhos de exploração). Os limites da ciência são elásticos e onde se situam depende menos de algo intrínseco à realidade ou da contigência dos génios de serviço, mas sim das características e restrições culturais onde esse esforço é realizado.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-2840623916579700135?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-59136177995214300292009-05-18T10:59:00.002+01:002009-07-11T09:57:17.952+01:00Esforço<div style="text-align: justify;">Quanto mais plástico for o sistema nervoso característico de uma espécie, menos papel terão os instintos e maior será o peso da aprendizagem. Esta usa o ambiente como parâmetro e, reduzindo a a influência da herança genética, deriva, ou possibilita, a liberdade de agir dos respectivos organismos. Essa liberdade permite que a história de cada organismo se torne única em relação à população onde se insere e, consequentemente, esta separação dos seus iguais e do mundo é a base da formação do individuo. Isto tem custos porque o mundo é tudo menos simples e pacífico. É mais fácil ser maré do que remar contra ela. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-5913617799521430029?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-70115232359096621162009-05-14T15:37:00.002+01:002009-07-11T09:57:06.652+01:00Possibilidades<div style="text-align: justify;">Cada cidadão tem direitos inalienáveis, como a sua vida ou a sua liberdade, e que devem ser garantidos pelo Estado. Há excepções admissíveis como, por exemplo, quando alguém comete um crime e se vê privado de parte da sua liberdade. Mas até que limite pode o Estado ir para forçar os seus cidadãos a cumprir todo o edifício legal que o sustenta? Herbert Spencer no seu livro de 1851, <a href="http://www.archive.org/details/socialstaticsor06spengoog">Social Statics</a>, argumenta sobre esse limite e defende que uma pessoa tem o direito de deixar de ser cidadão. A consequência desta decisão seria perder as benesses e os deveres do Estado, desligando-se deste etéreo contrato social a que pertencemos legalmente desde que nascemos. Isto não significa que, a partir daí, pudesse ser morto ou se tornar escravo de alguém. Estes direitos estão acima do Estado que tem o dever de os garantir a <i>todos</i>, sejam cidadãos ou não (como no caso dos estrageiros). Porém, poderiam ser-lhe negados os serviços de saúde ou o direito à reforma, tal como estaria liberto de pagar impostos (neste caso, os directos, como o IRS; o argumento não funciona para os impostos indirectos como o IVA porque isso implicaria prejudicar o particular privado ou o geral público que providencia o respectivo serviço) ou na participação em serviços cívicos obrigatórios (como o serviço militar). Estaria sujeito a coerção caso não respeitasse os direitos dos outros mas estaria isento dos deveres individuais de cada cidadão se não prejudicasse ninguém directamente. Ora isto, aqui e agora, não é possível. Porquê? Os argumentos que defendem que, para manter o princípio da igualdade, se deve forçar cada indivíduo a participar na gestão dos direitos/deveres sociais não parecem ser mais fortes que os argumentos que afirmam não haver relação causal nesta obrigatoriedade. Se, afinal, o geral da sociedade for mesmo mais benéfico do que a soma das restrições particulares, porquê impedir quem quiser se prejudicar por desejar sair desta rede social à qual, afinal e desde o início, ninguém lhe perguntou se queria participar?</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-7011523235909662116?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-12865643870745282542009-04-30T07:03:00.001+01:002009-07-11T09:56:54.463+01:00Acordar<div style="text-align: justify;">Leio muito sobre a Segunda Guerra. Livros gerais, biografias, romances, diários, muito sobre a chaga humana do Holocausto. Mesmo agora, das últimos três livros comprados, dois são sobre o assunto. Este teimar no tema vem de onde? Talvez seja apenas o meu gosto pela história em geral (também leio sobre o Império Romano, sobre as Cruzadas...), ou o meu esforço individual para combater o esquecimento que vai caindo sobre a última geração que ainda viveu aquela terrível época. Talvez seja o desejo infantil de querer, pela força da leitura, que cinquenta milhões de pessoas possam ainda viver a plenitude das suas vidas arrancadas, que se torne só um terrível sonho que finalmente acaba.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-1286564387074528254?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-29986199286740924532009-04-27T08:00:00.001+01:002009-07-11T09:56:46.369+01:00<div style="text-align: justify;">Segundo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/R._M._Hare">R.M.Hare</a> um acto ético deve parecer justo aos envolvidos na acção, devendo eu sugeri-lo quer ganhe ou perca com a sua execução. Porém, uma decisão ética pode ser demasiado complexa para calcular, no tempo disponível, qual a melhor opção a tomar. Por isso a utilidade da existência de regras éticas aplicáveis a uma maioria de situações normais que - não sendo verdades absolutas - demonstraram-se guias úteis e geralmente eficazes. Mas para as situações extraordinárias precisamos de tempo, reflexão e, muitas vezes, da total capacidade da nossa consciência colectiva e intelecto. Tentar forçar uma regra para lá do seu domínio ou período de aplicação é fonte de muitas tragédias quer pessoais quer históricas. [<a href="http://criticanarede.com/html/howtolive.html">1</a>]<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-2998619928674092453?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5625672.post-87642359233418045592009-04-24T06:02:00.001+01:002009-07-11T09:56:29.540+01:00Problema<div style="text-align: justify;">A interacção entre sociedade e as pessoas produz uma cultura cujos feitos e efeitos ninguém é capaz de compreender totalmente. Os frutos desta cultura, seja a sua tecnologia, a sua arte e literatura ou a complexidade das suas instituições há muito que ultrapassaram a capacidade individual dos seus cidadãos. Isto significa que as decisões tomadas pelos respectivos líderes são, na melhor das hipóteses, fragmentadas e incompletas. Como reduzir os problemas e as crises inerentes, como evitar a distância entre o que desejamos e o que fazemos? </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5625672-8764235923341804559?l=sonhoslx.blogspot.com'/></div>sLxhttp://www.blogger.com/profile/05560718055133816500noreply@blogger.com0