tag:blogger.com,1999:blog-54465144414427025322008-07-17T03:05:04.442Z"Es Lebe Unser Geheimes Deutschland"carlosvieirareisnoreply@blogger.comBlogger18125tag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-91849523675604474762007-01-13T11:12:00.010Z2008-05-23T23:40:08.611ZMissão<div align="justify">Este <em>blog</em> nasce com um "simples" propósito. Prestar homenagem a Claus Schenk Graf von Stauffenberg, o <em>noble prince</em> que no dia 20 de Julho de 1944 pretendeu pôr um fim na vida de Adolf Hitler. Falhou o objectivo, deu a vida por ele no dia seguinte e, ainda hoje, brilha no céu uma estrela com o seu nome. A homenagem que este <em>blog</em> pretende perpetuar não se cinge a Stauffenberg e estende-se a toda a <em>Deutscher Widerstand</em> (Resistência Alemã). A todos os movimentos, células, homens, mulheres e panfletos anónimos e avulsos que na Alemanha Nazi circularam, choraram em silêncio, gritaram dentro de celas e, porventura, morreram na certeza de que a absolvição os esperava algures. Neste <em>blog</em>, por exemplo. Afinal o propósito não é assim tão simples...</div><div align="justify">Mas a dor de viver naqueles terríveis anos, sob tão plúmbeo quotidiano, deve ser escrutinada, deve ser exposta e compreendida. Muito cidadão alemão questionou, sofreu e lutou contra o regime nazi. A ideia, hoje generalizada, de que o regime nazi só foi possível com a complacência, conhecimento e apoio da população em geral coloca, deste modo e erradamente, no mesmo saco pessoas como Barthel Schink (elemento crucial do movimento <em>Edelweiss Piraten</em>, de Colónia, enforcado publicamente em Novembro de 1944 aos 16 anos; meses depois da morte de Stauffenberg, note-se) e um qualquer merceeiro que, por medo, ignorância ou pura maldade, recusou constantemente pão a judeus e ciganos. Por saber que a história é escrita pelos vencedores (e doutro modo não poderia ser) e por acreditar que todos estes elementos da <em>Deutscher Widerstand</em> são vencedores e não vencidos, proponho-me através deste <em>blog</em> a divulgar os factos, as pessoas, os acontecimentos mais marcantes da resistência alemã. Naturalmente que este tema obrigará a que se fale igualmente da época em que estes homens e mulheres viveram, aquilo que se denomina geralmente como II Guerra Mundial. Alemães, Soviéticos, Ingleses, Italianos, Franceses, Norte-americanos, Japoneses, Turcos e quantos mais neste conturbado conflito lutaram serão abordados, lembrados e divulgados neste espaço.</div><div align="justify">Quanto à minha pessoa, que fique desde já claro que não possuo formação nem conhecimentos académicos na área da História (embora tenha frequentado passageiramente o 1.º ano de História...) e que aquilo que me move e me faz escrever e pensar é apenas e somente a minha paixão pelos temas abordados. Não há, portanto, metodologias e critérios e racionalismos característicos da disciplina, apenas interesse e vontade de partilhar. Este <em>blog</em> não pretende ser um espaço académico, de historiadores para historiadores, embora todos sejam bem-vindos a este espaço. Contudo, a seriedade (e aqui posso comprometer-me totalmente) é um dado assente neste processo que agora se inicia. Toda a informação aqui veiculada será atentamente pensada e revista. Qualquer erro detectado será corrigido (e aqui a participação dos visitantes será essencial). As fontes serão citadas, as bibliografias mencionadas. Finalmente, e porque este tipo de <em>blogs</em> a isso de certa forma obriga, que fique claro que espécie alguma de morbidez move este projecto. Nenhuma admiração secreta e perversa respirará nas palavras que a partir de hoje aqui serão escritas (falo por mim, claro; quanto às palavras de terceiros, apenas posso comprometer-me a apagá-las e condená-las sempre que forem insultuosas da memória e do presente). Saudosismos bacocos, perversões mórbidas, voyeurismos sanguinários e fantasias imperialistas serão condenadas.</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify">Postas estas palavras introdutórias, dou por iniciado este <em>blog</em> dedicado à memória de um dos mais importantes períodos históricos de sempre. Por motivos diversos, este será sempre um espaço em constante mutação, os elementos serão acrescentados sempre que o tempo o permitir, textos já existentes serão constantemente revistos e aumentados, nada ficará estanque. Na realidade, devo confessar que nenhuma planificação do próprio <em>blog</em> foi ainda pensada. De momento, o modelo tradicional de <em>blog</em> manter-se-á. A seu tempo, provavelmente, surgirá uma forma mais adequada ao assunto e temas abordados. Qualquer comentário, sugestão ou correcção deve ser feito através do <em>link</em> próprio ou através do e-mail <a href="mailto:carlosvieirareis@gmail.com">carlosvieirareis@gmail.com</a>.</div>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-57827007679216599892007-01-13T11:12:00.005Z2007-10-27T18:59:28.548ZGeheimes ou Heiliges?<div align="justify">«Es Lebe Unser Geheimes Deutschland» (<em>Vida Longa à Nossa Secreta Alemanha</em>) ou «Es Lebe Unser Heiliges Deutschland» (<em>Vida Longa à Nossa Sagrada Alemanha</em>)? Quais as verdadeiras e derradeiras palavras de Claus Phillip Maria Schenk Graf von Stauffenberg? As opiniões dividem-se quanto ao termo utilizado para adjectivar a Alemanha. Secreta ou Sagrada? Naqueles minutos iniciais de 21 de Julho de 1944, no pátio interior da <em>Bendlerstrasse</em> (rua berlinense onde ficava localizado o Ministério da Guerra e termo que passou rapidamente a designá-lo), no meio dos disparos, envolvidos todos que estavam naquele triste espectáculo, parece difícil de sustentar a ideia de que as verdadeiras palavras tenham tido eco e registo nos que do outro lado das espingardas se encontravam. Na mente de Stauffenberg e dos que com ele morreram certamente. Mas esses caíram. E o silêncio que se seguiu (e que ainda hoje se faz ouvir) certamente teve parte responsável na dúvida que persiste e prevalece.</div><div align="justify">A versão adoptada (mesmo ostentada!) por este <em>blog</em> é aquela que acredita que, mais do que uma intenção de homenagem e de prestação de serviço eterno a uma pátria amada (recorrendo assim a uma expressão comum), a verdadeira intenção de Claus Stauffenberg foi a de prestar homenagem a uma Alemanha que ele e os seus irmãos Alexander e Berthold, e tantos outros amigos, conheciam, idealizavam e amavam. A Alemanha Secreta de Stefan Anton George. Além de que para Stauffenberg dificilmente aquele momento histórico, aquela pátria que ele calcorreava, de <em>front</em> para <em>front</em>, em constante agonia, mereceriam dignamente o termo "Sagrada". A Alemanha Secreta, pelo contrário, seguiria o seu rumo, mesmo sem contar com ele, Stauffenberg. «Es Lebe Unser Geheimes Deutschland», portanto.</div>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-25504796004836026702007-01-13T10:42:00.006Z2008-05-22T18:59:54.825ZBibliografia – Geral<div align="justify">Não se trata de uma bibliografia aconselhada. Estes livros estão nas minhas prateleiras, por mim foram lidos e, de algum modo, estão espelhados na produção deste <em>blog</em>.<br />__________________________________________________________________<br /><br />BEEVOR, Antony – <em>Christmas at Stalingrad</em>; Penguin Books, 2005.<br /><br />FREEMAN, Michael – <em>Atlas of Nazi Germany. A Political, Economic & Social Anatomy of the Third Reich</em>; Second Edition, Longman, London and New York, 1995.<br /><br />GOLDHAGEN, Daniel Jonah – <em>Os Carrascos Voluntários de Hitler. O Povo Alemão e o Holocausto</em>; Companhia das Letras, Rio de Janeiro, 2002.<br /><br />HASTINGS, Max – <em>Armageddon. The Battle for Germany 1944-45</em>; Alfred A. Knopf, New York, 2004.<br /><br />KERSHAW, Ian – <em>Hitler. 1889-1936 Hubris</em>; W. W. Norton, New York and London, 2000a.<br /><br />KERSHAW, Ian – <em>Hitler. 1936-1945 Nemesis</em>; W. W. Norton, New York and London, 2000b.<br /><br />LUCAS, James – <em>Hitler's Commanders. German Bravery in the Field 1939-1945</em>; Cassell & Co, 2000.<br /><br />MACKSEY, (Major) K. J. – <em>Panzer Division. The Mailed Fist</em>; Weapons Book n.º 2, Ballantine Books Inc., New York, 1968.<br /><br />PEUKERT, Detlev J. K. – <em>Inside Nazi Germany. Conformity, Opposition, and Racism in Everyday Life</em>; Yale Univ. Press, New Haven and London, 1987.<br /><br />RICH, Norman – <em>Hitler's War Aims. Ideology, the Nazi State, and the Course of Expansion</em>; W. W. Norton, New York, 1992.<br /><br />SNYDER, Louis L. – <em>Encyclopedia of the Third Reich</em>; Robert Hale, London, 1998.<br /><br />TREVOR-ROPER, Hugh (edited, introduced and annotated) – <em>The Goebbels Diaries. The Last Days</em>; Book Club Associates, London, 1978.<br /><br />WHITING, Charles – <em>Skorzeny</em>; War Leader Book n.º 11, Ballantine Books Inc., New York, 1972.<br /><br />WHITING, Charles – <em>Skorzeny. The Most Dangerous Man in Europe</em>; Combined Publishing, Pennsylvania, 1998.<br /><br />ZIEMKE, Earl F. – <em>Battle for Berlin. End of the Third Reich</em>; Battle Book n.º 6, Ballantine Books Inc., New York, 1968.</div>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-85670191562647196622007-01-13T10:42:00.005Z2007-01-13T11:18:48.583Z«A paciência é uma virtude»<div align="left"><span style="color:#dddd99;">.</span></div><div align="left">Este <em>blog</em> está em permanente construção.<br /><span style="color:#dddd99;">.</span></div><div align="left">Este <em>post</em> ainda não foi abordado.<br /><span style="color:#dddd99;">.</span><br />Por favor, volte mais tarde.</div><div align="left"><span style="color:#dddd99;">.</span></div>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-52446317624400532852007-01-13T10:42:00.001Z2007-03-03T11:11:35.353ZBibliografia – Resistência<div align="justify"><span style="color:#6b190e;">Bibliografia versando indivíduos, grupos, círculos, estratagemas, e todo o movimento em direcção à queda do Terceiro Reich e consequente fim da guerra. A Resistência em geral. Não se trata de uma bibliografia aconselhada. Estes livros estão nas minhas prateleiras, por mim foram lidos e, de algum modo, estão espelhados na produção deste <em>blog</em>.</span></div><div align="justify"><span style="color:#6b190e;">__________________________________________________________________</span></div><span style="color:#6b190e;"><div align="left"><br />BAIGENT, Michael e LEIGH, Richard – <em>Secret Germany. Stauffenberg and the Mystical Crusade Against Hitler</em>; Penguin Books, 1995.<br /><br />GALANTE, Pierre – <em>Hitler Lives. And the Generals Die</em>; Book Club Associates, London, 1982.<br /><br />GRABER, G. S. – <em>Stauffenberg</em>; War Leader Book n.º 21, Ballantine Books Inc., New York, 1973.</span><br /><br />HOFFMANN, Peter – <em>Stauffenberg. A Family History, 1905-1944</em>; Cambridge Univ. Press, 1995.<br /><br />MANVELL, Roger – <em>The Conspirators. 20th July 1944</em>; Politics in Action Book n.º 1, Ballantine Books Inc., New York, 1971.<br /><br />SCHLABRENDORFF, Fabian von – <em>The Secret War Against Hitler</em>; Pitman Publishing Corporation, New York, 1965.</div>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-32990685437886832132007-01-13T10:41:00.031Z2008-02-26T22:30:31.093ZBibliografia – Filmes<div align="justify">Listagem de filmes, documentários e séries televisivas que abordam os temas da II Guerra Mundial, do Terceiro Reich, do século XX dos totalitarismos. Não se trata de uma selecção aconselhada. Estes filmes apenas estão nas minhas prateleiras, por mim foram vistos e, de algum modo, inspiram a produção deste <em>blog</em>.<br />__________________________________________________________________</div><div align="justify"></div><div align="justify"><em></em></div><div align="justify"><em></em></div><div align="justify"><em><span style="color:#ffff33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Ballada O Soldate</em> – Grigori Chukhrai, 1959.</div><div align="justify"><em><span style="color:#ffff33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Band of Brothers</em> – Série televisiva da HBO, produzida por Tom Hanks e Steven Spielberg. DVD, HBO/Warner Brothers. </div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify"><em></em></div><div align="justify"><em></em></div><div align="justify"><em>Cinzas e Diamantes </em>– Andrzej Wadja, 1958. </div><div align="justify"><em><span style="color:#ffcc33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Das Boot</em> – Wolfgang Petersen, 1981. DVD, Col. Noir Collection, Sony Pictures.<br /><span style="color:#ffcc00;">.<br /></span><em>Der Untergang</em> – Oliver Hirschbiegel, 2004.</div><div align="justify"><em></em></div><div align="justify"><em><span style="color:#ffff33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Geração</em> – Andrzej Wadja, 1955. </div><div align="justify"></div><div align="justify"><em><span style="color:#ffff33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Idi I Smotri</em> – Elem Klimov, 1985.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><em></em></div><div align="justify"><em><span style="color:#ffcc33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Kanal</em> – Andrzej Wadja, 1957.</div><div align="justify"><em><span style="color:#ffcc33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Moloch</em> – Aleksandr Sokurov, 1999.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><em></em></div><div align="justify"><em><span style="color:#ffcc33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Nuit et Bruillard</em> – Alain Resnais, 1955. DVD, The Criterion Collection</div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">. </span><br /><em>Raid On Rommel</em> – Henry Hathaway, 1971. </div><div align="justify"><em><span style="color:#ffcc33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>(O) Triunfo da Virtude [Triumph des Willens]</em> – Leni Riefenstahl, 1935. DVD, Edição Synapse Films.</div>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-23661899179770196702007-01-13T10:41:00.029Z2007-03-03T11:10:11.778ZBibliografia – História Oral<div align="justify">Bibliografia versando história oral, histórias de vida, diários, memórias, relatos vários na primeira pessoa. Não se trata de uma bibliografia aconselhada. Estes livros estão nas minhas prateleiras, por mim foram lidos e, de algum modo, estão espelhados na produção deste <em>blog</em>.<br />__________________________________________________________________<br /></div><div align="left"><br />FRIEDRICH, Erich e VANEGAS, Renate – <em>Hitler's Prisoners. Seven Cell Mates Tell Their Stories</em>; Brassey's, Washington, 1999.<br /><br />GROSSJOHANN, Georg – <em>Five Years, Five Fronts. A German Officer'sWorld War II Combat Memoirs</em>; Ballantine Books, New York, 2005.<br /><br />HAFFNER, Sebastian – <em>História de Um Alemão. Memórias 1914-33</em>; Dom Quixote, Lisboa, 2004.<br /><br />JUNGE, Traudl – Até ao Fim. Um Relato Verídico da Secretária de Hitler; Dinalivro, Lisboa, 2003.<br /><br />KLEMPERER, Victor – <em>Os Diários de Victor Klemperer. Testemunho Clandestino de Um Judeu na Alemanha Nazista</em>; Companhia das Letras, São Paulo, 1999.<br /><br />LEBERT, Stephan e Norbert – <em>My Father's Keepers. Children of Nazi Leaders – An Intimate History of Damage and Denial</em>; Little, Bown and Company, Boston, 2001.<br /><br />NOVOTNY, Alfred – <em>The Good Soldier. From Austrian Social Democracy to Communist Captivity with a Soldier of Panzer-Grenadier Division "Grossdeutschland"</em>; The Aberjona Press, Pennsylvania, 2003.<br /><br />STEINHOFF, Johannes, PECHEL, Peter e SHOWALTER, Dennis – <em>Voices From the Third Reich. An Oral History</em>; Da Capa Press, New York, 1994.<br /><br />TERKEL, Studs – <em>"The Good War". An Oral History of World War II</em>; The New Press, New York, 1984.<br /><br />VOSS, Johann – <em>Black Edelweiss. AMemoir of Combat and Conscience by a Soldier of the Waffen SS</em>; The Aberjona Press, Pennsylvania, 2002.</div>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-835317531704560292007-01-13T10:41:00.027Z2007-09-13T17:43:18.514ZBibliografia – Temas paralelos<div align="justify">Livros e revistas que abordam temas paralelos (de prismas vários) aos aqui discutidos. Não se trata de uma bibliografia aconselhada. Estes livros estão nas minhas prateleiras, por mim foram lidos e, de algum modo, estão espelhados na produção deste <em>blog</em>.</div><div align="justify">__________________________________________________________________ </div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">AYÇOBERRY, Pierre – <em>La Question Nazi. Les interprétations du national-socialisme 1922-1975</em>; Éditions du Seuil, 1979. </div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.<br /></span><span style="color:#660000;">DOUGAN, Andy – <em>Futebol e Guerra. Resistência, Triunfo e Tragédia do Dínamo na Kiev Ocupada pelos Nazistas</em>; Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 2004.</span></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">ELIAS, Norbert – <em>Os Alemães. A luta pelo poder e a evolução do </em>habitus<em> nos séculos XIX e XX</em>; Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1997.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">FARIAS, Vítor – Heidegger e o Nazismo; Editorial Caminho, 1990.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">LEVI, Primo – <em>É Isto Um Homem?</em>; Editor Rocco, Rio de Janeiro, 1988.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">MAZOWER, Mark – <em>Dark Continent. Europe's Twentieth Century</em>; Penguin Books, 1998.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">PAGDEN, Anthony – <em>Peoples and Empires. Europeans and the Rest of the World, from Antiquity to the Present</em>; Weidenfeld & Nicholson, London, 2001.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><em><span style="color:#ffcc33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Parsifal e a Lenda do Graal</em> – Ilustrado, adaptado e introduzido por Vítor Moutinho; Edições Nova Acrópole, 1990.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">SINGER, Peter – <em>Pushing Time Away. My grandfather and the tragedy of jewish Vienna</em>; Granta Books, London, 2003.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">SYBERBERG, Hans-Jürgen – <em>Hitler. A film from Germany</em>; Farrar, Straus, Giroux, Nova Iorque, 1982.</div>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-43364535912901154792007-01-13T10:41:00.025Z2007-03-03T16:22:19.713ZBibliografia – Iconografia<div align="justify">A componente visual (iconográfica) da II Guerra Mundial e do III Reich. Não se trata de uma bibliografia aconselhada. Estes livros e catálogos estão nas minhas prateleiras, por mim foram lidos e, de algum modo, estão espelhados na produção deste <em>blog</em>.</div><div align="justify">__________________________________________________________________ </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">Autor e obra deconhecidos – Encadernação caseira feita a partir de restos de uma obra alemã sobre o período nazi. Presumo ser o extratexto de um livro sobre Goering. Comprado num alfarrabista no Rio de Janeiro em 2004.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><em></em></div><div align="justify"><em><span style="color:#ffcc33;">.</span></em></div><div align="justify"><em>Adolf Hitler and Eva Braun on the Obersalzberg</em> – Catálogo comprado na loja do Obersalzberg. Verlag Silvia Fabritius, s.d.</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">GAY, Franco – <em>Il Nero e il bianco il rosso e l'oro. La complicata storia delle bandiere tedesche</em>; Suplemento da revista <em>Rivista Marittima</em>, n.º 11, Novembro de 1982.</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">HELLER, Steven – <em>The Swastika. Symbol beyond redemption?</em>; Allworth Press, 2000. </div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="color:#ffcc33;">.</span></div><div align="justify">RHODES, Anthony – <em>La Propagande dans la Seconde Guerre Mondiale</em>; Presses de la Cité, Paris, 1989.</div>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-67852423123616863622007-01-13T10:41:00.001Z2007-09-08T14:36:58.716ZHans-Bernd von HaeftenHans-Bernd August Gustav von Haeften nasceu a 18 de Dezembro de 1905 e morreu a 15 de Agosto de 1944. Filho de Hans von Haeften, oficial do exército alemão e presidente do <em>Reichsarchiv</em>, e irmão de <a href="http://geheimes.blogspot.com/2007/01/werner-von-haeften.html">Werner von Haeften</a>, <em>oberleutnant</em> da <em>Werhmacht</em> e membro activo (um dos caídos no Golpe de 20 de Julho) da resistência alemã.<br /><br />Estudou Direito (Alemanha e Reino Unido) e iniciou a sua carreira profissional na Fundação Streseman (Chanceler em 1923 e Prémio Nobel da Paz em 1926). Em 1933 entrou para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, tendo sido adido cultural em Copenhaga, Viena e Bucareste.<br /><br />Através de Ulrich van Hassell e Adam von Trott zu Solz juntou-se ao Círculo de Kreisau onde, devido à sua forte religiosidade (ver episódio com seu irmão em Janeiro de 1944), sempre teve grandes reservas quanto aos métodos pensados para a eliminação de Adolf Hitler e o seu regime. No final, demonstrou apoio à operação planeada (a do círculo de Kreisau, não a de 20 de Julho) e disponibilizou-se para representar a pasta dos Negócios Estrangeiros após o golpe.<br /><br />Hans-Bernd foi preso a 23 de Julho de 1944 e a 15 de Agosto desse ano foi julgado/humilhado no temível Tribunal Popular e posteriormente enforcado na prisão de Plötzensee, em Berlim.<br /><br /><br /><span style="font-size:78%;">Informação reunida a partir de variadas fontes constantes da Bibliografia (ver <em>links</em> laterais) e da Internet.</span><br /></p><br /><br /><span style="color:#ff6600;">\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ <em>Este post está em permanente construção</em> ///////////////////</span>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-57602449335685157632007-01-13T10:40:00.046Z2008-05-25T16:14:10.194ZFranzl Reithammer<em>Em Dezembro de 1942 sete homens encontravam-se presos na cela n.º 7 da Prisão Militar de Buch, devido aos mais variados motivos. No dia da consoada desse ano estes sete homens iniciaram o processo de contarem, à vez, a sua história pessoal, o que os tinha levado até ali, até aquela situação. Erich Fridrich era um deles e jurou um dia contar as suas histórias. O resultado foi o livro </em>Hitler's Prisoners. Seven Cellmates Tell Their Stories<em>, do qual o relato de Franzl Reithammer aqui descrito e traduzido foi retirado.</em><br /><br />Franzl Reithammer nasceu em 1904 na região austríaca de Wachau, perto da cidade de Melck. Cresceu numa pequena aldeia, rural, isolada, onde apenas aos domingos se liam jornais e foi educado num ambiente católico estrito e controlador, onde o padre da aldeia era a mais importante figura local. Depois de casar com uma rapariga (Resi) de uma aldeia vizinha, com a qual teve dois filhos, tudo indicava uma vida pacata e feliz. Mas uma doença estranha que afligiu o seu irmão Kasper levou este até um jovem doutor vienense, Channek, que o operou e o apoiou em todas as formas possíveis, acabando ao mesmo tempo por se aproximar da família de Franzl. Esta aproximação trouxe consigo as ideias e os ideais das Testemunhas de Jeová, pois Channek professava aí. Esta aproximação revelou-lhes um lado negro da Igreja Católica Romana, pois a família de Franzl foi sendo gradualmente banida, proscrita e economicamente vergada pelas comunidades locais da região de Wachau, em especial pelo padre que ainda pouco tempo antes os confessava e visitava. Restou-lhes começar uma nova vida, em Viena (onde já o seu irmão Kasper habitava e agitava as ruas com propaganda antinacional-socialista), junto dos seus novos amigos e companheiros de fé.<br />O primeiro dos irmãos a receber a carta de conscrição militar na <em>Wehrmacht</em> (o <em>Anschluss</em> já tinha tido lugar) foi Kasper. Este queimou a carta e respondeu por escrito dizendo que era Testemunha de Jeová, logo objector de consciência, e que não participaria em nenhum acto de guerra e em nenhuma morte de nenhum ser humano. Kasper foi preso e desapareceu. Franzl recebeu, por sua vez, pouco tempo depois, a sua carta de conscrição militar. A família reuniu e ponderou as saídas, visto que o cenário que se perspectivava era já infelizmente conhecido. Mas Franzl, com o apoio incondicional da sua mãe e da sua mulher, recusou a fuga e repetiu os passos de seu irmão, escrevendo nova carta onde afirmava não querer de modo algum servir na <em>Wehrmacht</em>.<br /><br /><span style="font-size:85%;">«Na manhã seguinte parti, de comboio, para Viena. Quanto cheguei ao aquartelamento, já só restavam alguns homens no recrutamento. Quando chegou a minha vez, disse-lhes prontamente que me recusava a servir numa guerra dado que esta ofendia os meus princípios religiosos que me proibem de matar outro ser humano. Mantiveram-me durante dois dias sem água nem comida, antes da primeira audiência em tribunal. Aí, expliquei ao juiz que ninguém me forçaria a carregar uma arma. "Sou objector de consciência, e a minha religião não me permite o acto de matar", disse ao juiz. De seguida, citei a Bíblia, "Não matarás" e "Ama o inimigo como a ti próprio". Era óbvio que o juiz estava irritado quando me perguntou, "Bom, o que nos está a querer dizer é que se recusa a servir nas forças armadas". "Sim, está correcto." "A lei", continuou o juiz, "não está do seu lado, e nós estamos aqui para aplicar a lei. Vou ser brando consigo e vou condená-lo a dois anos de prisão, a serem cumpridos na Alemanha".<br />Sem poder sequer informar a minha família, fui enviado para Straubing na Baviera e depois transferido para Magdeburg, onde permaneci durante algumas semanas. O meu pior momento foi, no entanto, passado num navio-prisão, no rio Elba, onde os ratos quase nos comeram vivos. Fui obrigado a conviver com assassinos e violadores. Não quero alongar-me muito sobre isso aqui. Depois fui transferido para um campo de concentração infestado de piolhos e pulgas numa região pantanosa do Norte da Alemanha. Ali fiquei durante seis meses. A nossa tarefa era cavar valas nos pântanos para drenar a água para os canais. Também ali a maioria dos prisioneiros eram criminosos de alto nível, daqueles que matariam a própria mãe num piscar de olhos. Escapar era impossível dado que os pântanos estavam eram por arbustos cerrados, e não havia uma aldeia ou acampamento que fosse nas redondezas.<br />Um dia, contudo, declararam que todos os prisioneiros presos por recusa em servir nas forças armadas podiam solicitar o fim da pena. Quer eu quisesse quer não fui de noc«vo considerado apto para a recruta. Se eles não me tivessem alimentado e tratado minimamente como fizeram na esperança de me tornarem num soldado, eu teria provavelmente perecido naqueles pântanos. Mas as suas tentativas falharam. Eu mantive-me firme nas minhas convicções e recusei que as autoridades me tornassem num assassino.<br />Durante a minha prisão a minha fé tornou-se mais forte. Rezei constantemente ao Senhor para que me ajudasse a manter a sanidade e a sobreviver a este calvário.<br />Algemado como um simples criminoso, fui levado a julgamento num tribunal na Turmstrasse em Moabit. Lá fui condenado à morte por subversão da Wehrmacht. Fui informado pelo juiz que podia solicitar uma petição de clemência. O meu advogado de defesa nomeado pelo tribunal aconselhou-mo. Recusei-o redondamente. Disse-lhes que chegaria o dia em que eles é que teriam de pedir perdão perante um tribunal ainda mais elevado. Eu não sou o único a ser perseguido pela sua fé. Centenas antes de mim tiveram semelhante destino. Mas cada um de nós sacrifica alegremente a sua vida, pois através do nosso sofrimento entraremos no reino eterno do nosso mais sagrado Pai.<br />Agora estou aqui, à espera de saber se estou são ou não [a prisão onde se encontravam presos era igualmente enfermaria e tinha sido antes da guerra uma espécie de hospício]. Estes foram os meus crimes. Mas sabem, o meu caso já está fechado. Sou um homem condenado. Agora é apenas uma questão de como e quando morrerei.»</span><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><span style="font-size:78%;">Esta informação foi recolhida de FRIEDRICH, Erich e VANEGAS, Renate – <em>Hitler's Prisoners. Seven Cell Mates Tell Their Stories</em>; Brassey's, Washington, 1999.</span><br /></p><br /><br /><span style="color:#ff6600;">\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ <em>Este post está em permanente construção</em> ///////////////////</span>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-85186662687920917022007-01-13T10:40:00.033Z2008-05-22T21:16:25.734ZErich Fritz Fellgiebel<a href="http://bp2.blogger.com/_lpToos-LDNw/SDXfzjUl34I/AAAAAAAAACs/oz0bHDizT94/s1600-h/Fellgiebel_01.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_lpToos-LDNw/SDXfzjUl34I/AAAAAAAAACs/oz0bHDizT94/s320/Fellgiebel_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203311021244407682" /></a>Erich Fritz Fellgiebel nasceu a 4 de Outubro de 1886 (Pöpelwitz, Silesia) e morreu a 4 de Setembro de 1944 (prisão de Plötzensee, Berlim). Iniciou a sua carreira como cadete em 1905 e já na I Grande Guerra teve papel activo no Comando-Geral do Exército. Major em 1928, tenente-coronel em 1933, coronel em 1934 e general em 1940. Ao que parece, Hitler não gostava (leia-se, confiava) lá muito de Fellgiebel mas as suas capacidades como técnico de comunicações eram amplamente apreciadas e necessárias. A desconfiança só podia ter origem na sua independência intelectual e moral como nas relações mantidas, primeiro, com Ludwig Beck e, posteriormente, com Franz Halder, seus superiores e responsáveis pela sua aproximação ao círculo de conspiradores.<br /><br />Devido à sua importante posição no meio das comunicações militares do Reich, Erich Fellgiebel foi encarregue de duas tarefas de importância extrema a serem executadas no dia do golpe de 20 de Julho de 1944. A primeira, a destruição do centro de comunicações do quartel-general de Hitler (em Rastenburg) de modo a isolá-lo do resto do mundo, falhou redondamente. A segunda, manter abertos os meios de comunicação entre os postos revoltosos de modo a servir o golpe, foi exemplarmente sucedida (consta mesmo que alguns elementos nazis se referiam, posteriormente, ao golpe como o "Putsch do PBX"...), mas de pouco serviu. Fellgiebel, uma vez claro o falhanço do golpe e o eminente desastre da oposição, e após ter informado os seus correlegionários em Berlim com as seguintes palavras — «<em>Etwas Schreckliches ist passiert! Der Führer lebt!</em>» (Algo terrível aconteceu! O Führer vive!) – escolheu permanecer em Rastemburg, chegou mesmo a felicitar Hitler pela sua sobrevivência, recusou o suicídio e esperou galantemente a sua detenção e sentença.<br /><br />Detenção que ocorreu logo no dia seguinte e que o levou perante o infame Freisler, em Agosto de 1944, juntamente com Witzleben, von Hase, Stieff, Hoepner e outros. Ali, em pleno tribunal popular, terá dito a Freisler: «Enforque-nos o quanto antes, antes que chegue a sua vez». Foi executado no início do mês seguinte.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><span style="font-size:78%;">Informação maioritariamente recolhida de Schlabrendorff (1965), Freeman (1995), Kershaw (2000b) e Wikipedia. As fotos são retiradas da Internet.</span><br /></p><br /><br /><span style="color:#ff6600;">\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ <em>Este post está em permanente construção</em> ///////////////////</span>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-13427338557162951772007-01-13T10:40:00.022Z2007-09-11T09:28:54.460ZWerner von Haeften<a href="http://bp3.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuKY0n89XVI/AAAAAAAAAAU/P0rGiM8tbFM/s1600-h/Haeften_Werner_01.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107812957236845906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuKY0n89XVI/AAAAAAAAAAU/P0rGiM8tbFM/s200/Haeften_Werner_01.jpg" border="0" /></a>Werner Karl von Haeften nasceu a 9 de Outubro de 1908 (Berlim) e morreu na mesma cidade a 21 de Julho de 1944. Filho de Hans von Haeften, oficial do exército alemão e presidente do <em>Reichsarchiv</em>, e irmão de <a href="http://geheimes.blogspot.com/2007/01/hans-bernd-von-haeften.html">Hans-Bernd von Haeften</a>, jurista e oficial no Ministério dos Negócios Estrangeiros, além de influente membro da resistência alemã (Círculo de Kreisau).<br /><br />Werner von Haeften estudou Direito em jovem e empregou-se, antes da II Guerra Mundial, como advogado ao serviço de um banco de renome de Hamburgo. Durante o conflito chegou a <em>Oberleutnant</em> na <em>Werhmacht</em> e em 1943, após grave ferimento na Frente Este em finais de 1942, é destacado para o Quartel-General do Exército como ajudante de Claus Stauffenberg. Aí o conhece, aí adere ao seu círculo e aí toma a decisão de dar o corpo e a mente pelo derrube do regime.<br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuK70n89XWI/AAAAAAAAAAc/W8vkyENXu64/s1600-h/Haeften_Werner_02.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107851440143818082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 229px" height="207" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuK70n89XWI/AAAAAAAAAAc/W8vkyENXu64/s200/Haeften_Werner_02.jpg" width="137" border="0" /></a>Em Janeiro de 1944 Werner ponderou seriamente matar Adolf Hitler a tiro de pistola mas, dissuadido por seu irmão Hans-Bernd (que, fervorso católico que era, lhe perguntou se estaria mesmo disposto a quebrar o 5.º Mandamento), desistiu do intento.<br /><br />Werner von Haeften foi o segundo homem durante todo o procedimento operacional do Golpe de 20 de Julho. Ele foi o homem que acompanhou Stauffenberg durante toda viagem de ida e de regresso a Rastenburg, foi ele quem ficou de plantão (enquanto Stauffenberg accionava a pasta armadilhada), foi ele que se desfez da segunda pasta (já quando fugiam em contra-relógio do campo militar de Rastenburg), foi ele, finalmente, que caíu, igualmente fuzilado, na <em>Bendlertrasse</em>, lado a lado com Stauffenberg. Quanto a este último momento das suas vidas alguns autores argumentam que Werner von Haeften (outros atribuem o acto a Mertz von Quirnheim) se terá mesmo sacrificado ao saltar na frente de Stauffenberg no preciso momento em que as balas voavam na sua direcção. Se ele, ou Quirnheim, realmente o fez ainda está por esclarecer.<br /><br /><span style="font-size:78%;">Informação reunida a partir de variadas fontes constantes da Bibliografia (ver <em>links</em> laterais) e da Internet.</span><br /><br /><p></p><br /><br /><span style="color:#ff6600;">\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ <em>Este post está em permanente construção</em> ///////////////////</span>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-79130221864775490402007-01-13T10:40:00.021Z2007-09-11T09:30:38.109ZHans Oster<a href="http://bp2.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuLAAX89XXI/AAAAAAAAAAk/8VEppbipKzA/s1600-h/oster_01.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107856040053792114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" height="211" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuLAAX89XXI/AAAAAAAAAAk/8VEppbipKzA/s200/oster_01.jpg" width="137" border="0" /></a>Hans Oster nasceu a 9 de Agosto de 1887 (Dresden) e morreu a 9 de Abril de 1945 (Flossenbürg).<br /><br />Oster é considerado como um dos primeiros elementos da <em>widerstand</em>, autor dos primeiros planos para a remoção de Adolf Hitler do poder. Desde cedo foi elemento importante na Abwehr (Serviços Secretos Militares), sob as ordens de Wilhelm Canaris, até à sua exoneração em 1943. Sob a protecção de Canaris (que embora fosse um ardente opositor de Hitler não se sentia capaz de reagir e partir para a acção) Oster foi um dos mais importantes elementos de ligação entre a esfera civil e a esfera militar.<br /><br />Em 1937 chegou a ter plano delineado para a invasão da Chancelaria e prisão de Hitler, mas tal não se verificou devido ao recuo do apoio inglês expresso pelas políticas de apaziguamento de Chamberlain.<br />Durante 1940 Hans Oster foi incessantemente fornecendo informação (a um adido militar holandês em Berlim, J. C. Sas) quanto às datas de invasão de países como a Holanda, a Bélgica e Dinamarca. De pouco serviram.<br />Em 1943, na sequência da prisão de dois dos mais importantes elementos do seu círculo, Dietrich Boenhoffer e Hans von Dohnanyi, Hans Oster viu-se numa posição delicada e Canaris não teve outra alternativa senão demiti-lo. Factor que viria a trazer à <em>widerstand</em>, como substituto de Oster, o elemento definitivo — Claus Stauffenberg.<br /><br />Após o Golpe de 20 de Julho, Oster foi preso e a 8 de Abril de 1945 (a poucos dias de o Terceiro Reich cessar de existir) foi enforcado, juntamente com Canaris e Boenhoffer, no campo de concentração de Flossenbürg.<br /><br /><br /><span style="font-size:78%;">Informação reunida a partir de variadas fontes constantes da Bibliografia (ver <em>links</em> laterais) e da Internet.</span><br /><p></p><br /><br /><span style="color:#ff6600;">\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ <em>Este post está em permanente construção</em> ///////////////////</span>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-12783228799204951362007-01-13T10:40:00.019Z2007-09-15T17:12:41.047ZSwing Jugend<a href="http://bp1.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuLZnH89XdI/AAAAAAAAABU/U3a13gwpLtA/s1600-h/swing_youth_02.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107884193564417490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuLZnH89XdI/AAAAAAAAABU/U3a13gwpLtA/s320/swing_youth_02.jpg" border="0" /></a>A Juventude Swing (<em>Swing Jugend</em>) levou muitos jovens alemães por um caminho peculiar, de resistência singular. Este movimento recolheu os seus elementos maioritariamente (mas não só) na classe média alta e pode definir-se como um movimento de cultura popular, cujo principal traço (e transgressão) foi o consumo e a propagação da música <em>swing</em> e/ou <em>jazz</em> e/ou <em>jive</em> e/ou <em>jitterbug</em> e/ou <em>negro music</em>. Ao contrário de movimentos juvenis como os <em><a href="http://geheimes.blogspot.com/2007/01/edelweiss-piraten.html">Edelweiss Piraten</a></em> e os vários <em><a href="http://geheimes.blogspot.com/2007/01/leipzig-meuten.html">Meuten</a></em>, este movimento consistia numa juventude letrada, com particular àvontade com a língua inglesa, com um poder de compra acima da média, que, embora não fossem abertamente politizados (o seu comportamento pode ser considerado mais antipolítico que antifascista), claramente desafiavam a retórica nacional socialista e o nacionalismo burguês. A dança desenfreada, cabelos compridos, <em>dress codes</em> particulares, a prática da casualidade (<em>lässigkeit</em>) e do desleixo (<em>lottern</em>), a vivência da cultura oriunda dos inimigos naturais, a Inglaterra e os EUA, são traços forte da Juventude Swing.<br /><br /><a href="http://bp0.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuLZP389XbI/AAAAAAAAABE/h7GQZKiANRE/s1600-h/swing_youth_01.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107883794132458930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="199" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuLZP389XbI/AAAAAAAAABE/h7GQZKiANRE/s320/swing_youth_01.jpg" width="309" border="0" /></a>Embora inicialmente aceites, os bailes swing já eram em 1940 descritos da seguinte maneira por um relatório da Juventude Hitleriana:<br /><em>«The dance music was all English and American. Only swing dancing and jitterbugging took place. At the entrance to the hall stood a notice on wich the words 'Swing prohibited' had been altered to 'Swing requested'. The participants accompanied the dances and songs, without exception, by singing the English words. Indeed, throughout the evening they attempted only to speak English; at some tables even French.<br />The dancers were an appalling sight. None of the couples danced normally; there was only swing of the worst sort. Sometimes two boys danced with one girl; sometimes several couples formed a circle, linking arms and jumping, slapping hands, even rubbing the backs of their heads together; and then, bent double, with the top half of the body hanging loosely down, long hair flopping into the face, they dragged themselves round pratically on their knees. When the band played a rumba, the dancers went into wild ecstasy. They all leaped around and joined in the chorus in broken English. The band played wilder and wilder items; none of the players was sitting down any longer, they all 'jitterbugged' on the stage like wild creatures. Several boys could be observed dancing together, always with two cigarettes in the mouth, one in each corner...»</em><br /><br />Esta descrição é mais do que suficiente para nos apercebermos da repulsa que este movimento podia causar nas mentes nacional-socialistas. E para quem isto possa parecer corriqueiro, até meio jocoso, basta pensarmos que o próprio Himmler (numa carta para Heydrich) refere com desgosto a existência destes movimentos e expressa a sua vontade de enviar os seus líderes para campos de concentração. Outro motivo para tanto ódio dirigido a estes jovens pode estar no facto de os seus círculos de relações não excluírem membros judeus. Gradualmente estes bailes públicos foram sendo proibidos mas logo outros, mais privados e de menores dmensões, foram surgindo em cidades como Hamburgo, Kiel, Berlim, Estugarda, Frankfurt, Dresden, Halle e Karlsruhe. Como muitos deles tinham posses, muitos deles tinham gramofones, utensílio difícil de conseguir mas única possibilidade de ouvir <em>swing</em>, cedo banido das emissões radiofónicas. Como alguns deles tinham casas grandes e pais ausentes, muitos clubes nasciam mesmo dentro de casa.<br /><br />Outra das facetas ameaçadoras da ordem estabelecida era a propensão para uma libertação sexual por parte dos <em>swingers</em>. Promiscuidade, sexo grupal e demais perversões eram constantemente mencionados nos relatórios nacional-socialistas. Certamente exagerados, contudo realçavam uma verdadeira atenção destes jovens para com a imagem pessoal, o culto do hedonismo, como se pode observar no seguinte trecho:<br /><em>«The predominant form of dress consisted of long, often checked English sports jackets, shoes with thick light crepe soles, showy scarves, Anthony Eden hats, an umbrella on the arm whatever the weather, and, as an insignia, a dress-shirt button worn in the buttonhole, with a jewelled stone.<br />The girls too favoured a long overflowing hair style. Their eyebrows were pencilled, they wore lipstick and their nails were lacquered.<br />The bearing and behaviour of the members of the clique resembled their dress.»</em><br /><br /><a href="http://bp0.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRXWX89XiI/AAAAAAAAAB8/C6JhFNfMyXw/s1600-h/swing_youth_03.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRXWX89XiI/AAAAAAAAAB8/C6JhFNfMyXw/s320/swing_youth_03.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108303919243419170" /></a>Ou ainda, na seguinte carta de um membro do clube de <em>swing</em> "Plutocratas" (em Kiel), para um amigo ausente em viagem:<br /><em>«Be a proper spokesman for Kiel, won't you? i.e., make sure you're really casual, singing or whistling English hits all the time, absolutely smashed and always surrounded by really amazing women.»</em><br /><br />Ao que parece o movimento <em>Weisse Rose</em> terá tido contactos com a Juventude Swing de Hamburgo, através de três dos seus membros que terão "respondido" ao apelo da música. Nenhuma acção conjunta se operou mas isso não impediu de, já no fim da guerra, alguns elementos da Juventude Swing terem sido implicados num processo a decorrer num Tribunal Popular. Felizmente para eles, a guerra acabou e a consequente execução não teve lugar.<br /><br />Em 1993 Thomas Carter realizou o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0108265/"><em>Swing Kids</em></a>, largamente inspirado neste jovens que aqui abordámos. Como filme não é notável, mas o tema é interessante o suficiente para uma sessão de cinema caseiro.<br /><br /><br /><span style="font-size:78%;">Informação maioritariamente recolhida de PEUKERT, Detlev J. K. – <em>Inside Nazi Germany. Conformity, Opposition, and Racism in Everyday Life</em>; Yale Univ. Press, New Haven and London, 1987. As citações e as duas primeiras fotografias são retiradas desta obra.</span><br /><p></p><br /><br /><span style="color:#ff6600;">\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ <em>Este post está em permanente construção</em> ///////////////////</span>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-86537331303696255212007-01-13T10:40:00.017Z2007-09-15T17:17:29.443ZEdelweiss Piraten<a href="http://bp3.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRz_H89XlI/AAAAAAAAACU/vDkCH0Nwuq4/s1600-h/edelweiss_05.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108335405648666194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRz_H89XlI/AAAAAAAAACU/vDkCH0Nwuq4/s200/edelweiss_05.jpg" border="0" /></a>Grupos juvenis como os <em>Kittelbach Piraten</em> (Düsseldorf), os <em>Navajos</em> (Colónia) ou os <em>Fahrtenstenze</em> (Essen), embora oriundos de cidades várias e de <em>backgrounds</em> distintos, todos eles se consideravam como parte integrante de uma ideia maior, de um modelo que todos assumiam, do movimento geral denominado <em>Edelweiss Piraten</em> (os Piratas Edelweiss). O ponto de união de todos estes bandos de jovens alemães (cuja origem remonta aos finais da década de 30) residia num espírito livre, num amor pelo campo e pela natureza, numa indumentária característica (camisa axadrezada, calções pretos e meias brancas) acompanhada por adornos específicos (como alfinetes metálicos representando a flor Edelweiss, uma caveira sob dois ossos cruzados, entre outros) e um ódio de estimação comum a todos eles, a <em>Hitler Jugend</em> (Juventude Hitleriana). Viessem de onde viessem, todos estes rapazes e raparigas (regra geral, de idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos) tinham como principal objectivo esquivar-se à integração nos movimentos juvenis criados pelo regime, isto é, a <em>Jungvolk</em> (sobretudo durante a infância e a maior parte da escolaridade), a <em>Hitler Jugend</em> (entre os 14 e o 18, e aqui se percebe o porquê de tamanho antagonismo entre os dois movimentos) e, finalmente, o <em>Reicharbeitsdienst</em> (a partir dos 19 e até aos 25, com o intuito final de criar soldados para a frente de combate). O Terceiro Reich pretendia assim garantir o controlo sobre os jovens desde a mais tenra idade. E estes tudo fariam (e fizeram) para contrariar semelhantes modelos.<br /><br />Mas estes jovens, na sua maioria provenientes de classes baixas da sociedade, encontravam-se num momento das suas vidas em que saíam da instituição-escola e ingressavam na instituição-trabalho. Muitas das vezes como aprendizes em trabalhos desqualificados mas, com a crescente falta de adultos entretanto mobilizados pela guerra, por vezes mesmo em posições de maior responsabilidade e salário. Muitos deles mudavam frequentemente de trabalho, ou por que se "pegavam" com a entidade patronal, ou por que se ausentavam das oficinas e fábricas por períodos além do aceitável (se casos houve em que a ausência era um acto de sabotagem à produção, na maior parte dos casos apenas revelava desejo de fuga). Os dados revelam que uma larga maioria destes jovens não tinha já pais, ou se encontrava já de uma forma ou outra ao largo de qualquer autoridade paternal, o que explica em muito o seu estilo de vida, e práticas.<br /><br /><a href="http://bp0.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRyKX89XjI/AAAAAAAAACE/LKPOf-3i6f8/s1600-h/edelweiss_03.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108333399898938930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRyKX89XjI/AAAAAAAAACE/LKPOf-3i6f8/s320/edelweiss_03.jpg" border="0" /></a>O meio laboral, as relações de vizinhança e as amizades que vinham dos tempos de estudantes eram os principais motores de união e de surgimento destes grupos urbanos. A cidade era deles. A esquina era ponto de encontro; o beco ponto de confronto; o parque de diversões, bem, ponto de diversão. Mas se a cidade era deles,<a href="http://bp0.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRV3X89XhI/AAAAAAAAAB0/_WTPiNNcQ0o/s1600-h/edelweiss_04.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108302287155846674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRV3X89XhI/AAAAAAAAAB0/_WTPiNNcQ0o/s320/edelweiss_04.jpg" border="0" /></a>eles, por outro lado, eram do campo, da <em>campagne</em>. A sua alma, a sua liberdade, eles a encontravam nas longas saídas que organizavam em direcção aos vários corações naturais da Alemanha. A pé, de bicicleta, ou à boleia, as viagens destes jovens eram, por vezes, de grande monta, chegando a distâncias superiores a 100km. O que é, só por si, um enorme feito, tendo em conta a proibição de viajar vigente e as péssimas condições no que toca aos transportes públicos de então. Não raras vezes grupos de uma cidade encontravam pelo caminho grupos de outra cidade e em conjunto seguiam caminho. Sempre e somente equipados de mochilas, farnel frugal e, acima de tudo, instrumentos musicais. A música foi sempre uma das mais fortes expressões dos <em>Edelweiss Piraten</em>, o meio pelo qual escapavam a miséria dos tempos e almejavam por futuros mais risonhos. Atente-se nas palavras da seguinte canção:<br /><em>«We all sat in the tavern,<br />With a pipe and a glass of wine,<br />A goodly drop of malt and hop,<br />And the devil calls the tune.<br /><br />Hark the hearty fellows sing!<br />Strum that banjo, pluck that string!<br />And the lasses all join in.<br />We're going to get rid of Hitler,<br />And he can't do a thing.<br /><br />The Hamburg sirens sound,<br />Time for Navajos to go.<br />A tavern's just the place<br />To kiss a girl good-bye.<br />Rio de Janeiro, caballero, ahoy!<br />An Edelweiss Pirate is faithful and true.<br /><br />Hitler's power may lay us low,<br />And keep us locked in chains,<br />But we will smash the chains one day,<br />We'll be free again.<br />We've got fists and we can fight,<br />We've got knives and we'll get them out.<br />We want freedom, don't we boys?<br />We're the fighting Navajos.<br /><br />Out on the high road, down we ditch,<br />There're some Hitler Youth patrolmen<br />and they're getting black as pitch.<br />Sorry if it hurts, mates, sorry we can't stay,<br />We're Edelweiss Pirates, and we're on our way.<br /><br />We march by banks of Ruhr and Rhine,<br />And smash the Hitler Youth in twain.<br />Our song is freedom, love and life,<br />We're Pirates of the Edelweiss.»</em><br /><br />As referências (na música) às zaragatas com membros da <em>Hitler Jugend</em> não são pura gozação. Pelo contrário, eram frequentes e não menos vezes tinham resultados drásticos. De tal maneira que gradualmente as autoridades foram monitorando as suas actividades e, por fim, tomando medidas de repressão. Um bom exemplo da repressão sentida por este movimento são as prisões (a 7 de Dezembro de 1942) de 10 grupos (contando 283 elementos) em Düsseldorf, de 10 grupos (contando 260 elementos) em Duisburg, de 4 grupos (contando 124 elementos) em Essen e de mais 4 grupos (contando 72 elementos) em Wuppertal; todos estes jovens eram posteriormente destinados a casas de correcção, detenção prisional temporária, campos de trabalho e mesmo julgamentos em tribunal. Um caso mais dramático foi o de Barthel Schink (juntamente com outros camaradas seus), um dos líderes dos <em>Edelweiss Piraten</em> da área de Colónia, que no fim de Novembro de 1944 viu a sua aventura terminar por meio de enforcamento público.<br /><br />À semelhança da <em><a href="http://geheimes.blogspot.com/2007/01/swing-jugend.html">Swing Jugend</a></em> também estes grupos eram constantemente rotulados pelas autoridades como sexualmente desviados e promíscuos. Também no caso destes as acusações ficam aquém da realidade.<br /><br />Politicamente eram, na maior parte, desligados ou impotentes, mas estão relatados casos em que distribuíam pelas caixas do correio dos seus bairros panfletos aliados (que encontravam perdidos nas florestas aquando das suas surtidas); em que davam escolta e abrigo a desertores e prisioneiros de guerra; em que se dedicavam a actos de sabotagem declarados, numa luta que em muito se assemelhava à noção de guerrilha (o chefe da Gestapo de Colónia caíu mesmo nas mãos destes jovens); em que estreitaram laços e ligações com grupos comunistas e clandestinos. Embora não fossem abertamente politizados (como, por exemplo, os <a href="http://geheimes.blogspot.com/2007/01/leipzig-meuten.html">Leipzig Meuten</a>) tudo faziam, no entanto, para contrariar os esforços de guerra e todos sonhavam com um fim para o inferno em que viviam.<br /><br />Até há bem pouco tempo estes grupos de jovens eram pura e simplesmente referidos e catalogados como delinquentes e, consequentemente, deixados de fora da narrativa histórica. Recentemente, contudo, levanta-se uma nova leitura e sede de descoberta desta juventude já distante. Em 1984 o <a href="http://www.yadvashem.org/">Memorial Yad Vashem</a> prestou uma homenagem a Jean Jülich, um dos sobreviventes de um destes grupos, na sequência da edição das suas memórias (que inclusive deram um documentário — <a href="http://www.imdb.com/title/tt0240473/"><em>Edelweisspiraten</em></a>).<br />As seguintes fotografias são do autor, que figura na primeira, em pé com uma viola, o primeiro à direita.<br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRVrn89XfI/AAAAAAAAABk/apqYJcz7V38/s1600-h/edelweiss_02.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108302085292383730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRVrn89XfI/AAAAAAAAABk/apqYJcz7V38/s320/edelweiss_02.jpg" border="0" /></a><br /><a href="http://bp2.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRVn389XeI/AAAAAAAAABc/65Fdw7y-MC0/s1600-h/edelweiss_01.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108302020867874274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_lpToos-LDNw/RuRVn389XeI/AAAAAAAAABc/65Fdw7y-MC0/s320/edelweiss_01.jpg" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><span style="font-size:78%;">Informação maioritariamente recolhida de PEUKERT, Detlev J. K. – <em>Inside Nazi Germany. Conformity, Opposition, and Racism in Everyday Life</em>; Yale Univ. Press, New Haven and London, 1987. As citações e a 1.ª fotografia são retiradas desta obra.</span><br /><br /><br /><span style="color:#ff6600;">\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ <em>Este post está em permanente construção</em> ///////////////////</span>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-33499669300556448602007-01-13T10:40:00.015Z2007-09-15T17:19:27.871ZLeipzig MeutenO termo <em>meuten</em> pode facilmente ser traduzido por bandos (<em>gangs</em>), neste caso de jovens adolescentes. Vários <em>meuten</em> existiram em território alemão, uns mais politizados, outros menos, uns desde os tempos pré-guerra, outros durante a mesma, mas um movimento se destacou particularmente (e assim acabou por resumir um pouco a noção de <em>meuten</em>) — os <em>Leipzig Meuten</em>. À semelhança dos grupos pertencentes ao movimento geral <em><a href="http://geheimes.blogspot.com/2007/01/edelweiss-piraten.html">Edelweiss Piraten</a></em>, os vários <em>meuten</em> também professavam o gosto pela música, pelas surtidas em direcção à Natureza, também se libertavam sexualmente mais cedo e mais livremente, também odiavam a <em>Hitler Jugend</em>, também faziam das ruas os seus domínios. Mas os <em>Leipzig Meuten</em> tinham uma característica própria, que os distinguia do resto dos grupos juvenis — uma adesão e difusão do Comunismo e seus valores.<br /><br />Não que fosse algo bem definido, não que existissem programas que levavam à letra e que lutavam por implantar, não que tivessem sequer ligações directas a partidos comunistas, mas antes uma consciência comunista. Oriundos de "bairros vermelhos" da grande Leipzig, estes filhos da classe operária, cujos pais haviam vibrado com os conturbados tempos da República de Weimar, estes jovens alimentavam-se de uma nostalgia comunista (ah, quando o nosso lado era forte...) enquanto sonhavam por melhores dias, pelo dia em que todos seriam iguais. No fundo, tratava-se mais de uma conciência, protesto e estilo comunistas e não tanto de uma resistência clandestina comunista.<br /><br />Contudo, e para desgraça deste jovens, esta vertente comunista foi usada pela Gestapo de modo a poder utilizar perante a Lei a forma jurídica "actos preliminares à alta traição" e, assim, os poder perseguir e esmagar, como o fez. De acordo com registos e relatórios da Gestapo local os <em>Leipzig Meuten</em> atingiram o seu pico de acção nos anos 1937-39, chegando em dado momento a atingir os 1.500 elementos.<br /><br /><br /><span style="font-size:78%;">Informação maioritariamente recolhida de PEUKERT, Detlev J. K. – <em>Inside Nazi Germany. Conformity, Opposition, and Racism in Everyday Life</em>; Yale Univ. Press, New Haven and London, 1987.</span><br /><br /><br /><span style="color:#ff6600;">\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ <em>Este post está em permanente construção</em> ///////////////////</span>carlosvieirareisnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5446514441442702532.post-82024032905320277302007-01-13T10:40:00.013Z2007-12-08T19:22:32.244ZGeorg Elser<a href="http://bp2.blogger.com/_lpToos-LDNw/RyNmVfnoKOI/AAAAAAAAACk/LngalfKmTG0/s1600-h/elser_01.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_lpToos-LDNw/RyNmVfnoKOI/AAAAAAAAACk/LngalfKmTG0/s200/elser_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126053320328751330" /></a>Até Stauffenberg, até ao dia 20 de Julho de 1944, ninguém esteve mais perto de conseguir exterminar Hitler do que Georg Elser. O feito de Elser espelha o sentimento de revolta e de indignação que também se verificava nas camadas mais baixas da sociedade alemã de então. Elser não era um indivíduo com poder, não tinha amigos influentes (era um solitário), não se movia em corredores alcatifados, nem sequer possuía estudos (não lia livros e raramente se preocupava com os jornais) nem consciência política apurada (embora tivesse sido membro da <em>Roter Fröntkampferbund</em> e do sindicato dos trabalhadores da madeira; embora sem papel de relevo em nenhuma das associações). Elser era um homem do povo e prova que também entre os indíviduos oriundos da base da escala social alguns havia que desaprovavam o rumo que a sua pátria tomava.<br /><br />Em 1938 Elser estava já decidido. A única solução para evitar a guerra que se adivinhava e para melhorar a vida da classe operária (onde Elser se incluía e sofria) era o extermínio da cúpula do regime, ou seja, Hitler, Göring e Goebbels. E tal oportunidade apresentou-se no dia 8 de Novembro de 1939, o dia da celebração do <em>putsch</em> falhado de 1923, o dia em que anualmente a "Velha Guarda" do Partido Nazi se reunia para celebrar "o início do início". O local era, como sempre, o <em>Bürgerbräukeller</em> em Munique. Acertada a data e o local, Elser pôs-se em acção.<br /><br />Metodicamente foi planeando o atentado. Decidiu então que o melhor plano era esconder uma bomba-relógio dentro de um dos pilares (de madeira) da cervejaria, imediatamente atrás do palanque onde Hitler faria o seu discurso. De Novembro de 1938 a Agosto de 1939 Elser foi cuidadosamente roubando da fábrica onde trabalhava os explosivos necessários à sua empresa, foi fabricando e aperfeiçoando modelos de bombas (que detonava no jardim de casa de seus pais) e fez várias deslocações de Könnigsbronn (onde vivia) até Munique de modo a reconhecer o terreno. Entre Agosto e a data da reunião Elser escondeu-se, em mais de trinta ocasiões, na cervejaria e passava a noite inteira escavando o pilar escolhido. De manhã saía de mansinho, para mais tarde voltar e continuar o trabalho de escavação. Elser era tão metódico que até forrou interiormente a coluna escavada com umas folhas de lata, não fossem os organizadores da festa querer martelar a coluna durante o engalanar da cervejaria e descobrir-lhe o intento. A 6 de Novembro Elser colocou a bomba-relógio (armada) dentro da coluna. A 7 de Novembro voltou lá para confirmar que continuava operacional (ouviu-lhe o tique-taque através da madeira...). E na manhã de 8 de Novembro abandonou Munique, num comboio em direcção a Konstanz, a caminho da Suiça.<br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_lpToos-LDNw/RyNmNvnoKNI/AAAAAAAAACc/6O8CRNJVfk0/s1600-h/elser_02.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_lpToos-LDNw/RyNmNvnoKNI/AAAAAAAAACc/6O8CRNJVfk0/s200/elser_02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126053187184765138" /></a>Como Elser não lia jornais não deu conta de que, enquanto preparava todo este cenário, Hitler decidira não participar na celebração (não esqueçamos que a guerra estava já em curso e outras movimentações requeriam a atenção do <em>fuehrer</em>) nomeando em sua substituição Rudolf Hess. Tudo indicava, portanto, o falhanço total. Mas, e como já era habitual, Hitler mudou os planos à última da hora e compareceu no local. Às 20:10 iniciou o seu discurso e terminou-o às 21:07. À pressa, pois tinha um comboio para Berlim às 21:31 para apanhar, retirou-se da sala. E cerca de 10 minutos depois, pelas 21:20, a bomba-relógio de Elser explodiu matando oito pessoas e ferindo sessenta e três, dezasseis das quais gravemente. Hitler, como sempre neste tipo de acontecimentos, encarou a sua salvação como obra da Providência.<br /><br />Quanto a Georg Elser já se encontrava preso na altura da explosão. Apanhado, numa operação de rotina, a tentar atravessar a fronteira ilegalmente, foi posteriormente tornado suspeito (tinha um postal do <em>Bürgerbräukeller</em> no bolso do casaco...) e a 14 de Novembro confessou. Estranhamente foi tratado como prisioneiro privilegiado no campo de Sachsenhausen (Hitler, ao que parece, não acreditou na história de Elser e continuou a achar que ele tinha ligação a uma conspiração de origem inglesa) e só quando a guerra estava já a caminho do fim, e já no campo de Dachau (para onde fora transferido em finais de 1944, início de 1945), é que Elser foi executado, poucos dias antes da chegada das tropas norte-americanas.<br /><br /><br />Neste pequeno filme de propaganda alemão (da UFA) podemos observar o <span style="font-style:italic;">aftermath</span> da iniciativa de Georg Elser. Os destroços da cervejaria, a visita de camaradas aos feridos hospitalizados e a homenagem de Adolf Hitler aos mortos no atentado.<br /><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/77J2KdCaxQM&rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/77J2KdCaxQM&rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object><br /><br /><br /><br /><span style="font-size:78%;">Informação maioritariamente recolhida do livro <em>Hitler. 1936-1945 Nemesis</em> de Ian Kershaw (W. W. Norton, New York and London, 2000) e da Internet.</span><br /></p><br /><br /><span style="color:#ff6600;">\\\\\\\\\\\\\\\\\\\ <em>Este post está em permanente construção</em> ///////////////////</span>carlosvieirareisnoreply@blogger.com