<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972</id><updated>2009-11-04T08:27:07.256-02:00</updated><title type='text'>Fragmentos do tempo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>112</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-352208279803413333</id><published>2009-02-26T11:29:00.006-03:00</published><updated>2009-02-26T11:55:29.897-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;Violência, coronelismo e cotidiano nos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;tempos de José Fabrício das Neves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaaoQHHn0fI/AAAAAAAAGqs/iYCmpe0LNRE/s1600-h/Z%C3%89_FABR%C3%8DCIO_II_DSC_3504.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 208px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaaoQHHn0fI/AAAAAAAAGqs/iYCmpe0LNRE/s400/Z%C3%89_FABR%C3%8DCIO_II_DSC_3504.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307114205645099506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Detalhe de foto onde aparecem José Fabrício e seus &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;homens. Acervo: Reinaldo Antunes (Pinhão-PR).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Violências nos sertões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;“O mundo do sertão do Contestado”, observa Monteiro (1972, p. 21), “é unanimemente descrito como um mundo de violência. Violência por questões de honra, violência por questões políticas, violência por questões de terra”. De certa forma, segundo o autor, essa violência era “consagrada nos costumes e as virtudes heróicas do campeador decantadas e transformadas em legenda”. Se a disputa era por terras, entram em jogo os interesses de grandes famílias e parentelas. No caso da honra, “agressor e vítima eram vítimas de um destino, que podia levar alguns à morte, lançando outros no banditismo como modo normal de vida: a honra ofendida e defendida constituem patrimônio de um grupo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da violência política, a luta era travada em torno de chefes e interesses locais muito concretos, nunca em “torno de princípios ou de interesses materiais estranhos ao universos do sertanejo”. O crime propriamente dito no sertão era o de furto, particularmente o de gado, enquanto “o bandido solitário, que iniciava sua carreira a partir de um homicídio de honra e podia tornar-se um matador profissional, não sofria condenação moral – era vítima do destino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo sentido, o chefe de uma grande família, que “comandava uma vasta clientela, era honrado, mesmo que suas posses de fundamentassem na violência expropriadora contra chefes rivais”, quando “a violência contra adversários políticos estava nos costumes”. Nada disso era crime, ou moralmente condenável. O autor diferencia esse tipo de violência, “costumeira”, com a inovadora, irrompida durante o conflito do Contestado – “se a violência costumeira faz-se entre homens  que se representam no nível ideológico como iguais ou potencialmente iguais, ou entre homens efetivamente beneficiados por uma autonomia necessária, a violência inovadora surge como ruptura da consciência do nivelamento” (MONTEIRO, 1972, p. 28).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaaoMKxx0rI/AAAAAAAAGqk/MIoC2KAMQ7Y/s1600-h/20+DSC_1084JOS%C3%89_FABR%C3%8DCIO_DAS_NEVES_REPROD_CM.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 287px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaaoMKxx0rI/AAAAAAAAGqk/MIoC2KAMQ7Y/s400/20+DSC_1084JOS%C3%89_FABR%C3%8DCIO_DAS_NEVES_REPROD_CM.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307114137907745458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fabrício e seu estado-maior. Catanduva-SC, 1919. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acervo: Cecília Talim (Concórdia-SC). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Coronelismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Falamos em coronelismo segundo o conceito clássico de Victor Nunes Leal, observados alguns reparos feitos por outros autores, citados adiante, e as conclusões da pesquisa empírica realizada. Para Leal (1997, p. 40), o coronelismo é, “sobretudo”, um “compromisso, uma troca de proveitos entre o poder público, progressivamente fortalecido, e a decadente influência social dos chefes locais, notadamente dos senhores de terras”. Resulta de uma “superposição de formas desenvolvidas do regime representativo a uma estrutura econômica e social inadequada”, não sendo “mera sobrevivência do poder privado, cuja hipertrofia constituiu fenômeno típico de nossa história colonial”. Estamos diante de uma “forma peculiar de manifestação do poder privado”, ou uma “adaptação em virtude da qual os resíduos do nosso antigo e exorbitante poder privado têm conseguido coexistir com um regime político de extensa base representativa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor situa as bases do fenômeno na estrutura agrária brasileira, que sustentam as “manifestações de poder privado ainda tão visíveis [1949] no interior do Brasil” (LEAL, 1997, p. 40). Privatismo alimentado pelo poder público, destaca o autor, sob um “regime representativo, com sufrágio amplo, pois o governo não pode prescindir do eleitorado rural, cuja situação de dependência ainda é incontestável” (LEAL, 1997, p. 41). A principal crítica a esse modelo, feita por autores como José Ibarê Dantas, entre outros, e adotada por Machado (2004, p. 90-104), está na pouca importância que o processo eleitoral teria para o coronelismo. Ou seja, mais do que investir em eleições em que poucos votavam, e cujos resultados podiam ser alterados, os coronéis preferiam investir em milícia armada, na capacidade de mobilizar homens em armas em curto espaço de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de José Fabrício das Neves, observamos que ele se aproxima do processo eleitoral através de assessores (expressão de Antônio Martins Fabrício das Neves em suas entrevistas). Sabemos que ele acompanha a movimentação eleitoral, mas não aparece como candidato ou dirigente partidário, o que ainda pode ou não ser confirmado com novas pesquisas. Como veremos, seu poder estava realmente em mobilizar tropas armadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica do coronel é a liderança, segundo Leal (1997, p. 41) aspecto que “salta aos olhos”. Segundo o autor, “dentro da esfera própria de influência, o ‘coronel’ como que resume em sua pessoa, sem substituí-las, importantes instituições sociais”, e cujos detalhes empíricos específicos do estudo relacionamos anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, o coronel, também exerce ampla “jurisdição sobre seus dependentes, compondo rixas e desavenças e proferindo, às vezes, verdadeiros arbitramentos que os interessados respeitam”. Além disso, controlam “com ou sem caráter oficial, extensas funções policiais, de que freqüentemente se desincumbe com a sua pura ascendência social”, e que “eventualmente pode tornar efetivas com o auxílio de empregados, agregados ou capangas” (LEAL, 1997, p. 42). Também nesse caso, as evidências factuais foram relatadas nos capítulos precedentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupado com a proliferação do uso do conceito desenvolvido por Leal, José Murilo de Carvalho discute a “imprecisão e inconsistência” com que é referido, muitas vezes confundido com mandonismo e clientelismo, que são característicos do coronelismo. “O coronelismo é um sistema político, uma complexa rede de relações que vai desde o coronel até o presidente da República, envolvendo compromissos recíprocos”, sendo um fenômeno datado. Surge na “confluência de um fato político” (o federalismo implantado pela República no lugar do centralismo do Império) numa “conjuntura econômica” específica, se extinguindo na década de 1930. Com a República, continua o autor, surge a figura do governador, “novo ator político”, eleito “pelas máquinas dos partidos únicos estaduais”, arregimentando as “oligarquias locais, das quais os coronéis  eram os principais representantes” (CARVALHO, 1997, p. 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conjuntura econômica a que se refere Carvalho, discutida inicialmente por Leal, era a de decadência dos grandes fazendeiros e o conseqüente enfraquecimento do poder político dos coronéis. Para manter esse poder, exigem a presença do Estado, que amplia a influência “na proporção em que diminuía a dos donos de terras”. Desse modo, o coronelismo surgiu da “alteração na relação entre os proprietários rurais e o governo e significava o fortalecimento do poder do Estado antes que o predomínio do coronel” (CARVALHO, 1997, p. 1-2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monteiro (1972, p. 10), observa que o poder dos chefes locais ou coronéis, “começa a ser crescentemente utilizado como instrumento do poder público encarnado pelas oligarquias estaduais”, e indiretamente de empresas “nacionais e estrangeiras envolvidas na implantação de projetos econômicos”. De acordo com Leal (1997, p. 64), o coronel usa o prestígio próprio, acrescido do que lhe é emprestado pelo poder público. “Sem a liderança do coronel – firmada na estrutura agrária do país –, o governo não se sentiria obrigado a um tratamento de reciprocidade, e sem essa reciprocidade a liderança do coronel ficaria sensivelmente diminuída”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso esclarece que existiram dezenas, talvez centenas de coronéis Fabrícios em todo o país, e que José Fabrício das Neves não foi um fenômeno isolado, nem alguém que inventou de mandar. Entretanto, devemos observar que o personagem surge em condições peculiares, através de um processo conturbado, sempre movido por um “ideal”, como analisado anteriormente. Por esse motivo, não analisamos até agora as relações entre quem manda e aquele que obedece. “É difícil caracterizar a relação de subordinação entre pecuaristas e seus peões e agregados”, constata Machado (2004, p. 95), questionando o uso generalizado do conceito de “relação patriarcal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No planalto catarinense, em especial no caso de José Fabrício, o “costume tradicional” era “balizado religiosamente pelos ensinamentos do monge João Maria como se fossem mandamentos para uma boa vida no sertão”, tendo por base “valores como o respeito, a defesa da vida e da honra, a lealdade, a sinceridade e o equilíbrio”. Ele nunca abandonou por completo os ideais de antigo maragato de luta pela “liberdade”, e continuou adepto da religiosidade cabocla dominante na região. Encarnou o papel de caudilho e coronel por ser a opção mais prática, talvez a única, no tempo e no espaço em que viveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaaoEnCCzoI/AAAAAAAAGqc/WSd2oGanQj4/s1600-h/DESENHO+CL%C3%93VIS+MORTE+JFN.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaaoEnCCzoI/AAAAAAAAGqc/WSd2oGanQj4/s400/DESENHO+CL%C3%93VIS+MORTE+JFN.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307114008053206658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilustração de Clóvis Medeiros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estado&lt;/span&gt; (Florianópolis-SC), 24.7.1983.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;CARVALHO, José Murilo de. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mandonismo, coronelismo, clientelismo: uma discussão conceitual&lt;/span&gt;. Dados. Rio de Janeiro, v. 40, n. 2, p. 229-50, 1997. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0011-52581997000200003&amp;amp;script=sci_arttext. Acesso em: 12 abr. 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEAL, Victor Nunes. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil&lt;/span&gt;. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MONTEIRO, Duglas Teixeira. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os errantes do novo século: um estudo sobre o surto milenarista do Contestado&lt;/span&gt;. 1972. 283p. Tese (Doutorado em História). Universidade de São Paulo, São Paulo, 1972.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/Saan6oGBmjI/AAAAAAAAGqU/a7swC4YplVs/s1600-h/DSC_2482.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/Saan6oGBmjI/AAAAAAAAGqU/a7swC4YplVs/s400/DSC_2482.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307113836539648562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Um caso ilustrativo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Cecília Boroski (Borowski) Talim, filha de José Fabrício e residente em Concórdia-SC, ouviu repetidas vezes de sua mãe, Josefa, alguns momentos do início da colonização de Itá. O atual município, cuja antiga sede está sob o lago da hidroelétrica, ganhou inicialmente um salão para a realização de missas, com a ajuda do caudilho, que abriu o primeiro armazém. Também construiu uma residência, pois “quando precisava ficar lá, ele ia pra outro lugar lá ele tinha outra, ficava lá, ele sempre teve casa... Não precisava ficar na casa dos outros”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse tempo, a filha de um dos colonos pioneiros, de origem italiana, engravidou. “Éra uma coisa muito feia uma moça se perder antes de casar, assim os véio contavo”, explica dona Cecília. “Ele diz que ele se perdeu, botaro fora uma moça lá, não sei o que foi, mas foi a primeira vez que foi um escrivão no Ita”, acrescenta. “O meu falecido pai foi buscar e levaram lá, mas só os véio Fabrício que sabia”, e família da moça, “porque que haviam levado esse escrivão lá”. Segundo ela, “ninguém sabia que a moça tava desse jeito e aí ficava tudo escondido. Isso a mãe que cansou de contar, mas depois que eu era casada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo era realizar o casamento, mas faltava o padre. “A mãe conta que foram buscar”, e “aí fizeram uma festa grande lá, que deu três dias de festa. A noiva foi mantida em casa, sob o argumento que estava de dieta, enquanto a irmã do noivo, com o rosto coberto pelo véu, compareceu para a cerimônia. Terminada a encenação, o casal arrumou as roupas e uma tropa, seguindo para a cidade de Aratiba-RS. “Vê como é que o véio Fabrício aprontava as coisa... ele é que dava essas aula!”, comenta dona Cecília. O sobrenome da família, citado na entrevista, é omitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ESPECIAL&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/Saan0wOxdxI/AAAAAAAAGqM/xkAoXLnn3Eg/s1600-h/img090.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 279px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/Saan0wOxdxI/AAAAAAAAGqM/xkAoXLnn3Eg/s400/img090.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307113735644608274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trabalho produzido por Guilhermina Telles,&lt;br /&gt;residente no Rio de Janeiro, encaminhado&lt;br /&gt;para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fragmentos do tempo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;(Clic na imagem para ampliar e se quiser imprima) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-352208279803413333?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/352208279803413333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/violencia-coronelismo-e-cotidiano-nos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/352208279803413333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/352208279803413333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/violencia-coronelismo-e-cotidiano-nos.html' title=''/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaaoQHHn0fI/AAAAAAAAGqs/iYCmpe0LNRE/s72-c/Z%C3%89_FABR%C3%8DCIO_II_DSC_3504.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-1151505162149156687</id><published>2009-02-25T08:04:00.006-03:00</published><updated>2009-02-25T08:29:04.851-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Genealogia (parcial) dos Fabrício das Neves&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaUofa4RLnI/AAAAAAAAGnU/6enLwfPXVQ0/s1600-h/DSC_0734.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaUofa4RLnI/AAAAAAAAGnU/6enLwfPXVQ0/s400/DSC_0734.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306692256182382194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A caminho de Pinhão-PR em busca&lt;br /&gt;dos parentes  de José Fabrício das Neves.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro um alerta: vamos voltar a falar do velho José Fabrício das Neves, não do José Fabrício das Neves nosso personagem. O primeiro pode ter sido padrinho e tio do segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a informação: esse velho José Fabrício era casado com Francisca Soares de Miranda (filha de Floriano João Soares), falecida em 8 de novembro de 1925. No Processo do Irani ela é citada como viúva (1912) com 61 anos de idade. Tivemos a oportunidade de apresentar aqui o seu depoimento no Processo do Irani (Palmas-PR, 1912).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conseguimos até agora outras informações a respeito desse velho José Fabrício. Ele e dona Francisca Soares de Miranda tiveram os seguintes filhos, pelo que conseguimos apurar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* João Damas Fabrício das Neves (pai do citado Antônio Martins Fabrício das Neves, aqui citado freqüência). Nasceu em 31 de maio de 1887 no Rio Grande do Sul. Casado com Gertrudes Martins de Lima (filha de Salvador Inácio Cardoso e Emília Martins de Lima). Tiveram ao todo 11 filhos, entre eles o citado Antônio (nascido em 5 de junho de 1922), Sebastião (Bastião, nascido em 1924, afilhado do “nosso” José Fabrício das Neves), Francisca Martins Fabrício, casada com Vicente Lemos das Neves (pais de Elvira Dalla Costa, residente em Palmas), Cezário (tinha 13 anos em 1920), Leopoldino (tinha 11 anos em 1920), José (7 anos em 1920), Pureza (cinco anos em 1920), Emília (três anos em 1920), Gabriel (três meses em 1920).&lt;br /&gt;Informações do Livro 2, Casamentos, Cartório do Irani e entrevistas de Elvira e Antônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Leopoldino Fabrício das Neves, casado com Conceição Lemos da Silva. Filhos: Vicente Lemos das Neves, casada com a prima-irmã Francisca Martins Fabrício (filha de João Damas). Informação de Elvira Dalla Costa (Palmas-PR) que precisa ser confirmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Maria Fabrícia da Neves, casada com Miguel Soares do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Gabriel Fabrício das Neves, natural do Rio Grande do Sul. Era Inspetor de Quarteirão na época do combate do Irani e providenciou o enterro do monge José Maria e de outros combatentes (caboclos e militares). Tinha 47 anos em 1925. Casado com Lúcia Maria Antunes (filha de Francisco José Antunes e Maria Antunes França). Filhos: Maria (nascida em 12 de dezembro de 1923), Antônio Antunes Fabrício (nascido em 6 de janeiro), Emílio Antunes Fabrício (pai de Agenor Antunes Fabrício, aqui entrevistado) e Orestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaUpGyujUbI/AAAAAAAAGnc/ts6KUPnthZM/s1600-h/DSC_3025.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 304px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaUpGyujUbI/AAAAAAAAGnc/ts6KUPnthZM/s400/DSC_3025.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306692932598976946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Thomaz e dona Elíbia  (Irani-SC, meados da década de 1920).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;* Elíbia Fabrício das Neves. Nascida em 30 de dezembro de 1882, no Rio Grande do Sul, tendo falecido em 23 de setembro de 1966. Casada com Thomaz Fabrício das Neves. Tiveram os seguintes filhos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maria Fabrício&lt;/span&gt; (Nica, nascida em 5 de janeiro de 1900, falecida em 16 de março de 1967 na localidade de Passo Fundo, em Coronel Domingos Soares-PR, casada com o primo João Perão/Perón e não tiveram filhos); &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dinarte&lt;/span&gt; (mais velho, casado com Doralina, espécie de contador dos negócios da família, falecido no interior de Coronel Domingos Soares-PR); &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tervina &lt;/span&gt;(nascida em 13 de dezembro de 1911, casada com Sebastião Pelentier, casal sem filhos que adotou a sobrinha Elíbia); &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cespina&lt;/span&gt; (nascida em 4 de março de 1914); &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lauro&lt;/span&gt; (nascido em 6 de fevereiro de 1916); &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Domingos&lt;/span&gt; (nascido em 6 de dezembro de 1918, pai de Thomaz de Oliveira Neves, motorista de táxi em Palmas-PR, de José Valdomiro de Oliveira Neves, cabeleireiro em Coronel Domingos Soares, Elíbia, Gabriel e outros); &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saturnino&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adolpho&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ardino&lt;/span&gt; (nascido em 27 de dezembro de 1920); &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antoninho&lt;/span&gt; (pai de Amélia); &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isaltino&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Osório&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Álvaro&lt;/span&gt; (Nenga, nascido no dia 9 de janeiro de 1926). Thomaz e dona Elíbia ainda criaram Saturnino Soares de Oliveira, casado com Maria Pelentier, irmã de Sebastão (casado com Nica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Família de José Fabrício das Neves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Fabrício (nascido em Soledade-RS) era casado Maria Crispina Antunes (também grafada Maria Crespina ou Cespina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Afonso&lt;/span&gt;. Nascido por volta de 1908. Os detalhes do destino de Afonso e seus descendentes serão tratados adiante.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elíbia&lt;/span&gt;. Nascida (nascida c. 1910). Casada com Natálio Néri, com grande número de filhos. Morou na Argentina, onde deixou descendência com o sobrenome Oliveira.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hortência&lt;/span&gt;. (c. 1911). Teve três filhos: Geraldo, Agnaldo e Jurema.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Domingos&lt;/span&gt;. (c. 1912). Caçula da família. Teve 18 filhos e muitos moram na região de Joinville e Jaraguá do Sul (SC) e nos municípios de Ibema e Guaraniaçu (PR).&lt;br /&gt;(Fontes: Registro de óbito de José Fabrício das Neves, em 29 de janeiro de 1925. Cartório do Irani.&lt;br /&gt;Fonte: Registro de Óbito de José Fabrício, Livro nº 1 (Cartório de Irani-SC), e Jurema Fabrício das Neves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaUpOmTADVI/AAAAAAAAGnk/BWep9Qhu65Q/s1600-h/jo%C3%A3o_perone_Untitled.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 222px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaUpOmTADVI/AAAAAAAAGnk/BWep9Qhu65Q/s320/jo%C3%A3o_perone_Untitled.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306693066701147474" border="0" /&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="" style="display: block;" id="formatbar_JustifyCenter" title="Alinhar ao centro" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 11);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Perone (Perão). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Perão (Perón)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Joana Perão (Perón, sobrenome de procedência argentina, abrasileirado no Cartório do Irani).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;José Alves Perão (José Felisberto), Dezidério Alves Perão, Elizeu Perão, Antônio Alves Perão, João Alves Perão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* José Alves Perão, casado com Júlia Olímpia da Silva, pais de Isabel Olímpia da Silva, casada com Heleodoro Telles em 19 de agosto de 1909 (pais de Vicente Telles). Heleodoro era filho de Alexandre Telles da Rocha e Arminda Fabrício das Neves, pais também de Antônia Maria da Rocha (Quena), casada com Francisco Soares Fragoso (filho de Miguel Soares Fragoso e Maria Vieira Machado), pais de um filho também chamado Miguel, nascido em 1926.&lt;br /&gt;Além de Isabel, José Felisberto e Júlia Olímpia da Silva, são pais de José da Silva Perão (Juca, residente em Coronel Vivida-PR)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Elizeu Perão foi casado com Amélia Fabrício das Neves (Ninha) e morava no Rio do Mato (região da atual Celulose Irani). É possível que Amélia seja irmã de nosso personagem José Fabrício da Neves.  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filhos: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;João Perão&lt;/span&gt;, casado com Maria Fabrícia  (Nica, filha de Thomaz Fabrício das Neves, já citada); &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jerônimo&lt;/span&gt; (padrinho de Vicente Telles) e&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Artidor Alves Perão&lt;/span&gt; (Doca, residente em Salto Veloso-SC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crédito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O esforço de reconstituição da árvore genealógica dos Fabrício das Neves e dos Perão contou com a participação decisiva de Margaret Grande. Tendo acompanhado boa parte das viagens, ela se encarregou das pesquisas em cartórios (sobretudo o de Irani-SC) e das indagações sobre parentescos com os entrevistados. A pesquisa prossegue. Quem puder ajudar nessa reconstituição, favor entrar em contato pelo e-mail &lt;span style="font-style: italic;"&gt;celsodasilveira@gmail.com&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-1151505162149156687?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/1151505162149156687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/genealogia-parcial-dos-fabricio-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/1151505162149156687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/1151505162149156687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/genealogia-parcial-dos-fabricio-das.html' title=''/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SaUofa4RLnI/AAAAAAAAGnU/6enLwfPXVQ0/s72-c/DSC_0734.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-9063057679900301878</id><published>2009-02-17T06:58:00.000-03:00</published><updated>2009-02-17T07:01:40.653-03:00</updated><title type='text'>Suspensão temporária das postagens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;AVISO aos que acompanham o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Fragmentos do tempo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;: as postagens  voltam a ser feitas somente na quarta-feira de Cinzas, dia 25.2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-9063057679900301878?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/9063057679900301878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/suspensao-temporaria-das-postagens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/9063057679900301878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/9063057679900301878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/suspensao-temporaria-das-postagens.html' title='Suspensão temporária das postagens'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-3251518912979044352</id><published>2009-02-13T08:02:00.016-02:00</published><updated>2009-02-26T13:14:23.744-03:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (48)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-RAOrqpI/AAAAAAAAGNY/54dHIXqmsu0/s1600-h/bx_AFONSO_C_FAM%C3%8DLIA_I_DSC_3521.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 252px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-RAOrqpI/AAAAAAAAGNY/54dHIXqmsu0/s400/bx_AFONSO_C_FAM%C3%8DLIA_I_DSC_3521.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302282966883084946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Familiares de Afonso Antunes das Neves (segundo a partir da  direita),&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;filho de José Fabrício. Acervo: Assis Antunes das Neves (Pinhão-PR). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:180%;" &gt;A diáspora dos Fabrícios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ao ser confirmada a morte de José Fabrício, teve início a expulsão dos caboclos da região do atual município de Concórdia. “Desprotegidos”, assinala Ferreira (1992, p. 79), os antigos moradores “ficaram sujeitos aos novos métodos adotados, restando duas opções: deixar suas posses ou tornarem-se empregados dos imigrantes que começavam a chegar”. Eram “a cobiça e a espoliação que vinham junto com o progresso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa colonizadora Mosele, através de “seus encarregados pela segurança”, assegurou os despejos com métodos “geralmente violentos”. Assim, “a ferro e fogo, o Alto Uruguai Catarinense ficou ‘limpo’ para os imigrantes”. Por volta de 1925, segundo a mesma fonte, existiam entre dois e três mil caboclos, “alguns armados, não aceitando a demarcação dos lotes”, e outros “protegidos pelo acordo de Fabrício, conquistando legalmente suas terras junto a Brazil Development and Colonization Company”. Os “mais valentes dentre os caboclos”, como Fernando Osório Marques da Silveira, Brasil Bueno e Joaquim Barroso, “passaram a exercer o papel de capangas da Companhia”. Segundo Kurudz, os caboclos que até antes da morte de Fabrício se mostravam “humanitários e até mesmo infantis”, depois disso mudaram de postura. “Se tornara mais complicado após a morte de Fabrício [a relação com os caboclos], mesmo com a oferta de preços especiais, requerendo, sendo o entendimento da Companhia, medidas drasticamente mais fortes”, ou seja, a expulsão (FERREIRA, 1992, p. 80).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo desses caboclos, liderado por Teodoro Tristão, José Paulino e Vergílio Castilho, resolveu se deslocar para as regiões de Irani-SC e Pato Branco-PR. “Era impossível resistir. O sofrimento e as mortes do Contestado ainda estavam presentes em suas memórias”, enfatiza Ferreira (1992, p. 82).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV7J205UmI/AAAAAAAAGM4/3JIITXu_QJg/s1600-h/Imagem1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 283px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV7J205UmI/AAAAAAAAGM4/3JIITXu_QJg/s400/Imagem1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302279545565041250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tropa formada por militares, capangas da Companhia Mosele e cidadãos para ‘caçar’ jagunços, antigos combatentes do Contestado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1- Na porta da janela está Dogello Goss, Almerinda Goss, Jairo Goss e Djalma Goss.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2- Na janela levantando a cortina deve ser a empregada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3- Sentado na escada, com o chapéu na cabeça é o João Estivalet Pires, então professor, depois secretário da prefeitura (gestão Dogello Goss), depois deputado estadual, presidente da Assembléia e conselheiro do Tribunal de Contas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4- Abaixo do Pires, com a capa redonda está o Domingos Machado de Lima. (ex-prefeito de Concórdia).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;5- Em pé no meio, parece que é o velho Crippa;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;6- Na escada com o chapéu na mão está o Dr. Arno Heschel, juiz de direito, futuro desembargador e nome de rua em Florianópolis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As informações encontram-se no verso da fotografia. Dogello Goss foi prefeito nomeado do município de Concórdia, para o período entre 30 de março de 1937 até 12 de dezembro de 1945. Domingos Machado de Lima foi vereador em Concórdia, pelo Partido Social Democrático - PSD entre 1951 e 1955, posteriormente, foi eleito vice-prefeito de Concórdia para o período entre 31 de janeiro 1951 até 31 de janeiro de 1956. Domingos Machado de Lima assumiu como prefeito eleito para o período de 31 de janeiro de 1961 até 31 de janeiro de 1966.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A foto e a legenda são cortesias de Carlos Comassetto para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fragmentos do Tempo&lt;/span&gt;. Foto do arquivo particular Gil Goss (Concórdia S.C).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rumo ao Paraná&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, cerca de 30 famílias mais ligadas a José Fabrício, se juntaram à família do falecido em busca do exílio, formando a caravana da diáspora com muitos carroções abarrotados de pertences, homens montados ou a pé, todos no rumo da localidade de Patcho Velho, no atual município de Porto União-SC, na divisa com o Paraná, segundo relato de um neto de José Fabrício, Assis Antunes das Neves (filhos de Afonso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comitiva era liderada por Afonso Antunes das Neves, então com 17 a 18 anos de idade, mas homem formado, experimentado na companhia do pai desde cedo, quando ainda tinha por volta de 11 a 12 anos. Segundo relatos dos familiares, ele não gostava do que via e ouvia nas andanças com o pai, e por isso não guardou boas lembranças daquele tempo. Passou o resto de sua vida ocupado em cuidar da família, fazendo um esforço para esquecer o passado. “Meu pai era muito resguardado”, lembra Assis. Sua esposa, Marli Terezinha Antunes, 62 anos, filha do imigrante de origem ucraniana João Lichevicz, lembra que “ainda menino [Afonso] seguia o pai, via o pai correr risco de vida”. Talvez por isso continuasse o resto da vida “quieto, não era um homem alegre, bem sério”, diz dona Marli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso pode ter ficado um pouco desnorteado com a morte do pai, principalmente da forma como ela se deu. E por algum motivo, demorou para contar à mãe, Crespina Maria, o que havia ocorrido com Fabrício. “Foi o Thomaz que insistiu para que ele contasse”, destaca Assis. Não existem informações mais precisas sobre o tempo de permanência da família na região após a morte do caudilho, apenas que “o Marcelino Ruas mandou que meu pai sumisse e levasse a família junto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de partir, Afonso e dona Crespina Maria reuniram cerca de 30 famílias de caboclos ameaçadas ou já expulsas de suas terras, aqueles que “ficaram sem o Fabrício”, observa Assis. Numa das carroças, Afonso empilhou diversas caixas de rifles e munição que pertenciam a José Fabrício. Elas poderiam ser úteis caso precisassem se defender, o que não foi necessário. Anos mais tarde, foram descartadas no rio da Barra, no município de Marquinho-PR. Afonso levou ainda um revólver que jamais usaria, mesmo no tempo em que todos andavam armados. “Deixaram o Irani sem nada. E eram gente muito rica. Vieram pobres”, acrescenta dona Marli, que conviveu e conversou muito com Afonso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Crespina, que se manteve todo o tempo ao lado do filho e demais parentes e não voltou a se casar, “via o sofrimento dele” desde os tempos em que acompanhava o pai. “Naquela época estava sempre de prontidão para sair ou se esconder”, segundo dona Marli. “Tinha muito medo”, diz, de origem incerta. E “respeitava bastante a Crespina”. Era comum que permanecesse “horas e horas olhando as coisas, sem falar nada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Assis, a jornada de seu pai e sua avó terminou na localidade de Patcho Velho, em Porto União-SC, onde Afonso se casou com Angelina Vera, com quem teve seis filhos: Antônio, Geraldo, Emílio, Assis, Hortência e Sebastião – os três últimos nascidos no município de Marquinho-PR. Depois que Angelina faleceu, na década de 1940, Afonso se casou com Jorgina Camargo (filha do tropeiro de José Fabrício, Ozires Marques), tendo dois filhos, Paulo Camargo Antunes das Neves, 60 anos, e Daniel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Marquinho-PR, Afonso se dedicou à lavoura, plantando milho e feijão e criando porcos, informa seu filho Paulo. Gostava muito de churrasco, sobretudo de costela gorda, tomava chimarrão com freqüência, mas não usava a indumentária gaúcha. Devoto de São Jorge e extremamente religioso, batizou todos os filhos e respeitava a Quaresma, época em que não se ouvia música, e “quem tinha instrumento em casa, guardava”, assinala Assis. O jejum nessa época era sagrado. Lia sempre a Bíblia, mas só ia à missa uma vez por mês, pois a capela da região era distante. Ouvia a rádio Gaúcha quase todos os dias e não perdia o programa “Farroupilha”, tendo sido fã de Teixeirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de estar sempre amuado, triste, Afonso era “caprichoso”, segundo o filho Assis. Ou seja, “depois que a minha mãe morreu, ele não deixou os filhos se espalharem. Ficaram todos trabalhando na roça, derrubando a mata com machado”, assinala. As irmãs e o irmão de Afonso que vieram da região de Irani após a morte de José Fabrício, também se instalaram pela região. Hortência se casou com Rogério Vera, irmão de Angelina, primeira esposa de Afonso, tendo morado muitos anos no município de Cruz Machado-PR. Elíbia foi morar em Guarani-Açu depois de se casar. Domingos, que teve 18 filhos de seu casamento com Mantina Camargo, do grupo que veio de Irani, morreu no início da década de 1990. “Era  animado, contador de casos, tocador de gaita”, lembra Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época em que Afonso apresentou um ferimento na perna e precisou de tratamento, o filho Assis já estava morando em Pinhão, casado com Marli desde o início da década de 1960. Ele foi levado para lá. Mais tarde chegou dona Crespina, voltando para o lado do filho e assim permanecendo até perder a visão, quando retornou para a casa de Hortência, em Cruz Machado. Ali permaneceu até morrer por volta de 1961, tendo sido enterrada no cemitério da localidade de Palmeirinha-PR. Ela também não gostava de “comentar o passado, era quieta, pelo sofrimento que passou. Ela e o Afonso tinham muito medo. Havia alguma coisa que se viesse a público, relacionada com a vida que José Fabrício tinha levado... do que aconteceu com ele”, observa dona Marli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso continuou em Pinhão, morando na localidade de Faxinal dos Ribeiros, cuja casa ainda está de pé, ocupada por seu filho Daniel. Segundo relato de Assis, “a morte do meu pai foi a coisa mais linda”. Ele jantou, sentou para escutar a rádio Gaúcha como sempre fazia e foi se deitar. Já estava dormindo quando o filho Daniel ouviu um gemido vindo do quarto, se levantou para ver o que estava acontecendo e encontrou o pai morto. Afonso está sepultado no cemitério de Faxinal dos Ribeiros, no meio de pinheiros e campos de lavoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Antenor Geraldo Zanetti. Concórdia: o rastro de sua história. Concórdia: Fundação Municipal de Cultura, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV9suRR-aI/AAAAAAAAGNI/MOX6x2u8Xok/s1600-h/Ervateira_Assis_2_DSC_3544.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 304px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV9suRR-aI/AAAAAAAAGNI/MOX6x2u8Xok/s400/Ervateira_Assis_2_DSC_3544.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302282343586855330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assis e dona Marli no interior da fábrica de erva-mate (Pinhão-PR).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-fpA9yQI/AAAAAAAAGNg/ASHXda2M1MM/s1600-h/Toda_a_fam%C3%ADlia_de_Assis_DSC_3525.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 315px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-fpA9yQI/AAAAAAAAGNg/ASHXda2M1MM/s400/Toda_a_fam%C3%ADlia_de_Assis_DSC_3525.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302283218349574402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Familiares de Assis Antunes das Neves em dia de casamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-6I33UkI/AAAAAAAAGOA/p0wigW3tE4U/s1600-h/Reinaldo_e_Jurema_DSC_0712.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-6I33UkI/AAAAAAAAGOA/p0wigW3tE4U/s400/Reinaldo_e_Jurema_DSC_0712.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302283673577935426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jurema F. das N. Zunker, neta de José Fabrício, filha de&lt;br /&gt;Hortência, e Reinaldo Antunes (bisneto), em Pinhão-PR.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-y84QWoI/AAAAAAAAGN4/NbN8NRClLKY/s1600-h/Familia_Z%C3%A9Fabr_ACERVO_JUREMA_ZUNKER+DSC_3553.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 277px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-y84QWoI/AAAAAAAAGN4/NbN8NRClLKY/s400/Familia_Z%C3%A9Fabr_ACERVO_JUREMA_ZUNKER+DSC_3553.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302283550099266178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hortência Antunes das Neves, filha de José Fabrício, entre as&lt;br /&gt;noras Larissa e Irene. Cruz Machado-PR, 1977.&lt;br /&gt;Acervo: Jurema Fabrício das Neves Zunker (Guarapuava-PR).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-oW3DwsI/AAAAAAAAGNo/RxLUibk-e9c/s1600-h/ACERVO_JUREMA_ZUNKER_DSC_3550.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 393px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-oW3DwsI/AAAAAAAAGNo/RxLUibk-e9c/s400/ACERVO_JUREMA_ZUNKER_DSC_3550.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302283368095007426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hortência Antunes das Neves com familiares.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acervo: Jurema Fabrício das Neves Zunker (Guarapuava-PR).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZWAHM-arYI/AAAAAAAAGOQ/ZV6y5d01st4/s1600-h/Paulo_chaleira_de_Z%C3%A9Fabr_DSC_3419.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZWAHM-arYI/AAAAAAAAGOQ/ZV6y5d01st4/s400/Paulo_chaleira_de_Z%C3%A9Fabr_DSC_3419.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302284997529087362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paulo Antunes das Neves, neto de José Fabrício e residente em&lt;br /&gt;Pinhão-PR, mostra a chaleira usada pelo avô para tomar chimarrão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-3251518912979044352?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/3251518912979044352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/jose-fabricio-das-neves-48.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3251518912979044352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3251518912979044352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/jose-fabricio-das-neves-48.html' title='José Fabrício das Neves (48)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZV-RAOrqpI/AAAAAAAAGNY/54dHIXqmsu0/s72-c/bx_AFONSO_C_FAM%C3%8DLIA_I_DSC_3521.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-3231026186563861397</id><published>2009-02-10T11:03:00.005-02:00</published><updated>2009-02-10T11:16:26.097-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;O caudilho do Contestado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A reconstituição de um assassinato&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;(*)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Por Dante Martorano&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZF8KDA_59I/AAAAAAAAGIo/Z2zJoHhOqg0/s1600-h/DESENHO+CL%C3%93VIS+MORTE+JFN.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 267px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZF8KDA_59I/AAAAAAAAGIo/Z2zJoHhOqg0/s400/DESENHO+CL%C3%93VIS+MORTE+JFN.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301154748441814994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilustração: Clóvis Medeiros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como anda a pesquisa histórica em Santa Catarina? Como contar a violência dos primeiros tempos do Contestado? A narração de hoje, sóbria e verdadeira se assenta no testemunho oral de muitos que contemplaram as feições ou ouviram de seus pais o másculo e amedrontador retrato do caudilho José Fabrício das Neves, com torpeza assassinado à custa de um ardil traiçoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apeie-se Fabrício...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comandante Marcelino, com honra aqui estão os seus convidados. Início do quase discurso do caudilho. Ereto na postura de destemor, à altura dum acampamento de beligerantes, José Fabrício nos músculos ostentava o vigor do corpo, nos traços de leveza, no rosto existia coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dava-se assim, àquela manhã de 31 de março de 1925, o encontro de dois companheiros de armas. Marcelino Ruas e José Fabrício das Neves. Cada um comandante de seu próprio corpo de combatentes, que de volta, a cavalo, retornam de São Paulo. Não viajaram com o Batalhão Bormann, formando pelo Coronel Passos Maia, que embarcara no Erval. Todos, entretanto, haviam marchado contra a insurreição de 1924. Apoio catarinense a Bernardes. Mas logo derrotados os revoltosos, não foi dado vez aos nossos três contingentes de combater os paulistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda manhã a de 31 de março de 1925. A pouca distância do Banhado Grande, fileiras de barracas armadas pelos homens de Ruas brilhavam ao sol. Perto dali os jagunços haviam “picado” a facão o cadáver do Coronel João Gualberto e mutilado os corpos dos soldados paranaenses. Perto também da cova rasa em que a fé jagunça depositara na ressurreição do monge José Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Fabrício das Neves e todos os homens de seu estado maior deram cuidado especial na preparação à visita. No caudilhesco cavalheirismo a um convite corresponde o zelo e o esmero na aceitação. Roupas da gala sertaneja. Rusticidade na beleza selvagem dos cavalos fogosos. As melhores armas na cintura. Espadas brilhando na guerreira ostentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se desmoronou toda esta sobranceria minutos após a chegada. A um gesto de Ruas, dezenas de homens armados caíram sobre os visitantes. Desprevenidos e embasbacados não puderam reagir. Desarmados, presos, amarrados a cordas e num instante amordaçados. Só a convulsão do ódio e da revolta lhes estremecia os corpos no desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida de turbulência, valentia e dominação fora até aquele momento a de Fabrício. A gente esparsa nos campos do Irani impunha a inflexibilidade de comando. Muitos eram seus parentes. Outros prepostos. Todos vassalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as terras cortadas pelo rio Irani o domínio de Fabrício – atingia bravos maragatos ou a seus filhos. Vencidos federalistas do Rio Grande do Sul, no último decênio do século passado [XIX] fugitivos da repressão. Bastou-lhe a travessia do Uruguai para se a acoitar nos ínvios sertões do Contestado. A pregação do monge João Maria fora estímulo para a libertação da miséria, na Terra da Promissão que o místico adivinhara no Irani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, carregando como fera, atarraxado quase no lombo da mula cargueira, José Fabrício das Neves tangido foi para fora do acampamento de Ruas. Imediatamente após serem presos, ele e seus homens foram escoltados por um destacamento cruzando os caminhos da Fazenda do Campo Comprido, de Pelegrino Silvestre. A poucos quilômetros estava o acampamento das forças comandas pelo próprio caudilho prisioneiro. Muita gente que tudo enfrentava! Sem medo de nada e de ninguém. Ávidos da sangria de seus inimigos. Mas o cortejo se desviou na ocultação do humilhado caudilho, como bicho amarrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Fabrício das Neves arrastado em seus próprios caminhos. Mesmo onde força alguma antes ousara enfrentá-lo. Terras agrestes em que tiniu o ferro de sua espada. Ali no verde daqueles campos, do emaranhado dos fachinais, na fertilidade daquele solo, à vista dos vales das grotas dos sertões do Contestado. Pedaço de Brasil onde a lâmina das armas de José Fabrício das Neves atestava o destemor, a violência e arrogância de quem deixa atrás de si e de seus rastros, a legenda da bravura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todas aquelas imensidões eram contestadas, o Paraná não conseguiu dali desalojar os Fabrícios. Nem a troca proposta das terras que eles se apossaram, por outros legalizadas na margem direita do rio do Peixe. Resistiram ao banimento. Daqueles paranaenses acirrados na paixão da luta pelas terras do Contestado, mais tarde fizeram com que nunca mais pudessem os Fabrícios terem o perdão. Era a lembrança de seu apoio ou tolerância ao monge José Maria. O ressentimento contra a gente do Arraial do Irani – pela imprensa de Curitiba dada como formado por ‘invasores catarinenses’. Muitos dos homens do caudilho chegaram a brigar junto com os fanáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabrício teria entendido àquela manhã tudo como vingança? Das famílias dos mortos paranaenses no entrechoque com os jagunços? Porque fora preso? Perguntas sem respostas para ele e não encontradas pela pesquisa. Boatos houveram e ainda persistem. Gente de Palmas teria posto a prêmio as orelhas do caudilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apearam o amordaçado caudilho no lugar denominado Caçadorzinho. A uma légua mais ou menos do acampamento de Marcelino Ruas. Descidos – das mulas e amontoados em seguida todos os presos. Quem de longe ouviu tantos tiros imaginou o festivo fogo de saudação. Mas das carnes de Fabrício e de seus homens que receberam o chumbo, esvaiu-lhes o sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que a ciência deste assassinato não se limitou àqueles sertões do antigo Contestado, Não ficou só materializado nas covas ali mesmo abertas e cobertas com pedras. Andou pelo Brasil inteiro a notícia. À Ilha, ao Palácio do Governo, chegaram telegramas candentes de recriminações e de revolta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até do marechal Rondon, veio via telégrafo, a repulsa à traição e ao assassinato de José Fabrício das Neves. Valente em Armas como o Exército Nacional, na sustentação da legalidade personificada no governo do Presidente da República – Arthur Bernardes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Artigo publicado no jornal O Estado (Florianópolis-SC, 24.7.1983), junto com a ilustração de Clóvis Medeiros. Acervo: Biblioteca Pública de Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-3231026186563861397?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/3231026186563861397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/o-caudilho-do-contestado-reconstituicao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3231026186563861397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3231026186563861397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/o-caudilho-do-contestado-reconstituicao.html' title=''/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SZF8KDA_59I/AAAAAAAAGIo/Z2zJoHhOqg0/s72-c/DESENHO+CL%C3%93VIS+MORTE+JFN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-8847882761058443154</id><published>2009-02-07T14:20:00.001-02:00</published><updated>2009-02-08T09:55:08.456-02:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (47)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Cuidados com um sepultamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzib3U5KdI/AAAAAAAAF6w/MKsIchY1nyM/s1600-h/DSC_9021.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzib3U5KdI/AAAAAAAAF6w/MKsIchY1nyM/s400/DSC_9021.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299859829844158930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lançados num poço ou parte mais profunda do rio Irani, os corpos de José Fabrício das Neves e seus homens só foram retirados e enterrados cerca de seis dias depois da emboscada que resultou em mortes e degolas. O enterro foi providenciado por Thomaz Fabrício das Neves, irmão de José Fabrício por parte de mãe, com a ajuda de João Damas Fabrício das Neves,  conta o filho Antônio Martins Fabrício das Neves, junto com "outros Fabrício".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que Marcelino Ruas e seus homens se retiraram, “foram procurar, acharam ele jogado dentro da água”, junto com os demais, segundo Antônio. Em março de 2007, o túmulo retangular cercado de taipa, com cerca de três por onze metros, estava coberto pela vegetação e por isso de difícil localização. Junto há uma cruz de madeira, muito antiga. “Esse Thomaz Fabrício plantou flores, tem roseiras lá da grossura desse cano, subiu nas árvores, então floresce as árvores em cima”, acrescenta Antônio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzioTZ9XlI/AAAAAAAAF7A/8Rx3SZ_9E9I/s1600-h/20+DSC_1084JOS%C3%89_FABR%C3%8DCIO_DAS_NEVES_REPROD_CM.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 287px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzioTZ9XlI/AAAAAAAAF7A/8Rx3SZ_9E9I/s400/20+DSC_1084JOS%C3%89_FABR%C3%8DCIO_DAS_NEVES_REPROD_CM.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299860043540029010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estado-maior de José Fabrício das Neves em dia de festa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Catanduvas-SC, 1919. Acervo: Cecília Boroski (Concórdia-SC).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As roseiras continuam no local, próximo a ponte da BR-153 sobre o rio Irani, com acesso dificultado devido a extensão de uma cerca de arame farpado até o curso d’água. Ali, José Fabrício das Neves foi colocado numa cova separada. Em outra cova, um pouco maior, seus principais auxiliares. Um deles, Agostinho Ferreira, aparece de terno e gravata em uma foto ao lado de José Fabrício. José Gomes informa que nas ausências do caudilho, ele assumia o comando das atividades. “Era um homem muito bom, deixou lembrança para muita gente”, salienta Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na foto já referida, também de terno e gravata, ao lado de Agostinho, está Cesário de Mattos, um dos “três irmãos Cesário” citados por Antônio das Neves. Eles teriam ficado juntos no túmulo e sobre os quais existem poucas informações, além de que seriam homens de extrema confiança de Fabrício. Outro que foi degolado e enterrado no mesmo túmulo é Teobaldo Madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dentre os mortos”, informa outra fonte, estava Augustinho Frederico Wilke, “que se achava em Fragosos quando da visita do Sr. Victor Rauen a Itá em 1923”. (SILVA, 1987, p. 63) Paulo Antunes das Neves, neto de José Fabrício e filho de Afonso, residente em Pinhão-PR, diz que Wilke era conhecido por “Augustinho Pitoco”, um “segurança” do caudilho, e que teria sido o autor da morte do monge Nemézio, citado anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzkHdVsBaI/AAAAAAAAF7I/e3UUmHOJE8E/s1600-h/DSC_8994.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzkHdVsBaI/AAAAAAAAF7I/e3UUmHOJE8E/s320/DSC_8994.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299861678294042018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No local podem estar sepultadas outras pessoas, mas foram esses os nomes que ficaram na memória oral ou registros escritos. Durante muitos anos o túmulo foi visitado por amigos e familiares. A vegetação era retirada periodicamente e a cruz  de madeira substituída ao envelhecer, entre outros cuidados. Entre os que visitavam o túmulo, estava Vicente Lemos das Neves, casado com Francisca Martins Fabrício, que levava a família ao local pelo menos uma vez por ano, sempre em 20 de março, a data em que, na memória de Elvira Dalla Costa, filha do casal, seu antepassado teria morrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzmQvG6AAI/AAAAAAAAF74/NDdj4Dkxs3Q/s1600-h/DSC_3658.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 257px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzmQvG6AAI/AAAAAAAAF74/NDdj4Dkxs3Q/s400/DSC_3658.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299864036705959938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vicente Lemos das Neves com a esposa Francisca e os filhos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dona Elvira está junto ao pai. Acervo: Vicente Telles (Irani-SC). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nessas ocasiões, levavam muitos biscoitos, doces variados e vidrinhos com água, “porque eles morreram com sede e com fome”, diz dona Elvira. Estendiam uma  “lona ou manta” no chão para que todos pudessem se acomodar e passavam o dia ali rezando. “O pai mandava levar foice para limpar o cemitério”, assinala. Certo dia, uma irmã de Elvira, Terezinha, se engasgou com um pedaço de casca de milho de pipoca e o pai mandou que ela fosse até o túmulo de José Fabrício. “O pai falava que aquelas águas”, armazenadas nos vidrinhos e que ficavam no local, eram “milagrosas, curavam qualquer coisa que se queira curar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzijJeGtfI/AAAAAAAAF64/v7zwwKRWksI/s1600-h/ponte_rio_irani_DSC_9025.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzijJeGtfI/AAAAAAAAF64/v7zwwKRWksI/s400/ponte_rio_irani_DSC_9025.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299859954973718002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cerca impede acesso ao local do túmulo de José Fabrício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Procurando sepulturas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando fomos ao Irani-SC pela primeira vez, em março de 2007, buscando os rastros da participação de José Fabrício das Neves no combate inicial do movimento do Contestado, tinha em mente a localização de seu túmulo. Antônio Martins Fabrício das Neves, numa entrevista ao Museu Histórico de Concórdia (Concórdia-SC), faz diversas referências a esse túmulo, ao pé de roseira que foi plantado no local e sua localização nas margens do rio Irani, próximo a uma ponte.&lt;br /&gt;Depois de conversar com Vicente Telles e almoçar num restaurante junto ao trevo das rodovias BR-282 e BR-153, decidimos eu e Margaret Grando procurar por conta própria o túmulo. Seguimos na direção da ponte sobre o rio Irani pela SC-282, a mesma que liga a Capital do Estado, Florianópolis, ao Extremo-Oeste catarinense, na fronteira com a Argentina. Ao desembarcar do carro e observar o local, notei a falta de alguns elementos descritos pelo sr Antônio. Talvez não fosse alí, pensamos.&lt;br /&gt;Avistamos um grupo de pessoas próximo a um restaurante e nos dirigimos até elas.&lt;br /&gt;- Boa tarde!&lt;br /&gt;- Boa tarde! Podem chegar.&lt;br /&gt;- Tudo bem com o senhor?&lt;br /&gt;- Tudo bem enquanto estivermos apertando as mãos.&lt;br /&gt;Explicamos a ele nosso interesse, a localização do túmulo de José Fabrício das Neves.&lt;br /&gt;- Mas não é nessa ponte...! Fica perto da ponte sobre o rio Irani na BR-153 - a famosa Transbrasiliana.&lt;br /&gt;Ele se dispôs a nos acompanhar até o local. Foi até sua casa, colocou botas e um facão na cintura.&lt;br /&gt;- Vamos lá!&lt;br /&gt;O carro ficou estacionado próximo a ponte, com o pisca-alerta ligado. Tivemos que nos esgueirar por uma cerca de arame-farpado para entrar na área da Celulose Irani e alcançar a margem do rio. Seguimos por dentro da densa mata ciliar.&lt;br /&gt;- Se a gente for por aqui não tem como não achar...&lt;br /&gt;E seguimos. Com o facão ele abria caminho. As árvores encobriam o sol das 15 horas diminuindo &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzkYFCLEGI/AAAAAAAAF7Y/-78JUv__DvI/s1600-h/imedia%C3%A7%C3%B5es_do_t%C3%BAmulo_DSC_4437.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 149px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzkYFCLEGI/AAAAAAAAF7Y/-78JUv__DvI/s200/imedia%C3%A7%C3%B5es_do_t%C3%BAmulo_DSC_4437.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299861963827515490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o calor. Havia uma profusão de flores nativas, orquídeas, bromélias e outras espécies pelo caminho. Cerca de 400 a 500 metros a frente ele ficou em dúvida, olhou para os lados, mas seguiu em frente. Os pássaros trinavam.&lt;br /&gt;- Chegamos!&lt;br /&gt;Foi então que avistamos pela primeira vez um retângulo de taipa escondido entre árvores de médio e grande portes. Uma cruz de madeira esverdeada por musgos assinala o local. Ao lado uma vela apagada. Mais a &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzlDCf5jdI/AAAAAAAAF7g/WIECa0X60bQ/s1600-h/imedia%C3%A7%C3%B5es_do_t%C3%BAmulo_DSC_4431.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 133px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzlDCf5jdI/AAAAAAAAF7g/WIECa0X60bQ/s200/imedia%C3%A7%C3%B5es_do_t%C3%BAmulo_DSC_4431.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299862701881265618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;frente restos de velas derretidas. Sinais de que o túmulo continua sendo visitado. Margaret tratou de medir com passos a área: três por onze metros, aproximadamente.&lt;br /&gt;- Vem muita gente pescar aqui, informa o senhor que nos levou até o local.&lt;br /&gt;De fato, existem lixos em vários pontos e uma área sem vegetação junto ao rio. Também há um pé de louro tombado, escavado em vários pontos para ganhar placas sem nenhuma inscrição.&lt;br /&gt;- Dizem que cada placa é para um morto...&lt;br /&gt;Permanecemos no local por cerca de meia hora, fizemos fotos e fomos embora. Nossa missão por aqueles dias estava cumprida. Não retornamos pela mesma trilha. Cerca de 30 metros adiante há uma estrada paralela ao curso do rio, onde existem três pés de butieiros "indicando" o local do túmulo. E retornamos ao ponto em que havíamos deixado o carro por esse caminho, ladeado pela mata ciliar à direita e uma floresta de pinus à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro texto - Água milagrosa -, integra o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mato do tigre e o campo do gato: José Fabrício das Neves e o Combate do Irani&lt;/span&gt; (Florianópolis: Insular, 2007).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-8847882761058443154?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/8847882761058443154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/jose-fabricio-das-neves-47.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/8847882761058443154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/8847882761058443154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/jose-fabricio-das-neves-47.html' title='José Fabrício das Neves (47)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYzib3U5KdI/AAAAAAAAF6w/MKsIchY1nyM/s72-c/DSC_9021.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-6494262814818732983</id><published>2009-02-06T12:46:00.009-02:00</published><updated>2009-02-06T13:13:08.303-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;FRAIBURGO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxQP5FMQyI/AAAAAAAAF54/8g6hNgOzmlg/s1600-h/DSC_9311.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxQP5FMQyI/AAAAAAAAF54/8g6hNgOzmlg/s400/DSC_9311.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299699095459087138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Área do primeiro reduto de Taquaruçu. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Marco Cezar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Combatentes do Contestado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;recebem homenagem da Câmara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009. A Câmara Municipal de Fraiburgo-SC, realiza sessão solene em homemagem aos combatentes mortos da Guerra do Contestado. A iniciativa inédita acontece na emblemática Taquaruçu, localidade que abrigou o "núcleo duro" da revolta - os portadores da religiosidade de São João Maria, onde residem muitos descendentes dos chamados "jagunços" do Contestado. Participação especial de Vicente Telles, pesquisador, músico e compositor, residente em Irani-SC, que vai realizar uma performance com o tema central da sessão - o massacre de 1913 em Taquaruçú.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Presença em Frei Rogério&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxSpLK-E7I/AAAAAAAAF6g/7wRhkrjRU9E/s1600-h/canh%C3%A3o_museu_jagun%C3%A7o_DSC_6746.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxSpLK-E7I/AAAAAAAAF6g/7wRhkrjRU9E/s320/canh%C3%A3o_museu_jagun%C3%A7o_DSC_6746.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299701728835146674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Canhão do Museu do Jagunço. Foto: Marco Cezar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 8 de fevereiro de 2009, 15 horas. O município de Frei Rogério (antigo Taquaruçu de Cima), realiza a 1ª Festa dos Frutos da Paz, visando "a integração das culturas existentes no município", explica Israel Mello Ferreira, secretario municipal de Administração e Finanças.  "Em virtude da Guerra do Contestado ser uma marca importante na história do município e na vida da população cabocla", explica, o evento vai abrigar uma exposição do acervo do Museu do Jagunço, localizado em Taquaruçu. Também vão ocorrer apresentações de dança com temática do Contestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxRCXZPZbI/AAAAAAAAF6A/4rgWV9S-DBA/s1600-h/vicente_telles_DSC_4161.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxRCXZPZbI/AAAAAAAAF6A/4rgWV9S-DBA/s400/vicente_telles_DSC_4161.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299699962589701554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Músico do Contestado  em sua casa no Irani-SC.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Um perfil de Vicente Telles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"A história ainda respira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;Texto publicado no dia 23.1.2009 no &lt;a href="http://www.adjorisc.com.br/jornais/ojornal/noticias/index.phtml?id_conteudo=175461"&gt;site&lt;/a&gt; de &lt;span&gt;O Jornal&lt;/span&gt; (Concórdia-SC).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A História do Contestado é uma chama viva, que ainda não apagou, apesar de tudo". Assim o historiador Vicente Telles resume o sentimento sobre a situação da área considerada como berço do Contestado em Irani. As obras previstas para formarem o Parque Temático do Contestado estão paradas há pelo menos dois anos. Em 2012 o Combate do Irani completa 100 anos e a intenção do historiador é retomar os eventos cívicos alusivos à guerra e implantar o ensino da história do conflito nas escolas da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telles explica que o projeto do Parque Temático previa inicialmente a construção de nove módulos que retratassem os aspectos históricos da guerra armada entre caboclos e coronéis, ligados ao governo federal, motivada por conflitos sociais e que resultou na morte de seis a nove mil pessoas, principalmente caboclos. Eles habitavam o local e buscavam a garantia das terras, cobiçadas em razão da abundância de recursos, especialmente madeira de araucárias e erva-mate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxSCmVagdI/AAAAAAAAF6Q/60b_T7NX8Z8/s1600-h/paclo_parque_contestado_irani_DSC_8746.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxSCmVagdI/AAAAAAAAF6Q/60b_T7NX8Z8/s400/paclo_parque_contestado_irani_DSC_8746.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299701066111812050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Palco do Parque Temático está abandonado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"O mais difícil foi feito, que é a imaginação, a fórmula, o embasamento histórico e filosófico. Apenas um dos módulos teve início. É uma ilha artificial com anfiteatro e a cobertura é uma coroa que representa a sonhada sociedade utópica e igualitária", comenta o historiador. Ele destaca que a intenção era tornar Irani definitivamente como principal ímã de atração turística da história do Contestado. "Tem havido muita visitação aqui, mas é uma decepção também. Seria um projeto nos moldes de São Miguel das Missões incluindo som, luz e imagem com apresentações uma vez por mês" revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador faz duras críticas ao poder público, que não valoriza a importância cívica e histórica dos conflitos. "Infelizmente nada se fez sobre a temática do Parque e os poderes públicos seriam responsáveis pelo apoio logístico e de material. A cultura não morreu, ela se mantém com a chama acesa, nós recebemos grupos de escolas aqui, mas, infelizmente, estamos marcados pelas deficiências e ausências das soluções que competem ao poder público".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxSUh1lAHI/AAAAAAAAF6Y/-C6JvKfmsYk/s1600-h/cobertura_palco_parque_contestado_DSC_8700.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxSUh1lAHI/AAAAAAAAF6Y/-C6JvKfmsYk/s320/cobertura_palco_parque_contestado_DSC_8700.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299701374142185586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Detalhe do teto do palco: inacabado e deteriorado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vicente Telles adianta que, ainda neste ano, a intenção dele, enquanto entusiasta da cultura relacionada à Guerra do Contestado, é retomar atividades que eram feitas em outras épocas. "A batalha do Irani vai completar 100 anos em 2012 e eu já estou preparando ações ainda neste ano para marcar esta data e retomar a consciência cívica das pessoas. Minha intenção é voltar a realizar os desfiles cívicos que reuniam cerca de 2,5 mil pessoas", revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Telles, apesar da pouca infra-estrutura na área aberta à visitação, que compreende o Museu do Contestado, o cemitério e o monumento, no ano passado cerca de mil pessoas passaram pelos locais que representam a história da guerra. "Vieram, inclusive, pessoas da Argentina. Também esteve por aqui um professor do Canadá, que estuda a vida do Monge José Maria e recebemos muitos pesquisadores que elaboram teses e recorrem a este local para conhecer mais", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador pretende mobilizar a sociedade para retomar as obras de infra-estrutura nos pontos turísticos relativos à guerra. "Nós vamos agora estudar as prioridades dentro dos nove módulos para trabalhar com o que for mais urgente, acredito que seja a sede da recepção que é junto ao cemitério e a conclusão do anfiteatro. O Parque é um meio e não é o fim. O fim é a cultura viva, é a chama acesa e isso não apagou apesar de termos encontrado alguns reveses de algumas pessoas que tentaram transformar a cultura em modo, e estes sucumbiram", declara Telles, emocionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra intenção do historiador é buscar uma parceria com os governos municipais da região ou com o governo estadual para a implantação da disciplina de história do Contestado para as crianças nas escolas. "Nós queremos utilizar os exemplos de bravura dos caboclos para conscientizar o povo de hoje que a única arma que nós dispomos para combater a corrupção é a consciência cívica sobre essa história que está inserida na nossa região", enfatiza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-6494262814818732983?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/6494262814818732983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/fraiburgo-area-do-primeiro-reduto-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/6494262814818732983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/6494262814818732983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/fraiburgo-area-do-primeiro-reduto-de.html' title=''/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYxQP5FMQyI/AAAAAAAAF54/8g6hNgOzmlg/s72-c/DSC_9311.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-5273216692465911901</id><published>2009-02-05T11:53:00.000-02:00</published><updated>2009-02-05T11:53:00.598-02:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (46)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrWsmcIUQI/AAAAAAAAF3I/6BJ6ufjI9gg/s1600-h/Z%C3%89_FABR%C3%8DCIO_DSC_3508.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 297px; height: 375px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrWsmcIUQI/AAAAAAAAF3I/6BJ6ufjI9gg/s400/Z%C3%89_FABR%C3%8DCIO_DSC_3508.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299283973275930882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Detalhe de uma foto de José Fabrício. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acervo: Reinaldo Antunes (Pinhão-PR).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;A “espera” no vassoural&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    As lembranças do que aconteceu depois do retorno de Fabrício e Ruas das lutas em São Paulo e Paraná ainda estão presentes entre os descendentes do caudilho. Afonso, o filho mais velho de José Fabrício, estava com cerca de 16 anos quando o pai foi apanhado numa “espera”, o mesmo que tocaia ou emboscada. “Meu pai contava que pegaram o Fabrício numa emboscada numa ponte, fecharam os dois lados da ponte, como um alçapão”, destaca Assis Antunes das Neves. Fabrício e seus homens foram presos e amarrados e “depois mandaram o meu pai embora e ele já estava longe quando escutou os tiros”, acrescenta o filho de Afonso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel Fabrício das Neves, já referido por sua participação no combate de Irani, emprestou a Marcelino Ruas alguns cavalos para que ele pudesse seguir com seus homens a São Paulo. Sabendo que ele se encontrava de volta, acampado nas imediações do atual trevo das rodovias BR-282 e BR-153, mandou que o filho Emílio acompanhasse o morador Tomás Freitas até o local para reaver a tropa. Agenor, filho de Emílio e neto de Gabriel, conta o que aconteceu. Ao chegar, Emílio e Tomás Freitas também foram detidos e viram José Fabrício e seus homens amarrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No outro dia até o meio dia continuaram amarrados”, lembra Agenor. Seu pai e Freitas continuavam detidos. “E quando foi uma hora um cara pediu para o meu pai que estava com sede e pediu água”, conta. Emílio pediu um copo de água e ouviu como resposta um “não, bandido não toma água”. Passado algum tempo, mandaram que reunisse a tropa de Gabriel e a levasse embora. “E não olhem para trás”, alguém disse. Emílio pediu seu revólver, não deram, mas “ofereceram uma Winchester, meu pai não quis. Era bem novinho, um revólver que o meu avô tinha comprado em Curitiba”. Emílio e Tomás Freitas já haviam se afastado cerca de 100 metros quando “começou o tiroteio”. O primeiro fez menção de voltar, mas o segundo, mais velho, achou melhor ir embora “que matam nós”, destaca Agenor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num artigo publicado no jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estado&lt;/span&gt; (Florianópolis-SC) em 24 de julho de 1983, Dante Martorano constrói uma cena peculiar da morte de José Fabrício, que teria sido “carregado como fera, atarraxado quase no lombo da mula cargueira”, “tangido foi para fora do acampamento de Ruas”. Tão logo fora preso, Fabrício e seus homens seguiram “escoltados por um destacamento cruzando os caminhos da Fazenda do Campo Comprido, de Pelegrino Silvestre”, passando a poucos quilômetros de onde as forças do caudilho (“como bicho amarrado”) estavam acampadas, recém retornadas de São Paulo e Paraná. Era “arrastado por seus próprios caminhos”, observa Martorano, onde “força alguma  antes ousara enfrentá-lo”. Paisagem onde “a lâmina das armas” do caudilho “atestava o destemor, a violência e a arrogância de quem deixa atrás de si e de seus rastros, a legenda da bravura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Waldomiro Silva, já citado por suas informações precisas, informa que no retorno de São Paulo e Paraná, as forças de Marcelino e Fabrício acamparam nos campos de Irani, distantes cerca de seis quilômetros uma da outra. “Constou”, assinala, que Marcelino Ruas “mandou convidar” o caudilho e “seu Estado-Maior para uma visita ao acampamento, o que foi aceito, uma vez que ambos eram amigos e defendiam a mesma causa”. Fabrício e seus “cinco ou seis companheiros” foram presos ao chegar no acampamento e “conduzidos de volta uns seis quilômetros e fuzilados à margem do rio São João, no lugar denominado Caçadorzinho” (SILVA, 1987, p. 62-63).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferreira (1992, p. 63-64) observa que o batalhão de Fabrício estava acampado na Costa do Rio do Mato, “onde atualmente está instalada a Celulose Irani”, e que Marcelino, “argumentando que embora rivais, tornaram-se amigos ao defender a mesma causa”, teria mandado um mensageiro “convidar Fabrício para um churrasco na Fazenda Velha, onde poderiam conversar sobre o resultado da revolução”. Além disso, Ruas “passaria ‘boas novas’ sobre os antigos problemas de Fabrício com o Governo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caudilho não sabia que estava indo em direção a uma emboscada, visando “acabar com os ‘restos de jagunços’, como se referia Ruas a Fabrício e seu grupo”. E ao se dirigir ao local combinado, acompanhado de “seus seguidores, foi cercado pelo grupo de Ruas e assassinado” (FERREIRA, 1992, p. 64). Segundo Agenor Antunes das Neves, alguém no caminho teria avisado que se tratava de uma espera, mas Fabrício não acreditou. “Apearam o amordaçado caudilho no lugar denominado Caçadorzinho, a uma légua mais ou menos do acampamento de Marcelino Ruas”. Retirados das mulas, ele e seus homens foram “amontoados” e “quem de longe ouviu tantos tiros imaginou o festivo fogo de saudações”. Porém, “das carnes de Fabrício e de seus homens que receberam o chumbo, esvaiu-lhes o sangue”, descreve Dante Martorano  artigo citado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos homens de Marcelino era Luiz Adão Jacques. Sua filha, Ana Sílvia Jacques, contou a Antenor Ferreira que cerca de 50 homens aguardaram a chegada de Fabrício, escondidos num “vassoural na beira do caminho”. O caudilho estaria com cerca de 15 homens e foi tomado de surpresa, sem “possibilitar reação”, sendo desarmando. Ruas teria dito que Fabrício “pagaria pelo jaguncismo que praticou na região ao lado de José Maria”. O caudilho afirmou não ter “medo de morrer, que não precisava de cerimônias e que podia atirar”. Um dos homens de Ruas passou o laço de um arreio no pescoço dos homens, “conduzidos às margens do rio Irani, distante mais ou menos 300 metros, onde após libertarem alguns dos acompanhantes de Fabrício, fuzilaram-no no barranco do rio, juntamente com sete companheiros” (FERREIRA, 1992, p. 65).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Tambosi anotou em suas Crônicas da Capela de Engenho Velho que Fabrício estava acompanhado de “seis valentes” quando foi “preso e fuzilado. Diz-se que ao ser baleado deu uma gargalhada, pois queria morrer como valente. E em seguida foi decapitado, não se encontrando mais a cabeça” (TAMBOSI, 1941). José Gomes lembra do aviso dado por Guilherme Rossato para que Fabrício não deixasse “o couro por lá”, como já foi citado. Na ocasião, o caudilho teria dito: “Não tem perigo, os sujeitos são meus amigos. E foi onde ele caiu. Caiu friamente. Acabou o Fabrício”, assinala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferreira (1992, p. 65) ouviu de Sílvia Jacques que Fabrício fora degolado e sua cabeça “levada para Herval do Oeste”, de onde, “pelo trem, foi mandada para Curitiba à viúva do coronel João Gualberto”. Ela teria prometido 40 contos “pela cabeça do assassino do marido”. Outro autor afirma: “Conta-se que a viúva do coronel João Gualberto prometera 40 contos a quem lhe entregasse a cabeça do traidor de seu falecido marido”. O responsável por sua morte, “José Ruas”, segundo frei Tambosi, que era “parente mas inimizado com Fabrício, quis provavelmente receber o prêmio, fugindo em seguida para a Argentina” (TAMBOSI, 1941).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrXrvYHrzI/AAAAAAAAF3g/hH9BWM9tkhE/s1600-h/jose_gomes_DSC_5450.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrXrvYHrzI/AAAAAAAAF3g/hH9BWM9tkhE/s320/jose_gomes_DSC_5450.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299285058006789938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;José Gomes, residente em Colombo-PR.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“A mulher do falecido João Gualberto pagou os Ruas para prenderem ele, foi o que eles inventaram lá em Joaçaba, um churrasco”, conta José Gomes. “Levaram a cabeça pra viúva pra provar que estava morto, e daí a viúva mandou levar de volta, botar junto com o corpo dele, onde foi enterrado”, acrescenta, não havendo confirmação de que a devolução tenha sido feita. Segundo Antônio Fabrício das Neves, “o certo da morte dele [José Fabrício] mesmo, diziam eles que era uma vingança, uma empreitada”, contratada pela citada viúva. “Agora se é verdade ou não é eu não sei, segundo o que contavam era isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dante Martorano, no mesmo artigo, assegura que a notícia da morte do caudilho “andou pelo Brasil”. Ao Palácio do Governo, em Florianópolis, “chegaram telegramas candentes de recriminações e de revolta”, sobretudo pela maneira como tudo ocorreu. Observa que “até do marechal Rondon, veio via telégrafo, a repulsa à traição e ao assassinato de José Fabrício das Neves”. Rondon, segundo Martorano, teria se referido assim a Fabrício: “Valente em armas como o Exército Nacional, na sustentação da legalidade personificada no governo do Presidente da República – Arthur Bernardes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Antenor Geraldo Zanetti. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Concórdia: o rastro de sua história&lt;/span&gt;. Concórdia: Fundação Municipal de Cultura, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, José Waldomiro. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Oeste Catarinens: memórias de um pioneiro&lt;/span&gt;. Florianópolis: Edição do Autor, 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAMBOSI, Valentin. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Livro de Crônicas para a Capela de Nossa Senhora Aparecida de Engenho  Velho&lt;/span&gt;. Paróquia N. S. do Rosário, Concórdia, Diocese de Lages. [1941]. 50f. [manuscrito]. (Fotocópia das primeiras páginas cedida por José Puntel. Concórdia, abril&lt;br /&gt;2007).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O TÚMULO DE JOSÉ FABRÍCIO DAS NEVES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrV179PpdI/AAAAAAAAF3A/oQToBugQdHE/s1600-h/bx_DSC_4494.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrV179PpdI/AAAAAAAAF3A/oQToBugQdHE/s400/bx_DSC_4494.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299283034159162834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Repórter-fotográfico Marco Cezar registra o&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;túmulo de José Fabrício das Neves e seus homens, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;localizado na margem direita do rio Irani&lt;br /&gt; (município de Vargem Bonita-SC)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrVuMo9BNI/AAAAAAAAF24/TtNebhDLIpQ/s1600-h/Visita_21_3_2007_DSC_1214.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrVuMo9BNI/AAAAAAAAF24/TtNebhDLIpQ/s400/Visita_21_3_2007_DSC_1214.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299282901198505170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrVleo7irI/AAAAAAAAF2w/QcSnFHgeIEQ/s1600-h/Detalhe_vela_derretida_DSC_8978.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrVleo7irI/AAAAAAAAF2w/QcSnFHgeIEQ/s400/Detalhe_vela_derretida_DSC_8978.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299282751411423922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrVMZY9SWI/AAAAAAAAF2Y/rTwDk90OJKo/s1600-h/DSC_4468.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrVMZY9SWI/AAAAAAAAF2Y/rTwDk90OJKo/s400/DSC_4468.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299282320505522530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrVDRJgRlI/AAAAAAAAF2Q/r8qOgyghThA/s1600-h/Visita_21_3_2007_DSC_1231.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrVDRJgRlI/AAAAAAAAF2Q/r8qOgyghThA/s400/Visita_21_3_2007_DSC_1231.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299282163674400338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Detalhes do túmulo de José Fabrício: um&lt;br /&gt;retangulo de taipa com cerca de 3x11 metros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrU0PsDZ7I/AAAAAAAAF2A/k3sJQn09IO0/s1600-h/Rio_Irani_DSC_4575.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrU0PsDZ7I/AAAAAAAAF2A/k3sJQn09IO0/s400/Rio_Irani_DSC_4575.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299281905584400306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trecho do rio Irani, próximo ao túmulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrUpsCX6zI/AAAAAAAAF14/qO0Lhk2BQMY/s1600-h/Caminho_para_o_t%C3%BAmulo_DSC_8962.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrUpsCX6zI/AAAAAAAAF14/qO0Lhk2BQMY/s400/Caminho_para_o_t%C3%BAmulo_DSC_8962.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299281724215651122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrUjcDw7zI/AAAAAAAAF1w/z0cUGdy4ZRU/s1600-h/Butieiros_do_t%C3%BAmulo_DSC_8970.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrUjcDw7zI/AAAAAAAAF1w/z0cUGdy4ZRU/s400/Butieiros_do_t%C3%BAmulo_DSC_8970.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299281616847302450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O repórter-cinematográfico Marco Nascimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se dirigeao local do túmulo e grava imagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dos butieiros que assinalam a localização. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-5273216692465911901?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/5273216692465911901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/jose-fabricio-das-neves-46.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/5273216692465911901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/5273216692465911901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/jose-fabricio-das-neves-46.html' title='José Fabrício das Neves (46)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYrWsmcIUQI/AAAAAAAAF3I/6BJ6ufjI9gg/s72-c/Z%C3%89_FABR%C3%8DCIO_DSC_3508.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-3147957392613098386</id><published>2009-02-04T11:30:00.004-02:00</published><updated>2009-02-04T11:41:23.870-02:00</updated><title type='text'>Claro Jansson, o fotógrafo do Contestado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYmY2EJumyI/AAAAAAAAF1Q/GLYRtfwIAHs/s1600-h/claro_jansson_e_d_eleonora_DSC_4650.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 304px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYmY2EJumyI/AAAAAAAAF1Q/GLYRtfwIAHs/s400/claro_jansson_e_d_eleonora_DSC_4650.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298934491173002018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Claro e a esposa Eleonora na época do Contestado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(1912-1916). Fonte das fotos: MORETTTI, 2008*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito da memória visual do Contestado se deve a um fotógrafo – pouco citado quando suas imagens são publicadas: Claro Gustavo Jansson. Sueco de Hedemora, na província de Dalarna, nasceu em 5 de abril de 1877 com o nome de Klas Gustav, ganhou recentemente um perfil escrito por sua filha Dorothy Jansson Moretti, onde sua trajetória como fotógrafo ganha dimensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viveu na cidade natal até os 12 anos, mudando-se com a família para a cidade portuária de Sudsval, ao norte de Estocolmo. Pouco depois toda a família imigrou: o pai, André, a madrasta Ana Cristina, e seis meninos. Anna, a filha mais velha, permaneceu na Suécia. No Brasil os Jansson se dedicaram ao cultivo de uvas e bananas. Em 1893, já com o nome abrasileirado para Claro, o futuro fotógrafo residia na cidade da Lapa-PR, quando ocorreram os episódios da Revolução Federalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois já estava em União da Vitória-PR/Porto União-SC, atuando em serrarias e olarias, e onde foi capataz de turma na extração de erva mate no Brasil, Argentina e Paraguai. Foi quando se aproximou da fotografia. Casado pela primeira vez em 1898 com Benedita Mattozo, ficou viúvo e tornou a se casar com Eleonora Deflon, também sueca (1910). Durante todo o ano de 1912, residiu em Barracón (hoje Bernardo Irigoyen), retornando a Porto União-SC/União da Vitória-PR na véspera do início do Contestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após adquirir “excelentes aparelhos fotográficos” passou a se dedicar ao ramo. Era “meticuloso e sistemático”, assegura Dorothy, procurando se manter “atualizado, adquirindo os melhores materiais e as mais modernas máquinas fotográficas que surgem”. Entre as fotos famosas, está a do coronel João Gualberto em sua passagem por Porto União rumo ao Irani – seria a última. Contratado pela Serraria Lumber, fez um excelente ensaio das instalações da empresa em Três Barras-SC, para onde se mudou com a família, sendo também delegado e juiz de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro se manteve profundamente ligado a Lumber. Nas greves de 1919 e 1926, serviu como intermediário com os operários poloneses, alemães, espanhóis suecos e outros, cujos idiomas que dominava. Além disso, era o comprador de erva mate para a Lumber e encontrava tempo para administrar sua fábrica de refrigerantes e o cinema da cidade. Ao fazer a cobertura de uma filial da Lumber em Itararé-SP, se afeiçoou à cidade, para onde acabou se mudando com a família em 1928. Foi ali que ele fez uma foto famosa da passagem de Getúlio Vargas em 1930, rumo ao poder no Rio de Janeiro. Também cobriu eventos e combates da revolução de 1932.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Homem de invulgar cultura geral”, assinala a filha, se envolveu com a educação, tendo registrado até 1953 os principais momentos de Itararé. “Um prefeito inaugurava uma escola... lá estava ‘Seu’ Jansson com a sua famosa câmera. Os desfiles e as festas cívicas daqueles anos foram todos registrados por ele”. Faleceu no dia 10 de março de 1954, sendo sepultado em Curitiba, onde residia a maioria dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, o acervo de Claro foi restaurado por iniciativa da Agfa e reunido no livro&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Claro Jansson, O fotógrafo viajante&lt;/span&gt; (Editora &lt;a href="http://www.dialeto.com/jansson.asp"&gt;Dialeto&lt;/a&gt; Latin American Documentary. Textos de Vito D'Alessios).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* MORETTI, Dorothy Jansson. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguns instantâneos da vida de Claro Gustavo Jansson&lt;/span&gt;. In ESPIG, Márcia Janete; ACHADO, Paulo Pinheiro (ORG). A Guerra Santa revisitada: novos estudos sobre o movimento do Contestado. Florianópolis: EdUFSC, 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYmZC1OX-RI/AAAAAAAAF1Y/6dSpBdmGvIc/s1600-h/alem%C3%A3ozinho_DSC_4653.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 299px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYmZC1OX-RI/AAAAAAAAF1Y/6dSpBdmGvIc/s400/alem%C3%A3ozinho_DSC_4653.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298934710504257810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Alemãozinho", fotógrafo, se uniu aos rebeldes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e depois prestou serviços às forças legais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYmZP-6iiRI/AAAAAAAAF1g/dyzrRaIti5w/s1600-h/piquete_de_vaqueanos_DSC_4658.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 281px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYmZP-6iiRI/AAAAAAAAF1g/dyzrRaIti5w/s400/piquete_de_vaqueanos_DSC_4658.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298934936443717906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-3147957392613098386?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/3147957392613098386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/claro-jansson-o-fotografo-do-contestado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3147957392613098386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3147957392613098386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/claro-jansson-o-fotografo-do-contestado.html' title='Claro Jansson, o fotógrafo do Contestado'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYmY2EJumyI/AAAAAAAAF1Q/GLYRtfwIAHs/s72-c/claro_jansson_e_d_eleonora_DSC_4650.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-6075439313583359833</id><published>2009-02-02T15:03:00.008-02:00</published><updated>2009-02-02T16:06:25.498-02:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (45)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcpLJgPgTI/AAAAAAAAFwQ/2y4MGd9ibd0/s1600-h/Foto_conhecido_Z%C3%A9Fabr%C3%ADcio_DSC_2532.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcpLJgPgTI/AAAAAAAAFwQ/2y4MGd9ibd0/s400/Foto_conhecido_Z%C3%A9Fabr%C3%ADcio_DSC_2532.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298248758131130674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto já conhecida do grupo de José Fabrício encontrada numa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;parede na casa da família Machado -  interior de Vargem Bonita-SC. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cenários e personagens de uma emboscada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vamos conhecer  algumas pessoas e situações relacionadas diretamente com a emboscada e morte de José Fabrício das Neves, ocorrida em janeiro de 1925 - aparentemente no dia 29. Os capítulos "Os Ruas" e "A compra da Fazenda Velha" foram publicados (com pequenas alterações) no livro "O mato do tigre e o campo do gato - José Fabrício das Neves e o combate do Irani" (Florianópolis: Insular, 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Além disso, são reproduzidas as cinco páginas do contrato de compra e venda de uma fazenda entre os Ruas e José Fabrício, negócio apontado como um dos motivos da emboscada. O valor da transação nos dá uma idéia da riqueza acumulada por José Fabrício, um antigo maragato de 1893 e "jacunço" do Contestado, alçado a condição de "coronel". Ele controlava toda a região dos atuais municípios de Concórdia, Arabutã e Itá, entre outros, com iarticulação e nfluência em Campos Novos, todos em Santa Catarina, e cidades do Rio Grande do Sul e do Paraná.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Ruas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Simão Ruas e Marcelino Ruas são citados como “pioneiros” de Joaçaba por Alexandre Muniz de Queiroz (QUEIROZ, 1967, p. 212), sendo comerciantes. Simão, “comerciante e comprador de erva-mate”, morava na margem direita do rio do Peixe, no lado oposto a então Estação Capinzal, desde os tempos em que a região pertencia ao Paraná. “O acesso era por uma balsa, tocada por Afonsinho Silva”, recorda Waldomiro Silva. Seu irmão, Francisco, conhecido por Chico Ruas, morava nas imediações (SILVA, 1987, p. 20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelino se casou com Elvira Pedrini, filha do coronel Pedrini Primo Biggin, de origem italiana, comerciante e um dos mais antigos moradores de Joaçaba. Outro filho de Biggin, Roberto Pedrini, se casou com Benvinda Ruas (QUEIROZ, 1967, p. 45). Chico Ruas seria mais tarde sogro desse mesmo Roberto.  Pouco depois chegou de Passo Fundo-RS, Thomaz Camilo Ruas, “que tomou conta da casa comercial e compra de erva-mate”, enquanto Simão “viajava constantemente para o Rio Grande do Sul e Argentina” a negócios (SILVA, 1987, p. 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Waldomiro Silva acompanhou de perto essa movimentação comercial, pois na época trabalhava como “caixeiro ou balconista do sr. Simão Ruas, onde também era empregado o caboclo Antônio de Oliveira, vulgo Antônio Lambança”. Simão “foi homem de muita sorte, pois chegou a acertar por duas vezes na loteria e ganhar o prêmio maior, que na época era de 50 contos de réis”, vindo se tornar um “grande empresário de erva-mate e proprietário de grandes fazendas (ervais)”, inclusive no Paraná, na localidade de Covó e município de Mangueirinha, na região de Clevelândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcuKhLZPlI/AAAAAAAAFwY/5tztGF2XV4M/s1600-h/mais-uma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 170px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcuKhLZPlI/AAAAAAAAFwY/5tztGF2XV4M/s320/mais-uma.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298254244864409170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comércio de Simão Ruas. (&lt;/span&gt;Fonte: Queiroz, 1967)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, por volta de 1921, Simão e seus irmãos adquiriram as casas, armazéns e outras instalações de Eugênio Lamaison, em Limeira (Joaçaba), que atuava no ramo de compra e venda da erva-mate. Simão construiu no local “a primeira casa de material” em Erval”, próximo a ponte Jorge Lacerda, com dois pavimentos, “onde residiu com sua família e manteve escritório no andar térreo”. Simão, entretanto, ao mesmo tempo que ganhava muito dinheiro, “gostava muito de corridas de cavalo e também de jogo de pôquer, talvez uma das razões  de ter morrido em dificuldades financeiras (pobre)” (SILVA, 1987, p. 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época em que inaugurou o estabelecimento, um cidadão de Porto União também se instalou na cidade e no mesmo ramo de erva-mate, abrindo seu negócio na casa e ferraria de João Perez, na região central do atual município de Joaçaba. “Para evitar concorrência”, conta José Waldomiro, “a firma Ruas começou a pressionar o concorrente”, que não se intimidou e prosseguiu com a empresa. Certo dia, os “rapazes dos Ruas”, segundo o citado autor, “armados de winchesteres e revólveres”, atacaram o escritório do concorrente e, “em número de cinco ou seis, entre os quais o de nome Nefre que tinha fama de bem bom”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comerciante de Porto União já esperava o ataque e assim que o grupo agressor chegou, “vindo da Empresa Ruas”, foi recebido à bala, “travando-se a seguir violento tiroteio, tendo os agressores se retirado com dois feridos”. Ninguém morreu, mas cinco ou seis pessoas de ambos os lados saíram feridas e “a vista disso, o moço de Porto União resolveu desistir de comprar erva-mate em Limeira” (SILVA, 1987, p. 39-40).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcxjNgFjNI/AAAAAAAAFwg/UzRDmRlTzc8/s1600-h/Bx_Os_Ruas_2_Untitled.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 261px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcxjNgFjNI/AAAAAAAAFwg/UzRDmRlTzc8/s320/Bx_Os_Ruas_2_Untitled.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298257967614102738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Queiroz, 1967. (Clique para ampliar)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A compra da Fazenda Velha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A memória oral em Irani registra a presença de uma fazenda como motivo das divergências entre Marcelino Ruas e José Fabrício. “Os irmãos Ruas lá de Limeira se davam bem com ele [Fabrício], depois eu sei lá o que, eles se desentenderam, então ficaram de contra, por causa de terra”, diz Antônio Fabrício das Neves, que cita a presença de uma “sociedade” e uma “fazenda”, “banco”, “dinheiro dos bois”. Os Ruas, segundo Antônio, “só vinham aqui pra querer matá ele, como de fato mataram. Não sei qual era o motivo, mas era por causa do terreno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agenor Antunes das Neves acrescenta outras informações. Fabrício teria adquirido de Marcelino Ruas uma fazenda, “mas ele [Marcelino] não contou que era hipotecada” e “quando estava quase terminando de fazer o pagamento, faltava pouco, ele não podia, ele já tinha gastado o dinheiro, e diz que tinha de desempenhorar a fazenda”, ou seja, retirá-la da penhora em que se encontraria junto a algum banco. Agenor diz que para efetuar o pagamento da fazenda, Fabrício “derrubava não sei quantas mil toras por mês”, despachadas pelo rio Uruguai até São Tomé, na Argentina. Fabrício “pegava o recurso e ia pagar pro Ruas”, garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As falas de Antônio e Agenor fazem mais sentido quando examinamos um “Contrato de promessa de compra e venda”, assinado entre os proprietários da Simão Ruas &amp;amp; Cia, “industriais estabelecidos na Estação de Erval”, e “o comprador o cidadão Jozé Fabrício das Neves, casado, fazendeiro e residente em sua fazenda denominada Laranjeira”. O documento foi lavrado e assinado no dia 15 de junho de 1924, no Cartório de Paz do Distrito de Sertãzinho, município de Cruzeiro (Joaçaba), sob a guarda do Cartório de Paz de Irani. Como representante da firma Simão Ruas &amp;amp; Cia aparece Marcelino Camilo Ruas, “residente em Erval”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contrato possui 12 cláusulas. A primeira especifica o objeto de compra – a Fazenda Velha, “parte da Fazenda Irani”, com 21 milhões de metros quadrados – e define os limites do imóvel. A segunda estabelece o preço em seis contos de réis o milhão de metros quadrados e a terceira, quarta e quinta detalham a forma de pagamento. A primeira prestação, a ser paga em 30 dias, seria em terras e José Fabrício deveria entregar aos Ruas a escritura de compra e venda obtida da Companhia São Paulo-Rio Grande, num total de 12 colônias. Elas deveriam ser “escolhidas pelos outorgantes”, ou seja os irmãos Ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda prestação deveria ser paga até o dia 30 de agosto seguinte (1924), correspondente a “200 vigas de cedro classificados de primeira qualidade para exportação e com uma média de setenta centímetros de diâmetro da ponta fina”, e 23 palmos de comprimento, organizadas em duas balsas, atadas e em “condições de viajar para São Thomé”. Elas deveriam ser entregues “no porto da sede da colônia Itá”. Essa segunda prestação previa a entrega de “porco gordo”, no valor equivalente a cinco contos de réis. A mercadoria devia ser deixada na Estação de Erval até o dia 15 de agosto daquele mesmo ano. Os porcos seriam “pesados vivos” e cada quilo equivaleria a 1.200 réis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira prestação da compra da Fazenda Velha, a ser paga até 15 de setembro daquele ano de 1924, seria em 300 vigas de cedro (40 mil réis por unidade), com as mesmas dimensões das citadas anteriormente, e teriam que ser deixadas nas barrancas do rio Uruguai. O restante do pagamento, segundo o contrato, “será dividido em dez prestações iguais em madeira de cedro e louro”, em vigas, a ser feito a cada trimestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sexta cláusula do referido contrato previa que os Ruas “obrigam-se” a emitir “recibo bem claro de todas as prestações que este [Fabrício] for efetuando em madeiras, porcos ou dinheiro”. Ao final dos pagamentos, os Ruas estariam obrigados a entregar a “competente e pública escritura de venda”. A cláusula seguinte (sétima), estabelece que na entrega da escritura, José Fabrício devolveria aos Ruas “os valores correspondentes ao imposto territorial que estes houverem pago, de esta data a data em que for escriturada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Fabrício poderia usufruir o imóvel desde o momento da assinatura do contrato (15 de junho de 1924) e em caso do não pagamento de uma das prestações, teria 90 dias para fazê-lo. Se deixasse de quitar a dívida, o contrato ficaria anulado (cláusulas oitava e nona). Se os Ruas não cumprissem o previsto no contrato, deveriam indenizar Fabrício com o dobro das prestações pagas até o momento em que surgisse o problema (cláusula décima). O contrato teria vigor por dois anos e meio e caso o pagamento integral fosse efetuado dentro de um ano, haveria um desconto de 10%, segundo a cláusula décima primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, prevê a 12ª cláusula, os 21 milhões de metros quadrados da Fazenda Velha custariam um total de 126 contos de réis. A assinatura do contrato entre José Fabrício e Marcelino Ruas (Simão Ruas &amp;amp; Cia), foi testemunhada por Sílvio Neves Bley, e Dinarte José Antunes, que também assina o documento. Não foi possível prosseguir as pesquisas e acompanhar os detalhes do cumprimento desse contrato, estando disponível num primeiro momento apenas parte da memória oral e escrita e outras informações daqueles tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neto de José Fabrício das Neves, residente em Pinhão-PR, Assis Antunes das Neves também garante que seu avô pagou rigorosamente as prestações. Essa informação ele ouviu mais de uma vez de seu pai, Afonso Antunes das Neves. “O José Fabrício comprou os campos do Irani, pagou o combinado, mas o Marcelino Ruas não tinha como dar a escritura por causa da penhora no banco”, explica Assis. “A única saída dele era matar o Fabrício e os capangas dele”, pois caso contrário seria morto. Afinal, seu avô “lidava com erva-mate, madeira, porco, tinha armazém, trabalhava com muita gente, dava serviço para muita gente. E ele tinha o povo das batalhas e o povo que trabalhava", garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agenor Antunes das Neves é primo de Assis, os dois nunca se conheceram, mas a versão deles é semelhante, ou seja, Marcelino Ruas ficou sem saída. “Ele sabia que o Fabrício tinha muita gente lá, tinha gente da pesada”, então “fizeram essa emboscada”. Em outro momento da entrevista enfatiza: “Ele [Fabrício] tinha muitos capangas, se trouxesse virava em nada os Ruas”, observa Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;QUEIROZ, Alexandre Muniz de. Álbum comemorativo do centenário do município de Joaçaba. Joaçaba: IP-Paraná, 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, José Waldomiro. O Oeste Catarinens: memórias de um pioneiro. Florianópolis: Edição do Autor, 1987.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Contrato de compra e venda da Fazenda Velha&lt;br /&gt;(Irani-SC),&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt; assinado no dia 15 de junho de 1924,&lt;br /&gt;no Cartório de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Paz do Distrito de Sertãzinho,&lt;br /&gt;município então de Cruzeiro (Joaçaba-SC)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Clique na imagem para ampliar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcyaADDndI/AAAAAAAAFww/VSeyC8oI-o8/s1600-h/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_1_img026.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcyaADDndI/AAAAAAAAFww/VSeyC8oI-o8/s400/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_1_img026.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298258908895485394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcyfKD7ZgI/AAAAAAAAFw4/Nb_1q9R-iTg/s1600-h/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_2_img027.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcyfKD7ZgI/AAAAAAAAFw4/Nb_1q9R-iTg/s400/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_2_img027.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298258997482841602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcykI0AVgI/AAAAAAAAFxA/fvTQ1t_cvNQ/s1600-h/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_3_img028.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcykI0AVgI/AAAAAAAAFxA/fvTQ1t_cvNQ/s400/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_3_img028.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298259083046966786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcypPWQu9I/AAAAAAAAFxI/msD15jEfzb4/s1600-h/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_4_img029.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcypPWQu9I/AAAAAAAAFxI/msD15jEfzb4/s400/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_4_img029.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298259170700606418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcyuLTtNLI/AAAAAAAAFxQ/kKQESTZlIEI/s1600-h/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_5_img030.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcyuLTtNLI/AAAAAAAAFxQ/kKQESTZlIEI/s400/Contrato_de_compra_e_venda_Fazenda_Velha_5_img030.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298259255515493554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O documento original se encontra no Cartório do Irani &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Irani-SC). Livro de Notas aberto em 7 de maio de 1918. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As cinco folhas foram copiadas e autenticadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-6075439313583359833?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/6075439313583359833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/jose-fabricio-das-neves-45.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/6075439313583359833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/6075439313583359833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/jose-fabricio-das-neves-45.html' title='José Fabrício das Neves (45)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYcpLJgPgTI/AAAAAAAAFwQ/2y4MGd9ibd0/s72-c/Foto_conhecido_Z%C3%A9Fabr%C3%ADcio_DSC_2532.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-5171800259529368404</id><published>2009-02-01T10:45:00.013-02:00</published><updated>2009-02-01T11:11:59.883-02:00</updated><title type='text'>A Lumber e o Contestado, segundo Valentini</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcixgr2WI/AAAAAAAAFgA/2tKx5k4yZJA/s1600-h/DSC_9829.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcixgr2WI/AAAAAAAAFgA/2tKx5k4yZJA/s400/DSC_9829.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297812657891170658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;A instalação da Southern Brazil Lumber and Colonization&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;e o desencamendo da guerra na região do Contestado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWbjVZug_I/AAAAAAAAFe4/Jmw92xIWgMY/s1600-h/DSC_7235_delmir+valentini_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWbjVZug_I/AAAAAAAAFe4/Jmw92xIWgMY/s320/DSC_7235_delmir+valentini_.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297811568014033906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por Delmir José Valentini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A história da madeireira e colonizadora Lumber, edificada pelo norte-americano Percival Farquhar, na Região do Contestado, no início do Século XX, está intrinsecamente ligada à história da Guerra do Contestado. Farquhar, com ampla visão dos aspectos econômicos dos países em que atuou e com ampla bagagem de experiências em investimentos desta natureza, iniciou, no ano de 1909, a instalação da grande madeireira e colonizadora em Três Barras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasilianista, Todd Diacon, observou que Farquhar, com “olhos de águia”, percebeu as reservas de pinheiros do Paraná e Santa Catarina como grande fonte de riqueza natural para serem industrializadas e comercializadas (DIACON, 2002, p. 51). O processo começou com a construção da ferrovia e continuou com a exploração da madeira. Assim, justificaria grandes investimentos que culminariam com a colonização da região e garantiriam elevados lucros aos investidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atividade cafeeira, no Centro Oeste, absorveu centenas de milhares de imigrantes. Segundo Farquhar, era visível o anseio destes imigrantes de se tornarem proprietários de terras, e que também seria de interesse público a ocupação efetiva na Região do Contestado. A concessão, por parte do governo brasileiro, de vasta faixa de terra ao longo das margens dos trilhos, facilitaria os interesses mútuos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligada ao processo de industrialização e urbanização brasileira, a demanda por madeira exerceu forte pressão sobre a Floresta Ombrófila Mista (KLEIN, 1984) e grande parte desta fabulosa riqueza natural foi destinada aos incipientes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. No plano externo, o mercado da madeira se expandiu com as exportações, principalmente pelos portos de São Francisco e Paranaguá, de onde o pinho retirado desta Região ganhava os mercados mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1900 e 1910, observa-se uma atividade crescente, passando de 189:094$210 para 626:402$911. Segundo Rufino P. Almeida, neste período, aproximadamente 3% da receita catarinense advinha da madeira. Com a instalação da Lumber (1909), foi grande o aumento da produção e exportação, elevando os índices, com algumas variáveis em determinados momentos (Durante a Primeira Guerra Mundial e no contexto da quebra da bolsa de valores de Nova Yorque em 1929), sendo possível perceber a expansão e importância econômica nos anos que antecedem a sua nacionalização, chegando, a partir de 1932, a um crescimento vertiginoso. Os índices do período (1910 a 1930) elevam-se a mais de 8%. (ALMEIDA, 1979)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aproveitamento comercial da madeira retirada da Floresta Ombrófila Mista (KLEIN, 1984) está ligado às pressões dos desmatamentos para abrir áreas agrícolas e formação de pastagens. Tornou-se comum as empresas colonizadoras venderem as terras e garantirem a reserva da madeira sobre a área, uma vez que o colono tinha interesse na terra sem mata para proceder nos lavrados o cultivo de lavouras e a criação de animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da primitiva área de mais de 200.000 quilômetros quadrados no Sul do Brasil, coberta de araucárias, do início do Século XX, em aproximadamente um século, encontramos nos mesmos locais apenas 3% da cobertura original, mostrando que o desaparecimento da vasta floresta procedeu a um processo rápido de transformações que merecem atentos estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o ano de 1912, Farquhar recebeu grandes empréstimos de bancos europeus e promoveu grandes investimentos. A partir de 1912, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, cessaram os empréstimos e os altos custos dos investimentos levaram Farquhar a falência. Em 1914, W. Cameron Forbes foi nomeado pela Corte do Maine como interventor da Companhia Brazil Railway Company, que operou no Brazil até o ano de 1940, quando foi nacionalizada, através do Decreto Lei 2436 do Governo de Getúlio Vargas. (DIACON, 2002, p. 50)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a história da Lumber, podemos destacar a presença de grande número de trabalhadores, principalmente imigrantes ou descendentes destes e as profundas mudanças causadas pela presença do capital internacional na Região. Em 1912, trabalhavam 400 homens na madeireira de Três Barras, aumentando para 655 em 1915. Existem registros que confirmam que a serraria de Três Barras ficou parada entre agosto de 1914 e junho de 1915. A crise foi contornada com grandes vendas para a Argentina, no ano de 1916, segundo Diacon, de US$ 166.500 (DIACON, 2002, p. 51).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando os livros onde constam os pagamentos durante os anos de 1923 até  fevereiro de  1929, encontramos um número pouco variável de trabalhadores, tanto na parte interna da madeireira, onde geralmente o número de operários ficava numa média de 230 e externamente, nas matas, onde o número aproximava-se de 310 homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internamente, entre as diversas atividades, predominavam os trabalhadores da cepilhadeira com dois turnos (dia e noite) com aproximadamente 50 homens em cada turno. Além da empilhação e oficina, que também reuniam grande número de trabalhadores, existiam as tarefas que demandavam menos operários e, ainda, as atividades de escritório, armazém, farmácia, hospital entre outras, delegadas aos chefes, encarregados e dirigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcfBZwLtI/AAAAAAAAFf4/9Lu52eo0uO0/s1600-h/DSC_9823.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcfBZwLtI/AAAAAAAAFf4/9Lu52eo0uO0/s400/DSC_9823.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297812593437585106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Externamente, chama a atenção o número de operários cortadores de toros, entre 30 e 50, em constante deslocamento nas matas, e um número menor de operários em atividades de operação de guinchos, donkeys, corte de lenha, locomoção, carregadores, apontadores e conservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto internamente, quanto externamente, a presença de operários estrangeiros, imigrantes ou descendentes, é maciça, e pode-se observar a presença polonesa em praticamente todas as atividades. No donkey número 2, em outubro de 1923, trabalhavam 12 operários. Eis os sobrenomes: Kozak, Scorey, Kozakevicz, Repula, Jankok, Scheuky, Holowka, Sczerbisky, Wiescosky, Maralevicz, Wolk e Nicolau Budi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdemiro Noga, antigo trabalhador da Lumber, veio da Grande Ucrânia e trabalhou até depois da empresa ser incorporada ao patrimônio nacional. Contou sua experiência enquanto operador de guinchos, atuando na retirada das araucárias da Floresta Ombrófila Mista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente, não existem estudos sobre a atuação da Southern Brazil Lumber and Colonization Company no Brasil no início do Século XX. Estimativas dão conta de que a  Lumber cortou e beneficiou milhões de metros cúbicos de madeira durante os anos de 1909 e 1939. Teve como engenho central a grande serraria de Três Barras e filiais em Calmon e Valões, em Santa Catarina. Atuou com fazendas no Paraná. Com escritórios em São Paulo, São Francisco - SC e em Paranaguá - PR. Na época, transformou-se em grande complexo produtor e exportador de madeireiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcREgSRxI/AAAAAAAAFfg/daaaczzj3qE/s1600-h/DSC_9707.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcREgSRxI/AAAAAAAAFfg/daaaczzj3qE/s400/DSC_9707.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297812353752123154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sistema de mecanização e a divisão dos trabalhos desde a retirada das árvores da floresta até o processo final de embarque revelam o meio mais eficaz de obter lucros com os investimentos em alta tecnologia, mecanização e qualificada mão-de-obra de imigrantes. Sistema de empilhamento para secagem, aproveitamento de madeira para fábrica de caixas e até na venda de sobras, como lenha, para os funcionários,  revelam a complexidade e atenção aos possíveis lucros, procurados até nos mínimos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois de nacionalizada, continuou operando através da Southern Brazil Lumber and Colonization Company Incorporada. Registros de contratos entre fazendeiros e a Lumber Incorporada mostram que no ano de 1942 foram adquiridos centenas de milhares de árvores de araucárias, próximas à Serra do Espigão, vendidas por fazendeiros que firmavam contratos de retirada das árvores das suas propriedades. Um levantamento dos contratos feitos com fazendeiros, registrados no Cartório de Paz de Curitibanos , onde se encontram várias dezenas destes documentos, apontam negócios envolvendo milhões de árvores em áreas de terras onde, após a exploração comrecial da madeira, as terras eram comercializadas ou regularizadas as posses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Cartório de Paz de Curitibanos, estão os contratos registrados, através de escritura pública de arrendamento, assinados pelo procurador da Lumber, Sr. João Pacheco Sobrinho, da Vila de Três Barras, que percorria a região comprando o direito de extração de pinho, imbuia e outras madeiras para exploração industrial e comercial. Diversas condições eram estabelecidas nos contratos, entre outras, as árvores cortadas deveriam medir 1(um) metro acima do solo ao serem derrubadas (quinze polegadas inglesas). O valor estabelecido era de 3$000 (Três mil réis) cada uma e seriam marcadas na presença de ambas as partes. O prazo de retirada ficava estabelecido em 10 anos, podendo ser prorrogados por mais dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcUy3Y7sI/AAAAAAAAFfo/qpfEwHkf9BM/s1600-h/DSC_9728.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcUy3Y7sI/AAAAAAAAFfo/qpfEwHkf9BM/s400/DSC_9728.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297812417736666818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao assinar os documentos do arrendamento, o procurador também reservava o direito da Lumber de também construir linhas, caminhos, estradas de rodagem, de vias férreas sem condições de indenizar se isso causasse qualquer dano ao terreno. Podia também tirar lenha, nó de pinho e dormentes do terreno arrendado e, ainda, o direito de sublocar a quem lhe conviesse, pois o direito do contrato continuava valendo mesmo em caso de transmissão do terreno por qualquer título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torna-se impossível, pelos registros existentes precisar todos os contratos de arrendamentos para retirada posterior da madeira ou mesmo de contratos de compra das terras. No entanto, alguns chamam a atenção pela quantidade de terra e pela localização. Assim, encontram-se nos arquivos do Cartório de Curitibanos, registrados no ano de 1948, entre o procurador da Lumber e os proprietários, contratos de arrendamento dos seguintes locais: distrito de Caragoatá, da Comarca de Curitibanos, e Alto da Serra do Espigão, somando, juntos, milhões de hectares de terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação com a retirada das araucárias de forma indiscriminada começou somente após a nacionalização da Lumber. Uma portaria assinada em 01 de fevereiro de 1940 instituiu um serviço administrativo geral para a comercialização do pinho brasileiro, estabelecendo regras e limitando a quantidade de pinheiro para ser retirada e comercializada. No ano seguinte, o Decreto-Lei 3124, de 19 de março de 1941 criou o Instituto Nacional do Pinho. Sem dúvidas, a atitude mais enérgica veio em 1946, através do Decreto-Lei, Número 9647, de 22 de agosto do mesmo ano, quando o governo brasileiro adotou normas proibitivas para a exportação de madeira bruta ou industrializada no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda dentro das iniciativas oficiais, encontramos, em período recente da história da Floresta Ombrófila Mista, um amplo programa de incentivos fiscais ao reflorestamento com espécies exóticas do gênero “Pinus”, assinado pelo Marechal Castelo Branco em !966 e, no ano seguinte, a criação do IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal) que substituiu o INP (Instituto Nacional do Pinho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcMa4-UiI/AAAAAAAAFfY/IJju5UvXes4/s1600-h/DSC_9704.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcMa4-UiI/AAAAAAAAFfY/IJju5UvXes4/s400/DSC_9704.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297812273861906978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um desastre ecológico, o fim de um ecossistema que tinha como fundamento a gigante árvore de pinhas, com sementes nutritivas, para a fauna, índios e caboclos? O progresso que chegou com os trilhos da ferrovia São Paulo - Rio Grande? A colonização que depositou nesta terra sementes diferentes e braços europeus para o seu cultivo? Substituição da floresta preta de pinheiros pelo deserto verde do pinus illiotis, efêmera floresta lucrativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edificação da Southern Brazil Lumber and Colonization Company, iniciada em 1909, a construção da ferrovia São Paulo Rio Grande, entre os Rios Iguaçu e Uruguai, inaugurada em 1910, e o conflito armado que ocorreu entre os anos de 1912 e 1916 na Região do Contestado, constituem eventos cruciais no entendimento da formação social, econômica, política, religiosa, cultural e ambiental nas terras contestadas. O estudo comparado em cada contexto possibilita a compreensão das profundas mudanças, principalmente econômicas e ambientais, e os fatores do desencadeamento do maior conflito social brasileiro ocorrido durante as primeiras décadas do Século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instalação da Southern Brazil Lumber and Colonization Company nas proximidades da linha tronco da ferrovia São Paulo - Rio Grande, está relacionada ao projeto grupo econômico liderado por Percival Farquhar que começou a instalar a Lumber na Região do Contestado ainda no ano de 1909, mesmo antes da inauguração da ferrovia que cortou as terras contestadas. Estava nascendo o maior complexo madeireiro do mundo e as transformações ambientais que alteraram profundamente o panorama regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção da ferrovia São Paulo Rio Grande, cujo planejamento remonta o segundo império brasileiro, só foi concluída no ano de 1910 e desencadeou um amplo processo de ocupação e povoamento, valorização das terras circunvizinhas, institucionalização da propriedade privada, espoliação de antigos moradores, entre outras significativas transformações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício Vinhas de Queiroz destacou que, “em 1911 ocorreram os primeiros despejos” dos antigos moradores da Região do Contestado, expulsos das proximidades da ferrovia, cujas terras agora pertenciam para a empresa Brazil Railway Company. (VINHAS DE QUEIROZ, 1977)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcDwCabqI/AAAAAAAAFfI/d8yx7L2_yaQ/s1600-h/DSC_7275.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcDwCabqI/AAAAAAAAFfI/d8yx7L2_yaQ/s400/DSC_7275.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297812124919819938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O primeiro ajuntamento de sertanejos na Região do Contestado ocorreu em seguida,  no ano de 1912. Algúns fatos ocorridos, no ano que antecedeu, chamam a atenção. Os sertanejos juntaram-se em torno de José Maria, um benzedor e curandeiro que receitava ervas, benzia e aconselhava, poderes antes exercidos pelos monges João Maria de Agostini e João Maria de Jesus. Com José Maria, principiou a aglutinação que gerou a Guerra do Contestado iniciada em 1912, estendida até 1916 e que deixou um saldo de aproximadamente oito mil brasileiros mortos, a grande maioria sertanejos pobres que viviam na Floresta Ombrófila Mista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desencadeamento da Guerra do Contestado está relacionada diretamente aos fatos que ocorreram na véspera do conflito. Não há como negar que  a construção da ferrovia, a exploração comercial da madeira e o processo de colonização foram elementos condicionantes no desencadeamento do conflito armado que foi denominado Guerra do Contestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada de colonos, descendentes de europeus, para trabalharem na Lumber e desbravar a floresta Ombrófila Mista, abriu espaço para os colonos que desembarcaram ao longo das estações da ferrovia São Paulo Rio Grande e se internaram nas terras novas para o cultivo de cereais e criação de animais e despertaram a ira dos caboclos que partiram para a desforra.     Entre os fatos que podem exemplificar, está o ataque do grupo liderado por Francisco Alonso à Colônia do Rio das Antas, em novembro de 1914, resultando em mortes em ambas as partes, entre outras, a do próprio líder sertanejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 06 de setembro de 1914, o alvo dos sertanejos rebeldes foi a própria Lumber, quando a Estação de Calmon foi queimada e a filial da madeireira norte-americana foi alvo de saque e incêndio. Herculano Assumpção registrou que, na porta de uma venda, escrito a lápis, ficou uma carta onde os sertanejos reclamam do governo que “toca os filhos brasileiros dos terreno que pertence à nação e vende para o estrangeiro (....) Nois não tem direito de terras tudo é para as gentes da Oropa” (ASSUMPÇÃO, 1917, p. 245).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desbaratamento total das cidades santas, o final da Guerra do Contestado, o processo de limpeza para impedir novos ajuntamentos e a assinatura do acordo entre Santa Catarina e Paraná, determinando os limites para jurisdição de cada Estado litigante, colocou colonos e caboclos no mesmo chão, com forte atuação das Companhias Colonizadoras na instalação dos núcleos coloniais e acesso à terra por meio de pagamentos e legalizações de propriedades em cartórios públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa nem escrever que os caboclos continuaram com dificuldades para ter acesso àquilo que tinham antes da chegada da ferrovia. Segundo Paulo Pinheiro, ao findar a Guerra do Contestado, o General Setembrino de Carvalho trocou telegramas com os governadores de Santa Catarina e do Paraná, sugerindo o estabelecimento dos sertanejos prisioneiros em colônias na própria Região. O General recebeu da Inspetoria Federal de Povoamento do Solo (Ministério da Agricultura) a informação de que “não existem terras disponíveis, sendo as colônias existentes organizadas para a recepção de imigrantes europeus”(MACHADO, 2006, 324).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;ALMEIDA, Rufino Porfírio. Um aspecto da economia de Santa Catarina: A Indústria Ervateira. Dissertação de mestrado em História. UFSC, 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSUMPÇÃO, Herculano Teixeira. A Campanha do Contestado. Belo Horizonte: Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, 1917, V. I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSUMPÇÃO, Herculano Teixeira. A Campanha do Contestado. Belo Horizonte: Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, 1918, V. II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEAN, Warren. A ferro e fogo – a história e a devastação da mata atlântica brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIACON, Todd A. Millenarian Vision, Capitalist Reality – Brazil’s Contestado Rebellion, 1912-1916. Fourth printing, Duke University Press, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GAULD, Charles A. Farquhar o Último Titã – Um Empreendedor Americano na América Latina. Tradução Eliana Nogueira do Vale. São Paulo: Editora de Cultura, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUERRA, Miguel Pedro e outros. Exploração, Manejo, e Conservação da Araucária (Araucária Angustifólia). In Sustentável Mata Atlântica – A exploração dos seus recursos florestais. 2 ed., São Paulo: SENAC, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HEINSFELD, Adelar. A Questão de Palmas entre Brasil e Argentina e o Início da Colonização no Baixo Vale do Rio do Peixe-SC. Joaçaba: UNOESC, 1996.&lt;br /&gt;KLEIN, R. M. Aspectos dinâmicos da vegetação do Sul do Brasil. Sellowia, Itajaí, Nr. 36, P. 5-54, 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KLEIN, R. M. Aspectos dinâmicos da vegetação do Sul do Brasil. Sellowia, Itajaí, Nr. 12, P. 17-44, 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MACHADO, Paulo Pinheiro. Lideranças do Contestado: a Formação e a Atuação das Chefias Caboclas (1912-1916). Campinas – SP: Editora da UNICAMP, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, R. Cavallazzi. Terras Públicas e Particulares – o Impacto do Capital Estrangeiro sobre a Institucionalização da Propriedade Privada (um Estudo da Brazil Railway Company no Meio Oeste Catarinense). Dissertação de Mestrado. Florianópolis SC: UFSC, 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José. Da Cidade Santa à Corte Celeste: Memórias de Sertanejos e a Guerra do Contestado. 3 ed. Caçador SC: UnC, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VINHAS DE QUEIROZ, Maurício. Messianismo e Conflito Social (A Guerra Sertaneja do Contestado 1912-1916). São Paulo: Ática, 1977.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Produção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delmir José Valentini natural de Sul Brasil-SC é mestre em História do Brasil pela PUC-RS e acaba de defender sua tese de Doutorado em História do Brasil na PUC-RS sobre o tema do presente artigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Livros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;VALENTINI, Delmir José (2004). História política e trajetória do Legislativo Caçadorense. Caçador SC: Universidade do Contestado/Câmara Municipal de Caçador SC, 440p. 1v.: ISBN 85-98641-02-2 (anexo 1 – cópia da capa 1a. Edição)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José (2003). Da cidade santa à corte celeste: memórias de sertanejos e a guerra do contestado. 3. ed. Caçador SC, Universidade do Contestado-UnC. 166 p. 1v.: ISBN 85-98641-01-4  (anexo 2 – cópia da capa 2a. Edição) (Apresentado como Dissertação de Mestrado em História do Brasil na PUC-RS no ano de 1997. Em 1998 foi publicada a primeira edição)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Co-autoria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José (2001). A utilização da História Oral como fonte de pesquisa sobre a Guerra do Contestado. In FRÓES, Vânia Leite (organizadora). Livro de Resumo do XXI Simpósio Nacional de História “A História no Novo Milênio:entre o individual e o coletivo”. Niterói: ANPUH; Niterói: UFF, 2001. (anexo 3 – cópia da capa e da citação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José (2003). Guerra do Contestado: Construção da Imagem do Caboclo. In RAMPINELLI, Waldir José (organizador). História e Poder: a reprodução das elites em Santa Catarina. Florianópolis, Insular. 224 p. 1 v.: ISBN 85-7474-172-8 (anexo 4 – cópia da capa e sumário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José (2003). História do Contestado: Identidade Cultural e Importância para a Educação. In LOMBARDI, José Claudinei (organizador). Temas de Pesquisa em Educação. Campinas SP: Autores Associados; HISTEDBR; Caçador, SC: UnC, (Coleção educação contemporânea).  262 p. 1 v.: ISBN 85-7496-072-1 (anexo 5 – cópia da capa e sumário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José e outros (2004). Tropeirismo Regional: O singular tropeiro de suínos pelos caminhos históricos de Curitibanos. In SANTOS, Lucila Maria Sbarbi e BARROSO, Vera Lucia Maciel (organizadoras). Bom Jesus na Rota do Tropeirismo no Cone Sul. Porto Alegre: EST. 763 p. 1 v.: ISBN 98-13  981.651  355.692.3 (anexo 6 – cópia da capa e o sumário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José (2005). Guerra do Contestado. In DOLBERT, Aldo (organizador). Maria Rosa – A virgem comandante da Guerra Sertaneja do Taquaruçu. Curitibanos SC: Thipograf, 2005. (anexo 7 – cópia da capa e sumário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José (2006). O tropeirismo de suínos na região do Contestado e sua influência no incipiente processo agroindustrial. In ZOTTI, Solange Aparecida(organizadora). História faz História – Contribuições ao estudo da História Regional. Concórdia SC: Universidade do Contestado: HISED, 2006 (anexo 8 – cópia da capa e sumário)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Artigos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José e WITTE, Gerson (2003). Contextualização Histórica e Leitura Visual do Painel “Contestado – Terras Contestadas”, de Hassis. Revista Virtual Contestado e Educação n. 003, janeiro – março de 2003. ISSN n. 1678-0264 (anexo 9 –cópia da capa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José (1999). Tropeiros, Ervateiros e Balseiros: memoráveis personagens da História do sertão catarinense. Caçador SC – Revista ÁGORA. ISSN 0104-7507 (anexo 10 – cópia da capa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALENTINI, Delmir José (2000). Brasil 500 anos: a sociedade que estamos construindo. Caçador SC – Revista ÁGORA. ISSN 0104-7507(anexo 11 – cópia da capa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:100%;" &gt;Nota - A foto de Delmir Valentini é de Marco Cezar, que também reproduziu as imagens do Museu do Contestado (Caçador-SC) usadas na postagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-5171800259529368404?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/5171800259529368404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/lumber-e-o-contestado-segundo-valentini.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/5171800259529368404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/5171800259529368404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/02/lumber-e-o-contestado-segundo-valentini.html' title='A Lumber e o Contestado, segundo Valentini'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYWcixgr2WI/AAAAAAAAFgA/2tKx5k4yZJA/s72-c/DSC_9829.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-4547220265897414720</id><published>2009-01-30T12:11:00.009-02:00</published><updated>2009-01-30T12:39:23.590-02:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (44)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um piquete contra Isidoro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYMLKbgcB7I/AAAAAAAAFZM/UyEJOg54DjM/s1600-h/Z%C3%A9_Fabr%C3%ADcio_II_DSC_3504.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 208px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYMLKbgcB7I/AAAAAAAAFZM/UyEJOg54DjM/s400/Z%C3%A9_Fabr%C3%ADcio_II_DSC_3504.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297089860528244658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;José Fabrício das Neves e seus homens. Detalhe de foto tirada&lt;br /&gt;possivelmente em 1919 no atual município de Catanduvas-SC.&lt;br /&gt;Acervo: Reinaldo Antunes, bisneto de Fabrício (Pinhão-PR). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;"Fabrício vou te orientar&lt;br /&gt;que vou morrer neste ato&lt;br /&gt;mais tu não passe do meu sangue&lt;br /&gt;volte de novo pro mato&lt;br /&gt;no sertão tu será um tigre&lt;br /&gt;e no campo vai ser um gato".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    A morte do coronel José Fabrício das Neves numa emboscada o tornou lendário entre os caboclos do sertão catarinense e em algumas comunidades no Paraná. Os relatos do ocorrido são repletos de detalhes contraditórios, mas todos convergem para o momento em que Marcelino Ruas e seus homens armam uma ardilosa espera. Os motivos vão desde uma recompensa de 40 contos de réis oferecida pela viúva de João Gualberto, passando por disputas político-partidárias, para chegar na nebulosa compra de uma fazenda e os interesses contrariados das empresas colonizadoras. Ingredientes poderosos para o surgimento das diversas representações por parte de escritores, caboclos e familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verso de uma décima de Antônio Fabrício das Neves, reproduzido acima, simboliza o primeiro aviso dado ao caudilho. Ele não deveria deixar a protegida região de serras, florestas e cursos d’água da região próxima ao rio Uruguai (“no sertão tu será um tigre”) e se aventurar por áreas em que ficaria desprotegido (“e no campo vai ser um gato”). E mais, dizia José Maria a Fabrício: “Tu não passe do meu sangue”. No final de 1924 o caudilho passou do sangue derramado por José Maria no Banhado Grande de Irani, indo morrer a poucos quilômetros de distância, além do ponto crítico indicado por seu antigo companheiro do projeto de colonização da região. Obviamente que o apelo da mensagem do monge não é geográfico, antes encerra, ao mesmo tempo um conselho e uma profecia: que ele não se metesse com os negócios da República dos Pica-paus. E não deixasse de proteger os caboclos da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos tomar como ponto de partida o levante do general da reserva do Exército Isidoro Dias &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYMMolRZJHI/AAAAAAAAFZo/A-VS7FrExbc/s1600-h/Isidoro_Dias_Lopes_col_ft5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 148px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYMMolRZJHI/AAAAAAAAFZo/A-VS7FrExbc/s200/Isidoro_Dias_Lopes_col_ft5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297091478057198706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lopes na capital paulista, no dia 5 de julho de 1924, quando entra em cena outro personagem, Marcelino Camilo Ruas. Residia na Fazenda Velha, próximo ao local onde se cruzam as rodovias federais BR-282 e BR-153, segundo Ferreira (1992, p. 63). A exemplo do que havia feito o coronel Passos Maia com seus 500 provisórios sob a denominação de Batalhão Marechal Bormann, Marcelino e Fabrício criaram seus piquetes de voluntários para defender a legalidade, ou seja, combater o levante de Isidoro, que havia sido tenente da coluna de Gumercindo Saraiva na Revolução de 1893. “Marcelino se aproximou de Fabrício convidando-o para batizar uma filha”, assinala o autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Ferreira (1992, p. 63), José Fabrício teria formado seu piquete por sugestão de Ruas, “sob o argumento de que, combatendo a favor do Governo, ele, Fabrício, ‘limparia o nome’, já que os fatos ocorridos durante a Batalha do Irani haviam tornando visado o coronel”. O caudilho reuniu rapidamente seus homens espalhados pelo vale do rio Jacutinga, Itá e a atual Concórdia, todos armados e com montarias. José Gomes se recorda da despedida. “Foi em 24 que ele esteve na nossa casa. Foi a segunda e última vez que vi ele. Foi convidar meu pai para ir junto com ele”, assinala. O pai de José, Domingos, “foi um trecho junto com ele e achou melhor voltar”. Na mesma ocasião, relata Gomes, o veterano imigrante Guilherme Rosatto, que mantinha boas relações com os caboclos e o coronel, teria dito: “Fabrício, não vai deixar o couro por lá!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos conselhos, o caudilho seguiu em direção a São Paulo. A meio caminho, os revoltosos &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYMMZqEc44I/AAAAAAAAFZg/0cEZ2qME-Xs/s1600-h/candido_rondon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 171px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYMMZqEc44I/AAAAAAAAFZg/0cEZ2qME-Xs/s200/candido_rondon.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297091221647057794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de Isidoro Dias Lopes abandonaram a capital paulista, seguindo um contingente para o ato Grosso, e outros grupos se internando pelo interior do Paraná rumo a Foz do Iguaçu. O general-de-divisão Cândido Rondon, responsável pela repressão ao levante, assumiu o comando das Forças em Operações de Guerra nos estados do Paraná e Santa Catarina, ao qual foi incorporado o Batalhão de Infantaria Catarinense, organizado em agosto de 1924. Os três batalhões patrióticos sob o comando de Passos Maia, Marcelino Ruas e José Fabrício das Neves seguiram com essa força, comandada pelo então major Pedro Lopes Vieira, todos subordinados a Rondon (RIBAS, 1985, p. 24-25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabrício acompanhou as forças legais pelo interior de São Paulo e sobretudo no Paraná, onde ocorreram combates, embora não existam muitos detalhes dessa participação. Lara Ribas e Rosa Filho, entretanto, citam o envolvimento do caudilho num episódio que pode ter relação com a emboscada de que seria vítima, semanas depois. Visando surpreender os rebeldes pela retaguarda nos sertões do Alto Paraná, conta Rosa Filho (2001, p. 62), militares paranaenses passaram a executar melhorias numa picada, visando a passagem das forças legais. A manobra foi percebida e os revolucionários desfecharam “violento tiroteio contra a tropa”, sob o comando do capitão Joaquim Antônio de Moraes Sarmento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, as forças catarinenses estavam incorporadas ao Destacamento Santa Catarina, sob o comando do coronel do Exército Vasco da Silva Varela. No dia de Natal de 1924, acionado por Rondon, o coronel Varela mandou um oficial catarinense informar ao capitão Sarmento sobre o envio de “um contingente de patriotas organizados pelo coronel Fabrício das Neves” com o objetivo de apoiá-lo (ROSA FILHO, 2001, p. 62).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oficial de ligação era o jornalista Mimoso Ruiz, que escreveu mais tarde sobre aquele momento. “Ao transmitir a ordem ao capitão Moraes Sarmento, declarou-me este oficial que iria, sem demora, colocar as suas metralhadoras em posição”, para “receber ‘com todas as honras’ (textual) o coronel Fabrício das Neves”. Argumentou que não esquecera ter sido ele o “assassino do coronel João Gualberto e o único responsável pelas mutilações que ele próprio sofrera, bem visíveis nas cicatrizes que tinha patentes no rosto”. Ruiz levou a informação a seu comandante imediato, Lopes Vieira, preocupado com as conseqüências do encontro de Fabrício e Sarmento. O jornalista comissionado como oficial, viajou a noite por cinco léguas para que a “tragédia fosse evitada” (RIBAS, 1985, p. 34).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa Filho (2001, p. 62), confirmando a fonte anterior, escreve que ao receber a informação da presença de José Fabrício, o capitão Sarmento ficou “bastante nervoso, declarou que iria, sem demora, colocar suas metralhadoras em posição, a fim de recebê-lo com todas as honras”, que não havia esquecido os fatos do combate de Irani. Nessa ocasião, Sarmento recebera um “tremendo golpe de facão que lhe extirpou a vista direita, prostrando-o por terra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ira de Sarmento sobre Fabrício vinha sendo remoída há 12 anos. No combate de Irani, ocorrido em 22 de outubro de 1912, o então alferes foram gravemente ferido, tendo desfalecido algum tempo. Ao se recuperar, a luta continuava. Amarraram um lenço em seu rosto. Conforme narrou mais tarde, o capitão Souza Miranda mandou que se abrigasse na floresta e aguardasse socorro. Foi, voltou a desmaiar devido a perda de sangue. Mais tarde recobrou os sentidos e perambulou “algum tempo sem orientação”, até encontrar o alferes Libindo e foram os dois a procura de água. Junto a um córrego, foram “alcançados por dois fanáticos”. Os dois levados (ROSA FILHO, 1998). Vimos esses detalhes em postagens anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que após esse episódio envolvendo um antigo desafeto, atual patrono da Polícia Militar do Paraná, José Fabrício tenha sido dispensado e mandado de volta. Pode ter permanecido mais alguns dias na região, mas o fato é as lutas prosseguem no Paraná e outras áreas e o caudilho vai ser morto em Irani. A emboscada aconteceu quando os piquetes de José Fabrício e Marcelino Ruas retornavam a seus lugares de origem. Os detalhes da emboscada serão apresentados nas próximas postagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Antenor Geraldo Zanetti. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Concórdia: o rastro de sua história&lt;/span&gt;. Concórdia: Fundação Municipal de Cultura, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIBAS, Antônio de Lara. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Polícia Militar de Santa Catarina. Ações de Guerra dos Batalhões &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de Infantaria. Período de 1922 a 1930&lt;/span&gt;. Florianópolis: Polícia Militar de Santa Catarina, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROSA FILHO, João Alves. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revolução de 1924&lt;/span&gt;. Curitiba: Associação da Vila Militar, 2001.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota&lt;/span&gt; - O capítulo acima é uma adaptação do que foi publicado no livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mato do tigre e o campo do gato: José Fabrício das Neves e o Combate do Irani&lt;/span&gt; (Florianópolis: Insular, 2007).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;    &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atentado de óbito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYMNDPk2A0I/AAAAAAAAFZ4/Y9CfPDxk-Sc/s1600-h/Certid%C3%A3o_de_morte_Z%C3%A9Fabr_DSC_1252.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 286px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYMNDPk2A0I/AAAAAAAAFZ4/Y9CfPDxk-Sc/s400/Certid%C3%A3o_de_morte_Z%C3%A9Fabr_DSC_1252.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297091936089670466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aos vinte e nove dias do mez de Janeiro do anno de mil nove centos e vinte e cinco neste 5º Distrito do Município de Cruzeiro, Estado de Santa Catarina, Districto de Iranÿ, em meu cartório compareceu Miguel Soares do Espírito Santo, e declarou que no dito dia as trez horas da tarde falleceo assassinado, sem assistência medica, contava cincoenta anos de idade, natural do Rio Grande do Sul, deixando os seguintes filhos, 1º Afonso com dezoito anos de idade 2º Elibia com quinze anos de idade, 3º Hortência com doze annos de idades 4º Domingos com deis anos de idade, e era casado civilmente com Dona Crespina Maria das Neves; e deixou bens a dar em ventario e para constar lavrei este termo e dou fé; Eu Galdino Ferraz Moreira Branco, escrivão Interino do Registro Civil que o escrevi dato e assino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Iranÿ, 5 de Abril de 1925.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Miguel Soares do Espírito Santo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hildebrando Antonio Mathias&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Fonte&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: Cartório de Irani-SC.&lt;br /&gt;Lº 1, Flª 3 de Registro de Óbito de Jozé Fabrício das Neves.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-4547220265897414720?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/4547220265897414720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jose-fabricio-das-neves-44.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/4547220265897414720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/4547220265897414720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jose-fabricio-das-neves-44.html' title='José Fabrício das Neves (44)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYMLKbgcB7I/AAAAAAAAFZM/UyEJOg54DjM/s72-c/Z%C3%A9_Fabr%C3%ADcio_II_DSC_3504.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-2759881085967627165</id><published>2009-01-29T12:13:00.017-02:00</published><updated>2009-01-29T12:38:42.039-02:00</updated><title type='text'>A religiosidade de São João Maria (7)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:180%;" &gt;Festa de Santo Antão&lt;/span&gt; (7)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8-ECynpI/AAAAAAAAFYk/rTtzYGLXdfA/s1600-h/DSC_0904.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8-ECynpI/AAAAAAAAFYk/rTtzYGLXdfA/s400/DSC_0904.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296722411187773074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG81HpDkgI/AAAAAAAAFYc/THqQAQ_1SS0/s1600-h/DSC_0982.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG81HpDkgI/AAAAAAAAFYc/THqQAQ_1SS0/s400/DSC_0982.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296722257534751234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8syATQ-I/AAAAAAAAFYU/XPNnthaX_nI/s1600-h/DSC_0868.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8syATQ-I/AAAAAAAAFYU/XPNnthaX_nI/s400/DSC_0868.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296722114287715298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8nfnb9oI/AAAAAAAAFYM/sJgWrWMvBA8/s1600-h/DSC_0502.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8nfnb9oI/AAAAAAAAFYM/sJgWrWMvBA8/s320/DSC_0502.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296722023452243586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8j6ugOKI/AAAAAAAAFYE/35xskoNgSrY/s1600-h/DSC_0495.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 273px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8j6ugOKI/AAAAAAAAFYE/35xskoNgSrY/s320/DSC_0495.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296721962010163362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8f5QCt_I/AAAAAAAAFX8/srGI4l7-_hk/s1600-h/DSC_0492.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8f5QCt_I/AAAAAAAAFX8/srGI4l7-_hk/s320/DSC_0492.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296721892894488562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8Z1Gk8AI/AAAAAAAAFX0/XKxOj4mMG-s/s1600-h/DSC_0488.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8Z1Gk8AI/AAAAAAAAFX0/XKxOj4mMG-s/s320/DSC_0488.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296721788701831170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8IHeSXvI/AAAAAAAAFXk/28FNEizecLc/s1600-h/DSC_0939.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8IHeSXvI/AAAAAAAAFXk/28FNEizecLc/s400/DSC_0939.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296721484395470578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG797vZpiI/AAAAAAAAFXc/e863MvwBH0k/s1600-h/DSC_0897.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG797vZpiI/AAAAAAAAFXc/e863MvwBH0k/s400/DSC_0897.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296721309447333410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG7isrktAI/AAAAAAAAFXM/RsECPUqy_ns/s1600-h/DSC_1098.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG7isrktAI/AAAAAAAAFXM/RsECPUqy_ns/s400/DSC_1098.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296720841548280834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG7qVM460I/AAAAAAAAFXU/yzJFkKD9LsY/s1600-h/DSC_0997.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG7qVM460I/AAAAAAAAFXU/yzJFkKD9LsY/s400/DSC_0997.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296720972684520258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG7aW80aRI/AAAAAAAAFXE/nFmAmQJvj78/s1600-h/DSC_1022.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG7aW80aRI/AAAAAAAAFXE/nFmAmQJvj78/s400/DSC_1022.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296720698276079890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG7RJAaHuI/AAAAAAAAFW8/Eyb9CBvdOok/s1600-h/DSC_1015.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG7RJAaHuI/AAAAAAAAFW8/Eyb9CBvdOok/s400/DSC_1015.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296720539914215138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cenas da 161ª Festa de Santa Antão &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Santa Maria-RS).&lt;br /&gt;Última postagem das festividades.&lt;br /&gt;A série sobre a religiosidade de São João Maria prossegue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:180%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 204);"&gt;Leituras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O profeta vive&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Projeto de Pesquisa. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O profeta não morreu - A presença do monge João Maria entre populações rurais catarinenses&lt;/span&gt;. Integrantes: Maria Amelia Schmidt Dickie  e Tânia Welter (coordenadora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Este projeto trata da presença contemporânea do monge João Maria junto à diversas populações rurais (cafuzos, caboclos e colonos de origem), com pertença religiosa diversa e residentes no espaço catarinense onde ocorreu a Guerra do Contestado (1912-1916). Tomando a religiosidade como pano de fundo, o objetivo será buscar as referências ostensivas e não-ostensivas a João Maria para compreender a dinâmica de sua re-significação e descortinar o mundo que o engendra, ou é engendrado por ele. Para atingir este objetivo, se observará a presença de João Maria utilizando recursos da pesquisa qualitativa como entrevistas (especialmente a semi-estruturada), visita aos locais de devoção e participação em atividades ou eventos religiosos nas regiões de Fraiburgo (mais especificamente a localidade de Taquaruçu), Campos Novos (especialmente a Comunidade Invernada dos Negros e um assentamento do MST), Serra Catarinense e José Boiteux (Comunidade Cafuza)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Texto de Tânia Welter&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O projeta São João Maria continua encantado no meio do povo" - Um estudo sobre os discursos contemporâneos a respeito de João Maria em Santa Catarina&lt;/span&gt;. &lt;a href="http://www.tede.ufsc.br/tedesimplificado//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=248"&gt;Tese&lt;/a&gt; apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito parcial para obtenção  do  título  de  doutor  em  Antropologia Social, sob orientação da Professora Doutora Maria Amélia Schmidt Dickie. Florianópolis, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) A professora Tânia Welter é doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007), com estágio doutoral na Universidade Nova de Lisboa (Portugal, 2005/2006). Possui licenciatura em Ciências Sociais (UFSC, 1988), especialização em Educação Sexual (Udesc, 1997) e Mestrado em Antropologia Social (UFSC, 1999). Tem experiência no Ensino Superior e interesse em Religião, João Maria, Campesinato, Antropologia, Sociologia e Educação. (Fonte: &lt;a href="http://lattes.cnpq.br/7336035364264493"&gt;Lattes&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Religiosidade no sul do Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nos caminhos do Santo Monge: religião, sociabilidade e lutas sociais no sul do Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cesar Hamilton Brito Goes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta tese trata da formação religiosa dos grupos populares no Sul do Brasil, em especial dos caboclos. Essa religiosidade está baseada em uma crença popular específica, que trata dos poderes de um andarilho que fez sua fama no século XIX entre os Estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Outros andarilhos surgiram neste espaço até os anos 30 do século XX, e as narrativas de cada um deles fundiram-se em torno de um personagem, hoje cultuado como um santo, conhecido como Santo Monge ou São João Maria. Ao estudar a crença, demonstrase como a religião, neste caso, articulou-se às concepções de natureza e cultura desses grupos para configurar, nos termos de Elias [Norberto Elias], recursos e estratégias em torno do processo de modernização. Reconstruindo os personagens reconhecidos entre as populações que vivem no sul do Brasil como monges, em especial àqueles evocados como o Santo Monge ou São João Maria, a tese apresenta a formação religiosa de uma tradição que fora dos cânones institucionais do Catolicismo, forjou-se como uma religião. Demonstra que a partir dela os seus membros estabelecem relações que resultam na permanência dos valores que estruturam a sua sociabilidade. Demonstra também que nas relações em que se constata o fim da devoção, finda um formato específico de reprodução social e de identidade dos grupos. Dessa forma, defende-se aqui que esta religião, além das especificidades que a caracteriza, ocupa centralidade nas estratégias de sociabilidade no contexto de seus devotos". &lt;a href="http://hdl.handle.net/10183/12507000626485"&gt;Íntegra&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-2759881085967627165?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/2759881085967627165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-sao-joao-maria-7.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/2759881085967627165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/2759881085967627165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-sao-joao-maria-7.html' title='A religiosidade de São João Maria (7)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYG8-ECynpI/AAAAAAAAFYk/rTtzYGLXdfA/s72-c/DSC_0904.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-4019832514873258598</id><published>2009-01-28T13:16:00.019-02:00</published><updated>2009-01-29T20:48:06.584-02:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (43)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB6HfhvmMI/AAAAAAAAFUM/BIqFMjHYID8/s1600-h/Z%C3%A9_43_DSC_3435.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB6HfhvmMI/AAAAAAAAFUM/BIqFMjHYID8/s400/Z%C3%A9_43_DSC_3435.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296367430928406722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;José Fabrício das Neves (FERREIRA, 1990).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mudança para Itá&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A tradição oral na região de Concórdia, Irani e região mostra um José Fabrício das Neves com “namoradas em cada lugar”, como afirma a diretora do Museu de Concórdia, Alvair Santos, dona Iti. Foi visto anteriormente, através de Waldomiro Silva, que um filho do caudilho, de nome Vicente, cuidava do armazém do pai em Itá, embora não exista nenhum com esse nome de seu casamento com dona Crespina Maria Antunes. Jurema Antunes das Neves Zunker, residente em Guarapuava-PR, neta de José Fabrício (filha de Hortência), cita uma antiga moradora de Itá, dona Erondina, como sendo filha do caudilho. “Ela morreu há uns 30 dias, aqui em Guarapuava, com mais de 90 anos de idade”, conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os descendentes de José Fabrício que residem em Pinhão-PR, falam de outro filho ou neto desconhecido do caudilho, residente na cidade de Bituruna-PR. As mesmas fontes fazem vagas referências à presença de Fabrício das Neves em diversas cidades do Paraná, especialmente Guarapuava e Iratí. Nesta última ele teria sido recebido festivamente por moradores e autoridades. E também em Mallet, município em que Fabrício e seus homens teriam plantado roças de milho para, mais tarde, ter alimento para os cavalos, durante andanças pela região. É o que relata Assis Antunes da Neves, filho de Afonso e neto de José Fabrício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Engenho Velho (Concórdia), José Fabrício se relacionava com Josefina Boroski, com quem teve três filhos, entre os quais dona Cecília Boroski (ou Borowski), antes referida, residente em &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB7ckkFiSI/AAAAAAAAFUk/lIoLVmq0fkE/s1600-h/D+CEC%C3%8DLIA+FT+JG+DSC_1079.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 133px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB7ckkFiSI/AAAAAAAAFUk/lIoLVmq0fkE/s200/D+CEC%C3%8DLIA+FT+JG+DSC_1079.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296368892569291042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB8Xp9u7DI/AAAAAAAAFVE/A2fyWmdrDw8/s1600-h/DSC_3567.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 133px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB8Xp9u7DI/AAAAAAAAFVE/A2fyWmdrDw8/s200/DSC_3567.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296369907631320114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Concórdia. Seu parentesco com o caudilho, foi indicado pelo jornalista Rubens Lunge, e o fotógrafo Júlio Gomes, filho de José Gomes. Ela passa as tardes na varanda de casa, conversando com o marido, José Talim, e recebendo visitas. O casal teve dois filhos: José Narciso Talim, 62 anos, que tem cinco filhas, todas casadas, e João Talim, 60 anos, residente em Novo Hamburgo-RS, com a esposa, dois filhos e três filhas. Dona Josefina e os filhos moravam perto do engenho de cana sob os cuidados de Chico Lino, “numa casinha”, ao lado do rio Fragoso, “onde encontrava com o Jacutinga”, recorda dona Cecília (foto a direita/Júlio Gomes). Segundo Jurema Antunes das Neves, (foto a esquerda), neta de Fabrício residente em Guapuava, sua avó Crespina Maria Antunes das Neves tinha detalhes do relacionamento do marido com Josefina e da existência dos três filhos. “Ela sabia”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo José Antônio Puntel, que conheceu a família Boroski, o pai de Josefina teria trabalhado para José Fabrício. É possível que diante disso, dona Crespina tenha arrumado um jeito de fazer com que o marido e a família se mudassem para Itá, onde já se relacionava com os primeiros imigrantes chegados na cidade.  Tenha sido esse o motivo, ou outro, o fato é que José Fabrício “abandonou Engenho Velho definitivamente em 1923”, escreve frei Tambosi. No dia 30 de novembro “saiu o bando de peões e no dia 1º de dezembro, ele mesmo, à frente de um piquete de cavalaria” (TAMBOSI, 1941).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo autor acredita que a transferência de José Fabrício para Itá tenha sido motivada pela Revolução de 1923 no Rio Grande do Sul, “da qual queria estar perto, sem contudo ser partidário”, observa. Na ocasião teria feito um “contrato” com os “revoltosos” para a exploração de cedro em mil colônias e “embalçá-las Uruguai abaixo para a Argentina. Derrotados os &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB7zEgIJCI/AAAAAAAAFU0/Kmf6dFcFFyo/s1600-h/DSC_3419.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 178px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB7zEgIJCI/AAAAAAAAFU0/Kmf6dFcFFyo/s200/DSC_3419.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296369279099741218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;revolucionários, foi cassado o contrato”. O armazém em Itá se chamava “Casa Nova”, fornecendo produtos secos e molhados, conforme indica Assis Antunes das Neves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança não significou a paz e tranqüilidade que aparentemente José Fabrício buscava. E com as quais dona Crespina sonhava. Ao contrário. Exatamente por ampliar sua influência, estabelecendo acordos com as autoridades e empresários, como veremos adiante, atraiu mais inimigos ainda. Paulo Antunes das Neves ouviu seu pai Afonso, o filho mais velho de Fabrício, relatar mais de uma vez um cerco à casa em que moravam, em Itá. Um grupo de homens teria cercado a casa e abatido a vaca leiteira de dona Crespina, colocada na brasa para assar. “Meu avô não estava em casa. Queriam matá-lo”, assegura Paulo. Com a ausência do caudilho, foram embora, mas ficou o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB6O5EVIAI/AAAAAAAAFUU/LWqDFMxCYSo/s1600-h/QG_JFN_QUEIMADOS_C_1920_DSC_1007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 276px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB6O5EVIAI/AAAAAAAAFUU/LWqDFMxCYSo/s400/QG_JFN_QUEIMADOS_C_1920_DSC_1007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296367558043443202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB6bDjJ1uI/AAAAAAAAFUc/KnzFnUp5WXE/s1600-h/DSC_1419.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB6bDjJ1uI/AAAAAAAAFUc/KnzFnUp5WXE/s400/DSC_1419.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296367767015511778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;    &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barracão que teria servido como QG de José Fabrício &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(acima, acervo do Museu de Concórdia). Abaixo a&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; localização atual, junto à praça Dogello Goss, no &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Centro de Concórdia-SC (foto de março de 2007).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Canjica e carne de anta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Além de se articular com o superintendente Victor Rauen e outras autoridades regionais, José Fabrício das Neves, teria entrado em entendimento direto com o Governo de Santa Catarina, pouco depois do “Acordo” de 20 de outubro 1916. “Apenas terminada a luta dos fanáticos, Fabrício fez um contrato com o Governo do Estado, em detrimento da Cia Railway, a qual nada podia fazer”, uma vez que as concessões de terras que detinha eram do tempo em que o Paraná controlava a região. “Não reconheceu Santa Catarina os contratos territoriais da Railway, e as terras foram vendidas a outros pretendentes” (TAMBOSI, 1941).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Piazza (1998, p. 253), a lei nº 1181 de 4 de outubro de 1917, dava aos detentores de títulos expedidos pelo Paraná um prazo até 1º de janeiro de 1918 para registrá-los junto ao Governo catarinense. Ela só foi regulamentada pelo decreto nº 2, de 21 de novembro de 1918. O contrato do Governo do Estado com José Fabrício, mencionado por frei Tambosi, pode ter ocorrido nesse intervalo. De qualquer forma, as concessões da Railway passaram para sua subsidiária, a Brazil Development e Colonization Company, sendo confirmadas em 1922 com o compromisso de que fossem colonizadas. Caso isso não ocorresse, as terras voltariam às mãos do Estado em 15 anos, segundo o citado autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa cumpriu a exigência e entregou amplas áreas de terras a diversas companhias de colonização, entre as quais a Mosele, Everle Ahrons &amp;amp; Cia, com sede em Marcelino Ramos-RS, cujo compromisso assinado em 22 de fevereiro de 1924, envolvendo 1.073.582.648 m2, abrangia todo o atual município de Concórdia. No dia 18 de maio do ano seguinte, poucos meses após a morte de José Fabrício, começou a efetiva colonização da região (PIAZZA, 1988, p. 261).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dos trabalhos serem iniciados, entretanto, algumas providências eram necessárias, visando sobretudo a presença de José Fabrício e seus caboclos assentados há mais de uma década pela região. Para essa missão foi escalado Victor Kurudz, funcionário da Brazil Development, oriundo de Curitiba, desde 1920 atuando como agrimensor com base em Piratuba-SC. Antenor Geraldo Zanetti Ferreira foi conversar com Kurudz em 1992, em Curitiba, onde residia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta que sua família veio da província de Bocovina, atual Romênia, durante a Primeira Guerra, indo se instalar na colônia Irani, se transferindo depois para a capital paranaense. Ao chegar em Piratuba, a serviço, Kurudz logo tratou de fazer amizade com os caboclos, se referindo a eles, décadas depois, como “muito humanitários”. Logo estava na casa de José Fabrício, comendo canjica e carne de anta preparada por dona Crespina Maria, referida por Kurudz apenas por Maria. “Eu era amigo dele e eu o compreendia”, salienta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kurudz destaca no coronel Fabrício a “capacidade, conhecimento, uma psicologia, sabia lidar com as pessoas”. O caudilho não trabalhava, ou seja, não pegava no cabo da enxada nem tangia gado, mas vivia “rodeado de capangas que trabalhavam para ele”. Certa vez Fabrício lhe teria dito: “Comecei a trabalhar na roça, mas eu não preciso trabalhar, não gosto de trabalhar”. Para Kurudz isso era “só psicologia”, pois “ele tinha uma capacidade invejável de saber, de adivinhar aquilo que queria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de comer canjica e anta preparada por dona Crespina, indicando amizade entre ele e a família de José Fabrício, Kurudz produz um certo suspense ou ar de mistério do encontro na antiga estação do Barro, hoje município de Gaurama, entre Marcelino Ramos e Erechim, no Rio Grande do Sul. Ao que parece, ocorreu um desencontro e uma segunda reunião teve que ser marcada (KURUDZ, 1990). No livro em que aborda o tema, Ferreira (1992, p. 53) usa informações que não constam do depoimento, certamente anotadas durante conversas informais.&lt;br /&gt;O encontro acabou acontecendo perto da estação de Barro, na pensão Sponchiado, em meio a rumores de que Fabrício estaria vindo com seus homens para algum acerto de contas, mas “seu único objetivo era encontrar-se comigo”, diz Kurudz. Logo após o café da manhã, Kurudz mostrou a Fabrício um documento que o advogado da Brazil Railway, Ulisses Vieira, “mandou para assinar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O acordo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    Segundo o documento, cujo original não foi localizado, a empresa “se propunha entregar seis alqueires, divididos em lotes a serem distribuídos aos companheiros de Fabrício das Neves”. Eles teriam que pagar 50 mil réis ao ano por cada lote, “sendo que para o próprio Fabrício caberiam 400 mil alqueires de terras excelentes e férteis num local chamado Laranjal”, entre as regiões de Cachimbo e Planalto, em Concórdia. Segundo Kurudz, Fabrício “aceitou assinar o documento no cartório”. “Lá nos encontramos, o delegado, o juiz, eu, Fabrício e seus capangas”, garante Kurudz. “Antes de assinar, sem explicar o motivo do questionamento, Fabrício quis saber o nome do diretor da Companhia”, sendo informado que era Gonçalves Júnior. “Fabrício assinou o documento”. (FERREIRA, 1992, p. 53) A fazenda Laranjeira é a mesma em que teria sido morto o monge Nemézio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Tambosi (1941) também comenta o acordo em suas Crônicas “Para proteger os seus direitos nas colônias a Cia Railway fez um acordo com o coronel Fabrício”, entregando a ele, em parcelas, 450 alqueires “que ele distribuiu a seus caboclos, mas nunca pagou”. Entretanto, José Fabrício não figura nas listas de devedores nos Relatórios produzidos entre 1909 e 1931 pela Brazil Railway, mantidos pelo Arquivo Público de Santa Catarina, consultados em 15 e 16 de abril de 2007, em Florianópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, existe o depoimento de Antônio Martins Fabrício das Neves, negando que seu antepassado tenha feito qualquer acordo. “Nunca ouvi falar, não é do meu conhecimento, porque se tivesse alguma relação, alguma coisa, o meu pai, meus avós sabiam disso”, garante, e “eles nunca falaram sobre isso. Eu acho que isso aí nunca, nunca houve” (Entrevista ao Museu de Concórdia, 1990). Seja como for, Fabrício deixa Engenho Velho e segue para Itá no mesmo ano em que o acordo teria sido firmado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB9m5pVQnI/AAAAAAAAFVc/qLfWiyBezXc/s1600-h/DSC_1066.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB9m5pVQnI/AAAAAAAAFVc/qLfWiyBezXc/s320/DSC_1066.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296371269050385010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB9gHolGwI/AAAAAAAAFVU/rfzrf3ZP7Eo/s1600-h/DSC_1057.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB9gHolGwI/AAAAAAAAFVU/rfzrf3ZP7Eo/s320/DSC_1057.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296371152546241282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB9ZKLlXuI/AAAAAAAAFVM/z-ocpLLI4Qs/s1600-h/DSC_1052.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB9ZKLlXuI/AAAAAAAAFVM/z-ocpLLI4Qs/s320/DSC_1052.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296371032970845922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos da praça Dogello Goss (março de 2007).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A concórdia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo Victor Kurudz envolve José Fabrício na solução de um impasse surgido na demarcação da região, onde existiam “ranchos de tábuas lascadas, habitados por caboclos, entre os quais Eusébio e João Cerilo Nery, que possuía uma bodega”, a mesma visitada pelo superintendente de Catanduva na expedição a Ita, referida anteriormente. Consta que o caboclo Eusébio, cujo nome completo se desconhece, teria se oposto à demarcação, quando Fabrício foi chamado. O encontro teria se realizado na “casa de Eusébio, uma tapera nas imediações do riacho” – o rio Queimados. O caudilho, “devido à forte influência que exercia sobre os caboclos”, serviu como uma espécie de avalista da proposta feita por Kurudz, que se “comprometeu a legalizar em nome de Eusébio uma considerável área de terra”. O caboclo aceitou, levando Kurudz a cunhar o nome de Concórdia para o lugar, hoje município (FERREIRA, 1992, p. 66).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que o documento do citado acordo apareça, temos apenas a palavra de Victor Kurudz, narrando fatos ocorridos quase sete décadas atrás, diante de um Antônio Fabrício das Neves que nega ter existido qualquer entendimento nesse sentido. Seja como for, a versão é a que alimenta a memória do município de Concórdia, uma espécie de mito de origem, ensinada nas escolas dos municípios. “A causa predominante no povoamento da vila foi a fixação de residência do caudilho José Fabrício das Neves, que havia estabelecido no local o seu ‘quartel-genenal’”, diz um texto da secretaria de Educação local. A colaboração do caudilho é enfatizada da seguinte forma: “Na venda dos lotes rurais, José Fabrício das Neves apresentava ao diretor da Colônia, caboclos interessados na compra de terras”.  Referências ao acordo estão presentes na Internet. Exemplo: “O nome Concórdia deve-se ao fato de um acordo de paz, estabelecido entre jagunços coordenados por José Fabrício das Neves e a Brazil Development Colonization Company” (RADARSUL, 2007).&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site da rádio Aliança, de Concórdia diz que visando “colonizar as terras ao longo da ferrovia, em 1912 aqui chegaram os primeiros imigrantes”, trazidos pela Brasil Devolompment Colonization Company, fundando “uma pequena vila, no local onde já residia o caudilho José Fabrício das Neves, considerado o pioneiro da colonização” (RADIO ALIANÇA, 2007). A Prefeitura de Concórdia destaca na Internet que a colonização do município foi promovida pela a Brazil Railway Co. (através da empresa subsidiária Brazil Development and Colonization Company, com sede em Portland, nos Estados Unidos), autorizada a funcionar no Brasil, a partir de 13 de março de 1912. “Nesta mesma época chegam os primeiros imigrantes, e fundaram uma pequena vila, no local onde já residia o caudilho José Fabrício das Neves, considerado o pioneiro da colonização”. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(**)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) O texto citado parece ter sido retirado do site (estava em &lt;http: br="" arquivos_internos="" pop_up_abrangencia="" php=""&gt;. Acesso em: 21 jun. 2007), substituído por outro em inglês. Acesso em 28.1.2008.&lt;br /&gt;(**) O endereço citado foi substituído e o texto pode ser encontrado em &lt;a href="http://www.blogger.com/www.concordia.sc.gov.br/asplan_arquivos/estatisticas/dadosgeraisdomunicipio.doc%20http://www.radioalianca.com.br/arquivos_internos/pop_up_abrangencia/concordia.php"&gt;novo endereço&lt;/a&gt;. &lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas - 1) Os textos acima, com ligeiras alterações, foram publicados em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mato do tigre e o campo do gato: José Fabrício das Neves e o Combate do Irani&lt;/span&gt;. Florianópolis: Insular, 2007. 2) A foto que abre a postagem foi publicada por Antenor Geraldo Zanetti Ferreira em seu livro citado, atribuída a José Fabrício das Neves. O pesquisador Napoleão Dequech, que viveu boa parte de sua vida em Concórdia-SC, garantiu ao fotógrafo Júlio Gomes que a foto era do pai de José Fabrício das Neves (Antônio Fabrício das Neves), mas não foi possível trabalhar essa informação. O homem se parece com José Fabrício, mais jovem, e a casa ao fundo pode ser a indicada como sendo o seu QG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;FERREIRA, Antenor Geraldo Zanetti. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Concórdia: o rastro de sua história&lt;/span&gt;. Concórdia: Fundação Municipal de Cultura, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KURUDZ, Victor. 93 anos. Depoimento, julho de 1990. Concórdia/SC. Entrevistador: Antenor Geraldo Zanetti Ferreira. Equipe Resgate/Museu Histórico de Concórdia. Acervo do Museu Histórico de Concórdia. Transcrição Elza Paula Schmidt. Fita nº 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIAZZA, Walter F. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A colonização de Santa Catarina&lt;/span&gt;. 2. ed. Florianópolis: Lunardelli, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAMBOSI, Valentin. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Livro de Crônicas para a Capela de Nossa Senhora Aparecida de Engenho Velho.&lt;/span&gt; Paróquia N. S. do Rosário, Concórdia, Diocese de Lages. [1941]. 50f. [manuscrito]. (Fotocópia das primeiras páginas cedida por José Puntel. Concórdia, abril 2007).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-4019832514873258598?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/4019832514873258598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jose-fabricio-das-neves-43.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/4019832514873258598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/4019832514873258598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jose-fabricio-das-neves-43.html' title='José Fabrício das Neves (43)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SYB6HfhvmMI/AAAAAAAAFUM/BIqFMjHYID8/s72-c/Z%C3%A9_43_DSC_3435.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-7238279721907718136</id><published>2009-01-27T12:22:00.000-02:00</published><updated>2009-01-27T12:22:01.812-02:00</updated><title type='text'>A religiosidade de São João Maria (6)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:180%;" &gt;Festa de Santo Antão&lt;/span&gt; (6)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UZjfX5HI/AAAAAAAAFNs/wPGzhUoJRwE/s1600-h/DSC_1148.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UZjfX5HI/AAAAAAAAFNs/wPGzhUoJRwE/s400/DSC_1148.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295903747322930290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UU_UncII/AAAAAAAAFNk/cDNtVhOq3gw/s1600-h/DSC_1157.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UU_UncII/AAAAAAAAFNk/cDNtVhOq3gw/s400/DSC_1157.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295903668894658690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UPvelyHI/AAAAAAAAFNc/T5Jt9K0eI_o/s1600-h/DSC_1164.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UPvelyHI/AAAAAAAAFNc/T5Jt9K0eI_o/s400/DSC_1164.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295903578742179954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UKq28Z5I/AAAAAAAAFNU/6QWZrjjM7dI/s1600-h/DSC_1170.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UKq28Z5I/AAAAAAAAFNU/6QWZrjjM7dI/s400/DSC_1170.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295903491602802578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UFtYfuGI/AAAAAAAAFNM/ZOY4q59ZIRE/s1600-h/DSC_1173.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UFtYfuGI/AAAAAAAAFNM/ZOY4q59ZIRE/s400/DSC_1173.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295903406381054050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UAWSBF-I/AAAAAAAAFNE/o6E68zMLIC0/s1600-h/DSC_1184.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UAWSBF-I/AAAAAAAAFNE/o6E68zMLIC0/s400/DSC_1184.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295903314280519650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7T7YP0TJI/AAAAAAAAFM8/JFuyf3gaxK4/s1600-h/DSC_1196.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7T7YP0TJI/AAAAAAAAFM8/JFuyf3gaxK4/s400/DSC_1196.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295903228908817554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7T2eei2SI/AAAAAAAAFM0/bo5bdDKQj9k/s1600-h/DSC_1213.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7T2eei2SI/AAAAAAAAFM0/bo5bdDKQj9k/s400/DSC_1213.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295903144681855266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Momentos da procissão de Santo Antão. Santa Maria-RS, 11.1.2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leituras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Heranças da religiosidade popular nas manifestações da cultura: A construção do sagrado no discurso dos fiéis do monge João Maria no Paraná&lt;/span&gt;, escrito por Karina Janz Woitowicz e Sérgio Luiz Gadini, publicado na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revista Internacional de Folkcomunicação&lt;/span&gt;. Vol. 1, No 5 (2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de uma perspectiva jornalística e etnográfica, os autores buscam identificar "os traços de religiosidade popular que marcam a crença em personagens considerados  sagrados por fiéis em um determinado tempo e contexto histórico". Partem da trajetória dos monges João Maria de Agostini, João Maria de Jesus e José Maria, "confundidos na memória do povo paranaense como líderes que percorreram o sertão do sul do Brasil entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX". O objetivo é "compreender o modo como estas figuras místicas se inscreveram na história das cidades por onde passaram, deixando assim uma herança cultural que se manifesta através de lendas, cruzes plantadas, olhos d’água, milagres, ex-votos e estórias diversas que somam a crença religiosa à crítica social". Com base na "presença e na influência dos valores do chamado ‘catolicismo rústico’" é possível "ver e compreender parte da história muitas vezes ignorada pelos discursos oficiais e explicar determinadas marcas da identidade cultural dos paranaenses no imaginário coletivo através da comunicação popular."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Considerações Finais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa série de relatos, depoimentos, informações, além das imagens, fotografias, mensagens afixadas nas grutas, olho d’água e locais de homenagem ao Monge ilustram basicamente duas questões. Em primeiro lugar, essas crenças sobrevivem à revelia ou paralelamente à presença e descaso oficial, seja por parte do Estado, das igrejas tradicionais ou mesmo da racionalidade lógica que parece predominar nos modos de ser, pensar e agir de boa parte da população brasileira, geralmente sintetizada no padrão classe média de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, a crença dessas milhares de pessoas, que de algum modo partilham e reconhecem um poder de ação mística – religiosidade para além das religiões dominantes – ao que tudo indica já existiu ou continua existindo independentemente da indiferença (descaso ou ausência) da ação dos principais espaços midiáticos. Raramente, e bem diferente de outros setores que envolvem e atraem pessoas na vida social, o cotidiano desses espaços de visitação e homenagem pública são pautados ou sequer agendados pela grande maioria dos jornais,emissoras de rádio, internet ou televisão, seja em nível local das cidades onde esses locais recebem visitas de devotos de diferentes regiões e tampouco da mídia regional ou estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, essas manifestações de crenças religiosas, expressas em comportamentos e ações de devoção a uma das figuras que historicamente foi desconsiderada, quando não visivelmente desprezada pelos poderes oficiais instituídos, indica a presença viva de manifestações próprias da cultura popular que se relacionam com o sagrado, de modo sincrético, e que, ao mesmo tempo, legitimam essas expressões folkcomunicacionais, espontâneas, sem controle social prévio e, pelo que se pode verificar no que diz respeito às crenças no Monge Maria, também passam a estabelecer relações próprias e individuais de comunicação sustentadas na lógica da representação do que aqui se denomina de 'religiosidade rústica'”. Confira a &lt;a href="http://www.revistas.uepg.br/index.php?journal=folkcom&amp;amp;page=article&amp;amp;op=viewFile&amp;amp;path%5B%5D=502&amp;amp;path%5B%5D=335"&gt;íntegra do texto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Outro trabalho importante é o de Gilberto Tomazi, mestre em Ciências da Religião (PUC-SP), intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mensagem de "São" João Maria: e sua ressignificação na experiência religiosa do Contestado&lt;/span&gt;. Tomazi constata que "depois de quase um século, a comunidade cabocla ainda encontra nele um sentido, uma inspiração e uma mística que lhe permitem viver no presente de maneira solidária, enfrentando a dura realidade em que se encontra, confiante em dias melhores". Confira a &lt;a href="http://www.pucsp.br/ultimoandar/download/artigos_a_mensagem.pdf"&gt;síntese&lt;/a&gt; da dissertação defendida em maio de 2005, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da PUC-SP, com o título A&lt;span style="font-style: italic;"&gt; mística do Contestado: a mensagem de João Maria na experiência religiosa do Contestado e dos seus descendentes&lt;/span&gt;, sob a orientação do professor José J. Queiroz. Fonte: Revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Último Andar&lt;/span&gt;, São Paulo, (14), 109-126, jun., 2006.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cenas da 161ª Festa de Santo Antão (Santa Maria-RS).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7c6XGl90I/AAAAAAAAFOU/4-7msRgyNK8/s1600-h/DSC_1317.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7c6XGl90I/AAAAAAAAFOU/4-7msRgyNK8/s400/DSC_1317.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295913107026474818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7cz9vcwQI/AAAAAAAAFOM/FvStNU5iwqk/s1600-h/DSC_1336.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7cz9vcwQI/AAAAAAAAFOM/FvStNU5iwqk/s400/DSC_1336.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295912997139300610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7cubXe4CI/AAAAAAAAFOE/VGAYSFdiwVY/s1600-h/DSC_1315.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7cubXe4CI/AAAAAAAAFOE/VGAYSFdiwVY/s400/DSC_1315.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295912902012624930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7cn-qcFFI/AAAAAAAAFN8/LXv7_7UdRdA/s1600-h/DSC_0987.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7cn-qcFFI/AAAAAAAAFN8/LXv7_7UdRdA/s400/DSC_0987.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295912791228290130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-7238279721907718136?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/7238279721907718136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-sao-joao-maria-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/7238279721907718136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/7238279721907718136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-sao-joao-maria-6.html' title='A religiosidade de São João Maria (6)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX7UZjfX5HI/AAAAAAAAFNs/wPGzhUoJRwE/s72-c/DSC_1148.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-9169867489324956743</id><published>2009-01-26T11:53:00.009-02:00</published><updated>2009-01-26T13:07:49.231-02:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (42)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX3DqOgTcSI/AAAAAAAAFMU/_Vu-0pbJL8g/s1600-h/DSC_0641.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 288px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX3DqOgTcSI/AAAAAAAAFMU/_Vu-0pbJL8g/s400/DSC_0641.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295603867073081634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antônio Martins Fabrício das Neves mostra a placa usada em desfiles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;no Irani-SC.  Foto: Dario de Almeida Prado. Acervo: Sérgio Rubin (Canga).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O envolvimento político &lt;/span&gt;(*)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dois processos eleitorais confirmam o envolvimento de José Fabrício e mostram um pouco dos procedimentos da época. No dia 7 de março de 1920, por exemplo, acontece a eleição para a escolha de dois conselheiros (vereadores) e dois suplentes, e dois juízes de Paz para o distrito de Irani, realizada na “antiga residência de José Fabrício das Neves”. Foram mesários José Maria Sutil, João Cirilo Nery, Pedro Rodrigues de Oliveira, Ireno Pereira de Souza e Maurílio Dias Baptista (que presidiu o pleito, secretariado por Sutil). João Cirilo Nery, como veremos a seguir, era ligado ao coronel Fabrício. Thomaz Fabrício das Neves, irmão de José, foi eleito juiz de paz com 31 votos (RIBEIRO, 2004, p. 37-38).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na eleição de 1922, Victor Rauen se candidatou à superintendência, desafiando o esquema ligado a Hercílio Luz. José Waldomiro Silva foi destacado por Rauen para acompanhar o processo &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX3CjBt9n-I/AAAAAAAAFL8/PRF66AxMuT0/s1600-h/DSC_3387.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 141px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX3CjBt9n-I/AAAAAAAAFL8/PRF66AxMuT0/s200/DSC_3387.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295602643869999074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;eleitoral em Irani, para onde se dirigiu, tendo chegado cedo ao local de votação, “bem antes da hora marcada para o início dos trabalhos”. Para sua surpresa, a eleição “já estava quase em seu final, apesar de não ser nem nove horas”. Ele apresentou as credenciais e acompanhou o restante dos procedimentos. “Um deles lia o nome do eleitor e outro escrevia o nome do mesmo eleitor”, descreve. “Às vezes comentavam: este é fulano que parece já morreu lá pelo Paraná, entretanto vai dar seu votinho, pois sempre foi bom companheiro.” O resultado final deu vitória a Rauen, indicando a existência de articulações entre o vitorioso e as lideranças de Irani. Outras localidades também ajudaram a derrotar os “palmerianos” e Bittencourt. (SILVA, 1987, p. 44-45).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rauen tomou posse em 1º de janeiro de 1923, nomeando em seguida os intendentes dos distritos de Limeira, São Bento, Hercilópolis, Catanduvas, Irani (Alexandre Telles da Rocha), Bela Vista e Abelardo Luz. Os primeiros escrivões são também indicados e no Irani assumiu Henrique Krapke. Outra providência do novo superintendente foi iniciar o lançamento e a cobrança dos impostos, indicando Waldomiro Silva para realizar esse serviço no município, além de supervisionar os trabalhos de abertura e conservação de estradas (picadas) e picadões (SILVA, 1987, p. 46).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No Irani&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;    Um dos distritos visitados foi Irani. Quando esteve a primeira vez no povoado, Silva penoitara na casa de “um morador de nome Fabrício, pois em Irani quase todo mundo tem nome de Fabrício, casa essa que ficava bem perto do cemitério dos jagunços e soldados”, mortos em 1912 (SILVA, 1987, p. 44). Ao retornar, foi se hospedar na mesma casa, esclarecendo se tratar de Thomaz Fabrício das Neves, “irmão do caudilho José Fabrício das Neves, porém sendo este, homem pacífico”, assinala. Thomaz morava na localidade de Banhado Grande “exatamente onde se feriu o combate  dos jagunços em 1912”. Nos fundos da casa, “onde me hospedei, ainda existia um cercado de madeiras (ripas)” – a sepultura de José Maria (SILVA, 1987, p. 46-47).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coletor de impostos deixou a cidade, satisfeito com os resultados, destacando que “apesar da fama dos caboclos, muitos ainda remanescentes dos jagunços, sempre fui bem recebido e acatado, encontrando boa colaboração por parte de todos”. E destaca a figura de Guilhermino Lemos, “homem valente e temido, que muito me ajudou na abertura de estradas (picadas)”, morador de Sertãozinho, “nos fundos de Irani”. Silva foi embora com cerca de 200 mil réis, “quase que exclusivamente de imposto de fogão que custava cinco mil réis, de cada morador” (SILVA, 1987, p. 47).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;Rumo a "zona perigosa"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O passo seguinte do novo superintendente de Catanduva, que então era a sede do futuro município de Joaçaba (instalada em Limeira), foi percorrer todos os distritos sob sua jurisdição – Limeira, São Bento, Hercilópolis, Catanduvas, Irani, Bela Vista e Abelardo Luz. Mas surgiu um problema com as localidades nas margens do rio Uruguai. “Para os lados da atual Concórdia, não se podia ir porque era considerada zona perigosa, onde tinha seus domínios o sr. José Fabrício das Neves, que até então dominava toda a região correspondente ao atual município de Concórdia e partes (fundos) de Iraní etc”, salienta Silva (1987, p. 50).&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX3I-qxxK7I/AAAAAAAAFMk/UCxFQokOVfE/s1600-h/Z%C3%A9_Fabr%C3%ADcio_II_DSC_3504.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 143px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX3I-qxxK7I/AAAAAAAAFMk/UCxFQokOVfE/s200/Z%C3%A9_Fabr%C3%ADcio_II_DSC_3504.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295609715818048434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rauen só viajou a Concórdia e Itá depois de um “prévio entendimento com o caudilho José Fabrício das Neves”, acompanhado do fiscal-geral de tributos José Waldomiro Silva, e um filho do superintendente, Jonas, com cerca de 9 anos de idade, “e um preto para cuidar dos animais de montaria”. Deixando Catanduva, passaram por Palmital e alcançaram Barra Seca, na margem do rio Jacutinga, “onde pernoitamos no paiol de milho do único colono morando naquelas redondezas” (SILVA, 1987, p. 51).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, o grupo seguiu caminho “por aquele sertão bruto”, passando “no lugar denominado Queimados, atual cidade de Concórdia, onde morava o caboclo João Cerilo Nery, com uma bodega de cachaça e rapadura” e outras mercadorias.  O grupo foi pernoitar em Fragosos, “onde existiam duas ou três casas de melhor aparência, construídas de madeira serrada e pintadas de cal branco”. Ao chegar no local previsto para o encontro, mas não indicado pelo autor, se depararam com José Fabrício, “acompanhado de uns oito ou dez companheiros (seu estado-maior), todos montados e formados em duas alas, na frente da casa”. Fabrício e seus homens apearam com a chegada da comitiva oficial, “o mesmo fazendo nós, e em seguida houve os cumprimentos e apresentações”, salienta Silva (1987, p. 52), “tudo com muita cerimônia, pois o Sr. Fabrício, apesar da fama, se mostrou muito amável para com o Sr. Victor Rauen”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo ficou conversando “até alta noite”, quando Rauen acertou o “’modus-vivendi’, daquela data em diante, com o Sr. Fabrício, inclusive quanto aos trabalhos de abertura das estradas (picadas) na região, etc”. No dia seguinte, acompanhado de um vaqueano cedido por Fabrício, a comitiva se deslocou para Itá, “passando pelo lugar denominado Engenho Velho que, ao que se dizia, pertencia ao sr. José Fabrício” (SILVA, 1987, p. 52).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Auréola mística"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O diálogo estabelecido entre os dois homens é outra indicação da adequação do caudilho à nova ordem, alinhando-se com a oposição que vai desembocar na Aliança Liberal e na Revolução de 1930. “Ao chegarmos em Itá fomos recebidos com honras de chefe de estado”, observa Silva, “ou mais ainda, pois era a primeira autoridade constituída que visitava aqueles fundos de sertão”. Nesse povoado, Silva visitou uma “casa de comércio (bodega)”, pertencente a Fabrício das Neves e “gerenciada por um seu filho de nome Vicente”, visando a cobrança do imposto. “Ao que nos informaram, foi o primeiro pago pelo Sr. Fabrício, até então” (SILVA, 1987, p. 52-53).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retorno de Rauen foi motivo de festa. “Fomos homenageados em Catanduva pelas autoridades”, lembra Silva, incluindo o juiz de Direito Francisco de Almeida Cardozo, o promotor público Edgar de Lima Pedreira e o delegado de polícia Luciano Luiz dos Passos, entre outros. O ato se deu no hotel de Jesuíno de Oliveira, “onde o sr. Victor Rauen foi considerado grande herói por ter entrado no reduto do caudilho Fabrício das Neves e voltado com vida” (SILVA, 1987, p. 53).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Ferreira (1992, p. 61), “as rixas, as lutas, os confrontos, acabaram por espalhar a fama de José Fabrício das Neves”, como valente e disposto na busca por seus objetivos. Fama essa amplificada “pelos boatos que atribuíam ao coronel proezas que faziam tremer os caboclos mais arrojados”, levando-os a se estabelecer em outras regiões. Munido de uma “auréola mística, emprestada por seus companheiros, arrebanhava também rivais e inimigos que sempre andavam prevenidos”, ainda de acordo com o autor citado. Já circulava a lenda de que mandava queimar os adversários ainda vivos, o que teria originado o antigo nome de Queimados ao atual município de Concórdia, fato discutido anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX3F1cby_mI/AAAAAAAAFMc/95IgsLyb-OM/s1600-h/It%C3%A1_DSC_7065.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX3F1cby_mI/AAAAAAAAFMc/95IgsLyb-OM/s400/It%C3%A1_DSC_7065.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295606258814090850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Itá-SC. Foto em 22 de agosto de 2008.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;FERREIRA, Antenor Geraldo Zanetti. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Concórdia: o rastro de sua história&lt;/span&gt;. Concórdia: Fundação Municipal de Cultura, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIBEIRO, Elenita. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Irani pós-combate&lt;/span&gt;. 2004. Monografia (Graduação) - Curso de História. Universidade do Contestado (UnC), Concórdia, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, José Waldomiro. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Oeste Catarinens: memórias de um pioneiro&lt;/span&gt;. Florianópolis: Edição do Autor, 1987.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) O texto acima e o anterior  integram (com pequenas alterações) o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mato do tigre e o campo do gato - José Fabrício das Neves e o Combate do Irani&lt;/span&gt;. Florianópolis: Insular, 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-9169867489324956743?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/9169867489324956743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabrcio-das-neves-42.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/9169867489324956743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/9169867489324956743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabrcio-das-neves-42.html' title='José Fabrício das Neves (42)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SX3DqOgTcSI/AAAAAAAAFMU/_Vu-0pbJL8g/s72-c/DSC_0641.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-4737129939457534172</id><published>2009-01-25T13:07:00.001-02:00</published><updated>2009-01-25T13:07:00.547-02:00</updated><title type='text'>A religiosidade de São João Maria (5)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Festa de Santo Antão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (5ª parte)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwyNLwt_vI/AAAAAAAAFG0/WUtAiEWDCMg/s1600-h/DSC_1358.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwyNLwt_vI/AAAAAAAAFG0/WUtAiEWDCMg/s400/DSC_1358.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295162463957679858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwyIovRDeI/AAAAAAAAFGs/rmnz7w_RP4Q/s1600-h/DSC_1369.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwyIovRDeI/AAAAAAAAFGs/rmnz7w_RP4Q/s400/DSC_1369.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295162385836871138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwyED09wmI/AAAAAAAAFGk/KKl485q-Dic/s1600-h/DSC_1368.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwyED09wmI/AAAAAAAAFGk/KKl485q-Dic/s400/DSC_1368.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295162307209183842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwyANykR8I/AAAAAAAAFGc/VmxT2OeIygs/s1600-h/DSC_1362.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwyANykR8I/AAAAAAAAFGc/VmxT2OeIygs/s400/DSC_1362.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295162241164003266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwx7Vh2dMI/AAAAAAAAFGU/AL0jKLsIukA/s1600-h/DSC_1359.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwx7Vh2dMI/AAAAAAAAFGU/AL0jKLsIukA/s400/DSC_1359.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295162157342028994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwx2RFa1xI/AAAAAAAAFGM/pGlRHAyLiQo/s1600-h/DSC_1227.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwx2RFa1xI/AAAAAAAAFGM/pGlRHAyLiQo/s400/DSC_1227.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295162070249690898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwxvAAjZpI/AAAAAAAAFGE/Bx_Qj7X_p7w/s1600-h/DSC_1223.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwxvAAjZpI/AAAAAAAAFGE/Bx_Qj7X_p7w/s400/DSC_1223.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295161945406793362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwxp-PIloI/AAAAAAAAFF8/RhUgcr49EYc/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_1385.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwxp-PIloI/AAAAAAAAFF8/RhUgcr49EYc/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_1385.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295161859031733890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagens da devoção a Santo Antão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ERMIDA &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwvUK7bHaI/AAAAAAAAFF0/B_GWobA-Apo/s1600-h/DSC_1273.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwvUK7bHaI/AAAAAAAAFF0/B_GWobA-Apo/s400/DSC_1273.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295159285458345378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Interior da ermida de Santo Antão no alto do cerro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwvPqbIG8I/AAAAAAAAFFs/FfjrP4uDhkA/s1600-h/DSC_1271.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwvPqbIG8I/AAAAAAAAFFs/FfjrP4uDhkA/s400/DSC_1271.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295159208013470658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwvKLmQS2I/AAAAAAAAFFk/GAAzxvBeSDo/s1600-h/DSC_1290.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwvKLmQS2I/AAAAAAAAFFk/GAAzxvBeSDo/s400/DSC_1290.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295159113839299426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwvEBHrruI/AAAAAAAAFFc/ViB4FtdfusM/s1600-h/DSC_1287.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwvEBHrruI/AAAAAAAAFFc/ViB4FtdfusM/s400/DSC_1287.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295159007947501282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwum1R1y2I/AAAAAAAAFE8/b29ygFEu9ls/s1600-h/DSC_1288.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwum1R1y2I/AAAAAAAAFE8/b29ygFEu9ls/s400/DSC_1288.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295158506552675170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwu0rR4zOI/AAAAAAAAFFM/AfDQd_54eIw/s1600-h/DSC_1296.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwu0rR4zOI/AAAAAAAAFFM/AfDQd_54eIw/s400/DSC_1296.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295158744386686178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuvsbW-DI/AAAAAAAAFFE/ST_AmwbxWcQ/s1600-h/DSC_1292.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuvsbW-DI/AAAAAAAAFFE/ST_AmwbxWcQ/s400/DSC_1292.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295158658795501618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuc4yhaXI/AAAAAAAAFEs/QDy_X9QMNB8/s1600-h/DSC_1281.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuc4yhaXI/AAAAAAAAFEs/QDy_X9QMNB8/s400/DSC_1281.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295158335696365938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuVAXwCUI/AAAAAAAAFEk/2MMBKpxqBjg/s1600-h/DSC_1274.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuVAXwCUI/AAAAAAAAFEk/2MMBKpxqBjg/s400/DSC_1274.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295158200292608322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuPd2HFsI/AAAAAAAAFEc/vmomIalQhoY/s1600-h/DSC_1279.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuPd2HFsI/AAAAAAAAFEc/vmomIalQhoY/s400/DSC_1279.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295158105125361346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuiySYXHI/AAAAAAAAFE0/Nq_BC-9mwWU/s1600-h/DSC_1291.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwuiySYXHI/AAAAAAAAFE0/Nq_BC-9mwWU/s400/DSC_1291.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295158437030157426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwsdb6bmSI/AAAAAAAAFEU/sIpIFMENYA4/s1600-h/img001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 297px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwsdb6bmSI/AAAAAAAAFEU/sIpIFMENYA4/s400/img001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295156146101524770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwsZ0GaG7I/AAAAAAAAFEM/qxwPTnke5BU/s1600-h/img002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwsZ0GaG7I/AAAAAAAAFEM/qxwPTnke5BU/s400/img002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295156083874732978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cartão distribuído na Capela de Santo Antão (frente e verso)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwsU4nOVWI/AAAAAAAAFEE/oMTxAhG3vT8/s1600-h/img003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 137px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwsU4nOVWI/AAAAAAAAFEE/oMTxAhG3vT8/s200/img003.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295155999186769250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Santinho" que circulou na última Festa de Santo Antão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwsNd4MwMI/AAAAAAAAFD8/Jl70kSbGIkU/s1600-h/img004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwsNd4MwMI/AAAAAAAAFD8/Jl70kSbGIkU/s400/img004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295155871751127234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Capa do livro do padre Vicente Pillon, que pesquisou as lendas em torno do monge João Maria de Agostini, as águas, as aranhas e cobras gigantes que habitam a ermida no alto do cerro, as festas do padroeiro. O livro não contém referências quanto a data de publicação e editora. Alguns exemplares ainda podem ser encontrados na Livraria da Mente, no calçadão de Santa Maria-RS.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-4737129939457534172?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/4737129939457534172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/4737129939457534172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/4737129939457534172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-5.html' title='A religiosidade de São João Maria (5)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXwyNLwt_vI/AAAAAAAAFG0/WUtAiEWDCMg/s72-c/DSC_1358.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-9082408304739903527</id><published>2009-01-23T18:23:00.005-02:00</published><updated>2009-01-23T19:16:37.264-02:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (41)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXooo7DBNQI/AAAAAAAAFDk/TEcYNNL2dLg/s1600-h/DSC_8636.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXooo7DBNQI/AAAAAAAAFDk/TEcYNNL2dLg/s400/DSC_8636.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294588995437671682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Irani-SC, 9.11.2007. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Usufruindo o adverso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;José Fabrício é de um tempo em que a “coragem pessoal, a destreza e a habilidade nas lides do gado”, assim como o “cultivo generalizado dos valores ligados à violência”, favorecem o “senso de independência e necessidades criadas por um sistema social e econômico que implicava num gênero de vida incompatível com uma subordinação disciplinada”, conforme Duglas Monteiro (1972, p. 26). Isso está ligado, prossegue o autor, ao “reconhecimento de subordinadores e de subordinados como pessoas integrais, favorecendo um relacionamento difuso e não, específico entre agentes sociais colocados em posições hierarquicamente  superpostas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivia numa época onde a ausência do Estado fazia com que certos homens assumissem a responsabilidade pela manutenção da ordem, como foi o caso de José Fabrício, conforme alguns detalhes já observados. Além de estar com a cabeça a prêmio, o personagem começa a sentir os efeitos das mudanças que se operam em todo o seu universo, mas consegue apreender os sinais dessas mudanças e se organiza para adotá-los. Entre eles, a chegada do Estado, tendo em vista a conceituação que autores como Sérgio Adorno (2002), utiliza em seus trabalhos. “O Estado moderno constitui-se como centro que detém o monopólio quer da soberania jurídico-política quer da violência física legítima”, destaca, processo que resultou na “progressiva extinção dos diversos núcleos beligerantes que caracterizaram a fragmentação do poder na idade média”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhando um conceito desenvolvido por Max Webber, Adorno considera que o estado envolve, pelo menos, três componentes essenciais: monopólio legítimo da violência, dominação e território. "O estado moderno é justamente a comunidade política que expropria dos particulares o direito de recorrer à violência como forma de resolução de seus conflitos", explica. "Na sociedade moderna, não há [...] qualquer outro grupo particular ou comunidade humana com ‘direito’ ao recurso à violência como forma de resolução de conflitos nas relações interpessoais ou intersubjetivas, ou ainda nas relações entre os cidadãos e o estado" (ADORNO, 2002, p. 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existem limites a essa violência, condição para que adquira legitimidade. “A violência legítima é justamente aquela cujos fins – assegurar a soberania de um Estado-Nação ou a unidade ameaçada de uma sociedade – obedece aos ditames legais”, ou seja, o “fundamento da legitimidade da violência” repousa “na lei e em estatutos legais”, segundo Adorno (2002, p. 8). Simon Schwartzman, que também estuda o assunto, assinala que “um dos propósitos dos Estados modernos tem sido o de abolir o uso privado da violência e garantir seu monopólio para a autoridade pública” (SCHWARTZMAN, 1980).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado o “impacto da penetração de recursos vultosos, quanto a pessoal ocupado e capitais investidos e inovadores quanto a tecnologia empregada e as soluções organizatórias”, salienta Monteiro (1972, p. 28), alterou “de modo substancial o gênero de vida costumeiro” na região. Élio Serpa (1999, p. 18), enfatiza que naquele momento de consolidação do regime republicano, “as elites brasileiras queriam modernizar o Brasil e as pessoas”, o que significava a “introdução de mão-de-obra livre e, para isso, estimulavam a vinda de imigrantes alemães e italianos”. Significava “construir estrada de ferro, implantar iluminação pública para as cidades, serviços de telefonia”, entre outras iniciativas. As pessoas deviam “sentar-se à mesa, comer de garfo e faca, saber falar corretamente a língua portuguesa, divertir-se como homens e mulheres faziam nas cidades – em clubes, dançando valsas e outras danças”, salienta o mesmo autor. “E seguir normas higiênicas determinadas pelos médicos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendente de José Fabrício, o músico Vicente Telles, neto do coronel Alexandre Telles da Rocha, primeiro intendente de Irani na década de 1920 e fazendeiro na região, lembra o episódio envolvendo o antepassado e Miguel Fabrício das Neves, que pode não ter ocorrido exatamente como ele conta, mas revela a existência de um conflito familiar que, se permanece na memória, certamente teve um forte impacto. Miguel, então com longas barbas e tio de José Fabrício, teria aconselhado o sobrinho a parar com as correrias, sossegar um pouco. Os tempos estavam mudando e certas atitudes passavam a ser condenadas. O caudilho ouviu os conselhos, sempre calado, até reagir -  “segurou o Miguel, tirou a barba, deu um banho numa bica de monjolo e o soltou”, lembra Telles (2007). O episódio pode ter dado origem a uma divergência interna na família Fabrício das Neves, contribuindo para denegrir a imagem de José Fabrício, conforme referido anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada dos novos tempos, entretanto, não foram suficientes para arrefecer o ânimo e a disposição de José Fabrício. Quando chegar a hora, ele vai negociar com as empresas colonizadoras; estabelecer relações amistosas com as primeiras autoridades do novo município de Cruzeiro; utilizar na medida do possível o aparato estatal; e participar do processo político-partidário. Em outras palavras, ele usa os tentáculos do Estado com habilidade e a seu favor, assumindo as características de um “coronel”, cujo conceito vamos discutir no capítulo seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a assinatura do “Acordo” entre o Paraná e Santa Catarina em relação às terras contestadas, e a passagem de todo o lado oeste do rio do Peixe para a jurisdição catarinense, Fabrício se sentiu um pouco mais aliviado, embora a presença dos tentáculos do aparelho de Estado se tornem mais presentes. Estava aliviado por seus “domínios” passarem a pertencer a Santa Catarina e “não tardou que o coronel percebesse que os serviços de colonização seriam inevitáveis e necessários”, observa Antenor Geraldo Zanetti Ferreira. “Ele mesmo já se dizia cansado de lutas e queria viver sossegado com sua mulher”, assinala, “em algum lugar da região do rio Engano”, onde queria “morrer comendo carne de anta”, como “costumava dizer” em tom de brincadeira (FERREIRA, 1992, p. 62-63).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ter em mente que após o “Acordo” de 1916, o então governador Felippe Schmidt assinou a lei nº 1.147, de 25 de agosto do mesmo ano, dividindo a região incorporada em quatro municípios: Mafra, Porto União, Chapecó e Cruzeiro, prevendo a implantação de sedes com a categoria de vila (BELLANI, 1989). Assim, as regiões dos atuais municípios de Concórdia e Iraní, entre outros, ficam subordinados ao novo município de Cruzeiro, cuja sede inicial foi em Limeira (atual Joaçaba), nas margens da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande. Através da resolução nº 934 do Governo do Estado, foram nomeadas as primeiras autoridades (QUEIROZ, 1967,  p. 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 11 de outubro (1917) foi nomeado o primeiro juiz de direito da Comarca, Aprígio Gomes de Melo Cavalcanti, e no dia 18 do mesmo mês o promotor público Claribalte Galvão. Em 20 de agosto de 1919 foi fixada a sede definitiva de Cruzeiro, transferida de Limeira (Joaçaba) para Catanduva (singular), com o nome de Cruzeiro, situação que durou até março de 1926, quando a lei estadual nº 1948 (8 de março) elevou o povoado de Limeira para vila, voltando a sediar o município atual de Joaçaba (QUEIROZ, 1967, p. 8-9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso das primeiras autoridades nas regiões dos atuais municípios de Concórdia, Irani e outros, elas precisam ter o aval do coronel, pois em caso contrário ficariam impedidas de exercer seus papéis. “Ele botava esses comissário, inspetor de quarteirão, e dava as ordens: crime bárbaro não tem cadeia, vocês pegando pode matar”, observa José Gomes. “Foi onde mataram dois caras que mataram um rapazinho nos gramados de Irani”. De acordo com ele, Fabrício mantinha sim relações com algumas autoridades, “alguma coisa ele tinha, porque eles ordenavam” e Fabrício em “grande parte ele fazia por conta dele mesmo”. Caso fosse “executar pelas ordens que recebia do governo, muitos eles não podia matar, e tinha gente que perseguia ele, então ele pegava e matava mesmo”, acrescenta Gomes, que passou quase toda a vida na região de Concórdia-SC e hoje reside em Colombo-PR, nas proximidades de Curitiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período que se inicia nos interessa de perto, tendo em vista o paulatino envolvimento de José Fabrício das Neves com a política local, embora as referências sejam escassas, mas que apontam para uma aproximação do caudilho com as autoridades e o progressivo envolvimento no quadro que se cria. No plano estadual, o Partido Republicano Catarinense (PRC), único existente, exercia o domínio do Executivo estadual desde 1891, com duas grandes lideranças: Lauro Müller e Hercílio Luz. Segundo Carlos Humberto Corrêa (1984, p. 18), o PRC era, “na verdade, aqueles dois nomes; e os mesmos, por sua vez, juntos, ou separadamente, eram o Partido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, desde o surgimento da República, a cena político-partidária não se caracterizou “pela luta pelo poder entre os dois líderes estaduais”, pois enquanto Müller atuava mais no plano federal, Hercílio cuidava das questões regionais. “Afora as divergências de Hercílio com Felipe Schmidt, no primeiro governo deste, e com Gustavo Richard, o processo político catarinense foi de um continuísmo oligárquico”, salienta Corrêa (1984, p. 25-26), onde “as preocupações maiores estavam em deixar no poder os membros de um Partido único, unidos entre si por laços consangüíneos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na região do planalto, incluindo a região recém incorporada com o "Acordo", a cidade de Lages “tinha o título de ‘capital política’ de Santa Catarina, pela tradição de seus representantes e laços efetivos com o Rio Grande do Sul”, segundo Carlos Humberto Corrêa (1984, p. 27). Desde a proclamação da República, dois lageanos haviam governado o Estado, Vidal Ramos (1910-1914) e Felipe Schmidt (1914-1918). É onde surge também a primeira oposição dentro do Partido Republicano Catarinense (PRC), sobretudo depois que Hercílio Luz suplantou em definitivo a liderança de Lauro Müller, oposição essa liderada por Vidal Ramos e seu filho Nereu Ramos – grupo que mais tarde vai apoiar a Revolução de 1930, constituindo as bases da futura Aliança Liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As informações disponíveis indicam que, lá na ponta, José Fabrício se ligou a esse grupo, fazendo oposição ao superintendente (prefeito) indicado Otávio Manoel Bittencourt. Este, por sua vez, era apoiado pelo coronel Antônio Inácio de Araújo Pimpão (Duca Pimpão), ligado ao esquema político dominante em Palmas-PR antes do “Acordo”, por isso chamados por José Waldomiro Silva (1987, p.  44) de “palmerianos”, residentes no então distrito de Hercilópolis. Duca Pimpão planejava transferir a sede do município para Hercilópolis e para tanto “mandou medir uma grande área de uma de suas fazendas (Cruz Alta)”, com esse objetivo. Certa ocasião, seqüestrou os arquivos da superintendência (Catanduva) e os levou a Hercilópolis (SILVA, 1987, p. 48-49).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de oposição se articula em torno de Victor Rauen, integrado por Luiz Giorno (Limeira) e Henrique Rupp Júnior, incompatibilizados ambos com o governador Hercílio Luz, devido ao apoio à desastrada administração de Manoel Bittencourt. Certa ocasião, em 1921, os irmãos Victor e Eurico Rauen se deslocavam de Herval para a atual Luzerna, quando foram alvos de uma emboscada, com disparos de Winchester calibre 44. Os tiros passaram de raspão nas costas dos dois. Segundo Silva (1987, p. 38-9), os suspeitos foram presos, mas o superintendente Bittencourt, “homem violento e arbitrário”, tentou “soltar seus dois amigos” atacando o quartel da Polícia em Herval, onde estavam detidos. Frustrada a tentativa, Bittencourt tivera que fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ADORNO, Sérgio. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Monopólio Estatal da Violência na Sociedade Brasileira Contemporânea&lt;/span&gt;. In: Miceli, S. et al. (Org.). O que ler na ciência social brasileira 1970-2002. São Paulo: Sumaré, v. IV, p. 267-307, 2002. Disponível em: &lt;http: org="" downloads="" pdf=""&gt;. Acesso em: 25 maio 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BELLANI, Eli Maria. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Município de Chapecó: legislação e evidências. 1917-1931&lt;/span&gt;. Cadernos do Centro de Organização da Memórias Sócio-Cultural do Oeste de Santa Catarina (CEOM). Edição Especial. Série: Documento 1. Chapecó: Fundeste, Ano 4, p. 62-63, ago. 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORRÊA, Carlos Humberto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um Estado entre duas Repúblicas: a revolução de trinta e a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;política em Santa Catarina&lt;/span&gt;. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Antenor Geraldo Zanetti. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Concórdia: o rastro de sua história&lt;/span&gt;. Concórdia: Fundação Municipal de Cultura, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MONTEIRO, Duglas Teixeira. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os errantes do novo século: um estudo sobre o surto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;milenarista do Contestado&lt;/span&gt;. 1972. 283p. Tese (Doutorado em História). Universidade de São Paulo, São Paulo, 1972.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEIROZ, Alexandre Muniz de. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Álbum comemorativo do centenário do município de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joaçaba&lt;/span&gt;. Joaçaba: IP-Paraná, 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SCHWARTZMAN, Simon. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da violência de nossos dias.&lt;/span&gt; Dados - Revista de Ciências Sociais. Rio de Janeiro. v. 23, n. 3, p. 365-70, 1980. Disponível em: http://www.schwartzman.org.br/simon/violencia.htm&lt;http: br="" simon="" violencia="" htm=""&gt;. Acesso em: 13 out. 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, José Waldomiro. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Oeste Catarinens: memórias de um pioneiro&lt;/span&gt;. Florianópolis: Edição do Autor, 1987.&lt;br /&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-9082408304739903527?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/9082408304739903527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabrcio-das-neves-41.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/9082408304739903527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/9082408304739903527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabrcio-das-neves-41.html' title='José Fabrício das Neves (41)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXooo7DBNQI/AAAAAAAAFDk/TEcYNNL2dLg/s72-c/DSC_8636.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-3372925217947644945</id><published>2009-01-21T14:27:00.018-02:00</published><updated>2009-01-21T15:21:55.907-02:00</updated><title type='text'>A religiosidade de São João Maria (4)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Festa de Santo Antão &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;(4ª parte)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdRfj3KtAI/AAAAAAAAFBk/retBvZlrQQc/s1600-h/Subindo_o_Cerro_DSC_1264.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdRfj3KtAI/AAAAAAAAFBk/retBvZlrQQc/s400/Subindo_o_Cerro_DSC_1264.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293789489641731074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdRQxAQU0I/AAAAAAAAFBc/uAgtR6Bc8ZI/s1600-h/Subindo_o_Cerro_DSC_1304.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdRQxAQU0I/AAAAAAAAFBc/uAgtR6Bc8ZI/s400/Subindo_o_Cerro_DSC_1304.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293789235471471426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdRH0F6y2I/AAAAAAAAFBU/ypzw6BdZ_is/s1600-h/Subindo_o_Cerro_DSC_1247.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdRH0F6y2I/AAAAAAAAFBU/ypzw6BdZ_is/s320/Subindo_o_Cerro_DSC_1247.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293789081681709922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQ6Rpl5UI/AAAAAAAAFBM/fZo-9NN4xeM/s1600-h/Subindo_o_Cerro_DSC_1261.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQ6Rpl5UI/AAAAAAAAFBM/fZo-9NN4xeM/s400/Subindo_o_Cerro_DSC_1261.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293788849097794882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQuQRCKYI/AAAAAAAAFBE/rcs1Vhx2QLU/s1600-h/Subindo_o_Cerro_DSC_1300.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQuQRCKYI/AAAAAAAAFBE/rcs1Vhx2QLU/s400/Subindo_o_Cerro_DSC_1300.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293788642567924098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQjd6hqrI/AAAAAAAAFA8/9vkCJ2V0mDU/s1600-h/Subindo_o_Cerro_DSC_1253.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQjd6hqrI/AAAAAAAAFA8/9vkCJ2V0mDU/s400/Subindo_o_Cerro_DSC_1253.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293788457253055154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQdIqHTUI/AAAAAAAAFA0/_P7FZEL0iLk/s1600-h/Subindo_o_Cerro_DSC_0931.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQdIqHTUI/AAAAAAAAFA0/_P7FZEL0iLk/s400/Subindo_o_Cerro_DSC_0931.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293788348467858754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQRlmrVZI/AAAAAAAAFAs/PE_sdRzYxNs/s1600-h/Subindo_o_Cerro_DSC_0943.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQRlmrVZI/AAAAAAAAFAs/PE_sdRzYxNs/s400/Subindo_o_Cerro_DSC_0943.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293788150079640978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQIWXD8YI/AAAAAAAAFAk/C-Lu3hav03E/s1600-h/Subindo_o_Cerro_DSC_1313.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdQIWXD8YI/AAAAAAAAFAk/C-Lu3hav03E/s400/Subindo_o_Cerro_DSC_1313.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293787991368790402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cenas da subida do Cerro de Santo Antão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdP0hBC6RI/AAAAAAAAFAc/qvfL31ldwvE/s1600-h/Geral_DSC_1238.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdP0hBC6RI/AAAAAAAAFAc/qvfL31ldwvE/s400/Geral_DSC_1238.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293787650631854354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Público presente na última festividade (11.1.2009).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No rastro de São João Maria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como cheguei ao tema Contestado sem querer, quando seguia os passos de um "coronel" muito mal falado de Concórdia-SC, também esbarrei involuntariamente na religiosidade de São João Maria. Ou seja, topei logo no início da pesquisa com as fontes de água do monge onde muitos casais até hoje levam os filhos para o primeiro batismo. Mais do que um elemento de forte presença entre os caboclos do Contestado no auge da repressão ao movimento (1912-1916), essa mesma religiosidade permanece nas regiões que percorri: o Meio-Oeste catarinense (Irani, Concórdia, Vargem Bonita, Catanduvas), Porto União-SC/União da Vitória-PR, e o Sudoeste do Paraná e imediações, como Coronel Domingos Soares, Palmas, Covó (Mangueirinha), Coronel Vivida e Pinhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha contato com o tema (religiosidade) através de autores como Marli Auras, Nilson Thomé, Oswaldo Rodrigues Cabral, Pedro Felisbino, José Fraga Fachel, Paulo Pinheiro Machado, Ivone Gallo, Euclides Felipe, Duglas Teixeira Monteiro e Maurício Vinhas de Queiroz, entre outros. Mas foi diferente quando ouvi as canções de Vicente Telles e os depoimentos de dona Maria Antunes Lemos (Vargem Bonita-SC), Elvira Dalla Costa (Palmas-PR) e Sebastiana Perão (Coronel Vivida). Ou quando conheci o monge Marcos José Alves, operando no eixo Palmas-PR/Irani-SC, sobre quem falarei mais adiante. Nesse caso não vale tanto o que está escrito, mas aquilo que se vê e se ouve, o que nos faz sentir, emociona, aguça o tato e o olfato. Isso nos coloca diante do sentimento (ou da mentalidade) de quem viveu os tempos da repressão do movimento do Contestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O santo monge&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lendo que fiquei sabendo da presença de João Maria de Agostini no Campestre de Santa Maria da Boca do Monte (antiga denominação do atual município de Santa Maria-RS), lá por volta de 1848, pouco depois de haver se apresentado a uma repartição de imigrantes em São Paulo, onde ficaram os primeiros registros de sua presença no Brasil. Veio da Itália e nossa historiografia nada conta sobre seu passado, há uma formidável lacuna em relação a isso. O que "sabemos" é sobre sua presença nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, muito pouco em Santa Catarina. É possível que ele tenha morrido na Lapa-PR, mas ele não morreu segundo o sentimento colhido entre os caboclos da área geográfica pesquisada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo de apresentar aqui qualquer fotografia de João Maria de Agostini, por não serem dele as que circulam amplamente segundo Oswaldo Rodrigues Cabral. As estampas que ornam muitas residências e oratórios no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e outros estados, são do "segundo" monge, João Maria de Jesus, sobre quem falaremos mais adiante. Como o "segundo" seguiu a tradição do "primeiro", inclusive na aparência física, supomos que tenham se parecido. Na historiografia corrente do Contestado existiram três monges: o primeiro (João Maria de Agostini), o segundo (João Maria de Jesus) e o o terceiro (José Maria de Castro Agostinho), mas na realidade dezenas desses monges percorreram a região e levaram a "mensagem" de São João Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; As águas de Santo Antão&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verão de 1848/1849 entre oito e nove mil pessoas procuraram tratamento para algum tipo de mal nas águas da fonte de João Maria de Agostini no Cerro de Santo Antão. As informações são do médico Thomaz Antunes de Abreu em relatório de 25 de maio de 1849. Ele fora ao Campestre (Santa Maria-RS) por determinação do presidente (governador) da Província, Francisco Soares de Andréa, preocupado, como o alto clero, com as romarias e aglomerações de povo sob o comando de um monge. A lei 141 de 18 de julho de 1848 autoriza o envio de "um médico de confiança" ao local para verificar as qualidades das águas, apontadas como milagrosas e vendidas em algumas farmácias da área central de Santa Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de verificar as três fontes do cerro (da Cruz, do Umbú e da Misericórdia), o médico concluiu que as águas não tinham nenhum poder medicinal. Antes disso, João Maria de Agostini já tinha sido preso, levado a Porto Alegre-RS e a caminho da Ilha do Arvoredo, ao norte da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis-SC), como veremos adiante. O doutor Thomaz de Abreu observou uma religiosidade "diferente" da que ele praticava, levando-o a falar em uma "nova Religião" ali se formando. Os elementos eram "as águas, o barro, as árvores e os cipós", considerados santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o médico passou um apertado, como se diz. Ao tentar desqualificar as propriedades milagrosas das águas do cerro, houve uma "celeuma" "contra os médicos". Tentando acompanhar os tratamentos ali efetuados pelas pessoas humildes e simples, sentiu um "não acolhimento da parte de muitos". Usando de "minha natural prudência" ele teve que mudar de procedimento para obter as informções desejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) FACHEL, José Fraga. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Monge João Maria: recusa dos excluídos&lt;/span&gt;. Porto Alegre; Florianópolis: Editora da UFRGS; UFSC, 1995.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdSNS4f-fI/AAAAAAAAFBs/F_rA5q1lSxs/s1600-h/Velas_DSC_0836.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdSNS4f-fI/AAAAAAAAFBs/F_rA5q1lSxs/s400/Velas_DSC_0836.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293790275357899250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O fio da meada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estive em Santa Maria nos dias 10 e 11 de janeiro (2009), acompanhando os momentos finais da 161ª Festa de Santo Antão - criada em 1848 por João Maria de Agostini - tinha em mente um pouco da descrição do evento feita pelo médico. E também o texto "Aos do Campestre", com as recomendações do monge para os festejos. Não encontrei as pessoas acampadas, referidas por cronistas e historiadores, mas sobravam produtos importados do Paraguai e uma profusão de ítens religiosos, churrasco e cerveja à vontade. A imagem de Santo Antão, a Capela e a Ermida no alto do cerro não são as originais. Nenhuma "imagem" de São João Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A devoção às águas, ao barro, às árvores e cipós. Bebiam a água e cobriam ferimentos com o barro do cerro. Foi o que o doutor Thomaz viu no Campestre em 1848.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campestre de Santo Antão, 11 de janeiro de 2009. Muitos romeiros sobem o cerro (morro) de pés descalços, por uma trilha de 300 metros de extensão pontuada por 14 cruzes. Coletam e bebem água nas fontes e se apoiam em improvisados cajados durante a subida e a descida. A água, os pés descalços no barro, os pedaços de árvores apoiando o deslocamento. Ao pé de cada cruz os devotos acendem velas, oram, descansam antes de seguir cerro acima. Os cajados são deixados no início da trilha pelos que retornam da jornada. Outros vão se apoiar neles para subir. Vão tomar água na fonte antes de seguir até a ermida no alto do cerro. E vão encher seus frascos com a mesma água e levar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E São João Maria? Quase não se fala dele, mas as pessoas sabem quem criou a Festa de Santo Antão - um monge que trouxe de longe a imagem do santo.  O seminarista Everton Pairé fez referência ao "monge João Maria" e sua relação com o surgimento da festa de Santo Antão no tríduo do dia 10 de janeiro último (2009) na Capela de Santo Antão (Santa Maria-RS). De alguma forma a fé e a devoção expressas nessa festividade de cunho popular sobreviveu e se mantém, apesar de tudo, como veremos adiante, ao lado de vendedores de importados, óculos, bijuterias, chapéus e artesanatos e da concorrida roleta da sorte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Presentes na última Festa de Santo Antão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdOXG9dmiI/AAAAAAAAE_8/qJMyj0dZkg8/s1600-h/dom_h%C3%A9lio_DSC_1017.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdOXG9dmiI/AAAAAAAAE_8/qJMyj0dZkg8/s320/dom_h%C3%A9lio_DSC_1017.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293786045909670434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;D. Hélio Adelar Rubert, bispo de Santa Maria-RS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdOiC_vpaI/AAAAAAAAFAM/RRkNR7DEYAQ/s1600-h/Schirmer_Farrat_DSC_1067.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 237px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdOiC_vpaI/AAAAAAAAFAM/RRkNR7DEYAQ/s320/Schirmer_Farrat_DSC_1067.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293786233824060834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Prefeito Cezar Schirmer (direita)&lt;br /&gt;e o vice José Haidar Farret.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdORPDVcxI/AAAAAAAAE_0/BkerbPAYKMw/s1600-h/Padre_DSC_0862.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 235px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdORPDVcxI/AAAAAAAAE_0/BkerbPAYKMw/s320/Padre_DSC_0862.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293785945002570514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pe. Ruben Natal Dotto&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdOcjFjPCI/AAAAAAAAFAE/nbATlxsRWso/s1600-h/Seminarista_Everton_Pair%C3%A9_DSC_0717.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdOcjFjPCI/AAAAAAAAFAE/nbATlxsRWso/s320/Seminarista_Everton_Pair%C3%A9_DSC_0717.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293786139359132706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seminarista Everton Pairé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-3372925217947644945?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/3372925217947644945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3372925217947644945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3372925217947644945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-4.html' title='A religiosidade de São João Maria (4)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXdRfj3KtAI/AAAAAAAAFBk/retBvZlrQQc/s72-c/Subindo_o_Cerro_DSC_1264.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-3191070364814123990</id><published>2009-01-20T11:39:00.000-02:00</published><updated>2009-01-20T11:39:00.266-02:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (40)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center; color: rgb(102, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;O caso do monge Nemésio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXW4uBozYtI/AAAAAAAAE-E/lYyV3V2q_uo/s1600-h/O+Estado+13+6+1917.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 226px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXW4uBozYtI/AAAAAAAAE-E/lYyV3V2q_uo/s320/O+Estado+13+6+1917.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293340037896954578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Capa do jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estado&lt;/span&gt;, nº 629. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Florianópolis-SC, quarta-feira, 13.6.1917.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O colega do curso de História na Udesc, Felipe Corte Real de Camargo, me ajudou a pesquisar os principais jornais catarinenses entre 1917 e 1921 na Biblioteca Pública de Santa Catarina, em Florianópolis. Entre os eventos do período se destaca o surgimento de um novo monge, Nemésio José de Medeiros, abordado na postagem anterior. A seguir, um pouco do que foi publicado na época.&lt;/span&gt; (Clique nos recortes para ampliá-los).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXW44OvQAmI/AAAAAAAAE-M/_noK8ja3e0o/s1600-h/O+Estado+20+6+1917.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 189px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXW44OvQAmI/AAAAAAAAE-M/_noK8ja3e0o/s400/O+Estado+20+6+1917.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293340213212349026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Capa do jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estado&lt;/span&gt;, nº 635. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Florianópolis-SC, quarta-feira, 20.6.1917.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   "O monge Jesus de Nazareth. Mais um semeador... da revolta?", pergunta o jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estado&lt;/span&gt; em sua edição nº 639, página 2 (Florianópolis-SC,domingo, 24.6.1017). E publica uma matéria procedente de Campos Novos, escrita no dia anterior, com o subtítulo "População receiosa". O surgimento do novo monge no Irani "preocupa a atenção do povo daqui", diz o jornal. "É ele um caboclo alto, de barbas brancas e longas, descendo-lhe até o peito, cabelos brancos e compridos, olhos muito vivos e observadores com um certo ar de tristeza e de meiguice. Tem a imponencia impressionante o o ar superior de um santo. É excessivamente calmo e fala devagar, pausadamente, como que bem meditando no que diz. Usa uma bombacha a gaúcho e calça chinelos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informa que há cerca de oito dias ele embarcara em Capinzal "com destino a Curitiba afim de conferenciar com o dr. Afonso Camargo, presidente [governador] daquele Estado e solicitar permissão para edificar uma igreja no Irani. Ao que se sabe foi-lhe concedida a entrevista", comenta o jornal. "Consta aqui que desembarca de regresso hoje não tendo o governo do Paraná tomado providência alguma, tendo até, pelo contrário, garantido o monge Jesus de Nazareth. A ser isso verdade é indubitável a formação de novo canudos, incomparavelmente mais resistente que o antigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante situar esse novo monge no contexto da época. A fase mais aguda de repressão do movimento do Contestado (1912-1916) havia acabado e em 20 de outubro de 1916 fora assinado o Acordo de Limites Paraná-Santa Catarina, no Rio de Janeiro. A iniciativa gerou um levante  armado na região Sudoeste do Paraná, envolvendo o deputado Cleto da Silva e os coronéis Domingos Soares e Manuel Fabrício Vieira, entre outros. As manifestações contra o acordo começaram em 7 de novembro de 1916, culminando com a sublevação entre maio e agosto de 1917. O período de ascensão e morte do monge Nemésio (Jesus de Nazareno ou de Nazareth) vai de maio a junho do mesmo ano de 1917.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso o jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estado&lt;/span&gt; na matéria citada acima, faça uma advertência: "O novo Jesus de Nazareth é bem possível seja criatura da oposição do Paraná contrária ao acordo". Poucos dias depois sua morte é anunciada. "O monge Jesus de Nazareth foi assassinado. Uma peregrinação que acaba mal". Diz a matéria: "Nemésio José de Medeiros, que um dia, por uma anunciação divina, segundo nos disse ainda há poucos dias, recebeu no corpo o espírito de Jesus Cristo e desde então passou a chamar-se Jesus Nazareno, não teve como o rabino da Galiléia a cruz para expirar, no alto de uma montanha, mas apenas sofreu a rudeza de uma bala ou de um punhal, caindo na silenciosa floresta da margem do Uruguai".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E prossegue: "Esse novo messias que nasceu lá para as bandas de Jaguarão, desde moço se deu a leitura da Bíblia e não só se preocupou com os estudos exegéticos do livro sagrado do cristianismo, mas procurou caracterizar-se de modo a parecer um daqueles apóstolos do Tibiriades ou o próprio Cristo, que expirou no Calvário para redimir a humanidade". Assim, Nemésio "em andrajos esquisitos andou pelos campos e florestas a pregar a regeneração, até que um dia, com 3 contos de réis no bolso, resolveu visitar a capital do Estado do Paraná e entrar para a história, com uma coleção de fotografias curiosas, com um dos tipos místicos que tem impressionado a humanidade toda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo o mesmo jornal, Nemésio regressara a "seu reduto" com "dinheiro e com um lote de terras para construir uma igreja", satisfeito por haver conduzido em Curitiba "centenas de curiosos, que o queriam ouvir e ver a sua longa cabeleira e a sua barba enorme. A sua sorte porém era má; o seu destino não era o de salvar a humanidade, mas o de cair, talvez por um tiro projetado por um admirador dos seus três contos de réis. (D'O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diario da Tarde&lt;/span&gt;)".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXW5cL95pRI/AAAAAAAAE-U/jyoS6damk6s/s1600-h/O+Estado+12+7+1917.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 119px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXW5cL95pRI/AAAAAAAAE-U/jyoS6damk6s/s400/O+Estado+12+7+1917.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293340830943782162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Capa do jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Florianópolis-SC&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, nº 654, 12.7.1917.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXXBkEqYS5I/AAAAAAAAE-c/x1AGaJOBk8U/s1600-h/DSC_0044.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 296px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXXBkEqYS5I/AAAAAAAAE-c/x1AGaJOBk8U/s400/DSC_0044.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293349762514832274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Anúncio publicado em jornais de Florianópolis-SC &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;no período &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pesquisado (1917-1921), possibilitando&lt;br /&gt;uma leitura da visão urbana dos monges. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-3191070364814123990?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/3191070364814123990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabrcio-das-neves-40.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3191070364814123990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3191070364814123990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabrcio-das-neves-40.html' title='José Fabrício das Neves (40)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXW4uBozYtI/AAAAAAAAE-E/lYyV3V2q_uo/s72-c/O+Estado+13+6+1917.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-47063446346641019</id><published>2009-01-19T11:22:00.000-02:00</published><updated>2009-01-19T11:22:01.017-02:00</updated><title type='text'>A religiosidade de São João Maria (3)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Festa de Santo Antão&lt;/span&gt; (3ª parte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença da família Borin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRlia3_FRI/AAAAAAAAE8c/2CRGCYLkQ4g/s1600-h/Borin_Sto_Ant%C3%A3o_DSC_0466.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 251px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRlia3_FRI/AAAAAAAAE8c/2CRGCYLkQ4g/s400/Borin_Sto_Ant%C3%A3o_DSC_0466.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292967104071275794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luiz Borin (a esquerda, na primeira fileira). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acervo: Família Borin/Santa Maria-RS. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRlNclRxtI/AAAAAAAAE8U/17DYdigwCBg/s1600-h/Fausti_Borin_DSC_0477.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 249px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRlNclRxtI/AAAAAAAAE8U/17DYdigwCBg/s400/Fausti_Borin_DSC_0477.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292966743752427218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fausto Borin &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(segurando o chapéu)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, pai do atual presidente&lt;br /&gt;da comissão organizadora da Festa de Santo Antão, Alfeu Borin.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acervo: Família Borin/Santa Maria-RS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRknBVekTI/AAAAAAAAE8E/VvzkVINzpo8/s1600-h/Fausto_Borin_DSC_0671.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 222px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRknBVekTI/AAAAAAAAE8E/VvzkVINzpo8/s320/Fausto_Borin_DSC_0671.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292966083603370290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Última foto de Fausto Borin (meados de 2008). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acervo: Família Borin/Santa Maria-RS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRkcXb8uFI/AAAAAAAAE70/qmxdFJWyhJM/s1600-h/Elizia_Schvamborn_Bodin_81anos_DSC_1128.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRkcXb8uFI/AAAAAAAAE70/qmxdFJWyhJM/s200/Elizia_Schvamborn_Bodin_81anos_DSC_1128.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292965900557531218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRkWALGYuI/AAAAAAAAE7s/36G974mLpBA/s1600-h/Elizia_Schvamborn_Bodin_81anos_DSC_0860.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 259px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRkWALGYuI/AAAAAAAAE7s/36G974mLpBA/s400/Elizia_Schvamborn_Bodin_81anos_DSC_0860.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292965791233630946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dona Elizia Schvamborn Borin, viúva de Fausto Borin, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;acompanha as atividades da última Festa de Santo Antão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRkMCA6s5I/AAAAAAAAE7k/Hxw8H1slXdA/s1600-h/Alfeu_Borin_domH%C3%A9lio_DSC_0920.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRkMCA6s5I/AAAAAAAAE7k/Hxw8H1slXdA/s400/Alfeu_Borin_domH%C3%A9lio_DSC_0920.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292965619929101202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alfeu Borin conversa com o bispo de Santa Maria-RS,  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dom Hélio Rubert, durante a 161ª Festa de Santo Antão (11.1.2009). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRkEqviAyI/AAAAAAAAE7c/djn-UJKCQuY/s1600-h/Braz%C3%A3o_2Untitled.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRkEqviAyI/AAAAAAAAE7c/djn-UJKCQuY/s400/Braz%C3%A3o_2Untitled.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292965493423080226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O brazão dos Borin.&lt;br /&gt;Acervo: Família Borin/Santa Maria-RS. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Breve histórico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando fazia fotos do preparo de doces e pães da 161ª Festa de Santo Antão, no município de Santa Maria-RS, perguntei a uma das senhoras se ela também era de origem italiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Italiana... Somos todos da família Borin, respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me chamou a atenção. Após conversar com Alfeu Borin, presidente da comissão que organizou a última Festa de Santo Antão, constatei a presença da família nos festejos desde o final do século 19. Um livro escrito por Elena Borin (Caxias do Sul, 26.11.1999) ajudou a reconstituir a trajetória da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com a chegada dos irmãos Matteo e Bortolo Borin, em 1882, fixando-se nas localidades de Santo Antão e Caturrita. no município de Santa Maria-RS. Vieram por conta própria de Camisano Vicentino, província de Vicenza, no norte da Itália. Dona Maria Miolo Borin, casada com Bortolo, costumava dizer que não eram imigrantes, pois haviam custeado as despesas de viagem e adquirido as terras com recursos próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bortolo e Maria tiveram 10 filhos, cinco homens e cinco mulheres, alguns nascidos na Itália, outros no Brasil. Entre os filhos destacamos Luiz Borin, pai de Fausto Borin. Os dois, avô e pai de Alfeu, aparecem em fotos à frente de duas procissões de Santo Antão. Fausto faleceu em setembro do ano passado e era casado com dona Elizia Schvamborn Borin, 81 anos - o casal teve 14 filhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Imagens da devoção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;161ª Festa de Santo Antão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjyUQiMQI/AAAAAAAAE7U/ebspT1LMWes/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o1_DSC_0881.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjyUQiMQI/AAAAAAAAE7U/ebspT1LMWes/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o1_DSC_0881.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292965178149843202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjuMNNKcI/AAAAAAAAE7M/Ai76Psitr1s/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o2_DSC_0885.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjuMNNKcI/AAAAAAAAE7M/Ai76Psitr1s/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o2_DSC_0885.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292965107268921794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjoLnmAWI/AAAAAAAAE7E/qe8kDl5l1CE/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o3_DSC_0887.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 288px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjoLnmAWI/AAAAAAAAE7E/qe8kDl5l1CE/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o3_DSC_0887.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292965004031951202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjfuwn4aI/AAAAAAAAE68/4WtgfEhtZl4/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0880.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjfuwn4aI/AAAAAAAAE68/4WtgfEhtZl4/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0880.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292964858846241186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjZ2DaCVI/AAAAAAAAE60/Qi-SgmKciCg/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0844.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjZ2DaCVI/AAAAAAAAE60/Qi-SgmKciCg/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0844.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292964757724858706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjUdtmldI/AAAAAAAAE6s/W0IN7uhxBlM/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0830.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjUdtmldI/AAAAAAAAE6s/W0IN7uhxBlM/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0830.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292964665291609554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjOp-DdkI/AAAAAAAAE6k/9v1CQa0YfO4/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0796.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjOp-DdkI/AAAAAAAAE6k/9v1CQa0YfO4/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0796.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292964565502621250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjI1oVR-I/AAAAAAAAE6c/kyLmQxu7F0k/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0783.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjI1oVR-I/AAAAAAAAE6c/kyLmQxu7F0k/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0783.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292964465553524706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjERx5X4I/AAAAAAAAE6U/zpPJThnirc4/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0734.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRjERx5X4I/AAAAAAAAE6U/zpPJThnirc4/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_0734.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292964387210485634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRi-IOg6HI/AAAAAAAAE6M/0Vzs6k37o0I/s1600-h/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_1083.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 312px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRi-IOg6HI/AAAAAAAAE6M/0Vzs6k37o0I/s400/Devo%C3%A7%C3%A3o_DSC_1083.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292964281566947442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;DICA DE LEITURA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRlv9lsgrI/AAAAAAAAE8k/KzwiGwTFWRs/s1600-h/img002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 309px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRlv9lsgrI/AAAAAAAAE8k/KzwiGwTFWRs/s400/img002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292967336728101554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Confira aqui a &lt;a href="http://cascavel.cpd.ufsm.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2187"&gt;íntegra&lt;/a&gt; da dissertação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-47063446346641019?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/47063446346641019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/47063446346641019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/47063446346641019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-3.html' title='A religiosidade de São João Maria (3)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXRlia3_FRI/AAAAAAAAE8c/2CRGCYLkQ4g/s72-c/Borin_Sto_Ant%C3%A3o_DSC_0466.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-6921004678178426654</id><published>2009-01-18T10:32:00.005-02:00</published><updated>2009-01-18T11:20:06.507-02:00</updated><title type='text'>José Fabricio das Neves (39)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXMmi-KVP8I/AAAAAAAAE5I/p_nh0vTZ2ZY/s1600-h/20+DSC_1084Jos%C3%A9_Fabr%C3%ADcio_das_Neves_reprod_CM.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 303px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXMmi-KVP8I/AAAAAAAAE5I/p_nh0vTZ2ZY/s400/20+DSC_1084Jos%C3%A9_Fabr%C3%ADcio_das_Neves_reprod_CM.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292616369334206402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Detalhe de uma foto obtida em 20.8.1919 durante a instalação da sede do município de Cruzeiro (Joaçaba) em Catanduvas-SC (conforme depoimentos de Cecília Boroski, filha de José Fabrício, residente em Concórdia-SC, e de Maria Antunes Lemos, moradora de Vargem Bonita-SC). José Fabrício das Neves (primeiro plano) aparece ao lado de Agostinho Ferreira e Cesário de Mattos (terno e gravata), segundo José Ambrósio Gomes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;As orelhas do coronel&lt;/span&gt; (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por volta de 1917, apareceu na região de Concórdia, um sujeito chamado Nemésio José de Medeiros, com a missão secreta de matar José Fabrício e levar suas orelhas para o então governador do Paraná Afonso Camargo. É o que escreve Antenor Geraldo Zanetti Ferreira. Gaúcho que havia participado da Revolução de 1893 sob o comando de Gumercindo Saraiva, Nemézio se tornou um “monge teleguiado” do Governo do Paraná e da Brazil Development and Colonization Company, essa última preocupada com a “liderança exercida por José Fabrício das Neves na região”. Representantes da Brazil Development e seu advogado, Afonso Camargo, também governador, teriam combinado com Nemézio o plano, logo posto em execução (FERREIRA, 1992, p. 61).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O “monge” se instalou em Taquaral, perto de Rancho Grande, na região de Concórdia, onde com rezas e conselhos envolveu certo número de caboclos. Em contato com o governador Afonso Camargo no dia 13 de junho de 1917, “manifestou seu desejo de comprar dois alqueires de terra para construir uma igreja”. Fabrício “não tardou a ser informado dos objetivos do “monge”, a quem teria conhecido nos tempos da Revolução de 1893, no Rio Grande do Sul, tendo sido anteriormente seu “amigo e compadre”. Ainda mais que ele se apresentava como o “José Maria” ressuscitado, segundo Ferreira (1992, p. 62), “alma de outro mundo”, visando certamente às ligações afetivas de Fabrício com o falecido monge do combate de Irani (José Maria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No dia 29 de junho de 1917, o caudilho e seus homens encontraram Nemézio com alguns seguidores na beira de um arroio na fazenda Laranjeiras, em Dois Irmãos, atual município de Presidente Castelo Branco. Usando uma winchester, Fabrício teria acertado Nemésio, provocando a fuga dos que o acompanhavam. Em seguida, “mandou pegar o corpo, arrastar para o lajeado, limpar as tripas e salgar bem”, conta Ferreira (1992, p. 62). Algum tempo depois, em 18 de julho do mesmo ano, o cadáver chegou à estação de trem de Marcelino Ramos-RS, “com a orientação de Fabrício para que um agente do Exército transladasse o corpo do falso monge à Curitiba”, para ser entregue de “presente ao governador Afonso Camargo”, segundo o mesmo autor. O corpo foi enterrado em Marcelino Ramos-RS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A historiadora Ivone Gallo usa o exemplo de Nemésio para argumentar sobre a existência de vários monges na região do Contestado, reproduzindo entrevistas que ele deu a jornais de Curitiba-PR, em que se apresenta como Jesus Nazareno. Tendo nascido em São João Batista do Herval-RS, residira em Pelotas-RS, dois anos em Irani-SC, e naquele momento havia se fixado em Taquaral, no mesmo estado, onde queria construir uma igreja, já tendo conseguido 2:643$620 réis. Precisava de mais dinheiro. “’Jesus de Nazareno’ é um belo tipo de taumaturgo”, escreve o jornal paulista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Capital&lt;/span&gt;. “A cabeça é judaica; lembra mesmo o Cristo”, possuindo cerca de 50 anos de idade, “cabelos bastos, encaracolados sobre os ombros, estão brancos, com tons levemente doirados. O tipo é magnífico. A alma pelo que se pode descobrir é silenciosa e boa” (GALLO, 1999, p. 92-93).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua morte ocorrida em Herval, segundo a mesma fonte, provocou a “imediata reação dos seguidores” e, segundo o mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Capital&lt;/span&gt;, “a situação no Contestado não é nada tranqüilizadora. O desaparecimento do monge, pelo modo violento como seu deu, acirrou ainda mais os ânimos da gente fanática”, que aguardava a ressurreição de Nazareno, o que não ocorreu. Havia entre os seguidores do “monge” a “convicção plena” da existência de espíritos do mal impedindo que ele ressuscitasse e “estes são, para eles, a forma armada e os campônios da zona litigiada que não rezam pela cartilha do defunto chefe. Daí, estar iminente uma grande revolução” (GALLO, 1999, p. 93). “O temor da repetição dos episódios de Canudos, a partir do desaparecimento do monge Medeiros”, destaca Gallo (1999, p. 94) “perturbava o sono das elites do país, que acompanhavam atentamente os acontecimentos, tratados vastamente pela imprensa das principais capitais”. Entretanto, o “vínculo entre Canudos e Contestado já havia sido traçado desde a tragédia de Irani”, acrescenta a mesma autora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos esses fatos permanecem reelaborados de alguma forma na memória de caboclos e outros moradores da região. José Ambrósio Gomes, por exemplo, relata que ao se ver diante de José Fabrício, o “monge” Nemézio teria lançado um desafio: que não poderia ser morto, só com bala de ouro, ao que o caudilho teria desembrulhado a embalagem de maço de cigarros e envolvido a bala “com o douradinho”, explica Gomes. “Aqui está a bala de ouro”, teria dito José Fabrício, atirando em seguida. Gomes conhece armas e sabe que isso é impossível, mesmo assim endossa a representação do episódio. Mais fantástica ainda é a narrativa  de Paulo Antunes das Neves, neto de Fabrício, residente em Pinhão-PR, filho do segundo casamento de Afonso Antunes das Neves. Segundo ele, o “falso monge”  Nemézio teria sido espancado e alvo de muitos disparos, mas não morria, quando resolveram abrir o corpo e retirar as entranhas, “mas o cara não morria e corria em volta da casa berrando que nem um louco”. Decidiram então colocar sal, vindo o sujeito a falecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O impacto do evento ficou marcado na memória coletiva da região, anotada por frei Tambosi (1941) em suas Crônicas. Um “ancião venerável, dado a falso misticismo”, chamado José Maria, “chefiava o grupo de fanáticos que punham em sobressalto a região do Irani-Jacutinga, pela sua fama de criminosos que cada vez mais se espalhava”. O Governo do Estado “teve que mandar forças contra esses bandos”, mas “o coronel Fabrício, sem ser fanático, ao que parece não prestou muito auxílio às tropas”. E afirma que, “atraiçoados por seus caboclos vaqueanos, muitos soldados perderam a vida, entre eles o coronel João Gualberto”. Entretanto “Fabrício foi a causa, ou até mesmo o mandatário da morte do profeta José Maria (sic), a quem acolheu favoravelmente e depois mandou matar, alegando que ele revolucionava os seus caboclos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) Texto publicado em O mato do tigre e o campo do gato - José Fabrício das Neves e o Combate do Irani. Florianópolis: Insular, 2007)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;FERREIRA, Antenor Geraldo Zanetti. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Concórdia: o rastro de sua história&lt;/span&gt;. Concórdia: Fundação Municipal de Cultura, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; GALLO, Ivone Cecília D’Avila. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Contestado: o sonho do milênio igualitário&lt;/span&gt;. Campinas: Ed. Unicamp. 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; TAMBOSI, Valentin. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Livro de Crônicas para a Capela de Nossa Senhora Aparecida de&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Engenho Velho&lt;/span&gt;. Paróquia N. S. do Rosário, Concórdia, Diocese de Lages. [1941]. 50f. [manuscrito]. (Fotocópia das primeiras páginas cedida por José Puntel. Concórdia, abril 2007).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A repercussão na imprensa de Florianópolis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXMl3V_9G5I/AAAAAAAAE5A/16_fPLM8eQo/s1600-h/O+DIA+14+7+1917+capa+DSC_0007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXMl3V_9G5I/AAAAAAAAE5A/16_fPLM8eQo/s400/O+DIA+14+7+1917+capa+DSC_0007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292615619818888082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Dia&lt;/span&gt; (Florianópolis-SC). Capa, 14.7.1917. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; O colega do curso de História na Udesc, Felipe Corte Real de Camargo, com as malas prontas para uma pós-graduação em Buenos Aires, me ajudou a pesquisar os principais jornais catarinenses entre 1917 e 1921 que integram a preciosa coleção da Biblioteca Pública de Santa Catarina, em Florianópolis. Entre os eventos do período está o surgimento desse novo monge, Nemésio José de Medeiros - também chamado de Jesus Nazareno, Jesus de Nazareth ou de José Maria. Veremos em detalhes essa cobertura da imprensa na próxima postagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-6921004678178426654?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/6921004678178426654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabricio-das-neves-39.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/6921004678178426654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/6921004678178426654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabricio-das-neves-39.html' title='José Fabricio das Neves (39)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXMmi-KVP8I/AAAAAAAAE5I/p_nh0vTZ2ZY/s72-c/20+DSC_1084Jos%C3%A9_Fabr%C3%ADcio_das_Neves_reprod_CM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-3360340631963089783</id><published>2009-01-16T11:40:00.000-02:00</published><updated>2009-01-16T11:40:01.582-02:00</updated><title type='text'>A religiosidade de São João Maria (2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);font-size:180%;" &gt;Festa de Santo Antão&lt;/span&gt; (2ª parte)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBnttNjaFI/AAAAAAAAEyE/psq6VfSz-jU/s1600-h/ABRE_DSC_0922.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBnttNjaFI/AAAAAAAAEyE/psq6VfSz-jU/s400/ABRE_DSC_0922.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291843597088548946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;161ª Festa de Santo Antão (Santa Maria-RS).&lt;br /&gt;Domingo, 11 de janeiro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBnkrCJxuI/AAAAAAAAEx8/f8GD_Tg-m5w/s1600-h/Capela_tr%C3%ADduo_DSC_0698.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBnkrCJxuI/AAAAAAAAEx8/f8GD_Tg-m5w/s400/Capela_tr%C3%ADduo_DSC_0698.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291843441885038306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tríduo na Capela de Santo Antão. Sábado, 10 de janeiro de 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBnLtnsF1I/AAAAAAAAExs/6-oRox5gNoY/s1600-h/Sto_Ant%C3%A3o_atual_DSC_0428.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBnLtnsF1I/AAAAAAAAExs/6-oRox5gNoY/s400/Sto_Ant%C3%A3o_atual_DSC_0428.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291843013082617682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem permanente na Capela de Santo Antão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmrf1jdsI/AAAAAAAAExM/lK10_HJJWhI/s1600-h/Sto+Ant%C3%A3o_DSC_0420.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmrf1jdsI/AAAAAAAAExM/lK10_HJJWhI/s400/Sto+Ant%C3%A3o_DSC_0420.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291842459626862274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmzaDZlII/AAAAAAAAExU/eco1PITyvZY/s1600-h/Sto_Ant%C3%A3o_rosto_DSC_0740.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmzaDZlII/AAAAAAAAExU/eco1PITyvZY/s320/Sto_Ant%C3%A3o_rosto_DSC_0740.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291842595513275522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem de Santo Antão que permanece na ermida&lt;br /&gt;no alto do Cerro de Santo Antão. Seu translado anual&lt;br /&gt;para a Capela, localizada na meia encosta, marca&lt;br /&gt;o início das festividades. É uma réplica da&lt;br /&gt;original incendiada em 1951 e que fora deixada na&lt;br /&gt;comunidade por João Maria de Agostini em 1848.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmlm0HfrI/AAAAAAAAExE/pLB4RJ8NN2Q/s1600-h/Estandarte_StoAnt%C3%A3o_prociss%C3%A3o_DSC_0423.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmlm0HfrI/AAAAAAAAExE/pLB4RJ8NN2Q/s400/Estandarte_StoAnt%C3%A3o_prociss%C3%A3o_DSC_0423.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291842358420668082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estandarte com a imagem de Santo Antão usado nas procissões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmcnA8HUI/AAAAAAAAEw8/lxU7Z5LqPRM/s1600-h/DSC_2068.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmcnA8HUI/AAAAAAAAEw8/lxU7Z5LqPRM/s400/DSC_2068.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291842203855625538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeira Capela de Santo Antão. Fonte: Romeu Beltrão (*). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmLssZVWI/AAAAAAAAEw0/QRNbtXRJMcw/s1600-h/DSC_2079.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 376px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBmLssZVWI/AAAAAAAAEw0/QRNbtXRJMcw/s400/DSC_2079.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291841913322296674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Procissão de Santo Antão em 17 de janeiro de 1914, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com a presença do padre Caetano Pagliuca. A imagem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do santo é a original de 1848, trazida por &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Maria de Agostini de uma igreja nas Missões. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Romeu Beltrão (*). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBl5dEc1gI/AAAAAAAAEwk/xRe_b_C9Glw/s1600-h/DSC_2087.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBl5dEc1gI/AAAAAAAAEwk/xRe_b_C9Glw/s400/DSC_2087.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291841599890576898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBlxVZ0zpI/AAAAAAAAEwc/RR-V7gva7fE/s1600-h/DSC_2063.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 258px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBlxVZ0zpI/AAAAAAAAEwc/RR-V7gva7fE/s400/DSC_2063.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291841460393791122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Detalhe e geral da antiga Capela de Santo Antão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em 1914, por ocasião da festa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Romeu Beltrão (*). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) BELTRÃO, Romeu. Cronologia histórica de Santa Maria. 2ª ed.&lt;br /&gt;Santa Maria-RS: Livraria Editora Pallotti, 1958.&lt;br /&gt;Acervo: Carlos Gomide (Santa Maria-RS).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBlqKCjfzI/AAAAAAAAEwU/4zCsWXsxJzo/s1600-h/BX_DSC_0451.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 257px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBlqKCjfzI/AAAAAAAAEwU/4zCsWXsxJzo/s400/BX_DSC_0451.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291841337084313394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Capela de Santo Antão de 1914 ganhou uma torre na parte &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;da frente, anos depois. Acervo: Família Borin/Santa Maria-RS. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;AOS DO CAMPESTRE&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;Por São João Maria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBuH4JFadI/AAAAAAAAEyc/hInjubbMkuQ/s1600-h/img001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 267px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBuH4JFadI/AAAAAAAAEyc/hInjubbMkuQ/s400/img001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291850643768961490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBuEUHCfGI/AAAAAAAAEyU/bJyVsk-p6Zc/s1600-h/img002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 258px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBuEUHCfGI/AAAAAAAAEyU/bJyVsk-p6Zc/s400/img002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291850582557097058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBuAZcOp3I/AAAAAAAAEyM/uDGg03EXMcw/s1600-h/img003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 264px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBuAZcOp3I/AAAAAAAAEyM/uDGg03EXMcw/s400/img003.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291850515268675442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Documento 7. FACHEL, José Fraga. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Monge João Maria: Recusa dos Excluídos&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SantaMaria-RS; Florianópolis-SC: Editora da &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Universidade (UFSM), Editora da UFSC, 1995. p.94-96.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O texto pode ter sido ditado por João Maria de Agostini.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-3360340631963089783?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/3360340631963089783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3360340631963089783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/3360340631963089783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-2.html' title='A religiosidade de São João Maria (2)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SXBnttNjaFI/AAAAAAAAEyE/psq6VfSz-jU/s72-c/ABRE_DSC_0922.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-1648559250184302357</id><published>2009-01-15T12:47:00.007-02:00</published><updated>2009-01-18T10:36:41.434-02:00</updated><title type='text'>José Fabrício das Neves (38)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW9NimzrtGI/AAAAAAAAEvs/E0L81TkmenA/s1600-h/P%C3%A7aConc%C3%B3rdia_DSC_1067.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW9NimzrtGI/AAAAAAAAEvs/E0L81TkmenA/s400/P%C3%A7aConc%C3%B3rdia_DSC_1067.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291533344111834210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Praça central de Concórdia-SC, onde José Fabrício&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e seus homens ergueram as primeiras edificações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os sertões por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ménage&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;O título é o original do livro "O mato do tigre e o campo do gato" (Florianópolis: Insular, 2007) e se baseia em entrevistas realizadas no Meio-Oeste catarinense e no Sudoeste do Paraná, cujas fontes estão indicadas no próprio texto. Nele temos o início da trajetória de José Fabrício das Neves no pós-combate do Irani, indiciado no Processo de Palmas (PR) e condenado junto com outras seis pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio Martins Fabrício das Neves diz que José Fabrício da Neves participou do combate de Irani “como assessor” de José Maria de Castro Agostinho. Foi um dos homens de “mais confiança do monge”, assegura. A seus contemporâneos José Maria afirmava ter "ajudado muito" a José Fabrício “nesse ideal de colonização, então depois ficaram muito conhecido, muito amigo”. No combate, “o Maria tinha ele” como um dos assessores, “mas um assessorava o outro porque não tinha um posto maior que o outro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do combate o monge dissera a Fabrício que “se era para morrer gente ele ia morrer”, mas não poderia “deixar aí essa coloniada tudo aí na frente e eu ficar lá atrás, e nós temos que ir na frente”. Os dois não poderiam se prevalecer “dessa gente, vamos enfrentar nós, e se eu morrer você pega essas armas que nós temos aí”, e “cuide essa gente, guarneça esse sertão aí”. Segundo Antônio, “foi o que ele disse para o Fabrício”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Fabrício fugiu após o combate? Segundo Antônio Fabrício das Neves, “ele correu, que nem os outros”, sobretudo os homens, permanecendo as mulheres e crianças em Irani. “Eles foram para Itá”, garante, além de Concórdia, onde o caudilho manteve seu “quartel-general” por muitos anos. “Mas o Fabrício transitava daqui lá mas tocando o mesmo serviço, a mesma, o mesmo ideal que eles tinham”, observa, “lidando com criação, fazenda, lavoura”. José Fabrício, acrescenta, “nunca correu para dar lado pros outros”, ficando “na dele, nunca provocou ninguém mas também não correu, ele cuidou da vida dele como ele sempre tinha aquele ideal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque José Fabrício não é citado no combate de Irani? “Não aparece porque ele não foi indicado por ninguém, por causa do... pra não haver mais nada, ficar por aí e ponto”, reagiu Antônio Martins Fabrício das Neves à pergunta da professora Eunice Cadore Franzack em 1990 (Museu Histórico de Concórdia-SC). Na ocasião, ele comparou o interesse da entrevistadora – “querendo saber certos detalhes” – com aqueles que antigamente apareciam fazendo perguntas. Nessas ocasiões, o caboclo “não se manifestava em nada”, desconfiando do interesse por aquelas informações. “Então por isso o Fabrício no Contestado não aparece", complementa Antônio. A perseguição e mais tarde a emboscada e a degola do caudilho, marcaram profundamente a família, dividindo alguns de seus membros em relação ao personagem, com veremos no decorrer do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de prosseguir com os negócios e o projeto de colonização, evitando constantemente a morte, José Fabrício tomou providências para manter seus homens em segurança. “Se o futuro é de Deus, esse foi uma alma santa, escondendo todo mundo, a parentela, não morreu nenhum”, assegura Elvira Dalla Costa, que ouviu muitos relatos do avô, João Damas Fabrício, pai de Antônio Martins Fabrício das Neves que vem sendo citado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Damas e outros homens, muitos Fabrícios, ficaram esperando o momento de entrar em combate.  Caso as forças lideradas por José Maria e José Fabrício fossem batidas, eles entrariam em ação. “Meu avô esperava com o cavalo pronto pra entrar na guerra”, diz dona Elvira, residente em Palmas-PR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, chegou uma mulher no portão do local onde estavam, “por sinal, muito bonita, montava um cavalo. Ela apeia e diz: ‘Vocês não vão entrar em combate. Mataram 30. Ganhamos’. Disse isso e sumiu”. Mais tarde apareceu “o chefe deles” e confirmou que haviam derrotado as forças de João Gualberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de cuidar de si e dos demais, Fabrício tratou de garantir a integridade do túmulo de José Maria, tendo instalado nas imediações um dos seus homens, recentemente vindo do Rio Grande do Sul, José Bortolin, onde havia matado um homem. No Irani, assumiu o sobrenome “Petini”, o mesmo usado por seu filho Tranqüilo, 83 anos, casado com Isaura Kades. Ao atravessar o rio Uruguai e entrar em Santa Catarina, Bortolin, também conhecido por Beppe Gordo, fora ajudado por José Fabrício, que emprestara a ele um cavalo tordilho para que pudesse chegar ao Irani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até pouco tempo o local era protegido por um cercado, feito por Beppe Gordo (Bortolin), “porque a criação pisava pra lá e pra cá”, informa dona Isaura. “Ele usou uns palanquinhos depois umas varas por cima”, acrescenta. Sucessor do pai na guarda do túmulo por muitas décadas, Tranqüilo lembra que em certa ocasião os calçados de José Maria afloraram do solo, devido ao fuçar dos porcos. A notícia se espalhou e apareceu muita gente para visitar o local, até que o problema foi contornado com a colocação de mais terra. Atualmente o túmulo está demarcado por pedras, no meio de um bosque, mas não existem vestígios de visitação, como restos de velas e flores. Também não existe nenhuma placa indicando quem está enterrado no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme já citado, os caboclos que acompanharam José Fabrício no combate de Irani, se instalaram nas imediações do atual município de Itá. Fabrício era casado com dona Crespina Maria Antunes, pais de Afonso, nascido em 1908, Elíbia (c. 1910), Hortência (c. 1911) e Domigos (c. 1912).  Ou seja, em pleno combate de Irani, estava com pouco mais de 30 anos de idade e quatro filhos. Afonso, ao atingir cerca de 12 para 13 anos, por volta de 1920, passou a acompanhar o pai, sendo visto em pelo menos duas fotos da época acompanhando o “estado-maior” de José Fabrício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, cabe destacar que José Fabrício não (*) continuou participando do Contestado, que se estendeu oficialmente até 1916, ou pelo menos as fontes consultadas até o momento não permitem que se avance com sua presença nos eventos posteriores ao combate de Irani. As evidências trabalhadas, ao contrário, indicam que José Fabrício seguiu outro rumo, cujos principais momentos serão abordados a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conforme relatado anteriormente nesse espaço, José Fabrício continuou sim em contato com as lideranças do Contestado. Durante o cerco a Santa Maria, ele tentou um novo levante nos sertões do Irani (hoje Concórdia, Itá e municípios próximos), visando permitir que os rebeldes atravessassem o rio do Peixe para continuar a luta nos campos de Palmas/Irani. Voltaremos a esse tema que ainda está em aberto, tendo em vista o prosseguimento das pesquisas e a necessidade do recurso a outras fontes.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW9N4nraOrI/AAAAAAAAEv0/VXMBvlDJsmM/s1600-h/D_Elvira_e_netos_DSC_3016.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW9N4nraOrI/AAAAAAAAEv0/VXMBvlDJsmM/s400/D_Elvira_e_netos_DSC_3016.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291533722302692018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Elvira Dalla Costa e seus netos em Palmas-PR.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW9N_EX24UI/AAAAAAAAEv8/bxPICdeR4xQ/s1600-h/Traq%C3%BCilo_e_Isaura_DSC_1593.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW9N_EX24UI/AAAAAAAAEv8/bxPICdeR4xQ/s400/Traq%C3%BCilo_e_Isaura_DSC_1593.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291533833084526914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isaura Kades e Tranqüilo Petini (Irani-SC). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-1648559250184302357?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/1648559250184302357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabrcio-das-neves-39.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/1648559250184302357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/1648559250184302357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/jos-fabrcio-das-neves-39.html' title='José Fabrício das Neves (38)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW9NimzrtGI/AAAAAAAAEvs/E0L81TkmenA/s72-c/P%C3%A7aConc%C3%B3rdia_DSC_1067.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5318726715011002972.post-7718639397299840177</id><published>2009-01-14T09:44:00.018-02:00</published><updated>2009-01-14T10:07:35.831-02:00</updated><title type='text'>A religiosidade de São João Maria (1)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Festa de Santo Antão&lt;/span&gt; (1ª parte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3UGAUJfBI/AAAAAAAAEtU/qYBywAvCqUc/s1600-h/Alfeu_Borin_DSC_0644.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3UGAUJfBI/AAAAAAAAEtU/qYBywAvCqUc/s400/Alfeu_Borin_DSC_0644.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291118336859012114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alfeu Borin, presidente da comissão&lt;br /&gt;organizadora da Festa de Santo Antão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3UCnJI9DI/AAAAAAAAEtM/MYqKSIOkdIc/s1600-h/Cartaz_DSC_0625.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3UCnJI9DI/AAAAAAAAEtM/MYqKSIOkdIc/s400/Cartaz_DSC_0625.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291118278562346034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alfeu Borin é um sujeito calmo e de poucas palavras, observador, atento, autentico representante da hospitalidade que caracteriza os habitantes de Santo Antão, distrito de Santa Maria-RS, a 15 quilômetros do Centro da cidade. Com 59 anos de idade, Alfeu preside a comissão que organiza anualmente a Festa de Santo Antão, criada em 1848 pelo monge José Maria de Agostini, o italiano que perambulou pelos sertões do Sul do Brasil no século 19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos encontrá-lo no início da tarde do último sábado, 10 de janeiro (2009), em frente à capela de Santo Antão, minutos antes de despencar copioso temporal, com raios e trovoadas. Ele coordenava os preparativos finais para a 161ª Festa de Santo Antão e pode iniciar uma série de conversas realizadas nos intervalos dos compromissos. Impedidos de deixar o adro da capela devido à forte chuva, Alfeu aproveitou para explicar um pouco da geografia do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A chuva que escorre por um dos lados do telhado alcança o rio Jacuí e chega ao Guaíba, se ligando a Lagoa dos Patos. A que escorre pelo outro lado desce por outro vale e se dirige para Uruguaiana. Estamos num divisor de águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando o horizonte na direção de Boca do Monte explica que provem daqueles lados as piores tempestades na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se a tempestade for para um lado ou para o outro, não acontece nada por aqui. Só quando ela vem de frente, como está acontecendo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva acalmou. Outras pessoas apareceram, mulheres, homens e crianças, voluntários na organização do evento. Enquanto uns concluem a decoração da capela para o terceiro tríduo da programação, outros fazem as cucas, merengues (semelhante ao suspiro em Santa Catarina), bolos, cocadas e outros doces. As crianças perambulam pelas imediações, fazem poses para as fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens estão concentrados no corte dos 746 quilos da carne obtidos com o abate de quatro cabeças de gado, colocados em cerca de 500 espetos feitos de taquaras (bambus), cobertos de sal grosso. Outros 75 quilos de frango e 60 quilos de suíno foram espetados e deixados prontos para o dia seguinte. Outros 40 quilos de risoto e 40 quilos de partéis de carne moída estão em preparo. Aos poucos os estranhos começaram a tornar-se conhecidos – são todos de alguma forma ligados ou membros da família Borin, cuja chegada ao Brasil e envolvimento direto com a Festa de Santo Antão será comentado mais a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo viajado quase 800 quilômetros para registrar a festividade iniciada por São João Maria, não pude nesse primeiro dia alcançar o alto do cerro onde se localiza uma ermida, onde fica a imagem de Santo Antão - ela é deslocada em procissão para capela na meia encosta dias antes da Festa. A forte chuva impedia qualquer tentativa. Foi preciso aguardar o dia seguinte para efetuar a subida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3T-f7HC8I/AAAAAAAAEtE/-PBo_97XCKs/s1600-h/Cuca_DSC_0563.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3T-f7HC8I/AAAAAAAAEtE/-PBo_97XCKs/s400/Cuca_DSC_0563.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291118207904975810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TyZqDbsI/AAAAAAAAEs0/3vqsky3kWXo/s1600-h/Merengues_DSC_0557.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TyZqDbsI/AAAAAAAAEs0/3vqsky3kWXo/s400/Merengues_DSC_0557.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291118000064392898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3Tt0l6tOI/AAAAAAAAEss/Pk4LbfXKTtU/s1600-h/Doces_DSC_0555.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3Tt0l6tOI/AAAAAAAAEss/Pk4LbfXKTtU/s400/Doces_DSC_0555.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291117921395455202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3ToEZYzwI/AAAAAAAAEsk/8HWCpZ2N4PQ/s1600-h/Ajeitando_o_santo_DSC_0618.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3ToEZYzwI/AAAAAAAAEsk/8HWCpZ2N4PQ/s400/Ajeitando_o_santo_DSC_0618.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291117822558654210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TjDSQzPI/AAAAAAAAEsc/CtcgeMvkgv4/s1600-h/Crian%C3%A7as_DSC_0516.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TjDSQzPI/AAAAAAAAEsc/CtcgeMvkgv4/s400/Crian%C3%A7as_DSC_0516.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291117736360987890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TcFwY9xI/AAAAAAAAEsU/yKZMUSqyEJw/s1600-h/Espetando_a_carne_DSC_0549.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TcFwY9xI/AAAAAAAAEsU/yKZMUSqyEJw/s400/Espetando_a_carne_DSC_0549.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291117616765138706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TABql7uI/AAAAAAAAEr0/66WZgUVA09E/s1600-h/Espetos_de_carne_DSC_0687.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TABql7uI/AAAAAAAAEr0/66WZgUVA09E/s400/Espetos_de_carne_DSC_0687.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291117134630743778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3S5I4pCZI/AAAAAAAAErs/kGWHnCzlNTM/s1600-h/Espetos_de_frango_DSC_0646.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3S5I4pCZI/AAAAAAAAErs/kGWHnCzlNTM/s400/Espetos_de_frango_DSC_0646.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291117016309631378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3SuV-qUwI/AAAAAAAAErc/93k9-pED-ag/s1600-h/Salgando_carne_DSC_0539.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3SuV-qUwI/AAAAAAAAErc/93k9-pED-ag/s400/Salgando_carne_DSC_0539.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291116830845981442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3S0PRCYDI/AAAAAAAAErk/Tru8SMiP5LY/s1600-h/carne_com_sal_DSC_0541.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3S0PRCYDI/AAAAAAAAErk/Tru8SMiP5LY/s400/carne_com_sal_DSC_0541.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291116932123222066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TR03ABvI/AAAAAAAAEsM/DMr5UZwZdRs/s1600-h/Primeiro_churrasco_DSC_0693.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3TR03ABvI/AAAAAAAAEsM/DMr5UZwZdRs/s400/Primeiro_churrasco_DSC_0693.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291117440430769906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Biografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba mais sobre &lt;a href="http://www.padresdodeserto.net/antao1.htm"&gt;Santo Antão&lt;/a&gt; no site "Padres do Deserto" - uma biografia escrita por Santo Atanásio de Alexandria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Confira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 161ª Festa de Santo Antão recebeu cobertura da imprensa local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/jornais/dsm/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;edition=11484&amp;amp;template=&amp;amp;start=1&amp;amp;section=&amp;amp;source=a2364548.xml&amp;amp;channel=10&amp;amp;id=&amp;amp;titanterior=&amp;amp;content=&amp;amp;menu=&amp;amp;themeid=&amp;amp;sectionid=&amp;amp;suppid=&amp;amp;fromdate=&amp;amp;todate=&amp;amp;modovisual="&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário de Santa Maria&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; saiu com o seguinte título: "Fé em Santo Antão - Festa no distrito de Santa Maria ocorre há 161 anos". (12.1.2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro jornal, &lt;a href="http://www.arazao.com.br/noticias.php?cod=4500"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Razão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, na edição de 12.1.2009 (segunda-feira), também trouxe matéria intitulada "Procissão no sopé do morro" com uma linha de apoio: "Festa de Santo Antão reuniu fiéis no distrito que fica a 15 quilômetros do Centro de Santa Maria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5318726715011002972-7718639397299840177?l=fragmentos-do-tempo.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/feeds/7718639397299840177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/7718639397299840177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5318726715011002972/posts/default/7718639397299840177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fragmentos-do-tempo.blogspot.com/2009/01/religiosidade-de-so-joo-maria-1.html' title='A religiosidade de São João Maria (1)'/><author><name>Celso Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03568318520975861668</uri><email>celsodasilveira@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01198565026224559769'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5MFMNXCNXv8/SW3UGAUJfBI/AAAAAAAAEtU/qYBywAvCqUc/s72-c/Alfeu_Borin_DSC_0644.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>