tag:blogger.com,1999:blog-52455732009-05-30T10:55:02.334-03:00Amálgama - versão 2.3c<u>NO HOUAISS:</u> Mistura, reunião ou ajuntamento de elementos diferentes ou heterogêneos, que formam um todo. <br> <u>AQUI:</u> música, futebol, palpites sobre tecnologia e o futuro, além de mau humor. Bastante mau humor. <br> <u><a href="mailto:cesarotti_yahoo_com">EU:</a></u> Fernando Cesarotti, 31 anos, casado com Camila, pai do Davi que chega em julho, filho de Sergio e Inês. Brasileiro, jornalista, palmeirense, jogador de vôlei e músico frustrado, chato, ranzinza e por aí vai.Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.comBlogger703125tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-55571953021163168012009-05-29T00:02:00.007-03:002009-05-29T12:01:25.839-03:00O que quer Luxemburgo?Vou ter que escrever em tópicos, porque estou tão irritado e puto que nem tem como concatenar um texto decente, pelo menos não agora - a irritação é tanta que, por alguns momentos, eu cheguei a torcer pela virada do Nacional, só pra ver o circo definitivamente pegar fogo. E nem dormir eu consegui, tanto que tive de ligar o computador pra descontar minha fúria nas palavras.<br />***<br />Então, vamos lá, o que está pensando o Luxemburgo da vida? Tá forçando a barra, quer ser demitido e levar a multa rescisória? Ou quer simplesmente ser consagrado como o gênio das mudanças táticas durante o jogo?<br />***<br />Pela primeira vez em muito tempo eu concordei com o Rizek: se ganhasse, o Luxemburgo ia se arvorar o gênio. Mas, porra, mudar aos 30 minutos do primeiro tempo, sem contusão nenhuma e com o placar em 0 a 0, é óbvio que o cara percebeu a enorme MERDA que fez ao escalar o time e tentou consertar.<br />***<br />Tava na cara que ele ia queimar o Keirrison no segundo tempo, só achei que fosse para a entrada do Ortigoza. Mas não, o time estava ganhando e o gênio dos R$ 500 mil mensais resolveu colocar o Jumar. Tudo bem, eu não achei ruim ele recompor o meio, mas tiraria o Diego Souza, que até fez o gol, mas não estava jogando porra nenhuma e várias vezes se escondeu ali na ponta-esquerda. Mas aí, com três zagueiros e dois volantes, o time me toma um gol numa bola alçada na área, nas costas da defesa.<br />***<br />E aí entra uma coisa que eu venho notando nas últimas semanas e comento sempre lá na Agência: Marcão. Já repararam que o nosso careca-cabeludo está presente a um raio de 2 metros de TODOS os jogadores que marcam gol contra o Palmeiras? Foi assim no gol do Sport no jogo dos pênaltis, em que ele não acompanha o Wilson; no gol do Inter, em que ele fica olhando o Danny Morais dominar a bola; e é só recuar no tempo que vamos percebendo isso, até o já imortalizado gol do Ronaldo em Presidente Prudente, no qual ele comete o erro mais-que-primário de olhar pra bola sem perceber o Gordo fungando em seu cangote. Caramba, quem foi o IDIOTA que contrata um sujeito assim?<br />***<br />Voltando ao Diego Souza, que eu citei acima: tô cansado, farto mesmo, de jogador que só joga pra torcida, e não pro time. Tudo bem, ele é bom de bola, sabe chutar e tudo o mais. Só que amarra todas as jogadas, atrasa os contra-ataques, prende a bola como o nada saudoso Mirandinha (o Fominha, ex-técnico do Fortaleza, é preciso ter mais de 25 anos pra lembrar dele) e dá um carrinhos aloprados pra ganhar a massa, enquanto o Keirrison, que não é marqueteiro e está completamente sacrificado por esse esquema estúpido com um só atacante, acaba queimado com a torcida. Patético. O Palmeiras precisa de um ídolo que mostre muito mais do que isso.<br />***<br />Da mesma forma, é sacanagem cornetar o Marquinhos. O cara está jogando fora de posição e completamente largado ali na direita - culpa inclusive do citado acima Diego Souza e do Cleiton Xavier, que devia aparecer pra tabelar e ficou marcando o grande círculo durante boa parte do segundo tempo.<br />***<br />Não é tão difícil assim, porra. Na única vez em que os atacantes de aproximaram e saiu tabela no primeiro tempo, o Keirrison bateu aquela bola raspando. No segundo, saiu o gol. Não precisa nem desenhar de tão fácil e óbvio.<br />***<br />Ainda dá pra classificar, é claro, mas ficou muito mais difícil e sofrido. E não precisava ser assim, né, profexô?<br />***<br />Update da coletiva: o safardana ainda tem a cara-de-pau de reclamar que a torcida não incentiva e corneta. "Tem que fazer como faz a torcida do Inter, o Sport". Tá na cara que ele tá querendo criar um climão pra ganhar o bilhete azul e, logo, a multa rescisória. Prejuízo à parte, vai ser maior o prejuízo se formos eliminados por causa desse beócio. Por isso, rua!<br />***<br />Juro que queria ter o otimismo e a incrível tranquilidade do Seu Cruz <a href="http://cruzdesavoia.wordpress.com/2009/05/29/alguem-entendeu/" target=blank>neste post</a>, mas tá bem difícil.<br />***<br />Mais um update, a versão consolidada desses rabiscos está no <A href=http://impedimento.wordpress.com/2009/05/29/a-noite-em-que-luxemburgo-acabou-com-meu-sono target=blank>Impedimento</A>.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-5557195302116316801?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-8763788315257096762009-05-25T13:42:00.003-03:002009-05-29T00:02:31.428-03:00Em obras<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_oKDN-lwux7c/ShrL7Gs6p-I/AAAAAAAAAQc/CEQ2rJohiMk/s1600-h/trabalha.png"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oKDN-lwux7c/ShrL7Gs6p-I/AAAAAAAAAQc/CEQ2rJohiMk/s200/trabalha.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339804524472870882" /></a><br />Ok, vamos dar uma mexida no visual deste blog, já que o autor anda com um inacreditável bloqueio mental que o impede de escrever qualquer coisa que não seja a mediocridade "Fulano de tal venceu sicrano das quantas por tanto a tanto" e suas variantes.<br />Eu até acho que deve existir algum mérito no fato de escrever umas 20 matérias por dia, embora não saiba ao certo qual é. Sei que a rotina anda massacrando meus miolos e vetando todas as minhas ideias de pautas diferenes ou mesmo de posts.<br />E olhe que não faz muito tempo eu andava superempolgado, tinha várias ideias pra colaborar no genial <a href="http://impedimento.wordpress.com/" target=window>Impedimento</a>, e queria reformular isso aqui colocando minhas melhores matérias publicadas, e comprei um celular novo cheio de história do teclado qwerty, poderia escrever no Cometa, e tem um monte de coisas do Davi que eu pensava em escrever, o horário de trabalho é melhor... e necas. Secou a fonte. Não sai nada além do maledetto "ganhou", "perdeu", "não joga amanhã", "foi suspenso por seiláquantos jogos".<br />Nem mesmo o Palmeiras me empolga, uma vez que pior que ser roubado em casa pela enésima vez é ver o Luxa escalando um time patticamente retrancado, com três zagueiros mais o Mozart e o Jumar, daí o time melhora no intervalo e ele ganha fama de gênio, mas por que cazzo não escalou o time direito desde o começo. E o que fazer com um centroavante em má fase e sem estrutura psicológica? E com um craque que joga nitidamente para a torcida, mas que, resolver que é bom, resolve bem menos do que deveria?<br />Mas esse assunto eu desenvolverei mais tarde, num dia adequado. No mesmo dia em que ache que eu devo falar de política de novo, ou de música, ou de qualquer outra coisa. <br />"Ah, mas será que não é por causa do Davi?" Não deve ser. Ao contrário, cada vez mais eu sei que é por ele que eu preciso escrever, porque essa é a única coisa que eu sei fazer na vida e, se ele depende de mim, mais ainda que eu preciso soltar as palavras. Além do que, é uma injustiça culpar o moleque por causa disso, ele que está feliz e bagunceiro lá no conforto de seu "lar".<br />Deve ser só uma fase, coisa que passa. Enquanto isso, vamos dando uma ajeitada na casa, aos poucos as coisas se ajeitam e, se alguém - como eu mesmo - usava os links como uma espécie de "portal" (ô pretensão da porra), prometo que em alguns dias eu ajeito isso. Antes que a seca de palavras passe, certamente.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-876378831525709676?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-87894535255431151202009-05-12T23:07:00.002-03:002009-05-12T23:27:55.453-03:00De novo São Marcos, 10 anos depoisA coincidência nas datas dos jogos, 5 e 12 de maio, já havia sido apontada antes dos jogos pelo Barneschi. E como no meu aniversário de 21 anos, no de 31 tive de esperar um dia para receber o presentaço de São Marcos, o Maior de Todos os Goleiros, assim mesmo, em caixa alta.<br />É inevitável lembrar dos pedaços de gesso caindo do teto do predinho da curva, de tensão absurda que me fez dar uma esticada no banho durante o intervalo do jogo. E de como terminou aquela campanha, claro que com direito a mais uma enorme dose de sofrimento. Se vamos ser campeões de novo? Não sei, mas que a gente começa a sonhar, ah, começa.<br />E hoje o Davi teve ter aprendido mais um capítulo do que é futeobol, e de como ele é bom e sensacional quando a gente ganha. Viu filho, como não há dúvidas sobre o time certo pra torcer?<br />(Amanhã tem mais.)<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-8789453525543115120?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-68121276076245785172009-04-30T01:13:00.002-03:002009-04-30T01:32:31.435-03:00Uma frase<blockquote><I>"Tanta emoção assim não dá. Qualquer hora vou morrer de enfarte em campo."</blockquote></I><br />E nós, <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,jogadores-do-palmeiras-comemoram-vitoria-com-garra,362843,0.htm" target=blank>São Marcos</a>? E nós?<br />Foi uma vitória que me lembrou 1999. Pelo gol improvável, pelo sofrimento na defesa abafando tudo do jeito que desse nos segundos finais, pelas bolas que insistiam em não entrar, pelo jeito Felipão de ganhar.<br />Estamos vivos. E amanhã quem sabe eu consiga pensar em algo melhor para escrever. Duro vai ser dormir com um barulho desses...<br />São essas coisas que fazem o futebol ser do cacete.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-6812127607624578517?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-45554060662415744262009-04-21T22:23:00.004-03:002009-04-21T22:49:48.361-03:00Notas de um plantãoMais de 200 matérias editadas, ou cerca de 50 por dia. Como jornalismo ainda não se faz em linha de montagem, é óbvio que tem coisa errada nisso.<br /><br />***<br /><br />Saldo meio a meio para o Palmeiras, com vergonhosa derrota no sábado e vitória suada e necessária hoje. Melhor que nada, dava pra fazer uns 10 a 0 nesse time SAFADO da LDU, mas o importante foi afastar a nhaca. E o Marquinhos conseguiu ser expulso por uma narigada na testa do cara. Perfeito. Quanto ao Capixaba, eu esgotei meus comentários no Twitter. Não dá. Como diz o Rubão, é dos piores jogadores do Palmeiras em todos os tempos, pelo menos entre os que foram titulares. E o Sandro ainda se quebrou, pra ajudar. Quando a fase não é boa...<br /><br />***<br /><br />Eu e a Camila completamos hoje três anos de casados. Eu esqueci completamente, ela se lembrou depois das 21h30, ao ler uma mensagem de "parabéns" de uma tia dela pelo Orkut. Ok, eu sei que não justifica, mas acho que estamos, os dois, trabalhando demais.<br /><br />***<br /><br />O Davi vai bem, obrigado, crescendo e se desenvolvendo nos conformes, sem mais sustos. O nascimento tá previsto para algum dia de julho, entre 5 e 22, por ora. É pouco, de fato, e ainda tem tanta coisa pra arrumar; por outro lado, parece que cada dia dessa espera leva um mês e meio para passar.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-4555406066241574426?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-66935833978738396742009-04-16T00:21:00.006-03:002009-04-16T01:27:03.794-03:00Ainda estamos vivos, mas...Passada a irritação por dois pontos fundamentais perdidos na Libertadores, fica agora um sentimento de apreensão. Já nos classificamos até com menos de 10 pontos antes, e minha previsão inicial era de 11 pontos. Só que eu contava com: 6 pontos contra o Colo Colo, 4 contra a LDU e 1 contra o Sport. Agora, precisamos vencer os dois gringos, a começar pela Liga na terça-feira que vem, e depois ganhar dos chilenos em pleno Nacional, coisa que o Grêmio já conseguiu, calando até os fantasmas dos mortos por Pinochet.<br />O problema é que, além da apreensão, fica uma frustração engasgada na garganta: por que o Palmeiras sempre enrosca diante de determinados times? Hoje é o Sport, como há muitos anos foi o Bragantino, e sempre um ou outro timeco vem se candidatar a ser asa negra nossa. E tem o fato de nunca conseguir fazer as coisas acontecerem em casa, na hora em que a gente mais acha que o negócio vai. Tipo na última rodada do ano passado, aquela derrota estúpida para o Botafogo que nos jogou nesse grupo lazarento na Libertadores.<br />Eu assisti ao segundo tempo no computador, graças ao Justin.tv, enquanto trabalhava, e lá pelos 25 minutos me bateu aquela sensação: não vamos marcar esse gol nem fodendo, nem que jogue até as 4 e meia da tarde de sexta-feira. Eu sei que não é o tipo de sensação mais adequada para o que supostamente seria um "torcedor de verdade", e tentei ocultá-la enquanto ouvia o Milton Leite se esgoelar prazeirosamente com mais um tropeço verde, mas o que se pode fazer depois de anos e anos e anos de frustrações acumuladas, de derrocadas na hora H, de times que empolgam mas só até o antepenúltimo jogo?<br />Venho tentando ser otimista e deixar a corneta guardada no fundo da gaveta, mas assim fica difícil torcer, esperar e, acima de tudo, ganhar para nossa torcida o guri que vai chegar a esta casa daqui a três meses. Ok, eu sei que os caras se esforçam, mostram raça, garra e amor à camisa, fazem batucada no ônibus e cantam o hino com o presidente, correm para cacete em campo, suam, realmente se esforçam, mas tudo isso é filigrana e não resolve nada se não marcar gol e ganhar o jogo.<br />Eu faço todo o esforço por aqui e continuarei fazendo, torcendo, tentando enrolar a Camila até a hora da novela, ficando acordado quando deveria estar dormindo para sair da cama às 4 da manhã, mas eu gostaria muito que o Palmeiras, pelo menos de vez em quando, compansasse esse esforço. Foi assim na semana passada, quando saí feliz da vida da frente da TV. Que seja assim no sábado e na próxima terça-feira, que Deus permita, amém.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-6693583397873839674?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-8603586436945850782009-04-13T15:22:00.004-03:002009-04-13T16:14:06.921-03:00A difícil arte de saber perder - 2Por que para determinados times é tão difícil saber perder? <br />Sim, porque vocês já repararam que um certo time nunca perde porque o outro foi melhor? Sempre tem a arbitragem pra reclamar, mesmo quando você marca quatro gols em impedimento num perído de três jogos, sendo que no último jogo ainda com um empurrãozinho no zagueiro pra completar a fatura.<br />Mesmo assim, o time perde, e se a culpa não é o juiz, é do gás, da altitude, da chuva, do vento, da bola ou até mesmo do atacante adversário que erra o chute.<br />Espero que o Davi perceba que ser são-paulino é chato para caralho.<br /><br /><B>Outros pitacos:</B><br /><br />- Se Ronaldo chamasse Alfredo, Gustavo ou, claro, Kléber, teria sido expulso pelo pisão no André Dias.<br /><br />- O Palmeiras vai ganhar do Sport quarta-feira, do Santos no sábado e da LDU na terça-feira. Só não aposto porque estou durango, mas é sequência pra embalar de vez.<br /><br />- Eu preferia fazer a final do Paulistão contra o Corinthians, por causa de toda a tradição, mas não seria ruim enfrentar o São Paulo e ver as desculpas esfarrapadas que serão dadas em caso de derrota. Vai ser culpa, talvez, do ar rarefeito, já que o campo do Palestra é suspenso.<br /><br />- Depois de uma semana de folga, estou hoje como carro a álcool na década de 80, pegando no tranco. Até o fim da semana a coisa embala. Mas foi mais uma chance perdida de atualizar o layout do blog, que ficará para o aniversário de 4 anos do Davi, no atual andar da carruagem.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-860358643694585078?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-22091777407570198382009-03-30T18:29:00.000-03:002009-03-30T18:29:00.571-03:00Falta de identificação com a bolaToda vez que a Seleção Brasileira se reúne os especialistas decidem discutir acerta dos motivos pelos quais o torcedor não se encanta mais com a equipe como antigamente. E vêm com aquela mesma lenga-lenga de que há muitos estrangeiros, o cara não passa mais do que um ano no Brasil e aí a torcida não se identifica mais com eles, e não tem mais como torcer pelo sujeito que joga/jogou seu time.<br />Eu até concordo parcialmente com isso, mas para mim o maior problema não é esse, e sim o pavoroso futebol apresentado pela equipe nacional na gigantesca maioria das últimas apresentações. Falta de identificação com a bola, isso sim é o problema desse time.<br />Tente se lembrar, caro leitor, de quantas exibições PRIMOROSAS a equipe de camisa amarela e calção azul fez, vejamos, desde a conquista do tetra, em 1994. Eu só consigo me lembrar de exatamente meia dúzia:<br />- os 4 a 2 sobre a Argentina, com três gols de Rivaldo, no amistoso de 99, no Beira-Rio;<br />- os 3 a 1 sobre a mesma Argentina no Morumbi, nas Eliminatórias de 2000;<br />- a final da Copa de 2002, 2 a 0 em cima da Alemanha;<br />- os 4 a 0 sobre o México que acompanhei à beira do campo em Piura, na Copa América de 2004; <br />- a final da Copa das Confederações de 2005, 4 a 1 sobre a Argentina fora o espetáculo;<br />- a final da Copa América de 2007, 3 a 0 na Argentina fora o novo baile.<br />Há outros, mas nada que encha os olhos. Talvez o Chile, na Copa de 98, mas o nível entre as duas equipes era desproporcional. Dinamarca e Holanda, também no Mundial da França, mas esses foram jogos mais equilibrados e emocionantes do que palco de grandes atuações do Brasil. Os 3 a 0 sobre a freguesaça Argentina em Wembley, em 2006, segundo jogo da era Dunga, mas é um jogo tão sem graça e sentido. Certamente ninguém chegará a mais de 15 boas partidas, ou seja, uma vez por ano a Seleção resolve mostrar a que veio, na média.<br />No resto dos jogos, o que se vê? Atuações patéticas e CONSTRANGEDORAS como a de ontem, contra o Equador, na qual uma derrota por 3 a 1 ou 4 a 1 não poderia ser considerada injusta. Hoje o Brasil foi um bando de canalhas inúteis, caras-de-pau, que, à exceção do Júlio César, se arrastavam em campo à espera do apito final como quem aguarda a bênção final para ir embora da missa enquanto a coisa ainda está na Oração Eucarística, logo depois da consagração, sem o folheto para acompanhar o palavrório sacerdotal.<br />E nego vem me dizer que a culpa é da falta de identificação da torcida? Ora, convenhamos, é muita cara-de-pau dizer isso. Oras, se com o próprio time o torcedor se irrita quando falta esse tipo de "atitude", imagine com a seleção, na qual, espera-se, está o fino da bossa. Se no sábado eu reclamava que o Palmeiras não conseguia atacar o São Paulo no segundo tempo porque a bola sempre sobrava para o JUMAR ali na ponta-direita, como eu vou me conformar em ver o técnico ter o DESPLANTE de escalar o Josué entre aqueles que supostamente seriam os melhores dos melhores, <I>crème de la crème</I>?<br />Na boa, o torcedor não quer saber se o cara que está ali de amarelo tem identificação com seu time. Quer dizer, melhor se tiver, mas isso certamente não é o fundamental. É preciso mostrar habilidade, coragem, determinação, vontade, raça, qualidade, ou seja, justificar sua presença numa seleção, que, segundo o item 4 do <I>Houaiss</I>, relativo a esportes, significa o seguinte: "Grupo de atletas ou jogadores escolhidos entre os melhores". Pena que, para Dunga e a CBF, o item 1 seja mais determinante: "Escolha a partir de critérios e objetivos bem definidos".<br />O diabo é saber quais são esses critérios. Porque, na boa, fala-se de pressão da Nike, de esquema para valorizar jogador, disso e daquilo, e nada se prova. Duro mesmo é saber que tipo BIZARRO de critério é usado para convocar e escalar o Josué.<br /><br /><I>Texto publicado originalmente no <A href=http://impedimento.wordpress.com target=blank><B>Impedimento</A></B>.</I><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-2209177740757019838?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-7200287112523648102009-03-29T22:57:00.000-03:002009-03-29T22:58:06.774-03:00A díficil arte de saber perderOntem eu vi meu primeiro jogo ao lado do Davi. Claro, ele ainda está dentro da barriga da mãe, que se diz corintiana e, logo, passou a partida toda me pentelhando e dizendo: "Filho, não adianta torcer para esse time, olha o estado em que ele se encontra".<br />Bom, quem me conhece sabe que eu me transformo completamente nas - cada vez mais raras - vezes em que eu simplesmente assisto a um jogo do Palmeiras, e que me comporto de maneira geralmente transtornada. Por exemplo, arranquei pedaços de gesso do apê no predinho da curva lá em Bauru, durante a decisão por pênaltis contra o Corinthians na Libertadores de 99, ao bater com a cadeira no teto para pentelhar os corintianos do apartamento de cima.<br />E não havia outro meio de se comportar diante de um jogo em que seu time tem uma atuação abaixo do lamentável, em que o técnico faz escolhas táticas estranhas e as compromete ainda mais no intervalo. Pô, tudo bem que Marquinhos e Willians estavam jogando abaixo da média, mas de adianta deixar a bola cair na ponta direita para o JUMAR, por Deus do céu? E mesmo assim nós quase empatamos, ah se o Keirrison acerta aquela bola na veia, mas não teve jeito, nego ainda corneta dizendo que ele tinha de parar a bola (se o André Dias chegasse e cortasse, falariam que era melhor bater de primeira) e acabamos perdendo, e a Camila só provocando: "Viu, filho, esse time do seu pai só perde".<br />Bem, não é verdade isso, claro, mas eu fiquei pensando em como vai ser quando de fato ele estiver ao meu lado. E como eu vou ensinar pra ele que, sim, eventualmente a gente perde, no futebol e na vida, torcendo para o Palmeiras, o São Bento ou por qualquer outra coisa, e que perder faz parte da vida, que não se ganha sempre. Que não basta escolher um time de futebol porque ele ganha mais do que os outros, assim como os caminhos que a gente trilha na vida não podem ser escolhidos apenas por conta do prazer e imediato que proporcionam.<br />Pior: como a gente vai ensinar algo que até agora não sabe direito como fazer?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-720028711252364810?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-50645206186345474582009-03-20T01:54:00.005-03:002009-03-20T02:28:05.886-03:0023,9 centímetros, 457 gramas e um nome<blockquote><span style="font-style:italic;">O Senhor é meu pastor, nada me faltará. <br />Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes<br />Restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. <br />Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. <br />Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. <br />A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.</span></blockquote><br />Na terça-feira a gente conseguiu matar a saudade de nosso garotão, ainda que pelo ultrassom, daquele jeito meio nebuloso, e ele ainda meteu as mãos na frente da cara, como quem dissesse "Calminha aí, ainda não é minha hora de aparecer, vocês estão apressados demais", então a gente pouco conseguiu visualizar, embora tenha sido suficiente para ver que, sim, está tudo bem, na mais perfeita ordem.<br />E, embora quem manda não tenha dado a autorização expressa, acho que já dá pra revelar o nome do garoto: <span style="font-weight:bold;">Davi</span>, do hebraico "o amado", significado que tem muito a ver com o que cerca a chegada dele. Assim mesmo, D-A-V-I, sem frescuras e invenções, curto e grosso.<br />A ideia foi de uma tia da Camila, e aprovada com louvor, por conta do mais famoso Davi que passou à história, matando o gigante Golias só na base da astúcia e da coragem, sem armadura e sem espada. E ainda ganhou o crédito por coisas tão lindas como o Salmo 22 (23 em algumas bíblias), transcrito acima.<br />Venha logo, meu filho, teremos muitos gigantes a matar. Mas não tenha medo, pois sabemos que Deus está conosco.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-5064520618634547458?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-62365568862601972772009-03-16T13:50:00.000-03:002009-03-16T13:54:50.458-03:00Quando eu crescer quero ser que nem ela<blockquote><i>Uma fotografia desse momento mostra Ailce na cama e a família ao redor. Há um movimento em cada um deles, nela nenhum. Eles falam dela, mas ela não está lá. Ailce se retira do palco, e a vida de todos seguirá sem ela. Fragmentos de sua vida esvoaçam a seu redor em forma de lembranças enquanto ela morre. Mas Ailce ainda escuta. Abre os olhos sempre que alguém pronuncia o nome do neto. E, quando ficamos sozinhas, eu digo: “Muito obrigada por ter me contado sua história. Eu vou escrever uma história linda sobre sua vida. E nunca vou me esquecer de você”. Percebo então que ninguém confiara tanto em mim. Muitas vezes eu fui a única testemunha de sua vida. Eu escreveria sua história, e ela estaria morta.</i></blockquote><br />As adolescentes escandalosas que ocupavam o banco ao meu lado do Cometa devem ter rido da minha cara quando comecei a chorar ao ler este trecho, tirado desta matéria da <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI10410-15257,00-A+MULHER+QUE+ALIMENTAVA.html"><I>Época</I></a>, que fecha o livro <a href="http://globolivros.globo.com/busca_detalhesprodutos.asp?pgTipo=CATALOGO&idProduto=1208"><I>O olho da rua</I></a>, coletânea de reportagens de Eliane Brum para a revista da Globo. Eu diria, sem medo de errar, que ela faz tudo o que eu queria fazer no jornalismo. E que é tão distante do jornalismo que eu faço no dia-a-dia que às vezes nem parece ser a mesma coisa.<br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_oKDN-lwux7c/Sb6EPp6-P2I/AAAAAAAAAPk/DhqL82KH8hk/s1600-h/olho.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_oKDN-lwux7c/Sb6EPp6-P2I/AAAAAAAAAPk/DhqL82KH8hk/s200/olho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313830014829870946" /></a>Não só porque, para escrever suas matérias, Eliane tem coisas com o que a gente nem sonha por aqui, como tempo para apurar, disponibilidade para viagens e outras cositas mais, mas porque ela de fato tem a manha: um texto seguro, envolvente, que prende a atenção do leitor do início ao fim - e o livro é ainda mais legal porque tem bonus track, ou seja, ela conta como foi fazer cada matéria, os perrengues que passou no meio da Amazônia, e até eventuais arrependimentos com o resultado final.<br />Mas o mais importante é que as matérias da Eliane têm vida. Elas pulsam, corre sangue, tem humanidade ali. Em vez de perder tempo com a frieza dos números, ou de apertar o entrevistado atrás da aspa necessária, Eliane deixa transparecer no texto a voz da pessoa, permite que ela fale, coloca-nos frente a frente com seu objeto. e o faz sem juízos morais, deixando com que o leitor tire suas próprias conclusões. Vê a realidade e a retrata, claro que com o filtro do seu olhar, mas um olhar sem aquele viés rançoso e moralista que estamos acostumados a enfrentar na imprensa. <br />Eu confesso que só ouvi falar da Eliane no começo da pós, por indicação dos professores, que a citavam como um dos raros bons exemplos de narrativa no jornalismo atual. Taí um bom exemplo a seguir. Eu, pelo menos, gostaria muito de escrever como ela - quem sabe um dia eu chego perto...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-6236556886260197277?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-69158962263601870392009-03-12T18:55:00.003-03:002009-03-29T22:59:06.403-03:00Dunga não ajudaSegunda-feira, lá no <I>Roda Viva</I>, o técnico da seleção estava simpático, acessível, não deu patada em ninguém e, mesmo depois de duas horas de entrevista, ainda topou conversar mais uns 15 minutos com os repórteres e responder incontáveis vezes que, sim, ele pode chamar o Ronaldo, por que não?, desde que ele volte à forma de antes, só não disse a qual "antes" se referiu, se aos tempos do Cruzeiro, da Copa de 98, de 2002 ou do spa de Weggis. Por via das dúvidas, tasquei um "Ronaldo - Corinthians" na lista de atacantes, porque nunca se sabe o que pode esperar da cabeça dele.<br />Então ele me vem com uma seleção de 20 "estrangeiros" em 22 convocados, sem Ronaldo, óbvio, e com gênios da raça como Josué e Gilberto Silva. E o Kaká e o Ronaldinho Dentuço, que estão machucados e certamente o Milan dará migué - parece que é só pra fazer pirraça, marcar posição e ter que chamar alguém às pressas e depois reclamar que o caboclo chegou na última hora.<br />"Mas Dunga, por que não convocar o Ramires, que está comendo a bola no Cruzeiro?" "Bah, pra eu chamar o Ramires eu teria de deixar de fora o Kaká, tu achas certo eu tirar o Kaká da Seleção?", desconversa o solerte treinador. E não há um catzo de jornalista que vire e fale, "E desde quando você acha que o Ramires e o Kaká jogam na mesma posição, sua anta?", ok, o "sua anta" pode ficar de fora, pelo bem do bom relacionamento, da moral e dos bons costumes. E não há ninguém pra virar e falar, "Escuta, mas você tem certeza, mas certeza mesmo, no duro, que o Kaká e o Ronaldinho poderão jogar? Vai saber, porque na última lista você chamou o Anderson, que o Manchester já tinha dito que estava machucado, e depois teve que cortá-lo na última hora." Mas até parece que os jornalistas presentes sabiam disso, ou têm cara-de-pau de peitar o homem.<br />Segunda o Dunga falou no programa do Gilberto Silva, disse que ele é "perseguido" como ele, Dunga, era, porque queriam que ele desse carrinho, tomasse a bola, lançasse e se possível fosse pra área cabecear. Não, Dunga, nao é isso, até porque você era melhor jogador que o Gilberto Silva: lançava bem, chutava de longe, cercava e desarmava bem, coisas que o Gilberto Silva, se fez, deixou de fazer há pelo menos 4 anos. Mas ninguém tem coragem de responder ao magnânimo treinador.<br />E assim vamos, aturando isso até a Copa. Afinal, alguém tem alguma esperança de que ele saia? A não ser que ele leve uma bela sapatada da Espanha na Copa das Confedeações, coisa que eu duvido que vá acontecer, teremos o prazer de ver o Brasil na Copa do Mundo com Josué, Gilberto Silva e Elano. Com todo o respeito, é muito pouco.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-6915896226360187039?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-44799535904197764482009-03-09T00:10:00.004-03:002009-03-09T00:55:35.032-03:00No fim das contas, poderia ter sido piorAfinal, o gol do Ronaldo poderia ter sido o da vitória, e não o do empate. Que acabou sendo o resultado mais justo para um jogo que, é verdade, poderíamos ter vencido, mas no qual o Luxa montou um time completamente bundão, com um monte de zagueiros e volantes, morrendo de medo de perder, deixando o Keirrison isolado em meio ao monte de volantes e zagueiros deles, que também atuaram de forma covarde. Logo, por mais dolorido que tenha sido tomar um gol aos 47 minutos do segundo tempo, poderia ter sido pior. E o Luxemburgo deu uma vergonha alheia dos infernos com aquele piti - como disse o Randall, quem escalou o Fabinho Capixaba e deixou o Cleiton Xavier em campo pra tirar o melhor jogador em campo não foi exatamente o juiz, mas deixa pra lá.<br />E, na boa, sem querer dar o braço a torcer ao rival, mas é preciso: 10 minutos de Ronaldo equivalem a 180 de Cleiton Xavier, 270 de Jorge Henrique, 900 de André Lima e duas temporadas de Souza. O Fenômeno, com toda aquela pança e os dois joelhos arregaçados, encarna como ninguém o ditado "Em terra de cego, quem tem olho é rei". Fico até imaginando como seria uma dupla dele com o Keirrison...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-4479953590419776448?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-81016097850460960122009-03-07T18:09:00.004-03:002009-03-09T00:54:55.508-03:00Dérbi ao vivo<iframe src="http://www.coveritlive.com/index2.php/option=com_altcaster/task=viewaltcast/altcast_code=eaf85d009d/height=500/width=385" scrolling="no" height="500px" width="385px" frameBorder ="0" ><a href="http://www.coveritlive.com/mobile.php?option=com_mobile&task=viewaltcast&altcast_code=eaf85d009d" >Palmeiras x Corinthians</a></iframe><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-8101609785046096012?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-15905396267245665532009-03-02T15:40:00.001-03:002009-03-02T15:40:00.783-03:00A cidade que dorme na ruaCostuma-se falar de São Paulo como a "cidade que não dorme", aquela pauta que de tempos em tempos aparece em alguma Vejinha da vida mostrando aqueles que trabalham de madrugada. E tome motoristas de táxi, plantonistas de hospital, atendentes do Estadão (o bar), É uma matéria interessante, embora geralmente venha com ou outro estereóttipo, mas ainda assim acima da péssima média do jornalismo atual.<br />O que não se vê, no entanto, são as matérias sobre a cidade que dorme, sim, ao menos na medida do possível, nas ruas da metrópole, e que as pessoas fingem ser invisíveis.<br />Na terça-feira de Carnaval, depois de um árduo dia de labuta, tive de dar uma volta a pé do Largo do Paissandu até a Brigadeiro Luiz Antonio e não havia quarteirão, à exceção do Viaduto do Chá, em que não houvesse pelo menos uma meia dúzia dessas "pessoas em condição de rua", no tradicional eufemismo, desde o Paissandu, passando pelos fundos do Teatro Municipal, lotando as fachadas da Líbero Badaró, se acotovelando embaixo das "arcadas da San Fran", sobre o Viaduto Brigadeiro, em frente ao Teatro Abril, ao prédio da Unimed e na Praça Pérola Byngton.<br />Ontem à noite, o trajeto foi um pouco diferente, mas o cenário foi o mesmo: saindo da Boa Vista, passando pelo Pátio do Colégio, Praça da Sé, João Mendes, Viaduto Dona Paulina, Brigadeiro, incontáveis seres amontoados em meio a montes de roupas, o forte cheiro de urina.<br />E, pra mim, que passo a caminho de um lugar para repouso, com chuveiro quente, cara, coberta e tudo o mais, uma terrível sensação de angústia, desconforto, impotência, curiosidade: quem são, como chegaram a essa situação, existe alguma solução pra isso. Mas aí fica claro por que essas pessoas não saem em matéria de jornal - afinal, para que incomodar os diletos leitores, não?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-1590539626724566553?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-61809392079734178292009-03-01T22:44:00.000-03:002009-03-01T22:52:58.770-03:00Máquina do tempoA primeira sensação que eu tive na hora em que botei o disco novo do U2 pra tocar, no rádio do carro, voltando pra Sorocaba depois de um complicado domingo de carnaval de trabalho, foi de que meu Corsa tinha virado um DeLorean e me levado de volta a 1984. Porque "No Line On the Horizon", a música que abre <I>No Line On the Horizon</I>, parece ter saído de uma sessão de <I>The Unforgettable Fire</I>, o quarto disco de estúdio dos caras e, talvez, o mais marcado pela tal "grandiloquência" que seria a marca registrada da banda pelos anos seguintes, motivo tanto de amor pelos fãs como de bico dos críticos.<br />Eu, particularmente, fico no meio do caminho. Adoro U2, mas aprendi a gostar deles no começo da década de 90, com MTV, <I>Achtung Baby</I> e o incrível clip de "Even Better Than The Real Thing". E, ao mesmo tempo em que ia encarando e digerindo <I>Zooropa</I> e <I>Pop</I>, ia recuando no tempo e conhecendo os primeiros discos e me afeiçoando a eles, ainda que o melhor da obra deles, para mim, está concentrado naquele pedacinho ali entre "One" e "Mysterious Ways".<br />E a sensação continua na segunda música, "Magnificent", que tem até o timbre e as levadas de guitarra de "The Unfogettable Fire", a música. Aí, na terceira, "Moment Of Surrender", a viagem no tempo recomeça e somos levados a uma balada xaroposa ao estilo das que enchem a segunda metade de <I>All That You Can't Leave Behind</I>. E aí a coisa começa a melhorar um pouco, com "Unknown Caller", que tem um refrão bem simpático em coro, Edge mandando bem como de costume nos backing vocals; "I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight" tem uma letra meio babaca e riffs que voltam a remeter aos anos 80, mas é divertida; e "Get On Your Boots", que é uma espécie de "Miami" do <I>Pop</I> com guitarras.<br />Só que esse é o auge do disco. E daí até o fim é ladeira abaixo. "Stand Up Comedy", aliás, é o fundo do poço, uma comédia bem das sem graças, quadro do <I>Zorra Total</I>, com guitarras e uma levada meio hip hop pasteurizado que parece coisa com participação do Justin Timberlake. "Being Born" é uma "Bad" à meia-bomba, parece uma banda iniciante querendo soar igual ao U2. "White as Snow" é outra balada xaroposa mais recente. "Breathe" é a exceção na segunda metade do disco, e "Cedars of Lebanon" fecha o disco com mais uma balada, deixando uma sensação de alívio - ufa, enfim acabou.<br />É claro que um disco meia-boca do U2 é melhor do que 85% da produção do pop rock atual, mas o problema não está no fato de este ser (mais) um disco meia-boca do U2, e sim por toda a pompa e circunstância que o cercaram, saca? Cinco ou seis anos sem um disco novo, participação de Eno, Lanois, Lillywhite, Flood, nego dizendo que ia ser "a revolução do rock", aí você escuta e sai com um baita gosto de decepção. Ainda mais pra quem chegou perto disso como eles fizeram em <I>Achtung Baby</I>. Desta vez, Bomo & cia. ficaram devendo.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-6180939207973417829?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-90889998975044165442009-02-20T10:43:00.006-03:002009-03-01T23:27:43.156-03:00Em toda parteEu vivo reclamando da imprensa esportiva e tentando fazer dela, dentro das minhas modestas possibilidades de editor-assistente, um lugar melhor, menos parcial e, acima de tudo, livre de cascatas, clichês e textos de meia-tigela. E um dos chavões que deveria ser proibido, vetado e passível de demissão sumária por justa causa, a meu ver, é o tradicional "Duelo de opostos". A saber, quando vai rolar um clássico ou jogo tradicional, em que uma das partes entre os líderes e o rival entre os últimos colocados. Para se ter uma breve ideia, <a href="http://www.google.com.br/search?q=duelo+de+opostos&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a" target=blank>uma pesquisa no Google revela quase 40 mil ocorrências dessa frase</a>, e é claro que a empresa que paga meu salário aparece na lista.<br />Enfim, cá estava eu entre 2 mil e poucos despachos de agências internacionais quando me deparo com o texto abaixo da EFE:<br /><I><B><blockquote>Líder y colista, protagonistas de un derbi de contrastes</B><br />Barcelona (España), 20 feb (EFE) - Líder y colista, Barcelona y Espanyol, disputan mañana en el Camp Nou su cuarto derbi de la temporada separados por 42 puntos en la clasificación y sumergidos en dos mundos futbolísticos muy distintos, con el equipo azulgrana lanzado hacia el título de Liga y el blanquiazul, angustiado en su lucha por la permanencia.</I></blockquote><br />Quer dizer, a cascata e a falta de criatividade são universais - embora eu ainda não tenha achado uma dessas em língua inglesa, mas, enfim, é só procurar com um pouco mais de carinho.<br />Enquanto isso, aqui em terras bandeirantes, eu queria saber se o resto da imprensa vai dar algum destaque para as declarações do Bosco em que ele pede desculpas ao Palmeiras naquela famosa história das pilhas, por enquanto até agora <a href="http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/" target=blank>citadas apenas no blog do Cosme Rimoli</a>. Como se trata de algo dito em coletiva, e não de forma exclusiva ao Cosme, ex-colega de Limão e hoje na Band e com seu bom blog no UOL, era de se esperar alguma repercussão num assunto que ganhou tanta polêmica. Ou não?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-9088999897504416544?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-10990887495363960042009-02-17T21:32:00.003-03:002009-03-01T23:27:59.830-03:00É um menino!Acabamos de saber, justamente enquanto o time dele apanhava pela primeira vez no ano. Está tudo bem, nos conformes, agora é só esperar mais uns cinco meses para recebê-lo com a Libertadores embaixo do braço. E vida que segue.<br />Duro é ter que aguentar quem chutou que era menino por causa da barriga agora dizer que estava certo...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-1099088749536396004?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-78585815683276714702009-02-17T13:58:00.001-03:002009-03-01T23:28:30.309-03:00Estado de falênciaÉ claro que a discussão sobre o <a href="http://www.time.com/time/business/article/0,8599,1877191,00.html" target=_blank>futuro dos jornais de papel</a> é relevante - e eu acho que aqui no Brasil eles ainda resistirão por uns 10 ou 15 anos, embora sejam a cada dia mais irrelevantes. Mas eu acho que o jornalismo como um todo precisa repensar sua estrutura e seu jeito de ser, porque do jeito que a coisa anda hoje, tá duro não se envergonhar a cada dia, viu?<br />Ontem tivemos um exemplo claro: a <I>Autosprint</I> publicou que Bruno Senna estava fechado com o que sobrou da Honda, e a <I>Folha</I> bancou, baseada em informações que o Fábio Seixas obteve com o repórter da revista italiana. O UOL, que é da Folha, e o <a href="http://tazio.uol.com.br/f-1/textos/8118/" target=_blank>Tazio</a>, no qual o Seixas tem algum tipo de participação, deram a informação, que de novidade mesmo só tinha a tal confirmação de que: 1. Haverá uma equipe correndo no lugar da Honda; 2. O primeiro-sobrinho seria um dos pilotos. Tudo coisa que a gente já ouviu um monte e até suspeita, mas ninguém tinha confirmado nada.<br />Aí entra em cena o verbo mais maldito que eu já ouvi em 13 anos de jornalismo: "repercutir". Que significa o seguinte: ir atrás da informação publicada com exclusividade por um veículo e tentar conseguir uma informação nova. Só que, em tempos de internet, virou uma loucura, que praticamente obriga todos os sites a copiarem um ao outro, sob a justificativa esdrúxula sempre na ponta das línguas dos editores: "Tá todo mundo dando, não podemos ficar sem". E aí você é obrigado a escrever QUALQUER MERDA, só pra dizer "Pelo menos a gente tem", enquanto não consegue uma maldita informação palpável.<br />A qual, no fim do dia, ninguém conseguiu, a não ser o fato de que realmente existe uma conversa, mas oficialmente não existe nada ainda, pelo menos nas palavras do Senninha, o mesmo que disse à tal revista italiana que está tudo certo, mas que foi "mal-interpretado", segundo a versão de sua assessoria. E aí, o assunto ficou bombando o dia inteiro, e chega no meio da tarde os editores dos jornais do País inteiro começam a ligar aqui na agência: "E então, não vai ter nada do Bruno Senna?", e a vontade é responder "Não, cara, não tem nada porque essa matéria é uma não-notícia, não tem nenhuma informação diferente, nenhuma novidade, nada", mas a gente é obrigado a enrolar 1.500 toques sobre isso porque, oras, "tá todo mundo dando" e os jornais não podem ficar sem, afinal seus leitores viram isso ontem na internet o dia inteiro...<br />Cara, que dureza, viu? Ou os jornais repensam essa estrutura insana, estilo bola de neve, ou isso vai acabar com o mercado, Porque uma hora nego vai perceber a falta total de credibilidade, e vai pensar que "jornalista é tudo um bando de picareta", e aí a gente tá frito.<br />E olha que eu nem tô falando de conflito de interesses, hein...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-7858581568327671470?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-4749704829443600962009-02-17T07:58:00.004-03:002009-03-01T23:29:10.849-03:00SaudadesHoje eu vou rever meu filho/a.<br />Parece besteira dizer isso, mas eu tô com saudades, embora seja apenas por meio de uma tela e de um aparelho estranho com um monte de gel na barriga da mãe. Mas é que eu fiquei mal acostumado à coisa do coraçãozinho batendo, das imagens, depois de a Camila ter de fazer ultrassom quase uma vez por semana, na época do tal descolamento, que graças a Deus já está curado. E agora já faz quase um mês que ela não faz.<br />E hoje não será um ultrassom qualquer, já que a gente vai saber se é filho ou filha. Coisa que todo mundo pergunta, mas que certamente não tem pessoa mais curiosa do que eu pra saber. Porque fica toda aquela imaginação de como vai ser no futuro, daqui a 3, 5, 10 ou 15 anos, se ele vai querer ir no Palestra comigo ou se será roubado pelo tio são-paulino pentelho, se ela vai sair pra balada e voltar às 5 da manhã, deixando a gente com cabelo em pé, e todos aqueles clichês de paternidade que, obviamente, acabam não tendo conexão nenhuma com a realidade quando a realidade chega.<br />Um último palpite? É menino. Puro chute, levado um pouco pela reação do médico que supostamente viu "a genitália" há mais de mês, mas não quis confirmar (e eu, leigo de tudo, acredito que a genitália masculina seja mais fácil de se enxergar num ultrassom, mas provavelmente isso é uma tremenda bobagem), e um pouco pelo fator "do contra", já que 95% das pessoas olham pra Camila e dizem "é menina". Por outro lado, nos últimos dias começou uma conversa cheia de fundamento científico de que "essa barriga é de menino", então às vezes eu penso que poderia ser menina, também só pra contrariar.<br />O mais importante, no fundo, meu filho/a, é que você esteja bem, saudável, com tudo em cima. E que eu vou poder ouvir seu coraçãozinho e te ver de novo, ainda que de longe, e mal posso esperar pelos dias em que te terei nos meus braços, nas noites de sono que perderei com seus choros, nos dias felizes que viveremos pelas próximas décadas. Esse mundo não é fácil, já tem disse isso. A gente fica triste às vezes, nem tudo sai como a gente espera, mas, na maior parte do tempo, a vida é boa e vale a pena. Por isso, fica bem, aproveita esse porto seguro quentinho aí e chega logo, tá?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-474970482944360096?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-62192515009528783482009-02-10T14:00:00.002-02:002009-03-01T23:32:45.403-03:00Música, maestro<object width="340" height="275"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ea6ZcfJspcI&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Ea6ZcfJspcI&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="275"></embed></object><br /><br />Eu ainda gosto muito de música, muito mesmo, mas ando com um defeito grave: não consigo ouvir nada de novo. Rodo, rodo, rodo e caio sempre nas mesmas coisas e velharias, como os top of the tops acima, e ignoro basicamente 99,75% do que rola por aí. Outro dia estava navegando pela <a href="http://www.screamyell.com.br/especial/2008/capa.htm" target=window>lista dos melhores do <I>Scream & Yell</I></a> e tomei um susto ao ver que não apenas eu não tinha ouvido praticamente nenhum dos principais discos de 2008, como jamais tinha ouvido falar em 50% das bandas citadas. Isso sem contar outros 40% que eu conheço o nome, mas nunca escutei nada - em tempos de web 2.0, YouTube e MySpace, eu continuo me comportando como no tempo em que lia a <I>Bizz</I> e só podia imaginar como era o som da maioria daquelas bandas. E pensar que, sei lá, dois anos atrás, eu imaginava que um dia o MAC poderia me chamar para votar nessa eleição.<br />A única explicação lógica para isso é que a música para mim exige uma espécie de "zona de conforto". Preciso sempre ter ao alcance da mão, e dos ouvidos, alguma música conhecida, algo que eu naturalmente possa reconhecer e cantar junto. Meu surrado e derrubado MP3 player, por exemplo, há alguns dias carrega o disco novo do Morrissey, que parece ser bom - mas também tem, em seguida na playlist, algumas pérolas pinçadas de seu disco ao vivo, como "Irish Blood English Heart" ou "Bigmouth Strikes Again".<br />E nem é uma questão só de gostar de velharias, já que, ao lado do disco novo do Franz, tem lá "Take me Out" e mais uma ou outra do segundo disco. Ainda nem ouvi o <I>Accelerate</I> do R.E.M., mas dia sim dia não os acordes de "The Great Beonyd" e "What's The Frequency, Kenneth?" preenchem meus ouvidos. Isso sem falar nos Beatles, de presença obrigatória - é como se o aparelhinho não funcionasse se não tiver pelo menos uma música deles. Sem falar nos velhos U2, Radiohead e aquelas mesmas coisas de sempre, que continuam boas como sempre.<br />Aí eu ouço falar em um monte de nomes por aí e, confesso, bate uma certa preguiça, porque há tanta informação, tantos nomes, tantas bandas e músicas, que me dá até um enfado. Porque selecionar um pé de trigo em meio a tanto joio me parece tão complicado que eu prefiro ir direto naquela baguete que já é satisfação garantida. Isso sem falar que outro dia em me dei conta que o <I>Is This It</I> do Strokes já tem quase dez anos, e confesso que bateu uma depressãozinha meio besta.<br />Talvez seja apenas uma questão de prioridades, ainda que seja meio dolorido pra mim pensar que a música já não está entre elas, principalmente se eu levar em conta que continuo extremamente reativo às coisas ruins. Ou pode ser apenas uma fase, que passará assim que eu tiver a obrigação de ajudar meu filho/a (saberemos só na semana que vem, obrigado por perguntar) a fazer suas próprias descobertas. Enquanto isso, o negócio é continuar ouvindo o mais do mesmo, como abaixo, porque continua sendo bom demais.<br /><br /><object width="340" height="275"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/skERqMGssGg&hl=pt-br&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/skERqMGssGg&hl=pt-br&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="275"></embed></object><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-6219251500952878348?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-21568283842802358832009-02-05T15:30:00.001-02:002009-03-01T23:33:10.134-03:00A melhor matéria que não foi feitaBom, se eu fosse editor, brigaria com o pessoal da grana para mandar alguém acompanhar o Palmeiras em Potosí, nem que fosse só uma pessoa. E, óbvio, esquece essa coisa de crônica de jogo, matérias de vestiários que dizem sempre a mesma coisa, e investiria numa cobertura pra lá de diferente.<br />Seria obrigatória, claro, uma matéria sobre a viagem de Sucre a Potosí, numa comitiva de SUVs. Primeiro, descobrir como o Palmeiras fez para arrumar carrões como Hilux e Pajero na Bolívia, depois quem são os motoristas, se eles têm noção do que é o Palmeiras, se gostam de futebol, tudo o mais. Depois, claro, o sujeito teria que se virar para embarcar num desses carros e fazer um relato minucioso da viagem - se a estrada é boa ou uma merda, se lembra as pedagiadas rodovias paulistas ou está mais para as colchas de retalhos que existem Brasil afora. O ideal, claro, seria ir no mesmo carro que o Keirrison, o Edmilson, o Luxa ou alguém de destaque. Mas servia até mesmo viajar com o Evandro ou qualquer outro jogador menos cotado, só pra contar a história. Isso pra não falar no estádio, nos torcedores, nos palmeirenses que estavam lá (eram daqui ou de lá mesmo?). Isso sem contar outras millhares de pautas que poderiam aparecer.<br />De todos os portais, o Globo Esporte foi o único a mandar alguém, e tem um relato interessante da viagem, mas <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Palmeiras/0,,MUL987302-9872,00.html" target=blank>com os roupeiros</a>. Fora isso, uma matéria sobre a <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Palmeiras/0,,MUL987254-9872,00" target=blank>boa e velha altitude</a>, <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Palmeiras/0,,MUL987226-9872,00.html" target=blank>um maluco boliviano que torce pelo Palmeiras</a> e <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Palmeiras/0,,MUL987643-9872,00.html" target=blank>um</a> ou <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Palmeiras/0,,MUL988257-9872,00.html" target=blank>outro</a> TL. Não é um prêmio Esso de cobertura, mas ficou muito acima da média que se vê por aí. E quem sou pra reclamar se a minha empresa não mandou ninguém?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-2156828384280235883?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-40119018434248257252009-01-30T15:39:00.002-02:002009-03-01T23:40:50.606-03:00Um time que dá gosto de verA prudência recomenda que a gente não se anime muito, até porque os adversários são péssimos e o Palmeiras tem uma tradição recente de começar o ano com vitórias e nos decepcionar em seguida. Mas não há como não se empolgar com a atuação do time nesses primeiros jogos: velocidade, bom toque de bola (mesmo no charco que virou o Palestra ontem), alguma solidez na defesa, enfim, um time que pode até não vencer todos os jogos, mas que dá gosto de ver.<br />Os 20 primeiros minutos do jogo contra o Potosí são um retrato do que deve ser um time de futebol quando joga em casa: marcação sob pressão para sufocar o adversário, troca de passes em alta velocidade e, acima de tudo, vontade de jogar. Orgulho de estar em campo, de vestir a camisa do Palmeiras, desejo de aparecer para o mundo do futebol - nem que isso signifique a chance de ser vendido em julho.<br />Muito diferente daquele time do ano passado, que parecia estar com preguiça de jogar e que esperava o ano acabar em barranco pra morrer encostado, que fazia a gente sentir <a href="http://amalgama2.blogspot.com/2008/11/por-qu.html">vergonha</a> de ser palmeirense.<br />É claro que a gente sonha com títulos e glórias, mas só por resgatar o nosso orgulho esse time já está valendo a pena. Que continue assim na hora de vender garrafas vazias.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-4011901843424825725?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-56393704137461919852009-01-29T16:45:00.002-02:002009-03-01T23:34:59.835-03:00Palmeiras - a conferirEu comecei a rabiscar alguma coisa sobre o Palmeiras, mas fiquei com medo de secar o jogo de hoje, que é o que realmente interessa neste começo de ano. O post de ontem à noite do <a href=http://www.febrealta.blogger.com.br target=blank>Randall</a> fala por mim, na verdade: eu acho que esse time pode dar liga, mas tenho lá meu pé atrás, achando que a coisa pode se caiojuniorizar nas próximas semanas.<br />Confesso que também acho que há alarde demais pra cima do tal do Potosí ou da malvada altitude. Todo mundo fala que eles meteram 5 a 1 no Cruzeiro, mas esquecem que os mineiros jogaram com vários reservas. De qualquer forma, vencer hoje é imperioso, eu diria.<br />Portanto, torcerei ardentemente pela vitória hoje à noite, comprometendo fundamentais horas de sono de quem precisa acordar às 5 da matina, e depois emitirei minhas abalizadas opiniões. Enquanto isso, deixo <a href="http://impedimento.wordpress.com/2009/01/29/o-melhor-emprego-do-mundo" target=blank>mais uma de minhas contribuições para o Impedimento</a>, um dos sites mais legais e divertidos sobre futebol, sem o ranço de Juquinhas e o cabecismo dos PVCs. Aproveitem e leiam <a href="http://impedimento.wordpress.com/2009/01/08/top-10-humilhacoes-do-palmeiras/" target=blank>este aqui</a>, modéstia à parte - e tragédias idem - ficou bem legal.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-5639370413746191985?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-5245573.post-84673246746757806112009-01-24T16:21:00.001-02:002009-03-01T23:40:20.783-03:00Eu te disse, eu te disseNa hora em que terminei de escrever esse texto de ontem ainda não tinha estourado a história do Ronaldo, que é um exemplo claro e cristalino do que eu disse ontem sobre o fato de às vezes ter vergonha de ser jornalista esportivo.<br />Lembrei de 2004, eu estava fazendo um frila no <I>Lance!</I>, acho que era o Guia do Brasileiro, e na semana das semifinais do Paulistão, quando o Palmeiras estava concentrado em Atibaia (ou Jarinu, ou algo do gênero), se preparando para o segundo jogo contra o Paulista, estourou uma história de que o Vagner Love e o Adãozinho e não sei mais quem (talvez seja o Diego Souza "original", mas não tenho certeza) tinham ido para a balada. O próprio dono do bar ligou na redação pra contar e mandou as fotos - certamente tinha tentado fazer uma chantagem com os caras, eles devem ter mandado o sujeito à merecida merda e, pra se vingar, o cara resolveu fazer barulho.<br />E aí estabeleceu-se uma discussão sobre se aquilo era matéria ou não, e eu imediatamente me posicionei contra, mas eu era só um frila, então obviamente minha opinião foi descartada - e eu ainda fui acusado de parcialidade, de não querer atrapalhar o ambiente do meu time às vesperas de uma decisão.<br />No fim, a matéria saiu e causou lá uma certa celeuma, principalmente porque o genial Jair Picerni, então o técnico do Palmeiras, num primeiro momento negou tudo, e depois teve de se render às fotos. E o Palmeiras foi eliminado nos pênaltis pelo Paulista.<br />Hoje o <I>Lance!</I> resolveu ter mais uma vez seu momento <I>The Sun</I>, mas o pior de tudo não é o fato de desperdiçar tempo, papel e gigabytes com algo que, para mim, desperta interesse zero, mas o patético texto escrito pelo editor-chefe Luiz Fernando Gomes, que até as Senhoras de Santana achariam reaça demais (os grifos são meus):<br /><blockquote><i>O cidadão Ronaldo Nazário tem todo o direito de frequentar a noite, de ficar na balada até a hora que quiser. <B>Mas o atleta Ronaldo, o que precisa voltar a ser o Fenômeno, não deve se dar a esse luxo. Não é comportamento adequado para um jogador em fase de recuperação </B>e sobre o qual está se construindo mais do que um time, todo um projeto de expansão e internacionalização da marca de um dos mais importantes clubes do futebol brasileiro.<br />O quanto escapadas como a da madrugada de ontem podem atrasar sua volta aos campos, adiar o sonho da Fiel de vê-lo marcando gols e infernizando as defesas adversárias, só o tempo dirá. <B>Mas o problema é complexo, vai além dos limites das quatro linhas.</B></I></blockquote><br />E aí segue-se todo um blablabla sobre a questão da imagem de Ronaldo, que nenhuma empresa vai querer patrocinar o Corinthians se ele for para as noitadas, e tale coisa, e aí chega-se à conclusão de que o <I>Lance!</I> não está nem aí para a condição de Ronaldo como ser humano ou mesmo como jogador de futebol, e sim com o produto Ronaldo, o Fenômeno, o R9. Oras, se a preocupação é essa, não era mais fácil ignorar essa, ahan, notícia? Afinal de contas, desde quando o que o Ronaldo faz à noite interessa?<br />Como eu disse, tem horas que dá vergonha de ser jornalista esportivo.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5245573-8467324674675780611?l=amalgama2.blogspot.com'/></div>Fernando Cesarottihttp://www.blogger.com/profile/14940381165956458301noreply@blogger.com4