tag:blogger.com,1999:blog-51613432008-07-26T11:56:47.190+01:00INDÚSTRIAS CULTURAISRogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comBlogger4085125tag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-6199504843016327462008-07-26T11:43:00.005+01:002008-07-26T11:56:47.201+01:00MUSEUS DE BERLIM<span style="color:#663333;"></span><br /><span style="font-family:verdana;color:#663333;">Nos museus da ilha dos museus de Berlim, encontram-se peças de origem mesopotâmica, grega e egípcia e pintura medieval e renascentista. Fruto de coleccionismo, compra e retirada de peças do próprio local. Desde a reunificação alemã, tem havido um grande esforço na recuperação arquitectónica dos edifícios.</span><br /><br /><embed src="http://widget-9a.slide.com/widgets/slideticker.swf" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="cy=bb&amp;il=1&amp;channel=504403158297868186&amp;site=widget-9a.slide.com" style="width:400px;height:320px" name="flashticker" align="middle"></embed>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-39862473215367059972008-07-25T18:52:00.005+01:002008-07-25T19:08:28.789+01:00NOTÍCIAS DA IMPRESA<span style="font-family:times new roman;color:#003300;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003300;">Os jornais dão hoje informações variadas da vida da Impresa, grupo liderado por Pinto Balsemão e que detém nomeadamente os títulos de imprensa <em>Expresso</em> e <em>Visão</em> e o canal de televisão SIC.<br /><br />Assim, no <em>Diário de Notícias</em>, lê-se sobre os lucros do grupo no primeiro semestre deste ano. Foi mantido o nível de receitas nos € 138 milhões e aumentaram os custos operacionais para € 116,7 milhões. Igualmente se dá conta da aquisição de 50% da Edimpresa, negócio aprovado pela Autoridade da Concorrência, passando o grupo Impresa a deter a totalidade da área de edição em papel e que adopta a nova designação Impresa Publishing<br /><br />Já o <em>Público</em> (Inês Sequeira) prefere destacar a subholding Impresa Digital, onde estão as empresas multimedia do grupo. Em 2007, a área valeu € 22 milhões, 7,87% das receitas consolidadas. O portal AEIOU, agregador dos conteúdos do grupo, a MyGames, ligado ao mundo dos videojogos e do vídeo a pedido, a 7Graus, com sítios de fotografia, e o sítio do imobiliário são alguns dos principais negócios da área.</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-63582269265399320252008-07-25T18:51:00.007+01:002008-07-25T19:52:50.869+01:00CAFÉ TERTÚLIA EM CASTELO DA MAIA (MAIA)<a href="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIocJuIB2kI/AAAAAAAADz8/IuNKepTjTtA/s1600-h/castelense3.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227021270842989122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIocJuIB2kI/AAAAAAAADz8/IuNKepTjTtA/s200/castelense3.jpg" border="0" /></a><br />"Retratar e proporcionar o ambiente dos cafés do início do século XX" foi a ideia inicial da <a href="http://www.tertuliacastelense.com/">Tertúlia Castrense</a>, café situado na Maia (Rua Augusto Nogueira da Silva, 779, Castelo da Maia), aberto desde 2002 [todas as imagens desta mensagem pertencem aquele sítio e <em>newsletter</em> do café].<br /><br /><br /><p><a href="http://bp0.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIoc-LU0GLI/AAAAAAAAD0E/Ur8E5n0Zefw/s1600-h/castelense4.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227022172034439346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIoc-LU0GLI/AAAAAAAAD0E/Ur8E5n0Zefw/s320/castelense4.jpg" border="0" /></a><a href="http://bp0.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIod1NTETdI/AAAAAAAAD0M/fCgn2PHK6bI/s1600-h/castelense5.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227023117456788946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIod1NTETdI/AAAAAAAAD0M/fCgn2PHK6bI/s320/castelense5.jpg" border="0" /></a><br />Hoje, actua o dueto de jazz TERYLENE, composto por Francisco Ferro na voz principal e Rui Correia na guitarra e vozes (primeira imagem abaixo) (para saber mais deste agrupamento ver em <a title="blocked::http://www.terylene.net/" href="http://www.terylene.net/">http://www.terylene.net/</a> e <a title="blocked::http://www.myspace.com/fibraterylene" href="http://www.myspace.com/fibraterylene">www.myspace.com/fibraterylene</a>). No dia 30 de Julho (quarta-feira), as QUARTAS DOS CONTOS, Clara Haddad apresenta <em>Allah Hu Akbar! Alla Hu Akbar!</em> (segunda imagem abaixo), com concepção, interpretação e texto de contos tradicionais por Clara Haddad e sonoplastia e som de José Fernando Almeida (para saber mais dela ver <a title="blocked::http://www.clarahaddad.blogspot.com/" href="http://www.clarahaddad.blogspot.com/">http://www.clarahaddad.blogspot.com/</a>).<br /><br /><br /><a href="http://bp2.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIobz51fOhI/AAAAAAAADzs/n3c1gYtuW_8/s1600-h/castelense1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227020896029325842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIobz51fOhI/AAAAAAAADzs/n3c1gYtuW_8/s320/castelense1.jpg" border="0" /></a><a href="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIob0Z7MluI/AAAAAAAADz0/NHD7lEikaCU/s1600-h/castelense2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227020904643204834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIob0Z7MluI/AAAAAAAADz0/NHD7lEikaCU/s320/castelense2.jpg" border="0" /></a> </p>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-55750266234139807222008-07-25T18:51:00.005+01:002008-07-25T19:27:27.204+01:00PINTURA DE RICARDO PAULA<a href="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIoXQ3bsUuI/AAAAAAAADzk/GXGWFkz_MeI/s1600-h/ricardopaula.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227015896042328802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIoXQ3bsUuI/AAAAAAAADzk/GXGWFkz_MeI/s320/ricardopaula.jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-family:verdana;color:#6600cc;">Inaugurou ontem e prolonga-se até 21 de Setembro a exposição de pintura de Ricardo Paula, na Cordoaria Nacional, representando uma carreira de 25 anos e intitulada <em>Carvões da Vida</em>.<br /><br />Nascido em 1964, é designer de formação, planificador gráfico de cinema e televisão e foi director de arte em agências de publicidade. A sua pintura traça um percurso entre impressionismo e figurativo.</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-60361202437429798032008-07-25T18:50:00.007+01:002008-07-25T23:26:22.030+01:00O OLHAR INTERROGADOR DO GATO<a href="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIpPYdx8HfI/AAAAAAAAD0U/p6uHx-5mlQ8/s1600-h/gato1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227077599246425586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIpPYdx8HfI/AAAAAAAAD0U/p6uHx-5mlQ8/s320/gato1.jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003333;">O gato regressou e espreitou à minha janela, indagando o que estava a escrever no computador. Mas foi-se embora rapidamente, saltando para uma pequena plataforma de regresso à casa onde habita. Coisa admirável: o animal não tem vertigens da altura em que se movimenta e faz acrobacias (ou não tem consciência disso).<br /><br />Ou imaginar um petisco seria suficientemente forte para assumir o risco?</span><br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIpSNqrxpII/AAAAAAAAD0c/9g118ufeYd8/s1600-h/peixe.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIpSNqrxpII/AAAAAAAAD0c/9g118ufeYd8/s320/peixe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227080712266556546" /></a>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-63407094110733367282008-07-24T18:35:00.008+01:002008-07-24T18:56:01.969+01:00CRIATIVIDADE VERSUS POLÍTICA<span style="font-family:times new roman;color:#330033;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330033;"><strong>O </strong></span><a href="http://www.creative-partnerships.com/"><span style="font-family:times new roman;color:#330033;"><strong>Creative Partnerships</strong></span></a><strong><span style="font-family:times new roman;color:#330033;"> é um sítio onde se expressa o programa do Governo do Reino Unido em termos de aprendizagem criativa juvenil. O sítio trabalha essa vontade política de desenvolver competências e abrir ou alargar oportunidades quanto ao futuro dos jovens. Ou <em>talentos criativos</em>, como se ouve num dos vídeos abaixo. <span style="color:#660000;">Neste ponto, não me importa saber se se trata de mera propaganda político-partidária ou de um programa sério.</span></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330033;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">Pego nesta questão ao lembrar-me do projecto apresentado ontem no Porto sobre indústrias criativas. Trata-se de uma sugestão para os produtores (e intelectuais) seduzidos por aquele programa, bastando espreitar estes dois pequenos vídeos produzidos pelo </span></strong><a href="http://www.creative-partnerships.com/"><span style="font-family:times new roman;color:#330033;"><strong>Creative Partnerships</strong></span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330033;"><strong>, onde é central o papel do secretário de Estado da Cultura, Andy Burnham (e também do seu colega das Escolas, Ed Balls), colocados respectivamente ontem e no dia 28 de Maio. O governo inglês pretende oferecer cinco horas semanais de arte e cultura de alta qualidade a todos os jovens. Assim, formar-se-ão públicos produtores e consumidores das indústrias criativas e culturais.</strong></span><br /><br /><object width="340" height="275"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ptRsJwqxlsU&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ptRsJwqxlsU&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="340" height="275"></embed></object><object width="340" height="275"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RbGw9gafTjE&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/RbGw9gafTjE&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="340" height="275"></embed></object>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-19231549558967370822008-07-24T13:56:00.004+01:002008-07-24T14:04:23.836+01:00MEDIDAS CONTRA A PIRATARIA ELECTRÓNICA<span style="font-family:times new roman;color:#330000;">Os pais que deixem os seus filhos copiar ilegalmente músicas e filmes através da internet sofrerão sanções como a redução substancial da velocidade de acesso à internet, noticia o </span><a href="http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/article4387283.ece"><span style="font-family:times new roman;color:#330000;">Times Online</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330000;"> de hoje, no que me parece ser a primeira medida séria contra a pirataria electrónica.<br /></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330000;">Os seis principais fornecedores de acessos à internet ingleses - BT, Virgin Media, Orange, Tiscali, BSkyB e Carphone Warehouse - assinaram essa proposta. Em compensação, o Governo abandona a posição controversa de desligar os serviços de banda larga a tais famílias permissivas da pirataria.</span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330000;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330000;">Acrescente-se que tem sido grande a pressão da indústria discográfica e do cinema de Hollywood, com perdas de milhões de euros com a pirataria electrónica.</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-38269706642344629482008-07-24T08:23:00.004+01:002008-07-24T08:42:34.702+01:00JORNALISMO EM MUDANÇAS<span style="font-family:times new roman;color:#333300;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#333300;">Para Mark Glaser, do sítio </span><a href="http://www.pbs.org/mediashift/2008/07/digging_deeperyoung_newspaper.html"><span style="font-family:times new roman;color:#333300;">Media Shift</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#333300;">, em texto editado ontem, no momento em que sucedem notícias de despedimentos e venda de media nos Estados Unidos, há outra questão em discussão: os jornalistas mais jovens não querem permanecer nos media onde trabalham porque sentem que estes são lentos a mudar a sua cultura empresarial.<br /><br />Glaser entende haver a necessidade de mudar o modo como historicamente as redacções funcionam, com os editores a reunir à parte para tomada de decisões sobre o que se deve escrever na edição daquele dia. Segundo ele, as ideias de inovação acabam por não vingar, o que frustra a vontade dos jornalistas mais jovens.</span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#333300;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#333300;">No sentido de fortalecer a sua opinião, Mark Glaser, jornalista e crítico dos media, parte de um estudo feito por Vickey Williams em dez salas de redacção, num projecto que se desenrolou entre 2004 e 2007, onde se detalham as mudanças ocorridas na cultura jornalística (ver relatório </span><a href="http://www.learningnewsroom.org/alleyesforward.pdf"><span style="font-family:times new roman;color:#333300;">All Eyes Forward</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#333300;">, em PDF). </span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-11658222138808665272008-07-23T17:57:00.011+01:002008-07-23T20:25:46.916+01:00MAIS SOBRE INDÚSTRIAS CRIATIVAS<span style="font-family:times new roman;color:#330099;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330099;">Segundo a peça assinada por Sérgio C. Andrade no <em>Público</em>, foi apresentado hoje o estudo <em>O Desenvolvimento de um Cluster de Indústrias Criativas na Região do Norte</em>, promovido pela Fundação de Serralves, com a </span><a href="http://www.ccr-norte.pt/"><span style="font-family:times new roman;color:#330099;">Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N)</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330099;">, em parceria com a Junta Metropolitana do Porto, a Casa da Música e a Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense.<br /><br /></span><a href="http://bp2.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIdymV1YIiI/AAAAAAAADzE/aF9Bu_xI1S8/s1600-h/norte.jpg"><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226271895608369698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIdymV1YIiI/AAAAAAAADzE/aF9Bu_xI1S8/s200/norte.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330099;">Do documento electrónico já disponibilizado pela CCDR-N, o estudo parte de três pontos: "Necessidade de encontrar novos sectores de actividade, mais inovadores e com maior capacidade de servir de interface entre o meio académico e científico e o meio empresarial; Existência de uma rede de universidades e estabelecimentos de ensino politécnico que criam uma população com apetência para serem dinamizadores de indústrias da criatividade e que muitas vezes se perdem, por falta de enquadramento estratégico e também pela inexistência de ofertas de espaços de instalação; Existência de um propósito de requalificação, de revitalização e até de regeneração urbana nas cidades da Região Norte, designadamente no Porto".<br /><br />A proposta reflecte o interesse de "maximizar o potencial criativo da região está estruturada em três eixos estratégicos": capacidade e empreendedorismo criativos, crescimento dos negócios criativos, e atractividade dos lugares criativos.<br /><br />O texto agora publicitado tem uma primeira parte de definições, como o conceito de indústrias criativas, a partir do inglês Department of Culture, Media and Sports (<em>Creative Industries Taskforce</em>, Department of Culture, Media and Sports, Reino Unido, 1997, e que eu aqui já destaquei algumas vezes), com os seguintes subsectores (imagem retirada do documento, p. 15).<br /><br /></span><p><a href="http://bp0.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SId4BCdrEyI/AAAAAAAADzM/GBOU4GpVx1k/s1600-h/sectores.jpg"><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226277851823280930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SId4BCdrEyI/AAAAAAAADzM/GBOU4GpVx1k/s320/sectores.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"><br />No documento, as indústrias criativas são: 1) baseadas em indivíduos com talento criativo, 2) aliados a gestores de recursos económicos e tecnológicos, 3) gerando produtos vendáveis, 4) cujo valor económico assenta nas suas ropriedades “culturais” ou “intelectuais”. Os autores do documento falam em “indústrias criativas” (ou “indústrias culturais”) (p. 25), sem distinguir as diferenças ou a hierarquia que se pode instaurar entre elas, como o fez John Hartley (2005). Distinguem igualmente cidades criativas, com um subcapítulo específico, turismo cultural (p. 32), pessoas e empreendedorismo criativo (p. 36), clusters criativos (p. 39) e propriedade intelectual (p. 41).<br /><br />O documento destaca a existência de um estudo (<em>Creative Economy Report 2008</em>, UNCTAD, igualmente já referido aqui no blogue), que indica que, em Portugal, o sector das indústrias criativas contribuiu com 1,4 % do PIB em 2003, correspondendo a € 6.358 milhões, significando o terceiro principal contribuinte para o PIB português, logo a seguir aos produtos alimentares e aos têxteis (1,9% cada) e à frente de importantes sectores como indústria química (0,8%), imobiliário (0,6%) e sistemas de informação (0,5%) (p. 23).<br /><br />A seccção II, com um capítulo chamado <em>Ecologia e economia criativas na região Norte</em> (a partir da p. 48), desenvolve mais conceitos, como infra-estrutura e programação cultural de prestígio, acesso a financiamento especializado, existência de núcleos especializados de investigação e incubação nas universidades, existência de redes de parcerias (networking) ou existência de espaços de produção e consumo cultural.<br /><br />Regozijo-me com o facto de haver um projecto para a área norte do país em termos de indústrias criativas. O documento entende que a área norte do país tem recursos, agentes e energia para avançar com propostas significativas, nomeadamente nas cidades e centros históricos de Porto, Braga, Guimarães, Vila Real e Aveiro (aparentemente, a fronteira mais meridional desta região norte é Aveiro. E porque não incluir Coimbra, que não fica a uma distância muito maior do Porto que Vila Real, 121 quilómetros contra 96)? O texto fala igualmente de cidades universitárias como Barcelos ou Vila Nova de Famalicão (ignoro a importância destes locais, mas parece-me que está a ser empolado o conceito de cidade universitária). Igualmente fixo os projectos apresentados como modelo: Design Studio, Incubação Aquário de Som e Imagem, ID+, UP IN-Inovação, UP Media, UPTEC-Parque de Ciência e Tecnologia da UP, Centro de Criação das Artes de Rua de Santa Maria da Feira. Os autores falam também do projecto Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012. Retiro das páginas 69 e 82 um conjunto de outras actividades, mas serão suficientes para se falar de indústrias e cidades criativas? Ou serão ainda um embrião para outras actividades?<br /><br /></span><a href="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SId_CffnjUI/AAAAAAAADzU/wkZbPgoDDkE/s1600-h/norte1.jpg"><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226285573377330498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SId_CffnjUI/AAAAAAAADzU/wkZbPgoDDkE/s320/norte1.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"><br /></span><a href="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIeAD995EcI/AAAAAAAADzc/GREVWjJaSLY/s1600-h/norte2.jpg"><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226286698248868290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIeAD995EcI/AAAAAAAADzc/GREVWjJaSLY/s320/norte2.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"><br />No documento hoje apresentado, foram identificadas várias instituições consideradas "relevantes para a implementação de um sistema regional de empreendedorismo criativo": Escola Superior Artística do Porto; ESAD; Faculdade de Belas Artes da UP; Escola das Artes (Universidade Católica); ESMAE; Instituto Multimédia; Instituto Politécnico; Escola Jazz - Jazz ao Norte; Instituto das Artes e da Imagem; Escola Profissional de Artes do Espectáculo; Conservatório de Música do Porto e Instituto Português de Fotografia. Outras foram igualmente apresentadas no projecto.<br /><br />O ponto 7.2.4.2, sobre a estrutura empresarial, aborda as empresas na óptica das indústrias criativas, no que me parece um dos pontos mais importantes do documento (a partir da p. 94). Retiro somente duas ideias sobre oportunidades quanto ao mercado nacional (leitura SWOT). O primeiro aparece na p. 102: "Em Portugal há um fenómeno de substituição dos sectores tradicionais por novos, cujo impacto é muito significativo na Região Norte. O esforço de penetração dos novos sectores, empresas e produtos, é propício à Publicidade".</span></p><p><span style="font-family:times new roman;color:#330099;">O segundo aparece na p. 122: "A atractividade deste subsegmento [edição] para os criativos é média, sendo muito competitiva e difícil de gerir. A ameaça da substituição do suporte papel pode causar a obsolescência deste subsegmento e provocar a migração para outro dos subsegmentos criativos. Noutro sentido, a evolução ocorrerá através da utilização de novos suportes digitais pelas actuais empreses de edição. Contudo, a função do criativo, qualquer que seja a evolução, manter-se-á inalterada". A que se segue: "Assiste-se a uma revolução no mercado da Edição. O retalho sofre, de alguns anos a esta parte, o embate de novas formas de chegar ao cliente (FNAC, Internet, Amazon). Recentemente, com o advento de um processo de concentração de Editoras, aumenta a sua importância e poder negocial face ao criativo, mas também melhora a competitividade do livro gerado em Portugal, uma vez que beneficiará de recursos para uma maior promoção e um mais baixo custo de produção . Destes processos resulta uma maior oferta à disposição do consumidor final, o que aumenta a procura. As tecnologias de apoio à logística de distribuição e à produção de livros, jornais e revistas vêm reforçar a necessidade de grandes tiragens para colher economias de escala".</span></p><p><span style="font-family:times new roman;color:#330099;">Porque necessitava de mais tempo para ler e analisar o documento, não faço aqui a apreciação mais profunda. Mas posso concluir, sem me comprometer muito, que se trata de um bom documento a que se segue a hipótese de o executar. Há questões de ordem financeira, empresarial, políticas e culturais que o documento aborda ou necessita de desenvolver. A ideia de uma Agência para o Desenvolvimento Criativo do Norte de Portugal pode ter pernas para andar. Contudo, não podemos negligenciar o facto das indústrias criativas terem medrado na Austrália e no Reino Unido fundamentadas em fortes indústrias culturais, como o cinema, a produção vídeo e os espectáculos ao vivo - ocorrências pouco fortes no norte do país - e em agentes criativos e empresariais fortes.</span></p><p><span style="font-family:times new roman;color:#000000;">O consórcio responsável pelo <em>Estudo Macroeconómico para o desenvolvimento de um cluster das Indústrias Criativas na Região do Norte</em> foi constituído pela empresas Tom Fleming Creative Consultancy, Horwath Parsus, Opium, Gestluz Consultores e Comedia.</span></p>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-72092090800315330222008-07-22T17:47:00.007+01:002008-07-22T18:10:57.375+01:00A ANSIEDADE PERANTE UM NOVO MEIO<span style="font-family:arial;"></span><br /><span style="font-family:arial;">Historicamente, cada novo meio de comunicação desperta dois tipos de impacto, um optimista, outro pessimista. A isso, Sonia Livingstone designa pelo debate entre liberais e críticos. Apliquemos esta dicotomia ao ciberespaço - por um lado, as crianças com a internet desenvolvem competências muito rapidamente e tornam-se (mais os jovens) os grandes consumidores e criadores, por outro lado, as crianças são seres vulneráveis a uma cultura cada vez mais comercializada.</span><br /><span style="font-family:arial;"></span><br /><span style="font-family:arial;">Vou-me centrar no lado dos efeitos morais, do pânico moral. Violência, estereótipo, exploração comercial, conteúdo pornográfico, reforço de acções agressivos e de comportamentos passivos e acríticos - eis as doenças diagnosticadas por Livingtone quando se estuda o impacto negativo da internet. Mas já os videojogos, o cinema, a televisão, a banda desenhada passaram por este trajecto. Raramente é feito um discurso positivo. Recordo-me, quando estudei a história da rádio nos seus primórdios, de ler alguns discursos e peças jornalísticas optimistas, como o facto de trazerem conhecimento ao indivíduo e harmonia ao lar. Mas trata-se de uma óptica mais rara que a contrária.</span><br /><span style="font-family:arial;"></span><br /><span style="font-family:arial;">Livingstone segue um estudo muito considerado de Stanley Cohen, quando este escreveu sobre os medos que a televisão traria à juventude, no final dos anos 1950, acabando com a ideia de uma idade de ouro da infância inocente. Examinado mais de perto tratava-se de um estereótipo da classe média temendo o efeito da "poluição" das classes populares.</span><br /><span style="font-family:arial;"></span><br /><span style="font-family:arial;">De que modo se poderiam aplicar estes conceitos (e preconceitos) a acontecimentos recentes, como o arquivamento do caso Madie ou dos ciganos versus negros em Loures mais as casas vandalizadas daqueles? Ou dos veraneantes italianos confraternizando numa praia e ignorando os corpos mortos de duas raparigas ciganas? Qual o impacto e a formação de opinião pública através das imagens (manipuladas) da televisão?</span><br /><span style="font-family:arial;"></span><br /><span style="font-family:arial;">Parece-me que, à ansiedade, se junta a aceitação passiva de imagens e perspectivas. É o regresso do velho conceito de <em>audiência</em>.</span><br /><br /><span style="font-family:times new roman;color:#663366;">Leitura de base: Sonia Livingstone (2005). "Media audiences, interpreters and users". In Marie Gillespie (ed.) <em>Media audiences</em>. Milton Keynes: Open University</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-5770300125821948122008-07-21T18:53:00.005+01:002008-07-21T19:25:42.820+01:00ARCA RUSSA<span style="font-family:times new roman;color:#003300;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003300;">A <em>Arca Russa</em> de Alexander Sokurov é um filme totalmente filmado no museu do Hermitage, em S. Petesburgo, Rússia.<br /><br />Autor de filmes como </span><a href="http://sokurov.spb.ru/island_en/feature_films/mat" target="_top"><span style="font-family:times new roman;color:#003300;">Mãe e Filho</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#003300;"> (1996), </span><a href="http://sokurov.spb.ru/island_en/feature_films/otets_i_syn/mnp_ots.html" target="_top"><span style="font-family:times new roman;color:#003300;">Pai e Filho</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#003300;"> (2003) e </span><a href="http://industrias-culturais.blogspot.com/2008/06/alexandra.html"><span style="font-family:times new roman;color:#003300;">Alexandra</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#003300;"> (2007), este filme </span><a href="http://sokurov.spb.ru/island_en/feature_films/russkyi_kovcheg/mnp_ark.html" target="_top"><span style="font-family:times new roman;color:#003300;">Arca Russa</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#003300;"> (2002), apoiado pelo Ministério da Cultura da Federação Russa, descreve uma visita ao museu russo do cineasta (voz off) acompanhado de um marquês francês do século XVIII, ressuscitado para acompanhar o cineasta ao mundo russo daquela época. Histórias dos czares e das czarinas, modos de viver da faustosa corte e o olhar sobre algumas das mais importantes pinturas expostas no museu, num só plano, possibilitado pela tecnologia do vídeo digital, mostram uma obra fascinante deste respeitado realizador.</span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003300;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003300;">Recordo apenas a longa cena de baile, na parte final do filme. Longa e soberba. Assim como a apresentação de credenciais do embaixador do Irão ao czar, com a deambulação da câmara, fixando rostos, movimentos e a riqueza de cores do vestuário.</span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003300;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003300;">Só lamento não o ter visto num ecrã de cinema, pois o filme não foi distribuido comercialmente. Mas vale a pena comprar o DVD - para ver as imagens desse longo plano. E para ouvir os sons, por exemplo, o de pássaros durante a saída da czarina para um pequeno passeio no exterior do palácio (seriam corvos?) e do respirar arfante dela e do seu acompanhante. E lembrar que todo o filme foi filmado num só dia, em vésperas do Natal de 2002, após ensaios de meses a fio. Só um realizador do nível de Sokurov podia planear um tão longo dia sem falhas. E, certamente, pode comemorar o Natal de forma particular.</span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003300;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;font-size:85%;color:#000000;">[obrigado ao Carlos por me ter dado a conhecer e visualizar o filme]</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-61665728612535716582008-07-21T18:52:00.000+01:002008-07-21T19:35:29.249+01:00REPRESENTAÇÃO OFICIAL PORTUGUESA NA EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA, LA BIENNALE DI VENEZIA<a href="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SITVefBoDtI/AAAAAAAADy8/Urk4RqZu5mY/s1600-h/BV2008PORTUGAL+1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225536187357728466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SITVefBoDtI/AAAAAAAADy8/Urk4RqZu5mY/s320/BV2008PORTUGAL+1.jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003333;">Portugal estará representado oficialmente na Exposição Internacional de Arquitectura, <em>La Biennale di Venezia</em>, que decorre de 14 de Setembro a 23 de Novembro 2008, sob o título <em>Out There: Architecture Beyond Building</em>.<br /><br />Na apresentação desta participação, José Gil e Joaquim Moreno escrevem inicialmente: "O tema geral da Bienal de Veneza – «Lá Fora: Arquitectura para lá do edificado» – pode, numa certa perspectiva, implicar que a dimensão do «Fora» se encontra de tal maneira integrada e activa num espaço interior que induz uma ilimitação do exterior no interior".</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-39322325606612447472008-07-21T17:38:00.009+01:002008-07-21T18:50:32.670+01:00CULTURA PARTICIPATIVA<span style="font-family:times new roman;color:#6600cc;"><strong></strong></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#6600cc;"><strong>Henry Jenkins, o autor do conceito de <em>cultura participativa</em> - de que já escrevi, nomeadamente </strong></span><a href="http://industrias-culturais.blogspot.com/search/label/Participa%C3%A7%C3%A3o%3B%20Henry%20Jenkins"><span style="font-family:times new roman;color:#6600cc;"><strong>aqui</strong></span></a><span style="font-family:times new roman;color:#6600cc;"><strong> -, tem seguidores em Portugal.<br /><br />Célia Quico (quadro superior da empresa de tecnologias, televisão por cabo e telecomunicações ZON) irá defender a sua tese de doutoramento intitulada <em>Audiências dos 12 aos 18 anos no contexto da convergência dos media em Portugal: emergência de uma cultura participativa?</em>, pelas 14:30 de 16 de Setembro, na Universidade Nova de Lisboa.</strong></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#6600cc;"><strong></strong></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#6600cc;"><strong>O trabalho de Célia Quico estuda o interesse e a utilidade de um formato de media que solicita contributos e a criação e partilha de conteúdos pelos seus utilizadores, com base em estudos de audiências, recepção e <em>cultural studies</em> e culturas de fãs analisadas por investigadores como Henry Jenkins.</strong></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#6600cc;"><strong></strong></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#6600cc;"><strong>Júri constituído por: António Câmara (FCT/UNL), Cristina Ponte (FCSH/UNL), Manuel José Damásio (Universidade Lusófona), Óscar Mealha (Universidade de Aveiro), Vítor Reia-Baptista (Universidade do Algarve), Francisco Rui Cádima (FCSH/UNL) e Peter Olaf Looms (Universidades de Copenhaga e de Hong Kong).</strong></span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-8206321092402082892008-07-21T17:08:00.004+01:002008-07-21T17:21:14.273+01:00LIVRO DIGITAL<span style="font-family:times new roman;color:#330099;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330099;">No dia 6 deste mês, o </span><a href="http://www.nytimes.com/2008/07/06/technology/06novelties.html?_r=1&amp;ref=technology&amp;oref=slogin"><span style="font-family:times new roman;color:#330099;">New York Times</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"> publicava um texto sobre o papiro electrónico, um leitor electrónico de livros holandês, o Readius.<br /><br /><br /></span><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"></span><a href="http://bp0.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIS1knxUHEI/AAAAAAAADy0/RAALqas4afQ/s1600-h/papiro.jpg"><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225501108412357698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIS1knxUHEI/AAAAAAAADy0/RAALqas4afQ/s320/papiro.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330099;"><br />O vídeo seguinte tem cerca de um ano, pelo que pude apurar. Mas dá para prever o futuro do leitor electrónico de livros, para além do Kindle.<br /><br /><object height="275" width="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/t4tdtzyjFnY&amp;hl=en&amp;fs=1"><param name="allowFullScreen" value="true"><embed src="http://www.youtube.com/v/t4tdtzyjFnY&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="340" height="275"></embed></object><br /></span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-74207900781533099232008-07-21T09:04:00.005+01:002008-07-21T09:53:09.990+01:00AMADORISMO<span style="font-family:times new roman;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;">O livro de Andrew Keen, <em>O Culto do Amadorismo</em>, pode dividir-se em duas partes: de um lado os sete primeiros capítulos, publicados em 2007; do outro lado, o oitavo capítulo, já com observações sobre acontecimentos deste ano. Mas é evidente a sua perspectiva, a da defesa dos cépticos face à considerada Web 2.0, opondo críticos aos utópicos digitais ou os pragmáticos aos tecno-utópicos, num tempo de celebração do amador, do YOU, como apareceu na capa de uma revista americana de grande audiência.</span><br /><span style="font-family:times new roman;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;">Posto de outro modo: Keen define amador como "alguém com um passatempo, que implique conhecimentos ou não, alguém que não ganha a vida com esse interesse, um leigo, sem credenciais, alguém que «dá uns toques»" (p. 48). Amador é, ainda para Keen, aquele que cola, remistura, empresta, copia - isto é, rouba a propriedade intelectual, o que vai contra a ética de respeitar a criatividade dos outros (p. 136). O que parece grátis - Google, YouTube, MySpace, FaceBook - está a custar uma fortuna. Isto porque estas empresas não criam emprego mas geram tão somente lucro, andando a dizimar as indústrias editorial, musical e noticiosa através do que chamam "agregação" (p. 39).</span><br /><span style="font-family:times new roman;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;">Quais, então, os principais alvos de acusação por parte de Keen? Os blogues (que roubam a informação dos jornais), a Wikipedia (em que os pouco conhecedores exercem pressão sobre os especialistas e alteram os verbetes das entradas da Wikipedia), o YouTube (em que vídeos sem qualquer qualidade são vistos por milhões de visitantes). Por exemplo, os jornais empregam jornalistas profissionais, que adquirem a sua arte mediante instrução e experiência (p. 56). A Time Warner ou a Disney criam e produzem filmes, música e televisão, ao passo que a Google é um parasita, em que o seu único feito foi ter arranjado um algoritmo que liga conteúdos e cobra aos anunciantes desde que estas hiperligações recebam cliques (p. 130). Há, continua, o escarnecer da celebração antiga do trabalho duro, da disciplina, da frugalidade e da abnegação, em troca das valorizações irracionais e dos milionários instantâneos (p. 145).</span><br /><span style="font-family:times new roman;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;">O amador é, na perspectiva de Keen, um pirata que, em vez de criar, rouba ao remisturar. Um exemplo: os jornais e as revistas, fontes fidedignas de informação sobre o mundo, estão a perder leitores, em detrimento de blogues e sítios gratuitos, que vão buscar sempre a informação aqueles (p. 23). A estes amadores, Keen chama-os de macacos. E lembra a história de T. H. Huxley, para quem se dêssemos máquinas de escrever infinitas a macacos infinitos, algum macaco acabaria por criar uma obra-prima (p. 18). Milhões de amadores produtores de vídeo colocados no YouTube talvez resultem no surgimento de uma obra-prima, conclui Keen.</span><br /><span style="font-family:Times New Roman;"></span><br /><span style="font-family:Times New Roman;">Mas Andrew Keen diz porque escreve assim. Confessa-se quase logo no começo do livro, quando descreve a ida a um acampamento em Setembro de 2004, onde se encontrou com outros utópicos de Sillicon Valey (p. 26). Aí passou de crente a céptico, ele que quase ficara rico com a internet - com aquilo que hoje critica. Chama-lhe a grande sedução (título do primeiro capítulo) e descreve o seu audiocafe.com, um sítio onde quis colocar toda a música a disponibilizar a toda a gente.</span><br /><span style="font-family:Times New Roman;"></span><br /><span style="font-family:Times New Roman;">O oitavo capítulo é o reconhecimento de que se devem aproveitar as potencialidades da Web 2.0, mas em que os verdadeiros criadores sejam recompensados pelo seu esforço e remunerados e reconhecidos por isso. Volta ao exemplo da Wikipedia e fala da cisão entre Larry Sanger e Jimmy Wales, com aquele a propor autoridade face a um igualitarismo radical (p. 173). Objectivo: ter um trabalho de boa qualidade na internet aproveitando as tradições e o profissionalismo dos media anteriores (p. 175).</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-57322306776363460582008-07-20T10:29:00.004+01:002008-07-20T10:52:17.206+01:00ERIC ROHMER<span style="font-family:times new roman;"><span style="color:#330033;"><em></em></span></span><br /><span style="font-family:times new roman;"><span style="color:#330033;"><em>Os amores de Astrea e de Celedon</em> serão, com certeza, o testamento de Eric Rohmer. Velho e doente, talvez ele não filme mais.<br /><br />Por isso, o filme já traz em si uma grande nostalgia pelos tempos perdidos, pela inocência desaparecida, pela levada pureza de sentimentos. A lembrar Manoel de Oliveira no modo teatral da representação, o filme não é verosímil. Druídas, ninfas, pastores e cavaleiros (estes não presentes) são os seres humanos e espirituais que povoam a história. Filmado num sítio que não era o ideal inicial do realizador, mas que teve de abdicar dada a degradação da paisagem natural, a história decorre numa floresta maravilhosa (ou encantada), onde o trabalho parece submeter-se à música, à juventude e à alegria, a par de um código ético e estético muito vincado e da honra em cumprir promesssas.<br /><br />Astrea relega o amor de Celadon. Este, desgostoso, atira-de ao rio, querendo morrer. As ninfas encontram-no e devolvem-lhe a vida. Uma delas apaixona-se por ele e pretende mantê-lo cativo num castelo saído dos livros de cavalaria da Idade Média, quando a cultura celta saía do domínio romano. Celadon sai, disfarçado de mulher, disfarce que o há-de aproximar de Astrea.<br /><br />O filme não é verosímil, anotei acima. Mas demonstra uma linha de fazer cinema que é distinta da americana, nomeadamente a de ficção científica, com pós-humanos, ciborgues, violência e espaços desertificados ou destruídos por uma qualquer guerra atómica. O cinema é uma arte da ficção, do irreal, do ainda não criado.</span></span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-28857979074577066072008-07-20T10:06:00.009+01:002008-07-20T10:51:46.206+01:00COLÓQUIO BRASIL-ESPANHAV Colóquio Brasil-Espanha de Ciências da Comunicação, de 28 a 30 de Agosto de 2008, na Faculdade de Comunicação Social da Universidade de Brasília, em que as indústrias culturais estarão em grande destaque (ver o programa preliminar <a href="http://www.intercom.org.br/coloquios/binacionais_brasilespanha2008programacao.shtml">aqui </a>).<br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIMDKzRLhPI/AAAAAAAADys/g1j9wWDUEw8/s1600-h/brasilespanha.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225023476775748850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIMDKzRLhPI/AAAAAAAADys/g1j9wWDUEw8/s320/brasilespanha.jpg" border="0" /></a><br /><param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=colquio-brasilespanha-1216545423514797-8"/><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=colquio-brasilespanha-1216545423514797-8" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="340" height="284"></embed>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-84529899728404802782008-07-18T19:37:00.004+01:002008-07-18T19:40:51.731+01:00INCÊNDIO JUNTO À AUTOESTRADA<span style="font-family:times new roman;color:#3333ff;"><strong></strong></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#3333ff;"><strong>Não muito longe do Fundão, onde a temperatura do ar rondaria os 40 graus centígrados.</strong></span><br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIDjKxAeJZI/AAAAAAAADyM/Uq-AgDVvuvQ/s1600-h/incendio.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224425341843285394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SIDjKxAeJZI/AAAAAAAADyM/Uq-AgDVvuvQ/s320/incendio.jpg" border="0" /></a>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-41309195300002589972008-07-18T19:36:00.002+01:002008-07-18T21:36:30.057+01:00ARQ./A - HERANÇA LE CORBUSIER<span style="font-family:arial;color:#333300;"></span><br /><span style="font-family:arial;color:#333300;">Com Nuno Portas e Luís Santiago Baptista. No Clube Literário do Porto, Rua Nova da Alfândega, n.º 22, Porto, no dia 25 de Julho, 18:30.</span><br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SID-C_h8slI/AAAAAAAADyc/cb3mH7xsk_8/s1600-h/arq+a+-+Heranca+Le+Corbusier.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224454895116792402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SID-C_h8slI/AAAAAAAADyc/cb3mH7xsk_8/s320/arq+a+-+Heranca+Le+Corbusier.jpg" border="0" /></a>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-35624801672717476112008-07-18T19:36:00.000+01:002008-07-18T21:21:03.334+01:00ENCONTRO DE TEATRO DOS LEITORADOS DO INSTITUTO CAMÕES<span style="font-family:times new roman;color:#003333;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#003333;">Vai decorrer nos próximos dias 21 a 25 de Julho o II Encontro de Teatro dos Leitorados do Instituto Camões, na Fábrica da Pólvora de Barcarena, em Oeiras. Reunem-se 60 aprendentes de português, oriundos da Alemanha, Croácia, Hungria, Polónia e Sérvia, que efectuarão sessões de trabalho e apresentarão os seus espectáculos com recurso à Língua Portuguesa. Entrada livre.<br /><br /></span><span style="font-family:times new roman;color:#003333;"></span><a href="http://bp2.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SID5akHaKMI/AAAAAAAADyU/QHiz2WNinxQ/s1600-h/camoes.jpg"><span style="font-family:times new roman;color:#003333;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224449802516441282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SID5akHaKMI/AAAAAAAADyU/QHiz2WNinxQ/s320/camoes.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:times new roman;color:#003333;"><br />21 Julho, 21:30 - <em>As três pessoas ou o senhor Valéry dizia</em>, a partir do livro de Gonçalo M. Tavares - Teatro da cidade branca, Belgrado (Sérvia),<br />22 Julho, 21:30 - <em>Macbetos</em>, texto de Sofia Campos Soares - Lusco-Fusco, Zagreb (Croácia),<br />23 Julho, 21:30 - <em>inQUIETudes</em>, baseado em textos e poesias de Fernando Pessoa - Teatro Lusotaque, Colónia (Alemanha),<br />24 Julho, 21:30 - <em>Conversas de mulheres</em>, texto de José Carlos Dias - Grupo de Teatro Pisca-Pisca, Varsóvia (Polónia),<br />25 Julho, 21:30 - <em>Bom Quixote</em>, texto de István Tasnádi - Rei Rudolfo - Teatro Ambulante, Budapeste (Hungria).</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-83307590750633270852008-07-17T18:07:00.002+01:002008-07-17T18:31:39.233+01:00A BLOGOSFERA COMO VIGILANTE DOS MEDIA<a href="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SH5jPZ306ZI/AAAAAAAADx8/KTiR5wD8UjE/s1600-h/cooper.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223721734090582418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SH5jPZ306ZI/AAAAAAAADx8/KTiR5wD8UjE/s200/cooper.jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-family:times new roman;">As interacções e trocas entre pessoas - como na blogosfera - tendem em geral a ser mais benéficas que as estruturas criadas através da exercício deliberado do poder, apesar de bem intencionadas - caso das instituições de regulação (Stephen Cooper, <em>Watching the Watchdog</em>, 2006: 303).</span><br /><br /><span style="font-family:arial;">Durante muito tempo, hesitei em ler este livro de Stephen Cooper, professor de comunicação da Universidade <a href="http://www.marshall.edu/">Marshall</a> (localizada em Huntington, West Virginia). A estrutura parecia-me confusa, com muitas citações de blogues em casos particulares respeitantes à realidade americana. Agora, nestes últimos dias, recuperei o texto e olhei com mais pormenor - e o que se me aparentava desorganizado adquiriu uma nova forma. De tal modo que, revendo a sua arquitectura, o vou aproveitar para diversas finalidades.<br /><br />O livro tem oito capítulos, mas é como se tivesse três partes estruturantes: 1) elementos base da crítica dos blogues (exactidão, enquadramento, agendamento e <em>gatekeeping</em>, práticas jornalísticas), 2) economia dos blogues (incluindo o conceito de cadeia de valor), 3) blogosfera como esfera pública (a partir de Jürgen Habermas e Elizabeth Noelle-Neumann, embora eu preferisse a distinção montada por Michael Schudson entre Jürgen Habermas e Benedict Anderson). Se a "primeira" parte utiliza conceitos gratos ao jornalismo e a "segunda" materiais que se encontram habitualmente nas indústrias culturais e criativas, a "terceira" emprega tipologias que se usam quando se interpretam públicos e audiências.<br /><br />A definição de blogue em Cooper é simples: sítio da internet focado na publicação de documentos, escrito por um indivíduo ou um pequeno grupo de indivíduos. A tese principal do livro é que os blogues estão a evoluir no sentido da sua institucionalização social legítima (p. 18). O editor do blogue pode não ter uma recompensa financeira pelo seu trabalho no blogue mas tem uma compensação na perspectiva da teoria dos usos e gratificações: reconhecimento, contributo para a renovação da esfera pública. E, ponto essencial do livro, há uma interacção positiva entre os media clássicos e os blogues, com estes a vigiarem o que aqueles fazem e a darem contributos e pistas para o desenvolvimento de temas começados por aqueles, quando os não iniciam.</span><br /><br /><span style="font-family:times new roman;"><strong>Leitura:</strong> Stephen Cooper (2006). <em>Watching the Watchdog</em>. Spokane, WA: Marquette Books</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-36992987866237139782008-07-17T18:06:00.001+01:002008-07-17T18:52:39.957+01:00GALEGO-PORTUGUÊS<span style="font-family:arial;"></span><br /><span style="font-family:arial;">Não vou comentar, mas tão somente chamar a atenção para a curiosidade: o sítio </span><a href="http://www.mundimapa.com/joomla/index.php"><span style="font-family:arial;">Mapamundi</span></a><span style="font-family:arial;"> Música, um projecto de </span><a href="http://www.mundimapa.com/joomla/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=5&amp;Itemid=30#Juanan"><span style="font-family:arial;">Juan Antonio Vázquez</span></a><span style="font-family:arial;"> e </span><a href="http://www.mundimapa.com/joomla/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=5&amp;Itemid=30#Ara"><span style="font-family:arial;">Araceli Tzigane</span></a><span style="font-family:arial;">, que vale a pena espreitar, tem informações em castelhano, inglês, francês e galego-português. Sublinho esta última língua! </span><br /><br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SH-Ew6pLngI/AAAAAAAADyE/yDMR-5BPcN4/s1600-h/mapamundi.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224040068683636226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_OsxqXvMecDU/SH-Ew6pLngI/AAAAAAAADyE/yDMR-5BPcN4/s320/mapamundi.jpg" border="0" /></a>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-46683007798417850722008-07-16T21:52:00.004+01:002008-07-16T22:01:30.611+01:00DEFINIÇÃO DE JORNALISMO DE CIDADÃO<span style="font-family:arial;color:#330000;"></span><br /><span style="font-family:arial;color:#330000;">Quando as </span><a href="http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2006/06/27/ppl_frmr.html"><span style="font-family:arial;color:#330000;">pessoas</span></a><span style="font-family:arial;color:#330000;"> anteriormente conhecidas como audiência utilizam as ferramentas da imprensa que existem para informar outras, isso é jornalismo do cidadão (Jay Rosen, </span><a href="http://journalism.nyu.edu/pubzone/weblogs/pressthink/2008/07/14/a_most_useful_d.html"><span style="font-family:arial;color:#330000;">Press Think</span></a><span style="font-family:arial;color:#330000;">, 14.7.2008).<br /><br />Ver como Alexandre Gamela comenta esta definição no seu blogue </span><a href="http://olago.wordpress.com/2008/07/14/jay-rosen-definicao-de-jornalismo-do-cidadao-definition-of-citizen-journalism/"><span style="font-family:arial;color:#330000;">O Lago</span></a><span style="font-family:arial;color:#330000;"> (14.7.2008).</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-28975276027106860892008-07-16T12:23:00.015+01:002008-07-16T18:59:09.164+01:00MUSEU VIRTUAL DA RÁDIO E DA TELEVISÃO<a href="http://industrias-culturais.blogspot.com/2008/07/carta-aberta-pedro-jorge-braumann.html"><span style="font-family:times new roman;">Anteontem</span></a><span style="font-family:times new roman;">, escrevi sobre o museu da Rádio, sob a forma de uma <em>CARTA ABERTA A PEDRO JORGE BRAUMANN</em>. Nesse texto, pedia ao responsável pelo Núcleo Museológico que fosse reconsiderada "a criação de um espaço de museu virtual, sem mais nada. Os visitantes querem peças reais, físicas".<br /><br /><span style="color:#000099;">Confirma-se a abertura do museu virtual, elemento complementar da colecção visitável com peças museológicas de carácter mais eminentemente simbólico, num total de aproximadamente cem peças, a expor num espaço de 300 metros quadrados e a abrir até ao final de 2008 (ou, caso surja um imprevisto, nos dois primeiros meses de 2009). As peças são ligadas aos dois meios representados na RTP: rádio e televisão. O museu virtual permite fazer pesquisa de conteúdos. Além das peças a expor, há ainda uma reserva visitável, guardada em adequadas condições de temperatura e humidade em espaço das caves da sede da RTP (em Lisboa). As peças existentes em Pegões, como escrevi na mensagem acima mencionada, são objectos sem qualidade científica ou repetidos. Em simultâneo com a abertura da colecção visitável e do museu virtual, abrirá na Madeira a exposição comemorativa dos 50 anos da RTP, que esteve anteriormente em Lisboa.</span><br /><br /><span style="color:#330033;">Destas informações, depreende-se o acabar definitivo do Museu da Rádio, o que confirma a incorrecção dos termos da carta que recebi em </span></span><a href="http://industrias-culturais.blogspot.com/2004/05/carta-da-rtp-recebi-uma-carta-da-rdio.html"><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">Maio de 2004</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">: "a instituição dará oportunamente lugar ao futuro Museu da Rádio e Televisão, passando a incorporar também o espólio do núcleo museológico da RTP". O museu virtual não substitui o museu real, é uma falácia em que andamos a embarcar desde que existe a internet, mais precisamente desde o momento da sua explosão massificada, 1995! Dentro dessa panaceia à <em>second life</em>, a anterior ministra da Cultura queria um museu virtual da Língua portuguesa, ideia que o actual titular fez muito bem em acabar.<br /><br />O museu virtual faz-se quando não há peças, bens tangíveis, elementos vivos, que suprimam tais faltas. É essa a grande virtude, por exemplo, do museu do cinema em Berlim, magnífico espaço em que a imagem tem o lugar principal - mas o cinema é basicamente imagem, logo não há discrepância de grandeza maior. Agora, desaparecer um museu da rádio - com um espólio bem melhor do que em outros sítios e que funcionava -, não, isso é imperdoável. Sem os conhecer, fiz uma cartografia de responsáveis: a administração da empresa da rádio pública e a tutela no Governo. Os consumidores da cultura e os apreciadores da rádio, presentes e futuros, apontarão o dedo a estas entidades por deixar desaparecer uma instituição como o Museu da Rádio.<br /><br />Um museu virtual, ainda que complementar, faz-me lembrar a ideia do Portugal dos pequenitos (Coimbra) ou da Minitália (Milão), espaços de lazer para os mais pequenos, lembrando uma época passada, e desenhada com (pre)conceitos patrióticos e saudosistas. E não acredito na versão da escassez de finanças: a anterior ministra da Cultura propôs criar um museu público.</span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330033;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">Um museu virtual pressupõe conhecimento. Onde está ele no tocante à rádio? Que investigações têm sido feitas sobre a rádio? Que livros estão publicados? Que conferências sobre a história da rádio? Ou que protocolos com as universidades para estudar a rádio? Não, não há, ou pelo menos eu não conheço em abundância - e procuro andar actualizado.<br /><br />Lisboa vai ficar um tudo nada melhor do que, por exemplo, Berlim: com o museu virtual, a RTP tem um espaço visitável, coisa que a rádio pública alemã não tem na sua capital, fechado há dois ou três anos. Mas, certamente, o Museu da Rádio português tinha um maior espólio. E espaços, como o estúdio em que Artur Agostinho falava à reportagem da Rádio Renascença (</span><a href="http://www.rr.pt/PopUpMedia.Aspx?&amp;FileTypeId=3&amp;FileId=382728&amp;contentid=228251"><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">aqui, realizada em finais de 2007</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">), ficarão desmontados, por falta de espaço na colecção visitável.</span><br /><span style="font-family:times new roman;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#000099;">Agradeço a amabilidade das informações prestadas pelo Dr. Pedro Jorge Braumann. Compreendo, afinal, que as suas funções são executivas. A decisão de não criar o Museu - melhor, de manter o Museu - veio da tutela no Governo, observando eu, ainda, as contradições de um assessor da administração da RTP quando me respondeu em 2004.</span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5161343.post-51237622255320250212008-07-16T09:10:00.004+01:002008-07-16T09:15:00.829+01:00MOSTRA DE CURTAS METRAGENS NO RIO DE JANEIRO<span style="font-family:times new roman;color:#330033;"></span><br /><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">A 5ª Mostra Curtas, parte da Mostra PUC-Rio e destinada a universitários, tem inscrições abertas. O tema do festival deste ano, a decorrer de 19 a 22 de Agosto, é livre, abrangendo as categorias ficção, não-ficção, documentário e animação. Os filmes, que devem ter até 20 minutos, podem ser apresentados em VHS ou DVD.<br /><br />Os interessados em participar precisam de preencher uma ficha de inscrição disponível no sítio </span><a href="http://www.puc-rio.br/mostrapuc" target="_blank"><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">www.puc-rio.br/mostrapuc</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">.<br /><br />[informação obtida no sítio </span><a href="http://www.culturaemercado.com.br/post/mostra-curtas-com-inscricoes-abertas/#more-4281"><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">Cultura e Mercado</span></a><span style="font-family:times new roman;color:#330033;">] </span>Rogério Santoshttp://www.blogger.com/profile/09549964197685663341noreply@blogger.com