<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675</id><updated>2009-12-10T13:07:34.908-08:00</updated><title type='text'>meus escritos esparsos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-4438991521488368104</id><published>2008-06-30T07:19:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T07:22:00.129-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;NO ÔNIBUS &lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Uma da tarde. Mais um dia de obrigações. Em plena primavera, quando as flores emprestam ao caos urbano um aspecto de paraíso, pairava no ar um calor infernal. Cheguei ao ponto de ônibus já paciente, a espera é sempre longa. Depois de meia hora, avistei o ônibus e já pensei em que lado sentaria. Detive-me um pouco, apoiei-me nas barras de ferro e as senti pegajosas, grudentas. Logo imaginei o nível das criaturas que passavam por ali. Por fim, escolhi a fileira de bancos da direita. Encostei-me na janela e rezei para ter escolhido o lado certo. Uma curva me separava da resposta. O ônibus dobrou e o sol começou a cobrir minha face. Errei mais uma vez, sempre erro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;O caminho do ônibus era um tanto peculiar, passava por uma parte isolada da cidade, por vilas pobres onde as plaquetas oferecendo serviços simplórios predominavam e, invariavelmente, continham um erro gramatical. Olhei para a fileira da esquerda, todos os lugares estavam ocupados, teria que ficar por ali mesmo e me contentar com o calor do sol. Comecei a suar, senti minhas costas molhadas e alguns pingos entravam no meu olho. Fiquei profundamente agoniado. A viagem até meu destino duraria uns cinqüenta minutos, por isso carregava fones de ouvido, livros e uma garrafa de água na mochila. Música e leitura, poucas coisas que me deixam feliz. O ônibus começou a lotar e, no banco à minha frente, sentou um casal com duas crianças pequenas. Uma delas ficou de pé, no colo da mãe, de frente para mim. Devia ter um ano e meio mais ou menos, era negra, tinha pouco cabelo e os olhos bem escuros. Começou a gritar incessantemente, choramingar. A mãe não fazia nada para tentar acalmá-la, o ônibus ficava mais cheio, eu suava demais e o vento que entrava pelas janelas era abafado. Coloquei os fones de ouvido para ver se esquecia de tudo ao meu redor. Não agüentei uma música, os sons me batiam e sentir qualquer coisa tocando meu corpo naquele momento me irritava. Nem cogitei em tentar o livro. Os ávidos por leitura sabem que é praticamente impossível ler no calor, ainda mais na situação em que me encontrava. As palavras ficam arrastadas e é preciso ler um parágrafo milhares de vezes para achar algum sentido. É um desconforto imenso. A água também não adiantaria, devia estar quente já. Lembrei uma conversa que tive com uma amiga:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Como você quer que eu volte de ônibus da faculdade”, ela disse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“Qual o problema”, respondi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“Eu saio da faculdade à meia-noite, quer que eu vá só ao primeiro dia de aula.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Ah foda-se, se estiver com sorte, já morre logo.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Ai, que horror, pra que morrer?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Viver é sofrer.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Eu não sofro.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Sofre sim, todos sofrem.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Não mesmo, eu sou feliz.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Acha que é, mas inventamos desejos pra não dizer que sofremos.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“Não, eu não sofro.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“Então, tá.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;A lembrança da conversa me fez esquecer da situação por alguns segundos. Quando voltei à realidade, o ônibus estava parado. Não era sinaleira, não era parada, não pude identificar o motivo, não era nada. Inclinei-me um pouco para frente e, com as pontas dos dedos, descolei a camiseta das minhas costas. Olhei para as pessoas a minha volta. Elas pareciam conformadas. Estão acostumadas, pensei. De repente, senti pingos sobre meus braços. Não era de suor, e se a chuva aparecesse por ali seria tão irônico quanto é o mundo. A criança havia espirrado &lt;st1:personname productid="em mim. Fiquei" st="on"&gt;em mim. Fiquei&lt;/st1:personname&gt; com raiva. Seus pais continuavam imóveis. Olhei para o rosto da pequena, vi o ranho escorrendo pelo seu nariz, entrando pela boca. Tive vontade de socar a cara dela, dar uns bons tapas, chutá-la no chão se fosse preciso. Talvez se eles vissem sangue, sairiam desse estado de apatia, e o pavor voltaria a significar alguma coisa pra eles. E se eles revidassem, talvez eu até me sentisse feliz. Comecei a me perguntar por que existia aquele tipo de gente sem nenhum respeito, nenhum senso comum, nenhuma dignidade. Não podia entender por que alguns defendiam aqueles sujeitos, achavam-nos vítimas. Pessoas avessas ao trabalho e à civilização, um bando de vagabundos. São a escória do mundo. Porém, não saí do meu lugar. Esperei o calor levar os pingos do espirro e confraternizei com a inércia. O ônibus voltou a andar, mas parava em cada ponto, todos os sinais fechavam. Parei de me preocupar. Não dei atenção a mais nada. Estava amortecido, só me restava levar adiante. Como se faz com tudo na vida.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Finalmente cheguei à última sinaleira. Novamente, uma curva era meu obstáculo. Somente quando o ônibus parou, notei que ela estava fechada. As cores me pareciam cinza, não conseguia ver suas posições. Todos os pontos eram o mesmo para mim. Levantei-me e apertei a campainha. Desci do ônibus. Não senti nenhum alívio. Dentro ou fora, eu estava no mesmo inferno. Só queria minha sala e meu ar-condicionado. Ou um lugar em que eu me sentisse seguro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-4438991521488368104?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/4438991521488368104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=4438991521488368104' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/4438991521488368104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/4438991521488368104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2008/06/no-nibus-uma-da-tarde.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-3039626984798502138</id><published>2008-06-26T19:57:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T12:08:44.525-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;DRICA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;O sol batia a pino e refletia no vidro de um flat com vista para o mar. Iluminava um corpo que se espalhava por uma cama redonda. Era o corpo de Drica. Drica se levantou, ergueu os braços e olhou pela janela. Viu a orla. Foi até o criado mudo ao lado da cama e cheirou a linha de cocaína que repousava sobre o prato. Estava pronta para mais um dia. Cafeína, coca-cola, televisão em cores, sibutramina, endorfina, adrenalina, morfina, serotonina, monóxido de carbono, tetraidrocanabinol, dietilamida do acido lisérgico, silicone, botox, cloreto de sódio, flúor, nicotina, álcool e todas as drogas do mundo de que o homem precisa para sobreviver. Ela não precisava de nada disso, apenas de suas linhas diárias. Era o seu sustento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Drica vestiu um biquíni branco pequeno e uma saída de banho transparente por cima. Abriu a porta de seu apartamento e esperou pelo elevador. Estava calma. Entrou no elevador. Não se preocupou em olhar no espelho para verificar se algum pó branco restava nas suas narinas. Sabia que não havia. Tinha prática. Saiu do edifício, foi até a areia e começou a caminhar. A praia estava praticamente deserta e o sol escaldante contrariava a solidão do mar. Era segunda-feira, disso ela tinha certeza. Devem estar todos enfurnados em seus escritórios, Drica pensou, em suas empresas, seus comércios, seus trabalhos inertes e monótonos. Cada um perdido em seu ideal, preso à hipocrisia contida em toda gravata, todo salto alto, em todo uniforme. Alguns felizes com o descanso do final de semana; outros tristes com o seu fim e a volta das obrigações. Drica achou sem sentido tudo aquilo, todas as vontades reprimidas sem porquê. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Caminhou mais um pouco e o pensamento se dissipou. Deixou o sol queimar sua pele. Ainda estava calma. Foi até às pedras e encontrou três garotos sentados fumando um baseado. Sem trocar palavras, um deles estendeu o cigarro a ela. Negou. Não precisava daquilo. Convidou os três rapazes para irem até seu apartamento. São rapazes bonitos, ajeitados pelo menos, devem estar pelos vinte e poucos anos, Drica ponderou. Não havia perigo. Mas se houvesse também, sem problemas. Só se vive uma vez, Drica pensava assim. Os três se entreolharam surpresos e acenaram um “sim” com a cabeça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“Onde você mora”, um deles perguntou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Ela apontou o dedo para o alto, para o seu flat. Eles sorriram, expressando dúvida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“Me sigam”, ela disse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Drica caminhou na frente e os três garotos seguiram-na. A visão do corpo de Drica era uma aposta. Ela tinha um corpo esguio, costas definidas, seu cabelo era curto e de um loiro reluzente. Algumas tatuagens cobriam seus braços. Não era muito acinturada, mas tinha uma bunda firme, amostra de seus trajes transparentes e de seu ínfimo biquíni. Enfim, era uma aposta. Entraram no edifício e os garotos se entreolharam novamente, procurando uma razão. No elevador, um deles perguntou seu nome. Ela respondeu e perguntou de volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Marcelo”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“Lucas”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;“Rodrigo”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Entraram no apartamento. A sala de estar era luxuosa, sem nenhum sofá, coberta de tapetes e almofadas, diversos livros de moda enfeitavam a mesa central e uma televisão de plasma imensa fechava o ambiente. Drica pediu para que ficassem à vontade e ofereceu bebidas. Tirou sua saída de banho e rumou para seu quarto, deixando-os atônitos. Marcelo a seguiu, enquanto Lucas e Rodrigo ficaram na sala enrolando mais baseados. Ligaram a tevê. Estava passando um filme em que no início a câmera focava a bunda de uma mulher enquanto ela desfilava por uma calçada. A bunda preenchia totalmente a tela e, a cada passo, suas faces pareciam atacar os olhos dos rapazes. Pensaram já ter vivido aquela cena. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;No quarto, Marcelo se impressionou com o ambiente. A cama redonda, o prato de cocaína e a janela vidrada que envolvia o quarto e ia do chão até o teto, sem cortina alguma. Marcelo pensou que nunca conseguiria dormir num quarto daqueles. Gostava de escuridão total. Drica estava de frente para o vidro, olhando para o mar. Ainda de biquíni. Marcelo decidiu apostar. Abraçou o corpo de Drica e beijou sua nuca. Ela se entregou facilmente e logo estavam esparramados pela cama. Tocavam-se e sentiam-se detalhadamente, cada linha, cada cicatriz, cada definição muscular, cada maciez e cada dureza. Drica deitou Marcelo de costas, pegou um punhado de cocaína com a ponta dos dedos e alinhou sobre o peito dele. Cheirou tudo e lambeu os resíduos. Sua boca amorteceu e seus sentidos se perderam. Estavam no ápice. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;“Lentement”, ela gemia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Qualquer outro rapaz não entenderia o pedido de Drica e responderia aos gemidos com virilidade. Porém, Marcelo entendeu e avançou sutilmente. Drica sentiu um tesão cruel. Não sabia mais o que fazer para saciá-lo. Queria, de alguma forma, misturar-se com o desconhecido, penetrar-lhe as carnes furiosamente. Ser engolida por inteiro. Pensava, mas não raciocinava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Dizem que quando gozamos nosso corpo libera uma substância que nos deixa leve, em estado de êxtase, com as pernas bambas. Drica não sentiu isso. Marcelo adormeceu. Ela foi até o criado mudo e aspirou mais uma linha. Adormeceu também.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Quando despertou, estava sozinha na cama. As estrelas iluminavam-na e a lua se escondia. Levantou-se, totalmente nua. Foi até a sala. Estava vazia, os rapazes já tinham ido embora. Tudo estava no lugar. Desde pequena Drica tem um relógio de pulso que fica sobre o criado mudo e dispara o alarme, infalivelmente, à meia-noite. Ouviu o sinal dele ao longe. Era um novo dia.&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-3039626984798502138?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/3039626984798502138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=3039626984798502138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/3039626984798502138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/3039626984798502138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2008/06/drica-o-sol-batia-pino-e-refletia-no_26.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-5521114037590797313</id><published>2008-06-17T10:40:00.000-07:00</published><updated>2008-06-17T10:48:19.114-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;MIM&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;leve bocado de mim&lt;br /&gt;olhado de mim&lt;br /&gt;testado por mim&lt;br /&gt;e usado por mim&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;leva encorpado de mim&lt;br /&gt;e encouraçado de mim&lt;br /&gt;leve embriagado de mim&lt;br /&gt;e apertado também&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;leva além, leva leve levado de mim&lt;br /&gt;sonhado de mim&lt;br /&gt;leva acordado também&lt;br /&gt;e cadeado por mim&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;leva triturado de mim&lt;br /&gt;enrolado de mim&lt;br /&gt;sedado por mim&lt;br /&gt;leve chapado também&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;leva velado, levado, lavado por mim&lt;br /&gt;vela rezado com mim&lt;br /&gt;e sagrado também&lt;br /&gt;leva um mimo de mim&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;leva aquém, estragado por mim&lt;br /&gt;e odiado por mim&lt;br /&gt;leve amado em mim&lt;br /&gt;e adiado também&lt;br /&gt;leve assim e assado&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;leve pesado, leve leve de mim&lt;br /&gt;leva em mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-5521114037590797313?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/5521114037590797313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=5521114037590797313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/5521114037590797313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/5521114037590797313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2008/06/mim-leve-bocado-de-mim-olhado-de-mim.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-6412545507440936836</id><published>2008-06-16T11:26:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T11:28:29.622-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;POESIA CORPORAL&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É bom amar e ser amado&lt;br /&gt;Esquecer o passado&lt;br /&gt;Ver os erros perdoados&lt;br /&gt;Na sinfonia confusa dos nossos lábios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vai lá, tua vez agora, quero ver o que vai sair.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hmm. não sei por que tu insiste nessa guerrinha de poemetos fajutos, ainda por cima com esse ar desafiador, sabendo que no final tu vai se sair melhor ou pelo menos achar isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não leve as coisas pra esse lado, amor. é sem compromisso, sem perde nem ganha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aham, sei. tá bem. lá vai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É bom sentir sem ter sentido&lt;br /&gt;Esquecer aqueles anjos caídos&lt;br /&gt;Ver os erros cometidos&lt;br /&gt;Na confusão sinfônica dos sábios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ah, não. Assim não vale.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por que não?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porque tu usou a forma do meu poema e ainda por cima fazendo um jogo de palavras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ah meu, amor, saiba que plágios modificados são mais originais que cópias disfarçadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Daonde tu tirou essa frase?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tirei da minha cabeça, ué. por que a pergunta?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sei lá, ela me pareceu tão bem-feita, como se tu tivesse formulado há tempos e só agora teve a oportunidade de solta-la no ar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tu sempre duvida da minha inteligência e da minha capacidade de pensamento rápido, além do mais, quem vive inventando frases feitas é tu, e o pior é que tu se dá bem com elas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pois é, eu sei. mas vamos continuar, minha vez. lá vai.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se o tempo nos deforma por ventura&lt;br /&gt;Nas tuas costas farei uma pintura&lt;br /&gt;De beijos e de abraços&lt;br /&gt;Só para o tempo passar e moldar o nosso amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hmm, adorei essa, mas não quero mais brincar disso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vamos fazer o quê? falar de filosofia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não, menos ainda. sempre quando falamos de filosofia nós discutimos, hoje eu não quero discutir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então vamos fazer o quê?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vem cá, amor. deita aqui do meu lado. vamos fazer poesia com os nossos corpos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-6412545507440936836?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/6412545507440936836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=6412545507440936836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/6412545507440936836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/6412545507440936836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2008/06/poesia-corporal-bom-amar-e-ser-amado.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-4549614832523180703</id><published>2008-05-12T14:40:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T14:51:14.177-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>POR DOIS    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As curvas nas quais importantes amigos perdemos&lt;br /&gt;Levam-nos às retas em que outros ainda mais significantes encontramos.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas as recordações ficam tatuadas em nossa memória&lt;br /&gt;E as torturas mentais nos ajudam a continuar.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo com as fugas do olhar&lt;br /&gt;E com os sorrisos a falsear as rotas infinitas do destino.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sei que essas lembranças te incomodam, porém&lt;br /&gt;Não se torne disso um refém.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois se nossas vozes deixarem de ecoar&lt;br /&gt;Onde você estiver eu irei estar.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por isso, desfrute do amor que te resta&lt;br /&gt;Eu serei o dono da festa.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Levarei adiante o nosso sonho&lt;br /&gt;Apenas complete aquele ao qual um dia pertenci. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-4549614832523180703?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/4549614832523180703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=4549614832523180703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/4549614832523180703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/4549614832523180703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2008/05/por-dois-as-curvas-nas-quais.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-5996083569280413064</id><published>2008-02-27T14:36:00.000-08:00</published><updated>2008-02-27T14:37:43.664-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AFÃ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém com vontade de comer uma coisa que não existe.&lt;br /&gt;Alguém com vontade de ouvir uma música nunca composta.&lt;br /&gt;Alguém com vontade de ler um poema inacabado.&lt;br /&gt;Alguém com vontade de ver um filme sem roteiro.&lt;br /&gt;Alguém com vontade de um jogo sem regras.&lt;br /&gt;Alguém com vontade de olhos sem púpilas.&lt;br /&gt;Alguém com vontade de um clima ameno.&lt;br /&gt;Alguém com vontade de encher os pulmões e gritar bem alto "olá".&lt;br /&gt;Enfim, alguém sem propósitos, sem verdades, sem vontades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-5996083569280413064?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/5996083569280413064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=5996083569280413064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/5996083569280413064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/5996083569280413064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2008/02/af-algum-com-vontade-de-comer-uma-coisa.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-3466440825261381672</id><published>2007-12-19T15:02:00.000-08:00</published><updated>2007-12-19T15:05:35.587-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ANTEVÉSPERA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou aquele que está preenchido de expectativas. Tão cheio que, às vezes, recuso viver o presente fico imaginando o futuro e as façanhas que ele pode ou não proporcionar. Porém, na maioria das vezes, só desejo dormir por horas ininterruptas. Um sono tranqüilo, sem sonhos nem nada que faça lembrar, mesmo inconscientemente, o devir. Um sono em que eu adormeça e desperte na mesma posição. Como isso não é possível, eu sigo a vida. Leio um livro, ouço música, jogo futebol, passo um tempo com alguém especial e durmo bastante. Enfim, tento apagar o borrão o qual minhas expectativas deixam na memória. E o futuro eu já lembro como se fosse o passado. No presente, eu caminho e busco atingir, ao menos momentaneamente, esse estado mental. É só o que me resta, pois dessa vez tudo vai sair nos conformes. Assim espero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-3466440825261381672?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/3466440825261381672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=3466440825261381672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/3466440825261381672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/3466440825261381672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/12/antevspera-eu-sou-aquele-que-est.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-2116951381817829543</id><published>2007-12-08T21:58:00.000-08:00</published><updated>2007-12-08T22:00:21.448-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>BEBER SEM SEDE E FAZER AMOR TODA HORA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boire sans soif et faire l’amour em tout temps, il n’y a que ça qui nous distingue dês autres bêtes.” Ela lia o conto suavemente para mim, quando chegou nessas palavras. Agora ele escreve em francês, ela disse e estendeu o livro para eu traduzir. Li e respondi o que significava. Beber sem sede e fazer amor a todo momento... ela pegou o livro da minha mão e continuou. É o que nos diferencia dos outros animais. Só mais tarde ela me disse que o autor traduzia a frase mais abaixo. Não sei por que me pediu para traduzir então. Talvez quisesse me testar, fazer-me sair dessa fina camada de insensibilidade que cobre a minha pele e evita minha confusão de sentimentos. Não sei, não me interessa também. O importante é que, de certa forma, aquilo resumia o nosso fim de semana. De todos os pecados cometidos durante as preciosas horas que passamos juntos, esse momento permanece mais forte em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-2116951381817829543?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/2116951381817829543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=2116951381817829543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/2116951381817829543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/2116951381817829543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/12/beber-sem-sede-e-fazer-amor-toda-hora.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-7285071155146601354</id><published>2007-11-28T05:38:00.000-08:00</published><updated>2007-11-28T05:42:13.736-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AS QUATRO ESTAÇÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bêbados estaremos quando o inverno chegar&lt;br /&gt;Meu toque esquentará mais que o calor do álcool&lt;br /&gt;Ao lado da lareira, nossos corpos colados buscarão um só fado.&lt;br /&gt;Colocarei uma pedra de gelo sobre o seu dorso&lt;br /&gt;O seu derreter misturar-se-á com um intenso gozo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primavera, bêbados estaremos novamente&lt;br /&gt;Com os sentidos à flor da pele, repetiremos aquela noite durante a tarde inteira&lt;br /&gt;À cada parte do teu corpo dedicarei uma flor&lt;br /&gt;Terá duas orquídeas e um copo de leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contínuo deleite entraremos verão adentro&lt;br /&gt;Prescindível dizer que ébrio será nosso estado de espírito&lt;br /&gt;Prolongaremos o carnaval por alguns dias&lt;br /&gt;Apenas para ver o desfile de nossas fantasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao cair do outono, só de lembranças estaremos embriagados,&lt;br /&gt;Bambos pelas ruas, mal ficaremos em pé&lt;br /&gt;Porém beberemos mais um pouco,&lt;br /&gt;Pois nada custa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-7285071155146601354?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/7285071155146601354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=7285071155146601354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/7285071155146601354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/7285071155146601354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/11/as-quatro-estaes-bbados-estaremos.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-9126075678937233324</id><published>2007-10-27T05:22:00.000-07:00</published><updated>2007-10-27T05:23:48.299-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DILEMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento delinear um poema sem palavras difíceis&lt;br /&gt;Mas meu cérebro abre o dicionário&lt;br /&gt;Então eu mergulho em antiquários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for fácil eu titubeio&lt;br /&gt;Troco o simples pelo notório&lt;br /&gt;O notável pelo simplório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego rapidamente ao rebuscado&lt;br /&gt;Imponho à gramática obstáculos&lt;br /&gt;à cada palavra concedo oráculos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou herético e hermético&lt;br /&gt;Perplexo, convexo, disléxico&lt;br /&gt;Nada na vida há nexo&lt;br /&gt;Além do meu complexo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-9126075678937233324?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/9126075678937233324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=9126075678937233324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/9126075678937233324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/9126075678937233324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/10/dilema-tento-delinear-um-poema-sem.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-1367341149896342376</id><published>2007-10-15T08:13:00.000-07:00</published><updated>2007-10-17T22:42:04.428-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;CARTA DO AMOR ETERNO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível ver como aquela menina meiga que um dia tomei como minha princesa transformou-se em uma bela mulher. E isso não só pela perfeição dos contornos do teu rosto ou pelo brilho do teu olhar, mas por qualidades e defeitos que continuam a me encantar.&lt;br /&gt;Escrever-te apenas palavras belas seria superficial, pois dessa forma escondo a dor de não possuir tua atenção. Pensando bem, assim é melhor. Seria completo demais nos aproximarmos totalmente agora. Vivemos épocas iguais, mas situações diferentes. É tempo de amadurecer e de afirmar-se também.&lt;br /&gt;Simultaneamente, descobrimos facetas diferentes do nosso ser e confirmamos como queremos levar a vida e formar nossa imagem. Tu ainda vives conflituosamente todas as confusões de um amor, enquanto eu apago as reminiscências de uma vida a dois. Mas como teu primeiro beijo esteve fadado aos meus lábios o teu último também está. Posso eu estar em profundo devaneio? Pode isto ser a fantasia de um momento? Talvez. Mesmo assim, levarei adiante, somente por saber que está minha incerteza fará tu esquecer quem te aflige e alegrará o teu sorriso. Tenho somente um consolo: se choras tristeza não é por minha causa. As lágrimas guardadas para mim são apenas as de felicidade. Afinal, já choramos sofrimento demais, e espíritos irônicos como os nossos não podem fazer nada senão chorar de tanto rir.&lt;br /&gt;Quais armas posso usar contra o amor que sentes por outro rapaz? Não forçarei uma conquista, porque não sei ao certo se estou disposto a entregar-me a um sentimento morno, em que as faíscas de uma colorida chama estão sempre dispostas a fluir. Somente algumas horas ao lado da tua felicidade bastam para equilibrar a natural tristeza do meu ser com a possível alegria de viver.&lt;br /&gt;Não sei se o tempo irá curar, mas irá, com certeza, apagar os desenhos da tua imaginação e do teu coração. Meu barco ainda navega, na esperança de te encontrar sorridente no cais...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-1367341149896342376?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/1367341149896342376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=1367341149896342376' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/1367341149896342376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/1367341149896342376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/10/carta-do-amor-eterno-incrvel-ver-como.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-7375797204712177379</id><published>2007-10-04T14:03:00.001-07:00</published><updated>2007-10-21T06:55:24.473-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DEZOITO ANOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dezoito anos, via-me no desfecho de um concerto,&lt;br /&gt;a face deformada e o futuro consumado.&lt;br /&gt;A rotina era o meu presente,&lt;br /&gt;Ela me buscava em meus pensamentos, trazia-me ao mundo monótono&lt;br /&gt;Afastando meu corpo de minhas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando rompi com tal fardo, procurei quebrar minhas certezas.&lt;br /&gt;Reconstitui meu rosto e apaguei o futuro vivido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora levo o barco sozinho, por vezes, carrego um ou outro tripulante, deixando-o sempre em terras firmes.&lt;br /&gt;Tais viajantes oferendam-me presentes, os quais aceito de bom grado.&lt;br /&gt;São bebidas variadas e maços de cigarro.&lt;br /&gt;Apenas isto me sustenta enquanto sigo cambaleante nas ondas desse mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu rumo é certo, minha fé inconstante.&lt;br /&gt;Não que eu seja totalmente cético, mas os olhares que me penetram não inspiram confiança.&lt;br /&gt;E o abraço vazio do teu corpo imprime vontade ao meu remar infindável&lt;br /&gt;Ao menos se minha memória fosse palpável&lt;br /&gt;Conseguiria identificar o cheiro espalhado pela brisa&lt;br /&gt;Quiça este seja o perfume das tuas flores&lt;br /&gt;É para lá que eu vou!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-7375797204712177379?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/7375797204712177379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=7375797204712177379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/7375797204712177379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/7375797204712177379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/10/dezoito-anos-aos-dezoito-anos-via-me-no.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-767337333121541978</id><published>2007-09-26T08:50:00.000-07:00</published><updated>2007-09-26T08:54:33.070-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DERRADEIRO DESEJO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendes? Aqui, quem oferece as cartas sou eu&lt;br /&gt;Não desfrutarás mais da cadência perfeita das minhas atitudes&lt;br /&gt;Teu intelecto inferior enoja-me&lt;br /&gt;Teu olhar cínico me conduz ao inferno das lembranças dos teus beijos&lt;br /&gt;Aliás, tu não beijas, engoles&lt;br /&gt;Em goles eu tomo este vinho&lt;br /&gt;Para dissipar a viscosidade dos teus espinhos&lt;br /&gt;Entretanto, não ousarei rememorar-te nesta situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais sublime embriaguez despreza tua fotografia&lt;br /&gt;Indigna-se com teu retrato pálido&lt;br /&gt;Teu esqueleto esquálido aconchega tua anatomia disforme&lt;br /&gt;Ele nutre minha raiva enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou torpe, imbuído de ganância&lt;br /&gt;Minha garganta cessa com um pigarro&lt;br /&gt;Na frente do teu túmulo, transformá-lo-ei em escarro&lt;br /&gt;A saudade alheia tratarei com sarcasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se por acaso, teu corpo cremarem&lt;br /&gt;Triste ficarei por vivo não o queimarem&lt;br /&gt;Mas ainda terei uma alegria&lt;br /&gt;Roubarei tuas cinzas e, com veneno, prepararei um cigarro&lt;br /&gt;Trancafiar-me-ei em um quarto abafado&lt;br /&gt;Para enfim estar do teu lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-767337333121541978?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/767337333121541978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=767337333121541978' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/767337333121541978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/767337333121541978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/09/derradeiro-desejo-no-entendes-aqui-quem.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-2460709915597362070</id><published>2007-09-24T10:48:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T10:54:14.385-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>FUNERAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amorzinho estava tão bonitinho&lt;br /&gt;O corpo teso, o rosto branquinho&lt;br /&gt;Os pés juntos e os braços ao tronco colados&lt;br /&gt;De joelhos ao seu lado, cantei um chorinho&lt;br /&gt;Só para mim tu sorriste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, amorzinho, se em espíritos acreditasse consolar-me-ia&lt;br /&gt;Assim verias o quão lindinha deitada tu estavas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amorzinho, por que estás tão quietinha?&lt;br /&gt;Teu perfume me inebria, tu sabias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amorzinho, será que quando eu crescer serei um homem alado&lt;br /&gt;Para, na companhia de um anjinho, encontrar-te?&lt;br /&gt;Apenas o mindinho entrelaçaremos&lt;br /&gt;E, como em lua de mel, caminharemos contentes pelo imenso jardim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-2460709915597362070?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/2460709915597362070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=2460709915597362070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/2460709915597362070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/2460709915597362070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/09/funeral-meu-amorzinho-estava-to.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-2347966065057008667</id><published>2007-09-23T10:57:00.000-07:00</published><updated>2007-09-23T10:58:03.207-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ÉBRIO PARTIDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... quando tudo parece feliz, um sentimento de tristeza bate no meio da noite. Não se sabe ao certo o porquê, mas depois de leituras anônimas seus valores caem por terra e sua face não sabe mais esconder o que, em diferentes épocas de sua vida e de diversas formas, ele tentou esconder. Aquilo em que não há uma evolução. Há, porém, uma variedade de máscaras. E descartar uma ou outra tanto faz, o importante é seu receio em saber que sempre escondeu isso de todos. Seus atos, seu corpo e, por fim, sua figura não passa de um desenho rabiscado em um papel, por um ascendente rapaz distribuidor de talentos na arte de captar. Entretanto, no fundo, configuram-se somente cinco linhas e um círculo marcados pelo carvão na parede branca de uma sala suja. Verdadeiramente, o que lhe corrói é a inveja de não encontrar palavras para delinear um simples texto. Ele procura, vê sentimentos tomando formas representativas como alto-falantes, expressando tudo condicionado pelo seu redor. Pois este sujeito não ama. Ele finge sentir, mas na verdade acha todos uns idiotas. Sua inerente supremacia descarta a possibilidade constante de reconhecimento de outras formas de vida...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOUGLAS ADAMS APLICADO Á HISTÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma teoria que afirma que se alguém, algum dia, descobrir a utilidade da História e por que ela existe, ela irá, instantaneamente, acabar e será substituída por algo muito mais bizarro e inexplicável. Há uma outra teoria que afirma que isso já aconteceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-2347966065057008667?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/2347966065057008667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=2347966065057008667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/2347966065057008667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/2347966065057008667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/09/brio-partido.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-3349278027721045224</id><published>2007-09-21T17:31:00.000-07:00</published><updated>2007-09-21T13:31:36.078-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O AMOR DE MEMÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrego-te este buquê de palavras sortidas&lt;br /&gt;A fim de cicatrizar tuas feridas&lt;br /&gt;Enquanto tu olhas as mais diversas paisagens pela janelinha&lt;br /&gt;Eu confronto as paredes de sempre. Mas a mesmice não me deixa entediado,&lt;br /&gt;Porque, em meus delírios, eu as pinto com o nosso amor, com teus sorrisos, com teus cabelos lisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reviro-me nos lençóis aos lapsos de sonhos pacatos&lt;br /&gt;Bate-me a tristeza ao desconhecer todos os teus atos&lt;br /&gt;Não para arranjar argumentos em nossas futuras discussões da minha fantasia&lt;br /&gt;É apenas para ver-te livre, triste, atarefada, movida pela tua felicidade fugidia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor convencional pode até se alimentar de contato e convivência&lt;br /&gt;Porém o nosso amor vive de memórias, lembranças seladas,&lt;br /&gt;Aquelas que, em meio a multidões, despertam a risada&lt;br /&gt;Aquelas que deixam o olhar terno cheio de lágrimas&lt;br /&gt;São recordações silenciosas do inconsciente&lt;br /&gt;Elas incendeiam o meu presente, bem como o meu peito ao te achar ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar minha imaginação, contemplo a dança de nossos corpos insanos&lt;br /&gt;Ao olhar para o desenho da lua, admiro o retrato que nunca tiramos,&lt;br /&gt;A inexistência de planos é a existência da certeza do reencontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois somente o rubor que nasce em mim quando a vejo,&lt;br /&gt;Aquece-me nesses tempos frios&lt;br /&gt;Na realidade, ele impede que o vento gelado leve&lt;br /&gt;A relíquia dos teus carinhos de minha pele&lt;br /&gt;Ele garante a permanência da saudade em meus pensamentos&lt;br /&gt;Quando tu me deixas ao sabor cálido dos teus beijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-3349278027721045224?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/3349278027721045224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=3349278027721045224' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/3349278027721045224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/3349278027721045224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/09/o-amor-de-memria-entrego-te-este-buqu.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-6215059179321177409</id><published>2007-09-19T20:53:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T15:46:57.812-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A MORTE E A TRAIDORA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você arruinou meus sentimentos.&lt;br /&gt;E agora, como pétalas caindo de uma rosa, meu sangue é derramado.&lt;br /&gt;Mas essa rosa é branca, pois a hemoglobina que trespassa meu corpo é fraca.&lt;br /&gt;E meu coração não mais distribui o pouco de paixão restante em meu peito,&lt;br /&gt;Desde o momento em que vi suas mãos entrelaçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THE DEATH AND THE TRAITOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You killed my senses and now like petals falling from a rose my blood is spilled.&lt;br /&gt;But this rose is white because the hemoglobin that runs through my veins is weak&lt;br /&gt;And my heart stopped distributing the bit of passion leftover in my chest&lt;br /&gt;Since the moment I saw your hands engaged.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-6215059179321177409?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/6215059179321177409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=6215059179321177409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/6215059179321177409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/6215059179321177409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/09/morte-e-traidora-voc-arruinou-meus.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-1163638552750703726</id><published>2007-09-17T14:49:00.000-07:00</published><updated>2007-09-17T14:50:12.064-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>RESSACA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esconder-se, não falar do mundo nem dos feitos passados.&lt;br /&gt;Tudo que a noite proporcionou agora deve ser enterrado.&lt;br /&gt;A luz que bate à sua face apenas o envergonha.&lt;br /&gt;Implora-te o rendimento e abre a brecha para tomar um outro rumo,&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que, de novo, estarás lá&lt;br /&gt;Proferirás palavras com o mesmo sentido e irás,&lt;br /&gt;Na derradeira noite de sua vida, escrever esse mesmo poema,&lt;br /&gt;Renegando os valores defendidos ao longo desta guerra.&lt;br /&gt;E isto pela impossibilidade de vê-los, tanto no passado quanto no futuro, concretizados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-1163638552750703726?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/1163638552750703726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=1163638552750703726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/1163638552750703726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/1163638552750703726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/09/ressaca-esconder-se-no-falar-do-mundo.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-8088116238907587958</id><published>2007-09-16T07:11:00.000-07:00</published><updated>2007-09-16T07:12:00.286-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>À ESQUERDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequeno eu já sabia o grande fracasso que eu seria.&lt;br /&gt;Um medíocre pensador com idéias grandiosas&lt;br /&gt;O defeito da mulher formosa&lt;br /&gt;A decadência dos nobres&lt;br /&gt;Um poeminha com rimas pobres.&lt;br /&gt;Onde o verbo não consegue rimar com o substantivo e o pronome está sempre mal colocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um samba sem sucesso&lt;br /&gt;Um sinal do retrocesso&lt;br /&gt;O descontínuo do processo&lt;br /&gt;Aquela saída sem acesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gauche. Um plágio. Um anjo meio torto, frágil.&lt;br /&gt;Um golpista. Um copista. Um canhoto nato.&lt;br /&gt;Nada especial. Espere só o ordinário de mim.&lt;br /&gt;Não me faça embriagar com o deslumbre de suas expectativas, dá-me logo esta bebida para que eu me afogue em suas entranhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-8088116238907587958?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/8088116238907587958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=8088116238907587958' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/8088116238907587958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/8088116238907587958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/09/esquerda-desde-pequeno-eu-j-sabia-o.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5047655267331154675.post-5676738952804717452</id><published>2007-09-15T09:02:00.001-07:00</published><updated>2007-09-15T09:02:47.299-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>GOSTO DE BAUNILHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus lábios de baunilha parecem tão doces para mim&lt;br /&gt;Eu gosto de lamber ao redor dos seus seios&lt;br /&gt;E imaginar o leite de nossas crianças com o mesmo sabor da tua boca&lt;br /&gt;E nesse velho vai e vem, sinto o afã do seu prazer, o odor da sua alegria e o arrependimento de suas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VANILLA TASTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Your vanilla lips seem so sweet to me&lt;br /&gt;I like to lick around your tits&lt;br /&gt;And fantasize the milk of our kids with the same taste of your mouth&lt;br /&gt;And in this old in-and-out, I feel the willingness of your pleasure, the odour of your joy and the regret of your cry.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5047655267331154675-5676738952804717452?l=meusescritosesparsos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/feeds/5676738952804717452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=5047655267331154675&amp;postID=5676738952804717452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/5676738952804717452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5047655267331154675/posts/default/5676738952804717452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meusescritosesparsos.blogspot.com/2007/09/gosto-de-baunilha-seus-lbios-de.html' title=''/><author><name>Caio Zanin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04495743520664927623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03812650343677795510'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>