tag:blogger.com,1999:blog-43277253783311445732008-07-16T21:33:43.482-07:00Pais Adolescentes!Marília Pastorishttp://www.blogger.com/profile/14507882696211691407noreply@blogger.comBlogger12125tag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-69427465203787133612007-09-15T15:36:00.000-07:002007-09-19T11:54:52.991-07:00A Distância<a href="http://bp1.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Ru3XO-DXk4I/AAAAAAAAABQ/gL1mwyS3-os/s1600-h/P8240649.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110977804310647682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Ru3XO-DXk4I/AAAAAAAAABQ/gL1mwyS3-os/s400/P8240649.JPG" border="0" /></a><br /><p>Desde quando estava grávida temia a distância.</p><br /><p>Hoje a minha filha tem dois anos. E vejo nela uma criança feliz, com o pai presente, família amorosa, desenvolvimento perfeito, estimulação na dose certa, e tudo mais que poderia se desejar ou dar a uma criança. Ela tem um pai maravilhoso, eu diria ser o melhor pai que eu conheço, e por que não dizer, o melhor do mundo? Sei que nem todas as pessoas têm a mesma sorte, ou as mesmas oportunidades, mas, se queremos alguma coisa, temos que abrir mão de talvez algumas outras mais fáceis, para que possamos desfrutar dos nossos sonhos mais tarde. Sacrifício agora, prazer depois. Decidi isso talvez um pouco tarde, talvez não. Decidi isso agora, nesses últimos meses. </p><br /><p>Até a Marina fazer dois anos eu estudava de manhã, e passava o resto do meu tempo com ela, passeávamos, brincávamos, visitávamos os parentes, era maravilhoso. Mas assim eu não conseguiria ter a minha casa, ter a minha família, para que os familiares pudessem me visitar ao invés de eu ir visitá-los. </p><br /><p>Hoje, eu trabalho o dia inteiro e tenho aula na faculdade duas noites por semana. O Rafael trabalha e estuda durante o dia. Temos tido pouco tempo para nós, sinto falta de ter tardes para simplesmente ficar com a minha filha. E vejo nela, através do olhar, das brincadeiras, das palavras, a saudade, uma saudade que antes não tinha espaço.</p><br /><p>Mas assim lutamos para que, em breve, possamos ter o nosso espaço e os nosso momentos como a família que somos e queremos melhorar a cada dia juntos. Teremos o nosso espaço para arrumar, <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0">bagunçar</span> e matar a saudade nos finais de semana.</p>Marília Pastorishttp://www.blogger.com/profile/14507882696211691407noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-17312283551856188092007-08-06T12:39:00.000-07:002007-08-06T12:58:56.447-07:00Rafael Bandeira - A FaculdadeOlá pessoal,<br /><p>Hoje, dia 06/08/2007, estou começando meu curso universitário: Engenharia Mecânica, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois de um conturbado segundo grau em uma escola pública, mas que, com auxílio de minha família, e apoio da Marília, consegui passar, apertado, mas passei. Ok. Mas não estou aqui para me gabar.</p><br /><p>Aproveitei o momento, estou aqui em um computador da UFRGS, para passar para vocês uma mensagem, que todos vocês, bem no fundo, sabem que é verdade: Estudem, estudem pois será a maior bagagem que terás para passar para o teu filho, e por que será a forma mais certa e confiável de obter uma vida digna e com tudo aquilo que você quer para o seu filho.</p><br /><p>Pra mim é fácil falar, eu sei, não precisei trabalhar até o último semestre do terceiro ano do segundo grau. Mas não se esqueça que, mesmo que eu tenha passado como segundo suplente, centuagésimo vigésimo segundo lugar, eu, ainda assim, passei com 17 anos, vindo de uma escola pública que teve apenas 7 aprovados na federal, sendo que todos, exceto eu, fizeram cursinho. Durante as provas, no verão, eu saia da prova e ia trabalhar, até às 8 da noite, e depois voltava para a prova no dia seguinte. Concorri com muita gente, e o fator 'paternidade' não me encomodou nem um pouquinho. Não era a minha desculpa para as péssimas notas nas provas de física e matemática (e geografia...e etc...), na verdade era o fator que fazia eu ir bem, que fazia eu dar o máximo de mim mesmo. A fator 'paternidade' foi o fator decisivo para eu estar aqui... Se hoje estou nesse computador escrevendo para vocês é porque eu desejei muito estar aqui e me esforcei ao máximo para poder garantir um futuro digno, saudável e rico para a minha filha. E sugiro que façam o mesmo!</p><br /><p><br />Abraços! E não deixem de comentar pessoal, dúvidas, sugestões, relatos e reclamações!</p>Rafael Bandeirahttp://www.blogger.com/profile/01993094869886469626noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-55912225192036869652007-08-01T07:22:00.000-07:002007-08-01T07:59:58.100-07:00O momento da chegada!<a href="http://bp2.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/RrCeNshOGrI/AAAAAAAAABI/NDd8xDP_Psc/s1600-h/gravidez.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/RrCeNshOGrI/AAAAAAAAABI/NDd8xDP_Psc/s400/gravidez.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093745136682015410" /></a><br />Esse momento tão esperado, às vezes causa um medo danado nas mamães. É complicado não ficar nervosa simplesmente esperando a hora. Sem saber, ou já sabendo, se vai ser cesárea ou não. Imaginando como será a reação de todos e principalmente a nossa, imaginando o rostinho do nosso maior amor e orgulho, esperando e imaginando as sensações de ter um bebê, que vai precisar ser alimentado, amado e cuidado com muito amor e carinho. <br /><br />O meu momento foi maravilhoso. Eu já havia sido auxiliada para ter tranquilidade na hora do parto, pois seria melhor para mim e para o bebê. Podem ter certeza, eu sei o quanto é complicado ficar calma nessa hora. Durante toda a gravidez achei que estava preparada, estava ansiosa, mas imaginei que estava preparada, achei que iria conseguir manter a calma, ficar tranquila. Que nada, quase morri chorando durante todo o procedimento. Não chorava de dor, e sim de uma emoção que tomava conta de mim, eu não conseguia ficar calma, era tanta ansiedade, mais do que durante os nove meses, pois, o bebê estava ali, a segundos de ser colocado no meu colo, ao mesmo tempo, tanta alegria, tensão, na verdade nem sei explicar direito o que sentia, foi o melhor dia da minha vida, o mais feliz, eu estava do lado da minha filha e do meu amor, o Rafael ficou todo o tempo comigo, talvez até mais ansioso do que eu, nem nós nem os médicos sabiam quem chorava mais. <br /><br />Depois dali, cada dia foi melhor do que o outro. Muita felicidade, aprendizado, palpites, opiniões, muitos momentos dificeis, tendo que enfrentar doenças e hospitais, mas vamos deixar isso para outra hora.<br /><br />A Marina nasceu de parto cesáreo. Não por opção minha, mas, ela estava viradinha com a bundinha para baixo, onde a cabeça deveria estar. <br />Minha recuperação foi bem tranquila, no começo, eu sentia bastante dor, mas devagarinho tudo voltou ao normal. Mas claro isso depende de cada pessoa, de cada organismo.<br /><br />Espero ter conseguido tranquilizar todas as novas mamães, e que as que já tenham tido o "seu momento" comentem aqui...<br /><br />AbraçosMarília Pastorishttp://www.blogger.com/profile/14507882696211691407noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-30092801692557756002007-07-28T20:09:00.000-07:002007-07-28T21:12:52.546-07:00Rafael Bandeira - Bola de NeveSeria muita pretensão chamá-la de "teoria" por isso apenas citarei o título "bola de neve" como comparação: O relacionamento humano é como uma bola de neve, tende a seguir o rumo que damos no início de sua descida, e, então, seguir pelo mesmo caminho, sempre aumentando, e, apenas com muito esforço, pode ser desviado.<br /><br /><b>Um pouco de base.</b> Pense sobre todas as crianças tidas como "chatas", "insuportaveis" e agora todas as suas dúvidas de "será que ele vai chorar de noite?", e "será que ela vai me obedecer?", e em todos os seus medos e calafrios a respeito de como seu filho será, ou o por que de seu filho já ser. Um ser tão pequeno e indefeso que chega ao mundo sem ao menos saber se alimentar, chega ao mundo sendo inteiramente dependente e agindo única e exclusivamente por instintos e necessidades, não têm porque se transformar em um sufoco, em um chorão, em um mimado ou em uma criança de "geniosinho forte".<br />Condicionamos nossos filhos e moldamos seus comportamentos, influenciamos diretamente toda a vida dele, se você vai ter seu filho agora, e você que já tem seu filho, até mesmo os filhos adolescentes, se eles erram ou acertam, se são facilmente influenciados pela turma, ou se são desobedientes, tudo depende do que você passou para eles. Esse é o ponto de partida do pensamento que quero passar para vocês.<br /><br /><b>Sorte?</b> Todo mundo sempre comentou: "Vocês deram muita sorte, não é mesmo?"... A Marina sempre dormiu a noite toda, raramente acordou de madrugada, é muito amorosa, dorme até mais tarde no final de semana, e mais um monte de coisa de dar inveja em muita mãe "experiente" que, de certa forma, desdenhou ter de ver a cena de uma adolescente grávida. "Sorte? Eu diria habilidade."<br />Não é convencimento, noites lendo livros, cursos de trocar fraldas, ou um cd de músicas infântis. É amor. Simplesmente damos muito amor a ela. Ou você acha que sua personalidade foi ganha em uma loteria?<br /><br /><b>A bola de neve.</b> Logo que nasce, a criança chora para todas as necessidades que lhe ocorrem, é bem cansativo. Então você já arma na sua cabeça, "ai que choroninha né?", e a bola começa a cair do penhasco. Então ela cresce e não tem mais só necessidades, ela quer atenção também. E você? "Espera filha, mas que coisa!"... Custa parar um pouco de ver TV? Sair da frente do computador? Ou então dizer para aquela sua velha amiga, que você acaba de reencontrar no shopping, que depois vocês se falam? A criança te pede atenção e você não dá. Logo ela vai necessitar de mais atenção. E se você não der ela vai chorar, vai gritar e se atirar no chão. Tudo porque você não pode dar cinco minutos da sua atenção, lá, a alguns meses atrás. Muita gente se lamenta por fazer "tudo que ele quer" e mesmo assim ele ser aquele pestinha. <br /><br />A Marina não é a que "tem tudo" da turma, ela ganha presentes apenas nas datas festivas, e ela nem liga, ela gosta mais é da embalagem. Pode trazer o mais revolucionário e bonito brinquedo que for: se não estiver em um papel de presente ela nem olha, e se estiver enrolado pra presente? Ela olha, agradece, pega a embalagem e vai brincar. As crianças querem carinho, não serem chamadas de lindas e maravilhosas o tempo todo. Elas quer que você brinque, que você jogue e ajude, cante e dance, leia e plante bananeiras. Para elas, o seu tempo é o melhor presente. Já notou que, DE UM MODO GERAL, na sua turma do colégio, na faculdade e no filme de Hollywood, o riquinho e cheio de bugigangas "da hora" é sempre o mais mal-educado e enjoado, é aquele que tenta sempre se sobressair, custe o que custar, em tudo? Ele tem um monte de coisas. Mas ele quer atenção. Todos nós queremos, se você acha que não, é porque já tem o suficiente.<br /><br /><b>Todos queremos nos sentir amados.</b> Se o seu filho não te dar descanço naquele sábado que você "precisava" dormir além da conta, é porque você não compensou este tempo anteriormente. Se ele te faz ficar a noite em claro, é por que durante o dia você não ficou com ele. Se ele grita e bate o pé, se ele bate e quebra, se ele responde e faz manha, não é genético ou "maldade", ele é apenas uma criança. A culpa é toda sua.<br /><br />Poupe-se. Durma sempre bem. Tenha apenas elogios do seu filho. E fique completamente orgulhosa de tudo que ele faz. Não tenha um filho chato. Ame-o e gaste algumas horas com ele, <b>mesmo que você já tenha passado da idade de brincar de lego</b>.<br /><br />Uma breve declaração: Marília eu te amo. Meu sol. Minha água. Meu ar. Meu "tudinho com limão"!Rafael Bandeirahttp://www.blogger.com/profile/01993094869886469626noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-32109103227945040352007-07-25T09:25:00.000-07:002007-07-25T11:30:59.965-07:00“Ser mãe e pai é mais que um papel, é uma vivência existencial, com uma responsabilidade que vai além de educar e suprir necessidades básicas, a maternidade e a paternidade transcendem a isto. É a parceria com uma nova vida, é compartilhar sua existência e ajudar seu filho a extrair da vida, o seu melhor.”<br /><br /><br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Rqd5ushOGqI/AAAAAAAAABA/W5jv44KwQuY/s1600-h/images.jpeg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Rqd5ushOGqI/AAAAAAAAABA/W5jv44KwQuY/s400/images.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091171746897074850" /></a>Marília Pastorishttp://www.blogger.com/profile/14507882696211691407noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-84563166195487499792007-07-25T09:15:00.000-07:002007-07-25T09:22:18.650-07:00Antes de ser Mãe!<a href="http://bp0.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Rqd4rchOGpI/AAAAAAAAAA4/Vih0inigEqU/s1600-h/blog.antesdesermae.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Rqd4rchOGpI/AAAAAAAAAA4/Vih0inigEqU/s320/blog.antesdesermae.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091170591550872210" /></a><br />Antes de ser mãe eu fazia<br />e comia os alimentos ainda quentes<br /><br />Eu não tinha roupas manchadas.<br />Eu tinha calmas conversas ao telefone.<br /><br />Antes de ser mãe eu dormia<br />o quanto eu queria<br />e nunca me preocupava<br />com a hora de ir para a cama.<br /><br />Antes de ser mãe eu limpava<br />minha casa todo dia.<br />Eu não tropeçava em brinquedos<br />nem pensava em canções de ninar.<br /><br />Antes de ser mãe eu não me preocupava<br />se minhas plantas eram venenosas ou não.<br />Imunizações e vacinas eram<br />coisas em que eu não pensava.<br /><br />Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim,<br />nem me beliscou sem nenhum cuidado,<br />com dedinhos de unhas finas.<br /><br />Antes de ser mãe eu tinha<br />controle sobre a minha mente,<br />meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.<br /><br />Antes de ser mãe eu nunca tive<br />que segurar uma criança chorando<br />para que médicos pudessem<br />fazer testes ou aplicar injeções.<br /><br />Eu nunca chorei olhando<br />pequeninos olhos que choravam.<br />Eu nunca fiquei gloriosamente feliz<br />com uma simples risadinha.<br /><br />Eu nunca fiquei sentada horas<br />e horas olhando um bebê dormindo.<br /><br />Antes de ser mãe eu nunca<br />segurei uma criança só por<br />não querer afastar meu corpo do dela.<br />Eu nunca senti meu coração se despedaçar<br />quando não pude estancar uma dor.<br /><br />Eu nunca imaginei que uma<br />coisinha tão pequenina pudesse<br />mudar tanto a minha vida.<br /><br />Eu nunca imaginei que pudesse<br />amar alguém tanto assim.<br />Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.<br /><br />Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação<br />de ter meu coração fora do meu próprio corpo.<br /><br />Eu não conhecia a felicidade de<br />alimentar um bebê faminto.<br /><br />Eu não conhecia esse laço que<br />existe entre a mãe e a sua criança.<br /><br />Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse<br />fazer-me sentir tão importante.<br /><br />Antes de ser mãe eu nunca me<br />levantei à noite a cada 10 minutos<br />para me certificar de que tudo estava bem.<br /><br />Nunca pude imaginar o calor,<br />a alegria, o amor, a dor<br />e a satisfação de ser uma mãe.<br /><br />Eu não sabia que era capaz<br />de ter sentimentos tão fortes.<br /><br />Por tudo e, apesar de tudo, obrigada, Deus ,<br />por eu ser agora um alguém tão<br />frágil e tão forte ao mesmo tempo.<br /><br />Obrigada por permitir-me ser Mãe!<br /><br />Silvia SchmidtMarília Pastorishttp://www.blogger.com/profile/14507882696211691407noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-63755155838652777452007-07-20T08:58:00.000-07:002007-07-20T11:44:14.881-07:00Marina Desenhando!!!<a href="http://bp1.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/RqDfmMv_TQI/AAAAAAAAAAw/hMftG-8bXzY/s1600-h/desenho.gif"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/RqDfmMv_TQI/AAAAAAAAAAw/hMftG-8bXzY/s320/desenho.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089313426279189762" /></a><br />Antes de ser mãe, eu não entendia como um simples rabisco no papel fascinava uma pessoa. Como uma mãe olhava e dizia que entendia, e ainda perguntava sobre o desenho para o seu filho. Hoje eu sei, eu vejo, eu entendo, e eu acho lindo os rabiscos da Marina. Ela se desenha pulando na cama elástica, desenha nós três passeando no parque, desenha as tias e as bisas. E eu tenho o maior orgulho em mostrar à todos os desenhos que ela faz pra mim. <br />Ninguém entende, só eu!!! E mesmo assim, só sei o que está desenhado por ela me descrever o desenho com o mesmo amor com que ela faz os rabiscos.<br />Ela me pergunta se eu tenho na bolsa auqele desenho que ela me deu por último. E é claro que eu tenho... Sempre os guardo comigo, é muito gostoso receber presentes tão simples dados com tanto amor.....Marília Pastorishttp://www.blogger.com/profile/14507882696211691407noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-80485444846992091762007-07-19T19:33:00.000-07:002007-07-20T09:28:15.388-07:00Rafael - Contando para os pais...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_SLMEoQbr0xw/RqClrna6D-I/AAAAAAAAAAs/b6v_mWZQstY/s1600-h/IMG_0242.JPG"><img style="border: 3px solid green; margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_SLMEoQbr0xw/RqClrna6D-I/AAAAAAAAAAs/b6v_mWZQstY/s320/IMG_0242.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089249747663458274" border="0" /></a><br /><p><strong>Aconteceu... </strong>Saber? foi difícil. Aceitar? Nem me fale. Contar para o companheiro, complicado, às vezes até decepcionante. E contar para a família...? Ainda não contou?</p><p>Quando me deparei com o questinamento da Lorena, de 18 anos, em seu <a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=4327725378331144573&postID=3025696690178439366" title="ver os comentários">comentário</a> no <a href="http://paisadolescentes.blogspot.com/2007/07/marlia-ol.html" title="Ver o post">primeiro post da Marília</a>, tive de transformar minha possível resposta, até então inpensada, em uma postagem. Poxa é um baita tema para discussão, diga-se de passagem, como todos sobre esse universo.<br /></p><p><strong>O Relato.</strong> Me lembro bem: no dia anterior havia sido o aniversário do meu pai, 47 anos, se bem me lembro, e ninguém nem desconfiava lá em casa, mas eu já sabia.... há mais de uma semana. E foi no meio daquele enrosco de repensar a minha vida, e temer o futuro, que a Marília me ligou, já no final da noite, e falou que sua mãe havia descoberto e que qualquer especulação sobre ter ou não ter haveria de acabar. Teriamos e ponto, em outras palavras. ..."Ok!", pensei eu... <b>Mentira!</b> Me fechei no quarto, comecei a chorar, e então minha sogra, que, com muita certeza, <i>desmente tudo o que já ouvi falar de ruim sobre sogras</i>, pega o telefone e me vem com a talvez mais infeliz pergunta que eu poderia ter recebido em toda a minha vida: "E ai? Pronto para ser pai?"... eu disse que sim. Poderia por uma notinha de rodapé aqui, mas deixarei junto com o texto para ter mais impacto: <b>Eu tinha 15 anos</b>. Pronto para ser pai com 15 anos? Claro... <b>que não</b>. Mas o tema de estar pronto para ser pai fica para uma outra postagem. Agora o que fazer? Eu tinha de contar para os meus pais. Eu precisava do apoio deles! Mas eu nem queria saber de apoio, eu queria é saber de mim! O que eu havia feito com a minha vida?</p><p><strong>O Mãnhe... </strong>Minha mãe<a href="http://criandoinfancias.blogspot.com/" title="Abrir link em outra janela" target="blank" class="pop">(criandoinfancias.blogspot.com <span class="pophidden">Conheça o blog CriandoInfâncias da Larisa Bandeira</span> )</a><a href="http://filhoscriadosproblemasdobrados.blogspot.com/" title="Abrir link em outra janela" target="blank" class="pop">(filhoscriadosproblemasdobrados.blogspot.com <span class="pophidden">Conheça o blog Filhos Criados, Problemas Dobrados! da Larisa Bandeira</span> )</a> deitada na cama, o relógio já denunciava que o dia estava para se encerrar. Eu, soluçando, cambaleante, me aconchego ao lado dela e profiro às memoráveis palavras: "O manhê...". <b>"Os pais sempre sabem o que o filho está escondendo", <i>eu descobriria isso mais tarde</i></b>. Ela, "otimista" e questionadora por natureza, me fuzila com mil hipóteses sobre a minha intenção de falar com ela, sempre intercedendo seus questionamentos com: "heim meu filho...", até que... PIMBA!... "A Marília ta grávida?"... de cabeça baixa eu retruco - <i>sussuro</i> - para falar a verdade: "uhum"... Ela, em um pulo, se senta e, com os olhos bem arregalados, começa a me questionar. Nunca perguntei o que se passou na cabeça dela, inclusive, vou perguntar! Quem sabe ela não <a href="http://filhoscriadosproblemasdobrados.blogspot.com/" target="blank" title="visitar o blog sobre filhos adolescentes">posta sobre isso no blog</a> dela? Ok, primeira fase completa. Agora vem o chefão: meu Pai. Eu já sabia que seria realmente difícil. Minhas irmãs ficaram enlouquecidas, incrédulas, brabas, desapontadas. "Agora te vira, troxa!", meu pai, muito desapontado, bravo e assustado, "Fez? A-g-o-r-a te vira!"... Eu falei que seria difícil. Fiquei meses sem contato direto com meu pai. Uma pena. Felizmente tudo superado, mas apenas quando a Marina estava se encaminhando para o terceiro mês -<i> de vida!</i> - é que ele aceitou a minha nova condição de vida, <b>E A DELE TAMBÉM</b>.</p><p><strong>Facilidades... </strong>O apoio da família, sem dúvidas, propicia inúmeras facilidades: tivemos a chance de terminar nosso ensino médio e só então começar a trabalhar, e isso vale muito, o término do colégio é fundamental, a chance de poder competir futuramente em um mercado de trabalho com salários decentes e significativos. Eu sei que nem todo mundo tem essa chance, e que nem todo mundo vai ter, mas, mesmo assim, aqui vai uma dica:continuem os estudos, continuem investindo em vocês, pois cada dia que tu apostar nos estudos voltará em dobro para você e o seu filho. E aquele que não quiser dar tudo do bom e do melhor para o seu filho que atire a primeira pedra!</p><p><strong>"E agora?" </strong>Não tenho como falar sobre esse assunto generalizando, a generalização é muito delicada nesse universo, mas posso dar algumas palavras, mas o importante, realmente, é você se convencer, é a sua ficha cair, é você entender que boa parte da "brincadeira" acabou, é começar a ver o mundo por outros olhos. Com apoio ou sem apoio, você vai continuar vivendo, e agora você não pode mais simplesmente pensar em "tirar o seu", agora é tudo em, pelo menos, dupla, é você em segundo plano, e sua família, invariavelmente, também. Se eles aceitarem, vai ser bom. Se apoiarem, vai ser ótimo! Se não? A vida continua, o mundo segue girando, não é o ponto final, talvez uma grande vírgula, mas é só. Devemos nos preocupar com, e nos esforçar ao máximo para ter, apoio, pois, com certeza, é muito útil. Mas devemos saber que a gravidez de um filho mexe em toda a estrutura da família, e que é completamente normal que todos fiquem chocados, bravos, decepcionados, e mais um monte de adjetivos, o ser humano tem medo de mudanças, e essa é com certeza uma bem radical, devemos dar tempo para as pessoas assimilarem, e para nós mesmos, que muitas vezes nos damos por convencido, mas, como eu disse na <a href="http://paisadolescentes.blogspot.com/2007/07/rafael-ol.html#sobreoblog" target="blank" title="Ver a postagem">minha primeira postagem</a>:<br /></p><blockquote>... esse mundo... com certeza, vai muito mais além de fraldas, mamadeiras e carinho: É o cuidado e a preparação de uma pessoa, que conta com e depende de você, em todos os mais diversos aspectos (físico, mental, social, emocional...) para a vida, para o mundo. <strong style="font-weight: normal;">E não é uma pessoa qualquer, é aquela que você mais ama, e a que mais ama você.</strong>..</blockquote><br />Já havia pensado nisso? Espero ter encorajado quem precisava ser encorajado, e esclarecido, para aqueles que não se conformam com a reação dos outros. Deixe seu comentário, sua sugestão, questionamento. Vamos trocar idéias, histórias e experiências! Áh e para ficarem por dentro: Assinem nossos feeds, vou botar o link aqui, mas ele está sempre escondidinho lá no final da página, onde diz, <a class="feed-link" href="http://paisadolescentes.blogspot.com/feeds/posts/default" target="_blank" type="application/atom+xml">"Postagens (Atom)</a>"... para quem desconhece: outro dia eu explico aqui o quê é isso, vocês vão ver que maravilha de tecnologia!<br /><p></p>Rafael Bandeirahttp://www.blogger.com/profile/01993094869886469626noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-48887183499640074242007-07-19T16:04:00.000-07:002007-07-20T11:31:52.387-07:00A respeito de um comentário...Para mim foi muito complicada a situação de enfrentar colegas, professores, pessoas na rua... É muito triste o enorme preconceito que existe em relação à gravidez na adolescência. Não estou dizendo que os jovens devem ter filhos, mas, se acontecer por que não abraçar? <br /><br />Tive, assim como a maioria das jovens, muito medo da reação das pessoas a minha volta. Mas depois pensei que o que realmente importava para mim, era que o Rafael estivesse ao meu lado. E eu decidi que iria enfrentar de cabeça erguida a forma com que eu sabia que seria tratada. <br /><br />A relação que ele tinha comigo e com o nosso bebê, me deu força para continuar meus estudos. O Rafael me deu o empurrãozinho que eu precisava para manter meus sonhos vivos em mim, e que a partir dali, seriam nossos planos e nossos sonhos...Marília Pastorishttp://www.blogger.com/profile/14507882696211691407noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-42810209719205521652007-07-16T06:58:00.000-07:002007-07-16T07:01:44.739-07:00<a href="http://bp0.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Rpt6QMv_TOI/AAAAAAAAAAc/e5Z7jmWPFtw/s1600-h/papai.nina"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Rpt6QMv_TOI/AAAAAAAAAAc/e5Z7jmWPFtw/s320/papai.nina" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087794622764109026" /></a><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Rpt5w8v_TNI/AAAAAAAAAAU/xe8zk7KmO0k/s1600-h/mae.nina"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/Rpt5w8v_TNI/AAAAAAAAAAU/xe8zk7KmO0k/s320/mae.nina" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087794085893197010" /></a>Marília Pastorishttp://www.blogger.com/profile/14507882696211691407noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-77642916547281664492007-07-15T19:38:00.000-07:002007-07-16T17:30:17.897-07:00Rafael - Olá<a href="http://bp3.blogger.com/_SLMEoQbr0xw/Rpr2BXa6D9I/AAAAAAAAAAc/vVP5zzVC3yw/s1600-h/P2100021.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_SLMEoQbr0xw/Rpr2BXa6D9I/AAAAAAAAAAc/vVP5zzVC3yw/s400/P2100021.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087649232395571154" /></a><br /><br /><p>Olá pessoal! Meu nome é Rafael Bandeira, e vou me descrever com apenas um adjetivo, o que mais me dá orgulho e prazer de viver, sou pai.</p><br /><p>O post ficou meio grande demais, então eu fiz um resuminho lá embaixo. <a title="ir para o resumo!" href="#sobreoblog">Clique aqui para saber sobre o que exatamente se trata o blog!</a><br /><p><strong>Engravidei aos 15 e fui pai aos 16.</strong> Hoje, com 18 anos, tenho ao meu lado duas pessoas maravilhosas que posso dizer que conheço desde que minha vida começou, a Marília e a Marina. A primeira é a minha paixão desde a oitava série, a minha companheira, minha mulher e futura esposa, uma menina/mulher de gênio forte e personalidade extravagante, risonha e chorona, apaixonada e apaixonante. A segunda é o meu tesouro, um pedaço do meu coração, é a pessoa que guarda o mais puro e forte laço de amor comigo, é aquela pela qual daria toda a minha vida, todo meu corpo e minha alma, é aquela que me dá vontade, razão e forças para enfrentar o mundo, e para fazer com que a "vida" seja algo mágico e fantástico, é aquela que recebe um título que traduz todo o amor e sentimento, nas suas formas mais verdadeiras, que lhe são depositados, é a minha <strong>filha</strong>.</p><br /><div style="width:100%;height:200px;"><br /><img style="display:block; margin:10px 5px; float:left; clear:left; border:green 2px solid;" src="http://bp0.blogger.com/_SLMEoQbr0xw/RprzUna6D8I/AAAAAAAAAAU/nd_rsF4dImM/s200/P5120280.JPG" border="0" alt="Marília" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087646264573169602" /><br /><br /><img style="display:block; margin:10px 5px; float:left; clear:right; border:green 2px solid;" src="http://bp2.blogger.com/_SLMEoQbr0xw/RpryoHa6D7I/AAAAAAAAAAM/NEjmxml25dk/s200/P5130381.JPG" border="0" alt="Marina" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087645500068990898" /><br /></div><br /><p style="clear:both;"><strong>Por quê?</strong> Me lembro como se fosse ontem: uma reportagem no Fantástico falando sobre como o índice de gravidez na adolescência tinha subido, e eu falei para minha <a title="Visitar o blog Criando Infâncias da minha mãe" href="http://criandoinfancias.blogspot.com/">mãe</a> algo do gênero, "báh, século 21 e ainda tem gente tendo filho sem querer, eu não entendo!". Eu sempre fui, e vocês poderão constatar futuramente, uma pessoa "da razão", calculista e questionador, e por isso, entre meus 10 e 15 anos acreditava que sabia de tudo, que era o mais esperto e o mais inteligente. Tomei um susto. Como podia, eu, que sempre fui um medroso, um cauteloso! O que havia se passado dentro da minha cabeça?</p><br /><p><strong>Tenho de admitir... </strong>Hoje apesar de complexas e difíceis, as coisas aparentam ser simples, pois a magia e amor que a <em title="Marina">nossa filha</em> traz para o nosso mundo torna tudo melhor e mais proveitoso. Mas eu sou um ser humano, e eu tenho de adimitir, eu não achava que seria essa maravilha, eu não achava que iria sobreviver, e considerava tudo um grande erro. Eu estava errado. Não fora tudo um grande erro, apenas foi fora dos moldes do convencional, apenas foi fora dos planos, foi mais cedo... apenas foi muito cedo.</p><br /><p><strong>O Blog.</strong> A idéia do blog é interessante: Compartilhar. Assim como tivemos experiências e aprendizados, tivemos desavenças e dificuldades, e além de bons momentos, tivemos muitas reflexões sobre o quê afinal era isso... A Marília é impulsiva e emotiva, podemos esperar muito sobre sentimentos e relatos, e eu garanto que valerá muito a pena. Eu sou "analista" e detalhista, penso em quatro soluções diferentes para a mesma solução antes de escolher a melhor, para depois agir. Sou o chato, pela minha natureza questionadora e minha forte influência materna, minha mãe trabalha com a infância desde que eu nasci, podem esperar "análises" de comportamento, questionamentos e moralidades. Gosto de agregar uma parcela política e outra academica em todos os meus atos e pensamentos.</p><br /><p><a name="sobreoblog"></a><strong>Resumindo...</strong> Iremos, além de relatar e falar sobre acontecimentos da nossa vida como pais jovens, falar sobre:<br /><ul><li>O Nosso ponto de vista da maternidade</li><br /><li>Comportamento das crianças;</li><br /><li>Relação "mãe e pai", relação "homem e mulher";</li><br /><li>Trocar experiências;</li><br /><li>Gravidez;</li><br /><li>"E agora!?";</li><br /><li>Casamento</li><br /><li>A vida fora do mundo "pai e filha"/"mãe e filha"</li></ul><br />enfim, tudo que gira em torno desse mundo, que, com certeza, vai muito mais além do que fraldas, mamadeiras e carinho: É o cuidado e a preparação de uma pessoa, que conta com e depende de você, em todos os mais diversos aspectos (físico, mental, social, emocional...) para a vida, para o mundo. <strong>E não é uma pessoa qualquer, é aquela que você mais ama, e a que mais ama você.</strong> <p></p>Rafael Bandeirahttp://www.blogger.com/profile/01993094869886469626noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-4327725378331144573.post-30256966901784393662007-07-15T15:00:00.000-07:002007-07-20T11:31:04.668-07:00Marília - Olá<a href="http://bp0.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/RprUNcv_TMI/AAAAAAAAAAM/GujJ-oEw_y8/s1600-h/P5130374.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_Ysy6RBnYQww/RprUNcv_TMI/AAAAAAAAAAM/GujJ-oEw_y8/s320/P5130374.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087612056589257922" /></a><br />Fomos pais muito jovens. Passamos por inúmeras dificuldades, tivemos vários problemas de relacionamento, mas, juntos superamos a maior parte deles. Tivemos que crescer e amadurecer. Muito mais rápido do que podiamos assimilar, nossa vida tinha mudado. <br />No início, foi tudo bem complicado, o choque, o susto, mas as coisas foram se ajeitando. Tivemos muita dificuldade com alguns familiares. <br />Hoje a Marina, nossa filha, mais conhecida como Nina, é muito amada por todos. Ela conseguiu conquistar, aos pouquinhos, todos a nossa volta. <br />A minha gravidez foi maravilhosa. O Rafael sempre esteve do meu lado, falava com a Nina desde que descobrimos que estavamos "grávidos", realmente foi assim, o Rafael ficou grávido junto comigo. Me acompanhava nos exames, me ajudava com alguns remédios, e tinha o maior orgulho de nós três. Foi isso que sempre me deu força para seguir em frente.<br />Hoje ele é um pai maravilhoso, brinca, faz comida, coloca na cama, canta, dança, pula, diz não, leva, busca... e mais um monte de coisas que só tendo uma criança por perto para saber.<br />Enquanto este mundo gira, a vida lá fora também continua, e assim já se passaram quase três anos, em uma velocidade assombrosa, o segundo grau, as brigas, o aniversário de um ano, nossa entrada nos 18, o primeiro emprego, o aniversário de dois anos, o primeiro semestre da faculdade... tudo corre ao nosso lado, e nós passamos um sufoco para acompanhar.<br />Agora quero dividir, com quem quiser saber, nossas histórias, experiências e aprendizagens, nossos questionamentos e dificuldades, e mostrar para aqueles que ainda não conhecem esse mundo, e para aqueles que acham que conhecem, como é fazer uma criança crescer enquanto se cresce junto, como é aprender com quem você deve ensinar, como é amar de uma forma inexplicável alguém que também te ama simplesmente por poder te chamar de "minha mamãe", como é perceber, e o que nós percebemos ou deveríamos perceber nesse mundo, ou melhor, nesse universo que é a relação "mãe e filha" e "mãe e pai"... Espero que gostem, aprendam, ensinem, questionem, respondam e debatam toda a infinidade de assuntos relacionados com esse tema, estão todos, mães e pais - velhos ou novos, avôs e avós, tios e tias, jovens, filhos, filhas, grávidas e grávidos, os presentes e os ausentes, os que não assumiram e os duvidosos, enfim, todos mesmo, convidados a compartilhar desse mundo complexo e maravilhoso, que é o de pais adolescentes!Marília Pastorishttp://www.blogger.com/profile/14507882696211691407noreply@blogger.com