tag:blogger.com,1999:blog-37981848.post-86160484582365819492008-06-27T04:00:00.000-03:002008-06-27T04:00:02.297-03:001958 - A TAÇA DO MUNDO É NOSSA ( 3 )<a href="http://bp0.blogger.com/_Hw_eTlbaCwA/SGFvlVg44mI/AAAAAAAABSU/OjggAwkL0Sc/s1600-h/wm58_bellini.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215572530692678242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Hw_eTlbaCwA/SGFvlVg44mI/AAAAAAAABSU/OjggAwkL0Sc/s400/wm58_bellini.jpg" border="0" /></a>----------------------------------------------------------------------------------<br /><div><strong><span style="color:#ffcc66;">...E veio a grande final contra os donos da casa, os suecos. Nova modificação no “onze” brasileiro: por questões táticas, acredito, De Sordi, que jogara todas as partidas anteriores dera o seu lugar a Djalma Santos, na posição de “beque-direito”. Eu tinha certeza quase absoluta da nossa vitória. Certeza baseada em fatos concretos: no início da década de 50 o campeão sueco, Malmöe (base da seleção sueca), em excursão pelo Brasil jogara umas cinco partidas amistosas contra equipes nossas, não conseguindo sequer um empate, mas tão somente quatro ou cinco derrotas por goleada. Ficou-me a impressão de um futebol muito fraco, fraquíssimo. O Brasil não podia perder deles, eu achava.<br />Lembro-me muito bem daquela fria manhã de domingo, 29 de junho, mais fria ainda pela nervosa expectativa. As donas-de-casa apressadas indo às feiras livres que encerravam mais cedo suas atividades; missas e sermões mais curtos do que o habitual... As ruas começaram a ficar vazias, desertas. Só se respirava Taça do Mundo.<br /><br />Eu comprara na “Ducal” um rádio portátil Telespark transistorizado e nele acompanhara todos os jogos do Brasil. Neste dia eu estava na casa de minha irmã e de meu cunhado, por sinal, um ardoroso torcedor do Botafogo. Buscando maior tranqüilidade, fui ouvir o jogo sozinho numa pequena varanda que ficava no pavimento superior. E ali fiquei acomodado ouvindo as “eletrizantes” narrações dos “speakers” esportivos Pedro Luiz (Rádio Pan-Americana de São Paulo) e Geraldo José de Almeida, da Record, um pouquinho de cada um (para “dar sorte”)... A Suécia fez 1 a 0. Assustou muito. O Brasil empatou e desempatou: 2 a 1, depois 3 a 1, 4 a 1, mas a Suécia fez o segundo. O 4 a 2 assustou um pouco, afinal, faltavam uns 10 minutos ainda, e o futebol já era “uma caixinha de surpresas” e tudo podia acontecer. Milhões de torcedores brasileiros mentalmente adiantavam os ponteiros dos relógios... E quando Pelé marcou o quinto gol a explosão de alegria foi geral. Neste momento as rádios executaram pela primeira vez uma bela marchinha previamente preparada para aquela conquista: "A Taça do Mundo é nossa / com os brasileiros não há quem possa / Eeta esquadrão de ouro etc. etc. .." (Amanhã acaba esta novela, finalmente...).----</span></strong></div><div><strong></strong></div><div><strong></strong></div><div><strong>----------------------------------------------------------------------------------</strong></div><div><em><span style="font-size:85%;">Imagem: Google</span></em></div>----------------------------------------------------------------------------------<br /><div></div>Adelino P. Silvahttp://www.blogger.com/profile/02316848100893473364adelino.ps@gmail.com