tag:blogger.com,1999:blog-36939060.post-51758356164630756182008-05-08T00:31:00.016-03:002008-05-09T13:36:22.482-03:00Ao vivo, Rufus está mais para Elton do que Judy<a href="http://bp0.blogger.com/_hR4uppZy3gw/SCJ0j6Fp5pI/AAAAAAAAEyU/yRRpSiEElxw/s1600-h/rufusnorio.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197845080176191122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_hR4uppZy3gw/SCJ0j6Fp5pI/AAAAAAAAEyU/yRRpSiEElxw/s400/rufusnorio.jpg" border="0" /></a><em><strong>Resenha de show<br /></strong></em><div><em><strong>Título: <span style="color:#cc0000;">Rufus Wainwright</span></strong></em></div><div><em><strong>Artista: <span style="color:#ffcc00;">Rufus Wainwright</span></strong></em></div><div><em><strong>Local: Sala Cecília Meirelles (RJ)</strong></em></div><div><em><strong>Data: 7 de maio de 2008</strong></em></div><div><em><strong>Cotação: <span style="color:#ff0000;">* * * *</span></strong></em></div><div><strong><em><span style="font-size:85%;color:#ffcc00;">Turnê de Rufus Wainwright pelo Brasil:</span></em></strong></div><div><strong><em><span style="font-size:85%;color:#000000;">São Paulo (SP) - 9 de maio, Via Funchal</span></em></strong></div><div><strong><em><span style="font-size:85%;color:#ff0000;">Belo Horizonte (MG) - 11 de maio, Freegells Hall</span></em></strong></div><div><strong><em><span style="font-size:85%;color:#ffcc00;">Brasília (DF) - 13 de maio, Auditório Planalto</span></em></strong></div><div></div><div align="justify">Rufus Wainwright <em>dá pinta</em> em cena, mas, no palco, quando senta no piano para desfiar suas canções de assumido espírito gay, está mais para Elton John do que para Judy Garland. É fato que <em>baixou</em> a Judy no cantor e compositor americano em números como <em>If Love Were All</em> e <em>Over the Rainbown</em>, o <em>standard</em> que encerrou o primeiro bis do show realizado por Rufus para o entusiasmado público que compareceu à sala Cecília Meirelles para conferir a apresentação do artista em solo carioca. Contudo, Rufus nunca foi <em>over</em> em cena. Foi, sim, ligeiramente exótico - como fez questão de mostrar ao entrar em cena com <em>sombrero </em>mexicano na cabeça!!!!<br /><br />Falante e gaiato, o cantor fez piada com seus erros – ao piano, ele se atrapalhou com a parte instrumental da belíssima <em>Nobody's Off the Hook</em>, um dos números, aliás, em que é difícil não lembrar de Elton John – e dedicou o show a Caetano Veloso pelo fato de o compositor baiano ter adiado o show <em><strong>Obra em Progresso</strong></em>, cuja data da estréia coincidia com a do único show feito por Rufus no Rio de Janeiro em sua miniturnê pelo Brasil. Gracinhas à parte, a música de Rufus é para ser levada a sério. Já no segundo número, <em>Maker Makes</em>, o astro destilou puro sentimento em tema que soa com a força de um hino gospel. Sua música tem (fina) exuberância.<br /><br />Na primeira parte do show, Rufus se acompanhou ao piano em canções como <em>Grey Garden</em> e <em>Beauty Mark</em>. A partir do quarto número, <em>Sanssouci</em>, que teve seu ritmo marcado com palmas pela platéia, o artista se alternou no piano e nos violões. Ele acreditou estar tirando um “som brasileiro” ao se acompanhar ao violão em músicas como <em>Peach Trees</em>. Mas, na sua viagem pela América do Sul, ele somente conseguiu aportar na Argentina porque <em>Matinne Idol</em> tem leves contornos de tango. Quem chegou mais perto do Brasil foi sua mãe, a pianista Kate Mc Garrigue, que lançou mão de um esforçado português para entoar <em>Manhã de Carnaval</em>, o clássico universal de Luiz Bonfá e Antonio Maria pelo qual se apaixonou ao ver o filme <em><strong>Orfeu Negro</strong></em> uma “dúzia de vezes”, como contou em cena. O número, simpático, foi muito aplaudido.<br /><br />Mesmo errando, Rufus parece se garantir mais ao piano. Ao violão, ele pode até se sentir a própria Judy Garland, mas o fato é, em números como <em>Gay Messiah</em>, seu timbre vocal evoca John Denver, aquele falecido cantor que entoava <em>Sunshine on my Shoulders</em>. Nada que desmereça Rufus... O show foi excelente, beirando o sublime em números como <em>Going to a Town</em>. Ora mais densa (como em <em>Zebulon</em>), ora mais <em>light</em> (como em <em>California</em>), a performance familiar de Rufus – aberta por sua irmã, Martha Wainwright, sedutora ao apresentar repertório próprio que destacou <em>When the Day Is Short</em> – cativou o público que foi conferir ao vivo hits como <em>Hallelujah</em> (da lavra de Leonard Cohen, mas já associado ao repertório do astro) e <em>Cigarettes &amp; Chocolate</em> <em>Milk</em>, estrategicamente reservados para o fim. Rufus Wainwright deu a esperada e habitual <em>pinta</em>, mas deu também um ótimo show. </div>Mauro Ferreirahttp://www.blogger.com/profile/07016436158471868026noreply@blogger.com