<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762</id><updated>2009-10-26T07:43:12.256-07:00</updated><title type='text'>Viver da Escrita</title><subtitle type='html'>Trabalhos em jornalismo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>75</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3734537386780236003</id><published>2009-10-26T07:39:00.001-07:00</published><updated>2009-10-26T07:40:36.120-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Tamoio Notícias - Perfil Abdias Campos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW01KKwN1I/AAAAAAAACwE/L33LFIB6vSQ/s1600-h/abdiascampos111709_aad.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW01KKwN1I/AAAAAAAACwE/L33LFIB6vSQ/s400/abdiascampos111709_aad.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396918553828931410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Autor de mais de 100 livros, o paraibano Abdias Campos trocou uma carreira sólida como administrador de empresas para dedicar-se às incertezas da literatura de cordel há oito anos. “Dá para viver da arte, com a graça de Deus”, garante o simpático Abdias, que já participou de três bienais do Livro no Rio de Janeiro e uma em São Paulo. Em seu estande, de autor independente, ele organiza os coloridos livrinhos que vende a dois reais.  A cada bienal, esgota os 4 mil volumes que traz de Recife, onde vive, custeando passagem, hospedagem, aluguel de espaço, e ainda “levando algum no bolso”, brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Olho D’Água dos Caboclos, próximo à localidade de Amparo, no sertão da Paraíba, Abdias Campos se considera um predestinado à literatura. “Fui trazido ao mundo pela parteira Zefa Canário, nasci ouvindo versos numa região toda de poetas. Quem saiu daquelas terras virou médico, advogado, engenheiro. Quem ficou, foi vaqueiro, fazendeiro. Mas todos continuam poetas”, diz Abdias, que foi para Recife estudar Administração de Empresas. Chegou a tentar empregar seus conhecimentos em uma fazenda que herdou. “Eu agi como poeta, não como administrador. Derrubei cercas, abri estradas e acabei vendendo tudo para fazer meu primeiro LP”, conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viver da arte do cordel, Abdias investe cerca de R$ 5 mil em eventos como a Bienal do Livro. É dali que saem importantes contatos para palestras e shows. “Já rodei Santa Catarina inteira com meu show de música e poesia em cordel, pelo circuito SESC. Conheci na Bienal um diretor do SESC que se interessou por meu trabalho e, desde então, não parei mais de trabalhar, seja apresentando espetáculos, seja fazendo cordel para publicidade”, conta Abdias, que nunca estudou música ou literatura formalmente. “Não quero perder o tom rústico de minhas composições, por isso não faço faculdade de Música ou Letras. Já imaginaram que horror seria ter um Pavarotti cantando repentes?”.&lt;br /&gt;Foto: Angelo Antônio Duarte&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3734537386780236003?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3734537386780236003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3734537386780236003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3734537386780236003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3734537386780236003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/tamoio-noticias-perfil-abdias-campos.html' title='Tamoio Notícias - Perfil Abdias Campos'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW01KKwN1I/AAAAAAAACwE/L33LFIB6vSQ/s72-c/abdiascampos111709_aad.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3698223568103602492</id><published>2009-10-26T07:35:00.001-07:00</published><updated>2009-10-26T07:43:12.265-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Tamoio Notícias - Perfil Evando dos Santos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW1dGjsAbI/AAAAAAAACwM/ZVlR7RjV_T4/s1600-h/evando12909_aad.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW1dGjsAbI/AAAAAAAACwM/ZVlR7RjV_T4/s400/evando12909_aad.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396919240054538674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Evando dos Santos recusa-se a reconhecer o significado da palavra dificuldade. Leitor compulsivo e apaixonado, ele aprendeu a ler adolescente, há 11 anos montou a Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Menezes, na garagem de sua casa, na Vila da Penha. Hoje, o acervo de 14 mil livros ocupa o primeiro andar de um prédio de três pavimentos projetado por Oscar Niemeyer e construído com recursos do BNDES. Tudo obtido graças ao empenho deste sergipano de 49 anos, que não se acanha em lutar para fomentar a leitura no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entusiasmo de Evando é tão contagiante que ele sempre obtém apoio para manter a biblioteca e ainda contribui para aumentar o acervo de outras. Já enviou cerca de 20 mil livros para 26 bibliotecas em três estados nordestinos, no Amazonas, em cidades da Baixada Fluminense e até para Angola. Só para Sergipe foram 14 mil livros, enviados aos municípios de Aquidabã, Tobias Barreto, Malhada dos Bois, Tomar do Geru, São Cristóvão, Gracho Cardoso e Estância. “Um dos diretores da Transportadora Cometa  ofereceu a remessa dos livros gratuitamente. Este tipo de atitude é que nos dá alento a continuar trabalhando para disseminar o amor pela leitura”, diz Evando, que atualmente paga as contas de água, eletricidade e telefone da biblioteca graças às doações de amigos e vizinhos, desde a morte de sua mãe, Zelita, no primeiro semestre deste ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ela era a nossa grande patrocinadora, me passou a paixão por ler”, conta Evando, que decidiu iniciar a biblioteca quando ganhou 50 livros de um cliente. Levou-os para casa, juntou com outros e avisou aos vizinhos que abrira uma biblioteca. Não havia prazo para devolução, nem registro de saída dos volumes. A notícia se espalhou e a garagem acabou ficando pequena. Foi quando começou a trabalhar para construir o prédio em terreno que era da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Doamos o terreno à Biblioteca, que hoje é uma entidade filantrópica. Depois de conseguir o financiamento do BNDES, assistindo a um programa de televisão com o arquiteto Oscar Niemeyer, telefonei para a produção e pedi um projeto para a nova sede”, lembra Evando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a biblioteca recebe cerca de 20 visitantes por dia. Os livros foram organizados por tema, nacionalidade ou naturalidade do autor. Evando jamais aceitou uma catalogação profissional. “Bibliotecários e arquivistas já se ofereceram para arrumar as estantes, mas eu quero que ninguém se intimide com os livros. O único compromisso é gostar de ler”, diz Evando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblioteca Comunitária Tobias Barreto fica na Rua Engenheiro Augusto Bernachi, 130, Vila da Penha. Telefone: 2481-5336&lt;br /&gt;Foto: Angelo Antônio Duarte&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3698223568103602492?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3698223568103602492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3698223568103602492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3698223568103602492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3698223568103602492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/tamoio-noticias-perfil-evando-dos.html' title='Tamoio Notícias - Perfil Evando dos Santos'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SuW1dGjsAbI/AAAAAAAACwM/ZVlR7RjV_T4/s72-c/evando12909_aad.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3882168195166552537</id><published>2009-10-14T05:07:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:10:15.767-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Revista Aplauso - Edição 99</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/StW_lcba70I/AAAAAAAACu8/TMctjFBRN_Y/s1600-h/palet%C3%B3+longo+camadas+corte+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/StW_lcba70I/AAAAAAAACu8/TMctjFBRN_Y/s400/palet%C3%B3+longo+camadas+corte+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392426778853306178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hamlet &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wagner Moura vive o mais famoso personagem do teatro ocidental &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angústia de um homem em busca de vingança para o assassinato do pai e todos os questionamentos suscitados a partir da descoberta de uma verdade dolorosa fizeram de Hamlet o mais celebrado personagem da literatura ocidental, só superado em estudos ou citações, por Jesus Cristo. A tragédia de William Shakespeare chega ao palco do Oi Casa Grande estrelada – e produzida - por Wagner Moura, sob a direção de Aderbal Freire-Filho, depois de uma temporada de oito meses em São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova montagem privilegiou uma aparente simplicidade. O palco é quase vazio, com poucos elementos cênicos. Para reduzir o tom impostado da representação, Aderbal fez uma nova tradução do texto – em parceria com Wagner Moura e com a professora de inglês Bárbara Harrington. O diretor e o ator falam aqui sobre a importância de Hamlet para o teatro de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aderbal Freire-Filho  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro vivo, a grandeza e a miséria da condição humana, a poesia, tudo está em Shakespeare.  De um certo ponto de vista, todos os espetáculos, toda a vida de um artista de teatro é um caminho para Shakespeare, um caminho para alcançar a simplicidade do palco, sua poesia pura,  e só assim poder mostrar a inesgotável representação do mundo das peças de Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são muitas as histórias e são infinitas as versões, as variações. A história de Ulisses, a de Jesus, a de Hamlet, a de Édipo, vamos contá-las sempre. Primeiro, ouvimos quando nos contavam. Depois vamos contá-las aos outros, assim anda a roda do mundo. Para as melhores histórias, todo tempo é o mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo espetáculo de teatro feito a partir de um texto escrito é o resultado de uma co-autoria.  E sempre uma parte dessa co-autoria é, obviamente, de autores vivos: os atores, diretor etc.  Os vivos falam sempre do seu tempo, olham para o texto que encenam da perspectiva em que estão. Não vou fingir que sou um inglês da virada do século XVI para XVII para representar uma peça escrita nesse tempo. Nem Shakespeare fingiu que era um dinamarquês medieval para escrever sobre o tempo de Hamlet. Sou um brasileiro da virada do século XX para o XXI e é com as referências desse lugar e desse tempo que faço minha parceria com Shakespeare. Não gosto de chamar isso de inovar porque essa palavra pode ser traiçoeira, pode dar a entender que basta botar roupas de hoje e uns efeitos “modernosos” para ser atual e não é nada disso. Um espetáculo de jeans e camiseta pode ser velhíssimo e outro com roupas de época pode ser vivo, atual, novo.  A vida, o presente, o novo não está só na aparência. As atrizes e os atores, esses sim, na maneira como atuam são vivos, isto é, presentes, isto é, novos. O espetáculo expõe essa vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wagner Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shakespeare é  o melhor da época em que se fez o melhor teatro - a Europa, mais precisamente a Inglaterra da passagem do século XVI para o XVII. Hamlet é o que há de melhor em Shakespeare. Ali estão a compreensão extraordinária da natureza humana, a riqueza dos personagens, o domínio da narrativa, a poesia, o humor... Hamlet é o teatro da vida, a melhor peça já escrita.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gênese desta montagem era a comunicação com o público. Hamlet foi um grande sucesso em 1600, não havia porque não sê-lo hoje também. A maioria das traduções paga tributo às portuguesas do século XIX, que pegavam o inglês elisabetano e traduziam para o português arcaico. Não há nenhuma razão para traduzir “go” por “ide”. Aderbal foi um mestre em passar o jogo de palavras do inglês shakespeariano para a nossa língua. Já acho até mais interessante montar Hamlet aqui do que nos paises falantes da língua inglesa, que não podem traduzi-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia entendo mais o termo work in progress, que se aplica tão bem a qualquer trabalho em teatro, esse bicho vivo que se move. Hamlet é um personagem tão complexo, que pode ser feito de tantas formas... Duvido muito do crítico que vem com teorias acerca da psicologia de Hamlet (embora os psicólogos o amem). Stanislavski não se aplica a Shakespeare. Adoro pensar que o bardo antecipou Brecht. Hamlet não faria assim, Hamlet não agiria assado, Hamlet é deprê, Hamlet não pode rir, qualquer coisa que se diga é uma simpificação boba dos que querem dizer que conhecem bem Hamlet. Eu tenho convivido com ele e adorado conhecê-lo aos poucos, me surpreendendo a cada noite. Conhecê-lo e surprender-se com ele é conhecer-me e surpreender-me também comigo.  Hamlet nos comporta a todos, todos somos Hamlet. Adoraria ter visto Paulo Autran fazendo o príncipe aos 80 anos. Daqui a quinze anos, vou retomá-lo e conhecendo-me, conhecê-lo mais um pouco. Puro work in progress...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3882168195166552537?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3882168195166552537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3882168195166552537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3882168195166552537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3882168195166552537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/revista-aplauso-edicao-99.html' title='Revista Aplauso - Edição 99'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/StW_lcba70I/AAAAAAAACu8/TMctjFBRN_Y/s72-c/palet%C3%B3+longo+camadas+corte+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-268719110897331725</id><published>2009-10-02T04:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:05:43.311-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Patrimônio Histórico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artes'/><title type='text'>Valor Econômico - Artes</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: left;" id="LblTitulo"&gt;      &lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;&lt;span class="chapeu"&gt;Artes: &lt;/span&gt;&lt;span class="linhaFina"&gt;Banco do Brasil celebra aniversário do seu primeiro espaço multicultural, que revitalizou uma área antes degradada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h1 class="titulo_materia_integra"&gt;20 anos de cultura no centro&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXniVbWH2I/AAAAAAAACtc/6MbYfkY02MU/s1600-h/foto_02cul-ccbb-d16.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 137px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXniVbWH2I/AAAAAAAACtc/6MbYfkY02MU/s400/foto_02cul-ccbb-d16.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387967106272075618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fachada do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio: suas atividades em todo o território nacional, incluindo o programa itinerante, que leva eventos a diversos Estados, já atraíram mais de 36 milhões de pessoas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há 20 anos, caminhar fora do horário comercial pelas ruas próximas à Igreja da Candelária, no centro do Rio, era, no mínimo, uma temeridade. Nos fins de semana, o lugar permanecia deserto, conferindo um aspecto de cidade fantasma ao rico patrimônio arquitetônico local. O cenário começou a se modificar em outubro de 1989, com a inauguração do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Duas décadas, duas outras unidades - em São Paulo e em Brasília - e mais de 2 mil eventos depois, a criação do espaço multicultural e a forma de escolher os projetos para ocupá-lo por seleção pública rendem aplausos de produtores culturais, curadores e artistas. A eles se somam o entusiasmo de quem investiu nos imóveis do revitalizado centro histórico do Rio, uma região que hoje fervilha com instituições culturais, restaurantes, galerias de arte, sedes de grupos teatrais e até um bloco carnavalesco.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"O CCBB foi, indiscutivelmente, importantíssimo para a recuperação daquela área, que permaneceu abandonada por um longo período, e também para a mudança no comportamento do carioca, que, a partir da abertura do Centro Cultural, reconquistou o centro", afirma o arquiteto Augusto Ivan de Freitas, que coordenou, dentro da prefeitura carioca, o projeto do Corredor Cultural do Rio, que compreende 1 milhão de metros quadrados, abrangendo 3 mil imóveis preservados, entre eles o casario da área entre o CCBB e a praça 15.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com o aproveitamento do prédio centenário na esquina da rua 1º de Março com a praça da Candelária, onde funcionava uma agência do Banco do Brasil, também se pretendia proteger o acervo da própria instituição, que ali mantinha uma biblioteca e um museu de numismática. "Sempre houve uma preocupação com o resgate da vizinhança", diz o diretor de marketing e comunicação do Banco do Brasil, Dan Conrado. Freitas confirma: "O banco pediu orientação para a reforma do edifício e, sem que houvesse nenhuma exigência da prefeitura, apresentou um projeto urbanístico para recuperar o calçamento, a iluminação e criar um jardim em frente do edifício".&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXmy1CWOFI/AAAAAAAACtU/LecJ5BaPjqQ/s1600-h/foto_02cul-paola-d18.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 220px; height: 341px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXmy1CWOFI/AAAAAAAACtU/LecJ5BaPjqQ/s400/foto_02cul-paola-d18.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387966290123438162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span&gt;Paola instalou sua Galeria Progetti na região: "Queria aproveitar o vaivém do público, que, geralmente, tem como destino o CCBB"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A nova ordenação do centro histórico do Rio foi gradual. Restaurantes sofisticados que vêm ocupando velhos casarões já são abertos nos fins de semana para receber o público que se desloca entre o CCBB, a Casa França-Brasil, o Centro Cultural dos Correios, o Museu da Marinha e o Paço Imperial. É uma revitalização que ocorre em metrópoles do mundo inteiro, lembra a italiana Paola Colacurcio, que há um ano comprou um sobrado na travessa do Comércio para instalar a Galeria Progetti. "Eu queria algo na parte mais fascinante desta cidade e queria aproveitar o vaivém do público, que, geralmente, tem como primeiro destino o CCBB."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Adquirir um imóvel na região está se tornando cada vez mais difícil. "Quem tem qualquer coisa ali não quer vender nem alugar, está aguardando a valorização", diz Rogério Quintanilha, gerente da administradora imobiliária Apsa. Durante a semana, os bares e restaurantes recebem quem trabalha no centro para shows musicais e happy hours. Nos fins de semana, a área é tomada pelo público das atividades culturais capitaneadas pelo CCBB, afirma Luiz Antônio Rodrigues, presidente do Pólo Histórico, Cultural e Gastronômico Praça XV, associação criada há dois anos, que reúne 27 empresas. "O CCBB é uma das âncoras do movimento ali", diz Rodrigues, dono da Brasserie Rosário.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A interação entre públicos distintos para eventos gratuitos ou com ingressos a preços baixos garante uma ocupação constante e crescente do CCBB, que em seu primeiro ano teve 100 mil visitantes. O número passou para 320 mil em 1990 e 1,3 milhão em 1991. Nos últimos 20 anos, as atividades do CCBB em todo o território nacional, incluindo o programa itinerante, que leva eventos a diversos Estados, atraíram mais de 36 milhões de pessoas - público que deverá aumentar com a abertura da unidade de Belo Horizonte, na praça da Liberdade, em 2011. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Existe demanda de público para o crescimento do CCBB. A exposição de trabalhos do Aleijadinho, em 2006, no Rio, recebeu 1 milhão de visitantes, 11 mil por dia. O retorno, para o Banco do Brasil, vai além da fixação da marca. Demonstra o interesse do banco em valorizar a cultura brasileira, sim, mas também a importância de desenvolver projetos de arte e educação, promover a formação de plateias e abrir espaço para novas linguagens artísticas", diz Conrado.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os investimentos na programação têm acompanhado o crescimento do público, mesmo em tempos de crise. Em 2008, os projetos nas três unidades custaram R$ 37 milhões, enquanto neste ano chegaram a R$ 41 milhões. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Construído em 1889, o prédio de 17 mil metros quadrados do CCBB, que foi sede do Banco do Brasil até 1960, atualmente abriga três teatros, uma sala de cinema, biblioteca, videoteca e 14 salas de exposição. As comemorações de aniversário - cujo ponto alto será um show de Paulinho da Viola - se estenderão, entre os dias 10 e 12, com apresentações teatrais pelas ruas vizinhas e no Centro Cultural dos Correios. "Somos parceiros dessa festa. Afinal, estamos aqui porque o CCBB foi o grande artífice da revitalização desta região e deu o passo inicial para a criação de centros culturais", afirma a diretora do Centro Cultural dos Correios, Marcelle Pitton. Entre os presentes para o público estão a inauguração de uma nova sala de cinema, melhores instalações para a videoteca, com seis salas para exibição de fitas de vídeo, além de um ônibus que vai buscar moradores de áreas distantes do centro para visitas agendadas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mais que tornar-se referência por ter no currículo um projeto aprovado pelo CCBB, o encontro com públicos heterogêneos é o principal atrativo desse centro para quem trabalha com cultura. O cravista Marcelo Fagerlande encenou óperas barrocas com lotações esgotadas durante temporadas inteiras. "O ingresso barato democratiza arte que não é popular. Muita gente me procurava no fim de espetáculo, demonstrando alegria pela descoberta de um tipo diferente de música."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com mais de dez projetos patrocinados pelo CCBB, o músico Luís Felipe de Lima destaca a diversidade de propostas apresentadas. "O nome se sedimenta quando temos trabalhos no CCBB, que estimula um rodízio natural de artistas e intercâmbio de formas de expressão."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A atriz Beth Goulart, que terminou no domingo, no CCBB carioca, um espetáculo em que interpretava Clarice Lispector, é uma admiradora da seleção criteriosa de projetos pela instituição. "É uma oportunidade para o artista encontrar-se com públicos distintos, em todo o país, graças aos preços acessíveis."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para Ana Teixeira, diretora do grupo de teatro Amok, o CCBB criou um novo público por não obedecer às leis de mercado. "Não é uma simples produção de espetáculo, é pensar a cultura."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O crítico de arte Fábio Magalhães, curador da mostra "Aleijadinho e Seu Tempo", destaca a educação em arte, a partir dos eventos ali realizados, como a principal contribuição do CCBB. "Ninguém se limita a assistir a um espetáculo ou a entrar em uma sala de exposições." Quer dizer, criam-se oportunidades para o começo de um possível trajeto.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXlux1I6XI/AAAAAAAACtM/kqJ_MdHAk-Y/s1600-h/foto_02cul-monier-d19.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 220px; height: 132px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXlux1I6XI/AAAAAAAACtM/kqJ_MdHAk-Y/s400/foto_02cul-monier-d19.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387965121031629170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Frederico Monier, chef e sócio da Brasserie Rosário: nos fins de semana, os bares e restaurantes da região são tomados pelo público das atividades culturais&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando deixou a presidência do BNDES em 2002, o economista Carlos Lessa iniciou a reforma de dois sobrados geminados, na rua do Rosário, no centro do Rio. Os imóveis, centenários, pertenciam à família de Lessa e corriam o risco de desabar. "A situação era deplorável, porém jamais havíamos mexido neles temendo uma desapropriação." &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A obra estava acabando e Lessa se interessou pela "parede vizinha", um terreno praticamente vazio, onde subsistia apenas parte da construção. Mal se instalaram nos imóveis recuperados a livraria Al-Farabi e o restaurante Brasserie Rosário, Lessa começou a indenizar 11 invasores de outro casarão no mesmo quarteirão. "Peguei gosto", diz ele, que já expandiu suas reformas de prédios antigos para outros bairros.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apaixonado pelo Rio, o carioca Lessa recusa o título de pioneiro na revitalização do centro. Aponta o músico Marcos Rezende como o empresário de coragem e visão, por abrir o restaurante Cais do Oriente na rua Visconde de Itaboraí, atrás do Centro Cultural Banco do Brasil. "Cheguei depois", explica Lessa, que só não comprou o último sobrado do quarteirão porque, além de indenizações a invasores, o imóvel tem dívidas com concessionárias de serviços. "Na rua do Rosário, restauramos cinco casas e vimos aquela região tomar vida, levar as mesas para as ruas, tornar-se um ambiente festivo. O mais estimulante é constatar quanto essas intervenções contribuem para melhorar a qualidade de vida da cidade."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Recuperar imóveis em áreas de preservação arquitetônica é caro e complicado, mas vale a pena, afirma Lessa, que tem na mulher, Marta, a parceira perfeita no entusiasmo pelas empreitadas. "Não pretendemos vender nada, fazemos as obras sem a menor pressa. É um bom investimento até para quem quer viver de aluguel", acredita ele, que atualmente acompanha a reforma de um casarão no bairro do Catete, o nono imóvel que restaura. &lt;b&gt;(OM) &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-268719110897331725?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/268719110897331725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=268719110897331725' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/268719110897331725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/268719110897331725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/valor-economico-artes.html' title='Valor Econômico - Artes'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXniVbWH2I/AAAAAAAACtc/6MbYfkY02MU/s72-c/foto_02cul-ccbb-d16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-5587094200417444220</id><published>2009-10-02T03:59:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T04:46:19.487-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Literatura</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXdUd05ttI/AAAAAAAACtE/LZaIrk4Gtjs/s1600-h/foto_02cul-atwood-d23.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 220px; height: 350px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXdUd05ttI/AAAAAAAACtE/LZaIrk4Gtjs/s400/foto_02cul-atwood-d23.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387955872892303058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Literatura: O endividamento sob a ótica da ficção, da psicologia, da teologia e até da ecologia é tema de livro da canadense Margaret Atwood.&lt;br /&gt;O lado sombrio da riqueza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;     02/10/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise financeira internacional mal havia estourado, em outubro do ano passado, quando a escritora canadense Margaret Atwood lançava "Payback - Dívida e o Lado Sombrio da Riqueza" (Rocco, preço ainda não definido) - que chega nos próximos dias às livrarias brasileiras. Originalmente uma coletânea de cinco palestras tratando do endividamento sob a ótica da literatura, da psicologia, da teologia e até da ecologia, o livro foi um sucesso de crítica e de vendas, possivelmente impulsionadas pela situação da época. A autora cansou-se de repetir que não havia antevisto nenhuma derrocada econômica e o lançamento coincidira com uma exigência da editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela própria já havia escrito sobre o colapso financeiro na véspera da invasão do Iraque. "A crise era certamente previsível e muitos a previram. Guerras, principalmente as que têm campanhas como a de Napoleão na Rússia, estão entre as primeiras causas de endividamento das nações", disse a escritora em entrevista ao Valor, durante sua viagem à Europa para promover o último livro "O Ano da Inundação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecida como uma das principais personalidades literárias da atualidade, vencedora do Booker Prize pelo romance "O Assassino Cego", aos 68 anos Margaret Atwood transita com destreza entre diferentes gêneros ficcionais, chegando a mesclar, na mesma novela, histórias paralelas de suspense e ficção científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No novo romance ela cria uma distopia, como já fizera com a sociedade totalitária apresentada em "O Conto da Aia". Desta vez, o mundo assolado por desastres climáticos é o cenário descrito. Militante ambiental respeitada, ela se cercou de cuidados para que a turnê promocional do novo livro fosse o "mais verde possível". Adotou alimentação vegetariana, cuidou de hospedar-se ou de fazer eventos em locais que tivessem uma política de conservação ambiental, atravessou o Atlântico Norte de navio e preferiu usar trens a automóveis, a fim de reduzir as emissões de carbono, já que "essas viagens tiram energia não apenas do autor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação com as agressões ao planeta vem de berço. Na infância, viveu com a família em reservas florestais. Ressalta, no entanto, que não era uma fuga da vida urbana, apenas a consequência do trabalho do pai, biólogo. "Não ficávamos nas florestas durante o inverno, não era uma utopia. No entanto, há evidências de que crianças que crescem sem contato com a natureza têm problemas de desenvolvimento. Isso faz sentido se considerarmos que nossa história neste planeta foi sempre ligada à natureza. Adão e Eva foram expulsos de um jardim, não de um edifício!", diz a escritora, que, depois do casamento com o romancista Graeme Gibson, chegou a morar por alguns anos em uma fazenda. Voltaram para Toronto quando a filha do casal entrou na escola e perceberam que ela perderia muitas horas em trânsito até chegar ao colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A militância ambiental também perpassa "Payback", já que a humanidade, segundo a autora, está em dívida com o planeta. O interesse em conservar a natureza aos poucos substitui os ideais yuppies de fama e riqueza, acredita. "De alguma maneira, a maré mudou. Um grande número de pessoas desistiu de enriquecer para salvar o planeta. Alguns até tentam combinar esses dois sonhos. O problema é que o dinheiro sozinho é inútil. É apenas um símbolo que podemos traçar por produtos reais e perde seu valor no momento em que as reservas de alimento se reduzem. Ninguém pode comer papel e metal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As armadilhas do consumo fácil também já não conquistam tanta gente. "Já existe uma mudança no comportamento financeiro. As dívidas pessoais têm se reduzido, há esforços para acabar com a inadimplência", observa Margaret.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora alerte no livro para a relação quase infantil que boa parte dos consumidores tem quanto à utilização dos cartões de crédito - contraindo compromissos que não podem ser honrados no futuro, buscando na compra a satisfação de um prazer imediato -, a escritora não encara a dívida como um mal em si: "Usada construtivamente, a dívida ajuda a sociedade crescer. Cartões de crédito são excelentes, desde que pagos regularmente. Apenas quando não há nenhum tipo de restrição ou regras justas é que os credores se tornam vendedores, incentivadores de novas dívidas, obtendo lucros por meio do prejuízo de quem não pode pagar o que deve. E então surgem as falências e derrocadas do tipo a que acabamos de assistir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criada na década de 40, Margaret recorda em "Payback" que falar sobre dinheiro era quase um tabu. A discrição sobre o assunto - e em relação a outros temas como sexo e religião - foi gradualmente substituída por uma exuberância para tratá-los. Até chegar a crise de 2008. "A partir daí, começou-se a falar em dinheiro com desânimo", comenta a escritora, uma crítica da ostentação da riqueza, mesmo se usada em prol da arte ou de causas humanitárias. "É apenas uma forma de marcar status. Em algumas sociedades, quem faz doações é mais respeitado. Talvez os Medici patrocinassem artistas porque genuinamente amavam a arte, que também é um símbolo de status. É como se dissessem: olhem quanto eu posso gastar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse pelos diferentes aspectos da dívida surgiu a partir da observação de "um tema que está à nossa volta, é só começar a olhar". A exploração do assunto por programas de televisão mostrando famílias destroçadas por causa do comportamento irresponsável de um de seus membros, livros de autoajuda e anúncios de especialistas em finanças pessoais que ensinam o devedor a se recuperar financeiramente chamaram a sua atenção. Isso denotaria que o endividamento teria "superado sua fase inofensiva (...) e voltado a ser pecado", tomando um posto já ocupado pela gordura, pelo cigarro, pela bebida e pela prostituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao buscar na literatura tramas que abordassem a preocupação com dinheiro - ou com sua falta -, Margaret Atwood constatou que o tema era mais recorrente do que enredos que privilegiavam envolvimentos amorosos. Os registros sobre negociações patrimoniais aparecem nas mais antigas manifestações literárias da humanidade, incluindo aí a "Bíblia". A pobreza e o endividamento atormentam os personagens em quase todos os gêneros literários, notadamente os românticos, e são atraentes para boa parte dos leitores, diz a escritora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As desventuras financeiras de personagens, como em "O Moinho do Rio Floss", de George Elliot, ou as de quase todas as heroínas românticas de Jane Austen, passando pelo "Conto de Natal", de Charles Dickens, têm função de movimentar os enredos, mesmo quando tratam do desespero e da vergonha dos devedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sexo e amor [como temas] são mais interessantes quando se é jovem, porque você ainda está procurando por eles e não sabe como vai se desenrolar sua história pessoal. Na época em que se chega aos 70 anos, se você teve sorte, é capaz de ter uma visão mais cósmica", afirma. De acordo com ela, o amor e o dinheiro estiveram firmemente entrelaçados durante a era romântica. "Até o poeta John Keats escreveu 'O amor numa cabana a pão e água é - que o amor nos perdoe - cinzas e poeira'. O melhor para uma jovem era se casar com um homem rico que amasse; o pior que poderia ocorrer era o casamento com um homem pobre e não amado. Riqueza com amor era ruim, pobreza com amor, aceitável, mas não a miséria. Ter um emprego não era possível para membros das classes médias ou das classes médias altas, que não tinham habilidades. Em meu romance 'O Assassino Cego', esse dilema é encarado por Íris e Laura", lembra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-5587094200417444220?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/5587094200417444220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=5587094200417444220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5587094200417444220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5587094200417444220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/10/valor-economico-literatura.html' title='Valor Econômico - Literatura'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SsXdUd05ttI/AAAAAAAACtE/LZaIrk4Gtjs/s72-c/foto_02cul-atwood-d23.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-1040412689135308242</id><published>2009-09-26T05:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T05:52:43.042-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alfarrábios'/><title type='text'>Trinta anos sem a roqueira Janis Joplin</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/Sr4M21enQiI/AAAAAAAACqY/8PREgXbhZIE/s1600-h/Janis-Joplin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 264px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/Sr4M21enQiI/AAAAAAAACqY/8PREgXbhZIE/s400/Janis-Joplin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385756340589642274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Serguei fala sobre sua convivência com a estrela de temperamento&lt;br /&gt;instável.&lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Janis Joplin no Rio em fevereiro de 1970: passeio em&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;feira hippie, canja na madrugada e instabilidade emocional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 30 anos a cantora Janis Joplin foi encontrada&lt;br /&gt;morta, em conseqüência de uma dose excessiva de drogas. Meses antes, passsara pelo Rio de Janeiro, durante o carnaval, escandalizando até quem reconhecia na moça feiosa uma das maiores cantoras daquela época.&lt;br /&gt;A morte prematura da jovem que teve sua obra-prima, o disco “Pearl”, lançada postumamente, chocou, mas não surpreendeu muitos dos que conviveram com ela, como o roqueiro Serguei, que entrou para a história também como o namorado brasileiro de Janis – título que ele&lt;br /&gt;atualmente rejeita. Mesmo considerando suspeita a morte de Janis, para Serguei ela amais chegaria a completar 50 anos: “Foi a pessoa mais autodestrutiva que conheci. Maravilhosa, divina e louca demais para viver com serenidade”, relembra Serguei, hoje um jovem senhor de 68 anos, que abandonou todas as drogas ilícitas em nome da saúde. Não tenho mais necessidade de novas experiências”.&lt;br /&gt;Volta e meia a temporada carioca de Janis é recordada. No Rio de Janeiro, ela fez topless em praias desertas, conheceu boates onde prostitutas procuravam fregueses e, como qualquer turista que visita a cidade, garimpou bijuterias na Feira Hippie de Ipanema. Trinta anos depois, dificilmente Serguei se encontraria com Janis Joplin passeando de madrugada pelas ruas de Copacabana. “Era tudo diferente, naquele tempo. A gente caminhava despreocupado pelas ruas, as praias mais distantes eram desertas e a Feira Hippie tinha hippies mesmo”, comenta Serguei.&lt;br /&gt;Porque era outra época, Janis pôde circular tranqüilamente pelo Rio de Janeiro, sem atrair um batalhão de jornalistas, como aconteceria atualmente com uma estrela do rock. Serguei, que a conhecera nos Estados Unidos, acha que boa parte do comportamento ousado da cantora era fruto de sua excessiva carência afetiva. “Ela, Jimi Hendrix e Jim Morrison morreram da mesma forma, em questão de meses. É coincidência demais, pois eram três artistas que incomodavam a sociedade e que davam um péssimo exemplo. Não consigo acreditar nas mortes acidentais dos três. Hoje, o americano pega essas pessoas e transforma em dinheiro. Agora são poucos os jovens milionários da música que acabam como Janis, Hendrix e Morrison”, diz Serguei, que conviveu com os três astros, na casa de Janis, em Nova York, onde morou em 1968.&lt;br /&gt;Riquíssima, a cantora vivia com a simplicidade pregada pelos hippies e chegou a dar canja em um show de Serguei em um cabaré de Copacabana, o Porão 73, na malvista Rua Prado Júnior, ponto até hoje considerado maldito no bairro. Serguei abria o espetáculo da então vedete Darlene Glória. Na mesma casa se apresentavam o ainda desconhecido Toni Tornado e Alcione, que tocava trompete. “Janis ficou felicíssima ao cantar para aquele público que nunca ouvira falar dela. Foi aplaudida, encantou a todos”, recorda.&lt;br /&gt;Segundo Serguei, a instabilidade emocional da cantora era o que limitava seu círculo de amizades. “Ela tinha momentos de extrema doçura e outros terríveis. Era temperamental, descompensada, ficava furiosa, chorava, brigava, xingava, brincava. Tudo em questão de minutos, como crianças mimadas. Achava que as pessoas só se aproximavam dela porque era famosa. A convivência com ela se tornava muito difícil. E tudo era agravado por sua compulsão. Bebia vodca o dia inteiro, consumia drogas. De qualquer forma, dificilmente ela chegaria à maturidade”, acredita Serguei,&lt;br /&gt;que tem Janis como ídolo até hoje: “Ela foi um talento único e mostrou isso em sua breve permanência na Terra. Eu gosto de me lembrar da Janis alegre, sorridente, doida para ser feliz, como a maioria das pessoas do planeta”, diz o compositor, que trocou o Rio pela pacata Saquarema, onde mantém um museu do rock'n’roll dentro de casa. ”Amadureci, faço 70 abdominais por dia, mantenho uma aparência jovem como meu espírito“, afirma Serguei, que estará participando das comemorações  pelos 15 anos de Rock in Rio, em janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-1040412689135308242?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/1040412689135308242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=1040412689135308242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1040412689135308242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1040412689135308242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/09/trinta-anos-sem-roqueira-janis-joplin.html' title='Trinta anos sem a roqueira Janis Joplin'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/Sr4M21enQiI/AAAAAAAACqY/8PREgXbhZIE/s72-c/Janis-Joplin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7254084402173656440</id><published>2009-05-15T05:47:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:03:09.887-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Valor Econômico - Teatro</title><content type='html'>Geração 80&lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;15/05/2009&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Teatro: Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, Cleyde Yáconis, Beatriz Segall e Sérgio Britto formam elenco estelar de artistas que mantêm a vitalidade com presença constante nos palcos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us     Tamanho da Fonte: a- A+&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de outubro, a atriz Fernanda Montenegro passará a integrar um elenco seleto de astros e estrelas nacionais, um time de artistas que ao chegar à casa dos 80 anos mantêm uma vitalidade incomum nos palcos do país. Além de Fernanda, que na quinta-feira estreia "Viver sem Tempos Mortos" em São Paulo, estão em cartaz Bibi Ferreira, de 86 anos, Cleyde Yáconis, 85, Sérgio Britto, 85, e Beatriz Segall, 82. Com biografias que se confundem com a história do teatro brasileiro, todos eles se amparam em boas condições de saúde, disciplina rígida e imenso desejo de experimentar. Alguns chegam a se aventurar por um circuito que ultrapassa as fronteiras do confortável eixo Rio-São Paulo e percorrem o Brasil: apresentam-se em festivais ao lado de quem começa hoje a trilhar seus caminhos, cativam novas plateias e abraçam um público fiel que não se limita a acompanhá-los pela televisão. Não por acaso, a agenda desses veteranos que emendam temporadas de sucesso é sempre repleta de compromissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Viver sem Tempos Mortos", espetáculo que Fernanda apresentará no palco do Sesc Consolação, é um monólgo sobre a vida da escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908-1986). A atriz já levou a peça a cidades do interior do Rio e promoveu debates com o público depois das apresentações. Dirigida por um dos mais talentosos encenadores da nova geração, Felipe Hirsch, de 37 anos, Fernanda concebeu o projeto Caminhos da Liberdade, que incluía o contato direto com o público, além de exposição e exibição de documentários sobre Simone e a presença do ator Sérgio Britto como o filósofo Jean-Paul Sartre. O inesperado sucesso de Britto com "Ato Sem Palavras nº 1/A Última Gravação de Krapp", duas peças curtas de Samuel Beckett, levaram-na a seguir sozinha na empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Queria mostrar uma pequena parte do esforço dos artistas até o momento em que se abre o pano", afirma Fernanda, que no espetáculo recorre a depoimentos da própria Simone de Beauvoir, extraídos de livros e cartas. "Pensar a cultura é uma militância. Sou de uma geração pós-guerra, que se pronunciava, que ia às ruas para pensar e sentir. Devemos refletir sobre o nosso cotidiano cada vez mais saturado de esperanças reduzidas pela falta de inteligência e pela brutalidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atriz de grandes montagens teatrais como "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant", de Rainer Werner Fassbinder (1945-1982), e "Fedra", de Jean Racine (1639-1699), Fernanda credita o entusiasmo experimentado aos 59 anos de carreira aos anticorpos desenvolvidos pelas carências que acometem o teatro brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na época em que bilheteria rendia, vivíamos melhor. Somos de uma geração que não dependia da comissão do governo, que sempre tem comprometimentos políticos. Sobrevivíamos a tudo quanto era infecção", afirma a atriz, que tem na bagagem de premiações um Urso de Prata em Berlim por sua interpretação em "Central do Brasil", pelo qual foi indicada para o Oscar. "Prosseguimos, mesmo com patrocínios que não cobrem as despesas de produção porque o prazer de abraçar um trabalho por vocação já faz ganhar alguns anos de vida. Deve ser uma tortura alguém descobrir tardiamente, quando não há mais volta, que gostaria de ter feito outra coisa", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um mês de completar 87 anos, Bibi Ferreira também não olha para sua longa carreira com essa angústia da frustração. A decana da geração de ouro do teatro nacional mantém um vigor invejável e se reveza entre a comédia "As Favas com os Escrúpulos", de Juca de Oliveira, e as viagens Brasil afora com o musical "Piaf", que encena desde a década de 80. Apresenta-se em festivais de teatro e leva o espetáculo para festas como a que abriu, em Ouro Preto, as comemorações do Ano da França no Brasil. Não faz planos para o futuro. Sabe que nele está, certamente, "Piaf", uma exigência do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É impressionante o poder das canções de Piaf. Boa parte da plateia não entende a letra, mas quer ouvir. Fiz tantos musicais que, quando Juca [de Oliveira] me entregou a comédia, imaginei que teria um descanso", afirma Bibi, com seu bom humor habitual. "Juca sempre dizia que ia escrever uma peça para mim. E como escreveu! São 70 páginas para a minha personagem. Nunca falei tanto em cena. E, depois de dois anos, continuamos em cartaz", comenta a atriz, que interpreta a mulher de um político corrupto, arrancando gargalhadas e sendo aplaudida em cena aberta em quase todas as apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é parte da lenda do teatro a estreia de Bibi no teatro com menos de um mês de idade, na peça "Manhãs de Sol", de Oduvaldo Vianna (1892-1972). A recém-nascida entrou em cena porque a boneca que fazia o bebê no espetáculo estava quebrada. Profissionalmente, Bibi só voltou ao palco adolescente, ao lado do pai, Procópio Ferreira (1898-1979), ainda sem saber que sua vida seria no teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como qualquer mocinha, eu estudava piano e um francês aguado, só para enfeitar a vida. Não passava nada por minha cabeça. Talvez pretendesse cantar. Saía para dançar, tinha amigos, namorado. Mas era uma grande plateia", relembra Bibi. A atriz assistia a uma grande variedade de espetáculos que chegava ao Rio. Eram muitas companhias portuguesas, italianas, algumas peças de Jean-Louis Barrault (1910-1994), de Dulcina de Morais (1908-1996). "Aprendi teatro com Henriette Morineau [1908-1990], com Procópio. A paixão veio depois, quando descobri a beleza de uma carreira em que se entra em contato direto com a humanidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 70 anos mais tarde, Bibi sente que o tempo correu rapidamente enquanto encarnava mulheres sofridas como Joana, a Medeia contemporânea de "Gota d'Água", a esforçada Eliza Doolittle em "My Fair Lady" ou a musa de Dom Quixote, Dulcineia, em "O Homem de La Mancha". A música é seu território de conforto, porém não descuida da palavra falada nem do domínio técnico no qual apoia a interpretação. De preferência sem microfones, para não relaxar e perder o brilho da atuação. Cumpre à risca o que exige dos atores que dirige. "Deixar-se levar pela emoção é um risco. A voz pode fraquejar. Atores são atletas da palavra, precisam proferi-la em alto e bom som."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Britto, que estreia nesta semana em São Paulo, no Sesc Santana, é um bom exemplo de atleta da palavra nas duas peças de Beckett. Sua interpretação enérgica lhe rendeu o Prêmio Shell 2008. Essa, porém, será a última oportunidade para o público vê-lo fora dos palcos cariocas. "Quem quiser me ver, terá que ir para minha cidade. Estou na idade de fazer o que me agrada", afirma. Ele lembra que não foi fácil chegar ao nível atual. Na década de 50, ele e Sérgio Cardoso desfizeram uma das companhias que fundaram depois de falir - não por falta de público, mas pelo atraso no repasse do patrocínio governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou de uma geração que lutou muito pelo esplendor que o teatro brasileiro conheceu nas décadas de 50 e 60. Participei de companhias importantes, ao lado de Fernanda, de Fernando Torres [1927-2008], Ítalo Rossi [78 anos], Paulo Autran [1922-2007] e Nathalia Thimberg [que completa 80 anos em agosto]. O teatro é o que me determina. Ele sustenta, injeta vida. Então, a gente reclama, briga e insiste. E aí vêm surpresas como esta boa receptividade ao Beckett, o que demonstra que há um público interessado em qualidade", diz Britto, que se formou em medicina, mas nunca clinicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medicina também estava nos sonhos da paulista Cleyde Yáconis, 85 anos. "Minha vocação é para a ciência, mas meu talento é para a arte", costuma repetir Cleyde, que abraçou o teatro em 1950, ao substituir uma atriz adoentada na companhia que tinha como maior estrela sua irmã, Cacilda Becker (1921-1969). Acabou conquistada de vez pelo palco, aprendendo a atuar no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), ao lado de Cacilda, Sérgio Cardoso (1925-1972), Paulo Autran e Zbigniew Ziembinski (1908-1978). Aceitar o dom natural que não pediu a levou à busca por textos reflexivos, mesmo quando faz comédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sou religiosa, porém senti que deveria retribuir ao público por esta aptidão que não pedi", diz Cleyde, há mais de um ano à frente do elenco de "O Caminho para Meca", de Athol Fugard, que já teve temporadas em São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Continuará a viajar com a peça até setembro, quando começa a ler novos textos, mesmo sabendo que no segundo semestre deve fazer televisão, a convite de Sílvio de Abreu, que pretende escalar Cleyde e Britto para viverem um casal em sua próxima novela. Em 2002, os dois já eram casados em cena na montagem de "Longa Jornada de um Dia Noite Adentro", de Eugene O'Neill (1888-1953), sob direção de Naum Alves de Souza, quando ganhou por sua brilhante atuação o penúltimo prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte. Tem mais cinco. Acumular trabalhos não a assusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vivi uma época em apresentávamos dez sessões por semana, com duas récitas às quintas-feiras, três no sábado. No dia de folga, eu ainda tinha dublagem de filmes para a televisão. Aquilo, sim, era puxado. Hoje, fazemos dez espetáculos por mês. Eu preciso do teatro, ele é precioso e essencial para me manter presente, viva. A única coisa que realmente temos é o trabalho. Ele é a sua alma, seu espírito, sua cabeça", afirma Cleyde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nostalgia, Beatriz Segall vê o amadurecimento como libertação de imposições e compromissos aborrecidos. Hoje, diz que tem crédito para cometer "pequenas loucuras". Entre elas a desistência de produzir espetáculos. "Estou vivendo a época mais feliz da minha vida, algo que só senti quando meus filhos nasceram", conta a atriz. "A alegria do artista é saber que sua aposentadoria será sentida pelo público. Continuo sendo chamada para o palco. Mas correr atrás de subvenção, inscrever projeto em Lei Rouanet, isso é passado para mim", diz Beatriz, que até o fim deste mês estará no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura, em São Paulo, com o monólogo "A Senhora das Cartas", de Alan Bennett. Depois, pretende voltar a encenar alguma peça de Edward Albee. "Tudo depende de alguém decidir montar e se lembrar de mim", brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de se identificar com a obsessão pela boa forma, uma onda iniciada na década de 70, os artistas da geração 80 encaram os exercícios físicos como parte do preparo exigido para quem se entrega ao palco. Parte da disposição para viver personagens densos como a artista plástica que luta com preconceitos em "O Caminho para Meca" Cleyde atribui a hábitos regrados. "Não fumo, não bebo e não como carne, por opção mesmo. Não gosto do sabor. Minha dieta é à base de grãos. E depois de uma certa idade passei a fazer alongamento e musculação em casa", revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coluna, vez por outra, incomoda Bibi Ferreira, exigindo sessões de fisioterapia. É o preço para quem faz questão de subir ao palco em desconfortáveis saltos altos. "Levo uma vida sadia, até idiota. Sou muito pacata, caseira, gosto de ficar lendo. Nunca fumei nem bebi. Acho que isso facilita para a disposição para, na mesma semana, ir a Palmas, no Tocantins, descer para o Espírito Santo, seguir até Ribeirão Preto, voltar para o Rio, fazendo dois espetáculos diferentes", observa Bibi, que ingere um coquetel de vitaminas "de todas as letras do alfabeto", além de preocupar-se em poupar a voz. Como Cleyde Yáconis, não concede longas entrevistas na semana em que estreia espetáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depende da resistência física, mas também da cabeça o tipo de vida que temos aos 80 anos. Facilita muito ser apoiada por médicos que me acompanham há tanto tempo que me sinto quase casada com eles", brinca Bibi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beatriz Segall sente falta da hidroginástica quando sai em turnê pelo país. "As mulheres deixam os homens para trás na longevidade, na atividade. É que elas vão de encontro à idade, se preparam para enfrentar a vida", observa. Sérgio Britto rendeu-se à ginástica depois da sétima pneumonia. Não adoeceu mais. "Minha geração não tinha esse costume, sequer conheceu a expressão corporal. Só uma vez treinei pantomima. Agora, faço musculação e danço", diz o ator, que aparece sem camisa em cena durante o "Ato Sem Palavras nº 1".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel Cavalcanti, que dirige Britto nas duas peças de Beckett, admira a seriedade e o desprendimento do ator, que a convidou para o espetáculo. O trabalho fluiu com harmonia em ensaios diários de apenas três horas. "Ele é disciplinado, chega na hora com o texto decorado. Respeita o público e a companhia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Felipe Hirsch, que dirige Fernanda Montenegro, em "Viver sem Tempos Mortos", a geração de artistas que passou dos 80 anos "é capaz de tudo". Quando dirigiu o último trabalho em teatro de Paulo Autran, então com 85 anos, conheceu a empolgação de um ator entusiasmado como um estreante pelo trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com Fernanda também é assim. A paixão do iniciante está dentro deles, que se entregam ao teatro com a empolgação de amadores. Minha função é encontrar o ponto em que se escondem essas sensações."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7254084402173656440?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7254084402173656440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7254084402173656440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7254084402173656440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7254084402173656440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/05/valor-economico-teatro.html' title='Valor Econômico - Teatro'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-8984983152897945582</id><published>2009-04-23T07:38:00.001-07:00</published><updated>2009-04-23T07:38:29.380-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;&lt;span class="chapeu"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="titulo_materia_integra"&gt;Lei é lei, exercer direitos é coisa bem diferente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;             &lt;table style="width: 100%; float: left;"&gt;                 &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_LblData" class="data_noticias"&gt;23/04/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td class="printDetalMateria"&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;a id="ctl00_ContentPlaceHolder1_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5527984&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=23/04/2009&amp;amp;codCategoria=91"&gt;I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia" style="font-family: Trebuchet MS,Tahoma,ARial,SAns-serif;"&gt;                             &lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;&lt;b&gt;"Histórias de um Superconsumidor" - Marcos Dessaune. Fundo  de Cultura, 286 páginas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;A legislação de defesa do consumidor é eficaz, mas permanece pouco utilizada, por comodismo, descrença na Justiça e temor de represálias. Quem diz isso é o advogado Marcos Dessaune, especialista em qualidade de atendimento, autor de "Histórias de um Superconsumidor", em que relata 35 casos de dificuldades em compras ou serviços vivenciadas por ele mesmo ou por pessoas próximas. "A cultura do conformismo ainda impera no Brasil", lamenta Dessaune, que chama de superconsumidores não os consumistas inveterados, mas quem conhece os princípios que regem as relações comerciais, algo claramente definido pelo Código de Defesa do Consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;"Aos poucos, o brasileiro aprende a exercer seus direitos", reconhece Dessaune, lembrando que o Código de Defesa do Consumidor está em vigor há 18 anos. O principal entrave para a reclamação seria a "cultura do deixa disso". "A pessoa pensa duas vezes se vale a pena se aborrecer ou passar por constrangimentos. Isso se fundamenta no ceticismo do brasileiro. Ninguém acredita na Justiça, nem em instâncias inferiores. Processos judiciais, na verdade, estariam na última etapa de qualquer desentendimento entre fornecedor e consumidor. Tudo pode ser resolvido sem interferência da Justiça. Basta que as duas partes conheçam direitos e deveres."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Se as mudanças têm sido muito tímidas ao longo das últimas duas décadas, é por desconhecimento das leis, acredita Dessaune. "O errado passou a ser regra. Some-se a isso um comodismo arraigado em nossas tradições, e ninguém se mexe por seus direitos, exceto quando é um caso de desrespeito que cause indignação. Dos mais de 30 casos que apresento no livro, apenas 4 foram discutidos em juízo. Quis mostrar algumas experiências próprias, com as quais qualquer um se identifica, pois todo mundo já viveu algo semelhante, em lojas, aeroportos, restaurantes, fazendo compras pela internet."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Hoje, antes mesmo que o consumidor reclame, boa parte das empresas já se adianta em cumprir a lei, lembra o advogado. Isso, por que respeitar o consumidor agrega valor à imagem das companhias, da mesma maneira que a proteção ao ambiente e a responsabilidade social. "Quando uma fábrica de automóveis faz 'recall', demonstra preocupação com sua clientela. Atitudes de transparência, humildade, boa-fé e honestidade sempre são bem recebidas pelo público."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Mesmo assim, abusos persistem, como a falta de troco em estabelecimentos comerciais que oferecem balas ou caixas de fósforo para compensar o cliente pela perda de centavos. Um dos casos do livro aconteceu com a mulher de Dessaune. Cansada de receber balas como troco em uma padaria, ela decidiu utilizar as guloseimas como moeda para pagamento de mercadoria. "Foi uma solução criativa e definitiva. Ela levou as compras pagando em balas. E nunca mais recebeu troco em balinhas." Dessaune lamenta que tais iniciativas sejam individuais: "Seria preciso que todos os consumidores se unissem contra esse tipo de prática, para que ela não se repetisse."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Ainda hoje, quem reclama pode ser visto como criador de caso, diz o advogado, que não se incomoda com as críticas. "Está na hora de pensarmos que não somos encrenqueiros, e sim que estamos exercendo plenamente nossa cidadania. Isso acontece fora do Brasil, principalmente na Europa, no Japão e nos Estados Unidos. A conquista da cidadania é uma luta diária."&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;Em quase 20 anos, os campeões de reclamações que chegam aos serviços de proteção ao consumidor são as empresas de telefonia e os estabelecimentos bancários. A concorrência acirrada entre as empresas de telefonia móvel criou uma disputa que só trouxe vantagens para os assinantes. No campo da telefonia fixa, no entanto, os serviços continuam deixando a desejar, pois as concessões permitiram que continuasse a existir um monopólio no atendimento, diz Dessaune. Na origem da incapacidade de satisfazer o público estaria, porém, tanto para os bancos, quanto para as empresas de telefonia, o grande número clientes que eles reúnem. &lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;"Bancos e telefônicas têm milhões de assinantes e correntistas. Não são centenas nem milhares de pessoas, são milhões mesmo. Há uma clara desorganização, eles não conseguem administrar serviços para essa quantidade imensa de consumidores. Então, acaba ficando economicamente mais vantajoso que paguem uma indenização aqui, outra acolá, do que resolverem problemas que afetam a essa clientela numerosa. Como atendem a tanta gente, nem sequer se incomodam com possíveis prejuízos à imagem", diz o advogado.&lt;/p&gt;&lt;p class="conteudo_mat_categ" align="justify"&gt;O livro traz também um apêndice que o autor chamou de Código de Atendimento ao Consumidor - um guia com preceitos éticos das relações de consumo a partir de sua base em lei, que não vê o cliente como alguém sempre com razão, embora o favoreça na maioria das vezes. "É preciso que as pessoas se familiarizem com a legislação, para encontrar soluções de maneira civilizada. O fornecedor tem obrigação de conhecer a legislação, mas o consumidor também pode se mostrar mais ativo em prol de seus interesses." &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;                     &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="ctl00_ContentPlaceHolder1_UpdatePanel1"&gt;                                                                 &lt;/div&gt;                    &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                                  &lt;tr&gt;                     &lt;td style="text-align: center;" class="printDetalMateria"&gt;                                   &lt;div id="ctl00_ContentPlaceHolder1_Middle2" style="height: 300px; width: 250px;"&gt;&lt;script language="JavaScript"&gt;OAS_AD('Middle2');&lt;/script&gt;&lt;script type="text/JavaScript" language="JavaScript"&gt; var ADM_webcode = 26220; document.write("&lt;scr"+"ipt src="'http://nspmotion.com/js/brasil/adm_600.js'" type="'text/JavaScr"&gt;&lt;/scr"+"ipt&gt;"); &lt;/script&gt;&lt;script src="http://nspmotion.com/js/brasil/adm_600.js" type="text/JavaScript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script src="http://nspmotion.com/ads_20050915.aspx?b=1&amp;amp;c=26220&amp;amp;r=4609"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script src="http://clbr.nspmotion.com/htm/MOVIE65202.HTM"&gt;&lt;/script&gt;&lt;div id="ADM_ID_NODE_0"&gt;&lt;embed allowscriptaccess="always" flashvars="clickTAG=http%3A//nspmotion.com/click/%3Fuid%3D1131032893%26mid%3D65202%26dbs%3D4%26fs%3D12%26ip%3D3178944052&amp;amp;host=clbr&amp;amp;movieNum=65202&amp;amp;hostAdserver=nspmotion.com&amp;amp;feed=undefined" menu="false" id="admMain_0" name="admMain_0" src="http://clbr.nspmotion.com/MOVIES/adm-FGV-receita-01br-mar09-300250-adv-2.swf" movie="http://clbr.nspmotion.com/MOVIES/adm-FGV-receita-01br-mar09-300250-adv-2.swf" type="application/x-shockwave-flash" style="width: 300px; height: 250px; position: static; visibility: visible;" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-8984983152897945582?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/8984983152897945582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=8984983152897945582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/8984983152897945582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/8984983152897945582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/04/valor-economico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7753340460064590507</id><published>2009-01-08T20:17:00.001-08:00</published><updated>2009-10-14T05:04:23.618-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;table style="width: 100%;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span id="ctl00_Conteudo_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;A era do triunfo da imagem&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Por Olga de Mello, para  o Valor, de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblData" class="data_noticias"&gt;09/01/2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;a id="ctl00_Conteudo_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5356401&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=09/01/2009&amp;amp;codCategoria=312"&gt;I&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;                             &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ" valign="top"&gt;Apresentação ou representação? Desde a consolidação da sociedade do espetáculo nos últimos anos, essa pergunta chama a atenção de intelectuais no mundo todo. No Brasil, com a estréia de mais uma temporada da febre "Big Brother", na terça-feira, o debate ganha interesse renovado. Em seu livro "O Show do Eu - A Intimidade como Espetáculo", recentemente lançado pela Nova Fronteira, a antropóloga Paula Sibilia analisa a questão ao abordar vários aspectos da valorização de comportamentos e atitudes pela proliferação de "reality shows" expondo a vida dos anônimos.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table width="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="descricao_foto_credito"&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002173/imagens/foto_09cul-sociedade-d19.jpg" /&gt;&lt;div class="descricao_foto_legenda"&gt;Bolha de vidro do novo "Big Brother": reconhecer-se a partir do olhar do outro é característica humana, diz o psicanalista Benílton Bezerra Jr.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"Cada vez mais é preciso aparecer para ser. A espetacularização tornou-se um modo de vida, esvaziando o interesse do público pela criação ficcional", afirma a antropóloga. "A ficção, que preenchia a vida e era capaz de refletir sobre a existência com profundidade, perdeu para uma teatralização da existência, que, por sua vez, encobre a crise do real", prossegue. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Esse fenômeno não é exatamente novo. Escândalos e idiossincrasias sempre atiçaram a curiosidade pública, consagrando personagens admirados ou detestados por multidões ávidas por conhecer a intimidade de aristocratas, políticos e artistas. Em 1885, o cortejo fúnebre do escritor francês Victor Hugo, por exemplo, atraiu às ruas de Paris 2 milhões de pessoas. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Mas os tempos são outros: sem uma obra tão consistente quanto a de Hugo, o jornalista Jean Willys, conhecido por participar do programa "Big Brother Brasil", foi o escritor mais assediado na Bienal do Livro do Rio, há dois anos. Na mesma época, o blog da garota de programas Bruna Surfistinha gerou um dos principais sucessos do mercado editorial brasileiro, chegando a vender mais de 200 mil livros. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Casos semelhantes aos de Willys e de Bruna, que ingressaram no grupo cada vez mais numeroso de celebridades notabilizadas ao mostrarem seu cotidiano na mídia, surgem diariamente. Em 2001, a internet contabilizava cerca de 3 milhões de blogs. Hoje, eles chegam a 100 milhões, mais do que o dobro que abrigava há um ano. Se a princípio os blogs atendem ao interesse pela intimidade alheia, eles estariam servindo mais para a divulgação de pessoas do que para revelar aspectos inusitados do cotidiano. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"O blog está distante dos diários íntimos da sociedade do século XIX, em que os cadernos continham segredos confiados apenas ao confessor dos autores. A busca pelo relato genuíno leva ao sucesso de blogs e 'reality shows', porém dificilmente encontraremos autenticidade no espaço virtual ou na televisão", afirma Paula. "Vivemos a era do triunfo da imagem, obedecendo a padrões estéticos que utilizam o photoshop para retirar rugas e imperfeições que os corpos não conseguem esconder." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Autora de "Segredos Íntimos", Luíza Lobo, professora de literatura da UFRJ, estuda a progressão dos relatos de diários confessionais a blogs. Para ela, há uma distinção nítida entre registros que servem à reflexão de seu autor e o que se veicula pela internet. "O blogueiro, aparentemente, promove a união entre o público e o privado, sem deixar de fixar limites, protegendo-se sob pseudônimos. O blog é como um grafite. Mais que um desabafo, é uma expressão direcionada a outros", diz Luíza. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Paula vê nos blogs o reflexo da mudança da textura do real, que exige personalidades maiores do que suas realizações. Para a antropóloga, o esvaziamento da interioridade seguiria a revolução tecnológica iniciada na segunda metade do século XX, que privilegia a interação a distância, sem, no entanto, revelar pessoas reais. O mundo virtual estimularia a criação de aparências sem conteúdo próprio. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"O blog passou a ser instrumento para o fortalecimento daquela grife que hoje representa a pessoa. Atualmente, todos precisamos da imagem, mesmo os anônimos. Isso já ocorria entre artistas, como Salvador Dali e Andy Wahrol, que criaram personagens tão marcantes quanto seus trabalhos. Agora, essas figuras se sobrepuseram aos criadores", comenta Paula. "Todo mundo sabe quem é Madonna, mas poucos conhecem suas músicas. Ela é uma marca, não apenas uma artista, que provoca mais interesse pela personagem do que por sua obra. Hoje, qualquer um quer mostrar sua marca, mesmo que sem uma obra a apresentar." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A antropóloga vê ainda um novo produto cultural criado a partir do anseio pela autenticidade da vida real: compositores, escritores e artistas não apenas ganham biografias (autorizadas ou não), mas são transformados em personagens de relatos ficcionais, como Virgínia Woolf em "As Horas", livro de Michael Cunnningham. No cinema, Jane Austen vira a protagonista de um romance bastante semelhante às tramas que imaginou no filme "Amor e Inocência", enquanto o processo de criação de Shakespeare se mistura à paixão ficcional por uma personagem que jamais existiu na realidade, em "Shakespare Apaixonado". &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Reconhecer-se a partir do olhar do outro é uma característica humana, percebida em qualquer cultura, lembra o psicanalista Benílton Bezerra Jr. A possibilidade de ter um blog lido em qualquer parte do planeta expandiu um espaço social que, há 50 anos, se restringia a círculos restritos, obrigando cada um a mostrar seu valor individual, diz Benílton. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Para ele, é importante destacar os pontos positivos dessa exposição do íntimo. "Estamos observando um fenômeno complexo. Existe uma certa preocupação com os que preferem o mundo virtual a interagir pessoalmente com seus interlocutores. No entanto, ninguém mais precisa permanecer em total isolamento. Até os mais tímidos podem encontrar seus semelhantes na internet." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7753340460064590507?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7753340460064590507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7753340460064590507' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7753340460064590507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7753340460064590507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2009/01/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-6126162222361164465</id><published>2008-11-17T17:27:00.000-08:00</published><updated>2009-10-14T05:04:39.526-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;table style="width: 100%;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span id="ctl00_Conteudo_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;Hora de conhecer quem vai às compras &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblData" class="data_noticias"&gt;06/11/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;a id="ctl00_Conteudo_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5250589&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=06/11/2008&amp;amp;codCategoria=91"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;                             &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="noticias_relacionadas"&gt;"O Consumidor de Baixa Renda" - Marcelo da Rocha Azevedo e Elyseu Mardegan Jr.  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ" valign="top"&gt;Campus/Elsevier. 146 págs. R$ 49,90&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table width="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="descricao_foto_credito"&gt;A. Vicente / Folha Imagem&lt;/div&gt;&lt;img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002131/imagens/foto_06cul-25marco-d12.jpg" /&gt;&lt;div class="descricao_foto_legenda"&gt;Rua 25 de março, centro de São Paulo: multidões à procura de melhor preço e, agora, também de qualidade&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;O maior segmento de consumidores brasileiros - 111 milhões de pessoas ou 62 % da população - permanece invisível para boa parte do mercado publicitário, embora movimente, anualmente, cerca de R$ 500 bilhões. Para Elyseu Mardegan Jr. e Marcelo da Rocha Azevedo, consultores de marketing e autores de "O Consumidor de Baixa Renda", o Brasil precisa se reconhecer como um país de negros e mestiços, pouco lembrados pela publicidade, pelo sistema bancário e pelo mundo acadêmico, mas cortejados pelo comércio e pela indústria, que têm investido em pesquisas para adequar seus produtos a este nicho. "Quem quiser ter sucesso com este grupo precisa conhecê-lo in loco, esquecendo o que aprendeu na faculdade, que sempre cultivou um certo desdém por esses consumidores. É preciso descer do pedestal, descobrir as cidades-dormitórios em volta das metrópoles, para entender a realidade e não perder o segmento durante a transição no mercado. Existem vários Brasis, com diferentes culturas e necessidades sociais", afirma Mardegan Jr. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;O consumidor de baixa renda é a maior categoria de consumo no mundo inteiro. No Brasil, ele tanto compra na vendinha do bairro quanto na loja do shopping e representa 71% do consumo. "É um fenômeno que acontece em todos os países emergentes, no Brasil, na China, na Índia, na Rússia, e que desperta a atenção das multinacionais. Elas sabem que não podem reproduzir aqui os modelos de suas matrizes e tratam de buscar como melhor atender a este comprador", diz Rocha Azevedo. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Se as agências de publicidade ainda não enxergam o consumidor de baixa renda como público-alvo, a indústria e o comércio procuram conquistá-lo. Enquanto as grandes cadeias de lojas oferecem crédito a quem não tem como comprovar renda, algumas empresas instalam seus funcionários dentro de bairros das periferias de grandes cidades, para que conheçam o universo daqueles novos consumidores. "Não basta conversar com sua empregada enquanto ela cozinha para compreender este grupo, nem adianta tornar uma embalagem muito colorida ou oferecer um produto de baixa qualidade. O novo consumidor não pode errar quando faz uma escolha, por que não joga dinheiro fora. Ele procura qualidade, não variações baratas do produto sofisticado", observa Mardegan Jr. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A baixa inadimplência, mesmo sem a apresentação de documentos que comprovem o emprego formal, é um dos fatores que levam o comércio a buscar fidelizar o cliente de baixa renda. "Eles têm orgulho de ser bons pagadores, principalmente quando compram algum produto no cartão de algum amigo ou parente. Se a loja os trata com respeito e cordialidade, eles vão voltar. O comércio que sabe cativar este cliente é o que mais terá sucesso com este grupo, assim como as redes de pequenas lojas que começaram nas comunidades e que estão ganhando os centros, fazendo publicidade não apenas em jornais populares ou em emissoras de televisão, mas também nas rádios comunitárias ou nos carros de som que circulam pelos bairros", diz Rocha Azevedo. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Para alinhar as peculiaridades do público de baixa renda, os autores se basearam em entrevistas com 200 moradores da zona Norte de São Paulo, além de consultarem as pesquisas de empresas que têm mandado empregados viver nas comunidades. O painel apresentado é mais sociológico do que econômico, reconhecem. "Não queríamos nos prender ao formalismo acadêmico, mas usar uma linguagem coloquial, de fácil acesso para profissionais de mercado, já que a literatura nesta área é muito pequena. O grupo de consumidores de baixa renda só tende a crescer e o mercado vai mudar cada vez mais para recebê-lo. Nos últimos 18 meses, eles foram a maioria dos compradores de televisores de plasma nas Casas Bahia", exemplifica Mardegan Jr. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Os estudos mencionados no livro apontam que o consumidor de baixa renda começa a trabalhar jovem - 41% têm menos de 20 anos - e é tradicionalista no que diz respeito ao grupo social. O trabalho feminino é visto como uma ajuda no orçamento doméstico, mesmo quando a mulher ganha mais que o marido ou filhos. A casa própria é o maior objeto de desejo e a educação é considerada como instrumento de inclusão social. O orgulho por haver prosperado é um traço comum no consumidor emergente, dizem os autores. "Mesmo quando o assistencialismo é a única maneira de tirar uma parcela da população da miséria, vemos que o crescimento real da economia fez 60 mil famílias devolverem, voluntariamente, seus cartões do Bolsa-Família ao governo federal. A nova classe média quer ser independente", diz Mardegan Jr. (que dirige uma empresa de crédito imobiliário voltada para consumidores de baixa renda). &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-6126162222361164465?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/6126162222361164465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=6126162222361164465' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6126162222361164465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/6126162222361164465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/11/valor-econmico-livros_17.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7690428504181594706</id><published>2008-11-17T17:26:00.001-08:00</published><updated>2009-10-14T05:04:53.559-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;table style="width: 100%;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span id="ctl00_Conteudo_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;Informe-se o menos possível e enxergue o que de fato interessa&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblData" class="data_noticias"&gt;23/10/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;a id="ctl00_Conteudo_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5221760&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=23/10/2008&amp;amp;codCategoria=91"&gt;I&lt;/a&gt;                     &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia" style="font-family: Arial; font-size: 12px;"&gt;                             &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="noticias_relacionadas"&gt;"A Lógica do Cisne Negro -  O Impacto do Altamente Improvável" - Nassim Nicholas Taleb. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ" valign="top"&gt; BestSeller. 464 págs. R$ 39,90 &lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table width="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="descricao_foto_credito"&gt;Anna Carolina Negri / Valor&lt;/div&gt;&lt;img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002121/imagens/foto_23cul-nassim-d12.jpg" /&gt;&lt;div class="descricao_foto_legenda"&gt;Taleb: em vez de planejamento estruturado, focalizar no máximo de experimentação e reconhecer uma boa ocasião &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Acontecimentos inesperados deitam por terra qualquer projeção econômica ou política, embora, no futuro, a história diga que catástrofes poderiam ter sido evitadas, afirma Nassim Nicholas Taleb. Em seu livro, ele mescla reflexões sobre filosofia, economia e estudos biológicos à sua experiência no mercado financeiro, e discorre sobre a história dos conflitos no Líbano, onde nasceu. Tem-se, então, um vigoroso panorama da incerteza que envolve qualquer aspecto da existência humana sobre a Terra. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;O falseamento de informações históricas, diz Nassim, é prática estimulada pela incessante busca humana de explicações que tragam algum sentido a fatos imprevistos. A esses fenômenos, como a disseminação da internet ou os atentados de 11 de setembro, ele chama de "cisnes negros". Um cisne negro é o acontecimento imprevisto que causa impacto e que leva a explicações posteriores, geralmente justificando-o como conseqüência natural e previsível de diferentes fatores. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A estratégia recomendável para empreendedores é contar menos com planejamento estruturado, focalizar no máximo de experimentação e reconhecer oportunidades - os cisnes negros - quando elas aparecem, pois, para Taleb, as projeções de déficits da previdência social e de preços de petróleo para daqui a 30 anos podem ser derrubadas no próximo verão. O crescimento econômico é fruto do risco, mas para identificar oportunidades é importante reduzir a leitura de jornais ao indispensável, pois o excesso de informações traz segurança para quem precisa passar idéias, sem levar necessariamente a boas soluções práticas. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Todo o encadeamento de esclarecimentos em narrativas, diz Taleb, não passa de uma fórmula para armazenarmos dados na memória, já que fatos isolados dificilmente são registrados mentalmente. A categorização seria uma exigência biológica que, no entanto, levaria ao reducionismo. A mesma necessidade de explicar o imprevisível levou ao revisionismo histórico, pelo qual a internet, crises econômicas e guerras são apresentadas como efeitos naturais de fatos, embora na época dos acontecimentos surpreendessem da mesma forma que um tsunami. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Para Taleb, um operador de derivativos bem-sucedido, que fez mestrado em Wharton, doutorado na Universidade de Paris e pertence ao departamento de Ciências da Incerteza na Universidade de Massachusetts, o otimismo é uma tendência humana que faz ignorar probabilidades. Ele também entende que o revisionismo histórico impede a conscientização sobre a magnitude dos erros de previsão, incluindo guerras em geral, o sucesso de Harry Potter e o crescimento de religiões. Afinal, diz, nem os historiadores da época de Cristo levaram a sério a pregação de um judeu rejeitado pelos sacerdotes de seu povo. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7690428504181594706?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7690428504181594706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7690428504181594706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7690428504181594706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7690428504181594706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/11/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-1635168842896246890</id><published>2008-11-17T17:01:00.000-08:00</published><updated>2009-10-14T05:07:16.479-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Alfarrábios - Valor Econômico, Teatro</title><content type='html'>&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Company traz o clima da Brodway aos cariocas&lt;br /&gt;08/02/2001&lt;br /&gt;P0r Olga de Mello, do Rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda computando o sucesso de "Cole Porter - Ele nunca Disse Que Me Amava", campeão de público na temporada carioca de 2000, com cerca de 50 mil espectadores em nove meses, Möeller, que assina a direção, e Botelho contam novamente com Cláudio Magnavita como produtor. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Confessando-se um admirador incondicional de musicais, Magnavita manteve-se distante de qualquer decisão no processo criativo da peça. "Crio condições para que cada um desempenhe sua função na montagem. Sempre me espantou o amadorismo da maioria dos produtores no Rio. Há uma pulverização de apoios que levam o patrocínio para o nível de mendicância", diz. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"O investimento cultural dá retorno, tanto que nossos patrocinadores são os mesmos de 'Cole Porter': apenas duas companhias, sem necessidade de lojas de tecidos ou restaurantes financiarem figurinos ou refeições. Se começarmos a produzir cultura profissionalmente, é possível tornar o teatro um atrativo turístico, como ocorre em Nova York, onde se deve à Broadway a permanência de visitantes por mais duas noites na cidade", completa. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Segundo Botelho, a Broadway pode se dividir em antes e depois de "Company", em razão das mudanças formais e estilísticas que criou, reconhecidas ao ganhar sete prêmios Tony em 1970. A história do solteirão Robert, que passa por dúvidas em relação a seu rumo de vida ao completar 35 anos, foi a junção de cinco peças de George Furth, entremeadas por canções de Sondheim, que discutem casamento, separações e relacionamentos. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"É um corte no tempo, a história se desenvolve durante um minuto dentro da cabeça do personagem. Robert se descobre sozinho em seu aniversário e pensa se deve se casar ou permanecer solteiro. Essa peça passou por tantas mudanças em sua concepção que acabou trazendo um novo gênero dentro do musical, o chamado 'concept musical', sem um enredo linear", informa Botelho. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A manutenção do título original não foi uma concessão ao apelo mercadológico do idioma inglês, esclarece. "A palavra companhia tem um sentido diferente em português. Para nós, ela remete a estar com alguém ou a uma empresa. Em inglês, ela também é sinônimo de grupo, de elenco. 'Rent' também não virou 'Aluguel' no Brasil", lembra Botelho, que interpreta Robert , à frente de 13 atores, entre eles sua principal parceira de palco, Cláudia Netto. Também participam de "Company" o coreógrafo Renato Vieira, o iluminador Paulo César Medeiros e o estilista Antonio Augustus, que assina os figurinos. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-1635168842896246890?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/1635168842896246890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=1635168842896246890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1635168842896246890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1635168842896246890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/11/alfarrbios.html' title='Alfarrábios - Valor Econômico, Teatro'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-1413928182207799476</id><published>2008-09-23T21:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T21:51:34.696-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Revista Aplauso Edição 95</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SNnG9wC7RjI/AAAAAAAABUA/Ry6tfoBEKa8/s1600-h/capa_129_300x300.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SNnG9wC7RjI/AAAAAAAABUA/Ry6tfoBEKa8/s400/capa_129_300x300.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249445604848518706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ensina-me a Viver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Glória Menezes comanda no palco uma celebração à vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um jovem mórbido que cultua a morte. Uma mulher às vésperas dos 80 anos, que celebra a vida a cada minuto. O encontro desses personagens antagônicos, que têm encantado platéias do mundo inteiro há três décadas, pode ser conferido pelo público carioca a partir de agosto na Sala Marília Pêra do Teatro Leblon, com Glória Menezes e Arlindo Lopes estrelando &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ensina-me a Viver&lt;/span&gt;. Para o diretor João Falcão, o inusitado relacionamento entre o depressivo Harold e a anárquica Maude provoca discussões cada vez mais atuais: “Vivemos uma época em que empresas e hospitais promovem cursos de humanização para seus funcionários. A peça remete a reflexões sobre o prazer de viver com a maior intensidade possível, algo que muita gente esquece hoje em dia”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na década de 70, a comédia dramática &lt;i style=""&gt;Harold e Maude&lt;/i&gt; ganhou o mundo em seu formato cinematográfico, sob direção de Hal Ashby, com Bud Cord e Ruth Gordon nos papéis principais. Em 1982, Diogo Vilella e Henriette Morineau (mais tarde substituída por Maria Clara Machado) interpretaram o casal nos palcos cariocas. O texto do americano Colin Higgins conta a história de Harold, um rapaz rico e depressivo, que gosta de encenar diferentes formas de suicídio para chamar a atenção de sua mãe distante. Ao conhecer a exuberante e libertária Maude, Harold aprende a apreciar a natureza, as pessoas e o mundo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Viver Maude, um personagem tão rico e raro para atrizes na minha faixa etária é uma oportunidade única”, diz Glória Menezes, que se inspirou em uma tia-avó para compor a protagonista. “Minha tia era irreverente, casou-se com um homem mais jovem e jamais deu satisfações de sua vida para a família. Ela só não chegava a ser tão libertária quanto Maude, uma mulher solta no mundo, que, ao conhecer Harold, já contabilizava cinco ex-maridos. Combinei o dinamismo de minha tia com a doçura e a meiguice de minha avó Mercedes, outra mulher com uma forma muito especial de encarar o mundo”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;João Falcão e Arlindo Lopes não poupam elogios à atriz – e não apenas pela atuação como Maude. Creditam ao bom humor de Glória o clima alegre de trabalho. “Houve um entrosamento perfeito entre toda a equipe. Glória, certamente, é uma das responsáveis por isso, pois espalha energia positiva. Tê-la à frente do elenco é um privilégio. Sou admirador do trabalho dela em teatro, cinema e em televisão”, diz João Falcão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Arlindo Lopes, idealizador do projeto, confessa a tensão que sentiu ao convidar Glória para o espetáculo. Ele havia adquirido os direitos da peça em 2003 e já tinha conseguido que João Falcão concordasse em dirigir. Sabia que Glória tinha interesse em interpretar Maude e que já pensara em produzir uma montagem. “Deu um frio na barriga, mas Glória não só aceitou como se tornou sócia na produção”. Era o início de uma bem-sucedida temporada de oito meses em São Paulo. O texto original, traduzido por Millôr Fernandes, não sofreu muitas alterações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“É uma trama simples, mas que não ficou datada. O jovem Harold é soturno como muitos adolescentes de hoje, que parecem padecer de uma eterna inadequação à vida. Maude, ao contrário, é esfuziante como uma garota de 80 anos. O envolvimento amoroso entre os dois ainda causa espanto e até indignação, mas o que a peça mais remete é a indagações sobre o significado da vida através de Maude, uma mulher que domina a própria vida e também as platéias”, diz João Falcão. Glória Menezes concorda que o romance não é o ponto mais importante do enredo, e sim a possibilidade de transformação que todos deveriam permitir em suas vidas. “Qual jovem não gostaria de conviver com um adulto que vive de acordo com suas próprias regras? O personagem é simbólico, mas o público se identifica com essa mulher que decide até o dia de sua morte”, afirma Glória.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O fascínio que Maude exerce é constatado a cada espetáculo pela equipe. “Muita gente moça chega para nós e diz que querem envelhecer com a sabedoria dela. O mundo está cheio de jovens parecidos com o Harold e senhoras semelhantes a Maude”, acredita Arlindo Lopes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-1413928182207799476?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/1413928182207799476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=1413928182207799476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1413928182207799476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1413928182207799476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/09/revista-aplauso-95.html' title='Revista Aplauso Edição 95'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SNnG9wC7RjI/AAAAAAAABUA/Ry6tfoBEKa8/s72-c/capa_129_300x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-5239856052617518118</id><published>2008-09-19T07:17:00.001-07:00</published><updated>2008-09-19T07:18:09.922-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Valor Econômico - Teatro</title><content type='html'>&lt;table style="width: 100%;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span id="ctl00_Conteudo_LblTitulo" class="titulo_materia_integra"&gt;Na companhia do silêncio&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblAssinatura" class="data_noticias"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                       &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblData" class="data_noticias"&gt;19/09/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                             &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;a id="ctl00_Conteudo_HyperIndique" title="Indique a notícia a um amigo" class="indique_materia" href="http://www.valoronline.com.br/IndiqueNoticia.aspx?codMateria=5159047&amp;amp;flag=1&amp;amp;dt=19/09/2008&amp;amp;codCategoria=312"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                             &lt;/td&gt;                 &lt;/tr&gt;                 &lt;tr&gt;                     &lt;td&gt;                         &lt;div id="div_conteudo_materia"   style=";font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;                             &lt;span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="noticias_relacionadas"&gt;Na companhia do silêncio &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ" valign="top"&gt;Sem camisa no palco, Sérgio Britto é um homem conformado com um destino de sofrimento, que não pode encontrar alívio sequer na morte. Minutos antes, de pijama e quimono, desesperou-se como um escritor que lamenta haver abandonado o grande amor de sua vida pela arte. A amargura e a fragilidade Britto deixa aos personagens criados por Samuel Beckett, como o homem que luta pela sobrevivência em "Ato sem Palavras I" e o intelectual solitário de "A Última Gravação de Krapp". Os dois solos exigem muito esforço físico do veterano ator de 86 anos, que, sentado na platéia do teatro Oi Futuro, no Rio, festeja com o entusiasmo de um estreante os elogios da crítica ao espetáculo, enquanto já sonha com o próximo, que só conseguiu inscrição na Lei Rouanet depois da interferência do ministro da Cultura, Juca Ferreira.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table width="5"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="descricao_foto_credito"&gt;Silvia Costanti / Valor&lt;/div&gt;&lt;img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002097/imagens/foto_19cul-sergiobritto-d25.jpg" /&gt;&lt;div class="descricao_foto_legenda"&gt;Sérgio Britto, que abraçou o teatro há 60 anos, seis dias após se formar em medicina: Ordem do Mérito Nacional, recebida neste ano, não impede que faça críticas à política cultural&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;"No Brasil, todo projeto é uma luta nova. O governo brasileiro deveria estar interessado em fazer teatro e não em fazer do teatro um espaço para sua política. É importantíssimo que patrocinem índios do Oiapoque e mamulengos de não sei onde, mas não é por isso que vão matar os velhos que fizeram o teatro brasileiro até agora", reclama. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;O reconhecimento do governo por seus serviços à cultura brasileira chegou neste ano, quando ganhou a Ordem do Mérito Nacional. A comenda não serviu para reduzir suas críticas à política cultural. Apesar do prestígio, teve de recorrer ao ministro para incluir na Lei Rouanet a peça sobre Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir que pretende encenar com Fernanda Montenegro em 2009. "Há um ano, eu e Fernanda entramos com o processo. Quando eu soube que pela segunda vez haviam perdido nossa documentação, falei com o ministro. O raciocínio do governo em relação ao patrocínio é confuso", afirma. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A banalidade disseminada pela cultura de massa também o incomoda. "O teatro brasileiro está cheio de pecinhas. O casalzinho de sucesso na novela de televisão monta uma pecinha, em vez de amadurecer e se preparar para fazer uma peça decente. Eu já disse que nunca vi tanta peça ruim quanto neste ano. As exceções são 'Salmo 91', 'As Centenárias', 'O Dragão'. Mas o pior do teatro está se apresentando agora, fruto da ausência de investimentos do governo, de preparo dos atores e do desaparecimento das companhias teatrais." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Em seu terceiro e "definitivo" Beckett, Sérgio Britto já perdeu a conta das peças em que atuou, produziu ou dirigiu, algo em torno de "140 ou 150". Há 60 anos, seis dias após se formar em medicina, abraçou o teatro profissionalmente, interpretando Horácio, em "Hamlet", sob a direção de Pascoal Carlos Magno. "Eu queria ser obstetra, mas me apaixonei por aquela brincadeira. Só desenvolvi a responsabilidade de hoje, em que chego duas horas antes do início do espetáculo, na segunda montagem do "Hamlet", quando fiz o Rei Claudius e percebi o risco do erro." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A descoberta aconteceu em cena, quando, durante um monólogo em que carregava um candelabro com velas acesas, ateou fogo a uma cortina. "Com a outra mão, soquei o pano velho e apaguei o fogo. Ganhei minha primeira salva de palmas como bombeiro", recorda-se. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Para evitar surpresas, toda sexta-feira ensaia "Ato sem Palavras I", testando os mecanismos que fazem descer ao palco os objetos que o personagem tenta agarrar. Ao fim dos 56 minutos de espetáculo se sente massacrado pela entrega aos personagens. Em "Krapp", há pouca movimentação. Come duas bananas, joga as cascas no chão, ouve o relato gravado da separação de cenho crispado, proferindo poucas palavras. Durante os 16 minutos do "Ato", caminha de um lado para o outro do palco, tentando alcançar uma garrafa acima de suas mãos. "Quando acaba, estou em fogo, transpiro tanto que fico quente. As pessoas falam comigo, eu nem ouço direito. Então, represento outro papel, do ator atento aos elogios." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A energia em cena credita ao carinho da atriz Isabel Cavalcanti, que convidou para a direção, e à preparação física pelos exercícios que faz diariamente com o sobrinho Paulo César, filho do irmão, Hélio. Quando superou a sétima pneumonia, em 2007, rendeu-se à necessidade da ginástica. "Minha geração não tinha esse costume, nem conheceu a expressão corporal. Só uma vez treinei pantomima com a Luciana Petrucelli, mulher do Gianni Ratto, em 1956. Agora faço musculação e danço. Estou mais forte. Mas se tenho saúde é porque o palco me dá saúde, não o contrário", garante. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Como Krapp, alter ego do irlandês Samuel Beckett, já tomou a decisão de encerrar um relacionamento pelo teatro, sem arrependimentos. Em sua peça mais romântica e autobiográfica, Beckett recrimina o personagem até no nome. "Krapp se xinga de cretino, de imbecil. A palavra inglesa 'crap' quer dizer merda. Não vivi o mesmo drama. Minha paixão pelo teatro sempre foi maior do que pelas pessoas. Não quero dizer que não sou capaz de gostar das pessoas. Infelizmente, gosto mais de teatro", esclarece, antes de se lembrar serenamente do amigo Fernando Torres, morto recentemente. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Britto enaltece o desprendimento de Fernando e preocupa-se com a viúva, Fernanda Montenegro. "Fernando era absoluto. Tudo o que admiramos na luta e no empenho pelo teatro Fernando fez permanentemente. Um ator excelente, que não se dava bons papéis - passava para os outros. Como era maravilhoso o olhar dele quando via Fernanda entrar em cena. Os dois eram totalmente integrados, Fernando sempre mais sério, contido. Mesmo nesse último período ele demonstrava o mesmo interesse pelo teatro. Só não suportava Beckett." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Depois da peça sobre Sartre e Simone, ele gostaria de voltar a encenar "Rei Lear", de Shakespeare. "Mas só se tiver um elenco sério, bem-disposto. Ou ainda posso encontrar um autor novo, diferente, que me empolgue", revela. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;A renovação do teatro brasileiro, para Sérgio Britto, se dá por intermédio de atores como Wagner Moura, Lázaro Ramos, Wladimir Brichta, Selton Mello, Matheus Nachtergale, Andréa Beltrão, Débora Bloch, Dira Paes, Drica Moraes, Malu Galli, Mariana Lima. "Gosto muito de Fernanda Torres", destaca. Ao perceber que a maioria dos que citou já chegou ou se aproxima dos 40 anos, diz que é nessa idade que o ator começa a evoluir para a maturidade. Volta a lembrar da diretora Isabel, que "criou um ambiente de companhia" na equipe reunida para as peças de Beckett. "A satisfação com o trabalho é essencial. Quando minha mãe morreu, fui ao enterro de manhã e à tarde ensaiei uma ópera no Municipal. O trabalho aplaca a dor." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td class="conteudo_mat_categ"&gt;Sozinho em cena, tira sua companhia do silêncio da platéia. "É muito forte, muito bom, é o que mais gosto de ouvir, o silêncio total. É um complemento para o meu silêncio, a minha solidão. Parece que nesse silêncio absoluto está o compartilhamento entre palco e público", afirma, lamentando apenas não sair mais em viagem por cidades pequenas ou bairros de periferia: "Ali estão as melhores platéias, prontas a receber o teatro. Um público mais autêntico, que procura o teatro curioso, sem idéias preconcebidas". &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-5239856052617518118?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/5239856052617518118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=5239856052617518118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5239856052617518118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/5239856052617518118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/09/na-companhia-do-silncio-por-olga-de.html' title='Valor Econômico - Teatro'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-4403719380155631254</id><published>2008-09-04T08:35:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T08:37:33.003-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SMAAoc5YT1I/AAAAAAAABPA/0qdZXdiRnT0/s1600-h/foto_04cul-joshua-d12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SMAAoc5YT1I/AAAAAAAABPA/0qdZXdiRnT0/s400/foto_04cul-joshua-d12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242190661210885970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Trabalho, razão para estar bem ou enlouquecer&lt;br /&gt;Olga de Mello, para o Valor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O semblante sereno e o modo de falar tranqüilo do americano Joshua Ferris contrastam com o estilo sarcástico escolhido por ele para descrever a angústia de um grupo de publicitários ameaçados de demissão em seu aclamado romance de estréia "E Nós Chegamos ao Fim". Escrito na primeira pessoa do plural, para enfatizar o conceito de corporação, tão cultivado pelas grandes companhias, o livro já foi lançado em 20 países e tem conquistado elogios da crítica pelo retrato satírico, mas nem por isso pouco realista, do mundo corporativo. Um universo do qual Ferris se afastou há sete anos, com algum pesar. "Não imaginava quanto escrever é solitário. Eu gostava das conversas nos intervalos para tomar café. Essa interação acabou para mim. Hoje, meu escritório é em casa, onde só meu gato me interrompe", disse o escritor ao Valor, no Rio, onde esteve para o lançamento do livro.&lt;br /&gt;Ao deixar o ambiente estressante das grandes companhias, Ferris quis expor um momento de transição - quando a cultura "yuppie" é assombrada pela crise das empresas pontocom. O livro mostra o esforço que os empregados fazem para manter-se no seleto círculo dos assalariados bem-remunerados, enquanto refletem sobre a individualidade que a cultura corporativa alardeia que devem esquecer, apesar da rotina altamente competitiva. Ao mesmo tempo em que lamentam a demissão dos colegas, cada um procura mostrar-se necessário à empresa, com tiradas supostamente brilhantes durante as reuniões da equipe.&lt;br /&gt;Formado em literatura e filosofia, Ferris, de 34 anos, sabia que não combinava com a agitação movida a cafeína da vida corporativa - só toma bebidas descafeinadas e se espantou ao constatar que não eram oferecidas pelo restaurante em Copacabana onde deu a entrevista. Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, Ferris teve uma experiência curta no magistério e foi redator de publicidade em duas agências em Chicago. O livro, afirma, não é autobiográfico, nem conta fielmente o que observou em uma das agências, onde houve corte de mais de um terço dos empregados, após o estouro da bolha da internet.&lt;br /&gt;"Depois do 11 de setembro houve uma redução no ritmo de dispensas. Os atentados abalaram emocionalmente todos os setores da sociedade americana. No entanto, a vida corporativa sofre fenômenos cíclicos. Vivemos agora uma nova crise econômica em um universo corporativo descentralizado, com empresas de cartão de crédito prestando atendimento telefônico em países asiáticos, a custos inferiores aos que as companhias teriam se tivessem funcionários em suas sedes. Meu livro se situa em um momento imediatamente anterior ao atual", disse Ferris.&lt;br /&gt;Os publicitários com salários astronômicos de "E Nós Chegamos ao Fim" apresentam alterações severas de comportamento frente ao temor da demissão. Há o demitido que insiste em voltar ao escritório diariamente, a chefe "workaholic" que trabalha na véspera de uma cirurgia de câncer, o colega que copia páginas de livros em xerox para ler durante o expediente, fingindo estar ocupado com material de trabalho.&lt;br /&gt;"Todos os personagens são fictícios. Eu queria falar sobre aquela tensão, sobre o drama daquelas pessoas, para as quais o emprego significa mais do que contracheque e benefícios. O emprego é uma extensão deles, a empresa é vista quase como uma família. Eles não imaginam um futuro fora daquela realidade, da cultura de otimismo que a corporação lhes passou. O trabalho corporativo dá a sensação de que se é integrante de alguma coisa, como se sente quem freqüenta uma igreja. A perda desse status gera situações estressantes e humilhantes, além de provocar atos desatinados. O que muita gente não percebe é que o próprio trabalho, algumas vezes, leva as pessoas à loucura", comenta Ferris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em uma cidade no interior do Illinois e criado na Flórida, Ferris vive atualmente em Nova York. Em sua primeira viagem ao Brasil, ele também participou da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Interessou-se pelo país quando se apaixonou por uma jovem brasileira, há cerca de 20 anos. "Eu era muito romântico, tinha 15 anos. Ela estava fazendo intercâmbio, mas a família que a hospedava era muito severa e não queriam nossa aproximação. Durante o curto período em que nos aproximamos, tentei aprender um pouco de português e sempre senti uma ligação especial com o país."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-4403719380155631254?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/4403719380155631254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=4403719380155631254' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4403719380155631254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4403719380155631254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/09/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SMAAoc5YT1I/AAAAAAAABPA/0qdZXdiRnT0/s72-c/foto_04cul-joshua-d12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-2535821318629145374</id><published>2008-08-25T18:15:00.001-07:00</published><updated>2008-08-25T18:15:56.481-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Pode ser útil observar Nero e Calígula &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--/Titulo Noticia--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--Autor--&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;21/08/2008&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roma S.A.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A primeira corporação mundial nasceu como uma pequena empresa familiar, que, através de planejamento racional, pôde estender e manter sua sua influência sobre povos de todo o planeta. Assim é a "Roma S.A." descrita na irreverente análise do escritor americano Stanley Bing sobre os primeiros 1.200 anos de uma história repleta de líderes neuróticos, disputas sangrentas pelo poder e incompetentes amalucados alçados a altos cargos por questões políticas ou laços familiares. Para o autor, Roma permaneceu como a única cidade ocidental a atravessar milênios no centro dos acontecimentos políticos e sociais internacionais graças à capacidade de se reinventar e promover uma reorganização corporativa no século IV, com a criação da Igreja Católica Romana, que hoje conta com mais de um bilhão de adeptos no mundo inteiro. "Roma percebeu que o cristianismo poderia fornecer a força emocional e espiritual necessária para manter vivo o espírito romano até hoje", disse Bing em entrevista ao Valor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O irônico Bing surgiu há cerca de duas décadas como pseudônimo do escritor, enquanto fazia carreira na rede de televisão CBS, da qual é vice-presidente executivo de comunicação, sob a identidade, real, de Gil Schwartz. Hoje, ele escreve uma coluna na "Fortune", enfocando o universo corporativo com muito sarcasmo e ceticismo, sem acreditar que seus próprios textos sejam vistos como guias de gestão. "Quem tem poder, geralmente, não se interessa pelas outras pessoas. Líderes, gerentes, executivos até podem se inspirar com a leitura de grandes exemplos de brutalidade, egoísmo e sucesso, mas fazem tudo de sua própria maneira, conforme determinam suas personalidades rígidas, controladoras e infantis. Existe uma loucura institucionalizada e o comportamento irracional é comum entre quem tem autoridade. Não é difícil encontrar descendentes de Calígula nas primeiras páginas dos jornais do mundo todo."&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A vocação corporativa de Roma, afirma Bing, mostra-se desde a fundação lendária pelos gêmeos Rômulo e Remo, por volta de 700 a.C. Segundo o autor, todas as corporações começam com mitos, apresentando seus criadores sendo amamentados por uma loba ou montando computadores pessoais em uma garagem na Califórnia, como Bill Gates e Nolan Bushnell. "Antes de Roma, houve diferentes organizações sociais, cidades e exércitos, mas só Roma tem as primeiras operações corporativas. Um escritório central delegava poderes que fluíam diretamente da alta gerência para as linhas de operação no campo. Os povos conquistados eram integrados à empresa, agraciados com uma nova cidadania por determinação dos quadros superiores. Roma permitia operações locais para a geração e manutenção de receitas associadas, além de tomar parte do lucro operacional para beneficiar o centro corporativo. Outras civilizações conquistaram territórios, queimaram e saquearam cidades inimigas. Somente Roma transformou o mundo em um gigantesco estado corporativo, com uma estrutura definida, recriando-se diversas vezes até se transformar em uma organização religiosa, mantendo sua sede na cidade", acredita Bing.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A modesta empresa tocada por dois irmãos que se odiavam cresceu com a nomeação de uma diretoria - o Senado - e a ascensão de líderes qualificados para administrar os negócios. Nos últimos tempos da República, diz Bing, surgiu um novo tipo de líder, o magnata, que cria uma cultura própria, imprimindo mudanças com muita criatividade, para garantir o poder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Há pessoas cujos nomes são sinônimos de suas empresas, que não têm escrúpulos em derrubar quem ameace sua autoridade. Geralmente, são extremamente criativas e dinâmicas. Stálin era um magnata, enquanto Putin não passa de um burocrata poderoso. George W. Bush é apenas útil para a classe que o levou àquele cargo. Tem momentos de irracionalidade, mas não é criativo. Robert Mugabe é um magnata, como Steve Jobs, da Apple, Bill Gates da Microsoft, Louis Gerstner, da IBM.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esses homens inventam, transformam, só obedecem a suas próprias leis, vivem de acordo com parâmetros que eles próprios traçam. São os césares da atualidade", diz Bing, que declara seu interesse por regimes totalitários - e a possibilidade de explorar situações ridículas que eles proporcionam. Em um próximo livro, ele gostaria de analisar o modelo de gestão firmado por Stálin: "Era um sociopata com um senso de humor mordaz, de quem era perigoso ser amigo ou inimigo. Ele se redefinia constantemente e tinha características que reconhecemos em mais líderes mundiais e altos executivos do que gostaríamos de admitir. Stalin é um modelo até hoje seguido em boa parte do mundo."&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-2535821318629145374?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/2535821318629145374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=2535821318629145374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2535821318629145374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2535821318629145374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/08/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7394788547616641123</id><published>2008-08-14T20:44:00.001-07:00</published><updated>2009-10-14T05:02:59.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Revista Aplauso - Teatro Edição 87</title><content type='html'>Duas matérias da revista, na qual assino todas as reportagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT8rcKDi2I/AAAAAAAABLs/yawiHCsCgBQ/s1600-h/01_nanamoraes_alta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT8rcKDi2I/AAAAAAAABLs/yawiHCsCgBQ/s400/01_nanamoraes_alta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234586490134301538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Centenárias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Novo texto de Newton Moreno marca o retorno das amigas Marieta Severo e Andrea Beltrão ao palco do Teatro Poeira, sob direção de Aderbal Freire-Filho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;Duas mulheres, uma mais velha, outra mais jovem, ganham a vida encomendando corpos e chorando mortos. Um trabalho lúgubre. De forma alguma, afirma Marieta Severo, que interpreta uma das carpideiras de &lt;i style=""&gt;As Centenárias&lt;/i&gt;, peça que volta a reuni-la, no palco do Teatro Poeira, com a amiga e sócia Andréa Beltrão. “As carpideiras são contratadas para dar um brilho nos velórios. E essas duas que interpretamos conseguem até passar a perna na morte”, diz a atriz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;Mais uma vez, Aderbal Freire Filho está dirigindo Marieta e Andréa. “Formamos um núcleo de trabalho, os três. É o núcleo Poeira, que inclui aí o cenógrafo Fernando Mello e o iluminador Maneco Quinderé. Sempre gostei de trabalhar com equipes. Fiz quatro peças do Naum Alves de Souza com o mesmo grupo, o mesmo elenco. É a situação ideal, todos vivem afinados, em sintonia, não existe aquele desconforto do primeiro ensaio, os códigos já estão decifrados, diálogos fluem”, diz Marieta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;As duas atrizes inauguraram o Poeira, há dois anos, com uma montagem de &lt;i style=""&gt;Sonata de Outono&lt;/i&gt;, dirigida por Aderbal. Para subirem ao palco novamente, queriam um texto leve, alegre, bem distante da complexidade emocional da peça anterior. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Convidaram, então, Newton Moreno, autor da aclamada &lt;i style=""&gt;Agreste&lt;/i&gt;, para criar uma peça especialmente para elas. Inspirado na amizade das duas, nasceu &lt;i style=""&gt;As Centenárias. &lt;/i&gt;Segundo Marieta Severo, o pernambucano Newton, apesar de viver há 17 anos em São Paulo, é fiel às raízes nordestinas, além de conhecer profundamente a cultura popular, tratando a morte sem qualquer respeito, recriando um clássico da cultura popular, que é o desafio, o duelo com o destino. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;“Essa intimidade com a morte, a mistura do mundo real ao fantástico, com aquele sabor brasileiro, é deliciosa. É interessante ver como o surreal está inserido no cotidiano dessas pessoas e mostrar também um universo desconhecido para quem vive nos grandes centros. As carpideiras não são apenas importantes para os rituais fúnebres, mas têm uma aura mística. Elas são as eleitas, com um dom especial para encomendar os mortos. Ainda hoje, em muitos recantos do interior do Brasil, elas têm essas funções”, conta Marieta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;Em “As Centenárias”, a jovem Zaninha (Andréa Beltrão) admira Socorro (Marieta Severo) e quer seguir a carreira de carpideira, mas precisa passar pela maternidade, antes, o que a fará temer perdas e respeitar a morte. No entanto, depois que Zaninha abraça a função, ao lado de Socorro, e tem a vida de seu filho ameaçada, as duas mulheres conseguem, ardilosamente, enganar a morte. Antes disso, encontram diversos personagens, entre eles o cangaceiro Lampião, um coronel traído e uma viúva inconsolável. Os diferentes personagens são interpretados pelas duas atrizes, que dividem as cenas com o ator Sávio Moll e diversos bonecos que elas próprias manipulam. Os bonecos foram criados por Miguel Vellinho, que as ensinou as técnicas de manipulação. Sávio Moll manipula a boneca “Mulher de Luto”, faz a Morte e ainda toca rabeca, acompanhando as incelenças, os cantos fúnebres entoados pelas carpideiras. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.3pt;font-family:Arial;font-size:11;color:black;"   &gt;A ação transcorre em torno de um caixão, ponto central do cenário criado pelos cenógrafos &lt;span style=""&gt;Fernando Mello da Costa&lt;/span&gt; e &lt;span style=""&gt;Rostand Albuquerque&lt;/span&gt;. No fundo do palco, presos a uma enorme grade, estão cerca de 240 bonecos, sendo 60 mamulengos confeccionados por Mestre Tonho, de Olinda. Os outros 180 foram criados pela professora em arte de bonecos &lt;span style=""&gt;Ivete Dibo&lt;/span&gt;, que ainda fez máscaras para compor o cenário, que tem a forma circular, similar a um picadeiro de circo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:10;color:black;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; ******************************************&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT-ca2vMuI/AAAAAAAABL0/B1qWsErRLl4/s1600-h/dirceuzecaodorico1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT-ca2vMuI/AAAAAAAABL0/B1qWsErRLl4/s400/dirceuzecaodorico1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234588431110058722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bem-Amado&lt;br /&gt;Marco Nanini vive o vilão que aprendemos a amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Corrupção, muita retórica e poucas realizações. O que poderia ser um resumo da carreira de um político brasileiro também serve para definir um dos maiores anti-heróis da dramaturgia do País. O fascinante vilão criado por Dias Gomes em 1962 está de volta. Depois de ser apresentado nos palcos por Procópio Ferreira e popularizado pela interpretação de Paulo Gracindo na novela &lt;i style=""&gt;O Bem-Amado&lt;/i&gt;, Odorico Paraguaçu renasce, desta vez na pele de Marco Nanini, no Teatro das Artes. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“Odorico não envelhece, continua atual, é perene”, diz Nanini, que não quis assistir a fitas com capítulos da novela ou do seriado que Paulo Gracindo estrelou nos anos 80 para evitar influências na recriação do personagem. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sem qualquer referência, portanto, Odorico se impôs gradualmente para Marcos Nanini. “Primeiro, surgiu um convite informal para fazê-lo em um filme. Depois veio um outro convite informal, desta vez para estrelar o piloto de um novo seriado sobre o Bem-Amado. Foi então que achamos oportuno montar a peça, que tem um texto delicioso, engraçado e bastante contemporâneo”, conta Nanini.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;Síntese da Farsa&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Da mesma forma que Dias Gomes, que ao adaptar sua peça para a televisão incorporou situações que o Brasil vivia na década de 70, a nova ambientação da peça traz sinais do mundo contemporâneo nesta versão assinada por Cláudio Paiva e Guel Arraes, com direção de Enrique Diaz. Que não se esperem, no entanto, alusões a escândalos administrativos da atualidade. “Não queremos focar a ação em críticas a partidos ou a políticos. A figura de Odorico prima pela síntese da farsa, ele já simboliza muitos elementos sem haver necessidade de estar ligado ao mundo real”, diz Nanini, que se declara feliz em participar de mais uma comédia. “A comédia me acompanha. Não é que eu me afaste do drama, mas é bom trabalhar um texto tão divertido”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Embora não tivesse uma relação próxima com Dias Gomes, Marcos Nanini participou tanto do primeiro quanto do último trabalho escrito pelo dramaturgo para a televisão. Na década de 60, Nanini foi chamado, com outros estudantes de teatro para uma cena de duelo de espadachins na novela &lt;i style=""&gt;A Ponte dos Suspiros&lt;/i&gt;, adaptação de um dramalhão histórico italiano, que o escritor assinava sob o pseudônimo de Stela Calderon.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Estavam à procura de quem soubesse um pouco de esgrima. Lá fui eu, com outros colegas, fazer figuração. Acho que eu morri na cena”, lembra Nanini, que, mais tarde, conheceu Dias Gomes, que, em 1998, adaptou para a televisão o romance &lt;i style=""&gt;Dona Flor e seus Dois Maridos – &lt;/i&gt;em parceria com Marcílio Moraes e Ferreira Gullar&lt;i style=""&gt;. &lt;/i&gt;“Desta vez, eu era Teodoro, o segundo marido de Dona Flor”, conta Nanini.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Quem não se lembra?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“Cachacistas juramentados" e "donzelas praticantes"; “Chamem a imprensa escrita, falada e televisada”; "Vamos botar de lado os entretanto e partir pros finalmentes". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Os termos e frases cunhados por Odorico Paraguaçu tomaram conta do Brasil em 1973, quando foi ao ar a primeira telenovela a cores do País. É difícil definir o caráter de Odorico Paraguaçu, um “coronel” do interior, que domina a fictícia cidadezinha baiana de Sucupira, enquanto almeja chegar ao governo do estado, apresentando como grande obra de sua gestão o cemitério municipal – que não pode ser inaugurado porque ninguém morre na cidade. Por isso, ele se regozija com a chegada do matador Zeca Diabo, que cumpre promessa ao Padre Cícero de recuperar-se e abandonar a vida de pistoleiro. Em Sucupira, outras figuras do universo de Dias Gomes ficaram célebres por causa do &lt;i style=""&gt;Bem-Amado, &lt;/i&gt;como Dirceu Borboleta e as três irmãs Cajazeira, as solteironas apaixonadas pelo prefeito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7394788547616641123?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7394788547616641123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7394788547616641123' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7394788547616641123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7394788547616641123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/08/revista-aplauso-teatro-edio-87.html' title='Revista Aplauso - Teatro Edição 87'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mWPAe_q6h-M/SKT8rcKDi2I/AAAAAAAABLs/yawiHCsCgBQ/s72-c/01_nanamoraes_alta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-2482223204027183594</id><published>2008-08-14T20:16:00.001-07:00</published><updated>2008-08-14T20:29:30.651-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Revista de Teatro - SBAT</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Criação da Segunda Pele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Olga de Mello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os figurinistas Ney Madeira e Marclo Pies falam das dificuldades do ofício e da magia de ver o ator vestir o figurino pela primeira vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Nascidos e criados em Niterói na década de 60, Ney Madeira e Marcelo se espantam por nunca haver se ‘esbarrado’ na adolescência. Moravam em bairros próximos, pretendiam trabalhar em outras áreas – Ney cursou Arquitetura, Marcelo estudou Letras – e se mudaram para o outro lado da Baía de Guanabara na mesma época. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;No estúdio de Ney Madeira, no terraço de um edifício de onde se divisa a Enseada de Botafogo, eles se encontraram pela primeira vez para falar sobre a criação de figurinos, atividade a que chegaram gradativamente, e que os apaixona, apesar da falta de estrutura que ainda enfrentam nas produções brasileiras – desde a lavagem errada de peças de roupa até a adaptação de roupas para diferentes atores, sem consulta a quem os criou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;“Somos heróis da resistência, o teatro brasileiro sobrevive por causa do amor de seus profissionais”, diz Ney Madeira, que também é professor de cenografia, cenotécnica e indumentária em universidades particulares. Com trabalhos em mais de 100 peças desde o início da década de 90, ele acumula indicações para prêmios tanto em cenografia quanto em figurinos. “Fica como cartão de visitas da gente. Ganhei prêmios logo que comecei, depois, não parei mais de ser indicado”, conta. A mais recente indicação foi pelo figurino da montagem de “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”. Não pode se queixar de pouca atividade: “Este ano já foram sete peças,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mal acabando um projeto, iniciando o seguinte”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Marcelo Pies acumula com o teatro produções para cinema e publicidade e tem trabalhos expressivos no currículo, como “Tio Vânia” – indicada para o Prêmio Shell de melhor figurino em 2003 - e “Hamlet”, ambas dirigidas por Aderbal Freire-Filho. “Gosto de transitar em meios diferentes, mas é no teatro que percebemos as respostas imediatas ao que foi criado, não apenas por quem veste a roupa, mas com a reação da platéia”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Para suprir as carências de um mercado onde não se encontram sequer zíperes em tamanhos diferentes, o jeito é abusar da criatividade. Cortinas se transformam em toalhas de mesa, colchas se transmutam em casacos. Os dois lamentam os orçamentos apertados das produções, que contam cada vez menos com patrocínio e garantem, com olhos brilhantes, que todos os esforços são compensados quando testemunham o momento em que um ator veste pela primeira vez o figurino e o personagem surge na cena.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Como foram seus primeiros passos profissionais? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Eu fazia Arquitetura na UFF e acabei entrando para um curso de cenários e adereços para teatro. Comecei a me interessar por teatro, cheguei a fazer formação de ator, mas era muito canastrão. Vim fazer cenário e figurino na CAL e na Martins Pena. Conheci, então a Lídia Kosowski, que foi minha madrinha em cenário. Com o tempo, comecei a fazer assistência da Lídia, montamos uma parceria e eu passei a fazer figurino. Virou uma dobradinha, a Lídia no cenário e eu nos figurinos. Hoje, eu atuo nas duas frentes. Divido o ateliê com a Lídia, mas trabalhamos separadamente, com clientelas diferentes. Continuamos muito amigos&lt;/b&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;Eu estudava Letras na UFRJ e comprava roupas da confecção Transfigura, da Cláudia Kopke e da Emília Duncan, que acabaram me chamando para trabalhar com elas. Emília e Cláudia me acolheram, foram minhas madrinhas. Quando a confecção acabou, embora minha intenção inicial fosse fazer moda, eu já estava acompanhando a Emília em criação de figurinos para publicidade e cinema. Só fui trabalhar com teatro em 1995, com “Cinco Vezes Comédia”, do Hamilton Vaz Pereira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Trabalhar com criação de roupas hoje é muito mais fácil do que quando vocês começaram, não? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Ney Madeira – Não existia nada de material acessível, não havia cursos superiores de moda que criaram mercado para a literatura neste setor. A gente se atirava no abismo, pesquisando em livros, romances, crônicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;A nossa vida melhorou muito. Tem mais material importado, muitas revistas, caras, tem Internet. Antes, recorríamos a qualquer fonte de pesquisa, incluindo cinema. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Outro aspecto complicado era que as produções nunca davam as condições para fazer o trabalho que você havia criado. Isso fez com que eu me empenhasse muito para dar o melhor na confecção do figurino. Para suprir a carência das produções, eu ia lá, bordava, botava algo meu na roupa. Até hoje eu me dedico muito, o que acabou servindo para me abrir caminho no teatro. Não há melhor divulgação que um trabalho bem realizado. Dei sorte, também, porque minha primeira montagem amadora foi em 1989. Três anos depois, eu fui indicado a um prêmio Coca-Cola por uma montagem infantil de “Tartufo”. A indicação alavancou minha carreira no início. Fiz muito teatro infantil, um atrás do outro. Depois, vieram óperas, balés, peças para público adulto. Aqui, fazemos de tudo. Na Europa, nos Estados Unidos, tem gente que só faz figurino de ópera, de balé. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Qual é a principal dificuldade no trabalho de vocês? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;A falta de um local que reúna&lt;/b&gt; &lt;b style=""&gt;profissionais dedicados a teatro. A gente sai distribuindo encomendas por tudo quanto é lugar da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Só o (Teatro) Municipal tem costureiras e alfaiates contratados, porém eles são funcionários públicos, não viram a noite para entregar o material a tempo. Agora, são fantásticos. Ninguém faz “tutus” para balé melhor do que as costureiras do Municipal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;Nos Estados Unidos até os teatros amadores das universidades têm ateliês de costura. Aqui não existem ateliês nem há renovação do pessoal especializado em costura para teatro. O teatro é artesanal, não é indústria como o cinema, a publicidade ou a televisão. &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney – &lt;b style=""&gt;Com esta leva de musicais mais grandiosos, talvez comecemos a ter uma produção específica para teatro, com mais profissionais habilitados. Estamos sempre inventando a roda. Em Londres você pode escolher um jacquard e mandar produzir um tecido do século 18. Aqui não existe isso, temos que pintar, bordar, estampar sozinhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Como é o processo de criação de um figurino? Em que vocês pensam primeiro, no personagem, na história, no ator, no pedido do diretor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Tem diretores que dizem “Não entendo de figurino, faz aí”. Isso é a pior relação possível. E há os que indicam caminhos. O bom diretor é o que consegue agregar a equipe e criar um conceito para o espetáculo em que todos vão trabalhar. Aquela pessoa que faz reuniões periódicas de criação e concepção, onde você cruza cenografia, figurinos, direção musical. São os melhores resultados. O que deixa a gente solto, sempre pode dizer: “Ih, não era bem isso que eu pensava”. Isso acontece pouco. Em geral, as pessoas adoram tudo. Tem gente que não consegue visualizar, nem ver desenho. Tem que mostrar o caminho. Tem aquele que encomenda. Eu quero isso. Você tenta criar, mas “não era isso o que eu queria”. São poucos. A maioria dá liberdade de criação. Sempre vai bater, porque a gente acompanha ensaio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;O trabalho é de equipe. Se o ator não estiver feliz, não vai dar certo, se a luz não bater bem, vai estourar a cor, o figurino não parecerá bem. Eu nunca tive isso de nenhum diretor me dizer: é assim. Então, vou fazendo e mostrando as idéias. E nosso trabalho não se limita à criação da roupa, a mostrar como conservar os figurinos, mas também o de orientar a postura dos atores com algumas peças, ao uso de sombrinhas, xales, chapéus, perucas. Quem está com um vestido de cauda, por exemplo, precisa aprender a antes de se levantar, chutar a cauda para trás, como se fazia antigamente. Se a atriz não consegue, temos que adaptar o figurino às possibilidades dela.&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- &lt;b style=""&gt;É um trabalho que exige psicologia. Há casos específicos em que se o figurino compensa visualmente atores sem atributos físicos para compor determinados personagens. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo – &lt;b style=""&gt;A gente faz uma transfiguração mesmo e percebe uma nítida diferença nos ensaios quando eles vestem o figurino. Muda até o tom da voz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;A preferência de vocês é por trabalhar com figurinos de época. Por quê? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Ney &lt;/b&gt;Madeira – &lt;b style=""&gt;O figurino de época permite maior liberdade de criação, de interpretação. Às vezes, criamos uma estética particular do espetáculo com inspiração em algum lugar, alguma tendência, montando um universo teatral que não precisa, necessariamente, representar fielmente um período.&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Pies – &lt;b style=""&gt;Teatro é uma caixa preta de representação lúdica.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;É o sonho que fica possível. O ser fiel não interessa em teatro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ney Madeira – &lt;b style=""&gt;Teatro não tem foco, então, o figurino tem que aparecer e simbolizar o tempo todo em cena. Mas tudo depende do contexto, do momento. Quando eu fiz “Dolores”, ouvia a platéia de cabeças brancas comentando que já haviam usado aquele tipo de bolsa, aquele modelo de sapato. O figurino cria uma identificação do ator com o personagem e da platéia com a cena. A paixão das pessoas é que elas projetam o desejo do que surge naquilo exclusivo e especial que foi criado especificamente para um momento&lt;/b&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;u&gt;Quem é referência como figurinista para vocês? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ney Madeira - &lt;b style=""&gt;A grande precursora é a Kalma Murtinho, uma desbravadora que fez muita coisa, abriu muito esse caminho para a criação no Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Marcelo Pies - &lt;b style=""&gt;Eu acho incrível o trabalho da Irene Sharaff, que fez o primeiro Sweet Charity do Bob Fosse na Brodway. Hoje ela é figurinista em Hollywood. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-2482223204027183594?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/2482223204027183594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=2482223204027183594' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2482223204027183594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/2482223204027183594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/08/revista-de-teatro-sbat.html' title='Revista de Teatro - SBAT'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-805433121331846387</id><published>2008-07-03T12:54:00.001-07:00</published><updated>2008-07-03T13:06:11.104-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b&gt;"Os EUA sofrem de uma crise intelectual", diz autor&lt;/b&gt;  &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt; &lt;div&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;03/07/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002041/imagens/foto03cul-legwault-d12.jpg" /&gt;   &lt;div&gt;Michael R. LeGault: crise resulta de um declínio no  pensamento lógico&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Uma sociedade imediatista, sem tempo nem paciência para a leitura, está fadada a perder sua liderança socioeconômica no cenário mundial. Para o americano Michael R. LeGault, autor de "Think! Por Que não Tomar Decisões num Piscar de Olhos" (Best Seller, R$ 29,90), o declínio do pensamento crítico é fenômeno mundial que ameaça a posição conquistada pelos Estados Unidos internacionalmente, mas deve ser considerado em qualquer país. "A Europa não é governada pela razão, mas pelos interesses no bem-estar social. Os EUA ao menos reconhecem que são controlados por advogados, pela mídia, por interesses de mercado e pelo pensamento politicamente correto, não pelo raciocínio crítico, enquanto a Europa vive em negação. Os europeus consideram a Europa perfeita", disse LeGault, em entrevista ao Valor.&lt;br /&gt;Propositalmente, o título "Think!" remete a "Blink, a Decisão num Piscar de Olhos" (Rocco), do inglês Malcom Gladwell, que apresenta estudos científicos sobre percepção e intuição humanas, um sucesso entre leitores do mundo corporativo. "Escrevi o livro por acreditar que os EUA sofrem de uma crise intelectual que está ameaçando nosso trabalho, nossa segurança e nossa liberdade. A crise resulta de um declínio no pensamento lógico e da valorização do pensamento emocional e intuitivo, das decisões rápidas, uma abordagem privilegiada por Glawell", afirma LeGault.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado em biologia, com especialização em química, ele já fez consultoria para empresas e escreve sobre tecnologia e ciência em várias publicações dos EUA e Canadá. Ressaltando a importância do conhecimento nessas áreas, ele acredita que os efeitos da valorização tecnológica têm prejudicado o próprio meio científico: "As pessoas precisam ter contato com arte, literatura e filosofia, compreender como a alegoria e o simbolismo são essenciais para o pensamento abstrato. No mundo todo se verifica uma redução na leitura, principalmente entre jovens."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com LeGault, ler é uma das chaves para a inovação e a criatividade, que não são estimuladas pelos videogames. "As pessoas perdem muito tempo diante da TV e navegando pela internet, embora atualmente se trabalhe bem menos do que há cem anos. Ao mesmo tempo, o estresse causado pelo excesso de informação é um dos fatores que prejudica tanto o desempenho quanto o pensamento lógico", analisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A padronização do comportamento de crianças com déficit de atenção ou hiperatividade é duramente atacada por ele no livro. Ainda não há conclusões sobre a melhora do desempenho cognitivo de estudantes que tomam medicamentos para se adequar às atitudes exigidas em sala de aula. O temor de prejudicar as minorias também daria pouca importância ao conhecimento, diz LeGault. Ele lembra que os questionários para candidatos a vagas em empregos públicos se detêm em informações sobre gênero, etnia e necessidades especiais, dando menos relevância à qualificação profissional.&lt;br /&gt;"Todas as sociedades modernas estão registrando o declínio no pensamento lógico, a base das grandes civilizações, da Grécia Clássica ao Império Britânico. As crianças nem sequer aprendem tabuada, já que as calculadoras fazem as contas." Segundo LeGault, as empresas no mundo inteiro têm perdido em inovação. Ele conta que o vice-presidente da General Motors, Robert Lutz, credita a pouca criatividade dos jovens engenheiros americanos à ênfase em liderança e gestão de pessoas dentro dos currículos universitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os EUA são vítimas do próprio sucesso, embora ainda estejam na frente em áreas como a genética, a informática e a medicina", afirma. Para ele, o país tem a função "especial no mundo" de difundir os princípios de democracia e liberdade, inerentes às condições de crescimento econômico: "A liberdade é uma condição indispensável para o pensamento crítico. Não há como melhorar o padrão de vida de uma nação sem um sistema político democrático. A menos que haja abertura política na China, todo o avanço que eles obtiveram vai parar. Nesse contexto, o Brasil está adiante da China."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-805433121331846387?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/805433121331846387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=805433121331846387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/805433121331846387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/805433121331846387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/07/valor-econmico-liros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-4452402909757742548</id><published>2008-06-27T05:35:00.000-07:00</published><updated>2008-06-27T05:37:17.142-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b class="Titulo"&gt;Países emergentes têm o que ensinar, diz especialista &lt;/b&gt;&lt;!--/Titulo Noticia--&gt; &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt;&lt;!--Autor--&gt; &lt;div class="Autor"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;26/06/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="mudaFonte"&gt;&lt;!--Texto Conteudo--&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div class="Img_Right" id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl00_pnlPictureContent"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="PictureCredit"&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl00_imgPicture" style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002036/imagens/foto26cul-peterwsenge-d12.jpg" /&gt;   &lt;div id="PictureAlt"&gt;Senge, que nesta semana participou de congresso no Rio:  empresa voltada só para a lucratividade imediata não saiu dos tempos da  Revolução Industrial&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;A sobrevivência no mundo corporativo no século XXI exige modelos  administrativos diferentes daquele consagrado pelos americanos, que privilegia a  centralização das decisões e sistemas hierárquicos sem estimular a abordagem  integral dos negócios, ignorando a vida fora do ambiente profissional. Há mais  de 30 anos analisando o comportamento das principais empresas do mundo, Peter  Senge, um dos mais respeitados especialistas em administração, acredita que os  novos modelos de gestão virão de países emergentes, como Brasil ou Índia.  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;"A padronização é uma característica ultrapassada, que remonta à Revolução  Industrial. Muitas empresas já encontraram maneiras de equilibrar a produção com  projetos socioambientais que lhes conferem um patrimônio muito mais  significativo do que o lucro financeiro. É bom que surjam diversos modelos ao  mesmo tempo", afirmou Senge ao Valor, no Rio, onde participou do 34º Congresso  RH-Rio, realizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos.  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Em "A Quinta Disciplina" (Best-Seller, 1990), Senge já advertia as empresas  para a necessidade de se adaptar aos novos tempos, criando bom ambiente de  trabalho e incentivando a confiança e a ampliação dos conhecimentos entre os  funcionários. O livro, que esmiuçava o conceito de "learning organization"  (empresa que aprende), vendeu mais de um milhão de cópias no mundo e enfatiza a  importância do pensamento sistêmico, em que qualquer assunto deve ser visto sob  vários ângulos. O conceito não é de Senge - nasceu de debates no Instituto de  Tecnologia de Massachusetts (MIT). &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Foi no instituto que ele, já formado em engenharia e filosofia, se especializou  em sistemas sociais e gestão e fundou o Centro de Aprendizagem Organizacional da  Escola de Administração Sloan. Ao longo de 18 anos, Senge comprovou que as  empresas sem preocupação com o que as cercam tendem a encerrar as atividades  antes que as comprometidas com o desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;"Muitos já estão familiarizados com o conceito, mas poucos o aplicam. A  empresa voltada só para a lucratividade imediata não saiu da era industrial. É  importante definir em qual organização se vai trabalhar, se uma que leve ao  crescimento pessoal ou outra em que apenas se ganhe dinheiro", afirma. Ele  condena os workaholics: "Em razão da cultura de algumas empresas, muita gente  pensa que deve trabalhar incessantemente. Isso tolhe a a criatividade dessas  pessoas, que não conseguem lidar com imprevistos ou abrir-se para novos  conhecimentos." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Senge acredita que essas limitações também estão ligadas à crise na  educação, agravada pelo fato de que a maioria dos países mantém um sistema  educacional arcaico. Para ele, as deficiências de concentração e abstração hoje  observadas entre crianças, adolescentes e jovens se deve não só ao "bombardeio"  tecnológico, mas à falta de convivência entre as gerações.  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;"Os escritores de ficção científica estavam certos: as máquinas vão nos  dominar. O ritmo de nossa vida é ditado pela tecnologia. As crianças agora vivem  sem a supervisão dos adultos, passando mais tempo diante de telas do que  interagindo com pais e parentes. Elas recebem uma extraordinária carga de  informações que não conseguem processar. Os adultos também. Um estudo na  Grã-Bretanha constatou que, ao fim de um dia usando blackberries, um adulto  sofre queda superior a 20% no QI. O organismo humano não foi programado para  isso", alerta Senge. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Depois de várias visitas ao Brasil, ele aponta a vitalidade como uma das  peculiaridades da população. "Essa energia que os brasileiros demonstram é que  leva à liderança em um setor importante, o musical. A diversidade da música  brasileira conquistou respeito internacional. Esse é um exemplo de que há  riquezas culturais que podem contribuir para a criação de um modelo diferente e  único em negócios. Cada país deve seguir o seu modelo, com um sistema  educacional que ensine o jovem a pensar de acordo com sua cultura." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-4452402909757742548?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/4452402909757742548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=4452402909757742548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4452402909757742548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/4452402909757742548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/06/pases-emergentes-tm-o-que-ensinar-diz.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-7933051807586533513</id><published>2008-06-27T05:29:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T12:59:44.343-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b class="Titulo"&gt;Disciplina financeira é um bom assunto para crianças&lt;/b&gt; &lt;!--/Titulo Noticia--&gt; &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt;&lt;!--Autor--&gt; &lt;div class="Autor"&gt;Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;15/05/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--/Autor--&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="mudaFonte"&gt;&lt;!--Texto Conteudo--&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="BodyTitle"&gt;"Dinheiro Não Dá em Árvore" - Neale S.  Godfrey.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Ed. Jardim dos Livros, 192 págs. R$ 24,90 &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="BodyTitle"&gt;"Educação Financeira" - Cássia  D'Aquino.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Ed. Campus/ Elsevier, 180 págs. R$ 41,50 &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div class="Img_Right" id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl08_pnlPictureContent"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="PictureCredit"&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl08_imgPicture" style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002007/imagens/foto_15cul-livro2-d10.jpg" /&gt;   &lt;div id="PictureAlt"&gt;Cássia D'Aquino: a impulsividade dos adolescentes pode ser  administrada&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenômeno que se registra nos países desenvolvidos há muito tempo, o crescente endividamento de jovens adultos pode ser fruto da pouca relevância que os assuntos financeiros merecem no âmbito doméstico. Pregando a resistência aos apelos publicitários que estimulam o consumo facilitado pelo emprego de cartões de crédito, há livros que enfatizam a importância da educação financeira a partir da primeira infância. Mais que estimular o gosto pela administração de finanças pessoais, que pode ser saudável, especialistas acreditam que a disciplina em relação ao dinheiro consiga frear o surgimento de futuras gerações de devedores inconseqüentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a americana Neale S. Godfrey, que trabalha com educação financeira para jovens desde 1989, a explosão de inadimplência está diretamente ligada à popularidade dos cartões de crédito. "Hoje, nos Estados Unidos, há mais gente pedindo falência do que concluindo cursos universitários. É comum que os formandos iniciem sua vida profissional com uma média de U$ 20 mil em dívidas, incluindo aí despesas de cartão de crédito", alerta Neale, autora, com Carolina Edwards e Tad Richards, de "Money Doesn't Grow on Trees", agora publicado no Brasil ("Dinheiro Não Dá em Árvore").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro, que esteve na lista dos mais vendidos do "New York Times", Neale enfatiza a necessidade de familiarizar as crianças com a utilização de dinheiro, além de recomendar aos pais que estimulem os filhos a desenvolver senso crítico, para não ceder à sedução da publicidade. "A televisão americana tem anúncios dirigidos a crianças desde os três anos de idade. Os adolescentes recebem mensagens publicitárias através de todo tipo de veículo. Sem uma educação para a responsabilidade financeira, as crianças crescem confundindo valor pessoal com valor medido pelo acúmulo patrimonial", disse Neale, em entrevista por e-mail ao Valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, 180 mil americanos de 18 a 24 anos declararam falência pessoal, informa Neale. No Brasil, onde é seguido modelo semelhante de consumo, o quadro é alarmante. "Em 2006, as pessoas entre 21 e 30 anos correspondiam a 16% dos inadimplentes. Ainda não temos os dados fechados de 2007, mas apenas até julho do ano passado essa faixa etária já representava 42% dos inadimplentes brasileiros", conta Cássia D´Aquino, autora de "Educação Financeira - Como Educar seu Filho", que também orienta pais sobre valores de mesadas e chama a atenção para o excesso de horas que as crianças passam em frente à televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aristóteles já falava na insubordinação e impulsividade dos adolescentes. Se o cartão de crédito reforça essas características, os pais precisam disciplinar o filho, evitando o consumismo irrefletido. Nos Estados Unidos, já há casos de suicídio entre meninos endividados. Lá, o assédio das operadoras de cartões de crédito se inicia no primeiro dia do ano letivo, em todas as universidades. Valeria até uma discussão ética sobre o paradoxo que é conceder um instrumento de dívida a alguém que sequer tem renda. Afinal, todos os bancos têm produtos para jovens", afirma Cássia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte as diferenças no comportamento das classes médias americana e brasileira, os dois livros trazem exemplos de como é possível ensinar aos filhos o comedimento na compra dos produtos que eles mais prezam. Tanto aqui quanto lá, os objetos de desejo são os mesmos - roupas, calçados e produtos eletrônicos de última linha. Enquanto Neale diz que adolescentes devem procurar suprir sua própria receita com empregos de meio-expediente, o livro de Cássia sugere que os jovens assumam algumas funções geralmente delegadas a empregadas domésticas, sendo recompensados financeiramente pelas tarefas executadas. As duas escritoras também recomendam que jovens adultos fiquem responsáveis pelo pagamento de uma parte das despesas dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao mesmo tempo em que se despreza a educação financeira, as famílias acumulam um número excessivo de aparelhos eletrônicos, como televisões e computadores", observa Cássia, e sempre com endividamento, "decorrência da ostentação de um padrão que não corresponde à realidade". Isso até pode ser explicado pela cultura americana, "que valoriza resultados e não os processos". Mas é uma relação toda própria com o dinheiro. "Há pais que incutem nos filhos o sonho de se tornarem milionários", diz Cássia, que condena com veemência o uso de cartões de crédito por adolescentes. "Eles têm total capacidade de se organizar com dinheiro, muitos fazem poupança para festas de formatura. Entregar um cartão a um adolescente não é educar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neale não vê problema no uso de cartões a partir dos 18 anos, desde que os limites sejam baixos e os pagamentos sejam feitos religiosamente na data do vencimento. "Você deve se certificar de que seu filho compreende que o cartão de crédito é uma conveniência, não um instrumento para quem não tem dinheiro", aconselha Neale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora ainda haja poucos títulos brasileiros sobre educação financeira para crianças, esse segmento tende a aumentar, diz a editora de educação e referência da Campus-Elsevier, Caroline Rothmuller. "Além do livro da Cássia D´Aquino, para os pais, temos ainda o 'Pai Rico, Pai Pobre', de Sharon Lechter e Robert Kiyosaki, em quadrinhos, para crianças. Vamos buscar mais títulos especialmente voltados para o público adolescente."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-7933051807586533513?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/7933051807586533513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=7933051807586533513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7933051807586533513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/7933051807586533513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/06/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-3027775605462708671</id><published>2008-06-27T05:24:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T13:05:02.345-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b class="Titulo"&gt;Novos tempos impõem rigor à gestão de riscos&lt;/b&gt; &lt;!--/Titulo Noticia--&gt; &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt;&lt;!--Autor--&gt; &lt;div class="Autor"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;08/05/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="mudaFonte"&gt;&lt;!--Texto Conteudo--&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="BodyTitle"&gt;"Mercado de Opções: Conceitos e Estratégias" - Luiz Maurício  da Silva. &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div class="Img_Right" id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl02_pnlPictureContent"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="PictureCredit"&gt;Silvia Costanti / Valor&lt;/div&gt;&lt;img id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl02_imgPicture" style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002002/imagens/foto_08cul-luizmauricio-d10.jpg" /&gt;   &lt;div id="PictureAlt"&gt;Luiz Mauricio da Silva: criado na Cidade de Deus, no Rio, deu  a volta por cima, fez MBA na Espanha e lançou  livro&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;Editora Halip, 986 páginas. R$ 180  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O administrador carioca Luiz Maurício da Silva é seu próprio caso de sucesso. Criado na Cidade de Deus, custeou os estudos com trabalho desde jovem. Atuou no mercado financeiro, tornou-se especialista em derivativos, fez MBA na Espanha e, na volta, escreveu "Mercado de Opções: Conceitos e Estratégias", que ganha agora sua terceira edição e tem a perspectiva de ser distribuído em países árabes, europeus, além dos Estados Unidos. O momento parece bastante propício, agora que o Brasil foi classificado com "grau de investimento" na escala de risco de crédito da Standard &amp;amp; Poor's. O livro chegará a investidores em 23 países árabes, tendo também edições em francês, espanhol e inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tiragem de seis mil exemplares em português, a nova edição terá quase mil páginas. A versão original, lançada em 1996, tinha 230 páginas e trazia 27 estratégias voltadas para proteção, alavancagem e arbitragem. Doze anos depois, Silva avalia que existe campo maior para atuação dos profissionais do mercado financeiro e investidores em geral: hoje, como se vê no livro, são 119 as maneiras de utilizar as ferramentas disponíveis no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição ampliada de "Mercado de Opções" tem nova apresentação, em capa dura, e contempla o que surgiu no mercado nos últimos anos. Segundo Silva, o livro se destina a quem pretende atuar no mercado, compreendendo que existem instrumentos de proteção para diminuir os riscos dos investimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor lembra que o investidor de hoje não pode contar com a intuição e o conhecimento empírico para operar, desprezando conceituação e fundamentação teórica que permitem a análise técnica de situações. "Não há espaço para amadores no mundo globalizado, onde a negociação é realizada online", afirma Silva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td style="text-align: justify;"&gt;Para ele, na década de 1990 havia uma prática comum no mercado de opções - a de se operar com base nas experiências anteriores, nas informações dos negócios em andamento no pregão e no "feeling". Nos fundos de pensão, corretoras, bancos e em grande parte do mercado de capitais o uso dessas ferramentas de análise era do domínio de pouquíssimos profissionais: a grande maioria não sabia como implementar as fórmulas, nem havia um veículo veloz para disseminar informações. &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt;"Hoje, os que operam, os que fiscalizam e os que se interessam pelo mercado de ações têm que dominar fórmulas e montar planilhas para todas as situações que se apresentam em qualquer parte do mundo", afirma Silva. Com a internacionalização da economia, "as estratégias são semelhantes nas bolsas do mundo inteiro, servindo tanto para mercado acionário, quanto para o de commodities e o de derivativos". A idéia do autor foi montar um guia com conceitos e exemplos de dinâmica operacional que dão base para o entendimento dos mecanismos do mercado e para a estruturação de estratégias de hedging.&lt;br /&gt;A segurança de Silva para transitar pelo universo sempre mais complexo dos investimentos foi construída sobre a necessidade de superar problemas financeiros que conheceu desde a infância, quando teve de sair das margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde vivia, em uma das precárias habitações da extinta favela da Praia do Pinto, na zona Sul carioca. Os moradores da favela, removida na década de 1960 pelo então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, foram transferidos para os conjuntos habitacionais da Cidade de Deus, uma localidade no distante bairro de Jacarepaguá.&lt;br /&gt;"Era barro para todo lado, não tinha asfalto, nem luz. Uma roça a mais de 30 quilômetros de onde vivíamos antes", lembra Silva. Decidido a investir em sua própria educação, incentivado pelos pais, ele começou a trabalhar aos 14 anos, para ajudar a pagar a escola. "O ensino público já estava decadente. Então, procurei um colégio bom, particular, que pagava vendendo as tapeçarias de minha mãe. Meus pais eram muito sérios, trabalhavam duro e me ensinaram a lutar pelo que eu queria", diz. Ele afirma que está sempre pronto a atravessar a cidade - ou o país - para contar sua história a jovens de comunidades carentes. "É importante que os meninos saibam que o reconhecimento da sociedade é possível se a pessoa não desanimar frente às adversidades."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de fazer curso profissionalizante de desenhista, Silva pensou em seguir artes plásticas ou arquitetura, mas acabou se decidindo por administração de empresas em uma faculdade privada. Antes dos 20 anos, já havia sido tapeceiro, contínuo e desenhista em uma cadeia de lojas de departamentos. Foi admitido no banco &lt;empresa&gt;Bradesco&lt;/empresa&gt; como escriturário e acabou chegando à área de processamento de dados. Ali se especializou em organização e métodos. Em 1983, fez parte da equipe que criou a primeira Bolsa de Futuros brasileira, a BBF. "Fui encarregado da normatização de manuais. Nada sabia de derivativos, mas tomei gosto. Tanto que me empenhei em conseguir uma bolsa do CNPq para cursar um MBA em administração na Universidade Autônoma de Madri", diz Silva, que hoje é consultor de empresas, além de professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV).&lt;br /&gt;Apesar de ter recebido convites para aumentar a tiragem e a distribuição do livro atualizado, Silva prefere publicar esse título ampliado por sua própria editora, a Halip. "No momento, quero ter domínio sobre a edição. Gosto de bater de porta em porta, levar para as livrarias e cursos de MBA", afirma. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-3027775605462708671?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/3027775605462708671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=3027775605462708671' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3027775605462708671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/3027775605462708671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/06/novos-tempos-impem-rigor-gesto-de.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-22152876412979318</id><published>2008-06-27T05:23:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:06:00.188-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;b class="Titulo"&gt;Lucília está de volta. Com livro para adultos &lt;/b&gt;&lt;!--/Titulo Noticia--&gt; &lt;div style="margin-top: 10px;"&gt;&lt;!--Autor--&gt; &lt;div class="Autor"&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;02/05/2008&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="mudaFonte"&gt;&lt;!--Texto Conteudo--&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div class="Img_Right" id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl00_pnlPictureContent"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" width="50"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;div id="PictureCredit"&gt;Divulgação&lt;/div&gt;&lt;img id="ctl00_ContentInterna_rptBody_ctl00_imgPicture" style="border-width: 0px;" src="http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0001998/imagens/foto02cul-lucildia-d17.jpg" /&gt;   &lt;div id="PictureAlt"&gt;Lucília: integração dos japoneses ao Brasil e crise pós-1929  se entrecruzam no enredo&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;Uma das mais  celebradas autoras de literatura infanto-juvenil nas décadas de 1970 e 80,  Lucília Junqueira de Almeida Prado decidiu dar novo rumo à sua carreira. Aos 84  anos, está lançando seu primeiro livro destinado ao público adulto, "Sob as Asas  da Aurora" (Conquista/Scortecci), a biografia de uma imigrante japonesa, mãe de  sua melhor amiga de infância. "Eu queria homenagear os cem anos de chegada dos  japoneses e também registrar as histórias que ouvi e as que vivi", conta a  paulistana Lucília. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Em 1971, com seu segundo livro, "Uma Rua como Aquela", Lucília recebeu o  Prêmio Jabuti de Literatura Infantil. "Cheguei a vender mais do que a Zélia  Gattai, que era o grande sucesso em uma determinada época. No entanto, meus  livros não entravam na lista de mais vendidos porque não se dava importância à  literatura infantil como agora. Não existia uma lista específica de  infanto-juvenis", diz Lucília, que cresceu lendo Monteiro Lobato e Viriato  Correia. Dos autores infanto-juvenis contemporâneos, elogia João Carlos Marinho  ("O Gênio do Crime") e J. K. Rowling, por ter conquistado uma geração de  leitores com Harry Potter. Da série e do personagem, entretanto, não gosta.  "Detesto esta temática de magia, de feitiçaria. Só li o primeiro livro."  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Mãe de cinco filhos, ela própria conheceu a dificuldade de inocular o  "vírus" da leitura em crianças. "Só os três mais velhos são leitores  compulsivos." Percorreu boa parte do país em viagens promovidas pelas editoras  para apresentar seus livros em escolas. "Mas não é isso que faz o leitor nem uma  estante repleta de livros que jamais são abertos pelos pais. A criança precisa  desmistificar o livro, abrir, pegar, manusear. E ver os pais lendo, ouvir  histórias. Depois, tem de saber que os professores também lêem. Só então deve  travar contato com os escritores", acredita. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Alcançar leitores de faixas etárias mais elevadas não foi difícil, conta  Lucília, que havia 15 anos não lançava um livro. Sua estréia na literatura  deu-se quando já havia passado dos 40 anos e os filhos já estavam educados. Em  1985, com 65 livros publicados, precisou interromper a vida literária para  cuidar do marido, que adoecera. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Ao longo desse período, acumulou mais de 50 contos inéditos. Todos para  adultos. "O livro infanto-juvenil precisa de suspense, aventura, pouquíssimas  descrições, muito diálogo, muita ação e mistério. Se tiver ilha, então, é a  alegria das crianças. Leitor adora ilha. Não se vê hoje o sucesso do seriado  "Lost"? Já a ficção para adulto permite exercícios por outros estilos e não se  prende a temas restritos", afirma Lucília, que escreve a lápis, em cadernos,  reservando a página da esquerda para alterações. "É uma trabalheira, mas só sei  fazer assim. Mando tudo para datilografar, nunca consegui me adaptar a  computador nem a máquina de escrever. É bom porque faço muitas revisões antes do  texto final." &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Ainda neste ano deverá ser publicado o primeiro de três volumes de contos.  Em "Sob as Asas da Aurora", Lucília trata não apenas da história de Missayo  Arassuna. Também traça um panorama do Brasil da primeira metade do século XX.  Missayo deixou os pais no Japão e veio tentar a vida no Brasil, trabalhando como  agricultora e depois como empregada de uma cantora de cabaré no interior de São  Paulo. Casou-se com um agricultor que arrendou terras da família de Lucília, em  Ribeirão Preto. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;"Com a crise de 1929, minha família transferiu-se da capital para Ribeirão,  onde fiquei amiga da filha de Missayo, Yolanda. Sempre fui fascinada pelos  relatos de sua mãe, uma mulher sensível, que sabia trabalhar em qualquer  atividade. Pensei, então, em cruzar histórias: falar sobre a dificuldade de  integração dos japoneses no Brasil e sobre a crise econômica que enfrentávamos",  relata. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;Missayo morreu há dez anos, sabendo do projeto do livro. "Foi uma pena que  ela não tivesse visto." Já Yolanda continua amiga da escritora. Em Ribeirão  Preto há mais de 50 anos, Lucília lamenta não ter mais tanta disposição para  ler. "Eu costumava devorar um livro por semana. Era apaixonada por Graham  Greene, Somerset Maugham, Érico Veríssimo e Guimarães Rosa. Hoje, além dos  filhos, que sempre me visitam, tenho 11 netos. É muita gente para dar atenção."  &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;!-- Informações do Colunista --&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="ctl00_ContentInterna_lblColumnCurriculum"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-22152876412979318?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/22152876412979318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=22152876412979318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/22152876412979318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/22152876412979318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/06/luclia-est-de-volta.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-509703441236083626</id><published>2008-04-25T05:40:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T05:06:37.284-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>O mal-estar da civilização &lt;br /&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio&lt;br /&gt;25/04/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebrado mundialmente pela qualidade de sua obra literária, o escritor William Styron pensou em suicídio, na década de 1980, durante um gravíssimo episódio depressivo. Passada a crise, Styron foi um dos primeiros intelectuais a expor suas condições de saúde ao tentar explicar o distúrbio publicamente. O relato de seu intenso sofrimento, originalmente apresentado em palestra para psiquiatras, se transformou no artigo jornalístico que serviu de base para "Perto das Trevas" (Rocco, R$ 19,00). No livro, a evolução da doença é detalhada das primeiras manifestações até o desespero do paciente por não encontrar sentido na existência, mesmo compreendendo racionalmente os sintomas que experimentava.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prestígio do romancista não foi suficiente para reduzir o estigma da depressão, que, quase 30 anos depois, é uma das principais causas de afastamento de trabalho no mundo inteiro. Os bons resultados obtidos pelos antidepressivos na década de 1990 fizeram dos transtornos emocionais tema de interesse da mídia. A terminologia se modificou, porém a informação sobre a doença ainda é pequena.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os males do viver continuam envoltos em uma névoa, sem abordagem objetiva. Está na hora de exorcizar o preconceito contra a psiquiatria e contra os pacientes psiquiátricos", afirma a jornalista Cátia Moraes, autora de "Eu Tomo Antidepressivo, Graças a Deus! - Pacientes e Médicos Desmistificam o Tratamento Psiquiátrico" (Best-Seller, R$ 24,90). Durante dois anos, Cátia entrevistou médicos e recolheu depoimentos de quem passou por diferentes tipos de surtos depressivos, montando um guia sobre manifestações, medicamentos e terapias usados atualmente no tratamento da depressão, incluindo a eletroestimulação, os temidos eletrochoques, administrados hoje com intensidade e quantidade inferiores do que se costumava aplicar no passado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um histórico familiar de depressão, desde muito jovem Cátia ouvia menções veladas ao transtorno, assim como a qualquer manifestação de distúrbios mentais. "Há uma tendência à generalização. Sintomas, patologias, transtorno bipolar, depressão, síndrome do pânico, anorexia, tudo é abordado com um tom misterioso. Vira um assunto meio proibido, como se não fossem problemas orgânicos. Eu quis derrubar as barreiras que cercam a depressão e os problemas de saúde mental em geral", explica.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a jornalista Marina W., que em 2005 lançou "Não Sou Uma só: O Diário de Uma Bipolar" (Nova Fronteira, R$ 24,90), as informações sobre doenças mentais ainda estão restritas a poucos. "Eventualmente recebo e-mails de pessoas que estão em círculos mais avessos a essas discussões, nos quais a doença mental permanece como um tabu a ser mantido camuflado. Um policial militar já me escreveu para revelar-se bipolar e identificado com minha história", conta Marina, que observa, apreensiva, a tendência brasileira de amenizar a doença mental e recorrer a qualquer médico para obter remédios de venda controlada. "Parece que todo mundo está vivendo sob a tarja preta. É um pouco perigoso confundir os sintomas. A euforia do bipolar não é produtiva, a depressão é uma doença séria. Hoje ninguém quer sentir dor, melancolia, angústia ou tristeza, mesmo que a receita do remédio seja obtida com um especialista de outra área médica."  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;"As empresas devem ficar atentas às perdas porque esses afastamentos tendem a aumentar em todas as profissões", afirma Joel Birman&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excesso no uso de medicamentos é quase tradicional no Brasil, em especial nas classes menos favorecidas financeiramente. "As camadas populares sempre foram medicalizadas. Muitos médicos, psiquiatras ou outros especialistas receitam tranqüilizantes ou antidepressivos indiscriminadamente. Vivemos encharcados de medicamentos, com uma capacidade cada vez menor de elaborar a angústia e a tristeza que fazem parte da vida. E isso no momento em que, do ponto de vista científico, já se coloca a eficácia dos antidepressivos em dúvida. Uma pesquisa nos Estados Unidos para saber dos efeitos da droga obteve respostas idênticas com pacientes que usaram placebo", informa o psiquiatra e psicanalista Joel Birman, professor de Medicina das Universidades Federal e do Estado do Rio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 83 mil brasileiros se afastam do trabalho todo ano por problemas de saúde mental. Esses afastamentos aumentaram 260% de 2000 a 2006, conforme pesquisa do Laboratório de Saúde do Trabalhador da Universidade de Brasília (UnB), que faz o monitoramento de incapacidade para trabalho no Brasil. Em 2006, os transtornos do humor representaram o segundo motivo de ausência de trabalho. Só em auxílio-doença para quem sofria de transtornos neuróticos e relacionados a estresse, o INSS gastou R$ 90 milhões, estimando uma média de 94,8 dias de licença concedidos a cada empregado. Esse tipo de distúrbio tem sido o principal motivo de licenças para quem trabalha em intermediação financeira (bancos), atividades de informática, educação e fabricação de máquinas para escritório, estando acima do grupo de doenças relacionadas a lesões por esforço repetitivo, como tendinites e tenossinovites.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O avanço tecnológico no tratamento dos sintomas das doenças mentais surgiu antes de serem determinadas as causas dos trasntornos. Segundo a médica Anadergh Barbosa, especialista em Saúde Ocupacional e coordenadora do laboratório da UnB, a depressão corresponde a 49% das doenças mentais por afastamento, mas é difícil caracterizar sua relação com o trabalho, já que distúrbios mentais e comportamentais têm origens em diferentes fatores.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os grupos de profissionais mais afetados pelos transtornos estão os que trabalham em serviços de saúde ou intermediação financeira, que apresentam taxas de afastamento duas vezes maiores do que a de metalúrgicos ou fabricantes de produtos químicos. Cátia Moraes lembra que, apesar das advertências da Organização Mundial de Saúde sobre o crescimento dos diagnósticos de depressão, empregadores e planos de saúde ignoram a importância da psicoterapia. "Existem bons serviços gratuitos nos hospitais universitários, mas nem todos têm conhecimento ou acesso a eles. O executivo, o diretor da empresa, pode pagar um tratamento, mas ao povão restam apenas os remédios, como se apenas remover o sintoma levasse à cura", afirma Cátia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Birman, a depressão se destaca no momento histórico da pós-modernidade em que o homem diminuiu progressivamente seu nível de suportar dores físicas ou emocionais e, diante de um apelo de ordem social pelo desempenho, o indivíduo não pode falhar nem fracassar. "O psiquismo não acompanha essas exigências nem o tempo que se acelera frente à vida. Executivos estão entre as categorias que mais sofrem com a pressão por desempenho, por resultados. Por um lado, há uma banalização do uso dos remédios, por outro, pessoas angustiadas com as responsabilidades que são obrigadas a assumir. É preciso que se faça uma reflexão psicossocial. As empresas devem ficar atentas às perdas e reservar espaços para mudar, porque esses afastamentos por saúde tendem a aumentar em todos os campos profissionais", diz o psiquiatra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-509703441236083626?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/509703441236083626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=509703441236083626' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/509703441236083626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/509703441236083626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/04/valor-econmico-livros.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35462762.post-1249143178617674408</id><published>2008-03-14T08:04:00.000-07:00</published><updated>2008-03-14T08:18:21.685-07:00</updated><title type='text'>Valor Econômico - Livros</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R9qXF7m4MlI/AAAAAAAAA10/Kyr7o4epU18/s1600-h/foto_14cul-medici-d17.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R9qXF7m4MlI/AAAAAAAAA10/Kyr7o4epU18/s400/foto_14cul-medici-d17.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177616849771704914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Salvação pela arte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Por Olga de Mello, para o Valor, do Rio &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Marketing, agregar valor ao negócio e investimento cultural são expressões que entraram para o jargão do mundo corporativo há menos de cem anos. A disseminação dessas práticas, no entanto, vem da Idade Média, quando a expansão das atividades bancárias precisava driblar a condenação moral da poderosa Igreja Católica. Para expiar o pecado da usura, no qual incorriam ao liberar empréstimos financeiros, os banqueiros procuravam agradar ao clero patrocinando reformas de conventos e criações artísticas com temática sacra. Destacando-se nesse cenário, o Banco Medici se espalha por toda a Europa, chegando até a Ásia. Além de dominarem a cena política na Itália, os Medicis - que dirigiram o grupo por quase cem anos - foram pioneiros na utilização da arte para favorecer a imagem da instituição perante a opinião pública, "da mesma maneira que os bancos da atualidade se empenham em aparecer como patrocinadores da cultura", explica o escritor Tim Parks em "O Banco Medici - Poder, Dinheiro e Arte na Florença do Século XV" (Record, 280 págs., R$ 40,00). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Romancista e autor de alguns livros sobre a vida na Itália, onde está radicado há 28 anos, o inglês Parks recusou o primeiro convite de um editor americano para produzir uma obra sobre o Banco Medici. "A idéia era que leigos em economia escrevessem sobre assuntos financeiros. Só aceitei quando comecei a ler sobre o banco e compreendi que o tema central seria a tensão entre o valor contábil do dinheiro e o valor do que não é palpável, como lealdade, fé, amor e arte. Decidi, então, correr esse risco e passei dois anos em pesquisas, que, por fim, me divertiram muito, tanto que devo fazer algum trabalho sobre as mudanças que o dinheiro trouxe à indústria musical", informou Parks em entrevista, por e-mail, de sua casa, nos arredores de Verona. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A curiosidade e o fascínio que os Medicis exercem até hoje não se devem a inovações em prática bancária. Segundo Parks, a única contribuição deles nesse campo seria uma forma elementar de holding, quando o grupo diversificou seus investimentos. Os Medicis não criaram o mecenato artístico nem tiveram o maior banco de sua época, mas operaram uma das mais poderosas empresas do mundo renascentista, enquanto garantiam prestígio social e poder, patrocinando artistas geniais como Donatello e Michelangelo. "Até hoje muitos milionários gastam parte de sua fortuna montando valiosas coleções de arte para legitimar o dinheiro obtido em circunstâncias suspeitas", observa Parks. Nenhuma família no Ocidente foi tão poderosa e influente quanto os Medicis, que na atualidade corresponderiam a uma mescla de políticos como os Kennedys e os Bushs ("que criaram verdadeiras dinastias dentro de regimes republicanos", comenta Parks), conjugados a filantropos como os Guggenheims ou os Rockefellers. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Além de contar a história de cinco gerações da família, desde a criação do banco, em 1397, até a falência, em 1494, o escritor traça um panorama do período de transição do mundo medieval para o moderno. O crescimento dos bancos italianos estava diretamente ligado ao poderio da Igreja Católica, a maior entidade econômica internacional e, de acordo com Parks, "fonte de capital espiritual, político e monetário", que recebia doações e pesados tributos recolhidos por toda a Europa. Bispos e cardeais que atrasassem o pagamento das taxas devidas quando assumiam novos postos eram ameaçados com a excomunhão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A complicada lei canônica buscava brechas teológicas na doutrina para atender aos interesses do clero, enquanto a legislação comum refletia o comedimento prescrito aos primeiros cristãos, vedando aos pobres a compra de diversos produtos e até de vestir trajes em mais que uma cor, um privilégio da aristocracia. A salvação eterna era objetivo da vida dos fiéis, que compensavam materialmente a igreja em busca da absolvição de pecados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de tranqüilizar as próprias angústias quanto à pureza de suas atitudes determinou a aproximação dos Medicis da Igreja, ao mesmo tempo que lhes outorgou poder político. "O fundador do banco, Giovanni di Bicci, só pretendia ganhar dinheiro. Sabia que era impossível ficar totalmente fora da política, mas mantinha uma vida discreta e recomendava ao filho Cosimo que não ostentasse a própria riqueza. Os dois eram profundamente religiosos. As quantias que gastavam em arte sacra e caridade indica a angústia que tinham para se livrar do estigma de pecadores", diz Parks. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sob a gestão de Cosimo, o Banco Medici conhece seu apogeu, enquanto aumentava o prestígio da família. "Cosimo era um banqueiro por excelência, gostava de investir e expandir as operações bancárias. Foi ele quem começou, discretamente, a ser generoso com o patrocínio artístico, de forma a colocar-se no centro do poder. Vivendo em um mundo no qual a política supostamente não era influenciada por dinheiro e os religiosos criticavam as posses materiais visíveis, exceto se pertencessem à realeza, Cosimo foi forçado a inventar um novo papel para o homem rico. Ele fez isso por meio de uma política de investimentos em construção de igrejas e em arte. Sem dúvida, tinha bom gosto e contratava artistas excelentes, como Donatello, mas, quanto mais gastava, mais inimigos fazia. Sempre foi discreto. Sua grande satisfação vinha da sensação de que estava controlando diversas coisas", afirma Parks. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um dos aspectos mais intrigantes da análise dos hábitos da família, para Parks, está na mudança dos objetivos e ambições dos Medicis. O mais renomado deles, Lorenzo, ao contrário dos antepassados, não tinha vocação para os negócios. Brilhava na política e nos círculos intelectualizados, mas contribuiu para a ruína da família ao autorizar empréstimos a nobres que não honravam seus compromissos. A relação com a Igreja Católica também se alterou. Embora fosse pai de um papa, Lorenzo não se preocupava tanto em agradar ao clero. Entretanto, não descuidava da própria imagem, garantindo a popularidade pelo patrocínio das obras de arte.&lt;br /&gt;Segundo Parks, a ruína do Banco Medici seguiu a tendência de outras instituições bancárias da época: "Quase todos os bancos florentinos faliram no fim do século por uma combinação de circunstâncias que iam desde a redução do fluxo de importações de produtos do Sul da Europa pelas nações do Norte até o desinteresse das novas gerações de banqueiros em fazer dinheiro. Altamente refinados e bem-educados, eles delegavam as funções bancárias a empregados, distribuindo cargos entre os parentes." &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"O Juízo Final", de Hans Memling: obra financiada com dinheiro do Banco Medici&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35462762-1249143178617674408?l=viverdaescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/feeds/1249143178617674408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=35462762&amp;postID=1249143178617674408' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1249143178617674408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35462762/posts/default/1249143178617674408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://viverdaescrita.blogspot.com/2008/03/salvao-pela-arte-por-olga-de-mello-para.html' title='Valor Econômico - Livros'/><author><name>Olga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16759870269421701719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='10574661715068899366'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_mWPAe_q6h-M/R9qXF7m4MlI/AAAAAAAAA10/Kyr7o4epU18/s72-c/foto_14cul-medici-d17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>