tag:blogger.com,1999:blog-3165327377106202422008-06-20T04:03:00.413-03:00RONDEAUblogJosé Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comBlogger78125tag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-76232510037617011952008-06-04T12:41:00.001-03:002008-06-04T12:41:56.299-03:00David Byrne transforma prédio em instrumento musical em Nova York<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/PqxOVL6_rTA' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/PqxOVL6_rTA'/></object></p><p>Deu na BBC:<br /><br />“A última criação do líder dos Talking Heads, David Byrne, é uma escultura musical que foi aberta ao público nesta semana no Prédio Marítimo Battery, em Manhattan, nos Estados Unidos.<br /><br />Os visitantes que vão ao prédio, aberto ao público pela primeira vez nas últimas décadas, podem tocar as teclas de um órgão especialmente adaptado para fazer ressonar as estruturas do edifício.<br /><br />Cada nota gera sons em vigas de metal, canos e instalações elétricas do prédio. Tudo afinado.<br /><br />Originalmente, a gigantesca escultura musical foi encomendada em 2005 pela Fargfabriken, em Estocolmo, na Suécia, mas David Byrne decidiu levar o projeto para Nova York.<br /><br />Para isso, foram necessários dois anos até que ele conseguisse encontrar o prédio certo.<br /><br />"Em grandes espaços industriais como estes, que se encontram por toda a Europa, e por boa parte do mundo, se você bater com a mão neles, eles produzem sons", disse Byrne<br /><br />"Ou seja, pareceu óbvio que eu podia organizar esses sons um pouquinho", acrescentou o músico.<br /><br />A instalação Tocando o Prédio fica aberta à visitação às sextas, aos sábados e aos domingos durante o verão americano.”</p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-37759809622152718462008-05-24T14:35:00.001-03:002008-05-24T14:35:02.101-03:00“Sexo, Drogas e Rolling Stones” no Sem Censura<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/O4rEx1ehTxg' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/O4rEx1ehTxg'/></object></p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-44028857013035022222008-05-21T11:09:00.000-03:002008-05-21T11:11:24.819-03:00“Sexo, Drogas e Rolling Stones” na Gazeta de Vitória<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_vU0waK1zMHo/SDQtaHTdSqI/AAAAAAAAAPw/yIRQ5vDYC7A/s1600-h/capa_gazeta_sdrs.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_vU0waK1zMHo/SDQtaHTdSqI/AAAAAAAAAPw/yIRQ5vDYC7A/s400/capa_gazeta_sdrs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202833396180273826" /></a>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-89026793520417951872008-05-06T15:06:00.001-03:002008-05-06T15:10:10.228-03:00"Sexo, Drogas e Rolling Stones" no Programa do Jô<object width="400" height="326"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=824110&autoStart=false&width=400&height=326" name="FlashVars" /><embed width="400" height="326" flashvars="midiaId=824110&autoStart=false&width=400&height=326" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"/></embed></object>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-79991524198957331842008-05-03T13:43:00.001-03:002008-05-03T13:43:05.841-03:00Rondeaublog<a href="http://good-times.webshots.com/photo/2813369640073728400QzWyEC"><img src="http://inlinethumb16.webshots.com/40975/2813369640073728400S425x425Q85.jpg" alt="RIO DE JANEIRO 011"></a><img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/CIMP/bHQ9MTIwOTgzMzAzMTUyMyZwdD*xMjA5ODMzMDY1ODUxJnA9MTA2NjEmZD*mbj1ibG9nZ2VyJmc9MQ==.jpg" />José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-11102024723870832332008-04-23T17:00:00.002-03:002008-04-23T17:05:20.107-03:00Epopéia rock’n’roll<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_vU0waK1zMHo/SA-WWVuQ0iI/AAAAAAAAAPo/p2h7dF99XYk/s1600-h/imagem.jpg"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_vU0waK1zMHo/SA-WWVuQ0iI/AAAAAAAAAPo/p2h7dF99XYk/s320/imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192534205913944610" /></a><br /><br />Deu no Diário do Nordeste:<br /><br />"Depois do filme dirigido por Martin Scorsese, a mitologia dos Rolling Stones é investigada em livro e na trilha sonora do longa-metragem<br /><br />No encarte do recém-lançado “Shine a Light”, trilha sonora do filme homônimo que registrou uma apresentação dos Stones em Nova York, o diretor da película, Martin Scorsese, define a banda de forma simples e precisa. “Os Stones e o rock’n’roll... eles sempre me pareceram a mesma coisa”, escreve.<br /><br />A coincidência é grande demais para não ser notada: a afirmação de Scorsese remete diretamente para “Sexo, drogas e Rolling Stones”, misto de almanaque e biografia também lançado há pouco no País. Os autores -os críticos musicais e fãs José Emílio Rondeau e Nelio Rodrigues - igualmente tomaram os ingleses por sinônimos perfeitos do gênero que defendem.<br /><br />Ao biografar Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e quem mais acompanhou a odisséia stone, desde 1962, os autores estabeleceram uma espécie de mito explicativo do rock, que encontra em personagens e episódios da saga stoneana sua representação mais elementar.<br /><br />A velha lacuna<br /><br />À primeira vista, “Sexo, drogas e Rolling Stones” ameaça ser o que não é: o “almanaque dos Rolling Stones”, com diagramação esquizofrênica, fotos em recortes ousados, textos curtos, muita abobrinha e lendas e mais lendas da banda. Editado pela Agir, por fora o livro tem mesmo o aspecto dos almanaques (ex.: Anos 80, 70, 90,...) da Ediouro, empresa do mesmo grupo.<br /><br />Para felicidade de fãs, curiosos e interessados por rock em geral, o livro passa longe disso. Graças, principalmente, à escolha dos autores. Rondeau é um velho conhecido por quem quer que tenha acompanhado a imprensa musical brasileira nos últimos 20 anos (Bizz, Somtrês, Rolling Stone); Rodrigues, um biólogo que virou historiador do rock’n’roll.<br /><br />A dupla fez uma biografia introdutória, sem deixar de ser densa. Contribui ainda o bom texto (uma marca de Rondeau), a pesquisa que evidencia as conexões do grupo com o Brasil (Rodrigues é autor de “Os Stones no Brasil”, sobre as passagens da banda e seus integrantes pelo País) e o feeling para divertir informando.<br /><br />Como Scorsese em seu documentário-show, os autores intercalam o discurso direto, biográfico, com enxertos preciosos. Como as cartas das mães do integrantes da banda, definindo seus filhinhos para uma revista de 1966. Ou a ficha técnica de cada um dos muitos filmes sobre ou do grupo.<br /><br />Sem medo de errar: “Sexo, drogas e Rolling Stones” é o melhor livro sobre a banda editado no País e ajuda a preencher uma velha lacuna. São poucos os livros que têm os Stones por objeto - sinal da burrice das editoras que deixam passar batido o que sai lá fora.<br /><br />Ao vivo, com os Rolling Stones<br /><br />Por uma questão de honestidade com o leitor, toda resenha que escrevo sobre os Rolling Stones pede um preâmbulo confessional. Para deixar claro: sou fã da banda. Daqueles bem chatos, que compram todos os discos - até os ruins, que nomeio no plural, para não precisar apontar nenhum deles -, numa lista que inclui trabalhos solos, participações em discos de outros artistas, coletâneas e lançamentos não-oficiais. Dito isto, passo a falar de “Shine a light”, trilha sonora do documentário/show homônimo, dirigido por Martin Scorsese.<br /><br />O filme fez barulho na imprensa mundo a fora, não apenas nas publicações especializadas em música. O disco, por sua vez, tem passado batido. A razão disso é que o CD-duplo, primeiro lançamento dos Stones pela gravadora Universal Music, não é bem uma trilha-sonora.<br /><br />“Shine a Light” é um disco ao vivo, que em sua estrutura, nada difere de outros do mesmo gênero que a banda já lançou. Apesar dos brasileiros gostarem deste tipo de disco, a imprensa internacional só raramente dá espaço para trabalhos ao vivo. E, lamentavelmente, os críticos brasileiros ainda dão muita atenção ao que dizem seus colegas norte-americanos e europeus.<br /><br />Tradição<br /><br />Apesar de integrar o projeto da parceria Rolling Stones/Martin Scorsese, “Shine a Light” é um disco que segue a risca a tradição de trabalhos ao vivo da banda. Como nenhum outro nome do mainstream roqueiro, o grupo criou uma série de ritos para este gênero de disco. Por exemplo: desde 1989, ano de “Steel Wheels”, os Stones lançam um ao vivo para cada álbum de estúdio. De lá para cá, foram cinco, contando com a trilha. Além disso, o grupo inclui, obrigatoriamente, uma canção inédita. Na maioria das vezes, trata-se um cover de um blues antigo - caso de “Champagne & Reefer”, de Muddy Waters, tocada ao lado do bluesman Buddy Guy .<br /><br />Síntese<br /><br />“No Security” (1998), “Live Licks” (2004) e “Flashpoint” (1991), mais recentes discos ao vivo da banda, retrataram os Stones dos shows grandiosos e platéias gigantescas. Quando quiseram soar intimistas - em parte do disco “Stripped” (1995) -, saíram-se melhor, mas tiveram que deixar de lado seus principais hits.<br /><br />“Shine a Light” é um feliz ponto intermediário. O clima é intimista, mas estão lá “Satisfaction”, “Sympathy for the devil”, “Jumpin’ Jack Flash”, “Brown Sugar”, dentre outras. Clássicos que ganham uma roupagem mais rocker, sem que sejam desfigurados. O melhor fica por conta da recuperação de canções que a banda costuma negligenciar ao vivo: o rock “Tumbling Dice”, o country “Faraway eyes” e o blues-rock “Loving Cup”, em dueto com Jack White (White Stripes, Raconteurs)."<br /><br />Dellano Rios<br />RepórterJosé Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-58169977776882889072008-04-18T12:14:00.001-03:002008-04-18T12:14:24.658-03:00Sexo, Drogas e Rolling Stones<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/tVbA-xihyT4' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/tVbA-xihyT4'/></object></p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-19387185796335118642008-04-09T14:43:00.000-03:002008-04-09T14:49:03.499-03:00<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R_0BfuiaXnI/AAAAAAAAAOA/HNe_aGNGRQU/s1600-h/Convite+SDRS.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R_0BfuiaXnI/AAAAAAAAAOA/HNe_aGNGRQU/s320/Convite+SDRS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187303990380617330" /></a>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-80787359602225206142008-04-09T13:38:00.002-03:002008-04-09T13:44:58.584-03:00Livro revê os 46 anos de estrada dos Rolling StonesDeu no Zero Hora<br /><br /><br />“<span style="font-weight:bold;">História sem fim</span><br /><br />MARCELO PERRONE<br /><br /><br />Uma biografia dos Rolling Stones já nasce desatualizada. Não tem como, diante de uma história que continua a ser escrita e a ganhar capítulos saborosos, como um que está agora nos cinemas: o documentário Shine a Light, na verdade um show belamente filmado por Martin Scorsese.<br /><br />José Emílio Rondeau e Nélio Rodrigues toparam o desafio de passar em revista os 46 anos de estrada da banda inglesa e apresentam no livro Sexo, Drogas e Rolling Stones a mais extensa publicação brasileira sobre vida e obra dos roqueiros sexagenários.<br /><br />Mesmo para os fãs que percorrem essa trajetória do grupo de olhos fechados, a obra se mostra fundamental como fonte de consulta e novos conhecimentos. Combinando rigor biográfico com características dos bons almanaques - curiosidades são pinçadas pelos autores ao longo de suas 340 páginas - , Sexo, Drogas e Rolling Stones tem como grande diferencial à bibliografia stoneana o foco sobre a relação entre os Stones e o Brasil. Teve início com a visita do turista Mick Jagger em 1968 e chegou ao auge no espetáculo para mais de um milhão de pessoas na praia de Copacabana, em 2006. Traz fotos, hilárias notas de jornais confusas diante do fenômeno cultural insurgente, manchetes sensacionalistas, e posteriormente, resenhas empenhadas de discos à época dos lançamentos. Relembra ainda como nasceram aqui os clássicos Sympathy for The Devil e Honky Tonk Women.<br /><br />Os autores conhecem bem essa história porque a viveram de perto. Rondeau é um dos mais destacados jornalistas culturais do país. Viu o primeiro dos seus muitos show dos Stones na Flórida, em 1975, fez dezenas de entrevistas com os músicos e diz ter por eles aquele carinho que se tem por um parente distante de quem só se tem boas lembranças (veja ao lado entrevista de Rondeau a ZH). Nélio, biólogo por formação e pesquisador da história do rock por paixão, é autor do livro Os Rolling Stones no Brasil - Da Descoberta à Conquista, lançado em 2001.<br /><br />Ao fim da leitura de Sexo, Drogas e Rolling Stones e da sessão de Shine a Light percebe-se o engano dos que vêem os Stones como roqueiros decadentes. Na verdade, eles são como os bluesmen que admiravam quando garotos, aqueles que os excessos, a boa música e o tempo transformam em gigantes sem prazo de validade.<br /><br />Zero Hora - Livros sobre os Rolling Stones são muitos. Por que fazer mais um?<br /><br />José Emílio Rondeau - O projeto nasceu como um almanaque dos Rolling Stones e virou o livro no meio do caminho. Não havia nenhuma biografia brasileira dos Stones, essa é a primeira. Nosso livro atrai interesse de fãs de todo o mundo porque traz a abordagem local, detalhes das visitas dos Stones ao Brasil, coisa que nenhum livro lançado lá fora tem.<br /><br />ZH - Em que medida você combinou seu lado jornalista com a paixão do fã para escrever o livro?<br /><br />Rondeau - O rigor do jornalista está presente no cuidado da pesquisa, na precisão das informações. O lado fã está no tom de conversa com que tentamos destrinchar essas informações.<br /><br />ZH - Como foi dar o ponto final em uma história que ainda está sendo escrita?<br /><br />Rondeau - Foi um drama. Entregamos o livro em fevereiro e de lá pra cá estreou o filme do Scorsese, teve anúncio de turnê para 2009. Estão previstas atualizações. Sempre vai ter coisa acontecendo.<br /><br />ZH - E quando e como será que termina?<br /><br />Rondeau - Os Stones só vão acabar quando um dos três originais (Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts) morrer. Não vejo outra forma. Não tem por que parar. Eles continuam ganhando dinheiro, sendo aplaudidos de pé, lançando bons discos, trilhando um caminho nunca antes feito por nenhuma outra banda.<br /><br />ZH - Em 46 anos de estrada os Stones tem três fases bem distintas: a original com Brian Jones, a do Mick Taylor, responsável por discos clássicos, e a do Ron Wood, que já dura mais de 30 anos. Esse recorte é o mais preciso na história da banda?<br /><br />Rondeau - Eu diria que essa terceira fase é mais Mick Jagger. Ele, especialmente nos anos 80, assumiu as rédeas e manteve a banda unida quando o Keith Richards, que nunca se preocupou com o negócio Stones, se ausentou de vez. Jagger é um homem de negócios nato, desde criança dizia que ia ganhar muito dinheiro, estudou economia e sabe lidar muito bem com a marca poderosa que tem nas mãos.<br /><br />ZH - O jornalismo cultural brasileiro dos anos 1960 foi pego de surpresa pelos Sones. A recepção em outros países foi igual?<br /><br />Rondeau - O Jagger veio ao Brasil pela primeira vez em 1968, em plena ditadura militar, época de muita caretice, de uma grande distância da juventude local com o que se passava lá fora. Em geral, a imprensa anglo-saxã também se viu confusa. Os Stones estavam no centro de uma revolução de costumes da qual eram os protagonistas. Os mais conservadores enxergavam neles a rebeldia e o desafio à autoridade de seus próprios filhos.<br /><br />ZH - O que você achou do documentário Shine A Light?<br /><br />Rondeau - Para quem esperava um documentário tipo o que o Scorsese fez com o Bob Dylan é decepcionante. Mas como registro de show é a melhor forma possível de ver os Stones.<br /><br />ZH - Qual o melhor disco dos Stones?<br /><br />Rondeau - Exile on Main St. (de 1972). Denso, difícil penetrar nele. Tem uma variedade sonora fantástica. Pega na garganta no começo, com Rocks Off, e só larga quatro lados de vinil depois.José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-78596669352331067392008-04-09T13:27:00.002-03:002008-04-09T13:32:25.081-03:00Como os Stones sobreviveram à fama<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R_zvgFag8FI/AAAAAAAAANI/KCn1XjJye_M/s1600-h/Rolling+Stones++newpq.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R_zvgFag8FI/AAAAAAAAANI/KCn1XjJye_M/s320/Rolling+Stones++newpq.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187284205312208978" /></a><br />Deu no O Globo:<br /><br /><br />Como os Stones sobreviveram à fama<br />Livro dos cariocas José Emílio Rondeau e Nélio Rodrigues conta em detalhes a história da maior banda do rock<br /><br />Antonio Carlos Miguel <br /><br />Enviado às livrarias no dia 4 de abril, data também da estréia mundial de “Shine a light”, “Sexo, drogas e Rolling Stones” (editora Agir), de José Emílio Rondeau e Nélio Rodrigues, pode servir como um bom complemento ao filme de Martin Scorsese sobre o lendário grupo inglês. Se o cineasta americano aproveita um recente show dos Rolling Stones em Nova York (em outubro de 2006, no Beacon Theater) para mostrar como é possível uma banda sobreviver por quase cinco décadas numa cena efêmera como a do rock, a dupla de jornalistas cariocas fez um livro com ambições enciclopédicas sobre Jagger & Richards e companhia.<br /><br />Em 350 páginas, Rondeau e Rodrigues liqüidificam rigorosa pesquisa, a partir de livros e reportagens em jornais e revistas, com a paixão de veteranos fãs — ambos, descobriram os Stones ainda adolescente, em 1965, ano em que o grupo lançou aquela que é uma de suas mais emblemáticas canções, “Satisfaction”.<br /><br />Música que, na obra do grupo, só teria rival em “Sympathy for the devil” — esta, como os dois autores lembram, composta após a primeira visita de Mick Jagger e Keith Richards ao Brasil, em janeiro de 1968, quando, acompanhados de suas mulheres, assistiram a cerimônias de candomblé.<br /><br />Rodrigues pesquisara a ligação com o Brasil <br /><br />Dos grandes grupos de rock nascidos nos anos 60, os Rolling Stones foram os únicos que se apresentaram regularmente no Brasil — o último show, em sua terceira passagem, foi o da Praia de Copacabana, em fevereiro de 2006, quando eles bateram o recorde de público, assistidos por mais de um milhão de pessoas.<br /><br />A recuperação em detalhes dessas viagens ao Brasil, a trabalho ou a passeio, está entre os trunfos do livro de Rondeau e Rodrigues, que contabilizam mais de duas dezenas de shows do grupo em seus currículos — sendo que o primeiro também entrevistou os músicos do grupo em diferentes ocasiões. Parte da pesquisa sobre a ligação da banda com nosso país já estava no livro “Os Rolling Stones no Brasil — Da descoberta à conquista (1968-1999)”, que Nélio Rodrigues lançou há sete anos (pela Ampersand Editora), agora atualizada.<br /><br />Além dos detalhes brasileiros, “Sexo, drogas e Rolling Stones” cobre passo a passo a carreira do grupo. Cada um dos músicos ganhou sua ficha biográfica individual (ou “fi ngerprint file”); as principais companheiras dos Stones foram perfiladas; assim como os muitos problemas deles com as drogas, ou melhor, como prefere o guitarra Keith Richards, com a polícia — numa tirada célebre, ele disse: “Nunca tive problemas com as drogas, apenas com a polícia”.<br /><br />Como muitos jovens de sua geração na Inglaterra, os garoRodrigues pesquisara a ligação com o Brasil Dos grandes grupos de rock nascidos nos anos 60, os Rolling Stones foram os únicos que se apresentaram regularmente no Brasil — o último show, em sua terceira passagem, foi o da Praia de Copacabana, em fevereiro de 2006, quando eles bateram o recorde de público, assistidos por mais de um milhão de pessoas.<br /><br />A recuperação em detalhes dessas viagens ao Brasil, a trabalho ou a passeio, está entre os trunfos do livro de Rondeau e Rodrigues, que contabilizam mais de duas dezenas de shows do grupo em seus currículos — sendo que o primeiro também entrevistou os músicos do grupo em diferentes ocasiões. Parte da pesquisa sobre a ligação da banda com nosso país já estava no livro “Os Rolling Stones no Brasil — Da descoberta à conquista (1968-1999)”, que Nélio Rodrigues lançou há sete anos (pela Ampersand Editora), agora atualizada.<br /><br />Além dos detalhes brasileiros, “Sexo, drogas e Rolling Stones” cobre passo a passo a carreira do grupo. Cada um dos músicos ganhou sua ficha biográfica individual (ou “fi ngerprint file”); as principais companheiras dos Stones foram perfiladas; assim como os muitos problemas deles com as drogas, ou melhor, como prefere o guitarra Keith Richards, com a polícia — numa tirada célebre, ele disse: “Nunca tive problemas com as drogas, apenas com a polícia”.<br /><br />Como muitos jovens de sua geração na Inglaterra, os garotos que formaram a banda sonhavam com o rock e o blues americanos. Tanto que o nome escolhido por Brian Jones — o líder inicial, que morreu em 1969, semanas após ser desligado no grupo — para batizálos foi tirado de uma canção do bluesman Muddy Waters, “Rollin’ stones blues”. Ao surgir, em 1962, os Stones pareciam ser mais uma banda correndo atrás do recente fenômeno dos Beatles, que começavam a conquistar a Inglaterra e, logo em seguida, o mundo. Mas, aos poucos, com boa dose de marketing e estudada rebeldia, eles se impuseram.<br /><br />Enquanto os Beatles eram os queridinhos da Inglaterra, os Stones viraram os desordeiros que nenhum pai gostaria de ter como genro. E eles se esforçaram tão bem nesses papéis que, em fins dos anos 1960, passaram a freqüentar mais as páginas policiais, presos por porte de drogas, do que as de cultura.<br /><br />Grupo se reinventou a partir dos anos 1970 <br /><br />Com esse histórico, problemas com os empresários iniciais e o desastroso concerto de Altamont (em São Francisco), em dezembro de 1969, quando um espectador foi morto pelos Hell’s Angels, contratados para fazer a segurança do evento — episódio documentado no filme “Gimme shelter”, dirigido pelos irmãos David e Albert Maysles —, os Stones tinham tudo para não emplacar na década de 1970. Mas não só sobreviveram como, a partir desse período, consagraram-se como a maior banda de rock do mundo.<br /><br />Rondeau e Rodrigues mostram como o grupo soube se cercar de assessores mais eficientes e também usar de eventuais más notícias para manter a fama de maus.José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-982256331388640302008-03-28T14:54:00.002-03:002008-03-28T14:57:07.478-03:00Histórias da banda que se recusa a morrer<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R-0xY1ag7hI/AAAAAAAAAF0/cFxhjDIUXSQ/s1600-h/capa+livro.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R-0xY1ag7hI/AAAAAAAAAF0/cFxhjDIUXSQ/s320/capa+livro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182853048898219538" /></a><br /><br />O livro “Sexo, drogas e Rolling Stones-Histórias da Banda Que Se Recusa a Morrer” cobre os 46 anos de carreira ininterrupta da banda de Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood, desde seus primórdios, em 1962, até a produção do filme Shine a Light.<br /><br />Escrito por José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues, o livro é ilustrado com fotos raras e inéditas e sai dia 4 de Abril. Reúne histórias íntimas de bastidores e alcova contadas pelos próprios protagonistas e por quem conviveu com eles, e traz inúmeras reportagens de época, resenhas de discos e shows.<br /><br />Não há banda com mais crédito que os Rolling Stones para substituir qualquer um dos elementos da máxima “sexo, drogas e rock n’ roll”. O grupo extrapolou as mais otimistas previsões sobre o tempo da sua duração ou a resistência física de seus integrantes, com influência direta na afirmação musical do rock, na revolução comportamental dos anos sessenta e setenta, e na profissionalização do mercado de entretenimento. José Emilio Rondeau e Nelio Rodrigues detalham essa trajetória com a experiência de anos de jornalismo musical e a paixão dos aficcionados pela música e suas histórias.<br /><br />José Emilio Rondeau escreve sobre rock, cinema e cultura pop para O Globo, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo, Veja, Rolling Stone, Marie Claire, Bravo! e Trip. Antes de se mudar para Los Angeles, onde foi correspondente internacional de 1987 a 2004, dirigiu videoclipes para Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Lobão e RPM. Em 2006, lançou a comédia romântica/fantasia rock n’roll “1972”, que escreveu (junto com Ana Maria Bahiana) e dirigiu.<br /><br />Biólogo, pós graduado em Botânica pela Universidade de São Paulo, Nelio Rodrigues deixou de lado a cátedra universitária para se dedicar a investigar, historiar e documentar o rock brasileiro, sobretudo das décadas de 1960 e 1970. Escreveu para Vogue RG e Jornal do Rock, e colaborou com a publicação norte-americana Beatlefan. É autor do livro Os Rolling Stones no Brasil: Do Descobrimento À Conquista (1968-1999), publicado em 2000.José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-12952508162434576882008-01-18T12:12:00.001-02:002008-01-18T12:12:46.167-02:00A banda de sonho de Elvis Presley<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/pA-aEqbU6jE' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/pA-aEqbU6jE'/></object></p><p>... bolada para a campanha da rádio BB2. <br /><br />Grande sacação. De novo, valeu, Pequinho!</p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-58114196411002946782008-01-14T15:50:00.000-02:002008-01-14T16:14:57.031-02:00Tem alguma coisa no ar - Novidades para os macmaníacos<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R4umkcSKnUI/AAAAAAAAAFs/GwimEe6l3uU/s1600-h/showtime-invite.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R4umkcSKnUI/AAAAAAAAAFs/GwimEe6l3uU/s320/showtime-invite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155397343453551938" /></a><br />Deu no blog “Mac & Etc.”, de Diogo Werner, o Globo Online:<br /><br />“A MacWorld começa hoje (Segunda-feira, 14.01.08) e a lista das "insanely great stuff" que Jobs deve apresentar continua a crescer nos sites de fofocas, digo, rumores.<br /><br />Banners expostos com a frase "2008. There's something in the air" (Tem alguma coisa no ar) no Moscone Center só aumentaram a expectativa para os dois anúncios que já eram os mais aguardados para o evento: mudanças no Apple TV e um notebook/tablet.<br /><br />Lendo o "no ar" com o sentido de "programação de TV", pode-se ligar os banners ao Apple TV.Como está certo que haverá a possibilidade de alugar filmes pelo iTunes. Fox, Disney, Warner e Paramount já teriam fechado acordos. Universal e Sony por enquanto seriam as únicas grandes de fora. A Universal é hoje o estúdio que mais tenta resistir à Apple, até para impedir que a empresa domine o mercado de vídeos online como já faz com música. A Sony anunciou parceria com o DivX e em breve estará vendendo seus filmes para o PlayStation nesse formato.<br /><br />Para o aluguel de filmes deverá ser lançada a atualização 7.6 do iTunes. Se o Apple TV vai ganhar novidades na interface ou no hardware ninguém sabe, mas existe essa aposta. Além de uma iTunes Store para o produto (como já existe para o iPhone e iPod Touch) dizem que ela poderá ganhar HDs maiores e até um drive Blu-Ray.<br /><br />O "no ar" também tem outra interpretação. O "air" estaria relacionado ao AirPort (WiFi) ou à ausência de fios. O MacBook Air seria o novo portátil da Apple, só não se sabe o quanto portátil. Pode se resumir em duas possibilidades: um subnotebook (sem drive ótico, com menos entradas e com um dock para transformá-lo em desktop) ou um tablet (com tela multitouch, maior que o iPhone e rodando Mac OS X).<br /><br />Não dá para apostar com certeza qual dos dois sai (ou se os dois). Mas uma especificação esperada para qualquer um deles é o HD tradicional dando lugar à memória flash. O WiMax também ganhou força depois que surgiu o nome "Air".<br /><br />A suspeita sobre o MacBook Air aumentou depois que um leitor alertou o 9to5mac sobre a página de logs do Adium (ao lado). Alguém teria usado o programa através de um computador com esta identificação. Em pouco tempo já apareceram as primeiras piadas sobre o suposto nome.<br /><br />Para o iPhone é esperado algum anúncio a respeito do Software Development Kit. Jobs prometeu o lançameto do SDK para fevereiro deste ano. Imagens e vídeos do novo firmware 1.1.3 já vazaram e este também deve sair amanhã. Ele incluiria paginação e organização de ícones na tela inicial, possibilidade de criar ícones para bookmarks misturados aos de aplicativos, My Location do Google e uma função "copiar/colar". Quanto ao hardware, alguns apostam que Jobs anuncia o iPhone 16Gb.<br /><br />Semana passada, talvez até para não esquecessem da Apple durante a CES 2008, a empresa lançou os novos Mac Pro e Xserve. O novo Mac Pro era um dos boatos para a apresentação de Jobs, que agora pode ser riscado da lista. Ainda assim, o Blu-Ray que muita gente esperava não veio, mas ainda pode ser anunciado com novos displays.<br /><br />Para fechar a lista, podem ser lembrados rumores recentes como o mouse multitouch e até, quem sabe, iTunes Store, Apple Online Store ou Apple Stores (físicas) em outros países. Claro, com a torcida para que o Brasil seja um desses "outros países".<br /><br />O keynote de Jobs é amanhã, às 15h de Brasília. Eu estarei repassando as novidades aqui em "tempo real" (com aspas) postando as informações dos sites que estão cobrindo o evento em tempo real (sem aspas). Vou escrever tudo aqui durante a apresentação, para você dar refresh até ela acabar, e no Twitter, que aliás voltarei a usar com mais vontade.José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-5109515477163709922008-01-09T14:54:00.001-02:002008-01-09T14:54:26.079-02:00Deconstructing “Sgt. Pepper”<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/tE7BodVitck' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/tE7BodVitck'/></object></p><p>Uma aula, uma viagem, um vislumbre da criação de um clássico. <br /><br />Valeu, Bêzinho!</p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-23909282605021789212008-01-07T12:10:00.001-02:002008-01-07T12:10:53.300-02:00E se os Beatles tivessem gravado “Stairway to Heaven?”<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/3WfoccRna6I' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/3WfoccRna6I'/></object></p><p>Segundo a banda cover australiana The Beatnix, seria assim ...<br /><br />Valeu, Pequinho!</p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-78296797891573970772008-01-06T10:40:00.001-02:002008-01-06T10:40:52.289-02:00Cafe Tacuba - “Volver a Comenzar” - Lollapalooza 2007<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/0IUCQD1HT3g' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/0IUCQD1HT3g'/></object></p><p>Você Precisa Ouvir Isso!!!!<br /><br />Quem preza e mantém atualizada sua carteirinha de antenado fechou 2007 devidamente por dentro dos discos pop e rock incontornáveis do ano. Mas para cada In Rainbows (do Radiohead), Icky Thump (do White Stripes), e Neon Bible (do Arcade Fire), uma quantidade considerável de gemas valiosas pode ter passado despercebida num universo musical cada vez mais pulverizado e superlotado.<br /><br />No entanto, ainda há tempo de sanar pelo menos parte do problema e conhecer três CD’s que ajudam a inciar o Ano Novo em dia.<br /><br />É o caso de The Besnard Lakes Are The Dark Horse, o segundo álbum da banda canadense liderada pelo casal Jace Lasek (voz e guitarras) e Olga Goreas (voz e contrabaixo). Com fino senso de humor, o título do CD pode até considerar o grupo o azarão da badalada cena musical de Quebec, de onde saíram nomes mais reconhecíveis e celebrados, como Wolf Parade e o superastro da turma, Arcade Fire, também encabeçado por um casal. Mas a riqueza musical – pense King Crimson, Beach Boys e Pink Floyd (de primeira colheita) misturados num cadinho indie - , e a segurança e a solidez do CD – Jace já produziu meio mundo de Montreal no estúdio que ele comanda com Olga, inclusive seus colegas mais famosos – refletem um puro-sangue de rock progressivo circa século 21 pronto para liderar o páreo alternativo.<br /><br />Também vem do Canadá o pop-folk da cantora e compositora Feist, catapultada ao estrelato nos Estados Unidos como contratada do selo musical da rede de cafeterias Starbucks. Com uma voz que lembra o lado mais doce e vulnerável de Sinnead O’Connor com um pingo de Dusty Springfield e uma dose considerável do timbre de uma vocalista pouco conhecida dos anos 80, Toni Childs, Feist é capaz de parecer pop moderninho descartável – e o sucesso “I Feel It All” está aí mesmo para exemplificar - , mas os tesouros ocultos do CD Reminder , seu terceiro álbum, oferecem recompensas bastante generosas – como a refeitura de “Sea Lion Woman”, de Nina Simone, e a meditativa “The Park”. Se tiver fôlego, Feist pode construir uma trajetória tão rica quanto à da conterrânea Joni Mitchell.<br /><br />Após 20 anos de experimentos por vezes radicais com o rock – desconstruído de variadas formas e mesclado com ritmos e instrumentações de diferentes manifestações típicas, tradicionais e folclóricas da música latino-americana -, a visionária banda mexicana Café Tacuba escolheu 2007 para lançar seu primeiro álbum em estilo “rock clássico”, com direito a épicos de oito minutos e solo de bateria. Só que é um rock clássico “filtrado por quatro mexicanos quarentões que passaram 18 anos tocando desde sones huastecos (música de dança folclórica do México) a technopunk,” como definiu o guitarrista Joselo Rangel ao diário americano The New York Times. Ou seja, espere esbarrar em baterias discotheque , mambo eletrônico e rugidos à Johnny Rotten no meio do caminho. Produzido pelo argentino Gustavo Santaolalla, trilheiro premiado com o Oscar e colaborador constante da banda, o CD Sino extrapola os limites do guetificado rock en español com um frescor semelhante ao dos Mutantes em sua primeira encarnação. E reafirma a posição do Café Tacuba com uma das melhores e mais inventivas bandas do mundo.<br /><br /><br />José Emilio Rondeau<br /><br />(Publicada em versão reduzida na revista Época, edição 503, de 7 de Janeiro de 2008)</p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-18172706164945792562008-01-04T13:43:00.000-02:002008-01-04T13:51:18.340-02:00Pauta porreta<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R35V6cSKnTI/AAAAAAAAAFk/qhJBbfysXSo/s1600-h/RSESP.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R35V6cSKnTI/AAAAAAAAAFk/qhJBbfysXSo/s320/RSESP.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151649486271585586" /></a><br />Ultra bem sacada a matéria de capa da mais nova edição da <span style="font-style:italic;">Rolling Stone</span> espanhola - de longe, a melhor de todas as versões da revista, melhor até que a original, em muitos aspectos. <br /><br />Os editores usaram o que muitos de seus colegas esquecem ter - a cachola - e bolaram uma pauta maneirérrima, misturando os 25 anos de dois marcos da década de 80, o mega-vendedor <span style="font-style:italic;">Thriller</span>, de Michael Jackson, e <span style="font-style:italic;">The Joshua Tree</span>, o álbum que transformou o U2 na maior banda do planeta (pelo menos naquele ano de 1987). <br /><br />De lambuja, enfatizaram a ligação visual entre os anos 80 e o recém-nascido 2008.<br /><br /><br />Êta, pauta bem pensada!<br /><br /><br />Quem sabe, sabe. Quem não sabe ... <span style="font-style:italic;">soubesse</span>!José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-37687157172687090052008-01-04T12:54:00.001-02:002008-01-04T12:55:56.857-02:00Liverpool abre seu 1º hotel temático dos Beatles<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R35I2sSKnSI/AAAAAAAAAFc/yOTe7SjXsZA/s1600-h/20080103115306beatleshotel203.gif"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R35I2sSKnSI/AAAAAAAAAFc/yOTe7SjXsZA/s320/20080103115306beatleshotel203.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151635128195915042" /></a><br />Deu na BBC:<br /><br />“A cidade de Liverpool, berço dos Beatles, vai ganhar seu primeiro hotel temático contando a história do quarteto musical.<br /><br />O hotel A Hard's Day Night (em referência a uma das músicas mais conhecidas da banda) acaba de ficar pronto e deve ser inaugurado no dia 1º de fevereiro, para aproveitar as comemorações na cidade, escolhida a capital européia da cultura em 2008.<br /><br />O hotel-boutique, de 4 estrelas, vai contar com 110 quartos, todos decorados individualmente com fotos e peças que contam a história dos Quatro Fabulosos (Fab Four, em inglês), como o grupo é conhecido na Grã-Bretanha.<br /><br />Ele inclui quartos de luxo e super luxo, além de duas coberturas, as suites Lennon e McCartney. Na suíte Lennon, um piano de cauda branco vai homenagear o músico.<br /><br />História<br /><br />O hotel foi montado em um edifício antigo, construído em 1884 com projeto assinado por Thomas C. Clarke e protegido pelo patrimônio nacional.<br /><br />Ele fica próximo ao icônico Cavern Club, na região da cidade conhecida como o “Quarteirão dos Beatles”.<br /><br />O hotel vai ter ainda dois restaurantes e dois bares e pretende contar a história do quarteto, através de objetos de arte e decoração encomendados especialmente para o prédio.<br /><br />Um dos restaurantes será ambientado com inspiração na capa de Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, e um dos bares terá tema indiano, para refletir o tempo em que a banda passou no país.<br /><br />“Este foi, certamente, um projeto interessante de várias formas”, disse à revista especializada Design Week Simon McCarthy, o diretor de criação da Design LSM, a empresa contratada para realizar o projeto.<br /><br />“Nós queríamos que fosse mais do que apenas os Beatles. Como era uma indústria tão grande, queríamos incluir mais aqueles que estavam envolvidos com a banda. A idéia inicial não era fazer só um hotel temático – não queríamos que fosse como a Disneilândia”, disse ele.”José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-28366041355566731882008-01-03T09:29:00.001-02:002008-01-03T09:30:47.558-02:00A geração MP3 a caminho do isolamento<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R3zHVcSKnRI/AAAAAAAAAFU/LIJWDkhABIM/s1600-h/peekaboochair.gif"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R3zHVcSKnRI/AAAAAAAAAFU/LIJWDkhABIM/s320/peekaboochair.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151211244988570898" /></a><br /><br />Deu no El País<br /><br /><br />“Lucas tem 13 anos e durante cerca de oito horas por dia não escuta nem fala com ninguém. Esse tempo não é o que dedica a dormir. São as horas que passa com os fones de seu tocador de MP3 colocados nos ouvidos. Enquanto escuta as canções de seus grupos favoritos, faz tudo o que faria se desligasse o iPod.<br /><br />Navega pela Internet, fica no quarto devaneando, tenta fazer seus deveres, acompanha os pais ao supermercado ou sai para passear pelo bairro com seus amigos. Só há um detalhe atípico: em sua vida faltam as palavras e a comunicação direta.<br /><br />Assim como 85% dos adolescentes de menos de 15 anos, Lucas é usuário habitual de um reprodutor de MP3. O que o diferencia da maioria dos jovens de sua idade é que seu hobby se transformou em obsessão. Por esse motivo seu caso está sendo tratado.<br /><br />Em menos de uma década, os tocadores de MP3 e iPod se transformaram em um dos produtos da indústria do lazer mais vendidos na história. Em 2007 a Apple atingiu os 100 milhões de iPod vendidos; a iTunes é a maior loja do mundo de música, discos e programas pré-gravados (podcasts) feitos especialmente para esses dispositivos portáteis.<br /><br />Segundo um estudo da prefeitura de Madri, eles estão presentes em quase 20% dos lares espanhóis. Tanto que nos últimos meses os especialistas começaram a se perguntar se seu abuso, além dos possíveis prejuízos à audição, acarreta riscos psicológicos e pode se transformar em problema social.<br /><br />Javier Abril, psicólogo que estudou casos parecidos com o de Lucas e é professor na Universidade San Vicente Mártir de Valência (UCV), tem claras idéias a respeito. "O abuso desses aparelhos provoca o isolamento dos mais jovens, tanto no entorno familiar como entre os amigos. Além disso, pode induzir o aparecimento de ansiedade, afetar a auto-estima e exacerbar alguns medos da adolescência. De todas as formas, o problema fundamental é a falta de autocontrole em uma idade em que os pais devem exercer sua função de orientadores."<br /><br />Um amplo estudo sobre a relação entre novas tecnologias e comunicação, realizado por uma equipe de psicólogos da clínica universitária da UCV, deixa claro que o uso das tecnologias não costuma constituir a única causa desses problemas. Mas, acrescenta Abril, "a utilização excessiva desses aparelhos pode despertar nos menores de 15 anos não só problemas de caráter psicológico, como também implica em sedentarismo físico. Os jovens podem passar o dia todo entre o sofá e o computador, sem fazer qualquer tipo de exercício físico."<br /><br />O contrário do que acontece com os que utilizam os tocadores de MP3 enquanto fazem exercícios na academia ou correm. Porque geralmente se trata de outras gerações de usuários. De toda forma, se as organizações de consumidores e algumas associações de pais recomendam antes de tudo 'bom senso', há especialistas que lembram que "qualquer atividade, incluindo a leitura, pode ser ruim se for utilizada para fugir da realidade e isolar-se". Mas quem decide? E, principalmente, é possível definir limites?<br /><br />Na opinião de Abril, entre os indicadores que podem alertar para uma espécie de vício em MP3 está o uso durante mais de duas horas diárias. "Mas é importante salientar que, mais que uma questão de tempo, é uma questão de formação e de educação", diz. "Os pais têm de aprender a dizer não, e, se não conseguirem, pedir a ajuda de profissionais." Porque é muito importante que os adolescentes, que estão em uma fase crucial para o crescimento, "aprendam a se comunicar e compartilhar suas opiniões com os outros, a partir dos pais e do entorno familiar, e a defendê-las diante das pessoas."<br /><br />No entanto, o MP3 não é só o símbolo de milhões de adolescentes. Desde os sinais dos anos 1990 passou a fazer parte de nossa vida cotidiana quando nos deslocamos no metrô ou praticamos algum esporte, na rua, no trabalho, mesmo num automóvel. E estudos prevêem que, agora que as empresas de telefones celulares começaram a implantar esse dispositivo nos aparelhos, sua difusão cresça cada vez mais. Tanto é assim que em fevereiro um senador democrata de Nova York, Carl Kruger, propôs por razões de segurança multar em US$ 100 as pessoas atravessarem uma rua usando um telefone celular, um tocador de música ou console de videogames.<br /><br />A iniciativa não vingou, enquanto, por exemplo, outra, imposta pela Federação Americana de Basquete (NBA), teve êxito. O resultado? Alguns astros do esporte estão proibidos de ligar seu iPod quando faltam 20 minutos para as partidas, "para não se isolar, perder a concentração e lembrar que não vão jogar sozinhos."<br /><br />Para observar como pode se comportar uma parte da faixa de usuários que já viveu a adolescência, passamos a outro cenário. Estamos em uma discoteca em Málaga ou um clube em Alicante, em um fim de semana qualquer. Alguns disc-jóqueis especializados em vários estilos musicais já subiram à mesa para se apresentar.<br /><br />Na pista, o público começa a dançar. Mas, em vez de mover-se todos no mesmo ritmo, o fazem ao compasso de rock clássico, hip-hop, salsa, música eletrônica, jazz, house... todos ao mesmo tempo. Porque cada um leva fones de ouvido sem fio ligados a seu canal de música preferido.<br /><br />Vista de fora, a cena pode parecer uma apresentação artística. Mas não. Trata-se de uma forma de entretenimento como outra qualquer. O mercado do lazer conhece seus gostos e essa 'Festa Silenciosa', lançada em 2005 por uma produtora da Andaluzia, já é uma marca registrada. Um de seus promotores, Manuel Rincón, insiste em suas vantagens. "Escutar na solidão pode se transformar na possível solução para toda sala que não está devidamente sonorizada ou que não tem licença de música até altas horas da madrugada; assim se garantiria o descanso dos vizinhos e a diversão e a comunicação dos clientes", conta.<br /><br />Comunicação? Para Tomeu García, 24 anos, que no ano passado participou dessa festa durante suas férias em Mallorca, é possível falar quando se abaixa o volume dos fones. "De todo modo, me parece um tipo de diversão que dá a idéia dos gostos da minha geração, em que cada um está na sua", admite.<br /><br />Além das boas intenções dos promotores, esse formato de festas, que inclusive ganhou um prêmio de melhor idéia empresarial, combina com as atitudes de uma geração que lida muito bem com as novas tecnologias, cresceu conectada à Internet e se move à vontade entre comunidades online. Uma faixa de jovens que têm entre 18 e 36 anos chamada pela psicóloga americana Jean Twenge de "Generation Me" (Geração Eu) em seu livro homônimo.<br /><br />Essa professora da Universidade de San Diego, na Califórnia, destaca em uma pesquisa que os estudantes universitários nascidos depois de 1982 costumam ser, em regra geral, mais narcisistas e individualistas que seus antecessores.<br /><br />Antes de tudo, para Twenge, "é impossível fazer qualquer tipo de retrato dessa geração sem levar em conta as inovações tecnológicas". E acrescenta, "proponho um nome para a geração de jovens nascidos entre 1981 e 1999: iGeneration, ou iGen. Essa geração foi profundamente influenciada pelas novas tecnologias, incluindo a Internet e, é claro, o iPod. Esse 'i' também engloba a essência de minha descrição da 'Geração Eu', pode substituir a primeira pessoa do singular ou sugerir a primeira letra da palavra-chave: individualismo."<br /><br />Em outra frente, os defensores desses aparelhos oferecem argumentos contrários e consideram que inclusive no mundo individualista em que vivemos se transformaram em uma espécie de símbolo do compartilhar, referindo-se à possibilidade de trocar arquivos de música através da rede mundial. Se escutar música pode ser um ato individual, buscar um disco ou uma canção em um site, comprá-la e compartilhar o arquivo para que outros usuários o incluam na lista de seu tocador de MP3 pode ser considerado uma espécie de ato social.<br /><br />Para muitos professores de educação musical, além disso, "o conhecimento e manipulação instrumental dessas tecnologias, a forma de interpretar ou de relacionar-se com a realidade através delas e as implicações sociais que tudo isso inclui já fazem parte da cultura de nosso tempo". Esta é, pelo menos, a opinião de uma equipe de pedagogos e musicólogos, autores de um manual para um curso de formação organizado pelo Ministério de Educação e Ciência da Espanha.<br /><br />Noemí López e Manuel Gertrúdix Barrio insistem nas possibilidades que oferecem os reprodutores de MP3. "Agora é preciso aproveitar as oportunidades didáticas de um mundo em que nossos alunos se movimentam entre downloads de arquivos em seu dispositivo portátil, o uso de videogames ou a troca de informação pela rede. Na hora de realizar atividades de audição poderíamos pedir que procurassem no Emule ou Limewire alguma versão do Réquiem de Mozart e que baixem o Lacrimosa..."<br /><br />Segundo Javier Abril, até os pais mais familiarizados com as novas tecnologias podem aproveitar os aparelhos de MP3 para fomentar a educação musical de seus filhos, mas lembra que "o simples ato de escutar música não supõe necessariamente saber valorizá-la ou aprender algo sobre ela."<br /><br />O mais importante para os psicólogos, de todo modo, é que os pais de adolescentes estejam conscientes de que "o uso prolongado dos aparelhos de MP3 pode provocar dependência". Não é por acaso que muitos médicos proíbem o uso desses aparelhos aos pacientes que ingressam em algum centro de reabilitação de dependência de drogas. Porque para se reabilitar, antes de tudo, é necessário voltar ao contato direto com a realidade e à comunicação direta com os outros.<br /><br />Em relação aos riscos para a audição, a fundação da empresa de aparelhos de audição e correção auditiva GAES lançou há alguns meses a campanha "Não esqueça dos seus ouvidos", que pretende conscientizar os mais jovens sobre o uso prolongado desses aparelhos. É que a maioria deles permite escutar música em um volume que pode chegar a 112 decibéis, quase o que produz a decolagem de um avião, por exemplo.<br /><br />Segundo especialistas, a exposição prolongada a ruídos de mais de 85 decibéis pode causar problemas auditivos que, em alguns casos, conseguem causar lesão no ouvido interno. Um exemplo: apenas uma hora escutando música a todo volume com fones de ouvido pode causar danos permanentes que reduzem a capacidade de ouvir.<br /><br />Ainda não há estatísticas precisas sobre isso, mas nos EUA, Reino Unido e México alguns usuários processaram a Apple por anos auditivos. Uma demanda em um tribunal do condado de San José, na Califórnia, por exemplo, define assim os iPod: "são defeituosos e não trazem advertências suficientes sobre a possibilidade de dano auditivo."<br /><br />Até agora nenhum queixoso conseguiu ganhar. No entanto, talvez usem com mais prudência os dispositivos da nova geração de MP4. Sobretudo porque com esses aparelhos com tela trata-se de ocupar os ouvidos e os olhos. Por enquanto dois sentidos continuam livres: o paladar e o olfato. Até quando?”José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-51857084449878966212008-01-02T12:34:00.001-02:002008-01-02T12:34:18.496-02:00Os anos 80 voltaram! De novo! Mas é lá fora … <div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/ZUDBzVg_-u0' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/ZUDBzVg_-u0'/></object></p><p><br /> <br />A onda nostálgica que ressucitou os anos 80 no Brasil e reacendeu a carreira de inúmeros artistas cujo auge de popularidade acontecera mais de 20 anos atrás também rola firme fora daqui.<br /><br />Em Maio de 2008, países como o Reino Unido, a Alemanha e o Japão receberão a sétima edição da turnê Here and Now, que viaja com um elenco de 40 artistas que inclui luminares oitentistas do calibre de ABC, Belinda Carlisle, Rick Astley, Bananarama, Curiosity Kileld The Cat e Paul Young. <br /> <br />Idéia do empreendedor inglês Tony Denton, a turnê lota ginásios de 20 mil lugares e é um dos poucos sucessos garantidos num mercado cada vez mais volátil.<br /><br /><br /></p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-74493006045971965672007-12-12T11:07:00.001-02:002007-12-12T11:07:47.126-02:00Led Zeppelin-“Stairway to Heaven”-Ao vivo no O2 - 10.12.07<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/3G_JTMuHOQk' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/3G_JTMuHOQk'/></object></p><p>O show nesta Segunda-feira em Londres, que marcou a ressurreição do Led Zeppelin por pelo menos algumas horas (até que se anuncie uma turnê mundial), foi extraordinário em tantos aspectos musicais, artísticos, sentimentais e históricos – com mais algumas décadas de experiência no lombo, Page, Plant e Jones adicionaram um veneno e um lustro à interpretação das músicas tão antigas que só vivência pode proporcionar; Jason Bonham calça bem as botas de chumbo do pai e combina feito luva com John Paul Jones. <br /><br />Mas talvez o mais notável tenha sido a maneira como os sons e as imagens do show – tão protegidos pela produção da banda, a ponto de somente um fotógrafo ter sido credenciado para registrar o evento e de os jornalistas presentes serem ciceroneados por quase-seguranças (não percam o relato hilariante de Fernando Duarte no Globo Online)– viajaram mundo afora imediatamente após o soar do último acorde no palco do O2 e posicionaram milhões de internautas num show presenciado, em princípio, por menos de 20 mil pessoas. <br /><br />Blogs – como os do NME e do próprio site do Zep - já faziam um relato “ao vivo” do show, dando o título de cada música a ser tocada no palco e descrevendo alguns detalhes do que estava acontecendo naquele momento (alguma frase de Plant, ou uma troca de instrumento). E literalmente minutos depois do final do show o YouTube estava coalhado de clipes com trechos ou a íntegra de quase todas as músicas tocadas pelo Zep.<br /><br />Não muito tempo atrás, quem não estivesse lá precisaria esperar o jornal do dia seguinte chegar às bancas para saber as minúcias do show. Ouvir o show, somente graças a alguma conexão muitíssimo boa com o subterrâneo dos colecionadores. Ver imagens do show em movimento? Nem pensar. <br /><br />Isso enfatiza o efeito das novas tecnologias na captação, preservação e disseminação imediata de informação, e sublinha a obsolescência do conceito de exclusividade praticado pela indústria de entretenimento no século 20.<br /></p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-82331472292560059172007-12-08T11:39:00.001-02:002007-12-08T11:39:18.841-02:00Björk e Gondry reunidos em “Declare Independence”<div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'><p><object height='350' width='425'><param value='http://youtube.com/v/LGC0VVobi6E' name='movie'/><embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/LGC0VVobi6E'/></object></p><p>Dez anos depois de sua última parceria, Björk e o cineasta e videoclipeiro Michel Gondry se reuniram para criar o novo clipe para “Declare Independence”, a terceira faixa do álbum mais recente da cantora, Volta. <br /><br />Conte sempre com Michel para criar visuais marcantes para idéias bem sacadas - geralmente com uma pitada de doidice. <br /><br />E como uma pitada da dita-cuja nunca fez mal a ninguém ... <br /></p></div>José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-18122254754898281902007-11-29T14:40:00.000-02:002007-11-29T14:42:03.391-02:00Rock no poder - na Austrália<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R07rz7KLPbI/AAAAAAAAAFM/_mOVJcxGKfE/s1600-h/PG.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_vU0waK1zMHo/R07rz7KLPbI/AAAAAAAAAFM/_mOVJcxGKfE/s400/PG.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138303502162542002" /></a><br />Peter Garrett, vocalista do Midnight Oil, uma das mais importantes e potentes bandas de rock australianas, acaba de ser içado ao posto de Ministro do Meio Ambiente pelo recém-eleito novo Primeiro Ministro da Austrália, Kevin Rudd.<br /><br />Garrett acumulará também a pasta da cultura.<br /><br />A ação política sempre pautou a carreira de Garrett no Oil, desde sua fundação, mais de 30 anos atrás. Tanto que ele largou a banda em 2002 para se eleger para o parlamento pelo Partido Trabalhista. <br /><br />Se Garrett dispender no ministério uma fração da sua energia nos palcos, os australianos estão bem servidos. O Midnight Oil realizou um dos três – 3! – melhores shows que já vi na minha vida, um vórtex fantástico que em 1989 fez o Palladium, em Hollywood, virar um banho turco! <br /><br />Os outros dois melhores shows? U2, em 1981, no Ritz, em Nova York – com o chão subindo e descendo conforme os pulos da platéia. E os Rolling Stones, em 1975, no Gator Bowl, em Jacksonville, na Flórida.José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-22512903570528188692007-11-26T11:26:00.000-02:002007-11-26T11:37:00.019-02:00China se entrega ao rock ocidental - e vice-versaDeu no The New York Times: <br /> <br /><br />“Como faria em qualquer parte do mundo, Karen O, da insolente banda de rock nova-iorquina Yeah Yeah Yeahs, entrou com largas passadas no palco de um show em Pequim. Parecia um impetuoso arlequim futurista, com sua capa de asas prateadas e calças listradas de azul e verde. Aos berros, para os dez mil fãs encharcados de lama, que cantavam com ela junto a letra de suas músicas, ela agradeceu num mandarim ofegante: "Xie xie ni!" Alguns dias antes, o rapper do Brooklyn Talib Kweli esteve em uma das fulgurantes novas discotecas da cidade. E no dia 18 de Novembro, o Linkin Park, um grupo de titãs do rap-rock com vendas mundiais de 45 milhões, tocou em um estádio de Shangai para uma multidão de 25 mil pessoas, com todos os ingressos vendidos (O vídeo com a abertura do show está no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=pYl6aOC5I1c&feature=related)<br /><br />Eles estão entre as mais recentes de uma série cada vez maior de apresentações de ocidentais que esperam fazer sucesso no imenso novo mercado de entretenimento da China. Antes bastante fechado à música estrangeira, o país gradualmente foi atenuando as restrições e - ao mesmo tempo em que continuam a despencar as vendas de discos no Ocidente, e novas fontes de receita tornaram-se essenciais - emergiu como um território decisivo no mapa global do pop.<br /> <br />"A China está na ponta da língua de todo mundo," disse Peter Grosslight, diretor mundial de música para a William Morris Agency. "Lá estão 1,3 bilhão de pessoas. É um lugar que cada vez fica mais rico. Como podemos ignorar isso?"<br /> <br />Para a indústria fonográfica ocidental, a China é uma mistura de novos desafios e frustrações conhecidas, com a feroz pirataria de CDs e uma infra-estrutura mínima para turnês. E muitos dos serviços tidos como certos em outros lugares, como a coleta e distribuição de direitos autorais por gravações, não estão totalmente estabelecidos. Mas apesar de tais obstáculos, o amplo potencial de comércio faz do país uma atração irresistível, com dinheiro a ser ganho com shows ao vivo, mercadorias e tecnologias tais como toques para celulares.<br /> <br />Há cinco anos, um concerto de Kenny G era uma grande novidade. Agora, as cidades chinesas são incluídas frequentemente nos itinerários de turnês para uma série de apresentações: este ano Beyoncé, Eric Clapton, Nine Inch Nails, Avril Lavigne e Sonic Youth tocaram na China, além de bandas de rock underground que viajam de trem para uma rede de abafadas discotecas em cidades menos importantes.<br /> <br />O Linkin Park já fez uma turnê pelo Sudeste da Ásia, mas o grupo encara seu primeiro concerto na China como uma oportunidade particularmente lucrativa. "Esse é o show que poderá abrir as portas de uma fronteira totalmente nova", disse Michael Arfin, agente da banda. O concerto deu um lucro bruto de US$ 750 mil, disse Arfin. Com base no preço por ingresso, isso é quase o equivalente aos resultados da banda em turnês recentes nos Estados Unidos.<br /> <br />Para os músicos, a emoção de tocar para multidões que podem estar vendo a sua primeira apresentação de uma banda estrangeira, é inebriante. Quando o Yeah Yeah Yeahs tocou no Modern Sky Festival, um evento de três dias no parque Haidian no setor oeste de Pequim, os fãs aguardaram em reverente silêncio pelas canções, mas houve uma explosão de entusiasmo assim que as músicas começaram a ser tocadas, com punhos para o alto e garotas aos gritos na frente. "Foi diferente de tudo que já fizemos antes", disse Karen O. "Desde o início, eles estavam ansiosos à nossa espera."<br /> <br />Mas a grande maioria desse público, que passa por uma veloz urbanização e com acesso a uma renda suplementar, pode não estar tão terrivelmente ansioso por música estrangeira. Comportados cantores pop de Taiwan e Hong Kong dominam as ondas sonoras e a imaginação popular, com uma atenção relativamente pequena dada ao rock.<br /> <br />O rock'n' roll teve uma breve e instável história na China. Depois de um esplendor inicial na década de 1980, tornou-se undergound após o massacre da Praça da Paz Celestial em 1989. Durante a maior parte da década de 1990, o único rock ocidental a chegar aos ouvidos dos chineses veio na forma de encalhes de CDs de distribuidores estrangeiros, e os músicos se frustraram ao descobrir que sua música enfrentava um excesso de barreiras culturais para pode se enraizar.<br /> <br />"Havia uma grande dose de idealismo na época, mas nós tivemos uma vida breve", disse Kaiser Kuo,membro fundador da Tang Dynasty, uma das maiores bandas de rock dos anos 1990. "Percebemos que estávamos fadados a não sermos assimilados."<br /> <br />O rock chinês conseguiu uma segunda vida com a chegada da Internet, que trouxe para a juventude do país uma abundância de músicas novas. Um pequeno, mas vibrante, panorama se desenvolveu, com pontos de referência algumas vezes surpreendentemente atuais. Este ano, duas bandas chinesas viajaram para o festival South by Southwest em Austin, no Texas: Rebuinding the Rights of Statues, sósia da fundamental pós-punk Gang of Four, e a Lonely China Day, que tomaram para si a grandeza cinematográfica do Sigur Ros. Das 120 bandas no Modern Sky, no máximo dez eram chinesas.<br /> <br />Para explorar esse mercado emergente, os setores fonográfico e de turnês instalaram-se recentemente na China. William Morris abriu um escritório em Shangai em 2004. Este ano, a Ticketmaster comprou uma participação majoritária na Emma Entertainment, um serviço chinês de promoções e venda de ingressos que apresentou o show do Linkin Park.<br /> <br />O que funciona na China, porém, às vezes pode entrar em conflito com metas de maior alcance das empresas ocidentais. O Linkin Park está entre as maiores bandas estrangeiras na China, mas seu selo, Warner Brothers, não lançou lá seu mais recente CD. E apesar das turnês recentes de Nine Inch Nails, Sonic Youth e Yeah Yeah Yeahs, a divisão chinesa da Universal também não lançou suas gravações. As empresas dizem que a pirataria torna infrutífera a iniciativa.<br /> <br />A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), um grupo empresarial, calcula que 85% dos CDs vendidos na China são falsificados. Leong Mayseey, diretor regional da federação para a Ásia, diz que a taxa de pirataria para o download de músicas está próxima dos 100%.<br /> <br />Quando Jeff Antebi, agente da dupla de R&B Gnarls Barkley, estava fazendo uma verificação nos extratos contábeis mundiais, ficou perplexo ao ver que a canção "Crazy", do grupo, uma das 10 músicas mais tocadas em todo o mundo, não registrava nenhuma venda na China. Era um "buraco negro", ele diz. Frustrado quando a selo, Warner Brothers, culpou apenas a pirataria, Antebi decidiu abrir um escritório no país para proteger seus interesses. "As grandes companhias fonográficas têm duas opções em lugares como a China", ele disse. "Adaptar-se ou morrer."<br /> <br />Mas muitos selos chineses, ágeis e sem regulamentação por tradição, adaptaram-se a esse mercado vicioso, de uma forma que traz grandes dificuldades para as empresas ocidentais. Considerando os CDs como líder em perdas, elas têm como rotina firmar contratos com grupos que abrangem tudo, permitindo que a empresa participe das receitas vindas das turnês, mercadorias e endossos. "Um dia, o setor fonográfico chinês será modelo para a indústria mundial da música," disse Shen Lihui, fundador da Modern Sky, uma pequena companhia que lançou cerca de 100 álbuns - a maior parte dos quais com prejuízo, disse Shen - mas também uma série de empresas adicionais, produzindo livros, vídeos e sites da Web.<br />Circulando pelas áreas onde são realizados os espetáculos, Shen, com uma camisa Burberry lilás e sapatos brancos, chama atenção para os muitos patrocinadores: Motorola, Levi´s, jeans Diesel. Esses acordos trazem o dinheiro necessário para realizar o evento, ele afirma, e o público não tem restrições quanto à publicidade. Ao lado do palco principal, com telas laterais gigantes da marca Motorola, um jovem acenava com uma grande bandeira vermelha onde estava escrito em dialeto de Pequim, "I rock!"<br /> <br />Para a maior parte dos shows, o patrocínio é necessário. As despesas de viagem e a necessidade de ingressos baratos - qualquer coisa acima de US$ 6 ou US$ 7 é proibitivamente cara para muitos jovens chineses - indicam que muitos dos shows dariam prejuízo, a menos que os patrocinadores ficassem com a tarefa que ninguém quer assumir.<br /> <br />Os anunciantes podem emprestar uma indispensável identificação de marca a apresentações menos prestigiadas na China, diz P.T. Black, sócio da Jugsaw International, uma agência de pesquisas de mercado de Shangai."Nos Estados Unidos, um artista se torna grande e então uma marca se liga a ele para pegar carona na sua credibilidade," diz Black. "Aqui, virtualmente não existem artistas com maior credibilidade que as marcas. Coca-Cola é uma marca muito mais transada que qualquer músico novo hoje na China."<br /> <br />Muitas das ações do ocidente que chegam às praias da China operam bem abaixo do alcance do radar das corporações multinacionais. Uma década de sondagens, de grupos punk e metal, abriu caminho para apresentações em discotecas em uma dúzia ou mais de cidades, e músicos econômicos - que viajam de trem por causa das caras e pouco confiáveis viagens pelas rodovias - podem equilibrar receita e despesas em uma turnê.<br />Mesmo bandas americanas pouco conhecidas podem conciliar uma breve turnê pela China. Em outubro, o Birthday Boyz, um quarteto do Brooklyn que descreve seu som como "muito lúgubre, dinâmico, metálico post-hardcore" e toca em pequenos clubes em seu país, aventurou-se durante duas semanas de shows na China. Desviando-se dos outros passageiros da segunda classe no corredor de um trem de Changsha a Wuhan, duas cidades interioranas sufocadas pela mistura de fumaça e neblina com forte presença punk, Jeff Bobula, um dos guitarristas do Birthday Boyz, descreveu o choque cultural: "A base de uma turnê nos Estados Unidos é embarcar em uma van ou num carro, dirigir o dia todo, depois tocar e com sorte, dormir em algum lugar; depois acordar e ir para o próximo show. Na China, a viagem toda é muito pública."<br /> <br />As bandas pequenas podem não atrair a atenção do governo chinês, mas qualquer banda que se apresente um pouquinho acima do nível de uma discoteca irá inevitavelmente cruzar com o Ministério da Cultura e seus censores. Cada uma das letras de um CD programado para uma apresentação ao vivo deve ser aprovada para obter os alvarás necessários para um concerto ou o lançamento de um álbum no varejo. A aprovação pode demorar meses, e o ministério tem o seu jeito de sabotar os mais bem arquitetados projetos de campanhas promocionais globais. "A maioria das faixas rejeitadas são grandes sucessos no mercado internacional",disse Danny Sim, diretor de marketing para repertório internacional na Universal Music China. "As faixas 'Smack That' e 'I Wanna Love You' de Akon foram rejeitadas pelo governo. Eram o primeiro e o segundo single do álbum."<br /> <br />A censura pode se apresentar de formas menos óbvias. Quando o Sonic Youth tocou em Pequim em abril, a abertura, especialmente escolhida, com uma banda chinesa chamada Carsick Cars, foi retirada do programa no último minuto. Não foi dada nenhuma explicação, mas Thurston Moore, um dos guitarristas do Sonic Youth, disse suspeitar que o governo tivesse sido alertado sobre a participação daquela banda nos Concertos pela Liberdade no Tibet, nos Estados Unidos, na década de 1990 e a estava punindo indiretamente.<br /> <br />"Com quem se pode discutir?" disse Moore, depois de voltar aos Estados Unidos. "Não se discute. Se o fizer, você será preso."<br /> <br />As bandas em turnê pela China enfrentam também obstáculos bem mais prosaicos. Quando o Yeah Yeah Yeahs estava se preparando para tocar no Modern Sky, sua checagem de som levou muito mais tempo que o normal - "10, 12, 15 horas," disse Karen O, lastimando-se - porque os padrões profissionais da equipe local eram baixos.<br />Mas depois do concerto a banda comemorou em uma discoteca cavernosa, considerando o show um sucesso. Nick Zinner, o guitarrista, disse que tocar na China era algo que a banda queria fazer há anos. Quando lhe perguntaram por quê, Zinner esbugalhou os olhos e olhou para a multidão de jovens chineses bem vestidos.<br /><br />"É o futuro," disse.”José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-316532737710620242.post-41342472100302345142007-11-21T14:35:00.000-02:002007-11-21T14:53:45.362-02:00Led reformado cai na estrada em 2008 (Psiu, tem Brasil na jogada?)Pelo menos é o que garante o linguarudo Ian Astbury, vocalista do The Cult. <br /><br />De acordo com a revista Billboard, ele teria encerrado um show em Cincinnati, nos Estados Unidos, dia 17 de Novembro, dizendo ao público que sua banda faria mais shows no ano seguinte “porque vamos abrir os shows de uma banda de quem que vocês devem ter ouvido falar. O nome dela começa com L e tem um Z, também.” Quando alguém na platéia gritou “Led Zeppelin!”, Ian gesticulou que sim. <br /><br />Oficialmente, nenhuma turnê do recém-reformado Led Zeppelin foi anunciada. A banda tem uma única apresentação marcada para 10 de Dezembro, na arena O2, em Londres.O guitarrista Jimmy Page - recuperado de uma fratura no dedo que forçou o adiamento do show, marcado para Novembro - disse que a banda tocará pela primeira vez uma música inédita. Mas não revelou de qual fase da história da banda vem essa nova canção. <br /><br />Mesmo assim, com essa possibilidade no ar - e onde há fumaça geralmente há fogo - já é a hora de empresários brasileiros começarem a mexer os pauzinhos para trazer o Led ao Brasil. <br /><br />A banda nunca tocou por aqui, e quem marcar esse tento vai garantir a aposentadoria de gerações por vir ...José Emilio Rondeauhttp://www.blogger.com/profile/04827302102822774418noreply@blogger.com