tag:blogger.com,1999:blog-3051609811174823583.post-7841595319784100612008-03-03T13:19:00.001Z2008-03-03T13:24:40.921ZDesafio do Blog nº3 - Resposta<a href="http://bp3.blogger.com/_M8fGzbMsncM/R8v72Lr6aiI/AAAAAAAAAEE/S1RD8VNncAc/s1600-h/diamantinoVizeu20.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173505505233627682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_M8fGzbMsncM/R8v72Lr6aiI/AAAAAAAAAEE/S1RD8VNncAc/s320/diamantinoVizeu20.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">Diamantino Vizeu foi o primeiro matador de toiros português.<br />Tirou a alternativa em Barcelona no dia 23 de Março de 1947.<br />Foi seu padrinho de alternativa Gitanillo de Triana.<br />Diamanino Vizeu e Manuel dos Santos disputaram uma rivalidade única no panorama taurino nacional, em que as paixões se expressavam dentro e fora das Praças. Diamantinistas e Santistas radicalizavam posições, mas a verdade é que as Praças de Toiros se enchiam sempre que actuavam juntos e foi sem dúvida a época de oiro do toureio apeado em Portugal.<br />A história da determinação e dos factos incríveis e singulares da vida de Diamanino Vizeu e da concretização do seu sonho de ser matador de toiros, foram por ele narrados num magnífico livro, “Memórias de um toureiro”, que recomendo vivamente. O seu início de carreira tem características completamente distintas e invulgares, revelando uma personalidade de elevada estatura, em que sobressai a determinação e a coragem. Este início de carreira veio a alterar profundamente as mentalidades nacionais e provocaram uma verdadeira revolução no panorama tauromáquico nacional.<br />Sintetizemos alguns aspectos inéditos e extraordinários da sua carreira:<br />Diamantino, só aos 18 anos de idade toma consciência da sua vocação, através da influência de um amigo, que mais tarde foi sempre o seu peão de brega de confiança, Rogério Valgote. Alimentou este sonho de ser toureiro através da visualização do filme «Sangue na Arena», que viu por 14 vezes. Iniciou a sua tentativa na escola de toureio do Campo Pequeno, mas rapidamente concluiu que continuando ali apenas lhe seria possível a aspiração longínqua de vir ser bandarilheiro.<br />As primeiras vezes que se colocou perante uma rês brava foi na Feira Popular, com vacas corridas que eram largadas numa praça desmontável para brincadeiras populares, no ano de 1943.<br />Queria ser matador e através de contactos feitos por aquele que viria a ser o seu empresário, a quem chamavam Punteret, foi para Sevilha aprender a tourear.<br />Em Sevilha não conseguiu nunca chegar a tourear sequer uma novilha pura. Rumou então para Madrid, onde para além dos treinos de salão também nunca conseguiu que lhe facultassem a presença numa simples tenta. As despesas destas deslocações foram pagas em grande parte pela venda dos direitos de autor de um livro sobre a Mocidade Portuguesa, que Diamantino tinha escrito.<br />Em Sevilha e também em Madrid, viu grandes faenas daquele que era o seu ídolo de toureiro, Manolete. Estas faenas devem-no ter marcado muito e quem teve o privilégio de ver Diamantino tourear percebe bem porquê. Ele tentava assumir a mesma serenidade e frieza do carismático toureiro de Córdoba.<br />Diamantino aceita tourear a sua primeira novilhada em Toledo, sem nunca ter experimentado sequer a sensação de dar um muletazo numa novilha pura.<br />A sua apresentação em Portugal, acontece em Santarém na Praça de S. Domingos, perante um toiro de Andrade & Irmão e veio na sequência das noticias da sua apresentação em Toledo. Nesse ano apenas conseguiu tourear mais uma novilhada na mesma praça de Toledo.<br />A sua apresentação em Santarém teve uma circunstancia caricata, pois Diamantino que já era novilheiro encartado em Espanha sofreria uma tentativa de impedimento, uma vez que não havia em Portugal a categoria profissional de novilheiro. Foi um episódio muito curioso em que o Sindicato dos toureiros foi o principal protagonista, dessa tentativa de impedimento. No entanto a sua apresentação fez-se, se bem que trajado de curto, pois estava impedido de vestir de luzes.<br />É apenas no ano de 1945 que surge a grande oportunidade de Diamantino.<br />Nessa época tinha toureado apenas duas novilhadas, uma em Plasência e outra em Algeciras, mas Punteret conseguiu inclui-lo numa Corrida em Vila Franca. É essa corrida em que alternou com Caetano Ordoñez, o Niño de la Palma, que marca definitivamente a sua carreira . Mais uma vez se tinha apresentado sem ter conseguido tourear qualquer novilha num tentadero, mas dessa corrida saíu em ombros.<br />Fez-se então um movimento nacional liderado pela revista “Sector 1”, solicitando aos empresários da Maestranza de Sevilha a sua inclusão num cartel. Este movimento resultou e foi nessa corrida que pela primeira vez um toureiro português corta uma orelha na Maestranza. Foi a última corrida da Feira da Abril desse ano. Os Críticos tauromáquicos nacionais que se tinham sempre mantido incrédulos foram unânimes e disseram “ Temos um Toureiro português”<br />Preparou-se a sua apresentação no Campo Pequeno e foi na sequência das negociações feitas para organizar esse cartel que é introduzido aquele que já tinha a carta profissional de bandarilheiro e que se chamava Manuel dos Santos. Foi o princípio de época de glória da tauromaquia nacional. Manuel dos Santos que cumpria o serviço militar nessa altura e para o qual estava destinado vir a ser integrado na quadrilha de João Núncio como bandarilheiro, teve assim também a sua oportunidade. Foi o sonho inovador de Diamantino Vizeu, que lha proporcionou. Foi Diamantino Vizeu que abriu as portas para a profissionalização dos matadores de toiros portugueses . Há sua tenacidade e ao seu exemplo de homem confiante e lutador, devemos esse serviço de elevado valor cultural e histórico. </div>toirosefaenashttp://www.blogger.com/profile/02890039813146011351noreply@blogger.com