tag:blogger.com,1999:blog-30241270200046655692009-03-02T01:23:00.359-03:00Nós trêsTrês amigas. Três mulheres. Nós três.HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.comBlogger34125tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-52089955740953704962007-10-27T19:22:00.000-02:002007-10-27T20:37:37.494-02:00A eterna dúvidaToda manhã é o mesmo drama.<br /><br />Um tira e põe de calças jeans, saias, blusas, camisetas sem mangas em busca da produção mais confortável e adequada para o dia de trabalho pela frente. Em geral saio insatisfeita da frente do espelho. Nada veste mais como antigamente, as calças todas apertam no quadril, as blusas nunca têm o comprimento ideal para a saia certa. Marcam demais a barriga ou as costas ou os braços. Uma briga, sempre.<br /><br />Aí saio de casa decidida que é aquele o dia pra começar a mudar tudo, a voltar a ter disciplina, a comer direito, a não aceitar os estímulos de chocolate que me oferecem diariamente, a não perder a linha.<br /><br />Mas o dia vai passando e os níveis de stress aumentando. "Quer um bombom?" ÓBVIO que eu quero. Aí chego em casa à noite tendo certeza de que falhei miseravelmente na minha proposta matinal de ser disciplinada novamente.<br /><br />É aí que mora a grade questão: preciso mesmo ficar mais magra pra ser feliz? Perder os tão pesados 15 quilos que se apossaram de mim há dois anos e meio vai me fazer sentir mais feliz MESMO?<br /><br />Pela manhã eu sempre tenho certeza que sim. Cansada, depois de um dia pesado de trabalho e pressão, not so sure.<br /><br />Porque a minha vida era tão diferente há dois anos e meio. Eu só estudava, chegava em casa cedo, não tinha grana pra jantar fora. Hoje eu trabalho 10 horas por dia (às vezes mais) e compenso grande parte do meu stress em comida boa.<br /><br />Eu fico pensando... Será que eu consigo ficar feliz com o meu corpo chubbie? Será que alguém consegue?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-5208995574095370496?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Rachhttp://www.blogger.com/profile/11632903167855853174noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-80918865411974124462007-09-12T23:27:00.001-03:002007-09-12T23:27:21.070-03:00Modern-AttachedAí ontem eu fui lá no evento do Senac Rio Moda que até outro dia se chamava Seminário de Tendências e agora virou <a href="http://www.rj.senac.br/WebForms/SenEventoDetalhe.aspx?pSecao=248&pInfo=2513">Moda+Visão</a>. Desta vez o foco foi o Inverno 2008.<br /><br />O conteúdo, no entanto, continua o mesmo: estilistas de marcas bacanas levam suas impressões sobre as tendências do mercado de moda, em vários segmentos, para a estação em questão.<br /><br />As palestras se estruturam de forma parecida: cada profissional faz sua pesquisa em sites e revistas gringos e monta um apanhado de imagens que traduzam o que foi mais visto como tendência. A pesquisa no segmento de lingerie foi feita pela equipe de estilo da qual faço parte. E nós, claro, utilizamos os mesmos recursos que todos os outros.<br /><br />Se alguém achar de fato interessante, posso resumir o que eu vi por lá:<br /><br />- Capas de chuva Burberry invadindo o mundo, podendo ser vistas até como vestidos;<br />- Cintura marcada, fazendo referência ao universo Dior clássico;<br />- Muito tricot com texturas;<br />- Xadrez, estampas em preto e branco e cinza;<br />- Mistura de texturas e tecidos;<br />- Calça com perna skinny e quadril largo: culotes;<br />- Matelassê;<br />- Jeans com aparência metalizada;<br />- Vestidos e não saias;<br />- Meias coloridas;<br />- Calça de cintura alta, mas as de cintura baixa convivendo;<br />- Macacão e jardineira;<br />- Jeans com lavagem escura (raw jeans);<br />- Óculos Ray Ban Celebrity, daquele que o <a href="http://flickr.com/photos/vivoandando/1363316956/">Nix</a> sempre usou;<br />- Cores fortes e primárias como rosa choque, laranja e azulão, sempre com muito preto acompanhando;<br />- Ao mesmo tempo muito cinza (quase prata) e tons de gelo;<br />- Influência 80´s continua. Tão forte que a tendência para as estampas das camisetas é a Ocean Pacific.<br /><br />Agora posso gongar tudo isso que descrevi acima. Simplesmente por se tratar de blablabla e mimimi. É por isso que o mundinho da moda brasileira é TÃO cansativo e previsível.<br /><br />Todo mundo bebe da mesma fonte. O que os gringos fazem, a gente vai lá e acha o máximo. Japoneses incluídos quando eu digo gringos. É aquele pensamento cafona de brasileiro que considera tudo que vem de fora o máximo.<br /><br />Eles têm acesso a matérias primas incríveis que a gente nem sonha ter por aqui? Sim, verdade. Mais uma razão pra que a gente tente buscar o que há de mais original e de qualidade por aqui, pra ficar com menos cara de "primo pobre".<br /><br />O auditório cheio de gente anotando tudo que o povo dizia que ia "pegar" no inverno que vem. Porque o evento não é de moda, é de comércio. Nada contra moda comercial, pelo contrário, todos somos consumidores. O que irrita é ver o blablabla e o mimimi disfarçado de tendência de comportamento quando na verdade todas aquelas imagens tratam apenas de uma coisa: lançar um novo objeto de desejo pra que você não possa viver sem a sua calça Wide Leg na próxima estação, isso logo depois de ter comprado a sua skinny. (calça Wide Leg, a saber, na época de mamãe chamava-se Boca de Sino).<br /><br />Moda é mercado. Se os estilistas não lançarem nada de muito diferente da coleção anterior as marcas simplesmente não vão vender e aí o dinheiro não circula e aí fodeu. Tudo bem a busca pela novidade, todo mundo quer ver (e ter) roupa nova e bonita. O chato é a obsolescência disso tudo. A pasteurização. O <span style="font-style:italic;">último grito</span>. A pretensão.<br /><br />Aí, o momento mais bacana do evento foi já no final, quando a estilista Katia Barros, da Farm, foi lá dizer que pesquisar em sites e revistas de moda é legal sim, mas que cada marca deveria primeiro pensar no que quer fazer, no que julga ser bonito e simplesmente ir lá e fazer. Esquecer um pouco do que a Prada fez (porque se a Prada fez é lei) e pensar no seu cliente, no seu clima, no seu universo. Aí a coisa fica mais lúdica e algum suspiro de criatividade pode vir à tona.<br /><br />O que é mais engraçado é que isso foi dito pela estilista de uma marca super comercial, que vende horrores pra gente de todas as idades no Brasil inteiro. Isso tudo sem perder a identidade (e a cara) de carioca, brasileira, zona sul, colorida e estampada. Eu considero a Farm um fenômeno. Não só de vendas (porque disso todo mundo sabe) mas de criatividade aliada à preço. Porque ser super inovador e ousado e ter peças conceito custando 2 mil reais, como a Osklen, não é vantagem. Eles mandam bem? Mandam. Mas que são a Prada wannabe dos trópicos, são. <br /><br />Pena que a moda perdeu a nuance de expressão, atitude e comportamento e ficou apenas com o lado mercadológico, de setor que movimenta altas granas.<br /><br />Enfim, impressões. E talvez um cadinho de mau humor.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-8091886541197412446?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Rachhttp://www.blogger.com/profile/11632903167855853174noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-21464494039086038982007-09-02T20:53:00.000-03:002007-09-02T21:10:50.366-03:00Eu não entendo (e nem eles)Nosso relacionamento com nossos pais pode ser uma novela. Na verdade É uma novela, um novelão que só termina quando a gente ou eles morrem. Então é um novelão que não tem final feliz, só final triste. Que coisa. Acho que esse é um dos motivos pelos quais eu não quero ter filho (<a href="http://vhemt.org">outros vocês podem conferir aqui</a>). <br /><br />Acontece que "de novo" eu quero sair da casa dos meus pais pra ter minha própria casa. De novo porque ano passado eu saí, passei 4 meses fora e tive que voltar - em partes por conta da chantagem emocional hardcore dos meus pais, em parte porque eu queria juntar dinheiro pra uma viagem que acabou não rolando por motivos de força maior, em parte por causa de um flatmate desagradabilíssimo que tornou o que era muito bom em uma coisa muito horrorosa em um mês. <br /><br />Olha, eu tenho 25 anos, trabalho desde os 15, tenho meu dinheirinho. Moro longe, gasto boa parte do meu salário em locomoção - gasolina cara, estacionamentos absurdos, fora a manutenção do carro, IPVA, seguro, licenciamento, etc etc etc. Quero morar perto do meu trabalho, da civilização, dos meus amigos. Quero ter meu canto, quero acordar às 4 da manhã e fritar um hamburger se me der vontade sem ninguém me encher o saco! Quero poder fazer o que eu quiser, na hora em que eu quiser. Quero parar de mamar nas tetas de papai e mamãe.<br /><br />E eles não entendem! Tudo bem eles ficarem tristes, mas gente, eles querem que eu more aqui até quando? Quarenta anos quem sabe? Que deprê! É assim mesmo? TEM QUE ser assim? O que eu faço?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-2146449403908603898?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Ligia Helenahttp://www.blogger.com/profile/18412270810856938747noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-89640757759200093552007-08-27T11:41:00.000-03:002007-08-27T11:48:08.389-03:00A visitaEsta semana minha mãe virá a São Paulo para se hospedar na minha casa pela primeira vez desde que me mudei aqui para Higienópolis. Serão apenas dois dias, mas já estou tensa e planejando formas de deixar a casa mais agradável, convidativa, limpa... Vou encher a geladeira de coisas que ela aprova, tirar as casquinhas de sabonete velho das beiras da saboneteira, varrer a casa(!), arrumar a mesa e a cama...<br /><br />Muito o que fazer, mas sabe que a sensação é boa? Eu sempre quis poder receber minha família na minha casa com conforto e, apesar de ainda estar longe do ideal e eu só poder receber minha mãe por enquanto, estou caminhando para isso. Vai ser bom, um passinho à frente na vida de adulto.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-8964075775920009355?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-80064025708625836542007-08-20T14:01:00.000-03:002007-08-20T14:11:45.469-03:0017 PessoasQue o mundo é pequeno todo mundo sabe. O Rio de Janeiro, então, uma noz.<br /><br />Na universidade eu devo ter tido por volta de 40 professores.<br /><br />Alguém então me responde por que justo a única professora pra quem eu tive que confessar que não podia fazer a prova final porque tinha comido um space cake na véspera e o efeito ainda não tinha passado conhece a minha sogra?<br /><br />Por que?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-8006402570862583654?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Rachhttp://www.blogger.com/profile/11632903167855853174noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-11872798965708953562007-07-15T14:53:00.000-03:002007-07-15T15:26:20.533-03:00Smile Like You Mean ItOntem eu fui ao casamento mais bonito de todos os tempos.<br /><br />O cenário perfeito: um jardim em Petrópolis numa tarde fria de julho.<br /><br />Quando os padrinhos e o noivo entraram esta era a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7Qn3tel9FWU">música</a> que tocava. No altar, o noivo pega o violão e canta esta <a href="http://www.youtube.com/watch?v=NVhm0ePCjis">outra</a> enquanto a noiva caminha até ele.<br /><br />E aí a cerimônia civil começa e metade das convidadas já está chorando. O resto que tinha segurado firme a emoção não resite quando os noivos dizem seus votos um pro outro, dizendo o quanto se amavam. Tudo com muita espontaneidade e uma alegria muito verdadeira.<br /><br />Na hora de assinar os papéis toca esta <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4oZYqAeIdYk">aqui</a>. E no fim da cerimônia eles seguem, casados, com esta <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rLxTpsIVzzo">aqui</a> de fundo.<br /><br />E a chegada na festa foi com outro <a href="http://www.youtube.com/watch?v=COMsKPeWAsw">clássico</a>.<br /><br />Melhor exemplo de que é possível fazer de uma cerimônia tradicional (e grande parte das vezes chata e impessoal) uma celebração intimista e emocionante. Porque a vida é feita de amor, amigos, música e momentos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BgOcP-md02g&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Enightripping%2Ecom%2Fhelenan%2F">assim</a>.<br /><br /><br />Enfim, muito lindo.<br /><br /><br /><br />(e eu acho que este foi o post mais mulherzinha que eu já fiz na vida)<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-1187279896570895356?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Rachhttp://www.blogger.com/profile/11632903167855853174noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-17316803371362866842007-07-02T21:09:00.000-03:002007-07-02T21:24:17.114-03:00Paris, je t'aime<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.chinesefreewebs.com/marti/paris04.jpg"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.chinesefreewebs.com/marti/paris04.jpg" border="0" alt="" /></a><br />Fui ver o novo filme francófono do pedaço este fim de semana. Paris je t'aime é uma idéia ruim: 20 diretores famoso fazem seu curta e juntam tudo num filme, em teoria, sobre Paris. E sobre o amor. Em Paris. A idéia é ruim porque 20 diretores famosos normalmente têm material para bem mais do que alguns minutos de filme. E 20 curtas diferentes inevitavelmente levam a assuntos diversos e desconexos.<br /><br />Tudo isso acontece no filme, mas ainda assim vale a pena ir ao cinema. Dos 20, eu gostei muito de poucos. Mas o curta final, que postei no <a href="http://nightripping.com/helenan/?p=525">blog pessoal</a>, é algo de tão bonito que vale todo o resto. Fala de uma mulher que já passou dos 40 e visita Paris pela primeira vez. Fala de uma mulher sozinha. Fala de felicidade, de tristeza, da vida, de escolhas. Fala de como viver. Não tem medo de ser ridículo, não tem medo de ser emocionante, não tem medo de se arriscar nos clichês.<br /><br />É uma mulher vivendo um sonho e tendo uma epifania. É uma mulher que descobre como se sentir viva. Poderia ser em qualquer cidade do mundo, sinceramente. É em Paris porque é uma cidade muito bonita. Mas poderia ser na pracinha aqui da esquina. É reflexão. Eu comecei rindo dela e terminei querendo ser ela. Quero ser feliz como ela consegue, apesar de tudo. Quero me sentir viva como ela se sente.<br /><br />Tenho certeza de que todas as minhas amigas vão entender este curta e vão se emocionar. É válido para gente de todos os sexos, mas com vocês eu posso compartilhar o que aquela mulher fictícia me fez sentir. E o melhor de tudo: tem o curta de graça no YouTube. Mas é claro que o impacto não é o mesmo da sala escura do cinema. Ainda assim, é válido. É lindo. Vejam e apaixonem-se.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-1731680337136286684?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-76929936398611190602007-06-02T07:50:00.000-03:002007-06-02T08:01:20.971-03:00Cena CariocaSexta-feira, 18:40. O escritório já praticamente vazio, coisa muito incomum nesse horário.<br /><br />Uma de nós percebe a lua cheia, azulada, linda de morrer no céu atrás do vidro fumê. Fim de uma semana corrida, sempre estressante, fomos pra varanda olhar pra ela sem o filtro da janela.<br /><br />(trabalho num escritório que fica numa cobertura em Copacabana, 11° andar)<br /><br />Ficamos ali, as três olhando pro céu, falando como era bonita a vista e nos perguntando por que não passávamos mais tempo ali na varanda normalmente. Como era diferente o céu do interior, como nos esquecemos que o céu de fato tem muitas estrelas que não são visíveis na cidade grande...<br /><br />Aí ouvimos alguns estalos, barulho de tiro. Logo entendemos porque não usamos mais a varanda. "Melhor a gente entrar né?"<br /><br /> * * * * * * * * * * <br /><br />E ontem, na mesma sexta-feira, eu soube de mais uma família que vai se mudar do Rio de Janeiro.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-7692993639861119060?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Rachhttp://www.blogger.com/profile/11632903167855853174noreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-80642559289597787732007-05-28T01:17:00.000-03:002007-05-28T01:27:22.210-03:00MedoTem uma mulher no meu trabalho que dá aulas para a pós-graduação de uma faculdade conceituada aqui de São Paulo. Ela conta que uma das orientandas dela fez uma tese sobre o quando conseguia-se saber da vida alheia pela internet, partindo de um ponto muito simples: o nome completo da pessoa. Ela fazia rodadas de pesquisa com um tempo determinado para cada indivíduo que decidia pesquisar. No fim das contas ela descobriu coisa pra caramba, tipo endereço, telefone, quantos filhos tinha, onde tinha passado as férias, onde trabalhava, blá blá blá.<br /><br />Até aí, morreu neves (adoro expressões que eu não sei o significado/explicação). A gente já sabe o quanto tá exposto. Cada nova "turma" de usuários da internet tá mais e mais exposta. E acostumada com isso. Nem se incomoda com a exposição. Até acha legal. Até tenta se expor cada vez mais. Oquei. Assim é o mundo moderno. Eu sei, você sabe, vovó sabe, até quem assiste Fantástico já sabe. <br /><br />Mas não deixo de me perturbar quando "sem querer" (eu devia colocar mais três quilos de aspas nesse sem querer) acabo descobrindo coisas sobre as pessoas. Fazendo conexões estranhas, fuçando e fuçando até inevitavelmente descobrir algo que me desagrada. Ou que me assusta. Ou que me embrulha o estômago. Porque se você pega um nome aleatório numa lista de vestibular e sai pesquisando só pra ver até onde dá pra chegar, como fez a menina da tese de mestrado lá de cima, as possibilidades de você descobrir que aquela pessoa é ex-namorada do seu vizinho da casa da praia já são grandes, imagina quando você começa pesquisar alguém que você conhece. Ou que seus amigos conhecem. Ou a ex-namorada do seu vizinho.<br /><br />A possibilidade de você se surpreender (ou de alguma coisa feder) são imeeeensas.<br /><br />Às vezes eu acho que a saída é mudar pro Sri Lanka sem deixar rastros. Mas ainda assim, as chances de ouvir um "ó lá a Ligelena!" são só um pouco menores do que as chances de ouvir isso em SP, no meio da rua, de madrugada no Centro de São Paulo.<br /><br />Enfim.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-8064255928959778773?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Ligia Helenahttp://www.blogger.com/profile/18412270810856938747noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-81252211627944786362007-05-14T01:25:00.000-03:002007-05-14T01:31:10.284-03:00Configuração de fábrica"Sem carinho, sem coberta<br />No tapete atrás da porta<br />Reclamei baixinho<br />Dei pra maldizer o nosso lar<br />Pra sujar teu nome, te humilhar<br />E me vingar a qualquer preço<br />Te adorando pelo avesso<br /><a href="http://chico-buarque.letras.terra.com.br/letras/45113/">Pra mostrar que ainda sou tua</a>"<br /><br />GRUNF.<br /><br />Diz a Lija que toda mulher brasileira nascida após 1950 está pré-programada a amar Chico Buarque. Configuração padrão de fábrica, tá na água que nossas mães e avós beberam. <br /><br />Eu acho que a nós o amamos porque ele entende. Suspira conosco, sangra conosco. Diz o que não queremos encarar e nos faz agradecer pela porrada. Sempre da forma mais bonita possível. Por essas e outras, acabamos sendo todas dele, mesmo que em pensamento só.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-8125221162794478636?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-52526342587250360972007-04-19T10:45:00.000-03:002007-04-19T10:47:08.959-03:00ResoluçãoTou em débito com esse blog, né gente? Mas eu tava pensando numa coisa aqui.<br /><br />Acho que cansei de brincar de supermulher. Não quero mais. Acho que eu quero ser só mulher.<br /><br />Sem mais para o momento, beijo.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-5252634258725036097?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Ligia Helenahttp://www.blogger.com/profile/18412270810856938747noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-29657186089469893702007-04-18T13:10:00.000-03:002007-04-18T13:57:13.449-03:00Hoje fui ao Centro comprar lances para os meus projetos de decoração low budget. <br /><br />No metrô de ida, não tinha como não reparar no fulano roqueiro de 30 e poucos anos. Também, o cenário incluia eu, as tão conhecidas velhinhas de Copacabana, meninas com cara de estudante de Serviço Social ou Enfermagem (contém altos índices de veneno neste comentário), uns caras com roupa de escritório e mochila; e o fulano roqueiro de 30 e poucos anos, barbudo, camiseta muderna, calça jeans velha e gasta, chinelo, óculos escuros Ray Ban style.<br /><br />No metrô de volta, horas depois, estou lá sentada com os meus lances para os meus projetos de decoração low budget e eis que entra no mesmo vagão, vindo de outra estação, o fulano roqueiro de 30 e poucos anos, desta vez acompanhado de uma menininha de marias-chiquinhas (juro) de uns cinco anos, voltando da escola, ele carregando dignamente sua mochilinha rosa chiclete da Barbie ou das Princesas ou da Hello Kitty. Coincidência.<br /><br />Aí a menininha se vira de frente pra mim e eu pude ver o nome da escola estampado na camiseta.<br /><br />Submarino Amarelo.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-2965718608946989370?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Rachhttp://www.blogger.com/profile/11632903167855853174noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-67687629938167524352007-04-11T14:56:00.000-03:002007-04-11T15:24:13.205-03:00ExemplosAndo pensando muito em que tipo de mulher eu quero ser quando tiver 35, 45, 55, 65 anos... E me dei conta de que não tenho uma mulher-exemplo. Mães não contam, porque conhecemos bem demais a realidade para idealizá-las. Não fui próxima das minhas avós, que infelizmente perdi cedo demais para perguntar o que eu gostaria de saber.<br /><br />Acho saudável ter um ideal, desde que isso não force a imitação. Ideal inspirador mesmo, como algumas músicas são para momentos da vida. Por que não ter pessoas que nos inspiram? Para mim, a inspiração vem de mulheres fictícias. Mulheres mais velhas com as quais eu gostaria de ter coisas em comum quando chegar lá.<br /><br />1. Antônia, de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0112379/">A Excêntrica Família de Antônia</a>. Mulher, mãe, avó, bisavó, solteira, apaixonada, forte, tranquila, calma. Inspiradora, conselheira, matriarca. Apesar de não ter ambições dinásticas, eu gostaria muito de ter a sabedoria e a calma de Antônia.<br /><br />2. Francis, de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0328589/">Sob o Sol da Toscana</a>. Histérica, desesperada, louca, ousada, real. Perseverante, honesta. Manteve a força para se entregar, se conhecer, se arriscar. Artista, professora, senhora da mansão, cozinheira, refinada, culta, inteligente. Bondosa e generosa, abriga amigos e agregados para formar sua família sem laços de sangue.<br /><br />3. Éowyn, de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/%C3%89owyn">O Senhor dos Anéis</a>. Uma guerreira, alguém não satisfeita com o que lhe foi imposto. Uma mulher que consegue se livrar de seus pré-conceitos para simplesmente ser feliz. Alguém que fez o caminho diferente, que fez diferença no mundo e que perdeu a arrogância. Linda :~<br /><br />4. A combinação de Elinor e Marianne Dashwood, de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0114388/">Razão e Sensibilidade</a>. Só funcionam juntas, como complemento. Elinor sozinha é contida demais, conservadora demais. Marianne sozinha é irresponsável demais, romântica demais. Juntas, se equilibram e viram uma entidade ideal, com sabedoria, paciência e uma pitada de ousadia.<br /><br />5. Madame Olenska, de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0106226/">A Época da Inocência</a>. Espontânea, honesta, sensível, sofisticada, sexy. Capaz de abrir mão do que mais queria em nome de um ideal, em nome de uma visão de mundo. Ok, um pouco conservadora demais depois de levar tanta porrada da vida, mas ainda assim um ideal.<br /><br />Existem outras, mas me fogem à memoria agora. E vocês, meninas? Tem alguma musa?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-6768762993816752435?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-54878372427454094682007-04-02T09:26:00.000-03:002007-04-02T09:35:59.463-03:00Top 5 Romances5. O Segredo de Brokeback Mountain (Ang Lee) - Cena do beijo na garagem.<br />4. A Época da Inocência (Martin Scorsese) - Daniel Day Lewis nunca dá errado.<br />3. As Pontes de Madison (Clint Eastwood) - Os coroas também amam.<br />2. Razão e Sensibilidade (Ang Lee) - Cláááássico. E tem o Hugh Grant.<br />1. Antes do Amanhecer / Antes do Pôr do Sol (Richard Linklater) - Bilogia arrasa-coração. Música, Europa, diálogos sensacionais, cabelo sujo do Ethan Hawke.<br /><br />Tanta gente ficou de fora! Acho que vou fazer um Top 10.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-5487837242745409468?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Rachhttp://www.blogger.com/profile/11632903167855853174noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-67610375745862704152007-03-30T13:45:00.000-03:002007-03-30T14:13:06.631-03:00Romance<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.doi.cs.keio.ac.jp/public_html/fujimoto/data/MegRyan2.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 217px; height: 271px;" src="http://www.doi.cs.keio.ac.jp/public_html/fujimoto/data/MegRyan2.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Eu culpo as comédias românticas, sabe? Sempre houve o romantismo, de uma forma ou outra. Na nossa geração, os sonhos românticos são melhor representados pelas comédias românticas. Nascemos com elas, crescemos com elas e passamos a vida nos rendendo a elas.<br /><br />E qual é o resultado? Passamos a acreditar - sem que a razão seja envolvida - que amor de verdade é aquele em que o cara foge da polícia para te encontrar no topo do Empire State Building em Nova York. Ou que você só vai saber que ele realmente te ama quando abandonar toda uma vida num lugar para dividir uma choupana com você no meio do deserto em algum lugar.<br /><br />Coisas extremas, irresponsáveis e extremamente sedutoras. Coisas que fazem a gente, mulheres-meninas, sentir que somos as mais especiais do universo, inigualáveis, escolhidas pelas estrelas. E, como filmes mostram um tempo editado, o romance é intenso durante as duas horas em que leva para contar uma vida inteira. São arroubos de paixão e entrega sem precendentes, tão intensos que passam a ser... normais.<br /><br />E as surpresas românticas deixam de ser surpresas para se tornarem coisas que a gente espera. E depois coisas que a gente exige. E, obviamente, viram frustrações, porque as nossas caras-metade não pretendem absolutamente viver como príncipes encantados.<br /><br />Hoje eu acho que eles têm razão.<br /><br />Como é cansativo ficar cobrando e chorando por essa intensidade maluca e artificial. Que desperdício de energia e de momentos tranquilos felizes. Que equívoco!<br /><br />Eu culpo as comédias românticas. Queria ser ressarcida pela grana que vai me custar agora consertar a cabeça e as expectativas...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-6761037574586270415?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-42238299177552163662007-03-28T13:54:00.000-03:002007-03-28T14:02:14.475-03:00SimplicidadesÀs vezes é tão fácil deixar uma mulher feliz.<br /><br />Mesmo depois de um dia cheio de idas e vindas, muito trabalho, notícias ruins e de barras de chocolate passeando por perto enquanto você não pode comer, eis que eu chego em casa e está passando <a href="http://www.imdb.com/title/tt0125439/">Notting Hill</a> na tevê.<br /><br />Nada como uma comédia romântica com música bonita e o sorriso do Hugh Grant pra fazer você voltar aos 16 anos. A diferença é que naquele tempo o amor era apenas uma idéia, uma expectativa dos anos que estavam por vir.<br /><br />Às vezes a idéia é melhor que a conquista.<br /><br />Simples assim.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-4223829917755216366?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Rachhttp://www.blogger.com/profile/11632903167855853174noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-55094110059221519092007-03-14T18:43:00.000-03:002007-03-14T18:58:46.167-03:00RepresasConfesso que às vezes meu peito é como uma grande represa. A cada dia, deixo mais uma gotinha ser depositada ali e me calo. Abro um sorriso vazio, engulo as palavras e dou um consentimento contrário à minha vontade antes mesmo de ter tempo de refletir. É um tipo de covardia, um medo irracional de situações de confronto e momentos desagradáveis. E pior: tenho visto muita gente em situação parecida com a minha.<br /><br />O problema não é apenas se a anular, o problema é que toda represa precisa de um alívio senão ela estoura. A torrente de palavras feias que sai dali é chocante para quem não tinha nem idéia de que existia um desconforto. Isso me incomoda, porque é sempre ruim perder a razão de bobeira, mas pior ainda é efetivamente ser injusta com a(s) pessoa(s) em questão.<br /><br />Se o interlocutor for do sexo masculino, periga dele não ter nem idéia de que existia um desconforto. Vi essa cena mil vezes até aprender que assim não há relacionamento - seja de trabalho, amizade ou romance - que resista. Não gosto do extremo oposto, que é o barraco. Mas como diz meu querido pai, citando Buda de forma completamente empírica, o equilíbrio é fundamental.<br /><br />Fica a pergunta: por que a gente faz isso? Eu nunca apanhei por reclamar educadamente de nada. Então por que tanto temor? Por que tanta coisa contida criando fantasmas gigantescos onde só havia uma formiguinha?<br /><br />Já estive dos dois lados da explosão e sei o quão incompreensível é ver alguém explodindo (aparentemente) do nada, por uma bobagem. Não sou fã de pagar de louca por aí, estou fazendo o que posso - e progredindo bem - para evitar novas represas. Mas eu queria entender. Meninas, luz?<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-5509411005922151909?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-37485037154634116682007-03-14T11:48:00.000-03:002007-03-14T11:51:11.396-03:00Obrigada, Miriam Goldenberg"A cultura constrói a mulher muito fragilizada sem um homem. É como se eles fossem objetos disputadíssimos, um objeto fundamental. Enquanto a gente não reverter isso, vamos continuar agindo como loucas, disputando atenção, achando que um telefonema pode mudar a nossa vida.<br /><br />O que a gente precisa é reverter essa idéia de que uma mulher sem um homem é uma fracassada, uma mulher menos. No dia em que as brasileiras falarem: 'A minha opção é casar e ter filhos', 'a minha opção é não casar e não ter filhos', 'a minha opção é ter um filho sem casar', quando tivermos todo esse cardápio de escolhas, vamos ser livres.<br /><br />Eu tenho nos meus dados que as mulheres invejam a liberdade masculina. Como pode? Depois de tudo o que a gente avançou? Isso é porque as mulheres não são livres!"<br /><br /><br />Íntegra da entrevista <a href="http://revistatpm.uol.com.br/62/infiel/home.htm" target="_blank">aqui</a>.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-3748503715463411668?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Ligia Helenahttp://www.blogger.com/profile/18412270810856938747noreply@blogger.com6tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-81336062374489216582007-03-11T04:53:00.000-03:002007-03-11T05:10:39.047-03:00ImpressõesVocês param pra pensar nas impressões que as outras pessoas têm de vocês? Vocês gastam tempo pensando no que os outros pensam de vocês? Não de uma forma negativa, do tipo deixar de fazer determinadas coisas pelo que podem pensar, etc etc etc. Mas vocês têm a curiosidade de saber qual a opinião real das outras pessoas sobre vocês?<br /><br />Estava mais cedo conversando com a Helena e falando sobre isso... que eu tenho muita curiosidade em saber o que passa na cabeça das outras pessoas quando elas se referem a mim. Acho que eu tenho uma idéia muito distorcida, dadas as coisas que diferentes pessoas me dizem e que me surpreendem sempre.<br /><br />Outro dia eu ouvi que eu não parecia ter 24 anos, já que no trabalho eu passava um ar de seriedade e responsabilidade que levavam as pessoas a crer que eu já tinha uns 28. Além de não entender essa conexão idade - responsabilidade no trabalho (afinal responsável eu sempre fui desde que comecei a trabalhar, lá se vão quase 10 anos), achei engraçada a observação. Nunca achei que eu passasse uma imagem assim, predominantemente confiável. Na verdade sempre me achei moleca demais, das que acaba conquistando a simpatia do baixo escalão e não necessariamente a confiança do alto escalão. Que bom que eu "engano bem". ;)<br /><br />Ontem o que me disseram, quando eu cheguei ao aniversário de dois amigos meus na Choperia Liberdade, foi que eu parecia ter dois metros de altura. Não entendi. Po, eu tava de sandália rasteirinha, um-metro-e-setenta-e-pouco. Fui perguntar o que minha amiga tinha querido dizer com isso, e a explicação foi: "Quando você chega, não dá pra não te notar. Você se impõe, toma conta do lugar". Logo eu, que em 99% das situações me sinto um verdadeiro peixe fora d'água, inapropriada e pior: que sempre acaba chamando a atenção por quebrar um copo, tropeçar em uma cadeira ou algo assim. <br /><br />No fim das contas eu sempre fico em dúvida se as pessoas estão sendo sinceras. Ou penso que eu tenho uma imagem muito errada de mim mesmo. Ou que eu engano as pessoas bem, já que no íntimo, geralmente, eu me sinto o oposto do que tenho ouvido por aí.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-8133606237448921658?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Ligia Helenahttp://www.blogger.com/profile/18412270810856938747noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-41694464714149367002007-03-05T19:23:00.000-03:002007-03-05T20:09:40.182-03:00O Mistério da BelezaSe há uma coisa que eu nunca ouvi nenhuma mulher casada reclamar é da falta de privacidade para os momentos de, humm, digamos, "manutenção da beleza".<br /><br />Eu moro junto há um mês e pouquinho agora. E desde a segunda semana tenho uma caixa novinha de tinta de cabelo esperando para ser usada. Pronto, dilema. <br /><br />Porque tá bom que a gente namora há quase quatro anos, todo um amor e relacionamento baseado em sentimentos e vivências profundas e lances. Ainda assim eu acho desnecessário que ele me veja pintando o cabelo. Não que ele vá deixar de me amar por isso, mas pra quê? E fazendo depilação? Fazendo a unha do pé? Grandes sabotadores de tesão.<br /><br />Uma das coisas mais legais do namoro é a surpresa. Mesmo depois de muito tempo namorando, sempre tem aquele dia que você capricha na roupa, no perfume, que se arruma melhor pra sair e o outro repara, elogia. E aí que me preocupa perder a magia, sabe?<br /><br />Porque a gente já acorda junto todos os dias... Onde vai ficar a surpresa? Acho que vou instituir que cada um use um banheiro para se vestir antes de sair. Será que funciona?<br /><br />Aí hoje aproveitei que ele está de plantão e tirei a noite pra pintar o cabelo finalmente :)<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-4169446471414936700?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Rachhttp://www.blogger.com/profile/11632903167855853174noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-75257766073678055322007-02-28T23:39:00.000-03:002007-02-28T23:57:38.099-03:00A banalização da fé?Eu não gosto de salões de beleza. Em geral me remetem a sofrimento (depilação, alguém? virilha completa, hmn? alguém?), futilidade e gastança de dinheiro com coisas absolutamente supérfluas. Mas de vez em quando eu tenho que me render a esses estabelecimentos comerciais, já que eu tenho sobrancelhas padrão Ana Paula Arósio, mas sem maquiadores da Globo pra acertarem elas todos os dias.<br /><br />Então que hoje pela manhã, antes de ir pro trabalho, fui até o salão perto de casa fazer mão, pé e sobrancelha. Sabe como é, fim de semana chegando, ninguém merece ver uma orangotanga horrorosa em seus momentos de descanso. <br /><br />O salão lá perto de casa pertence a uma família evangélica. É o cabelereiro evangélico hétero (porque ser gay não é de Deus), a mãe do cabeleireiro, a esposa do cabeleireiro, que é minha <i>eyebrow designer</i> (depiladora de sobrancelha), a cunhada do cabeleireiro, o irmão do cabeleireiro... e por aí vai. Todos evangélicos.<br /><br />Eu já ouvi tantos absurdos lá. Desde a manicure que é fã de DIANTE DO TRONO até a assistente de cabeleireiro que ficou horrorizada com a Parada Gay... mas hoje foi a gota d'água.<br /><br />Tava indo pro caixa pagar quando a mãe do cabeleireiro me aparece dizendo: "como Deus é grande! Como Deus é bom pra mim! Eu orei tanto e Deus me ajudou!" <br /><br />Aí a manicure veio e perguntou: "o que houve?"<br /><br />E a mãe do cabeleireiro: "Deus é grande! Olha só, esse <strong>vendedor de tábua de passar</strong> não vinha aqui desde ano passado e agora que eu preciso de uma nova ele apareceu!"<br /><br /><br /><br />Oi?<br /><br />Deus é grande e bom e atendeu suas preces colocando um vendedor de tábua de passar no seu caminho?<br /><br />Juro que me deu vontade de golfar.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-7525776607367805532?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Ligia Helenahttp://www.blogger.com/profile/18412270810856938747noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-63832449034910414852007-02-28T16:39:00.000-03:002007-02-28T16:41:12.862-03:00Romance<div style="text-align: center;"><a href="http://nostres.prateleira.net/uploaded_images/the-internet-is-full-of-liars%5B1%5D-783147.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_" alt="" src="http://nostres.prateleira.net/uploaded_images/the-internet-is-full-of-liars%5B1%5D-782980.jpg" border="0" /></a><br /><div style="text-align: left;">Em tempos modernos, essa tirinha que a Lija me mandou ontem é extremamente apropriada. E o final é tão "All you need is love"...<br /><br />Alguém me disse que pela internet a gente se apaixona pela essência da outra pessoa. Eu acredito em parte. Acho que a gente se apaixona um pouco pela essência que transparece e um pouco pelo melhor que o outro tenta mostrar.<br /><br />Sou sempre a favor de mostrar o melhor.<br /><br />E fica a tirinha engraçadinha para alegrar a semana enquanto a sexta-feira não vem.</div></div><div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"><img src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" alt="Posted by Picasa" style="border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;" align="middle" border="0" /></a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-6383244903491041485?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-8358470549602211842007-02-26T16:22:00.000-03:002007-02-26T16:31:22.260-03:00Metrópole<span style="" lang="PT-BR"><o:p></o:p></span><span style="" lang="PT-BR">Neste fim de semana descobri que é mentira dizer que São Paulo tem tudo o que você precisa 24 horas por dia. Depois de um dia inteiro com meninas, é claro que chegamos à fase de conversar (horas) sobre cabelos. Nossos, das outras, das famosas, das vizinhas, essas coisas de mulher.<br /><br /></span><span style="" lang="PT-BR"><o:p></o:p></span><span style="" lang="PT-BR">E, ao falar de cabelo, tive uma vontade incontrolável de finalmente cortar o meu. Secretamente, eu queria radicalizar. Arriscar todas as fichas no 14 Vermelho, por favor.</span><span style="" lang="PT-BR"><o:p><br /><br /></o:p></span><span style="" lang="PT-BR">Eram cerca de meia-noite de sábado, hora em que parte da cidade está acordando. Eu, Lija e Camile saimos em busca de um sanduiche bom (achamos no Achapa) e de um cabelereiro aberto. A escolha óbvia foi passar de carro pela Rua Augusta, sentido Centro, em busca dos salões que arrumam as mocinhas que lá trabalham.</span><span style="" lang="PT-BR"><o:p><br /><br /></o:p></span><span style="" lang="PT-BR">Achamos dois salões abertos por volta da 1 da manhã. Um estava completamente vazio, sem nem mesmo atendentes. Todos estavam sentados do lado de fora, na calçada. O outro tinha uma rodinha de cadeiras e nelas estavam uns 4 ou 5 travestis loiros com cabelo escovadíssimo, estilo novela da Globo.</span><span style="" lang="PT-BR"><o:p><br /><br /></o:p></span><span style="" lang="PT-BR">Desanimei. Eu sempre olho pro cabelo do profissional antes de colocar o meu nas mãos da pessoa e um salão às moscas e outro cheio de loiras globais wannabe NÃO! Não queria também nenhum salão ultra-mega-modernete. Só um salão normal, mas que ficasse aberto até (muito) tarde.</span><span style="" lang="PT-BR"><o:p><br /><br /></o:p></span><span style="" lang="PT-BR">Uma pena, tive que esperar para cortar nos salões “normais” e perdi o ímpeto de mudança radical...<o:p></o:p></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-835847054960221184?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-43667840948994772772007-02-21T12:28:00.000-02:002007-02-21T18:32:50.168-02:00FoliaEu sempre fui anti-carnaval. Vem de berço, ninguém em casa gosta de festas populares, multidão, calor... Viajávamos quando eu era pequena, minha mãe me levou a alguns bailinhos, minha avó costurava fantasias lindas para mim.<br /><br />E aí eu cresci e me tornei a pessoa mais radical do Brasil. E o carnaval entrou junto com o futebol no quesito "ópio do povo", me recusava a compactuar com isso. Até entrar na faculdade, quando meu corpo foi temporariamente possuído pelo espírito de outra pessoa. Fui para Diamantina no carnaval, acampei numa casa sem móveis, toquei surdo na banda da cidade e tinha até camiseta brega com o nome do bloco.<br /><br />Fiquei impressionada com o nível de diversão, mas ainda não era a minha hora de realmente entender. Este ano eu finalmente entendi a graça do carnaval indo aos blocos mais família da cidade. Gente de todas as idades, com fantasias de verdade, pulando e soltando confetti. Gente bêbada se beijando encostada em árvores, gente sorrindo e fazendo trenzinho no meio da rua. Gente fugindo? Sim. Gente tapando o sol com a peneira? Sim.<br /><br />Mas tem algo que palavra nenhuma consegue explicar e que acaba justificando tudo isso, que é a sensação de se estar abraçada com desconhecidos, cantando músicas da época da minha avó, suada, sorrindo e tomar um banho de confetti e água gelada, sem se preocupar, sem nenhuma tensão. Só um sorriso que não surgia há anos e que fica estampado nas fotos como prova cabal de que o carnaval precisa existir e pode ser a coisa mais divertida do planeta, com o devido cuidado e critério.<br /><br /><a href="http://www.flickr.com/photos/helenan/395389766/" title="Photo Sharing"><img style="width: 436px; height: 328px;" src="http://farm1.static.flickr.com/170/395389766_b41592fbd7.jpg" alt="Diversão com ventinho" /></a><br /><br />Será que depois de velha fiquei mais brasileira?<br /><br />Para mim, o carnaval 2007 foi uma representação de felicidade. Os pulinhos ao som da bateria vieram de dentro de mim, acompanhei os blocos com todo meu vigor e tive as melhores companias do mundo para fazer isso. Faz diferença, sabe, ir com as pessoas certas.<br /><br />Continuo sendo contra o barulho imposto nas pessoas, no entanto. Preferia que todos os blocos e toda a bagunça acontecesse no centro da cidade, onde mora relativamente pouca gente e é bem tranquilo de fechar as ruas para a folia. Ipanema fica mesmo insuportável no carnaval, me arrependi amargamente das poucas vezes em que fui lá. Só o marzão verde, frio e calmo compensou.<br /><br />E, no fim das contas, são 3 dias de feriado em que todos os seus amigos e pessoas queridas também estão de bobeira...<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-4366784094899477277?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>HelenaNhttp://www.blogger.com/profile/03008303657657033436noreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-3024127020004665569.post-70432454879431751822007-02-21T07:45:00.000-02:002007-02-21T07:54:59.957-02:00Mais sabedoria popular...... dizem que errar é humano, mas persistir no erro é burrice, né? Bem, erro ou não, como minhas amigas co-autoras desse blog já sabem, eu me meti num namoro à distância. Pela segunda vez na mesma vida.<br /><br />E aí tou aqui no trabalho, recém-chegada do Rio, com uma ressaca emocional brabíssima, cercada por calendário, anotações de horários e preços de vôos CGH - SDA - CGH e a estranha sensação de que eu já vi esse filme. <br /><br />Mas pode ser só o sono.<br /><br />O fato é que depois de muito tempo eu resolvi deixar de racionalizar sensações e sentimentos. Mas como é difícil abandonar hábitos e conceitos que já moravam dentro da minha cabeça havia tanto tempo... como é estranho voltar a planejar coisas que eu achei que já tinham sido resolvidas e deixadas pra trás.<br /><br />É tudo muito novo e dèja vu ao mesmo tempo. E não posso negar que a parte boa é boa demais. Só preciso dar um jeito de tornar a parte ruim mais tranquila até que ela possa ser resolvida de vez. Mas pra isso, vamos esperar as cenas dos próximos capítulos.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3024127020004665569-7043245487943175182?l=nostres.prateleira.net%2Findex.html'/></div>Ligia Helenahttp://www.blogger.com/profile/18412270810856938747noreply@blogger.com2