<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005</id><updated>2009-09-28T20:48:20.065-07:00</updated><title type='text'>LOBA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-2843553837706153059</id><published>2008-10-10T18:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T19:39:28.978-07:00</updated><title type='text'>Vôo no escuro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Éramos dois solitários na imensa solidão de uma sala de bate-papo. Eu, buscando enfeitar os buracos de um momento tedioso. Ele, mascarando a solidão de uma segunda-feira. Resolvi pegar pesado. Cortei as apresentações e fui direto à proposta. Um encontro no escuro. Literalmente. Ele engasgou na demora para responder. Louca – eu me supus no silêncio dele. Louca, queria ser. Embarcou na minha loucura. E o encontro se fez no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 10 da manhã, fui recebida num quarto escuro de um flat que reservei. De imediato, apenas o sentido do olfato. Cheiro de pele. Mãos grandes e silenciosas me puxaram. Senti a parede apertando meu corpo e outro corpo nu invadindo meus sentidos. E o sexto sentido iniciou a comunicação. Era o homem. O que eu queria: forte, ousado, ladrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E veio o beijo. Devagar a princípio. Os lábios percorrendo a boca. As línguas brincando uma com a outra. O cheiro dele, misturado a um perfume que eu não conhecia, molhando abundantemente minha calcinha. Sentia a rigidez de seu sexo pulsando contra o meu corpo. Meus instintos reagiram. E a fêmea se soltou em dentes, língua e gemidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um movimento brusco, me virou. De frente para a parede, senti sua urgência cantar nas minhas costas e a boca prender a nuca. Ele sabia como domar uma fera. Desmanchei-me contra a parede enquanto as roupas me abandonavam. Meu desejo se entregou e seus braços carregaram minha nudez. Agarrada em seu pescoço, rosto grudado em seu peito, me deixei ser devassada pelo tesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Literalmente me jogou sobre a cama. Surpresa e estranhamente submissa, esperei o próximo passo. Nunca antes eu dera a um homem aquele poder. Senti o peso do seu corpo marcando o colchão. Enrijeci. Virei corda de um violino afinadíssimo. O coração batia nas pontas dos dedos. De repente, meu cérebro gritou um alerta: o preservativo. O corpo não queria se desprender, já era apenas instinto. A razão insistia em ser pragmática e desmancha-prazer. Entre as duas forças, gemi. Com a língua passeando em seu ouvido, sussurrei-lhe a necessidade da segunda pele. Ele não se abalou. Magicamente colocou em minha mão algo gelatinoso e frio. Estava dando a mim a liberdade de escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui boa em lidar com camisinhas, sempre me atrapalhava. Mas o momento exigia meu esforço. Escorreguei a mão entre nossos suores. Encontrei-o duro e pulsante. Enorme. Tanto em largura quanto em comprimento. O medo, ainda inexplicável, e o tesão redobraram. E minha mão tremeu. Eu não conseguia acertar a glande e fazer deslizar o raio da desmancha-prazer. Depois de algumas tentativas, rosto ficando afogueado, me decidi pela boca. Fui descendo pelo corpo, fazendo um caminho de língua e saliva. Os lábios se fecharam naquele monumento. Devagar, fui sentindo seu gosto antes de colocar entre os dentes sua capa solidária. E virei fêmea no cio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos amamos. Comemo-nos. Fodemo-nos. Entre gemidos, mordidas, gritos e, de certa forma, uma violência contida, engolimos um ao outro. Tudo muito rapidamente como a cheia de um rio em busca da desembocadura. Em pouco tempo estávamos jogados sobre a cama. Exaustos. Um ao lado do outro. Olhei ao redor. Apenas escuridão. Fixei os olhos onde deveria ser o teto. E agora? Que homem é este que me transforma em fêmea faminta de suas iniciativas? Como serão seus olhos? De que cor serão seus cabelos? O sentido da visão estava nas mãos. E foram elas que novamente percorreram o corpo ao meu lado. Lentamente, viram cada nuance. E viram cada músculo se contraindo à sua passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no comando, segurou meus braços e puxou-me sobre o corpo. Com as pontas dos dedos acariciou meu rosto. Lentamente. Carinhosamente. Saí da aura de magia daquela respiração. Escorreguei corpo abaixo e num movimento felino pulei fora da cama. Não tinha a menor idéia de onde estava o interruptor, mas percebi onde era a janela. Abri as cortinas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lobamulher.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;voltar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jmaurohp.com/Acervo/Inter/Sade/Sade-Kiss_Of_Life.mid"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;midi: kiss of life - sade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.microsoft.com/Windows/MediaPlayer/" src="http://www.jmaurohp.com/Acervo/Inter/Sade/Sade-Kiss_Of_Life.mid" type="application/x-mplayer2" autostart="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-2843553837706153059?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/2843553837706153059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=2843553837706153059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/2843553837706153059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/2843553837706153059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/10/vo-no-escuro.html' title='Vôo no escuro'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-2645788626239769581</id><published>2008-08-18T04:11:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T04:20:37.592-07:00</updated><title type='text'>E o verbo se fez carne...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fora amor. Destes que prescindem de tradução. Amor marcado de pequenos escândalos internos – explosivos detonados pelo olhar e amansados na dança de falo e fenda. Fora amor gritado no arrepio das peles e na expectativa do mergulho profundo à essência do cio que nos fazia felinos. Fora amor rabiscado com giz em estradas mal-traçadas e apagados de vidas que nunca se encontrariam.&lt;br /&gt;Explodi-me. De amor e de desencantos. Estive viajando em vendavais de areia. O rosto ficou fustigado e a carne indelevelmente marcada. Porque escolhi dunas como convinha àquela irritante e romântica e sedenta vontade de amar. Os sentimentos caíram nos restos de lava – cinzas do amor que inventei entre as capas do livro que não escrevi.&lt;br /&gt;Passei um tempo dentro de mim. Revi conceitos, brinquei de esconde-esconde com a alma, fiz fotos e fatos dos sentimentos. O resultado final não foi ao meu favor. Eu me vi em negativo, preto e branco invertidos, e me assustei com a imagem não querida. Um susto que de tão grande me trouxe de volta à superfície da vida sonhada.&lt;br /&gt;Reagi. Saí alice das maravilhas e caí fractal de todos os espelhos que consegui inventar. Comecei pelo decote. Aquele decote imenso me mudou. Meus seios expostos quase por inteiro. Nada de apenas sugerir. Transformei-os na maçã da concupiscência. E nem me importou que a avidez estivesse em olhares marginalizados. Precisava me sentir puta. Da espécie mais baixa. Queria tirar de dentro a santa que cultivei durante o tempo do amor. Queria rasgar suas vestes e apedrejá-la com minhas vontades mais sórdidas. Estas vontades que só viram palavras quando despidas de toda moralidade cristã. Ou quando vestidas da rusticidade lúbrica de um marinheiro após mês e meio no mar.&lt;br /&gt;Reinventei a verdade, a minha verdade. Fiz do corpo meu instrumento de prazer. Pura e unicamente. Prazer meu e prazer dos meus escolhidos. Nenhum suspiro de amor. Nem olhos que não vêem. Nem historinhas bem contadinhas como peças de quebra-cabeça de imagem conhecida. O tempo agora era de frisson correndo pela carne e explodindo em todas as bocas. Tempo de meninos e meninas na orgia dos sentidos. E de reinações sobre mim e meus pudores idiotas.&lt;br /&gt;Não me divorciei do Amor. Guardei-o para intervalos auspiciosos. Os intervalos em que corpo e alma se encontram inadvertidamente no piscar da insanidade. Mas nada é para sempre. Nem o amor.&lt;br /&gt;Assim surgi-me deusa – inventada ou reinventada das festas de Baco para florescentes orgias pagãs dos tempos modernos. Deusa que convive, prepotentemente, com todas as minhas personas cristãs. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lobamulher.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;voltar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.microsoft.com/Windows/MediaPlayer/" src="http://www.belasmidis.com/Nacional/Rita_Lee/AmorESexo.mid" type="application/x-mplayer2" autostart="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-2645788626239769581?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/2645788626239769581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=2645788626239769581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/2645788626239769581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/2645788626239769581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/08/e-o-verbo-se-fez-carne.html' title='E o verbo se fez carne...'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-7432713967469663452</id><published>2008-07-01T18:18:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T03:49:45.621-07:00</updated><title type='text'>A dama e o vagabundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fomos apresentados por uma amiga comum. Sr. P. era um homem bonito, de olhar instigante e aquele jeito de carioca – largadão e sedutor. Eu não estava à procura de um macho, mas após uma breve e inusitada conversa, minha libido se assanhou. Percebendo a corrente elétrica que passava entre nós, ela deixou-me entregue à experiência e malícia daquele homem que transpirava masculinidade e ousadia. E foi com este belo espécime da raça masculina que cheguei àquele apartamento - confortável, mas carente de mãos femininas. Um autêntico e verdadeiro esconderijo de garras e instintos felinos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gentil e fino, o Sr. P me ofereceu vinho. Sentamo-nos. Um frente ao outro. Era uma tarde fria. Minha pele estava arrepiada – parte pelo frio, parte pelo tesão que a situação exalava. Eu ainda não estava completamente à vontade, mas jamais deixaria que ele percebesse a minha timidez. Uma deusa – era assim que eu queria ser lembrada – não se deixaria escorregar nos terrenos da inibição. Enquanto saboreava o vinho, sem me esquecer de passar a língua devagar pela taça, olhava-o do jeito mais sedutor que o espelho havia me ensinado. E pensava em todas as possibilidades que aquele belo físico estava me abrindo. Um frisson foi tomando meu corpo. E o desejo apagando a expressão de inocência com que, propositalmente, me apresentei a ele. Se percebeu, ele não demonstrou. Olhava-me como se eu fosse única e ele existisse apenas para me dar prazer. Um cafajeste, na mais profunda acepção da palavra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda escondendo a mistura de inibição e excitação, perguntei-lhe sobre os brinquedinhos que usava em suas sessões de sexo. Tranquilamente, naquele andar largadão que me fascinava, ele se levantou. Minutos depois voltou com cordas, algemas, consolos, algumas peças de roupas e mais alguns objetos que ignorei. No primeiro momento apenas olhei. Eu ainda estava me decidindo se tomava a iniciativa ou me entregava àquele felino irônico e excessivamente cônscio de seu poder. Instintivamente, percebi nele o desejo de me dominar. Antecipei-me e assumi o comando. Com voz doce, mas firme, pedi que se despisse e prendi-lhe as algemas. Com mãos ágeis tracei desenhos com a corda em seu corpo. Ele não se abalou. Olhou-me divertido como a esperar pelas minhas pobres tentativas de submetê-lo. Neste momento, decidi: eu o teria aos meus pés. Testei-o com insultos. Ele continuou impassível. Sua figura toda mexia comigo. Em especial aquela impassividade irônica e um tanto prepotente. Profundamente mexida, vesti a minha personagem preferida: virei deusa inescrupulosamente exigente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com a outra corda, amarrei-lhe testículos e falo (como era avantajado o instrumento daquele Sr. P!) e puxei com toda força. Sorri ao ouvir seu gemido surpreso. Passei a ponta da corda por entre suas pernas e amarrei-a em sua cintura, por trás. Vi em seus olhos os primeiros brilhos de tesão. Ele estava muito próximo de perder o controle. Como um tigre faminto que vê a carne pelas grades de sua prisão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Completamente imobilizado, mandei que entreabrisse os lábios. Sem aviso, mordi-lhe o lábio inferior, suguei, mordi novamente, até senti-lo pulsando desesperadamente. Era o sinal que eu esperava. Devagar me afastei dele. Com gestos lentos e sem tirar os olhos dos seus, minha roupa foi caindo, peça por peça. Os bicos dos meus seios estavam duros e por entre as pernas eu já sentia a umidade da expectativa. Ele me chamou sua puta gostosa. Bati-lhe na bunda com toda a força do meu tesão. Mandei-o calar-se e comecei a explorar seu corpo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Peito peludo, pêlos negros e macios. Minhas unhas fizeram um caminho avermelhado por entre eles. Minha boca foi atraída pelos mamilos também duros. Mordi-os, com vontade. Primeiro um, depois outro. Ele gritou e agarrou meus cabelos com a boca. Soltei-me e bati-lhe novamente. Desta vez com menos força, mas em seu falo. Impávido, o instrumento do seu orgulho continuou me olhando, duro e desafiante. Rasguei sua camisa e improvisei uma mordaça – não queria correr o risco de ser mordida por aquele tigre ainda indomado. E voltei a tratar de seus mamilos. Desta vez, com dentes, lábios e mãos. Dos olhos dele vinham todos os palavrões que a mordaça escondia. Quanto mais eu o mordia, mais excitado ele ficava. Resolvi então beijar-lhe. Carinhosamente. Deixei minha língua passar por seus lábios separados pela mordaça, bem devagar, enquanto esfregava lentamente meu corpo no seu. Quando percebi que ele fechava os olhos, puxei a corda que o amarrava. Ele deu um grito surdo e seu corpo retesou-se. Ao mesmo tempo, o monumento começou a lubrificar-se. Afastei-me e gargalhei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mandei que se sentasse no chão. Olhou-me e por um momento achei que não obedeceria. Mas sentou-se. Abri minhas pernas e agarrei seus cabelos. Depois de esfregar seu rosto entre minhas coxas, tirei-lhe a mordaça. Esfreguei-me em sua boca, languidamente. Devagar e carinhosamente, sua língua foi passeando em minha carne, sua boca me sugando e lambendo num excitante movimento de vai-e-vem. Ele sabia como agradar uma mulher, o cretino! Derreti-me e lambuzei seu rosto numa explosão de líquido quente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes que eu me desmontasse sobre ele, empurrei-o e com o salto da sandália imobilizei-o no chão. Olhei seu corpo bonito estendido no assoalho brilhante. Uma vontade de morder fez com que eu cerrasse os dentes. O falo continuava impávido colosso. A cabeça vermelha brilhava como a pedir minha língua. Ainda não era o momento de dar-lhe o calor da minha boca. Mandei que se virasse, tirasse minhas sandálias e adorasse meus pés. Primeiro, lamber cada dedo. Depois, chupar, devagar e com carinho. Sentei-me sobre a lateral de seu corpo, agarrando-lhe os cabelos com uma mão. Com a outra, explorava-lhe cada pedacinho da pele. Senti-o retrair-se quando passei minha unha entre suas nádegas. Puxei mais os cabelos e, sorrindo, continuei a exploração. Aos poucos, meu dedo indicativo encontrou o caminho. Com um prazer quase orgásmico, enfiei de uma vez. A unha vermelha abriu caminho na virgindade dele. Entre gemidos surdos, sua boca chupou loucamente meu dedão e um jato de esperma molhou minhas pernas. Afundei mais o dedo até que ele tivesse jorrado tudo. E antes que ele relaxasse, mandei que lambesse seu gozo espalhado pelas minhas pernas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olhei-o. Seu rosto era um misto de surpresa e satisfação. Seus olhos brilhavam e o corpo relaxado estava coberto de suor. Parecia um deus grego majestoso e saciado. Tirei-lhe todas as cordas e joguei-me sobre a cama. Sem palavras. Meu corpo falava por mim. Ele olhou-me e vi em seus olhos um brilho novo, insinuante, delatando uma sexualidade rude e latente. Eu sabia que não seria fácil domá-lo. Nem queria. Um animal indócil era a medida certa do meu tesão. Lentamente, levantou-se e sua boca procurou minha pele. Foram horas incontáveis de nós dois. Foram várias explorações, inúmeras descobertas. O duelo perfeito entre dois seres iminentemente sexuais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sr. P, de cafa passou a parceiro. Eu, de deusa a amante. Por meses nos aventuramos, nos afogamos e nos salvamos em mares nunca dantes navegados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lobamulher.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOLTAR&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-7432713967469663452?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/7432713967469663452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=7432713967469663452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/7432713967469663452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/7432713967469663452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/07/dama-e-o-vagabundo.html' title='A dama e o vagabundo'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-4126033911686551229</id><published>2008-03-28T14:56:00.000-07:00</published><updated>2008-04-07T15:16:38.114-07:00</updated><title type='text'>Coletânea de contos eróticos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Regulamento para participação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O livro terá apenas 10 autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Cada autor terá direito 10 páginas, que poderão ser usadas para um ou mais contos. Para calcular o espaço, considere que em cada página cabem 36 linhas, incluindo aí o título os espaços necessários. O texto deverá ser feito no word, em fonte times new roman 12. Depois conte os caracteres, com espaços. Cada página tem que dar no máximo 1.700 caracteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Os textos enviados passarão por uma análise nossa para garantirmos uma linha editorial. Poderá ser solicitado ao autor que faça substituições caso um ou mais textos estejam fora desta linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O preço de cada livro ficará, em torno de 20 reais - só poderemos confirmar o valor exato depois que o livro estiver montado. O autor pode pedir quantos exemplares quiser, desde que fique obrigatoriamente com 10 (dez) exemplares. Este pedido tem que ser feito na hora da inscrição para que possamos calcular a tiragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O pagamento poderá ser feito em três parcelas, nos prazos determinados após o fechamento das inscrições. Deverá, obrigatoriamente, ser feito através de depósito em conta, já incluindo a postagem pelos correios. O autor que não fizer o depósito dentro do prazo perderá o direito a participar do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A postagem será calculada à parte e dependerá do número de exemplares e forma escolhida por cada um. Para esta escolha, consulte o site dos Correios, considerando que cada livro pesa em média 200 gr.&lt;br /&gt;Importante: não nos responsabilizaremos por extravios, caso a escolha seja postagem de carta simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Após a primeira publicação, poderão ser feitos novos pedidos diretamente a nós ou através do site da editora. Mas novas edições só serão possíveis em grupo de 10 exemplares. Portanto, estarei atendendo novos pedidos, mas eles só serão entregues quando conseguir completar grupos de dez livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Nome, capa, orelhas, cores, revisão e diagramação ficarão exclusivamente por conta das organizadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. O livro será registrado na Fundação Biblioteca Nacional, portanto terá ISBN e Ficha Catalográfica. Para o registro é necessário que se envie um exemplar do livro à FBN. O custo deste exemplar será dividido entre todos os participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. O contato para a inscrição deverá ser feito por e-mail, até o dia 30/04, sabendo-se que este prazo poderá ser encerrado assim que completarmos os 10 autores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;e-mails para contato:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;loba - &lt;a href="mailto:lobamulher@uol.com.br"&gt;lobamulher@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;cherry - &lt;a href="mailto:legluc_803@hotmail.com"&gt;legluc_803@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Inscrições já feitas:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Loba&lt;br /&gt;Cherry&lt;br /&gt;Dira/Mel&lt;br /&gt;Zeca&lt;br /&gt;Srta Bia&lt;br /&gt;Adelaide Amorim&lt;br /&gt;Esyath Barret&lt;br /&gt;Mariana Minina&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-4126033911686551229?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/4126033911686551229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=4126033911686551229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/4126033911686551229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/4126033911686551229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/03/coletnea-de-contos-erticos.html' title='Coletânea de contos eróticos'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-4100260368947779619</id><published>2008-03-28T14:20:00.000-07:00</published><updated>2008-03-28T14:22:16.798-07:00</updated><title type='text'>Memórias de uma deusa pagã</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Adrenalina&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era um tempo em que eu adorava entrar em salas de bate-papo. Numa noite de puro tédio, resolvida a alguma loucura, vesti armadura na alma e virei &lt;em&gt;Meiga&amp;amp;Perversa&lt;/em&gt;. Sempre fui dada a nicks de muitas interpretações. E este era um dos que mais gostava.&lt;br /&gt;Recebi inúmeras mensagens. Escolhi a mais interessante. Após um sucinto &lt;em&gt;olá&lt;/em&gt; eu disse: &lt;em&gt;sem apresentações. Não quero saber muito sobre você, quero um encontro, no escuro&lt;/em&gt;. Obviamente ele se assustou. Levei alguns minutos para convencê-lo de que não era uma louca assassina e consegui um combinado: ele sairia de SP pela manhã e me esperaria no flat que eu reservaria. O encontro seria literalmente no escuro. Eu queria todos os sentidos, menos a visão.&lt;br /&gt;Acordei excitadíssima. Uma aventura de alto risco. Adrenalina a mil, preparei-me para o encontro com o desconhecido. Imaginei todas as cenas possíveis, repassei meu medo. Ora a imaginação me mostrava esquartejada sobre uma enorme cama, ora abandonada num matagal, ora derretida em sangue num beco qualquer. Mas de alguma forma eu sabia que nada disso aconteceria. A minha intuição sempre fora muito forte e ela apontava para um grande e inusitado prazer. Às nove ele ligou. Estava no aeroporto confirmando o encontro. Dois loucos, rimos muito. Combinamos os últimos detalhes e excitados nos despedimos.&lt;br /&gt;Entrei no elevador com passos decididos. Na porta do flat, a segurança deu uma balançada. Venci-a, empurrando devagar a porta. Mãos grandes me puxaram, fecharam a porta e me prenderam entre um corpo forte e a parede. O coração acelerou – parte medo, parte excitação. Nenhum som além do Ivan Lins cantando baixinho. Nenhum movimento a não ser das mãos e bocas numa busca frenética pelo desconhecido. Um cheiro de desejo encheu o ar. A situação era puro tesão.&lt;br /&gt;O gosto e o cheiro dele acordaram todos os meus diabinhos. Em completa loucura, eu o desnudei. Em silencioso acordo, inverteram-se os papéis. Assumi a iniciativa - a fantasia era minha. Foi um sexo forte, talvez o mais alucinante que já vivi. Cheio de mordidas, gritos, gemidos e gozo animal.&lt;br /&gt;Muito mais tarde, desmanchados sobre os lençóis, iniciamos novas descobertas. Luzes acesas, nossos olhos se encheram um do outro. As mãos, agora carinhosas, passearam pelos corpos. As vozes, enrouquecidas por um novo desejo, trocaram palavras cheias de novas intenções. Aos poucos as afinidades foram se chegando, o encanto crescendo. Uma cumplicidade gostosa criou um novo clima.&lt;br /&gt;O mesmo clima que nos fez amantes ocasionais por dois anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.lobamulher.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;voltar ao post&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-4100260368947779619?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/4100260368947779619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=4100260368947779619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/4100260368947779619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/4100260368947779619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/03/memrias-de-uma-deusa-pag_28.html' title='Memórias de uma deusa pagã'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-65096449724511407</id><published>2008-03-21T13:59:00.000-07:00</published><updated>2008-03-23T11:48:34.254-07:00</updated><title type='text'>Nós e nossos blogues</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um dos melhores momentos do blog da Loba&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua criação, o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Loba&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; foi uma grande festa interativa. Sem intenções outras senão a interação e a diversão, daqui surgiram vários projetos, coletâneas publicadas, blogagens coletivas, oficinas literárias e um sem-número de propostas interativas. Fui musa de vários poetas e poetisas, ganhei inúmeros presentes, tive textos publicados em vários sites literários ou não, aprendi a poetar, cresci como ser humano, construí grandes e belas amizades, me apaixonei muito e apaixonei a muitos.&lt;br /&gt;Tive muitos, muitos momentos marcantes. Mas um dos grandes foi ter um livro publicado pelo poeta &lt;strong&gt;&lt;a href="http://cemiteriodenavios.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Wilson Guanais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um poema pra Loba&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, onde fui musa inspiradora de belíssimos poemas. É puro narcisismo, eu sei. Mas como não me sentir narciso se me sei musa imortalizada no papel? Eu não seria a Loba que sou e este blogue não seria a gostosa loucura que é se eu tivesse falsa modéstia ou falsos moralismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os bons momentos do Blogue de &lt;a href="http://pretensoscoloquios.zip.net/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Dora Vilela&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://pretensoscoloquios.zip.net/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blogue, ou “webblog”, é um espaço ideal para quem gosta de escrever e ser lido.&lt;br /&gt;Como no meu caso.&lt;br /&gt;Assim, foi motivo de enorme regozijo, quando criei meu próprio blogue, com a ajuda e o apoio inestimável da Loba.&lt;br /&gt;E os momentos iniciais dessa aventura, com a acolhida calorosa dos amigos blogueiros, ficaram marcados indelevelmente na minha vida.&lt;br /&gt;Foram tão especiais os primeiros comentários de tantos companheiros, muitos dos quais nem sei que caminhos percorrem hoje em dia....&lt;br /&gt;Mas, não importa.&lt;br /&gt;Meu blogue, Pretensos Colóquios, me enriqueceu sobremaneira e, se eu vier a deixá-lo, guardarei sempre o prazer e a alegria desses momentos intensos, na memória do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O porquê do Blog de &lt;a href="http://www.linoresende.com.br/blog"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Lino Resende&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.linoresende.com.br/blog"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal razão foi retomar o hábito de escrever diariamente, abandonado quando deixei a redação. E junto dela, a liberdade de escolher o assunto, olhando-o sob uma ótica toda particular e indo da política ao entretenimento, sem deixar de passar pela economia, ciência, tecnologia, etc. Enfim, uma abordagem eclética, que só os blogs nos permitem. E ao lado disso tudo, a oportunidade de abrir espaço para a diversão, entretenimento, interação e a conquista de novas amizades, mesmo que virtuais. Com o blog redescobri o prazer de escrever, de moldar um texto, de procurar um fato, olhá-lo de forma diferente, diverso. É isso que, no meu entender, torna os blogs tão atraentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A história do blog da &lt;a href="http://digotudo.zip.net/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Lívia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Blog é um mistério. Como se formam simpatias e interesses? creio que por assuntos e temperamentos, assim como o é na vida real. Quanto a mim, comecei querendo interagir através da arte, comunicação, política, cultura. Mas não me detive num único assunto(tudo vira tema) e na minha forma de ser meio irreverente, provocando discussões...sabe bem como foi. Bem, isto assusta (a maioria tem uma mente muito conservadora). Não me forço a guetos (tenho horror a isso) esta de tribo é coisa arcaica para quem vive num mundo globalizado e democrático; mas as pessoas se fecham em seus temas rejeitando outras abordagens e temas (fica a coisa meio na repetição). Explorar idéias é se aventurar ao novo. Mas não é bem assim, mesmo no mundo blogueiro (fica-se marginal) nada sério (mexo com arte e sei bem como é isso!). Enfim,nada que não aconteça no mundo real. Até que o meu blog está durando !(rs..) Já abri e fechei alguns blogs. Sempre reformulando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um dos momentos significativos vividos no blog ... Ou o porquê do blog da &lt;a href="http://cherryblog3.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Cherry&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pessoas.&lt;br /&gt;Pessoas boas, más, interessantes e interessadas, surpreendentes, e tudo o mais.&lt;br /&gt;Pessoas para jogar conversa fora, para observar seus comportamentos, para me alegrar, para que eu as alegre.&lt;br /&gt;Pessoas, pessoas, pessoas.&lt;br /&gt;Todo e qualquer momento (bom ou ruim) do meu blog está relacionado a elas. Toda e qualquer vontade de continuar está ligada a essa interação, a esse conhecimento do outro que se mostra de pouquinho em pouquinho para mim.&lt;br /&gt;Todas me interessam. Seja por suas qualidades, ou defeitos. Seus temores, ou suas ousadias. Sua coragem, ou sua covardia. Seu falar, ou seu calar.&lt;br /&gt;Pessoas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://jardimdacrys.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Crys&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e seu blog&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já podemos dizer que viver uma amizade por conta do blog é viver um momento(ou período) histórico, aonde todos opinam, concordam ou divergem, porém o objetivo principal é pensar, refletir, criar a próprias opiniões.&lt;br /&gt;Eu poderia encher esse pequeno comentário com coisas que marcaram, mas eu prefiro guardar tudo aqui ó, na lembrança. Porque tem coisas que a gente guarda só pra gente.&lt;br /&gt;Blogues são uma janela escancarada da nossa vida. Escancarada demais, diria um querido amigo...&lt;br /&gt;Eu acho.&lt;br /&gt;Espero ter proporcionado, em algum dos meus posts, momentos bons e gostosos, fornecido alguma informação útil, inspirado alguém, compartilhado alguma idéia interessante, apresentado algo novo, mostrado um pouquinho de mim.&lt;br /&gt;Gosto dessa coisa de ser blogueira. Receber visitas, visitar as amigas, descobrir blogs novos, novos amigos, é tudo muito gostoso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As histórias (des)conexas de &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://janelasdozeca.zip.net/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Esyath Barret&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comecei a blogar tinha apenas 17 anos, assinava como Adolescente Confusa, na verdade nem sabia direito mexer com um blog ou para que ele servia, cheguei até mesmo a postar algo e abandonar a página um tempão... depois, um rapaz do Pernambuco, que também tinha um blog, um Marinheiro, me incentivou a continuar blogando, pois achou que o que eu postava tinha qualidade... Confesso que no começo postava muitos textos de grandes autores, em alguns momentos, cheguei a postar lá sem nem creditar a autoria dos tais autores... Mas amadureci, e aprendi a expressar o que sentia, pensava, imaginava... A Loba com a irreverência dela me fez ver que escrever é algo que qualquer ser humano pode, e que para que te leiam não precisa escrever difícil ou ter idéias mirabolantes... basta ser franco e autêntico... Então, resolvi criar o "Histórias (Des)conexas", com o intuito de rascunhar muitas histórias... me tornei uma verdadeira aspirante a escritora... com o decorrer do tempo, aprendi que a coisa que eu mais amava na vida era escrever... tentar contar ao mundo, a minha própria visão do mundo... através de várias histórias... as denominei (des)conexas, porque todos os dias vivemos histórias diferentes, isoladas, como as que eu conto... com personagens diferentes... mas que de algum modo estão sempre ligadas uma a outra... afinal somos todos humanos... É longa essa história... Mas a Loba foi uma das que mais me inspirou, por ser mais do que uma escritora-blogueira, por ser uma mulher de fibra... e ter me ensinado a não fugir de mim mesma... a encarar a verdade... das minhas letras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A história do Blog do&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://janelasdozeca.zip.net/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Zeca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entre todas as coisas boas que o blog me proporcionou, como alguns amigos maravilhosos que nunca ví mas sempre amei, devo ressltar o que foi o elo de ligação que me mantém atado à blogosfera: o respeito, o cuidado, a amizade incondicional de algumas pessoas. Eu também estou aquí há uns quatro anos. Com períodos de altos e baixos, que me levaram a quase desistir de tudo. Mas lá estavam aquelas pessoas que sempre fizeram a diferença, me procurando quando sumia, me incentivando quando desanimava, até mesmo me dando broncas quando fazia alguma mácriação. Dessas pessoas, algumas (poucas) ficaram pelo tempo, embora permaneçam no coração. Outras seguem seus caminhos, de alguma forma ligados aos meus. E outras ainda, que vão aparecendo ao longo da jornada, se achegando, nos aconchegando e conquistando. E aquí estou, cada vez mais encantado pela blogosfera e suas pessoas virtualmente maravilhosas, sempre a postos do outro lado da telinha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://pensamentosilegais.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Alexandre ALF&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e seu blog&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O blog me surgiu como aquelas portas que se abrem em nossa vida. Assim como um raio que cai do céu, fui atingido por essa essência que nos leva a cantar, a perseguir, a lutar. A gana de deixar o que sinto em preciosas palavras veio à minha vida como uma chance de melhorar. Como muitas pessoas já confidenciam para mim, pelo fato de com as palavras demonstrar o quanto busco melhorar como pessoa. E são de pessoas assim amigas como a Loba que surgem do nada e nos encantam com sua presença cativante e sempre está conosco, nos dando força e alegria para continuar.&lt;br /&gt;E o blog me trouxe coisas boas sim, e é justamente isso que me faz continuar sempre com a escrita. Por mias que existam dias que eu fraqueje, jamais deixarei o blog, porque isso significaria abandonar meus amigos.&lt;br /&gt;Hoje eu encaro com muita maturidade a sinfonia das minhas letras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Shi e os blogs da &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Shi &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bom, os blogs dos quais já participei vieram, todos eles, em momentos cruciais, e com eles eu me diverti muito. A todos eu me dediquei ao máximo, e o fiz sempre por amor. Mas hj, o que interessa, pra mim, é guardá-los no cantinho da memória onde fica o carinho pelo que já passou, e me dedicar ao que tá vindo, putitanga! rs. E é onde eu espero que venha a existir toda essa interação deliciosa que a gente (quando quer) consegue, aprendizado, mudanças, alegrias, enfim! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A realidade fantástica de &lt;a href="http://sohardt.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Larissa Hardt &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Macondo choveu por cem anos, ininterruptamente. Cem anos de solidão. E So Hardt surgiu porque eu me sentia a maior parte do tempo em Macondo, triste, sozinha, sob a chuva fina, fria, que parecia ter sepultado o sol e o céu azul da minha vida. Achei que escrever me traria de volta à minha realidade, aquela que para muitos é realidade fantástica, já que perderam a fé nas pessoas, nas relações humanas, na alegria. Mas esta que muitos chamariam de realidade fantástica, onde a magia permeia a vida dos homens, para mim será sempre a realidade de verdade.&lt;br /&gt;Enfim, escrever não trouxe o resultado esperado. Comecei a escrever, tentando não só desabafar, mas principalmente resgatar a pessoa que eu era. Não deu certo. Comecei com textos desiludidos, tentei do fundo do meu coração voltar a escrever como antes, busquei palavras mais leves, doces, suaves, porém, não as encontrei onde costumava guardá-las. So Hardt estava ficando hard demais até para mim mesma. Dei um tempo. Coincidentemente, durante este tempo as águas de março se fizeram muito fortemente presentes como há muito tempo não se faziam. E foi como se a chuva de cem anos, fina e fria, da minha Macondo particular caísse toda de uma só vez para que o sol pudesse brilhar no céu azul novamente. Houve sim destruição; as águas são implacáveis, a natureza não se intimida ao mostrar sua força. Mas ficou tudo claro, tudo limpo, sereno. Agora a reconstrução é possível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Elis &lt;/span&gt;e os blogs da Alegria&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ahh já tive e já fechei diversos blogs, vc sabe disso, mas não consigo ficar muito longe deles.. para mim é quase uma terapia, me re-descobri lendo e escrevendo, argumentando, fazendo confusões, sendo desmascarada nas argumentações dos outros, isso não foi ruim, foi bom... acho que a vida blogueira me fez deixar de ignorar o meu mundo interior... me enxerguei melhor...cresci como gente, fui atras de estudar, de emprego.. sonhei.. sonhei muito.. me iludi tambem... esse de lado de "se" enxergar, me mostrou meu lado negativo e o positivo...muitos mais o negativo rs.. mas isso tambem não foi ruim...rs.. cresci...deixei muitos pre-conceitos de lado..&lt;br /&gt;nossa.. e ..já chorei muito aqui, mas já fiz muiitaaa festa e me diverti pra valer.&lt;br /&gt;Não consigo hj me ver sem "um" espaço, pois parece que se eu ficar sem "um", perco o elo com os amigos que aqui fiz, quero fazer parte do mundo blogueiro, sendo assim do jeitinho que sou, acho que o bom é que aqui todos se respeitam...&lt;br /&gt;ao menos eu conquistei o respeito de quem me interessava conquistar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-65096449724511407?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/65096449724511407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=65096449724511407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/65096449724511407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/65096449724511407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/03/ns-e-nossos-blogues.html' title='Nós e nossos blogues'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-1279252208693496527</id><published>2008-03-18T04:53:00.000-07:00</published><updated>2008-03-18T05:12:39.470-07:00</updated><title type='text'>O insustentável perigo do instante-beijo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era uma paixão nova. Daquelas que fazem do corpo um imã e ao mesmo tempo uma alucinada hélice de avião perdido na Amazônia. A viagem era um sonho ilícito. Nós, dois corpos suspensos no espaço-tempo de desejos surgidos sem permissão. Ele era meio direção, meio paixão. Eu era toda ele na minha sempre intensa entrega ao inevitável.&lt;br /&gt;De repente veio o beijo. Porque as bocas estavam irresistivelmente juntas na vontade de cada um de nós. E o beijo virou o descontrole do carro. Numa manobra cinematográfica ele conseguiu parar. Meio carro no acostamento. O outro meio, aquele onde estávamos, pendurado sobre o abismo. Uma racionalidade molhada inundou meu corpo e mente. Sem oa menos mexer os olhos pus-me a imaginar a queda. Todas as imagens de acidentes vieram à minha mente. Cambalhotas de carros e incêndios espetaculares fizeram um suor frio molhar-me inteira. A voz dele vinha de longe. Parecia estar a quilômetros de mim. Do corpo encostado ao meu vinha o som da tensão. Em mim, nenhuma ação. Imobilidade até que nada mais existisse.&lt;br /&gt;Com carinho firme ele me tirou do pânico paralisante. Não sei quantos minutos se passaram, sei que foram infinitamente muitos. Eu já conseguia entender que era possível tirar minha vida daquele trapézio sem rede de proteção. Mas ainda não sabia onde encontrar coragem para me mexer. Foi quando me lembrei de quem éramos nós. E do que aconteceria se fôssemos encontrados ali naquela estrada, vítimas unidas de um acidente idiota. Se morrêssemos nada mais importaria. Mas se sobrevivêssemos havia grande chance desta aventura varrer a face da terra, como um furioso e indomável katrina. Entre a cruz e a espada, decidi-me pela vida – e que fosse praquele lugar a condenação pseudo-moralista.&lt;br /&gt;Juntei forças e forjei uma coragem nova. Fui me arrastando lentamente pelo banco enquanto o via, pelo canto dos olhos, sair cautelosamente do carro. Quase entrei novamente em pânico ao imaginar que o carro poderia deslizar comigo ali dentro. Porque morrer com ele era diferente de rolar sozinha por aquele abismo sem fim. Meu destino estava escrito naquelas mãos que seguravam a minha e nos olhos que tiravam os meus do nada à minha frente. Numa submissão insuspeitada, entreguei-me à sua certeza.&lt;br /&gt;Sobrevivi ao susto. Não sobrevivi à paixão. Quebrei asas, arranhei corpo e feri profundamente o tempo na busca de eternizá-la. Vivi intensamente o ilícito daquela viagem, sendo a um só tempo serpente, eva e maçã. Voltei sentindo a vida tatuada, a ferro e fogo, em corpo e alma. Definitivamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lobamulher.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;Voltar ao post&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-1279252208693496527?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/1279252208693496527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=1279252208693496527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/1279252208693496527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/1279252208693496527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/03/o-insustentvel-perigo-do-instante-beijo.html' title='O insustentável perigo do instante-beijo'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-4106645986921232666</id><published>2008-03-13T05:34:00.000-07:00</published><updated>2008-03-13T05:37:48.193-07:00</updated><title type='text'>Carta de um petroleiro ao Pedro Bial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Prezado Senhor Pedro Bial&lt;br /&gt;Digníssimo Jornalista, apresentador da Rede Globo de Televisão.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Confesso Sr.Bial que não sou espectador do programa o qual o senhor apresenta. Talvez para felicidade da minha cultura e para infelicidade do índice de audiência, ao qual seu programa está atrelado. Mas, tive durante um dia desses, num dos raros casos fortuitos que o destino apresenta, a oportunidade de, por alguns minutos, apreciar o tão falado Big Brother Brasil, o BBB.&lt;br /&gt;Para minha surpresa, durante uma ou duas vezes o senhor, ao chamar os participantes para aparecerem no vídeo o fez da seguinte maneira:&lt;br /&gt;- Vamos agora falar com nossos heróis!&lt;br /&gt;De imediato tive uma surpresa que me fez trepidar na cadeira. Heróis????&lt;br /&gt;O senhor chama aqueles que passam alguns dias aboletados numa confortável casa, participando de festas, alguns participando até de sessões de sexo sob os ededrons, falando palavras chulas e no fim podendo ganhar um milhão de reais, de heróis?&lt;br /&gt;Pois bem Sr. Pedro Bial, eu trabalho numa Plataforma Marítima que se localiza a aproximadamente 180 km da costa brasileira e contribuimos, mesmo modestamente, para que o nosso País alcançasse a auto-suficiência em Petróleo, e continuamos lutando, todos nós, para superar esse patamar.&lt;br /&gt;Neste último dia 26 de Fevereiro presenciamos um acidente com um dos helicópteros que faz nosso transporte entre a cidade de Macaé e a plataforma. As imagens que ficaram em nossa mente Sr. Bial, irão nos marcar para o resto das nossas vidas.&lt;br /&gt;Os seus "heróis" Sr Bial, são meros coadjuvantes de filmes de segunda categoria comparados com os atos de heroismos que presenciamos naquele momento.&lt;br /&gt;Certamente o Senhor, como Jornalista que é, deve estar a par de todo o acontecido. Mas sei que os detalhes o Sr.desconhece.&lt;br /&gt;Pois bem, perdemos alguns colegas. Colegas esses, Sr Bial, que estavam indo para casa após haver trabalhado 15 dias em regime de confinamento.&lt;br /&gt;Não o confinamento a que estão sujeitos os seus "heróis", pois eles têm toda uma parafernália de conforto, segurança e bem estar, que difere um pouco da nossa realidade.&lt;br /&gt;Durante esse período de quinze dias esses colegas falaram com a família apenas por telefone. Não tiveram oportunidade de abraçar seus filhos, de beijar suas esposas, de rever seus amigos e parentes...&lt;br /&gt;Logo após decolar desta Plataforma com destino a suas casas o helicóptero caiu no mar ceifando suas vidas de modo trágico e desesperador.&lt;br /&gt;E seus "heróis" Sr Bial, a que tipo de risco eles estão expostos? Talvez aos paredões das terças-feiras, a rejeição do público, a não ganhar o premio milionário ou a não virar a celebridade da próxima novela das oito.&lt;br /&gt;Os heróis daqui Sr Bial foram aqueles que desceram num bote de resgate, mesmo com o mar apresentando um suel desafiador. Nossos heróis Sr. Bial desceram numa baleeira, nossos heróis foram os mergulhadores, que de pronto se colocaram à disposição para ajudar, mesmo que isso colocasse suas vidas em risco.&lt;br /&gt;Nossos heróis, Sr. Bial, não concorrem ao Premio de um Milhão de reais, não aparecem na mídia, nem mesmo os nomes deles são divulgados. Mas são heróis na verdadeira acepção da palavra. São de carne e osso e não meros personagens manipulados pelos índices de audiência.&lt;br /&gt;Nossos heróis convivem aqui no dia-a-dia, sem câmeras, sem aparecerem no Faustão ou no Jô Soares.&lt;br /&gt;Heróis, Sr Bial são todos aqueles que diariamente, saem das suas casas, nas diversas cidades brasileiras, chegam à Macaé ou Campos e embarcam com destino as Plataformas Marítimas, sem saber se regressarão as suas casas, se ainda verão seus familiares, ou voltarão ilesos, pois tudo pode acontecer: numa curva da estrada, num acidente de helicóptero, no vôo comercial de regresso a sua cidade de origem....&lt;br /&gt;Não tenho autoridade suficiente para convidá-lo a conhecer nosso local de trabalho e conseqüentemente esses nossos heróis, mas posso lhe garantir Senhor Bial, que caso o Sr estivesse presente nesta plataforma durante aquele fatídico acidente seu conceito de herói certamente seria outro.&lt;br /&gt;Em memória dos colegas:&lt;br /&gt;Durval Barros&lt;br /&gt;Adinoelson Gomes&lt;br /&gt;Guaraci Soares&lt;br /&gt;Marcelo Manhães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Augusto Lordelo Almeida&lt;br /&gt;Técnico de Segurança&lt;br /&gt;PETROBRAS/ UN-BC/ATP-MRL/OP-P18/GEPLAT&lt;br /&gt;Chave: kstk - Ramal: 862-1820&lt;br /&gt;Tel: (22) 2792-1820 / 57&lt;br /&gt;Fax: (22) 2792-1854&lt;br /&gt;e-mail : carloslordelo@petrobras.com.br&lt;br /&gt;e-mail : &lt;a href="mailto:carloslordelo@terra.com.br"&gt;carloslordelo@terra.com.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lobamulher.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Voltar ao post&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-4106645986921232666?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/4106645986921232666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=4106645986921232666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/4106645986921232666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/4106645986921232666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/03/carta-de-um-petroleiro-ao-pedro-bial.html' title='Carta de um petroleiro ao Pedro Bial'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-5912524882661893897</id><published>2008-03-13T05:27:00.000-07:00</published><updated>2008-03-13T09:51:46.795-07:00</updated><title type='text'>Memórias de uma Deusa Pagã</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;20 e uns dias de dezembro de um ano qualquer - parte II&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a timidez me pega em horas especialmente impróprias. Eu ali, cheia de más intenções, saia quase na cintura, mãos no esforço de fundir os corpos, e aquela fluidez conhecida querendo me paralisar. Briguei feio com ela, coloquei determinação na boca e recomecei a exploração. Desta vez, sem piedade. Lábios, língua e dentes abriram caminho no que restava nele de controle da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastei-o do meu corpo. Com unhas resvalando pelos pêlos do peito, abri sua camisa. Com as mãos, empurrei-o sobre a cama. Sem palavras. Apenas meu olhar mantendo-o em expectativa. Iniciei o ritual de desnudar-me. Na tentativa de não parecer sensual, acabei exagerando na dureza dos gestos. Surpreendentemente, seus olhos brilharam. Ele não sabe, mas me quer fálica – pensei. Não, ainda não era hora de dar-lhe o que seus olhos pediam. Roupas aos meus pés, surgi puta. Uma mulher sabe ser muitas e sabe ter exatamente o que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num arroubo de insurgência, ele levantou-se. Em gestos desiguais, desnudou-se. Como um tigre, seus músculos pularam à minha frente. Os músculos vaginais enlouqueceram, uma umidade quente invadiu meus pêlos e a fome nos olhos dele fez-se minha. Segurei-me, quase dolorosamente. Empurrei-o novamente. Desta vez, aos meus pés. O salto da sandália sobre uma de suas coxas fê-lo segurar-se. Palavras não eram necessárias. Minhas intenções estavam em meus gestos. Coloquei sua cabeça na altura da minha virilha. Era o sinal de que as meias deveriam ser tiradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca dele passeou pelo pequeno pedaço de pele exposta, respirando meu gosto, vivendo o meu cheiro. As mãos, famintas, brigaram com as resistentes e insossas ligas. E o membro começou uma louca e solitária dança, como a preparar-se para uma batalha sem vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pele e pêlos expostos, eu o fiz cultuar o meu corpo. Apenas boca, explorando cumes e depressões, guiada pelas minhas mãos firmes em seus cabelos. De repente, puxei com força e joguei sua cabeça sobre a cama. Com movimentos felinos, sentei-me sobre ela. Seu corpo virou um retesado e sensível arco de violino e um gemido surdo saiu por entre minhas pernas. Era a senha para o meu primeiro gozo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lobamulher.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Voltar ao Post&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-5912524882661893897?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/5912524882661893897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=5912524882661893897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/5912524882661893897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/5912524882661893897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/03/memrias-de-uma-deusa-pag.html' title='Memórias de uma Deusa Pagã'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2904951406607291005.post-2625867205602760016</id><published>2008-03-06T14:28:00.001-08:00</published><updated>2008-03-07T03:40:44.491-08:00</updated><title type='text'>Caminho &amp; Vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caminhar é preciso - para meu tônus muscular e para manter linear meus sinais vitais. Mas nem sempre caminho. E nunca caminho consciente. Sou levada pelos pés enquanto a cabeça passeia por mundos distantes – ou nem tanto. Mas antes que eu caminhe para o hermetismo neste texto, voltarei ao título.&lt;br /&gt;Caminho &amp;amp; Vida é uma proposta do prof. Sérgio, do &lt;a href="http://srferreira.zip.net/"&gt;&lt;strong&gt;Blog História &amp;amp; Cotidiano&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Encontrei-o por acaso e nem tão por acaso gostei da proposta. Mas como estou sempre me perdendo em vias transversais, pego a essência do que ele propõe e desenvolvo como sei: atabalhoadamente. (Mas você pode participar da forma certa, basta ler o que ele propõe.)&lt;br /&gt;Então, entre hoje, amanhã e depois, estarei escrevendo sobre a vida que existe pelas ruas onde ando e que eu nunca percebo de verdade. Será um texto cumulativo e não tenho a menor idéia do que irá sair. Só sei que estarei colocando aqui as impressões colhidas a cada caminhada feita - uma por dia.&lt;br /&gt;Então lá vou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis da tarde do dia cinco. O primeiro impulso foi pegar a chave do carro – a extensão das minhas pernas. Resisti e saí pensando no salto da sandália e na sina do meu pé (outra torção e eu me mato!). Firme no propósito de olhar à minha volta, comecei a reparar nas pessoas que atravessavam a rodovia. Pareciam formigas coloridas e apressadas. Uma criança negra caminhava bem à minha frente. Debaixo do braço algo parecido com uma pipa desconjuntada. O menino andava olhando tudo, parando, andando, parando e falando. Ele, ele com ele, ele com o mundo dele.&lt;br /&gt;Quase tropecei. Vi de relance, a tempo, uma mulher encostada bem rente à parede de uma fábrica de qualquer-coisa. Pequena, franzina, enormes olhos vermelhos e uma sujeira que a cobria por inteiro. Procurei o cheiro de álcool e só consegui sentir aquela mistura rançosa quea a sujeira exala. Meus olhos, impulsivos, tentaram se fastar dela. Olhei mais forte e um filme começou a se construir na minha imaginação. O ponto de partida era o fato que gerou o abandono de si mesma. Criei vários. E ainda mais variados os caminhos que eles abriram. Uma pergunta insistia: se não está entorpecida pelo álcool o que a mantém alienada? Por que é preciso um entorpecimento emocional para se estar à margem da vida. Ou não?&lt;br /&gt;Cheguei em casa por puro hábito. Esquecida de mim e do propósito que tinha.&lt;br /&gt;(São mais de onze da noite e ainda estou dando vidas à primeira personagem da minha caminhada. ) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo dia de &lt;strong&gt;caminho &amp;amp; vida&lt;/strong&gt;. Como sempre, acordei atrasada. Tempo apenas para colocar a malha de ginástica e um tênis confortável na sacola. O que seria pela manhã foi adiado para a hora do almoço. Saí às doze. Devidamente vestida e calçada para os pezinhos não correrem riscos. Pronta para registrar todas as sensações e olhar com olhos de ver todas as situações.&lt;br /&gt;Não tive a primeira visão. Fui a primeira visão. Uma malha de ginástica é realmente um tanto indiscreta e havia me esquecido que ali eu era a chefe vestida cotidianamente de executiva. Tentei ignorar os olhares pouco sutis, mas juro que gostei do que vi neles ao descer a longa escadaria. Saí para a rua como gaivota preparando-se para levantar vôo.&lt;br /&gt;O primeiro personagem do dia: o vendedor de sorvete. De idade indefinida e um problema físico que o deixava pequenino e tortinho. Ofereceu-me sorvete, balancei a cabeça em negativa, perdida em observá-lo. Deu-me bom dia, olhando-me de viés, com um respeito e delicadeza insuspeitáveis. Vi seus olhos e descobri que eram azuis. Eu o via todos os dias e nunca soube daqueles cansados olhos claros. Olhei mais adiante. Um velho e um cachorro andavam no acostamento da rodovia. Pachorrentamente. Como se estivessem suspensos no tempo. Talvez este seja um dos ganhos da velhice: cada minuto é sorvido como o último. Lentamente. À frente deles, um catador de papéis. Se eu estivesse à frente do seu carrinho, não o veria. Fiquei me perguntando como aquela montanha de papelão permitia que ele visse por onde andava. Quanto suor seria necessário escorrer para levar o papelão ao seu destino? Resolvi mudar o foco da minha visão. As gentes mexem muito com meu imaginário.&lt;br /&gt;Foi quando descobri que estava passando por velhas e frondosas árvores. Parecia que eu nunca tinha visto o quanto eram grandes. Aliás, nem sei se tinha percebido a existência delas. Não sou muito dada a contemplar a natureza. Gosto, mas sem arroubos. E, confesso, não tenho um senso ecológico muito desenvolvido. Cuido bem das minhas plantinhas, economizo água e energia e já plantei várias árvores. Menos por amor e mais pelo sentido da obrigação de educadora. Então, aquelas árvores me pareceram majestosas. Passei a imaginar aquele lugar sem árvores. Redescobri meu horror a desertos. Eu não as via, é verdade. Mas se elas ali não estivessem meu mundo não seria o mesmo.&lt;br /&gt;Fui tirada destas elucubrações por uma &lt;em&gt;fala-mal-falada&lt;/em&gt;. Olhei. O caminhão de refrigerantes estava logo à frente. Um dos ajudantes, com um engradado no ombro e outro na mão, me olhava com aquela cara safada com que os homens, que não precisam esconder a luxúria, olham uma mulher. Talvez eu devesse ficar ofendida. Talvez empinar o nariz fosse a reação normal de uma &lt;em&gt;dona&lt;/em&gt;, pensei. Acho que não sou uma &lt;em&gt;dona&lt;/em&gt;. Achei super divertido, sorri para ele e continuei andando. Mas a concentração voou como a gaivota que eu queria ser. Pedi desculpas ao &lt;a href="http://srferreira.zip.net/"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;prof. Sérgio &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;continuei andando e sorrindo e andando e achando que a vida vale a pena ser vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lobamulher.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Voltar ao post atual&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2904951406607291005-2625867205602760016?l=lobamulher1.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lobamulher1.blogspot.com/feeds/2625867205602760016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2904951406607291005&amp;postID=2625867205602760016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/2625867205602760016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2904951406607291005/posts/default/2625867205602760016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lobamulher1.blogspot.com/2008/03/zz.html' title='Caminho &amp; Vida'/><author><name>LB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02798593418092535115'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>