tag:blogger.com,1999:blog-277727262008-07-09T14:18:29.290+01:00Blue!Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comBlogger812125tag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-64824223946838473592008-07-08T02:05:00.002+01:002008-07-08T02:17:38.040+01:00a fina flor ou grandes séries têm grandes deixasEm Rome anuncia-se o funeral de Júlio César. Adoro, ai, adoro, quando se assumem milenares discriminações que se mantêm mais ou menos latentes —nada que me tire o sono, ainda há uns dias comentava com um amigo—companheiro—homem-da-vida, que as putas nunca me repugnaram muito, agora os chulos... Já os comerciantes, depende... Ora César terá todas as honras. Discursarão o Pretor Marco Júnio Bruto e o Cônsul Marco António. E por último...<br /><br />... No prostitutes, actors, or unclean tradesmen may attend!<br /><br /><br />Dixit.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-37159482828207680182008-07-08T00:23:00.004+01:002008-07-08T02:00:23.451+01:00in vespa [para o David]Os braços abertos na marginal. A areia do Guincho espetando-se nos pés nús. O azul escuro-cromado entre as rochas. A Joni Mitchell nos ouvidos. Os jerry lewis de luxo do passeio Diana Spencer, um avião ruivo e gordo em patins, um outro par de patins ajudado por dois bastões de ski numa superfície plana, as gargalhadas. As viagens alternadas a Marte, eh, desce à Terra, vamos por onde agora? Os caracóis em malga e a imperial, os cães e os gatos, os velhos de pernas ao léu sobre as rochas, partilhando o mar e a escrita, o avô e o neto encostados à guarda de pedra, partilhando o mar e gelados. O vento. O sal no ar. A estrada. A luz. Os recantos. Os buracos partilhados, os silêncios e as dores, os olhos que falam. Os jogos de palavras, o riso. Não há Sentido, porque há todos e o infinito é o zero, é duro sabê-lo, mas não será melhor? No fim de tudo, continuamos a ver cabelos de anjo e desfiladeiros de penas quando olhamos para as nuvens, ao mesmo tempo que lhe conhecemos os dois lados, e sim, no fim de tudo gostamos que assim seja. Não há sentidos, mano, mas há dias assim, em que não se faz planos e de repente só há sentidos e o mundo cabe todo numa vespa azul-escuro, como o mar cromado. E ainda por cima faz cócegas... há lá melhor?<br /><br /><br /><object width="300" height="80"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/TEnq4srjmf/aus=false/"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://media.imeem.com/m/TEnq4srjmf/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"></embed><a href="http://www.imeem.com/people/kFRmnRy/music/sSK9it3O/joni_mitchell_both_sides_now/">Both Sides Now - Joni Mitchell</a></object>Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-61451239850258017342008-07-07T12:07:00.001+01:002008-07-07T12:13:13.578+01:00divergências significantes: a legalidadeGeorge W Bush lamentou as eleições fraudulentas do Zimbabwe. Aposto que ficou verdadeiramente sentido, e eu bem que o compreendo. Estes putos invejosos, pá, não podem ver nada...Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-58609472432007879592008-07-07T02:23:00.003+01:002008-07-07T02:40:11.137+01:00and I live by the riverEstou a ver as reportagens-centopeia no incêndio nos Restauradores. Ponto um, sim, fico com o coração apertado, mas talvez nem agora se perceba de uma vez por todas que os prédios devolutos, o entulho, o desleixo que ainda definem a Baixa são acidentes à beira de acontecer; acabou de acontecer um; e até nem temos tido azar. Ponto dois, gosto de pensar que, como eu, mais pessoas ficaram com o coração apertado e estão preocupadas com a sua cidade; mas se já me espantei com os quinze moradores alojados no São Jorge —quinze pessoas só em dois ou três números da Avenida... boa!, afinal sempre vive lá gente—, agora estou perplexa com a quantidade de gente em redor dos cordões de segurança numa madrugada de segunda-feira. Where did they come from? Afinal vive imensa gente na Avenida. Para além dos quinze que já estavam no São Jorge... boooolas...<br /><br /><br />...<br /><br />Um bombeiro tenta rebuscar um bocadinho o discurso para o microfone da televisão, mas desiste rapidamente e acaba por resumir: —Vamos lá ver se a gente consegue manter aquilo de pé. Delicioso. É toda a tragicomédia olisiponense numa frase.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-19214785602465514122008-07-06T04:35:00.003+01:002008-07-06T05:01:43.204+01:00divergências significantes: o perdãoHá uma coisa que desde miúda tenho dificuldade em integrar. Isso a que vulgarmente se chama "capacidade de perdoar". Não tenho. Creio que lamento, mas constato sempre, regularmente, que não tenho. Tenho uma capacidade grande de não guardar rancores, uma capacidade que acarinho como um tesouro, mas que ainda assim me parece sempre insuficiente, sempre necessitada de alimento. Mas será isso o perdão? A mera ausência de rancor? É que tanto no conceito me parece absurdo. O perdão é algo que transfigura imediatamente quem o dá e quem o recebe, estabelece uma relação de poder, em maior ou menor grau, maior ou menor seja o perdão. Encontrei esse incómodo nas palavras de Petra Von Kant, perdoas o que não compreendes, se compreendes não precisas de perdoar. E ali está. Se não compreendes não há compaixão, com-paixão, partilha de uma paixão, de uma dor. Há antes uma indulgência, um papel passado, carimbado, com ou sem validade notarial, declaro que a pessoa em questão foi perdoada por mim, assinado e etecétera. Não sei fazer isso. Não quero aprender. Não sou ninguém, não tenho poder sobre ninguém, não tenho de perdoar absolutamente ninguém. Se não compreendo e se não posso combater, retiro-me. Se compreendo, talvez lute. Talvez não. E de repente lá cruzas em fantasma o meu caminho, uma inesperada peça do puzzle me é entregue docemente na mão, e a luz acende e eu compreendo. E compreendo que aquilo que de repente surge desenhado a meus olhos, tu não tens capacidade de olhar, é para ti um monstro predador e vociferante como a culpa, e tu não podes olhar por cima do ombro, ele está nas tuas costas só à espera que dês parte fraca. Pensas tu. Não é um monstro, é uma janela que talvez pressintas a tempo. Eu espero que sim, desejo por tudo que um dia consigas pôr a cabeça de fora e respirar. E nunca te perdoei. Não foi preciso.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-21723993786896678942008-07-05T03:57:00.001+01:002008-07-05T04:28:26.956+01:00vilas morenas com braços de prata <object width="300" height="110"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/emCEr9sODa/aus=false/"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://media.imeem.com/m/emCEr9sODa/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"></embed><a href="http://www.imeem.com/people/kFRmnRy/music/nOwpFumV/jos_afonso_era_um_redondo_vocbulo/">Era Um Redondo Vocábulo - José Afonso</a></object><br /><br />O som perfeito. A noite quente. E aqueles dois duendes do piano sempre vogando, mergulhando, empastando-se de som e de gozo. Como os vejo sempre. Há músicos especiais, e se há cerca de dez anos foi precisamente com eles que o Jazz em Agosto tomou conta do Grande Auditório, hoje o seu prazer cresce, a sua música enche, a sua estrada sente-se. E o que mais me fascina na cumplicidade entre os pianos de Bernardo Sassetti e de Mário Laginha é a espontaneidade de relógio onde nem um olhar se troca, outro canal é o canal aberto. Que Venham Mais Cinco fosse um <span style="font-style:italic;">blues</span>, já era curva suficiente, mas que dizer do Alban Berg que tão naturalmente nasce do Redondo Vocábulo? Ou da interioridade minimal e profunda da Grândola? Obrigada. Que foi a única coisa que consegui dizer ao Mário, quando me despedi de fugida. O Bernardo, esse, já devia ter embarcado no ovni que o havia de levar de volta ao seu planeta. Que, continuo a dizer, não é este. Ainda bem para ele, mas sobretudo para nós.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-25350131708144033922008-07-04T12:07:00.002+01:002008-07-04T12:18:37.638+01:00moosbruggerOntem li o capítulo de literatura mais extraordinário que alguma vez me encheu os olhos, e ainda só vou na página 118 de um primeiro volume com um total de 843. Seria capaz de copiar o trecho todo para aqui, as suas mais de dez páginas de génio, de filosofia, de psicologia, de cinematografia, de fino humor, de criação, de jogo de palavras e imagens, de sub-textos que conduzem a subterrâneos ainda mais profundos e que num alçapão inesperado nos trazem de volta à luz, de volta à porta por onde entrámos. Estou esmagada. E por isso mesmo, aqui fica uma única frase, sem literatices, sem ornamentos, aparentemente sem cantos recônditos, escorreito eixo de uma colagem absurdamente lúcida. <br /><br /><br /><span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;">O mundo pode ser inseguro, mesmo quando não estamos embriagados.</span><br /><br /><div style="text-align: right;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: 10px; ">Robert Musil, in </span><span style="font-style:italic;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: 10px; ">O homem sem qualidades</span></span><span class="Apple-style-span" style="font-size: 10px; ">, 18."Moosbrugger", trad. de João Barrento, ed.Dom Quixote</span><br /></div>Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-54361578548075028052008-07-04T00:32:00.006+01:002008-07-04T01:17:11.913+01:00lamento antigónico em 35mmeras<br />somente eras<br />pequenino<br />e somente eras<br />fechado<br />nesse círculo feminino<br />hoje és salão vítreo<br />demasiado amplo para tão pequena alma<br />assustada<br />espaço obscuro e vitoriano<br />segregando monstros pelas paredes<br />a eles te juntas julgando-te comensal<br />a eles te ofereces cordeiro<br />alagado em pesadelos<br />assim esperas salvar-te<br />assim pensas vingar-te<br />desse círculo original<br />que não te atreves<br />a odiar.<br /><br /><br /><object width="300" height="110"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/ovbJpCu9kZ/aus=false/"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://media.imeem.com/m/ovbJpCu9kZ/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"></embed><a href="http://www.imeem.com/people/kFRmnRy/music/igWrGBAl/js_bach_agnus_dei/">Agnus Dei - JS Bach</a></object><br /><br /><span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;">[há palavras que não sei bem de onde vêm; mas se a origem é obscura, a música que as segue como lastro é por vezes claríssima...]</span>Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-92178186519451344412008-07-03T00:13:00.002+01:002008-07-03T00:43:01.446+01:00espelho de feiraNão é que deforme. Sublinha. Esta característica, aquela. E não posso deixar de rir da diferença entre a naturalidade captada pela VT e o ar de "tirem-me deste filme" na gala. Sou transparente, mais vale resignar-me. Cá em casa foi a risota pegada. Não estando disposto a esperar que a humanidade venha alguma vez a ser melhor, Jeremias escolheu o seu lugar do lado de fora... foi ter com a Etelvina, vacinada e mal-criada.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-21398283599773872242008-07-02T00:23:00.002+01:002008-07-02T00:30:50.883+01:00céu limpo<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GUcXI2BIUOQ&hl=en"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/GUcXI2BIUOQ&hl=en" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br /><br />Convosco, a mulher mais linda do mundo, no Harlem Festival, em 1969. I've got my arms, my hands, got my fingers, got my legs, got my liver... got my blood.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-74985614395039136502008-07-01T01:07:00.004+01:002008-07-01T02:31:22.281+01:00céu da cama<a href="http://www.imeem.com/people/kFRmnRy/photo/VfsSSP0pL6/"><img src="http://media.imeem.com/p/VfsSSP0pL6.jpg" alt="click to comment" title="click to comment" /></a><br /><span class="Apple-style-span" style="font-size:x-small;">Lisboa, Junho de 2008<br /></span><br />1h07. Uma e sete. Bom minuto para escrever: —ainda bem que é dia 1. Finalmente, acaba um semestre que só posso classificar de marado. Marado. Sim, sem dúvida, não encontro melhor palavra. Aconteceram-me coisas muito boas, muito bonitas, encontros, reencontros, nós que se desfizeram, outros que se revelaram. Dois espectáculos que me ficaram no sangue, sobretudo o segundo, tão rápido e tão forte. E o cinema, finalmente, uma chuva de tsurus caída de uma nuvem transparente conduzida pelas minhas mãos, as pazes feitas com a câmara, o conforto, vamos acabar sós, meu amor. E muitos abraços, muitos afagos, belos olhos cálidos, claras almas abertas. E muito riso. E muitas lágrimas, reno dakota I'm reaching my quota of tears for the year. E porrada. Muita porradinha. Um <span style="font-style:italic;">thriller</span> romântico que se revelou fraca e banal comédia de costumes. Umas quantas máscaras no chão. Crescer mais um bocadinho. Cada vez dói menos, cada vez se encara melhor no espelho. É uma e sete. Tenho uma amiga, próxima pela força dos laços indirectos, em coma. Vi morrer um homem. Amanhã corto a última ponta solta deste mês. É uma e sete e Junho acabou. Recordá-lo-ei assim, com a luz do crepúsculo morrendo no lampião amarelo.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-27255421026913214532008-06-29T01:05:00.002+01:002008-06-29T01:10:13.459+01:00of sheep and lions<span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;">Unless you drop your personality you will not be able to find your individuality. Individuality is given by existence; personality is imposed by the society. Personality is social convenience.<br /><br />Society cannot tolerate individuality, because individuality will not follow like a sheep. Individuality has the quality of the lion; the lion moves alone. The sheep are always in the crowd, hoping that being in the crowd will feel cozy. Being in the crowd one feels more protected, secure. If somebody attacks, there is every possibility in a crowd to save yourself. But alone? - only the lions move alone.<br /><br />And every one of you is born a lion, but the society goes on conditioning you, programming your mind as a sheep. It gives you a personality, a cozy personality, nice, very convenient, very obedient. Society wants slaves, not people who are absolutely dedicated to freedom. Society wants slaves because all the vested interests want obedience.<br /><br /><div style="text-align: right;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: 10px; ">Osho, <span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;">One Seed Makes the Whole Earth Green, </span>Chapter 4</span><br /></div></span>Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-45792862957268817252008-06-28T21:29:00.008+01:002008-06-28T22:28:24.262+01:00hoje vi morrer um homemO corpo estava estendido no chão e duas mãos jovens massajavam-lhe o peito. O INEM levou vinte minutos a chegar, o meu espelho não embaciava frente à boca entreaberta e enrugada, a pele ganhava gradualmente leves tons de roxo. Para algumas pessoas a ajuda tinha sido pedida há uma hora, não era verdade, mas o tempo é a relatividade por excelência, e para aquele corpo em despedida da vida sob o calor da Rua da Rosa, vinte minutos foram a eternidade necessária para desistir. Ao lado está o Hospital de St.Louis. A recepcionista, a quem mais do que uma pessoa acorre em busca de ajuda, nem pega no telefone, de acordo com todos os relatos, e a resposta é sempre a mesma "isto é uma clínica privada, os médicos que vêm ao fim-de-semana vêm para operar, não podemos fazer nada". A terceira pessoa que a ela se dirige diz que a única coisa que a viu fazer foi chamar o 112. Que já tinha sido chamado, havia um quarto de hora.<br /><br />Chega o carro de socorro, chega o soro e a máquina de reanimação, mas é tarde demais, nem um sinal vital, apenas as pálpebras abrem por um momento, era capaz de jurar que aqueles são os olhos de um vivo, mas não, é projecção dos meus próprios olhos. A mulher entretanto avisada, velha e frágil, bebendo água com açúcar apoiada numa ombreira de pedra, a filha sem derramar uma lágrima, pergunta aos paramédicos se não conseguem mesmo fazer mais nada, os olhos parados face à resposta negativa, a boca repetindo sozinha num ciclo, o meu pai, o meu pai, o meu pai. O saco branco recebe finalmente o corpo. Ainda há quem tente que a polícia registe a ocorrência da omissão de auxílio, não me vou embora, pode ser que seja preciso testemunhar alguma coisa, mas as respostas são sempre as mesmas, é uma clínica particular não podemos fazer nada, não podemos fazer nada. Vejo dispersar, e lá me vou em direcção ao Príncipe Real, ainda sem pensar nada do nó que me enche o peito. Mas não é crime, a omissão de auxílio? Ou só é crime se não formos médicos, se não formos uma clínica particular? Mas que país é este? Mas que gente merece ser chamada de humana?Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-69102404273948189712008-06-28T21:01:00.003+01:002008-06-28T23:29:44.346+01:00eu prometo que não guardo segredo...... sai do armário!<br /><br /><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TodAm9KlKjg&hl=en"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TodAm9KlKjg&hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object><br /><br /><br />Bichas. Fufas. Travecas. Trans. Heteros. Rede ex-aequo, ILGA-Portugal, Panteras Rosa, Médicos pela Escolha, Associação para o Planeamento da Família, UGT, BE, SOS-Racismo. Carrinhos de bébé guiados por duas mães, putos às cavalitas de um dos dois pais. À passagem por São Pedro de Alcântara, sangria oferecida pelo dono de um café. As bandeiras coloridas misturando-se no burburinho dos casamentos nas igrejas do Chiado. Reencontros, abraços, gargalhadas, palavras de ordem, eu amo quem quiser seja homem ou mulher ou outra coisa qualquer, deixem passar deixem passar sou paneleiro e o mundo vou mudar, o teu afecto não é maior do que o meu. Temos orgulho porque não temos vergonha. Alguém me diz, divertida, acabei de encontrar a minha professora de inglês, e encontrei também uma antiga colega de escola, mas ela "não é", estava só a observar... as coisas que nos saem pela boca, penso logo, e atalho, —mas olha que eu também "não sou", e estou aqui no meio. Ou melhor, eu sou, como todos nós somos e por isso ali estávamos, por isso tantos ficaram no Terreiro do Paço para continuar a festa no Arraial. Porque, como disse o Vasco Freire dos MPE, vivo num país, porra, onde não posso casar com quem escolher. Não à vergonha. Temos orgulho em estar vivos. E não guardamos segredo.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-83125965063632006402008-06-28T12:12:00.003+01:002008-06-28T12:27:19.456+01:00mac the laptop<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SGYep17et_I/AAAAAAAAAWs/BWPomVQRNLE/s1600-h/news_banheiras_01.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SGYep17et_I/AAAAAAAAAWs/BWPomVQRNLE/s400/news_banheiras_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216890922555324402" /></a><br />A loja onde costumava tratar de tudo o que tinha a ver com os meus pc's, compras, seguros e os mais que frequentes tratamentos ao estado vegetativo em que todos os filhos do deus Gates acabam por cair com alguma regularidade, tem-me na sua mailing list. As promoções sucedem-se, a preços inimagináveis há apenas três anos. Mas esta última bate todas as expectativas e estampou-me na cara um sorriso de borracha solidário com o desespero: na compra de um CPU de desktop com tudo e mais alguma coisa, pelo simpático preço de €299, a dita loja oferece nada mais nada menos que... uma piscina insuflável. <br /><br />Well the shark has pretty teeth, dear, and he shows them pearly white... Mac, mac, mac the knife, embora uma banheira de borracha talvez me faça pensar se não vale a pena voltar ao maravilhoso mundo da microsoft, jejeje...Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-11772828404558842892008-06-28T03:21:00.005+01:002008-06-28T03:36:21.701+01:00e você, o que prefere?...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SGWgpKw0QXI/AAAAAAAAAWk/L-HwueoLR2A/s1600-h/marcha2.png"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SGWgpKw0QXI/AAAAAAAAAWk/L-HwueoLR2A/s320/marcha2.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216752372502774130" /></a><br /><br />Pois, diz que vai estar calor. Mas a partir das quatro, caramba, qualquer factor 20 nos safa. Antes do arraial nocturno na Praça do Comércio, aqui se desfila um orgulho que o é apenas porque há coisas que não admitem meios-termos: o contrário de vergonha é orgulho, orgulho que se pode materializar de cem mil maneiras diferentes, mas orgulho. Orgulho em quem não deixa os seus direitos por mãos alheias. Orgulho em quem não se desculpa pelo seu íntimo, pelo seu ser. Orgulho em quem não fica em casa nem vai para o Colombo. Porque fracturante é a discriminação. E também na rua se travam estas lutas. Não foi tão pouco assim que se conquistou nos últimos anos, graças a uns quantos carolas. E ainda assim, está tão longe de ser suficiente. De nos ser suficiente, a todos e a cada um de nós, até aos que disso não se dão conta...<br /><br /><br />... <span style="font-style:italic;">just for the record</span>, a Teresa e a Lena ainda não casaram, não, e no entanto continuam a ser mulher e mulher.<br /><br /><object width="300" height="80"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/_gz5sJ_TBA/aus=false/"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://media.imeem.com/m/_gz5sJ_TBA/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"></embed><a href="http://www.imeem.com/people/kFRmnRy/music/e2ZGAkOI/ana_carolina_homens_e_mulheres/">Homens e Mulheres - Ana Carolina</a></object>Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-24403469783696602542008-06-28T03:07:00.003+01:002008-06-28T03:19:28.815+01:00o jogoÉ possível. É possível jogar sem alinhar. É possível não aceitar a batota sem ter de recorrer ao moralismo, ao julgamento, à vitimização. É possível fazer pequeninas revoluções diárias apenas pelo cultivo da verdade, mas não pelo medo, pela inocência injustificada, pela tontice revoltosa. É possível até, no fim de tudo, ter gozo com o jogo, com o que se aprende com o jogo. Porque é da ordem natural das coisas, talvez. O Bobo é a melhor das cartas do Tarot. Tem em si as cores de todos os elementos, fogo água terra ar, e por mais que os outros não se mostrem à altura e isso se traduza em porrada, o Bobo recusa fechar-se, recusa-se a morrer aos poucos. O Bobo confia. É bobo. Mas não é parvo.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-10712422515427236302008-06-27T01:47:00.003+01:002008-06-27T02:13:21.238+01:00some of them are just transcendental, some of them are just really dumbTudo desligado da corrente. Tudo cheio de amor desencantado, de irónica esperança, de uma inteligência construída em subtilezas, em pequenos ferrões destilando um doce veneno, em escondidos afagos, em cruas palavras. Faltaram-me algumas, a galinha de cabeça cortada, o <span style="font-style:italic;">how fucking romantic</span> urso amestrado, as pequenas palavras com o valor do chá da China. Mas o livro do amor, ah, o livro do amor, tão despojado, tão vulnerável, tão medrosamente carinhoso, uma voz grave, um alaúde, uma guitarra e uma outra voz muito longínqua, brilhando no prazer de não ser ouvida, apenas intuída, e o silêncio absoluto absorvendo tudo sob o tecto académico. Depois de me ter saído de cima uma tonelada —ou menos—, depois da surpresa doce e clara deste alívio, depois do tempo passado num circo movido pela combustão de uma estranha <span style="font-style:italic;">bonfire of vanities</span>, era esta a recompensa que eu merecia. A tranquila carícia dos mundos a que pertenço mas que não pretendem possuir-me, e mais um aprofundado e despretensioso ensaio sobre como less is oh so much more.<br /><br /><br /><object width="300" height="80"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/X5fHsRA09F/aus=false/"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://media.imeem.com/m/X5fHsRA09F/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"></embed><a href="http://www.imeem.com/people/kFRmnRy/music/c2z_wnTv/magnetic_fields_all_my_little_words/">All My Little Words - Magnetic Fields</a></object>Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-71643078561355491122008-06-26T14:25:00.005+01:002008-06-26T15:04:36.950+01:00divergências significantes: as vitóriasAs vitórias são pessoais. E algumas são tão pessoais que só cada um, dentro de si, reconhece o seu tamanho. Subir degraus mil em dois dias. Saber que o que se fez é bom por dentro e por fora. Guardar as experiências até ao tutano e perceber até que ponto as escolhas nos fazem sentido. Aprender, aprender, aprender, aprender sobre nós e sobre o mundo. Saber por experiência entre que mundos se quer viajar e que dimensões paralelas se quer continuar a recusar. Saber que não nos perdemos no túnel de chamas. Saber quem somos. Saber a cada dia mais sobre o que somos, e descansar sabendo que nem por um momento nos traímos. Estar-se bem onde se está, mas continuar a sentir ao chegar vontade de partir para outro lugar. Escolher, como Jeremias, a luz franca do lado de fora. Estou aliviada. Estou acordada. E estou feliz. Saltei a fogueira. Venci.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-87466503407959246472008-06-24T22:44:00.004+01:002008-06-24T23:11:37.426+01:00morta [mas só de cansaço]Estou no inferno na terra. Aquela história do Corto, de os amigos se fazerem no inferno, tem-me dado um jeitão. Amanhã, por esta hora, estará tudo a acabar, como um sonho confuso, mas o grosso do caminho, o mais espinhoso, está ainda por palmilhar. Há pessoas das quais provavelmente nunca me teria aproximado se não fosse por esta bizarra [para mim] circunstância. Hoje uma dessas pessoas chorou nos meus braços sem me sugar nem um bocadinho de energia. Franca, frágil e forte, doce. Chegue ou não ao fim do caminho, voltemos ou não a cruzar-nos, a mim já me ganhou.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-80732943771189484202008-06-23T11:51:00.005+01:002008-06-23T21:19:07.135+01:00conquista de domingo [ou A vida é feita de pequenos nadas]Está nos dedos e na língua o Enfim SOS. Parece que só se ouve essa palavra, fala perene dentro da nossa voz... Para quê? Para nada, para nenhum espectáculo, para nenhuma audição, para nenhum evento. Apenas porque me apetece. E porque se lê também ao contrário, SOS. Antes assim. Não há nada como o lanço circular de um motor ternário. O cha-cha-cha da amiga Fátima, já há muito que deixou de fazer-me sentido... <span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;">[a colocação coxa do pronome é intencional, ó Rodrigues... só para não entrares para aí em hiperventilação, jejeje]</span><br /><br /><object width="300" height="110"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/tf_RnmBv_d/aus=false/"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://media.imeem.com/m/tf_RnmBv_d/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" width="300" height="110" wmode="transparent"></embed><a href="http://www.imeem.com/people/kFRmnRy/music/FRmvXyzb/srgio_godinho_enfim_sos/">Enfim S.O.S. - Sérgio Godinho</a></object>Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-6886709750783162902008-06-22T23:48:00.004+01:002008-06-23T10:20:47.039+01:00des.en.cadeiaHoje não digo mal da Paula Moura Pinheiro. Foi um serão bem passado, entre a clareza de Irene Pimentel e a delícia que é ouvir Rui Zink dissertar sobre a necessidade do feminismo e de se ser feminista, ambos de acordo sobre o perigo dos ismos, ambos lúcidos e claros nos argumentos e nos factos. Não consigo fazer de conta que não vejo o ar encantado de uma mulher face a um homem que diz coisa com coisa; nem que esse mesmo homem, por vezes bastante insolente, usou nas palavras e no tom uma suavidade que me fez sorrir e pensar:—é isto um cavalheiro. Cabeças limpas, e ainda assim lá estão todas as pontas, todos os códigos. Claro que o programa tem sempre um registo de cultura progressista cheia de classe, presta-se pouco a grandes irreverências. Mas a verdade é que se respirou um clima que me deixa entre a satisfação e a interrogação. É dos diabos, isto. Ainda por cima, a conversa pôs-me à procura desta cena que não revia há anos. There was never a man like my Johnny, canta a Peggy Lee, mas o desenlace, na terra, de arma na mão, pertence às mulheres, graças à inteligência e à sensibilidade de Nicholas Ray. <br /><br /><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CukyCIzBbtw&amp;hl=en"><embed src="http://www.youtube.com/v/CukyCIzBbtw&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object><br /><br /><br />Isto tudo a propósito <a href="http://congressofeminista2008.org/index.php">deste congresso</a>, oitenta anos depois do último.<br /><br /><a href="http://congressofeminista2008.org/index.php"></a><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SF7jUGoCYaI/AAAAAAAAAWE/-zGzPlN2rBI/s1600-h/CartazCongresso.jpg"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SF7jUGoCYaI/AAAAAAAAAWE/-zGzPlN2rBI/s320/CartazCongresso.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214855353057042850" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /><div style="text-align: right;"><span class="Apple-style-span" style=" ;font-size:10px;">cartaz de Agostinho Santos</span><br /></div></div>Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-4039293250723912442008-06-22T01:37:00.001+01:002008-06-22T02:23:46.859+01:00primeiro verão<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SF2bU7h8ozI/AAAAAAAAAVU/jkh1LYvakmA/s1600-h/ver%C3%A3o1.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SF2bU7h8ozI/AAAAAAAAAVU/jkh1LYvakmA/s320/ver%C3%A3o1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214494727444669234" /></a><br /><br /><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"><br />Femme qui vous accordez avec la bouche du poète, ce torrent au limon serein, qui lui avez appris, alors qu'il n'était encore qu'une graine captive de loup anxieux, la tendresse des hauts murs polis par votre nom (...), Femme qui dormez dans le pollen des fleurs, déposez sur son orgueil votre givre de médium illimité, afin qu'il démeure jusqu'à l'heure de la bruyère d'ossements l'homme qui pour mieux vous adorer reculait idéfiniment en vous la diane de sa naissance, le poing de sa douleur, l'horizon de sa victoire.<br />(Il faisait nuit. Nous nous étions serrés sous le grand chêne de larmes. Le grillon chanta. Comment savait-il, solitaire, que la terre n'allait pas mourir, que nous, les enfants sans clarté, allions bientôt parler?)</span><br /><br /><div style="text-align: right;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: 10px; "><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;">René Char, "Seuls Demeurent", in </span></span><span style="font-style:italic;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: 10px; "><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;">Fureur et Mystère</span></span></span><br /></div><br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SF2bW1vQY5I/AAAAAAAAAVc/9XcMdfRf0I4/s1600-h/ver%C3%A3o2.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SF2bW1vQY5I/AAAAAAAAAVc/9XcMdfRf0I4/s320/ver%C3%A3o2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214494760249615250" /></a><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SF2bYQVTfPI/AAAAAAAAAVk/f-cAJNX2Eo0/s1600-h/ver%C3%A3o3.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_x7baV6TLp3I/SF2bYQVTfPI/AAAAAAAAAVk/f-cAJNX2Eo0/s320/ver%C3%A3o3.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214494784568392946" /></a><span class="Apple-style-span" style="font-size:x-small;"><div style="text-align: center;">Castelo, Junho de 2008<br /></div></span>Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-66413547041959261412008-06-21T13:04:00.007+01:002008-06-22T17:47:05.871+01:00adenda em delayNos homens as alterações de humor em trabalho tendem a ser demonstrações de poder, sinal de força, de superioridade, de decisão, uuuuiiii que tesão. Já nas mulheres são antes sintoma de histeria, de desequilíbrio emocional, de incompetência, de TPM.<br /><br />É um mundo tão engraçado, este... mas vou ver se anoto uns itens para utilizar no caso de algum dia vir a estar na posição de entrevistar um homem para um trabalho:<br /><br />1. é casado, junto, namorado? @ seu/sua companheir@ satisfá-lo sexualmente? se não, como é que o seu sistema nervoso lida com isso? sofre de síndrome de abstinência, fica rabugento, com dores de cabeça, etc etc etc?<br />2. gosta de futebol? quando o seu clube perde tem vontade de desatar à porrada com toda a gente, ou fica stressado ou mal-disposto?<br />3. está disposto a respeitar as suas colegas como profissionais competentes antes de pensar no quanto gostaria de lhes saltar para a espinha?<br />4. até que ponto tem o seu complexo de Édipo resolvido?<br />5. está a pensar frequentar um ginásio, ou não? é que essa barriguinha... e sabe como é, numa mulher uma barriguinha é sinal de que é maternal, ou de que é auto-confiante e se está marimbando para as dietas; agora num homem, traduz-se em duas palavras e uma proposição: barril-de-cerveja. [grazie mille, MPR, és um companheirão...]<br /><br /><br />Gosto. Nada disto é dispiciendo no que toca ao bom-ambiente no local de trabalho. Ou então se calhar começar a avaliar as pessoas pelo trabalho que mostram, em vez de pelo género que têm... hmmmm, não, não teria metade da graça.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-27772726.post-3374991912836949642008-06-20T12:46:00.002+01:002008-06-20T12:57:34.757+01:00e quando menos se espera os posts vêm ter connoscoFinalista do curso de cinema com experiência em televisão, atrás e à frente das câmaras, desdobra-se em entrevistas de trabalho. Três exemplos da alegria que é ser mulher.<br /><br />Entrevista 1:<br />— Está a pensar engordar, emagrecer, ficar na mesma?<br />— Não sei, não estou a pensar nada, portanto devo estar a pensar ficar na mesma...<br />— Boa, que você assim está bem gostosinha. Tem é que tirar um pouco esse ar de menina. É preciso que qualquer homem que olhe para si tenha vontade de foder.<br />— Mas afinal esta entrevista é para quê?...<br /><br /><br />Entrevista 2:<br />— É casada, solteira, tem namorado?<br />— Aaahhh... não, neste momento não tenho namorado.<br />— Ainda bem. Se estivesse a pensar casar-se ou ter filhos proximamente era mais difícil.<br /><br /><br />Entrevista 3:<br />— Nós costumamos ter períodos de rodagem muito prolongados. Tem algum problema com isso?<br />— Não, não, eu estou habituada.<br />— Óptimo. E tem síndrome pré-menstrual?<br />— Hã?... Não, por acaso não costumo ter.<br />— Ainda bem, porque com as rodagens longas as alterações de humor são complicadas.<br /><br /><br />Façamos o que fizermos, corremos o risco de ser entrevistadas por chulos. E o mais triste é que lhes respondemos. Devíamos já estar programadas para recusar certo tipo de perguntas. Porque nós podemos culpar a TPM pelas alterações de humor. E os homens. Qual é a desculpa? Ou só eu é que tenho tido o azar de apanhar com homens alterados, mal-criados e com péssimo humor?<br /><br />País machista? Nããããã... Isto transpira igualdade a cada passo do caminho.Manelhttp://www.blogger.com/profile/09516575112597365739noreply@blogger.com