tag:blogger.com,1999:blog-264868592008-02-23T19:37:27.926ZLinhas de PensamentoCreephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comBlogger24125tag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-16987353734480871002007-11-03T20:56:00.000Z2007-11-03T20:59:22.910ZNoite tempestuosaEstava escuro, a cama pouco aquecia esta noite gélida e tempestuosa, com as beiras da água a embaterem no parapeito da janela… Lá fora a luz da lua estava escondida por detrás das impiedosas nuvens que cobriam todo o horizonte… As brumas instalaram-se nas ruas, e com o frio a estremecer o meu corpo, refugiei-me no teu! Abracei-o sem demoras, envolvi-me com paixão, cobri-me de felicidade e calor, entrelacei os meus dedos nos teus longos fios de cabelo… Aqueci os meus lábios nos teus, imaginei os teus olhos a fecharem, enquanto os meus estavam enterrados nas profundezas do prazer… A noite era agora quente por baixo dos lençóis, lá fora a chuva continuava a cair, o som que se ouvia era proveniente das gotas de água, das folhas a mexerem ao sopro sincronizado dos ventos, os carros não saíram esta noite… Ela era minha e tua, nesta cama, nestas horas a amar…<br />Com as nossas faces apoiadas uma na outra, ouvíamos o mundo lá fora, e contemplávamos de satisfação este momento só nosso…<br />O quarto começou a queixar-se dos transtornos causados pela fúria da tempestade, e eu, triste e consciente, levantei-me com a amargura incurável e fechei a janela deste sonho a amar…<br />A vida não é senão a procura da contemplação, o desbravar da solidão, a tortura incessante e ofuscada pela desconsolada consciência da realidade!!!<br />A vida não é senão a consciência da morte…<br /><br />Beijos e abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-47937032627663364812007-09-12T17:29:00.000+01:002007-09-12T17:37:55.762+01:00O regresso das tormentasOla a todos, o meu regresso demorou, mas a muito custo acabou por chegar.... Peço desculpa a todos aqueles que aguardaram por novos post's. Espero que comentem o regresso de novas tormentas, “aturmentadas” pela inequivoca batalha entre o espaço e o tempo....<br />As tormentas que em outrora foram o meu problema são agora a minha solução. Esta minha esquizofrenia desorganizada que perturba o meu já pensamento desorganizado questiona se o seu problema é a solução, ou se porventura a sua solução já foi o seu problema… a minha mente deprimida racionaliza a dor que se colonizou no meu corpo e que agora é uma flora residual instalada na triste coronária da amargura, que subitamente apaga a minha existência com um enfarte agudo da minha consciência, naquela dor crónica das lágrimas que beijaram as rosas que caiem como chuva…<br />Sinto um tormento ao pensar que eles são meus “irmãos”, sinto um desconforto ao pensar que eles são meus cúmplices, neste meu crime, neste meu rastejar pelos corredores da fantasia, da gloria e da magia. São eles que todos os dias me corroem um pouco da minha alma, da minha esperança e do meu orgulho. Sociedade que nos liga por cordões imaginários onde todos partilhamos dos meus direitos e dos mesmos deveres, sociedade utópica desenhada à semelhança da desgraça e da morte.<br />Sinto um tormento todos os dias ao acordar, uma desagradável sensação de inferioridade, de submissão para com a minha felicidade, que ficou dentro do ventre da minha mãe no momento do meu nascimento.<br />Sinto um tormento todos os dias ao deitar-me, uma angustia profunda e dilacerante que corrói a minha alma, que esquarteja a minha paciência e que me atira para mais uma noite de pesadelos, de sonhos aterrorizados com a realidade que me escapa, como que se aquela em que eu todos os dias sobrevivo não chegasse para me afundar na dolorosa sensação de infelicidade.<br />Para ser sincero, sinto um tormento só de pensar que existo, naquele pensar como prova de existência…<br />O navio vai passar, as ondas vão cessar e a areia vai parar…. Mas tudo quanto me acorda um dia vai morrer, talvez depois de mim, mas nunca antes de eu chorar todas as lágrimas com que eu enchi este mar.<br /><br /><br /><br />Beijos e abraços a todos....Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-77863203562475081322007-04-06T14:16:00.000+01:002007-04-06T14:22:55.384+01:00"Como vamos pagar as contas?"Ola a todos,<br />antes de mais gostaria de pedir desculpas por nunca mais ter publicado nenhum post, mas acreditem que foi por escassez de tempo e de oportunidades. O post que se segue vem como sequência de um livro que li há já algum tempo, e após essa mesma leitura decidi realizar uma pequena reflexão que agora, aqui, neste espaço imortal, nestas penetrantes linhas do pensamento vos exponho, com a esperança convicta de que não há nada mais belo do que umas boas palavras nos momentos certos...<br /> “Quanto tempo nos resta? Como vamos lidar com isto? Como vamos pagar as contas?”(Mitch Albom, 2003). A simplicidade existencial por todos nós representada, ganha a sua forma suprema quando confrontada com a morte. No livro “As terças com Morrie” de Mitch Albom é retratado de uma forma simples e pragmática toda a razão da nossa existência, toda a beleza natural que nos escapa por entre os dedos. Não se trata de uma obra prima, longe disso, no entanto, retrata uma situação clara para abrirmos as portas à nossa capacidade inteligível e à consciencialização de que afinal, toda as nossas vivências são repercutidas com a morte, e a partir daí nada mais podemos fazer, a não ser evidentemente, deixar algo de útil nesses últimos dias.<br /> Após a notícia de que possuía uma doença degenerativa do sistema nervoso central, esclerose lateral amiotrófica, Morrie e sua esposa, questionavam-se sobre o seguinte: “quanto tempo nos resta? Como vamos lidar com isto? Como vamos pagar as contas?”. Estas três questões seguiram-se após o médico explicar em que consistia esta patologia e após dizer ao casal que Morrie iria morrer, uma vez que não existem tratamentos possíveis para atingir a cura e poder-lhe, por fim, salvar a vida. Foi-lhes dito igualmente que esta doença lhe iria destruir o corpo de uma forma “lenta” e “gradual” até morrer. Mas mesmo assim questionaram-se com estas três inofensivas, defensivas e desesperadas questões. Nada deve ser mais brutal na vida do que nos dizerem”caro amigo chegou a sua hora”… Mas o que mais me perturba com toda esta história é o “como vamos pagar as contas?”, obviamente que não me passam despercebidas as outras duas, mas o que mais me perturba é o facto de mesmo após a percepção de que a morte chegou, ou que está prestes a chegar de uma forma inglória, as contas a pagar serem um dos principais pontos a preocupar. É deveras triste que isto aconteça entre nós, é simplesmente degradante a ideia de que nada nem ninguém consiga viver dois segundos livre de contas, livre de numerários. Eu faço parte obviamente desta teia económica que não nos deixa tempo para mexer, mas no entanto, era interessante abordar esta questão… Como vamos pagar as contas quando soubermos que vamos morrer? Será que vamos pagar as contas?<br /> A morte é, sem quaisquer dúvidas, o principal medo de todos os seres, é sem dúvida a razão primordial pela qual todos nós vivemos… Nada morre sem estar vivo. Mas porque será que este termo tão antigo, quanto a vida, ainda nos assusta? Não sei responder a esta questão, mas sei que após a informação que um individuo receba a constatar-lhe o facto de que vai morrer, a reacção não deverá ser agradável, ainda para mais quando sabe que vai ter que “pagar as contas”. É uma realidade com a qual todos estamos familiarizados, e mesmo sendo órfãos de benefícios fiscais (dignos de o serem), temos que contribuir directa ou indirectamente para a continuidade e regeneração social. É engraçado imaginar que no momento da nossa morte vamos estar a calcular todos estes números. Mas enquanto seres livres e responsáveis, é assim que funciona a nossa sociedade.<br /> Por variadíssimas vezes assisti a discussões de elementos da mesma família a discutir a forma mais inteligente para pagar o caixão a um familiar que ainda se encontra vivo. Por inúmeras vezes assisti a irmãos se chatearem por a distribuição monetária proveniente dos pais não ser divisível por igual, entre todos. Afinal, o que é a morte nos dias de hoje? Será que os sociólogos e psicólogos estudam estas questões? Seria de todo interessante encontrar respostas sobre o que é a morte no final de “contas”.<br /> É exequível imaginar a morte como o final de uma pessoa, e não a morte de mais uma pessoa. Ela é diferente em si mesma e de outra qualquer, ela foi responsável por mais um virar de página deste longo livro que é a vida, mas muitas vezes interrompido para outros capítulos, por este separador que é a morte.....<br /><br />Beijos e abraços para todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1166798150704260932006-12-22T14:35:00.000Z2006-12-22T14:35:53.010ZExistencialismoOla a todos,<br />Por vezes sinto que todo o passado no qual me construí poderia ter sido outro, outro que não este, mas interrogo-me concomitantemente se seria tudo igual!? A resposta é fácil, mas sempre um pouco constrangedora...<br />Ser este “eu”, construído e reconstruído ao longo dos anos, é um processo inevitável de todo o ser humano, no entanto, sinto que ao lembrar-me de todos os pormenores, aqueles que apenas são guardados com duas ou três imagens, apaziguadas e adormecidas com o passar dos anos, fico repleto de sentimentos que senti outrora. É uma sensação por vezes arrepiante, outras vezes dilacerante e em outras ocasiões confortante. Aquelas imagens que ficaram guardadas nas nossas mentes retratam algo que as palavras nem sempre conseguem transmitir, ficamos portanto com um fácies adequado à respectiva sensação. A “fotografia” que está guardada no nosso cérebro é muito mais que um desenho, eu diria mesmo que é um sentimento ou conjunto deles configurados e compactados numa “fotografia”, como que se essa imagem ocupasse muito menos espaço do que todas as palavras, e que no entanto transmite a mesma mensagem. <br /> Ao lembrar-me de todo o processo a partir do qual me fui construindo, sinto que andei por um caminho cheio de buracos, muitos deles que pisei, muitos deles que saltei, mas ao pisar cada um deles fez com que me atrasasse no caminho, mas fez também com que não pisasse muitos outros, mas será que esse pisar é uma forma simples e pragmática de “aprender e de apreender” em sociedade?! Não sei, é uma resposta simples, convincente?! Talvez, mas creio que não seja só isso. Creio que sim, que o perfeccionismo é a resposta mais adequada para toda a problemática do existencialismo. Penso que ao querer atingir a perfeição e não o conseguindo conheço os meus limites, e a partir daí delimito o meu campo de acção, o meu campo de intervenção. Talvez sejam os erros que condicionam toda a existência, e sendo esses mesmos erros bons e maus, eles irão desencadear toda uma construção pessoal e/ou intelectual, daí que sendo eles erros, não poderão ser conotados de apenas maus, mas também bons, porque uma vez que são fundamentais para a construção individual, naquele objectivo intrínseco de atingir a perfeição, eles são essenciais para toda a configuração da existência. <br /> A razão pela qual eu me interrogo constantemente acerca do meu passado é a necessidade que tenho em saber se tudo o que fiz poderia tê-lo feito de outra forma. Eu saber que sei não é suficiente, preciso de saber a razão pela qual toda esta problemática interfere com o meu bem-estar neste preciso momento. A razão pela qual fico deprimido ao lembrar-me de tudo. O procurar as respostas só me encaminham para mais dúvidas, e penso que ao deambular por este caminho sinto-me cada vez mais perdido. Acredito que nunca vou encontrar as respostas, acredito que um dia vou resignar-me a esse facto, e ao constatar com tudo isto ainda fico mais constrangido, sinto que estou perdido neste emaranhado de pensamentos, e por vezes necessito de colocar um ponto final nesta frase diária, e recomeçar outra frase ou paragrafo, mas no final do dia coloco as mesmas questões, e por fim coloco outro ponto final. Será isto o Existencialismo?<br /> Muitos autores exploraram e exploram esta temática do existencialismo, mas resta sempre algo por dizer, algo que não consegue ser devidamente explícito. Penso que todo o homem quando nasce é perfeito intelectualmente, uma vez que estão abertos todos os caminhos, mas com o passar nas portagens, vamos perdendo certas habilitações, perdendo-as voluntária e involuntariamente. A criança tem uma perspectiva do universo muito mais criativa e original, penso que se ela guardasse essas capacidades, e juntando-as posteriormente ao conhecimento que até então adquiriu conseguiria ter um panorama muito mais alargado de tudo aquilo que a rodeia. A necessidade de se adaptar o mais rápido possível a todas as rotinas económicas e sociais da nossa sociedade é um dos factores delimitadores dessa capacidade construtivo-intelectual. A cultura organizacional é portanto o principal inimigo do desenvolvimento intelectual, “perfeccionista” e existencialista.<br /> Os cientistas procuram a todo o custo descodificar o código genético, para que a partir daí consigam manipular e controlar o ser humano, enquanto que os “cientistas sociais” procuram descodificar o comportamento humano, tentando quase de uma forma matemática formular uma equação social. O problema que se coloca é a diversidade existencial de cada um, que em si mesmo é diferente. Seria, no entanto, extremamente aliciante encontrar estas respostas. Do foro pessoal, penso que seria quase impossível chegar a tais conclusões, não querendo dizer com isto que concordo ou discordo com tais objectivos das ciências sociais. O que quero dizer é que, ao se descobrir parcial ou totalmente esta fórmula, seria mais fácil educar todas as crianças, reeducar todos os adultos, construir os novos muros na solidariedade humana, compaixão terrestre, perfeita utopia existencial.<br /> O existencialismo é portanto uma disciplina riquíssima quando é abordada e estudada, e com benefícios extremamente proveitosos para todo o ser, mas claro, não podemos é cair no mesmo erro que todas as ciências naturais caíram quando exploraram certos temas que envolviam interesses para além daqueles que deveriam ser essencialmente sociais e não particulares.<br /> <br />Beijos e abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1163170640044741012006-11-10T14:57:00.000Z2006-11-10T14:57:20.056ZDilema democráticoOla a todos,<br />Caros leitores, em primeiro lugar gostaria de pedir desculpas por nunca mais ter actualizado este blog, mas acreditem que isto se deve ao facto de a minha disponibilidade ser quase nula.<br />Neste post abdiquei de mais um tema subjectivo e procurei uma temática que me perturba e que penso ser de extrema importância para todos vós, seres humanos pensantes e deliberadamente críticos desta sociedade contemporânea cronologicamente, e muito atrasada intelectualmente. <br />Nos últimos tempos tenho-me deparado com um dilema interessante, a que eu chamo de “dilema democrático”. A democracia define-se como um regime político governado pelo povo. Ou melhor, o povo no seu todo, sem excepções, escolhe, exercendo o seu direito de voto, um conjunto de indivíduos, partido político, para exercer o respectivo mandato de governação. O problema que se coloca na minha perspectiva é se o voto por si só deve ser generalizado, ou seja, as pessoas que não possuem o mínimo de conhecimentos para poder decidir quem na realidade reúne as condições para exercer tal postura estatal, no caso das legislativas ou presidenciais, deverá exercer o direito de voto?!, não quero com isto dizer que apenas as pessoas com um requisito mínimo de habilitações literárias devem exercer este direito, ou que alguém não deverá votar, o que quero dizer, é que no momento das campanhas eleitorais deverá realizar-se uma correcta transmissão de informação, e não canetas, isqueiros, calendários, bandeiras, e outras fantochadas politicas sem o mínimo de consciência social. Preocupam-se em gastar 25 milhões de euros em material para as campanhas eleitorais, e no que diz respeito a conferencias publicas, sem jantares à mistura, não se pode presenciar a nem uma… E é nestas condições mesquinhas que eu enquanto participador activo na politica nacional tenho que sofrer com os votos de milhares e milhares de portugueses que são “alugados” a votar em determinado partido. É este o “governo do povo para o povo”.<br />Existem dois tipos de democracias: a democracia directa, em que o povo decide constantemente acerca das decisões a tomar; a democracia representativa, que foi aquela que eu descrevi atrás. Obviamente que uma democracia directa não fazia o mínimo de sentido, uma vez que se as pessoas não têm o mínimo de consciência para escolher um grupo representativo, muito menos têm para decidir a aprovação ou não de uma determinada lei.<br />O direito a que as pessoas têm de expressar as suas ideia e vontades na praça publica é outra questão interessante, isto porque há quem faça disso uma banalidade, em que a ideia é apenas a consciencialização de palavras de um pensamento perdido no meio do vazio dos seus cérebros. A democracia Portuguesa pode ser caracterizada da seguinte forma: é a vontade de 10 milhões de pessoas numa semana em escolher alguém que decide durante quatro anos. Quem disse que eu queria que decidissem sem pensar?! Quem disse que é correcto, alguém escolher sem saber escolher?! Andar de carro sem carta de condução é crime?!, exercer o papel de médico ou enfermeiro sem o respectivo diploma é crime?!, votar sem ter conhecimentos para tal deveria ser crime?! Recordo que esta minha opinião não se baseia na ideia de que apenas uma elite deve votar, deverão sim votar todos os portugueses, que tenham conhecimentos sobre a situação político-económica do pais, de forma a que consigam à luz das suas concepções escolherem um governo de direita, de esquerda ou do centro, que esteja mais habilitado para poder exercer as suas directrizes enquadradas no respectivo estado do pais. Para isto a prevenção e a cura são apenas uma: a educação.<br /><br />Beijos e abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1160309521863751572006-10-08T13:12:00.000+01:002006-10-08T13:12:01.876+01:00Adoro-te...Com muita dificuldade, escrevo estas palavras… a penumbra encolhe e abre meus olhos, mas eu resisto após drogas e álcool terem percorrido minhas veias, e digo-te neste ultimo suspiro diário: Adoro-te, como poucos deuses conseguem, e poucas estrelas ousam brilhar. Eu adoro-te como a única coisa que sei fazer…<br />Eu sei fazer, à quanto sei… Sei porque não sabendo fazer mais nada, valorizo a única que sei. E valorizando a única que sei, sei que a fazendo sinto-me bem…E naquelas ruas apertadas pela chuva que cai, onde as pessoas se acoitam por baixo de varandas de andares, eu deambulo no meio, sem ninguém para estorvar… E como é bom assim sonhar, pelas ruas apertadas das espaçosas mentes humanas. Eu sei que assim a voar, não haverá tempestade que me possa acordar.<br />Os teus lábios registam o teu pensamento, naquele nascer de palavras, naquele nascer de lamentos. Creio que o dia já morreu pelos subúrbios da noite, creio que o meu já resplandeceu, no leito de teu corpo, onde me deito no teu peito, e suspiro nos teus lábios. Como meu corpo se encaixa no teu, neste deslumbramento, neste perfeccionismo intelectual de se saber estar, de se saber gostar, de se poder amar… são longas estas horas, longas a amar…<br />Não me desculpo se não souber amar, não me consigo perdoar, pois como vos disse, sendo apenas isto que sei fazer, eu não posso falhar. <br />Contorno o teu corpo para desvendar todos os pormenores, e ao amar desta forma única e irredutível, descubro que para além de saber amar também gostava de ser amado. É um dilema para o qual a paixão nasceu, ela nasceu para dois seres ao mesmo tempo e se possível no mesmo espaço amarem, se completarem, é este o dilema que eu percorro sempre que pretendo amar. Ah, como eu te adoro, como eu sofro ao fazê-lo, como eu sofro ao dizê-lo… Não por medo de o revelar, mas por medo de o exaltar, de enaltecê-lo no teu pensamento, e perdê-lo no teu espírito.<br />São tempos de glória, aqueles em que eu reino no meu império, neste ofuscado campo de sentimentos, de lutas pelo trono, de sangue pela conquista, neste terreno em que minha espada corrompeu todas as lágrimas que me fizeram chorar.<br />Como és linda minha princesa, dona deste trono que era só meu.<br /><br />Olho para a luz dos teus olhos<br />e sinto minha alma renascer...<br />Os teus cabelos desenham ondas<br />Sem o mar se aperceber...<br /><br />Tens o dom da beleza <br />Estampada na tua face...<br />Tens o véu branco da pureza<br />A contornar a sua base...<br /><br />És bela como os anjos...<br />E não posso jamais duvidar<br />Dessa bela realidade<br />Que é a tua face a brilhar! <br /><br />Deixas meu corpo comprimido,<br />Meus lábios semiabertos,<br />E à espera de um beijo teu<br />Aguardo por meus desejos secretos…<br /><br />Teu corpo deixa marcas nesta areia,<br />E nem com a água das marés<br />Consigo esquecer aqueles dois minutos<br />Da profunda dor de te deixar de ver....<br /><br />Beijos e abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1158669931339534272006-09-19T13:45:00.000+01:002006-09-19T13:45:31.396+01:00LiberdadeLiberdade, aquela palavra originária do grego, libertas, que significa independência, que têm que estar associado forçosamente a outra, respondere, também do grego, que significa responsabilidade. Ou seja, temos uma independência ligada a uma responsabilidade, uma liberdade responsável, se preferirem. Até que ponto esta responsabilidade, imposta por regras, leis, directrizes, entre outros, limitam o nosso espaço de manobra para a tal liberdade, para a tal independência?! Obviamente que limita, e muito, mas não poderia existir outra forma de se ser livre, só assim faz sentido ser-se independente, de modo a que ninguém veja os seus direitos, para exercer tal qualidade, presos aos direitos dos outros. Mas nem sempre foi assim, nem sempre todos tiveram os mesmos direitos para exercer a liberdade pela qual todos sonhavam e ambicionavam, foram anos de tristeza e massacre, aqueles em que muitos humanos lutavam e reivindicavam por serem felizes, junto dos seus, junto da glória, junto do amor, bem junto da liberdade. <br />Hodiernamente, todos nós somos livres, ou melhor, vivemos dizendo que sim, mas pensando e agindo como se não o fossemos. Todos nós nascemos com estas virtudes implementadas nas nossas constituições, e no fundo nunca soubemos o que era ser não livre, nunca acordamos presos à dependência. No final de contas como poderei imaginar-me não livre, se na realidade nunca o fui?! Será que sei ser mesmo independente, não me parece. Nenhum de nós do povo pós 25 de Abril o sabemos fazer, somos umas marionetas que dançamos ao som dos nossos governantes.<br />E o amor, ele deixa-nos ser livres?! Também não me parece que assim seja. O amor são correntes de aço que nos trancam o coração, que nos prendem a uma felicidade que todos nós ambicionamos. E só nos apercebemos da relação (des)proporcional entre o amor e a liberdade, quando nos falta uma delas. Assim sendo, quando temos um amor mas não a liberdade, não podemos amar conforme a nossa vontade, e quando temos a liberdade e não o amor, sentimo-nos pequenos animais esquartejados e ensanguentados, presos em jaulas de aço, com as pernas acorrentadas e os braços submetidos e rendidos bem atrás, bem no fundo da nossas costas. Apenas o estômago está livre, com aquelas dores intensas e violentas, que nos sufocam os pensamentos. <br />Ser-se livre vai muito mais para além da constituição da Republica, ela nasce bem no interior do nosso cérebro, e vai até às profundezas do cérebro do outro. <br />E vocês?! Que me dizem acerca da liberdade?! Melhor, que me dizem acerca da vossa liberdade?!<br /><br />Deixo-vos com mais um dos meus poemas, um poema escrito com a sensação de se ser livre, livre no respeito e no amor, livre de rigidez, longe das correntes, e bem perto das minhas pirâmides…<br /><br />Multiplicam-se as equações da vida,<br />Em busca da solução para o amor...<br /><br />Escavam-se trincheiras de horrores<br />Para libertar as almas dos velhos trovadores, <br />Que há muito tempo, <br />Muito tempo mesmo,<br />Perderam seus poderes na ânsia de uns amores....<br /><br />E nesta profundeza de mágoas, <br />Aquela calma e tranquilidade,<br />À muito afogadas… <br />Eu as tento resgatar das impiedosas garras,<br />Daquela que foi a mais bela formula da saudade....<br /><br />Aquelas duas páginas voltadas<br />Com as cores da liberdade...<br /><br />Beijos e abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1157029560780146912006-08-31T14:06:00.000+01:002006-08-31T14:06:00.870+01:00AmizadeA amizade é sem duvidas o maior trunfo emocional que cada um de nós tem. A amizade ocupa um espaço emocional tão grande que aquando da sua falta são dores que jamais poderão ser aliviadas. São dores que nos acompanham durante uma vida, são dores que não dão tréguas e que ainda nos deixam passos de medo neste areal da vida. <br />Neste post vou colocar dois poemas, dois poemas que tratam duas épocas da minha vida, um deles escrito por dois grandes amigos, dois grandes irmãos, duas grandes pessoas que me acompanham nas tormentas da vida há já muitos anos, muitos anos que parecem poucos, de tão forte sentimento que por eles sinto. O poema é intitulado de “OMC para sempre”.<br />O outro poema que fará parte deste post é intitulado de “Meu amigo”, foi escrito por mim, em homenagem a todos os meus amigos, quer aqueles que respiram o mesmo ar, quer aqueles que já respiraram….<br /><br /><br />OMC para sempre<br /><br />Vale mais o meu nada<br />Que o meu todo!<br />Quando tinha os lábio<br />De mulheres para voar,<br />Dizia ter tudo…<br />Quando a vida me fodia<br />Dizia não ter nada.<br />Tinha sempre tudo,<br />OMC para sempre…<br />Uma vida cruel, a eterna tristeza,<br />O cizeiro a encher sobre esta mesa…<br />A esperança infinita,<br />De uma felicidade impossível,<br />Esta puta de vida,<br />Deixa-me sensível!!!<br />Mais um cigarro,<br />Mais um pensamento,<br />Mais um desejo,<br />Mais um descontentamento.<br />A vida acaba, o amor morre,<br />Mas a amizade fica!<br />OMC para sempre…<br />Se a vida só nos faz sofrer,<br />Qual o sentido de viver?<br />Se o amor só nos traz desilusões,<br />Qual o sentido de amar?<br />A resposta é só uma<br />-OMC-<br />A minha razão de viver!!!<br /><br /> Luis Campos e Cesar Bento<br /><br /><br />Meu amigo<br /><br />Enquanto a chuva cai,<br />E as tempestades rugem,<br />O dia adormece na sua noite profunda…<br />As estrelas acordam<br />Na sua sublime luminosidade<br />Enquanto o mundo se deita<br />Na sua obscuridade…<br />As minhas mágoas levantam-se sobre as brumas<br />E na mais pura solidão das alegrias<br />O teu abraço envolve o meu infortúnio…<br />Tu tens a palavra que os deuses subscrevem,<br />A palavra pelo qual os demónio se debruçam,<br />Tu tens a palavra da dor e da magia,<br />Tu és e serás, sempre, o meu único amor<br />Tu és e serás, sempre, a barreira para a dor<br />Tu és e serás, para sempre, o meu Amigo!!!<br /><br />Beijos e abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1156686224155145682006-08-27T14:43:00.000+01:002006-08-27T14:43:44.166+01:00Homem vs Máquina (continuação)O homem por si só não constitui a grande “máquina” destrutiva e/ou construtiva, mas possui aquilo a que eu designo de potência máxima de “crescimento abstracto”, o seu cérebro. O homem não possui as garras de um poderoso leão, nem os dentes afiados de um tigre, nem mesmo as belas asas de uma ave de rapina ou a força brutal de um elefante, mas possui a destreza prima de se adaptar a todas estas habilidades, o pensamento.<br />Mas será que na actualidade todas estas qualidades se evidenciavam sem a máquina? Trata-se uma vez mais de uma questão sem fundamento pelo facto de a génese desta ser ascendente do homem. Mas remato novamente a questão…. Será que tal facto comprime ao homem o poder ou a liberdade de controlar tudo e todos sem o mínimo de consciência ética? Não, nada de nada torna o homem habilitado de pensar que a sua intelectualidade lhe permite destruir a mais bela lei da vida, a mais bela capacidade de regeneração natural, e talvez por isto o homem se elimine a si próprio por uma questão de supremacia racial e/ou intelectual.<br />Com tudo isto poderíamos, por fim, concluir que o homem não precisa de nada nem de ninguém para perder consigo mesmo um combate, a sua capacidade de autodestruição por questões capitalistas que o libertaram da natureza, como diz o grande Karl Marx, levam a este a manipular a sua própria existência. E como diz Gould, o homem é mais uma espécie terrestre que entrará na luta pela permanência na Terra, e que por fim irá extinguir-se, e dar lugar a outras espécies que melhor se adaptem às condições exigidas previamente pela mãe Natureza.<br />Assim podemos concluir que não é preciso um combate formal entre o homem e a máquina para que este o perca, é preciso sim um pensamento consciente e responsável para que este perceba que não é um elemento acima da natureza, mas sim uma espécie vulnerável como todas as outras, que necessita de respeitar aquilo que lhe deu a luz da vida, uma infância nos seus braços e uma velhice que lhe proporcionou a experiência de que tudo aquilo que fez poderia tê-lo feito de outra forma, mas ainda assim lhe deu e lhe dá todas as condições para remendar o mal que gerou, e por fim voltar a viver, com uma liberdade responsável, claro. Assim, podemos dizer que antes de o homem destruir a máquina iria acabar por se destruir a si mesmo, perdendo um combate, que à partida seria de fácil resolução.<br />E com este post, queria apenas dizer que temos que apelar à nossa criatividade e à nossa inteligência para construir novos “tetos” para dormirmos seguros e tranquilos de todo o mal que anteriormente nos acordava...<br /><br />Obrigado pela paciência ao lerem estes dois post's,<br />Beijos e abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1156685256141890622006-08-27T14:27:00.000+01:002006-08-27T14:35:03.223+01:00Homem vs Máquina - Parte 1O homem e a máquina constituem as duas entidades mais problemáticas do planeta. Mas porquê falar da máquina como uma entidade autónoma exterior ao homem quando foi este que a construiu? A ideia deste post é mesmo essa, constatar que a máquina é uma consequência da inteligência do homem, e que poderá por algum motivo tornar-se um filho rebelde que anseia libertar-se deste pai biologicamente imaturo.<br />O homem apoderou-se da natureza através da sua capacidade inteligível, conseguindo assim, fazer o oposto de todas as outras espécies, adaptar a natureza a si e não o inverso. A questão que se coloca é se isso será produtivo na/para a eternidade? Bem, esta resposta já foi dada e aceite “universalmente” por “todos”, onde se constatou, que na mais pura realidade do verde dos campos, e que no mais límpido azul dos oceanos, irá reinar sem o mínimo de subtileza, o cinzento da produção do homem/máquina. Assim, podemos apercebermo-nos da relação íntima entre o homem e a sua mais bela produção, a máquina, mas imaginemos por instantes uma rivalidade entre estes, um “combate” inesperado entre ambos. O que aconteceria? Quem ganharia? Caros leitores, deverão estar a dizer em coro que “claro que seriam os homens”! Mas será mesmo?! Antes de responder a esta questão fulcral, será pertinente falarmos um pouco de ambos e tentar procurar as suas fraquezas e as suas forças.<br />Apesar de ter sido o homem a criar a máquina, e por isso ser mais lógico começar por ele, vou fazer o inverso, começarei pela máquina.<br /><a name="conteudo">Podemos definir máquina, de uma forma simples e pragmática, como um aparelho ou instrumento próprio para comunicar movimento ou para aproveitar e pôr em acção um agente natural</a>. Este utilizar da máquina implica sempre a acção ou controlo do homem, do seu criador nato. Trata-se de um qualquer utensílio ou instrumento formado de peças móveis. A máquina constitui o maior trunfo do homem, pois é através dela que o homem comunica com toda a natureza, é através dela que conseguimos construir, destruir, reconstruir, é através dela que conseguimos aumentar o tempo de vida, ou seja, é através dela que é possível crescer no espaço e no tempo. Mas será que a utilização da máquina transforma-se assim numa questão tão linear? Obviamente que não. O homem conseguiu também através da máquina ter efeitos nocivos para com a natureza e para com os seus irmãos. Não alargando mais esta perspectiva, podemos dar como exemplo as duas grandes guerras, a destruição da camada de ozono e suas implicações na mãe natureza, a destruição de grandes ecossistemas para construção de infra-estruturas, entre muitas outras.Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1154776630118321102006-08-05T12:17:00.000+01:002006-08-05T12:17:10.906+01:00SilÊncio dos inocentes....Era uma vez uma criança…de grandes olhos azuis, devidamente desenhados, com um cabelo castanho claro, que brilhava intensamente quando o sol nele incidia. A sua estatura era evidentemente reduzida, transparecendo uma beleza acrescida.<br /> Algures numa manhã de sol poderoso, esta pequena criatura deambulava num jardim, longe do olhar dos pais, e encontrando uma borboleta a voar em redor dos seus olhos desistiu de explorar o seu saco de bolos, concentrando-se unicamente naquela animal de cores brilhantes a bater as asas desesperadamente. Subitamente e sem porquê é “atropelado” inconscientemente por um “gigante”, que descontraidamente ou apressadamente por ali circulava. A criança com os seus olhos azuis, agora fechados devido à intensidade do choque, cai no solo, sujando a sua roupa clara naquele lamacento corredor. Segurando aguerridamente o pacote de bolos e sob o olhar inteiro deste adulto levanta-se, desajeitado e despreocupado da importância de estar bem arranjado. Após levantar-se tira um dos seus bolos e oferece-o a este adulto…que por sua vez dispara um gesto brusco com o braço na ainda tenra mão da criança, que liberta por falta de forças o bolo neste solo sujo de vivências.<br /> A criança por sua vez leva a sua mão sã em direcção à outra, lesada, tapando-lhe o queixoso dorso da mão, numa tentativa inata de a aquecer, livrando-a de dor. Os seus olhos azuis, agora esbugalhados, contorcidos de dor, olham para cima, e fixando o estranho, vêm o respectivo corpo desaparecer por aquele caminho agora feio de emoções… segurando ainda o saco com bolos, a criança pega aquele que estava perdido naquele chão insensível, libertando-o no caixote de lixo mais próximo. Agora caminhando em direcção aos seus pais, que descontraidamente estavam sentados num banco de jardim a olhar para aquela paisagem agradável, onde cegonhas flutuavam num lago, a criança fixa os seus pés com o olhar de forma a que ninguém o veja, e após ter chegado junto de seus pais diz, com a voz rouca e deprimida, “vamos para casa, estou com sono”…<br /><br /> Quem nunca se sentiu, mesmo sendo adulto, como uma criança desprotegida?! Quem nunca sofreu em silencio, por algo desnecessário?! Quem é que nunca viu alguém partir com a sensação canibalesca de objectivo cumprido?! Será mais fácil corrigir a postura de uma destas crianças?! Será que já não adianta mudar o comportamento de alguns “animais”?!<br /> O nosso olhar incrédulo perante a postura de muitos adultos, que unicamente se preocupam com o seu ego, não percebendo ainda que uma sociedade envolve forçosamente uma solidariedade, seja com a mesma cultura ou não, com ou sem a mesma religião, uma vez que todos nós possuímos cérebros com características idênticas, com a diferença de poderem ter mudado devido ao trabalho por ele exercido. Muitos nunca chegaram a perceber que ele se desenvolvia consoante a sua actividade, outros trabalhando-o perderam a capacidade de o activar adequadamente, deixando o seu sistema límbico tomar conta das operações.<br /> Passam os anos, somam-se as experiências, e nunca deixamos de ser crianças a deambular, longe do olhar dos nossos pais…<br /><br />Não há nada mais frustrante na vida<br />Do que a incapacidade de lutar por ela...<br />Procurar no outro lado a falta deste,<br />Encontrar no outro a raiz do meu medo...<br />É este o silêncio dos inocentes...<br />Atropelar a consciência do outro pela minha insanidade,<br />E deixar de acreditar na liberdade<br />É esta a puta de noção<br />que conhecemos da igualdade!!<br />Acreditar no peso das lágrimas,<br />Em função do cumprimento das mágoas...<br />É esta a dor da nossa solidariedade...<br />Ai como eu gostava de ser criança<br />Para poder pensar...<br />Como gostava de ser um pássaro para poder gritar...<br />Como gostava de te matar para poder acreditar...<br />É esta a tristeza da nossa cumplicidade...<br />Viver o passado das guerras,<br />O presente da pobreza<br />E o futuro do desconhecido...<br />É este......O silêncio dos inocentes!!!!<br /><br />Beijos e abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1153427353634041382006-07-20T21:29:00.000+01:002006-07-20T21:29:13.706+01:00Uma noite única...São zero horas… A noite começa e eu sei que não vou simplesmente descansar…<br />Passa uma hora, e de seguida chega às duas…<br />São duas da manhã, meu corpo não se adapta à exigência do permanecer impávido e sereno nos corredores… Aquela necessidade intrínseca e fisiológica de ter que descansar, terá que ser satisfeita mais logo… Longe do meu imaginar… Por agora imagino 30 pessoas que momentaneamente meus cuidados possam precisar…<br />São três da manhã… Este edifício tão grande que à pouco não parava de gritar, esporadicamente e sem porquê, parou de se amargurar… Tudo dorme quando nada de estranho está para acordar… <br />São quatro da manhã, as luzes começam a dormir, começam a fechar-se na solidão do espaço. São quatro horas em que os sons se apagam, os corredores enchem-se de vazio. As luzes apenas marcam a presença de alguém, alguém esse que não dorme, apenas vê dormir. Mas neste ver dormir e não puder, neste esperar pelas oito, nesta angústia de alguém chamar, eu penso… partilho este tempo vazio com o meu pensamento. Deambulo pelos corredores, olho para estas paredes onde muitos já choraram, mas também muitos já sorriram, e conto os anos de sua sobrevida… tantos anos a cuidar, tantos anos a chorar. Que espaço ingrato para se estar.<br />Os minutos correm a uma velocidade mínima, ainda não passou as quatro e já as minhas pálpebras me provocam para uma batalha que eu não posso desafiar… Viro as costas a essa luta, e continuo a dar passos no corredor ofuscado. Os meus pés pontapeiam o nada à espera que subitamente aconteça algo de extraordinariamente novo, mas nada, nada desperta o meu olhar. Apenas despertam a minha audição com uma campainha. O que será? Quem será? Vou ver, e nada vejo para além de mais um em muitos outros a sofrer. Acaricio a sua mão e digo “está tudo bem, descanse”… Mas será que está?! Continuo a deambular passos perdidos neste território ambíguo.<br />São cinco da manhã, as luzes brilham com a mesma intensidade. Não são lamparinas, mas pouco mais iluminam nesta noite tão quente. Através da janela vejo as estrelas cintilarem. E uma vez mais penso, quantas pessoas estarão a sorrir para estas estrelas?! Quantas serão que estão adorar o seu brilhar?! Mas não, não neste hospital…<br />São seis da manhã, as luzes ainda não podem acordar… É cedo para despertar e cedo para me afundar num leito de conforto. Começam a ouvir-se pequenos gemidos de dor. Pequenos sons de solidão, por acordar num espaço frio de cores e quente de emoções. “Falta pouco”, é o que digo, “para quê” não me pergunte… “falta pouco”… começam invariavelmente a despertar em dores e pedidos, e eu digo “ainda é cedo”… Irónico, eu aqui desgastado a queixar-me… Mas no fundo, ainda é cedo…<br />São sete da manhã, e as luzes começam a acordar… Alguns começam a levantar-se e a explorar este espaço, para tratar autonomamente o seu corpo… Com supervisão, que de super tem pouco, controlo os seus passos em modo de segurança… as minha pálpebras continuam cinicamente a desafiar-me. São horas de terminar o que foi iniciado. Vou outra vez pegar na mão daquela velhinha de tristezas, que ainda chora desde as quatro… “Que mais posso fazer por si?!” Nada mais posso fazer do que me sentir ainda mais inútil. Dou-lhe drogas?! Era fácil, assim iria adormecer, e quando eu já cá não estivesse alguém lhe limparia as lágrimas… Mas não… Pego-lhe a mão e digo-lhe “é lindo o seu olhar…”, e subtilmente solta-se um sorriso forçado de “obrigado”, e momentaneamente deixam de correr lágrimas… Consegui, sou útil, fui útil…<br />São oito da manhã com luzes fortes a rasgar os meus olhos a fechar… Acabou, por hoje…<br />Acabou…<br /><br />Beijos e abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1152627200888507822006-07-11T15:13:00.000+01:002006-07-11T15:13:20.930+01:00SaudadeEm tempos de mundial, muitos de nós choraram, mas muito de nós também rirem... E no final, acabamos todos com uma lágrima a escorregar pela face... Mas o que é certo, é que Portugal é muito maior na história... Não somos provincia de ninguém... Somos grandes, só que num pequeno país...<br />Deixo-vos com um poema em honra à nação...<br /><br />Saudade que és só nossa…<br />Que dos lusitanos és filha única,<br />E deles tu não esqueces,<br />E deles tu não choras…<br /><br />Mas por ti nós choramos,<br />Todas as vitórias e todas as derrotas,<br />E em ti nós libertamos,<br />Aquele sorriso de patriotas…<br /><br />Porque o sangue da conquista<br />E o verde da esperança<br />Fazem de nós, os lusos,<br />Os lusos de pura confiança…<br /><br />Grandes nos mares fomos,<br />E livres na terra somos…<br />Porque ter-se seiva de humano<br />É amar-se … À lusitano… <br /><br />Abraços e beijos a todosCreephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1151087495751063712006-06-23T19:31:00.000+01:002006-06-23T19:31:35.826+01:00Linhas de PensamentoOla a todos,<br />caros amigos, queria dizer-vos que os post publicados anteriormente ainda estão abertos a comentários... Podemos sempre recuar um pouco no tempo para perspectivarmos um pouco o futuro...<br />O post de hoje reflecte um pouco a forma como todos nós reagimos à perda de "alguém" que não nos passa indiferente... Aquelas lágrimas constrangedoras de fraqueza, de incapacidade física e mental de reagir, aquela incapacidade de acreditar que tudo poderá mudar um dia, ou não... Melhor, aquele discernimento mental de procurar manter a calma....mas não, acabamos sempre por nos rendermos às algemas do sofrimento...<br /><br /><br />Sou um triste guerreiro,<br />De espada quebrada…<br />Sou um para sempre perdedor,<br />De alma esmagada…<br /><br />Lutei sem parar,<br />Pelo trono do amor,<br />E o que ganhei por amar<br />Foram lágrimas de dor…<br /><br />Eram muitos inimigos,<br />Com raiva de milhares,<br />Que nunca souberam que amar,<br />Era simplesmente acreditar…<br /><br />Dói, e não vai cessar,<br />Esta dor de guerreiro…<br />Choro, e não vou parar,<br />De simplesmente lutar…<br /><br />E com a espada fracturada,<br />Vou rastejar pelos tempos,<br />Com a esperança de que os ventos<br />Te libertem, minha amada…<br /><br />Porque no fundo<br />Sou um guerreiro com dores,<br />Que apenas acreditou que o mundo<br />Fosse um espaço sem horrores….<br /><br />Abraços e bejos para todosCreephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1150561784162015902006-06-17T17:29:00.000+01:002006-06-17T17:29:44.173+01:00Será medo?!A vida que todos nós “vivemos” é metade nossa e metade de “alguém” que se ainda não apareceu, mais tarde irá aparecer. É como que se a liberdade fosse dona do nosso corpo e o “alguém” dono do nosso cérebro. Não precisa de controlar necessariamente o nosso cérebro, mas é responsável pela sua liberdade natural e involuntária. O “alguém” trata-se de um conjunto de pessoas com as quais a nossa existência não vivia bem na sua ausência. Esta força "hipócrita" a que me refiro, escapa-se por entre os nossos dedos quando a queremos agarrar, e escapa-se por entre as linhas do nosso pensamento quando a queremos imaginar. Não há lágrimas que nos dêem a misericórdia e a paz dessa frustração.<br /> Não sei o que se entende por felicidade, mas aquilo em que eu acredito, é que a felicidade não é uma meta, mas sim um caminho que nos levará atà à morte, e à consciencialização de que nunca fomos felizes…<br /> <br /><br /><br />A vida prolonga-se por entra as linhas<br />Do meu pensamento,<br />A morte cresce a cada momento<br />E a criança que em nós despertou,<br />Metade morreu fora do tempo<br />Tendo a outra resistido,<br />Simplesmente sofrendo…<br />Começo a deixar de perceber o amor,<br />E ao invés…<br />Começo a familiarizar-me com o terror…<br />Não sei se a vida está a acabar<br />Ou se a morte está a começar…<br />Não sei se é o mesmo,<br />Ou o inverso!?<br />Ou se será simplesmente<br />O medo……<br /><br />Este foi o poema mais difícil que eu alguma vez escrevi… Mas são estas as linhas do meu pensamento…Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1150034313120859102006-06-11T14:58:00.000+01:002006-06-11T14:58:33.170+01:00Universalmente humanoCaros amigos,<br />No decorrer desta semana vi-me confrontado com um caso de pura injustiça social e decidi partilhar convosco esta situação, e por fim expor-vos o poema que escrevi após ter “chorado” tudo o que havia para dizer.<br />Uma senhora com 30 anos, de nacionalidade estrangeira e não legalizada no nosso país teve o azar, e reforço esta ideia, teve o azar, de ser atropelada. E quando me refiro a esta ideia de azar, quero dizer que para além de ter sido gravemente lesionada, ainda por cima não teve o direito a qualquer indemnização, pelo facto de ser uma cidadã clandestina. Trata-se de um ser humano, em Portugal, Espanha, Brasil, China, em qualquer parte do mundo, ela é um ser humano. Obviamente que tem que respeitar as regras subjacentes ao país no qual está inserida, mas também não pode simplesmente ser menosprezada por um atropelamento, no qual não teve qualquer culpa (ia a atravessar uma passadeira).<br />Mas também “ninguém disse que iria ser fácil” (Chris Martin).<br />Trata-se de uma situação revoltante e deprimente, porque são uma série de azares para uma mesma pessoa, que a vão acompanhar até aos últimos segundos da sua existência terrestre. Esperemos que na sua “vida” celestial não tenha que preencher documentos de identificação, ou caso tenha que os preencher, que não hesite.<br />Não podemos ficar indiferentes a estes casos, porque são situações demasiado delicadas para fecharmos os olhos, mas também não temos muito mais para fazer do que dar forças a estas pessoas e apoiá-las em tudo aquilo que elas possam necessitar de nós. E aqui falo como enfermeiro.<br /><br />Na desgraça da solidão,<br />Pessoas rasgam a legislação…<br />Para simplesmente poderem acreditar,<br />Que poderão viver a amar…<br /><br />Porque de país em país saltam,<br />Para não desistirem de sonhar…<br />Mas eles sofrem sem parar,<br />E mesmo assim, ninguém os ouve a chorar!!!<br /><br />Mas será que as lágrimas<br />Do filho doutra nação,<br />São mais leves que as minhas mágoas?!<br />Ou será apenas a minha emoção?!<br /><br />Só sei que para adorar<br />É preciso o coração acordar,<br />Porque todo o ser estendido num pano,<br />É universalmente humano...<br /><br />Abraços a todos....Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1149345490337811392006-06-03T15:38:00.000+01:002006-06-03T15:38:10.373+01:00Olhos de revoltaCaros amigos,<br />lamento não ter colocado nenhum post nas últimas semanas, mas infelizmente o tempo e o espaço estiveram um pouco desencontrados, na possibilidade de o publicar.<br /><br /><br />Porque me olhas com lágrimas,<br />Se apenas não tens sorte???<br />Porque pensas e não respondes<br />E apenas pensas na morte???<br /><br />Sorri como nunca foste acarinhado…<br /><br />Na vida todos morrem,<br />E na morte poucos vivem…<br />Porque ninguém sorri com a luz<br />Que foi roubada da tua cruz!!!<br /><br />Pensa como nunca foste recordado…<br /><br />Porque o criador não fez arte,<br />Apenas pincelou sem preocupação<br />Um pesadelo que em Marte<br />Era uma simples explosão…<br /><br />Caminha como nunca foste procurado…<br /><br />Não fui eu que escrevi a dor,<br />Apenas pensei nela em versos!<br />Não fui eu que pintei o horror,<br />Apenas o imaginei numa tela…<br /><br />Salva como nunca foste liberado…<br /><br />Tem calma amigo,<br />Não te percas nas brumas da inveja,<br />Acredita que no teu sorriso<br />Tens remédio e não vingança…<br /><br />Acredita como nunca foste abençoado…<br /><br />Teus olhos transpiram revolta…<br />Tuas feridas são para a lembrança<br />De no caminho de volta<br />Seres tu a verdadeira esperança!!!<br /><br />Sorri como nunca foste acarinhado…<br />Pensa como nunca foste recordado…<br />Caminha como nunca foste procurado…<br />Salva como nunca foste liberado…<br />Acredita como nunca foste abençoado…<br />Mas por favor, não morras apaixonado…<br /><br />Abraços a todos...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1148135308488159792006-05-20T15:28:00.000+01:002006-05-20T15:28:28.530+01:00Choro por todos os que riemOlá caros amigos,<br />venho aqui recordar algo que me custa lembrar. Custa imaginar que jovens raparigas entreguem os seus corpos ao desespero. Ao desespero de simplesmente não ter outra solução.<br />A solução de um problema nem sempre tem formulas sociais preconizadas, mas não deixa de ser deprimente que o corpo, que à partida é uma representação social, que é a forma mais fácil de encarar o outro seja comercializado. Basicamente, é deprimente que o nosso eu exteriorizado para o mundo, seja trocado por umas moedas... Mas é igualmente deprimente, ver que existem criaturas que disso fazem uma forma de diversão. Mais ainda, não deixa de ser miserável esta forma de estar na vida, quer pelos "vendedores", quer pelos "compradores", que infelizmente são ou serão o exemplo para alguém.<br /><br /><br />O mundo roda sem pedir,<br />E pessoas morrem sem querer…<br />Choro com a dor do não sorrir<br />De milhares de crianças a morrer…<br /><br />Jovens almas dão seus corpos,<br />Aos carniceiros compradores…<br />Aquela vida que é de todos,<br />E por todos trocada com horrores…<br /><br /> Velhos pecadores fumam seus charutos<br />À luz dos milhares perdedores…<br />E nas cadeiras de cabedal pensam e decidem<br />A vida dos, sempre tristes, sentados nos corredores…<br /><br />Choro por todos os que riem…<br />Sou o deus do não pecado<br />Abraço aqueles que choram<br />E desprezo quem está abençoado…<br /><br />Porque lutar sem perder,<br />É como respirar sem fumar…<br />E perder sem lutar,<br />É como chorar sem soluçar!!!<br /><br />Abraço a todos.....Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1147540339216449222006-05-13T18:12:00.000+01:002006-05-13T18:12:19.246+01:00RealidadeRealidade<br /><br />A diferença entre todos nós<br />é a forma como vimos a mesma realidade...<br />Aquela palavra salvar<br />que por vezes é confundida com aquela de acreditar!!<br /><br />A culpa foi de quem acreditou<br />um dia....<br />Que todos seríamos iguais<br />a ele mesmo...<br />em si diferente...<br /><br />Beijar teus lábios<br />Foi acreditar num tudo novo!<br />Foi agarrar a vida com entranhas a lutar....<br />Foi confiar em alguém<br />que tudo pensou ser igual...<br /><br />E agora?! A quem choro?<br />Se chorar é para ti igual<br />A todas as minhas lágrimas<br />Que eu vi na paz dos anjos<br />Afogar.....<br /><br />Não será de todo igual ou parecido<br />O meu amar, a adorar<br />Há daquele profeta que com seu sangue<br />Simplesmente queria procurar<br />a subtileza dos mares na profundidade do matar?!...<br /><br />É esta a realidade<br />por nós pintada<br />nos céus de luar<br />sem tela para desenhar...Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1146762082987190362006-05-04T18:01:00.000+01:002006-05-13T15:41:11.793+01:00Semana académicaA minha voz rouca manifesta todo o entusiasmo de uma semana académica que teima em não me deixar fechar os olhos. Milhares de alunos dançam ao som da música universitária, trocam pés de dança por pés de boémia e no final deste ainda curto filme, todos sorriem por não ter nada para chorar.<br />É esta a minha voz rouca de paixões e de emoções.<br />É esta a minha voz rouca escrita em linhas de pensamento.<br /><br />Abraço, CreepCreephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1145580039370168112006-04-21T01:40:00.000+01:002006-04-21T01:40:39.383+01:00Dura realidadeEstou neste exacto momento a escrever as minhas últimas palavras deste dia. Acabo de sair de um café depois de ter bebido algum alcool. Sinto a minha paz aterrorizada pelo facto de amanhã estar levantado às oito horas da manhã. Como é terrível esta realidade. Eu simplesmente queria ser feliz, LIVRE.... Meus amigos, democracias, comunismos, ditaduras, monarquias, eu simplesmente queria ser feliz e livre. Mas não.... Mortal ou Imortal... Nada dirá o fututro... Sou eu.... Sóbrio ou bebado.... Sou eu....Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1145453276544774352006-04-19T14:27:00.000+01:002006-04-19T14:27:56.553+01:00Linhas de PensamentoExperiênciaCreephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1145452499331248482006-04-19T14:14:00.000+01:002006-04-19T14:14:59.330+01:00Creephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-26486859.post-1145452442810119222006-04-19T14:11:00.000+01:002006-04-19T14:15:18.420+01:00O primeiro diaEste é o primeiro dia deste jovem blog.<br />Espero poder partilhar muito do meu tempo e dos meus pensamentos neste espaço aberto de ideias e de experiências....<br /><br />AbraçoCreephttp://www.blogger.com/profile/09638293872937412177noreply@blogger.com