tag:blogger.com,1999:blog-26276587057942842242008-10-07T22:34:12.076+01:00O Cachimbo de MagritteManuel Pinheirohttp://www.blogger.com/profile/02753328447107401271noreply@blogger.comBlogger2763125tag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-31775787029019433422008-10-07T20:23:00.004+01:002008-10-07T20:34:40.749+01:00Corporativismo em causa própria<div align="justify">Por sugestão do <a href="http://atlantico.blogs.sapo.pt/2057531.html">Bernardo</a>, fui ouvir a entrevista de <a href="http://tsf.sapo.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1022971">Miguel Esteves Cardoso na TSF</a>. É um regalo para o ego de qualquer blogger. A dada altura, MEC diz que "se não houvesse os blogues estávamos todos tramadíssimos (...)". Logo a seguir: "Os blogues são uma coisa maravilhosa, a melhor coisa que aconteceu em Portugal no século XX. Sem dúvida nenhuma". E mais adiante, contra aqueles que olham com desdém para a blogosfera: "Os blogues estão muito à frente da imprensa". </div><div align="justify">Depois ainda dizem que isto não serve para nada...</div>Miguel Morgadohttp://www.blogger.com/profile/11488284260675271409noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-92229645400126543902008-10-07T18:31:00.001+01:002008-10-07T18:47:09.976+01:00Museus: estado da arte<div align="justify"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOqDzLARg5I/AAAAAAAAA98/WIhFdMavL1M/s1600-h/Friedrich_Cloister_Cemetery_in_the_Snow_1817-19.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254156830431609746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOqDzLARg5I/AAAAAAAAA98/WIhFdMavL1M/s400/Friedrich_Cloister_Cemetery_in_the_Snow_1817-19.jpg" border="0" /></a><br />O inquérito aos museus que o <em><strong>Público </strong></em>editou ontem (com o título, tão exacto como doloroso, "Retrato da crise nos museus") devia levar-nos a pensar nos tratos de polé que o país tem dado ao seu património cultural. O desastre não é novo e foi já apontado por muitos, até aqui no <strong>Cachimbo. </strong>Cito só uma dos primeiros parágrafos do artigo: <em>"O problema mais premente é o da falta de guardas e vigilantes. Sete museus </em><em>viram-se obrigados a reduzir o horário de abertura ao público ou a fechar salas, três não o fizeram mas dizem que há possibilidades de se verem obrigados a isso. E os que conseguiram evitar essas medidas dizem, em vários casos, que isso se deve a um esforço adicional das equipas que têm</em>." </div><div align="justify">É fácil atribuir culpas a Isabel Pires de Lima, a anterior Ministra da Cultura, pela sua aposta suicidária no que já chamei "política cultural de fachada" - o investimento em actividades de grande brilho mediático, como a exposição do Hermitage, enquanto a rede de museus morre discretamente de asfixia. É fácil e é justíssimo. Mas, para além da conduta lamentável do Ministro A ou B, a sociedade portuguesa deveria perguntar a si mesma o que quer do seu património museológico. E qual o lugar do património, por exemplo em comparação com os famigrados subsídios à criação artística, nas políticas de cultura. </div><div align="justify">Para se ter uma ideia do que estou a dizer, note-se que o artigo em causa zurze o caldinho do Hermitage, e faz bem, mas não diz uma palavra sobre o caldinho muito maior do Museu Berardo. (Caldinho esse em que Isabel Pires de Lima esteve quase a fazer o que devia: só foi pena aquele problema na coluna que a impediu de se demitir). É que na arte contemporânea não se toca, como deviam saber os trogloditas que se atreveram a questionar a encomenda pelo São Carlos de uma ópera milionária a Emanuel Nunes.</div><div align="justify">Eu sei que esta visão da cultura é conservadora, elitista e de direita. </div><div align="justify">Ainda bem. Porque foi a visão da esquerda, pseudodemocrática e práfrentex, que nos deixou onde estamos. </div>Pedro Picoitohttp://www.blogger.com/profile/15735192349523505490noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-40547657493557661942008-10-07T18:27:00.002+01:002008-10-07T19:16:00.246+01:00Eduardo Lourenço<a href="http://2.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOug2x35TeI/AAAAAAAAA-E/jOVCM_I-Z7I/s1600-h/e.+lourenço.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254470253218975202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOug2x35TeI/AAAAAAAAA-E/jOVCM_I-Z7I/s400/e.+louren%C3%A7o.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">No momento em que escrevo, decorre na Fundação Gulbenkian uma homenagem a Eduardo Lourenço, depois de dois dias de colóquio sobre a sua obra. Só ele conseguiria reunir em celebração marxistas como Saramago e conservadores como Adriano Moreira, socialistas como Jaime Gama e laranjinhas como Teresa Gouveia, republicanos como Manuel Alegre e monárquicos como Mendo Castro Henriques, católicos como João Bénard da Costa e ateus como Lídia Jorge, a esquerda de António Pinto Ribeiro e a direita de Vasco Graça Moura. Os seus admiradores são, à imagem dos seus livros, um reflexo da história recente de Portugal.</div><div align="justify">Entrevistei-o hoje de manhã e mantém-se, aos 85 anos, de uma lucidez e de uma ironia capazes de fazer inveja a muitos jovens, entre os quais este vosso criado. Citou Mattoso e os Gato Fedorento a propósito da identidade nacional e fez revelações surpreendentes sobre Sá Carneiro. Vinte minutos de festim intelectual em que o roubei ao Centro Nacional de Cultura, organizador do colóquio e da homenagem, e de que darei mais notícias brevemente.</div>Pedro Picoitohttp://www.blogger.com/profile/15735192349523505490noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-39375686404456545302008-10-07T16:02:00.009+01:002008-10-07T16:41:26.047+01:00O 'propagandês'<a href="http://3.bp.blogspot.com/_5OaFoHg38rg/SOt93Ok1OmI/AAAAAAAAAfQ/8a9pVb528RM/s1600-h/magritte2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254431778016672354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="319" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5OaFoHg38rg/SOt93Ok1OmI/AAAAAAAAAfQ/8a9pVb528RM/s400/magritte2.jpg" width="428" border="0" /></a><br /><div align="justify">Já conhecíamos o ‘politiquês’ como caricatura do discurso político. Com este Governo ficámos a conhecer o ‘propagandês’, um novo estilo que consiste em governar em função da mensagem que se quer passar à opinião pública.<br />Veja-se a Educação. Sendo uma das áreas de maior fragilidade do Governo, com a contestação generalizada de pais e professores, foi natural escolher das escolas como palco privilegiado de propaganda. Com o pretexto do arranque do ano lectivo, montaram-se várias acções de campanha em escolas públicas, com a presença em peso do Governo a distribuir computadores, incluindo o inevitável ‘Magalhães’.<br />Quando se anunciou que a taxa de retenções (ou “chumbos”) no ensino básico e secundário foi a mais baixa da última década, uma estranha suspeita pairava no ar. Ainda se ouviam as acusações das Sociedade Portuguesa de Matemática (e da de química, entre outras) sobre a diminuição do nível de exigência nas provas nacionais do ano passado. Mas como uma das promessas eleitorais tinha sido reduzir para metade o insucesso escolar, não se hesitou em nivelar por baixo para embelezar as estatísticas.<br />Uma das características do ‘propagandês’ é a utilização do Estado como instrumento político. Aproveita recursos públicos para fins partidários. Não se inibe sequer de utilizar quem não pode responder à letra, como as crianças do ensino básico. Neste caso foi o ministério da educação, mas outros exemplos podem ser apontados, como as operações policiais montadas para os directos televisivos ou as recentes campanhas do ministério da economia de apoio às PME. É estranho que só tenham sido publicitadas (TV, rádios e jornais) depois do discurso de reentré da líder do PSD que propôs a aposta nas PME’s para recuperar a economia.<br />Outro ponto é a manipulação dos números. Lembram-se da promessa dos 150.000 novos empregos? O primeiro-ministro veio agora dizer que falava de “emprego líquido”, ou seja, “descontados os empregos que se perderam”. Segundo as novas “contas” o saldo seria (afinal) 133 mil postos de trabalho. Soube-se logo depois que 27% (36.000) destes "novos empregos" de que falava o líder do governo foi criado no estrangeiro, onde duplicou, em três anos, o número portugueses a trabalhar. Tudo isto quer dizer que a meta dos 150 mil empregos está ainda longe. Chega a ser de mau gosto apresentar estes números quando o desemprego atinge 7,3% da população.<br />O estilo ‘propagandês’ assenta numa gestão centralizada e rígida da informação. Com o apoio de agências de comunicação especializadas, as mesmas que prestam serviços às empresas do sector público, montou-se uma poderosa máquina comunicacional para gerir a agenda e “influenciar" a comunicação social.<br />Estão agora <a href="http://www.erc.pt/index.php?op=vernoticia&amp;nome=noticias_tl&amp;id=178">acessíveis partes do processo da ERC sobre as alegadas pressões do primeiro-ministro para travar as notícias sobre a sua licenciatura</a>. Há relatos de telefonemas feitos a jornalistas pelo próprio José Sócrates e por pessoas do seu gabinete. A confirmarem-se são muito graves e indignas de um primeiro-ministro. Não se compreende a omissão da ERC e o (quase) silêncio que se abateu sobre este tema, de enorme gravidade numa sociedade que se pretende de homens livres.</div><br /><div align="justify">[Texto publicado no <em>Diário Económico</em>]</div>Paulo Marcelohttp://www.blogger.com/profile/08905580416229419637noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-85424387106619088582008-10-07T16:01:00.000+01:002008-10-07T18:16:44.138+01:00"Obama-Ayers Connection"A América de Obama (Passado)<br /><br /><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dvROBLortBQ&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dvROBLortBQ&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>Nuno Lobohttp://www.blogger.com/profile/16396491072066180099noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-12521139672399285382008-10-07T16:00:00.000+01:002008-10-07T18:15:27.156+01:00"Obama Youth"A América de Obama (Futuro)<br /><br /><div align="justify"> </div><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LSvBCBnulLs&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LSvBCBnulLs&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>Nuno Lobohttp://www.blogger.com/profile/16396491072066180099noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-12361088535533699072008-10-06T23:52:00.002+01:002008-10-07T00:03:26.706+01:00A minha América<div align="justify">A minha América é uma América da democracia, que não é senão a aristocracia natural. Não é uma América onde é preciso ter frequentado as universidades certas e falar sem sotaque para poder olhar para os outros com orgulho e aspirar a tanto como qualquer outro. É uma América que sabe viver com o perigo, uma América que, como Stendhal diria, sabe que as flores mais belas estão plantadas no limite de uma escarpa. É uma América do ruído, da confusão, da vida em bruto, a América de Hemingway, de Faulkner, de Wolfe: uma América que não vive no conforto da mente mas no mundo lá fora. É uma América do verdadeiro cosmopolismo, onde todas as raças e nacionalidades convivem sem serem obrigadas a pregar o mesmo evangelho e a mesma ideologia. É uma América do comércio livre, onde países diferentes trocam o que têm de melhor. É uma América tão apaixonada pela vida que não hesita em destruir aqueles que apregoam a morte, uma América onde nunca se sabe o que pode acontecer amanhã, onde os grandes programadores do futuro não têm lugar e onde a vida pertence, por inteiro, a quem a vive. </div>André Pessoahttp://www.blogger.com/profile/00397603707088563014noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-50601940513451343272008-10-06T23:46:00.001+01:002008-10-06T23:46:49.846+01:00Vender, vender!<iframe height="339" width="425" src="http://www.msnbc.msn.com/id/22425001/vp/27045406#27045406" frameborder="0" scrolling="no"></iframe>André Pessoahttp://www.blogger.com/profile/00397603707088563014noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-17668868243173759622008-10-06T19:04:00.002+01:002008-10-06T19:19:38.045+01:00Mais educação<div align="justify">Continua o debate sobre educação no blogue do Grupo Parlamentar do PSD. Polémicas à parte, e é bom que haja polémicas porque o tema é importante, chamo particular atenção para dois contributos: o do <a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/11871.html">Paulo Pinto Mascarenhas </a>e o de <a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/11539.html">Gabriel Mithá Ribeiro</a>. Ao contrário da generalidade dos posts, muito sectoriais, ambos colocam a questão num plano mais global- o plano da política propriamente dita. Concordo com o Paulo: o ponto primeiro é a liberdade de ensino. Só com alternativas (ou, se quiserem e não chocar ninguém, com verdadeira e saudável concorrência entre escolas, também no sector público), será possível melhorar o sistema. </div><div align="justify">Quanto ao post de Mithá Ribeiro, é um monumental puxão de orelhas ao PSD pela sua responsabilidade no actual caos. Muito, mas mesmo muito oportuno. Oxalá alguém o leia seriamente na bancada laranja. Só olhando de frente os nossos erros podemos corrigi-los. E o PSD tem muito a corrigir na matéria.</div>Pedro Picoitohttp://www.blogger.com/profile/15735192349523505490noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-24799074812341298572008-10-06T18:19:00.006+01:002008-10-07T17:36:59.863+01:00Bestiário lusitano<a href="http://4.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOpI5rDRLcI/AAAAAAAAA9s/IDIL5tUtPS8/s1600-h/pnr.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254092070927281602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOpI5rDRLcI/AAAAAAAAA9s/IDIL5tUtPS8/s400/pnr.jpg" border="0" /></a><br /><div></div><br /><p align="justify">Já sabia que estavam por aí, espalhados por Lisboa, mas hoje vi um. Enorme, incómodo, gritante, a ocupar toda a Rotunda de Entrecampos. Uma ovelhinha branca defende o território nacional com as patinhas dianteiras em cima do Algarve (Algarve? porquê? o meu Pai não é para aqui chamado... nem o meu Avô, que uma vez passou por marroquino em França), enquanto usa os digníssimos posteriores para expulsar seis ovelhinhas negras. </p><p align="justify">O simbolismo é profundo. Estou certo que algum especialista em mitologia indo-europeia, daqueles que abundam na sede do PNR, poderá explicar que, no sistema cromático do Ocidente, o branco é a cor do bem, da pureza, da luz, e tal, e o preto é a cor do mal, da impureza, das trevas, e não menos tal. Mas eu, que cheguei à cidade (vindo do Algarve, vejam lá como o mundo é pequeno) há apenas duas gerações, perco-me em tanto simbolismo. Pois se nem sabia que a proporção de ovelhas negras e brancas no rebanho nacional fosse de um para seis... Sirva-me de desculpa ter deixado o campo há duas gerações e, portanto, já não perceber nada de ovelhas. </p><p align="justify">O que tem uma consequência muito limitativa: o que vejo ali é um branco a expulsar seis pretos. Falta de capacidade para entender simbolismos, bem sei. Vou ver outra vez, muito devagar. Nã, continuo a ver u-m-b-r-a-n-c-o-a-e-x-p-u-l-s-a-r-s-e-i-s-p-r-e-t-o-s. Se eu fosse advogado, como o meu Avô que passou por marroquino, estava capaz de ir ali ao Código Penal ver se não diz nada sobre incitamento ao racismo e outras coisas simbólicas. </p>Pedro Picoitohttp://www.blogger.com/profile/15735192349523505490noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-28743542988318155932008-10-06T15:48:00.002+01:002008-10-06T15:49:54.434+01:00A coisa está mesmo preta<a href="http://3.bp.blogspot.com/_5OaFoHg38rg/SOolhb3t8VI/AAAAAAAAAfI/PCbb-MPu5sQ/s1600-h/dolar.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254053171628470610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="204" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5OaFoHg38rg/SOolhb3t8VI/AAAAAAAAAfI/PCbb-MPu5sQ/s400/dolar.bmp" width="426" border="0" /></a><br /><div></div>Paulo Marcelohttp://www.blogger.com/profile/08905580416229419637noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-35695484477879426452008-10-06T15:45:00.001+01:002008-10-06T15:47:25.827+01:00Avaliação de desempenhoUma escola com 130 docentes gasta, em média, 1560 horas com a avaliação de desempenho.Ver <a href="http://www.profblog.org/2008/09/uma-escola-com-130-docentes-gasta-1560.html">aqui</a>.Paulo Marcelohttp://www.blogger.com/profile/08905580416229419637noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-42927793444882508642008-10-06T03:49:00.000+01:002008-10-06T03:50:15.584+01:00Gloves off<a href="http://www.nytimes.com/2008/10/06/opinion/06kristol.html">Finalmente</a>.André Pessoahttp://www.blogger.com/profile/00397603707088563014noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-87593052690300329602008-10-05T23:48:00.002+01:002008-10-05T23:52:55.589+01:00A minha América também é outra, caro Barack Obama<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gi3oP74kMjA&hl=en&fs=1&rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gi3oP74kMjA&hl=en&fs=1&rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>André Pessoahttp://www.blogger.com/profile/00397603707088563014noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-48574331365461529892008-10-05T17:41:00.009+01:002008-10-06T01:53:18.703+01:00O humanista da playstation<a href="http://2.bp.blogspot.com/_WtcUxeO_KTY/SOjuznZhi0I/AAAAAAAAAmI/ILGDVX3qkl4/s1600-h/01-playstation-3-1280x960.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253711535844461378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_WtcUxeO_KTY/SOjuznZhi0I/AAAAAAAAAmI/ILGDVX3qkl4/s320/01-playstation-3-1280x960.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">Não percam <a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html">este texto</a>. Não é todos os dias que se pode ler um ensaio a respeito da Educação escrito por um humanista. Não brinco. O autor, que se intitula tranquilamente "escritor", define-se: <em><a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html">'sou um humanista'</a></em> [<em>sic</em>]. Alguém que, por entre a irritante e secundária <em><a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html">'discussão de reformas, sistemas e até computadores Magalhães'</a></em>, consegue aperceber-se do que está <a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html"><em>'na</em> <em>base'</em></a>. Na base. Segundo o autor deste texto básico, o que está então na base? Qual a repugnante entidade que polui toda a bondade intrínseca do edifício educacional, que constantemente atravanca todos os esforços de todos os responsáveis políticos que já por lá passaram? Pondo a coisa nos termos postos pelo autor, de quem é a <em><a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html">'<strong>culpa'</strong></a></em>?</div><div align="justify">Os culpados são aqueles a quem <em><a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html">'ninguém tem coragem de apontar o dedo'</a></em>. Ninguém, tal é a força do bicho. Mas este autor "humanista" aponta o dedo – como uma farpa heróica. E crava-a. Os culpados são umas criaturas sem nome que infestam as nossas escolas e que, teimosas e cegas, insistem em não perceber que o mundo mudou. É gente que ignora que a atenção de uma criança tem que ser <a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html">'<em>disputada com uma playstation'</em></a>, acusa o "humanista" fulminante. Gente que perde tempo em <em><a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html">'guerras e guerrinhas'</a></em> e se esquece dos alunos e do <em><a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html">'seu direito a um ensino de qualidade'</a></em>. Presume-se que, para o "humanista", esse ensino de qualidade passa pela atenção às <em>playstations</em> e nem remotamente passa pela sua cabeça que, muitas vezes, as tais guerrinhas são travadas precisamente para que não soçobre o que ainda vai restando de um ensino digno desse nome. E, ainda mais longínquo para o seu "pensamento", pode muito bem acontecer que, pasme-se, haja uma coincidência entre interesses dessa classe desprezível e direitos dos alunos. Mas não, porque esse bando corporativo continua com os <em>'<a href="http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/10319.html">mesmos métodos e ferramentas que já estavam ultrapassadas no tempo do João de Deus'</a></em>, esse barbudo das <em>Cartilhas</em> e dumas coisas didácticas com que se entretinha, coitado. Seja como for, está aqui uma marca humanista: o autor faz referência a um autor do séc. XIX, perdão, do séc. 19 – nada mau. É verdade que se lhe refere com uma certa condescendência (para não dizer desprezo), mas, nos tempos que correm, <strong>a ignorância montada no desprezo por aquilo que precisamente se não entende</strong> fica sempre bem a qualquer "humanista" que se preze. Na verdade, o que estes "humanistas" preconizam idealmente, é que, nas escolas, as mesas e as carteiras sejam substituídas por manjedouras - o nome da forragem pode variar, desde que propiciadora daquele saudável e "igualitário" olhar bovino. E nem sequer se trata já da lezíria. É o <strong>sucesso</strong> do estábulo. </div><div align="justify">O <em>post</em> do estreito "humanista", pelo modo simplista como ataca e pelo alvo do ataque, não passa de uma apologia da ignorância, da Escola da ignorância. O texto, tal é a sua vacuidade rancorosa, poderia muito bem ter sido garatujado por qualquer assessorzinho da presente ministra da Educação. E esta escolha tão humanista da <em>playstation</em> como critério da Escola seria recebida de braços abertos pela info-parolice "socrática".</div><div align="justify">O autor "humanista" é bem mais <em>sério</em> no <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/">seu<em> blog</em></a> quando está a gracejar, do que ao pôr-se com estas coisas deprimentes e decepcionantes. </div>Carlos Botelhohttp://www.blogger.com/profile/14028738566303419338noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-82146751030757131712008-10-05T16:37:00.002+01:002008-10-05T16:45:37.704+01:00Os Loucos Anos 80 (59)Houve quem lhes chamasse os "Intocáveis". Têm sempre lugar no <strong><em>Cachimbo</em></strong>.<br /><br />The Smiths, "Nowhere Fast".<br /><br /><em>And when I'm lying in my bed /</em><br /><em>I think about life /</em><br /><em>And I think about death /</em><br /><em>And neither one particularly appeals to me /</em><br /><em>And if the day came when I felt a natural emotion /</em><br /><em>I'd get such a shock I'd probably lie /</em><br /><em>In the middle of the street and die /</em><br /><em>I'd lie down and die</em>.<br /><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uzCdf3Myazw&amp;hl=en&amp;fs=1"><param name="allowFullScreen" value="true"><embed src="http://www.youtube.com/v/uzCdf3Myazw&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br /><br />The Smiths, "Half a Person".<br /><br /><em>She was left behind,/</em><br /><em>and sour /</em><br /><em>And she wrote to me, equally dour /</em><br /><em>She said: "In the days when you were hopelessly poor /</em><br /><em>I just liked you more"</em>.<br /><object height="344" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OBj9AQJ3a6I&amp;hl=en&amp;fs=1"><param name="allowFullScreen" value="true"><embed src="http://www.youtube.com/v/OBj9AQJ3a6I&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>Miguel Morgadohttp://www.blogger.com/profile/11488284260675271409noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-18578983664025824382008-10-04T12:21:00.002+01:002008-10-04T12:49:13.188+01:00Correio-Expresso: "a pior crise desde 1929"<a href="http://1.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOdTCWSaH4I/AAAAAAAAA9k/SCJCKej24Cc/s1600-h/warhol-dollar-sign.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253258790158606210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOdTCWSaH4I/AAAAAAAAA9k/SCJCKej24Cc/s400/warhol-dollar-sign.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOdEMZgH3pI/AAAAAAAAA9c/EAW07K-XD0Y/s1600-h/Friedrich_Cloister_Cemetery_in_the_Snow_1817-19.jpg"></a>Outro dos temas tratados hoje pelo <em><strong>Expresso </strong></em>é a crise económica, "provavelmente a pior desde 1929". Não sei se é a pior desde 1929 e já ouvi antes a frase. Desde o fim dos "gloriosos trinta anos" de crescimento contínuo do pós-guerra que o espectro da crise tem rondado o Ocidente: foi o choque petrolífero na década de 70, foi o desemprego na década de 80, agora é a bolha do crédito. E sempre ouvi os órfãos dos amanhãs que cantam proclamarem que afinal, agora sim, estava à vista de todos, Marx tinha razão, a história dava-lhe razão, o capitalismo iria sucumbir e o melhor era fazermos o que nos diziam ou vinha aí o apocalipse. Hoje, com a queda do Muro em cima das colectivíssimas cabeças, os órfãos já não falam assim. Andam mais modestos. Limitam-se a atirar, com escárnio, que Marx deve estar a rir-se no túmulo, nas palavras do camarada Manuel Alegre esta semana.</div><br /><div align="justify">Alguém devia explicar ao camarada Alegre, entretanto, que a política não se resume a um cortejo de bitaites sonantes. Dá jeito pensar um bocadinho antes de abrir a lírica matraca. Porque se há coisa que esta crise prova é que Marx não tinha razão nenhuma. Marx profetizou um "capitalismo" onde haveria um número cada vez maior de pobres, que seriam também cada vez mais pobres, enquanto o capital se concentraria nas mãos de um pequeno número de ricos cada vez mais ricos. Ora, como Popper lembrava à exaustão, não só o capitalismo retirou da pobreza milhões e milhões de "proletários", que hoje vivem comparativamente melhor do que alguma vez na história e vivem seguramente melhor do que em qualquer regime socialista, como difundiu a propriedade a uma escala nunca antes vista. A crise que vivemos desmente Marx no sentido mais exacto porque nasce da expectativa de sermos todos proprietários, mesmo que à custa do crédito. </div><br /><div align="justify">Expectativa talvez imprudente, a pedir sem dúvida regulação e responsabilidade aos vendedores de sonhos de Wall Street, mas que é a própria essência do capitalismo. Quem desconfia de Popper, esse vendido, que pergunte aos chineses, aos russos e aos angolanos se querem voltar ao doce regaço da economia planificada. E guardem Marx no túmulo porque não tenho vontade de rir.<br /></div><br /><div></div>Pedro Picoitohttp://www.blogger.com/profile/15735192349523505490noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-68270465041456887612008-10-04T02:55:00.007+01:002008-10-04T03:18:16.212+01:00O fim de Biden<div align="justify">Cresce o horror e o escândalo do que foi este debate para Joseph Biden. Algumas das mentiras são tão extraordinárias que ainda é difícil acreditar que alguém as possa ter proferido. Para dar um exemplo apenas: Biden referiu duas ou três vezes que os Estados Unidos gastam em três semanas no Iraque o mesmo que gastaram em toda a guerra no Afeganistão. Numa das vezes, pediu para repetir. Eis a dimensão da <a href="http://voices.washingtonpost.com/postpartisan/2008/10/the_vp_debate_bidens_distortio.html?hpid=opinionsbox1">mentira</a>: "In total, Congress has authorized $172 billion in spending for Afghanistan -- or about 61 weeks of spending in Iraq." Vou repetir: não 3 mas 61 semanas.</div>André Pessoahttp://www.blogger.com/profile/00397603707088563014noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-81500810303357945372008-10-04T02:48:00.001+01:002008-10-04T02:49:45.343+01:00Política do ódio 4<div align="justify"><a href="http://www.nytimes.com/2008/10/04/us/politics/04ayers.html?hp">Palavras sensatas</a>: “If you’re in public life, you ought to say, ‘I don’t want to be associated with this guy,’ ” Mr. Chapman said. “If John McCain had a long association with a guy who’d bombed abortion clinics, I don’t think people would say, ‘That’s ancient history.’ ”</div>André Pessoahttp://www.blogger.com/profile/00397603707088563014noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-23660497299961454372008-10-03T23:08:00.004+01:002008-10-04T00:37:36.783+01:00Senso e sensibilidade<div align="justify"><strong><em>'Vá lá, pelo menos o Conservatório agora mudou de tema. Não é mais o Salão Nobre - são as cadeiras...'<br /></em></strong>Já está disponível o <em>link</em> para nos abismarmos com este extraordinário comentário da nossa ministra da Educação (de que falei já <a href="http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2008/10/adequao-do-nome-coisa.html">neste <em>post</em></a>). Um comentário revelador. Mostra como pensam e como <em>vêem</em> as pessoas em cujas mãos está a Educação. Mãos que desconhecem aquilo em que pegam. E o espatifam.<br /><a href="http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=16478&amp;idpod=17833&amp;formato=flv&amp;pag=recentes&amp;escolha=">Aqui</a> [a partir dos 21 min. e 40 seg.]. E pode assistir-se também à defesa que Wagner Dinis se viu forçado a fazer da sua Escola. Uma defesa da decência.</div>Carlos Botelhohttp://www.blogger.com/profile/14028738566303419338noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-52781582231641853532008-10-03T22:40:00.003+01:002008-10-03T22:44:48.452+01:00O homem que nunca aprende<div align="justify">O último artigo de Baptista-Bastos no <em>DN</em> é um verdadeiro tesourinho. Não tive tempo de o comentar aquando da sua publicação. Mas este excerto é irresistível. Fica só assim, como no Euronews, <em>no comments</em>.</div><div align="justify"> </div><div align="justify"><em>"Mas estamos no domínio da meia-verdade, da calúnia sussurrada, de jornalistas estipendiados e de jornais que fazem fretes políticos. Uma Direita retrógrada e ressentida tomou lugar em importantes publicações, trepou a postos e funções do Estado, silenciou ou tenta silenciar as poucas vozes livres e os poucos jornais honrados. (...)"</em></div>Miguel Morgadohttp://www.blogger.com/profile/11488284260675271409noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-81003826397842986882008-10-03T20:50:00.002+01:002008-10-03T21:54:46.805+01:00Dinis Machado<div align="center"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_WtcUxeO_KTY/SOaGBhvprOI/AAAAAAAAAmA/JnNr2I1Xs9I/s1600-h/diniz_machado.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253033376170487010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_WtcUxeO_KTY/SOaGBhvprOI/AAAAAAAAAmA/JnNr2I1Xs9I/s400/diniz_machado.jpg" border="0" /></a> Impossível esquecer <em>O Que Diz Molero.</em></div>Carlos Botelhohttp://www.blogger.com/profile/14028738566303419338noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-84279802771057039852008-10-03T17:49:00.006+01:002008-10-03T19:20:34.322+01:00O pior que a política tem<div align="justify">Hoje li no PÚBLICO uma evidência. As expectativas quanto à prestação de Sarah Palin no debate eram tão baixas que só um redondo fracasso poderia levar alguém a dizer que ela perdeu o debate. Acontece que a prestação de Sarah Palin não só esteve longe de ser um redondo fracasso como ainda esteve muito perto da perfeição. Sarah Palin esteve muitíssimo bem na Convenção Republicana e voltou a estar muitíssimo bem no debate de ontem. Isto levanta uma questão. Se Sarah Palin mostra que é uma mulher preparada quando a isso é chamada, por que razão as expectativas das pessoas em relação a ela são tão baixas? A resposta não pode ser outra senão a campanha de desqualificação mediática de que ela tem sido vítima. E o que é que se pode daqui concluir? Parece que a opinião que as pessoas têm dos políticos é ainda pior do que a que têm dos <em>media</em>. A minha opinião é outra. Os <em>media</em> são actualmente o que de pior tem a política. Pior do que os políticos. Pior do que os eleitores. Os jornalistas e outros que tanto criticaram e desqualificaram Sarah Palin são infinitamente piores do que ela - tanto no plano intelectual como no plano moral.</div>Nuno Lobohttp://www.blogger.com/profile/16396491072066180099noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-29815227139529511322008-10-03T17:06:00.005+01:002008-10-04T12:39:13.058+01:00Correio-Expresso: as casas da Câmara<a href="http://1.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOY8zU3btrI/AAAAAAAAA9U/VJs7qwTdoo4/s1600-h/EX.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252952867846469298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WSUPOijGr6g/SOY8zU3btrI/AAAAAAAAA9U/VJs7qwTdoo4/s400/EX.gif" border="0" /></a><br /><div align="justify">Amanhã, o <em><strong>Expresso</strong></em> vai publicar a lista de todos os artistas que, nos últimos trinta anos, receberam as famosas casas da Câmara Municipal de Lisboa com rendas baixas. Confesso que este ciclo de denúncia e indignação começa a preocupar-me. Não porque os acontecimentos sejam inócuos, mas porque muitas vezes, em casos semelhantes, paga o justo - se há aqui justos - pelo pecador. Um nome na dita lista pode não significar nada (parafraseando Shakespeare: o que é um nome numa lista?). </div><div align="justify">O próprio <em><strong>Expresso </strong></em>o reconhece quando diz ser compreensível que as autarquias queiram fixar pessoas ligadas à cultura no território do concelho. O importante é saber quais os critérios de uma tal política de habitação, se respeitam escrupulosamente a lei e se obedecem a princípios de justiça relativa. E isto só se avalia caso a caso, não em grandes "listas". </div><div align="justify">Como o filme está anunciado, temo que o público não distinga protagonistas e figurantes. Boa receita, como sempre, para diluir responsabilidades.</div><div></div>Pedro Picoitohttp://www.blogger.com/profile/15735192349523505490noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2627658705794284224.post-67394300753341260162008-10-03T16:27:00.002+01:002008-10-03T16:42:03.431+01:00O estado da corrida<div align="justify">McCain desistiu oficialmente de disputar Michigan. As últimas sondagens, algumas de hoje, mostram claramente que Obama vai vencer na Pensilvânia, Iowa, New Hampshire e Novo México. Na minha opinião, McCain vai conseguir segurar a Flórida, Ohio e a Carolina do Norte. Sobram três estados: Colorado, Virgínia e Nevada. McCain tem de vencer os três e está em considerável desvantagem em qualquer um deles. Corolário: na noite das eleições é muito possível que os apoiantes de Obama possam começar a celebrar quando, bastante cedo, tivermos o resultado da Virgínia.</div>André Pessoahttp://www.blogger.com/profile/00397603707088563014noreply@blogger.com