tag:blogger.com,1999:blog-257525132008-07-19T18:09:38.311-04:00Família da AliançaEwerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comBlogger81125tag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-28060317456381348122008-07-19T10:10:00.008-04:002008-07-19T11:14:53.209-04:00Os Dez Mandamentos na Família - 3<a href="http://bp1.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/SIH3nu4c1ZI/AAAAAAAAANs/HHHCVDcQrZY/s1600-h/tor%C3%A1h.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/SIH3nu4c1ZI/AAAAAAAAANs/HHHCVDcQrZY/s200/tor%C3%A1h.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224729304698246546" /></a> O terceiro mandamento enfatiza que não podemos tratar com leviandade tudo o que se refere ao nosso Deus. Com o que é sério não se brinca. O Catecismo Maior de Westminster comentando as suas implicações declara que "exige que o nome de Deus, os Seus títulos, os atributos, as ordenanças, a Palavra, os sacramentos, as orações, os juramentos, os votos, as sortes, as Suas obras e tudo pelo qual Ele se dá a conhecer, sejam santa e reverentemente usados ao se pensar, meditar, falar e escrever; mediante uma santa profissão de fé e um viver digno, para a glória de Deus e o bem de nós mesmos e dos outros."[1] A nossa geração vive um período de confusão quanto a autoridade da palavra, bem como da própria percepção de se respeitar Àquele que é fonte de toda autoridade.<br /><br />É algo muito perigoso brincar, fazer piadas e mencionar de forma irreverente e irresponsável o nome ou as obras de Deus. Às vezes, ouço crentes fazendo piadas em que ridicularizam a pessoa de Deus, ou mais especificamente o Senhor Jesus, fazem para entreter pecadores com o santo nome do Todo-Poderoso. Como é comum que pecadores corram inconseqüentemente, onde os anjos até mesmo temem pisar! Quando pais contam piadas desta espécie diante dos seus filhos, eles estão ensinando-os a serem blasfemadores. Dificilmente estas crianças, adolescentes, ou jovens se comportarão nos cultos, que é o ajuntamente solene do povo de Deus, com reverência necessária. Mas, aquilo que fazem nos cultos nada mais é do que reflexo do culto a Deus prestado no dia a dia. Assim, podemos imaginar com tristeza no coração como é o relacionamento diário, e qual a seriedade com que vivem o evangelho de Cristo. <br /><br />Se ao falar do Santo e da sua santidade manifesta na sua revelação, as pessoas o fazem de forma tão descomprometida, então, é possível, sem peso de consciência, que façam votos e juramentos sem calcular as conseqüências apelando-se para o nome de Deus. Neste caso a Escritura diz que devemos ser conhecidos pela nossa seriedade e firmeza de convicção e palavra, que o nosso "sim" signifique "sim", e o nosso "não" realmente tenha o absoluto sentido de "não" (Mt 5:37). Não é pecado jurar ou fazer votos quando somos exigidos pelas autoridades instituídas por Deus, mas não podemos recorrer a eles de modo tão irresponsável, ou em situações em que são desnecessários. O nome de Deus somente deve ser invocado para ser testemunha do que dizemos ou fazemos, quando o nosso testemunho é insuficiente e a glória de Deus é ameaçada de escândalo (1 Ts 2:5 e 10).<br /><br />Nota:<br />[1] Catecismo Maior de Westminster, perg/resp. 112.<strong></strong><div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-1032051808415645062008-06-21T10:57:00.004-04:002008-06-21T11:12:09.004-04:00Os Dez Mandamentos na Família - 2<a href="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/SF0XHo2taEI/AAAAAAAAANk/rwwEtnjKVE4/s1600-h/culto.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/SF0XHo2taEI/AAAAAAAAANk/rwwEtnjKVE4/s200/culto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214349363558312002" /></a> O primeiro mandamento condena adorar um deus falso, no segundo, o pecado repreendido é o da falsa adoração. Em algumas igrejas quem determina a liturgia do culto é o gosto das pessoas e, não a Escritura Sagrada. E, este é um perigo, pois nem sempre o nosso gosto está modelado pela Palavra de Deus, pelo contrário, o gosto tende a seguir os desejos e invenções do coração (Jr 17:9).<br /><br />A Escritura fala de princípios de culto que não podem ser ignorados. Deus manifesta o modo como Ele quer ser adorado! Não podemos pensar que idolatria é meramente o inclinar-se diante de uma imagem. Os evangélicos pensam que não caem neste pecado, pelo fato de não terem imagens em seus cultos ou em seus lares, entretanto, idolatria envolve o falso culto, ou seja, buscar a Deus sem a simplicidade da adoração “em espírito e em verdade” (Jo 4:24). O <strong>Catecismo Menor de Westminster </strong>declara que “o segundo mandamento proíbe adorar a Deus por meio de imagens, ou de qualquer outra maneira não prescrita na sua Palavra” (perg./resp. 51). Toda invenção e acréscimo no culto que não seja centralizado em Deus, que não preserve a simplicidade, ou que induza ao entretenimento do auditório tirando a glória de Deus, é idolatria. E, este pecado é tão presente nos cultos evangélicos, como as imagens nos templos católicos!<br /><br />Aplicando à família podemos pensar quão difícil é sarar a idolatria revestida de tradição. Existem práticas e costumes idólatras enxertados na veia familiar que são passadas gerações a gerações, sem a preocupação se aquilo é aprovado pela Palavra de Deus. Repete-se sem entendimento, somente porque “a minha família sempre fez assim”! Entretanto, isto tem conseqüência. Após a saída do Egito, e durante os 40 anos de peregrinação no deserto, o povo de Israel teve uma geração inteira condenada à morte, por causa da murmuração, rebeldia e da idolatria. Apenas os seus filhos puderam entrar na terra prometida. O livro de Deuteronômio faz constante menção “aos pais”, por vezes, advertindo dos seus pecados (Dt 7:1-5), para que não fossem repetidos pela nova geração. Após o assentamento do povo na terra de Canaã, Josué os desafia, dizendo: “porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:15).<br /><br />O culto doméstico é onde os pais ensinam aos seus filhos Quem deve ser adorado. Pais omissos em seu dever de ensinar aos seus filhos como devem adorar a Deus, permitem que os modismos dos últimos ventos de doutrinas empurrem para a desordem litúrgica e irreverência, muitas vezes confundida com uma falsa intimidade com o Senhor. Se os pais ensinassem, em casa, os seus filhos como orar, como cantar, como ler as Escrituras e como respeitar a tremenda presença do Santo Deus, então, os cultos das reuniões do povo de Deus teriam maior qualidade.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-67809758406258708192008-05-17T10:07:00.008-04:002008-05-17T11:36:23.245-04:00Os Dez Mandamentos na Família - 1<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/SC7oI23drwI/AAAAAAAAAM8/cszTE-6mssM/s1600-h/10%2Bcommand.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/SC7oI23drwI/AAAAAAAAAM8/cszTE-6mssM/s200/10%2Bcommand.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201349858524245762" /></a> Os Dez Mandamentos devem ser aplicados em todas as áreas da sociedade, especialmente na família. A Lei do Senhor são princípios absolutos, imutáveis e universais; ou seja, ela sempre será verdade em qualquer cultura, em todas as épocas e em todos os lugares. Não importa a geração, nem mesmo a experiência ou a falta de maturidade de vida, a Palavra de Deus dura para sempre e eternamente será reguladora para determinar como devemos viver de modo aceitável diante de Deus.<br /><br />O primeiro mandamento do Decálogo determina que não devemos amar ninguém acima do SENHOR Deus. Somos devedores do cuidado e amor que nossos pais dispensaram a nós. A tendência de amar os nossos filhos e supervalorizá-los acima das outras pessoas é uma forma saudável de amá-los que pode tornar-se um tanto que protecionista. Como também é possível honrar os nossos pais acima de Senhor. Entretanto, Deus exige um amor exclusivo por Ele, incomparavelmente superior em intensidade e qualidade. Isto significa que devemos temer ao Senhor e obedecê-lo como um valor acima de qualquer pessoa que valorizemos, mesmo que sejam nossos pais, ou filhos. Jesus nos adverte declarando que "quem ama seu pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim (Mt 10:37).<br /><br />Lembremos do negativo exemplo do sacerdote Eli e os seus dois filhos, Hofni e Finéias(1 Sm 1:3-4:18). A profecia contra a casa de Eli foi terrível por causa da gravidade do seu pecado, isto é, ele idolatrava os próprios filhos. Deus reprovou o sacerdote, dizendo: "por que pisais aos pés os meus sacrífcios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei se me fizessem na minha morada? E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?" (1 Sm 3:29). Qualquer sentimento por nossos filhos que supere o nosso amor e temor pelo SENHOR torna-se numa disposição ou ato de idolatria contra Deus.<br /><br />Mas, a Escritura Sagrada narra a submissão de Abraão pelo SENHOR, quando Ele exigiu que o pai da fé sacrificasse Isaque sobre o monte Moriá (Gn 22:1-19). O amor e devoção de Abraão estava acima de tudo, direcionada para a glória de Deus. Ele foi honrado pela sua obediência. O Anjo do SENHOR lhe disse: "jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho" (Gn 22:16).<br /><br />Você deve amar os seus filhos e pais, entretanto, adoração é algo que somente Deus merece. Não podemos obedecer aos nossos pais, se eles exigirem que façamos algo contrário à Palavra de Deus; bem como, não devemos satisfazer aos caprichos dos nossos filhos, mimando os seus desejos pecaminosos. Isto é idolatria, porque desonramos voluntariamente a ordenança de Deus de sermos santos, e de consagrarmos tudo a Ele, em todas as circunstâncias, especialmente a nossa família.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-35066374730489732572008-05-03T08:35:00.006-04:002008-05-04T08:03:57.154-04:00Quem é má influência?<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/SBxdUVgtjKI/AAAAAAAAAMs/K9npdzrkTsw/s1600-h/m%C3%A1scara.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/SBxdUVgtjKI/AAAAAAAAAMs/K9npdzrkTsw/s200/m%C3%A1scara.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196130674031824034" /></a> Educamos os nossos filhos planejando que eles sejam pessoas que tenham uma família bem estruturada, para que sirvam com os seus dons na igreja e sejam queridos na sociedade. Esperamos que eles saibam escolher os seus amigos, e que andem sempre em boa companhia. É pavoroso pensar que os nossos filhos estejam com pessoas de má índole; mas, mais angustiante é imaginar que eles se tornem vítimas da escória da sociedade. Ninguém espera que o seu filho se torne um viciado, nem que cometa vandalismo, ou que seja pego com marginais em atos criminosos!<br /><br />Mas, você já parou prá pensar que é possível que os nossos filhos sejam "a má influência"? Somos tendenciosos em pensar neles sempre recebendo má influência, mas, e se for o contrário, e, se o problema estiver neles? Isto enche o seu coração de temor? Se você realmente se preocupa com a educação e o futuro do seu filho, leia atentamente o que vou escrever. Talvez, esta repreensão sirva prá você e terá maior valor se aplicá-la na formação dos seus filhos.<br /><br />Responda com sinceridade: você aceita que outras pessoas denunciem os erros e algum mau comportamento de seus filhos? Não?! Caso você seja destes pais que "os meus filhos estão sempre certos", quero lhe falar algo simples: <em>não seja tolo</em>. Filhos nem sempre se comportam na companhia de outras pessoas como eles são na presença dos seus pais. Se você rejeita toda denúncia que parentes, amigos e professores fazem dos <em>pecados públicos </em>dos seus filhos, você estará criando neles um <em>sentimento de impunidade</em>. Este sentimento é fermento para a criminalidade. É uma raíz que crescerá e causará danos a médio e longo prazo. Boas famílias descuidadas neste importante detalhe diluem todo o esforço educacional investido em seus filhos, porque geraram neles a convicção de que os seus pecados são aceitos e não precisam ser corrigidos, que não importa o que fizerem de perverso, os seus pais sempre virão em seu auxílio passando "a mão em sua cabeça". Se os nossos filhos desenvolverem e crerem neste raciocínio, seremos culpados de desgraçar as suas vidas!<br /><br />Não podemos ignorar o fato de que eles são ainda pecadores não-regenerados. Não estou insinuando que você tem se omitido na educação dos seus filhos. Estou afirmando que eles, embora sendo crianças, têm uma potencialidade natural para o mal tanto quanto eu e você, ainda que não tenham a mesma sagacidade para pecar de forma tão polida como nós adultos. Por isso, carecem de correção, em amor, com orientação na Palavra de Deus, para que o temor do Senhor seja implantado em seus corações. Esteja atento ao comportamento do seu filho, ouça denúncias contra os seus filhos e as verifique. Seja justo em corrigí-los a tempo, se for comprovado que pecaram publicamente.<br /><br />A minha oração, como pai e pastor, é que o nosso Senhor Jesus livre os nossos filhos de má companhia, mas, rogo ainda mais insistentemente para que os nossos filhos não se tornem má influência! Suplico que a misericórdia que o nosso Redentor usou conosco, a aplique também nos corações dos nossos filhos, confirmando que eles são herdeiros da Aliança da graça.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-20971774324572235652008-03-22T09:24:00.003-04:002008-03-22T10:13:37.628-04:00O túmulo está vazio!<a href="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R-UJelXNSxI/AAAAAAAAAMU/4G-TveGJqMg/s1600-h/t%C3%BAmulo+vazio.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R-UJelXNSxI/AAAAAAAAAMU/4G-TveGJqMg/s200/t%C3%BAmulo+vazio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180557367389801234" /></a> Jesus Cristo esteve morto desde a tarde da Sexta-feira até a madrugada do Domingo. Os discípulos testificaram a morte do Mestre (Mc 15:44-45; Jo 19:32-34) e os seus inimigos também (Jo 19:31). Não há registro de que alguma <em>vítima de crucificação </em> tenha conseguido sobreviver tão terrível penalidade. Caso ainda estivesse vivo, a lança do soldado romano seria suficiente para por fim ao seu intenso sofrimento; entretanto, sabemos que do corte saiu "água e sangue" (Jo 15:34). Ele não esteve apenas desmaiado, em coma, ou num estado de catalepsia. Jesus esteve realmente morto e foi sepultado!<br /><br />No Domingo, o nosso redentor levantou dentre os mortos (Mc 15:44-45; Jo 19:32-43). Ele ressuscitou no mesmo e verdadeiro corpo, mas com novas qualidades espirituais, ou seja, Cristo não apareceu como um espírito desencarnado, ou noutro corpo, mas no mesmo corpo mutilado e sepultado. Entretanto, por que os discípulos não Jesus reconheceram de imediato quando o viram (Lc 24:13-35)? A resposta é simples: o seu corpo ressurreto estava transformado num corpo incorruptível, poderoso, espiritual e glorioso (1 Co 15:42-44). A sua aparência física havia se transformado! O seu aspecto envelhecido por causa do seu sofrimento (Jo 8:57), bem como as marcas da tortura foram transformadas, porque toda a conseqüência do nosso pecado em seu corpo desapareram. As únicas marcas que propositalmente permaneceram após a sua ressurreição foram as marcas dos pregos e da lança para que testemunhassem quem ele realmente era (Lc 24:36-43)!<br /><br />A ressurreição do nosso redentor assegura-nos maravilhosos benefícios. Ela inaugura uma nova ordem (Cl 1:8), isto é, o seu reino inicia, e agora desfrutamos da sua intercessão e da aplicação dos seus méritos, através do Espírito Santo, de modo que andamos em novidade de vida, não mais escravos do pecado. Jesus é o Senhor dos vivos e dos mortos (Rm 14:9). Pela sua vitória sobre a morte somos regenerados (1 Pe 1:3), recebemos poder para nos tornarmos filhos de Deus (Jo 1:12), nele somos justificados (Rm 4:25), e aguardamos a nossa ressurreição final (1 Co 6:14; 2 Co 4:14). Por isso, "meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil" (1 Co 15:58).<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-84169426943727457102008-03-04T22:53:00.005-04:002008-03-04T23:13:35.948-04:00Teologia e obediência<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R84LhmfqVAI/AAAAAAAAAME/q4NPKKA2D5M/s1600-h/teste+biblico.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R84LhmfqVAI/AAAAAAAAAME/q4NPKKA2D5M/s200/teste+biblico.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174085693792211970" /></a> É lamentável que muitos ainda pensem que o treinamento teológico é algo destinado apenas a um grupo selecto. As nossas escolas dominicais poderiam ser transformadas em centros de treinamento teológico. Os nossos presbíteros poderiam receber um curso teológico para melhor supervisionar a saúde espiritual da Igreja. Gordon J. Spykman declara que “uma dogmática saudável está firmemente arraigada na vida religiosa da fé da comunidade cristã”.[1]<br /><br />O treinamento teológico também visa à formação de cristãos que servirão com melhor capacitação nas igrejas. A Igreja de Cristo é um corpo composto de membros dotados com habilidades espirituais especiais. Se cada membro desenvolver o seu dom espiritual equipando-se com o mais qualificado conhecimento técnico, é muito provável que servirão melhor. Gordon J. Spykman observa que "a dogmática tem que manter abertas as linhas de comunicação com a igreja institucional na variedade de seus ministérios. A missão da igreja é equipar aos crentes com formas práticas para viverem juntos no mundo de Deus (Ef 4:11-16)."[2]<br /><br />O Cristianismo não é somente uma religião, é uma cosmovisão, e por este motivo necessita ser entendido no seu todo e vivido coerentemente. Charles Colson afirmar que "o Cristianismo genuíno é mais do que relacionamento com Jesus, tanto quanto se expressa em piedade pessoal, freqüência à igreja, estudo da Bíblia e obras de caridade. É mais do que discipulado, mais do que acreditar em um sistema de doutrinas sobre Deus. O Cristianismo genuíno é uma maneira de ver e compreender toda a realidade. É uma cosmovisão, uma visão de mundo."[3]<br /><br />Tendo isto em mente, os estudiosos de teologia precisam oferecer respostas e propostas cristãs para todas as áreas da sociedade. Gordon J. Spykman sugere que o esforço teológico "deveria ser moldado por uma estratégia do reino de Deus de tal maneira que possa penetrar o mercado das idéias e a arena das práticas diárias e produzir o impacto reformador do evangelho. A competência de outros eruditos capacita aos dogmáticos a ajudar ao povo de Deus a atuar mais biblicamente em assuntos políticos, econômicos, sociais e educativos."[4]<br /><br />A Teologia, enquanto uma sistematização fiel da Palavra de Deus, objetiva fortalecer a sua fé. O estudo sistemático das Escrituras deve confirmar o que temos aprendido, restaurar o que temos perdido, reformar o que se tem corrompido, rejeitar o que não foi recebido, e despertar a devoção pela sã doutrina. Os cristãos são chamados por Deus para salvar não apenas a alma das pessoas, mas também as suas mentes. Para isso, os servos do Senhor nunca poderão se esquecer que crer é também pensar!<br /><br />A integridade produz um poder de influência que todo cristão deve buscar (1 Tm 3:2, 10; Tt 1:6-7). John MacArthur Jr. conclui que “se nós realmente acreditamos que a verdade das Escrituras é objetiva e entendida racionalmente é tanto autoridade quanto incompatível com o erro, visto que a Bíblia é a Palavra singular do Deus vivo – devemos não apenas pregá-la, mas devemos vivê-la também.”[5]<br /><br />A proclamação da fé Cristã é extraída do bojo teológico que a Igreja carrega consigo. Ela deve pregar e fazer novos discípulos. Mas anunciar o quê? O seu sistema litúrgico? A sua existência histórica? A sua influência social? Não! Ela não é testemunha de si mesma. Ela fala em nome de Cristo, e tendo o Senhor como o centro de sua mensagem. Sempre preparada para dar razão da fé (1 Pe 3:15) que fora entregue de uma vez aos santos (Jd vs.3).<br /><br /><strong>Notas:</strong><br />[1] Gordon J. Spykman, <em>Teologia Reformacional</em>, pág. 118.<br />[2] Ibidem.<br />[3] Charles Colson & Nancy Pearcey, <em>E Agora Como Viveremos?, </em>pág. 33.<br />[4] Gordon J. Spykman, <em>Teologia Reformacional</em>, pág. 121.<br />[5] John MacArthur Jr., <em>Princípios para uma cosmovisão bíblica</em>, pág. 71.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-23564684692984906142008-01-19T09:11:00.000-04:002008-01-19T10:29:01.461-04:00O que Jesus é meu?<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R5H4bpLrbII/AAAAAAAAALY/W1VMhn-PJoI/s1600-h/coroa+espinho.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157176202110921858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R5H4bpLrbII/AAAAAAAAALY/W1VMhn-PJoI/s200/coroa+espinho.jpg" border="0" /></a>O amado da nossa alma não foi um mero mestre da moral ou um dos últimos dos profetas. Se tudo o que Ele fez e disse não for verdade, então somos os mais iludidos homens deste mundo. Entretanto, a graça do nosso Deus tem nos revestido com poder e entendimento para crêr nEle e ver a Sua glória. Ele é o Filho de Deus (Jo 1:1,18; 2 Pe 1:1; Rm 9:5; Tt 2:13; Jo 20:28; Hb 1:8; 1 Jo 5:20). O Senhor Jesus falou da sua comunhão com o Pai (Jo 10:30), da Sua glória junto dEle (Jo 14:8-11; 17:5; Cl 1:15; Hb 1:3). Inclusive Jesus aceitava ser adorado como Deus (Mt 2:11; 14:33;15:25; 28:9,17; Lc 24:51-52; Jo 1:18; 5:23; 9:38; 14:13; 16:23-24; 20:28-29; Ap 1:5-6).<br /><br />Muito tempo antes dEle nascer as profecias prediziam quem Ele seria e o que faria pelo Seu povo. Ele seria um descendente da tribo de Judá (Gn 49:10; Lc 3:33), concebido numa virgem (Is 7:14; Lc 1:26-27, 30-31), nascido em Belém (Mq 5:2; Lc 2:4-7), fugiria para o Egito (Os 11:1; Mt 2:14-15), por sua causa haveria uma matança de crianças (Jr 31:15; Mt 2:16-18), a sua vinda seria anunciada por um precursor (Ml 3:1; Lc 7:24,27), sofreria a rejeição dos judeus (Is 53:3; Jo 1:11), mas a sua entrada em Jerusalém seria algo triunfal (Zc 9:9; Mc 11:7,9,11), seria traído por 30 moedas de prata (Zc 11:12-13; Mt 26:15; 27:5-7), e morreria crucificado com criminosos Is 53:12; Mc 15:27-28), mas seria honrosamente sepultado com o rico (Is 53:9; Mt 27:57-60), nenhum dos seus ossos seriam quebrados (Sl 34:20; Jo 19:32-33, 36), e com glória ressuscitaria dos mortos ao terceiro dia (Sl 16:10; Mc 16:6-7). Todas as profecias a Seu respeito se cumpriram!<br /><br />Os seus títulos indicam a Sua glória. No Antigo Testamento Ele foi chamado de Maravilhoso Conselheiro (Is 9:6), Deus Forte (Is 9:6), Pai da Eternidade (Is 9:6), Príncipe da Paz (Is 9:6), Redentor (Is 41:4; Jó 19:25), Santo de Israel (Is 41:14), Servo “sofredor” (Is 52:13-53:12). No Novo Testamento a Sua majestade resplandece como o sol do meio dia em todo a sua força! Jesus que é a "expressa exata do Ser de Deus" (Hb 1:3) é chamado o Salvador (Lc 1:47), Advogado (1 Jo 2:1), o Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2:5), Alfa e Omega (Ap 21:6), o Santo de Deus (Mc 1:24), o Senhor da Glória (1 Co 2:8), o Verbo encarnado (Jo 1:1), o Autor da vida (At 3:15), o último Adão (1 Co 15:45), o primogênito da criação (Cl 1:15), o primogênito da morte (Cl 1:18), o Rei dos reis (Ap 19:16), o Senhor (Fp 2:11), a semente de Abraão (Gl 3:16), o Filho do Homem (Mt 18:11), o Mestre (Mt 19:16), o Filho de Davi (Mc 10:47), o Rei de Israel (Jo 1:49), o Guia (Mt 23:10), Ele é o unigênito de Deus, o Pai (Jo 3:16).<br /><br />A Escritura também usa a linguagem figurada para descrevê-Lo. Ele é o Pão da Vida (Jo 6:35), a Pedra Angular (Ef 2:20), o Supremo Pastor (1 Pe 5:4), o Bom Pastor (Jo 10:11) e o Grande Pastor (Hb 13:20), mas sacrificialmente Ele é chamado o Cordeiro de Deus (Jo 1:29). A Sua obra o aponta como a Luz do Mundo (Jo 9:5), o Caminho (Jo 14:6), a Verdade ( Jo 14:6), a Vida (Jo 14:6), a Videira (Jo 15:1), a Porta das ovelhas (Jo 10:7), e, Ele mesmo é o Cabeça da Igreja (Ef 1:22-23).<br /><br />O Senhor Jesus como Deus foi louvado em seus atributos divinos. Ele é descrito como sendo eterno (Jo 1:1; 8:58; 17:5, 24), onipotente (Jo 5:19; Hb 1:3; Ef 1:22; Ap 1:8), onisciente (Jo 2:24-25; 6:64; 16:30; 18:4; 21:17; Mt 9:4; 11:27; Cl 2:3), imutável (Hb 1:12; 13:8), santo (Jo 6:69; 8:29; 2 Co 5:21; 1 Pe 2:22), criador (Jo 1:3, 10; 1 Co 8:6; Cl 1:16), sustentador de todas as coisas (Cl 1:17). O Redentor agiu soberanamente para que o seu senhorio sobre todas as coisas fosse manifesto. Ele perdoou pecados (Mt 9:2; Lc 7:47; Jo 1:29; At 10:43; Cl 1:14; 1 Jo 1:7), e ressuscitou mortos (Jo 5:25; 11:25), pôde executar julgamento (Jo 5:22; At 10:42; 17:31), possuí domínio sobre os demônios (Lc 4:33-35; 8:27-33), bem como realizou milagres (Mc 2:5-12; Jo 2:11; 10:25; Mt 4:23-24; 11:2-6), sendo Ele o Autor da vida (Jo 5:21; 10:17-18; 11:25-44; Lc 8:52-55).<br /><br />Há ainda alguma dúvida do que Jesus é meu?<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-68590297484126751142008-01-09T08:02:00.000-04:002008-01-09T11:53:05.570-04:00Por que somos presbiterianos? - 10<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R4S8j5LrbGI/AAAAAAAAALI/2QZlmdbHbWA/s1600-h/c%C3%A9u+carregado.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153451198449937506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R4S8j5LrbGI/AAAAAAAAALI/2QZlmdbHbWA/s200/c%C3%A9u+carregado.jpg" border="0" /></a>Cremos no único Deus, que é Senhor da história e do universo, "que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade" (Ef 1:11). A nossa convicção está em que a finalidade principal da vida humana não é somente o bem-estar, a saúde física, a prosperidade, a felicidade, ou mesmo a salvação do homem, mas, a glória de Deus, o louvor da santidade, justiça, fidelidade, poder, sabedoria, graça, bondade e de todos os Seus atributos. Deus não existe para satisfazer as necessidades do homem, embora Ele o faça por amor de Si mesmo (Ez 20:14). O homem foi criado para o louvor da Sua glória (Rm 11:36; Ef 1:6-14).[1] O Rev. Johannes G. Vos comentando o <em>Catecismo Maior de Westminster</em> observa que "quem pensa em gozar a Deus sem O glorificar corre o risco de supor que Deus existe para o homem, e não o homem para Deus. Enfatizar o gozar a Deus mais do que o glorificar a Deus resultará num tipo de religião falsamente mística ou<br />emocional".[2]<br /><br />É certo que ela transcende ao nosso entendimento, mas ela pode ser percebida pela Sua manifestação na criação e pela revelada Palavra da Deus. João Calvino no início de suas <em>Institutas</em> escreve que "a soma total da nossa sabedoria, a que merece o nome de sabedoria verdadeira e certa, abrange estas duas partes: o conhecimento que se pode ter de Deus, e o de nós mesmos. Quanto ao primeiro, deve-se mostrar não somente que há um só Deus, a quem é necessário que todos prestem honra e adorem, mas também que Ele é a fonte de toda verdade, sabedoria, bondade, justiça, juízo, misericórdia, poder e santidade, para que dele aprendamos a ouvir e a esperar todas as coisas. Deve-se, pois, reconhecer, com louvor e ação de graças, que tudo dele procede."[2]<br /><br />Mas, por que a nossa felicidade depende da glória de Deus? Porque a nossa dignidade e felicidade depende de vivermos sem a insensatez, vícios e destruição que o pecado causa. Somente quando obedecemos a vontade de Deus, segundo as Escrituras, podemos andar aceitáveis em Sua presença e desfrutar dos benefícios das Suas promessas. Aurélio Agostinho em suas <em>Confissões</em> declarou que "Tu o incitas para que sinta prazer em louvar-te; fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti".[3]<br /><br />O soberano Senhor não compartilha a Sua glória com ninguém! O nosso orgulho é uma ofensa gravíssima ao nosso Deus. Não é em vão que Ele denúncia a Sua rejeição aos soberbos (Tg 4:6-10). Somente Ele é o Altíssimo, enquanto o pecador consegue em suas fúteis pretensões ser apenas uma ilusória altivez. Não podemos esquecer de que somos chamados para ser servos do Seu reino, e de que toda a abrangência de nossa vida está a Seu serviço (Rm 11:36).<br /><br />O profeta Jeremias disse que "<em>assim diz o SENHOR: não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR</em>." (Jr 9:23-24).<br /><br /><strong>Notas:</strong><br />[1] Breve Catecismo de Westminster, perg./resp. 1<br />[2] Johannes G. Vos, <em>Catecismo Maior de Westminster Comentado</em> (Editora <em>Os Puritanos</em>), pág. 32<br />[3] João Calvino, <em>Institutas</em>, (edição estudo de 1541), vol. I, pág. 55<br />[4] Santo Agostinho, <em>Confissões</em> (Editora Paulus), vol. 10, pág. 19<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-2483558719813769652007-12-13T15:57:00.000-04:002007-12-13T17:46:06.182-04:00Por que somos presbiterianos? - 9<a href="http://bp3.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R2GQTDaUKNI/AAAAAAAAAJ0/o9v0kxKIMXE/s1600-h/Calvario.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143550906441410770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R2GQTDaUKNI/AAAAAAAAAJ0/o9v0kxKIMXE/s200/Calvario.jpg" border="0" /></a>Somente através da obra de Cristo poderemos ser salvos. Não temos nenhum outro mediador pelo qual seja possível acontecer uma reconciliação com Deus, a não ser Jesus Cristo, a segunda pessoa da Trindade (1 Tm 2:5). Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29). Cremos que a Sua morte expiatória na cruz satisfaz a justiça de Deus e, elimina completamente a culpa de todos aqueles que nEle crêem (Rm 3:24-25), redimindo-os dos seus pecados (Ef 1:7); e, que a Sua humilhação durante o Seu ministério foi perfeitamente justa, santa e obediente à lei de Deus. A Sua obra Lhe confere autoridade para declarar justo todos quantos o Pai Lhe deu (Jo 6:37,39,65). Toda a obra expiatória de Cristo é suficiente para a nossa salvação (Rm 8:1).<br /><br />O nosso Senhor Jesus se fez um de nós para ser o nosso substituto. Ele é o nosso único representante diante de Deus. A Aliança da Graça estipulava que o Filho viesse ao mundo para cumprir a vontade do Pai, ou seja, que viesse morrer pelos Seus escolhidos (Jo 4:34; 6:38-40; 10:10). A nossa culpa e merecida condenação caiu sobre Ele (Hb 2:10). O Filho de Deus não desceu ao lugar chamado <em>inferno</em>, mas os sofrimentos do inferno se fizeram presentes em Sua alma. O Pai retirou a Sua presença consoladora e derramou sobre Jesus a Sua ira divina punindo o nosso pecado nEle. As nossas iniqüidades estavam sobre o Filho, e a justa ira de Deus veio sobre o nosso pecado na cruz (Hb 2:10). Jesus tornou-se amaldiçoado em nosso lugar sobre o madeiro (2 Co 5:21).<br /><br />A <em>Confissão de Fé de Westminster</em> declara que "aprouve a Deus em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado" (CFW VIII.1).<br /><br />A justificação de Cristo sobre nós exige que tenhamos uma vida coerente com a Sua justiça. O apóstolo Pedro declara que “porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” (1 Pe 2:21-24).<br /><br /><em>Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos</em> (At 4:11-12).<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-87628276085581477402007-12-05T19:28:00.000-04:002007-12-05T20:21:02.120-04:00Por que somos presbiterianos? - 8<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R1dAXzaUKLI/AAAAAAAAAJk/Zm6IHh7zsZU/s1600-h/coroa+espinho.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140648277348460722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R1dAXzaUKLI/AAAAAAAAAJk/Zm6IHh7zsZU/s200/coroa+espinho.jpg" border="0" /></a>Cremos que a causa da nossa salvação não depende das nossas virtudes pessoais, nem de qualquer esforço que envolva o merecimento conquistado pelas nossas virtudes. O único meio pelo qual o Espírito Santo aplica a salvação ao coração humano é a fé. Entretanto, deve ser lembrado que a <em>fé</em> é dom de Deus e não uma virtude humana (Rm 4:5; Ef 2:8-9; Fp 1:9). Mas, mesmo que ela fosse uma virtude humana ainda assim seria imperfeita, insuficiente e desmerecedora da graça de Deus. O Breve Catecismo de Westminster define este dom: <em>fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora, pela qual o recebemos e confiamos só nele para a salvação, como ele nos é oferecido no Evangelho </em>(BCW perg/resp. 86).<br /><br />A justificação é pela fé somente nas obras de Cristo. Ela é a causa instrumental da nossa salvação. Nenhum homem pode ser salvo, a não ser que creia na eficácia da expiação realizada por Cristo, confiando exclusivamente nele (Rm 1:17; Tt 3:4-7; 1 Jo 5:1). A justiça de Cristo que é imputada sobre nós nos concede, garante e mantém-nos aceitos na comunhão eterna de Deus.<br /><br />A fé envolve toda a personalidade do indivíduo. Este dom divino move vivificando salvificamente o entendimento, a vontade e as emoções. Entendemos por fé, não um sentimento vago e infundado, ou uma mera credulidade (Hb 11:1-3); mas, ela é o dom do Espírito Santo, que é a capacidade crêr com um correto conhecimento, com uma firme convicção e confiança na Palavra de Deus que aponta para o senhorio de Cristo. Pela fé o eleito de Deus é convencido da culpa e do pecado, e se arrepende com real tristeza e, estende as mãos vazias para receber de Deus o perdão imerecido, descansando na suficiência da justiça de Cristo (Rm 5:1; Hb 11:6).<br /><br />A verdadeira fé produz santas e boas obras que evidenciam a salvação e glorificam a Deus. A salvação é pela fé somente, mas a fé que salva nunca está sozinha. A fé salvadora produz amor prático ao próximo, santidade pessoal em obediência à Palavra de Deus. A Escritura Sagrada declara que "pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus <em>para boas obras</em>, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2:10).<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-79865803137124466622007-11-29T17:36:00.000-04:002007-11-29T18:04:59.104-04:00Por que somos presbiterianos? - 7<a href="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R08yINC5sQI/AAAAAAAAAJc/66KTGG07b58/s1600-h/choro.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138380816375197954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/R08yINC5sQI/AAAAAAAAAJc/66KTGG07b58/s200/choro.jpg" border="0" /></a>Cremos que a salvação do homem não decorre de nenhum tipo de boas obras que venha a realizar, nem de alguma virtude ou mérito pessoal, mas sim do favor imerecido de Deus (Rm 3:20,24, 28; Ef 2:1-10). Em decorrência da <em>Queda</em>, todo ser humano nasce com uma natureza totalmente corrompida, de modo que não pode vir a agradar a Deus, a não ser pela ação soberana e eficaz do Espírito Santo, o único capaz de iluminar corações em trevas e convencer o homem do pecado, da culpa, da graça e da misericórdia de Deus em Cristo Jesus (Rm 3:19,20).<br /><br />Todo ser humano em seu estado natural é escravo do pecado. O teólogo puritano Stephen Charnock observou que “todo pecado é uma espécie de amaldiçoar a Deus no coração. O homem tenta destruir e banir Deus do coração, não realmente, mas virtualmente; não na intenção consciente de cada iniqüidade, mas na natureza de cada pecado.”[1] A dureza de coração lhe é normal, por que ele está rígido como uma pedra (Ez 36:26-27).<br /><br />O livre arbítrio perdeu-se com a <em>Queda</em>. A <em>capacidade de</em> <em>agir contrário à própria natureza</em> foi perdida com a escravidão do pecado. No início, Adão sendo santo foi capaz de escolher contrário à sua inclinação natural de perfeita santidade e, decidiu pecar. Tornando-se escravo do pecado, o primeiro homem livremente passou a agir de acordo com a escravidão dos desejos mais fortes da sua alma corrompida pela iniqüidade, e por si mesmo é incapaz de não pecar. Ele é livre, mas a sua liberdade é usada tendenciosamente para pecar de conformidade com os impulsos de sua inclinação para o pecado. Se ele for deixado para si mesmo, ele sempre agirá de acordo com a sua disposição interna, ou seja, naturalmente sempre escolherá pecar (Rm 1: 24-32; 3:9-18; 7:7-25; Gl 5:16-21; Ef 2:1-10).<br /><br />A causa da nossa salvação é devido a ação da livre e soberana graça do nosso Deus. A Confissão de Fé de Westminster declara que "todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e só esses, é ele servido, no tempo por ele determinado e aceito, chamar eficazmente pela sua palavra e pelo seu Espírito, tirando-os por Jesus Cristo daquele estado de pecado e morte em que estão por natureza, e transpondo-os para a graça e salvação. Isto ele o faz, iluminando os seus entendimentos espiritualmente a fim de compreenderem as coisas de Deus para a salvação, tirando-lhes os seus corações de pedra e dando lhes corações de carne, renovando as suas vontades e determinando-as pela sua onipotência para aquilo que é bom e atraindo-os eficazmente a Jesus Cristo, mas de maneira que eles vêm mui livremente, sendo para isso dispostos pela sua graça."[2]<br /><br /><strong>Notas:</strong><br />[1] Stephen Charnock, <em>The Existence and the Attributes of God </em>(Grand Rapids, Baker Books, 2000), vol. 1, pág. 93<br />[2] Confissão de Fé de Westminster, X.1<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-58812788678025457982007-11-16T09:11:00.000-04:002007-11-16T09:25:03.608-04:00Por que somos presbiterianos? - 6<a href="http://bp1.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rz2XhjgMm8I/AAAAAAAAAJM/YEhww9Lqw9A/s1600-h/pulpito.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133425752993995714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rz2XhjgMm8I/AAAAAAAAAJM/YEhww9Lqw9A/s200/pulpito.jpg" border="0" /></a> A Igreja Presbiteriana possuí o seu sistema doutrinário centrado na Escritura Sagrada. Ela se preocupa em andar pautada e regulada pela Bíblia, que é a Palavra de Deus. Desde a Reforma do século 16 foi ensinada a doutrina da <em>Sola Scriptura</em> – ou seja, que a Escritura é a única fonte e regra de autoridade. Isto significa que a base da nossa doutrina, forma de governo, culto e práticas eclesiásticas não está no tradicionalismo, no racionalismo, no subjetivismo, no relativismo, no pragmatismo, ou no pluralismo, mas extraída e fundamentada somente na Escritura Sagrada, por que cremos que ela é a verdade absoluta revelando a vontade de Deus.<br /><br />Cremos que a Palavra de Deus registrada no Antigo e no Novo Testamento, sendo escrita por autores humanos, foi inspirada por Deus (2 Tm 3:16) garantindo a sua inerrância, autoridade, suficiência e clareza. Absolutas <em>verdades </em>existem na mente de Deus, que através da <em>revelação</em> elas vêm à mente do escritor original, assim na <em>inspiração</em> esta revelação registra-se em Escritura: a Palavra de Deus em palavras humanas. Com a <em>preservação</em> dos manuscritos temos os textos atuais que precisam ser criteriosamente comparados para termos o que foi originalmente escrito pelos autores. Pela <em>tradução </em>obtemos as nossas versões que procuram transmitir fielmente o significado essencial do texto original. Por fim, através da <em>interpretação</em> a verdade chega a mente do leitor representando proposicionalmente a verdade original da mente de Deus.<br /><br />As Escrituras são a autoridade suprema em que todas as questões doutrinárias e eclesiásticas devem ser decididas (Dt 4:2). Esta doutrina é importantíssima para a purificação da Igreja. Tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de Fé ou, julgado como exigência ou, necessário para a salvação. Na Bíblia o homem encontra tudo o que precisa saber, e tudo o que necessita fazer a fim de que seja salvo, e viva de modo agradável a Deus, servindo e adorando-O (2 Tm 3:16-17; 1 Jo 4:1; Ap 22:18). Somente a Escritura Sagrada é autoridade absoluta para definir as nossas convicções, porque apenas nela encontramos a verdadeira sabedoria do alto. Ela rege as nossas decisões e molda o nosso comportamento, como também determina a qualidade dos nossos relacionamentos.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-34749876734992477802007-11-07T12:56:00.000-04:002007-11-07T13:11:21.910-04:00Orgulho: um perigo fatal<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RzHwc4K6RuI/AAAAAAAAAIk/5dQEKOjhQGM/s1600-h/lavatorio.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130145829456856802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RzHwc4K6RuI/AAAAAAAAAIk/5dQEKOjhQGM/s200/lavatorio.jpg" border="0" /></a><span style="font-family:trebuchet ms;">O orgulho é a disposição de mostrarmos uma condição superior àquilo que realmente somos. Por mais capazes que sejamos, nunca poderemos nos esquecer que Deus nos faz servos. Por isso, no Antigo Testamento a palavra hebraica para orgulho realça a altivez ilusória da pecador, e no Novo Testamento, a palavra grega refere-se ao engano de olhar por cima dos demais, considerando-se insensatamente superior aos outros.</span><br /><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">Esta disposição transforma-se em pensamentos, motivações, sentimentos e finalmente concretiza-se em comportamento tolo. É interessante como este pecado é tão comum em todo ser humano, e ao mesmo tempo tão prazeiroso, e tão difícil de ser reconhecido em si mesmo. Mas, é precisamente por causa do próprio orgulho, é que ele se esconde, isso ocorre simplesmente porque somos motivados pelo sentimento de auto-preservação. O orgulho é sujo demais para aparecer manchando a nossa tão ilustre imagem! C.S. Lewis observa que “o orgulho é um câncer espiritual: devora toda possibilidade de amor, de contentamento ou até mesmo de senso comum.”[1]</span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"></span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">O resultado final do pecado que ostenta, e que nos ilude com uma pseudo-elevação [altivez] será uma vergonhosa queda. Os efeitos do orgulho são: engano do coração (Jr 49:16); endurecimento da mente para a verdade (Dn 5:20); produção da inimizade (Pv 13:10); leva à auto-destruição (Pv 16:18; 2 Sm 17:23); esgota as energias, porque o esforço de manter o orgulho é demasiado difícil para ostentá-lo de forma permanente (Sl 131). A Palavra de Deus diz que Ele resiste ao soberbo (Tg 4:6).</span><br /><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">A cura para o orgulho não está na maturidade obtida com os anos. A Escritura não recomenda que o neófito seja aceito na liderança da igreja para que não corra o perigo de tornar-se soberbo (1 Tm 3:6). Entretanto, a altivez não é vencida pelo acúmulo da experiência ou de conhecimento, mas, somente com o quebrantamento produzido pelo Espírito do Senhor. A Escritura Sagrada nos ordena que devemos nos humilhar na presença do Senhor, e ele nos exaltará (Tg 4:10). Noutro lugar, Tiago disse: “meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que receberemos maior condenação” (Tg 3:1).</span><br /><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">Aquele que é identificado como ostentando uma soberba visível deve ser repreendido com amor. O princípio é muito simples: quem não é humilde não pode ser imitador de Cristo (Jo 13:1-11). Não importa quanto tempo de membro de uma igreja local você tenha, se o orgulho é uma característica dominadora em seu caráter, ele está te desqualificado para ser servo dos servos do Senhor.</span><br /><br /><strong>Notas:</strong><br />[1] C.S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples (São Paulo, Ed. ABU, 1997), 70<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-24251911183069001142007-10-25T17:57:00.000-04:002007-10-26T09:53:20.674-04:00Por que somos presbiterianos? - 5<img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125397618557077154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RyER-oK6RqI/AAAAAAAAAIE/361srABQK6o/s200/socorro.jpg" border="0" />O principal emblema teológico do presbiterianismo não é a sua eclesiologia [doutrina da Igreja], mas a sua teontologia [doutrina de Deus]. A doutrina da soberania é o centro da convicção presbiteriana. Todas as demais doutrinas são diretas ou por implicação resultado deste tema unificador. Héber C. de Campos observa que "o Deus que é pregado em muitos púlpitos e ensinado nas escolas dominicais, e lido em grande parte dos livros evangélicos, não passa de uma adaptação da divindade das Escrituras, uma ficção do sentimentalismo humano. Esse Deus, cuja vontade pode ser resistida, cujos desígnios podem ser frustrados e cujos propósitos podem ser derrotados, não é digno de nossa verdadeira adoração. De fato, esse não é o Deus das Escrituras."[1]<br /><br />A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. W.E. Roberts de forma quase poética afirma esta verdade, declarando que "quanto mais claramente Deus é compreendido e a sua soberania reconhecida, tanto mais aceitáveis e obrigatórios se tornam os seguintes princípios: o homem é um ser livre, predestinado; a vida reta é um dever perpétuo estabelecido por Deus; a responsabilidade moral do homem foi preordenada pelo Espírito Divino; o juízo de Deus é inevitável e a libertação do castigo e da condenação só é possível mediante Jesus Cristo. A soberania, a lei e a justiça de Deus, em harmonia com a liberdade humana, fazem dos conceitos presbiterianos sobre o dever uma força moral austera e poderosa."[2]<br /><br />Arminianismo num se aprende..., todo ser humano nasce arminiano! Entender e aceitar o Calvinismo é receber a graça que ofende o nosso orgulho, e repreende a desgraçada pretensão de ser livre [de Deus] e a estupidez de pensar que sou capaz de resistir ao soberano Senhor do universo, numa insensata e inútil crença de que "sou eu quem determina o meu futuro" e não o trino Deus!!! Concluir que o imperfeito, limitado, instável, insensato, confuso, ignorante, inábil, depravado e morto espiritualmente é capaz de frustrar o perfeito, infinito, imutável, sábio, onisciente e soberano Deus, é no mínimo não ter sequer noção de causação. O Arminianismo é uma tolice, se não bastasse ser antibíblico.<br /><br />Creio que não é ofensivo ao meu Senhor Jesus quem/como deve ser batizado, nem quem/como se governa a igreja local [penso serem assuntos secundários ou periféricos em questão de doutrina, mas não menos importantes para a boa saúde da Igreja], mas entendo que é altamente ofensivo roubar a Sua glória de determinar a administração da Sua graça, bem como cheira blasfêmia dizer que o desgraçado pecador que é merecedor da mais intensa angústia do inferno, pretende ser superior em vontade à Ele.<br /><br /><strong>Notas:</strong><br />[1] Héber C. de Campos, <em>O Ser de Deus e os seus Atributos</em> (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 1999), p. 351<br />[2] W.E. Roberts, <em>O Sistema Presbiteriano</em> (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 3ªed., 2003), p. 28<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-29835462512335195632007-09-21T15:25:00.001-04:002007-12-13T17:47:41.853-04:00Por que somos presbiterianos? - 4<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RvQbZAC64YI/AAAAAAAAAH0/id_526C4oQg/s1600-h/cosmovis%C3%A3o.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112741593295282562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RvQbZAC64YI/AAAAAAAAAH0/id_526C4oQg/s200/cosmovis%C3%A3o.jpg" border="0" /></a>Cremos que o presbiterianismo não é meramente uma parte importante do Cristianismo. A fé reformada é um conjunto de verdades que formam um sistema que modela influentemente a vida dos presbiterianos. Este conjunto de doutrinas sistematizadas são chamadas de Calvinismo. Entretanto, não podemos cair no engano de pensar que ele é um sistema doutrinário útil somente para a religião. Calvinismo é uma cosmovisão! Ou seja, toda a nossa visão de mundo é definida pela nossa convicção bíblica. Isto significa que toda a nossa interpretação de cada experiência que temos com Deus, conosco, com o próximo e tudo o que existe é resultado das nossas convicções.<br /><br />O Calvinismo é um sistema de vida tão completo que é suficiente para modelar cada esfera da sociedade. Quando falamos em Calvinismo não podemos nos limitar a pensar em religião. O teólogo e estadista holandês Abraham Kuyper palestrando na Univerdade Princeton declarou que "não há um só lugar no Universo, onde Cristo não possa colocar o seu dedo e dizer: 'isto é meu'". Tudo pertence a Deus e Ele soberanamente é Senhor sobre tudo, não apenas a nossa religião, mas a política, a economia, a ciência, a arte e todas as demais esferas da sociedade devem ser submetidas aos preceitos de Deus. Por isso, não podemos viver dois estilos de vida: uma enquanto crente e, outra como uma vida secular. Somos servos de Deus, e onde estivermos, em nossas atividades e relações devemos manifestar uma mentalidade calvinista.<br /><br />Como um sistema de pensamento o Calvinismo tem forjado indivíduos com um estilo vigoroso de vida, como também tem modelado culturas inteiras. Todos os países que aderiram a Reforma no século 16, sem excessão, se tornaram grandes potências mundiais! Coincidência? Claro que não! O erudito alemão Marx Weber ficou tão impressionado em perceber esta verdade, que em sua obra "<em>A ética protestante e o espírito do Capitalismo" </em>descreveu como a convicção teológica dos calvinistas produziu o seu desenvolvimento social. Mas o Calvinismo somente prospera por causa da sua obediência ao ensino da Escritura Sagrada, que é aplicada a todas as necessidades do ser humano, debaixo da dependência do Senhor. A nossa preocupação não é apenas com a alma e a vida eterna, mas em suprir todas as necessidades do ser humano, oferecendo uma dignidade presente que o pecado rouba e que gera a miséria em todas as esferas da vida.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-81170812156376719502007-09-15T09:09:00.000-04:002007-12-13T17:48:24.165-04:00Por que somos presbiterianos? - 3<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RuvfJXFqoYI/AAAAAAAAAHs/sUBXwP2Q2QQ/s1600-h/Assembl%C3%A9ia+Westminster.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110423554091557250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RuvfJXFqoYI/AAAAAAAAAHs/sUBXwP2Q2QQ/s200/Assembl%C3%A9ia+Westminster.jpg" border="0" /></a>"Eu sei em que tenho crido!" Esta deve ser a postura de todo membro presbiteriano. Para que esta convicção seja possível, temos diversos recursos para capacitar e treinar os nossos membros, como por exemplo, o discipulado, os grupos familiares, a classe de Catecúmenos, a Escola Dominical, estudos durante a semana de doutrina, literatura diversificada, sites, etc. Cada membro tem a oportunidade de conversar com o seu pastor e esclarecer as suas dúvidas.<br /><br />Não somos uma denominação confusa, nem sem identidade. Desde o século 16, a nossa história tem testemunhado, em períodos, lugares e circunstâncias diferentes que o nosso Deus levantou servos zelosos e fiéis com a verdade e a pureza da Igreja para que lutassem pela fé que foi entregue aos santos (Jd vs.3). Somos Calvinistas. Entretanto, não podemos cair no erro de pensar que somos limitados ao ensino de um único homem. O reformador francês João Calvino nunca teve a intenção, nem permitiu que se criasse uma denominação com o seu nome. Mas, o seu nome foi emprestado à <em>um sistema doutrinário</em> que possuí características que diferem de outros sistemas doutrinários dentro do Cristianismo. Calvinismo é o sistema que "repousa sobre uma profunda apreensão de Deus em Sua majestade, com a inevitável e estimulante realização da exata natureza da relação que Ele sustenta na criação como ela é, e em particular, na criatura pecadora. Aquele que crê em Deus sem reservas, está determinado a deixar que Deus seja Deus em todos os seus pensamentos, sentimentos e volições - em inteiro compasso das suas atividades vitais, intelectuais, morais e espirituais, através de suas relações pessoais, sociais e religiosas" (B.B. Warfield, <em>Calvin and Calvinism</em> in: Works, vol. 5, pp. 354).<br /><br />A nossa liderança não pode instruir os seus membros conforme as suas predileções pessoais, nem movidos pela moda doutrinária do momento. O nosso princípio básico orientador é: <em>a Escritura Sagrada é a nossa única regra de fé e prática.</em> Os pastores e presbíteros devem ser fiéis ao sistema doutrinário e governo presbiteriano. O direito que a Igreja Presbiteriana do Brasil tem de determinar as qualificações dos candidatos a cargos eclesiásticos e de requerer-lhes fidelidade é constitucional, moral e bíblico. Por isso, quando alguém anseia tornar-se um ministro ou oficial presbiteriano, ele deve prestrar solene juramento público, requerendo-lhe conhecimento, entendimento, obediência e compromisso com a nossa identidade reformada.<br /><br />A família presbiteriana e reformada no mundo está unida pela adoção dos padrões doutrinários de Westminster. Entre 1643 à 1646, se reuniu em Londres a Assembléia de Westminster, que foi um grupo com mais de 120 teólogos e líderes que vieram de diversas partes do Reino Unido (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda) e visitantes de outros países de confissão Calvinista. Este grupo dividiu-se em comissões e travaram em minunciosos debates, produzindo documentos doutrinários coerentes, precisos, concisos e vigorosos. Estes textos são conhecidos como os <em>Padrões de Westminster</em>: a Confissão de Fé e Catecismos Breve e Maior. Estes livros são usados como referência confessional, recurso de discipulado, treinamento de novos membros e devocional para o culto doméstico, em que cada família pode nutrir o seu lar com sã doutrina.<br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Ruve1nFqoXI/AAAAAAAAAHk/8eonYq_aN40/s1600-h/Assembl%C3%A9ia+Westminster.jpg"></a>Além dos textos originais algumas sugestões de leituras adicionais poderão auxiliar o estudo dos nossos Padrões Doutrinários. Estes são comentários expositivos dos símbolos de Westminster publicados pela Editora <em>Os Puritanos</em>:<br />1. A.A. Hodge, <strong><em>Confissão de Fé de Westminster Comentada</em></strong>, págs. 596;<br />2. Johannes G. Vos, <strong><em>Catecismo Maior de Westminster Comentado</em></strong>, págs. 656;<br />3. Leonard T. van Horn, <strong><em>Estudos no Breve Catecismo de Westminster</em></strong>, págs. 198.<br /><br />Aqueles que desejarem realizar um estudo do nosso sistema de doutrina pode adquirir bons livros da nossa <a href="http://www.amx.com.br/cep/">Editora Cultura Cristã </a>ou da <a>Editora <em>Os Puritanos</em></a><em>.</em> Sugiro o acesso ao site calvinista: <a href="http://www.monergismo.com/">http://www.monergismo.com/</a> .<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-1900076202803206622007-09-13T13:36:00.000-04:002007-09-13T13:48:57.302-04:00Meu protesto contra a decisão do Senado<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rul3E3FqoVI/AAAAAAAAAHU/xyLxt5_Zrwk/s1600-h/2+torres.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109746177619435858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rul3E3FqoVI/AAAAAAAAAHU/xyLxt5_Zrwk/s400/2+torres.bmp" border="0" /></a>Não dá prá agüentar a desenfreada, estúpida e descarada corrupção que a política brasileira promove. É simplesmente revoltante ter que assistir a absolvição de Renan Calheiros (PMDB-AL), diante de tantas evidências, das mais absurdas até as mais hilárias.<br /><div></div><br /><div>Se quiserem é possível <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u328119.shtml">ler e assistir </a>a bisonhice da imoralidade. Infelizmente, diante deste ato político, tenho que engulir a vergonhosa acusação de que o nosso Brasil, é o país da impunidade.</div><div></div><br /><div>Minha oração é que o Senhor Deus tenha misericórdia do nosso país! </div><div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-73452219265699683712007-09-05T22:40:00.000-04:002007-09-15T09:26:27.110-04:00Por que somos presbiterianos? - 2<a href="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rt9pr4VaNpI/AAAAAAAAAGw/5CiL3Y3Gefs/s1600-h/Calvino+pregando.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106916705038907026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rt9pr4VaNpI/AAAAAAAAAGw/5CiL3Y3Gefs/s320/Calvino+pregando.jpg" border="0" /></a>A fiel pregação da Palavra sempre foi uma expressiva característica das Igrejas herdeiras da Reforma do século 16. Por isso, o culto presbiteriano estrutura-se com sólida base nas Escrituras, cheio de interpolações da Escritura [leitura, cânticos e hinos, exposição, etc.], e para a pregação da Escritura. Deus deve falar com o Seu povo, enquanto este O adora com sincera devoção.<br /><br />Manejar bem a Palavra da verdade tem sido uma referência dos crentes presbiterianos. Temos como alvo o preparo para sabermos dar razão da nossa fé! Os novos movimentos de doutrina, que vêm e vão, e deixam estragos nas igrejas evangélicas, pouco afetam o nosso meio, pois todo ensino estranho à Escritura é rejeitado e abominado com vigor. Olhamos com desconfiança e cautela o espírito de inovação e modismo, todavia, reconhecemos a necessidade de <em>discernir os tempos</em> e aceitar as mudanças necessárias, sem abandonar a nossa essência. Cremos que podemos ter <em>unidade no essencial, liberdade no não-essencial e amor em tudo.</em><br /><br />Mantemos a boa preocupação de termos pastores teologicamente bem treinados. Homens com vida piedosa e conhecimento que com amor e zelo, pastoreiem o rebanho de Cristo. Esperamos no Senhor o cumprimento da promessa de que "<em>dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência</em>" (Jr 3:15). Pastores que saibam aplicar as Escrituras à todas as questões da vida com profundidade, coerência e fidelidade. Saibam nutrir as ovelhas, e não se preocupem em entreter os bodes.<br /><br /><div>A Escritura deve ser corretamente manejada com as mãos, entendida com a mente e guardada no coração. O nosso tema é: <em>a única regra de fé e prática é a</em> Escritura. A Palavra de Deus instruí todas as coisas necessárias para a salvação. Assim, tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de fé ou julgado como exigido ou necessário para a salvação. Cremos que somente a Escritura Sagrada é autoridade absoluta, definindo as nossas convicções doutrinárias, pois é onde encontramos a verdadeira sabedoria que rege as nossas decisões, e molda o nosso comportamento, como também determina a qualidade dos nossos relacionamentos. Somente obedecendo a Escritura Sagrada poderemos glorificar a Deus.</div><div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-17490739468472918282007-08-19T21:58:00.000-04:002007-08-19T22:05:46.814-04:00Nasceu o João Marcos!<a href="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rsj2MoVaNkI/AAAAAAAAAGI/pt5-YUhgK60/s1600-h/S5000537.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100597274843166274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rsj2MoVaNkI/AAAAAAAAAGI/pt5-YUhgK60/s200/S5000537.JPG" border="0" /></a>Completas as 39 semanas nasceu o nosso filho, João Marcos Pereira Tokashiki. Graças a Deus ele é saudável, é um lindo garoto loirinho e com leves traços nipônicos. Estamos muito felizes e sabemos que ele é filho da Aliança. Em breve estaremos consagrando este pequenino pelo batismo e confirmando a sua participação na comunidade pactual com o Senhor Deus.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-70146374021693020812007-08-10T21:32:00.000-04:002007-09-15T09:27:20.472-04:00Por que somos presbiterianos?<a href="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rr0Xs7ne8zI/AAAAAAAAAGA/5DHm3nFywts/s1600-h/sarca_ardente.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097256413938250546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rr0Xs7ne8zI/AAAAAAAAAGA/5DHm3nFywts/s200/sarca_ardente.jpg" border="0" /></a>Neste mês, nós presbiterianos brasileiros, estamos comemorando 148 anos. O primeiro missionário presbiteriano, Rev. Ashbel Green Simonton deixou os EUA, em 18 de Junho de 1859,<br />embarcando no navio “Banshee” rumo ao Brasil. Chegou ao Rio de Janeiro, em 12 de Agosto de 1859, com 27 anos de idade. Em 9 de Dezembro de 1867, o Rev. Simonton morreu em São Paulo de febre amarela (?) aos 34 anos, deixando implantado em nosso amado país, a semente do evangelho de Cristo e o início da Reforma protestante.<br /><br />Estudaremos a partir de hoje em nossos boletins algumas informações teológicas e históricas respondendo à questão: por quê somos presbiterianos?<br /><br />O nosso sistema de governo presbiteriano significa que somos regidos pelos presbíteros. Não somos congregacionais (onde todos decidem pelo voto direto), nem episcopais (onde apenas um superior decide sobre os demais), mas somos uma igreja democrática que é representada pelos presbíteros escolhidos pela igreja local. A base do nosso governo é que o concílio é soberano.<br /><br />Estes são os princípios doutrinários do nosso sistema de governo: 1) Cristo é a Cabeça da sua Igreja e a Fonte de toda a sua autoridade. Esta autoridade encontra-se escrita na Escritura, de modo que, todos têm acesso ao seu conhecimento. 2) Todos os crentes devem estar unidos entre si e ligados diretamente a Cristo, assim como os diversos membros de um corpo, que se subordinam à direção da cabeça espiritual. 3) Cristo exerce a sua autoridade em sua Igreja, por meio da Palavra de Deus e do seu Espírito. 4) O próprio Cristo determinou a natureza do governo da sua Igreja. 5) Cristo dotou tanto os membros comuns como aos oficiais da sua Igreja com autoridade, sendo que os oficiais receberam adicional autoridade, como é requisito para realização dos seus respectivos deveres. 6) Cristo estabeleceu apóstolos como os seus substitutos, entretanto, eram de <em>caráter transitório</em>. O ofício apostólico cessou, mas a sua autoridade é preservada pelos seus escritos, isto é, o Novo Testamento. 7) Cristo providenciou para o específico exercício da autoridade por meio de representantes (os presbíteros), a quem separou para zelar da preservação da sã doutrina, fiel adoração e disciplina na Igreja. Os presbíteros têm <em>a responsabilidade permanente</em> de pastorear a Igreja de Cristo. 8) A pluralidade de presbíteros numa igreja local é a liderança permanente até a segunda vinda de Cristo.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-33296021556128246932007-08-06T18:45:00.000-04:002007-08-06T19:22:00.644-04:00Sofrimento providencialHoje completa 62 anos da explosão da bomba atômica na cidade de Hiroshima. A <em>Little Boy</em> (garotinho) foi lançada sobre a cidade na manhã do dia 6 de agosto de 1945, a sua potência correspondia a 20 mil toneladas de dinamite. A explosão provocou um calor de cerca de 5,5 milhões de graus centígrados, similar à temperatura do Sol.<br /><br />O bombardeio matou instantaneamente cerca de 130 mil pessoas. Uma das maiores cidades do Japão, tinha na época cerca de 325 mil habitantes. Prédios sumiram com a vegetação, transformando a cidade num deserto. Numa distância de 2 km, a partir da área sobre a qual a bomba explodiu, a destruição foi total. Milhares de pessoas foram literalmente desintegradas. A bomba também afetou seriamente a saúde de outros milhares de sobreviventes. A grande maioria das vítimas era formada pela população civil, que nada tinha a ver com a guerra. Apenas três dias depois, em 9 de agosto de 1945, a cidade de Nagasaki também foi atacada com uma bomba atômica, mais uma vez, os americanos batizaram-na com ironia: <em>Fat Man</em> (gordo). Esta última matou cerca de 70 mil pessoas e deixou mais 25 mil feridas. O mundo aprendeu uma dolorosa lição!<br /><br />Sei que, apesar de tanto sofrimento e destruição, Deus estava no controle. Ele dirigiu a vida de milhares de japoneses que sairam do Japão, e muitos vieram para o Brasil. Os meus avós fugindo do horror da guerra estavam no navio. O meu avô Naokiti Tokashiki veio da região de <a href="http://www.vill.tokashiki.okinawa.jp/en/index.htm">Okinawa</a> e, a minha avó Itoko Nagasawa era da cidade de Tóquio. Dos meus parentes que vieram, somente um está vivo, o meu tio-avô Yoshitomi Nagasawa, irmão caçula da minha avó. Tenho muitos tios e primos que descendem da união destas duas famílias.<br /><br />O meu pai, Kazunoske Tokashiki, é o segundo filho mais novo entre sete irmãos. Minha mãe, Leni é goiana, que conheceu o meu pai, em Dom Aquino-MT, onde nasci; e desta união, sou o filho do meio. Dentro do plano de Deus nasci neste país que amo, os meus avós mudaram-se para cá motivados pela guerra, e assim, segundo a vontade do Senhor encontraram outro lar que os acolheu, onde os seus descendentes estão nascendo e guardando com carinho a sua memória. A minha filha Rebeca Pereira Tokashiki, apesar de ser loira e ter olhos azuís, possuí leves traços nipônicos, e diga-se de passagem, bem mais do que eu.<br /><br />A minha família sabe o que significa quando a Escritura Sagrada diz que: <em>vós, na verdade, intentaste o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se preserve muita gente com vida</em> (Gênesis 50:20).<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-50759809250927925252007-08-03T09:38:00.000-04:002007-08-04T10:28:19.307-04:00Ser um crente de oração<a href="http://bp3.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RrSLs7ne8uI/AAAAAAAAAFU/emy5O-qlQqY/s1600-h/orar.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094850682496676578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RrSLs7ne8uI/AAAAAAAAAFU/emy5O-qlQqY/s200/orar.jpg" border="0" /></a>Os judeus no tempo de Jesus tinham vários horários prescritos para a oração diária. Mas, apesar de orarem, várias vezes no dia, e especialmente em lugares públicos, não foram reconhecidos como homens de oração! O Senhor Jesus que conhece os segredos e motivações dos corações reprovou a oração ritualística dos seus contemporâneos (Mt 6:1; 23:14; Lc 18:11-12). Faltava-lhes algo importante: a humildade e sinceridade diante Deus.<br /><br />Sabemos que os primeiros cristãos eram pessoas de oração (At 2:42). Muitas vezes, Paulo recomendou que os seus leitores se dedicassem à oração (Rm 12:12; Fp 4:6; Cl 4:2; 1 Ts 5:17), e ele mesmo confessou a Timóteo que orava pelo jovem pastor "dia e noite" (2 Tm 1:3). Os servos de Deus no primeiro século eram conscientes de sua absoluta dependência da providência de Deus. O próprio Senhor Jesus os advertiu dizendo "porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15:5b).<br /><br />Poucos crentes conhecem profundamente os benefícios da oração. A prova disto é o número de pessoas que freqüentam as reuniões de oração. Quão poucos são os que compartilham as suas vitórias e respostas que Deus responde. Agoniam-se para buscar a Deus em momentos de desespero, calamidades, angústias, mas passados estes períodos esfriam e abandonam o fervor! Esta falta de constância adoece a longo prazo, pois cria um comportamento de relação por necessidade e não de amor. Parece que buscam a Deus para usá-Lo e, depois descartam porque o problema foi resolvido.<br /><br />A oração é um relacionamento que deve ser diário. O casamento não é algo esporádico, em que você vai visitar o seu cônjuge de vez em quando, e quando sente saudade fala com ele! É convívio ininterrupto, mesmo à distância, porque são pessoas que se relacionam pelo coração. Do mesmo modo o nosso relacionamento com o Senhor. Não podemos apenas reconhecer que o Espírito Santo habita em nós, e ignorá-Lo no nosso dia à dia, como se fôssemos ateus! O nosso amor pelo nosso Salvador carece de uma dinâmica de convívio.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-8725560450590152962007-07-26T18:06:00.000-04:002007-07-27T01:22:07.155-04:00Quem eram os puritanos?<a href="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rqkefbne8sI/AAAAAAAAAE8/468oruHu-HE/s1600-h/Froment.png"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091634379057197762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/Rqkefbne8sI/AAAAAAAAAE8/468oruHu-HE/s400/Froment.png" border="0" /></a>O Puritanismo foi um movimento que surgiu dentro do protestantismo britânico no final do século 16. A Inglaterra estava separada da submissão papal, mas não da doutrina, liturgia, e ética católica. O rei inglês Henrique VIII por motivos pessoais, e não por convicção teológica liderou uma reforma política no Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales) que defendia o rompimento com a Igreja Católica Romana, vindo a originar-se a Igreja Anglicana. O monarca inglês faleceu e o seu filho, Eduardo VI, tornou-se rei em seu lugar. O jovem regente inglês possuía conselheiros influenciados pela Reforma protestante. Alguns teólogos e professores foram convidados para liderar a Reforma na Inglaterra. Entretanto, este projeto não foi adiante, pois o novo rei veio a falecer prematuramente. A sua irmã mais velha, Maria Tudor, a sangüinária, assumiu o trono ordenando a morte de todos os protestantes, prendendo e expulsando muitos outros do Reino Unido.<br /><br />Em 1559, Elizabeth sucedeu à sua meia-irmã Maria Tudor. A nova rainha da Inglaterra era simpatizante da Reforma. Ainda em 1559, solicitou a revisão do <em>Livro Comum de Oração</em>, e editou em 1562, os <em>39 Artigos de Fé</em>[1] como padrão doutrinário da Igreja Anglicana.[2] Autorizou a volta dos reformadores ingleses exilados. Todavia, os que retornaram estavam insatisfeitos com a lenta e parcial Reforma eclesiástica que Elizabeth estava realizando. Justo L. González comenta que os que foram expulsos “trouxeram consigo fortes convicções calvinistas, de modo que o Calvinismo se estendeu por todo o país.”[3] Eles haviam contemplado o que os princípios da Reforma poderiam fazer em outros países, agora estavam comprometidos em aplicá-los em sua terra natal.<br /><br />Os que defendiam que a Igreja Anglicana carecia duma completa Reforma foram apelidados jocosamente de "puritanos". De fato, os <em>puritanos </em>acreditavam que a igreja inglesa necessitava ser purificada dos resquícios do romanismo. Eles clamavam por pureza teológica, litúrgica, e moral! Henrique VIII embora discordasse da Igreja Católica acerca dos seus divórcios, ele morreu sustentando o título de <em>Defensor da fé Católica.</em> Mas, os puritanos também ansiavam por mudanças litúrgicas, pois, mesmo a Inglaterra se declarando protestante, a missa ainda era rezada em latim, eram usadas as vestimentas clericais, velas nos altares, e o calendário litúrgico e as imagens de santos eram preservadas. Era uma incoerente ofensa aos reformadores ingleses.<br /><br />A começar pela liderança da Igreja, a prática do evangelho não estava sendo observada. Os <em>puritanos</em> exigiam não apenas mudanças externas, religiosas e políticas, mas mudança de valores, manifesto numa ética que agradasse a Deus, de conformidade com a Palavra de Deus. Foi por causa deste último ponto que o apelido <em>puritano </em>tornou-se mais conhecido. Eles eram considerados <em>puros</em> demais, porque queriam ter uma vida cristã coerente com a Escritura!Infelizmente, uma caricatura horrível é feita deste movimento. Não poucas vezes os puritanos são criticados e mencionados com desdenho; entretanto, isto apenas evidencia a ignorância acerca da grandiosidade da obra e esforço destes homens e mulheres. Muitos perderam a sua vida por serem zelosos com o estudo e ensino das Escrituras Sagradas, por viver consistentemente o puro evangelho de Cristo![4]<br /><br />O presbiterianismo é herdeiro direto deste movimento. Os Padrões de Fé de Westminster são produto da melhor erudição e piedade puritana do século 17. Os presbiterianos que migraram para os EUA, eram todos puritanos. A oração fervorosa, o culto sóbrio e equilibrado, o estudo da Escritura e a pregação da Palavra de Deus, tanto pelo ensino como pela prática de uma vida simples, eram marcas que distinguiam estes homens, que influenciaram o Cristianismo europeu e norte-americano, e que chegou até ao Brasil, através do missionário Rev. Ashbel G. Simonton.<br /><br /><strong>Notas:</strong><br />[1] Este documento doutrinário é essencialmente calvinista. Os <a href="http://http//www.monergismo.com/textos/credos/39artigos.htm"><em>39 Artigos de Fé</em> </a>serviram para preparar a abertura de um processo de divulgação do Calvinismo na Igreja Anglicana que culminaria na Assembléia de Westminster (1643-1648), que produziu a <a href="http://http//www.monergismo.com/textos/credos/cfw.htm"><em>Confissão de Fé</em> </a>e os <em>Catecismos <a href="http://http//www.monergismo.com/textos/catecismos/brevecatecismo_westminster.htm">Breve</a> </em>e <em><a href="http://http//www.monergismo.com/textos/catecismos/catecismomaior_westminster.htm">Maior</a></em>. B.B. Warfield, <em>Studies in Theology</em> in: The Works of. B.B. Warfield, pp. 483-511.<br />[2] A maioria dos clérigos anglicanos relutam, ainda hoje, em adotar uma posição de consistência teologicamente calvinista. Em geral, os teólogos anglicanos adotam a <em>Via Media</em>, ou seja, eles tentam conciliar a teologia romana com a protestante, e formar um sistema doutrinário sincretista. Veja E.A. Litton, <em>Introduction to Dogmatic Theology</em> (London, James Clark &amp;CO, LTD, 3ªed., 1960), pág. xi-xv. A liturgia anglicana ainda segue o <em><a href="http://http//www.eskimo.com/~lhowell/bcp1662/index.html">The Book of Common Prayer </a></em>(Livro Comum de Oração), embora dentro da Comunhão Anglicana cada Província é livre para alterar e adaptá-lo.<br />[3] Justo González, <em>Visão Panorâmica da História da Igreja</em> (São Paulo, Ed. Vida Nova, 1998), p. 70.<br />[4] Leitura indispensável sobre este movimento são as obras:<br />1. D.M. Lloyd-Jones, <em>Os Puritanos - suas origens e seus sucessores </em>(PES).<br />2. J.I. Packer, <em>Entre os Gigantes de Deus - uma visão puritana da vida cristã</em> (Editora Fiel).<br />3. Leland Ryken, <em>Santos no Mundo - os puritanos como realmente eram</em> (Editora Fiel).<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-14159619955000368722007-06-30T08:02:00.000-04:002007-06-30T09:06:47.269-04:00O que você está fazendo?<a href="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RoZI7yhbDiI/AAAAAAAAADw/_B9UdNrSzV4/s1600-h/d%C3%BAvida.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081829421545623074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RoZI7yhbDiI/AAAAAAAAADw/_B9UdNrSzV4/s200/d%C3%BAvida.jpg" border="0" /></a> Por quê não desenvolvemos mais? Por quê não crescemos mais? Por quê não nos estruturamos melhor? Por quê ainda não trocamos os bancos da nossa igreja? Por quê não abrimos novas congregações em PVH? Por quê não terminamos a construção do prédio de educação cristã? Por quê não começamos ainda a "projetar" a construção dum novo templo? Não é por falta de inicitava do Conselho, ou simplesmente por problemas financeiros. Estas perguntas tem a sua resposta no modo como cada um de nós participa da igreja.<br /><br />Estamos vivendo um período de paz. Mas, quietude não significa prosperidade. O fato de não termos grandes conflitos externos de relacionamentos não significa que estamos progredindo. Acomodar é preparar-se para novos problemas! Não basta resolver ou amenizar as dificuldades que até aqui passamos. Se agora não nos prepararmos com objetivos definidos e não pensarmos como uma só mente e convergirmos as nossas forças no trabalho que necessita ser realizado, estaremos arando o terreno para que o inimigo semeie contenda. Pois "mente desocupada é oficina do diabo"!<br /><br />Você faz parte deste corpo? Você se importa com a nossa igreja? Quer o seu bem estar e crescimento? Então, envolva-se! Primeiro, procure entender quem somos (veja no site <a href="http://www.ipportovelho.com/">www.ipportovelho.com</a>); segundo, identifique-se e entre em alguma sociedade e ministério; terceiro, conheça os nossos projetos; quarto, seja fiel na sua contribuição de dízimos e ofertas; quinto, se você ainda não é membro converse com o pastor; sexto, se você participa de algum cargo, sociedade ou ministério, faça o melhor para a glória de Deus; sétimo, participe das reuniões e dê sugestões!<br /><br />Existem muitas necessidades que precisam ser supridas! Carecemos de novos líderes treinados, mais discipuladores, aumentar a nossa arrecadação, programas de evangelização, ampliação dos ministérios e de um pastor auxiliar. Todas estas coisas exigem tempo e compromisso da unidade do corpo. Por isso, tem muita coisa para ser feita. Por exemplo, estamos reestruturando a nossa Escola Dominical e os grupos familiares. Estamos ampliando o número de discipuladores e precisamos de mais ainda! Treinamentos para liderança e para toda a nossa comunidade é oferecido todo fim de mês (veja o mural e programe-se). Você precisa urgentemente saber quem somos, o que estamos fazendo, e aonde estamos indo! Não cruze os braços. Se você quer que Deus faça grandes coisas, realize coisas grandes para Ele também, e espere os resultados!<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-25752513.post-41359580516865582722007-06-02T08:23:00.000-04:002007-06-02T09:13:28.618-04:00O que ensinar aos filhos?<a href="http://bp3.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RmFi_HUUBjI/AAAAAAAAADo/qvT5Xh3qH0Q/s1600-h/dia%2Bdas%2Bmulheres.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071443491831416370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ylDOBNwRDPs/RmFi_HUUBjI/AAAAAAAAADo/qvT5Xh3qH0Q/s200/dia%2Bdas%2Bmulheres.jpg" border="0" /></a>Deus nos dá um filho com a responsabilidade de prepará-lo para a vida. Mas, infelizmente muitos pais se preocupam em treinar os seus filhos apenas oferecendo-lhes uma boa educação escolar. Entretanto, esquecem, ou não percebem que além deste cuidado devem se esmerar em prover aos seus filhos um ensino que a sala de aula não se propõe a dar. Embora sabemos que existam professores que são realmente mestres convictos do seu chamado e não meros profissionais da educação, não podemos transferir para eles a responsabilidade de educar para uma vida aprovada por Deus.<br /><br />O que devemos ensinar aos nossos filhos? Em primeiro lugar, ensine-os que eles nunca poderão esquecer o temor do Senhor. Os seus filhos são herdeiros das promessas da Aliança de Deus contigo. Eles devem ser lembrados disto todos os dias! Esta verdade deve fluir em suas orações, no culto doméstico, na conversa em família, na correção, na busca por solução dos conflitos e problemas: <em>Deus nos ama porque tem uma Aliança conosco, e vocês são filhos da promessa</em>. Os nossos filhos devem saber que o nosso Deus é soberano. Somos responsáveis por tudo o que fazemos, e Ele exige obediência incondicional à Sua santa Palavra. O supremo Deus está no controle sobre cada detalhe e em cada momento da nossa vida. As nossas crianças poderão crescer confiando na fidelidade do Senhor, pois mesmo quando coisas tristes e dolorosas acontecerem na família, eles deverão saber que Deus não deixou de nos amar, mas tudo estará cooperando para o nosso bem, porque Ele tem um amoroso propósito em nossa vida. Os nossos herdeiros com este ensino deverão estar preparados contra a incredulidade e amargura deste mundo tão perigoso. Desde pequeninos os nossos filhos deverão saber que Jesus nos quer bem.<br /><br />Não podemos omitir aos nossos filhos a consciência de que eles são pecadores. O orgulho é o principal pecado que deverão travar uma batalha ferrenha durante toda a sua vida! Deverão aprender a confessar todos os seus vergonhosos pecados, com tristeza e decisão sincera de abandoná-lo. Os nossos filhos necessitam conhecer o que a Escritura diz do perigo do pecado em suas vidas. O seu maior temor nesta vida deverá ser pecar contra Deus. A iniqüidade deverá causar pavor em seus corações, pois pecar é desobedecer ao santo e justo Deus. Como pais precisamos orar para que os nossos filhos aprendam esta lição do modo menos doloroso possível.<br /><br />Alimentar-se com a intimidade do Senhor é a uma das maiores riquezas que um servo pode aprender em sua vida. Os nossos filhos devem saber que a oração não é um ritual mecânico, pelo contrário, é a necessidade de se relacionar com o amado Deus. Conversar com Deus sabendo que Ele sempre aceita e ouve cada real necessidade que nos aflige. Ele sabe tudo o que está em nosso coração. Mas, Ele deseja o nosso relacionamento não apenas as nossas palavras. Não podemos modificar os planos de Deus com as nossas orações, mas somos transformados quando e enquanto oramos, porque Ele manifesta o Seu sábio poder para realizar o melhor segundo a Sua soberana vontade. O correto estudo da Palavra de Deus e a comunhão com o povo de Deus vacinarão os nossos filhos da sedução deste mundo.<br /><br />Toda a nossa vida não deve ser guiada por interesses egoístas, por isso, os nosso filhos precisam saber que "nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si mesmo. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor" (Rm 14:7-8). Se nossos filhos forem alcançados pela misericórdia de Deus, isto será motivo de grande alegria. Mas, se além de salvos eles souberem viver uma vida cristã que em tudo honre ao Senhor e proveitosamente sirvam à Igreja de Cristo, a nossa alegria como pais será completa.<div class="blogger-post-footer">leia os demais artigos</div>Ewerton B. Tokashikihttp://www.blogger.com/profile/15289965314429187847noreply@blogger.com