tag:blogger.com,1999:blog-245942122008-10-13T10:19:49.514-02:00FACTORAMAPublicação de divulgação científica em meio eletrônico. Destinada ao debate político, econômico e ambiental, com atualização diária. Ano 4, iniciado com a edição nº 1 em julho de 2003.Fábio Linjardihttp://www.blogger.com/profile/13809935704854996936noreply@blogger.comBlogger2172125tag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-55115453855740375422008-10-10T11:39:00.007-03:002008-10-10T12:29:29.158-03:00Bossa nostraUm amigo equatoriano me apresentou <a href="http://www.deezer.com/#music/artist/107113">este site </a>de humoristas-musicos argentinos, os Luthiers, sobre o nosso belo Brasil varonil.<br />Nao chega ao Casseta e Planeta que é bem mais auto-crítico, mas tripudia bem da imagem ufanista que temos lá fora.<br /><br />A peça Bossa Nostra é uma boa amostra<br />da qualidade técnica do grupo<br />Se o portunhol deles é uma bostra,<br />o italianol é allegro, pero no murcho.<br /><br />Oops...rimou. Nasce um tango, senao um samba com percussão de panelaço.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-4119310966502475032008-10-09T11:13:00.004-03:002008-10-09T12:10:26.349-03:00A bomba humana de ColomboO Worldwatch Instituto publica uma crítica ao Columbu's Day, a festa do descobrimento da América, apontando-a como uma das maiores catástrofes causadas pela mundialização. Estima se que o contato dos europeus com os povos autoctones americanos dizimou de 90 a 95% da população nativa (50 a 60 milhoes de pessoas) em apenas 100 anos. No entanto, os livros de história pouco citam o impacto das doenças trazidas pelos europeus para exaltar a superioridade bélica e tecnológica dos invasores espanhois.<br />Esta ignorância se deve em parte ao historiador Prescott que escreveu dois livros épicos sobre a conquista do México e do Peru sem nunca ter visitado estes dois países. Sua obra, rica em detalhes e em qualidade literária, se manteve como principal fonte de informaçao para a elaboração dos livros escolares e por isto a versão dos dominadores tem se mantido forte na mentalidade americana. Outra causa é a quase ausência de testemunhos entre os nativos, o que não deixa de ser uma evidência da gravidade do impacto epidemiológico de pelo menos 17 novas doenças.<br />Os relatos que permitem identificar a rapida mortandade dos nativos são restritos aos relatórios de batismo de missionários como Bartolomé de las Casas, Bernardino de Sahagún et Motolinía ou a fazendeiros que reclamavam da diminuição de mao-de-obra.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-48048515312124827382008-10-09T10:12:00.006-03:002008-10-09T10:38:15.305-03:00Definição de cidade sustentávelSegundo a Comissão Francesa de Desenvolvimento Sustentável:<br />"Cidade sustentável é uma cidade:<br />1 - onde os habitantes dispõem de meios de ação para que ela seja organizada e funcione dentro de condiçoes políticas, institucionais, sociais e culturais satisfatórias para seus habitantes e justas para todos;<br />2 - onde o funcionamento e a dinâmica satisfazem aos objetivos de garantia das condições biológicas da vida, da qualidade do meio ambiente e da limitação do consumo de recursos;<br />3 - que não compromete nem a renovação dos recursos naturais das proximidades, nem o funcionamento, as relações e a dinâmica dos ecossistemas micro-regionais onde se situa, nem o equilíbrio dos grandes ecossistemas regionais e planetários indispensáveis ao desenvolvimento sustentável de outras comunidades;<br />4 - que se compromete a preservar as capacidades de vida e as potencialidades de escolha das gerações futuras."<br /><br />Trecho citado por A.-S. LETURCQ, De l'écologie urbaine au développement durable. Voiron, La Lettre du cadre territirial, 1998, p. 55.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-47633794172264145962008-09-29T15:35:00.005-03:002008-09-29T15:53:40.479-03:00África, situação nem tão negra assimConferência em vídeo de Cedric Jourde sobre a evolução política da África, com relação à democratização, pelo CERIUM - Centro de Pesquisa e Estudos Internacionais da Universidade de Montreal.<br />O autor faz algumas comparações com os países da América Latina e da Europa que estiveram há bem pouco tempo sob regimes autoritários. No caso da América Latina estas ditaduras foram financiadas pelos EUA, teoricamente contra os autoritarismos de esquerda, mesmo nos países onde a evolução caminhava para um sistema social-democrático.<br />Veja o vídeo da conferência <a href="http://www.cerium.ca/spip.php?page=video_index&id_article=6584&video=http://www.cerium.ca/video/2007-2008/ecoles/jourde/conference.asx">aqui</a> além das questões dos participantes.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-63222145186799120642008-09-22T13:55:00.008-03:002008-09-22T14:50:45.375-03:00Evolução da inteligência<a href="http://www.sciam.com/media/inline/50DB6F73-E500-FC6D-85923606E33E2C19_1.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.sciam.com/media/inline/50DB6F73-E500-FC6D-85923606E33E2C19_1.jpg" border="0" /></a>Qual a relação entre tamanho do cérebro, tamanho do corpo e grau de inteligência das espécies animais? Como comparar a inteligência de uma baleia e a de um esquilo? Qual é a diferença anatômica cerebral que faz dos seres humanos uma espécie super-inteligente em relação à outras?<br /><div>Veja artigo sobre inteligência animal e evolução da inteligência humana <a href="http://www.creum.umontreal.ca/spip.php?rubrique80">aqui</a>.</div><div></div><div>Estas questoes são importantes porque um dos pontos cegos da filosofia ética atual parece ser exatamente a ética ambiental. O trauma e a culpa da filosofia moderna por não ter prevenido a Segunda Guerra Mundial à faz ainda mais cega nesta era de crise ambiental global com uma perspectiva de um colapso catastrófico muitas vezes pior porque definitivo.</div><div>Existe uma suspeita fundada na origem alemã da primeira legislação conhecida em defesa dos direitos dos animais de que os defensores destes direitos hoje seriam herdeiros de um nazismo latente, e de que após conseguirem um status de dignidade aos animais equivalente à humana irão enveredar pela eliminação dos "excedentes populacionais dispensáveis" em defesa dos habitats e da conservação da biodiversidade. </div><div>Esta suspeita impede uma percepção da natureza como uma condição de existência e continuidade do agir humano e, portanto, de uma ética da sustentabilidade ética. Num contexto de miséria material e ambiental, toda ordem de estado se torna instável e o valor moral máximo é reduzido à luta individual pela sobrevivência. </div><div> </div><div></div><div>Veja a página do Centro de pesquisa em ética da Universidade de Montreal - CREUM <a href="http://www.creum.umontreal.ca/spip.php?article900">aqui</a>.</div>Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-4397587124660068122008-09-20T13:56:00.000-03:002008-09-20T13:58:11.344-03:00Falar sobre meio ambiente está ficando chato no Brasil?<div align="justify">No meio de uma aula sobre Planejamento Ambiental em uma universidade, quando o professor está explicando sobre uma importante lei ambiental, chega um aluno e faz a seguinte consideração: “professor, as leis são abrangentes, elas englobam tantos aspectos, no entanto muitos e muitos não as cumprem. Parece que tanto faz se elas existem ou não”. A reação normal do professor é defender a existência delas, enfatizando a importância de seu cumprimento e do seu poder norteador das ações. Todavia, no Brasil, casos e mais casos de desrespeito as leis ambientais estão deixando os que se preocupam com o meio ambiente cada vez mais desanimados.<br /><br />Não somente a parcela dos experts ambientais sabe que a Amazônia em um futuro próximo pode se transformar em um grande cerrado, ou até mesmo (segundo os mais pessimistas) em um deserto. A população como um todo já sabe. Não somente os proprietários de terra sabem que devem preservar a mata ciliar e a área de reserva determinada por lei em suas terras, pois a população também já sabe disso. Não somente os ambientalistas sabem que a liberação de poluentes de modo excessivo na atmosfera pode causar danos imprevisíveis ao planeta, a massa também já sabe disso. E as informações, e os alertas são continuamente repetidos várias vezes ao dia, as vezes de forma até enjoativa. Entretanto, o panorama não muda, quando não torna-se pior.<br /><br />Os modelos climáticos tornam-se mais completos, as imagens de satélite tornam-se mais poderosas, cada habitante dentro de sua própria casa, usando seu próprio computador, pode monitorar as áreas que já foram desmatadas. Todos olham a destruição paulatina. Todos contemplam as toras caídas, as árvores em chamas e a invasão dos campos que não durarão, não com a qualidade que desejam. Tudo como em um Big Brother, com direito a dar uma espiadinha. Enfim, todos contemplam o espetáculo suicida da destruição pensando que ela ainda está longe e que não a verão. Muitos dizem, sorte minha que não estarei vivo até lá. E talvez comentem como são chatas as linhas desse escritor apocalíptico.<br /><br />Se tudo é tão claro e o fim tão previsível, se o nosso exemplo de destruição ambiental é tão estúpido, por que a ação é tão cara? Alguns falam de desenvolvimento, de produção, de fartura e de crescimento, mas é óbvio que o desenvolvimento, que a produção, que a fartura e que o crescimento que esses atores esperam não será alcançado com medidas de planejamento que não envolvam o respeito ambiental. Entretanto, a lei do mais forte na grande maioria das vezes é tão forte quanto burra, e no final o próprio forte não dará a proteção e a segurança que a sociedade quer e precisa no derradeiro momento de necessidade, porque não saberá o que fazer. Esmorecerá como um fraco.<br /><br />No final das contas um fator pelo menos é claro, está ficando chato falar sobre meio ambiente no Brasil.</div>André Geraldo Berezukhttp://www.blogger.com/profile/17204353673793242393noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-59005000706376211752008-09-08T13:40:00.011-03:002008-09-30T10:56:02.608-03:00Nosologia da desigualdadeDurante muito tempo se pensou que um desenvolvimento que melhorasse o nível de vida dos mais pobres ao ponto de lhes permitir viver em condiçoes de saúde adequadas bastaria para igualizar a expectativa de vida sem mudar a desigualdade social. Desde 1996 Wilkinson (Unhealthy societies : the afflictions of inequality) demonstra que esta hipótese não é verdadeira.<br />Mesmo nos países ricos onde os pobres têm um nível de consumação material considerado saudável e todos têm acesso à um único sistema de saúde a expectativa de vida dos mais pobres continua sendo inferior à dos ricos. Mesmo tendo acesso às condiçoes sanitárias básicas, trabalho, alimentação adequada e um sistema de saúde eficientes, os pobres continuam mais doentes e morrem mais cedo. Porquê? A resposta nos envia à Hans Selye: o estresse causado pela diferença social afeta a qualidade de vida e longevidade dos mais pobres.<br />Alguns apontam este estresse como provocado por um tipo de "inveja" de uma diferença "natural" entre indivíduos, e os invejosos seriam responsáveis pela propria doença. Outros associam o stresse à um sentimento de injustiça derivado da desigualdade: assim uma sociedade com alto nível de vida seria mais longeva e saudável quanto maior fosse o sentimento de justiça e de igualdade encontrado entre seus membros.<br />A constatação de que a desigualdade socio-econômica é uma das causas das diferenças epidemiológicas mesmo onde existe uma igualdade no sistema de saúde não exclui a necessidade de infraestrutura sanitária, ao contrário, aponta exatamente para a ampliação do direito igual deste serviço para todos os outros serviços públicos. Neste sentido a constatação chama a atenção para um modelo de desenvolvimento social baseado na cooperação, diferente do modelo liberal de competição.<br />Se o aparelho estatal se mostrou ineficiente, pesado e opressor das liberdades individuais nas sociedades comunistas, a necessidade de um controle democrático da desigualdade como uma condição de desenvolvimento parece apontar para o reforço do Estado como regulador da distribuição da riqueza e um agente importante do estímulo à cooperação e à participação social.<br /><br />Veja matéria da ONU sobre a desigualdade patogênica <a href="http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/7084.html">aqui</a>.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-90496078119276854452008-09-08T11:03:00.015-03:002008-09-30T11:00:16.908-03:00Furacões genocidas?Na linha de rota destes fenômenos que nascem em meio ao Atlântico, as ilhas caribenhas sempre foram naturalmente alvo de furacões e de tempestades tropicais. Mesmo com estas adversidades regulares gerados pelos ventos do El Nino e La Nina, o ecosistema destas ilhas, adaptado à estes fenômenos, apresenta uma biodiversidade das mais exuberantes do planeta.<br />A destruição das florestas e o aumento do ritmo de eventos climáticos extremos, potencializou as consequências destes fenômenos tanto sobre as populações humanas das ilhas caribenhas quanto sobre seu ecosistema.<br />O caso do Haiti, que tem como principal fonte de energia para cozinha o carvão vegetal, é sintomático comparativamente à República Dominicana, Jamaica e Cuba. Na série devastadora de eventos extremos deste ano que começou com Fay e Gustav, causando muito estrago na ilhas caribenhas, o furacão Hannah há cinco dias já deixou no Haiti um saldo que ultrapassa 500 mortos e cerca de um milhão de desabrigados. O furacão Ike percorre o mar do Caribe fazendo numerosas vítimas entre a população haitiana, ainda em sinistro. O país mais pobre das Américas, parece ser também a mais vulnerável aos efeitos secundários do aquecimento climático provocado majoritariamente pelos países mais ricos do planeta, especialmente pelo seu vizinho do norte, os EUA.<br />No entanto, os jornais apontam apenas a quase extinção da floresta haitiana à 5% do original como principal potencializador da violência do impacto dos furacões. Quase nada se fala da desigualdade econômica e ambiental, como da evidência de que o custo ambiental da riqueza dos mais ricos é em geral pago pelos mais pobres, e isto tanto na escala local quanto global.<br />A omissão do governo americano durante a catástrofe do Katrina com um saldo de 1000 mortos em New Orleans e a indiferença à catástrofe no Haiti que teve o mesmo saldo de 1000 mortos em 2004, evocam uma nova forma de genocídio neo-darwinista, o genocídio ambiental estimulado pela ideologia neo-liberal.<br /><br />Vídeos sobre o furacão Gustav em New Orleans e Jamaica <a href="http://tempsreel.nouvelobs.com/actualites/videos/20080826.OBS8846/louragan_gustav_en_images.html">aqui.</a><br />Vídeos sobre o furacão Ike em Cuba e Haiti <a href="http://tempsreel.nouvelobs.com/actualites/videos/20080908.OBS0400/les_videos_de_louragan_ike.html">aqui</a>.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-62854188637238031972008-09-08T10:08:00.006-03:002008-09-08T10:32:48.593-03:00LHC, Big-Bang ou Big-Crunch?A desconfiança em torno do Acelerador de Partículas Hadron (LHC) fez com que um grupo de cientistas europeus, baseados na teoria do caos de Otto Rössler, abrissem processo no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos contra o risco de fim do mundo derivado da experiência.<br />O receio de que o sucesso do acelerador possa surtir o Big-Crunch, efeito contrário do Big-Bang, desencadeou esta onda de medo entre os cientistas. Se em lugar de provocar uma explosão de energia gerada pela colisão de duas partículas, o LHC disparar o mecanismo gravitacional que atrairia toda a matéria ao seu redor aumentando exponencialmente sua gravidade até compactar todo o planeta e a Lua numa esfera de 20 cm de diâmetro, a experiência representaria o fim da humanidade no Universo.<br />A Física governou o mundo depois da II Guerra Mundial até o fim da Guerra Fria. De lá pra cá ela ocupou um lugar mais discreto mais não menos importante junto às outras ciências na disputa pelo controle do planeta. O Acelerador de Partículas Hadron (LHC) faz parte desta disputa, ainda que ela exija a cooperação para financiar os enormes custos de construção deste laboratório gigantesco.<br />Mesmo que sejam notórios os avanços da Física derivados de erros enormes que a escala e o tempo parecem encobrir, um erro em escala planetária poderá ser defintivo. No caso do LHC, a ciência esbarra no direito público de saber quais as consequências da incerteza da experiência. O reconhecimento do alto grau de incerteza e da seriedade das consequências de uma ação apela ao princípio da precaução. Este princípio exige uma humildade científica que ultrapasse os interesses pessoais, financeiros ou políticos.<br /><br />Veja matéria da Radio Canada <a href="http://www.radio-canada.ca/nouvelles/Science-Sante/2008/09/05/002-physique-particules-lhc.shtml">aqui</a>.<br />Veja pagina sobre Otto Rössler <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Otto_R%C3%B6ssler">aqui</a>.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-82994458710973875862008-09-05T09:06:00.002-03:002008-09-05T09:09:50.553-03:00NetsVideos imperdiveis.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-78386758858071351342008-09-02T14:58:00.005-03:002008-09-05T09:05:56.605-03:00Longevidade humana além de um século?Um dos indicadores componentes do IDH (Indice de Desenvolvimento Humano) é a esperança de vida no nascimento. Este indicador resume a saúde de uma população utilisando a mortalidade média por faixa etária, porém a longevidade dos centenários parece zombar da estatística.<br />Nesta série de vídeos os velhos lúcidos dão suas receitas mágicas: evitar o stress, se manter ativo fisica e mentalmente, dormir bem, etc. Estes ingredientes parecem supor uma estabilidade tanto interna quanto externa ao organismo. Evitar o stress, quanto comer bem exigem uma capacidade interna de administração do stress e da alimentação, ao mesmo tempo em que supoe uma estabilidade social e ambiental para suprir os recursos necessários à administração do quotidiano em vista de uma vida com qualidade. Portanto, parece ser impossível pensar razoavelmente numa longevidade como componente do desenvolvimento sem incluir um indicador de equilíbrio ambiental que o sustente.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-54638050373452870602008-09-02T10:18:00.005-03:002008-09-02T16:50:03.804-03:003,3 mm por anoÉ este o ritmo de elevação do nível do mar. Isto significa 33 cm em um século se conseguirmos reduzir as emissoes dos gases de efeitos estufa para evitar a aceleração do degelo das geleiras continentais da Groenlândia e Antartida.<br /><br />No entanto, as últimas fotos de satélite da calota do Artico mostram que um novo recorde de redução da camada de gelo poderá ser atingido em setembro. Isto significa que o complexo mecanismo de homeostasia não está conseguindo absorver o impacto do aquecimento. Mesmo com o aumento de evaporação e de precipitação, o crescimento mais rápido das plantas para absorver o carbono e mesmo a mortandade na fauna marinha, não estão sendo suficientes para sequestrar o carbono e estabilisar o sistema.<br /><br />Os 33 cm de inundação, irreversível à curto prazo, ainda é o melhor cenário que podemos esperar até 2100. O cenário mais provável estima uma elevação acima deste nível, cujo efeito será severo na maior parte das cidades litorâneas do Brasil e do Mundo.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-27564857032945986802008-08-29T10:17:00.008-03:002008-09-30T10:55:05.789-03:00Roberto Romano analisa a corrupção brasileiraNa entrevista à UOL, Roberto Romano fala da corrupção brasileira e das consequências do nosso jeitinho típico de driblar o sistema. Entre os vários exemplos ele cita o caso do assassinato da missionária Dorothy, cujos autores ainda estão livres graças à esta ordem paralela criada pela corrupção da ordem de Estado.<br />Nesta ordem paralela favorecemos um outro tipo de organização onde o poder central é ocupado por aquele que agrega mais favorecidos, similar à máfia siciliana, às gangues do tráfico, etc. mas também ao caixa dois dos sonegadores, aos conluios e conchavos dos políticos, etc. porque tanto um como outro violam a ordem democrática para extrair benefícios em causa própria. Eles usam mesmo um sitema de parentesco similar, como o "compadre" para os conchavos tupiniquins, o "padrinho" para a máfia, o "mano" ou "brother" para as gangues, etc.<br />Estes esquemas destroem a base de funcionamento do sistema democrático que é a arrecadação de impostos. É com esta fonte de renda que o erário público financia o sistema de saúde e de educação, a construção de redes de infra-estrutura como energia, água, esgoto, comunicação, transporte, etc. estabelece programas sociais, alimentares, de geração de empregos, mantém o sistema judiciário e de segurança pública, etc. enfim, são estes esquemas prejudicam o desenvolvimento e a organização da sociedade.<br />Segundo Romano, os piores exemplos de corrupção são os casos de salvacionismo moral. Ele aponta como exemplos Jânio Quadros, Collor e o PT que criam a ilusão de salvação da equidade, mas que atraem para si um modelo de correção moral que na verdade é tão corrupto quanto a corrupção que pretendem combater. Esta hipocrisia moral é mais perniciosa do que a corrupção pura e dura porque semeia a descrença no próprio sistema democrático e estimula o cinismo ético.<br />Veja a entrevista em vídeo <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/assistir.jhtm?media=prometer-fim-da-corrupcao-e-forma-mais-danosa-de-corromper-0402386AD4910326">aqui</a>.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-69659621691628618742008-08-28T16:15:00.000-03:002008-08-28T16:16:26.274-03:00Sublimes...<a href="http://2.bp.blogspot.com/_iRkpmV4yl7g/SLb5bmH3g5I/AAAAAAAAJfI/LHO9uG8GR0U/s1600-h/cao+han.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239649468977480594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iRkpmV4yl7g/SLb5bmH3g5I/AAAAAAAAJfI/LHO9uG8GR0U/s400/cao%2Bhan.jpg" border="0" /></a><br /><div></div>Marta Bellinihttp://www.blogger.com/profile/16039199329592071018noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-37278392261964783422008-08-28T16:13:00.000-03:002008-08-28T16:14:55.868-03:00Bioformas<a href="http://1.bp.blogspot.com/_iRkpmV4yl7g/SLb5Fx_ZI-I/AAAAAAAAJfA/yfuojkmVaSM/s1600-h/borboletas+azuis.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239649094206039010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iRkpmV4yl7g/SLb5Fx_ZI-I/AAAAAAAAJfA/yfuojkmVaSM/s400/borboletas%2Bazuis.jpg" border="0" /></a><br /><div></div>Marta Bellinihttp://www.blogger.com/profile/16039199329592071018noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-91644527263030228092008-08-28T16:02:00.003-03:002008-08-28T16:11:32.220-03:00Mike Davis: não perca sua leitura!<a href="http://1.bp.blogspot.com/_iRkpmV4yl7g/SLb3faILMbI/AAAAAAAAJe4/A8pusC36IMI/s1600-h/mike+davis.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239647335453766066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iRkpmV4yl7g/SLb3faILMbI/AAAAAAAAJe4/A8pusC36IMI/s400/mike+davis.bmp" border="0" /></a><br /><div align="justify">Do site <a href="http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&tipo=entrevista&edicao=25">conciencia</a> Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência</div><div align="justify">Li em 2002, creio, o livro do Mike Davis, Ecologia do Medo. Obra fantástica do historiador e arquiteto que mora nos EUA. Em 2007, a Editora da UNESP-SP lançou <span style="color:#000099;">O Planeta Favela</span>. Vale a pena ler. Obra que não dá para perder. Para quem se interessa em ecologia urbana (e para aqueles que se apoderam do urbano também, os empresários).</div>********************************<br /><div align="justify"></div><div align="justify"><strong><span style="color:#660000;">Entrevistas<br /></span>Mike Davis</strong><br />Em entrevista, o autor do recém-lançado <span style="color:#000099;">Planeta Favela</span>, diz que a maior parte da população urbana vive hoje em imensos subúrbios sem infra-estrutura e serviços, os quais escapam a qualquer conceituação tradicional<br />Tradução: Marta Kanashiro<br />O urbanista, historiador e ativista político Mike Davis tem publicado uma série de trabalhos que se tornaram referências no meio acadêmico, tais como Ecologia do medo, Holocaustos coloniais, e Cidade de quartzo: escavando o futuro em Los Angeles. Não apenas sua obra, mas também sua trajetória de vida é marcada por experiências instigantes. Davis já foi caminhoneiro, açougueiro e militante estudantil. Atualmente é professor no Departamento de História da Universidade da Califórnia, em Irvine, e editor da <a href="http://www.newleftreview.org/" target="_blank">New Left Review</a>. Ele também contribui para a publicação britânica Socialist Review, do partido socialista dos trabalhadores da Grã-Bretanha, e já atuou como ensaísta e jornalista em publicações como The Nation e New Statesman.<br />Planeta Favela, lançado no Brasil no final de 2006, é mote para a entrevista abaixo, publicada originalmente no blog <a href="http://bldgblog.blogspot.com/2006/05/interview-with-mike-davis-part-1.html" target="_blank">BLDG. </a>Na obra Davis aborda o processo de favelização e empobrecimento das cidades do terceiro mundo. Alvo de diversas traduções, em especial de trechos que parecem ser os mais tocantes para a questão das cidades no terceiro mundo, a entrevista recebeu, para ser publicada na ComCiência, uma tradução livre da versão em espanhol publicada pelo <a href="http://www.iade.org.ar/modules/noticias/makepdf.php?storyid=1479" target="_blank">Instituto Argentino para o Desenvolvimento Econômico</a>.<br /><strong><span style="color:#660000;">Os subúrbios das cidades do terceiro mundo são o novo cenário geopolítico decisivo</span></strong><br />Em poucos anos, pela primeira vez na história da humanidade, a população urbana superará em número a população rural. Entretanto, a maior parte dessas pessoas não vive no que normalmente entendemos por cidades, mas em imensos subúrbios sem infra-estrutura e serviços, os quais escapam a qualquer conceituação tradicional. Mike Davis, um dos pensadores mais recomendados dos últimos anos aborda esta nova realidade em Planet of slums (traduzido no Brasil como Planeta favela), que é um desses livros que podemos chamar de imprescindíveis.<br />Na sua descrição de uma nova “geografia pós urbana”, o senhor utiliza um vocabulário inovador: corredores regionais, conurbações difusas, redes policêntricas, periurbanização ....</div><div align="justify"><strong>Mike Davis</strong> - Trata-se de uma linguagem em pleno processo de desenvolvimento e é nela que apenas reside o consenso. Os debates mais interessantes têm surgido a partir do estudo da urbanização no sul da China, Indonésia e no sudeste da Ásia e giram, principalmente, em torno da natureza da periurbanização na periferia das grandes cidades do terceiro mundo. Com este termo refiro-me ao lugar no qual encontram-se o campo e a cidade e a pergunta que se coloca é: estamos diante de uma fase temporária de um processo complexo e dinâmico ou esta natureza híbrida será mantida ao longo do tempo?<br />A nova realidade periurbana apresenta uma mistura muito complexa de subúrbios pobres, deslocados do centro das cidades e, no meio deles, pequenos enclaves de classe média, freqüentemente de construção recente e com muros. Nessa periurbanização encontramos também trabalhadores rurais atraídos pela manufatura de baixa remuneração e moradores dos centros urbanos que se deslocam diariamente para trabalhar na indústria agrícola. Curiosamente, este fenômeno despertou também o interesse de analistas militares do Pentágono, que consideram essas periferias labirínticas um dos grandes desafios com o qual irá se deparar o futuro com tecnologias bélicas e projetos imperialistas. Após uma época em que se centraram no estudo dos métodos de gestão empresarial moderna <span style="color:#660000;">– o just-in-time e o modelo <strong>Wal Mart</strong> – esses militares parecem estar agora obcecados com a arquitetura e o planejamento urbano.</span> Os Estados Unidos desenvolveram uma grande capacidade para destruir os sistemas urbanos clássicos, mas não tiveram nenhum êxito nas "Sader Cities" do mundo. O caso de Faluya é sintomático: depois que a destroçaram com tanques de guerra e bombas cluster, os mesmos insurgentes com os quais se quis acabar a reocuparam quando acabou a ofensiva. Acredito que tanto a esquerda quanto a direita concordam que os subúrbios das cidades do terceiro mundo são o novo cenário geopolítico decisivo.<br /><span style="color:#660000;">Qual é a representação cultural mais adequada para os subúrbios do terceiro mundo que o senhor descreve em Planeta favela?</span> </div><div align="justify"><strong>Davis</strong> - Se Blade Runner foi um dia o ícone do futuro urbano, o Blade runner dos subúrbios é Black hawk down <a title="" href="http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&tipo=entrevista&edicao=25#_ftn1" name="_ftnref1">1</a>. Reconheço que não posso deixar de vê-lo: sua entrada em cena e sua coreografia são incríveis. O filme representa com perfeição esta nova fronteira da civilização: a "missão do homem branco" nos subúrbios do terceiro mundo e seus exércitos ameaçadores com aspecto de videogame, enfrentando-se com heróicos tecnoguerreiros e com os cavaleiros da Força Delta. É claro que, do ponto de vista moral, é um filme aterrador: é como um videogame no qual é impossível contar todos os somalis que morrem.<br />Além disso, a realidade é que os brancos não são maioria entre os cavaleiros deslocados para o estrangeiro: são americanos, sim, mas quase todos eles são também procedentes dos subúrbios. O novo imperialismo, como o velho, tem essa vantagem: a metrópole é tão violenta e aloja tanta pobreza concentrada que produz excelentes guerreiros para este tipo de campanha militar. Um professor que tive escreveu um livro magnífico que mostrava, contra todo prognóstico, que nas vitórias nas campanhas militares do Império Britânico o fator decisivo não era a tecnologia armamentista, mas a habilidade dos soldados britânicos no corpo-a-corpo com a baioneta, uma habilidade que era conseqüência direta da brutalidade da vida cotidiana nos bairros baixos ingleses.<br /><span style="color:#660000;">Para além do giro em torno da violência e da insurgência, está surgindo algum sistema de auto-governo nos subúrbios?</span></div><div align="justify"><strong><span style="color:#000000;">Mike Davis</span></strong> - A organização nos subúrbios é extraordinariamente diversa. Em uma mesma cidade latino-americana, por exemplo, existem desde igrejas pentecostais, até Sendero Luminoso, passando por organizações reformistas e ONGs neoliberais. A popularidade de uns e outros coletivos varia muito rapidamente e é muito difícil encontrar uma tendência geral. O que está claro é que na última década os pobres – e refiro-me não apenas aos dos bairros urbanos clássicos que já mostravam níveis altos de organização, mas também aos novos pobres das periferias – têm se organizado em grande escala, seja em uma cidade iraquiana como Sader City ou em Buenos Aires. Os movimentos sociais organizados colocaram sobre a mesa reivindicações de participação política e econômica sem precedentes, que impulsionaram um avanço na democracia formal. Sem dúvida, em geral os votos têm pouca relevância: os sistemas fiscais do terceiro mundo são, com raras exceções, tão regressivos e corruptos, e dispõem de tão poucos recursos, que é quase impossível colocar em marcha uma redistribuição real. Ademais, inclusive naquelas cidades em que existe maior grau de participação nas eleições, o poder real é transferido para agências executivas, autoridades industriais e entidades de desenvolvimento de todo tipo, sobre as quais os cidadãos não têm nenhum controle, e que tendem a ser meros veículos locais dos investimentos do Banco Mundial. A via democrática em direção ao controle das cidades – e, sobretudo, dos recursos necessários para realizar as reformas urbanas – segue sendo incrivelmente difícil.<br /><span style="color:#660000;">Em quase todos os programas governamentais ou estatais que procuram abordar a pobreza urbana, o subúrbio pobre é compreendido como um simples </span><span style="color:#660000;">subproduto da superpopulação</span>. Não tenho nenhuma confiança no conceito de superpopulação. A questão fundamental não é se a população tem aumentado muito, mas como fechar a equação de ter, por um lado, a justiça social e o direito a um nível de vida decente e, por outro lado, a sustentabilidade ambiental. Não há pessoas demais no mundo, o que existe é, obviamente, um consumo excessivo de recursos não renováveis. Claro que a solução deve passar pela própria cidade: as cidades verdadeiramente urbanas são os sistemas mais eficientes, ambientalmente falando, que criamos para a vida em comum. Oferecem altos níveis de vida por meio do espaço e do luxo públicos, ou permitem satisfazer necessidades que o modelo de consumo privado suburbano não pode permitir-se. O problema básico da urbanização mundial atual é que não tem nada a ver com o urbanismo clássico. O autêntico desafio é conseguir que a cidade seja melhor como cidade. Planeta favela dá razão aos sociólogos que assinalaram nos anos 50 e 60 os problemas da suburbanização norte-americana: ocupação caótica do território, incremento dos tempos de deslocamento do domicílio ao trabalho e dos recursos associados a esse deslocamento, deterioração da qualidade do ar e falta de equipamentos urbanos clássicos.<br /><span style="color:#660000;">Mas não existem cidades excessivamente povoadas para um entorno escasso em recursos, no qual estão implantadas?</span></div><div align="justify"><strong>Davis</strong> - A inviabilidade de uma megacidade tem menos a ver com o número de pessoas que vivem nela do que com seu modo de consumir: se são reutilizados e reciclados os recursos e se compartilha o espaço público, então é viável. Tem que se levar em conta que a pegada ecológica varia muitíssimo segundo os grupos sociais. Na Califórnia, por exemplo, a ala direita dos movimentos conservacionistas sustenta que há uma enorme onda de imigrantes mexicanos que é responsável pelos congestionamentos e pela poluição, o que é completamente absurdo: não existe população com menor pegada ecológica ou que tenda a utilizar o espaço público de forma mais intensa que os imigrantes da América Latina. O verdadeiro problema são os brancos que passeiam em seus carrinhos de golfe pelos cento e dez campos que existem em Coachella Valley. Em outras palavras, um homem da minha idade, ocioso, pode estar usando dez, vinte ou trinta vezes mais recursos que uma chicana que tenta seguir adiante com sua família num apartamento do centro da cidade.<br />Não se pode deixar levar pelo pânico do crescimento da população ou da chegada dos imigrantes; o que se deve fazer é pensar como se podem fomentar as atitudes do urbanismo para conseguir, por exemplo, que subúrbios como os de Los Angeles funcionem como uma cidade no sentido clássico. Também se deve respeitar a necessidade absoluta de conservar as zonas verdes e as reservas ambientais sem as quais as cidades não podem funcionar. A tendência atual em todo o mundo é que os pobres busquem acomodação em zonas úmidas (de mananciais) de importância vital, que se instalem em espaços abertos cruciais para o metabolismo da cidade. Aí está o exemplo de Bombaim, onde os mais pobres assentaram-se em um Parque Nacional adjacente e que, de vez em quando, são comidos pelos leopardos, ou de São Paulo, onde se empregam enormes quantidades de substâncias químicas para purificar a água para se livrar de uma batalha perdida contra a poluição na cabeceira de suas fontes de abastecimento. Se se permite esse tipo de crescimento, se são perdidas zonas verdes e os espaços abertos, os aquíferos são bombeados até esgotá-los e se são contaminados os rios, danifica-se fatalmente a ecologia da cidade. </div><div align="justify">****************************************<br />Leia também a <a href="http://www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha163.asp" target="_blank">resenha </a>do livro Planeta favela<a href="http://www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha163.asp"></a>, escrita por Ermínia Maricato, autora do posfácio da obra e que afirma que este texto de Davis é importante para iluminar os problemas urbanos e grande parte de suas causas.<br /><a title="" href="http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&tipo=entrevista&edicao=25#_ftnref1" name="_ftn1">1</a> Black hawk down (Falcão negro em perigo) é um filme dirigido por Ridley Scott em 2001, que retrata uma força de elite americana enviada para capturar militares locais durante a guerra civil da Somália (1993).</div>Marta Bellinihttp://www.blogger.com/profile/16039199329592071018noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-55506433332356307912008-08-27T10:49:00.004-03:002008-08-27T11:18:21.386-03:00Recriando o Big-Bang no LHCA máquina de reprodução do Big-Bang deverá realizar sua primeira experiência até o fim do ano.<br />Sexta passada (22/08) o segundo teste dos sistemas de sincronisação dos canhoes do Grande Colisor de Hadrons (LHC) foi realisado com sucesso, segundo a Organisação Européia de Pesquisa Nuclear (CERN).<br />« Graças à uma equipe fantástica, os testes en sentido horário e anti-horário foram realizados sem problemas. Nós esperamos com impaciência a primeira tentativa de lançar as partículas no anel do LHC, o que será sem dúvida um grande sucesso", declarou Lyn Evans, diretor do projeto LHC.<br /> A primeira tentativa de circulação das partículas ocorrerá em 10 de setembro, em previsão de uma experiência de colisão de duas partículas com um nível de energia super elevado até o fim do ano.<br />A experiência deveréa demonstrar a existência do boson de Higgs, apelidado de "partícula de Deus", que é o centro do modelo da Física e que nunca foi observado. <br />Até hoje, todas as tentativas de recriar o Big-Bang fracassaram. Os pesquisadores esperam que o LHC concebido por milhares de especialistas internacionais durante 14 anos e a um custo de 10 bilhoes de dolares poderá elucidar o mistério da origem do universo.<br /><br />Leia a matéria completa da Radio-Canada <a href="http://www.radio-canada.ca/nouvelles/Science-Sante/2008/08/25/004-collisionneur_hadronique.shtml">aqui.</a><br />Outras informaçoes podem ser obtidas no <a href="http://public.web.cern.ch/Public/Welcome-fr.html">CERN</a> .Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-22317230713904498562008-08-21T13:52:00.006-03:002008-08-22T14:42:35.897-03:00Um blogue para publicar trabalhos acadêmicosOs estudantes de ciência política da Universidade de Montréal, em lugar de apresentar um trabalho impresso convencional, apresentam-no num blogue. Os textos saem direto da academia para o público, o que além de ser um fator estimulante à produção científica, exige uma produção de qualidade visando eficiência do saber. Uma idéia interessante pra divulgar textos científicos sem cair no velho padrão de monografia, que geralmente vai pro lixo após a avaliação.<br />Tendo como tema a Ásia do Sul, cada post deve ter entre 500 e 800 palavras. O professor Dominique Caouette espera obter cerca de 100 postagens. Veja aqui os que já estão <a href="http://asiesudest.wordpress.com/">em linha</a>.Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-15352147726005599292008-08-20T21:01:00.006-03:002008-08-20T21:22:19.065-03:00Como conservar sem engessarCom um pouco de criatividade e boa vontade dos empreendedores se pode transformar um patrimônio em ruinas num empreendimento com um atributo extra, insuperável pelos concorrentes: o respeito à história local.<br />Esta antiga fabrica se transformou num supermercado, requalificando o edifício e o bairro, sem prejudicar a funcionalidade e o valor simbólico.<br /><br /><a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKy0gv-Q6vI/AAAAAAAAAVM/KpufD1GEpFI/s1600-h/DSC03770.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236758941451479794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKy0gv-Q6vI/AAAAAAAAAVM/KpufD1GEpFI/s400/DSC03770.JPG" border="0" /></a><br /><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKy0FhoeJrI/AAAAAAAAAVE/JuVD8IOZDnI/s1600-h/DSC03757.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236758473745508018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKy0FhoeJrI/AAAAAAAAAVE/JuVD8IOZDnI/s400/DSC03757.JPG" border="0" /></a><br /><br /><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKyzsHFcVGI/AAAAAAAAAU8/SyOEmJom2_I/s1600-h/DSC03767.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236758037122536546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKyzsHFcVGI/AAAAAAAAAU8/SyOEmJom2_I/s400/DSC03767.JPG" border="0" /></a> </div></div>Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-69546397227876756242008-08-15T09:13:00.009-03:002008-08-26T11:56:34.369-03:00Praia do Parque Nacional de Oka<a href="http://2.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKV7PlmsOsI/AAAAAAAAATk/CHNzxlF2O0s/s1600-h/DSC03660.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234725649610717890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKV7PlmsOsI/AAAAAAAAATk/CHNzxlF2O0s/s400/DSC03660.JPG" border="0" /></a><br /><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKVzouMRNJI/AAAAAAAAATc/WEkD4-RxzLs/s1600-h/DSC03633.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234717285319521426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKVzouMRNJI/AAAAAAAAATc/WEkD4-RxzLs/s400/DSC03633.JPG" border="0" /></a><br /><div><a href="http://1.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKVzbgjnnnI/AAAAAAAAATU/g0fb8casnxQ/s1600-h/DSC03639.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234717058321063538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKVzbgjnnnI/AAAAAAAAATU/g0fb8casnxQ/s400/DSC03639.JPG" border="0" /></a><br /><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKVzP8_sy6I/AAAAAAAAATM/sTGvUWfOrsE/s1600-h/DSC03638.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234716859796605858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SKVzP8_sy6I/AAAAAAAAATM/sTGvUWfOrsE/s400/DSC03638.JPG" border="0" /></a><br />Dentro de uma zona inundável do Rio São Lourenço o Parque Nacional da Oka é um dos vários recursos de lazer próximo à maior concentraçao populacional do Quebec. O remanso natural do rio, a que os canadenses chamam de lago, forma um espelho de água que invade regularmente uma parte do parque, especialmente durante a primavera que é a estação do degêlo. Nestas fotos a inundação ocorre durante o verão, excepcionalmente chuvoso, submergindo boa parte da faixa de areia, o que afastou os banhistas durante a estação quente.<br /></div><br /><div></div></div></div>Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-44433557719491211302008-08-08T10:28:00.006-03:002008-08-08T10:59:42.822-03:00Aumento mundial de precipitações<a href="http://4.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SJxPm8MeY1I/AAAAAAAAATE/RB0vJ2k1Vzg/s1600-h/DSC03435.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232144397509747538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3zUt3b_8Buc/SJxPm8MeY1I/AAAAAAAAATE/RB0vJ2k1Vzg/s400/DSC03435.JPG" border="0" /></a><br /><div>A notícia está em quase todos os jornais: o aquecimento climático aumentou a pluviosidade em todo o mundo. A pesquisa feita por climatologistas britânicos e americanos (Brian Soden, da Universidade de Miami e Richard Allan da Universidade de Reading) se baseiam em 20 anos de observações de satélites e em modelos climáticos informáticos.<br />Parece obvio que um aumento de energia na atmosfera implica numa aceleração da dinâmica climática, no entanto, várias dúvidas persistem. Esta aceleração constitui um mecanismo natural de contenção do aquecimento ou uma pequena amostra do que nos espera? Num cenário de super-aquecimento, digamos de 6 graus Celsius, quais seriam os impactos sobre a pluviosidade global? Estes impactos seriam estabilizados em qual nível?</div>Valter T. Dubielahttp://www.blogger.com/profile/00216076886739161495noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-1108379168816021022008-08-01T11:32:00.003-03:002008-08-01T12:16:54.850-03:00Dignidade da Pessoa Humana e meio ambiente<div align="justify">O debate a respeito da Dignidade da Pessoa Humana é um tema essencial no campo do Meio Ambiente, no entanto, não se restringe a ele, uma vez que este é um tema relacionado com a História da própria Humanidade.<br />align="justify"></div><div align="justify">Assim, a relevância do tema poderia ser longamente discutida em diferentes tempos dessa História, porém, neste texto em particular nos interessa o momento presente. Para tanto, comecemos pelo conteúdo de uma Revista Católica, COMMUNIO, que na apresentação do número 3 de 2006, podemos constatar o seguinte texto: “São tempos difíceis, estes em que vivemos, onde certos conceitos que pareciam claros e nítidos se diluem. Um deles é justamente o da pessoa humana e da sua dignidade única”.<br /></div><div align="justify"></div><div align="justify">Existem, afirmam os editores da publicação, “mundivivências e práticas que ignoram ou se afastam [da] dignidade da pessoa”, trazendo como argumentos a existência de “culturas que aceitam diferentes estatutos para escravos, mulheres e outros "filhos de deuses menores", incluindo neste rol as pesquisas de vanguarda nas áreas da “biologia, zoologia e ecologia.” [1]<br /></div><div align="justify">O tema também é de intenso debate e relevância no campo do Direito, uma vez que ele se encontra presente na Constituição de 1988, afirmando Janaina Cassol Machado que “Basta voltar os olhos para os incisos III e IV do artigo 1º da Constituição, que guardam os fundamentos da dignidade humana”. [2]<br /></div><div align="justify"></div><div align="justify">Porém, o debate da Dignidade da Pessoa Humana também está amplamente apresentado ao longo do artigo 5º da Constituição Federal, no qual encontramos os valores fundantes do Estado Democrático de Direito bem como os princípios da dignidade da pessoa humana.<br /></div><div align="justify">No campo internacional a entidade Anistia Internacional (AI) debate no tema relacionado com a abolição da pena de morte, praticada em 83 países, afirmando, Irene Khan, secretária-geral da organização de defesa dos direitos humanos, que: “É escandaloso que os Estados continuem a praticar execuções” [que representam uma] “violação dos fundamentos da dignidade humana.” [3]<br /></div><div align="justify"></div><div align="justify">Como podemos constatar, os debates a respeito dos Fundamentos da Dignidade da Pessoa Humana permeiam todas as esferas da sociedade e isto acontece em diversos lugares do mundo, dando por supostos os Fundamentos da Dignidade da Pessoa Humana.<br /></div><div align="justify">Cabe então perguntar, quais são esses fundamentos que substanciam a Dignidade da Pessoa Humana. No estudo de José Francisco de Assis Dias, orientado na obra de Norberto Bobbio, Dias resgata de Bobbio, uma idéia que me parece básica, ela é a tese de existir um Fundamento Absoluto<a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a>. Nesse aspecto, devemos considerar que quando falamos de fundamento estamos trazendo para o debate aquilo que legitima, para a razão, uma questão inequívoca na qual repousa um sistema.<br /></div><div align="justify"></div><div align="justify">Nesse contexto, Bobbio, citado por Dias, formula o questionamento de que o Fundamento “absoluto” é uma ‘ilusão’.[5] Destacando que na construção do conteúdo desses argumentos, para os fundamentos absolutos, está presente uma visão de mundo particular que de certa forma se pretende válida para todos. Porém, segundo Bobbio, de fato a sociedade “negocia” certo consenso que termina sendo traduzido numa ‘fórmula genérica’, o que não resolve as contradições interpretativas, desse Fundamento Absoluto. Esse consenso não resiste ao passo “da ‘enunciação’, puramente verbal para o da aplicação”. [6]<br /></div><div align="justify">Assim, estamos frente à denominada ‘Ilusão’ de um Fundamento Absoluto, todavia, isto não significa que devemos abandonar a procura dos Fundamentos. Uma vez que eles permanecem como condição do processo civilizatório da humanidade e ainda como exercício da razão uma vez que estamos dentro da “comunidade das pessoas racionais” e em processos históricos concretos, que são plurais e heterogêneos, nos quais são incorporados um ‘relativismo’ salutar, questão essa que garante o questionamento e ruptura dos paradigmas sociais e a superação das visões conservadoras. Para Bobbio, segundo Dias, “Não se trata de encontrar o fundamento absoluto e sim estudar as “condições, dos ‘meios’ e das ‘situações’ em que estes ou aqueles direitos possam ser realizados”“. [8] </div><div align="justify">Nessa dimensão histórico-social, os Fundamentos da Dignidade da Pessoa Humana, podem ser construídos num ‘consensus omnium gentium’ou ‘consensus humani generis’, uma vez que o exercício da liberdade se mostra como limite a estes consensos, que possuem uma forte conotação de visão de mundo. </div><div align="justify">Contudo, a procura dos Fundamentos da Dignidade Humana não pode ser abandonada, ao contrário, ela deve permanente, seja na coexistência ontológica do Homem; [9]; seja nas circunstâncias de justiça; [10]; seja no fim do Homem enquanto ser moral; [11]; ou então no valor do Homem de que fala Battista Mondin; [12]; seja na natureza das coisas [13]; na natura humana; nos bens humanos fundamentais; ou na dignidade de Filhos de Deus.[14] ou como afirma Dias “na humanitas presente em todo ente chamado Homem”.<br />Sendo que este desafio está na base da proteção e promoção dos direitos e deveres para com um ambiente saudável.</div><div align="justify"><br />Notas Bibliográficas<br />[1] Revista COMMUNIO. Ano XXIII, 2006, nº3. Avaliável em: http://www.revistacommunio.com/revistaDetalhe.php?id=136<br /><a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> A concretização do direito à saúde sob o viés do fornecimento de medicamentos não inclusos na Relação Nacional de Medicamentos Especiais – RENAME, Janaina Cassol Machado. Juíza Federal. Revista Doutrina, nº20, 29 de outubro de 2007. Avaliável em: http://www.revistadoutrina.trf4.gov.br/index.htm?http://www.revistadoutrina.trf4.gov.br/artigos/edicao020/janaina_cassol.html<br /><a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Relatório Anistia Internacional. www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF131427.<br /><a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Cfr. N. BOBBIO, “Sul fondamento dei diritti dell’uomo”, in ED, 5. Apud José Francisco de Assis Dias. Capítulo II. A Categoria Direitos do Homem. 2005.</div><div align="justify"><a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Cfr. Ibidem: “Questa illusione oggi non è più possibile; ogni ricerca del fondamento assoluto è, a sua volta, infondata.” Apud José Francisco de Assis Dias. Capítulo II. A Categoria Direitos do Homem. 2005.</div><div align="justify"><a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Cfr. Ibidem: Apud José Francisco de Assis Dias. Capítulo II. A Categoria Direitos do Homem. 2005.<br /><a title="" style="mso-footnote-id: ftn8" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a> Cfr. Ibidem, 13-14. Apud José Francisco de Assis Dias. Capítulo II. A Categoria Direitos do Homem. 2005.</div><div align="justify"><a title="" style="mso-footnote-id: ftn10" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref10" name="_ftn10">[9]</a> Cfr. S. COTTA, “Per un riesame delle nozioni di Giusnaturalismo e Diritto Naturale”, in Rivista Internazionale di Filosofia del Diritto LXV, 4 (1988) 730 ss. Apud José Francisco de Assis Dias. Capítulo II. A Categoria Direitos do Homem. 2005.</div><div align="justify"><a title="" style="mso-footnote-id: ftn11" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref11" name="_ftn11">[10]</a> Cfr. O. HÖFFE, Estudios sobre teoría del derecho y la justicia. Trad. esp., Barcelona 1988, 76, 129 ss. </div><div align="justify"><a title="" style="mso-footnote-id: ftn12" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref12" name="_ftn12">[11]</a> Cfr. R. SPAELMANN, “La ética como doctrina de la vida lograda”, in Atlántida 3 (1990) 17-27. Apud José Francisco de Assis Dias. Capítulo II. A Categoria Direitos do Homem. 2005.</div><div align="justify"><a title="" style="mso-footnote-id: ftn13" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref13" name="_ftn13">[12]</a> Cfr. B. MONDIN, Il valore uomo, Roma 1985, 162 ss. Apud José Francisco de Assis Dias. Capítulo II. A Categoria Direitos do Homem. 2005. </div><div align="justify"><a title="" style="mso-footnote-id: ftn14" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref14" name="_ftn14">[13]</a> Cfr. A. KAUFMANN, Analogía y naturaleza de la cosa. Trad. esp., Santiago de Chile 1976, 90-103. Apud José Francisco de Assis Dias. Capítulo II. A Categoria Direitos do Homem. 2005.<a title="" style="mso-footnote-id: ftn15" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=24594212#_ftnref15" name="_ftn15">[14]</a> Cfr. C. I. MASSINI-CORREAS, “Diritti umani ‘deboli’ e diritti umani ‘assoluti’”, in Diritto naturale e diritti dell’uomo all’alba del XXI secolo, Colloquio internazionale – Roma, 10-13 gennaio 1991, a cura de UNIONE GIURISTI CATTOLICI ITALIANI (Quaderni di Justitia, 40), Roma 1993, 154. Apud José Francisco de Assis Dias. Capítulo II. A Categoria Direitos do Homem. 2005.</div>Jorge Villalobosnoreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-28184894598191091632008-07-16T11:41:00.000-03:002008-07-16T11:45:04.343-03:00Em Londrina<div align="justify"><strong><span style="color:#660000;">UEL realizará concurso público para contratação de professores<br /></span></strong> A Universidade Estadual de Londrina oferta 24 vagas no concurso público para contratação de professor, integrante da carreira do Magistério Público do Ensino Superior do Paraná, em diferentes áreas. O concurso consistirá na realização de provas de conhecimentos e de títulos e as inscrições devem ser feitas de 18 a 22 de agosto, pessoalmente ou por intermédio de procurador, na Pró-Reitoria de Recursos Humanos (PRORH), das 8h30m às 11 horas e das 14 às 17 horas. O requerimento de inscrição e o boleto bancário para pagamento da taxa estarão disponíveis na internet, para impressão e preenchimento, a partir do dia 28 de julho. As inscrições também poderão ser realizadas por meio de correspondência enviada pelos Correios, via SEDEX. Neste caso a documentação deverá ser postada até o dia 22 de agosto para o seguinte endereço: Pró-Reitoria de Recursos Humanos – Concurso Público para Professores, Caixa Postal 6001, CEP 86051-990, Londrina - PR. O Edital 210/2008-PRORH, com todas as informações, está disponível no site <a href="http://www.uel.br/prorh.Para" target="_blank">www.uel.br/prorh.Para</a> acesso direto ao Edital e Anexos digite <a href="http://www.uel.br/prorh/index.php?content=selecao/concdoc/210_08/index.htm.Informações" target="_blank">http://www.uel.br/prorh/index.php?content=selecao/concdoc/210_08/index.htm.Informações</a> (43) 3371-4302 ou 3371-4569, fax (43) 3371-4101, site <a href="http://www.uel.br/prorh" target="_blank">www.uel.br/prorh</a> ou e-mail <a href="mailto:dsdcrh@uel.br.">dsdcrh@uel.br.</a></div>Marta Bellinihttp://www.blogger.com/profile/16039199329592071018noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-52000538108311989312008-07-16T11:32:00.000-03:002008-07-16T11:41:51.517-03:00Mapas do Paraná<div align="justify"><br /><strong>Mapas e dados cartográficos do PR já estão na internet</strong><br /><br /> O Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) já pôs à disposição mapas e informações cartográficas do Paraná em seu endereço eletrônico (<a href="http://www.itcg.pr.gov.br/" target="_blank">www.itcg.pr.gov.br</a>). Quase 400 cartas topográficas, que representam o relevo paranaense em diversas escalas, já podem ser consultadas, junto com 90 mapas que abordam temas como tipos de solo, formação geológica e características climáticas. O presidente do Instituto, José Antônio Peres Gediel, destacou que a divulgação dos mapas em meio eletrônico tem como objetivo contribuir com o trabalho desenvolvido por pesquisadores, prefeituras, cooperativas, Organizações Não-Governamentais e outros segmentos que utilizam estes dados na elaboração de planejamentos e propostas. “Nossa intenção é ampliar o número de materiais disponibilizados em meio digital. Em breve teremos cerca de 25 mil fotos áreas de todo o Estado neste acervo virtual que servirá como fonte de pesquisa sobre o território paranaense”, adiantou. O material pode ser consultado por meio de um cadastro que dá acesso a cartas topográficas rasterizadas (cartas escaneadas) ilustrando divisas municipais e fotografias aéreas do litoral paranaense, por exemplo. Os mapas podem ser copiados ou reproduzidos nos formatos de arquivo SHP (shapefile), DXF (Drawing eXchange Format), PDF (Adobe Acrobat), JPG (imagem) e TIFF (imagem). O diretor de Geociências do ITCG, Fernando Canesso, ressaltou que a disponibilidade do material em meio digital era uma demanda da sociedade agora começa a ser suprida. “Essa demanda surgiu depois da execução do mapeamento do território brasileiro ainda na década de 60, quando os mapas disponíveis eram apenas em papel. Com os avanços da tecnologia e a democratização da informação, tornou-se cada vez mais necessário oferecer esta alternativa de acesso às informações públicas”, concluiu. No endereço eletrônico ainda podem ser consultadas informações sobre cartografia social, clima, mapeamento cartográfico sistematizado, recursos hídricos, unidades territoriais, uso da terra e vegetação.<br /><strong>Fonte: Agência Estadual de Notícias</strong></div>Marta Bellinihttp://www.blogger.com/profile/16039199329592071018noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-24594212.post-15245679879130188862008-07-11T15:53:00.000-03:002008-07-11T15:54:41.595-03:00Pipoca global!<a href="http://bp1.blogger.com/_iRkpmV4yl7g/SHesTpIyErI/AAAAAAAAI-w/SNWGd-yPqzk/s1600-h/global+warming002.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221831746419561138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_iRkpmV4yl7g/SHesTpIyErI/AAAAAAAAI-w/SNWGd-yPqzk/s400/global%2Bwarming002.jpg" border="0" /></a><br /><div>Aquecimento global</div>Marta Bellinihttp://www.blogger.com/profile/16039199329592071018noreply@blogger.com