tag:blogger.com,1999:blog-24309028732559679032009-07-15T10:00:01.299-03:00Blog do Balude Cultura, Cinema, Esporte, Economia e Comportamento. E talvez mais um pouco...Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.comBlogger267125tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-42140585404456946002009-07-15T10:00:00.001-03:002009-07-15T10:00:01.306-03:00Mais Balu no Webrun !<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SlH0lIVkVfI/AAAAAAAAArA/x-XZuYmxTqM/s1600-h/happy+meal.bmp"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SlH0lIVkVfI/AAAAAAAAArA/x-XZuYmxTqM/s320/happy+meal.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355330350650512882" border="0" /></a><br /><div style="text-align: justify;">Com atraso, mas ainda vivo!, foi colocado no ar meu <a href="http://www.webrun.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/9793">mais novo artigo</a> sobre Nutrição esportiva no portal Webrun. Para acessá-lo, <a href="http://www.webrun.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/9793">clique aqui</a>!<br /><br />Te vejo lá!<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-4214058540445694600?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-63218512228248115242009-07-14T10:00:00.003-03:002009-07-14T10:00:04.777-03:00República Popular e Socialista de LOST<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sls4cEgcdXI/AAAAAAAAAtI/K2pqG-0Zswc/s1600-h/lost_1_1600_1200.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 274px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sls4cEgcdXI/AAAAAAAAAtI/K2pqG-0Zswc/s400/lost_1_1600_1200.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357938236584654194" border="0" /></a><span style="font-weight: bold;">Lost </span>é um seriado que virou mania. Ele tem um quê de Matrix e Arquivo-X, com os fãs buscando significados que existem apenas na cabeça deles sempre extrapolando a ficção. Não deixava de ser engraçado ver nerds elevando o Matrix a um status irreal quando as duas continuações não são nada mais do que bons filmes de ação com explosões e lutas como outro filme qualquer. O fato é que eu me sentia meio envergonhado por nunca ter visto nenhum episódio do tão comentado <span style="font-weight: bold;">Lost</span>. Mas eu não sou um bom parâmetro porque somente ano passado fui ver um episódio de Friends. Adorei e vou comprar o Box completo. Antes desses, eu vi “<span style="font-style: italic;">Band of Brothers</span>” e “<span style="font-style: italic;">Over There</span>”, os quais recomendo fortemente.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br />Escrevo esse post no domingo após uma “Maratona de Lost“ que venho fazendo com alguns amigos. Foram 25 episódios (1 temporada) em 2 sábados e vamos manter o ritmo tentando esgotar as 4 temporadas restantes (de 17 a 24 episódios cada) em mais 6 sábados. E nesse meio tempo vejo 1 episódio de Jack Bauer salvando os EUA (e consequentemente o muuundo) no seriado 24h todas as noites no DVD.<br /><br />Há uma frase nessa 1a temporada de Lost dita para um dos personagens principais, o Hurley, o gordo cabeludão: “<span style="font-style: italic;">You make your own luck</span>” (*Você faz a sua própria sorte)<br /><br />Essa mesma frase é dita nos 2 mais rentáveis filmes da história. No <span style="font-style: italic;">The Dark Knight </span>(Batman - O Cavaleiro das Trevas, EUA, 2008), <a href="http://www.baluzao.com/2008/08/de-batman-ou-do-porqu-do-capito.html">o melhor filme de super-heróis da história</a>, e no <span style="font-style: italic;">Titanic</span> (idem, EUA 1997). Naquele, Harvey “Duas Caras” Dent é <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mlzFvX62dp8&amp;eurl=http%3A%2F%2Fwww.overthinkingit.com%2F2008%2F11%2F10%2Fthe-luckiest-line-in-movies%2F&amp;feature=player_embedded">quem diz, já no segundo, o marido da Rose</a> que <a href="http://www.imdb.com/title/tt0664513/quotes">virou até citação em outro seriado</a> (<span style="font-style: italic;">The Office</span>).<br /><br />Outra curiosidade: em ambos, os personagens da frase começam o filme como 2 homens muito auto-confiantes, sortudos e do bem. Mas como eu ainda não sei que rumo o inseguro e azarado Hurley irá tomar, não posso falar muito mais.<br /><br />Porém, a primeira observação que nosso amigo Osmar nos fez nessa 1ª temporada é que reparássemos que os personagens de Lost formam uma ilha socialista. Vejam só, eles passam fome, são pobres, não há lá sequer o que vestir e como todo inconformado cubano, eles até fizeram uma jangada para escapar do “paraíso”. É aquela velha história, a ilha socialista é sempre linda, você até passaria as suas férias lá com seu cartão AMEX e seu VISA, mas ninguém quer ficar de vez. Mas o que mais deixa aquilo com mais cara de socialismo são mesmo os tais “Os Outros” que são os acusados por tudo que acontece de errado para eles. É a terceirização e a externalização da culpa. Tem algo mais socialista do que isso na ilha?<br /><br />p.s.: a dica e pedido do post vem do meu grande <a href="http://batatistica.blogspot.com/">amigo Danilo Batata</a>, para quem o melhor negócio do mundo seria me comprar pelo que me pagam e me vender pelo que eu valho. Não concordo jamais com a segunda parte, mas eu poderia, sim, ganhar mais.<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-6321851222824811524?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-64524610081584245982009-07-13T10:00:00.000-03:002009-07-13T10:01:04.924-03:00R.I.P., Michael<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SlsvDCPPDtI/AAAAAAAAAtA/7n8JYH-1TeE/s1600-h/michael_jackson_1958_2009.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 281px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SlsvDCPPDtI/AAAAAAAAAtA/7n8JYH-1TeE/s400/michael_jackson_1958_2009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357927910874222290" border="0" /></a>Eu já desisti de fazer um post especial sobre a morte do meu maior ídolo musical. Junto com a morte de Ayrton Senna 15 anos atrás, nenhuma morte de personalidade havia me emocionado tanto. No dia em que Michael Jackson morreu, eu fiquei no trabalho por mais de meia hora parado na Internet antes de voltar pra casa só pra poder procurar atualizações sobre o estado dele e torcia para que tudo não passasse de falta de informações desencontradas, como sempre foi na vida dele. Em vão. Nos últimos anos a figura de MJ era tão associada a bizarrices e críticas que ele parecia precisar morrer pra finalmente virar um mito condizente com sua importância musical.<br /><br />Afinal, que outra personalidade de qualquer área da atividade humana passaria 10 anos afastado e causaria tamanho frisson? Nas ruas você ouvia comentários, você recebia e-mails, os jornais só tratavam de um tema. O fato é que precisando de dinheiro ele programou uma série de shows que tiveram bilheteria esgotada. Eu mesmo tentei em vão conseguir os meus ingressos. Hoje, dia 13 de Julho seria sua estreia na O2 Arena de Londres. Ele que sempre foi um gênio na arte de fazer dos concertos verdadeiros e incomparáveis shows piroctécnicos, parece que precisava da morte para ter um retorno triunfal tão impactante e global que a notícia demorou pra ser digerida. Mais. Os mais velhos se relembraram de como ele era um cantor fantástico, os mais novos reapresentados ao seu trabalho puderam ver que ele é também um dançarino e um ritmista insuperável. Por onde se olhe ou se avalie, vimos que ele foi o maior da história. Aquele período que ele construiu com talento nunca se repetirá. Ele precisou morrer para sair da infâmia e se reerguer.<br /><br />A figura dele desde sua morte alguns dias atrás apenas cresceu. <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/efb88034-6599-11de-8e34-00144feabdc0.html?ftcamp=rss&amp;nclick_check=1">A Amazon divulgou que vendeu mais discos dele em 24h após sua morte do que havia vendido nos últimos 11 anos</a>, as vendas mundo afora foram maiores do que as de Elvis Presley e John Lennon após suas respectivas mortes, o site para concorrer a entradas do velório recebeu 500 milhões de acessos em menos de 1 dia, os seus vídeos no Youtube são os líderes de acesso nessas semanas, seus discos voltaram a figurar na lista de mais vendidos e a onda parece não parar.<br /><br />São incontáveis as tentativas de explicação para um comportamento tão bizarro como o dele. Para quem entrou no mundo musical aos 6 anos de idade, virou o maior ídolo pop da história, não teve infância, nem adolescência, não possuiu um suporte familiar adequado e tinha ao seu lado irmãos sem ideia de um correto planejamento financeiro e um pai mais do que ambicioso e incapaz de ser uma figura paterna, parece ser compreensível então que ele tenha se comportado de forma tão errática.<br /><br />O que pouca gente leva em consideração é que MJ tenha ficado ainda mais recluso após as acusações de pedofilia. No livro que já citei aqui, <span style="font-style: italic;">The Magic and the Madness</span>, o autor explica e defende que MJ nunca teria abusado de qualquer uma das crianças próximas a ele, mas mesmo assim a condenação pública já havia sido feita.<br /><br />Pior do que a pedofilia é o crime grave pelo qual se paga sem cometer. MJ começou a morrer quando as acusações ganharam as manchetes no mundo todo. Em conluio com os acusadores, estava a imprensa irresponsável, aquela que denuncia sem saber ou apenas querendo vender mais e mais mesmo que para isso comprometa a verdade. Agora que está morto, todos se lamentam como se sua morte fosse uma tragédia. Mas ele já era uma tragédia todos esses anos e ninguém o ajudou.<br /><br />Eu prefiro acreditar que o MJ era um cara extremamente exótico, com comportamento bizarro, mas que nunca fez mal a ninguém, como outros gênios que a arte conheceu. E para piorar ainda teve que pagar para que não fosse mais explorado porque não tinha paciência com os processos e nem confiança de que se safaria de todas as acusações. Aliado ao seu exagero consumista, quase foi à falência.<br /><br />MJ pagou caro num mundo que não aceita o diferente. Foram 10 anos melancólicos que acompanhamos, mas é persistir no erro condená-lo até depois de morto. Até porque não há santos em lugar nenhum já que todos esses estão mortos, essa é uma condição para que sejam chamados assim. Como foi muito bem <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6VLQq_EUdVA&amp;eurl=http%3A%2F%2Fblogs.band.com.br%2Fbarbaragancia%2F&amp;feature=player_embedded">dito em seu velório pela deputada Sheila Jackson Lee</a>, ele era uma boa pessoa, “um bom samaritano”.<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-6452461008158424598?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-72482350190850517372009-07-10T10:00:00.003-03:002009-07-10T10:00:06.381-03:00De Honduras e da nossa crise de saber o que é Democracia<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SlY6Hv5AfLI/AAAAAAAAAsY/8YRbgA0qV8w/s1600-h/SeloOficialRB.JPG"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 350px; height: 350px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SlY6Hv5AfLI/AAAAAAAAAsY/8YRbgA0qV8w/s400/SeloOficialRB.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356532711592852658" border="0" /></a>Eu não sabia, mas a nossa República de Bananas deve o apelido indiretamente ao humorista americano William Sydney Porter, que viveu em Honduras no início do século XX. Morando lá ele definiu o país como uma "República bananeira". Como aqui na América Latrina o que não falta é governo corrupto e país sem leis, o termo foi popularizado, adotado por nós, mas Honduras que foi, sim, a primeira República de Bananas.<br /><br />Nada mais justo que fazer valer a fama. Eis então que o presidente eleito do país, Manuel Zelaya, perdeu o poder. <span style="font-weight: bold;">Mas teria sido um golpe?</span><br /><br />O PTista é um tipo de pessoa que consegue transformar até tumor em categoria de pensamento. Veja como a ministra Dilma é melhor por tê-lo e o crítico PTista Reinaldo Azevedo é o inverso justamente por também possuir os seus. Para os amigos deles qualquer coisa é um sinal de virtude, nos outros, uma explicação para seus defeitos. Nesse ritmo não faltou para que a derrubada de um presidente também assim o fosse.<br /><br />Visto do que está na constituição hondurenha, o presidente caiu por seus defeitos e excessos, não por suas virtudes. Ele caiu porque agrediu a carta magna do país, não porque era um exemplo. Para quem ainda não acompanhou a situação, o presidente quando eleito era um típico político de centro-direita. Com o passar do governo começou a debandar para a esquerda se aproximando do protoditador venezuelano Chavez. Até aí tudo bem, mesmo que pra isso tenha traído seus eleitores. Mas eis então que seguindo o que manda a cartilha dos demais novos protoditadores latinos, ele passou a fraudar a Democracia querendo mudar a lei do país via plebiscito para se perpetuar no poder. E como se faz isso? Populismo barato ferindo os princípios democráticos. Com os seus planos descobertos e com a realização de um plebiscito negado, foi deposto seguindo o que está escrito nas leis do país. Mas para os intelectuais da esquerda, quando um esquerdista cai por excessos, é golpe. Quando ele dá o golpe na Democracia, seria para o nosso bem.<br /><br />Pois bem, enquanto escrevo esse post, estou vendo uma entrevista de nosso Celso Amorim na TV Globo dando mais uma de suas declarações vergonhosas. Para ele, a diferença entre o que ele chama de golpe em Honduras e o que se passa em Cuba seria a duração do ocorrido, como em Cuba isso se passou há mais de 50 anos, ele seria permitido. Palavras de Amorim! Para ele, por durar muito, seria legítimo e o de Honduras não duraria sequer 3 meses. Seria o caso então de Fidel Castro mostrar ao ex-presidente como se mata opositor para durar mais no poder?<br /><br />Amorim ainda acrescenta que o governo atual não tem sequer legitimidade de convocar eleições. Mas Fidel teria? Os cubanos sabem, aliás, o que é uma eleição na prática? Celso Amorim é uma vergonha nacional. Aplica-se também a ele uma brilhante frase usada e adaptada pelo blogueiro do maligno tumor, Reinaldo Azevedo, em um post sobre Lula e o pensamento PTista: Bastaria que ele, Celso Amorim, sentindo aquela vontade irresistível de pensar, tivesse a educação de esperar a vontade passar.<br /><br />Deste presidente deposto hondurenho não tenho qualquer simpatia, óbvio. Do governo provisório, tampouco! Mas como 2 erros não fazem jamais 1 acerto, está na hora dessa turma pilantra começar a dar nomes certos aos bois. A carta magna de um país democrático deve ser seguida, e jamais ser alterada em nomes de princípios escusos como garantia de um suposto bem maior.<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-7248235019085051737?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-49963942990567579552009-07-08T10:00:00.001-03:002009-07-08T10:27:50.037-03:00De rins, transplantes, capacetes e motos.<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sj94mjB7uSI/AAAAAAAAApg/PI6c97tQoJ8/s1600-h/80730301.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 267px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sj94mjB7uSI/AAAAAAAAApg/PI6c97tQoJ8/s400/80730301.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350127485973149986" border="0" /></a>Já <a href="http://www.baluzao.com/2008/10/por-que-no-comercializar-rgos.html">escrevi aqui</a> sobre o que eu acho como uma das saídas viáveis para aumentarmos o transplante de rins diminuindo o sofrimento dos que estão na fila de espera. Sou a favor da comercialização dos órgãos, pois aumentaria muito a oferta deles, reduziria a fila unificada pela espera, acabaria com qualquer possibilidade de um mercado negro que já existe na Ásia e ainda daria a muita gente que morre com 2 rins a chance de uma vida mais digna com o pagamento oferecido.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br />Tem gente que é contra apenas com o argumento tosco de proteger os pobres. Esses querem pensar por eles e por todos nós. Outro ponto importante é para aqueles que colocam no RG que não são doadores. Então esses que caiam para o final da lista unificada. Isso também ajudaria e é muito mais justo.<br /><br />Por fim, o estado deveria esclarecer à população que não há razão para se ter medo de ser um doador com o medo infundado de perder órgãos ainda vivo. Isso não existe! O que mais o estado poderia fazer para ajudar seria deixar de lado a exigência dos motociclistas de usarem capacete. Mas como assim??<br /><br />Ao contrário do que muita gente pensa, usar capacete não é obrigatório em todo o mundo. Muitos países não adotam a medida por questão de dar liberdade de escolha ao usuário e outros se baseiam ainda em pesquisas que indicam que motociclistas e ciclistas quando utilizam capacete acabam muitas vezes sendo mais agressivos enquanto guiam por terem uma sensação maior de segurança e invulnerabilidade, causando assim ainda mais acidentes.<br /><br />Nos EUA, onde os estados podem ter leis locais muito diferentes, um pesquisador publicou <a href="https://www.msu.edu/%7Etelder/donorcycles6-10-09.pdf">um estudo muito interessante</a>. O Texas se juntou a outros 5 estados onde não há mais a obrigatoriedade do equipamento desde 1994. E o estudo vai justamente nessa diferença na lei, pois estes estados apresentam desde então uma maior disponibilidade de órgãos para transplantes. Teria a população texana ficado assim mais sensível ao drama alheio doando mais? Não! Os acidentes gerados agora resultam em mais órgãos para doação!<br /><br />Seria moralmente correto apoiar uma lei dessas por causa desse efeito colateral? No país campeão mundial de mortes no trânsito e em uma cidade como São Paulo, onde morre 1 motociclista por dia útil, o que será que aconteceria se diminuíssem os acidentes? Teríamos assim uma queda na oferta de órgãos? Temos algum benefício que seja com tamanha carnificina? Não creio, mas tampouco podemos garantir. Quem vai fazer a pesquisa?<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-4996394299056757955?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-16904813403956622312009-07-07T10:00:00.003-03:002009-07-07T14:20:52.216-03:00Sobre cupom e metas de compras<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkOD7vpmJlI/AAAAAAAAAqQ/SDyJWFFxUuM/s1600-h/hsc1927l.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 354px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkOD7vpmJlI/AAAAAAAAAqQ/SDyJWFFxUuM/s400/hsc1927l.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351265844672734802" border="0" /></a>Estou lendo o sensacional “<span style="font-style: italic;">Risk – The Science and Politics of Fear</span>” do autor Dan Gardner, livro que pretendo mais pra frente escrever uma resenha. Nele entre outras coisas o autor mostra a dificuldade que temos com alguns números e como somos traídos em nosso comportamento quando temos que lidar com vários deles que aparecem aos montes à nossa frente.<br /><br /></div><div style="text-align: justify;"><div style="text-align: justify;">Tem gente que acha que consegue ser perfeitamente racional, não deixando assim em nada se influenciar. <span style="font-weight: bold;">Mas será mesmo que somos assim racionais? Não mesmo.</span><br /><br />No livro, Gardner mostra um exemplo de uma pesquisa em um supermercado, um verdadeiro laboratório para pesquisas. Os pesquisadores notaram que em uma grande promoção de feijão em lata (baked beans) os consumidores se comportavam de maneira muito diferente com uma pequena alteração no anúncio aos consumidores. No grupo em que a promoção não trazia “regras”, os clientes levavam em torno de 2-3 latas, mas quando o supermercado disponibilizava o aviso de “no máximo 10 latas por pessoa”, os clientes saíam com 6-7 latas cada um. É o tal efeito âncora, quando você disponibiliza qualquer número a uma pessoa e algumas de suas decisões e escolhas imediatamente futuras são muito ligadas a esse número aleatório.<br /><br /></div>Esse efeito também pode ser atribuído à perseguição de uma meta por parte do consumidor. Para provar essa teoria, em uma loja de conveniência com média de vendas na ordem de U$4,00 por cliente, começou-se a oferecer cupons de desconto de U$1,00 para cada U$6,00 em compras e também para outros clientes um cupom de igual desconto (U$1,00) para cada U$2,00. O que aconteceu? <span style="font-weight: bold;">Houve comportamentos distintos?</span><br /><br />Aqueles que receberam o primeiro cupom passaram a gastar mais para que pudessem utilizar os cupons, de acordo com o que eu <a href="http://www.baluzao.com/2008/10/por-que-cupons.html">já disse aqui tempos atrás em outro post</a>. Mas o mais estranho foi que os outros clientes passaram a gastar menos mesmo quando gastando os habituais U$4,00 teriam o mesmo desconto com o cupom! Estranho, não?<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-1690481340395662231?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-11901728031750313692009-07-06T10:00:00.006-03:002009-07-06T10:12:10.621-03:00Educação, matemática, sexismo e as tais diferenças inatas...<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF6R7zgk-I/AAAAAAAAApw/3HQbXKIU3jk/s1600-h/77130187.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 326px; height: 218px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF6R7zgk-I/AAAAAAAAApw/3HQbXKIU3jk/s400/77130187.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350692280822961122" border="0" /></a>Lembro que não faz muito tempo vi <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/estado/2009/05/21/ult4513u2394.jhtm">uma reportagem</a> que mostrava um daqueles pesquisadores com um estudo que prometia provar a superioridade intelectual de um dos sexos. O estudo picareta mostrava que no futuro o mundo seria dominado pelas mulheres porque numa bateria de 9 testes elas se sobressaíram em 6, justamente os que supostamente seriam mais determinantes para a humanidade num futuro não distante. Algumas pessoas saudavam isso como um alento, uma coisa boa, uma prova de que o homem não é melhor do que a mulher, ele seria, aliás, pior. Eu vi aquilo como uma pesquisa tonta porque era muito superficial. Mas eu fiquei é imaginando onde o cara iria arranjar financiamento ou rede de televisão dispostos a divulgar um resultado diferente, onde em 8 dos 9 testes os homens se saíssem melhores e que assim nós então teríamos é que nos acostumar e iríamos sim esperar e ver mulheres saindo cada vez mais de cena.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Seria isso possível?</span> Duvido! Mas bem antes desse estudo mais uma vez uma grande autoridade do mundo acadêmico falou algo relativo ao tema de modo que acabou sendo mal interpretado e teve que se explicar porque alguns radicais ouvem o que querem, inventam e atribuem frases não ditas. O nosso ex-presidente FHC nunca disse “esqueçam o que eu escrevi”, mas até hoje lhe cobram explicação. Pois o presidente (ou reitor) de Harvard <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A19181-2005Jan18.html">teria sugerido alguns anos atrás que haveria uma diferença inata entre homens e mulheres</a> que faria com que aqueles se sobressaíssem quando comparados com elas nos campos da matemática, ciências exatas e engenharia.<br /><br />O maior erro do reitor de Harvard, Lawrence H. Summers, talvez tenha sido mesmo a questão do exemplo negativo dado às futuras estudantes, pois se uma autoridade dessas diz isso, fica mais difícil (mas não impossível) convencer e incentivar a sua sobrinha de que ela pode ser uma grande física nuclear, por exemplo. Mas daí querer a cabeça dele como já se quis também a de outros acadêmicos que deram declarações semelhantes é um abuso!<br /><br />Qualquer declaração do gênero é infeliz, politicamente incorreta, mas não de todo errada se você analisa o que foi dito. Vale lembrar que o mesmo incômodo que há com a baixa presença feminina nestas áreas, não gera o mesmo desconforto em outras áreas reconhecidamente “delas”. Mas voltemos.<br /><br />O reitor Summers deu 3 motivos principais para a grande desproporção entre os gêneros, mas foram ignoradas por muitos dos ouvintes. A primeira é que por causa da maternidade há naturalmente menos mulheres dispostas à dedicação acadêmica. Uma segunda razão dada por ele e que ainda desperta os instintos mais primitivos nos críticos é dizer que há muito mais garotos entre os estudantes de altas notas em matérias exatas nos colégios. Isso não é opinião, são números. Se isso serve de consolo, há muito mais garotos também com as piores notas, ou seja, a distribuição das notas entre as mulheres é mais concentrada, as dos meninos mais distribuídas aos extremos, mas as médias são muito similares. E o terceiro fator seria finalmente um preconceito nas universidades que ele julga ser o menos decisivo por uma lógica válida, as mulheres já são minorias na amostra das melhores notas antes de entrarem nos cursos dessas áreas. Ou seja, ele não quis dizer que o homem é melhor do que a mulher, mas que há uma questão inata para que nós homens sejamos maioria nesses cursos. <span style="font-weight: bold;">Falou besteira? Não mesmo.</span><br /><br />Alguns estudos já tentaram entender e explicar o porquê de haver mais homens que mulheres. Elas são muitas e podem ir <a href="http://www.stanford.edu/%7Eniederle/Gender.pdf">do temperamento</a> à <a href="http://www.kellogg.northwestern.edu/faculty/sapienza/htm/science.pdf">pura discriminação</a>. Mas uma recente pesquisa do <span style="font-style: italic;">National Bureau of Economic Research Working Paper</span> relacionando o gênero e os resultados acadêmicos na Academia da Força Aérea Americana (<span style="font-style: italic;">U.S. Air Force Academy</span>), entretanto, encontrou dados muito interessantes para aqueles que tentam estudar o assunto.<br /><br />O estudo feito pelos economistas Scott Carrell e Marianne Page da Universidade da Califórnia e pelo colega deles, James West da <span style="font-style: italic;">U.S. Air Force Academy</span> (USAFA), encontrou que trocando um instrutor homem por uma instrutora mulher há um efeito extremamente significativo para reduzir a diferença entre os sexos.<br /><br />O trio de economistas examinou 9481 cadetes graduandos que foram alunos de 250 diferentes instrutores de ciências e matemática na USAFA de 2000 a 2008. Se mulheres alunas de professoras se saem melhor (ou pior) seria porque os professores atraem melhores (ou piores) alunos ao invés de ensiná-los melhor? Seria porque professoras facilitariam as provas para que as alunas mais fracas <a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF6gKqel0I/AAAAAAAAAp4/cJNlJYQlbac/s1600-h/sb10069449d-001.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 301px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF6gKqel0I/AAAAAAAAAp4/cJNlJYQlbac/s400/sb10069449d-001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350692525329782594" border="0" /></a>se saiam melhores? Seria ainda algo completamente diferente?<br /><br />Vejamos, na USAFA o currículo, os protocolos e as provas e testes são extremamente rígidos, o que deu aos pesquisadores condições ótimas para o estudo porque tudo era padronizado, igual para todos os alunos. Além disso, os alunos são distribuídos aleatoriamente entre os diferentes professores, sendo assim, não há chance de escolha para o aluno (homem ou mulher) escolher o professor ou o sexo deste.<br /><br />O que os economistas viram foi que as mulheres obtêm notas 0,15 (metade da diferença entre um A+ e um A-) menores do que os homens. Mas aí vem o interessante. Essa diferença é maior quando a aluna tem um professor homem, mas quando a instrutora é mulher, a diferença cai em 2/3! No lado masculino, os homens com instrutores homens também tinham notas melhores do que aqueles com instrutoras, mas essa diferença não era tão grande.<br /><br />Ou seja, os pesquisadores atribuem boa parte da diferença de desempenho entre os sexos na USAFA pelo fato de que apenas 23% das turmas têm instrutores mulheres. Para estes estudantes, elas acabam reduzindo muito a diferença nas notas e desempenho, muito mais pelo fato das mulheres terem notas maiores do que pela dos homens estarem pior.<br /><br />Mas outro ponto importante é que ter um instrutor homem para uma aluna não é decisivo apenas nas notas ou em sua formação no primeiro ano, isso porque o quão bem elas se saem em seu ano introdutório para elas indica as chances de se obter futuramente um título acadêmico.<br />Mas, afinal, por que ter uma instrutora muda tanto o desempenho das alunas? Seria porque ver uma mulher naquela posição seria encorajador? Se fosse apenas isso, já saberíamos o que é necessário para cada gênero se sair melhor, mas acontece que o estudo também viu que com alguns professores homens não há aumento da discrepância entre gêneros e com algumas instrutoras as alunas tampouco acabam saindo-se bem. Ou seja, alguns homens são muito bons ensinando mulheres, então apenas um suposto modelo feminino não explicaria o resultado.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">O que faria então desses homens bons professores?</span> Atribui-se a alguns o fato de por terem filhas, serem também bons mentores e de alguns outros terem uma <a href="http://www.econ.yale.edu/faculty1/washington/genderpap10.pdf">empatia desenvolvida</a> para desafios que as alunas têm que enfrentar na vida. Seria isso mesmo? Ou um estilo diferente de ensinar explicaria tudo? O estudo não se baseou nos professores e suas metodologias, então a pergunta fica ainda sem resposta.<br /><br />Sendo assim, um dos pilares para se combater uma presença feminina menor nesses campos é entender justamente o que faz de um professor (seja ele homem ou mulher) mais efetivo com alunas. O problema é você cair na solução simplista de começar apenas a contratar professores mulheres para resolver o “problema”. Assim você cai na burrice e racialismo das cotas. Para contratar mulheres professoras você terá assim que deixar homens competentes do lado de fora tão somente porque eles são... homens! E não há causa que justifique isso uma vez que nenhuma mulher pode ser deixada também de fora por ser mulher.<br /><br />Por outro lado não adianta acharmos que ser “bonzinho” com as alunas ajudaria, já que a questão da razão não está respondida. Talvez uma medida simples seja deixar claro que a diferença entre um A- ou B+ não é o que determina o seu futuro acadêmico como muitas mulheres exigentes acreditam hoje. O que podemos concluir é que ajudando de maneira meritocrática a se reduzir a diferença é algo essencial caso queiramos nesses campos de atividade uma proporção mais homogênea entre os gêneros.<br /><br />Mas não custa reforçar, sem cotas!<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-1190172803175031369?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-1859095688950457272009-07-03T10:00:00.005-03:002009-07-03T12:43:41.821-03:00Jaleco Branco para quê?<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF3w0TenXI/AAAAAAAAApo/9dLU8SvSz1s/s1600-h/80407406.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF3w0TenXI/AAAAAAAAApo/9dLU8SvSz1s/s400/80407406.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350689512850627954" border="0" /></a><a href="http://blogs.wsj.com/health/2009/06/16/ama-the-white-coats-are-going-the-white-coats-are-going/?mod=sphere_ts&amp;mod=sphere_wd">Foi divulgado recentemente nos EUA</a> que a <span style="font-style: italic;">American Medical Association</span> (AMA) recomendou <a href="http://www.ama-assn.org/ama1/pub/upload/mm/475/a-09-ref-comm-g-annotated.pdf">em um relatório</a> mais estudos para colocar em prática uma resolução ainda em avaliação que obrigaria os hospitais a adotar novos trajes e nova política de vestimenta acabando de vez com o uso dos tradicionais jalecos brancos e de qualquer outro traje que ajude a aumentar a propagação e os casos de infecções hospitalares.<br /><br />O motivo da decisão da AMA é o <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18834751?ordinalpos=1&amp;itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_DiscoveryPanel.Pubmed_Discovery_RA&amp;linkpos=2&amp;log$=relatedarticles&amp;logdbfrom=pubmed">grande</a> <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1773186">número</a> <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10833346?ordinalpos=1&amp;itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_DiscoveryPanel.Pubmed_Discovery_RA&amp;linkpos=3&amp;log$=relatedarticles&amp;logdbfrom=pubmed">de estudos</a> que relaciona infecções hospitalares com os aventais, além da já conhecida hipertensão pela <a href="http://listas.cev.org.br/arquivos/html/cevidoso/2001-08/msg00005.html">Síndrome do Avental Branco</a> que eleva a pressão arterial de pessoas normotensas no momento da medição.<br /><br />Se há tanta evidência da inutilidade do avental ou do mal que algumas vezes ele causa, por que mantê-lo? <a href="http://www.baluzao.com/2009/05/de-medicos-e-doencas.html">Por uma questão social</a>! Quando você vê alguém de jaleco você deduz que ele é um médico, mas isso é ainda melhor pra ele visto a grande admiração que a profissão ainda tem. E você pode notar isso pela mania tonta de se andar com o estetoscópio pra lá e pra cá. É a única profissão em que o profissional fica andando com o instrumento de trabalho desse jeito. Eu não perco tempo e fico imaginando o mecânico andando com o macaco hidráulico ou um grifo na mão.<br /><br />A profissão, assim como todas as outras da área de saúde, começou de uma forma completamente diferente daquilo que temos hoje. Entre outras coisas tivemos o desenvolvimento de <a href="http://www.baluzao.com/2009/05/lavemos-todos-as-maos-voces-medicos.html">procedimentos anticépticos</a>, vacinas para crianças, <a href="http://www.baluzao.com/2009/01/vacina-contra-gripe-para-todos-at-para.html">para idosos</a> e o <a href="http://www.baluzao.com/2009/06/um-breve-conto-sobre-anestesia.html">advento das anestesias</a> que prolongaram a sobrevida dos pacientes reduzindo a sua mortalidade.<br /><br />Os jalecos começaram a ser usados simbolizando pureza, mas também higiene, não à toa até oficinas mecânicas, pensando nesse simbolismo, agora também exigem que os funcionários estejam usando aventais. Mas nem sempre foi assim, pois consta que até fins do século XIX, <a href="http://virtualmentor.ama-assn.org/2007/04/mhst1-0704.html">médicos e enfermeiras utilizavam roupas pretas</a>! E apenas em 1915 os médicos em hospitais tiveram que passar a usar os aventais brancos.<br /><br />O argumento daqueles que defendem a tradição é o fato do avental supostamente acalmar as pessoas e dar-lhes confiança. 56% dos entrevistados <a href="http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?tool=pubmed&amp;pubmedid=15138319">em uma pesquisa</a> acreditam que eles devam usar os jalecos contra apenas 24% dos médicos que acham o mesmo. Os mais velhos concordam mais com o uso enquanto os mais novos tendem a achar que não. <a href="http://www.amjmed.com/article/S0002-9343%2805%2900351-7/abstract">Outro estudo</a> encontrou que pacientes acreditam e confiam mais nos médicos quando eles utilizam avental.<br /><br />Mas nem todos os tipos de médicos gostam de utilizá-los. Os pediatras e psiquiatras normalmente não o usam. <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2218160">Na Dinamarca e Inglaterra os pacientes não fazem questão</a>, então eles usam menos. Mas adotando a medida, parece que a AMA não seria a pioneira, visto que <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/scotland/7784552.stm">o Serviço Nacional de Saúde na Escócia estabeleceu o fim do avental branco no final de 2008</a> e agora haverá um outro padrão de cores para todos os funcionários. Parece mesmo que a tendência é para o fim deles.<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-185909568895045727?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-71347739579986629052009-07-02T10:00:00.005-03:002009-07-02T10:31:39.374-03:00Quanto duram as amizades?<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrcLVxl7oI/AAAAAAAAAoQ/Ry5-TWAO824/s1600-h/postal+de+amizade.gif"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrcLVxl7oI/AAAAAAAAAoQ/Ry5-TWAO824/s320/postal+de+amizade.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348829594837708418" border="0" /></a>Tem gente que acha que amigos são para sempre. Outros são mais pragmáticos e sabem que amigos, tal qual diz <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vOkZCop9CUE">a famosa música Filtro Solar </a>que já <a href="http://www.baluzao.com/2009/03/dias-gloriosos.html">citei aqui quando falava sobre saudosismo tonto</a>, vão e vêm, também como resultado da correria do dia a dia e da mudança de nossas redes de contato quando migramos da escola para a faculdade e depois nos diferentes empregos.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Pois eis que <a href="http://www.narcis.info/publication/RecordID/oaidspacelibraryuunl187433616/Language/NL/repository_id/uu_bibonly/">um novo estudo muito interessante</a> veio mostrar que daqui a 7 anos o seu grupo de amigos será muito diferente do que é hoje mesmo que mantido o mesmo tamanho.<br /><br />O estudo da <span style="font-style: italic;">Utrecht University</span> feito pelo sociólogo Gerald Mollenhorst entrevistou 604 pessoas acerca de suas amizades e 7 anos depois fez o mesmo descobrindo que apenas 48% das pessoas se mantinham na rede de relacionamento delas. É um fato que o e-mail e o celular aproximaram as pessoas e ferramentas como o orkut e o Facebook facilitaram enormemente que mantenhamos contato com muito mais pessoas. Mas o que eles e as novas ferramentas virtuais criadas a toda hora (<a href="http://www.baluzao.com/2009/06/voce-pode-ter-twitter-mas-ja-entrou-la.html">Twitter??</a>) poderão fazer? Só o tempo dirá.<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-7134773957998662905?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-5384558891716348952009-07-01T10:00:00.005-03:002009-07-01T10:00:25.544-03:00Cuidado com o garçom? Eu acho que basta ser educado...<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrRoI06PZI/AAAAAAAAAng/66hIwQ8WrEA/s1600-h/1400196g.gif"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 268px; height: 268px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrRoI06PZI/AAAAAAAAAng/66hIwQ8WrEA/s400/1400196g.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348817994950262162" border="0" /></a>Tem uma piada muito boa que o meu amigo André Britto fazia quando íamos almoçar juntos ali na Vila Olímpia em nossos tempos de adidas. Quando ele percebia que o garçom estava correndo todo atarefado anotando nossos pedidos ele perguntava se o garçom havia anotado o pedido dele, o garçom para não parecer distraído ou lento dizia que sim, e meu colega André completava dizendo a verdade: mas eu ainda não pedi nada!<br /><br />Para fechar o André fazia apenas mais um pedido: “Por favor, não cuspa no meu prato”. Sabe como é, né? Em tempos de fim da obrigação do diploma universitário para jornalista, durante pronunciamento de voto no STF a profissão de jornalista é comparada com a de cozinheiro, tal qual diz Tutty Vasques, não custa lembrar que cozinheiro ofendido é um perigo!<br /><br />Essa lenda de vingança que o pessoal da cozinha faria com clientes mal educados é o tipo de coisa que eu prefiro acreditar. Eu NUNCA trato mal esses funcionários. Quando <a href="http://www.baluzao.com/2009/03/budapeste-hungria.html">eu estava em Budapeste</a> eu conheci uma americana meio louquinha que começou a fazer um monte de piadas com um garçom enquanto jantávamos, mas o inglês dele era meio precário não entendendo que eram tudo piadas daquelas bem simpáticas e não reclamações. Aí eu quebrei o gelo porque fiquei preocupado.<br /><br />Mas seria lenda ou coisas piores acontecem? Faz um tempo apareceram as provas, <a href="http://www.nytimes.com/2009/04/16/business/media/16dominos.html">2 funcionários da Domino’s Pizza em North Carolina (EUA) foram despedidos</a>, multados e ainda correm o risco de serem presos porque colocaram no Youtube (em vídeos que depois foram retirados) cenas em que temperavam as pizzas que faziam com algo a mais tirado do nariz.<br /><br />Pra não correr o risco, prefiro continuar sendo simpático e educado, apesar de dizerem que o que <a href="http://www.baluzao.com/2009/06/mais-vinho-e-mais-enganacao-e-todos.html">os olhos não vêm, o coração e o nosso paladar não sentem</a>.<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-538455889171634895?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-87139022339686796682009-06-30T06:21:00.001-03:002009-06-30T14:14:52.820-03:00Pôquer...<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Skeo-mptSPI/AAAAAAAAAqY/cBzdVWj89Z4/s1600-h/poquer-na-internet.png"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 315px; height: 236px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Skeo-mptSPI/AAAAAAAAAqY/cBzdVWj89Z4/s400/poquer-na-internet.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352432475633961202" border="0" /></a>No final do ano passado aconteceu com o pôquer de um modo meio despercebido aquilo que já havia acontecido com grande repercussão no Xadrez. Em Las Vegas um programa de computador venceu alguns dos melhores jogadores de pôquer do mundo. Quando um computador 11 anos atrás venceu em uma série de jogos o Garry Kasparov, para muitos o maior enxadrista da história, ficamos achando que a última das grandes barreiras havia sido superada em um jogo.<br /><br />O placar foi 3x2 (e 1 empate) para a máquina. Além do fator sorte presente no pôquer, outro desafio dessa disputa é o blefe, os “jeitos e bocas” que somente uma pessoa tem. E a grande diferença está mesmo na informação que altera a reação humana. No xadrez você conhece todas as “cartas” do adversário, quando no pôquer você não tem esses dados. O Xadrez é muito determinista, sem o fator sorte e no pôquer as variações de um jogo são tão grandes que você precisaria de semanas ou mesmo meses de partidas seguidas para saber com grande validade quem seria mesmo o melhor dos jogadores sem que dependesse do acaso.<br /><br />Para que o desafio fosse mais válido foram então reduzidas as possibilidades de sorte. Usaram, assim, o <a href="http://pt.888.com/texas-holdem/pt/">Poker Texas Holdem</a> que é uma versão mais simples do pôquer. Além disso, as partidas foram duplicadas e cada jogo envolvia 2 jogadores competindo simultaneamente contra a máquina, o novo programa <span style="font-weight: bold;">Polaris</span>. Para reduzir o peso da sorte, a mesma mão era usada nas duas partidas de forma que cada um dos humanos tinha posições opostas contra a máquina, representada por um laptop. Ou seja, se um dos jogadores pegasse uma mão boa, o outro necessariamente pegaria uma ruim. Somando-se os resultados saía o vencedor homem, máquina ou empate. Vale lembrar ainda que este desafio pode não ter sido o derradeiro uma vez que não foram feitos os cálculos para saber se essa duplicação de mãos é realmente efetiva contra o peso da aleatoriedade no resultado final.<br /><br />E qual a utilidade de um programa como esse que ganha de jogadores de pôquer? Por ser uma aposta, um programa de pôquer online pode ser muito utilizado em leilões fechados com várias empresas competindo em uma privatização, por exemplo, onde ninguém sabe a aposta do outro. E por que não também, em leilões virtuais como o e-Bay? É bem possível!<br /><br />O projeto para viabilizar o Polaris demorou 5 anos desde a concepção da ideia. No começo duvidaram da capacidade dele em ganhar contra profissionais do jogo, ainda mais quando em 2007 ele perdeu para profissionais em Vancouver, British Columbia. Um dos méritos melhorados no Polaris foi sua capacidade de analisar os estilos diferentes dos adversários de carne e osso sendo inclusive mais agressivo quando quer forçar a desistência do adversário.<br /><br />Acontece que não é qualquer jogo que ganha a dedicação e o investimento de um projeto desses, mas o pôquer é assim mesmo, um pouco cultuado, tradicional, diferente e especial. É um jogo que por causa da legislação americana, na disputa do “mundial feminino” (<span style="font-style: italic;">World Series of Poker</span>), por exemplo, os organizadores no <a href="http://pt.888.com/">casino</a> não têm como proibir a presença de um jogador homem. Assim, um homem pode cair no inusitado de ser campeão feminino de uma competição que deveria ter naturalmente uma mulher como vencedora. Esse dia ainda não chegou, mas já houve alguns poucos homens competindo e chegando longe.<br /><br />E já em um outro estudo interessante feito com mais de 100 jogadores pela <span style="font-style: italic;">Nottingham Trent University</span>, por exemplo, mostrou que 68% das mulheres que jogam online em sites de jogo de pôquer escolheriam jogar como um personagem masculino, pois assim chamariam menos atenção da “mesa”. Na mesma pesquisa mostrou-se que os apostadores online são muito menos avessos ao contato social do que se supõe, pois apenas 1 em 5 disse achar mais fácil se socializar mais facilmente jogando pelos sites do que na vida real enquanto 2 em 5 disseram que ele é uma grande alternativa para ajudar a escapar dos problemas pessoais e estresse do dia a dia.<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-8713902233968679668?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-71383255461163524272009-06-29T10:00:00.001-03:002009-06-30T06:20:47.460-03:00Vi com meus próprios olhos... mas dá pra confiar?<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrUmCIRODI/AAAAAAAAAno/OMVAcvNU29Q/s1600-h/eyewitness.JPG"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 311px; height: 177px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrUmCIRODI/AAAAAAAAAno/OMVAcvNU29Q/s400/eyewitness.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348821257327556658" border="0" /></a>Alguns meses atrás um júri no Texas (EUA) julgou Timothy Cole inocente de uma acusação de estupro que o mandou para a prisão em 1986. A vítima o apontou como o responsável em 3 oportunidades, 2 vezes na delegacia e uma no julgamento. Cole foi julgado inocente agora pelo teste de amostras de DNA. O verdadeiro estuprador, Jerry Wayne Johnson confessou o crime em 1995. Infelizmente o inocente Cole morreu na prisão em 1999, muito antes de ser declarado inocente.<br /><br />Um estudo publicado por professores da Iowa State University <a href="http://iowaindependent.com/12431/isu-profs-findings-throw-eyewitness-testimony-into-doubt">põe em cheque a credibilidade e o uso da identificação ocular</a> tão usada pela Suprema Corte Americana. Recentemente Gary Wells e Deah Quinlivan na <span style="font-style: italic;">Law and Human Behavior</span>, um jornal da <span style="font-style: italic;">American Psychology-Law Society</span>, revelaram quão frequente essa injustiça ocorre. Das 224 pessoas nos EUA que foram erroneamente condenadas e depois inocentadas por amostras de DNA, 77% (ou 172) o foram por erros na identificação por testemunha ocular. Ou seja, os erros por esse método é sozinho responsável por mais condenações de inocentes do que todas as outras causas somadas.<br /><br /><a href="http://www.cbsnews.com/stories/2009/03/06/60minutes/main4848039.shtml">Jennifer Thompson tinha 22 anos quando foi estuprada em 1984</a> e embora sob a terrível experiência ela tomou o cuidado de tentar gravar na sua memória todos os detalhes faciais e a voz do agressor porque se sobrevivesse poderia tentar ajudar na sua captura. Ela não só sobreviveu como identificou Ronald Cotton em pessoa na delegacia e depois ainda com alguma hesitação o reconheceu por foto dias depois<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrUuWIihOI/AAAAAAAAAnw/n4orSKLs5iA/s1600-h/lineup.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 325px; height: 273px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrUuWIihOI/AAAAAAAAAnw/n4orSKLs5iA/s400/lineup.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348821400136352994" border="0" /></a>. <a href="http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/dna/interviews/thompson.html">Em entrevista a uma rádio</a> ela confirmou que essa certeza deu a ela segurança de que havia feito tudo corretamente. Certo? Errado! O inocente Cotton ficou 10 anos e meio preso injustamente até um teste de DNA apontar o grave erro e apontar o culpado Bobby Poole. Mas o mais estranho de como nossa mente funciona está no fato de que mesmo se preocupando em memorizar suas características, na primeira vez que ela viu Bobby Poole na corte, ela estava segura de que nunca o havia visto antes! Ela mesmo sabendo do horrível erro que cometera, admitiu que ainda via Ronald Cotton e não reconhecia o rosto do agressor!<br /><br />Parece uma simplicidade, mas algumas mudanças simples são sugeridas pra que se reduzam esses erros, entre elas: mostrar as fotos das pessoas sequencialmente lembrando à pessoa que o suspeito pode não estar ali e se assegurar que aquele que conduz esse processo não tenha conhecimento de quem é o atual suspeito.<br /><br />O ponto é que a maioria das delegacias não se preocupa em melhorar este sistema porque nunca ficou claro o tamanho da injustiça que vem sendo feita até então. Se lembrar que alguém pagou caro por um erro já é bastante duro, podemos dobrar o custo desse erro quando lembramos que, com ele, um culpado sai livre do processo.<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-7138325546116352427?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-62891128598650233272009-06-26T10:00:00.005-03:002009-06-28T15:24:39.616-03:00Vivendo fora e se virando como pode.<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Si_JZy64-CI/AAAAAAAAAmo/JWDEhobvvck/s1600-h/creativity.gif"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 255px; height: 381px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Si_JZy64-CI/AAAAAAAAAmo/JWDEhobvvck/s400/creativity.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345712727714756642" border="0" /></a>Assim como dizem que escrever um blog ajuda a escrevermos melhor (pffff...), todo programa de TV ou matéria de revista que falam sobre a experiência de se viver no exterior batem na mesmice dizendo que os contratantes gostam de candidatos de emprego que viveram no exterior porque essa prática demonstraria que essa pessoa acaba demonstrando assim maior independência e criatividade para resolver novos problemas e desafios. <span style="font-weight: bold;">Mas será que é verdade?</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><br />Eu acredito em RH do mesmo modo que acredito em Feng Shui e aromaterapia. Acredito em eficiência de entrevista e dinâmica de emprego na mesma intensidade que acredito em vitamina C contra resfriado, ou seja, não acredito em nada disso! E também nunca botei fé nessa de que viver fora me faria mais criativo. Não acredito nisso.<br /><br />Mas eis então que <a href="http://www.apa.org/journals/releases/psp9651047.pdf">um estudo</a> com 210 estudantes universitários publicado no <span style="font-style: italic;">Journal of Personality and Social Psychology</span> com 2 experimentos tenta comprovar essa tese. Em um eles ofereciam uma vela, uma caixa de fósforos e algumas taxinhas pedindo uma tarefa simples para que os sujeitos dispusessem tudo de uma forma a prender a vela sem que a cera derretida caísse no chão. Para surpresa dos pesquisadores 60% dos que moram ou moraram fora contra apenas 42% sem essa experiência souberam solucionar. Em outra tarefa as pessoas tinham que desenhar alienígenas e novamente os que viveram em outro país apresentaram desenhos mais, digamos, criativos.<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Si_JjKwbZII/AAAAAAAAAmw/c1axS1TrlQo/s1600-h/live-abroad-1.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 243px; height: 354px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Si_JjKwbZII/AAAAAAAAAmw/c1axS1TrlQo/s400/live-abroad-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345712888732148866" border="0" /></a><br /><br /><a href="http://www.economist.com/science/displaystory.cfm?story_id=13643981">Outro estudo</a> interessante com 72 americanos morando em seu país e com 36 estrangeiros morando nos EUA tentava avaliar a criatividade em uma situação de negociação. Aos pares eles tinham que chegar a um acordo fazendo o papel de comprador e vendedor de um posto de gasolina. Quando ambos viviam fora, 70% chegaram a um acordo, quando ambos não tinham tido essa experiência, não houve acordo algum! Zero!<br /><br />Confesso que os experimentos não me convenceram 100% e não é porque vivendo fora você correria maior risco de ter a luz cortada e teria então que apelar para luz de vela. E tampouco no exterior há mais ETs! Aliás, até <a href="http://www.baluzao.com/2008/09/quando-um-et-encontra-o-p-grande.html">já disse aqui onde há mais ETs</a>! O ponto é que no estudo há certa divisão de americanos com estrangeiros que pode influenciar, mas não é difícil aceitar que se os benefícios de morar fora forem esses mesmo, apenas cruzar a Ponte da Amizade no Paraguai ou passar alguns dias fazendo sacolão em Miami não seria suficiente! Você teria mesmo é que viver fora!<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-6289112859865023327?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-39749125610320621992009-06-25T10:00:00.006-03:002009-06-28T14:35:36.464-03:00Eleição no Irã: houve mesmo fraude?<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF92IxOKxI/AAAAAAAAAqA/tSld4xx0aKQ/s1600-h/iran_vote_or_die.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 228px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF92IxOKxI/AAAAAAAAAqA/tSld4xx0aKQ/s320/iran_vote_or_die.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350696201313200914" border="0" /></a>De um país tão fechado à comunidade internacional como o Irã, não se pode confiar em tudo. As grandes redes de TV gostam de lembrar ao telespectador que as imagens que estamos vendo recentemente sobre os protestos locais não podem ser garantidas como legítimas porque foram feitas por amadores que as enviam de seus celulares. Mas mesmo assim, todos admitem que haja mais do que fortes evidências de que as eleições iranianas não têm nada de legítimo. Quer dizer, nem todos! <a href="http://www.baluzao.com/2009/06/policia-police-polizia_23.html">Lula acha</a> que aquele monte de gente morta nos protestos é porque esses golpistas não sabem perder.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Mas como saber se houve fraude se a imprensa internacional não tem</span><span style="font-weight: bold;"> muito acesso?</span> Para legitimar o que todos chamam de fraudulenta, o governo iraniano distribuiu alguns números à imprensa internacional. O Ministro do Interior disponibilizou dados de 29 províncias e com esses dados <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/06/20/AR2009062000004.html">alguns pesquisadores analisaram</a> 116 números dos 4 principais candidatos (Ahmadinejad, Mir Hussein Mousavi, Mehdi Karroubi e Mohsen Rezai) em cada província.<br /><br />Pelos números vemos que Ahmadinejad foi surpreendentemente bem nas áreas urbanas (incluindo Teerã) que são sabidamente as regiões dos maiores protestos e onde sabem que ele encontra maior impopularidade e rejeição. Mesmo em Tabriz, capital da província e cidade de um dos opositores (Mousavi), ele foi mais bem votado.<br /><br />Karroubi, foi outro que teve baixa votação em sua terra natal (Lorestan) e onde os conservadores (situação) tiveram baixa votação em 2005. Mas desta vez Ahmadinejad teria tido 71% dos votos! Outro ponto que chamou a atenção foi que em um país que recentemente teve um tão heterogêneo padrão de votos o vencedor tenha tido relativa consistência de desempenho. Muito estranho.<br /><br />Como agora o governo iraniano já assumiu que algumas cidades realmente tiveram mais votos que eleitores, então a suspeita passou a ser que o Ministro do Interior teria inventado números a portas fechadas. <span style="font-weight: bold;">Como saber disso apenas com o que foi divulgado?</span><br /><br />Para analisar isso, os autores olham apenas para os 2 últimos algarismos do número final de votos mesmo sabendo que o que dita o vencedor é o numeral mais à esquerda. Não precisamos ser estatísticos para saber que a distribuição dos números (0, 1, 2, 3...) como <a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF98LrMSEI/AAAAAAAAAqI/zqunyTyW9Ok/s1600-h/truth.gif"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SkF98LrMSEI/AAAAAAAAAqI/zqunyTyW9Ok/s320/truth.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350696305172432962" border="0" /></a>último algarismo deveria ser uniforme e em torno de 10%, então se na maioria das províncias temos muitas parciais terminando em 5, por exemplo, é chegada a hora de desconfiarmos.<br /><br />E como mesmo o fraudador sabendo disso, o seu rastro se manteria? O problema é que nós humanos somos ruins ao inventar números! Alguns psicólogos em pesquisas descobriram que quando temos que fazê-lo tendemos a preferir uns algarismos a outros. Há nos números iranianos divulgados um excesso de 7 (17%) e poucos 5 (menos de 4%) como último algarismo. A chance estatística de isso acontecer em uma eleição limpa é da ordem de 4%! Para que tenhamos uma comparação, nos EUA ano passado nenhuma vez houve um algarismo acima de 14% ou abaixo de 6%.<br /><br />Antes fosse tudo. Nós humanos também somos ruins para inventar números não adjacentes (64, 37, 84...). Na média eles deveriam ser aproximadamente 70% dos casos. Na eleição iraniana eles foram 62%, algo que esperamos acontecer apenas em 4,2% das eleições legítimas.<br /><br />Visto separadamente a análise desses números gera suspeita, visto juntos, podemos dizer que a chance dessa eleição ser limpa no Irã é de algo como 2%. Ah, <a href="http://www.baluzao.com/2009/06/policia-police-polizia_23.html">esses golpistas, não é, Lula?</a><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-3974912561032062199?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-80420714237308921782009-06-25T10:00:00.002-03:002009-06-28T15:22:06.343-03:00Sobretaxando o gordo que quer voar.<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrXgFzdWjI/AAAAAAAAAn4/e3qT0QM2jgA/s1600-h/RTEmagicC_a_fat_seat_cartoon.jpg.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 300px; height: 288px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrXgFzdWjI/AAAAAAAAAn4/e3qT0QM2jgA/s400/RTEmagicC_a_fat_seat_cartoon.jpg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348824453769681458" border="0" /></a>O dia em que essa discussão iria aparecer estava pra chegar, pois <a href="http://www.reuters.com/article/topNews/idUSTRE53E72Q20090415">o sujeito obeso que deseja voar pela United Airlines agora tem que ficar atento</a> e seguir uma regra referente ao tamanho do seu corpinho. Se você não consegue se sentar facilmente, afivelar seu cinto e ainda abaixar o apoio de braço, você será convidado a pagar por um segundo assento na classe econômica ou comprar um assento na 1ª classe. O pior de tudo é que se o voo estiver lotado, você será remanejado para o seguinte mesmo pagando por isso.<br /><br /><a href="http://www.chicagotribune.com/business/chi-biz-united-airlines-obese-two-seats-april15,0,1299556.story">O que a porta-voz da empresa disse ao jornal Chicago Tribune</a> foi que eles receberam centenas de reclamações de clientes dizendo que fiveram um voo desconfortável porque o passageiro ao lado “invadia” o seu espaço. Outra empresa, a Southwest Airlines, apresentou similar declaração. Depois disso a United publicou <a href="http://content.united.com/ual/asset/COC20mar09final.pdf">sua nova política de transporte</a> que é similar <a href="http://www.continental.com/web/en-US/content/co_contract_of_carriage.2009041001.pdf">à da Continental</a> que já tem 5 anos, enquanto <a href="http://www.southwest.com/travel_center/coc.pdf">a da Southwest</a> tem já 2 anos. Ou seja, algumas das maiores empresas do mundo já tratam do assunto, não demorará pra chegar o dia em que os obesos independentemente da empresa que voem, pagarão em dobro.<br /><br />É um fato que os obesos não contam com muita simpatia porque ainda resiste o fato da sociedade achar que obesidade é em grande parte resultado de uma fraqueza individual, uma escolha, preguiça, não uma doença. Prova disso é que para os passageiros muito altos a mesma United que sobretaxa os obesos oferece um serviço interessante. Nela você pode adquirir <a href="https://store.united.com/traveloptions/control/category?category_id=UM_LEGRM">o assento Economic Plus</a> que custa 20% mais, mas que possui quase 13cm a mais para as pernas. Se parece pouco, saiba que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Airline_seat#Seat_pitch">a distância média entre as fileiras é de 76cm a 81cm</a>.<br /><br />Mas para os gordos a opção assento “um pouco” mais largo não existe! Para eles a coisa é binária, é tudo ou nada! Ou 1 ou 2! Injusto? Para mim é um pequeno indicativo de que a obesidade é vista como opção, falta de capricho, esmorecimento, desleixo. Tecnicamente seria muito difícil oferecer assentos mais largos? Não mesmo! Uma fileira com 6 assentos poderia tranquilamente virar uma com 4, assim o taxado não teria um sobrepreço de 100%, mas de 50%. Não seria mais justo? Ou os deficientes físicos com espaços especiais e os diabéticos e suas refeições pagam mais?<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-8042071423730892178?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-61461997652859666542009-06-24T10:00:00.006-03:002009-06-24T10:55:43.757-03:00Um breve conto sobre a anestesia<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sj94Xy4mmVI/AAAAAAAAApY/Zbvv-CYvMYg/s1600-h/78456240.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 269px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sj94Xy4mmVI/AAAAAAAAApY/Zbvv-CYvMYg/s400/78456240.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350127232530946386" border="0" /></a>Quando vou ao meu dentista Aymann, eu falo pra ele dobrar a dose da anestesia. Quando minha cabeça ameaça doer, eu corro pra pegar uma aspirina. Prefiro não imaginar como era antes da invenção desses analgésicos entorpecentes. Pois <a href="http://www.boston.com/bostonglobe/ideas/articles/2009/06/07/the_day_pain_died_what_really_happened_during_the_most_famous_moment_in_boston_medicine/">um fascinante artigo</a> que fala sobre a primeira cirurgia em público com uso de anestésico conta o histórico super interessante deste invento que revolucionou medicina e sociedade.<br /><br />No século XIX, quando ela foi descoberta, houve certa objeção de ordem moral ao seu uso porque se acreditava que a dor era considerada uma parte indispensável da vida. Assim, quem tentasse acabar com ela tinha um quê de satânico e charlatão.<br /><br />As opiniões médicas e dos religiosos alegavam ser inseparável a dor da vida, ela seria necessária. Lembremos que até hoje há quem pregue que o parto deveria ser sempre natural entre outras coisas pela dor do processo. Mas naquela época alguns médicos acreditavam que apenas a dor podia manter alguns pacientes vivos durante o terrível trauma das operações. Muitas mortes ocorriam por causa do terrível choque ao organismo, mas achavam que a perda dos sentidos deixaria o paciente com mais risco de vir a falecer. Bobagem. Aliás, a medicina infelizmente costuma andar razoavelmente longe da ciência sob certa freqüência ainda nos dias de hoje. Médico é como jornalista, tem uma dificuldade triste de lidar com números e metodologias de pesquisa. Uma pena.<br /><br />Bom, sobre a anestesia, o seu uso teve uma mudança lenta e gradual até que a maioria e a ciência prevaleceram. Para que tenha uma idéia da novidade que foi imposta, apenas em Fevereiro de 1957 a igreja reconheceu que não havia impedimento moral para o uso de anestesias. Que assim seja!<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-6146199765285966654?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-83617432139179725122009-06-23T10:00:00.002-03:002009-06-23T18:30:41.944-03:00Polícia, Police, Polizia...<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sj93kf_ZKrI/AAAAAAAAApQ/TAooPAns23A/s1600-h/sb10070032s-001.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sj93kf_ZKrI/AAAAAAAAApQ/TAooPAns23A/s400/sb10070032s-001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350126351285824178" border="0" /></a><div style="text-align: justify;"><a href="http://www.baluzao.com/2009/03/budapeste-hungria.html">Quando fui a Budapeste</a> o guia me disse que havia placas com a palavra “polícia” em inglês por um motivo nobre e simpático aos turistas: o húngaro é um idioma dificílimo e a capital recebe milhões de visitantes, sendo assim, placas apenas no idioma local com uma palavra tão estranha para um serviço tão essencial iria trazer inúmeros problemas.<br /><br />A Hungria virou uma democracia desde o fim do Comunismo. Os protestos que vimos nas ruas do Irã têm um sentido vagamente parecido. O Irã está longe de ser uma democracia. Aquilo é uma teocracia ditatorial. Lula que compartilha com esquerdóides a ideia tosca de que a Venezuela do ditador Chavez é uma democracia “até demais”, saiu-se com a pérola irresponsável de dizer que o que se passou no Irã pós-eleições é protesto de golpistas que não aceitaram o resultado das eleições, o que ele não viu é que os golpistas acusados por ele estão sendo mortos, assassinados e reprimidos à bala! Lula como sempre toma o lado errado, o dos ditadores, ladrões e terroristas.<br /><br />Soubemos agora que a apuração de 20% dos votos (manuais) iranianos levou menos de 20 minutos sem sequer a presença de representantes da oposição ou de observadores internacionais. É possível? Lógico que não! Mas Lula com sua visão esquerdista míope e rasa como um pires acha que é! Não satisfeito, mais uma vez veio com a tosquice de comparar os protestos dos eleitores da oposição com brigas de um “Flamengo x Vasco”. Ele reduz e tenta simplificar o mundo à sua visão limitada e futebolística que é como ele enxerga tudo.<br /><br />E o mesmo governo ditador do maluco Ahmadinejad que bate e mata quem protesta, que quer apagar Israel do mapa, que proíbe quem quer sair do país e expulsa e persegue a imprensa internacional é o mesmo que usa a palavra POLICE escrita nos uniformes dos policiais.<br /><br />Essa estratégia de facilitar a identificação dos policiais usando palavras em inglês pra quem não fala o difícil idioma local parece ser o único instante em que o Irã se aproxima da democrática Hungria. Concorde com isso Lula ou não.<br /><br /></div><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-weight: bold;"></span></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-8361743213917972512?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-24957393804710511142009-06-22T10:00:00.001-03:002009-06-22T10:01:17.442-03:00Você pode ter Twitter, mas já entrou lá uma 2a vez?<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrZr9SDzfI/AAAAAAAAAoA/hvdrbIRwrsg/s1600-h/020409074723twitter.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 229px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrZr9SDzfI/AAAAAAAAAoA/hvdrbIRwrsg/s320/020409074723twitter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348826856663797234" border="0" /></a>Tem gente que reclama do <span style="font-weight: bold;">orkut</span> achando que ele tem inconvenientes. Eu prefiro acreditar que há muito mais vantagens que desvantagens. Você mantém contato com muito mais gente e consegue localizar pessoas que se perderiam de sua rede de contato. Depois de abrir o meu perfil, eu demorei alguns anos para abrir o meu <span style="font-weight: bold;">Facebook</span> já em 2006 quando fui estudar na Espanha e descobri lá que os gringos nem sabem o que é orkut.<br /><br />Depois veio o <span style="font-weight: bold;">MySpace</span> que eu nem imagino como funcione. Do <span style="font-weight: bold;">Second Life</span> nem passei perto. E quando apareceu o <span style="font-weight: bold;">Twitter</span> eu meio que me prometi que não entraria lá porque havia já entrado em uns 3 ou 4 orkuts genéricos sem nunca mais entrar uma 2ª vez. Prefiro assim atualizar direito quando necessário aquilo que eu já tinha. <span style="font-weight: bold;">Mas será que outras pessoas também entram, “fazem volume” e depois somem?</span><br /><br />Nunca sequer vi o site do Twitter, não sei como funciona, sei apenas que dá pra postar poucos caracteres, mas vamos lá...<br /><br />Examinando 300.000 contas no Twitter, <a href="http://blogs.harvardbusiness.org/cs/2009/06/new_twitter_research_men_follo.html">um professor da Harvard Business School descobriu</a> que 10% dos usuários respondem por mais de 90% das postagens. Para que comparemos, nas redes virtuais de relacionamentos os 10% mais ativos respondem em média por 30% das postagens. Veja o caso da Wikipédia. Lá os 15% mais ativos editores do site respondem por 90% do trabalho, ou seja, no Twitter a coisa parece ser ainda mais concentrada que o Wikipedia que nem é uma rede de relacionamentos.<br /><br />Os dados vão ao encontro de <a href="http://blog.nielsen.com/nielsenwire/online_mobile/twitter-quitters-post-roadblock-to-long-term-growth/">outra análise recente da Nielsen</a> que mostra que 60% dos usuários do site não retornam de um mês para o outro. Essa taxa de 40% de retenção de um mês para outro é extremamente baixa para um website de relacionamento como o Twitter! Mais da metade dos usuários postam menos de 1 vez a cada 74 dias! Muito pouco! Pelo que eles mostram, o Twitter parece ser muito melhor em atrair novos usuários que mantê-los ativos.<br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrZ5ITioAI/AAAAAAAAAoI/4StrzSvR1iQ/s1600-h/twitter1.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SjrZ5ITioAI/AAAAAAAAAoI/4StrzSvR1iQ/s200/twitter1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348827082961100802" border="0" /></a><br />Essas pessoas seriam daquelas que criam um perfil, postam uma vez e nunca mais retornam. Algo muito parecido com o que acontece com os blogueiros que por um impulso criam o seu blog, escrevem alguns poucos posts e nunca mais retornam ou como eu em uns 4 sites desses.<br /><br />E não é só isso que você tira das estatísticas de lá. Apesar de haver praticamente o mesmo número de seguidores homens e mulheres, os homens acabam tendo 15% mais seguidores do que as mulheres. E eles (nós na verdade) são mais recíprocos, havendo mais homens seguindo um ao outro.<br /><br />O mais surpreendente é haver praticamente duas vezes mais chances de um homem seguir a um homem do que a uma mulher. Mesmo as mulheres têm probabilidade 25% maior de seguir um homem do que uma mulher. E aqui vale enfatizar que homens e mulheres parecem twittar (algo como postar, ser participativo) na mesma frequência.<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-2495739380471051114?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-20692154548104443972009-06-19T10:00:00.000-03:002009-06-19T10:00:25.508-03:00Balu no webrun!<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sjt9dtjBmRI/AAAAAAAAAoY/BQndVhKFfu8/s1600-h/pic_12379135906.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 270px; height: 195px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sjt9dtjBmRI/AAAAAAAAAoY/BQndVhKFfu8/s320/pic_12379135906.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349006931828775186" border="0" /></a><br /><div style="text-align: justify;">Que vacilo... desde o dia 26 de Maio meu <a href="http://www.webrun.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/9670">mais novo texto no Webrun</a> está lá publicado e, diferentemente das outras vezes, me esqueci de avisar você aqui leitor...<br /><br />Aproveite que este é o mês de aniversário de 7 anos do portal e faça uma visitinha!<br /><br />Para ir direto ao artigo, <a href="http://www.webrun.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/9670">clique aqui</a>!<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-2069215454810444397?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-23203332737575274782009-06-18T10:00:00.007-03:002009-06-19T10:27:18.052-03:00Xadrez, o esporte das multidões<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Si0FSqJ_VYI/AAAAAAAAAmg/ZUnG7HxjAk8/s1600-h/pre.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Si0FSqJ_VYI/AAAAAAAAAmg/ZUnG7HxjAk8/s400/pre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344934150870619522" border="0" /></a>Uma das muitas frases famosas atribuídas ao americano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bill_Bowerman">Bill Bowerman</a>, cofundador da Nike e que foi um dos maiores treinadores de atletismo que já existiu, é uma dirigida a seu mais célebre pupilo e atleta, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Steve_Prefontaine">Steve Prefontaine</a>. “Pre”, como era popularmente chamado, é o maior fundista americano de todos os tempos. Sua carreira de vitórias nas pistas de atletismo foi tragicamente interrompida por um fatal acidente automobilístico retratado no sensacional filme “Prova de Fogo” (<span style="font-style: italic;">Without Limits</span>, 1998 EUA).<br /></div><div style="text-align: justify;"><div style="text-align: justify;"><br />Mesmo sendo um praticante, admito que quase todos concordam que a corrida de longa distância não é dos esportes mais interessantes e atrativos para se assistir e sobre isso Bowerman certa vez teria dito: “Steve Prefontaine foi o homem que fez da corrida um esporte emocionante.”<br /></div><br />O mundo esportivo, para nossa alegria e a salvação de alguns dirigentes, é de tempos em tempos tomado por atletas que viram ícones fora dos campos, pistas e piscinas. O atleta pode virar celebridade pelo modo marrento como pratica o esporte ou ainda pela beleza física. Isinbayeva que o diga! Mas se haver estrelas no futebol, no beisebol ou no basquete parece ser meio óbvio, o que dizer na corrida de longa distância? <span style="font-weight: bold;">Ou ainda... e no Xadrez??</span><br /><br />Estou terminando de ler o ótimo livro “<span style="font-style: italic;">Bobby Fischer se fue a la guerra – El duelo de ajedrez más famoso de La historia</span>”, tradução do original “<span style="font-style: italic;">Bobby Fischer goes to War</span>”. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bobby_Fischer">Bobby Fischer </a>protagonizou em 1972 aquela que é considerada a maior batalha da história do xadrez. A saber, a antiga URSS dominou o xadrez durante toda a história e usava esse domínio sobre o mundo ocidental e principalmente sobre os EUA como uma prova da sua superioridade como nação e como prova da maior eficiência do sistema socialista sobre o capitalista. Hoje isso pode soar estranho a nós, mas era a esse ponto que chegava. Por isso quando surgiu nos EUA um gênio do xadrez que poderia fazer frente aos maiores mestres soviéticos, não demorou então para que a batalha pelo título de campeão mundial daquele ano tomasse importância geopolítica.<br /><br />Alguns dos Jogos Olímpicos mais disputados foram justamente na época da Guerra Fria, mas Bobby Fischer diferentemente da maioria dos outros atletas nunca fez questão de ser instrumento de propaganda. Fischer queria como ninguém havia tentado antes, apenas ganhar dinheiro e até ficar rico com o xadrez e o método agressivo e incomparavelmente chato, aborrecido e teimoso como ele partiu em busca disso revolucionou o “esporte” alterando inclusive as regras por causa de tramas sujas praticadas pelos russos para manter a hegemonia no xadrez durante os campeonatos mundiais. E é o modo como Bobby faz todas essas buscas e como ele tocava sua vida fora das competições que o aproximam mais de Prefontaine.<br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Si0FLTsNzVI/AAAAAAAAAmY/1NcKDP6K74A/s1600-h/bobby-fischer-life-nov-12-1971.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Si0FLTsNzVI/AAAAAAAAAmY/1NcKDP6K74A/s400/bobby-fischer-life-nov-12-1971.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344934024581074258" border="0" /></a><br />Uma outra frase famosa atribuída ao treinador Bowerman ao seu atleta teria sido quando Prefontaine disse que ninguém dava importância para os 5000m, então sua nova especialidade. O treinador teria dito: “Faça então com que se importem”.<br /><br />Por mais que à época muitos tenham considerado Prefontaine um atleta arrogante ou exageradamente mascarado, foi com suas declarações polêmicas, com sua busca pelo profissionalismo, pela sinceridade como mostrava sua confiança em ser o melhor do mundo que fez com que a prova dos 5000m entrasse para o mapa do atletismo americano e mesmo mundial. E assim foi Bobby Fischer com o xadrez. Ele batia o pé em suas exigências de condições de jogo e de prêmios financeiros, falava para quem quisesse ouvir sobre os métodos pouco ortodoxos que os russos tinham e sua relação baseada apenas por um xadrez profissional mudou assim toda a história do xadrez. Com isso ele tinha seus ganhos financeiros cada vez maiores e mais justos e até uma vantagem psicológica sobre seus adversários que ele dizia ignorar, como bem contam no livro, chegando a acusações pelas equipes adversárias, ganho de impopularidade e de seguidores, tudo isso em um livro que recomendo fortemente.<br />Bobby Fischer veio a morrer em 2008, notícia essa que fez com que eu fosse atrás do livro para conhecê-lo melhor. Nunca fui um grande interessado em xadrez, mas a história dessas pessoas, independente de seus defeitos, parece que sempre nos engrandece. Mesmo que não goste de atletismo, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=aQojAJAClIY">fique aqui com o trailer do filme</a> sobre o fantástico Prefontaine. E <a href="http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/05/os-limites-da-intuicao-final-o-que-faz-a-diferenca.html">leia aqui</a> (<a href="http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/05/os-limites-da-intuicao-parte-i-deep-blue-a-maquina.html">1ª parte</a> aqui e a <a href="http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/05/os-limites-da-intuicao-parte-ii-kasparov-o-homem.html">2ª parte aqui</a>) a história muito bem contada de outro confronto histórico de xadrez contado pelo meu amigo Rodolfo Araújo sobre o embate “homem x máquina” entre o melhor computador já feito (<span style="font-style: italic;">Deep Blue</span>) com esse fim contra o provavelmente maior jogador de xadrez da história, o senhor <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Garry_Kasparov">Garry Kasparov</a>.<br /><br />De tempos em tempos, de gerações em gerações aparecem indivíduos muito acima da média em suas especialidades, mas são mesmo os talentosos e os controversos que mudam pra sempre como a especialidade deles passa a ser vista por todos nós meros mortais a ponto de colocar no mapa esportes antes completamente deixados de lado pelo grande público. Xeque-mate!<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-2320333273757527478?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-41406891163144591242009-06-17T10:00:00.001-03:002009-06-17T10:00:01.901-03:00Vai um jornal aí, chefia?<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SiUgCUhE8hI/AAAAAAAAAl4/Wonp1K98MOI/s1600-h/sellingnewspapers.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 231px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SiUgCUhE8hI/AAAAAAAAAl4/Wonp1K98MOI/s400/sellingnewspapers.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342711757184234002" border="0" /></a>Com uma amiga em comum, eu e o Luciano Sobral, o PJ, recebemos <a href="http://indexet.investimentosenoticias.com.br/arquivo/2009/05/29/434/Sobre-o-fim-de-um-jornal.html">o texto</a> sobre <a href="http://www.abril.com.br/noticias/economia/gazeta-mercantil-pode-circular-hoje-pela-ultima-vez-402274.shtml">o possível fim de circulação</a> de um dos jornais mais conhecidos e tradicionais do país, a Gazeta Mercantil. Acredito não ter folheado o jornal mais do que 5 vezes em toda minha vida, já que se trata de um periódico segmentado do qual não faço parte.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br />Com o mesmo discurso choroso de uma criança mimada, como bem disse meu amigo Soneca, o autor tenta nos fazer crer que somos nós também os culpados pelos erros de terceiros. O PJ resumiu de forma brilhante e quase inigualável em um curto <a href="http://drunkeynesian.blogspot.com/2009/05/gazeta-mercantil-1920-2009.html">post sobre o assunto</a>: o jornal se equivoca mais uma vez querendo dizer que os tempos é que estariam errados, como se nós tivéssemos que nos adaptar ao modelo correto defendido. De acordo com o autor, continuou PJ, o excesso de opções para escolher seria algo intrinsecamente por vezes ruim, quando o problema de muitos é justamente não ter nenhuma liberdade ou opção.<br /><br />O PJ por e-mail contou-nos de um dos métodos bizarros do jornal para pagar dívidas. Ou seja, eles erravam e não era de hoje. O pioneirismo deles foi seu grande mérito, não saber se adaptar a um mundo com a concorrência (do Valor Econômico) decretou seu fim.<br /><br />Dias atrás postei aqui <a href="http://www.baluzao.com/2009/06/sobre-dinheiro-cartoes-moedas-e-nosso.html">um texto sobre a circulação de moedas de baixo valor</a> como 1, 2, 5 e mesmo 10 centavos. Um dos autores mais enfáticos a<a href="http://freakonomics.blogs.nytimes.com/2007/12/12/what-do-you-do-with-your-pennies/">o pregar o fim dessas moedas</a>, argumenta que apenas a inércia ou a nostalgia é capaz de explicar a manutenção desse costume economicamente ineficiente e caro que é o de produzir essas moedas. Até pesquisas de opinião mostram que os americanos gostam dessas moedinhas caras, como se a popularidade justificasse. A falta de um desapego por algo assim ultrapassado nos faria ainda produzir máquina de escrever e LPs. Quem quer custear esse privilégio? Eu não! Mas não é essa a questão aqui.<br /><br />Vejamos alguns números. De acordo com <a href="http://www.slate.com/id/2219164/">alguns dados da indústria de jornais</a>, 2/3 dos exemplares circulantes em 1945 eram dos grandes diários das 10 regiões mais populosas. Já em 1962 esses mesmos periódicos possuíam apenas metade da circulação, ainda que a população tenha crescido 45,2% durante o período de 17 anos. Já o crescimento da circulação foi em um ritmo sempre menor, nunca equiparado ao crescimento vegetativo. Outra estatística indica que em 1946 cada lar americano possuía 1,33 jornais ao dia, já em 1963, apenas 1,07. Haveria explicação?<br /><br />A argumentação dada para esses números seria que o <span style="font-style: italic;">baby boom</span> do pós-2ª guerra fez com que a pirâmide etária ficasse desproporcional e crianças sabemos que não sabem ler. O que era explicação virou expectativa, o mercado torcia para que essas crianças ao crescer virassem leitores habituais fazendo com que a tiragem explodisse. Montaram então um programa “jornais nas escolas” para captar esse mercado futuro, mas o projeto falhou feio.<br /><br />Mas bem antes dos jornais culparem o declínio das vendas em razão da internet, do iPod e dos vídeo-games <a href="http://www.slate.com/id/2154678/">já se sabia que haveria um problema</a>. No início da década de 70, duas associações <span style="font-style: italic;">(American Newspaper Publishers Association</span> e a <span style="font-style: italic;">Newspaper Advertising Bureau</span>) diagnosticaram o problema de queda nas vendas já à partir de meados de 1960 e recomendaram uma postura para combater o problema. Pois se antes havia 70 milhões de lares para 60 milhões de tiragem, atualmente há 100 milhões de lares para uma tiragem similar a 1970.<br /><br />O mais incrível é que o aumento previsto no futuro do tempo de lazer era esperado como uma vantagem já que o leitor iria dedicar mais tempo ao jornalzão de domingo. Mas com o aumento desse tempo e com o aumento da riqueza, a população podia desfrutar de outras formas de entretenimento mais atraentes porque novas ou que foram ficando muito mais econômicas.<br /><br />E é isso o que muitos jornais não perceberam ou demoraram a perceber ou ainda não souberam dentro da medida evitar. Mas é importante lembrarmos que apesar de lerem menos jornais impressos, as pessoas não estão necessariamente menos atraídas por informação. Muito pelo contrário! Estamos cada vez mais vorazes por informação! O <span style="font-style: italic;">New York Times</span> com tiragem diária de 1,1 milhão teve 25 milhões de leitores em seu website. O que não falta é espaço para quem produz informação, mas no capitalismo é assim, apenas os mais aptos irão sobreviver.<br /><br /><a href="http://www.slate.com/id/2144201/">Alguns tentaram ser mais ágeis</a> e se adaptaram como puderam. O <span style="font-style: italic;">New York Times</span>, <a href="http://www.nytimes.com/2006/06/21/business/media/21times.html?ex=1308542400&amp;en=576a96f90fc1be1c&amp;ei=5090&amp;partner=rssuserland&amp;emc=rss">por exemplo</a>, anunciou tempo atrás uma redução da largura da página após já haver trocado o papel por um mais leve. Além disso, eles já haviam retirado o guia de TV dominical e unificado os diferentes exemplares regionais de domingo. Mas o fato é que nada irá trazer os jornais ao contexto de domínio midiático que tinham antes. Não há impressão colorida, caderno especial, suplemento ou joguinhos que resolva. O que era único, agora vem com concorrência por todos os lados. E a coisa só tende a piorar para eles. E nesse futuro ainda mais difícil, jornais nacionais de grande circulação levam vantagens assim como os locais e pequenos segmentados.<br /><br />O que não se pode é atribuir a queda das vendas a um declínio do jornalismo. E também não vale culpar o leitor, como fez infantilmente a Gazeta Mercantil. Aos novos tempos, novas pessoas.<br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-4140689116314459124?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-16795837474923086392009-06-16T10:00:00.002-03:002009-06-16T10:00:02.034-03:00Mais Vinho e mais enganação! E todos estavam sóbrios!<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sja6UAPWOwI/AAAAAAAAAnQ/5p_ODVCYqaM/s1600-h/wine_0811.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 360px; height: 235px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Sja6UAPWOwI/AAAAAAAAAnQ/5p_ODVCYqaM/s400/wine_0811.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347666460373564162" border="0" /></a>Se tem uma coisa que eu acho que nunca vou fazer nem amarrado é curso sobre vinho. Acho que há 3 tipos básicos de pessoas que englobam uns 99,7% dos que se prestam a isso: os novos ricos, os chatos (e pedantes) e os desinformados.<br /><br />Eu já falei sobre o vinho aqui em <a href="http://www.baluzao.com/2008/11/vinho-por-que-aumentar-o-preo-melhor-do.html">um outro post um tempo atrás</a>. O vinho é uma daquelas bebidas em que achamos que sabemos diferenciar o bom do ruim de uma forma mais apurada do que o preço que o mercado aplica há muito mais tempo do que o mais antigo dos cursos para amadores. A diferença entre quem toma vinho ou outra bebida como a cerveja, por exemplo, é que “entender” de vinho passou a ser uma “arte”, chique, que quando feita por amadores é feita em sua maioria por gente muito chata que agregou entre seus novos costumes ouvir música clássica, beber vinho e jogar golfe achando que é esporte.<br /><br />O homem definitivamente não é um animal com seus sentidos apurados. Em uma hipotética Olimpíadas Sensoriais entre os animais não nos sairíamos nada bem nas modalidades olfato, paladar, visão e audição. Tirando esta última que acredito não ser importante para sentir o sabor de um alimento ou bebida, diferentemente de muitos outros mamíferos não sabemos distinguir mais do que meia-dúzia de componentes de uma mistura. <span style="font-weight: bold;">O que leva tanta gente a achar que um curso prático de dar narigadas em taças caras o habilitaria a reconhecer o bom do ruim identificando aromas e sabores com a precisão de um predador?</span><br /><br />O que muita gente não sabe é que o mercado de vinhos, antes estagnado, ganhou uma importância recente, Mas ele é um comércio milenar e tem seus preços regidos por profissionais do ramo. Sendo assim, o que o leva achar que há muito vinho realmente bom dando sopa por preços módicos? O vinho não é um produto que foge da lei do mercado, o que é bom custa caro e o que é ruim é mais barato. Vinho de 1940 de boa safra, é caro, o Sangue de Boi vendido em garrafão, barato. Vinho argentino é barato entre outras coisas porque a moeda deles vale menos que uva passa.<br /><br />Eu mal bebo vinho porque me dá sono, apesar de até gostar, mas sempre desconfiei que era pura balela achar que dá pra achar tesouros não descobertos. E não são poucos os estudos que mostram que:<br /><ol><li>Os vinhos bons são mesmo os mais caros;</li><li>Nós amadores por limitação humana e de treinamento <a href="http://www.wine-economics.org/workingpapers/AAWE_WP16.pdf">não sabemos diferenciar qual vinho é qual</a>;</li><li><a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/7187577.stm">Nossa apreciação ao vinho está diretamente ligada ao preço que atribuímos a ele</a>, quanto mais caro, melhor é nossa avaliação, mesmo que seja a mesma bebida.</li></ol><br />Então o mala vai lá, fica cheirando rolha, vendo qual taça combina com o quê, dá características bizarras ao sabor que ele acha que sentiu, “chucha” o nariz dele com vinho tinto e faz tudo isso com cara de conteúdo. Se você é mais prático como eu, você vai comprar um vinho vagabundo (daqueles que virariam vinagre em menos de 1 semana) e vai servir os seus convidados achando algum pretexto pra dizer que pagou quase R$100 a garrafa.<br /><br />É mentir agir assim? Sim! Mas é uma mentira boa! Você não queimará no inferno, vai economizar e ainda vai deixar seus convidados muito mais felizes do que se dissesse a verdade. Eles querem ser enganados. Mais do que isso, eles gostam! E você ainda vai gargalhar por dentro com convidado dizendo que sentiu o sabor “adocicado e rebelde do carvalho de outono”.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Mas isto seria apenas com o vinho?</span><br />Não mesmo! Já disse, o vinho vem com um chato junto, mas a falha de avaliação é geral e irrestrita! Até a Coca-Cola se passa por Pepsi (e vice-versa!) em testes cegos. Mas seus amigos não fazem curso de degustação de refrigerante do tipo cola. Ou seja, a satisfação com o refrigerante também está ligada ao fato de se VER a latinha! Incrível, não?<br /><br />E tem mais? Sim! Sem efeito estatístico, um grupo de amigos meus realiza já faz uns 3 anos testes cegos com as marcas de cervejas mais consumidas e conhecidas deles. Nos churrascos eles proíbem “venenos” como a Belco ou a Krill, mesmo que nos testes eles não consigam diferenciá-las das marcas “permitidas”.<br /><br />Quer mais? Dan Ariely em seu excelente <span style="font-style: italic;">Predictably Irrational</span> fez testes <a href="http://www.boston.com/news/globe/ideas/brainiac/2007/01/im_a_sucker_for.html">adicionando vinagre em cervejas</a> e os testados quando induzidos sem saber do toque de classe disseram que era melhor do que a outra cerveja sem vinagre. Mas você conhece muita gente fazendo curso de degustação de cerveja? Não, porque entre outras coisas essas pessoas têm dignidade!<br /><br />Tem mais! <a href="http://www.nytimes.com/2005/01/26/dining/26wine.html?_r=2">Um teste cego com vodkas</a> provou também que não diferenciamos a qualidade de modo confiável (outro teste cego <a href="http://abcnews.go.com/2020/Story?id=3201973&amp;page=3">aqui também</a>). E pra fechar, o melhor dos casos! <a href="http://www.wine-economics.org/workingpapers/AAWE_WP36.pdf">Um teste</a> para avaliar se as pessoas conseguiam descobrir qual produto entre 5 marcas de patê era na verdade comida de cachorro. Apesar da comida de cachorro receber a pior classificação para 72% dos indivíduos, eles NÃO foram capazes de apontar qual seria a comida de cachorro! Apenas 1 em cada 6 conseguiu!<br /><br />Sendo assim, o que o leva a crer que dá para classificar vinho? Vá pelo preço! Para provar minha hipótese deixo aqui <a href="http://www.newyorker.com/reporting/2007/09/03/070903fa_fact_keefe?currentPage=1">um caso muito famoso e interessantíssimo</a>. Ele é extremamente longo, mas quase um clássico. Se profissionais do vinho muito bem pagos foram enganados no assunto que dominam, a quem você quer enganar?<br /><br /></div><style> <!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:"Cambria Math"; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face {font-family:"Arial Unicode MS"; panose-1:2 11 6 4 2 2 2 2 2 4; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-134238209 -371195905 63 0 4129279 0;} @font-face {font-family:"\@Arial Unicode MS"; panose-1:2 11 6 4 2 2 2 2 2 4; mso-font-charset:128; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-134238209 -371195905 63 0 4129279 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:none; mso-hyphenate:none; 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E dos muito absurdos que sempre ouvimos, 2 são os piores: <br /> <br />1. Time com 10 muitas vezes joga melhor do que com 11; <br /> <br />2. 2x0 é um placar perigoso para quem está ganhando. <br /> <br />Se isso fizesse qualquer sentido, era só iniciar o jogo de cara fazendo 2 gols contra e entrar com 10 em campo. A teoria não faz o menor sentido porque um cara como o Avalone não deve sequer saber a tabuada do 7, o que dizer então de ver estatística? Para saber que se trata de um absurdo precisamos apenas verificar quantas vezes um time em inferioridade numérica ganhou as partidas e comparar com quantas vezes o mesmo time ganhou seus jogos com 11 jogadores. <br /> <br />A outra conta é simples, pois ao menos em jogos de Copa do Mundo essa estatística existe e é extremamente desfavorável a quem toma gols. Mas o futebol é uma modalidade de placares baixos e estatísticas recentes. <span style="font-weight: bold;">E se fizermos algo parecido no basquete?</span> <br /> <br />Há um estudo interessantíssimo (<a href="http://qbox.wharton.upenn.edu/documents/mktg/research/Losing_and_Winning.pdf">aqui em pdf</a> ou <a href="http://www.nytimes.com/2009/03/16/sports/ncaabasketball/16score.html?_r=3&amp;scp=1&amp;sq=devin%20pope&amp;st=cse">aqui no New York Times</a>) baseado em quase 7000 partidas no basquete universitário americano (NCAA) que mostra o vencedor de um jogo em função do placar na metade do jogo (fim do 2o quarto). O mais interessante é que <span style="font-weight: bold;">os times que perdem por 1 ponto ao final da 1a metade, estatisticamente têm mais chances de ganhar do que os times que estão ganhando a partida também por 1 ponto</span> nesse mesmo momento do jogo! <br /> <br />Ou seja, ao menos no basquete o placar “A x (A-1)“ é mesmo um resultado perigoso! O time parece relaxar com a pequena vantagem enquanto o adversário entra na segunda metade disposto a tirar esse ponto. <span style="font-weight: bold;">E na maioria das vezes consegue!</span> <br /> <br />Ainda nesta linha um pesquisador baseado em milhares de resultados de partidas universitárias desenvolveu <a href="http://www.slate.com/id/2213713/">uma fórmula muito interessante que diz a porcentagem de chances que seu time possui de vitória no jogo</a> em função da vantagem (ou desvantagem) de pontos e do tempo restante de jogo! Muito bom o estudo! <br /> <br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-906258189568831560?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-82642907731119221712009-06-10T10:00:00.005-03:002009-06-15T18:13:50.160-03:00Feio sem preconceito...<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Shbth9PD5TI/AAAAAAAAAko/_gU9NRvqhlk/s1600-h/24.gif"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 128px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/Shbth9PD5TI/AAAAAAAAAko/_gU9NRvqhlk/s400/24.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338715575923500338" border="0" /></a>Em tempos de Susan Boyle ficou bonito dizer que aparência não diz nada. As pessoas falam isso como se fosse culpa única e exclusivamente da TV de só haver gente bonita nas telas, como se o telespectador não preferisse assim.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /><span style="font-weight: bold;">Nós, afinal, tiramos conclusões de acordo com a aparência dos outros? </span>Essa conclusão valeria alguma coisa? Pois <a href="http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1343275">um estudo</a> da Rice University com 25 indivíduos traçou a confiança em se dar crédito financeiro (empréstimo) a pleiteantes baseado apenas nas fotografias deles. O mais interessante <a href="http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1343275">do estudo</a> é que houve uma fortíssima correlação já que o empréstimo se baseava tão somente em imagens. Os que foram pelas fotos considerados “pouco confiáveis” arcaram com uma taxa de juros 1,82% maior do que os considerados “confiáveis”. Além disso, os tidos como “confiáveis” mostraram-se menos inadimplentes.<br /><br />O estudo faz sentido se analisarmos que antigamente por inexistir meios eletrônicos e virtuais de conversa ou negociação se exigia dos candidatos que comparecessem pessoalmente a uma instituição financiadora, sendo assim, se houver essa capacidade de visualmente qualificar quão confiável é uma pessoa, uma foto tornaria isso em parte novamente possível mesmo sem uma interação entre os 2.<br /><br />A quem busca orientações, é mesmo uma pena que o estudo possua muitas estatísticas, mas não as dicas de como ser confiável em uma foto. Não dá para saber o que gera a (des)confiança. E como já havia dito aqui <a href="http://www.baluzao.com/2008/07/o-crime-nunca-antes-foi-to.html">em um post passado</a>, <a href="http://www.bus.lsu.edu/mocan/Ugly%20Criminals.pdf">uma pesquisa</a> já havia gerado polêmica mostrando estatisticamente que indivíduos menos atraentes têm maior propensão a cometer 5 diferentes tipos de crime que vão do envolvimento com o tráfico de drogas a alguns pequenos crimes se comparados aos sujeitos mais atraentes. A beleza adulta teria um efeito na prática que não se limita a quanto o gerente do seu banco vai aplicar de taxa de juros a você. <a href="http://www.bus.lsu.edu/mocan/Ugly%20Criminals.pdf">Pelo estudo</a> se conclui que ser fisicamente mais atrativo reduz a propensão do jovem (18-26 anos) pela atividade criminal enquanto que ser pouco atrativo (o politicamente correto para feio) aumentaria essas chances.<br /><br />E não é só as cantoras feias que ignoramos, existem estudos que mostram que a beleza é positivamente relacionada com melhores salários no mercado de trabalho. E isso vem desde cedo, pois os alunos mais atraentes recebem mais atenção já de seus professores. Os mais atraentes são também considerados mais confiáveis e intelectualmente mais competentes por parte dos professores tendo assim melhor desempenho acadêmico.<br /><br />Se você é do time dos feios a ponto de nem sequer gerar confiança, aqui vai um estímulo, saiba que outra pesquisa mostrou que após cumprirem pena, ao se submeterem a cirurgias plásticas e estéticas os ex-feios estão depois menos propensos a retornar à prisão.<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-8264290773111922171?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-2430902873255967903.post-23735182677809385642009-06-09T10:00:00.011-03:002009-06-09T12:25:45.569-03:00Jóqueis, Pilotos ou peso morto?<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SgxpKQUTFtI/AAAAAAAAAkA/HUSErMtFYqw/s1600-h/F1-BG-fn2-horse.JPG"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 201px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_0ekchvo2i_M/SgxpKQUTFtI/AAAAAAAAAkA/HUSErMtFYqw/s320/F1-BG-fn2-horse.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335755283426907858" border="0" /></a><meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"><meta name="ProgId" content="Word.Document"><meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"><meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"><link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSURIO%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"><link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSURIO%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"><link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSURIO%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"><!--[if gte 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Duvido! </span>Esse número é baixo e dito por quem não gosta do esporte! <br /> <br />Desde finais da década de 80 por questões técnicas é visível que os pilotos têm cada vez menos importância no resultado. A tática adotada desde os boxes por programas de computador e alterações na aerodinâmica do carro tornam cada vez mais difíceis as ultrapassagens. A luta dos pilotos passou a estar no lugar (equipe) certo, o que determinaria as chances no campeonato. Ou seja, pilotar mais rápido já não basta, deve haver o equipamento bom! <br /> <br />E o que mudou de 2008 para agora é que a FIA alterou o regulamento, <a href="http://www.baluzao.com/2009/03/lambanca-da-fia.html">conforme já comentei aqui</a> faz pouco tempo, fazendo com que equipes até então coadjuvantes passassem a dar as cartas e os pilotos que estavam lá, numa questão de sorte se viram pilotando os melhores carros. E no final, ao menos dentro da equipe veremos o melhor vencer. <span style="font-weight: bold;">Mas eles, pilotos, fazem diferença? Ou eles seriam uma espécie de jóquei sobre um cavalo bom ou mesmo um pangaré? Aliás, o melhor jóquei ganha um páreo?</span> Ele faz alguma coisa de decisivo ali em cima? <br /> <br />A notícia de que um jóquei muda de uma montaria para outra sempre ganha notícia no meio, mas ele faz diferença no resultado? P<span style="font-weight: bold;">elo jeito parece fazer tão pouco quanto na atual F-1.</span> <br /> <br />Especialistas da área atribuem a importância dele a 10% do resultado, o que convenhamos é bem pouco. O ponto parece que tanto um piloto quanto um jóquei por melhor que sejam não podem fazer nada com um cavalo/carro ruim, mas podem levar um bom à vitória! <br /> <br />Tal qual um piloto, um jóquei competente sabe os pontos fortes e as fraquezas daquilo que ele guia. Alguns animais, tal qual corredores fundistas gostam de liderar ou de ser sprinters. Alguns animais são melhores em distâncias curtas e outros em mais longas, preferem ultrapassar por dentro outros por fora, correm melhor na areia ou na grama. Se o jóquei for bom é com essa informação que ele vai definir a estratégia. Se ele fizer a lição de casa dele, ele vai rever vídeos, ler a lista de competidores, ver as provas mais recentes ou até mesmo como muda o piso com a chuva além de saber “falar” com o cavalo que também fica nervoso em véspera. <br /> <br />Mas e se todos os jóqueis e pilotos de carro fizerem o mesmo, como habitualmente fazem? Aí, como sempre, vai ganhar o carro ou cavalo mais rápido mesmo, ou você ainda tem alguma dúvida disso?</span></p><p class="MsoBodyText" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;font-family:verdana;"><span style="font-size:100%;"> <br /></span></p> <div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2430902873255967903-2373518267780938564?l=www.baluzao.com'/></div>Danilo Baluhttp://www.blogger.com/profile/01888150564698198107danilobalu@gmail.com0