tag:blogger.com,1999:blog-241995732009-04-13T16:01:02.367-03:00Biodiversidade Biotecnologias BiossegurançaEste Blog foi originalmente criado para os eventos da COP-8 e MOP-3 realizados em março de 2005/Curitiba. Devido à importância de tais temas para a humanidade, a Revista Consciência.net continuará repassando informações relacionadas, incluindo comentários e matérias pertinentes. Boa leitura!
Editores responsáveis: Clarissa Taguchi, Paula Batista e Gustavo Barreto.
Da revista Consciência.Net - www.consciencia.netGustavo Barretogustavo@consciencia.netBlogger208125tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-47121188437937420222008-05-19T10:37:00.000-03:002008-05-19T10:38:38.767-03:00Ritmo de extinção de espécies de animais é dez mil vezes maior que o natural<p>Extermínio sem precedentes - O número de animais da Terra tem sido reduzido num ritmo dez mil vezes maior do que o natural. De 1970 a 2005, o mundo sofreu uma redução de um terço da diversidade animal devido à ação humana. Os dados estão no “Índice do Planeta Vivo”, produzido pela Sociedade Zoológica de Londres e as organizações ambientalistas WWF e Global Footprint Network. Do <strong>O Globo</strong>, 16/05/2008.<span id="more-1409"></span></p> <p>Como as grandes forças naturais, a exemplo de quedas de asteróides e erupções vulcânicas cataclísmicas, o homem se transformou numa força capaz de alterar a vida na Terra. De acordo com o relatório, o planeta não via nada assim, desde a grande onda de extinção há 65 milhões de anos, que varreu 90% das formas de vida e pôs fim à era dos dinossauros.</p> <p>Acredita-se que ela tenha sido provocada pela queda de um asteróide.</p> <p>Polêmica na conferência da ONU</p> <p>Segundo o “Índice do Planeta Vivo”, as espécies terrestres tiveram um declínio de 25%, as marinhas de 28% e as de água doce, 29%. As aves marinhas tiveram uma taxa particularmente alta de extinção: as populações de numerosas espécies declinaram 30% desde meados dos anos 90.</p> <p>— Essa taxa não tem precedentes na história da Humanidade. Em termos da expectativa de vida do ser humano, pode parecer que as coisas não estão acontecendo tão depressa. Mas, 35 anos, em termos de história do planeta, que tem 4,5 bilhões de anos, é muito depressa — disse o editor do relatório Jonathan Loh.</p> <p>O relatório será discutido e deve causar polêmica durante a IX Conferência das Partes da Convenção de Biodiversidade das Nações Unidas, que começa segunda-feira, em Bonn, na Alemanha. E ambientalistas dizem que os números enfraquecerão qualquer discurso de autoridade prometendo fazer “significativas” reduções na perda de biodiversidade até 2010, uma meta acordada pela convenção da ONU.</p> <p>Os autores do relatório dizem que a falta de ação global já tornou tal meta totalmente inviável.</p> <p>— Nenhuma das promessas de governos foi transformada em ação. É condenável que os governos dos países signatários da convenção não sejam capazes de cumprir as metas que eles mesmos estabeleceram — destacou Loh.</p> <p>O relatório acompanhou 4.000 espécies de animais por 35 anos.</p> <p>Segundo Ben Collen, um dos autores do estudo, o papel da ação humana é claro: — A população mundial dobrou entre 1960 e 2000. Durante esse mesmo período, as populações de animais declinaram cerca de 30%.</p> <p>Está além de qualquer dúvida que esse declínio foi causado pelos seres humanos.</p> <p>O estudo lista cinco razões para o declínio de espécies, todas relacionadas ao ser humano: mudanças climáticas, poluição, destruição de hábitats de animais, invasão de espécies exóticas e superexploração de espécies.</p> <p>O golfinho do rio Yangtze, na China, é considerado um caso emblemático.</p> <p>Ele foi considerado extinto no ano passado, após sucessivas buscas terem se mostrado infrutíferas.</p> <p>Há muitas razões para o desaparecimento: colisões com barcos, perda de hábitat e poluição, todas ligadas ao homem.</p> <p>A perda de biodiversidade terá conseqüências. Plantações poderão se tornar vulneráveis a pragas com o desaparecimento dos animais que mantêm o equilíbrio ambiental.</p> <p>Outro problema é a diminuição de recursos pesqueiros.</p><div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-4712118843793742022?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-4993082791832658832008-05-19T10:35:00.000-03:002008-05-19T10:36:40.531-03:00De quem é a Amazônia, afinal, pergunta NY Times<div class="postinfo"><h5>Maio 19, 2008</h5> </div> <p>Uma reportagem publicada neste domingo no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil. Matéria da <strong>BBC Brasil</strong>, 18 de maio, 2008 - 11h01 GMT (08h01 Brasília).<span id="more-1418"></span></p> <p>No texto intitulado “De quem é esta floresta amazônica, afinal?”, assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que “um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território”.</p> <p>O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que “ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós”.</p> <p>“Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)”, diz o jornal. “Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos.”</p> <p>Acesso restrito</p> <p>O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.</p> <p>“Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais – um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo”, afirma a reportagem.</p> <p>O jornal diz que “visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade”.</p> <p>“Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las.”</p> <p>“É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição.”</p> <p>Leia o <a href="http://www.nytimes.com/2008/05/18/weekinreview/18barrionuevo.html?ref=todayspaper">artigo</a> sobre a Amazônia no site do ‘NY Times’ (em inglês)</p><div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-499308279183265883?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-63853360454180483252008-04-06T08:32:00.000-03:002008-04-06T08:35:23.444-03:00Energia da glicerina04/04/2008<br />Por Thiago Romero<br /><br />Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) identificou bactérias que degradam a glicerina para sua transformação em biogás. O trabalho utiliza o resíduo bruto da glicerina gerado pela produção de biodiesel que, por não poder ser vendido como matéria-prima para indústrias como a de cosméticos, acaba sendo descartado em aterros industriais.<br /><br />De acordo com a coordenadora do estudo, Maria de Los Angeles Palha, professora do Departamento de Engenharia Química da UFPE, o biogás é produzido quando um aglomerado bacteriano, presente no esterco bovino e composto por várias espécies de microrganismos, é colocado em contato com a glicerina bruta em equipamentos biodigestores.<br /><br />“O biogás gerado é o metano, que pode ser utilizado como combustível para a produção de energia elétrica. A partir de bactérias existentes nos dejetos do gado, o processo de biodigestão faz com que a biomassa seja fermentada, em diferentes etapas, para a obtenção do biogás”, disse a pesquisadora à Agência FAPESP.<br /><br />“Os microrganismos se alimentam dos nutrientes do esterco, que é colocado em contato com a glicerina líquida, para transformá-la em metano por meio de reações bioquímicas”, disse Maria, que é coordenadora do curso de engenharia química da UFPE. A reação química ocorre na ausência do oxigênio, uma vez que as bactérias empregadas são anaeróbias.<br /><br />Calcula-se que para cada litro de biodiesel produzido sejam descartados, aproximadamente, 300 mililitros de glicerina. A preocupação dos pesquisadores é com o aumento dessa quantidade de rejeito depois que o país adotar a adição de 5% de biodiesel ao diesel, prevista para ocorrer em 2013. Com isso, poderá haver mais glicerina do que as indústrias são capazes de utilizar.<br /><br />“Já a partir de julho as indústrias deverão começar a adicionar 3% de biodiesel ao diesel, o chamado B3. O excedente de glicerina bruta no mercado, por conta da maior produção nacional do biocombustível, leva a investir em tecnologias dessa natureza, levando em conta as concentrações ótimas de todas as substâncias envolvidas no processo”, afirmou Maria.<br /><br />Além do biodiesel produzido a partir de oleaginosas, outras pesquisas indicam a possibilidade de produzi-lo a partir de óleos que sobram em cozinhas industriais, por exemplo. “Nesse caso, a glicerina resultante não é nobre, como a utilizada pela indústria de cosméticos e fármacos. E o foco de nosso trabalho é justamente esse subproduto mais bruto, que polui o meio ambiente quando descartado incorretamente”, disse.<br /><br />Após a identificação do consórcio de bactérias que degrada a glicerina, o próximo passo do estudo é analisar a relação entre os teores de glicerina e esterco empregados no processo de biodigestão com a quantidade e a qualidade do gás metano gerado.<br /><br />“Estamos estudando as concentrações ideais para estabelecer parâmetros de produção do biogás em larga escala. Os primeiros resultados dessa linha de pesquisa devem ser divulgados em meados de 2009”, disse Maria de Los Angeles Palha. O estudo conta com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-6385336045418048325?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-32480514845928009132008-04-04T09:12:00.000-03:002008-04-04T09:13:33.592-03:00Cristina denuncia o cultivo da soja<p><a href="http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=12910">Unisinos.</a><br /></p><p>Com centenas de estradas bloqueadas em todo o país, um desabastecimento massivo de carne e de leite nas cidades e uma queda sem precedentes do kirchnerismo nas pesquisas de popularidade – algumas lhe dão 23% - a presidenta argentina, <strong>Cristina Kirchner</strong>, afirmou na madrugada de hoje que os culpados pela crise vivida pelo país, há 19 dias, são os grandes produtores de soja. A notícia é do jornal <strong>El País</strong> e é destaque de primeira página nos jornais <strong>Clarín</strong> e<strong> Página/12</strong>, 01-04-2008.</p> <p><strong>Cristina</strong> não pediu o fim da greve mas o fim dos bloqueios. O governo anunciou subsídios para os pequenos produtores. Ela apelou para a aplicação da “justiça social” para manter a alta das retenções das exportações o que desencadeou o conflito e acusou que há interesses ocultos na rebelião do campo.</p> <p>Acompanhada do jovem ministro da Economia, <strong><a href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=10720" target="_blank">Martín Lousteau</a></strong>, ela denunciou que se corre o risco de que a maior parte da cultura nacional seja hegemonizada pela soja. Uma produção cuja exportação chega a 95% e que provoca um grave dano ecológico pois destrói as matas e que “não pertence à tradição nem aos gostos alimentares dos argentinos”.</p> <p>Antes da presidenta, <strong><a href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=10721" target="_blank">Lousteau</a></strong> fez a mesma denúncia ao advertir que a a soja (cujo preço internacional disparou) ameaça transformar a atividade agropecuária do país. “No longo prazo teremos menos leite, menos carne, menos trigo e tudo mais caro”.</p><div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-3248051484592800913?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-3295924750708511912008-03-27T00:39:00.000-03:002008-03-27T00:41:13.892-03:00O Mundo segundo a Monsanto.Livro revela o lado obscuro da transnacional<br />Via EcoDebate<br /><br />A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no mercado de sementes. Tal hegemonia coloca a multinacional norte-americana no centro do debate sobre os benefícios e os riscos do uso de grãos geneticamente modificados. Para os defensores da manipulação dos genes, a Monsanto representa o futuro promissor da "revolução verde". Para ecologistas e movimentos sociais ligados a pequenos agricultores, a empresa é a encarnação do mal.<br /><br />A reportagem é de Christina Palmeira e publicada pela revista Carta Capital, 20/03/2008.<br /><br />Esse último grupo acaba de ganhar um reforço a seus argumentos. Resultados de um trabalho de três anos de investigação da jornalista francesa Marie-Monique Robin, o livro Le Monde Selon Monsanto (O Mundo Segundo a Monsanto) e o documentário homônimo são um libelo contra os produtos e o lobby da multinacional.<br /><br />O trabalho cataloga ações da Monsanto para divulgar estudos científicos duvidosos de apoio às suas pesquisas e produtos, a exemplo do que fez por muitos anos a indústria do tabaco, relaciona a expansão dos grãos da empresa com suicídios de agricultores na Índia, rememora casos de contaminação pelo produto químico PCB e detalha as relações políticas da companhia que permitiram a liberação do plantio de transgênicos nos Estados Unidos. Em 2007, havia mais de 100 milhões de hectares plantados com sementes geneticamente modificadas, metade nos EUA e o restante em países emergentes como a Argentina, a China e o Brasil.<br /><br />Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa com 25 anos de experiência, traz depoimentos inéditos de cientistas, políticos e advogados. A obra esmiúça as relações políticas da multinacional com o governo democrata de Bill Clinton (1993-2001), e com o gabinete do ex-premier britânico Tony Blair. Entre as fontes estão ex-integrantes da Food and Drug Administration (FDA), a agência responsável pela liberação de alimentos e medicamentos nos EUA.<br /><br />A repórter, filha de agricultores, viajou à Grã-Bretanha, Índia, México, Paraguai, Vietnã, Noruega e Itália para fazer as entrevistas. Antes, fez um profundo levantamento na internet e baseou sua investigação em documentos on-line para evitar possíveis processos movidos pela Monsanto. A empresa não deu entrevista à jornalista, mas, há poucas semanas, durante uma apresentação em Paris de outro documentário de Robin, uma funcionária da multinacional apareceu e avisou que a companhia seguia seus passos. Detalhe: a sede da Monsanto fica em Lyon, distante 465 quilômetros da capital francesa<br /><br />Procurada por CartaCapital, a Monsanto recusou-se a comentar as acusações no livro. Uma assessora sugeriu uma visita ao site da Associação Francesa de Informação Científica, onde há artigos de cientistas com críticas ao livro de Robin. A revista, devidamente autorizada pelo autor, reproduz na página 11 trechos do artigo de um desses cientistas, Marcel Kuntz, diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Grenoble.<br /><br />Não é de hoje, mostra o livro, que herbicidas da Monsanto causam problemas ambientais e sociais. Robin narra a história de um processo movido por moradores da pequena Anniston, no Sul dos EUA, contra a multinacional, dona de uma fábrica de PCB fechada em 1971. Conhecida no Brasil como Ascarel, a substância tóxica era usada na fabricação de transformadores e entrava na composição da tinta usada na pintura dos cascos das embarcações. Aqui foi proibida em 1981.<br /><br />A Monsanto, relata a repórter, sabia dos efeitos perversos do produto desde 1937. Mas manteve a fábrica em funcionamento por mais 34 anos. Em 2002, após sete anos de briga, os moradores de Anniston ganharam uma indenização de 700 milhões de dólares. Na cidade, com menos de 20 mil habitantes, foram registrados 450 casos de crianças com uma doença motora cerebral, além de dezenas de mortes provocadas pela contaminação com o PCB. Há 42 anos, a própria Monsanto realizou um estudo com a água de Anniston: os peixes morreram em três minutos cuspindo sangue.<br /><br />Robin alerta que os tentáculos da Monsanto atingem até a Casa Branca. A influência remonta aos tempos da Segunda Guerra Mundial e ao período da chamada Guerra Fria. Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa do governo Bush júnior, dirigiu a divisão farmacêutica da companhia. A multinacional manteve ainda uma parceria com os militares. Em 1942, o diretor Charles Thomas e a empresa ingressaram no Projeto Manhattan, que resultou na produção da bomba atômica. O executivo encerrou a carreira na presidência da Monsanto (1951-1960).<br /><br />Na Guerra do Vietnã (1959-1975), a empresa fornecia o agente laranja, cujos efeitos duram até hoje. A jornalista visitou o Museu dos Horrores da Dioxina, em Ho Chi Minh (antiga Saigon), onde se podem ver os efeitos do produto sobre fetos e recém-nascidos.<br /><br />Alan Gibson, vice-presidente da associação dos veteranos norte-americanos da Guerra do Vietnã, falou à autora dos efeitos do agente laranja: "Um dia, estava lavando os pés e um pedaço de osso ficou na minha mão".<br /><br />Boa parte do trabalho de Robin é dedicada a narrar as pressões sofridas por pesquisadores e funcionários de órgãos públicos que decidiram denunciar os efeitos dos produtos da empresa. É o exemplo de Cate Jenkis, química da EPA, a agência ambiental dos Estados Unidos.<br /><br />Em 1990, Jenkis fez um relatório sobre os efeitos da dioxina, o que lhe valeu a transferência para um posto burocrático. Graças à denúncia da pesquisadora, a lei americana mudou e passou a conceder auxílio a ex-combatentes do Vietnã. Após longa batalha judicial, Jenkis foi reintegrada ao antigo posto.<br /><br />Há também o relato de Richard Burroughs, funcionário da FDA encarregado de avaliar o hormônio de crescimento bovino da Monsanto. Burroughs diz ter comprovado os efeitos nocivos do hormônio para a saúde de homens e animais e constatou que, com o gado debilitado, os pecuaristas usavam altas doses de antibióticos. Resultado: o leite acabava contaminado. Burroughs, conta a jornalista, foi demitido. Mas um estudo recente revela que a taxa de câncer no seio entre as norte-americanas com mais de 50 anos cresceu 55,3% entre 1994, ano do lançamento do hormônio nos Estados Unidos, e 2002.<br /><br />Segundo Robin, a liberação das sementes transgênicas nos Estados Unidos foi resultado do forte lobby da empresa na Casa Branca, principalmente durante o governo Clinton. Uma das "coincidências": quem elaborou, na FDA, a regulamentação dos grãos geneticamente modificados foi Michael Taylor, que nos anos 90 fora um dos vice-presidentes da Monsanto..<br /><br />A repórter se detém sobre o "princípio da equivalência em substância", conceito fundamental para regulamentação dos transgênicos em todo o mundo. A fórmula estabelece que os componentes dos alimentos de uma planta transgênica serão os mesmos ou similares aos encontrados nos alimentos "convencionais".<br /><br />Robin encontrou-se com Dan Glickman, que foi secretário de Estado da Agricultura do governo Clinton, responsável pela autorização dos transgênicos nos EUA. Glickman confessou, em 2006, ter mudado de posição e admitiu ter sido pressionado após sugerir que as companhias realizassem testes suplementares sobre os transgênicos. As críticas vieram dos colegas da área de comércio exterior.<br /><br />Houve pressões, segundo o livro, também no Reino Unido. O cientista Arpad Pusztai, funcionário do Instituto Rowett, um dos mais renomados da Grã-Bretanha, teria sido punido após divulgar resultados controversos sobre alimentos transgênicos. Em 1998, Pusztai deu uma entrevista à rede de tevê BBC. Perguntado se comeria batatas transgênicas, disparou: "Não. Como um cientista que trabalha ativamente neste setor, considero que não é justo tomar os cidadãos britânicos por cobaias". Após a entrevista, o contrato de Pusztai foi suspenso, sua equipe dissolvida, os documentos e computadores confiscados. Pusztai também foi proibido de falar com a imprensa. No artigo reproduzido à página 11, Kuntz afirma que o cientista perdeu o emprego por não apresentar resultados consistentes que embasassem as declarações à imprensa.<br /><br />Pusztai afirma que só compreendeu a situação, em 1999, ao saber que assessores do governo britânico haviam ligado para a direção do instituto no dia da sua demissão. Em 2003, Robert Orsko, ex-integrante do Instituto Rowett, teria confirmado que a "Monsanto tinha ligado para Bill Clinton, que, em seguida, ligou para Tony Blair". E assim o cientista perdeu o emprego.<br /><br />Nas viagens por países emergentes, Robin colheu histórias de falta de controle no plantio de transgênicos e prejuízos a pequenos agricultores. No México, na Argentina e no Brasil, plantações de soja e milho convencionais acabaram contaminadas por transgênicos, o que forçou, como no caso brasileiro, a liberação do uso das sementes da Monsanto (que fatura com os royalties).<br /><br />De acordo com a jornalista, o uso da soja Roundup Ready (RR), muito utilizada no Brasil e na Argentina, acrescenta outro ganho à Monsanto, ao provocar o aumento do uso do herbicida Roundup. Na era pré-RR, a Argentina consumia 1 milhão de litros de glifosato, volume que saltou para 150 milhões em 2005. De lá para cá, a empresa suprimiu os descontos na comercialização do pesticida, aumentando seus lucros.<br /><br />Um dos ícones do drama social dos transgênicos, diz o livro, é a Índia. Entre junho de 2005 (data da introdução do algodão transgênico Bt no estado indiano de Maharashtra) e dezembro de 2006, 1.280 agricultores se mataram. Um suicídio a cada oito horas. A maioria por não conseguir bancar os custos com o plantio de grãos geneticamente modificados.<br /><br />Robin relata a tragédia desses agricultores, que, durante séculos, semearam seus campos e agora se vêm às voltas com a compra de sementes, adubos e pesticidas, num círculo vicioso que termina em muitos casos na ingestão de um frasco de Roundup.<br /><br />A jornalista descreve ainda o que diz ser o poder da Monsanto sobre a mídia internacional. Cita, entre outros, os casos dos jornalistas norte-americanos Jane Akre e Steve Wilson, duramente sancionados por terem realizado, em 1996, um documentário sobre o hormônio do crescimento. No país da democracia, a dupla se transformou em símbolo da censura.<br /><br />Os cientistas, conta o livro, são freqüentemente "cooptados" pela gigante norte-americana. Entre os "vendidos" está o renomado cancerologista Richard Doll, reconhecido por trabalhos que auxiliaram no combate à indústria do tabaco. Doll faleceu em 2005. No ano seguinte, o jornal britânico The Guardian revelou que durante 20 anos o pesquisador trabalhou para a Monsanto. Sua tarefa, com remuneração diária de 1,5 mil dólares, era a de redigir artigos provando que o meio ambiente tem uma função limitada na progressão das doenças. Foi um intenso arquiteto do "mundo mágico" da Monsanto.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-329592475070851191?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-82640108803767443912008-03-24T10:46:00.000-03:002008-03-24T10:47:35.832-03:00Pela Lei da Biossegurança14/02/2008<br />Agência FAPESP – O presidente da FAPESP, Celso Lafer, enviou no dia 11 de fevereiro ofício à ministra Ellen Gracie, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito da autorização legal para a realização de pesquisas com células-tronco embrionárias. O texto foi encaminhado também a todos os demais ministros do STF.<br /><br />“Entende a FAPESP que o tratamento e os controles dados à matéria pela Lei de Biossegurança – Lei n. 11.105/05 – conciliam adequadamente os valores envolvidos, possibilitando os avanços da ciência em defesa da vida e o respeito aos padrões éticos de nossa sociedade”, destacou Lafer.<br /><br />O presidente da Fundação reiterou a “confiança no prudente julgamento desse Tribunal, em defesa dos valores acolhidos em nossa Constituição e da aplicação do Direito segundo os critérios e conceitos próprios de uma ética laica da ciência e do Estado”.<br /><br />O STF marcou para 5 de março o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o uso de células-tronco embrionárias humanas em pesquisas científicas.<br /><br />As pesquisas foram aprovadas em março de 2005, com a Lei da Biossegurança, que permite o uso de embriões congelados em clínicas de fertilização há mais de três anos. Mas a lei foi questionada pelo então procurador-geral da República, Cláudio Fontelles, dois meses após a aprovação pelo Congresso Nacional.<br /><br /><br />A íntegra do ofício enviado ao STF:<br /><br />Of. 14/2008/DP<br />CL/FDMA/est<br /><br />São Paulo, 11 de fevereiro de 2008<br /><br />Senhora Presidente,<br /><br />A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, em seus mais de 45 anos de existência, tem atuado como uma das principais agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica do País, tendo seu nome associado a inúmeros projetos de repercussão nacional e internacional, sempre visando ao avanço do conhecimento e à melhoria da qualidade de vida dos indivíduos.<br /><br />Nesse sentido, a FAPESP, que já acompanhara a tramitação do então projeto de Lei de Biossegurança, manifestando-se na ocasião pela sua aprovação legislativa, vem agora acompanhando com especial atenção a discussão judicial, perante o Supremo Tribunal Federal, a respeito da autorização legal para a realização de pesquisas com células-tronco embrionárias.<br /><br />Entende a FAPESP que o tratamento e os controles dados à matéria pela Lei de Biossegurança – Lei n. 11.105/05 – conciliam adequadamente os valores envolvidos, possibilitando os avanços da ciência em defesa da vida e o respeito aos padrões éticos de nossa sociedade.<br /><br />Reitera, portanto, a FAPESP sua confiança no prudente julgamento desse Tribunal, em defesa dos valores acolhidos em nossa Constituição e da aplicação do Direito segundo os critérios e conceitos próprios de uma ética laica da ciência e do Estado.<br /><br />Aproveito para apresentar as manifestações de consideração e respeito.<br /><br /><br />Celso Lafer<br />Presidente da FAPESP<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-8264010880376744391?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-26809007965909258382008-03-20T00:35:00.001-03:002008-03-20T00:37:17.615-03:00Algodão convencional mostra melhores resultadosAgencia <a href="http://www.agenciachasque.com.br/boletinsdiarios2.php?iddata=6dbe17ddf72724729d20ae79d2fed1f1">Chasque</a>.<span class="texto"><p><span style="font-size: 10pt; color: black; line-height: 115%; font-family: 'Arial','sans-serif';">Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, realizaram pesquisas com sementes de algodão convencionais e transgênicas e concluíram que as híbridas obtiveram melhor resultado do que as geneticamente modificadas./ Eles compararam diversas variedades, incluindo algodão não transgênico e algodão geneticamente modificado para tolerar a aplicação de herbicidas ou para produzir seu próprio inseticida./ As convencionais proporcionaram maiores produções e lucros do que variedades transgênicas como a RR da Monsanto, tolerante ao herbicida Roundup./ Segundo os pesquisadores norte-americanos, os resultados mostram que os agricultores podem lucrar mais com cultivos de algodão convencionais, ao mesmo tempo em que evitam as incertezas da engenharia genética.///</span></p></span><div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-2680900796590925838?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-87138199511040219112008-01-23T11:37:00.000-02:002008-01-23T11:38:25.950-02:00Empresas fecham contratos sob regras da Lei da BiodiversidadeLuiza de Carvalho, de São Paulo para Valor<br />23/01/2008<br /><br />Ainda que lentamente, as empresas começam a se adequar à chamada Lei da Biodiversidade - a Medida Provisória nº 2.186, de 2001 -, que impôs uma série de condições para o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional de comunidades nativas brasileiras. A Natura é a empresa pioneira no campo e já possui oito contratos de repartições de benefícios estabelecidos com comunidades detentoras desses conhecimentos e três processos de acesso ao conhecimento tradicional em trâmite no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen) do Ministério do Meio Ambiente. Já para as empresas de menor porte, que não têm condições de arcar com os custos de negociações deste tipo, a saída são as instituições fornecedoras - empresas que estabelecem contratos com as comunidades nativas em troca da matéria-prima e vendem os produtos naturais para as indústrias farmacêuticas e de cosméticos. É o caso da multinacional Croda do Brasil e da empresa brasileira Beraca, que estão adequando contratos pré-existentes à legislação. <br /><br /> <table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"> <tbody><tr> <td>Uma das principais mudanças estabelecidas pela Medida Provisória nº 2.186 foi a própria criação do Cgen, órgão responsável por analisar todas as solicitações de acesso ao patrimônio genético (o isolamento da propriedade funcional de uma matéria-prima) e ao conhecimento tradicional (a obtenção de informação sobre a matéria-prima) brasileiros e gerenciar os contratos de repartição de benefícios com as comunidades. Hoje há em trâmite no órgão 70 processos que pleiteiam o acesso a componentes do patrimônio genético, 13 pedidos de acesso ao conhecimento tradicional e 14 tentativas de autorização envolvendo ambos. De acordo com dados disponibilizados no site do Cgen, das 46 autorizações de acesso concedidas até agora, 27 envolvem o conhecimento tradicional - todas, no entanto, concedidas a universidades e museus para fins de pesquisa científica. </td> </tr> </tbody></table> <br /><br /> <table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"> <tbody><tr> <td>Há uma série de procedimentos exigidos pelo Cgen para se obter a autorização - por exemplo, a comprovação da titularidade das áreas que se pretende acessar e um projeto detalhando as etapas e resultados esperados a partir da amostra. No entanto, para se obter todos os documentos exigidos, é preciso fazer um trabalho intenso junto às populações locais, o que envolve profissionais como antropólogos, advogados e tradutores. Ao que se sabe, o primeiro relacionamento de uma empresa com as comunidades em conformidade com a medida provisória no que se refere ao patrimônio genético ocorreu em 2001, quando a Natura iniciou as negociações com uma comunidade do Amapá para que esta permitisse o acesso a um ativo chamado breu branco - foram cinco anos de trabalho até a autorização sair, em 2005. Desde então, a empresa firmou outros sete contratos de repartição de benefícios, envolvendo, por exemplo, o acesso ao cupuaçú em uma comunidade de Roraima e a um extrato aromático de erva-mate no Rio Grande do Sul. </td> </tr> </tbody></table> <br /><br /> <table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="470"> <tbody><tr> <td>Já o acesso ao conhecimento tradicional é feito de forma mais cautelosa - os três processos da Natura em tramitação no Cgen são os únicos envolvendo empresas no país. Em um deles a empresa negociou com erveiras de Belém do Pará a manipulação de ervas que contêm essências aromáticas. Os outros dois casos envolvem uma comunidade de quebradeiras de coco no Maranhão e uma associação de Nova Califórnia, em Rondônia, para o preparo do óleo de cumaru. Segundo Paulo Lalli, vice-presidente de operações e logística da Natura, em muitos casos a remuneração às comunidades não fica apenas em uma parte do lucro da venda do produto que contém a substância acessada, mas também envolve a criação de fundos de desenvolvimento sustentável. </td> </tr> </tbody></table> <br /><br /> Apesar do baixo número de contratos regulados pela medida provisória até agora, uma forma alternativa de acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional tem ocorrido por meio de empresas fornecedoras de insumos que estabelecem relacionamentos com as comunidades e transformam os componentes genéticos em produtos naturais prontos para serem vendidos a indústrias de cosméticos e farmacêuticas. Um exemplo disso é a multinacional inglesa Croda do Brasil, que antes mesmo da atual legislação tem contratos com comunidades que fornecem buriti, andiroba e cupuaçú. "Estamos em fase de adequação desses contratos à medida vigente", diz Sérgio Gonçalves, gerente de marketing da empresa. A fornecedora brasileira Beraca também tem contratos com as comunidades anteriores a 2001 e acessa o conhecimento tradicional referente ao uso do buriti, murumuru, açaí e andiroba. Segundo Lívia Sabará, assessora jurídica da empresa, a Beraca capacita profissionalmente uma comunidade de mulheres "andirobeiras" da Ilha de Marajó.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-8713819951104021911?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-37960336052587938842008-01-03T11:45:00.001-02:002008-01-03T11:45:44.647-02:00Estudo da BioéticaA <strong>Universidade de Brasília</strong> (UnB) é a primeira instituição pública de ensino superior da América do Sul a oferecer uma pósgraduação completa em Bioética mestrado e doutorado, além da especialização que já existe desde 1998. A aprovação dos cursos de mestrado e doutorado foi dada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC).<br /><br />Nossa proposta é fazer um programa voltado para a moral do Brasil. A dos Estados Unidos é diferente da nossa e não devemos importá-la, mas sim construir uma própria , afirmou o professor e coordenador da Cátedra Unesco de Bioética da UnB, Volnei Garrafa. Bioética é o estudo transdisciplinar entre biologia, medicina e filosofia, que investiga todas as condições necessárias para uma administração responsável da vida humana (em geral) e da pessoa (em particular).<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-3796033605258793884?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-14847180230472719122007-12-18T09:23:00.000-02:002008-12-08T20:25:30.479-02:0013ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), na Indonésia, discute mudanças climáticas e medidas para reduzir os danos ambientais<div style="text-align: center;"><a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/coberturas-tematicas/2007/12/04/cobertura_tematica.2007-12-04.0042912494/view">Mais aqui:</a><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_JXvXNsy6Fxo/R2euBDlHkWI/AAAAAAAAAeo/V5BY8ZpSsJI/s1600-h/logo.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JXvXNsy6Fxo/R2euBDlHkWI/AAAAAAAAAeo/V5BY8ZpSsJI/s400/logo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145272432458174818" border="0" /></a></div><div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-1484718023047271912?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-49952796822669138302007-12-18T09:21:00.000-02:002007-12-18T09:22:31.491-02:00Reunião em busca de acordo entre países deve avançar na madrugadaLuana Lourenço<br />Enviada especial Agência Brasil<br /><br />Bali (Indonésia) - Depois de um dia de indefinição e reuniões a portas fechadas, o resultado das negociações da 13ª Conferência das Partes (COP) sobre o Clima ainda não está definido. São quase 22 horas em Bali, e a reunião, que tinha término previsto para hoje (14), deve avançar pela madrugada.<br /><br />"Não podemos sair daqui sem acordo. Só não se sabe quando será alcançado", avaliou o secretário executivo da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Yvo de Boer.<br /><br />Segundo o embaixador Everton Vargas, subsecretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, a perspectiva é que um documento seja levado aos ministros até meia-noite e que a plenária para aprovação do texto final da conferência seja convocada para o período da manhã.<br /><br />O impasse principal está na inclusão de uma referência ao estabelecimento de novas metas de redução de emissões para os países desenvolvidos no chamado Mapa do Caminho. A União Européia lidera uma pressão para que o texto mencione cortes de 25% a 40% até 2020.<br /><br />Os Estados Unidos, que na madrugada de hoje chegaram a sugerir apenas uma referência a compromissos voluntários para todos os países, dizem que definir metas em Bali significaria um "pré-julgamento" das negociações do acordo global que sucederá o Protocolo de Quioto e que deverão começar em 2009.<br /><br />O presidente da COP, o ministro do Meio Ambiente da Indonésia, Rachamat Witolear, reuniu um grupo de 15 países para resolver o impasse. O Brasil participa do grupo, presidido por Argentina e Nova Zelândia.<br /><br />Da reunião, que já dura mais de oito horas, deverá sair o documento que será submetido a votação na plenária final da COP e se tornará o Mapa do Caminho, espécie de roteiro para as negociações nos próximos dois anos. Nesse período os países vão decidir sobre o regime de mudanças climáticas que sucederá o Protocolo de Quioto após 2012, quando expira o primeiro período de compromisso do acordo.<br /><br />A matéria foi alterada para acréscimo de informação (a fala de Everton Vargas)<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-4995279682266913830?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-7142244372844664322007-12-18T09:17:00.001-02:002007-12-18T09:17:36.740-02:00Criticado processo de lei sobre recursos genéticosRIO DE JANEIRO, 10 de dezembro (Terramérica).- A consulta pública sobre um projeto de lei de recursos genéticos no Brasil apenas admite comentários por carta ou Internet, o que impede a participação de muitas comunidades tradicionais, donas de conhecimentos que utilizam a biodiversidade, criticam movimentos sociais.<br /><br />“Ficamos sabendo da proposta um dia antes de o governo a submeter à consulta”, que termina em 28 de fevereiro, disse ao Terramérica o ativista Gabriel Fernandes, da campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos.<br /><br />As organizações que participam da iniciativa recordam que vários tratados internacionais adotados pelo Brasil – como a Convenção sobre a Diversidade Biológica – obrigam o governo a consultar os povos indígenas e tradicionais e os agricultores familiares antes de formular políticas públicas.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-714224437284466432?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-48161152739900882182007-11-26T08:35:00.000-02:002007-11-26T08:36:07.447-02:00Biodiversidade interna26/11/2007 <br /><br />Por Alceu Luís Castilho, de Brasília, e Fábio de Castro <br /><br /><a href="http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=8069">Agência FAPESP</a> – Após dois dias de debates no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, na semana passada, a consulta sobre biodiversidade feita pelo governo federal a cientistas resultou na priorização do debate interno. <br /><br />Isso significa que, por enquanto, nada será decidido a respeito da posição brasileira sobre os mecanismos de consulta à comunidade científica no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e do Mecanismo Internacional de Expertise Científica em Biodiversidade (Imoseb). <br /><br />O governo estimulou a decisão. Antes da abertura das discussões em grupos, nas quais foram divididos cerca de 30 pesquisadores ligados ao tema biodiversidade, o representante do MMA, Bráulio Dias, recomendou que eles priorizassem a estruturação do aconselhamento interno em relação ao externo. <br /><br />Depois da apresentação das propostas dos três grupos, Dias ressaltou a “coincidência” entre elas, no que se refere exatamente à prioridade dada à organização do debate no próprio país. A reunião foi coordenada pelo MMA e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. <br /><br />“O balanço que fazemos é que foi dada ênfase à estruturação da relação governo-academia primeiro no Brasil, e que não saiu nenhuma proposta concreta que detalhasse a estruturação no plano internacional”, disse Dias à Agência FAPESP logo após o encerramento do evento, no dia 22. <br /><br />Na prática, isso significa que o Brasil seguirá reticente em relação ao Imoseb. Era a posição do Itamaraty, que teme um esvaziamento da CDB no caso da criação de outra instância internacional. Os defensores do Imoseb alegam que o braço científico da CDB, o SBSSTA (em português, Órgão Subsidiário de Assessoramento Técnico, Científico e Tecnológico), está ocupado muito mais por políticos do que por cientistas, não sendo tão eficiente em termos de divulgação e pressão como o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). <br /><br />“Vimos que o mais importante será solucionar nossos problemas internos. Precisamos retomar e reconstruir a relação entre comunidade científica e governo e, com isso, criar uma confiança mútua. Só a partir daí poderemos pensar em uma inserção internacional”, disse Carlos Alfredo Joly, professor do Departamento de Botânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). <br /><br />Segundo Ione Zegler, coordenadora geral de biodiversidade do MCT, a reunião foi positiva porque, tradicionalmente, os pesquisadores brasileiros não se envolvem muito na esfera do aconselhamento aos governos, diferente do que ocorre em outros países. “A academia brasileira precisa se acostumar a participar do processo de assessoramento”, afirmou. <br /><br /><br />Fórum de pesquisas <br /><br />Os pesquisadores apresentarão daqui a 15 dias ao governo uma síntese das propostas feitas pelos três grupos. A Agência FAPESP foi o único órgão da imprensa presente na plenária final, realizada no auditório do Ministério da Cultura, e adianta algumas das conclusões. <br /><br />Será criado um fórum de pesquisadores, indicados pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC). Segundo Ione Egler, o governo quer valorizar as instituições, em detrimento das indicações individuais, “que resultam muitas vezes em pareceres contraditórios dos cientistas”, segundo destacou. Não ficou decidido se esse fórum será coordenado pela academia ou pelo governo. <br /><br />Foi proposta a criação de um Programa Nacional de Pesquisas Científicas em Biodiversidade, com caráter interministerial e executado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com pesquisas feitas a partir de demandas da CDB. O governo, nesse caso, agiu rápido e procurou inserir a proposta no âmbito do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBIO), do MCT, que, após a gradual expansão de sua atuação por biomas, “ganharia naturalmente esse caráter interdisciplinar e mais amplo”, de acordo com Ione Egler. <br /><br />Os cientistas referendaram uma proposta do MMA de criar uma Biblioteca Virtual em Biodiversidade e Meio Ambiente, que valorizará as informações publicadas sobre o tema – sem prejuízo das informações de bancos de dados, ou coleções. Um dos objetivos da BV Bioma é aumentar a visibilidade e acessibilidade da informação científica em biodiversidade publicada no Brasil e no exterior. A coordenação do projeto é do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. <br /><br /><br />Oportunidade perdida <br />Uma proposta que atinge diretamente as decisões do poder público se refere às pesquisas demandadas pelos órgãos ambientais, para efeito de licenciamento ambiental, como o Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto Ambiental. Os pesquisadores defendem a criação de uma força-tarefa para criar um sistema de monitoramento dessas pesquisas, com a padronização de metodologias. <br /><br />“A reunião mostrou que um dos impedimentos para o avanço das discussões – principalmente da perspectiva de botânicos, zoólogos e ecólogos – são os entraves burocráticos que existem hoje em relação à coleta de materal biológico e acesso ao patrimônio genético”, afirmou Joly. <br /><br />“Há um impasse entre os órgãos que emitem essas licenças e a comunidade científica, que vê necessidade de mudanças. Nós trabalhamos e cooperamos com esses órgãos para elaborar projetos de lei, minutas de resoluções referentes a licenças de coleta e não vimos nosso esforço refletido em mudanças concretas na legislação”, disse o professor da Unicamp. <br /><br />Segundo Joly, que representou o programa Biota-FAPESP na reunião no MMA, essas dificuldades geraram um processo de desgaste entre a comunidade e o governo, representado pelos ministérios que regulam as ações da área ambiental. <br /><br />“A origem desse impasse é que nós perdemos uma grande oportunidade de promover essa discussão e avançar na legislação de concessão de licenças durante a COP 8, em Curitiba [Oitava Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica, realizada em abril de 2006]”, afirmou. <br /><br />“O fato de sediar a COP nos deu todo um espaço e um interesse – inclusive uma inserção midiática – para um avanço na questão da biodiversidade. Foi um momento importante que se perdeu porque as inciativas não ocorreram”, destacou Joly.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-4816115273990088218?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-48756179441425516732007-10-29T14:46:00.000-02:002007-10-29T14:48:42.370-02:00Militante da Via Campesina é assassinado no PRMilitante da Via Campesina é assassinado no PR<br /><br />Um grupo de aproximadamente 40 homens armados atirou em integrantes da Via Campesina, domingo à tarde, logo após ação de reocupação de um campo de experimentos com sementes transgênicas da empresa Syngenta, no oeste do Paraná. Vilmar Mota foi morto com dois tiros no peito. <br /><br />Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior<br /><br />PORTO ALEGRE - Valmir Mota, militante da Via Campesina, foi assassinado com dois tiros no peito, ontem à tarde, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. Segundo a Via Campesina, Valmir foi executado por um grupo de cerca de 40 pistoleiros no acampamento do campo de experimentos da empresa multinacional Syngenta Seeds. Outros seis integrantes da Via Campesina ficaram gravemente feridos. Fábio Ferreira, que integrava o grupo de seguranças armados, também morreu. Entre os feridos o caso mais grave é o de Izabel Nascimento de Souza, que está em coma e corre risco de morte.<br /><br />A ação dos pistoleiros ocorreu depois que cerca de 150 integrantes do movimento reocuparam o campo de experimentos da empresa para denunciar o cultivo ilegal de sementes transgênicas de soja e milho. Conforme o relato da Via Campesina, por volta das 13h30min, cerca de 40 homens fortemente armados chegaram, em um micro-ônibus, ao portão da entrada da área e desceram atirando nos manifestantes.<br /><br />Além de Valmir, atingido com dois tiros, outros cinco agricultores foram baleados e Isabel Nascimento de Souza foi espancada. Ainda segundo a Via Campesina, a Syngenta contratou serviços de segurança que atuavam de forma irregular na região, articulados com a Sociedade Rural da Região Oeste (SRO) e com o Movimento dos Produtores Rurais (MPR).<br /><br />Uma das diretoras da empresa de segurança NF foi presa no início de outubro e o proprietário da mesma fugiu durante uma operação da Polícia Federal que apreendeu munições e armas ilegais. Segundo a organização de trabalhadores rurais, há indícios de que a empresa é contratada como fachada, para encobrir a ação de pistoleiros que formariam uma milícia armada que atua praticando despejos violentos e ataques a acampamentos na região.<br /><br />No dia 18 de outubro, a atuação de milícias armadas ligadas à SRO/MPR e Syngenta na região Oeste do Paraná foi denunciada durante uma audiência pública coordenada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal dos Deputados (CDHM), em Curitiba. Agora, a Via Campesina cobra da justiça a apuração do ataque, contra os trabalhadores do acampamento, que juntamente com o assentamento Olga Benário lutam para transformar a área num Centro de Agroecologia e de reprodução de sementes crioulas para a agricultura familiar e reforma agrária.<br /><br />O campo de experimentos da Syngenta foi ocupado pela primeira vez, em março de 2006, para denunciar o cultivo ilegal de sementes transgênicas. Após 16 meses de ocupação, no dia 18 de julho deste ano, as 70 famílias que participaram da ação desocuparam a área e foram para um local provisório no assentamento Olga Benário, também em Santa Tereza do Oeste.<br /><br />Sete homens já foram presos<br />A Secretaria de Segurança do Paraná informou que sete homens que atacaram os agricultores já foram presos e disseram que foram contratados pelo Movimento dos Produtores Rurais para retirar pessoas que tentassem invadir a área. Eles foram autuados por formação de quadrilha, homicídio e exercício arbitrário das próprias razões. Após o confronto, os seguranças teriam fugido a pé e acabaram sendo encontrados e presos num barracão abandonado a cerca de seis quilômetros da fazenda da Syngenta. O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), determinou que a polícia fique de prontidão nas imediações da área para evitar novos conflitos.<br /><br />Em nota oficial, a Syngenta disse que “lamenta profundamente o incidente ocorrido durante nova invasão” e promete colaborar com as autoridades locais na apuração do que ocorreu. Ainda é prematuro fazer uma avaliação definitiva sobre o ocorrido, acrescenta a nota que assegura que a “a política global da companhia determina que não se use força ou armas para proteger suas unidades”.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-4875617944142551673?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-21152964735463303102007-08-12T19:08:00.000-03:002007-08-12T19:09:35.117-03:00Genetically Modified Foods: Toxins and Reproductive FailuresBy Jeffrey M. Smith<br /><br />Rhetoric from Washington since the early 1990s proclaims that genetically modified (GM) foods are no different from their natural counterparts that have existed for centuries. But this is a political, not a scientific assertion. Numerous scientists at the FDA consistently described these newly introduced gene-spliced foods as cause for concern. In addition to their potential to produce hard-to-detect allergies and nutritional problems, the scientists said that "The possibility of unexpected, accidental changes in genetically engineered plants" might produce "unexpected high concentrations of plant toxicants."[1] GM crops, they said, might have "Increased levels of known naturally occurring toxins, . . . appearance of new, not previously identified" toxins, and an increased tendency to gather "toxic substances from the environment" such as "pesticides or heavy metals." They recommended testing every GM food "before it enters the marketplace."[2] But the FDA was under orders from the first Bush White House to promote the biotechnology industry, and the political appointee in charge of agency policy was Monsanto’s former attorney - later their vice president. The FDA policy ignored the scientists' warnings and allowed GM food crops onto the market without any required safety studies.<br /><br />From the few safety tests that have been conducted, the results are disturbing - lab animals fed GM diets show damage to virtually every system studied. Reports from farmers are even less encouraging— - housands of sick, sterile and dead animals are traced to GM feed.[3]<br /><br />GM diet shows toxic reactions in digestive tract<br /><br />The very first crop submitted to the FDA's voluntary consultation process, the FlavrSavr tomato, showed evidence of toxins. Out of 20 female rats fed the GM tomato, 7 developed stomach lesions.[4] The director of FDA’s Office of Special Research Skills wrote that the tomatoes did not demonstrate a "reasonable certainty of no harm,"[5] which is their normal standard of safety. The Additives Evaluation Branch agreed that "unresolved questions still remain."[6] The political appointees, however, did not require that the tomato be withdrawn.[*]<br /><br />According to Arpad Pusztai, PhD, one of the world's leading experts in GM food safety assessments, the type of stomach lesions linked to the tomatoes "could lead to life-endangering hemorrhage, particularly in the elderly who use aspirin to prevent [blood clots]."[7] Pusztai believes that the digestive tract should be the first target of GM food risk assessment, because the gut is the first (and largest) point of contact with the foods; it can reveal various reactions to toxins. He was upset, however, that the research on the FlavrSavr never looked passed the stomach to the intestines. Other studies that did look found problems.<br /><br />Mice were fed potatoes with an added bacterial gene, which produced an insecticide called Bt-toxin. Scientists analyzed the lower part of their small intestines (ileum) and found abnormal and damaged cells, as well as proliferative cell growth.[8] Rats fed potatoes engineered to produce a different type of insecticide (GNA lectin from the snowdrop plant) also showed proliferative cell growth in both the stomach and intestinal walls (see photo).[9] Although the guts of rats fed GM peas were not examined for cell growth, the intestines were mysteriously heavier; possibly resulting from such growth.[10] Cell proliferation can be a precursor to cancer and is of special concern.<br /><br />GM diets cause liver damage<br /><br />The state of the liver - a main detoxifier for the body - is another indicator of toxins.<br /><br />*Rats fed the GNA lectin potatoes described above had smaller and partially atrophied livers.[11]<br />*Rats fed Monsanto’s Mon 863 corn, engineered to produce Bt-toxin, had liver lesions and other indications of toxicity.[12]<br />*Rabbits fed GM soy showed altered enzyme production in their livers as well as higher metabolic activity.[13]<br />*The livers of rats fed Roundup Ready canola were 12%–16% heavier, possibly due to liver disease or inflammation.[14]<br /><br />And microscopic analysis of the livers of mice fed Roundup Ready soybeans revealed altered gene expression and structural and functional changes.[15] Many of these changes reversed after the mice diet was switched to non-GM soy, indicating that GM soy was the culprit. The findings, according to molecular geneticist Michael Antoniou, PhD, "are not random and must reflect some 'insult' on the liver by the GM soy." Antoniou, who does human gene therapy research in King’s College London, said that although the long-term consequences of the GM soy diet are not known, it "could lead to liver damage and consequently general toxemia."[16]<br /><br />Higher death rates and organ damage<br /><br />Some studies showed higher death rates in GM-fed animals. In the FlavrSavr tomato study, for example, a note in the appendix indicated that 7 of 40 rats died within two weeks and were replaced.[17] In another study, chickens fed the herbicide tolerant Liberty Link corn died at twice the rate of those fed natural corn.[18] But in these two industry-funded studies, the deaths were dismissed without adequate explanation or follow-up.<br /><br />In addition, the cells in the pancreas of mice fed Roundup Ready soy had profound changes and produced significantly less digestive enzymes;[19] in rats fed a GM potato, the pancreas was enlarged.[20] In various analyses of kidneys, GM-fed animals showed lesions, toxicity, altered enzyme production or inflammation. Enzyme production in the hearts of mice was altered by GM soy.[21] And GM potatoes caused slower growth in the brain of rats.[22]<br /><br />Reproductive failures and infant mortality<br /><br />In both mice and rats fed Roundup Ready soybeans, their testicles showed dramatic changes. In rats, the organs were dark blue instead of pink (see photo).[23] In mice, young sperm cells were altered.[24] Embryos of GM soy-fed mice also showed temporary changes in their DNA function, compared to those whose parents were fed non-GM soy.[25]<br /><br />More dramatic results were discovered by a leading scientist at the Russian National Academy of sciences. Female rats were fed GM soy, starting two weeks before they were mated.<br /><br />Over a series of three experiments, 51.6 percent of the offspring from the GM-fed group died within the first three weeks, compared to 10 percent from the non-GM soy group, and 8.1 percent for non-soy controls.<br /><br />*"High pup mortality was characteristic of every litter from mothers fed the GM soy flour."[26]<br />*The average size and weight of the GM-fed offspring was quite a bit smaller.[27]<br />*In a preliminary study, the GM-fed offspring were unable to conceive.[28]<br /><br />After the three feeding trials, the supplier of rat food used at the Russian laboratory began using GM soy in their formulation. Since all the rats housed at the facility were now eating GM soy, no non-GM fed controls were available for subsequent GM feeding trials; follow-up studies were canceled. After two months on the GM soy diet, however, the infant mortality rate of rats throughout the facility had skyrocketed to 55.3 percent (99 of 179).[29]<br /><br />Farmers report livestock sterility and deaths<br /><br />About two dozen farmers reported that thousands of their pigs had reproductive problems when fed certain varieties of Bt corn. Pigs were sterile, had false pregnancies, or gave birth to bags of water. Some cows and bulls also became sterile. Bt corn was also implicated by farmers in the deaths of cows, horses, water buffaloes, and chickens. [30]<br /><br />When Indian shepherds let their sheep graze continuously on Bt cotton plants, within 5-7 days, one out of four sheep died. There was an estimated 10,000 sheep deaths in the region in 2006, with more reported in 2007. Post mortems on the sheep showed severe irritation and black patches in both intestines and liver (as well as enlarged bile ducts). Investigators said preliminary evidence "strongly suggests that the sheep mortality was due to a toxin. . . . most probably Bt-toxin."[31]<br /><br />Dangerous denial<br /><br />The warnings of the FDA scientists appear to have come true. But we were not supposed to know about their concerns. The agency's internal memos were only made public due to a lawsuit. Instead, we were supposed to believe the official FDA policy, claiming that the agency is not aware of information showing that GM foods are meaningfully different. This statement, crafted by political appointees, directly contradicts the scientific consensus at the FDA.<br /><br />Nearly every independent animal feeding safety study on GM foods shows adverse or unexplained effects. But we were not supposed to know about these problems either - the biotech industry works overtime to try to hide them. Industry studies described above, for example, are neither peer-reviewed nor published. It took lawsuits to make two of them available. And adverse findings by independent scientists are often suppressed, ignored, or denied. Moreover, researchers that discover problems from GM foods have been fired, stripped of responsibilities, deprived of tenure, and even threatened. The myth that GM crops are the same safe food we have always eaten continues to circulate.<br /><br />With the overwhelming evidence of problems since their introduction in 1996, however, it is likely that GM foods are contributing to the deterioration of health in the United States. Without human clinical trials or post-marketing surveillance, we can’t tell which worsening health statistic may be due to these foods. But we also can’t afford to wait until we find out. GM foods must be removed from our diet immediately. Fortunately, more and more people are making healthy non-GM choices for themselves and their family. To learn which foods are genetically modified and how to protect yourself, visit <a href="http://www.geneticroulette.com/">www.GeneticRoulette.com</a>.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-2115296473546330310?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-88409238460920308032007-08-08T11:08:00.000-03:002007-08-08T11:09:34.918-03:00Ibama e Anvisa pedem anulação da liberação de milho transgênicoDois recursos apresentados ao Conselho Nacional de Biossegurança apontam irregularidades na liberação comercial do milho Liberty Link, da Bayer. Lista com sugestões para a CTNBio é encaminhada à ministra Dilma Rousseff. <p class="headline-link">Maurício Thuswohl - Carta Maior</p> <p class="texto">RIO DE JANEIRO – A controversa liberação comercial do milho transgênico Liberty Link pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que já havia sido suspensa pela Justiça há duas semanas, pode estar prestes a sofrer um novo revés. Dois importantes órgãos de fiscalização ligados ao governo federal - a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) - apresentaram recursos ao Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) pedindo a anulação da decisão da CTNBio.<br /><br />Desenvolvido pela empresa transnacional Bayer CropScience, o Liberty Link teve sua liberação aprovada pela CTNBio em 16 de maio, numa decisão imediatamente criticada por organizações do movimento socioambientalista e por setores do próprio governo. Os recursos apresentados por Ibama e Anvisa estão em acordo com a Lei de Biossegurança, que determina que as decisões da Comissão podem ser revogadas pelo CNBS, que é um colegiado composto por onze ministérios (Casa Civil, Ciência e Tecnologia, Saúde, Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Justiça, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Relações Exteriores, Defesa e Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca).<br /><br />No documento encaminhado na sexta-feira (6) à ministra Dilma Rousseff, que preside o CNBS, o Ibama evoca “a possibilidade de que a deliberação tomada pela CTNBio traga graves impactos para a saúde pública e, em especial, para o meio ambiente” e enumera as razões para isso: “Inexistência de estudo prévio de impacto ambiental realizado nas condições edafoclimáticas do país; ausência de avaliação de risco, caso a caso, que fundamente a decisão da Comissão; ausência de Instrução Normativa específica com diretrizes para analisar a avaliação de risco; ausência de plano e procedimentos de coexistência do cultivo de milho geneticamente modificado sem contaminação de outros tipos de milho e irregularidades processuais”.<br /><br />Em nota divulgada para explicar a ação do Ibama, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), ao qual o órgão é subordinado, afirma que “a tramitação do processo não cumpriu vários dispositivos legais contidos tanto na Lei de Biossegurança como também no decreto 5.591/05 e no Regimento Interno da própria CTNBio”. O MMA afirma que “pareceres levados à plenária não foram aprovados nas respectivas subcomissões”, que “o pedido de sigilo de várias partes do processo tampouco foi apreciado e votado pela plenária” e que “durante mais de oito anos o processo tramitou de forma ilegal, pois grande parte estava em língua inglesa”.<br /><br />A “ausência absoluta da avaliação de risco ambiental” na decisão da CTNBio também preocupa o MMA: “Não há no processo estudos ou literatura que comprovem a ausência de danos ambientais, razão pela qual a decisão técnica não poderia ter sido emitida, pois esta ausência de dados contraria a legislação brasileira, bem como o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança”, diz a nota divulgada pelo ministério.<br /><br /><b>Perigo para os bebês</b><br />Também encaminhado à ministra Dilma Rousseff, o recurso da Anvisa contra a liberação comercial do milho transgênico da Bayer tem teor semelhante ao documento do Ibama. A Agência afirma que, após analisar o parecer técnico emitido pela CTNBio, “verificou que o processo de liberação comercial do milho Liberty Link possui estudos inadequados e insuficientes para atestar a segurança alimentar e determinar os riscos à saúde pública da cultura geneticamente modificada”.<br /><br />Entre as irregularidades no processo apontadas pela Anvisa, estão “a insuficiência ou inexistência de estudos toxicológicos ou de alergenicidade para comprovar a segurança do milho Liberty Link para o consumo humano”. A Agência afirma que a Bayer deve apresentar maiores conclusões acerca dos efeitos do consumo de seu milho transgênico sobre as pessoas, em especial as conseqüências sobre a amamentação de bebês: “A empresa deve apresentar estudos que demonstrem a presença ou ausência da enzima PAT ou de seus componentes de degradação no leite materno, bem como estudos que relatem os possíveis efeitos da enzima PAT sobre a prole de mamíferos”, diz o documento.<br /><br /><b>Sugestões à CTNBio</b><br />O recurso encaminhado ao CNBS pelo Ibama traz uma lista com sugestões a serem adotadas de agora em diante pela CTNBio: a) não aceitação de processos em língua estrangeira; b) não adoção da equivalência substancial como critério único de biossegurança, como ocorreu com o milho Liberty Link; c) observância ao principio da precaução; d) inclusão de medidas de biossegurança, como regras de coexistência e plano de monitoramento, no corpo da decisão técnica; e) exigência de realização de avaliação de riscos em ecossistemas brasileiros; f) não aceitação de sigilo em produtos transgênicos a serem comercializados.</p><div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-8840923846092030803?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-28576617246849862352007-08-07T14:19:00.000-03:002007-08-07T14:20:58.572-03:00Lei da Biossegurança em cinco idiomas07/08/2007 Por Thiago Romero<br /><br />Agência FAPESP – O livro Biossegurança e engenharia genética: legislação brasileira, que acaba de ser lançado, é voltado a pesquisadores envolvidos com acordos internacionais de cooperação científica e trabalhos em parceria com instituições de outros países.<br /><br />Organizado por Silvio Valle Moreira, pesquisador titular da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), e Yara Barreira, pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm), na França, a publicação traz em 144 páginas a Lei de Biossegurança brasileira em francês, espanhol, inglês e italiano, além do português.<br /><br />A idéia do livro surgiu para sanar dúvidas que representantes de institutos de pesquisa parceiros da Fiocruz tinham na hora de discutir especificidades de estudos que esbarram na lei que regulamenta a produção e comercialização de organismos geneticamente modificados e o uso das células-tronco de embriões humanos para fins de pesquisa.<br /><br />“A falta de conhecimento da legislação brasileira sempre nos preocupou. Ela prevê que tanto as instituições que financiam como as que participam de uma pesquisa na área de engenharia genética no Brasil são co-responsáveis pelos resultados, sejam positivos ou não”, disse Moreira, coordenador dos cursos sobre biossegurança da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fiocruz, à Agência FAPESP.<br />Segundo ele, como a Lei de Biossegurança é complexa e abrange desde microrganismos, plantas e produtos farmacêuticos até animais e seres humanos, o livro permite que especialistas de outros países também se aprofundem no texto brasileiro.<br /><br />“A obra agilizará os acordos de cooperação, dará mais segurança jurídica na transferência de tecnologias e auxiliará as empresas estrangeiras que desejam investir no campo da engenharia genética no Brasil”, explicou.<br />Segundo Moreira, a Fiocruz mantém acordos na área com boa parte dos países da América Latina, África e Ásia, além dos Estados Unidos e países da Europa como França, Itália e Alemanha.<br /><br />“É difícil precisar quantos acordos de cooperação internacional a Fiocruz tem atualmente, mas a maior parte dos projetos realizados em parceria nas diferentes áreas da biologia envolve experimentos e técnicas da engenharia genética, o que justifica a tradução da lei para outros idiomas”, afirmou.<br /><br />O trabalho de tradução foi realizado por meio de profissionais junto às embaixadas dos países no Brasil. O livro está sendo distribuído gratuitamente para instituições brasileiras de ciência e tecnologia que tenham trabalhos de cooperação internacional na área de engenharia genética.<br /><br />Mais informações: <a href="mailto:abrlivro@ensp.fiocruz.br">abrlivro@ensp.fiocruz.br</a> ou pelo telefone (21) 2590-2073.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-2857661724684986235?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-21614734947932701992007-08-01T11:38:00.000-03:002007-08-01T11:39:21.021-03:00Risco transgênico.Peru proíbe variedade transgênica Bt da batatinha<br /><br />Nagib Nassar, professor titular de genética da UnB, publica a seguinte nota no jornal Folha de S. Paulo, 30-07-2007:<br /><br />"Em seu último número, a revista "Nature" relatou a notícia sobre a proibição da variedade transgênica Bt da batatinha pelo governo peruano. A decisão foi tomada porque aquele país é centro da origem e da biodiversidade dessa cultura e onde centenas de espécies nativas e cultivares indígenas crescem silvestremente. Há perigo de contaminá-las pelos genes do Bt. Antes de o governo peruano tomar essa decisão, o México proibiu totalmente o plantio ou o consumo do milho Bt pelas mesmas razões. A Grécia estendeu a proibição a 20 variedades do milho transgênico Bt. Será que essas notícias chegaram aos ouvidos de certos senhores da CTNBio?"<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-2161473494793270199?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-71537058328157040412007-08-01T11:32:00.000-03:002007-08-01T11:33:57.667-03:00Mais um impasse na aprovação de transgênicos<span style="font-weight:bold;">Governo esclarece que não estuda revogação da biossegurança<br /></span><br />Uma nova polêmica ameaça a liberação de plantios comerciais de transgênicos no país. <br /><br />O processo foi detonado nesta semana com a notícia publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propôs um roteiro de questões a serem respondidas pelas empresas detentoras da tecnologia.<br /><br />Pela sugestão, indústrias teriam de atender às exigências da Anvisa antes<br />mesmo de o pedido passar pelo crivo da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Na opinião do secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Barreto de Castro, se a Anvisa vier a criar um órgão de análise de risco para os transgênicos, papel que cabe à CTNBio, a conseqüência poderia ser a revogação da Lei. Para o secretário, na existência de dois órgãos que definam sobre a mesma questão, o caminho provável seria a revogação da lei, e cada órgão envolvido faria sua própria análise.<br /><br />A Casa Civil se apressou em esclarecer, em nota, que o assunto não está em<br />discussão, destacando o posicionamento de Barreto como pessoal. A posição<br />tranqüilizou os pesquisadores. Para a diretora executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia, Alda Lerayer, não há sentido na proposta da Anvisa, pois comissão já desempenha este papel e o Ministério da Saúde tem assento no grupo.<br /><br />A CTNBio formada por especialistas para avaliar a segurança de pesquisa e o<br />comércio de produtos com organismos geneticamente modificados passou a se reunir em 2006, mas a disputa política e as brigas judiciais atrasam os processos. Contudo, o diretor da Anvisa, Cláudio Maierotch, avalia que são adotados procedimentos diferenciados na análise dos processos, seguindo critérios pessoais dos conselheiros.<br /><br />A cada novo pedido, ambientalistas do Greenpeace afirmam haver uma série de falhas nas avaliações desenvolvidas pela CTNBio, o que tem facilitado o ingresso de ações judiciais contra as liberações comerciais de produtos, como por exemplo o Lyberty Link desenvolvido pela Bayer. Pela inexistência de um plano de monitoramento imposto como condição para o plantio comercial, o processo foi devolvido pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) à CTNBio, encarregada de elaborar o estudo até o final de agosto.<br /><br />Quando isso ocorrer, o produto terá de enfrentar recursos apresentados ao<br />Conselho pelo Instituto do Meio Ambiente (Ibama) e Anvisa, que solicitaram novos estudos sobre a cultivar no ambiente e a coexistência entre a transgênica e convencional. De acordo com a legislação, o Conselho, formado por 11 ministros, tem a palavra final sobre a liberação de plantio, que já teve parecer favorável da CTNBio no primeiro semestre.<br /><br /><span style="font-weight:bold;">Na fila<br /></span><br />Hoje, 10 solicitações aguardam parecer da CTNBio<br /><br />O pedido de liberação para um dos milhos da Monsanto, o próximo da fila após<br />o Liberty Link, foi adiado para uma possível análise no mês de agosto.<br /> <br />Fonte: Clipping Anvisa, Zero Hora - Terça-feira, 31 de julho de 2007.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-7153705832815704041?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-22117127245149510962007-08-01T11:26:00.000-03:002007-08-01T11:27:15.263-03:00Alimento geneticamente modificado: critérios garantirão mais segurança24 de Julho de 2007<br />Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa<br /><br />Proteger a saúde da população de possíveis riscos decorrentes do consumo de alimentos contendo Organismos Geneticamente Modificados (OGM). Esse é o objetivo da Consulta Pública 63 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aberta até o próximo dia 10 de setembro, que pretende definir padrões para procedimentos de avaliação de segurança deste tipo de alimento pela Comissão Técnica Nacional de da Política Nacional de Biossegurança relativa a OGM.<br /><br />A partir desta iniciativa da Anvisa, uma série de normas deverá ser cumprida na avaliação da segurança de alimentos que contenham OGM e seus derivados. De acordo com o gerente de Ações de Ciência e Tecnologia da Agência, Lucas Medeiros, a normatização desses procedimentos é uma resposta da Anvisa à demanda social pela garantia da qualidade dos alimentos com algum tipo de modificação genética.<br /><br />Segurança - A Consulta Pública 63 propõe 119 questões que permitirão avaliar se os dados apresentados pelos interessados em obter liberação comercial de produtos com OGM comprovam ou não a segurança de uso para o consumo humano. Essas questões estão divididas em quatro áreas de análise: modificação genética, organismos receptores, segurança alimentar e qualidade nutricional.<br /><br />"Durante mais de um ano, um grupo de especialistas e colaboradores em saúde analisou os critérios que agora estão em consulta pública", explica Medeiros. Este mês, a Anvisa formalizou os trabalhos do grupo e instituiu a Comissão de avaliação de segurança de produtos sujeitos à vigilância sanitária que contenham ou consistam de OGMs e seus derivados. Formada por representantes de oito setores da Anvisa, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e da comunidade científica, a Comissão é responsável por orientar a Agência na elaboração de documentos sobre avaliação de segurança desses produtos.<br /><br />Articulação - Os critérios técnicos previstos na consulta pública subsidiarão a atuação da Anvisa na Comissão de Biossegurança em Saúde (CBS) do Ministério da Saúde. A CBS, a pedido da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), avalia os processos relativos a pedidos de liberação comercial de alimentos geneticamente modificados, incluindo os transgênicos.<br /><br />De acordo com a Lei de Biossegurança (nº 11.105/05), a liberação comercial de OGM e derivados é competência da CTNBio, respeitadas as competências legais de fiscalização e regulamentação de outras instituições federais. Por isso, no caso dos transgênicos, o processo de liberação comercial passa por análise da CBS, da qual a Anvisa é membro permanente.<br /><br />Participação - As contribuições à Consulta Pública 63 podem ser enviadas, até o próximo dia 10 de setembro, para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Gerência-Geral de Alimentos, SEPN 511, Bloco "A", Edifício Bittar II, Asa Norte, Brasília - DF, CEP 70.750.546; para o endereço eletrônico: gacta@anvisa.gov.br ou pelo fax: (61) 3448-6274.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-2211712724514951096?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-57282484735504930552007-08-01T11:11:00.000-03:002007-08-01T11:12:44.020-03:00Cerimônia de institucionalização do Instituto Virtual da BiodiversidadeAgência FAPESP – Na quinta-feira (2/8), a partir das 9h30, a FAPESP, no âmbito do Programa Biota, realizará a cerimônia de institucionalização do Instituto Virtual da Biodiversidade, uma parceria entre a Fundação e as três universidades públicas paulistas – Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<br /><br />A parceria visa a promover a cooperação acadêmica entre as instituições na área de pesquisa em caracterização, conservação, recuperação e uso sustentável da biodiversidade do Estado de São Paulo.<br /><br />O objetivo é garantir a guarda, a manutenção e o contínuo desenvolvimento das ferramentas de integração da comunidade acadêmica desenvolvidas pelo Programa Biota, que interliga mais de 500 pesquisadores paulistas participantes de 50 projetos de pesquisa.<br /><br />A cerimônia, na sede da FAPESP, contará com a participação do professor Michel Loreau, da Universidade McGill, no Canadá, que ministrará a palestra “Por que precisamos de um Mecanismo Internacional de Expertise Científica em Biodiversidade (IMoSEB)?”.<br /><br />Loreau é também chefe do comitê científico do Programa Internacional de Ciências da Biodiversidade (Diversitas) e co-responsável pelo comitê executivo do Mecanismo Internacional de Expertise Científica sobre a Biodiversidade (IMoSEB).<br /><br />Mais informações: meletti@fapesp.br ou (11) 3838-4216<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-5728248473550493055?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-36867369353512027572007-07-30T18:12:00.000-03:002007-07-30T18:15:09.543-03:00México tenta salvar milho criouloDa Agência Chasque<br /><br />Agricultores e ambientalistas mexicanos tentam salvar o milho crioulo no país. Desde Junho, acontece a campanha "Sem Milho não há País", a fim de chamar atenção para a problemática dos transgênicos. No caso do milho, principal alimento na nação mexicana, as atividades pedem um fim à exploração de empresas como a Monsanto e defendem a soberania alimentar. Segundo a ambientalista ALEIRA LARA, do GREENPEACE, a semente transgênica é rechaçada pelas comunidades tradicionais mexicanas./ Uma grande marcha nacional em Outubro está programada como atividade da campanha, que conta ainda com feiras camponesas.<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-3686736935351202757?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-4608619345773174352007-07-30T17:33:00.000-03:002007-07-30T17:34:37.600-03:00Gene therapy safety in question againBy Tina Hesman Saeyand Amy Maxmen<br />ST. LOUIS POST-DISPATCH, Jul. 27 2007<br /><br />A research group led by scientists from Washington University and St. Louis University released a study today showing that a genetically altered virus used in human gene therapy trials causes liver cancer in mice.<br /><br />The findings follow the announcement Thursday that a patient in Seattle died earlier this week after being treated with the same virus. The cause of the patient's death is unknown, but the Food and Drug Administration is reviewing whether 29 human trials using the virus should be allowed to continue.<br /><br />The treatment, using a virus called adeno-associated virus, is considered one of the most promising avenues for battling genetic diseases such as cystic fibrosis and muscular dystrophy.<br /><br />"The bottom line is we need more research so that we can really define the risk," said Mark Sands, a Washington University researcher who led the cancer study.<br /><br />In 2000, researchers at Washington University noticed that the mice they successfully treated for a liver disease using the adeno-associated virus were developing tumors. The virus had already been approved for use in clinical studies on humans.<br /><br />Sands relayed the findings to the Food and Drug Administration, which oversees gene therapy trials, said Karen Riley, an agency spokeswoman. The FDA convened a safety panel to discuss those results and other safety concerns in March 2001.<br /><br />"We decided that the safety profile was acceptable and should continue to be evaluated in clinical trials," Riley said.<br /><br />Sands then pursued a new study, this time to verify whether the virus was directly responsible for causing cancer. About half of the mice treated with the virus got cancer. The results appear today in the journal Science.<br /><br />"No one is more disappointed about these data than I am," Sands said. "With gene therapy we can cure this disease in mice. But I can't ignore the data. We were anxious to repeat our findings, hoping that the tumors were an artifact, but it's not," Sands said.<br /><br />In gene therapy, healthy genes are inserted into a person with a genetic disease. One way to insert the gene is through a genetically engineered virus, which is injected into the patient. The healthy gene then makes proteins that reverse the disease.<br /><br />The death in Seattle raises new questions about whether the virus should be used in human trials. The patient died after receiving a second injection of the gene therapy virus while being treated for arthritis during a clinical trial by Targeted Genetics Corp. The company has treated about 100 people in the trial without adverse affects, the FDA said Thursday.<br /><br />While it remains unclear whether the virus played a role in the patient's death, the cancer finding is reason enough to step back from human studies, said Ronald Munson, a medical ethicist at the University of Missouri-St. Louis.<br /><br />"Safety should be established in animals before it is tried in humans," Munson said. "I think therapy using this version of the virus should not go forward until we understand what has happened."<br /><br />Still, several scientists, including Sands, say they aren't ready to abandon the virus in human studies, given its potential.<br /><br />"The problem is that no one else has seen the same thing" as Sands, said Nick Muzyczyka, professor at the University of Florida and scientific adviser at Applied Genetic Technologies Corp. in Alachua, Fla. The company is conducting two gene-therapy trials using adeno-associated viruses and has several gene therapy treatments in development.<br /><br />Meanwhile, Dr. Valder Arruda of the University of Pennsylvania deliberately attempted to use the virus to cause cancer in mice that were already predisposed to the disease. But the mice remained healthy.<br /><br />While Arruda said he believes Sands' data, the technique is so complex that the virus alone may not be the problem, noting other complicating factors, such as the age of the animal.<br /><br />Arruda and his colleagues began treating people for hemophilia with the virus in 2001. They have also been treating 30 dogs for hemophilia with the virus, some for more than five years. Thus far, neither the six humans nor the dogs have gotten cancer.<br /><br />Medical research comes with a certain amount of risk, scientists say. For some reason, gene therapy is given less room for error, said Dr. Markus Grompe, director of the Oregon Stem Cell Center in Portland.<br /><br />"In general we have a tendency to not accept any side effects of gene therapy," Grompe said. "If we had that attitude we would have never figured out bone marrow transplants; many people died in those trials. The key is how many other options do you have."<br /><br />Gene therapy has been used to cure only one disease, an immune system disorder called severe combined immunodeficiency, or SCID. Most people know it as "bubble boy disease." When three children in a French study developed leukemia linked to the virus used in gene therapy, treatment was halted. Now only children with no other alternative are given gene therapy to treat the disease.<br /><br />The first high-profile death in a gene therapy trial happened in 1999 at the University of Pennsylvania. A young man named Jesse Gelsinger died after his immune system reacted badly to the virus used in the trial.<br /><br />But some people facing miserable lives and early deaths at the hands of disease may think that taking a chance on developing cancer later is worth the risk, said Ana Iltis, an associate professor at the Center for Health Care Ethics at St. Louis University.<br /><br />At the very least, patients need to know exactly what risks they face before deciding whether to go through gene therapy, she said.<br /><br />Gene therapy is a promising technology with frustrating problems, Munson said, adding that once researchers work out the kinks, gene therapy can save many lives.<br /><br />"I think gene therapy has such significant benefits that the problems it faces, though complicated, shouldn't be enough to stop it," he said. "I don't think this is the end of gene therapy at all. It's just another problem that needs to be examined and resolved."<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-460861934577317435?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-37467461764146088032007-07-28T20:12:00.000-03:002007-07-28T20:13:29.182-03:00Paraná: glifosato no Estado está acima do permitido, diz a Claspar<table align="center" border="0" cellpadding="2" cellspacing="2" width="400"><tbody><tr><td><span style="font-family:verdana, arial;font-size:78%;"><b>Curitiba/PR </b> - O presidente da <a href="http://www.paginarural.com.br/noticias_detalhes.asp?subcategoriaid=38&id=73134#" onclick="hwClick7995617512779(443542808);return false;" style="border-bottom: 1px dotted rgb(0, 102, 0); color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw7995617512779(event, this, '443542808');" onmouseout="hideMaybe(event, this);" oncontextmenu="return false;">Empresa</a> Paranaense de Classificação (Claspar), <a href="http://www.paginarural.com.br/noticias_detalhes.asp?subcategoriaid=38&id=73134#" onclick="hwClick15424048041779(443542808);return false;" style="border-bottom: 1px dotted rgb(0, 102, 0); color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw15424048041779(event, this, '443542808');" onmouseout="hideMaybe(event, this);" oncontextmenu="return false;">agrônomo</a> Valdir Izidoro Silveira revelou nessa terça-feira (24-07) que a soja transgênica no Paraná contém resíduos de glifosato acima do permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em mais de 70% das 150 amostras da safra 2006 avaliadas havia resíduos de glifosato, das quais, 5% com resíduos acima de 10 miligramas por quilo.<br /><br />Das amostras foram coletadas pela Divisão de Fiscalização de Insumos da Secretaria da Agricultura do Paraná, cerca de 5 % estaria contaminada. Significa que 290 mil toneladas de soja estão com 2.900 quilos do princípio ativo do glifosato. Para Silveira, "o quadro é grave". Para ele, o uso excessivo do herbicida contribui a contaminação do solo e compromete a biodiversidade. Ele acrescenta que isso põe em risco para a saúde pública. "<br /><br />A população paranaense está consumindo quase 3 toneladas de ingrediente ativo do glifosato". O efeito do glifosato é cumulativo e ele está ligado, dessa forma, a certos tipos de câncer além de causar alterações no feto pela via placentária. No caso de uma intoxicação aguda, ou seja uma ingestão, por exemplo de 25 ml do glifosato, há imediata lesão gastroensofágica, insuficiência pulmonar e queda de pressão, entre outras coisas, segundo o Centro de Toxicologia da Unicamp.<br /><br /><br />Norberto Staviski</span><br /><br /></td></tr> <tr><td> <span style="font-family:verdana, arial;font-size:78%;"><b>Data:</b> 25/7/2007 - 09:32 <br /><b>Fonte:</b> <a href="http://www.paginarural.com.br/www.gazetamercantil.com.br" target="_new">Gazeta Mercantil</a></span></td></tr></tbody></table><div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-3746746176414608803?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-24199573.post-49960065820173713372007-07-22T18:56:00.000-03:002007-07-22T18:57:03.026-03:00Embrapa dará ênfase a transgênico comercialNo lugar de mamão e batata, algodão e cana terão prioridade <br /><br />Herton Escobar <br /><br />A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está redirecionando o foco de seus estudos com plantas transgênicas. Os projetos de mamão e batata geneticamente modificados, que por muitos anos serviram como bandeiras sociais da biotecnologia aplicada ao pequeno produtor, serão descontinuados. A ênfase, agora, será no desenvolvimento de variedades transgênicas de cana-de-açúcar e algodão - produtos com maior perspectiva de sucesso comercial.<br /><br />“Continuamos a acreditar que a biotecnologia tem espaço na pequena e média produção. Nenhum desses dogmas foi quebrado”, disse ao Estado o diretor-executivo da Embrapa, José Geraldo Eugênio de França. “Porém, precisamos ser mais seletivos. Temos que trabalhar com produtos que tenham chances reais de chegar ao mercado.”<br /><br />Segundo ele, os projetos de mamão e batata, iniciados há cerca de dez anos, foram baseados em variedades que hoje não interessam mais aos produtores. Além disso, por se tratarem de alimentos de consumo direto, França acredita que seria muito difícil superar o receio dos consumidores com relação à transgenia - apesar de os produtos terem passado em todas as análises de biossegurança.<br /><br />“Não tenho como colocar um produto desse tipo no mercado hoje, por melhor que seja. Estamos lidando com forças que nem sempre a ciência tem capacidade de superar”, disse.<br /><br />Os transgênicos - plantas geneticamente modificadas em laboratório para serem resistentes a pragas e pesticidas - enfrentam forte resistência de organizações ambientalistas. Entre 1998 e 2002, os laboratórios da Embrapa ficaram praticamente fechados por causa de ações judiciais movidas pelas organizações Greenpeace e Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).<br /><br />Dos três projetos “sociais” originais (feijão, batata e mamão), só o do feijão resistente ao vírus do mosaico dourado continuará, graças a uma nova tecnologia chamada RNA de interferência, que promete ser menos polêmica do que a transgenia tradicional.<br /><br />Em vez de inserir um novo gene para codificar uma nova proteína, os cientistas induzem a planta geneticamente a produzir uma pequena molécula de RNA que interrompe a síntese de uma proteína essencial para a replicação do vírus dentro das células.<br /><br />Como não envolve síntese de proteínas, os pesquisadores esperam que o novo feijão seja mais bem aceito do ponto de vista da biossegurança alimentar.<br /><br />Além, é claro, de ser bem mais eficiente. “Já testamos algumas plantas no campo com o vírus e nenhuma apresentou sintomas”, disse o coordenador do projeto na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Francisco Aragão. “A resistência é altíssima.” Ele espera que em menos de dois anos seja possível apresentar as primeiras variedades para liberação comercial.<br /><br />NOVOS PRODUTOS<br /><br />Os projetos de cana e algodão transgênicos já estão funcionando a todo vapor no Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen) da Embrapa, em Brasília. Segundo França, a priorização das duas culturas visa a atender demandas específicas do setor produtivo, especialmente com a nova ênfase na produção de biocombustíveis.<br /><br />A meta é desenvolver variedades transgênicas de cana resistente a condições de seca (estresse hídrico) e aos ataques da broca gigante, uma importante praga das lavouras do Nordeste. A lagarta passa a maior parte da vida entrincheirada no caule da cana, fora do alcance dos inseticidas. “A única forma de controle é a remoção manual”, diz o coordenador do projeto no Cenargen, Eduardo Romano. Com a transgenia, os cientistas esperam capacitar a planta geneticamente para se defender da praga por conta própria, produzindo uma proteína tóxica para a lagarta.<br /><br />Genes com essa característica já foram isolados de uma bactéria e transferidos com sucesso para plantas-modelo, como Arabidopsis e fumo (os “camundongos” da biotecnologia agrícola). Os testes com a cana devem começar em breve. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e a Ridesa, uma rede de universidades que trabalha com melhoramento da cana.<br /><br />Para resistência à seca, os genes vêm de outras plantas, como soja e café. Romano avalia que, com isso, será possível aumentar significativamente a produtividade dos canaviais, sem necessidade de expansão da fronteira agrícola. “Serão ganhos ambientais, sociais e econômicos muito positivos”, disse. No caso do algodão, o principal alvo é o bicudo, um tipo de besouro que não é combatido pelas variedades transgênicas disponíveis hoje no mercado.<br /><br />Romano vê a mudança de prioridades como uma adequação necessária. “Não faz sentido continuar colocando dinheiro público em pesquisas que não vão chegar ao mercado”, disse. Os projetos da batata e mamão, segundo ele, tiveram um papel didático importantíssimo para a formação de pesquisadores e infra-estrutura de pesquisa. “Foi como aprendemos a fazer transgênicos.”<br /><br />Fonte: O Estado de São Paulo - 21/07/07<div class="blogger-post-footer">www.consciencia.net<img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24199573-4996006582017371337?l=3bios.blogspot.com'/></div>Clarissa Taguchinoreply@blogger.com0