tag:blogger.com,1999:blog-24022168199435906.post-28565121446832228442008-05-03T09:22:00.000-07:002008-05-03T09:26:37.838-07:00Um planeta á defesa<span style="font-size:130%;color:#66ffff;"><strong><img src="http://onlyfreewares07.googlepages.com/s_pladef.jpg" /></strong></span><br /><span style="font-size:130%;color:#66ffff;"><strong></strong></span><br /><span style="font-size:130%;color:#66ffff;"><strong>Entrevista com Jonh Rummel, antigo chefe dos Homens de Negro<br /><br />Os funcionários do Departamento de Protecção Planetária da NASA têm uma missão delicada nas mãos: não só evitar que formas extraterrestres se introduzam na Terra como também, garantir que o homem não contamine outros mundos.<br /><br />Até há pouco tempo o cartão de visita de Jonh Rummel exibia o impressionante título de Oficial de Protecção Planetária.<br />O facto é que fora contratado pela NASA para defender a Terra de formas de vida extraterrestre…e vice – versa.<br />Agora, coordena o Programa de Astrobiologia da agência espacial, com um orçamento de 30 milhões de dólares.<br />Entre outras coisas, inclui o desenvolvimento de instrumentos que possam analisar o ADN em ambientes extremos para a vida.<br /><br />Cuidado com eles, ETs!<br />O biólogo ambiental Jonh Rummel<br />Coordena os estudos da NASA em exobiologia<br />E investiga o possível desenvolvimento da vida<br />Em ambientes extremos, como Marte, por exemplo.<br /><br />O que significa estar encarregado de proteger um planeta?<br />Faz – me lembrar o actor Tommy Lee Jones nos filmes da série Men in Black.<br />Por um lado, trata – se de garantir que não se introduzirá na Terra algum mini – alien escondido no uniforme de um astronauta ou uma sonda, para poder causar quem sabe desastres ambientais ou de saúde pública; por outro, não queremos alterar inadvertidamente com os nossos germes possíveis formas de vida extraterrestres.<br />Os homenzinhos verdes também tem direitos!<br />Imagine o que seria anunciar a descoberta de um micróbio em Marte e descobrir, depois que chegaram ali indo da Florida, levados por um dos nossos robôs!<br />Trabalhou então nas missões que se encontram agora em Marte.<br />Sim. A mais recente foi a Phoenix Mars Lander, que chegará ao destino em Maio e tem por missão explorar o Pólo Norte do planeta Vermelho.<br />O próximo projecto será o Mars Science Laboratory, o passo seguinte no programa de exploração marciana da NASA, que será lançado no Outono de 2009.<br />Um dos instrumentos que integra poder aquecer amostras de terra e examinar os vapores, pelo que será essencial para procurar compostos que contenham água e carbono.<br />Os objectivos científicos incluem saber se Marte foi, ou ainda é um meio capaz de albergar vida microbiana.<br />E o que faz para evitar que factores de contaminação terrestre possam chegar a outro planeta?<br />Primeiro é preciso determinar se o corpo celeste em questão pode ser contaminado e se isso teria, ou não consequências de ordem cientifica.<br />Se for o caso devemos limpar a nave cuidadosamente: em princípio, com um método tão básico como o álcool, mas também com peróxido de hidrogénio, que elimina os compostos químicos orgânicos.<br />Por vezes, recorre – se a medidas mais drásticas.<br />Por exemplo, as sondas das missões Viking enviadas a Marte na década de 1970 foram sujeitas a temperaturas muito elevadas durante 50 horas antes de partirem.<br />Assim eliminaram – se todos os micróbios de que nos lembramos na altura.<br />Hoje não é habitual irmos tão longe mas garantimos uma boa higiene dos equipamentos, também para evitarmos que os micro – organismos terrestres interfiram nas experiências que as naves transportam.<br />No entanto por exemplo, na “sala limpa” da empresa Astrotech, na Florida, onde se preparam as sondas interplanetárias, estive muito perto do aparelho com uma simples mascara e um fato especial.<br />Não poderia tê – lo contaminado com a minha respiração?<br />Sim. As naves não podem estar 100% livres a germes.<br />O propósito não é eliminar todos os micro – organismos, mas controlar as suas populações.<br />E o que usam para isso?<br />Equipamento de esterilização como as auto claves que se usam em cirurgia?<br />Não podemos utilizar auto claves, pois funcionam com vapor e precisamos de trabalhar em condições muito secas.<br />Usamos fornos especiais que geram uma temperatura de 52ºC.<br />Até que ponto sabemos se há ou não micróbios em Marte?<br />É possível que os haja, mas ainda não temos, na realidade informação concreta.<br />A superfície de Marte parece ser inanimada, hostil à vida que conhecemos.<br />A radiação a que está exposta acaba com tudo.<br />Todavia tenho o pressentimento de que poderá haver micróbios no subsolo.<br />E não é possível que caso existam, tenham lá sido colocados pelas nossas naves?<br />Não seria fácil, se tratasse de um simples impacto contra a superfície.<br />Em contra partida, seria mais preocupantes no caso das naves concebidas para se enterrarem mais de um par de metros.<br />Por exemplo, os micro – robôs Deep Space 2 preocupam – me muito mais do que a nave que os transportou, a Mars Polar Lander.<br />Em Dezembro de 1999, essa sonda não interpretou bem uma ordem quando estava a 40 metros de altura e despenhou – se.<br />É possível que os contentores das Deep Space 2 tenham caído e ficado enterrados à beira da calote polar, na zona do planeta mais propicia ao desenvolvimento da vida.<br />O que se passa de perfuração das novas sondas?<br />Não corremos os riscos dos nossos instrumentos de exploração se transformarem em instrumentos de contaminação?<br />Trata – se de um perigo muito real.<br />No entanto é possível procurar sinais de vida em Marte sem introduzir organismos com os nossos instrumentos.<br />Claro que existe uma certa probabilidade de contaminação, mas não creio que seja de maior do que a de Marte ter sido naturalmente alterado por algum meteorito que tivesse colidido previamente com a Terra e viajando até lá.<br />Essas colisões já ocorreram outras vezes não é verdade?<br />Sim, e podem voltar a acontecer.<br />De facto, a possibilidade de um corpo de grandes dimensões se precipitar sobre a Terra e colocar a rala humana em perigo de extinção é uma das grandes razões para Terraformar Marte.<br />Queremos pensar que teremos onde viver se este nos faltar, outro mundo que nos dê a oportunidade de sobreviver como civilização, se houver uma catástrofe.<br />Qual a sua opinião sobre a terra – formação do Planeta Vermelho?<br />Agrada – me a ideia.<br />Implica um exercício que nos permite contextualizar e visualizar a engenharia planetária a uma escala que nos ajuda, inclusivamente a compreender melhor o aquecimento global aqui na Terra.<br />Todavia, embora seja uma boa iniciativa ainda não se sabe muito bem como pô – la em prática.<br />Sim creio que é muito possível virmos a necessitar de outro planeta, mais cedo ou mais tarde, mas também não podemos mudar Marte de um momento para o outro.<br />Teremos de agir com sabedoria.<br />Quais as melhores zonas de Marte para procurar vida?<br />Sem dúvida que os barrancos e as ribanceiras por onde antes corriam Arroios.<br />É ai que se poderá encontrar vida subterrânea, digamos que a mais de cinco metros de profundidade no solo.<br />A ideia é enviar naves robotizadas que estejam também equipadas com mini – sondas.<br />Poderiam cobrir várias zonas do terreno em simultâneo e comunicar as descobertas à nave principal.<br />O que aconteceria à ideia de trazer amostras de terreno de Marte?<br />Obter amostras não só implica riscos biológicos como é uma tarefa muito exigente do ponto de vista tecnológico.<br />Por isso essas missões ainda não foram aprovadas.<br />A NASA tem planos para 2020, mas a Agencia Espacial Europeia “ESA” pretende enviar uma sonda com esse objectivo já em 2011.<br />Aprendemos algo com as missões Apollo à Lua quanto à fora de trazer amostras de rochas e do solo de outros planetas?<br />Sim. Aprendemos como não deve ser feito.<br />E aprendemos que não se deve misturar seres humanos com amostras.<br />Os primeiros astronautas a chegar a Marte vão regressar à Terra como heróis, mas de mãos vazias.<br />Traremos os espécimes separadamente, através de determinado tipo de robôs, para garantir que não se produza a menor contaminação.<br />Sabemos como adiciona-las e protege-las dos micróbios terrestres, mas também será preciso descobrir se integram uma componente genética e a sua reacção patogénica.<br />Se chegarmos finalmente a Marte e descobrirmos vida, poderá ocorrer algo semelhante ao que acontece no filme A Guerra dos Mundos, em que os invasores morreram infectados por bactérias terrestres?<br />É possível. Basicamente, é isso que acontece com as crianças quando vão para os infantários.<br />Se uma regressa a casa com gripe, acaba por contagiar toda a família.<br />Por isso antes de enviarmos uma missão a Marte teremos de planear a tarefa com todo o cuidado.<br />O que imagina que sucederá se um dia anunciarem que se descobriu vida lá em cima?<br />Terei de mudar o número do meu telemóvel!<br />Na realidade, o anúncio seria feito bastante tempo depois dos cientistas terem retirado as suas conclusões.<br />No entanto, o modo de lidar com a imprensa e o anúncio do acontecimento aos meios de comunicação também seriam desafios que teríamos de enfrentar.<br />Qual é o seu maior pesadelo em relação ao Planeta Vermelho?<br />Sem dúvidas, o de podermos contamina – lo involuntariamente.<br />Não seria irónico termos de admitir, quando decidíssemos Terraformar Marte, que as suas formas de vida eram produto da nossa própria contaminação?<br />Seria seguramente embaraçoso.<br />O que poderia vir acontecer se não o deixarmos trabalhar.<br />Haverá um cargo melhor do que o seu?<br />A certa altura dentro da sede principal da NASA, em Washington, um departamento conhecido por Divisão do Universo, onde se estudava tudo o que estivesse para além do Sistema Solar.<br />O responsável por esse departamento era nada mais, nada menos que o director do Universo!<br />Depois de uma reorganização ficamos com o actual título de oficial encarregado da Protecção Planetária, que agora pertence à minha colega Catherine Conley.<br />Para os astro – biólogos que estudam a possível existência de vida noutros mundos, as viagens interplanetárias não tem de ser exclusivas dos cometas ou das naves.<br />Não é descabido dizem, pensar que possa haver nos Espaço diminutos viajantes do cósmicos, minúsculos passageiros clandestinos ocultos nas pregas de um fato espacial, germes – cowboys montados em asteróides ou infelizes organismos deslocados à força pelas colisões entre objectos celestes.<br />Segundo a hipótese de panspermia, todas essas formas de vida poderiam ter andado a saltar de planeta em planeta, levadas daqui para acolá pela brutal meteorologia cósmica.<br />Vistas assim as coisas, a vida na Terra poderia perfeitamente provir de Marte…e vice-versa.<br />Ou talvez da Lua Europa, ou Titã.<br />Talvez o esporo com a centelha da vida tenha vindo da nuvem de Oort…<br />Para os especialistas que estudam a possibilidade de encontrar vida em Marte, as implicações desse fenómeno seriam astronómicas.<br />Se descobrissem vida marciana e esta revelasse aparentada com a da Terra, o nosso deixaria de ser o planeta eleito, o consequente escândalo religioso seria deveras interessante.<br />Uma coisa é certa: sabe – se que milhões de toneladas da superfície marciana foram e continuam a ser enviadas para o Espaço devido ao impacto de meteoritos.<br />De facto, estima – se que chovem sobre a Terra, anualmente, 500 quilos de rochas marcianas.<br />Algumas desintegram – se, mas outras atingem a superfície, e as que aterram sobre o manto branco da Antártida são fáceis de ver.<br />Foi ali, com efeito, que surgiu o ALH84001, em 1984, uma pedra marciana catapultada para primeiro plano pela NASA ao anunciarem a descoberta no seu interior de estruturas fósseis geradas pelo que podem ter sido micro – organismos.<br />Posteriormente, outros indícios parecem contrariar essa hipótese, mas a controvérsia sobre a possível descoberta das primeiras formas de vida extraterrestre continuam em aberto.<br />Recentemente uma equipe do Laboratório de Geofísica do Instituto Carnegie (Estados Unidos) mostrou que Marte pode produzir campos químicos ricos em carbono e hidrogénio, os elementos que formam a pedra angular da vida que desconhecemos.<br />Depois de estudarem minuciosamente o ALH84001, os cientistas concluíram que os compostos orgânicos não chegaram a Marte vindos do Espaço, mas formaram – se com base em reacções ocorridas no interior da própria rocha.<br /><br />Medidas de Segurança<br /><br />Agora, os exobiólogos interrogam – se sobre a possibilidade de a vida nativa marciana caso exista, poderá ser perigosa.<br />Isso é absolutamente impossível! Afirma o engenheiro planetário Robert Zubrin.<br />Cada micro – organismo está adaptado ao seu hospedeiro e a um meio ambiente específico.<br />No caso dos que provocam doenças ao ser humano, é o interior do nosso corpo ou do outro mamífero estreitamente relacionado connosco.<br />Os agentes patogénicos que nos afligem travam uma batalha continua contras as defesas biológicas desenvolvidas pelos nossos antepassados.<br />Um organismo que não tenha evoluído o suficiente para quebrar essas barreiras de protecção e sobreviver no inferno que é o nosso corpo não tem possibilidade de nos atacar com êxito.<br />É essa a razão, essencialmente, por que os seres humanos não são vítimas da doença do ulmeiro, e porque as árvores não apanham gripe.<br />Zubrin também acha absurda a hipótese de os micróbios marcianos poderem chegar á Terra para competir com os que já temos: É tão ridículo como pensar que um tubarão possa substituir os leões como predador dominante das planícies africanas.<br />E acrescenta que não faz sentido fazer tanto barulho em redor da questão da contaminação de Marte ou da Terra provocada pelo intercâmbio de amostras e sondas espaciais.<br />Todavia, para o astrobiólogo Jonh Rummel, é a posição de Zubrin que se torna absurda.<br />Não faz sentido rejeitar as precauções, em especial as que adoptamos para isolar as amostras trazidas de Marte; a verdade é que não devemos expor as pessoas e o meio ambiente a matéria cuja natureza desconhecemos em absoluto.<br />Mesmo que uma suposta forma de vida marciana estivesse relacionada com a nossa, nada nos garantiria total segurança ao manipula – la.<br />Zubrin assegura que cada organismo está adaptado ao seu meio.<br />Como explica então casos como o do micro – organismo Deinococcus Radiodurans, capaz de resistir a doses de radiação extremamente elevadas, que pode ser encontrado no Pólo Norte até aos tanques de refrigeração das centrais nucleares?<br />Eu diria que é quase como se um tubarão tivesse invadido as planícies africanas.<br />E que outros micróbios do género desconhecemos?<br />Rummel sublinha que, até há pouco tempo, não fazíamos a ideia da existência das bactérias extremofilas que vivem nas chaminés hidrotermais do fundo do mar ou das que habitam a milhares de metros de profundidade sob a crosta terrestre.<br />Marte é demasiado importante.<br />Devemos levar a cabo uma exploração responsável, pois é de uma boa manipulação das amostras que poderá depender encontramos ou não, formas de vida.<br /><br />Artilharia antimicrobiana<br /><br />Descobri – la é, precisamente, o que assusta os encarregados de zelar pelas matérias astrais do Centro Espacial Johnson, em Houston, que não estão seguros de a Terra estar preparada para acolher algo que contenha formas de vida alheias.<br />Sente – se preocupado, porque ninguém sabe como isolar integralmente as pedras marcianas.<br />A verdade é que um laboratório de contenção eficaz deveria combinar a tecnologia de bio – segurança desenvolvida para as guerras biológicas com a utilizada para construir as instalações estanques onde se fabricam os microchips.<br />Se quisermos conceber a câmara de armazenamento perfeita, por assim dizer seria preciso colocarmo –nos na pele de um micróbio.<br />Poderíamos impedir – lhe a passagem com fluxos de ar desinfectantes, filtros fornos e tudo instalado numa divisão isolada que ficasse, por sua vez, no interior de outras como um conjunto de matrioshkas.<br />No fim, quando acreditássemos que tínhamos pensado em tudo, haveria sempre algum técnico alerta: E o que acontecerá se a forma de vida marciana comer vidro ou conseguir nadar contra uma corrente de ar pressurizado?<br />Nunca podemos estar 100% seguros mas seríamos idiotas se não minimizássemos o risco de contaminação, diz Rummel, consciente de que a NASA tem pouco mais de uma década para decidir como irá alojar as amostras que pensa obter, por volta de 2020, da primeira missão consagrada a esse objectivo.<br /><br />Endosporos espaciais<br /><br />Enquanto esse momento não chega, a agencia espacial Norte Americana procura averiguar até que ponto um organismo poderá suportar os rigores de uma viagem espacial a bordo de um asteróide e sobreviver ao impacto contra um planeta.<br />Os recrutas da experiência são os endosporos, que estruturas celulares muito resistentes que determinadas bactérias possuem e cuja função principal é garantir a sua sobrevivência em períodos de stress ambiental.<br />Patrícia Fajardo e Wayne Nicholson, microbiólogos da Universidade da Florida, trabalham á 20 anos com endosporos.<br />Para demonstrar a forma de vida como poderiam resistir às velocidades elevadíssimas que experimentariam durante a queda de um meteorito na Terra, colocamos uma sonda vários pedaços de granito e com estirpes de uma bactéria terrestre bastante vulgar, o Bacillus subtilis, e lançaram – nos no Espaço.<br />A velocidade de reentrada foi de 1,2 quilómetros por segundo e a temperatura alcançou os 145ºC, revela Patricia Fajardo, durante uma visita ao Centro Espacial Kennedy.<br />Observamos que cerca de 4% conseguiram sobreviver.<br />Depois de submeter os endosporos a uma seria de experiências, estes mostravam suportar muito bem o calor, as alterações bruscas de temperatura, determinadas doses de radiação, a aceleração e agressões químicas.<br />Todavia a ausência de pressão, como a que existe em Marte, e radiação mais fortes acabavam com eles.<br />Por isso, embora pudessem , em teoria viajar sem protecção entre planetas, dificilmente sobreviveriam no meio ambiente marciano.<br />Seja como for, as implicações são extraordinárias: se um humilde endosporo consegue sobreviver a um impacto de semelhante envergadura, a Terra não poderá ser considerada um sistema biológico isolado.<br /><br /> <span style="font-family:georgia;font-size:180%;color:#ff0000;"> SUPER<br />INTERESSANTE</span><span style="font-family:webdings;"><br /></span><br /><span style="color:#99ff99;">Nº 119 Março 2008<br />Transcrito por Nuno Alves</span></strong></span>Nuno Alveshttp://www.blogger.com/profile/12193587198708752177noreply@blogger.com