tag:blogger.com,1999:blog-23559223458434830792008-09-06T22:39:01.972-07:00ArqueoBlogArqueologia é um olhar a terra com lupa; é um respirar através da peneira; é um prender os pensamentos em um saquinho de plástico pra depois analisar...Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comBlogger16125tag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-43667087136649210972008-05-14T09:24:00.000-07:002008-05-14T09:48:58.340-07:00Ser arqueólogo - II<p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">5- E para trabalhar sozinho o que deve ser feito?<o:p><br /></o:p><br />Este é um erro muito freqüente, não existe trabalho individual na arqueologia. Todo o trabalho na arqueologia e feito sempre em grupo (arqueólogos, geólogos, biólogos, historiadores, antropólogos), arqueologia e uma é uma ciência absolutamente inter e multidisciplinar.<br /></span></p><p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br /><!--[endif]--><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">6- Para se começar um trabalho assim é preciso consultar um museu ou algo parecido?<br /><!--[if !supportLineBreakNewLine]--><!--[endif]--><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">Sim sempre, conforme a lei brasileira de proteção do patrimônio arqueológico, somente pode realizar pesquisas arqueológicas os arqueólogos reconhecidos no Brasil e com apoio de uma instituição de pesquisa brasileira (museu, universidade, instituto).</span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br /><!--[endif]--><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">7- Quando se trabalha sozinho as coisas que são encontradas são todas guardadas com você ou são vendidas para um museu.<o:p><br /></o:p><br />Primeiro como expliquei antes o arqueólogo não trabalha sozinho; segundo a instituição que apóia a pesquisa e a mesma que fornece o equipamento para o campo, e o laboratório para analise, assim como é a responsável pela guarda e exposição do material arqueológico. E em terceiro, e mais importante, todo material arqueológico no Brasil pertence a União, e NÃO pode ser vendido ou comercializado sob pena de prisão conforme a constituição federal.<br /><!--[if !supportLineBreakNewLine]--><!--[endif]--><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><br /></span></p><p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">8- É preciso cavar lugares fundos ou só o que está a vista?<br /><!--[if !supportLineBreakNewLine]--><!--[endif]--><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">Depende sempre do tipo de sitio, necessariamente nem sempre o que esta mais embaixo é mais antigo. Por isso e tão importante um correto trabalho de geologia no sitio a ser investigado, e a opinião de outros profissionais especializados em cada área.<br /><!--[if !supportLineBreakNewLine]--></span></p><p class="MsoNormal"><br /><span style="" lang="PT-BR"> <!--[endif]--><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">9- é preciso posar nos lugares como dentro das pirâmides do Egito e entre outras?<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><o:p></o:p></span>Normalmente sim, o trabalho arqueológico em campo e muito cansativo e demorado, você tem que remover quilos de terra com uma colher de pedreiro ou às vezes com pincel. Um trabalho de campo pode durar anos, mas você não precisa ficar em campo o tempo todo, geralmente e dividido em etapas e intercalado com o trabalho de analise em laboratório.</p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-90399762298163979342008-04-21T09:20:00.000-07:002008-05-14T09:24:48.657-07:00Ser arqueólogo - I<p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">1- O que o levou a escolher tal profissão? <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><!--[endif]--><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">Com certeza foi a mistura de ciência e investigação, arqueologia é igual ao CSI (programa de televisão) vc tem que usar vários pedaços para completar um quebra-cabeças, só que sobre coisas que aconteceram ha muitos anos atrás.</span></p><p class="MsoNormal"><br /><span style="" lang="PT-BR"> <o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><!--[if !supportLineBreakNewLine]--> <!--[endif]--><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">2- O que há de positivo e negativo na sua profissão?<br /><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">Com certeza pelo caráter as vezes dúbio (seria historia ou antropologia?), a arqueologia passa por bons e maus momentos. Acredito que o mais positivo aspecto da arqueologia é o seu produto final, a descoberta arqueológica, que sempre é uma informação nova sobre o conhecimento do passado que nos cerca. Quanto ao caráter negativo, vejo que muita gente, e principalmente a mídia, relacionada a “aventura” da investigação arqueológica com a “aventura” de carregar uma arma ou chicote para um sitio arqueológico, e isto realmente é um aspecto negativo sobre a profissão.</span></p><p class="MsoNormal"><br /><span style="" lang="PT-BR"> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--> <!--[endif]--><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">3- Em relação ao salário, quais são as vantagens financeiras?<br /><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">Como qualquer ciência, não existe vantagem financeira e sim intelectual. Um arqueólogo formado no Brasil geralmente ganha tanto quanto um professor do nível superior, claro que existem níveis abaixo (estagiários) e acima (coordenadores). Mas a media do salário corresponde diretamente com a formação, nível de experiência, e dificuldade do trabalho.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><br /><br />4- As viagens de estudo e pesquisas são todas você quem as seleciona?<br /><br />Normalmente sim, a arqueologia como ciência precisa ser planejada com antecedência. Primeiro você escolhe uma “questão de estudo”, um problema para ser resolvido (quem foram os primeiros habitantes da América?), e depois seleciona os locais mais prováveis para começar a investigação. <o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">Claro que existem outros casos como os achados fortuitos, onde alguém encontra um material arqueológico e vai ate um museu; ou o que é chamado de “arqueologia de contrato”, onde um arqueólogo é chamado para acompanhar alguma obra ou restauração.</span></p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-31364570151678394462008-03-16T16:17:00.000-07:002008-03-16T16:36:59.876-07:00Mercado de trabalho - 2Para encerrar eu gostaria de dizer que a arqueologia nao é um universo finito, ao contrário, quanto mais arqueólogos se formarem, mais o campo da arqueologia será ampliado.<br /><br />Para vc entender vou dar dois exemplos, primeiro se cada prefeitura no Brasil tivesse um arqueólogo responsavel por zelar pelo patrimônio arqueológico do município só ai teríamos mais de 5.000 empregos, sem contar as discrepâncias entre tamanho e monumentalidade dos municípios. (São Paulo para Ouro Preto, por exemplo)<br /><br />Outro exemplo é a respeito do próprio objeto de estudo, o sítio arqueológico; este por mais que não seja um recurso renovável, é extremamente incoerente com a prática arqueológica que seja "esgotado" integralmente em uma única escavação. Ou seja, nós como cientistas que trabalhamos com tempo e espaço, sabemos que em cinco anos melhores técnicas e conseqüentemente pessoas melhor treinadas surgirão, assim um sítio arqueológico nunca deve ser totalmente escavado, (salvo as situações de resgate em obras) sempre permitindo que sua pesquisa seja continuada por gerações futuras de profissionais.<br /><br />Assim, se sua aflição é sobre o mercado de trabalho o melhor conselho que posso dar é: seja um profissional destacado no que faz. Bom e isso não é uma exclusividade da arqueologia, mas uma regra geral para qualquer profissão que se resolva seguir. Quanto ao campo vc não deve pensar em algo separado do laboratório ou gabinete, mas sim como uma etapa da pesquisa, e a remuneração é sempre correspondente com a quantidade de trabalho que se faz e claro varia conforme sua experiência e/ou formação.Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-22365866657862255242008-02-20T17:17:00.000-08:002008-02-20T17:23:57.147-08:00Mercado de trabalho - 1O mercado de trabalho em arqueologia é um mercado em franco crescimento, porém pode ser basicamente dividido em duas áreas de <span class="misspell" suggestions="actuação,atação">atuação</span> para os profissionais <span id="bad_word" class="misspell" suggestions="revém,refém,retém">recém</span> formados: a arqueologia <span class="misspell" suggestions="académica">acadêmica</span> e a arqueologia de contrato.<br /><br /> A arqueologia <span class="misspell" suggestions="académica">acadêmica</span> é exercida principalmente nas instituições de pesquisa, centros universitários e museus. Na arqueologia <span class="misspell" suggestions="académica">acadêmica</span> o profissional em arqueologia geralmente executa pesquisas de longa duração e ministra aulas tendo assim as mesmas atribuições e remuneração de um professor universitário. O salário de um professor universitário pode variar conforme a instituição (pública ou privada) e conforme a <span class="misspell" suggestions="titularão">titulação</span> exigida para o cargo: doutorado, mestrado ou especialização.<br /><br /> A arqueologia de contrato é um pouco diferente, exercida principalmente nas empresas especializadas ou de forma <span class="misspell" suggestions="autónoma">autônoma</span>; mas com o apoio de instituições de pesquisa. Na arqueologia de contrato o profissional em arqueologia identifica e resgata o <span class="misspell" suggestions="património">patrimônio</span> arqueológico em áreas que serão impactadas pela implantação de grandes empreendimentos como: estradas, <span class="misspell" suggestions="ferrovia,ferrovial,ferro vias,ferro-vias">ferrovias</span>, <span class="misspell" suggestions="">hidrelétricas</span>, loteamentos, etc. A remuneração varia muito conforme o tipo de contrato firmado com o empreendedor, a dificuldade do trabalho, experiência e/ou <span class="misspell" suggestions="titularão">titulação</span> do profissional.Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-30053073692430081172008-01-15T14:58:00.000-08:002008-01-15T15:04:21.655-08:00Arqueologia Urbana<p class="MsoNormal" style="text-indent: 0.5in;"><span style="" lang="PT-BR">A arqueologia urbana mais do que uma arqueologia "na cidade" ou "da cidade", é um fazer arqueológico num campo de pesquisa onde o passado e o presente estão muito próximos, o que ontem era parque hoje virou condomínio, o que ontem era casa hoje virou prédio. Assim a arqueologia urbana não precisa ficar restrita somente aos depósitos arqueológicos, mas explora toda a potencialidade da cidade, incluindo ai edificações e a paisagem (ruas, canteiros, etc). <o:p></o:p><br /></span></p><p class="MsoNormal" style="text-indent: 0.5in;"><span style="" lang="PT-BR">Porém o que acho interessante na arqueologia urbana não é somente às características de seu objeto de estudo, mas a potencialidade da dinâmica intrínseca do mesmo; onde o tempo não se prende somente em uma exposição diacrônica dos fatos, mas nos oferece também uma continuidade sincrônica no espaço. Assim temos na arqueologia urbana também uma horizontalidade de fatos históricos, onde lado a lado, prédio a prédio, fachada a fachada, se dispõe o passado e o presente.<o:p></o:p></span></p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-69809026869302156822007-12-26T14:01:00.000-08:002008-02-20T17:26:20.283-08:00Para ser arqueólogo ou arqueóloga no Brasil<p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">Muita gente deve ter parado um dia e pensado em ser arqueólogo ou arqueóloga, porém como eu devem também ter perguntado, mas e agora como eu faço? Sinceramente não existe uma receita de bolo para (eu acho) nenhuma profissão, assim o que pode nos guiar é sempre o bom senso e a experiência dos outros.<br /><br />Como sempre recomendo, e esta foi à minha experiência; Primeiro visite um museu, pois assim vc vai conhecer o resultado final da arqueologia, aquilo à que se destina a pesquisa e na melhor forma em que esta pode ser transmitida ao público; Segundo se vc já completou o ensino médio claro que o caminho natural é a universidade, hoje existem cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, em arqueologia no Brasil.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><o:p></o:p>No entanto se não existe faculdade de arqueologia próximo aonde vc mora, ou se vc não pode se deslocar para onde tem então outra forma é fazer um curso de preferência em uma área "afim" (historia, geografia, biologia, etc), pois assim mais fácil será sua pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) em arqueologia. Claro que cursos em outras áreas (arquitetura, direito, medicina) também contam, já que a arqueologia é uma ciência absolutamente inter e multidisciplinar.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR">Porem não é só a teoria que é importante na formação de um futuro arqueólogo ou arqueóloga, mas também a prática. Assim outra dica é procurar também os centros de arqueologia próximos da sua casa para realizar um estágio voluntário. Normalmente a primeira tarefa é sempre em laboratório, lavando e numerando material, pra só depois ir a campo ou uma escavação, mas esta etapa é também interessante e muito necessária.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><o:p></o:p>Aqui neste site tem os principais links das universidades e centros de pesquisa no país:</span></p><p class="MsoNormal"><a href="http://dmcosta.googlepages.com/arqueologiabrasileira">Arqueologia Brasileira - O Arqueólogo Virtual</a><br /><span style="" lang="PT-BR"><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="" lang="PT-BR"><br /><o:p></o:p></span></p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-51815834032876353492007-11-24T17:55:00.000-08:002008-01-02T12:45:09.103-08:00Pseudoarqueologia<p class="western" style="margin-bottom: 0in;"><span lang="pt-BR"><br /></span></p><p class="western" style="margin-bottom: 0in;"><span lang="pt-BR">A Pseudoarqueologia (tipo de pseudociência) ou também conhecida como Arqueologia Fantástica </span><span lang="pt-BR">é</span><span lang="pt-BR"> um apanhado de suposições e achismos completamente desconectados que distorcem, interpretam mal e deturpam a pesquisa arqueológica de uma forma totalmente não científica e absolutamente especulativa. Estas suposições e achismos incluem: alguns exemplos de Arqueologia Bíblica, Pirâmides na Amazônia, Fenícios no Brasil, Atlântida, Mu, entre outros... Sendo praticada principalmente por pessoal leigo e não treinado em arqueologia, como escritores de ficção-científica, gurus esotéricos, e fanáticos religiosos.</span></p><p class="western" style="margin-bottom: 0in;"><br /></p> <p class="western" style="margin-bottom: 0in;"><span lang="pt-BR">O principal argumento do pseudo-cientista </span><span lang="pt-BR">é</span><span lang="pt-BR"> a "teoria da conspiração", onde o conhecimento científico e politicamente manipulado pelos governos para que a sociedade não tenha acesso a uma "verdade escondida", com esta lógica o pseudo-</span><span style=";font-family:georgia;font-size:100%;" >arqueólogo</span><span lang="pt-BR"> acredita que: 1) todos os cientistas no mundo são conspiracionistas, 2) que só uns poucos "escolhidos" tem </span><span lang="pt-BR">total </span><span lang="pt-BR">acesso ao conhecimento, 3) papai noel e coelhinho da páscoa não são contos infantis...</span></p><p class="western" style="margin-bottom: 0in;"><br /></p><p class="western" style="margin-bottom: 0in;"><span lang="pt-BR">O método investigativo deste tipo de construção se baseia na ausência de provas "negativas", ou seja , para o pseudo-cientista a ausência de provas de que algum fato não exista </span><span lang="pt-BR">é</span><span lang="pt-BR"> sua confirmação de que este "possa" existir, assim a imaginação </span><span lang="pt-BR">é</span><span lang="pt-BR"> o limite. </span><span lang="pt-BR">Pois se diferentes provas científicas mostram que determinado fato X não pode ter acontecido - pois aconteceram os fatos Y e Z em seu lugar - para o pseudo-</span><span style=";font-family:georgia;font-size:100%;" >arqueólogo</span><span lang="pt-BR"> isto não importa pois a prova não </span><span lang="pt-BR">é</span><span lang="pt-BR"> sobre o fato X e assim seu argumento se sustenta, por</span><span lang="pt-BR">é</span><span lang="pt-BR">m para a ciência isto importa pois as provas cientificas de terem acontecido o fato Y e Z em lugar do fato X automaticamente anulam o fato X. </span><span lang="pt-BR">Desta forma este tipo de raciocínio pseudo-arqueológico não </span><span lang="pt-BR">é</span><span lang="pt-BR"> cientifico, já que, </span><span lang="pt-BR">não </span><span lang="pt-BR">é</span><span lang="pt-BR"> o caso de negar a possibilidade de que algo venha a existir, exista ou existiu, mas sim de (eu ainda utopicamente acredito) querer desconhecer o </span><span lang="pt-BR">que </span><span lang="pt-BR">cientificamente</span><span lang="pt-BR"> já se sabe. </span> </p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-90799509941953996272007-11-07T09:12:00.000-08:002008-01-02T12:39:20.995-08:00Carbono 14<p class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"><span style="" lang="PT-BR"><br /></span></p><p class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"><span style="" lang="PT-BR">A datação por Carbono 14 para matéria orgânica foi desenvolvida por Willard Libby em 1949 e </span>é<span style="" lang="PT-BR"> baseada no fato que todos os organismos vivos cont</span><span style="" lang="PT-BR">é</span><span style="" lang="PT-BR">m uma pequena mas constante proporção de isótopos ativos de Carbono 14 (C14). Quando o organismo morre o Carbono 14 não </span>é<span style="" lang="PT-BR"> mais reposto pelo meio-ambiente (principalmente o sol) e a quantidade presente na hora da morte começa a decair em uma taxa constante de 50%. A meia-vida do Carbono 14 foi calculada por Libby como sendo de 5.568 anos. Portanto a medi</span><span style="" lang="PT-BR">ção</span><span style="" lang="PT-BR"> da idade de um vestígio de matéria orgânica pode ser calculado medindo-se a quantidade de Carbono 14 remanescente no objeto. Porém, atualmente a datação por carbono 14 e limitada ate 70.000 anos antes do presente; enquanto para data</span>ç<span style="">õ</span><span style="" lang="PT-BR">es mais antigas existem outros métodos como a datação por Urânio ou Potássio-Arg</span><span style="">ô</span><span style="" lang="PT-BR">nio.</span><br /></p><p style="font-family: georgia;" face="georgia" class="MsoNormal"><br />Na arqueologia a datação por Carbono 14 é tida como absoluta, mas também pode ser considerada relativa ou seja e uma forma de medir a data das coisas em relação a uma outra já conhecida como a dendrocronologia ou sobreposição estratigráfica. Quanto a segurança da datação em Carbono 14 o erro aceito hoje é de ±25 anos, mas como é feita esta calibração? Simples medindo a data de vestígios orgânicos com uma idade bem conhecida.</p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-40419885775471710882007-10-24T18:29:00.000-07:002008-01-02T12:36:04.643-08:00Pedra de Raio<p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">Bom quanto ao termo "Pedra de Raio" este nasceu com uma terminação do naturalista romano Plínio, O Velho no <i>Naturalis Historia</i> (Slotikin:1965).<br /><br />A razão eu desconheço, mas a lenda é mais ou menos assim: segundo a crendice popular, os raios ou relâmpagos trazem pedras do céu e as enterram, e depois de 7 anos da queda a pedra volta para o céu sendo carregada pelo mesmo raio, etc... Porém estas pedras não são pedras comuns e sim instrumentos líticos (machados polidos, por exemplo); que são achados pelos arados nos campos.<br /><br />Estas lendas eram muito comuns na Idade Média, onde inclusive acreditava-se que as pontas de flecha eram dardos de elfos ou dentes de dragão, como uma forma de explicar os fenômenos que não encaixavam com a visão de mundo da época. Assim é possível que trazidas pelo colono europeu, estas lendas continuem vivas no interior do Brasil, para poder explicar uma origem não indígena dos artefatos pré-históricos.<o:p></o:p></span></p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-68990466302746955122007-10-04T17:26:00.000-07:002008-04-09T08:50:51.386-07:00É arqueologia não arquiologia!<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="font-size:100%;"><b style=""><span style="line-height: 150%;" lang="PT-BR"><br /></span></b></span></p><p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="font-size:100%;"><b style=""><span style="line-height: 150%;" lang="PT-BR">O que é Arqueologia ?<o:p></o:p></span></b></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-indent: 0.5in; line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" >Literalmente a palavra arqueologia quer dizer o "estudo de coisas antigas". Porém o termo arqueologia hoje abarca uma série bem ampla de significados que incluem os vários usos da disciplina em diversas temáticas. Walter Taylor em 1948 disse: “Arqueologia não é nem história nem antropologia. Como uma disciplina autônoma, ela consiste em uma série de técnicas especializadas para a produção de informação cultural.” Porém, para mim arqueologia passa de uma técnica, e constitui um corpo teórico-metodológico em si, com um objeto de estudo bem definido: a cultura material.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-indent: 0.5in; line-height: 150%;font-family:arial;">Ou seja, Arqueologia é o estudo da materialização da cultura de sociedades passadas através de objetos, estruturas e paisagens.<br /><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-indent: 0.5in; line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" >Operacionalmente a arqueologia tem se tornado uma forma de estudo das sociedades humanas passadas e de seus respectivos meio-ambientes. Através de uma ação de recuperação e análise sistemática da cultura material ou remanescentes físicos destas sociedades. O objetivo primário tem sido encontrar, coletar, analisar e classificar o material arqueológico; depois descrever e interpretar os padrões de comportamento que levaram a sua criação; e finalmente explicar ou desenvolver um entendimento das razões por trás desses comportamentos.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="font-size:100%;"><b style=""><span style="line-height: 150%;" lang="PT-BR"><br /></span></b></span></p><p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="font-size:100%;"><b style=""><span style="line-height: 150%;" lang="PT-BR">O que é Sitio Arqueológico?<o:p></o:p></span></b></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-indent: 0.5in; line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" >O sitio arqueológico é qualquer lugar de interesse arqueológico onde: objetos, estruturas ou algum produto natural modificado ou manufaturado por humanos é achado. Um sito pode variar desde uma área de coleta de matéria-prima até um espaço de permanência fixa de um grupo. <o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="font-size:100%;"><b style=""><span style="line-height: 150%;" lang="PT-BR"><br /></span></b></span></p><p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="font-size:100%;"><b style=""><span style="line-height: 150%;" lang="PT-BR">O que os arqueólogos fazem?<o:p></o:p></span></b></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-indent: 0.5in; line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" >Arqueólogo é quem estuda o passado usando o método arqueológico e no contexto de uma estabelecida teoria arqueológica. Com o objetivo de coletar, interpretar e entender </span><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" >culturas </span><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" >antigas e o que elas produziram.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:arial;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:trebuchet ms;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><br /></span></p><p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;font-family:trebuchet ms;"><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" lang="PT-BR" >Texto baseado em: Darvill, Timothy. </span><span style="font-size:100%;"><i style=""><span style="line-height: 150%;">The Concise </span></i><st1:city><st1:place><i style=""><span style="line-height: 150%;">Oxford</span></i></st1:place></st1:city><i style=""><span style="line-height: 150%;"> Dictionary of Archaeology</span></i></span><span style="line-height: 150%;font-size:100%;" >, 2003.<o:p></o:p></span></p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-26508786407062155902007-09-24T19:24:00.000-07:002008-01-02T12:30:12.190-08:00Qual é o objeto?<span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;" lang="PT-BR" ><br />Bom o que estou sugerindo aqui </span><span style="font-size:100%;">é</span><span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;" lang="PT-BR" > um jogo para as pessoas entenderem mais ou menos como funciona a pesquisa arqueológica, e bem simples e divertido. Primeiro vc tenta descobrir qual </span><span style="font-size:100%;">é</span><span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;" lang="PT-BR" > o objeto que a pessoa anterior descreveu e em seguida posta uma descrição sua. Só precisa obedecer duas regras:<br /><br /></span> <ol style="margin-top: 0in;font-family:trebuchet ms;" start="1" type="1"><li><span lang="PT-BR" style="font-size:100%;">Não use objetos compostos por muitas partes, ex. um computador.</span></li><li><span lang="PT-BR" style="font-size:100%;">Use objetos simples que todo mundo tenha em casa, ex. uma faca.</span><span style="font-size:100%;"><br /></span></li></ol> <p style="font-family:trebuchet ms;"><span lang="PT-BR" style="font-size:100%;">Ex.: Objeto com a parte inferior em metal no formato de uma chapa e a parte superior em plástico, na forma de uma alça, possui tbm um fio que liga na tomada. </span></p> <p style="font-family:trebuchet ms;"><span lang="PT-BR" style="font-size:100%;">Rsp. ɐdnoɹ ɹɐssɐd ǝp oɹɹǝɟ ɯn</span></p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-37819155685544177652007-09-08T14:31:00.000-07:002008-01-02T12:28:31.021-08:00Cultura Material<span style="font-family:courier new,monospace;"><span lang="PT-BR"><br />Mas aqui esta o principal problema… como transformar vestígios em informação? Realmente muito da Arqueologia trata disto, e para isto temos v</span></span><span style="font-family:courier new;">á</span><span style="font-family:courier new,monospace;"><span lang="PT-BR">rias correntes teóricas com diversas opções</span></span><span style="font-family:courier new,monospace;"><span lang="PT-BR"> de como extrair conhecimento ou mesmo saber de um objeto. Assim se vc pega uma coisa qualquer (seu mouse e um bom exemplo) e pensa: como temos aqui conhecimento acumulado? Vc esta tentando passar o conhecimento (ou que transferindo para outro nível podemos chamar de cultura - mas isto e outra discussão) de um est</span></span><span style="font-family:courier new;">á</span><span style="font-family:courier new,monospace;"><span lang="PT-BR">gio inato (quase adormecido) para uma forma dinâmica e porque não <span style="font-style: italic;">arqueo-lógica</span>?<br /></span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:courier new;"><br />Porém ainda nos faltam defini</span><span style="font-family:courier new,monospace;"><span lang="PT-BR">ções</span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:courier new;">. Desta forma se a cultura em uma visão ampla e clássica pode ser definida como uma oposição </span><span style="font-family:georgia;">à</span><span lang="PT-BR" style="font-family:courier new;"> natureza. A cultura material pode ser entendida neste contexto como todo o produto da intervenção humana na natureza. Portanto aqui cabe outra questão: o que </span><span style="font-family:courier new;">é</span><span lang="PT-BR" style="font-family:courier new;"> arqueologia? Em <span style="font-style: italic;">lato senso</span> eu diria que </span><span style="font-family:courier new;">é</span><span lang="PT-BR" style="font-family:courier new;"> o estudo da cultura material em um determinado espaço</span><span lang="PT-BR" style="font-family:courier new;"> e tempo</span><span lang="PT-BR" style="font-family:courier new;">.</span>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-69323768365873953462007-08-30T09:17:00.000-07:002008-01-02T12:25:23.366-08:00O começo da história<span style="font-family:courier new,monospace;"><span lang="PT-BR"><br /></span></span> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="font-family: &quot;Courier New&quot;;" lang="PT-BR">Um dia estava escavando quando um menino chegou perto e perguntou: o que vc esta fazendo? Eu respondi arqueologia, intrigado o menino continuou perguntando: mas o que é arqueologia? Sinceramente antes de começar um longo discurso para responder eu respirei fundo e olhei para o céu (como que esperando alguma resposta divina) e comecei a falar do passado e de como pessoas iguais a nos viviam naquele lugar. Não sei o que passava pela cabeça do menino, se era só imaginação ou uma tentativa de dar sentido a aquele monte de abstrato que eu falava, mas num destes instantes eu vi seu olhar percorrer a área de escavação e achar um caco de panela de barro meio enterrado que havia passado a manha toda limpando com pincel, e apontou: mas com isto aqui? E o peso da realidade desceu sobre meus ombros como que me forçando a pousar novamente, e eu respondi: sim com este Vestígio aqui...</span><span style="" lang="PT-BR"><o:p></o:p></span></p><span style="font-family:courier new,monospace;"><span lang="PT-BR"></span></span>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-80413492623757203082007-05-04T17:15:00.000-07:002008-01-02T12:22:46.521-08:00Entrevista<p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">1. O que o levou a escolher essa profissão?<o:p></o:p></span></p> <u1:p></u1:p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">A arqueologia para mim sempre foi uma paixão desde criança, claro que no inicio eu misturava muito com a paleontologia (estudo dos dinossauros) ou mesmo antropologia (estudo do homem). Mas logo que descobri do que se tratava, ou seja, o estudo da cultura material, eu decidi que esta era a coisa que eu melhor sabia fazer no mundo. <o:p></o:p></span></p> <u1:p></u1:p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">2. Qual foi o tipo de faculdade que o senhor cursou e como foi o curso?<o:p></o:p></span></p> <u1:p></u1:p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">Eu cursei a faculdade de licenciatura em historia, o mestrado em gestão do patrimônio cultural, e atualmente estou cursando o doutorado em antropologia nos EUA. A graduação em história foi na faculdade particular FAPA, o curso foi ótimo onde adquiri uma base bem ampla em ciências sociais. Desde o inicio minha intenção sempre foi trabalhar com arqueologia e todos os trabalhos que realizei na graduação foram neste sentido, no mesmo período fui estagiário no Museu J.J. Felizardo da prefeitura de Porto Alegre minha cidade natal. O curso de mestrado foi na Universidade Católica de Goiás, com concentração na área de arqueologia, lá desenvolvi minha dissertação sobre o patrimônio arqueológico histórico brasileiro e cursei matérias tanto voltadas para arqueologia como antropologia. Ao mesmo tempo em que trabalhava no IGPA em resgate de sítios arqueológicos impactados por grandes empreendimentos. Hoje estou cursando doutorado na University of Florida, com minha tese sobre um sitio arqueológico do final do Séc. XIX. O curso além de fornecer uma formação em PhD ou seja, um doutorado nos quatro campos da antropologia americana: Antropologia Cultural, Arqueologia, Lingüística e Antropologia Biológica; também proporciona o contato com inúmeros profissionais, alunos e professores, de todas as partes do mundo.<o:p></o:p></span></p> <u1:p></u1:p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR"><u1:p></u1:p>3. O que o motiva a ser um arqueólogo?<o:p></o:p></span></p> <u1:p></u1:p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">Sem duvida e o caráter investigativo da ciência arqueológica, a possibilidade de descobrir coisas novas e relacionar inúmeras outras para entender o que aconteceu ou acontece com uma sociedade em um determinado lugar ou tempo. <o:p></o:p></span></p> <u1:p></u1:p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">4. Como funciona o trabalho de um arqueólogo brasileiro?<o:p></o:p></span></p> <u1:p></u1:p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">A arqueologia em geral e dividida em dois períodos: o pré-histórico e o histórico. No caso do Brasil esta distinção ocorre pelo tipo de sítios arqueológicos encontrados no território nacional. Os pré-históricos são: os sítios de caçadores-coletores, os sambaquis, e as aldeias dos grupos ceramistas; todos relacionados à ocupação dos indígenas pré-históricos desde “atualmente” 12.000 anos. Os históricos são os sítios arqueológicos decorrentes da ocupação européia do continente, e em combinação ou não com os Africanos e Indígenas depois de 1.500 DC.<o:p></o:p></span></p> <u1:p></u1:p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">5. Qual seria uma estimativa do salário de um arqueólogo e o que o senhor acha dele?<o:p></o:p></span></p> <u1:p></u1:p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">Um arqueólogo formado no Brasil geralmente ganha tanto quanto um professor do nível superior, claro que existem níveis abaixo (estagiários) e acima (coordenadores). Mas a media do salário corresponde diretamente com a formação, nível de experiência, e dificuldade do trabalho.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="line-height: 200%;"><span style="" lang="PT-BR">*entrevistado por Júlio Cezar da Silva Froes<o:p></o:p></span></p>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-43593045493964132262007-02-28T09:55:00.000-08:002008-01-02T12:16:34.330-08:00Icones na Arqueologia<span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR"><br /></span></span><div style="text-align: left;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;" lang="PT-BR">Há</span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR"> alguns anos atrás estávamos iniciando um trabalho em Brasília, para o resgate arqueológico de uns sítios de ocupa</span></span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">ção</span></span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR"> pré-histórica na região de Taguatinga, quando encontrei o que para mim </span></span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">é</span></span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR"> um dos grandes ícones da arqueologia brasileira. Um arqueólogo gaúcho que percorreu o pais inteiro desde a década de 1970 trabalhando em uma imensa quantidade de sítios arqueológicos. O maior momento deste encontro foi quando embarcamos no carro para visitar o </span></span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">sítio</span></span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR"> e no meio da viagem ele perguntou: Você </span></span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">é</span></span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR"> arqueólogo? Eu mais que depressa respondi: Sou sim. Mas tal foi minha surpresa quando ele continuou: Que bom, pois eu sou só um aprendiz...<br /><br /></span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;">O que eu quero dizer contudo isto? Primeiro que concordo que os ícones podem ser criados, e no caso de um Indiana Jones ou da Lara Croft não são nada mais que isto. Por</span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">é</span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;">m eu acho que certos ícones não podem ser reforçados (pirâmides na </span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;">Amazônia</span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;"> </span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;"> ou fenícios no Brasil) pois eles não contribuem para a arqueologia, mas ao contrario banalizam e ate mesmo ridicularizam o que </span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">é</span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;"> um trabalho serio. Mas isto </span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">é</span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;"> natural em qualquer profissão (de secretaria a proctologista), e no caso da arqueologia um pouco mais já que: primeiro muitas vezes não </span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">é</span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;"> reconhecida como ciência, mas interpretada como hobbie ou como somente técnica; segundo </span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">é</span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;"> difícil de ser levada a s</span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">é</span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;">rio pois não tem uma aplica</span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">ção</span></span><span lang="PT-BR" style="font-family:arial;"> pratica direta de seus resultados (como uma engenharia ou medicina) e em terceiro (e para mim a melhor explica</span><span style=";font-family:arial,sans-serif;font-size:100%;" ><span style="" lang="PT-BR">ção</span></span><span style="font-family:arial;">) a arqueologia não e completamente visível, ou seja 90% do seu objeto de estudo esta sempre enterrado e esta e a maior dificuldade em divulgar qualquer coisa.<o:p></o:p>..</span><br /></div>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-2355922345843483079.post-14778149395076642052006-10-14T15:19:00.000-07:002008-01-02T12:08:28.775-08:00Arqueologia no Brasil<div style="text-align: left;"><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span lang="PT-BR"><span style=";font-family:courier new;font-size:130%;" > </span></span></span> <p class="MsoNormal" style="text-indent: 0.5in;"><span style="" lang="PT-BR">A arqueologia no Brasil é sim relativamente nova comparada com outras ciências sociais, mas isto não é uma exclusividade nossa, ela surge somente no século XIX na Europa como decorrência de uma prática de colecionadores. No Brasil os primeiros trabalhos acontecem através da vinda de uma “missão” francesa na década de 60 que com isto legou uma escola arqueológica fortemente ligada a história, como é comum nos países europeus onde a arqueologia é concebida somente como uma ciência auxiliar. Porém na década de 70 houve outra “missão” arqueológica esta agora patrocinada por norte-americanos que por sua vez deixaram uma escola voltada para antropologia, onde neste caso a arqueologia é vista como uma metodologia apenas.<br /><br /> Porém longe destes reducionismos, isto tudo aqui é apenas para dar um panorama sobre a questão de escolher um curso de graduação como base para se tornar arqueólogo no Brasil, pois não é correto afirmar que o melhor caminho para uma formação em arqueologia passe necessariamente pela historia, pois enquanto estudo do homem a antropologia se destaca, e vice-versa. Por outro lado uma formação completa precisa muito além de ambas as disciplinas, uma grade curricular que proporcione ao arqueólogo uma formação tanto teórica quanto prática (o que nesta área é muito importante). Assim atualmente a (re)criação no pais de cursos de graduação voltados para a formação de profissionais que trabalham com a cultura material é extremamente louvável, alem de necessário pois o Brasil vem sofrendo um perda diária de patrimônio arqueológico, e como vc deve imaginar este não é um recurso renovável.</span><span style="" lang="PT-BR"><o:p></o:p></span></p></div>Diogohttp://www.blogger.com/profile/03540239801063765981noreply@blogger.com