<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486</id><updated>2009-12-28T12:36:04.334-08:00</updated><title type='text'>Cativeiro Amoroso e Doméstico</title><subtitle type='html'>Mirante,platô e ponto de observação.

  Estes são personagens de uma obra de ficção, qualquer semelhança com a vida real terá sido mera coincidência</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>248</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-707861715190059728</id><published>2009-11-24T11:25:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T11:33:32.931-08:00</updated><title type='text'>A Gravata</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.eja.org.br/userfiles/diversidade_e_trabalho/texto06_imagem.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 341px" alt="" src="http://www.eja.org.br/userfiles/diversidade_e_trabalho/texto06_imagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A gravata é um utensílio do vestiário que surgiu no século XVII, sob reinado de Luís XIV para distinguir no batalhão empregado pelo rei os soldados croatas. Estes eram facilmente reconhecíveis porque usavam um grande lenço ao redor do pescoço. A palavra gravata é uma corruptela de croata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade referia-se a este símbolo em um dos seus poemas de modo a negativa-lo, classificando-o como uma serpente enrodilhada ao pescoço. Como se o utensílio representasse na sociedade uma identidade de opressão do qual é preciso se livrar para se estar feliz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tom Zé, compositor baiano, assinala desta maneira sua relação com o penduricalho: "A gravata já me laçou/a gravata já me enforcou/amém/ A gravata já me laçou/a gravata já me enforcou/amém//Um cidadão sem a gravata/é a pior degradação/é uma coroa de lata/é um grande palavrão/é uma dama sem pudor/estripitise moral/é falta de documento/é como sopa sem sal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compositor carioca Jorge Benjor parece saber bem aquilo pretendido pelo poeta mineiro. Em sua canção O Homem da Gravata Florida, o utensílio do vestuário abandona sua característica opressora e se transmuda, propiciando àquele que a carrega a sensação de plenitude, descrita desta forma: “Essa gravata é o relatório/De harmonia de coisas belas/É um jardim suspenso/Dependurado no pescoço/De um homem simpático e feliz.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar uma gravata é uma expressão incorporada à gíria da luta livre para ser sinônimo da aplicação de um golpe que asfixie o adversário para tirá-lo do combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há  homens que não suportam a gravata. Este é o meu caso. Em determinadas ocasiões profissionais sou obrigado a usá-la, mas o desconforto não compensa a satisfação em ostentá-la seja em um jantar de negócios ou sessão solene em que seja uma exigência do traje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje terei que trazê-la preparada, porque se requisitada, terá seu lugar em volta do meu pescoço. A idéia não me agrada, porque se em sua origem a gravata distinguia os mercenários do exército do rei. Hoje a tarefa é muito mais difícil, porque estamos todos uniformizados. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-707861715190059728?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/707861715190059728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=707861715190059728' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/707861715190059728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/707861715190059728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/11/gravata.html' title='A Gravata'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-4507045090932888397</id><published>2009-11-23T09:41:00.001-08:00</published><updated>2009-11-23T09:53:33.649-08:00</updated><title type='text'>Feriado Pela Igualdade Social ou Dia de Zumbi?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Neste último feriado, ouvi de um empresário que o Dia da Consciência Negra ou dia de Zumbi como é mais conhecido não existia e, portanto seus funcionários trabalhariam normalmente. Não discuti, lembrei-lhe apenas que seus empregados poderiam estar em seus serviços desde que remunerados como exige a lei com a hora extra que compete em casos de semelhante natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último feriado, o Dia de Zumbi de Palmares, está amparado estadualmente pela Lei nº. 4007/2002, sancionada pela então governadora Benedita da Silva. O comentário do empresário não está destituído de razão, se o encararmos com severidade antropológica, porque não existe racismo na sociedade brasileira nos moldes americanos de até bem pouco tempo atrás. Uma sociedade segmentada que através de manifestações civis conseguiu colocar por terra parte desta vergonhosa história, culminando com a eleição de Barack Obama para presidência dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, se instituíssem um feriado como o Dia da Liberdade ou Dia da Enjeição ou Desprezo à Escravidão, isto fizesse mais justiça à memória do guerreiro da liberdade Zumbi dos Palmares, que no Quilombo dos Palmares, situada na Serra da Barriga, no estado de Alagoas, resistiu abrigando refugiados de todos os lugares e cores, não se limitando somente aos negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto importante a salientar é que em Palmares não se desenvolveu um modus vivendi africano para caracterizar como tal o feriado em questão e torná-lo a expressão disto que hoje se cultua: o Dia da Consciência Negra. Porque se levarmos em conta isto, teríamos que dedicar feriados às demais raças que ajudaram na construção do país. E nosso calendário seria de férias intermináveis por incontáveis homenagens que teríamos que prestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empresário que pronunciou isto deve estar sorrindo a esta altura, pensando que concordo com sua atitude, o que é uma mentira. Porque as razões dele são de mercado, passam pelo lucro e não consideraram em momento algum nenhum dos pontos de vista acima, reproduzindo o comportamento que causava repúdio a população de Palmares: a exploração e o lucro do homem sobre o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não podemos cair na ingenuidade, porque há um ato político manipulador, visando votos quando envolvido na cruzada dos direitos dos negros no país. Devemos ficar atentos. Deveríamos ter o Feriado pela Igualdade Social em lugar do Dia de Zumbi dos Palmares. Neste dia comemoraríamos a luta pela igualdade de oportunidades em todos os campos para todos os cidadãos negros ou não e estenderíamos nossas bandeiras para cobrar um país mais justo e melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-4507045090932888397?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/4507045090932888397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=4507045090932888397' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4507045090932888397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4507045090932888397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/11/feriado-pela-igualdade-social-ou-dia-de.html' title='Feriado Pela Igualdade Social ou Dia de Zumbi?'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-6598192153716205127</id><published>2009-11-18T06:54:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T11:59:44.711-08:00</updated><title type='text'>Vontade de Potência da Libido Heterossexual</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lBLo_nNV0A8/StyAqYM4GPI/AAAAAAAAEdg/9-epZjWdR6k/s400/FOTOCOLAGEM+-+FERNANDA+YOUNG+PLAYBOY.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lBLo_nNV0A8/StyAqYM4GPI/AAAAAAAAEdg/9-epZjWdR6k/s400/FOTOCOLAGEM+-+FERNANDA+YOUNG+PLAYBOY.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Playboy de Fernanda Young é objeto de reflexão para a tendência do imaginário masculino massacrado pelas exigências ditadas pela indústria televisiva e pornográfica em que as estrelas destes tipos de produções precisam ser bonecas barbies gostosas e turbinadas, propagadoras de erotismo óbvio e banal, máquinas incansáveis de fabricação do desejo que não podem ser desligadas, escravas da vontade de potência da libido heterossexual que se mercantilizou tanto que não sabemos quais são nossos desejos ou quais são aqueles desenhados por essa indústria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engolidos pela máquina não podemos achar a patroa gostosa, porque tem pneus e não é a super - mulher, a mulher maravilha dos BBB’s. E acossados por esta fome, despejamos nos puteiros, casas de massagem e afins a ambição de consumir o corpo perfeito, transformando em vício aquilo que antes era virtude, produzindo sofrimento por incorreções que no passado eram detalhes que apimentavam a tara. A busca pelo corpo perfeito acabou com a mulher do lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu fim à vida sexual da baranga, encarcerou as mulheres feias em salas de cirurgia plástica, ninguém confessa que traçou uma mulher feia, se faz isto é em confissão para padre, porque nem para psicanalista o individuo comenta o que ele chamará de deslize, perda momentânea de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos querem que aquele comercial de cerveja acabe por se tornar real. Cada  cervejeiro recebendo sua mulher robô, gostosa, sua mulher nota mil, programada para dizer sim, sim, sim, muçulmana, egípcia, estóica e maria. Talvez decorra daí a hostilização dos homens a Playboy de Fernanda Young – mulher inteligente, independente e liberada das linhas de força da sociedade de consumo. Talvez derivem daí os comentários maldosos das demais mulheres que se esforçam para se encaixar no modelo para que seus maridos não pulem a cerca, para não serem a Carrie, a estranha da vida dos seus homens, renunciando a sua individualidade, a sua identidade e mergulhando na ordem geral. E depressivas, estas mulheres tornam-se dependentes das drogas da felicidade, tudo para estarem no curso da modernidade nociva e padronizadora. Não importa se é uma estética revitalizada de pin-up dos anos 40 e 50; se não for a estética cachorra, povo execrará. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-6598192153716205127?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/6598192153716205127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=6598192153716205127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/6598192153716205127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/6598192153716205127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/11/vontade-de-potencia-da-libido.html' title='Vontade de Potência da Libido Heterossexual'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lBLo_nNV0A8/StyAqYM4GPI/AAAAAAAAEdg/9-epZjWdR6k/s72-c/FOTOCOLAGEM+-+FERNANDA+YOUNG+PLAYBOY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-6426937161497955458</id><published>2009-10-31T14:27:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T15:04:15.926-07:00</updated><title type='text'>Amor e Ditadura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Carta do leitor Jurandir de Oliveira para o concurso da revista Marie Claire sobre o tema: Encontrei o meu amor de maneira inesperada.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo eu era um rapaz sem pretensões. Trabalhava como bancário em uma agência no centro da cidade, torcia pelo América Futebol Clube e tinha preocupações com o país – era o ano de 1972. O Brasil vivia o auge da ditadura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As perseguições eram comuns, o Comando de Caça aos Comunistas agia livremente prendendo e torturando inocentes em busca de informações sobre pessoas que conspiravam contra a segurança nacional; a Rua da Relação mais movimentada que nunca: um entra e saí de camburões carregados de rostos que não se veriam mais para desespero das famílias. Qualquer indício de uma reunião suspeita nos apartamentos era investigado e se constatado de que se tratava de assuntos políticos a complicação aumentava. A cor vermelha proibida expressamente por estar associada aos comunistas, socialistas e grupos afins. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nisto encontrei minha primeira desgraça: a camisa do América não poderia ser de outra cor. Sugeri a mudança da cor do pavilhão do time pelo menos no tempo de exceção, mas viam nisto, pelo menos alguns dirigentes, o recado de que em algum lugar se resistia à violência praticada no país pelos generais trogloditas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto me limitava a torcer com bandeirinhas tímidas, botons presos à camisa, para não entrar em cana como baderneiro. Já pelo pequeno relato se pode antever o que me aconteceu, mas descreverei por partes a minha desgraça e meu triunfo – porque através desse artifício obtive a proposta de redação da revista: Encontrei meu amor de forma inesperada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto no trabalho, minha atenção não se desprendia do detalhe da cor vermelha, então tomava cuidado com qualquer realce que escapasse à minha inspeção. Certa vez um dos gorilas do governo me acompanhou com o olhar até a entrada do banco – o boton vermelho havia chamado à sua atenção, pensou ser a famigerada foice e o martelo, quando o exame terminou, já me encontrava dentro da agência, fora de perigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em casa não me preocupava com a questão da cor – me sentia livre da vigilância das sentinelas do regime, andava à vontade como se nada pudesse me acontecer, imune ao ambiente hostil do país e com um ingresso para a partida de sábado no estádio do time em Mesquita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecei os preparativos. Comprei um chapéu espalhafatoso e corneta. Encomendei uma camisa nova do América, guardada às sete chaves até o momento de vesti-la no sábado. A velha virou pano de chão. Comprei também um calção novinho em folha – tudo para que se o time tivesse um desfalque, o técnico me habilitasse para jogar pelo time. Estava uniformizado. Feliz com a perspectiva da vitória. A Taça Rio daquela vez viria. O sabor amargo da última campanha do time não havia sido esquecido pela torcida que protestou contra o presidente do clube que não deu à mínima na época sendo uma miniatura de Eurico Miranda – isso no quesito ditatorial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;O final do jogo com uma vitória que não convenceu, mas satisfez a torcida que saía do estádio com urros de "é campeão, é campeão!". Desviei-me da multidão, fui para o ponto de ônibus, seguindo sozinho por umas ruas que me levariam ao terminal rodoviário. Não me dava conta do tempo, pensando nas jogadas, criticando o futebol dos pernas de pau da última contratação, emendando o time com minhas interferências técnicas, julgando que só o futebol em um tempo como esse permitia ao povo extravasar as emoções sem que fosse tachado de manifestação política, que de alguma maneira o jogo ensaiava o problema social – isso em uma visão primária e esquemática – quando uma patrulhinha cruzou comigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não era uma novidade a polícia estar ao redor do estádio, cuidando da segurança, evitando que os arruaceiros causassem confusão e escândalo. Entretanto, no olhar do policial havia um brilho diferente, quando me encarou da janela do veículo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resolvi não dar atenção ao pressentimento e segui em frente, pulando pequenas poças de água que começavam a se formar, devido à chuva que começava a cair. A patrulhinha voltou, sirene ligada. O policial saltou do carro vindo na minha direção, me fazendo inúmeras perguntas, porque não estava com os outros torcedores, que tipo de cara sai sozinho de uma partida de futebol, onde geralmente se deixa o estádio na companhia dos amigos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E por que motivo eu havia escolhido logo aquele trecho deserto, repleto de casarões para ir à rua principal – e não segui com a multidão. Tentei explicar como pude, mas meus argumentos não eram fortes o suficiente para convencer o guarda. Fui recolhido à delegacia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lá me reuniram a um grupo de homens barbudos, bem vestidos, pareciam crentes, usavam óculos, fumavam muito, enquanto aguardavam a vinda do delegado para uma conversa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me irritei, porque logo notariam a confusão, eu era um torcedor perdido no meio daquela gente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A autoridade chegou com cara de poucos amigos, "uns vagabundos comunas é o que são". Tentei protestar, mas levei um tabefe para me manter quieto, porque vadio socialista só falava quando ele mandasse. Engoli as ofensas em seco, procurei me controlar para não piorar a situação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O delegado interrogou cada um dos homens na sala, quando na minha vez, ele interrompeu súbito minha fala, para declarar: "Este vai dizer que é torcedor do América". E era exatamente isso que eu alegaria. "Juro estava no jogo que aconteceu a pouco". "Minha Avó também". "Levem eles para a ducha". Fomos conduzidos para um vestiário, lá estavam enfileirados policiais com o rosto coberto, com toalhas molhadas enroladas nas mãos. "É hora do banho, vai ajudar a relaxar". Cada um de nós teve que passar por aquele corredor polonês, levando bordoada de tudo quanto é lado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de sovados, achincalhados e reduzidos em nossa dignidade, o delegado achou por bem dispensar a todos. Aquela violência policial me marcou bastante, me impressionou tanto que minhas pretensões mudaram. Se antes temia tê-las, acreditando no rumo certo do país nas mãos dos trogloditas fardados, agora via que estava errado. Quantos inocentes não deveriam ter sofrido as humilhações que eu sofri. Os que saíram vivos, poderiam se considerar com sorte, somente com a moral arranhada, podendo recomeçar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aqueles que não tiveram nenhuma chance? O pensamento me perturbava a mente. Na semana seguinte, recomecei o trabalho no banco sem o mesmo entusiasmo. Não é que eu fosse alguém expansivo, mas percebiam minha alteração de comportamento. Naquele dia no almoço, fui ao diretório do PCB me filiar ao partido, justificando não só a camisa vermelha do América, mas a outros ideais superiores como a liberdade de homem zanzar sem destino pelas ruas do seu país sem ser tomado por vadio ou por comunista por estar vestindo a camisa do seu time de coração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Freqüentei reuniões clandestinas, participei de passeatas, tudo isso incógnito, porque se no banco soubessem que havia me tornado comunista estaria perdido, seria mandado embora no ato, porque a orientação era que fossemos apolíticos por ser esta a filosofia daquela instituição. Em uma das passeatas do partido pelas vias principais da cidade, vi aquela que futuramente seria a minha esposa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquele momento até a guarda montada parou de distribuir pancada para vê-la atravessando a rua acintosamente vestida com um longo vestido vermelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela parecia distraída, não notava o tumulto e os cassetetes cortando o ar; o arfar dos cavalos conduzidos por cavaleiros ferozes que defendiam a pátria contra a escória em que havia se transformado a juventude. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela desfilava com a cor incomoda, sendo ovacionada pelos militantes que viam nesse gesto uma ousadia que nem os camaradas mais corajosos teriam. Era uma santa marxista, beatificada pelos operários, canonizada por Engels e Marx, dirigida em culto nas internacionais em que os teóricos desvencilhavam-se de suas táticas para pedir-lhe o milagre da revolução para a libertação da massa dos seus espoliadores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontrei o meu amor de maneira inesperada, reuni coragem para admitir. Livrei-me do cartaz com palavras de ordem para segui-la na avenida; os guardas não percebiam minha ressurreição, tomando meu ato como afronta, descendo a borracha na minha cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não dei mais um passo, caí. A minha sorte foi ter desmaiado em frente a mocinha vestida de vermelho. Pouco depois ao acordar, ela me confessou que o policial não sabia o que fazer, se lhe deixava cuidar do meu ferimento ou descia a bordoada nela, porque moça direita não se metia com tipos como aquele estendido ali. Para não sair sem as marcas de guerra, levou uma bordoadinha para ter lembranças do tempo de chumbo, com cicatriz e tudo. Talvez no futuro - pensávamos - isto renda uma indenização boa, ríamos. Daquele dia em diante não separavamo-nos. Mais tarde, depois de certo tempo de namoro, casamos. Tivemos uma filha. Hoje somos moradores do subúrbio da Zona da Leopoldina. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-6426937161497955458?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/6426937161497955458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=6426937161497955458' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/6426937161497955458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/6426937161497955458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/10/amor-e-ditadura.html' title='Amor e Ditadura'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-4232891603610044660</id><published>2009-10-31T09:43:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T14:07:29.938-07:00</updated><title type='text'>Opinião Sobre Minha Arte Poética</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um jovem poeta brasileiro, radicado no exterior, emitiu o seguinte juízo sobre a minha poesia em Cosmorama:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Seu trabalho apresenta em muitos momentos uma boa formação lírica, com uma dicção cristalina,algo que me lembra uma bela poeta como Henriqueta Lisboa, por exemplo."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agradeço desde já, apesar dele ter declinado à época o convite para fazer o prefácio dos poemas, com delicadeza e honestidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por este motivo os poemas abaixo, porque desde que recebi o comentário, me pus a verificar se de fato correspondia a realidade o que o poeta havia afirmado. E para meu espanto, percebi que sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A postagem dos poemas de Henriqueta Lisboa descentraliza e amplia o leque de vozes poéticas que se restringe sempre aos mesmos nomes: Cecília Meireles, Adélia Prado e Hilda Hilst. Vez por outra uma voz contra-corrente como a de Elisabeth Veiga surge para acabar com o coro dos contentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu muito obrigado ao poeta que se não me pediu sigilo sobre suas palavras e não me proibiu que as divulgasse, optei por manter anônima sua identidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se ele pousar aqui neste território, quero que saiba que ponderarei sobre o que me comunicou com severidade, zelo e amizade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-4232891603610044660?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/4232891603610044660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=4232891603610044660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4232891603610044660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4232891603610044660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/10/opiniao-sobre-minha-arte-poetica.html' title='Opinião Sobre Minha Arte Poética'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-9183709210766429870</id><published>2009-10-31T09:29:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T09:40:39.236-07:00</updated><title type='text'>3 Poemas de Henriqueta Lisboa*</title><content type='html'>Noturno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pensamento em febre&lt;br /&gt;é uma lâmpada acesa&lt;br /&gt;a incendiar a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus desejos irrequietos,&lt;br /&gt;à hora em que não há socorro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dançam livres como libélulas&lt;br /&gt;em redor do fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado: Prisioneira da Noite (1941)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Séquito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguir o rei&lt;br /&gt;por toda parte&lt;br /&gt;antes que a coroalhe caia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado: Reverberações (1976)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expectativa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste instante em que espero&lt;br /&gt;uma palavra decisiva,&lt;br /&gt;instante em que de pés e mãos&lt;br /&gt;acorrentada estou,&lt;br /&gt;em que a maré montante de meu ser&lt;br /&gt;se comprime no ouvido à escuta,&lt;br /&gt;em que meu coração em carne viva&lt;br /&gt;se expõe aos olhos dos abutres&lt;br /&gt;num deserto de areia,&lt;br /&gt;— o silêncio é um punhal&lt;br /&gt;que por um fio se pendura&lt;br /&gt;sobre meu ombro esquerdo.&lt;br /&gt;E há uma eternidade&lt;br /&gt;que nenhum vento sopra neste deserto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(De Prisioneira da Noite, 1941)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Sobre sua poesia, Drummond nos deixou o seguinte testemunho: “Não haverá, em nosso acervo poético, instantes mais altos do que os atingidos por este tímido e esquivo poeta.” Fonte:&lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/hlisbo00.html#bio"&gt;http://www.revista.agulha.nom.br/hlisbo00.html#bio&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-9183709210766429870?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/9183709210766429870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=9183709210766429870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/9183709210766429870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/9183709210766429870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/10/3-poemas-de-henriqueta-lisboa.html' title='3 Poemas de Henriqueta Lisboa*'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-6185128559264745965</id><published>2009-10-27T09:15:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T09:16:44.288-07:00</updated><title type='text'>O Restaurante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para Joseane, que me deu o mote para o continho ligeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era horário de almoço. Ligou para pedir um dos pratos do cardápio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava indecisa. Discou o número telefônico indicado no folheto, a voz do outro lado da linha atendeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em que posso ajudá-la”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Emudeceu por não reconhecer a voz da atendente, sempre ligara para pedir a refeição a mesma hora, não variando nunca, de lá aquela voz saía alegre, jovial e feminina, agora substituída por esta, masculina, imparcial e fria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Gostaria de pedir um prato, vocês ainda estão entregando?”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, a voz pigarreou, uma tosse leve interrompeu a resposta. Não encontrando meio para responder, sem trair o sigilo e a discrição, não titubeou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Sim, estamos entregando ainda. O que vai querer”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Estou entre Frango a passarinha e filé a cavalo”, a mulher, pelo tom,&lt;br /&gt; hesitava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O atendente tinha visto muitas coisas na vida, mas aquela lhe parecera a mais absurda: porque as pessoas agiam daquele modo para pedir um serviço tão simples? Ele mesmo, quando estava sozinho, precisando de companhia, ligava para as casas conhecidas e se referia diretamente àquilo que queria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Então, me mande o filé à cavalo. Refeição número um”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O telefonista checou o número com os rapazes disponíveis no catálogo. O número um estava em atendimento, já se dirigia para a casa de uma cliente e não demoraria menos que uma hora e meia. “Senhora, a opção desejada não está disponível, por favor, escolha novamente o seu prato”, disse tudo isso se sentindo ridículo. Por que não abriam logo o jogo? Por que ela usava códigos? Filé à cavalo, pensou, qual o tamanho dos documentos desse camarada? E para satisfazer a curiosidade, perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O Filé à cavalo atende bem a sua fome?”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Sim, é farto. Os ovos quando estão no ponto, chego a chorar de felicidade quando os ponho na boca”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Mas, como não tem, me mande o Frango a passarinha”. Passou o endereço. O atendente pediu o número da refeição, ela prontamente forneceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando mais tarde, ela abriu a porta do escritório, lá estava o Frango a passarinha, flexionando os músculos, pedindo-lhe que apalpasse, verificando se estava no ponto. Ela ria, não sabia bem como reagir, explicou o mal entendido, mas não deixou de anotar na caderneta o telefone do restaurante com cardápio tão insólito quanto curioso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-6185128559264745965?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/6185128559264745965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=6185128559264745965' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/6185128559264745965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/6185128559264745965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/10/o-restaurante_27.html' title='O Restaurante'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-7434631939435674942</id><published>2009-10-22T13:30:00.001-07:00</published><updated>2009-10-22T13:30:38.364-07:00</updated><title type='text'>Congresso de Lágrimas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O velhinho patriota do apartamento 305 estende a bandeira brasileira do lado de fora da janela. Todos os dias ao acordar, eu ouço todo o hino nacional, entoado com respeito e devoção, impressionado pela capacidade da memória do velhinho que não erra uma única frase, nem desafina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando o encontro no elevador, ele me diz que na escola cantavam todos os dias, que sua afinação vinha desde garoto, que aquilo tinha se incorporado à sua vida, que a única vez em que ficou impedido de cantar o hino foi no exército, porque era corneteiro, mas quando estava no banho, praticava sem parar, fazia jogos mentais com as estrofes, avançava o ritmo ou mudava o andamento para mais lento, como um bolero. Dizia isso com uma expressão de felicidade nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora do prédio, víamos a bandeira tremulando. Patrioticamente, ele juntava os calcanhares para ficar o mais ereto que conseguisse e fitava com os olhos o além, prestando continência aquele símbolo que amava mais que tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Quando minha mulher era viva não gostava que me dedicasse tanto à rotina de adorar a bandeira, pedia que eu virasse o disco, resolvi aprender os outros hinos e atacava o Hino à Bandeira – “Salve, lindo pendão da esperança/Salve, símbolo augusto da paz!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Tio, me dá um trocado”, o menino puxa a manga da minha camisa, vasculho os bolsos, eu despejo na mãozinha estendida umas moedas. O velhinho do 305 sai do transe em que estava, praguejando o país, por estar infestado por esta corja, despejando todo o tipo de palavrão, me conduzindo para um barzinho logo do outro lado da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Não se pode facilitar com esses vagabundos”, resmungou. “Tenho saudade da vadiagem. Esses sacanas estariam tudo vendo o sol nascer quadrado”, emendou.  Uma mulher com uma criança de colo se aproxima. “Moço, pode dar uma ajudinha”. Eu já não tenho mais dinheiro. “Vai arrumar uma roupa para lavar”, atacou o velhinho do 305.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha cabeça o hino da bandeira “A grandeza da pátria nos traz”. A mulher vai para outra mesa, a criança enganchada no quadril: a mesma cantilena. Não tenho como deixá-lo falando sozinho, “Está quase na hora do meu trabalho”, interfiro. “Ah, meu rapaz, fique mais um pouco”, o velhinho do apartamento 305 gesticulava, apontando para um lado e para outro, como se estivesse a rever a marcha que tomou o Aterro, pedindo a caça as bruxas, com os olhos faiscando, os braços ressequidos riscando no ar os planos para se acabar de uma vez com a ameaça vermelha. Tudo isso dito com desdém, com menosprezo, indicando os caminhos dos generais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da rua, um grupo de jovens negros amontoados, conversando alto, vestidos com bermudas e camisas de time, tocas enfiadas na cabeça, bandeiras enroladas em pedaços de pau. Uma imagem intranqüila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Arruaceiros!”, vociferou o velhinho do 305. “Se existisse a lei contra a vadiagem estavam em cana, no xilindró, que é o lugar de todos vocês, seus pés- rapados!”. O dono do barzinho não gostou nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens atravessaram para tomar satisfação, “Que porra é essa, vovô! Que porra é essa!”. Estavam exaltados. “O netinho vai tomar as dores do vovô, vai”, recebi a provocação. “Ele não é meu neto, não preciso dele para dar conta de vadios”. O velhinho parecia ter perdido a razão, subiu na mesa, apoiando-se em seu equilíbrio frágil, brandindo a bengala como uma espada. “Vocês vão tomar no cu!”. A briga estourou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bando de jovens invadiu o bar, quebrando cadeiras, roubando os fregueses, assaltando o caixa, dando porrada em todos pela frente. O velhinho, derrubado no chão, chutado por  todos os lados, cantava o hino nacional, gritando com as forças que lhe sobravam. Esmurrado, com um dos olhos fechados, inchados, vi o momento que um dos rapazes arrastou o velhinho do apartamento 305 para o meio da rua, “Véio fiodaputa!”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-7434631939435674942?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/7434631939435674942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=7434631939435674942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/7434631939435674942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/7434631939435674942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/10/congresso-de-lagrimas.html' title='Congresso de Lágrimas'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-6005030130815792020</id><published>2009-10-18T17:25:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T07:00:35.010-07:00</updated><title type='text'>Cidadãos de 2ª Classe.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;2ª Classe. Cidadãos de segunda classe. Assim definiu o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, quando denominou que o conflito que preocupou a todos neste último fim de semana, se deu em uma microrregião. Traficantes do Morro São João invadiram o Morro dos Macacos para tomar bocas de fumo. As drogas ainda dão dinheiro? Com a preferência dos mauricinhos e patricinhas pelas drogas limpas - entenda-se químicas - os usuários de cocaína e maconha ganham,pelo menos no meu entendimento, o status de anacronismos no corpo social. Então, por que a guerra? Os playboys tem self- service para entrega dos entorpecentes em seus apartamentos ou têm amigos que arrendam bocas de fumo para servirem aos companheiros de classe sem que isso implique em risco - como já foi noticiado pela imprensa sobre um jovem da zona sul que arrendou em um morro carioca um ponto de venda de droga.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha preocupação não está na guerra, porque durante todo tempo em que vivi na Zona Norte do Rio de Janeiro sempre presenciei confrontos onde todos lucravam: sejam os policiais corruptos que levavam armas quanto os traficantes envolvidos, fortalecendo a ideologia neo-liberal que os arregimentou, incitando-os a se dividirem e aumentarem seus rendimentos com incursões que resultam em baixas às vezes de antigos amigos de infância que por uma fatalidade estão posicionados em facções rivais ou são exterminados pelos mesmo policiais corruptos a quem servem para a famosa queima de arquivo, para que o sistema continue sua bárbarie, demonstrando à sociedade - a quem supostamente presta conta - de que tudo está sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nós sabemos que não está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A classe média, enquanto as balas perdidas atingiam somente os favelados, não se mobilizou cobrando uma atitude das autoridades quando ainda era possível mudar todo o quadro. Quando a violência se democratizou através destas mesmas balas, começaram o surgimento de passeatas pela paz, ações sociais cobrando maior repressão aos ataques genocidas dos bondes que atravessam a madrugadas do Rio de Janeiro. Já era tarde para se podar as asas desses anjos demoníacos, alimentados pela pobreza, pela ganância da classe média, pelo descaso da sociedade civil e por outros fatores, inúteis inumerá-los, quando a situação de sequestro da cidade se presentifica dessa forma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando é declarado de que a cidade está profundamente dividida, entre cidadãos de 1ª e 2ª classe, dividida entre aqueles que devem ter atendidas suas reivindicações e aqueles que devem se resignar por estarem fadados ao segundo plano, sempre preteridos, esquecidos, por pertencerem ao território chamado microrregião, neste momento, a sociedade como um todo deve ficar atenta, porque um modo novo do fascismo se estabelece e condena uma parcela muito grande da população dessa cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A discussão não é apenas sobre a discriminalização das drogas ou a venda de armas ou a parcela suja de um sistema inoperante para aqueles sem nenhuma expressividade econômica; é algo mais aterrador que se arrasta no subsolo social, tramado por uma parcela que ensaiou os passos da ditadura, acostumando-se aquela ginga que resultou nos mortos que as mães reclamam os corpos, naquela noite que dessa vez nada terá da presença dos militares, sendo expressa através desse muro intransponível que a má distribuição de renda já ergueu, que o descaso estatal já pontuou e a classe média ratificou nesse discurso, atribuído a um dos presidentes desse nosso país: "Problema social é problema de polícia".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-6005030130815792020?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/6005030130815792020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=6005030130815792020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/6005030130815792020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/6005030130815792020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/10/cidadaos-de-2-classe_18.html' title='Cidadãos de 2ª Classe.'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-7588684265965899665</id><published>2009-10-16T13:43:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T13:48:07.195-07:00</updated><title type='text'>Escritores Imperdíveis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ariosto Augusto de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Livros de conto:&lt;br /&gt;- Na Mão Grande;&lt;br /&gt;- A Noite do Galo Doido;&lt;br /&gt;- Comandante Gravata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que estarão escrevendo os escritores, hoje? A imprensa lhes dá a cobertura que dava nos anos 70? Não. Não sabemos de quase nada pela imprensa. Nossos cadernos literários estão, com as exceções de praxe, ocupados pelos mesmos minimalistas de sempre. Os bandidos, enquanto isso, trabalham Na Mão Grande – título, aliás, de um dos livros de Ariosto Augusto de Oliveira, um grande e desconhecido escritor paulista que, à semelhança de outros, paulistas e de outros estados, continua ignorado.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deonísio da Silva &lt;a name="1245f015c5888065_PVW"&gt;Escritor e professor da Universidade Federal de São Carlos, doutor em Letras pela USP. Seus livros mais recentes são o romance Os Guerreiros do Campo e De Onde Vêm as Palavras&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Antônio Olavo  Pereira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Contramão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A estréia em livro aconteceria em 1950, com a novela Contramão, laureada no ano anterior com o Prêmio Fábio Prado, um dos mais importantes da época. A obra mereceria de Graciliano Ramos um prefácio, infelizmente nunca publicado, no qual o autor de S.Bernardo destacava que poucos dos autores brasileiros contemporâneos haviam estreado com tamanha maturidade.&lt;br /&gt;Contramão foi imediatamente consagrado pela crítica. Carlos Drummond de Andrade escreveu: “seu livro, vazado numa expressão cortante e exata, constituiu a meu ver um de nossos melhores estudos artísticos do tímido inadaptado e lê-lo é mergulhar em cheio no drama de todos os minutos que a vida representa para as criaturas desse tipo.” Sérgio Milliet acentuou: “da novela muito densa, sóbria de estilo e rica de emoção que Antonio Olavo Pereira escreveu, pode-se dizer que assinala mais um passo feliz no caminho da renovação do nosso romance contemporâneo.” Paulo Rónai destacou: “o equilíbrio do introspectivo e do descritivo, da análise e da impressão...constitui a marca talvez mais característica deste talento tão vigoroso da novelística brasileira.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Angelo Caio Mendes Corrêa Junior é professor e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor Estrangeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Roger Martin du Gard&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Confidência Africana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Esta pequena novela é considerada internacionalmente como uma obra-prima do grande escritor francês Roger Martin du Gard, Prêmio Nobel de 1937 e autor do célebre Os Thibault.&lt;br /&gt;Sobre o tema delicado do incesto, o autor cria uma poderosa história de paixão, instinto e resignação onde o seu estilo consagrado e a força de sua narrativa mantêm-se intactos, nesta edição brasileira, através da preciosa tradução de Paulo Hecker Filho”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-7588684265965899665?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/7588684265965899665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=7588684265965899665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/7588684265965899665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/7588684265965899665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/10/escritores-imperdiveis.html' title='Escritores Imperdíveis'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-488284301540019092</id><published>2009-10-08T09:55:00.001-07:00</published><updated>2009-10-08T09:55:47.596-07:00</updated><title type='text'>O Rio de Janeiro e as Olimpíadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O oba-oba das Olimpíadas angariou mais uma adepto: o apresentador e jornalista Ricardo Boechat. Hoje pela manhã, no programa da Band News FM, Ricardo Boechat após comentar o incidente ocorrido na estação de trem de Nilópolis, localizada na Baixada Fluminense, com objetividade e inteligência, cobrando uma ação do governador Sérgio Cabral que acusou os trabalhadores de vandalismo, devido ao quebra-quebra que culminou com o incêndio de uma composição do trem da mesma linha devido ao descaso com o serviço e aos atrasos nos horários estabelecidos pela própria Supervia. Boechat criticou o sistema de transporte público do Rio de Janeiro, teve adesão de ouvintes do programa que enviaram e-mail's para concordar com os problemas apontados pelo jornalista e desancando o Governador que acusou de vandalismo os trabalhadores que ambicionavam somente chegar aos seus trabalhos para cumprir sua jornada diária e voltarem para casa naqueles mesmos trens onde são desrespeitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não se pode esquecer o episódio acontecido na Supervia do chicoteamento a que eram submetidos os usuários para entrar nas composições do trem. Se antes havia um capitão do mato para realizar o serviço, hoje contam com cães amestrados para manter a dita ordem nas plataformas de trens do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta introdução é para salientar um comentário ingênuo realizado pelo jornalista Ricardo Boechat de que as Olimpíadas beneficiarão a cidade como um todo. O que é uma mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os locais beneficiados estão sinalizados no vídeo exibido pelos telejornais: Barra da Tijuca, Copacabana, Deodoro e Maracanã. A Barra da Tijuca ficará com 50% dos investimentos que virão para a cidade. Podemos notar que a Zona Oeste a que se referiu hoje pela manhã está delimitada muito bem quando acessamos o vídeo que está no You Tu Be para ser visto por quem quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demais lugares, como Maracanã, fazem parte da revitalização da Tijuca, exigida pelos moradores que pressionaram as autoridades que inclusive possuem parentes morando na região, tanto que o aperto dos tijucanos no metrô já está sendo resolvido com o fim da integração no Estácio. Como a grande massa fica mesmo pelas estações da Carioca e Uruguaiana, os tijucanos podem dormir tranqüilos porque não serão mais incomodados pelos espertinhos que desciam até a estação de Afonso Pena para viajarem sentados e isso é apenas o início, porque creio que mais benefícios surgirão para a massa tijucana. As câmeras de vigilância, por exemplo, para a prevenção de crimes tomará que saía do papel, mas não apenas lá como nas principais vias de toda a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Zona Oeste do Boechat não engloba Antares, localizada em Santa Cruz. Porque isso o Governo jogará para debaixo dos panos, quando embelezar a cidade para os gringos. É a velha história daquele ditado, isto será para inglês ver apenas. Porque o individuo de Seropédica não sentirá as mudanças que o apresentador discutiu hoje pela manhã; o morador do Valqueire menos ainda e o turuna da Pavuna, esse quase aborígine, que mal se mantém de pé nos vagões do metrô, devido à distância que tem que percorrer nessa posição, nem se fala. Mesmo que pareça estar em vantagem, é uma vantagem aparente porque está perdido com a meia cidadania que conquistou - isto se nós quisermos ser benevolentes com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deodoro talvez tenha sido incluída para não despertar mal-estar com os militares que não aceitariam estar de fora disso tudo, porque afinal é um setor ainda socialmente do qual não se deve perder a simpatia. Sabe-se lá o dia de amanhã....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população da cidade deve, sim, fiscalizar as obras e o investimento do dinheiro, mas não pode se descuidar de exigir que lugares como Bangu, Realengo, Senador Câmara, São Gonçalo, entre outros sejam engambelados por promessas e passem apenasmente pela maquiagem que o Sr. César Mais muito bem nos ensinou como se faz na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ótimo ter as Olimpíadas aqui, mas melhor mesmo é ver uma rede de transporte público séria atendendo a população, é ter segurança para que se possa transitar pela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que as Olimpíadas é: a consciência tranqüila dos governantes de que fizeram o melhor pelo povo carioca, sem aguardar recompensa, que administraram bem essa cidade que já a capital federal, sendo hoje alvo de todo o tipo de safadeza e sacanagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que as Olimpíadas é: a ação correta das autoridades com a punição dos infratores, com a recusa a corrupção, com o fim da negligência em todos os setores sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que as Olimpíadas é: não estarmos reféns dos bandidos, dos políticos sujos, das empresas que superfaturam obras públicas como conjuntos habitacionais que estão em ruínas com menos de cinco anos de construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que as Olimpíadas é: ver a cidade resgatada em seu melhor espírito das mãos que a acorrentam à miséria e violência que vemos todos os dias nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que as Olimpíadas é: a palavra de que as autoridades se empenharão, com ou sem eventos desse porte, em reacender a dignidade que existe em cada cidadão carioca e brasileiro para que discursos como esse soem vazios em um futuro próximo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-488284301540019092?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/488284301540019092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=488284301540019092' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/488284301540019092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/488284301540019092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/10/o-rio-de-janeiro-e-as-olimpiadas.html' title='O Rio de Janeiro e as Olimpíadas'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-889879202995067301</id><published>2009-10-06T07:28:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T08:40:44.219-07:00</updated><title type='text'>Outra História Sobre Hanisch.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para Joseane e Aurea&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hanisch era um homem jovem. O futuro não lhe passava pela cabeça, a não ser como uma leve sombra, mas sem causar incômodo. Trabalhava em um sítio como jardineiro. O espírito afeito à beleza rendia-lhe elogios, devido ao bom gosto com que mantinha seus canteiros. Não se inquietava com os problemas, então nada lhe turvava o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sítio em que trabalhava era uma propriedade antiga na vila. A severidade do proprietário era admirada e temida e todos se espantavam porque a natureza cordial do jardineiro nunca havia se chocado com o temperamento agressivo de seu patrão. Todos louvavam a paciência com que o jardineiro se conduzia, desviando-se dos entreveros e sabiamente concordando com aquilo que o destino lhe reservara, mesmo que avaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pendor artístico de Hanisch era observado com desprezo pelo proprietário do sítio. Quando seu jardineiro não estava por perto, procurava destruir-lhe o capricho, como se aquilo representasse uma afronta pessoal a ele, como se aquela beleza não pudesse pertencer-lhe porque estava apegada ao interior daquele seu serviçal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Hanisch voltava ao trabalho não deixava de perceber que todo o serviço feito na véspera estava desperdiçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O patrão culpava a sanha dos cães que tinha: quando soltos à noite, perseguindo algum animal de toca, reviravam a terra. A conversa se encerrava com esses argumentos, porque logo o jardineiro voltava silencioso ao trabalho, desconfiando que a verdade não estivesse metida nas palavras do seu patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias se passavam sem que nada interrompesse o ciclo estranho de destruição que aquele homem submetia às flores, experimentando um prazer doentio em ver seu empregado refazendo, com esforço, a beleza do jardim. Talvez a beleza que habitasse o interior do seu serviçal esplendesse de modo tamanho que o cegasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ele pode ser habitado por tamanha harmonia? As respostas lhe faltavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hanisch recomeçava seu trabalho certo de sua inutilidade. Mas precisava do emprego e, apegado que era ao jardim, não se cansava de envidar esforços para recuperá-lo. E por longos dias reconstituía-o parte por parte. Comprava sementes, adubos, novas ferramentas, tudo consentido pelo patrão que não cessava de vigiá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As mãos dele - o proprietário arriscava em frenesi - sim, suas mãos, são delas que surgem à beleza do meu jardim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a espreitá-lo, seguia-o com cuidado, dando a entender que apenas se interessava pelo trato com a terra, mas não desgrudava os olhos das mãos de seu jardineiro. Parecia saído de um conto moral oriental a sua história, porque sua intenção era aprisionar a beleza para que tudo se parecesse com o seu intimo sombrio e desértico. Espreitava as fraquezas de seu empregado, vendo nele o pendor para a bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estreitava os laços com Hanisch, como se pudessem patrão e empregado ser camaradas, sem que nisso se intrometesse a diferença entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa noite chuvosa, impedido de ir para sua casa, porque a região onde vivia alagava, pediu ao seu patrão para ficar por ali, porque temia ser levado pelas correntezas caso se arriscasse a travessia. Nisto, a idéia que se arquitetava no espírito do patrão veio à tona, encontrando ressonância em seu íntimo. Chegara a oportunidade de livrar-se daquelas mãos que construíam com ainda mais beleza o mundo ao derredor de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sinta-se à vontade” disse o patrão, já a caminho da cozinha, em busca de uma bebida forte para os dois. Sabia da fraqueza de Hanisch, e não se pouparia de explorá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversaram até altas horas sobre tudo o que dois homens podem conversar, sem nenhum tipo de censura. Cada um contou ao seu modo como viera dar ali naquela existência e o modo como se sentiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me sinto confortável em fazer-lhe confidências dessa natureza, mas estou aqui com um irmão – disse o patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comovido, o jardineiro não tinha palavras para agradecer a confiança depositada em si e não se furtou em contar passagens pouco conhecidas de sua trajetória por essa terra, onde se misturavam o terrível com o milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormiria no barracão onde estavam guardados os sacos de sementes e ferramentas, nos fundos da propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hanisch, como pode ter a beleza escolhido você como morada? Explica-me se é assim o tempo todo? Se tudo o que você toca floresce desta maneira como aqui na herdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte parecia lhe ter reservado para isto, começou o jardineiro, e talvez isso fosse o único bem que ainda o destino lhe reservara sem golpeá-lo com uma traição. Estas palavras pareciam ter alcançado algum lugar dentro do proprietário, porque se via em seus olhos um brilho úmido embaçando-lhes. Como poderia também se atribuir isso ao efeito da bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou me deitar, disse. Levantou-se cambaleante, apoiando-se nos móveis para encontrar a saída da casa. Lançou um último olhar ao patrão para saber se este ainda precisaria dos seus serviços, porque, nem mesmo neste momento, a consciência não o deixava em paz em relação as suas obrigações como empregado, mesmo que estivesse adormecido pelo efeito embriagante do álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ir se recolher. – disse o patrão, sem voltar-se para ele, Hanisch, que já sumia nas sombras do quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas palavras alcançaram dentro do patrão um lugar que pouco visitava, mas, quando algo era dito assim de modo tão sincero e puro, transportava-se por inteiro para essa região, ficando absorto em sua constatação de degradação pelo poder e pelo domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas sombras, Hanisch arrastava seu corpo repleto de pecados. Porque não se importava em contar mentiras como aquela que a sorte o havia escolhido; muitas das vezes aquilo não passava da sombra da verdade e desta maneira, manifestando-se assim, agradava ao ouvinte que eventualmente lhe escutasse sobre o percurso nessa terra. Lembrava-se das dificuldades e das surras dadas pelo pai até aprender o oficio, as privações a que era submetido quando malograva a plantação pela qual estava responsável. Pensava em seu patrão, diluído entre a sombra e a distância, que ficara meditando sobre suas palavras, tomando-o por tolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite se ouviam os ruídos dos animais, um vento sibilante correndo a copa das árvores, as nuvens amontoando-se sobre as montanhas longínquas como indicativo de tempo ruim, atestavam que a chuva não cessaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos entorpecidas mal abriam caminho através da porta. O barracão não tinha iluminação de espécie alguma, ajeitou um saco de adubo de modo a parecer o possível com uma cama, abandonando o corpo que principiava a suar naquele ambiente abafado. Não se preocupou em trancar a porta, porque caso o patrão precisasse procurá-lo, não encontraria impedimento, ficando a vontade para vasculhar o lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo estava silencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe, as luzes acesas do casarão dominavam a paisagem. Não se vislumbrava o vulto do proprietário do sítio, mas, se examinássemos bem, poderíamos vê-lo: sentado em sua cozinha, meditativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono investia lento como um pequeno exército pesando sobre as pálpebras Hanisch. A dormência nos músculos entrechocava-se com as visões da vigília, dançavam demônios sobre as prateleiras, insuflando-lhe desejos e idéias reprováveis. Por que, Hanisch, você não mata seu patrão? E corria por sobre as tábuas enlouquecidas, sumindo por uma fresta. O jardineiro custava a crer naquilo que seus olhos testemunhavam, julgando o delírio causado pelo efeito da bebida para a qual era tão fraco associado pela vizinhança do sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo cuidou para dissipar de sua mente a aparição, mas o demônio parecia insistir em seu propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hanisch desconhecia que o visitante demônio também aparecia para seu patrão, que em vez de ignorá-lo dava ouvidos ao pequeno ser das profundezas. Se ao jardineiro tentava com as riquezas do patrão, a cobiça deste repousava sobre outro aspecto de seu empregado: como poderia transferir aquele poder para si mesmo? Como? O demônio incitava-o a matar seu jardineiro e o resto se daria por conta de seus favores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso, o patrão levantou-se como hipnotizado, mas chegando as proximidades do barracão, viu que o jardineiro lutava aterrorizado contra as sombras. Percebeu que também ele era presa de visões como a que lhe tinha ocorrido. Algo se modificou em sua alma, porque em algum lugar ela existiria se condoendo da condição e sofrimento de seu empregado. E se ele resistia à mesma idéia proposta pelo demônio em matá-lo para arruiná-lo? Se aquilo fosse uma artimanha para que uma desgraça descesse sobre ambos? Hanisch observava um vulto vindo em sua direção, poderia ser o demônio, se ele tivesse se apoderado de algum bêbado das redondezas e intentasse matá-lo? Percorreu os olhos pelas ferramentas até deparar-se com a faca com que aparava os pequenos galhos das roseiras, manteve-a junto de si, como se esperasse para identificar melhor a ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O patrão do jardineiro estranhou a imobilidade em que estava seu empregado, julgou ser tarde demais, mas acautelou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando já estavam a meia distância e prestes a se golpearem, refrearam seus ímpetos, impedindo que a tragédia se consumasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos os homens riram, porque se confessaram a visita do demônio e seus motivos. Cada qual envergonhado por trazer no coração aquela mancha. Abraçaram-se e seguiram para o casarão, porque agora gargalhavam não de si mesmos, mas do demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-889879202995067301?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/889879202995067301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=889879202995067301' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/889879202995067301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/889879202995067301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/10/outra-historia-sobre-hanisch.html' title='Outra História Sobre Hanisch.'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-9050357139284762202</id><published>2009-09-24T12:05:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T12:14:31.952-07:00</updated><title type='text'>Arquétipos Contemporâneos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;1. A sociedade contemporânea não pode restringir seus arquétipos somente às emanações do binômio homem e mulher, porque a família contemporânea, alterada por liberdades conquistadas tanto no terreno político quanto sexual, tornaram vulnerável a conceituação enquadrada e resolvida por psicólogos com as cristalizações arquetípicas mais comuns. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Santa/Puta - Nos espaços modernos de convivência, podemos ver cada vez mais mulheres exercendo ambos os comportamentos, porque estão em um lugar social flexível, porque as conquistas femininas avançaram, libertando-as para o ambiente onde a sexualidade pode ser liberada sem culpa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. Guerreiro/Amante - Nestes mesmos espaços, o homem pode também se modificar, alterando a imagem que antes se possuía dele, porque com os avanços feministas, as mulheres conquistando postos de trabalho e a revolução feminina, o macho alfa, provedor familiar, ficou deslocado, criando uma nova modalidade no topos masculino. Nessa modalidade, estão amalgamado os dois arquétipos que antes pareciam contraditórios e excludentes, hoje convivem perfeitamente harmônicos entre si. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. A fragilização do homem contemporâneo é um fenômeno que merece ainda pouco estudo, mas alterou com certeza a percepção que ele tem de si e que os outros construíram dele através dos anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. A sociedade contemporânea se tornou hedonista, a cultura da beleza chegou ao extremo, tanto que arrisco que daqui a alguns anos não será mais possível um livro como aquele realizado por Umberto Eco sobre a História da Feiúra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;6. O hedonismo acentuado ligado a correntes de consumo identificadas às empresas cosméticas e a indústria de cirurgias plásticas que atendem cada vez mais ao filão crescente de pessoas que se querem enfileirar a esta tendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Talvez sejam estas as tendências que culminem nesse novo arquétipo - se assim poderíamos chamar - no espaço urbano, nesse ser situado nas fronteiras dessas classificações, reunindo dicotomias que impossibilitam encaixá-lo com perfeição em algum dos moldes já conhecidos: o metrossexual. Politicamente é o ponto máximo dessa exigência pela beleza artificialmente construída pautada pela sociedade de consumo cartelizada nas indústrias já citadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;8. Se o metrossexual é um arquétipo contemporâneo, porque representa um imaginário próprio, povoado pelo anseio de estético e suas implicações para consegui-lo, onde o feio está cada vez mais encerrado em porões de clínicas de lipo - escultura e cirurgias plásticas mais variadas ou atrás de máscaras faciais e dietas disciplinadoras do corpo, porque toda essa indústria quer amordaçar o corpo natural e alçá-lo ao nível artificial ou mesmo virtual, porque o homem contemporâneo tem em sua esfera flutuando cada vez mais perto esta abstração de si, que em outro século não seria possível. Imaginem como um homem do século XVII insatisfeito com o tamanho de seu nariz, quisesse trocá-lo por outro ou (re)esculpi-lo? Ou ver o seu corpo ligado às exigências de beleza não condiziam com a (sua) mentalidade ou à de sua época? Justamente é isso o que nos ocorre: uma ditadura da beleza a todo custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. O metrossexual reúne as intersecções entre arquétipos já conhecidos como o Guerreiro/ Amante. Porque está neste limiar sua ação e estar no espaço urbano e de seu EU. Possuí o imaginário antes pertencente só as mulheres, acossadas por sua educação doméstica e apelos publicitários a estarem prontas para seu homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Se a deslocação do binômio garante um certa democracia das relações, também as encerra em exigências rígidas dentro de um padrão de felicidade e bem- estar projetados pela sociedade de consumo, que se não for atingido causará frustração e dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. As transformações contemporâneas em parte são reivindicações legítimas de uma parcela da sociedade, mas não podemos ser ingênuos em acreditar somente na vontade de transformação social, porque verificamos que nisto há boa parcela dos aparelhos sociais que fomentam necessidades que às vezes se mostram desprovidas de qualquer significação para o período, mas como existe um mercado que a regula e  sua sobrevivência estará garantida e justificada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-9050357139284762202?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/9050357139284762202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=9050357139284762202' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/9050357139284762202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/9050357139284762202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/09/arquetipos-contemporaneos.html' title='Arquétipos Contemporâneos'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-314200710126127032</id><published>2009-09-23T11:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T11:13:27.282-07:00</updated><title type='text'>As Minhas Recusas Editoriais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Começarei a publicar aqui minhas cartas de recusa por editoras deste país. Para iniciar, colocarei na íntegra a minha correspondência com o editor da Língua Geral, Eduardo Coelho. A primeira correspondência se refere ao livro John Fante Trabalha no Esquimó, que logo seria publicado pela Editora Cáliban, com o sucesso de crítica que me surpreendeu bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Caro Mariel Reis:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Examinamos seus originais. Agradecemos, mais uma vez, o envio dos mesmos. Não há correspondência entre a linguagem dos textos e aquilo sobre o que você narra. Seu universo temático relaciona-se a questões contemporâneas, embora pinceladas por algum ultra-romantismo. Referimo-nos, neste caso, a elementos das narrativas de horror, que aparecem de forma discreta, mas determinante, e principalmente às imagens a que você recorre.&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Parece-nos, sobretudo, que você precisa modernizar o seu estilo e as imagens com que trabalha. Em relação ao primeiro caso, observe como as frases longas retardam o tempo da sua narrativa, o que não é nada bom para a estrutura fragmentada do seu texto.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Falta, também nesse ponto, coerência entre os elementos estruturais do conto. Observe: "Não podia deixá-la prosseguir carregando as coisas amontoadas no meu espírito como um catador que fuçasse no saco da minha alma a tralha que tivesse serventia e a levasse de mim para vendê-la numa dessas feiras de calçada." Observe como a frase se alonga mais do que devia. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tente encurtar as suas frases, torná-las mais diretas e evitar este imaginário ultra-romântico de alma, espírito e coisas afins, pois torna o seu texto anacrônico. Esta frase, por exemplo, poderia ser de um autor ultra-romântico: "As paredes tatuadas de segredos porejam queixumes". &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;É necessário criar uma linguagem própria, mais sua, mais particular. Mais uma caso: "Sua boca num amontoado de carícias executa o catecismo dos gestos enamorados."; outro: "Sonha o antigo sonho de que era comida por um cavalo azul". São clichês, mais uma vez, do século XIX.Outro item importante em relação ao anacronismo relaciona-se à colocação pronominal. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Observe que você respeita, ortodoxamente, as normais gramaticais e pouca atenção destina à nossa prosódia.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Conseqüentemente, muitas vezes seu discurso soa muito artificial: "Sei-me um navio velho." Tanto a imagem como a sintaxe são do século XIX. Para seu tipo de enredo, a sintaxe é muito normativa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Observe que é possível dialogar com essas questões ter aderência imediata a elas. Lygia Fagundes Telles, por exemplo, tem muitos contos que dialogam com a tradição romântica, mas sem entregar-se ao romantismo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Falo dessa questão mas sem saber se é proposital. Talvez você faça isso intencionalmente ou seja apenas uma coincidência, mas seu texto me parece muito ligado ao século XIX.Mais uma observação: dê mais voz aos seus personagens, crie o suspense também por meio deles. Vai tornar a narrativa mais dinâmica. E tente elaborar mais os textos, às vezes parecem acabar antes do tempo.Espero que as sugestões tenham alguma serventia. É a maneira como a Língua Geral tenta retribuir a atenção do autor conosco, por nos ter enviado seus originais. Trata-se de um procedimento realizado com o máximo de respeito e admiração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Coelho”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aproveitamento de uma carta desta natureza é mínimo, porque quem a escreve não possui talento para provar que suas teorias estão corretas, é apenasmente alguém que precisa selecionar o que lhe chega nas mãos, determinando aquilo que poderá ser mais rentável e com um nível – mesmo que mínimo – de qualidade para não ser acusado de estar publicando folhetins como Júlia ou Sabrina com mais violência e sexo. Porque sigo o conselho do mestre&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Autran Dourado: “Só pode dar conselho sobre um texto literário aquele que já realizou bons textos de mesma natureza. Caso contrário,será sempre um palpite”.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; O tempo é curto para se valorizar palpites como se fossem jóias colhidas vindas do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda carta se liga ao livro de poemas Cosmorama. Este pequeno livro com 34 poemas, foi lido por especialistas como Leonardo Fróes, Armando Freitas Filho e Jorge Tufic. Participaram de sua leitura outros nomes não menos importantes como Izacyl Ferreira Guimarães, Nei Duclos e Antônio Carlos Secchin. Coroando tudo isso, eu recebo um comentário elogioso de Adriano Espínola. Também foi enviado para a mesma editora acima, Língua Geral, que publicou Balés de Bruna Beber, em recente caso da editora com a poesia, que na minha vez, só porque esse livro era inquestionável, vi a oportunidade esgotada pela seguinte resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Caro Mariel:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A editora não está recebendo originais de poesia. Já recebemos uma série deles neste ano e alguns já foram selecionados, de modo que já temos uma cota reservada para o próximo ano.Atenciosamente,Eduardo Coelho”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dissertarei aqui sobre o mérito da qualidade da poesia publicada por esta Casa Editorial, mas, estranhei, porque o selo é recente e como tantos títulos de boa poesia surgiram entre a publicação do livro referido – Balés- o anúncio no mesmo livro dos próximos a serem publicados e a minha proposta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Os frisos são meus. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-314200710126127032?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/314200710126127032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=314200710126127032' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/314200710126127032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/314200710126127032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/09/as-minhas-recusas-editoriais.html' title='As Minhas Recusas Editoriais'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-7270997902022200381</id><published>2009-09-20T09:46:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T10:00:19.745-07:00</updated><title type='text'>O Milagre da Multiplicação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Luiz Horácio, escritor gaúcho, tratou de me multiplicar, transferindo a minha presença para dentro de suas histórias. Talvez seja uma forma de compensar a saudade que ambos sentimos, mas, o que certamente me enternece é que de fato, quando somos assim multiplicados, posicionados com as personagens que acompanham um escritor, é notarmos que somos queridos. deixando marca indelevel no interior dos comapnheiros que realmente vêem em nós a expressão do amor, da fraternidade e da verdade. Amigo Horácio, isto é mútuo. Abaixo o link para o conto publicado no Zero Hora (RS) onde tenho anunciada minha primeira aparição ficcional:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;source=a2657922.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=13152&amp;amp;section=1029"&gt;http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;source=a2657922.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=13152&amp;amp;section=1029&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-7270997902022200381?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/7270997902022200381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=7270997902022200381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/7270997902022200381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/7270997902022200381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/09/o-milagre-da-multiplicacao.html' title='O Milagre da Multiplicação'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-7418810169942438300</id><published>2009-09-16T09:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T12:49:36.189-07:00</updated><title type='text'>Conto Reescrito</title><content type='html'>&lt;a href="http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2007/10/mensagem.html"&gt;A Mensagem&lt;/a&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicado a Paulo Lins&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Marco arremessa a lata para cima da laje. Juninho a joga para outra e Bira a atira para outra quase infinitamente até a lata chegar ao destino. As últimas mãos a pegarem na lata, sempre de leite em pó, a destampa e verificam se o combinado está depositado no interior. Se a coisa está correta, a lata volta a fazer todo a caminho inverso até chegar às mãos do primeiro que a arremessou e dentro dela está o pagamento, quase sempre em dinheiro; outras vezes em favores com indicações de quem deverá fazê-los em bilhetes mal-escritos, com letras cheias de garranchos e erros de ortografia. Mas o premiado não ligava importância a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira a lata chegou um tanto amassada. Dentro dela o bilhete de um informante: "Maurinho, cuidado". Maurinho leu o bilhete e logo telefonou para Marco para saber se o informante ainda estava com ele. Marco respondera que sim. "Coloca ele aí no telefone”. “Fala, Branco”."Fala”."Que porra é essa, hein?" "Foi o que eu soube”."Mas soube o quê, piá?" "Que mandaram você ter cuidado”."Mandaram quem?" "Se eu soubesse, o bilhete iria estar completo e o serviço seria mais caro. ” "Bota o Marco aí”."Marco, mata esse cara".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira a lata fora substituída por outra novinha. Rolou por cima das lajes e nela havia mais um bilhete. E para espanto de Maurinho dizia a mesma coisa do anterior. A mesma conversa ao telefone com outro informante e nada do mistério se resolver. Outro morto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira Maurinho decidiu procurar uma mãe de santo. Explicou tudo o que estava acontecendo e ela colocou os búzios e neles se evidenciava uma tragédia. Ela não tinha outra coisa a dizer senão o que já havia sido dito: "Cuidado Maurinho".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desse dia em diante, Maurinho redobrou a segurança. Não recebia visitas sem antes uma forte inspeção para saber se estavam armadas ou carregavam dispositivos que pudessem lhe custar à vida. Redobrou a grana dos policiais. Fortificou o armamento de todo a quadrilha. Contratou olheiros. Diminuiu o número de mulheres e passou a vigiá-las pessoalmente. Durante todo o tempo foi prudente: comprou um cão para provar a comida e canário para controlar a atmosfera de gases letais. Instalou um circuito de câmeras nos principais becos. Quando julgou que tinha feito todo o necessário descansou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira a lata subiu com um brilho tão agudo que feria os olhos. Parecia uma estrela arremessada céu acima da favela. Um pequeno sol que rumava para o alto do morro e que se instalaria nas mãos de Maurinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Maurinho não estremeceu ao ler a mensagem. Não tinha medo. Estava prevenido. Preparado para o que quer que fosse. Subiu a laje e começou a dar inúmeros tiros para o alto e gritava para o filho–da–puta aparecer. "Aparece, filho-da-puta", "Aparece pra ver". A mensagem dizia: "Maurinho de hoje você não passa”.Desceu a quadra da escola para o baile que estava acontecendo. Cercado por um sem número de seguranças. Todo aquele que achava suspeito, mandava matar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No sábado, mais calmo, foi ao churrasco do sobrinho. A casa estava cercada, a rua fechada. As crianças brincavam. Um grupo de pagode tocava. Maurinho parecia feliz. Abraçava os parentes. Quase esquecido dos bilhetes. A arma deixou em cima do armário da cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que Zequinha estourou os fogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alerta. Vozes no rádio. “Lá em cima”. Os homens arrancando com carros e motos. As casas se fechando. Conflito iminente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"É comigo", gritou Maurinho. "Ninguém se mete". Subiu até o alto, onde estava o vulto. A noite parecia ter descido completamente sobre os dois. "Olha pra mim seu filho-da-puta!". O vulto aproximou-se da claridade. Não tinha rosto. Lembrou-se da mulher dos búzios. A gargalhada louca de Exu. Procurou a cintura arma na cintura. "Cê tem que morrer.”.Talvez tenha sido a última coisa dita por Maurinho. Ouviu–se um grito. Os homens da quadrilha avançaram. O corpo do chefe estendido numa poça de sangue. Longe, o vulto descia o morro. Dispararam tiros. Nenhum parecia atingi-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A lata aberta estava caída mais à frente com um bilhete: "Eu avisei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;*Vencedor do Concurso Exercícios Urbanos/Abril 2007  realizado pelo Portal Literal.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-7418810169942438300?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/7418810169942438300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=7418810169942438300' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/7418810169942438300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/7418810169942438300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/09/conto-reescrito.html' title='Conto Reescrito'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-1821169293875228809</id><published>2009-09-16T07:03:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T07:05:12.528-07:00</updated><title type='text'>EScrevendo uma Apresentação Inusitada que Nunca Será Usada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As Fúrias e Casa de Máquinas &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“nem sempre é terrível a música orquestrada das máquinas pesadas”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia é a ferramenta usada para estender nossas habilidades.  Na mitologia percebemos claramente seu uso para o benefício dos heróis em suas peripécias. O caso mais óbvio desta definição esta em Perseu em sua luta contra a górgona Medusa se utilizando da espada – uma extensão perigosa do braço – e do escudo onde se refletirá a imagem fatal desta petrificadora de homens, quando encarada diretamente. Este escudo servindo para ampliar o sentido da visão do herói, auxiliando-o em sua missão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia está presente no livro &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Casa de Máquinas, de Alexandre Guarnieri,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que está ligado diretamente e de algum modo à invenção da cidade e a presença de sua história através da aura destes objetos que contam sobre o homem e seu percurso no espaço urbano:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cidade &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;é a metrópole -- crisálida precária de concreto&lt;br /&gt;-- esse dragão atropelado entre os lírios e&lt;br /&gt;aneurismas da indústria; sua construção um&lt;br /&gt;crime incrível porque o futuro da pedra&lt;br /&gt;recriada o mosaico lacrado sobre si: síndrome,&lt;br /&gt;urbe, neon a ilumina, tóxico o aparato-lux;&lt;br /&gt;animal a cidade, aço na ossada, sibila a bile&lt;br /&gt;de seus esgotos, vindo à tona, sob episódios de&lt;br /&gt;óxido. os dias da cidade deglutem-se contra&lt;br /&gt;suas próprias costelas luminosas; as tardes que&lt;br /&gt;um outro aço veloz apodrece. anoitece, céu-&lt;br /&gt;receio, resquício químico de toxinas. galáxia&lt;br /&gt;de vias, avenidas infinitas, gritos na rua&lt;br /&gt;vizinha; são uivos elétricos sob a vigilância&lt;br /&gt;de olhos sintéticos, o mundo ainda quase&lt;br /&gt;recolhido sob gigantescos quilômetros de&lt;br /&gt;madrugada; nos apartamentos que restam acesos&lt;br /&gt;há barricadas contra os sintomas do sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de um lirismo anti- convencional que retrata a existência da  coisa bruta, não sem aparatos de delicadezas, vide o poema Lâmpada, é uma marca da poética ensaiada em todo o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As máquinas são a expressão do corpo humano, criadas pelo homem para reproduzir suas funções primárias, atendê-lo em suas necessidades cotidianas e não foge ao sonho de reconstrução do objeto divino/divinizador da natureza, rivalizando com o Demiurgo e sua realidade além - idéia na imitação daquilo que está no mundo sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto no livro Casa de Máquinas é o da punição da Pólis, executado no poema Século XX - todo o livro guarda relação direta com a mitologia greco-romana no arcabouço de arquétipos que cria - porque por todo ele está o sopro das Fúrias, com sua música nem sempre terrível, mas atroz, que desaba das máquinas sobre os homens, encerrados no Hades/ Cemitério - vide poema Ferro - Velho - onde esses expurgos também cumprem suas penas, mesmo depois de descartados vivendo o estranho suplício tantálico de sua não- realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito que a intenção do autor fosse de marcar no substrato dos seus textos a presença infrene dos arquétipos aludidos aqui, mas não se pode excluir da vida moderna esta epopéia mínima, que se observada, dialoga profundamente com a tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariel Reis&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-1821169293875228809?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/1821169293875228809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=1821169293875228809' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/1821169293875228809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/1821169293875228809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/09/escrevendo-uma-apresentacao-inusitada.html' title='EScrevendo uma Apresentação Inusitada que Nunca Será Usada'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-1573630387033515220</id><published>2009-09-09T09:19:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T09:23:35.044-07:00</updated><title type='text'>Amor:móbile:</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.mobilesmanufaturas.com.br/_mobiles/01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NgqJFJRFPos/SEWRzfnZBFI/AAAAAAAAAU4/sH713uSz15I/s400/mobile.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para Aurea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor: móbile.&lt;br /&gt;Estranho pássaro&lt;br /&gt;De papel, goma e arame.&lt;br /&gt;Gira, insone,&lt;br /&gt;Ao redor do quarto.&lt;br /&gt;Caleidoscópio&lt;br /&gt;Da paisagem,&lt;br /&gt;Que a si consome:&lt;br /&gt;Inominável.&lt;br /&gt;Escondida no sono,&lt;br /&gt;Nas dobras do corpo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-1573630387033515220?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/1573630387033515220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=1573630387033515220' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/1573630387033515220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/1573630387033515220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/09/amormobile.html' title='Amor:móbile:'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NgqJFJRFPos/SEWRzfnZBFI/AAAAAAAAAU4/sH713uSz15I/s72-c/mobile.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-4429019354235510563</id><published>2009-08-26T14:05:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T14:27:02.793-07:00</updated><title type='text'>Profissão de Fé</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/picasso_quixote2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dedicado a Henrique Rodrigues&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sou um Quixote destes lados.&lt;br /&gt;Vendo a sombra afogada,&lt;br /&gt;Nos próprios passos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-4429019354235510563?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/4429019354235510563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=4429019354235510563' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4429019354235510563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4429019354235510563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/08/profissao-de-fe.html' title='Profissão de Fé'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-3551082625283004495</id><published>2009-08-26T12:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T07:52:53.519-07:00</updated><title type='text'>Biblioteca Tobias Barreto de Meneses precisa de ajuda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando querem ajudar crianças abandonadas, cria-se um zero oitocentos; quando se quer zelar pela proteção de animais abandonados no perímetro urbano, estão lá militando ecologistas; quando se está insatisfeito com políticos corruptos, espicaçados pelo partido de oposição, os estudantes colocam suas forças para derrubá-lo, depô-lo e ganhar as páginas de jornais; quando se quer livrar da violência bairrinhos chiques de qualquer localidade do país, a associação de moradores se une, envia aos jornais protestos, com assinaturas de famosos constando em cada linha; quando se quer preservar a casa de um artista, importante para a consolidação da cultura, pertencente à classe média, atrizes e atores entram em campanha radio-televisiva para sensibilizar as autoridades competentes; quando se acredita oportuno tombar patrimônios como ruas, viadutos, becos e bares, intelectuais se unem para dizer que um dia tomaram ali o seu chope ou toparam com beltrano ou fulano ou daquele lugar se atirou cicrano em defesa disso ou daquilo e as entidades responsáveis se mobilizam para ver o que pode ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso acontece quando a sociedade julga que está preservando um espaço onde sua memória está em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando a Biblioteca Tobias Barreto de Menezes, idealizada pelo pedreiro Evando dos Santos, com desenho de Oscar Niemeyer cedido para construção do prédio, que assiste à dezenas de jovens do complexo da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, precisa dessa ajuda, parece que a sociedade não a vê, porque nem os intelectuais, nem os colunistas, nem as autoridades competentes se atentem para sua situação depois da morte da mãe do seu mantenedor, Evando dos Santos. E assim permitem que o sonho de um homem termine ou encontre as vias para que de fato desapareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para refrescar a cuca dos leitores, o complexo da Penha, além de conter o cartão mais famoso do bairro a Igreja da Penha, cantada em prosa e verso “Para mostrar a minha fé/vou subir a Penha a pé”, tem em suas adjacências a presença da favela onde o jornalista Tim Lopes foi morto. A biblioteca atende aos jovens que buscam sua única alternativa, porque o poder público pouco atua na região. O jogador Adriano que sempre se refugia para aqueles lados, onde se criou, tornando-se um atleta, se conhece o lugar e topar com a minha postagem e quiser fazer alguma coisa, ele sabe que muitos ficarão agradecidos. Não vou ficar aqui enrolando sobre o índice de violência, o tal IDH baixo, porque a região freqüenta os noticiários pelo seu pior lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção é arrecadar a atenção dos leitores para esse sério problema que é uma biblioteca está morrendo na Zona Norte do Rio de Janeiro, uma biblioteca, vocês sabem o que isso significa? Sabem porque cada jovem que entra por aquela porta, deixa do lado de fora o cotidiano de miséria e violência e constrói um caminho para sua fuga. A biblioteca, idealizada por Evando dos Santos, esse herói anônimo, o Robin Hood dos livros, não pode terminar dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz a minha parte, a minha doação. Agora, como nunca o diz, peço que você, querido leitor, faça a sua. Abaixo o serviço dado pela coluna caderno Zona Norte do Globo: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;16h38m&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="123574c8853280eb_12353d66711f2470_217210"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://oglobo.globo.com/rio/bairros/capa/default_a356.asp" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2009/08/25/biblioteca-tobias-barreto-de-meneses-precisa-de-ajuda-217210.asp" target="_blank"&gt;Biblioteca Tobias Barreto de Meneses precisa de ajuda&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Meneses, na Vila da Penha, criada pelo ex-pedreiro Evando dos Santos, está passando por problemas financeiros desde a morte da mãe de Evando, mês passado, que pagava as despesas de água, luz e telefone. As contas custam cerca de R$250 por mês.A trajetória de Evando com os livros começou, em julho de 1998, quando encontrou uma caixa com 50 livros numa loja de peças. A partir daí, montou uma biblioteca em sua própria casa. Graças ao seu empenho, conseguiu no ano passado inaugurar uma biblioteca num prédio criado a partir de um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. A obra, de acordo com o ex-pedreiro, custou R$651 mil financiados pelo BNDES e foi executada num terreno doado pela mãe de Evando. Hoje, duas salas e um auditório com 60 cadeiras são pouco aproveitados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser contribuir, pode fazer doações para a conta da biblioteca no Itaú: Agência 0782 (Largo do Bicão), C/C: 78892-1&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-3551082625283004495?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/3551082625283004495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=3551082625283004495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/3551082625283004495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/3551082625283004495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/08/biblioteca-tobias-barreto-de-meneses.html' title='Biblioteca Tobias Barreto de Meneses precisa de ajuda'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-4356431004784623005</id><published>2009-08-26T09:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T09:03:01.363-07:00</updated><title type='text'>Verdade e Maçonaria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Giuliano,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu Telefone é 8181 – 35...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acompanho seu interesse em ingressar na Maçonaria, vejo seu nome em grupos e comunidades na internet pedindo para ser convidado e venho alertá-lo que a entrada nessa ordem não se dá através de e-mail, carta ou telefone. Somente através do contato pessoal é que o convite é feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu alerta é para um amigo que dividiu comigo a infância e adolescência que desejo que não seja enganado. Porque a internet é repleta de armadilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As duas famílias, com reconhecimento, são : o Grande Oriente do Rio de Janeiro - Rua do Lavradio sendo sua sede e a Grande Loja Maçônica do Rio de Janeiro, tendo a sede na Tijuca. Se você receber um convite de uma LOja- local onde se reunem os maçons regulares - que esteja filiada a uma dessas duas entidades, será um convite sério. E o convite tem que ser pessoal, porque um maçom só convida aquele que ele já travou conhecimento, aquele que já foi sondado de alguma maneira e pode ser observado por um bom tempo, não só por ele como por outros companheiros que realizam a invcestigação para se certificar do perfil do indicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso o convite parta de um GOI - Grande Oriente Independente ou uma Loja Mista essas ordens (me parecem) não tem reconhecimento, não são regulares. Portanto será jogar seu tempo e investimento fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Giuliano, peço sigilo em relação ao alerta que lhe faço, porque você bem sabe, porque frequentou minha casa, foi meu amigo, e o é ainda: que não partilhe com ninguém o que digo, porque se o faço é pela alta consideração que nutro por você que tenho certeza faria o mesmo por mim caso percebesse que enveredei por um caminho que não me levará ao destino que almejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha confiança está depositada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo em minha busca mística e moral pela ascensão espiritual, pelo crescimento bati em portas erradas, onde estavam homens mal - intencionados que eram aproveitadores e detratores da filosofia maçonica. O noticiário está cheio de Robert's que se dizem e tem um comportamento contrário ao que prega a Maçonaria avessa a má publicidade ou a lesar a fé pública. Você pode ver no enterro do marido de Suzana Vieira apareceu por lá alguém que se foi um dia maçom, não sabe o que isso significa. Acredito mesmo que nunca tenha sido, porque a conduta dele não é indicadora disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bastante fácil saber se a Loja para a qual está sendo convidado, se você foi convidado é regular, basta ligar e pedir informações, explicando que sofreu o convite e se certificar. Os telefones estão disponíveis na telelista da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo é demorado, tudo é minunciosamente estudado, sua família e trabalho são checados, examinados. Não é por passe de mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se quiser me ligar, eu posso explicar-lhe tudo o que está dito em viva voz e será um prazer conversarmos. Naquilo que puder esclarecer, eu o farei dentro das limitações que me são caras e da verdade pelo laço que temos de amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi as fotografias de sa família, parabens por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você tenha recebido o convite, verifique se é sério, pergunte se a Loja é filiada, veja a seriedade disso, não acredite nas hipoteses de e-mail, telefone ou carta, porque maçonaria não é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não acreditar em mim, pelo menos verifique, meu amigo Giuliano, junto das ordens citadas cujos telefones estão disponíveis na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso contrário, em se percebendo que a pessoa está ligada a uma dessas duas entidades : Grande Oriente do Rio de Janeiro ou Grande Loja Maçonica do Rio de Janeiro, prossiga porque estará em boas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço sigilo e me despeço. Me envie um telefone, caro amigo Giuliano, para papearmos fora desses tramites sérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alerto que não sou maçom, mas pesquiso a ordem com seriedade e estou disposto a ser submetido  às avaliações corretas por uma dessas entidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariel Reis&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-4356431004784623005?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/4356431004784623005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=4356431004784623005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4356431004784623005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4356431004784623005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/08/verdade-e-maconaria.html' title='Verdade e Maçonaria'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-5083239183311839769</id><published>2009-08-25T13:49:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T14:12:34.965-07:00</updated><title type='text'>Cartas a Horácio - Apontamentos Críticos Sobre o Romance Avalovara</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lyZvyGFRi0k/SS9OD0G3IrI/AAAAAAAABdU/aX45hXnFojQ/s320/avalovara.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lyZvyGFRi0k/SS9OD0G3IrI/AAAAAAAABdU/aX45hXnFojQ/s320/avalovara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Horácio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Salientar primeiro o conceito de tecnologia. Optei pelo mais elementar, porque a este atende a necessidade. Tecnologia é a ferramentar usada para estender nossas habilidades. A televisão, por exemplo, é a ampliação de um nosso órgão e sentido, permitindo-nos assistir fatos que acontecem em outro país e até mesmo uma corrida de automovéis.&lt;br /&gt;2. Precisando-se isto, apontar o atraso tecnologico com que o país sofre, com a chegada de produtos aqui no terceiro mundo com um delay de no mínimo dez anos. Escolher um exemplo disso.&lt;br /&gt;3. Confronto entre Jogo de Amarelinha, escrito em 1963 com a presença do hipertexto como inovação estrutural, de enredo e de espaço com Avalovara que aterrissa em terras tupiniquis em 1973, portanto com os mesmo 10 anos de atraso. Se em Cortazar os elementos são tratados diretamente, sem a intermediação de simbolos alquimicos ou palindromos, sendo o romance escrito dentro da escola realista sem ter a realidade se intrometido neste para abusá-lo, Osman Lins não consegue ou pretende se diferenciar adotando esquemas herméticos para se verticalizar na mesma experiência.&lt;br /&gt;4. O Retábulo de Santa Joana Carolina, presente em Nove Novenas, 1966, portanto três anos após a publicação do livro de Cortazar. Não se sabe se é uma coincidência no caminho ficcional de ambos ou se entendida influência daquele autor - Cortazar - sobre esse, portanto como nesse período todos apregoavam o fim do romance, poderá ter sido uma idéia geracional que pairava no inconsciente coletivo da maioria dos escritores.&lt;br /&gt;5. Julio Cortazar escreveu Rayuela em Buenos Aires, mantendo-se em contato frequente com escritores e/ou a realidade européia, portanto podemos investigar através de modus faber onde se colheu o modo de escrever muitos livros em um, como é o caso do Jogo de Amarelinha e Avalovara.&lt;br /&gt;6. A Argentina sempre foi uma espécie de Europa na América do Sul, pode-se tratar paralelos com politicas afins no século XIX/XX, como Borges e sua repulsa a mestiços, índios e negros percebida em sua ficção. Pena que não haja coragem intelctual para se realizar um livro sobre isso neste nosso país.&lt;br /&gt;7. O hipertexto se liga hoje diretamente a idéia de janelas, muito adequado em caso de ambos os escritores salientar que anteciparam a linguagem da internet através daquele corpus de obras descrito.&lt;br /&gt;8. Resolver o impasse, deixando em aberto a possibilidade aventado por Harold Bloom de que a angústia da influência pode se dar de uma forma que não somente a sucessiva em que autores do passado interfiram nos modos de produção de autores futuros, mas objetificar que pode existir uma rede trans cultural que levará a autores simultaneamente as mesmas conclusões, sem perda identitária.&lt;br /&gt;Abraços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariel Reis&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-5083239183311839769?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/5083239183311839769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=5083239183311839769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/5083239183311839769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/5083239183311839769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/08/cartas-horacio-apontamentos-criticos.html' title='Cartas a Horácio - Apontamentos Críticos Sobre o Romance Avalovara'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lyZvyGFRi0k/SS9OD0G3IrI/AAAAAAAABdU/aX45hXnFojQ/s72-c/avalovara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-212895613740996773</id><published>2009-08-22T12:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T14:57:37.088-07:00</updated><title type='text'>O Caso Pancetti.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Bl7q_K6Trj4/SmobZAtN-EI/AAAAAAAAIzM/6MEKP6591o4/s400/Jose+Pancetti.JPG"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 136px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Bl7q_K6Trj4/SmobZAtN-EI/AAAAAAAAIzM/6MEKP6591o4/s400/Jose+Pancetti.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Manuel Bandeira em uma crônica do livro Colóquio Unilateralmente Sentimental, comenta a respeito sobre a vontade de ter um quadro do pintor José Pancetti, a oportunidade se apresentaria através de uma troca com o amigo João Condé – dos Arquivos Implacáveis – que já estava de olho em um retrato do poeta pernambucano realizado por Cândido Portinari. Enfim, Manuel Bandeira se decidiu ao escambo, optando por uma Marinha, da série de pinturas feitas no estado da Bahia, exatamente Itapoã. A decisão pesou-lhe muito, porque sabia que financeiramente estava em desvantagem, porque se recebia a marinha dava em troca seu retrato, mas observava que por se tratar do amigo que era e por não desejar mais topar consigo tantas vezes em sua residência, livrou-se de um dos retratos do pintor de Brodowski,ficando com o outro, porque possuía duas obras: uma com óculos e outra sem. Libertando-se desta última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta da Estrela da Manhã comunica-nos o assombro estético causado pela pintura de Pancetti, aponta-nos a sua pureza e mesmo certa ingenuidade na concepção das pinturas dessa fase, mas alerta com esta observação para um aspecto preocupante em relação a confecção dos futuros trabalhos do artista. A arte brasileira, isto em se separando os artistas iconográficos, não apresenta em sua essência um cuidado com a composição. A composição, se existe, é produto de uma disposição interior, sem a racionalidade exigida pelo trabalho em execução, sem a ligação entre os elementos que estarão interligados, talvez daí se depreenda a análise do poeta Manuel Bandeira quando frisa certa ingenuidade nas pinturas da década de 50/60 de Pancetti. Mas, observando atentamente, estas obras tem um acabamento fino, com noções claras sobre desenho, mostrando o desacerto do comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje nas obras que infestam o mercado de arte do mesmo pintor, podemos acolher em um aspecto a opinião do poeta pernambucano a respeito do temperamento estilístico do artista, que se pode variar, levando-se em conta a necessidade de aperfeiçoamento técnico, esta variação seria para melhor, apontando um novo horizonte estético para a obra. A respeito disso não podemos deixar de notar que se o temperamento artístico do pintor deve ser incitado, se nele a sua disposição interior se interessar pelo cadinho de eternidade que acena para cada artista, isso nos conduziria para a seguinte afirmação que o resultado estético do pintor, após a década referida, seria um produto apurado de suas pesquisas, intervenções e curiosidade com aquilo que se passa no cenário da arte contemporânea. Com isto não afirmo que desejo um apuro classicista nas linhas ou em sua composição, mas que o efeito “estetizante” seja capaz de paralisar o espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras de Pancetti, quando a isto me refiro, desejo apenas salientar a diferença de temperamento na execução de marinhas, como a aludida na troca de João Condé com Manuel Bandeira, a estas que inundam hoje o mercado, como se comportaria o cronista do Itinerário de Pasárgada se recebesse em troca pelo seu retrato a representação anêmica da maioria das pinturas hoje atribuídas ao pintor José Pancetti? Creio que a intenção de João Condé naufragaria, chegando a frustração a arranhar a superfície daquela amizade nordestina. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acredito em ótimos artistas que com o tempo não mantém o vigor interior, desbotando a paisagem que o motivou a ser pintor, enfraquecendo as características que o diferenciavam, dando-lhe uma identidade. Mas o que será que aconteceu com José Pancetti? É possível que essa disposição interior tenha desaparecido tão completamente que ele mesmo se desconhecesse naquilo que pintava? Será que de próprio restava apenas nos quadros a sua assinatura indicando que ele era o pintor e não outro? Porque os críticos de arte não se manifestam? Que tipo de acordo mantém com o mercado de arte? Não é somente com Pancetti que isto acontece, mas é ele o exemplo mais flagrante de duas hipóteses: ou é um autor que se auto-mediocrizou ou é um artista vilipendiado? A conclusão para esta pergunta levará muito tempo para obter uma resposta definitiva.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-212895613740996773?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/212895613740996773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=212895613740996773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/212895613740996773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/212895613740996773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/08/o-caso-pancetti.html' title='O Caso Pancetti.'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Bl7q_K6Trj4/SmobZAtN-EI/AAAAAAAAIzM/6MEKP6591o4/s72-c/Jose+Pancetti.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-4636545126226832372</id><published>2009-08-22T09:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T09:13:17.510-07:00</updated><title type='text'>Sobre Deus</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Xwt4QUEwkig/SdVSLYyWr7I/AAAAAAAAAis/dmclOHVoR10/s320/deus_laerte.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Xwt4QUEwkig/SdVSLYyWr7I/AAAAAAAAAis/dmclOHVoR10/s320/deus_laerte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Para Elaine Pauvolid&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor tangenciá-lo,&lt;br /&gt;Do que feri-lo no centro,&lt;br /&gt;Porque é acertar a si mesmo&lt;br /&gt;No próprio coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-4636545126226832372?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/4636545126226832372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=4636545126226832372' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4636545126226832372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/4636545126226832372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/08/sobre-deus.html' title='Sobre Deus'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Xwt4QUEwkig/SdVSLYyWr7I/AAAAAAAAAis/dmclOHVoR10/s72-c/deus_laerte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2325540727963476486.post-8882502347207780278</id><published>2009-08-22T07:52:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T07:57:09.492-07:00</updated><title type='text'>A Pergunta</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.apergunta.com/a_pergunta_op_424x600.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma dor de cabeça insistente atormentava Paul Valéry, que observava o Collège de France da janela de seu gabinete, sem preocupar-se, cofiando o bigode, buscava solucionar parte do mistério dos arcos da arquitetura do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sineta das aulas não tardaria a tocar, porém custaria atendê-la, entretido como estava. Não era um relapso, não negligenciava suas funções, contudo não sentia a disposição necessária para explanar sobre qualquer coisa, posto que atormentado pela dor de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto sobre a vidência de Rimbaud também o esgotara, alinhou, não faz tanto tempo, um poema em que se perguntava: “Eu obedeço, talvez ao vidente?”. É certo que tratasse do vinho e seus efeitos, mas estaria esquivo da influência deste propósito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A algazarra dos estudantes no corredor o importunava, tinha mania de silêncios, espreitando-os como se armasse emboscada para o mistério ocultado em suas dobras – um pássaro de reflexos e sóis ativos, pousados em seu braço fluido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recostava-se, a cadeira acomodava tão bem quanto um esquife, a escuridão do gabinete permitia o estudo das formas intrometidas na parede, com a luminosidade rara que partia da janela. As sombras, Valéry simplificou, porque essa é a missão do pensamento, tornar claras as coisas, sem que desçam ao ordinário, desvendar-lhes os claustros prenhes de significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque há uma secreta arquitetura que sustenta essa realidade de cinzas, com que chave acessá-la? .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2325540727963476486-8882502347207780278?l=cativeiroamoroedomestico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/feeds/8882502347207780278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2325540727963476486&amp;postID=8882502347207780278' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/8882502347207780278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2325540727963476486/posts/default/8882502347207780278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cativeiroamoroedomestico.blogspot.com/2009/08/pergunta.html' title='A Pergunta'/><author><name>Mariel Reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08667589389461864335</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05606578050249256272'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>