tag:blogger.com,1999:blog-2249617097688838222009-04-28T13:39:03.274+01:00sete vidas como os gatosmore than meets the eyeRui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.comBlogger756125tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-87873760135781294172008-04-30T12:13:00.015+01:002008-05-01T01:33:32.102+01:00Bom dia. Hoje eu tenho casa nova.<div style="text-align: right;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBhaAIb_ZJI/AAAAAAAAB9Q/9UIWZ5O_yJQ/s1600-h/header_7vidas.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 161px; height: 51px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBhaAIb_ZJI/AAAAAAAAB9Q/9UIWZ5O_yJQ/s200/header_7vidas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195001128483251346" border="0" /></a><a style="font-weight: bold;" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/">Bonita, espaçosa, arejada, funcional e acolhedora</a><span style="font-weight: bold;">. Isto só para começar, que o rol de adjectivos é longo e amplamente merecido. Falo de </span><a style="font-weight: bold;" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/">um casinhoto</a> <span style="font-weight: bold;">desenhado com carinho, pude sentir isso mesmo ao longo do processo criativo, que me limitei a acompanhar com uns </span><a href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">amen</span></a><span style="font-weight: bold;"> de vez em quando, só para não estar calado, enfim. Porque o batuta da história é o Pedro Neves, da equipa SAPO, que se esmerou ao ponto que se pode (e deve) <a href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/">ver </a></span><a style="font-weight: bold;" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/">aqui</a><span style="font-weight: bold;">.<br />A ele e à Maria João Nogueira devo atenções que se relectiram na qualidade do produto final.<br />Para eles os meus sinceros agradecimentos, para si o novo endereço do </span><span style="font-weight: bold;">7vidas</span><span style="font-weight: bold;">:<br /></span><a style="font-weight: bold;" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/">setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt.</a><br /><div style="text-align: left;"><a style="font-weight: bold;" href="http://setevidascomoosgatos.blogs.sapo.pt/"><span style="font-style: italic;font-size:130%;" >Fui.</span></a></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-8787376013578129417?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-39020807210750367642008-04-29T21:04:00.010+01:002008-04-30T08:08:18.846+01:00A Ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo (III)<div style="text-align: right;"><div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBfZQYb_ZGI/AAAAAAAAB84/0FFta2Cnwzg/s1600-h/daniel+de+s%C3%A1.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 43px; height: 42px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBfZQYb_ZGI/AAAAAAAAB84/0FFta2Cnwzg/s200/daniel+de+s%C3%A1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194859570656142434" border="0" /></a><span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">E pronto, sem mais comentários ou introduções, aqui vos deixo a parte terceira deste trabalho de Daniel de Sá sobre a ópera no nosso país, exactamente aquela que fala dos primeiros tempos e dos primeiros nomes com responsabilidades na introdução deste novo e grandioso espectáculo no Portugal do século XVIII. Retrato de um triunfo.</span></span><span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;" > </span><br /></div><span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;" ><br />Em baixo:</span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:georgia;"> </span></span><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-weight: bold;">"</span><strong style="font-weight: bold; font-style: italic;">A Ópera em Portugal - Primeiros tempos / o triunfo</strong><span style="font-weight: bold;">"</span></span><br /><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-style: italic;">Sete vidas mais uma: <span style="font-weight: bold;">Daniel de Sá<br /></span></span></span><div style="text-align: justify;"><span><span><span><span style="font-style: italic;font-size:85%;" ><span style="font-size:78%;"><span style="font-weight: bold;">Parte I : <a href="http://setevidascomoosgatos.blogspot.com/2008/04/pera-em-portugal-as-origens-da-pera-i.html">As origens da ópera</a><br /></span></span></span></span></span></span><span><span><span><span style="font-style: italic;font-size:85%;" ><span style="font-size:78%;"><span style="font-weight: bold;">Parte II : <a href="http://setevidascomoosgatos.blogspot.com/2008/04/pera-em-portugal-introduo-da-pera-em.html">Introdução da ópera em Portugal</a><br /></span></span></span></span></span></span><span><span><span><span style="font-style: italic;font-size:85%;" ><span style="font-size:78%;"><span style="font-weight: bold;">Parte III : <a href="http://setevidascomoosgatos.blogspot.com/2008/04/pera-em-portugal-primeiros-tempos-o.html">Primeiros tempos / o triunfo</a></span></span></span></span></span></span><br /><br /><br />A principal figura de referência musical na primeira metade do século XVIII em Portugal (para além do extraordinário compositor, cravista e organista que foi Carlos Seixas) é Francisco António de Almeida, e não apenas pelo facto de ter sido o autor que estreou a ópera no nosso país. Tendo ido estudar para Roma a expensas da Coroa, onde, ao que se pensa, teve como mestre Ottavio Pitoni, logo aí fez sucesso com o <i>Pentimento di Davidde</i>, em 1722, e com a oratória <i>Giuditta</i>, em 1726, cuja partitura foi encontrada há poucas décadas na Biblioteca de Berlim, e que é a mais antiga peça portuguesa para orquestra que se conhece, incluindo, para além das cordas, um oboé, duas trombetas e cravo. No seu regresso a Lisboa, oferece a D. João V, em 27 de Dezembro de 1729 (festa litúrgica de S. João Evangelista, padroeiro do rei), “<i>Il Trionfo d’Amore</i>”, um divertimento pastoral.<br /><br />Foi também organista e provavelmente mestre da capela da Patriarcal. Para além de umas quantas obras mais, que serão com certeza uma pequena parte do trabalho deste compositor, nada se sabe da sua vida, nem sequer quando nasceu nem o ano da sua morte. Mas sobre ele, a respeito de <i>La<span style=""> </span>Spinalda</i>, apresentada durante o IX Festival Gulbenkian, o musicólogo francês Claude Rostand escreveu o seguinte: “Sem dúvida esta comédia musical está realizada à base de receitas e de fórmulas, tanto no plano cénico como no plano musical. Mas, para a época, tais receitas são bastante novas: são as da ópera cómica napolitana. Nesse tempo, elas não tinham dado ainda todos os frutos e encontravam-se no estado de frescura das experiências e da inovação.” E, mais adiante, acrescenta: “Francisco António de Almeida apresenta-se, pois, como um homem de vanguarda, e se os processos que utiliza nos parecem hoje um pouco banalizados pelo emprego que deles se fez posteriormente, o compositor português é o primeiro a ter-lhes dado vida com uma verve singular.”<br /><br />António Teixeira, nascido em 1707 e que foi o primeiro aprendiz de música a ser mandado para Itália por D. João V, quando tinha apenas dez anos, foi um compositor e cravista de grande talento e contribuiu para a popularização da ópera em Portugal. Um contemporâneo seu, em carta escrita em 1754, faz-lhe um elogio que parece ser póstumo, pelo que se supõe que terá morrido provavelmente no ano anterior, embora haja quem presuma que a sua morte se deveu ao terramoto de 1755. Em colaboração com António José da Silva (filho de pais presos pela Inquisição por serem acusados de judaísmo, quando tinha sete anos, o que o fez vir do Brasil para Lisboa) apresentou em Outubro de 1733, no Teatro do Bairro Alto, aquela que há quem considear a primeira ópera cantada em português. Embora não se trate de uma ópera, no sentido rigoroso do termo, foi assim que a classificou António José da Silva. O texto deste autor (intitulado <i>Vida do Grande D. Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança</i>) era em prosa, e foi representado com o recurso a fantoches, havendo António Teixeira composto para o mesmo algumas partes musicais.<br /><br />Seguiram-se, destes dois artistas e com igual processo de representação, <i>As Guerras do Alecrim e da Manjerona,</i> no Carnaval de 1737 e, ainda nesse ano, <i>As Variedades de Proteu</i>. Presume-se que António Teixeira terá mais tarde revisto a música que compusera para um teatro de tão limitadas condições. A colaboração entre os dois artistas acabou tragicamente com a morte de António José da Silva, ele também acusado de judaísmo (aliás ficou conhecido como “o Judeu”) e condenado pela Inquisição em 1739. Do próprio António Teixeira nada de concreto se sabe a partir desse tempo. Mas estava conquistado para a ópera um público de baixa condição social, enquanto os nobres e a burguesia a iam transformando na sua nova paixão.<br /><br />Com um público definitivamente conquistado, e a nobreza e a burguesia entusiasmadas com essa nova maneira de se divertirem, os compositores portugueses passaram a ter um novo campo para exercitar as suas qualidades. Foram criados novos teatros (além do real, na Ajuda, o da Academia da Trindade, no Bairro Alto, e o da Rua dos Condes) pelo que a ópera deixou de ser um privilégio do Paço Real da Ribeira e do teatro do palácio de Salvaterra de Magos, que fora construído, no século XVI, pelo infante D. Luís, irmão de D. João III, a quem o rei tinha oferecido aquela vila. (No Teatro da Trindade, e depois no da Rua dos Condes, a companhia de Alessandro Paghetti apresentou vários espectáculos de ópera, entre os anos de 1735 e1742.)<br /><br />Na segunda metade do século XVIII vários compositores de grande talento se destacaram.<span style=""> </span>João de Sousa Carvalho foi o mestre incontestável da música portuguesa durante a sua relativamente breve vida activa. Tendo nascido em Estremoz, em 1745, foi aluno do Colégio dos Reis Magos, em Vila Viçosa. Tais foram as capacidades que demonstrou que foi enviado para Nápoles a fim de continuar os estudos, privilégio que normalmente era concedido apenas aos alunos da Patriarcal. Depois de ter passado seis anos no Conservatório de Santo Onofre, de Capuana, regressou a Portugal onde foi nomeado professor do Seminário Patriarcal de Lisboa. A sua estreia aconteceu com a ópera cómica <i>L’Amore Industrioso</i>, um sucesso tão grande que foi levada à cena nove vezes, o que não acontecera nunca. Apesar disso abandonou o género cómico, tendo, para além de variadas composições profanas e religiosas (sobretudo missas, uma das quais é notável por privilegiar os instrumentos de sopro) composto outras óperas de sucesso, como <i>Perseo</i> ou <i>Penelope</i>. Foi mestre dos príncipes e, no Seminário, professor dos maiores músicos que haveriam de brilhar ainda nesse século. Morreu em 1798.<br /><br />Leal Moreira, um dos discípulos de João de Sousa Carvalho no Seminário Patriarcal de Lisboa, nasceu em Abrantes em 1758. Foi, em Portugal, o mais respeitado chefe de orquestra da sua geração, além de organista e mestre das capelas da Patriarcal e Real. Também influenciado pela escola italiana, não deixou de pôr uma certa marca portuguesa nas óperas <i>A Vingança da Cigana</i> e <i>A Saloia Enamorada</i>, com libretos de Caldas Barbosa, poeta brasileiro. Autor de composições religiosas, foi no entanto no campo da ópera que mais se destacou, tanto pela quantidade como pela qualidade, tendo mesmo uma delas, <i>Il Desertore Francese</i>, constituído assinalável êxito em Turim, onde se estreou no Carnaval de 1800, e em Milão, onde foi representada no Scala, em 1801. António Leal Moreira foi o primeiro director do Teatro de S. Carlos, cargo em que permaneceu sete anos, desde a sua inauguração até 1800. Viria a falecer em 1819.<br /><br />João José Baldi, que nasceu em 1770 e morreu em 1816, estudou música no seminário Patriarcal e teve vários mestres de renome, o principal dos quais foi João de Sousa Carvalho. Foi mestre na sé da Guarda e na de Faro, além da Patriarcal, do Seminário de Lisboa e da Capela Real da Bemposta. Nitidamente influenciado pela ópera italiana, compôs com muita graciosidade e simplicidade, o que lhe valeu ter sido facilmente aceite por um vasto público. Esse seu gosto fez mesmo com que compusesse obras para serem cantadas nas igrejas que constituíam peças quase cómicas, mas que, talvez por isso, tinham a mesma aceitação popular dos espectáculos verdadeiramente profanos.</div></div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: right;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:78%;" >(Amanhã: "Parte IV - Marcos Portugal: ambiente e obra")</span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-3902080721075036764?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-86334791181401617122008-04-29T20:42:00.005+01:002008-04-29T20:50:51.549+01:00E ainda dizem que a falar é que a gente se entende...<object height="355" width="425"><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OUiudv3NAoA&amp;hl=en"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OUiudv3NAoA&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></object><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-8633479118140161712?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-86060092883386525232008-04-29T20:27:00.001+01:002008-04-29T20:38:05.899+01:00Bom dia. Hoje não há culpas para ninguém.<div style="text-align: justify;"><a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=91245"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">«</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;" id="ctl00_bcr_ThisContent">O director nacional da PSP, superintendente-chefe Oliveira Pereira, excluiu hoje que alguém da corporação vá ser responsabilizado pelos incidentes ocorridos quando um grupo de pessoas invadiu a esquadra de Moscavide onde estava só um polícia.</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">»</span></a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-8606009288338652523?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-87272898044164374652008-04-28T15:26:00.015+01:002008-04-28T21:40:21.228+01:00A Ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal (II)<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBXgsYb_ZFI/AAAAAAAAB8w/ydyEPYCeRXg/s1600-h/daniel+de+s%C3%A1.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 73px; height: 80px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBXgsYb_ZFI/AAAAAAAAB8w/ydyEPYCeRXg/s200/daniel+de+s%C3%A1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194304798320452690" border="0" /></a><span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Este é o segundo capítulo do estudo sobre a Ópera em Portugal, da autoria de Daniel de Sá, cuja publicação teve início ontem com 'As origens da Ópera', o primeiro capítulo da série.</span></span> <span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Organizado em oito grandes capítulos, resultado de um trabalho de pesquisa notável e escrito com a qualidade a que este autor já nos habituou, este estudo leva-nos numa viagem histórica de visita aos palcos e bastidores desse espectáculo que alguém descreveu como "</span></span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" >o mais sumptuoso e dispendioso divertimento que o engenho humano pode conceber</span><span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">". Um trabalho absolutamente imperdível, com publicação diária, que hoje dá a conhecer o seu segundo capítulo.<br /><br /></span></span></div><div style="text-align: right;"><span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;" ><br />Em baixo:</span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:georgia;"> </span></span><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-weight: bold;">"</span><strong style="font-weight: bold; font-style: italic;">A Ópera em Portugal - Introdução da ópera em Portugal</strong><span style="font-weight: bold;">"</span></span><br /><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-style: italic;">Sete vidas mais uma: <span style="font-weight: bold;">Daniel de Sá</span></span></span><br /></div><span style="font-style: italic;font-size:85%;" ><br /><span style="font-size:78%;"><span style="font-weight: bold;">Parte I : <a href="http://setevidascomoosgatos.blogspot.com/2008/04/pera-em-portugal-as-origens-da-pera-i.html">As origens da ópera</a><br />Parte II : <a href="http://setevidascomoosgatos.blogspot.com/2008/04/pera-em-portugal-introduo-da-pera-em.html">Introdução da ópera em Portugal</a><br /><br /></span></span></span><span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;"><br /></span></span><div style="text-align: justify;">Passar-se-ia quase século e meio desde o aparecimento da ópera na Itália até à sua chegada ao nosso país, depois de ter conquistado o público de quase toda a Europa sobretudo a partir de Veneza, cidade onde ganhou o seu nome definitivo e onde foram feitos os primeiros teatros de ópera, que atingiram um total de dezasseis ainda durante o século XVII.<br /><br />Tendo começado como um produto de pura exportação, que foi recebido com grande entusiasmo na Inglaterra e em outras regiões europeias como as de língua alemã e a França, cedo começaram a aparecer autores que fizeram da ópera um espectáculo nacional, tanto no que respeita à música como aos temas tratados, embora sem se afastarem muito, normalmente, do padrão italiano.<br /><br />O caso mais bem sucedido de um estilo de ópera nitidamente nacional talvez se tenha dado em Espanha, com a zarzuela, que se trata de um espectáculo ligeiro, no género dos que foram chamados opera buffa, em Itália, singspiel, na Alemanha, opéra comique, na França, ou ballad opera, na Inglaterra. O primeiro espectáculo de zarzuela (El jardín de Falerina, de Calderón de la Barca, com música de Juan Risco) foi oferecido em 1648 a Filipe IV e sua corte, no palácio real da Zarzuela, que recebera este nome da erva que abundava no lugar e que passou também a designar a ópera ligeira espanhola. Apesar desta proximidade geográfica, tardaria ainda quase um século a entrada da ópera nos hábitos culturais portugueses. As razões são várias e talvez possam ser explicadas por diferentes condicionalismos.<br /><br />A ópera nasceu sob a protecção dos nobres e, antes da construção do teatro de San Cassiano, em Veneza, em 1637, era representada apenas nos seus palácios. Ora em Portugal, durante todo o século XVI e início do XVII, a nobreza não se distinguia de maneira nenhuma por interesses culturais, enquanto que a própria criação artística não foi brilhante. Até 1640, o país viveu sob o domínio da dinastia filipina que, embora não tenha exercido qualquer censura sobre a literatura, a música e as outras artes, não representava uma condição motivadora de grandes rasgos criadores, tendo-se seguido quase três décadas de estado permanente de guerra com Espanha depois da restauração da independência.<br /><br />Se é certo que os reis desse período (D. João IV, D. Afonso VI e D. Pedro II) se interessaram muito pela música, principalmente D. João IV, ele mesmo um bom compositor, fizeram-no sobretudo a respeito da música sacra, pouco contribuindo para outras formas de expressão musical. Quanto aos nobres, a maior parte deles sem uma história familiar de apego à cultura, gostavam de se exibir pela virilidade, como homens sempre dispostos à luta, armados de espadas que faziam parte obrigatória da sua apresentação diária e que desembainhavam com facilidade para um duelo.<br /><br />Com a subida ao trono de D. João V, em 1707, a situação estava longe ainda de se modificar, apesar do seu interesse pelas artes, sobretudo a Arquitectura e a Música, tendo mesmo, além de outras iniciativas de enorme interesse, chamado à corte o compositor e cravista italiano Giuseppe Domenico Sacarlatti, filho de Alessandro Scarlatti, ao mesmo tempo que continuava a enviar para Itália jovens músicos portugueses, um dos quais foi Francisco António de Almeida, que viria a ser o autor da primeira ópera portuguesa.<br /><br />Talvez não seja incorrecto supor que essa indiferença inicial de D. João V pela ópera poderá ter-se devido ao gosto herdado dos seus antecessores e, quem sabe, a alguma desconfiança perante um espectáculo demasiado profano, que incluía mulheres como actrizes e abordava temas raramente piedosos, tanto mais que, nos últimos anos da sua vida, e depois de ter sofrido uma apoplexia, D. João V proibiu a ópera devido a escrúpulos morais. O certo é que, finalmente, em 1733, (dois anos depois de a corte ter assistido à primeira ópera, italiana, representada em Portugal) por altura do Carnaval (e aqui está possivelmente uma indicação do pensamento real a respeito de um espectáculo que ele terá julgado apropriado para tal época do ano), foi apresentada no Paço da Ribeira (que haveria de arder completamente por causa do terramoto de 1755) a ópera La Pazienze di Socrate, com música de Francisco António de Almeida, que se julga ter sido ainda aluno de Alessandro Scarlatti, e libreto de Alexandre de Gusmão, escrito, como se percebe pelo próprio título, em italiano.<br /><br />O oiro do Brasil seria fonte de riqueza não apenas para o rei e o seus gastos sumptuosos, mas para a generalidade da nobreza, que mudou radicalmente a maneira de exibir a sua importância, passando a preferir as festas, as procissões ou a música. Estava aberto um novo caminho à música portuguesa, porquanto as exigências tão diversas da ópera, em termos de partitura, sem dúvida contribuíram muito para o desenvolvimento desta arte, obrigando os compositores nacionais a diversificarem as suas formas de expressão através do canto para solistas ou para coro e da orquestração.</div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div><div style="text-align: justify;"> </div> <div style="text-align: right;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:78%;" >(Amanhã: "Parte III - Os primeiros tempos")</span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-8727289804416437465?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-66971055923573030402008-04-28T14:28:00.008+01:002008-04-28T15:26:12.227+01:00O capacho da esquadra de Moscavide<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBXeGob_ZEI/AAAAAAAAB8o/ypOZpaa-MW8/s1600-h/capacho.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 157px; height: 87px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBXeGob_ZEI/AAAAAAAAB8o/ypOZpaa-MW8/s200/capacho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194301950757135426" border="0" /></a>É francamente constrangedora, <a href="http://jn.sapo.pt/2008/04/28/ultimas/S_um_agente_na_esquadra_de_Mos.html">esta história</a> do grupo de indivíduos que invadiu a esquadra de Moscavide para sovar um outro que lá se tinha acoitado exactamente para fugir dos seus perseguidores. Sem sucesso. O episódio não é fácil de comentar, convenhamos. Por onde começar? Pelo facto de mais parecer a Rotunda do Marquês, aquela esquadra que é ponto de passagem, entrada, mocada e saída para quem quiser, quando e como quiser? Ou antes pela ausência de agentes da PSP no único sítio onde era suposto encontrá-los sempre, a todas as horas?<br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Uma esquadra de polícia não é um café, jardim ou miradouro. Não se vai lá para conviver, conversar, ver os amigos ou muito menos bater-lhes, sendo que esta última hipótese está mesmo reservada aos profissionais da casa, que detêm o exclusivo da modalidade em qualquer esquadra do país e estrangeiro. Por isso, em princípio, ninguém lá vai sem ter algo de importante para tratar e resolver, ou então porque foi chamado e a tanto obrigado, quisesse ou não. Mas, aparentemente, também nesse particular os tempos são de mudança. Uma porta aberta e sem vigilância faz tanto sentido num posto policial como um capacho de boas vindas na entrada, a convidar à visita. Será que existe um tapete assim <a href="http://jn.sapo.pt/2008/04/28/ultimas/ASPP_diz_que_s_um_agente_em_Mo.html">na esquadra de Moscavide</a>? Já seria pelo menos uma explicação para o absurdo que por lá aconteceu.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-6697105592357303040?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-1804519195560046252008-04-28T00:46:00.001+01:002008-04-28T00:50:24.414+01:00Bom dia. Hoje eu quero lembrar que a lógica é uma batata.<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBURHYb_ZCI/AAAAAAAAB8Y/KrgBcPaVjmQ/s1600-h/batata.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 109px; height: 49px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBURHYb_ZCI/AAAAAAAAB8Y/KrgBcPaVjmQ/s200/batata.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194076563758343202" border="0" /></a><a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/99a6817a9ee1602abf30d6.html"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">«O social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa declarou hoje o seu apoio à candidatura de Manuela Ferreira Leite à liderança do PSD, considerando que é a "única escolha lógica" para disputar a chefia do Governo em 2009.»</span></a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-180451919556004625?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-64191920972604795012008-04-27T21:21:00.011+01:002008-04-27T23:17:13.060+01:00A Ópera em Portugal - As origens da Ópera (I)<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBTsY4b_ZBI/AAAAAAAAB8Q/lvFCqJ_C7Zw/s1600-h/daniel+de+s%C3%A1.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 61px; height: 87px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBTsY4b_ZBI/AAAAAAAAB8Q/lvFCqJ_C7Zw/s200/daniel+de+s%C3%A1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194036182475826194" border="0" /></a><span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">É meu privilégio dar hoje início à publicação de um estudo composto por um conjunto de textos originais de Daniel de Sá sobre o aparecimento e evolução da Ópera em Portugal. Organizado em oito grandes capítulos, resultado de um trabalho de pesquisa notável e escrito com a qualidade a que este autor já nos habituou, este estudo leva-nos numa viagem histórica de visita aos palcos e bastidores desse espectáculo que alguém descreveu como "</span></span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:85%;" >o mais sumptuoso e dispendioso divertimento que o engenho humano pode conceber</span><span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">". Um trabalho absolutamente imperdível, com publicação diária a partir de hoje e deste primeiro capítulo que nos dá a conhecer "As Origens da Ópera", com assintaura de Daniel de Sá, aqui no 'SeteVidas'. Boa leitura.<br /><br /></span></span><div style="text-align: right;"><span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;" ><br />Em baixo:</span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:georgia;"> </span></span><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-weight: bold;">"</span><strong style="font-weight: bold; font-style: italic;">A Ópera em Portugal - As origens da Ópera</strong><span style="font-weight: bold;">"</span></span><br /><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-style: italic;">Sete vidas mais uma: <span style="font-weight: bold;">Daniel de Sá</span></span></span><br /></div><br /><br /> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A ópera, como normalmente todas as formas de arte ou de outras actividades humanas, resulta de uma longa evolução, com raízes milenares, apesar de o seu conceito e a forma como a conhecemos ter apenas cerca de quatro séculos. Aliás, no caso da ópera não se pode falar de uma arte apenas, mas de um conjunto delas, pois que inclui a música, o teatro e a poesia, e até, por vezes, a própria dança, o que a transforma numa forma de representação mais complexa do que qualquer outra.<span style=""></span><br /></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">No teatro grego, o mais antigo de que se tem conhecimento abundantemente documentado, a música fazia parte do espectáculo e contribuía para o desenrolar do drama ou da comédia, através dos coros e mesmo música instrumental.<br /><span style=""></span>De certo modo pode dizer-se que o Homem sempre teve tendência para transformar em espectáculo coreografado e, com frequência, musicado, manifestações colectivas, sobretudo nos rituais religiosos, quer nas religiões politeístas quer nas judaico-cristãs. Basta pensar na grandiosidade das celebrações da Páscoa da Igreja Ortodoxa russa ou na missa do rito arménio, sendo nesta tão importante a função da música que ninguém pode ser ordenado presbítero se não for um bom cantor, ficando condenado a ser diácono toda a vida se não possuir boa voz e capacidade de interpretação.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A evolução, pois, das diversas formas de teatro para o espectáculo que deveria passar a ser conhecido como ópera (da palavra latina <i>opus</i>, que se aplica a qualquer peça – ou <i>obra</i> – musical) parece ser, assim, uma consequência natural da evolução da música e do teatro. A ópera acabaria por surgir na Itália precisamente como consequência do Renascimento, a partir da intenção do conjunto de artistas da <i>Camerata Fiorentina </i>de retornar ao teatro grego. A primeira tentativa do género foi apresentada no palácio de Jacopo Corsi, em 1594, <i>Dafne</i>, com libreto de Ottavio Rinuccini e música de Jacopo Peri, que três anos depois compuseram <i>Euridice</i>, havendo nesta já a participação do músico Giulio Caccini. Tendo-se perdido a partitura de <i>Dafne</i>, felizmente não aconteceu o mesmo com a de <i>Euridice</i> (estreada em 30 de Outubro de 1600, com o próprio Peri a desempenhar o papel de Orfeu).</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">As formas que precederam imediatamente este género musical, e de certa maneira o inspiraram, foram várias, com destaque para as peças musicais litúrgicas (<i>sacre rappresentazioni</i>) que se cantavam nas igrejas ou nas praças em frente delas, incluindo cenários, guarda-roupa e efeitos cénicos. Também em Portugal era costume organizar este tipo de autos religiosos, os “mistérios”, sem esquecer que no teatro de Gil Vicente a música desempenhava um importante papel. Outra influência terá sido a dos interlúdios (<i>intermezzi</i> ou <i>intermedi</i>), apresentados entre os dramas falados, normalmente para honrar algum momento especial na vida da nobreza, bem como a pastoral (<i>pastorale</i>), que era um longo poema recitado em palco e acompanhado de canções a solo e de peças corais. Também os madrigais, reunidos em grupos sob a designação de comédias madrigais, se podem considerar antecessores da ópera, apesar de, muitas vezes, os cantores estarem atrás do cenário enquanto os actores representavam em pantomima.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">De Florença a ópera passa a Roma (com Emilio de Cavalieri, Domenico Mazzocchi e Stefano Landi) e depois a Veneza, onde se distingue um dos mais geniais compositores de sempre, Claudio Monteverdi, com a primeira das suas dezoito óperas, <i>La Favola d’Orfeo</i>, sob encomenda, em 1607, do duque de Mântua, tendo sido o seu próprio secretário de Estado, Alessandro Striggio, o autor do libreto. <span style=""></span>Estava assim definitivamente consolidado um novo género musical e dramático que maravilhava os espectadores, como ficou bem expresso por John Evelyn, um inglês que, a propósito de uma representação a que assistiu em Veneza, escreveu no seu diário: <i>“Trata-se, no seu conjunto, do mais sumptuoso e dispendioso divertimento que o engenho humano pode conceber.”</i></p><div style="text-align: right;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:78%;" >(Amanhã: "Parte II - A introdução da Ópera em Portugal")</span></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-6419192097260479501?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-48037715570587329532008-04-27T16:50:00.016+01:002008-04-27T18:34:49.646+01:00Ecce homo<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBShH4b_ZAI/AAAAAAAAB8I/Djqvel3WSTk/s1600-h/santo+cristo.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 284px; height: 217px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBShH4b_ZAI/AAAAAAAAB8I/Djqvel3WSTk/s200/santo+cristo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193953427045966850" border="0" /></a>Hoje a minha terra acordou engalanada para assistir ao passeio anual do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Que já começou, às quatro e meia da tarde, no Largo de São Francisco. Durante cinco, seis horas de procissão, o andor que transporta a imagem venerada corre as ruas da cidade de Ponta Delgada, trilhando simultâneamente os caminhos da fé de cada um pelas artérias do coração micaelense.<br />Hoje é o dia da festa da devoção açoriana. E o meu coração lá está também, na minha ilha, hoje feita altar florido que, do meio do oceano, envia para o mundo inteiro, mais uma vez, uma mensagem de humildade e de Fé num Cristo de amor, redentor dos feios pecados da espécie humana. Hoje, na cadência do passo da procissão, a minha gente dá-se aos olhos de Deus e dos outros, num testemunho sentido e vivido pelas mesmas ruas, todos os anos com entusiasmo crescente, por gerações filhas de gerações filhas de gerações que já cresceram neste culto multisecular açoriano.<br />Hoje, Ponta Delgada é cidade capital da Fé cristã. E eu, mesmo preso aqui, lá estarei, pedra entre as pedras da rua, inteiro de coração.<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-4803771557058732953?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-46648488295982256332008-04-27T16:41:00.004+01:002008-04-27T16:50:30.478+01:00Bom dia. Hoje já não se pode pastar descansado em lado nenhum.<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBSgKIb_Y_I/AAAAAAAAB8A/DhZTmWki44g/s1600-h/ovelha.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBSgKIb_Y_I/AAAAAAAAB8A/DhZTmWki44g/s200/ovelha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193952366189044722" border="0" /></a><a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/490d9d7f49db3795a6c3a0.html">«Um comboio de alta velocidade descarrilou sábado à noite perto de Fulda, na Alemanha, após chocar com um rebanho de ovelhas, acidente de que resultaram 19 feridos entre os 135 passageiros. Os peritos começaram hoje a investigar por que motivo as ovelhas estavam na via férrea, e o que terá levado ao descarrilamento de várias carruagens do expresso inter-cidades, que seguia na altura a cerca de 200 quilómetros/hora. Apesar de as ovelhas serem leves, se comparadas com a força de um comboio a alta velocidade, só dois dos 12 vagões se mantiveram na via, depois de o maquinista conseguir travar, a quase um quilómetro do local onde se deu o embate com os animais.»</a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-4664848829598225633?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-80071482623036235142008-04-26T19:32:00.015+01:002008-04-27T00:40:59.232+01:00Primeiro as calças, depois o gatilho.<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBOhRIb_Y-I/AAAAAAAAB74/DLwluiPVPdU/s1600-h/mira.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 163px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBOhRIb_Y-I/AAAAAAAAB74/DLwluiPVPdU/s200/mira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193672110983046114" border="0" /></a>Fernando Silva tinha<span class="arial_11_preto"> 53 anos e um hábito merdoso: gostava de espreitar, casais, carros estacionados em locais isolados e escuros. Como o </span><span class="arial_11_preto">parque de estacionamento do "<span style="font-style: italic;">Dunas Bar</span>",</span><span class="arial_11_preto"> por exemplo,</span><span class="arial_11_preto"> na praia das Pedras Negras, um dos muitos <span style="font-style: italic;">'pinódromos</span>' da zona de Leiria. Por várias vezes tinha já sido visto a rondar carros com casais de namorados, </span><span class="arial_11_preto">repetidas vezes tinha sido "<span style="font-style: italic;">advertido</span>" por militares da GNR. Mas o vício merdoso era mais forte. <a href="http://jn.sapo.pt/2008/04/26/primeiro_plano/morto_a_tiro_agente_quando_espreitav.html">"<span style="font-style: italic;">Ele era conhecido. Gostava de espreitar os namorados dentro dos carros, em locais ermos e escuros</span>"</a>, explicou fonte daquela força policial ao <a style="font-style: italic;" href="http://jn.sapo.pt/2008/04/26/primeiro_plano/morto_a_tiro_agente_quando_espreitav.html">JN</a>. Um vício que Fernando perdeu de vez (esse e os outros todos, de resto) ao ser</span><span class="arial_11_preto"> baleado mortalmente, ontem de madrugada, por um agente da PSP de Leiria, fora de serviço, quando supostamente espreitava pa</span><span class="arial_11_preto">ra dentro do carro onde este se encontrava acompanhado de uma mulher. </span><span class="arial_11_preto">Três tiros acabaram com a vida deste camionista </span><span class="arial_11_preto"><span style="font-style: italic;">voyeur</span></span><span class="arial_11_preto">, casado pela terceira vez, residente na Truta. Quanto ao polícia, de 35 anos, casado e com três filhos, trabalhava na Esquadra de Investigação Criminal do Comando Distrital da PSP de Leiria, mas não se encontrava de serviço naquela madrugada, obrigado a fazer cumprir a lei. Em bom rigor, ele estava</span> mesmo era a infringir a lei, absorto naquelas brincadeiras que Fernando espiava do lado de fora. Quando deu pela presença do mirone, o agente não hesitou e fez fogo. Três vezes. Problema resolvido.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /><span class="arial_11_preto">Tudo aconteceu cerca das duas da manhã, no parque de estacionamento do "<span style="font-style: italic;">Dunas Bar</span>", na praia das Pedras Negras, cujo</span><span class="arial_11_preto"> acesso é feito através de uma estrada de terra e pedra, junto ao pinhal de Leiria e sem iluminação. <a href="http://jn.sapo.pt/2008/04/26/primeiro_plano/morto_a_tiro_agente_quando_espreitav.html"><span style="font-style: italic;">"É sossegado. Os casais podem estar à vontade"</span></a>, explica Cândida Bairrada, a gerente do bar. </span><span class="arial_11_preto">Fernando ainda foi assistido no local por médicos do INEM, mas acabaria por não resistir aos ferimentos provocados pelos três disparos que, segundo o comandante dos Bombeiros da Marinha Grande, Vítor Graça, o atingiram no pescoço, clavícula e omoplata. Os tais três tiros </span><span class="arial_11_preto">que o agente diz agora ter disparado por pensar '<a href="http://jn.sapo.pt/2008/04/26/primeiro_plano/morto_a_tiro_agente_quando_espreitav.html"><span style="font-style: italic;">que se tratava de um assalto'</span></a>, o que não deixa de ser uma teoria curiosa, para não dizer outra coisa. Mas foi essa a justificação que o polícia terá dado aos inspectores da PJ de Leiria, encarregues da investigação deste homicídio. Agora, só o futuro dirá se a desculpa pega, mesmo esfarrapada, ou se este agente vai ter que responder pela vida que fez terminar enquanto laureava a pevide na via pública. </span><br /><br /><span class="arial_11_preto">Tudo depende de como venha a ser oficialmente vista a sua atitude, sendo que, nestas coisas de polícias, é por demais sabido que tudo pode acontecer. Ainda me lembro do caso do agente que matou pelas costas um ladrãozeco de rua, há poucos anos, e foi absolvido por <span style="font-style: italic;">'legítima defesa'</span>, prodigiosamente dada como provada em tribunal. Pois este, com 35 anos de idade, casado, três filhos, em prin</span><span class="arial_11_preto">cípio de carreira, também dificilmente será alvo de condenação, estou capaz de apostar. Pode até ser que lhe dêem uma medalha pela proeza, que nem por isso foi de somenos: afinal não é qualquer um que, apanhado sem elas, consegue primeiro apertar as calças e só depois o gatilho, com igual destreza e resultado certeiro</span><span class="arial_11_preto">. E tudo nos seus momentos de lazer, nas folgas da sua consciência, nos pecadilhos da sua juventude plena de testosterona. Não há dúvida: </span>a luta contra o crime não dá tréguas a quem nasce para ser herói.<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-8007148262303623514?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com7tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-76664399941386384752008-04-26T19:05:00.005+01:002008-04-26T19:28:35.342+01:00Bom dia. Hoje os abusos sobre idosos internados continuam a acontecer. Até quando?<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBNwDIb_Y8I/AAAAAAAAB7o/WkPcFnCrLCA/s1600-h/velhos0.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 86px; height: 96px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBNwDIb_Y8I/AAAAAAAAB7o/WkPcFnCrLCA/s200/velhos0.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193617994395116482" border="0" /></a><a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://jn.sapo.pt/2008/04/26/porto/idosos_lar_investigado_proibidos_ver.html">«<span class="arial_11_preto">À hora dos jornais da tarde, o televisor do Lar Nossa Senhora do Auxílio, em Pedrouços, na Maia, foi desligado. Os idosos foram proibidos de ver as notícias sobre as suspeitas de maus-tratos físicos e psicológicos que recaem sobre a instituição. </span></a><br /><a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://jn.sapo.pt/2008/04/26/porto/idosos_lar_investigado_proibidos_ver.html"><span class="arial_11_preto">Entre as denúncias consta uma alegada violação de uma idosa de 84 anos por um surdo-mudo, com quem partilhava o quarto.</span><span class="arial_11_preto"> </span></a><br /><a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://jn.sapo.pt/2008/04/26/porto/idosos_lar_investigado_proibidos_ver.html"><span class="arial_11_preto">A assistente social da Câmara da Maia, Teresa Frade, admitiu conhecer as queixas sobre o lar e garantiu ter alertado a Segurança Social, várias vezes, nos últimos anos.</span>»</a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-7666439994138638475?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-9575031545022814332008-04-25T17:38:00.017+01:002008-04-26T01:26:32.405+01:00Poema renascido<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBIcl4b_Y7I/AAAAAAAAB7g/WOc0q2id6x0/s1600-h/sol.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 104px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SBIcl4b_Y7I/AAAAAAAAB7g/WOc0q2id6x0/s200/sol.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193244757442126770" border="0" /></a><span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Da escritora <a href="http://sarrabal.blogs.sapo.pt/">Soledade Martinho Costa</a> recebo as palavras com que vos deixo, este 'Poema renascido', «escrito hoje, com a visão mais recente do meu Abril», diz-me em recado privado. Sigo na boleia <a href="http://opac.porbase.org/ipac20/ipac.jsp?session=1U09M472945V1.100750&amp;profile=porbase&amp;uindex=AW&amp;term=Costa%20Soledade%20Martinho&amp;aspect=basic_search&amp;menu=search&amp;source=192.168.0.17@%21porbase">desta autora</a>, que hoje me honra com a sua presença e produção original, à descoberta desse dia inventado: um novo 25 de Abril no coração português. Os senhores ainda se recordam de 1974? Daquela onda imensa, transbordo de emoções levantadas do chão pisado que era a gente, por obra e graça do 'não aguento mais' de uns quantos que levou ao 'porra, já chega' geral? Pois passaram trinta e quatro anos, trinta e quatro. Tudo mudou, como manda a lógica inexorável do tempo. Mas então e se, imaginemos, Abril voltasse a percorrer as nossas ruas, hoje mesmo, que Portugal estaria à janela? E que vozes se ouviriam, que palavras de ordem chegariam aos ouvidos desta nação adormecida? Que país seríamos se hoje, Abril, fosse Abril outra vez? Só o talento literário para me emprestar esse milagre, por um minuto que seja. <a href="http://sarrabal.blogs.sapo.pt/">Soledade Martinho Costa</a> faz as honras. A liberdade vai passar por aqui.</span></span><br /></div><div style="text-align: right;"><span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;" ><br />Em baixo:</span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:georgia;"> </span></span><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-weight: bold;">"</span><strong style="font-weight: bold; font-style: italic;">Poema renascido</strong><span style="font-weight: bold;">"</span></span><br /><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-style: italic;">Sete vidas mais uma: <span style="font-weight: bold;">Soledade Martinho Costa</span></span></span><br /></div><br />Se Abril voltasse<br />A percorrer as ruas<br />E com ele na mão<br />Um cravo rubro<br />Os anseios que nascessem<br />Nesse dia<br />Trariam a certeza<br />De que os homens<br />Nem sempre procuram<br />A magia<br />Que faz dormir em paz<br />As consciências.<br /><br />Se o outro Abril<br />Não passou de um sonho<br />Se respiramos hoje<br />Esta amargura<br />E os cravos se tornaram<br />Cor de bruma<br />A seara continua<br />A oferecer ao vento<br />O dourado do manto<br />E a formosura.<br /><br />A murmurar, talvez<br />Que o Norte anda à deriva<br />Sem rota, sem leme ou timoneiro<br />Mas que resiste em nós.<br /><br />A segredar ao coração<br />A tempo inteiro<br />É urgente ir em busca da bonança<br />E deixar que o Sol rompa o nevoeiro.<br /><br />A fé não está perdida<br />É urgente ir em busca do poema<br />Que se fez bandeira<br />E fez canção<br />Em nossa voz<br />Agora adormecida<br />À espera de a ouvirmos<br />Renascida<br />Cantada noutro tom<br />Em vez primeira.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-957503154502281433?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-48650690544376698552008-04-25T01:28:00.006+01:002008-04-25T01:47:57.960+01:00Bom dia. Hoje é dia 25 Abril, sim. De resto é o costume.<a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=90629"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">«</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;" id="ctl00_bcr_ThisContent">Governo e Igreja entendem-se.</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">»</span></a><br /><div style="text-align: right;"><a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=90629"><span style="font-size:78%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">(Sol, hoje)</span></span></a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-4865069054437669855?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-59001070654156597022008-04-24T01:38:00.011+01:002008-04-25T02:53:36.803+01:00Dois sonetos à maneira de Natália Correia<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SA_Q64b_Y5I/AAAAAAAAB7M/dqTXa9Os_DA/s1600-h/daniel+de+s%C3%A1.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 82px; height: 122px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SA_Q64b_Y5I/AAAAAAAAB7M/dqTXa9Os_DA/s200/daniel+de+s%C3%A1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192598605382247314" border="0" /></a><span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Eu cá sou como os malucos, conto tudo a toda a gente. Pois estava eu para aqui danadinho da vida por não ter com quem embirrar quando dei em escrever ao Daniel de Sá para arejar a neura: «De Sá, diz-me: é por causa daquele dinheirito que me emprestaste e eu não te paguei? Ou é porque as miúdas dizem que eu sou mais giro (muito mais, incomparavelmente) que tu? Por que raio estás tu chateado comigo, ó da Maia, tão zangado que nem um olazito te mereço?». Respondeu-me na hora, aposto que sem pestanejar: «Ó raio de um homem, claro que estou chateadíssimo contigo, com o teu cão, com as pulgas do teu cão, com os 4-1 do União de Leiria, com o tempo que anteontem foi frio depois de ter sido frígido, e ontem foi quente e já hoje está frio outra vez, e com o Fernando Cristóvão que nos quer lixar a língua, e com tudo o que quiseres.»</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;"> Mandei-lhe 'um abraço' e ele em troca 'dois sonetos à maneira de Natália Correia'. Achei a coisa justa e despedi-me. Acho que ele também me despediu. Arre porra, como é linda a amizade!<br /><br /><br /></span></span><div style="text-align: right;"><span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:85%;" >Em baixo:</span><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:georgia;"> </span></span><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-weight: bold;">"</span><strong style="font-weight: bold; font-style: italic;">Dois sonetos à maneira de Natália Correia</strong><span style="font-weight: bold;">"</span></span><br /><span style=";font-family:georgia;font-size:85%;" ><span style="font-style: italic;">Sete vidas mais uma: <span style="font-weight: bold;">Daniel de Sá</span></span></span><br /></div><b><span style="">AO AMOR</span></b><br /><p class="MsoNormal"><span style=""><br />A ilha me perdeu, sou de nenhuma.<br />Saudade-amor de mim, pedra que móis<br />Meu trigo que ceifei por outros sóis<br />Onde o suor não se evapora em bruma.<br /><br />Sou valquíria que escolhe os seus heróis.<br />Minha paixão sou eu. Não me consuma<br />Outra paixão, amor. Bebo uma a uma<br />As gotas do veneno com que dóis.<br /><br />Se as ilhas fossem gente, eu era o Pico,<br />De coração só feito de mistérios<br />E os longes das paisagens onde fico.<br /><br />Das arribas do ser, a vida tomba<br />E os amores do Amor a morte fere-os.<br />Não libertem por mim nenhuma pomba.<br /></span></p><div style="text-align: right;"><span style=""><b>AUTO-RETRATO ALEXANDRINO</b></span><br /><span style=""> </span><br /><span style=""> Eu nunca fui na vida, eu nunca fui menina:</span><br /><span style=""> Impura sim. Eu sou a imaculada impura.</span><br /><span style=""> Não vesti tafetás nem chitas de candura</span><br /><span style=""> Nem quis vencer jamais esta invencível sina.</span><br /><span style=""> </span><br /><span style=""> Foi sã minha poesia, e foi também perjura</span><br /><span style=""> Como uma flor-de-lis entre ascos de latrina.</span><br /><span style=""> Cantei ainda cedo a loa vespertina.</span><br /><span style=""> Se há Deus, vou-Lhe a caminho, e sinto-me segura.</span><br /><span style=""> </span><br /><span style=""> Por ódio ou por amor, chamem-me louca ou bela.</span><br /><span style=""> Sinto a inveja e o ciúme em modos de homenagem:</span><br /><span style=""> Se tenho de aceitá-la, eu não me nego a ela.</span><br /><span style=""> </span><br /><span style=""> Fui rainha de mim, de versos e de prosas,</span><br /><span style=""> E só a mim também honrei em vassalagem.</span><br /><span style=""> Cada espinho que fere é um sinal de rosas.<br /><br /><br /></span></div> </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-5900107065415659702?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com7tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-82417986032991138942008-04-24T01:29:00.004+01:002008-04-24T03:29:46.701+01:00Bom dia. Hoje o partido também promete ficar em silêncio sobre Menezes. No próximo século e meio.<a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/d1913db86b05c685c89d12.html"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">«</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:100%;" >PSD: Menezes promete ficar em silêncio sobre o partido no próximo ano e meio</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">.»</span></a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-8241798603299113894?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-86939681296172856282008-04-23T22:56:00.010+01:002008-04-24T01:34:40.566+01:00Serenamente, em Ladino<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SA-wx4b_Y4I/AAAAAAAAB7A/nQml9vGDLeU/s1600-h/teresa+salgueiro.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 227px; height: 229px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SA-wx4b_Y4I/AAAAAAAAB7A/nQml9vGDLeU/s200/teresa+salgueiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192563266391335810" border="0" /></a>Quinhentos anos passaram desde que se ouvia e falava esta língua em Portugal. Chama-se Ladino e era a língua sefardita dos judeus ibéricos, feita de mesclas de castelhano e português medievais com hebraico. O Ladino foi extinto na Península Ibérica há cinco séculos, mas estima-se que ainda é falado por cerca de cento e cinquenta mil indivíduos em comunidades <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sefardita" title="Sefardita">sefarditas</a> em Israel, nos Balcãs, Oriente Próximo e norte de Marrocos. Também é conhecido como <span style="font-style: italic;">espanhol sefardita</span> e <span style="font-style: italic;">judeoespanhol</span>, este Ladino agora cantado por <a href="http://www.teresasalgueiro.net/index.html">Teresa Salgueiro</a> no tema<a href="http://www.teresasalgueiro.net/letraslaserena01.html"> '<span style="font-style: italic;">La Serena</span></a>'<span style="font-style: italic;">, </span>canção que dá nome ao mais recente trabalho discográfico da ex-vocalista dos Madredeus, agora lançada numa prometedora carreira a solo. Recomendo vivamente a audição repetida desta lindíssima canção na voz ímpar de Teresa Salgueiro, acompanhada pelos <span style="font-style: italic;">Lusitânia Ensemble </span>nesta <a href="http://www.teresasalgueiro.net/letraslaserena01.html">'<span style="font-style: italic;">La Serena</span></a>', edição de 2007. Em sefardita.<br /><object height="80" width="300"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/q9dUeL5wgl/aus=false/"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://media.imeem.com/m/q9dUeL5wgl/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="110" width="300"></embed></object><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-8693968129617285628?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-54172014166191462022008-04-23T11:20:00.004+01:002008-04-23T11:27:04.743+01:00Bom dia. Hoje eu digo que ainda não foi desta, afinal.<div style="text-align: justify;"><a href="http://noticias.sapo.pt/info/artigo/816803.html"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">«Um indivíduo de 25 anos esteve do lado de fora da rede de protecção do viaduto Duarte Pacheco, na auto-estrada de Cascais, sentido Lisboa/Cascais, desde as 7 da manhã. Segundo a PSP, o homem foi retirado do local por volta das 10 da manhã e transportado para o Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa, onde ainda se encontra a ser observado.»</span></a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-5417201416619146202?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-40881887707007033222008-04-22T17:41:00.006+01:002008-04-22T20:32:53.595+01:00Um dia todas as coisas serão assim, práticas e funcionais. É o progresso, estúpido!<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SA47rYb_Y2I/AAAAAAAAB6w/Gx74yKMRR-E/s1600-h/sexo.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SA47rYb_Y2I/AAAAAAAAB6w/Gx74yKMRR-E/s200/sexo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192153036885025634" border="0" /></a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-4088188770700703322?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-33391809508302014582008-04-22T13:25:00.005+01:002008-04-22T13:36:40.409+01:00Bom dia. Hoje eu vejo a caridade pelas ruas da amargura.<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SA3bkIb_Y1I/AAAAAAAAB6o/oklNgtgws8c/s1600-h/velhos2.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 238px; height: 199px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SA3bkIb_Y1I/AAAAAAAAB6o/oklNgtgws8c/s200/velhos2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192047359214707538" border="0" /></a><a href="http://jn.sapo.pt/2008/04/22/nacional/treze_a_espera_um_lar.html"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">«</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="arial_11_preto">Portugal tem 13 mil idosos em lista de espera para os lares apoiados pelo Estado. O número foi avançado ontem pelo padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (CNIS), após admitir a possibilidade de algumas destas valências receberem donativos de particulares em troca de vagas. "Não podemos aceitar só os pobrezinhos, senão não sobreviveríamos". A tradução, em parcas palavras, é do cónego Francisco Crespo, do Centro Social e Paroquial de S. Vicente de Paulo, em Lisboa, e ilustra a generalidade das opiniões recolhidas pelo JN. Já sobre o facto de os donativos poderem ser o passe de entrada de alguns idosos, passando à frente de quem há mais tempo estava em lista de espera, todos dizem "Não senhor". "Podem dar o donativo depois de entrarem, mas não como moeda de troca". </span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="arial_11_preto">É que a moeda de troca, garantiu anteriormente Edmundo Martinho, presidente do Instituto da Segurança Social, "é ilegal e constitui crime de burla".</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">»</span></a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-3339180950830201458?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-34145058731009258202008-04-21T18:18:00.009+01:002008-04-21T18:33:59.464+01:00Bom dia. Hoje eu rendo-me à estratégia de Silva, o Eficaz<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SAzNdQTOijI/AAAAAAAAB6Q/_rdUEyHt_Jk/s1600-h/cavacoejardimlutadoresvz0.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 138px; height: 188px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SAzNdQTOijI/AAAAAAAAB6Q/_rdUEyHt_Jk/s200/cavacoejardimlutadoresvz0.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191750372926851634" border="0" /></a><a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/c44595b13c677c6fbcb3f1.html"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">«O presidente do Governo da Madeira garantiu hoje que irá seguir a "orientação e esforços" do Presidente da República e colaborar para resolver de forma civilizada os problemas pendentes entre os executivos regio</span></a><a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/c44595b13c677c6fbcb3f1.html"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">nal e central. </span></a><br /><br /><a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/c44595b13c677c6fbcb3f1.html">"O Governo Regional seguirá a orientação e esforços do Presidente da República, no sentido de procurar concertar democraticamente com o Governo da República e resolver civilizadamente os graves problemas que pendem", declarou. </a><br /><br /><a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/c44595b13c677c6fbcb3f1.html"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Contudo, Jardim acrescentou "ser preciso que as coisas efectivamente se resolvam, que não fiquem só pelas doses do politicamente correcto", apontando que se tem verificado um contraste entre a "atitude sadia e louvável dos membros do Governo da República quando na Madeira, enquanto simultaneamente, lá fora, a região é politicamente agredida".</span></a><a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/c44595b13c677c6fbcb3f1.html"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">»</span></a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-3414505873100925820?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-69592979977520937072008-04-21T00:14:00.009+01:002008-04-21T01:05:07.032+01:00O ABC do preservativo (com corpo de baile)<object height="355" width="425"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BTLj_3R0-2g&amp;rel=0&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca&amp;hl=en"><param name="wmode" value="transparent"><embed src="http://www.youtube.com/v/BTLj_3R0-2g&amp;rel=0&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"></embed></object><br /><br /><div style="text-align: justify;">A mortífera praga do HIV sempre motivou os criativos de todo o mundo para grandes campanhas institucionais, conceitos verdadeiramente brilhantes de promoção e divulgação do uso do preservativo. Do Brasil, por exemplo, e da América, claro, vieram excelentes exemplos de campanhas que conseguiam o prodígio da comunicação, directa e instantânea, com o seu público-alvo. O estímulo certo para a reacção certa.<br /><br />Pois o que vos trago aqui não vem, como poderão constatar, nem do Brasil nem da América. Vem de Bollywood, essa fábrica de filmes indianos para indianos e para o mundo. Vejam, por favor. É altamente profiláctico e verdadeiramente inesquecível, isso eu garanto, que já vi. Três vezes. Na terceira fui mesmo às lágrimas, não houve como evitar. Aprendam, apreciem, não se incomodem a agradecer. É um prazer poder ser útil. E um prazer seguro, neste caso.<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-6959297997752093707?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-55871121094860123262008-04-20T22:13:00.006+01:002008-04-20T23:50:53.656+01:00Bom dia. Hoje eu vejo os quatro a um e lembro-me dos cinco a três. Tudo se paga nesta vida, tá visto.<div style="text-align: justify; font-weight: bold;"><a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=127&amp;id_news=328966"><span style="font-style: italic;">«Sporting goleado pelo lanterna vermelha da Liga. </span><span style="font-style: italic;" class="leadArtigo">Na deslocação ao terreno da União de Leiria, a equipa de Paulo Bento saiu do relvado com uma humilhante derrota (4-1).</span><span style="font-style: italic;">»</span></a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-5587112109486012326?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-65791863924227223002008-04-19T21:24:00.006+01:002008-04-19T21:34:15.014+01:00Bom dia. Hoje eu também corro mas não chego lá, está visto.<div style="text-align: justify;"><a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=89686"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">«</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;" id="ctl00_bcr_ThisContent">O Governo deu um subsídio de 2 milhões de euros a Tiago Monteiro para correr na Fórmula Um em 2006, verba que está entre as mais altas pagas pelo Instituto do Desporto</span><span style="font-weight: bold; font-style: italic;" id="ctl00_bcr_ThisContent">.</span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">»</span></a></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-6579186392422722300?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-224961709768883822.post-51194171465100783572008-04-18T21:38:00.036+01:002008-04-21T18:36:19.916+01:00That's all, folks!<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SAkHD9teslI/AAAAAAAAB6A/7DsW4NsCNeY/s1600-h/lfm+funny.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 390px; height: 220px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5mHRW2WtGb0/SAkHD9teslI/AAAAAAAAB6A/7DsW4NsCNeY/s200/lfm+funny.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190687810207527506" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />Seis meses depois de ser líder eleito, Luis Filipe Menezes vem anunciar a sua demissão da presidência do PSD, mostrando ao país que não é surdo, pelo menos. Foi o desfecho natural e esperado de uma morte anunciada logo ao nascer desta liderança, cedo fadada para ser malquista. Pode dizer-se do consulado de Menezes: estão lá todas, na história da sua vida, as razões para a sua morte. Determinado pelas suas próprias circunstâncias, o partido admitia a eleição deste líder, mais do que o elegia. Entregou-se-lhe de corpo e voto, mas negou-lhe sempre o coração, desde o início. Menezes subia assim ao palanque social-democrata com o estrado minado sob os seus pés. As palmas que agora lhe batiam podiam até abafar os ecos longínquos da vaia inesquecível dos '<span style="font-style: italic;">sulistas e elitistas</span>', mas não mostravam perdão e reconciliação. Faziam parte do cerimonial, foram as necessárias e suficientes, nem uma a mais, para amostra, filha do entusiasmo ou consequência de carisma. Eram circunstância, mais uma vez. E assim o PSD foi sendo, assim foi gerindo a sua obrigação de existir: de circunstância em circunstância. Assim passaram seis meses e muita asneira dita. Criando pouco, construindo quase nada, arrastando-se nos dias a reboque da actualidade. Programando zero e improvisando mal. Assim se chegou à demissão da liderança do PSD: mal dando por ela.<br /></div><div style="text-align: justify;"><div style="text-align: justify;"><br />O Partido Social Democrata é hoje uma caricatura de si próprio, um imenso cartoon de bonecos conhecidos (muitos deles nem por isso pelas melhores razões), mas todos eles desalinhados na fotografia de grupo, cada um esboçando a pose que julga ficar-lhe melhor num eventual retrato partidário de alternativa de poder. Ou quanto muito aconchegados em alianças de conveniência pontual, falhas de convicção mais profunda. Jogando, apostando, especulando títulos negociáveis. É que o partido chegou a estar acostumado à governação, talvez por isso tenha criado o vício de se julgar com direito a ser governo sem que para tal tenha que prestar provas de competência prévia. Talvez por isso também, vítima de si próprio, o PSD ofereça hoje à nação o triste espectáculo de um saco de gatos assanhados pela fome de poder, mas sem unhas para lutar por ele. E é neste cenário pobre, de teatrinho de bairro, que evolui o enredo da demissão de Luis Filipe Menezes, esse actor principal sem estaleca para o papel que quis para si. E que hoje se vê a braços com a gula de todo um elenco de secundários que anseiam por se revelar ao país, mais uma vez a reboque das circunstâncias.<br /></div><br />Portugal é nos dias que correm um país órfão de oposição, a mãe de todas as salvaguardas, deixado entregue a um governo que está longe de cumprir os mínimos que se esperam de um pai responsável e consciente. Sem o contraponto de uma oposição atenta e vigilante, capaz de prevenir problemas antecipando soluções, o país esquece o óptimo, tira o sentido do bom e resigna-se ao menos mau como se fora uma benção. Assim reina Sócrates e sua legião de fiéis. Pois neste enquadramento, neste contexto de Estado, o homem que se chama Luis Filipe Menezes e aquilo que ele fará com a sua vida - em termos pessoais, políticos e até partidários - é, está mais que visto e comprovado, absolutamente irrelevante para o destino nacional. Está por isso na hora de o deixar cair.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/224961709768883822-5119417146510078357?l=setevidascomoosgatos.blogspot.com'/></div>Rui Vasco Netohttp://www.blogger.com/profile/00029273046378289167noreply@blogger.com1