tag:blogger.com,1999:blog-214621842009-04-28T00:35:20.720+01:00Discurso ArquivísticoDiscurso livre de um arquivistaBruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.comBlogger38125tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-44051934282490115422009-03-20T12:51:00.007Z2009-03-21T01:42:02.287ZFuturo: um arquivista em cada serviço<div align="justify">Já não faz sentido que o arquivista esteja confinado ao <em>Tombo</em>. Modernamente falando, que esteja apenas confinado ao edifício onde labora o serviço ao qual se encontra afecto (pode ser uma Direcção Geral, um Instituto, um Departamento, uma Divisão, um Núcleo, etc.).<br />Delimitando o âmbito desta exposição, quero reportar-me à realidade que melhor conheço: a da função administrativa, confiada às autarquias locais, sendo que a ideia principal deste texto dispõe para o futuro: um arquivista em cada serviço.<br />Porquê um arquivista em cada serviço? Decerto que haverá câmaras municipais que não têm recursos humanos suficientes para cobrir todos os serviços com arquivistas mas, já as câmaras de maior dimensão (Lisboa e Porto nomeadamente), têm a obrigação de dar o exemplo como modelo possível de uma intervenção.<br />Feito este reparo, é hora de argumentar com aquilo que gostaríamos de verificar no futuro. Sabemos que num serviço de arquivo autárquico são exercidas várias funções técnicas desde a investigação histórica aos mais ambiciosos projectos de implementação de sistemas de informação integrados. Pelo meio, há também grupos de trabalho que se dedicam ora à avaliação, selecção e eliminação documental ora à organização de arquivos correntes, actuando ambos junto dos serviços. Esta actuação chega, na maior parte das vezes, a ser efémera pelo seu carácter temporário. Ainda que todo o trabalho seja válido, há sempre lacunas que ficam pelo caminho e que só podem ser integradas mediante o carácter permanente do trabalho do arquivista no terreno. Por um lado, existe a mensagem do arquivista (esse apóstolo que leva consigo a vontade fundamentalista dos seus procedimentos, achando-os os mais correctos, não aceitando que os próprios serviços - com os seus sistemas intuitivos de gestão documental - também devem ter uma palavra a dizer nessa gestão, ainda que não tenham conhecimento da terminologia e da metodologia arquivísticas. Por outra banda, o serviço (esse resistente à mudança que quer continuar a produzir, a registar e a eliminar a documentação de acordo com a sua intuição). Resultado: como conciliar perspectivas, sensibilidades e procedimentos? Um arquivista em cada serviço?<br />Detenhamo-nos no caso da avaliação, selecção e eliminação. O grupo adstrito a esta função orienta os serviços no sentido de estabelecerem prazos de conservação administrativa (resultantes da Portaria 412/2001, de 17 de Abril). Isto acontece desta maneira, porque muitos serviços ainda não trabalham com ferramentas inteligentes que lhes permitam, logo no momento da produção dos documentos, atribuir prazos de conservação administrativa aos mesmos. Eu coloco a questão: não será de todo importante que estes serviços tenham o acompanhamento permanente - diário - dos arquivistas à semelhança do que já acontece com os técnicos informáticos que não se confinam apenas ao edifício onde está localizado o seu serviço, mas sim a auxiliar permanentemente os serviços como colaboradores desses mesmos serviços? E, mesmo à distância, com ferramentas como o<em> helpdesk,</em> que já muito ajuda para resolver problemas (dos mais insignificantes aos mais prementes), os técnicos informáticos queimam etapas burocrácticas que nós - arquivistas - ainda não conseguimos queimar. Como incendiar então a burocracia intermédia entre arquivistas e serviços à distância? Serviço de referência online dos serviços de arquivo? Sim, pode ser um caminho à semelhança do que já acontece com inúmeras bibliotecas, arquivos internacionais (EUA, por exemplo), empresas, etc. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-4405193428249011542?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-68523069878851549032008-04-01T10:38:00.010+01:002008-06-20T12:33:34.975+01:00Avaliação arquivística em serviços municipais<div align="justify">Gostaria de receber ideias e sugestões acerca de mais algumas questões de avaliação arquivística. Como já referi anteriormente, pertenço a um grupo que realiza avaliação, selecção e eliminação documental e, neste momento, encontro-me a auxiliar serviços de várias Direcções Municipais.<br />Como não abundam os estudos e testemunhos de trabalho prático nesta área tão complexa da arquivística, comecei a perceber que não bastavam (apesar de muito úteis) as fontes teóricas sobre o tema da avaliação. Elas serviram apenas para contextualizar e orientar alguns dos passos a seguir. De qualquer forma, a minha metodologia de trabalho, e de alguns colegas, junto dos serviços tem sido a seguinte:<br /><br />1. <strong>À distância</strong>: recolha de informações relativas ao serviço onde vamos intervir (ex.: primeiros contactos por telefone ou e-mail, orgânica do serviço, normas, regulamentos, etc.)<br /><br />2. <strong>No serviço</strong>: apresentação com o responsável pelo serviço e com os seus técnicos; pequena reunião onde são discutidas as necessidades de avaliação de documentação acumulada e divulgação da metodologia de trabalho do grupo; recolha de elementos sobre o sistema de gestão documental do serviço (ex.: plano de classificação, se é aplicada alguma tabela de selecção, etc.); visita ao local (normalmente o depósito) onde se encontra a documentação; diagnóstico básico sobre condições, quantidade de documentação acumulada, e datas extremas da mesma; estabelecimento de pelo menos um técnico do serviço para acompanhar o elemento do grupo na avaliação documental, pelo que se combina um dia semanal para esse trabalho;<br /><br />3. <strong>Metodologia</strong>: o arquivista inicia o processo de avaliação documental no local onde se encontra a documentação, com o auxílio do técnico nomeado pelo serviço para apoiar nas informações que forem necessárias para o entendimento: 1) sobre a organização da documentação; 2) sobre a criação e critério de produção das séries documentais; 3) sobre a continuidade, fecho e/ou abertura da produção de novas séries; 4) do circuito/tramitação dos documentos internos e externos no âmbito das funções e competências do serviço.<br /><br />Acabei de demonstrar o processo metodológico de forma muito sucinta, mas considero que o mais importante acerca deste trabalho é a maneira como ele é desenvolvido. Para mim, o diálogo com os técnicos dos serviços produtores é o elemento base para o sucesso da implementação das boas práticas arquivísticas. Sem esta colaboração tudo será inútil.<br />Todo o processo metodológico, acima descrito, tem sido sempre realizado pelo arquivista com o apoio, a título <strong>consultivo</strong> e <strong>interventivo</strong> dos técnicos dos serviços. É importante que seja consultivo<strong>,</strong> pelas seguintes razões: 1) pela complexidade do trabalho de avaliação; 2) pela responsabilidade que acarreta (principalmente na atribuição de destino final das séries quando não estão referenciadas na Portaria 412/2001); 3) pelo conhecimento que o arquivista tem de ter sobre o serviço com quem irá colaborar. É importante que seja interventivo, porque: 1) por mostrar que tem solução para o problema da documentação acumulada; 2) por ser capaz de trabalhar em equipa com todo o universo municipal e não apenas com os colegas da sua divisão; 3) por ser capaz de mobilizar os técnicos dos serviços para a importância deste trabalho.<br />Por outro lado, defendo ainda a presença assídua do arquivista ao longo do processo de avaliação, selecção e eliminação documental, do início ao fim, até na fase física do processo (muitas vezes, tratando-se da subida ao escadote, utilização de luvas e máscaras, para o acondicionamento e organização da documentação, preenchimento das folhas de recolha de dados, etc.). A nossa profissão tem como principal fonte de vida o documento. Mesmo estando acumulado, mal gerido e arrumado, não deixa de ser aquilo que nos move, por isso, há momentos em que custa ser arquivista pelas condições em que trabalhamos. De qualquer forma sinto-me feliz por ser uma espécie de bombeiro que apaga o fogo da memória, salvando-a e mantendo-a acessível a todos. Tratando-se de documentação acumulada, ela pode estar junto de um gabinete inaugurado em 2007 (portanto, ainda cheira a novo), ou num barracão cheio de pó dos anos 40 do século XX. Cabe-nos o papel de sensibilizar os serviços para uma nova mentalidade sobre o respeito pelos seus documentos. Há condições mínimas não só para o trabalho dos funcionários, mas também para a preservação dos documentos. Na maior parte das vezes é uma sensibilização infrutífera, pois somos colocados na posição de escolher o barracão dos anos 40 ou então o lixo. É mau, mas não deixa de ser um mal menor porque, com ou sem barracão, prefiro sempre ter o barracão.<br /><br />À pouco falei que é importante trabalharmos com os serviços a título consultivo e interventivo. E essa intervenção se estender aos técnicos dos serviços. Eu dou um exemplo...<br /><strong><br /></strong>...Um dia estava eu num serviço, e analisando uma série que não se encontrava referenciada na Portaria, o técnico que me estava a acompanhar tratou de me aconselhar um nome para a série. A série tratava de assuntos relacionados com a participação de cidadãos em questões relativas às políticas da cidade, pelo que o técnico do serviço aconselhou a designação "<em>processos de movimentos de cidadãos</em>". Nem mais um segundo reflecti acerca do nome para a série. Este exemplo é elucidativo da experiência e know how que os técnicos têm para nos oferecer, ao invés de adoptarmos a posição de, em meia dúzia de palavras lhes explicar que têm de fazer avaliação documental nos seus serviços, demitindo-se o arquivista da sua colaboração e...aprendizagem.<br /><br />Ao deixarmos os serviços entregues, em exclusivo, aos processos de avaliação documental, mesmo quando já perceberam a mecânica e os automatismos do trabalho, há pormenores, nuances, para os quais nem os próprios arquivistas muitas vezes têm resposta. Refiro-me ao facto da Arquivística não ser uma ciência exacta. E este facto revela-se todos os dias nos processos de avaliação documental.<br />A maior parte dos serviços ainda não geraram o consenso necessário com o Arquivo Municipal em termos de gestão documental integrada, apesar de já haver alguns a praticar o registo dos documentos em plataformas informáticas com plano de classificação associado. Ora, passados quase quatro anos, ainda hoje tenho muitas dúvidas acerca deste trabalho, quantas mais não terá o técnico do serviço se fizer este trabalho apenas com um acompanhamento ligeiro e distante por parte do arquivista.<br /><br /><strong>O documento para o serviço produtor</strong>. Para os técnicos dos serviços o documento tem um ciclo de vida bastante simples, assim como a sua importância, que se caracteriza em duas fases.<br /><br />A) <strong>O ciclo</strong>: <em>Fixemo-nos na correspondência</em>. O documento é produzido com o objectivo da expedição, e essa é a primeira prioridade (pode ter várias tipologias mas o objectivo é sempre o mesmo). Se for recebido, a prioridade é registar e dar conhecimento da sua entrada a quem de direito;<br /><br />B) <strong>A importância</strong>: <em>1.ª fase</em> - Ainda antes do documento ser produzido já é importante, porque se tornou num meio de produtividade para o técnico do serviço (sobretudo na celeridade com que dá andamento ao processo de expedição, encaminhamento, registo, e/ou entrega); </div><div align="justify"><br /><em>2.ª fase</em> - Quando o circuito do documento, que foi produzido, finaliza ou deixa de depender do técnico do serviço, o documento deixa de ser necessário, logo, é um impecilho face aos novos que vão ser criados nos restantes dias do ano. O antigo é, então, arquivado e acumulado...em arquivo <em>morto</em>, no tal barracão.<br /><br /><strong>O documento para o serviço de arquivo</strong><em>.</em> Para o arquivista, o documento produzido pelo técnico do serviço está envolvido num determinado contexto, conta uma história, e passa a estar provido ou desprovido de valor...<em>se estiver desorganizado e mal arquivado é como se tivesse sido eliminado</em>.<br /><br /><strong>Conclusão</strong>. Neste contexto, há duas realidades e visões diferentes acerca do mesmo produto: o documento. Por isso, a partilha de experiências e de conhecimentos será sempre necessário para poder investir o espírito de parceiros entre arquivistas e serviços produtores. Se a relação serviço-arquivo não for profícua, cada um vai esticar a corda para o seu lado. Nem o serviço tornará a sua gestão documental mais ágil, nem o arquivo atingirá o objectivo de conseguir fazer com que os técnicos dos serviços optem pela proposta dos arquivistas para acondicionar, organizar, gerir, e conservar os seus documentos. Continuarão a optar pela organização e gestão à medida da vontade de cada um, sem manuais de procedimentos, normas e critérios que conduzam à preservação da memória colectiva. <em>A plataforma informática nunca será, por si, a alma mater da gestão documental</em>. Sê-lo-á se, para além da colaboração arquivistas-serviços produtores, também se acrescente o terceiro elemento à relação...arquivistas-serviços produtores-informáticos.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-6852306987885154903?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-68809339701213908892007-11-22T11:04:00.003Z2008-06-20T14:38:59.640+01:00Tempestade ou apenas chuva molha-tolos?<div align="justify">Ora ai está um bom tema de discussão. Principalmente para aqueles que acham que se deve conservar tudo. Segue abaixo a notícia:<br /><br />«<em><strong>A menos que os Servidores de acesso à Net abram cordões à bolsa, tudo leva a crer que quebras vão ser comuns na Web</strong>.<br /><br />Um estudo da Nemertes Research concluiu que a procura dos consumidores, em geral, e a introdução de serviços tecnicamente mais exigentes pode tornar a utilização da Internet bastante menos atractiva e satisfatória.<br />Os responsáveis pelo estudo sublinham que este cenário pode ocorrer dentro de três a cinco anos, caso os Servidores de Acesso à Internet (ISP) não procedam a um investimento total de 42 mil milhões dólares a 55 mil milhões de dólares nas infra-estruturas de telecomunicações, diz a «Exame Informática».<br />A Nemertes Research acrescenta que a situação é mais periclitante nos E.U.A., onde o diferencial entre a qualidade das redes e a procura de novos serviços é maior.<br />Ainda assim, os responsáveis pelo estudo frisam que não há risco de a Internet deixar de funcionar, apenas pode vir a sofrer quebras ou lentidão nos acessos</em>.»<br /><br /><strong>Fonte da notícia</strong>: Agência Financeira</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-6880933970121390889?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-273537743535780862007-10-22T16:28:00.002+01:002008-06-20T14:37:15.439+01:00Uma vergonha<div align="justify">Câmara de Alpiarça arrisca-se a perder a sua memória para sempre. «<strong>Processos de 1979, planos de actividades e até um dossier de uma vereadora com assuntos de reuniões de executivo encontrados em montes de entulho proveniente das obras do edifício camarário</strong>.»<br /><br />Leia o resto da notícia <strong>clicando no título</strong> do post.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-27353774353578086?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-23072884322336803382007-10-19T09:20:00.001+01:002008-06-20T14:37:40.863+01:00Arquivo electrónico<div align="justify">Foi hoje publicada pelo Ministério das Finanças e da Adminstração Pública a <strong>Portaria n.º 1370/2007</strong>, que possibilita o arquivamento das facturas ou documentos equivalentes e talões de venda em suporte electrónico.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-2307288432233680338?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-33984446906533697762007-10-09T01:03:00.001+01:002008-06-20T14:38:31.353+01:00Acerca do processo condenatório da Ordem dos Templários<div align="justify">«<em>O Vaticano vai lançar uma edição inédita sobre os Templários, que reúne actas completas do arquivo secreto sobre o processo condenatório dos cavaleiros da ordem religiosa e militar medieval que ajudou os portugueses na luta contra os mouros.<br />A obra, "Processo contra os Templários", será apresentada a 25 de Outubro e está limitada a 799 exemplares, divulgou hoje a agência noticiosa católica Ecclesia.<br />O livro, que faz parte da série "Exemplaria Praetiosa", a publicação mais valiosa do Arquivo Secreto do Vaticano, reproduz fidedignamente os originais em pergaminho das actas completas do antigo processo de condenação dos Cavaleiros do Templo, acusados de heresia e blasfémia.<br />Fundada em Jerusalém em 1118, por nove cavaleiros franceses, a Ordem dos Templários visava a defesa dos interesses e a protecção dos peregrinos cristãos na Terra Santa durante as Cruzadas, tendo beneficiado posteriormente de várias doações de terras na Europa, que lhe permitiram estabelecer uma rede de influências no Velho Continente.<br />Na sequência do processo condenatório, a Ordem foi extinta, em 1312, pelo Papa Clemente V.<br />Em Portugal, os Templários ajudaram, nos séculos XII e XIII, nas batalhas contra os muçulmanos, nomeadamente na conquista de Santarém pelo rei D. Afonso Henriques, tendo recebido como recompensa extensas propriedades e poder político.<br />Quando foi extinta em vários países da Europa, o rei D. Dinis conseguiu transferir as suas propriedades, incluindo castelos, e os privilégios dos Templários para a Ordem de Cristo, criada em 1319.<br />A cruz da Ordem de Cristo, usada como símbolo nas caravelas e naus durante os Descobrimentos portugueses, ainda hoje adorna a bandeira do Governo Regional da Madeira</em>.»<br /><br /><strong>Fonte</strong>: Agência Lusa</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-3398444690653369776?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-84493511308146195372007-09-25T11:00:00.000+01:002007-09-25T11:02:15.278+01:00Fórum sobre Avaliação ArquivísticaUma iniciativa digna de louvar, para participar em:<br /><a href="http://avaliacao-arquivo.bestphpbb3.com/viewforum.php?f=1">http://avaliacao-arquivo.bestphpbb3.com/viewforum.php?f=1</a><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-8449351130814619537?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-83881691200905273572007-07-16T00:29:00.003+01:002008-06-20T14:39:21.926+01:00Um contributo para a Cultura em Lisboa<a href="http://bp0.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/Rpqt61i5ToI/AAAAAAAAADk/o9U2mJ0D8-k/s1600-h/Terreiro+do+Pa%C3%A7o.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087569955385855618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/Rpqt61i5ToI/AAAAAAAAADk/o9U2mJ0D8-k/s320/Terreiro+do+Pa%C3%A7o.jpg" border="0" /></a><br /><div></div><div align="justify">Cultura. Uma área completamente subaproveitada e relegada ao esquecimento. Esquece-se que pode ser um dos elementos mais importantes, senão o mais influente, do turismo na cidade e da formação de cidadãos responsáveis, conhecedores do potencial histórico da sua cidade. Há um projecto extremamente determinante para a dignificação do trabalho, e suas condições há muito esquecidas, dos agentes e funcionários culturais da CML: a construção do novo edifício para o Arquivo Municipal e Biblioteca Central de Lisboa. É uma forma de dar vida ao lado oriental da cidade que, tal como a própria Cultura, se encontra esquecido e atirado para uma zona virtual da cidade que não se pretende mostrar a quem a visita. Temos o Centro Cultural de Belém no lado ocidental da cidade, a oriente também é Lisboa. A inovação reside no facto da Cultura ser a área exacta para fazer a ligação, a nível interno, com as estruturas administrativas da CML no sentido de se modernizarem os seus circuitos; a nível externo, é uma área que pode potenciar economicamente e socialmente o Município, através do património que representa, numa relação próxima com as empresas de turismo, com as escolas, universidade, museus e, claro, a sociedade, pois a Cultura sem envolver as pessoas nunca será bem sucedida.<br /><br /><strong>Fonte da imagem</strong>: Jornal electrónico Novo Milénio </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-8388169120090527357?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-68059281260898502892007-07-16T00:28:00.003+01:002008-06-20T14:39:43.591+01:00Um contributo para a Eficiência Administrativa em Lisboa<a href="http://bp0.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/Rpqtu1i5TnI/AAAAAAAAADc/B9pZyY6W9GM/s1600-h/archivist.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087569749227425394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/Rpqtu1i5TnI/AAAAAAAAADc/B9pZyY6W9GM/s320/archivist.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">Deverá ser reforçada a intervenção da Divisão de Gestão de Arquivos no processo de modernização administrativa da CML. Normalmente é tida como uma área irrelevante no seio da autarquia, atirada para a gestão única e exclusiva da memória documental da cidade, o que é limitado. Porquê? Os seus técnicos não são mais aquelas pessoas misteriosas que se encontram a arrumar livros e documentos nas prateleiras; são, nos dias que correm, especializados nas mais diversas áreas, incluindo na informática, outra área com quem devem interagir nesse processo de modernização. Não pode haver uma exclusividade da informática nesse processo. O técnico de arquivo também tem uma palavra a dizer na melhor maneira de conceber uma plataforma informática que uniformize administrativamente toda a Câmara. Há toda uma gestão documental que interessa melhorar para a racionalização de procedimentos e para eficiência dos serviços municipais. Isto irá representar qualidade e rapidez na relação munícipe-autarquia, e estimular o próprio funcionamento interno da instituição. A gestão de arquivos não pode ser um trabalho confinado ao serviço da cultura, deve ser, isso sim, transformado num serviço transversal a toda a CML, com o objectivo de cobrir o funcionamento administrativo de todas as áreas orgânicas. Isto irá proporcionar uma uniformização de procedimentos ao nível documental na rede interna da Câmara, e também na relação com os cidadãos. Trata-se de uma mudança de paradigma organizacional e de poupança em recursos técnicos, financeiros e humanos, pois não é necessária nenhuma empresa externa - como muitas vezes acontece - para realizar este trabalho; há na CML competência suficiente para levar a cabo um verdadeiro projecto de modernização administrativa que sirva a autarquia e os seus munícipes.<br /><br /><strong>Fonte da imagem</strong>: Webwhispers (the archivist)</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-6805928126089850289?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-57959004295600202482007-06-29T16:22:00.001+01:002008-06-20T14:40:23.005+01:00Somos só cultura? Algumas certezas, muitas dúvidas<div align="justify">Será que é importante, nas nossas autarquias, dependermos organicamente da Presidência ou de uma direcção municipal dedicada à modernização e gestão administrativa, onde poderíamos trabalhar numa cooperação mais profícua com os informáticos?<br /><br />Parece-me consensual que os departamentos ou divisões de gestão de arquivos exercem uma actividade que é transversal no seio de todas as Câmaras. É uma função-meio dentro da instituição. Nos arquivos municipais é desejável que se crie, não apenas uma equipa dedicada ao tratamento e descrição da documentação histórica, mas várias para trabalharem junto dos serviços para acautelar uma situação que se vem arrastando há muito tempo: a incorporação de documentação acumulada nos depósitos dos arquivos municipais sem ter sido submetida a um processo de avaliação documental logo a partir dos arquivos dos serviços; e, por outro lado, a inexistência de um plano de classificação que uniformize o circuito documental dos serviços, que é a principal causadora do primeiro problema.<br /><br />Esta forma de interacção com os serviços vai atingir proporções tais que se vai tornar urgente definirmos o nosso lugar. Temos um papel determinante para a conservação do património documental das autarquias, mas ao alargármos o domínio das nossas competências, teremos um papel mais interventivo na modernização administrativa e tecnológica dos serviços. Não começa a ser hora de fazermos parte de uma área orgânica condizente com essa realidade? É óbvio que muitos arquivistas, nomeadamente os que já ouvi de Espanha em conferências, veêm nesta afirmação uma maneira de granjear mais apoios - entenda-se dinheiro. Será o primordial? Mais que isso é, quando a mim, tornar as nossas funções e competências mais dinâmicas e flexíveis, mais viradas para o futuro, sabendo que temos todo um passado que continuará a ser tratado, conservado e disponibilizado aos investigadores e munícipes interessados. E será que nesta perspectiva será mesmo necessário integrármos outra área orgânica?<br /><br />De onde vimos sabemos nós, mas para onde vamos...será que temos a certeza? O arquivo histórico é um dado adquirido, é aquele que preserva a memória, aquilo que somos: é o domínio da cultura. O futuro há-de um dia ser passado, e é nele que temos de apostar para que chegue em melhores condições às gerações vindouras. E para que isto suceda não é fundamental entramos no domínio da gestão da informação? </div><div align="justify"></div><div align="justify">Esta questão orgânica tem sentido se quisermos ser mais reconhecidos no interior das instituições. Mas apesar de tudo, a nossa função na modernização não é também um trabalho cultural, já que o nosso principal objectivo não é colocar os serviços no caminho da organização para que a sua memória perdure e seja respeitada mais condignamente? </div><div align="justify"></div><div align="justify">Acho que é chegado o momento de aconselhar a nós mesmos: «<em>conhece-te a ti próprio</em>.» Encontro-me nesse processo. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-5795900429560020248?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-35836377899423861742007-06-21T15:02:00.003+01:002008-06-20T12:47:12.045+01:00Um bom vento de Espanha<a href="http://bp0.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/RnqJm4lV6CI/AAAAAAAAAC0/5xC1-QpCz8o/s1600-h/guerra_civil.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078522830930700322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/RnqJm4lV6CI/AAAAAAAAAC0/5xC1-QpCz8o/s320/guerra_civil.jpg" border="0" /></a><br /><div>No dia 1 de Junho foi publicado, no nosso país vizinho, um Real Decreto (697/2007), que cria o Centro Documental da Memória Histórica, que terá a sua sede em Salamanca. De destacar o preâmbulo, e o artigo 2.º onde são discriminadas as funções do Centro.</div><br /><div></div><br /><div>Para aceder clique no título do post.</div><br /><div><strong>Fonte da fotografia</strong>: Portal de Estudos Passeiweb</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-3583637789942386174?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-26171151684625344772007-05-15T09:37:00.001+01:002008-06-20T14:28:09.717+01:00Uma notícia feliz para a cultura portuguesa<a href="http://bp1.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/SFuv4d0H0vI/AAAAAAAAAHQ/nwpSo4M2Wz8/s1600-h/Manuscrito.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213954378222260978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/SFuv4d0H0vI/AAAAAAAAAHQ/nwpSo4M2Wz8/s320/Manuscrito.jpg" border="0" /></a><br /><div align="center"><a href="http://bp1.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/RklysqN4pdI/AAAAAAAAABY/JcFd-vIlEM8/s1600-h/f_de_miranda_ab.jpg"></a><br /></div><div align="justify"><strong>Biblioteca Nacional adquire manuscritos de personalidades do início séc. XX.<br /><br /></strong>Lisboa, 14 Mai (Lusa) - A Biblioteca Nacional anunciou hoje que adquiriu recentemente em leilão lotes de manuscritos de personalidades ligadas à cultura que viveram em finais do século XIX e início do século XX. </div><br /><div><strong>Fonte da notícia</strong>: Agência Lusa<br /><br /><strong>Fonte da imagem</strong>: Zaal Books</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-2617115168462534477?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-5535105434505138822007-05-14T14:42:00.001+01:002008-06-20T14:45:59.674+01:00CITIUS para o combate à papelada judicial<a href="http://bp0.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/SFu0KRKelxI/AAAAAAAAAHY/5L77Sm1cV0I/s1600-h/JUSTICA.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213959082110523154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/SFu0KRKelxI/AAAAAAAAAHY/5L77Sm1cV0I/s320/JUSTICA.jpg" border="0" /></a><br /><div align="center"> </div><div align="justify">Foi hoje publicada, no Diário da República, a Portaria n.º 593/2007, que autoriza os magistrados e funcionários judiciais a assinar electronicamente os documentos que produzem.<br /><br />A aplicação informática faz parte do projecto CITIUS (do latim, mais rápido, mais célere), que visa desmaterializar os processos nos tribunais judiciais; os actos processuais dos magistrados serão praticados na plataforma designada de HABILUS. Será, portanto, dispensada a assinatura autógrafa nos processos em suporte papel.<br /><br />Como em todas as coisas, deixemos que o tempo seja o juiz desta lei.<br /><br />Estamos todos os dias a dar as boas-vindas ao novo paradigma da informação. A sociedade da informação é também uma sociedade do relacionamento. A internet aproximou-nos a todos. Mas verdade seja dita: a invenção do computador veio ainda trazer mais papel para o nosso dia-a-dia. E, pior que isso, veio descentralizar métodos que eram uniformes na produção da documentação. Agora que já se encontra cristalizada a ideia de que todos temos de ter um computador com internet em casa, vamos ver se conseguimos interagir com as instituições resistindo ao <em>velho</em> print.<br /><br /><strong>Fonte da imagem</strong>: Portal Rio Grande do Sul</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-553510543450513882?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-15149283603672985552007-05-13T23:07:00.002+01:002008-06-20T14:48:57.409+01:00Não deixem cair o projecto<a href="http://bp3.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/RkePhqN4pcI/AAAAAAAAABQ/rcvr17PXd3o/s1600-h/ArquivoLX.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064174114432394690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/RkePhqN4pcI/AAAAAAAAABQ/rcvr17PXd3o/s320/ArquivoLX.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">Seja quem for que venha a vencer as eleições para Lisboa, POR FAVOR, não deixem atrasar as obras para a construção do novo Arquivo Municipal e Biblioteca Central de Lisboa. O projecto é, não só importante para as condições de arquivistas e bibliotecários que trabalham em ambientes por vezes desoladores, mas também para a cidade em geral. Será, em especial, determinante para a dinamização do lado oriental da cidade. A urbanização do Vale de Santo António terá um novo impulso e será concerteza um espaço de cultura digno de mudar a face do lado esquecido de lisboa. O bom senso será suficiente para fazer avançar o projecto. Não há esquerda e direita quando se trata de melhorar a vida das pessoas e dos profissionais que acordam todos os dias para preservar a memória e a cultura da cidade. Quem não vê o alcance destas coisas não é uma pessoa que ame a cidade. Na minha opinião, a única coisa que admitiria era o reajustamento do projecto e não o seu atraso ou, pior, o seu chumbo. Escrevo isto como arquivista, mas também como uma pessoa que nasceu em Lisboa e que ama esta cidade...apesar de não cá viver.<br /><br /><strong>Fonte da imagem</strong>: Blog LX Projectos</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-1514928360367298555?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-76848826272182262922007-05-10T21:54:00.000+01:002007-05-10T22:31:01.202+01:00Também não é fácil para os arquivistas!<div align="justify">Qualquer dia ainda mudo o nome e o conceito deste blog...está a ficar muito político. ATENÇÃO: eu disse político, não disse politizado! Tenho as minhas convicções políticas, a minha ideologia, mas quero poupá-los a isso. Fica para mais tarde um blog sobre política...mas permitam-me outro desabafo, desta vez autárquico. Sou um arquivista municipal e não vivo à parte da realidade política que me envolve. </div><div align="justify">Como é do conhecimento comum vão haver eleições intercalares para a autarquia onde tento dar o meu melhor e que é fantástica: Lisboa. Pois bem, eu normalmente gosto de ver os mandatos chegarem ao fim, seja com que força política for. Vamos supor que todos os autarcas do país se tornavam neste momento todos arguidos. O que fazer? Eleições intercalares para todas as câmaras municipais? O que eu penso como cidadão independente é que uma pessoa até ser acusada não deve ser afastada das suas funções políticas ou profissionais. É a opinião de um arquivista que se sente injustiçado com a forma de fazer política neste país. Nunca foi tão óbvio aos olhos de todos nós como a política portuguesa se tem tornado numa guerra palaciana, num jogo de golpes baixos, de tacticismo esquizofrénico, de caciquismo, de clientelismo que se cristalizou, and soyon and soyon...</div><div align="justify">Também não é fácil para os arquivistas conviverem com esta instabilidade. Tal como qualquer profissional da CML, os arquivistas desta casa vão ser agora obrigados a alterar os seus planos de trabalho, os seus objectivos, e a deixar a sempre adiada gestão integrada de documentos na instituição. É que normalmente após uma nova eleição - e agora como é surpresa - muda-se tudo e todos. É a famosa dança das cadeiras. Se as eleições ocorressem em 2009 como deveria ser, assim estaríamos preparados para esse cenário. Agora que estamos a trabalhar em projectos determinantes para o reconhecimento da profissão nesta autarquia - estamos a ser ouvidos e considerados - não sabemos o que vai acontecer. Podem-me acusar de conservadorismo nestas palavras, mas uma coisa é certa: foi durante estes últimos anos que o Arquivo Municipal de Lisboa pôde iniciar a marcha de projectos que há muito ambicionava desenvolver. Espero que assim continue com a próxima administração, tenho essa esperança. Se as pessoas se interessarem e conhecerem de perto o nosso trabalho, facilmente auscultarão que precisam de nós para que esta autarquia se torne cada vez melhor. É bom para a sua imagem, e servirá de forma superior os interesses dos munícipes. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-7684882627218226292?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-75274851837067888892007-05-08T00:24:00.001+01:002008-06-20T14:51:05.884+01:00Mais uma vez o Prós e Contras<a href="http://bp2.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/Rj-5saN4pYI/AAAAAAAAAA0/rfg7nP4jINY/s1600-h/Adriano+Moreira+e+Mario+Soares.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061968678790669698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_sSwL-yqQXUE/Rj-5saN4pYI/AAAAAAAAAA0/rfg7nP4jINY/s320/Adriano+Moreira+e+Mario+Soares.bmp" border="0" /></a><br /><div align="justify">Estou a assistir a mais um programa do Prós e Contras e há muito tempo que não ficava tão deliciado a ouvir um debate esquerda-direita. Para quem não gosta de perder muito tempo a «ouvir» política, podia tentar obter uma gravação deste programa (o suficiente) porque, pelo menos a mim, permitiu elucidar alguns pontos de convergência e as principais diferenças entre os dois opostos. Ouvir pessoas como Adriano Moreira ou Mário Soares a discutir os principais problemas da humanidade e a defender soluções diferentes é algo a que não se assiste todos os dias. Hoje é concerteza um dia em que voltei a ter esperança na política. </div><br /><div align="justify">Este não é necessariamente um texto arquivístico, mas não posso deixar de expressar a minha preocupação em relação à nova geração de políticos, porque são justamente estes que me afastam da política. Foi preciso ouvir estes dois «antigos galácticos» da política portuguesa para me voltar a lembrar que a esperança mora mesmo aqui ao lado. São palavras que me fazem sonhar; que me dão ideias para acordar amanhã e trabalhar mais um dia em prol da minha instituição, da minha cidade, do meu país. Infelizmente são poucos, ou quase nenhuns, os novos políticos que me provocam esta sensação tão boa. </div><br /><div align="justify">Concerteza que se trabalhasse no Arquivo da RTP que procuraria consultar muitas vezes a fita relativa a este programa.<br /><br /><strong>Fonte da fotografia</strong>: Diário de Notícias (17/03/2005)</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-7527485183706788889?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-56267474744051103252007-04-26T21:36:00.000+01:002007-04-26T21:50:53.361+01:00Depois de Abril, desabafo pouco arquivístico<div align="justify">Estamos a 33 anos de distância de um dia feliz que me permitiu nascer em liberdade. Tenho 25 anos e acho estranho já me encontrar farto (é mesmo o termo) de ir às urnas depositar o meu voto depois de ter o trabalho de ler os programas de governo dos partidos. Faço o meu papel de cidadão participativo em cada eleição ou referendo, mas basta apenas uma semana para perceber que fui enganado. Depois deste dia 25 de Abril é este o meu estado de espírito em relação à política. Adoro política mas não morro de amores por estes políticos. Não quero estar aqui a flechar o nosso governo, mas uma coisa é certa: sou novo mas tenho acompanhado a política do país desde a adolescência e não me lembro de tanto exagero em promessas por cumprir. Bem sei que a política tem os seus truques, as suas estratégias, o seu marketing, as suas mentiras...mas desconhecia ter tantas assim!</div><div align="justify">Por vezes ainda releio os programas eleitorais dos partidos que formaram governo em Portugal e fico muito desiludido com a imaginação de quem os escreve. Tanto papel gasto em letra morta. Como arquivista, estas coisas fazem-me muita confusão, porque normalmente gosto de conservar para o futuro a verdade da história e não a mentira ou a falsa promessa. Não deixa de ser história, mas preferia que fosse mais verdadeira. Um pouco mais de verdade é o que desejo no futuro. Só um pouco mais de verdade faz a fronteira entre a abstenção e o voto sincero dos cidadãos. Mais...faz a vontade de ir votar! </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-5626747474405110325?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-87778853573618423492007-03-22T00:01:00.001Z2008-06-23T10:14:11.939+01:00Arquivistas, entre outros, ao serviço da Autarquia e dos Munícipes<strong>Tomada de posse de 72 novos funcionários da CML</strong>. (20/03/2007)<br /><br />O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, deu, no dia 20 de Março, posse a 72 novos funcionários de diversas áreas da autarquia. A acompanhá-lo esteve a vice-presidente Marina Ferreira, os vereadores José Amaral Lopes e Paulo Moreira, e o director municipal dos Recursos Humanos, Luís Centeno Fragoso.<br /><br />Os funcionários que tomaram posse, por categorias, são: <div><div>1 Arquitecta Paisagista;</div><br /><div>1 Auxiliar Administrativo;</div><br /><div>24 Cantoneiros de Limpeza;</div><br /><div>5 Educadoras de Infância;</div><br /><div>12 Electricistas/Operários;</div><br /><div>2 Engenheiros Electrotécnicos;</div><div></div><div>12 Limpa colectores;</div><br /><div>6 Técnicos Profissionais (Telecomunicações);</div><br /><div>1 Técnico Profissional (Construção Civil);-</div><br /><div>2 Técnicos Superiores (Área de Engenharia Urbanista);</div><br /><div><strong>5 Técnicos Superiores (Arquivo)</strong>;</div><br /><div align="justify">1 Telefonista.<br /><br />Durante a tomada de posse, Carmona Rodrigues frisou que faz "q<em>uestão que todas as tomadas de posse sejam feitas aqui neste Salão Nobre dos Paços do Concelho, dada a importância do sentido de dever e responsabilidade pública, que deve ser enaltecido em momentos como este</em>".</div><br /><div>O autarca desejou as maiores felicidades aos recém-empossados, “<em>neste dia em que começam uma nova etapa na vossa vida profissional</em>”. </div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-8777885357361842349?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-81245608299101439052007-02-27T10:02:00.001Z2008-06-23T10:11:55.461+01:00Pay per View...Papers online?<div align="justify">É uma notícia do New York Times acerca de uma questão que precisa de mais debate.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><strong>Cliquem no título</strong> e acedam à notícia.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-8124560829910143905?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-86541864836625707782007-02-26T17:44:00.001Z2008-06-23T10:54:16.093+01:00E...os Arquivistas?<div align="justify">O <strong>PortugalDiario</strong> de hoje noticiou o seguinte...</div><div align="justify"></div><div align="justify"><br /><em>«Os políticos e os vendedores de automóveis são os profissionais em quem os portugueses menos confiam, segundo um estudo divulgado esta segunda-feira pelas Selecções do Reader's Digest (...) A análise, que assenta num questionário feito a 1.228 leitores das Selecções em Portugal, mostra que 97 por cento dos portugueses não depositam nenhuma confiança na classe política (...) Além disso, revela que 93 por cento dos inquiridos «não tem muita ou mesmo nenhuma confiança» nos vendedores de automóveis. No lado oposto da tabela, os pilotos de avião e os bombeiros surgem como as profissões em que os portugueses depositam mais confiança, para perto de 93 por cento dos inquiridos. Profissões ligadas à área da saúde, como a de farmacêutico, enfermeiro e médico reúnem a confiança de 90, 87 e 86 por cento dos portugueses, respectivamente. Os professores surgem mais atrás, com uma percentagem de 74 por cento. Os jornalistas não aparecem bem classificados, o mesmo acontecendo com os advogados e padres. Os profissionais dos meios de comunicação reúnem a confiança de apenas 31 por cento dos inquiridos, enquanto essa percentagem sobe para os 43 por cento no caso dos padres e desce para 21 por cento no caso dos advogados. Questionados sobre o que mais caracteriza a sua personalidade, os portugueses vêem-se como pessoas honestas, 91 por cento, dedicadas à família e práticas, 71 por cento, participativas, 65 por cento e activas, 58 por cento.»<br /><br /></em>Estes são dados que mostram a nossa inexistência perante a sociedade. Nós, que cuidamos de boa parte da memória institucional do país. Talvez seja esse o desígnio do arquivista: não existir, para fazer existir. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-8654186483662570778?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-56959494715181483632007-02-07T20:43:00.000Z2007-02-07T21:03:05.783ZO valor do papel num futuro extremo-digital (nem Spielberg lhe resiste)<div align="justify">Já há algum tempo que tenho na minha colecção de filmes o Relatório Minoritário (realizado por Steven Spielberg, protagonizado por Tom Cruise e Colin Farrel, entre outros). Porque é que este filme é aqui chamado? </div><div align="justify">Como disse, já há algum tempo que tenho o filme, mas nunca me apercebi de uma cena que se passa dos 20 aos 25 min. </div><div align="justify">Foi durante uma formação de Arquivos Correntes, ministrada pelo Dr. Vítor Gomes, que esta cena foi divulgada e muito habilmente pelo formador, pois veio demonstrar uma coisa simples: nem Spielberg, com toda a atenção do mundo na realização do filme, foi capaz de fugir à realidade evidente da prova última que constituiu o papel naquela cena. Era uma ordem emitida a um agente conferindo-lhe autoridade para aceder a um espaço interdito. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-5695949471518148363?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-69384758545880265442007-02-07T20:33:00.001Z2008-06-23T10:15:33.833+01:00Não é novidade para os Arquivistas, mas vale sempre a pena lembrar.<div align="justify"></div><div align="justify">Trata-se do nosso código de ética, muitas vezes esquecido, agora lembrado.</div><div align="justify"></div><div align="justify">Façam favor de aceder <strong>clicando no título</strong> deste post.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-6938475854588026544?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-70596045214916181212007-02-05T12:27:00.001Z2008-06-23T10:16:13.947+01:00Porquê o receio?<div align="justify">A revista Sábado (<strong>n.º 144, 1 a 4 de Fevereiro/2007</strong>), produziu um artigo muito interessante (<strong>págs. 66-67</strong>), intitulado «Arquivos Secretos no PCP». </div><div align="justify"></div><div align="justify">E são, deveras, secretos. Numa sociedade que se pretende aberta e transparente, ainda é possível identificar nichos de resistência a essa abertura. Como arquivista e, também, como historiador, é algo que me deixa indignado. Por muito que afirmem não quererem esconder nada, sinceramente não acredito. </div><div align="justify">Nunca o requeri, mas se eu quiser estudar algum período a que se reporta a actividade do Partido Comunista Português, pelo que li na Sábado, é-me simplesmente tolhida essa possibilidade. Justifico esta afirmação através das palavras do Dr. Pacheco Pereira à mesma revista: «<em>Nunca deixam entrar nenhum investigador independente. É preciso ir aos arquivos já abertos em Moscovo para consultar o que se passou cá</em>.» </div><div align="justify">A democracia exige abertura e transparência e não tem complexos com a História. Nem quero imaginar se nos fosse negada a consulta do Arquivo da PIDE/DGS...</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-7059604521491618121?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-31109064925646700482007-01-29T23:48:00.000Z2007-01-30T08:57:15.178ZAs coisas que o Prós e Contras me lembra de escrever<div align="justify">Encontro-me neste preciso momento a assistir ao Programa do Prós e Contras da RTP1, e realmente espelha bem o rosto da nossa sociedade.</div><div align="justify">O debate é sobre o Referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, e começam-me a entristecer certos argumentos utilizados pelos dois lados da questão. O que me choca mais é estarem sempre a diminuír o país quando fazem comparações com o que se faz lá fora. Na comparação há sempre uma janela aberta para minimizar a nossa capacidade. Parece que nós somos os primatas e os outros são os modernos que fazem acontecer maravilhas. E a falta de informação que notei em algumas pessoas no programa da rtp1 é gritante em alguns casos <em>ilustres</em>...Bom, mas falemos de arquivos. </div><div align="justify">Há cenários destes que também são válidos para a nossa área - a da Arquivística. Muito me apraz ver adoptadas para a nossa realidade práticas que se desenvolvem lá fora, nomeadamente em Espanha. Mas eu não acredito em paraísos arquivísticos. Já tive conhecimento de arquivos em Espanha completamente relegados ao abandono. Há muita teoria, e rica, mas às vezes o que parece não é, de facto. Há seminários e conferências dadas por profissionais espanhóis em Portugal, e no final das comunicações nota-se um certo entusiasmo e excitação com desejos de importação dos modelos que nos são divulgados como exemplares. Nós também brilhamos com muitas ideias e as mesmas podem igualmente ser exemplares. Será que a prática acompanha essas comunicações? Espanha é um país muito grande, respeitável, com pessoas e culturas muito diferentes. Mas eles também se debatem com os seus problemas arquivísticos. Não podemos estar constantemente a gabar o seu trabalho e a condenar e a chamar atrasadinhas às nossas concepções arquivísticas. Se não temos o devido apoio político, isso já é outra história e argumento suficiente para não sermos tão dinâmicos como os nossos vizinhos. Infelizmente essa falta deapoio é aterradora. Basta visitar o site do Ministério da Cultura espanhol e o nosso e tirar as devidas ilações. De qualquer forma, congratulo-me com os poucos, mas bons, teóricos que temos na área em terras portuguesas. Se são influenciados pela teoria e estudo exteriores - espanhóis inclusive -, ainda bem para eles, estão mais ricos de conhecimento, mas onde irão desenvolver práticas de trabalho é no nosso país. E concerteza que terá um sabor ainda mais especial transformar esse conhecimento em matéria original mesmo sendo influenciada por práticas internacionais. </div><div align="justify">O que estou de acordo é, no âmbito da União Europeia, respeitarmos normas uniformes. Nos procedimentos e nas práticas não temos necessariamente de ser seguidistas. </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-3110906492564670048?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-21462184.post-86147544905441103382007-01-29T13:55:00.001Z2008-06-23T10:16:40.529+01:00Biblioteca e Arquivo: num espaço comum?<div align="justify">Biblioteca e Arquivo? Biblioteca? Arquivo? Ainda não tenho uma opinião totalmente formada sobre se as duas áreas da informação poderão ou não funcionar num espaço comum. Á partida, não vejo inconveniente nisso. </div><div align="justify">Para os profissionais de Biblioteca penso que não haverá problema nem mudança arrojada no seu trabalho, porque já é uma área que, em Portugal, tem funcionado bem; está dotada de uma componente teórica que lhe dá força; aplica normas e procedimentos uniformes; tem expandido o seu campo de acção (a transformação do seu espaço em ambiente social e familiar para todas as idades como acontece na Biblioteca Municipal José Saramago em Beja); etc. Para os profissionais de Arquivo, as mudanças já seriam muitas e positivas. </div><div align="justify">A Biblioteca é, tradicionalmente, a face de uma instituição. É, por assim dizer, o seu móvel de luxo. Confere dignidade intelectual ao ambiente e alto respeito pelo conhecimento. Enquanto que os Arquivos, por seu lado, encontram-se escondidos, esteticamente e higienicamente vergonhosos, salvo raras e honrosas excepções, para serem visitados. Sabe-se que existem mas não para mostrar. São, em última análise, a função<em> underground</em> da instituição. Erradamente, já que sem a existência de Arquivos talvez se escrevam menos livros; talvez desapareçam mais fontes; talvez até cheguem ao fim da linha os mestrados e os doutoramentos... A importância dos Arquivos, infelizmente não é compatível com esta imagem degradada. Por isso mesmo, muitos perguntarão a razão porque eu tenho de ser licenciado e até pós-graduado para exercer a actividade de arquivista. Há espanto nisto. Então porque é que hoje o arquivista é cada vez mais um gestor de informação? A razão é esta: porque a área em que trabalho mexe cada vez mais com a eficiência da instituição (a maioria das vezes económica) onde presto serviço, mas a importância que lhe é dada tem sido mínima no seu contexto organizacional. </div><div align="justify">Será que o arquivista vive em plena mudança de paradigma? Será que o seu gabinete de trabalho está a mudar da cave para junto dos serviços administrativos com uma porta a dar para o gabinete informático? A vantagem do arquivista é que pode ter um gabinete com várias portas e trabalhar flexivelmente cooperando com todos os departamentos da instituição. É o flexiarquivista.</div><div align="justify">Biblioteca e Arquivo num espaço comum. Porque não? Será que são a razão de ser um do outro? O Arquivo sem Biblioteca não tem interesse e vice-versa. A biblioteca guarda no seu acervo a informação muitas vezes analisada em arquivo; a biblioteca é, entre outras coisas, a fonte de inspiração para se consultar o arquivo, em busca das fontes que originaram as investigações de muitos autores. Uma área potencia a outra, ninguém se anula, todos se completam.</div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21462184-8614754490544110338?l=arquivisticamente.blogspot.com'/></div>Bruno Castro Pereirahttp://www.blogger.com/profile/00946733824479165305noreply@blogger.com0