<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720</id><updated>2009-11-06T01:09:10.510-02:00</updated><title type='text'>Clarissa Corrêa</title><subtitle type='html'>Do pouco, um tudo. Do tudo, um resto. Do resto, partes de nós.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>724</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-8863802643200597095</id><published>2009-11-06T00:15:00.005-02:00</published><updated>2009-11-06T01:07:48.765-02:00</updated><title type='text'>Bate bola</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SvOHciBJRiI/AAAAAAAAA8A/te4ipRDePAQ/s1600-h/marilyn-monroe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400809302385051170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SvOHciBJRiI/AAAAAAAAA8A/te4ipRDePAQ/s320/marilyn-monroe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;"Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Marilyn Monroe)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não que eu seja a dona da verdade, mas prefiro quando estou certa. Quem não é assim? Tão bom a gente poder falar com propriedade, fazer um cof cof, erguer o queixo, empinar o nariz e sair por aí pregando nossas pseudoverdades em murais imaginários. Melhor ainda é conquistar uma legião de seguidores fiéis, que se agarram em nossos terços e se ajoelham por nós. Já cansei de falar: gosto mesmo de confete, adoro quando concordam com o que eu digo. Não sei lidar com críticas, sou meio mesquinha quando o assunto é eu-eu-mesma-e-Irene-contra-a-parede. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nem sempre estou bem-humorada e isso me incomoda um pouco. Coisas muito pequenas podem modificar o meu dia. Uma frase sua, por exemplo, que desça pelo canal errado pode mudar tudo. Sabe espinha de peixe quando desce arranhando? Certas coisas passam assim pela minha garganta. Algumas, inclusive, entalam no meu ouvido. Outras não consigo digerir nem com sal de frutas. Quando falo sou incisiva. Acho que todo mundo tem que ter opinião - e as minhas geralmente são fortes. Vezenquando entro em brigas erradas. Geralmente, entro pra ganhar. E seguidamente eu perco. Tenho pensado em não desperdiçar tanta energia no que não merece minha atenção. Mas sou curiosa e acho que preciso conhecer tudo. Me foco em coisas que eu gosto, tenho uma dificuldade absurda em manter a concentração em assuntos que considero bobos. Não gosto de política e não entendo bulhufas do assunto. Francamente, não sei como vários homens podem correr atrás de uma bola - e ficarem empolgados com isso. Acho o Gerard Butler um muso e o Leonardo DiCaprio feio de dar dó. Sei reconhecer quando uma mulher é bonita, mas confesso que procuro um defeito até na Megan Fox - sem sucesso, lógico. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Meu dedão da mão direita é diferente do da mão esquerda e durante muito tempo tive problemas com isso. Já fui a maior consumidora de Band Aid da face da terra, apertava o dedo até ele ficar do tamanho do outro (o coitado quase morria esmagado e o sangue não circulava direito). Você não deve estar entendendo nada: eles têm o formato um pouco diferente, inclusive a unha. Um dedo é mais gordinho e baixinho que o outro. Já o outro é mais esbeldo, dedo Gisele Bündchen. Sempre tive vergonha deles, o engraçado é que ninguém percebia, só as manicures. Eu já chegava mostrando olha-meu-dedo-é-diferente, pra que ninguém me olhasse como se eu tivesse alguma anomalia genética. Tenho uma machinha no pescoço, no lado direito. Quem vê de longe diz que é um chupão. Muita gente já me olhou esquisito, do tipo porra-essa-mina-tá-com-um-chupão-animalesco-e-ainda-sai-com-o-cabelo-preso? Já tive muita neura com isso, sempre andava de cabelo solto pra não ouvir nenhum tipo de gracinha maliciosa sobre o assunto. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fiz de tudo pra estragar o meu namoro. Apareci horrivelmente descabelada e feia na frente do meu namorado no segundo encontro (sendo que, no primeiro, xinguei ele). Sabotei, encanei com coisas ridículas, coloquei o medo na frente de coisas mais importantes e deixei ele lá na primeira fila, com direito a pipoca e refri. Meu medo começou a ficar cansado, com dor nas costas. Então, lentamente, com muita autoterapia e conselhos ao pé do ouvido, ele resolveu mudar de cidade. Volta e meia manda presentes e vezenquando uns postais. Eu jogo tudo fora, mas quando ele vem visitar eu tenho que ser hospitaleira, meus pais me educaram direitinho. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Me sinto, frequentemente, uma farsante que escreve um monte de abobrinhas que ninguém lê. Então, abro minha caixa de e-mails e me delicio com cada carinho que recebo. Me sinto, frequentemente, como alguém que nunca vai conseguir uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. E quer saber? Eu nunca quis, sem mentira nenhuma. Não pretendo que a minha literatura vire um Best Seller. (Hello, se virar eu tô topando!) O que eu quero é sentimento, envolvimento, entretenimento. Eu quero é afrouxar um riso, extrair uma dor. Eu quero é que você use meu texto como espelho, que reflita, se enxergue, se entregue. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Me sinto, frequentemente, bombardeada por um mundo que não sei se suporto. Excessos e faltas. Sou movida por eles, por sentimento, sonho e lágrima. Tem gente que não entende meu estilo de ser e me doar. Para esses, eu digo que não vou desistir. Vou continuar, preciso continuar. Mesmo que o caminho seja cheio de lama, mesmo que pessoas-monstro apareçam: eu vou fechar os olhos e acreditar num mundo mais bonito. Eu vou abrir os olhos e viver um mundo mais bonito. Eu vou manter meus olhos na tela, meus dedos no coração e fazer do seu mundo um lugar mais bonito. Ah, eu vou!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-8863802643200597095?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/8863802643200597095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/8863802643200597095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/11/bate-bola.html' title='Bate bola'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SvOHciBJRiI/AAAAAAAAA8A/te4ipRDePAQ/s72-c/marilyn-monroe.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-1617211848102081878</id><published>2009-11-05T23:24:00.003-02:00</published><updated>2009-11-06T01:09:10.524-02:00</updated><title type='text'>De olho no retrovisor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SvOEw2GBTWI/AAAAAAAAA74/kvUVwQm7l2Q/s1600-h/pedacos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400806352836709730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 295px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SvOEw2GBTWI/AAAAAAAAA74/kvUVwQm7l2Q/s320/pedacos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembrei de uma blusa preta que eu tinha, manguinha longa, borboleta bordada, paetês rosa pink. Uma das minhas preferidas. Tenho esse lance com roupa, algumas dão sorte, outras servem pra ir ao médico, entrevistas de emprego, funerais (sempre achei muito chique dizer "funeral", como os americanos), tal e coisa. Quem já não teve a Calça Da Sedução? Aquela que você veste e pensa hoje-vou-me-dar-bem. E o Sutiã Up Da Sorte?A gente veste e sente o poder subir pelo dedão direito do pé. Chame do que quiser, mas pense um pouco sobre isso: todo mundo tem qualquer tipo de amuleto, patuá, reza, três pulinhos ou algo parecido com bobagem meramente esquizofrênica que garante qualquer tipo de autoestima momentânea. O momento crucial do agora-eu-tenho-o-mundo-colado-no-meu-salto-10cm. Ou um mantra que faz os neurônios cantarolarem qualquer tipo de bobagem que faça a autoestima subir em um trio elétrico e pular feito doida que tomou energético com uísque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não tem nada mais cretino do que ignorar o que um dia fez parte da gente. E naquele dia que era especial e tenso eu usava a blusa preta de manguinha longa com borboleta bordada, cheinha de paetês rosa pink. Me sentia feliz, meu coração parecia que estava em uma calça 34, apertado, sem ar, justinho, esmagado. Falta de ar e um frio que passava pelo estômago, intestino, pulmão e vizinhança. Foi quando ele apareceu e o mundo parou de rodar por alguns momentos, para depois girar feito ventilador na velocidade máxima. Não sei explicar, mas abri um sorriso sorrido e pensei tudo-se-modificou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na segunda vez, a Calça Da Sedução e uma blusinha preta, com uma águia bordada. Então, eu o vi. Ele lá, cantando com a cabeça para o lado, aqueles olhos que contavam histórias e prometiam rumos diferentes. Eu, propostas escondidas em acordes, a águia bordada e os olhos. &lt;em&gt;Aqueles&lt;/em&gt; olhos. Entre um gole e outro de água com gás, gelo e limão, descubro que a vida pode ser o paraíso quando se tem palavras certas e gestos calculados. Não dormi, tantas eram as promessas rondando minha cabeça que retrocedia e tinha trejeitos cada vez mais infantis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na terceira vez, um beijo. Esperado, sonhado, dormido, acordado. Calmaria e tempestade, juntas, melhores amigas, tão confidentes que trocavam segredos e abraços. A partir daí, um turbilhão, reviravolta, tumulto, virada. Eu lembro de ter achado que tudo era mentira. E lembro de que tantos questionamentos me sacudiram mostrando a verdade. Não queria ver, queria viver. De vez em quando a gente fecha os olhos, se fixa na emoção, procura deixar a razão de lado. Coloquei a verdade em um canto da estante. Até que um livro derrubou ela no chão. E eu tive que me abaixar pra juntar a bagunça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu já disse que não tem nada mais cretino do que ignorar o que um dia fez parte da gente? Meu Deus, como eu adorava aquela blusa! Um dia, joguei fora. Ela, meus cacos e os retalhos de uma história que começou meio torta. Não sobrou nada, nem saudade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-1617211848102081878?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1617211848102081878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1617211848102081878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/11/de-olho-no-retrovisor.html' title='De olho no retrovisor'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SvOEw2GBTWI/AAAAAAAAA74/kvUVwQm7l2Q/s72-c/pedacos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-8412355591318081216</id><published>2009-11-03T15:58:00.002-02:00</published><updated>2009-11-03T16:05:22.668-02:00</updated><title type='text'>Décadence avec Élégance</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SvBvw3sICtI/AAAAAAAAA7w/6mqxPh85KQ0/s1600-h/christian-dior-1957.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399938838590655186" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SvBvw3sICtI/AAAAAAAAA7w/6mqxPh85KQ0/s320/christian-dior-1957.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;“Usar um brilhante grande no dedo significa apenas que você tem muito dinheiro - não diz nada em relação à elegancia.” &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Christian Dior, no livro &lt;em&gt;O Pequeno Dicionário da Moda&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me chama de ranzinza. Diz que sou impaciente. Me atira na cara que sofro de mau humor crônico. Depois, me joga na parede e me chama de lagartixa. Ou de jacaré. Ou de qualquer coisa com rabo - porque eu tenho e é grande. Desculpe, mas não suporto pessoas que dão risada alta, são amigas de todo mundo e ficam se espalhafatando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela gente que ri demais, dá tapinha nas costas demais, fala demais, se mete demais? Apesar de gostar do muito e ser fã do exagero, espera um pouco, peraí, tenha dó, vai com calma. Se eu não te conheço, não venha mostrando toda a dentadura para o meu lado, não encoste no meu braço para falar, não pergunte sobre a minha intimidade. O que é meu, eu guardo. O que eu quero, mostro. Com a experiência de vida pesando nas costas, a gente aprende (um pouquinho) em quem deve ou não confiar, com quem pode ou não contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca gostei de quem fala muito alto, faz esparro, grita, dá gargalhadas fenomenais de tudo e acaba se tornando o centro das atenções por berrar para o mundo uma felicidade inexistente. Para mim, tenho isso bem claro, gente assim não é feliz. Sinceramente, não. E não tente me convencer, tampouco diga que sou azeda. O mundo não é uma risada sem fim, duvido de humores assim. E, principalmente, acho que tem lugar para tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é você estar em casa assistindo qualquer programa engraçado e morrer de rir. No cinema, ver uma cena hilária e dar uma gaitada - em coro - de mil e noventa decibéis. Mas em consultório de ginecologista, no ambiente de trabalho, na fila do banco, na mesa do restaurante, por favor, mantenha a classe e a compostura. Não gosto de quem não sabe se portar. Existem lugares e lugares. Se você quer gritar no boteco, grite. Se quer dançar no meio da rua, dance. Mas entenda que num escritório fechado é bom lembrar que existem outras pessoas. E elas não são obrigadas a ouvir a sua conversa no telefone, seus gritos histéricos, suas risadas mal educadas, seus batuques na mesa, sua reclamação pelo dia infernal. Fique com seus problemas longe da vida de quem nada tem a ver com isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Quando você ficar triste que seja por um dia e não o ano inteiro&lt;br /&gt;E que você descubra que rir é bom, mas que rir de tudo é desespero..."&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Amor pra recomeçar&lt;/em&gt;, Frejat)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos adolescentes, pelo fogo e falta de noção, ficam se agarrando em parques e lanchonetes. Lugar de nheco-nheco é em casa, sem ninguém vendo, a intimidade não tem que ser exposta. Vejo que muita gente perdoa os velhinhos que se atravessam na fila da padaria sem pedir licença porque são velhinhos. Peraí, a educação não pode envelhecer nem ficar com falta de memória. As coisas não podem ser desculpadas em função de idade ou classe social. Educação e classe independem do sexo e a quantidade (ou falta) de grana no banco. Sabe aquela criancinha que fica correndo no restaurante e dando nos nervos de quem está calmamente comendo? Para mim, e isso é sério, não tem desculpa. Culpados? Pai e mãe. Sei que a língua é o chicote do cu, mas meus filhos não serão assim. Não mesmo, pois vejo muitos pais que levam livrinho, canetinha e boneco para qualquer lugar. Criança precisa de entretenimento, senão enche o saco. Mas não acho que tudo deve ser desculpado. Os idosos podem passar na frente, as gestantes também. Mas que não usem as rugas e a cria na pança para fazer o que bem entendem. Isso acho sem vergonhice. E detesto gente ordinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns confundem autenticidade com falta de educação. Risos demais, abraços, confidências, tudo sem a menor intimidade. Não gosto. Não tenho mais saco nem tempo para social-grátis. Não tenho a menor paciência para fingimentos. Não consigo, me consome, me sinto presa. Bom mesmo é sorrir com vontade, ficar de cara fechada com vontade, fazer tudo com vontade. Porque sem vontade já basta a quantidade de obrigações diárias que a gente tem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-8412355591318081216?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/8412355591318081216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/8412355591318081216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/11/decadence-avec-elegance.html' title='Décadence avec Élégance'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SvBvw3sICtI/AAAAAAAAA7w/6mqxPh85KQ0/s72-c/christian-dior-1957.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-8211570859026754945</id><published>2009-11-03T15:47:00.005-02:00</published><updated>2009-11-03T15:58:26.673-02:00</updated><title type='text'>Azar do Personagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Tem mais uma promoção rolando no blog.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Quer ganhar um livro do Reginaldo Pujol Filho?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"&lt;strong&gt;Azar do personagem&lt;/strong&gt; é a certeza de que todo mundo ri do azar dos outros. São 14 contos cheios de humor, ironia e tentativas de brincar (e muito) com a linguagem. O autor, percebendo que é deus de seus personagens, resolveu assumir de vez esse papel e não poupar nenhum deles, nem a si mesmo. Para isso, joga com o destino de escritores, peças de xadrez, casais, críticos, psicólogos e também se diverte com palavras, letras e sinais gráficos nem tão usuais. Literalmente, azar dos personagens."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/azar-do-personagem/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;http://www.naoeditora.com.br/catalogo/azar-do-personagem/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Quer participar? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Então escreve pra mim contando qual é o teu personagem preferido. Pode ser Shrek, Zorro, Didi Mocó, Chapolim, tanto faz. É só me falar o nome e o motivo. Por exemplo: meu personagem favorito é a Cinderela porque me identifico com a história dela, tô sempre esperando o príncipe e já perdi uma Havaianas na escadaria. Inventa. Aumenta. Mas me escreve. Manda e-mail para o &lt;a href="mailto:clariscorrea@gmail.com"&gt;clariscorrea@gmail.com&lt;/a&gt; e, por favor, escreve "Promoção Azar do personagem". Começa agora e vai até o dia 10 de novembro, próxima terça-feira. O nome do ganhador vai ser divulgado no dia 11/11. Sei lá, achei bonita a data. Então, corre lá, manda uma resposta criativa e fica torcendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Um beijo e boa sorte,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Clarissa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-8211570859026754945?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/8211570859026754945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/8211570859026754945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/11/azar-do-personagem.html' title='Azar do Personagem'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-4167078055067169867</id><published>2009-10-27T12:36:00.005-02:00</published><updated>2009-10-27T13:11:22.467-02:00</updated><title type='text'>Tem alguém aí?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SucL_jd31SI/AAAAAAAAA7o/JJHTzliCoGE/s1600-h/solidao-1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 212px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397295864907027746" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SucL_jd31SI/AAAAAAAAA7o/JJHTzliCoGE/s320/solidao-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje lembrei de uma amiga. Pessoa especial, com um coração cheio de espaços vazios, não por falta de amor, mas por excesso de discernimento. Ela sempre soube exatamente o que valia ou não a pena. E eu sempre pensei assim: um dia vou aprender. Lembro que ela ouvia tudo o que eu tinha pra dizer e, olha, eu dizia muita coisa. Me repetia, mesmo filme, mesmas falas. E ela nunca me deu um &lt;em&gt;pause&lt;/em&gt; - muito menos um &lt;em&gt;stop&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Era uma época em que eu me dava muito e recebia pouco (ou seria nada?). Hoje, lendo relatos e ouvindo histórias, me dou conta que a gente insiste muitas vezes no mesmo ponto. Quem sabe assim o desejo não vira uma verdade? Uma forma ingênua de esfregar na cara do mundo o que existe dentro do coração. Incertezas, dúvidas, amores vazios. Eu precisava encher alguns amores. É que tem gente que precisa desesperadamente de emoção pra viver. Por isso, inventei uns amores pra mim. E digo isso sem a menor vergonha ou pudor. Eu queria e precisava de uma vida mais bonita. E, não sei se você sabe, a vida da gente só fica completa com um amor. Eu, por me sentir tão incompleta e por pensar tem-tanta-gente-ruim-se-dando-bem-e-eu-aqui-legalzinha-da-silva-só-quebro-a-cara, decidi por conta própria criar um mundo perfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É muito fácil inventar uma história de amor, basta ter um suposto par. Você conhece uma pessoa, se encanta, constrói coisas e passa a acreditar naquilo. Tudo o que é dito é interpretado da &lt;em&gt;sua maneira&lt;/em&gt;. Tudo o que é vivido é sentido pelo &lt;em&gt;seu ponto de vista&lt;/em&gt;. Então, tudo fica lindo. Até que você percebe que viveu tudo sozinha. E volta pro início, repassa os acontecimentos e se dá conta de que foi ilusão. A ilusão tira o sossego da gente. "Nada vale a minha paz", não sei quem disse essa frase, mas acho ótima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Com a maturidade, percebi que se alguém gosta de mim &lt;em&gt;alguém gosta de mim&lt;/em&gt;. A regra é clara, a frase é tão simples que até parece mentira. Como poder ser tão simples? Sendo. O amor não é complicado para surgir, ele só é complicado de manter. Nada fica na mão de um só, porque o amor é feito de dois. E essa é uma importante parte: ninguém ama sozinho. Você não pode levar um relacionamento nas costas. Você não pode carregar sozinha uma relação, ainda mais se for inventada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Um dia a gente cansa de contar amores. Ainda mais pra mim, que sou péssima em matemática. Uma hora também cansamos de inventar amores. Mesmo pra mim, que gosto de criar tantas coisas. Hoje lembrei da minha amiga. Falei com ela e, apesar de ter namorado, anda se sentindo sozinha. Me peguei pensando em como deve ser difícil ter um amor real e sentir uma solidão real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em um relacionamento, é importante cada um ter o seu espaço. Individualidade, peça indispensável no guarda-roupa. Só é preciso um certo cuidado pra que ela não traga um acessório indesejado e monte um look egoísta (sim, até a individualidade tem limite. Quando passa do ponto vira egoísmo puro). Gosto da solidão desejada, não da que faz doer. E vi que muita gente se sente só em um relacionamento, o que acho péssimo. É claro que ninguém precisa estar colado o tempo todo. Se a gente precisa de oxigênio pra viver, uma relação também precisa. É bom dar uma ventilada no ambiente, abrir janelas, deixar o sol entrar, fazer a energia circular. Mas sem tirar os olhos da outra pessoa. Porque quem ama sempre presta atenção no outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-4167078055067169867?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/4167078055067169867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/4167078055067169867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/hoje-lembrei-de-uma-amiga.html' title='Tem alguém aí?'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SucL_jd31SI/AAAAAAAAA7o/JJHTzliCoGE/s72-c/solidao-1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-8761673711351953674</id><published>2009-10-26T10:41:00.004-02:00</published><updated>2009-10-26T11:02:28.232-02:00</updated><title type='text'>Um livro fechado é uma história que ninguém conhece.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você gosta do Verissimo? Quer ler o novo livro dele? Então, comece a doar seus livros agora!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A campanha &lt;em&gt;Livro Inédito&lt;/em&gt; tem o objetivo de arrecadar 500.000 livros até o final de novembro. A arrecadação vai ser distribuída em bibliotecas comunitárias de favelas, creches, hospitais e presídios gaúchos. O Banco de Livros vai espalhar um montão de postos de coleta em todo o estado, nas filiais da Panvel, agências da Caixa Econômica Federal, supermercados, shoppings, Correios, etc. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Doe seus livros, só assim você poderá ler &lt;em&gt;Os Espiões&lt;/em&gt;, novo livro do Verissimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para mais informações, acesse o site: &lt;a title="http://www.livroinedito.com.br/" href="http://www.livroinedito.com.br/"&gt;http://www.livroinedito.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Você também pode seguir o Livro Inédito no Twitter: &lt;a title="http://twitter.com/livroinedito" href="http://twitter.com/livroinedito"&gt;http://twitter.com/livroinedito&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Assista ao filme: &lt;a title="http://www.youtube.com/watch?v=" href="http://www.youtube.com/watch?v=Q8rBZX0IECU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Q8rBZX0IECU&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-8761673711351953674?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/8761673711351953674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/8761673711351953674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/um-livro-fechado-e-uma-historia-que.html' title='Um livro fechado é uma história que ninguém conhece.'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-5015558105055267881</id><published>2009-10-26T10:39:00.001-02:00</published><updated>2009-10-26T10:40:59.441-02:00</updated><title type='text'>Ins-pirações</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SuWY0E8SzbI/AAAAAAAAA7g/l1BW3Ee4omE/s1600-h/3880436862_d7d117c572_large.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 209px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396887748920659378" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SuWY0E8SzbI/AAAAAAAAA7g/l1BW3Ee4omE/s320/3880436862_d7d117c572_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Senti o pescoço tenso. Depois, um plec. Plec. Pleeec. Estranhei, minhas tensões sempre foram silenciosas. Deve ser a idade, pensei. Com o tempo, a gente fica barulhenta. Ronca, o joelho faz barulho, tudo começa a enguiçar. Minha memória já não é mais tão boa. Esqueço de dar recados, o dia do médico, de colocar o lixo pra fora, de tomar a pílula. Só não esqueço da dor nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti a vida correndo. Ontem era janeiro e nos próximos dias os vizinhos já colocarão luzinhas de Natal nas sacadas. Presépios serão montados, árvores vão ser decoradas. O Papai Noel querido, barbudo e gorducho estará sentado na cadeira do shopping, tirando fotos e dando pirulitos para as crianças. No supermercado, a correria pelo melhor peru, chester e tender. Promoções, propagandas natalinas, filas e mais filas. Muita gente irá pro Uruguai em busca de vinho e champanhe mais em conta, já que o imposto aqui é um desaforo sem fim. Para o novo ano, roupa branca, sete ondas, pedidos de paz, amor, dinheiro e sucesso. Colheradas de lentilha, goles de espumante e oferendas para Iemanjá. A calcinha deve ser nova e cada cor tem um significado. Use amarela ou dourada, se quiser atrair dinheiro no próximo ano. Branca e prata, paz. Vermelha, paixão. Quem está vivendo um grande amor deve usar rosa. E pra quem precisa de mais esperança, uma calcinha azul veste bem na virada do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti que tudo muda rápido. Até ontem eu era uma adolescente que batia a porta do quarto quando era contrariada. Pedia pro meu pai me deixar duas quadras antes do local da festa, pois achava coisa de nerd chegar com o pai. Dizia o que dava na telha, sem ponderar e pesar o poder das palavras. Me apaixonava perdidamente todos os dias – por meninos diferentes. Achava que seria uma grande psicóloga. Passava muita base pra parecer mais velha. Andava de salto alto todo o santo dia, sem me importar se apertava o último dedinho, se era desconfortável, fazia bolha ou dava calo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti que me importo muito com coisas sem a menor importância. Por que tanto stress? Por que pensar tanto? Por que lembrar sempre? Por que não fazer força pra esquecer? Em 2010, vou fazer questão de ter uma espécie de Alzheimer do bem, esquecimento proposital amarrado com camisa de força. Meu lema vai ser esse: relaxa, respira fundo e inspira. Inspirando tudo acontece.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-5015558105055267881?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/5015558105055267881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/5015558105055267881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/ins-piracoes.html' title='Ins-pirações'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SuWY0E8SzbI/AAAAAAAAA7g/l1BW3Ee4omE/s72-c/3880436862_d7d117c572_large.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-1592364164968889933</id><published>2009-10-21T15:46:00.002-02:00</published><updated>2009-10-21T15:54:43.760-02:00</updated><title type='text'>No fim das contas, a gente quer tudo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/St9KxX6su2I/AAAAAAAAA7Y/_yLTWyhgv0w/s1600-h/20090815185839.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 217px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395113090707405666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/St9KxX6su2I/AAAAAAAAA7Y/_yLTWyhgv0w/s320/20090815185839.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma mulher quer que todas as aspirações, alegrias, fotos, cd's, papéis, sonhos, planos e traumas caibam dentro da vida. E que a bunda entre facinho no jeans. Mas acima de tudo, quer amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amor lindo e louco, um creminho importado com cheiro bom, champagne bem gelado, amigas do peito, um trabalho que satisfaça e faça valer a pena acordar cedo todo dia de manhã e, pra fechar em grande estilo, um closet cheinho de sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se for o amor da vida, pode ser feio e quase normal. O creminho pode ser das Americanas mesmo. A gente bebe um espumante bem simplinho que faça as bolhas darem aquele barato na língua. Dá de ombros para a eventual inveja das amigas. Engole sapos obesos no trabalho. E se contenta com uma bota preta, uma sapatilha que combine com tudo, um par de havaianas e um all star.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não tem jeito: o que nos move é o amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-1592364164968889933?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1592364164968889933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1592364164968889933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/no-fim-das-contas-gente-quer-tudo.html' title='No fim das contas, a gente quer tudo.'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/St9KxX6su2I/AAAAAAAAA7Y/_yLTWyhgv0w/s72-c/20090815185839.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-2825605973089621258</id><published>2009-10-20T11:00:00.002-02:00</published><updated>2009-10-20T11:27:23.156-02:00</updated><title type='text'>O viajante</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/St26rwyYoYI/AAAAAAAAA7Q/ESD-wvv4fHc/s1600-h/barbie.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 245px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394673189653094786" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/St26rwyYoYI/AAAAAAAAA7Q/ESD-wvv4fHc/s320/barbie.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela resistia. O corpo ficava rígido, cheio de tensão. Se debatia de um lado para o outro, do outro para um lado, e assim sucessivamente. Não queria admitir, dar o braço a torcer, levantar a plaquinha, dizer ok-você-venceu, baixar a guarda, hastear a bandeira branca. Mas, de tanto se corroer e não aceitar a verdade que pulava feito Saci Pererê na sua frente, pegou as roupas da Barbie, colocou na mala da Barbie e enfiou tudo no porta-malas do carro da Barbie. E saiu cantando pneus, com um lindo pretinho básico amigo de todas as horas. Filhos da puta!, gritou no caminho. Logo em seguida, pegou o celular reluzentemente pink da Barbie, ligou para a Suzi e disse &lt;em&gt;eles venceram&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;São todos iguais!, esbravejava a dona Suzi louca e com uma ponta de inveja, que de branca nada tinha. No fundo, devia pensar que finalmente a Barbie se deu mal. Ela foi renegada por tantos anos, só as menos favorecidas a queriam. Toma, Barbie de araque! Deixando de lado a disputa de beleza que ultrapassava as prateleiras de lojas de brinquedos, Suzi e Barbie estavam unidas por uma causa justa. O Ken é igual ao João que é igual ao Matheus que é igual ao Júlio que é igual ao Vitor que é igual ao Vanderlei que é igual a todos os seres humanos tripés do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A Barbie queria um namorado lindo, bem penteado, com sorriso mais branco que a mistura de Close-Up White com alvejante. Carinhoso, educado e patati patatá. Plim, a Barbie teve o desejo atendido pela Fada Madrinha Realizadora de Desejos. E assim ia ser feliz para sempre, em sua casa rosa de dois andares, cheia de luxo e ambientes bem decorados até que. Ponto. Pausa. Um, dois, mil e quarenta e nove, sete mil e vinte e cinco. Desliga o contador. Até que as diferenças começaram a surgir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Barbie, loira e pura e santa e virgem e cabeluda e cheia de belos vestidos não sabia nada sobre os homens. Beijou uma imitação barata do Ken aqui e outra nas férias, mas nada que despertasse um sentimento amoroso-romântico-cheio-de-florzinhas. Um dia, o Ken. Chegou lindo e bem penteado e sorriso white white white tão white que doía os olhos dela. A paixão caiu da escada e virou amor. Plim, plim, plim, Fada Madrinha em ação. Vida amorosa resolvida. Filhos, cachorros, viagens, um, dois, mil e quarenta e nove, sete mil e vinte e cinco. Desliga o contador. Até que. Diferenças bateram na porta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela entendeu que homens são práticos, mulheres são cheias de birra. Eles quase não choram, elas deixam a torneira lacrimal sempre pingando. Eles são diretos, elas têm rodeios. Eles dizem o que precisa ser dito, elas deixam tudo para ser elaborado mentalmente. Eles não elaboram nada mentalmente, elas concluem que eles têm problema de entendimento. Simples assim. São diferentes mesmo, ela pensou. A começar pelo gosto de cores, ela gosta de rosa e ele só acha que rosa fica bem nela, nunca usaria uma camisa rosa porque é coisa de Bambi. Eles falam logo o que pensam, elas sempre procuram o melhor jeito. Eles não se dão conta, elas querem que eles se toquem. Como? Hã? Hein? Parece que eles nunca vão aprender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Ken e a Barbie eram um bonito casal, se davam bem, tinham afinidades. E diferenças, mas conviviam bem. Passaram a ter mais afinidade ainda depois da descoberta das diferenças. Não tem como lutar contra, tem é que ficar ao lado, pois precisa haver esse entendimento absoluto da regra básica no quesito relacionamento homens e mulheres: são diferentes. Barbie se contorcia, não queria aceitar. Até que. Diferenças começaram a capotar em cima dela. Foi metralhada por cascatas de diferenças. Respirou fundo e pensou eu amo ele, ele é homem, antes de ser ele-ele, é homem-homem, vou amá-lo apesar de. Porque ela sabia que os homens em geral eram seres um tanto estranhos, que se achavam práticos e no fundo complicavam tudo. Entendeu que desavenças acontecem e que amores bonitos só mesmo em Hollywood. Compreendeu que o amor pode ser bonito - e é - sem ser hollywoodiano. E começou a digerir, com uma cachaça forte e barata, que homens são diferentes. Repetia para si mesma &lt;em&gt;di fe ren tes&lt;/em&gt;. Até que.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O moreno bem penteado Ken andava exausto. Ela, perspicaz e amorosa, percebeu. Sugeriu que ele tirasse férias. Ken gostou da ideia e começou a procurar lugares bacanas para descansar. Japão, Austrália, Estados Unidos, Cancun. Volta para o último lugar, por obséquio, algo estalou em sua mente altamente imaginativa. Cancun?!? Barbie ficou admirada. Cancun, drinks coloridos, projetos de Suzi de biquíni minúsculo, luau noturno, diurno, vespertino, guarda-chuvinhas nos copos, mar azul, verde, multicolorido, resorts fabulosos. "Há algo errado no paraíso", pensou Barbie, lembrando da música. Ficou quieta, jogou uma mecha loura para o lado e tentou forçar uma cara de feliz. Ken percebeu e perguntou se ela estava triste porque ele sairia de férias. Ela rapidamente respondeu que não, inclusive reforçou o que ela mesma tinha sugerido. Voltou para a cozinha, preparou o jantar de Ken e pensou Cancun. Tudo bem que ela estava falida e nem teria férias, ele tinha mais é que aproveitar. Mas aproveitar em Cancun?!? Piorou quando um casal amigo resolveu mostrar fotos. Fotos de comemoração, um ano de casamento. Lugar lindo, tudo lindo, até a mosca cancunzenta é linda. Nas fotos, nada de projetos de Suzi de biquíni minúsculo, luau noturno, diurno, vespertino. Ela riu dela mesma e pensou que boba, que boba. Até que. Disse para ele inverter a situação. E se fosse ela, de férias em Cancun, com drinks coloridinhos, luaus infinitos, mar azulão, homens musculosos de sunga branca rebolando num vai e vem? Certamente Ken não gostaria. Mas ele, como todo homem, se garante. E isso dá muita raiva no mulherio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Então ela, pensando mais uma vez nas diferenças entre homens e mulheres, disse para ele ir. Aproveitar. Passear e se divertir, afinal vai tirar férias. Silêncio pairou no ar. E ela adivinhou o pensamento Keniano. Por que não diz logo?, pergunta o homem. Porque a gente espera que vocês se toquem, diz a mulher. Se toquem do quê?, perguntam surpresos. Nada, nada. Eles nunca entenderão. Se divirtam. Descansem. Passeiem. Tirem férias. Relaxem. Vão para a tonga da mironga da puta que pariu, se quiserem. Toda mulher quer o bem do homem que ama. Desde que não seja em Cancun. Mas isso ainda não fica claro, é preciso um motivo. Eles fazem cara de hã-não-entendi-o-ponto. O motivo, para nós, é simples: por mais que o lugar seja lindo, nenhuma mulher se divertiria o suficiente sem o homem que ama. Por isso, Cancun nem teria graça. Por isso, iríamos para outro lugar. Mesmo porque um lugar assim é legal ir com quem a gente ama. Veja bem aquele casal, foram comemorar um ano de casamento. E o querido Ken quer passar férias longe de sua amada em um lugar paradisíaco. Mulheres não compreendem esse tipo de atitude masculinamente bruta e cruel. Agora o homem pergunta: e se quem a gente ama não pode ir, então a gente não vai?!? Lá vem o querer: a gente pensa putz, como ele consegue se divertir sem mim? Prefere ir sem mim? Mas nada disso tem que ser falado, uma mulher sempre espera que o homem perceba. Como ela vai dizer ei, era para você sentir muito a minha falta? Certas coisas não se diz. Ela pensa que não vale a pena falar se ele não sente, não se dá conta. E isso talvez eles nunca entendam. É complexo demais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-2825605973089621258?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2825605973089621258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2825605973089621258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/o-viajante.html' title='O viajante'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/St26rwyYoYI/AAAAAAAAA7Q/ESD-wvv4fHc/s72-c/barbie.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-415977451935866948</id><published>2009-10-19T23:02:00.003-02:00</published><updated>2009-10-19T23:24:19.647-02:00</updated><title type='text'>Diga tudo com uma pausa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/St0MUsKagaI/AAAAAAAAA7I/cW4isz_agBI/s1600-h/Alma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394481478251479458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/St0MUsKagaI/AAAAAAAAA7I/cW4isz_agBI/s320/Alma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Você disse tudo agora. Disse tudo, disse tudo, disse tudo. Ninguém entendia o que era o &lt;em&gt;dizer tudo&lt;/em&gt; dela. Dizer tudo, ela falava, é não deixar faíscas se criarem no ar. Sem mal entendidos, sem pensamentos abafados. E como a gente vive em um mundo no qual as pessoas se confundem tanto? Dizendo tudo, ela teimava em insistir. E se dissermos tudo, pense bem, o tudo não se transformará em caos? Talvez, e era disso que ela tinha tanto medo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Cresceu aprendendo a falar a verdade. Mentia pouco, só pra bonito. A mentira bonita é aquela que não fere, que não joga nenhum objeto cortante e pontiagudo na cara do outro, sem mais nem menos. Quando mentia, fazia figa, pedia desculpas silenciosas. Preciso dizer tudo, preciso dizer tudo. Foi guardando partes do todo, pedaços do tudo para um dia, quem sabe, revelar-se. É difícil mostrar o íntimo. A falta de máscara é para poucos - e valentes. Ela era valente, mas usava maquiagem e fantasia de Carnaval. E no Brasil, você sabe, a preparação para o Carnaval começa cedo. Isso quer dizer que durante muitos meses ela pensava na roupa e adereços. Diga tudo, inclusive &lt;em&gt;adereços&lt;/em&gt;, que vem da caixa de retalhos da Vó Emília. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela pensava que ao dizer tudo salvaria o mundo. Seria franca, justa, honesta. Só minto mentiras bonitas, justificava-se sempre, para não causar eventuais lágrimas. Gostava de fazer o bem e essas coisas que para alguns são tolas, como ajudar um senhor cego a atravessar a rua ou preparar um sanduíche e levar para a criança sem nome e sem casa que ficava no sinal fazendo malabarismo com laranjas velhas e murchas em busca de um trocado no fim de um dia incrivelmente quente e com vento abafado. Ouvia pacientemente os mais velhos e com nem tanta paciência os mais sábios. Ela se achava importante com pequenas coisas, não com demonstrações de outros, mas com os próprios elogios que ela mesma pronunciava na frente do espelho. Parabéns, você fez o bem hoje. E sorria. Sorria para o espelho, que sorria gentilmente de volta, embevecido com tanta dedicação com o mundo e as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Qualquer pessoa que cruzasse o seu caminho não saía sem um afago nos olhos. Ela caminhava de riso largo para o paralelepípedo. Os cachorros que passavam - e faziam seus cocôs pelas calçadas - e transeuntes apressados não saíam ilesos a tanta vida naquele olhar. O catador de lixo, o homem da carroça, a moça apressada, o rapaz avoado, a menina de cachos ruivos, a senhora de bengala. Ninguém escapava daquela vida ambulante, aquela que dizia tudo. Ela então percebeu que tanto dizer e tanto tudo vinham de tanto querer. Porque ela queria muito, queria dizer de todos os tons o que sentia, o que a cada dia crescia mais e mais lá dentro, como uma sementinha de flor que vai crescendo pouco a pouco, como um feto que vai se desenvolvendo até virar um bebê bonito e com bochechas rosadas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela dizia tudo e se orgulhava. Até o dia em que se engasgou no próprio verbo. E morreu sem dar tempo de pronunciar nenhuma letra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-415977451935866948?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/415977451935866948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/415977451935866948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/diga-tudo-com-uma-pausa.html' title='Diga tudo com uma pausa'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/St0MUsKagaI/AAAAAAAAA7I/cW4isz_agBI/s72-c/Alma.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-2287128528672928340</id><published>2009-10-16T13:59:00.000-03:00</published><updated>2009-10-16T14:05:53.875-03:00</updated><title type='text'>Realidade ou ficção?!?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/StijMlmUrGI/AAAAAAAAA7A/_aGihBvH2OE/s1600-h/134_1732-chifre.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; DISPLAY: block; HEIGHT: 275px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393239990422776930" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/StijMlmUrGI/AAAAAAAAA7A/_aGihBvH2OE/s320/134_1732-chifre.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Costumo manter distância dos pessimistas. Não nego que tenho uma frase no espelho do banheiro escrita com batom-vemelho-roubado-da-mamãe que diz assim "pense positivamente que tudo terás". Agora você certamente sentiu uma vontade louca de me perguntar se eu penso sempre positivamente e se tenho tudo que quero. Rá. Olha, eu não consigo, admiro os budistas e os seguidores da Cabala. Se você não sabe, na Cabala é mais ou menos assim: a gente tem que aprender a lidar, domar, coordenar o ego. Todos os sentimentos ruins, tipo inveja, ciúme, cobiça, blábláblá, tudo que é do demo, todo o mal do mundo, tudo é ego. Tentei seguir por esse lado, mas confesso: é difícil mandar meu ego para a Nigéria. Então eu respiro fundo cinco vezes, imagino uma praia linda com um mar limpo e areia clara e céu de um azul muito azul que é o rei do azul e o ninja do mundo azulado e penso assim: calma, tudo ficará bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tem gente que grita, chora, xinga, briga, fala palavrão, se esconde, desiste, reclama. Eu faço de tudo um pouco, mesmo porque sou uma impulsiva psicoticamente neurótica e obcecada por uma vida de romances cor de rosa com gosto de mel e doce de leite com pequenas gotas de leite condensado. Hum, talvez seja por isso que eu estou acima do peso, fico pensando coisas com gosto de mel e doce de leite com pequenas gotas de leite condensado. E depois, a cara-sardenta-de-pau de colocar quatro gotinhas de adoçante no café. Faça-me o favor! Eu grito, choro, xingo, brigo, falo palavrão, me escondo, reclamo. Mas não desisto. Ah, eu já desisti tanto na vida que cansei! Desisti de cursos, paixões furadas e amizades com fundo. E eu não gosto de nada furado nem com fundo. Gosto de coisas sem final, deve ser culpa do meu lado impulsivo psicoticamente neurótico e obcecado por uma vida de romances cor de rosa. Tem coisa mais brega que isso? Ensinam assim para a gente: você precisa de um amor, de um filho, de uma casa, de uma vida, de um cachorro, de um homem que te cuide. Você precisa aprender a costurar, a cozinhar, a sorrir, a estar sempre disposta. Ninguém ensinava lá no tempo do homem das cavernas o seguinte: mulherada, cuidem de suas próprias vidas! Estudem, aprendam, trabalhem, ganhem seu próprio dinheiro para comprar absorvente, ao invés de viver com o dinheirinho que o senhor querido dá. Tem coisa mais ordinária que viver de mesada do marido? Ando um pouco revoltada com o tal aspecto cultural. Já viu que tudo é cultural? Da natureza feminina ou masculina. Portanto, a natureza feminina é louca, por isso adoram dizer que mulheres são loucas. Outro portanto, a natureza masculina é fissurada em mulheres peladas - dos outros. Sim, porque a mulher vive para o homem, tem que aprender a segurar seu próprio homem. Já o homem, cof cof, ele dá a desculpinha do futebol ou a cerveja com os amigos para virar o pescoço para cada baranga de short curto que atravessa a rua. E a gente tem que se conformar, pois eles aprenderam assim. Não conseguem viver para uma mulher só, cuidar daquela mulher só, precisam olhar outras na rua, na revista, na chuva, na fazenda. E na porra da casinha de sapê também!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Desculpe o meu protesto-desabafo-loucura. Já viu que mulher sempre se desculpa e joga a culpa na loucura? Eu tava louca, eu não sou louca, não tô louca, louca, eu? Que chatice. E eles? Os queridos se desculpam dizendo que todos os homens são assim. Se todos são &lt;strong&gt;assim&lt;/strong&gt;, prepare-se para sentir que está competindo com todas as mulheres do mundo. E vá reservando um lugar no alto de sua cabeça. Se sentir uma coceirinha, não foi aquele shampoo alemão carésimo que deu uma reação esquisitóide em seu couro cabeludo, é ela: a grande e patética peruca de touro estrategicamente posicionada no alto dos seus fios de cabelo bem tratados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-2287128528672928340?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2287128528672928340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2287128528672928340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/realidade-ou-ficcao.html' title='Realidade ou ficção?!?'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/StijMlmUrGI/AAAAAAAAA7A/_aGihBvH2OE/s72-c/134_1732-chifre.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-7016715250737412930</id><published>2009-10-16T13:51:00.003-03:00</published><updated>2009-10-16T14:05:25.379-03:00</updated><title type='text'>Olhe com os meus olhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se fosse um dia normal eu escreveria um longo e-mail. Linhas e mais linhas e outras linhas e novas linhas do assunto e daquele outro e do que está mais adiante. Para mim, nenhum assunto fica sozinho, eles andam juntinhos, um grupo unido e amigo. Que coisa bem linda, pessoa boa essa. Se fosse um dia normal eu escreveria um texto específico e mandaria por e-mail. Sempre me comuniquei melhor escrevendo e detalhando o que aflige lá dentro. Mas hoje não é um dia normal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Impressionante como a gente tem tendência a olhar somente com os nossos olhos. É claro, dirá você, com os meus olhos eu enxergo. Experimente, então, exercitar ver o mundo com olhos emprestados. De preferência, com olhos que lhe são importantes. Às vezes, a gente fala e faz coisas injustas e a culpa nem é nossa, mas da nossa falta de percepção. O engraçado é que nos sentimos corretos e ainda falamos olha-eu-nem-falo-muito-nisso-já-desisti. Quer me ver triste é falar que desistiu de alguma coisa. Isso dói na gente, essa desistência, essa falta de querer, de investir, de ir. O que dói na gente é a falta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Resolvi não falar. Melhor não dizer motivos nem o que deixa infeliz ou desconfortável. É que a gente tenta, por meios que julgamos carinhosos, dizer. É que a gente tenta sempre fazer. Mesmo assim, nada, nada, nada do que você faz é visto com bons olhos. Parece que você faz tudo em vão. Sempre achei bom o reforço positivo, dizer para o outro coisas boas que ele faz. Sei que o mundo é crítico, sei também que nem sempre dou um abraço sincero nas críticas. Não gosto de ser criticada. Mas se quiser me criticar, critique com jeito, eu vou entender. O que é duro de aceitar é o outro dizer que se sente mal em dizer o que pensa e que por isso resolveu desistir e ainda revelar que enxerga você - sempre que toca em algum assunto indigesto - como a que se faz de vítima-coitada-sofredora. Experimente por vinte e quatro horas ser mulher. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-7016715250737412930?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/7016715250737412930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/7016715250737412930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/olhe-com-os-meus-olhos.html' title='Olhe com os meus olhos'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-1149439427568943101</id><published>2009-10-14T22:29:00.003-03:00</published><updated>2009-10-14T23:03:44.323-03:00</updated><title type='text'>Nem é tão complicado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/StaCSlifdJI/AAAAAAAAA64/Z-XBiTmO2ZI/s1600-h/997669019_67b65e7753.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392640859648783506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/StaCSlifdJI/AAAAAAAAA64/Z-XBiTmO2ZI/s320/997669019_67b65e7753.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu e minhas reflexões: andei pensando no que quero. No fundo, é uma equação longa e simples. Só quero alguém que me compreenda. Mas me compreenda mesmo, sem que eu precise falar, explicar ou desenhar. É que eu sou difícil e tão simples. Às vezes eu acordo de bem com a vida, com o mundo e comigo. Lá pelas tantas uma mini-coisa, um mini-curto-circuito, uma mini-explosão. É tudo mini e causa um estrago imenso e abala profundamente o meu humor e me deixa de cara e brava e irritada e chateada e meio assim. Estudiosos dizem que não tenho nenhum problema mental, entonces eu me auto-avaliei-analisei-bisbilhotei e concluí que o mundo me afeta, os outros me afetam e eu ainda não sei colocar aqueles escudos imaginários, me isolar acusticamente, definitivamente não tenho uma capa protetora anti-tudo-de-ruim-e-chato. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu só quero a coragem de se dar. O peito para se doar. A humildade para reconhecer o que ficou mal colocado. A boa intenção no ouvido, no ombro, no gesto. Eu só quero o simples, insisto nisso, eu quero o simples. Guarde seu dinheiro no bolso. Jogue fora seu tempo contado. Eu quero todo o tempo do mundo, sem sapatos e perfumes e viagens e jóias e coisas caras para compensar o tempo que não é dado, prefiro as coisas raras. Quero piquenique em dia bonito. Olhar para a lua cheia e brilhosa. Andar de mãos dadas. Deitar na grama. Andar de pés descalços. Arrumar a casa. Colocar flores na mesa. Beijo de boa noite e alguém que me cubra quando o lençol escorregar para o outro lado. Não precisa dar beijo de cinema nem fazer cena de cinema nem se ajoelhar que nem no cinema. Mas se fizer, vou achar lindo. E se não fizer, tudo bem, eu sei que a vida real é aquela que existe fora das telas. Quero alguém que ande de balanço comigo. Que me escreva bilhetinhos e cartas. E entenda que para mim as palavras são essenciais. Que não me ache criança por ter medo do escuro. Que não solte a minha mão, apesar de eu dizer que consigo sozinha. Quero alguém que entenda meus surtos de eu-me-basto. Que aceite o fato de eu só mostrar o que quero. E me perceba, veja, sinta, note que eu me faço de valente para não deixar a lágrima cair. Que entenda na hora que quando eu troco de assunto é porque não quero falar daquilo. Que eu disfarço para não mostrar minhas fraquezas. E que quero resolver tudo sozinha sempre. Alguém que entenda meus choros, porque eu choro de feliz e quando alguma coisa dói. E que não me ache boba por chorar em filminhos de amor. Não precisa me entender sempre, só me escutar. Não é para concordar sempre, só me amar apesar de. Apesar do dia ruim, da cara amassada, do torcicolo, da palavra que não foi dita, da frase que foi jogada na cara, do que saiu do eixo, do peso da vida. Apesar do que nem chegou a ser, por favor, me ame com tudo o que você tem. Quero alguém que tenha sonhos e não tenha medo de dividir comigo tudo o que gira em torno deles. Quero alguém que leia o que meus olhos dizem e goste de histórias bonitas. Que ainda acredite nas pessoas, apesar de tudo. Que acredite em mim e, principalmente, acredite em si mesmo. Que não tenha medo, quero alguém sem medo. De amar. De ser o que quer. De melhorar. De ajudar as pessoas. De dar a cara para bater. De entender que sofrer às vezes faz parte. Quero alguém com coragem suficiente para no final de cada dia sorrir e continuar vendo a vida com olhos de criança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-1149439427568943101?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1149439427568943101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1149439427568943101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/nem-e-tao-complicado.html' title='Nem é tão complicado'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/StaCSlifdJI/AAAAAAAAA64/Z-XBiTmO2ZI/s72-c/997669019_67b65e7753.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-2486952572664092402</id><published>2009-10-14T22:15:00.005-03:00</published><updated>2009-10-14T22:27:47.469-03:00</updated><title type='text'>Atravesse na faixa e triture bem as palavras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/StZ6hzxDhpI/AAAAAAAAA6w/g_X3OG1Lro8/s1600-h/Original.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392632325072979602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 314px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/StZ6hzxDhpI/AAAAAAAAA6w/g_X3OG1Lro8/s320/Original.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por mais que eu viva, não sei engolir palavras duras. Descobri que minha pele não aceita esse tipo de coisa. E por mais que eu seja forte, preciso admitir, não sou forte o suficiente para abraçar um mundo sujo. Gosto de gente clara. Sinto as pessoas, de longe. Não nego que me engano - ou que insisto em me enganar. Eu e minhas segundas chances. Já viu isso? Dou segunda chance para quem mal conheço, mas me castigo até o fim por deslizes em chãos escorregadios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não fale comigo de forma agressiva, mesmo que eu seja rude às vezes. Porque eu sou, entende? Entenda meu jeito - ou a falta dele. Alterno entre a sensibilidade e a aspereza. Nunca me entendi, apesar da análise e outras invenções do tipo, essas que foram feitas pra gente se entender. Ei, você acha que um dia a gente se entende? Acho difícil, é tudo tão complexo e muda muda muda muda muda com uma rapidez violenta. Nossos funcionamentos permanecem, mas se adaptam ao novo. É&lt;em&gt; preciso&lt;/em&gt; se adaptar, senão vem uma moto numa velocidade absurda e te atropela. E, francamente, quero morrer de velha, por ter vivido intensamente - e não atropelada por uma moto chinfrim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-2486952572664092402?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2486952572664092402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2486952572664092402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/atravesse-na-faixa-e-triture-bem-as.html' title='Atravesse na faixa e triture bem as palavras'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/StZ6hzxDhpI/AAAAAAAAA6w/g_X3OG1Lro8/s72-c/Original.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-7233701110984778562</id><published>2009-10-08T22:47:00.005-03:00</published><updated>2009-10-08T23:18:12.481-03:00</updated><title type='text'>Me dê motivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Ss6bX6n76EI/AAAAAAAAA6o/zC8zCbIZaBk/s1600-h/125_16_Telefone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390416639185119298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Ss6bX6n76EI/AAAAAAAAA6o/zC8zCbIZaBk/s320/125_16_Telefone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A gente sempre precisa de um motivo, seja para culpar alguém ou para as nossas próprias desculpas urgentes. Amanhã eu dou aquele telefonema que há horas estou adiando, segunda vou ver os horários na academia, no próximo mês visito um parente que mora distante, no final de semana faço as pazes com minha mãe, na próxima vida aprendo a ser mais generosa, quando eu juntar dinheiro visito Paris, quando eu ganhar na Megasenaacumulada eu dou um dinheirinho para o asilo e o orfanato, quando eu tiver tempo faço um trabalho voluntário, quando eu ficar grávida paro de fumar, quando eu crescer não peço mais colo para minha avó, quem sabe outro dia eu lavo a louça? Ei, a vida está acontecendo aqui e agora e isso não é o programa que dava na televisão há anos atrás, com Gil Gomes e suas tragédias cotidianas (por onde ele anda, está no Uruguai com o Belchior?).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Minha vida não é quando, mas como. Não dá para adiar, é preciso viver. E o viver, leia bem, é de coração lotado, abarrotado, explodindo de sentimento, de gente, de tudo. Porque não adianta viver fajutamente, paraguaiamente, fingidamente. Tem que viver completo, se dando, doando, mesmo que ninguém mais acredite em você, mesmo que te achem louca por pensar que existe gente com coração puro e intenção franca no mundo. Mesmo que nenhuma pessoinha bote fé, por favor, bote a fé você. Sei que é estranho, mas se eu gosto de você eu gosto de você, não importa se te conheço há anos ou minutos. E se eu gosto de você, seja decente comigo, tenha honestidade na cara. E se você não gostar de mim, não venha pra cá fingir que tudo está bem. Mas se você for com a minha cara, me trate bem, porque eu sou sensível e trato todo mundo direito. Só não me peça pra puxar o saco, não tenho estômago pra isso. Entenda minha mania (que quem não me conhece direito pensa que é delírio): pessoas que eu gosto coloco num canto lá dentro, com direito a cobertor e chocolate quente. No meu coração tem muita gente, posso não falar com os habitantes todos os dias, posso ficar meses sem aparecer, mas eles sempre estão lá. Ei, galerinha, se vocês sentirem fome é só avisar que chamo uma pizza! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não vou negar que uso muito o quando-se-quando-se, é um vício. Pouco a pouco, tento me livrar. Existe um velho ditado que diz "Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". É antigo, mas certas coisas nunca saem de moda. Se você ficar com vergonha de usar, coloca um acessório bacana, pega uma bolsa bonita, um óculos enorme e vai sacudir essa saia na rua. Por favor, viva a sua vida intensa e verdadeiramente hoje, agora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E já que tudo precisa de um motivo, o meu é esse: adeus, autodesculpas, não quero mais saber de vocês!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-7233701110984778562?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/7233701110984778562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/7233701110984778562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/me-de-motivo.html' title='Me dê motivo'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Ss6bX6n76EI/AAAAAAAAA6o/zC8zCbIZaBk/s72-c/125_16_Telefone.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-2373473771000972103</id><published>2009-10-07T22:35:00.007-03:00</published><updated>2009-10-07T23:08:58.804-03:00</updated><title type='text'>Café da manhã, gramática e o que ficou</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Ss1HKCi6HMI/AAAAAAAAA6g/vBYBjwEB5dc/s1600-h/horizonte.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390042566839901378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Ss1HKCi6HMI/AAAAAAAAA6g/vBYBjwEB5dc/s320/horizonte.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vim conversar um pouco com você, faz algum tempo que ando calada. Sei que notou meu sumiço e minha falta de voz. Antes de me desculpar, digo que estava procurando a palavra certa. Fui nos cantinhos, nos lugares que ninguém vê, revirei potes e desarrumei algumas gavetas. Me desculpe, não sei dar conselhos, tampouco sei de cor as melhores saídas. Se soubesse, acredite-acreditando-bem, eu sairia. Uma vez vi num filme uma lindeza sem tamanho. A mulher tinha que ir embora, mais um daqueles desencontros amorosos clichês, aí o sujeito olhou pra ela aquele olhar que toda mulher quer receber ao menos uma vez na vida e disse "vai embora sem olhar pra trás". E ela partiu, carregava nos braços um choro pesado e uma mala cheia. Lá dentro, um universo. A história dos dois, os passos de dança que não deram, a cama imensa que bagunçaram, a lágrima que o outro suavemente lambeu no meio de palavras desalinhadas. Suspiro lembrando e deixo a pergunta circular entre as linhas: você já teve que ir embora sem olhar para o que ficou?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Conheci uma moça cheia de desejos. Ela queria o que toda mulherzinha (tire esse ar pejorativo da sobrancelha, para ser mulherzinha é preciso ser muito Mulher), por mais que negue ou se esconda atrás da franja, quer. Um trabalho que realize, uma casa que goste, um homem que a ame. É difícil amar em um mundo tão cheio de aparências e tão pobre de sinceridade. Um mundo onde as pessoas agem de acordo com a maré e o que é ruim, tchau, jogo fora. Elas não têm tempo nem disposição para enfrentar reviravoltas. E a vida é cheia delas, cheia de alegrias e, também, decepções. A moça cheia de desejos não sabia disso, pensava que tudo era alegria-alegria-alegria. Alegria é uma palavra tão bonita, enche a boca e faz a língua dar uma volta correndo lá dentro. Tudo na vida dela tinha um lado bom, até mesmo suas tragédias pessoais se transformavam em risadinha de seriado no final da cena. E assim ela seguia com fé no que estava por vir. O tempo veio e foi, ela amadureceu um pouco, percebeu que nem tudo é tão bonito assim, que é preciso continuar, seguir sempre acreditando, porque a gente tem e precisa desesperadamente acreditar. Não tem outra maneira de resumir isso, é simples, pá-pum, olhar para cima, disfarçar o choro e caminhar. De vez em quando o choro é mais forte, então deixa vir, deixa rolar, deixa molhar, deixa transbordar. Ele vai parar, tudo para, tudo vem e vai e uma hora para de doer e latejar. A moça cheia de desejos tinha desejos que nunca contou para ninguém, pois descobriu que tem coisa que não se diz e outras tantas o cara mais legal do mundo ouve quando o universo dorme. O travesseiro, sempre ele, fiel, quieto, amigo. Oferece conforto e abraça cabeças preocupadas. A mocinha descobriu, depois de lavar o rosto muitas vezes e esfregar bem os grandes olhos assustados, que acordou. Dormiu durante um longo tempo, sonhando com os desejos, mas acordou. Finalmente, viu que a vida é muito mais bonita quando se vive. Sonhar faz um bem danado, mas arregaçar as mangas e dar bom dia para ela é melhor ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu também tenho medo e de vez em quando não sei o que fazer ou o que quero. O que posso afirmar, hoje e todos os dias, é que de uma forma interessante eu sempre soube o que não queria. O que eu quero, sei que sim, tenho uma vida inteirinha para descobrir dando, com sorrisos, bom dia para ela e procurando palavras certas. Sem olhar para trás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-2373473771000972103?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2373473771000972103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2373473771000972103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/cafe-da-manha-gramatica-e-o-que-ficou.html' title='Café da manhã, gramática e o que ficou'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Ss1HKCi6HMI/AAAAAAAAA6g/vBYBjwEB5dc/s72-c/horizonte.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-6813349812863044058</id><published>2009-10-07T20:32:00.003-03:00</published><updated>2009-10-07T21:16:34.110-03:00</updated><title type='text'>O pior aniversário do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Ss0vWSvzLVI/AAAAAAAAA6Y/sf0Co5Wj6Mo/s1600-h/velinhas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390016389068303698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Ss0vWSvzLVI/AAAAAAAAA6Y/sf0Co5Wj6Mo/s320/velinhas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sempre fui radical e pensei assim: existem coisas boas e coisas ruins. Sem meio termo nem mais ou menos. De morno, só sopa - e olhe lá. É, é isso, acho que só engulo duas coisas mornas na vida: sopa e chá. É que já queimei muito a língua, entende? Eu falava do meu modo radical de viver, do bom e do ruim. Mudei minha forma de ver as coisas, sentei ao lado do Murphy e ele me contou ao pé do ouvido uma história. Então eu descobri: tudo pode ficar pior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Existem coisas horríveis. Agora você vai dizer (já tô até vendo) que eu estou exagerando, devo estar com alguma espinha no queixo por causa da TPM ou minha calça não está fechando por causa da TPM ou alguma coisa ligada ao período tenso que todas nós passamos. Não. Um sonoro não pra você. Existem coisas horríveis, sim. Não vou ficar repetindo isso, o Murphy tem poucos amigos, se ele grudar em mim tô frita. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No meu aniversário, sabe-se lá o motivo, me sinto especial. É o meu dia, é um dia inteiro que me pertence, dia em que nasci, dia de riso e sorriso e abraço e felicidade que dá saltinhos dentro do peito, dia de gente querida falar coisa querida, dia de paparicos e coisinhas fofas. Aniversário é dia de ficar bem bela e sorridente, distribuindo carinhos com os olhos. Aniversário é tempo de não pensar em problemas, só chorar de alegria, emoção, só chorar por causa daquele calorzinho bom que dá dentro da gente quando a energia boa se instala. Aniversário, definitivamente, é dia de ficar alegre. Eu, que sempre gostei de assoprar velinha, entristeci. E foi a primeira vez, que fique claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pode ser a crise mundial. Pode ser a crise que volta e meia se instala em mim. Pode ser minha inconstância. Pode ser o excesso. Pode ser a falta. Pode ser ele. Pode ser ela. Pode ser o pensamento. Pode ser a imaginação. Pode ser o que você quiser que seja. Eu sei bem o que foi, mas isso levo comigo. Guardo, escondo, descarrego, visto, sei lá. Uma hora sai, uma hora vai. É que de vez em quando a gente ouve uma coisa, diz a coisa errada e todas as coisas resolvem fazer um sinal obsceno pra você. Toma! Então você fica puta, o sangue sobe e o mundo que se foda. Pode ser tudo mentira o que eu disse até aqui. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pode acreditar em mim? Pode ser que eu tenha ficado traumatizada com aquilo tudo. Pode apostar que, pelo menos, fiquei feliz com o seu gesto. À todos que me escreveram e-mails bonitos, mensagens de celular, que mandaram presentinhos, me deram um abraço ou me ligaram: meu sincero obrigada. OBRIGADA, de boca sorrindo no canto. Vocês são uns amores. Eu é que de vez em quando não sou. Pode ser isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-6813349812863044058?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/6813349812863044058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/6813349812863044058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/10/o-pior-aniversario-do-mundo.html' title='O pior aniversário do mundo'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Ss0vWSvzLVI/AAAAAAAAA6Y/sf0Co5Wj6Mo/s72-c/velinhas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-1397636780993974530</id><published>2009-09-29T13:20:00.003-03:00</published><updated>2009-09-29T13:59:35.596-03:00</updated><title type='text'>Memórias perdidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SsI861cCI-I/AAAAAAAAA6Q/x_-nnKgZ1ZQ/s1600-h/FOLHA+DE+CADERNO.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 244px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386935085763273698" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SsI861cCI-I/AAAAAAAAA6Q/x_-nnKgZ1ZQ/s320/FOLHA+DE+CADERNO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Achei coisas perdidas. E se achei, perdidas não mais estão. Volta e meia acho um papel solto, um pedacinho de folha rasgada, frases em caderninhos e cadernetas. Quer me ver feliz? Então me dê caderninhos, bloquinhos, frufruzinhos e canetas. Sou tarada por essas coisiquinhas. Escrevo por tudo e vou largando por aí. Mas eu encontrei um pedacinho de papel que dizia assim "não sei lidar com isso agora, não me peça para tentar". Não lembro quando nem como nem o motivo, mas a letra me pertence e o papel parece ser meio antiguinho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Isso me fez pensar em tentativa e erro. É tentando que a gente acerta, é errando que uma hora se chega no lugar que queria. Tem coisa mais auto-ajuda que isso? Mas é a mais insana verdade, o que me leva a crer que a vida é a soma de frases de auto-ajuda. Quando alguém está mal a gente se pega dizendo calma-tudo-vai-melhorar. Quando passamos por um problema tudo-vai-dar-certo. Quando queremos muito uma coisa, por mais que a gente não pertença a nenhuma religião, lá estamos nós de terço na mão e oração na boca. Somos contraditórios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se nem eu consigo entender o que é meu, não vou pedir para que você entenda. Se volta e meia não consigo lidar com meus sentimentos, não vou exigir que você lide. Não quero ser ingrata e colocar no seu colo o que me pertence. Inclusive a minha imaginação, que é poderosa. Por isso, de fininho, me retiro do ambiente. E vou pro canto pensar nas coisas que eu preciso lidar, mas esqueci de lembrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-1397636780993974530?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1397636780993974530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1397636780993974530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/09/memorias-perdidas.html' title='Memórias perdidas'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SsI861cCI-I/AAAAAAAAA6Q/x_-nnKgZ1ZQ/s72-c/FOLHA+DE+CADERNO.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-1977073525420367468</id><published>2009-09-28T21:37:00.005-03:00</published><updated>2009-09-28T22:27:37.270-03:00</updated><title type='text'>A bela adormecida</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SsFhP5oIyZI/AAAAAAAAA6I/KyBUlO7f-40/s1600-h/0,,17228238-EX,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386693555106924946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SsFhP5oIyZI/AAAAAAAAA6I/KyBUlO7f-40/s320/0,,17228238-EX,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Minha hora chegou. Sei que a gente precisa se confessar algum dia, e estou aqui então. Fico parada, falante, com o mundo na boca, batidas do coração na língua. Pedindo me escute, me escute, me escute. E delete, não lembre de nada disso amanhã, porque amanhã já vai ser outro dia e não quero remoer tudo outra vez. Delete, mas escute alguns momentos e se não for pedir muito, me abrace, um abraço cura tudo, abraços me fazem seguir adiante, mesmo que eu pareça vezenquando uma cega andando em labirintos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se eu fosse escrever a história da minha vida, a primeira pergunta seria: por que raios-diabos-cacete a gente entra em crise dos trinta? Isso vai acabar me matando. Uma vez, falaram que minha impulsividade iria me matar. Olha, tô viva, vivinha da Silva. Olha bem pra mim, não morri. Antes que você pergunte: os trinta só chegam no próximo ano. Sábado, dia três de outubro, farei vinte e nove. Eles andam pesando na minha cabeça, existência, ai, eles estão pesando. Na verdade, honestidade é tudo nessa vida, a culpa está difícil de ser carregada. Desculpe, o texto é primo da Janete Clair. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Culpa, culpa, culpa. De comer doce e carboidrato. De não ter cortado as pontas dos cabelos. De ter roído as unhas. De ter mentido, desculpa, eu menti. Eu menti quando disse que não tinha me importado, eu me importei, eu me importo, o mundo me dói muito às vezes e eu me pergunto hein, porra, isso acontece por quê? Já sei, algumas pessoas sentem demais, que saco, eu sempre escutei isso, você é sensível, tá bom, eu sei, mas eu queria ter um dia de insensibilidade, um dia inteiro de garota propaganda da Activia, só pra ficar com cara de alguém que tem cocô preso, mas o meu intestino funciona bem, obrigada, meu senhor. Queria um dia de garota propaganda do Bye Bye Celulite da Nivea, só pra ficar sem as malditas espalhadas do dedão do pé até as minhas orelhas. Ai, eu queria um dia de qualquer pessoa normal. Um dia. Mas não, eu tenho dias meus, que são intensos e não descansam e querem fazer tudo perfeitinho sempre e por isso não relaxo nunca e desse jeito vou ter um infarto do miocárdio antes dos trinta e dois. É, dos trinta e dois! Cada vez tem gente nova morrendo mais cedo e eu me pergunto será que vai ser assim, será que vou sem antes conhecer Paris e ter um cachorro e uma casa com vasinho de flor no meio da sala e um filho pra deixar pro mundo? Se bem que nem sei se quero, o mundo é tão estranho que dá medo. Ai, por favor, alguém me dá um tapa na cara agora? Não muito forte, sempre tive um medo danado de ficar com o rosto marcado. Bate de leve, mas bate, preciso acordar dessa bebedeira que anda a minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por que ela reclama se tudo é tão bom? Ei, eu falei isso tantas vezes de tantas pessoas e tantas vidas, a gente sempre acha que aquela vida é melhor que a nossa, que é mais ajeitada, no lugar. Que nada, a gente se engana, vida é tudo igual, não sei porque tanto nhéin nhéin nhéin. É a culpa, é a culpa. Por que eu brinquei tanto tempo? Letras não enchem a pança, vou tatuar essa frase no meu braço, pra ficar lendo o dia todo. Brincar de escrever não é vitamina. E eu, que desde sempre só sei viver assim, nem sei mais o que fazer agora, meu deus. Agora, que tô crescendo e vendo que tem um mundo tão grande lá fora, que eu não conhecia, a vida não é esse mar de rosas não, com gente perfumada, maquiada e amiguinha. Penso e penso, volto a fita, sei que não é saudável voltar a fita, mas eu faço coisas que não são saudáveis como beber, fumar e falar mal dos outros, porque eu falo dos outros, eu peco, desculpa, eu sou gente e de vez em quando sou gentinha. Penso e vejo meu deus, quantas chances eu atirei pelo ralo do banheiro. Viagem, trabalho, cursos, coisas, pessoas. Por quê? Onde a minha cabeça andava? Não sei responder isso agora, mas sei o quanto isso me custa hoje, na vida de adulto, no dia a dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Desde sempre tenho o Pollyana Style. O mundo é rosa pink e tudo se resolve, pois as pessoas são boas. Opa, neguinha, as pessoas são ruins, nem sempre tudo é resolvido e, pasme, o mundo tem cor de bosta de vez em quando. Fim de papo. Fim da linha. Eu, com vinte e nove anos, pense, não era pra estar aqui. Eu, nos sonhos cheio de Zero Cal, teria com quase trinta uma Paulo Coelho´s Life. É, você leu certo. Ando com uma vontade danada de pegar um prato, daqueles de porcelana indiana, e atirar com tudo na parede. Pleft, cacos espalhados pelo chão. Então eu lembro que não tenho uma mucama-dosa e repenso a ideia, afinal, não é nada legal fazer ceninha de prato e depois ficar de quatro apontando o bundão pro mundo e juntando caquinhos. De cacos, bastam os meus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Olha, eu preciso ter a minha vida. Não a vida de cartão de crédito no shopping, papo vazio e sacola cheia. Preciso ter a minha vida de trabalhadora. É, isso me faz bem, descobri. Tarde, é verdade, mas minhas descobertas sempre acontecem de formas esquisitas, acostumei. Eu queria ser normal, ao menos uma vez. Se eu tivesse descoberto o que queria aos dezoito, eu teria me formado aos vinte e três, com vinte e seis já teria mestrado, aos vinte e nove ganharia rios de dinheiro e gastaria em potes de creme de quatrocentos reais, viagens pra Veneza, Londres, Madagascar, Toquio, Roma, Viena e teria, certo, um apartamento em New York, New York. Claro que ainda sobraria dinheiro, então eu iria ajudar todas as crianças que não têm lar, os velhinhos que não têm família e os cachorros que não têm ração nem colo. Por fim, eu poderia decorar a minha casa (sim, eu ia ter uma!) da forma como eu quisesse. E poderia ter todos os cachorros que eu quero. E filhos ou filho ou filha. Obviamente, a criança teria que ter olhos claros, se não tivesse eu colocaria lentes de contato na hora. Agora você está me achando uma fútil, sim, eu sou fútil, eu quero cremes de quatrocentos reais e uma televisão imensa. Tudo isso poderia acontecer se eu tivesse descoberto o que queria aos dezoito anos. Mas eu descobri, pasme, bem mais tarde. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Aos dezoito, eu ainda estava vagabundeando por aí. Depois, Turismo. Depois, Direito. Depois, Psicologia. Depois, Formação de Escritores e Agentes Literários. Depois, o diploma suado. E depois de tudo, o regresso. O retorno da Jedi, Publicidade e Propaganda. Não reclamo, vale a pena o esforço. Mas eu podia tanto ter me dado conta antes, quando eu estava dormindo naquele mundo rosa, ai, eu sei que quiseram me acordar, mas meu sono era pesado demais. A caneta, sempre na mão. Os dedos, sempre no teclado. Imaginação no papel. Emoção na tela. Sempre fui assim, mas palavras bonitas não mantém a gente em pé. Você acreditaria se eu dissesse que é isso que me mantém viva? Soa dramático, não? Desculpa, mas é verdade. Escrever me faz viver. Ainda que de vez em quando viver seja complicado como hoje. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-1977073525420367468?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1977073525420367468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1977073525420367468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/09/bela-adormecida.html' title='A bela adormecida'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SsFhP5oIyZI/AAAAAAAAA6I/KyBUlO7f-40/s72-c/0,,17228238-EX,00.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-5865534677468183388</id><published>2009-09-25T13:20:00.003-03:00</published><updated>2009-09-25T13:48:59.630-03:00</updated><title type='text'>Sobre a perfeição</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrzzdPAbH6I/AAAAAAAAA6A/NtD_yB2WiCg/s1600-h/SeeN.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385446937998335906" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrzzdPAbH6I/AAAAAAAAA6A/NtD_yB2WiCg/s320/SeeN.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Muita coisa me dá nos nervos, uma delas é essa mania humana (desumana?) de querer tudo perfeito. Não nego que idealizo muita coisa na vida. É aquela velha história: a gente sempre acha que o outro tem que. Esqueço, por vezes, que o outro tem lá suas razões. Assim como eu e você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não gosto de gente muda, que guarda e não grita. Se algum dia amarrarem minhas mãos, perco a fala. Se me mandarem ficar quieta, explodo. Eu preciso dizer, isso pra mim é simples. Não tem que pensar, resgatar o que morreu. O que passou, por favor, tenha a elegância de deixar lá. Eu repito a dose e quem me conhece sabe: não sei emudecer. Porque eu escrevo e quem escreve não fica mudo nunca. Posso não falar com a voz, mas sempre digo com os olhos. Explico com os dedos. Repito a dose porque nunca sei onde me guardar. E você, que me lê, é meu cúmplice. A gente se sustenta, se basta, se respeita. É por isso que vim aqui me explicar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ando sem entender muito do que quero pra minha vida. Deixo uma certeza: não vou te abandonar. Você pode sempre contar comigo e isso não é da boca pra fora, não é só mais uma frase bonita, não é mentirinha por educação. A gente vai ficar junto, mesmo que isso de vez em quando nos faça mal. Mesmo que você se incomode com o que eu escrevo. Mesmo que às vezes eu seja dura. Por Deus, queria que minha bunda fosse tão dura quanto minhas palavras. Mas entendo, hoje entendo, que nem tudo é perfeição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tenho uma ideia diferente do que é perfeito hoje, entende? Perfeito é o que a gente tem, não o que a gente quer ter. Bobeamos absurdamente na tentativa de querer perfeições. Pare de querer, comece a agir. Pare de reclamar, comece a caminhar. Tenho visto pessoas acomodadas em relacionamentos que estão fadados ao fracasso. Agora você me olha com cara torta e diz como-ela-sabe-se-nem-tem-varinha-de-condão. Não preciso e você sabe. Você sempre sabe, eu sempre sei. A gente se engana muito, entre umas e outras. É que depois de ter tomado umas e outras, eu vi. Ninguém muda, a não ser que queira. Mudar exige esforço. Mas, escuta aqui, vem pra perto de mim: tudo exige esforço. Não fica aí parado, vai, se move. Você quer que dê certo? Por favor, faça. Não chore, seja macha. Seja ninja, seja você. A gente descobre o que a gente é na hora em que busca o profundo, o vazio, o escuro. Porque na hora da festa mil sorrisos aparecem e iluminam. Na hora da dor, você se enfrenta, se pressiona, se aguenta. E só assim você acha o caminho. O caminho é sempre você, por mais estranho que isso pareça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Fiz um escândalo, uma cena. A única na plateia era eu. E entendi que aquilo tudo que me disseram é só aquela busca besta pelo bonito. Ela queria ser perfeita, ter filhos perfeitos, casamento perfeito, vida perfeita, família perfeita. O bonito nem era pra ela, era para os outros. Prometi que nunca iria ser assim, mas segui buscando aquela coisa perfeita e insisto aqui na coisa perfeita porque é ela que fode a gente inteira. Sem dó nem nada disso. Não quero essa vida, essas coisas, essa perfeição costurada. Sem remendos, não me venha com essa. Quero os meus sonhos, que podem ser bobos, mas são meus. Não quero uma vida mulherzinha-espera-marido-em-casa, não nasci pra isso. Tenho meus ataques de mulherzinha, mas minha voz é de mulher, ultrapassa tudo. Porque eu não me calo, não deixo aquilo tudo virar mágoa. A mágoa é um doce de goiaba azedo, que arde a língua e faz a garganta fazer cara de nojo. Minha vida não é isso não. Ela vai além. Eu nunca vou parar de falar, pode escrever isso aí no seu caderno desbotado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Perfeito é o que eu vou construindo, um passo na frente do outro. Muitas vezes, pra alguns, ando pra trás. Mas sempre achei que de vez em quando a gente recua pra ir mais adiante. É recuando que consigo ter uma visão do horizonte. É vendo o horizonte que descubro exatamente pra onde quero ir. Vou, mas levo comigo minhas palavras. E você, é claro. Se não quiser se perder de mim, vem junto, dá a mão. Mas entenda que de vez em quando vou desabafar assim, eu e minhas crises existenciais. Eu e minhas idealizações enterradas ali mesmo, do outro lado da rua. E a vida ali, através da vidraça, me convidando para uma risada larga e escandalosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-5865534677468183388?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/5865534677468183388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/5865534677468183388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/09/sobre-perfeicao.html' title='Sobre a perfeição'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrzzdPAbH6I/AAAAAAAAA6A/NtD_yB2WiCg/s72-c/SeeN.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-884982068640361032</id><published>2009-09-18T11:17:00.004-03:00</published><updated>2009-09-18T11:37:45.049-03:00</updated><title type='text'>Sobre nós</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrOaPKRYnqI/AAAAAAAAA54/PR6BU5OtSbk/s1600-h/mulheres-1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 294px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382815564883861154" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrOaPKRYnqI/AAAAAAAAA54/PR6BU5OtSbk/s320/mulheres-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O texto de ontem provocou muvuca. Minha caixa de e-mails ficou lotada, tentando achar um espacinho para respirar. Não se preocupe, não me senti sufocada. Gosto desse carinho, da maneira como você se manifesta, opina, discorda. Não tive tempo de ler tudo, mas já vi que muita gente tem história para contar. Fiquei surpresa: muitos homens me escreveram. Sei que a maioria dos leitores são mulheres, gosto quando a homarada dá as caras e mete o pé na porta. Podem entrar, a casa está sempre aberta. Não se acanhem, apesar de adorar ser mulherzinha também tenho o meu lado macha. Mas sou, acima de tudo, mulher. E isso dá um trabalhão, além de gerar muito assunto (ainda bem!).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sexo é um papo que gera papo. Se você não cuida acaba gerando outras coisas - e pessoas. Achei interessante o ponto de vista de um rapaz (quer coisa mais antiga que falar "rapaz"?). Ele disse que os homens possuem manual de instrução, as mulheres não. É fácil saber como agradar um homem, já as mulheres...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É incrível como levamos esse rótulo de Complicadas S.A. Então, caro rapaz, o texto de hoje é para você. Não é difícil agradar uma mulher. É claro que existem mulheres e mulheres, nada pode ser generalizado. Mas mulheres são, acima de tudo (e essa é uma regra geral), exigentes. Vou falar por mim (e sei que uma legião vai sacudir a cabeça afirmativamente). Não gosto de copo vazio, abraço mole, beijo morno, cama desarrumada, louça suja, gente que não olha no olho e conversa ruim. Detesto sorrir sem vontade, fazer social por obrigação e ser o centro das atenções quando meu cabelo está bagunçado. Não sou difícil, é só me ler direito. Minhas páginas podem ser repetitivas e vezenquando monótonas, só quero que você não largue o livro na metade. Insista, resista, persista. Mesmo que o sono chegue ou o tédio se instale siga em frente com o livro em mãos. E se faltar luz, por favor, pegue uma lanterna e vá até o fim. Mas vá! Preste atenção em cada linha, ponto, no que foi dito e no que ficou por dizer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mulheres não são práticas, não dizem tudo o que pensam, procuram interpretações em cima de coisas que já estão bem explicadas. Desculpe, somos assim. Mais uma regra geral feminina: procurar pelo em ovo. Você disse uma coisa, nós pensamos o que havia por trás disso. Sabemos que vocês dizem o que precisam dizer, não há nada de oculto ali. Mas queremos desvendar, fazer mágica, encucar. Sim, encucamos. Estressamos. Brigamos por bobagem. A praticidade não mora aqui, mas não vejo complicação nisso. O complicado é lidar com a TPM. Quem convive com a querida todos os meses sabe do que falo. É mais forte que nós, é uma entidade, um espírito do mal. TPM faz uma mulher matar. Mas isso não é ser complicada, é ser prática como vocês, não é? Enfureceu, matou, morreu. Simples assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-884982068640361032?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/884982068640361032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/884982068640361032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/09/sobre-nos.html' title='Sobre nós'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrOaPKRYnqI/AAAAAAAAA54/PR6BU5OtSbk/s72-c/mulheres-1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-1006799951842788308</id><published>2009-09-17T21:41:00.004-03:00</published><updated>2009-09-17T22:31:39.747-03:00</updated><title type='text'>Não durma depois</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrLg9gwe88I/AAAAAAAAA5w/zOvxRo809jM/s1600-h/amor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382611852031095746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrLg9gwe88I/AAAAAAAAA5w/zOvxRo809jM/s320/amor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os homens acham que entendem de sexo bem menos do que entendem de fato. Se alguma mulher concorda, por favor, levante a mão. Nossa, nunca pensei que uma simples frase gerasse tantas mãozinhas pra cima! Por falar em pra cima, o assunto é sério. E duro. Não se acanhe, vamos chamar as &lt;em&gt;pessoas &lt;/em&gt;pelo nome. É que esses apelidinhos me angustiam. Você sabe que não posso ficar angustiada, me dá gastrite. Pepequinha, ele, grandalhão, gurizinho, amigo, xoxota, xeca, ai, já ouvi de tudo. Mas pra mim é simples: pau é pau e buceta é buceta. Sem frescuras nem neuras nem pudores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando eu estava na sala com o meu pai e aparecia alguma cena de sexo na televisão, bingo, ele sutilmente trocava de canal. Eu notava claramente o desconforto dele em ver, na telinha, gente se pegando, gemendo e sussurrando. Eu sei, pai, é chato. Confesso que eu também sentia vergoinha. Essa coisa assim, diminutiva, bobinha. Não sei como foi o processo com o meu irmão, mas comigo ele foi inexistente. Ninguém me explicou o que era ou como funcionava. Minha mãe só dizia que quando-for-a-pessoa-certa-você-vai-saber. E eu soube. Nunca fui maria-vai-com-as-outras, tive o meu tempo certo. Beijei depois, fiquei depois, namorei depois, dei depois. Depois de &lt;em&gt;todo mundo&lt;/em&gt;. Não me envergonho, pelo contrário. Antes de perder a virgindade, eu era sacana. Atiçava os caras, deixando todo mundo - literalmente - de pau na mão. Depois? Ah, depois eu dizia não-tô-preparada e saía porta afora. Os episódios viravam papo de mesa de bar. Cerveja em uma mão, histórias na outra, diversão garantida. Ou você pensa que mulheres não falam em tamanhos, grossuras e habilidades dos moçoilos? Não seja tolo, meu amigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os homens logo cedo têm intimidade com o corpo feminino. O irmão de uma amiga, com 6 anos, pegava as revistinhas da Avon (onde tem um bando de mulheres de sutiã e calcinha) e ia pro banheiro. Começa com catálogo de lingerie, aí brincam de médico com as coleguinhas, assistem filminhos "proibidos para menores", olham The Girl, Colírio e etc., até chegar nas revistas masculinas, Playboy, Sexy e Peladona. Não existem muitos sites de homens pelados, a maioria é para o público gay. Nada contra os gays, mas um homem pelado é uma coisa, um homem gay pelado é outra bem diferente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É cultural. Desde sempre, mulher que beija dois na mesma semana é galinha. O cara é o pegador de gostosas. Mulher que transa porque sentiu vontade é puta-que-não-se-segura. Homem tá seguindo-os-instintos. Mulher que trai é promíscua, homem é porque-tá-no-sangue. Mulher comprometida que olha pra um sujeito bonito na rua é safada, homem tá-apenas-conferindo-o-material. Minha avó diz que tem-que-cuidar-bem-dele-senão-ele-procura-fora. E alguém inventou que da-guampa-e-da-morte-ninguém-escapa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Com licença, eu acredito em fidelidade. E sou fiel, f-i-e-l. Nunca senti vontade de trair, sequer olho pro lado. Acho falta de respeito. Sei que homens bonitos passam pela minha frente, parabéns, moço, tua mãezinha tava inspirada, hein? Odeio quem se conforma e diz que tem que cuidar bem, senão, sabe como é, bobeou, dançou. Ninguém segura ninguém. Pode fazer curso de strip, de sensualidade, disso e daquilo, se tiver que levar, levou. Se tiver que tomar, tomou. É simples. Ninguém fica junto muito tempo só pelo sexo. Mesmo porque existe vida fora da cama - e do corredor, elevador, carro, mesa, cozinha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Por que só as mulheres precisam "cuidar" do relacionamento? Por que existem tantos sites &lt;em&gt;faça um sexo oral delicioso no seu namorado? &lt;/em&gt;Deixe ele louquinho na cama. Faça ele olhar só pra você. Ai, é deprimente! (e a gente ainda lê, me bate!) Nas livrarias, prateleiras recheadas e títulos bizarros. Dicas para prender o seu amor. Dê um up no seu relacionamento. Tudo bem, já li. De curiosidade. Morri de rir. Homens e mulheres, atenção para as próximas linhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Um homem tem-que-cuidar-do-relacionamento-tanto-quanto-a-mulher. Um relacionamento é de dois. Tá, pode ser de três, quatro, suruba. Mas falo de relacionamentos normais-usuais-habituais. Dois, um homem e uma mulher. Ou um homem e um homem, uma mulher e uma mulher, whatever. Cada um faz a sua parte, se cuida, cuida do outro. Não dá pra jogar a relação na mão de um só. Tipo faça-comidinha-para-o-seu-homem-fique-perfumada-compre-calcinhas-novas-e-faça-um-boquete-fenomenal. Se você pensa isso, me poupe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Homens, chupem uma buceta fenomenalmente. A maioria de vocês não sabe. Não se aprende a transar vendo filme pornô. Vocês acham que a gente gosta de tudo que elas gostam. Elas são atrizes, o gemido é falso, os peitos também. É tudo fake. Então aprendam de uma vez por todas que não é pra enfiar a língua no fundo. E não é pra ir muito rápido, porque é incômodo. Suavidade. Já pensou se a gente apertasse o pau de vocês? Ia doer, né? A buceta é sensível, trate ela bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O pau fica duro e uhu-vamos-transar. Não. Por favor, não. Escrevo o texto que você lê agora baseada em fatos reais, entrevistei muitas mulheres, a reclamação é a mesma. "Ele fica excitado e já quer me comer". Porra, minha gente, homem é visual, todo mundo sabe. Falando nisso, quando você estiver assistindo filme pornô com a sua namorada, por favor, olhe para ela. É muito ruim transar com alguém que está olhando para a televisão, vendo a Chupo Todos chupando todos. Foco. Olhe para quem está na sua frente. Mulher de verdade, real. Já basta as revistas e sites de putaria que vocês adoram ficar por dentro. Fiquem por dentro da gente. Queria ver se vocês achariam legal se a gente vivesse vendo homem peladinho. Revista, site, livro, filme. Só pau de fora. Pra vocês é tudo muito normal, estão acostumados desde cedo. O costume é esse: homem vê mulher pelada e mulher não vê homem pelado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mulher precisa de carinho. A gente adora um tapa e uma baixaria, até a mais quietinha. Mas carinho-carinho-carinho. Muito beijo, muita língua, muita passadinha de mão. Explore o corpo da sua mulher. Beije ela inteira. Não é tirar a roupa, colocar o pau pra fora, dar meia dúzia de linguadas na buceta e meter-pra-dentro. Mãos. Beijos. Beijo de língua, por favor. Nada de beijo xoxo, sem graça. Mordida de leve, aquelas de dar arrepio no corpo. Mão por dentro da roupa, fazendo carinho nas costas. Olho no olho. Meia luz. Musiquinha. E se quiser colocar umas velas e pétalas de rosas, tá valendo. A gente gosta de romance. Eu, particularmente, gosto de um romance bruto. Não, sem porrada e pancadaria. Falo de pegar, pegar mesmo. Mas não confunda pegar com força, são coisas diferentes. Pegar forte machuca. Pegar com jeito, não. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esteja ali. Esteja ali de corpo e alma. Homem gosta que mulher diga o que quer. Uma entrevistada contou que mandava torpedos picantes para o celular do noivo. E-mails cheios de fantasias. E ele adorava ler, mas não correspondia. Faça uma surpresa, mande uma mensagem tô-louco-pra-te-comer. Mande um e-mail vou-te-fazer-uma-massagem-mais-tarde (com a boca). Agrade. Compre um espumante, um vinho, embebede a sua mulher. De amor. E, por favor, faça ela gozar. Porque mulher odeia fingir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-1006799951842788308?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1006799951842788308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/1006799951842788308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/09/nao-durma-depois.html' title='Não durma depois'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrLg9gwe88I/AAAAAAAAA5w/zOvxRo809jM/s72-c/amor.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-4020166401399915573</id><published>2009-09-16T22:20:00.006-03:00</published><updated>2009-09-17T00:01:39.670-03:00</updated><title type='text'>As inutilidades de cada dia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrGjICBTsRI/AAAAAAAAA5o/mg43ZoThV-M/s1600-h/vida_resumida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382262388061090066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrGjICBTsRI/AAAAAAAAA5o/mg43ZoThV-M/s320/vida_resumida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida, apressada, vive correndo. Não para um segundo, nem para fofoquinha, café, trocar o esmalte das unhas. Mal consegue ler o jornal, coloca no automático o bom-dia-boa-tarde-com-licença-por-favor-obrigada. Segue firme, no foco, no tênis, no salto, na lida, na luta, sempre com o trio tô-salva-em-um-segundo. A vida sabe que o blush anima qualquer rosto, principalmente após noites mal dormidas. Blush, o mágico. Rímel ao lado da base, o básico. E assim ela segue.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De vez em quando, não se sabe o motivo, a vida fica melancólica. Revê álbuns antigos, remexe em papéis do passado, remonta o calendário que virou demodê. Precisa de Kleenex ou Softy's, e se o choro for muito até um pacote com 4 rolos de Neve serve. A vida gosta de drama, romance, comédia e suspense. Em alguns dias, parece um filme B. Em outros, terror. Ela também assiste novelas, seriados, reality shows. A vida gosta de teatro, música e dança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela é cheia de crises existenciais. Questiona, busca, revira, cata, investiga, fuça, mexe. Responde, encontra, acha, dá, aprende, se perde. Muda, é arisca, omissa, submissa. É puta, mentirosa, suja, descarada, vadia, invejosa, sem vergonha, cadela, desgraçada. É ingênua, recatada, santa, pura, meiga, suave, doce, terna, gentil. A vida encasqueta e tem sentimentos medíocres. Desanima, perde a linha, se entoca, foge. Aparece, junta, se ajeita, empina o nariz, anda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Estranheza. Meus olhos ficam com a barriga doendo de tanto rir quando me deparo com cenas bobinhamente comuns. Alguém chama o elevador. O botão fica com a luz ligada, o elevador sabe que você o espera. A pressa cega e emburrece, você aperta novamente, como se o ato de re-chamar fosse fazer o elevador correr pra te pegar. A Coca Zero terminou, você serviu o que restava da lata no copo. Mas, ingenuamente, sacode a latinha dentro do dele, na tentativa de quem-sabe-o-seu-cocão-colocou-fabricou-mais-uma-coquinha-e-colocou-aqui-dentro. Hora da foto: sorriso e barriguinha pra dentro. O sorriso se transforma num anda-logo-não-tô-conseguindo-fazer-carinha-happy-e-segurar-a-pançola. Patéticos, somos patéticos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Doçura. É doce e isso me lembra a Xuxa. Doce, doce, doce. A vida é um doce, vida é mel. Doçura, pra mim, lembra infância. As crianças têm uma doçura sinceramente ácida que me encanta. Alá, conserve meu lado adocica-meu-amor-adocica-adocica-meu-amor-a-minha-vida-oi. A vida dos outros sempre parece melhor que a nossa. Mais agitada, cheia de planos, feliz e serelepe. Tem coisa mais safada que pensar isso? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela cansa. Ofereço uma cadeira e um leque. Um sofá e um ar condicionado. Ela recusa e me diz que o cansaço não é físico, e sim mental. Pergunto se ela precisa parar, ela responde que não e vai embora. Percebo o quanto vale a pena continuar - apesar de tudo - quando olho pela janela e, através da vidraça, vejo ela ali me esperando. E sorrindo um sorriso vivo que foi feito só pra mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-4020166401399915573?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/4020166401399915573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/4020166401399915573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/09/as-inutilidades-de-cada-dia.html' title='As inutilidades de cada dia'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/SrGjICBTsRI/AAAAAAAAA5o/mg43ZoThV-M/s72-c/vida_resumida.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-6571851428007663285</id><published>2009-09-15T11:13:00.004-03:00</published><updated>2009-09-15T11:40:50.041-03:00</updated><title type='text'>Jeito de ver</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Sq-hbu9vK6I/AAAAAAAAA5g/x-RIktjpCns/s1600-h/audrey_hepburn.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381697577566546850" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Sq-hbu9vK6I/AAAAAAAAA5g/x-RIktjpCns/s320/audrey_hepburn.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apavorada, me dei conta que o mundo é feito de reclamações. Minhas, suas, nossas. Percebeu como é fácil reclamar do que sai do quadradinho? A vida é muito mais do que uma figura geométrica, por isso os traços ultrapassam o papel. E de vez em quando não tem forma definida: pode ser quadrado, círculo, triângulo, rabisco. Acho que a vida é mesmo abstrata. Igualzinha aos nossos sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eu risco a mesa. Acaba a ponta do lápis, a espátula entorta, o pincel fica gasto. Sobra a tinta, restam os dedos. Nem sempre a gente quer sujar as mãos, mas é preciso. Uma vez ouvi que tudo que é bom despenteia. Tudo que é bom faz sujeira. Lembra quando você era criança? A melhor coisa do mundo era comer sorvete e ficar com a boca toda melecada. Sentar no chão, na grama, deixar a roupa cheia de terra. Andar de pé no chão, até ficar preto. Correr, suar, pular, bagunçar. E depois, claro, tomar um banho gostoso e passar um perfuminho bom. Eu adorava bagunçar, só não gostava de ficar muito tempo suja, pedia para a minha mãe trocar a minha blusa logo. Não gostava de enxergar a sujeira. O problema era esse: enxergar a sujeira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Muita gente enxerga só a sujeira. Você acordou com dor de cabeça, foi para o trabalho, apresentou um projeto (e a dor ali, firme), almoçou com os amigos, fez hidratação no cabelo, recebeu a ligação daquele cara que é um absurdo de tão lindo. E você fica concentrada na dor de cabeça. Só fala nela, só pensa nela. Você levantou de bom humor, tomou um café gostoso, recebeu um abraço do seu pai, foi pra academia, bateu papo com as amigas, descobriu que falaram mal de você, foi para o trabalho, recebeu um elogio, passou a tarde inteira lembrando que falaram mal de você, voltou pra casa, ligou pra sua mãe contando que falaram mal de você, tomou banho, deitou pensando que falaram mal de você. Para tudo. Não importa se é uma dor ou fofoca. Algumas coisas doem mesmo, e vão doer sempre. Mas fico admirada com a forma como você e eu encaramos a vida. Uma coisa ruim não pode estragar um dia inteiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Só as coisas boas deveriam modificar o nosso dia. As ruins deveriam cair e quebrar o salto. Quando uma coisa ruim acontecer, pense na quantidade de pequenas coisas boas que aconteceram. É difícil, eu sei. Mas acho que é na base da repetição, na marra, no melhor estilo mantra que a gente aprende. Tudo-ficará-bem-tudo-ficará-bem. Repita quando acontecer algo ruim. Repita muitas vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ontem várias coisas ruins aconteceram na minha vida. Eu estava triste, chorosa, pra baixo mesmo. Sabe aqueles dias em que tudo sai errado e torto? Só enxergava a sujeira. E o pior: por mais que eu limpasse, nada feito, continuava suja. Aquela coisa não me deixava. Então cheguei em casa, deitei, chorei um pouco, alivia. Chorei na medida certa, que é aquela que você só desabafa e nem chega a ficar com cara de Maria do Bairro. Fechei os olhos e tentei dormir. Foi quando o meu amor apareceu e me abraçou. Tudo se ajeita num abraço, ali a gente ganha o mundo. E se dá conta da quantidade de coisas boas que existem. É só abrir os braços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-6571851428007663285?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/6571851428007663285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/6571851428007663285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/09/jeito-de-ver.html' title='Jeito de ver'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Sq-hbu9vK6I/AAAAAAAAA5g/x-RIktjpCns/s72-c/audrey_hepburn.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20523720.post-2769658457527303480</id><published>2009-09-12T16:09:00.006-03:00</published><updated>2009-09-12T16:26:36.831-03:00</updated><title type='text'>A chuva</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Sqv14A2Oj0I/AAAAAAAAA5Y/Nc9iXwgp7Dc/s1600-h/oculos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380664522473115458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Sqv14A2Oj0I/AAAAAAAAA5Y/Nc9iXwgp7Dc/s320/oculos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um dia de chuva é gostoso pra ficar de preguicinha, em casa, assistindo uma comédia romântica e tomando chocolate quente. De companhia, um edredon, o cachorro com pelo fofo, a pessoa amada ou a própria solidão. Vezenquando é bom ouvir o que a gente tem a dizer. Um dia de chuva é ótimo para arrumar armários e gavetas, fazer um faxinão na casa ouvindo Amy Winehouse bem alto, cantando e dançando com o aspirador de pó. É bom para atualizar telefonemas, e-mails. Maravilhoso é, também, se desatualizar do mundo. Desligar telefone, computador, apagar a luz e ficar bem quietinha embaixo das cobertas, ouvindo aquele barulho calmante que só a chuva tem. Não sou daquelas alucinadas por sons da natureza, música pra mim é música, barulho da natureza é barulho da natureza. E fim de papo. Se você revirar os meus CD´S não vai achar nenhum daqueles cedezinhos calmantes, com som de água, passarinho e outras espécies de bichos. Esse som zen não combina com a minha personalidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Um dia de chuva é bom pra ficar abraçado com o amor da vida da gente. Qualquer tipo de amor vale: de mãe, pai, irmão, amigo, namorado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mais de seis dias seguidos de chuva começam a dar desespero. A umidade faz companhia pra chuva, toalhas não secam, azulejos choram de desespero, o mundo alaga e você se entoca. Não dá vontade de sair e, ao mesmo tempo, dá uma louca vontade de colocar o nariz na rua e fazer uma simpatia pro sol voltar e iluminar o dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando eu era pequena e ouvia barulho de trovão, minha mãe dizia que o Papai do Céu estava arrastando os móveis. Acho que o Papai do Céu e o São Pedro se apaixonaram pela Chuva, devem ter saído no braço por causa dela. Não sei quem vai conquistar o coração da moça, só espero que eles se decidam logo. E deixem o Sol com pelo menos um sofá pra sentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20523720-2769658457527303480?l=clarissacorrea.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2769658457527303480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20523720/posts/default/2769658457527303480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clarissacorrea.blogspot.com/2009/09/chuva.html' title='A chuva'/><author><name>Clarissa Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02497210737510028478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03492768253644439976'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__IQC8UHPezs/Sqv14A2Oj0I/AAAAAAAAA5Y/Nc9iXwgp7Dc/s72-c/oculos.jpg' height='72' width='72'/></entry></feed>