tag:blogger.com,1999:blog-186084642008-07-25T22:35:09.423+01:00Herdeiro de AécioA.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comBlogger1602125tag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-7276733770170813042008-07-24T21:22:00.003+01:002008-07-24T21:41:58.730+01:00A VENDA DA JUSTIÇA<div align="justify"><a href="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/economia/teixeira_dos_santos_ric_jpn2.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 223px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px; TEXT-ALIGN: center" height="242" alt="" src="http://jpn.icicom.up.pt/imagens/economia/teixeira_dos_santos_ric_jpn2.jpg" border="0" /></a> Para lá das quezílias partidárias, do facto do <a href="http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&amp;ContentId=254797">assunto ter ressuscitado</a> hoje também pela <em>mão</em> <em>inevitável</em> do <em>Público</em>, a verdade é que, num mundo idealmente justo, a corresponsabilidade política de Fernando Teixeira dos Santos e de Vítor Constâncio a respeito do assunto das irregularidades no BCP que se têm vindo a descobrir nunca deveria poder ser escamoteada numa votação parlamentar em que o PS impõe o<em> peso</em> da sua maioria. Para todos os efeitos aqueles dois eram <em>os polícias de plantão</em> à <em>porta da moradia</em> enquanto algo de comprovadamente ilegal lá se passou.<br /><a href="http://tintafresca.blogs.sapo.pt/arquivo/vitor%20constancio.gif"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" height="284" alt="" src="http://tintafresca.blogs.sapo.pt/arquivo/vitor%20constancio.gif" border="0" /></a> E, por muito que custe ao PS, há alguma razão para que a estátua da justiça seja representada com uma venda nos olhos.</div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-50694060228932035342008-07-21T18:06:00.008+01:002008-07-21T19:33:06.253+01:00MARX, ENGELS, LENIN, STALINE E… MANDELA?<div align="justify"><span style="font-size:85%;">A propósito de <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2008/07/nelson-e-winnie.html">um <em>poste</em> que aqui inseri</a> no passado dia 18 e de <a href="http://tempodascerejas.blogspot.com/2008/07/uma-grande-figura-da-histria.html">vários comentários</a> a ele entretanto feitos, achei que seria preferível condensar tudo o que se me oferece dizer sobre o assunto num <em>poste</em>:</span></div><div align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDB-g20EI/AAAAAAAAGTk/qTfKSSnHRek/s1600-h/MDPCDE3.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225515906384711746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDB-g20EI/AAAAAAAAGTk/qTfKSSnHRek/s400/MDPCDE3.jpg" border="0" /></a> Não sei qual será a data do aniversário de Vítor Dias, mas suponho que os leitores achariam datado e despropositado que eu começasse por ilustrar um eventual voto de felicitações que lhe dedicasse com a fotografia de um cartaz do MDP/CDE de 1974 ou 75 (acima), daqueles tempos em que, segundo creio, o hipotético <em>aniversariante</em>, então jovem quadro do PCP, teria estado em <em>comissão de serviço</em> a desempenhar funções de dirigente nacional daquela organização, tarefa então vulgarmente designada pelos adversários políticos com o desprestigiante epíteto de <em>submarino</em>. Não só porque o episódio retratado terá um efeito redutor de todo o percurso político posterior de Vítor Dias, mas também porque ele está definitivamente datado, de uma fase da sua vida.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDCDk7UdI/AAAAAAAAGTs/rB8V_8NAh0M/s1600-h/MandelaSlovo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225515907743961554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="192" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDCDk7UdI/AAAAAAAAGTs/rB8V_8NAh0M/s400/MandelaSlovo.jpg" width="329" border="0" /></a> Peço-lhe desculpa por esta <em>maldade</em> que lhe fiz, mas talvez assim Vítor Dias consiga perceber qual será a importância da escolha da imagem inicial que se adopte para encimar um texto sobre um determinado assunto. Foi assim que considero que ele fez com Mandela. Talvez para me penitenciar, inseri esta segunda fotografia, com Winnie e Nelson Mandela e <a href="http://africanhistory.about.com/library/biographies/blbio-joeslovo.htm">Joe Slovo</a> (que era à época o secretário-geral do SACP<span style="font-size:85%;"><strong>*</strong></span>), todos de punho erguido, mais a estrela, a foice e o martelo em fundo. Embora o ar dos Mandelas pudesse ser um pouco mais entusiasmado, até a mim me apeteceria partir daquela fotografia para dissertar sobre as enormes contribuições – se elas tivessem existido – de Mandela para o marxismo-leninismo, emparelhando-o com os quatro heróis do costume<span style="font-size:85%;">**</span> e justificando o titulo do<em> poste</em>…<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDCI2rhdI/AAAAAAAAGT0/g-KMVUMgcJs/s1600-h/MarxEngelsLeninStalin.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225515909160601042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="228" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDCI2rhdI/AAAAAAAAGT0/g-KMVUMgcJs/s400/MarxEngelsLeninStalin.jpg" width="334" border="0" /></a> Quanto ao conteúdo do pretenso comentário-resposta que Vítor Dias inseriu <a href="http://tempodascerejas.blogspot.com/2008/07/uma-grande-figura-da-histria.html">no seu <em>poste</em></a> em resposta ao que aqui escrevi, tem <em>efeitos especiais</em> de mais e <em>matéria de facto</em> de menos para que mereça uma resposta no corpo principal do <em>poste</em><span style="font-size:85%;"><strong>***</strong></span>. Muito pelo contrário, vale a pena ler a argumentação apresentada por António Vilarigues (ou por alguém que usará o mesmo <a href="http://ocastendo.blogs.sapo.pt/">pseudónimo</a>) <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2008/07/nelson-e-winnie.html">na caixa de comentários <span style="font-size:85%;">(é o 11º)</span> do meu <em>poste</em></a>, sobre a questão da associação entre o ANC e o SACP. Factos e só factos, escreveu (e bem) António Vilarigues. No direito anglo-saxónico fazem-se as testemunhas jurar em tribunal que contem a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade. Aqui também, convém que sejam os factos, só os factos, mas todos os factos e nada mais que os factos…<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDCUoGFHI/AAAAAAAAGT8/cypRfjEDdYE/s1600-h/SACP.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225515912320652402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px; TEXT-ALIGN: center" height="304" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDCUoGFHI/AAAAAAAAGT8/cypRfjEDdYE/s400/SACP.gif" width="326" border="0" /></a>Além da presença, correctamente referida por António Vilarigues, do SACP nas áreas do poder, convém analisar de forma <em>objectiva</em> quais têm sido as consequências e os benefícios para a <em>esquerda</em> resultantes dessa presença do partido na área do poder na África do Sul desde 1994… Onde é que se poderão encontrar as influências ideológicas do marxismo-leninismo da <a href="http://www.info.gov.za/documents/constitution/index.htm">Constituição sul-africana</a> de 1996? A África do Sul não continua a ser um país capitalista? Em suma, a relevância ideológica do SACP na África do Sul de hoje parece-me ser diminuta e, perdoem-me a conclusão, mas isto das simpatias comunistas sem qualquer afinidade ideológica está a tornar o <em>internacionalismo proletário</em> perigosamente parecido com o <em>Rotary Club</em>…<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDCvxxnzI/AAAAAAAAGUE/ii0xCdMWNKM/s1600-h/RotaryClub.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225515919609012018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px; TEXT-ALIGN: center" height="286" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SITDCvxxnzI/AAAAAAAAGUE/ii0xCdMWNKM/s400/RotaryClub.gif" width="295" border="0" /></a><span style="font-size:85%;"> * <em><a href="http://www.sacp.org.za/">South African Communist Party</a></em> (Partido Comunista Sul-Africano).<br />** Para os camaradas <em>maoistas</em> seriam os <em>cinco</em> heróis do costume...<br />*** Vítor Dias parece não reparar que há diferença entre implicar com uma fotografia e implicar com quem teve o critério de a escolher para encimar um texto. </span></div><div align="justify"><span style="font-size:85%;">Parece não saber encimar significa apenas isso, <em>colocar em cima, dar destaque</em>. Se, segundo a sua acusação, eu pretendesse escamotear que Vítor Dias tinha utilizado outras fotografias para o ilustrar porque teria feito directamente uma ligação para que o leitor fosse ver o seu <em>poste</em>? </span></div><div align="justify"><span style="font-size:85%;">Quanto ao assunto da importância da libertação de Mandela lembro a Vítor Dias que muita gente foi libertada depois de décadas de prisão por delitos de opinião (dissidentes soviéticos também…) e não possuem nem uma fracção da popularidade de Mandela. Ao contrário, Ghandi não precisou dos 27 anos de prisão para adquirir a sua. </span></div><div align="justify"><span style="font-size:85%;">Será que Vítor Dias não percebeu mesmo que a técnica de apagar das fotografias os caídos em desgraça é apenas o exemplo mais <em>cretino</em> de tentar reconstruir o passado que se tornou tão típico daqelas organizações: quererá o Vítor Dias apostar comigo que, sem ser por descuido, não encontrará nenhuma menção na documentação oficial do seu partido ao nome de um militante destacado que entretanto o tenha abandonado? </span></div><div align="justify"><span style="font-size:85%;">E, claro, suspeito nem pela sua cabeça lhe passará pôr a hipótese que o fim da guerra-fria e a verdadeira pressão política e económica das potências ocidentais sobre o regime do <em>apartheid</em> fizeram aquilo que o que classifica de 27 anos de solidariedade da esquerda não puderam fazer.</span></div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-71705832314589528782008-07-20T18:49:00.005+01:002008-07-20T23:07:39.118+01:00AS VÁRIAS MANEIRAS DE FRACTURAR O BENELUX<div align="justify">O nome <em>Benelux</em> é recente (data de 1944), mas a região geográfica e cultural a que ele se refere é uma das regiões históricas mais antigas da Europa, conhecida colectivamente pelo nome de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Low_Countries">Países Baixos</a>. Os habitantes podem ir buscar a primeira manifestação histórica da sua identidade à <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gaius_Julius_Civilis">revolta de Civilis</a> contra o Império Romano nos anos 69/70 da nossa era, e embora o episódio depois se tenha estendido a toda a Gália, ele é muito mais acarinhado pelos <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/Julius_Civilis">flamengos</a> do que pelos <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Gaius_Julius_Civilis">francófonos</a>, basta compararem-se, pelas respectivas ligações, a diferença do detalhe do tratamento dado ao assunto em cada um dos idiomas.</div><div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7UjoeJjI/AAAAAAAAGS8/TnptKqpSg0A/s1600-h/Benelux4.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225155585772496434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7UjoeJjI/AAAAAAAAGS8/TnptKqpSg0A/s400/Benelux4.jpg" border="0" /></a> No entanto, foi apenas por um período curto entre 1815 e 1830, na sequência do traçado das novas fronteiras provocado pelo fim das Guerras Napoleónicas que os três países actuais que designamos por Benelux (Bélgica, Países Baixos – <em>Nederland</em> no original – e Luxemburgo) pertenceram à mesma entidade política: era o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_Kingdom_of_the_Netherlands">Reino Unido dos Países Baixos</a>. Tratava-se de um país complexo, pois havia que acautelar problemas criados por factores linguísticos com outros criados por factores religiosos. Ao contrário do que hoje acontece, naquela época os Países Baixos do Sul eram mais povoados do que os do Norte, numa proporção de 3:2.<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7U4s0SjI/AAAAAAAAGTE/JNRutrc-uig/s1600-h/Benelux2.png"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225155591427869234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7U4s0SjI/AAAAAAAAGTE/JNRutrc-uig/s400/Benelux2.png" border="0" /></a> Os Países do Norte eram homogéneos em termos linguísticos (o mapa acima assinala os dialectos, não os idiomas), mas nos do Sul, a maioria que falava flamengo superava os francófonos numa proporção de 3:2. Em contrapartida, não havia ali minorias religiosas significativas (a população era esmagadoramente católica), enquanto que a Norte os Protestantes superavam os Católicos na proporção aproximada (também) de 3:2. Aparentemente, apesar disso, o Reino Unido teria um idioma e cultura dominantes, o flamengo (falado por 75% da população) e também uma religião dominante, o catolicismo (professado por cerca de 75% da população<span style="font-size:85%;"><strong>*</strong></span>).<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7UyrnEtI/AAAAAAAAGTM/sWyFkWqxvnM/s1600-h/Benelux3.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225155589812196050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7UyrnEtI/AAAAAAAAGTM/sWyFkWqxvnM/s400/Benelux3.gif" border="0" /></a> Geográfica e sociologicamente, aquela que devia ser a região e a população nuclear do novo Reino até coincidiam: era a maioria (51%) de flamengos católicos que predominava no Sul dos <em>Países Baixos do Norte</em> e no Norte dos <em>Países Baixos do Sul</em>. A escolha da capital desse reino oscilaria entre as cidades portuárias de Roterdão ou de Antuérpia (actualmente são o maior e o terceiro maior porto da Europa). Podia ou devia ter sido, não foi assim que as acontecimentos evoluíram, nomeadamente porque o poder político do novo Reino Unido esteve sempre demasiado personalizado na pessoa do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/William_I_of_the_Netherlands">Rei Guilherme I de Orange</a>, que era um flamengo protestante.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7Uxc5QuI/AAAAAAAAGTU/Hp9ZGoe0nks/s1600-h/Benelux.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225155589482037986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7Uxc5QuI/AAAAAAAAGTU/Hp9ZGoe0nks/s400/Benelux.gif" border="0" /></a> Por tudo o que foi descrito, haveria duas maneiras previsíveis como o Reino Unido dos Países Baixos se pudesse fracturar: ou perder o extremo norte flamengo, mas protestante; ou então perder o extremo sul católico, mas francófono. As fronteiras que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Treaty_of_London_%281839%29">se encontraram em 1839</a>, patrocinadas especialmente pelos britânicos, foram diferentes, uma fractura <em>científica</em>, porque mantinham algum poder ao Reino dos Orange, bloqueavam a anexação da região meridional pela França e dividiam o antigo Reino Unido quase ao meio, deixando províncias a compartilhar a mesma designação dos dois lados da fronteira (Brabante, Limburgo).<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7VMaX3TI/AAAAAAAAGTc/QdXULoPRhpQ/s1600-h/Berlaymont.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225155596719217970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIN7VMaX3TI/AAAAAAAAGTc/QdXULoPRhpQ/s400/Berlaymont.jpg" border="0" /></a>Há que reconhecer os méritos da solução então encontrada: sempre se manteve por 170 anos! O problema é que tudo aponta, porque os elementos de fractura lá permaneceram, para que o seu <a href="http://forums.lesoir.be/index.php?showforum=245"><em>prazo de validade</em> tenha expirado</a> e a Bélgica <a href="http://www.standaard.be/meningen/forum/Index.aspx?pageName=detail&amp;forumId=630598">se venha a dividir no futuro</a>. O que não cessa de me surpreender, a pontos de se tornar incómodo, é como todo este grave problema, que se desenrola literalmente à porta do Berlaymont<span style="font-size:85%;"><strong>**</strong></span>, tem sido cuidadosamente <em>evitado</em> pela poderosíssima máquina mediática da União Europeia. Quando e como será abordado? Com uma discreta nota de imprensa comunicando que a União passou a ter 28 membros?...<br /><br /><span style="font-size:85%;">* Não deixa de ser curioso (e incorrecto) que, <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/Verenigd_Koninkrijk_der_Nederlanden">na página flamenga da Wikipedia referente ao Reino</a>, a religião protestante venha mencionada antes da católica...<br />** Edifício de Bruxelas que alberga a Comissão Europeia. </span></div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-30309318937850956172008-07-19T22:24:00.005+01:002008-07-19T22:40:40.206+01:00JORNALISMO DE MERDA<div align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIJb9TC-DGI/AAAAAAAAGSk/d5pMqBXNb0o/s1600-h/C%C3%A2maradeLoures.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224839626346073186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px; TEXT-ALIGN: center" height="202" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIJb9TC-DGI/AAAAAAAAGSk/d5pMqBXNb0o/s400/C%C3%A2maradeLoures.jpg" width="259" border="0" /></a> Este é um daqueles postes instintivos, que é provocado por uma daquelas conclusões banais, que me parecem ser do mais elementar bom senso e que apenas me intrigam as razões para que não haja mais pessoas que partilhem a mesma opinião. Acabei de ver uma reportagem da <em>SIC</em> com um dos proprietários de uma casa na Quinta da Fonte, daqueles que se mantêm acampados à frente da Câmara de Loures até que lhe dêem outra habitação…<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIJb9Z51zkI/AAAAAAAAGSs/Tn1rNn77ZZ0/s1600-h/CiganosLoures2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224839628186832450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="222" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIJb9Z51zkI/AAAAAAAAGSs/Tn1rNn77ZZ0/s400/CiganosLoures2.jpg" width="173" border="0" /></a>Ele foi o protagonista da reportagem, que estava nitidamente concebida para que nos condoêssemos da sua desdita, quando regressou à sua casa assaltada, enumerando-nos tudo o que ali fora destruído e dali fora roubado: <em>a televisão, o leitor de </em>dvds<em>, as</em> play-stations <em>dos miúdos, a televisão do quarto dos miúdos, as máquinas de lavar, o frigorifico</em>… enfim, não faltou mencionar qualquer apetrecho de uma casa típica de classe média.<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIJb9cA-G7I/AAAAAAAAGS0/5y0iJXLZ4gk/s1600-h/CiganosLoures1"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224839628753607602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIJb9cA-G7I/AAAAAAAAGS0/5y0iJXLZ4gk/s400/CiganosLoures1" border="0" /></a> Ora sendo as casas da Quinta da Fonte publicitados casos de habitação social, serei eu o único a estar desconfiado ao perguntar-me se, antes do roubo do recheio, não parece ter havido ali um outro <em>roubo</em>, mas esse feito a todos nós, contribuintes, ao terem concedido assim uma habitação social suportada pelos impostos a quem dá mostras de tais <em>sinais exteriores</em> de prosperidade? Que critérios presidiram às concessões daquelas casas? Que género de jornalismo é aquele?<br /><br />Afinal, parece que a qualidade e o estilo das reportagens se repetem, mas felizmente <a href="http://5dias.net/2008/07/18/tirar-ou-nao-o-cavalinho-da-chuva/">há quem na profissão</a> também ache o mesmo que eu…</div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-28327626993522984762008-07-19T15:31:00.003+01:002008-07-19T15:54:42.455+01:00O QUE NÃO É NATURAL…<div align="justify">Havia um famoso anúncio televisivo a um <em>Restaurador</em> chamado <strong>Olex</strong> (assim designado porque anunciava <em>restaurar</em> a cor <em>primitiva</em> dos nossos cabelos…) que era fantástico pela rusticidade da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Nm1fR4OWuw0">sua introdução</a>: Dizia uma voz em <em>off</em> – <em>Um preto de cabeleira loura</em> (e aparecia um de peruca) <em>ou um branco de carapinha</em> (e aparecia o respectivo também de peruca) <em>não é natural… O que é natural e fica bem é cada um usar o cabelo com que nasceu…</em> </div><div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIH66YcaMHI/AAAAAAAAGSU/1WrrMk-ruyM/s1600-h/RestauradorOlex.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224732923627450482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIH66YcaMHI/AAAAAAAAGSU/1WrrMk-ruyM/s400/RestauradorOlex.jpg" border="0" /></a> Pois bem, realizar eleições gerais e demorar nove meses até se constituir um governo também <em>não é natural</em>… E que esse governo <a href="http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=969484">esteja demissionário</a> ao fim de apenas quatro meses de constituição <em>ainda é menos natural</em>… Já aqui me referi por algumas vezes ao problema da Bélgica, o problema <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2007/11/recortar-pelo-picotado.html">já aqui</a> <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2007/11/belgi-belgique-belgien.html">foi discutido</a> com a amável participação de um <a href="http://blog.seniorennet.be/lisboa/">belga flamengo</a> e sinto-me numa de duas situações antagónicas: ou já percebi tudo ou então não percebi nada.<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIH66vqVDgI/AAAAAAAAGSc/8b6ULIuBm7A/s1600-h/BelgicaDividida.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224732929859849730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIH66vqVDgI/AAAAAAAAGSc/8b6ULIuBm7A/s400/BelgicaDividida.gif" border="0" /></a> No primeiro caso, parece-me um daqueles casos de um casal que <em>já se decidiu pelo divórcio</em> e estarão apenas a manobrar cuidadosamente de forma a maximizarem para o seu lado a divisão do espólio e é esse <em>espólio</em> (concretamente, a região neutral de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Brussels">Bruxelas</a>) que está ainda em disputa; no segundo caso, as duas comunidades belgas estarão ligadas por profundas conexões que não se deixam ver à superfície, nem compreender por quem esteja de fora… </div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-71341866917269378292008-07-18T16:03:00.005+01:002008-07-18T16:27:03.414+01:00NELSON E WINNIE<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SICw_e_TFsI/AAAAAAAAGR8/ivIi08o2pqM/s1600-h/NelsonWinnieMandela.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224370172446578370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SICw_e_TFsI/AAAAAAAAGR8/ivIi08o2pqM/s400/NelsonWinnieMandela.jpg" border="0" /></a> Entre as mais variadas referências ao aniversário dos 90 anos de Nelson Mandela que encontrei espalhadas pela <em>blogosfera</em>, tenho de destacar a que consta do<em> blogue</em> <em><a href="http://tempodascerejas.blogspot.com/2008/07/uma-grande-figura-da-histria.html">O Tempo das Cerejas</a></em>, talvez saudosista de outros tempos, talvez um pouco revisionista (mas no sentido mais neutral do termo), mas sobretudo por, em vez de conter uma fotografia recente, ser encimada por uma daquelas fotografias canónicas da cerimónia da libertação de Nelson Mandela em Fevereiro de 1990, onde se vê o próprio Nelson e a mulher Winnie de mãos dadas e punho cerrado, numa verdadeira estética de <em>companheiros revolucionários</em>, que suponho seja a <em>gosto</em> do autor. Se sim, são gostos e não se discutem...<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SICw_gDNY_I/AAAAAAAAGSE/VjfwsdBlugk/s1600-h/NelsonWinnieMandela1.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224370172731417586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 337px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px; TEXT-ALIGN: center" height="215" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SICw_gDNY_I/AAAAAAAAGSE/VjfwsdBlugk/s400/NelsonWinnieMandela1.gif" width="366" border="0" /></a> Mas não deixa de ser irónico que, vigorasse na África do Sul o tal regime <em>revolucionário</em> que os tais punhos cerrados da fotografia parecem sugerir, e haveria uma séria possibilidade que as fotografias daquele acontecimento <em>tivessem desaparecido</em> ou então sofressem alguns <em>retoques</em>. Com o embaraçoso percurso subsequente de Winnie Mandela, envolvida num escândalo de homicídio em 1991, demitida do governo em 1995, divorciada de Nelson em 1996 e condenada por fraude em 2003, ela reúne todos os ingredientes para ser considerada como tendo <em><a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/2115569.stm">caído em desgraça</a></em>, tal qual aconteceu com Trotsky e Kamenev, que retocadamente <em>desapareceram</em> da companhia de Lenine na fotografia da direita, abaixo…<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SICxABoswYI/AAAAAAAAGSM/IAbZTtFDcYU/s1600-h/TrotskyDesaparece.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224370181747032450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="126" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SICxABoswYI/AAAAAAAAGSM/IAbZTtFDcYU/s400/TrotskyDesaparece.jpg" width="403" border="0" /></a></div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-68222680014216917692008-07-18T12:06:00.006+01:002008-07-18T12:52:13.163+01:00NELSON MANDELA – 90 ANOS<div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB6jKsDZLI/AAAAAAAAGRk/vwYpnYLFr3Q/s1600-h/NelsonMandela.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224310312332911794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB6jKsDZLI/AAAAAAAAGRk/vwYpnYLFr3Q/s400/NelsonMandela.jpg" border="0" /></a> Mesmo pouco dado a efemérides e a personalidades consensuais, gostava hoje de assinalar neste <em>blogue</em> o dia em que se cumprem os 90 anos de Nelson Mandela, nem que seja para que esse assunto seja um bom pretexto para que eu realce aquilo que me parece uma confusão muito comum na sociedade portuguesa entre o que deve ser o respeito e a veneração por uma figura e uma apreciação objectiva sobre quais são as suas reais capacidades.<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB6jAKxmWI/AAAAAAAAGRs/8fx-OlK2JqA/s1600-h/AdrianoMoreira.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224310309508979042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 308px; CURSOR: hand; HEIGHT: 228px; TEXT-ALIGN: center" height="288" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB6jAKxmWI/AAAAAAAAGRs/8fx-OlK2JqA/s400/AdrianoMoreira.jpg" width="366" border="0" /></a> Ainda ontem li uma opinião que classificava o professor Adriano Moreira (a caminho dos 86 anos) como <em><a href="http://aqueduto-livre.blogspot.com/2008/07/o-herdeiro-de-general-acio-e-o-ego-de.html">o nosso melhor especialista em relações internacionais</a></em>. Poder-se-ia tratar de um caso excepcional de longevidade, não pudesse eu juntar outros casos, como o do <a href="http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200807118541299">nosso <em>melhor</em> cineasta Manoel de Oliveira</a> (a caminho dos 100) ou o nosso <em>melhor</em> futebolista Luís Figo (a caminho dos 36), mais <a href="http://www.record.pt/noticia.asp?id=761743&amp;idCanal=1089">a falta que ele faz à selecção</a>…<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB6jVWLOCI/AAAAAAAAGR0/Wfp9179uwHM/s1600-h/CaliceVinhodoPorto.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224310315193940002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB6jVWLOCI/AAAAAAAAGR0/Wfp9179uwHM/s400/CaliceVinhodoPorto.jpg" border="0" /></a> Poderia aqui multiplicar os exemplos, que costumam ser normalmente acompanhados da alusão à melhoria da qualidade com o tempo, <em>como o Vinho do Porto</em>… Só que os ciclos da vida são implacáveis e as grandes figuras não estão destinadas a <em>envelhecer em cascos de carvalho</em>: nascimento, crescimento, maturidade, decadência e morte. É uma inércia, muito nacional, aquela que nos leva a recorrer sempre os mesmos nomes...<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB56whYetI/AAAAAAAAGRM/FQKAzKXh-i8/s1600-h/ThaboMbeki.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224309618114067154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 235px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px; TEXT-ALIGN: center" height="357" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB56whYetI/AAAAAAAAGRM/FQKAzKXh-i8/s400/ThaboMbeki.jpg" width="243" border="0" /></a>Os problemas da África do Sul podem servir de exemplo daquilo que nos distingue do resto do Mundo. É que ali existe um potencial problema político enorme entre as <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/52nd_National_Conference_of_the_African_National_Congress">duas alas</a> do partido dominante, o ANC<span style="font-size:85%;"><strong>*</strong></span>, chefiadas respectivamente por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thabo_Mbeki">Thabo Mbeki</a> (acima) e por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jacob_Zuma">Jacob Zuma</a> (abaixo). E suponho que também haverá sul-africanos que se terão lembrado do <em>regresso</em> da figura veneranda de Nelson Mandela para atenuar essas tensões…<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB57B6GJZI/AAAAAAAAGRU/5f30acXeaxw/s1600-h/JacobZuma.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224309622781126034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB57B6GJZI/AAAAAAAAGRU/5f30acXeaxw/s400/JacobZuma.jpg" border="0" /></a>A diferença entre a África do Sul e Portugal (lembram-se da candidatura de Mário Soares - a caminho dos 84 - à presidência?...) é que, entre nós, os proponentes de tais soluções que apenas pretendem <em>congelar</em> a evolução dos acontecimentos costumam ser levados <em>a sério</em> e os que são propostos também se costumam levar <em>a sério</em>… Agora <em>a sério</em>: as figuras <em>venerandas</em> (como o aniversariante Nelson Mandela) são para <em>venerar</em>; mantenhamo-las no pedestal...<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB57PHbowI/AAAAAAAAGRc/zswghsB1_RU/s1600-h/MarioSoaresMP3.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224309626326721282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="173" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SIB57PHbowI/AAAAAAAAGRc/zswghsB1_RU/s400/MarioSoaresMP3.jpg" width="341" border="0" /></a><span style="font-size:85%;">* <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/African_National_Congress">African National Congress</a></em> (Congresso Nacional Africano), o partido no poder na África do Sul.</span> </div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-42313034270590419462008-07-17T18:12:00.003+01:002008-07-17T18:36:16.747+01:00A TORRE DE PISA<div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH99fbC3jSI/AAAAAAAAGRE/Y0eEu-J7q8w/s1600-h/TorredePisa2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224032071562267938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH99fbC3jSI/AAAAAAAAGRE/Y0eEu-J7q8w/s400/TorredePisa2.jpg" border="0" /></a> A <a href="http://torre.duomo.pisa.it/index_eng.html">Torre de Pisa </a>é um dos monumentos mais conhecidos de Itália, precisamente por causa do seu defeito, a sua inclinação de quase 4º que a torna única no Mundo. Foram apresentadas milhares de soluções de engenharia para corrigir essa inclinação. Mas as soluções ideais têm que ser sempre de compromisso, pois ao mesmo tempo que travam o aumento da inclinação da torre (que se chegou a verificar ao ritmo de 1 mm por ano), também têm que a fazer permanecer inclinada e uma descomunal fonte de receitas de turismo para a cidade. Que interesse teria uma Torre de Pisa endireitada?<br /><br />Mas a lição que quero tirar da história da Torre de Pisa é a da sua construção, iniciada em 1173. Quando a torre havia atingido o terceiro piso (1178) é que ela se começou a inclinar, por causa das condições do solo e da pouca profundidade das fundações. Os trabalhos foram suspensos, reatados 90 anos mais tarde, a Torre foi finalmente concluída em 1350 (177 depois de iniciada), mas todos os trabalhos realizados a partir de 1178 foram dominados pelas tentativas de correcção da inclinação então adquirida – nota-se, aliás, que a Torre é subtilmente <em>torta</em> no sentido inverso ao da inclinação.<br /><br />O problema da Torre de Pisa é assim uma coisa basilar, estrutural, defeito que também costumo associar a certas tipos de argumentos que, mau grado os desenvolvimentos, por vezes excelentes, são coisas que, como diz o nosso ditado popular, <em>tarde ou nunca se endireitam</em>. É o caso de um senhor que dá pelo nome de José Albergaria e tem um <em>blogue</em> com o <em>sóbrio</em> nome de <em><a href="http://aqueduto-livre.blogspot.com/">Aqueduto Livre</a></em> e que, pelo que escreveu num seu <em>poste</em>, <a href="http://aqueduto-livre.blogspot.com/2008/07/o-herdeiro-de-general-acio-e-o-ego-de.html">não gostou particularmente da apreciação</a> que fiz do programa <em>Câmara Clara</em>, num <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2008/07/o-ego-de-csar.html"><em>poste</em> que aqui havia escrito</a> há uns três dias atrás, conforme me vim a aperceber por acaso.<br /><br />Não me agrada particularmente que num <em>poste</em> em que José Albergaria chega a interpelar-me formalmente (com expressões como <em>recorda-se, agradeço-lhe, aceite</em>…) não tenha tido a atenção (para não falar da educação…) de fazer uma ligação ao<em> poste</em> do <em>blogue</em> de que discordava, ou de ali deixar um comentário discordante, ou de ali deixar um comentário chamando a atenção para o <em>texto</em> discordante que publicara, ou enviando uma mensagem para o meu <em>e-mail</em>… Enfim, o acaso corrigiu o erro, mas preferiria estar a falar de alguém de quem tivesse a certeza que agira para que eu o lesse…<br /><br />Faça-se também notar a José Albergaria, se lhe tiver escapado, que o meu nome consta em lugar visível no <em>blogue</em> (A.Teixeira) e que o recurso a trocadilhos, no caso <a href="http://aqueduto-livre.blogspot.com/2008/07/o-herdeiro-de-general-acio-e-o-ego-de.html">tratando-me por <em>Aécio</em> ou por o </a><em><a href="http://aqueduto-livre.blogspot.com/2008/07/o-herdeiro-de-general-acio-e-o-ego-de.html">“general” Aécio</a>,</em> geralmente não costumam melhorar a qualidade da argumentação de quem os emprega. Será que ele pretende que eu o venha a tratar de maneira simétrica por <em>Senhor Aqueduto Livre</em>? A propósito de nomes de <em>blogues</em>, deverei felicitar José Albergaria, pois é o primeiro caso que presenciei em três anos de blogosfera em que a descortesia começa logo pela crítica ao nome do <em>blogue </em>do interlocutor.<br /><br />Porque, sobre <em>frontalidade</em> e sobre<em> pomposidade</em>, concordando totalmente com a crítica recebida (<em>Herdeiro de Aécio</em> é, de facto, um título<em> pomposo</em>), deixem-me realçar alguns momentos <em>felizes </em>que tive a oportunidade de ler graças ao <em>poste</em> de José Albergaria, <a href="http://aqueduto-livre.blogspot.com/2008/07/o-herdeiro-de-general-acio-e-o-ego-de.html">com menções e citações (de memória!) de Marc Bloch sobre a batalha de Borodino</a>… São momentos de onde se <em>exuma a modéstia</em>!... Noutro momento de <em>sobriedade</em>, a cumplicidade que me exigem (<em>Sabe-o tanto quanto eu</em>…) sobre os nomes dos <em>enormes especialistas nessa matéria</em> <a href="http://aqueduto-livre.blogspot.com/2008/07/o-herdeiro-de-general-acio-e-o-ego-de.html">é grandiloquente e chega a ser lisonjeira</a>, mas terei de o desapontar…<br /><br />Mas estes foram apenas os aspectos acessórios, porque o essencial da crítica assenta no <em><a href="http://aqueduto-livre.blogspot.com/2008/07/o-herdeiro-de-general-acio-e-o-ego-de.html">lamentável relato do programa da Paula Moura Pinheiro feito pelo "general" Aécio</a></em>. Ora eu não fiz, nem me propus fazer, nenhum relato do programa <em>Câmara Clara</em>. O <em>bom</em> do José Albergaria resolveu interpretar o texto à sua vontade e com toda a sua <em>boa vontade</em>: se escrevi que apreciara a prestação do professor Dias Diogo, na opinião dele há outros muito melhores; se escrevi que a prestação do professor Medeiros Ferreira tivera momentos muito ridículos, na opinião dele, ele é o (segundo) melhor…<br /><br />Até os <em>melhores</em> têm dias, e é possível que aquele não tivesse sido um bom dia para José Medeiros Ferreira, e se calhar anteontem, quando escrevi aquele <em>poste</em>, também não fosse um bom dia para mim, que nem sequer sou dos <em>melhores...</em> Eu bem quereria desejar que ontem também tivesse sido um mau dia do José Albergaria, mas fica-me a suspeita que, tal como a Torre de Pisa que está torta desde o terceiro piso, no caso dele as coisas estejam <em>entortadas desde os andares iniciais</em>, pois conseguiu extrapolar da apreciação dos convidados de um programa para as lacunas de uma hipotética apreciação que eu deveria ter feito de todo o programa!<br /><br />Regressando à forma, quanto aos salamaleques colocados no fim do poste de José Albergaria que me são dedicados – <em><a href="http://aqueduto-livre.blogspot.com/2008/07/o-herdeiro-de-general-acio-e-o-ego-de.html">Aceite os protestos da minha critica, não do meu julgamento (quem sou eu para julgar?!...) ao conteúdo do seu blog e, particularmente, do seu poste "O Ego de César</a></em>". – que contrastam escandalosamente com o teor todo em estilo <em>casca mais grossa</em> do resto do texto que escreveu, resta-me concluir que nem aqueles salamaleques finais têm qualquer jeito, nem o José Albergaria terá qualquer jeito para a cortesia ou para a ironia fina. </div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-45265896518745576192008-07-16T15:56:00.005+01:002008-07-16T18:54:09.950+01:00O ACTO INSTITUCIONAL Nº 1<div align="justify">Já terá ficado esquecido que os generais brasileiros também chamaram <em>Revolução</em> ao seu <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_Militar_de_1964">Golpe Militar de 31 de Março de 1964</a>. O preâmbulo do <strong><em>Ato Institucional nº1</em></strong> (houve 5) com que se apresentaram e legitimaram, redigido por dois eminentes juristas da época (Carlos Medeiros da Silva e Francisco Campos), contém um dos mais interessantes textos escritos na língua portuguesa sobre a questão da legitimidade do poder político: </div><div align="justify"><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH4MP7oZYLI/AAAAAAAAGQ0/EgdOBMnfA_E/s1600-h/CostaeSilva.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223626085641052338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH4MP7oZYLI/AAAAAAAAGQ0/EgdOBMnfA_E/s400/CostaeSilva.jpg" border="0" /></a> <em>A revolução vitoriosa, como o Poder Constituinte, se legitima por si mesma. Ela destitui o Governo anterior e tem a capacidade de constituir novo Governo. Nela se contém a força normativa, inerente ao Poder Constituinte. Ela edita normas jurídicas, sem que nisto seja limitada pela normatividade anterior à sua vitória</em>. Já Mao Zedong, mais poético mas menos jurídico, dissera que <em>o poder político nasce do cano das espingardas</em>.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH4MQA0tESI/AAAAAAAAGQ8/498G7II6AxU/s1600-h/OmarAlBashir.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223626087034851618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH4MQA0tESI/AAAAAAAAGQ8/498G7II6AxU/s400/OmarAlBashir.jpg" border="0" /></a> Hoje, lêem-se demasiadas opiniões que assentam no pressuposto precisamente contrário ao do parágrafo acima: parece que é o Direito <em>que se legitima por si mesmo</em>, esquecendo-se de verificar se existem condições para o impor com <em>legitimidade</em>... É o que acontece regularmente com o Direito Internacional e que depois se costuma concretizar em ridículas operações de <em>Relações Públicas</em>, como aconteceu com a <a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&amp;id_news=340228">recente acusação do TPI ao presidente sudanês</a>. </div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-57976792108465454132008-07-15T23:34:00.004+01:002008-07-16T00:18:08.663+01:00O PAR<div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH0mGzgrVVI/AAAAAAAAGQk/asxQROzPZIA/s1600-h/U209PN.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223373041167979858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH0mGzgrVVI/AAAAAAAAGQk/asxQROzPZIA/s400/U209PN.jpg" border="0" /></a> Hoje, muito discretamente, o Ministério da Defesa <a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&amp;id_news=340618">emitiu uma nota</a> a respeito da cerimónia do lançamento à água nos estaleiros em Kiel, na Alemanha, do primeiro dos dois novos submarinos da <a href="http://www.areamilitar.net/DIRECTORIO/NAV.aspx?NN=28">classe U-214</a>. Segundo ela, no elenco presente na cerimónia contava-se o Ministro da Defesa, os Chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas e da Armada, três deputados (do PS, PSD e CDS/PP), membros da Comissão Parlamentar de Defesa, o Presidente da Assembleia da República e a esposa, que foi a <em>madrinha</em> do navio. Só lá faltou Paulo Portas, a pessoa que mais instintivamente <a href="http://www.areamilitar.net/imprensa/imprensa.aspx?nrnot=339">associamos àqueles submarinos</a> e que, não fossem as tradições sexistas, mais directamente conceberíamos como um <em>merecido padrinho</em> de um deles.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH0mG1KPsBI/AAAAAAAAGQs/EOlGGLgEFAM/s1600-h/Grilheta1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223373041610764306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="278" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SH0mG1KPsBI/AAAAAAAAGQs/EOlGGLgEFAM/s400/Grilheta1.jpg" width="368" border="0" /></a> Em contraste, o governo actual tem mostrado um entusiasmo muito diminuto com a aquisição daqueles <em>magníficos equipamentos de defesa</em>, especialmente depois da descoberta que a contabilização para o <em>deficit</em> orçamental dos 800 milhões de euros que eles irão custar terá que ser <a href="http://www.areamilitar.net/imprensa/imprensa.aspx?nrnot=348">feita globalmente no ano de aquisição</a> (2010) e não poderá ser diluída ao longo do período de pagamento da operação de locação financeira, como inicialmente se pensara. Conforme se lê nas notícias, do gabinete ministerial informa-se que <em>está actualmente em estudo o modelo de financiamento da aquisição com o Ministério das Finanças</em>, explicação que, depois de descodificada, poderá corresponder à expressão <em>à procura da quadratura do círculo</em>…</div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-70631564456137941482008-07-15T18:41:00.004+01:002008-07-15T18:56:51.634+01:00A OPINIÃO DE...<div align="justify"><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHzhZt2oiqI/AAAAAAAAGQc/g06U4dN9XiU/s1600-h/FatimaRiodeJaneiro.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223297499764656802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHzhZt2oiqI/AAAAAAAAGQc/g06U4dN9XiU/s400/FatimaRiodeJaneiro.jpg" border="0" /></a> Depois do Espaço <em>Público </em>ter sido ontem ocupado por um <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2008/07/qual-o-problema.html">artigo de opinião</a> de Miguel Graça Moura em ele que se mostrava favorável à constituição do <em>Bloco Central</em>, o jornal devia ter aproveitado a <em>embalagem</em> e, em vez de Vital Moreira (que já se sabe estar sempre do lado onde estiver o governo), podia ter publicado um outro artigo, provavelmente contrário a essa constituição, desta vez assinado por essa grande figura intelectual que dá pelo nome de Fátima Felgueiras. Amanhã ficaríamos a saber o que Valentim Loureiro pensará sobre esse assunto e o dia seguinte estaria reservado para a opinião de João Vale e Azevedo. E na Sexta-Feira apareceria o <em>Inimigo Público</em> a reclamar com a concorrência...</div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-20431508494373010582008-07-15T15:48:00.010+01:002008-07-15T18:38:24.012+01:00MIGUEL SERVETO - UM ESQUECIMENTO CONSENSUAL<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHy45OlwPaI/AAAAAAAAGQU/Fxnd0MDIq9o/s1600-h/MiguelServeto.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223252961151434146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHy45OlwPaI/AAAAAAAAGQU/Fxnd0MDIq9o/s400/MiguelServeto.jpg" border="0" /></a>Miguel Serveto foi um cientista e teólogo seiscentista (1511-1553) de origem aragonesa relativamente desconhecido. Todavia, vale a pena conhecer, ainda que resumidamente, a história da sua vida. Os seus interesses intelectuais eram variadíssimos, estendendo-se pela astronomia, meteorologia, geografia, matemática, farmacologia, anatomia e teologia. A penúltima trar-lhe-ia a fama póstuma de ter sido o primeiro ocidental a descrever a <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pequena_circula%C3%A7%C3%A3o">pequena circulação</a></em> – embora a descrição tivesse aparecido num tratado de teologia… Quanto ao gosto por esta última disciplina custar-lhe-ia a vida.<br /><br />Numa época em que Reformistas e Contra-Reformistas se defrontavam ideológica e militarmente por toda a Europa, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Servetus">Miguel Serveto</a> foi um daqueles infelizes que resolve escolher uma <em>terceira via</em>, resultado dos seus próprios estudos bíblicos. No seu tratado <em><a href="http://www.servetus.org/en/michael-servetus/writings/writings1.htm">De Trinitatis erroribus</a></em> (<em>sobre os erros da Trindade</em>), que até pode ser considerada uma obra <em>arrojada</em> da juventude (foi publicada em 1531, quando o autor tinha 20 anos), Miguel Serveto acaba por elaborar uma doutrina <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nontrinitarian"><em>anti-trinitária</em></a> que consegue desagradar a todas as grandes correntes político-religiosas em confronto.<br /><br />Preso pela Inquisição em França, consegue fugir, mas não consegue evitar a condenação da sua pessoa e das suas teses pela Igreja Católica. Os seus livros e uma efígie sua vêm a ser queimados numa cerimónia pública. Refugiado em Genebra (Suíça), que era então um importante bastião protestante (calvinista), acabou por ser também ali julgado por heresia e foram os representantes dessa confissão os responsáveis pelo julgamento e pela execução na fogueira de Miguel Serveto. Hoje, dir-se-ia que à sua volta se gerou um certo <em>consenso</em>, e é esse <em>consenso </em>que faz dele, hoje, figura desconhecida… </div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-37328770141801911322008-07-14T23:29:00.005+01:002008-07-14T23:46:41.061+01:00QUAL É O PROBLEMA??<div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHvTpJAIPrI/AAAAAAAAGQE/-tsUzjG_FyE/s1600-h/MiguelGra%C3%A7aMoura.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223000896610778802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="181" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHvTpJAIPrI/AAAAAAAAGQE/-tsUzjG_FyE/s400/MiguelGra%C3%A7aMoura.bmp" width="287" border="0" /></a> Para os mais esquecidos ou distraídos, Miguel Graça Moura é um maestro que aqui há uns três anos se tornou nacionalmente famoso, não propriamente pelas peças musicais que tenha dirigido, mas pelas clamorosas irregularidades financeiras que uma auditoria detectou à sua actuação enquanto dirigente da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Ficaram <a href="http://dn.sapo.pt/2004/11/26/artes/das_irregularidades_sequestro.html">notáveis as notícias</a> relacionadas com a liberalidade das despesas que o maestro fazia usando o cartão de crédito que lhe fora dado a título institucional (comprando os mais variados artigos para sua casa, vestuário, jóias e viagens), até às rocambolescas peripécias do seu despedimento, que envolveram mesmo um sequestro do maestro ao bom estilo do PREC.<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHvTpbyFobI/AAAAAAAAGQM/FFtydAQMZZs/s1600-h/Cart%C3%A3oCredito.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5223000901652160946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 161px; TEXT-ALIGN: center" height="248" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHvTpbyFobI/AAAAAAAAGQM/FFtydAQMZZs/s400/Cart%C3%A3oCredito.jpg" width="339" border="0" /></a> Insatisfeito, no ano passado, Miguel Graça Moura voltou a <a href="http://dn.sapo.pt/2007/03/10/artes/miguel_graca_moura_reclama_dois_milh.html">ser notícia</a>, agora porque colocou uma acção contra o Estado onde reclama cerca de dois milhões de euros. Nas suas próprias palavras: <em>O autor era figura pública, com uma carreira fulgurante reconhecida nacional e internacionalmente (…).</em> Deve ser para recuperar algum desse <em>fulgor</em> que hoje tempos oportunidade de o ler num artigo de opinião do <em>Público</em> (p.33) intitulado <strong><em>O tabu do Bloco Central: qual é o problema?</em></strong>. Ora quando uma pergunta destas é colocada por alguém que considerou normal ter gasto pessoalmente 350 000 euros num ano numa organização falida, creio estarmos diante de alguém que têm um enorme <em>problema</em> em identificar <em>problemas</em>… Não sei se a opção do <em>Público</em> foi a mais feliz... </div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-80113838856630336462008-07-14T19:41:00.005+01:002008-07-14T20:51:37.497+01:00A OPERAÇÃO "IMPENSÁVEL"<div align="justify"><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuekGUjkEI/AAAAAAAAGPc/BlepZ4CKBg4/s1600-h/Opera%C3%A7%C3%A3oImpens%C3%A1vel.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222942535875530818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuekGUjkEI/AAAAAAAAGPc/BlepZ4CKBg4/s400/Opera%C3%A7%C3%A3oImpens%C3%A1vel.jpg" border="0" /></a> Muito menos conhecida que a sua <em>Cortina de Ferro</em>, a <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Unthinkable">Operação Impensável</a></em> (<em>Unthinkable</em>) tem também a marca indelével da forma característica como o Primeiro-Ministro Winston Churchill sempre viu a repartição das esferas de influência na Europa no imediato pós-guerra. Tendo sido guardada em segredo durante décadas, a génese dos estudos para a Operação (acima) começaram nos últimos meses em que ainda se travava a Segunda Guerra Mundial na Europa e os planos foram concluídos e entregues a Churchill uns 15 dias depois da vitória sobre o III Reich, em 22 de Maio de 1945.<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuekSxi5VI/AAAAAAAAGPk/JMDb0YrNeQY/s1600-h/Churchill1945.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222942539218347346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuekSxi5VI/AAAAAAAAGPk/JMDb0YrNeQY/s400/Churchill1945.jpg" border="0" /></a>O objectivo principal confesso de tal Operação seria o de <em>impor à Rússia a vontade dos Estados Unidos e do Império Britânico</em>, numa eventual situação em que as três potências não chegassem a atingir um acordo satisfatório sobre otraçado das novas fronteiras das esferas de influência na Europa. Antes dos Estados Unidos começarem a transferir a maior parte das suas melhores unidades do exército para o Extremo Oriente, em preparação da invasão do Japão, os britânicos teriam que beneficiar da última oportunidade da sua presença para o processo negocial no <em>tabuleiro</em> europeu.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuekl--RLI/AAAAAAAAGPs/FsaxjE8lnE4/s1600-h/RussosemBerlim.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222942544374940850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="284" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuekl--RLI/AAAAAAAAGPs/FsaxjE8lnE4/s400/RussosemBerlim.jpg" width="351" border="0" /></a>Além das razões mais intangíveis – nomeadamente a completa falta de motivação para um novo conflito, tão imediato ao término de outro – as realidades materiais das forças presentes no continente desaconselhavam a implementação de qualquer Operação ofensiva: a superioridade do exercito soviético (acima o QG em Berlim) era teoricamente muito clara, contando com 264 Divisões<span style="font-size:85%;"><strong>*</strong></span> (das quais 36 eram blindadas) contra as 103 Divisões ocidentais (23 blindadas)<span style="font-size:85%;">**</span> das quais 2/3 eram norte-americanas. Além disso, a superioridade aérea dos ocidentais era questionável e a superioridade naval era esmagadora, mas pouco importante.<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuelIOuRaI/AAAAAAAAGP0/BjKTlufqSYI/s1600-h/COS.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222942553567806882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuelIOuRaI/AAAAAAAAGP0/BjKTlufqSYI/s400/COS.jpg" border="0" /></a> Sobretudo, o que incomodava o Comité de Chefes de Estado-Maior britânico (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chiefs_of_Staff_Committee">CSC</a> - acima) era a impossibilidade de se elegerem objectivos tácticos cuja satisfação assegurasse o alcance do objectivo estratégico – como se poderia <em>impor a Estaline a vontade das potências ocidentais</em>? Em princípios de Junho de 1945, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Brooke">Alan Brooke</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Andrew_Browne_Cunningham%2C_1st_Viscount_Cunningham_of_Hyndhope">Cunningham</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Portal%2C_1st_Viscount_Portal_of_Hungerford">Portal</a> haviam respondido a Churchill e este vira-se obrigado a desistir da ideia. E em Julho de 1945, durante a <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2007/07/os-problemas-logsticos-da-conferncia-de_25.html">Conferência de Potsdam</a>, os britânicos fizeram tudo o que puderam (diplomaticamente) para extrair um compromisso dos soviéticos quanto às eleições na Polónia...<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuelG2-QPI/AAAAAAAAGP8/3wWHptEmCpQ/s1600-h/CortinadeFerro.png"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222942553199755506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHuelG2-QPI/AAAAAAAAGP8/3wWHptEmCpQ/s400/CortinadeFerro.png" border="0" /></a>Os soviéticos <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2008/06/referendos-onde-s-se-pode-dizer-sim.html">não cumpriram</a> e Winston Churchill, entretanto afastado do poder em Julho de 1945, dedicou-se <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2008/06/from-stettin-in-baltic-to-trieste-in.html">aos seus discursos</a>…<br /><br /><span style="font-size:85%;"><strong>*</strong> Uma Divisão é a designação de uma unidade militar combinada, resultante da junção de outras unidades mais pequenas das várias armas (infantaria, artilharia, cavalaria, engenharia). O número dos seus efectivos é variável, entre os 10 a 20 mil.<br /><strong>**</strong> As Divisões blindadas, pela sua mobilidade e protecção, eram as unidades mais importantes, tanto no ataque como na defesa. </span></div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-80719252011932612082008-07-14T16:15:00.006+01:002008-07-14T16:54:11.611+01:00O EGO DE CÉSAR<div align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1OD-XiI/AAAAAAAAGO0/CFLfSWD8wlM/s1600-h/PaulaMouraPinheiro.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222890053453110818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1OD-XiI/AAAAAAAAGO0/CFLfSWD8wlM/s400/PaulaMouraPinheiro.JPG" border="0" /></a> Nunca perceberei se é uma semelhança natural, ou se ela será cultivada, a que torna Paula Moura Pinheiro (acima) uma quase sósia de <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xL_9zdu4iVw">Morticia Addams</a></em> (abaixo), personagem de uma famosa série televisiva sobre o bizarro e o sobrenatural que se intitulava <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0057729/">A Família Addams</a></em>. Sendo uma série onde predominavam os tons escuros, assim como a roupa que Paula Moura Pinheiro usa, não deixa de ser um paradoxo que o seu programa se chame <em>Câmara Clara</em> (passa no Domingo à noite na RTP2).<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1A_jhMI/AAAAAAAAGO8/xUp0Dv2yIu0/s1600-h/MorticiaAdams.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222890049944913090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px; TEXT-ALIGN: center" height="333" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1A_jhMI/AAAAAAAAGO8/xUp0Dv2yIu0/s400/MorticiaAdams.jpg" width="245" border="0" /></a> O programa de ontem tratou de um tema interessantíssimo, o das possíveis analogias e diferenças entre o Império Romano da Antiguidade e a União Europeia da actualidade. Os convidados de Paula Moura Pinheiro foram o mediático professor José Medeiros Ferreira e o muito menos mediático professor António Manuel Dias Diogo. Este último era tão menos mediático, que o próprio colega de programa (Medeiros Ferreira) acabou, a certa altura, por lhe trocar o nome para Dias Agudo…<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1Rz6g_I/AAAAAAAAGPE/5yRfZ5rez0M/s1600-h/NovoImperioRomano.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222890054459491314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px; TEXT-ALIGN: center" height="313" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1Rz6g_I/AAAAAAAAGPE/5yRfZ5rez0M/s400/NovoImperioRomano.gif" width="312" border="0" /></a> Mas durante o programa os conhecimentos demonstrados por ambos sobre o tema estiveram na proporção inversa da sua notoriedade mediática e, enquanto fiquei com a impressão que Dias Diogo era um excelente especialista em História Romana, com predilecção pelo período do apogeu dessa civilização (Século I a.C. e I d.C.), constatei que Medeiros Ferreira passou por ser um especialista mais treinado em comunicação televisiva que, para aquele programa, nem fizera <em>revisões</em> na matéria de facto.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1lJCW8I/AAAAAAAAGPM/hRLUDgpjIQ4/s1600-h/MedeirosFerreira.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222890059648359362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" height="193" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1lJCW8I/AAAAAAAAGPM/hRLUDgpjIQ4/s400/MedeirosFerreira.jpg" width="149" border="0" /></a> Como pormenor significativo, quando solicitados a indicar dois livros da sua predilecção sobre o tema, Medeiros Ferreira, teve um dos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uw7bKbvL1ME">momentos altos do programa</a>, quando começou por indicar e até citar de cor uma das passagens do <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Julius_Caesar_%28play%29">Júlio César</a></em> de Shakespeare. Será interessante para mostrar o que na Inglaterra do Século XVI se pensaria sobre Roma mas não terá grande coisa a ver com Roma. Melhor, só a sua segunda sugestão, porque se tratou do último livro que publicou, cuja associação com Roma ele nem tentou estabelecer…<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1gBlCxI/AAAAAAAAGPU/hAcNPBQXqJE/s1600-h/JulioCesar.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222890058274900754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 177px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px; TEXT-ALIGN: center" height="342" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHtu1gBlCxI/AAAAAAAAGPU/hAcNPBQXqJE/s400/JulioCesar.jpg" width="197" border="0" /></a>Se, como realçou José Medeiros Ferreira, o ego do Júlio César <em>literário</em> de Shakespeare era incomensurável, poucas certezas poderá haver quanto à dimensão do ego do verdadeiro Júlio César histórico. Mas, por todas estas <a href="http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/2008/07/cmara-clara.html">pequenas coisas</a>, parece-me que não existem dúvidas quanto à dimensão do ego do próprio José Medeiros Ferreira… </div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-63660206278730237712008-07-13T22:29:00.003+01:002008-07-13T22:46:09.516+01:00UM MANDATO TERMINADO COM TODA A POMPA<div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHpz5MjdW-I/AAAAAAAAGOc/FxN9qScvBYs/s1600-h/Tutankamon.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222614144349199330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHpz5MjdW-I/AAAAAAAAGOc/FxN9qScvBYs/s400/Tutankamon.jpg" border="0" /></a> Se se costuma dizer do faraó egípcio Tutankhamon (acima) que os factos mais importantes do seu reinado (1333-1324 a.C.) foram a sua morte e o seu enterro, aquilo que distinguirá o mandato presidencial do francês <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9lix_Faure">Félix Faure</a> (1895-1899) de todos os outros Presidentes da III República Francesa terá sido a forma como ele terminou… O presidente morreu subitamente, supostamente <em>feliz</em>, quando estava em companhia da sua fogosa amante, Margarite Steinheil, que era quase 30 anos mais nova do que o parceiro…<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHpz5GsgJGI/AAAAAAAAGOk/qE-FNY9lIGQ/s1600-h/FelixFaure.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222614142776517730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHpz5GsgJGI/AAAAAAAAGOk/qE-FNY9lIGQ/s400/FelixFaure.jpg" border="0" /></a> A ocasião era boa demais para que não se construísse um interessante enredo em volta do acontecimento, pondo-se a correr a versão que Faure tivera o ataque precisamente enquanto Margarite (abaixo) estava engajada numa prática que, quase 100 anos mais tarde, um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bill_clinton">outro presidente</a>, mas norte-americano, tentaria convencer-nos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/I_did_not_have_sexual_relations_with_that_woman">que não se poderia classificar de relação sexual</a> – o <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fellatio">fellatio</a></em>. Daí, até ao trocadilho entre pompa e bomba de sucção, que em francês se designam da mesma maneira – <em><a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Pompe_%28homonymie%29">pompe</a></em> – foi apenas um passo. <br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHpz5dcqUuI/AAAAAAAAGOs/vVjqoanUPhQ/s1600-h/MadameSteinheil.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222614148884091618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHpz5dcqUuI/AAAAAAAAGOs/vVjqoanUPhQ/s400/MadameSteinheil.jpg" border="0" /></a>Félix Faure, que fora cognominado de o <em>Presidente-Sol</em> pelos seus adversários politicos, em alusão a Luís XIV e à importância que se atribuía a si mesmo, foi assim brindado com alguns graciosos trocadilhos depois da sua morte, desde o obituário que atribuiu a sua morte a <em>um sacrifício excessivo a Vénus</em>, à alcunha de <em>Pompa Fúnebre</em> com que Madame Steinheil ficou conhecida, à frase de despedida que o seu maior inimigo político <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/George_Clemenceau">Georges Clemenceau</a> lhe dedicou: <em>Queria ser um César, mas não passou de um Pompeu…</em> </div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-40033510512592909542008-07-12T18:09:00.005+01:002008-07-12T22:13:49.773+01:00BOKASSA, O ORIGINAL<div align="justify">Com o episódio da <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Scramble_for_Africa">Corrida para África</a></em> (1880-1914), praticamente todo o continente veio a ser ocupado por uma das potências coloniais. Mesmo as regiões mais remotas do interior de África, que nem tinham matérias-primas nem representavam mercados que justificassem o imperialismo, vieram a ser ocupadas e a fazer parte de algum dos impérios coloniais. Foi o caso do remotíssimo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oubangui-Chari">Ubangui-Chari</a>, uma possessão francesa bem no centro geográfico de África (abaixo, assinalado em verde) com uma rarefeita população estimada (em 1900) em 700 000 habitantes, distribuídos por 617 000 km². </div><div align="justify"><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjmTe2RaWI/AAAAAAAAGN8/tyERUr7cdH0/s1600-h/UbanguiChari1.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222176990308690274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjmTe2RaWI/AAAAAAAAGN8/tyERUr7cdH0/s400/UbanguiChari1.gif" border="0" /></a> Trata-se uma localização improvável para um futuro império e, como se pode observar pelo mapa acima, e totalmente ao contrário do que acontece com os <em>domínios insulares</em> do <em>Bokassa da Madeira</em> (conforme <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_89Wa8f1myo">a expressão usada por Jaime Gama em 1992</a>), que estavam cercados pelo mar a toda a sua volta, as possessões do Bokassa <em>legítimo</em> não têm qualquer saída directa para o mar. A região nem sequer possuía uma verdadeira designação, tendo os franceses recorrido ao expediente de a designar por Ubangui e Chari os nomes gentílicos dos dois rios principais que a atravessavam<span style="font-size:85%;"><strong>*</strong></span>.<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjmTd2gzYI/AAAAAAAAGOE/ZG1ndpdZDvg/s1600-h/UbanguiChari.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222176990041263490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="226" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjmTd2gzYI/AAAAAAAAGOE/ZG1ndpdZDvg/s400/UbanguiChari.jpg" width="366" border="0" /></a> Quando a França decidiu conceder a independência às suas colónias africanas (1958), a do Ubangui-Chari contava-se entre as que se encontravam mais atrasadas em todos os aspectos do desenvolvimento. Apesar disso, como pais independente (Agosto de 1960), ganhou um novo nome: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Central_African_Republic">República Centro Africana</a>. Mas a direcção política do novo país pertencia toda a uma elite africana muito reduzida: o seu primeiro dirigente <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barth%C3%A9l%C3%A9my_Boganda">Barthelémy Boganda</a> (1904-59) havia morrido num acidente de aviação e fora substituído por um sobrinho seu, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/David_Dacko">David Dacko</a> (1930-2003), que se tornara presidente.<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjmTUzzm-I/AAAAAAAAGOM/KGKzNjHRzQQ/s1600-h/BandeiraCentroAfricana.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222176987613993954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 353px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" height="239" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjmTUzzm-I/AAAAAAAAGOM/KGKzNjHRzQQ/s400/BandeiraCentroAfricana.gif" width="373" border="0" /></a>Por sua vez, um dos primos do presidente – <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bokassa">Jean-Bedel Bokassa</a> (1921-1996), o original – tinha feito carreira no exército francês e veio a tornar-se, com a patente de major, o Chefe do Estado-Maior das novas Forças Armadas Centro Africanas. O título era bastante mais pomposo do que a realidade: as Forças Armadas contavam com um efectivo irrisório, estimado em 500 homens e o presidente Dacko, que não se deixava iludir com essas questões das <em>amizades</em> de família, não tardou a criar um conjunto de forças paramilitares chefiados por oficiais da sua confiança com o triplo daqueles efectivos.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjmTtxFNfI/AAAAAAAAGOU/6baW5ZYx2A0/s1600-h/RepublicaCentroAfricana.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222176994313450994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="331" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjmTtxFNfI/AAAAAAAAGOU/6baW5ZYx2A0/s400/RepublicaCentroAfricana.gif" width="310" border="0" /></a> Para se perceber melhor como era a realidade centro africana logo depois da independência, vale a pena contar alguns pormenores do regime que virá a ser derrubado pelo vilipendiado Bokassa. Logo em 1961, David Dacko tornou todos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abel_Goumba">os outros partidos políticos ilegais</a>; em 1963, estendeu a duração do seu mandato presidencial de 5 para 7 anos; em 1964, apresentou-se sozinho às eleições e foi reeleito com 99% dos votos; em 1965, no lançamento de um empréstimo nacional obrigatório, dos 500 milhões de Francos CFA inicialmente previstos, apenas 182 acabaram por entrar nos cofres do estado…<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjl2aRvgvI/AAAAAAAAGNc/riKeMMOm9mU/s1600-h/Bokassa3.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222176490865525490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 338px; TEXT-ALIGN: center" height="350" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjl2aRvgvI/AAAAAAAAGNc/riKeMMOm9mU/s400/Bokassa3.bmp" width="280" border="0" /></a> Como uma coincidência do que acontecera com Fidel Castro em Cuba, o <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Saint-Sylvestre_coup_d%E2%80%99%C3%A9tat">pronunciamento militar</a></em> de Bokassa para depor o regime também ocorreu numa passagem de ano (de 1965 para 1966). E o regime que dali saiu, onde Bokassa acumulava a presidência com as pastas da Defesa e do Interior, não se distinguia particularmente de outros países africanos também corruptos e governados por déspotas que se iam progressivamente embriagando com o poder. Bokassa, passou de <em>coronel</em> a <em>general</em>, depois tornou-se <em>presidente vitalício</em> mas foi quando se proclamou imperador que as atenções mundiais lhe<em> caíram</em> em cima.<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjl2ROACAI/AAAAAAAAGNk/-qgnCG0J1B0/s1600-h/Bokassa2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222176488433911810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="357" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjl2ROACAI/AAAAAAAAGNk/-qgnCG0J1B0/s400/Bokassa2.jpg" width="265" border="0" /></a> Em Dezembro de 1976 ficou a saber-se que a antiga República Centro Africana se tornara oficialmente no Império Centro Africano e que o anterior presidente passara a assumir o título de Imperador com o nome de Bokassa I, decalcando o que acontecera 172 anos antes com o primeiro cônsul francês, Napoleão Bonaparte (1804). Objectivamente, contando com os tais 617 000 km², com 1 750 000 habitantes, e com uma das mais pobre economias africanas, o <em>poder</em> do novo Império era risível, mas que não fiquem dúvidas (acima e abaixo) que nele se podiam tirar fotografias originalíssimas para ilustrar a<em> Time</em> ou a <em>Paris-Match</em>…<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjl2qQIS-I/AAAAAAAAGNs/C73qL7UPAcM/s1600-h/Bokassa1.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222176495153728482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="253" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjl2qQIS-I/AAAAAAAAGNs/C73qL7UPAcM/s400/Bokassa1.jpg" width="377" border="0" /></a>O Império não chegou a durar 3 anos. Foi derrubado por uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bokassa#Operation_Barracuda">acção militar francesa</a> em Setembro de 1979. A tarefa mais difícil da operação parece ter consistido na montagem do cenário que a fizesse passar por um golpe de estado promovido pelas forças locais. Nesse particular aspecto foi um <em>fiasco</em>, mas também, se ninguém acreditou, também nenhuma potência se terá importado (Estados Unidos, União Soviética, China, etc.) com essa intromissão descarada de um país na vida interna de outro, coisa que, salvo poucas excepções, parece ser considerado inaceitável à luz do Direito Internacional…<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjl2plfNuI/AAAAAAAAGN0/tESz6B-gHgs/s1600-h/JardimBokassa.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222176494974875362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHjl2plfNuI/AAAAAAAAGN0/tESz6B-gHgs/s400/JardimBokassa.gif" border="0" /></a> Vem a propósito terminar assim pelo mundo das hipocrisias, e não quero deixar de dar a minha opinião que o uso da analogia das figuras de Bokassa com a de Alberto João Jardim que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_89Wa8f1myo">foi feita por Jaime Gama em plena Assembleia da República 1992</a> é, em si, de um certo <em>imperialismo bokassiano</em>, no sentido em que tem mais impacto por causa <em>das aparências</em> dos vermelhos e dos dourados do que - como se percebe pelo que escrevi - pela <em>substância</em> da semelhança dos perfis dos mencionados… O que não impede que houvesse uns belos<em> figurões históricos </em>com quem Jaime Gama poderia comparar Alberto João Jardim...<br /><br /><span style="font-size:85%;"><strong>* </strong>Os portugueses fizeram precisamente o mesmo no interior de Angola, na Província de Cuando-Cubango, por exemplo. </span></div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-22340821797917579812008-07-11T17:13:00.005+01:002008-07-12T01:33:18.933+01:00CARLOS QUEIRÓS<div align="justify">Vários factores concorrem para que eu goste de Carlos Queirós: em primeiro lugar porque é meu conterrâneo, depois porque parece ser bom naquilo que faz ao mesmo tempo que é extremamente sóbrio na forma como o assume e, finalmente, porque tem a invejável capacidade de, sendo um alvo incontornável dos jornalistas da informação dita <em>desportiva</em>, lhes responder com uma atitude de paciente indiferença. É vê-lo a falar, imperturbável diante da chusma dos <em>imbecis do microfone</em>, debitando um monólogo sobre o tema <em>quente</em> daquela altura sem que dali nada saia que se possa aproveitar para manchete de jornal… </div><div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHeIJNJpg0I/AAAAAAAAGNE/rXEckzVMzMk/s1600-h/CarlosQueir%C3%B3s1.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221791984689709890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px; TEXT-ALIGN: center" height="214" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHeIJNJpg0I/AAAAAAAAGNE/rXEckzVMzMk/s400/CarlosQueir%C3%B3s1.JPG" width="245" border="0" /></a>Claro que o preço que ele tem de pagar por esta última qualidade é o de ser detestado quase unanimemente pelos membros da dita <em>confraria desportiva</em> portuguesa, que, em contraste, mostram um respeito reverencial por outros homólogos de Queirós que se mostram mais <em>expansivos</em> como serão os casos de José Mourinho ou de Luís Filipe Scolari. Como quaisquer imbecis ignorantes, a <em>confraria</em> está convencida que a qualidade do trabalho de treinador, como a de um maestro que dirige uma orquestra, se apreciará pela <em>exuberância</em> com que se manipula a batuta no dia em que se realiza o concerto…<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHeIJQ7Lu2I/AAAAAAAAGNM/8xkepioipfo/s1600-h/ABola.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221791985702779746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" height="150" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHeIJQ7Lu2I/AAAAAAAAGNM/8xkepioipfo/s400/ABola.jpg" width="125" border="0" /></a> Ainda na Terça-Feira desta semana, o editorial do <em>Público</em>, assinado por José Manuel Fernandes, chamava a atenção para duas espectaculares manifestações desportivas que tinham tido lugar no Domingo anterior (a Final do Torneio de Ténis de Wimbledon e o Grande Prémio de Fórmula 1 disputado em Silverstone, Inglaterra), e comparava-as com o conteúdo das primeiras páginas dos 3 jornais desportivos (<em>A Bola</em>, <em>Record</em> e <em>O Jogo</em>) de Segunda-Feira que evidentemente reservaram ainda todas as manchetes para o tema da <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2008/07/as-criaturas-do-dr-frankenstein.html"><em>peixeirada</em> do Conselho de Justiça</a> que acontecera na Sexta-Feira anterior…<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHeIJiaXO3I/AAAAAAAAGNU/Ty5wamCUb1k/s1600-h/Record.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221791990396959602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 175px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" height="270" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHeIJiaXO3I/AAAAAAAAGNU/Ty5wamCUb1k/s400/Record.JPG" width="224" border="0" /></a>Quanto à selecção de manchetes, um director de jornal será uma das últimas pessoas a possuir moralidade para criticar a prática alheia. O <em>Público</em> <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2008/07/nmeros-redondos.html">não é excepção</a> e, pelas suas pretensões, o seu director devia ainda ser mais criticado. Contudo, a falta de moralidade do crítico não nos deve fazer esquecer o teor da crítica, mais do que justa, a expor quais são os verdadeiros temas menores a que se dedicam um certo tipo de sub-jornalismo, protagonizado por profissionais que geralmente não são muito melhores e que se reclama monotemático (o tema devia ser o desporto…) mas de uma forma que é obviamente fraudulenta.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHeH2_0hpRI/AAAAAAAAGM8/TMnvZRJ3VX4/s1600-h/OJogo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221791671873807634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="243" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHeH2_0hpRI/AAAAAAAAGM8/TMnvZRJ3VX4/s400/OJogo.jpg" width="173" border="0" /></a> Naquilo em que o tal jornalismo <em>desportivo</em> português é inultrapassável, no detalhe dos acontecimentos acessórios, parece confirmar-se que o <em>grande problema</em> associado ao facto de Carlos Queirós vir a assumir o cargo de seleccionador nacional parece ser o do seu <em><a href="http://sic.aeiou.pt/online/noticias/desporto/080701_novoselecionadornacioal.htm">principesco</a></em> <a href="http://www.destak.pt/artigos.php?art=12647">ordenado</a>… Mesquinhos, incompetentes e desonestos, a confraria dos <em>amigos</em> de Queirós esqueceram-se de comparar <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/361996">os alegados € 1,5 Milhões anuais</a> que irá receber, não só com o que Scolari já ganhava (sensivelmente o mesmo), mas também com o valor da proposta de renovação que Madail terá feito a este último<span style="font-size:85%;">*</span>…<br /><br /><span style="font-size:85%;"><strong>* </strong>Segundo <a href="http://www.thefootballnetwork.net/main/s379/st130080.htm">estes dados</a>, os três treinadores mais bem pagos actualmente (em milhões de € por ano) são José Mourinho (8,75 - Inter), Luís Filipe Scolari (6,9 – Chelsea ) e Arséne Wenger (5,6 – Arsenal). </span></div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-30079648106618425572008-07-11T13:22:00.003+01:002008-07-11T17:12:42.317+01:00AS VÍSCERAS DO PEIXE DE ÁGUAS PROFUNDAS<div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHdQt5ZprdI/AAAAAAAAGMU/14cAGdnb0CY/s1600-h/JaimeGama.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221731042392124882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHdQt5ZprdI/AAAAAAAAGMU/14cAGdnb0CY/s400/JaimeGama.bmp" border="0" /></a>O aparecimento do <em>You Tube</em> tornou muito mais fácil o acesso àqueles vídeos que fizeram a sua história, onde <em>amachucaram</em> violentamente a reputação dos seus protagonistas, como terão sido os casos do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KOWmcmbGp18"><em>bolo-rei</em> de Cavaco Silva</a> ou das <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7u1xehky7UE"><em>contas por fazer</em> de António Guterres</a>. Mas, pelos vistos, há quem se dedique a fazer montagens e que fez <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_89Wa8f1myo">uma que ali surgiu recentemente</a> em que Jaime Gama surge a fazer duas intervenções, separadas por 16 anos, que, mais do que <em>amachucar</em>, parece <em>arrasar totalmente</em> com a reputação do actual presidente da Assembleia da República.<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHdQtwb_80I/AAAAAAAAGMc/HQoezm-bq00/s1600-h/JardimBokassa.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221731039986053954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHdQtwb_80I/AAAAAAAAGMc/HQoezm-bq00/s400/JardimBokassa.gif" border="0" /></a> O que é dito em cada uma das intervenções contradiz frontalmente o que é dito na outra. Ou o respeito pela prática democrática é um valor absoluto em si mesmo (1992) ou a avaliação do desempenho político se faz pelos resultados independentemente da prática (2008). Costuma dizer-se de Jaime Gama (que chegou a passar por <em>delfim</em> de Mário Soares…) que, por causa do seu calculismo e das suas cautelas extremas, terá passado <em>ao lado</em> de uma carreira maior na política portuguesa… Os <em>amigos</em> de Jaime Gama que fizeram a montagem e que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_89Wa8f1myo">a colocaram no <em>You Tube</em></a> parecem ter conseguido a proeza de levar as pessoas que a vêem a suspirar: <em>Felizmente!…</em></div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-89766482431525369852008-07-10T13:41:00.004+01:002008-07-10T14:08:30.473+01:00WAR GAMES<div align="justify"><em>Wargames</em> é <a href="http://www.imdb.com/title/tt0086567/">um filme de 1983</a> que conta a história de um adolescente (David - Matthew Broderick) de uma família americana de classe média típica que adora jogar jogos de computador, é um <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hacker_%28computer_security%29">hacker</a></em> (é uma das primeiras referências populares à actividade) e que, por causa disso, <em>entra</em> no supercomputador que gere o sistema de defesa dos mísseis intercontinentais (ICBM) armados com ogivas nucleares dos Estados Unidos. E quase se consegue adivinhar o enredo da confusão que se gera a partir daí…</div><div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEiiwgDyI/AAAAAAAAGL8/qJckw5Ev0o0/s1600-h/WarGames.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221365809474965282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="311" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEiiwgDyI/AAAAAAAAGL8/qJckw5Ev0o0/s400/WarGames.jpg" width="290" border="0" /></a> Sendo engraçado, o filme não é grande coisa. Está datado (do período da <em>Guerra-Fria</em>), as personagens são de um maniqueísmo cru (os bons e os maus) e possui <em>retoques</em> que o tornam norte-americano em excesso, como será o caso do enaltecimento do valor da especialização profissional. O herói passa por ser de uma mediocridade em todos os outros campos do saber mas beira a genialidade quanto o assunto tem a ver com computadores e é isso que o vai safando: altera as notas da caderneta electrónica…</div><div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEixOvOzI/AAAAAAAAGME/UcBkPOCDN_4/s1600-h/WarGames2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221365813359885106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="245" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEixOvOzI/AAAAAAAAGME/UcBkPOCDN_4/s400/WarGames2.jpg" width="334" border="0" /></a> O que pretendo destacar neste<em> poste</em> é uma das <a href="http://www.youtube.com/watch?v=K_USqsALj-g">cenas cómicas</a> (falhadas) desse filme, quando, numa aula de ciências naturais, o professor (previamente definido como um antipático) pergunta <em>Quem foi a primeira pessoa a sugerir a ideia da reprodução assexuada?</em> e o herói David se vê forçado a assumir o papel do <em>engraçadinho da turma</em>, respondendo ao professor com a sugestão: <em>A sua mulher?...</em> Tem piada, mas trata-se do tipo de humor irónico fino que dificilmente teria saído da mente de um adolescente obcecado…<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEi_Wj-HI/AAAAAAAAGMM/ha9TH4w-NGM/s1600-h/ManuelMonteiro2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221365817150797938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="222" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEi_Wj-HI/AAAAAAAAGMM/ha9TH4w-NGM/s400/ManuelMonteiro2.jpg" width="181" border="0" /></a> A política portuguesa já teve muitos momentos semelhantes, em que o <em>script</em> põe o jovem protagonista político a proferir declarações que não pertencem às pessoas com a sua maturidade e da sua geração. Nunca deveria ser esquecido o episódio ridículo de Manuel Monteiro, então com cerca de 30 anos e o dirigente mais novo de qualquer dos quatro grandes partidos portugueses, a empregar numa entrevista televisiva a expressão <em>no meu tempo </em>(é que era bom...), com uma eloquência parecida com a de um ex-quadro da ANP*…<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEJjk8J3I/AAAAAAAAGLk/KA-BjTojnHo/s1600-h/BernardinoSoares2.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221365380198180722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" height="364" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEJjk8J3I/AAAAAAAAGLk/KA-BjTojnHo/s400/BernardinoSoares2.JPG" width="229" border="0" /></a> Mas se Monteiro, apesar dos esforços em o promover em certos média, hoje não passa de uma memória, as <em>caras jovens</em> que o PCP costuma enviar à televisão (a mais vista tem sido a de Bernardino Soares, acima) são uma garantia de que o anacronismo de pôr uma geração a falar por outra permanece vivo. Outras organizações esclerosadas, como é o caso da Igreja Católica, costumavam apelar a encenações de demonstração do seu auto-rejuvenescimento em cerimónias do estilo <em><a href="http://www.catholiceducation.org/articles/catholic_stories/cs0127.html">Os jovens com o Papa</a></em>…<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEKIyQskI/AAAAAAAAGLs/CNYJRFWzWRg/s1600-h/JorgeCordeiro.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221365390186164802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEKIyQskI/AAAAAAAAGLs/CNYJRFWzWRg/s400/JorgeCordeiro.jpg" border="0" /></a> No PCP, como se pode ver pelo exemplo da fotografia acima do jovem Jorge Cordeiro (que juraríamos ter participado no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/20th_Congress_of_the_CPSU">XX Congresso do PCUS de 1956</a>), será mais na linha <em>Os jovens com(o) o Papa</em>… Simplesmente, se a ideia geral parece ser a de transmitir uma imagem de juventude e o PCP continua a ser um partido dinâmico e progressivo, creio que as últimas proezas da ciência permitirão que, em vez <em>aparecerem os jovens sendo como o Papa</em>, possa continuar <em>a aparecer o Papa, sendo como os jovens</em>…<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEKWYlByI/AAAAAAAAGL0/ESESz2VvVOo/s1600-h/ExtremeMakeOver.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221365393836541730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px; TEXT-ALIGN: center" height="250" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHYEKWYlByI/AAAAAAAAGL0/ESESz2VvVOo/s400/ExtremeMakeOver.jpg" width="339" border="0" /></a> Que tal submeter Jerónimo de Sousa a um daqueles <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Extreme_Makeover">eXtreme makeover</a></em>s de rejuvenescimento?<br /><br /><span style="font-size:85%;"> * <em>Acção Nacional Popular</em>: partido único do período de Marcelo Caetano (1968-74). </span><br /></div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-52681178904026942182008-07-09T17:33:00.004+01:002008-07-09T22:04:25.713+01:00O DECLÍNIO DO IMPÉRIO AMERICANO…<div align="justify">O título do<em> poste</em> é também o de um <a href="http://www.imdb.com/title/tt0090985/">interessante filme canadiano</a> francófono de 1986, mas trata-se apenas de coincidência, porque aqui estou a empregar a frase num registo irónico. Em 1945, nos Estados Unidos produzia-se mais de metade de toda a produção industrial de todo o Mundo. Não só se produzia tudo o que servia para equipar as Forças Armadas norte-americanas (com 12 milhões de efectivos) como também <a href="http://herdeirodeaecio.blogspot.com/2007/05/o-peso-da-colaborao-americana-para.html">uma boa parte</a> do que equipava as Forças Armadas da União Soviética (com outros 12 milhões), as do Império Britânico (mais 9 milhões) e as dos outros países aliados (ao abrigo do programa <em>Lend-Lease</em>). </div><div align="justify"><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHTp_Xx5WaI/AAAAAAAAGLE/GtsJP3h-kA0/s1600-h/LendLease.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221055142953572770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="340" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHTp_Xx5WaI/AAAAAAAAGLE/GtsJP3h-kA0/s400/LendLease.jpg" width="224" border="0" /></a> Mais do que a produção, uma parte importante do que aquelas fábricas produziam (veja-se abaixo...) era empregue na destruição da capacidade produtiva de alguns dos países concorrentes, como eram os casos da Alemanha ou do Japão… Não é difícil perceber porque é que no final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos chegaram a produzir cerca de 55% dos valores de toda a produção embora tivessem apenas 5% da população mundial. Nem creio ser difícil que se percebesse como aquela situação era pontualmente anómala e como era expectável que essa vantagem se viesse a reduzir no futuro.<br /><a href="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHTp_xbrpkI/AAAAAAAAGLM/sFqnis1WNAU/s1600-h/Bomber4B17.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221055149839722050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" height="252" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHTp_xbrpkI/AAAAAAAAGLM/sFqnis1WNAU/s400/Bomber4B17.jpg" width="324" border="0" /></a> No entanto, ao contrário do que o senso comum anteciparia que acontecesse quando se vivesse um ambiente de paz e as economias dos países destruídos voltassem ao normal, ao longo dos anos cinquenta, tornou-se extremamente comum ouvir como os Estados Unidos estavam a perder as suas vantagens em relação às outras potências, nomeadamente o rival directo soviético. Era, nomeadamente, um dos argumentos basilares do <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/McCarthyism">McCartismo</a></em> (abaixo), doutrina que depois atribuía a causa dessa perda de competitividade à tristemente célebre infiltração do aparelho do Estado por <em>elementos comunistas</em> sabotadores.<br /><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHTp_8UMXxI/AAAAAAAAGLU/48Nvwjog8ys/s1600-h/McCartismo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221055152761102098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" height="256" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHTp_8UMXxI/AAAAAAAAGLU/48Nvwjog8ys/s400/McCartismo.jpg" width="175" border="0" /></a> Ou seja, se os norte-americanos não eram razoáveis então nas expectativas da dimensão da sua superioridade sobre os demais concorrentes, parecem continuar a não o ser mais de 50 anos passados, pelo menos a crer <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/07/08/AR2008070803185.html?hpid=topnews">num artigo</a> que foi hoje publicado no <em>Washington Post</em>, onde se alerta para a diminuição do avanço que os Estados Unidos têm gozado nas actividades aeroespaciais (abaixo). Lendo-o parece haver o perigo de que essa superioridade pode estar a ser ameaçada pelas outras potências, mesmo secundárias, como são os casos da Índia, do Canadá, da Coreia do Sul, Israel ou do Brasil.<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHTqAFqdlxI/AAAAAAAAGLc/tSJeysUSdEs/s1600-h/STS115.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221055155270424338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 126px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px; TEXT-ALIGN: center" height="156" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHTqAFqdlxI/AAAAAAAAGLc/tSJeysUSdEs/s400/STS115.jpg" width="121" border="0" /></a> Pelo menos, qualquer delas consta de <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/graphic/2008/07/09/GR2008070900004.html?hpid=topnews">um mapa de síntese</a> anexo ao artigo, onde se reúnem aos Estados Unidos, Rússia, Europa, China e Japão para nos dar uma panorâmica do <em>disputadíssimo</em> mercado da actividade aeroespacial. Dali se conclui que os Estados Unidos representam <strong><em>só e apenas</em></strong> 63% dos astronautas activos, 63% do valor de todos os orçamentos, 74% das receitas geradas pela actividade, 51% dos satélites construídos e uns <em>angustiantes</em> 37% de todos os satélites colocados em órbita nos últimos 10 anos... Eu até posso compreender as razões (lóbi) do artigo, mas a simpatia é pouca quando é um<em> milionário a queixar-se da crise</em>…</div>A.Teixeirahttp://www.blogger.com/profile/12425102269699631829noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-18608464.post-56132077910104972102008-07-08T16:02:00.006+01:002008-07-08T22:52:39.671+01:00A OUTRA PRESENÇA PORTUGUESA NO ORIENTE<div align="justify">Reza uma história, que não afianço ser verdadeira, que, durante o Século XIX, quando antropólogos e filólogos britânicos percorriam a Índia à procura de novas culturas e dialectos desconhecidos, um deles julgou ter encontrado uma e um numa aldeia perto da foz de um rio, não muito distante de Bombaim. Tratava-se da aldeia de Korlai e afinal os filólogos vieram a descobrir que a <em>nova língua</em> era apenas mais um dialecto do português, hoje designado por <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kristi_language">Kristi</a> </em>(de cristão).</div><div align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHOCHIW8TtI/AAAAAAAAGKk/suzcRfBxTMM/s1600-h/Korlai1.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220659452066942674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHOCHIW8TtI/AAAAAAAAGKk/suzcRfBxTMM/s400/Korlai1.gif" border="0" /></a> As razões para a existência inesperada daquela aldeia <em>portuguesa</em> apenas se podem deduzir, e terão tido a ver com os sobreviventes de alguma tripulação portuguesa cujo navio perto daquela foz terá naufragado no Século XVI ou XVII e por ali se terá estabelecido, sem terem voltado a submeterem-se à autoridade régia. Afinal, aqueles ambiciosos que, <em>ao cheiro da pimenta e da canela despovoavam o Reino</em>, como dizia Sá de Miranda, às vezes acabavam por contentar-se com bem pouco…<br /><a href="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHOCHLnx0kI/AAAAAAAAGKs/X0zmzBexKgY/s1600-h/Ba%C3%ADadeBengala.png"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220659452942864962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHOCHLnx0kI/AAAAAAAAGKs/X0zmzBexKgY/s400/Ba%C3%ADadeBengala.png" border="0" /></a> A História da presença portuguesa no Oriente que costumamos contar a nós mesmos costuma ser formal, pomposa, oficial e superficial. É preciso um autor indiano como <a href="http://www.lrb.co.uk/contributors/subr01">Sanjay Subrahmanyan</a> escrever um livro como <em>Improvising Empire – Portuguese Trade and Settlement in the Bay of Bengal 1500-1700</em><span style="font-size:85%;">*</span><strong>,</strong> para compreender toda uma outra faceta da presença dos portugueses no Oriente, fossem eles os comerciantes das várias cidades da costa do Coromandel<span style="font-size:85%;"><strong>**</strong></span> ou os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Philip_de_Brito">oficiais mercenários</a> ao serviço dos reis da Birmânia…<br /><a href="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHOCHaNVYXI/AAAAAAAAGK0/WSpovCRVzgk/s1600-h/Ascend%C3%AAnciaPortuguesa.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220659456858481010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ezaUKpkJ4Tc/SHOCHaNVYXI/AAAAAAAAGK0/WSpovCRVzgk/s400/Ascend%C3%AAnciaPortuguesa.jpg" border="0" /></a> Aquela