tag:blogger.com,1999:blog-179020272009-07-03T18:52:36.682+01:00O-Observatóriode observar s. m., lugar, ponto elevado de onde se observa; edifício para observações astronómicas e meteorológicas; miradouro; mirante. Observar... Reflectir e comentar!JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.comBlogger223125tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-15691443652062530202008-05-04T16:04:00.003+01:002008-05-04T16:13:31.191+01:00O preço dos cereais<a href="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/SB3RwVr0CgI/AAAAAAAAAHI/nvsuY70WNUU/s1600-h/Trigo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196540173440256514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/SB3RwVr0CgI/AAAAAAAAAHI/nvsuY70WNUU/s400/Trigo.jpg" border="0" /></a><span style="font-family:trebuchet ms;">O preço estonteante que os cereais têm atingido nos mercados internacionais, pode abrir uma crise sem precedentes nos géneros alimentícios. Há quem justifique essa alta com a deslocação da produção do sector alimentar para o energético, com vista à produção de combustíveis alternativos ao petróleo. Ora, também neste mercado se tem assistido a uma subida vertiginosa.<br />Não creio, no entanto, que as principais razões apontadas para a subida sejam as verdadeiras. Há muito mais para além daquilo que se vê e que nos é dito.<br />As maiores razões encontram-se na globalização dos mercados. O mercado de cereais continua a ser excedentário o que, por si só e mesmo considerando a deslocação para o mercado energético, não justifica a subida de preços.<br />Na verdade, estes produtos são negociados num mercado altamente especulativo, designado por mercado de futuros e derivados. O que quer isto dizer? Significa que qualquer produtor de cereais, por exemplo, pode vender a sua produção do ano que vem hoje mesmo. Isto é, coloca a quantidade que espera produzir no mercado, recebe o dinheiro e com ele produz. Naturalmente que neste mercado há sempre factores imprevisíveis provocados, sobretudo pelas condições climatéricas que influenciam uma maior ou menor produção.<br />Mas o que importa, verdadeiramente, neste contexto é que os interesses de produtores e consumidores se conjugam nas praças dos mercados de futuros e derivados.<br />Voltando ao exemplo dado, do outro lado temos um industrial da panificação, por exemplo, que contrata a tal produção com o agricultor do exemplo dado, um ano antes de ambos saberem a verdadeira produção de cereais ou a real necessidade do mercado de panificação.<br />Até aqui nada de anormal. Percebemos, assim, que uns e outros têm mecanismos para financiar e defender os seus interesses. O problema é que estes mercados são abertos e altamente liberalizados. Ou seja, não negoceiam aí apenas os produtores e consumidores, mas também os especuladores.</span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">Exemplificando, temos um investidor que, olhando para o comportamento dos mercados de derivados do petróleo e sabendo da avidez do mercado de bio combustíveis por cereais, decide comprar contratos no mercado de futuros dos cereais. Não quer os cereais. Apenas quer aproveitar a eventual subida dos mesmos.<br />É que o facto de comprar contratos sobre estes produtos não constitui uma obrigação pela sua aquisição. Apenas um direito de aquisição ao preço estipulado. O que quer dizer que, em qualquer altura se pode desfazer desses contratos colocando-os à venda no mercado, ou mesmo que os não venda e chegando ao seu términus, não executa o seu direito de preferência e perde apenas as margens que entretanto deu de garantia no início do contrato.<br />Ora, chegados aqui e percebendo que nestes mercados não operam só industriais ou produtores, facilmente perceberemos que a entrada de muitos investidores especulativos que não necessitam das matérias primas aí negociadas, pode provocar um bolha nos preços e, pior, isso não significar a falta de produtos no mercado mas, pelo contrário, vir a revelar um mercado altamente excedentário.<br />Porquê? Porque se há interesses no mercado com contratos abertos para um milhão de toneladas de trigo, por exemplo, e as expectativas da produção não ultrapassam o meio milhão de toneladas, significa que o preço do trigo vai subir porque a produção é menor que o suposto consumo. Mas se uma boa parte desses contratos for apenas com intuito especulativo, admitamos que para 600 mil toneladas, e não forem executados no seu final, então teremos um mercado que produziu 500 mil toneladas, para um consumo real de 400 mil e ficou excedentário em 100 mil toneladas que hão-de ser destruídas e pagas em subsídio aos produtores.<br />Parece muito confuso. Mas não é. E, sinceramente, creio que é isto mesmo que se está a passar hoje nos mercados mundiais. Não nos admiremos, por isso, que daqui a uns meses tenhamos produtos derivados dos cereais mais caros, apesar de uma produção excedentária.</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-1569144365206253020?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com21tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-50848230489914706502008-03-26T00:34:00.000Z2008-03-26T00:35:32.345ZO bufo<span style="font-family:trebuchet ms;">Acabei de chegar de um casamento e, confesso, perante a intimação mais recente da Direcção Geral das Contribuições e Impostos, apelando a que cada cidadão seja um fiscal, sinto-me obrigado a delatar aqui as quantias que os noivos gastaram, o número de convidados, o restaurante do copo de água, o número de fotos que o fotógrafo tirou e a quantidade de vestidos super chiques que se cruzavam ante o olhar de desdém das suas donas.<br />E tenho que ser eu a tratar desta delação para fazer um favor aos meus amigos noivos. É que no meio de tantas coisas interessantes que, enfim, teriam que fazer hoje à noite, não teriam tempo para preencher o questionário. E talvez nem se tivessem dado conta se lá no restaurante havia outras festas, ou não. Bem, festas, festas devem estar eles a ter pelo corpo todo. Claro que só estão nisso, porque eu me encarreguei de fazer de bufo. Sou amigo. Deles e do fisco. E do país. Que patriótico me sinto!<br />Deparo-me, no entanto com uma dificuldade: pergunta aqui quantos preservativos é que foram usados na noite de núpcias… (deve ser para apanharem as farmácias, também).<br />Telefonei e fiquei a saber que não compraram preservativos. Apenas Aspirina, por causa das dores de cabeça da minha amiga.<br />O questionário do fisco falha nesta questão. É grave! Não pensaram em tudo.<br />Amanhã vou a um funeral. Consta-se que já intimaram o defunto a preencher um questionário sobre as despesas com o funeral. E se não responder vai pagar uma coima.<br />Enfim, a vida não está nada fácil. Nem a morte, pelos vistos.</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-5084823048991470650?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com23tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-48299962829886201872008-03-16T15:54:00.004Z2008-03-16T15:57:39.475ZO crime<a href="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R91DG026R9I/AAAAAAAAAGw/XuyvEDT7TXw/s1600-h/9de98f4f.jpg"><span style="font-family:trebuchet ms;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178368931093170130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R91DG026R9I/AAAAAAAAAGw/XuyvEDT7TXw/s400/9de98f4f.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:trebuchet ms;">Fernanda Tadeu, até agora uma ilustre desconhecida, saltou para a ribalta por ter sido apanhada pela objectiva de um fotógrafo que a conhecia como a “esposa de António Costa”.<br />De imediato a foto correu as parangonas e a notícia foi explorada pelos jornalistas à procura das últimas consequências políticas que tal acto pudesse provocar.<br />Não sei se Fernanda Tadeu, mulher bonita por sinal, se encontrava no meio de 99.999 professores por ter sido apanhada na avalanche enquanto percorria as ruas da capital olhando as montras, ou se, pelo contrário, lá estava a manifestar-se contra as políticas do governo que o seu marido ajudou a elaborar. E pouco importa.<br />Acho, contudo, que é muito grave a senhora ter saído à rua sem o consentimento do marido e nisso os jornalistas têm toda a razão. Aliás, acho mesmo que quando chegasse a casa o marido deveria pegar numas listas telefónicas e numas toalhas encharcadas e dar-lhe um bom arraial. A senhora não tem direito a ter uma vida própria.<br />Até vou um pouco mais longe que os jornalistas: toda a esposa que seja de outro clube de futebol que não aquele pelo qual o marido faz tristes figuras em dias de jogo, deveria ser severamente castigada. E se quer militar num partido diferente o melhor é que pegue nas suas trouxinhas e saia de casa. Acho bem, mesmo muito bem, que sigamos o exemplo das sociedades que consideramos subdesenvolvidas e do terceiro mundo e ponhamos a mulher no seu devido lugar…<br />Francamente, haja pachorra. </span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-4829996282988620187?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com13tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-84872421772294149792008-03-08T14:33:00.001Z2008-03-08T14:35:06.554ZA minha teoria<span style="font-family:trebuchet ms;">Tenho uma teoria: as mulheres mandam no mundo!<br />Que novidade, dirão os leitores... De facto assim é! Muitas mulheres se queixam dos homens machistas, mas na verdade a culpa não é, senão, delas.<br />São elas que nos carregam paciente e dolorosamente durante nove meses. É, posteriormente, a elas que está confiada a alimentação. E são elas que nos educam, tantas e tantas vezes incutindo em nós esses valores que a sociedade em tempos achava os mais correctos e que hoje já tende a banir.<br />Depois, uma boa parte da nossa vida são as mulheres que nos orientam. Sempre assim foi e há-de ser.<br />Lembro-me, em miúdo, o meu avô tinha uma junta de bois. Era agricultor. Como hoje os agricultores modernos trocam de tractor, também ele, naquela época, trocava de junta de bois. Não sei se pela idade, se pelos quilómetros ou horas, ou se porque os mais modernos já vinham equipados com umas orelhas melhores que não era necessário picá-los tantas vezes. Bastava dizer-lhes ao ouvido: vai ao rego! Mas fosse porque fosse, o meu avô, homem exemplar, mas machão como convinha naquele tempo, lá ia seguido da minha avó, trocar a junta de bois. Não fazia, porém, negócio que a minha avó não anuísse discretamente. E, claro está, na hora de pagar discretamente a “bezerreira” aparecia, como por artes mágicas, nas suas mãos, com as notas de conto de reis. Tantas quantas as necessárias para o negócio.<br />É apenas um exemplo. Da mesma forma enganam-se todos aqueles que pensam que só porque os homens estão em maioria nos lugares de topo, na política e nas empresas, são eles que tomam as decisões e conduzem os destinos do mundo.<br />Nada mais falso. Diz-se na sabedoria popular que por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher. E é, tantas vezes, essa mulher que influencia, discretamente, todas, ou quase todas, as decisões do homem.<br />Claro que isto também coloca nos ombros das mulheres todos os erros do mundo. Dir-nos-ão elas, daquela forma subtil, inconfundível, ternurenta e convincente que esses erros não são mais do que más interpretações nossas. E, porventura, sê-lo-ão.<br />Há dias, ao comentar esta minha teoria de algibeira com uma senhora que estava desesperada com esta sociedade machista, contrariava-me ela dizendo que, nesse dia, tinha sido incorrectamente recebida por um funcionário de uma repartição pública e que isso só assim acontecera por virtude da sua condição feminina.<br />Até aqui, retorqui eu, está a prova de que são as mulheres que mandam no mundo. O mau acolhimento que o referido funcionário colocou na questão da senhora não passa disso mesmo: o reconhecimento que são as mulheres que comandam. Experimentem colocar alguém que sempre foi mandado num posto de chefia e poderemos assistir a verdadeiros actos de tirania por vingança. É como diz o povo: não peças a quem pediu e não sirvas a quem serviu!<br />Abençoadas sejam as mulheres que connosco convivem!</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-8487242177229414979?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com11tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-40515937304290524932008-03-05T01:02:00.002Z2008-03-05T01:09:39.421ZQue nunca caiam as pontes entre... os rios<a href="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R83yrcC8kBI/AAAAAAAAAGg/saaLn-kXjvo/s1600-h/entre+os+rios.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174058374995415058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R83yrcC8kBI/AAAAAAAAAGg/saaLn-kXjvo/s320/entre+os+rios.bmp" border="0" /></a><span style="font-family:trebuchet ms;">Cumprem-se sete anos e muitas longas noites sobre a queda da ponte de Entre os Rios, numa noite de um domingo chuvoso, no regresso de um passeio que nunca chegou ao ponto de partida.<br />Sete anos no Rio… Duas pontes unem, agora, as duas margens… Aquela que deveria ter sido feita antes da queda e a que se reergueu dos destroços.<br />Ninguém adivinharia que a ponte viria a ruir impedindo tanta gente de regressar a casa, de chegar à outra margem. Ninguém…<br />Mas uma coisa se adivinhava há sete anos: as famílias das vítimas iriam sucumbir antes que as indemnizações chegassem…<br />Outra coisa se adivinhava: mais depressa os arguidos do caso Casa Pia ou do Apito Dourado podem vir a ser indemnizados pelo estado... que as famílias que ruíram com a ponte.<br />Posso ser só eu a pensar… mal. Que assim seja.<br />E como diz a música: que nunca caiam as pontes entre nós!</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-4051593730429052493?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com6tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-37045631009788850952008-01-21T21:12:00.000Z2008-01-21T22:10:17.509ZMagali: a menina que não chegou a mulher...<span style="font-family:trebuchet ms;">A notícia não teve a importância que os escaparates costumam dar às coisas sem importância alguma.<br />Que importa, pois, ao mundo que a pequena Magali Cortés de 12 anos de idade tenha morrido, vítima de uma infecção provocada por uma intoxicação a estreptococos, apanhada no rio Santa Rosa, na cidade de Tepic no México?<br />A distância marcada em quilómetros impede que os nossos olhos possam ver a nitidez das palavras de uma menina que, então com oito anos, escreveu uma carta ao prefeito da cidade para lhe construir uma ponte que a levasse à margem onde a escola a esperava todos os dias.<br />Talvez, logo aos primeiros rabiscos da mão, essa vontade tão grande de ter uma ponte a movesse a aprender depressa as primeiras palavras e prefeitura fosse a primogénita.<br />Todos os dias Magali atravessava a nado o rio que já a conhecia mas, implacável sem olhar a quem, a matou.<br />A promessa do prefeito que há quatro anos iniciou a ponte para Magali não vai chegar a tempo. Talvez porque o tempo é, inexoravelmente, o maior inimigo nestas circunstâncias. Ou, pior, muito pior, porque talvez o prefeito não tenha acreditado nunca que isto fosse acontecer a Magali, acalentando a secreta e silenciosa esperança que o tempo se encarregaria de resolver a questão. Porque Magali mulher tornaria inútil a ponte para Magali menina.<br />Sucede que Magali menina não chegou a mulher. Talvez a mulher que, sabendo das agruras que a ausência de uma ponte provoca a uma menina, se tornaria ela própria, mulher, a construtora de pontes.<br />Magali… a menina que não chegou a ser mulher porque o prefeito da sua cidade não acreditou que o rio, um dia, poderia devorá-la nas suas águas.<br />Que semelhanças encontraremos na trágica sorte de Magali nas muitas outras histórias de prefeitos que não acreditam que, um dia, um qualquer rio pode transbordar e deixar à sorte aqueles que dele dependem? Que semelhanças há entre o prefeito de Tepic que esperou que fosse o tempo a resolver um problema e os prefeitos de tantas outras histórias que também acreditam que o tempo tudo decide?</span><br /><span style="font-family:Trebuchet MS;">Cruelmente, esta história não foi uma estória.</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-3704563100978885095?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com11tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-87234022121844419612008-01-11T19:27:00.000Z2008-01-11T19:30:33.957Z(In)consciência<span style="font-family:trebuchet ms;">A <a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=313247">notícia</a> diz que Suharto, antigo ditador indónesio por mais de 30 anos, está inconsciente.</span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">A pergunta é: e alguma vez o foi?</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-8723402212184441961?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com4tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-90193609487480152842007-12-31T21:08:00.000Z2008-01-04T10:12:53.186Z2008<a href="http://bp1.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R3lbWCy6DmI/AAAAAAAAAGY/_mxru3YB2II/s1600-h/brinde.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150248083140513378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R3lbWCy6DmI/AAAAAAAAAGY/_mxru3YB2II/s320/brinde.gif" border="0" /></a><br /><div><strong><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"></span></strong></div><div><strong><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"></span></strong></div><div><strong><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;">Que cada um dos 365 dias que aí vêm seja um presente, e em cada presente 2008 sonhos que se cumpram! </span></strong></div><br /><div><strong><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;">Bom ano!</span></strong></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-9019360948748015284?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com11tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-47439878109298110362007-12-23T22:26:00.000Z2007-12-23T22:40:34.330ZFeliz Natal!<a href="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R27jbiy6DlI/AAAAAAAAAGQ/U5PQA6XDtaE/s1600-h/Pres%C3%A9pio+A%C3%A7oreano.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5147301486467354194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R27jbiy6DlI/AAAAAAAAAGQ/U5PQA6XDtaE/s320/Pres%C3%A9pio+A%C3%A7oreano.jpg" border="0" /></a><span style="font-family:trebuchet ms;">É Natal! Não fossem os 3 graus que a noite fria impõe ao mercúrio dos termómetros, o sol do meio dia levar-nos-ia a pensar que estamos a viver um Natal tropical. Não chove, não neva, apenas o frio nos apela ao calor da lareira e da família.<br />Os anúncios da televisão com o velhote das velhas e longas barbas brancas não combinam, em definitivo, com o sol que entra pela vidraça. Apenas o crepitar da lareira nos diz que o frio, lá fora, impera.<br />Mas é Natal! Época da família, por excelência. E da família fazem, também, parte os amigos. Mais do que as tradicionais mensagens que nesta altura palavreamos uns aos outros, que tenhamos gestos condizentes com a mensagem maior: a do presépio de Belém. Podemos não confessar fé alguma, mas esta é a história de uma vida que não deixa ninguém indiferente. Mais não seja porque, à semelhança da moral da história de Belém – o presente de Deus aos Homens, o seu Filho – os presentes que vemos circular das lojas para os sapatinhos não deixam que a indiferença aconteça.<br />Bom Natal a todos.</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-4743987810929811036?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com30tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-31797603199401366762007-12-05T23:17:00.000Z2007-12-05T23:29:39.163ZHá coisas inacreditáveis, não há?<a href="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R1cyJdeZz8I/AAAAAAAAAGI/QiFbJPXDOUU/s1600-h/OBSERV.JPG"><em><strong><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140632637779070914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/R1cyJdeZz8I/AAAAAAAAAGI/QiFbJPXDOUU/s320/OBSERV.JPG" border="0" /></strong></em></a><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"><em><strong>Clique na imagem para ampliar</strong></em></span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"></span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">Recebi esta pérola por e-mail como se de uma piada se tratasse. E não deixaria de ser, efectivamente, uma piada de mau gosto se não fosse decorrida de uma atitude de quem não sabe educar e tampouco premiar quem educa.<br />Passamos uma vida inteira a lamentar-nos profundamente de tudo: dos políticos, do sistema, dos políticos, da vida, dos políticos, da crise, dos políticos, do país e dos políticos. Provavelmente, e não uso outro advérbio porque já tenho dúvidas, queixamo-nos com razão de muitas coisas, esquecemo-nos contudo que grande parte das nossas queixas são situações com que pactuamos no dia a dia e, pior, contribuímos para as agravar.<br />Esta miúda, aposto, por via das novas oportunidades, com um empurrãozinho daqui e outro dali, porque esta mãe parece tão bem informada pelos órgãos de comunicação social que há-de conseguir passá-la ano após ano, virá o dia em que fará parte integrante do sistema. E eu pergunto: numa Europa cada vez mais exigente e num mercado de trabalho cada vez mais saturado onde entrará a educanda desta senhora?<br />Queixamo-nos de tudo mas não apostamos na exigência, na excelência. Virá o dia em que esta miúda, com menos de 35 anos, substituirá alguém dessa idade no mercado de trabalho porque, então, estará demasiado velho para poder responder com eficácia e eficiência às necessidades das empresas.<br />Ou não. E se esse dia não acontecer jamais e esta miúda não conseguir um lugar na competitividade, então deve prestar uma grande homenagem aos seus encarregados de educação que foram coniventes e permissivos com a sua atitude passiva e laxista na escola.<br />Porque é mau demais para ser verdade, mas porque é verdade, para desanuviar um pouco, só falta a esta mãe dizer à filha: <em>não respondas às perguntas dos senhores professores, mas se eles tiverem a ousadia de tas fazer, responderás - estou aqui para aprender e não para ensinar!</em></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-3179760319940136676?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com15tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-15197208015165057402007-10-30T23:31:00.000Z2007-10-30T23:44:25.029ZPúblico ou privado?<a href="http://bp1.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RyfAK7Ot4XI/AAAAAAAAAGA/x8baGJ3c_KM/s1600-h/cecilia-sarkozy.jpg"><span style="font-family:trebuchet ms;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127277994715242866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RyfAK7Ot4XI/AAAAAAAAAGA/x8baGJ3c_KM/s320/cecilia-sarkozy.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:trebuchet ms;">O presidente francês, Nicolas Sarkosy, seguiu os passos de Santana Lopes e durante uma entrevista conduzida por uma “cusca” levantou-se, despediu-se e abandonou a sala ante a estupefacção da entrevistadora.<br />Quem entrevista deve ter o bom senso de perceber o limite da razoabilidade e, sobretudo, onde é que se deve situar a fronteira do público e do privado. É certo que falamos de figuras públicas que aceitaram com a sua exposição a limitar e a reduzir o espaço que lhes é consagrado para a vida privada. Mas, em rigor, o que importa se Sarkosy tem ou não dormido na mesma cama com a mulher a não ser para o secreto prazer de ver a vida do senhor devassada? O que importa se tem, ou não, satisfeito os prazeres da sua companheira e os seus próprios prazeres, a menos que seja para nossa auto-satisfação por verificarmos que não somos os únicos?<br />É claro que, também aqui, há uma fronteira que pode ser ultrapassada se o interesse público se sobrepuser à privacidade das figuras públicas. Em que casos? Imagine-se que, durante a campanha ou em qualquer discurso circunstancial, Nicolas se revela contra o aborto, ou contra o consumo de estupefacientes. É, então, legitimo que os jornalistas, conhecendo antecedentes que coloquem em causa estas convicções o confrontem com esses factos. Mas até nessas circunstâncias deve imperar o cuidado na exposição dos mesmos.<br />Imagine-se, ainda, que em casa Sarkosy é violento e maltrata a companheira. Aqui, como está bom de ver, o caso muda de figura e fará todo o sentido que a comunicação social explore essa faceta do presidente. Porquê? Porque sendo a mais alta figura da nação deve ser exemplar no que concerne ao uso e abuso da força. Tratando-se de uma senhora maior cuidado deverá ter.<br />São alguns exemplos de situações privadas que devem ser tornadas públicas. Não são, contudo, estes os casos que a comunicação social habitualmente explora. Tem optado pela devassa, pela intriga e pela exploração e mediatização da privacidade a que, até as figuras públicas, têm direito.<br />O privado só deve ser tornado público se houver interesse público. Caso contrário, não. Haja respeito!</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-1519720801516505740?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com13tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-48594160043766766202007-09-27T23:16:00.000+01:002007-09-27T23:30:50.838+01:00Horticultura<a href="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/Rvwu37I-GkI/AAAAAAAAAFk/wrB5zo2aA0Q/s1600-h/santana_lopes2_ls.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115014815089039938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/Rvwu37I-GkI/AAAAAAAAAFk/wrB5zo2aA0Q/s400/santana_lopes2_ls.jpg" border="0" /></a><span style="font-family:trebuchet ms;">Dissiparam-se para quem tinha dúvidas, que Santana Lopes tem um par de frutos hortícolas uns centímetros acima do joelhos.<br />Já tinha ouvido falar do episódio, mas só há pouco o vi no vídeo entretanto colocado na net.<br />Não serão muitos os que tomariam a atitude que ele tomou em, educada e correctamente, colocar um ponto final na entrevista que lhe faziam, insolitamente interrompida para mostrar José Mourinho a entrar num automóvel e partir a alta velocidade. O próprio Mourinho, não tenho dúvidas, tomaria idêntica atitude, confrontado com semelhante situação.<br />A SIC Notícias errou. E não vale a pena acenar com a desculpa do interesse que José Mourinho suscita. Cabe ao telespectador, de comando na mão, decidir o que quer ver: se continuar a assistir à entrevista de Santana sobre o estado do maior partido da oposição, ou mudar de canal para ver o melhor treinador português da actualidade regressar ao país natal. Apenas e só porque este facto não era de tamanha relevância no contexto nacional. Outros de relevo poderiam justificar a interrupção. Este, definitivamente, não a justifica.<br />É verdade que Santana abusou, em tempos, da utilidade da imagem que a comunicação social poderia fazer dele. Também não é menos verdade que tem pago um alto preço por isso. Ontem disse basta! Porque já nada tem a perder em matéria de imagem e esta atitude, a meu ver, só contribuiu para estancar a queda que a mesma vem tendo de há uns anos a esta parte.<br />Se cabe à comunicação social separar o trigo do joio em matéria de informação, nos últimos anos aquilo que nos vem servindo é massa de joio, atirando com o trigo ao lixo. Se temos, nós espectadores, uma quota parte de responsabilidade nessa opção da comunicação social, a verdade é que esta extravasou os limites da razoabilidade e do bom senso.Que este facto sirva de exemplo para o futuro.</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-4859416004376676620?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com20tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-39626491179400891772007-09-24T18:32:00.000+01:002007-09-24T18:38:14.615+01:00Seringas pr'a troca<a href="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/Rvf1qLI-GjI/AAAAAAAAAFc/ZSlB8_e_MP8/s1600-h/seringas.bmp"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113826006796212786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/Rvf1qLI-GjI/AAAAAAAAAFc/ZSlB8_e_MP8/s400/seringas.bmp" border="0" /></a><span style="font-family:trebuchet ms;">A propósito da campanha de troca de seringas prevista para as prisões, no âmbito da lei promulgada o ano passado, e mais importante do que opinar sobre as vantagens e desvantagens ou ser-se a favor ou contra a iniciativa, é o reconhecimento de que a droga circula livremente pelas cadeias portuguesas.<br />Aliás, muitos dos reclusos estão detidos precisamente pelo facto de terem sido apanhados na posse ou pelo uso de droga. Parece, por conseguinte, haver aqui um profundo paradoxo. Mal comparado e por absurdo, será mais ou menos o mesmo que distribuir armas pelos homicidas presos, para que possam continuar no “exercício das suas funções”.<br />Se ignorar o problema é enterrar a cabeça na areia, colaborar nele, desta forma, parece sinal de impotência do estado e de um baixar de braços do género: “se não podes vencê-los…”<br />Como diriam os Gato Fedorento na rábula de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o aborto: é proibido! Mas pode-se fazer? Pode, mas é proibido!</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-3962649117940089177?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com7tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-77351106859636478272007-09-20T23:34:00.000+01:002007-09-20T23:36:37.019+01:00P'ra ti mor<span style="font-family:trebuchet ms;">Dizia-se, por graça, em Viseu, na altura em que Timor estava em luta pela autodeterminação e em que decorria uma campanha de donativos, que as melhores amigas de Timor eram as prostitutas da circunvalação porque “trabalhavam” para aquele país. À pergunta dos clientes: “quanto levas?”, a resposta invariável era: “P’ra ti, mor, são 50 euros!”.<br />Vem este intróito a propósito da jovem pseudo-democracia timorense que está, também ela, impregnada das “boas vontades” de meretrizes políticas do país. Falo, claro está, de Ramos Horta e de Xanana Gusmão. Parece indiscutível que ambos deram muito de si para a autodeterminação de Timor Leste. Mas não é menos verdade que este jogo de troca cadeiras em que, independentemente das eleições, ambos estão metidos não abona em nada a favor da credibilidade do país e deles próprios.<br />Parece o refrão da cantiga popular: “ora agora mandas tu, ora agora mando eu, ora agora mandas tu mais eu”.</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-7735110685963647827?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com6tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-31058696582115268852007-09-04T23:09:00.000+01:002007-09-04T23:21:06.325+01:00O dono do circo e a marioneta<a href="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/Rt3ZwTSgc0I/AAAAAAAAAFU/KNA_L63Rr-M/s1600-h/df5.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106476976342856514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px" height="166" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/Rt3ZwTSgc0I/AAAAAAAAAFU/KNA_L63Rr-M/s400/df5.jpg" width="300" border="0" /></a><span style="font-family:trebuchet ms;">A crise que abalou a maior instituição financeira privada do país, o Millennium Bcp, fez-me lembrar as guerrilhas típicas internas de disputa pelo poder nos partidos políticos.<br />Não é muito frequente ver este tipo de comportamento nos grandes grupos económicos, sobretudo os que se movem pelos superiores interesses dos accionistas que têm como objectivo último a “engorda” da conta bancária.<br />No Bcp não foi bem a isso que assistimos. Aliás, neste último semestre e também fruto dessa guerra interna, os lucros do banco caíram a olhos vistos quando comparados com o período homólogo do ano passado.<br />E por que é que esta luta me fez lembrar a dos partidos políticos? Está fácil de ver. Temos um presidente do Conselho de Supervisão – e digo já que o Bcp é das poucas instituições cotadas na bolsa portuguesa que tem um órgão assim – que é presidido pelo anterior presidente do Conselho de Administração do banco. Ora, a dada altura e ao sentir o peso da idade, Jardim Gonçalves disse ao mundo da alta finança que se ia retirar e que passava a pasta a Paulo Teixeira Pinto, seu delfim. Mais, disse então, que o banco ficaria muito bem entregue e que era uma oportunidade de ouro para seguir a estratégia de crescimento, que os accionistas tanto queriam, por via de aquisições.<br />Pensou, ainda, que seria melhor ideia se ao calçar as pantufas arranjasse uma espécie de telecomando com que controlaria Paulo Teixeira Pinto, como se de uma marioneta se tratasse. E se bem o pensou, melhor o fez: criou o Conselho de Supervisão presidido por ele.<br />E lá estava Jardim Gonçalves, quer fizesse chuva, sol ou frio, de pantufas calçadas e de comando na mão, enquanto Paulo Teixeira Pinto molhava o respectivo traseiro para tentar apanhar o peixe. Sucede, porém, que de tanto usar o comando as pilhas começaram a ficar gastas e a marioneta deixou de responder aos impulsos eléctricos e começou a actuar por conta e risco, que é como quem diz, autonomamente.<br />Jardim não gostou e, autêntico dono do circo, muda de marioneta, mantendo no entanto o mesmo discurso usado no passado e muda, também, de pilhas do telecomando.<br />Escusado será dizer que enquanto houver telecomando e as pilhas durarem…</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-3105869658211526885?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com5tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-81196177603198217772007-08-21T00:15:00.000+01:002007-08-21T00:16:14.625+01:00O milho e os camelos!<span style="font-family:trebuchet ms;">A luta que opôs um batalhão de pseudo intelectuais de esquina, cobardolas, escondidos por máscaras, a um campo de espigas de milho transgénico, mereceu hoje o aplauso de Miguel Portas e do Bloco de Esquerda. Se havia dúvidas que os bloquistas são instigadores da desordem e da violência, elas ficaram definitivamente desfeitas.<br />A motivação é simples: não gostam de transgénicos, ponto final. Nem sequer sustentam a sua argumentação em pareceres científicos. Porque, na verdade, não é preciso. Afinal, os senhores da esquerda caviar são uns verdadeiros “expert’s” em qualquer matéria e quando se trata de razão e verdade são os únicos seres iluminados que possuem estes dois atributos. Tudo o resto, claro, é lixo!<br />Eu também não sou particular adepto do uso de grandes viaturas do género daquelas que o senhor Miguel Portas e o seu patrão, S. Francisco, usam nas suas deslocações. Vai daí o melhor é organizar uma espécie de “manif” e reduzir as ditas cujas ao aspecto que têm as viaturas de Cuba, país do correligionário mor destes dois prosas.<br />E também não gosto nada, mesmo nada, das ventas das abéculas em causa… Não sei porquê, mas não gosto. Acho, aliás, que uma “manifezita” que ensaiasse ali o chamado arraial de pancada era capaz de fazer maravilhas naquelas carinhas larocas maquiavélicas.<br />Mas sou só eu a pensar. Eu que não sou bloquista e, por conseguinte, não penso!</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-8119617760319821777?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com15tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-62989304202465524662007-08-08T19:56:00.000+01:002007-08-19T16:17:14.436+01:00Férias<span style="font-family:trebuchet ms;">As férias, este ano, foram nas Astúrias, numa visita à histórica região onde se refugiou Viriato e donde partiu a reconquista da península aos mouros, através dos ataques e defesas de D. Pelayo que viria a ser, posteriormente, o Rei das Astúrias.<br />Há um certo quê de magia e de misticismo em toda aquela região. Ou não fora ela povoada por celtas e duendes que deixaram como herança a música, uns, e a cidra, os outros.<br />Desde as praias, meticulosamente enfiadas pela natureza no sopé de montes verdejantes e rochedos escarpados, até aos Picos da Europa, do desfiladeiro de Los Beyos, ao Naranjo de Bulnes, passando pelos lagos resultantes do degelo da época glaciar e avistando montes com neves eternas. E uma noite mal dormida por causa do uivar dos lobos. De Cangas de Onís a Covadonga. Com uma escapadela ao País Basco. Já foram! Para o ano haverá mais. Boas férias para todos!</span><br /><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><a href="http://bp2.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroYFfQZzuI/AAAAAAAAAEM/BFNUQICd7eo/s1600-h/Praia+de+Gijon.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096412410891849442" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroYFfQZzuI/AAAAAAAAAEM/BFNUQICd7eo/s320/Praia+de+Gijon.JPG" border="0" /></a><a href="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroY2vQZzvI/AAAAAAAAAEU/7Y3rgzHYf64/s1600-h/Praia+de+Otur.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096413257000406770" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroY2vQZzvI/AAAAAAAAAEU/7Y3rgzHYf64/s320/Praia+de+Otur.JPG" border="0" /></a></span><br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroaDPQZzwI/AAAAAAAAAEc/VsDIN2NCHUQ/s1600-h/Bas%C3%ADlica+de+Covadonga.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096414571260399362" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroaDPQZzwI/AAAAAAAAAEc/VsDIN2NCHUQ/s320/Bas%C3%ADlica+de+Covadonga.JPG" border="0" /></a> <a href="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroaovQZzxI/AAAAAAAAAEk/x1Tj_wA8h7o/s1600-h/Lago.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096415215505493778" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroaovQZzxI/AAAAAAAAAEk/x1Tj_wA8h7o/s320/Lago.JPG" border="0" /></a><br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RrocLPQZzyI/AAAAAAAAAEs/P_RPh12694Q/s1600-h/Pico.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096416907722608418" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RrocLPQZzyI/AAAAAAAAAEs/P_RPh12694Q/s320/Pico.JPG" border="0" /></a> <a href="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroiKvQZz0I/AAAAAAAAAE8/s_XtIVBeif4/s1600-h/Desfiladeiro+de+Veyos.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096423496202440514" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroiKvQZz0I/AAAAAAAAAE8/s_XtIVBeif4/s320/Desfiladeiro+de+Veyos.JPG" border="0" /></a><br /><br /><a href="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RrohT_QZzzI/AAAAAAAAAE0/vlU8WK4xtig/s1600-h/Santillana+del+Mar.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096422555604602674" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RrohT_QZzzI/AAAAAAAAAE0/vlU8WK4xtig/s320/Santillana+del+Mar.JPG" border="0" /></a><br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroiivQZz1I/AAAAAAAAAFE/3QIBVMxclnU/s1600-h/Bilbao.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096423908519300946" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RroiivQZz1I/AAAAAAAAAFE/3QIBVMxclnU/s320/Bilbao.JPG" border="0" /></a><a href="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RrojBvQZz2I/AAAAAAAAAFM/LxWlAuBSlqM/s1600-h/Guggenheim.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096424441095245666" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RrojBvQZz2I/AAAAAAAAAFM/LxWlAuBSlqM/s320/Guggenheim.JPG" border="0" /></a><br /><br /><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong>Legenda:</strong></span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">1 - Praia de Gijon; 2 - Praia de Otur; 3 - Santuário de Covadonga, vista da Gruta da Senhora de Covadonga onde se encontram os restos mortais do Rei Pelayo; 4 - Um dos lagos dos Picos; 5 - Picos da Europa; 6 - Desfiladeiro de Los Beyos; 7 - Santillana del Mar, vila medieval; 8 - Bilbao, País Basco e ao fundo o Museu Guggenheim; 9 - Ei-lo, o Museu Guggenheim guardado por um enorme cão feito em flores naturais e regadas com a frequência que exigem.</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-6298930420246552466?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com12tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-79929802016276239032007-07-20T18:15:00.000+01:002007-07-20T18:20:28.333+01:00Despedir é preciso<span style="font-family:trebuchet ms;">João Machado da CAP apelou hoje a uma maior flexibilização nos despedimentos individuais. E avançou com alguns dos motivos que poderiam ser considerados no futuro para que uma empresa possa dispensar os seus assalariados, ou melhor – despedi-los. Esperava eu ouvir causas como a incompetência, a inércia, a inadaptação, ou outras razões a estas subjacentes e que, porventura, hoje fossem entraves à produtividade e lucros das empresas. Mas não. O que ouvi, dito pela boca do próprio João Machado, é que no futuro as empresas deveriam poder despedir um funcionário apenas e só por divergências políticas ou ideológicas.<br />Hitler, o tal do 3º Reich, não diria melhor. E eu acrescento: de acordo! Absolutamente de acordo. Concordo a cem porcento com essa ideia. Desde que: as alarvidades que se dizem, na avidez de se fazerem ouvir aos microfones colocados em bicos de pés, ditas por pessoas que deveriam ter outras responsabilidades (que parece não terem) virem a ser punidas, desde já, com a doação imediata de órgãos para o Banco Nacional de Dadores.<br />Parecendo que não resolviam-se, assim, inúmeros problemas de pessoas competentes e dignas que esperam uma eternidade por um órgão que lhes possa salvar a vida ou lhes devolva melhor qualidade de vida. Assim, deste indíviduo poderiamos receber já, de imediato e a título de exemplo, um rim e um pulmão, enfim... Ou acham que também poderíamos incluir na lista um fígado? Há tão poucos...<br />Desses energúmenos que proferem tais alarvidades só não se poderiam aceitar nesses Bancos o esperma e o cérebro. Por razões mais que óbvias!!!</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-7992980201627623903?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com14tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-91174505079768986362007-07-10T00:03:00.000+01:002007-07-10T00:12:46.757+01:00Sem comentários<strong><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;">Depois desta ausência e ainda sem grande vontade para escrever, apesar de não faltarem temas todos os dias, publico o que encontrei hoje no <span style="color:#3333ff;"><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1298986">Público online</a></span> e que não comento para evitar um amontoado de impropérios que me apetece dirigir à nossa (in) justiça. Os negritos são meus.</span></strong><br /><strong><span style="font-family:trebuchet ms;"></span></strong><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">"Onze anos de prisão. Foi esta a pena aplicada por um colectivo de juízes do Tribunal São João Novo, no Porto, a Daniel Ferreira, um jovem de 21 anos que matou um dos trolhas que atirou um piropo à sua namorada.<br /><strong>Depois de ouvir a sentença, o rapaz, que está em prisão preventiva, sorriu. No fim da leitura levantou o polegar em sinal de agrado, dirigindo-se aos vários amigos que assistiam à audiência.</strong> Quem não gostou da pena foi a mãe de Paulo Sousa, o trolha assassinado, que à saída repetia que não foi feita justiça. O Ministério Público, que acusou o jovem de homicídio qualificado, o que implicaria uma pena entre os 12 e os 25 anos, recusou-se a adiantar se vai recorrer da sentença. A advogada de defesa, por seu lado, mostrou-se satisfeita e afirmou que não vai pedir a revisão da pena.Os juízes condenaram Daniel Ferreira por homicídio simples, rejeitando a tese defendida pelo Ministério Público que sustentava a especial censurabilidade da conduta do jovem, devido ao motivo fútil do crime. Na sentença o colectivo considerou, contudo, que “o motivo da facada não foi meramente o piropo, mas também o conflito que se seguiu”. “Se a vítima não contribuiu para o desfecho, também não fez nada para o evitar”, avaliou o colectivo.Foi dado como provado que em Maio do ano passado, Daniel Ferreira passava numa rua do Porto, perto do Marquês, quando um grupo de trolhas atirou um piropo à sua namorada. O colectivo não apurou a terminologia exacta do que foi dito, mas considerou que terá sido similar a “linda menina, papava-te toda”. O jovem, que possui já vários roubos e furtos no cadastro, não gostou e ripostou. “Queres uns óculos?”,ameaçou. Os trolhas não se calaram e perguntaram-lhe o que queria. O rapaz pegou num pedaço de madeira enquanto continuava o despique de insultos. Entretanto, entrou no restaurante Solar do Marquês, onde pegou numa faca, com 24 centímetros de lâmina, que espetou na barriga do trolha falecido. A arma atingiu os pulmões do homem, dando igualmente origem a uma hemorragia interna. Sérgio Bernardino acusado do crime de favorecimento pessoal por ter encoberto Daniel, de quem era amigo, foi condenado a um ano de prisão, suspenso por dois anos. O tribunal deu como provado que este arguido, que trabalhava no Solar do Marquês, lavou a arma do crime e a guardou junto dos restantes talheres, tendo igualmente mentido à polícia dizendo que não sabia nada do que se tinha passado. <strong>Já fora da sala de audiência, os amigos de Daniel Ferreira gritavam. “Estás em grande” e “Cinco anos e estás cá fora”</strong>, ecoaram nos claustros do tribunal."</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-9117450507976898636?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com7tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-28507349067436239002007-06-08T23:46:00.000+01:002007-06-09T00:02:11.100+01:00A escravatura comunista<a href="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RmnftOkAn5I/AAAAAAAAAEE/7-Rihop57dc/s1600-h/getimage.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073832423305813906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="218" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RmnftOkAn5I/AAAAAAAAAEE/7-Rihop57dc/s320/getimage.jpg" width="307" border="0" /></a><span style="font-family:trebuchet ms;"><span style="font-size:85%;"><em><strong>08-06-2007 - Foto: China Daily/Reuters </strong></em></span></span><br /><div><div><span style="font-family:trebuchet ms;"><em><strong>Salvo da escravidão</strong></em> </span></div><br /><div><span style="font-family:trebuchet ms;"><strong><span style="font-size:85%;"><em>Um dos trabalhadores chineses salvos pela polícia que estavam sujeitos a um regime de escravatura em Hongdong. Ao todo, foram resgatadas 39 pessoas, que foram forçadas a trabalhar durante anos a pão e água, sem direito a qualquer salário, numa obra da responsabilidade do filho de um dirigente local do Partido Comunista Chinês.</em></span></strong></span></div><br /><div></div><br /><div></div><div><span style="font-family:trebuchet ms;"></span> </div><div><span style="font-family:trebuchet ms;">A notícia vem como destaque do dia no </span><a href="http://ww2.publico.clix.pt/"><span style="font-family:trebuchet ms;">Público online</span></a><span style="font-family:trebuchet ms;">. A imagem vale bem as mil palavras que dispensa. O que me intriga – e muito – é saber o que pensarão ou dirão os defensores do regime que, afinal, tem milhões de pessoas a trabalhar por um pouquinho mais que este chinês: pão, água e uma malguinha de arroz! Ouço-os, com frequência, naquele discurso que tresanda a mofo de tão velhinho que é e que se mantém em cassete porque ainda ninguém se deu ao trabalho de o passar para DVD. De resto, esta é uma invenção do capitalismo e, por conseguinte, demoníaca. Mas parece que ouço, lá ao fundo guardadas na memória, as últimas palavras na embriagada voz de Odete Santos, na sua despedida de deputada na Assembleia da República, igualando as razões de certas seitas religiosas quando dizem que só os seus fieis se salvarão. Foi isso, no fundo, que ela disse aos jovens parlamentares. Todos se riram com o atrevimento, mas o facto é que Odete falava a sério. O capitalismo não é perfeito. Longe disso. Mas bem aplicado paga o justo salário a que trabalha. Muitas vezes, sabemos, está mal aplicado. O comunismo, aqui se vê, que não está nem bem nem mal aplicado. Aliás, esta é a antítese da sua essência. Não ficarei admirado se amanhã escutar de novo nos noticiários que os partidos mais à esquerda do sistema político, condenarem de viva voz os lucros do capital. Daquele capital que, bem ou mal, vai gerando emprego e pagando salários.</span></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-2850734906743623900?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com17tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-1313775967807054862007-05-18T23:17:00.000+01:002007-05-18T23:21:25.895+01:00A nacional parolice dos "anti"<span style="font-family:trebuchet ms;">Não sei o que foi a ditadura apesar de ter vivido os últimos 4 anos da sua existência. Em todo o caso sei, pelo que ouço e leio, que não é um regime em que gostasse de viver.<br />Aprecio uma boa troca de ideias e opiniões. Não me parece que fosse possível fazê-lo aos olhos do regime salazarista.<br />A ideia da Câmara de Santa Comba Dão em recuperar a casa do velho ditador para aí fazer um museu, ou outro qualquer lugar de exposição do espólio do anterior regime e do velho ditador, não me oferece qualquer tipo de resistência. Nem acho, sequer, que seja má ideia fazê-lo. Pelo contrário, não sou dos que perfilham a teoria que transforma esse projecto num perigo para a democracia. Acho, até, que talvez servisse para explicar melhor o que é a democracia e recordar os aspectos negativos de que o anterior regime enfermava.<br />Por isso acho de um parolíssimo mau tom aqueles que, não sendo a favor de nada só existem porque são “anti-qualquer-coisa”, erguerem o tom de voz e jurarem a pés juntos que a construção desse espaço é o retrocesso ao antigo regime e será, tão só, um espaço de idolatria ao velho “Botas”.<br />Visitei, o ano passado, o Vale dos Caídos na vizinha Espanha, onde se encontra o túmulo do “muito pior ditador” - se é possível defini-los em escala - Franco. E fiquei admirado com o que vi: um profundo respeito. Por um lado os que o amaram - e ainda o amarão – na sua romaria idólatra; por outro os que o odiaram – e odiarão – no seu desfile de eternos vencedores de um regime atroz que a memória colectiva não pode, nem deve, esquecer. Apeteceu, sem dúvida, no auge da memória que as narrativas odiosas que toldam a visão nos trazem, calcar aquele túmulo em posição triunfalista. Ou até, no limite, o escarro de desprezo por tão vis restos mortais. Mas ninguém o faz. Impera o bom senso, o civismo e a democracia.<br />Talvez valesse a pena que os movimentos, anti facista e anti democracia, fizessem aí uma visita e retirassem os devidos ensinamentos. </span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-131377596780705486?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com18tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-27309725831458261402007-05-10T23:30:00.000+01:002007-05-13T17:50:05.714+01:00Amarrados?<a href="http://bp2.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RkOd2o9bXmI/AAAAAAAAAD0/IoRNizQLhBw/s1600-h/amarrados.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063063968128130658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 235px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" height="308" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RkOd2o9bXmI/AAAAAAAAAD0/IoRNizQLhBw/s320/amarrados.jpg" width="235" border="0" /></a><span style="font-family:trebuchet ms;">Há uma petição na internet e fortemente publicitada na rádio a exigir a abertura dos hipermercados aos domingos e feriados no período da tarde.<br />A publicidade “vende-nos” a ideia que estamos amarrados e assinando a petição damos um passo na quebra dessas amarras. “Vende-nos”, ainda, a ideia de ser um direito nosso de consumidores, esse de ter o comércio aberto naqueles dias.<br />Muito bem! E no meio de tantos direitos onde é que entram os nossos deveres, as nossas obrigações?<br />Sou a favor do liberalismo mas nem tanto ao mar nem tanto à terra. Sinceramente, dos doze argumentos que são apresentados na petição a maioria é falaciosa e pode iludir os mais incautos.<br />É verdade que não podemos, hoje em que tudo é vivido a mil à hora e 365 dias no ano, invocar o domingo como dia de descanso por natureza. São muitos os que trabalham ao domingo para garantir a sustentabilidade de sectores com os quais se torna inimaginável viver. Abrir uma torneira ou ligar um interruptor são pequenos gestos, hoje tão banais, que obrigam a que por trás deles haja toda uma dinâmica e logística que, quase sempre, nos passam despercebidas.<br />Mas fazer compras não é, decididamente, um desses casos. Vivo bem sem fazer compras ao domingo à tarde. Há tantas coisas bem mais interessantes para fazer… Por isso não assino a petição. Porque não me sinto amarrado. Porque não quero amarrar os funcionários dos hipermercados por mero capricho meu!</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-2730972583145826140?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com16tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-2904831316232141252007-05-03T20:50:00.000+01:002007-05-03T20:57:37.263+01:00Ascenção e queda de um anjo...<span style="font-family:trebuchet ms;">A queda da Câmara de Lisboa é, para Marques Mendes, uma faca de dois gumes. Se por um lado dá uma imagem de coerência na atitude e no discurso, por outro fica maculado pelo facto de ter impedido Pedro Santana Lopes de ser o candidato nas últimas eleições.<br />Santana, sempre acusado de ser trapalhão, torna-se assim um anjo ao lado das trapalhadas de Carmona. Dizer, no entanto, que com PSL nada disto teria sucedido é, também um mero exercício de retórica e de fácil conjectura. Acredito, porém, que assim fosse.<br />Mas esta decisão de Marques Mendes enferma no risco de se meter no mesmo saco Carmona, Valentim Loureiro, Isaltino Morais e outros do mesmo jaez. De facto o presidente da Câmara de Lisboa foi constituído arguido tão somente para depor num processo. Nada mais, por enquanto. O risco que corre é de ser julgado na praça pública sem que, no entanto, haja matéria para julgamento. Ser constituído arguido não é, até prova em contrário, atestado de criminoso ou corrupto.<br />Por isso, Carmona, é empurrado e para a porta mais pequena do edifício da edilidade.<br />Apressou-se a oposição, nomeadamente os suspeitos do costume, PCP e Bloco, a apregoar que esta posição de Marques Mendes surge atrasada e que eles próprios já tinham há muito avançado com essa solução publicamente. No fundo menosprezando a atitude e, presunçosamente, arrebatando a si a condição de paradigma, de exemplo a seguir.<br />Até poderiam ser, não fosse o facto de terem telhados de vidro. Ou melhor de porcelana fina. O PCP tem o exemplo da Câmara de Setúbal onde a sua presidente é arguida num processo de despedimento colectivo. Logo uma presidente do PCP a ser acusada de praticar a antítese do marxismo. E o Bloco tem o exemplo na única autarquia conquistada, a de Salvaterra de Magos, onde todos os seus vereadores e presidente estão envolvidos numa acusação de corrupção. Até hoje não lhes ouvi um “pio” sobre a matéria. E vocês?<br />Entretanto Carmona não renuncia e diz que será o último a abandonar o navio. Não, não é, seguramente, o exemplo de timoneiro. Tampouco vai ao leme de alguma barcaça de fazer inveja ao Titanic. Sabe é que a glória é vã e o poder é efémero. E que amanhã, o mais certo, é que ninguém o reconheça e fique no “desemprego”. Porque é independente e não tem amigos na política!<br />E Santana? Deve rebolar-se de contente!</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-290483131623214125?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com7tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-49782739024127149732007-04-30T23:47:00.000+01:002007-05-01T00:02:56.835+01:00O número<a href="http://bp2.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RjZ1N49bXlI/AAAAAAAAADs/-FMrsYGuANI/s1600-h/proibido_fumar.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059360112886111826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px" height="257" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/RjZ1N49bXlI/AAAAAAAAADs/-FMrsYGuANI/s320/proibido_fumar.jpg" width="280" border="0" /></a><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">Dizia-me há dias o dono de um café que depois de ter feito uma radiografia aos pulmões o médico o proibiu de fumar imediatamente. "Mas como, se não fumo?" perguntou-lhe.</span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">Intrigado, o médico só percebeu o que se estava a passar quando o paciente lhe disse que trabalhava naquele ramo há cinquenta anos.</span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">Hoje impressiona-me o número que é divulgado na TV: mil e quinhentas pessoas morrem por ano com cancro no pulmão sem nunca terem fumado um cigarro. O motivo é o fumo dos outros.</span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">Quando é que, à semelhança do que acontece noutros países, deixará de ser permitido fumar em locais públicos e fechados?</span><br /><span style="font-family:trebuchet ms;">Somos lestos a importar leis castradoras e nem sempre boas para as tradições da nossa sociedade... mas muito lentos a implementar outras com provas dadas noutros locais...</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-4978273902412714973?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com9tag:blogger.com,1999:blog-17902027.post-49815105759831840452007-04-25T11:11:00.000+01:002007-04-25T11:15:51.531+01:0025 de Abril<a href="http://bp2.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/Ri8pso9bXkI/AAAAAAAAADk/eS2PhRvmUWo/s1600-h/Salgueiro_Maia_bio_grande.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057306753446403650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6mh-TDFuY_I/Ri8pso9bXkI/AAAAAAAAADk/eS2PhRvmUWo/s400/Salgueiro_Maia_bio_grande.jpg" border="0" /></a><br /><div align="center"><strong><span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;">Porque existiu Abril, também existe este blogue...</span></strong></div><div align="center"><strong><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:78%;"><em>imagem retirada da rtp.pt</em></span></strong></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17902027-4981510575983184045?l=o-observatorio.blogspot.com'/></div>JLhttp://www.blogger.com/profile/16121479593699592926noreply@blogger.com23