tag:blogger.com,1999:blog-17731677424661864692008-08-03T07:40:18.899-07:00A TERRA DE PONTEmonteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comBlogger78125tag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-11298103896228423132008-08-03T07:36:00.000-07:002008-08-03T07:40:18.911-07:00OS 100 ANOS DE ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<span style="font-size:78%;"><a style="font-style: italic;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SJXCpE3-nwI/AAAAAAAAASE/lHxA4eE-9NQ/s1600-h/HPIM0132.JPG"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SJXCpE3-nwI/AAAAAAAAASE/lHxA4eE-9NQ/s320/HPIM0132.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230300553199656706" border="0" /></a><span style="font-style: italic;">vista posterior da casa da Garrida, onde viveu o poeta até à sua morte em 1968</span></span><br /><br /><br /><span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold;">Carta de uma mulher</span></span><br /><br /><br />António, eu não podia assim ser tua…<br />E não julgues que fujo ao Amor que me cerca.<br />Por Ti, a minha carne moça estenua…<br />Se me retraio, é só… para que não Te perca.<br /><br />No modo como me olhas, o Corpo estremece.<br />Nos olhos vejo o meu Desejo que avassala<br />e o tom da Tua voz, a minha carne aquece…<br />e quasi tonta, a Tua fala<br />oiço-A sonâmbula<br />d’olhos fechados, para ouvir na treva<br />como magia ou Sonho que me enleva<br />como carícia ou musica noctâmbula<br />em que o meu coração se depura e se esquece.<br /><br />No entanto, eu não podia assim ser tua…<br />E resisti – nem sei como – a esse impulso!<br />Quanto sofri!...mas, o homem tudo desvirtua<br />e, já talvez me visses, com olhar repulso.<br /><br />António! Eu sei que Tu és diferente<br />Que te magoo até no que estou a dizer-Te…<br />Mas sou mulher e como incoerente<br />Não sei que faça para não perder-Te.<br /><br />Não é só o medo de entregar-me que me impede.<br />Sou tua desde o tempo em que Te sonho…<br />E enquanto possa me estonteio neste Sonho<br />Até desfalecer completamente nua<br />Com Alma e Coração à flor da pele.<br /><br />Tão longe Te julguei… como alto Te ponho,<br />Mas, a Ti junta como um fruto incônho,<br />no modo que me der, que ninguém Te possua<br />e o ímpeto de Alegria o Amor Te revele.<br /><br />Talvez eu seja quem mais sofra de nós dois…<br />Inda não sei esperar sem que me lembre,<br />Mas quando tua for…logo…amanhã…depois…<br />guarda-me para sempre.monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-22489380593854782412008-07-28T09:05:00.000-07:002008-07-28T09:11:50.031-07:00RECANTOS DO VALE DO LIMA<a href="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SI3utWZY3tI/AAAAAAAAARo/6gRmJJ1HWc0/s1600-h/HPIM0461.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228097205320605394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SI3utWZY3tI/AAAAAAAAARo/6gRmJJ1HWc0/s320/HPIM0461.JPG" border="0" /></a><br /><div><a href="http://bp3.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SI3umCGU87I/AAAAAAAAARg/Wzg268_ZZdE/s1600-h/HPIM0459.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228097079612863410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SI3umCGU87I/AAAAAAAAARg/Wzg268_ZZdE/s320/HPIM0459.JPG" border="0" /></a><br />O Vale do Lima, é rico em locais de encantar que nos permitem sentir o <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0">ruído</span> das águas e o <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1">chilrreo</span> dos <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2">pássaros</span>.</div><div>Deixo uma sugestão, para um desses locais, fica na freguesia da <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3">Gemieira</span>, podendo aceder ao local pela eco via em direcção a Ponte da Barca-margem esquerda.</div><div>ou pelo interior da população desde a E:N.203.<br /></div><div></div>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-64850851617950916202008-07-19T08:19:00.001-07:002008-07-19T13:39:53.532-07:00INAUGURAÇÃO DO MUSEU DOS TERCEIROS<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SIIGQr5bcBI/AAAAAAAAARA/liW5jKwzFt0/s1600-h/080718-PR-1004.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224745401434468370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SIIGQr5bcBI/AAAAAAAAARA/liW5jKwzFt0/s320/080718-PR-1004.jpg" border="0" /></a><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SIIGKxfG5zI/AAAAAAAAAQ4/sY_zJWtwwlE/s1600-h/080718-PR-1021.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224745299855468338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SIIGKxfG5zI/AAAAAAAAAQ4/sY_zJWtwwlE/s320/080718-PR-1021.jpg" border="0" /></a><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SIIGCv0B6bI/AAAAAAAAAQw/wKgDhfvjcU0/s1600-h/080718-PR-1201.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224745161967397298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SIIGCv0B6bI/AAAAAAAAAQw/wKgDhfvjcU0/s320/080718-PR-1201.jpg" border="0" /></a><br />O Presidente da Républica inaugurou ontem as renovadas instalações do museu dos terceiros em Ponte de Lima.<br />Ficam algumas das imagens que marcaram a presença em terras limianas de S.Exª o Sr. Presidente da Républica.<br />Mais uma vez se prova que muito se pode fazer em parceria, entre várias instituições, Municipio. Igreja e Estado.<br /><br /><span style="font-size:78%;">fotografias retiradas do sitio da Presidencia da Republica</span>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-29571725308424934372008-07-12T03:19:00.000-07:002008-07-12T03:24:48.069-07:00OFERTA DE OBRAS DO POETA VIEIRA LISBOA AO ARQUIVO MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA<a href="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SHiFZ62T8uI/AAAAAAAAAQg/RXJ3NGKvnSY/s1600-h/Digitalizar.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222070448276370146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SHiFZ62T8uI/AAAAAAAAAQg/RXJ3NGKvnSY/s320/Digitalizar.jpg" border="0" /></a><br /><div><br />OBRIGADO!</div><div> </div><div><br />Foi com bastante satisfação e agrado que verificamos através do jornal Alto Minho, que o Arquivo Municipal de Ponte de Lima, recebeu da Dª Manuela Marques dos santos Neto Mota da Cruz, a oferta de um conjunto de livros do poeta António Vieira Lisboa, que tinham sido oferecidos pelo autor ao seu marido.<br />Deste modo, pretende a Sr.ª contribuir para a divulgação da obra poética, daquele que foi considerado o “cantor do Amor à Mulher e ao Lima”.<br />É com enorme sentido de encorajamento que recebemos a notícia desta oferta, pois é sinal de que começamos a sentir que outros nos vão acompanhando nesta caminhada peregrina, que encetamos no início do ano.<br />Começa a sentir-se o eco do grito que foi lançado, para que a voz do poeta António Vieira Lisboa fosse ouvida.<br />Á Dª Manuela e a todos aqueles que se tem disposto caminhar ao nosso lado nesta árdua tarefa, um muito obrigado.</div><div> </div><div><br /><em><span style="font-size:85%;">Os Amigos do poeta António Vieira Lisboa</span></em></div><div> </div><div><br /> </div>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-49573535592357147502008-07-06T07:02:00.000-07:002008-07-06T07:06:10.830-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SHDQ5K_OFwI/AAAAAAAAAQA/t0xYdGwyl5I/s1600-h/dr.lisboa+com+guarda+sol.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SHDQ5K_OFwI/AAAAAAAAAQA/t0xYdGwyl5I/s320/dr.lisboa+com+guarda+sol.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219901648743044866" border="0" /></a><br /><br /> <p class="MsoNormal"><b style=""><span style="font-size: 16pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">TESTAMENTO SENTIMENTAL</span></b></p><p class="MsoNormal"><br /><b style=""><span style="font-size: 16pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><o:p></o:p></span></b></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">Talvez Ela até não conhecesse bem<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>! tão escondido estava!<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>o Seu imo adorável! <o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>que da bôca Lhe transborda<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">em sorriso límpido, claro honesto feliz<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span><span style=""> </span>quando para mim olha<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">e que, por vezes, vibra num riso que é um gorgeio<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">que é um canto alegre de ave do paraíso.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">Essa Mulher que não pode saber quanto Bem Lhe quero<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>!ah como me custa!<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>Vou A eu deixar<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>Para que Ela seja<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>Feliz…<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>Feliz…<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>Feliz…<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>três vezes Feliz.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">E as tristezas, os pesares, todos os contratempos<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><span style=""> </span>que a sua Vida entravem<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">levo-os comigo junto com a Vida. <o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><o:p> </o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 9pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">Antonio Vieira Lisboa, testamento Sentimental, 1945<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal"><span style="font-size: 9pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><o:p> </o:p></span></p>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-9569615842270876432008-06-21T07:19:00.000-07:002008-06-21T07:34:14.450-07:002ª FEIRA DO CAVALO DE PONTE DE LIMA<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SF0QkSgJTII/AAAAAAAAAPQ/yyrGf--ur2M/s1600-h/foto3_mariza.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SF0QkSgJTII/AAAAAAAAAPQ/yyrGf--ur2M/s320/foto3_mariza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214342159192902786" border="0" /></a>Ponte de Lima vai poder ouvir uma das mais belas vozes deste país, no dia 26 de Junho, durante a feira do cavalo.<br /><br /><br /><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SF0OITropII/AAAAAAAAAPI/nF4Gp5S_f-M/s1600-h/cartaz_feira_cavalo_08.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SF0OITropII/AAAAAAAAAPI/nF4Gp5S_f-M/s320/cartaz_feira_cavalo_08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214339479449937026" border="0" /></a><br /><table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="100%" width="100%"><tbody><tr><td width="10"><br /></td> <td align="left" valign="top"><span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold;">ACTIVIDADES</span></span><br /><p class="txt_titulo_varios"><br /></p> <p class="txt_txt_seccao style22">- Final da Taça de Portugal de Dressage<br /> - Campeonato Nacional de Equitação de Trabalho<br /> - Campeonato Nacional de Derbys (Atrelagem)<br /> - Campeonato Nacional de Horseball<br /> - Admissão de Garanhões<br /> - Concurso de Modelo e Andamentos<br /> - Baptismo a Cavalo<br /> - Espectáculos equestres<br /> - Exposição de Coudelarias (Criadores de Cavalo Lusitano)<br /> - Exposição de raças autóctones do norte de Portugal<br /> - Exposição de Garranos<br /> - Exposição de criadores espanhóis<br /> - Mostra de produtos regionais<br /> - Animação nocturna</p> <p class="txt_txt_seccao style22"><br /><a href="http://www.feiradocavalo.com/imgs/cartaz_feira_cavalo_08.jpg" target="_blank"></a></p> <p style="font-weight: bold;" class="txt_titulo_txt_seccao style22"><span style="font-size:130%;">PROGRAMA DE ACTIVIDADES</span></p><br /><p class="txt_titulo_txt_seccao style22"><br /></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="style22"><span class="style4">Quinta-feira, 26 de Junho de 2008</span></p><p class="style22"><br /> <span class="style30">17H00</span><span class="style31"> Abertura Oficial da Feira<br /> </span><span style="color: rgb(255, 0, 0);" class="style30">22H00</span><span class="style30"><span style="color: rgb(255, 0, 0);"> Mariza em Concerto</span><br />24H00</span><span class="style31"> Animação Nocturna</span> - <em>DJ Guerra</em></p><p class="style22"><em><br /></em></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="style22"><span class="style4">Sexta-feira, 27 de Junho de 2008</span></p><p class="style22"><span class="style4"></span><br /> <span class="style30">14H00</span><span class="style31"> Final da Taça de Portugal de Dressage<br /> </span><span class="style30">18H00</span><span class="style31"> Lançamento do Livro <em>Coudelaria Ervideira - 120 Anos de História</em>, Edições INAPA<br /> <span class="style30">20H00</span> Equitação de Trabalho (Ensino)<br /> <span class="style30">22H00</span> Associação de Criadores de Equinos de Raça Garrana<br /> </span><span class="style30">24H00</span><span class="style31"> Animação Nocturna - Fados, <em>Los Faltos </em>e <em>DJ Guerra</em></span></p><p class="style22"><span class="style31"><em><br /></em></span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="style22"><span class="style4">Sábado, 28 de Junho de 2008</span></p><p class="style22"><span style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="style4"></span><br /> <span class="style30">09H00</span><span class="style31"> Final da Taça de Portugal de Dressage<br /> <span class="style32">09H00</span> Admissão de Garanhões (Picadeiro 1)<br /> </span><span class="style30">14H00</span><span class="style31"> Equitação de Trabalho (Maneabilidade)<br /> <span class="style30">15H00</span> Derby de Atrelagem (Alameda de S. João)<br /> </span><span class="style30">16H00</span><span class="style31"> Horseball Nacional e Internacional<br /> </span><span class="style30">20H00 </span><span class="style31">Equitação de Trabalho (Velocidade)<br /> <span class="style30">22H00 </span>Apresentação de Coudelarias<br /> <span class="style32">22H00 </span>Homenagem a Paulo Mota<br /> </span><span class="style30">24H00</span><span class="style31"> Animação Nocturna - Sevilhanas, <em>Los Faltos </em>e<em> DJ Guerra</em></span></p><p class="style22"><span class="style31"><em><br /></em></span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="style22"><span class="style4">Domingo, 29 de Julho de 2008</span></p><p class="style22"><span class="style4"></span><br /> <span class="style30">09H00 </span><span class="style31">Concurso de Modelo e Andamentos<br /> </span><span class="style32">09H00</span> <span class="style31">Derby de Atrelagem (Alameda de S. João)<br /> </span><span class="style30">14H00 </span><span class="style31">Final da Taça de Portugal de Dressage<br /> </span><span class="style30">17H00</span><span class="style31"> Horseball Nacional e Internacional</span></p> </td> <td width="10"><br /></td> </tr> <tr> <td height="10" width="10"><br /></td> <td height="10"><br /></td></tr></tbody></table><br /><br /><img src="file:///C:/DOCUME%7E1/CCS/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot-2.jpg" alt="" />monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-17322148215207618302008-06-21T07:02:00.000-07:002008-06-21T07:03:58.058-07:00POEMA DEDICADO AO AMIGO TEÓFILO CARNEIRO<strong><em><span style="font-size: 130%;"><br /><br />NA MORTE DO DR. TEÓFILO CARNEIRO</span></em></strong><br /><strong></strong><br />Um companheiro mais que lá se vai...<br />Um amigo de menos que contamos!<br />para dentro de nós, na dor,olhamos<br />o lugar donde a sua vida sai.<br /><br />Um pesado silencio á volta cai<br />em que, tremente, a alma esvasiamos<br />e só então, miséria!, avaliamos<br />enquanto o amigo morto nos atrai.<br /><br />A sua morte não separa, une<br />os corações num elo mais perfeito<br />e mostra aque a bondade não é vã...<br /><br />A sua morte, com remorso, pune<br />o que por Ele deixamos de ter feito<br />mas por outrem faremos amanhã.<br /><br /><br />Ponte de Lima, 3 - Agosto de 1949monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-19621157917562729482008-06-12T11:09:00.001-07:002008-06-12T13:45:21.806-07:00BIOGRAFIA DO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA - 40 Anos após a sua morte<div align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SFFmZ2QNyGI/AAAAAAAAAOY/-4R8m8sa_iE/s1600-h/dr+lisboa+ainda+novo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211058838090664034" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SFFmZ2QNyGI/AAAAAAAAAOY/-4R8m8sa_iE/s320/dr+lisboa+ainda+novo.jpg" border="0" /></a><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SFFlLIT8Z6I/AAAAAAAAAOQ/3dgs7jBT_f0/s1600-h/dr+lisboa+ainda+novo.jpg"></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><em style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"><strong>ANTÓNIO DA SILVA GOUVEIA VIEIRA LISBOA</strong></em><span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;">, filho de António Augusto Vieira Lisboa, gerente do Banco Ultramarino, natural de Ponte de Lima e de Dª Beatriz da Silva Gouveia Vieira Lisboa, natural de Bolama-Guiné, neto paterno de Alfredo Calixto Vieira Lisboa e de Dª Rosa Carolina Vieira Lisboa e materno de António da Silva Gouveia e de Dª Henriqueta Pereira de Gouveia, nasceu em Luanda, na então Província Ultramarina de Angola, ás três horas e vinte minutos da manhã, do dia 20 de Julho de 1907.Foi baptizado no dia 6 de Maio de 1908, na igreja de Nª Sª dos Anjos, na Cidade de Lisboa.Foram padrinhos de baptismo o senhor António Maria Vieira Lisboa, casado, Conselheiro, juiz da Relação de Lisboa e sua esposa, a Sª Dª Margarida Vieira Lisboa, segundos tios do baptizado.A cerimónia foi presidida pelo Revº Prior Francisco Mendes Alçada de Paiva, pároco da Freguesia dos Anjos, na Cidade de Lisboa.António Vieira Lisboa formou-se em Direito.Instalado na sua “Casa da Garrida”, em Ponte de Lima, no termo da freguesia da Ribeira, o advogado poeta, começa a sua criação artística, embalado pela natureza limiana que o inspira de uma forma intensa.Aos 28 de Julho de 1934, casa-se na Conservatória do registo Civil de Ponte de Lima, com Maria Guilhermina Vieira Lisboa, não havendo filhos, o casal acabaria por separar-se, sendo decretado o divórcio no dia 26 de Dezembro de 1944.A Europa vivia mergulhada numa crise profunda decorrente da 2ª Grande Guerra Mundial e do avanço do poderio Alemão, que explorava os povos dos países que capitulavam diante da máquina de guerra do Fuhrer.Decorria o Ano de 1940 e nas oficinas gráficas da “Gazeta dos Caminhos-de-Ferro”, em Lisboa eram impressos os exemplares da sua primeira obra literária, Versos Estranhos, que haveriam de ser editados pela mão da livraria Portugália.No ano seguinte, novamente a livraria Portugália dava à estampa um novo titulo, tratava-se dos Poemas de Amor e dúvida, que foram impressos na gráfica Santelmo, em Lisboa.Os anos seguintes foram de intensa actividade criativa por parte do poeta, publicando sucessivamente em:Em 1942, Mulheres (Versos).Em 1943, Chão de Amor.Em 1944, Teu Corpo Minha Alma.Em 1945, Testamento Sentimental.Em 1946, Bess.De notar, que as publicações de 1944 a 1946, não chegaram a entrar no mercado.Em 9 de Setembro de 1947, o poeta Vieira Lisboa, terminava aquela que haveria de ser a sua última criação literária e nada melhor do que tratar os temas que sempre o inspiraram, a Mulher e o Lima.Ao Longo do Rio Azul, só haveria de ser tornada pública dois anos mais tarde, decorria já o Ano de 1949.Mas António Vieira Lisboa, não viveu encerrado no interior do seu solar da rua do Arrabalde, os amigos eram presença assídua nos almoços e jantares com que presenteava os seus convidados.António Vieira Lisboa foi presidente da Direcção da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, de 1936 a Junho de 1938.Vieira Lisboa, era um amante da sua terra, da gente e das tradições limianas, não esqueçamos, que era na sua “Casa da Garrida”, onde repousava o touro que em véspera de Corpus Christi, haveria de correr na tradicional “Corrida da Vaca das Cordas”.Paralelamente à sua criação literária e intervenção cívica, desenvolveu um importante papel na dinamização da agricultura e indústria local.Vieira Lisboa, nas propriedades que possuía, sobretudo nas freguesias da Ribeira (Quinta dos Fortes, Qt. Bouça, Qt. do Pombal e QTª da Aldeia) e Rebordões (Quinta das Fontes e da Queixadinha), foi pioneiro na introdução de novas práticas agrícolas, bem como na experimentação de novas culturas.Desempenhou um importante papel na actividade industrial do concelho, ao nível da produção e fabrico de azeite.António Vieira Lisboa era um homem bom!As escadas da sua casa da Garrida eram enxameadas por mendigos e pedintes, que aí recorriam para muitas das vezes matarem a fome. Este homem era incapaz de negar a ajuda a quem dele se abeirasse. As crianças, eram a sua alegria e por elas era capaz das maiores loucuras, nunca fez distinção entre os seus meninos e os filhos dos caseiros e demais serviçais.Já acometido pela doença, casou-se no Hospital de Ponte de Lima, no dia 31 de Maio de 1968, com Maria Libânia M. Vieira Lisboa, com quem teve quatro filhos.No dia 13 de Junho de 1968, dia de Santo António, pelas 18 horas, os sinos da matriz de Ponte de Lima, anunciavam a triste notícia do seu falecimento no Hospital da Misericórdia, agastado pela doença, o Homem e o Poeta, haviam-se calado para sempre.Ponte de Lima, via partir tão cedo, uma das vozes que componha o coro daqueles que tão bem souberam cantar o Amor a esta terra.Não me parece que a dor desta perda tenha encontrado eco suficientemente justo na terra que tanto amou no seu lirismo Limiano.Vieira Lisboa, merecia mais e Ponte de Lima, continua a dever-lhe o respeito e o merecido reconhecimento pelo seu mérito.</span><br /></div>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-50593753472720209402008-06-10T06:35:00.000-07:002008-06-10T06:40:44.261-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">Um beijo!</span><br /><br /><span style="font-size:100%;"><span style="font-weight: bold;">A M. L.</span></span><br /></span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Promessa feita pela Tua boca</span><br /><span style="font-style: italic;">-bõca a sorrir de rapariga sã-</span><br /><span style="font-style: italic;">mesmo que fôsse uma promessa louca</span><br /><span style="font-style: italic;">nunca seria uma promessa vã.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Fiquei, por isso, c’oa cabeça oca</span><br /><span style="font-style: italic;">quando-vermelha como uma romã-</span><br /><span style="font-style: italic;">fôste dizendo em ar de coisa pouca:</span><br /><span style="font-style: italic;">“Sim…dou-te um beijo!...Sim…mas amanhã!”</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">?Por que motivodesprendeste o encanto</span><br /><span style="font-style: italic;">delicioso dessameiga hora</span><br /><span style="font-style: italic;">se, se Tu me beijas,amanhã, no entanto?</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">A felicidade, vai depressa embora…</span><br /><span style="font-style: italic;">E já que fazes espera-la tanto</span><br /><span style="font-style: italic;">um beijo só não chega p’ra demora.</span><br /><br /><span style="font-size:85%;"><br />Versos Estranhos António Vieira Lisboa, p-16</span>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-90859109397463205372008-06-01T07:23:00.000-07:002008-06-01T07:26:13.253-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA - 1908 - 1968<span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold;">LIBERTAÇÃO</span></span><br /><br />Foi-se o prestígio do Teu corpo môço.<br />Só me prendia a Ti a carne: observo<br />Mas dessa posse ainda em mim conservo<br />Tôdo o vestígio que nas veias ouço.<br /><br />Nada se acaba, extingue de repente.<br />…! E foram anos de servil ardor!...<br />Sofri da Tua Carne o Seu explendôr<br />sem sentir peso… doentiamente.<br /><br />Anos inteiros, confundiu-me a posse<br />…Ah muita vez eu tenho o que suponho!...<br />Ia buscar a ilusão ao sonho…<br />!? Mas quem o amargo sinta e não adoce?!<br /><br />É meu olhar mais puro, claro e aberto…<br />Nenhuma algema agora me acorrenta.<br />E tudo vive em mim e experimenta<br />essa alegria e alívio dum liberto.<br /><br /><br /><span style="font-size:78%;"><span style="font-style: italic;">António Vieira Lisboa</span><br /><span style="font-style: italic;">Poema do livro “ MULHERES” 1942, Bertrand- 1942</span><br /></span>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-73446285836451946902008-06-01T07:11:00.000-07:002008-06-01T07:14:16.681-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<div style="text-align: justify;"><span style="font-style: italic;">Com a devida vénia ao jornal Noticias dos Arcos, decidi publicar a opinião do nosso conterrâneo Amândio Sousa Dantas, dada à estampa na secção de opinião “ Singular &amp; Plural” do referido jornal, na edição do dia 31 de Janeiro de 2008.</span><br /><span style="font-style: italic;">Também eu comungo da mesma opinião e acho que Ponte de Lima tem uma dívida de gratidão para com o homem e o poeta António Vieira Lisboa.</span><br /><span style="font-style: italic;">Por isso, esperemos que se reforce este movimento e que o coro das vozes que reclamam justiça, em nome da memória e da obra do poeta que cantou a mulher e o Lima, se faça ouvir para que os responsáveis pela cultura Limiana, prestem o tributo merecido, a um dos mais originais poetas limianos do Sec.XX.<br /><br /></span><span style="font-size:130%;"><br /><span style="font-weight: bold;">Singular &amp; Plural<br /><br /></span></span><span style="font-weight: bold;">Amândio Sousa Dantas</span><br /><br />.<span style="font-weight: bold;">.. … …</span><br /><span style="font-weight: bold;">António Vieira Lisboa – Um poeta maior esquecido</span><br /><span style="font-weight: bold;">António Vieira Lisboa nasceu em Luanda em 1907, veio ainda muito novo para Ponte de Lima (terra natal dos seus pais). Aqui morreu em 1968 (na Casa da Garrida). Poeta (maior) injustamente esquecido. Já passaram 100 anos do seu nascimento... A Câmara Municipal de Ponte de Lima, através do sr. Vereador do Pelouro da Cultura e, seria um acto de inteira justiça e homenagem: propor a edição de uma antologia da sua obra... E ao mesmo tempo: davam a conhecer às novas gerações: - uma das vozes mais originais do século XX.</span><br /><span style="font-weight: bold;">… … …</span><br /></div>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-17644663437742509642008-05-25T06:13:00.000-07:002008-05-25T06:15:02.693-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold;">NEM QUERES VER-ME</span></span><br /><br /><span style="font-style: italic;"> Nem queres ver-me…</span><br /><span style="font-style: italic;">e tenho pena, muita pena. É ainda cedo</span><br /><span style="font-style: italic;"> Para acabar.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Se tu quizesses ver-me!</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Mas é de Ti que vem o mêdo</span><br /><span style="font-style: italic;">Ou foi por quanto Te disseram?</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Pois todas Essas que julguei gostar</span><br /><span style="font-style: italic;"> ou talvez gostasse </span><br /><span style="font-style: italic;"> nunca souberam</span><br /><span style="font-style: italic;"> a si prender-me.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Talvez ficasse numa… e às outras não chegasse,</span><br /><span style="font-style: italic;"> !?mas todas Elas que fizeram</span><br /><span style="font-style: italic;"> para reter-me?!</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Apenas se deixaram que as amasse…</span><br /><br /><span style="font-style: italic;"> Todo o esforço</span><br /><span style="font-style: italic;">para fixar num ponto a Vida foi só meu.</span><br /><span style="font-style: italic;"> Nenhuma poude ou quis</span><br /><span style="font-style: italic;"> saber o que por cada uma fiz.</span><br /><span style="font-style: italic;"> E o Amor em que me estorço</span><br /><span style="font-style: italic;">nunca a nenhuma me prendeu.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">E Tu nem queres ver-me!...</span><br /><span style="font-style: italic;">Foges-me… e era eu que devia fugir-Te.</span><br /><br /><span style="font-style: italic;">Tudo me leva a repelir-Te</span><br /><span style="font-style: italic;">Antes que o coração sensível</span><br /><span style="font-style: italic;"> se tome de alvoroço.</span><br /><span style="font-style: italic;">…!Ai mas quero uma vez mais perder-me</span><br /><span style="font-style: italic;"> do que perder um vago esbôço</span><br /><span style="font-style: italic;"> de Amor possível!...</span><br /><br /><span style="font-size:85%;">António Vieira Lisboa, Poemas de Amor e Dúvida, Livraria Portugália Lisboa</span>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-32870500411790805772008-05-21T06:59:00.000-07:002008-05-21T07:00:22.976-07:00RECORDAÇÕES EM DIA DE VACA DAS CORDAS<img src="http://bp1.blogger.com/__WJ4uivRTkM/SDBCOESrY2I/AAAAAAAAA1w/x8TCqayDCys/s1600/vcpl01.jpg" alt="[vcpl01.jpg]" border="0" /><br /><span style="font-size: 78%;">Foto do blog Parar para pensar</span><br /><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;"><br />No dia em que Ponte de Lima vai ser invadido por uma multidão de gente vinda de todo o lado para correr com a vaca das cordas, recordo que em tempos mais recuados, esta tradição não era o fenómeno a que assistimos nos dias de hoje.<o:p></o:p></span> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">Tal é a sua importância para Ponte de Lima, que o bicho até tem direito a monumento, em local nobre da vila.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">No tempo em que os moleiros estavam obrigados a segurar as cordas e conduzi-lo pelas ruas da vila, garantindo desse modo a corrida do animal, a vaca era trazida do alto dos montes do castelo e S. Lourenço, nas freguesias da Ribeira e Gondufe, para onde era recolhido novamente no final da função. <o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">Era presa ás grades da igreja matriz durante o dia para que a rapaziada e demais transeuntes a fossem embravecendo de forma a garantir uma corrida mais espectacular.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">Os tempos mudaram, estas obrigações caíram em desuso, e hoje, o animal é adquirido no Ribatejo, por uma Associação, com o poio do município que deste modo contribui para que a tradição não morra.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">Neste dia, não posso esquecer duas ou três pessoas, que em dia de Vaca das Cordas, se transformavam em verdadeiros campinos, refiro-me ao “Zé Pilauta”, em tempos mais recuados e mais recentemente, ao “Zé Morais”, o Zé Pequeno, que tanto contribuiu para que a tradição se mantivesse, ajudando o sr. Alcino e que tem sido afastado das luzes da ribalta.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">Na verdade ele não era de se chegar à frente para receber louvores ou elogios, mas estava sempre na primeira linha para garantir a tradição ano após ano.<o:p></o:p></span></p> <p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">Outra figura era o “Zé Micamé”, que eu admirava na minha infância com a coragem e bravura que demonstrava ao pegar o touro de caras em pleno areal, dando assim um brilho especial à corrida de touros à moda de ponte de Lima.<o:p></o:p></span></p> <span style="font-size: 14pt; font-family: &quot;Bookman Old Style&quot;;">A todos eles e aos actuais responsáveis pela corrida Ponte de Lima deve uma vénia, pela dedicação e empenho.</span>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-20357186136077432772008-05-17T06:02:00.001-07:002008-05-17T06:05:35.625-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SC7Xo8f5BPI/AAAAAAAAAMA/dtdLW6ssyuM/s1600-h/vieiralisboa001.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/SC7Xo8f5BPI/AAAAAAAAAMA/dtdLW6ssyuM/s320/vieiralisboa001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201331718094128370" border="0" /></a><br /> <p class="MsoNormal"><b style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:18;" >Se eu morresse amanhã</span></b></p><p class="MsoNormal"><br /><b style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:18;" ><o:p></o:p></span></b></p> <p class="MsoNormal"><b style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" ><o:p> </o:p></span></b></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >Se eu morresse amanhã<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >diria em minha Aldeia todo o povo:<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >«Uma pessoa assim tão sã<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >que pena!... Moço tão novo!»<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" ><o:p> </o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >E a boa gente em triste compostura<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >iria em passo lento e tom funério<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >Acompanhar-me à sepultura<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >do velho Cemitério<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" ><o:p> </o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >E o meu vizinho, filho d’Algo e perro<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >porque faz pó o meu buick lesto<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >de fraque preto iria ao meu enterro <o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >cheio de si e do seu gesto.<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" ><o:p> </o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >E Aquela que a sorrir me dilacera<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >e torna a minha Vida quási vã<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >tinha remorsos do que me fizera<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >se eu morresse amanhã.<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" ><o:p> </o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >Mas eu morro de velho e à passagem<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >que todos digam em voz alta:<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >Feliz viagem. <o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" >Já não fazia falta.<o:p></o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" ><o:p> </o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:16;" ><o:p> </o:p></span></i></p> <p class="MsoNormal"><i style=""><span style=";font-family:&quot;;font-size:8;" ><span style="font-size:78%;">Do livro:</span> <span style="font-size:78%;"><b style="">poemas de Amor e Dúvida, </b>livraria Portugália, Lisboa 1941 (28,29)</span><o:p></o:p></span></i></p>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-60959950075879922342008-04-25T09:07:00.000-07:002008-04-25T09:08:33.129-07:0025 de Abril - DIA DA LIBERDADE<h2><a href="http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.sintravox.com/files/vintecincosalgueiromaiarecorte.jpeg&amp;imgrefurl=http://www.sintravox.com/news/1550.html&amp;h=383&amp;w=400&amp;sz=24&amp;hl=pt-PT&amp;start=89&amp;sig2=SuipfJfrsJe-q_1yle5gXQ&amp;tbnid=XcWmMgavHD3gZM:&amp;tbnh=119&amp;tbnw=124&amp;ei=ZAASSI7OBpXIwgGo7YGQAQ&amp;prev=/images%3Fq%3D25DE%2BABRIL%26start%3D80%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-PT%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:en-US:official%26sa%3DN"><img style="border: 1px solid ;" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:XcWmMgavHD3gZM:http://www.sintravox.com/files/vintecincosalgueiromaiarecorte.jpeg" height="119" width="124" /></a></h2><h2><span style="font-size: 100%;"><span style="font-weight: bold;"></span></span><span style="font-weight: normal;">A serenidade no rosto da Revolução.</span></h2><h2><span style="font-weight: normal;"></span><br />" <span style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);">Foram dias foram anos a esperar por um só dia.</span><br /><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"> Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía</span><br /><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"> com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia</span><br /><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"> na esperança de um só dia."</span></h2><h2><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"> </span><br /><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"> </span><wbr style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"><span style="font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"> <span style="color: rgb(0, 0, 0);">Manuel Alegre</span></span></h2>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-37477595680626374242008-04-19T13:44:00.000-07:002008-04-19T13:52:44.721-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<!-- text above generated by server. PLEASE REMOVE --><!-- following code added by server. PLEASE REMOVE --> <!-- preceding code added by server. PLEASE REMOVE --> <div align="center"> <p><span style=";font-family:Geneva,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:180%;" >A VILA E O RIO</span> </p> <p><img src="http://br.geocities.com/viladeponte/rio.jpg" height="322" width="462" /> </p> <p><span style="font-size:85%;">Foto de Amândio de Sousa Vieira</span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;"><span style=";font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:130%;" >A vila<br /> tranquila<br /> ¿ dorme ou suspira?<br /> junto do Rio.</span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;"><span style=";font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:130%;" >E o rio,<br /> safira<br /> em fio,<br /> de volta da Vila,<br /> delira.</span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;"><span style=";font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:130%;" >A Ponte já velha de tanto relento<br /> se mira<br /> no fundo<br /> do Rio sedento.</span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;"><span style=";font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:130%;" >Alheia,<br /> num esquecimento<br /> do que é deste mundo,<br /> nem vê que a aniquila<br /> a areia.</span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;"><span style=";font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:130%;" >É o equinócio<br /> do Outono.<br /> E o Rio no velho caminho vacila...<br /> pára...rodeia,<br /> enfim prossegue com cautela:<br /> que não perturbe a Vila<br /> no sono<br /> d’ocio.</span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;"><span style=";font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:130%;" >Nem vela<br /> circula.<br /> E o Rio areia acumula<br /> no pensamento que o atribula<br /> de à Vila<br /> chegar.</span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;"><span style=";font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:130%;" >Vem longe o Inverno que traz as cheias.<br /> E o Rio infeliz<br /> se afila<br /> perdido de Amor, com ciúmes da Ponte.<br /> Até lhe levou duma vez as ameias.</span></p> <p style="font-style: italic; font-weight: bold;"><span style=";font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:130%;" >E a Vila, de branco, só espera o Luar<br /> e o rouxinol de fronte.</span></p><p style="font-style: italic; font-weight: bold;"><span style=";font-family:Courier New,Courier,mono;font-size:130%;" ><br /></span></p> <p><span style="font-size:85%;">in Ao Longo do Rio Azul, Edição de Autor, Ponte de Lima, 1949, pp. 44-45</span></p><p><br /></p><p><span style="font-size:85%;"><br /></span></p><p><span style="font-size:78%;"><a href="http://www.aeiou.pt/aeiou/segue.php?id=1064195&amp;cat=215&amp;regs=1070772+1071608+1076388+1074836+1069468+1067593+1065601+1074602+1068252+1070836+1073276+1064195" onmouseover="window.status='http://br.geocities.com/viladeponte/';return true" onmouseout="window.status='';return true" target="_blank" class="dirLink">http://br.geocities.com/viladeponte/</a></span></p><span style="font-size:78%;"><span style="font-style: italic;">retirado da net</span></span><br /><p></p><br /><p> </p> <p align="right"><br /></p></div>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-9323268839578643692008-04-19T02:36:00.000-07:002008-04-19T02:47:03.593-07:00EXPOSIÇÃO : 25 DE ABRIL<div align="justify">Uma bela iniciativa da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, ao promover uma exposição <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0">foto documental</span> sobre o 25 de Abril.</div><div align="justify">Nota-se realmente uma nova <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1">dinâmica</span> ao <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2">nível</span> das iniciativas da Biblioteca, mais viradas para a população escolar, o que me parece ser uma aposta com futuro.</div><div align="justify">Sobre esta última <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3">iniciativa</span> dedicada ao 25 de Abril, é uma aposta ganha e por isso, estão de <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4">parabéns</span>, para alem da sua <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5">responsável</span>, a Drª Ana Carneiro, todo o pessoal envolvido na iniciativa e estão igualmente de <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6">parabéns</span>, os <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7">responsáveis</span> do <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8">Município</span> que acreditaram na capacidade desta jovem directora, com uma nova visão e um olhar diferente do mundo dos livros.</div><div align="justify">A todos que visitem esta exposição, podem estar certos que vão sair daquele local muito mais esclarecidos em relação ao que foi a "Revolução dos Cravos", podendo ainda ver algumas das implicações que a mesma teve em Ponte de Lima.</div>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-37066295711109126182008-04-15T09:33:00.001-07:002008-04-15T09:33:25.823-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<span style="font-family: Verdana,Arial,Times New I2;"><span style="font-size: 85%;">Da obra «Poemas de Amor e Dúvida», Livraria <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0">Portugália</span>, Lisboa,1941, retiramos este poema de </span></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Times New I2;"><span style="font-size: 85%;"><span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1">António</span> Vieira Lisboa, um poeta esquecido e que Ponte de Lima, teima em deixar que esse esquecimento se vá tornando perpétuo.</span></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Times New I2;"><span style="font-size: 85%;"><br />Nem o poeta merece esta indiferença, nem a comunidade <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2">Limiana</span> tem o direito de permitir este abandono a que tem sido sujeito.<br /></span></span> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">A... </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Arial Black") --><span style="font-family: Arial Black,Arial,Helvetica;"> </span><!-- $MVD$:face("Verdana") --><span style="font-family: Verdana,Arial,Times New I2;"><span style="font-size: 85%;"> (neta de bandeirante) </span></span></center><p><!-- $MVD$:face("Verdana") --><span style="font-family: Verdana,Arial,Times New I2;"><span style="font-size: 85%;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></span></p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">De que país estranho és Tu que a gente treme </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">involuntariamente ao ver Tua figura? </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">De que raça provéns sem traço algum extreme? </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">A Tua mãe é Selva e Teu pai Aventura. </span></center> <p> <!-- $MVD$:face("Arial Black") --><span style="font-family: Arial Black,Arial,Helvetica;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></p> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Destino horrível em teus olhos trazes... </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">olhos que vêem através da Selva. </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Penetrantes, de tigre, e verdes como a relva </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">de ignoto oásis. </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Arial Black") --><span style="font-family: Arial Black,Arial,Helvetica;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;"> Seu brilho corta, assusta e <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3">quási</span> estanca </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">todo o prazer que o Corpo excita em nós. </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Mas – tão macia e franca – </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">arrasta, encanta e prende a Tua voz. </span></center> <p> <!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></p> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Esse contraste fere a gente em hecatombe... </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">E, o júbilo que sentes, mostras sem sigilo. </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Mas há de Ti quem zombe, </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">quem Te feriu, em vez de Tu feri-lo. </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Arial Black") --><span style="font-family: Arial Black,Arial,Helvetica;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">De que país distante ou de que terra <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4">esconsa</span> </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">és Tu, maravilhosa criatura? </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Olhos de tigre, clara a pele, Corpo d’onça </span></center> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">a Civilização c’<span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5">oa</span> Selva se mistura. </span></center> <p> <!-- $MVD$:face("Arial Black") --><span style="font-family: Arial Black,Arial,Helvetica;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></p> <p align="center"> </p><center><!-- $MVD$:face("Verdana") --><span style="font-family: Verdana,Arial,Times New I2;"><span style="font-size: 85%;"><br /></span></span></center>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-38330167142424174692008-04-14T10:21:00.000-07:002008-04-14T10:25:05.051-07:00Recordando uma figura Limiana<div align="justify"><br /><span style="font-size:130%;"><strong>Gonçalo António Pereira</strong></span><br /><br />Mal chega o mês de Setembro e todos nós somos levados pela folia que há-de vir com as Feiras Novas.<br />As festas, sempre representaram muito para as gentes de Ponte de Lima, mas para que tenham a importância e a grandeza que todos conhecemos foram precisas muitas horas, anos a fio de trabalhos para que a grandeza das festas fosse sendo cada vez maior e como tal merecedoras da distinção de que hoje gozam, a mais tradicional das romarias do Minho.<br />No início do século, uma figura deu um contributo importante para que se chegasse a este estatuto, refiro-me ao Gonçalo António Pereira, mestre exímio na arte de iluminador, que graças ao seu empenho, saber e habilidade permitiu que Ponte de Lima e as suas festas se tornassem conhecidas em todo o país.<br />Delfim Guimarães, na sua obra “O Rosquedo”, teceu-lhe os mais rasgados elogios, ao ponto de o integrar como uma das personagens desse livro, dizendo o seguinte: <em>… é que alem da vila se prestar como nenhuma outra, há em Ponte de Lima um homem que tem dedo especial para a coisa: O Gonçalo, barbeiro modesto, enfermeiro dedicado, dentista de rijo pulso, amolador afamado e iluminista como nenhum outro, fazendo dos balões, copinhos e tigelinhas, uma engrenagem maravilhosa, produzindo resultados feéricos.<br />Se o Gonçalo não existisse, não haveria iluminações em ponte certamente e era uma vez o S. João mail’as Feiras Novas!<br /></em>E continua descrevendo o magnifico trabalho produzido pelo Gonçalo Pereira nas festas do início do século: <em>… A rua do Souto deslumbrava. Era um túnel perfeito jorrando luz. Os “copinhos”, de diversas cores dispostos em arcos de madeira, colocados de dois em dois metros, multiplicavam-se extraordinariamente, e a rua do souto, pequena e estreita, tomava aos olhos maravilhados dos forasteiros as proporções da avenida do palácio de Cristal em noite se S.João. De dois em dois arcos, suspensos de fios de arame, pendiam assadores de castanhas com os buracos cobertos de papel de cores variegadas e iluminados por uma tigelinha de sebo, …</em><br />A arte e mestria deste Limiano, haveria de ser reconhecida fora de portas e em 10 de Dezembro de 1903, o Gonçalo rumava à capital do império para mostrar, na avenida da Liberdade durante a visita a Portugal do Rei Afonso XIII de Espanha a beleza das iluminações à moda do Minho, tendo aí obtido um enorme sucesso.<br />Em 3 de Maio de 1908, Gonçalo António Pereira foi admitido como sócio Nº22, da Associação dos Socorros Mútuos dos Artista de Ponte de Lima, tendo permanecido até à sua morte.<br />Em 14 de Setembro de 1916,no Jornal Cardeal Saraiva Nº 259, podemos ler a seguinte noticia sobre as Feiras Novas:<br /><em> Grande e fantástico arraial, já hoje considerado um dos primeiros do Minho, com iluminações Arte-nova, sobressaindo a da avenida 5 de Outubro que graças à reputada competência e aprimorado bom gosto do iluminista local, Sr. Gonçalo António Pereira, despejará fachos radiantes de luz viva, bem como no passeio Cândido dos Reis, rua Torre de S. Paulo e largo da Matriz, que também ostentarão uma artística e bem disposta iluminação.</em> Ponte de lima tem-se esquecido de recordar pessoas simples mas que tiveram um importante papel para o engrandecimento desta terra.<br />E Gonçalo António Pereira tem sido uma das vítimas desse esquecimento, assim como muitos outros.</div>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-69143925108060443112008-04-12T13:31:00.001-07:002008-04-12T13:31:51.327-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<span style="font-family: Times New Roman,Times,New York;"><span style=""><br /></span></span> <p> <img src="http://br.geocities.com/vieiralisboa/vieiralisboa.jpg" align="bottom" border="0" height="313" hspace="0" vspace="0" width="190" /></p><br /><span style="font-style: italic; font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;"> <span style="font-weight: bold;">O RIO</span> </span> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Duas lágrimas que escorrem pelos montes</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">com pena dum Inverno tão tristonho;</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">das mil canções das milenárias fontes</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">de moças encantadas por um sonho;</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">do eco dos perdidos horizontes</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">do paraíso é que se fez o Rio</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">a que a dor, a esperança, amor confio.</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Arial Black") --><span style="font-family: Arial Black,Arial,Helvetica;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio que pela areia erra</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">antes que escolha por onde ir...</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio que passa pela terra</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">sem a ferir,</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio que faz</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">cismar a gente.</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio de paz.</span></center> <p style="font-style: italic;"> <!-- $MVD$:face("Arial Black") --><span style="font-family: Arial Black,Arial,Helvetica;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></p> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio de quem a alma sente...</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio das íntimas ternuras...</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio das amorosas juras...</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio dos íntimos mistérios,</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">das confidências puras.</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio em que os olhos tenho absortos.</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Arial Black") --><span style="font-family: Arial Black,Arial,Helvetica;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">Rio em que até depois os mortos</span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Comic Sans") --><span style="font-family: Comic Sans MS,Comic Sans,Times New Roman;">quedam-se a olhar dos altos cemitérios.<br /><br /></span></center> <p style="font-style: italic;" align="center"> </p><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Verdana") --><span style="font-family: Verdana,Arial,Times New I2;"><span style="font-size: 85%;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --> </span></span></center><center style="font-style: italic;"><!-- $MVD$:face("Verdana") --><span style="font-family: Verdana,Arial,Times New I2; font-size: 78%;">Da obra «Ao Longo do Rio Azul», edição de autor, Ponte de Lima, 1949</span></center><!-- $MVD$:face("Verdana") --><span style="font-style: italic; font-family: Verdana,Arial,Times New I2; font-size: 78%;"><!-- $MVD$:spaceretainer() --></span><span style="font-size: 78%;"> nota , a fotografia foi retirada do site <a href="http://geocities.yahoo.com.br/vieiralisboa" target="_blank" class="dirLink">http://geocities.yahoo.com.br/vieiralisboa</a></span>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-25024053770111575662008-04-06T13:52:00.001-07:002008-04-06T13:54:24.120-07:00KING - I HAVE A DREAM<img id="imgA1" src="http://www.joaosoares.net/images/6963.bmp" align="left" border="0" /><b><span style=";font-size:16;color:midnightblue;" ><span style="font-size:100%;">Passam 40 anos do assassinato de Martin Luther King.<br />O bárbaro assassinato de que foi alvo, <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0">pôs</span> fim ao <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1">sonho</span> que tinha para a América.<br />Hoje, esse mesmo sonho renasce, pela mão do candidato à <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2">presidência</span> dos Estados Unidos da América, o democrata, <span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3">Obama</span>.<br />Esperemos que o sonho se torne realidade!</span></span></b>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-436317427744947722008-04-05T14:30:00.000-07:002008-04-05T14:31:10.477-07:00TRIBUTO AO POETA ANTÓNIO VIEIRA LISBOA<span style="font-weight: bold;"><span style="font-style: italic;">Duas Flores trazidas pela água</span></span><br /><br />Duas flores trazidas pela água<br />do rio, vinham quasi a parar.<br />Nelas, Teus olhos vi, cheios de mágoa<br />que me vinham olhar.<br /><br /><br />Tão triste estava, foi-me doce<br />pensar, nesse momento,<br />que eram Teus olhos que a corrente trouxe,<br />para meu apaziguamento.<br /><br />Essas flores cortadas pelo vento,<br />e azuis, Teus olhos bem podiam ser...<br />Tanta vez vi em pensamento<br />que vinham p'ra me ver.<br /><br />Assim trazidas pela água,<br />como vieram, foram a boiar.<br />Mas a ilusão afago-a<br />que é o que resta para mim a olhar.<br /><br />... ... ... ... ...<br /><br /><span style="font-size: 85%;"><span style="font-style: italic;">poema de <span style="font-weight: bold;">António Vieira Lisboa</span>, do Livro "Ao Longo do Rio Azul - 1949</span></span>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-8373361061919834942008-03-30T12:24:00.000-07:002008-03-30T12:28:31.760-07:00ANTÓNIO VIEIRA LISBOA 1908-1968Um poema de António Vieira Lisboa, do seu livro "Mulheres", editado pela Bertrand em 1942<br /><br /><span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold;"><br />MULHERES...<span style="font-style: italic;"><span style="font-size:100%;"><br /><br /></span></span><span style="font-size:85%;"><span style="font-style: italic;font-size:100%;" >A Jaime Brasil</span></span><span style="font-style: italic;"><span style="font-size:100%;"><br /></span></span></span><span style="font-style: italic;"><span style="font-size:100%;"><br />Em tôdas Elas eu amei o Amor...<br />Em tôdas Elas eu amei só Uma.<br />E, amando-As tôdas com igual fervor,<br />eu , finalmente, não amei nenhuma.<br /><br />Em cada uma, a Outra amei...a Ausente.<br />Essa que em si a gente idealiza.<br />A tõdas quis de modo diferente<br />na vaga aspiração que se humaniza.<br /><br />E não sei se As deixei se me deixaram...<br />Só sei que nunca até a mim chegaram.<br />Sonho que eu tive por pedaços loucos...<br /><br />Nos olhos d Elas, meigos, eu revia-me<br />e, a minha Alma entontecida, ia-me<br />com essa vida que, lhes dava, aos poucos.</span></span></span>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-64363760743003644142008-03-26T09:59:00.000-07:002008-03-26T10:01:47.628-07:00ANTÓNIO VIEIRA LISBOA - Poeta (1908-1968)<div class="ExternalClass" id="MsgContainer"><img src="http://revelarlx.cm-lisboa.pt/fotos/visita/1149513288anjos2a7280.jpg" alt="" border="0" /> </div><b style=""><span style=""><span style="font-weight: bold;"><span style="font-size: 78%;">igreja de Nª Sª dos Anjos - Lisboa 1908</span><br /><br /></span></span></b><div style="text-align: justify;"><b style=""><i style=""><span style="">António da Silva Gouveia Vieira Lisboa</span></i></b><span style="">, filho de António Augusto Vieira Lisboa, gerente do Banco Ultramarino, natural de Ponte de Lima e de Dª Beatriz da Silva Gouveia Vieira Lisboa, natural de Bolama-Guiné, neto paterno de Alfredo Calixto Vieira Lisboa e de Dª Rosa Carolina Vieira Lisboa e materno de António da Silva Gouveia e de Dª Henriqueta Pereira de Gouveia, foi baptizado no dia 6 de Maio de 1908, na igreja de Nª Sª dos Anjos, na Cidade de Lisboa.<o:p></o:p></span> </div><p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="">Foram padrinhos de baptismo o senhor António Maria Vieira Lisboa, casado, Conselheiro, juiz da Relação de Lisboa e sua esposa, a Sª Dª Margarida Vieira Lisboa, segundos tios do baptizado.<o:p></o:p></span></p><div style="text-align: justify;"> </div><p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="">A cerimónia foi presidida pelo Prior Francisco Mendes Alçada de Paiva, pároco da Freguesia dos Anjos, na Cidade de Lisboa.<o:p></o:p></span></p><div style="text-align: justify;"> </div><p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="">A igreja de Nª Sª dos Anjos, foi fundada em 1889 e nesse mesmo ano de 1908, haveria de ser demolida para facilitar a abertura da Avenida Rainha Dª Amélia, actualmente Almirante Reis.<o:p></o:p></span></p><div style="text-align: justify;"> </div><p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="">As obras de reconstrução da nova igreja dos Anjos, iniciaram-se no ano de 1910, sendo em boa parte suportadas pela Câmara Municipal, tendo sido concluídas em 1911.<o:p></o:p></span></p><div style="text-align: justify;"> </div><p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="">A actual igreja está enquadrada no jardim António Feijó, apresentando um exterior bastante sóbrio, com a típica fachada de frontão triangular, com óculo central, evidenciando-se a influência neoclássica que caracteriza o arquitecto responsável pela sua reconstrução, José Luís Monteiro (1844-1942).<o:p></o:p></span></p><div style="text-align: justify;"> </div><p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="">O seu interior é bastante valioso, onde se destaca a rica talha dourada Seiscentista, que foi aproveitada pelo arquitecto, a imagem de Nª Sª da Conceição, da segunda metade do Sec.XX e a tela Quinhentista, com a representação de Stº António.<o:p></o:p></span></p><div style="text-align: justify;"> </div><p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="">Como se verifica, a memória de dois poetas limianos juntos no mesmo local; António Feijó, que dá o nome ao Jardim e António Vieira Lisboa, que foi baptizado na igreja que se enquadra no mesmo.</span></p><div style="text-align: justify;" class="ExternalClass" id="MsgContainer"><div class="EC_image-center"><a href="http://staticblog.hi-pi.com/gisblogMnt-pt-fotosblogue/jorgesilva/images/gd/1201295599.jpg" target="_blank"><img src="http://staticblog.hi-pi.com/gisblogMnt-pt-fotosblogue/jorgesilva/images/mn/1201295599.jpg" alt="Blogue de jorgesilva : LISBOA ESQUECIDA, Avª Almirante Reis 1930 (1) (Igreja dos Anjos)" border="0" /></a></div> </div><p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"><span style="font-size: 78%;"><span style="font-style: italic;">Igreja dos Anjos depois de reconstruida</span></span><br /><span style=""><o:p></o:p></span></p><div style="text-align: justify;"><br /></div>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1773167742466186469.post-39234448170846549092008-03-24T04:00:00.001-07:002008-03-24T04:02:54.831-07:00UMA NOTICIA GUARDADA PELO POETA VIEIRA LISBOA<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/R-eJ_MtL92I/AAAAAAAAAKk/ksxn628_RUI/s1600-h/Digitalizar.jpg"><img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_q6PTlW4C4QA/R-eJ_MtL92I/AAAAAAAAAKk/ksxn628_RUI/s320/Digitalizar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181261615148562274" border="0" /></a>Uma noticia do saudoso Primeiro de Janeiro, que despertou o interesse do poeta António Vieira Lisboa, então com 34 anos de idade, que a <span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0">guardou</span> no seu arquivo pessoal.<br />Este recorte do jornal, esteve 66 anos sepultado em arquivos familiares e que agora torno publica, passados que foram 40 anos após a morte do poeta dos " Versos Estranhos".</div><p style="text-align: justify;" class="blogger-labels"><br /><a rel="tag" href="http://ribeiranovoshorizontes.blogspot.com/search/label/rIBEIRA%20-%20HIST%C3%93RIA"></a></p>monteirohttp://www.blogger.com/profile/00473859899345136820noreply@blogger.com