<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357</id><updated>2009-11-29T15:40:27.743-02:00</updated><title type='text'>A Mão Visível</title><subtitle type='html'>Um blog paleoliberal.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>205</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-1680185387491535103</id><published>2009-11-25T18:54:00.011-02:00</published><updated>2009-11-26T15:06:32.525-02:00</updated><title type='text'>Parabéns!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Hoje o Cristiano Souza defendeu sua tese. Temos um novo doutor na praça! Um excelente trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O orientador foi o Fabio Kanczuk e a banca, além do blogueiro, teve o &lt;a href="http://colunas.epoca.globo.com/sobalupadoeconomista/"&gt;Mauro Rodrigues Junior&lt;/a&gt;, o Simão Davi Silber, e o Celso de Campos Toledo Neto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese do Cris é um teste empírico-econométrico sobre a hipótese do Brasil ter pego a doença holandesa, ou seja, se seria válida a tese que a elevação dos preços das commodities implicaria apreciação cambial, queda da exportação de manufaturados e, consequentemente, da produção industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há evidência de relação inversa entre preço de commodities e a taxa de câmbio, i.e, controlando para uma série de outras variáveis acha-se, no vetor de cointegração, esta relação, em particular no período 2003-08.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto dito, não se encontra impacto negativo e signficante de preços de commodities sobre a exportação de bens manufaturados, seja no vetor de cointegração, seja num modelo de gravitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, não há evidência de que a elevação dos preços de commodities tenha afetado negativamente a produçao industrial. Pelo contrário, há alguma evidência de relação positiva entre estas variáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros autores haviam chegado a esta conclusão, mas (como eu fiz) por uma análise empírico-descritiva, isto é, acumulando evidências como o desempenho da produção industrial, dos investimentos, etc. O Cris faz isto de forma mais rigorosa, através da utilização de instrumentos econométricos, como VARs, VECs, estimaçao de relações de co-integração, e painel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ver se há alguma forma de deixar a tese online. Segundo o Cris, haverá &lt;a href="http://www.fea.usp.br/teses_dissertacoes.php"&gt;uma cópia em PDF &lt;/a&gt;que deverá ficar disponível no &lt;a href="http://www.teses.usp.br/"&gt;site da USP&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-1680185387491535103?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/1680185387491535103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=1680185387491535103&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1680185387491535103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1680185387491535103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/11/parabens.html' title='Parabéns!'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-7442024249339291875</id><published>2009-11-25T07:41:00.000-02:00</published><updated>2009-11-25T07:45:15.766-02:00</updated><title type='text'>Primário, primária...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A queda das exportações de bens manufaturados, bem mais expressiva que a observada no caso dos produtos primários, tem gerado frêmitos em setores que temem o retorno do país à condição de exportador de matérias-primas de baixo valor agregado e pouca intensidade tecnológica. Obviamente trata-se de analistas cuja compreensão do conteúdo tecnológico do agronegócio, por exemplo, varia do zero ao nada, mas não é este o assunto que pretendo examinar hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema, como costuma ocorrer com alarmante freqüência, é o divórcio entre o que nossos keynesianos de quermesse pensam que sabem e o que revela a dura realidade dos números, só não superado pela diferença entre o que imaginam ser o valor de suas análises e o que estas de fato valem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar porque o tal processo de “primarização” da pauta de exportações é, em vasta medida, uma peça de ficção. Convido os 17 leitores a um exame do gráfico que acompanha este artigo. A mera inspeção das séries já revela que – à parte o período mais agudo da crise internacional, entre o quarto trimestre do ano passado e o segundo trimestre deste ano – a exportação de produtos manufaturados experimentou um processo de crescimento persistente, saindo de US$ 3 bilhões/mês para mais de US$ 8 bilhões/mês entre o começo de 2003 e o terceiro trimestre de 2008, correspondendo a uma expansão média pouco inferior a 20% ao ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em que pese a queda abrupta observada entre 4T08 e 2T09, é fato que, desde maio deste ano, as exportações de manufaturados retomaram tendência de expansão, superando novamente as exportações de produtos primários, que, diga-se, agora crescem a taxas bem inferiores às observadas no que tange às manufaturas. Notável também que, a despeito da choradeira sobre como a taxa de câmbio abaixo de R$ 2,30 inviabilizaria as exportações de manufaturados, o crescimento insiste em ocorrer sob um câmbio médio bastante inferior a este número mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de milagre, mas simplesmente do desempenho das importações norte e latino-americanas.  Em 2008 os cinco maiores importadores latino-americanos (Argentina, Chile, Colômbia, México e Venezuela), somados aos EUA, absorveram mais de 54% das exportações brasileiras de manufaturas, fração que caiu a 48% em setembro deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta queda está diretamente associada ao colapso das importações destes países entre 4T08 e 2T09, 35% em ambos os casos. De maio a setembro, contudo, as importações destas economias subiram de 10% (EUA) a 11% (América Latina), valores não muito distintos do crescimento observado da exportação de manufaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, a menos que alguém se aventure por terrenos esotéricos com uma explicação de como a política cambial brasileira afeta as importações destes parceiros (US$ 1.6 trilhão no caso dos EUA e US$ 397 bilhões no que tange à AL), a conclusão inescapável é que nossas exportações de manufaturas dependem muito mais do desempenho daquelas economias do que da taxa de câmbio. Primária não é a pauta, mas a análise que insiste em teorizar sem olhar os dados básicos sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Swz8QWY50zI/AAAAAAAAASk/kXrOT9GMchQ/s1600/ExportaÃ§Ãµes+SA.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407974610383262514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Swz8QWY50zI/AAAAAAAAASk/kXrOT9GMchQ/s320/Exporta%C3%A7%C3%B5es+SA.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fonte: MDIC (sazonalmente ajustado pelo autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado 25/Nov/2009)&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-7442024249339291875?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/7442024249339291875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=7442024249339291875&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/7442024249339291875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/7442024249339291875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/11/primario-primaria.html' title='Primário, primária...'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Swz8QWY50zI/AAAAAAAAASk/kXrOT9GMchQ/s72-c/Exporta%C3%A7%C3%B5es+SA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-6910069932134658381</id><published>2009-11-24T17:17:00.003-02:00</published><updated>2009-11-24T17:25:45.046-02:00</updated><title type='text'>Artigo interessante do Pedro Cavalcanti e do Renato Fragelli</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Uma Nota Sobre Desvalorização, Crescimento e a Relação entre Poupança Doméstica e Câmbio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Pedro Cavalcanti Ferreira&lt;br /&gt;Renato Fragelli Cardoso&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O argumento de Bresser-Pereira sobre desenvolvimento econômico e política cambial, exposto no artigo “A Tendência à Sobrevalorização da Taxa de Câmbio,” reflete uma linha de pensamento que vem defendendo há tempos controle de câmbio como política de crescimento. Neste caso específico, segue a seguinte lógica: 1) A política cambial é a mais estratégica entre as políticas macroeconômicas destinadas a estimular o desenvolvimento; a taxa de câmbio “competitiva” e as exportações têm papel central no desenvolvimento. O câmbio desvalorizado seria importante para “tornar competitivas as empresas comerciais que usam a melhor tecnologia disponível no mundo.” Cita Dollar (92), entre outros, para defender a relação empírica “evidente” de uma relação entre câmbio competitivo e desenvolvimento econômico. Esta parte do raciocínio, segundo o autor, estaria estabelecida e incontroversa. 2) Haveria uma tendência à sobrevalorização da taxa de câmbio nos países em desenvolvimento devido à Doença Holandesa (entrada de divisas devido às exportações de commodities) e às altas taxas de lucro e juros que tendem a prevalecer no país, o que atrairia capitais externos, valorizando o câmbio; 3) Logo, para se desenvolverem, os países necessitam neutralizar a tendência à sobrevalorização da taxa de câmbio. Segundo o autor, países emergentes que assim o fizeram cresceram bem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nota irá discutir o artigo de Bresser-Pereira focando nos pontos acima. Pretendemos mostrar que a evidência sobre o que o autor considera estabelecido é fraca e que, ao ignorar a relação entre poupança doméstica e regime de câmbio, super-estima a capacidade de os países controlarem a taxa real de câmbio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; (O restante do artigo pode ser lido &lt;a href="http://www.fgv.br/professor/ferreira/FerreiraFragelliCambio.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-6910069932134658381?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/6910069932134658381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=6910069932134658381&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/6910069932134658381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/6910069932134658381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/11/artigo-interessante-do-pedro-cavalcanti.html' title='Artigo interessante do Pedro Cavalcanti e do Renato Fragelli'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-7448157392348691003</id><published>2009-11-19T18:56:00.004-02:00</published><updated>2009-11-19T19:09:06.530-02:00</updated><title type='text'>Uma resposta</title><content type='html'>"qual sua opiniao sobre o cambio de equilibrio de 2,60 no estudo da Goldman?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o que a GS fez foi o que eu imagino que tenha feito, eu acho o exercício muito limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a GS fez uma conta de PPC para o real, isto é, ajustou a taxa de câmbio ao longo de determinado período pelo diferencial de inflação Brasil-EUA e calculou uma média. Eu tenho essa conta pronta, que chega a uma média (de Jan-80 a Out-09) de R$ 2.64/US$ a preços de outubro deste ano, bastante parecida com o número da GS, de onde imagino que tenham feito o exercício para um período similar, usando dados similares (eu usei como medidas da inflação o INPC para o Brasil e o PPI para os EUA, já que o INPC tem uma medida maior de bens não-comercializáveis e o PPI de bens comercializáveis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no câmbio médio de R$ 1,738/US$ observado em outubro o real precisaria de uma desvalorização de 52% para voltar à média de R$ 2,84/US$.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto dito, vamos aos problemas. A começar pela definição da taxa de câmbio relevante. A GS trabalha com R$/US$, mas o Brasil comercia com outros países. O que acontece com o real relativamente a uma cesta representativa de moedas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando a cesta calculada pelo Ipea (&lt;a href="http://ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/ipeadata?SessionID=204866813&amp;amp;Tick=1258662006535&amp;amp;VAR_FUNCAO=Ser_Fontes%28407%29&amp;amp;Mod=M"&gt;http://ipeadata.gov.br/ipeaweb.dll/ipeadata?SessionID=204866813&amp;amp;Tick=1258662006535&amp;amp;VAR_FUNCAO=Ser_Fontes%28407%29&amp;amp;Mod=M&lt;/a&gt;) o desvio com relação à média histórica é muito menor. Em setembro deste ano (os dados para outubro não estão disponíveis, mas a diferença é pequena), o índice (2005=100) foi calculado em 91,53. A média desde Jan-80 é 96,13, ou seja, a desvalorização requerida para trazer o câmbio à sua média histórica relativamente à cesta de moedas seria algo como 5%. No caso da taxa bilateral para Set-09, a desvalorização requerida seria da ordem de 45%, cerca de 9x MAIOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SwWx6YyWYeI/AAAAAAAAASc/D2vHoy_dF80/s1600/RERs.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405922544372310498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SwWx6YyWYeI/AAAAAAAAASc/D2vHoy_dF80/s320/RERs.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Confesso que a diferença de magnitude parece grande demais, mas, até onde vi, o cálculo da cesta do Ipea é correto (e, como usa os pesos de 2001, quando os EUA representavam algo como 24% das exportações brasileiras, quando hoje são pouco menos de 11%, não parecem estar subestimando o peso do dólar, pelo contrário). De qualquer forma, pelo estudo do Ipea, o real não estaria tão sobrevalorizado como o estudo da GS sugere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, não há menção a termos de troca, enquanto a teoria sugere uma relação inversa entre a força da moeda e os termos de troca, isto é, a moeda se aprecia quando os termos de troca melhoram (preço das exportações se eleva relativamente ao preço das importações) e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SwWxqf9hhUI/AAAAAAAAASU/7RbT2PU95OU/s1600/RER+x+TT.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405922271420319042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SwWxqf9hhUI/AAAAAAAAASU/7RbT2PU95OU/s320/RER+x+TT.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também não há menção às condições de financiamento externo (por exemplo, risco-país), que também fazem parte da definição de taxa de câmbio de equilíbrio (se eu não tenho acesso algum a capital – pense no Brasil da moratória – e, portanto, preciso gerar equilíbrio ou superávit em conta-corrente, meu câmbio de equilíbrio é um; se tenho acesso é outro).  Sem contar que as próprias condições de financiamento externo não necessariamente refletem apenas condições internacionais, mas desenvolvimentos domésticos, como, por exemplo, solvência, ou qualidade de política econômica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SwWxceBF4iI/AAAAAAAAASM/x1mXXgOZoOw/s1600/RER+x+EMBI.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405922030380245538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SwWxceBF4iI/AAAAAAAAASM/x1mXXgOZoOw/s320/RER+x+EMBI.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Resumindo, o cálculo de PPC deixa fora da determinação da taxa de equilíbrio fatores que têm, em princípio, um papel relevante da definição da taxa. Por este motivo é que tenho insistido que não se pode pensar na taxa de equilíbrio como uma grandeza fixa, mas sim como algo que depende de termos de troca, condições internacionais de liquidez, fundamentos domésticos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale dizer, eu não ponho muita fé neste tipo de coisa, pelo menos não em horizontes mais curtos. Se há motivo para crer em reversão à média de termos de troca, por exemplo, aí faria sentido, mas nesse caso a discussão vai muito longe.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-7448157392348691003?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/7448157392348691003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=7448157392348691003&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/7448157392348691003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/7448157392348691003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/11/uma-resposta.html' title='Uma resposta'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SwWx6YyWYeI/AAAAAAAAASc/D2vHoy_dF80/s72-c/RERs.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-5672586792639220075</id><published>2009-11-11T07:45:00.001-02:00</published><updated>2009-11-11T07:49:46.408-02:00</updated><title type='text'>A Transferência Imaculada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Da superação dos efeitos da crise política de 2002 até a eclosão da crise de 2008 o Brasil viveu um momento bastante positivo. O PIB se expandiu à taxa de 4,7% ao ano por cinco anos, ritmo substancialmente superior ao de anos anteriores e mais próximo à expansão global. A diferença entre o crescimento médio mundial e o brasileiro, que chegara a quase 2% a.a em 2000, tornou-se levemente negativa no ano passado, mostrando que o desempenho do país não resultou apenas do impulso externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, esta dinâmica se amparou na demanda interna, cujo crescimento superou o do produto já em 2005, atingindo uma velocidade de 5,5% a.a., sendo que o consumo aumentou 5% a.a., enquanto o investimento cresceu 10% a.a., deixando claro quais têm sido os motores do bom desempenho. O investimento, em particular, que caíra a pouco mais de 15% do PIB em 2003, agora representa algo como 18% do PIB, ainda baixo, é verdade, mas o progresso é nítido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento no período não difere muito, pois, de qualquer estimativa decente da nossa capacidade de expansão sustentável, embora a demanda interna tenha conseguido superá-la consideravelmente. Obviamente a conta só fecha porque o Brasil é uma economia aberta, ainda que não muito aberta. A expansão da demanda interna acima da capacidade de crescimento da oferta doméstica tem sido coberta pelo aumento das importações em excesso às exportações, levando à redução das exportações líquidas, de 3% para 0,3% do PIB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida que o consumo continuará sendo um dos motores da expansão, assim como não há quem acredite que o ritmo de gasto público (quase 4% a.a.) irá se reduzir. Dado, por fim, que, como desejamos, o investimento voltará a crescer, se possível ao ritmo dos últimos anos, é certo que a demanda doméstica seguirá como o fator que impulsiona a economia, voltando a se expandir a velocidade maior que o crescimento potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este desenvolvimento sugere que as importações seguirão crescendo mais rápido do que as exportações, pois de outra forma não haveria como satisfazer a expansão da demanda interna. Isto dito, a menos que alguém acredite no que John Williamson denominou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://delong.typepad.com/sdj/2007/11/models-of-fisca.html"&gt;Doutrina da Transferência Imaculada &lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;(qual seja, que alterações na demanda doméstica não têm qualquer impacto nos preços relativos), a conseqüência deste padrão de crescimento é uma taxa real de câmbio necessariamente mais apreciada. Não por outro motivo tenho afirmado que, se o objetivo é conviver com uma taxa de câmbio menos apreciada, o remédio consiste em reduzir o gasto público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos, porém, que seja possível evitar todo ingresso de capital estrangeiro no país, do investimento direto ao financiamento de comércio internacional, replicando – agora por vontade própria – os efeitos da crise de 2002.  Por definição o país ficaria impossibilitado de gerar déficits externos e a taxa de câmbio se depreciaria. No entanto, vale a simetria: para manter o equilíbrio macroeconômico a demanda doméstica teria que se desacelerar para a mesma velocidade do produto potencial. Na ausência de ajuste fiscal, esta desaceleração teria que ocorrer pelo lado do gasto privado, tipicamente pelo aumento da taxa de juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é, uma política de restrição ao capital externo conseguiria depreciar o câmbio, à custa, todavia, de juros reais mais elevados, queda no consumo e investimentos privados, e, portanto, redução da capacidade de crescimento. Em outras palavras, equivaleria a cortar o dedo para tirar uma unha encravada; tira, mas duvido que qualquer médico digno deste título recomende esta medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado 11/Nov/2009)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-5672586792639220075?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/5672586792639220075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=5672586792639220075&amp;isPopup=true' title='106 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5672586792639220075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5672586792639220075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/11/transferencia-imaculada.html' title='A Transferência Imaculada'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>106</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-5579851081704065053</id><published>2009-11-06T18:50:00.011-02:00</published><updated>2009-11-09T12:02:11.852-02:00</updated><title type='text'>O mundo gira; a Lusitana roda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.portaldoeconomista.org.br/noticias/conceicao-a-crise-e-o-brasil.html"&gt;Valor Econômico (6,7 e 8/Novembro/2009)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Valor: Como é sua avaliação do governo Lula?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conceição: Muito boa. Esta é a minha avaliação e de 70% da população. Na verdade, só a classe média dita ilustrada e a grande imprensa são contra. Contra também não sei o quê. Caiu a inflação. Portanto, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;mantiveram a política econômica dura que diziam que não iam manter, mas mantiveram. Contra meu ponto de vista. Perdi a parada, mas fico contente que tenha perdido, porque naquela altura ia ser complicado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. (...). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Também acertaram na política social, com o Bolsa Família&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lists.econ.utah.edu/pipermail/reconquista-popular/2003-April/007286.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Folha de S. Paulo (21/Abril/2003)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Folha - Por que o documento divulgado no último dia 10 pela equipe do ministro Palocci causou mal-estar entre os ministros da área social ao falar na focalização dos programas sociais?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Causou mal estar em todo mundo. Não sou da área social e estou histérica. Temos políticas universais há mais de 30 anos. Somos o único país da América Latina que tem políticas universais. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A focalização foi experimentada e empurrada pelo Banco Mundial na goela de todos os países e deu uma cagada. Não funciona nada&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Dentro do programa [divulgado pelo Ministério da Fazenda] há gente infiltrada que escreveu uma porcaria chamada Agenda Perdida [documento escrito pelos economista José Alexandre Scheinkman, Ricardo Paes de Barros e Marcos Lisboa], feita por um grupo de débeis mentais do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Assim como tivemos a desgraça de, no governo Fernando Henrique Cardoso, termos os economistas da PUC [Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro] no programa econômico, desta vez temos também os da Fundação Getúlio Vargas, e não apenas infiltrados na área econômica. Esse Marcos Lisboa é um garoto semi-analfabeto que está encarregado de fazer política econômica, coisa que ele jamais fez na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Folha - A política econômica do ministro Palocci está correta?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maria da Conceição - Até aqui, sim. &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agora vai complicar por causa do câmbio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[R$ 3,03/US$ à época]&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Apenas digo que, &lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;se essa política durar muito, como diz o próprio presidente Lula, é ruim porque prejudica a retomada do crescimento&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;[o PIB se expandiu à velocidade média de 4,3% ao ano entre 1T03 e 3T08]&lt;/span&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a substituição de importações, as exportações&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;[cresceram 22% ao ano entre Mar-03 e Set-08]&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-5579851081704065053?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/5579851081704065053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=5579851081704065053&amp;isPopup=true' title='52 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5579851081704065053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5579851081704065053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/11/o-mundo-gira-lusitana-roda.html' title='O mundo gira; a Lusitana roda'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>52</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-5282892883655020463</id><published>2009-11-05T08:22:00.005-02:00</published><updated>2009-11-06T11:19:19.499-02:00</updated><title type='text'>Entrevista do Samuel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Achei excelente esta entrevista do Samuel ao Fernando Dantas, do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Estadão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Uma análise lúcida e que, na publicação, ainda tinha a vantagem de estar ao lado de um belo artigo do Fabio Giambiagi sobre reforma previdenciária, explorando temas paralelos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O economista Samuel Pessôa, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio, acha que o Brasil já escolheu um modelo econômico de baixa poupança e câmbio valorizado. Ele diz que essa opção deriva da Constituição de 1988 e das políticas públicas desde a redemocratização que, atendendo a um anseio de rápida correção da injustiça social, criou um sistema previdenciário e assistencialista que desestimula as pessoas a poupar para garantir o padrão de vida quando pararem de trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessôa, porém, acha que esse arranjo não é pior que o seu oposto, o modelo asiático, de alta poupança e câmbio desvalorizado, que pune algumas gerações para que as próximas deem um salto em termos de desenvolvimento. Ele prevê que haverá desindustrialização no Brasil, já que o modelo de baixa poupança e alto consumo é pró-serviços, enquanto o asiático é pró-indústria. Mas acha que o Brasil pode continuar a crescer com investimentos em commodities, em setores industriais que se diferenciarem, em serviços. O modelo, ele diz, é a Austrália, e não a China. A seguir, a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o sr. vê a questão da poupança no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade brasileira poupa pouco. Desde a redemocratização, há uma demanda enorme da sociedade por uma série de benefícios do governo, por mecanismos de indexação de benefícios previdenciários, por expectativas de ganhos futuros no valor desses benefícios. Não é, portanto, só a existência da rede em si. É preciso ver as regras de concessão, elegibilidade, reajuste e aumento dos benefícios. Todos esses mecanismos, que dão segurança quanto ao futuro das pessoas, fazem com que os brasileiros poupem muito pouco. O valor da nossa poupança, na casa de 16% a 17% do PIB, é pequeno, mas torna-se ainda menor quando se pensa na etapa da transição demográfica pela qual passamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como assim?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento demográfico em que estamos indica que era de se esperar que estivéssemos poupando muito mais. Países asiáticos que já passaram por essa etapa, como Japão e Coreia do Sul, poupavam muito mais quando tinham as características demográficas que temos hoje - poupavam próximo de 35% do PIB. Estamos no auge daquilo que os demógrafos chamam de bônus demográfico - um período de cerca de 30 anos, no qual o boom populacional já se arrefeceu, o grande contingente de crianças já virou adulto que está entrando no mercado de trabalho. Mas ainda não há muitas pessoas idosas. A sociedade tem folga para respirar, por que não há proporcionalmente muitos velhos e crianças dos quais se cuidar. É uma fase em que muitas pessoas poupam para a aposentadoria, mas, como ainda não há muitos velhos gastando suas poupanças depois de se aposentar, a resultante é uma taxa de poupança alta. No Brasil, porém, as regras previdenciárias são tão generosas que, mesmo no auge do bônus demográfico, poupamos como países de demografia madura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E os gastos do setor público? Também influenciam a poupança?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poupança pública é a soma do superávit fiscal do governo e do investimento público. De 2005 até o terceiro trimestre de 2008, foi um período em que o governo ajudou, e a poupança pública aumentou. Os juros caíram, o superávit primário e o investimento público aumentaram. Do terceiro trimestre de 2008 para cá, a poupança pública despencou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O sr. mencionou a redemocratização quando começou a falar da poupança. Poderia explicar melhor?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma demanda da sociedade para que a gente saia do atraso social rapidamente. Essa baixa poupança é resultado das instituições que começamos a construir na Constituição de 1988, e está muito associada a como se deu a redemocratização. É um processo que foi mantido e se aprimorou desde então. Fizemos uma Constituição que tem mais direitos que deveres. Nossa rede social é uma escolha social que vem sendo reafirmada ao longo das eleições - não vejo como se pode mudar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais as consequências econômicas dessa escolha?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos de conviver com um câmbio valorizado, quando se compara com o câmbio do chamado modelo asiático. A base do modelo asiático são poupanças cavalares. Quem poupa muito consome pouco. É possível demonstrar que, à medida que uma sociedade consome mais, os serviços aumentam seu peso na cesta de consumo em relação aos produtos industrializados. Essa demanda maior por serviços faz com que seu preço cresça em relação aos produtos industrializados. Como, de forma geral, os serviços são tipicamente não comercializáveis internacionalmente, e os industrializados são comercializáveis, um país de poupança alta e consumo baixo é um país com produtos comercializáveis internacionalmente relativamente baratos em relação aos serviços, que estão ligados ao custo de se produzir e ao nível salarial. Em outras palavras, podem vender produtos no mercado externo por baixos preços. Em termos de moeda, isso se traduz em câmbio desvalorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Isso quer dizer que o modelo asiático é impossível para nós?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade brasileira já escolheu, e não quer o modelo asiático. Acho que é totalmente incompatível conosco, não faz sentido, e a tentativa de implementá-lo ia acabar gerando inflação. O governante que quiser modelo asiático vai perder eleição. Não dá para ir contra a maré. Além disso, não dá para dizer que o modelo asiático é melhor que o nosso. Como ele é baseado em poupanças muito elevadas, significa jogar sobre uma ou duas gerações o custo do desenvolvimento econômico. Essas gerações têm que ter uma vida muito restrita, de muita privação, para que os seus netos tenham um padrão de vida de primeiro mundo. Enquanto a opção brasileira é fazer esse processo mais lentamente, diluir de forma mais equitativa entre as diversas gerações o esforço do crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas e quanto ao risco de desindustrialização?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, ela deve acontecer em algum grau. Como expliquei, o nosso modelo tem um viés pró-serviços, enquanto o asiático tem um viés pró-indústria. Na verdade, não houve desindustrialização até agora com a apreciação do câmbio, mas acho que isso se deve ao fato de que a demanda da China por commodities elevou a renda da América do Sul, que foi às compras, e são clientes tradicionais das nossas manufaturas. Mas prevejo que esse processo vai acabar dentro de alguns anos, porque a China aumentará a oferta de manufaturas para a América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não é ruim a desindustrialização?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há economistas que eu respeito que acham que pouca produção de manufatura é ruim, por dois motivos. Dizem que a manufatura gera uma dinâmica tecnológica maior e crescimento econômico maior por possibilidades maiores de absorção de tecnologia. Além disso, dizem que a manufatura gera uma demanda por trabalho de mais qualidade. Eu entendo que pode ser um problema, e acredito que poderíamos ajudar a indústria com política tributária, retirando a contribuição para a Previdência da folha de salário. Mas o fato é que a desindustrialização no Brasil não tira o meu sono, como, por exemplo, a péssima qualidade da nossa educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E por que não?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Brasil está melhorando, e acho que vai continuar melhorando. Podemos ser um país com grande sucesso em diversos setores ligados a commodities, em indústrias relacionadas a esses setores, em outros setores industriais que consigam se diferenciar, e em serviços. Se continuarmos na direção da evolução institucional que seguimos já desde os anos 90, com manutenção dos contratos, situação fiscal sólida, e melhorando, mesmo que a passos de cágado, a nossa escolaridade, a qualidade da nossa força de trabalho, etc, o Brasil é um país com grandes opções de investimento. E, se tem investimento rentável, o setor privado vai investir. E, se não temos poupança, a diferença entre a a poupança doméstica e o investimento vai ser financiado com poupança externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O uso de poupança externa não cria vulnerabilidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depende, aí eu acho que entra o papel da política econômica. Nós vamos ter de conviver com poupança externa, e a política econômica tem de ser feita de forma a impedir um aumento da vulnerabilidade. Precisamos manter o câmbio flutuante, que permite ajustes automáticos de desequilíbrios externos. Precisamos manter as contas públicas em ordem e o setor público solvente, já que muitos problemas externos derivam de desequilíbrios do setor público. Quanto ao setor privado, precisamos estimular o investimento estrangeiro em renda variável, como bolsa e investimento direto, que não cria problemas, porque se paga menos dividendos quando a economia vai mal. Em relação ao endividamento externo de empresas, devemos estimular o hedge (proteção contra a variação cambial), e a melhor forma de fazer isso é o governo deixar claro que não dará hedge para decisões erradas do setor privado. Outra condição é não dar calote, manter contratos, ter uma relação amistosa com o resto do mundo. A Austrália faz tudo isso, e tem déficit em conta corrente há 25 anos na casa de 4,5% do PIB. E cresce. Eu acho que o nosso modelo é a Austrália. Não temos vocação para chineses. Poupar 50% da renda é horrível. Você consegue imaginar viver a vida toda gastando só metade do que você ganha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S Quem estiver interessado num modelo simples que explica a relação entre poupança, câmbio e crescimento pode encontrá-lo &lt;a href="http://maovisivel.blogspot.com/2008/03/um-modelo-para-discusso.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-5282892883655020463?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/5282892883655020463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=5282892883655020463&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5282892883655020463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5282892883655020463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/11/entrevista-do-samuel.html' title='Entrevista do Samuel'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-6384175052352460178</id><published>2009-11-04T08:31:00.001-02:00</published><updated>2009-11-04T08:34:57.882-02:00</updated><title type='text'>Malditos recursos! (Cristiano Souza e Alexandre Schwartsman)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma observação curiosa no estudo do crescimento econômico é que países ricos em recursos naturais não parecem conseguir fazer bom proveito dos mesmos e acabam por apresentar baixas taxas de expansão. Esse fenômeno foi batizado na literatura econômica de maldição dos recursos naturais e sua ocorrência em Angola, Camarões, Chade, Congo, Nigéria, Serra Leoa, produtores de petróleo no Oriente Médio já está documentada. Por outro lado, Botswana e Noruega provam que essa maldição não é destino inescapável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura reconhece que o crescimento pode ser afetado negativamente pela maldição de recursos naturais por diferentes canais, a saber: 1) doença holandesa; 2) “&lt;em&gt;rent seeking&lt;/em&gt;” ou desvio de recursos de atividades economicamente frutíferas por quem detém o poder no país; 3) redução de incentivos para a acumulação de capital humano em função de rendas que não advêm de salário (transferências, gastos sociais); 4) abandono da boa administração econômica em face do alto fluxo de recursos; e 5) diminuição dos incentivos para poupar e investir. Em alguns países um fator (ou a combinação deles) levou a anos de guerra civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comumente confunde-se a maldição dos recursos naturais com a doença holandesa. Esse fenômeno recebeu esse nome em função dos efeitos das descobertas de gás no Mar do Norte no final dos anos 50 sobre a economia holandesa: apreciação da moeda; estagnação na produção industrial (ou até desindustrialização); diminuição dos investimentos privados; aumento do desemprego; queda nos lucros como proporção da renda nacional; e reversão do déficit médio em transações correntes. Porém, essa é apenas uma das formas de contágio da maldição dos recursos naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate acerca da possibilidade do Brasil ter sido afetado pela maldição dos recursos naturais, especificamente pela doença holandesa, ocorre desde 2004. Nesse período, a taxa de câmbio mostrou tendência contínua de apreciação (exceto por breve período de agravamento da crise internacional em fins de 2008 e início de 2009) e se fortaleceu 34% contra uma cesta de 13 moedas (pesos argentino, chileno e mexicano; dólares americano e canadense; renmimbi; won; rúpia indiana; iene; libra esterlina; novo dólar de Taiwan; bolívar; e euro), concomitantemente ao crescimento dos preços das &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A observação de alguns dados macroeconômicos leva à rejeição dessa hipótese: a produção industrial de bens manufaturados cresceu em todos os anos entre 2004 e 2008 à taxa média de 4,6% ao ano, não só mais alta que a observada anteriormente, mas também mais próxima à produção global; as exportações físicas desses bens cresceram 7% ao ano em média e a única retração no período ocorreu em 2008, já em função da crise. Ademais, a produção de bens de capital para fins industriais cresceu 8,3% ao ano. Logo, é difícil defender a ocorrência da doença holandesa no Brasil entre 2003 e 2008 à luz da evidência empírica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que a simples observação dos dados não constitui prova definitiva para rejeitar a possibilidade. Exercícios estatísticos mais rigorosos efetuados por um dos autores [claro que se trata do Cris, o único entre nós capaz destas coisas. Na verdade é a tese de doutorado dele], que levam em conta a relação entre as variáveis citadas e diversos fundamentos da economia brasileira (diferencial de juros, variáveis fiscais, abertura da economia, diferencial de produtividade, risco-país, desempenho do comércio internacional, política monetária, renda doméstica), revelam relação negativa entre os preços de &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt; e a taxa real de câmbio, porém não evidenciam impacto negativo desses preços sobre exportações ou produção de bens manufaturados. Assim, ainda que haja boas razões para crer na relação negativa entre preços de &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt; e taxa real de câmbio, a evidência empírica não sugere que isto tenha levado à desindustrialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalta-se ainda que o Brasil possui ampla base produtiva e as &lt;em&gt;commodities&lt;/em&gt; representam apenas cerca de 7% do PIB do país e 20% dos produtos agropecuário e industrial combinados. Trata-se de fração reduzida para representar perigo à economia similar ao enfrentado por países mais dependentes de recursos naturais como Chile, Rússia ou Noruega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando à frente, o temor com relação à maldição dos recursos naturais poderia ser justificado em função dos recursos do pré-sal. O volume de petróleo que pode até dar ao Brasil um lugar na OPEP deve gerar enorme volume de entrada de divisas daqui a uma década. O desafio residirá em como gerir esses recursos, mas há exemplos positivos que podem ser seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chile e Noruega, por exemplo, criaram fundos de investimentos onde depositam os recursos provenientes da venda de seus recursos naturais. Em épocas de reversão de ciclos de expansão econômica, como vivemos atualmente, esses recursos podem ser usados em verdadeiras políticas anticíclicas para estimular a economia, a exemplo do que tem feito o governo chileno. Um fundo que restrinja a entrada de grande volume de recursos também pode ser eficiente para evitar redução nos incentivos para a acumulação de capital humano limitando aumentos de transferências diretas. Incentivos para diminuir a poupança e investimentos também poderiam ser evitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a criação de fundos não é uma vacina contra a maldição de recursos naturais e pode, na verdade, dar ensejo a outras variantes do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez as mais sérias dentre essas sejam o “&lt;em&gt;rent seeking&lt;/em&gt;” e a corrupção. Dados os imensos recursos à disposição nesses fundos, é inevitável que determinados grupos tentem se apropriar privadamente dessa riqueza, não raro apresentando suas demandas particulares como representativas de toda sociedade. O desafio, portanto, é a definição de um marco legal que impeça esse desenvolvimento por meio de mecanismos de supervisão que permitam à sociedade controlar o uso desses recursos, limitando o poder do governante de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o governo não pode confundir o fluxo de recursos advindos de uma descoberta de recursos naturais com entradas permanentes de divisas a ponto de abandonar boas práticas na condução da política econômica. A combinação de taxa flutuante de câmbio, responsabilidade fiscal e meta de inflação foi essencial para garantir a estabilidade macroeconômica na última década e se fará necessária nas próximas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, não há evidência que o Brasil tenha sido afetado pela maldição dos recursos naturais — via doença holandesa — ao longo dos últimos cinco anos. No entanto, a maldição ainda pode se manifestar de outras formas no futuro próximo em vista da possibilidade da exploração de enorme volume de petróleo. Há formas de evitá-la, e devem ser garantidas desde já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado 4/Nov/2009)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-6384175052352460178?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/6384175052352460178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=6384175052352460178&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/6384175052352460178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/6384175052352460178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/11/malditos-recursos-cristiano-souza-e.html' title='Malditos recursos! (Cristiano Souza e Alexandre Schwartsman)'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-2306419632404226955</id><published>2009-11-02T16:02:00.001-02:00</published><updated>2009-11-02T16:02:47.522-02:00</updated><title type='text'>Câmbio e política fiscal</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Prometi que, quando tivesse tempo, mostraria o modelo que sugere aperto fiscal para levar a um câmbio mais depreciado. Esta não é a única abordagem possível (quem preferir trabalhar com o diagrama de Swan há de chegar a conclusões semelhantes), mas tem a vantagem de integrar a análise num contexto explícito de IT, o que permite chegar a conclusões acerca de efeitos de variáveis nominais sobre reais que seriam difíceis de tratar sob outras estruturas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;O modelo é parente do que apresentei em outros posts (ver, por exemplo, &lt;a href="http://maovisivel.blogspot.com/2009/04/ainda-o-fardo-do-economista-neoclassico.html#comments"&gt;http://maovisivel.blogspot.com/2009/04/ainda-o-fardo-do-economista-neoclassico.html#comments&lt;/a&gt;, ou &lt;a href="http://maovisivel.blogspot.com/2009/06/maus-habitos-e-mau-halito.html"&gt;http://maovisivel.blogspot.com/2009/06/maus-habitos-e-mau-halito.html&lt;/a&gt;), mas com algumas diferenças (economia aberta e uma regra ótima de política monetária, por exemplo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;A principal conclusão é que uma política fiscal mais apertada tende a levar a uma taxa de câmbio mais depreciada. Uma conclusão adicional é que a redução da meta de inflação depreciaria o câmbio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;O modelo começa com uma Curva de Phillips, associando a inflação corrente, p(t)&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;à expectativa de inflação um período à frente, E[p(t+1)] e ao hiato de produto corrente, y(t), mais um choque de oferta s(t).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;p(t) = E[p(t+1)] + ay(t) + s(t)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(1)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;O hiato de produto, por sua vez, depende da taxa real de juros, aqui definida como a diferença entre a taxa nominal de juros, i(t), e a expectativa de inflação, relativamente à taxa neutra de juros, r#. Além disto o hiato é afetado pela política fiscal, aqui capturada pela medida h(t). Como se trata de uma pequena economia aberta, há também o efeito da taxa de câmbio, e(t), relativamente à taxa de equilíbrio, e#. Por fim, há um choque de demanda, k(t). Tanto s(t) como k(t) são iid, com média zero e variância finita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;y(t) = -b{i(t) - E[p(t+1)] – r#} + ch(t) + d[e(t) – e#] + k(t)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(2)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;A notar que, para manter o modelo simples, o efeito da taxa de câmbio se dá todo ele sobre o lado da demanda, isto é, não há repasse. Isto dito, como ambos efeitos (repasse e demanda) caminham na mesma direção, os resultados não se alteram de forma geral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Supomos mobilidade perfeita de capitais, tal que a paridade descoberta de taxa de juros seja válida. Assim, a diferença entre a taxa nominal de juros doméstica e a internacional, i*, corresponde à desvalorização esperada da taxa de câmbio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;i(t) – i* = E[e(t+1)] – e(t)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(3)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Quando a taxa de juros local está no nível neutro (i# = r# + E[p(t+1)]) a taxa de câmbio atinge o seu nível de equilíbrio, e#, ou seja:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;i# – i* = E[e(t+1)] – e#&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(3a)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Fechamos o modelo com o comportamento do BC. Neste caso o BC tem apenas a inflação como meta, minimizando a cada período metade do quadrado da diferença entre a inflação esperada e a meta, p#. A função perda é:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;L = (1/2){ E[p(t)] – p#}ˆ2&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(4)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Por (4) é direto que, a cada período, o BC busca fazer com que a expectativa de inflação se iguale à meta, isto é:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;E[p(t)] = p#&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(5)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Isolando a taxa de corrente de câmbio em (3), usando-a em (2) e substituindo a expressão resultante em (1), descobrimos que a taxa nominal de juros que satisfaz (5) é dada por:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;i(t) = [b/(b+d)]{ E[p(t+1)]+r#} + {E[p(t+1)] – p#}/a(d+b) + ch(t)/(d+b) +&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;           &lt;/span&gt;+[d/(b+d)]{ E[e(t+1)] + i* - e#}&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(6)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;A expressão (6) parece complicada, mas não é. Para ver isto, vamos dar um passo atrás e supor, por um instante, que estamos no caso de uma economia fechada, isto é, que o parâmetro d=0. Nesse caso (6) pode ser reescrita como:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;i(t) = { E[p(t+1)]+r#} + {E[p(t+1)] – p#}/ab + ch(t)/ b)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(6a)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;O que diz (6a)? Diz que a taxa de juros para chegar à meta de inflação deve ser a neutra acrescida de dois elementos: (i) o desvio da taxa esperada com relação à meta; e (ii) o impulso fiscal. Estes mesmos elementos estão em (6), mas com duas alterações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Em primeiro lugar há o efeito da taxa de câmbio, que terá que ser compensado pela política monetária (da mesma forma que esta compensa a política fiscal). Em segundo lugar, como a taxa de juros afeta a taxa de câmbio (por (3)), há um canal adicional para a política monetária, capturado pelo parâmetro d. Isto tipicamente reduz as alterações de taxas de juros requeridas para fazer a inflação convergir à meta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Sob a regra (6), o hiato de produto seria dado por:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;y(t) = {E[p(t+1)] – p#}/a + ak(t) + s(t)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt; &lt;/span&gt;(7)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Assim, a inflação seria:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;p(t) = p# + ak(t) + s(t)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(8)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Ou seja, a meta mais os efeitos dos choques de demanda e oferta. Como, em média, esses choques são nulos, a inflação esperada é exatamente a meta:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;E[p(t)] = p#&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(9)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Isto implica que a expectativa de inflação um período à frente também é igual à meta, de modo que o hiato de produto é determinado por:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;y(t) = ak(t) + s(t)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(7a)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Vale dizer, em média o hiato de produto seria zero, ou seja, mesmo sob um BC que só se preocupe com a inflação, a regra de política monetária tende a estabilizar o produto ao redor do potencial, à parte os choques imprevisíveis de demanda e oferta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Sob (7a) a taxa nominal de juros seria dada por:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;i(t) = &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;(p# + r#) + ch(t)/(d+b)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(10)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Isto é, a taxa de juros em equilíbrio pode se desviar da neutra para compensar efeitos de uma política fiscal expansionista (h&gt;0) ou contracionista (h&lt;0).&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Substituindo (10) na equação de paridade de taxa de juros teríamos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;e(t) = e# -(bc/w)h(t)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(11)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;onde w = b/(b+d). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Em particular note que, em equilíbrio:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;e# =&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;E[e(t+1)] + i* - (r#+p#)&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt; &lt;/span&gt;(12)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Equações (11) e (12) têm implicações importantes para a taxa de câmbio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Por (11) vemos que uma política fiscal mais expansiva tende a apreciar a taxa de câmbio relativamente ao seu nível de equilíbrio. A intuição é direta: com uma política fiscal expansionista, o BC tem que elevar o juro além do seu nível neutro (pela equação (6), seguindo a intuição de (6a)) para entregar a inflação (esperada) na meta, o que aprecia a taxa de câmbio relativamente ao seu valor de equilíbrio. Isto, aliás, reduz o fardo sobre o BC (relativamente ao caso da economia fechada), pois, como vimos, há agora um canal adicional para a taxa de juros afetar a inflação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Por (12) notamos que uma meta de inflação mais baixa tende a depreciar a taxa de câmbio de equilíbrio. Por que? Porque a taxa de câmbio de equilíbrio neste contexto depende do juro nominal de equilíbrio, que se reduz com a meta de inflação. Ou seja, reduzir a meta de inflação implica uma taxa nominal neutra menor e câmbio mais depreciado em&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;média.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:Georgia"&gt;Em outras palavras, quem quer conviver com câmbio mais depreciado deveria recomendar: (a) aperto fiscal; e (b) redução da meta de inflação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-2306419632404226955?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/2306419632404226955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=2306419632404226955&amp;isPopup=true' title='39 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/2306419632404226955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/2306419632404226955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/11/cambio-e-politica-fiscal_9806.html' title='Câmbio e política fiscal'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>39</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-4824531433441981540</id><published>2009-10-28T08:00:00.000-02:00</published><updated>2009-10-28T08:01:48.352-02:00</updated><title type='text'>E só Carolina não viu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre gostei de filmes que envolvam viagem no tempo, quase tanto quanto de qualquer um que mostre uma nave espacial. Resquício do “Túnel do Tempo”, série que acompanhava dois cientistas perdidos no tempo. Hoje, porém, para acompanhar economistas presos nesse labirinto não preciso sequer ligar a TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pela abordagem à Economia. Ao contrário dos economistas mais caretas, muito presos a convenções como lógica, modelagem de suas teses, e teste delas contra a evidência empírica, os aventureiros do tempo preferem um abordagem mais aberta, mais solta, assim, um lance de pele... Afinal de contas, o domínio econômico é, tipo, um ente orgânico, vivo, em constante evolução, porque as pessoas são, assim, complexas e multifacetadas, que às vezes fazem coisas de um jeito, às vezes de outro, às vezes não fazem, e chegam mesmo a fazer demais. E aí, cara, pode acontecer de tudo... Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para usar um exemplo à mão, qual seria o efeito de um aperto (verdadeiro) da política fiscal sobre a taxa de câmbio? Segundo os perdidos no tempo, qualquer coisa. Afinal de contas, argumentam, uma política fiscal mais apertada poderia reduzir a percepção de risco do país, elevando o influxo de capitais, o que faria a taxa de câmbio se desviar ainda mais de seu valor de equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como este pessoal acredita na doença holandesa não é possível descartar, a priori, o uso de substâncias liberadas naquele país para se chegar a uma conclusão tão orgânica, viva, e em constante evolução. Em primeiro lugar pela insistência na suposição que a taxa de equilíbrio seja uma grandeza fixa (cujo valor exato, não duvidem, os aventureiros conhecem até a quinta casa). Não me escapa a ironia dos perdidos no tempo, tão ciosos dos seus lances de pele, não considerarem a possibilidade da taxa de câmbio de equilíbrio se alterar em resposta a variáveis como termos de troca, ou a própria avaliação de risco de solvência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale dizer, caso a melhora de política fiscal reduza a percepção de risco e, por meio desta, leve à apreciação de câmbio, não se trata mais de desvio com relação ao câmbio de equilíbrio, mas alteração deste último como resposta à melhora dos fundamentos da economia. Aliás, é bom que assim o seja. De outra forma, o corolário do “argumento” acima, é que – para desvalorizar o câmbio – o país deveria promover uma deterioração significativa de sua política econômica (que tal uma guerra civil? Com certeza implicaria câmbio mais depreciado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falhas lógicas à parte (que lance mais careta), resta a questão empírica. Parece razoável imaginar que uma política fiscal mais apertada diminua a percepção de risco, mas sem que se meça (mais careta ainda) este impacto, a afirmação não tem grande conteúdo para fins de análise econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considere, contudo, o seguinte. Hoje o risco-Brasil para um período de 12 meses equivale a uma acréscimo de cerca de 0,65% ao ano sobre a taxa de juros americana para o mesmo horizonte. O Chile, paradigma de caretice econômica no continente, apresenta risco-país da ordem de 0,17% ao ano. Se, num laivo de imaginação, a política fiscal brasileira se igualasse à chilena poderíamos reduzir nosso risco em... 0,48% ao ano! Mesmo no caso mais otimista o efeito seria, grosso modo, equivalente a uma queda de 50 pontos da taxa de juros. Enorme, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, tal efeito seria relevante quando o risco de insolvência era alto, mas, caso alguns não tenham percebido, já superamos esta fase. O tempo passou na janela, e só Carolina (que se considera tão atenta à história) não viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado 28/Out/2009)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-4824531433441981540?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/4824531433441981540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=4824531433441981540&amp;isPopup=true' title='43 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/4824531433441981540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/4824531433441981540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/10/e-so-carolina-nao-viu.html' title='E só Carolina não viu'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>43</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-1516344263860323392</id><published>2009-10-21T07:57:00.001-02:00</published><updated>2009-10-21T07:58:59.881-02:00</updated><title type='text'>Acelerar o investimento ou o aumento dos juros?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que de melhor poderia acontecer com o retorno do IOF sobre investimentos estrangeiros é que, a exemplo do ocorrido em 2008, ele não consiga atingir os fins a que se propõe. Apesar das justificativas acerca de receios associados à possível formação de uma “bolha” no mercado acionário, pouco se fez para disfarçar que o objetivo da medida é mesmo reverter o processo de apreciação do real. Entretanto, para que isto aconteça, é necessário que o IOF consiga, de fato, impedir a entrada de capital estrangeiro, o que pode gerar implicações não tão agradáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da experiência anterior, desta vez o IOF passou a ser cobrado sobre ingressos de estrangeiros em Bolsa de Valores. Assim, caso a medida tenha sucesso, espera-se que a entrada de recursos neste mercado caia. Isto, porém, significa privar empresas de recursos que poderiam obter por meio do aumento do seu capital, tipicamente associado ao financiamento do investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos negativos, porém, não param por aí. Preços mais elevados para ações representam um poderoso incentivo ao investimento, pois o aumento do preço do estoque de capital existente torna mais atraente a criação de novo capital, a própria definição de investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, do ponto de vista da consistência macroeconômica, limitar o ingresso de capitais terá consequências negativas. Não deveria ser segredo que o país enfrenta desafios enormes no que diz respeito à formação de capital. Seja pelas necessidades de infra-estrutura (agora aumentadas pelos eventos de 2014 e 2016), seja pela exigência de recursos relacionada à exploração do pré-sal, há urgência na aceleração do investimento, num país cuja poupança se limita a 15% do PIB. Na ausência de um ajuste fiscal digno deste nome a alternativa que resta é a poupança externa, a mesma que o IOF pretende afugentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma equivalente, a restrição à entrada de capitais implica fazer com que a expansão da demanda doméstica tenha que ficar mais próxima do limites dado pelo crescimento potencial. Assim o aumento de juros pode ocorrer ainda antes do que seria necessário. Irônico, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado 21/Out/2009)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-1516344263860323392?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/1516344263860323392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=1516344263860323392&amp;isPopup=true' title='118 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1516344263860323392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1516344263860323392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/10/acelerar-o-investimento-ou-o-aumento.html' title='Acelerar o investimento ou o aumento dos juros?'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>118</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-1155016353115422368</id><published>2009-10-16T12:03:00.003-03:00</published><updated>2009-10-18T15:26:19.231-02:00</updated><title type='text'>Comentário do Irineu de Carvalho Filho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Irineu mandou o seguinte comentáro ao &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; anterior. Sozinho vale um &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além dos problemas operacionais da proposta do Professor Oreiro que você já discutiu, existem outros problemas mais profundos, que demonstram falta de reflexão sobre processos históricos e de economia política, algo irônico em se tratando de um economista que se entende como heterodoxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, o objetivo do professor é recuperar a competitividade da indústria manufatureira brasileira, que teria sido prejudicada pela apreciação cambial. A premissa, compartilhada por economistas como Dani Rodrik, é que o Brasil sendo um país em desenvolvimento (não é), existem falhas de mercado que impedem o desenvolvimento de nossa manufaturas. Para tanto, ele sugere políticas econômicas que dentro de sua argumentação causariam uma depreciação da taxa de câmbio efetiva (que eu acredito ele define implicitamente como a razão de nosso índice de preços em dólar com os preços de nossos parceiros comerciais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este é um erro conceitual. A variável que de fato dita a competitividade de nossa indústria não é o preço relativo dos bens que nós consumimos, mas sim os custos unitários do trabalho em dólar relativamente a nossos parceiros comerciais. Estes custos dependem crucialmente de fatores como o nível do salário mínimo, do salário de reserva e dos custos extra-salário, que pelo menos na base da distribuição de salários e no setor formal da economia são variáveis de política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui mora a ironia. O professor ignora a história e a economia política brasileira. Existe um consenso em nossa sociedade, que certamente vai ser refletido na política econômica de qualquer grupo político no poder, que o Estado deve agir para reduzir nossa desigualdade e aumentar a participação dos salários na renda nacional, principalmente aqueles da maioria de trabalhadores com menor qualificação. Deste consenso emanam várias políticas públicas desde a Nova República que com diferentes graus de efetividade visavam reduzir a concentração de renda ou consumo: a aposentadoria rural, o programa do leite, o aumento do salário mínimo real, a expansão da rede de proteção social, o Bolsa Família etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas, este objetivo é nobre, e certamente vai ser uma diretriz básica de nossa política econômica desde que continuamos sendo uma democracia. Mas esse objetivo está em direta contradição com a competitividade em setores da indústria manufatureira intensivos em mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha opinião é que a escolha já foi feita: desde que o Brasil se tornou uma democracia, tanto os eleitores quanto a classe política têm demonstrado com votos e escolhas de política econômica que nossa prioridade (como alguns gostam, nosso projeto nacional) é melhorar a distribuição funcional e pessoal de renda, não competir com as Chinas do mundo na fabricação de roupas ou sapatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, posso agora concluir com uma metáfora: o professor Oreiro está esgrimindo contra moinhos de vento como se fossem dragões e a vasta maioria dos brasileiros torce para os moinhos e não tem medo de dragões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irineu de Carvalho Filho&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. (do Alex)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Rogerio Ferreira entrou na discussão e escreveu um artigo &lt;a href="http://autovetor.wordpress.com/2009/10/18/resposta-ao-professor-oreiro/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Fica a referência e o convite para o &lt;a href="http://autovetor.wordpress.com"&gt;Autovetor&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-1155016353115422368?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/1155016353115422368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=1155016353115422368&amp;isPopup=true' title='92 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1155016353115422368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1155016353115422368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/10/comentario-do-irineu-de-carvalho-filho.html' title='Comentário do Irineu de Carvalho Filho'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>92</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-6998259695959807049</id><published>2009-10-14T07:47:00.000-03:00</published><updated>2009-10-14T07:48:07.127-03:00</updated><title type='text'>Para fugir do Dr. Einstein</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dizia Einstein que a definição de insanidade consiste em fazer as mesmas coisas, do mesmo jeito, e esperar que os resultados sejam diferentes. Lembrei-me disto ao ler artigo publicado na semana passada acerca da possibilidade do Tesouro passar a intervir no mercado cambial com o objetivo de evitar a apreciação do câmbio. Visto que a intervenção ocorreria da mesma forma que a praticada pelo Banco Central, se há quem espere um resultado distinto, o Dr. Einstein não se furtaria a alguns minutos de conversa e uma bela dose de haloperidol. Vamos entender o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao adquirir dólares o BC deposita reais na conta do banco vendedor, que não deixa estes recursos ociosos, mas tenta emprestá-los, trocando-os por títulos públicos, levando assim à queda da taxa de juros. Entretanto, como o BC tem uma meta para a taxa Selic, determinada pelo Copom, ele está comprometido a tomar e emprestar recursos ao mercado àquela taxa (hoje 8,75% a.a.). Assim, caso a taxa de juros caia abaixo da meta, o banco sempre pode optar por emprestar este dinheiro ao BC a 8,75%, na prática comprando dele títulos públicos presentes em sua carteira, reduzindo assim a liquidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto ocorreria até que a taxa de juros de mercado voltasse a ficar igual à meta da Selic, ou seja, quando toda a moeda criada pela compra de dólares fosse reabsorvida pelo BC. Esta forma de intervenção, caracterizada pelo “enxugamento” da liquidez criada pela compra de moeda estrangeira, é chamada de “esterilizada”, pois o BC torna os reais “estéreis” (no sentido bíblico do termo) ao trazê-los de volta para seus cofres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agindo desta forma o BC consegue comprar dólares sem pôr em risco a meta para a inflação. Não consegue, contudo, evitar a apreciação cambial. Poderia fazê-lo se optasse por não enxugar os reais emitidos para adquirir moeda estrangeira, mas, nesta hipótese, não teria como perseguir a meta de inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou pelo menos era o que se pensava até economistas (?) pátrios descobrirem a pedra filosofal, afirmando que caso fosse o Tesouro a comprar os dólares, não haveria criação de liquidez. Assim o BC poderia ainda buscar a meta de inflação e a moeda se desvalorizaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este raciocínio (se é que podemos assim chamá-lo) perde de vista que o Tesouro tem que obter os recursos para comprar dólares de apenas três fontes. Ele poderia, por exemplo, sacar reais da Conta Única que mantém no BC, mas isto criaria liquidez adicional que, se não enxugada, ameaçaria a meta de inflação, replicando rigorosamente a situação acima descrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alternativamente o Tesouro emitiria títulos, receberia os reais e os usaria para comprar dólares. Bastam, porém, dois neurônios para concluir que se trata da mesma operação anterior, exceto que a venda de títulos agora precede a compra de dólares; quer dizer, em ambos os casos faríamos a mesma coisa, do mesmo jeito. Apenas na ausência de haloperidol pode-se imaginar isto traria algum resultado diferente do que obtemos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta a terceira alternativa: o aumento do superávit primário para comprar dólares. Neste caso não haveria criação de liquidez e as compras poderiam desvalorizar a moeda. Isto, todavia, ocorreria mesmo sem a compra de dólares, pois o superávit mais alto levaria à queda da taxa de juros necessária para se atingir a meta de inflação. Ou seja, se alguém quer enfraquecer o real, basta adotar uma política fiscal oposta à que temos posto em prática. É mais eficiente do que botar duas instituições governamentais batendo cabeça no mercado de câmbio e, principalmente, evitaria a visita ao Dr. Einstein.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Publicado 14/Out/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-6998259695959807049?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/6998259695959807049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=6998259695959807049&amp;isPopup=true' title='78 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/6998259695959807049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/6998259695959807049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/10/para-fugir-do-dr-einstein.html' title='Para fugir do Dr. Einstein'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>78</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-4822828610520900405</id><published>2009-10-06T11:16:00.002-03:00</published><updated>2009-10-06T11:20:23.139-03:00</updated><title type='text'>A magnitude do ajuste à frente</title><content type='html'>Querem saber o tamanho provável do ajuste fiscal que nos espera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então leiam &lt;a href="http://www.imf.org/external/pubs/ft/spn/2009/spn0922.pdf"&gt;isto&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-4822828610520900405?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/4822828610520900405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=4822828610520900405&amp;isPopup=true' title='126 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/4822828610520900405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/4822828610520900405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/10/magnitude-do-ajuste-frente.html' title='A magnitude do ajuste à frente'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>126</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-5447433759765009799</id><published>2009-10-03T12:31:00.002-03:00</published><updated>2009-10-03T12:43:06.991-03:00</updated><title type='text'>Por que organizar os Jogos Olímpicos?</title><content type='html'>Esta conversa começou nos comentários ao &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; anterior acerca dos custos e possíveis benefícios econômicos de organizar os Jogos Olímpicos. Um comentarista anônimo (A.) me passou a referência do seguinte &lt;a href="http://www.voxeu.org/index.php?q=node/3455"&gt;artigo&lt;/a&gt; do Andy Rose, cuja conclusão reproduzo abaixo.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"&lt;span class="Apple-style-span"   style="  border-collapse: collapse; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 19px; -webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:12px;"&gt;The motivation for hosting a mega-event like the Olympics seems elusive to economists. Plausibly measured net economic benefits are rarely large and typically negative; claims of non-economic benefits are difficult to verify. Yet in practice countries compete fiercely for the right to host such events. Why? Our recent research identifies one potential explanation; countries that host the games enjoy a substantive permanent increase in trade – the “Olympic Effect.” Similar increases in openness are observed for countries that host other mega-events, such as the World Cup and, until recently, World's Fairs. But while hosting a mega-event is sufficient to boost trade, it is not necessary. In practice, we find that countries that bid for the Olympics unsuccessfully also experience a boost in trade, comparable to that received by actual Olympic hosts. This finding implies that the Olympic Effect on trade does not stem from a change in economic fundamentals, caused by the activity or infrastructure associated with hosting the Olympics. Instead, our empirical findings suggest that bidding for the Olympics is a costly policy signal that is followed by future liberalisation. For a country pursuing a trade-oriented development strategy, such an outcome would clearly be attractive."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="border-collapse: collapse;  line-height: 19px; -webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px;font-size:12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou seja, o efeito sobre comércio, de acordo com o &lt;a href="http://www.cepr.org/pubs/new-dps/dplist.asp?dpno=7248.asp"&gt;&lt;i&gt;paper&lt;/i&gt; original&lt;/a&gt; parece vir de uma decisão anterior de engajamento em integração e liberalização comercial, cuja sinalização (custosa, portanto crível) se daria por meio do processo de candidatura à organização dos Jogos. O curioso, portanto, é que - orgulho nacional à parte - o melhor parece ser se candidatar (e sinalizar o engajamento) e perder (o que poupa os custos), embora, é óbvio, houvesse uma forma segura de fazer isto a própria sinalização perderia força.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Honestamente, não sei se é este mesmo o mecanismo, mas a abordagem é original e inteligente. Comentários?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="border-collapse: collapse;  line-height: 19px; -webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px;font-size:12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-5447433759765009799?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/5447433759765009799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=5447433759765009799&amp;isPopup=true' title='55 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5447433759765009799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5447433759765009799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/10/por-que-organizar-os-jogos-olimpicos.html' title='Por que organizar os Jogos Olímpicos?'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>55</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-1217893203207287791</id><published>2009-09-30T07:45:00.001-03:00</published><updated>2009-09-30T07:45:59.968-03:00</updated><title type='text'>A dieta da meta fiscal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Passei uma semana nos EUA visitando investidores e resolvi aproveitá-la em todos seus aspectos, incluindo a facilidade de usar a bicicleta ergométrica do hotel, na qual me exercitei religiosamente (45 a 50 minutos por sessão, com carga ao redor de 75% da máxima) em cinco dos seis dias que estive lá. Reduzi também o consumo de calorias, evitando (exceto por dois jantares, sem sobremesa) os excelentes restaurantes nova-iorquinos. O resultado, como seria de se esperar para um descendente de uma longa linhagem de indivíduos horizontalmente prejudicados, foi uma perda negativa de peso. Em bom português, engordei e, portanto, me desviei ainda mais da meta que me foi imposta há alguns meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri, porém, a solução perfeita: reajustando a meta uns tantos quilos para cima, descobri que, na verdade, estou suficientemente perto do meu peso alvo para deixar de me preocupar com a balança e aproveitar a vida. Redefinindo ainda parcela da gordura como músculo, cheguei à conclusão que não apenas meu peso é adequado, mas também que minha forma física invejável me permite agora até certos prazeres gastronômicos há muito não desfrutados. A minha vida mudou depois da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;dieta da meta fiscal&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, uma criação milagrosamente simples do governo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, caso haja sinais que, por um motivo qualquer, não será possível atingir a meta que o próprio governo se impôs, basta redefini-la, estabelecendo um valor mais baixo. A persistirem as dificuldades, não há problema. Primeiro estabeleça que certos investimentos (executados no contexto do Programa de Aceleração de Crescimento, PAC) podem ser abatidos para fins de aferição do resultado. Não se desespere se houver atraso na execução dos investimentos do PAC: reclassifique investimentos já executados, de forma que passem a fazer parte do programa, permitindo sua dedução da meta de superávit. Se, mesmo assim, a meta parecer inatingível, sempre restará o Fundo Soberano para ajustar as contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, caso tudo isto falhe, ainda é possível, como de hábito, prometer que começaremos, sem falta, a cumprir a meta no ano que vem, a partir de segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora o único problema que a dieta da meta fiscal me causou foi certa dificuldade de caber nas roupas para magros. As confecções nacionais, certamente motivadas pelo seu inexplicável credo neoliberal, não foram capazes de convencer as calças 42 que o diâmetro da minha cintura não deveria ser obstáculo ao seu uso, de modo que continuam se recusando obstinadamente a serem abotoadas. De pouco adianta argumentar que a crise internacional rompeu antigos paradigmas, revelando tanto as falhas da teoria econômica neoclássica como a falácia do estado mínimo tupiniquim; as calças permanecem irredutíveis e, principalmente, inabotoáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos mesmos motivos inconfessáveis, creio, a redução da meta do superávit primário, ainda que ajustada por todas as siglas que consigamos imaginar, não consegue convencer a dívida pública a não crescer. Mais importante ainda, embora a arrecadação provavelmente volte a crescer no ano que vem, o aumento permanente do gasto público também deverá enfrentar dificuldades consideráveis para persuadir a demanda a não continuar se expandindo no contexto de uma recuperação vigorosa da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receio assim que nem o Dr. David Lewi, nem o Banco Central, se deixarão convencer pelas promessas da dieta da meta fiscal. Dificilmente sairei da minha próxima consulta sem uma renovada recomendação de perda de peso, a mesma que o Banco Central fez ao governo na semana passada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Publicado 30/Set/2009)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-1217893203207287791?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/1217893203207287791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=1217893203207287791&amp;isPopup=true' title='63 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1217893203207287791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1217893203207287791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/09/dieta-da-meta-fiscal.html' title='A dieta da meta fiscal'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>63</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-8912338254735025878</id><published>2009-09-19T19:17:00.000-03:00</published><updated>2009-09-19T19:18:23.621-03:00</updated><title type='text'>Estarei fora esta semana</title><content type='html'>Espero conseguir moderar os comentários, mas não prometo.&lt;div&gt;Abs&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alex&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-8912338254735025878?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/8912338254735025878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=8912338254735025878&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/8912338254735025878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/8912338254735025878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/09/estarei-fora-esta-semana.html' title='Estarei fora esta semana'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-8795071587511784386</id><published>2009-09-16T07:49:00.001-03:00</published><updated>2009-09-16T07:53:51.101-03:00</updated><title type='text'>Muito além do jardim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há quem imagine que estejamos revertendo à situação de um país exportador de produtos primários, já que nos primeiros oito meses deste ano a exportação desses bens superou a de manufaturados, fenômeno que deve perdurar no restante de 2009 e, se confirmado, ocorrerá pela primeira vez desde 1979. Como de hábito, porém, o anúncio da nossa reversão à exportação de matérias-primas é prematuro, fruto da observação superficial dos dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender este fato requer-se um breve exame do perfil das exportações nacionais. Tomemos dois grupos relevantes: as grandes economias (GEs) – EUA, União Européia, China e Japão – e a América Latina (AL). O primeiro grupo (38% do comércio global) responde por quase metade de nossas exportações, enquanto o segundo representa fração importante, mas menor, em torno de 22%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto dito, há distinções radicais de composição nas exportações para cada grupo. No caso das GEs, metade das exportações consiste de produtos primários, enquanto manufaturados são cerca de 35%. Esta média, entretanto, encobre grandes diferenças: as exportações para a China são essencialmente de primários (80%); para os EUA, porém, exportamos majoritariamente manufaturados (61%). Já no que se refere à AL nada menos do que 85% das exportações são de bens manufaturados, proporção esta que pouco se altera para cada país da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ainda que as exportações para a AL sejam menos da metade das vendas para as GEs, no que tange aos manufaturados sua relevância é praticamente igual. Cada grupo representa pouco menos de 40% dessas exportações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se sabe, no entanto, o desempenho das importações desses grupos é bastante distinto. No caso das GEs, apesar da forte queda desde o terceiro trimestre do ano passado, já se observa modesto aumento na margem, resultado que deriva essencialmente do crescimento chinês, cujas importações sobem desde o começo do ano. Na AL, todavia, os sintomas de crescimento ainda não apareceram, embora haja sinais muito incipientes no terceiro trimestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que as exportações brasileiras seguem as importações de seus parceiros (a rigor uma aproximação, pois a participação do Brasil tem, na verdade, crescido), a mudança do perfil não chega a surpreender. As exportações de primários têm um desempenho melhor que manufaturados porque as importações chinesas crescem, ao contrário do que ocorre com as importações de nossos principais clientes de manufaturados, a AL e os EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, contudo, um dado alentador. Preços de commodities, fortemente correlacionados com preços de exportação (e termos de troca) latino-americanos têm subido, um fenômeno que leva à recuperação das exportações e, portanto, importações da região com defasagem ao redor de um trimestre. É razoável, pois, esperar que nossos vizinhos sigam, em grau e velocidade variados, uma trajetória de recuperação semelhante à nossa, com implicações positivas para as exportações de manufaturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não entender esta dinâmica continuará acreditando tanto em Papai Noel como na “doença holandesa”.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SrDDJOjUvbI/AAAAAAAAASE/5tSnVgfuUVE/s1600-h/CRB+x+importaÃ§Ã£o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382016118000238002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SrDDJOjUvbI/AAAAAAAAASE/5tSnVgfuUVE/s320/CRB+x+importa%C3%A7%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fontes: Bloomberg e elaboração do autor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Publicado 16/Set/2009)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-8795071587511784386?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/8795071587511784386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=8795071587511784386&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/8795071587511784386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/8795071587511784386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/09/muito-alem-do-jardim.html' title='Muito além do jardim'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SrDDJOjUvbI/AAAAAAAAASE/5tSnVgfuUVE/s72-c/CRB+x+importa%C3%A7%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-403821735729535941</id><published>2009-09-09T09:06:00.000-03:00</published><updated>2009-09-09T09:08:52.242-03:00</updated><title type='text'>Outra dica do Mankiw</title><content type='html'>Belo &lt;a href="http://nationalaffairs.com/publications/detail/capitalism-after-the-crisis"&gt;ensaio &lt;/a&gt;do Luigi Zingales, daqueles que põem a gente para pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-403821735729535941?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/403821735729535941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=403821735729535941&amp;isPopup=true' title='88 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/403821735729535941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/403821735729535941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/09/outra-dica-do-mankiw.html' title='Outra dica do Mankiw'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>88</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-5180119253938345565</id><published>2009-09-02T16:47:00.004-03:00</published><updated>2009-09-02T16:53:55.552-03:00</updated><title type='text'>Irresistível</title><content type='html'>Estava no blog do Mankiw, mas foi vê-la no blog do &lt;a href="http://lmonasterio.blogspot.com/"&gt;Léo Monastério &lt;/a&gt;que me convenceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Sp7NPCgtUHI/AAAAAAAAARc/ypJf2DSC4rw/s1600-h/pricklycity090209.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376960663382741106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 102px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Sp7NPCgtUHI/AAAAAAAAARc/ypJf2DSC4rw/s320/pricklycity090209.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Sp7MINdGRXI/AAAAAAAAARU/waGhGzoU5ZY/s1600-h/pricklycity090209.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-5180119253938345565?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/5180119253938345565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=5180119253938345565&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5180119253938345565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/5180119253938345565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/09/irresistivel.html' title='Irresistível'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Sp7NPCgtUHI/AAAAAAAAARc/ypJf2DSC4rw/s72-c/pricklycity090209.png' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-1205980779516050043</id><published>2009-09-02T07:42:00.002-03:00</published><updated>2009-09-02T07:43:16.145-03:00</updated><title type='text'>Era uma vez (versão animê)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em 2008 o valor da produção doméstica aumentou cerca de R$ 140 bilhões, enquanto os impostos cresceram quase R$ 80 bilhões. Assim, embora a carga tributária tenha atingido já elevados 36% do PIB, a carga adicional superou inacreditáveis 57%. Mesmo com níveis quase obscenos de tributação, ainda há quem defenda a bizarra tese que – graças à transferência à sociedade de parcela considerável daqueles recursos – a carga tributária líquida de transferências seria baixa, assim como seus efeitos sobre a economia. Um pequeno conto, porém, deve bastar para nos convencer do contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez uma economia muito simples: pessoas idênticas produziam (e consumiam) um único produto, feito apenas com trabalho. Tudo que recebiam como salário era consumido, ou seja, a decisão de quanto consumir era exatamente a mesma decisão de quanto trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ainda que as pessoas pudessem ter outros interesses em mente, o custo de se consagrarem ao desenvolvimento do espírito corresponderia àquilo que deixariam de consumir. Em outras palavras, o custo de oportunidade do lazer era o consumo do qual abririam mão para usufruírem de tempo livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia um novo ministro, egresso de um desenho animado japonês, decidiu criar um imposto sobre a renda, prometendo, contudo, sua devolução integral. Destarte, dizia o Pokémon, a carga tributária líquida seria nula, sem qualquer impacto sobre a economia. A partir daquele momento cada trabalhador passou a entregar metade do salário para o governo, recebendo um montante equivalente sob a forma de transferências governamentais. Parecia um arranjo neutro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não era. Embora a renda total (salário líquido mais transferências) fosse a mesma, o custo de oportunidade do lazer caíra substancialmente. Se antes uma hora a mais de lazer significava a perda de uma hora de salário (digamos, R$ 100/hora), sob o novo arranjo esta perda líquida era apenas de R$ 50/hora. Dado isto, as pessoas fizeram o que normalmente fazem, isto é, demandaram mais o que ficou mais barato (o lazer) e menos o que ficou mais caro (o consumo). Vale dizer, passaram a trabalhar menos e, portanto, a produzir menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia parecer irracional. Afinal de contas, trabalhando menos, também a arrecadação cairia, reduzindo as transferências. Cada indivíduo, porém, via a transferência como algo independente de seu esforço pessoal. Mesmo que houvesse a compreensão que, do ponto de vista agregado, a redução do tempo de trabalho implicaria também menores transferências, cada um tinha o incentivo para reduzir o seu tempo de trabalho, na esperança que os demais não o fizessem, pois usufruiria de mais tempo livre enquanto a transferência seria apenas marginalmente afetada por sua decisão. O resultado, mesmo com carga líquida zero, foi queda da produção, do emprego e do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente a economia brasileira é bem mais complexa que esta fábula. Há pessoas diferentes, bens distintos e vários recursos contribuindo para a produção. Isto dito, a lógica do modelo ainda se aplica: se a tributação toma fração apreciável da renda, o estímulo à produção é reduzido, mesmo que os recursos retornem à sociedade, com efeito negativo sobre o crescimento de longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se justifica, pois, a existência de uma carga tributária elevada com o argumento das transferências, dado que são os impostos brutos que reduzem os incentivos à expansão da economia. Essa tese, como tantas outras, serve apenas para defender a qualquer custo o gigantismo estatal no Brasil, ignorando os fundamentos básicos de análise econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Publicado 2/Set/2009)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-1205980779516050043?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/1205980779516050043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=1205980779516050043&amp;isPopup=true' title='46 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1205980779516050043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1205980779516050043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/09/era-uma-vez-versao-anime.html' title='Era uma vez (versão animê)'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>46</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-210155860795125453</id><published>2009-08-27T17:25:00.004-03:00</published><updated>2009-08-31T18:44:54.627-03:00</updated><title type='text'>Análise Crítica da Nota do IPEA sobre Produtividade do Governo x Setor Privado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Graças a uma indicação do Pablo Vilarnovo (ver caixa de comentários do "post" abaixo), fiquei sabendo deste trabalho divulgado ontem (o "link" para o trabalho original encontra-se no fim do "post"). Muitos pediram que eu comentasse o texto do Ipea, mas acho que este trabalho vai direto ao ponto. É algo longo para o padrão do&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;blog&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;, mas vale a pena.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nota Técnica – 26/08/2009&lt;br /&gt;Gabinete do Senador Tasso Jereissati - Assessoria Econômica&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Análise Crítica da Nota do IPEA sobre Produtividade do Governo x Setor Privado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IPEA divulgou o Comunicado da Presidência no. 27, sob o título Produtividade na Administração Pública Brasileira: Trajetória Recente, em 19/08/2009. O trabalho, em resumo, calcula a produtividade da administração pública pelo conceito valor agregado (extraído das contas nacionais elaboradas pelo IBGE) dividido pelo número de pessoas ocupadas no mesmo setor (pela PNAD).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com esses cálculos, o texto conclui que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. ao longo do período de estabilidade monetária considerado, a produtividade na administração pública manteve-se superior à do setor privado, em média, acima de 35%;&lt;br /&gt;II. a produtividade da administração pública entre 1995 e 2004 foi puxada pelo crescimento de 39,8% no Nordeste e de 49,3% no Centro-Oeste (nas outras regiões, o crescimento foi negativo); e&lt;br /&gt;III. os estados da federação que terminaram focando nas medidas de ajuste da administração pública (como os chamados choque de gestão ou administrativo) não foram aqueles, por exemplo, que terminaram registrando a aceleração nos ganhos de produtividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da boa vontade do instituto em contribuir para o debate, todas as conclusões acima estão viciadas (para não dizer, erradas grosseiramente) porque o conceito de valor agregado das administrações públicas pela contabilidade das contas nacionais não permite que se calcule a produtividade das administrações públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este problema não deveria ser novidade. O manual das contas nacionais do IBGE, que segue a metodologia do &lt;em&gt;system of national account&lt;/em&gt; de 1993 da ONU, deixa claro o problema aqui abordado. (Para mais detalhes sobre tal cálculo no Brasil, ver a Nota Metodológica n.11, “Administração Pública”, editada pelo IBGE sobre o Sistema de Contas Nacionais – Referência 2000).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/pdf/11_APU.pdf"&gt;http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/pdf/11_APU.pdf&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O calculo do valor adicionado na metodologia das contas nacionais resulta do cálculo do valor da produção menos o valor gasto com a compra de insumos. Outra forma de dizer o mesmo é que o valor adicionado corresponde à remuneração líquida dos fatores de produção (pagamento de salários, juros, aluguel, lucro, etc.). Acontece que a forma de cálculo do valor adicionado do setor privado e das administrações públicas é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do setor privado, pode-se mensurar de fato o valor das transações com bens e serviços finais e, em seguida, retirar os valores gastos com as compra de insumos (consumo intermediário) para se chegar ao valor adicionado. Por exemplo, o IBGE sabe quanto as empresas compram de insumos, o valor final da produção a preços de mercado. Assim, o valor adicionado pode ser efetivamente calculado (apenas para tornar a análise mais simples, vamos desconsiderar impostos e subsídios):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valor Adicionado (VA) = valor da produção final dos bens e serviços – consumo intermediário – consumo do capital fixo = salários + superávit operacional liquido (dividendos, aluguel, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso o que acontece se vários empresários decidirem contratar 10 mil trabalhadores para que esses trabalhadores fiquem em casa sem trabalhar? Nesse caso, como os trabalhadores não iriam trabalhar, a produção não aumentaria e logo a produtividade dos trabalhadores do setor privado, medida pelo valor adicionado dividido pelo numero de trabalhadores, iria diminuir. No caso do setor público, como explicaremos em seguida, esse mesmo exemplo leva a um resultado diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do setor privado, como não é possível que seja medido o valor de mercado dos produtos da administração pública, como, por exemplo, os serviços de defesa ofertados pelo estado à nação, a produção de serviços não-mercantis das administrações públicas é calculada pelo somatório do consumo intermediário, remuneração dos empregados, outros impostos (líquidos de subsídios) sobre a produção e o consumo de capital fixo. Em outras palavras, a produção do setor público é determinada pelos custos de produção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;consumo intermediário + consumo do capital fixo + pagamento de salários (ativos e inativos) = valor da produção da administração púbica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou de outra forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pagamento de salários (ativos e inativos) = [valor da produção da administração púbica - consumo intermediário - consumo do capital fixo] equivalente à:pagamento de salários (ativos e inativos) = valor adicionado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que a folha de salário aumenta no governo (e exatamente ao contrário do que ocorre nas empresas), o seu valor adicionado cresce independente de os trabalhadores estejam de fato trabalhando ou meramente dormindo, pois a produção do setor público e o valor adicionado são determinados pelos custos. Para deixar mais claro esse ponto, imagine que o governo resolva aumentar os salários de todos os funcionários públicos e, no extremo, mande vários desses trabalhadores para casa para “dormir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais absurdo que pareça, pela metodologia de cálculo do valor adicionado das administrações públicas, a produtividade do setor público iria aumentar, pois o que importa é o valor da folha salarial e não se os trabalhadores estão trabalhando ou dormindo. Logo, é impossível e sem sentido medir a produtividade do setor público com base nos dados das contas nacionais como fez o Comunicado da Presidência no 27 do IPEA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros aspectos metodológicos acentuam ainda mais a crítica. O caso mais pitoresco envolve os inativos da administração pública. Pela metodologia das contas nacionais, o mesmo tratamento dispensado a folha salarial dos servidores ativos é dado ao gasto com inativos não cobertos por contribuição (denominado de “contribuições sociais imputadas” naquela contabilidade). Ou seja, quanto maior o déficit do regime próprio de previdência dos servidores, maior é o valor adicionado pelas administrações públicas e, assim, maior seria sua produtividade.&lt;br /&gt;Fernando Montero comentou ainda a desatenção às mudanças no sistema de contas nacionais realizadas pelo IBGE há poucos anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A nova metodologia das contas públicas no PIB implicou trocar uma hipótese de um consumo constante per capita do bem público por uma hipótese de produtividade constante por trabalho na oferta do bem público. É uma deficiência –produtividade constante- que se aceita nas contas nacionais para o tratamento de bens públicos que carecem de um deflator (i.e. carecem de um preço) e que não possuem um indicador quantitativo próprio como educação (matrículas) e saúde públicas (internações). No texto em questão, o IPEA compara o valor agregado do setor público no PIB com o emprego público extraído do PNAD. As variações mediriam mudanças de produtividade. Ora, se o VAPB medido pelo IBGE baseia-se no emprego público, qualquer alteração de valor agregado/PNAD refletirá uma discrepância na medição de emprego público (entre o IBGE e o IPEA) mais que variações de produtividade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem outros estudos que investigam a eficiência do setor público. É forçoso reconhecer que utilizam metodologia muito diversa, mas nenhum utiliza a mesma lógica do citado comunicado do IPEA e o Brasil também não aparece bem na foto. Vamos citar apenas três fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise internacional recente é a de Antonio Afonso, Ludger Schuknecht e Vito Tanzi, sob título Public Sector Efficiency – Evidence for New EU Member Status and Emerging Markets, publicado pelo European Central Bank, como Working Paper Series n.581, de janeiro de 2006. Mesmo sem contar os países ricos, o Brasil aparece entre os mais mal avaliados. Por exemplo, no caso do indicador de eficiência do setor público, entre 2001/2003 (ver Tabela 3, na página 31), o Brasil alcançou 0,69, ficou em penúltimo lugar num ranking de 24 países (superou apenas os 0,63 da Turquia) e muito distante da média de 1,09.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as avaliações nacionais, chama-se a atenção que o próprio IPEA já editou, dentre outros, um documento recente, dedicado a avaliar a eficiência do setor público e que atendia seu reconhecido padrão de qualidade técnica –caso do Boletim de Desenvolvimento Fiscal, n. 03, de dezembro de 2006, com cinco artigos sobre o tema, inclusive com abordagens e focos diferenciados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sobre a comparação no desempenho dos governos estaduais, uma boa alternativa é o estudo apresentado no XII Prêmio do Tesouro Nacional de 2007, por Júlio Brunet, Ana Bertê e Clayton Borges, sob título “Estudo Comparativo das Despesas Públicas dos Estados Brasileiros: um índice de Qualidade do Gasto Público”. Aliás, qualidade do gasto é uma das áreas temáticas dessa iniciativa da STN e também podem ser encontrados outros trabalhos com o devido rigor técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, é impossível e sem sentido calcular produtividade das administrações públicas pelo dado do valor agregado das contas nacionais, pois esse valor é determinado pelos custos da administração pública, inclusive salários. O mesmo vale para questionar o ajuste fiscal de governos regionais, ainda mais quando chegam ao ponto de reduzir o valor real da folha ou até mesmo demitir funcionários – caso em que foram automaticamente tachados de menos produtivos e ineficientes porque diminuíram o valor que adicionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem é preciso estudar ou lecionar economia para concluir que esse raciocínio não faz o menor sentido. Não se trata de uma divergência de opinião, nem de leituras diferentes de uma evidência estatística, o que seria natural numa democracia e diante das diferentes visões da economia. Aqui, se trata de ignorar o mínimo significado de uma variável e tentar inferir dela algo que ela não informa. O que as contas nacionais brasileiras demonstram é o encarecimento relativo do bem público uma vez que, a preços correntes, o valor agregado da administração pública cresceu mais que o PIB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta a questão de saber o que move dirigentes de instituição tão séria e respeitada, inclusive internacionalmente, a cometer equívocos tão grosseiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a intenção seria tentar justificar que se pode gastar cada vez, sem se preocupar com a receita, com as conseqüências para o futuro, desde que seja possível eleger sucessores e se perenizar no poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Comunicado da Presidência no 27 do IPEA não observa o mínimo critério econômico, nem o bom senso mais elementar e trabalhos como esse podem prejudicar a reputação dessa instituição construída ao longo de mais de quatro décadas de atuação em pesquisas e análises econômicas.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tassojereissati.com.br/attachments/151_IPEAProdutividadePublicaII.pdf"&gt;http://www.tassojereissati.com.br/attachments/151_IPEAProdutividadePublicaII.pdf&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;* * *&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E a humilhação continua.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O objetivo do senador Tasso Jereissati é sempre contribuir para o bom debate técnico. Causou-nos surpresa a nota enviada elo IPEA ao seu blog, pois não há a mínima justificativa técnica para a nota da presidência de número 27 que é objeto da controversa. Apenas para dar um exemplo, a réplica do IPEA enviada ao blog da jornalista Miriam Leitão afirma que: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;"A consulta à literatura especializada ou à própria Assessoria de Comunicação do Instituto permitiria constatar que o método de aferição da produtividade na administração pública e privada no Brasil – utilizada no estudo – encontra-se em plena conformidade com aquele adotado por outras instituições de pesquisa aplicada, como, por exemplo, Centre for the Measurement of Government Activity (Inglaterra), Partnership and Productivity in the Public Sector (Nova Zelândia) e National Center for Public Productivity (Estados Unidos), entre outras. Todas de referência internacional. Como o Ipea." &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a assessoria do presidente do IPEA se enganou mais uma vez. Por exemplo, o Centre for the Measurement of Government Activity (Inglaterra) faz exatamente o oposto do que o IPEA fez. O Professor Atkinson coordenou um grupo de trabalho e escreveu um relatório final em 2005 justamente alertando sobre os problemas do calculo da produção do setor público como estava sendo feito pelo governo Britânico. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;(...)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;" For many years, the contribution of the public sector to national income was measured by simply assuming that output = input. It was taken for granted that you get out what you put in. This assumption is clearly unsatisfactory, since it tells us nothing about how the productivity of the public sector is changing over time. "&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.tassojereissati.com.br/attachments/151_CartaMiriamleitao.pdf"&gt;http://www.tassojereissati.com.br/attachments/151_CartaMiriamleitao.pdf&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-210155860795125453?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/210155860795125453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=210155860795125453&amp;isPopup=true' title='71 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/210155860795125453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/210155860795125453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/08/analise-critica-da-nota-do-ipea-sobre.html' title='Análise Crítica da Nota do IPEA sobre Produtividade do Governo x Setor Privado'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>71</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-4301524097385402451</id><published>2009-08-25T15:06:00.013-03:00</published><updated>2009-09-10T17:26:30.118-03:00</updated><title type='text'>A volta do feijãozinho</title><content type='html'>"Tirando o feijão, o feijãozinho que todo mundo come, nós teríamos uma inflação de 4,4%" (Guido Mantega, 29/Abr/2008) &lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/04/29/tirando_feijaozinho_que_todo_mundo_come_inflacao_seria_de_4_4_diz_mantega-427117291.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/04/29/tirando_feijaozinho_que_todo_mundo_come_inflacao_seria_de_4_4_diz_mantega-427117291.asp&lt;/a&gt; Alguém ouviu o ministro afirmar agora "Tirando o feijão, o feijãozinho que todo mundo come, nós teríamos uma inflação de 4,7%"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SqleVZ2hdOI/AAAAAAAAAR8/x5eRGVbhUvQ/s1600-h/IPCA+x+IPCA+sem+feijÃ£o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379934951680603362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SqleVZ2hdOI/AAAAAAAAAR8/x5eRGVbhUvQ/s320/IPCA+x+IPCA+sem+feij%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Aliás, alguém ouviu o pessoal que explicava a inflação em elevação no ano passado pelos preços de alimentos reclamar agora que a inflação sem alimentos está em 5%, acima da inflação cheia?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SqleFvwu_sI/AAAAAAAAAR0/M1MxKdiPdhw/s1600-h/IPCA+x+IPCA+sem+alimentos.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379934682683997890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SqleFvwu_sI/AAAAAAAAAR0/M1MxKdiPdhw/s320/IPCA+x+IPCA+sem+alimentos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Ninguém? Ainda bem. Achei que tinha ficado surdo.&lt;br /&gt;P.S. Antes de aparecer um comentário cretino sobre taxa de juros noto que nossa previsão é de estabilidade da Selic até o final do ano que vem (a curva de juros, ao contrário, projeta aumentos desde o começo de 2010). Mas só porque nossa análise é simétrica, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.2 A pedido do "campeão ae" segue o índice de difusão (do IPCA, claro) total e sem alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Sqldy_IJwaI/AAAAAAAAARs/XvPK861UdZc/s1600-h/DifusÃ£o.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379934360391238050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Sqldy_IJwaI/AAAAAAAAARs/XvPK861UdZc/s320/Difus%C3%A3o.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;P.S. 3 Segue abaixo, para acalmar a mocinha histérica, o CRB em reais, assim como os preços dos bens importados e exportados pelo Brasil (bens de consumo e o total dos bens importados e exportados). A base é agosto de 2008. Até o final daquele ano todos estavam em patamares superiores aos registrados em agosto, exatamente antes da desvalorizaçao da moeda. O conjunto das coisas que o Brasil importou e exportou ficaram só 23% mais caras em moeda local... (Mas como não fez a conta vai ter que comer o feno sem o torrão de açúcar).&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Sqldfj9CY0I/AAAAAAAAARk/tMq1JL_h0Mk/s1600-h/PreÃ§os+internacionais+em+reais.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379934026679345986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 219px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/Sqldfj9CY0I/AAAAAAAAARk/tMq1JL_h0Mk/s320/Pre%C3%A7os+internacionais+em+reais.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-4301524097385402451?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/4301524097385402451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=4301524097385402451&amp;isPopup=true' title='82 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/4301524097385402451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/4301524097385402451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/08/volta-do-feijaozinho.html' title='A volta do feijãozinho'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RYh7B1B798Q/SqleVZ2hdOI/AAAAAAAAAR8/x5eRGVbhUvQ/s72-c/IPCA+x+IPCA+sem+feij%C3%A3o.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>82</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-1153595229272197619</id><published>2009-08-19T09:43:00.004-03:00</published><updated>2009-08-20T18:15:56.141-03:00</updated><title type='text'>Uma tese com substâncias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Começo este artigo algo constrangido. Voltar a temas que já visitei me parece falta de imaginação, mas, acreditem, não é minha culpa. Se há – independente da avassaladora evidência empírica acumulada no período – quem ainda insista em teses rejeitadas pelos dados, só me resta continuar apontando as incongruências entre estas e a crua realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me, é claro, aos faniquitos sobre a taxa de câmbio. A acreditar no que certa corrente de economistas afirma, a apreciação do câmbio real nos levará a crescimento medíocre, desindustrialização e espinhela caída. Por outro lado, câmbio fraco curaria tudo, de unha encravada a coração partido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é a primeira vez que ouvimos esta conversinha. Quem se interessar pode encontrar no meu blog um levantamento que fiz no começo do ano passado sobre afirmações de ilustres “keynesianos de quermesse” alertando sobre a iminente destruição do nosso parque industrial (&lt;a href="http://maovisivel.blogspot.com/2008/02/cmbio-internacionalizao-e.html#comments"&gt;maovisivel.blogspot.com/2008/02/cmbio-internacionalizao-e.html#comments&lt;/a&gt;) feitas em 2006 e 2007. O curioso é ouvi-la de novo, logo após a previsão ter se mostrado completamente errada pelo desenvolvimento do país nos últimos anos até a eclosão da crise.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De fato, o crescimento, não só da produção industrial, mas do PIB, acelerou-se consideravelmente até setembro de 2008. No que se refere à primeira, a taxa média de expansão em quatro anos atingiu algo como 4,5% ao ano, quase três vezes superior à registrada em períodos anteriores. Além disto, como já destacado aqui, o crescimento foi liderado pelos setores de maior intensidade exportadora, fenômeno difícil de conciliar com a afirmação acerca da influência negativa do câmbio sobre a atividade industrial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade que o melhor desempenho destes setores poderia resultar da maior demanda global por commodities, mas há dois fatos que sugerem não ser este o motivo. Primeiro porque o peso de commodities nos setores mais e menos expostos à exportação é muito semelhante. Além disso, um exame mais detalhado do desempenho industrial nos últimos anos mostra predomínio de segmentos não produtores de commodities entre os que mais cresceram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Observa-se também uma aceleração apreciável da produção de bens de capital para uso industrial, indicando aumento do investimento no setor. Vale dizer, enquanto certas lideranças do setor vaticinavam a decadência inevitável da indústria brasileira, os industriais propriamente ditos tratavam de modernizar e ampliar suas instalações, um desenvolvimento também incompatível com a noção de desindustrialização.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, se é verdade que houve queda da participação de manufaturados na pauta exportadora, tal queda não resultou da redução (ou desempenho medíocre) das exportações de manufaturados, que cresceram além do comércio internacional nos últimos anos (até a crise), mas sim da expansão excepcional dos produtos primário, impulsionados pelo aumento extraordinário dos preços internacionais de commodities. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tiro disto duas conclusões. A primeira, mais simples, é que a tese da desindustrialização simplesmente não sobrevive ao confronto com os dados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A segunda, mais importante, é que certas correntes de pensamento econômico local insistem em formular teses cuja correspondência com os fatos varia do tênue ao inexistente. Não à toa, têm se provado consistentemente equivocadas, e continuarão a sê-lo até abandonar o apriorismo e mostrar um mínimo de respeito à realidade. Pelo que vejo, apenas o abuso de substâncias liberadas na Holanda poderia explicar o apreço incompreensível à tese da “doença holandesa”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Publicado 19/Ago/2009)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-1153595229272197619?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/1153595229272197619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=1153595229272197619&amp;isPopup=true' title='123 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1153595229272197619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/1153595229272197619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/08/uma-tese-com-substancias.html' title='Uma tese com substâncias'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>123</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-166497424090410357.post-8176762186452568667</id><published>2009-08-11T18:58:00.003-03:00</published><updated>2009-08-11T19:04:14.539-03:00</updated><title type='text'>Blog novo na parada</title><content type='html'>O Carlos Eduardo (Dudu) Soares Gonçalves e o Mauro Rodrigues acabaram de lançar seu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; (Sob a Lupa do Economista, o link já está na minha lista de &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt;), já dizendo a que vieram, revelando mais um dos muitos disparates cometidos pelo Torquemada de Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que conheço do trabalho de ambos, não será apenas bom. Vai ser muito divertido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/166497424090410357-8176762186452568667?l=maovisivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://maovisivel.blogspot.com/feeds/8176762186452568667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=166497424090410357&amp;postID=8176762186452568667&amp;isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/8176762186452568667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/166497424090410357/posts/default/8176762186452568667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maovisivel.blogspot.com/2009/08/blog-novo-na-parada.html' title='Blog novo na parada'/><author><name>Alex</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16519179514106647031</uri><email>alexandre.schwartsman@hotmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07355018395735330625'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>25</thr:total></entry></feed>