tag:blogger.com,1999:blog-16193018505471500342008-08-21T19:26:55.157-07:00Ponto KEspaço reservado para construções e, principalmente, descontruções.Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comBlogger16125tag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-74537651049053222222008-08-20T00:45:00.000-07:002008-08-19T23:41:26.271-07:00Elizabeth Karine, muito prazer!<a href="http://3.bp.blogspot.com/_lqzh7zsayxw/SKu4EcdUigI/AAAAAAAAACk/GkbPwu27nrE/s1600-h/ka-escola4.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236481378246494722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lqzh7zsayxw/SKu4EcdUigI/AAAAAAAAACk/GkbPwu27nrE/s400/ka-escola4.JPG" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;"><strong>Em tempos de folclore, onde seres fantásticos e geniais povoam o imaginário popular, surge a idéia de falar da minha lenda pessoal. Vamos lá, então!</strong></span></div><span style="font-family:arial;"><strong><br /><div align="justify"><br />Diz a lenda que a quinta e última filha de um casal de mineiros seria agraciada com o nome duplo: Elizabeth Karine. Nascia em 1975, uma menina franzina, de olhos grandes sempre atentos a tudo e a todos. Sua missão aqui seria, acima de tudo, superar obstáculos em nome do amor.<br /><br />A começar pelo nome, Elizabeth é aquela consagrada a DEUS e Karine significa aquela que é querida por todos. Amparada sob a proteção do céu e destinada a conquistar seu lugar ao sol e no coração das pessoas ela crescia. </div><div align="justify"></div><div align="justify"><br />O primeiro sacrifício pelo qual iria passar, seria ter que conviver com a precoce separação dos pais. Acostumada a ter a família reunida, a almoçar e jantar em torno de uma grande, porém, humilde mesa, essa fragmentação mexeu com seu coração infantil.<br /><br />Logo depois, teve que engolir a ausência dos irmãos que um a um, iam seguindo seus próprios caminhos. Essa dor doeu forte e cruel, pois, os três irmãos supriam a falta do pai na cabeceira de sua vida.<br /><br />Seguiu, tentando viver ao lado de sua irmã, entretanto por serem extremamente parecidas, duas leoas, a convivência não fora fácil. Xarás de primeiro nome, comparavam-se em todos os aspectos. A irmã, mais velha e mais astuta, aprendera tenramente que a vida massacra os fracos. Sobressaía-se em tudo, e, à caçula era delegado pagar o preço de não saber entregar ou magoar alguém.<br /><br />Viu-se surpresa quando fora lhe apresentado um novo pai e uma nova vida, totalmente destituída dos valores que cultivava anteriormente. Cabe registrar aqui que ela amargara anos e anos chamando um ser que tinha o mais puro asco de pai. Muitas vezes, percebia-se entre a cruz e a espada. Não sabia que direção tomar. </div><div align="justify"></div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify">Em quase todas as noites, precisava cantar baixinho e agarrar-se firmemente a DEUS, para despistar seus ouvidos dos sons promíscuos que lhe cercavam. DEUS, sua crença NELE sempre fora muito acentuada. Mesmo quando a vida lhe fechava portas, mesmo quando seu coração estava magoado com a vida, ela segurava-se nas Mãos do Onipotente e se fazia forte.<br /><br />Bem mais tarde, percebera que a vocação de educadora, o amor aos livros e estudos salvou-lhe de tornar-se uma qualquer. Isso, ela deve, sem dúvidas, à sua mãe. A irmã fugira daquele ambiente, casando-se. Ela, porém por amor à mãe, fora obrigada a permanecer tão somente ali, embora seu coração ansiasse por outros horizontes bem mais azuis, nos quais passeava quando sonhava e escrevia.<br /><br />Superando percalços, ela fora caminhando pela vida a fora até que uma dor descomunal e indescritível tomou conta de seus quatorze anos de vida. Sem se despedir, seu pai morrera. Ao vê-lo no caixão, tentava lembrar-se do pouco tempo em que conviveram, das palavras, do gentil filhinha que sempre ouvia de sua boca de homem alto, bonito, bem vestido e de envergadura imponente. Sentira-se demasiadamente triste nesse ínterim, pois não reconhecia o pai que vida lhe dera. Isso corroía a sua alma de menina moça. Fase em que a figura paterna é também essencial.<br /><br />Durante a adolescência, encolheu-se na timidez e privou-se de virar borboleta. Preferira a segurança de ser lagarta enclausurada em seu casulo confortável. Não assumira o papel de protagonista, sempre em detrimento de amigas, muito embora, tivesse todos os méritos para isso. Somente era personagem principal da vida quando escrevia. Ah, nesses momentos era verdadeiramente livre. Sonhava, despojava-se dos andrajos que a escondiam e lutava bravamente acreditando que era possível tornar-se quem era de verdade. Nesse universo particular, o da escrita, seus mais inacreditáveis sonhos eram reais.<br /><br />Ela, por ser essencialmente amor, precisava de amor. O afeto e o carinho sempre fizeram parte de sua natureza, tanto quanto o comer e o beber. Por isso, fizera ao longo da vida, bons e verdadeiros amigos, companheiros de caminhada que tornavam o pôr-do-sol ainda mais feliz, pois ela dividia seu mundo com as pessoas que amava e isso aprazia ao seu coração, fechando as lacunas abertas.<br /><br />Aos dezessete anos tornara-se quase dona de sua vida. Mantinha-se sozinha. Destacava-se pela inteligência e criatividade. Era grande seu esforço em conquistar seu espaço. Algo meio inevitável já que ela se doava à Educação de corpo e alma. Sua esperança incorruptível e incontaminável não deixava murchar a certeza de que dias melhores viriam. E porque ela acreditava nisso, isso tornou-se sua realidade. Por mais difíceis que fossem seus objetivos, ela sempre encontrava uma maneira de superar os obstáculos. Enchia seu coração de perseverança e enfrentava os desafios e tudo concorria para seu sucesso. Em pouco tempo, tornou-se uma jovem, competente e reconhecida educadora.<br /><br />O lado profissional se destacava amplamente, enquanto seu coração carente de afeto sonhava com o príncipe que lhe levaria por uma interminável viagem de paixões. Numa dessas curvas da vida, entre as pedras que precisava saltar, o brilho dos olhos cintilou mais. Não havia erro. Aos dezenove anos o verdadeiro amor chegara ao seu coração.<br /><br />Nada mais faltava. Seus olhos viam-se em outros: puros, meigos, honestos, denotadamente másculos e sobretudo, fiéis. Todos os caminhos sempre desembocavam em seu coração guerreiro, sendo assim, ela mergulhou, sem hesitar no rio de paixões que corriam por sua vida. Naquele momento tornou-se mulher.<br /><br />Tomara corajosamente a decisão mais feliz de sua vida. Desprender-se de sua mãezinha e casar-se com o homem de sua vida. Aceitou a felicidade que lhe era oferecida pelo destino, renunciou ao papel de lagarta e tornou-se uma bela borboleta, feliz, sorridente, confiante. Criou laços concretos e sólidos com o amado. </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Seus olhos, infelizmente, não conseguiram perceber que aqueles instantes não seriam definitivos e sim, uma brisa extremamente gostosa, mas passageira que iria embora ao sabor do vento. Para era, que antagonizou o poeta, as nuvens eram feitas de algodão, a felicidade era para sempre, o amor, eterno...<br /><br />Entusiasmada pela impressionante cumplicidade, embarcou no matrimônio, sem no entanto, esquecer sua vida profissional. Alavancou-se e produziu muito. Produziu com a matéria-prima que escrevera outrora. Transformou-se em co-autora da vida e metamorfoseou seus escritos em realidade. Seus sonhos, um a um, iam tornando-se acontecimentos reais.<br /><br />Às vezes, ela lutava com quem amava, tanta era sua dedicação à sua paixão maior: a Educação. Essa luta não era negativa e jamais poderia ser considerada uma dificuldade para aquele amor fecundo e sincero. Cada vez mais e mais, ele, o amor, tornava-se firme como uma rocha e recheado de surpresas singelas que desconfiguravam a rotina do dia-a-dia.<br /><br />Com ele, ela dançava na rua enquanto ia para o trabalho, ela via o mundo com olhos bons, falava de amor à primeira vista. Defendia suas idéias que até aquelas que pareciam ridículas. Com ele, ela não tinha medo algum de chorar mágoas antigas ou alegrar-se com novas descobertas. Com ele, ela permitia-se viver sem medo. O passado, as noites tristes ficaram adormecidas. Com ele, todas as loucuras e aventuras eram vividas, bem vividas.<br /><br />Agradecida a DEUS, por viver momentos ímpares, ela sorria o sorriso confiante de quem ama: o sorriso de fé, de esperança e de amor. Trinômio indissociável que norteava sua estrada. Sua vida não era perfeita, mas aquele homem imperfeito dava-lhe forças e, sobretudo, coragem para enfrentar seus demônios.<br /><br />Recebera daquele homem o presente mais precioso, o tesouro mais valoroso. Ele abrira mão de tudo, absolutamente TUDO, para lhe dar a ela um filho. Nunca sentira-se tão amada diante de tamanha prova de amor e desprendimento. Depois de uma gravidez dolorosa nasceu o rebento que fora acolhido por ambos como o fruto do mais sincero e fiel amor entre um homem e uma mulher que verdadeiramente se querem bem.<br /><br />Não haveria sacrifício maior a ser vivido, era o que ela, em sua ingenuidade pensava. Seria eterno aquele sonho. Sequer imaginaria que poucos anos depois, ela veria em oito meses seu homem morrer, acabar-se pouco a pouco em seus braços. Canções dolorosas foram cantadas silenciosamente pelos lábios dela cada vez que a morte pedia licença e levava um pedaço do homem amado, que em meio à dor, era exemplo de abnegação, força e fé em DEUS.<br /><br />Ele jamais perdera a esperança na VIDA mesmo quando essa lhe abandonava. Segundo ele, se a mulher que amava sorrisse, cada injeção, cada remédio, cada agulhada seria um néctar de amor que o deixava pleno, feliz e confiante de que felizes para sempre eles seriam.<br /><br />Sem que ambos soubessem, a separação era inevitável e precipitava-se sobre eles. O infortúnio chegara no dia vinte de agosto de 2006. A dor física que tomava conta dele fez-lhe sucumbir numa hemorragia incontrolável que lhe tirou dos braços de Elizabeth Karine.<br /><br />Para ele, cessara a dor.<br />Para ela, começara a dor maior.<br /><br />Ao ter seu amor arrancado de seu seio, sua vida desabara em depressões, lágrimas e luto. Um mundo sombrio era encenado no palco daquela solidão. Fora abandonada por muitos. O que lhe causou revolta e tristeza. Tristeza e revolta. Tentou então, mostrar o pior de si. Escondeu a força interior atrás da agressividade, usada como defesa, diante das ameaças. Murmurou e murmurou contra DEUS. Discutia com ELE, incrédula com a Sua imparcialidade diante de seu sofrimento. Disfarçou o medo da solidão com um ar prepotente de independência. Desacreditou-se profissionalmente. Nem mesmo o trabalho que outrora lhe trazia prazer, animava-lhe a produzir.<br /><br />Chegara a pensar na sua morte como solução para todos os problemas. Envergonhou-se muito por deixar a crueza da depressão dominar seus dias.<br /><br />Não obstante, descobrira presenças importantes. Sua mãe, tornara-se amiga. Uma grata e feliz surpresa. A irmã, que estava muito e muito distante, em outro país, tornou-se uma verdadeira companhia, sempre presente nos momentos em que o desânimo curvava-lhe o corpo. O filho, muito amado, tornou-se a sua razão de abrir os olhos e entender que a vida é linda, e mesmo a morte, tem muito a ensinar.<br /><br />Assim, ela entendeu que cada um tem seu próprio destino e a cada um cabe tornar-se sujeito ativo dos seus próprios passos. Pensando assim, ela resolvera não permitir mais que a roda viva a carregasse pra lá e pra cá. Ela não podia escorar-se nos outros para ser feliz. Ela não precisava andar com muletas. Ela podia caminhar sozinha. Podia até voar, se fosse isso que seu coração desejasse.<br /><br />Enfim, após 730 dias de lembranças amargas, ela dera o primeiro passo em direção à sua liberdade. Aprendera a voar sozinha. Tornara-se mais bela porque voava sozinha. Tornara-se mais forte porque suas asas sobrevoavam sua vida e ela podia ir para onde quisesse. Podia mergulhar no infinito e encontrar sua paz.<br /><br />Despiu-se do luto e assumiu por inteiro sua Lenda Pessoal. Retomou a fé em DEUS, pois sabia que ELE conhecia todas as possibilidades diante de todas as impossibilidades humanas. Debelou a tristeza e despediu-se do passado.<br /><br />Sabia que sua missão era amar. Já tinha se dado tempo suficiente para sofrer. A posição passível de leitora de sua própria vida findara-se. A caneta em sua mão não teria a limitação de colocar um ponto final em sua história, apetecia-lhe mais as reticências, as exclamações, vírgulas e por que não, as interrogações.<br /><br />O Universo não julga: conspira a favor do que desejamos. Por isso mesmo, ela olhara para dentro de sua alma, descobrira e deixara sair sua vontade de viver e seu desejo incontrolável de AMAR NOVAMENTE.<br /><br />Amar a Vida. Amar a DEUS. Amar a Si. Amar o Próximo. Amar os Seus. Amar o Amor!</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">***</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">Amigos(as), perdoem-me os erros. O post foi escrito no calor da emoção. </div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">Beijo Karinhoso,</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">Ká</strong></span></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-46080169914366035202008-08-13T17:55:00.000-07:002008-08-15T11:47:49.776-07:00Prêmio Dardos<a href="http://3.bp.blogspot.com/_lqzh7zsayxw/SKRrO91pR_I/AAAAAAAAACc/vhyyVH8EVy4/s1600-h/dardos.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234426571773265906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lqzh7zsayxw/SKRrO91pR_I/AAAAAAAAACc/vhyyVH8EVy4/s400/dardos.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Pessoas Lindas, </span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:Arial;">Fiquei muito feliz com o belo presente que recebi da Andréa Motta: o "Prêmio Dardos". Agradeço-lhe de coração pelo carinho comigo e com esse humilde espaço que existe exatamente para alegrar meu coração, trocar idéias e acrescer meu mundo de amigos.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">"Com o Prêmio Dardos, se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc..., que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">O Prêmio Dardos tem certas regras:</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">1. Aceitar exibir a distinta imagem.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">3. Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos".</span></div><span style="font-family:arial;"><br /><div align="justify"><br />Então para compartilhar esse prêmio comigo, escolhi amigos(as) MUITO ESPECIAIS (amigos(as) de velha data, atuais e promissores):</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">São eles(as):</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">DORA VILELA - Pretensos Colóquios</div><br /><div align="justify">FABI - Quase Trinta</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">SÔNIA - Pérolas de Pérola</div><br /><div align="justify">AUTOR - Confissões a Esmo </div><div align="justify"><br /></div><div align="justify">CLECIA - Meu Mar Azul</div><br /><div align="justify">TATI - Veleidade</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">MÁRCIA - A Vida é como uma Rosa</div><br /><div align="justify">SHI - Putitanga</div><br /><div align="justify">JANAÍNA - Alfarrábio</div><br /><div align="justify">CRYS - Jardim de Letras</div><br /><div align="justify">MIGUEL - Prosa e Verso</div><br /><div align="justify">EUZA - Loba</div><br /><div align="justify">JENS - Toca do Jens</div><br /><div align="justify">EDU - Casado(i)s</div><br /><div align="justify">SILVIO AFONSO - Prosa e Verso na foto</div><br /><div align="justify">PATRÍCIA GOMES - Alma do meu sonho</div><br /><div align="justify">DÉBORA BELLENTANI - Escritora Caipira, um dedo de Prosa</div><br /><div align="justify">ANINHA, PRI, MÁRCIA, SHU, RÊ, GGEL, CAROL, KÁTIA - 7 x 7</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">***</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">Abaixo, a derradeira parte do meu conto. </div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">Meu beijo muito Karinhoso a todos! </div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">Ká</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">***</div></span><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">LUCIDEZ</span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">A pesadíssima embriaguez turvava ainda mais sua visão que se confundia com lágrimas que cortavam aquela face bonita mais do que uma faca bem afiada. Voltava da balada. Música bacana. Ambiente bacana. Pessoas “bacanas”. Tudo deveria, teoricamente, estar bacana... mas, seu coração estava dilacerado. Machucado, ferido por demais. Por todos e, principalmente por ela mesma.<br /><br />As mãos mantinham-se firmes na direção. Os pés aceleravam até o ponto em que seu bom senso (se é que ainda tinha algum) ordenava. Nos lábios, só xingamentos. Palavras tortas. Palavras feias. Palavras vis. Não acreditava que tinha vivido tudo aquilo. Não acreditava que tinha se submetido a tal situação. Não acreditava que tinha chegado ao fundo do fundo do poço.<br /><br />Cansada, não de dançar, mas de sofrer. Cansada, não da balada, mas da forma como se deixava embalar. Cansada da maquiagem pesada que não conseguia esconder a dor dos seus olhos. Cansada de se enganar. De fantasiar a ilusória de que tudo seria como antes: romântico, feliz, pleno. Cansada, muito cansada, encontrou finalmente a garagem do prédio. Sem saber como, estacionou. Faróis desligados, depositou o rosto choroso sob o colo. Alguns minutos depois, recostou-se então no banco, procurando conforto. Um suspiro de imensa insatisfação saiu de seus lábios.<br /><br />Seus olhos encontraram o céu. Algumas estrelas cintilavam na madrugada cálida. Quem a vida pensava que era? Quem lhe dera tanto poder assim para lhe dizer tudo aquilo? Que tipo de arrogância era essa que jogara-lhe na cara o que ela não queria ouvir? Descera do carro. Caminhava a esmo. Passos atarantados levaram-lhe até seu apartamento. Livrou-se dos sapatos. Deixou seu corpo cair no sofá. Abraçou-se a uma almofada. Chorou copiosamente.<br /><br />Levantou-se. Foi para o quarto. Livrou-se das roupas. Sentou-se frente ao computador. Pôs-se a escrever. Uma procissão de palavras desacertadas caminhavam entre seus dedos e a tela do micro. Era preciso ordenar as idéias. Era necessário encontrar-se naquele tufão de pensamentos atordoados. No fundo, a vida lhe dera mais uma chance de re-escrever aquela história. A sua história. A vida lhe mostrava a raiz das coisas. Isso lhe causava perplexidade.<br /><br />Por caminhos fantasiados, caíra num destino inventado. Isso lhe era muito cômodo. E durante toda a sua vida, procurara a comodidade de estar segura num mundinho trancado e feliz. Numa redoma intocável que infelizmente (ou não) quebrara e lhe colocara frente a frente com o mundo real, com verdades, às vezes, sensatas, às vezes, cruéis e, outras tantas vezes, apenas verdades indispensáveis.<br /><br />Incapaz de continuar a escrever, deixou-se ficar parada, imóvel, jogada naquela cadeira. Impossível precisar o tempo em que ela ficou ali. O corpo em silêncio, porém os pensamentos invisíveis saltavam barulhentos e faziam piruetas dentro daquela cabeça que buscava apenas entender e, sobretudo, aceitar aquela ausência inadmissível, intocável, inassimilável e instransponível... dentro daquela cabeça, era importante compreender que a vida é uma constante, e, que não pára e não fala mansinho, muito menos enxuga as lágrimas das pessoas... dentro daquela cabeça era essencial aceitar e aprender a conviver com as novas presenças que lhe eram impostas... dentro daquela cabeça era vital necrosar definitivamente o passado.<br /><br />Aprumou-se ainda pálida. Uma expressão de rosto ressurgia ainda incerta e incompreensível. Talvez ela já tivesse entendido. Talvez ainda fosse preciso mais e mais reflexão.<br /><br />Um mal-estar apoderou-se de seu corpo. Começou a se sentir incomodada com a resposta do seu organismo à grande quantidade de álcool ingerida. Uma ânsia percorreu suas entranhas. Vomitou então suas tristezas e angustias, sua raiva e seu medo, vomitou tudo aquilo que, por tempos e tempos, lhe sufocava.<br /><br />Fora tão grande seu esforço... fora tão intenso seu vômito... que ali adormecera...<br /><br />Sonhou. Sua urgência era ser entupida com a presença de quem se foi. Ter de novo, o amor de sua vida, sua carne, seu osso, seu nome, sua voz... Gritou aos quatro ventos. Urrou pelas trevas daquela ausência sem fim. Buscou a noite que a nutria de insônia. Esqueceu todos os conselhos e seguiu por caminhos escuros. Passeou pelos desacertos de estranhos desertos.<br /><br />Ignorou todas as regras. Puniu-se sem piedade. As armadilhas da vida lhe pegaram. Prenderam-na dentro do espelho. Não cabia mais em si. Ela transformou-se em muitas almas desorientadas. A criança. A filha. A irmã. A amiga. A prima. A menina. A moça. A mulher. A mãe. A esposa, a viúva...<br /><br />Encostou sua face com a face do escuro. O medo regia seus atos. Estava abandonada, desordenadamente jogada a sua própria sorte. Presa dentro de si. Seus dedos procuravam a saída. Um mar de lamentações e remorsos fizeram seu coração mitigar suas dores sem curar a causa mãe de tudo. Os reflexos dentro do espelho eram imprecisos. Lutava corpo a corpo consigo mesma. Com suas várias faces.<br /><br />Um silêncio invadiu o espelho. Nada mais era ouvido. Nem um sussurro. Nem o barulho do vento. Nem a própria respiração. De repente, uma vozinha mansa começou a falar baixinho. Era a voz perenizada de sua consciência. Meticulosamente, sua consciência conseguiu fazer uma mixagem de diálogos vividos. A pressão dentro do espelho era maior do que se podia agüentar. Um estrondo e tudo voou pelos ares. Não restara pó sob pó.<br /><br />O mito perigoso que induzia seu pensamento e norteava seu comportamento fora destruído. E junto com ele o medo de viver. A insegurança de se assumir enquanto mulher dona de seu próprio nariz. Dona de sua própria vida. A anistia tão esperada chegara ao coração dela. Era a despedida de si.</span></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-74366471761374056622008-08-04T21:27:00.000-07:002008-08-04T21:34:29.352-07:00Despedida<div align="justify"><strong><span style="font-family:arial;"><br />E ela volta a escrever no plágio a Lispector procurando entender, buscando reproduzir aquilo para o qual não há reprodução, tentando sentir até o último fim o sentimento que permanece (até quando?) vago e sufocador...<br /><br />Chegou em casa, mais uma vez... sua rotina dos últimos meses era mescla de alto e baixo astral. (Não é essa a mesma rotina do resto dos mortais?)<br /><br />Num dia, era puro êxtase, brincava com a noite, dançava de mãos juntas com a vida, brindava com a alegria efêmera, embriagava-se no torpor que lhe causava a sensação de que o mundo podia acabar-se lá fora... ela queria apenas festa... vida, em seu coração. Nesses momentos, se alguém conhecido a visse, certamente jamais imaginaria que a máscara social estava sendo ali usada para que assim pudesse atravessar os dias sorrindo...<br /><br />Noutro dia, (ah, como seria bom se só houvessem dias de sol...) a briga interna era uma tortura. Seu corpo só queria cama (não no sentido bíblico) só queria dormir, tomar algo que levasse ao passado, (como é difícil dribá-lo e esquecê-lo! Será impossível?). Classificava tais dias como dias de solidão dos silêncios imensos, onde a alma ficava hipersensível e aberta a todas as vibrações, tudo lhe fazia sofrer, qualquer palavra podia ser mal interpretada e causar um mal estar tremendo.<br /><br />Os sentimentos correm dos dois lados, intensos e desarvorados. Ora alegria. Ora tristeza. Ora euforia. Ora melancolia. Ora isso... ora aquilo... o que incomodava à ela era a intensidade. Tanto a tristeza era descomunal como a alegria gigantesca. Coisas boas e ruins acontecem a todos indistintamente e, o grande objetivo dela era entender e conviver com isso.<br /><br />Sua lucidez era louca, a inconstância permanente, a inquietude envolvia a sua comodidade. Pintava a realidade com alguns sonhos água com açúcar, alguns transformavam-se em cenas concretas.<br /><br />Apenas uma amiga decifrava suas lágrimas. Algumas vezes, chorava lágrimas que desabrochavam em sorrisos, outras, chorava pra valer sem derramar uma única gota de lágrima.<br /><br />Sempre amou mais do que podia, e, claro, por medo, menos do que a capacidade do seu coração. Uma característica marcante é a entrega. Ela sempre se entrega e se atira de cabeça, contudo, quando recua jamais volta atrás, mesmo quando percebia que o erro podia ter sido seu.<br /><br />Autêntica, mesmo que sua franqueza causasse mal estar. Ela sempre fora solícita aos apêlos do seu coração, porque para ela, nada podia ser mais fiel que ele. E por isso, mesmo... seu coração agora lhe aconselhava à liberdade total e irrestrita. Nada dessa história de colocar um amor para curar o outro. Isso podia funcionar na ficção ou na vida dos outros, na dela, nunca dera certo.<br /><br />O momento pedia uma despedida. Uma grande despedida. Despedida do passado. Despedida do amor que passou. Despedida da pessoa que era enquanto vivia o amor passado. Precisava urgentemente, arrematar a aquela história (linda) dentro de si.<br /><br />Não havia mais espaço em seu coração para as lembranças ou as saudades. Seu coração precisa desconstruir-se, re-descobrir-se, deixando as sombras do passado no passado.<br /><br />Outro tempo descortinava-se para ela. Se seria bom ou ruim, não podia responder. Não, agora. Entretanto, precisava ser vivido intensamente.<br /><br />Marcara a data e a hora para se libertar do passado. Não pedira licença à vida para isso. Apenas decidira e pronto: meia noite e quarenta e cinco minutos do dia vinte de Agosto de 2008.<br /><br />Esse era o dia. Essa era a hora. A hora da despedida de si mesmo.</span></strong></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-29637679318294652982008-07-22T10:08:00.000-07:002008-07-22T10:37:40.993-07:00DIA INTERNACIONAL DE PESSOAS ESPECIAIS<a href="http://bp2.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SIYZS7ubFqI/AAAAAAAAACU/-0nqEZ8XdcY/s1600-h/AMEI8.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225892230670784162" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SIYZS7ubFqI/AAAAAAAAACU/-0nqEZ8XdcY/s400/AMEI8.jpg" border="0" /></a><br /><span style="font-family:arial;"><strong>Família muito amada por mim, Sônia, Paulo, Carol (linda aniversariante, a loirinha) e Rafa que adoro!!!</strong><br /><br /></span><a href="http://bp3.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SIYYOEZb7MI/AAAAAAAAACM/jK0T1fjvNSs/s1600-h/AMEI9.jpg"><span style="font-family:arial;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225891047587704002" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SIYYOEZb7MI/AAAAAAAAACM/jK0T1fjvNSs/s400/AMEI9.jpg" border="0" /></span></a><span style="font-family:arial;"><br /><br /><br /><strong>Fran é a de vermelho... Lê o de smoking (risos), Eu de verde, Carla e Plis! Fran, tudo de bom pra você, querida!<br /></strong><br /><br /><br /></span><a href="http://bp2.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SIYVsuQM3kI/AAAAAAAAACE/4J24qvjqMSI/s1600-h/sem+título.bmp"><span style="font-family:arial;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225888275684449858" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SIYVsuQM3kI/AAAAAAAAACE/4J24qvjqMSI/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /></span></a><span style="font-family:arial;"><br /><strong>(Digamos que o tempo só fez vc ficar ainda melhor, meu querido!)<br /></strong><br /><br /><br /></span><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Eu sei que sumi, meu povo querido... mas foi por uma boa causa, a minha vida, é claro!</span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Mas voltei especialmente hoje para homenagear pessoas especiais.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Direto do túnel do tempo, o retrato blogado do meu amigo, irmão e aniversariante do dia Leandro!</span></div><br /><br /><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Retrato Blogado (quase escrevi outra palavra)<br /><br /><strong>LEANDRO FARIA CHAVES</strong><br /><br />Lê, faz cara de quem não sabia, queixo caído, atônito, surpreso, espantado, boquiaberto, só não baba, tá, lindo? rssss<br /><br />No dia 15 de março de 2004, tive a honra de receber no Espaço a visita desse menino-moleque-rapaz-homem chamado Leandro ou de forma mais Karinhosa Lê, Lezinho, a quem hoje tenho o prazer de chamar de mano virtual. (Não tem nada de virtual mais... já que nos conhecemos pessoalmente, já mordi seu joelho e dormimos juntos (risos) algumas vezes!!!)<br /><br />Ele foi chegando e num piscar de olhos, deu um salto e se instalou em meu coração. Eita, coisa boa, Uai!<br /><br />Leandro é daquelas pessoas que tem brilho no olhar, jeito de menino mas, cabeça e atitudes de homem, na verdade atitudes de um pós adolescente que encanta a todos. Tem uma gargalhada gostosa e é simplesmente impossível ficar mais de 5 minutos sem sorrir junto dele.<br /><br />Sensível e amigo, frágil como criança e lindo como pessoa é assim esse amigo querido.<br />Hoje, você completa 23 anos (na verdade, 27 aninhos... passaram-se bons 4 anos!!!) e te desejo, amigo lindo, tudo que há de bom nessa vida, saúde, paz, alegrias, sucesso, realizações, amizades sinceras e muito, muito amor no seu coraçãozinho lindo e puro, apesar insistir que não, você é um garoto doce e amável e incrivelmente ingênuo. (Nem tão ingênuo assim mais... digamos que fica de "foguinho" de vez em quando...) </span></div><br /><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Não mude, sua essência é maravilhosa, continue semeando ao seu lado luz para todos aqueles que cruzarem seu caminho! ( E VENHA ME ABRAÇAR LOGO... NÃO VEJO A HORA DE SETEMBRO CHEGAR!!!)</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"><strong>Parabéns, felicidades mil!!!</strong></span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Com muito Karinho,<br /><br />Sua amiga e irmã, Ká</span></div><br /><span style="font-family:arial;">::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<br /><br />Hoje também é dia internacional da mafiosa Fran, outra pessoa especial que eu desejo tudo de bom e claro, merecidas férias, já que essa linda só trabalha, trabalha, trabalha...<br /><br /><br /><strong>FRANCINE PORTAS TRIBES<br /></strong><br />Que o dia de hoje seja marcado não como mais um em sua vida, mas como o início de mais um tempo de plantar e colher.<br />Plantar coisas boas, bons sentimentos para que colha sempre em seu caminho Luz... Luz que guie seus passos e dê força para os momentos de provação e alegria para curtir a vida perto daqueles que lhe querem bem!<br /><br />Luz que brilhe em seus olhos para que faça de sua vida um grande obra!<br /><br /><strong>PARABÉNS, FRAN!!!<br /></strong><br />Beijo Karinhoso!!!!<br /><br />:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<br /><br />Também é aniversário de uma pessoinha muito especial, a Carol, filha dos meus amigos Paulo e Sônia e irmã da Rafa!<br /><br /><br /><strong>CAROLINE RODRIGUES<br /></strong><br />Carol,<br /><br />Hoje é o seu dia, que dia mais feliz!!!<br />Te desejo muitas felicidades e longo caminho de flores coloridas que lhe traga muitas amizades, amor e alegria!<br /><br /><strong>Parabéns, linda!!!<br /><br />Feliz Aniversário!!!</strong><br /><br />Meu beijo muito Karinhoso!!!<br /><br />::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::<br /><br /><strong>Lindos(as) que me visitam... como diz a Loba, eu sou assim, derretida quando meu coração encontra amigos que me trazem alegria de viver!<br /><br />SAUDADES de todos... e pode deixar que estarei de volta ainda essa semana!<br /><br />Beijão Karinhoso,<br /><br />Ká<br /><br />Ah, feliz dia do AMIGO que deve ser todo dia!!!</strong></span>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-7172987006608715882008-06-20T22:02:00.000-07:002008-06-20T22:21:38.712-07:00“Palavras apenas, palavras pequenas, palavras momento...Palavras, palavras, palavras, palavras, palavras ao vento”.<div align="justify"><span style="font-family:arial;">Palavras florescem... Palavras murcham...<br />Palavras situam, palavras centram, palavras são decisão.<br />Palavras desencontram, palavras desconsertam, palavras são dúvidas.<br />Palavras são luz, são dia, são trevas, são noite, são névoas, são marcas que ficam...<br />Palavras provocam o riso, o choro, a alegria, o êxtase, a humilhação...<br />Palavras levam o amor, a esperança, a paixão, o alento, a felicidade, o bem querer...<br />Palavras trazem conhecimento, informação, crescimento, progresso...<br />Palavras destroem, machucam, ferem, magoam...<br />Palavras enobrecem, enaltecem, exaltam, explicam, emocionam...<br />Palavras provocam, inibem, incitam, seduzem, encantam...<br />Palavras acrescentam, palavras crescem... Palavras decrescem, palavras retiram...<br />Palavras enganam, disfarçam, envergonham, palavras são feias.<br />Palavras revelam, clareiam, orgulham, palavras são bonitas.<br />Palavras são frias, são gelo, são amargas, são como fel...<br />Palavras são quentes, são calor, são doces, são como o mel...<br />Palavras esfriam, maltratam, endurecem, palavras terminam...<br />Palavras esquentam, cuidam, amolecem, palavras iniciam...<br />Palavras são dádivas, são presentes, conquistas, palavras são grandes.<br />Palavras são desespero, são ausência, são perdas, palavras são pequenas.<br />Palavras são melodias, palavras são sombrias...<br />Palavras são fogo, são água, são veneno, são remédio.<br />Palavras são desalento, desencanto, preocupação, palavras são dor.<br />Palavras são aconchego, acalento, sossego, palavras são amor.<br />Palavras são escuras, são turvas, são falsas, palavras são mentiras, palavras são lágrimas, palavras são descrença.<br />Palavras são desafeto, inimizade, rancor, sofrimento, desunião, palavras são solitárias.<br />Palavras são claras, límpidas, sinceras, palavras são verdades, palavras são sorrisos, palavras são fé.<br />Palavras são carinho, amizade, ternura, compaixão, união, palavras são solidárias.<br />Palavras matam. Palavras dão vida!<br />Palavras são só palavras. Não! Palavras são responsabilidade. Palavras marcam.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;">***</span></div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;">Pessoas muito queridas,</span></div><p><span style="font-family:Arial;"></p><div align="justify"><br />Dei um tempo, não é mesmo? Não se assustem... sou leoa, mas também tartaruga que quando a vida me apavora, entrego-me ao nada, entro no casco e lá fico escondidinha até conseguir me aprumar como uma fênix... (Haja animal pra me decifrar, não?)</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"><br />Somou-se à gripe, outros probleminhas de saúde e uma "tristezazinha" teimosa que vive a me perseguir, principalmente quando datas importantes se aproximam. Ficarei mais velha na primeira semana de julho. Desde criança, nunca gostei muito de aniversário. Depois que perdi meu pai em 1989, tudo piorou consideravelmente, sempre tinha crises melancólicas quando a data se aproximava. A partir de 1995 vivi os melhores aniversários, desde que conheci meu amor... ele tinha um jeito muito especial de transformar a ausência do meu pai em carinho e isso me deixava em paz e feliz. </div><div align="justify"></div><div align="justify"><br />Em 2006, passei meu aniversário num hospital, com meu marido em uma crise terrível e eu me vi muito, mas muito solitária e orfã da vida... ainda me lembro dos telefonemas dos amigos e, em especial da Tati que me ligou exatamente no momento em que Osmar ia para o CTI e eu nem sabia o que dizer. Desde então, meu aniversário não tem sido uma ocasião muito feliz... embora receba carinho e mimos de pessoas que amo muito.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><br />Bom, tristezas à parte, a vida segue!</div><div align="justify"></div><div align="justify"><br />Um grande e Karinhoso Beijo carregado de saudades!</div><div align="justify"></div><div align="justify"><br />Ká</span></div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span></div><div align="justify"></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-58376092173125736272008-06-02T00:02:00.000-07:002008-06-01T21:32:31.176-07:00Um dia depois de outro dia...<div align="justify"><span style="font-family:arial;">Eu queria ser poeta. Queria poetar e dizer com as mais bonitas palavras que vivi um amor inesquecível, maravilhoso e único. Mas como não sou poeta, através das minhas parcas palavras vou dizer pra todo mundo o que senti nos 11 anos e 4 meses que tive ao meu lado o homem da minha vida.<br /><br />Por que? Para que cada um possa olhar para o lado e ver a pessoa com quem vive e fazer dos momentos juntos os mais preciosos. Simplesmente isso. Muitas vezes, passamos tanto tempo com alguém que nos acostumamos, deixamos a rotina tomar conta e nem percebemos que cada dia é um dia único. Todo dia é dia de ser feliz. Mesmo que se tenha contas a pagar. Mesmo que o dinheiro seja curto. Mesmo que os filhos estejam chorando durante a noite. Mesmo que as idéias sejam diferentes. Mesmo que todos os problemas do mundo existam, todo dia é definitivamente dia de ser feliz quando se ama alguém de todo coração.<br /><br />A proximidade do dia dos namorados tem me feito chorar. Chorar com os anúncios bonitos. Chorar com os preparativos das pessoas ao imaginarem uma forma nova de presentear. Não é um choro egoísta, nem invejoso. Não mesmo. Gosto de ver as pessoas felizes. É um choro de saudade. Saudades do tempo em que vivia isso. Pintava o espelho da sala: “Amor, seu presente está no nosso quarto. Vá até lá e se delicie.” No quarto, além de todo o amparato como vinho, frutas, presentes, estava a mulher que amava (e ainda ama) aquele homem vestida apenas com um laço de fita.<br /><br />Ah, <em>“tô com saudades de tu, meu desejo, tô com saudade do beijo e do mel, do teu olhar carinhoso, do teu abraço gostoso, de passear no teu céu...”</em> Como era bom passear naquele céu, como era bom percorrer cada aventura que ali me esperava. Como era bom ser abraçada por braços protetores que acolhiam minhas angústias e aplaudiam minhas conquistas. Como era bom me enxergar refletida no seu olhar. Como era bom encaixar minhas mãos nas deles. Era o encaixe perfeito!<br /><br /><em>“É tão difícil ficar sem você...”</em> Sim, como é difícil ficar sem aquele homem. Antes, nosso filho não perguntava muito pelo pai. Hoje em dia, pergunta sempre, praticamente todos os dias. Ele também sente saudades. A saudade dele dói em mim também. Viveram apenas 5 anos juntos, mas foram intensos e de enorme cumplicidade. Faço tudo que posso, o acompanho ao futebol, participo das reuniões na escola, tento explicar o mundo, mas quando os grandes olhinhos negros me perguntam sobre o pai, não dá... as lágrimas correm fácil. Nem sempre na frente dele, já que não quero criar mais traumas, mas elas sempre escorrem por minha face. Principalmente quando ele fala do pai no tempo presente e responde que é da mamãe Karine e do papai Osmar. Ele não esquece e sente como se o pai ainda fizesse parte de nosso convívio. (Isso aperta ainda mais o coração... que além da dor de mulher, sente a de mãe, sente a dor pelo filho e sente essa por saber literalmente o que é crescer sem pai...)<br /><br />Ando pelas ruas, pelos lugares que estivemos juntos e fico imaginando o que ele me diria sobre tudo. Como estou dirigindo. Como estou agindo como mãe. Como estou administrando os negócios. Como está se saindo o governante que escolhi. Como estou levando a vida. Na verdade, tenho uma frustrada esperança de ouvir sua voz me aprovando ou não. Mas ouvi-la seria uma grande felicidade...<br /><br /><em>“O teu amor é gostoso demais, teu cheiro me dá prazer...Quando estou com você... estou nos braços da paz.” </em>É, já se foram 1 ano e 9 meses da partida dele, mas sinto falta da paz do nosso abraço. E me pergunto ainda: tínhamos planos bonitos juntos, procuravamos ajudar a nós mesmos e aos outros. Gostávamos da vida simples que levávamos. Por que fomos separados?<br />Pergunta sem resposta, eu sei...<br /><br /><em>“Pensamento viaja e vai buscar meu bem querer...”</em> Tenho brincando de viver feliz. De sorrir pela manhã. De ir para o trabalho entusiasmada. De estar junto ao nosso filho sempre brincando, corrigindo, limitando, sorrindo. Como sempre fizemos. De voltar pra casa tranquila. Alguns dias consigo. Em outros, não. Mas não desisto. Ainda quero lembrar de você apenas com um sorriso e não com essa lágrimas que salgam a minha vida e me lembram que saudade nem sempre é uma palavra feliz... em alguns casos, ela amarga, machuca e nos deixa muito, muito solitários.<br /><br /><em>“Tô com saudades de tu, meu desejo...”</em></span></div><div align="justify"><br /><span style="font-family:arial;"><br />***</span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"><br />Pessoas Lindas,</span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"><br />Como Clarice Lispector diz: “quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.” Não procuro entender as dores do mundo (e minhas), procuro viver bem o dia-a-dia, buscando sempre o equilíbrio entre os problemas reais e o que o meu coração sente.</span></div><div align="justify"><br /><span style="font-family:arial;">Viver pra mim é estar sempre apaixonada, seja por alguém, pelo trabalho, pela literatura... enfim é estar com olhos cheios de vida. </span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"><br />Apesar das lágrimas, não sou uma pessoa baixo-astral... não, não mesmo! Tento ver o lado positivo de tudo (como é difícil) mas eu sempre tento! Adoro sorrir, aliás, quem me conhece pessoalmente já sabe das minhas famosas e sonoras gargalhadas e o meu jeito de achar que a vida pode e deve ser sempre maravilhosa!</span></div><div align="justify"><br /><span style="font-family:arial;"><br />Beijo muito Karinhoso e uma semana de muito amor!</span></div><div align="justify"><br /><span style="font-family:arial;"><br />Ká</span></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-74316473588852431592008-05-26T14:40:00.000-07:002008-05-26T14:49:54.264-07:00Páginas passadas...<div align="justify"><span style="font-family:arial;">Nas páginas do velho diário, o registro dos dias vividos, marcas do passado, cicatrizes de uma vida, a alma desnudada. Com o passar das folhas, velhas lembranças vieram à tona, em cada palavra o sentimento de quem viveu intensamente tudo aquilo contado nas linhas do tempo.</span></div><span style="font-family:arial;"><div align="justify"><br />A leitura de todo o mundo contido naqueles registros é uma mágica viagem, uma passeada no tempo, um retorno aos lugares, olhares, sorrisos, lágrimas, à vastidão das sensações sentidas pelo corpo, coração e espírito. </div><div align="justify"><br />Da janela que clareia a penumbra do quarto, uma brisa rebelde acelera a passagem das folhas causando um redemoinho de frases, pontos, parágrafos e crases. Súbita e por que não propositalmente, o vento cessa... não sem antes deixar marcada a página onde a emoção acentuou a vida de forma devastadora.</div><div align="justify"><br />A hora, o dia, o mês são meros detalhes e podem se perder no tempo... pois o essencial é relembrar o som da voz tranqüila, mansa, acolhedora e ao mesmo tempo firme dizendo palavras doces, o olhar intenso, o sorriso encantador, o toque das mãos, o encontro das bocas, o amor que os fez um só.</div><div align="justify"><br />Ele a rocha, ela o mar; nele a seriedade, nela o sorriso farto; ele a razão, ela a emoção; nele a segurança, nela a aventura; ele as metas, ela os caminhos; nele o passo firme, nela a alegria de caminhar...</div><div align="justify"><br />Na diversidade de cada um, o encontro de corpos, alma e coração. Nas diferenças, o complemento e nos braços de cada um, o calor e o aconchego do amor.</div><div align="justify"><br />A porta do quarto se abre, o sorriso incendeia o ambiente, o diário se fecha, as lembranças cedem o lugar à vida real, o olhar sincero abre a porta das emoções, o abraço terno acalenta os corpos, o beijo doce silencia as palavras...</div><div align="justify"><br />Nele, o amor...<br />Nela, idem.</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">***</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Pessoas Lindas,</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Um pouco dodói, nada muito sério, só uma dor de garganta e uma gripe chata... mas cá estamos nós, para começar mais uma semana. A última de maio... estava pensando, já estamos no meio do ano, gente... é, o tempo passa, o tempo voa.</div><div align="justify">Já, já, faço 33 anos!!!!!! Meu DEUS!!! Risos...</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Uma boa e feliz semana!</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Beijos e abraços Karinhosos,</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Ká</span> </div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-15112811326970436222008-05-19T00:45:00.000-07:002008-05-19T20:41:53.725-07:00Do Lado de Cá da Vida<a href="http://bp3.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SDHyY1RVt1I/AAAAAAAAAB8/kZkgCh6klG0/s1600-h/jotaquest.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202205553020221266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SDHyY1RVt1I/AAAAAAAAAB8/kZkgCh6klG0/s400/jotaquest.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Assumo sem pudores minha fome de beleza em tudo. No amor. No sexo. Na amizade. Na poesia. Na prosa. Na vida! Confesso também minhas ternuras e minhas invejas. Em ambas, pouco me importo se vão me achar clichê demais. Eu sou o que sou até aqui... até me transformar em outro algo melhor, logo mais ali a diante. E assim vou vivendo.</span></div><span style="font-family:arial;"><br /><div align="justify"><br />Esse fim de semana, vivi emoções diversas. Alegria. Raiva. Dor (nos pés e no coração) Aconchego. Amor.</div><br /><div align="justify"><br />Disfarçar sentimentos é algo que não sei fazer. É um trabalho de Hércules. E admito que não sou a versão feminina dele. Não consigo dissimular o que sinto. Se sou assim na demonstração de alegria, imagine nos dissabores. Ele (ou eles) fica(m) claramente destacado(s) em meu rosto, que nunca finge.</div><br /><div align="justify"><br />Não quero que confundam alhos com bugalhos. Por isso, quero falar da emoção ímpar que vivi no último sábado.</div><br /><div align="justify"><br />Minha cidade em festa. Meu coração em alegria por receber pessoas especiais em minha casa. O sábado prometia. Show de Jota Quest. O sábado cumpriu tudo que prometeu e mais um pouco. Ganhei um presente: uma nova amizade. Uma pessoa indiscutivelmente linda por fora. E como se não bastasse ainda simpática, simples, educada e bonita por dentro também. Pronto, a amizade brotou e juntas aprontamos tudo que nos deu prazer em estar vivas.</div><br /><div align="justify"><br />Leniana é o nome dela. Juntas scaneamos o parque de Exposição e de camarote, assistimos e nos emocionamos com as músicas do Quest. Realmente é extremamente fácil ganhar meu coração. Só precisa de uma dose de educação misturada com um tiquinho de simpatia e bom humor. É... um dia feliz, às vezes, é muito raro porque nós complicamos tudo. Raras pessoas têm o dom de cantar junto e deixar o mau humor do lado de fora da vida. </div><br /><div align="justify"><br />Enquanto me acabava cantando e dançando, não pude deixar de me recordar da vida que foi para o lado de lá: meu marido Osmar. Lembrei do hospital onde passamos alguns meses em Belo Horizonte. Quando internado, ele sentia muita dor. Por amor, a dor dele se fazia minha também. Nesses momentos, tinha uma música do Jota Quest que sempre sussurrávamos juntos:<br /><br />“Ei, dor! Eu não te escuto mais </div><br /><div align="justify">Você não me leva a nada </div><br /><div align="justify">Ei, medo! Eu não te escuto mais</div><br /><div align="justify">Você não me leva a nada...</div><br /><div align="justify">E se quiser saber</div><br /><div align="justify">Pra onde eu vou</div><br /><div align="justify">Pra onde tenha Sol</div><br /><div align="justify">É pra lá que eu vou.”<br /></div><br /><div align="justify"><br />(Essa música nos permitia expulsar o medo e amenizar a dor e, de alguma forma, nos fazia mais confiantes em um *final feliz para o nosso sofrimento.)<br /><br />Ali, diante daquela multidão sem fim que erguia os braços e evocava a certeza de ir pra onde sol brilhava, me vi só. Paradoxal, não? Rodeada de pessoas, gritos, sons, sorrisos... eu conversava silenciosamente com alguém. Olhava a lua. Sorria e chorava. Literalmente. Não era um choro triste. Nem uma solidão doída. Foi um momento mágico. (Não sei se me entendem) Foi um momento de encontro. Encontro que me deixou feliz e consciente. Consciente de que do lado de cá, a vida segue. E do lado de lá, também. Cada um com seus compromissos. E nossas lembranças juntos continuarão bem guardadas no lugar onde vivem os melhores e bons sentimentos: o coração.<br /><br />Aos poucos começo a entender que a vida está aí. Do meu lado. E ela não engana ninguém. Posso ouvi-la ou não. O preço a ser pago por isso será sempre meu. Lição aprendida, continuei a noite. Dancei tudo que tinha direito. Abracei pessoas muito queridas e declarei o amor e admiração que sinto por elas.<br /><br /><br />Saldo da noite. Depois de três ou quatro (será?) Frozzen, muita alegria, muita música, muita gente alegre, perdi e reencontrei meu carro. (Claro que ele estava estacionado exatamente no mesmo lugar... nem um centímetro a mais ou a menos.) E esbarrei nos primos de Leniana, minha nova amiga. E minha casa que já estava hospedando cinco, hospedou mais três pessoas. A noite terminou muito feliz. E o domingo começou em festa relembrando as gafes da noite anterior e combinando um novo encontro. Dessa vez, em Diamantina. Para o show de Victor e Léo, dia 30 de maio.</div><br /><div align="justify"><br />*final feliz: Geralmente acontece quando o mocinho e a mocinha terminam juntos. No meu caso, o meu mocinho se foi. Mas continuo feliz, pois essa sempre foi a nossa proposta de vida.<br /><br />***<br /><br />Pessoas Lindas,<br /><br />A Blogagem Coletiva do dia 16/05 me oportunizou conhecer, (re) visitar e apreciar muitos lugares lindos desse Brasil maravilhoso. Mais uma vez, obrigada à Andréa pela oportunidade. Agradeço também a todos os comentários do post anterior.</div><br /><div align="justify"><br />De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. Também não é a mais difícil. Para mim, é uma questão de se permitir. E é isso que desejo pra mim e pra todos. O ato de se permitir enxergar além do horizonte um lugar, bonito e tranqüilo, pra se viver em paz. </div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">***</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">Para a Shi, uma amiga MUITO QUERIDA, que aniversariou ontem, dia 18/05, desejo um belo horizonte de coisas boas, belas e felizes! Muita saúde e que a alegria continue sendo a medida de seus sonhos!!!</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">PARABÉNS, LINDONA!!!</div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify"></div><br /><div align="justify">***</div><br /><div align="justify"><br />Uma semana iluminada a todos!<br /><br />Meu Beijo Karinhoso e Azul!<br /><br />Ká</span></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-83752908786420908472008-05-16T00:10:00.000-07:002008-05-15T20:35:23.296-07:00Curvelo, minha Terra Querida<a href="http://bp0.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SCz87VRVt0I/AAAAAAAAAB0/Wb3CG7iodSY/s1600-h/Basilicasg.jpg"></a><br /><div><a href="http://bp3.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SCz8jFRVtzI/AAAAAAAAABs/GG0tFRFU5Qg/s1600-h/coisas+do+Brasil+3.png"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200809349346604850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SCz8jFRVtzI/AAAAAAAAABs/GG0tFRFU5Qg/s400/coisas%252Bdo%252BBrasil%252B3.png" border="0" /></a><br /><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">“As lajes valem um conto<br />Cordisburgo vale um conto e cem<br />Mas Curvelo não tem preço<br />Porque lá mora o meu bem..”<br /><br />Com grande alegria, apresento a vocês a terra onde nasci, Curvelo, coração das Minas Gerais, terra onde meu coração nasceu, cresceu e vive até hoje acreditando que todo dia é dia de ser feliz.<br /><br />Curvelo é uma cidade pitoresca, interiorana, situada num grande chapadão na região central de Minas. O cerrado daqui nos premiou com uma paisagem sertaneja onde o Ipê Amarelo reina majestoso e encanta os olhos da alma do povo curvelano e de todos que nos visitam.<br /><br />A pecuária constitui a principal atividade econômica de Curvelo, contudo o desenvolvimento do comércio e serviços também promove o crescimento da cidade.<br /><br /><br />A culinária daqui é envolvente e tipicamente mineira, cujo sabor, cheiro e modo de fazer trazem à mesa a singela herança sertaneja: tutu de feijão, arroz carreteiro, feijão tropeiro, couve, torresmo, angu, frango ao molho pardo, quiabo com carne moída, enfim, verdadeiras delícias que forram o estomago com gosto, tempero e sabor mineirinho.<br /><br />Curvelo, município-mãe de todo esse sertão, "capital da minha literatura" foi assim classificada por João Guimarães Rosa e hoje é uma das 13 cidades do Circuito Guimarães Rosa. Circuito esse que é o primeiro turístico baseado em literatura e destinado a todos que querem ver no sertão mineiro, os cenários da vida e obra de Rosa.<br /><br />Se existe um sinônimo para Curvelo, eu diria que é festa. Sim, minha terra tem festas de janeiro a dezembro. Todas elas regadas à muita alegria.<br /><br />Em julho, digo eu, pretensiosamente, para comemorar meu aniversário, acontece o grande FORRÓ DE CURVELO. Promovido pela prefeitura durante três dias. Bonitas barracas, lindamente ornamentadas são armadas em praça pública com direito a shows com artistas nacionalmente conhecidos (em 2008, além de shows regionais, o Skank, dará o ar de sua graça e música). Há também concursos de música popular e muito forró para o pessoal arrastar o pé até o sol raiar. O Forró é um evento em âmbito estadual, envolvendo não só as cidades próximas, mas também trazendo turistas da capital, de cidades mais afastadas e até de outros estados.<br /><br />Terra religiosa, aqui tem o Santuário - Basílica de São Geraldo, segunda no mundo e única na América do Sul dedicada a esse santo carismático que recebe todos os anos em agosto, uma grande manifestação de fé na famosa FESTA DE SÃO GERALDO.<br />Tal festa reúne um número muito grande de turistas, que demonstram sua confiança em São Geraldo e participam também da parte social da festa, parquinho para as crianças, barracas de comidas típicas e um grande camelôdromo onde o povo completa a alegria comprando de tudo por um preço bem convidativo.<br /><br />Curvelo é a terra de Zuzu Angel, do ator </span><span style="font-family:arial;">Ângelo Antônio</span><span style="font-family:arial;">, do músico PJ (</span><span style="font-family:arial;">Paulo Roberto Diniz Junior</span><span style="font-family:arial;">, Jota Quest)</span><span style="font-family:arial;">, do escritor </span><span style="font-family:arial;">Lúcio Cardoso</span><span style="font-family:arial;">, do cartunista Alceu Penna e do jornalista André Carvalho, alguns avatares que nos orgulham por serem curvelanos.<br /><br />Terra querida, terra onde vivo, onde trabalho, terra de joãos, marias, josés, anas, joaquins, geraldos, karines, terra de gente simples, terra de gente que ama e escreve a sua história dia-a-dia.<br /><br />Creio eu que o que faz um determinado lugar bonito não são apenas as riquezas do local mas, sobretudo, o amor de cada um pelo pedaço de chão que chama de terra querida.<br /><br />Eu poderia escrever muito mais sobre Curvelo, no entanto, prefiro convidar você para nos visitar.<br /><br />Virtualmente, por aqui: </span><a href="http://www.curveloportaldosertao.com.br/"><span style="font-family:arial;">http://www.curveloportaldosertao.com.br/</span></a><br /><span style="font-family:arial;"><br />Ou pessoalmente.<br /><br />Curvelo é mais um pedacinho do Brasil que merece sua visita.</span> </div><div align="justify"></div><div align="justify">***</div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Pessoas Lindas,</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Blogar coletivamente, para mim, é algo muito importante, além de nos integrar ainda mais nesse mundo virtual.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Agradeço à Andréa Motta por essa oportunidade. Parabéns pela idéia primorosa.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">A todos um belíssimo fim de semana! O meu será festejado com a visita de familiares e amigos muito queridos que virão prestigiar a Exposição Industrial e Agropecuária de Curvelo (Viu? Mais uma festa da minha terrinha...)</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Ah, só pra deixar vocês com água na boca: (risos)</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Sexta: Edson e Hudson</span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Sábado: Jota Quest</span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Domingo: Bartucada</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Até mais e um beijo muito gostoso!</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Ká</span></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-15767631356417840732008-05-09T00:02:00.000-07:002008-05-08T19:30:44.017-07:00Devaneios<div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SCOyx3hGNxI/AAAAAAAAABk/7zP6kfjzUiE/s1600-h/silencio_e_loucura.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198194964701787922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SCOyx3hGNxI/AAAAAAAAABk/7zP6kfjzUiE/s400/silencio_e_loucura.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><br /><div align="justify"><span style="font-family:arial;">Acordara às duas e vinte da madrugada. De certo, nem dormira. Passeavam em seus devaneios, pensamentos que estavam engasgados. Não desciam nem sob a pior tortura mental. Resolvera escrever. Falar de hipocrisia e que a sua também fosse julgada e quiçá compreendida.<br /><br />Abre parênteses. O mundo todo já sabia que ela vivera um amor incomparável. Sabido era por todos que esse amor se fora, e, mesmo corroída pela dor, ela insistia. Todo mundo já sabia que ela, mais uma vez, quebrara a cara. Era público e notório para o planeta inteiro que ela era diferente, sonhadora. Metade dela era sonhos flutuantes, pois “tudo que é pesado flutua no ar”. A outra metade abominava a velada hipocrisia que pautava a vida daqueles que não tinham o menor vestígio de amor-próprio, imagine então, amor pelo outro.<br /><br />O universo em sua conspiração a favor, é claro, sempre a colocava em situações oscilantes, daquelas em que a linha tênue entre sanidade e loucura era sacudida.<br /><br />Em suas novas experiências, depois do espelho quebrado, ela continuava INTENSA como sempre fora, não obstante, muito mais sensível do que antes.<br /><br />A radicalidade do oito ou oitenta permeava as boas e más situações vividas por ela. (Há que ser trabalhada.) Óbvio que isso era tema de duas, no máximo, três sessões de psicanálise. No exposto aqui, essa característica (a radicalidade) deve ser considerada na questão como positiva e pertencente à pessoas extremamente intuitivas e dotadas de uma inteligência rara e não provinciana.<br /><br />No afã de viver o novo, ela se deparara com um hipócrita. Simples assim. Encantador, sedutor, inteligente, mas ainda assim, um hipócrita da melhor qualidade. (ou seria mais adequado pior?) Dúvidas à parte, nada ou ninguém poderia separar-lhe dessa condição primeira em seu sub ser.<br /><br />Essa criatura, vamos denominá-la aqui, simplesmente de “Batráquio”, espécie de vertebrado de pele nua e sangue frio. (Essa definição é perfeita!) Ele chegou-lhe de modo não usual e pouco menos de três horas tornara-se concreto e real. Antes ela tivesse seguido sua intuição, que teimava e teimava em dizer que, sapo só se torna príncipe em contos de fadas, de resto, continuam apenas anfíbios.<br /><br />Batráquio admirara a inteligência sublimar dela desde o primeiro momento e, usara isso, a seu favor. Lógico que os dotes físicos como o colo bem delineado (e muito elogiado), os olhos vibrantes, os seios fartos, as coxas grossas, a ingenuidade quase infantil (que fazia dela credora do mundo e, isso, inclui os hipócritas), os cartões de crédito e a “gorda” conta bancária contribuíram para toda aquela boa impressão que ela causara nele.<br /><br />Um presente valioso. Palavras bem estudadas e decoradas a cada conquista. Aquele sorriso malandro e charmoso. O dedo nas cicatrizes do rosto e pulso. Tudo isso, fora um tiro certeiro que a permissividade carente dela, deixara chegar ao seu coração pálido.<br /><br />Batráquio teria vivido mais uma noite de luxuria na cama de mais uma mulher. Tudo que é acordado, não implica em mágoas futuras. Pessoas adultas sabem (quase sempre) resolver seu tesão sem necessariamente usar os outros. A história poderia perfeitamente terminar aqui. Mas não, todo o febricitante episódio está no porvir...<br /><br />Além de tudo que já fora dito sobre ele, Batráquio tinha um sério complexo de inferioridade, tinha que se auto afirmar constantemente, talvez o que lhe fora negado na altura física pudesse ser suprido dessa maneira infame, nem que fosse usando o tom alterado da voz machista e arrogante.<br /><br />Não satisfeito com a noite pueril, ele compartilhou os anseios (particulares) dela com um amigo especial, que claro, quis se aproveitar do bocado também. A extraordinária besteira desses dois foi se fazer um, o oposto do outro.<br /><br />O “m”alandro e o “b”onzinho não sustentaram a bela estória por mais de uma semana. Os pontos contraditórios foram descobertos por ela, que não seguira a brilhante carreira de detetive particular.<br /><br />Engano desfeito, ela usou o jogo a seu favor. Se era para ser hipócrita, seria com “catiguria”. Deu corda. Ambos se enforcaram. O riso sarcástico aos colocá-los “amigavelmente” frente a frente foi a vitória-mor. Estava vingada. (Sim, ela é como todo ser passional, vingativo.) Pronto, estava encerrado.<br /><br />Aprendera com o espelho a renascer das cinzas, como uma Fênix gloriosa que saía da roda viva. A tristeza fora passageira, e, por fim, uma pedra colocada sobre o túmulo daqueles dois indigentes.<br /><br />***<br /><br />Passados alguns dias, talvez dezesseis anos (não metafóricos), dezesseis anos estes, que não foram capazes de separar uma amizade, ela ouvira que Batráquio espalhara o boato de sua loucura.(a dela)<br /><br />Humm... juntou-se fogo à pólvora insana!<br /><br />Uma coisa é ser louca pela vida. Outra coisa é deixar a vida transformar tudo em hipocrisia.<br /><br />Uma coisa é ser louca pela paixão, deixar a loucura do desejo de dar e receber prazer envolver todos os poros e transformar a vida em vermelho vivo. Outra coisa é deixar a paixão pelo dinheiro alheio e fácil, tesar as frases feitas.<br /><br />Uma coisa é uma coisa. E outra coisa sempre vai ser outra coisa.<br /><br />Nada causava rubor embaraçoso à sua face. Não precisava encobri-la com um chapéu de gangster da cor castor para empalidecer a vergonha do que não era obsceno. Ela não se envergonhara de nada. A não ser, ter aberto as portas fraternais de sua amizade sincera, a um hipócrita que se esconde sob o codinome de um relacionamento aberto.<br /><br />O valioso e bombado cristal se quebrara em menos de um mês... durara até tempo demais.<br />E ela descobrira o segredo que viajara através dos trinta e dois anos para encontrá-la:<br /><br />Ela é a autora.<br />Ela é que escreve a própria história.<br />Ela é a projetista de seus sonhos.<br />A caneta está em suas mãos.<br />Ela é a arquiteta de sua alma.<br />O resultado será sempre o que escolher.<br /><br />... e a caneta dela resolvera escrever a sua intensa loucura pelo amor, verdadeiro e simples, puro e sincero, mas nunca hipócrita. Fecha parênteses.<br /><br /><br />Fizera a catarse. Podia voltar a dormir tranqüila. Não importava se a cara fora quebrada ou uma lágrima fujona dera o ar de sua graça. Qualquer coisa que seja resultado do amor já vale a vida.<br />O resto? É comentário. Especulação.<br />Ela sempre vive o amor e paga o preço que ele custar. De preferência deixa o troco, mas nunca finge que esqueceu a lição do espinho. </span></div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"><br />***<br /><br />Pessoas Lindas,</span><span style="font-family:arial;"></div></span><div align="justify"><span style="font-family:arial;">(e isso não é hipócrita... é o que penso das pessoas que dispensam seu tempo lendo meus humildes escritos.)<br /><br />Segundo o pai dos curiosos, a hipocrisia é o ato de fingir ter </span><span style="font-family:arial;">crenças</span><span style="font-family:arial;">, </span><span style="font-family:arial;">virtudes</span><span style="font-family:arial;"> e </span><span style="font-family:arial;">sentimentos</span><span style="font-family:arial;"> que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do </span><span style="font-family:arial;">latim</span><span style="font-family:arial;"> hypocrisis e do </span><span style="font-family:arial;">grego</span><span style="font-family:arial;"> hupokrisis ambos significando representar ou fingir.<br /><br />Sim, assumo-me hipócrita em algumas situações. Mas sempre que me olho no espelho e vejo o rubor característico que me imputa vergonha de estar refletida ali, penso e procuro agir diferente.<br /><br />Uma advogada linda, loira e lisa, a quem admiro muito, escreveu essa semana em seu blog (Linkado ali ao lado. Leia-se Veleidade) que existe uma grande diferença entre dizer, sentir e executar algo. Plagiando-a descaradamente, eu defendo o direito de todo mundo de criticar desafetos, ignorar a verdade e fazer do seu ponto de vista escroto uma verdade absoluta. Não vejo problemas nisso e me permito isso também. O problema é o danado do telhado de vidro que pode simplesmente se quebrar e tudo acabar num belo processo, né não? Risos<br /><br />Portanto, cada louco com sua loucura. Sem hipocrisia. Melhor assim. Mais sábio assim.<br /><br />Um fim de semana fabuloso para todos vocês!<br />Um feliz dia das Mães para todas as Mães de fato!<br /><br />Beijo muito Karinhoso,<br /><br />Ká (uma blogueira que pintou-se de vermelho para declarar ao mundo sua loucura pela vida!)</span> </div></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-20386256856442523502008-05-05T18:36:00.000-07:002008-05-05T14:51:45.275-07:00"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"<div align="center"><a href="http://bp3.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SB99ubVhaFI/AAAAAAAAABc/5b83xIXKzAk/s1600-h/espelho3.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197010731574323282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SB99ubVhaFI/AAAAAAAAABc/5b83xIXKzAk/s320/espelho3.jpg" border="0" /></a><span style="font-family:arial;"> Imagem: Pedro Fernandes Photos</span></div><div align="center"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="center"><br /></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;">Num minuto, tudo era calmaria. Noutro, furacão. Tudo voou pelos ares. Seria impossível juntar os pedacinhos dela. O incrível é que escapara com vida. Apesar das roupas esfaceladas. Apesar dos surrados sapatos não caberem nos pés. Apesar das cicatrizes em todo o corpo (e na alma). Apesar de... todos os sonhos terem sido rasgados. E, jogados ao vento.<br /><br />Saiu ferida... saiu machucada... Saiu em pedaços. Seus gemidos sempre sufocados. Só, extremamente só... Tropeçando no caminho. Tropeçando nas próprias pernas. À procura de proteção, abrigo. Em algum lugar devia haver um alento, capaz de curar as dores do vendaval.<br /><br />Acabou... Tudo que a vida estava lhe dando era demais... O fardo muito pesado. Sempre acreditou que os sonhos são pra sempre. Desistir era o mais simples. Afinal, os sonhos se foram... E sua vida agora era um deserto.<br /><br />...<br /><br />Lembrou-se então das promessas. Feitas a dois. Feitas a três.<br /><br />Por que não cumpri-las?<br /><br />Acreditou-se capaz de seguir. Acreditou-se capaz de realizar. Percebeu assim que os sonhos dependem dela. Da sua vontade interior. Daquela vozinha que sempre tem algo a dizer. Mais uma vez, ia seguir...<br />Valia a pena insistir.</span></div><div align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span> </div><div align="justify"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="justify"><br /></div><div align="center"><span style="font-family:arial;">Pessoas,</span></div><div align="center"><br /></div><div align="center"><span style="font-family:arial;">Vale a pena insistir...</span></div><div align="center"><br /></div><div align="center"><span style="font-family:arial;">Sempre vale!</span></div><div align="center"><br /></div><div align="center"><span style="font-family:arial;">Mesmo quando encontramos muitos espinhos.</span></div><div align="center"><br /></div><div align="center"><span style="font-family:arial;">Meu Beijo Karinhoso,</span><br /></div><div align="center"><span style="font-family:arial;"></span></div><div align="center"><br /></div><div align="center"><span style="font-family:arial;">Ká</span></div><div align="center"></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-46588795725327766612008-04-27T02:09:00.000-07:002008-04-26T22:19:15.135-07:00Imagem<div align="justify">Como assim? Alto lá! Isso não está certo mesmo. Claro que você não sou eu. Ou melhor ainda, eu não sou você.<br /><br />Ela dizia à imagem refletida naquele pequeno fragmento de espelho. Naquele contexto irreal, parecia que a imagem travava uma conversa com ela.<br /><br /><em>“Lógico que não. Sou apenas uma imagem.”</em><br /><br />Ah, sim. Mas não deveria ser a “minha” imagem? A imagem de mim?<br /><br />Não se conformava com a imagem que via. Era totalmente o avesso do que era. Seus olhos não eram mais vivos e amendoados. Eram foscos. O rosto revelava a frieza de quem não se importava mais com nada ou com ninguém. Os lábios não sorriam o sorriso aberto e feliz.<br /><br /><em>“Quem lhe garante que não sou?”</em><br /><br />Não entendia mais nada. Uma hora estava latejando vermelho, noutra era aprisionada pela imagem do caco de espelho. Sim, o espelho continuava ali. Mesmo que em cacos.<br /><br />Não, não é. Definitivamente você não é a minha imagem.<br /><br /><em>“Pois posso muito bem ser a imagem que você gostaria que eu fosse. Ou até mesmo a imagem que quer que eu seja. Como também posso não ser a imagem que você gostaria que a revelasse.”<br /></em><br />Imagem filosófica? Em que espelho teria perdido minha face? Não resisto a tantos pontos. De interrogação.<br /><br /><em>“Rá.-rá, rá! Toda imagem é isso: simples e pura filosofia. Reflexo do eu, do outro, de como nos vemos ou gostaríamos de ser vistos. E antes que se questione mais: sim, eu leio seus pensamentos.”<br /></em><br />No berço daquela solidão que durava vinte meses e sete dias, confundia-se entre realidade e fantasia. Ela acreditava mesmo que tinha criado uma companhia metafísica.<br /><br /><em>“Embarque. Aperte o sinto e vá em busca do reflexo perdido. Não perca mais tempo. Essa é a hora.”</em><br /><br />Revestiu-se de força. Aquilo já tinha durado tempo demais e ela não conseguira chegar a lugar nenhum. Quem sabe não era mesmo o momento de reescrever o passado ao invés de aprisionar-se em sua própria imagem do passado? O que foi, o que vivera, o que deixara de viver... tudo isso estava lá atrás. E a vida continuava aqui, bem na frente. Bem na sua frente. E não parava para esperar ninguém. Ela passava atropelando quem estivesse distraído, afinal o acaso não protegia ninguém.<br /><br />A dor lhe trouxera revolta. A revolta lhe mascarara descrente, apática, cética e até mesmo inconveniente consigo mesmo e, muitas vezes, com os outros. Ao longo de cada dia foi criando um mundo onde não havia lugar para nada ou ninguém. Via tudo sempre às avessas. Tudo no lugar errado. Sempre com pessoas erradas e na hora errada.<br /><br />A “imagem” talvez estivesse ali para tirar a sua máscara, jogar em sua cara as coisas que estava guardando para si, como num velho museu empoeirado de heranças que vinham sedimentando, fermentando o fel que já foi mel.<br /><br />Então, ela embarcou no velho trem da vida. Urgia revelar as esfinges do amor que vivera. Não dava mais para sonhar acordada, procurando os olhos que se apagaram e não iluminavam mais sua vida. Seu desejo infindável era arrancar a esperança de voltar a viver o passado. Isso dilacerava seu coração pálido.<br /><br />Nas voltas do trem, descobriu que o amor não é imortal. Um dia ele chega, mas noutro vai embora. Mas ela ficara. Isso era imutável. Isso restringia entre parênteses a sua vida e seus anseios. A essência daquele amor cessara. Sim, tinha chegado ao fim. Em seu coração poderiam viver as lembranças. Mas as lembranças não poderiam nortear sua vida.<br /><br />Na última estação, chovia lágrimas em seu olhar. Seu luto não podia se estender mais, sob pena de complicar, de vez, todo o seu futuro e, o pior, tornar seu presente inexoravelmente sem cor.<br /><br />Entendeu por fim que a paixão era inevitável. Entendeu que viver em paixão era vital. Saiu do espelho. Cortou-se. Pingaram algumas gotas de sangue (vermelho vivo). Percebeu que a dor é necessária para se viver, para se sentir e para (se) amar. A imagem que se refletia agora era a sua. Não estava pronta e acabada. Estava em erupção. Pronta pra jorrar lava flamejante. Em vermelho, de preferência. </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"></div><div align="justify">***<br /></div><div align="center"><br />Pessoas lindas, </div><br />Para vocês, desejo uma semana intensamente linda e cheia de vida!<br /><br />"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata. "<br /><br />Clarice Lispector<br /><br />Beijos meus!<br /><br />KáKarine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-86942626425499589012008-04-23T08:17:00.000-07:002008-04-24T05:58:56.914-07:00Vermelhou...<div align="justify">Ela sabia que o futuro é incerto, como é incerta a felicidade... </div><div align="justify"><br />Tinha acordado cinza, sujeita a tempestades...<br /><br />Vislumbrava o caminho que se abria e, sua vontade era ir... Sua vontade era navegar mares nunca antes explorados (por ela), buscar tesouros preciosos, reviver momentos gostosos, expurgar pesadelos reais...<br /><br />Mas não adianta, tem que ser um passo, depois o outro. Uma coisa de cada vez. Tudo, tudo a seu tempo. Em seu compasso. Apressar ou delongar experiências não é o ideal.<br /><br />Seu mundo de antes era povoado por pessoas especiais. Amigos daqui e dali. Pessoas que tinham o dom de tocar seu coração, de fazê-la sorrir e chorar. Refletir e repensar. Falar e agir. Renovar-se e viver... Não necessariamente nessa ordem.<br /><br />Num dado momento, especificamente naquele em que o seus pés não tocavam mais o chão, que o mundo ruíra debaixo de sua prórpria cama, que seu umbigo deixou de ser o centro do (seu) universo e o redemoinho da vida fizera o maior de todos os furacões... nesse momento, tudo se perdeu. Os sons que antes animavam-lhe a caminhada, agora ressonavam, contudo seu coração não lhe devolvia o eco.<br /><br />Até que... (todo conto que se preze, tem que ter um “até que...”) um pequeno e insólito raio de sol invadiu a pequena fresta da janela da sala de estar...<br />As nuvens começaram a clarear... o quebra-cabeça, com situações possíveis e claras, começou a se agrupar. As entrelinhas se escancaram. O ponto se fez quente, cheio de cor, de vida, de luz!!!<br /><br />Ela percebeu uma oportunidade única. Ela se encantou. Ela sorriu. Pintou os lábios. De vermelho. Vermelho intenso. Cobriu-se de branco. Afinal sua “guerra era encontrar sua paz”... Latejou sentimentos aprisionados. Embriagou-se com alegria. Brilhou em amarelo. Encheu-se de verde. Os olhos da loba interior lhe devolveram o vigor da esperança.<br /><br />Agarrou-se, com unhas e dentes. O tempo ruim devia ficar no passado. Agora, precisava celebrar com felicidade a magia da amizade, do bem querer, da paixão que teimava em brilhar em seus olhos. Sempre e apesar de tudo.<br />Tanto sacudiu, tanto esperneou, tanto desejou, tanto fez... que o espelho que a espreitava partiu-se em milhões de pedacinhos. Em cima do estilhaçado, ela caminhava. Sangrava. Não nos pés.<br /><br />E isso não era ruim. Isso era um aviso intuitivo de que reagir era necessário. Era preciso A-COR-DAR!<br /><br />Chega de apatia! A vida tem a cor que pintamos. Cada um pode construir seu próprio arco-íris. E a liberdade de escolha é o que torna a vida interessante. Ora assim, ora assado. Mas sempre do jeito que queremos, com as nuances que escolhemos.</div><div align="justify"></div><div align="justify">Ela descobriu a verdade que a rodeava. Ela era inteira. Intensa. Ela se bastava sozinha. E isso não pode ser considerado egoísmo. Isso era apenas e somente a verdade.<br /><br />Contudo e entretanto, ela gostava de ter alguém consigo. Do lado. Perto. Junto. Compartilhar era um remédio que necessitava. E, por isso, a sua alegria só estava completa quando podia DAR-COR à vida e caminhar de mãos dadas.<br /><br />Era meio dia. A tempestade não viera. O tempo continuava nublado. Um frescor atípico dava um colorido à tarde que se anunciava. O almoço a esperava. Um sorriso a aguardava em casa. O mais lindo de todos. O mais compartilhado. Ela foi...</div><div align="justify"><br />Tinha acordado cinza...</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">***</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Pessoas,</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Entrem sorrindo! Por favor!</div><div align="justify"></div><div align="justify">A sua alegria quer dizer que você tem na alma: PAZ!!!</div><div align="justify">E no coração: AMOR!</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Hoje, estou vibrando em AMOR! Vamos juntos?</div><div align="justify"> </div><div align="justify"></div><div align="justify">ENTÃO... esse negócio de vibrar em amor, funciona, sabiam? Risos...</div><div align="justify">Sério mesmo. Hoje rebeci dois presentes. </div><div align="justify"> </div><div align="justify">Loba, querida... realmente incrível a "coincidência". Quis de maneira diferente lhe agradecer e ganhei mais ainda! Realmente o olhar de amigo é mágico! Amo muito você!</div><div align="justify"> </div><div align="justify"><a href="http://lobamulher.blogspot.com/">http://lobamulher.blogspot.com/</a></div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify">O outro presente, vocês têm que entrar aqui ó: <a href="http://epifaniasdeummenino.blogspot.com/">http://epifaniasdeummenino.blogspot.com/</a></div><div align="justify">e ler! Eita presentão!!!</div><div align="justify">Rodrigo, desconcerto que conserta para sempre!</div><div align="justify">Amo você!</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Beijo meu! </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Ká</div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-28596586814622269172008-04-18T09:05:00.000-07:002008-04-22T14:43:50.386-07:00Analfabetismo<div align="justify">Hoje o post é sobre construção. A mais importante de todas. A construção do Saber. Estou aqui pela proposta de blogagem coletiva contra o analfabetismo. Atendendo aos apelos desse coração de Educadora vou tentar não cair no lugar comum, no entanto, fica impossível não comungar com Monteiro Lobato quando ele diz que: <strong>“ Um país se faz de homens e livros.”</strong><br /><br />Sou Educadora e amo muito o que faço. Nasci assim. (Educadora não se faz com o estudo, nasce com o coração apaixonado pela Educação, é genético.) Vivo assim. (Apesar da luta que é viver de Educação no Brasil.) E quero morrer Educadora.<br /><br />Abril é um mês de reflexões diversas. Hoje dia do Livro Infantil. Dia 21, dia de pararmos e pensarmos a liberdade com Tiradentes. Então, diga lá uma coisa, há melhor solução para se construir um país livre, digno e justo do que despertar o prazer pela leitura que é capaz de alargar horizontes e transformar realidades?<br /><br />Definitivamente, não!<br /><br />Acabei de chegar da escola onde trabalho. Os alunos, entre outras atividades, apresentaram uma dramatização, lembrando a grande obra de Lobato, o Sítio do Pica Pau Amarelo. Mais do que isso, eles, que na grande maioria das vezes são desmotivados para a leitura, optando sempre pela facilidade e encanto sedutor da internet, mergulharam nesse universo vasto e questionar que nos foi legado por esse singular escritor e, de fato, leram diversas histórias e foram além. Pontuaram o que foi escrito com o que vivemos hoje.<br /><br />Houve uma grande discussão sobre o analfabetismo. Sugerimos que cada um pense numa solução para que possamos levar luz à escuridão do desconhecimento pelas letras. (Posto depois o que sairá de tais cabecinhas.)<br /><br />Estar numa escola, atuar nessa área é uma oportunidade ímpar de plantar pequenas sementes que, de forma efetiva, gerem frutos positivos para transformar o analfabetismo no Brasil. A EJA (Educação de Jovens e Adultos) é um exemplo de que cedo ou tarde, há tempo de plantar sonhos e com isso, colher cidadania.<br /><br />Ao longo da minha vida de Educadora, venho semeando. Muita gente me acha utópica. Eu prefiro acreditar que é possível, de maneira simples, colher bons frutos.<br /><br />Minha sugestão de combate ao analfabetismo é o engajamento de todos. Professores, médicos, advogados, donas de casa, enfim, cada um de nós fazer a sua parte. Ações voluntariadas do despertar para o letramento (mais do que ler é preciso interpretar o mundo e interagir nele).<br /><br />Cada um pode se comprometer a ensinar o outro. Patrão alfabetizando e letrando o empregado. Criação de espaços de leitura nas empresas. Enfim, é preciso apenas fazer.<br /><br />Ressalto aqui a iniciativa do poder público na capital mineira, onde os lotações estão providos de obras literárias (xerocadas e plastificadas) onde o cidadão pode apreciar uma boa leitura. Certamente, no mínimo, gera curiosidade em quem não é alfabetizado. Isso pode instigar, pode levar à busca de descobertas.<br /><br /><strong>É isso aí! Simples assim!</strong></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-27045816041802771092008-04-15T08:47:00.000-07:002008-04-22T15:49:44.332-07:00Re...descoberta<div align="justify">Desperta, sentiu-se segura para enfrentar o mundo. (Era preciso?)<br /><br />Vestiu sua melhor roupa. Um vestido meia estação. Xadrez. Marrom e lilás. Cinto delineando a fina cintura. Cintura de Pilão, dizia sua mãe. Meia fina a lhe cobrir as pernas grossas. Sapatos de bico fino a deixavam mais elegante. Maquiou-se. Era bom que o mundo a visse de máscara, mesmo que fosse a do Avon. (Não entendo essa vontade de ser outra para o mundo).<br /><br />Ototemo foi a fragância azul escolhida para perfumar aquele dia. Estava pronta. Despediu-se de si. Fechou a porta atrás. Trancou-a. Desceu as escadas. A máscara da elegância lhe dava novo vigor. Era capaz de enfrentar todos os dragões daquele dia.<br />Os olhares da rua lhe faziam bem. Sentia-se confiante. Em cima dos quase 15 centímetros que lhe separavam do chão, era rainha.<br /><br />O som dos seus passos sedutores aproximou-se do carro. Entrou. Encontrou o CD que regeria o momento. “Déjà Vou- Pitty”, foi o escolhido. Sim, o timbre era perfeito. O som das batidas sem igual.<br /><br />Nenhuma verdade a poderia machucar. (Não? E se lhe dissessem que não era amada, querida?) Nenhum motivo poderia corroer-lhe. (Nem mesmo a falta de amor?). Ficar só na vontade nem faria doer-lhe a alma. (A quem queria enganar?) Doutrina alguma a convenceria. (Talvez fosse esse o maior vazio de sua vida, a falta de Fé...) Nenhuma resposta a satisfazia. (Sim, isso era um fato. A procura era por respostas mais profundas.)<br />Nem mesmo o tédio a surpreendia mais. (Mentir para si mesmo não era o melhor remédio. Naqueles momentos em que estava frente ao espelho, o tédio se agigantava e lhe fazia chorar muito. E como ela chorava bonito. (É possível?).<br />Nenhum sentimento comovia seu coração gelado. (Pior cego é aquele que não quer ver. Havia sim, em algum lugar, sentimentos que lhe faziam bem.)<br /><br />Os acordes melodiosos enchiam o carro. Passeavam por seus lábios. Qualquer um que a visse, a acharia forte. Sim, era preciso passar a idéia de fortaleza.(Por que?) Os outros simples mortais não podiam julgá-la humana. Não havia lei que a governasse nem razão que a guiasse. Ela estava exatamente onde queria estar. (Será?)<br /><br />Algumas curvas depois, chegou ao destino. O trabalho, antes contagiante. Agora, só mais uma obrigação. Freou. Desligou o motor. Acionou o freio de mão. Olhou-se no retrovisor. Perfeita. Desceu do carro. A cena era cinematográfica. As pernas grossas atraíam olhares. Fez que não percebeu. Manteve-se em cima do salto. Na bolsa lilás pegou as chaves. Antes que pudesse abrir o portão, pingos de chuva molharam-lhe o rosto. Aquiesceu, obedientemente. Fazia algum tempo que a água fria não tocava seu corpo. Abriu os braços. Respirou o cheiro de terra molhada. A fina chuva era um verdadeiro dilúvio na alma. Olhou para a esquina. Correu até lá. Sentiu-se VIVA. Rodopiou na chuva, feliz!<br /><br />Voltou ao portão e, dessa vez, o abriu. Trabalhou sem maquiagem durante todo aquele dia. Não tinha pressa nenhuma. Nem vergonha.<br />Pela primeira vez, não se incomodou com os olhares alheios. Era igual ao resto do mundo.<br /><br /><strong><em>Um ser humano se (re)descobrindo.</em></strong><br /><br /><br />Pessoas,<br /><br />Estou amando voltar ao mundo blogueiro. Sentir a alegria de escrever, a ansiedade pelos comentários, a felicidade de fazer novos amigos e constatar que os velhos são muito queridos.<br /><br />Entrem, se acomodem, sintam-se em casa... sempre!<br /><br />Beijos meus! Hoje, azuis!<br /><br /><strong>P.S.1: DIA 18 DE ABRIL, SE LIGA NESSA!</strong><br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SAa6fdD81EI/AAAAAAAAAA4/nVluEL7Juqg/s1600-h/lousa.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190040670130984002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_lqzh7zsayxw/SAa6fdD81EI/AAAAAAAAAA4/nVluEL7Juqg/s320/lousa.gif" border="0" /></a><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br />O link para participar é:<br /><br /><br /><strong>http://meiroca.com/2008/03/25/o-que-voce-faz-para-acabar-com-o-analfabetismo-no-brasil/</strong><br /><br /><br /><strong>P.S.2: A CULTURA PEDE SOCORRO!</strong><br /><br />Precisamos divulgar o site do Ministério da Educação onde temos 732 obras disponibilizadas para leitura gratuita. O site está para ser desativado por falta de uso!<br /><br /><strong>ACESSE E DIVULGUE: http://www.dominiopublico.gov.br/ </strong><strong></strong><strong></strong><strong></strong><strong></strong></div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-1619301850547150034.post-65378374168409014882008-03-26T22:38:00.000-07:002008-04-22T15:48:54.817-07:00Desconstrução<div align="justify"><strong>Por volta das dezessete horas chegou em casa. Descalçou-se. Jogou a bolsa no sofá. Olhou tudo ao redor. O vazio era seu companheiro fiel. Sem motivo aparente, sentia-se nervosa. Nada havia sido programado, marcado, mas sabia que era hoje. </strong><br /><br /><strong>Caminhou até o quarto. Tudo absolutamente estático. O silêncio transformava o monólogo em diálogo. Diálogo interior. Talvez o pior deles. Talvez o melhor.</strong><br /><br /><strong>Sem preliminares, olhou-se no espelho. Encontrou-se consigo mesmo. Tirou as roupas. Primeiro, as do corpo. Despia uma a uma e olhava-se ressabiada. Sentou-se. O que via era apenas mais um corpo como tantos outros. Marcado pelo tempo, marcado pelo amor, marcado pelos dissabores, marcado pela vida. </strong><br /><br /><strong>Aproximou-se mais. Aproveitou que estava só. Arrancou a máscara que lhe cobria o rosto. Assustou-se com tamanha afinidade com aquele rosto assim feio, assim cruel, assim amargo.</strong><br /><br /><strong>Olhou-se nos olhos. O vazio dos olhos, a falta de brilho a levou ao passado. Onde se perdera?</strong><br /><br /><strong>Pensou em desistir. Chegou a fechar os olhos, os da alma. Não era admissível se considerar assim. Relutante, abriu-os. A fome de se conhecer era maior. Desfez-se, então, da arrogância, sua marca primeira. Encheu-se de coragem. Era preciso encarar a falta de deslumbramento ao olhar para dentro de si.</strong><br /><br /><strong>Continuou o strip-tease pessoal. Despudorosamente, desabotou a pele. Com um medo extremo, vislumbrou seu coração. Ele pulsava. Não como antes. Seguia apenas o ritmo que era ordenado. E seu vermelho estava descorado, bem pálido. </strong><br /><br /><strong>O pior estava por vir. A última peça foi arrancada. Descobrira-se em sonambulismo profundo. Não vivia mais. Arrastava-se pela vida! As indeléveis experiências vividas a transformara num zumbi ambulante.</strong><br /><br /><strong>O orgulho tentou acordar-lhe daquele sonho lúcido. A falta de humildade fingiu-se indulgente com todas aquelas faltas. Traumas lhe fizeram chorar. Era um choro doído, sofrido. Amargurava ainda mais o coração. O torpor tomou-lhe conta das pernas. Tentava levantar. Quebrar o espelho. Mas estava amarrada. A agonia era sua prisão. Resignada à ‘nova’ realidade, permitiu-se dormir.</strong><br /><br /><strong>Tempos depois, o celular a despertou:<br />“Extravasa, libera e joga tudo pro ar. Eu quero é ser feliz antes de mais nada...”</strong><br /><br /><strong>Vestiu-se. Recomposta, tomou um banho demorado. Ao voltar para o quarto, esbarrou-se no espelho...<br />...não, não o quebrou. Seu lugar era ali. Sempre ali. Não era preciso fugir. <em>O segredo era reencontrar-se.</em> O necessário era enxergar-se em sua imperfeição e caminhar.<br />Seguir em frente. Tocar a vida... Como der. Como puder. Como vier. Sempre!</strong><br /><br />By Karine Leão<br />26/03/08<br />22:14<br /><strong></strong><strong></strong><br /><br />BEM-VINDOS(AS) ao Ponto K... e ao meu infinito particular.<br />Novo blog, novas idéias... novas formas de ver o mundo!</div>Karine Leãohttp://www.blogger.com/profile/08244263317396713106noreply@blogger.com