tag:blogger.com,1999:blog-158930662009-07-05T12:34:51.437-07:00UnzuhauseUnzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.comBlogger233125tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-11257143351362641182009-07-02T06:13:00.000-07:002009-07-02T06:18:15.864-07:00CAMPEÃOOOOOOOOOOOOOO<a href="http://blog.biss.com.br/uploaded_images/Corinthians-745603.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://blog.biss.com.br/uploaded_images/Corinthians-745603.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://guerreirosalvinegros.files.wordpress.com/2008/10/especial_corinthians_39.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://guerreirosalvinegros.files.wordpress.com/2008/10/especial_corinthians_39.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-1125714335136264118?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-73722979368333171452009-07-01T06:38:00.001-07:002009-07-01T17:32:32.220-07:00sofredor graças a Deus<a href="http://www.estantevirtual.com.br/imagens/capas/19338728.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 403px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.estantevirtual.com.br/imagens/capas/19338728.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://larissabeppler.files.wordpress.com/2009/04/jogai-por-nos1.jpg"></a><em>Capa de</em> Corintiano Graças a Deus<em>,</em> <em>livro de Dom Paulo Evaristo Arns</em><br /><br /><div><a href="http://api.ning.com/files/KoHrxi5SQOEpQwqloeQDd3e99gWeIlFIZsRNWISXAHMfLAX6k34ts00FJ8qszDEROHfQS*G-Vx7-3zb5BQQ2cphxRmXFjBhj/saravfieltorcida.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 800px; CURSOR: hand; HEIGHT: 600px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://api.ning.com/files/KoHrxi5SQOEpQwqloeQDd3e99gWeIlFIZsRNWISXAHMfLAX6k34ts00FJ8qszDEROHfQS*G-Vx7-3zb5BQQ2cphxRmXFjBhj/saravfieltorcida.jpg" border="0" /></a><em> Festa da Fiel<br /></em><br /><div><a href="http://sp0.fotolog.com/photo/16/27/101/kaziita/1224980168802_f.jpg"></a><span style="font-size:130%;">Ao contrário do que mostra a foto acima, seremos poucos hoje no Beira-Rio, que segundo promessa de um ilustre vagabundo da alta cúpula do Internacional, será um "inferno" para nós. O mesmo ilustríssimo que tratou de antecipar o inferno com manobras absolutamente condenáveis para pressionar a arbitragem do jogo de hoje. </span><span style="font-size:130%;">Mas de Inferno nós conhecemos. Morremos e renascemos tantas vezes ao longo da nossa história, e sempre sob o estigma do Sofrimento. Se Jesus Cristo não fosse corintiano (e é!! rs), apóstolos maravilhosos dele, como Dom Paulo Evaristo Arns, trataram de sê-lo, nada mais lógico. Não por acaso somos a "Fiel Torcida", a "Gaviões da Fiel". Fiéis como os devotos da missa, dos santos. Há time mais "cristão" em termos de identificação com as massas, com os pobres e com a dor de existir? Com a dor da "paixão" ??</span><br /></div><div><span style="font-size:130%;">Não há redenção possível sem a dor. <em>Felix culpa</em>, disse santo Agostinho: feliz culpa de Adão, que nos tornou necessitados de redenção tão deliciosa como a de Cristo. Feliz culpa de nascer gauche na vida, loser, humilhado e ofendido, fudido mesmo, para merecer tão simbólica remissão no amor ao Coringão.</span> <span style="font-size:130%;">Não como quem goza com o pau dos outros, mas como quem reencontra no inconsciente coletivo a própria fome de fuder reprimida no inconsciente pessoal.<br /></span></div><div><span style="font-size:130%;">Voltando à foto, ela mostra um instante de êxtase que daria em seguida lugar à perda: ganhamos ano passado o primeiro jogo da final da Copa do Brasil, contra o Sport, por largos 3 a 1. Mas perdemos o segundo por 2 a 0, o suficiente, dizia o regulamento, para o título ficar em Recife. Hoje a decisão não é lá "em cima", é embaixo: num frio e chuvarento Rio Grande do Sul. E o script começou parecido: ganhamos bem o primeiro jogo. </span><br /></div><div><span style="font-size:130%;">Por que não um repeteco da tragédia hoje? É a questão e o desejo da segunda maior nação do Brasil (a dos anti-corintianos; a primeira é a dos corintianos). Sim, pode acontecer. O time do Inter é fortíssimo, e mostrou isso inclusive na derrota por 2 a 0 aqui no Pacaembu. Mas quer saber? Estou me lixando. Embora inadmissível para os parâmetros lógicos e éticos de nossos dirigentes (como o imbecil do Internacional), o futebol tem que ser visto como processo, como estrutura, não na mera contingência de resultados pontuais. E o Coringão vive hoje um processo bacana, construtivo, após o desastre do rebaixamento. Esse processo, essa estruturação, é o que mais importa, e tem que continuar, independentemente de ganhar ou perder esta noite. E se ganhar, por favor, nada daquela obsessão babaca de Libertadores (para a qual o vencedor de hoje estará classificado). Sem querer cair em contradição com o que acabei de dizer sobre a importância do processo, não do fortuito, penso que ao invés de se prender a cobiças futuras, importa viver o momento, na derrota ou na vitória. Vivê-lo plenamente, ou seja, corintianamente, no gozo doído das vitórias e derrotas. Claro que será legal ser campeão da Libertadores no ano de nosso centenário (2010), mas o objetivo não pode ser inflacionado a ponto de esmagar o percurso. Título algum pode ser maior do que já somos, nada supera a grandeza essencial de ser Corinthians.</span><br /></div><div><span style="font-size:130%;">Seremos poucos no Beira-Rio, como dizia no início. E seremos vaiados, hostilizados. Um inferno. Mas o inferninho do Beira-Rio é uma boate vagabunda perto do Inferno que é habitual ao time do povo (quando é que o povo também será um "time", terá consciência de classe?). E é de nosso Inferno, a "beira-rio" do Aqueronte, onde até o Redentor desceu quando de sua "paixão", morte e ressurreição, que estamos torcendo por você, Timão. E o esperando de braços abertos, na vitória ou na derrota, depois de mais uma página linda, gloriosa e sofrida de nossa História, a ser contada e vivida hoje à noite.</span> </div><div><span style="font-size:130%;">VAAAI CORINTHIANS!!!!!!!!!!!!!!!!!!<br /></span></div><div></div></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7372297936833317145?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-36369148898783031322009-06-29T13:30:00.000-07:002009-06-30T04:35:57.647-07:00as palavras e as coisas<a href="http://1.bp.blogspot.com/_RYVh3IeNckI/SLHxYj37xbI/AAAAAAAABQo/2T3Zois05e0/s400/a_lacan_ses_lacune.1.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RYVh3IeNckI/SLHxYj37xbI/AAAAAAAABQo/2T3Zois05e0/s400/a_lacan_ses_lacune.1.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://1.bp.blogspot.com/_nyWw5ZwbrqA/SLRr-K4ae3I/AAAAAAAAAIA/pRD2tdcNzlQ/s400/Freud-olho-710438.png"></a><span style="font-size:130%;">Chego agora de um profícuo encontro com os novos companheiros de cartel. Cartel, como assim? Não, não estou lançando tentáculos sobre o mercado capitalista, não tenho apetites monopolizadores, nem mesmo o amor pra mim toma essa configuração burguesa-patriarcal da posse de uma mulher como se fosse "coisa" econômica. Claro que há delícias a explorar na sensação de ser coisa que fode, que funde e se funde com outra pessoa "coisificada" -não há relação sexual, segundo Lacan, mas ele fala aqui da completude sonhada, e impossível, entre dois <em>sujeitos</em> -eles nunca, de fato, se entenderão, como bem o sabia Manuel Bandeira, embora as carnes, elas sim, possam se entender, mais que isso, possam se dar e receber uma à outra, num rito criador e destruidor. Verdadeiro potlatch do prazer.</span></div><br /><div><span style="font-size:130%;">Fujo completamente do assunto que me trouxe aqui hoje, o cartel. É uma espécie de grupo de estudos, reunido em torno de uma questão teórica ou clínica geral, mas que se desdobra em questões de pesquisa específicas de cada pesquisador, escolhidas e desenvolvidas individualmente. Trata-se, por falar em Lacan, de uma das instâncias mais importantes da formação teórica e prática de um psicanalista, segundo o mestre francês, que aliás odiaria o qualificativo de mestre. Minha impressão inicial do grupo foi excelente. Sei que poderei me decepcionar, chega quase a ser uma tendência inevitável: não foram poucas minhas decepções a respeito dos intelectuais, sobretudo ao se passar da beleza das idéias, ou seja, das "coisas" mentais, às complicações das pessoas portadoras de tais idéias.</span><br /></div><div><span style="font-size:130%;">Confesso que comecei esse texto com outra intenção, disposto a repercutir uma determinada fala minha que surgiu no encontro, mas o raciocínio que esbocei até aqui, prefiro interrompê-lo neste instante, aliás inspirado numa das "esquisitices" geniais de Lacan. Ele criou o chamado <em>tempo lógico</em> como recurso a mais para o analista; este pode interromper uma sessão a qualquer momento, mandar seu paciente pra casa após as primeiras falas, não há o standard de 50 minutos obrigatórios por exemplo, e a sessão pode durar segundos ... embora, é bom advertir meus futuros pacientes rs, custe o mesmo que sempre. </span></div><div><span style="font-size:130%;">Acusaram Lacan de criar assim uma estratégia para "encaixar" mais pacientes na agenda, e assim engordar mais a conta bancária. Acho essa uma maneira meio "pobre" (sem trocadilho) de encarar esse tão interessante dispositivo não só metodológico, mas também teórico, até mesmo filosófico: uma técnica que convida o analisando a lidar melhor com algo que talvez esteja entre as coisas que o fazem sofrer, por ainda não ser aceita na vida cotidiana: o aspecto necessariamente opaco e incerto do tempo e da palavra, o aspecto angustiante e enigmático do desejo, aspectos esses não plenamente entendidos nunca, mas que podem ser mais bem conectados à consciência se <em>estendidos</em> (mais que entendidos) num tempo relativístico, instável e retroativo, um "só-depois" que avalia o nosso eu pelo que fez e falou, um eu em situação, o eu agente e ator, em suas circunstâncias e em suas consequências. Um eu, portanto, que não se limitará nunca, enquanto durar o véu de maia da vida, a uma mera coisa, por mais que o desejemos. </span></div><div><span style="font-size:130%;">É isso que passo agora a fazer desses dizeres "impensados" sobre cartel, amor e grupo. Aliás, por que a palavra "grupo" tem em português um sentido possível como trapaça? ("-Ah, isso é grupo, me alertou fulano".)</span><br /></div><div></div><br /><div><span style="font-size:130%;"></span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-3636914889878303132?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-61761983671321870492009-06-26T08:46:00.000-07:002009-06-27T10:10:24.133-07:00black and white<a href="http://www.lazermusica.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/michael-jackson-21b.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 289px; CURSOR: hand; HEIGHT: 397px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lazermusica.com/blog/wp-content/uploads/2009/03/michael-jackson-21b.jpg" border="0" /></a> <em>Michael Jackson (1958- 2009)</em><br /><em></em><br /><span style="font-size:130%;">Minha homenagem singela ao maior ícone da cultura pop contemporânea. Quem diz maior supõe uma comparação dentro de determinada série de coisas comparáveis. Você é mais que isso: você foi literamente fora de série, porque fundador dela: inventou o pop dos dias de hoje, há quase trinta anos. Depois de você, só imitadores. Pequeninos e canastrões na maioria, mas imitadores, todos. Simulacros. O standard é você. Para virar mito, só faltava isso: morrer cedo demais. Não deu outra.. Good-bye, mito! Hello, mito! Como todo mito, como todo arquétipo, a ambiguidade em pessoa. "Bom" e "mau". Black and white. Luz e sombra, para além dos holofotes de uma sociedade que ama ter fantoches úteis para se chupar e depois julgar e jogar fora feito bagaço. Pois você escapou do circo. Não se deixou assimilar, ainda que ao preço, dizem as ôtoridades, da "sanidade". Louco ou Gênio? Perverso ou Ingênuo? Homem ou Lobisomem? Conto de Peter Pan ou Thriller de horror? Deixe que os achistas tentem te definir por dicotomias rasas na planície. Pois você paira acima, bem acima, leve e carismático, com seus passos de Fred Astaire, num vídeoclipe eternamente jovem. </span><div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-6176198367132187049?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-9472237700930936952009-06-24T04:31:00.001-07:002009-06-24T05:21:24.015-07:00amo você jaguncinha de mí vida<a href="http://www.art-bonobo.com/carlosvonschmidt/artes/aldemirdeaaz/images/aldemir51.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 397px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.art-bonobo.com/carlosvonschmidt/artes/aldemirdeaaz/images/aldemir51.jpg" border="0" /></a><span style="font-size:130%;">Música linda dos tempos em que eu ainda achava que amor era só coisa de músicas lindas rs......amoooooooooooooo você.</span><br /><span style="font-size:130%;"></span><span style="font-size:130%;"></span><br /><span style="font-size:130%;">Jim Diamond - <em>I Should Have Know Better</em></span><br /><span style="font-size:130%;"></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>And I should have known better to lie with one as beautiful as you. </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Yeah, I should have known better to take a chance on ever losing you.</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>But I thought you'd understand, can you forgive me? </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>I saw you walking by the other day. </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>I know that you saw me, you turned away and I was lost. </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>You see: I've never loved no one as much as you.</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>I've fooled around but tell me now just who is hurting who? </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>And I should have known better to lie with one as beautiful as you.</em></span><span style="font-size:130%;"><em> ...</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>I-I-I-I-I-I-I-I-I-I should have known better, I-I-I-I-I-I-I-I-I-I </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>should have known better. </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>It's true, I took our love for granted all along. </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>And trying to explain where I went wrong, </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>I just don't know. </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>I cry but tears don't seem to help me carry on. </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Now there is no chance you'll come back home, got too much pride. </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>And I should have known better to lie with one as beautiful as you.</em></span><span style="font-size:130%;"><em> ...</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>I-I-I-I-I-I-I-I-I-I love you, I-I-I-I-I-I-I-I-I-I-I love you. </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>No-no-no-no-no-no I love you! </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>No-no-no-no-no-no, yeah! </em></span><br /><em><span style="font-size:130%;">And I should have known better to lie with one as beautiful as you</span><br /><br /></em><em></em><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-947223770093093695?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-42192966155050008182009-06-22T06:29:00.000-07:002009-06-23T07:39:36.633-07:00santidade, incêndio e abismo<a href="http://www.maraluquet.globolog.com.br/monasterio.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 336px; CURSOR: hand; HEIGHT: 448px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.maraluquet.globolog.com.br/monasterio.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://spe.fotolog.com/photo/62/30/65/fifield/1241586783914_f.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 500px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://spe.fotolog.com/photo/62/30/65/fifield/1241586783914_f.jpg" border="0" /></a><br /><em><span style="color:#33ccff;">Monastério budista Taktshang, "ninho do tigre", no Butão; fundado em 1692, completamente restaurado após incêndio em 1998, fica à beira do abismo do Himalaia. </span></em></div><div><em><span style="color:#33ccff;"></span></em></div><div><em><span style="color:#33ccff;"></span></em></div><div></div><div><em></em></div><div></div><div></div><div></div><div><span style="font-size:130%;"></span></div><div><span style="font-size:130%;">Deus meu, não deixe nunca que a santidade se degrade em pretexto para a couraça afetiva. </span></div><div><span style="font-size:130%;"><em>Ele, com a Imitação de Cristo fazendo volume no bolso da jaqueta preta (estava todo de preto, sua cor predileta), caminhava absorto na santa avidez de comprar mais e mais livros, quando sentiu se mexer repentino e serpentino outro volume, Imitação do Anti, do demo, na calça, ao deparar com aquela lojista de artigos religiosos (de sua religião do consumo, digo). </em></span><span style="font-size:130%;"><em>Ficou zonzo, não sabia para onde ir. A Rocha das seguranças fez-se fenda de angústia e rachou e abriu. Pedaços incendiados despecando no nada. Homem comum enfim. Devorado, mas pelos seus próprios olhos, mastigava, mas suas próprias unhas. Não conseguia parar de segui-la com os olhos, a lojista, que corpo!, parecia hipnotizado, esqueceu das compras, afundava mais pesado nelas. "Por isso os islâmicos prendem e nivelam suas mulheres no véu, dos pés ao último fio de cabelo", suou (como são terríveis esses suores-pensamentos): "para que nem os anjos caiam em tentação e percam e troquem a cabeça aureolada de cima pela suja cabeça de baixo". Outro balbucio de vapor sem sentido: "Deixam as mulheres parecendo fantasia de fantasma". </em></span></div><div><span style="font-size:130%;">Deus meu, que tua companhia seja o "synthome" lacaniano da invenção e do laço no buraco e no descompasso, mas não o "sintoma" freudiano que tudo inverte, que tudo distorce, desloca, que se delira projetando a si mesmo nos moinhos de vento a combater, que foge das pechas ridículas que o assombram de dentro. Que mortifica a carne porque o espírito é impotente. </span></div><div><span style="font-size:130%;">Meu monastério, eu o visualizo nos subterrâneos de Dante e Dostoiévski - sem a tradução estereotipada e de segunda mão dos vieses ideológicos, das camisas-de-força (aliás bem fraquinhas) de quaisquer Dogmas, prefiro o originário polifônico do Inferno. Como toda Árvore da Vida, a cruz dos trabalhos evolutivos se enraíza entre os cactos do Inferno para poder gerar rosas no céu. Nem que o céu, para os pesados filhos do adâmico Ícaro, seja sempre habitação no perigo perpétuo do abismo, drama existencial de que encontrei hoje uma alegoria concreta perfeita nesse fantástico co-irmão monástico do Himalaia (vide fotos). Mosteiro e abismo que, juntos, como os exercícios de contemplação, pelos monges, da caveira de irmãos falecidos, simbolizam também o clássico "memento moris" (lembra-te que morrerás), tão crucial à jornada espiritual.</span></div><div><span style="font-size:130%;"><em>Mas muitas vezes ele, de preto, suado, com a Imitação de Cristo no bolso, com a Imitação do diabo no corpo, precisa lembrar é que vive. O incêndio do diabo pode ser esse memento mortalmente vital. </em></span></div><div><span style="font-size:130%;">Himalaias do desejo, que não sejais "pacificação" forçada da balbúrdia ab-surda para surdos da planície, ruído que esconde polifonias nupciais que acenam aos que têm ouvidos para ouvir, e mãos para fazer, não patas bovinas para aplaudirem-se uma à outra, como os espectadores idiotas se cumprimentando na feira burguesa das "idéias inteligentes" de se comprar e se falar sem viver.</span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-4219296615505000818?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-79453920062413456622009-06-14T08:17:00.000-07:002009-06-14T12:50:34.935-07:00sobre deuses e espantalhos<a href="http://nobosqueocidental.weblog.com.pt/Scarecrow.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 329px; CURSOR: hand; HEIGHT: 416px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://nobosqueocidental.weblog.com.pt/Scarecrow.jpg" border="0" /></a><br /><div></div><br /><div></div><div><span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"><em>Gostaria de compartilhar com os visitantes deste monastério subterrâneo algo que meus emissários da superfície me trouxeram para que eu brincasse com o tédio e o frescor desta friorenta manhã de domingo. </em></span></div><div><span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"><em>Trata-se do artigo "Vôo cego", de Ferreira Gullar na Folha de hoje. Foi um dos melhores comentários que li sobre a tragédia do vôo do avião da Airfrance (desculpem, pra mim continua sendo "vôo", não vou aceitar até quando puder as mutilações imbecis que estão tentando fazer na minha sagrada língua portuguesa: voo, ideia e outras excrescências). </em></span></div><div><span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"><em>Acho que Gullar me tocou por tocar também em certos complexos pessoais da minha psique, por exemplo a idéia de Deus como fuga, como necessidade de apaziguar imaginariamente a angústia de existir. </em></span></div><div><span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"><em>Outro dos expedientes que experimentei, desde a infância, e que me vêm à mente ao ler a crônica do poeta, é uma atitude ante o risco das catástrofes, de todas as escalas: um certo "pessimismo" que, na verdade, gostaria de ser convencido do contrário do que diz. Exemplos hoje amenos, que de amenos nada têm quando sentidos: "ahhh, aquela gata é impossível", ou: "nossa, acordei com um medo de que o Corinthians vai perder": e no instante mesmo desses pensamentos, ir "sub-pensando" (cf. Stanislávski e o "subtexto" no teatro) o contrário do que foi pensado. Esse pessimismo supersticioso joga assim: penso no pior, se acontecer, eu já sabia, se não acontecer, melhor pra mim. É um jeito de nunca ser contrariado pela realidade rs.</em></span></div><div><span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"><em>Claro que, com o tempo, esses castelos de areia viriam, e vieram, abaixo, tragados por uma realidade que, fui percebendo, não é boa nem má, apenas é como é. Bem e o Mal são valores humanos, conosco nascem, conosco se vão. Ser um obsessivo (ou fóbico) do Mal, do que chamemos de Mal, não impedirá que ele aconteça. </em></span></div><div><span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"><em>Renunciando às bruxarias psicológicas do pessimismo, emagreço a aura: perco um pouco do egoísmo de achar que minha pena, ante o Mal do mundo, é sofridamente pensá-lo, como se fosse para os outros, os ingênuos, o fardo de vivê-lo. </em></span></div><div><span style="font-size:130%;color:#ffcc33;"><em>Sem tantos deuses inúteis ou espantalhos "úteis", a vida segue mais leve e verdadeira seu vôo cego rumo a coisa nenhuma. Vôo cego ao menos aos olhos da razão controladora e utilitária desta espécie pretensiosa, infantil, quando não ridícula, que somos nós. </em></span></div><br /><div></div><br /><div><em><span style="font-size:130%;">FERREIRA GULLAR</span></em></div><br /><div><em><span style="font-size:130%;">Voo cego </span></em></div><br /><div><em><span style="font-size:130%;">(</span><span style="font-size:100%;">Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, 14 jun 2009) </span></em></div><div><span style="font-size:130%;"><br />NÃO SE TRATA de que o que irá acontecer já esteja escrito. Os gregos pensavam assim e, ainda hoje, há quem pense igual: se não é o Destino, é Deus. Mas há quem acredite que coisas acontecem por uma combinação de acaso e necessidade, sendo que o que chamamos de acaso não é mais que uma probabilidade real embora imprevisível. É que a complexa tessitura da existência excede nossa capacidade de abarcá-la e, menos ainda, de prevê-la.<span style="color:#cc0000;"> Assim, nós, seres humanos, em face da imprevisibilidade da vida, inventamos Deus, que é a Providência, ou seja, aquele que nos protege do imprevisível, do acaso, isto é, da bala perdida</span>. Pois bem, como disse no começo, não se trata de que o que vai ocorrer na viagem de Guto -que neste momento arruma a mala- à Europa esteja escrito. Não está, mas, na intrincada cadeia de probabilidades, dada a ação de tantos fatores que, cegamente, prepararam o futuro, pode a aeronave despencar de 11 mil metros de altura ou simplesmente explodir.<span style="color:#990000;"><span style="color:#cc0000;">Assim, sem de nada saber</span>,</span> fechou a mala, pôs no ombro a sacola e dirigiu-se para o elevador. Atravessou o hall de entrada e caminhou até o táxi. Depois que o chofer guardou-lhe a bagagem no porta-malas, Guto, já acomodado no banco de trás, falou-lhe:- Para o aeroporto Tom Jobim.- Vamos nessa. Quer que ligue o ar refrigerado?- Por enquanto, não.Estavam em Copacabana e o melhor caminho àquela hora era pela avenida Atlântica, mesmo porque Guto preferia ver o mar a sentir-se sufocado em meio a ruas saturadas de tráfego.O táxi entrou, depois, pela Princesa Isabel, passou pelo Túnel Novo e dirigiu-se para o Aterro do Flamengo. Durante todo esse caminho, ele olhava a cidade com uma sensação estranha, como se despedisse dela. Evitou esse pensamento e voltou-se para a enseada de Botafogo, tranquila naquele fim de tarde. <span style="color:#cc0000;">Ao fundo, o Pão de Açúcar erguia-se granítico e eterno, o que lhe fez pensar nas tantas e tantas pessoas que, ao longo do tempo, o viram ali e se foram, enquanto ele continua.</span> Para livrar-se dessas ideias, pegou o celular e ligou para Júlia.- Oi, amor, tudo bem com você?... Ainda estou no táxi, a caminho do aeroporto... Ontem à noite foi bom, não foi?Conversaram ainda um pouco, mas ela estava de saída para a casa da irmã, onde passaria alguns dias.O táxi seguia agora pela Linha Vermelha, como sempre engarrafada àquela hora. Mas tinha tempo suficiente, pois, quando viajava, sempre saía de casa com bastante antecedência para evitar estresse. E com razão, pois quando desceu do carro no aeroporto faltavam ainda duas horas para o embarque. Por isso, sem pressa, ainda que estranhamente apreensivo, dirigiu-se para o balcão da Air France, onde teve de enfrentar uma fila de bom tamanho. Finalmente, despachou a bagagem, recebeu o cartão de embarque e caminhou até o restaurante para beber alguma coisa, enquanto esperava a chamada. O restaurante estava lotado, como costuma acontecer ultimamente, tal é o número de pessoas que viajam de avião. Preferiu ir logo para a sala de embarque, onde se acomodou e ficou lendo a revista que levara consigo.<span style="color:#cc0000;">Enquanto isso, acima do Atlântico, na zona de convergência intertropical, por onde o seu avião inevitavelmente passaria, armava-se uma feroz tempestade. Nuvens de tamanho incomensurável, como negras montanhas móveis, carregadas de eletricidade e granizo, juntavam-se naturalmente, sem qualquer propósito, movidas aleatoriamente pelas correntes atmosféricas</span>.Sem de nada saber, Guto, ao ouvir a chamada para o embarque, entrou na fila que já se formara à porta da aeronave. Ali estava ele, tomado de estranha apreensão, como nunca lhe ocorrera nas viagens que frequentemente fazia. Nunca ficara tenso, mesmo porque, mal sentava na poltrona, caía no sono e só acordava horas depois, quando a viagem já chegava ao fim. Desta vez, porém, a tranquilidade costumeira mudara-se em tensão, e tenso esperou até que os motores começassem a funcionar e o avião levantasse voo.Não só lá fora, sobre o Atlântico, uma ameaça se armava, mas também no avião, na sua estrutura eletromecânica, alguma coisa inesperada parecia insinuar-se, como falha ou pane. Se na natureza os processos se desenvolvem sem nenhum propósito ou finalidade, no avião, ao contrário, máquina que é, obra humana, tudo cumpre uma função determinada, para fazê-lo voar. Se alguma coisa falha...Só que, para Guto e as outras 220 pessoas que, no bojo daquele Airbus-A330, seguiam para Paris, era impossível sabê-lo, <span style="color:#cc0000;">já que, na ausência dos deuses, todo voo é cego</span>. Para o bem ou para o mal.<br /></div></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7945392006241345662?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com2tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-73095427104827058392009-06-12T10:45:00.000-07:002009-06-12T10:55:54.040-07:00de ponta-cabeça<a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/05/Grupo-dan%C3%A7a-odara.jpg/800px-Grupo-dan%C3%A7a-odara.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 800px; CURSOR: hand; HEIGHT: 600px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/05/Grupo-dan%C3%A7a-odara.jpg/800px-Grupo-dan%C3%A7a-odara.jpg" border="0" /></a><br /><div><span style="font-size:130%;"><em><span style="color:#cc0000;">"Oh, meu corpo, faça sempre de mim um homem que interroga!"<br /></span></em>Frantz Fanon</span></div><div><span style="font-size:130%;"></span></div><div><span style="font-size:130%;"></span> </div><div><span style="font-size:130%;"></span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7309542710482705839?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-79648014027210525452009-06-08T06:50:00.000-07:002009-06-08T19:06:59.983-07:00calendário da pedra<a href="http://www.portalradar.com.br/upload/galeria/imagens/01-12-2008-11-00-58_Denise%20Stoklos.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 640px; CURSOR: hand; HEIGHT: 436px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portalradar.com.br/upload/galeria/imagens/01-12-2008-11-00-58_Denise%20Stoklos.jpg" border="0" /></a><em> Denise Stoklos em</em> Calendário da Pedra<br /><br /><div><span style="font-size:130%;">Delícia te rever ontem, Denise. Teu <em>Calendário da Pedra</em> é um espetáculo de humanismo, se ainda for possível a conjugação do humanismo com esta palavra, espetáculo, sequestrada e desgastada pela <em>sociedade do espetáculo, </em>sociedade que tenta, com suas mãos imundas, fazer do humanismo uma mercadoria a mais, bacana de se depreciar, e exalta o espalhafato que não ousa dizer seu nome, o marketing da grossura, do irritar e parasitar, o personal branding dos neofariseus, cujas bases intelectuais muitas vezes fedem a leituras de orelha de Bourdieu, orelha salgada e mastigada e vomitada por glutões "inteligentes", vendilhões do Templo do Saber ou do Poder ou do Querer-Ter-e -Mostrar-Que-Tem, parasitas de alma oca e alienados de si, desesperados de papaguear </span><span style="font-size:130%;">alguma fala-falo de "impacto", alferes agoniados, viciados em existir aos olhos admiradores ou do ódio de outrem, de algum séquito escravo, desde que sejam notados, como no conto de Machado de Assis.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Já na tua companhia, e da "fraternidade vermelha" que você encarna, e que junta Milton Santos, Frei Betto, Florestan e tantos outros, que vieram, virão, estão, já nessa companhia, eu dizia, esse samsara podre e estéril fica pra trás. Os tempos são de pedra, monolíticos, paralíticos; os tempos são maus, como dizia São Paulo, e sua peça bem mostra isso. Mas você não goza com isso. Passa do gozo ao desejo. Desrecalca. Diz seu nome. O mundo, graças a gente como você, pesa menos nos ombros, se transmuta alquimicamente, é ainda pedra de Sísifo, eternamente elevada e rebaixada, mas não mais fardo exterior, e sim uma prova e trabalho de reforma íntima. Eternidade do opaco, alumiada por fagulhas de plenitude que passam, mas que marcam. E as marcas de nosso "Calendário da Pedra", não os de tua peça apenas, mas os da vida histórica, são uma temporalidade de eternas repetições do mesmo, contudo arejadas com frestas de transcendência, pontes para o mais-viver, ainda que cada passo de mais viver seja também um passo de mais morrer. Pelo menos deixa-se de morrer petrificado no medo, na covardia, na esperteza. Morre-se, ao contrário, em dinâmica de vida e vida em abundância, como prometeu o Mestre, morre-se em sacrifício, sacro-ofício de renascimento, de transformação <em>da e em</em> pedra filosofal. </span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7964801402721052545?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-54988599925213467252009-06-04T08:15:00.000-07:002009-06-04T19:20:33.985-07:00valeu vascão!<a href="http://i225.photobucket.com/albums/dd59/blogadao/Blogadao/vasco-segunda-divisao.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 387px; CURSOR: hand; HEIGHT: 362px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://i225.photobucket.com/albums/dd59/blogadao/Blogadao/vasco-segunda-divisao.jpg" border="0" /></a><br /><div><span style="font-size:130%;">Valeu pelos serviços prestados!! Vcs portugas são fregueses inesquecíveis desde a final do Mundial Interclubes de 2000, que ganhamos em pleno Maracanã, pra desespero do Ed-Imundo, do Eurico Porco Miranda. E agora rsrsrs: tomaram porrada de novo do Timão -aliás, o zagueirinho caindo sentado de medo do Ronaldo foi hilário!!! rsrs- e estão eliminados, repetindo pra vcs entenderem, E-LI-MI-NA-DOS da Copa do Brasil, agora descansem, esfriem a cabeça e cuidem das verdadeiras metas deste ano glorioso deste timaço!!! Valeu Roberto Biribinha! Aquele abraço, e até sei lá quando, se vcs um dia tirarem a nau imponente do fundo do poço e voltarem da merda né...</span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-5498859992521346725?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-37890408816238903072009-06-03T06:12:00.000-07:002009-06-03T09:37:10.207-07:00desastre aéreo, fardo terreno<a href="http://2.bp.blogspot.com/_7of6-oV33yE/SZyzPVwyD7I/AAAAAAAAABE/gcyuM_N05j0/s320/Atlas1.JPG"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7of6-oV33yE/SZyzPVwyD7I/AAAAAAAAABE/gcyuM_N05j0/s320/Atlas1.JPG" border="0" /></a><em>Atlas, titã da mitologia grega fadado a carregar o mundo nos ombros</em><br /><br /><span style="font-size:130%;"><span style="color:#ffcc33;"><em>(pela memória das vítimas do desastre aéreo com o Air France, neste domingo; que encontrem descanso em sua fé, e que seus amigos e familiares encontrem consolo e força para prosseguir, e que todos encontremos, uma vez mais na face do horror, o espelho do mistério, fragilidade e preciosidade de cada instante da existência)</em></span><br /></span><br /><div><span style="font-size:130%;"><em>Os Ombros Suportam o Mundo</em><br /></span>Carlos Drummond de Andrade</div><div><br /><span style="font-size:130%;">Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Tempo de absoluta depuração.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Tempo em que não se diz mais: meu amor.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Porque o amor resultou inútil.</span></div><div><span style="font-size:130%;">E os olhos não choram.</span></div><div><span style="font-size:130%;">E as mãos tecem apenas o rude trabalho.</span></div><div><span style="font-size:130%;">E o coração está seco.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Ficaste sozinho, a luz apagou-se,</span></div><div><span style="font-size:130%;">mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.</span></div><div><span style="font-size:130%;">És todo certeza, já não sabes sofrer.</span></div><div><span style="font-size:130%;">E nada esperas de teus amigos.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?</span></div><div><span style="font-size:130%;">Teus ombros suportam o mundo </span></div><div><span style="font-size:130%;">e ele não pesa mais que a mão de uma criança.</span></div><div><span style="font-size:130%;">As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios </span></div><div><span style="font-size:130%;">provam apenas que a vida prossegue</span></div><div><span style="font-size:130%;">e nem todos se libertaram ainda.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Alguns, achando bárbaro o espetáculo</span></div><div><span style="font-size:130%;">prefeririam (os delicados) morrer.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Chegou um tempo em que não adianta morrer.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.</span></div><div><span style="font-size:130%;">A vida apenas, sem mistificação. </span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-3789040881623890307?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-15248922890243090062009-05-31T19:13:00.000-07:002009-06-01T12:23:27.823-07:00para suar, saudar e dançar o novo mês<a href="http://www.madrugadanews.com.br/portal/images/stories/demo/entretenimento/danca-abc.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.madrugadanews.com.br/portal/images/stories/demo/entretenimento/danca-abc.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://3.bp.blogspot.com/_bUZ7-lrZrYs/SLbz9d3N0PI/AAAAAAAAAkA/v61zWzT5yWY/s400/sozinha.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 332px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bUZ7-lrZrYs/SLbz9d3N0PI/AAAAAAAAAkA/v61zWzT5yWY/s400/sozinha.jpg" border="0" /></a><br /><div><div><span style="font-size:130%;">Em meio à enxurrada de pomposas abobrinhas que vejo, leio ou escuto por toda parte, que bom quando os céus se desanuviam, e brechas se abrem para o ar puro do pensamento sério. Não é toda hora que isso é possível, nem na companhia de qualquer um.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Não me entendam mal, longe de mim querer aqui cair em preconceitos elitistas - clichês cujos portadores, em geral, se dão patéticos tiros no pé ao final extenuante de giros de peru louco. Quem somos nós para cagar tanta regra e nos imaginarmos porteiro sa (G) rado na boate do paraíso, decidindo quem entra e quem não entra, "contemplando" famintos a saia justinha das minas, que não pagam nada até meia-noite?</span></div><div><span style="font-size:130%;">Nada mais danoso do que a soberba, ainda mais no caminho da mística e santidade verdadeiras, da boca pra dentro. Afinal, como diz o clássico espiritual <em>Imitação de Cristo</em>, "Deus fala-nos de diversas maneiras e por mui diferentes pessoas", não importa a classe, cor, nível de instrução, religião professada, rótulo brega ou cool. Muitas vezes é entre a gente mais simples, e não entre os doutos pavões, que mais aprendo e me desintoxico das tolices e miasmas kármicos, as minhas e as do mundo que me rodeia e me cerca e me é. Meeééééé, como diriam os carneiros de gravata borboleta, batina, giz de cera e óculos de fundo de garrafa da sonambúlica sociedade vigente. </span><br /></div><div><span style="font-size:130%;">Afora o Altíssimo em si -representação antropomórfica do Ser-, outro que nos fala sempre e de muitas formas, em especial no silêncio, é nosso <em>daimon, "</em>demônio", entre os gregos; nada que ver com o diabo cristão. </span></div><div><span style="font-size:130%;">Desde situações as mais triviais até as grandes provações, tudo é aprendizado, portanto idioma de ação do <em>daimon</em>, o gênio interior, ou, no mito bruxo, o Anjo Guardião e condutor, atuante no fogo cerrado de minhas fraquezas e méritos, na briga de foice das minhas misérias e virtudes, no torpor de nossa preguiça de ser, no sopro da graça que nos perdoa, nos sustém e nos faz caminhar.</span></div><div><span style="font-size:130%;">A propósito, "recomendação" de um sonho meu de ontem: dançar! Nas boates mundanas e democráticas do prazer e do esforço de crescer e de compartilhar. Praticar a radical convivialidade (Papa Paulo VI) com os outros e consigo, suando o santo suor da solidão solidária.</span></div><div><span style="font-size:130%;"></span></div><div><span style="font-size:130%;">Boa semana e bom mês de junho a todos!</span></div></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-1524892289024309006?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-28053118273543509802009-05-30T11:23:00.000-07:002009-05-30T16:14:24.658-07:00galáxias da alma<a href="http://www.aquarian-oracle.com/images/esoteric.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 392px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.aquarian-oracle.com/images/esoteric.jpg" border="0" /></a> <span style="font-size:130%;">"Tornar-se um 'verdadeiro' cristão, para mim, não é mais do que se tornar um 'ser humano crístico', um ser humano que alcançou a verdadeira iniciação espiritual. Um ser humano em quem o Senhor é Rei e governa; um ser humano em quem o Eu espiritual tornou-se o princípio unificador e integrador da psique e dos pensamentos, emoções, desejos, palavras e ações: um ser humano, então, que<em> se torna um outro Cristo vivo.</em>"<br /><br />Peter Roche de Coppens<br /><em>Divine Light and Fire: Experiencing Esoteric Christianity</em><br /></span><br /><span style="font-size:130%;">SOS</span><br /><span style="font-size:130%;">(por Raul Seixas)<br /><br /><em>Hoje é domingo missa e praia céu de anil</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Tem sangue no jornal, bandeiras na avenida Zil</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Lá por detrás da triste linda Zona Sul</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Vai tudo muito bem, formigas que trafegam sem porquê</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>E das janelas desses quartos de pensão</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Eu como vetor, tranqüilo tento uma transmutação</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Ô, ô, ô seu moço do disco voador</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Me leve com você, prá onde você for</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Ô, ô, ô seu moço mas não me deixe aqui</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí.</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Andei rezando para tótens e Jesus</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Jamais olhei pro céu, meu disco voador além</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Já fui macaco em domingos glaciais,</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Atlantas colossais, que eu não soube como utilizar</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>E nas mensagens que nos chegam sem parar</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Ninguém, ninguém pode notar </em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Estão muito ocupados prá pensar.</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Ô, ô, ô seu moço do disco voador</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Me leve com você, prá onde você for</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Ô, ô, ô seu moço mas não me deixe aqui</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>Enquanto eu sei que vem tanta estrela por aí.<br /></em><br /></span><span style="font-size:130%;"></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-2805311827354350980?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-37361399166882845662009-05-25T19:25:00.000-07:002009-05-25T19:41:16.957-07:00semana do saco cheio<a href="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//ba/8b/6c/575541_SpfH6.jpeg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 500px; CURSOR: hand; HEIGHT: 354px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos//ba/8b/6c/575541_SpfH6.jpeg" border="0" /></a><br /><p>ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ...............</p><p> </p><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-3736139916688284566?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-32089363358799734352009-05-14T07:17:00.000-07:002009-05-14T07:55:20.114-07:00a comuna de Jerusalém<a href="http://www.jesusandmary.info/images/last_supper_t.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 600px; CURSOR: hand; HEIGHT: 643px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.jesusandmary.info/images/last_supper_t.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://img40.xooimage.com/files/3/f/5/rue-thiers-sans-texte-681240.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 600px; CURSOR: hand; HEIGHT: 848px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img40.xooimage.com/files/3/f/5/rue-thiers-sans-texte-681240.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div><a href="http://www.dhnet.org.br/memoria/posters/1789_Franca/Comuna_Paris/01_comuna_paris.jpg"></a><span style="font-size:130%;"><em>"A multidão dos que haviam crido era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava exclusivamente seu o que possuía, mas tudo entre eles era comum.<br />Com grande poder os apóstolos davam o testemunho da ressurreição do Senhor, e todos tinham grande aceitação.<br />Não havia entre eles necessitado algum. De fato, os que possuíam terrenos ou casas, vendendo-os, traziam os valores das vendas, e os depunham aos pés dos apóstolos. Distribuía-se então a cada um, segundo sua necessidade".<br /><br /></em>At 4, 32-35<br /></span><br /><br /><div></div></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-3208936335879973435?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-41443495390662223842009-05-12T07:18:00.000-07:002009-05-13T09:47:38.106-07:00a peste e os porcos<a href="http://mariah.stonemarche.org/favlinks/pigs_fly.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 500px; CURSOR: hand; HEIGHT: 500px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://mariah.stonemarche.org/favlinks/pigs_fly.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://www.cosmo.com.br/multimidia/imagens/2009%5C05%5C08%5C27957165532G.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 455px; CURSOR: hand; HEIGHT: 340px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.cosmo.com.br/multimidia/imagens/2009%5C05%5C08%5C27957165532G.jpg" border="0" /></a><br /><br /><div><span style="font-size:130%;"><em><span style="color:#ffcc33;">Ao narrar (vide texto abaixo) os acontecimentos que marcaram a emigração forçada em 1941, por navio, após a ocupação nazista da França, Lévi-Strauss observa grande diferença nas reações dele e de seus companheiros de bordo, muitos dos quais professores que até então levavam vida "pacata", cuidando de suas carreiras e ganâncias e puxa-saquismos e mediocridades de cada dia, reservando talvez alguns instantes, entre o jantar e a sobremesa, ou quem sabe palitando os dentes, para palavras inteligentes sobre o "mal" do mundo. Nada que lhes dissesse respeito muito de perto, claro. Achavam que a História conspirava a favor deles, sussurrando piscadelas cúmplices, inclusive nos acontecimentos desagradáveis que por ventura atingissem os outros. Lei sagrada do darwinismo social: sobrevivência dos mais aptos. Ao vencedor as batatas.. Até eles descobrirem que o absurdo que lhes dava tapinhas nas costas ontem é o mesmo que lhes passa a rasteira amanhã.</span></em></span></div><div><span style="font-size:130%;"><em><span style="color:#ffcc33;">Palavras de outra natureza encontramos em espíritos como Claude Lévi-Strauss: palavras amargas, sim, mas vividas, concretas, palavras de uma verdade contundente e profética, se se pensar não só na nova epidemia globalizada, vinda dos porcos, mas em tudo quanto é espírito de porco na ordem globalizada vigente, sem esperança, sem utopia, miseralvemente conformada a seus horizontes mesquinhos e a suas consolações forçadas. Mundo inchado, sem distâncias, onde a horizontalidade da competição pede a verticalidade da mentira, do puxar o tapete e do puxar o saco. Caldo de cultura (ou de barbárie) para todos os vírus, como o do oportunismo e da hipocrisia.</span></em></span></div><div><span style="font-size:130%;"><em><span style="color:#ffcc33;"></span></em><br />"Pois, para os meus companheiros lançados na aventura após uma vida no mais das vezes pacata, essa mescla de maldade e de asneira afigurava-se um fenômeno inacreditável, único, excepcional, a incidência, sobre as próprias pessoas e sobre as de seus carcereiros, de uma catástrofe internacional como até então jamais se produzira na história. Mas, para mim, que correra o mundo e que, nos anos anteriores, vira-me metido em situações pouco banais, uma experiência desse tipo não era de todo desconhecida. Sabia que, lenta e traiçoeiramente, elas se punham a brotar, qual uma água traiçoeira, de uma humanidade saturada por sua própria imensidão e pela complexidade cada dia maior de seus problemas, como se a sua epiderme estivesse irritada com a fricção resultante de intercâmbios materiais e intelectuais ampliados pela intensidade das comunicações. Naquela terra francesa, a guerra e a derrota só haviam apressado a marcha de um processo universal, facilitado a instalação de uma infecção duradoura, e que jamais desapareceria por completo da face da terra, renascendo em um ponto qualquer quando enfraquecesse em outro. Todas essas manifestações estúpidas, execráveis e crédulas que os grupos sócias segregam como um pus quando começa a lhes faltar distância, eu não as encontrava naquele dia pela primeira vez".<br />Claude Lévi-Strauss<br /><em>Tristes Trópicos</em> (1955)</span></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-4144349539066222384?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-30709031192253976912009-05-08T08:22:00.000-07:002009-05-08T09:48:23.252-07:00espelho, espelho meu<a href="http://4.bp.blogspot.com/_dkWmhD1qeEM/SO9SAbHBPmI/AAAAAAAAAHo/kn2KX0FgG0E/s400/o_espelho.gif"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 324px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dkWmhD1qeEM/SO9SAbHBPmI/AAAAAAAAAHo/kn2KX0FgG0E/s400/o_espelho.gif" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><em> "Nós nascemos originais e morremos cópias"</em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em></em></span><br /><span style="font-size:130%;"><em>C. G. JUNG</em></span><br /><em><span style="font-size:130%;"></span></em><br /><span style="font-size:130%;">Um dos fardos da vida solitária, por outro lado tão vantajosa, é você desenvolver uma sensibilidade excessiva com relação a tudo quanto ameace, real ou imaginariamente, a singularidade de seu existir. Sim, o Tao que tem nome não é Tao, e se preocupar em ser original é já não ser original, ou no máximo pertencer ao rebanho dos "originais".</span><br /><span style="font-size:130%;">Desde criança tenho horror a ser plagiado, ou a me sentir como tal. </span><br /><span style="font-size:130%;">Com o tempo, as ilusões perdidas e os tapas na cara, vim descobrindo o quanto tal resistência é ilusória, afinal a vida civilizada é vida languageira, portanto é comum-nicação, tornar e tornar-se comum. O Outro que nos espreita, o Outro da linguagem, é também o Outro que nos permite ser o que somos, em movimentos de a-próprio-ação, apropriação, transformação do comum em algo próprio, sem que porém o próprio deixe de ser comum. O nome próprio é comum.... somos quantos Josés e Marias "únicos", Silvas e Souzas "únicos"? A não ser, claro, quando os pais partem pra invenções de nomes delirantes, que os filhos carregarão como cruz de gozações o resto da vida.</span><br /><span style="font-size:130%;">Stirner, em <em>O Único e Sua Propriedade</em>, nos dirá que o "eu" é ponto de partida do Ser, mas conquista tardia da existência. Somos "Hamlets" indecisos por muito tempo, nos defrontando com fantasmas que odiamos ou amamos copiar. Super-ego nasce de espelhamentos ideais. Falando em Hamlet me ocorre -lá vou eu imitar rsrs- o grande especialista shakespeariano, Harold Bloom, que nos fala da angústia da influência: o criador que sofre entre o seu desejo de originalidade absoluta e a opressão pelos seus modelos e inspirações pretéritas.</span> <span style="font-size:130%;">Aquela ânsia de falar o novo, o nosso, e sentir que já se falou tudo.<br />Penso que uma das soluções intermediárias inventadas pela ética (e a ética é sempre solução intermediária) é, ao menos, a franqueza da menção, da citação de nossas fontes. Claro que não estou pregando aquela liturgia acadêmica chata da compulsão de citação- desespero que leva ao argumento de "ôtoridade" tão a gosto dos medievais-, mas sim um mínimo de decoro intelectual. O interlocutor que foi qualificado a participar de nosso texto não será assim, desonestamente, desqualificado pela ocultação.</span><br /><span style="font-size:130%;">Amigos e inimigos, admiradores e imitadores, espero que este singelo texto lhes sirva para algo. Bon apetit!</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-3070903119225397691?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com3tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-72283677736950116482009-05-04T19:39:00.000-07:002009-05-04T19:44:00.673-07:00tiamo timão<a href="http://eversongregolin.brasilflog.com.br/1122402160.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 438px; CURSOR: hand; HEIGHT: 450px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://eversongregolin.brasilflog.com.br/1122402160.jpg" border="0" /></a><br /><div><a href="http://www.loucosporti.com.br/index.php?option=com_ponygallery&amp;func=watermark&amp;id=357&amp;Itemid=31"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 500px; CURSOR: hand; HEIGHT: 333px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.loucosporti.com.br/index.php?option=com_ponygallery&amp;func=watermark&amp;id=357&amp;Itemid=31" border="0" /></a><br /><span style="font-size:180%;">CAMPEÃO PAULISTA INVICTO 2009</span><br /><div></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7228367773695011648?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-70523825793532313312009-04-26T07:38:00.001-07:002009-04-26T09:50:16.112-07:00o chicotinho de Lou Salomé<a href="http://www4.hmc.edu:8001/Humanities/Beckman/Nietzsche/lou-niet.gif"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 422px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www4.hmc.edu:8001/Humanities/Beckman/Nietzsche/lou-niet.gif" border="0" /></a><em> Lou Salomé (de chicotinho), Paul Rée e Friedrich Nietzsche</em><br /><br /><span style="font-size:130%;">Num 26 de abril como hoje, só que de 1881, Nietzsche e Lou-Andreas Salomé se encontraram pela primeira vez, em Roma: "De que estrelas caímos para nos encontrar?", disse então o filósofo, mostrando o grau de seu entusiasmo, não só "filosófico", com a fêmea que tinha ante seus olhos. "Uma fêmea pensante?!", indagou-se com seu machismo indisfarçável rs. </span><br /><span style="font-size:130%;">De fato, Nietzsche logo percebera estar diante de alguém de uma inteligência excepcional, comparável à sua própria, o que lhe atiçou a expectativa de que sua maldita solidão pudesse então estar chegando ao fim. Teria afinal seus desejos dionisíacos tirados do papel! Construiria enfim a "sociedade secreta" de livres-pensadores à margem do mundo estúpido do rebanho e da universidade corrompida. Porém Nietzsche não podia supor que aquele 26 de abril era o marco não de sua redenção, mas de sua ruína final. Sim, encontrara alguém que materializava, e dava coxas e seios (ainda que pequenos, ao que consta), aos seus devaneios de gênio. Mas isso não significava que dois gênios em si semelhantes estivessem fadados a serem homem e mulher um para o outro. </span><br /><span style="font-size:130%;">"Fou de Lou" (louco de Lou, brinca em francês o filósofo Botul), perdidamente apaixonado, miseravelmente barrado em seus anseios de "mysterium coniunctionis" com sua Anima imaginária. Chegou a pedi-la em casamento, isto é, pediu que seu amigo Rée a pedisse em casamento por ele.. estranha estratégia! claro que deu tudo errado, gerou-se um estranho triângulo amoroso, e pior, foi Rée, e não Nietzsche, quem teve a sorte grande de fruir dos favores afetivos daquela destruidora de corações, sobretudo de corações intelectuais. </span><br /><span style="font-size:130%;">O insucesso com Lou foi um dos componentes, sem dúvida, da crise que anos mais tarde precipitaria o autor de <em>O Nascimento da Tragédia</em> à demência e ao retorno ao lar e às mulheres que, estas sim, estavam inscritas em seu destino: a mãe e a irmã. Que destino inglório para o Super-Homem da filosofia! </span><br /><span style="font-size:130%;">O amor, ou melhor, o desamor, foi sempre sua kriptonita... </span><br /><span style="font-size:130%;">Lembro da cena de Super-Homem (o do filme), quando o herói Clark Kent decide abandonar seus superpoderes, tornar-se um mortal comum, para poder casar e ter uma vida "normal" com <em>Lois Lane</em> (Lois? Lou? Loulita? Lolita??). Não dá certo. O mundo precisava era do herói, Lois também o desejava como o herói, e o ex-herói apanha miseravelmente de um bêbado qualquer num boteco, enquanto em Washington os vilões rendiam o presidente dos Estados Unidos. Ao vestir de volta a fantasia, Clark estava fadado a vestir também seu simbólico "cinto de castidade", sua impossibilidade de levar uma vida afetiva e sexual plena. Tem mesmo que ser assim? </span><br /><span style="font-size:130%;">Não sei.. mas a tragédia nietzscheana me comove demais. Eu o amo, é um de meus super-heróis, não só na potência de seu ser, mas também na impotência de sua vida. E gostaria muito que ele tivesse tido sorte melhor com Lou.. Que ao invés de sublimar e imaginar que ambos haviam caído de "estrelas", ele deixasse o desejo se levantar literalmente, falicamente, se levantar da terra, e atraísse Lou para, como diz um velho amigo da USP, o saciamento das "necessidades primárias", resolvesse primeiro a perturbação do tesão, pra que depois fosse possível a conversa mais lúcida rsrs. A mulher tende a ser um perigo, e o sexo, um demônio sedutor e fatal, sobretudo para os padres do deserto, não só nos desertos cristãos.. </span><span style="font-size:130%;"></span><br /><span style="font-size:130%;"><br /></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-7052382579353231331?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-9376211180962704932009-04-23T06:00:00.000-07:002009-04-23T06:04:37.661-07:00por que me ufano deste país<a href="http://3.bp.blogspot.com/_CmKk42uwSiY/SYwPDCgYiCI/AAAAAAAAAo0/lwCKeN5eWjw/s400/gilmar+mendes.JPG"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CmKk42uwSiY/SYwPDCgYiCI/AAAAAAAAAo0/lwCKeN5eWjw/s400/gilmar+mendes.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"> "Gilmar Mendes: Vossa Excelência não tem condição de dar lição nenhuma a ninguém aqui.<br /><br />Joaquim Barbosa: E nem Vossa Excelência. Vossa Excelência me respeite. Vossa Excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim! Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faço o que eu faço.<br /><br />Gilmar: Eu estou na rua.<br /><br />Joaquim: Vossa Excelência não está na rua não. Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso. Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. O senhor respeite.<br /><br />Gilmar: Vossa excelência me respeite. Eu te respeito.<br /><br />Joaquim: Eu digo a mesma coisa. Digo a mesma coisa.<br /><br />O diálogo acima, travado diante das câmeras, na </span><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u554762.shtml" target="_blank"><span style="font-size:130%;">sessão</span></a><span style="font-size:130%;"> vespertina do STF, deu ao plenário da mais alta corte do país uma atmosfera de "boca de fumo".<br /><br />O Judiciário é uma coisa. A boca de fumo, outra. O Judiciário é a lei. A boca de fumo, o triunfo da ilegalidade.<br /><br />A ninguém é dado o direito de confundir as duas instituições. Mas os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes permitiram-se fazê-lo.<br /><br />Os ministros pertencem ao mundo do direito, não ao universo extrajurídico. Porém...<br /><br />Porém, propiciaram à platéia, na tarde desta quarta (22), uma cena que não condiz com a atmosfera austera do Supremo.<br /><br />Portaram-se como se trouxessem as barrigas encostadas num balcão de boteco e as mãos no 38.<br /><br />Reza o bom senso que ministros do STF devem àqueles que lhes pagam os vencimentos, entre outras coisas, um mínimo de compostura.<br /><br />Se desejam enveredar para o linguajar da boca de fumo, que ao menos abandonem o tratamento cerimonioso.<br /><br />Doravante, nada de Vossa Excelência. Que se chamem de “você”. Ou, se preferirem, que adotem a nomenclatura própria do meio imprório.<br /><br />Nos morros, como se sabe, os mandachuvas da ilegalidade chamam-se pelos apelidos: Uê, Flávio Negão, Cabeleira, Metranca, Beira-mar e por aí vai...<br /><br />Câmara e Senado estão de joelhos. O Supremo flerta com a autoflagelação. Lula deve estar rindo de orelha a orelha".</span><br /><p><span style="font-size:130%;"></span> </p><p><span style="font-size:130%;">fonte: BLOG DE JOSIAS DE SOUZA</span></p><p><a href="http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-04-19_2009-04-25.html">http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2009-04-19_2009-04-25.html</a></p><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-937621118096270493?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-11535736427137477852009-04-21T19:35:00.000-07:002009-04-22T14:05:53.385-07:00alcova da cova<a href="http://1.bp.blogspot.com/_ld8OoL17VBw/SXi06DHWUuI/AAAAAAAAAJA/tEF3-Q7bmHc/s320/segredos+de+alcova+1.bmp"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ld8OoL17VBw/SXi06DHWUuI/AAAAAAAAAJA/tEF3-Q7bmHc/s320/segredos+de+alcova+1.bmp" border="0" /></a><br /><div><div><br /><div><span style="font-size:130%;">"<em>Nemo me impune lacessit</em> [Ninguém me provoca impunemente], que aprendi na escola, ecoa ainda nos meus ouvidos. Os antigos sabiam que Eros é um deus inexorável".<br />SIGMUND FREUD, carta a Jung, a 01/01/1907</span></div><div><span style="font-size:130%;"></span></div><br /><div><span style="font-size:130%;">"Segundo testemunhos bastante coincidentes de homens e de mulheres orgasticamente potentes, as sensações de prazer são tanto mais fortes, quanto mais lenta, mais doce e harmoniosa é a fricção entre os parceiros, o que pressupõe uma grande capacidade de identificação entre ambos. (...) Num como no outro sexo, o orgasmo é mais intenso quando os máximos das duas excitações genitais coincidem. Isto acontece muito frequentemente nos indivíduos que podem concentrar num companheiro a sua ternura e a sua sensualidade e nele encontram eco; é a regra quando as relações amorosas não são perturbadoras nem a partir do interiores, nem a partir do exterior. (...) A capacidade de concentração momentânea de toda a personalidade na experiência genital, e isto apesar de numerosos obstáculos, tal poderia ser a definição fenomenológica da potência orgástica”.<br />WILHELM REICH </span></div><div><span style="font-size:130%;"><em>A Função do Orgasmo (1927)</em></span></div><br /><br /><p><span style="font-size:130%;"><em>Alcova, a cova, acordo, a corda, pescoço, sufoco, suplício, sumiço, feitiço, omisso, o poço, sem fundo, do luto, do esforço, sem rumo, destino, desato, desabo, desfeito, defeito, o feito, sensato, as fezes, o peido, escroto, o corpo, fracasso, chumaço, o chumbo, no limbo, deslizo, aliso, carícia, malícia, o medo, rechaço, opaco, o mesmo, ausência, difere, que fere, descuido, escuro, escola, descola, vermelha, o gesso, da nota, calado, alado, no vento, no seco, da mata, incêndio, aceso, da casa, mercúrio, ambíguo, libido, vontade, sentido, a coisa, inerte, inalo, veneno, eu morro, renasço, caminho.</em></p></span></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-1153573642713747785?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com1tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-66515550661702253432009-04-19T11:17:00.000-07:002009-04-19T11:30:11.835-07:00PRA CIMA DELES CORINGÃO<a href="http://www.blogtorcedorcorinthians.globolog.com.br/corinthians_aniversario.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 301px; CURSOR: hand; HEIGHT: 415px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.blogtorcedorcorinthians.globolog.com.br/corinthians_aniversario.jpg" border="0" /></a><br /><div><span style="font-size:130%;">O jogo começará daqui a cerca de meia hora. A bicharada sem dúvida virá louca pra cima da gente, afinal se trata da gente, e ainda por cima elas estão ressentidas com nossa vitória de domingo, com os dedos de Christian (de fato um gesto que não foi legal, uma arma dada ao inimigo) e com o machucado do Rogério. E inventaram essa porra de regra dos cinco por cento de ingressos pra torcida visitante. São Paulo já era o túmulo do samba, querem fazer daqui o túmulo da bola? Nesse mesmo domingo Maracanã vai estar lindo, elétrico, dividido por duas paixões : o Mengão, parente carioca do Timão pela força do povo, e o Fogão, que tem com a gente a afinidade do sofrimento. E aqui não. A bicharada sozinha no estádio, como se não fosse um clássico que divide a cidade (divide não né, nossa torcida é maior que os bambis e os porcos somados).</span></div><div><span style="font-size:130%;">Não acordei numa vibe legal (vide o post abaixo), e além disso qualquer jogo do Corinthians me deixa tenso. Que prazer, porém sem graça, ver o jogo de outrem... Pra mim, com a idade, assistir ao Timão foi ficando cada vez mais desgastante emocionalmente. Fazer o quê, meus apetites místicos e passionais são mesmo sem limite, quando encontram no real elementos em que se espelhar. Ou melhor, é do próprio real que acabam vindo os limites, muitas vezes na forma da frustração. Como diria Lukács, o saudável corretivo da realidade sobre os apetites tirânicos da imaginação (muito conhecidos dos filósofos...).</span></div><div><span style="font-size:130%;">Enfim! Haja o que houver, doendo mais ou doendo menos (e sempre dói mais), estou contigo, amado Timão. Pra cima da bicharada!</span> </div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-6651555066170225343?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-63804894848509730152009-04-19T05:13:00.000-07:002009-04-19T05:18:55.362-07:00enigma<a href="http://www.clg-franklin-epone.ac-versailles.fr/photos/le%20son/attention-bruit.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 422px; CURSOR: hand; HEIGHT: 550px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.clg-franklin-epone.ac-versailles.fr/photos/le%20son/attention-bruit.jpg" border="0" /></a><br /><div><span style="font-size:130%;">O que leva um vizinho imbecil a tomar o sábado e o domingo não só de si próprio (que se exploda o que ele fizer com todo o seu tempo medíocre), mas os meus e os de todo um prédio? O que o inspira a acordar com a careta de inteligência e de "atitude" para iniciar umaa bosta de uma "reforma" da sua merda de apartamento, reproduzindo no meu teto o lixo de som urbano que tortura os espíritos dessa cidade durante todos os dias da semana, e que supostamente deveria ter no espaço doméstico um alívio momentâneo até o reinício da sessão de tortura "legal" (isto é, até a próxima segunda-feira)?</span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-6380489484850973015?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-27245857098922722442009-04-16T07:06:00.000-07:002009-04-16T08:04:13.116-07:00prazer em conhecer<a href="http://api.ning.com/files/nkLSPl0VCHJAHvRom8aj9bxXVx3yDnPloTMS8hz8B54QzcZ3d6uD8rRMC5XevFyMW-EdzEj6HHb6mecSQeF1bqGoBQDpkoxF/drauzio.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 450px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://api.ning.com/files/nkLSPl0VCHJAHvRom8aj9bxXVx3yDnPloTMS8hz8B54QzcZ3d6uD8rRMC5XevFyMW-EdzEj6HHb6mecSQeF1bqGoBQDpkoxF/drauzio.jpg" border="0" /></a><em> Dr. Drauzio Varella</em><br /><br /><div><em><span style="font-size:130%;color:#ffcc33;">"Um professor de filosofia foi ao sr. K e lhe mostrou sua sabedoria. Depois de um momento, o sr. K. lhe disse: 'Você está sentado de modo incômodo, fala de modo incômodo, pensa incomodamente'. O professor se irritou e disse: ''Não era sobre mim que eu queria saber, mas sobre o conteúdo do que falei'. 'Não tem conteúdo', disse o sr. K. 'Vejo que anda grosseiramente, e não há objetivo que alcance ao andar. Você fala obscuramente, e nada esclarece ao falar. Vendo sua postura, não me interessa o seu objetivo".<br /></span></em></div><br /><div><em><span style="font-size:130%;color:#ffcc33;">Bertolt Brecht</span></em></div><div><em><span style="color:#ffcc33;">******</span></em></div><div></div><div><em><span style="color:#ffcc33;"></span></em></div><div><em><span style="color:#ffcc33;"></span></em></div><div><em><span style="color:#ffcc33;"></span></em></div><div><em><span style="color:#ffcc33;"></span></em></div><div></div><div><em></em></div><div><span style="font-size:130%;">Belíssimo o encontro de ontem, na livraria Cultura, entre Gilberto Dimenstein, Drauzio Varella e Miguel Nicolelis, a propósito do lançamento do livro <em>Prazer em Conhecer</em>, de que os três são autores. Um livro dedicado a mostrar como o conhecimento pode ser prazeroso e libertador, quando transmitido de uma forma viva, alegre e concreta. O avesso, claro, do que ocorre nas escolas brasileiras.</span></div><div><span style="font-size:130%;">Não tô a fim de resumir ou reportar o que quer que seja, apenas registrar uma vez mais a minha admiração por essa figura imensa e profunda, que é o dr. Drauzio. Como bem notou Dimenstein, é o maior educador em saúde pública na história do Brasil, até pelo alcance inédito dos meios de comunicação com que o dr. Drauzio conta (tribunas como o maior jornal e a maior rede de TV do país).</span></div><div><span style="font-size:130%;">Médico ateu militante, para mim um padre do Deus além de Deus... Missionário da vida contra as forças da morte, tem o mesmo olhar dos sacerdotes que fazem de fato pelo bem da humanidade-essa é outra aguda observação de Dimenstein, que estava inspiradíssimo. </span></div><div><span style="font-size:130%;">Não o vejo como um santinho (não teria alcançado tamanha projeção pessoal se não tivesse pelo menos um pouco do "pecado" da vaidade). Tampouco escuto nele a menor sílaba de blablablá teológico leigo ou religioso, cético ou carola. Blablablá teológico ou "talmudismo" (Reich) seriam todas as formas de fuga do mundo pela conversa fiada. </span></div><div><span style="font-size:130%;">Dr. Drauzio é um exemplo do que diz o título do seu novo livro, prazer em conhecer. E em levar o conhecimento, estimulando os homens à tomada de consciência contra parasitas criminosos do saneamento básico ou da indústria do cigarro. Ele é um apaixonado da humanidade não "por Cristo", mas enquanto uma causa sem véus, sem ilusões, sem promessas e esperanças abstratas, sem qualquer laivo de tragedismo paralisante, crítico do horror de ideologias que advogam pureza moral mesmo que ao preço da morte de inocentes (discurso do papa Bento XVI sobre Aids na África). Em suma, um apóstolo da vida apesar do sem-sentido dela. Um autêntico e doce dr. Rieux dos nossos amargos tempos de peste.</span></div><div><em></em></div><br /><div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-2724585709892272244?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com0tag:blogger.com,1999:blog-15893066.post-83180161877743107172009-04-14T07:17:00.000-07:002009-04-14T08:16:09.657-07:00uma rosa respeitosa de um admirador secreto rs<a href="http://i47.photobucket.com/albums/f158/caricaturaspfc/rogerioceni.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 553px; CURSOR: hand; HEIGHT: 661px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://i47.photobucket.com/albums/f158/caricaturaspfc/rogerioceni.jpg" border="0" /></a><span style="color:#ff99ff;"> <span style="font-size:130%;">Eu não vou muito com a tua cara rsrs, nem podia, vc cometeu a desfaçatez de ser o maior ídolo da história de nosso mais detestável, arrogante e exibido rival.........Mas secretamente confesso que sou teu fã, pelo bolão que vc bate dentro e fora dos campos. E tenho que confessar também que fiquei muito chateado pela tua contusão de ontem. Que tenhas uma recuperação a mais breve e menos dolorosa possível. Só espero que vc não use de tua inteligência fenomenal para motivar a bambizada domingo contra a gente. Fica em casa, descansa e veja nosso glorioso Timão fazer de novo, como domingo passado (um épico 2 a 1, de virada, aos 48 do segundo tempo, um balaço que vc deve estar procurando a placa ainda agora), o que sempre fez: deixar vocês roxos, ou melhor, rosas de raiva kkkkkkkkk</span><br /><span style="font-size:130%;">Um abraço!!</span></span><br /><span style="font-size:130%;color:#ff99ff;">Unzuhause</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15893066-8318016187774310717?l=unzuhause77.blogspot.com'/></div>Unzuhausehttp://www.blogger.com/profile/10752372336233199852noreply@blogger.com1