tag:blogger.com,1999:blog-15251236.post-50092228191969470192008-07-13T22:45:00.002+02:002008-07-13T22:57:00.464+02:00Sadr city<div align="justify"><a href="http://bp0.blogger.com/_NtlrdquX4w8/SHpr4JHkngI/AAAAAAAABZk/tjBa7JbW-lY/s1600-h/z5su[1].jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222605330154036738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_NtlrdquX4w8/SHpr4JHkngI/AAAAAAAABZk/tjBa7JbW-lY/s320/z5su%5B1%5D.jpg" border="0" /></a> <div align="justify"></div><div align="justify">Foi preciso vir dos confins do mundo para me aperceber da magnitude da desagregação do Estado Português. Outros desculpar-se-ão invocando os distúrbios de Paris, outros lembrarão o flagelo napolitano, outros ainda refugiam-se no lirismo de uma terra abençoada pelo sol. Nestes curtos dias em Lisboa, para além do acentuar do cinzento esgar, das comissuras desencantadas, das fachadas literalmete vandalizadas e dos prédios devolutos, dos incêndios na Avenida e do fim de festa do tão prometido arranque económico - hoje tão credível como as profecias de Daniel - dei-me conta que já ninguém manda e já ninguém obedece. As facadas da praia anunciaram os tiros num ignoto bairro social. Talvez na próxima vez assista a tiroteio no Rossio. Volto para a Ásia com a clara sensação que Lisboa, nove meses volvidos, está muito diferente, para pior. Só nos falta emular Sadr city.</div><div align="justify"></div></div>Combustõeshttp://www.blogger.com/profile/06405105818147148987miguelcastelobranco@yahoo.com