<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893</id><updated>2009-11-13T23:27:27.710-02:00</updated><title type='text'>Racio Símio</title><subtitle type='html'>A decadência da humanidade resultou nisso. Leia e comprove!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>559</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-144086398879159697</id><published>2009-11-13T22:49:00.008-02:00</published><updated>2009-11-13T23:27:27.717-02:00</updated><title type='text'>Eterno Retorno ou Uma Segunda Chance?</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;"Não existem coincidências, apenas simetrias."&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt; Eis o lema que César retirou de uma aula inocente sobre probabilidade e estatística. Pois bem, a sua vida parecia seguir este esquema. A mais recente prova disso é que ele iniciou o namoro com Cristine duas semanas depois do último COPOL (a grande confraternização futebolística de seu curso, Ciência Política), e terminou-o também 2 semanas antes da nova edição do torneio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Muita coisa ocorreu nos seis meses que separaram os, digamos, Copóis. Além, é claro, das turbulências do namoro, César teve várias boas e más novidades. Entrou no programa de educação tutorial, melhorou  a relação com a família e com seu room-mate Mário, permaneceu mais algum tempo em 'ressaca literária', afastou-se um pouco de seus amigos de curso (mas, em Outubro reaproximou-se deles) etc. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Está começando um novo ciclo? Ou a vida é mesmo linear, e eu estou tendo uma nova oportunidade de acertar os eixos e progredir?&lt;br /&gt;Se eu aceitar a 1ª alternativa, faz todo o sentido: eu estava em um impasse no COPOL passado, à beira do fim de uma paixão e do início de outra, incerto sobre os êxitos acadêmicos a curto prazo e menos tranquilo e contente comigo mesmo do que o normal.&lt;br /&gt;Pois bem, Novembro chegou, e estou em um momento parecido. Não tão angustiado quanto estava em Maio, é verdade; mas, ainda assim necessitado de reencontrar as forças para encerrar o ano bem. Estou praticamente livre da paixão que sentia por Cristine, porém esse restinho que ainda não extirpei ainda dói um pouco. Não sei o que fazer para eliminá-lo. Um novo relacionamento? Metas intelectuais e acadêmicas bem definidas (um jeito mais saudável de ser workaholic)? Sair mais com meus amigos(as)? Ou, sei lá, libertinagem e boemia, rs?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Vamos pensar sobre a outra opção. Os últimos seis meses inegavelmente trouxeram vários progressos para a minha vida. Com as devidas proporções, fiquei mais maduro e auto-consciente dos meus limites, além de menos misantrópico e pedestáltico. Mas, ainda assim poderiam ter sido semanas melhores. Fui omisso quando deveria ter tido iniciativa, agi precipitadamente quando deveria ter ficado quieto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Pode-se dizer que ganhei uma segunda chance. Reconquistei minha liberdade, e agora posso utilizá-la para fazer escolhas melhores do que as que fiz anteriormente. Não necessariamente as coisas acontecerão rápida e intensamente, como em Maio; podem seguir um curso mais lento e cadenciado. O que, no entanto, não será algo ruim. Tudo depende de como eu vou lidar com as responsabilidade dos meus atos e decisões. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Ei. Prefiro pensar as coisas dessa 2ª maneira. Um eterno retorno significaria um eterno fracasso, e eu não acho essa uma perspectiva de vida muito animadora... Mesmo que a concepção linear seja uma ilusão, eu prefiro trabalhar com um cenário em que há alguma chance de "happy ending" do que me resignar à impossibilidade de ser feliz e satisfeito - seja lá o que essas duas palavrinhas signifiquem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Estou até parecendo um existencialista de direita, hehe. E, amanhã já está chegando. Boa noite!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-144086398879159697?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/144086398879159697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=144086398879159697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/144086398879159697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/144086398879159697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/11/eterno-retorno-ou-uma-segunda-chance.html' title='Eterno Retorno ou Uma Segunda Chance?'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-1861271089775695294</id><published>2009-11-04T22:12:00.009-02:00</published><updated>2009-11-04T22:23:31.694-02:00</updated><title type='text'>Now she's on purple, now he's the turtle</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-family:georgia;" &gt;César começou a sentir dentro de si uma mistura de culpa, vergonha e serenidade. Aquela, porque tratou mal Cristine no fim do namoro; por exemplo, demorou 4 dias para voltar a falar com ela, e poderia ter passado mais tranquilidade em sua "1ª conversa como ex". Vergonha, porque agiu de maneira imatura até nos momentos finais de sua relação, como se fosse uma criancinha mimada que, quando contrariada, fere inadvertidamente aqueles que se importam com ela. E serenidade pois, apesar de tudo isso, o clima entre ele e Cristine aos poucos vinha adquirindo paz e estabilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-family:georgia;" &gt;Quanto a Júlia, ele sabe bem o que fazer: nada. No máximo, manter as conversas triviais, afinal ambos adoram dialogar sobre coisas inúteis e aleatórias, embora travestidas de cult. Os livros de Teoria Política (ele) e História Econômica (ela) que haviam comprado na semana passada, o novo álbum do Muse, as novidades sobre a turnê do Franz Ferdinand em Cosmopólia, qual filme assistir no cinema, o que escrever para a próxima aula de Oficina Literária etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);font-family:georgia;" &gt;Tocar no assunto "strawberry girl", no entanto, estava fora de questão. Não que Júlia se sentisse mal em falar dela, mas porque havia um clima sutilmente tenso entre os regressos da viagem. Embora tenha parado de brigar com Henrique, Cristine ainda não tinha obtido uma reconciliação completa com ele e outras pessoas: Manuela, Ingrid, Fábio... Aliás, a própria possibilidade de falar sobre 20 pessoas diferentes na mesma conversa desencorajava César de sequer mencionar essa temática! É claro, no entanto, que não via a hora de essa situação estranha se encerrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;Ok, evito falar sobre ela com o César, mas me sinto na necessidade de entender o enigma que é Cristine. Temos tantas semelhanças e diferenças que não custa nada enumerar, com um top 5 para cada (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;juro que a pessoa viciada em listas dessa história não sou eu! É apenas para demonstrar uma teoria, tudo bem?)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;S5 - Não nos damos tão bem assim com nossas respectivas famílias, emboras os motivos - e a maneira como lidamos com isso - sejam bem diferentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;S4 - Achamos que o César, embora tenha idéias bacanas, possui uma retórica fraca, e precisa desenvolver melhor sua capacidade de filosofar se quiser ganhar alguma discussão mais profunda e/ou não parecer prolixo e raso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;S3 - Ela, assim como eu, é alta, magra, de pele branca e cabelos escuros. De quebra, também vive com a neura de que está gorda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;S2 - The Smiths foi a banda que salvou nossas vidas, embora eu também dê crédito para os Pixies nessa redenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;S1 - Fazemos Relações Internacionais, e ambas somos REL frustradas às avessas. Porém, eu amo Economia e Literatura, e ela quer fazer Sociologia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;D5 - Ela tem os colhões (?) para mudar de curso, enquanto eu me conformarei em tirar o melancólico diploma de, hã, internacionalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;D4 - Sem querer parecer imodesta, mas sou emocionalmente mais estável que ela. Essa constância não necessariamente é algo maravilhoso, mas vocês não entenderiam por que.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;D3 - Eu não acho que Blur é uma mera boy band sem graça (que heresia!), e ela não pensa que a MPB é um inferno repleto de gente chata, pedante e pretensiosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;D2 - Ela é de esquerda e eu, de direita. Sendo mais detalhista, a Cristine faz a linha desconstrutivista/feminista/socialista utópica, enquanto eu sou uma liberal-democrata à moda antiga, e "Chicago girl". Como o César é libertário e simpatizante do individualismo de Hayek, Ayn Rand e Thoreau, nem preciso falar que havia divergências ideológicas sérias entre eles...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;D1 - Por último, Cristine tem menos receio de demonstrar sentimentos por alguém, o que é uma faca do dois gumes, pois não é fria e introspectiva como eu, mas se expõe mais facilmente a decepções e hostilidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;O César ia adorar uma lista desse tipo, como vocês podem imaginar. Foi de propósito, afinal eu sei que ele vai ler isso e se segurar para não falar - pelo menos explicitamente - sobre esse duplo top 5 comigo amanhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:georgia;" &gt;Cansei. Vou tomar um chocolate quente e ir para cama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-1861271089775695294?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/1861271089775695294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=1861271089775695294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/1861271089775695294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/1861271089775695294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/11/now-shes-on-purple-now-hes-turtle_04.html' title='Now she&apos;s on purple, now he&apos;s the turtle'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-8123030462052044302</id><published>2009-11-03T21:52:00.018-02:00</published><updated>2009-11-03T22:45:24.666-02:00</updated><title type='text'>A Loucura Sentimental</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;É uma história meio confusa, mas vou tentar explicá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;Antes de mais nada, uma breve introdução. Meu nome é Júlia, tenho 19 anos e estudo Relações Internacionais na UNICOS (na verdade,  majoritariamente faço matérias de Letras e Economia, mas isso não vem ao caso).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;5 meses e meio atrás, César, meu melhor amigo, começou a namorar uma garota chamada Cristine, a quem apelidamos de "strawberry girl" em razão da música homônima do Siouxsie and the Banshees.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;O problema é que, de certa maneira, ele refletiu o platonismo que sentia por mim em sua namorada. Em outras palavras, embora sempre a tratasse por Cristine, inclusive quando entre amigos(as), ele escrevia textos chamando-a de Júlia. É algo do tipo "minha amada se equipara ao meu ideal romântico, a algo que antes eu considerava intangível". Estranho, não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;Não foi a primeira vez que ele fez isso; o mesmo tinha acontecido com as pobres coitadas da Melissa e da Flor, que tiveram que aguentar esse Werther ambulante projetando suas utopias femininas nelas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;Eis a complicação: ele gostava muito dela, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;amava&lt;/span&gt; a idéia que fazia dela. Porém, não foi uma paixão tão contemplativa quanto as outras quatro ou cinco que já teve, pois ele tomou a iniciativa quando precisou - ou pelo menos se deixou levar quando usualmente não deixaria. A despeito de todas as brigas e complicações, o namoro César-Cristine foi repleto de momentos genuinamente felizes, e de fato houve atração não apenas psicológica, mas também física. Enfim, existiram reciprocidade, cumplicidade e companheirismo na relação dos dois, e não um, digamos, "unilateralismo platônico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;A trama se complicou quando eu também comecei a delirar. Talvez porque também estava absurdamente apaixonada pelo César, eu comecei a achar que ele estava namorando a mim &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(sic)&lt;/span&gt;, que eu estava no lugar de Cristine. O fato de que ela é colega minha; e, por sermos confidentes, ela vivia me contando detalhes de seu relacionamento, afinal jamais imaginaria que sua interlocutora gostava de seu namorado. Isso me fez enlouquecer mais ainda, pois eu me imaginava em situações que ela passara com ele. O &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://raciosimio.blogspot.com/2009/06/post-silence.html"&gt;Post-silence&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt; foi a expressão literária de como ele e eu, de uma maneira intermediária, nos amamos nesses últimos meses. Ele, idealizando Cristine como se fosse eu; quanto a mim, colocando-me no lugar dela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;As coisas começaram a ir longe demais quando tanto eu quanto ele começamos a adulterar os diálogos que nossos 4 melhores amigos escreviam sobre nós. César colocava "Júlia" onde estava "Cristine", e eu fazia o mesmo quando envolvia conversas nas quais estive presente. Leiam, por exemplo, o menos-ambíguo-do-que-parece &lt;a href="http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/what-ever-happened.html"&gt;What ever happened&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;O mais bizarro de tudo é que eu e ele quase não nos falamos nesses 5 meses e meio! Foi um distanciamento estranho, para dois amigos que não se desgrudaram nos últimos 3 anos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;Enfim, tudo acabou na semana passada, quando ele e a Cristine brigaram em uma viagem acadêmica na qual eles, eu e o Henrique fomos. Em meio às palestras e festas, as diferenças de personalidade e os problemas mal resolvidos dos dois alcançaram patamares que não podiam mais ser superados. Para piorar, houve um lance meio "bizarre love triangle", sobre o qual até não me sinto à vontade de comentar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;Eu e César voltamos a nos falar nesse fim de semana, e aos poucos ele vem se recuperando da separação - e eu, da correspondência mental e silenciosa (pois também reservei-a à minha produção textual) a esse delírio romântico. Deixei claro para ele o quanto essa amizade é importante para mim, mas também que não estamos em condição de ter um relacionamento mais avançado. Ainda não somos maduros e equilibrados o bastante. Só no momento em que ele deixar de me tratar como um pedestal, e eu parar de ter medo de amar alguém, nós poderemos pôr um final (feliz) a essa tensão melodramática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:georgia;" &gt;Enquanto isso, empresto-lhe meu recém-adquirido "Alta Fidelidade", enquanto ouço uma coletânea dos Smiths que ele gravou para mim meses atrás. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stop me if you think you've heard this one before.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-8123030462052044302?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/8123030462052044302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=8123030462052044302&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/8123030462052044302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/8123030462052044302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/11/loucura-sentimental.html' title='A Loucura Sentimental'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-1552680149554186603</id><published>2009-11-02T23:19:00.010-02:00</published><updated>2009-11-03T00:25:34.401-02:00</updated><title type='text'>Selvagemente ambicioso?</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;Num primeiro momento, César retirou um trecho de um conto vingativo que estava preparando, chamado "A Grande Ilusão":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Achei que tinha acordado de um longo pesadelo. Porém, sabia muito bem que tudo que ocorrera naqueles últimos 5 meses e meio era realidade, por mais terrível que fosse. Meu primeiro relacionamento amoroso acabou, e estou até aliviado com isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Ainda não entendo por que insisti na ilusão de achar que era Cristine a garota de minha vida. Pior ainda: cheguei a confundi-la com Júlia, minha melhor amiga e, sendo amargamente sincero, meu eterno ideal romântico.&lt;br /&gt;Hipóteses não faltam: imaturidade, ingenuidade, passividade, pedestaltismo, empolgação de 1º namoro... quem sabe, até um certo prazer em ser enganado.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt; Desta vez, tive uma desilusão bem diferente das anteriores; ao invés do padrão platonista, cheguei a namorar a garota. Precisei das mais diversas e amargas experiências para chegar ao inevitável desfecho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, mudou de idéia, e resolver parafrasear um trecho do 1º capítulo do livro que encabeçaria seu top 5 de "melhores leituras pós-breakup" - Alta Fidelidade, de Nick Hornby.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Em ordem cronológica, minhas desilusões amorosas mais memoráveis, as favoritas, as cinco que eu levaria para uma ilha deserta:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;1) Tatiana de Souza, 1999-2000&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;2) Mônica Almeida, 2002&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;3) Lyla Lima, 2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;4) Melissa Pereira, 2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;5) Flor de Lis, 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Estas foram as que doeram de verdade. Se bem que, sendo sincero, nem me apaixonei de verdade pela Mônica; no máximo, a escalei como mocinha do teatrinho de "Escaravelho do Diabo" que fiz na 6ª série. Só coloquei ela na lista para demonstrar o quanto a separação da Cristine não doeu em mim. Está vendo o seu nome na lista, "strawberry girl"? Se você quiser entrar à força na lista, vai ter que se esforçar mais do que isso. Já não sou tão vulnerável quanto era na época em que gostei de Tatiana e Lyla.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Tatiana foi a 1ª paixão, e talvez a que doeu mais. Passei dois anos obcecado por ela. Humilhei-me por ela várias vezes, como na festa de 10 anos dela. Entrei em um longo período do nerdismo depois que me desapaixonei. Felizmente, hoje em dia já não sofro mais por essa desilusão quanto costumava (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;até 3 anos atrás, eu chegava a colocá-la como "paradigma", momento no qual minha vida entrou em declínio. Sou um Drama King, não?&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;). Atualmente, considero-a apenas um ponto de largada para minha trilha de fiascos platônicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Lyla foi a mais curta das paixões (durou só 3 semanas), mas foi aquela que teve influência mais decisiva no meu gosto cultural. Não que eu já não ouvisse indie rock e lesse autores blasé antes de conhecê-la, mas ela me apresentou alguns dos meus prediletos: The Killers e Placebo, Santiago Nazarian e Michael Cunningham, New Order e Muse etc. Curiosamente, usei essas referências cult para me ajudar a esquecê-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Melissa foi um caso sui generis. Ela tinha uma personalidade instável, provavelmente mais que a de Cristine. Nossa primeira conversa foi extremamente longa e interessante, o tipo de 'mito fundador' que me deixa inevitavelmente apaixonado por uma garota. Porém, a distância geográfica e o humor inconstante dela atrapalharam tudo, e só me restou o fato de me lembrar dela quando ouço algumas músicas do Jeff Buckley ou do Portishead.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Finalmente, a Flor é aquela mesma que, ressentidamente, falei sobre em &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 153, 153);" href="http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/tender.html"&gt;Tender&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;. Arrependo-me de ter lidado tão mal com aquilo. Das quatro, é a única de quem continuo amigo (não vejo Tati há cinco anos, Lyla mora em outro país e perdi contato com Melissa). Talvez devesse ter sido sempre assim. Ainda não consigo entender por que, repentinamente, comecei a gostar dela de uma maneira diferente. Talvez seja o jeito espontâneo e alegre dela... enfim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda insatisfeito, ele tentava entender o que Júlia, anteontem, quisera dizer quando falou que a  "loucura sentimental" que o contaminara desde Maio não havia sido exclusividade dele. Ela também havia falado algo sobre "um breve transtorno", e que entendia perfeitamente por que ele se apaixonara por Cristine idealizando-a como ela mesma, Júlia, a ponto de escrever textos trocando o nome de sua namorada pelo de seu eterno pedestal. César ficou ainda mais confuso por, mesmo conscientes do fato de que um gosta do outro, ele e Júlia nunca terem se relacionado além da amizade.&lt;br /&gt;Porém, ele sempre se lembraria das palavras que ela lhe disse alguns dias antes de ele iniciar seu namoro com Cristine:&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;&lt;br /&gt;Não podemos concretizar, ou mesmo lidar, com o que sentimos um pelo outro - seja por palavras ou por gestos. Sinto muito, mas corremos o sério risco de termos uma amizade eternamente assexuada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, afinal de contas, o que será que Alice queria dizer quando sentenciara o seguinte: &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo, você é um Ross Geller da vida. Seu namoro, no início, se parece com o 2º casamento de Ross, e no término, com o 1º. Reflita...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César largou a escrivaninha, e foi dormir. Amanhã decidiria o que fazer, pelo menos literariamente, a respeito de sua recente separação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-1552680149554186603?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/1552680149554186603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=1552680149554186603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/1552680149554186603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/1552680149554186603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/11/selvagemente-ambicioso.html' title='Selvagemente ambicioso?'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-3695338864444585287</id><published>2009-10-04T19:12:00.010-03:00</published><updated>2009-10-06T07:03:06.431-03:00</updated><title type='text'>O Liberalismo Beletrista: Reflexões sobre o perfil ideológico da UDN</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Neste texto, procuraremos discutir os fundamentos do pensamento político liberal da União Democrática Nacional, assim como suas limitações. A UDN foi um dos mais importantes partidos do período democrático que o Brasil experimentou entre 1945 e 1964, e teve participação decisiva em vários momentos históricos, como a eleição de Jânio Quadros e o golpe militar de 64. Analisá-la-emos através de quatro diferentes perspectivas: Afonso Arinos de Melo Franco (1905-1990), político udenista; Maria Victoria de Mesquita Benevides (1942), socióloga; Vamireh Chacon (1934), professor emérito; e Oscar Pilagallo (1965), jornalista da Folha de S. Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Comecemos por Afonso Arinos, que foi um dos mais destacados e eruditos membros da UDN. Em sua trajetória, foi jurista, deputado federal (1947-1958), senador (1959-1966 e 1987-1990), ministro das Relações Exteriores do governo Jânio Quadros (1961) e do gabinete do 1° ministro Brochado da Rocha (1962). Ligava-se à ala dos “bacharéis” de seu partido, considerados liberais históricos; também faziam parte desse agrupamento políticos como Milton Campos, Pedro Aleixo e Prado Kelly. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Em seus escritos, ele coloca a UDN como “legítima herdeira da tradição liberal da reforma dos costumes políticos e administrativos” (FRANCO, 1980: 87), pois assume posições que se encaixam no “padrão do liberalismo burguês” (Ibidem, p. 87): moralização da política, garantia das liberdades individuais, limitação da intervenção estatal na economia e a defesa do progresso democrático. Porém, ele enfatiza: é um ideário liberal mais político que social - o que Benevides apontará como clara “distinção entre liberalismo e democracia” (BENEVIDES, 1981: 247) na retórica udenista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Afonso Arinos ressalta que esse liberalismo seria “anacrônico em países onde a prática formal da democracia já se encontra solidamente conquistada”; porém, no Brasil, “a conquista da forma democrática ainda não se processou completamente, nem está livre de riscos” (FRANCO, 1980: 87). Tal afirmação pode ser considerada como uma expressão moderada do elitismo da UDN, muitas vezes sintetizado na frase “O Brasil ainda não tem cidadãos”. Sendo assim, caberia ao partido uma missão quase pedagógica: guiar, por meio de seu grupo de notáveis, as massas rumo a um futuro de prosperidade. A freqüente ênfase em suas lideranças “espirituais”, como o brigadeiro Eduardo Gomes, “o Prestes da burguesia” (Ibidem, p. 87), demonstra essa concepção.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;A UDN também se notabilizou pela constante contradição entre posições progressistas e reacionárias. Por um lado, foi reconhecidamente a agremiação que mais se posicionou contra a cassação dos parlamentares do PCB (Partido Comunista Brasileiro), em 47; defendia a autonomia e livre associação sindical, contrapondo-se ao sindicalismo de Estado de seus adversários populistas; o já citado Afonso Arinos foi autor de uma famosa lei que proíbe a discriminação racial, e também um dos responsáveis pela “política externa independente” do governo de Jânio Quadros; o programa udenista de 1957 falava em reforma agrária e educacional; era, também, o único partido que assumia formalmente preocupação “com o desenvolvimento científico e tecnológico” (CHACON, 1998: 163). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Porém, também foi a União Democrática Nacional quem, sempre que tinha reveses políticos e eleitorais, defendeu o golpismo. Em pelo menos quatro ocasiões, seus membros protagonizaram crises políticas: em 1954, quando desejaram derrubar o presidente Getúlio Vargas, tendo sido frustrados pelo suicídio dele; um ano depois, procuraram impedir a posse de Juscelino Kubitschek; em 61, queriam evitar que, após a renúncia de Jânio Quadros, o vice João Goulart, um herdeiro político de Getúlio e também nacionalista de esquerda, assumisse a Presidência; e, finalmente, apoiaram a bem-sucedida intervenção militar de 1964.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Outro ponto de controvérsia sobre os udenistas é a sua posição ambígua quanto à democracia. Benevides, por exemplo, sustenta que a defesa do livre mercado, da propriedade privada e dos direitos individuais não necessariamente “leva à democratização da sociedade”, pois esta supõe “a extensão da cidadania política e o reconhecimento da soberania popular” (BENEVIDES, 1981: 248). Embora agradasse à classe média e à imprensa por ser o “partido da eterna vigilância (...), a UDN, elitista, não aceitava a participação política das classes populares” (PILAGALLO, 2002: 78). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Conciliar a defesa da igualdade política com o combate às desigualdades sociais foi um constante dilema para o liberalismo udenista, mas que acabou optando pela 1ª causa em detrimento da 2ª. Sendo assim, o discurso de que “o povo não sabe votar” foi recorrente; Carlos Lacerda, em 64, justificou o golpe militar como um meio de evitar o “golpe por via eleitoral”. Afonso Arinos, que foi um dos udenistas contrários ao movimento de 31 de Março, reconheceu que boa parte de seus colegas de partido eram hostis ao progresso social e não hesitavam em buscar soluções autoritárias para defenderem seus interesses políticos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;De certa maneira, o programa da UDN facilitava a constante pecha de ser um partido tão “ruim de voto”. Tomando como exemplo as eleições presidenciais de 1950, Oscar Pilagallo relembra um comentário da Folha da Manhã (atualmente, Folha de S. Paulo) feito na época: “Getúlio Vargas fala ao ‘homem da rua’. Eduardo Gomes é o campeão das liberdades democráticas que constituem preocupação apenas da elite e não do povo” (Ibidem, p. 70). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Além disso, o partido freqüentemente adota um tom saudosista, como quando relembra o eleitorado sobre o fato de possuir remanescentes da Campanha Civilista (1909-10), da Reação Republicana (21), da Aliança Liberal (30) e do Manifesto dos Mineiros (43). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;De fato, é possível dizer que há bastante conservadorismo em um discurso que se sustenta na herança, na tradição – enfim, na “volta ao passado” (BENEVIDES, 1981: 249). A autora de “A UDN e o udenismo” retoma o pensador Edmund Burke (1729-1797), grande expoente da aversão conservadora a mudanças do status quo, para explicar a ideologia udenista. Este partido, segundo Maria Benevides, enfatizou a ordem a ponto de, quando julgou necessário, sacrificar a liberdade e a democracia em nome delas. Mesmo o “suicídio” da legenda, em razão do apoio de vários udenistas ao AI-2 (1965) – que extinguiu os partidos -, é um exemplo disso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Relaciona-se com isso a observação de que, por mais que se empenhasse na retórica liberal, a UDN, junto com seus rivais do PSD (Partido Social Democrático), no fundo, era um dos “partidos de interesses”, considerados “imediatistas e, em geral, conservadores” (CHACON, 1998: 184). Contrapõe-se, assim, a legendas mais “ideológicas” como o PSB (Partido Socialista Brasileiro), o PDC (Partido Democrata Cristão) e, é claro, o PCB. Por mais que tivesse forte base entre grupos intelectuais urbanos (professores, cientistas e jornalistas, p.ex.), e “demonstrava”, através de lideranças como Carlos Lacerda, “que também a classe média consegue mobilizar-se” (Ibidem, p. 185), no fundo era um partido de quadros, com grande influência de latifundiários, grandes proprietários e da alta burguesia. Para Chacon, a dualidade da UDN pode ser assim resumida: “senhorial nas bases locais, (...) e liberal (...) diante do seu eleitorado urbano” (Ibidem, p. 151). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Benevides vai além, ao sugerir que o partido utiliza a “máscara liberal como justificação de combate a Getúlio” (BENEVIDES, 1981: 242). Ou seja, “estava em causa a oposição a Getúlio Vargas, e não ao autoritarismo do regime por ele instalado” (Ibidem, p. 246). Esta análise se pauta pela constatação de que muitos udenistas, independentemente da ala – “bacharéis”, a “Banda de Música” (a mais anticomunista, liderada por Lacerda), os “realistas” (tradicionalistas, apoiavam-se em várias oligarquias destituídas no período varguista) e a “Bossa Nova” (segmento mais reformista e populista, decisivo para o apoio a Jânio em 60) -, preocupavam-se bastante com a manutenção da ordem social e de um Estado forte, pautado pela autoridade e a disciplina. São objetivos bem parecidos com os do Estado Novo de Vargas (1937-1945). Por outro lado, Getúlio, em sua conciliação populista, também buscava o diálogo com os trabalhadores urbanos, ao invés de apenas encará-los como “massas”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Em meio a “uma autêntica Arca de Noé, mas com o rumo apontado para a centro-direita” (CHACON, 1998: 152), a UDN se constituiu em uma espécie de “beletrismo político”, pois suas lideranças se consideram dotadas de um “sentido de excelência”; ou seja, elites cultas e preparadas para garantir o progresso ao Brasil, sem que haja necessidade de intensa mobilização popular ou de uma interlocução paternalista com a sociedade. A União Democrática Nacional se identifica com o legado do liberalismo pré-democrático, tanto no âmbito do discurso – sob a égide de filósofos como John Locke (1632-1704) – quanto na prática, pois, quando resgatam a memória dos supracitados movimentos liberais brasileiros da 1ª metade do Século XX, “seus herdeiros não apenas se apropriam do legado, como com ele se identificam” (BENEVIDES, 1981: 243).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Dos quatro autores utilizados, verifica-se, destarte, que Pilagallo, ao buscar apresentar a visão da Folha de S. Paulo, revela como a linha editorial deste jornal nutria amor e ódio pela UDN; alinhava-se com ela na simpatia ao capitalismo cosmopolita e na luta contra o populismo, mas discordava do tom reacionário e anti-reformista que os udenistas adotavam. Enquanto isso, Afonso Arinos, embora enalteça o espírito liberal e progressista de sua antiga agremiação, reconhece que a heterogeneidade do partido, dividido entre o moralismo e a inapetência pelo poder dos liberais históricos e o pragmatismo governista dos “realistas”, acabou favorecendo os últimos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;Maria Benevides, em seu estudo, tem como prioridade revelar as contradições e ambigüidades de uma agremiação que, para ela, “se revela progressista no que se opõe e reacionária no que propõe” (BENEVIDES, 1981: 281). Chacon, por sua vez, afirma que “os programas nacionais udenistas (...) apresentam o discurso liberal mais coerente e consistente da Quarta República”, mas “sua tragédia consistiu na sua origem, dentre ‘bacharéis’ liberais, que não conseguiam permear os ‘realistas’, sendo antes engolfados por estes, (...) rumo ao golpismo” (CHACON, 1998: 165). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;“O preço da liberdade é a eterna vigilância”; eis o famoso lema da União Democrática Nacional. É também sintomático na revelação do “núcleo” conservador inerente à “crosta” liberal da UDN. Em outras palavras, o partido, em seus vinte anos de existência, não conseguiu superar um elitismo que, em nome da estabilidade e do medo de mudanças bruscas, freqüentemente o levava a tomar posicionamentos reacionários e contra a legalidade. O liberalismo beletrista não teve sucesso em impedir o fortalecimento e subseqüente vitória, em 1964-5, do grupo udenista que não tinha medo em se assumir autoritário e com pretensões de chegar ao poder. Ironicamente, o partido que mais defendia a liberdade foi justamente aquele que teve maior peso na destruição da mesma. Por outro lado, ensinou aos seus herdeiros – e também aos adversários - uma lição valiosa: a defesa dos direitos individuais e da igualdade política, por si só, não constitui alicerce suficiente para a manutenção da ordem democrática. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;Referências Bibliográficas&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;BENEVIDES, Maria Victoria de Mesquita. A UDN e o udenismo: ambigüidades do liberalismo brasileiro, 1945-1965. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;CHACON, Vamireh. História dos Partidos Brasileiros. Brasília: Editora Universidade Brasília, 3ª ed., 1998. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;FRANCO, Afonso Arinos de Melo. História e Teoria dos Partidos Políticos no Brasil. São Paulo: Alfa Ômega, 3ª ed., 1980. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#330099;"&gt;PILAGALLO, Oscar. O Brasil em Sobressalto: 80 Anos de História Contados pela Folha. São Paulo: Publifolha, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#339999;"&gt;(P.S.: Minha revisão bibliográfica de PB2.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-3695338864444585287?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/3695338864444585287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=3695338864444585287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/3695338864444585287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/3695338864444585287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/10/o-liberalismo-beletrista-reflexoes.html' title='O Liberalismo Beletrista: Reflexões sobre o perfil ideológico da UDN'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-7605469125275667110</id><published>2009-07-01T19:00:00.006-03:00</published><updated>2009-07-01T19:28:31.476-03:00</updated><title type='text'>A “Estatalidad”, segundo Nozick, Schumpeter e seus críticos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);font-family:georgia;" &gt;No&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; Século XX, o Liberalismo teve em Robert Nozick (1938-2002) e Joseph Schumpeter (1883-1950) dois importantes expoentes. Eles participaram de debates sobre temas como Justiça e Democracia. É proposta no seguinte ensaio a discussão de suas contribuições teóricas, tomando como estudo de caso o Estado na América Latina. O que o Libertarianismo e a Democracia Concorrencial, assim como seus críticos, têm a dizer sobre “a necessidade de uma nova ‘estatalidad’” (O´DONNELL, 2004: 190)?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nozick inicia sua obra categoricamente: “Indivíduos têm direitos. E há coisas que nenhuma pessoa ou grupo pode fazer com os indivíduos sem lhes violar os direitos” (NOZICK, 1991: 9). Inicia, assim, um tratado sobre a função e a justificativa do Estado. Argumenta que “o Estado mínimo é o mais extenso que se pode justificar”, pois “qualquer outro mais amplo” (Ibid., p. 192) fere o direito à propriedade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Este direito é considerado natural, inviolável e determinado por “princípios históricos” (Ibid., p. 174): a aquisição inicial da propriedade – ou seja, “como coisas não possuídas podem vir a sê-lo” ((Ibid., p. 171); a transferência – o livre mercado; e a reparação – correção de injustiças anteriores à distribuição. Conseqüentemente, “se o conjunto de propriedades é corretamente gerado, não há argumento que dê respaldo a um Estado mais extenso baseado na justiça distributiva” (Ibid., p. 247). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sobre a “estatalidad”, Nozick e os libertários demonstram cautela quanto a afirmações como esta: “É necessário um Estado capaz de conduzir o rumo geral da sociedade, (...) regular os mercados, (...) estabelecer sistemas de proteção social baseados no princípio de universalidade da cidadania” (O’DONNELL, 2004: 190). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para o Libertarianismo, as únicas obrigações do Estado são aquelas que dizem respeito à proteção dos direitos individuais, o cumprimento de contratos e a fiscalização. Qualquer outra além desse escopo fere direitos individuais, pois se utiliza de coerção, ao forçar os indivíduos a agir contra suas próprias vontades e habilidades. Portanto, aumentar o Estado, ao invés de aprimorar a democracia e a cidadania, perpetuaria a injustiça. Prejudicaria não só o direito à propriedade privada, ao redistribuir renda através de meios coercitivos (ex.: confisco), como também cometeria “interferência contínua na vida das pessoas” (NOZICK, 1991: 183).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Morresi, contudo, alerta: “Na América Latina, (...) a distopia de Nozick vem se realizando a passos largos”, pois “as reformas neoliberais estão convertendo o Estado em um ente raquítico, incapaz de enfrentar os interesses predominantes no mercado” (MORRESI, 2002: 296). Para ele, o Libertarianismo "serve de sustento à permanência e à expansão dessas iniqüidades" (Ibid., p. 295) nos países latino-americanos. O problema não residiria no excesso de Estado, mas na fraqueza e ineficácia do mesmo em combater as desigualdades socioeconômicas e a exclusão da maior parte da população dos direitos de cidadania. Logo, buscar uma nova “estatalidad” seria legítimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Schumpeter afirma que não existe uma vontade do povo, pois, "para diferentes indivíduos e grupos, o bem comum provavelmente significará coisas muito diversas" (SCHUMPETER, 1961: 301). No processo político, prevalecem interesses individuais. Conseqüentemente, há “ausência de uma vontade eficaz” (Ibid., p. 312); “o cidadão típico tenderia na esfera política a ceder a preconceitos ou impulsos irracionais ou extra-racionais” (Ibid., p. 313).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A democracia, para Schumpeter, é apenas um método de tomada de decisões políticas. Há eleições entre elites concorrentes, e a participação do indivíduo se resume ao momento do voto. “O método democrático é um sistema institucional (...) no qual o indivíduo adquire o poder de decidir mediante uma luta competitiva pelos votos do eleitor” (Ibid., p. 321). O princípio, então, passa a ser a vontade da maioria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No caso latino-americano, a argumentação schumpeteriana questionaria o conceito de democracia contido em “estatalidad”. Que tipo de cidadania é almejado? Até que ponto ela realmente atende ao bem comum? Buscar uma maior participação política, mesmo quando bem-intencionada, não atenderia às vontades dos cidadãos: o "resultado pode ser igualmente desagradável, embora por diferentes razões, a todo o povo" (Ibid., p. 305). Sendo assim, uma radicalização da democracia se choca com as dificuldades em articular interesses entre os grupos sociais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Há, no entanto, críticas à concepção de Schumpeter. Segundo Miguel, ele é o elo entre a Teoria das Elites e uma conservadora concepção de democracia. Nela, o processo eleitoral deixa de ser o meio para ser o fim democrático em si. Exalta-se a “apatia política" como contraponto ao "excesso de participação" (MIGUEL, 2002: 503). Com isso, “se reerguem as vozes dos que afiançam que” a desigualdade “é ‘natural’ e ‘eterna’” (Ibid., p. 486). Porém, para Miguel, a “estatalidad”, assim como a democracia participativa, não seria inviável, pois “a idéia de ‘governo do povo’ – no sentido da igualdade efetiva na tomada das decisões públicas – insiste em permanecer à tona" (Ibid., p. 506).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Os ceticismos de Nozick e Schumpeter, em relação a Estado e democracia, são movidos por concepções de natureza humana distintas. O libertário americano considera o indivíduo como dono absoluto de seus talentos; portanto, deve ser insubmisso a uma autoridade externa que fere sua liberdade individual. Já para o liberal austríaco, o problema é a bestialização: "o cidadão típico cai para um nível mais baixo de desempenho mental assim que entra no campo político. Argumenta e analisa de maneira (...) infantil” (SCHUMPETER, 1961: 313).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Esses diferentes pressupostos os levam a conclusões variadas. Nozick acredita que ter utopias é desejável. Comunidades independentes podem existir, contanto que não prejudiquem umas às outras e nem aos direitos dos indivíduos que as compõem; ou seja, eles devem ser livres para sair delas quando assim desejarem. Já Schumpeter quer o mínimo de participação política porque, como contemporâneo a regimes totalitários, temia mobilizações de massa que levassem a perigosas convulsões sociais - e que, em última instância, ameaçam a liberdade civil. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ambos, portanto, discordariam da “estatalidad”, mas por motivos diferentes. Os libertários acreditam que a América Latina não resolverá seus problemas através de uma justiça distributiva que não respeite a propriedade privada e a autonomia dos indivíduos. Ou seja, combater problemas socioeconômicos envolve o respeito às liberdades e direitos individuais. Já os “democratas concorrenciais”, mais conseqüencialistas, não encontram viabilidade em reformas que visam à maior participação e deliberação, pois ambas exporiam desavenças e desarticulação de interesses, que só prejudicariam a eficiência e estabilidade do método democrático.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um desfecho para este ensaio, mesmo não lançando respostas definitivas ao problema discutido, está contido em “A Volta do Idiota”, livro que comenta o fortalecimento das esquerdas na América Latina: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;“Em geral, os latino-americanos (...) acham que a função principal do governo é repartir as riquezas para alcançar sociedades mais justas e eqüitativas. (...) Simultânea e contraditoriamente, os latino-americanos costumam ter a pior opinião possível da classe política e do método democrático de governo. (...) Na América Latina existe um profundo divórcio entre a sociedade e o Estado, o que explica o surpreendente apoio que os golpistas obtêm quando tomam o poder pela força. (...) Os latino-americanos simplesmente não sentem que lhes tiraram algo que lhes pertence ou os beneficia” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(LLOSA, MENDOZA e MONTANER, 2007: 215)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Referências bibliográficas:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;www org=""&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;LLOSA, Álvaro Vargas; MENDOZA, Plinio Apuleyo e MONTANER, Carlos Alberto. “A Volta do Idiota”. Rio de Janeiro, Odisséia, 2007.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;MIGUEL, Luis Felipe. “A Democracia Domesticada: Bases Antidemocráticas do Pensamento Democrático Contemporâneo”. Dados – Revista de Ciências Sociais, vol. 45, nº 3, 2002.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;MORRESI, Sergio. “Robert Nozick e o Liberalismo Fora de Esquadro”. Lua Nova, nº 55-56, 2002.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;NOZICK, Robert. “Anarquia, Estado e Utopia”. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1991.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O’DONNELL, Guillermo (em colaboração com Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas). “A Democracia na América Latina: Rumo a uma Democracia de Cidadãs e Cidadãos”. São Paulo, LM&amp;amp;X, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/www&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;www org=""&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;SCHUMPETER, Joseph. “Capitalismo, Socialismo e Democracia”. Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1961. Versão online disponível em &lt;/span&gt;&lt;www org=""&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;a href="http://ordemlivre.org/"&gt;Ordem Livre&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/www&gt;&lt;/www&gt;&lt;/span&gt;&lt;www org=""&gt;&lt;www org=""&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;www org=""&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;www org=""&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;www org=""&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;(P.S.: Minha prova de Teoria Política Contemporânea)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/www&gt;&lt;/www&gt;&lt;/www&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/www&gt;&lt;/www&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-7605469125275667110?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/7605469125275667110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=7605469125275667110&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/7605469125275667110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/7605469125275667110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/07/estatalidad-segundo-nozick-schumpeter-e.html' title='A “Estatalidad”, segundo Nozick, Schumpeter e seus críticos'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-8096525656181524787</id><published>2009-06-30T21:29:00.007-03:00</published><updated>2009-06-30T21:52:41.161-03:00</updated><title type='text'>19 anos e 1 dia</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;Ontem foi o dia do meu 19º aniversário (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ah, sim: aqui é o Kaio mesmo, e não um personagem literário&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;Talvez tenha sido o melhor 29/6 da minha vida, sem exageros.&lt;br /&gt;Para começar, minha mãe, de volta de uma viagem à Venezuela, veio me visitar no domingo, e ficou até ontem de manhã.&lt;br /&gt;Passei a maior parte do dia com a Laura. Almoçamos na Subway, jantamos crepes, assistimos a um documentário do History Channel sobre Grécia Antiga...&lt;br /&gt;Ah, e ela me deu vários presentes, e adorei todos eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;- Um CD, "Os Grandes Sucessos de" Raul Seixas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;- Um DVD, "Efeito Borboleta";&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;- Um pôster dos Beatles;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;- Um livro, em inglês, com as peças teatrais de Oscar Wilde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legal é que, só em Junho, já passamos por três datas importantes: her birthday (1º), o dia dos namorados (12) e o meu 'niver' (29).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, o semestre universitário está em reta final. Hoje tive a prova de Literatura Polonesa (foi fácil), ontem foi a de Francês Básico 2 (tanto oral quanto escrita), sexta-feira realizei o 3º exame de Partidos Políticos, quinta foi o de TRI1. HSPG já acabou, e fiquei com SS mesmo.&lt;br /&gt;Amanhã é a 'dead line' para o ensaio final de TPC, e ainda vou aplicar a prova de TPM na turma de que sou monitor. Sobre TP Contemporânea, ainda nem comecei a escrever, mas já decidi que meu texto será sobre as idéias de Robert Nozick e Joseph Schumpeter, mas também usarei L.F. Miguel, "A Volta do Idiota" e Sergio Morresi como fontes. Tenho que terminá-lo até 14h de amanhã, portanto!&lt;br /&gt;Preciso entregar a prova de PB1 até 2ª que vem, e depois de amanhã é a segunda parte do meu seminário sobre "Solaris" para Lit. Polonesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presenteei-me com um CD com minhas 19 canções favoritas. Ficou excessivamente britânico (15 das 19 faixas), admito, mas tentei fazer uma seleção equilibrada: mods, post-punk, shoegaze, BRock, clássicos, britpop etc. Vejam como ficou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;1. I Am The Walrus (The Beatles)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;2. Isolation (Joy Division)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;3. Bone Machine (Pixies)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;4. Country Sad Ballad Man (Blur)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;5. I Wanna Be Adored (The Stone Roses)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;6. Rubber Ring (The Smiths)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;7. Metal Contra As Nuvens (Legião Urbana)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;8. Ando Meio Desligado (Os Mutantes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;9. Diversão (Titãs)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;10. A Forest (The Cure)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;11. Ceremony (New Order)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;12. Roll With It (Oasis)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;13. Should I Stay Or Should I Go (The Clash)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;14. Dancing Days (Led Zeppelin)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;15. The Dark Of The Matinée (Franz Ferdinand)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;16. Start! (The Jam)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;17. I Can See For Miles (The Who)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;18. Lola (The Kinks)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;19. Here She Comes (Slowdive)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite; acho que vou dormir para acordar renovado amanhã e fazer a prova da melhor maneira possível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-8096525656181524787?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/8096525656181524787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=8096525656181524787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/8096525656181524787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/8096525656181524787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/06/19-anos-e-1-dia.html' title='19 anos e 1 dia'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-6779900979520847043</id><published>2009-06-23T17:35:00.027-03:00</published><updated>2009-06-23T19:50:00.923-03:00</updated><title type='text'>Post-silence</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;(Ainda em 24/5, na conversa de Mário e Giovana. Entra Alice)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, vocês ficaram sabendo? Domingo passado, dia 17, justamente no dia do aniversário da Júlia, ela e o César se beijaram! So cute!&lt;br /&gt;- Poxa, Alice! Nós dois estávamos falando misteriosamente, da maneira mais ambígua possível, e você vem, se intromete e revela o segredo?&lt;br /&gt;- Ué, Giovana, foi mal. Achei que vocês já tinham passado dessa fase, de ficar fazendo fofoca em códigos...&lt;br /&gt;- Relaxem, garotas, sem brigas desnecessárias. O fato é que dois de nossos melhores amigos, finalmente, estão namorando!&lt;br /&gt;- Pois é, adorei essa notícia. Porém, se isso fosse um livro, teríamos esperado 349 páginas por esse acontecimento. Quantas idas e vindas desde 16 d.M., não?&lt;br /&gt;- Exatamente, Alice. Parece que foi a Júlia quem tomou a iniciativa do beijo! O César é mesmo um bobo: 3 anos a tendo como melhor amiga, e ainda assim não foi o responsável pelo ato simbólico...&lt;br /&gt;- Eu até que o entendo, garotas. Também tive dificuldades para iniciar meu 1º beijo. Tudo bem que ele ocorreu muitos anos atrás, mas compreendo a insegurança e a timidez do César. A sorte dele é ter conhecido uma garota tão legal - e de atitude - como a Júlia.&lt;br /&gt;- Concordo. Sendo piegas, "eles foram feitos um para o outro". Suas características, qualidades são complementares, de uma maneira bem peculiar. Logo, não fiquei surpresa quando descobri sobre o beijo. Achei até que demorou, hehe.&lt;br /&gt;- Será que eles estão namorando mesmo?&lt;br /&gt;- Não sei, César e Júlia andam muito calados sobre isso. Como diria Collor, "o tempo é o senhor da razão". Portanto, em breve saberemos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;(1 mês depois, 23 de Junho de 19 d.M. César e Henrique conversam)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... o que ocorreu no Conselho foi um problema de falta de comunicação, até mesmo de ação coletiva. O movimento estudantil está fragmentado, cheio de disputas de ego e oportunismo político. Utilizam causas importantes, como as fundações e a Casa do Estudante, como bandeiras para autopromoção, sem se preocupar com a importância crucial daquilo que está se discutindo. O futuro do M.E. de nossa UNICOS é delicado, meu caro César. O que a sua chapa, "a da direita", pensa a respeito disso?&lt;br /&gt;- Serei sucinto, porque essa discussão (aliás, exposição programática feita por você) já está cansando. A opinião que eu e meus colegas liberais/libertários/conservadores compartilhamos é a seguinte: essa nova invasão da reitoria, assim como o impedimento da reunião do Conselho, foram ilegítimas, ilegais, irresponsáveis, sem civilidade e muito menos respeito à liberdade de expressão. A sua chapa, que é o atual 'governista' do Diretório, tinha a possibilidade de fazer algo a respeito, mas preferiu a omissão, em uma atitude lamentável e covarde. É como se vocês fossem coniventes com o radicalismo daquela meia-dúzia de "revolucionários" batedores de panela. Sinto muito, mas seu tom melancólico não me convence de que vocês não erraram em sua avaliação e (falta de) ação. Agora, chega, estou sem paciência para debater política estudantil. Vamos mudar de assunto?&lt;br /&gt;- Ai, ai, tudo bem, César... Mas, em breve abordarei novamente esta temática, e que você não se ausente de uma discussão sobre os rumos de nossa universidade, certo?&lt;br /&gt;- Tudo bem, Henrique... Vamos, sugira um tópico.&lt;br /&gt;- Ok, eu sei que quase nunca falo (ou deixo as pessoas falarem) sobre assuntos 'pessoais',  relacionamentos, amor etc., mas hoje vou abrir uma exceção. Até mesmo porque eu mesmo ando menos cínico sobre assuntos românticos, então seria legal jogar esse tema numa conversa. Conte-me sobre como vão as coisas entre você e a Júlia. Prometo que não vou interromper.&lt;br /&gt;- Uau, é raro ver você interessado por falar sobre isso... Façamos o seguinte. Hoje à noite, escreverei um texto, e você poderá lê-lo depois. É que, sei lá, não estou acostumado a falar diretamente às pessoas sobre meu namoro, mas acho que hoje posso quebrar, literariamente, meu silêncio de 1 mês about it:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estava tocando The Who. "I Can See For Miles". &lt;/span&gt;Lentamente, nossos lábios se tocaram. Não tenho dúvidas: foi ela quem tomou a iniciativa do beijo. Não que eu não quisesse; pelo contrário, passei aquela noite inteira pensando nisso. Porém, faltava-me a coragem. Felizmente, ela não foi tão 'mole' quanto eu, e iniciou aquilo por que tanto esperávamos: a confirmação simbólica de que realmente gostávamos um do outro.&lt;br /&gt;O mais fantástico de tudo é a combinação de acasos e fatores. Primeiro, dia 17 era aniversário dela. Segundo, o Mário estava jogando Need for Speed na kit, o que nos impediu de ficar por lá, estudando. Resultado: fomos no carro dela, jantar no McDonald's. Terceiro, eu tinha acabado de voltar de uma viagem-relâmpago para Pastória, e estava meio deprê. Porém, quando ela ligou para mim, às 16h, e eu ainda estava no ônibus (perguntou-me que hora eu chegaria em Cosmopólia), minha intuição dizia que algo importante iria acontecer entre nós, naquela noite. Não necessariamente um beijo ou coisa do tipo, mas pelo menos uma conversa que marcasse as nossas vidas.&lt;br /&gt;Realmente, conversamos por horas a fio. Falamos sobre antigas paixões, estudos, livros, música, ambições, decepções... Descobri muitas coisas sobre a vida dela que ainda não sabia, e vice-versa. O tempo foi passando, e, 0h30, quando tecnicamente já nem era mais 17 de Maio, nós nos beijamos. Nosso 1º beijo foi longo, e inesquecível.&lt;br /&gt;Os dias que se seguiram foram também muito especiais. Talvez porque ainda não soubéssemos o 'status' de nossa relação, entramos em um período de extrema liberdade, e passávamos horas juntos - mas, por outro lado, foi também uma época de "hedonismo burro". Faltamos algumas aulas, e eu cheguei atrasado em quase todos os dias da simulação de que estava participando. Felizmente, no último dia, resolvi calar todas as críticas e conduzi bravamente os trabalhos para aprovar uma versão revisada de um projeto sobre voto distrital misto.&lt;br /&gt;Uma semana depois, já nos tratávamos como namorados. Porém, nem tudo eram flores. Também tivemos brigas. Júlia me deu várias broncas, a respeito de atitudes egoístas e fracas que eu estava tomando. Eu procurei melhorar o máximo possível, para provar a ela que não há sacrifício que eu não estarei disposto a fazer para provar meu amor a ela. Ah, sim, falei a palavrinha mágica: "amor". Ele brotou da maneira mais intensa possível entre nós, o que nos deu forças para superar vários dos problemas que estamos a enfrentar neste semestre (principalmente ela, que está em um período complicado de sua vida).&lt;br /&gt;Outro aspecto importante que descobrimos desde que começamos a namorar foi quanto à quebra de expectativas e (pré) conceitos que tínhamos um do outro. Os estereótipos que as pessoas geralmente atribuem à minha linguagem corporal dizem respeito ao meu jeito introspectivo, aparentemente inseguro, excêntrico e megalomaníaco. Quanto à Júlia, ela, à primeira vista, parecia ser fria, cética, arrogante etc. Ela, no entanto, descobriu, que eu sou seguro de mim mesmo, auto-consciente, transigente, pacato (um "idiossincrático banal", enfim), e eu pude ver o quanto ela é extremamente sensível, romântica, determinada e adorável.&lt;br /&gt;Enfim: eu a amo, "de todas as formas possíveis: como namorado, como amigo, como parceiro (inclusive intelectual), como admirador". Finalmente, meu livro tem um desfecho, embora eu ache que este namoro é apenas o início de uma nova história, menos angustiante e entediante do que aquela que eu estava a escrever em minha existência.&lt;br /&gt;"Pouquíssimas pessoas realmente fizeram alguma diferença na minha vida. Certamente, Júlia é uma delas, e está no topo dessa 'lista'."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;(Júlia, em monólogo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz mais de um mês desde aquele beijo entre eu e o César. Muito ocorreu depois daquilo; Maio e Junho foram dois dos meses mais turbulentos de minha vida. O percurso foi tortuoso, mas cada vez mais temos a certeza de que nos amamos&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Vamos começar falando dos problemas; "as más notícias primeiro". Uma das coisas que mais achei desgastante até agora é precisar frequentemente dizer ao César, com todas as letras, o que ele precisa fazer para me agradar, para não me decepcionar. Isso vale desde a questão da alimentação (afinal, ele andava comendo só 'junk food') até coisas mais sérias, como a atitude que eu esperava de um namorado. Sei lá, faltava a ele me passar segurança e auto-confiança, ser menos egocêntrico e auto-indulgente... Além, é claro, de entender naturalmente os meus sentimentos, sem que eu precisasse ter que explicar a ele como queria que agisse.&lt;br /&gt;Pronto, falarei agora dos (inúmeros) pontos positivos de nosso namoro. Ele é atencioso, sincero, delicado (às vezes parece que ele é a "menina" do relacionamento, hehe), constante, afetuoso... Enfim, lindo! Revelou-se uma pessoa fantástica, com quem eu adoro dividir o meu dia-a-dia. E, fico feliz de ver que ele realmente está mudando, sendo mais espontâneo. Além do mais, César vem me ajudando muito nas últimas semanas, época complicada de minha vida (tanto pessoal quanto acadêmica). Aos poucos, ele vem se tornando um "ponto de apoio" para mim nos momentos difíceis - e vice-versa, segundo ele.&lt;br /&gt;Temos vários gostos em comum, embora César ainda prefira Joy Division e Blur a Chico Buarque e Caetano... Descobri que ele gosta quase tanto quanto eu de cultura 'queer'. O próprio livro que ele me pediu de Dia dos Namorados ("Uma Casa no Fim do Mundo", do Michael Cunningham - César já o leu 2 anos atrás, mas ainda não o tinha 'fisicamente'), assim como o fato de que ele também curte Queer as Folk, Placebo, Montage, Oscar Wilde etc. me deram a certeza disso. Ah, e assistimos juntos a um filme que ele me indicou: "Velvet Goldmine", sobre o glam rock setentista. Digamos que, embora 'straight', ele é culturamente um 'fag', hehe.&lt;br /&gt;Adorei as cartinhas que ele me mandou, tanto de aniversário quanto de Dia dos Namorados, de 1 mês de namoro, entre outras. São coisas como estas que me fazem acreditar que este relacionamento está dando certo - "here, there and everywhere".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-6779900979520847043?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/6779900979520847043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=6779900979520847043&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/6779900979520847043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/6779900979520847043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/06/post-silence.html' title='Post-silence'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-7387457943544940340</id><published>2009-05-24T19:47:00.004-03:00</published><updated>2009-05-24T19:55:45.038-03:00</updated><title type='text'>What ever happened</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;(Conversa entre Mário e Giovana)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei lá, o César e a Júlia estão bem estranhos desde a manhã de 2ª feira passada... Alegres e tristes "do nada", sempre andando juntos, muito misteriosos... que será que aconteceu com eles?&lt;br /&gt;- Acho que a pergunta deveria ser "o aconteceu entre eles". Parece que houve alguma coisa no domingo à noite passado que mudou o comportamento deles. Algum palpite?&lt;br /&gt;- Não me arrisco, pode ter acontecido aquilo que se imaginava, ou mesmo o contrário. E o pior é que já surgem boatos dos mais variados para explicar certas transformações na conduta dos dois.&lt;br /&gt;- Pois é, as pessoas andam estranhando o fato de o César ter começado a usar lápis de olho e agido 'picaretamente' durante a maior parte daquela simulação de Congresso da qual ele participou.&lt;br /&gt;- E, a Júlia parece estar bem desencanada (no bom e no mau sentido) em relação aos estudos. Será que... ? Não, isso é impossível.&lt;br /&gt;- Tem certeza? Mistééério...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-7387457943544940340?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/7387457943544940340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=7387457943544940340&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/7387457943544940340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/7387457943544940340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/what-ever-happened.html' title='What ever happened'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-5631158776470594788</id><published>2009-05-18T01:52:00.007-03:00</published><updated>2009-05-18T20:06:18.275-03:00</updated><title type='text'>Bloom</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Wow.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;"I know you've deceived me, now here's a surprise &lt;br /&gt;I know that you have 'cause there's magic in my eyes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can see for miles and miles and miles and miles and miles &lt;br /&gt;Oh yeah &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you think that I don't know about the little tricks you play &lt;br /&gt;And never see you when deliberately you put things in my way &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, here's a poke at you &lt;br /&gt;You're gonna choke on it too &lt;br /&gt;You're gonna lose that smile &lt;br /&gt;Because all the while &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can see for miles and miles &lt;br /&gt;I can see for miles and miles &lt;br /&gt;I can see for miles and miles and miles and miles and miles &lt;br /&gt;Oh yeah &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You took advantage of my trust in you when I was so far away &lt;br /&gt;I saw you holding lots of other guys and now you've got the &lt;br /&gt;nerve to say &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That you still want me &lt;br /&gt;Well, that's as may be &lt;br /&gt;But you gotta stand trial &lt;br /&gt;Because all the while &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can see for miles and miles &lt;br /&gt;I can see for miles and miles &lt;br /&gt;I can see for miles and miles and miles and miles and miles &lt;br /&gt;Oh yeah &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I know you've deceived me, now here's a surprise &lt;br /&gt;I know that you have 'cause there's magic in my eyes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can see for miles and miles and miles and miles and miles &lt;br /&gt;Oh yeah &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Eiffel Tower and the Taj Mahal are mine to see on clear days &lt;br /&gt;You thought that I would need a crystal ball to see right &lt;br /&gt;through the haze &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, here's a poke at you &lt;br /&gt;You're gonna choke on it too &lt;br /&gt;You're gonna lose that smile &lt;br /&gt;Because all the while &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can see for miles and miles &lt;br /&gt;I can see for miles and miles &lt;br /&gt;I can see for miles and miles and miles and miles  &lt;br /&gt;and miles and miles and miles and miles  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can see for miles and miles"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-5631158776470594788?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/5631158776470594788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=5631158776470594788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/5631158776470594788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/5631158776470594788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/bloom.html' title='Bloom'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-8086029063961235949</id><published>2009-05-17T09:35:00.028-03:00</published><updated>2009-05-17T12:37:17.709-03:00</updated><title type='text'>Gloom</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;M:&lt;/span&gt; Anteontem foi o aniversário de uma amiga minha. Fomos comer em um restaurante medieval, mas, como estava lotado, fizemos o jantar-festa em um mais "carnívoro", quase flintstoniano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;O César deu de presente para ela um livro do David Hume, pois, certa vez, enquanto conversava com ela, constatou que este era o filósofo mais parecido com a forma de pensar dela. Logo, nada como testar essa hipótese, certo? A Júlia resolveu gravar um CD com as 19 faixas que julgava mais sintonizadas com o gosto musical de nossa amiga (embora tenha colocado três canções que não tinha certeza se ela gostava, mas com grandes chances de êxito). Não me lembro o que o Henrique deu, mas deve ter sido alguma 'inside joke'. E eu? Uma camiseta do Charlie Brown (a HQ, não a banda!).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;A noite foi divertida. Conversei bastante com um monte de pessoas que eu ainda não conhecia, ri demais, a comida estava boa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;A propósito, a Giovana viajou ontem para Pastória, mas ainda não me deu notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;G:&lt;/span&gt; Tive um pesadelo horrível nesta penúltima noite. Sonhei que minha mãe e um dos meus tios haviam morrido, por uma explicação pseudocientífica superestranha. Lembro-me que eu não parava de chorar, mesmo após tanto tempo sem conseguir derramar lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;De repente, em meio a todo aquele sofrimento (ah, sim: uma amiga minha, não-identicada, me acompanhava na hora em que eu evitava ver o cadáver), pensei que tudo aquilo só poderia ser um mau sonho - e "acordei". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Estava eu, em um quarto vermelho-vinho, e encontrei minha mãe, viva, e meus irmãos. Até me olhei no espelho, e vi que meus olhos estavam relativamente secos; não parecia que eu tinha chorado. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Eles estavam comendo bolacha (uma coisa parecida com a Negresco Eclipse), e dividiram comigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Depois de algum tempo, acordei de verdade. Estava no quarto do apê que divido com a Alice; ela &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;ainda estava dormindo. Peguei o celular para ver as horas: eram 10h20. Ainda fiquei alguns minutos atordoada. Então, fui ao banheiro, "novamente" me olhei no espelho, e fui para a sala. Liguei o notebook, naveguei um pouco na internet, joguei algumas palavras-chave sobre o pesadelo no Bloco de notas e "twittei" sobre o assunto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;Felizmente, está dando tudo certo na viagem. Saí às 11h30 do apartamento; às 12h, fui ao shopping e comprei o presente do André (meu irmão caçula, que faz aniversário semana que vem, mas não poderei estar em Pastória no dia); peguei o ônibus que partia para a "rodô-ferrô" às 12h30; cheguei lá às 12h45, a tempo de comprar a passagem, e ficar na poltrona 1. E, às 13h, o ônibus partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;C:&lt;/span&gt; Enquanto tomava banho de manhã, comecei a fazer algumas ligações. Acabei chegando à conclusão de que a maneira como eu penso e ajo no que diz respeito às garotas reflete o quanto sou uma pessoa extremamente carente. Sim, do tipo que cultiva a ilusão de querer um relacionamento despojado, com idas a restaurante chinês e tudo mais, mas com afeto, carinho e atenção mútuos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;Além disso, o fato de que eu não busco me prender a uma rede de amigos só reforça o fato de que só me sentirei realizado (e "agarrado") quando encontrar minha soul mate. É o que, aliás, também espero da garota, para sermos paradoxalmente mais livres e unidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;Enfim, toda essa construção utópica - inclusive o valor que atribuo ao beijo e ao sexo, a ponto de vê-los necessariamente como um ato de amor - só me complica ainda mais. Afinal, isso só me distancia da realidade, aumentando a incidência de desilusões e decepções. Continuo angustiado por ainda não ter encontrado alguém que, simultaneamente, fosse especial por mim e que retribuísse meu "cativar".&lt;br /&gt;Quem diria que alguém que, até recentemente, finjia ser egocêntrico e arrogante para afastar as pessoas e se isolar do mundo, agora consegue fazer uma revelação tão constrangedora quanto esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;J:&lt;/span&gt; Às vezes, começo a achar que eu sou a síntese de todas as garotas que César já gostou ou amou em sua curta existência: paixões (inclusive as relâmpago), musas inspiradoras, amizades à beira do "to feel something else", ou mesmo aquelas por quem sentiu uma forte atração física e psicológica. Ao mesmo tempo, possivelmente possuo todas as características que ele procura (e ainda não encontrou) em uma mulher. Enfim, sou aquilo que o orkut chamaria de "perfect match" dele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;Porém, minha relação com ele tem um sério impedimento: não podemos concretizar o que sentimos um pelo outro, seja por palavras ou por gestos. Afinal, às vezes parece que estamos em um livro (como sou atéia, não fiquem imaginando que isso é uma crendice do tipo "Deus escreveu minha vida..."), e o autor dele (que provavelmente é alterego tanto meu quanto de César) também nunca passou por experiências físicas e amorosas maiores. Logo, ele simplesmente não sabe como lidar com o que eu e o César sentimos um pelo outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;É vísivel, portanto, o risco que corremos de passar a vida inteira em uma indefinição; uma amizade enorme, porém assexuada. Enfim, incapazes de concretizar nossos desejos e vontades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;Agora vocês entendem por que sou tão descrente, fria, cética, isolada e calculista - em contraposição a um César extro-introspectivo, dramático, prolixo, carente e confuso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;Nossa relação, muitas vezes, parece com uma androginia, à la "Sheila take a Bow" (Smiths): em nossa heterossexualidade, não há uma bipolaridade, ambos têm características masculinas e femininas que se completam. E isso é adoravelmente patético!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;H:&lt;/span&gt; Ontem à noite, a Giovana me contou como estava sua estadia em Pastória. As coisas parecem estar tranquilas. Ela e a mãe dela já resolveram aquele mal-estar, pois a Giovana explicou da maneira mais detalhada possível o tanto que ela está cheia de atividades, tarefas e assuntos para resolver em Cosmopólia - mais especificamente, na UNICOS. Portanto, a mãe dela pôde compreender que ela não visitou a família nos últimos tempos por escassez de disponibilidade mesmo, e não por ingratidão ou coisa do gênero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;Ela gostou de reencontrar seu irmão caçula, e ele ficou feliz de poder voltar a ouvir músicas boas no carro; a Giovana alegou que seus pais têm um péssimo gosto musical. Saíram para jantar à noite, e depois ela passou a madrugada na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;A:&lt;/span&gt; Não estou com paciência para escrever; estou cansada (fui a uma festa ontem, rá). Só queria avisar que hoje, 17 de Maio de 19 d.M., é aniversário da Júlia. Se eu acordar antes da hora do almoço, vou dar uma passada na kit dela. Tchau.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-8086029063961235949?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/8086029063961235949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=8086029063961235949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/8086029063961235949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/8086029063961235949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/gloom.html' title='Gloom'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-6978568524331809277</id><published>2009-05-13T20:28:00.018-03:00</published><updated>2009-05-14T08:33:32.629-03:00</updated><title type='text'>Gates of Dawn</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;(Henrique)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;... estava bastante ansioso em relação à festa da Bio. Inicialmente, ele nem pensava em ir, mas de repente viu que o convite de Alice não era de se descartar. Afinal, a semana havia sido exaustiva, com toda a campanha política e, é claro, as matérias e aulas. Portanto, aproveitar a noite de sexta era não só uma opção agradável, como também indispensável para que ele se desestressasse um pouco.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;br /&gt;Combinou de pegar carona com um colega. Enquanto o mesmo não chegava, ficou pensando nos projetos políticos que tinha para a universidade. A responsabilidade que teria agora que fazia parte do diretório era imensa. Como deve ser "estar no poder, na situação"?  Será que ele iria fazer diferente mesmo?&lt;br /&gt;Porém, resolveu entrar na internet para chegar na festa com a mente mais fresca. A noite prometia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;(Giovana)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O ínicio da festa foi agradável. Encontrei alguns colegas, e conversamos enquanto os portões não abriam.&lt;br /&gt;Os primeiros minutos foram especialmente cômicos. Estava tocando disco/70s, e os meus amigos alopravam na pista. Eu mesma não me contive, e fiz uns passos bem escrachados. Outro bom momento foi quando tocou "Unbelievable", do EMF. Olha, nem sou tão aficionada por música que nem o César, a Alice ou a Júlia, mas há certas canções de bandas 'one-hit wonders' que realmente são obrigatórias em uma festa que se preze, né?&lt;br /&gt;Havia passado a semana bem confusa, como sempre. Dúvidas, inquietações, incertezas... Céus, quase fico com dor de cabeça só de relembrar o tanto que minha mente ficou atolada nos últimos dias.&lt;br /&gt;E a pressão vinha de todos os lados, sabe? Trabalhos da faculdade, briguinhas  bobas com colegas por motivos ainda mais bobos, desilusões contínuas no campo dos sentimentos, falta de tempo para dormir e me alimentar bem, minha mãe me enchendo o saco porque não pude ir para Pastória no Dias das Mães... Aliás, sobre esse último probl&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;eminha: juro que é porque eu tinha que terminar uma prova a ser entregue na 2ª de manhã, mas ela pensa que é porque eu sou uma filha desnaturada, mal agradecida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;" &gt;Nem quero ficar pensando nisso, chega! Oba, estão tocando "Olhar 43"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;&lt;br /&gt;(Júlia e/ou César)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;O que fazer? 1h30 da manhã, e eu pareço devorada(o) por um "eterno retorno": diversão durante algumas horas, seguida de súbita melancolia nas seguintes. Afastei-me do meu grupo, e fui sentar em um lugar qualquer, bem afastado, entregando-me à consternação. Não queria mais nada: nem amigos, nem música, nem festa, nem prazer... Enfim, é como se eu caísse no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vazio&lt;/span&gt;, desistisse de viver.&lt;br /&gt;Não conseguia sequer chorar, pois minha alma já estava tão congelada por esse desprezo por mim mesma(o) e a tudo que me cerca, que expressar qualquer tipo de emoção era simplesmente impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, foi nesse ponto que eu resolvi reagir. Precisei chegar à fossa mais profunda para despertar da letargia. Veio-me em mente a seguinte frase, tão banal e tão efetiva: "O que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;você&lt;/span&gt; tem a perder?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei os últimos 18 - quase 19 - anos recusando-me a ser espontânea(o). Evitei toda e qualquer oportunidade que tive para desfrutar de uma existência menos sistemática. Sei que isso é um pedantismo desnecessário, mas não custa nada constatar que, durante todos esses anos, defendi a liberdade, o laissez-faire e a autonomia individual, mas comportei-me como uma autarquia obsoleta e regida implacavelmente.&lt;br /&gt;Detesto falar em contradições, então usarei outros termos para dizer praticamente a mesma coisa: minhas multiplicidades estão em uma coexistência tão conflituosa, que, uma hora ou outra, eu terei que fazer escolhas, e me decidir por uma delas em detrimento das demais. E, sinceramente, pela 1ª vez visualizo meu "eu mundano" próximo de prevalecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa hora que eu e o César (a Júlia) começamos a andar e dançar juntos. A música estava animada (algum techno da vida, bem ao gosto da Alice), mas isso era o que menos importava naquele momento.&lt;br /&gt;Passamos algum tempo sentados na grama, usando a jaqueta dele (a minha jaqueta) como "tapete" - de mãos dadas, calados. Nem tinha certeza - ou preocupação - se gostávamos um do outro (qualquer dia falo sobre o que é ter uma amizade assexuada em estágio avançado), ou mesmo se avançaríamos para o "próximo passo". Mas, nada disso me interessa agora. Durante aquela hora e meia, eu queria ficar perto dele (dela), e vice-versa. Aquelas paixões malogradas  pelas quais havíamos passado já eram pretérito perfeito. Voltar a ser livre é maravilhoso. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I'm taking a ride with my best friend&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;(Alice)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Depois que ele foi embora (tinha que dormir cedo para estudar para uma prova), fiquei sozinha, mas não solitária. Já eram 3 da matina, mas a noite ainda estava longe de acabar. Voltei para a pista de dança e fritei.&lt;br /&gt;O César me disse que na tenda mais vazia estavam discotecando anos 80 (Dire Straits, New Order, Joy Division, Siouxsie), e que ele e a Júlia estavam fazendo suas dancinhas 'góticas'. O Mário e o Henrique foram curtir o cover de Mamonas Assassinas, que estavam tocando no palco principal. Eu e a Giovana resolvemos ficar na tenda electro mesmo. Pessoas descoladas, muita androginia (nada no nível Party Monster, mas o suficiente para uma festa com reputação queer), música poderosa... enfim, coisas que eu sempre curti na festa da Bio.&lt;br /&gt;Se fiquei com alguém? Nem lembro. A Giô disse que peguei 2 ou 3 caras aleatórios, mas o simples fato de eu nem ter me recordado deles (e olha que nem bebi tanto, foram só algumas vodkas e drinks) demonstra o quão irrelevantes eram os garotos que eu peguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, foi só no fim da noite que fiquei sabendo que uma amiga minha tinha passado mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;(Mário)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Usando aquela gíria bobinha", disse, "ela deu P.T." Foi a primeira vez, pelo que lhe disseram. "Eu e o Henrique até demos uma passada lá para cuidar dela, mas o Edgar e o Fábio já estavam lá de plantão".&lt;br /&gt;Mário disse que se preocupou com dela, mas no dia seguinte, pelo Messenger, ficou mais tranquilo. "Foi um susto, mas ela mesma me disse que serviu de lição para não se repetir mais. Se com ela acontecer o mesmo que eu (um 'problema etílico', e a noção dos próprios limites), beleza, já me despreocupo. Enfim, a festa da Bio foi uma degradação, mas deu para curtir um pouco. O cover de Mamonas foi hilário!"&lt;br /&gt;Embora tenha achado que a banda estava mais 'wasted' que o próprio público, ele não mudou sua opinião de que o show havia sido bom. Porém, já eram quase 5 da manhã e ele queria ir logo para casa, pois daqui a algumas horas haveria treino de Fórmula 1. Ele sentia pena de César, que teria que acordar mais cedo por causa de uma reunião de um projeto no qual havia se inscrito.&lt;br /&gt;No final das contas, só Mário e Henrique foram a Pastória no Dia das Mães. Os pais de Alice foram visitá-la (afinal, alguns parentes dela moram em Cosmopólia), e outros três agiram como "filhos insensíveis", e colocaram suas obrigações acadêmicas como mais importantes para aquele domingo do que fazer um agrado às mães.&lt;br /&gt;Ok, trivialidades à parte, era hora de dormir, "pois a F1 não vai me esperar".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-6978568524331809277?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/6978568524331809277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=6978568524331809277&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/6978568524331809277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/6978568524331809277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/gates-of-dawn.html' title='Gates of Dawn'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-6743337060279053835</id><published>2009-05-11T21:25:00.004-03:00</published><updated>2009-05-11T21:38:46.662-03:00</updated><title type='text'>Pit Stop</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;E então, o que acharam dos últimos 4 posts?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;Resolvi dar vazão ao meu lado "escritor frustrado" nos últimos dias, e fiz aquela sequência de textos, utilizando os personagens do meu livro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt; Começou como uma tática do pós-fossa, mas acabei me empolgando e tornando tal estilo de postagem algo mais recorrente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;Estive cheio de atividades nos últimos dias (e ainda estou), então só passei aqui para dar um olá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas sobre as quais falarei nos próximos posts: BioVinil, Politeia, prova de TPC, aplicar prova de TPM,  Fórmula 1, Palmeiras, dia das Mães, upgrades musicais, "my personal life" e outras trivialidades.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; Além, é claro de mais "historinhas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;" &gt;Agora, se me dão licença, vou assistir a "Party Monster" (afinal, estar atolado de tarefas não significa abdicar de um cineminha no notebook). Estou enrolando para ver esse filme desde, sei lá, 2005. De hoje à noite não passa. Bye.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-6743337060279053835?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/6743337060279053835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=6743337060279053835&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/6743337060279053835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/6743337060279053835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/pit-stop.html' title='Pit Stop'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-9077787380844323440</id><published>2009-05-07T23:52:00.017-03:00</published><updated>2009-05-08T08:57:26.745-03:00</updated><title type='text'>Th(r)e(e) party(ies)</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Mário&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt; Estávamos os três reunidos: eu, Alice e Júlia. Discutíamos os últimos detalhes sobre a festa em que iremos amanhã. A mesma é organizada pelo pessoal da Biologia, e terá  discotecagens e performances que mesclarão rock e eletrônica. Nada que me deixe ultra-empolgado, mas meus amigos se amarram nessa combinação sonora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Sinceramente, irei à festa para experimentar teorias e paquerar garotas. Como? Oras, testarei cantadas e flertes que aprendi nas últimas semanas, mas também tratarei de ficar observando as pessoas e calculando possibilidades. Adoro combinar racionalidade com desejos e sensações. O César diz que me pareço com o Hans Castorp: um engenheiro com coração.&lt;br /&gt;Ando tão cheio de planos e tarefas que não perderia a primeira oportunidade de descarregar essas tensões e preocupações. Logo, uma balada é a &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;ocasião perfeita para ter uma 'diversão planejada'.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Durante a conversa, nós meio que fizemos uma divisão - cada um de nós deveria tentar convencer outra pessoa a ir à festa. Incubi-me de persuadir a Giovana. Porém, ela anda meio estranha nos últimos dias - sei lá, mais relativista do que nunca. Para ela, ninguém está certo ou errado: "é tudo uma questão de ponto de vista". A Giovana jura que isso é reflexo de uma atitude mais relaxada da parte dela em relação à realidade, mas algo me diz que, no fundo, ela fez ou fará algo que procurará justificar com esse discurso perspectivista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Alice&lt;/span&gt; O Mário puxou conversa sobre a festa, e o assunto veio bem a calhar. Estou animada em relação a esse evento da Bio; eles têm tradição no ramo. Não tanto quanto nós, seres gloriosos da Comunicação Social, mas o suficiente para gerar uma boa festinha. A lista de DJs e shows parece bem promissora.&lt;br /&gt;Minha mentalidade festiva é bem simples: aproveitar cada uma como se fosse meu último dia na face da Terra. Adoro perder o controle durante algumas horas, toda vez que tenho "a date with the night". Eu deixo as coisas rolarem, só me preocupando com arrependimentos (ou, quando possível, a ausência deles) no dia seguinte. Há quem chame essa postura de hedonismo, epicurismo ou sejá lá o que for. Eu prefiro considerar isso &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;uma atitude válida de uma jovem que quer apenas curtir, sem frescuras ou maiores pretensões&lt;/span&gt;. Vou dançar bastante, e, se der na telha de ficar com alguém, por que não?&lt;br /&gt;Tive uma semana bem complicadinha, cheia de provas e campanhas políticas. Minha chapa, de esquerda moderada, perdeu para a do Henrique, que é um "socialista mainstream", coisa de petistas mais tradicionais (e não esses vendidos de hoje em dia). Ficamos em um clima meio que de rivalidade; ainda mais ele, que leva política muito mais a sério que eu - que tenho mais com o que me preocupar, né?&lt;br /&gt;Então, agora que a chapa dele venceu a eleição para o diretório estudantil, o Henrique ficou todo exibido. Nem sei se ele vai querer ir na festa da Bio. Porém, vou propor uma trégua partidária para tentar convencê-lo. Ia ser legal tê-lo por lá. Já que o levei pro mau caminho há alguns anos, nada como continuar curtindo junto com ele, até hoje, a nightlife de Cosmopólia. Além do mais, fiquei responsável, depois de um acordo com o Mário e a Ju, de "cuidar" dele; então, façamo-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Júlia&lt;/span&gt; Que tédio. Ainda bem que teve o show do Oasis na TV, hoje à noite, para salvar o meu dia. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Tocaram várias das minhas prediletas, tais como "The Importance of Being Idle" e "Supersonic". E, de quebra, ainda apresentaram um cover daquela que César considera a melhor música de todos os tempos: "I Am The Walrus", dos Beatles.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Sobre minha quinta-feira: à primeira vista, horas de palestras, filmes e conversas podem parecer uma maneira agradável de aproveitar o dia. Infelizmente, só parecem. Palestras enfadonhas, filmes caricatos, conversas improdutivas. Nada muito relevante, percebe-se. E olha que eu gosto de cinema, seminários e (um pouco, bem pouco mesmo de) socialização. Cheguei em casa (se você considerar uma kitnet como tal) esgotada fisicamente.&lt;br /&gt;Porém, nada disso me desanima em relação à festa de amanhã. Gradualmente, venho acostumando-me ao ritmo da vida noturna universitária. Ao contrário do Ensino Médio, em que a opção pelas noites misantrópicas era mais do que natural (e sensata), agora eu não tenho mais desculpas para passar a sexta e/ou o sábado sem ter nada para fazer. Continuo a me sentir deslocada quando me arrisco a tentar conviver em sociedade, mas, &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;se a música for boa, tudo vale a pena - até mesmo aguentar "as pessoas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É nesse intuito que pretendo ir - para saber o que estou perdendo ou não fora da solidão. Só resolverei minha desconfiança me arriscando, e não preciso de horas de reflexões existenciais (como meu amigo com nome de imperador romano) para chegar a uma conclusão tão óbvia. Além do mais, é uma perfeita ocasião para constatar a decadência alheia. Os antropólogos chamariam isso de "pesquisa de campo", mas eu, como internacionalista arrogante que sou, nem me dou ao luxo de criar jargões para isso. Oras, é apenas uma distração do tédio rotineiro.&lt;br /&gt;Eu, o Mário e a Alice estávamos a conversar hoje, e, em meio a assuntos bestialmente aleatórios, decidiu-se que cada um de nós iria abordar algum de nossos(as) amigos(as) para convencê-los a ir na festa. Esperta que sou, escolhi o César, sabendo que ele já comprou o ingresso há umas duas semanas, ainda no 1º lote. Ele parece muito empolgado em relação ao evento da Bio, ainda mais levando em conta que ele acabou de sair de um infortúnio sentimental. Acho que ele já esqueceu a Flor, ou pelo menos parece tê-lo feito; portanto, aproveitará a festa sem maiores dramalhões. Não o vejo tão ansioso em relação a uma "going out" desde o show do New Order, há mais de 2 anos. Isso é ótimo, mas algo continua a me preocupar; não sei ao certo, talvez ele esteja escondendo ou remoendo algo... Hei de perguntá-lo a respeito disso.&lt;br /&gt;Bem, acho que era isso que eu tinha a dizer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-9077787380844323440?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/9077787380844323440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=9077787380844323440&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/9077787380844323440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/9077787380844323440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/three-partyies.html' title='Th(r)e(e) party(ies)'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-4807656890515966482</id><published>2009-05-06T20:54:00.020-03:00</published><updated>2009-05-07T06:51:15.451-03:00</updated><title type='text'>Opinião Externa</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Giovana e Henrique, em uma conversa durante o almoço)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Você viu? O César escreveu um texto, contando para todo mundo, mesmo que sob forma fictícia, sobre o 'episódio' que ele teve na semana passada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;- Pois é. Sei lá, achei desnecessário. Às vezes ele exagera; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sente-se tão legitimado por aquilo que você chamou nele de "extro-introspecção", que começa a ficar fofocando sobre a própria vida&lt;/span&gt; (e a daqueles que convivem com ele), &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;como se se sentisse no direito de julgar tudo e todos&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;- Não é bem assim; até duvido que ele tenha tamanha malícia. No final das contas, é a maneira que ele encontra para resolver seus problemas. Colocar no 'papel' e expô-los para que quem quiser leia. Acho que, no fundo, essa é a idéia dos blogs intimistas, da 'old-school': &lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;um diário aberto, em que você compartilha seus segredos, pouco se importando se ninguém, poucas ou várias pessoas irão ler&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;- Eu sei, Giovana, mas reprovo essa conduta. Ele pode magoar quem teve sua vida exposta, mesmo que indiretamente, em suas historinhas. Há certas coisas que podemos (e deveríamos) guardar para nós mesmos - e nisso incluo desde a fé até detalhes sórdidos de nossas vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;- Não seja tão dogmático, Henrique. Você mesmo gosta de fazer pregações político-ideológicas (essa última eleição acabou de provar isso), ou mesmo contar para todo mundo o quanto a sua vida mudou depois que você fez 15 anos, e toda aquela ladainha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;- Sim, mas eu não tomo a iniciativa de ficar contando isso para as pessoas, ao contrário dele. Só o faço quando elas me dão abertura para fazê-lo. Acho que você mesma é assim; raramente a vejo revelando para todo mundo sua intimidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;- Óbvio, afinal quase ninguém entenderia sequer um milésimo dos meus, por assim dizer, traumas foucaultianos. Então, é melhor ficar calada. Porém, agir diferente do César (com seu auto-conhecimento externalizado) ou mesmo da Júlia (que satiriza e despreza as pessoas como válvula de escape para seus próprios problemas) não significa que eu deva reprovar a conduta deles. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;- Entendo, mas você não acha que ele, mesmo que não deliberadamente, fez um texto meio 'vingativo'?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;- Não. Poxa, Henrique, pare com esse maniqueísmo. Não há apenas uma ou duas interpretações possíveis para as atitudes humanas. Há toda uma teia de detalhes que devem ser analisados antes de um veredicto - e mesmo essa decisão deve ser relativizada. Não quero parecer advogada do diabo, mas há mais na psiquê do César (ou da Júlia, Alice, Mário...) do que seu dogmatismo quer ver.&lt;br /&gt;- Então, mostre-me. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O que há para ser compreendido, além de um  típico "já que ela não me quer, vou contar pra todo mundo o que aconteceu"&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;- Antes de tudo, uma inspiração literária. O César, que sempre reclamou que nunca tinha histórias dignas de serem contadas em um livro, passou por uma situação razoavelmente válida, tanto para o aprendizado dele (que, espero, aprendeu a ser menos iludido no campo do amor) como para exercício estilístico. Concordo que o texto poderia ter sido melhor elaborado, para não ficar tão "óbvio", mas talvez ele mesmo não quisesse formalizar demais algo que não o precisava. Em segundo lugar, preste atenção no desenrolar da trama: depois do fato em si (enfatizado por sublinhados em vermelho), ele pára e reflete, e constata que não existem culpados e vítimas na história; no máximo, &lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;uma pessoa que precisou de uma situação extrema para abandonar idéias pré-concebidas&lt;/span&gt;; aliás, algo que você mesmo deveria aprender.&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;e o ressentimento&lt;/span&gt;? Ele fala que quer evitá-lo, mas escrever  tão explicitamente sobre o assunto já não denota uma vontade de despejar amarguras?&lt;br /&gt;- Acho que não. A própria filosofia dele, o Anfisismo, já explica isso - discursos aparentemente contraditórios, na verdade, representam multiplicidades. Em outras palavras,  e usando um esquema 'tripartite': enquanto a parte mais "ética" dele quer tirar alguma lição daquela experiência, a parte mais "ansiosa" não quer perder a chance de encerrar 'a angústia do silêncio', já a parte mais "tecnocrática" vai jogando informações até encaixá-las de uma maneira que a esclareça melhor, e assim por diante. Conclusão: &lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;não é ressentimento, mas talvez a insegurança em lidar com as próprias emoções, a imaturidade de um rapaz com uma trajetória tão previsível como a dele&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Hum, faz sentido. Eu já sentia essa falta de discrição - e mesmo de tato - do César desde que nos conhecemos, há uns seis anos. Esse jeito "nada a esconder" dele, por um lado, é preocupante e lamentável, mas por outro - e nisso concordo com você - pode também ser visto como uma maneira que pessoas como ele utilizam para, sei lá, encontrarem a si mesmas. É uma opção arriscada (e que pode causar estragos), mas, se ele aprender algo de bom fazendo desse jeito, não é tão reprovável assim.&lt;br /&gt;- Que bom que você entendeu, Henrique. E, melhor ainda, não me acusou de ser "uma realista cínica" (algo que a Júlia adoraria ser chamada, ao contrário de mim). Já estava meio cansada de ficar tentando lhe convencer que o César não é um monstrinho normativo e tragicômico. Mesmo que isso soe sádico, fico feliz por ele ter tido essa situação com a Flor, pois, agora, &lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;ele poderá ter um caminhar menos pesado e aproveitar a vida mais tranquilamente&lt;/span&gt; - como ele mesmo parece, enfim, querer.&lt;br /&gt;- Tomara, Giovana. Tomara. Mudando de assunto, vai votar na minha chapa?&lt;br /&gt;- Céus, vai começar tudo de novo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-4807656890515966482?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/4807656890515966482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=4807656890515966482&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/4807656890515966482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/4807656890515966482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/opiniao-externa.html' title='Opinião Externa'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-565560572509677239</id><published>2009-05-05T22:58:00.007-03:00</published><updated>2009-05-05T23:39:34.289-03:00</updated><title type='text'>Linger</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;César, você está conseguindo. A absorção do impacto está quase completa. Em breve, você já terá esquecido, abandonado a paixão que sentiu pela Flor durante as 5 semanas passadas. Preferi manter-me em silêncio durante os dias mais críticos, para intervir só no momento mais adequado. Espero que eu tenha entrado em cena já depois do (anti-)clímax de seu pequeno drama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;É uma pena que você, mais uma vez, tenha malogrado (não reciprocidade, desencanto, "choque de realidade"...). Porém, antes isso do que prolongar indefinidamente a ilusão de que poderia dar certo, não acha?&lt;br /&gt;Só torço para que, de fato, você não guarde mágoas ou coisas do gênero.  Algo certo você já fez: não caiu no pedestaltismo. Tanto buscou evitar lamentos platônicos, que soube desistir na hora certa. De fato, viver é muito mais do que circular pelo universo paralelo e normativo que você moldou para si mesmo. Fazendo uma citação piegas, &lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;"esse mundo é muito mais do que este campo de sonhos no qual dançamos - e eu quero ver esse mundo"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Agora, é focar-se em outros assuntos. Desafios acadêmicos, amizades enriquecedoras, festas promissoras e, é claro, o bom e velho auto-conhecimento. A tal da "extro-introspecção" - que, se não me engano, Giovana apontou em você - talvez faça sentido. Você realmente é muito voltado para si, para a sua mente, pensamentos e angústias; mas, ao mesmo tempo, gosta de externalizar essas impressões particulares, de dialogar com o mundo de pessoas e possibilidades que o cerca. Quereria eu saber lidar assim com a solidão inevitável a pessoas idiossincráticas como nós.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Rio-me de um tolo fato que agora me ocorreu: você deve ter estranhado o caráter tranquilo que prevaleceu nesse texto, muito diferente do meu tom predominantemente ácido. César, não se iluda: continuo sendo a mesma pessoa fria e sarcástica de sempre. Só não acho pertinente destilar meu veneno retórico em você antes de se completar sua "rehab emocional". Porém, não se preocupe; em breve voltarei a ironizar seu estilo de vida adoravelmente patético. Ceteris paribus, permaneço como uma influência conservadora e cética para você e suas falácias anfisistas. Até mais, e boa sorte na reta final de sua recuperação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Atenciosamente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Júlia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-565560572509677239?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/565560572509677239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=565560572509677239&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/565560572509677239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/565560572509677239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/linger.html' title='Linger'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-4233962992050956761</id><published>2009-05-03T12:39:00.019-03:00</published><updated>2009-05-03T15:07:55.817-03:00</updated><title type='text'>Tender</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;"&gt;Já antecipei ontem, pelo Twitter, através de 4 postagens, o que eu irei falar mais detalhadamente aqui em Racio Símio: como o dia de anteontem foi histórico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;"&gt;É claro que os motivos pelos quais eu o classifico assim não são todos bons, mas unanimente corroboram para a minha tese de que 1º/5/2009 foi marcante. Além disso, vou aproveitar para falar um pouco de ontem, também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;"&gt;Vamos aos fatos, portanto - e em forma de historinha, com personagens fictícios representando fatos reais e tudo mais (tirando o nome dos times do COPOL, que serão mantidos). É um post longo, portanto tenham paciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;6h50. &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;César acorda e começa a se arrumar para o COPOL&lt;/span&gt;. Ele navega um pouco na internet antes do colega que ia lhe dar carona chegar, uma hora depois. Seu 1º jogo era o terceiro do dia, mas conseguiu chegar a tempo para ver a partida de abertura do torneio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Houve momentos engraçados, mas César estava mesmo era ansioso para duas coisas em particular: I - &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;A partida de estréia&lt;/span&gt;, II - &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Quando Flor, a garota do "código", iria chegar&lt;/span&gt;. A primeira problemática logo se resolveu, e infelizmente seu time perdeu - de virada - o jogo, por 4 a 2, para os Campesinos Maquiavélicos, time formado majoritariamente pelo pessoal de seu semestre (ele está no Weber Brahma, onde é pelo menos 3 e até 6 semestres mais novo que o resto da equipe). Ele só jogou uns 3 minutos, nem dando para tocar direito na bola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Sua mãe ligou, dizendo que tinha chegado a Brasília (uma surpresa, pois ela ainda não havia lhe dado certeza que iria), e disse que precisava buscar as chaves do apartamento. César falou para ela que seria muito longe (afinal, o COPOL foi no "ParkAway"), mas ela insistiu, e ele e o dono da casa passaram o endereço. Ela chegou durante o intervalo do 2º jogo do Weber (derrota de 2 a 1 para o Finado Chicó, em uma partida mais equilibrada do que o esperado), e o problema foi resolvido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Pouco depois, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o "código" chegou&lt;/span&gt;. Porém, seguiram-se horas em que César tentava falar com ela, mas não conseguia sair do bloqueio, trava. Até andava perto e/ou ficava a observando, mas não conseguia puxar assunto. Em uma das poucas ocasiões em que o fez, perguntou rapidamente se ela tinha ouvido o CD que ele lhe gravara, e, como ela disse "não", achou melhor não insistir. Comportou-se, contudo, como uma espécie de "garoto tímido com trejeitos de stalker", algo que não é novidade para ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;O terceiro jogo foi uma pequena alegria no meio desse turbilhão de emoções. Empate em 2 a 2 com um dos favoritos (e decepções) do torneio, o AI-5, e &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;um dos gols do WB foi... de César&lt;/span&gt;! Em meio à confusão dentro da área em um escanteio, conseguiu livrar-se da marcação, chutar, e a bola ainda desviar de leve em um zagueiro. Ele consideraria gol contra, mas todo mundo achou que foi um 'goal' dele mesmo, então, prevaleceu essa opinião, inclusive nos 'papéis oficiais' do jogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Depois disso, ele dividiu seu tempo entre acompanhar os jogos das demais equipes e ficar conversando com o pessoal na área principal, que tinha cozinha, cama elástica, cadeiras e tudo o mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Quanto ao futebol: no grupo A, o Finado Chicó (time do pessoal do 4º semestre), a despeito de algumas polêmicas (como escalar 1 jogador de fora do curso a mais que o permitido, algo que lhes custou 3 pontos), ficou em primeiro lugar, com 6 pts. Os Campesinos fizeram a mesma pontuação, mas perderam no confronto direto. AI-5 em 3º, e Weber em último, ambos com 1 ponto, mas estes tiveram saldo de gols pior.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;N'outro grupo, tivemos a ausência do time dos neófitos (Go Go Boys do Presidente), levando a um triangular: Butina de Ferro (5º e 6º semestres) venceu Medida Provisória (pessoal do 7º), que derrotou Os 8 de Brumário (9º semestre), que também perdeu para o Butina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Nas semifinais, que foram sob forte chuva, os Campesinos Maquiavélicos perderam por 4 a 1 do Butina de Ferro, enquanto que o Finado Chicó superou o Medida por 2x1. Na finalíssima, o F.C. sagrou-se campeão, ao vencer de virada o Butina: 3 a 2. Foi um jogo tenso e emocionante. Porém, César acha que acabou sendo vencedora uma equipe que não tem tanto o espírito do COPOL. Algo lhe diz que eles levaram o torneio a sério demais, treinaram táticas, discutiram com a arbitragem, tinham torcida organizada... Faltou o caráter amador que tanto permeia o campeonato futebolístico da Ciência Política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Agora, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o assunto principal dessa pequena saga de César&lt;/span&gt;. Pois bem, ele continuou bancando o estranho quando via (ou tentava conversar) com a Flor, e a coisa não melhorou muito depois que ela começou a beber. Se ele já se sentia meio deslocado na hora de conversar com certas pessoas quando ambas estão sóbrias, a situação piora quando elas entram em "estado etílico" e ele continua clean. Não que ele as recrimine por isso, mas é inegável que surge certa, sei lá, desigualdade de condições mentais (e até físicas).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Pois bem, conversa vai, conversa vem, e César descobriu que &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;um amigo dele&lt;/span&gt;, Edgar, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;poderia ser a pessoa de quem o "código" gosta&lt;/span&gt;. O rapaz não sabia que nosso protagonista estava apaixonado pela Flor, mas o descobrira, através de alguém, durante o COPOL. Só que, como ele estava bêbado, acabou contando mais do que o esperado (e até mais do que César gostaria de saber), sobre o passado e o presente dele e da Flor, levando César a ficar com uma dúvida cruel na cabeça:&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; "Será que é ele mesmo o pretendido dela?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Cerca de 15 minutos depois, ele teve a resposta. Edgar estava esticado em uma cadeira perto dele. Flor foi lá, conversou rapidamente com o rapaz, depois o puxou e saíram. César continuou assistindo ao jogo, embora preocupado. Pouco depois, ele não resistiu à curiosidade, e virou seus olhos para a esquerda. Eis a cena: a cerca de 30, 40 metros de distância, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Flor e Edgar estavam... ficando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;César confessa que quase chorou na hora, mas estava tão perplexo com aquela situação que não conseguia se expressar com lágrimas. Foi ao banheiro, e ficou alguns minutos se olhando no espelho e conversando consigo mesmo, tentando entender tudo aquilo que havia ocorrido. Depois disso, seguiram-se duas horas e meia em que ele ficou andando a esmo (mesmo durante momentos em que estava chovendo), &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;completamente desnorteado&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Pois é, a vida deu um baita tapa na cara de César. Ele teve sua 1ª experiência concreta no que diz respeito ao esquema "gostar de uma garota, ela saber disso, o 'pretê' dela também, e isso não impedi-los de ficarem em público". Foi um desencanto dos mais chocantes se deparar com uma situação daquelas. Nos casos de 10 e 15 d.M., o "não" das garotas foi mais simbólico e sutil, e não tão explícito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Além disso, ele se depara com alguns outros problemas. Por exemplo, assumir uma postura ética de não querer se envolver com uma garota (por mais que goste dela) que tem algo com um amigo seu. Além disso, fica em profunda dúvida: será que &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;vale a pena continuar sofrendo e insistindo em alguém que, muito dificilmente, será recíproca em relação ao seu 'gostar'&lt;/span&gt;? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Porém, César está certo de que deve analisar a situação por outras variáveis, afinal uma coisa é essencial: &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;ele, em hipótese alguma, deve se fazer de vítima&lt;/span&gt;. Nosso protagonista está vendo claramente que é tolice culpar a Flor ou qualquer outra pessoa pelo que aconteceu anteontem. O problema é exclusivamente em relação a ele e suas atitudes (ou a falta delas).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;César &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;continua sendo muito inocente e sistemático&lt;/span&gt; na hora de lidar com as pessoas, especialmente aquelas por quem ele sente algo diferente. Continua a superestimá-las, a encarar os fatos através de teorias comprovadamente falhas e, principalmente, a cair na auto-piedade. Se persistir com esse jeito deprê auto-indulgente de pensar e agir, continuará apanhando da vida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;E agora, o que fazer? &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;A escolha mais sábia e sensata de todas seria esquecer a Flor, e tocar a vida para frente&lt;/span&gt; – sem ressentimentos e neuras, sem remoer nada. Além disso, ser mais laissez-faire a respeito de relacionamentos, evitando dogmas tais como “esperar a garota certa”. Porém, César sabe muito bem que uma coisa é ter um discurso reformista, outra é transformá-lo em prática. E é este justamente o maior desafio dele: reagir bem a esse “choque de realidade”, sem cair nos extremos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Trilhas sonoras para seu novo momento não faltam. Além do “dark side” dos Pixies (“Hey”, “Where Is My Mind?”, “Is She Weird”, “Gouge Away”…), ele selecionou a sua música oficial do pós-fossa: “Tender”, do Blur. Consciente de que “tender is the day the demons go away”, ele faz coro à dor de cotovelo de Damon Albarn: &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“Come on, get through it. Love is the greatest thing that we have. I’m waiting for that feeling to come.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Antes de encerrar a descrição de suas aventuras, César tentou relembrar-se rapidamente de como foi a noite de 1º de Maio. Tão intensa em eventos quanto o resto do dia, ela será injustamente minimizada e ofuscada por aqueles poucos minutos em que nosso protagonista teve a tal “revelação”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Pois bem, ainda no COPOL, depois de horas de “caminhada deprê”, ele resolveu &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;extravasar um pouco seu turbilhão de emoções reprimidas&lt;/span&gt;, e pulou na cama elástica durante alguns minutos, cantando alto algumas de suas músicas favoritas (é claro, aquelas adequadas para o que sentia naquele momento). Foi uma maneira de, simultaneamente, libertar-se um pouco de sua dor e fazer um contraponto à música ruim que estava tocando no som (forró e adjacências), e que as demais pessoas dançavam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Mais tarde, ele pegou carona, em um carro lotado: sete pessoas. Após algum tempo na casa de um colega, ele saiu com alguns amigos (inclusive o próprio Edgar) para ver um show (gratuito, o que é melhor) de uma banda cover de Beatles. Foi um ótimo concerto, e apesar de ter chegado na parte final da apresentação, &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;César ainda pôde conferir (e cantar junto)&lt;/span&gt; 8 ou 9 canções do quarteto fantástico de Liverpool.&lt;br /&gt;Depois, eles foram fazer um happy hour dos mais gaiatos, que só foi acabar às 4 da manhã. Mesmo estando sóbrio durante todo o tempo, César não ficou deslocado durante àquelas horas. Pelo contrário, ele &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;compartilhou das risadas de seus colegas&lt;/span&gt;, e por alguns momentos chegou até a esvaziar sua cabeça sobre os eventos problemáticos da tarde daquela sexta-feira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;Além disso, ele fez um esforço para contar para si mesmo “o dia seguinte” – o sábado, dia 2. Sua mãe veio lhe fazer uma visita, eles conversaram, foram fazer compras, almoçar, e em torno das 4 da tarde, ela iniciou a viagem de volta para casa, e ele foi até a biblioteca de sua universidade. Objetivo? Pegar o ônibus de graça que iria até o CCBB, onde ele tinha marcado de encontrar dois amigos para verem uma exposição sobre a Virada Russa, movimento de vanguarda do início do século passado. &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;A noite foi ótima&lt;/span&gt;, e, após a exposição, eles foram comer crepes, enquanto tinham conversas divertidas e produtivas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-family:georgia;"&gt;César, às onze da noite, chegou a seu recinto, ficou na internet até 2h30, pensando em coisas que escreveria em um texto-resumo de seus últimos dois dias. Acordou rapidamente às 5h30 e às 7h30, mas voltou para a cama e repousou até meio-dia. &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;“E o resto é silêncio”&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-4233962992050956761?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/4233962992050956761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=4233962992050956761&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/4233962992050956761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/4233962992050956761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/05/tender.html' title='Tender'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-3548250743728873649</id><published>2009-04-30T22:09:00.003-03:00</published><updated>2009-04-30T22:31:20.790-03:00</updated><title type='text'>Pacote de Abril</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Chega ao fim um dos melhores meses da minha vida. Abril de 2009 foi realmente especial por vários motivos, e não custa nada fazer um top 5 deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;5 - Atividades paralelas, como a SINUS 2009 e a campanha eleitoral para o pleito do DCE/RD, que me ajudaram a ser mais sociável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;4 - Desenvolvimento acadêmico, graças a matérias interessantes e iniciativas de tentar criar uma pesquisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;3 - Ótimas festas, desde o Móveis Convida até a Celebrar Brasília.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;2 - Primeira vez que me apaixonei para valer por uma garota desde 2005.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;1 - Uma nova atitude diante da vida: mais transigente, pragmática e extrovertida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso falar muito sobre cada um deles. É só ler os posts abaixo para 'further information'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, meus últimos três dias foram especialmente legais.&lt;br /&gt;A terça 28, por causa das aulas (HSPG foi um escracho só, TRI teve debates curiosos), a reunião da chapa 4, o reencontro com o "código" (não a via há 13 dias, e aproveitei para entregar o CD) e, à noite, o show em que fui com uma colega minha - e teve McDonald's na volta!&lt;br /&gt;Ontem, 29 de Abril, em razão da aula de TPC sobre Movimentos Sociais (que é uma linha teórica menos chata do que eu imaginava), PPSE sobre partidos no Império, o debate entre as chapas (boa ocasião para diferenciar as propostas e estilos de cada uma delas), conversas incríveis... Ah, e paguei a inscrição no Politéia (agora, é torcer para ter saído com o DEM na comissão de Reforma Política).&lt;br /&gt;E hoje, 30/04, porque teve Cinema Político (assisti a um filme bem esquisito, "Madeinusa"), novas medidas para ser um monitor de TPM melhor, papos hilários e um clima de 'ufa, a semana acabou!'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vou parar por aqui. Estou bem cansado, e amanhã tem COPOL - e, talvez, Landscape ou Galleria à noite. Além disso, terei uma nova ocasião para falar com ela (&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;d'you know what I mean?&lt;/span&gt;), desta vez mais abertamente. Ou seja, três eventos importantes já no debut de Maio, hein?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-3548250743728873649?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/3548250743728873649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=3548250743728873649&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/3548250743728873649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/3548250743728873649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/04/pacote-de-abril.html' title='Pacote de Abril'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-1945383688543034010</id><published>2009-04-27T21:56:00.007-03:00</published><updated>2009-04-27T22:44:13.077-03:00</updated><title type='text'>Caos mental hiperbólico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Não se assuste com o título pomposo do texto; I'm fine. Só queria exagerar algo que, de fato, está acontecendo na minha cabeça durante os últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã faz 1 mês desde o início do meu 'gostar'. Eu nem precisava fazer drama sobre isso, mas, sei lá, adoro datas comemorativas, mesmo quando elas refletem malogros. 12 dias sem vê-la, oh yeah. Porém, continuo naquele estágio 'nem tão mal quanto poderia estar'. Felizmente, não me apaixonei em uma época down da minha vida, como ocorreu em 2005. Por isso, posso contrabalancear este insucesso com várias outras variáveis positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas, é claro, é a vida social. Estou me arriscando mais, seja no sentido de conversar com as pessoas, como também nas saídas noturnas. Sábado, por exemplo, fui na Celebrar Brasília 2009, uma festa ao ar livre com música eletrônica pela noite inteira. Fui sozinho, a despeito de ter ligado para vários(as) amigos(as) procurando alguém para ir comigo. Porém, dei a sorte de encontrar um colega por lá, então não fiquei 'on my own' na festa.&lt;br /&gt;O único problema da Celebrar foi o caráter friedmaniano ("There ain't no such thing as a free lunch") da mesma: embora anunciada como 'entrada franca' em tudo que é lugar, era preciso retirar ingresso na Chili Beans + doar um livro infantil. Achei facilmente o 2º item, mas os ingressos já haviam se esgotado. Resultado: tive que comprar de cambistas. 7 reais saiu até barato, pois vi gente pagando de 15 pra cima.&lt;br /&gt;A trilha sonora estava ótima. Electro "ortodoxa", por assim dizer, em uma mistura de techno, drum 'n' bass e pitadas de outros estilos. Dancei bastante, basicamente por dois motivos:&lt;br /&gt;1. I love to dance, doh.&lt;br /&gt;2. Única diversão física/mundana disponível. Afinal, já que não bebo, fumo, fico ou namoro, o que me resta senão dançar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só fui embora umas 4 da manhã, a propósito. Resultado, acordei com o corpo moído no domingo, mas ainda deu para assistir à F1, almoçar pizza, cochilar, passar horas na internet e fazer meu fichamento de TPC (a propósito, gostei de Putnam e seu neotocquevilianismo).&lt;br /&gt;Hoje, no entanto, acordei com uma obrigação que poderia muito bem ferrar com meu planejamento: terminar a prova de PB1. Acordei às 4h30, e concluí a prova às 7h40. Salvei o arquivo no pen-drive, saí correndo para a universidade e cheguei a tempo pra responder à chamada do professor e imprimir o trabalho. Modéstia à parte, mas acredito que ele ficou interessante. Qualquer dia desses posto o texto na íntegra por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, tive um dia bacana. Aulas interessantes de TPC e Partidos (o que não é novidade, obviamente), encontros políticos - estou ficando mais por dentro do processo das eleições para o DCE e RD (b.t.w., para os unbistas que estiverem lendo isto: votem na Chapa 4, e visitem &lt;a href="http://liberdadeunb.blogspot.com/"&gt;este blog&lt;/a&gt; para mais informações sobre a mesma) - e conversas gaiatas.&lt;br /&gt;Além disso, decidi me inscrever no Politéia, mesmo tendo acabado de sair de uma simulação. Só espero que discutir a Reforma Política como um deputado do DEM (ou do PSDB, se não conseguir vaga pra 1ª opção) seja suficientemente divertido e elucidativo para compensar mais um mês de simulador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ouvir algumas bandas novas, como a inusitada Montage (única maneira de me fazer ouvir funk, pois ele está diluído em letras em inglês e fusão com electroclash e pop) e a cult Fleet Foxes. De quebra, Belle &amp;amp; Sebastian finalmente está se consolidando no meu cânone musical. Tentei gostar deles em 2005 (e vem dessa época minha predileção por canções como "Judy and The Dream of Horses"), mas ainda não era época de curtir 'chamber pop', sabe? Ah, também ando redescobrindo Big Star.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, queria voltar a ler. Pensei que tinha voltado à ativa com "Solaris", mas foi alarme falso. Ainda estou em ressaca literária, e desta vez nem é por preguiça, é por falta de tempo mesmo. Afinal, estou a alocá-lo em leituras obrigatórias, fichamentos, controles, internet, socialização etc. Além do mais, li cerca de 100 livros entre Julho/07 e Dezembro/08, então é hora de tentar consolidar ensinamentos e sacadas que eles me proporcionaram. Au revoir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-1945383688543034010?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/1945383688543034010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=1945383688543034010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/1945383688543034010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/1945383688543034010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/04/caos-mental-hiperbolico.html' title='Caos mental hiperbólico'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-6526806974066952207</id><published>2009-04-24T21:55:00.007-03:00</published><updated>2009-04-25T11:12:17.201-03:00</updated><title type='text'>Funny/Sad Little Frog</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;Algo não está bem quando você ouve, em sequência, Smiths, Los Hermanos, "Candy Says" (Velvet), "Superstar" (SY), Big Star, Elliott Smith, "Hurt" (Cash) e Portishead. Well, it really isn't.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquela coisa: não poder expressar demais os sentimentos, para não parecer um carente patético; mas, por outro lado, não tendo a possibilidade de ficar calado sobre isso, para não perpetuar a auto-repressão de emoções. Resumindo: eis um jogo de 'lose-'lose'.&lt;br /&gt;Já não a vejo há 9 dias, e hoje foi por uma questão de segundos que não a encontrei na sala dela, depois da aula. A única vantagem disso é que pude ir mais focado ("sem distrações") para a prova de Partidos. Escrevi 30 páginas (literalmente), e acho que irei bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um saco isso; passo pelo momento mais feliz e triste dos meus últimos 3, 4 anos. Feliz, porque finalmente estou me livrando da hegemonia do Kaio pseudo-autista e aprendendo a viver; triste, porque um dos pilares dessa mudança é justamente uma paixão (por enquanto) não correspondida. Tudo bem que a garota fez a melhor coisa que me poderia acontecer quando contei para ela (reagir bem e entender), mas isso não elimina a angústia.&lt;br /&gt;Não que eu esteja destruído emocionalmente. Pelo contrário, meus últimos três dias foram tranquilos. Tive aulas boas, conversas interessantes, estou criando um projeto de pesquisa, voltei a considerar a possibilidade de tentar entrar pro PET... Porém, faltava só um detalhe para tudo ficar perfeito. Só que esse 'detalhe' é justamente algo que faz a maior diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, vamos falar um pouco mais do projeto para tirar esse post da fossa. Eis uma transcrição da folha em que eu sintetizei os pontos principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- Área temática: Literatura e Política no Século XX.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- Mote: "Como a arte imita a vida e a a vida imita a arte".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- Perguntas-chave: "Por que os egoístas se organizam?" e "Como os egoístas se organizam?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- Ferramentas analíticas: Crítica Literária, Teoria Política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Obra em que será focada a análise: "Quem é John Galt?" ("Atlas Shrugged", 1957), de Ayn Rand (1905-1982).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- Bibliografia complementar: "Ação Humana", Ludwig von Mises; "A Virtude do Egoísmo", Ayn Rand; obras de ficção científica/distopia do séc. 20, como "Laranja Mecânica", Anthony Burgess, e "Admirável Mundo Novo", Aldous Huxley; obras de crítica literária, filosofia e teoria política que estudem temáticas como as bases do individualismo moderno, pluralismo e teoria de grupos, o contexto histórico dos EUA nas décadas de 40 e 50, e como os think tanks libertários fazem 'lobbying'.&lt;br /&gt;- Alguns aspectos a serem estudados:&lt;br /&gt;1. Teoria das elites x Pluralismo/grupos de pressão: como atuam libertários e social-democratas em "Quem é John Galt?";&lt;br /&gt;2. Concepções de democracia, liberdade e participação política no livro;&lt;br /&gt;3. Confronto filosófico: egoísmo racional x subjetivismo ético;&lt;br /&gt;4. A relação do indivíduo com a sociedade, e como se opera a mediação cultural;&lt;br /&gt;5. Contexto histórico de Ayn Rand - keynesianismo no pós-guerra, a polarização ideológica, o objetivismo;&lt;br /&gt;6. Influência da obra - sucesso editorial, referências culturais, artistas e intelectuais inspirados, organização política dos "right-wing libertarians";&lt;br /&gt;7. A resposta construtivista. Críticas à visão de mundo apresentada por John Galt;&lt;br /&gt;8. Distopia de um lado, utopia de outro. Conclusões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-6526806974066952207?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/6526806974066952207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=6526806974066952207&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/6526806974066952207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/6526806974066952207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/04/funnysad-little-frog.html' title='Funny/Sad Little Frog'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-1722209889849789617</id><published>2009-04-21T22:21:00.001-03:00</published><updated>2009-04-21T22:25:35.167-03:00</updated><title type='text'>E agora?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Então, finalmente falei com ela. Foram quase 20 dias enrolando, mas hoje não deu para continuar escondendo. O lado bom é que a revelação, assim como a reação, foram tranquilas, o que tirou boa parte do peso que eu carregava. Sinto-me até menos agitado agora. Ufa!&lt;br /&gt;Agora, é tocar a vida para a frente, sem cair em monomania ou desespero platônico-pedestáltico. Continuar indo a festas, lendo, estudando, socializando etc. Aliás, agora que acabou a SINUS (mais detalhes sobre os últimos dias da mesma no próximo post), voltei à rotina, e já tenho uma tarefinha para amanhã: acordar às 4 e pouco, ler o texto do Lindblom e fazer o fichamento de TPC antes da dead-line (6 da manhã). Boa sorte para mim, e boa noite para vocês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-1722209889849789617?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/1722209889849789617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=1722209889849789617&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/1722209889849789617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/1722209889849789617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/04/e-agora.html' title='E agora?'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-738378493416476945</id><published>2009-04-20T19:57:00.004-03:00</published><updated>2009-04-20T20:25:38.466-03:00</updated><title type='text'>Spirit and feeling. Heart and soul.</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;Antes, uma quote dos posts que acabei de fazer pelo Twitter:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Usando minha camiseta do Joy Division, pela 1ª vez desde nov/06. Ato simbólico para representar o fim do Kaio pseudo-autista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por quê? Não usar a camiseta (parei como 'promessa' depois do show do New Order) significava consentir com uma ideologia de lobo da estepe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Logo, voltar a utilizá-la significa que, daqui em diante, "I don't give a damn" pra essas frescuras sistemáticas. "Dance to the radio!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A propósito, hoje tem a 2ª festa da SINUS, e nessa eu vou mesmo. Espero que seja boa. =)"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os três primeiros parágrafos: pois é, quebrei aquela sina do JD. Não entendam com isso que passei a gostar menos da banda. Pelo contrário, ainda é uma das 4 de que mais gosto; talvez em #2, atrás apenas de Beatles. O problema é que ficar todos esses anos sem usar a camiseta deles (mesmo em ocasiões em que eu morria de vontade de fazê-lo) soava como submissão ao meu passado calculadamente soturno.&lt;br /&gt;Sejamos mais específicos. A partir de Agosto de 2005, operaram-se várias mudanças na minha mentalidade, desde a política até o gosto musical. Além disso, foi naquela época em que me apaixonei pela última vez por uma garota antes da ocasião contemporânea. Desde então, Joy Division tornou-se a trilha sonora da vida solitária que forjei para mim. Isso foi especialmente sintomático em 2006, ano em que eu só saía pra shows de rock, como os que ocorriam no Martim Cererê. E ainda teve o show do New Order, outra banda sintomática do Kaio que era naquele tempo. Em '07, então, quase não saí, porque foi um ano de 'book worm', assim como 18 d.M., com a diferença de que este, por ser meu 1º ano de faculdade, também me possibilitou expandir minha vida social e noturna.&lt;br /&gt;Eis o ponto. Entre o fim do ano passado (ANPOCS, radicalização ideológica posta em xeque, dúvidas existenciais etc.) e agora, Abril de 2009 (paixão por uma garota, extroversão assumida, combate ao 'way of life' sistemático e neurótico), estou a viver uma fase de transição, em que tenho que escolher entre continuar sendo o Kaio pseudo-autista ou deixar o Kaio 'prafrentex' ter liberdade de expressão.&lt;br /&gt;Tudo indica que, finalmente, farei uma escolha pragmática na minha vida; logo, o meu eu mais dark e anti-social, além de desconstruído, também está sendo decomposto. E, hoje à noite, em um momento super banal (escolher roupa para ir na festa da SINUS), tive uma epifania de araque: "por que não usar a camiseta do Joy Division?" Aí, veio a decisão fatídica: usá-la pela primeira vez em quase 30 meses, enterrando de vez os fantasmas dos quase quatro anos em que sofri de 'excesso de superego'.&lt;br /&gt;Se isso vai dar certo ou não, ainda está incerto. Para início de conversa, ainda há um outro objetivo paralelo (que as coisas dêem certo com a garota do "código"), o que complica essa auto-revolução. Porém, estou confiante, e sei que esta é uma das últimas chances que tenho na minha vida de ser uma pessoa menos frustrada consigo mesma. &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Então, repito: "dance to the radio!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-738378493416476945?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/738378493416476945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=738378493416476945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/738378493416476945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/738378493416476945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/04/spirit-and-feeling-heart-and-soul.html' title='Spirit and feeling. Heart and soul.'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-2923497475742351429</id><published>2009-04-19T15:30:00.008-03:00</published><updated>2009-04-19T16:24:26.009-03:00</updated><title type='text'>Auf Achse</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Antes de tudo, a continuação da minha 'historinha': não, ainda não pude contar para ela. Como é besteira fazê-lo pela internet, estou esperando para encontrá-la pessoalmente - e, de preferência, em um dia mais tranqüilo.&lt;br /&gt;O problema é que não a vejo há 4 dias (putz, pessoas que estão em "crush" vivem em eterna dilatação do tempo, não é?), e nem sei se ela vai poder sair nos dois dias e meio que restam antes do fim do feriado.&lt;br /&gt;Até que estou conseguindo fingir meus sentimentos, mas agora estou desconfiado de que ela "já sabe", portanto também está, digamos, blefando. Será? O fato é que, embora não esteja mais tão impulsivo, ainda sinto algo forte por ela, e as músicas que me fazem pensar nela não saem da minha cabeça, mesmo quando estou escovando os dentes, esperando um ônibus ou conversando com outras pessoas. Credo, nem me lembrava que estar apaixonado podia me deixar tão monomaníaco.&lt;br /&gt;No teste do OkCupid, por exemplo, mudaram até o tipo de personalidade no qual eu me encaixo. Se antes eu era o "Come-Quieto" (previsível, gentil, sexual, inexperiente), agora sou o "Slow Dancer" (previsível, gentil, romântico, inexperiente). Tudo isso porque passei a ter respostas diferentes para umas 2 ou 3 perguntas decisivas, do tipo "Se você tivesse que escolher entre  ficar com o amor da sua vida e mudar  de cidade/país para ter o emprego dos seus sonhos, pelo que se decidiria?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos mudar de tópico. A SINUS 2009 vem sendo bacana, embora não mude minha idéia de que esta será mnha 4ª e última simulação. Ser diretor-assistente e fazer tudo que o cargo permite (moderar com o martelo e o cronômetro, imprimir e xerocar documentos de trabalho, escrever no quadro a lista de oradores...) é uma experiência divertida. Brincar de burocrata é legal, mas, sinceramente, não gostaria de passar o resto da minha vida no setor público e/ou diplomático. Ainda continuo com o propósito de ser um intelecual (lembrando que é no sentido substantivo da palavra, e não no adjetivo): professor, pesquisador e escritor.&lt;br /&gt;Já se foram 4 sessões desde ontem. Na sexta-feira, houve o treinamento de regras e a cerimônia de abertura. O EcoSoc vem demonstrando ser um bom comitê, com poucas pérolas e deslizes e muitos (as) delegados(as) com boa retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha TV não está funcionando direito, então tive que assistir ao GP da China pela internet mesmo. Não foi tão ruim assim; tanto é que me utilizarei desse expediente nas próximas vezes em que não puder ver Fórmula 1 pela televisão.&lt;br /&gt;Rubinho rodou no início da prova, e isso lhe custou uma osição para Button, que chegou em terceiro. O 4º lugar de Barrichello não foi de todo ruim, pois o manteve na vice-liderança do campeonato. Porém, lembrem-se o piloto tem agora a maior chance da sua carreira de ser campeão mundial; finalmente, possui ao mesmo tempo um bom carro e nenhum adversário fora-de-série (Schumacher). Logo, ele não pode perder terreno para seu colega de equipe logo nas primeiras etapas, do contrário desperdiçará uma oportunidade única.&lt;br /&gt;No mais, Massa mais uma vez sofreu com os problemas de sua Ferrari, e abandonou quando estava em 3º lugar (ou seja, dez posições a mais do que aquela em que largou). Vettel, com todos os méritos, ganhou a corrida, consolidando-se como um ótimo corredor em condições chuvosas. E Lewis Hamilton, apesar do sexto lugar, fez algumas lambanças que o impediram, quem sabe, de conseguir um pódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho duas provas nessa semana que se inicia - Política Brasileira 1 e Partidos. Ainda não estudei diretamente para elas, mas pretendo fazê-lo nos próximos dias (quem sabe ainda hoje).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-2923497475742351429?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/2923497475742351429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=2923497475742351429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/2923497475742351429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/2923497475742351429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/04/auf-achse.html' title='Auf Achse'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-9102670589375626599</id><published>2009-04-15T20:48:00.006-03:00</published><updated>2009-04-15T21:44:32.155-03:00</updated><title type='text'>April Skies</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;I mean, it's getting better. Pelo menos não fico mais surtado, e consigo conversar despretensiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã assistirei a "Procura-se Amy" no Cinema Político. Já o vi 2 ou 3 vezes, mas não custa nada curtí-lo novamente. Além de meu favorito do Kevin Smith, este foi também um dos filmes que mais me influenciou nos últimos 3, 4 anos. A mensagem que ele passa, em meio ao tom nerd-escracho, pode ser resumida em algumas frases, quase aforismos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1. Não importa quem você ama, mas sim como.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;2. O passado da pessoa importa? Só até o ponto em que você se torna paranóico(a) em relação a ele, esquecendo-se que as pessoas mudam. No final das contas, só o momento é que importa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;3. Eles(as) não me usaram; fui eu quem os(as) usou. Aquilo não teria acontecido se eu não quisesse. Você pode ter um caminho que vai de A a B, mas eu sou uma pessoa experimental.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;4. Amar alguém que você considera a epítome de tudo que se pode procurar em outro ser humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1. Essa é tão fundamental para entender a trama que aparece até no cartaz de "Procura-se Amy". E acho que é uma 'quote' autoexplicativa, mas será aprofundada nas três demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2. Não é hedonismo falar que a única coisa válida em um relacionamento é o 'agora'. Pelo contrário, é sensatez, nem sempre colocada em prática pelos 'lovers'. Ficar esmiuçando o que pessoa fez  'antes' pode ser dolorido, além de destruir a confiança mútua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;3. Os dois personagens principais, Holden (qualquer semelhança com o protagonista de "O Apanhador no Campo de Centeio" não é mera coincidência) e Alyssa, têm níveis de experiência de vida bem distintos. Porém, isso não deveria ser motivo para ele se sentir inferior (ou mesmo melhor) que ela; o fato de seguirem trajetórias diferentes apenas revela que o amor não exige homogeneidade no sentido da 'bagagem' que cada um traz de sua(s) vivência(s).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;4. Holden e Alyssa tiveram aquilo que, tempos atrás, eu chamaria de 'amor storge', por ser uma amizade que gradualmente virou romance. Epítome, porque há um sentido de "you complete me", mas sem (necessariamente) cair no pedestaltismo. Ele tomou a iniciativa da revelação, mas tudo indica que ela sentia o mesmo afeto por Holden.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança de assunto. Embora eu não tenha mais tempo livre para ler coisas aleatórias, estou gostando bastante da maioria das matérias que peguei nesse semestre. Nem os fichamentos e controles me desanimaram. Destaques para Teoria Política Contemporânea e Partidos Políticos e Sistemas Eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramba, três fins de semana seguidos em que eu saí: 28, CHUCAPOL + 29, cinema; 3, Móveis Convida + 4, Calourada; 11, Balaio. Gostaria de um 4º, a despeito da SINUS, que ocupará boa parte do meu tempo entre os dias 17 (sexta) e 21 (terça). A própria terá duas festas, uma no sábado (Wonderland) e outra na 2ª (Monstros), mas queria fazer outra coisa na Saturday night. Vou ver se combino algo com meus amigos(as).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-9102670589375626599?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/9102670589375626599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=9102670589375626599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/9102670589375626599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/9102670589375626599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/04/april-skies.html' title='April Skies'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14991893.post-502540977917106871</id><published>2009-04-12T12:37:00.013-03:00</published><updated>2009-04-12T19:26:35.675-03:00</updated><title type='text'>Uma mudança de planos</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;Vou dar uma de FHC: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esqueçam o que eu escrevi&lt;/span&gt;. Mais especificamente, o post anterior.&lt;br /&gt;Não que eu tenha desistido da pessoa, mas percebi que a estratégia que vinha adotando era suicida. O ultra-romantismo, justamente por ser intenso, é efêmero e traz seqüelas. Em outras palavras, seria estupidez repetir meu erro de 2005: obsessão pela garota, não-reciprocidade, perda da amizade dela e, 3 semanas depois, morte súbita da paixão.&lt;br /&gt;Isso parece ditado popular, mas "quem muito quer, nada obtém". Portanto, não adianta eu partir com um rompante losermânico pensando que isso vai  dar certo. Este foi o grande erro dos nerds e 'inexperientes no amor' durante toda a história da humanidade, e eu não quero entrar (novamente) nesta galeria. Não quero um novo fracasso, e, vinte dias depois, perder todo  o 'gostar'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, vou continuar lidando com ela como sempre lidei: alguém com quem posso compartilhar risadas e dicas de livros e músicas. Isso não quer dizer mentir ou omitir sentimentos, mas simplesmente não agir de maneira precipitada e unilateral.&lt;br /&gt;Como percebi os erros que cometia? Conversando com uma amiga minha, ontem à noite, que me recomendou largar boa parte dos planos malucos que eu tinha para a revelação; por exemplo, o encarte do CD e o 'desabafo' durante o cara-a-cara. Acho que ela tem razão, pois, se deu errado para mim fazendo do jeito ortodoxo, não custa nada tentar o jeito 'whatever'. É aquela coisa do "não tão a fim": pessoas 'fáceis' demais nunca conseguem o que querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, vamos falar agora sobre minha Saturday night. Fui com esta amiga ao Balaio Café, e passamos a noite inteira conversando. Conheço-a desde a 6ª série, e já fomos até meio que 'inimigos' na época do Ens. Fundamental, mas com o tempo deixamos as rixas de lado, rs. A conversa foi bem equilibrada; ela falou muito da vida dela, e eu bastante da minha. E as dicas preciosas que ela me deu sobre relacionamentos me levam a ampliar aquele ditado que bolei mês passado por aqui: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é hora de ser menos Smiths e mais Suede&lt;/span&gt;", mas também "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;menos Werther e mais John Galt, menos Los Hermanos e mais Franz Ferdinand&lt;/span&gt;". Ou, melhor ainda, parar de ficar comparando sua vida com bandas e livros, que tal? Afinal, a guerra ao Kaio quixotesco está declarada. Tchau.&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14991893-502540977917106871?l=raciosimio.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raciosimio.blogspot.com/feeds/502540977917106871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=14991893&amp;postID=502540977917106871&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/502540977917106871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14991893/posts/default/502540977917106871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raciosimio.blogspot.com/2009/04/uma-mudanca-de-planos.html' title='Uma mudança de planos'/><author><name>Kaio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14512925859553940742</uri><email>kaiofelipe@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='05148984986469902186'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>