tag:blogger.com,1999:blog-146084132008-07-19T12:24:46.677+01:00BEJA - DANDO VOZ AOS POETASLumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comBlogger463125tag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-70962463425105713662008-07-08T23:03:00.001+01:002008-07-08T23:06:31.281+01:00ÚLTIMA FRONTEIRA<a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SHPkSmNWQII/AAAAAAAABIc/rdC9tZlMyHs/s1600-h/ARIAN+BAHRAMI-2467679-md.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SHPkSmNWQII/AAAAAAAABIc/rdC9tZlMyHs/s400/ARIAN+BAHRAMI-2467679-md.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220767401197846658" /></a><h4 align="center"><font color="#3300FF">Foto de Arian Bahrami<br /><br /><br />Delirando entre sonhos,<br />verdades, desejos<br />e loucuras,<br />entre o toque da caneta no papel<br />e o teu sorriso,<br />é tão curta a distância<br />dos meus braços aos teus.<br />É tão fácil tocar os nossos lábios.<br />É tão curto o caminho.<br /><br />Fico a pensar o que busco em ti,<br />na cor do silêncio nocturno<br />enquanto o desejo alastra,<br />insubmisso,<br />como se procurasse<br />um esconderijo urgente.<br />Como se a penumbra tivesse olhos<br />e pudesse ver através da noite.<br /><br />Depois,<br />deslizas como o vento<br />propagando sem destino<br />surpresas e carícias,<br />suavidade e tumulto.<br />Tão subtil, tão viva,<br />azul... sempre azul…<br />Júbilo da nudez,<br />insana fantasia<br />num delírio fulvo de luz.<br /><br />Encantado gozo<br />como rios de prosa a versejar<br />ao longo do teu corpo<br />transbordando poesia.<br />Corpos ondulantes<br />em delírios de amor,<br />esperando suplicantes<br />o momento redentor.<br /><br /><br />ALBINO SANTOS<br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-9555607876403695072008-07-06T12:32:00.005+01:002008-07-06T12:43:20.301+01:00PRESENTE<a href="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SHCtfof0xkI/AAAAAAAABIE/7e6p79WSAHo/s1600-h/GREGORIA+CORREIA-ABSTRACTO-OLHARES-1619110.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SHCtfof0xkI/AAAAAAAABIE/7e6p79WSAHo/s400/GREGORIA+CORREIA-ABSTRACTO-OLHARES-1619110.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219862727080855106" /></a><h4 align="center"><font color="#3300FF">Foto de Gregória Correia - Olhares<br /><br /><br /><br />PRESENTE<br /><br /><br />Queria neste poema a cor dos teus olhos<br />e queria em cada verso o som da tua voz:<br />depois, queria que o poema tivesse a forma<br />do teu corpo, e que ao contar cada sílaba<br />os meus dedos encontrassem os teus,<br />fazendo a soma que acaba no amor.<br /><br /><br />Queria juntar as palavras como os corpos<br />se juntam, e obedecer à única sintaxe<br />que dá um sentido à vida; depois,<br />repetiria todas as palavras que juntei<br />até perderem o sentido, nesse confuso<br />murmúrio em que termina o amor.<br /><br /><br />E queria que a cor dos teus olhos e o som<br />da tua voz saíssem dos meus versos,<br />dando-me a forma do teu corpo; depois,<br />dir-te-ia que já não é preciso contar<br />as sílabas, nem repetir as palavras do poema,<br />para saber o que significa o amor.<br /><br /><br />Então, dar-te-ia o poema de onde saíste,<br />como a caixa vazia da memória, e levar-te-ia<br />pela mão, contando os passos do amor.<br /><br /><br /><br />Nuno Júdice<br /><br />O Estado dos Campos <br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-24918566423257432562008-07-02T12:42:00.005+01:002008-07-02T13:02:31.628+01:00NÃO ADORMEÇAS: O VENTO AINDA ASSOBIA NO MEU QUARTO<a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SGtt1qFSCuI/AAAAAAAABHk/rQo902jDIL4/s1600-h/nuno+manuel+baptista-olhares-1989448.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SGtt1qFSCuI/AAAAAAAABHk/rQo902jDIL4/s400/nuno+manuel+baptista-olhares-1989448.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218385361835789026" /></a>Foto de Nuno Manuel Baptista-Olhares<br /><h4 align="center"><font color="#990000"><br /><br /><br /> <br />Não adormeças: o vento ainda assobia no meu quarto<br />e a luz é fraca e treme e eu tenho medo<br />das sombras que desfilam pelas paredes como fantasmas<br />da casa e de tudo aquilo com que sonhes.<br /><br />Não adormeças já. Diz-me outra vez do rio que palpitava<br />no coração da aldeia onde nasceste, da roupa que vinha<br />a cheirar a sonho e a musgo e ao trevo que nunca foi<br />de quatro folhas; e das ervas húmidas e chãs<br />com que em casa se cozinham perfumes que ainda hoje<br />te mordem os gestos e as palavras.<br /><br />O meu corpo gela à míngua dos teus dedos, o sol vai<br />demorar-se a regressar. Há tempo para uma história<br />que eu não saiba e eu juro que, se não adormeceres,<br />serei tão leve que não hei-de pesar-te nunca na memória,<br />como na minha pesará para sempre a pedra do teu sono<br />se agora apenas me olhares de longe e adormeceres.<br /><br /><br /><br />Maria do Rosário Pedreira<br />de A Casa e o Cheiro dos Livros<br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-12421051344375418672008-06-22T17:37:00.002+01:002008-06-22T17:42:46.809+01:00CONVITE<a href="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SF6ADJaTk8I/AAAAAAAABHM/oOlxJVNQoWU/s1600-h/Pr.Rep.gif"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214746210095829954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SF6ADJaTk8I/AAAAAAAABHM/oOlxJVNQoWU/s400/Pr.Rep.gif" border="0" /></a><br /><br /><h4 align="left"><font color="#990000"><br /><br />Dia 28 de Junho (Sábado), em Beja, pelas 13h00.<br /><br />Preço: 15€/pessoa (a pagar no local)<br /><br />Restaurante: Adega 25 de Abril.<br /><br />Inscrições, até 26/6, via e-mail, com indicação de restrições alimentares e número de pessoas.<br /><br />Para amigos e simpatizantes da Praça.<br /><br />João Espinho<br /><br /><a href="http://pracadarepublicaembeja.net/">PRAÇA DA REPÚBLICA EM BEJA</A><br /> <br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-75565823592168335342008-06-12T21:40:00.009+01:002008-06-13T22:40:13.224+01:00HOMENAGEM A DOIS POETAS<a href="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SFGLQcugERI/AAAAAAAABGM/DsMjxDsv5qk/s1600-h/escrever.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SFGLQcugERI/AAAAAAAABGM/DsMjxDsv5qk/s400/escrever.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211099358549774610" /></a><br /><br /><h4 align="center"><font color="#990000"><br /><br />Escrevo<br /> <br />Escrevo já com a noite<br />em casa. Escrevo<br />sobre a manhã em que escutava<br />o rumor da cal ou do lume,<br />e eras tu somente <br />a dizer o meu nome.<br />Escrevo para levar à boca<br />o sabor da primeira<br />boca que beijei a tremer.<br />Escrevo para subir<br />às fontes.<br />E voltar a nascer.<br /><br /><br />Eugénio de Andrade</h4><br /><h4 align="left"><br /><br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SFGSO8LT4UI/AAAAAAAABGU/X9Ynplqx2pM/s1600-h/eugenio-de-andrade.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SFGSO8LT4UI/AAAAAAAABGU/X9Ynplqx2pM/s400/eugenio-de-andrade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211107029213765954" /></a><br /><br /><br /><br />Eugénio de Andrade (Fundão, 19 de Janeiro de 1923 — Porto, 13 de Junho de 2005) foi um poeta português que, em 2001, ganhou o Prémio Camões, o nobel para a língua portuguesa.<br /><br /> <br /><br /><br /> Biografia<br /><br />Eugénio de Andrade foi o pseudónimo de José Fontinhas Rato poeta português do séc. XX, nascido na freguesia de Póvoa de Atalaia (Fundão) em 19 de Janeiro de 1923, fixando-se em Lisboa em 1932 com a mãe, que entretanto se separara do pai.<br /><br />Estudou no Liceu Passos Manuel e na Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas em 1936, o primeiro dos quais, intitulado "Narciso", publicou três anos mais tarde.<br /><br />Em 1943 mudou-se para Coimbra, onde regressa depois de cumprido o serviço militar convivendo com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Tornou-se funcionário público em 1947, exercendo durante 35 anos as funções de inspector administrativo do Ministério da Saúde. Uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se no Porto em 1950, numa casa que só deixou mais de quatro décadas depois, quando se mudou para o edifício da Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro.<br /><br />A sua consagração já acontecera dois anos antes, em 1948, com a publicação de "As mãos e os frutos", que mereceu os aplausos de críticos como Jorge de Sena ou Vitorino Nemésio. Entre as dezenas de obras que publicou encontram-se, na poesia, "Os amantes sem dinheiro" (1950), "As palavras interditas" (1951), "Escrita da Terra" (1974), "Matéria Solar" (1980), "Rente ao dizer" (1992), "Ofício da paciência" (1994), "O sal da língua" (1995) e "Os lugares do lume" (1998).<br /><br />Em prosa, publicou "Os afluentes do silêncio" (1968), "Rosto precário" (1979) e "À sombra da memória" (1993), além das histórias infantis "História da égua branca" (1977) e "Aquela nuvem e as outras" (1986).<br /><br />Durante os anos que se seguem até hoje, o poeta fez diversas viagens, foi convidado para participar em vários eventos e travou amizades com muitas personalidades da cultura portuguesa e estrangeira, como Joel Serrão, Miguel Torga, Afonso Duarte, Carlos Oliveira, Eduardo Lourenço, Joaquim Namorado, Sophia de Mello Breyner Andresen, Teixeira de Pascoaes, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Mário Cesariny de Vasconcelos, José Luís Cano, Ángel Crespo, Luís Cernuda, Marguerite Yourcenar, Herberto Helder, Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge, Óscar Lopes, e muitos outros...<br /><br />Apesar do seu enorme prestígio nacional e internacional, Eugénio de Andrade sempre viveu distanciado da chamada vida social, literária ou mundana, tendo o próprio justificado as suas raras aparições públicas com "essa debilidade do coração que é a amizade".<br /><br />Recebeu inúmeras distinções, entre as quais o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), Prémio D. Dinis (1988), Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) e Prémio Camões (2001). Em Setembro de 2003 a sua obra "Os sulcos da sede" foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube. Viveu em Lisboa de 1932 a 1943. Fixou-se no Porto, a partir de 1950, como funcionário dos Serviços Médico-Sociais. Faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto, após uma doença neurológica prolongada.<br /><br /><br /> Vida e obra literária<br />Estreou-se em 1940 com a obra Narciso, torna-se mais conhecido em 1942 com o livro de versos Adolescente, e afirma-se como poeta na cole(c)tânea As mãos e os frutos. A obra poética de Eugénio de Andrade é essencialmente lírica, considerada por José Saramago como uma poesia do corpo a que se chega mediante uma depuração contínua.<br /><br /><br /> Livros de Poesia<br />Pureza (1945) <br />As Mãos e os Frutos (1948) <br />Os amantes sem dinheiro (1950) <br />As palavras interditas (1951) <br />Até amanhã (1956) <br />Coração do dia (1958) <br />Mar de Setembro (1961) <br />Ostinato rigore (1964) <br />Obscuro domínio (1971) <br />Véspera de água (1973) <br />Escrita da Terra (1974) <br />Limiar dos pássaros (1976) <br />Matéria solar (1980) <br />Vertentes do olhar (1987) <br />O outro nome da Terra (1988) <br />Rente ao dizer (1992) <br />Ser dá trabalho (1993) <br />Ofício de Paciência <br />Antologia Breve <br />Ofício de Paciência <br />O Sal da Língua (1995) <br /><br /> Antologias<br />Daqui houve nome Portugal (1968) <br />Variações sobre um corpo (1972) <br />Versos e alguma prosa de Luís de Camões (1972) <br />Foi também tradutor de alguma obras, como dos espanhóis Federico García Lorca e Antonio Buero Vallejo, da poetisa grega clássica Safo (Poemas e fragmentos, em 1974), do grego moderno Yannis Ritsos, do francês René Char e do argentino Jorge Luís Borges.<br /><br /><br />Literatura Infantil<br />História da Égua Branca (1977) <br />Aquela Nuvem e Outras (1986) <br /><br /> Prosa<br />"Os Afluentes do Silêncio". Porto, Editorial Inova, 1968. <br />"História da Égua Branca". Porto, Edições Asa, 1976. <br />"Rosto Precário". Porto, Limiar, 1979. <br />"À Sombra da Memória". <br /><br />Obras Traduzidas<br />Alemanha <br />"Die weiße Stute", in "Dichter Europas erzählen Kindern". Trad. de Helmut Frielinghaus, Colónia, Midlhauve, 1972.<br /><br />Ex-Checoslováquia <br />"Portugalski Kvartet" (Jorge de Sena, Mário Cesariny de Vasconcelos, Eugénio de Andrade, Herberto Hélder). Trad. de Mirko Tomasovic, Zagreb, Znanje Zagreb, 1984.<br /><br />Espanha <br />"Antología Poética 1940-1980". Versão de Ángel Crespo, Barcelona, Plaza & Janes, 1981.<br /><br />"Escritura de la Tierra", III. Trad. de José Luís García Martín, in "Fin de Siglo", nº8, Jerez de la Frontera, 1984. <br />"Memoria d'Outru Riu". Trad. (em bable) de António García, Oviedo, Libros de Frou, 1985.<br /><br />"Blanco en lo Blanco". Trad. de Fidel Villar Ribot, Granada, Editorial D.Quijote, 1985.<br /><br />"Vertientes de la Mirada y Otros Poemas en Prosa". Trad. de Ángel Crespo, Madrid, Ediciones Júcar, 1987.<br /><br />"Ostinato Rigore". Trad. de Manuel Guerrero, pref. de Eduardo Lourenço, Barcelona, Ediciones de Mall, 1987.<br /><br />"Matéria Solar". Trad. (em catalão) de Vicente Berenguer, Valência, Gregal Llibres, 1987.<br /><br />"Contra la Escuridade". Trad. (em bable) de Antonio García, Oviedo, Academia de Língua Asturiana, 1987.<br /><br />Estados Unidos <br />"Inhabited Heart: The Select Poems of Eugénio de Andrade". Trad. de Alexis Levitin, Van Nuys, Califórnia, Perivale Press, 1985.<br /><br />"White on White". Trad. de Alexis Levitin, in "Quaterly Review of Literature", Princeton, New Jersey.<br /><br />"Memory of Another River". Trad. de Alexis Levitin, St. Paul, Minnesota, New Rivers Press, 1988.<br /><br />"The Slopes of a Gaze". Trad. de Alexis Levitin, Plattsburgh, New York, Apalachee Press, 1992. (Edição bilingue: português e inglês)<br /><br />França <br />"Vingt-sept Poèmes d'Eugénio de Andrade". Trad. e impressão de Michel Chandeigne, Paris, 1983.<br /><br />"Une Grande, Une Immense Fidélité". Trad. de Christian Auscher, Paris, Chandeigne, 1983.<br /><br />"Matière Solaire". Trad. de Mª Antónia Câmara Manuel, Michel Chandeigne e Patrick Quiller, Paris, La Différence, 1987.<br /><br />"Les Poids de l'Ombre". Trad. de Mª Antónia Câmara Manuel, Michel Chandeigne e Patrick Quiller, Paris, La Différence,1987.<br /><br />Itália <br />"Ostinato Rigore, Antologia Poetica". Trad. de Carlo Vittorio Cattaneo, Roma, Edizioni Abete, 1975.<br /><br />"Memoria d'un Altro Fiume". Trad. de Carlo Vittorio Cattaneo, Luxemburgo, Éditions Internationales Euroeditor, 1984.<br /><br />México <br />"Brevisima Antología". Trad. de A. Ruy Sánchez, México, Universidad Nacional Autónoma, 1981.<br /><br />Ex-URSS <br />"Poesia Portuguesa Contemporânea": José Gomes Ferreira, Jorge de Sena, Carlos Oliveira e Eugénio de Andrade. Trad. de Elena Riáuzova, Moscovo, Editorial Progress, 1980.<br /><br />Venezuela <br />"Blanco no Blanco". Trad. de Francisco Rivera, Caracas, Fundarte, 1987.<br /><br />Portugal <br />"Ostinato Rigore", edição bilingue (português e francês), com traduções de Bruno Tolentino e de Robert Quemserat, 1971.<br /><br />"Escrita da Terra e Outros Epitáfios", edição bilingue (português e italiano), com traduções de Vottorio Cattaneo,1974.<br /><br />"Changer de Rose, Poèmes de Eugénio de Andrade traduits em espagnol, français, italien, anglais et alemand." Trad. de Ángel Crespo, Xosé Lois García, Pilar Vásques Cuesta, Armand Guibert, Robert Quemserat, Isabel Magalhães, Sophia de Mello Breyner e Guillevic, Bruno Tolentino, Carlo Vittorio Cattaneo, Giuseppe Tavani, Luciana Stegagno Picchio, Jonathan Griffin, Jean R. Longland, Mário Cláudio e Michel Gordon Lloyd, Erwin Walter Palm, Curt Meyer-Clason, Porto, 1978.<br /><br /><br /> Prémios<br />Eugénio foi galardoado com inúmeras distinções, entre as quais:<br /><br />Prémio Pen Clube (1986) <br />Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986) <br />Prémio D. Dinis (1988) <br />Prémio Jean Malrieu (França, 1989) <br />Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (APE) (1989) <br />Prémio APCA (Brasil,1991) <br />Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (República da Sérvia, 1996) <br />Prémio Vida literária da APE (2000) <br />Prémio Celso Emilio Ferreiro (Espanha, 2001) <br />Prémio Camões (2001) <br />Prémio PEN (2001) <br />Doutoramento "Honoris Causa" (2005). <br />Em Setembro de 2003 a sua obra "Os sulcos da sede" foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube.</h4></font> <br /><br /><br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SFGTSo9YGlI/AAAAAAAABGc/VMMUjOhwCTg/s1600-h/Al%2520Berto2.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SFGTSo9YGlI/AAAAAAAABGc/VMMUjOhwCTg/s400/Al%2520Berto2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211108192286153298" /></a><br /><h4 align="center"><font color="#3300FF"><br /><br /><br /><br />Sem Título e Bastante Breve<br /><br />Tenho o olhar preso aos ângulos escuros da casa <br />tento descobrir um cruzar de linhas misteriosas, e <br />com elas quero construir um templo em forma de ilha <br />ou de mãos disponíveis para o amor.... <br /><br />na verdade, estou derrubado <br />sobre a mesa em fórmica suja duma taberna verde, <br />não sei onde <br />procuro as aves recolhidas na tontura da noite <br />embriagado entrelaço os dedos <br />possuo os insectos duros como unhas dilacerando <br />os rostos brancos das casas abandonadas, á beira mar... <br /><br />dizem que ao possuir tudo isto <br />poderia Ter sido um homem feliz, que tem por defeito <br />interrogar-se acerca da melancolia das mãos.... <br />...esta memória lamina incansável <br /><br />um cigarro <br />outro cigarro vai certamente acalmar-me <br />....que sei eu sobre as tempestades do sangue? <br />E da água? <br />no fundo, só amo o lodo escondido das ilhas... <br /><br />amanheço dolorosamente, escrevo aquilo que posso <br />estou imóvel, a luz atravessa-me como um sismo <br />hoje, vou correr à velocidade da minha solidão <br /><br />Al Berto<br /><br /></h4><br /><h4 align="left"><br /><br /><a href="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SFGVYyOEfDI/AAAAAAAABGk/jVhwCrj8WwM/s1600-h/al+berto-.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SFGVYyOEfDI/AAAAAAAABGk/jVhwCrj8WwM/s400/al+berto-.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211110496874560562" /></a><br /><br />Alberto Raposo Pidwell Tavares, (Coimbra, 11 de Janeiro de 1948 — Lisboa, 13 de Junho de 1997), que adoptou o pseudónimo de Al Berto, foi um poeta e editor português.<br /><br />Nascido no seio de uma família da alta burguesia (origem inglesa por parte da avó paterna). Um ano depois foi para o Alentejo, é em Sines onde passa toda a infância e adolescência até que a família decide enviá-lo para o estalebecimento de ensino artístico Escola António Arroio, em Lisboa.<br /><br />A 14 de Abril de 1967 foi estudar pintura para a Bélgica, na École Nationale Supérieure d’Architecture et des Arts Visuels (La Cambre), em Bruxelas.<br /><br />Após concluir o curso, decide abandonar a pintura em 1971 e dedicar-se exclusivamente à escrita. Regressa a Portugal a 17 de Novembro de 1974 e aí escreve o primeiro livro inteiramente na língua portuguesa, À Procura do Vento num Jardim d'Agosto.<br /><br />O Medo, uma antologia do seu trabalho desde 1974 a 1986, é editado pela primeira vez em 1987. Este veio a tornar-se no trabalho mais importante da sua obra e o seu definitivo testemunho artístico, sendo adicionados em posteriores edições novos escritos do autor, mesmo após a sua morte. Deixou ainda textos incompletos para uma ópera, para um livro de fotografia sobre Portugal e uma «falsa autobiografia», como o próprio autor a intitulava.<br /><br />Morreu de linfoma.<br /><br /><br /><br /> Obra<br /><br />Poesia<br />1977 - À Procura do Vento num Jardim d'Agosto. <br />1980 - Meu Fruto de Morder, Todas as Horas. <br />1982 - Trabalhos do Olhar. <br />1983 - O Último Habitante. <br />1984 - Salsugem. <br />1984 - A Seguir o Deserto. <br />1985 - Três Cartas da Memória das Índias. <br />1985 - Uma Existência de Papel. <br />1987 - O Medo (Trabalho Poético 1974-1986). <br />1989 - O Livro dos Regressos. <br />1991 - A Secreta Vida das Imagens. <br />1991 - Canto do Amigo Morto. <br />1991 - O Medo (Trabalho Poético 1974-1990). <br />1995 - Luminoso Afogado. <br />1997 - Horto de Incêndio. <br />1998 - O Medo. <br />2007 - Degredo no Sul. <br /><br /> Prosa<br />1988 - Lunário. <br />1993 - O Anjo Mudo. <br />2006 - Apresentação da Noite. <br /><br />Prémios<br />1988 - Prémio Pen Club de Poesia pela obra O Medo.<br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-14980579427998338342008-06-08T11:00:00.003+01:002008-06-08T11:11:48.539+01:00A FLOR<a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SEut7doH5_I/AAAAAAAABF0/rAQERzJaQZQ/s1600-h/ALEX+KRITSOV-2672564.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SEut7doH5_I/AAAAAAAABF0/rAQERzJaQZQ/s400/ALEX+KRITSOV-2672564.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209448631060916210" /></a>Foto de Alex Krivtsov<br /><br /><h4 align="center"><font color="#3300FF"><br /><br /><br />por onde passo<br />e sinto flores<br />revejo crianças<br />brincando<br />conversando<br />sorrindo<br />ou mesmo<br />caladas<br />alheias ao tempo<br /><br />por onde passo<br />e sinto flores<br />quer seja nos jardins<br />quer seja nos campos<br />ou nas dunas<br />lembro<br />de uma flor<br />cor de sonho<br />numa manhã de abril<br /><br />o tempo<br />que tingiu meus cabelos<br />descoloriu casas<br />encurtou meus passos<br />sepultou ilusões<br />não conseguiu murchar<br />a lembrança da flor<br />que um dia colhi<br />e jamais entreguei<br /><br />BATISTA FILHO<br /><br /><br />Visite este meu amigo brasileiro no seu blog <a href="http://ilhamutuns.zip.net/">ILHA DOS MUTUNS</A>. Terá óptimas razões para lá voltar.<br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-4636022043290770862008-06-04T12:20:00.006+01:002008-06-07T12:26:03.837+01:00MENINA MAROTA - UM DESNUDAR DE ALMA<a href="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SEpvlO53iOI/AAAAAAAABFs/Re1OB0CchxU/s3200-h/Menina+Marota-1.gif"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SEpvlO53iOI/AAAAAAAABFs/Re1OB0CchxU/s800/Menina+Marota-1.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209098604454054114" /></a><br /><h4 align="center"><font color="#990000"><br />O "BEJA" não podia deixar de se associar ao lançamento promocional do livro MENINA MAROTA-UM DESNUDAR DE ALMA, que terá lugar no dia 15 de Junho de 2008, pelas 16 horas, na Fnac do Galashopping.<br />A apresentação estará a cargo do Dr. Fernando Peixoto.<br /><br />Desejamos a Otília Martel, a nossa Menina Marota, muitas felicidades e os maiores êxitos.<br /><br />Para dar mais cor a esta notícia fui ao blog "Menina Marota" e "roubei" a imagem acompanhada deste poema da Amiga, editado em Agosto de 2005.<br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SEaD4Trmg0I/AAAAAAAABFk/xojBiBy10tg/s1600-h/menina.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SEaD4Trmg0I/AAAAAAAABFk/xojBiBy10tg/s400/menina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207995022479622978" /></a><br /><br /><br />ESPERANÇA<br /><br /><br />Desenha em ti<br />cores vivas<br />de felicidade<br />mesmo que adiada<br />mesmo que não consentida<br />não deixes que o negro<br />tome conta de ti...<br />Exala o perfume<br />das flores<br />o aroma dos frutos<br />e pinta a Vida<br />de mil cores<br />mil pensamentos<br />felizes<br />audazes<br />coloridos...<br /><br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-76655217469918843042008-06-01T08:38:00.004+01:002008-06-01T09:08:41.740+01:00ENTRE AS ONDAS E A BRUMA<a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SEJYTjCrSeI/AAAAAAAABFU/B6vw9H0QGZc/s1600-h/PAUL+MAHDER-Escape-in-the-Night.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SEJYTjCrSeI/AAAAAAAABFU/B6vw9H0QGZc/s400/PAUL+MAHDER-Escape-in-the-Night.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206821212040940002" /></a>Foto de Paul Mahder<br /><h4 align="center"><font color="#3300FF"><br /><br />O meu rumo é o que o mar quiser!<br />De horizonte ausente<br />na penumbra silenciosa<br />atravesso madrugadas<br />sem fronteiras,<br />invento rumos, rotas e marés,<br />desfraldo as velas do sonho<br />e navego entre ondas de espuma<br /><br />Deixo o meu mundo para trás<br />e dissolvo-me em místico nevoeiro,<br />pois sei que haverá um momento<br />em que me perderei na bruma,<br />o sol me queimará o rosto,<br />e alvas e alterosas ondas<br />serão nossos lençóis agitados<br />nas correntes loucas do desejo.<br /><br />Nos lábios rubros da manhã,<br />molhados de sal e orvalho<br />haverá um impulso metafísico<br />de mergulhar neles num afago,<br />e neles voar como gaivota,<br />partindo livre e clandestino<br />até a um pôr-de-sol eterno…<br /><br />Oiço-me então no meu silêncio!<br />Fecho os meus olhos de espanto.<br />E na avidez de tanto te amar,<br />descubro no imenso abismo azul<br />montes de páginas em branco<br />que haveremos de escrever<br />em bordados de espuma,<br />nos revoltos lençóis do oceano<br />com as cores da nossa paixão!...<br /><br /><br /><br />Albino Santos<br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-7742815472305232692008-05-30T17:06:00.002+01:002008-05-30T17:10:19.320+01:00COMPANHIA DE DANÇA OLGA RORIZ NO PAX JULIA<a href="http://bp1.blogger.com/_5PmlqrFaxgA/SEAb3YFO5dI/AAAAAAAAATs/6WkEXeKJtvc/s1600-h/2424442238_441f665ddd_o.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_5PmlqrFaxgA/SEAb3YFO5dI/AAAAAAAAATs/6WkEXeKJtvc/s400/2424442238_441f665ddd_o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206191807411447250" /></a><br />dança <br /><br />PARAÍSO pela Companhia de Dança Olga Roriz<br /><br />Pax Julia - Teatro Municipal de Beja, dia 31/05/2008 | 21.30 | 8€ / 5€ (descontos para menores de 25 anos, maiores de 65 anos e reformados) <br /> <br />Direcção e selecção musical:OLGA RORIZ<br /> <br />Músicas:Rocio Jurado / George Gershwin / Nino Rota / Boris Vian / Patsy Cline / Chavela Vargas / Dean Martin / Bem Webster / Pascale Comelade / Edith Piaf / Leonard Bernstein / Frank Sinatra / Orquestra Universitária de Tangos / Cármen Miranda / Marlene Dietrich<br /><br />Cantado ao vivo: "Le Déserteur" de Boris Vian - Maria Cerveira / "Milonga del mono" de Alejandro Dolina - Catarina Câmara / "My Funny Valentine" de Rogers and Hurt - Maria Cerveira / "Je ne t'aime pas" de Kurt Weil - Sylvia Rijmer "Homens e Mulheres" de Ana Carolina - Catarina Santana / "Bang Bang" de Nancy Sinatra - Catarina Santana / "Cantigas do Maio" de Zeca Afonso - Pedro Santiago Cal <br /> <br />Cenário:OLGA RORIZ / PEDRO SANTIAGO CAL<br />Figurinos: OLGA RORIZ<br />Desenho de luz:CELESTINO VERDADES<br />Arranjos Musicais: RENATO JÚNIOR<br />Direcção Vocal: CARLOS COINCAS<br />Acompanhamento vocal: JOANA MANUEL / LUÍS MADUREIRA<br /><font color="#990000"><br />Desenho, montagem e operação de som:SÉRGIO MILHANO<br /></font><br />Montagem e operação de luz : DANIEL VERDADES<br />Assistente da direcção artística:ANDRÉ LOURO<br />Assistente de guarda-roupa: MARIA RIBEIRO<br />Costureira: FÁTIMA RUELA<br />Director de produção: PEDRO QUARESMA<br />Produtor executivo: JOSÉ MADEIRA<br /> <br />Intérpretes: CATARINA CÂMARA<br /> MARIA CERVEIRA<br /> SYLVIA RIJMER<br />CATARINA SANTANA<br /> BRUNO ALEXANDRE<br /> PEDRO SANTIAGO CAL<br /> <br /> <br /> <br />SINOPSE<br /> <br />O "Paraíso" é uma peça inspirada no musical americano.<br />A sua estrutura é intencionalmente composta por uma sucessão de números, onde os clichés do tema principal são uma recorrência.<br />Naturalmente a selecção musical tem nesta peça um papel quase dramatúrgico. A insistência de trechos musicais e canções que fazem parte de uma memória colectiva presente ou passada, ligada ao mundo da canção ou ao do cinema foi o nosso ponto de partida.<br />E como o tema assim o exigia, em "Paraíso" os bailarinos desdobram-se em cantores desenvolvendo os seus dotes de intérpretes totais.<br />Irão ouvir-se uma variedade de temas tão conhecidos como: "My funny Valentine" cantado por Maria Cerveira; "Je ne t'aime pas" na voz de Sylvia Rijmer; "Homens e Mulheres" e "Bang Bang" por Catarina Santana; "Milonga del mono" por Catarina Câmara e "Cantigas do Maio" por Pedro Santiago Cal. Composições de Gershwin, Nino Rota, Bernstein e Pascale Comelade, assim como canções de Boris Vian, Dean Martin, Frank Sinatra, Edith Piaf, Chavela Vargas, Marlene Dietrich e Cármen Miranda farão parte da banda de som que nos guiará ao longo deste paraíso musical.<br />Não tenho dúvida que neste "Paraíso" a sátira e o tributo se confundem, assim como o palco e os bastidores, o glamour de uma diva com a insegurança de uma principiante...<br /> <br />Olga RorizLumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-41908468126158877512008-05-28T19:44:00.004+01:002008-05-28T20:12:04.714+01:00TEU NOME, MEU AMOR<a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SD2sXLM-ZPI/AAAAAAAABFE/zMlIQ8aRKiA/s1600-h/Nikola%2520Borissov.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SD2sXLM-ZPI/AAAAAAAABFE/zMlIQ8aRKiA/s400/Nikola%2520Borissov.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205506258454340850" /></a>Foto de Nikola Borissov<br /><h4 align="center"><font color="#3300FF"><br /><br /><br /><br />Teu nome, meu amor, dorme comigo<br />mesmo até quando penso que te esqueço.<br />Nele me acolho, amor, quando esmoreço<br />como se fosse o meu porto de abrigo.<br /><br />Nele me encontro, amor, a sós contigo,<br />com ele falo, amor, e me confesso,<br />nele me vejo a sós e reconheço<br />teu corpo irmão do meu e meu amigo.<br /><br />Mas se o teu nome, amor, é a Poesia<br />( sorriso de sol tímido, escondido<br />nas veias do poema inacabado),<br /><br />teu corpo, meu amor, é a Melodia<br />com que sonha meu corpo adormecido,<br />sob o céu dos teus olhos embalado.<br /><br /><br />FERNANDO PEIXOTO<br /><br />Aconselho uma visita ao BLOG <a href=" http://arcadeternura.blogspot.com/">ARCA DE TERNURA</A><br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-11657034931238374622008-05-23T11:07:00.003+01:002008-05-23T11:27:20.318+01:00O RANÇO SALAZARISTA<h4 align="left"><font color="#3300FF"><br /><br />Recebi de um amigo um texto de Baptista Bastos.<br /><br />Li e senti tanta verdade nessas palavras que gostaria de partilhar convosco a prosa deste Homem das Letras.<br /><br />Também gostaria de conhecer a apreciação dos meus visitantes sobre este assunto pelo que aguardo os V/ comentários.</font><br /><br /><font color="990000"><br /><br />Baptista Bastos<br /><br />O ranço Salazarista<br /><br />b.bastos@netcabo.pt<br /><br /><br /> <br /><br />Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver. Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos. Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do viver português e do existir em Portugal.<br /><br /> <br /><br />Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d'alma: são, também, dores físicas.<br /><br /> <br /><br />Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz – os que lêem. As televisões são a vergonha do pensamento. Os comentadores tocam pela mesma pauta e sopram a mesma música. Há longos anos que a análise dos nossos problemas está entregue a pessoas que não suscitam inquietação em quem os ouve. Uma anestesia geral parece ter sido adicionada ao corpo da nação.<br /><br /> <br /><br />Um amigo meu, professor em Lille, envia-me um email. Há muitos anos, deixou Portugal. Esteve, agora, por aqui. Lança-me um apelo veemente e dorido: 'Que se passa com a nossa terra? Parece um país morto. A garra portuguesa foi aparada ou cortada por uma clique, espalhada por todos os sectores da vida nacional e que de tudo tomou conta. Indignem-se em massa, como dizia o Soares.'<br /><br /> <br /><br />Nunca é de mais repetir o drama que se abateu sobre a maioria. Enquanto dois milhões de miúdos vivem na miséria, os bancos obtiveram lucros de 7,9 milhões por dia. Há qualquer coisa de podre e de inquietantemente injusto nestes números. Dir-se-á que não há relação de causa e efeito. Há, claro que há. Qualquer economista sério encontrará associações entre os abismos da pobreza e da fome e os cumes ostensivos das riquezas adquiridas muitas vezes não se sabe como.<br /><br /> <br /><br />Prepara-se (preparam os 'socialistas modernos' de Sócrates) a privatização de quase tudo, especialmente da saúde, o mais rendível. E o primeiro-ministro, naquela despudorada 'entrevista' à SIC, declama que está a defender o SNS! O desemprego atinge picos elevadíssimos. Sócrates diz exactamente o contrário. A mentira constitui, hoje, um desporto particularmente requintado. É impossível ver qualquer membro deste Governo sem ser assaltado por uma repugnância visceral. O carácter desta gente é inexistente. Nenhum deles vai aos jornais, às Televisões e às Rádios falar verdade, contar a evidência. E a evidência é a fome, a miséria, a tristeza do nosso amargo viver; os nossos velhos a morrer nos jardins, com reformas de não chegam para comer quanto mais para adquirir remédios; os nossos jovens a tentar a sorte no estrangeiro, ou a desafiar a morte nas drogas; a iliteracia, a ignorância, o túnel negro sem fim.<br /><br /> <br /><br />Diz-se que, nas próximas eleições, este agrupamento voltará a ganhar. Diz-se que a alternativa é pior. Diz-se que estamos desgraçados. Diz um general que recebe pressões constantes para encabeçar um movimento de indignação. Diz-se que, um dia destes, rebenta uma explosão social com imprevisíveis consequências. Diz a SEDES, com alguns anos de atraso, como, aliás, é seu timbre, que a crise é muito má. Diz-se, diz-se.<br /><br /> <br /><br />Bem gostaríamos de saber o que dizem Mário Soares, António Arnaut, Manuel Alegre, Ana Gomes, Ferro Rodrigues (não sei quem mais, porque socialistas, socialistas, poucos há) acerca deste descalabro. Não é só dizer: é fazer, é agir. O facto, meramente circunstancial, de este PS ter conquistado a maioria absoluta não legitima as atrocidades governamentais, que sobem em escalada. O paliativo da substituição do sinistro Correia de Campos pela dr.ª Ana Jorge não passa de isso mesmo: paliativo. Apenas para toldar os olhos de quem ainda deseja ver, porque há outros que não vêem porque não querem.<br /><br /> <br /><br />A aceitação acrítica das decisões governamentais está coligada com a cumplicidade. Quando Vieira da Silva expõe um ar compungido, perante os relatórios internacionais sobre a miséria portuguesa, alguém lhe devia dizer para ter vergonha. Não se resolve este magno problema com a distribuição de umas migalhas, que possuem sempre o aspecto da caridadezinha fascista. Um socialista a sério jamais procedia daquele modo. E há soluções adequadas. O acréscimo do desemprego está na base deste atroz retrocesso.<br /><br /> <br /><br />Vivemos num país que já nada tem a ver com o País de Abril. Aliás, penso, seriamente, que pouco tem a ver com a democracia. O quero, posso e mando de José Sócrates, o estilo hirto e autoritário, moldado em Cavaco, significa que nem tudo foi extirpado do que de pior existe nos políticos portugueses. Há um ranço salazarista nesta gente. E, com a passagem dos dias, cada vez mais se me acentua a ideia de que a saída só reside na cultura da revolta.<br /><br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-13915777827719522252008-05-22T10:39:00.002+01:002008-05-22T10:41:04.477+01:00<a href="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SDU-KbM-ZJI/AAAAAAAABEU/1JJ4adFWTKY/s1600-h/folheto+beldroegas.JPG"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SDU-KbM-ZJI/AAAAAAAABEU/1JJ4adFWTKY/s400/folheto+beldroegas.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203133293318268050" /></a>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-35865903668252173572008-05-19T22:11:00.002+01:002008-05-19T22:16:46.504+01:00BEJA - ENCONTRO DE COROS<a href="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SDHtK_CoatI/AAAAAAAABD8/35WXKrXebgU/s1600-h/coro+camara+beja.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SDHtK_CoatI/AAAAAAAABD8/35WXKrXebgU/s400/coro+camara+beja.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202199817566579410" /></a><br /><br /><h4 align="left"><font color="#990000"><br /><br />música<br /> <br />XX ENCONTRO DE COROS<br /><br />dia 24/05/2008 | 17.30 | M 6 | entrada livre<br /><br /> <br />Coral de Évora, Grupo Coral do Estreito de Câmara de Lobos e Coro de Câmara de Beja<br /><br />Desde 1989, o Coro de Câmara de Beja tem vindo a organizar, anualmente, os Encontros de Coros de Beja. Por solicitação da Autarquia, o Coro tem realizado esta iniciativa, integrando-a nas Festas da Cidade. Simultaneamente, com o evento tem-se pretendido dar a conhecer outros intérpretes da Música Coral, de várias proveniências do País e mesmo do estrangeiro (Espanha e Suécia).<br /><br />Nesta 20ª edição contaremos com a presença do “Grupo Coral do Estreito de Câmara de Lobos” e com o “Coral Évora”, para além do Coro organizador.<br /><br /><br />Org Coro de Câmara de Beja<br /><br /></h4></font><br /> <br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SDHuAPCoauI/AAAAAAAABEE/xylm1uJiRdc/s1600-h/PAX+JULIA.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SDHuAPCoauI/AAAAAAAABEE/xylm1uJiRdc/s400/PAX+JULIA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202200732394613474" /></a>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-5605476481272732312008-05-18T21:29:00.004+01:002008-05-18T21:36:02.256+01:00O QUADRO<a href="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SDCR-vCoasI/AAAAAAAABD0/rBTK0FgpAIw/s1600-h/Sue+Anna+Joe-3255434-lg.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SDCR-vCoasI/AAAAAAAABD0/rBTK0FgpAIw/s400/Sue+Anna+Joe-3255434-lg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201818076578343618" /></a>Foto de Sue Anna Joe<br /><br /><h4 align="center"><font color="#3300FF"><br /><br /><br /><br /><br />Gostava de inventar um quadro teu<br />com cores para além do arco-íris,<br />(paleta que um poeta me ofereceu...)<br />fixar a tua alegria, se sorrires.<br /><br />Mas falha o engenho e não há tons,<br />quando a beleza é calma e entorpece<br />não logro retratar a alma, os dons,<br />e o meu entusiasmo desfalece.<br /><br />Talvez azul distante no olhar...<br />talvez negro profundo nos cabelos...<br /><br />Inderdito, quedo-me a sonhar<br />com amores irreais, com a alegria<br />de ficar, sôfrego dos teus desvelos,<br />parado, frente a uma tela vazia.<br /><br /><br /><br /><br />Manuel Filipe<br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-75993301441024589932008-05-15T11:49:00.003+01:002008-05-15T11:52:38.279+01:00BEJA - "A NOITE DOS MUSEUS"<a href="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCwV0vCoaqI/AAAAAAAABDk/om4HFdVBOW4/s1600-h/museu-cartaz.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCwV0vCoaqI/AAAAAAAABDk/om4HFdVBOW4/s400/museu-cartaz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200555665430964898" /></a><br /><br /><h4 align="left"><font color="#990000"><br />O Museu Regional de Beja aderiu à quarta edição de "A Noite dos Museus" que terá lugar um pouco por toda a Europa no sábado, dia 17 de Maio de 2008, das 18.30 h até às 2h da madrugada.<br /><br /> <br /><br />Este importante acontecimento, que decorre sob o alto patrocínio do Conselho da Europa e beneficia a aproximação às comemorações do Dia Internacional dos Museus (18 de Maio), tem conhecido uma mobilização crescente entre as populações dos diversos países aderentes. <br /><br /> <br /><br />Durante esta noite mais de 2000 museus por toda a Europa abrirão gratuitamente as suas portas, convidando as populações a descobrir, de uma maneira criativa e pedagógica, as suas diversas colecções. <br /><br /> <br /><br />O Museu Regional inicia este percurso, a partira das 18.30h, com a inauguração da exposição Evoluções, da artista plástica Maria T, seguindo-se um concerto meditativo com gongos e taças tibetanas por Ingrid Ortelbach. <br /><br /> <br /><br />Serão efectuadas visitas guiadas à exposição pela própria autora, que nos dará a conhecer nos seus trabalhos uma perfeita simbiose entre a poesia e a arte, através de um forte registo e de uma verdadeira alquimia, em técnica mista sobre madeira. <br /><br /> <br /><br />Pela noite dentro serão efectuadas visitas guiadas à exposição temporária sobre Madre Mariana Alcoforado, freira do Convento da Conceição, possível autora das "Lettres Portugaises", que viveu uma grande história de amor com o cavaleiro francês Nöel Boutton, Conde de Saint Léger e Marquês de Chamilly. <br /><br /> <br /><br />O visitante poderá, durante esta noite, usufruir igualmente de visitas guiadas à arquitectura do Museu (Convento da Conceição), azulejaria, pintura, ourivesaria ou arqueologia. <br /><br />Das 21.00h às 22.30h decorrerá a sessão de cinema À Noite no Museu. <br /><br /> <br /><br />O Museu Regional encerra as suas portas às 2:00h da madrugada. <br /><br />Para qualquer esclarecimento adicional contactar Museu Regional de Beja, telefone 284 323 351 ou através do email geral@museuregionaldebeja.net.<br /><br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-30678647010557546932008-05-13T19:18:00.002+01:002008-05-13T19:27:47.540+01:00DIZ-ME O TEU NOME<a href="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCndgPCoaoI/AAAAAAAABDU/nvE2uteSq-w/s1600-h/DENIS+SM-6349185-lg.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCndgPCoaoI/AAAAAAAABDU/nvE2uteSq-w/s400/DENIS+SM-6349185-lg.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199930790639069826" /></a><br /><h4 align="center"><font color="#3300FF"><br /><br />Diz-me o teu nome - agora, que perdi<br />quase tudo, um nome pode ser o princípio<br />de alguma coisa. Escreve-o na minha mão<br /><br />com os teus dedos - como as poeiras se<br />escrevem, irrequietas, nos caminhos e os<br />lobos mancham o lençol da neve com os<br />sinais da sua fome. Sopra-mo no ouvido,<br /><br />como a levares as palavras de um livro para<br />dentro de outro - assim conquista o vento<br />o tímpano das grutas e entra o bafo do verão<br />na casa fria. E, antes de partires, pousa-o<br /><br />nos meus lábios devagar: é um poema<br />açucarado que se derrete na boca e arde<br />como a primeira menta da infância.<br /><br />Ninguém esquece um corpo que teve<br />nos braços um segundo - um nome sim.<br /><br /><br />Maria do Rosário Pedreira<br /><br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-21647217225685079502008-05-11T12:59:00.002+01:002008-05-11T13:06:18.288+01:00CARTAS...<a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCbhKfCoakI/AAAAAAAABC0/noyLlI81-YU/s1600-h/cartas_.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCbhKfCoakI/AAAAAAAABC0/noyLlI81-YU/s400/cartas_.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199090390093294146" /></a><br /><h4 align="center"><font color="#990000"><br /><br />numa vontade de te ver<br />na vulgar noite vazia<br />onde espero sentada sem sono<br />vejo o papel, olhar para mim<br />o mesmo que tantas vezes enviei<br />como a pedir-me, para te escrever<br /><br />num entreabrir dos meus olhos<br />onde escorriam lágrimas<br />de saudade,<br />deixo arrastar comigo o desejo<br />de sede de ti, no deambular deste silêncio<br /><br />procuro cartas que outrora escrevi,<br />cartas onde o nosso amor<br />esteve sempre presente,<br />tal como hoje,<br />apesar de distantes<br />onde a saudade tinha sempre o nosso nome<br /><br />escrevi-te de novo<br />para te enviar a minha mão,<br />entregar meus lábios<br />dizer-te que o nosso amor ainda perdura<br />e me sinto de novo especial,<br />nesta carta que só tu percebes<br /><br />e nasceu a carta, mesmo sabendo<br />que pode ser imaginária…<br /><br />l.maltez<br /><br /><br />Poema da Amiga Lena, retirado do seu blog <a href=" http://uma_cabana.blogspot.com/"> CABANA DE PALAVRAS </A> que merece ser visitado.</h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-15244775668728772792008-05-09T22:29:00.002+01:002008-05-09T22:40:10.849+01:00NUNCA MAIS<a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCTEq_MISQI/AAAAAAAABCs/hOqs9G-MhqU/s1600-h/folhas.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCTEq_MISQI/AAAAAAAABCs/hOqs9G-MhqU/s400/folhas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198496112688253186" /></a><br /><h4 align="center"><font color="#3300FF"><br /><br />Passa um dia,<br />e outro a correr atrás dele<br />e outro e outro...<br />O tempo a todos impele,<br />tal o vento<br />levando, em doida correria,<br />revoadas de folhas outonais,<br />folhas de calendários sempre iguais,<br />uma a uma arrancadas,<br />perdidas nas estradas...<br /><br />Nunca mais... Nunca mais...<br /><br /><br /><br />Saúl Dias, Essência<br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-12983280042959090762008-05-07T21:51:00.000+01:002008-05-07T21:52:57.388+01:00A L V I T O - I BIENAL INTERNACIONAL RAUL DE CARVALHO<a href="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCISnl8NmxI/AAAAAAAABCc/r7CjVQ8F4E8/s3200-h/Cartaz%2520Bienal%2520Raul%2520de%2520Carvalho.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCISnl8NmxI/AAAAAAAABCc/r7CjVQ8F4E8/s800/Cartaz%2520Bienal%2520Raul%2520de%2520Carvalho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197737391347833618" /></a><br /><br /><h4 align="left"><font color="#990000"><br /><br />A “I Bienal Internacional Raul de Carvalho”, instituída em 2008, é uma iniciativa do Município de Alvito, que entende desta forma homenagear o poeta alvitense e, simultaneamente, criar um espaço de apoio e divulgação de novos talentos.<br /><br /><br />Tem como língua oficial o Português e está aberta à participação de expressões artísticas, de artistas nacionais ou estrangeiros, residentes ou não em Portugal, maiores de 16 anos.<br /><br /><br />A Bienal tem como objectivos, promover o desenvolvimento artístico, a divulgação de bons trabalhos e permitir o contacto da população com várias formas de arte, ao mesmo tempo que apela à criatividade dos cidadãos, sensibilizando para a valorização do Património Imaterial (natural, cultural, histórico, edificado e imaterial) do Concelho de Alvito.<br /><br /> <br />CONSULTE O Regulamento I Bienal Internacional ''Raul de Carvalho'' <br /> <a href="http://www.cm-alvito.pt/FileControl/Anexos/Regulamento%20I%20Bienal%20Internacional%20''Raul%20de%20Carvalho''.pdf"> A Q U I </A><br /><br />PARA MAIS INFORMAÇÕES consulte <a href="http://www.cm-alvito.pt/default.aspx?module=DestaqueDisplay&ID=92"> A Q U I </A><br /><br /><</h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-4844645470437354772008-05-06T17:01:00.002+01:002008-05-06T17:07:54.925+01:00A MEMÓRIA DO TEU CORPO<a href="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCCBsGSwWSI/AAAAAAAABCE/Ce7CZ3fh_8I/s1600-h/Alina+Lebedeva-id_00038-1.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SCCBsGSwWSI/AAAAAAAABCE/Ce7CZ3fh_8I/s400/Alina+Lebedeva-id_00038-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197296564589058338" /></a>Foto Alina Lebedeva<br /><br /><h4 align="center"><font color="#990000"><br /><br />A memória do teu corpo é a paisagem dum tumulto<br />um cântico absorto antes de arrebatadas chuvas.<br /><br /><br />Traz o vestígio incandescente dos mares de levante<br />a ardência duma praia restituída de lembranças.<br /><br /><br />É uma semente a colorir os teus quadris de incenso<br />Uma celebração ofegante sobre o umbral dum leito.<br /><br /><br />Relembro-o pela terra, os frutos, as formas macias<br />do respirar do vento como em teus olhos de alecrim.<br /><br /><br />E nunca hei-de renunciar ao seu apelo mágico,<br />para não desmerecer, num sonho, o teu pretérito.<br /><br /><br />Vieira Calado<br /><br />In Transparências<br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-7267313989748819992008-05-05T18:31:00.003+01:002008-05-05T19:01:53.588+01:00BICICLETA FLORIDA<a href="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SB9Ej2SwWQI/AAAAAAAABB0/yqi3rqVPpkE/s1600-h/bicicleta%2Bflorida.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SB9Ej2SwWQI/AAAAAAAABB0/yqi3rqVPpkE/s400/bicicleta%2Bflorida.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196947877669132546" /></a><br /><h4 align="center"><font color="990000"><br />Oferta de MARIA <A href="http://noreinodeesther.blogspot.com">MARIA VISITA O REINO DE ESTHER</A>, a quem agradeço a gentileza.<br /><br />Como se torna difícil escolher alguns amigos(as)para dar seguimento à oferta, desta vez fica ao critério de quem me visita levar a "sua" bicicleta florida.<br /><br />Boas pedaladas!<br /><br /><br />Para retribuir a amabilidade dedico a Maria estes versos que encontrei na net sem indicação de Autor<br />:<br /><br />TEUS OLHOS<br /><br /> <br /><br />Teus olhos de mulher,<br /><br />Tão imensos como a noite,<br /><br />Infinitos como o tempo,<br /><br />Que, um dia, descuidado,<br /><br />Descobriu-se enciumado,<br /><br />Pelo sorriso escancarado<br /><br />Desses lindos olhos teus.<br /><br /> <br /><br />Teus olhos de mulher.<br /><br />Tão intensos como o dia,<br /><br />Têm a vastidão do vento,<br /><br />Que ao soprar, desavisado,<br /><br />Confundiu-te com a flor,<br /><br />Que um dia te ofertaram,<br /><br />Pelo amor dos olhos teus<br /><br /><br /><br /> <br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-81467831600764376932008-05-02T14:09:00.002+01:002008-05-02T14:15:14.664+01:00ALEGORIA FLORAL<a href="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SBsSrmSwV1I/AAAAAAAAA-g/5kzJdg0RyHg/s1600-h/Alberto+Viana+de+Almeida-olhares-1304123.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SBsSrmSwV1I/AAAAAAAAA-g/5kzJdg0RyHg/s400/Alberto+Viana+de+Almeida-olhares-1304123.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195767135324886866" /></a> Foto de Alberto Viana de Almeida - Olhares<br /><br /><h4 align="center"><font color="#3300FF"><br />Um dia em que a mulher nasça do caule da roseira<br />que cresce no quintal; ou um dia em que a nuvem<br />desça do céu para vestir de névoa os seus<br />seios de flor: seguirei o caminho da água nos<br />canteiros que me levam ao caule, e meter-me-ei<br />pela terra em busca da raíz.<br /><br /><br />Nesse dia em que os cabelos da mulher se<br />confundirem com os fios luminosos que o sol<br />faz passar pela folhagem; e em que um perfume<br />de pólen se derramar no ar liberto da névoa:<br />procurarei o fundo dos seus olhos, onde corre<br />uma transparência de ribeiro.<br /><br /><br />Um dia, irei tirar essa mulher de dentro da flor,<br />despi-la das suas pétalas, e emprestar-lhe o véu<br />da madrugada. Então, vendo-a nascer com o dia,<br />desenharei nuvens com a cor dos seus lábios, e<br />empurrá-las-ei para o mar com o vento brando<br />da sua respiração.<br /><br /><br />Depois, cobrirei essa mulher que nasceu da roseira <br />com o lençol celeste; e vê-la-ei adormecer, como<br />um botão de rosa, esperando que a nuvem desça<br />do céu para a roubar ao sonho da flor<br /><br /><br />Nuno Júdice<br />(O Estado dos Campos)<br />(Dom Quixote)<br /><br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-89408227752013531452008-05-01T00:01:00.000+01:002008-05-01T00:08:03.263+01:00PRIMEIRO DE MAIO DE 1974<a href="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SBihD2SwVzI/AAAAAAAAA-Q/gY799bX24vc/s3200-h/primeiroMaio.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SBihD2SwVzI/AAAAAAAAA-Q/gY799bX24vc/s800/primeiroMaio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195079257657726770" /></a><br /><h4 align="center"><font color="#990000"><br />Dia primeiro <br />do Maio que Abril nos deu.<br />Dia rasgado <br />pelo Sol em cada peito,<br />pelo riso de todos nós crianças,<br />pelo abraço dos irmãos em festa.<br />Dia de todas as cores<br />dançando em roda,<br />de cantos mil<br />voando pelas praças.<br />Dia sem sede <br />que a água se oferecia<br />nos parapeitos das janelas.<br />Dia de acreditar.<br />Foi esse o Maio<br />em que comemos flores<br />e nos embriagámos.<br />Foi esse o dia<br />de todos os amores.<br /><br />Poema de LICÍNIA QUITÉRIO in <a href="http://sitiopoema.blogspot.com/">O SÍTIO DO POEMA</A></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-56459451670621348632008-04-29T23:29:00.004+01:002008-04-29T23:53:46.759+01:00FLOR DE CRISTAL <a href="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SBehiWSwVyI/AAAAAAAAA-I/tO6iIL8HpZg/s3200-h/swarovski-fancy-necklace-AB-68258a.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SBehiWSwVyI/AAAAAAAAA-I/tO6iIL8HpZg/s800/swarovski-fancy-necklace-AB-68258a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194798306667026210" /></a> Cristal Swarovski<br /><br /><h4 align="center"><font color="#990000"><br /><br /><strong>FLOR DE CRISTAL</strong><br /><br />Como tu, cristal…<br />Como tu, flor …<br /><br /><br />Frágil e pura,<br />Em multifacetada vida te desdobras:<br />Coa-se a luz na tua transparência,<br />Irisando-a de cor<br /><br /><br />Frágil e pura,<br />Das pétalas, o suave toque em que sossobras,<br />Do gineceu, o torpor da essência<br />Em teu redor …<br /><br /><br />O Cristal, a Flor –<br />A simbiose:<br />A Alma-Luz, a Carne-Fogo,<br />Fremindo,<br />Vivendo.<br /><br /><br />Rolam os anos sem ferir<br />A beleza do que é perene<br /><br /><br />Como tu, Flor,<br />Como tu, Cristal! <br /><br /><br /><br />António de Almeida<br /><br /></h4></font>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-14608413.post-84733710176711990062008-04-25T15:34:00.004+01:002008-04-23T15:58:17.368+01:0025 DE ABRIL, SEMPRE!<a href="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SA9NJmSwVrI/AAAAAAAAA9U/dvQ0dWmD1rk/s3200-h/carnation.gif"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_QFp2P6UH-OE/SA9NJmSwVrI/AAAAAAAAA9U/dvQ0dWmD1rk/s800/carnation.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192453722674845362" /></a>Lumifehttp://www.blogger.com/profile/10640841923850862647noreply@blogger.com