tag:blogger.com,1999:blog-138832602008-04-16T04:00:20.587+02:00AlvaiazerenseAMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comBlogger65125tag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-76306238980408952962008-04-16T03:50:00.002+02:002008-04-16T04:00:20.612+02:00Novo RegressoO tempo é bom para muitas coisas, mas por vezes é cruel e fugidio.<br />Circunstâncias várias fazem com que ele falte, com que seja até desperdiçado.<br />Torna-se contudo bom, qundo o conseguimos arrumar e utilizar em "coisas" de que gostamos.<br />Escrever neste blog é um desses casos e portanto, vou tentar arranjar algum tempo.<br />Mesmo abordado com toda a modéstia, Alvaiázere merece ser o tema principal deste amontoado de palavras a que se convencionou chamar de "blog".<br />Prometo andar por aqui-AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-76344693151409092682007-04-21T02:07:00.000+02:002007-12-07T19:02:40.141+01:00Alvaiázere de outros tempos (38)<div align="justify"><strong><span style="font-size:130%;">Propaganda<br /></span></strong><br />Pensei no título que deveria dar a este apontamento.<br />Encontrei esta palavra, para expressar a forma de intervenção do Jornal, num periodo em que a Espanha estava a ferro e fogo e que, internamente, se consolidava o regime e Salazar aparecia cada vez mais endeusado.<br /><br />Em editoriais escritos no início de 1938, era bem patente o espírito que reinava entre os apoiantes do regime, de que o Jornal era um ruídoso arauto.<br />Intitulado “Ressurgimento”, editado em Fevereiro de 1938, o artigo de fundo então nele publicado, começando por fazer referência á forma elogiosa, como o representante diplomático de Inglaterra se tinha referido à obra em curso no Portugal de então, comparava o estado em que se encontrava o país dez anos antes, com o que se estava vivendo. E a diferença consistia em que Portugal tinha ganho credibilidade e respeito internacional.<br />Com as finanças públicas em ordem, havia paz e principalmente, havia estabilidade no governo.<br /></div><div align="justify">Era um verdadeiro ressurgimento.<br />E esse devia-se a Salazar.<br /></div><div align="justify">Era pura propaganda ao regime, especialmente quando publicada num jornal regional com as caraterísticas de “O Alvaiazerense”, que servia como transmissor dos valores mais puros do nacionalismo reinante.<br /><br />Por outro lado, havia que transmitir valores mais específicos, para que se criasse um homem novo, um verdadeiro filho da revolução em curso.</div><div align="justify"><br />Neste contexto, por exemplo, o Dr. Costa Leite, então ministro do Comércio e Presidente da Junta Central da Legião Portuguesa, apontava no Jornal, esse homem como sendo o <strong>Legionário</strong> que tinha de ser um bom soldado, não só na forma como maneja as armas, mas, sobretudo, pelo seu espírito de disciplina e pela sua formação moral.<br />Os Serviços de Acção Social e Política da Legião Portuguesa, de que Costa Leite era Presidente, tinham como finalidade preparar moral e intelectualmente o Legionário, <em>arrancando-lhe da alma os vícios contraidos noutros tempos.</em></div><div align="justify">E se era assim, seria porque a preparação militar, ainda que considerada necessária, não era suficiente, pois desejava-se que a <strong>Legião</strong> fosse uma indispensável escola há muito tempo ambicionada, para se cultivarem os <em>verdadeiros valores</em> morais e cívicos.</div><div align="justify"><br />Essa educação moral, social e política, bem prenhe de valores cristãos, iria assegurar o prosseguimento firme e certo da obra prodigiosa de Salazar, no dizer do articulista.</div><div align="justify"><br />A tudo isto associava o Jornal os artigos da “Campanha Anti-Comunista”.</div><div align="justify"><br />Era a Revolução no seu melhor, reagindo deste modo à guerra civil que grassava aqui ao lado, em Espanha e que iria terminar meses mais tarde.<br /></div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-27557039885316043882007-04-15T04:09:00.000+02:002007-04-21T03:08:36.196+02:00Alvaiázere de outros tempos (37)<strong>Janeiro de 1938</strong><br /><div align="justify"><br />Em jeito de crónica, referem-se os factos mais importantes que constaram no Jornal deste mês, para que possa existir uma mais perfeita noção dos tempos que se viviam. </div><div align="justify"></div><div align="justify">Na Câmara Municipal teve lugar a primeira reunião do executivo, onde se procedeu à distribuição de pelouros, tendo a mesma sido realizada da seguinte forma: </div><div align="justify"></div><div align="justify"><em></em></div><div align="justify"><em>Presidência</em> – Serviços municipais, finanças, polícia e serviços municipalizados;<br /><em>Vereador Acácio Manso</em> – obras municipais, urbanização e fomento;<br /><em>Vereador Comendador Cesário Neves</em> – saúde pública, cultura e assistência.<br /></div><div align="justify">As sessões ficaram marcadas para se realizar todas as quintas-feiras pelas 14 horas. </div><div align="justify"><br /></div><div align="justify">No dia 2 de Janeiro foi conferida posse pelo Governador Civil de Leiria, Dr. Mário de Vasconcelos, aos presidentes de Câmara do Distrito, que foram recentemente nomeados pelo governo.</div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Entretanto, o Dr. Ruy Álvaro de Castro Rosa, tomou posse como notário em Vila Nova de Cerveira.</div><div align="justify"></div><div align="justify">Por iniciativa da Casa do Povo, abriu um posto escolar nocturno com aulas entre as 19 e 21 horas, sendo seu regente o professor José Maria Castelão.</div><div align="justify"></div><div align="justify">O Instituto Nacional do Trabalho e Previdência – delegação de Leiria -, publicava um edital chamando a atenção para a obrigatoriedade de as empresas concederem férias aos seus trabalhadores. </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Publicava-se também um edital em que, o Presidente da Câmara Municipal fazia saber que, de acordo com as novas disposições do Código Administrativo, os pobres e indigentes do concelho teriam que fazer o seu recenseamento paroquial, a fim de deste ser extraída certidão para provar, de futuro, essa condição. </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">E a Campanha Anti-Comunista, assim intitulada no jornal, continuava, denunciando o pacifismo defendido pelos soviéticos que mais não seria do que um isco para atrair os “ingénuos”, pois os “vermelhos” queriam era fazer a guerra-Era ver o caso da Espanha... </div><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">Com a presidência do Dr. António Campeão de Freitas, teve lugar uma animada festa escolar em Maçãs de Caminho.</div><div align="justify"><br />Tudo isto foi noticiado no Jornal de 26 e Janeiro de 1938. </div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-63138978601294059202007-04-10T02:55:00.000+02:002007-04-12T04:07:50.891+02:00Alvaiázere de outros tempos...(36)<strong><span style="font-size:130%;">A Fundação dos Bombeiros</span></strong> - <strong><em>Os primeiros 21 contos de réis</em></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /><div align="justify">Em Janeiro de 1938, é publicada a seguinte lista, contendo os primeiros donativos para os Bombeiros, sendo a mesma da iniciativa da Comissão Central.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">Era uma lista de Notáveis</div><div align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_-s_YDF7Q9SE/RhrlVJ0SFsI/AAAAAAAAAAk/6j8ny2WIEi8/s1600-h/Bombeiros.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051602083624654530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_-s_YDF7Q9SE/RhrlVJ0SFsI/AAAAAAAAAAk/6j8ny2WIEi8/s320/Bombeiros.jpg" border="0" /></a> Esta lista, contém os nomes das personalidades que se destavam, efectivamente, como grandes comerciantes e industriais, todos oriundos do concelho de Alvaiázere.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">Desde o grande fundador dos Bombeiros, Joaquim Ameixeira, a Bernadino Correa o grande armador da Cª Colonial de Nagvegação, ou a Carlos e Francisco Brito das Vinhas, das cervejas, ou a Eduardo Ferreira, ou mesmo a António Braz da firma Brás & Brás.<br /></div><div align="justify">Está aqui a génese financeira dos bombeiros.</div><p>O ano de 1938 foi importate para a Intituição.<br /></p>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-89270314173912901002007-04-02T02:48:00.000+02:002007-04-02T02:52:00.997+02:00Alvaiázere de outros tempos (35)<strong>António Ribeiro Ferreira - De Jovem Pioneiro a Senhor do Regime!</strong><br /><strong><div align="justify"><br /></strong></div>16 de Dezembro de 1938.<div align="justify"><br />António Ribeiro Ferreira, na época Director de “O Alvaiazerense”, conjuntamente com o seu irmão Manuel e com o Dr. Campeão de Freitas, tomou posse com Governador Civil de Évora.<br />Advogado em Lisboa, exercendo a advocacia muito próximo do centro de poder, prestou valioso contributo para a realização e implantação do Estado Novo.</div><div align="justify"><br />Tinha sido vereador da Câmara Municipal de Lisboa e Presidente da Comissão Concelhia de Lisboa da União Nacional.</div><div align="justify"><br />Os jovens que em Maio de 1926, iniciaram em Alvaiázere a tarefa de levar por diante o desenvolvimento da sua terra, eram já ilustres advogados e homens do Estado Novo, ocupando lugares de destaque.</div><div align="justify"><br />Mais tarde o Dr. António Ribeiro Ferreira, lograria vir a ser Presidente do Sporting Clube de Portugal. </div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-71163752281300013072007-02-28T01:55:00.000+01:002007-02-28T02:14:50.088+01:00Alvaiázere de outros tempos (34)<strong><span style="font-size:130%;color:#000099;">No trilho da memória</span></strong><br /><span style="color:#000099;"></span><br />Esta foto é do início dos anos 30.<br />O seu lado direito permanece praticamente intacto.<br />O seu lado esquerdo, contudo, já não existe.<br />O espaço então edificado, corresponde hoje à rua que desce ao lado do edifício da Caixa Geral de Depósitos.<br />Naquela época, no rés -do-chão, existia um estabelecimento comercial de tecidos, e por cima a Casa do Povo.<br /><br />Mais tarde, o primeiro andar serviu para acolher os Bombeiros, sendo a sua primeira sede <br /><br /><br /><a href="http://bp2.blogger.com/_-s_YDF7Q9SE/ReTTcn62qlI/AAAAAAAAAAM/v5eAVDR5Sw0/s1600-h/Alvaiázere+Bombeiros.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5036382772012690002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_-s_YDF7Q9SE/ReTTcn62qlI/AAAAAAAAAAM/v5eAVDR5Sw0/s320/Alvai%C3%A1zere+Bombeiros.jpg" border="0" /></a><br /><div></div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-71124958790069115192007-02-27T03:21:00.000+01:002007-02-27T03:24:49.330+01:00Alvaiázere de outros tempos (33)<span style="font-size:130%;"><strong>O Conselho Municipal</strong></span><br /><div align="justify"><br />Este órgão, que tinha competência electiva face aos vereadores da câmara Municipal, era a expressão viva do estado corporativo, pois continha, nessa perspectiva, a representação das forças económicas e sociais do concelho. </div><div align="justify"><br />As juntas de freguesia, nomearam em 13 de Novembro de 1937, os seus representantes em número de quatro, coincidindo essa nomeação com os nomes de quem nomeou, ou seja , os presidentes das juntas , nomearam-se a eles mesmos para representarem as suas juntas no conselho.</div><div align="justify"><br />E assim composto o Conselho por:</div><div align="justify"><br />Representantes das Juntas de Freguesia - Manuel Simões Cardo, comerciante, José Ribeiro dos Santos, proprietário, Joaquim Marques Simões, proprietário, António José Mendes de Oliveira, comerciante, Augusto Teixeira da Cunha, proprietário, contribuinte da contribuição predial rústica, P.e Manuel Gonçalves Serra, pároco de Almoster, representante da Misericórdia de Alvaiázere, José Barata Ribeiro de Oliveira e Silva, proprietário, contribuinte da contribuição predial rústica, António Maria Ferreira do Amaral Peres, proprietário, representante da Casa do Povo, António Silva, industrial e Aires da Silva, industrial, contribuintes da contribuição industrial.</div><div align="justify"><br />Reuniram no dia 25 de Novembro de 1937 e, depois de verificados os poderes pelo Presidente da Câmara, que presidiu à reunião, procederam à eleição da vereação da câmara, já que, por força do Código Administrativo, o Presidente da Câmara era nomeado pelo Governo.</div><div align="justify"><br />Como tudo fazia prever, a nomeação viria a recair sobre o Dr. António Maria Campeão de Freitas, que já desempenhava essas funções desde 1933.</div><div align="justify"><br />Entretanto, as obras de electrificação do concelho continuavam a bom ritmo, tendo sido concedida autorização, por portaria, para que a Câmara Municipal contraísse um empréstimo à Caixa Geral de Depósitos para fazer face às despesas tidas com as mesmas.<br /></div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-52184805167293829072007-02-25T15:56:00.000+01:002007-02-25T15:59:06.836+01:00Alvaiázere de outros tempos (32)<em>Os novos Organismos Administrativos</em><br /><br /><strong>A Câmara Municipal</strong><br /><div align="justify"><br />Por via da reforma administrativa, que deu origem à entrada em vigor do novo Código Administrativo, aprovado Decreto-Lei nº 27.424, e publicado em 31 de Dezembro de 1936, entraram em funções a partir de 2 de Janeiro de 1937, diversas individualidades do Concelho, a saber:<br />Câmara Municipal - <strong>Presidente</strong> - (nomeado pelo Governo) António Campeão de Freitas, advogado e notário, que já vinha exercendo o cargo desde há 5 anos, “com manifesto agrado, aplauso e reconhecida utilidade para o concelho e para o Estado Novo“;<br /><strong>Vice-Presidente</strong> - Acácio Virgílio de Sousa Manso, proprietário, antigo presidente da Câmara e antigo Administrador do Concelho, após o 28 de Maio, “ que vem servindo desde há onze anos a causa da Ditadura de do Estado Novo, prestando à sua terra o concurso valioso das suas qualidades de trabalho e da sua nobreza de carácter”.<br /><strong>Vogais</strong> - Acácio Virgílio de Sousa Manso, já mencionado e Comendador Cesário Neves, “benemérito de Alvaiázere, realizador constante de iniciativas úteis e proveitosas, antigo vogal da Câmara com a Ditadura e o Estado Novo, actual Provedor da Misericórdia, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Casa do Povo, e Presidente da Direcção da Assembleia de Alvaiázere”.<br /><strong>Vogais substitutos</strong> - Augusto Teixeira da Cunha, proprietário, Vogal da Comissão Concelhia da União Nacional, e da Misericórdia, antigo escrivão de direito, que tem prestado à sua terra o concurso da sua inteligência e da sua experiência, bem servindo a causa pública, e Acácio da Silva Cunha Frazão, proprietário, antigo Administrador do Concelho com a Ditadura e antigo vogal da Câmara.</div><div align="justify"><br />Refira-se que esta personalidades, com excepção do Presidente da Câmara, foram eleitas pelo Conselho Municipal a que nos referiremos em outro apontamento .<br /></div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-46810781328169240342007-02-24T04:26:00.000+01:002007-02-25T01:41:08.658+01:00Alvaiázere de outros tempos<div align="center"><strong><span style="font-size:130%;">Curiosidades de finais de 1937</span></strong><br /><strong><span style="font-size:130%;"></span></strong><br /></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;">-<span style="font-size:100%;"> </span></span><span style="font-size:130%;">A electrificação do concelho continua e já quase estão estabelecidas as redes de distribuição na Vila e em Cabaços.</span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;"></span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;"></span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;">- A estrada que liga a Vila a Cabaços encontra-se a ser arranjada, reclamando-se o seu alcatroamento.</span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;"></span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;"></span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;">- O comando do núcleo da Legião Portuguesa de Alvaiázere, deixou de pertencer ao Dr. Ruy Rosa que foi ocupar as importantes funções de Notário em Vila Nova de Cerveira, sendo substituido pelo aspirante a Comandante de Lança, Senhor Domingos de Paiva Ribeiro, que tinha como missão arranjar e alargar a sede, que ficou instalada na Escola Conde Ferreira.</span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;">Era composta por duas Lanças e já possuía 32 armas de guerra, sendo considerado um dos núcleos mais bem organizados do Distrito de Leiria.</span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;"></span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;"></span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;">- Entretanto, o terço de Alvaiázere da Legião Portuguesa, passou a ter bandeira.</span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;">Foi a mesma oferecida pelo senhor António Henriques Ferreira e esposa, recebendo-a o Delegado do Comando Distrital, dr. António Freitas.</span></div><div align="justify"></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;"></span></div><div align="justify"><span style="font-size:130%;">- Foi criada uma secretaria notarial em Alvaiázere pelos notários Dr. António Freitas e Dr. Manuel Dias Freire, sendo nomeadao director o primeiro.</span></div><div align="justify"></div><div align="justify"></div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-35646260123707949972007-02-24T01:37:00.000+01:002007-02-24T04:16:33.731+01:00Alvaiázere de outros tempos (31)<span style="font-size:85%;">A CONSOLIDAÇÃO LOCAL DO REGIME:</span><br /> <strong>Eleição para a Junta de Freguesia de Alvaiázere</strong><br /><strong></strong><br /><div align="justify">O número 95 do Jornal, datado de 26.09.37, trazia como tema de fundo a eleição para as juntas de freguesia do Concelho.</div><div align="justify">Produto da reforma do Código Administrativo, as juntas de freguesia passaram a estar sujeitas ao sufrágio popular, condicionado pelo regime e pela lista única.</div><div align="justify">A comissão concelhia da União Nacional, composta pelos senhores Rafael de Freitas, Acácio Manso, P.e Manuel Serra e Augusto Teixeira da Cunha, fez a proposta das listas.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">O Jornal tinha como grande manchete, na primeira página, que a ocupava toda, as palavras VIVA O ESTADO NOVO - VIVA SALAZAR - VIVA O CONCELHO DE ALVAIÁZERE !</div><div align="justify"> </div><div align="justify">No seu interior, vinha como manifesto eletoral, um texto doutrinário do regime, sendo apresentados os candidatos que, para a freguesia de Alvaiázere, a única tratada no jornal, era constituída por:</div><div align="justify">Manuel Simões Cardo - Presidente; Joaquim Lopes Ferreira e António Quintino - Vogais.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">A eleição ocorreu a 10 de Outubro.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">Na edição do Jornal de 7 de Novembro, sob o título "As eleições das Juntas de Freguesia", é dada notícia da forma como correram as eleições, sendo feita referência a que as listas únicas venceram em algumas freguesias com mais de noventa por cento.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">Referia-se o artigo que não houve qualquer oposição à lista apresentada pela União Nacional, concluindo que " A vitória das eleições das Juntas de Freguesia no concelho de Alvaiázere, é sem dúvida a vitória completa do nacionalismo puro, a guerra contra quaisquer outras ideias subversivas e destruidoras, a oposição à perda da nossa independência, para adefesa da qual oferecemos o nosso sangue e a nossa vida." </div><div align="justify"> </div><div align="justify">E assim se sintetizava o pensamento dominante.</div><div align="justify">Entraram em funções em 1 de Janeiro de 1938.</div><div align="justify">Foi dada posse à Junta de Freguesia de Alvaiázere pelo presidente da Cãmara Municipal e Administrador do Concelho Dr. António Freitas e às restantes, em representação deste, pelos senhores Rafael Freitas, Augusto Texeira da Cunha P.e Manuel Gonçalves Serra, Acácio Manso, acácio Mendes e Manuel Silva.</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1098184892977492682007-02-24T01:13:00.000+01:002007-02-24T01:34:28.388+01:00Alvaiázere de outros tempos (30)<span style="font-size:130%;"><strong>A Escola da Loureira</strong></span><br /><span style="font-size:130%;"></span><br /><div align="justify">Seis de Junho de 1937. </div><div align="justify"> </div><div align="justify">Foi festa na Loureira.</div><div align="justify">Inaugurou-se a nova escola, uma modelar escola ainda hoje existente e que tem a ela enexa a residência do professor, por forma a garantir que o mesmo fosse acolhido, ainda que a terra em si fosse pequena e sem grandes meios.</div><div align="justify">A sua base de sustentação económica consistia nos canteiros, célebres pela arte com que trabalhavam a pedra.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">Era necessário educar e dar instrução às pessoas.</div><div align="justify">Isso viu o grande benemérito que foi José Mendes de Carvalho, natural da terra.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">Para além da grande fortuna que deixou em testamento à Misericórdia de Alvaiázere, pela mão do seu advogado, dr. Manuel Ribeiro Ferreira, foi de sua iniciativa e a expensas suas que a escola foi construída.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">A festa foi grande estando presentes todas as entidades locais.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">Por tudo o que fez, foi-lhe conferido o colar da Ordem da Instrução Pública, que fez com que , no futuro, lhe chamassem de Comendador.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">Todo o acontecimento foi reportado no "<strong>Diário da Manhã</strong>" o novo jornal do regime.</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-56116981299525345822007-02-21T03:58:00.000+01:002007-02-21T04:08:12.111+01:00REGRESSO<div align="justify">Após várias tentativas parece que será desta vez que teremos algum tempo para continuar esta tarefa a que nos propuzemos,</div><div align="justify">No seguimento ao que temos escrito sobre o Estado Novo e sua implantação no Concelho de Alvaiázere, sempre se dirá que os próximos apntamentos serão "quentes" pois estamos na fase porventura mais dura do regime.</div><div align="justify">Vai-se falar do poder já metodicamene assumido e também da organização que o suportava, nomeadamente pelo enraizamento local - a Legião Portuguesa.</div><div align="justify">Serão estes os próximos capítulos e sempre se dirá que, nesta época, nem sequer há electricidade em Alvaiázere...</div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify">...</div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-83828960504748236662007-02-21T03:57:00.000+01:002007-02-21T03:58:45.307+01:00Memórias de meninice - A Ti RosáriaVivia na estrada do Couto, na primeira curva da descida para a Vila.<br />Mulher baixa e seca.<br />Mulher Rija.<br />Ela era a carteira.<br />Todos os dias calcorreava a estrada que liga a vila a Maçãs de Caminho, Relvas e Carregal..<br />Levava o correio para as gentes que lá moravam e também fazia os recados que lhe pediam.<br />Com chuva ou com sol, usando por vezes a saia pela cabeça, a Ti Rosária era a figura certa, que ligava aqueles universos que hoje estão tão perto e que tão distantes ficavam.<br />Ela era a carteira.AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-9047858284568387982007-02-21T03:51:00.000+01:002007-02-25T01:37:25.492+01:00Memórias de meninice -O Ti DiogoChamavam-lhe o <em>Diogo da Asseiceira</em>.<br />Velho e rijo, forte e atarracado, casaco à banda sobre o ombro, mortalha do cigarro pendurada no lábio grosso.<br />Lá ia o Diogo para casa, enxada às costas depois da jornada de trabalho.<br />Vinha da loja do <em><strong>ti Chico Cocheiro</strong></em>, trazia sempre um copo a mais, às vezes vinha a praguejar.<br />E se lhe perguntavam o que tinha feito quando era mais novo, então contava que foi padeiro da Rainha D. Amélia.<br />Um dia veio a revolução. A rainha e os outros fugiram.<br />Ainda foi até à Ericeira, acompanhando a sua ama; mas não embarcou.<br />Não precisaram dele.<br />Ele sabia de padeiro. Tanto tendia a massa, como dançava em frente do forno.<br />Ao domingo, à hora da missa, passava o <em>Ti Diogo</em> mais a sua mulher, uma velha linda, muito limpa, toda vestida de chita garrida.<br />Ela ia para a missa, ele ficava pela taberna até ao fim do dia.<br />Repetindo histórias velhas como ele.<br />Dava vivas à monarquia e o Estado Novo pouco se importava!<br />É que ele era o <em>Diogo da Asseiceira</em> !AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1167584679904434312006-12-31T17:55:00.001+01:002006-12-31T18:04:39.923+01:00Bom Ano de 2007Este é unicamente um sinal de que estamos vivos e não esquecemos a tarefa que nos propusemos levar por diante.<br /><br />Um Novo Ano nos espera e, no seu decurso, desenvolveremos este nosso apontamento sobre Alvaiázere, mudando talvez até um pouco o seu aspecto gráfico, não sem que seja perdida a finalidade do seu aparecimento, perante os poucos mas curiosos leitores que nos acompanham.<br />A promessa aqui fica feita.<br />Um venturoso Ano de 2007AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1153362274466406792006-07-20T04:19:00.001+02:002006-07-20T04:24:34.476+02:00ReaparecimentoA vida por vezes não nos ajuda no prosseguimento dos nossos projectos.<br />É o que tem estado a contecer com estes apontamentos.<br />Muita água tem passado sob as pontes e nada temos dito.<br />Não está adiado o projecto. Esteve um pouco em suspensão;mas futuramente vai assentar e ressugirá melhor.<br />Aos poucos leitores, mais uma vez as minhas desculpas. Até já.AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1143563137614940232006-03-28T18:17:00.000+02:002006-03-28T18:25:37.616+02:00Intervalo...Por motivos profissionais, não me tem sido possível dedicar algum tempo a esta série de apontamentos, sobre um período curioso da vida de Alvaiázere.<br />Pela falta peço desculpas aos meus eventuais leitores.<br />De ora em diante, vou fazer os possíveis para ser mais pontual.<br />Até porque faltam relatar factos curiosos.<br />Não nos esqueçamos que tudo o que temos vindo a abordar, se passa num período em que a iluminação era a petróleo e a azeite...<br />Muito há ainda para contar...<br />E já de seguida, se falará no turbilhão de factos que consolidaram o Estado Novo, e de que Alvaiázere, esse laboratório social e político, deu logo mostras.AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1139245797742051112006-02-06T18:03:00.000+01:002006-02-06T18:09:57.753+01:00APONTAMENTO<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6780/1238/1600/Alvai%3F%3Fzere%20ADRO.4.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6780/1238/320/Alvai%3F%3Fzere%20ADRO.4.jpg" border="0" alt="" /></a><br /> <strong>FOTO DO ADRO DA IGREJA MATRIZ, NOS ANOS 30</strong>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1138926057302142652006-02-03T01:19:00.000+01:002006-02-03T01:20:57.303+01:00Alvaiázere Anos 30<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6780/1238/1600/Salazar%20e%20Carmona.jpg"><img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6780/1238/320/Salazar%20e%20Carmona.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><br /><br />AS IMAGENS DO AMBIENTE VIVIDO...AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1138925916912875812006-02-03T01:15:00.000+01:002006-02-03T01:18:36.913+01:00Alvaiázere Anos 30<a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6780/1238/1600/voto1933.0.jpg"><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6780/1238/320/voto1933.0.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6780/1238/1600/estadonovo1.1.jpg"><img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6780/1238/320/estadonovo1.1.jpg" border="0" alt="" /></a><br /><br /><br />AS IMAGENS DO AMBIENTE VIVIDOAMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1138324183275708852006-01-27T01:23:00.000+01:002006-01-27T02:09:43.343+01:00Alvaiázere de outros tempos...(29)<strong>A Fundação Dos Bombeiros Voluntários</strong><br /><br />Já atrás referi que o Jornal vinha abordando o fenómeno da criação de instituições de Bombeiros Voluntários pelo País.<br />Alguns artigos já tinham sido nele publicados, sendo de salientar aqueles que subscreveu Joaquim da Silva Ameixeira.<br /><br />É precisamente pela iniciativa deste alvaiazerense, comerciante de sucesso em Lisboa,juntamente com Júlio da Graça Antunes, outro distinto comerciante da Capital, que, em Novembro de 1936, se realizou uma reunião, na Associação Comercial dos Logistas, com o fim de promover a criação de um corpo de Bombeiros em Alvaiázere.<br /> <br />A reunião foi presidida pelo dr. Manuel Ribeiro Ferreira e da mesma saiu a primeira Comissão promotora da iniciativa, que passou a ser composta, além do Dr. Manuel Ribeiro Ferreira, pelos senhores Joaquim Ameixeira, José de Freitas e Júlio da Graça Antunes.<br />Teve a presença de muitos alvaiazerenses residentes em Lisboa e, tendo sido aberta uma subscrição, rendeu logo a mesma a quantia de 8 contos de réis.<br /><br />Houve, desde logo, bastantes manifestações de adesão, mas somente em 22 de Abril de 1937, se realizou uma reunião em Alvaiázere, no salão da Assembleia.<br /><br />Saíram da mesma eleitas sete comissões, uma por cada freguesia, que vieram a dar o impulso fundamental, para que o obra fosse para a frente.<br />Eram, assim, compostas:<br /><strong>Alvaiázere</strong>: dr. Rui Rosa e Manuel Simões Cardo; <strong>Almoster</strong>: P.e Serra, António Marques e Estevão Pereira dos Reis;<strong>Pelmá:</strong> Augusto Teixeira da Cunha, Afonso Melo Barata Pereira, Vitorino Nunes júnior; <strong>Maçãs de D. Maria</strong>: Mateus Pereira dos Reis, António Lopes, João Simões Pulido; <strong>Pussos</strong>: Acácio Frazão, Domingos Paiva de Lima Ribeiro; <strong>Rego da Murta</strong>: Aníbal Freitas; <strong>Maçãs de Caminho</strong>: P.e Melo e António Alves Barros.<br />Uma equipa a que pertenceu Viriato Rosa e José Marques de Freitas, se encarregou de elaborar as cerca de três mil circulares que estas comissões distribuiram, com o intuito de angariarem sócios e fundos, para a grande obra que se propunham realizar.AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1137545968449580852006-01-18T01:59:00.000+01:002006-01-18T01:59:28.453+01:00Alvaiázere de outros tempos...(28)Os Ventos de Espanha e a Legião Portuguesa<br /><br />Já foi referido que o Jornal, depois da sua reaparição em 1935, se foi tornando, cada vez mais, um veículo de propaganda do emergente regime.<br />É nesse contexto que toma partido pelas tropas nacionalistas que, na vizinha Espanha, lutavam contra a Frente Popular.<br />Na edição de 10/05/1936, relata mesmo que, entre 16/02 e 2/04 desse ano, depois do triunfo da Frente Popular, ocorreram assaltos contra sedes de partidos políticos, edifícios públicos, igrejas, recontros sangrentos, fuzilamentos e atentados bombistas. <br />Era este o ambiente que se queria fazer reflectir para que os leitores se apercebessem de quão mau era o regime instituído pela Frente Popular.<br />Na mesma edição fazia-se ampla referência ao discurso de Salazar na Assembleia Nacional, proferido no encerramento da sessão legislativa. <br />Aí, o mesmo defendia que Portugal, para progredir precisava de ter paz interna, precisava de viver de si próprio, restabelecendo a unidade da sua história, defendendo-se da invasão das influências estrangeiras, que tão lamentáveis e perigosos resultados de decadência e atribulação tinham trazido. <br /><br />Na edição seguinte, de 31/05/36, com o título “ A Grande Guerra” é publicado um artigo doutrinário contra o comunismo fazendo igualmente um forte ataque ao que se está a passar em Espanha.<br /><br />Entretanto, a Comissão Concelhia da União Nacional, promoveu em 23 de Maio, pelas 11 horas, na Escola do Sexo Masculino de Maçãs de D. Maria, um sessão de propaganda nacionalista.<br />Presidiu à Mesa o Sr Rafael de Freitas, compondo-a também o Dr. Emídio Pimentel de Abreu e o Prof. Ferreira Afonso.<br />Foram oradores os Dr.s António de Freitas e Orvalho Teixeira. <br />Este, fez o elogio ao Estado Novo, terminando dizendo que, “Devemos pois ser nacionalistas e do Estado Novo, porque ser nacionalista é amar a família; ser nacionalista é não querer revoluções nem desonras; ser nacionalista é, finalmente, possuir a verdade.”<br />Em 19 /07/36, realizou-se outra sessão de propaganda na Pelmá. <br /><br /><br />Na edição de 30/09, é publicado outro artigo de fundo com o título “Em terras de Espanha”, em que é referido que, há mais de um mês as duas frentes beligerantes se pretendem exterminar.<br />Refere então que há o propósito de implantar em Espanha um regime comunista, com a ajuda da Rússia.<br />E observa: “ Foi contra este estado de coisas que o Exército e a Espanha nacionalista, crente e patriótica se revoltaram e vêm lutando, num esforço gigantesco, procurando exterminar e combater de vez o veneno que se estava apossando do organismo da Nação, e ameaçava perdê-la.”<br /><br />Fazia-se votos do triunfo da ordem contra a desordem.<br /><br />Entretanto, organizava-se no Campo Pequeno, em Lisboa, um comício anti-comunista.<br />No mesmo e por iniciativa do então Capitão Botelho Moniz, é lançada a ideia da criação de uma Legião Cívica Portuguesa.<br />Destinava-se a mesma a enquadrar “todos aqueles que, num acto voluntário e consciente e aceitando de coração alto, os maiores sacrifícios, dêem um passo em frente e acorram à chamada da defesa de tudo o que temos de mais sagrado.”<br /><br />O Jornal dá notícia da inscrição em massa que se vem fazendo em todo o País, atribuindo tal facto ao arreigado patriotismo dos que não se deixam subverter.<br />Estava lançada a Legião Portuguesa.<br />Na edição de 25/10/36, dá-se conta que o Governo a criou por decreto.<br />Tratava-se de uma organização civil, com disciplina de carácter militar, contra os “desordeiros desnacionalizados”.<br />Num artigo intitulado “ Quem não é por nós...”, dessa edição, justifica-se a necessidade da existência da Legião da seguinte forma:<br />“Basta este facto (luta contra os desordeiros desnacionalizados), para constituir por si só a prova da sua utilidade. De resto, ainda que assim não fosse, a Legião Portuguesa teria a grande e enorme vantagem de extremar campos. Quem não é por nós é contra nós, diz o velho refrão português. De futuro, quem, podendo fazê-lo, não tomar lugar entre os que combatem o comunismo, ajuda pela sua inércia e colabora na propagação desse mesmo comunismo.” <br />Foi publicada, neste número, a primeira lista de inscritos na Legião Portuguesa do Concelho de Alvaiázere.<br />Pela freguesia de Maçãs de Caminho inscreveram-se 12 homens, e na de Alvaiázere um.<br /><br /><br />ttp://alvaiazerense.blogspot.com/">Alvaiazerense</a>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1136085649823446562006-01-01T04:08:00.000+01:002006-01-01T04:20:49.836+01:00BOM ANO DE 2006Aos eventuais leitores deste Blog desejo um Bom Ano de 2006.<br /><br />Continuarei a fornecer dados, que me parecem importantes para um melhor conhecimento da história das instituções, no Concelho de Alvaiázere.<br />Mesmo que se diga que história pouco interessa, defendo que o seu conhecimento é importante para planear o futuro, sendo, nesse sentido que trabalho.<br />Não sou um historiador. <br />As pistas que forneço, podem ser valiosas para que alguém que queira aprofundar o que se passou e, assim, se consiga construir uma monografia do Concelho, que tão útil será para quantos amam a sua terra e para que tem o dever de decidir o seu destino.AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1136084859775278552006-01-01T03:00:00.000+01:002006-01-01T04:07:39.836+01:00Impostos, despesa pública e obras...Findo um ano cheio de acontecimentos políticos importantes para e definição do futuro de Portugal,tais como as eleições legislativas primeiro, e depois as eleições autárquicas, heis que nos deparamos com o acentuar de uma crise das finanças públicas, que está inexoravelmente a contaminar toda a economia.<br />Se é certo que essa crise tem conduzido ao cada vez maior apertar do cinto de todos os portugueses, não é menos certo que o despesismo do Estado não tem diminuído de forma significativa.<br />A consequência inevitável de tal facto, é traduzida pelo aumento mais ou menos encapotado dos impostos.<br />Ora, o cidadão comum, não pode aceitar que o dinheiro que dispende nos impostos seja malbaratado em despesas sem sentido.<br />E elas tanto podem traduzir-se nas grandes obras públicas, como sejam aeroportos ou linhas de alta velocidade, como em certas obras municipais.<br />As Administrações, quer central, regional ou local, têm de estar vinculadas a critérios de poupança que o País exige, e ainda que se possa defender que certos investimentos públicos geram emprego, funcionando como impulsionadores da economia,também é certo que, se não forem produtivos, vão mais tarde transformar-se em mais despesa, já que necessitam de manutenção, que se torna dispendiosa.<br />Veja-se, a título de exemplo, a construção dos estádios de futebol.<br /><br />Focalizando o problema a nível local, penso que seja a altura de haver um pouco mais de cuidado no lançamento de determinadas obras, pois, mais tarde, vão tornar-se um peso para a despesa, sem que, mesmo esteticamente, se tenham obtido grandes resultados, tornado-se pesadas na sua manutenção e porventura pouco úteis. <br />É disto exemplo o recente arranjo efectuado nas traseiras da Igreja Matriz de Alvaiázere.<br />Na minha opinião, ainda que seja um trabalho de arquitectura respeitável, enquanto criação intelectual, não me parece adequado para o espaço e até muito pouco útil.<br />Talvez um pouco de conhecimento da história do local, por parte de quem concebeu e por parte de quem decidiu, tivesse ajudado a arranjar uma solução porventura msis económica e que resultasse melhor.<br />É bom não esquecer que se está a exigir, e bem, aos particulares proprietários dos prédios circundadantes do dito espaço que mantenham as fachada dos seu prédios para que não se perca o pouco que já resta do centro histórico da Vila.<br />E faz-se uma obra daquelas?<br />Não faz sentido e a ela se aplica o exemplo de como se gasta dinheiro público mal gasto.<br />E não se diga que teve origem em subsídos, externos ao município.<br />Por esse facto, não continuará a vir dos nossos impostos?AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-13883260.post-1134341197909055192005-12-11T23:44:00.000+01:002005-12-11T23:46:37.910+01:00Alvaiázere de outros tempos...(27)<div align="justify"><table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"><tbody><tr height="100%" unselectable="on" width="100%"><td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"><div align="center"><strong><span style="font-family:arial;font-size:130%;">A Mocidade e o Regime</span></strong><br /> </div><div align="justify"><em>Sob o título “ Reforma Oportuna” é publicado no nº 70 do Jornal de 23702/1936, um artigo de fundo em que se elogia uma iniciativa do Governo, relativamente à educação da mocidade.<br />Tratava-se de uma proposta do Governo, que foi submetida à Assembleia Nacional, por via do Ministério da Instrução, referente ao Sistema de Educação da Mocidade.<br />Defendia o mesmo que, para além da instrução, era necessário educar.<br />Defendia que era necessário incutir-lhes valores.<br />Que, desde crianças deveriam ser orientados no culto e ao serviço da Nação, afastando-as, ao mesmo tempo, das doutrinas “dissolventes” que campeavam à larga nas escolas.<br />Determinava-se, através da mesma proposta, que em cada escola deveria existir um crucifixo.<br /><br />O jornal, depois da sua reedição em 1935, tinha-se definitivamente tornado num arauto do Regime. <br />Estamos, neste momento, a assistir ao nascimento da Mocidade Portuguesa</em></div></td></tr><tr unselectable="on" hb_tag="1"><td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"><div id="hotbar_promo" align="justify"><em></em></div></td></tr></tbody></table></div>AMRhttp://www.blogger.com/profile/06300696778433946844noreply@blogger.com