tag:blogger.com,1999:blog-131917482009-07-15T10:15:09.328+01:00Copo de 3Este é um Blog com o principal objectivo de dar a conhecer o vinho e o mundo à sua volta, seja com notas de prova, visita a adegas, etc...Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.comBlogger799125tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-15310024072814696612009-07-15T00:02:00.006+01:002009-07-15T03:00:18.879+01:00Casa do Arrabalde branco 2007<div style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sl0kTGdOquI/AAAAAAAACCg/gIxKWDNlEz0/s1600-h/100_6185.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sl0kTGdOquI/AAAAAAAACCg/gIxKWDNlEz0/s400/100_6185.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Casa do Arrabalde branco 2007</span></span><br /><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Castas: </span><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;" id="ctl00_ContentPlaceHolder1_LbTexto"> Avesso, Alvarinho e Arinto - Estágio: cubas inox - 13% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Tonalidade</span> amarelo citrino com ligeiro reflexo dourado.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Nariz</span> de intensidade mediana, a fruta (pêra, maçã, citrinos, ananás) a mostrar-se bem madura com alguma calda presente a dar ligeira sensação de gulodice. Conjunto a mostrar-se fresco e com boa dose de elegância, algum vegetal fresco pelo meio com mineralidade a marcar o fundo, onde parece querer espreitar um ligeiro travo petrolado.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Boca</span> a mostrar um vinho de corpo arredondado e de espacialidade mediana, conduzido por uma acidez bastante presente durante toda a prova. No seu todo é um vinho coeso, que mostra uma boa harmonia de conjunto, complementando-se com o que parece ser uma leve sensação de calda de fruta com o aumentar da temperatura de serviço, em final de boca de persistência média.<br /><br />Um branco que se revelou como uma boa surpresa e que recomendo vivamente para este Verão, com um preço sensato a rondar os 6€. Acompanhou juntamente com a versão de 2008, uma paelha de lagostins. <span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;"><br />15,5</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-1531002407281469661?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-62309147974360030292009-07-01T18:41:00.013+01:002009-07-10T15:14:49.514+01:00Independent Winegrowers´ Association - Prova de Vinhos<div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkupUI5l2tI/AAAAAAAACBg/5HFMON0BSvE/s1600-h/100_6172.JPG"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkupUI5l2tI/AAAAAAAACBg/5HFMON0BSvE/s400/100_6172.JPG" border="0" /></a>A <a href="http://www.iwa-pt.info/dir_iwa-pt.info/vinho.html">Independent Winegrowers' Association</a> (IWA) realizou no passado dia 2 de Junho, no Hotel Ritz Four Seasons, a segunda prova de vinhos para a imprensa, realizada em Portugal.<br />Estamos perante um projecto sólido, que nasceu pela necessidade imperiosa de criar agrupamentos de empresas do sector vitivinícola que assegurem de forma mais eficaz a promoção conjunta dos seus produtos.<br />O alto standard de qualidade, a elevada consciência ambiental, uma produção totalmente vertical, reuniu na mesma iniciativa as empresas <a href="http://www.casadecello.pt/dir_casadecello/">Casa de Cello</a>, <a href="http://www.alvesdesousa.com/">Domingos Alves de Sousa</a>, <a href="http://www.luispato.com/">Luís Pato</a>, <a href="http://www.quintadoameal.com/">Quinta do Ameal</a>, <a href="http://www.covela.pt/">Quinta da Covela</a>, e <a href="http://www.iwa-pt.info/dir_iwa-pt.info/roques.html">Quinta dos Roques</a>. Trata-se de um Special Interest Group onde os membros participam em acções conjuntas mantendo a sua autonomia empresarial ou comercial.<br /><br />Apresento algumas breves notas sobre alguns dos vinhos que tive a oportunidade de provar:<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Skuqs3rwh9I/AAAAAAAACBo/ygFX8xQzIEA/s1600-h/100_6161.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Skuqs3rwh9I/AAAAAAAACBo/ygFX8xQzIEA/s320/100_6161.JPG" border="0" /></a><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >Casa de Cello</span><br /><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 0);">Quinta de Sa<span style="font-size:100%;">n Joanne </span>Espumante Reserva 2002</span><br />Lote de Arinto com Avesso, mostrando bolha fina com aroma a mostrar alguma complexidade, avelã, vegetal seco, torradas, algum mineral, tendo sinais de alguma oxidação. Boca de boa persistência com corpo consistente e equilíbrio no vai não vai, onde um sabor a limão envelhecido se destaca, com delicada sensação de cremosidade e frescura. Deu melhor prova no ano passado, é beber o que se tenha e esperar nova colheita. 15 - <span style="font-weight: bold;">15,5</span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);">Quinta de Sa<span style="font-size:100%;">n Joanne </span>Superior 2007</span><br />Alvarinho e Malvasia Fina, perfazem o lote do topo de gama dos brancos desta casa, contrariamente ao que seria de esperar encontro sempre neste vinho um conjunto pouco expressivo naquilo que seria de esperar, fruta madura com toques minerais suaves, e ligeira hortelã assim esbatida em fundo. Incompatibilidades quem sabe, mas são já bastantes garrafas bebidas e provadas a confirmar uma e outra vez a mesma sensação.<span style="font-weight: bold;"> </span><span>15,5</span><span style="font-weight: bold;"> </span>- <span style="font-weight: bold;">16</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;"><span style="color: rgb(0, 153, 0);">Quinta de Sa</span><span style="color: rgb(0, 153, 0);font-size:100%;" >n Joanne </span><span style="color: rgb(0, 153, 0);">Vinho Verde 2008</span></span><br /><span>Avesso e Loureiro, conjunto onde se sente mais a segunda casta, frescura com notas a lembrar chá branco, citrinos, tropical e floral/vegetal com mineralidade. Na boca tem acidez bem presente dando boa dose de frescura na boca, mediana espacialidade, citrinos bem presentes.</span><span style="font-weight: bold;"> </span><span style="font-weight: bold;">15 </span><span>-</span><span style="font-weight: bold;"> </span><span>15,5</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);">Quinta de Sa<span style="font-size:100%;">n Joanne </span>Escolha 2004</span><br />Avesso, Alvarinho e Chardonnay, fazem um vinho que se apresenta com ligeiro toque petrolado, fruto de evolução positiva em garrafa, capaz de mostrar ainda vida na fruta madura (tropical, citrino) que apresenta, floral e mineralidade. Boca prazenteira, com macieza e acidez mais domada, em corpo mediano. 15,5 - <span style="font-weight: bold;">16</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Porta Fronha 2006</span><br />Tinta Roriz com Touriga Nacional, sem muita complexidade, apresenta aroma de licor de groselha com alguma cereja, frescura de aroma com compotas e violetas. Boca de concentração média /baixa, perfil frutado e com ligeira secura vegetal. 14,5<span style="font-weight: bold;"> </span>-<span style="font-weight: bold;"> 15</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Quinta da Vegia 2006</span><br />Tinta Roriz com Touriga Nacional, onde se destaca a fruta madura que jorra por todo o lado, a par de notas florais que ajudam a perfumar o copo, mas com uma madeira a aconchegar de forma suave todo o conjunto, embora de mediana complexidade. Um vinho com a sua dose de complexidade mas sempre fresco, elegante e com algum sedução à mistura. 15,5 -<span style="font-weight: bold;"> 16</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Quinta da Vegia Reserva 2006</span><br />Touriga Nacional com Tinta Roriz, Um vinho pleno de harmonia, entre fruta e madeira, não consegue esconder os seus encantos, conjuga madeiras e fruta de uma forma muito própria, com a volúpia das notas florais da Touriga Nacional que predomina no lote, sempre guiado com frescura bem por perto. É um daqueles vinhos que se pode apelidar de sedutor, muito elegante quer a nível do conjunto aromático ou na prova de boca. A não perder. 16,5 -<span style="font-weight: bold;"> 17</span><br /></div><br /><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkurB9TRo2I/AAAAAAAACB4/-26-3SYxgWo/s1600-h/100_6160.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkurB9TRo2I/AAAAAAAACB4/-26-3SYxgWo/s320/100_6160.JPG" border="0" /></a><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >Alves de Sousa</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);">Branco da Gaivosa Reserva 2007</span><br /><div style="text-align: justify;">É a segunda colheita deste branco, mostra-se bem melhor que a primeira colheita, com o ano e algumas orientações de adega que teve, para melhor, também a darem uma ajuda significativa. Apresenta-se digamos que guloso, cativante, simpático, a fruta madura e fresca envolvida naqueles toques derivados da madeira mas sem excesso. Depois é dizer o que se cheira e sabe, untuosidade, flor de esteva e anis, relva cortada e o pêssego, alia uma mineralidade que se comporta lindamente com as leves nota derivadas da madeira por onde passou. Comportamento em boca à altura da prova de nariz. 16 - <span style="font-weight: bold;">16,5</span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);">Alves Sousa Reserva Pessoal Branco 2005</span><br />É a nova colheita deste peculiar vinho, que me conquistou desde a sua primeira colheita em 2001, ainda falta tempo para sair para o mercado (final do ano), aparece menos glicérico e gordo do que nos acostumou, está bem mais fresco e leve na sua estrutura mas sem perder o carácter e cunho que o liga aos seus antecessores. 16,5 - <span style="font-weight: bold;">17</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Quinta da Gaivosa 2005</span><br />Um clássico do Douro que já assistiu em colheitas anteriores a um ligeiro refinamenteo do seu perfil, onde antes as uvas eram transformadas em conjunto, agora são separadas por lotes permitindo assim refinar e optimizar a qualidade do produto final. Mineral deambulante por entre a fruta que se sente muito madura e empireumáticos de gabarito, tudo em grande harmonia e encerrando uma belíssima complexidade. Boca ampla mas composta, com ajustamento à prova de nariz. Um vinho com alma Douro. 17,5 - <span style="font-weight: bold;">18</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Quinta Vale da Raposa Grande Escolha 2006</span><br />Touriga Nacional, Tinto Cão e Sousão, num conjunto com alguma austeridade no seu conjunto, mais uma vez um vinho que pede tempo, a fruta de caroço é madura, cerejas e vegetal com toques de chocolate preto (daquele com elevada percentagem). Boca apresenta ligeira secura vegetal, embora se apresente mais elegante do que a prova de nariz fazia esperar.<br /><span style="font-weight: bold;">16,5</span>-17<br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Quinta Vale da Raposa Touriga Nacional 2007</span><br />Uma Touriga fresca e especiada, mostra-se um pouco menos coeso que em anteriores versões, violetas com a fruta por vezes a parecer entalada pelas estevas do monte, madeira a dar refinamento e toque de alguma complexidade, num conjunto que apresenta ligeira austeridade.<span style="font-weight: bold;"> 16</span> - 16,5<br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tinto Doce Colheita de Natal 2007</span><br />As vinhas velhas foram vindimadas a 21 de Dezembro de 2007, naquele que eu considero o vinho mascote da Alves de Sousa. Pela tonalidade faz lembrar um abafado tinto, com notas de marmelada, flores, alguma fruta em passa (ameixas, tâmaras) e tem um interessante toque de especiaria doce (canela, cravinho) num todo que se mostra acolhedor e bastante tentador, seja na prova que dá em nariz ou em boca. <span>16,5</span><span> - <span style="font-weight: bold;">17</span></span><br /><br /><a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkurBrTX8VI/AAAAAAAACBw/4dUfoiiUCUw/s1600-h/100_6159.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkurBrTX8VI/AAAAAAAACBw/4dUfoiiUCUw/s320/100_6159.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">Luís Pato</span></span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Vinha Formal 2008</span><br />Extreme da casta Bical, boa intensidade com toque vegetal/floral assente em fundo mineral, fruta branca (pêra e maçã). A madeira quase não se dá por ela, numa prova de boca com boa dose de frescura, aliada a uma mineralidade. 16 - <span style="font-weight: bold;">16,5</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2006</span><br />De fina e requintada complexidade, madeiras enceradas com aroma de vegetal seco, fumado, mineral, especiado, tem um ligeira sensação de vinagrinho que percorre o final, ligado a um caramelo fundido muito suave. É daqueles vinhos que tem uma personalidade muito prórpia, aliás como se diz, vê-se pelo nariz. De evolução nobre durante toda a prova, finesse na boca, frescura muito sentida e assente em laje de pedra fria e húmida. Prova de boca complementa a prova de nariz na sua plenitude. Um grande vinho com muito muito tempo pela frente. 17,5 -<span style="font-weight: bold;"> 18</span><br /><br /><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Skur9PiAuuI/AAAAAAAACCQ/Z4vcF49rKkg/s1600-h/100_6164.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Skur9PiAuuI/AAAAAAAACCQ/Z4vcF49rKkg/s320/100_6164.JPG" border="0" /></a><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >Quinta do Ameal</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Quinta do Ameal Loureiro 2008</span><br />Um 100% Loureiro de grande frescura ao nível de aromas com claro domínio para as notas vegetais com louro em destaque, erva/relva molhada, fruta ligeira (tangerina e anona com uma incursão no campo do tropical) em fundo mineral. Boca plena de frescura, num conjunto jovem e cheio de vivacidade. 15,5 -<span style="font-weight: bold;"> 16</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Quinta do Ameal Escolha 2007</span><br />Já com direito a passagem por madeira, este vinho alia a complexidade e arredondamento proporcionado pela madeira com a jovialidade e frescura da casta Loureiro. A beber agora ou a guardar sem receios, tendo em conta a excelente prova que dá de momento o Escolha 2004 (decanter). 16 - <span style="font-weight: bold;">16,5</span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;">Quinta do Ameal </span><span style="font-weight: bold;">Espumante Arinto Bruto </span><span style="font-weight: bold;">2002</span><br />Aroma com notas de alguma evolução, palha e frutos secos, ganhou mais patine, flores e citrinos. Com corpo suficiente para acompanhar um bom peixe no forno. Sempre muito equilibrado e sério, boa intensidade ao nível de nariz e boca. <span style="font-weight: bold;">16</span> - 16,5<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;">Quinta do Ameal Special Harvest 2007</span><br />Um vinho feito de uva da casta Loureiro passificada, com aroma a encerrar uma boa complexidade, notas de açúcar queimado, floral suave com toques de mel e alguma fruta (pêssego) em calda, juntamente com passas (tâmaras) a fruto seco (avelã), sentindo-se um conjunto com alguma frescura. Boca agridoce, alguma frescura que permite desfrutar sem enjoo prematuro, não tão presente em boca como seria de esperar. <span><span style="font-weight: bold;">16</span> - 16,5</span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkurCRsfGAI/AAAAAAAACCI/YCDLhi1A7sQ/s1600-h/100_6163.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkurCRsfGAI/AAAAAAAACCI/YCDLhi1A7sQ/s320/100_6163.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">Quinta da Covela</span></span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Covela Escolha branco 2007</span><br />Lote de Avesso e Chardonnay, a mostrar-se com boa intensidade, flores, fruta tropical e citrinos,vegetal fresco. A mineralidade é ponto assente no final. Complementa-se na boca, com subtil sensação de cremosidade ao início, espacialidade forrada pela refrescante frescura que apresenta, acabando com secura no final. Vinho de personalidade bem vincada, a descobrir.<span style="font-weight: bold;"> </span><span>16 -</span><span style="font-weight: bold;"> 16,5</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Covela Colheita Seleccionada 2007</span><br />Avesso e Chardonnay<span style="font-weight: bold;">, </span>nota-se a barrica por onde se refugiou, resulta um vinho fresco com leve mineral, aliando o vegetal do avesso e a fruta da Chardonnay. Junta a cremosidade da Chardonnay aliada à boa dose de acidez do Avesso, em final de boca com sensações de tosta e alguma untuosidade num todo muito agradável.<span style="font-weight: bold;"> </span><span>15,5 -</span><span style="font-weight: bold;"> 16</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Covela Escolha Palhete 2007</span><br />Muita fruta vermelha com o morango bem presente, sumarento, fresco e apelativo, a rama verde mostra-se a meio caminho com toque floral. Boca com corpo mediano, fresca, de boa presença frutada com plena sintonia com a prova de nariz<span style="font-weight: bold;">. </span><span style="font-weight: bold;">16</span> - 16,5<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkurB41lI4I/AAAAAAAACCA/aFCWPY616wk/s1600-h/100_6162.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkurB41lI4I/AAAAAAAACCA/aFCWPY616wk/s320/100_6162.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">Quinta dos Roques </span></span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Quinta das Maias Malvasia Fina 2008</span><br />100% Malvasia Fina, com aroma floral e muitos citrinos em companhia de um ligeiro arredondamento dado pelos 10% que fermentaram em barrica. Boca com toque docinho, a tal piscadela à cozinha mais oriental, retocada pela acidez limonada em espacialidade mediana.<span style="font-weight: bold;"> </span><span>15 - </span><span style="font-weight: bold;">15,5</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Quinta dos Roques Reserva 2006</span><br />Fruta vermelha bem fresca e madura com notas de especiaria, flores e alguns toques a lembrar camurça. Boa envolvencia sempre com frescura e complexidade de bom nível, em fundo ligeiramente balsâmico/vegetal. Boca em sintonia com o nariz, frescura, elegância, alguma mineralidade com toques balsâmicos de fundo. <span style="font-weight: bold;">16,5</span> - 17<br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Queria deixar os meus parabéns por mais uma excelente prova que me foi proporcionada, com votos de um cada vez maior sucesso em futuras iniciativas. É para mim sempre um enorme prazer, poder privar com os produtores, mentores e criadores, de sonhos que se transformam em momentos de puro prazer. E quando esse prazer pode ser partilhado à mesa com amigos, ou simplesmente discutido, então só se pode deixar uma palavra de agredimento a todos.<br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-6230914797436003029?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-67102991522821466832009-06-24T19:15:00.008+01:002009-06-27T17:26:03.844+01:00Niepoort Vintage 2007<div style="text-align: justify;">Em prova coloco uma novidade, quem anda atento a estas "coisas" do vinho, saberá certamente que o mais recente Porto Vintage da Niepoort já está no mercado e foi alvo de prova em variados sítios da blogosfera nacional.<br />Optei deste modo por deixar de fazer a respectiva apresentação, pois sem dúvida será bem mais interessante ouvir essas palavras ditas pelo próprio <a href="http://www.niepoort-vinhos.com/">Dirk Niepoort</a>:<br /></div><br /><br /><object height="505" width="640"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/scf3nR1ncpw&hl=pt-br&fs=1&rel=0"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowscriptaccess" value="always"><embed src="http://www.youtube.com/v/scf3nR1ncpw&hl=pt-br&fs=1&rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="505" width="640"></embed></object><br /><br /><div style="text-align: center; color: rgb(51, 51, 51);"><span style="font-weight: bold;">Este Vintage 2007 mantém a tradição da Niepoort de criar Portos equilibrados, com grande concentração sendo simultaneamente finos e delicados.</span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Depois de alguns Invernos severamente secos, o Invernos de 2006/07 foi adequado para recolocar as reservas de água no solo no seu ponto perfeito. Em 2007 as vindimas começaram na histórica adega de Vale de Mendiz em 14 de Setembro, 6ª feira.<br />Apesar de uma breve tempestade em 16 de Setembro e leves chuvas no final do mesmo mês, a vindima decorreu em condições excelentes. Os mostos em fermentação exibiam já cor muito carregada e densa, e uma acidez natural muito boa, evitando grandes correcções ácidas.<br />A nota de prova é a que se segue:<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkJyYNpG-2I/AAAAAAAACBY/8vRz2L486Fs/s1600-h/100_6179.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SkJyYNpG-2I/AAAAAAAACBY/8vRz2L486Fs/s320/100_6179.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Niepoort Vintage 2007</span></span><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão, Tinta Roriz e outras - Estágio: 2 anos em tonéis de madeira antigos - 20% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> ruby bem escuro de concentração alta.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a perfilar um conjunto coeso, fresco e pleno de finesse, com aroma a mostrar muita fruta madura (futos do bosque, bagas), a gulodice da compota à espreita, especiarias doces (canela, cravinho), vegetal seco (esteva) a recortar com algum floral (violeta) em fundo mineral. Vai dando voltas numa toada oscilante entre o morno e o fresco, diga-se que muda como o tempo, morno de manhã e frio à noite, e o reboliço no copo torna este vinho frenético, despontando novos detalhes (toques de cacau fresco, chá preto e fumados) encerrados quase como numa caixa de pandora.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> com ataque de fruta madura e suculenta, quase no formato de tarte de frutos do bosque, com toques frescos, num todo coeso e que mostra harmonia ao lado de austeridade, quase como um colosso bailarino, dando passos ligeiros e elegantes, apesar de toda a sua opulência e magnitude. A sua passagem é por isso delicada mas sentida, com toques de bela vivacidade/frescura que tanta alegria transmite ao conjunto. Transporta na boca os aromas de nariz, sendo de igual modo amplo e complexo, mas ao mesmo tempo fresco e com ligeira secura vegetal no final de boca, de persistência alta.</span><br /><br />Um vinho que com toda a complexidade que encerra, por vezes torna-se surpreendente a facilidade com que se nos dá a entender. Dá um prazer imenso se bebido agora, mas certamente se entenderá que está preparado para uma longa guarda, onde certamente irá brilhar novamente em altura própria.<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">18,5</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-6710299152282146683?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-53860692219915755722009-06-22T17:30:00.006+01:002009-06-23T16:12:40.784+01:00Esporão Reserva branco 2008<p style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sj_AMPrtDhI/AAAAAAAACBE/Y0kHg-tTyv0/s1600-h/Espor%C3%A3onovo.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right; width: 252px; height: 252px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sj_AMPrtDhI/AAAAAAAACBE/Y0kHg-tTyv0/s320/Espor%C3%A3onovo.jpg" border="0" /></a>O <a href="http://www.esporao.com/default.htm">Grupo Esporão</a>, onde a Finagra S.A. passou a denominar-se Esporão S.A, renovou a identidade do vinho <span style="font-weight: bold;">Esporão Reserva</span>, no seguimento do rebranding dos produtos da Herdade do Esporão e que é agora divulgada com a nova colheita de branco <span style="font-weight: bold;">2008</span>. <span style="font-weight: bold;">José Pedro Croft</span> foi o artista plástico convidado para ilustrar o novo rótulo, numa aliança entre o vinho e a arte, que desde 1985 representa o carácter único da marca Esporão.<br />Os elementos gráficos que compõem o rótulo de Esporão Reserva foram reorganizados, com o objectivo de enfatizar a marca, o nome do produto, a sua especificidade e o ano de colheita. A nova proposta visual, integrada e clara, permite a harmonia entre a identidade do vinho e a intervenção do artista.</p><p style="color: rgb(51, 51, 51); text-align: center; font-style: italic;">O artista inspirou-se “na complexidade de aromas, sabores e cores que diferenciam o vinho Esporão Reserva para criar um rótulo exclusivo, de desenho geometrizado e policromático”</p><p style="text-align: justify;">Recorde-se que, desde 1985, ano da primeira colheita de Esporão, mais de 23 artistas deram o seu contributo para os rótulos deste vinho intimamente ligado às artes: António Ole, Armando Alves, Artur Bual, Costa Pinheiro, Dórdio Gomes, Gabriel e Gilberto Colaço, Graça Morais, Guilherme Parente, João Hogan, José de Guimarães, José Manuel Rodrigues, Julião Sarmento, Júlio Pomar, Júlio Resende, Luís Pinto Coelho, Manuel Cargaleiro, Mestre Isabelino, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Pedro Proença e Rubens Gerschman.<br /></p> <a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sj-3-fLDHwI/AAAAAAAACA0/-fhCcBKrhjo/s1600-h/esporaoreservabr.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sj-3-fLDHwI/AAAAAAAACA0/-fhCcBKrhjo/s400/esporaoreservabr.jpg" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Esporão Reserva branco 2008</span></span><br /><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro - Estágio: Barricas novas carvalho francês e americano - 14% Vol.</span><br /><br /><div style="text-align: justify; color: rgb(51, 0, 0);"><span style="font-weight: bold;">Tonalidade</span> amarelo citrino de concentração média/baixa.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Nariz</span> que entra com fragrância fresca e citrina (limão, toranja), com vegetal fresco (relva cortada) e novamente com fruta bem madura a fazer lembrar, banana, abacaxi, pêssego e melão, por algumas vezes a parecer envolto em calda. A barrica está muito bem trabalhada, não afagando a fruta mas sim compensando a mesma com uma belíssima base de apoio, permite sentir-se a frescura ao mesmo tempo que aporta baunilha e torradas. O tempo em decanter faz-lhe bem, tal como num copo largo para permitir que com o tempo exale aromas de flores brancas com fundo mineral<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Boca</span> com corpo bem delíneado e uma acidez a aportar bastante frescura que contrabalança com os toques derivados das madeiras por onde passou. Espacialidade média com a fruta ao nível de nariz a marcar presença, juntamente com vegetal fresco e mineralidade em fundo, de persistência final média.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Marca sólida ao longo dos tempos, que tem sabido refinar o seu perfil ao gosto dos consumidores, mas sempre sem perder a sua identidade. Bastante agradável neste momento, mas também dá segurança para uma guarda a curto/médio prazo. Será sempre um valor seguro no que toca a qualidade, com produção avantajada que permite o fácil acesso um pouco por todo o Portugal. Acompanha muito bem um leque variado de peixes no forno ou na grelha, desde a Dourada ao Bacalhau, podendo-se optar por uma salada de frango com molho de iogurte e cebolinho.<span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;"> 16,5</span></span><br /><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-5386069221991575572?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com6tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-9999451999872823672009-06-19T00:10:00.005+01:002009-06-19T19:09:10.810+01:00Bucellas & Collares 2007<div style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjvChgTe-FI/AAAAAAAACAc/tQRCT_B4-rQ/s1600-h/Citrinus.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjvChgTe-FI/AAAAAAAACAc/tQRCT_B4-rQ/s400/Citrinus.jpg" border="0" /></a>Para comemorar os cem anos das regiões demarcadas de <span style="font-weight: bold;">Bucelas</span> e <span style="font-weight: bold;">Colares</span>, foi produzido um vinho branco em conjunto pela <a href="http://www.companhiadasquintas.com/">Companhia das Quintas</a> e a <a href="http://www.arcolares.com/">Adega Regional de Colares</a>, numa edição limitada de três mil garrafas, concebida a partir das castas emblemáticas das duas regiões: <span style="font-weight: bold;">Arinto</span> de Bucelas e <span style="font-weight: bold;">Malvasia</span> de Colares, que tem como objectivo transmitir a personalidade e excelência dos vinhos das duas regiões, surgindo assim o Bucellas & Collares, vinho branco regional Estremadura 2007.</div><p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"><span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:11;" ><o:p></o:p></span></p><div style="text-align: justify;"><div style="text-align: center;"> <span style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);font-size:130%;" >Bucelas e Colares são duas das regiões demarcadas mais antigas do mundo, comemorando este ano 100 anos de existência.</span><span style="font-size:130%;"><br /></span></div><br />Como referido, as duas castas escolhidas são bem características de cada uma das regiões, a casta Arinto amadurece de forma sublime, mantendo sempre excelentes níveis de acidez natural que resultam num excelente potencial de envelhecimento. A Malvasia é uma casta nobre e autóctone plantada em pé-franco, nos característicos solos arenosos da Região Demarcada de Colares e é vindimada no final de Setembro, apresentado um uva com excelente acidez e grande equilibrio aromático.<br />As castas fermentaram separadamente sem interferência de madeira de carvalho e foram posteriormente loteadas. A escolha de uma percentagem de 50% de cada uma das castas no lote final mostrou-se mais equilibrada e a mais reveladora do carácter das duas regiões.<br /></div><br /><a href="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjvEtTqJb7I/AAAAAAAACAk/_FmMhEYF7UM/s1600-h/100_6182.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjvEtTqJb7I/AAAAAAAACAk/_FmMhEYF7UM/s320/100_6182.JPG" border="0" /></a><span style="color: rgb(0, 153, 0);font-size:130%;" ><span style="font-weight: bold;">Bucellas & Collares 2007</span></span><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);">Castas: (50%) Arinto e (50%) Malvasia - Vinificação: Fermentação lenta a temperatura controlada durante um mês em cubas de inox - 12,5% Vol. </span><br /><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> amarelo citrino de rebordo esverdeado.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de belo recorte aromático, com fruta de cariz tropical com bastante citrino, alguma pêra e pêssego bem maduros. Desabrocha para notas de flores brancas e vegetal fresco, com bastante mineralidade em fundo, como que a servir de suporte a toda a estrutura, num conjunto que mostrar requinte, harmonia, delicadeza e frescura.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a apresentar-se com uma estrutura mediana, de consistência suave e fresca ao nível da fruta, assente novamente numa bela dose de mineralidade. Nota-se uma acidez de sensações citrinas, que revigora e dá alguma secura ao vinho durante a sua passagem, drop de limão e um ou outro toque de vegetal fresco em companhia de flores brancas, colocando uma boa harmonia entre a prova de nariz e a prova de boca, com final de persistência média.</span><br /><br />É caso para dizer Parabéns a você, nesta data querida, em que se teve a boa ideia de se lançar este belo vinho que tão condignamente representa as duas regiões. Um vinho onde as duas castas se abraçam numa união muito feliz, resultante um conjunto de fino recorte, fresco, harmonioso e com um ligeiro toque salgado derivado da influência Atlântica na casta Malvasia. Acompanhou umas postas de salmão grelhado com batata sauté.<span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;"><br />16,5<br /></span></span></div><p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="line-height: 150%;font-family:Arial;font-size:11;" ><o:p> </o:p></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-family:Tahoma;"><o:p> </o:p></span></p><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-999945199987282367?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-24208725810596383372009-06-18T13:51:00.005+01:002009-06-18T18:56:55.007+01:00Soalheiro Primeiras Vinhas 2007<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.vino-albarino.com/"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right; width: 430px; height: 189px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjpZoXQsVKI/AAAAAAAAB_0/uqnHusDoOZ8/s400/uva.jpg" border="0" /></a>O vinho que agora coloco em prova é em meu ver u<span style="font-weight: bold;">m dos melhores vinhos brancos de Portugal</span>, rivalizando com o que temos de melhor e obviamente que teria lugar marcado numa escolha tão apertada como por exemplo de 3 vinhos. O aviso já tinha sido feito com a colheita de 2006, com os resultados da primeira colheita de <span style="font-weight: bold;">Soalheiro Primeiras Vinhas</span> a mostrarem vontade e apetência para voos mais altos, assim o permitice a colheita, e em 2007 o pedido foi ouvido e a vontade tornou-se realidade.<br />Certamente não será obra do acaso, mas também vinhos com esta qualidade não é todos os dias que aparecem seja em que lugar for. Resta ao consumidor, regozijar-se com esta <span style="font-weight: bold;">altíssima qualidade</span> a um preço "louco" que ronda os <span style="font-weight: bold;">12-14€</span> em boas garrafeiras, e aqui convém lembrar que tantos outros vinhos que nem metade dos pergaminhos qualitativos que este apresenta, custam muito mais. Pode-se até mostrar o quão errado está a teoria defendida por muitos, que um vinho por ser "barato" não pode ter notas altas, em que aqui tudo é contrariado, o vinho em causa é na realidade mais barato que muitos outros e apresenta uma qualidade muito acima de tantos e tantos outros vinhos feitos em Portugal de preço bem mais elevado.<br />É de dizer que nunca o consumidor teve tanta facilidade de acesso a um vinho de alto gabarito como é este Soalheiro Primeiras Vinhas 2007.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjpETx9_DJI/AAAAAAAAB_s/b54W_eVIBD0/s1600-h/100_5784.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjpETx9_DJI/AAAAAAAAB_s/b54W_eVIBD0/s320/100_5784.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;">Soalheiro Primeiras Vinhas 2007</span></span> <span style="color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;"><br />Castas: 100% Alvarinho - Estágio: 15% fermentação em barrica usada - 12,5% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> amarelo citrino de nuances esverdeadas.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de aroma refrescante e de belíssima intensidade, centrando-se numa fruta muito madura de altíssima qualidade, quase palpável, onde a tropicalidade do maracujá e abacaxi se misturam com a frescura dos citrinos. Todo o conjunto parece ser abraçado por uma fina e elegante mineralidade que balança com ligeiro vegetal fresco lá no segundo plano, desenvolvendo-se com tempo no copo e aumento da temperatura, uma sensação de untuosidade/cremosidade muito subtil. Um conjunto de belíssima sintonia e profundidade de aromas, mostrando uma complexidade fina e refinada, capaz de fazer as delícias dos menos atentos.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de entrada fresca e mineral, com a fruta sumarenta a largar a alma de modo a que se entenda o que por ali vai passando. E se por um lado temos uma austeridade mineral a lembrar uma bancada de granito molhado, temos também o toque da acidez bem cítrica a acompanhar-nos durante toda a prova. Um vinho de aromas limpos e cristalinos, estruturalmente muito bem equilibrado e com uma animadora capacidade de evolução nos próximos tempos, revelando-se fresco e revigorante, saboroso e sedutor. </span><br /><br />A qualidade está patente por todo o lado no que toca à prova deste Alvarinho de luxo, podendo ser consumido desde já ou guardado durante mais uns bons anos, a exemplo do Soalheiro Alvarinho. É uma compra mais que obrigatória, que se portou muito bem na companhia de uma boa variedade de bichos do mar.<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">18</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-2420872581059638337?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com9tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-48408999177477446062009-06-17T15:46:00.003+01:002009-06-17T19:09:09.474+01:00600 Altas Quintas 2007<div style="text-align: justify;">É o novo vinho do produtor <a href="http://www.altasquintas.pt/pt_pt/maxcontent/documento/2//">Altas Quintas</a> (<span style="font-weight: bold;">Portalegre</span>), que invoca no seu nome a altitude onde estão situadas as vinhas que lhe dão origem, neste caso 600 metros.<br /><br /><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjkMLD5Oa_I/AAAAAAAAB_k/CILnFMu_gAc/s1600-h/100_6181.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjkMLD5Oa_I/AAAAAAAAB_k/CILnFMu_gAc/s320/100_6181.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">600 Altas Quintas 2007</span></span><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Castas: Aragonês e Alicante Bouschet - Estágio: n/d - 13,5% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> ruby escuro de concentração média.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> perfilado nos aromas de fruta bem madura (morango, framboesa, amoras) e fresca, com toques de ligeira compota. No plano vegetal/floral surge mato rasteiro da Serra, rosmaninho, alfazema, alguma especiaria e um toque de caramelo de leite, com folha de eucalipto em fundo. Tudo bem ligado em mediana complexidade, num conjunto aprazível e bastante bem conseguido como tem vindo a ser apanágio da casa.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de mediana estrutura, sente-se de imediato o toque macio da fruta ao lado do vegetal e das especiarias. Frescura que se interpõe entre as variadas sensações, com ligeiro toque de fumo em fundo e sem esconder uma pitada de bálsamo vegetal, em final de boca de persistência média. </span><br /><br /><div style="text-align: justify;">Situado num patamar de entrada de gama, colocando-se abaixo do Crescendo, nota-se que o vinho não tem todo o potencial do referido, faltando-lhe mais "substância" mas que não inviabiliza uma belíssima prestação a sensivelmente metade do preço (4-5€).<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">15</span></span><br /></div></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-4840899917747744606?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-62269431189381684472009-06-17T01:58:00.003+01:002009-06-17T04:44:03.116+01:00Casa de Canhotos Alvarinho 2008<div style="text-align: justify;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjhS0NyRWzI/AAAAAAAAB_c/u7EbMJCDz5g/s1600-h/canhotos.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right; width: 146px; height: 220px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjhS0NyRWzI/AAAAAAAAB_c/u7EbMJCDz5g/s320/canhotos.jpg" border="0" /></a>Em tempos longínquos, num lugar chamado ''Canhotos'', foi construída uma casa que durante muito tempo foi a única a existir nesse lugar, e que a população apadrinhou de ''<span style="font-weight: bold;">Casa de Canhotos</span>''. Inicialmente a área adjacente, a esta casa, era formada essencialmente por campos agrícolas, mas com o passar do tempo, e com o aparecimento das várias Adegas Cooperativas, resolveu-se plantar vinhas como meio de subsistência para a região.<br />É com o decorrer dos anos que as próprias Adegas Cooperativas, tiveram que arranjar forma de ''bloquear'' quer a inscrição de novos sócios, como também a elevada oferta que tinham, e começaram a retrair nos preços que ofereciam às uvas.<br />Foi a partir deste momento que em Agosto de 2006, Fernando Rodrigues, avançou com uma marca de alvarinho, e pelo facto de a maioria das vinhas serem circundantes à Casa de Canhotos, viria a atribuir-lhe o mesmo nome da casa.<br />Em prova a terceira edição do Casa de Canhotos Alvarinho.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjhOfEUmaVI/AAAAAAAAB_U/U-ZvS8BsfFA/s1600-h/100_5008.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SjhOfEUmaVI/AAAAAAAAB_U/U-ZvS8BsfFA/s320/100_5008.JPG" border="0" /></a><span style="color: rgb(0, 153, 0);font-size:130%;" ><span style="font-weight: bold;">Casa de Canhotos Alvarinho 2008</span></span><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);">Castas: 100% Alvarinho - Estágio: inox - 13% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Tonalidade</span> amarelo citrino de concentração média/baixa<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Nariz</span> fino e pleno de juventude, fresco com as notas maduras da fruta (maracujá, maçã, nêspera e citrinos) a integrarem-se com flores brancas, vegetal fresco (rama, erva). Complementa-se com um suave rebuçado/drop, em conjunto aprumado e com elegância, <span style="color: rgb(51, 0, 0);">mostrando até com alguma sobriedade, com ponta mineral em fundo.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Boca</span> de espacialidade mediana com entrada fresca, acidez limonada a proporcionar bela dose de frescura, sentindo-se ao mesmo tempo a fruta presente, e os toques da mineralidade. Mais uma vez o estilo é sóbrio e elegante, com frescura e um final de boca de persistência média.<span style="color: rgb(51, 0, 0);"><span style="font-weight: bold;"></span></span><br /><br />Um Alvarinho que se mostrou um pouco melhor que na anterior colheita, um pouco mais expressivo por assim dizer. O preço torna-o muito convidativo, pois ronda os 5€. É sem dúvida uma boa aposta para os tempos quentes que se avizinham, onde a prova de nariz se complementa com a prova de boca. Com 10.000 garrafas produzidas, é pena que não se encontre mais acessível ao público em geral.<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">16</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-6226943118938168447?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-2354515596152708862009-06-10T11:21:00.004+01:002009-06-10T13:25:43.838+01:00Redoma Reserva branco 2006<div style="text-align: justify;">Desde que apareceu no mercado na colheita de 1995, o Redoma Reserva tem vindo a marcar colheita após colheita a sua posição como referência de qualidade na região (Douro) e mesmo a nível nacional. O segredo reparte-se entre a mestria da equipa de enologia e as vinhas, situadas entre os 400 e os 800 metros, esta altitude fornece à vinha um crescimento mais fresco, (em particular durante a noite), e uma maturação mais longa. Todas estas vinhas têm mais de 60 anos, e três delas têm mesmo mais de 100 anos de idade.<br />Um vinho de culto, com produção a rondar as 6.000 unidades, com preço na casa dos 30€, tornam este vinho uma compra mais que obrigatória.<br /></div><br /><a href="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Si-Oxah9B0I/AAAAAAAAB_I/yk5wXt4Xn0Q/s1600-h/DSC04209.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Si-Oxah9B0I/AAAAAAAAB_I/yk5wXt4Xn0Q/s320/DSC04209.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Redoma Reserva branco 2006</span></span><br /><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Castas: Codega, Rabigato, Viosinho, Donzelinho, Arinto e outras - Estágio: 8 meses em barricas - 13,5% Vol.</span><br /><br /><span style="color: rgb(51, 0, 0);"><span style="font-weight: bold;">Tonalidade</span> amarelo dourado de média intensidade com leve reflexo esverdeado</span><br /><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a mostrar um conjunto delicado, de boa intensidade aromática, onde a fruta madura (presença tropical com fundo citrino e alguma fruta de caroço) e fresca se combina em plena harmonia com uma madeira acolhedora e muito prazenteira, a dar uma sensação de cremosidade a todo o conjunto (baunilha suave, amanteigado, torrada), desenvolvendo para vegetal fresco, floral , chá branco em final ligeiramente a recordar pederneira.</span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de entrada fresca, com a acidez bem encastrada no conjunto de boa espacialidade, dando uma frescura que acompanha toda a passagem de boca repleta de finesse, numa forma harmoniosa e prazenteira. Equilibrado em todos os aspectos, sedutor é o que se costuma chamar, apelativo e a juntar fruta de qualidade com vegetal fresco, alguma especiaria (pimenta branca) e um final com boa persistência em toques de mineralidade.</span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Quem provou a anterior colheita, não consegue ficar indiferente ao provar este 2006, que a meu ver se mostrou um pouco mais afagado no seu conjunto. Continua apesar disso, um belíssimo vinho, cheio de requinte e de detalhes que fazem dele um vinho delicado e muito apetecível. Mas se a dupla Dirk Niepoort/Luís Seabra em anos de excepcional qualidade já se sabe como trabalha, em anos menos bons o resultado é este.<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">17</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-235451559615270886?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com4tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-87778364043815998232009-06-08T20:08:00.005+01:002009-06-09T17:25:34.038+01:00Soalheiro Primeiras Vinhas 2006<div style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Si2t6D2246I/AAAAAAAAB_A/ceW7qVtk_h4/s1600-h/soalheiro.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Si2t6D2246I/AAAAAAAAB_A/ceW7qVtk_h4/s320/soalheiro.jpg" border="0" /></a>Nos dias de hoje já se contam como mais de 25, os anos em que a marca <span style="font-weight: bold;"><a href="http://www.soalheiro.com/">Soalheiro</a> </span>surgiu no mercado, com as primeiras vinhas a serem plantadas nos anos setenta, por João António Cerdeira e seu pai António Esteves Ferreira, em <span style="font-weight: bold;">solos graníticos</span> a uma altitude que varia entre os 100 e os 200 metros.<br />Símbolo de <span style="font-weight: bold;">qualidade</span> e invejável <span style="font-weight: bold;">consistência</span> colheita após colheita, piscando sempre o olho a uma boa evolução em garrafa, a marca Soalheiro é hoje em dia uma referência no que toca a Alvarinho e mesmo quando toca a falar em brancos de qualidade produzidos em Portugal.<br />Foi no ano de 2006 que em resposta a um pedido de colaboração na elaboração de um Alvarinho com madeira, feito pelo produtor Luís Cerdeira da Quinta do Soalheiro, a Dirk Niepoort, que este aceitou com a condição de o fazer ao seu jeito.<br />E foi pegando nas uvas das primeiras vinhas plantadas na Quinta do Soalheiro, que surge no mercado pela primeira vez este Soalheiro Primeiras Vinhas 2006, um vinho que já conta com a colheita 2007 no mercado nos dias que correm. Por enquanto deixo a nota deste 2006:<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Si2qQzAtiqI/AAAAAAAAB-4/0pdvgkTSd98/s1600-h/primeirasvinhas.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Si2qQzAtiqI/AAAAAAAAB-4/0pdvgkTSd98/s400/primeirasvinhas.jpg" border="0" /></a><span style="color: rgb(51, 204, 0);font-size:130%;" ><span style="font-weight: bold;">Soalheiro Primeiras Vinhas 2006</span></span><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);">Castas: 100% Alvarinho - Estágio: 15% fermentação em barrica usada - 13%</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Tonalidade</span> amarelo citrino de média intensidade com ligeiro rebordo esverdeado.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Nariz</span> assente em boa dose de mineralidade, com fruta de qualidade e bem madura (pêssego, lichia, e algum citrino em vertente mais limonada) a surgir de imediato, ao lado de um rasgo de flores brancas que se juntam ao conjunto, de moderada exuberância. O vinho mostra-se com algum vigor, pleno de harmonia e frescura, com toque petrolado a contribuir para a delicada complexidade que apresenta. Com tempo vai-se acomodando no copo, parece que nos quer bindar com sensações de arredondamento, direi até de algum cheiro a torradas, mostrando sinais de fumo em fundo com sensações de pederneira.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Boca</span> de entrada focada na mineralidade e na fruta, destacamdo-se bem mais os citrinos (laranja, limão), com a fruta de polpa branca a recair para o segundo plano. Mostra uma boa espacialidade, com passagem de boca revigorante e plena de jovialidade, em final de boca de persistência média/alta com apontamento mineral.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Para todos aqueles que já conhecem o vinho Soalheiro Alvarinho, encontram neste Primeiras Vinhas um conjunto mais delicado e um pouco menos directo, onde se constata uma maior profundidade de aromas e mesmo um refinamento mais delicado dos mesmos. O resultado é um Alvarinho luxuoso, que apetece beber mas que nos avisa que com o tempo em garrafa pode ficar ainda melhor, como é apanágio deste produtor.<br />Com um preço a rondar os 15€, este vinho torna-se uma compra mais que obrigatória, para a mesa ou para guardar.<span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;"><br />17</span></span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-8777836404381599823?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com7tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-72207443220693729142009-06-04T18:25:00.007+01:002009-06-06T01:49:18.622+01:00Pêra Manca branco 2006<div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SilMpwVajUI/AAAAAAAAB-w/O8oV9GAs3s4/s1600-h/logo_cartuxa.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SilMpwVajUI/AAAAAAAAB-w/O8oV9GAs3s4/s400/logo_cartuxa.jpg" border="0" /></a>Este clássico do<span style="font-weight: bold;"> Alentejo</span>, é produzido em <span style="font-weight: bold;">Évora</span> na <a href="http://www.cartuxa.pt/">Adega da Cartuxa</a> desde o ano <span style="font-weight: bold;">1990</span>, tal como o seu parente tinto. São vinhos que souberam ganhar ao longo dos anos uma elevada cotação no mercado, dada a consistência da qualidade que apresentam durante a passagem das várias colheitas. O certo secretismo que envolve ainda hoje o saber se determinado ano é destinado a <span style="font-weight: bold;">Pêra Manca</span> ou não, adensou ainda mais o respeito e admiração pelo vinho, tornando-se objecto de culto a nível nacional, e também com a consequente procura de que é alvo, num dos mais caros vinhos de mesa português.<br />A versão branco sempre ficou um pouco na sombra dos holofotes do tinto, o que nem assim lhe tira todo o mérito conquistado ao longo dos anos, mostrando-se sempre com uma boa apetência para uma guarda prolongada em garrafeira.<br />O tradicional lote Antão Vaz/Arinto foi o adoptado por este vinho, talvez seja este vinho o fiel exemplo do bom entendimento entre as duas castas, sendo que nos primeiros anos se viram afastadas de qualquer contacto com madeira, coisa que viria a mudar com a mudança da equipa enológica e mesmo com a mudança de visual, a nível de garrafa e mesmo de rótulo.<br /></div><br /><a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SikrnHcPCSI/AAAAAAAAB-Y/1tNdiw33jdU/s1600-h/Pera+Manca.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SikrnHcPCSI/AAAAAAAAB-Y/1tNdiw33jdU/s400/Pera+Manca.jpg" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Pêra Manca branco 2006</span></span> <span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"><br />Castas: Antão Vaz e Arinto - Estágio: </span><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">10 a 12 meses em carvalho francês com 6 meses em garrafa -</span><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"> 13,5% Vol.</span><br /><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> amarelo citrino médio com toque amarelo palha.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a apresentar leve frutado com citrinos (limão,lima), fruta amarela e branca (pêssego, alperce, melão), tropical (banana), tudo em pendor fresco. Aromas discretos que nos levam a uma fragrância floral (flores brancas) e algum vegetal fresco (erva cortada). A madeira (baunilha, torrada) presente mostra-se em belíssima sintonia com todo o conjunto, num todo que ganha ligeira complexidade com o tempo num spa/copo adequado. </span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de estrutura moderada, acidez presente a conferir frescura média, suave cremosidade/arredondado conferida pela madeira com notas frutadas ao nível do nariz (pêssego, limão). Sem grande espacialidade, mostra-se suave com toque de vegetal fresco e algum mineral em final de boca mediano. Na boca parece que lhe falta um pouco mais de presença, a passagem é algo fugaz e repentina com o final a mostrar ser um pouco melhor, terminando em trilho mineral.</span><br /><br />Duas garrafas provadas e sinceramente esperava-se algo mais, a culpa será do ano certamente, quem acompanha de perto as colheitas deste vinho saberá entender o que quero dizer. Notei neste 2006 um conjunto delicado e algo apático, com alguma falta de presença na maneira como se expressa, o suficiente para não poder considerar todo o conjunto como Muito Bom, porque para o ser precisava de mostrar-se um pouco melhor a todos os níveis. Nariz delicada é certo mas com pouca definição nos aromas, a transmitir uma falta de motivação a nível de boca, que para um vinho deste suposto nível, resulta caro (preço entre os 18 e 27€) para aquilo que oferece ao consumidor. É um Pêra Manca armado em menino birrento que me deixou desiludido com a sua prestação<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">15,5</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-7220744322069372914?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com4tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-15153409272087729722009-06-03T17:20:00.000+01:002009-06-03T17:23:15.062+01:00Joaquim Madeira branco 2006<div style="text-align: justify;">Para falar do próximo vinho em prova, não vou certamente alongar com a história mais que repetida, uma e outra vez, de uma senhora que morava perto de <span style="font-weight: bold;">Montoito</span>, a <span style="font-weight: bold;">Avó Sabica</span>, mulher decidida que cultivou o gosto em produzir e beber bons vinhos na sua família, promovia uma saudável competição que basicamente se resumia a quem dos seus familiares fazia o melhor vinho em cada colheita. Tudo isto é passado e nos tempos que correm é a descendência que toma rédeas à <span style="font-weight: bold;">Casa Agrícola Santana Ramalho</span>, ou como é conhecida, a <a href="http://www.casadesabicos.pt/">Casa de Sabicos</a>.<br />Na recentemente alargada gama de vinhos, destaco o Joaquim Madeira branco da colheita 2006, um branco de uma linha experimental levada a cabo pelo <span style="font-weight: bold;">Engº Joaquim Madeira</span> e o enólogo <span style="font-weight: bold;">Paulo Laureano</span>, que viu o primeiro exemplar nascer na colheita de 2005, esgotando rapidamente na altura do seu lançamento. O vinho que funde duas fermentações distinas, junta a Antão Vaz e a Chardonnay fermentadas em barrica com a Arinto fermentada em inox, é sem sombra de dúvida um dos melhores vinhos brancos que se produzem actualmente no Alentejo. Para muitos este é um perfeito desconhecido, um branco que passa ao lado pela pouca notoriedade que lhe é atribuida quando no entanto a merece e bem, pois nele não moram modas mas sim algo mais importante e que hoje em dia, face aos copistas e modernistas, cada vez é mais dificil de encontrar... identidade/carisma.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiQXRLMDPpI/AAAAAAAAB94/bCYr2LGbg4c/s1600-h/JoaquimMadeira06.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiQXRLMDPpI/AAAAAAAAB94/bCYr2LGbg4c/s400/JoaquimMadeira06.jpg" border="0" /></a><span style="color: rgb(0, 153, 0);font-size:130%;" ><span style="font-weight: bold;">Joaquim Madeira branco 2006</span></span><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);">Castas: 50% Antão Vaz, 45% Arinto e 5% Chardonnay - Estágio: Antão Vaz e o Chardonnay fermentaram em barricas de carvalho francês. O Arinto fermentou em depósitos de inox. - 14% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> amarelo citrino de concentração mediana com ligeiro apontamento dourado.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a mostrar-se com conjunto de aromas bem aprumado e não muito expressivo, digamos que mais sério e cordial, apresentando uma boa dose de fruta madura (ananás, melão, lima, nêspera) nada pesada e com bom entendimento com a madeira (não dominadora). Sente-se frescura a contrabalançar com a suave cremosidade (amanteigado e tosta), desenvolvendo tudo isto com umas voltinhas no copo, a que se juntam aromas florais e mineralidade em fundo.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> bem estruturada, num vinho com acidez a conferir frescura em boa dose, que acompanha os sabores conferidos pela fruta e pela madeira. Tudo muito bem posicionado, passagem de boca harmoniosa e com alguma untuosidade, toque de vegetal fresco, num todo agradável e de bom nível, com final de persistência mediana.</span><br /><br />São 5.000 garrafas de um vinho que se apresenta com seriedade no trato, bem feito e que não vai nas cantigas dos facilitismos. Sente-se o papel desempenhado por cada uma das castas que dele fazem parte, cheio de personalidade e que se pode comprar por menos de 10€ (esta custou 9,40€). Com a colheita de 2007 já no mercado, será alvo de prova muito em breve.<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">16,5</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-1515340927208772972?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-89054708323914491862009-06-02T00:11:00.002+01:002009-06-02T03:14:55.729+01:00Almirez 2007<div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiR4-zKrK9I/AAAAAAAAB-I/CrXAfmwZSeo/s1600-h/almirez.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiR4-zKrK9I/AAAAAAAAB-I/CrXAfmwZSeo/s320/almirez.jpg" border="0" /></a>O vinho aqui em prova é a mais recente aposta em terras de Toro, levada a cabo pelo prestigiado <a href="http://www.eguren.com/">Grupo Eguren</a>, que depois de vender a Bodega Numanthia Termes ao grupo LVMH (<span class="ProductInfoProductDescription">Louis Vuitton, Moët, Hennessy)</span>, volta à carga com os novos vinhos da sua nova bodega em Toro, <span style="font-weight: bold;">Teso la Monja</span>.<br />Tive oportunidade de estar na apresentação deste vinho, que decorreu em Zamora, onde também foram apresentados os seus irmãos mais velhos provenientes de Toro, o elegante Victorino e o portentoso Alabaster. Mas centrando as atenções neste Almirez, um vinho criado a partir de vinhedos próprios com idades que variam entre os 15 e os 35 anos de idade, localizados em Valdefinjas e Toro.<br />As diferenças para o trabalho que anteriormente foi feito, é que desta vez no Teso la Monja temos direito a um vinho de entrada de gama, com um preço muito mais que acessível, com o cunho de qualidade que acostumou o grupo Eguren.<span class="ProductInfoProductDescription"></span><br />Como nota curiosa, a palavra Almirez provém do Árabe "al-mirhäs" e é um pequeno morteiro utilizado na cozinha para moer alhos, especiarias, sementes...<br /><br /><a href="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiRozTGM9zI/AAAAAAAAB-A/He_ggXLmzv8/s1600-h/almirez.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiRozTGM9zI/AAAAAAAAB-A/He_ggXLmzv8/s400/almirez.jpg" border="0" /></a><span style="color: rgb(51, 0, 51);font-size:130%;" ><span style="font-weight: bold;">Almirez 2007</span></span><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Castas: 100% Tinta de Toro - Estágio: </span><span class="ProductInfoProductDescription"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">12 meses em 30% de barrica nova de carvalho francês e 70% em barrica de 1 ano. - 13,5% Vol.</span></span><br /><span class="ProductInfoProductDescription"></span><br /><span class="ProductInfoProductDescription"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> granada escuro de concentração média.</span></span><br /><span class="ProductInfoProductDescription"></span><br /><span class="ProductInfoProductDescription"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> onde o que destaca inicialmente é a qualidade e intensidade da fruta (f</span></span><span style="color: rgb(51, 0, 0);" class="ProductInfoProductDescription">rutos do bosque), </span><span class="ProductInfoProductDescription"><span style="color: rgb(51, 0, 0);">madura, fresca e ao mesmo tempo com toque guloso de compota e notas licoradas. Madeira presente mas discreta, contribuição sustentada nos toques de baunilha, café torrado, especiarias e um conjunto que no seu jeito graxista/envolvente, ainda mostra alguns sinais de ligeira austeridade, sinais de que mais tempo em garrafa lhe faz falta.</span></span><br /><span class="ProductInfoProductDescription"></span><br /><span class="ProductInfoProductDescription"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> com ataque conquistador, é do estilo deixem passar que ele é que manda, a fruta ao querer-se trincar explode na boca com toques de café torrado e licor de frutos do bosque. Bem estruturado e apesar de firme, nota-se com corpo mediano, mas não convém esquecer que apesar de tudo este é o entrada de gama, e pelo que apresenta, está de parabéns. Tudo muito convincente, frescura a contrapor a dosagem da fruta, tudo sem ser abusivo ou austero, a passagem de boca apesar de ter algum "caudal" mostra já certa afinação entre fruta e taninos, com final de boca onde os toques de café torrado se mostram novamente, em média persistência.</span></span><br /><span class="ProductInfoProductDescription"></span><br /><span class="ProductInfoProductDescription"></span>É uma belíssima estreia este Almirez, com alguma margem de progressão em garrafeira, fiel à casa e à região, valor seguro para agora ou daqui a uns anos. Preço a rondar os 15€, e a deixar vontade de provar os vinhos que a ele se seguem na escala da qualidade, com próxima paragem lá para Setembro na saída do Victorino 2007.<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">16,5</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-8905470832391449186?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-1006146400896363872009-05-28T17:27:00.025+01:002009-06-01T14:32:52.860+01:00Alvear Pedro Ximenez de Anada 2004<div style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiByLj21rRI/AAAAAAAAB9o/rSO5mQI0G4Q/s1600-h/Montilla.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiByLj21rRI/AAAAAAAAB9o/rSO5mQI0G4Q/s320/Montilla.jpg" border="0" /></a>É na província de <span style="font-weight: bold;">Córdoba</span> que se situa uma das primeiras áreas vinícolas da <span style="font-weight: bold;">Andaluzia</span>, remonta ao séc VIII A.C., a <span style="font-weight: bold;">D.O. Montilla-Moriles,</span> que foi criada em 1932.<br />Apesar de os seus vinhos se confundirem com os de Jerez, as diferenças entre ambos são bastante claras: enquanto o de Jerez é um vinho de aroma a lembrar azeitona, por vezes salino e seco, o de Montilla-Moriles desenvolve outros aromas como <span style="font-weight: bold;">tomilho</span>, <span style="font-weight: bold;">rosmaninho</span>... No paladar são vinhos que recordam a avelã, enquanto os de Jerez tem um gosto mais amendoado, com os finos de Montilla a apresentarem mais corpo e mais oleosidade, menos secos, com uma baixa acidez e um final típico amargo e algo rústico.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Os vinhos da D.O. Montilla-Moriles enquadram actualmente desde os estilos mais tradicionais aos mais modernos (caso do exemplar aqui em prova), produzindo 3 tipos de vinho: <strong> jóvenes afrutados, crianza</strong> (procedentes de uma combinação de lotes): secos, semi secos e doces ,<strong> </strong><strong>generosos</strong> (através do sistema de solera): frescos secos, finos, amontillados (inventado aqui no Séc. XVIII), palo-cortado e olorosos amontillados.<br />A estes 3 tipos, juntam-se os <span style="font-weight: bold;">Pedro Ximénez</span>, e também o <strong>Brandy de Montilla.</strong><br />Em baixo coloco um vídeo que de certa forma ajudará a compreender um pouco melhor esta D.O. e os seus vinhos, está em Espanhol.<br /></div><br /><embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=3091700943947864309&hl=pt-PT&fs=true" style="width: 500px; height: 400px;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"></embed><br /><br /><div style="text-align: justify;"><span class="texto_contenido">Um factor a ter em conta, pela importância que tem na base de um vinho, é e sempre será, o solo onde as vinhas estão colocadas, neste caso são as famosas <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Albarizas</span>, <span style="font-weight: bold;">solos</span> ricos em carbonato de cálcio, <span style="font-weight: bold;">pobres</span> em matéria orgânica natural, <span style="font-weight: bold;">pouco férteis</span>, <span style="font-weight: bold;">composição mineralógica simples</span> (calcário e sílica) e com <span style="font-weight: bold;">alta capacidade de reter a humidade</span> (30%).</span><br /></div><span class="texto_contenido"></span><div style="text-align: justify;"><span class="texto_contenido">Durante a vindima realizada em finais de Agosto (u</span><span class="texto_contenido">ma das primeiras em Espanha e provavelmente de toda a Europa, por questões de clima)</span><span class="texto_contenido">, os cachos são estendidos num tapete onde as uvas passificam por acção do sol, adquirindo uma tonalidade cinza-pardo.</span><span class="texto_contenido"> Uma vez prensadas, obtém-se gota a gota um mosto denso, a superar largamente 250 gramas de </span>açúcar por litro. Ora se por cada 17 gr de açúcar do mosto se transformarem num grau de álcool, consequentemente a percentagem média de etanol no vinho resultante da fermentação seria de 14,7%. É neste ponto que entram em funcionamento as leveduras próprias desta região, e graças a uma alta capacidade de transformação, obtêm de um mosto com 250gr um vinho com mais de 15% álcool. Desta maneira, o vinho passa sem mais adições, directamente para estágio em barrica.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiATuieIj-I/AAAAAAAAB9Y/nH2vbX9EekM/s1600-h/alvear.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiATuieIj-I/AAAAAAAAB9Y/nH2vbX9EekM/s400/alvear.jpg" border="0" /></a>Já passaram quase 3 séculos, desde que o primeiro Alvear, Juan, originário do município navarro de Nájera, fosse morar para a cidade de Córdoba para desempenhar funções a nível de economia local. Mas seria o seu filho, Diego de Alvear y Escalera que em <span style="font-weight: bold;">1729</span> se muda para Montilla onde nasce a sua paixão pela vinha e pelo vinho, onde iria fundar a <a href="http://www.alvear.eu/">Bodega Alvear </a>(a mais antiga da Andaluzia).<br />Diego iria buscar à Argentina o seu capataz de confiança de nome Carlos Billanueva, que marcava com as suas iniciais (<span style="font-weight: bold;">C.B.</span>) os melhores vinhos provenientes da serra. Foi desta forma que se foi criando o "estilo" Alvear, pleno de moderação e homogeneidade nos seus traços, todavia presentes no <span style="font-weight: bold;">Fino C.B. </span>a marca centenária e mais conhecida deste prestigiado produtor.<br /></div><div align="justify"> </div><br /><div style="text-align: justify;">A originalidade dos Alvear Pedro Ximénez de añada/ano de colheita, que é o referido no rótulo, é que se elaboram exclusivamente a partir de uvas Pedro Ximénez de uma só colheita, com um estágio estático (sem direito a Solera ou Criadera), com ou sem madeira a depender do tipo de vinho em questão.<br /></div><div style="text-align: justify;"><span class="texto_contenido"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiAJe7PHWRI/AAAAAAAAB9I/OOjraDMyhkE/s1600-h/AlvearPedro+Xim%C3%A9nez+A%C3%B1ada2004.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SiAJe7PHWRI/AAAAAAAAB9I/OOjraDMyhkE/s400/AlvearPedro+Xim%C3%A9nez+A%C3%B1ada2004.jpg" border="0" /></a><span style="color: rgb(51, 51, 0);font-size:130%;" ><span style="font-weight: bold;">Alvear Pedro Ximénez de Añada 2004</span></span></span><br /><span class="texto_contenido"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 0);">Castas: Pedro Ximénez (100%) - Estágio: 6 meses em madeira - 17% Vol.</span></span><br /><br /><span class="texto_contenido"><span style="font-weight: bold;">Tonalidade</span> ouro velho com toques de âmbar, apresentando uma elevada viscosidade.</span><br /><br /><span class="texto_contenido"><span style="font-weight: bold;">Nariz</span> de aroma potente e conquistador, é difícil não se ficar entretido com o refinado bouquet que este vinho emana no copo. Num todo harmonioso apesar da qualidade e complexidade de aromas que despoleta, variando desde fruta em passa (ameixa, figo), mel, tâmara, rosmaninho, laranja amarga e marmelada.</span><br />Ganha com algum tempo de copo, e mesmo com a subida de temperatura, a panóplia de aromas vai rodopiando, sem que em algum momento mostre sinais de quebra ou cansaço.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span class="texto_contenido"><span style="font-weight: bold;">Boca</span> doce é bom é bom é, lá dizia o anúncio do pudim. É assim que se apresenta este vinho, com uma enorme untuosidade que parece que o melaço, perdão... o vinho, se cola às paredes da boca, tecto incluído. É denso e coeso, mas ao mesmo tempo mostra-se harmonioso e cativante. A fruta está presente em modo de passa de ameixa e figo, alguma tâmara, avelã, licor de laranja e uma acidez bem integrada em todo o conjunto que lhe dá aquela frescura que não é derivada das horas que passou no congelador, terminando num longo e persistente final.</span><br /></div><span class="texto_contenido"><br /></span><div style="text-align: justify;"><span class="texto_contenido">É um vinho arrebatador na boca, de impacto elevado para quem não está minimamente à espera... e não são poucos aqueles a quem já tive oportunidade de dar a provar e que ficaram rendidos aos encantos deste Pedro Ximénez.</span><br /><span class="texto_contenido">Deve ser consumido a uma temperatura de </span><span class="texto_contenido">6º - 8ºC.</span> , e como uma vez me disse um amigo, até se pode deixar esquecido no congelador. Acompanha muito bem variadas sobremesas, frutos secos e queijo azul, sendo que por cima de gelado de baunilha fará a delícia de muitos. O preço é qualquer coisa de espantoso, visto que se pode comprar na casa dos 6-7€.<br /><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >18</span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-100614640089636387?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com8tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-16351498513017250072009-05-26T17:20:00.011+01:002009-06-01T14:32:18.847+01:00Manzanilla La Gitana<div class="parrafoB justificado"><div style="text-align: justify;"> <a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sh1CcPVuTpI/AAAAAAAAB8g/JDYeYqd_DVE/s1600-h/Hidalgo.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sh1CcPVuTpI/AAAAAAAAB8g/JDYeYqd_DVE/s400/Hidalgo.jpg" border="0" /></a><strong></strong> A família <span style="font-weight: bold;">Hidalgo</span> entrou no negócio do vinho em 1792, quando José Pantaleón Hidalgo comprou uma pequena adega ao seu sogro D. Roque Verjano.<br />Desde essa altura que a empresa passa de pai para filho, sendo hoje a única empresa vinhateira de toda a região, totalmente independente e controlada a 100% pela família, sendo dirigida pela 5ª geração em linha directa do fundador.<br />O estandarte das <a href="http://www.lagitana.es/html/main.htm">Bodegas Hidalgo</a>, é a mundialmente conhecida e reconhecida <span style="font-weight: bold;">Manzanilla La Gitana</span>, cujo rótulo foi pintado por Joaquin Turina.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-size:130%;"><strong style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);">A Denominação de Origem </strong><span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);">"Jerez-Xérès-Sherry" foi a primeira a ser criada em Espanha, no ano de 1933.</span><strong style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51);"></strong></span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Falar de <span style="font-weight: bold;">Manzanilla</span> é falar de um dos <span style="font-weight: bold;">aperitivos</span> mais populares do mundo, é falar de Xerez, é falar acima de tudo de <span style="font-weight: bold;">Sanlúcar de Barrameda</span>, a cidade costeira situada na foz do rio <span style="font-weight: bold;">Guadalquivir</span>, constituindo um dos vértices dos vinhos de Jerez, e que dá nome à própria <span style="font-weight: bold;">D.O. "Manzanilla - Sanlúcar de Barrameda"</span>, encontrando-se inserida esta mesma na <span style="font-weight: bold;">D.O. "Jerez-Xérès-Sherry".</span><br /></div><div style="text-align: justify;" class="parrafoB justificado"><br />A culpa de tudo isto, é de três agentes tão importantes e de alguma forma exclusivos, na maneira única como se combinam, que são a proximidade do mar, o rio Guadalquivir e a marisma, que criam um microclima único em Sanlúcar de Barrameda.<br /><br /><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sh1wqOTOhGI/AAAAAAAAB8w/wtSt_TqBqtM/s1600-h/jerez.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left; width: 140px; height: 235px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sh1wqOTOhGI/AAAAAAAAB8w/wtSt_TqBqtM/s320/jerez.JPG" border="0" /></a>Não será de estranhar que as <span style="font-weight: bold;">temperaturas mais suaves</span> e uma <span style="font-weight: bold;">humidade relativa mais alta</span>, transportada pela <span style="font-weight: bold;">brisa marítima</span>, façam com que se reúnam certas condicionantes muito importantes na altura da elaboração dos vinhos nesta cidade, e que influenciam em muito na formação de uma capa de leveduras típica, conhecida como <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Velo de For</span>, que em Sanlúcar se apresenta mais espessa e com maior variedade de leveduras presentes, o que por si só torna estes vinhos únicos e merecedores de uma D.O. exclusiva.<br /><br />Mas partindo do principio, referindo ao processo de elaboração, a uva que está por detrás deste vinho é a variedade <span style="font-weight: bold;">Palomino Fino</span>, que depois de vindimada é pisada/prensada suavemente, com os mostos resultantes (limpos, ligeiros e pálidos) a realizarem a fermentação alcoólica (depósito de inox) por completo, com a finalidade de obter o que irá servir de base para todos os vinhos de Jerez "Generosos" e de <span style="font-weight: bold;">Manzanilla</span>, onde a quantidade de açúcar residual é praticamente insignificante, equivalente a seco com 11 a 12,5 % Vol.<br /><br />Os mostos completamente fermentados, são alvo de uma avaliação por parte do enólogo, onde os vinhos mais finos no nariz, pálidos e ligeiros são classificados como <span style="font-weight: bold;">Finos</span> (marcados com um palo <span style="font-weight: bold;">/</span>), e aqueles com maior estrutura em boca são denominados como <span style="font-weight: bold;">Olorosos</span> (marcados com um <span style="font-weight: bold;">O</span>).<br /><br /><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sh1xxafgodI/AAAAAAAAB84/U2nI7Yl7gtE/s1600-h/Jerez2.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sh1xxafgodI/AAAAAAAAB84/U2nI7Yl7gtE/s320/Jerez2.jpg" border="0" /></a>Chega o momento do "<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">encabezado</span>" ou seja , adicionar álcool (fortificação), onde os Finos chegam até aos 15% e os Olorosos até aos 17%, e aqui se define o tipo de vinho que vamos querer ter no futuro.<br />A recordar que com os 15% o vinho mantém a <span style="font-style: italic;">flor</span> realizando uma crianza biológica sem oxidação, e com 17% o vinho perde a <span style="font-style: italic;">flor</span> e por isso realiza um estágio com oxidação.<br /><br />Se até aqui tudo normal, a magia dos vinhos de Jerez (e o que os diferencia) começa no exacto momento em que é depositado em barrica/bota de 600 litros de carvalho americano, que no caso dos Finos nunca são completamente cheias, deixando o espaço de dois punhos, onde o tempo mínimo de estágio é de 3 anos.<br />É aqui que tudo começa, e o somatório de todas as condicionantes atrás referidas vai proporcionar a formação do famoso <span style="font-style: italic;">Velo de Flor</span>.<br />A <span style="font-weight: bold;">Crianza Biológica</span>, resulta da acção das leveduras que ao se alimentarem de oxigénio, sobem à superfície do vinho, e formam a "flor", protegendo-o de qualquer oxidação, enquanto se vão alimentando de açúcar, álcool e glicerina e produzindo acetaldeído<span style="font-weight: bold;">,</span><strong> </strong>dióxido de carbono... alterando com isto as características organolépticas do vinho.<br /></div> </div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sh2HYVo-chI/AAAAAAAAB9A/gJE5rB1TSpA/s1600-h/Gitana.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sh2HYVo-chI/AAAAAAAAB9A/gJE5rB1TSpA/s400/Gitana.jpg" border="0" /></a><span style="color: rgb(0, 153, 0);font-size:130%;" ><span style="font-weight: bold;">Manzanilla La Gitana</span></span><br /><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Castas: 100% Palomino Fino - Estágio: 3 anos em barrica - 15% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Tonalidade</span> amarelo palha muito pálido.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Nariz</span> de aroma firme e vincado, mas ao mesmo tempo delicado e intrigante, de mediana profundidade ou complexidade. É um vinho que dada a sua especificidade pede algum tempo de roda dele, para que melhor se entenda a maneira como se manifesta. Destaque para flores brancas (camomila, malmequer) com ligeiro toque de infusão das mesmas, variando depois entre alguma maçã reineta no forno, frutos secos (amêndoas, avelã), fermento e no fundo um suave aroma iodado tantas vezes encontrado em algas ou nos passeios à beira mar, num conjunto que se sente fresco.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;">Boca</span> a ir de encontro ao perfilado na prova de nariz, onde se destaca de imediato a secura que transmite, numa passagem com boa presença, aliada a um sabor ligeiramente "salgado", mineralidade, frutos secos, vegetal seco. Conjunto envolto numa acidez que lhe confere agradável frescura, com final de boca de persistência média.<br /><br />Um vinho de aperitivo por excelência, que se deve beber bem fresco (<span style="font-weight: bold;">7 - 8ºC</span>), servido sempre em pouca quantidade e enquanto novo, muito novo mesmo, digamos que assim que sai para o mercado é quando a sua prova é mais expressiva. Na altura da compra deve-se <span style="font-weight: bold;">verificar</span> <span style="font-weight: bold;">sempre</span> <span style="font-weight: bold;">a data de engarrafamento</span> (vem no contra rótulo). O preço é mais um aliciante na altura da compra, anda na casa dos 5-8€, num vinho de elevada relação preço/qualidade (há outras e de superior qualidade), que acompanha bem entradas como queijo, presunto, marisco, fritadas de peixe ou saladas.<br /></div><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >16</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-1635149851301725007?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com4tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-56020157351589737492009-05-25T16:36:00.003+01:002009-05-25T18:27:39.092+01:00Altas Quintas Crescendo branco 2008<div style="text-align: justify;">Dando seguimento às provas dos vinhos do produtor <a href="http://www.altasquintas.pt/"><span style="font-weight: bold;">Altas Quintas</span></a> (Portalegre), surge no mercado a nova colheita do Crescendo branco.<br />Este colheita 2008 tem a peculiaridade de ter como ausente do lote, a casta Verdelho, que segundo informou o produtor, será reservada para o lançamento do primeiro Altas Quintas branco. O lote final fica por isso reduzido a duas castas, Arinto e Fernão Pires, conjugando a firme e alta acidez, e toques de mineralidade da primeira, com a complexidade aromática da Fernão Pires, resultante no conjunto que aqui se coloca em prova:<br /><br /><a href="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Shq7px60yfI/AAAAAAAAB8Y/kV-InzMdLzg/s1600-h/100_6044.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Shq7px60yfI/AAAAAAAAB8Y/kV-InzMdLzg/s320/100_6044.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);">Altas Quintas Crescendo branco 2008</span></span><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 153, 0);">Castas: Arinto e Fernão Pires - Estágio: câmara frigorífica a temperatura controlada - 13% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> amarelo citrino de concentração media/baixa.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> que mostra um vinho de aromas vibrantes, com aroma de pétalas de rosas, erva príncipe, rama de tomate e fruta... muita fruta na onda dos citrinos com ataque limonado e de alguma tangerina, com ligeiros drops de rebuçado. Colmata-se no fundo com rasto mineral, qual bancada de pedra molhada.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de enorme capacidade refrescante, a acidez conferida pela casta Arinto marca enorme presença em toda a prova. De estrutura mediana, confere nos toques de citrinos, tangerina e erva príncipe, reveza-se nos contornos de ligeiros pontos de algum rebuçado (daqueles pequenos em papel celofane), e uma boa persistência em final de boca com travo ligeiramente mineral.</span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;">É notório o bom entendimento entre as duas castas (Fernão Pires e Arinto), resultando num vinho que apetece beber seja em que altura for e sem querer desprestigiar o vinho em causa, que este é um autêntico "<span style="font-weight: bold;">vinho de esplanada</span>", perfeito para beber enquanto novo e no calor do Verão, a acompanhar desde uns choquinhos grelhados ou umas postas de salmão grelhado, regado com com um pouco de sumo de limão que irá certamente realçar o sabor do vinho.<br />O preço deverá rondar os 8€, num vinho bem feito, que se bebe de forma descontraida sem pensar muito no que se tem no copo, pronto para os dias quentes que se avizinham.<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">15,5</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-5602015735158973749?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-75410937940217636412009-05-22T14:16:00.009+01:002009-05-23T04:23:47.132+01:00Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2006<div style="text-align: justify;">Desta colheita foram engarrafas 77.420 garrafas, com um preço que ronda os 27€ na maioria das garrafeiras a nível nacional, relembro que há excepções onde o vinho se encontra a um preço bem inferior, digamos que ao mesmo nível do se consegue encontrar em Espanha, ficando na casa dos 18€, o que faz com a diferença de preço ande sensivelmente em menos 10€ por garrafa.<br />Isto faz-me perguntar, até que ponto alguns dos preços praticados em Portugal limitam a compra apenas para aquela suposta gama alta de consumidores ?<br />Andamos a pagar o real valor dos vinhos que compramos, ou por outro lado andamos a encher os bolsos a alguns "gulosos" ?<br />Este Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas ao preço que tenho como referência (18€), é sem dúvida alguma, das melhores relações preço/qualidade que temos em Portugal.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShanwPzUgGI/AAAAAAAAB8Q/OitOGNq9jk0/s1600-h/DSC04460.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShanwPzUgGI/AAAAAAAAB8Q/OitOGNq9jk0/s320/DSC04460.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;">Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2006</span></span> <span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;"><br />Castas: Vinhas Velhas com mais de 70 anos - Estágio: 18 meses em barricas de carvalho francês (85%) e carvalho americano (15%) - 14,5% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> ruby escuro de concentração moderada.</span> <span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);"><br /><br />Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de aroma inicialmente frutado, com bastantes frutos silvestres bem maduros e de grande qualidade, com alguma ameixa em tom fresco. Mostra um toque de gulodice com notas compotadas, que se entrelaçam com notas vegetais/florais/bálsamo a lembrar esteva e rosmaninho. A madeira presente mas subtil, vem aprofundar um pouco mais o bouquet deste vinho, seja na ligeira baunilha, café, especiarias e ligeira tosta que apresenta.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> elegante e harmoniosa, conjunto coeso e a apresentar uma boa espacialidade com acidez a conferir frescura durante toda a passagem de boca, madeira fina e toque da fruta madura, alguma compota, em conjunto com vegetal seco, em final de boca com persistência média/alta.</span><br /><br />Fruto de uma invejável consistência colheita após colheita, este vinho garante uma qualidade muito acima da média, com a garantia de prazer imediato ou a médio/longo prazo. Ganhou claramente com uma breve decantação (30 minutos), e abrilhantou um assado de borrego no forno. É um Douro que se mostra sério mas bem confortável, capaz de proporcionar bons momentos e que é como o algodão, não engana.<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">17</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-7541093794021763641?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com4tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-72606129563298700022009-05-21T15:48:00.008+01:002009-05-21T19:58:50.351+01:00Comenda Grande Reserva 2004<div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;">Comenda</span>: <span style="font-style: italic;">benefício que antigamente era concedido a eclesiásticos e a cavaleiros de ordens militares (Ordem de Malta, Templários...), mas que actualmente costuma designar apenas uma distinção puramente honorífica. No passado, podia remeter ainda a uma porção de terra doada oficialmente como recompensa por serviços prestados, ficando o beneficiado com a obrigação de defendê-la de malfeitores e inimigos.<br /><br /></span></div><div style="text-align: justify;">A Comenda que venho novamente destacar, situa-se perto de <span style="font-weight: bold;">Arraiolos</span>, vila famosa pelos seus magníficos tapetes, e pelas deliciosas empadas, mas também nos dias que correm pela qualidade dos vinhos que vê nascer, vinhos que dignificam a terra e as gentes, mas é mais propriamente em <span style="font-weight: bold;">Vale do Pereiro</span>, que se encontra o <a href="http://www.comendagrande.com/">Monte da Comenda Grande</a> de onde saem os vinhos Comenda Grande, nos cerca de 30 ha reinam nas castas tintas: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah, Alfrocheiro e Tinta Caiada, e nas castas brancas: Antão Vaz, Arinto e Verdelho.<br />Depois de já aqui se ter provado toda a gama de vinhos produzidos pelo <a href="http://www.comendagrande.com/">Monte da Comenda Grande</a>, chega a altura de colocar em prova o primeiro topo de gama desta casa, o Reserva 2004:<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShVs6RI-83I/AAAAAAAAB8A/-qkpqauTeMk/s1600-h/DSC04490.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShVs6RI-83I/AAAAAAAAB8A/-qkpqauTeMk/s320/DSC04490.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;">Comenda Grande Reserva 2004</span></span><br /><span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;">Castas: Alicante Bouschet (60%) e Trincadeira (40%). - Estágio: 18 meses em Tonéis novos de 1.000 Litros de Carvalho Francês e 8 meses em garrafa. - 15% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> granada escuro de concentração alta.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> perfilado às terras do Alentejo, fruta muito madura e de qualidade, morango, framboesa e ameixa, com vários toques compotados na companhia de especiarias doces (canela, cravinho) a contribuírem para uma fina dose de complexidade. É num travo morno, que a madeira ampara o conjunto, baunilha, tosta e cacau, disfarçando no final com toque de bálsamo vegetal, conferindo ligeira sensação de frescura, sem que os 15% incomodem muito.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a apresentar-se corpolento e de boa espacialidade, fruta madura ao nível da prova de nariz. Sabe a tarte de framboesa e chocolate, com toques de canela pelo meio, e por cima tem uma pequenina folha de hortelã, que ao trincar dá uma sensação de frescura e ao mesmo tempo de bálsamo vegetal. Tudo isto a juntar com o chocolate, a fruta e os toques tostados da massa, num todo muito equilibrado e de boa persistência final.</span><br /><br />Pede bons copos e uma prévia decantação para melhor se mostrar, ainda que vai ganhar bastante com o tempo de garrafa, por isso é deixar esquecido durante mais 2/4 anos que a recompensa será ainda melhor e maior. De resto a prova que dá de momento aponta para um perfil de fácil agrado, ainda que entroncado e ainda um pouco reservado, com preço a rondar os 17€.<br /><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">16,5</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-7260612956329870002?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-25291753064646573002009-05-20T18:05:00.000+01:002009-05-20T18:05:00.274+01:00Ponte das Canas 2005<div style="text-align: justify;">No início do século XIX, <span style="font-weight: bold;">Thomas Reynolds</span> migrou ao Alentejo, tendo como objectivo o negócio da cortiça. Três gerações passadas, o seu neto <span style="font-weight: bold;">John Reynolds</span> adquiriu uma propriedade de 900 hectares, denominada <a href="http://www.mouchaowine.pt/">Herdade do Mouchão</a>. Aqui, à actividade corticeira a família acabou por adicionar a produção de vinhos. Plantaram-se várias vinhas e em 1901 construiu-se uma adega tradicional, de grossas e brancas paredes de adobe e um elevado pé direito, tudo encimado por um magnífico telhado de telha vã portuguesa. Pensa-se que foi também por iniciativa de John que as primeiras plantas da casta <span style="font-weight: bold;">Alicante Bouschet</span> foram trazidas de França.<br /><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShQWXWRRwqI/AAAAAAAAB74/8xTge_sBjvo/s1600-h/Mouch%C3%A3o.JPG"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShQWXWRRwqI/AAAAAAAAB74/8xTge_sBjvo/s400/Mouch%C3%A3o.JPG" border="0" /></a>Durante a década de cinquenta, do século XX, a actividade vitivinícola sofreu uma singular expansão que se traduziu por um aumento das áreas de vinha, pelo aperfeiçoamento das tecnologias de vinificação e pelo início da venda de vinhos engarrafados, em detrimento da velha tradição de venda de vinho a granel, com um cunho muito regional.<br />Os 38 hectares de vinha são constituídos por diversas parcelas, colocadas em diferentes pontos da propriedade, as mais antigas situam-se em solos de aluvião, numa zona única e irreproduzível, perto da adega, e estão particularmente vocacionadas para a produção de uvas de Alicante Bouschet de elevada qualidade.<br />Esta casta encontrou na Herdade do Mouchão um “terroir” de eleição. Desde a sua chegada, há mais de cem anos, que as plantas de Alicante Bouschet mostram uma excelente adaptação aos solos argilosos de aluvião, (a 200 metros de altitude), desfrutando de uma insolação intensa, temperaturas elevadas ao longo da maturação, chuvas esporádicas e alguma geada.<br />Nas outras vinhas situadas em zonas mais elevadas, em solos de boa drenagem, castas tintas autóctones tradicionais como a trincadeira, o Aragonez ou o Castelão, partilham os encepamentos com algumas castas brancas como o Antão Vaz, Arinto e Fernão Pires.<br /><div style="text-align: justify;">Um século após a sua fundação, e depois de ter recuperado das expropriações agrícolas que ocorreram após a revolução de 1974, a Herdade do Mouchão continua na posse da família Reynolds, mantendo uma tradição ancestral passada de pais para filhos.<br />Todo o processo de vinificação se mantém praticamente intocável, preservando a tradicional vindima e a fermentação das uvas em lagares de pedra com pisa a pé.<br />E quando menos se esperava, eis que a surpresa acontece, com o lançamento de um novo vinho , o <span style="font-weight: bold;">Ponte das Canas</span>, guiado por linhas modernas mas com um pé no passado, um vinho que une tradição com inovação, moderno com clássico, uma combinação que aqui provamos na sua primeira colheita (2005), lembrando que no mercado já se encontra a de 2006.<br /></div></div><br /><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShNH7R02lOI/AAAAAAAAB7w/DK6iB-y_36I/s1600-h/PontedasCanas2005.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left; width: 200px; height: 393px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShNH7R02lOI/AAAAAAAAB7w/DK6iB-y_36I/s400/PontedasCanas2005.jpg" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;">Ponte das Canas 2005</span></span> <span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;"><br />Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca e Alicante Bouschet - Estágio:</span><span class="postbody"><span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;"> barricas novas de carvalho francês durante 24 meses, com estágio em garrafa de mais 12 meses. - 14,5% Vol.</span><br /><br /></span><div style="text-align: justify;"><span class="postbody"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> ruby escuro de concentração média/alta.</span></span><br /><br /><span class="postbody"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de bela intensidade aromática, inunda o copo com notas de eucalipto, chocolate preto e fruta muito madura, na onda das bagas silvestres, amora e cereja. Liberta-se e perde vergonhas, despertando para aromas florais ainda que algo subtis, e ligeiro vegetal seco (chá preto) num bouquet coeso sentindo-se ainda algumas pontas de ligeira austeridade (o tempo em garrafa tratará delas), onde o torrado da madeira parece ser o pano de fundo mas sem em momento algum, marcar em demasia a prova.</span></span><br /><br /><span class="postbody"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a mostrar um conjunto coeso e bem estruturado, com alguma pujança na forma como conquista a boca, mas consegue ao mesmo tempo ser equilibrado e delicado, saboroso e bastante consistente na prova que dá. Toque mentolado novamente presente, com conjunto de notas de tosta, chocolate preto e fruta muito madura com alguma compota da mesma. Mostra frescura durante toda a passagem de boca , com acidez bem colocada, em fundo de persistência média/alta onde o toque after-eight parece perdurar.</span></span><br /></div><span class="postbody"><br /></span><div style="text-align: justify;"><span class="postbody">Pode-se dizer que foi mais uma entrada com o pé direito da Herdade do Mouchão, relembra o caso de sucesso que foi o Tonel 3/4 da colheita de 1996. Um vinho que não perde a identidade da casa mãe, mas com um perfil mais virado para as novas tendências, mais moderno e um pouco ''facilitador'' na maneira como se mostra durante a prova. Beber agora é um prazer, que se pode aumentar com mais uns bons anos de guarda... porque afinal, a tradição e o saber estão bem presentes, num preço que ronda os 15€.</span><br /><span class="postbody"><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >16,5</span></span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-2529175306464657300?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com5tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-15695980522357747282009-05-20T00:20:00.001+01:002009-05-20T15:01:09.605+01:004 Anos... já ?<div style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SgKzIvO7spI/AAAAAAAAB6Q/xRe7z3ywB_g/s1600-h/20041119-4anos.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SgKzIvO7spI/AAAAAAAAB6Q/xRe7z3ywB_g/s160/20041119-4anos.jpg" border="0" /></a>Assim só como não se quer a coisa, ou porque faz e acontece, e a meio de um copo de abafado, acabei de constatar que o Copo de 3 faz 4 anos de vida online.<br />Durante todos estes anos enquanto escrevo e provo, já assisti à queda de um império, já vi o renascer de uma civilização, reis do nada que do nada nasceram, assisti à passagem do tufão Geirinhas que qual messias previa que nos blogs tal como nos vinhos, também há a fase chata...<br />Alguns efeitos colaterais têm feito as suas vítimas, alguns pereceram pelo caminho pois poucos são os que estão para dar alguma parte das suas vidas ao recanto das provas a que se chama blog.<br />Que não se deixe cair a bandeira e que novas vozes se levantem, que novas mãos agitem alto esta bandeira, que é nossa.<br />Longa vida aos blogs e a todos aqueles que sacrificam um pouco das suas vidas para os tornarem possíveis...<br /></div><br />Um abraço e um obrigado.<div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-1569598052235774728?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com11tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-16417909020097194712009-05-18T18:35:00.005+01:002009-05-19T17:33:29.493+01:00Vinha Paz Colheita 2000<div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShG0YACXITI/AAAAAAAAB7o/a0B-twWMNzE/s1600-h/web.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShG0YACXITI/AAAAAAAAB7o/a0B-twWMNzE/s320/web.jpg" border="0" /></a>Os vinhos “<span style="font-weight: bold;">Vinha Paz</span>” , são produzidos e engarrafados por António Canto Moniz, cuja família se dedica a produzir vinhos no <span style="font-weight: bold;">Dão</span> há mais de 150 anos. As uvas são provenientes das vinhas de Leira da Tremoa e da Barra em Silgueiros, <span style="font-weight: bold;">Viseu</span>, são vinificadas nas centenárias adegas da Casa da Carreira Alta em Oliveira de Barreiros, também em Viseu. </div><p style="text-align: justify;">São vinhas na encosta Norte do Dão com exposição sul nascente numa área respectivamente de 7,5 e 3 ha, onde se podem ver as Vinhas Velhas com mais de 40 anos e Vinhas Novas com 5 anos, recentemente reestruturadas. As castas dominantes são: a <span style="font-weight: bold;">Touriga Nacional, Jaen, Alfrocheiro Preto e Tinta Roriz</span>.</p><div style="text-align: justify;"> </div><p style="text-align: justify;">A vinificação é feita há já cinco gerações na adega da Casa da Carreira Alta onde ainda se utilizam os <span style="font-weight: bold;">lagares centenários de granito</span> e a <span style="font-weight: bold;">tradicional pisa a pé</span>. São elaborados dois tipos de vinhos, o “colheita do ano” que resulta de um “blend” com as castas Touriga Nacional, Alfrocheiro Preto e Tinta Roriz e o “reserva”, tendo como casta dominante a Touriga Nacional (cerca de 80%).</p><p style="text-align: justify;">Um produtor que a cada passo/colheita que vem dando/lançando, se torna cada vez mais uma referência a seguir na região dos vinhos do Dão, e nos vinhos de Portugal. Feita que está a apresentação para os apreciadores mais "distraídos", resta colocar em prova aquele que foi o primeiro colheita desta casa.<br /></p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShG0Jayz7mI/AAAAAAAAB7g/59mEjGpAfBA/s1600-h/DSC04482.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/ShG0Jayz7mI/AAAAAAAAB7g/59mEjGpAfBA/s320/DSC04482.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;">Vinha Paz Colheita 2000</span></span> <span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;"><br />Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro Preto, Tinta Roriz. - Estágio: Estágio em pipas de Carvalho americano e francês. - 13% Vol.</span><br /><br /><div style="text-align: justify; color: rgb(51, 0, 0);"><span style="font-weight: bold;">Tonalidade</span> ruby escuro de média concentração, apresentando um ligeiro atijolado no rebordo (sinais dos tempos).<br /></div><br /><div style="text-align: justify; color: rgb(51, 0, 0);"><span style="font-weight: bold;">Nariz</span> marcado por notas de vegetal seco (chá preto, musgo, caruma pinheiro), toque floral no campo das violetas seguido de ligeiro animal que por ali resolveu andar a revolver a terra. É no meio deste fino e fresco bouquet, que temos a fruta em modo de framboesas, groselhas e cerejas, bem consolidadas por um bálsamo vegetal. A madeira é o fio condutor que apesar de fina e discreta faz a ligação entre todos os seus componentes, de forma muito eficaz.<br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a mostrar um vinho fresco, aveludado com finas matizes que variam desde a fruta bem madura e limpa, aos toques de bacon com vegetal seco. Um conjunto que nos presenteia com uma belíssima frescura durante toda a passagem de boca, em corpo médio e bem delicado, aprumado em tudo aquilo que nos mostra e como o mostra, num final de boa persistência.</span><br /><br />Pela maneira bastante correcta como se mostrou e comportou, direi que se encontra num momento alto da sua forma, talvez o tal ponto ideal de consumo.<br />Um vinho com alma e personalidade, prestigia a região que o viu nascer, mostrando também uma capacidade de evoluir bastante positiva. É um vinho com um preço que deverá rondar os 9€, revelando-se uma aposta muito sólida para um consumo a médio/longo prazo, visto que melhora substancialmente com algum tempo de guarda.<br /></div><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >16</span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-1641790902009719471?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com4tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-24555852433252485712009-05-14T12:40:00.004+01:002009-05-15T17:16:13.565+01:00Protos Reserva 2000<div style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sg1446ejLzI/AAAAAAAAB7Y/Sc2gVoHQwU0/s1600-h/bodegas-protos.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sg1446ejLzI/AAAAAAAAB7Y/Sc2gVoHQwU0/s320/bodegas-protos.jpg" border="0" /></a><a href="http://www.bodegasprotos.com/es/">Bodegas Protos</a> foi a adega pioneira da Ribera del Duero, a primeira que até viria a dar nos anos 80 o seu apelido à <a href="http://www.riberadelduero.es/">D.O. Ribera del Duero</a>.<br />Protos vem do Grego, Primero, e foi de facto a primeira, corria o ano de 1927, quando um grupo entusiasta e empreendedor de viticultores iniciou aquilo que hoje é um império, em que ano após ano se expande cada vez mais, e goza de uma imagem fortíssima a nível de mercado.<br /><br />Foi durante os anos 30 e a merce da Expo Barcelona 1929, que a adega se projecta definitivamente a nível internacional, com a atribuição das medalhas de ouro aos vinhos de 1927 e 1928.<br />Já nos anos 60 com as necessidades de expansão das salas de estágio, são iniciadas obras para as caves de estágio que se encontram localizadas nas entranhas de uma das fortificações mais importantes da comarca, o Castelo de Peñafiel, cuja imagem surge nos rótulos dos vinhos do produtor.<br />O reconhecimento máximo ocorre nos anos 80, quando o seu apelido, Ribera del Duero, é utilizado por toda uma zona, para assim identificar o Conselho Regulador da respectiva D.O.<br />O crescimento desta adega continua até que em 1995 se aumenta a área de estágio para um total de 8,500 barricas, depósitos inox de 1,2 milhões de litros e uma sala de garrafas com 5.000 m2.<br />Nos tempos que correm, terá sido inaugurada a nova adega, cuja foto é testemunha.<br /></div><br /> <a href="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sgymm5i5xuI/AAAAAAAAB7I/-v7od0Y0504/s1600-h/DSC04485.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/Sgymm5i5xuI/AAAAAAAAB7I/-v7od0Y0504/s320/DSC04485.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);">Protos Reserva 2000</span></span> <span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 51);"><br />Castas: 100% Tinto Fino - Estágio:18 meses em barricas de carvalho americano e francês, posteriormente 24 meses em garrafa. - 13,5% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> granada escuro de concentração média.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> acomodado, sereno, com um bouquet elegante a mostrar uma grande afinidade entre madeira, que se mostra fina e bem entrosada no conjunto, com o toque de fruta negra (groselhas, ameixa) bem madura e com drop de licor, acompanhadas de ligeira tosta, baunilha, caixa de tabáco e caramelo. Um vinho que não se cheira, mas que se dá a cheirar, diplomata a senhor do ''seu nariz'', sem espalhafato assume uma ligação com especiaria e vegetal seco perdido em fundo, a lembrar chá preto com algum balsâmico.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> de entrada amena, harmonioso, fruta com boa presença a igual modo que na prova de nariz, madeira bem integrada num conjunto de corpo médio. Mostra presença de tosta, vegetal seco, uma boa acidez presente a conferir a frescura suficiente durante toda a passagem de boca, com especiarias e ligeira secura em final de média persistência.</span><br /><br /><div style="text-align: justify;">É um Ribera de boa estirpe, muito elegante e afinado, não defrauda e dá uma prova muito consistente. Após 9 anos de vida, mostra-se em boa forma, mostrando-se com um bouquet de fino recorte, com preço a rondar os 20€. Liga bem com carnes vermelhas ou carnes brancas, e acompanhou muito bem um confit de pato.<br /><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >16</span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-2455585243325248571?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com1tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-68128823119674229602009-05-14T03:42:00.005+01:002009-05-14T15:27:09.865+01:00Quinta da Alorna Reserva Touriga Nacional 2006<p style="text-align: justify;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SguIK3d50ZI/AAAAAAAAB7A/KinmrKe02g0/s1600-h/Alorna.jpg"><img style="margin: 0px 0px 10px 10px; clear: both; float: right;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SguIK3d50ZI/AAAAAAAAB7A/KinmrKe02g0/s320/Alorna.jpg" border="0" /></a>Consta no site do produtor que a <a href="http://www.alorna.pt/">Quinta da Alorna</a> deve o seu nome ao primeiro proprietário, D. Pedro de Almeida, Vice-Rei da Índia, a quem D. João V concedeu o título de I Marquês de Alorna por actos de bravura na tomada da praça forte de Alorna, na Índia. Tendo comprado o Casal de Vale de Nabais em 1723, quando regressou a Portugal D. Pedro de Almeida fez dele o núcleo central de um vasto grupo de propriedades onde plantou as primeiras vinhas, mudando-lhe o nome para <span style="font-weight: bold;">Quinta da Alorna</span>. O <span style="font-weight: bold;">Ribatejo</span> é, desde sempre, uma região rica e apetecida, graças às férteis lezírias, ideais para a agricultura e criação de gado. E Almeirim era então conhecida pela qualidade da sua caça, muito frequentada por nobres e fidalgos, que aqui passavam tempos de lazer.</p><div style="text-align: justify;"> </div><p style="text-align: justify;">No palácio da Quinta, de estilo sóbrio, mas distinto erguendo-se de frente para o Tejo, iluminado pelo sol de fim de tarde onde ainda hoje reluz o brasão dos Almeida Portugal, nasceram e viveram várias gerações de Alornas, incluíndo D. Leonor (1750-1839), Marquesa de Alorna, notável poetisa e pintora, que aqui escreveu algumas das obras que a tornariam famosa.</p><div style="text-align: justify;"> </div><p style="text-align: justify;"> Assim nasceu a “<a href="http://www.alorna.pt/"><strong><em>Quinta da Alorna</em></strong></a>”.</p><div style="text-align: justify;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SguGX86zZ-I/AAAAAAAAB64/lnlBGVB4QRw/s1600-h/grfqareservatnacional.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SguGX86zZ-I/AAAAAAAAB64/lnlBGVB4QRw/s320/grfqareservatnacional.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;">Quinta da Alorna Reserva Touriga Nacional 2006</span></span><br /><span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;">Castas: 100% Touriga Nacional - Estágio: 12 meses em carvalho francês </span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> granada escuro de concentração média/alta.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a dizer que temos uma Touriga Nacional fresca e de boa concentração, com a fruta (frutos silvestres) de qualidade mas bem madura onde se nota alguma doçura presente (compota). Inicialmente sente-se uma ligeira austeridade nos aromas, um ligeiro apontamento químico, nada que com copo adequado e algum tempo não resolva. Dá-se então entrada aos aromas florais característicos da casta, com as notas de violetas a surgirem harmoniosamente ligadas a uma madeira bem entrosada, com notas de cacau morno, tosta e baunilha, complementando-se no segundo plano com toques de balsamo vegetal e algum chá preto.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a mostrar-se com entrada estruturada e apelativa, onde o peso da fruta e a sua concentração se fazem sentir. Frescura a contrabalançar com alguns toques mais adocicados da fruta, e uma madeira muito bem integrada no conjunto em igual modo que a prova de nariz. Espacialidade média, com final de boca de apontamento balsâmico, em final médio/longo.</span><br /><br /><div style="text-align: justify;">É um Touriga Nacional muito apetecível e feito para agradar a um leque alargado de consumidores (coincidências com o Novo Mundo ?), mostrando a fase mais gulosa da fruta, que caso não fosse uma frescura bem afinada, o resultado seria um vinho enjoativo. Assim temos um vinho muito tagarela e pronto para fazer amigos à mesa, com um preço a rondar os 15€.<br /></div></div><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight: bold;">16</span></span><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-6812882311967422960?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com0tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-78017398168386817312009-05-13T17:06:00.000+01:002009-05-13T17:10:45.215+01:00Adega de Pegões Colheita Seleccionada branco 2008<div style="text-align: justify;">Voltando a repetir o que aqui já foi dito, este branco é insistentemente colheita após colheita, um dos vinhos brancos que melhor <span style="font-weight: bold;">relação qualidade/preço</span> apresenta no mercado nacional.<br />Produzido pela <a href="http://www.cooppegoes.pt/pegpt.html">Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões</a>, é daqueles vinhos que independentemente do ano de colheita, se compra sem pensar muito, aliando a um preço sempre sensato e de certo modo ''controlado'', apesar de nos últimos tempos ter tido alguns ajustes onde se notou um aumento de produção, um preço ligeiramente mais alto e uma alteração no lote final em que deixa de constar a Pinot Blanc.<br /><br /><a href="http://bp2.blogger.com/_koAFt7CU7MI/SA4AoVuhmUI/AAAAAAAAA2I/_YXt2GBnk2I/s1600-h/gcolheitabranco.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_" style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_koAFt7CU7MI/SA4AoVuhmUI/AAAAAAAAA2I/_YXt2GBnk2I/s320/gcolheitabranco.jpg" border="0" /></a><span style="font-weight: bold;font-size:130%;" ><span style="color: rgb(0, 153, 0);">Adega de Pegões Colheita Seleccionada Branco 2008</span></span><br /><span style="color: rgb(0, 153, 0);">Castas: Chardonnay, Arinto e Antão Vaz - Estágio: 4 Meses nas pipas onde fermentou com Batônnage - 12,5% Vol.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Tonalidade</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> amarelo citrino com leve toque dourado.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Nariz</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> a apresentar-se fresco e limpo de aromas, boa dose de fruta onde a vertente tropical (ananás, maracujá, banana) se mistura com notas de citrinos e algum pêssego. A fruta parece ficar suportada por um fio de geleia que lhe confere um toque agridoce, notas florais (laranjeira) marcam presença. Madeira (baunilha, tosta) menos presente do que era costume nas últimas colheitas, que aparece com tempo de copo, mostrando novamente um belo de conjunto, revelando-se harmonioso e com uma delicada complexidade, com final a mostrar-se fresco e mineral.</span><br /><br /><span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 0, 0);">Boca</span><span style="color: rgb(51, 0, 0);"> com entrada fresca e frutada, sente-se algum arredondamento, resultante da passagem por madeira, resultante uma maior envolvência e equilíbrio de todo o conjunto. Baunilha e suave untuosidade marcam a passagem de boca, com ponta vegetal sem incomodar muito em final de boa persistência e de cariz mineral.</span><br /><br />A conversa que tenho tido ultimamente com um amigo destas andanças vínicas, levou a formular uma ligeira opinião sobre este vinho, pois apesar da indiscutíel apetência que continua a demonstrar, tem vindo a mudar ligeiramente nos últimos dois anos. Talvez se deva a um possível aumento da produção, talvez se deva à saída da Pinot Blanc que antes contribuia com 25% do lote final, talvez se deva às próprias colheitas... independentemente de tudo isto, este vinho subiu o preço no Pingo Doce passando agora a custar bem mais de 3€ quando se comprava a menos (pouco mas menos). Vamos esperar que a sua evolução não seja tão precoce como a anterior colheita, com uma nota final a revelar ajuste, tal como tem sofrido o vinho em si.<br /><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >15,5</span></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-7801739816838681731?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com2tag:blogger.com,1999:blog-13191748.post-60715847018624367042009-05-13T14:55:00.004+01:002009-05-13T18:19:32.171+01:00Serras de Azeitão branco 2008<div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SgrR5oeKntI/AAAAAAAAB6w/agkXWXqYrTU/s1600-h/100_6045.JPG"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px; clear: both; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_koAFt7CU7MI/SgrR5oeKntI/AAAAAAAAB6w/agkXWXqYrTU/s400/100_6045.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:130%;"><span style="font-size:180%;"><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Serras de Azeitão branco 2008</span></span></span><br /><span style="font-size:130%;"><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Castas: </span><b style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"> </b><span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;">Fernão Pires, Arinto e Moscatel - 13% Vol.</span></span><br /><br /><span style="color: rgb(51, 0, 0);"><span style="font-weight: bold;">Tonalidade</span> amarelo citrino com leve toque esverdeado.</span><br /><br /><span style="color: rgb(51, 0, 0);"><span style="font-weight: bold;">Nariz</span> de perfil fresco com intensidade mediana, mostrando-se jovem e a despontar de imediato para uma boa combinação entre frutas bem frescas e com boa maturação (alperces, laranja, limão, ameixa branca). Tudo isto aliado a um toque guloso e adocicado (ainda que ligeiro), prontamente socorrido por uma aragem bem fresca de forro vegetal/floral, rematando num suave toque mineral em fundo.</span><br /><br /><span style="color: rgb(51, 0, 0);"><span style="font-weight: bold;">Boca</span> a apresentar um vinho de corpo algo delgado, com presença da fruta, na mesma onda da prova de nariz. Acidez presente confere frescura que contrabalança com alguma doçura mais atrevida que poderia surgir do Moscatel. Passagem correcta e sem grandes percalços ou esquecimentos, acabando num sumido toque mineral de fundo.</span><br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Duas coisas mudaram neste vinho, o preço que dificilmente se encontra em prateleira abaixo dos 2€ e também a mudança a nível de castas, saindo a Chardonnay e entrando a Arinto.<br />Parece que com a troca de castas, o vinho perdeu alguma da chama que apresentava na anterior edição, para ficar mais delgado mas ao mesmo tempo com aromas mais centrados no campos dos citrinos, mais limonado e com mais acidez.<br />Perdeu encantos é certo, mas não é por isso que deixa de ser uma aposta fiável.<br /><span style="font-weight: bold;font-size:180%;" >14,5</span><br /></div><div class="blogger-post-footer"><img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13191748-6071584701862436704?l=copod3.blogspot.com'/></div>Copo de 3http://www.blogger.com/profile/17891289816620522114copo_de_3@hotmail.com0