tag:blogger.com,1999:blog-124503532007-10-15T12:20:41.608-03:00INGRESIAFrancielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comBlogger216125tag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-88435851869262221642007-10-15T12:18:00.000-03:002007-10-15T12:20:41.636-03:0011 de Setembro, uma data na História<div align="justify">Pode até parecer afetação exagerada, mas juro que pensei em não comentar sobre o fatídico 11 de setembro. Era uma forma de expressar respeito ao sofrimento alheio. E quase consigo. Mas, definitivamente, é impossível silenciar sobre o acontecimento que marcou este dia na história do Nordeste de Amaralina: a gloriosa e combativa Ingresia abandonou o <a href="http://www.puraingresia.blogspot.com/">http://www.puraingresia.blogspot.com/</a>. Desde ontem, as pessoas de boa vontade podem se deliciar com a voz rascante deste intimorato locutor na seguinte freqüência: <a href="http://www.ingresia.wordpress.com/">http://www.ingresia.wordpress.com</a></div><div align="justify"> </div><div align="justify">Ah, sim. Ao contrário do que espalham os fariseus, a transferência para o novo endereço foi realizada sem nenhum centavo da Bahiatursa, do FazCultura ou das leis de incentivo à infâmia. </div><div align="justify"> </div><div align="justify">E para algumas almas sebosas que infestavam a caixa de comentários, repito aqui a frase da Santa Irmã Dulce: Não me acompanhem que não sou Trio Elétrico. </div><div align="justify"> </div><div align="justify">De nada. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-45416459861835351052007-10-08T11:57:00.001-03:002007-10-08T12:01:24.635-03:00Consumir cachaça também é cultura<a href="http://bp0.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RwpF6pFK2_I/AAAAAAAAAF4/0Aa4jKdxm1w/s1600-h/DSC_1746.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118980800222256114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RwpF6pFK2_I/AAAAAAAAAF4/0Aa4jKdxm1w/s400/DSC_1746.JPG" border="0" /></a><span style="font-size:78%;"><strong>Foto de Carlos Lewis Hamilton</strong><br /></span><div><br /><br /><div></div></div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-22767745705962407512007-09-12T13:57:00.000-03:002007-09-12T14:00:06.565-03:0011 de Setembro, uma data na História<div align="justify">Pode até parecer afetação exagerada, mas juro que pensei em não comentar sobre o fatídico 11 de setembro. Era uma forma de expressar respeito ao sofrimento alheio. E quase consigo. Mas, definitivamente, é impossível silenciar sobre o acontecimento que marcou este dia na história do Nordeste de Amaralina: a gloriosa e combativa Ingresia abandonou o <a href="http://www.puraingresia.blogspot.com/">www.puraingresia.blogspot.com</a>. Desde ontem, as pessoas de boa vontade podem se deliciar com a voz rascante deste intimorato locutor na seguinte freqüência: <a href="http://www.ingresia.wordpress.com/">www.ingresia.wordpress.com</a><br /><br />Ah, sim. Ao contrário do que espalham os fariseus, a transferência para o novo endereço foi realizada sem nenhum centavo da Bahiatursa, do FazCultura ou das leis de incentivo à infâmia.<br /><br />E para algumas almas sebosas que infestavam a caixa de comentários, repito aqui a frase da Santa Irmã Dulce: Não me acompanhem que não sou Trio Elétrico.<br /><br />De nada. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-11617216763079421962007-09-11T09:59:00.000-03:002007-09-20T16:32:22.995-03:00"Nunca se viu tantos valentes na Bahia"<div align="justify">No longo e tenebroso inverno comandado pelo manda-chuva da <strong>Cabeça Branca</strong>, os esperneios nesta província solar eram escassos. A Bahia, sempre adepta da zoada, calava-se- principalmente quando algo contrariava o dito cujo.<br /><br />Tal e qual os versos do bolero, sofria a dor resignadamente. Aliás, para usar uma imagem menos vulgar, diria, furtando o escritor João Carlos Teixeira Gomes, que a oposição “<em>era tão discreta que parecia viver entre parênteses</em>”.<br /><br />Mas, isso, como sabemos, foi há muito tempo. Hoje, tudo mudou. Os que antes silenciavam, fazem agora um barulho dos seiscentos. Zombam dos figurinos exóticos da primeira-dama, dos desalinhados cabelos do novo governador e até da falta de dedo do presidente. "Nunca se viu tantos valentes na Bahia", gritou dona Otília, sobrinha de Orora.<br /><br />E só não dou um salve, salve à estas bravas gentes atuais porque o presente não me interessa. Ao contrário do poeta, meu tempo é ontem - assim mesmo, com erro de concordância e tudo mais. Inclusive, toda esta ladainha é apenas para relembrar um episódio de 1985, que escutei agora há pouco.<br /><br />Aos fatos.<br /><br />ACM, então ministro das Comunicações do impoluto José Sarney, saia da redação do seu isento Correio da Bahia quando se deparou no pátio com meu amigo Bira Paim, forrozeiro e diagramador nas horas vagas, que então ostentava uma indecente e bandeirosa cabeleira e fumava o cigarro do sucesso.<br /><br />De pronto, o <strong>Cabeça</strong> largou a seguinte: “<em>Como tem viado trabalhando em meu jornal</em>!”.<br /><br />Como resposta, Bira acenou apenas com um constrangido silêncio. Hoje, porém, passados 22 anos, ele me assegurou que ACM escapou por pouco: “<em>Rapaz, quando o Cabeça disse aquilo, pensei em fuder com ele. Eu não tinha nada a perder e quase dizia poucas e boas pra’quele sacana. Quase o mandei tomar no cu, quase</em>...”.<br /><br /><br /><br />É óbvio que o menino Bira Paim, um gentleman, nunca diria um palavrão, nem mesmo para aquele que mais merecia. No entanto, relato esta historinha somente para registrar que a Bahia hoje está lotada de gente com a síndrome “<em>birística</em>” do desaforo atrasado.<br /><br />E por falar nestes destemidos de conveniência, lembrei-me agora de um conto de O<strong> Telefone dos Mortos</strong>, livro do mesmo Joca do primeiro parágrafo. No referido, o escritor relata a saga de um sujeito sem medo, retadão, metido a porreta, que termina sendo devorado por um gato, sim, um felino, e ainda por cima, um felino capenga.<br /><br />Não que eu deseje isso a ninguém, minha formação cristã ortodoxa não permite que eu rogue praga, mas o título do conto é bem sugestivo: <strong>Assim que um valente se acaba</strong>. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-62676182941642486322007-09-05T15:55:00.000-03:002007-09-06T09:47:34.875-03:00Glauberianas<div align="justify">No exato instante em que batuco estas mal digitadas, o oximorístico Conselho de Ética do Senado começa a julgar o impoluto Renan Calheiros, presidente daquela Casa de Tolerância.<br /></div><div align="justify">O senador-réu, que hoje faz parte da base de apoio do ex-operário, foi (vejam a sutileza do escárnio) Ministro da Justiça no governo do intelectual-ociólogo, com quem compartilhou ainda o gosto por, digamos assim, relacionamentos íntimos não contabilizados - o famoso caixa-dois do amor. </div><div align="justify"></div><div align="justify">Aliás, não deixa de ser revelador da qualidade da vida pública nacional que a desgraça do referido tenha começado exatamente por problemas na alcova. A polititica brasileira é uma zona. E Renan é um símbolo dela. Não deve ser cassado. Ele e o senado se merecem.<br /></div><div align="justify"></div><div align="justify">Trato rapidamente da gloriosa epopéia de Renan e me lembro de Terra em Transe, que neste 2007 completa 40 anos. O filme, que no ano passado foi relançado em cópia restaurada, não nos deixa esquecer dos desmantelos e impossibilidades de Pindorama - este inzoneiro torrão que não pára de plagiar os devaneios de Glauber Rocha (Royalties para Cacá Diegues).<br />Cito Cacá, mas as <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u325880.shtml" target="_blank">folhas garantem</a> que quem deu um bye, bye ao Brasil foi o fotógrafo Mário Carneiro.<br /></div><div align="justify">Pois muito bem. </div><div align="justify"></div><div align="justify">Apesar de acreditar que as flores devem ser em vida, acho que uma boa homenagem ao referido seria a liberação da pequena obra-prima de Glauber, "Di Cavalcanti Di Glauber", na qual Carneiro é responsável pela fotografia. </div><div align="justify"></div><div align="justify">É incrível que um filme interditado pela justiça desde 1979 continue proibido. Parece até que não há juízes nesta terra de Renan’s. </div><div align="justify"></div><div align="justify">P.S. E aos que duvidam da existência de algo melhor do que uma sessão do senado, favor acessar este endereço com urgência.</div><div align="justify"></div><div align="justify"><a href="http://www.tempoglauber.com.br/glauber/Filmografia/di.htm">http://www.tempoglauber.com.br/glauber/Filmografia/di.htm</a> </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-10543962571967137922007-09-03T18:55:00.000-03:002007-09-03T19:19:37.087-03:00A crase não foi feita para humilhar ninguémSe Taço Franco tivesse escutado o conselho do <a href="http://portalliteral.terra.com.br/Literal/calandra.nsf/0/8F8BE28949740382032571D5006C2106?OpenDocument&pub=T&amp;proj=Literal&amp;sec=Especial" target="_blank">homem do poema sujo</a> não teria feito isso aqui, ó<br /><a href="http://www.bahiaja.com.br/noticia.php?idNoticia=3888">http://www.bahiaja.com.br/noticia.php?idNoticia=3888</a>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-53336723819505134032007-09-03T13:14:00.000-03:002007-09-05T16:45:48.180-03:00O tempora, o mores!Na próxima segunda-feira, o propagandista Nizan Guanaes ministrará a seguinte palestra: <br /><a href="http://www.bahiacultural.com.br/Template.asp?nivel=00010012&identidade=39&amp;evento=1462&Categoria=65" target="_blank">"Minha Visão Estratégica para a Bahia".</a><br /><br />Ao saber de tão importante evento, meu amigo Paulo Malhado Menezes largou a seguinte: "Cada época tem o Rômulo Almeida que merece".<br /><br />Palavras da Salvação.Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-30863944261783776072007-08-30T19:38:00.000-03:002007-08-31T10:22:07.271-03:00Uma entrevista esclarecedora<div align="justify">Noves fora as obviedades já debatidas e rebatidas na imprensa <a href="http://www.correiodabahia.com.br/poder/noticia.asp?codigo=135631" target="_blank">daqui</a>, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u324240.shtml" target="_blank">dali</a> e <a href="http://www.atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=783889" target="_blank">dacolá</a>, o que realmente me chamou a atenção na gloriosa entrevista que Fátima Mendonça concedeu à <a href="http://www.revistametropole.com.br/" target="_blank">Revista da Metrópole </a>foi o seguinte: “<em>Vi uma palestra de Graça Belov. Ela falando de Confúcio, que loucura. Confúcio era uma miséria (risos). Doutor Mário, Confúcio dizia que a mulher devia ser mantida pelo pai; depois, pelo marido, quando ele morresse, pelos filhos, e se não tivesse filhos, pelo Estado. Ela não podia ganhar um tostão pra não viver só, viu? Ta vendo Rita? Oh, Rita, se pronuncie</em>”. </div><div align="justify"><br />Glória aos céus, Rita, que também a entrevistava, não se pronunciou. Quando a primeira dama fez o chamamento para a cruzada contra o sábio, temi pela integridade do busto do China ali no Parque da Cidade. E temi também pela integridade das obras de Aristóteles, Rousseau, Hegel e outros<em> maizomenos</em> cotados que já disseram algumas aleivosias sobre as mulheres. </div><div align="justify"><br />Porém, para que não me igualem a Confúcio, acusando-me também de machista, mais do que já mereço, deixo as meninas em paz – até porque a performance delas foi nada, quando comparada à consagradora atuação do poeta, intelectual, antropólogo e veranista de São Tomé de Paripe, Antonio Risério. </div><div align="justify"><br />Amigos, em verdade vos digo: o homem é um assombro - e não exatamente por causa das qualificações artísticas e acadêmicas. (Nada do que eu diga, porém, servirá para que vocês tenham uma idéia da capacidade do rapaz). Portanto, ouçam, por exemplo, esta avaliação do referido na referida e antológica entrevista: “<em>Acho que você pode ser uma peça de dinamização contemporânea, social e culturalmente, na Bahia</em>”. </div><div align="justify"><br />Sim, ouvintes, é exatamente da mulher do governador que Risério está falando. Aquela que ali em cima ficou chocada quando descobriu o machismo de Confúcio é quem, na opinião do antropólogo, deverá ser “<em>uma peça de dinamização contemporânea</em>”. Vôte. </div><div align="justify"><br />Acontece que somente uma, como direi?, única “<em>peça de dinamização contemporânea</em>” não faz rodar o motor da transformação da máquina pública. “<em>Falta uma presença discursiva na sociedade</em>”, ensina o antropólogo, que logo se apressa em mostrar o caminho da salvação “<em>Mário foi perfeito...A administração de Mário tinha uma visão antropológica da cidade, projetos urbanísticos, todo um discurso mobilizador, no plano simbólico, no plano do imaginário da sociedade. Obra, só, não adianta</em>”. Huumm, que beleza.<br /></div><div align="justify">Depois desta levantada, restou a Mário Kertész apenas o arremate: “<em>Tem que ter pessoas que ajudem intelectualmente a construir isso</em>”. </div><div align="justify"><br />Como retribuição, adivinha quem Dona Fátima sugere que sejam “<em>as pessoas que ajudem intelectualmente a construir isso</em>”? Exatamente aqueles que vocês estão pensando, Risério e Mário. “<em>Vocês deviam conversar mais com ele (o governador), marcar para a gente conversar</em>”.<br /></div><div align="justify">É, torcida, brasileira, só nos resta esperar que Jaques Wagner, quando resolver começar seu governo, leia com bastante atenção a entrevista da primeira-dama. E siga esta última recomendação à risca, pois assim a Bahia começará uma “nova era antropológica-simbólica-discursiva-cultural e desenvolvimentista”. </div><div align="justify"><br />Agora, para encerrar, todos juntos, cantando o Hino ao Senhor do Bonfim, em versão tropicalista. E tome-lhe macumba pra turista. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-61769397983991755972007-08-28T11:54:00.000-03:002007-08-28T12:41:08.472-03:00Incutido é pior do que doido<div align="justify">Tem-se a certeza de que um país está irremediavelmente condenado ao desmantelo quando desanda a debater uma obra do quilate de <a href="http://www.polibiobraga.com.br/?PAG=portrasnoticia_detalhe.asp?ID=37662" target="_blank">“A cabeça do brasileiro”</a>, do <em>Ociólogo</em> (<em>royalties</em> para Millôr) Alberto Carlos Almeida. Queria prosseguir na argumentação, mas o apressado leitor ingresiástico nem espera o fim do primeiro parágrafo e já fulmina: “E o senhor, Françuel, passou as vistas em pelo menos uma das 280 páginas do livro para fazer uma observação desta?”. Respondo logo: É claro que não. Mas a moça que trabalha lá em casa leu e ordenou que economizasse meu parco dinheiro – ela, que precisa continuar recebendo em dias, sabe que a verba é escassa. </div><div align="justify"><br />Porém, como o kWh baixou de preço e também porque sou desocupado, decidi ligar a TV ontem à noite para assistir a uma entrevista do referido no Programa Roda Viva. E vos adianto: mantenham distância. O cara é lelé da cuca. E, como dizia minha finada genitora, “quanto menos meia com maluco, melhor”.<br /></div><div align="justify">Aliás, minto. Ele não é pirado. É incutido. E incutido é muito pior do que doido. Um exemplo? O referido estudioso botou na cabeça que toda sujeira emana do povo pobre, que astravanca o pogresso. E, para provar sua tese, ele tortura os números até a desejada confissão, sem dó nem piedade. </div><div align="justify"><br />Questionando sobre a, digamos, flexibilidade moral de classe política de Pindorama, ele informou com base na sua criteriosa pesquisa: “Os políticos brasileiros, em geral, vieram das classes mais baixas, por isso são assim”. E prossegue: “Se fosse pela vontade dos pobres não haveria liberdade de imprensa”. Porém, adiante ele larga a seguinte: “Só temos este direito porque a elite, que comanda o parlamento, o garantiu na Constituição”.<br /></div><div align="justify">Um instante, maestro. Quer dizer que na hora de roubar, o parlamento é ruim porque a sua maioria veio do povo, mas quando defende (esta ficção chamada) liberdade de imprensa é bom porque é elite? Aí, só me resta furtar as sábias palavras de Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo: “Agora eu fiquei cafuso”.<br /></div><div align="justify">Porém, todas estas estripulias do referido são nada diante de uma confissão de um dos entrevistados, o cantor Lobão. Às aspas. “Professor, quando eu li seu livro...”.<br /></div><div align="justify">Acuma? Lobão já leu um livro?<br /><br />Me tira o tubo, me tira o tubo. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-37522893028927296292007-08-27T09:56:00.000-03:002007-08-27T10:04:16.961-03:00Isto é um achincalhe!<span style="font-size:100%;">Noves fora esta infindável presepada no Supremo Tribunal Federal, tudo o que interessa sobre o mensalão já foi dito por este cansado locutor há pouco mais de dois anos. </span><br /><span style="font-size:100%;"></span><br /><span style="font-size:100%;">Ouçam. </span><br /><br /><br /><span style="font-size:180%;">Isto é um achincalhe!</span><br /><span style="font-size:130%;"><br /><br /></span><span style="font-size:130%;"></span><span style="font-size:130%;"></span><div align="justify"><span style="font-size:130%;"><span style="font-size:100%;">Nos últimos dias, a minha vida querida, que já não era nenhum mar de rosas, transformou-se em um inferno. Depois das entrevistas, desmentidos, acusações, disse-me-disse e outras firulas no Congresso Nacional, então, crendeuspai. É um tormento só.<br /><br />Vou à padaria, ao cinema, ao mercado, ao estádio, ao teatr...ops, isso não, que ainda me respeito. Mas, dizia, vou à praia, aos bares e em todos os lugares a pergunta não quer calar: "E aí, Sêo Françuel, não vai dizer nada sobre os últimos episódios que envergonharam o país?".<br /><br />Ainda ontem pela manhã, no glorioso Sussuarana R-2, duas distintas senhoras me abordaram: "Este teu silêncio é comprometedor. Que papelão, hein?". Resisti a tudo bravamente. Porém, no tradicional futebol das terças à noite em Itapuã, meus companheiros de jornada de mais de 15 anos olharam-me como se eu fosse portador de alguma chaga incurável, um maldito.<br /><br />Para não passar à história como um canalha, o que não sou, farei agora um pronunciamento à nação. E digo logo que não é só João Ubaldo Ribeiro que tem o direito à indignação. O proprietário desta Ingresia também está retado. E, se agora, pra fazer sucesso todo o mundo tem que protestar, vamos lá.<br /><br />Os fatos são gravíssimos. Não se pode permitir tal acinte. O que está ocorrendo na Capital Federal é uma falta de respeito. Ou como disse no título, é um achincalhe.<br /><br />Como é que um governo, qualquer governo, fornece apenas R$ 30 mil per capita por um deputado federal? Como isto é possível? Alto lá! Não há democracia que se consolide com um preço tão minguado. Será que ninguém entendeu que estamos tratando de deputados federais?<br /><br />Vejam o exemplo de Rondônia. Nada tenho contra aquele progressista estado, mas reconheço que não é nenhuma ilha de prosperidade. E quanto recebe um parlamentar estadual de mesada lá? R$ 50, 60 mil.<br /><br />E os federais, repito, federais, sobrevivendo com o mensalão, mensalão, não, mensalinho, de míseros R$ 30 mil. Aonde vamos parar com tamanha falta de respeito às instituições democráticas ? Minha gente, que partido sovina, mesquinho, mão-de-figa é este PT?<br /><br />Isto é um absurdo.<br /><br />Porém, vejam vocês, o que é o compromisso com a cidadania. Até outro dia, os deputados federais recebiam apenas esta merreca mensal e, por amor à pátria, não esperneavam. Apenas por amor à pátria. Um amor, diga-se, não correspondido.<br /><br />Outras perguntas, portanto, são inevitáveis. Em que país um presidente com espírito verdadeiramente democrático faria algo tão terrível ? Por que Lula, que copia FHC em tudo, não se mirou também no exemplo do estadista tucano neste aspecto?<br /><br />No reinado do marido de dona Ruth, todos lembram, não existia esta casquinhagem, pois ele, um intelectual, possuía um afeto pelas instituições. Seu governo pagava coisa de R$ 200 mil por apenas uma votação, como no caso da emenda da reeleição. Isto, sim, é que é prestigiar o trabalho parlamentar...<br /><br />Mas, eu dizia que por amor ao Brasil os atuais congressistas decidiram se submeter a este império petista do pãodurismo. E, quem muito se abaixa...<br /><br />Não satisfeito, o atual governo, alertado por um dedo-duro, resolveu desde janeiro cometer um ato abominável; uma afronta à Constituição Federal: reduziu os vencimentos desta classe operosa, cancelando os tais R$ 30 mil. Aí, tenha a santa paciência. Todos sabem que esta verba, já incorporada ao salário, não poderia ser subtraída assim. Afinal, a irredutibilidade salarial é um princípio consolidado. E sagrado.<br /><br />No entanto, nossos valorosos representantes decidiram reagir. CPI é pouco. O momento exige atitudes mais drásticas. A palavra de ordem deve ser uma só: Restaure-se o mensalão, corrigido pelo IPC, ou então... Bom. Nem vou completar. Creio que este governo ainda deve ter um pouco de juízo e não vai prosseguir nesta escalada insana contra as instituições democráticas. Assim espero. Amém</span>.</span></div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-15028071860798886802007-08-23T10:32:00.000-03:002007-08-23T14:13:43.190-03:00Indignação sob encomenda: Nova tendência Axé para a próxima estação?<div align="justify">A axé-music ainda não estagnou. Ao contrário do que previam os críticos apocalípticos, o movimento segue rebolando. E já começa a desfilar com figurino novo na avenida. Qual é? Já conto. Antes, porém, um pouquinho de história que, assim como caldo de galinha, em dose moderada prejudica quase nada.<br /><br />Seguinte.<br /><br />Há cerca de duas décadas, quando o império axezeiro começou a se tornar hegemônico na (mono) cultura baiana, além da (mal) dita herança musical, herdamos também novos trejeitos manuais. Em um ano, o negócio era botar a mão na cabeça; noutro, usá-la para segurar a bundinha; no seguinte, o joelhinho; depois o umbiguinho, desce mais um pouquinho...<br /><br />Nunca, porém, estes gloriosos artistas tiravam a mão de um lugar sagrado: o bolso – principalmente o do contribuinte. E para isso, fecharam a mais bem sucedida Parceria Público-Privada (PPP) da história da música no Brasil, com o auxílio luxuoso dos órgãos oficiais de turismo. Em contrapartida, repetiam <em>ad nauseam</em> alguns mantras em louvor do mandatário de plantão desta ainda bela e cada vez mais besta província. Esta monocórdia bajulação foi a trilha sonora dos últimos carnavais.<br /><br />E cadê a novidade? Pergunta o entorpecido e impaciente folião.<br /><br />Pois muito bem.<br /><br />Ivete Sangalo, uma das mais hábeis executoras daquelas arriscadas acrobacias em direção às partes íntimas das autoridades, decidiu que é preciso começar a tocar acordes dissonantes.<br /></div><div align="justify">No final de julho, ela foi contratada pela Phillips do Brasil. Menos de um mês depois, já estava estrelando um protesto, o Cansei!, que tem como um dos organizadores exatamente o presidente da...Phillips do Brasil.<br /><br />É isso. A axé-music está diversificando os negócios: não se contenta mais em ganhar dinheiro apenas bajulando. Agora também protesta, mesmo que a indignação seja por encomenda.<br /></div><div align="justify">Mas quem se importa, se o fundamental é estar antenado com mais uma tendência do verão?<br /><br />Então, é só voltar a balançar as mãozinhas, sem esquecer, é óbvio, de deixá-las mexendo no maltratado bolso dos idiotizados foliões.</div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-3951313550806702132007-08-20T12:14:00.000-03:002007-08-20T13:38:17.839-03:00Um adeus à Víbora*<div align="justify">Oficialmente, Joel Silveira morreu na manhã de anteontem, às 8h, dormindo. Mas, para ser fiel aos fatos, em verdade vos digo: os jornais, há séculos, já haviam fechado os olhos para ele, assassinando-o com um indecente esquecimento – o que diz muito sobre a qualidade atual dos meios de comunicação de Pindorama. </div><div align="justify"><br />E nem poderia ser diferente. Existia uma incompatibilidade de gênios. A irresistível vocação que os periódicos hoje têm de se transformar em embrulho de peixe não combina com o apreço que o intimorato e culto sergipano devotava à reportagem bem apurada e, principalmente, bem escrita. Definitivamente, ele não pertencia mais a estes tempos modernos do <em>fait divers</em>, da notícia aligeirada e desimportante. </div><div align="justify"><br />Joel era de outra época, de um tempo da delicadeza, em que os jornalistas ainda não possuíam tanta ojeriza à literatura. Por isso, seus textos não conheciam o caminho do açougue. Iam diretos para a galeria dos escritos líricos e informativos. (Sim, deve existir esta galeria. Deus não pode ser tão injusto). A clássica reportagem sobre o comportamento da grã-finagem paulista, escrita em 1943 para a Revista Diretrizes, deve ser lida pelos jovens jornalistas, e não só eles, no genuflexório, de joelhos. E os que ainda desconhecem seus relatos sobre a 2ª Guerra Mundial também merecem pagar boa penitência. </div><div align="justify"><br />Por falar em pecados, vale dizer que a Víbora, apelido dado ao repórter por Assis Chateaubriand, nunca foi santa. E pecava muito. Ouça esta heresia: “<em>Guimarães Rosa eu acho que é truque. Ele é o Joyce caboclo</em>”. E mais esta: “<em>Dia destes vi o intragável João Gilberto assoviando e sussurrando na televisão. Tudo nele era rachadura, infiltração e goteira</em>”.</div><div align="justify"><br />Mesmo nestes tropeços, não há como negar o humor inteligente do menino Joel. Noves fora estes e outros equívocos, ele tem crédito. Muito crédito. Seus erros eram veniais, nunca venais. Em relação a, por exemplo, Guimarães Rosa, pecou porque estava convicto de que no país existiram apenas dois escritores: Machado de Assis e Graciliano Ramos - o que, convenhamos, não está muito longe da verdade. </div><div align="justify"><br />A seu favor, registre-se ainda que, apesar de conviver no meio dos poderosos, ele sempre esteve, de forma terna, irônica e combativa, ao lado dos desvalidos. Além disso, a pena que por (des) ventura cometeu alguma injustiça, era a mesma que nos deixou ferinas e brilhantes tiradas. </div><div align="justify"><br />Um exemplo? Recebam: "<em>Não quero parecer ranzinza, mas alguém pode me dizer para que servem os alpinistas? Por que aqueles idiotas não pegam um avião para olhar as montanhas do alto, em vez de tentar a subida ridiculamente amarrados em cordas? Eu jamais compraria um carro de um alpinista. Não se pode confiar em seres que não têm senso de ridículo</em>".</div><div align="justify"><br />Outra característica marcante: gostava de uma boa picuinha. Mesmo avesso à Academia de Letras, ao fardão, uma vez candidatou-se a imortal só para aporrinhar Zélia Gattai, em quem não conseguia enxergar qualidades literárias. </div><div align="justify"><br />Assim foi Joel, um combatente do que considerava iniqüidades. E o Brasil não sentirá sua falta. Afinal, quando morre alguém da sua estirpe, os medíocres da nação e a nação de medíocres suspiram aliviados. </div><div align="justify"></div><div align="justify"><em><strong></strong></em></div><div align="justify"><em><strong></strong></em> </div><div align="justify"><em><strong>* Estes rabiscos foram publicados na edição de sábado do Jornal A Tarde. Reproduzo-os aqui porque sei que ninguém lê o referido Vespertino. </strong></em></div><div align="justify"><strong><em></em></strong></div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-45453032982252652652007-08-17T10:40:00.000-03:002007-08-17T11:26:37.824-03:00Chega de Perseguição!<div align="justify">A Bahia não me deixa em paz. Nos becos, bares, ladeiras, vielas e na minha maltratada caixa de comentários, a ladainha é uma só. “Françuel, o que o senhor acha da mais recente chibança envolvendo Paulo Ouro de Zottolo*, presidente da Phillips do Brasil e professor de Educação, Moral e Cívica (EMC) nas horas vagas?”.<br /><br />Seguinte é este. Acho que já passou da hora de parar com esta perseguição implacável aos patriotas do movimento Cansei! Como diria minha finada mãe, <em>Vamos ser desumanos, mas dentro dos limites</em>.<br /><br />Entendo, por exemplo, que há uma gritaria desmedida em relação à sua última frase, aquela em que ele diz que “se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”.<br /><br />Minha gente, basta ter um pouco de boa vontade e veremos que o patrão de Ivete Sangalo não tá de todo errado. Aliás, neste caso específico, creio que o problema não foi de preconceito, mas apenas de um erro de artigo. Senão, vejamos: “Se <strong>A </strong>Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”.<br /></div><div align="justify">Pois é. É isso aí. Se a revista do filho do banqueiro acabar, eu mesmo nem ligo.<br /><br /><br />*Mais royalties para <a href="http://www.zeno.com.br/">http://www.zeno.com.br/</a> </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-85430855090655325912007-08-13T15:58:00.000-03:002007-08-13T18:25:48.916-03:00Passeatas não fazem bem ao boletim escolar“<em><span style="font-size:130%;">O otimismo é o ópio do gênero humano. O espírito sadio fede a imbecilidade. Viva Trotsky</span></em>!”.<br /><div align="justify"><br />Estas duas linhas arruinaram uma vida. Ao escrever este breve bilhete para Marketa, uma moçoila de 19 aninhos, Ludvik se descuidou de uma máxima dos tempos temerários: estar afinado com o <em>Zeitgeist</em>. E a época não estava pra brincadeira, pois corria o ano da graça de 1948 e a então e antiga Tchecoslováquia acabara de se render ao comunismo. Quem quiser saber sobre a referida tragédia, leia o bom romance de Kundera, <em>A Brincadeira</em>. </div><div align="justify"><br />Lembrei-me agora desta leitura da adolescência porque, guardadas as devidas proporções (isto é, fechando o zíper), também quase entrei em um pequeno esparro por rabiscar algumas bobagens que não obedeceram ao tal <em>espírito da época</em>. E nem foi para fazer graça.<br /></div><div align="justify">Maestro, corta para o ano de 1992.<br /></div><div align="justify">Pois bem. Logo após as passeatas dos cara-pintadas, minha professora de Ciência Política, Ana Alice Costa, solicitou-me que fizesse uma análise sobre o movimento dos guris. </div><div align="justify"><br />Pois muito bem. Na referida análise, afirmei que a presepada infanto-juvenil só teria alguma serventia se, passada aquela ilusória euforia, as pessoas voltassem a ocupar as ruas no cotidiano – e não apenas quando fossem convocadas. A única glória aconteceria se o espaço público fosse efetivamente reconquistado no dia-a-dia, desprivatizado. Caso contrário, tudo aquilo valia tanto quanto uma nota de três reais. </div><div align="justify"><br />De bate pronto, a professora respondeu com um bilhete mais sucinto do que o de Ludvik: “Seu cinismo não lhe deixa compreender o importante momento histórico”.<br /></div><div align="justify">E a tragédia se abateu sobre meu maltratado boletim escolar. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-11087374939566086352007-08-10T15:55:00.000-03:002007-08-10T15:56:38.296-03:00Sobre Passeatas<div align="justify">Não me queiram mal os adeptos das passeatas e similares, porém em verdade vos digo: acho de mais serventia o silêncio dos cachorros irrigando descuidados postes do que os gritos dos rebanhos que ficam zanzando pelas ruas. Zanzando, aliás, é modo de dizer. Os manifestantes, de quaisquer colorações, andam sempre em linha burra e reta, como se fossem milicos. E é exatamente esta vocação militaresca o que mais abomino nestes eventos. </div><div align="justify"><br />Antes, porém, que os debilóides direitistas (desculpem a redundância) encharquem minha caixa de comentários, repito: o mau juízo vale para todos. Inclusive, em se tratando de marchas, uma das coisas mais ridículas são aquelas filas indianas do MST. Nove fora a justeza dos pleitos, parece-me uma boiada sendo tangida. Aliás, minto. Alguns bois possuem a virtude da desobediência. <br /></div><div align="justify">Mas, derivo.<br /></div><div align="justify">Falava do abominável aspecto militar das passeatas. Sei que devem existir outros - talvez até menos horrendos. E por que me prendo somente a este detalhe? Pergunta-me o impaciente militante. Porque, desde sempre, desconfio que deus, o diabo e a verdade estão apenas nas nuances, ora. <br /><br />P.S Mais sobre passeatas na segunda-feira - se eu não estiver cansado desta prosa ruim.</div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-83633213582350582482007-08-08T14:58:00.000-03:002007-08-08T16:17:02.605-03:00Limpinhos, feios e gaiatos<div align="justify">Passaram-se apenas alguns dias das primeiras passeatas e os presidentes já estavam fora do país. Assim foi em 1964, quando Jango exilou-se no Uruguai. Assim é agora, em 2007, quando Lula sai para mais uma importante turnê por Honduras, Nicarágua e outras gloriosas potências da América Central que não me recuerdo agora.</div><div align="justify"><br />Pronto. Cessam-se aí as coincidências entre a Marcha da Família com Deus pela Liberdade e as atuais manifestações nas ruas de Sumpaulo. </div><div align="justify"><br />E nem adianta recorrer àquela manjadíssma assertiva marxista do primeiro capítulo do clássico O 18 Brumário de Luís Bonaparte. Sim, aquela mesmo que amplia o conceito de Hegel sobre a repetência dos grandes acontecimentos, garantindo que os fatos ocorrem primeiro como tragédia e depois como farsa. </div><div align="justify"><br />No caso das referidas manifestações, não há como negar que a primeira resultou em tragédia, o golpe militar de 1º de abril de 64. Já este último e cansado movimento, porém, não atinge o patamar de uma farsa. É somente uma comédia. </div><div align="justify"><br />Aí, então, a menina Hebe Camargo (que, mais uma coincidência, deu e dá o maiorrapoio às duas reivindicações morais e cívicas) deve estar se perguntando: “Gracinha, por que diabos você ocupa sua preciosa ociosidade com este tema?”<br /></div><div align="justify">Já respondo.<br /></div><div align="justify">Seguinte é este.<br /></div><div align="justify">Desde sempre eu acreditei em uma teoria que agora se mostra furada. De acordo com minha tese original, aqueles meninos amarelos, de chinelo e meia, criados com vó em apartamento, que ficam cuspindo e dando língua aos transeuntes, sim, eles mesmo, aqueles <em>bunda de caruru</em>, acreditava eu, quando cresciam, se é que cresciam, iam todos ser colunistas da (tirem as crianças da sala que vou falar nome feio) Revista Veja. </div><div align="justify"><br />Mas, quá. Depois de me raciocinar todo, confesso: errei. Nem todos os guris vão trabalhar naquele brioso semanário dos Civitas. Uns e outros e mais outros gostam mesmo é de vestir uma camisa listrada e sair às ruas cantando, caubypeixotianamente*, Caaaansei, Caaaansei... </div><div align="justify"><br />E eles podem até não ser afinados, nem honestos, mas que são limpinhos, feios e gaiatos não há dúvidas.<br /></div><div align="justify">* (royalties para este blog aqui <a href="http://www.zeno.com.br/">http://www.zeno.com.br/</a>)</div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-48585989083315774232007-08-06T14:50:00.000-03:002007-08-06T15:18:04.125-03:00Rock dos inferno<a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2007/08/06/policia_baiana_anuncia_morte_do_traficante_pitty__953428.html" target="_blank"><span style="font-size:180%;">The Police matou Pitty</span></a>.<br /><br /><br />Obrigado pelos aplausos, mas lamento informar que vocês gastaram as palmas em vão. Não as mereço. O autor da <em>boutade </em>foi meu amigo Ernandes Santos.<br /><br /><br />P.S Mais sobre o assunto, <a href="http://puraingresia.blogspot.com/2006/12/stanno-tutti-bene.html" target="_blank">clique aqui</a> <a href="http://puraingresia.blogspot.com/2007/03/e-o-boato-do-ingresia-vai-para-1-pgina.html" target="_blank">e aqui</a>.Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-66316604085773330102007-08-02T15:09:00.000-03:002007-08-02T17:22:24.991-03:00Sobre multidões e funerais<div align="justify">Depois das últimas edições do Ingresia, as viúvas do Cabeça ficaram alvoroçadas. (E tome-lhe choro e ranger de dentes). Até o vendedor de churros e retratista oficial do carlismo, Carlão Testa <a href="http://carlaotesta.blogspot.com/">http://carlaotesta.blogspot.com/</a>, saiu de seus cuidados e, protestando, enviou algumas fotos para esta intimorata emissora. (Vejam). Volto em seguida.<br /><br /></div><a href="http://bp1.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RrIgaHfV07I/AAAAAAAAAFg/dVSLRnxGp_U/s1600-h/untitled.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094169761568641970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RrIgaHfV07I/AAAAAAAAAFg/dVSLRnxGp_U/s400/untitled.JPG" border="0" /></a><br /><a href="http://bp0.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RrIgP3fV06I/AAAAAAAAAFY/lzd1asx5eWY/s1600-h/1.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094169585474982818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RrIgP3fV06I/AAAAAAAAAFY/lzd1asx5eWY/s400/1.JPG" border="0" /></a><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RrIgGnfV05I/AAAAAAAAAFQ/S_OAVPm6VGw/s1600-h/celular.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094169426561192850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RrIgGnfV05I/AAAAAAAAAFQ/S_OAVPm6VGw/s400/celular.JPG" border="0" /></a><br /><a href="http://bp2.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RrIf1XfV04I/AAAAAAAAAFI/7GBswYm5n1s/s1600-h/florzinha.JPG"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094169130208449410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RrIf1XfV04I/AAAAAAAAAFI/7GBswYm5n1s/s400/florzinha.JPG" border="0" /></a>Ingresia, aqui me tens de regresso.<br /><br /><div align="justify"></div><div align="justify">Pois bem.<br /><br />Na primeira imagem, a única que dá a impressão de ter muita gente, existem, no máximo, umas cinco mil pessoas – mesmo número daquele glorioso movimento caubypeixotiano Cansei!<br /><br />Mas, para que não digam que estou de má vontade, recorro à sempre sensata e correta avaliação do Jornal da Família de ACM. Segundo o Correio da Bahia, 15 mil pessoas participaram do velório e enterro, o que pela matemática moderna significa menos de 1% dos dois milhões e 700 mil habitantes de Salvador. (E as viuvinhas ainda dizem que era um líder popular).<br /><br /><br />Pois muito bem. </div><div align="justify"></div><div align="justify">Há exatos 35 anos, em 1972, morria Cosme de Farias. Na ocasião, 100 mil pessoas foram às ruas, algo em torno de 10% da população da época da capital baiana. E olhe que o referido não possuía nenhum veículo de comunicação para emburrecer a patuléia. Ao contrário, distribuía cartilhas em sua cruzada contra o analfabetismo.<br /><br />Mas, noves fora as querelas aritméticas, o que distingue os dois velórios é outra coisa: a forma de participação. No enterro do Cabeça, a população apenas assistiu ao evento, cercada por puliças. E aceitaram que seu (lá deles) líder fosse para a cova quase solitário, na companhia apenas dos que têm posses.<br /><br />Já no funeral de Cosme de Farias, crianças, o povo tomou o caixão das mãos das otoridades e o carregou pelas ruas da Cidade da Bahia, na última homenagem a seu ente querido. Ironicamente, o Estado era comandado exatamente por ACM, que iniciava seu primeiro mandato como governador biônico indicado pela ditadura militar.<br /><br />P.S Ainda sobre mortes. Há séculos, Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni tinham o couro curtido e envelhecido em barris de melancolia. Mesmo assim, não foi suficiente. Ao tomarem conhecimento de que André Setaro (<a href="http://setarosblog.blogspot.com/">http://setarosblog.blogspot.com/</a>) sucumbiu ao Domingão do Faustão, eles não resistiram. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-63011271536356079912007-07-27T12:32:00.000-03:002007-07-27T14:45:05.251-03:00A Ingratidão, esta pantera<div align="justify">A última quimera do carlismo era a de que haveria um Grande Funeral. Há séculos só se falava nisso em Soterópolis e adjacências. Seria o último e grandioso ato daquele que era especialista em promover animadas e aterrorizantes muvucas. Aliás, uma amiga me disse que o verdadeiro talento de Cabeça foi desperdiçado. Se ele tivesse levado a vida como promoter, seria um sucesso, deixaria Lícia Fábio no chinelo.<br /><br />Mas, divago. Voltemos à quimera do Grande Enterro. A receita, fácil, tava pronta e apimentada, com o tradicional tempero da quituteira Dadá. Bastavam alguns malucos de rua, uns trios elétricos, que podiam ser substituídos por uma meia dúzia de tocadores de tambor, a ala de presepada dos Filhos de Gandhi, outra porção de pais-de-santos, mais uma quantidade razoável de fanáticos e algumas faixas. Depois, era só mexer a gosto.<br /><br />Mas, amigos, em verdade vos digo: nunca na história desta Bahia houve um evento tão estranho com tão pouca gente esquisita. Nem mesmo a Lavagem da Pituba, nos seus estertores, era tão sem graça. Nenhum escândalo, nenhuma briga, nem mesmo um mísero empurrão ou pisão em um pé desavisado. <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1775272-EI6578,00.html" target="_blank">Nada</a>. Algo só comparável à decadente chibança no Beco Maria Paz.<br /><br />É óbvio que qualquer pessoa que conhece um pouco da safada alma baiana sabia que não teríamos povo em quantidade e a preço de verdade. E nem carecia. Esta raça de gente ruim, o tal povo, inventou ultimamente de praticar ações terríveis, como a desobediência. E a glória de um enterro prescinde do aval da multidão.<br /><br />A única surpresa, pelo menos para mim, foi a debandada geral dos axezeiros. Que galera é esta, meu irmão, diria <a href="http://puraingresia.blogspot.com/2005/05/os-benefcios-do-yga.html" target="_blank">aquele praticante de Yôga</a> , um dos poucos que bateram ponto no velório. Ivete Sangalo, por exemplo, que transformava a passarela do Campo Grande para aquele perigoso esporte de lamber as partes íntimas do atual defunto, devotou-lhe apenas umas quatro palavras. Quatro, menino Augusto dos Anjos, quatro. É, você estava certo, a Ingratidão é mesmo uma pantera.<br /><br />Mas, deixemos de lero e vamos às fotos de Sora Maia, que valem mais do que mil refrões da novíssima música baiana. E olhe que o trabalho dela não custou um tostão aos cofres da Bahiatursa.<br /><br /></div><a href="http://bp3.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoUgnfV03I/AAAAAAAAAFA/03VCaJvB_sQ/s1600-h/webacm2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091904879284573042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoUgnfV03I/AAAAAAAAAFA/03VCaJvB_sQ/s400/webacm2.jpg" border="0" /></a>Ele levanta o dedo de 'beleza'<br /><br /><br /><a href="http://bp2.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoULXfV02I/AAAAAAAAAE4/OPcPkNqL864/s1600-h/webacm4.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091904514212352866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoULXfV02I/AAAAAAAAAE4/OPcPkNqL864/s400/webacm4.jpg" border="0" /></a> O dedinho continua levantado<br /><br /><a href="http://bp0.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoTy3fV01I/AAAAAAAAAEw/7Zj4jvpR1kE/s1600-h/webacm28.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091904093305557842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoTy3fV01I/AAAAAAAAAEw/7Zj4jvpR1kE/s400/webacm28.jpg" border="0" /></a>Ao lado, a solidão dos sanitários<br /><br /><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoTXnfV00I/AAAAAAAAAEo/mgZWB2J9iQU/s1600-h/webacm33.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091903625154122562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoTXnfV00I/AAAAAAAAAEo/mgZWB2J9iQU/s400/webacm33.jpg" border="0" /></a>E a <span style="font-size:85%;">puliça ainda interditou o trânsito</span><br /><br /><br /><a href="http://bp1.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoS0HfV0zI/AAAAAAAAAEg/HZgp_gFeKic/s1600-h/webacm7.jpg"><span style="font-size:85%;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5091903015268766514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RqoS0HfV0zI/AAAAAAAAAEg/HZgp_gFeKic/s400/webacm7.jpg" border="0" /></span></a><br /><span style="font-size:85%;">Só pra quebrar a guia do peão<br /></span><div></div><div><div></div></div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-78202138866934748042007-07-25T11:01:00.000-03:002007-07-25T11:17:16.479-03:00Pau que nasce torto vira berimbau<div align="justify">Reza a lenda que um prefeito de Casa Nova, na Região do São Francisco, promovia um animado churrasco quando foi interrompido por um agourento mensageiro: “Dotô, dotô, sua querida tia faleceu”.<br /><br />Sem a mínima vontade de parar os festejos, o alcaide questionou, sarcasticamente: “De novo? Mas, esta mulher já morreu quantas vezes?” E mandou prosseguir a fuzarca.<br /><br />Pois muito bem. Quando a TV anunciou a última morte de ACM, a Bahia repetiu em uníssono a antológica indagação do prefeito: “De novo?”.<br /><br />Todos aqui já sabiam que o patriarca da Cabeça Branca morria em seu outono havia um bom tempo - mais precisamente desde que seus liderados começaram a perder eleições. Estas mortes chegavam, mas Cabeça sempre disfarçava, fingindo que não era com ele. No entanto, pelo desmantelo do cortejo fúnebre (<strong>vejam as fotos de Sora Kid Maia na próxima edição</strong>), parece que desta vez sua morte é à vera, em que pese o monsenhor Gaspar Sadoc ter garantido que deus vai mandar outros acm’s. Vôte!<br /><br />Senhor, não escutei esta prece.<br /><br />Mas, esta não é a crônica de mais uma morte anunciada. Conforme já é sabido até numa banda de Sergipe, a festa do bode acabou mesmo. Ademais (recebam, sacanas, um ademais pelas caixa dos peito), meu ortopedista recomendou-me não chutar canino morto – pelo menos enquanto eu estiver com meu pé engessado. E neste período ainda de trevas é prudente economizar velas. Defuntos ruins não as merecem.<br /><br />Só toco no assunto apenas e tão somente para denunciar um erro grave da medicina. Os homens de branco afirmaram que o senador bateu as botas (ou seriam coturnos?) por causa da falência de múltiplos órgãos, secundária à insuficiência cardíaca. </div><div align="justify"> </div><div align="justify">Errado.</div><div align="justify"> </div><div align="justify">A <em>causa mortis</em> atende pelas gloriosas três letrinhas, S.A.P: Síndrome de Abstinência de Poder. Para ele, não existia vida longe do chicote e do dinheiro.<br /><br />É isso. Dois de Ouro me falou. Na Bahia, pau que nasce torto vira berimbau. </div><div align="justify"> </div><div align="justify"> </div><div align="justify">P.S Para compensar aquele terrível fiasco, os médicos, na mesma sexta-feira, fizeram <a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1772996-EI8147,00.html" target="_blank">a seguinte descoberta</a>, talvez depois de analisar a cabeça do Cabeça. É vero. Morreu o homem de cérebro miúdo. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-35095651190709045572007-07-20T17:10:00.000-03:002007-07-20T18:24:33.241-03:00Refastele-se com sua impáfia, JurandirHá pouco mais de um mês, exatamente no dia 6 de junho, escrevi um texto sobre <a href="http://puraingresia.blogspot.com/2007/06/elomarianas-bahia-nunca-me-decepciona.html" target="_blank">Elomar e Ariano Suassuna</a>. Ao contrário do que sói ocorrer, modéstia às favas, não estava horrível.<br />E fiquei satisfeito.<br /><br />Mas, alegria, contentamento mesmo, júbilo n’alma, senti quando ouvi hoje o perspicaz comentário de um ouvinte que assina com o singelo pseudônimo de Jurandir Gomes.<br /><br />Ouçam também.<br /><br /><div align="justify"><br /><span style="font-size:180%;">"</span><span style="font-size:100%;">"<em>O moderno no país é a Idade Média." Típico aforismo que (sic) quem se julga muito inteligente, mas que a impostura intelectual não resiste ao mínimo exame. </em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em></em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em>Nem mesmo a pseudo modéstia travestida em linguagem popular - como se brincadeira fosse, o emular de caboclos - esconde a impáfia (sic) dos piores tempos de uma certa esquerda brasileira.</em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em></em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em>Só mesmo em Salvador para que os equívocos da juventude universitária de 70 ainda ressoem com essa bobagem de regionalismo radical como bandeira, ainda que suavizada pelos contornos que apelam para o riso fácil. </em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em></em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em>Suassuna não é grande artista apenas para esse blog, também o é para o departamento de dramaturgia da Rede Globo. </em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em></em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em>Isso diz muito. Refastelem-se (sic), essa é terra de cego.</em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em></em></span></div><div align="justify"><span style="font-size:100%;"><em>Jurandir Gomes</em></span><span style="font-size:100%;"><span style="font-size:130%;">”</span>.<br /></div></span><div align="justify"><span style="font-size:100%;">Como diria meu ídolo <a href="http://puraingresia.blogspot.com/2005/12/o-samba-doce.html" target="_blank">Paulinho Cacá</a>, que felicidade, que felicidade!<br />Felicidade e economia. Afinal, depois desta acurada análise sobre minha personalidade, não preciso mais voltar à terapia. À terapia, não, mas com certeza estarei nesta sexta-feira no Teatro do SESC para bater ponto, com toda a minha empáfia e pé quebrado, em mais um concerto de Elomar. </span></div><span style="font-size:100%;"><div align="justify"><br /></span></div><span style="font-size:100%;">Porém, antes de encerrar mais esta transmissão, faço somente um pedido: Da próxima vez, Jurandir, respeite ao menos a minha empáfia. Empáfia, anotou? </span><br /><br /><div align="justify"></div><div align="justify"></div><div align="justify">P.S Ouço <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1773808-EI7896,00.html" target="_blank">inverossímeis</a> <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/2007/07/20/acm.jhtm" target="_blank">boatos</a> dando conta da morte de ACM. Vou investigar. Caso seja verdade, o que duvido muito, voltarei ao tema. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-54874432849150795752007-07-19T10:54:00.000-03:002007-07-20T11:21:58.452-03:00Dunga venceu. Viva a Argentina!No início da (mal) dita Era Dunga, seu conterrâneo Luis Fernando Veríssimo decretou a sentença definitiva sobre o boleiro: “Ele não consegue entender o futebol sem dificuldade”. Tais palavras da salvação foram proferidas depois que o escritor viu o referido anão fazer uma cara feia de assombrar Branca de Neve para simplesmente passar a bola para o companheiro ao lado.<br /><br /><br />Eis uma verdade que salva e liberta: Dunga não consegue entender o futebol sem dificuldade.<br /><br />E pau que nasce torto vira berimbau. O rabugento Carlos Caetano Bledorn Verri, eis o prêmio que recebeu de seu pai Edelceu na pia batismal, levou sua vocação para o sofrimento ao futebol da Seleção Brasileira. Desde o fatídico agosto (salvai-nos, Rubem Fonseca), quando assumiu o posto de técnico, toda vez que a equipe canarinho entra em campo é uma verdadeira ode ao masoquismo.<br /><br />Sei que os idiotas da objetividade (royalties para Nelson Rodrigues) poderão argumentar que ele acabou de vencer a Copa América e merece todas as batatas. Nécaras. O maior perdedor foi o futebol brasileiro, que terá que engoli-lo por mais um período até que uma Honduras ou El Salvador da vida o derrube. Não vamos padecer eternamente. Sim, amigos, o deus do futebol não é tão injusto quanto aparenta.<br /><br />Mas, voltando à recente conquista, defendo a seguinte teoria: tudo não passou de uma trama muito bem urdida pela Argentina. Calma, minha senhora, eu explico.<br />Seguinte é este.<br /><br />Os hermanos, como é público e notório, são os maiores freqüentadores de consultórios psicanalíticos do planeta, talvez por conta de um caso mal resolvido com os brasileiros, especialmente no pebolismo (Eu falei, pebolismo, hereges). Eles vivem iludidos, por exemplo, achando que Maradona jogou mais bola do que Pelé.<br /><br />E então? É isso mesmo. Qual a melhor forma de vingar o Brasil, senão deixá-lo ganhar sob o comando de Dunga, apostando que este destruirá o que resta de beleza no futebol brasileiro?<br />Foi exatamente isto que eles fizeram. Durante toda a competição, mostraram que jogam o fino da bola e deixaram patente a sua superioridade. Na final, tripudiaram de nossa inteligência com esta fajuta armação para perpetuar Dunga no comando da seleção.<br /><br />No passaran! Ainda há juízes em Berlim e homens em Pindorama que amam o futebol sem o freio de mão puxado.<br /><br />Não chores por nós, Argentina. Não há motivos para festa: ora esta! eu não sei rir à toa.<br /><br /><strong></strong><strong>P.S.: Este texto é uma homenagem ao dia do futebol, que é comemorado hoje.</strong>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-29131486879736173642007-07-16T19:37:00.000-03:002007-07-17T09:16:24.305-03:00Nem tudo está perdido<div align="justify"><br />E o prêmio de melhor <em>boutade</em> nesta chibança cinemástica da Bahia vai para meu amigo <a href="http://revistaentreaspas.blogspot.com/2007/05/com-palavra.html" target="_blank">Elieser Cesar</a>, que largou a seguinte: “<em>Franciel Cruz Credo, você sabe o que André Setaro vai dizer para Edgard Navarro</em>?”. </div><div align="justify"><br />Ante o meu ignorante silêncio, ele arrematou: “Setaro agora vai dar um tempo, fingindo que esqueceu a polêmica, mas depois vai sapecar, com sua voz soturna: 'Eu me Lembro” . </div><div align="justify"><br />É isso. Nem tudo está perdido. O que ainda salva o Brasil é o deboche. A sorte dos graves (e patéticos) momentos da nação é que nem bem eles acabam e já se transformam em piada. </div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-70596191954860325732007-07-12T10:50:00.000-03:002007-07-13T12:22:36.368-03:00A Vanguarda do Derrière<div align="justify">Este balanço na órbita do universo é exatamente o que vocês estão pensando: mais uma polêmica no, com o perdão da má palavra, audiovisual baiano. Eu estou cansado, mas não para dizer: Se a cada mil chiliques dos artistas locais ganhássemos, em contrapartida, um filme que prestasse, a Bahia seria o maior celeiro de obras-primas da cinematografia latino-americana. (E prosseguimos honrando esta gloriosa tradição. Ai, deixem meu cabelo em paz).<br /><br />A novidade, se é que podemos chamar assim, é que atingimos um novo patamar.<br />O menino Drummond dizia que “Lutar com as palavras é a luta mais vã”. E, em seguida, acrescentava. “Entanto lutamos mal rompe a manhã”.<br /><br />Acontece que o cineasta Edgard Navarro só escutou a primeira parte do ensinamento do poeta. <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14466&alterarHomeAtual=1" target="_blank">E, ontem à tardinha, no III Seminário Internacional de Cinema, abandonou a batalha vã dos argumentos</a>. Para rebater as constatações do professor André Setaro sobre a falta de continuidade na produção local, mostrou a bunda como contestação - mesma atitude tomada recentemente por, desculpem o palavrão, Gerald Thomas. Não deixa de ser uma evolução. Em priscas eras, encerrava-se o debate de modo fálico, com uma banana. Hoje, variamos o cardápio. Somos a vanguarda do derrière.<br /><br />Mas, qual heresia disse Setaro que provocou tamanha indignação? Às aspas: “Fazem-se filmes na Bahia de vez em quando e ao sabor dos editais governamentais, os únicos que podem proporcionar a realização de longas-metragens, porque o cinema exige altos recursos e somente o Estado tem a capacidade de socorrer os cineastas ditos baianos, que vivem à sua mercê”. Resumindo: os cineastas são mendigos da boa vontade oficial.<br /><br />Pois é. Nada de novo, conforme atestam os alfarrábios. Há exatos 18 anos, em 1989, no número 13 da Revista da Bahia, houve um debate com estes personagens na Associação Bahiana de Imprensa. Pois muito bem. Noves fora a eterna ladainha pela perda de Glauber Rocha, o chororô era o mesmíssimo: falta de verbas governamentais. Valei-me, meus culhões de Cristo.<br /><br />Mas, retorno à cizânia da tarde de ontem e vejo que, antes de apelar aos dotes de seu traseiro, Edgard Navarro afirmou que Setaro “só faz bater no cinema baiano nos últimos 20 anos”.<br /><br />Não procede.<br /><br />Aliás, em relação à obra do cineasta, o referido professor tem sido até generoso, elevando à categoria de obra de arte filmes feitos pelo mesmo Edgard. Quem quiser conferir, basta acessar o blog de Setaro. Eis o endereço: <a href="javascript:ol(">www.setarosblog.blogspot.com</a>.<br /><br />Porém, somente o elogio não é o bastante. Tudo na Bahia tem que ser lindo, divino, maravilhoso. É o tal fantasma da baianidade que nos persegue, que nos faz recusar sempre algo que não seja o reconhecimento de uma suposta (e inexistente) genialidade. Poderia ainda dizer que, ao usar a bunda como expressão, Edgard apenas está se inserindo na linha evolutiva da cultura baiana. Não digo. Já falei demais, o telefone está caro, vou desligar, obrigado pela atenção. </div><br /><a href="http://bp3.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RpYxziXFMyI/AAAAAAAAAEQ/hUC9V3fCzTY/s1600-h/Foto+Bufada.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086307590628258594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RpYxziXFMyI/AAAAAAAAAEQ/hUC9V3fCzTY/s400/Foto+Bufada.jpg" border="0" /></a><br />Antes de encerrar mais esta transmissão, recebam um fac-símile do nº 13 da Revista da Bahia, que tratou da referida reunião na ABI. Naquele tempo, já faltava dinheiro para o cinema, mas ainda existia disposição para o debate.Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-12450353.post-50763031571206386372007-07-09T11:47:00.000-03:002007-07-09T18:25:18.675-03:00A baianidade que nos persegue<a href="http://bp2.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RpJKjFTqESI/AAAAAAAAAEI/v0D0esqTIvk/s1600-h/Bahia.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085208895835214114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_K5IrD2nvtSo/RpJKjFTqESI/AAAAAAAAAEI/v0D0esqTIvk/s400/Bahia.jpg" border="0" /></a><br /><div align="justify">Eu gostei muito desta foto. Meu amigo Janjão de Aratuípe, também. Inclusive, ele me recomendou que não a publicasse aqui. Argumentou que algum desssscolado da Facom poderia se aventurar a fazer uma, com o perdão da má palavra, tese sobre a imagem. </div><div></div><div>Contrario-o e coloco-a no ar (Valei-me minha Nossa Senhora dos Pronomes Indesejados), omitindo apenas o nome do autor (a) porque não me lembro agora. </div><div> </div><div><strong>P.S Ah, lembrei-me agora. A foto é de Sora Maia, eu acho. </strong></div>Francielhttp://www.blogger.com/profile/13046833290171961219noreply@blogger.com